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- A RELIGIÃO EM BELÉM DO PARÁ
A RELIGIÃO EM BELÉM DO PARÁ Belém do Pará não era um lugar muito amistoso para com a “verdadeira religião”, qualquer que fosse esta. Até certo ponto, sua população não era, de modo algum, diferente do resto da população brasileira, que de um ponto de vista ortodoxo ou teológico, tendia mais a ser “supersticiosa” do que “religiosa”. Nesse ponto, tanto os missionários protestantes como os clérigos católicos ultramontanos estavam em acordo – para ambos os grupos, os brasileiros não eram “cristãos verdadeiros”, A descrição das práticas religiosas brasileiras, deixadas pelos primeiros missionários protestantes são muito parecidas com os relatos dos internúncios para Roma, sobre o mesmo assunto. Da mesma maneira, James Cooley Fletcher, escrevendo ao pai sobre a religião no Brasil, asseverou que, de todos os povos que tinha conhecido, os brasileiros eram os que menos se importavam com a religião. Não tinham entusiasmo pela religião católica e eram sumamente indiferentes às questões espirituais, sua vida religiosa limitando-se a foguetórios e procissões O presbiteriano Ashbel Green Simonton, treze anos mais tarde, também fez uma observação semelhante no Rio de Janeiro. Escreveu que os católicos romanos no Brasil não eram como seus irmãos nos Estados Unidos e na Inglaterra, e acrescentou.”Não estou exagerando quando digo que, para achar aqui um católico romano verdadeiro, é preciso procurá-lo com cuidado. Creio que ainda não encontrei um, a menos que o encontre entre os que recusam expressar-se”. Richard Holden, ano e meio depois de ter chegado ao Pará, expressou uma observação semelhante, não somente sobre o povo como também sobre os padres, declarando: “Ainda não me encontrei com um só padre que parecesse ser sincero ou que de algum modo se importasse com as coisas divinas”. Em Belém, assim como em toda a diocese do Pará, que incluía não só o Pará, como também a província recém-formada do Amazonas, não somente a “infidelidade” era predominante entre a classe um tanto educada, como a mais completa ignorância do catolicismo existia entre as massas analfabetas. “Religião” naquela área, como em todo o Brasil, como já foi exposto acima, era uma espécie de sincretismo entre um catolicismo puramente simbólico do camponês português e os conceitos religiosos dos índios e dos africanos. Essa religião popular consistia, principalmente, na adoração de gravuras e de imagens de santos. A “adoração” dos santos ia além do conceito teológico católico de dulia (render mais do que homenagem) e chegou a ser mais semelhante à latria (adorar como se adora a Deus). Nos templos, a religião limitava-se à missa em latim e a procissões que eram precedidas ou acompanhadas de foguetes e, às vezes, de irmandades dançantes, como a “Irmandade dos Velhos Dançarinos”, de Belém, que tomavam parte na procissão da “Festa dos Círios”, conforme os anúncios publicados no Diário do Grão Pará e outros jornais de Belém. A religião no lar dos analfabetos era, e em muitas partes continua a ser, marcada por uma associação íntima entre o adorador e seu “santo” particular. Havia uma relação muito pessoal entre o adorador e essa divindade menor que era conservada em casa. O santo era “bem tratado” apenas se as coisas andassem normalmente e fielmente concedesse à família o que esta lhe pedia. Se deixasse de cumprir o seu dever, poderia terminar com a cabeça enterrada na areia ou amarrado numa árvore do quintal recebendo uma série de cipoadas como castigo, ou qualquer outra sorte de ultraje, até que fizesse o que o devoto desejasse (C. Fletcher, Rio, 3 de abril de 1852. 43 BFMPCUSA, VOL 3, n. 13, A.G. Simonton a David Irving, Rio, 8 de agosto de 1865). Todas as gravuras de santos, ou que se parecessem com santos eram usadas como santinhos”. Certa vez, Holden sentiu-se obrigado a suspender a venda de ilustrações bíblicas”, que eram cópias de quadros célebres de grandes artistas representando cenas bíblicas. Informou à Sociedade de Literatura Religiosa de Londres que as “ilustrações estavam em perigo” de irem parar nos altares domésticos como santinhos. A ignorância do povo, especialmente o do Alto Amazonas era tal que, como registrou Holden, um d te astucioso que recebera em Belém um astucioso que recebera em Belém um carregamento de cartas de baralho danificados, recuperou seu prejuízo e ainda obteve grande lucro vendendo, como santinhos, ao povo daquela região, os valetes, rainhas e reis não estragados (Diário de Holden, 5 de abril 46 Ibid. 1861). Cumpre salientar que a devoção extremada do povo do Pará à sua padroeira, Nossa Senhora de Nazaré, na sua forma de imagem (como encontrada no local que foi chamado a “Hermidazinha”) causou grande dificuldade ao Bispo Dom Macedo Costa. O bispo reconheceu que aquela devoção era realmente “adoração” (latria) e que a maioria do povo naquela região acreditava que a imagem era a própria Virgem Maria, O povo indignou-se contra o bispo, e até um homem educado e esclarecido como Tito Franco de Almeida assumiu a causa das massas e, evidentemente por demagogia e motivos políticos, asseverou que o bispo estava profanando o nome da Virgem (Tito Franco de Almeida, Fase Atual do Conflito Religioso no Pará, Com Todos o documentos Necessários. (Pará: Tip. do Liberal, 1880), p. 186-191). Talvez, Tito Franco estivesse escrevendo com ironia, apesar da aparência sincera de seus argumentos. Todavia, ainda que estivesse escrevendo em zombaria, na verdade estava expressando um sentimento muito popular. Como o jornalista asseverou, o bispo havia atacado o jornal maçônico O Liberal por ter chamado de “ídolo” à imagem, “mas o próprio bispo tinha comparado a adoração da imagem de Nossa Senhora de Nazaré com a adoração de Isis”. Ainda mais (o que parece ter sido o ponto crucial da questão), o bispo tinha feito ataques contra o festival em honra da padroeira da cidade, que durava duas semanas, chamando-o de “libertinagem”; para uma visão hodierna da Festa dos Círios, ver Isidoro Alves, “O Carnaval Devoto”. Um Estudo Sobre a Festa do Nazaré, em Belém. (Petrópolis; Editora Vozes Ltda, 1980). Alguns dos padres locais pareciam ter sido apenas um pouco mais instruídos do que as massas. Ao menos, em uma ocasião, Holden encontrou um clérigo em Ponta de Pedra, no Pará que era tão sem instrução que parecia ser, mesmo para um padre brasileiro, demasiadamente ignorante. Ante essa ignorância, os bispos paraenses nem sempre foram bem tratados. Assim, na época da chegada de Holden a Belém, a diocese tinha estado sem bispo por mais de três anos. O último bispo, Dom José Afonso de Moraes Torres (1805-1865), depois de catorze anos de combate aos padres políticos “ímpios” e, depois de sofrer toda sorte de indignidades, privações e até fome, renunciou ao episcopado, com a idade de 52 anos, sentindo-se “velho”, doente e fraco (Joaquim Manuel de Macedo, Extrato do Discurso do Orador do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil… na Sessão Solene de 13 de dezembro de 1866. (Rio: J. Villeneuve, 1867);Lino do Monte Carmelo Luna, Elogio do Bispo Resignatário do Pará, Dom José Afonso Moraes Torres. (Rio: s. ed. s.d.); Blake, op. cit., IV, pp. 266-267). POLÍTICOS E PADRES “ÍMPIOS” Os políticos paraenses que mais tarde tomariam parte saliente na Questão Religiosa em Belém e que entraram em contato com Holden no Pará, eram tanto leigos como clérigos: Tito Franco de Almeida, José Henrique Cordeiro de Castro, Padre Eutiquio Pereira da Rocha e o Cônego Ismael de Sena Ribeiro Nery. A união entre os clérigos e políticos no século XIX, no Brasil, como um dos elementos que contribuíram para a destruição da Igreja nacional, já foi mais do que exaustivamente estudada (Padre Júlio Maria, op. cit., pp, 172-181, Thornton, op. cit., pp. 45-54.). Essa união era um fato contra o qual os núncios e internúncios clamaram e tentaram infrutiferamente corrigir. O Internúncio Domenico Sanguigni escreveu que enquanto essa aliança existisse, a posição da Igreja no Brasil seria fraca. Para ele, a Igreja deveria impor-se do alto em vez de descer ao nível dos políticos e ajudá-los a golpear as cabeças da oposição. Padres políticos havia por todo o Brasil, porém eram mais numerosos nas áreas mais atrasadas, visto serem em geral as pessoas mais instruídas no local, e como tais, os líderes naturais da comunidade. Numa diocese atrasada como a do Pará, o problema que a Igreja tinha com os padres políticos era sobremaneira difícil. Por isso, encontramos Dom Macedo Costa, escrevendo ao Imperador, queixando-se dos políticos que estavam apoiando os padres rebeldes, e destruindo completamente a disciplina eclesiástica que tinha tentado impor. A queixa amarga do bispo era que havia suspendido de ordens dois padres. que se recusaram a abandonar suas amantes e os políticos os tinham trazido de volta como professores de escolas públicas. Então, outros padres rebelaram-se e diversos deles tinham desacatado o bispo no recinto do templo durante os serviços religiosos. Dom Macedo solicitava o auxílio do Imperador (MIP, Doc. n° 6763, Dom Antônio de Macedo Costa, Bispo do Pará a Dom Pedro II, Belém, 8 de abril de 1866), Entre os políticos paraenses que estavam ajudando os padres rebeldes na sua luta contra o bispo, estava o Deputado Tito Franco de Almeida. #France #Pará #Apologética
- VESTIR O TRAJE DE FESTA – Scott Hahn medita sobre o 28º Domingo do Tempo Comum
A parábola de Nosso Senhor, no Evangelho de hoje, é novamente um resumo bem claro da história da salvação. Deus é o rei (ver Mateus 5:35), Jesus o noivo (ver Mateus 9:15), a festa é a salvação e a vida eterna que Isaías profetiza na primeira leitura de hoje. Os israelitas foram os primeiros que os profetas, servos de Deus, convidaram para a festa (ver Isaías 7:25). Por recusar os repetidos convites, e até matar os profetas, Israel foi punido e sua cidade conquistada por exércitos estrangeiros. Agora, Jesus deixa claro que Deus enviou novos servos, os Seus apóstolos, para convidar não somente os israelitas, mas todas as pessoas — boas e más — para a festa de Seu reino. Esta é uma imagem da Igreja, que Jesus em outros lugares compara a um campo semeado com trigo e joio; ou uma rede de pesca, que apanha peixes bons e ruins (ver Mateus 13: 24-43, 47-50). Todos nós fomos chamados para esta grande festa de amor na Igreja, na qual, como Isaías predisse, seria destruído o véu que antes separava as nações do mundo e as alianças de Israel; e na qual, também, o muro divisor da inimizade seria derrubado pelo sangue de Cristo (ver Efésios 2: 11-14). Como cantamos no Salmo deste domingo, o Senhor nos conduziu a esta festa, refrescando nossas almas com as águas do Batismo, estendendo a mesa diante de nós na Eucaristia. Como Paulo nos diz, na epístola de hoje, Deus proverá esplendidamente com sua riqueza a todas as nossas necessidades. E no rico alimento de Seu corpo, e no vinho raro de Seu sangue, temos uma amostra do banquete eterno na Jerusalém celestial, quando Deus destruirá a morte para sempre (ver Hebreus 12: 22-24). Mas será que estamos preparados para a festa, vestidos com a roupa da justiça (ver Apocalipse 19: 8)? Jesus advertiu que nem todos os que foram chamados serão escolhidos para a vida eterna. Cuidemos de levar uma vida digna da vocação à qual fomos chamados (ver Efésios 4: 1). https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/dressing-for-the-feast-scott-hahn-reflects-on-the-twenty-eighth-sunday-in-ordinary-time/
- O MUNDO NÃO VAI ACABAR HOJE (Contra os eco-catastrofistas que querem levar o Ocidente ao suicídio) –
Foi em 1969 que o líder do grupo parlamentar trabalhista britânico, Douglas Houghton, pediu a intervenção do Estado para desencorajar os nascimentos, reduzindo a assistência e os subsídios para famílias numerosas, enquanto Lord Sorensen declarou: “Devemos encorajar a esterilização”. Enquanto isso, Paul Ehrlich, biólogo da Universidade de Stanford e autor de A bomba populacional , previu pobreza e fome para a Inglaterra, em um simpósio no Instituto de Biologia de Londres, falando sobre o tema “A população ideal para a Grã-Bretanha”: “Se eu fosse jogador, apostaria que a Inglaterra não existirá mais no ano 2000, e dez contra um que o padrão de vida do inglês médio será inferior ao atual.” Passaram-se cinquenta anos, a expectativa de vida na Inglaterra aumentou dez anos e o padrão de vida sofreu uma transformação radical. No entanto, a ideia de que a redução da população é necessária para diminuir o impacto ambiental ainda está na raiz de todos os clamores antropofóbicos verdes, incluindo o eco-fascismo dos dois atentados em Christchurch (Nova Zelândia) e o de El Paso (Texas). Atualmente, estão aparecendo outdoors em muitas cidades da América do Norte, de Vancouver a Minneapolis, em pontos de ônibus e também ao longo de rodovias. Uma criança sorridente observa os passageiros. E, a seguir, o anúncio: “O maior presente de amor que você pode dar ao seu primeiro filho é não ter outro filho”. É uma série de anúncios (um outro diz que “o conservadorismo começa na concepção”) financiados pela World Population Balance, uma organização ecológica dos Estados Unidos. Dave Gardner, o diretor, diz que apoia uma solução “ética, humanitária e voluntária” para a superpopulação. E é uma propaganda que acaba funcionando. Uma pesquisa da Morning Consult para o New York Times mostra que um terço dos homens e mulheres, entre 20 e 45 anos, citam as mudanças climáticas como fator em sua decisão de não ter filhos. Os dados do Morning Consult também descobriram que 11% dos adultos sem filhos dizem que a mudança climática é a “principal razão” pela qual eles não os queiram. “O congestionamento começa na concepção”, anuncia outro manifesto em defesa do “filho único eco-sustentável”… São utilizadas imagens de tráfego e incêndio. A mensagem é clara: “Tenha filhos e você aumentará as filas nas ruas e o risco de desastres naturais”. Já a seção child free é sedutora: jovens casais sem filhos se abraçam, se beijam, se deleitam em piqueniques. Eles dizem que são a favor de uma “redução drástica e voluntária dos nascimentos”. E se não der certo, o biólogo Ehrlich sempre tem a solução seguinte: tributação de produtos para bebês (“berços, fraldas, jogos, comida de bebê”), encher as escolas de educação sexual, tornar o acesso ao aborto ainda mais fácil e campanhas de esterilização no estilo chinês, com implantes de prevenção de parto . Os malthusianos nunca foram bons em previsões. Mesmo assim, os “colapsólogos” persistem e são muito populares na França. O ex-ministro do Meio Ambiente, Nicolas Hulot, e Frédéric Lenoir, ex-diretor do Monde des Religions , acabam de escrever um livro a quatro mãos para a editora Fayard, D’un monde à l’autre, le temps des consciences [“De um mundo ao outro. O tempo das consciências”]. É um manifesto a favor do declínio econômico e demográfico, como forma de afrontar um mundo cheio de aquecimento climático, desigualdades sociais e recursos escassos. Ainda mais direto é o título do livro de Hervé Kempf para Seuil: Que crève le capitalisme [“Que o capitalismo arrebente!”]. “Os ambientalistas estão trabalhando concretamente para agravar nossa desvantagem tecnológica diante da Ásia Oriental, que assiste ao nosso suicídio geopolítico”, disse Laurent Alexandre, médico, divulgador científico, ensaísta liberal e fundador do site Doctissimo , e que acaba de publicar o livro Jouissez jeunesse! [“Aproveita, juventude!”], um manual para os que optam por não acreditar no fim do mundo. “Enquanto gritamos ‘o planeta está pegando fogo’, a China está conquistando a liderança tecnológica mundial. Cada passo geopolítico será pago caro por nossos netos. Ao ceder às injunções de decrescimento, estamos destruindo o seu futuro. A onda colapsista aumenta à medida que o centro de gravidade do mundo se afasta da Europa. Eles querem uma queda acentuada na produção e, portanto, no poder de compra, o que enfraqueceria a democracia. O discurso do colapso está levando a Europa ao suicídio. O medo neurótico do exercício do poder impediu a Europa de entender que uma gigantesca guerra tecnológica está em curso entre os Estados Unidos e a China”. Devido a esse preconceito ideológico anti-crescimento, a Europa entrou em colapso na maioria dos setores-chave para o futuro: “Telefonia, inteligência artificial, nanotecnologias, agricultura GM (alimento geneticamete modificado), espaço, defesa cibernética. O holofote da história está apontado para outro lugar. Já quase não olhamos para a Europa com inveja, exceto para ter acesso aos seus consumidores e ao seu poder de compra. A Europa já não é um exemplo, mas uma presa voluntária”. Greta Thunberg é o modelo desta geração gnóstica que se imola. “É a ferramenta ideal para forçar os jovens a reduzir drasticamente suas liberdades: os aiatolás eco-catastrofistas os convencem de que arderemos no inferno do aquecimento global, a menos que aceitem uma ditadura verde. Seguir Greta pioraria o aquecimento global, aumentaria o desperdício de dinheiro público, levaria a uma ditadura verde regressiva e nos deixaria à mercê da China e da Rússia. Lênin chamou os burgueses de esquerda de idiotas úteis da revolução; os jovens que seguem Greta são idiotas úteis das assim chamadas empresas de energia renovável. A morte de todos os modelos marxistas — da Coreia do Norte à Venezuela, de Cuba ao Camboja de Pol Pot — deixou os antiliberais perdidos. O catastrofismo ecológico, e sua série de pânicos, são a ferramenta ideal para propor uma nova utopia, que substitua a ditadura marxista. Ao instrumentalizar os jovens, impõem uma agenda liberticida em nome dos bons sentimentos. A estratégia antipânico é devastadora: 27% dos australianos, com idades entre dez e quatorze anos, acreditam que o mundo acabará antes de se tornarem adultos. Parar o desenvolvimento econômico levaria a guerras e fomes, impedindo os países do Terceiro Mundo de limpar o meio ambiente. O fervor quase religioso, que rodeia esta profetisa do fim do mundo e do decrescimento, que é Greta, é o símbolo de uma democracia que se tornou histérica, na qual a emoção prevalece sobre a razão. Não acredito que estejamos no fim dos tempos e acho que o mundo de hoje é melhor do que em 1750, 1900 ou 1960. Ao fomentar os piores cenários à nossa frente, os ecologistas fanáticos nos impedem de ver os verdadeiros desafios. Incapazes de imaginar um futuro positivo, de ser entusiastas da humanidade, abandonamos o campo de batalha do futuro. Numa altura em que a Europa deveria se mobilizar para travar o declínio industrial e científico, este discurso quase delirante paralisa e ameaça tirar-nos da história”. A ecologia política é uma concentração incrível de más notícias e falsas boas ideias: “Organizar o decrescimento, isto é, o declínio do poder de compra; reduzir a demografia europeia para acomodar melhor os migrantes; reduzir a população limitando a assistência aos idosos enfermos; bloquear as tecnologias mais avançadas; reduzir o comércio e o transporte; limitar as liberdades individuais para reduzir a “emissão de carbono” dos cidadãos; promover tecnologias frugais e ancestrais… Apenas medidas de redução são aceitáveis… Somente é aceitável a flagelação… O ambientalista Bruno Latour chegou a propor o uso de camisa de força contra cientistas que apoiam a geoengenharia.” Segundo Laurent Alexandre, o ambientalismo tornou-se uma religião. “A ideologia verde é fundamentalmente religiosa: só que, em vez de pedir perdão a Deus, pedimos perdão à Natureza. O colapso do cristianismo no Ocidente abriu o caminho para essa nova catequese. O discurso ambientalista retoma a história da Queda, que está no Gênesis: no início era o paraíso terrestre, os homens provaram da árvore do conhecimento, e Deus os enxotou. É paradoxal e engraçado que isso aconteça, enquanto a Europa nega as suas raízes cristãs. A ecologia desperta, em seus seguidores, delírios de mortificação que os tornam prontos para qualquer sacrifício: arrependimento, mortificação, catequese, apocalipse, contrição. O Papa Francisco convida seus seguidores a confessarem seus pecados contra o meio ambiente”. Como podemos ver nesses anúncios publicitários, a maioria dos ambientalistas são radicais malthusianos. Eles odeiam o homem. “O ex-ministro do Meio Ambiente, Yves Cochet, explica: ‘Não ter mais de um filho é o primeiro gesto ecológico’. A ecologia política nos torna desumanos. Da defesa da papoula ao fascismo verde, é só um passo. A transição do amor pelas libélulas para a doutrina da morte é plenamente possível. São etno-masoquistas: propõem o desaparecimento da civilização ocidental para dar lugar aos migrantes. Os jovens dizem nas redes sociais: ‘Não quero ter filhos, para reduzir a minha emissão de CO2 …’. É triste porque, excluindo a imigração, a população está em colapso na Europa, ao contrário da África”. E se você se opõe ao programa deles, se transforma em inimigo da humanidade. “Trinta anos atrás, a ecologia era uma corrente simpática de ideias, tingida de romantismo, com um perfume levemente hippie . Está, agora, se tornando um programa totalitário, violento, com anátemas e fogueiras. A ecologia política tenta convencer a opinião pública de que apenas uma mudança radical de regime, incluindo o declínio das liberdades e o abandono do conforto, pode salvar o planeta. Os ambientalistas radicais entenderam perfeitamente que, para trazer as pessoas para a Cruzada Verde, é preciso aterrorizá-las”. Precisamos de bodes expiatórios. “Os abutres ideológicos manifestaram-se a favor da morte pelo Covid-19. Os cínicos explicam que o vírus é bom e sublinham as mudanças necessárias. O sofrimento das pessoas é usado para condenar a economia de mercado e o progresso. Acolhemos com fervor a vingança da natureza sobre nossa arrogância”. Embora as questões climáticas e energéticas sejam importantes, a aventura humana não pode ser reduzida a uma obsessão pelo CO2. Os jovens devem gerenciar [no futuro imediato] seis revoluções simultâneas, sem precedentes na história: revolução econômica, com a redefinição da produção; revolução geopolítica, com a concentração da riqueza global nas metrópoles; revolução da mídia, com o controle dos fluxos de informação nas mãos dos colossos digitais; revolução política, com o enfraquecimento da verdade na época de demanda por democracia direta; revolução ética, com a industrialização da vida, a criação artificial de crianças e a manipulação do nosso DNA e do nosso cérebro; revolução filosófica, com a reescrita dos objetivos da humanidade pelos nossos poderes demiúrgicos; revolução civilizacional, com neurotecnologias e inteligência artificial por meio da explosão de habilidades computacionais. O Humanismo 2.0 é o canteiro de obras do século e a responsabilidade dos jovens é imensa. O Homo Deus deve ser domesticado! Que os jovens aproveitem a sua juventude!”. O intelectual ecológico Bruno Latour escreveu, no Le Monde : “O apocalipse é emocionante”. Não, não é: está levando os países ricos ao suicídio, seus filhos ao Prozac e tornando real o verso de T. S. Eliot: “É assim que o mundo vai acabar: não com uma explosão, mas com um lamento” (“The Hollow Men”, 1925). http://www.radiomaria.it/il-mondo-non-finira-oggi-contro-gli-ecocatastrofisti-che-vogliono-portare-loccidente-al-suicidio
- Padre José Eduardo comenta a recente histeria do “Avatar” do Facebook
Desde o surgimento da nova funcionalidade “avatar” no facebook, que permite montar um personagem com a aparência do utilizador, muitos cristãos condenaram o uso utilizando a argumentação da origem da palavra avatar e sua relação com a nova era. Nesta sexta-feira, o Padre José Eduardo utilizou suas redes sociais para orientar os fiéis e passar uma visão mais sóbria sobre como entender a questão. Leia o texto completo: AVATAR – COISA DO DÊMO? A falta de cultura, infelizmente, é campo para o surgimento espontâneo de lendas, muitas das quais se associam a demonologias populares, temperadas ao sabor dos puritanismos em voga. Certa vez, quando era criança, lembro-me de uns amigos pentecostais que me contaram, alarmadíssimos, que não se deveria jamais exclamar “rá-tim-bum” ao se cantar “Parabéns a você”, pois aquele era o nome de um demônio, no caso, invocado sobre quem estaria aniversariando. Achei graça naquilo tudo, mas só depois de muito tempo descobri que a expressão teve uma origem pitoresca: por pura gozação, uns alunos da Faculdade São Francisco começaram a caçoar com o nome de um rajá indiano chamado Timbum e a zoação acabou parando no “Parabéns”. Acredito que algo parecido esteja se dando estes dias com o termo “avatar”, utilizado no aplicativo do facebook criado para gerar estes desenhos a partir da imagem do próprio usuário. Desambiguar é aquilo que se faz quando uma palavra pode assumir sentidos diferentes e, portanto, devemos precisar em que sentido a estamos usando. Após terminar o texto, leia também: Como a conversão de um sacerdote pode estimular a mudança dos fiéis e do próprio clero Ora, a palavra “avatar” vem do sânscrito e significa “descida de Deus”, pois a religião hindú acredita que uma divindade pode assumir eventualmente um corpo humano não ao modo de uma encarnação, mas ao modo de uma representação, ou seja, aquele corpo representaria a tal divindade. A “Nova Era” passou a designar também pelo nome de “avatar” o seu esperado “Maitreya” (em sânscrito, amigo), que seria o implantador da tal “era de aquário”. Crenças à parte, no mundo virtual, sobretudo nos jogos de imersão, a palavra “avatar” assumiu outro significado (com certa relação com o primeiro): quando uma pessoa joga, ela assume outra identidade representativa no contexto do jogo e, neste sentido, um “avatar”. Contudo, não existe a relação unívoca entre os dois significados, aliás, como algumas pessoas têm sugerido por aí, chegando a dizer que quem fez uma figurinha de avatar consagrou a sua vida inteiramente a um demônio e, portanto, abriram-se-lhe todos os portais das desgraças por esta e as próximas gerações. Eu não criarei nenhum avatar para mim simplesmente porque não gosto de modinhas e também sou feio o suficiente para ter apenas uma única versão de mim mesmo. Também não sou ingênuo e sei que o uso de palavras pode ter a finalidade de lacear a percepção das pessoas para que comecem a conviver com significados de religiões alheias e acabem por naturalizá-los. Contudo, acho que precisamos ter equilíbrio para não cairmos em descrédito diante do mundo. Caso contrário, reduziremos nossa fé ao nível dessas superstições da ignorância e aviltaremos totalmente a sua preciosidade. Enfim, para mim, este papo me parece mais uma reedição da lenda pentecostal do “rá-tim-bum” em pleno século XXI. Leia também Criar avatar no Facebook é coisa do demônio? Padre Gabriel Vila Verde responde…
- Padre José Eduardo comenta a recente histeria do “Avatar” do Facebook
Desde o surgimento da nova funcionalidade “avatar” no facebook, que permite montar um personagem com a aparência do utilizador, muitos cristãos condenaram o uso utilizando a argumentação da origem da palavra avatar e sua relação com a nova era. Nesta sexta-feira, o Padre José Eduardo utilizou suas redes sociais para orientar os fiéis e passar uma visão mais sóbria sobre como entender a questão. Leia o texto completo: AVATAR – COISA DO DÊMO? A falta de cultura, infelizmente, é campo para o surgimento espontâneo de lendas, muitas das quais se associam a demonologias populares, temperadas ao sabor dos puritanismos em voga. Certa vez, quando era criança, lembro-me de uns amigos pentecostais que me contaram, alarmadíssimos, que não se deveria jamais exclamar “rá-tim-bum” ao se cantar “Parabéns a você”, pois aquele era o nome de um demônio, no caso, invocado sobre quem estaria aniversariando. Achei graça naquilo tudo, mas só depois de muito tempo descobri que a expressão teve uma origem pitoresca: por pura gozação, uns alunos da Faculdade São Francisco começaram a caçoar com o nome de um rajá indiano chamado Timbum e a zoação acabou parando no “Parabéns”. Acredito que algo parecido esteja se dando estes dias com o termo “avatar”, utilizado no aplicativo do facebook criado para gerar estes desenhos a partir da imagem do próprio usuário. Desambiguar é aquilo que se faz quando uma palavra pode assumir sentidos diferentes e, portanto, devemos precisar em que sentido a estamos usando. Após terminar o texto, leia também: Como a conversão de um sacerdote pode estimular a mudança dos fiéis e do próprio clero Ora, a palavra “avatar” vem do sânscrito e significa “descida de Deus”, pois a religião hindú acredita que uma divindade pode assumir eventualmente um corpo humano não ao modo de uma encarnação, mas ao modo de uma representação, ou seja, aquele corpo representaria a tal divindade. A “Nova Era” passou a designar também pelo nome de “avatar” o seu esperado “Maitreya” (em sânscrito, amigo), que seria o implantador da tal “era de aquário”. Crenças à parte, no mundo virtual, sobretudo nos jogos de imersão, a palavra “avatar” assumiu outro significado (com certa relação com o primeiro): quando uma pessoa joga, ela assume outra identidade representativa no contexto do jogo e, neste sentido, um “avatar”. Contudo, não existe a relação unívoca entre os dois significados, aliás, como algumas pessoas têm sugerido por aí, chegando a dizer que quem fez uma figurinha de avatar consagrou a sua vida inteiramente a um demônio e, portanto, abriram-se-lhe todos os portais das desgraças por esta e as próximas gerações. Eu não criarei nenhum avatar para mim simplesmente porque não gosto de modinhas e também sou feio o suficiente para ter apenas uma única versão de mim mesmo. Também não sou ingênuo e sei que o uso de palavras pode ter a finalidade de lacear a percepção das pessoas para que comecem a conviver com significados de religiões alheias e acabem por naturalizá-los. Contudo, acho que precisamos ter equilíbrio para não cairmos em descrédito diante do mundo. Caso contrário, reduziremos nossa fé ao nível dessas superstições da ignorância e aviltaremos totalmente a sua preciosidade. Enfim, para mim, este papo me parece mais uma reedição da lenda pentecostal do “rá-tim-bum” em pleno século XXI. Leia também Criar avatar no Facebook é coisa do demônio? Padre Gabriel Vila Verde responde…
- Como a conversão de um sacerdote pode estimular a mudança dos fiéis e do próprio clero
Assista esta análise especial sobre a recente conversão do sacerdote católico que pediu perdão aos seus fiéis pelos abusos litúrgicos ocorridos nas missas “ carismáticas ” que ele celebrava. Durante a homilia desta semana, o Padre Sérgio da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Bairro de Periperi – Salvador – BA, apresentou um pedido de perdão aos fiéis pelos inúmeros abusos litúrgicos cometidos durante as missas carismáticas que celebrava. Neste vídeo conversaremos sobre como a conversão de um sacerdote pode estimular a mudança dos fiéis e do próprio clero. Assista e compartilhe: Assista ao testemunho completo do padre Sérgio: Padre carismático pede perdão por abusos litúrgicos: “Não celebrava a Missa da Igreja”
- Como a conversão de um sacerdote pode estimular a mudança dos fiéis e do próprio clero
Assista esta análise especial sobre a recente conversão do sacerdote católico que pediu perdão aos seus fiéis pelos abusos litúrgicos ocorridos nas missas “ carismáticas ” que ele celebrava. Durante a homilia desta semana, o Padre Sérgio da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Bairro de Periperi – Salvador – BA, apresentou um pedido de perdão aos fiéis pelos inúmeros abusos litúrgicos cometidos durante as missas carismáticas que celebrava. Neste vídeo conversaremos sobre como a conversão de um sacerdote pode estimular a mudança dos fiéis e do próprio clero. Assista e compartilhe: Assista ao testemunho completo do padre Sérgio: Padre carismático pede perdão por abusos litúrgicos: “Não celebrava a Missa da Igreja”
- TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO? – Opina o historiador italiano Roberto de Mattei
“Eu acredito na existência de conspirações na história. Como ser social, o homem tende a se associar e, sendo ferido pelo pecado original, associa-se não só para o bem, mas também para o mal. O que distingue os maus, que não por acaso são chamados de filhos das trevas, é que eles se reúnem em segredo para ocultar suas manobras. É por isso que os papas sempre condenaram as sociedades secretas, a começar pela Maçonaria. Precisamente porque acredito nas manobras dos filhos das trevas, penso que é preciso muita prudência para denunciar planos diabólicos quando não há provas. Todas as hipóteses são lícitas, mas é preciso estar atento antes de formulá-las com certeza absoluta.” http://www.aldomariavalli.it/2020/09/14/il-pontificato-di-francesco-clinicamente-estinto-intervista-al-professor-roberto-de-mattei/
- 50 AUTÓPSIAS ITALIANAS - A VERDADE QUE NÃO CHEGA NO BRASIL
50 Autópsias Italianas. A verdade que não chega no Brasil. Daniel D´Andrea e Fernando Beteti 50 Autopsias Itália. Toda VERDADE atualizada Você não vai acreditar Daniel D'Andrea & Fernando Beteti POTEVAMO SALVARE MOLTE VITE: QUANDO L'HO DENUNCIATO L'ORDINE DEI MEDICI MI HA PUNITO ► Prof. Manera E agora OMS? Vai se desculpar outra vez? [VERDADE CENSURADA] PROIBIDO MÁSCARA e CLOROQUINA Dr. Alessandro Loiola / Fernando Beteti Vitamina D protege cidade inteira. Prefeita Fábia Richter e Fernando Beteti OMS Não usa máscara, saiba a verdade. Meire Yamaguchi e Fernando Beteti Por que não se aceita CLOROQUINA? Nise Yamaguchi e Fernando Beteti Covid19 causa BURRICE em autoridades? COVID? VACINA? MEDO? DR CICERO COIMBRA e Fernando Beteti Vai tomar Vacina Russa? Fernando Beteti com Dr. Alessandro Loiola Correr de máscara? Você está louco? Não fique mais doente! Esse suplemento pode matar o VIRUS. Lair Ribeiro e Fernando Beteti. OMS, CLOROQUINA, DINHEIRO Naomi Yamaguchi fala tudo pra Fernando Beteti Vitamina D3, pode reduzir a mortalidade nesse momento? Cloroquina NUNCA será aceita por OMS! Naomi Yamaguchi revela tudo pra Fernando Beteti Abrir, fechar ou Isolar na Pandemia? JPNews Fernando Beteti Qual dose de CLOROQUINA? Dra NISE YAMAGUCHI e Fernando Beteti - Repórter Saúde É possível prevenir ou curar COVID? Dr. João Ricardo Yamasita conta tudo pra Fernando Beteti OMS e Mídia contra Cloroquina mas isso eles não contam. FERNANDO BETETI Repórter Saúde OMS, Erro Médico CLOROQUINA podem matar pacientes COVD. FERNANDO BETETI Alerta sobre confinamento Covid19. Dr Juarez Callegaro com Fernando Beteti Não tenho medo de Covid e diz o que toma Dr Juarez Callegaro de 86 anos O que devo fazer para não me estressar durante a pandemia? - Repórter Saúde com Dr. Juarez Callegaro A HIDROXICLOROQUINA RESOLVE? Dr. Cicero Coimbra responde para Fernando Beteti
- BREVE INTRODUÇÃO À FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA – Rubén Peretó Rivas
[Prefácio de Rubén Peretó Rivas à sua obra Breve introdução à filosofia contemporânea , lançada na semana passada pela editora Frónimos. O autor é católico e ensina na Universidade Nacional de Cuyo, província de Mendoza, Argentina. Na Amazon brasileira aqui ]. É cada vez mais difícil negar a decadência em que está mergulhado o mundo contemporâneo. Só não é evidente para quem cobre os olhos com a máscara de algumas das ideologias da moda, imprescindíveis para quem pretenda conservar suas relações sociais, seu bom nome e seu trabalho. O mundo que viu o surgimento das grandes luzes do pensamento que iluminaram o mundo ocidental, e que ouviu suas discussões, das quais saíram os sólidos argumentos em que se fundaram a moral, a cultura e a política, entre outras áreas, de um toda uma civilização; esse mesmo mundo agora ouve, com espanto, que as grandes questões pressupõe a destruição do patriarcado, a exaltação das revoluções, a defesa das mais diversas diversidades que se podem conceber e a adoção de uma linguagem neutra, incapaz de distinguir o que a natureza determinou como sendo uma das primeiras e mais básicas de todas as distinções: a que existe entre o homem e a mulher. Até poucos anos atrás, os jovens que frequentavam o ensino médio conheciam, além da sua própria língua, o grego e o latim, que lhes abriam as portas à fonte da cultura em que haviam nascido. Hoje, mal balbuciam a língua materna, e seu modo usual de expressão são os emojis [figurinhas usadas em mensagens eletrônicas]. Desconhecem não só o texto, mas também o significado cultural de palavras como Ilíada ou Odisséia , e têm apenas uma vaga e distorcida ideia, na melhor das hipóteses, do que se pretende exprimir quando o assunto é Dom Quixote . Não é necessário continuar aprofundando a descrição de nosso século devastado. Não é esse o objetivo deste pequeno livro, que não tem mais do que a modesta pretensão de oferecer uma visão breve e rápida das linhas de pensamento mais relevantes que, durante o século passado, acabaram afetando o mundo ocidental e possibilitaram a chegada da época sombria em que vivemos hoje. O panorama político, social, cultural e religioso atual, decrépito e condenado a uma ruína iminente, não pode ser explicado somente através de sinuosidades econômicas, como o marxismo gostaria, ou pelas poderosas ondas de uma surpreendente maturidade à qual teria chegado a humanidade a partir da Revolução Francesa — imposta pelo fio da guilhotina — e que só teria se fortalecido nas últimas décadas. As razões da queda são mais profundas. A realidade foi desprezada e, para confrontá-la, ergueu-se a onipotência de uma razão que chegou ao ridículo de negar ao real a sua própria condição de real, posto que a realidade não é mais — dizem — do que uma construção cultural. O pensamento, libertado assim da âncora que lhe proporcionava o existente, pôs-se a navegar a favor dos ventos que esta suposta liberdade absoluta soprava. E tudo deu no que deu. Como bem disse Roger Scruton, o único mérito do progressismo é ter destruído em poucos anos o que levou mais de vinte e cinco séculos para ser construído. Daí a necessidade de, provocados pelo mesmo progressismo, reivindicar sem pudores uma postura conservadora. Se não conservamos o que resta da cultura ocidental, não seria estranho se, mais cedo ou mais tarde, desaparecermos como civilização, engolidos por outros povos que, despojados de muitas coisas, pelo menos ainda conservam o seu senso comum. Esta breve introdução à filosofia contemporânea tem muitos limites. A primeira delas é que cobre apenas uma parte do que, com mais ou menos razão, pode ser chamado de “filosofia contemporânea”. Os critérios de recorte se devem simplesmente à opinião do autor da seleção, que pode ser questionada com toda razão. Por outro lado, as porções escolhidas também foram recortadas, pois a complexidade do pensamento não só de um autor, mas de várias escolas de pensamento, exige necessariamente, em uma obra dessas características, que seja pintada com pinceladas rápidas. Finalmente, há dois pontos a ressaltar. Não se trata de livro escrito para filósofos. Eles saberão onde encontrar obras mais sérias e profundas. Destina-se a um leitor medianamente culto, sem quaisquer outros requisitos de formação ou formação escolar. E, em segundo lugar, não foi escrito com caráter apologético: apresenta de forma breve e clara o pensamento de um autor, ou os princípios de uma escola filosófica, prescindindo das críticas ou opiniões que pudessem ser feitas a partir de uma posição conservadora. Essa tarefa corresponde aos leitores que, espero, possam encontrar nestas páginas as chaves que explicam o estado de prostração em que vivemos. [O conteúdo da obra é o seguinte: 1. O neopositivismo lógico de L. Wittgenstein e R. Carnap; 2. O existencialismo de J. P. Sartre; 3. O personalismo de Buber e Levinas; 4. A teoria crítica de Habermas; 5. A psicanálise de Freud; 6. O estruturalismo de Levy-Strauss e Foucault].
- Criar avatar no Facebook é coisa do demônio? Padre responde:
Durante esta semana o Facebook foi invadido por uma nova funcionalidade chamada avatar, com o qual as pessoas podem criar versões virtuais de si mesmo e usá-las em figurinhas personalizadas para comentários e publicações. Avatar na informática não é um conceito novo, nem foi inventado pelo Facebook. Este termo foi adotado há muito tempo. Na informática essa palavra significa a representação de si mesmo, geralmente em meios virtuais, com o objetivo de se personificar, para demonstrar uma autoimagem em ambientes virtuais. É importante lembrar que o termo Avatar, dentro da informática, já é utilizado há muito tempo por aplicativos e sistemas para representar uma imagem do usuário, portanto sendo algo consolidado que a maioria das pessoas que usaram algum tipo de sistema já deve ter utilizado sem nem mesmo perceber. Não é incomum o uso de expressões com situações que em que não se relacionam com suas origens, mas que são usadas para um novo significado. Entretanto, muitos católicos compartilharam mensagens reprovando a utilização desta nova funcionalidade por cristãos, uma vez que a palavra Avatar possui ligação com a cultura da religião hindu. Veja um exemplo de comentário: AVATAR é uma manifestação corporal de um ser imortal segundo a religião hindu, por vezes até do “Ser Supremo”. Deriva do sânscrito Avatāra, que significa “descida”, normalmente denotando uma das encarnações de Vishnu (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade. Além deste texto, também reproduziram um vídeo antigo do Monsenhor Jonas Abib, no qual ele faz uma explicação daquilo que alguns acreditam ser a “Nova Era de Aquarius” na qual haveria um lider religioso também chamado de Avatar. No entanto, existe uma descaracterização daquilo que é dito no vídeo, uma vez que não há relação nenhuma com o contexto no qual o avatar da informática está inserido. Se a palavra AVATAR não pode ser usada para expressar um outro conceito, não poderíamos usar outras palavras que também possuem origens pagãs. Podemos, então, citar o exemplo da palavra Hermenêutica, muito usada nas Ciências de modo geral (inclusive na Teologia) remete ao culto helênico oferecido ao deus Hermes (apenas para citar um exemplo). Assim como este exemplo, muitas outras palavras possuem etimologia religiosa pagã. Diante da polêmica, um padre que gostou da nova funcionalidade do facebook, encarou os comentários na brincadeira, e esclareceu a questão. Veja sua explicação: Podem fazer a brincadeira do bonequinho, minha gente. Isso existe desde o tempo do Orkut, e eu já fazia por lá. Quem vê o demônio nessas coisas, às vezes não percebe que o demônio está do seu lado, deixando a vida mais azeda e triste. O demônio está nas novelas imorais, nos filmes de bruxaria, nas músicas pornográficas, na inveja, na malícia, e isso eu não vejo ninguém ser contra. Se reclamar, eu faço mais dez bonequinhos, cada um com um cabelo diferente, já que o meu está tão pouco. Padre Gabriel Vila Verde Neste sentido, o padre fez um alerta àqueles que conseguem problematizar algo que a Igreja não se manifestou oficialmente, mas por outro lado, acabam ignorando muitos ensinamentos importantes da Santa Igreja. E também recordou um importante ensinamento bíblico: “Todo aquele que peca é do diabo” IJo 3,8 O pecado mortal (ou grave) é uma desobediência grave à Deus e à sua Lei. O pecado é mortal quando: 1 – A matéria é grave (ou seja, quando se trata de algo importante) 2 – Existe o conhecimento de causa (ou seja, quando a pessoa sabe o que está fazendo) 3 – Há a vontade deliberada (ou seja, quando se faz por querer) Se faltar um desses três itens o pecado é leve ou venial. O pecado mortal é assim chamado porque nos faz perder a graça de Deus, ou seja, a comunhão com Deus, levando nossa alma a um estado de morte. Leia também Padre José Eduardo comenta a recente histeria do “Avatar” do Facebook Os pecados mortais mais comuns hoje são: – Faltar missa dominical por preguiça ou comodismo – Viver junto sem ser casado (amasiados ou casados só no civil) – Pratica sexual fora do casamento (adultério, fornicação, prática homossexual,etc) – Pornografia (incluindo novelas com cenas imorais, BBBs, etc) – Masturbação – Namoro indecente – Ter ódio das pessoas (quando se deseja o mal ao próximo) – Frequentar falsas doutrinas (espiritismo, macumbaria, maçonaria, magia, etc.) – Difamar e/ou caluniar pessoas – Inscrever-se ou votar em associações ou partidos abortistas ou que defendem ideias gravemente contrárias à família (como PT, PC do B, PSOL, PV, PSTU, PDT, etc.) – Praticar ou apoiar a prática do aborto, evitar filhos por métodos artificiais (pílulas, camisinhas, DIU, etc) – Embriagar-se ou fazer uso de drogas – Frequentar festas ou shows mundanos (carnaval, discotecas, boates, raves, bailes funks, etc.) – Entre muitos outros… Leia também CUIDADO: SUA ROUPA PODERÁ TE LEVAR AO INFERNO A pessoa que está em estado de pecado mortal NÃO pode comungar, pois a SS Eucaristia é sacramento dos vivos, ou seja, só pode comungar quem está na graça de Deus, sem pecados mortais. Quem comunga estando em pecado mortal comete o gravíssimo pecado do sacrilégio, ou seja, da profanação do Santíssimo Corpo e Sangue de Deus. “Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, come e bebe a sua própria condenação” (1Cor, 27a-29b) A pessoa que se arrepende de seus pecados, por mais numerosos e graves que sejam, poderá recuperar a graça de Deus e portanto a amizade com Cristo, se arrependida confessar seus pecados com o sacerdote e receber a absolvição sacramental (Jo. 20,22-23). Leia também “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!” A pessoa que morre em estado de pecado mortal se condena para sempre ao inferno (Mt. 25, 41). Por isso devemos nos esforçar para amar a Deus de verdade e fugir de todo pecado e de toda ocasião de pecado, pois só se salvam aqueles que no momento de sua morte estão na graça de Deus, ou seja, sem pecados mortais. Mas se por fraqueza, ilusão ou orgulho cairmos em algum pecado mortal, não permaneçamos deste modo, fora da comunhão com Deus… busquemos um sacerdote e contritos confessemos nossos pecados. Deus não rejeita ninguém que arrependido lhe suplica seu perdão. Devemos nos confessar com frequência (quinzenalmente ou ao menos mensalmente) como ensina o Código de Direito Canônico. Leia também Exame de Consciência para uma boa Confissão O amor de Deus é maior do que todos os nossos pecados, portanto não há pecado que Deus não seja capaz de perdoar, desde que haja arrependimento e verdadeiro propósito para deixar o pecado e lutar para permanecer na comunhão com Deus. Compartilhe a imagem abaixo e ajude, também seus irmãos, a não cometerem este erro tão grave: Leia também Padre José Eduardo comenta a recente histeria do “Avatar” do Facebook
- Criar avatar no Facebook é coisa do demônio? Padre responde:
Durante esta semana o Facebook foi invadido por uma nova funcionalidade chamada avatar, com o qual as pessoas podem criar versões virtuais de si mesmo e usá-las em figurinhas personalizadas para comentários e publicações. Avatar na informática não é um conceito novo, nem foi inventado pelo Facebook. Este termo foi adotado há muito tempo. Na informática essa palavra significa a representação de si mesmo, geralmente em meios virtuais, com o objetivo de se personificar, para demonstrar uma autoimagem em ambientes virtuais. É importante lembrar que o termo Avatar, dentro da informática, já é utilizado há muito tempo por aplicativos e sistemas para representar uma imagem do usuário, portanto sendo algo consolidado que a maioria das pessoas que usaram algum tipo de sistema já deve ter utilizado sem nem mesmo perceber. Não é incomum o uso de expressões com situações que em que não se relacionam com suas origens, mas que são usadas para um novo significado. Entretanto, muitos católicos compartilharam mensagens reprovando a utilização desta nova funcionalidade por cristãos, uma vez que a palavra Avatar possui ligação com a cultura da religião hindu. Veja um exemplo de comentário: AVATAR é uma manifestação corporal de um ser imortal segundo a religião hindu, por vezes até do “Ser Supremo”. Deriva do sânscrito Avatāra, que significa “descida”, normalmente denotando uma das encarnações de Vishnu (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade. Além deste texto, também reproduziram um vídeo antigo do Monsenhor Jonas Abib, no qual ele faz uma explicação daquilo que alguns acreditam ser a “Nova Era de Aquarius” na qual haveria um lider religioso também chamado de Avatar. No entanto, existe uma descaracterização daquilo que é dito no vídeo, uma vez que não há relação nenhuma com o contexto no qual o avatar da informática está inserido. Se a palavra AVATAR não pode ser usada para expressar um outro conceito, não poderíamos usar outras palavras que também possuem origens pagãs. Podemos, então, citar o exemplo da palavra Hermenêutica, muito usada nas Ciências de modo geral (inclusive na Teologia) remete ao culto helênico oferecido ao deus Hermes (apenas para citar um exemplo). Assim como este exemplo, muitas outras palavras possuem etimologia religiosa pagã. Diante da polêmica, um padre que gostou da nova funcionalidade do facebook, encarou os comentários na brincadeira, e esclareceu a questão. Veja sua explicação: Podem fazer a brincadeira do bonequinho, minha gente. Isso existe desde o tempo do Orkut, e eu já fazia por lá. Quem vê o demônio nessas coisas, às vezes não percebe que o demônio está do seu lado, deixando a vida mais azeda e triste. O demônio está nas novelas imorais, nos filmes de bruxaria, nas músicas pornográficas, na inveja, na malícia, e isso eu não vejo ninguém ser contra. Se reclamar, eu faço mais dez bonequinhos, cada um com um cabelo diferente, já que o meu está tão pouco. Padre Gabriel Vila Verde Neste sentido, o padre fez um alerta àqueles que conseguem problematizar algo que a Igreja não se manifestou oficialmente, mas por outro lado, acabam ignorando muitos ensinamentos importantes da Santa Igreja. E também recordou um importante ensinamento bíblico: “Todo aquele que peca é do diabo” IJo 3,8 O pecado mortal (ou grave) é uma desobediência grave à Deus e à sua Lei. O pecado é mortal quando: 1 – A matéria é grave (ou seja, quando se trata de algo importante) 2 – Existe o conhecimento de causa (ou seja, quando a pessoa sabe o que está fazendo) 3 – Há a vontade deliberada (ou seja, quando se faz por querer) Se faltar um desses três itens o pecado é leve ou venial. O pecado mortal é assim chamado porque nos faz perder a graça de Deus, ou seja, a comunhão com Deus, levando nossa alma a um estado de morte. Leia também Padre José Eduardo comenta a recente histeria do “Avatar” do Facebook Os pecados mortais mais comuns hoje são: – Faltar missa dominical por preguiça ou comodismo – Viver junto sem ser casado (amasiados ou casados só no civil) – Pratica sexual fora do casamento (adultério, fornicação, prática homossexual,etc) – Pornografia (incluindo novelas com cenas imorais, BBBs, etc) – Masturbação – Namoro indecente – Ter ódio das pessoas (quando se deseja o mal ao próximo) – Frequentar falsas doutrinas (espiritismo, macumbaria, maçonaria, magia, etc.) – Difamar e/ou caluniar pessoas – Inscrever-se ou votar em associações ou partidos abortistas ou que defendem ideias gravemente contrárias à família (como PT, PC do B, PSOL, PV, PSTU, PDT, etc.) – Praticar ou apoiar a prática do aborto, evitar filhos por métodos artificiais (pílulas, camisinhas, DIU, etc) – Embriagar-se ou fazer uso de drogas – Frequentar festas ou shows mundanos (carnaval, discotecas, boates, raves, bailes funks, etc.) – Entre muitos outros… Leia também CUIDADO: SUA ROUPA PODERÁ TE LEVAR AO INFERNO A pessoa que está em estado de pecado mortal NÃO pode comungar, pois a SS Eucaristia é sacramento dos vivos, ou seja, só pode comungar quem está na graça de Deus, sem pecados mortais. Quem comunga estando em pecado mortal comete o gravíssimo pecado do sacrilégio, ou seja, da profanação do Santíssimo Corpo e Sangue de Deus. “Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, come e bebe a sua própria condenação” (1Cor, 27a-29b) A pessoa que se arrepende de seus pecados, por mais numerosos e graves que sejam, poderá recuperar a graça de Deus e portanto a amizade com Cristo, se arrependida confessar seus pecados com o sacerdote e receber a absolvição sacramental (Jo. 20,22-23). Leia também “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!” A pessoa que morre em estado de pecado mortal se condena para sempre ao inferno (Mt. 25, 41). Por isso devemos nos esforçar para amar a Deus de verdade e fugir de todo pecado e de toda ocasião de pecado, pois só se salvam aqueles que no momento de sua morte estão na graça de Deus, ou seja, sem pecados mortais. Mas se por fraqueza, ilusão ou orgulho cairmos em algum pecado mortal, não permaneçamos deste modo, fora da comunhão com Deus… busquemos um sacerdote e contritos confessemos nossos pecados. Deus não rejeita ninguém que arrependido lhe suplica seu perdão. Devemos nos confessar com frequência (quinzenalmente ou ao menos mensalmente) como ensina o Código de Direito Canônico. Leia também Exame de Consciência para uma boa Confissão O amor de Deus é maior do que todos os nossos pecados, portanto não há pecado que Deus não seja capaz de perdoar, desde que haja arrependimento e verdadeiro propósito para deixar o pecado e lutar para permanecer na comunhão com Deus. Compartilhe a imagem abaixo e ajude, também seus irmãos, a não cometerem este erro tão grave: Leia também Padre José Eduardo comenta a recente histeria do “Avatar” do Facebook
- FRATELLI TUTTI: ENCÍCLICA COM MUITAS OPINIÕES E POUCO MAGISTÉRIO – Stefano Fontana
Hoje, nem tudo vai bem entre os documentos do magistério eclesiástico e o fiel católico que os lê. O leitor católico de documentos magisteriais é obrigado a perguntar-se se deve ou não dar seu consentimento e sua “reverência religiosa” precisamente a tudo o que lê neste ou naquele documento. É um assunto sério, que causa graves problemas de consciência e divide fiéis e pastores, mas também os fiéis entre si. Os critérios para esse tipo de leitura já estão claros: foram bem explicados na Instrução “Donum veritatis”, de 1990, sobre a vocação eclesial do teólogo. Hoje, porém, estamos perante uma linguagem magisterial à qual é impossível aplicar aqueles critérios. Não se trata da má vontade dos fiéis católicos, mas sim da transformação objetiva da forma de expressão do próprio magistério: mesmo com toda a boa vontade, não é mais possível compreender tanto o verdadeiro teor das várias passagens do texto, quanto o seu caráter vinculante, que exige a nossa “obediência leal” pela fé. Parece-me que este grande problema envolve, em primeiro lugar, o magistério e só depois os fiéis. O magistério já nos deu critérios de avaliação de seus ensinamentos, e, portanto, deveria sentir o dever de produzir textos aos quais aqueles critérios pudessem ser aplicados. Parece, contudo, que isso não acontece mais hoje em dia. O problema voltou a apresentar-se com a recente encíclica Fratelli tutti . É muito longa, sinuosa e de difícil compreensão. Não obstante, tentei lê-la: como católico que deve obediência ao Magistério, mas sem abrir mão da minha consciência de fiel. Aqui estão alguns resultados. A breve introdução diz coisas que podem ser compartilhadas, mas apresenta São Francisco de uma forma inaceitável e tem expressões muito imprecisas sobre sua época. O primeiro capítulo esboça um quadro da situação histórica de hoje. Contém algumas constatações aceitáveis, outras até óbvias, e outras genéricas ou muito sintéticas para questões tão complexas. O capítulo II apresenta a parábola do Bom Samaritano. Aqui estamos no campo da predicação, que por sua natureza pode ser estimulante, mas sem conteúdo de aceitação obrigatória. Em nenhuma dessas três partes pareceu-me que eu devesse aderir a algo fundamental sobre a doutrina e a vida cristã. O texto se presta a uma seleção pessoal, em busca de aspectos úteis ou edificantes, mas não me parece conter ensinamentos obrigatórios. Nos capítulos seguintes, o leitor penetra no cerne dos principais temas da encíclica. O terceiro capítulo fala de abertura, integração, fraternidade e solidariedade. Encontramos frases óbvias: “Todo ser humano tem direito a viver com dignidade”. Outras são retóricas, genéricas e necessitam de esclarecimento: “…num mundo onde constantemente aparecem e crescem grupos sociais, que se agarram a uma identidade que os separa dos outros”. Outros ainda expressam desejos, mas com uma certa ambiguidade: “Como precisa a nossa família humana de aprender a viver conjuntamente em harmonia e paz, sem necessidade de sermos todos iguais!” Igual em que sentido? Por fim, há outras passagens que confundem o leitor: “O amor que se estende para além das fronteiras está na base daquilo que chamamos «amizade social» em cada cidade ou em cada país.”. Não é o contrário? Existem muitas afirmações interessantes, mas é muito difícil isolar frases ou períodos claros que despertem a nossa aprovação. E os conceitos de abertura, integração, fraternidade e solidariedade se desenvolvem sem referência a Cristo, o que seculariza seus conteúdos e os subtrai da obrigação de adesão pela fé. O quarto capítulo é dedicado à migração e à ordem política mundial. Aqui também ocorre o mesmo. A seguinte frase não pode ser obrigatória, porque não é verdadeira: “A chegada de pessoas diferentes, que provêm dum contexto vital e cultural distinto, transforma-se num dom”. Não é sempre, nem somente assim. A frase seguinte é retórica: “O migrante é visto como um usurpador, que nada oferece”. A seguinte é genérica: “Precisamos de uma ordem jurídica, política e econômica mundial”. O quinto capítulo é dedicado a populismos e liberalismos. É uma análise politológica e sociológica estendida, também, aos “movimentos populares”, com a qual se pode concordar ou não. Algumas frases me pareceram perigosas: “…a maturação de instituições internacionais mais fortes e eficazmente organizadas, com autoridades designadas de maneira imparcial por meio de acordos entre governos nacionais e dotadas de poder de sancionar”; “criação de organizações mundiais mais eficazes, dotadas de autoridade para assegurar o bem comum mundial”. O capítulo VI é dedicado ao diálogo. Aqui, o texto flutua continuamente entre uma cultura do diálogo como “discussão pública” e ocasião para o consenso, à maneira de Habermas, e o diálogo baseado na verdade objetiva da natureza das coisas. A tentativa de unir as duas perspectivas abre o flanco a inúmeras possíveis críticas. O leitor católico se perderia em uma análise complexa e difícil. O capítulo VII fala de paz e guerra. A frase a seguir é abstrata e retórica: “…superar o que nos divide sem perder a identidade de cada um”. A seguinte gera confusão: “…se pudéssemos conseguir ver o adversário político ou o vizinho de casa com os mesmos olhos com que vemos os filhos, esposas, maridos, pais ou mães, como seria bom!” A discussão sobre a guerra tem muitos pontos positivos, porém já conhecidos, mas defende a sua condenação em termos absolutos, algo novo em relação à doutrina tradicional. Soma-se a isso a nova e controversa posição sobre a pena de morte. O capítulo VIII trata das religiões. Evidencia-se ali uma abordagem que torna problemático todo o capítulo: faz-se referência a um transcendente genérico, à religião e às religiões, e nele não se encontra menção à universalidade de Cristo: “Outros bebem doutras fontes. Para nós, este manancial de dignidade humana e fraternidade está no Evangelho de Jesus Cristo.” A fraternidade de Maria é significativa, mas somente “para muitos cristãos”. Extraí apenas algumas gotas de um oceano. Estou bem ciente de que essas minhas observações podem ter um valor indicativo, mas não exaustivo. Na encíclica há pontos interessantes sobre vários temas, mas o fiel que a lê não conseguirá distinguir o que deve ser assimilado por fé e o que não passa de opinião questionável. E, no final das contas, as coisas a serem consideradas obrigatórias, segundo os critérios da Instrução de 1990, parecem ser realmente poucas. https://lanuovabq.it/it/fratelli-tutti-tante-opinioni-poco-magistero
- Sobre homens fracos
Sejamos francos: A falta de masculinidade é tão prejudicial aos homens quanto o feminismo é para as mulheres na sua caminhada cristã. De nada adianta aos homens criticar o feminismo, se eles não oferecem o exemplo do que é ser um homem de verdade. Ser um homem segundo a vontade de Deus requer temor, força, senso de dever, honra, sacrifício e responsabilidade. A verdadeira masculinidade é uma imitação de Cristo. O feminismo não surgiu por acaso, ele continua a povoar o imaginário das mulheres, em parte, devido aos péssimos exemplos de homens que elas conhecem. Deus colocou Adão no jardim para cultivá-lo e guardá-lo (Gn 2:15) e isto está associado ao trabalho, função primordial do homem. Da mesma maneira que preparamos a terra para o plantio, devemos cultivar e nutrir os nossos relacionamentos. Ao homem foi concedido a responsabilidade e o privilégio de proteger a mulher. A Bíblia diz que o marido é o cabeça e a mulher a “ajudadora” ou “auxiliadora”. Não confunda auxílio com subserviência. A mulher não é empregada do homem, mas sua companheira fiel e ajudadora forte, criada a imagem e semelhança de Deus. Infelizmente, tem sido comum ver relacionamentos onde quem exerce o papel dominante é a mulher. Elas estão assumindo responsabilidades que deveriam ser dos homens. Elas se colocam à frente, enquanto os homens se escondem de suas tarefas essenciais. No passado, tínhamos uma masculinidade distorcida, onde “ser homem”, era ser uma espécie de animal selvagem e sem educação. Hoje, vemos o completo oposto surgir. Homens fracos, sem coragem e omissos, que estão abrindo mão do seu papel masculino. Eles não lideram, não cuidam, não protegem, tampouco guardam aquilo que Deus lhes deu. Vocês, homens casados, como esperam que suas esposas sejam submissas ao Senhor, se vocês não cumprem sua vocação e não lideram pelo exemplo de Cristo? Vocês, homens solteiros, como querem construir um relacionamento e ser o “cabeça” de seu futuro lar, se não conseguem liderar com o que lhe é dado hoje? Como desejam ser fieis ao Senhor, sem trabalhar, sem ajudar em casa, sem honrar os compromissos e, muito menos, sem assumir suas responsabilidades?
- Padre Robson é inocentado, por unanimidade, e tribunal de justiça arquiva ação
Padre Robson de Oliveira foi acusado pelo Ministério Público de Goiás de lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, ele movimentou R$ 2 bilhões em 10 anos, por meio da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), com sede em Trindade (GO) Em decisão unânime, na tarde desta terça-feira (6/10), o Tribunal de Justiça de Goiás inocentou padre Robson de Oliveira das acusações de lavagem de dinheiro. A informação foi confirmada pela defesa do religioso. Investigações do Ministério Público de Goiás, por meio da Operação Vendilhões, tinham indicado que o réu havia movimentado R$ 2 bilhões em 10 anos, por meio da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), com sede em Trindade (GO). O julgamento de padre Robson começou às 13h e, após quarenta minutos, foi proferida a decisão do desembargador Nicomedes Domingos Borges, acompanhado por unanimidade pela 1ª Câmara Criminal. A ação do MP contra o religioso foi, portanto, arquivada. “Com isso, fica reconhecido que não houve a qualquer ilicitude praticada pelo religioso, que sempre se dispôs a esclarecer toda e qualquer dúvida sobre a sua atuação na Afipe ou em qualquer outro âmbito de evangelização”, resumiu o advogado de defesa Pedro Paulo de Medeiros. Cléber Lopes, também advogado de defesa do padre, afirmou que a decisão dos magistrados reforça que “a associação presidida pelo pároco é de natureza privada e não houve qualquer desvio de valores, sendo certo que todos os investimentos foram aprovados pelos membro da associação”. “A decisão do tribunal reconhece o que a defesa já havia dito há algum tempo. Esperam, com isso, que o sacerdote possa ter a sua biografia restaurada”, diz o advogado. Leia também: A Igreja Católica permite o uso dos métodos anticoncepcionais? Debates O advogado do padre, Pedro Paulo de Medeiros, defendeu o trancamento baseado, essencialmente, em dois argumentos: a atipicidade da conduta, alegando que não havia crime a ser investigado, e existência de provas ilícitas. Inicialmente, ele afirmou que a Afipe não é uma fundação, mas sim uma associação formada por dez membros e que “não deve, com o devido respeito, satisfação a órgão público”. Afirmou ainda que não recebe doações de entes públicos e que vive unicamente de doações de fiéis, as quais são “voluntárias e espontâneas”. Nesse contexto, afirmou que a própria Afipe é quem tem que analisar possíveis irregularidades em seus quadros e criticou a atuação do MP no caso. Para o advogado, o órgão não tem competência para atuar no caso. “Agora, o MP quer entrar dentro da associação, que não é uma fundação e que não deve, com o devido respeito, satisfação a órgão público, para dizer como ter que ser feito a gestão do ativo da associação? Não há fundação. É uma associação privada, sem recurso público. Os fiéis doam, e o dinheiro é gerido pelos dez membros. Não há crime. Se não há crime, é um assunto para ser resolvido dentro da própria associação”, afirmou. Sobre as provas da Operação Vendilhões, alegou que são ilegais por terem sido obtidas no âmbito de um caso no qual o padre foi vítima de extorsão de dinheiro. Foi a análise delas que deu origem à investigação. “Tudo se inicia com prova ilícita, oriunda do hackeamento e, portanto, tudo que dela advém, também é ilícito, determinando o trancamento”, completou. Leia também: Como católicos, podemos escolher a quantidade de filhos? Operação Vendilhões A investigação do Ministério Público havia apontado que a Afipe recebia doações altas de fiéis, chegando a receber R$ 20 milhões em doações por mês. O órgão apurou, ainda, que parte dos recursos teriam sido usados na compra de fazendas e de uma casa de praia. Em setembro passado, dois representantes do Vaticano estiveram em Trindade para investigar a associação. Com informações de Correio Brasiliense / G1 Leia também: Padre carismático pede perdão por abusos litúrgicos: “Não celebrava a Missa da Igreja” . #PadreRobsondeOliveira
- Padre Robson é inocentado, por unanimidade, e tribunal de justiça arquiva ação
Padre Robson de Oliveira foi acusado pelo Ministério Público de Goiás de lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, ele movimentou R$ 2 bilhões em 10 anos, por meio da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), com sede em Trindade (GO) Em decisão unânime, na tarde desta terça-feira (6/10), o Tribunal de Justiça de Goiás inocentou padre Robson de Oliveira das acusações de lavagem de dinheiro. A informação foi confirmada pela defesa do religioso. Investigações do Ministério Público de Goiás, por meio da Operação Vendilhões, tinham indicado que o réu havia movimentado R$ 2 bilhões em 10 anos, por meio da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), com sede em Trindade (GO). O julgamento de padre Robson começou às 13h e, após quarenta minutos, foi proferida a decisão do desembargador Nicomedes Domingos Borges, acompanhado por unanimidade pela 1ª Câmara Criminal. A ação do MP contra o religioso foi, portanto, arquivada. “Com isso, fica reconhecido que não houve a qualquer ilicitude praticada pelo religioso, que sempre se dispôs a esclarecer toda e qualquer dúvida sobre a sua atuação na Afipe ou em qualquer outro âmbito de evangelização”, resumiu o advogado de defesa Pedro Paulo de Medeiros. Cléber Lopes, também advogado de defesa do padre, afirmou que a decisão dos magistrados reforça que “a associação presidida pelo pároco é de natureza privada e não houve qualquer desvio de valores, sendo certo que todos os investimentos foram aprovados pelos membro da associação”. “A decisão do tribunal reconhece o que a defesa já havia dito há algum tempo. Esperam, com isso, que o sacerdote possa ter a sua biografia restaurada”, diz o advogado. Leia também: A Igreja Católica permite o uso dos métodos anticoncepcionais? Debates O advogado do padre, Pedro Paulo de Medeiros, defendeu o trancamento baseado, essencialmente, em dois argumentos: a atipicidade da conduta, alegando que não havia crime a ser investigado, e existência de provas ilícitas. Inicialmente, ele afirmou que a Afipe não é uma fundação, mas sim uma associação formada por dez membros e que “não deve, com o devido respeito, satisfação a órgão público”. Afirmou ainda que não recebe doações de entes públicos e que vive unicamente de doações de fiéis, as quais são “voluntárias e espontâneas”. Nesse contexto, afirmou que a própria Afipe é quem tem que analisar possíveis irregularidades em seus quadros e criticou a atuação do MP no caso. Para o advogado, o órgão não tem competência para atuar no caso. “Agora, o MP quer entrar dentro da associação, que não é uma fundação e que não deve, com o devido respeito, satisfação a órgão público, para dizer como ter que ser feito a gestão do ativo da associação? Não há fundação. É uma associação privada, sem recurso público. Os fiéis doam, e o dinheiro é gerido pelos dez membros. Não há crime. Se não há crime, é um assunto para ser resolvido dentro da própria associação”, afirmou. Sobre as provas da Operação Vendilhões, alegou que são ilegais por terem sido obtidas no âmbito de um caso no qual o padre foi vítima de extorsão de dinheiro. Foi a análise delas que deu origem à investigação. “Tudo se inicia com prova ilícita, oriunda do hackeamento e, portanto, tudo que dela advém, também é ilícito, determinando o trancamento”, completou. Leia também: Como católicos, podemos escolher a quantidade de filhos? Operação Vendilhões A investigação do Ministério Público havia apontado que a Afipe recebia doações altas de fiéis, chegando a receber R$ 20 milhões em doações por mês. O órgão apurou, ainda, que parte dos recursos teriam sido usados na compra de fazendas e de uma casa de praia. Em setembro passado, dois representantes do Vaticano estiveram em Trindade para investigar a associação. Com informações de Correio Brasiliense / G1 Leia também: Padre carismático pede perdão por abusos litúrgicos: “Não celebrava a Missa da Igreja” . #PadreRobsondeOliveira
- QUE VIDA DEVE SER SALVA? – Olivier Rey
[Olivier Rey, politécnico, doutor em matemática, filósofo, é bolsista do CNRS e professor da Universidade de Paris I, Panthéon-Sorbonne. É autor de várias obras, entre as quais L’idolâtrie de la vie (Tracts/Gallimard, 2020, 60 páginas) e Gloire et misère de l’image après Jésus-Christ (Éditions Conférence , 2020, 310 páginas)]. “Falemos com franqueza. O modernismo consiste em não acreditar no que se acredita “(1). Os acontecimentos recentes ilustram de forma flagrante a relevância desse juízo de Péguy, formulado há pouco mais de um século. Quando a epidemia, causada pelo novo coronavírus, começou a se espalhar, muitos governos tomaram medidas drásticas para manter o número de mortes o mais baixo possível. Na França, o Presidente da República declarou: “O Governo mobilizará todos os meios financeiros necessários para prestar assistência, cuidar dos enfermos, salvar vidas custe o que custar” (2). Uma pergunta, entretanto, se impõe: o que é que na vida, tal como é concebida hoje, justifica salvá-la a todo custo? Sobre tais assuntos, é insuficiente dizer que as definições dos dicionários nos deixam perplexos. Desde o século XIX, de fato, o conceito de vida é por eles apresentado em termos puramente objetivos. Nos dicionários da Academia Francesa, de 1798 e 1835, a vida é o “estado dos seres animados, desde que tenham dentro de si o princípio da sensação e do movimento”. No Dicionário de Littré em 1863, a vida é o “estado de atividade da substância organizada”. No Dicionário Larousse do século XIX, em 1876, a vida é o “estado de seres organizados que se manifesta pelo funcionamento de seus órgãos, contribuindo, por assimilação, para o desenvolvimento ou para a conservação do sujeito e de seu próprio estado”. Hoje, o Trésor de la langue française (1994) define a vida como “o conjunto de fenômenos e funções essenciais que ocorrem do nascimento à morte e que caracterizam os seres vivos”. Compreende-se o que rege essa espécie de definições: um superego científico, que pretende deixar de lado tudo o que poderia ser mistério na “vida” à antiga— como quando, nas primeiras quatro edições do dicionário da Academia, de 1694 a 1762, o verbete “vida” dizia: “União da alma com o corpo”, ou “Estado do homem quando sua alma está unida ao seu corpo”. Da mesma forma, no Dicionário da Língua Inglesa , de Samuel Johnson, publicado em 1755, a palavra “vida” foi definida como “união e cooperação da alma com o corpo”. O problema — pois existe um problema — é que o mistério, que as novas definições expulsam pela porta, acaba voltando pela janela: por que razão a vida deve ser salva custe o que custar, se ela nada mais é do que o “estado de atividade da substância organizada” ou “todos os fenômenos e funções essenciais que se manifestam desde o nascimento até a morte e que caracterizam os seres vivos”? É difícil compreender. Quando Péguy disse que o modernismo consiste em não acreditar no que se acredita, ele pensou antes de tudo numa forma de complacência: abster-se de acreditar no que se acredita, “para não prejudicar o adversário que também não acredita”. Assim, o moderno que pensa que a vida não se limita ao “estado de atividade da substância organizada”, admitirá ainda assim tal definição para não incomodar aqueles para quem a alma é uma fantasmagoria. Sua discreta retirada é uma forma de não acreditar no que acredita. No entanto, o “não acreditar no que se acredita” também pode ser compreendido noutro sentido: aqueles que acreditam que a vida é o “conjunto de fenômenos e funções essenciais, que ocorrem do nascimento à morte e caracterizam os seres vivos”, no fundo realmente não acreditam nisso — caso contrário, eles não poderiam argumentar que a vida deve ser salva a qualquer preço. A vida, por mais que tenha sido purificada, em sua definição, de todas as referências à alma, ainda assim reteve, sob sua aparência objetiva, algo da sacralidade que outrora deveria envolver a alma. No final das contas, se a vida, no sentido das novas definições, é hoje idolatrada, é porque ainda ressoam num segundo plano as palavras que o Senhor disse a Moisés: “Escolhe, pois, a vida”, e que Jesus disse aos seus discípulos: “Eu sou a vida”. Com a diferença que, na atual cena pública, esse pano de fundo é negado. Ao lutar para salvar vidas, ao mesmo tempo em que se nega o que na vida a tornaria digna de tais esforços, nossas sociedades nos fazem pensar naquelas aves que podem continuar correndo por um certo tempo, depois que suas cabeças são decepadas. Seria bom se recuperássemos os nossos espíritos. (1) Charles Péguy, L’Argent (1913), in Œuvres en prose complètes , édition de Robert Burac, 3 vol., Gallimard, coll. « Bibliothèque de la Pléiade », 1987-1992, t. 3, p. 821. (2) “Adresse aux Français” du 12 mars 2020. lanef.net/2020/09/30/quelle-vie/
- “FRATELLI TUTTI”: O VERBO SE FEZ LÍQUIDO NUMA ENCÍCLICA DE 200 MIL CARACTERES – Stefano
Ao abrir e ler a nova encíclica do Papa Francisco, Fratelli tutti , o que surpreende, além dos temas tratados, das reflexões propostas e dos caminhos sugeridos, é a questão da verdadeira utilidade de documentos com estas características estruturais. Um texto de 138 páginas apresenta vários problemas de conteúdo, que devem ser devidamente considerados, mas, antes de tudo, levanta a questão da utilidade de escrever uma encíclica de 138 páginas. A Rerum novarum , de Leão XIII, tinha 71.648 caracteres, enquanto Fratelli tutti tem 237.877 caracteres, ou seja, mais de três Rerum novarum juntas. Ou Leão XIII pouco tinha a dizer, ou então algo mudou na concepção dos documentos do Magistério. Que Leão XIII tenha dito pouco, porque pouco tinha a dizer, é decididamente contestado pelo valor do “paradigma permanente” daquela encíclica e por ter suscitado “a fecunda operosidade de milhões e milhões de homens que, estimulados pelo Magistério social, procuram inspirar-se nela em relação ao seu compromisso com o mundo ”, escreveu João Paulo II na Centesimus annus . Resta, pois, supor que o Magistério mudou; e cabe perguntar se o fato do texto de Fratelli tutti ter sido inflado dará, por si só, garantias de que também se seguirá à sua leitura uma “fecunda operosidade”. Percorrendo as páginas de Fratelli tutti , compreende-se a que se deve essa levedação do texto. Em primeiro lugar, aumentaram-se muito as partes dedicadas à apresentação da situação histórica do momento presente. Não se pode argumentar que, na época da Rerum novarum , a situação fosse menos complexa que a de hoje. No entanto, eram concisos e essenciais os traços com que essa encíclica fotografava a situação histórica, na consciência de que essas análises sociais logo se esgotam e que, se um texto quer durar além da contingência, não pode se deter nelas. Em Fratelli tutti , ao contrário, a análise se prolonga bastante, muitas vezes entrando em detalhes sociais, históricos, econômicos, até se tornar maior do que a parte, digamos assim, normativa, que na Rerum novarum , ao contrário, tinha decididamente a predominância. O perigo de um texto magisterial que se propõe a fazer o quadro sociológico e histórico é usar linguagens, avaliações, observações de tipo sociológico. E expressões desse tipo são, por natureza, questionáveis, tanto porque se referem a observações empíricas, que podem ser contestadas a partir de outras observações empíricas, quanto porque especialistas na área — sejam sociólogos ou economistas — dão diferentes interpretações para os mesmos fenômenos observados. De modo que Fratelli tutti está repleto de proposições questionáveis. Isso já era evidente em Laudato si para a questão climática e ambiental; e volta a ser evidente em Fratelli tutti , a começar da apresentação da pandemia do Covid, até chegar ao conceito de “sociedade aberta”. O que é incerto, e ainda está em questão, não pode ser considerado Magistério, pois amplia desmedidamente, em um texto magisterial, as partes que não são Magistério. A consequência é a secularização dos documentos do Magistério, nos quais se dizem muitas coisas discutíveis. Se essas abordagens sociais fossem tão importantes, deveria ser escrita uma encíclica a cada ano, dada a velocidade das mudanças, mas neste caso o magistério desses documentos teria vida curta. A Rerum novarum , ao contrário, ensina ainda hoje porque tinha somente 71648 caracteres. Ao dar voltas e mais voltas sobre os mesmos assuntos, um texto tão longo acaba se repetindo, além de apresentar diferentes aspectos do mesmo problema, para o qual, enfim, não fica clara a sua avaliação à luz do Evangelho e da ética natural. É o caso, por exemplo, em Fratelli tutti , da avaliação do fenômeno da globalização. Desafio a todos a que extraiam do texto da encíclica a posição da Igreja sobre este fenômeno e as diretrizes de ação por ela formuladas a respeito. Uma encíclica assim concebida torna-se como que um grande recipiente de afirmações de vária espécie, de vários níveis, de diferentes naturezas afirmativas — declarativas, exortativas, homiléticas, hipotéticas, assertivas, normativas, observacionais — a partir das quais vários significados podem ser extraídos, combinando-se de forma diferente os componentes do texto. E isso sem levar em conta o contínuo retorno a temas já amplamente examinados pelo atual magistério — pense-se no tema da imigração —, ou o uso repetido de fórmulas — como “erguer muros” ou “cultura do confronto” —, que se prestam a uma utilização parecida à dos slogans propagandísticos. Com essas observações, ainda não disse absolutamente nada sobre o conteúdo de Fratelli tutti : só me concentrei em alguns aspectos de sua estrutura comunicativa. A principal preocupação da Igreja, hoje, não é mais a doutrina, mas o cuidado pastoral. Mas é precisamente essa a questão que deve ser posta: saber que utilidade pastoral pode ter um texto com essa estrutura; um texto fluido ou líquido, que pode ser decomposto e recomposto, que justapõe proposições de diferentes teores, que usa frases-slogans já pertencentes a um repertório consolidado e que se tornaram de uso muito frequente, mecanicamente repetitivas. Ao ler a Rerum novarum , percebia-se que algumas (poucas) frases eram suficientes para ilustrar a situação histórica; outras indicavam a avaliação da Igreja do ponto de vista da moral natural; outras expressavam os fundamentos dogmáticos e revelados; outras indicavam caminhos obrigatórios para a ação social, e ainda havia aquelas que apenas colocavam hipóteses, suscetíveis de ser livremente interpretadas ou avaliadas ao longo do tempo. Agora, porém, as coisas se complicaram e chegamos a 237.877 caracteres. https://lanuovabq.it/it/fratelli-tutti-il-verbo-si-e-fatto-liquido-in-200mila-battute
- São Francisco de Assis e o sultão: uma aula sobre o verdadeiro ecumenismo
Conheça o impressionante relato do encontro de São Francisco de Assis com o Sultão no tempo das cruzadas: No fervor de sua caridade sentiu-se inspirado a imitar o triunfo glorioso dos mártires nos quais o fogo da caridade não se extinguia nem se quebrantava a coragem. Inflamado por esse perfeito amor que expulsa o temor, suspirava por se oferecer como hóstia viva a Deus imolada pela espada do martírio; dessa forma ele passaria a Cristo a morte que ele aceitaria por nós e levaria os homens ao amor de Deus. No sexto ano depois de sua conversão, ardendo de desejo de martírio, resolveu ir à Síria pregar a fé cristã e a penitência aos sarracenos e a outros infiéis. Mas o navio que o conduzia foi arrastado pelos ventos contrários para as costas da Eslavônia. Aí ficou algum tempo sem encontrar navio com destino ao Oriente. Entendeu que lhe era recusado o que desejava. E como alguns marinheiros se preparavam para ir à Ancona, pediu para embarcar por amor de Deus. Mas como não tivessem com que pagar, os marinheiros nem quiseram ouvi-lo e o homem de Deus, entregando-se inteiramente nas mãos de Deus, introduziu-se sub-repticiamente no navio com seu companheiro. Entretanto, um homem certamente enviado por Deus para socorrer o pobre Francisco chegou trazendo víveres, chamou um os marujos, homem temente a Deus, e lhe disse: “Guarda com todo cuidado estas provisões para os pobres Irmãos que estão escondidos no navio; tem a bondade de lhes entregar de minha parte quando tiverem necessidade”. Os ventos sopravam com tal violência que os dias passaram sem que fosse possível abicar em parte alguma; os marujos estavam no fim das provisões; sobravam apenas as esmolas graciosamente oferecidas pelo céu ao pobre Francisco. Eram muito modestas, mas o poder de Deus as multiplicou de tal forma e em tanta quantidade que, apesar do atraso ocasionado pela tempestade que continuava a castigar duramente, elas satisfizeram totalmente às necessidades de todos até Ancona. E os marujos, vendo afastado o perigo de morte de que os livrara o servo de Deus, deram graças ao Altíssimo onipotente, que sempre se mostra admirável e amável nos seus amigos e servos. E com muito acerto, pois haviam enfrentado de perto os tremendos perigos do mar e visto as admiráveis obras de Deus nas águas profundas. Afastou-se do mar e começou a peregrinar pela terra espalhando a semente da salvação e colhendo uma messe abundante de bons frutos. Mas o fruto que mais o atraía era o martírio, o mérito de morrer por Cristo; desejava a morte por Cristo mais do que os méritos de uma vida virtuosa, e dirigiu-se a Marrocos para anunciar o Evangelho de Cristo ao Miramolim e seu povo e tentar assim conquistar a suspirada palma do martírio. O desejo que o levava a tais gestos era tão poderoso que, apesar de sua saúde precária, ia sempre à frente de seu companheiro de caminhada, e na pressa de realizar seu plano, parecia voar, inebriado do Espírito Santo. Havia já chegado à Espanha, mas Deus, que o queria para outras missões, dispusera de modo diferente os acontecimentos: uma doença bastante grave o prostrou, impedindo-o de realizar seu desejo. Não obstante a certeza do lucro que a morte representava para ele, o homem de Deus compreendeu ser necessário viver ainda pela família que gerara. Por isso voltou para cuidar das ovelhas entregues à sua guarda. Mas o ardor de sua caridade o impelia ao martírio. Pela terceira vez tentou ele partir aos países infiéis para difundir com o derramamento de seu sangue a fé na Trindade. Aos treze anos de sua conversão, foi às regiões da Síria, enfrentando corajosamente muitos perigos a gim de comparecer diante do Sultão da Babilônia, pessoalmente. Uma guerra implacável castigava cristãos e sarracenos. Os dois exércitos encontravam-se acampados muito próximos, separados apenas por uma estreita faixa de terra, que ninguém podia atravessar sem perigo de morte. O Sultão havia publicado um edito cruel: todos que lhe trouxessem a cabeça de um cristão receberiam uma grande quantia de ouro. Mas o intrépido soldado de Cristo, Francisco, julgando chegada a ocasião de realizar seus anseios, resolveu apresentar-se diante do Sultão, sem temer a morte, mas antes desejoso de enfrentá-la. Confortado pelo Senhor, depois de fervorosa oração, repetia com o profeta: Ainda que eu ande por um vale tenebroso, não temerei males, porque tu estás comigo. Tomou, pois, consigo um companheiro chamado Iluminado, homem de inteligência e coragem. E havendo começado a caminhar, saíram-lhe ao encontro duas mansas ovelhinhas, à vista das quais, cheio de alegria, disse a seu companheiro: “Confiemos no Senhor, Irmão, porque em nós se realizam hoje as palavras do Evangelho: Eis que eu vos mando como ovelha no meio de lobos.” E tendo-se adiantado, encontraram as sentinelas sarracenas que, quais lobos vorazes contra ovelhas, capturaram os servos de Deus e, ameaçando-os de morte, maltrataram-nos com crueldade e desprezo, os cobriram de injúrias e violências e os algemaram. Por fim, depois, de havê-los infligido e atormentado de mil maneiras, a divina Providência fez com que os levassem à presença do Sultão, realizando-se desse modo as fervorosas aspirações de Francisco. Colocados em sua presença, perguntou-lhes aquele bárbaro príncipe quem os havia enviado, a que vinham e como tinham conseguido chegar a seu acampamento. Ao que respondeu o servo de Deus com intrepidez que sua missão não procedia de nenhum homem, mas de Deus altíssimo que o enviava para ensinar a ele e a todo o seu povo os caminhos da salvação e para pregar-lhes as verdades de vida contidas no Evangelho. Com tanta constância e clareza em sua mente, com tanta virtude na expressão e com tão inflamado zelo pregou ao Sultão a existência de um só Deus em três pessoas e a de um Jesus Cristo, Salvador de todos os homens, que claramente se viu realizar-se em Francisco a palavras do Evangelho: Eu vos darei uma linguagem e uma sabedoria, à qual não poderão resistir, nem contradizer todos os vossos inimigos. Admirado o Sultão ao ver o espírito e o fervor do seráfico Pai, não apenas o ouvia com grande satisfação, mas até insistiu com repetidas súplicas que permanecesse algum tempo com ele. Mas o servo de Deus, iluminado pela força do alto, logo lhe respondeu dizendo: “Se me prometeres que tu e os teus vos convertereis a Cristo, permanecerei de muito bom grado entre vós. Mas se duvidas em abandonar a lei impura de Maomé pela fé santíssima de Cristo, ordena imediatamente que se faça uma grande fogueira e teus sacerdotes e eu nos lançaremos ao fogo, a ver se deste modo compreendes a necessidade de abraças a fé sagrada que te anuncio.” A esta proposta, replicou sem demora o Sultão: “Não creio que haja entre meus sacerdotes um só que, para defender sua doutrina, se atreva a lançar-se ao fogo nem esteja disposto a sofrer o menor tormento.” E sobrava-lhe razão para dizer isso, pois vira que um de seus falsos sacerdotes, ancião e protervo sequaz de sua lei, desaparecera, mal ouviu as primeiras palavras do santo. Este acrescentou, dirigindo-se ao Sultão: “Se em teu nome e em nome de teu povo me prometeres abraças a religião de Cristo, com a condição que eu saia ileso da fogueira, estou disposto a entrar eu sozinho nela. Se o fogo me consumir entre suas chamas, atribua-se isso a meus pecados; mas se como espero, a virtude divina me conservar ileso, reconhecereis a Cristo, virtude e sabedoria de Deus e único Salvador de todos os homens.” A essa proposta respondeu o Sultão que não podia aceitar esse contrato aleatório, pois temia uma sublevação popular. Mas ofereceu-lhe numerosos e ricos presentes que o homem de Deus desprezou como lama. Não era das riquezas do mundo que ele estava ávido, mas da salvação das almas. O Sultão ficou ainda mais admirado ao verificar um desprezo tão grande pelos bens deste mundo. Não obstante sua recusa ou talvez seu receio de passar à fé cristã, rogou ao servo de Deus que levasse todos aqueles presentes e os distribuísse aos cristãos pobres e às igrejas. Mas o santo que tinha horror de carregar dinheiro e não via na alma do Sultão raízes profundas da fé verdadeira, recusou-se terminantemente a aceitar sua oferta. Vendo frustradas suas ânsias de martírio e conhecendo que nada adiantava seu empenho na conversão daquele povo, resolveu Francisco, por inspiração divina, voltar aos países cristãos. E assim, por disposição da bondade divina e pelos méritos e virtudes do santo, sucedeu que o amigo de Cristo procurou com todas as suas energias morrer por ele, mas não conseguiu. Desse modo não perderia o mérito do desejado martírio e ainda gozaria de vida para ser mais adiante assinalado com um selo e um símbolo desse martírio. Aconteceu assim para que aquele fogo primeiro ardesse em seu coração e mais tarde se manifestasse em sua carne. Ó varão verdadeiramente ditoso, cuja carne, embora não tenha sucumbido sob o ferro do tirano, teve, contudo, tão perfeita semelhança com o Cordeiro morto por nosso amor! Ó varão mil vezes feliz, cuja alma, embora não haja sucumbido debaixo da espada do carrasco, nem por isso deixou de alcançar a palma do martírio! Texto: trecho de A Vida e Milagres de São Francisco de Assis, escrito por São Boaventura. Imagem: ilustração de um manuscrito deste livro, datado próximo de 1480. #SãoFrancisco
- São Francisco de Assis e o sultão: uma aula sobre o verdadeiro ecumenismo
Conheça o impressionante relato do encontro de São Francisco de Assis com o Sultão no tempo das cruzadas: No fervor de sua caridade sentiu-se inspirado a imitar o triunfo glorioso dos mártires nos quais o fogo da caridade não se extinguia nem se quebrantava a coragem. Inflamado por esse perfeito amor que expulsa o temor, suspirava por se oferecer como hóstia viva a Deus imolada pela espada do martírio; dessa forma ele passaria a Cristo a morte que ele aceitaria por nós e levaria os homens ao amor de Deus. No sexto ano depois de sua conversão, ardendo de desejo de martírio, resolveu ir à Síria pregar a fé cristã e a penitência aos sarracenos e a outros infiéis. Mas o navio que o conduzia foi arrastado pelos ventos contrários para as costas da Eslavônia. Aí ficou algum tempo sem encontrar navio com destino ao Oriente. Entendeu que lhe era recusado o que desejava. E como alguns marinheiros se preparavam para ir à Ancona, pediu para embarcar por amor de Deus. Mas como não tivessem com que pagar, os marinheiros nem quiseram ouvi-lo e o homem de Deus, entregando-se inteiramente nas mãos de Deus, introduziu-se sub-repticiamente no navio com seu companheiro. Entretanto, um homem certamente enviado por Deus para socorrer o pobre Francisco chegou trazendo víveres, chamou um os marujos, homem temente a Deus, e lhe disse: “Guarda com todo cuidado estas provisões para os pobres Irmãos que estão escondidos no navio; tem a bondade de lhes entregar de minha parte quando tiverem necessidade”. Os ventos sopravam com tal violência que os dias passaram sem que fosse possível abicar em parte alguma; os marujos estavam no fim das provisões; sobravam apenas as esmolas graciosamente oferecidas pelo céu ao pobre Francisco. Eram muito modestas, mas o poder de Deus as multiplicou de tal forma e em tanta quantidade que, apesar do atraso ocasionado pela tempestade que continuava a castigar duramente, elas satisfizeram totalmente às necessidades de todos até Ancona. E os marujos, vendo afastado o perigo de morte de que os livrara o servo de Deus, deram graças ao Altíssimo onipotente, que sempre se mostra admirável e amável nos seus amigos e servos. E com muito acerto, pois haviam enfrentado de perto os tremendos perigos do mar e visto as admiráveis obras de Deus nas águas profundas. Afastou-se do mar e começou a peregrinar pela terra espalhando a semente da salvação e colhendo uma messe abundante de bons frutos. Mas o fruto que mais o atraía era o martírio, o mérito de morrer por Cristo; desejava a morte por Cristo mais do que os méritos de uma vida virtuosa, e dirigiu-se a Marrocos para anunciar o Evangelho de Cristo ao Miramolim e seu povo e tentar assim conquistar a suspirada palma do martírio. O desejo que o levava a tais gestos era tão poderoso que, apesar de sua saúde precária, ia sempre à frente de seu companheiro de caminhada, e na pressa de realizar seu plano, parecia voar, inebriado do Espírito Santo. Havia já chegado à Espanha, mas Deus, que o queria para outras missões, dispusera de modo diferente os acontecimentos: uma doença bastante grave o prostrou, impedindo-o de realizar seu desejo. Não obstante a certeza do lucro que a morte representava para ele, o homem de Deus compreendeu ser necessário viver ainda pela família que gerara. Por isso voltou para cuidar das ovelhas entregues à sua guarda. Mas o ardor de sua caridade o impelia ao martírio. Pela terceira vez tentou ele partir aos países infiéis para difundir com o derramamento de seu sangue a fé na Trindade. Aos treze anos de sua conversão, foi às regiões da Síria, enfrentando corajosamente muitos perigos a gim de comparecer diante do Sultão da Babilônia, pessoalmente. Uma guerra implacável castigava cristãos e sarracenos. Os dois exércitos encontravam-se acampados muito próximos, separados apenas por uma estreita faixa de terra, que ninguém podia atravessar sem perigo de morte. O Sultão havia publicado um edito cruel: todos que lhe trouxessem a cabeça de um cristão receberiam uma grande quantia de ouro. Mas o intrépido soldado de Cristo, Francisco, julgando chegada a ocasião de realizar seus anseios, resolveu apresentar-se diante do Sultão, sem temer a morte, mas antes desejoso de enfrentá-la. Confortado pelo Senhor, depois de fervorosa oração, repetia com o profeta: Ainda que eu ande por um vale tenebroso, não temerei males, porque tu estás comigo. Tomou, pois, consigo um companheiro chamado Iluminado, homem de inteligência e coragem. E havendo começado a caminhar, saíram-lhe ao encontro duas mansas ovelhinhas, à vista das quais, cheio de alegria, disse a seu companheiro: “Confiemos no Senhor, Irmão, porque em nós se realizam hoje as palavras do Evangelho: Eis que eu vos mando como ovelha no meio de lobos.” E tendo-se adiantado, encontraram as sentinelas sarracenas que, quais lobos vorazes contra ovelhas, capturaram os servos de Deus e, ameaçando-os de morte, maltrataram-nos com crueldade e desprezo, os cobriram de injúrias e violências e os algemaram. Por fim, depois, de havê-los infligido e atormentado de mil maneiras, a divina Providência fez com que os levassem à presença do Sultão, realizando-se desse modo as fervorosas aspirações de Francisco. Colocados em sua presença, perguntou-lhes aquele bárbaro príncipe quem os havia enviado, a que vinham e como tinham conseguido chegar a seu acampamento. Ao que respondeu o servo de Deus com intrepidez que sua missão não procedia de nenhum homem, mas de Deus altíssimo que o enviava para ensinar a ele e a todo o seu povo os caminhos da salvação e para pregar-lhes as verdades de vida contidas no Evangelho. Com tanta constância e clareza em sua mente, com tanta virtude na expressão e com tão inflamado zelo pregou ao Sultão a existência de um só Deus em três pessoas e a de um Jesus Cristo, Salvador de todos os homens, que claramente se viu realizar-se em Francisco a palavras do Evangelho: Eu vos darei uma linguagem e uma sabedoria, à qual não poderão resistir, nem contradizer todos os vossos inimigos. Admirado o Sultão ao ver o espírito e o fervor do seráfico Pai, não apenas o ouvia com grande satisfação, mas até insistiu com repetidas súplicas que permanecesse algum tempo com ele. Mas o servo de Deus, iluminado pela força do alto, logo lhe respondeu dizendo: “Se me prometeres que tu e os teus vos convertereis a Cristo, permanecerei de muito bom grado entre vós. Mas se duvidas em abandonar a lei impura de Maomé pela fé santíssima de Cristo, ordena imediatamente que se faça uma grande fogueira e teus sacerdotes e eu nos lançaremos ao fogo, a ver se deste modo compreendes a necessidade de abraças a fé sagrada que te anuncio.” A esta proposta, replicou sem demora o Sultão: “Não creio que haja entre meus sacerdotes um só que, para defender sua doutrina, se atreva a lançar-se ao fogo nem esteja disposto a sofrer o menor tormento.” E sobrava-lhe razão para dizer isso, pois vira que um de seus falsos sacerdotes, ancião e protervo sequaz de sua lei, desaparecera, mal ouviu as primeiras palavras do santo. Este acrescentou, dirigindo-se ao Sultão: “Se em teu nome e em nome de teu povo me prometeres abraças a religião de Cristo, com a condição que eu saia ileso da fogueira, estou disposto a entrar eu sozinho nela. Se o fogo me consumir entre suas chamas, atribua-se isso a meus pecados; mas se como espero, a virtude divina me conservar ileso, reconhecereis a Cristo, virtude e sabedoria de Deus e único Salvador de todos os homens.” A essa proposta respondeu o Sultão que não podia aceitar esse contrato aleatório, pois temia uma sublevação popular. Mas ofereceu-lhe numerosos e ricos presentes que o homem de Deus desprezou como lama. Não era das riquezas do mundo que ele estava ávido, mas da salvação das almas. O Sultão ficou ainda mais admirado ao verificar um desprezo tão grande pelos bens deste mundo. Não obstante sua recusa ou talvez seu receio de passar à fé cristã, rogou ao servo de Deus que levasse todos aqueles presentes e os distribuísse aos cristãos pobres e às igrejas. Mas o santo que tinha horror de carregar dinheiro e não via na alma do Sultão raízes profundas da fé verdadeira, recusou-se terminantemente a aceitar sua oferta. Vendo frustradas suas ânsias de martírio e conhecendo que nada adiantava seu empenho na conversão daquele povo, resolveu Francisco, por inspiração divina, voltar aos países cristãos. E assim, por disposição da bondade divina e pelos méritos e virtudes do santo, sucedeu que o amigo de Cristo procurou com todas as suas energias morrer por ele, mas não conseguiu. Desse modo não perderia o mérito do desejado martírio e ainda gozaria de vida para ser mais adiante assinalado com um selo e um símbolo desse martírio. Aconteceu assim para que aquele fogo primeiro ardesse em seu coração e mais tarde se manifestasse em sua carne. Ó varão verdadeiramente ditoso, cuja carne, embora não tenha sucumbido sob o ferro do tirano, teve, contudo, tão perfeita semelhança com o Cordeiro morto por nosso amor! Ó varão mil vezes feliz, cuja alma, embora não haja sucumbido debaixo da espada do carrasco, nem por isso deixou de alcançar a palma do martírio! Texto: trecho de A Vida e Milagres de São Francisco de Assis, escrito por São Boaventura. Imagem: ilustração de um manuscrito deste livro, datado próximo de 1480. #SãoFrancisco
- OS NOVOS FRUTOS DA VIDEIRA – Scott Hahn medita sobre o 27º Domingo do Tempo Comum
No Evangelho de hoje, Jesus retorna ao símbolo da videira, já presente no Velho Testamento, para ensinar sobre Israel, a Igreja e o reino de Deus. O simbolismo da primeira leitura e do Salmo de hoje é facilmente compreensível. Deus é o proprietário, e a casa de Israel é a videira. Por ser uma videira querida, Israel foi arrancado do Egito e transplantado numa terra fértil, especialmente preparada por Deus, cercada pelos muros da cidade de Jerusalém e guardada pelo imponente Templo. Mas a videiraha não produzia uvas boas para o vinho, que é um símbolo da vida santa que Deus desejava para o Seu povo. Assim, Deus permitiu que a sua videira fosse invadida por estrangeiros, como Isaías previu na primeira leitura. Jesus continua a história de onde Isaías a tinha interrompido, até mesmo usando as palavras de Isaías para descrever o lagar, a sebe e a torre de vigia da videira. Os líderes religiosos de Israel, os vinhateiros de Sua parábola, não aprenderam nada com Isaías ou com o passado de Israel. Em vez de produzir bons frutos, mataram os servos do proprietário, ou seja, os profetas enviados para fazer a colheita das almas fiéis. Num prenúncio sombrio de Sua própria crucificação nas imediações de Jerusalém, Jesus avisa que o ultraje final dos vinhateiros será prender o filho do proprietário e matá-lo fora dos muros da videira. Para isso a videira, que é como Jesus nomeia o reino de Deus, será entregue a novos vinhateiros: os líderes da Igreja, que produzirão os seus frutos. Somos, cada um de nós, vinhas na videira do Senhor, enxertadas na videira verdadeira que é o Cristo (ver João 15: 1–8); somos chamados a dar frutos de justiça Nele (ver Filipenses 1:11) e ser os “primeiros frutos” de uma nova criação (ver Tiago 1:18). É preciso cuidar para não ser invadidos pelos espinhos e sarças das ambições mundanas. Como a Epístola de hoje aconselha, é necessário preencher nossos corações e mentes com nobres intenções e atos virtuosos, regozijando-nos sempre, pois o Senhor está sempre próximo. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/living-on-the-vine-scott-hahn-reflects-on-the-twenty-seventh-sunday-in-ordinary-time/
- HITLER TAMBÉM NÃO GOSTAVA DE HOMESCHOOLING
Vai crescendo, no Brasil, o movimento de cristãos católicos e protestantes pelo direito de educar os filhos em casa, tamanho é o descontentamento com as diretrizes que orientam o ensino fundamental no país, tanto nas escolas públicas como nas privadas. É digno de nota o que fez a Câmara Municipal de Cascavel, no Paraná: admitiu, em lei votada no último 25 de setembro, a modalidade da educação domiciliar no sistema municipal de ensino daquela cidade. Ainda é muito grande a rejeição a essa forma de ensino. Em muitos países ditos democráticos — entre eles o Brasil —, prevalece na educação um pensamento semelhante ao do Terceiro Reich nazista: basta dar uma espiada na lei que assinou o Führer no dia 6 de julho de 1938, um pouco antes de estourar a Segunda Grande Guerra. Essa lei impunha a Schulpflicht (educação obrigatória) e proibia a educação doméstica — que os americanos chamam de homeschooling —, fundada nos valores morais e religiosos dos pais. A Schulpflicht exigia que todas as crianças recebessem educação do estado nazista. A seguir, trechos da lei nazista: 1. “Educação obrigatória. No Reich alemão, há uma escolaridade obrigatória para todos. Ela garante a educação e instrução da juventude alemã no espírito do nacional-socialismo. Todas as crianças e jovens de nacionalidade alemã que tenham a sua residência habitual na Alemanha estão sujeitos à escolaridade obrigatória.” 2. “A educação obrigatória é cumprida pela frequência a uma escola alemã do Reich. A autoridade supervisora da escola decide sobre as exceções.” 3. “Frequência escolar obrigatória. Crianças e jovens que não cumpram a obrigação de frequentar a escola primária ou profissional são admitidos à força na escola. Nesse caso, pode-se pedir ajuda à polícia.” 4. “Disposições penais. Quem violar intencionalmente, ou por negligência, as disposições sobre a escolaridade obrigatória, é punido com multa de até 150 reichsmarks [moeda oficial da Alemanha entre 1924 e 1948] ou cumprirá pena na prisão, a menos que uma pena mais pesada esteja prevista em outras leis.” Não só os nazistas não gostam da “educação domiciliar”: também os socialistas não a aceitam, pois ela é individualista e burguesa, impedindo o ensino sem classes, em que todos seriam adestrados pelo Estado e para o Estado. Não é muito diferente do que pensam os liberais globalistas, que não gostam do homeschooling, pois ela favorece as soberanias nacionais, o apego manifestações culturais particulares e dificultam a assimilação dos valores pós-modernos, como o casamento gay, o ambientalismo panteísta, o aborto. O professor Fausto Zamboni, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, publicou recentemente um pequeno livro, A opção pelo homeschooling (editora Kírion), em que revela por que ensinar os filhos em casa não é tão absurdo assim, mas pode ser uma saída honrosa para a lamentável crise educacional de nossa época, promovida tanto por socialistas latino-americanos, como por liberais globalistas.
- EX-MINISTRA DA FINLÂNDIA INTERROGADA POR HOMOFOBIA – Giuliano Guzzo
Chega da Finlândia uma notícia verdadeiramente clamorosa: diz respeito a Päivi Räsänen, que não é nenhuma militante fanática, mas uma pessoa ligada às instituições políticas: ex-presidente dos democratas-cristãos, de junho de 2011 a maio de 2015, Räsänen foi Ministra do Interior da Finlândia. Portanto, não estamos falando de um ativista maluco e violento, mas de uma figura de destaque. No entanto, nos últimos dias, essa senhora foi procurada pela polícia, que lhe intimou a permanecer à disposição da justiça, pois será submetida a um interrogatório com data ainda não definida, mas que ocorrerá “em breve”. O motivo? A ex-ministra é suspeita de homofobia. Sim, porque ela se manifestou algumas vezes contra as manifestações LGBT e seus apoiadores. Por exemplo, ela postou uma mensagem no Twitter e no Facebook em que criticava o fato de a Igreja Evangélica Luterana da Finlândia ter se tornado parceira oficial dos eventos ligados ao Orgulho LGBT, descrevendo-se “chocada” com a decisão, lembrando que tudo deve ser visto e avaliado “segundo a Santa Palavra de Deus”. Ela repetiu, mais uma vez, seus pontos de vista sobre família e sexualidade, à luz do ensinamento bíblico, em 20 de dezembro de 2019, em programa da série YlePuhe , conduzido por Ruben Stiller, cujo objetivo era lançar luz sobre o tema “O que Jesus pensaria dos homossexuais?” Por todas essas tomadas de posição, Räsänen é atualmente objeto de não uma, mas de quatro investigações diferentes, pelo crime de “agitação criminosa contra um grupo minoritário”: os homossexuais. Ex ministro finlandese indagata per omofobia. E in Italia il ddl Zan è in dirittura d’arrivo
- Padre carismático pede perdão por abusos litúrgicos: “Não celebrava a Missa da Igreja”
Padre Sérgio, num gesto de profunda humildade e amor, reconhece que errou ao celebrar a Missa “carismática” e pede perdão aos fiéis. Nesta semana o Padre Sérgio da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Bairro de Periperi – Salvador – BA, apresentou um pedido de perdão aos fiéis pelos inúmeros abusos litúrgicos cometidos durante as missas carismáticas que celebrava. Assista seu pedido de perdão: A Santa Missa é o que existe de mais precioso e sagrado na face da terra e de forma alguma deveria receber rótulos e nem ter sua estrutura adulterada. Não deveriam existir as rotuladas missas Carismáticas, Sertanejas, missas Afro, missas das Crianças, missas de Cura ou Libertação, etc… A Santa Missa é sempre a atualização do Calvário, independentemente do tempo litúrgico em que se celebra, portanto é dever do sacerdote e da equipe de liturgia seguir sempre as instruções do missal, sem modificações, invenções, interrupções de qualquer tipo. Assista também a análise sobre o vídeo: Como a conversão de um sacerdote pode estimular a mudança dos fiéis e do próprio clero Entretanto, como bem sabemos, não é isso que acontece na maioria das paróquias. Em missas previamente rotuladas, tornou-se extremamente comum acontecer todo tipo de abusos. O que é muito grave. Além das adulterações serem uma terrível ofensa ao sagrado, os abusos litúrgicos acabam ainda afetando negativamente a fé de muitas pessoas, que comparam a Santa Missa a outras celebrações muito menos importantes, e consequentemente continuam tratando o cristianismo como algo superficial, impedindo, dessa forma, de se aprofundam na fé, o que impede que haja uma conversão sincera. O que muitos ainda não compreenderam é que a Santa Missa precisa ser respeitada acima de tudo, pois mais do que ritos, estamos presenciando de maneira velada aquilo que aconteceu no Calvário. De maneira simplificada, é como se nós estivéssemos em uma máquina do tempo, uma vez que para Deus o tempo não existe pois é eterno, Ele permite que participemos deste mistério. A maioria dos católicos que são obrigados a frequentar missas adulteradas, não compreendem a sua importância por perceber que aqueles deveriam zelar pela liturgia, não o fazem! A consequência disso é que muitos ainda não conhecem o verdadeiro significado da Eucaristia, e por este motivo recebem-na, por diversas vezes, sem o devido preparo, às vezes até mesmo em estado de pecado mortal, pois também não são orientados a buscar a confissão com frequência como manda a Igreja, uma vez que em nossos tempos é muito incomum encontrar pessoas que permaneçam ao menos 1 semana sem cometer pecados graves. Enfim, é importante lembrar que grande parte da culpa de tudo isso acontecer são dos próprios dos bispos que permitem uma péssima formação nos seminários e não ficam atentos aos sacerdotes pelos quais são responsáveis. Também tem culpa os padres que permitem ou estimulam tais abusos, pois deveriam, no mínimo, ter conhecimento profundo sobre a liturgia e sobre a doutrina da igreja. No meio desta grave crise na igreja, os mais prejudicados são aqueles que estão no meio do povo, pois acabam ficando desorientados, como se estivessem sem pastor. #AbusosLitúrgicos #SantaMissa
- Padre carismático pede perdão por abusos litúrgicos: “Não celebrava a Missa da Igreja”
Padre Sérgio, num gesto de profunda humildade e amor, reconhece que errou ao celebrar a Missa “carismática” e pede perdão aos fiéis. Nesta semana o Padre Sérgio da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Bairro de Periperi – Salvador – BA, apresentou um pedido de perdão aos fiéis pelos inúmeros abusos litúrgicos cometidos durante as missas carismáticas que celebrava. Assista seu pedido de perdão: A Santa Missa é o que existe de mais precioso e sagrado na face da terra e de forma alguma deveria receber rótulos e nem ter sua estrutura adulterada. Não deveriam existir as rotuladas missas Carismáticas, Sertanejas, missas Afro, missas das Crianças, missas de Cura ou Libertação, etc… A Santa Missa é sempre a atualização do Calvário, independentemente do tempo litúrgico em que se celebra, portanto é dever do sacerdote e da equipe de liturgia seguir sempre as instruções do missal, sem modificações, invenções, interrupções de qualquer tipo. Assista também a análise sobre o vídeo: Como a conversão de um sacerdote pode estimular a mudança dos fiéis e do próprio clero Entretanto, como bem sabemos, não é isso que acontece na maioria das paróquias. Em missas previamente rotuladas, tornou-se extremamente comum acontecer todo tipo de abusos. O que é muito grave. Além das adulterações serem uma terrível ofensa ao sagrado, os abusos litúrgicos acabam ainda afetando negativamente a fé de muitas pessoas, que comparam a Santa Missa a outras celebrações muito menos importantes, e consequentemente continuam tratando o cristianismo como algo superficial, impedindo, dessa forma, de se aprofundam na fé, o que impede que haja uma conversão sincera. O que muitos ainda não compreenderam é que a Santa Missa precisa ser respeitada acima de tudo, pois mais do que ritos, estamos presenciando de maneira velada aquilo que aconteceu no Calvário. De maneira simplificada, é como se nós estivéssemos em uma máquina do tempo, uma vez que para Deus o tempo não existe pois é eterno, Ele permite que participemos deste mistério. A maioria dos católicos que são obrigados a frequentar missas adulteradas, não compreendem a sua importância por perceber que aqueles deveriam zelar pela liturgia, não o fazem! A consequência disso é que muitos ainda não conhecem o verdadeiro significado da Eucaristia, e por este motivo recebem-na, por diversas vezes, sem o devido preparo, às vezes até mesmo em estado de pecado mortal, pois também não são orientados a buscar a confissão com frequência como manda a Igreja, uma vez que em nossos tempos é muito incomum encontrar pessoas que permaneçam ao menos 1 semana sem cometer pecados graves. Enfim, é importante lembrar que grande parte da culpa de tudo isso acontecer são dos próprios dos bispos que permitem uma péssima formação nos seminários e não ficam atentos aos sacerdotes pelos quais são responsáveis. Também tem culpa os padres que permitem ou estimulam tais abusos, pois deveriam, no mínimo, ter conhecimento profundo sobre a liturgia e sobre a doutrina da igreja. No meio desta grave crise na igreja, os mais prejudicados são aqueles que estão no meio do povo, pois acabam ficando desorientados, como se estivessem sem pastor. #AbusosLitúrgicos #SantaMissa
- Razões para acreditar nos corpos incorruptos dos santos da Igreja Católica
Esses santos morreram e suas almas foram ao encontro de Deus, mas os seus corpos estão intactos e desafiam a ciência até os dias de hoje. Hoje em dia, a humanidade conhece muitas técnicas de preservação de corpos, mas a mais famosa de todas começou a ser empregada ainda no Egito Antigo, mais de 5 mil anos atrás. No método chamado de mumificação, os órgãos internos dos faraós eram cuidadosamente removidos, as cavidades do corpo preenchidas com ervas e outros materiais naturais e, depois, os corpos eram banhados em óleos e envoltos em faixas. Tutancâmon, a mais famosa múmia do Egito, por exemplo, foi encontrada por arqueologistas em 1922 e já contava com mais de 3 mil anos de história. Trata-se, sem dúvida, de um fato impressionante, mas muito distante de um milagre, pelo menos no sentido sobrenatural do termo. Santo Tomás de Aquino, ao explicar o que são milagres ( miracula), lembra a sua semelhança com a palavra mirabilis, de onde vem o nosso adjetivo “admirável” [1]. Assim, qualquer coisa que cause espanto e admiração entre as pessoas pode ser considerada, genericamente, um milagre. As múmias egípcias, no entanto, eram preservadas intencionalmente. O processo de embalsamamento era complexo e levava em torno de dois meses. Os sacerdotes politeístas e reencarnacionistas procediam assim para manter a identidade dos cadáveres em sua “jornada para o outro mundo”. Nesses casos, há uma explicação natural bem clara para o fenômeno. Não se pode falar de intervenção divina nos sarcófagos antigos. Muito menos se pode chamar de sobrenaturais os episódios de preservação acidental que a literatura moderna reporta acontecer aos montes, em diferentes lugares do mundo. Também esses casos têm uma explicação natural muito simples: ou foram (parcial ou integralmente) isolados de seus agentes decompositores, ou receberam substâncias químicas que os preservaram da decomposição. Em 1865, por exemplo, os habitantes da cidade de Guanajuato, no México, ficaram assustados quando exumaram os corpos de seus conterrâneos e descobriram que eles ainda não tinham sido totalmente consumidos pela terra! A explicação, porém, não se encontrava em nenhum poder mágico, mas simplesmente no solo salgado e seco do cemitério em que os defuntos tinham sido enterrados. Esse fenômeno pode muito bem ser considerado como que um “selo” divino da autenticidade da fé católica. Coisa bem diferente, todavia, é o que acontece com os chamados “santos incorruptos” da Igreja Católica: são santos, porque amaram a Deus de modo extraordinário durante suas vidas; incorruptos, porque seus corpos foram achados espantosamente preservados, sem a intervenção de quaisquer agentes naturais; e diz-se que são especificamente da Igreja Católica, porque em nenhuma outra religião do mundo são achados de modo tão numeroso e constante quanto na Igreja fundada por Cristo. Por isso, esse fenômeno pode muito bem ser considerado como que um “selo” divino da autenticidade da fé católica — ainda que nenhum fiel batizado deva fazer depender desses milagres a sua fé na Revelação cristã. De qualquer modo, se são autênticos e vieram realmente de Deus, não há por que desprezar essas manifestações sobrenaturais. O problema é que, muitas vezes, as pessoas simplesmente não sabem o que significa esse fenômeno, nem entendem por que eles são um milagre. Por isso, resumimos aqui para você pelo menos cinco motivos para acreditar nos corpos incorruptos dos santos da Igreja: 1. Eles tinham tudo para se decomporem Cadáveres preservados de modo natural são rapidamente isolados do contato com a umidade, com o calor ou com outros agentes externos. Com os santos incorruptos, porém, não foi assim. Só para começar a conversa, muitos deles levaram vários dias para serem enterrados, devido à resistência dos fiéis em se separarem do objeto de sua veneração. Tome-se como exemplo São Bernardino de Siena, que ficou exposto para o culto dos fiéis por 26 dias, ou Santa Ângela Merici, cujo corpo ficou exposto para veneração pelo período de um mês. Outros tantos foram preservados mesmo em condições extremamente adversas de umidade. Santa Catarina de Gênova permaneceu no túmulo por 18 meses, mas foi achada intacta apesar de sua mortalha estar úmida e deteriorada. Santa Maria Madalena de Pazzi foi desenterrada um ano depois de sua morte e, embora seu hábito estivesse encharcado, seu corpo permaneceu exatamente o mesmo. Nove meses após a sua morte, Santa Teresa de Ávila foi encontrada coberta de terra devido ao rompimento da tampa de seu caixão e, mesmo vestida com pedaços de tecido sujos e decompostos, o seu corpo não se encontrava apenas fresco, mas perfeitamente intacto e ainda exalando uma curiosa fragrância. A mesma resistência à umidade pôde ser verificada nos corpos de São Carlos Borromeu, Santa Catarina de Bolonha, Santa Catarina Labouré e São Charbel Makhlouf. Outros corpos ainda, como os de São Colmano e São Josafá, resistiram ao ar e à água: o primeiro ficou suspenso por tanto tempo na árvore em que foi enforcado, que todos os habitantes da região se maravilharam com a sua preservação; o segundo, por sua vez, foi lançado em um rio, onde permaneceu por cerca de uma semana, sem sofrer nenhum dano. São Francisco Xavier, São João da Cruz e São Pascoal Bailão resistiram de modo ainda mais impressionante a substâncias corrosivas que foram lançadas sobre eles. Também eles tinham tudo para se decomporem, mas resistiram milagrosamente. 2. Eles exalam perfumes extraordinários Esse fenômeno é tão antigo entre os santos da Igreja que a literatura eclesiástica já consagrou a expressão “morrer em odor de santidade“. Embora seja usada normalmente em sentido figurado, indicando as boas virtudes com que morreram os homens e mulheres de Deus, essa frase está fundada em um fato: o de que muitos santos realmente exalaram perfumes extraordinários depois de mortos. Os casos históricos mais notáveis desse fenômeno são os de Santa Liduína, Santa Catarina de Ricci, São Felipe Néri, São Geraldo Majella, São João da Cruz, São Francisco de Paula, Santa Rosa de Viterbo, Santa Gema Galgani e São José de Cupertino. As testemunhas desse fato extraordinário sempre evitaram quaisquer analogias e semelhanças para descrever a suavidade e a fragrância do odor que perceberam com o olfato. Um especialista foi enviado, certa vez, ao convento da beata e mártir Maria dos Anjos (Espanha, † 1936) para tentar identificar a natureza do perfume que exalava o corpo dessa serva de Deus. Ele teve que confessar que não se parecia com nenhum dos perfumes desta terra. As religiosas, suas companheiras, costumavam chamá-lo “odor de paraíso ou de santidade”. Dos muitos eventos ligados à incorrupção dos corpos, este é sem dúvida um dos mais impressionantes e inexplicáveis. É conhecido o parecer do Papa Bento XIV, na famosa obra que ele escreveu sobre a beatificação dos servos de Deus: “Que o corpo humano possa naturalmente não cheirar mal, é muito possível; mas que cheire bem está acima de suas forças naturais, como ensina a experiência. Por conseguinte, se o corpo humano, corrompido ou incorrupto, em putrefação ou sem ela […], exala um odor suave, persistente, que não incomoda a ninguém, mas que parece agradável a todos, deve-se atribui-lo a uma causa superior e deve pensar-se em um milagre.” [2] 3. Eles permanecem macios e flexíveis por longos anos Múmias preservadas naturalmente trazem consigo um aspecto duro e rígido, comumente chamado de rigor mortis. A maioria dos santos incorruptos, ao contrário, nunca experimentou rigidez cadavérica — muitos permaneceram flexíveis anos após a sua morte, alguns atravessando séculos. Santa Catarina de Bolonha, por exemplo, tinha o corpo tão maleável 12 anos após a sua morte que foi colocado na posição em que se encontra até o dia presente: sentado. Quem olha para as urnas de alguns santos, principalmente os mais antigos, pode ser tentado a duvidar da sua incorrupção. Na Índia, por exemplo, depois de quase 500 anos, restam praticamente apenas os ossos de São Francisco Xavier. No caso de Santa Bernadette Soubirous, embora o seu corpo esteja intacto desde 1879, já foi aplicada uma camada de cera ao seu rosto. Outros tantos exemplos poderiam evocar dúvidas a respeito da confiabilidade desses milagres. Afinal, a Igreja estaria tentando “maquiar” os seus santos? Na verdade, o fenômeno da incorrupção não significa incorruptibilidade. A demora de algumas santas relíquias em se corromperem não significa que elas nunca se decomporão — e a Igreja nunca ensinou isso. Um corpo incorrupto não é um corpo indestrutível! Incorruptíveis e gloriosos, só os corpos ressuscitados de Jesus e Maria, que estão no Céu. Os outros — dos santos e servos de Deus — só o serão na ressurreição dos mortos, no fim dos tempos. Essas observações também são importantes para lembrar o fim com que Deus realiza esses prodígios: conduzir as pessoas à fé em Jesus Ressuscitado. Os santos cujos corpos experimentaram o fenômeno da incorrupção não são “deuses”. Eles são membros do Corpo Místico de Cristo e recordam que, assim como Ele não se corrompeu e vive para sempre, aqueles que levam uma existência pura e livre dos vícios nesta terra estão destinados para uma herança eterna e incorruptível no Céu. 4. Eles transpiram sangue e óleos preciosos Além dos perfumes misteriosos sobre os quais já falamos, outro fenômeno muito comum entre os santos incorruptos é a transpiração de líquidos especiais. Consta que esse milagre tenha acontecido — para mencionar apenas alguns nomes — com Santa Maria Madalena de Pazzi, Santa Júlia Billiart, Santo Hugo de Avalon, Santa Inês de Montepulciano, Santa Teresa d’Ávila, São Camilo de Lelis e São Pascoal Bailão. O óleo que fluiu várias vezes do corpo da beata clarissa Mattia Nazzarei, que morreu em 1320, continua jorrando sem parar de suas mãos e de seus pés, até os dias de hoje. Outro caso impressionante é o do religioso libanês Charbel Makhlouf, cujo corpo foi depositado em um túmulo sem caixão, como previa a regra maronita. Exumado quatro meses depois de sua morte, tempo suficiente para a destruição parcial do corpo, São Charbel estava coberto de lama, mas seu aspecto permaneceu natural e flexível por longos anos, emitindo constantemente sangue e água, à semelhança do lado aberto do Redentor. Mais admirável que o fluxo, porém, é a quantidade de líquido que o seu corpo já exsudou, número que supera (e muito) a quantidade normal de qualquer ser humano vivo. 5. Eles foram visitados por luzes sobrenaturais Ainda que não contribuam em nada para preservar essas relíquias, a aparição de luzes sobre os corpos e as tumbas de alguns desses santos atestam, de certo modo, a sua vocação divina. A santidade de São Guthlac, por exemplo, foi confirmada por muitas testemunhas, que viram a casa onde ele morreu ser coberta por uma luz brilhante, que saía de lá em direção ao Céu. O perfume que provinha da boca de São Luís Beltrão em seu leito de morte era acompanhado de uma luz intensa que clareou a sua humilde cela por muitos minutos. Vários outros santos foram favorecidos com essa iluminação, incluindo São João da Cruz, Santo Antônio de Stroncone e Santa Joana de Lestonnac. Mas talvez a mais impressionante manifestação tenha ocorrido, novamente, na tumba de São Charbel Makhlouf. A luz que brilhou intensamente por 45 noites em seu túmulo foi testemunhada por vários habitantes do vilarejo e eventualmente resultou na exumação do seu corpo, revelando os fenômenos que se observam até hoje. Evidentemente, a Igreja não dá crédito a todo e qualquer caso de incorrupção que é alegado pelas pessoas. As autoridades eclesiásticas preferem trilhar o caminho da prudência, emitindo um parecer definitivo só depois que os fatos apresentados ao seu juízo se mostrem inexplicáveis à ciência humana. A mesma posição de cautela deve ser recomendada a todos os fiéis. Sem se deixarem contaminar pelo ceticismo doentio do mundo, lembrem-se sempre do fim com que Deus opera essas grandes maravilhas: levar as pessoas à fé em Seu divino Filho e em Sua Santa Igreja. É para Ele, Jesus Cristo, que apontam todos os santos e santas da Igreja, principalmente os que, por um dom de Deus, receberam em seus corpos mortais a dádiva da incorrupção. Texto: Equipe Christo Nihil Praeponere #Corpoincorrupto
- Razões para acreditar nos corpos incorruptos dos santos da Igreja Católica
Esses santos morreram e suas almas foram ao encontro de Deus, mas os seus corpos estão intactos e desafiam a ciência até os dias de hoje. Hoje em dia, a humanidade conhece muitas técnicas de preservação de corpos, mas a mais famosa de todas começou a ser empregada ainda no Egito Antigo, mais de 5 mil anos atrás. No método chamado de mumificação, os órgãos internos dos faraós eram cuidadosamente removidos, as cavidades do corpo preenchidas com ervas e outros materiais naturais e, depois, os corpos eram banhados em óleos e envoltos em faixas. Tutancâmon, a mais famosa múmia do Egito, por exemplo, foi encontrada por arqueologistas em 1922 e já contava com mais de 3 mil anos de história. Trata-se, sem dúvida, de um fato impressionante, mas muito distante de um milagre, pelo menos no sentido sobrenatural do termo. Santo Tomás de Aquino, ao explicar o que são milagres ( miracula), lembra a sua semelhança com a palavra mirabilis, de onde vem o nosso adjetivo “admirável” [1]. Assim, qualquer coisa que cause espanto e admiração entre as pessoas pode ser considerada, genericamente, um milagre. As múmias egípcias, no entanto, eram preservadas intencionalmente. O processo de embalsamamento era complexo e levava em torno de dois meses. Os sacerdotes politeístas e reencarnacionistas procediam assim para manter a identidade dos cadáveres em sua “jornada para o outro mundo”. Nesses casos, há uma explicação natural bem clara para o fenômeno. Não se pode falar de intervenção divina nos sarcófagos antigos. Muito menos se pode chamar de sobrenaturais os episódios de preservação acidental que a literatura moderna reporta acontecer aos montes, em diferentes lugares do mundo. Também esses casos têm uma explicação natural muito simples: ou foram (parcial ou integralmente) isolados de seus agentes decompositores, ou receberam substâncias químicas que os preservaram da decomposição. Em 1865, por exemplo, os habitantes da cidade de Guanajuato, no México, ficaram assustados quando exumaram os corpos de seus conterrâneos e descobriram que eles ainda não tinham sido totalmente consumidos pela terra! A explicação, porém, não se encontrava em nenhum poder mágico, mas simplesmente no solo salgado e seco do cemitério em que os defuntos tinham sido enterrados. Esse fenômeno pode muito bem ser considerado como que um “selo” divino da autenticidade da fé católica. Coisa bem diferente, todavia, é o que acontece com os chamados “santos incorruptos” da Igreja Católica: são santos, porque amaram a Deus de modo extraordinário durante suas vidas; incorruptos, porque seus corpos foram achados espantosamente preservados, sem a intervenção de quaisquer agentes naturais; e diz-se que são especificamente da Igreja Católica, porque em nenhuma outra religião do mundo são achados de modo tão numeroso e constante quanto na Igreja fundada por Cristo. Por isso, esse fenômeno pode muito bem ser considerado como que um “selo” divino da autenticidade da fé católica — ainda que nenhum fiel batizado deva fazer depender desses milagres a sua fé na Revelação cristã. De qualquer modo, se são autênticos e vieram realmente de Deus, não há por que desprezar essas manifestações sobrenaturais. O problema é que, muitas vezes, as pessoas simplesmente não sabem o que significa esse fenômeno, nem entendem por que eles são um milagre. Por isso, resumimos aqui para você pelo menos cinco motivos para acreditar nos corpos incorruptos dos santos da Igreja: 1. Eles tinham tudo para se decomporem Cadáveres preservados de modo natural são rapidamente isolados do contato com a umidade, com o calor ou com outros agentes externos. Com os santos incorruptos, porém, não foi assim. Só para começar a conversa, muitos deles levaram vários dias para serem enterrados, devido à resistência dos fiéis em se separarem do objeto de sua veneração. Tome-se como exemplo São Bernardino de Siena, que ficou exposto para o culto dos fiéis por 26 dias, ou Santa Ângela Merici, cujo corpo ficou exposto para veneração pelo período de um mês. Outros tantos foram preservados mesmo em condições extremamente adversas de umidade. Santa Catarina de Gênova permaneceu no túmulo por 18 meses, mas foi achada intacta apesar de sua mortalha estar úmida e deteriorada. Santa Maria Madalena de Pazzi foi desenterrada um ano depois de sua morte e, embora seu hábito estivesse encharcado, seu corpo permaneceu exatamente o mesmo. Nove meses após a sua morte, Santa Teresa de Ávila foi encontrada coberta de terra devido ao rompimento da tampa de seu caixão e, mesmo vestida com pedaços de tecido sujos e decompostos, o seu corpo não se encontrava apenas fresco, mas perfeitamente intacto e ainda exalando uma curiosa fragrância. A mesma resistência à umidade pôde ser verificada nos corpos de São Carlos Borromeu, Santa Catarina de Bolonha, Santa Catarina Labouré e São Charbel Makhlouf. Outros corpos ainda, como os de São Colmano e São Josafá, resistiram ao ar e à água: o primeiro ficou suspenso por tanto tempo na árvore em que foi enforcado, que todos os habitantes da região se maravilharam com a sua preservação; o segundo, por sua vez, foi lançado em um rio, onde permaneceu por cerca de uma semana, sem sofrer nenhum dano. São Francisco Xavier, São João da Cruz e São Pascoal Bailão resistiram de modo ainda mais impressionante a substâncias corrosivas que foram lançadas sobre eles. Também eles tinham tudo para se decomporem, mas resistiram milagrosamente. 2. Eles exalam perfumes extraordinários Esse fenômeno é tão antigo entre os santos da Igreja que a literatura eclesiástica já consagrou a expressão “morrer em odor de santidade“. Embora seja usada normalmente em sentido figurado, indicando as boas virtudes com que morreram os homens e mulheres de Deus, essa frase está fundada em um fato: o de que muitos santos realmente exalaram perfumes extraordinários depois de mortos. Os casos históricos mais notáveis desse fenômeno são os de Santa Liduína, Santa Catarina de Ricci, São Felipe Néri, São Geraldo Majella, São João da Cruz, São Francisco de Paula, Santa Rosa de Viterbo, Santa Gema Galgani e São José de Cupertino. As testemunhas desse fato extraordinário sempre evitaram quaisquer analogias e semelhanças para descrever a suavidade e a fragrância do odor que perceberam com o olfato. Um especialista foi enviado, certa vez, ao convento da beata e mártir Maria dos Anjos (Espanha, † 1936) para tentar identificar a natureza do perfume que exalava o corpo dessa serva de Deus. Ele teve que confessar que não se parecia com nenhum dos perfumes desta terra. As religiosas, suas companheiras, costumavam chamá-lo “odor de paraíso ou de santidade”. Dos muitos eventos ligados à incorrupção dos corpos, este é sem dúvida um dos mais impressionantes e inexplicáveis. É conhecido o parecer do Papa Bento XIV, na famosa obra que ele escreveu sobre a beatificação dos servos de Deus: “Que o corpo humano possa naturalmente não cheirar mal, é muito possível; mas que cheire bem está acima de suas forças naturais, como ensina a experiência. Por conseguinte, se o corpo humano, corrompido ou incorrupto, em putrefação ou sem ela […], exala um odor suave, persistente, que não incomoda a ninguém, mas que parece agradável a todos, deve-se atribui-lo a uma causa superior e deve pensar-se em um milagre.” [2] 3. Eles permanecem macios e flexíveis por longos anos Múmias preservadas naturalmente trazem consigo um aspecto duro e rígido, comumente chamado de rigor mortis. A maioria dos santos incorruptos, ao contrário, nunca experimentou rigidez cadavérica — muitos permaneceram flexíveis anos após a sua morte, alguns atravessando séculos. Santa Catarina de Bolonha, por exemplo, tinha o corpo tão maleável 12 anos após a sua morte que foi colocado na posição em que se encontra até o dia presente: sentado. Quem olha para as urnas de alguns santos, principalmente os mais antigos, pode ser tentado a duvidar da sua incorrupção. Na Índia, por exemplo, depois de quase 500 anos, restam praticamente apenas os ossos de São Francisco Xavier. No caso de Santa Bernadette Soubirous, embora o seu corpo esteja intacto desde 1879, já foi aplicada uma camada de cera ao seu rosto. Outros tantos exemplos poderiam evocar dúvidas a respeito da confiabilidade desses milagres. Afinal, a Igreja estaria tentando “maquiar” os seus santos? Na verdade, o fenômeno da incorrupção não significa incorruptibilidade. A demora de algumas santas relíquias em se corromperem não significa que elas nunca se decomporão — e a Igreja nunca ensinou isso. Um corpo incorrupto não é um corpo indestrutível! Incorruptíveis e gloriosos, só os corpos ressuscitados de Jesus e Maria, que estão no Céu. Os outros — dos santos e servos de Deus — só o serão na ressurreição dos mortos, no fim dos tempos. Essas observações também são importantes para lembrar o fim com que Deus realiza esses prodígios: conduzir as pessoas à fé em Jesus Ressuscitado. Os santos cujos corpos experimentaram o fenômeno da incorrupção não são “deuses”. Eles são membros do Corpo Místico de Cristo e recordam que, assim como Ele não se corrompeu e vive para sempre, aqueles que levam uma existência pura e livre dos vícios nesta terra estão destinados para uma herança eterna e incorruptível no Céu. 4. Eles transpiram sangue e óleos preciosos Além dos perfumes misteriosos sobre os quais já falamos, outro fenômeno muito comum entre os santos incorruptos é a transpiração de líquidos especiais. Consta que esse milagre tenha acontecido — para mencionar apenas alguns nomes — com Santa Maria Madalena de Pazzi, Santa Júlia Billiart, Santo Hugo de Avalon, Santa Inês de Montepulciano, Santa Teresa d’Ávila, São Camilo de Lelis e São Pascoal Bailão. O óleo que fluiu várias vezes do corpo da beata clarissa Mattia Nazzarei, que morreu em 1320, continua jorrando sem parar de suas mãos e de seus pés, até os dias de hoje. Outro caso impressionante é o do religioso libanês Charbel Makhlouf, cujo corpo foi depositado em um túmulo sem caixão, como previa a regra maronita. Exumado quatro meses depois de sua morte, tempo suficiente para a destruição parcial do corpo, São Charbel estava coberto de lama, mas seu aspecto permaneceu natural e flexível por longos anos, emitindo constantemente sangue e água, à semelhança do lado aberto do Redentor. Mais admirável que o fluxo, porém, é a quantidade de líquido que o seu corpo já exsudou, número que supera (e muito) a quantidade normal de qualquer ser humano vivo. 5. Eles foram visitados por luzes sobrenaturais Ainda que não contribuam em nada para preservar essas relíquias, a aparição de luzes sobre os corpos e as tumbas de alguns desses santos atestam, de certo modo, a sua vocação divina. A santidade de São Guthlac, por exemplo, foi confirmada por muitas testemunhas, que viram a casa onde ele morreu ser coberta por uma luz brilhante, que saía de lá em direção ao Céu. O perfume que provinha da boca de São Luís Beltrão em seu leito de morte era acompanhado de uma luz intensa que clareou a sua humilde cela por muitos minutos. Vários outros santos foram favorecidos com essa iluminação, incluindo São João da Cruz, Santo Antônio de Stroncone e Santa Joana de Lestonnac. Mas talvez a mais impressionante manifestação tenha ocorrido, novamente, na tumba de São Charbel Makhlouf. A luz que brilhou intensamente por 45 noites em seu túmulo foi testemunhada por vários habitantes do vilarejo e eventualmente resultou na exumação do seu corpo, revelando os fenômenos que se observam até hoje. Evidentemente, a Igreja não dá crédito a todo e qualquer caso de incorrupção que é alegado pelas pessoas. As autoridades eclesiásticas preferem trilhar o caminho da prudência, emitindo um parecer definitivo só depois que os fatos apresentados ao seu juízo se mostrem inexplicáveis à ciência humana. A mesma posição de cautela deve ser recomendada a todos os fiéis. Sem se deixarem contaminar pelo ceticismo doentio do mundo, lembrem-se sempre do fim com que Deus opera essas grandes maravilhas: levar as pessoas à fé em Seu divino Filho e em Sua Santa Igreja. É para Ele, Jesus Cristo, que apontam todos os santos e santas da Igreja, principalmente os que, por um dom de Deus, receberam em seus corpos mortais a dádiva da incorrupção. Texto: Equipe Christo Nihil Praeponere #Corpoincorrupto
- O surpreendente estado do corpo do futuro Bem-aventurado Carlo Acutis
O túmulo de Carlo Acutis, que será beatificado em 10 de outubro em Assis, foi exposto para a veneração dos fiéis. O estado em que os jovens abençoados podem ser vistos surpreendeu. O que mais chama a atenção, além do bom estado em que o cadáver se encontra, são as roupas, já que não é comum ver um santo com tênis Nike e moletom. Carlo Acutis morreu em 2006 aos 15 anos. The tomb of Carlo Acutis in Assisi has been opened for veneration pic.twitter.com/cATbmGe0LV — Sachin Jose (@Sachinettiyil) October 1, 2020 Em 23 de janeiro de 2019, mais de dez anos após sua morte, sua mãe comentou que o corpo foi encontrado não corrompido. “Eu estava lá e meu marido não queria ver. Ele ainda era nosso garoto alto de 1,82, apenas um pouco mais escuro, com todo o cabelo preto encaracolado. O mesmo peso, aquele que eu havia previsto sozinha ”, disse a mãe segundo o Aciprensa . O estado de conservação de seus restos mortais levou muitas pessoas a afirmarem nas redes sociais que se trata de um corpo incorrupto. No entanto, em declarações recentes à ACI Prensa/EWTN, o reitor do Santuário do Despojamento, em Assis, Pe. Carlos Acácio Gonçalves Ferreira, explicou que o corpo de Acutis “está em um estado muito íntegro, não intacto, mas íntegro. Conserva todos os órgãos”. Indicou que “Já fizeram trabalhos sobre o rosto, mas é bonito que pela primeira vez na história será possível ver um santo vestido de calça jeans, tênis e moletom. Isso é uma grande mensagem”. “Podemos sentir sua santidade não como uma coisa distante, mas como algo ao alcance de todos porque o Senhor é o Senhor de todos”, expressou. Os fiéis podem venerar seu corpo. Leia também Razões para acreditar nos corpos incorruptos dos santos da Igreja Católica O Corpo do Carlo está incorrupto? Teologicamente só existe um corpo incorrupto: o de Cristo, Nosso Senhor. Claro que o da Santíssima Virgem também, mas por graça de seu Filho. Isso não significa que não haja “corpos incorruptos ” de alguns santos. Da mesma forma que ” Só Deus é Bom”, mas somos chamados à bondade. O ” Vós Sereis deuses”, da escritura não indica divindade própria, mas participação na vida divina, logo pode-se se chamar, sim, de corpo incorrupto os corpos preservados, por graça divina da corrupção do túmulo. Mas há graus de incorruptibilidade. Tanto o corpo de Santa Rita, também e Carlo Acutis, entre outro, estão incorruptos, respeitado o grau, em cada um. Sim, o corpo do Carlo está incorrupto. Tive a graça de vê-lo quando estava sendo tratado e preparado. Todo corpo incorrupto é arrumado, hidratado, afinal estava debaixo da terra por tantos anos. Não importa o grau da ação da graça, o importante é a graça. Querer ficar especulando desvairadamente essa questão, evidencia a curiosidade etérea e sem sentido algum. Perde-se o foco, que é o grande sinal que Deus nos deu hoje: O Anjo da Juventude , Carlo Acutis está intacto, incorrupto porque sinal que a santidade sempre vence a morte. Quanto ao grau de incorruptibilidade do corpo do Carlo, não é o mais importante, tantos grandes santos viraram pó… O corpo do Carlo, vai além do estético: nos aponta para Deus! ” Onde está , ó morte, a tua Vitória?” Pe. Marcelo Tenorio Pároco de São Sebastião Pároco Pessoal de Nossa Senhora da Saúde Leia também Razões para acreditar nos corpos incorruptos dos santos da Igreja Católica #Corpoincorrupto
- O surpreendente estado do corpo do futuro Bem-aventurado Carlo Acutis
O túmulo de Carlo Acutis, que será beatificado em 10 de outubro em Assis, foi exposto para a veneração dos fiéis. O estado em que os jovens abençoados podem ser vistos surpreendeu. O que mais chama a atenção, além do bom estado em que o cadáver se encontra, são as roupas, já que não é comum ver um santo com tênis Nike e moletom. Carlo Acutis morreu em 2006 aos 15 anos. The tomb of Carlo Acutis in Assisi has been opened for veneration pic.twitter.com/cATbmGe0LV — Sachin Jose (@Sachinettiyil) October 1, 2020 Em 23 de janeiro de 2019, mais de dez anos após sua morte, sua mãe comentou que o corpo foi encontrado não corrompido. “Eu estava lá e meu marido não queria ver. Ele ainda era nosso garoto alto de 1,82, apenas um pouco mais escuro, com todo o cabelo preto encaracolado. O mesmo peso, aquele que eu havia previsto sozinha ”, disse a mãe segundo o Aciprensa . O estado de conservação de seus restos mortais levou muitas pessoas a afirmarem nas redes sociais que se trata de um corpo incorrupto. No entanto, em declarações recentes à ACI Prensa/EWTN, o reitor do Santuário do Despojamento, em Assis, Pe. Carlos Acácio Gonçalves Ferreira, explicou que o corpo de Acutis “está em um estado muito íntegro, não intacto, mas íntegro. Conserva todos os órgãos”. Indicou que “Já fizeram trabalhos sobre o rosto, mas é bonito que pela primeira vez na história será possível ver um santo vestido de calça jeans, tênis e moletom. Isso é uma grande mensagem”. “Podemos sentir sua santidade não como uma coisa distante, mas como algo ao alcance de todos porque o Senhor é o Senhor de todos”, expressou. Os fiéis podem venerar seu corpo. Leia também Razões para acreditar nos corpos incorruptos dos santos da Igreja Católica O Corpo do Carlo está incorrupto? Teologicamente só existe um corpo incorrupto: o de Cristo, Nosso Senhor. Claro que o da Santíssima Virgem também, mas por graça de seu Filho. Isso não significa que não haja “corpos incorruptos ” de alguns santos. Da mesma forma que ” Só Deus é Bom”, mas somos chamados à bondade. O ” Vós Sereis deuses”, da escritura não indica divindade própria, mas participação na vida divina, logo pode-se se chamar, sim, de corpo incorrupto os corpos preservados, por graça divina da corrupção do túmulo. Mas há graus de incorruptibilidade. Tanto o corpo de Santa Rita, também e Carlo Acutis, entre outro, estão incorruptos, respeitado o grau, em cada um. Sim, o corpo do Carlo está incorrupto. Tive a graça de vê-lo quando estava sendo tratado e preparado. Todo corpo incorrupto é arrumado, hidratado, afinal estava debaixo da terra por tantos anos. Não importa o grau da ação da graça, o importante é a graça. Querer ficar especulando desvairadamente essa questão, evidencia a curiosidade etérea e sem sentido algum. Perde-se o foco, que é o grande sinal que Deus nos deu hoje: O Anjo da Juventude , Carlo Acutis está intacto, incorrupto porque sinal que a santidade sempre vence a morte. Quanto ao grau de incorruptibilidade do corpo do Carlo, não é o mais importante, tantos grandes santos viraram pó… O corpo do Carlo, vai além do estético: nos aponta para Deus! ” Onde está , ó morte, a tua Vitória?” Pe. Marcelo Tenorio Pároco de São Sebastião Pároco Pessoal de Nossa Senhora da Saúde Leia também Razões para acreditar nos corpos incorruptos dos santos da Igreja Católica #Corpoincorrupto
- CATASTROFISMO AMBIENTALISTA E CATASTROFISMO PANDÊMICO: O SONHO DO LOCKDOWN – Eugenio Capozzi
Já faz algum tempo que se tem notado os vínculos entre o ambientalismo apocalíptico “gretista” [simbolizado por Greta Thumberg] e os partidários da estratégia geral de “lockdown” adotada por alguns governos ocidentais, principalmente na Europa, para combater o Covid-19. Muitos certamente se lembrarão, no período de maiores restrições da pandemia, das declarações quase triunfantes de organizações “verdes”, baseadas nas fotos dos satélites que mostravam como na Ásia, mas também na Europa, a poluição do ar havia diminuído drasticamente com a queda das emissões de dióxido de carbono, ou ainda porque, com a diminuição da presença humana em áreas urbanas e suburbanas, a natureza estava enfim “recuperando seu espaço”. Mas eis que a atração irresistível de ambientalistas pelo fica-em-casa antipandêmico — eles que vivem perpetuamente ansiosos com o destino do ecossistema — é agora explicitamente reivindicada pela principal fonte da campanha alarmista, em curso há quase vinte anos, sobre a origem antrópica do “aquecimento global”: o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), uma agência ad hoc que opera dentro da ONU. Em estudo publicado recentemente por esta agência, o climatologista Ralf Sussmann, após lembrar que, no período do mais intenso lockdown, as emissões de CO2 foram reduzidas em 17%, com pico de 26%, defende em seguida que “para reduzir a concentração de CO2 na atmosfera, a longo prazo, as restrições impostas durante a pandemia deveriam ser mantidas por décadas. Mas mesmo assim ainda estaria longe de ser suficiente”. Continua o cientista: para respeitar os compromissos assumidos pelos países signatários do acordo de Paris, que visa bloquear o crescimento da temperatura média do planeta a 1,5 graus Celsius, seria necessário adotar medidas que dobrassem, a cada ano, a cota de não-emissões prevista para o 2020. Em suma, segundo os profetas da mudança climática, para vencer o aquecimento global não bastaria parar a produção industrial, o transporte aéreo e terrestre, a mobilidade urbana por dois ou três meses do ano em todo o mundo, mas a paralisia geral deveria estender-se cada vez mais com o tempo, quase a ponto de torná-la permanente. Obviamente, este argumento por si só demonstra como o acordo de Paris, semelhante ao acordo de Kyoto anterior, foi uma gigantesca farsa para fins de propaganda. Admitindo-se que haja realmente uma correspondência entre as emissões de dióxido de carbono e a temperatura global, a humanidade só poderia atingir as metas estabelecidas através de um quase suicídio coletivo, “desligando” a indústria, o comércio, as comunicações, e virtualmente hibernando bilhões de pessoas por uma década. E é claro que as classes políticas dos vários Estados membros, por mais sensíveis que sejam às sereias do “gretismo”, não têm (por enquanto!) nenhuma inclinação suicida, nem qualquer desejo de retornar à era das cavernas. Além disso, fica-se com a nítida impressão de que toda a retórica sobre a “conversão verde” da economia mundial seja conversa fiada, e o impacto dessa conversão sobre o clima seria mínimo. Mas o mais surpreendente, nos argumentos de Sussmann, como nos de outros que compartilham de suas inabaláveis certezas, é o fato de se referirem aos efeitos ambientais, decorrentes de possíveis novas restrições à vida coletiva, como se elas não tivessem repercussões na vida individual e coletiva da humanidade, sobre o PIB, a renda per capita, o emprego, o bem-estar. Os ambientalistas monotemáticos, fixados no problema climático e na “salvação da Terra”, parecem provenientes de outro planeta, onde não é preciso trabalhar para viver, onde não há necessidade de produzir, distribuir, consumir, conectar, movimentar-se para manter e aumentar o padrão de vida médio das populações. Acaso imaginam, esses senhores, o que aconteceria se, por uma década, o aparato de produção dos países industrializados realmente “desligasse os motores”, ou os mantivesse ligados no mínimo? Imaginam a catastrófica reação em cadeia de recessão, desemprego e aumento da pobreza que se geraria? Imaginam as repercussões dessa dinâmica na cultura, na educação, na pesquisa científica (inclusive no setor onde atuam os climatologistas do IPCC) ou na saúde pública (além da Covid-19!)? Tais discursos realmente confirmam os piores preconceitos sobre o tipo de ambientalismo mais difundido hoje em dia, no Ocidente: a impressão de que, para eles, a humanidade não passa de uma variável dependente, uma entidade desprezível, senão apenas um fator de “perturbação” em relação ao “ecossistema” (que parece ser a sua única preocupação). Deste ponto de vista, a conexão cultural entre “gretismo” e “lockdownismo”, entre obsessão climática e obsessão pandêmica, parece não episódica, mas estrutural. Ambos os fenômenos surgem de uma transposição radical, no plano secular, de tensões próprias das religiões monoteístas, sobretudo do cristianismo: em particular o milenarismo e a expectativa escatológico-apocalíptica. Já presentes nas ideologias do século XIX, com o declínio destas e a aceleração dos processos de globalização, essa transposição se traduziu no Ocidente em uma tendência à psicose coletiva, cada vez mais difusa e contagiosa. Uma psicose que se alastrou principalmente nas questões ambientais, desde o medo da energia nuclear, passando pelo “efeito estufa”, até chegar às mudanças climáticas, mas que já encontrou várias vezes, nas últimas décadas, uma válvula de escape nos temores de vírus desconhecidos e na ideia de uma pandemia iminente. O catastrofismo ambientalista e o catastrofismo pandêmico compartilham a transferência do senso de pecado e de expiação, que abandonam o plano transcendente e migram para o imanente: a angústia de indivíduos já sem fé que encontram um sentido de vida na ideia de que seus comportamentos pessoais, e o respeito por determinados “preceitos”, podem contribuir decisivamente para o destino do planeta ou salvar a humanidade do contágio. Mas, sobretudo, ambas as visões apocalípticas transferem o sentimento de culpa do plano individual para o coletivo, identificando no desenvolvimento econômico, no capitalismo, no consumo, no crescimento, até mesmo no lazer e nas atividades lúdicas, as causas dos males que se abatem sobre a própria humanidade. Por isso, de ambos os pontos de vista, a paralisia da economia, a recessão e até a limitação das liberdades pessoais não são vistos como um problema. Ao contrário, a mortificação da civilização humana, e em particular das sociedades industrializadas, satisfaz a devoradora necessidade de expiação e de sacrifícios (humanos) presente nos seguidores dessas “religiões”. https://lanuovabq.it/it/catastrofismo-climatico-o-pandemico-e-sempre-voglia-di-lockdown
- DOM ANTÔNIO DE MACEDO COSTA (1830-1891) E A BATALHA CONTRA PROTESTANTES E MAÇONS
Em 1860, Dom Pedro II, que ficara muito impressionado com um sermão de Dom Macedo Costa, indicou seu nome para bispo de Belém do Pará. Apesar da juventude do padre baiano (30 anos), Pio IX aceitou-lhe a indicação e o novo bispo foi consagrado pelo Internúncio Mariano Falcinelli, no Rio de Janeiro em 1861. Todos os estudiosos da Questão Religiosa são acordes em que a experiência européia do novo bispo, especiamente sua permanência em Roma e sua observação pessoal do movimento de unificação da Itália e da destruição do poder papal, teve uma grande influência na sua interpretação dos acontecimentos políticos que resultaram na Questão Religiosa em 1872. E minha opinião que as primeiras experiências de Dom Macedo Costa no seu bispado, seu conflito com Holden, que era apoiado, auxiliado e instigado pelos maçons, tais como Tito Franco e José Henriques, somente serviu para fortalecer as idéias que o bispo havia adquirido na Europa acerca da natureza conspiratória da maçonaria. E mais, que até certo ponto a colonia de confederados em Santarém e os continuados ataques de James H. Henderson a ele, à Igreja e ao papado, através da impresa maçônica, fortificaram ainda mais sua impressão de que existia um movimento maçônico-protestante para destruir a igreja Católica no Brasil como um primeiro passo para a invasão do Amazonas pelos Estados Unidos da América. Como Holden anotou, o bispo achou a diocese em condições precárias. Não somente teve de lidar com os perigos que ameaçam sua igreja internamente, na forma de padres rebeldes e amancebados, como também teve de enfrentar o perigo externo, representado pelo pastor protestante estrangeiro, vendendo Bíblias adulteradas e folhetos e pregando em português – um pastor protestante favorecido em seu trabalho pelos líderes maçônicos locais. O primeiro ato do bispo, que Holden registrou como se segue, foi disciplinar o clero: Ouço dizer que o Bispo está bem desanimado com o estado das coisas. Está começando a guerra contra o clero, pedindo-lhes que mandem embora de suas casas as concubinas. Veremos se terá melhor éxito do que o seu antecessor que em desespero resignou a Sé. A tentativa de disciplinar o clero foi abertamente aludida pelo próprio bispo na sua primeira carta pastoral, na qual invectivou contra os clérigos que estavam envolvidos em política e lembrou-lhes que sua única tarefa era a salvação de almas 01 Dom Antônio de Almeida Lustosa, Dom Macedo Costa – Bispo do Pard (Rio: Cruzada da Boa Imprensa, 1939), pg.22-25. Diário de Holden, 14 de agosto de 1861 Dom Antônio de Macedo, carta do Exm.º Revm.º Sr. Bispo do Pará, por ocasião de sua entrada na Diocese, 1° de agosto de 1861(Pará: tio. de Santos & Irmão, 1861) p.4 #Apologética
- Como rezar o Santo Terço?
Devemos rezar o Terço todos os dias, conforme insistiu Nossa Senhora em sua aparição em Fátima. O Rosário, depois da Santa Missa é a oração mais agradável que podemos oferecer a Deus. AS DIVISÕES DO TERÇO O Terço é composto de uma corrente com contas, crucifixo e medalha, dividido da seguinte forma: Crucifixo: No crucifixo faremos o Sinal da Cruz e rezamos o Credo Contas Maiores : São as “bolinhas” maiores do Terço, onde normalmente rezaremos o Pai Nosso Contas Menores: São as “bolinhas” menores, onde rezaremos Ave Maria Medalha : Está no centro do Terço, onde rezaremos a oração Salve Rainha OFERECIMENTO DO TERÇO Antes de iniciar é o momento em que oferecemos o Terço, fazemos nossos agradecimentos e pedidos, lembrando principalmente de Nossa Família e dos que amamos. Seguimos, portanto, com a oração de oferecimento: Uno-me a todos os santos que estão no Céu, a todos os justos que estão na terra, a todas as almas fiéis que estão neste lugar. Uno-me a vós, meu Jesus, para louvar dignamente vossa Santa Mãe, e louvar-vos nela e por ela. Renuncio a todas as distrações que me vierem durante este Rosário que quero recitar com modéstia, atenção e devoção como se fosse o. último de minha vida. Vos ofereço, Santíssima Trindade, este Credo para honrar todos os mistérios da nossa fé; este Pai Nosso e estas três Ave Marias, para honrar a unidade de vossa essência e a trindade de vossas pessoas. Peço-vos uma fé viva, uma esperança firme e uma caridade ardente. Amém. Se preferir, pode rezar a oração de oferecimento mais curta: Divino Jesus, nós Vos oferecemos este terço que vamos rezar, meditando nos mistérios da Vossa Redenção. Concedei-nos, por intercessão da Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, as virtudes que nos são necessárias para bem rezá-lo e a graça de ganharmos as indulgências desta santa devoção. Daí por diante, rezamos, conforme orienta a imagem (atentar para a representação dos mistérios, conforme dia da semana, ao final do texto): SINAL DA CRUZ Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. CREDO Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra; e em Jesus Cristo, Seu único Filho, Nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo. Nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; Ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos Céus, está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na Comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém. (Agora, rezamos na primeira conta grande:) PAI NOSSO Pai nosso, que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome; venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém. (Rezamos a Ave Maria sempre nas contas pequenas:) AVE MARIA Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é conVosco; bendita sois Vós entre as mulheres, bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém. (Na segunda conta grande, rezamos Glória e Ó meu Jesus:) GLÓRIA Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre. Amém. Ó MEU JESUS Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno; levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem. (Na medalha, rezamos Salve Rainha:) SALVE RAINHA Salve, Rainha, Mãe de Misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, Salve. A Vós bradamos, os degredados filhos de Eva. A Vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, Advogada nossa, esses Vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e depois deste desterro nos mostrai Jesus, bendito Fruto do Vosso ventre. Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria. V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém. 🔒 Oração a Maria para seus fiéis escravos (Reza-se essa oração após o Salve Rainha do Terço) ⛓️ Ave Maria, Filha bem amada do Pai eterno; Ave Maria, Mãe admirável do Filho; Ave Maria, Esposa fidelíssima do Espírito Santo; Ave Maria, minha querida Mãe, minha amável Senhora e poderosa Soberana. Ave, minha alegria, minha glória, meu coração e minha alma ! Vós me pertenceis toda por misericórdia, e eu vos pertenço todo por justiça; mas não vos pertenço bastante ainda; de novo me dou a vós todo inteiro , na qualidade de escravo perpétuo, sem nada reservar para mim ou para outrem. Se vedes em mim qualquer coisa que não vos pertence eu vos suplico de tirá-la agora, e de vos tornar Senhora absoluta de tudo o que possuo; de destruir, desarraigar e aniquilar tudo o que desagrada a Deus; e plantar tudo, promover e operar tudo o que vos agradar. Que a luz de vossa fé dissipe as trevas de meu espírito; que vossa humildade profunda tome o lugar de meu orgulho; que vossa contemplação sublime suste as distrações de minha imaginação vagabunda; que a vossa vista contínua de Deus encha a minha memória de sua presença; que o incêndio de vosso coração dilate e abraçar a tibieza e frieza do meu; que vossas virtudes substituam os meus pecados; que vossos méritos sejam o meu ornamento e suplemento perante Deus. Enfim, muito querida e bem amada Mãe, fazei, se possível for, que não tenha outro espírito senão o vosso, para conhecer Jesus Cristo e suas divinas vontades; que não tenha outra alma se não a vossa, para louvar e glorificar o Senhor; que não tenha outro coração se não o vosso, para amar a Deus com um amor puro e ardente como vós. Não vos peço visões, revelações, gozos ou prazeres, nem mesmo espirituais. É privilégio vosso ver claramente sem trevas; gozar plenamente, sem amargor; triunfar gloriosamente à direita de vosso Filho, no Céu, sem humilhação alguma; dominar absolutamente sobre os anjos, os homens e os demônios, sem resistência, e, enfim, de dispor de todos os bens de Deus, sem restrição alguma. Eis, divina Maria, a ótima parte que o Senhor vos deu e que não vos será tirada; e isto me deleita sobremaneira. Por minha parte, não quero nesta terra senão que Vos tivestes, a saber: crer puramente sem nada gozar ou ver; sofrer alegremente, sem consolação de criaturas; morrer continuamente a mim mesma, sem relaxamento; e trabalhar resolutamente, até a morte, por vós, sem interesse algum, como o mais vil dos escravos ⛓️. A única graça que vos peço, por pura misericórdia, é que, a todos os dias e momentos de minha vida, eu diga três vezes Amém: Assim seja, a tudo que fizestes na terra, enquanto nela vivestes. Assim seja, a tudo que fazeis agora no Céu. Assim seja, a tudo que operais em minha alma, afim de que nela só vós estejais para glorificar plenamente a Jesus em mim, no tempo e na eternidade. Assim seja.🎚️ 🌹 Ó Doce Senhora Minha 🙏 (Oração de encerramento) Ó Doce Senhora minha, dai-nos a Vossa benção para não cairmos em tentação, pois toda feliz sorte está, Maria, em vossas mãos! Fazei Senhora que consigamos, vossos filhos, uma boa morte. A benção do Pai [†], o amor do Filho e a graça do Espírito Santo, estejam conosco agora e para sempre. Amém! (É possível também rezarmos anunciando os mistérios, antes de iniciar cada um. O Mistério do Terço é justamente uma divisão de 10 contas de Ave Maria. Anunciamos o mistério e seguimos normalmente rezando cada Ave Maria nas contas pequenas e Pai Nosso nas contas grandes:) MISTÉRIOS DO TERÇO Mistérios Gozosos – Segunda-feira e Sábado No 1º Mistério Contemplamos – A Anunciação do Anjo e a Encarnação do Verbo no seio Puríssimo de Maria No 2º Mistério Contemplamos – A visitação de Maria a sua prima Santa Isabel No 3º Mistério Contemplamos – Nascimento do Menino Jesus, na gruta fria em Belém No 4º Mistério Contemplamos – A apresentação do Menino Jesus no templo, e a purificação de Maria No 5º Mistério Contemplamos – A perda e o encontro do Menino Jesus no templo discutindo com os doutores da Lei (Reze este mistério com o Pe Paulo Ricardo ) Mistérios Luminosos – Quinta-feira No 1º Mistério Contemplamos – Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo no rio Jordão No 2º Mistério Contemplamos – Primeiro milagre de Nosso Senhor Jesus Cristo transformando a água em vinho nas bodas de Caaná. No 3º Mistério Contemplamos – Anunciação do Reino de Deus e o convite de à conversão. No 4º Mistério Contemplamos – A transfiguração de Nosso Senhor no Monte Thabor No 5º Mistério Contemplamos – A Instituição da Eucaristia na Última Ceia (Reze este mistério com o Pe Paulo Ricardo) Mistérios Dolorosos – Terça e Sexta-feira No 1º Mistério Contemplamos – A oração e agonia no Horto das Oliveira No 2º Mistério Contemplamos – Flagelação de Nosso Senhor Jesus Cristo No 3º Mistério Contemplamos – A coroação de espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo No 4º Mistério Contemplamos – Nosso Senhor carregando a Cruz nas costas à caminho do Calvário No 5º Mistério Contemplamos – A Crucifixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo (Reze este mistério com o Pe Paulo Ricardo) Mistérios Gloriosos – Quarta-feira e Domingo No 1º Mistério Contemplamos – A Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo No 2º Mistério Contemplamos – A Ascenção de Nosso Senhor Jesus Cristo No 3º Mistério Contemplamos – A descida do Espírito Santo a Nossa Senhora e os Apóstolos reunidos no Santo Cenáculo No 4º Mistério Contemplamos – A Assunção de Nossa Senhora aos Céus de corpo e alma No 5º Mistério Contemplamos – A Coroação de Nossa Senhora como Rainha do Céu e da Terra dos Anjos e dos Homens (Reze este mistério com o Pe Paulo Ricardo ) † Ao final do terço, após o Salve Rainha, reza-se o a Ladainha de Nossa Senhora Reze conosco, todos os dias “Quem reza se salva, quem não reza certamente se condena!” Santo Afonso Maria de Ligório Orações da Manhã Orações da Noite Santo Terço Terço da Misericórdia Orações para Santa Missa Angelus (6h|12h|18h) Coroinha da Santíssima Virgem Via Sacra Comunhão Espiritual Conheça o Devocionário
- Como rezar o Santo Terço?
Devemos rezar o Terço todos os dias, conforme insistiu Nossa Senhora em sua aparição em Fátima. O Rosário, depois da Santa Missa é a oração mais agradável que podemos oferecer a Deus. AS DIVISÕES DO TERÇO O Terço é composto de uma corrente com contas, crucifixo e medalha, dividido da seguinte forma: Crucifixo: No crucifixo faremos o Sinal da Cruz e rezamos o Credo Contas Maiores : São as “bolinhas” maiores do Terço, onde normalmente rezaremos o Pai Nosso Contas Menores: São as “bolinhas” menores, onde rezaremos Ave Maria Medalha : Está no centro do Terço, onde rezaremos a oração Salve Rainha OFERECIMENTO DO TERÇO Antes de iniciar é o momento em que oferecemos o Terço, fazemos nossos agradecimentos e pedidos, lembrando principalmente de Nossa Família e dos que amamos. Seguimos, portanto, com a oração de oferecimento: Uno-me a todos os santos que estão no Céu, a todos os justos que estão na terra, a todas as almas fiéis que estão neste lugar. Uno-me a vós, meu Jesus, para louvar dignamente vossa Santa Mãe, e louvar-vos nela e por ela. Renuncio a todas as distrações que me vierem durante este Rosário que quero recitar com modéstia, atenção e devoção como se fosse o. último de minha vida. Vos ofereço, Santíssima Trindade, este Credo para honrar todos os mistérios da nossa fé; este Pai Nosso e estas três Ave Marias, para honrar a unidade de vossa essência e a trindade de vossas pessoas. Peço-vos uma fé viva, uma esperança firme e uma caridade ardente. Amém. Se preferir, pode rezar a oração de oferecimento mais curta: Divino Jesus, nós Vos oferecemos este terço que vamos rezar, meditando nos mistérios da Vossa Redenção. Concedei-nos, por intercessão da Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, as virtudes que nos são necessárias para bem rezá-lo e a graça de ganharmos as indulgências desta santa devoção. Daí por diante, rezamos, conforme orienta a imagem (atentar para a representação dos mistérios, conforme dia da semana, ao final do texto): SINAL DA CRUZ Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. CREDO Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra; e em Jesus Cristo, Seu único Filho, Nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo. Nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; Ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos Céus, está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na Comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém. (Agora, rezamos na primeira conta grande:) PAI NOSSO Pai nosso, que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome; venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém. (Rezamos a Ave Maria sempre nas contas pequenas:) AVE MARIA Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é conVosco; bendita sois Vós entre as mulheres, bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém. (Na segunda conta grande, rezamos Glória e Ó meu Jesus:) GLÓRIA Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre. Amém. Ó MEU JESUS Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno; levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem. (Na medalha, rezamos Salve Rainha:) SALVE RAINHA Salve, Rainha, Mãe de Misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, Salve. A Vós bradamos, os degredados filhos de Eva. A Vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, Advogada nossa, esses Vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e depois deste desterro nos mostrai Jesus, bendito Fruto do Vosso ventre. Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria. V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém. 🔒 Oração a Maria para seus fiéis escravos (Reza-se essa oração após o Salve Rainha do Terço) ⛓️ Ave Maria, Filha bem amada do Pai eterno; Ave Maria, Mãe admirável do Filho; Ave Maria, Esposa fidelíssima do Espírito Santo; Ave Maria, minha querida Mãe, minha amável Senhora e poderosa Soberana. Ave, minha alegria, minha glória, meu coração e minha alma ! Vós me pertenceis toda por misericórdia, e eu vos pertenço todo por justiça; mas não vos pertenço bastante ainda; de novo me dou a vós todo inteiro , na qualidade de escravo perpétuo, sem nada reservar para mim ou para outrem. Se vedes em mim qualquer coisa que não vos pertence eu vos suplico de tirá-la agora, e de vos tornar Senhora absoluta de tudo o que possuo; de destruir, desarraigar e aniquilar tudo o que desagrada a Deus; e plantar tudo, promover e operar tudo o que vos agradar. Que a luz de vossa fé dissipe as trevas de meu espírito; que vossa humildade profunda tome o lugar de meu orgulho; que vossa contemplação sublime suste as distrações de minha imaginação vagabunda; que a vossa vista contínua de Deus encha a minha memória de sua presença; que o incêndio de vosso coração dilate e abraçar a tibieza e frieza do meu; que vossas virtudes substituam os meus pecados; que vossos méritos sejam o meu ornamento e suplemento perante Deus. Enfim, muito querida e bem amada Mãe, fazei, se possível for, que não tenha outro espírito senão o vosso, para conhecer Jesus Cristo e suas divinas vontades; que não tenha outra alma se não a vossa, para louvar e glorificar o Senhor; que não tenha outro coração se não o vosso, para amar a Deus com um amor puro e ardente como vós. Não vos peço visões, revelações, gozos ou prazeres, nem mesmo espirituais. É privilégio vosso ver claramente sem trevas; gozar plenamente, sem amargor; triunfar gloriosamente à direita de vosso Filho, no Céu, sem humilhação alguma; dominar absolutamente sobre os anjos, os homens e os demônios, sem resistência, e, enfim, de dispor de todos os bens de Deus, sem restrição alguma. Eis, divina Maria, a ótima parte que o Senhor vos deu e que não vos será tirada; e isto me deleita sobremaneira. Por minha parte, não quero nesta terra senão que Vos tivestes, a saber: crer puramente sem nada gozar ou ver; sofrer alegremente, sem consolação de criaturas; morrer continuamente a mim mesma, sem relaxamento; e trabalhar resolutamente, até a morte, por vós, sem interesse algum, como o mais vil dos escravos ⛓️. A única graça que vos peço, por pura misericórdia, é que, a todos os dias e momentos de minha vida, eu diga três vezes Amém: Assim seja, a tudo que fizestes na terra, enquanto nela vivestes. Assim seja, a tudo que fazeis agora no Céu. Assim seja, a tudo que operais em minha alma, afim de que nela só vós estejais para glorificar plenamente a Jesus em mim, no tempo e na eternidade. Assim seja.🎚️ 🌹 Ó Doce Senhora Minha 🙏 (Oração de encerramento) Ó Doce Senhora minha, dai-nos a Vossa benção para não cairmos em tentação, pois toda feliz sorte está, Maria, em vossas mãos! Fazei Senhora que consigamos, vossos filhos, uma boa morte. A benção do Pai [†], o amor do Filho e a graça do Espírito Santo, estejam conosco agora e para sempre. Amém! (É possível também rezarmos anunciando os mistérios, antes de iniciar cada um. O Mistério do Terço é justamente uma divisão de 10 contas de Ave Maria. Anunciamos o mistério e seguimos normalmente rezando cada Ave Maria nas contas pequenas e Pai Nosso nas contas grandes:) MISTÉRIOS DO TERÇO Mistérios Gozosos – Segunda-feira e Sábado No 1º Mistério Contemplamos – A Anunciação do Anjo e a Encarnação do Verbo no seio Puríssimo de Maria No 2º Mistério Contemplamos – A visitação de Maria a sua prima Santa Isabel No 3º Mistério Contemplamos – Nascimento do Menino Jesus, na gruta fria em Belém No 4º Mistério Contemplamos – A apresentação do Menino Jesus no templo, e a purificação de Maria No 5º Mistério Contemplamos – A perda e o encontro do Menino Jesus no templo discutindo com os doutores da Lei (Reze este mistério com o Pe Paulo Ricardo ) Mistérios Luminosos – Quinta-feira No 1º Mistério Contemplamos – Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo no rio Jordão No 2º Mistério Contemplamos – Primeiro milagre de Nosso Senhor Jesus Cristo transformando a água em vinho nas bodas de Caaná. No 3º Mistério Contemplamos – Anunciação do Reino de Deus e o convite de à conversão. No 4º Mistério Contemplamos – A transfiguração de Nosso Senhor no Monte Thabor No 5º Mistério Contemplamos – A Instituição da Eucaristia na Última Ceia (Reze este mistério com o Pe Paulo Ricardo) Mistérios Dolorosos – Terça e Sexta-feira No 1º Mistério Contemplamos – A oração e agonia no Horto das Oliveira No 2º Mistério Contemplamos – Flagelação de Nosso Senhor Jesus Cristo No 3º Mistério Contemplamos – A coroação de espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo No 4º Mistério Contemplamos – Nosso Senhor carregando a Cruz nas costas à caminho do Calvário No 5º Mistério Contemplamos – A Crucifixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo (Reze este mistério com o Pe Paulo Ricardo) Mistérios Gloriosos – Quarta-feira e Domingo No 1º Mistério Contemplamos – A Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo No 2º Mistério Contemplamos – A Ascenção de Nosso Senhor Jesus Cristo No 3º Mistério Contemplamos – A descida do Espírito Santo a Nossa Senhora e os Apóstolos reunidos no Santo Cenáculo No 4º Mistério Contemplamos – A Assunção de Nossa Senhora aos Céus de corpo e alma No 5º Mistério Contemplamos – A Coroação de Nossa Senhora como Rainha do Céu e da Terra dos Anjos e dos Homens (Reze este mistério com o Pe Paulo Ricardo ) † Ao final do terço, após o Salve Rainha, reza-se o a Ladainha de Nossa Senhora Reze conosco, todos os dias “Quem reza se salva, quem não reza certamente se condena!” Santo Afonso Maria de Ligório Orações da Manhã Orações da Noite Santo Terço Terço da Misericórdia Orações para Santa Missa Angelus (6h|12h|18h) Coroinha da Santíssima Virgem Via Sacra Comunhão Espiritual Conheça o Devocionário
- Em desobediência à Santa Sé, padres negam a Sagrada Comunhão a fieis
Utilizando o argumento da pandemia, muitos sacerdotes estão aproveitando para impor a comunhão na mão, negando a comunhão a fieis que desejam receber a Santíssima Eucaristia na forma tradicional e litúrgica (diretamente na boca). A Pandemia, certamente, tournou-se motivo de grande transtorno para os católicos. Com Igrejas fechadas, missas online e sem o sacramento da confissão o povo de Deus sofre com a ausência dos sacramentos insubstituíveis para a vivência de fé de todo católico. Ocorre que em determinadas dioceses as atividades litúrgicas com a presença dos fiéis estão retornando gradualmente e, o que se percebe, é que os padres estão demonstrando demasiado zelo para obedecer todas as regras sanitárias impostas pelos órgãos sanitários de saúde. Por outro lado alguns deles, muitas vezes movidos por intenções ideológicas, estão se negando a ministrar Santíssima Eucaristia aos fieis que desejam receber a mesma da forma litúrgica estabelecida pela Igreja. Um exemplo disso aconteceu no dia 31 de agosto na Diocese de Eunápolis – Bahia quando um fiel se aproximou para receber a comunhão como prevê a Santa Sé, mas teve o sacramento negado pelo sacerdote, como vemos no vídeo abaixo: Além de ser algo impensável a situação causou constrangimento ao fiel na frete de toda assembleia reunida, causando, desse modo, escândalo para o fiel e para outras pessoas presentes, inibindo outras pessoas que tinham o mesmo desejo, de receber a comunhão na boca, de se aproximarem da comunhão, para não sofrer o mesmo constrangimento. Mas muitos podem se perguntar, o padre pode negar a comunhão nessa situação da Pandemia? O Papa Francisco responde, que não! Sobre esse tema o Papa Francisco disse “Pode-se negar a comunhão a um pecador público que não se arrependeu, mas é muito difícil comprovar essas coisas” [ i ] , ou seja, o sacerdote não pode negar a comunhão ao fiel pelo simples fato do fiel querer receber a comunhão na boca, isso fere o direito do fiel e expõe o mesmo ao ridículo, uma situação vexatória condenada no Santo Evangelho de São Lucas “Melhor lhe seria que se lhe atasse em volta do pescoço uma pedra de moinho e que fosse lançado ao mar, do que levar para o mal a um só destes pequeninos. Tomai cuidado de vós mesmos.” A Instrução Redemptionis sacramentum , que determina a maneira correta de celebrar a Santa Missa, publicada pela Congregação da Doutrina da Fé, em 2004, afirma no parágrafo 92 que “todo fiel sempre tem o direito de escolher se deseja receber a Sagrada Comunhão na boca” , e completa: “se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão.” A Santa Igreja também é muito clara ao afirmar que não é lícito negar a comunhão a um fiel que deseja receber a comunhão de modo oportuno só pelo fato de querer receber a comunhão na boca, de joelhos ou em pé, como lemos no parágrafo 91: Na distribuição da sagrada Comunhão se deve recordar que « os ministros sagrados não podem negar os sacramentos a quem os pedem de modo oportuno , e estejam bem dispostos e que não lhes seja proibido o direito de receber». [177] Por conseguinte, qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé. Comunhão na boca não é impedimento Sobre este mesmo assunto a Arquidiocese de Portland, no estado de Oregon (Estados Unidos), assinalou que o coronavírus não é um impedimento para que os fiéis, que assim desejem, recebam a Comunhão na boca, pois o risco de contrair a doença é “mais ou menos igual” que recebê-la na mão. “ Consultamos dois médicos sobre esse assunto, um deles é um especialista em imunologia no estado de Oregon. Ambos concordaram que, feito adequadamente, receber a Comunhão na boca ou na mão tem mais ou menos o mesmo risco”, assinalou, em 2 de março, o escritório de culto divino da Arquidiocese . “ O risco de tocar a língua e passar a saliva para os outros é obviamente um perigo, mas também é igualmente provável que toque a mão de outra pessoa e, portanto, seja exposto a germes”, continuou. A Arquidiocese indicou que sua declaração foi publicada depois que alguns fiéis disseram que não lhes permitiram receber a Comunhão na boca ou que esta forma de comungar “foi proibida em algumas paróquias”. “ Depois de consultar o Arcebispo, este escritório quer comunicar claramente que uma paróquia não pode proibir a recepção da Sagrada Comunhão na boca e que nenhum ministro ordinário ou extraordinário pode rejeitar uma pessoa que solicite a Sagrada Comunhão na boca”, indicou a Arquidiocese. Também assinalou que os ministros da Eucaristia devem poder “distribuir a Sagrada Comunhão sem o risco de tocar nas mãos ou na boca” e que “os fiéis deveriam ser instruídos sobre como receber a Comunhão adequadamente na boca ou nas mãos”. “Se algum ministro extraordinário da Sagrada Comunhão se sente desconfortável em dar a Eucaristia na mão ou na boca, então, deveria ser dispensado deste ministério ”. [ ii ] Congregação para o Culto Divino: Não é lícito negar a comunhão na língua devido ao H1N1. A Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos respondeu a um católico leigo da Grã-Bretanha, na diocese em que a comunhão na língua havia sido restringida devido a preocupações relacionadas à epidemia do vírus Influenza A – subtipo H1N1 (“gripe suína”). Não faz qualquer sentido científico uma vez que parece melhor ter apenas uma mão envolvida (aquela do Sacerdote). Parece mais seguro ter apenas um homem distribuindo a Sagrada Comunhão (o Sacerdote), nenhum “ministro extraordinário” de qualquer tipo, e que todos os fiéis recebessem a Comunhão da maneira tradicional. #Comunhão #Comunhãonaboca #ComunhãonaMão
- Em desobediência à Santa Sé, padres negam a Sagrada Comunhão a fieis
Utilizando o argumento da pandemia, muitos sacerdotes estão aproveitando para impor a comunhão na mão, negando a comunhão a fieis que desejam receber a Santíssima Eucaristia na forma tradicional e litúrgica (diretamente na boca). A Pandemia, certamente, tournou-se motivo de grande transtorno para os católicos. Com Igrejas fechadas, missas online e sem o sacramento da confissão o povo de Deus sofre com a ausência dos sacramentos insubstituíveis para a vivência de fé de todo católico. Ocorre que em determinadas dioceses as atividades litúrgicas com a presença dos fiéis estão retornando gradualmente e, o que se percebe, é que os padres estão demonstrando demasiado zelo para obedecer todas as regras sanitárias impostas pelos órgãos sanitários de saúde. Por outro lado alguns deles, muitas vezes movidos por intenções ideológicas, estão se negando a ministrar Santíssima Eucaristia aos fieis que desejam receber a mesma da forma litúrgica estabelecida pela Igreja. Um exemplo disso aconteceu no dia 31 de agosto na Diocese de Eunápolis – Bahia quando um fiel se aproximou para receber a comunhão como prevê a Santa Sé, mas teve o sacramento negado pelo sacerdote, como vemos no vídeo abaixo: Além de ser algo impensável a situação causou constrangimento ao fiel na frete de toda assembleia reunida, causando, desse modo, escândalo para o fiel e para outras pessoas presentes, inibindo outras pessoas que tinham o mesmo desejo, de receber a comunhão na boca, de se aproximarem da comunhão, para não sofrer o mesmo constrangimento. Mas muitos podem se perguntar, o padre pode negar a comunhão nessa situação da Pandemia? O Papa Francisco responde, que não! Sobre esse tema o Papa Francisco disse “Pode-se negar a comunhão a um pecador público que não se arrependeu, mas é muito difícil comprovar essas coisas” [ i ] , ou seja, o sacerdote não pode negar a comunhão ao fiel pelo simples fato do fiel querer receber a comunhão na boca, isso fere o direito do fiel e expõe o mesmo ao ridículo, uma situação vexatória condenada no Santo Evangelho de São Lucas “Melhor lhe seria que se lhe atasse em volta do pescoço uma pedra de moinho e que fosse lançado ao mar, do que levar para o mal a um só destes pequeninos. Tomai cuidado de vós mesmos.” A Instrução Redemptionis sacramentum , que determina a maneira correta de celebrar a Santa Missa, publicada pela Congregação da Doutrina da Fé, em 2004, afirma no parágrafo 92 que “todo fiel sempre tem o direito de escolher se deseja receber a Sagrada Comunhão na boca” , e completa: “se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão.” A Santa Igreja também é muito clara ao afirmar que não é lícito negar a comunhão a um fiel que deseja receber a comunhão de modo oportuno só pelo fato de querer receber a comunhão na boca, de joelhos ou em pé, como lemos no parágrafo 91: Na distribuição da sagrada Comunhão se deve recordar que « os ministros sagrados não podem negar os sacramentos a quem os pedem de modo oportuno , e estejam bem dispostos e que não lhes seja proibido o direito de receber». [177] Por conseguinte, qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé. Comunhão na boca não é impedimento Sobre este mesmo assunto a Arquidiocese de Portland, no estado de Oregon (Estados Unidos), assinalou que o coronavírus não é um impedimento para que os fiéis, que assim desejem, recebam a Comunhão na boca, pois o risco de contrair a doença é “mais ou menos igual” que recebê-la na mão. “ Consultamos dois médicos sobre esse assunto, um deles é um especialista em imunologia no estado de Oregon. Ambos concordaram que, feito adequadamente, receber a Comunhão na boca ou na mão tem mais ou menos o mesmo risco”, assinalou, em 2 de março, o escritório de culto divino da Arquidiocese . “ O risco de tocar a língua e passar a saliva para os outros é obviamente um perigo, mas também é igualmente provável que toque a mão de outra pessoa e, portanto, seja exposto a germes”, continuou. A Arquidiocese indicou que sua declaração foi publicada depois que alguns fiéis disseram que não lhes permitiram receber a Comunhão na boca ou que esta forma de comungar “foi proibida em algumas paróquias”. “ Depois de consultar o Arcebispo, este escritório quer comunicar claramente que uma paróquia não pode proibir a recepção da Sagrada Comunhão na boca e que nenhum ministro ordinário ou extraordinário pode rejeitar uma pessoa que solicite a Sagrada Comunhão na boca”, indicou a Arquidiocese. Também assinalou que os ministros da Eucaristia devem poder “distribuir a Sagrada Comunhão sem o risco de tocar nas mãos ou na boca” e que “os fiéis deveriam ser instruídos sobre como receber a Comunhão adequadamente na boca ou nas mãos”. “Se algum ministro extraordinário da Sagrada Comunhão se sente desconfortável em dar a Eucaristia na mão ou na boca, então, deveria ser dispensado deste ministério ”. [ ii ] Congregação para o Culto Divino: Não é lícito negar a comunhão na língua devido ao H1N1. A Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos respondeu a um católico leigo da Grã-Bretanha, na diocese em que a comunhão na língua havia sido restringida devido a preocupações relacionadas à epidemia do vírus Influenza A – subtipo H1N1 (“gripe suína”). Não faz qualquer sentido científico uma vez que parece melhor ter apenas uma mão envolvida (aquela do Sacerdote). Parece mais seguro ter apenas um homem distribuindo a Sagrada Comunhão (o Sacerdote), nenhum “ministro extraordinário” de qualquer tipo, e que todos os fiéis recebessem a Comunhão da maneira tradicional. #Comunhão #Comunhãonaboca #ComunhãonaMão
- UMA NOVA RELIGIÃO: O COVIDISMO
Um humorista francês anunciou recentemente o surgimento e a expansão de um novo credo religioso, o covidismo, que está se alastrando pelo mundo todo… como um vírus chinês. Entre as prescrições ritualísticas da nova religião estão as seguintes: 1. o fiel deve lavar as mãos 40 a 50 vezes por dia; 2. untá-las várias vezes ao dia com álcool-gel, que é a água-benta do novo credo; 3. os covidistas devem se cumprimentar com o cotovelo, abrir as portas com o cotovelo e fechá-las com os pés; 4. entre suas vestes ritualísticas, a principal é sem dúvida a máscara; 5. dos exercícios penitenciais do covidismo, o mais rigoroso é a prática de caminhada ou corrida ao ar livre com máscara. Os covidistas também creem num Além: o Novo Normal. Como nas outras religiões, há covidistas heréticos e covidistas ortodoxos, moderados ou radicais, mas todos temem o mesmo diabo: o Coronavirus. No Brasil, o principal culto público do covidismo é o Jornal Nacional, da TV Globo, mas as redes sociais na internet também contribuem bastante para a disseminação do credo covídico. O Vaticano do covidismo é a OMS. E um forte candidato a Papa da nova religião é Bill Gates, que tem declarado que a vacina — que é o santo sacramento da nova fé universal — deve ser obrigatória para todos. Quem se recusar a receber o santo sacramento da fé covídica não terá direito ao Novo Normal.
- Protestantes não devem receber a Sagrada Comunhão, adverte Vaticano
Vaticano reafirmou aos bispos alemães que os cristãos protestantes não podem comungar, ainda que participem da missa. Uma carta sobre a participação e comunhão de católicos e protestantes na Eucaristia, emitida pela Congregação para a Doutrina da Fé aos bispos alemães, obscureceu a Assembleia Plenária realizada de 22 a 24 de setembro na cidade de Fulda para discutir questões como o “caminho sinodal”, o papel da mulher na Igreja e a indenização das vítimas de abuso sexual cometido por religiosos. Trata-se de uma carta de 18 de setembro que rejeita a possibilidade de dar a comunhão aos protestantes que participam das Missas católicas, como alguns Bispos têm promovido na Alemanha. Na carta, assinada pelo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Luis Francisco Ladaria Ferrer; e pelo secretário desta Congregação, Dom Giacomo Morandi, afirma-se que as diferenças entre católicos e protestantes sobre a Eucaristia “ainda são muito significativas”. Segundo assinalam Cardeal Ladaria e Dom Morandi na carta, “é necessário um aprofundamento teológico para determinar temas centrais, como a questão da ‘presença real’ (do corpo de Cristo na Eucaristia) e o conceito de sacrifício”. A Congregação para a Doutrina da Fé assim se expressou depois que, no dia 20 de maio, a Congregação para os Bispos lhe enviou o documento intitulado “Juntos à Mesa do Senhor – Opções ecumênicas para a celebração da Ceia Eucarística e da Eucaristia”, publicado em setembro de 2019, após dez anos de trabalho do grupo ecumênico formado por teólogos católicos e protestantes e fundado em 1946 na cidade alemã de Paderborn. O documento, que contém pesquisas exegéticas e históricas, sustenta a tese da coexistência ao longo dos séculos de diferentes formas de ceia eucarística, tese que legitimaria, segundo os autores do documento, a superação das diferenças teológicas interconfessionais sobre a Eucaristia e que não justificaria manter a “separação das Igrejas”. A carta do Cardeal Ladaria e de Dom Morandi foi enviada ao presidente da Conferência Episcopal Alemã, Dom Georg Bätzing, e foi recebida no momento em que os bispos alemães realizavam, de 22 a 24 de setembro, sua assembleia plenária de outono para discutir temas como a pandemia de COVID 19, o avanço do caminho sinodal, o papel das mulheres na Igreja e a reparação das vítimas de abuso sexual cometido por religiosos. Segundo Dom Bätzing, a carta da Congregação para a Doutrina da Fé não deve ser entendida como uma “bofetada” aos bispos alemães, e a ele pessoalmente. Assinalou que algumas das críticas da Congregação ao documento “são apropriadas”, mas outras não. Dom Bätzing afirmou que o documento “Juntos à Mesa do Senhor” é apenas uma contribuição para a discussão. Sobre esta questão também interveio o presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, e afirmou, em uma recente entrevista à publicação Herder Korrespondenz, que “se os bispos alemães dão mais valor a um documento de um grupo ecumênico de teólogos que a uma carta da Congregação para a Doutrina da Fé, então, alguma coisa não está funcionando na hierarquia de valores”. Segundo o Cardeal Koch, a carta da Congregação para a Doutrina da Fé é um “estudo sério e bem fundamentado do texto ‘Juntos à mesa do Senhor’. No documento do grupo de teólogos católicos e protestantes, segundo o Cardeal Koch, são abordadas questões teológicas que “não podem ser simplesmente decididas em uma Igreja local”. Publicado originalmente em ACI Digital #Protestantismo
- Protestantes não devem receber a Sagrada Comunhão, adverte Vaticano
Vaticano reafirmou aos bispos alemães que os cristãos protestantes não podem comungar, ainda que participem da missa. Uma carta sobre a participação e comunhão de católicos e protestantes na Eucaristia, emitida pela Congregação para a Doutrina da Fé aos bispos alemães, obscureceu a Assembleia Plenária realizada de 22 a 24 de setembro na cidade de Fulda para discutir questões como o “caminho sinodal”, o papel da mulher na Igreja e a indenização das vítimas de abuso sexual cometido por religiosos. Trata-se de uma carta de 18 de setembro que rejeita a possibilidade de dar a comunhão aos protestantes que participam das Missas católicas, como alguns Bispos têm promovido na Alemanha. Na carta, assinada pelo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Luis Francisco Ladaria Ferrer; e pelo secretário desta Congregação, Dom Giacomo Morandi, afirma-se que as diferenças entre católicos e protestantes sobre a Eucaristia “ainda são muito significativas”. Segundo assinalam Cardeal Ladaria e Dom Morandi na carta, “é necessário um aprofundamento teológico para determinar temas centrais, como a questão da ‘presença real’ (do corpo de Cristo na Eucaristia) e o conceito de sacrifício”. A Congregação para a Doutrina da Fé assim se expressou depois que, no dia 20 de maio, a Congregação para os Bispos lhe enviou o documento intitulado “Juntos à Mesa do Senhor – Opções ecumênicas para a celebração da Ceia Eucarística e da Eucaristia”, publicado em setembro de 2019, após dez anos de trabalho do grupo ecumênico formado por teólogos católicos e protestantes e fundado em 1946 na cidade alemã de Paderborn. O documento, que contém pesquisas exegéticas e históricas, sustenta a tese da coexistência ao longo dos séculos de diferentes formas de ceia eucarística, tese que legitimaria, segundo os autores do documento, a superação das diferenças teológicas interconfessionais sobre a Eucaristia e que não justificaria manter a “separação das Igrejas”. A carta do Cardeal Ladaria e de Dom Morandi foi enviada ao presidente da Conferência Episcopal Alemã, Dom Georg Bätzing, e foi recebida no momento em que os bispos alemães realizavam, de 22 a 24 de setembro, sua assembleia plenária de outono para discutir temas como a pandemia de COVID 19, o avanço do caminho sinodal, o papel das mulheres na Igreja e a reparação das vítimas de abuso sexual cometido por religiosos. Segundo Dom Bätzing, a carta da Congregação para a Doutrina da Fé não deve ser entendida como uma “bofetada” aos bispos alemães, e a ele pessoalmente. Assinalou que algumas das críticas da Congregação ao documento “são apropriadas”, mas outras não. Dom Bätzing afirmou que o documento “Juntos à Mesa do Senhor” é apenas uma contribuição para a discussão. Sobre esta questão também interveio o presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, e afirmou, em uma recente entrevista à publicação Herder Korrespondenz, que “se os bispos alemães dão mais valor a um documento de um grupo ecumênico de teólogos que a uma carta da Congregação para a Doutrina da Fé, então, alguma coisa não está funcionando na hierarquia de valores”. Segundo o Cardeal Koch, a carta da Congregação para a Doutrina da Fé é um “estudo sério e bem fundamentado do texto ‘Juntos à mesa do Senhor’. No documento do grupo de teólogos católicos e protestantes, segundo o Cardeal Koch, são abordadas questões teológicas que “não podem ser simplesmente decididas em uma Igreja local”. Publicado originalmente em ACI Digital #Protestantismo
- A Igreja Católica permite o uso dos métodos anticoncepcionais?
A partir de 1930, praticamente todas as denominações protestantes passaram a aceitar a contracepção. A Igreja Católica, no entanto, até hoje permanece firme em ensinar o que sempre ensinaram os cristãos. A contracepção não é novidade; a história nos relata os vários métodos contraceptivos empregados milhares de anos atrás. Povos antigos ingeriam certas substâncias para causar esterilidade temporária; usavam peças de linho, lã ou couro animal como “barreiras” físicas; fumegavam o útero com veneno para torná-lo inóspito. Os romanos praticavam a contracepção; os primeiros cristãos destacaram-se da cultura pagã justamente por opor-se a praticá-la [1]. A Sagrada Escritura a condena (cf. Gn 38, 8-10), assim como todas as denominações cristãs até pelo menos a década de 1930. Foi naquela época que, pela primeira vez, a Igreja Anglicana decidiu permitir a contracepção em algumas circunstâncias. Os anglicanos logo cederam de vez e, pouco depois, praticamente todas as denominações protestantes passaram a aceitá-la sem restrição . A Igreja Católica, no entanto, permanece firme em ensinar o que sempre ensinaram os cristãos. Mas por quê? Por que a Igreja não se “atualiza”? O mundo não sabe qual é a finalidade do sexo. O mundo moderno tem um sério problema em compreender a postura da Igreja com respeito à contracepção, porque o mundo não sabe qual é a finalidade do sexo . O escritor Frank Sheed disse certa feita que “o homem moderno quase nunca pensa sobre sexo”. Ele sonha, deseja-o, imagina-o, baba diante dele; mas, na verdade, nunca pára para pensar no que ele realmente consiste. Sheed acrescenta: “O nosso típico homem moderno, quando se concentra ao máximo, não consegue ver no sexo mais do que uma coisa que temos muita sorte de possuir; e vê todos os problemas que a ele concernem reduzidos a uma só e grande questão: como obter tanto prazer quanto possível ” [2]. Mas deveríamos ir um pouco mais a fundo. Quem inventou o sexo? O que é o sexo? Para que serve ele? Qual é o seu valor? Para início de conversa, foi Deus quem o criou. E, já que Ele é o seu Criador, tem o poder de determinar-lhe seu fim e sentido. Ora, Deus revelou que a finalidade do sexo é a procriação e a união entre os esposos, de forma que o ato sexual pode ser entendido como se os votos e promessas matrimoniais “se tornassem carne” (cf. Mt 10, 8). No dia do casamento, os noivos prometem que o seu amor será livre, fiel, total e aberto à vida. Todo ato conjugal deveria, pois, ser uma renovação desse juramento. Alguns casais dizem que serão, sim, abertos à vida, mas que usarão contraceptivos entre um nascimento e outro. Noutras palavras, eles pretendem ser “completamente” abertos à vida, mas só às vezes , quando decidirem não esterilizar alguns “atos de amor”. Que seria do seu casamento se eles pensassem assim também das outras promessas feitas ao pé do altar? … Acaso uma esposa pode alegar ser fiel, exceto quando tem um “caso”? Pode ela afirmar que a sua entrega ao marido é total, desde que ele continue rico? Pode um esposo dizer que seus atos conjugais são livres, menos nos casos em que “precisa” recorrer à força? Ora, tudo isso é absurdo, e no entanto os casais contraceptivos, ao se fecharem ao dom da vida, renegam seus próprios votos de maneira parecida. No fundo, eles sabem, mas têm medo do que o sexo significa . O sexo, porém, é muito mais do que votos matrimoniais feitos carne. Ele é ainda um reflexo da fecundidade de amor da Santíssima Trindade. “Na Bíblia, a união entre o homem e a mulher tem em vista não só a preservação da espécie, como no caso dos outros animais: na medida em que está chamada a ser imagem e semelhança de Deus, ela expressa, de uma forma física e tangível, o rosto de Deus, que é Amor (cf. 1Jo 4, 8)” [3]. Leia também: Como católicos, podemos escolher a quantidade de filhos? “O futuro da humanidade passa pela família!” O projeto de Deus é que nos amemos como Ele mesmo ama, e isso deve estar radicado no nosso próprio ser. De maneira que, em matéria de moral sexual, a única e verdadeira pergunta que nos deveríamos fazer é: “ Estou expressando através do meu corpo o amor de Deus? ” O casal que o faz torna-se aquilo que realmente é, imagem do amor trinitário, e por meio de sua união revela o amor de Deus ao mundo. O ato de dar a vida por amor entre um homem e sua esposa deve ainda ser um reflexo do amor de Cristo pela Igreja. Devemos, por isso, perguntar-nos: “Se tivermos em conta a relação entre Cristo e sua Igreja, onde entra ali a contracepção? O que há de ‘contraceptivo’ no amor de Cristo? ” Além dessas implicações teológicas, consideremos os efeitos da contracepção na sociedade. Quando a contracepção começou a difundir-se entre os cristãos, a Igreja Católica alertou-os das graves consequências que a prática acarretaria para os relacionamentos. As taxas de infidelidade conjugal cresceriam , já que os esposos poderiam ser infiéis sem o perigo de uma gravidez indesejada. Uma vez que a contracepção abre um caminho fácil para evitar as consequências naturais da lei moral, haveria uma queda geral da moralidade pública . A Igreja receava ainda que “o homem, habituando-se ao uso das práticas anticoncepcionais, acabasse por perder o respeito pela mulher e, sem se preocupar mais com o equilíbrio físico e psicológico dela, chegasse a considerá-la como simples instrumento de prazer egoísta , e não mais como a sua companheira, respeitada e amada” [4]. Ademais, se as pessoas pudessem separar o ato conjugal do ato de transmitir a vida, por que se haveriam de proibir , afinal, todas aquelas práticas que são em si mesmas incapazes de gerar uma nova vida (mastrubação, atos homossexuais etc.)? À medida que a contracepção se tornasse mais comum, seria cada vez mais difícil ver a sexualidade como um sinal do amor divino. Há quem alegue que a Igreja estaria “restringindo” a liberdade das mulheres ao rejeitar a contracepção. No entanto, o fruto podre da “liberação” contraceptiva deixa-se ver da maneira mais clara, não pelos argumentos, mas na vida mesma dos que aceitam esta falsa ideia de “liberdade” . Veja-se, por exemplo, o que uma certa jovem escreveu à revista Dear Abby : “Sou uma mulher livre e independente de 23 anos e tenho tomado pílula pelos últimos dois anos. Como está ficando muito caro comprar o remédio, acho que o meu namorado deveria dividir os custos comigo. O problema é que eu ainda não o conheço muito bem para poder falar com ele de dinheiro” [5]. Nas palavras de Christopher West, “ se há algum problema por trás da opressão das mulheres, é o fracasso dos homens em tratá-las decentemente , como pessoas. A contracepção é, sem dúvida, uma forma de mantê-las presas às suas cadeias” [6]. A contracepção prejudica a intimidade dos esposos, dá lugar ao egoísmo nos atos conjugais e abre as portas para a infidelidade. As primeiras feministas opunham-se à contracepção por esta mesma razão, e algumas feministas modernas ainda se dão conta de que a contracepção é o inimigo da liberação feminina [7]. Também os antropólogos que estudam a origem e a decadência das civilizações perceberam que as sociedades que não orientam suas energias sexuais para o bem do casamento e da família começam a desmoronar [8]. A Igreja, portanto, não hesita em apontar para as enormes consequências da contracepção. É o amor entre marido e mulher que mantém o casal unido. É um casamento forte que mantém a família unida. E são famílias fortes que mantêm a sociedade unida, e é sobre estas bases que uma civilização fica de pé ou desaba. “ O futuro da humanidade passa pela família! ” [9]. Se tivermos bem claro que a contracepção prejudica a intimidade dos esposos, dá lugar ao egoísmo nos atos conjugais e abre as portas para esse grande mal que é a infidelidade, então é forçoso reconhecer que a contracepção é um câncer para toda a civilização . Chastity Project | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere Leia também: Se os casais católicos não podem evitar filhos, para que serve o Método Billings? #Anticoncepcionais #FormaçõesCatólicas
- A Igreja Católica permite o uso dos métodos anticoncepcionais?
A partir de 1930, praticamente todas as denominações protestantes passaram a aceitar a contracepção. A Igreja Católica, no entanto, até hoje permanece firme em ensinar o que sempre ensinaram os cristãos. A contracepção não é novidade; a história nos relata os vários métodos contraceptivos empregados milhares de anos atrás. Povos antigos ingeriam certas substâncias para causar esterilidade temporária; usavam peças de linho, lã ou couro animal como “barreiras” físicas; fumegavam o útero com veneno para torná-lo inóspito. Os romanos praticavam a contracepção; os primeiros cristãos destacaram-se da cultura pagã justamente por opor-se a praticá-la [1]. A Sagrada Escritura a condena (cf. Gn 38, 8-10), assim como todas as denominações cristãs até pelo menos a década de 1930. Foi naquela época que, pela primeira vez, a Igreja Anglicana decidiu permitir a contracepção em algumas circunstâncias. Os anglicanos logo cederam de vez e, pouco depois, praticamente todas as denominações protestantes passaram a aceitá-la sem restrição . A Igreja Católica, no entanto, permanece firme em ensinar o que sempre ensinaram os cristãos. Mas por quê? Por que a Igreja não se “atualiza”? O mundo não sabe qual é a finalidade do sexo. O mundo moderno tem um sério problema em compreender a postura da Igreja com respeito à contracepção, porque o mundo não sabe qual é a finalidade do sexo . O escritor Frank Sheed disse certa feita que “o homem moderno quase nunca pensa sobre sexo”. Ele sonha, deseja-o, imagina-o, baba diante dele; mas, na verdade, nunca pára para pensar no que ele realmente consiste. Sheed acrescenta: “O nosso típico homem moderno, quando se concentra ao máximo, não consegue ver no sexo mais do que uma coisa que temos muita sorte de possuir; e vê todos os problemas que a ele concernem reduzidos a uma só e grande questão: como obter tanto prazer quanto possível ” [2]. Mas deveríamos ir um pouco mais a fundo. Quem inventou o sexo? O que é o sexo? Para que serve ele? Qual é o seu valor? Para início de conversa, foi Deus quem o criou. E, já que Ele é o seu Criador, tem o poder de determinar-lhe seu fim e sentido. Ora, Deus revelou que a finalidade do sexo é a procriação e a união entre os esposos, de forma que o ato sexual pode ser entendido como se os votos e promessas matrimoniais “se tornassem carne” (cf. Mt 10, 8). No dia do casamento, os noivos prometem que o seu amor será livre, fiel, total e aberto à vida. Todo ato conjugal deveria, pois, ser uma renovação desse juramento. Alguns casais dizem que serão, sim, abertos à vida, mas que usarão contraceptivos entre um nascimento e outro. Noutras palavras, eles pretendem ser “completamente” abertos à vida, mas só às vezes , quando decidirem não esterilizar alguns “atos de amor”. Que seria do seu casamento se eles pensassem assim também das outras promessas feitas ao pé do altar? … Acaso uma esposa pode alegar ser fiel, exceto quando tem um “caso”? Pode ela afirmar que a sua entrega ao marido é total, desde que ele continue rico? Pode um esposo dizer que seus atos conjugais são livres, menos nos casos em que “precisa” recorrer à força? Ora, tudo isso é absurdo, e no entanto os casais contraceptivos, ao se fecharem ao dom da vida, renegam seus próprios votos de maneira parecida. No fundo, eles sabem, mas têm medo do que o sexo significa . O sexo, porém, é muito mais do que votos matrimoniais feitos carne. Ele é ainda um reflexo da fecundidade de amor da Santíssima Trindade. “Na Bíblia, a união entre o homem e a mulher tem em vista não só a preservação da espécie, como no caso dos outros animais: na medida em que está chamada a ser imagem e semelhança de Deus, ela expressa, de uma forma física e tangível, o rosto de Deus, que é Amor (cf. 1Jo 4, 8)” [3]. Leia também: Como católicos, podemos escolher a quantidade de filhos? “O futuro da humanidade passa pela família!” O projeto de Deus é que nos amemos como Ele mesmo ama, e isso deve estar radicado no nosso próprio ser. De maneira que, em matéria de moral sexual, a única e verdadeira pergunta que nos deveríamos fazer é: “ Estou expressando através do meu corpo o amor de Deus? ” O casal que o faz torna-se aquilo que realmente é, imagem do amor trinitário, e por meio de sua união revela o amor de Deus ao mundo. O ato de dar a vida por amor entre um homem e sua esposa deve ainda ser um reflexo do amor de Cristo pela Igreja. Devemos, por isso, perguntar-nos: “Se tivermos em conta a relação entre Cristo e sua Igreja, onde entra ali a contracepção? O que há de ‘contraceptivo’ no amor de Cristo? ” Além dessas implicações teológicas, consideremos os efeitos da contracepção na sociedade. Quando a contracepção começou a difundir-se entre os cristãos, a Igreja Católica alertou-os das graves consequências que a prática acarretaria para os relacionamentos. As taxas de infidelidade conjugal cresceriam , já que os esposos poderiam ser infiéis sem o perigo de uma gravidez indesejada. Uma vez que a contracepção abre um caminho fácil para evitar as consequências naturais da lei moral, haveria uma queda geral da moralidade pública . A Igreja receava ainda que “o homem, habituando-se ao uso das práticas anticoncepcionais, acabasse por perder o respeito pela mulher e, sem se preocupar mais com o equilíbrio físico e psicológico dela, chegasse a considerá-la como simples instrumento de prazer egoísta , e não mais como a sua companheira, respeitada e amada” [4]. Ademais, se as pessoas pudessem separar o ato conjugal do ato de transmitir a vida, por que se haveriam de proibir , afinal, todas aquelas práticas que são em si mesmas incapazes de gerar uma nova vida (mastrubação, atos homossexuais etc.)? À medida que a contracepção se tornasse mais comum, seria cada vez mais difícil ver a sexualidade como um sinal do amor divino. Há quem alegue que a Igreja estaria “restringindo” a liberdade das mulheres ao rejeitar a contracepção. No entanto, o fruto podre da “liberação” contraceptiva deixa-se ver da maneira mais clara, não pelos argumentos, mas na vida mesma dos que aceitam esta falsa ideia de “liberdade” . Veja-se, por exemplo, o que uma certa jovem escreveu à revista Dear Abby : “Sou uma mulher livre e independente de 23 anos e tenho tomado pílula pelos últimos dois anos. Como está ficando muito caro comprar o remédio, acho que o meu namorado deveria dividir os custos comigo. O problema é que eu ainda não o conheço muito bem para poder falar com ele de dinheiro” [5]. Nas palavras de Christopher West, “ se há algum problema por trás da opressão das mulheres, é o fracasso dos homens em tratá-las decentemente , como pessoas. A contracepção é, sem dúvida, uma forma de mantê-las presas às suas cadeias” [6]. A contracepção prejudica a intimidade dos esposos, dá lugar ao egoísmo nos atos conjugais e abre as portas para a infidelidade. As primeiras feministas opunham-se à contracepção por esta mesma razão, e algumas feministas modernas ainda se dão conta de que a contracepção é o inimigo da liberação feminina [7]. Também os antropólogos que estudam a origem e a decadência das civilizações perceberam que as sociedades que não orientam suas energias sexuais para o bem do casamento e da família começam a desmoronar [8]. A Igreja, portanto, não hesita em apontar para as enormes consequências da contracepção. É o amor entre marido e mulher que mantém o casal unido. É um casamento forte que mantém a família unida. E são famílias fortes que mantêm a sociedade unida, e é sobre estas bases que uma civilização fica de pé ou desaba. “ O futuro da humanidade passa pela família! ” [9]. Se tivermos bem claro que a contracepção prejudica a intimidade dos esposos, dá lugar ao egoísmo nos atos conjugais e abre as portas para esse grande mal que é a infidelidade, então é forçoso reconhecer que a contracepção é um câncer para toda a civilização . Chastity Project | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere Leia também: Se os casais católicos não podem evitar filhos, para que serve o Método Billings? #Anticoncepcionais #FormaçõesCatólicas
- SONETO – Francisco Luis Bernardez
[Francisco Luis Bernárdez (1900-1978) foi um poeta católico argentino, amigo de Jorge Luís Borges]. Se para recobrar o recobrado Perdi primeiro o que ficou perdido; Se para conseguir o conseguido Tive de suportar o suportado; Se para estar, agora, enamorado Necessitei um dia estar ferido, Foi bem sofrido o mal que foi sofrido, Foi bem chorado o mal que foi chorado. Pois só depois ficou bem comprovado Que não se goza o bem que foi gozado Senão depois de tê-lo padecido. Pois só depois ficou bem compreendido Que tudo o que a árvore tem de florido Vive do que está nela sepultado. ( Cielo de tierra , 1937)
- Conselhos para não perder a Fé na Santa Igreja nestes tempos de confusão e apostasia
Neste tempo em que a apostasia parece triunfar, muitos se sentem como ovelhas sem pastor e a confusão e a incerteza toma conta do coração dos católicos. Lembramos daquilo que alertou o profeta Oseias: “O meu povo se perde por falta de conhecimento.” Os. 8,6 É preciso, antes de tudo, reafirmar nossa fé na Igreja e buscar nos estabelecer uma base sólida que é sua Doutrina. Clique aqui para assistir esta importante formação: Após assistir a formação, leia também a entrevista do Cardeal Sarah feita por ocasião de seu livro, na qual ele faz uma análise da crise que vivemos: Cardeal Sarah: A Igreja Católica sofre porque muitos padres perderam o sentido do sagrado #Crisenaigreja
- Conselhos para não perder a Fé na Santa Igreja nestes tempos de confusão e apostasia
Neste tempo em que a apostasia parece triunfar, muitos se sentem como ovelhas sem pastor e a confusão e a incerteza toma conta do coração dos católicos. Lembramos daquilo que alertou o profeta Oseias: “O meu povo se perde por falta de conhecimento.” Os. 8,6 É preciso, antes de tudo, reafirmar nossa fé na Igreja e buscar nos estabelecer uma base sólida que é sua Doutrina. Clique aqui para assistir esta importante formação: Após assistir a formação, leia também a entrevista do Cardeal Sarah feita por ocasião de seu livro, na qual ele faz uma análise da crise que vivemos: Cardeal Sarah: A Igreja Católica sofre porque muitos padres perderam o sentido do sagrado #Crisenaigreja
- QUANDO A IGREJA SE TORNA SERVA DA ONU – Stefano Fontana
A Mensagem enviada nos últimos dias pelo Papa Francisco às Nações Unidas, por ocasião do 75º aniversário da sua fundação, trata de muitos temas, sobretudo os habitualmente recorrentes nas intervenções pontifícias e ligados ao uso repetido de tantas palavras-chave, sempre iguais, que realçam a tendência de se adaptar ao sentimento dominante, em vez de fornecer interpretações alternativas inspiradas pela Doutrina Social da Igreja. Os tópicos contemplados pela Mensagem são realmente os presentes na ordem do dia, mas a interpretação que lhes dá sem dúvida não deixará chocados os líderes da ONU.; ao contrário, se sentirão confirmados em sua conduta. A posição da Igreja, hoje, está mais para ONU Friendly. Vejamos, por exemplo, o que diz essa Mensagem sobre a Covid-19. Não há nenhuma referência às possíveis causas não naturais; nenhuma menção aos múltiplos interesses que pressionam no sentido de continuar artificialmente a epidemia; nenhuma palavra sobre os movimentos de protesto, que não podem ser todos considerados, indistintamente, como negacionistas; nem sobre a cumplicidade da imprensa, astutamente mantendo vivo um medo coletivo e sem confirmação na realidade; nenhuma reflexão sobre a falta de confiabilidade de muitos dados fornecidos pelas autoridades; nenhuma referência aos perigos de uma “ditadura sanitárias” mundial. Como se tudo fosse claro e tranquilo, a epidemia tendo simplesmente vindo de “algum lugar”, causasse estragos e a situação nos convidasse a colaborar. Porém, as coisas são mais complexas e a Igreja — Esposa do Logos Divino — deveria trabalhar mais pelo uso da razão. Quantos e quais são os interesses globalistas nesta epidemia? Por que não refletir sobre a arbitrariedade, frequentemente interesseira, das alegadas decisões “científicas” da Organização Mundial da Saúde? Por que muitos cientistas são ouvidos e outros não? Uma vez que a ONU é uma das protagonistas deste espetáculo, um alerta fora do combinado poderia ter sido útil. Consideremos o tema do globalismo e da soberania nacional. O Papa Francisco usa a Covid-19 para exigir maior multilateralismo e condenar fechamentos nacionalistas e individualistas. Assim, retoma a sua condenação implacável a todo soberanismo, ao qual se vincule toda forma de patriotismo ou apelo à dimensão nacional dos problemas. Ora, uma maior colaboração internacional não colide de forma alguma com a valorização das respostas em nível nacional; proteger a própria nação não é um ato de egoísmo político. Pressionando nessa direção, o papa joga objetivamente o jogo dos agentes financeiros, econômicos e políticos que desejam o famoso “novo humanismo” globalista, com o grande perigo de pôr em prática um pensamento universal único, um conjunto de princípios compartilhados por poderes multinacionais e arbitrariamente impostos. É difícil compreender por que não se apela ao conceito de “povo” e “nação” como expressões naturais da condição social da pessoa, tão presente na doutrina social da Igreja. A Covid-19 não pode ser uma oportunidade para destruir as “fronteiras”, sobretudo porque a epidemia pode ser mantida viva de forma artificial precisamente para destruir as fronteiras. A Igreja deve colaborar para um maior discernimento crítico nestas questões. Isso nos leva ao tema da vacina, em que a mensagem do Papa Francisco se alonga muito. O tema da vacina anti-Covid e da vacina em geral é muito controverso, antes de tudo cientificamente. Durante a epidemia, vimos que tratamentos promissores foram descartados, provavelmente para pavimentar o caminho para a vacina. A Igreja deveria falar de “cuidados sanitários” no plural e não de um em particular. Por trás da vacina existem enormes interesses econômicos: epidemias podem ser produzidas para que vacinas possam ser vendidas; a prática da vacina coloca as pessoas à mercê do sistema de saúde que, por sua vez, depende do sistema político; a vacinação compulsória afeta direitos fundamentais das pessoas e especialmente dos pais. Como é que a Igreja não percebe esses problemas e se rende, pedindo vacina para todos? Não é também uma adaptação ao pensamento hoje dominante, tanto econômica quanto politicamente, inundado por demandas genéricas de justiça para todos? Outro elemento que se repete cansativamente, e com pouca aderência à realidade, é o da questão hemisfério Norte-Sul. A Mensagem trata de questões de saúde, meio ambiente e justiça social, mas uma interpretação semelhante poderia funcionar melhor nos anos setenta do século passado, ou em um contexto latino-americano de teologia da libertação. Hoje, está completamente desatualizada. O maior poluidor do mundo é a China e não os Estados Unidos. A menos que incluamos a China no Norte do mundo, a questão merece pelo menos ser reexaminada e a Igreja devia ajudar a fazê-lo. Quem coloniza atualmente a África, visando o monopólio de seus recursos, é a China. As maiores violações dos direitos humanos não estão no “racismo” americano, mas nos países muçulmanos e, mais uma vez, na China. Em sua Mensagem, o Papa Francisco exalta ainda o “acordo de Paris” sobre as mudanças climáticas, apesar das pretensões enganosas e da gestão politiqueira desse acordo. O papa também comemora a agenda ONU 2030, apesar de seus muitos elementos contrários ao direito à vida e à família, que João Paulo II jamais teria aprovado. https://lanuovabq.it/it/se-la-chiesa-diventa-ancella-dellonu
- O CAMINHO DA HUMILDADE – Scott Hahn medita sobre o 26º Domingo do Tempo Comum
Reverberando as queixas ouvidas nas leituras da semana passada, a primeira leitura de hoje novamente apresenta protestos de que Deus não é justo. Por que Ele pune com a morte o que começa na virtude e cai na iniquidade, enquanto concede vida ao ímpio que se desviou do pecado? Esta é a pergunta que Jesus nos propõe na parábola do Evangelho de hoje. O primeiro filho da parábola representa os pecadores mais abomináveis da época de Jesus (os cobradores de impostos e as prostitutas), que, por seus pecados, a princípio se recusaram a servir na vinha do Senhor, o Reino. Na pregação de João Batista, porém, eles se arrependeram e fizeram o que era certo e justo. O segundo filho representa os líderes de Israel, que prometeram servir a Deus na vinha, mas se recusaram a acreditar em João, quando ele lhes disse que deveriam produzir bons frutos como sinal de arrependimento (ver Mateus 3: 8). Mais uma vez, as leituras desta semana nos convidam a refletir sobre os caminhos insondáveis da justiça e da misericórdia de Deus. Ele desvenda Seus caminhos unicamente aos humildes, como cantamos no Salmo de hoje. E na epístola de hoje, Paulo apresenta Jesus como o modelo daquela humildade pela qual conhecemos o verdadeiro caminho da vida. Paulo entoa um belo hino à Encarnação. Ao contrário de Adão, o primeiro homem, que em seu orgulho se apegou ao desejo de ser Deus, o Novo Adão, Jesus, humilhou-se como um escravo, obediente até a morte na cruz (ver Romanos 5:14). Nisto, Ele mostrou aos pecadores — cada um de nós — o caminho de volta ao Pai. Só nos encontramos com Deus quando O servimos em Sua vinha, que é a Igreja, fazendo o mesmo que fez Cristo. Isso é o que faltou aos líderes de Israel. Em sua vanglória, presumiam sua superioridade, acreditando que não tinham mais necessidade de ouvir a Palavra de Deus ou ouvir os Seus servos . Mas esse é o caminho que conduz à morte, como Deus diz a Ezequiel na primeira leitura. Devemos procurar, sempre, nos esvaziar de nós mesmos, buscando o perdão dos nossos pecados e nossas fraquezas, confessando de joelhos que Ele é o Senhor, para a glória de Deus Pai. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/the-humble-path-scott-hahn-reflects-on-the-twenty-sixth-sunday-in-ordinary-time/
- Como católicos, podemos escolher a quantidade de filhos?
Qual a quantidade de filhos ideal para um católico? A resposta correta é: “Só Deus sabe! “ Um dos maiores enganos cometidos quase pela totalidade dos casais católicos modernos, é imaginar que uma família é algo que precisa ser planejado nos mínimos detalhes. Muitos casais passam 2, 3, 5 até 10 anos namorando preparando-se para o casamento. Juntam dinheiro para a cerimônia e festa, terminam a faculdade, constroem uma casa, tudo isso para depois se casarem. Muitos até já sabem quantos filhos querem ter, antes mesmo de encontrar a pessoa com quem desejam constituir uma família. Este é o tipo de pensamento predominante também em meio aos católicos, pois, infelizmente, há uma falha muito grande em sua formação, cujas convicções deixaram de ser baseadas na doutrina da Igreja, e deram espaço para ideias e doutrinas que são contrárias ao ensinamento da Igreja. Acabam dando mais valor àquilo que assistem na televisão e aprendem nas escolas que à própria fé que professam. Grande parte da culpa é do próprio clero, uma vez que praticamente desapareceram os padres que realmente transmitem a doutrina católica integral e, por este motivo, grande parte dos católicos não aceitam algo muito básico da doutrina cristã: a quantidade de filhos é Deus que escolhe. Alguns podem argumentar que ter muitos filhos não é para todos… E estão corretos! Ter muitos filhos é uma questão de vocação. De fato, nem todos são chamados ao sacramento do matrimônio. Qualquer casal que deseja se unir em matrimônio precisa estar ciente de que existe uma grande probabilidade de que dessa união poderá nascer uma família numerosa, caso seja a vontade de Deus. Quando o casal sobe no altar do matrimônio, a principal promessa que fazem é, de livre e espontânea vontade, serem abertos à vida e receber todos os filhos que Deus enviar, educando-os na Fé da Santa Igreja. Portanto, o casal que deseja constituir uma família alicerçada no sacramento do matrimônio, precisa ponderar muito bem antes de subir ao altar. É preciso compreender que esta união é indissolúvel, ou seja, é para sempre, e que a consequência do casamento são os filhos! Assista também: Não se brinca de fazer família! Com a ascensão do pensamento modernista, muitos foram enganados com a história do: “Eles se casaram e foram felizes para sempre”. Os casais precisam compreender que a consequência do matrimônio não é uma “vida tranquila e de curtição”. Como qualquer vocação, o matrimônio é um meio de santificação do casal. Quando Jesus disse: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e me siga”, ele não estava de brincadeira! Assim como qualquer vocação, o matrimônio é uma forma de seguir Jesus, portanto a vida em família tem seus prazeres e seus sacrifícios. A principal missão do casal NÃO é construir um império de bens materiais e viagens pelo mundo… esses prazeres não são proibidos, mas primeiramente o casal precisa cumprir seus deveres de estado, que consiste em criar e educar os filhos para Deus. Para impor a doutrina do planejamento familiar muitos apelam para a questão financeira ou mesmo da situação política, dizendo que o mundo está muito violento ou mesmo custa muito caro criar e educar um filho. Este é um aspecto muito superficial, cuja solução é possível de diversas maneiras. De fato, para fazer a vontade de Deus, precisaremos enfrentar grandes sacrifícios, e muitas vezes ir contra nossa própria natureza que busca o prazer e foge da dor. Mas se quisermos alcançar o céu, este é o caminho! Outra questão importante, e que tem sido muito relativizada em nossos tempos, é a sexualidade. Para o casal cristão, o ato conjugal possui uma dignidade de proporções muito significativas, uma vez que é através da relação sexual que surge uma nova vida. Leia também: A Igreja Católica permite o uso dos métodos anticoncepcionais? Conscientes desta dignidade, quando ocorre a relação, essa união precisa abranger sempre dois aspectos: a dimensão unitiva e e a dimensão procriativa, ou seja, serve este ato serve tanto para unir o casal, através dos prazeres, quanto para a consequência dele, que são os filhos. Após compreender todo o aspecto da missão vocacional que o casal cristão se propõe no sacramento do matrimônio, fica mais fácil compreender o motivo da igreja proibir o uso de qualquer tipo de método contraceptivo ou anticoncepcional. Se qualquer método para evitar filhos é considerado pecado mortal, logo é vetado o uso de camisinhas, pílulas, intervenções cirúrgicas e principalmente o aborto. Há também alguns métodos naturais, como por exemplo o Método Billings, porém esses métodos não para escolher a quantidade de filhos, mas são recomendados para fazer o espaçamento da gravidez quando há motivos graves, portanto não devem ser usados indiscriminadamente. Este é um assunto que já comentamos, e caso tenha interesse, pode ler neste artigo: Se os casais católicos não podem evitar filhos, para que serve o Método Billings? Aos que quiserem se aprofundar, recomendamos as duas formações abaixo: Formação Especial para Mães Católicas A Família e a Educação Cristã dos Filhos Assista também: Quais os Critérios para espaçamento dos filhos com Método Billings? Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Déa Camargos (@deacamargos) Natureza do Sacramento do Matrimônio Veja o que nos ensina o Catecismo da Santa Igreja acerca deste sacramento: Que é o Sacramento do Matrimônio? O Matrimônio é um Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, que estabelece uma união santa e indissolúvel entre o homem e a mulher, e lhes dá a graça de se amarem um ao outro santamente, e de educarem cristãmente seus filhos. Que intenção deve ter quem contrai Matrimônio? Quem contrai Matrimônio deve ter intenção: 1º de fazer a vontade de Deus, que o chama a tal estado; 2º de procurar nele a salvação da própria alma; 3º de educar cristãmente os filhos, se Deus lhos der. Quais são as principais obrigações das pessoas que se unem em Matrimônio? As pessoas que se unem em Matrimônio devem: 1º guardar inviolada a fidelidade conjugal, e proceder sempre cristãmente em tudo; 2º amar-se mutuamente, suportando-se um ao outro com paciência, e viver em paz e concórdia; 3º se têm filhos, cuidar seriamente em prover-lhes de acordo com suas necessidades, dar-lhes educação cristã, e deixar-lhes a liberdade de escolha para o estado de vida para o qual Deus os chamar. Os pais têm deveres para com os filhos? Os pais têm o dever de amar, alimentar e cuidar de seus filhos, de prover à sua educação religiosa e civil, de dar-lhes o bom exemplo, de afastá-los das ocasiões de pecado, de corrigi-los nas suas deficiências, e de auxiliá-los a abraçar o estado a que são chamados por Deus. Leia também: Casal vende terreno para reverter vasectomia e são abençoados com 6º filho #Anticoncepcionais #Família #famíliasnúmerosas #FormaçõesCatólicas
- Como católicos, podemos escolher a quantidade de filhos?
Qual a quantidade de filhos ideal para um católico? A resposta correta é: “Só Deus sabe! “ Um dos maiores enganos cometidos quase pela totalidade dos casais católicos modernos, é imaginar que uma família é algo que precisa ser planejado nos mínimos detalhes. Muitos casais passam 2, 3, 5 até 10 anos namorando preparando-se para o casamento. Juntam dinheiro para a cerimônia e festa, terminam a faculdade, constroem uma casa, tudo isso para depois se casarem. Muitos até já sabem quantos filhos querem ter, antes mesmo de encontrar a pessoa com quem desejam constituir uma família. Este é o tipo de pensamento predominante também em meio aos católicos, pois, infelizmente, há uma falha muito grande em sua formação, cujas convicções deixaram de ser baseadas na doutrina da Igreja, e deram espaço para ideias e doutrinas que são contrárias ao ensinamento da Igreja. Acabam dando mais valor àquilo que assistem na televisão e aprendem nas escolas que à própria fé que professam. Grande parte da culpa é do próprio clero, uma vez que praticamente desapareceram os padres que realmente transmitem a doutrina católica integral e, por este motivo, grande parte dos católicos não aceitam algo muito básico da doutrina cristã: a quantidade de filhos é Deus que escolhe. Alguns podem argumentar que ter muitos filhos não é para todos… E estão corretos! Ter muitos filhos é uma questão de vocação. De fato, nem todos são chamados ao sacramento do matrimônio. Qualquer casal que deseja se unir em matrimônio precisa estar ciente de que existe uma grande probabilidade de que dessa união poderá nascer uma família numerosa, caso seja a vontade de Deus. Quando o casal sobe no altar do matrimônio, a principal promessa que fazem é, de livre e espontânea vontade, serem abertos à vida e receber todos os filhos que Deus enviar, educando-os na Fé da Santa Igreja. Portanto, o casal que deseja constituir uma família alicerçada no sacramento do matrimônio, precisa ponderar muito bem antes de subir ao altar. É preciso compreender que esta união é indissolúvel, ou seja, é para sempre, e que a consequência do casamento são os filhos! Assista também: Não se brinca de fazer família! Com a ascensão do pensamento modernista, muitos foram enganados com a história do: “Eles se casaram e foram felizes para sempre”. Os casais precisam compreender que a consequência do matrimônio não é uma “vida tranquila e de curtição”. Como qualquer vocação, o matrimônio é um meio de santificação do casal. Quando Jesus disse: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e me siga”, ele não estava de brincadeira! Assim como qualquer vocação, o matrimônio é uma forma de seguir Jesus, portanto a vida em família tem seus prazeres e seus sacrifícios. A principal missão do casal NÃO é construir um império de bens materiais e viagens pelo mundo… esses prazeres não são proibidos, mas primeiramente o casal precisa cumprir seus deveres de estado, que consiste em criar e educar os filhos para Deus. Para impor a doutrina do planejamento familiar muitos apelam para a questão financeira ou mesmo da situação política, dizendo que o mundo está muito violento ou mesmo custa muito caro criar e educar um filho. Este é um aspecto muito superficial, cuja solução é possível de diversas maneiras. De fato, para fazer a vontade de Deus, precisaremos enfrentar grandes sacrifícios, e muitas vezes ir contra nossa própria natureza que busca o prazer e foge da dor. Mas se quisermos alcançar o céu, este é o caminho! Outra questão importante, e que tem sido muito relativizada em nossos tempos, é a sexualidade. Para o casal cristão, o ato conjugal possui uma dignidade de proporções muito significativas, uma vez que é através da relação sexual que surge uma nova vida. Leia também: A Igreja Católica permite o uso dos métodos anticoncepcionais? Conscientes desta dignidade, quando ocorre a relação, essa união precisa abranger sempre dois aspectos: a dimensão unitiva e e a dimensão procriativa, ou seja, serve este ato serve tanto para unir o casal, através dos prazeres, quanto para a consequência dele, que são os filhos. Após compreender todo o aspecto da missão vocacional que o casal cristão se propõe no sacramento do matrimônio, fica mais fácil compreender o motivo da igreja proibir o uso de qualquer tipo de método contraceptivo ou anticoncepcional. Se qualquer método para evitar filhos é considerado pecado mortal, logo é vetado o uso de camisinhas, pílulas, intervenções cirúrgicas e principalmente o aborto. Há também alguns métodos naturais, como por exemplo o Método Billings, porém esses métodos não para escolher a quantidade de filhos, mas são recomendados para fazer o espaçamento da gravidez quando há motivos graves, portanto não devem ser usados indiscriminadamente. Este é um assunto que já comentamos, e caso tenha interesse, pode ler neste artigo: Se os casais católicos não podem evitar filhos, para que serve o Método Billings? Aos que quiserem se aprofundar, recomendamos as duas formações abaixo: Formação Especial para Mães Católicas A Família e a Educação Cristã dos Filhos Assista também: Quais os Critérios para espaçamento dos filhos com Método Billings? Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Déa Camargos (@deacamargos) Natureza do Sacramento do Matrimônio Veja o que nos ensina o Catecismo da Santa Igreja acerca deste sacramento: Que é o Sacramento do Matrimônio? O Matrimônio é um Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, que estabelece uma união santa e indissolúvel entre o homem e a mulher, e lhes dá a graça de se amarem um ao outro santamente, e de educarem cristãmente seus filhos. Que intenção deve ter quem contrai Matrimônio? Quem contrai Matrimônio deve ter intenção: 1º de fazer a vontade de Deus, que o chama a tal estado; 2º de procurar nele a salvação da própria alma; 3º de educar cristãmente os filhos, se Deus lhos der. Quais são as principais obrigações das pessoas que se unem em Matrimônio? As pessoas que se unem em Matrimônio devem: 1º guardar inviolada a fidelidade conjugal, e proceder sempre cristãmente em tudo; 2º amar-se mutuamente, suportando-se um ao outro com paciência, e viver em paz e concórdia; 3º se têm filhos, cuidar seriamente em prover-lhes de acordo com suas necessidades, dar-lhes educação cristã, e deixar-lhes a liberdade de escolha para o estado de vida para o qual Deus os chamar. Os pais têm deveres para com os filhos? Os pais têm o dever de amar, alimentar e cuidar de seus filhos, de prover à sua educação religiosa e civil, de dar-lhes o bom exemplo, de afastá-los das ocasiões de pecado, de corrigi-los nas suas deficiências, e de auxiliá-los a abraçar o estado a que são chamados por Deus. Leia também: Casal vende terreno para reverter vasectomia e são abençoados com 6º filho #Anticoncepcionais #Família #famíliasnúmerosas #FormaçõesCatólicas
- O ÚNICO NECESSÁRIO – R. Garrigou-Lagrange
A vida interior, como todos podem facilmente perceber, é uma forma elevada da conversa íntima que cada um tem consigo mesmo quando está sozinho, mesmo que seja no tumulto das ruas de uma grande cidade. Quando deixa de conversar com seus semelhantes, o homem conversa interiormente consigo mesmo sobre aquilo que mais o preocupa. Essa conversa varia muito segundo as diversas fases da vida: a do idoso é diferente da do jovem; e varia muito, também, conforme se trata de um homem bom ou mau. Para quem busca seriamente a verdade e o bem, essa conversa íntima consigo mesmo tende a tornar-se uma conversa com Deus; e, pouco a pouco, ao invés de buscar-se a si mesmo em tudo, ao invés de considerar-se, de forma mais ou menos consciente, como o centro de tudo, o homem tende a buscar Deus em tudo, e a substituir o egoísmo pelo amor a Deus e às almas em Deus. Isso é a vida interior, como nenhum homem sincero terá dificuldade em reconhecer. A “única coisa necessária” de que Jesus falava a Marta e Maria consiste em escutar a palavra de Deus e em vivê-la. A vida interior assim entendida é, em nós, algo de mais profundo e de mais necessário que a vida intelectual ou cultural das ciências, que a vida artística e literária, que a vida social ou política. Existem, infelizmente, grandes sábios, matemáticos, físicos, astrônomos, que não têm, por assim dizer, nenhuma vida interior, e dedicam-se ao estudo de suas ciências como se Deus não existisse; eles não têm, em seus momentos de solidão, nenhuma conversa íntima com Ele. Sua vida parece ser, sob certos aspectos, uma busca da verdade e do bem dentro de um domínio mais ou menos restrito, mas está tão contaminada de amor-próprio e de orgulho intelectual, que podemos perguntar-nos se tal vida poderá produzir frutos para a eternidade. Muitos artistas, escritores e políticos não ultrapassam esse nível de uma atividade intelectual puramente humana e exterior. Poderia sua alma, no fundo, viver de um bem superior a eles mesmos, viver de Deus? Tudo indica que não. Isso mostra que a vida interior, ou vida da alma com Deus, bem merece ser considerada a única coisa necessária, já que é por meio dela que nos encaminhamos para o nosso fim último e que temos assegurada a nossa salvação, a qual não deve ser separada da santificação progressiva, já que é o próprio caminho que conduz à salvação. Muitos parecem pensar: afinal de contas, basta-me ser salvo; não é necessário ser um santo. Evidentemente, não é necessário ser um santo que faça milagres e cuja santidade seja oficialmente reconhecida pela Igreja; mas, para ser salvo, é preciso percorrer o caminho da salvação, e este é ao mesmo tempo o caminho da santidade: no céu não haverá senão santos, quer tenham eles aí entrado imediatamente após a morte, quer tenham precisado passar pela purificação do purgatório. Ninguém entra no céu se não tiver essa santidade que consiste em estar puro de todo pecado; mesmo as faltas veniais deverão ser apagadas, e a pena devida pelo pecado deve ser paga ou remida, para que uma alma possa gozar para sempre da visão de Deus, vê-lo como Ele mesmo se vê e amá-lo como Ele mesmo se ama. Se alguma alma entrasse no céu antes da remissão total de suas faltas, não poderia ali permanecer, e ela mesma se precipitaria no purgatório para ser purificada. A vida interior do justo que tende para Deus, e que já agora vive d’Ele, é realmente a única coisa necessária; para ser santo não é indispensável, evidentemente, possuir grande cultura intelectual ou exercer grande atividade exterior; basta viver profundamente de Deus. É o que vemos nos santos da Igreja primitiva, dentre os quais muitos eram gente simples e mesmo escravos; é o que vemos em um São Francisco, em um São Benedito-José Labré, em um Cura d’Ars e tantos outros. Todos compreenderam profundamente esta palavra do Salvador: “De que vale conquistar o mundo inteiro se viermos a perder a nossa alma?” (Mt 16,26). Se sacrificamos tantas coisas para salvar a vida do corpo, que um dia irá morrer, o que não deveríamos sacrificar para salvar a vida da alma, que permanece eternamente? O homem não deveria amar mais a sua alma do que o seu corpo? “O que dará o homem em troca de sua alma?”, acrescenta o Salvador. Unum est necessarium , diz ainda Jesus (Lc 10,42). Uma só coisa é necessária: escutar a palavra de Deus e viver dela para salvar sua alma. Esta é a melhor parte, que não será tirada à alma fiel, ainda que ela perca todo o resto. (R. Garrigou-Lagrange, As três idades da vida interior . Tomos I e II. São Paulo, Cultor de Livros, 2018)
- OS NOVOS HERODES
Se a maioria das pessoas ainda se espanta com a sexualização pervertida e prematura das crianças, há uma minoria poderosa que procura promover políticas educacionais que visam normalizar essa aberração. Exemplo disso é o documento publicado em 2018 pela Unesco, em parceria com a OMS e outros organismos internacionais, com o título de Orientação Técnica Internacional sobre Educação Sexual [1] , visando traçar diretrizes para a educação sexual de crianças e adolescentes. O que diz o documento, publicado em oito línguas? Entre outras coisas, que todos têm direito de expressar seus sentimentos sexuais, inclusive as crianças. A sexualidade deve ser promovida precocemente, pois a abstinência é ineficaz e pode fazer mal à saúde. Portanto, é útil promover desde cedo a masturbação, pois é prazerosa e não apresenta risco de gravidez indesejada, nem de doenças venéreas. É conveniente que o professor, segundo essa publicação da Unesco, descreva em sala de aula as reações masculinas e femininas ao estímulo sexual, convencendo as crianças de que não devem temer as coisas do sexo. É desejável que aprendam, desde já, as maneiras de comunicar a permissão ou a recusa do consentimento sexual, insistindo (como é democrática a Unesco!) que o consentimento é fundamental para um comportamento sexual saudável, prazeroso e consensual com os parceiros. É importante, ainda, mostrar aos alunos a influência negativa da religião sobre as normas sociais que regulam a vida sexual, e, sobretudo, como essa influência tende a mudar com o tempo, sobretudo em relação a questões como aborto, anticoncepcionais e homossexualidade. Por isso, é importante que os filhos comecem a questionar os valores dos pais sobre sexualidade. Já que a história humana é uma mudança permanente, as crianças devem aprender a diferenciar entre os valores que os pais defendem e os que eles, os filhos, passam a ter sobre a sexualidade (obviamente, depois de instruídos democraticamente pela Unesco), reconhecendo que alguns de seus valores podem ser diferentes dos de seus pais. É preciso, o mais cedo possível, que os pequenos compreendam como as normas sociais contribuem para a homofobia e suas consequências, reconhecendo — e com isto todos devem concordar, como ensina a própria Igreja — que não se deve discriminar pessoas que se sentem atraídas pelo mesmo sexo. Não basta, porém, que evitem a discriminação: devem aprender, também, a respeitar e até experimentar “empatia” por todas as opções sexuais das pessoas, compreendendo que a “identidade de gênero” de alguém pode não corresponder ao seu sexo biológico. Convém, também, fazê-los refletir sobre como eles se sentem em relação ao seu próprio sexo biológico. Serão aulas desse tipo que, certamente, levarão crianças a fazer o que fez um menino francês de oito anos, que pediu em 2020 mudança de sexo. E, por incrível que pareça, com a aparente conivência da Arquidiocese de Paris. No dia 18 de setembro do mesmo ano, o site católico francês Le salon beige [2] chamava a atenção para a forma como o programa “Un Jour une info”, da rádio parisiense e católica Notre-Dame, através do jornalista Nicolas Entz, comentava a “incrível história da transformação sexual de uma criança de 8 anos”. O programa radiofônico narrou os fatos em detalhes: o que aconteceu com o menino francês, sua insatisfação com o próprio sexo, a “compreensão” da família para o seu drama existencial… Em vez de indignar-se, porém, com o fato desta criança, de agora em diante, passar a ser vítima de hormônios do sexo oposto para forçar seu corpo a mudar, o locutor terminava com uma aceitação bastante relativista do acontecimento: “…no fim de tudo, o amor muitas vezes acaba triunfando”. Nos dias seguintes à transmissão, o site da rádio católica francesa ainda mantinha online o podcast do programa, com o texto da transcrição abaixo do link para o áudio. Mais tarde, retirou as duas coisas do site: áudio e texto. Em seu lugar, colocou este aviso: “Le podcast de cette émission n’a pas encore été mis en ligne” [3] [O podcast desta transmissão ainda não foi postado]. Não era verdade: não só o podcast da transmissão tinha sido postado, como a transcrição aparecia logo abaixo, na íntegra [4] . [1] https://www.unfpa.org/sites/default/files/pub-pdf/369308por.pdf [2] https://www.lesalonbeige.fr/incroyable/ [3] https://radionotredame.net/emissions/un-jour-une-info/18-09-2020/ [4] Eu mesmo a li, obviamente espantado com o tom complacente do texto, redigido por uma rádio que professa a mesma fé católica que professamos.
- Arquidiocese do Rio impede gravação Anitta no Cristo Redentor
Segundo revista, cantora conseguiu autorização para gravar no Bondinho do Pão de Açúcar Na semana passada, a cantora Anitta se queixou de não ter sido autorizada, pela Prefeitura do Rio de Janeiro, a exibir pontos turísticos da cidade em uma apresentação. Mas, além da Prefeitura, a Arquidiocese do Rio vetou uma gravação da cantora no Cristo Redentor. O trabalho da cantora foi considerado “incondizente” com a imagem do Cristo. Segundo informou o site da Veja Rio, a cantora conseguiu que a filmagem seja feita no Bondinho do Pão de Açúcar, porém a data não foi revelada. A busca por um local de gravação faz parte da divulgação do novo single de Anitta, Me Gusta. O conteúdo será exibido no programa The Tonight Show, de Jimmi Fallon. Na última quarta-feira (16), Anitta usou as redes sociais para falar sobre a dificuldade de encontrar um local para gravar. – É verdade! Vai ter Me Gusta no Jimmy Fallon. A apresentação vai ser babado na medida do possível, porque ia ser super babado. Ia ser passando pelo Cristo Redentor, para o Pão de Açúcar, projeções no MAC (Museu de Arte Contemporânea) de Niterói… mas aí, ano eleitoral, o governo brasileiro e suas questões, a gente não conseguiu. Não entendi muito bem, mas fazer o quê? – declarou ela, na ocasião. Sobre o caso, a Prefeitura do Rio disse à Veja Rio, por meio da Secretaria Especial de Turismo e Legado Olímpico, que fez contato com a produção da cantora, se colocando “à disposição para ajudar no que fosse possível”. A nota enviada pela Secretaria defendeu ainda que “não se trata de uma questão de governo e nada tem a ver com período eleitoral, até porque os atrativos turísticos não são administrados pela Prefeitura”. Via Pleno.News


















































