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- Arquidiocese do Rio impede gravação Anitta no Cristo Redentor
Segundo revista, cantora conseguiu autorização para gravar no Bondinho do Pão de Açúcar Na semana passada, a cantora Anitta se queixou de não ter sido autorizada, pela Prefeitura do Rio de Janeiro, a exibir pontos turísticos da cidade em uma apresentação. Mas, além da Prefeitura, a Arquidiocese do Rio vetou uma gravação da cantora no Cristo Redentor. O trabalho da cantora foi considerado “incondizente” com a imagem do Cristo. Segundo informou o site da Veja Rio, a cantora conseguiu que a filmagem seja feita no Bondinho do Pão de Açúcar, porém a data não foi revelada. A busca por um local de gravação faz parte da divulgação do novo single de Anitta, Me Gusta. O conteúdo será exibido no programa The Tonight Show, de Jimmi Fallon. Na última quarta-feira (16), Anitta usou as redes sociais para falar sobre a dificuldade de encontrar um local para gravar. – É verdade! Vai ter Me Gusta no Jimmy Fallon. A apresentação vai ser babado na medida do possível, porque ia ser super babado. Ia ser passando pelo Cristo Redentor, para o Pão de Açúcar, projeções no MAC (Museu de Arte Contemporânea) de Niterói… mas aí, ano eleitoral, o governo brasileiro e suas questões, a gente não conseguiu. Não entendi muito bem, mas fazer o quê? – declarou ela, na ocasião. Sobre o caso, a Prefeitura do Rio disse à Veja Rio, por meio da Secretaria Especial de Turismo e Legado Olímpico, que fez contato com a produção da cantora, se colocando “à disposição para ajudar no que fosse possível”. A nota enviada pela Secretaria defendeu ainda que “não se trata de uma questão de governo e nada tem a ver com período eleitoral, até porque os atrativos turísticos não são administrados pela Prefeitura”. Via Pleno.News
- Oração da Noite: orações católicas para rezar antes de dormir
✝ Sinal da Cruz. Pelo sinal da Santa Cruz,. Livrai-nos Deus , Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo Amém_ 💡 Breve Exame de Consciência Meu Deus, dai-me luz para conhecer os pecados que hoje cometi, as suas causas e os meios de os evitar. (Momento de exame particular em silêncio) Deveres para com Deus Lembrei-me de Deus durante o dia, oferecendo-lhe meus trabalhos, estudos e sofrimentos? Busquei conhecer a Deus, lendo a Bíblia e estudando o catecismo? Fiquei com vergonha de Deus ou da minha fé, em algum momento? Rezei com pausa e atenção? Em tudo busquei fazer a vontade de Deus? Agi como Jesus agiria? Deveres para com o próximo Tratei os outros com dureza ou desprezo? Tive a preocupação de ajudar as pessoas? Faltei com a caridade para com alguém? Perdi a paciência? Falei ou pensei mal de alguém? Rezei por todos, para que se salvem? Falei de Deus para alguém? Fiquei reclamando dos defeitos dos outros? Fiquei com raiva de alguém? Suportei com paciência os defeitos do próximo? Soube perdoar? Obedeci aos meus pais e superiores? Respeitei as pessoas mais velhas? Fiz algum ato de caridade para com meu próximo? Procurei tornar-lhe a vida mais agradável e feliz? Deveres para comigo Me esforcei para fazer a vontade de Deus? Fui preguiçoso? Cumpri todos os meus deveres e tarefas? Esforcei-me por vencer os meus defeitos? Pedi a Deus para aumentar em mim todas as virtures? Lutei pela minha própria santificação? Deixei-me levar por sentimentos de orgulho, vaidade, sensualidade? Esforcei-me por arrancar o meu defeito dominante? Pedi perdão de minhas faltar ou procurei escondê-las ou justificá-las? Confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós irmãos e irmãs que eu pequei muitas vezes, por pensamentos e palavras, atos e omissões. Por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço a Virgem Maria, aos anjos e santos, e a vós irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus Nosso Senhor. Deus Todo-Poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza a vida eterna. Amém. 🙏 Oração pela própria Familia Oh, meu bom Deus, olhai compassivo para minha família, e dai-nos conversão e santidade para que estejamos todos nós um dia na glória do Vosso Reino, pelos merecimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo e pelas dores de Maria Santíssima. Amém. (Pai Nosso, Ave Maria e Glória.) 👼 À Vossa Proteção À vossa proteção recorremos, santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades; mas livrai-nos sempre de todos os perigos, oh Virgem gloriosa e bendita. 🕯️ Oração a Jesus vivendo em Maria D. Oh Jesus que viveis em Maria, T. Vinde e vivei em Vossos servos. D. No espírito de Vossa Santidade, T. Na plenitude de Vossa força. D. Na perfeição de Vossas vias, T. Na verdade de Vossas virtudes. D. Na comunhão de Vossos mistérios, T. Dominai sobre toda a potestade inimiga, em vosso espírito, para a glória do Pai. Amém. ☀️ Oração ao Sagrado Coração de Jesus Pai Eterno, eu vos ofereço o Sagrado Coração de Jesus, com todo o seu amor, méritos e sofrimentos… para reparar os meus pecados cometidos hoje e durante toda minha vida. (Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém!) Pai Eterno… para purificar o bem que eu fiz sem reta intenção hoje e durante toda minha vida. (Glória) Pai Eterno… para suprir o bem que eu deveria ter feito e por negligência deixei de fazer hoje e durante toda minha vida. (Glória) 👑 Coroinha da Santíssima Virgem Aqueles que desejarem, podem continuar a oração da Coroínha da Santíssima Virgem clicando aqui. Aos que preferirem rezar a Coroinha de Nossa Senhora em outro momento basta continuar as orações abaixo. 👇 🔔 Lembrai-vos Lembrai-vos, ó Piíssima Virgem Maria, de que nunca se ouviu dizer, que algum daqueles que tenha recorrido à vossa clemência, implorado a vossa assistência, reclamado o vosso socorro, fosse por vós abandonado. Animado eu, pois, com igual confiança, a vós, Virgem das Virgens, como Mãe recorro, de vós me valho e gemendo sob o peso de meus pecados, me prosto a vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó mãe do Verbo de Deus humanado, mas dignai-vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que vos rogo. Amém. ⚜️ Comunhão Espiritual Oh meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo-vos sobre todas as coisas e minha alma suspira por Vós. Mas como não posso receber-Vos agora, de maneira Sacramental, vinde ao menos espiritualmente ao meu coração (pausa). Abraço-me convosco, uno-me a Vós inteiramente. Não permitais que eu me separe de Vós. Oh Jesus, sumo bem e doce amor meu, vulnerai e inflamai o meu coração, a fim de que esteja abrasado em Vosso amor para sempre. Amém. 🌹 Ó Doce Senhora Minha Ó Doce Senhora minha, dai-nos a Vossa benção para não cairmos em tentação, pois toda feliz sorte está, Maria, em vossas mãos! Fazei Senhora que consigamos, vossos filhos, uma boa morte. A benção do Pai [†], o amor do Filho e a graça do Espírito Santo, estejam conosco agora e para sempre. Amém! Reze conosco, todos os dias “Quem reza se salva, quem não reza certamente se condena!” Santo Afonso Maria de Ligório Orações da Manhã Orações da Noite Santo Terço Terço da Misericórdia Orações para Santa Missa Angelus (6h|12h|18h) Coroinha da Santíssima Virgem Via Sacra Comunhão Espiritual Conheça o Devocionário Todas essas orações fazem parte do livro Devocionário. Este livro reúne as mais importante orações católicas, e são um auxílio para o dia-a-dia de quem deseja ter uma vida de oração. Nele há orações para manhã, tarde, e noite. Além do Santo Terço meditado por São Luís, novenas, ladainhas, orações à Nossa Senhora, exorcismos, hora santa, via sacra, cânticos católicos e muito mais. Grande parte das orações possui a tradução também para o Latim. 🛒 Clique aqui para adquirir | Conheça o livro Devocionário: #Oração
- Oração da Noite: orações católicas para rezar antes de dormir
✝ Sinal da Cruz. Pelo sinal da Santa Cruz,. Livrai-nos Deus , Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo Amém_ 💡 Breve Exame de Consciência Meu Deus, dai-me luz para conhecer os pecados que hoje cometi, as suas causas e os meios de os evitar. (Momento de exame particular em silêncio) Deveres para com Deus Lembrei-me de Deus durante o dia, oferecendo-lhe meus trabalhos, estudos e sofrimentos? Busquei conhecer a Deus, lendo a Bíblia e estudando o catecismo? Fiquei com vergonha de Deus ou da minha fé, em algum momento? Rezei com pausa e atenção? Em tudo busquei fazer a vontade de Deus? Agi como Jesus agiria? Deveres para com o próximo Tratei os outros com dureza ou desprezo? Tive a preocupação de ajudar as pessoas? Faltei com a caridade para com alguém? Perdi a paciência? Falei ou pensei mal de alguém? Rezei por todos, para que se salvem? Falei de Deus para alguém? Fiquei reclamando dos defeitos dos outros? Fiquei com raiva de alguém? Suportei com paciência os defeitos do próximo? Soube perdoar? Obedeci aos meus pais e superiores? Respeitei as pessoas mais velhas? Fiz algum ato de caridade para com meu próximo? Procurei tornar-lhe a vida mais agradável e feliz? Deveres para comigo Me esforcei para fazer a vontade de Deus? Fui preguiçoso? Cumpri todos os meus deveres e tarefas? Esforcei-me por vencer os meus defeitos? Pedi a Deus para aumentar em mim todas as virtures? Lutei pela minha própria santificação? Deixei-me levar por sentimentos de orgulho, vaidade, sensualidade? Esforcei-me por arrancar o meu defeito dominante? Pedi perdão de minhas faltar ou procurei escondê-las ou justificá-las? Confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós irmãos e irmãs que eu pequei muitas vezes, por pensamentos e palavras, atos e omissões. Por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço a Virgem Maria, aos anjos e santos, e a vós irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus Nosso Senhor. Deus Todo-Poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza a vida eterna. Amém. 🙏 Oração pela própria Familia Oh, meu bom Deus, olhai compassivo para minha família, e dai-nos conversão e santidade para que estejamos todos nós um dia na glória do Vosso Reino, pelos merecimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo e pelas dores de Maria Santíssima. Amém. (Pai Nosso, Ave Maria e Glória.) 👼 À Vossa Proteção À vossa proteção recorremos, santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades; mas livrai-nos sempre de todos os perigos, oh Virgem gloriosa e bendita. 🕯️ Oração a Jesus vivendo em Maria D. Oh Jesus que viveis em Maria, T. Vinde e vivei em Vossos servos. D. No espírito de Vossa Santidade, T. Na plenitude de Vossa força. D. Na perfeição de Vossas vias, T. Na verdade de Vossas virtudes. D. Na comunhão de Vossos mistérios, T. Dominai sobre toda a potestade inimiga, em vosso espírito, para a glória do Pai. Amém. ☀️ Oração ao Sagrado Coração de Jesus Pai Eterno, eu vos ofereço o Sagrado Coração de Jesus, com todo o seu amor, méritos e sofrimentos… para reparar os meus pecados cometidos hoje e durante toda minha vida. (Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém!) Pai Eterno… para purificar o bem que eu fiz sem reta intenção hoje e durante toda minha vida. (Glória) Pai Eterno… para suprir o bem que eu deveria ter feito e por negligência deixei de fazer hoje e durante toda minha vida. (Glória) 👑 Coroinha da Santíssima Virgem Aqueles que desejarem, podem continuar a oração da Coroínha da Santíssima Virgem clicando aqui. Aos que preferirem rezar a Coroinha de Nossa Senhora em outro momento basta continuar as orações abaixo. 👇 🔔 Lembrai-vos Lembrai-vos, ó Piíssima Virgem Maria, de que nunca se ouviu dizer, que algum daqueles que tenha recorrido à vossa clemência, implorado a vossa assistência, reclamado o vosso socorro, fosse por vós abandonado. Animado eu, pois, com igual confiança, a vós, Virgem das Virgens, como Mãe recorro, de vós me valho e gemendo sob o peso de meus pecados, me prosto a vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó mãe do Verbo de Deus humanado, mas dignai-vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que vos rogo. Amém. ⚜️ Comunhão Espiritual Oh meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo-vos sobre todas as coisas e minha alma suspira por Vós. Mas como não posso receber-Vos agora, de maneira Sacramental, vinde ao menos espiritualmente ao meu coração (pausa). Abraço-me convosco, uno-me a Vós inteiramente. Não permitais que eu me separe de Vós. Oh Jesus, sumo bem e doce amor meu, vulnerai e inflamai o meu coração, a fim de que esteja abrasado em Vosso amor para sempre. Amém. 🌹 Ó Doce Senhora Minha Ó Doce Senhora minha, dai-nos a Vossa benção para não cairmos em tentação, pois toda feliz sorte está, Maria, em vossas mãos! Fazei Senhora que consigamos, vossos filhos, uma boa morte. A benção do Pai [†], o amor do Filho e a graça do Espírito Santo, estejam conosco agora e para sempre. Amém! Reze conosco, todos os dias “Quem reza se salva, quem não reza certamente se condena!” Santo Afonso Maria de Ligório Orações da Manhã Orações da Noite Santo Terço Terço da Misericórdia Orações para Santa Missa Angelus (6h|12h|18h) Coroinha da Santíssima Virgem Via Sacra Comunhão Espiritual Conheça o Devocionário Todas essas orações fazem parte do livro Devocionário. Este livro reúne as mais importante orações católicas, e são um auxílio para o dia-a-dia de quem deseja ter uma vida de oração. Nele há orações para manhã, tarde, e noite. Além do Santo Terço meditado por São Luís, novenas, ladainhas, orações à Nossa Senhora, exorcismos, hora santa, via sacra, cânticos católicos e muito mais. Grande parte das orações possui a tradução também para o Latim. 🛒 Clique aqui para adquirir | Conheça o livro Devocionário: #Oração
- Oração da Manhã: orações católicas para rezar ao acordar
✝ Sinal da Cruz. Pelo sinal da Santa Cruz,. Livrai-nos Deus , Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo Amém_ 🕊 Invocação ao Espírito Santo Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o Fogo do Vosso amor, enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Oh Deus, que instruístes os corações dos Vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de Sua consolação, por Cristo Senhor Nosso. Amém. 🕯 Vinde Espírito Santo, vinde por meio da poderosa intercessão do Imaculado Coração de Maria, Vossa amadíssima esposa. ( 3 vezes) ☀️ Oferecimento do dia Ofereço-Vos, oh meu Deus, em união com o Santíssimo Coração de Jesus, por meio do Coração Imaculado de Maria, as orações, obras, sofrimentos e alegrias deste dia, em repa-ração de nossas ofensas e por todas as intenções pelas quais o mesmo Divino Coração está continuamente intercedendo e sacrificando-se em nossos altares. Ofereço-vos de modo particular, pelas intenções do Santo Padre, o Papa, e pelo aumento e a perseverança das vocações sacerdotais, religiosas e missionárias. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória) 👼 Oração do Anjo (Angelus) O Anjo do Senhor anunciou a Maria. E Ela concebeu do Espírito Santo. Ave Maria. Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a Vossa palavra. Ave Maria. E o Verbo se fez carne. E habitou entre nós. Ave Maria. Rogai por nós Santa Mãe de Deus. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Oremos: Infundi Senhor, como vos pedimos, a Vossa Graça em nossas almas, para que nós, que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Jesus Cristo, Vosso Filho, pela sua Paixão e morte na Cruz, sejamos conduzidos a Glória da Ressurreição. Pelo mesmo Cristo Senhor Nosso. Amém. (3 Glória ao Pai) 👑 Rainha do Céu (durante o Tempo Pascal ) V/. Rainha do Céu, alegrai-Vos, aleluia. R/. Porque quem merecestes trazer em vosso seio, aleluia . V/. Ressuscitou como disse, aleluia. R/. Rogai a Deus por nós, aleluia. V/. Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, aleluia. R/. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia . Oremos . Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei- -nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém 👑 Consagração a Nossa Senhora Oh, minha Senhora, Oh, minha Mãe! Eu me ofereço todo a Vós, e em prova da minha devoção para convosco eu Vos consagro neste dia, os meus olhos, os meus ouvidos, a minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser. E porque assim sou Vosso, oh, incomparável Mãe , guardei-me e defendei-me como coisa e propriedade Vossa. Assim seja 👼 Invocação ao Santo Anjo da guarda 🛡 Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador , se a Ti me confiou a Piedade Divina , sempre me rege , guarda, governa e ilumina. Amém 🙌 Oração pelas almas do Purgatório 🔥 Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno. E a luz perpétua as ilumine. Descansem em paz. Amém. 🕯️ Oração pelos agonizantes 💡 Oh clementíssimo Jesus, que amais as almas! Eu Vos suplico, pela agonia do Vosso Sacratíssimo Coração e pelas dores de Vossa Mãe Imaculada, que purifiqueis em Vosso Sangue os pecadores de todo o mundo que estão em agonia e hoje hão de morrer. Amém Coração agonizante de Jesus Compadecei-Vos dos moribundos. 🤲🏻 Oferecimento de si mesmo Recebei Senhor, minha liberdade inteira. Recebei minha memória, minha inteligência e toda a minha vontade. Tudo que tenho e possuo, de Vós me veio. Tudo Vos devolvo e entrego sem reservas, para que a vossa vontade tudo governe. Dai-me somente o vosso amor e a vossa graça, e nada mais vos peço, pois já serei bastante rico. Assim seja. 🙏 REZAR O SANTO TERÇO Aqueles que desejarem, podem continuar a oração do terço clicando aqui. Aos que forem rezar o terço em outro momento basta pular e continuar as orações abaixo: Oferecimento do Terço Uno-me a todos os santos que estão no Céu, a todos os justos que estão na terra, a todas as almas fiéis que estão neste lugar. Uno-me a vós, meu Jesus, para louvar dignamente vossa Santa Mãe, e louvar-vos nela e por ela. Renuncio a todas as distrações que me vierem durante este Rosário que quero recitar com modéstia, atenção e devoção como se fosse o. último de minha vida. Vos ofereço, Santíssima Trindade, este Credo para honrar todos os mistérios da nossa fé; este Pai Nosso e estas três Ave Marias, para honrar a unidade de vossa essência e a trindade de vossas pessoas. Peço-vos uma fé viva, uma esperança firme e uma caridade ardente. Amém. ⚜️ Comunhão Espiritual Oh meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo-vos sobre todas as coisas e minha alma suspira por Vós. Mas como não posso receber-Vos agora, de maneira Sacramental, vinde ao menos espiritualmente ao meu coração (pausa). Abraço-me convosco, uno-me a Vós inteiramente. Não permitais que eu me separe de Vós. Oh Jesus, sumo bem e doce amor meu, vulnerai e inflamai o meu coração, a fim de que esteja abrasado em Vosso amor para sempre. Amém. 🌹 Ó Doce Senhora Minha Ó Doce Senhora minha, dai-nos a Vossa benção para não cairmos em tentação, pois toda feliz sorte está, Maria, em vossas mãos! Fazei Senhora que consigamos, vossos filhos, uma boa morte. A benção do Pai [†], o amor do Filho e a graça do Espírito Santo, estejam conosco agora e para sempre. Amém! Reze conosco, todos os dias “Quem reza se salva, quem não reza certamente se condena!” Santo Afonso Maria de Ligório Orações da Manhã Orações da Noite Santo Terço Terço da Misericórdia Orações para Santa Missa Angelus (6h|12h|18h) Coroinha da Santíssima Virgem Via Sacra Comunhão Espiritual Conheça o Devocionário 📚 Todas essas orações fazem parte do livro Devocionário. Este livro reúne as mais importante orações católicas, e são um auxílio para o dia-a-dia de quem deseja ter uma vida de oração. Nele há orações para manhã, tarde, e noite. Além do Santo Terço meditado por São Luís, novenas, ladainhas, orações à Nossa Senhora, exorcismos, hora santa, via sacra, cânticos católicos e muito mais. Grande parte das orações possui a tradução também para o Latim. 🛒 Clique aqui para adquirir | Assista o vídeo e conheça mais sobre o livro Devocionário: #Oração
- Oração da Manhã: orações católicas para rezar ao acordar
✝ Sinal da Cruz. Pelo sinal da Santa Cruz,. Livrai-nos Deus , Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo Amém_ 🕊 Invocação ao Espírito Santo Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o Fogo do Vosso amor, enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Oh Deus, que instruístes os corações dos Vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de Sua consolação, por Cristo Senhor Nosso. Amém. 🕯 Vinde Espírito Santo, vinde por meio da poderosa intercessão do Imaculado Coração de Maria, Vossa amadíssima esposa. ( 3 vezes) ☀️ Oferecimento do dia Ofereço-Vos, oh meu Deus, em união com o Santíssimo Coração de Jesus, por meio do Coração Imaculado de Maria, as orações, obras, sofrimentos e alegrias deste dia, em repa-ração de nossas ofensas e por todas as intenções pelas quais o mesmo Divino Coração está continuamente intercedendo e sacrificando-se em nossos altares. Ofereço-vos de modo particular, pelas intenções do Santo Padre, o Papa, e pelo aumento e a perseverança das vocações sacerdotais, religiosas e missionárias. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória) 👼 Oração do Anjo (Angelus) O Anjo do Senhor anunciou a Maria. E Ela concebeu do Espírito Santo. Ave Maria. Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a Vossa palavra. Ave Maria. E o Verbo se fez carne. E habitou entre nós. Ave Maria. Rogai por nós Santa Mãe de Deus. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Oremos: Infundi Senhor, como vos pedimos, a Vossa Graça em nossas almas, para que nós, que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Jesus Cristo, Vosso Filho, pela sua Paixão e morte na Cruz, sejamos conduzidos a Glória da Ressurreição. Pelo mesmo Cristo Senhor Nosso. Amém. (3 Glória ao Pai) 👑 Rainha do Céu (durante o Tempo Pascal ) V/. Rainha do Céu, alegrai-Vos, aleluia. R/. Porque quem merecestes trazer em vosso seio, aleluia . V/. Ressuscitou como disse, aleluia. R/. Rogai a Deus por nós, aleluia. V/. Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, aleluia. R/. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia . Oremos . Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei- -nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém 👑 Consagração a Nossa Senhora Oh, minha Senhora, Oh, minha Mãe! Eu me ofereço todo a Vós, e em prova da minha devoção para convosco eu Vos consagro neste dia, os meus olhos, os meus ouvidos, a minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser. E porque assim sou Vosso, oh, incomparável Mãe , guardei-me e defendei-me como coisa e propriedade Vossa. Assim seja 👼 Invocação ao Santo Anjo da guarda 🛡 Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador , se a Ti me confiou a Piedade Divina , sempre me rege , guarda, governa e ilumina. Amém 🙌 Oração pelas almas do Purgatório 🔥 Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno. E a luz perpétua as ilumine. Descansem em paz. Amém. 🕯️ Oração pelos agonizantes 💡 Oh clementíssimo Jesus, que amais as almas! Eu Vos suplico, pela agonia do Vosso Sacratíssimo Coração e pelas dores de Vossa Mãe Imaculada, que purifiqueis em Vosso Sangue os pecadores de todo o mundo que estão em agonia e hoje hão de morrer. Amém Coração agonizante de Jesus Compadecei-Vos dos moribundos. 🤲🏻 Oferecimento de si mesmo Recebei Senhor, minha liberdade inteira. Recebei minha memória, minha inteligência e toda a minha vontade. Tudo que tenho e possuo, de Vós me veio. Tudo Vos devolvo e entrego sem reservas, para que a vossa vontade tudo governe. Dai-me somente o vosso amor e a vossa graça, e nada mais vos peço, pois já serei bastante rico. Assim seja. 🙏 REZAR O SANTO TERÇO Aqueles que desejarem, podem continuar a oração do terço clicando aqui. Aos que forem rezar o terço em outro momento basta pular e continuar as orações abaixo: Oferecimento do Terço Uno-me a todos os santos que estão no Céu, a todos os justos que estão na terra, a todas as almas fiéis que estão neste lugar. Uno-me a vós, meu Jesus, para louvar dignamente vossa Santa Mãe, e louvar-vos nela e por ela. Renuncio a todas as distrações que me vierem durante este Rosário que quero recitar com modéstia, atenção e devoção como se fosse o. último de minha vida. Vos ofereço, Santíssima Trindade, este Credo para honrar todos os mistérios da nossa fé; este Pai Nosso e estas três Ave Marias, para honrar a unidade de vossa essência e a trindade de vossas pessoas. Peço-vos uma fé viva, uma esperança firme e uma caridade ardente. Amém. ⚜️ Comunhão Espiritual Oh meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo-vos sobre todas as coisas e minha alma suspira por Vós. Mas como não posso receber-Vos agora, de maneira Sacramental, vinde ao menos espiritualmente ao meu coração (pausa). Abraço-me convosco, uno-me a Vós inteiramente. Não permitais que eu me separe de Vós. Oh Jesus, sumo bem e doce amor meu, vulnerai e inflamai o meu coração, a fim de que esteja abrasado em Vosso amor para sempre. Amém. 🌹 Ó Doce Senhora Minha Ó Doce Senhora minha, dai-nos a Vossa benção para não cairmos em tentação, pois toda feliz sorte está, Maria, em vossas mãos! Fazei Senhora que consigamos, vossos filhos, uma boa morte. A benção do Pai [†], o amor do Filho e a graça do Espírito Santo, estejam conosco agora e para sempre. Amém! Reze conosco, todos os dias “Quem reza se salva, quem não reza certamente se condena!” Santo Afonso Maria de Ligório Orações da Manhã Orações da Noite Santo Terço Terço da Misericórdia Orações para Santa Missa Angelus (6h|12h|18h) Coroinha da Santíssima Virgem Via Sacra Comunhão Espiritual Conheça o Devocionário 📚 Todas essas orações fazem parte do livro Devocionário. Este livro reúne as mais importante orações católicas, e são um auxílio para o dia-a-dia de quem deseja ter uma vida de oração. Nele há orações para manhã, tarde, e noite. Além do Santo Terço meditado por São Luís, novenas, ladainhas, orações à Nossa Senhora, exorcismos, hora santa, via sacra, cânticos católicos e muito mais. Grande parte das orações possui a tradução também para o Latim. 🛒 Clique aqui para adquirir | Assista o vídeo e conheça mais sobre o livro Devocionário: #Oração
- Padre é sequestrado por não querer a se filiar à Igreja do Partido Comunista Chinês
O padre católico foi sequestrado por membros da Estatal Chinesa para Assuntos Religiosos. Esta não é a primeira vez que ele é preso. Pelo menos 20 padres da diocese estão sob pressão para se inscreverem como membros da “Igreja independente” administrada pelo Partido Comunista. De acordo com o portal de notícias AsiaNews, o padre Liu Maochun, de 46 anos, da Diocese de Mindong (Fujian), foi apreendido pelo Escritório de Assuntos Religiosos há 17 dias por não querer integrar a Associação Patriótica Católica da China (Igreja Independente), que é submetida ao Partido Comunista Chinês (PCC). O sacerdote não é reconhecido pelo governo por ser membro da Igreja Católica “Clandestina”, que é fiel a Roma. No dia 15 de setembro, o Pe. Liu saía do hospital, onde tinha ido visitar doentes, quando, perto das 18h30, um grupo de pessoas enviadas pelo Escritório de Assuntos Religiosos o prenderam e o levaram para um local desconhecido. Ainda não se sabe onde ele está. Pe. Liu tem dois pais idosos, seu pai tem 86 anos e sua mãe, 70; ambos precisam do auxílio do sacerdote. Apesar dos esforços da família para encontrá-lo, as autoridades apenas informaram que ele está sob tutela do governo. De acordo com uma pesquisa, ao menos 20 padres já se recusaram a integrar a Igreja Independente, apesar da grande pressão e ameças sofridas pelo governo. Mesmo só tendo sido preso agora, o Pe. Liu já vinha sendo pressionado pelas autoridades para integrar a outra igreja. Tentativas semelhantes também foram feitas ao bispo de Mindong, Mons. Vincenzo Guo Xijin, considerado uma das “vítimas” do acordo sino-vaticano que foi assinado há dois anos e que expirará nos próximos dias. Após a excomunhão do bispo oficial Vincenzo Zhan Silu, a pedido do Papa Francisco, Mons. Guo concordou em ser nomeado bispo auxiliar, para que Mons. Zhan ocupasse a posição. Mas por não se filiar à Igreja Independente, Mons. Guo não foi reconhecido pelo governo. Para pressioná-lo, as autoridades tentaram expulsá-lo do cargo, mas devido à má repercussão internacional que isso poderia gerar, ele foi mantido. O governo então mandou cortar a água e a energia da casa do bispo. Texto: ChurchPop #China
- Padre é sequestrado por não querer a se filiar à Igreja do Partido Comunista Chinês
O padre católico foi sequestrado por membros da Estatal Chinesa para Assuntos Religiosos. Esta não é a primeira vez que ele é preso. Pelo menos 20 padres da diocese estão sob pressão para se inscreverem como membros da “Igreja independente” administrada pelo Partido Comunista. De acordo com o portal de notícias AsiaNews, o padre Liu Maochun, de 46 anos, da Diocese de Mindong (Fujian), foi apreendido pelo Escritório de Assuntos Religiosos há 17 dias por não querer integrar a Associação Patriótica Católica da China (Igreja Independente), que é submetida ao Partido Comunista Chinês (PCC). O sacerdote não é reconhecido pelo governo por ser membro da Igreja Católica “Clandestina”, que é fiel a Roma. No dia 15 de setembro, o Pe. Liu saía do hospital, onde tinha ido visitar doentes, quando, perto das 18h30, um grupo de pessoas enviadas pelo Escritório de Assuntos Religiosos o prenderam e o levaram para um local desconhecido. Ainda não se sabe onde ele está. Pe. Liu tem dois pais idosos, seu pai tem 86 anos e sua mãe, 70; ambos precisam do auxílio do sacerdote. Apesar dos esforços da família para encontrá-lo, as autoridades apenas informaram que ele está sob tutela do governo. De acordo com uma pesquisa, ao menos 20 padres já se recusaram a integrar a Igreja Independente, apesar da grande pressão e ameças sofridas pelo governo. Mesmo só tendo sido preso agora, o Pe. Liu já vinha sendo pressionado pelas autoridades para integrar a outra igreja. Tentativas semelhantes também foram feitas ao bispo de Mindong, Mons. Vincenzo Guo Xijin, considerado uma das “vítimas” do acordo sino-vaticano que foi assinado há dois anos e que expirará nos próximos dias. Após a excomunhão do bispo oficial Vincenzo Zhan Silu, a pedido do Papa Francisco, Mons. Guo concordou em ser nomeado bispo auxiliar, para que Mons. Zhan ocupasse a posição. Mas por não se filiar à Igreja Independente, Mons. Guo não foi reconhecido pelo governo. Para pressioná-lo, as autoridades tentaram expulsá-lo do cargo, mas devido à má repercussão internacional que isso poderia gerar, ele foi mantido. O governo então mandou cortar a água e a energia da casa do bispo. Texto: ChurchPop #China
- ENTRE O COVID E O PECADO – Padre Thibaut de Rincquesen
No domingo passado, o nosso pároco Antônio teve um sonho: os paroquianos faziam fila em frente aos confessionários para se libertarem dos seus pecados. Nesta semana, esse sonho se tornou realidade. Infelizmente, não foi diante dos confessionários que vimos as filas, mas sim à porta de laboratórios de análises clínicas. Não vieram à procura da doce absolvição que alegra, mas do teste de Covid que preocupa. Não fizeram introspecções na alma, mas deixaram entrar cotonetes dolorosos em seus narizes. Não buscavam a misericórdia reconfortante, mas o diagnóstico implacável. No entanto, esses testes têm um resultado incerto, enquanto a absolvição é sempre bem-sucedida. A pena para os culpados de contágio é, ela própria, terrível: catorze dias de prisão e, sobretudo, uma mensagem humilhante a todos os seus familiares, para lhes dizer que foram expostos a um terrível perigo pelo simples fato de lhes ter falado ou sorrido. Já a penitência para os pecadores arrependidos é uma penitência suave: um agradecimento que faz sentir quanto é grande o amor de Deus. Ah, se os cristãos estivessem tão preocupados com sua saúde espiritual quanto estão com o Covid! Seríamos mais felizes e mais livres se a santidade fosse uma questão de saúde pública. Somos todos pecadores: não é preciso um teste para descobrir. Mas a verdadeira doença é não ver o seu pecado e não se importar com ele. Aceitaremos viver todos os dias com demônios morando em nossos corações, essas más companhias das quais temos todo o interesse em nos livrar? Se tivéssemos a mesma vigilância contra o pecado como temos com o Covid, usaríamos, em vez de máscara, uma medalha milagrosa em volta do pescoço e um rosário no bolso. Como gesto de distanciamento, faríamos o sinal da cruz e uma oração silenciosa sempre que, por olhares ou pensamentos impuros, corrêssemos o risco da contaminação pelo pecado. Em vez de confinamento sanitário, faríamos uma oração silenciosa, por alguns minutos, em lugar reservado. Sim, jornalistas e políticos têm razão: há muitas lições a aprender com esta crise sanitária. Queridos paroquianos, reaproximem-se de Deus com o mesmo empenho com que vocês têm mantido o vírus à distância. Rendam-se a Cristo, verdadeiro médico das almas: tornem realidade o sonho do Padre Antônio! Si les chrétiens s’inquiétaient autant de leur santé spirituelle que du Covid
- A HERESIA ANABATISTA
Este é um artigo que aborda um dos piores ramos do movimento Protestante. Esse grupo deu origem aos batistas, uma vertente do protestantismo altamente ignorante. Tal grupo tem ódio das imagens sacras além de pregar nas suas missões que o batismo é só para adultos. Vamos verificar um pouco sobre a raiz podre desse movimento bem como sobre sua influência sobre os pentencostais, outro ramo que tem uma doutrina herética e nociva ao bom convívio social. Dos anabatistas Dos anabatistas, que negavam o Batismo das crianças. 1. Seus chefes, rebelião e derrota. 42. Outra derrota sob Munzer, seu chefe; o qual, ao morrer, se converte. Nova rebelião sob João de Leiden, que se fez coroar rei, mas depois, condenado a uma morte cruel, morreu penitente. Erros dos anabatistas. Diversas seitas em que se dividiram. Receberam os anabatistas de Lutero suas primeiras sementes. A primeira máxima desses hereges, pela qual ganharam depois o nome de anabatistas, foi dizer que as crianças não devem ser batizadas na infância, porque, não tendo o uso da razão, não podem ter crença e salvação, pois, como diz o Evangelho, Qui crediderit, et baptizatus fuerit, salvus erit [Quem crer, e for batizado, será salvo] (Mc 16, 16). Por isso dizem que todos aqueles que haviam sido batizados na infância deviam rebatizar-se. Ora, essa máxima falsa ganhou voga a partir daquilo que dizia Lutero, a saber, que era melhor deixar as criancinhas sem Batismo a batizá-las quando não têm fé própria. Mas deviam todos esses incréus observar que no Evangelho citado se fala dos adultos, que são capazes de ter a fé atual; mas as criancinhas, que não são capazes dela, recebem a graça do sacramento pela fé da Igreja em que são batizados. Assim como as criancinhas são capazes de contrair o Pecado Original sem culpa atual, assim também é justo que sejam capazes de receber a graça de Jesus Cristo sem a fé atual: Quoniam, diz Santo Agostinho,” quod aegri sunt, alio peccante, praegravantur: sic cum hi sani sunt, alio pro confitente, salvantur (Pois, assim como estão doentes pelo pecado de outrem, assim também se salvam pela Confissão de outrem). Temos, ademais, que disse São Mateus (19, 14): Sinite parvulos …) ad me venire; talium st enim regnum caelorum (Deixai vir a mim as criancinhas […] delas é o reino do céu). Assim como, portanto, as criancinhas podem conquistar o reino do céu, assim também podem receber o Batismo, sem o qual não se entra no céu. Batizar as criancinhas é também tradição tomada dos Apóstolos, como escreveu Origenes:’? Ecclesia traditionem ab Apostolis suscepit, etiam parvulis dari baptismus [A Igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de dar também às criancinhas o Batismo]. E o mesmo escreveram Santo Irineu, Tertuliano, São Gregório Nazianzeno, Santo Ambrósio, São Cipriano e Santo Agostinho. Por isso, mais tarde, o Concilio de Trento (sessão sete, c. 3) condenou com anátema aqueles que diziam dever rebatizar-se os que tiverem sido batizados antes do uso da razão, com as seguintes palavras: Si quis dixerit parvulos, eo quod actum credendi non habent, suscepto baptismo inter fideles computandos non esse; ac propterea cum ad annos discretionis per venerint, esse rebaptizandos; aut praestare omittere eorum baptisma, quam eos non actu proprio credentes baptized in sola fide Ecclesia; anathema sit. [Se alguém disser que as criancinhas, por não terem o ato de crer, não devem ser contadas entre os fiéis depois de receberem o Batismo e, portanto, devem ser rebatizadas quando chegarem à idade de discrição, ou que mais vale omitir seu Batismo do que batizá-las apenas na fé da Igreja, sem crer por ato próprio, seja anátema). Aqui, o cânone condenou claramente o erro dos anabatistas e de Lutero. O chefe dos anabatistas foi Nicolau Stork, também chamado de Pelargo, o qual foi antes discípulo de Lutero, mas depois começou a pregar essa sua nova heresia no ano de 1522, dizendo que assim lhe fora revelado pelo céu. Por isso foi expulso de Wittenberg e foi pregar na Turíngia, onde somou outros erros ao primeiro, dizendo: todos os homens nascem livres; todos os bens são comuns e devem ser divididos igualmente e todos os bispos e magistrados ou príncipes que se opunham à sua igreja deviam ser extirpados do mundo.” A Stork uniu-se Thomas Munzer, o qual também havia sido seguidor de Lutero e sacerdote, e ostentava uma vida mortificada e também se gabava de êxtases e comunicações extraordinárias com Deus. Falava mal do Papa porque ensinava uma lei dura demais, e falava também de Lutero, por ensinar uma lei frouxa demais; assim, começou a desacreditar em toda a parte os costumes e a estima de Lutero, dizendo que era dado à comilança e às impudicícias, e por isso jamais se poderia ditar que Deus quisesse ver reformada a sua Igreja por meio de um homem tão vicioso. Lutero fez que fosse expulso também da Turíngia e, em especial de Munster, onde disseminava os mesmos erros de Stork, insinuando os camponeses que não se devia obedecer aos prelados, nem aos príncipes. Fez crescer muito o partido dos anabatistas e chegou a reunir trezentos mil pobres camponeses ignorantes,” incentivando-os a largar o arado e tomar armas, enganando-os ao dizer que Deus combateria em favor deles. Aqueles míseros e tolos camponeses no começo causaram grandes desordens, mas depois, quando foram atacados por soldados, embora fossem muitos, por terem poucos conhecimentos da arte militar, logo foram desbaratados. Boa parte foi morta; a que sobreviveu se dirigiu para a Lorena, com intenção de saqueá-la; mas o conde Claude de Guise, irmão do duque de Lorena, obteve três vitórias contra eles, passando vinte mil deles a fio de espada.” Escreve Sleidan” que os pobres lavradores, quando foram atacados pelos soldados. como se tivessem perdido o cérebro, sequer se defenderam ou tentavam fugir, mas cantavam certa melodia popular, com que imploravam a ajuda do Espírito Santo, de quem, confiantes nas promessas de Munzer, esperamos socorro do céu. No entanto, enquanto Munzer, com seus outros anabatistas mandava saquear a Turíngia, avançou contra eles o exército comandado pelo duque Jorge da Saxônia, o qual lhes ofereceu a paz se quisessem depor as armas. Mas Munzer, que se julgava perdido se os camponeses aceitassem a paz, tanto os encorajou à guerra que mataram o oficial que viera tratar da paz. Isso fez que os soldados crescessem sobre eles com grande fúria. No começo eles se defenderam com energia, animados pela esperança que lhes dera Munzer de receber ele nas suas mangas as balas dos canhões; por isso, alguns deles, iludidos, se postaram firmes à frente dos canhões inimigos: por fim, muitos começaram a fugir todos os demais foram feitos prisioneiros. Munzer também fugiu e foi incógnito recuperar-se numa casa em Frankenhausen, fingindo-ser doente; mas foi reconhecido e preso, e depois condenado a ser decapitado na cidade de Mulhausen, junto com Pfeiffer, religião apóstata da ordem dos premonstratenses. Essa guerra durou cinco meses e se estima que nela morreram 130 mil daqueles pobres camponeses. Pfeiffer morreu obstinado na sua heresia. De Munzer, alguns pretendem que permaneceu impávido diante da morte e até provocava os juízes e os principes, dizendo-lhes para lerem a Bíblia e ali aprenderem a palavra de Deus, e que foram essas as suas últimas palavras. Outros, porém, em maior número, dizem que Munzer, antes de morrer, se retratou de seus erros, se confessou a um sacerdote, tomou o viático e, depois de algumas preces devotas, ofereceu a cabeça ao carrasco; e isso é dado por Noël Alexandre como coisa certa. Mas nem mesmo com a morte de Munzer e com tanta carnificina se extinguiu essa seita maldita. No ano de 1534, nove anos depois do falecimento de Munzer, muitos de Westfalia se rebelaram contra o príncipe e se apoderaram da cidade de Munster, onde se fez seu chefe um tal de João de Leiden, filho de um alfaiate holandês. Ele mandou expulsar o bispo e todos os católicos que ali estavam e, enganando os seus com falsas revelações, chegou a fazer-se coroar rei, declarando que fora eleito para o trono por Deus e, por isso, se fazia chamar de Rex justitiae hujus mundi [Rei da justiça deste mundo). Aprovava a poligamia e tinha dezesseis mulheres; não cria de modo algum no sacramento da Eucaristia, pois, sentado à mesa, distribuía aos seus um pedacinho de pão, dizendo: Accipite et comedite, et mortem Domini annuntiabitis [Tomai e comei, e anunciareis a morte do Senhor]; e ao mesmo tempo a rainha, isto é, uma de suas mulheres, distribuia o vinho, dizendo: Bibite, et mortem Domini annuntiabitis [Bebei, e a morte do Senhor anunciareis). Escolheu, depois, vinte discípulos para enviá-los a Pregar os seus erros, como apóstolos de Deus, mas quase todos esses desgraçados foram, depois, presos com ele e, no ano de 1535, condenados à morte * Mas seja sempre louvado Deus, que em João de Leiden quis manifestar a sua misericórdia, pois João demonstrou um verdadeiro arrependimento e uma paciência admirável ao sofrer a morte acerba que lhe foi dada. Foi torturado três vezes por dois carrascos por duas horas inteiras, e ele suportou esse tormento sem sequer queixar-se; mais não fazia que dizer-se merecedor por seus pecados e implorar a divina piedade. Mas os seus sócios quiseram 99 morrer obstinados, sem confessar-se culpados.” Acrescenta Hermant que essa maldita seita não deixou de subsistir em várias províncias cristãs. Foram os seguintes os erros dos anabatistas: 1. Pueri non sunt bapti. zandi, sed tantum adulti rationis capaces. 2. Non potest a christian is admin. strari magistratus politicus. 3. Nunquam licet jurare christianis. 4. Illicitum est christianis bellum gerere. [1. Não se devem batizar as crianças, só os adultos capazes de razão. 2. O cristão não pode ser um magistrado civil, 3 Ao cristão jamais é permitido jurar. 4. A guerra é ilícita aos cristãos]. Depois disso, os anabatistas se dividiram em diversas seitas. Há quem conte catorze; outros, setenta. Uns se chamam munzerianos, por causa de Thomas Munzer; outros, huttitas, por Hans Hutt, que professavam a pobreza voluntária; outros, agostinianos, de Augustin Boehm, o qual dizia que o céu só se abrirá depois do dia do juízo; outros, buholdinos, de João Buhold, ou seja, de Leiden, acima citado, os quais tinham várias mulheres e queriam extirpar todos os ímpios, outros, melchioritas, de Melchior Hofmann, o qual dizia que Cristo tinha uma só natureza e não nascera de Maria, além de outros erros; menonitas, de Mennon, que tinham opiniões erradas sobre a Trindade; os davidianos, de um certo Jorge que se dizia o terceiro Davi e o verdadeiro Messias e filho bem-amado de Deus gerado pelo espírito e não pela carne, e que perdoava os pecados; morreu no ano de 1556, dizendo que em três anos deveria ressuscitar; essa profecia não se mostrou totalmente infundada, porque três anos depois o senado da Basiléia o mandou desenterrar e queimar com todos os seus escritos, os clancolares, que, perguntados se eram anabatistas, o negavam; freqüentavam as igrejas, mas as casas e os jardins, onde pregavam; os demoníacos, que diziam que no fim do mundo os demônios deviam salvar-se, erro igual ao de Orígenes; adamitas, que caminhavam nus, constituídos, como eles não queriam fazer crer, na inocência, como Adão; servetianos, de Michel Servet, que aos erros dos anabatistas acrescentou as blasfêmias contra a Trindade e contra Jesus Cristo; os condormientes, que dormiam todos juntos, homens e mulheres, professando uma nova caridade evangélica, ou seja, uma nova torpeza; os ejulantes, ou seja, os chorosos, que dizem não haver devoção mais grata a Deus que estar sempre chorando e lamentando-se. Sobre outros semelhantes a esses ímpios extravagantes se pode ler em Noël Alexandre e Van-Ranst Trecho retirado da obra de Santo Afonso de Ligório, História das Heresias e suas refutações #humanismo #IcelandSwedenDenmarkNorway #France #Batismo #Apologética #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #HistóriadasHeresias #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Bíblia #Igreja
- 5 MITOS SOBRE A SANTA INQUISIÇÃO Texto da phd em História Medieval, Dra. Marian Horvat
Para a sensibilidade do século XX, falar de “Santa” e “Inquisição” na mesma frase parece uma contradição. Nunca houve um assunto tão escrito – ou calado – como a Santa Inquisição. A mentalidade moderna tem uma dificuldade natural na compreensão de uma instituição como a Inquisição, porque o processo inquisitorial não foi baseado em doutrinas liberais, tais como a liberdade de pensamento que se tornou central na cultura ocidental no século 18. A mente moderna tem dificuldade em compreender a crença religiosa como algo objetivo, fora do âmbito do julgamento privado livre. A mente moderna não consegue ver a Igreja Católica como uma sociedade perfeita e soberana, onde a ortodoxia deve ser mantida a qualquer custo. A intolerância religiosa não é um produto exclusivo da Idade Média: em todos os lugares e sempre, no passado, homens incrédulos perturbavam o bem comum e a paz pública tanto quanto causavam dissensões religiosas e conflitos. Na Idade Média, tornou-se aceito que o tipo mais grave de crise foi o que ameaçava a unidade e a segurança da Igreja Latina, e não proceder contra os hereges com todos os meios à disposição da sociedade cristã, não só era tola, mas uma traição ao próprio Cristo. O conceito moderno do Estado secular, neutro em relação a todas as religiões, teria chocado a mente medieval. Os homens modernos experimentam dificuldade em compreender esta instituição, porque eles perderam de vista três fatos. Primeiro de tudo, eles deixaram de compreender a crença religiosa como algo objetivo, como um dom de Deus e, portanto, fora do âmbito do julgamento privado livre. Em segundo lugar, já não veem na Igreja uma sociedade perfeita e soberana, baseada substancialmente em uma pura e autêntica revelação, cujo primeiro e mais importante dever deve ser de naturalmente manter imaculado este original depósito da fé. Que a ortodoxia deveria ser mantida a qualquer custo parecia evidente para a mente medieval. A heresia, uma vez que afetava a alma, era um crime mais perigoso do que o assassinato, uma vez que a vida eterna da alma valia muito mais do que a vida mortal da carne. Finalmente, o homem moderno perdeu de vista uma sociedade em que a Igreja e o Estado constituem uma forma de governo coeso. A autoridade espiritual estava inseparavelmente entrelaçada com a secular da mesma forma que a alma se une com o corpo. Dividir os dois em compartimentos separados teria sido impensável. O Estado não pode ser indiferente sobre o bem-estar espiritual em seus assuntos sem ser culpado de traição ao seu primeiro Soberano, Nosso Senhor Jesus Cristo. Antes da revolução religiosa do século 16, esses pontos de vista eram comuns a todos os cristãos. Como observa William Thomas Walsh em Caracteres da Inquisição, a supressão positiva da heresia pelas autoridades eclesiásticas e civis na sociedade cristã é tão antiga como o monoteísmo em si. (Em nome da religião, Moisés matou muito mais pessoas do que Torquemada condenou). No entanto, a Inquisição, por si só, como um tribunal eclesiástico distinto, é de origem muito mais tardia. Historicamente, operada como uma fase no crescimento da legislação eclesiástica que adaptou determinados elementos do procedimento legal romano. Em seu próprio tempo, ela certamente não teria sido entendida como ela é apresentada hoje. Pois, como Edward Peters aponta tão bem em seu marco estudo sobre a Inquisição, “Inquisition”, a lenda da inquisição foi uma “invenção” das disputas religiosas e conflitos políticos do século 16. Mais tarde foi adaptado para as causas de tolerância religiosa e da iluminação filosófica e política nos séculos 17 e 18. Este processo, que sempre foi anti-católico e, geralmente, anti-espanhol, tornou-se universalizado. Assim, eventualmente, a Inquisição tornou-se representante de todas as religiões repressivas que se opunham a liberdade de consciência, liberdade política e esclarecimento filosófico. MITO 1: “A Inquisição medieval foi um supressivo, abrangente, e todo-poderoso órgão centralizado de repressão mantido pela Igreja Católica.” Realidade: Exceto na ficção, a Inquisição como um único todo-poderoso, terrível tribunal “cujos agentes trabalharam em todos os lugares para frustrar a verdade religiosa, a liberdade intelectual e liberdade política, até que foi derrubada em algum momento do iluminado século 19” simplesmente não existiu. O mito da Inquisição tomou forma nas mãos dos “reformadores anti-hispânicos e religiosos no século 16”. Foi uma imagem montada a partir de um corpo de lendas e mitos, que tomou forma no contexto da intensa perseguição religiosa do século 16. A Espanha, o maior poder na Europa, que havia assumido o papel de defensor do catolicismo, foi objeto de propaganda que degradou “A Inquisição” como a mais perigosa e característica arma dos católicos contra o protestantismo. Mais tarde, os críticos de qualquer tipo de perseguição religiosa iriam adotar o termo. Na verdade, não havia uma Inquisição monolítica, mas três inquisições distintas. A Inquisição da Idade Média começou em 1184 no sul da França em resposta à heresia cátara, e dissolveu-se no final do século 14 quando o catarismo morreu. Estudos mais recentes mostram conclusivamente que não há provas claras de que as pessoas na Europa medieval concebiam a Inquisição como um órgão de governo centralizado. Os papas dos tempos não tinham a intenção de estabelecer um tribunal permanente. Por exemplo, só em 367 que o título inquisitor haereticae pravitatis apareceu quando o dominicano Alberico foi enviado para a Lombardia. O Papa Gregório IX não estabeleceu a Inquisição como um tribunal distinto e separado, mas nomeou juízes permanentes que executaram funções doutrinárias em nome do papa. Quando eles sentavam, havia a Inquisição. Uma das lendas mais prejudiciais espalhada ao longo dos séculos é a imagem de um tribunal onisciente, onipotente cujos dedos alcançaram todos os cantos da terra. O pequeno número de inquisidores e seu alcance limitado de longe desmentem a retórica exagerada. No final do século 13, havia dois inquisidores para a totalidade de Languedoc (um dos focos de heresia albigense), dois para a província e de quatro a seis para o resto da França. Quanto à acusação de que a Inquisição era um corpo onipresente em toda a cristandade, a Inquisição nem sequer existia no norte da Europa, Europa Oriental, Escandinávia, ou na Inglaterra, País de Gales, Irlanda e Escócia. A grande maioria dos casos, no século 13, foi dirigida contra os hereges albigenses no sul da França. Não estava ainda estabelecida em Veneza até 1289 e os arquivos daquela cidade mostram que a pena de morte foi infligida pelo poder secular em apenas seis ocasiões no todo. “El Santo Oficio de la Santa Inquisição”, mais conhecido como a Inquisição espanhola, começou em 1478 como uma instituição do Estado designado para descobrir a heresia e desvios da verdadeira Fé. Mas Fernando e Isabel também o instituiu para proteger os conversos ou cristãos-novos, que se tornaram vítimas de indignação popular, preconceitos, medos e inveja. É importante notar que a Inquisição tinha autoridade sobre somente cristãos batizados, e que os não batizados eram completamente livres das suas medidas disciplinares a menos que violassem a lei natural. Por fim, o Santo Ofício em Roma, foi iniciado em 1542, o menos ativo e mais benigno dos três. Um estudo recente realizado por John Tedeschi, The Prosecution of Heresy, trata da Inquisição Romana e os procedimentos que se seguiram após a sua constituição em meados do século 16 na sua luta para preservar a fé e para erradicar a heresia. O valor do estudo de Tedeschi é que ele subverte os pressupostos de longa data sobre a corrupção, coação desumana, e a injustiça da Inquisição romana da Renascença, pressupostos que Tedeschi admitiu que abrigou quando começou sua extensa obra nos documentos. O que ele “gradualmente” começou a encontrar foi que a Inquisição não era um “tribunal rígido, uma câmara de horrores, ou um labirinto judicial do qual a fuga era impossível”. Tedeschi aponta que o processo inquisitorial incluía a prestação de um advogado de defesa. Além disso, ao acusado era dado o direito a um advogado e até mesmo receber uma cópia autenticada de todo o julgamento (com os nomes das testemunhas de acusação excluídos) para que ele pudesse dar uma resposta. Em contraste, nos tribunais seculares da época, o advogado de defesa ainda era colocado apenas um papel cerimonial, e ao criminoso era negado o direito a um advogado (até 1836), e as provas contra o acusado só eram lidas no tribunal, onde ele teria que fazer a defesa no local. Tedeschi concluiu que a Inquisição romana distribuiu justiça legal em termos da jurisprudência do início da Europa moderna e vai ainda mais longe ao dizer: “ talvez não seja exagero afirmar, de fato, que, em vários aspectos, o Santo Ofício foi um pioneiro na reforma do sistema judicial.” MITO 2: “A Inquisição nasceu da intolerância, crueldade e intolerância do mundo medieval, dominado pela Igreja Católica.” Realidade: A Inquisição encontrou o seu início em um ambiente calmo, medido e tentava criar um instrumento jurídico de conformidade que eliminaria o capricho, raiva e intolerância dos revolucionários. Além disso, os inquisidores medievais estavam combatendo um perigo social e não apenas teológico. No final do século 12, a Inquisição foi criada no sul da França em resposta à heresia albigense, que encontrou uma força especial nas cidades da Lombardia e Languedoc. É importante salientar os perigos sociais apresentados a toda a sociedade por este grupo, que não era apenas um protótipo do fundamentalismo protestante moderno, que é a visão popular dos nossos dias. O termo Albigense deriva da cidade de Albi, no sul da França, um centro de atividade dos cátaros. Os cátaros (o nome refere-se à designação dos seus adeptos como cátaros, palavra grega para os “puros”) consideravam que duas divindades, uma material e má, e outra imaterial e boa, lutavam pelas almas dos homens. Toda a criação material era má e era dever do homem escapar dela e rejeitar aqueles que a reconheciam como boa. O Deus do Antigo Testamento, que criou o mundo, era mau, era repudiado. Foi o Novo Testamento, tal como interpretado pelos cátaros, que atuou como guia para o homem para libertar sua alma espiritual da matéria má, o corpo. Uma autoridade do século 13, Rainier Sacconi, resumiu a crença dos cátaros assim: “As crenças gerais de todos os cátaros eram as seguintes: D. Sancho I e os Cátaros occitanos – Por Vitor Manuel Adrião Quinta-feira, Sep 1 2016 O diabo fez este mundo e tudo nele. Além disso, todos os sacramentos da Igreja, a saber, o batismo de água real e os outros sacramentos, são inúteis para a salvação e eles não são os verdadeiros sacramentos de Cristo e Sua igreja, mas são enganosos e diabólicos e pertencem à Igreja dos maus… Também uma crença comum a todos os cátaros é que o matrimônio carnal sempre foi um pecado mortal e que na vida futura alguém não sofrerá uma penalidade maior por adultério ou incesto do que pelo casamento legítimo, nem mesmo entre eles alguém seria mais severamente punido do que este assunto. Além disso, os cátaros negam a futura ressurreição do corpo. Eles acreditam também que comer carne, ovos ou queijo, mesmo em uma necessidade premente, é um pecado mortal; isso pela razão de que eles são gerados pelo coito. Também fazer juramento não é em nenhum caso admissível, este consequentemente, é um pecado mortal. Também que as autoridades seculares cometem o pecado mortal em punir malfeitores hereges. Também que ninguém pode alcançar a salvação, exceto em sua seita.” Os cátaros, assim, asseguravam que a missa era idolatria, a Eucaristia era uma fraude, o casamento mal, e a Redenção ridícula. Antes da morte, os adeptos recebiam o consolamentum, o único sacramento permitido e isso permitia a alma ser livre de matéria e voltar para Deus. Por esta razão, o suicídio por estrangulamento ou por inanição não só foi permitido, mas poderia até ser louvável. Ao pregar que o casamento era mal, que todos os juramentos eram proibidos, que o suicídio religioso era bom, que o homem não tinha vontade livre e, portanto, não poderia ser responsabilizado por suas ações, que a autoridade civil não tinha o direito de punir os criminosos ou defender o país na força, bateram na própria raiz da sociedade medieval. Por exemplo, a simples recusa de tomar juramentos teria minado todo o tecido das estruturas legais feudais, em que a palavra falada carregava igual ou maior peso do que a escrita. Até mesmo Charles Henry Lea, um historiador protestante amador da Inquisição que fez forte oposição a Igreja Católica, teve que admitir: “Essa era a crença cuja rápida difusão na Europa encheu a Igreja de um terror plenamente justificado. Por mais horror que nos possam inspirar os meios empregados para combatê-la, por mais piedade que devamos sentir por aqueles que morreram vítimas de suas convicções, reconhecemos sem hesitar que, nas circunstâncias, a causa da ortodoxia era a da civilização e do progresso. Se o catarismo se houvesse tornado dominante, ou pelo menos igual ao catolicismo, não há dúvida de que sua influência teria sido desastrosa” Em resposta à gravidade e brutalidade frequentes com o qual o norte Francês travou contra a Cruzada albigense, em que muitos hereges foram mortos sem julgamento formal ou audiência, o Papa Inocêncio III instituiu um processo de investigação para expor as seitas secretas. Outro problema enfrentado pelo papado foi a vontade por parte dos leigos de tomarem as medidas mais severas contra a heresia sem muita preocupação com a conversão e salvação dos hereges. O Papa Gregório IX é considerado o verdadeiro pai da instituição medieval, amigo tanto de São Francisco quanto de São Domingos. Ele chamaria as ordens mendicantes recém-descobertas para assumir a tarefa perigosa, árdua e indesejada de inquisidores. O que Papa Gregório IX instituiu era um tribunal extraordinário para investigar e julgar pessoas acusadas de heresia. O crescimento sem precedentes dos albigenses no sul da França certamente influenciou em sua decisão. No norte da França, também, a Igreja estava enfrentando a violência da multidão esporádica, que muitas vezes caia sobre os inocentes. A prática de colocar os hereges à morte por queima na fogueira estava assumindo a força de um costume estabelecido. O Papa também estava preocupado com os relatos vindos da Alemanha sobre uma seita conhecida como os Luciferianos, uma sociedade secreta com rituais fixos que profanavam a Hostia sagrada. No plano secular, o Papa estava enfrentando um poder formidável, o imperador Frederico II, o supostamente “moderno” e ‘liberal” Hohenstaufen, um governante totalmente indiferente ao bem-estar espiritual da Igreja e continuamente em desacordo com o Papado. O governante cristão só de nome, Frederico II foi fortemente influenciado pelos astrólogos e costumes muçulmanos (ele mantinha um harém); ele arruinou duas cruzadas, e foi excomungado duas vezes. Já em março de 1224, ele ordenou que qualquer herege condenado em Lombardia deveria ser queimado vivo (a pena romana antiga por alta traição) ou como uma penalidade menor, as suas línguas arrancadas. O Papa Gregório, estava com receio de que Frederico estava mandando homens as chamas que não eram hereges, mas apenas os seus próprios inimigos pessoais, e procurou encontrar uma maneira mais comedida para lidar com o problema. Em 1233 o Papa Gregório IX respondeu com sua própria solução: substituir a lei de Lynch por um processo legal regular, dirigido pelos dominicanos e franciscanos mendicantes. Eles seriam examinadores e juízes especialmente treinados para a detecção e conversão de hereges, protegidos da avareza e corrupção pelo voto de pobreza, e devotados à justiça. O primeiro ponto, portanto, a ser observado em conexão com a Inquisição mendicante é que ela surgiu em resposta a uma necessidade definida. Em matéria de heresia, introduziu a lei, sistema, e até mesmo a justiça onde havia um espaço ilimitado para a satisfação do ciúme político, animosidade pessoal, e o ódio popular. Quando encontramos um historiador descrevendo a introdução da Inquisição como um “passo em frente na teoria jurídica”, devemos entendê-lo nesse sentido. “Inquisitio” significa investigação, e esta foi a preocupação do Papa: uma investigação real, um processo judicial, em vez de linchamento de imediato, em vez de atos motivados por emoções irracionais e vingança privada. O segundo ponto é que as ordens mendicantes foram encarregadas da tarefa de preservar a integridade da Fé, bem como a segurança da sociedade. A incapacidade de conter a onda dessa heresia teria permitido um colapso na cristandade ocidental. Um dos tribunais mais bem-sucedidos em toda a história, conseguiu extirpar o veneno antissocial dos albigenses e, assim, preservou a unidade moral da Europa por mais de trezentos anos. MITO 3: “Os procedimentos hediondos da Inquisição foram injustos, cruéis, desumanos e bárbaros. A Inquisição queimava suas vítimas sobre o fogo, emparedava-as em paredes a definhar por toda a eternidade, quebravam suas articulações com martelos, e esfolavam-nas sobre rodas.” Realidade: Apesar das ficções góticas convincentes, a evidência nos leva a uma conclusão totalmente diferente. Os procedimentos da Inquisição são bem conhecidos através de toda uma série de bulas papais e outros documentos oficiais, mas, principalmente, por meio de tais formulários e manuais como foram preparados por São Raimundo Penaforte (1180-1275 d.C), o grande canonista espanhol, e Bernard Gui ( 1261-1331), um dos inquisidores mais célebres do início do século 14. Os inquisidores eram certamente interrogadores, mas eles eram especialistas teológicos que seguiram as regras e instruções meticulosamente e foram demitidos e punidos quando eles mostraram muito pouca consideração pela justiça. Quando, por exemplo, em 1223, Robert de Bourger anunciou alegremente seu objetivo de queimar os hereges, e não convertê-los, ele foi imediatamente suspenso e preso por toda a vida por Gregório IX. Os procedimentos inquisitoriais foram surpreendentemente justos e até mesmo brandos. Em contraste com outros tribunais seculares em toda a Europa no momento, eles aparecem como quase iluminados. O processo começava com uma convocação dos fiéis à igreja onde o inquisidor pregava um sermão solene, o Edit de Foi. Todos os hereges eram instados a se apresentar e confessar os seus erros. Este período foi conhecido como o “tempo de graça”, que geralmente durava entre 15-30 dias, durante os quais todos os transgressores não tinham nada a temer, já que a eles era prometida a readmissão à comunhão dos fiéis com uma penitência adequada após a confissão de culpa. Bernard Gui afirmou que este tempo de graça era uma instituição mais saudável e valiosa e que muitas pessoas foram reconciliados assim. Pois o principal objetivo do processo era colocar o herege de volta à graça de Deus; apenas por teimosia persistente que ele iria ser cortado da Igreja e abandonado à mercê do Estado. A Inquisição foi antes de tudo um escritório penitencial e proselitista, e não um tribunal penal. Ao menos que isto seja claramente reconhecido, a Inquisição aparece como uma monstruosidade ininteligível e sem sentido. Em teoria, era um pecador, e não um criminoso, que estava diante do Inquisidor. Se a ovelha perdida voltou para o redio, o Inquisidor era bem sucedido. Se não, o herege morreu em rebelião aberta contra Deus e, na medida em que o inquisidor estava em causa, a sua missão era um completo fracasso. Durante este tempo de graça, os fiéis eram ordenados a fornecer informações completas ao inquisidor sobre quaisquer hereges conhecidos por eles. Se ele pensava que havia motivos suficientes para proceder contra uma pessoa, um mandado era expedido para ele e ordenava a sua comparência perante um inquisidor em uma data especificada, sempre acompanhado por uma declaração escrita cheia de provas detidas pelo Inquisidor contra ele. Finalmente, poderia ser emitida uma ordem formal de prisão. Se o acusado não comparecesse, o que raramente ocorria, ele se tornaria um excomungado e um homem proscrito, isto é, ele não poderia ser protegido ou alimentado por qualquer pessoa sob pena de excomunhão. Embora os nomes das testemunhas contra os acusados eram suprimidas, ao acusado era dado a oportunidade de se proteger de acusações falsas, dando ao inquisidor uma lista detalhada dos nomes dos inimigos pessoais. Com isso, ele teria conclusivamente invalidado determinado testemunho contra ele. Ele também tinha o poder de apelar para uma autoridade superior, até mesmo o papado se necessário fosse. A vantagem final do acusado era que as testemunhas falsas eram punidas, sem misericórdia. Por exemplo, Bernard Gui descreve um pai que falsamente acusou seu filho de heresia. A inocência do filho rapidamente veio à luz, e o pai foi preso e condenado a prisão perpétua. Em 1264 Urbano IV acrescentou ainda que o inquisidor deve apresentar as provas contra o acusado a um corpo de periti [peritos] ou boni viri [bons homens] e aguardar o seu julgamento antes de prosseguir para a sentença. Agindo mais ou menos na capacidade de jurados, este grupo poderia ser de 30, 50, ou mesmo 80. Isto serviu para diminuir a enorme responsabilidade pessoal do inquiridor. Novamente, é importante enfatizar que este era um tribunal eclesiástico, que não declarou nem exerceu qualquer jurisdição sobre pessoas de fora da família da fé, isto é, o infiel professo ou o judeu. Somente aqueles que tinham sido convertidos ao cristianismo e tinha posteriormente revertido à sua antiga religião estavam sob a jurisdição da Inquisição medieval. A tortura foi autorizada pela primeira vez por Inocêncio IV na bula Ad Extirpanda de 15 de Maio, 1252, com limites que não poderiam causar a perda de um membro ou pôr em perigo a vida, só podia ser aplicada uma vez, e apenas se o acusado já parecesse praticamente condenado de heresia por provas múltiplas e determinadas. Certos estudos objetivos realizados por estudiosos recentes têm argumentado que a tortura era praticamente desconhecida no processo inquisitorial medieval. O registro de Bernard Gui, o inquisidor de Toulouse por seis anos, que examinou mais de 600 hereges, mostra apenas uma instância em que foi usada tortura. Além disso, nas 930 sentenças registradas entre 1307 e 1323 (e vale a pena notar que registros meticulosos foram mantidos por notários pagos escolhidos entre tribunais civis), a maioria dos acusados foi condenada à prisão, ou ao uso de cruzes, e penitências. Apenas 42 foram abandonados ao braço secular e queimados. Lendas sobre a brutalidade da Inquisição no que diz respeito ao número de pessoas condenadas à prisão e daquelas abandonada ao poder secular para serem queimadas na fogueira têm sido exageradas através dos anos. Trabalhando com cuidado a partir de registos existentes e documentos disponíveis, o professor Yves Dossat estimou que na diocese de Toulouse 5.000 pessoas foram investigadas durante os anos de 1245-1246. Destes, 945 foram julgados culpados de heresia ou envolvimento herético. Embora 105 pessoas foram condenadas à prisão, 840 receberam penitências menores. Após análise cuidadosa de todos os dados disponíveis, Dossat concluiu que em meados do século 13, apenas um em cada cem hereges condenados pela Inquisição eram abandonados ao poder secular para execução, e apenas 10-12 por cento, receberam sentenças de prisão. Além disso, os inquisidores muitas vezes reduziam as sentenças a penitências menores. O grande número de queimados detalhados em várias histórias são geralmente não autênticos, ou são uma invenção deliberada de propagandistas anticatólicas de séculos posteriores. A partir da evidência crescente, parece seguro afirmar que a integridade geral do Santo Ofício foi mantida em um nível extraordinariamente elevado, muito maior do que a dos tribunais seculares contemporâneas ou posteriores. MITO 4: “A Inquisição espanhola excedeu todas as barbáries, aterrorizando toda a sociedade com suas práticas tirânicas e cruéis.” Realidade: Em 6 de novembro de 1994, a BBC de Londres exibiu um testemunho incrível contra a falsidade dessas reivindicações em um documentário intitulado “O Mito da Inquisição espanhola”. Nele, os historiadores admitiram que “esta imagem é falsa. É uma distorção disseminada há 400 anos e aceita desde então. Cada caso que veio antes da Inquisição espanhola em sua história de 300 anos tinha seu próprio arquivo”. Agora, esses arquivos estão sendo reunidos e estudados adequadamente pela primeira vez. O prof. Henry Kamen, um especialista no campo, admitiu candidamente que os arquivos são detalhados, exaustivos, e trazem à luz uma versão muito diferente da Inquisição espanhola. Antipatias protestantes alimentaram esta campanha de propaganda contra a Igreja Católica e o poderoso líder da dinastia Habsburgo que comandava os exércitos mais poderosos na Europa, Carlos I da Espanha. Seus medos se intensificaram especialmente depois da batalha de Muhlberg, em 1547, onde os inimigos de Carlos eram virtualmente aniquilados. A sucessão de Felipe II ao trono espanhol e sua própria oposição dedicada ao Protestantismo espalhou tais temores. Como Philip escreveu a seu embaixador em Roma, em 1566: “Podeis assegurar a Sua Santidade que em vez de sofrer o menor dano à religião e ao serviço de Deus, eu preferiria perder todos os meus estados e uma centena de vidas se as tivesse. Pois eu não proponho nem desejo ser governante de hereges.” No entanto, enquanto os espanhóis muitas vezes triunfavam no campo de batalha, eles eram perdedores abjetos na guerra de propaganda. Eles não fizeram nenhuma defesa contra a lenda de crueldade e barbárie espanhola criada para que a Europa simpatizasse com a revolta protestante na Holanda. Difamar a Inquisição passou a ser a escolha mais natural de arma para alcançar este fim. Muitos folhetos e brochuras, numerosas e horrendas para enumerar aqui, têm sido escritos desde o século 16. Basta mencionar apenas alguns: A Apologia de William de Orange, escrito pelo francês huguenote Pierre Loiseleur de Villiers em 1581, consagrou toda a propaganda anti-Inquisição dos últimos quarenta anos em um documento político que “validava” a revolta holandesa. Em 1567, Renaldo González Montano publicou seuSanctae Inquisitionis Hispanicae Artes aliquot detectae ac palam traductae, que logo foi traduzido em todos os principais idiomas da Europa Ocidental e amplamente divulgado. Ele contribuiu decisivamente para o que se tornou conhecida como a“Lenda Negra”, que associada a Inquisição com os horrores da câmara de tortura. Estas contas foram ampliadas em cima por outros escritores protestantes, como o Rev. Ingram Cobain no século 19, que descreveu um de seus itens fictícios de tortura: a linda boneca em tamanho real que cortava a vítima com mil facas quando ele era forçado a abraçá-la. O mito foi criado e assumiu proporções que fazem fronteira com o ridículo na literatura, relatos de viajantes, narrativas maçônicas (veja a ilustração), sátiras (Voltaire, Zaupser), peças de teatro e óperas (Schiller, Verdi), histórias (Victor Hugo) e romances góticos de séculos mais tarde. No que diz respeito a tortura, Prof. Kamen disse recentemente: “Na verdade, a Inquisição usava tortura muito raramente. Em Valência, descobri que de 7.000 casos, apenas dois por cento sofreram alguma forma de tortura em tudo e, geralmente por não mais de 15 minutos… Eu não encontrei ninguém sofrendo tortura mais do que duas vezes”. O Prof. Jaime Contreras concordou: “Nós encontramos, ao comparar a Inquisição espanhola com outros tribunais, que a Inquisição espanhola utilizava a tortura muito menos. E se compararmos a Inquisição espanhola com tribunais de outros países, vemos que a Inquisição espanhola tem um registro praticamente limpo no que diz respeito à tortura.” Durante este mesmo período no resto da Europa, a crueldade física hedionda era comum. Na Inglaterra, transgressores eram executados por danificar arbustos em jardins públicos, caçar furtivamente veados, roubar lenços de uma mulher e tentativa de suicídio. Na França, os que roubaram ovelhas eram estripados. Durante o reinado de Henrique VIII, a punição reconhecida para um envenenador era para ser cozido vivo em um caldeirão. Até 1837, 437 pessoas foram executadas na Inglaterra em um ano por vários crimes, e até a passagem da Lei de Reforma, a morte era a pena reconhecida por falsificação, ladrões de cavalo, roubo, incêndio, roubo e interferência do serviço postal e sacrilégio. É claro que ao acusar a Inquisição espanhola sobre acusações específicas de crueldade física e brutalidade insensível, devemos proceder com alguma cautela. O mito do poder e do controle ilimitado exercido pela Inquisição espanhola também é infundado. Na Espanha do século 16, a Inquisição foi dividida em vinte tribunais, cada um cobrindo milhares de milhas quadradas. No entanto, cada tribunal não tinha mais do que dois ou três inquisidores e um punhado de funcionários administrativos. O Prof. Kamen observou: “… Estes inquisidores não tinham poder para controlar a sociedade na forma como os historiadores tem imaginado que tinham. Eles não tinham poder. Eles não tinham nenhuma função, eles não tinham as ferramentas para fazer o trabalho. Nós, reforçando essa imagem, demos-lhes as ferramentas que nunca existiram.” Na realidade, contato limitado da Inquisição com a população compõe parte da razão pela qual ela não atraiu a hostilidade dos espanhóis. Fora das grandes cidades, vilas viam um inquisidor uma vez a cada dez anos ou mesmo uma vez em um século. Uma razão para as pessoas apoiarem a Inquisição foi precisamente porque era raramente vista, e ainda menos frequentemente ouvida. Kamen também registra que, em cada período de História, há registros de crítica forte e amarga oposição. No entanto, baseado na exploração de documentos inquisitoriais pela primeira vez por Llorente, e depois por Henry Charles Lea, os estudiosos cometeram erro de estudar a Inquisição isoladamente de todas as outras dimensões da cultura e da sociedade espanhola, como se tivesse tido um papel central na religião, política, cultura e economia e como se nenhuma oposição ou crítica fosse permitida. A sátira de Menendez y Pelayo sobre aqueles que culpavam o tribunal por todos os males da Espanha ressalta este ponto de vista: “Por que não houve indústria na Espanha? Por causa da Inquisição. Por que nós espanhóis somos preguiçosos? Por causa da Inquisição. Por que há touradas na Espanha? Por causa da Inquisição. Por que os espanhóis tiram uma sesta? Por causa da Inquisição.” A Inquisição não pode ser responsabilizada pela “decadência da aprendizagem e da literatura espanhola”, afirma Peters em seu aclamado Inquisition estudo objetivo, apesar das afirmações do historiador protestante Charles Lea ou historiador católico Lord Acton. “Depois do trovão do Índice de 1559”, ele afirma: “que foi dirigido principalmente contra a piedade vernácula, nenhum ataque foi feito contra a literatura espanhola e nenhum em mais de cem escritores espanhóis entrou em conflito com a Inquisição. Na verdade, muito tempo depois das medidas de 1558-1559. A Espanha continuou a ter uma vida intelectual ativa baseada em uma experiência do mundo mais vasto da que a de qualquer outro país europeu”. Um mito final e mais importante continua a ser examinado. MITO 5: “O homem é mais livre e feliz quando o estado ou nação não faz profissão pública de qualquer religião verdadeira. Portanto, o verdadeiro progresso reside na separação entre Igreja e Estado.” Realidade: Este é o cerne da questão. O elemento mais dinâmico, a questão mais essencial é encontrada na atitude do espírito humano em relação às questões de religião e filosofia. Para entender completamente a resposta, é necessário assumir vários pressupostos. O conceito católico da história é baseado no fato de que os Dez Mandamentos são normas fundamentais do comportamento humano que correspondem à lei natural. Para auxiliar o homem na sua fraqueza, para guiar e dirigi-lo e preservá-lo de sua própria tendência para o mal e erro resultante do pecado original, Jesus Cristo deu à Igreja um magistério infalível para ensinar e orientar as nações. A adesão do homem ao Magistério da Igreja é o fruto da fé. Sem fé, o homem não pode conhecer e inteiramente praticar os Mandamentos. Portanto, como o homem eleva-se na ordem da graça pela prática da virtude inspirado pela graça, ele elabora uma cultura, uma ordem política, social e econômica em consonância com os princípios básicos e imutáveis da lei natural. Estas instituições e esta cultura assim formadas no seu conjunto podem ser chamadas de civilização cristã. Além disso, as nações e os povos só podem alcançar uma civilização perfeita, uma civilização em completa harmonia com a lei natural, no âmbito de uma civilização cristã e por meio de correspondência à graça e as verdades da fé. Por isso, o homem deve dar o seu reconhecimento firme à Igreja Católica como a única verdadeira Igreja de Deus e ao seu Magistério universal autêntico como infalível. Portanto, o homem deve saber, professar e praticar a fé católica. Historicamente, deve-se perguntar quando essa civilização cristã passou a existir. A resposta pode chocar e até mesmo irritar muitos. Houve um momento em que uma grande parte da humanidade conhecia este ideal de perfeição, conhecia e tendiam a ele com fervor e sinceridade. Este período, por vezes referido como a Idade de Ouro do cristianismo, é a época dos séculos 12 e 13, quando a influência da Igreja na Europa estava em seu apogeu. Princípios cristãos, então dominavam relações sociais mais completas do que em qualquer outro período antes ou depois, e o Estado cristão em seguida, aproximou-se mais de perto do seu pleno desenvolvimento. Leão XIII se refere a este período em sua encíclica Immortale Dei (1885) nos seguintes termos: “Houve uma época em que a filosofia do Evangelho governava os Estados. Nesta época a influência da sabedoria cristã e da sua sabedoria divina penetrava as leis, instituições e costumes dos povos, todas as categorias, todas as relações da sociedade civil. A religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida em toda a dignidade era devida isso, floresceu em toda parte, devido ao favor dos príncipes e a proteção legítima dos magistrados. Neste tempo, o Sacerdócio e o Império estavam ligados com uma feliz concórdia e da troca amigável de bons ofícios. Organizados desta forma, a sociedade civil deu frutos superior a todas as expectativas e sua memória persiste e vai continuar a persistir, e nenhum artifício de seus inimigos será capaz de corromper e obscurecê-la.” Um retrato da sociedade católica implica acima de tudo uma ideia exata do que a relação entre a Igreja e a sociedade temporal deveria ser. O Estado, em princípio, tem a obrigação de professar oficialmente a verdade da fé católica, e, como consequência, proibir o funcionamento e o proselitismo de hereges. Não só a Igreja, mas toda a sociedade temporal foi criada para a salvação de nossas almas, como São Tomás de Aquino mostrou conclusivamente em De Regimine Principum. Nele, São Tomás nos mostra como absolutamente todas as coisas criadas por Deus foram criadas para a salvação de nossas almas e devem ser meios que servem de forma positiva para a nossa santificação. Os próprios homens foram criados para a salvação uns dos outros. É por isso que eles vivem juntos na sociedade. Assim, tanto a sociedade temporal quanto a espiritual deve contribuir para o objetivo principal da existência do homem, a salvação de sua alma eterna. Esta exposição da sociedade implica uma compreensão da hierarquia de valores, em que os valores espirituais têm um patrimônio maior do que os materiais. Por exemplo, na Summa Theologica (II, II, ii, 3), São Tomás observa que, se é apenas para condenar falsificadores até a morte, então certamente é necessário condenar à morte aqueles que tinham cometido o crime muito pior de falsificação da Fé. Pois a salvação eterna deve ser considerada maior do que a propriedade temporal e o bem-estar de todos devem ser considerados como maior do que o bem-estar do indivíduo. Estas afirmações têm consequências dolorosas para o espírito liberal dos nossos dias. Pois, se o Estado proclama que uma única religião é a verdadeira, ele tem a obrigação de princípio de proibir a difusão de seitas de carácter herético. Entende-se que na sociedade católica a maior finalidade do Estado está em reconhecer a Igreja Católica, na defesa dela, na aplicação de suas leis, no atendimento a ela. Em uma sociedade Católica, o Papa tem uma autoridade indireta sobre tudo o que toca nos interesses da Igreja. Desta forma, o Papa é elevado acima de todos os poderes temporais. Quando um chefe de Estado é herético, o papa tem o direito de depô-lo, como no caso de Henrique IV da França, o pretendente legítimo ao trono francês. Em outras palavras, um herege não tem o direito de governar um país católico. Como aponta o Padre Denis Fahey aponta, na realeza de Cristo, na Idade Média, o Estado cumpriu a sua obrigação de professar a religião que Deus mesmo havia estabelecido e através do qual Ele queria ser adorado e cultuado – a religião católica. Quando os católicos respondem às objeções dos não católicos sobre a Inquisição, eles às vezes parecem perder de vista o princípio formal da ordem animando a civilização da Idade Média. Se um Estado proclama uma religião como sendo a verdadeira religião, tem uma obrigação como uma questão de princípio de proibir a difusão de heresia e as seitas heréticas. Esta obrigação é muito dolorosa para a mentalidade liberal aceitar. A Heresia era considerada um crime, porque o Estado reconheceu a religião católica pelo o que objetivamente é, a verdadeira religião estabelecida por Deus, e não um arranjo temporário simples, aqui hoje, acabada amanhã. Ao apresentar os princípios do Reinado Social de Cristo, o Padre Denis Fahey diz: “A verdade é que o Estado, então, agarrou o princípio formal da organização social ordenada no mundo real e que a Inquisição foi criada para defender a seguridade do mundo em ordem contra os fomentadores da desordem… Esse mesmo princípio é pretendido por Deus para moldar a nova matéria e as novas circunstâncias de todas as idades que se sucederam. Socialmente organizado, o homem no mundo redimido por Nosso Senhor não é como Deus quer que ele seja, a menos que ele aceite o sobrenatural e a supranacional Igreja Católica. O mundo moderno tem se desviado da ordem e está sofrendo por sua apostasia e desordem. Esta grande verdade deve ser proclamada de forma inequívoca, para que a vida interior com a qual celebramos a festa da realeza de Cristo possa ser aprofundada. É infinitamente melhor cair lutando por a verdade integral do que ganhar uma vitória aparente por meias verdades.” Escurecer o nome da Santa Inquisição tem, obviamente, encontrado raiz nesta tendência generalizada, mesmo entre os príncipes da Igreja, de “reduzir gradualmente” estes princípios da ordem social católica. Enquanto, na base, o problema da Santa Inquisição deve ser examinado ao nível filosófico, também não há dúvida de que ao longo dos séculos “Inquisição” assumiu uma dimensão monstruosa fora de proporção com os fatos. As canetas de propagandistas protestantes durante a Reforma deram início ao processo de criação do mito, descrevendo a Inquisição como apenas mais um exemplo dos males de Roma. Em suas obras o tribunal foi apresentado como o instrumento supremo de intolerância. Onde quer que o catolicismo triunfasse, segundo eles, não só a liberdade religiosa, mas civil, era extinta. A Reforma, de acordo com esta interpretação, trouxe a libertação do espírito humano dos grilhões da escuridão e superstição. A Propaganda ao longo destas linhas provou-se surpreendentemente eficaz. No entanto, quanto os estudiosos da última década começaram a examinar os arquivos, os estudos mostraram que os interesses da verdade ordenam que a Inquisição fosse reduzida às suas dimensões adequadas. Sua importância pode ser muito exagerada, se contamos com as imagens altamente fictícias apresentadas pelos propagandistas, filósofos do Iluminismo da idade do romantismo e do liberalismo que se seguiram. Estes escritores, que ainda se inclui Lord Acton, falsamente assumem que a Inquisição era parte integrante de uma filosofia especial de intolerância flagrante e crueldade. Na realidade, ela evoluiu como um produto da sociedade que ela servia. Em suma, as mentes católicas objetivas que estão militantes contra os erros do liberalismo e do modernismo de nossa própria era e que olham com admiração o espírito e as instituições da Idade da Fé, podem permanecer com uma admiração saudável pela Santa Inquisição. – Marian Horvat, “The Holy Inquisition, Myth or Reality?” #humanismo #IcelandSwedenDenmarkNorway #Históriadaidademédia #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Apologética #Históriamoderna #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #desenvolvimentodoutrinal #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Doctrinaldevelopment #HistóriadaInquisição
- O PAPADO NA IGREJA PRIMITIVA, PARTE 5
Dando continuidade, e finalizando nosso estudo, quando Santo Estêvão I morreu, em 257, São Sisto II sucedeu-lhe o cargo. Ele governou a Igreja durante um ano (257–258) e, nesse tempo, semeou a paz e a unidade no seio da Igreja de Cristo. Eusébio em “História Eclesiástica” VII,9 nos dá uma carta dirigida por São Dionísio, Bispo da Igreja de Alexandria, a São Sisto II de Roma sobre o caso de um homem que, ao que parecia, havia sido batizado invalidamente por hereges, mas que por muitos anos frequentava os sacramentos da Igreja. Nele ele diz que precisa do conselho de São Sisto II e implora por sua decisão (gnomen), para que não caia no erro (dedios me hara sphallomai). Sisto II foi decapitado pela polícia durante uma cerimônia clandestina que ele celebrava num cemitério da via Ápia. Foram, ao mesmo tempo, executados seis dos sete diáconos que o rodeavam. Só pouparam algum tempo o diácono Lourenço, seu tesoureiro, a quem deixaram quatro dias para entregar os bens da Igreja. Assim se procedia desde que o imperador Valeriano estabelecera a pena de morte “sem julgamento, só com verificação de identidade”, contra os Bispos, padres e diáconos da religião cristã. Então, depois que São Sisto II morreu, São Dionísio (outro) fora eleito seu sucessor. Alguns meses após isso, o Imperador Galieno emitiu seu édito de tolerância, que pôs fim à perseguição e deu à Igreja uma existência legal (Eusébio, História Eclesiástica VII,13) Por volta de 260, outro São Dionísio, Bispo da Igreja de Alexandria, escreveu sua carta a Amônio e Eufranor contra o sabelianismo na qual ele se expressou com inexatidão quanto ao Logos e sua relação com Deus Pai. Após isso, uma acusação contra ele foi apresentada ao Papa Dionísio. Em resposta às acusações de triteísmo (heresia que separa os membros da Trindade como três divindades distintas) contra São Dionísio de Alexandria, o papa convocou um sínodo romano em 260. O papa emitiu, em seu próprio nome e no do conselho, uma importante carta doutrinária na qual, primeiro, a errônea doutrina de Sabélio foi novamente condenada junto com o triteísmo. Junto com esta epístola doutrinária, o Papa Dionísio enviou uma carta separada ao bispo de Alexandria, e exigiu uma explicação do mesmo, isto ficou conhecido como “o caso dos dois Dionisios”. São Dionísio de Alexandria se esclareceu em sua “Refutação”, e na sua “Apologia” (Santo Atanásio, “De sententia Dionysii” V, XIII.[1] e “De decretis Nicaenae synodi”, XXVI) aceitou a autoridade do papa. Aqui, o Papa está chamando o segundo bispo mais importante do mundo cristão para se esclarecer e defender sua ortodoxia. O Patriarca Dionísio negou a autoridade do Papa para trazê-lo ao tapete, por assim dizer? De modo nenhum. Ele acolheu o inquérito do Papa e rapidamente escreveu uma explicação que o Papa aceitou como satisfatória. Assim, a reivindicação da Igreja Romana de governar em questões de fé foi reforçada no pontificado de São Dionísio de Roma. E conforme a antiga prática da Igreja Romana, o Papa São Dionísio também estendeu seu cuidado aos fiéis de terras distantes. Quando os cristãos da Capadócia estavam em grande aflição com as incursões saqueadoras dos godos, o papa dirigiu uma carta de consolo à Igreja de Cesaréia e enviou uma grande soma em dinheiro por mensageiros para a redenção de cristãos escravizados.[2] Depois que São Dionísio morreu, São Félix I fora eleito seu sucessor, e também exerceu o ofício do Primado. Em Antioquia, Paulo de Samosata, bispo da Igreja de Antioquia, havia negado a personalidade do Logos, dizendo que apenas a Sabedoria divina se tornou encarnada. Em 264, os bispos da Síria, Palestina e Ásia Menor se reuniram em sínodo e condenaram a heresia de Paulo. Porque ele persistiu em seus erros, num segundo e depois num terceiro sínodo se reuniram e, finalmente, ele foi deposto e excomungado. Domnus foi nomeado como substituto, mas Paulo se recusou a desocupar a residência episcopal. Os bispos apelaram ao imperador Aureliano, que estava em Antioquia na época. Teria sido simples para o imperador resolver a questão naquele momento e ordenar que Domnus fosse instalado como patriarca de Antioquia. Em vez disso, ele pediu a Roma que decidisse quem deveria ser o patriarca. São Félix I escolheu Domnus e ele foi instalado.[3] O incidente prova que até os próprios pagãos sabiam bem que a comunhão com a Sé Romana era a marca essencial de todas as igrejas cristãs, observe ainda que essa foi uma controvérsia entre os bispos orientais e envolveu o ocupante legítimo da terceira sé mais importante da Igreja, uma sé oriental. Por que Aureliano se voltou para Roma para uma decisão? Por que ele teria a controvérsia resolvida de uma forma que seria uma afronta impressionante aos bispos orientais e à sua autoridade? A menos que reconhecessem a jurisdição universal do papa. Isso eles fizeram. Nenhum objetou. O assunto foi resolvido. “Roma locuta est” (Roma falou). São Félix I morreu, e Santo Eutiquiano o sucedeu, e durante seu pontificado, após a morte do imperiador Aureliano em 275, a Igreja desfrutou de uma longa trégua das perseguições do Império Romano pagão. Quando Santo Eutiquiano morreu em 283, São Caio fora nomeado seu sucessor, e depois que morreu em 296, São Marcelino sucedeu-lhe o cargo, e durante seu pontificado, aquele longo período de tranquilidade na Igreja fora encerrado por uma nova e sangrenta perseguição do Império Romano pagão contra os cristãos, a última de seu tipo, pelo imperador romano Diocleciano. Em 303, o imperador Diocleciano e seus colegas Maximiano, Galério (293–311) e Constâncio Cloro (293–306) emitiram uma série de éditos em que revogavam os direitos legais dos cristãos e exigiam que estes cumprissem as práticas religiosas tradicionais. Os soldados cristãos tiveram de deixar o exército, as propriedades da Igreja foram confiscadas e os livros sagrados foram destruídos, tendo sido proibidas as funções religiosas. Além disso, os cristãos eram obrigados a renunciar a própria fé, sob pena de serem condenados à morte. A própria esposa de Diocleciano, Prisca, e a sua filha Valéria, ambas cristãs, foram forçadas a adorar as divindades pagãs. Marcelino morreu no segundo ano da perseguição, em 304. A perseguição de Diocleciano continuou com severidade inabalável. Após a abdicação de Diocleciano em 305 e a ascensão de Maxêncio ao trono dos Césares em Roma, em outubro do ano seguinte, os cristãos da capital novamente desfrutaram de relativa paz. No entanto, provocou sérias desordens na Igreja de Roma, e quase dois anos se passaram antes que um novo bispo de Roma fosse eleito, até que finalmente, em 308, São Marcelo I fora eleito para o cargo. Em Roma, Marcelo encontrou a Igreja na maior confusão. Os locais de reunião e alguns locais de sepultamento dos fiéis foram confiscados e a vida normal e as atividades da Igreja foram interrompidas, causada pelo grande número de membros mais fracos que haviam caído durante o longo período de perseguição ativa. Morreu em 309, após 7 meses de pontificado, e então fora sucedido por Santo Eusébio, que morreu no mesmo ano (309), após 6 meses de pontificado. Então São Melquíades chegou ao episcopado. No período de seu governo, Melquíades sofreu com a perseguição aos cristãos pelo Imperador Maxêncio. E agora falaremos do tão falado Constantino. O imperador Constantino, também conhecido como Constantino Magno (O Grande) ou Constantino I, nasceu em 274 e faleceu em 337, foi imperador durante 31 anos: de 306 a 337. Era filho de Constâncio Cloro e Helena, uma cristã que se tornou Santa Helena. Casou-se com Faustina, filha de Maximiliano Hércules. No início século quarto, o cristianismo já estava espalhado por quase todo o mundo, penetrando até na classe nobre e era muito perseguido pelos imperadores que tentavam a todo custo, com o poder das armas destruir o poder da fé, mas não conseguiam. Após a morte do imperador Galério o poder ficou dividido entre Maxênico que se intitulou imperador, e Constantino, aclamado como imperador pelos soldados. Os dois ambicionavam pelo poder absoluto, tal luta se encerrou no dia 28 de outubro de 312, na batalha da Ponte Mílvia. Segundo os cronistas do século IV Eusébio de Cesareia e Lactâncio, a batalha marcou o começo da conversão de Constantino ao Cristianismo. Eusébio de Cesaréia relata que Constantino e seus soldados tiveram uma visão do Deus cristão prometendo-lhes a vitória caso eles exibissem o sinal do Chi-Rho (☧), as duas primeiras letras do nome de Cristo em grego, em seus escudos. O Arco de Constantino, erigido para celebrar esta vitória, atribui em seus relevos e inscrições à intervenção divina. Este fora um marco para sua conversão, que não se deu de uma hora para outra, pois ele foi batizado somente em 337, no fim de sua vida. Para o bem ou para o mal, sua relutância em abraçar a Cristo publicamente no batismo provavelmente se baseava em sua deferência à agenda política romana. Ele foi batizado apenas antes de sua morte iminente. No entanto, se julgarmos Constantino por seus atos, ele parece ter sido um grande defensor do Cristianismo. Após sua vitória contra Maxêncio, em 313 deu liberdade de culto aos cristãos com o chamado Édito de Milão : “Havemos por bem anular por completo todas as retrições contidas em decretos anteriores, acerca dos cristãos (restrições odiosas e indignas de nossa clemência) e de dar total liberdade aos que quiserem praticar a religião cristã”. Era o sumo pontífice nessa epoca, São Melquíades, Bispo de toda Igreja Universal, o 32º Papa, tendo Pedro como o 1º. Assim não há que se falar que Constantino é o fundador da Igreja de Cristo, ele apenas deu liberdade aos cristãos, acabando com dois séculos e meio de perseguição e martírio. Assim, São Melquíades passou do Papa da perseguição para o Papa da liberdade dos cristãos. Quando São Melquiades morreu em 314, São Silvestre I fora eleito seu sucessor Apóstolico. Constantino inaugurou a construção nos locais sagrados de Roma construindo a antiga Basílica de São Pedro original, a Basílica de São Paulo fora dos muros e a Basílica de Cristo Salvador ou São João de Latrão. Ele não apenas isentou a Igreja de impostos, mas até a subsidiou com fundos estatais. Com a ajuda de sua mãe, ele também comissionou a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém para abrigar o túmulo de Cristo. Parece que a profecia de Daniel estava se cumprindo. Por meio do sacrifício de Cristo e do sofrimento da Igreja, a majestade de Roma foi transformada em instrumento do Evangelho. Os antigos deuses pagãos estavam mortos, Cristo os humilhara, e fizera o império pagão que almejava destruir sua Igreja, se curvar diante dela, e o Império Romano tornou-se uma ferramenta nas mãos da Igreja. Constantino percebeu sabiamente que a fé católica emergente uniria seu frágil Império. No entanto, ele sabia que a natureza adesiva da fé só se manteria se aquela fé permanecesse uma. Duas heresias ameaçavam a unidade da Igreja: Donatismo e Arianismo. O donatismo era um movimento rigorista que sustentava que os sacramentos administrados por um clérigo caduco eram inválidos e que a Igreja Católica em união com o bispo de Roma era frouxa e corrupta. A heresia ariana ensinava que Deus Filho não era totalmente divino como Deus Pai, mas que o Filho era apenas a primeira e mais elevada criatura do Pai. Constantino não recuou e permitiu que esses movimentos heréticos prejudicassem a unidade da Igreja ou do Império. Em 316, Constantino resolveu uma disputa no norte da África a respeito dos donatistas. Ele governou a favor dos católicos. Mais significativamente, em 325 Constantino convocou o Concílio Universal de Nicéia. Este concilio derrubou os arianos e emitiu o Credo Niceno. Embora modificado em 381, o Credo Niceno ainda é recitado todos os domingos em todas as catedrais e paróquias católicas do mundo. A questão ariana que provocou esse concílio foi resolvida pelos papas um século ou mais antes. No segundo século, o Papa São Vitor I excomungou Teódoto, um dos primeiros expoentes da heresia mais tarde chamada de “Arianismo”. O Papa São Dionísio I condenou a heresia mais tarde associada ao nome de Ário e estabeleceu o termo teológico mais tarde adotado pelo Concílio de Nicéia. No início do século IV, a heresia condenada por Vitor e Dionísio irrompeu novamente nos ensinamentos de Luciano de Antioquia. Sob o impulso de seu discípulo Ário, um sacerdote de Alexandria, a heresia espalhou-se por todo o Oriente como um incêndio. O Papa Silvestre foi representado por dois padres romanos: Vitor e Vincente, e também pelo bispo de Córdoba, um deles de nome Ósio. Tanto Santo Atanásio quanto Teodoreto confirmam que Ósio era o presidente do Conselho. Em uma lista elaborada em ordem de classificação, o historiador (não o filósofo) Sócrates de Constantinopla lista Ósio antes de todos os bispos, antes dos bispos mais eminentes. Na verdade, Ósio e os dois padres assinaram os decretos primeiro. Depois de suas assinaturas, vem a de Santo Alexandre, Patriarca de Alexandria. Por direito, nenhum padre deveria ter assinado antes de qualquer bispo. Nem o bispo de Córdoba, na Espanha, tem o direito de assinar perante um Patriarca. Os outros bispos espanhóis assinaram mais abaixo na lista, onde Ósio teria feito, se ele apenas estivesse representando a si mesmo, e não o Papa Silvestre. O Sínodo foi convocado, de acordo com o Sexto Concílio Ecumênico (Constantinopla III) por Constantino e o Papa Silvestre: “Ário surgiu como um adversário da doutrina da Trindade, Constantino e Silvestre imediatamente reuniram o grande Sínodo em Nicéia.” De acordo com Sócrates de Constantinopla, o Papa Júlio afirmou que “a disciplina eclesiástica proíbe que um decreto seja recebido pelas Igrejas, a menos que seja sancionado pela Igreja Romana”. O papa Júlio governou a Igreja 11 anos após o Concílio e foi o papa que afirmou a ortodoxia de Atanásio. O próprio Atanásio cita este mesmo pontífice repreendendo os eusebianos (semi-arianos) por ignorarem sua própria autoridade (que ele “recebeu do abençoado apóstolo Pedro”). O Cânon VI do Concílio de Nicéia é um exemplo desta última classe. O principal objetivo do decreto é confirmar os privilégios consagrados pelo tempo da Sé de Alexandria. O cânon 6 do Concílio concede a Alexandria uma autoridade metropolitana sobre o Egito, Líbia e Persépolis, e a razão dada para isso é que “isso também é costume do bispo de Roma”: “Que prevaleçam os antigos costumes do Egito, Líbia e Pentápolis, de que o Bispo de Alexandria tenha jurisdição em todos estes, já que isso é costume para o Bispo de Roma. Da mesma forma em Antioquia e nas outras províncias, que as Igrejas mantenham seus privilégios. E isso deve ser universalmente entendido, que se alguém for nomeado bispo sem o consentimento do metropolita, o grande Sínodo declarou que tal homem não deve ser bispo.” No grego: “Ta archaia ethe krateito ta en Aigupto kai Liboe kai Pentapolei, hoste ton Alexandreias episopon panton touton echein dez exousian, epeide kai to en te Roma episkopo touto sunethes estin. Homoios de kai kata kai antiocheiano em tais allais eparchias ta presbeia sozesthai tais ekklesiais” A versão latina mais antiga (aquela que foi lida no Concílio de Calcedônia) é mais direta : “Quoniam et Romano Episcopo hmc est consuetudo” que coincide com o nosso. Os escritores protestantes também interpretaram o texto da mesma forma que nós, embora naturalmente se esforcem depois para atenuar as suas pontas. Na tradução de August Neander: “Visto que este é o costume também com o bispo romano.”.[4] e Philip Schaff: “Visto que isso também é costume com o bispo de Roma.”.[5] O grande sínodo decretou “que a antiga ordem das coisas no Egito, Líbia e Pentápolis deve ser mantida, a saber, que o bispo de Alexandria deve ter autoridade sobre todas essas províncias”. E para que desordens semelhantes não surjam em Antioquia ou em qualquer outro lugar, o Concílio decretou ainda “que todas as igrejas deveriam manter sua antiga posição.” O cerne da dificuldade é o demonstrativo (touto), isso. “Este é o costume do bispo romano.” A que isso se refere? “Que o bispo de Alexandria mantenha seu antigo domínio sobre essas três províncias, pois esse também é o costume do bispo romano.” Touto refere-se ao Patriarcado de Alexandria, mostrando que o Bispo de Alexandria continue a governar estas províncias, porque este é também o costume do Romano Pontífice, isto é, porque o Romano pontífice, antes de qualquer promulgação sinódica, reconheceu repetidamente a autoridade do bispo alexandrino sobre esta região do país. Os bispos arianos (em especial, Eusébio de Nicomedia e o próprio Ário) pensavam que depois de expor seus motivos a assembleia concordaria. Mas quando Eusébio de Nicomédia tomou a palavra para dizer que Jesus Cristo “nada mais era do que uma criatura, ainda que excelsa e eminente, e que não era de natureza divina”, a imensa maioria dos participantes percebeu que essa doutrina atraiçoava a fé que tinham recebido dos Apóstolos. Os Padres Conciliares, para evitar as consequências de uma confusão tão grave, decidiram redigir, baseados no Credo batismal da Igreja de Cesareia, um símbolo de fé que fosse o reflexo, de forma sintética e clara, da confissão genuína da fé recebida e admitida pelos cristãos desde as origens. O Concílio de Nicéia condenou os ensinos de Ário como blasfêmia, e o seu Credo reafirma a Doutrina Original defendida desde o 1° Século de que Jesus Cristo é “da substância do Pai, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado e não criado, homoousios tou Patrou (consubstancial ao Pai)”. Todos os Padres Conciliares, menos os dois Bispos, no dia 19 de junho de 325, autenticaram esse Credo, que é o Símbolo de Niceno. Além desta questão fundamental, em Niceia fixou-se a celebração da Páscoa no primeiro domingo depois da primeira lua cheia da primavera, seguindo a práxis habitual decidida pela Igreja de Roma no pontificado de São Vítor I no século II. Também foram tratadas algumas questões disciplinares de menor importância, pois eram referentes ao funcionamento interno da Igreja. O resultado do concílio foi que a ortodoxia prevaleceu no Concílio. A ortodoxia defendida por Santo Atanásio era a declarada pelo Papa Vitor I (que um século e meio antes havia condenado o ensino de Teódoto, um ancestral doutrinal de Ário), e do Papa Dionísio I, que sessenta anos antes havia condenado o que foi chamado mais tarde de heresia ariana e que fixou o termo “homoousios” (Consubstancialidade) como um chave para uma cristologia autêntica. O concilio reafirmou toda Ortodoxia, incluindo a autoridade primacial de Roma. Tanto, que o reformador protestante João Calvino admite no 4° volume de sua obra “As institutas da religião Cristã”: “Quanto à antiguidade do primado da Sé Romana, nada há a favor da sua instituição mais antigo do que o decreto do Concílio de Nice, pelo qual o primeiro lugar entre os Patriarcas é atribuído ao Bispo de Roma, e ele é encarregado de cuidar das igrejas suburbanas. Enquanto o Concílio, ao dividir entre ele e os outros Patriarcas, designa os próprios limites de cada um, certamente não o nomeia chefe de todos, mas apenas um dos chefes.” – “As institutas da religião Cristã”, volume 4, capítulo 7.[6] As indicações nesse artigo mostram que a igreja de Roma emergiu a uma posição de preeminência já no primeiro século. O pontífice romano era, de fato, a única autoridade eclesiástica amplamente reconhecida e capaz de influenciar toda a cristandade a aceitar novos costumes ou observâncias. Isso foi magistralmente explicado por São Tomás de Aquino em “Contra Errores Graecorum” (“contra os erros dos gregos”), um tratado curto escrito em 1263 para o Papa Urbano IV como uma contribuição para os esforços do Papa em reunir as Igrejas Cismaticas do Oriente. Nele, São Tomás menciona os fatos de: “Que o Romano Pontífice é o primeiro e o maior entre todos os bispos. O erro de quem afirma que o Vigário de Cristo, Pontífice da Igreja Romana, não tem primazia sobre a Igreja universal, é semelhante ao erro de quem afirma que o Espírito Santo não procede do Filho. Pois o próprio Cristo, Filho de Deus, a consagra e a marca como sua com o Espírito Santo, como se fosse com seu próprio caráter e selo, como as autoridades já citadas deixam abundantemente claro. E do mesmo modo o Vigário de Cristo, por seu primado e previdência como servidor fiel, mantém a Igreja universal sujeita a Cristo. Deve, então, ser demonstrado a partir dos textos dos doutores gregos acima mencionados que o Vigário de Cristo detém a plenitude do poder sobre toda a Igreja de Cristo. Ora, que o Romano Pontífice, sucessor de Pedro e Vigário de Cristo, é o primeiro e o maior de todos os bispos, está expressamente afirmado no cânone do Concílio que diz: “Segundo as Escrituras e a definição do cânon que veneramos o mais sagrado bispo da velha Roma como o primeiro e o maior de todos os bispos.” Isso, além disso, está de acordo com a Sagrada Escritura, que tanto nos Evangelhos quanto nos Atos dos Apóstolos (Mateus 16,18, João 21,17, Atos 1,15-16, 2,14, 15,17) atribui o primeiro lugar entre os apóstolos a Pedro. Daí, o comentário de Crisóstomo sobre o texto de Mateus 8,1: Os discípulos vieram a Jesus e perguntaram, quem é o maior no reino dos céus, diz: “Porque criaram em suas mentes uma pedra de tropeço humana, que podiam não ficam mais para si mesmos; nem controlaram o orgulho do coração, porque viram que Pedro foi preferido a eles e recebeu um lugar mais honrado. ” Que o mesmo Pontífice tem jurisdição universal sobre toda a Igreja de Cristo. Também é mostrado que o Vigário de Cristo tem jurisdição universal sobre toda a Igreja de Cristo. Pois está registrado no Concílio de Calcedônia como todo o sínodo aclamou o Papa Leão: “Viva Leão, o santíssimo, apostólico e ecumênico, isto é, patriarca universal”. E Crisóstomo comentando sobre Mateus diz: “O poder que é do Pai e do próprio Filho, o Filho conferiu mundialmente a Pedro e deu ao homem mortal autoridade sobre todas as coisas do céu, dando-lhe as chaves para que pudesse estender a Igreja em todo o mundo.” E na homilia 85 sobre João: “Ele atribuiu a Tiago um determinado território, mas nomeou Pedro mestre e mestre de todo o mundo”. Novamente, comentando sobre os Atos dos Apóstolos: “Não como Moisés sobre um povo, mas em todo o mundo Pedro recebeu do Filho poder sobre todos os seus filhos”. Isso também é ensinado com base na autoridade das Sagradas Escrituras. Pois Cristo confiou suas ovelhas aos cuidados de Pedro sem restrição, quando ele disse no último capítulo de João (21,15): Apascenta minhas ovelhas, e em João 10,16: Para que haja um só rebanho e um só pastor. Que o mesmo possui na Igreja uma plenitude de poder. Também se estabelece a partir dos textos dos doutores citados que o Romano Pontífice possui plenitude de poder na Igreja. Para Cirilo, o Patriarca de Alexandria, diz em seu “Thesaurus”: “Visto que Cristo veio de Israel como líder e cetro da Igreja dos Gentios foi concedido pelo Pai o mais completo poder sobre cada principado e poder e tudo o que é que todos possam dobrar os joelhos a ele, então ele confiou mais plenamente poder para Pedro e seus sucessores.” E ainda: “A ninguém mais senão a Pedro e somente a ele Cristo deu o que é totalmente seu”. E mais adiante: “Os pés de Cristo são a sua humanidade, isto é, o próprio homem, a quem toda a Trindade deu a força máxima, que um dos Três assumiu na unidade da sua pessoa e elevou-se ao alto ao Pai acima de cada principado e potestade, para que todos os anjos de Deus o adorem (Hebreus 1,6); tudo o que ele deixou em sacramento e poder a Pedro e à sua Igreja”. E Crisóstomo diz à delegação búlgara que fala na pessoa de Cristo: “Três vezes te pergunto se você me ama, porque você me negou três vezes por medo e apreensão. Agora restaurado, porém, para que os irmãos não acreditem que você perdeu a graça e autoridade das chaves, eu agora confirmo em você o que é totalmente meu, porque você me ama na presença deles.” Isso também é ensinado com base na autoridade das Escrituras. Pois em Mateus 16,19 o Senhor disse a Pedro sem restrição: Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus. Que ele desfruta do mesmo poder conferido a Pedro por Cristo. Mostra-se também que Pedro é o Vigário de Cristo e o Romano Pontífice é o sucessor de Pedro, gozando do mesmo poder conferido a Pedro por Cristo. Pois o cânone do Concílio de Calcedônia diz: “Se algum bispo for sentenciado como culpado de infâmia, ele é livre para apelar da sentença ao bendito bispo da velha Roma, a quem temos como Pedro, a rocha de refúgio, e somente a ele, no lugar de Deus, com poder ilimitado, é concedida autoridade para ouvir o apelo de um bispo acusado de infâmia em virtude das chaves que lhe foram dadas pelo Senhor.” E mais adiante: “E tudo o que foi decretado por ele deve ser mantido como do vigário do trono apostólico.” Da mesma forma, Cirilo, o Patriarca de Jerusalém, diz, falando na pessoa de Cristo ”“ Você por um tempo, mas eu estarei plena e perfeitamente em sacramento e autoridade com todos aqueles que eu colocar em seu lugar, assim como Eu estou contigo.” E Cirilo de Alexandria em seu Tesauro diz que os Apóstolos “nos Evangelhos e nas Epístolas afirmaram em todos os seus ensinos que Pedro e sua Igreja estão no lugar do Senhor, garantindo-lhe a participação em cada capítulo e assembleia, em cada eleição e proclamação de doutrina. ” E mais adiante: “A ele, isto é, a Pedro, todos por decreto divino inclinam a cabeça e os governantes do mundo obedecem-lhe como o próprio Senhor.”. E Crisóstomo, falando na pessoa de Cristo, diz: “Apascenta as minhas ovelhas (João 21,17), isto é, em meu lugar cuida dos teus irmãos”. Que a ele pertence o direito de decidir o que pertence à fé. Também é demonstrado que ao citado Pontífice pertence o direito de decidir o que pertence à fé. Para Cirilo em seu Thesaurus diz: “Vamos permanecer como membros em nossa cabeça no trono apostólico dos Romanos Pontífices, de quem é nosso dever buscar o que devemos acreditar e o que devemos guardar”. E Máximo na carta dirigida aos orientais diz: “Todos os confins da terra que acolheram sinceramente o Senhor e os católicos em todos os lugares que professam a verdadeira fé olham para a Igreja dos Romanos como para o sol, e recebem dela a luz do a fé católica e apostólica”.” Com razão, pois Pedro é registrado como o primeiro a ter, enquanto o Senhor o iluminava, confessou a fé perfeitamente quando disse a ele (Mateus 16,16): Você é o Cristo, o Filho do Deus vivo. E por isso o Senhor também lhe disse (Lucas 22,32): ‘Rezei por ti, Pedro, para que a tua fé não desfaleça’. Que ele é o superior dos outros patriarcas. Também fica claro que ele é o superior dos outros patriarcas a partir desta declaração de Cirilo: “É dele”, a saber, dos Romanos Pontífices do trono apostólico, “direito exclusivo de reprovar, corrigir, decretar, resolver, dispor e liga em nome daquele que o estabeleceu. ” E Crisóstomo comentando os Atos dos Apóstolos diz que “Pedro é o cume santíssimo do bendito coro apostólico, o bom pastor”. E isso também é manifesto na autoridade do Senhor, em Lucas 22,32 dizendo: “Vós, uma vez convertidos, confirmai vossos irmãos.” Que estar sujeito ao Romano Pontífice é necessário para a salvação. Também é mostrado que estar sujeito ao Romano Pontífice é necessário para a salvação. Pois Cirilo diz em seu Thesaurus : “Portanto, irmãos, se deve imitar a Cristo para ouvir sua voz permanecendo na Igreja de Pedro e para não se ensoberbecer com o vento do orgulho, para que talvez não por causa de nossa contenda com a astuta serpente tire-nos do paraíso como uma vez fez com Eva.” E Máximo na carta dirigida aos orientais diz: “A Igreja unida e estabelecida sobre a rocha da confissão de Pedro chamamos de acordo com o decreto do Salvador de Igreja universal, na qual devemos permanecer para a salvação de nossas almas e na qual somos leais a sua fé e confissão, devemos obedecê-lo”.” -“Contra Errores Graecorum”, capítulos 32-38.[7] #USA #IcelandSwedenDenmarkNorway #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #Belarus #Apocalipse #desenvolvimentodoutrinal #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #históriadaigrejaprimitiva #Doctrinaldevelopment #Igreja
- Grupo de médicos alemães garante que a comunhão é mais segura na boca do que nas mãos
Um grupo de médicos alemães escreveu uma declaração à Conferência Episcopal Alemã na qual afirma que “não há razões médicas para proibir a Comunhão na boca”. O documento é escrito por “médicos de diferentes regiões e com diferentes especialidades médicas”, disse um dos médicos signatários à LifeSite. A iniciativa foi tomada “porque na Alemanha pensávamos que, após o levantamento da proibição da comunhão na boca na Áustria, seria permitida novamente após um pequeno atraso também em nosso país. Mas como não foi mais o caso depois de semanas, começamos esta iniciativa. ‘ O jornal católico alemão Die Tagespost explica com mais detalhes quais são os argumentos deste grupo de médicos. Segundo o jornal, os médicos confiam, entre outros, no trabalho do virologista de Munique Michael Roggendorf, que atua na área de intervenção em crises de coronavírus. Segundo esses médicos, as mãos dos comunicantes nas igrejas também são portadoras de vírus e bactérias, pois tocam as bancadas quando estão sentadas e ajoelhadas. Portanto, a recepção da Sagrada Comunhão nas mãos “não pode ser considerada uma alternativa segura [higiênica]”, afirma o relatório. Se durante a distribuição da Sagrada Comunhão, o padre tocar uma das línguas do comungante, ele pode desinfetar suas mãos. Além disso, ao abrir a boca, você tende a inspirar em vez de expirar, portanto, a dispersão das gotículas não é tão provável. Portanto, o relatório explica, a Comunhão na boca é mais segura do que a Comunhão na mão. Além disso, a habitual posição ajoelhada para comungar na boca cria uma distância mais segura entre o sacerdote e os comungantes. Resumindo ainda mais os argumentos dos 27 médicos a favor da Comunhão na língua, o relatório do Tagespost diz que o rito tradicional da Santa Missa inclui um procedimento estrito de limpeza das mãos que faz parte da Missa. Em outras palavras, a limpeza do padre não depende de seus próprios caprichos, mas faz parte do rito da missa. Só o padre pode tocar no cálice, na patena e no cibório. Além disso, o sacerdote que celebra a tradicional Missa em latim já não toca mais nada com o polegar e o indicador, que permanecem pressionados um sobre o outro, após a consagração, mantendo assim estes dois dedos especialmente limpos. Os médicos também dão o exemplo da Suíça, onde a comunhão na boca nunca foi proibida e nenhum caso de infecção por essa via foi relatado. Traduzido de LSN / InfoCatólica #Comunhão #Comunhãonaboca #ComunhãonaMão
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Um grupo de médicos alemães escreveu uma declaração à Conferência Episcopal Alemã na qual afirma que “não há razões médicas para proibir a Comunhão na boca”. O documento é escrito por “médicos de diferentes regiões e com diferentes especialidades médicas”, disse um dos médicos signatários à LifeSite. A iniciativa foi tomada “porque na Alemanha pensávamos que, após o levantamento da proibição da comunhão na boca na Áustria, seria permitida novamente após um pequeno atraso também em nosso país. Mas como não foi mais o caso depois de semanas, começamos esta iniciativa. ‘ O jornal católico alemão Die Tagespost explica com mais detalhes quais são os argumentos deste grupo de médicos. Segundo o jornal, os médicos confiam, entre outros, no trabalho do virologista de Munique Michael Roggendorf, que atua na área de intervenção em crises de coronavírus. Segundo esses médicos, as mãos dos comunicantes nas igrejas também são portadoras de vírus e bactérias, pois tocam as bancadas quando estão sentadas e ajoelhadas. Portanto, a recepção da Sagrada Comunhão nas mãos “não pode ser considerada uma alternativa segura [higiênica]”, afirma o relatório. Se durante a distribuição da Sagrada Comunhão, o padre tocar uma das línguas do comungante, ele pode desinfetar suas mãos. Além disso, ao abrir a boca, você tende a inspirar em vez de expirar, portanto, a dispersão das gotículas não é tão provável. Portanto, o relatório explica, a Comunhão na boca é mais segura do que a Comunhão na mão. Além disso, a habitual posição ajoelhada para comungar na boca cria uma distância mais segura entre o sacerdote e os comungantes. Resumindo ainda mais os argumentos dos 27 médicos a favor da Comunhão na língua, o relatório do Tagespost diz que o rito tradicional da Santa Missa inclui um procedimento estrito de limpeza das mãos que faz parte da Missa. Em outras palavras, a limpeza do padre não depende de seus próprios caprichos, mas faz parte do rito da missa. Só o padre pode tocar no cálice, na patena e no cibório. Além disso, o sacerdote que celebra a tradicional Missa em latim já não toca mais nada com o polegar e o indicador, que permanecem pressionados um sobre o outro, após a consagração, mantendo assim estes dois dedos especialmente limpos. Os médicos também dão o exemplo da Suíça, onde a comunhão na boca nunca foi proibida e nenhum caso de infecção por essa via foi relatado. Traduzido de LSN / InfoCatólica #Comunhão #Comunhãonaboca #ComunhãonaMão
- PODE UM CATÓLICO DEFENDER A TEORIA DA EVOLUÇÃO?
A partir da Encílica "Humani Generis", do Papa Pio XII, Padre Paulo Ricardo responde à pergunta se é possível para um católico defender a Teoria da Evolução. ASSISTA AQUI: Fontes: Padre Paulo Ricardo
- DEUS EXISTE? CRIAÇÃO X EVOLUÇÃO | SURPREENDENTE!
Do filme: UMA QUESTÃO DE FÉ! Breve explicação sobre duas teorias que mais divergem na atualidade. Vale a pena ver! ASSISTA AQUI:
- OCITOCINA REVELA OS EFEITOS DO DIVÓRCIO A LONGO PRAZO – Giuliano Gozzo
Há décadas que já sabemos, através de estudos, dos efeitos do divórcio sobre as crianças: efeitos frequentemente negativos, para não dizer desastrosos, que rompem o equilíbrio psicológico, afetam o desempenho escolar, levam ao uso de drogas, ao consumo de remédios psicotrópicos, e assim por diante. Apesar dessa abundância de dados, muito menos se sabia sobre os efeitos da instabilidade conjugal na vida adulta dos filhos. Mas isso até alguns dias atrás… Sim, porque uma pesquisa interessante e pioneira foi publicada recentemente (veja aqui ), no Journal of Comparative Psychology e realizada pela Baylor University, que buscou investigar exatamente isso: as consequências do naufrágio do casamento dos pais nas crianças, depois de crescidas, do ponto de vista hormonal. Para aprofundamento do assunto, os pesquisadores recrutaram 128 pessoas com idades entre 18 e 62 anos no sudeste dos Estados Unidos; destes, mais de 27% indicaram que os pais se divorciaram quando, em média, tinham 9 anos. A todos os participantes da amostra foi aplicado, de um lado, um questionário para investigar vários aspectos da vida familiar de origem; e, de outro, submeteram-se a um exame de urina. Pois bem, cruzando esses dois dados, constatou-se que em pessoas com pais divorciados há níveis mais baixos de ocitocina, um neuro-hormônio que, como se sabe, produz uma descarga de bem-estar e de bom humor, correlacionado à estabilidade relacional. É também conhecido como o “hormônio do amor “, pois é fundamental tanto no desenvolvimento do vínculo mãe-filho, quanto nos laços sociais em geral, pois promove o sentimento de confiança e diminui a tendência à desconfiança. Ora, por que esse resultado é importante? Por pelo menos três razões diferentes. A primeira é que pesquisas anteriores já haviam levantado a hipótese de que, no nível hormonal, um mecanismo que contribui para os efeitos negativos da separação precoce dos pais pudesse ser justamente a supressão da atividade da ocitocina. Mas esta é a primeira vez — eis o ponto relevante — em que a presença do “hormônio do amor” é observada na idade adulta, correlacionado à instabilidade conjugal dos pais. A segunda razão da relevância dessas evidências, derivada do que acabamos de dizer, consiste no fato de que assim se comprovam as consequências — inclusive a longo prazo — do divórcio. Graças a esta pesquisa — que, no entanto, sofre algumas limitações metodológicas, sobretudo a limitação da amostra —, sabemos que a herança hormonal negativa, por assim dizer, do divórcio não se extingue, mas permanece na idade adulta, com todas as suas implicações negativas. O terceiro motivo, que torna relevantes os resultados deste novo estudo, é que o “hormônio do amor”, segundo outras pesquisas (por exemplo, a realizada na Universidade de Bonn, publicada em 2012 no Journal of Neuroscience ), parece eficaz em reforçar, nos homens, a atenção à fidelidade, defendendo-os da sedução de outras mulheres. Em outras palavras, se por um lado já se sabia que os filhos de casais divorciados correm mais riscos de sofrer, também eles, um naufrágio conjugal, por outro lado temos agora, pela primeira vez, pelo menos uma pista hormonal para essa dinâmica. Isso não significa, de forma alguma, aceitar uma espécie de reducionismo que vise eliminar a responsabilidade moral que todos têm por seus atos (o homem e mulher, como pessoas, são muito mais do que seus hormônios). No entanto, o estudo da Baylor University é significativo porque, conforme explicado por sua principal autora, Maria Boccia, docente de estudos sobre infância e família, os seus resultados “sugerem que os níveis de ocitocina são influenciados negativamente pelo divórcio dos pais e podem ser correlacionados a outros efeitos que foram documentados em pessoas que sobreviveram à instabilidade conjugal do casal que as trouxeram ao mundo”. Isso significa que, apesar de todas as tentativas — algumas das quais, infelizmente, até em lares católicos — de minimizar a tragédia de um casamento em processo de desintegração, confirma-se pela pesquisa que o divórcio é um grande mal social, com efeitos graves e duradouros. Por isso, é hora de no mínimo começar a discutir mais criticamente essa tão louvada “conquista civil”. https://lanuovabq.it/it/divorzio-lossitocina-ne-svela-gli-effetti-a-lungo-termine
- A IGREJA CATÓLICA JÁ DEFENDEU QUE A TERRA ERA PLANA? VAMOS À VERDADE!
Vamos ver que a Igreja Católica nunca defendeu que a Terra fosse plana e mostrar, por fatos históricos, quem são os responsáveis por esse mito e por transformar a Igreja em uma inimiga da ciência. ASSISTA AQUI: Fontes: Revista Católica
- JESUS FALA DA TEORIA DA EVOLUÇÃO
JESUS FALA DA TEORIA DA EVOLUÇÃO ASSISTA AQUI: Textos dos ditados de Jesus a Maria Valtorta. Publicado pelo Centro Editorial Valtortiano a partir dos livros: O Evangelho como me foi revelado Os cadernos de 1943, os cadernos de 1944, Os cadernos de 1945-1950 Lições referentes à Epístola de Paulo aos Romanos Fontes: Maria Valtorta
- O PAPADO NA IGREJA PRIMITIVA, PARTE 4
Os anos que se seguiram de 250 até 260 foram alguns dos mais terríveis e, ao mesmo tempo, gloriosos do Cristianismo. Terríveis devido à fúria dos imperadores Décio e Valeriano, e gloriosos por conta da têmpera dos inúmeros santos mártires que foram os que mais glorificaram a Deus. Em 250, o imperador romano Décio emitiu um decreto de perseguição legal contra os Cristãos, todos deveriam fazer um sacrifício aos deuses pagãos, mas os cristãos não sacrificariam a outro deus, portanto, qualquer um que não tivesse um certificado era cristão e poderia ser morto por infringir a lei. Por medo, muitos cristãos negaram sua fé oferecendo um sacrifício pagão simbólico, então era dado um pedaço de papiro contendo um certificado do ocorrido (libellus), estes que se desviaram foram chamados de “lapsi” (caídos). Outros cristãos subornaram alguém para obter um certificado sem sacrifício, ou falsificaram um certificado; outros que se recusaram a se submeter, enfrentaram a ridicularização pública e a vergonha entre seus familiares e amigos e, se encontrados pelas autoridades, eram torturados e executados brutalmente. Durante esse período, nos escritos de São Cipriano, Bispo de Cartago, podemos encontrar várias evidências da autoridade do bispo de Roma sobre a Igreja Universal. São Cipriano fugiu da perseguição, tal ato chegou aos ouvidos de Roma de forma distorcida, então Cipriano enviou uma carta à Igreja de Roma explicando as razões que o motivaram a fugir: “Cipriano a seus irmãos, os presbíteros e fazendo foi dito a vocês de uma maneira um tanto distorcida e falsa, senti a necessidade de escrever esta carta para dar conta da minha conduta, minha linha de disciplina e de meu ciúme, pois, como os mandamentos do Senhor ensinam, imediatamente a primeira explosão de distúrbio surgiu, e o povo com clamor violento repetidamente me exigiu, eu, levando em consideração não tanto minha própria segurança quanto a paz pública dos irmãos, retirei-me por um tempo , para que, por minha presença excessivamente ousada, o tumulto que havia começado não fosse ainda mais provocado. No entanto, embora ausente no corpo, eu não queria nem em espírito, nem em ato, nem em meu conselho, de modo a falhar em qualquer benefício que pudesse oferecer a meus irmãos por meu conselho, de acordo com o Senhor” – Cipriano, Epístola 14,1.[1] Por que as Ações de Cipriano foram anunciadas de forma errada logo à Roma? O Bispo de Cartago tentou se defender das acusações contra ele, mas ele só o fez quando elas chegaram aos ouvidos de Roma. Pouco antes da “Sobre a Unidade da Igreja”, Cipriano escreveu a Epístola 39, nela nós encontramos: “Deus unus est et Christus unus et una ecclesia et cathedra una super Petrum Domini uoce fundata. Aliud altare constitui aut sacerdotium nouum fieri praeter unum altare et unum sacerdotium non potest. Quisque alibi collegerit spargit.” “Aqueles que não têm paz agora oferecem paz aos outros. Aqueles que se retiraram da Igreja prometem conduzir de volta e relembrar os que caíram à Igreja. Há um Deus e um Cristo, e uma Igreja, e uma cadeira fundada em Pedro pela palavra do Senhor . Não é possível erigir outro altar, nem haver outro sacerdócio além daquele altar e daquele sacerdócio.” – Epístola 39,5.[2] É fato que a rocha mencionada por São Cipriano é o Apóstolo Pedro, como afirmado por ele mesmo (Epístola 54,7) Em 251, São Cornélio foi eleito Bispo de Roma, e durante seu episcopado, outro exemplo de seu Primado ocorre, sendo em reação de Cipriano à investigação do Papa Cornélio em razão da consagração do herege Fortunato, que Cipriano tinha feito sem consultar Roma. Em resposta, o prelado Africano reconhece seu dever de trazer a Roma todas as questões mais importantes e escreve se desculpando: “Eu não te escrevi imediatamente querido irmão, sobre Fortunatus, aquele pseudo-bispo constituído por alguns hereges inveterados, porque não era algo tão importante e tão grave que você tivesse que ser notificado em seguida. Especialmente porque você já conhece bem o nome de Fortunatus, que é um dos cinco presbíteros que há algum tempo desertaram da Igreja e foram recentemente excomungados pelo julgamento de nossos colegas bispos, homens numerosos e com o maior respeito, que escreveram sobre este assunto no ano passado. Você também reconheceria Felicissimus, o porta-estandarte da sedição, que também está incluído nas mesmas cartas há muito escritas a você por nossos co-bispos, e que não só foi excomungado por eles aqui, mas, além disso, recentemente foi expulso do Igreja por você aí. Estava confiante de que você soubesse de tudo isso e tinha certeza de que você lembrava, por isso que eu julguei que não era necessário comunicar-lhe com tal velocidade e urgência as loucuras dos hereges. Pois, de fato, não deve pertencer à majestade ou à dignidade da Igreja Católica se preocupar com o que a audácia dos hereges e cismáticos pode tentar entre si. Pois o partido de Novaciano também teria feito de Máximo o presbítero (que recentemente nos foi enviado como embaixador de Novaciano, e rejeitado da comunhão conosco) seu falso bispo naquele lugar; e, no entanto, não lhe escrevi sobre isso, visto que todas essas coisas são menosprezadas por nós, e eu tinha enviado a você recentemente os nomes dos bispos nomeados lá, que com disciplina saudável governam os irmãos na Igreja Católica. Foi a opinião unânime de todos desta região que enviasse estes nomes para você, para que pudesse ser encontrado um método curto de destruir o erro e de descobrir a verdade, para que você e nossos colegas saibam a quem escrever, e reciprocamente, de que cabia a você receber as cartas” – Cipriano, Epístola 54, 9.[3] Esta carta é bastante sugestiva, já que ele não reconhecia a primazia do Bispo de Roma, porque pedir desculpas por não ter notificado ele antes? Será que o Papa poderia se intrometer em uma questão que não era de sua própria igreja particular? Por que era opinião unânime de todos na região manter o bispo de Roma informado? Outra evidência é encontrada ainda nessa mesma carta. Nela vemos como uns hereges em conflito com São Cipriano recorrem a Igreja de Roma através de cartas ao Papa para atuar em seu favor. Embora são Cipriano não tenha gostado desta atitude, porque, em sua opinião, devem defender a sua posição diante do seu próprio bispo, isso mostra que mesmo entre os cismáticos havia o reconhecimento da autoridade da Igreja de Roma sendo superior ao o resto, e, consequentemente, apelaram a ela. Também é notável como epístola de São Cipriano refere-se à Igreja de Roma como a “Cátedra de Pedro” e a “Igreja principal’, onde surgiu “a unidade do sacerdócio”: “ad ecclesiam principalem unde unitas sacerdotalis exorta est.” “Post ista adhuc pseudoepiscopo sibi ab haereticis constituto nauigare audent, et ad Petri Cathedram adque ad ecclesiam principalem unde unitas sacerdotalis exorta est ab schismaticis et profanis litteras ferre, nec cogitare eos esse Romanos, quorum fides Apostolo praedicante laudata est, ad quos perfidia habere non possit accessum” “Com um bispo falso apontado eleito por hereges, eles se atrevem a navegar e levar cartas de cismáticos e blasfemos para a cátedra de Pedro e à Igreja principal, em que a unidade sacerdotal tem a sua fonte; eles nem pensaram que estes são romanos, cuja fé foi elogiada na pregação pelo Apóstolo, e entre os quais não é possível a perfídia ter entrada.” – Epístola 54, 14 Essa frase, é crucial para o dogma da Infalibilidade Papal. Para Cipriano, o Bispo de Roma não podiam errar na fé. No latim eclesiástico o qual são Cipriano utilizava perfidia significa “infidelidade” ou “heresia”. Os protestantes são obrigados a admitir que Cipriano vê em Roma uma dignidade peculiar, mesmo que não admitam autoridade, mas aos invés disso eles acham que a linguagem de Cipriano é outra e que chega a negar toda a autoridade acima dos bispos. Alguns apenas admitem que ele considerava Roma como tendo apenas a supremacia moral e honrosa. Como vemos levar seus protestos ocasionais sobre a independência dos bispos como seu pensamento completo é um absurdo ilógico, pois essa passagem é atribuída somente a Roma. A Tentativa dos protestantes de desmerecê-la é totalmente desonesta. Olhe para o contraste entre os “cismáticos e pessoas profanas” e a fé imaculada dos romanos, que o Apóstolo tinha elogiado 200 anos antes, onde a infidelidade não tem acesso. Na epístola 67 ocorre algo similar ao pedido de desculpas da carta 54, Cipriano denuncia Basilides, que depois de ter se confessado culpado foi à distante Roma para apelar para a autoridade de Estevão (Bispo de Roma) e enganá-lo para que restaura-se o seu episcopado. Mais uma vez, se todos os bispos tivessem autoridade igual, não há sentido este tipo de apelos para o bispo de Roma, e não seria possível que ele pudesse restaurar bispos ao seu ministério contrariando o conjunto de bispos que depuseram “Por que razão você deve diligentemente observar e manter a prática derivada a partir de tradição divina e a observância apostólica, que também é mantida entre nós, e quase todas as províncias; que para a condigna celebração de ordenações todos os bispos da mesma província vizinha deve, se reunir com essas pessoas para um prelado seja ordenado. E o bispo deve ser escolhido na presença das pessoas, que conheceram mais plenamente a vida de cada um, e viram as ações de cada um no que concerne a sua conduta habitual. E isso também, nós vemos, foi feito por você na ordenação de Sabino nosso colega; para que, pelo sufrágio de toda a fraternidade, e pela sentença dos bispos que haviam se reunido em sua presença, e que tinham escrito cartas para você a respeito dele, o episcopado lhe foi conferido, e as mãos foram impostas sobre ele no lugar de Basilides. Nem pode rescindir uma ordenação Justamente aperfeiçoada, que Basilides, após a detecção de seus crimes, e descoberta de sua consciência, mesmo por sua própria confissão, foi para Roma e enganou Estevão colega nosso, colocando-o distante e ignorante do que tinha feito, e da verdade, para convencer que ele poderia ser substituído injustamente durante o episcopado de que ele tinha sido justamente deposto. O resultado disso é que os pecados de Basilides não estão nem desfeitos nem reparados, na medida em que seus antigos pecados ele também acrescentou o crime de fraude e evasão.”. – Epístola 67, 5.[4] Em 250, São Cipriano e São Firmiliano ambos escreveram sobre o bispo de Roma como sucessor de Pedro, e o último menciona como o bispo de Roma decretou a política para outras regiões com base nessa sucessão. A pedido de Faustino de Lyon e de outros bispos da Gália, São Cipriano, Bispo de Cartago escreveu ao Papa Santo Estêvão I pedindo-lhe que instruísse os bispos da Gália a condenar Marciano de Arles (um seguidor de Novaciano que se recusou a admitir aqueles que se arrependeram) e a eleger outro bispo em seu lugar (Cipriano, Epístola 66.[5]) algo que o Bispo de Roma também não poderia fazer sem ter autoridade pra isso. Segundo o teólogo ortodoxo Nikolay Afanissieff, que já mencionamos antes, a Primazia e Jurisdição Universal da Igreja de Roma na visão de Cipriano, até o momento é um fato incontestável: “De acordo com a Doutrina de Cipriano, deveria realmente haver um único Bispo à frente da Igreja Universal. Ele não estava disposto a colocar o bispo de Roma fora da multidão dos bispos, mas o lugar dado por ele à Igreja Romana o elevou acima da “multidão harmoniosa”. O ideal “Trono de Pedro” ocupado por todo o episcopado se confundiu na mente de Cipriano com o trono real ocupado pelo bispo de Roma. De acordo com Cipriano, todo bispo ocupa o trono de Pedro (o bispo de Roma, entre outros), mas a Sé de Pedro é o trono de Pedro por excelência. O bispo de Roma é o herdeiro direto de Pedro, enquanto os outros são herdeiros apenas indiretamente, mas às vezes, apenas pela mediação de Roma. Daí a insistência de Cipriano em que a Igreja de Roma é a raiz e a matriz da Igreja Católica. O assunto é tratado em tantas passagens de Cipriano que não há dúvida: para ele, a sé de Roma era “ecclesia principalis unde unitas sacerdotalis exorta est ” (de “The Church which presides in love”, na página 64 de “Primacy of Peter” de Meyendorff).[6] A controvérsia do rebatismo: O Papa Cornélio tinha sido acusado de ter comprado um libellus a fim de escapar da perseguição. O grupo que não concordava com isto elegeu um outro bispo, Novaciano (mais um “antipapa”), que pregava a severidade contra aqueles que não haviam confessado a fé durante a perseguição. Em junho de 251, o Imperador Décio foi morto enquanto lutava contra os Godos, imediatamente Treboniano Galo tornou-se o líder do Império Romano. A perseguição aos cristãos começou novamente em junho de 252, e o Papa Cornélio foi exilado para Civitavecchia, na Itália, onde morreu um ano depois, em junho de 253. Então, São Lúcio I sucedeu-lhe o episcopado, Sua eleição aconteceu durante a perseguição que já havia acusado o banimento do Papa Cornélio e ele também foi banido, mas teve permissão para voltar. Ao voltar, teve de sustentar luta fortíssima, desta vez, contra hereges denominados “novacianos”. Sua determinação, zelo apostólico, plena convicção e fé em defesa da doutrina de Cristo, culminou em seu martírio, 8 meses após sua eleição, em 254. Quando Santo Estevão sucedeu a São Lúcio, deu-se uma outra crise. Como Novaciano havia batizado muitos fiéis durante seu episcopado rival, surgiu a questão: o que fazer com estes batizados, já que Novaciano não era considerado o bispo verdadeiro? Estevão de Roma, seu sucessor, readmitiu tais fiéis na Igreja, apenas impondo-lhes as mãos como sinal de autoridade. Cipriano de Cartago, no entanto, não concordava com esta prática, pois considerava nulo o batismo de Novaciano. Por isso achava que tais fiéis deveriam ser rebatizados. É importante entender que houve uma mudança significativa na posição de Cipriano sobre a sua maneira de pensar e interpretar a primazia do bispo de Roma que veio do resultado de seu conflito com o Papa Estêvão. Em Roma o Papa Santo Estevão opôs-se ao costume do rebatismo, ameaçando de excomunhão os cristãos da África do Norte, caso insistissem em rebatizar os hereges batizados fora da Igreja Católica; apenas se deveria exigir que tivessem penitência para entrarem em comunhão com a Igreja Católica. Santo Estevão defendeu o Batismo conferido segundo a fórmula do Evangelho, ele também enviou as mesmas determinações aos bispos da Ásia Menor que rebatizavam. Em 256 foi informado de que muitos bispos reunidos no Sínodo de Cartago haviam reafirmado a necessidade do rebatismo, o Papa então os excomungou. São Cipriano escreveu uma carta raivosa a São Firmiliano (Epístola 74) lamentando o ato de excomunhão do Papa Estevão e tentando justificar sua posição em razão do rebatismo dos hereges. Houvera uma disputa entre o papa Santo Estevão de Roma e outras igrejas sobre a questão da validade batismal. Os oponentes de Santo Estevão sustentavam que o batismo administrado no santo nome da Trindade não era válido se fosse realizado fora dos limites visíveis da autêntica comunhão episcopal, deixando os convertidos de seitas heréticas que batizavam em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo com a necessidade de ser rebatizados (ou batizado pela primeira vez, como eles viam). O Papa, no entanto, disse que a eficácia de transmitir um verdadeiro batismo não foi prejudicada por ser administrada fora desses limites, desde que o nome trinitário fosse invocado de maneira apropriada. Consequentemente, aqueles que se convertem à verdadeira Igreja a partir dessas seitas heréticas ou cismáticas não devem ser batizados “de novo”, mas apenas ter as mãos colocadas sobre eles para a recepção do Espírito Santo em penitência, que é apenas providencial através dos Bispos na autêntica comunhão. Infelizmente, nós só temos dois fragmentos do Papa Santo Estevão escrevendo sobre este assunto. Uma é uma carta escrita a São Cipriano e outra aos Bispos da Ásia Menor, ambos os quais ameaçam excomungar aqueles que rebatizam os convertidos de heresia. O primeiro fragmento é encontrado a título de ser incluído e referenciado em uma carta de Cipriano a um certo Pompeu, bispo de Sabrat (Epístola 74), e o segundo fragmento está incluído na carta do São Firmiliano de Cesaréia em Capadócia para Cornélio (Epístola 75). Santo Estevão escreve, via São Cipriano: “Se, portanto, alguém vier a você de qualquer heresia, que nada seja renovado, exceto o que foi transmitido (nihil innovetur nisi quod traditum est), ou seja, que a mão seja imposta a ele em penitência, pois os próprios hereges muito apropriadamente, não batizam aqueles que vêm uns para os outros, mas simplesmente os admitem à comunhão ” e “Mas o nome de Cristo”, diz Estêvão, “realiza muito em direção à fé e santificação do Batismo, de modo que quem foi batizado em qualquer lugar no nome de Cristo, recebe imediatamente a graça de Cristo”. Em contradição com isto, São Cipriano deixou claro enquanto presidia em presença do 7º Concílio de Cartago: “A carta que foi escrita ao nosso colega Jubaianus expressa bastante a minha opinião de que, de acordo com o testemunho evangélico e apostólico, os hereges, que são chamados de anticristos e adversários de Cristo, quando chegam à Igreja, devem ser batizados com um batismo da Igreja, para que amigos possam ser feitos de adversários e cristãos de anticristos. ”(7º Concílio de Cartago) O próprio São Firmiliano acrescentou algumas críticas severas a Santo Estêvão quando escreveu em sua carta a São Cipriano: “Visto que Estevão e aqueles que concordam com ele sustentam que a remissão dos pecados e o segundo nascimento podem ocorrer no batismo dado pelos hereges, mesmo quando eles admitem que o Espírito Santo não está presente entre os hereges, que entendam que não pode haver nascimento espiritual sem o Espírito … Mas qual é o erro dele, e quão grande é a cegueira dele, que diz que a remissão de pecados pode ser dada na sinagoga dos hereges … Nesse aspecto eu estou justamente indignado sobre esta estupidez tão aberta e evidente de Estevão: que, embora ele se glorifique tanto no lugar de seu bispado e alegue que ele detém a sucessão de Pedro, sobre quem foram lançados os fundamentos da Igreja, ele deve introduzir muitas outras pedras e estabelecer o novo edifício de numerosas Igrejas, já que ele defende com sua autoridade que o Batismo é encontrado nelas ” – Epístola 74 Agora, São Firmiliano aqui faz parecer que Santo Estevão entendeu o batismo de hereges como efetivamente comunicando a remissão de pecados e o segundo nascimento. No entanto, nós não temos evidências de seus próprios escritos sobre isso, a não ser quando os hereges retornam, eles não são recebidos como limpos, mas recebem a imposição de mãos para penitência. Poder-se-ia poder falar dessa “imposição” como o primeiro lugar em que o Espírito é recebido, como o cânon 8 do Concílio de Arles faz (ver mais a seguir). Isso indicaria que ou Santo Estevão não achava que a validade herética do batismo permitia a recepção da graça salvadora, ou que, uma vez recebido, era retirada, ou talvez algo para esse efeito. De qualquer forma, até agora as coisas não parecem boas para este papa se o lermos através de São Cipriano e seu correspondente na Capadócia. Além de “Bem, ele é o papa”, há mais alguma coisa que possamos observar? Vamos ver o que mais sabemos a partir do momento. Sabemos que o bispo contemporâneo da Igreja de Alexandria, São Dionísio (248-264), acreditava ao lado do papa de Roma que o batismo não deveria ser repetido da maneira explicada. Graças a uma edição de um antigo códice uncial que contém uma antiga “refutação” do famoso Tomo do Papa São Leão pelo herético Patriarca Monofisista Timóteo de Alexandria, e que foi preservada na biblioteca de Valarshapat na Armênia Russa em uma tradução do grego, recentemente, descobrimos alguns escritos do Papa São Dionísio, que revelam mais informações sobre essa controvérsia batismal. Este códice contém citações epistólicas dos ex-patriarcas de Alexandria (ou seja, Dionísio), e chegamos a posse de alguns que foram endereçados a Roma. O que nos interessa aqui é aquele que foi recebido pelo sucessor do Papa Santo Estevão, o Papa Sisto II (257-258). O English Historical Review nos dá uma tradução literal de um fragmento. Se lê: “Desde que você tenha escrito assim, estabelecendo a legislação piedosa, que continuamente lemos e temos agora em memória – a saber, que é suficiente apenas colocar as mãos sobre aqueles que devem ter feito profissão no batismo, seja em fingimento ou em verdade, do Deus Todo Poderoso e de Cristo e do Espírito Santo; mas aqueles sobre os quais não foi invocado o nome do Pai ou do Filho ou do Espírito Santo, estes devemos batizar, mas não o rebatismo. Este é o ensinamento e tradição seguras e inamovível, iniciados por nosso Senhor depois de sua ressurreição dos mortos, quando deu aos seus apóstolos a ordem: “ide vós, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Este então foi preservado e cumprido por seus sucessores, os abençoados apóstolos e por todos os bispos anteriores a nós mesmos que morreram na Santa Igreja e compartilharam sua vida; e durou até nós, porque é mais firme que o mundo inteiro. Pois, ele disse, o céu e a terra passarão, mas minhas palavras não passarão. ”(Volume XXV, 1910, página 112) O historiador da Igreja primitiva Eusébio, bispo de Cesaréia (314-340), narra algumas cartas do Papa São Dionísio que foram dirigidas ao Papa Santo Estevão sobre a questão do Batismo antes da tradução acima. Palavras de Eusébio: “A este último escreveu Dionísio a primeira de suas cartas sobre o batismo. Nesta ocasião estava sendo agitada importante questão: Devia-se purificar pelo batismo os que se convertiam de qualquer heresia? Vigorava o costume, efetivamente antigo, de usar apenas para tais casos uma oração acompanhada de imposição das mãos. Cipriano, primeiro bispo a emitir a opinião da necessidade do batismo para os convertidos Entre os bispos deste tempo, Cipriano, pastor da comunidade de Cartago, mais que todos julgava não ser lícito acolher senão aqueles que previamente fossem purificados de seus erros pelo batismo. Mas Estêvão, pensando que não se devia introduzir inovações fora da tradição em vigor desde os primórdios, ficou intensamente irritado contra ele.. ” – “História Eclesiástica” VII,2 Para Eusébio, a visão de São Cipriano e São Firmilano era uma “inovação” que foi “contrária” ao “costume antigo” e “tradição que tinha sido mantida desde o princípio”, como o próprio Estevão havia originalmente testificado. Então, aqui mesmo, em meados do século 3, 100 anos antes de Santo Aurélio Agostinho ter nascido, nós não só temos os hierarcas de Roma e Alexandria ensinando que o batismo é válido em seitas heréticas sob a condição apropriada, mas transmitindo que isso foi a tradição antiga e apostólica até os seus tempos. O mais próximo deste período é um documento intitulado “O Tratado sobre o Rebatismo”, datado de 250-257, que traz a questão no começo e depois responde sucintamente: “Eu observo que foi perguntado entre os irmãos que caminho deveria ser especialmente adotado em relação às pessoas daqueles que, embora batizados em heresia, ainda foram batizados em nome de nosso Senhor Jesus Cristo e, posteriormente, se afastaram de sua heresia, e fugindo como suplicantes à Igreja de Deus, devem arrepender-se de todo o coração, e só agora, percebendo a condenação do seu erro, implorar da Igreja a ajuda da salvação. A questão é se, de acordo com a tradição religiosa e eclesiástica mais antiga, seria suficiente, depois daquele batismo que eles receberam fora da Igreja, mas ainda em nome de Jesus Cristo, nosso Senhor, que somente mãos fossem colocadas sobre eles pelo bispo para sua recepção do Espírito Santo, e essa imposição de mãos lhes proporcionaria o selo de fé renovado e aperfeiçoado; ou se, de fato, uma repetição do batismo fosse necessária para eles, como se eles não pudessem receber nada se não tivessem obtido o batismo novamente, como se nunca tivessem sido batizados em nome de Jesus Cristo … E ele em quem, quando ele deveria ser batizado, a invocação deveria ser feita em nome de Jesus, embora ele pudesse obter o batismo sob algum erro, ainda assim não seria impedido de conhecer a verdade em algum momento ou outro, e corrigir seu erro, e chegar à Igreja e ao bispo, e sinceramente confessando nosso Jesus diante dos homens; de modo que, então, quando as mãos fossem colocadas sobre ele pelo bispo, ele também poderia receber o Espírito Santo, e ele não perderia aquela invocação anterior do nome de Jesus. ” – “Sobre o rebatismo” A tensão foi forte entre Roma e os bispos da parte oposta, porém não durou muito, pois não houve tal conflito depois que o Papa Estêvão declarou que os hereges batizavam validamente. São Cipriano (que às vezes era chamado de “Papa africano” devido à sua influência considerável) era um forte oponente da ideia do batismo herético válido. No entanto, após a declaração do Papa Estêvão (que se seguiu a vários anos de intensa disputa), não há evidências de que Cipriano continuou sua oposição, e morreram como mártires: Estêvão em 257 e Cipriano em 258. O sucessor de Estêvão I, o Papa Sisto II, aparece em comunhão com os bispos do Norte da África, o que significa que atenderam às disposições de Santa Sé. Como dito pelo teólogo ortodoxo John Erickson: “Mas e de Cipriano? A resposta padrão em Bizâncio iria relegar ele e sua posição para a lata de lixo da história. São Basílio já considerava a prática batismal de Cipriano como obsoleta. Ele observa (cânon 1) que Cipriano e Firmiliano haviam rejeitado o batismo de Novacianista, que de acordo com seu próprio sistema de classificação seria aceito. ”(The Challenge of Our Past, Pagina 120). São Firmiliano de Cesaréia criticou erroneamente Estêvão justamente por ter decidido a controvérsia a respeito do rebatismo com base na autoridade primacial que ele detinha pela sucessão de Pedro e seu Primado, o que prova que ele possuía, e que isso foi acatado pela Igreja (Cipriano, Epístola 74,17.[7]). Assim, em 250, o episcopado romano de Pedro foi admitido pelos melhores capazes de conhecer a verdade, não apenas em Roma, mas nas igrejas da África e da Ásia Menor. Como afirmado pelo historiador Trevor Jalland: “Mas Cipriano muito mais do que Estevão merece ser classificado como aquele que vindicou com sucesso o primado sobre outros bispos e que testemunhou por um silêncio significativo sobre a importância do veredicto da Sé de Roma no ordenamento da Igreja”.[8] Vemos também que a posição antiga de São Cipriano também nunca foi aceita pela Igreja, São Jerônimo, São Vicente de Lerins, Santo Agostinho, dentre outros afirmam que São Cipriano estava errado, não apenas por discordar do Bispo de Roma, mas também na questão do Batismo. Concordar com sua visão antiga pra não concordar com o Bispo de Roma, é rejeitar a Ortodoxia: São Jerônimo em seu diálogo contra os Luciferianos, mata de uma vez por toda a argumentação protestante de que a argumentação de São Cipriano era válida, e mostra que a “rebeldia” de são Cipriano contra Estevão não foi sustenta até o fim, e os mesmos bispos que tinham se reunido com ele para decretar que os hereges deveriam ser rebatizados, voltaram atrás e conservaram o antigo costume, isto é, os hereges não precisariam ser rebatizados: “Cipriano de abençoada memória tentou evitar as cisternas e não beber das águas estranhas, e, portanto, rejeitando batismo herético, convocou seu Sínodo Africano em oposição a Estevão que era o vigésimo segundo sucessor do bem-aventurado Pedro na Sé de Roma. Eles se reuniram para discutir o assunto, mas a tentativa falhou. Por último aqueles bispos que tinham se reunido com ele e determinado que os hereges deveriam ser rebatizados, voltaram para o velho costume e publicaram um novo decreto…” -“Contra os Luciferianos” 23.[9] Este evento não é de outra maneira testificado. É bastante claro que São Cipriano não foi cortado da comunhão com Roma, sob Dionísio e Sisto. É inconcebível que Estevão retirou a sua decisão, é quase tão improvável que Dionísio ou Sisto tiraram também. Por outro lado, a raiva extrema de São Cipriano, mostrado em sua carta a Pompeu e na carta a Firmiliano, é provável que se passou, como a raiva faz. Ele já havia admitido o antigo costume, para os bispos que preferiram isso. Fica claro que esses mesmos bispos que apoiavam Cipriano voltaram atrás e aceitaram as decisões do Papa. Outro pai da Igreja que atesta a invalidade das alegações de são Cipriano contra o Papa é São Vicente Lerins, em seu Commonitorium, confirma que o Concílio sob são Cipriano foi abolido e esquecido, pois não tinha nenhum autoridade contra Roma. “O que era o fim? Que força havia no concílio Africano? Pelo dom de Deus, nenhuma. Todos, como um sonho ou um conto, foi abolido, esquecido.” “Et, o rerum mira conuersio! Auctores eiusdem opinionis catholici, consectatores haeretici, iudicantur; absoluuntur magistri, condemnantur discipuli; conscriptores librorum filii regni erunt, adsertores uero gehenna suscipiet?” “Por que é tão louco duvidar que abençoado Cipriano, que a luz de todos os santos e mártires, com seus colegas, reinarão por toda a eternidade com Cristo, ou quem, pelo contrário, de modo sacrílego como negar que os donatistas e as outras pragas, que se gabam de que é pela autoridade desse concílio que eles rebatizam, deve queimar com o diabo para sempre?” – Commonitorium I, 6.[10] Santo Agostinho chegou a duvidar se as cartas de São Cipriano contra o papa Estevão eram genuínas (Contra Cresconium I e II), porém ele preferiu simplesmente dizer que elas não eram Escritura canônica, e que ele não as seguia. Mas em outros lugares, ele admite que o estilo é de Cipriano (Epístola 93, 10, 35), lembrando que, embora não saibamos se ele mudou de ideia, “não é incongruente supor que um homem tão grande corrigiu sua visão”, em qualquer caso, si quid in eo fuerat emendandum, purgauit Pater falce passionis Santo Agostinho na sua carta contra os donatistas (“de baptisma” ou “Sobre o Batismo”), mostra que Cipriano agiu com raiva contra o Papa Estevão. E somente os donatistas conseguiriam pensar que Cipriano estava na certo, e não o Papa. Os protestantes ficam do lado da heresia donatista e rejeitam as palavras de Santo Agostinho sobre Cipriano. “Ele (Cipriano) mereceu alcançar a coroa do martírio, de modo que qualquer nuvem que tinham obscurecido o brilho de sua mente foi expulsa pelo sol brilhante de seu sangue glorioso”. -“Sobre o Batismo” I, 18, 28.[11] “O que ele derramou contra Estevão em sua irritação não vou discutir de novo, pois é, além disso, totalmente desnecessário.” – “Sobre o Batismo” 5, 25, 36.[12] Aqui como vemos na mesma carta Agostinho atesta que a mente de Cipriano estava obscurecida, mas que foi clareada pelo martírio. Eusébio dá um dado significativo quando ele narra o conflito entre Estêvão e Cipriano. É interessante este evento por que o próprio Eusébio entende que São Cipriano introduzia uma novidade contrária à tradição. “Em primeiro lugar, Cipriano, pároco da Igreja de Cartago, afirmou que eles não deveriam ser recebidos, a menos que tivessem sido purificados de seu erro pelo batismo. Mas Estevão, por outro lado, julgando que não se deveria juntar inovação nenhuma contrária à Tradição que havia prevalecido desde o princípio, desagradou-se muito com ele.” -“História Eclesiástica” VII, 3.[13] No Oriente havia outros no século IV, além de São Basílio, que pensavam que poderia ser bom, por vezes, rebatizar hereges, mas essas peculiaridades foram, aparentemente, só colocadas em prática em casos raros. Certamente não era o costume em qualquer lugar, rebatizar arianos ou semi-arianos. A partir do século V em diante, o Oriente está absolutamente em linha com o Ocidente, e a opinião teórica de São Basílio continua a ser letra morta. Todas as correntes do argumento, invectiva e eloquência de São Cipriano contra o ensinamento de Roma foram em vão. Agora, por quê Cipriano teria discutido com o Bispo de Roma se ele é infalível? A infalibilidade do Papa acontece somente quando ele pronuncia uma verdade de fé solenemente liderando o corpo de Cristo, ou seja o Papa não é infalível a todo momento e em qualquer ponto que ele discuta, ele é infalível quando se pronuncia Ex-Cáthedra, algo sobre fé e moral. Portanto, São Cipriano podia facilmente discordar do Papa Estevão em qualquer ponto ainda não definido e debaterem também sobre se o rebatismo era errado ou não, isso de modo algum afetava a infalibilidade de Estevão. Acontece que Cipriano queria negar um costume antigo da Igreja, logo Estevão estava o exortando, porém São Cipriano se revoltou e não quis aceitar, convocando até um sínodo que posteriormente foi anulado pelo próprio Papa. Tanto que Earle Cairns, professor protestante do Wheaton College, onde atuou por trinta e cinco anos, como professor e chefe do departamento de história da igreja, assim escreve: “A igreja romana tem insistido desde os primeiros tempos que Cristo deu a Pedro uma classificação especial como o primeiro bispo de Roma e o líder dos apóstolos. Cipriano [não de Roma] e Jerônimo fizeram o máximo para promover esta posição, afirmando que o primado romano cuidava dos outros assentos eclesiásticos de autoridade” (Christianity Through the Centuries, pagina 113).[14] O teólogo e historiador protestante Phillip Schaff, escreve: “Cipriano é o mais claro, tanto em sua defesa da ideia fundamental do papado quanto em seu protesto contra o modo de sua aplicação em um determinado caso. Partindo da superioridade de Pedro, sobre quem o Senhor edificou a sua Igreja, e a quem confiou o apascentamento das suas ovelhas, para assim representar a unidade no colégio dos apóstolos, Cipriano transferiu a mesma superioridade ao Bispo de Roma, como o sucessor de Pedro, e consequentemente chamou a igreja romana de cadeira de Pedro, e a fonte da unidade sacerdotal, a raiz, também, e mãe da igreja católica” (History of the Christian Church, páginas 429-430).[15] Quando Santo Estêvão I morreu, em 257, São Sisto II sucedeu-lhe o cargo, e dele falaremos na próxima parte. FONTES NOS COMENTÁRIOS
- O PAPADO NA IGREJA PRIMITIVA, PARTE 3
Dando continuidade falando sobre os acontecimentos durante o papado de Santo Higino, Santo Irineu (130-202), bispo de Lyon, relata um fato interessante ocorrido nesse período: hereges buscavam a cabeça da Igreja para ataca-la universalmente, e sempre buscavam Roma. Os historiadores franceses Jules Lebreton e Jacques Zeiller comentam o ocorrido em que o teologo gnóstico Valetino, procurou disseminar seus ideais por toda a Igreja Universal, e por isso foi a Igreja de Roma, pois esta era a principal: “Todas as especulações de Basilides (teólogo gnóstico de Alexandria) foram continuadas e desenvolvidas por um dos mais influentes teólogos entre os gnósticos do segundo século, Valentino. “Pois Valentino veio a Roma no tempo de Higino, floresceu sob Pio, e permaneceu até Aniceto” (Santo Irineu, Contra as Heresias, volume 3, capítulo 4, 3), ele então gastou cerca de trinta anos (136-165). Vemos já por este fato, a influência decisiva da Igreja Romana. Era a Igreja que os dirigentes das seitas se empenhavam ante todos para conquistar, ou pelo menos atacar, na convicção de que a partir de então sua ação se espalharia por todas as igrejas.”.[1] Porém Santo Aniceto defendeu a Fé com muito zelo e habilidade contra Valentino, Marciano e outros hereges gnósticos daquela época. Também durante o pontificado de Santo Anicento, no ano 154, São Policarpo (69-155), Bispo de Esmirna, reconheceu a obrigação de ir pessoalmente a Santo Aniceto (110-166), o 11° Bispo de Roma, pois os cristãos asiáticos, representandos por Policarpo, diferiam do resto da Igreja em sua maneira de observar a Páscoa. Enquanto as outras igrejas celebravam a festa em um domingo, os asiáticos a celebravam a data no calendário judaico, no dia 14 de nisã, qualquer que fosse o dia da semana em que este pudesse cair. O ocorrido do século II é narrado numa carta Santo Ireneu ao Papa Vitor, preservada pelo historiador Eusébio de Cesareia: “Entre estes (predecessores de Vitor) estavam os presbíteros antes de Sotero, que presidiam a Igreja que você agora governa. Queremos dizer Aniceto, Pio, Hyginus, Telésforo e Sisto. Eles próprios nem observaram, nem permitiram que seus seguidores o fizessem. E, no entanto, embora não o observassem, eles não estavam menos em paz com aqueles que vinham até eles das paróquias em que era observado; embora essa observância fosse mais oposta àqueles que não a observavam. Mas ninguém jamais foi expulso por causa dessa forma; mas os presbíteros antes de você que não a observaram, enviaram a eucaristia aos de outras paróquias que a observaram. E quando o bendito Policarpo estava em Roma no tempo de Aniceto, e eles discordaram um pouco sobre certas outras coisas, eles imediatamente fizeram as pazes um com o outro, não se importando em discutir sobre este assunto. Pois nem Aniceto poderia persuadir Policarpo a não observar o que ele sempre observara com João, o discípulo de nosso Senhor, e os outros apóstolos com quem ele havia se associado; tampouco Policarpo conseguiu persuadir Aniceto a observá-lo, ao dizer que deveria seguir os costumes dos presbíteros que o precederam. Mas, embora as coisas estivessem dessa forma, eles comungaram juntos, e Aniceto concedeu a administração da eucaristia na igreja a Policarpo, manifestamente como um sinal de respeito. E eles se separaram em paz, tanto os que observaram como os que não o fizeram, mantendo a paz de toda a igreja.” – História Eclesiástica, Livro V, capítulo 24.[2] Santo Irineu tornou-se o pacificador da ocasião, exortando e negociando desta forma em nome da paz das Igrejas, e fazendo com que Aniceto permitisse a Policarpo exercer seu ministério. Se cada Igreja na época não dependesse de Roma, Policarpo poderia muito bem celebrar a Páscoa em 14 de Nisan sem consultar o Bispo de Roma Mas ele recorreu a uma autoridade, e ele não foi ao Bispo da Igreja de Antioquia, de Alexandria ou Jerusalém, mas ao Bispo que mandava em todas essas Igrejas: ao Bispo da Igreja de Roma, aquele que podia permitir às Igrejas da Ásia a continuarem com esse costume. Por isso Santo Abercio (?-167), bispo de Hierópolis na Frígia, escreve que quando visitou Roma nos tempos do imperador Marco Aurélio, dita no seu famoso epitáfio que testemunha uma crescente consciência da fraternidade universal sendo criada pela Igreja, algo que ele pôde vivenciar suas viagens, também elogia a majestade da igreja romana, rainha do mundo cristão: “Cidadão de uma cidade escolhida, este monumento fiz enquanto vivia, para que ali pudesse, com o tempo, um local de descanso do meu corpo, [eu] sendo pelo nome de Abercius, o discípulo de um santo pastor que alimenta rebanhos de ovelhas ambos nas montanhas e nas planícies, que tem grandes olhos que vêem em toda parte. Pois este pastor me ensinou que o livro [da vida] é digno de fé. E a Roma ele me enviou para contemplar a majestade e para ver uma rainha vestida de ouro e sandália dourada; ali também vi um povo com uma marca brilhante. “.[3] Santo Aniceto morreu em 168 e fora sucedido por São Sotero, que morreu em 174 e fora sucedido por Santo Eleutério. E Santo Irineu mais a frente, em uma missiva ao Papa Eleutério procurou solicitar sua intervenção na heresia Montanista, a qual estava perturbando a paz das igrejas da Gália (atual França), e em seu livro Contra Heresias, escrito no ano 180, também sob o pontificado do Papa Eleutério, ele escreve: “Visto que, no entanto, seria muito enfadonho, em um volume como este, contar as sucessões de todas as Igrejas , confundimos todos aqueles que, de qualquer maneira, seja por uma má auto-satisfação, por vanglória, ou por cegueira e opinião perversa, reúnam-se em reuniões não autorizadas; [fazemos isso, eu digo,] indicando que a Tradição derivada dos apóstolos, da muito grande, muito antiga e universalmente conhecida Igreja fundada e organizada em Roma pelos dois apóstolos mais gloriosos, Pedro e Paulo; como também apontando a fé pregada aos homens, que chega ao nosso tempo por meio das sucessões dos bispos. Pois é uma questão de necessidade que cada Igreja concorde com esta Igreja, por conta de sua autoridade preeminente [potiorem principalitatem].” – Contra as Heresias, livro 3, capítulo 3, verso 2 Se havia disputas em uma igreja local, essa igreja devia recorrer à Igreja Romana, pois nela estava contida a Tradição que é preservada por todas as igrejas. A vocação de Roma consistia em desempenhar o papel de árbitro, resolvendo questões contenciosas, testemunhando a verdade ou a falsidade de qualquer doutrina apresentada a eles. Roma era realmente o centro para onde todos convergiam, se desejavam que sua doutrina fosse aceita pela consciência da Igreja. Não se podia contar com o sucesso, exceto com uma condição: que a Igreja de Roma tivesse recebido sua doutrina. Segundo Irineu, uma Igreja não pode ser plenamente Ortodoxa fora da comunhão com a Igreja de Roma. A recusa de Roma predeterminou a atitude que as outras igrejas adotariam, e são numerosos os casos deste recurso a Roma. Cada igreja significaria cada igreja local no mundo. Irineu reconhece a Igreja Romana como o padrão de ensino apostólico e autenticidade com o qual todas as outras igrejas no mundo devem concordar. Irineu define a própria palavra quando diz “isto é, os fiéis em todos os lugares” Isso causa tanto desconforto entre os protestantes, que o Bispo anglicano Arthur Coxe em suas notas de rodapé aos “pais ante-nicenos”, mostra sua fobia anticatólica quando critica os editores originais, Alexander Roberts e James Donaldson. Eles haviam traduzido a frase latina “propter potiorem principalitatem” como “autoridade preeminente”, que é como a maioria dos estudiosos traduz as palavras. A razão pela qual essa tradução é tão nefasta aos olhos de Coxe é que ela apóia a interpretação católica romana. Ele inclusive admite: “Os autores da tradução latina podem ter desenhado a ambigüidade que dá ao ultramontano uma aparente vantagem, mas é uma vantagem que desaparece assim que é examinada, o latim responde, cada propósito do argumento do autor, e é fatal para as reivindicações do papado”. Thomas Dolan, depois de responder às afirmações de Coxe, conclui: “Tudo isso, eu acho, torna evidente para o leitor perspicaz, que as idéias do Dr. Coxe estão sob as águas turvas de sua imaginação” (“see peter voice antiquity critical” 24) A palavra “necessidade” usada por Irineu é um termo forte, mas o acordo dentro da igreja universal era essencial para Irineu (a Igreja não podia se contradizer), então uma fonte de unidade era necessária. “É impossível exagerar a importância deste texto, que vem de um bispo venerável entre todos os outros, de um homem originário da Ásia, discípulo de Policarpo e, através dele, de São João, líder de uma Igreja sem laços estreitos com Roma, movida apenas pela solicitude pela Verdade e pela Unidade dos Cristãos. Santo Irineu especifica que é necessário recorrer à Igreja romana e estar de acordo com ela. Esta, segundo ele, é uma moral, religiosa e, portanto, mesmo uma necessidade sagrada. Não é apenas uma questão de conveniência ou utilidade, é uma obrigação “(Wladmir d’Ormesson,”Le Papaute”) Em 189, quando Santo Eleutério morreu, São Vítor I ocupou seu cargo. Em sua carta ao Papa São Vitor (189-199) Santo Irineu escreve a respeito do antigo problema de a Páscoa ser comemorada no dia 14 de Nisã conforme a páscoa hebraica No cerne da disputa estava o seguinte: na Ásia Menor, nas igrejas que datam do apóstolo João, a Páscoa era celebrada no dia 14 de Nissan, data da Páscoa judaica. O Papa São Vitor obviamente sabia sobre a variação entre a Ásia e o consenso das igrejas, e então solicitou que sínodos fossem realizados em todos os lugares sobre a questão. Houve um sínodo realizado na Palestina sob Teófilo de Cesaréia, Narciso de Jerusalém, um sínodo em Ponto sob Palmas, outro na Gália sob Santo Irineu. Outros bispos envolvidos foram o pastor da igreja em Osrhoene, Baco de Corinto, Cássio de Tiro, Claro de Ptolemaida, e nossa testemunha histórica Eusébio de Cesaréia também observa que houveram “cartas de muitos outros que expressaram a mesma opinião e julgamento e lançaram o mesmo voto. E a visão [Tradição romana] que foi descrita acima foi aceita por todos eles ”(Historia Ecclesiastica, V, 23-25). Além disso, Clemente, chefe da escola catequetica de Alexandria, publicou um resumo das tradições que ele coletou e todos concordaram com a posição de Roma. A maior parte da Igreja rejeitou essa prática da Páscoa, pois significava que a Páscoa acontecia frequentemente em um dia de semana. Eles sempre celebravam a Páscoa no Dia do Senhor (domingo) mesmo que isso significasse que não estava de acordo com o calendário judaico. Vários papas toleraram essas práticas litúrgicas contrárias, uma vez que cada prática remontava a pelo menos um apóstolo. O Papa Vitor seguiu um curso diferente, decidindo unificar todo o calendário pascal da Igreja. Ele ordenou que as igrejas asiáticas abandonassem sua antiga prática em favor do uso do domingo de Páscoa. Eles recusaram. O historiador da Igreja Eusébio registra a resposta deles, escrita por um bispo chamado Polícrates. Sua base para a recusa é que essa era a prática ininterrupta do Apóstolo João, São Policarpo e outros. A carta tem algumas características interessantes. Em primeiro lugar, a carta responde às exigências do Papa Vitor citando Atos 5,29: “Devemos obedecer a Deus e não ao homem”. Mas essa é a resposta de São Pedro ao sumo sacerdote. Não é o tipo de coisa que você diz a alguém abaixo de você. Mesmo argumentando que Vitor excedeu sua autoridade sobre eles, os bispos asiáticos não estão realmente refutando que ele tem autoridade ali. O Papa Vitor não é tratado como uma potência estrangeira ou um intrometido externo”, sua Igreja possui jurisdição sobre todas as demais. E como consta em História Eclesiástica V, 24, 8: “Poderia citar os bispos que estiveram presentes, que convoquei a seu desejo, cujos nomes, devo escrevê-los, constituiriam uma grande multidão”, mostrando que os sínodos que foram realizados em outros lugares também tinham sido convocados pelo próprio Vitor. Este pedido de convocação de sínodos revela uma pista de como Roma entendia sua responsabilidade em garantir a unidade eclesial. Quando o sínodo asiático disse “Devemos obedecer a Deus e não ao homem” em protesto contra a mudança de sua regra, elas não estavam respondendo apenas a Vitor, mas a Vitor e a todos os sínodos de as igrejas cristãs, uma vez que não foi até receber esta carta notificando da recusa dos bispos asiáticos em aceitar o Domingo de Páscoa, que São Vitor drasticamente quis declarar completamente excomungados a todos os irmãos ali E em ambos os lados na disputa estão apelando para a Tradição, para cadeias de prática ininterrupta desde os Apóstolos até o presente (e uma vez que João parece ter instituído uma prática diferente da dos outros Apóstolos, ambos os lados da disputa parecem estar certos). Temos o que poderia ser uma bela história sobre a coexistência de tradições litúrgicas, a adoção de diferentes costumes e a diversidade do Corpo de Cristo. Só que não é assim que esta história acaba. Em vez disso, ocorrera um choque feio de obediência e autoridade de um lado, com tradição litúrgica do outro. O poder de Roma é vidente: Roma ordena que todas as igrejas da Ásia fossem excomungadas. Contudo, alguns bispos opuseram-se à Vítor, e rogaram-lhe que voltasse atrás. Eles repreenderam muito o Papa pela sua atitude, uma vez que queriam manter a paz e a unidade com toda a Igreja, e acharam que a ação papal fora demasiada O historiador da Igreja, Eusébio de Cesaréia ao falar sobre o ocorrido, escreveu: “Diante disso, o chefe da Igreja de Roma, Vítor, resolveu afastar da unidade comum globalmente as comunidades de toda a Ásia, e simultaneamente as Igrejas vizinhas, como sendo heterodoxas; publicou tal decisão por carta e proclamou que todos os irmãos destas regiões, sem exceção, achavam-se fora da unidade da Igreja. Mas isso não agradou a todos os bispos. E rogavam-lhe a considerar as coisas da paz e de unidade e de amor ao próximo. Conservaram-se ainda suas palavras. Opuseram-se a Victor de modo muito incisivo.” – História Eclesiástica, Livro V, 24, 9-10 Esta é talvez, a mais explícita evidência da autoridade do bispo romano de impor um novo costume, e até mesmo de cortar da comunhão da Igreja toda uma comunidade dissidente (algo que não poderia fazer sem devida autoridade para isso). Aí, é vidente a autoridade papal sendo exercida. O Papa São Vitor respondeu à desobediência dos bispos asiáticos com uma excomunhão em massa daqueles que se recusaram a mudar para o Domingo de Páscoa. Outros bispos (mesmo aqueles que concordaram com Victor) ficaram, razoavelmente, chocados com a dureza dessa punição. Obviamente, foi exagerada a pena que o Papa deu às Igrejas da Ásia, tanto é que gerou uma oposição a sua atitude. Porém os bispos asiáticos opuseram-se ao Papa de modo muito incisivo pelo fato, de ter abusado de sua autoridade universal, mas não negam seu poder e autoridade. Apenas se opuseram a medida papal pois sabiam que ele não poderia excomungar Igrejas se ele não pudesse, e ele poderia. Santo Irineu (que defendia a data do domingo de Páscoa e crente no papado romano) foi um dos bispos que interveio, e rogou a Vitor para que revogasse sua decisão, ressaltando que o Papa Aniceto tinha comungado com São Policarpo, apesar de suas diferenças sobre este assunto. É digno de nota que, embora Santo Irineu rogasse para que São Vitor não excomungasse as Igrejas da Ásia, como o Historiador e Teologo Pierre Batiffol adequadamente observa concernente à excomunhão que o bispo Vitor pronunciou contra Polícrates: “O bispo de Roma condena sua observância da Páscoa como costume que é contra o Canon da fé Apostólica, e os corta, não da comunhão romana, mas da católica. Está ciente então, de que tal sentença de sua parte é legítima. Irineu protesta contra a excomunhão dos asiáticos, é verdade, mas não sonha em questionar o poder de Vitor para pronunciar esta excomunhão”.[4] Santo Irineu concorda que é necessário celebrar unicamente no domingo o mistério da ressurreição do Senhor; no entanto, com muito bom senso, exorta Vitor a não amputar igrejas de Deus inteiras que haviam observado a tradição de um antigo costume. Eusébio escreve sobre isso: “Em primeiro lugar, (Irineu) declara que somente no domingo se deve celebrar o mistério da ressurreição do Senhor; depois exorta delicadamente Vítor a não apartar da comunhão Igrejas de Deus inteiras, que conservam a tradição de antigo uso; e a muitas outras razões, adita as seguintes expressões: […]” -História Eclesiástica, Livro V, 24, 11 Esse pedido, de Irineu, que em suas cartas, exorta que o mundo inteiro seja subordinado à Roma, será crucial para que Vítor retire a pena imposta. O bispo de Roma demonstrou sua autoridade não sobrepujada ao impor a páscoa romana. Bispos asiáticos, tais como Policarpo e Polícrates, embora recusassem aceitar o costume romano, reconheceram, todavia, o pedido dos bispos romanos: o primeiro sentiu a obrigação de ir, em 154 d.C., pessoalmente a Aniceto para acertar a questão da Páscoa e outros assuntos, o segundo aquiesceu com a ordem de Vitor de convocar um concílio. Pierre Batiffol apropriadamente comenta quanto a esta questão que “É somente a Roma que Éfeso responde e resiste. Vemos a autoridade que Roma exerce nesse conflito. Renan apropriadamente disse, em referência a este caso: ‘O papado nasceu, e muito bem nascido’”.[5] Eusébio conclui seu relato dizendo simplesmente: “Assim, Irineu, que realmente tinha um nome bom [o nome de Irineu vem da palavra grega para paz], tornou-se um pacificador neste assunto, exortando e negociando desta forma em nome da paz das igrejas. E ele conferiu por carta sobre esta questão debatida, não apenas com Vitor, mas também com a maioria dos outros governantes das igrejas” O resultado final do conflito é impressionante: Vitor venceu. A Ásia Menor mudou da Páscoa da Páscoa (uma tradição estabelecida pelo Apóstolo João!) Para o Domingo de Páscoa, a pedido do papa. Agora, de certa forma, esta história pode afirmar os temores protestantes sobre o papado, dada a dureza da resposta de Vitor e as origens apostólicas do calendário litúrgico asiático. Mas vale lembrar que essa história não é de algum papa da Renascença imperioso. É de um dos primeiros papas mártires cristãos, e tudo aconteceu antes do final do segundo século. Literalmente, levará mais de um século antes mesmo de chegarmos à legalização do Cristianismo pelo Edito de Milão, muito menos a algo como o Concílio de Nicéia. Certos cristãos adeptos a teoria do resgate anseiam pelos primeiros dias do cristianismo, e imaginam estruturas altamente centralizadas como o papado como um desenvolvimento (ou invenção) posterior. Mas isso é Cristianismo primitivo. O papado tem estado no coração da Igreja Católica desde o início, como a história nos mostra. Alguns historiadores têm o seguinte a comentar sobre este Papa e suas ações: “Em nenhum momento de sua história esta preeminência é tão evidente como sob o Papa Vitor: quando ‘da Gália a Osrhoene [no Eufrates]” seu convite para a convocação de concílios para efetuar um acordo de a controvérsia pascal foi aceita em toda parte. ‘Esta iniciativa do Papa Victor por si só, uma iniciativa provou ser eficaz, é suficiente para mostrar quão evidente naqueles tempos antigos era a situação excepcional e a autoridade ecumênica da igreja romana’ ” (Dr. Beresford Kidd, “The Roman Primacy to AD 461”, página 18-19) “O Papa Vitor iniciou um movimento em favor da unidade de observância. Concílios são realizados simultaneamente a seu pedido em toda a cristandade, e todos publicam as decisões de que a Páscoa deve ser celebrada apenas no domingo. Somente as igrejas asiáticas resistem a essa decisão. São Vitor ‘tenta separá-los da unidade comum’. Alguns outros bispos acham isso muito severo, pois o bispo de Éfeso pleiteou uma tradição recebida do apóstolo São João, e eles ‘criticaram Victor de forma um tanto severa’. Entre esses, Santo Irineu exortou Victor a considerar que a diferença no costume do jejum só trouxe mais clareza à unidade da fé […] Seja como for, encontramos nesta história incompleta de um Papa consciente de que é ele quem deve ver a uniformidade nas igrejas cristãs. Vemos conselhos reunidos em todos os lugares a seu pedido.(Dom John Chapman, Bishop Gore and Catholic Claims, páginas 66-67) “Não há nenhum vestígio de protesto contra a ação de Victor com base em princípios. Ninguém sugeriu que ele não tinha o direito de agir como havia agido. ” (Trevor Jalland, “The Church and the Papacy”, página 121) A autoridade incontestada exercida pela igreja de Roma por intermédio de seu bispo chefe, poderia ainda ser evidenciada por exemplos posteriores, tais como a excomunhão pelo papa Vitor de Teodoto, um herege de Bizâncio, por ensinar que Cristo só teria se tornado Deus após sua ressurreição, como registrado por Eusébio de Cesareia.[6] Os seguidores de Teodoto formaram uma comunidade herética separada em Roma governada por outro Teódoto, o Cambista e Asclepiodoto. Quando São Vítor I morreu em 199 d.C., São Zeferino fora nomeado seu sucessor Apostólico. No ano 202, o imperador Septimio Severo levantou a quinta perseguição mais sangrenta contra a Igreja, que continuou não por apenas dois anos, mas até a morte daquele imperador em 211. esta furiosa tempestade, este santo pastor foi o apoio e conforto do angustiado rebanho de Cristo, e ele sofreu por caridade e compaixão o que todo confessor passou. O seu pontificado se caracterizou por duras lutas teológicas que levaram, por exemplo ao confronto com Tertuliano. Tertuliano, bispo de Cartago, tem uma história trágica. Ele já havia escrito uma bela obra chamada “De praescriptione haereticorum” (“Prescrições Contra Todas as Heresias”), escrita por volta de 198 d.C., onde ele ainda via a Sé de Roma como autoridade universal: “Venha agora, você que teria uma curiosidade melhor, se você a aplicasse ao negócio de sua salvação, passe pelas igrejas apostólicas, nas quais os próprios tronos dos apóstolos ainda são proeminentes em seus lugares, nos quais os seus próprios escritos autênticos são lidos, pronunciando a voz e representando o rosto de cada um individualmente. Acaia está muito perto de você, (na qual) você encontra Corinto. Visto que você não está longe da Macedônia, você tem Filipos; (e lá também) você tem os tessalonicenses. Já que você pode atravessar para a Ásia, você obtém Éfeso. Além disso, você está perto da Itália, você tem Roma, da qual vem mesmo em nossas mãos a autoridade (dos próprios Apóstolos). Quão feliz é esta Igreja que os Apóstolos deram, com seu sangue, toda a doutrina, onde Pedro é igualado a paixão do Senhor, onde Paulo foi coroado com a morte de João [Batista], onde o apóstolo João, depois que, jogado em óleo fervente, não sofrendo dano algum, foi exilado em uma ilha.” – Prescrições contra todas as heresias, 36.[7] Em outras traduções está: “Mas se te encontras perto da Itália, tens Roma, de onde para nós vem a autoridade”. Essa frase de Tertuliano, mostra como um católico da época, acreditava na autoridade da Sé Romana. Contudo, ao sair da Igreja Católica e abraçar o montanismo, a opnião de Tertuliano sobre este assunto muda completamente. No terceiro e último período da vida de Tertuliano, vemos o escritor africano já militando contra a Igreja Primitiva, no partido montanista. Sua conversão ao montanismo ocorreu por volta de 207 d.C. A partir de 212-213 d.C. enumeram-se as obras: “De fuga in persecutione” (Sobre a inadmissibilidade de fuga durante a perseguição), o “Adversus Praxeam” (contra o patripassiano Práxeas expõe-se a doutrina sobre a Trindade), o “De monogamia” (ainda contra as segundas núpcias, com textos mais radicais e tons mais duros), o “De ieiunio adversus Psychicos” (defesa da prática montanista sobre o jejum e ataque aos ‘psychici’, isto é, aos católicos, acusados de serem laxistas) e o “De pudicitia” (“Sobre a Modéstia”). Nessas suas últimas obras, Tertuliano já está abraçado com suas heresias: ou com o montanismo ou com o tertulianismo (heresia que ele irá fundar alguns anos após abraçar o montanismo). Em seu período Pré-Montanista, onde vale lembrar, já não devia ser considerado um católico, ao escrever sua carta contra Práxeas, no capítulo 1 acusava o bispo de Roma de se simpatizar as heresias de Montano e Priscila (o montanismo), que ironicamente em poucos anos, seria sua nova religião. Nessa nova fase herética, Tertuliano nega à Igreja o direito de perdoar os pecados, reservando-o aos “homens espirituais” (apóstolos e aos profetas), afirma-se que alguns pecados gravíssimos (idolatria, fornicação, homicídio) não se têm perdão. Nesse período, Tertuliano assume grande oposição à Igreja de Roma, não vendo mais autoridade nela. Por tudo isso, São Jerônimo (347-420) diz, no século IV, em sua obra “Contra Helvídio” que “De Tertuliano não direi (nada) senão que não pertenceu à Igreja.”.[8] Santo Hipólito de Roma acusou de heresia o papa são Zeferino e o diácono Calisto. Seu ímpeto culminou quando, após a morte de São Zeferino, São Calisto I foi eleito papa em 217. São Calisto ficou famoso por ter excomungado Sabélio, pai do sabelianismo (heresia unicista que afirmava que Deus em sua unicidade se manifestou em carne e não em três pessoas distintas) e por ter exercido Primazia sobre a Igreja Universal, a Ortodoxia de Calisto foi desafiada por Hipólito e Tertuliano com base em que em um famoso édito ele concedeu a Comunhão após a devida penitência para aqueles que haviam cometido adultério e fornicação. O edito era uma ordem para toda a Igreja, como narra Tertuliano: “Ouvi dizer que foi publicado um edital, e peremptório; o bispo dos bispos, que significa o Pontifex Maximus, proclama: Eu perdoo os crimes de adultério e fornicação para aqueles que fizeram penitência” (“Sobre a Modéstia” 1,3).[9] É claro que Calisto baseou seu decreto no poder de ligar e desligar concedido a Pedro, aos seus sucessores e a todos em comunhão com eles: “Quanto à tua decisão”, exclama Tertuliano, já adepto do montanismo, “Eu pergunto, de onde tu usurpar este direito da Igreja ? Se for porque o Senhor disse a Pedro: Sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, dar-te-ei as chaves do reino dos céus’, ou o que quer que seja mais ligeiro ou solto na terra será ligado ou desligado no céu’, que tu presumes que este poder de ligar e desligar foi transmitido a ti também, isto é, a cada Igreja em comunhão com a de Pedro (ad omnem ecclesiam Petri propinquam, ou seja, Petri ecclesiae propinquam), quem és tu que destróis e alteraste a intenção manifesta do Senhor, que a conferiu a Pedro pessoalmente e sozinho?”(“Sobre a Modéstia” 21) Como Tertuliano registrou, este fora um ato claro de Primaza. Já mencionamos inclusive na parte 2, o fato do ministro presbiteriano William Dool Killen vergonhosamente afirmar que as cartas de Santo Inácio de Antioquia serem uma falsificação de São Calisto para afirmar a Primazia que ele admite que este Bispo de Roma professava.[10] Hipólito e Tertuliano estavam defendendo um suposto costume de tempos anteriores, e o papa ao decretar um relaxamento foi considerado como promulgando uma nova lei. Hipólito rebelou-se e acabou sendo indevidamente eleito “papa” pelos seus bispos partidários, tornando-se um “anti-papa”. Esse cisma manteve-se na Igreja até mesmo após a morte de São Calisto em 222, e nos pontificados de Santo Urbano I (222-230) e São Ponciano, que foi eleito em 230. Então, morrera em combate o imperador Alexandre Severo, sendo sucedido por Maximino, tirano que retomou a perseguição aos cristãos. E começou de forma singular: deparando-se com a existência de dois papas, deportou ambos, condenando-os a trabalhos forçados numa mina de pedras da Sardenha. São Ponciano foi o primeiro papa a ser deportado. Era um fato novo para a Igreja, que ele administrou com sabedoria, sagacidade e muita humildade. Para que seu rebanho não ficasse sem pastor, renunciou ao trono de Pedro em 235, tornando-se, também, o primeiro papa da Igreja a usar este recurso extremo. Todavia o gesto de Ponciano comoveu Hipólito, que percebeu seu sincero zelo apostólico. Por isso também renunciou ao seu posto, interrompendo o prolongado cisma e reconciliando-se com a Igreja de Roma, antes de morrer, em 235, mesmo ano da morte de Ponciano. O cristianismo só se beneficiou porque Santo Hipólito tornou-se o mais importante filósofo cristão do final do século III. As suas obras mais conhecidas são seu comentario no Livro de Daniel (onde faz intercessão dos Santos), “Philosophumena” e “A tradição apostólica”, que aborda temas importantes, como rito, disciplina e costumes cristãos da época. Papa Ponciano, por sua vez, instituiu o canto dos salmos, a reza do “confiteor Deo” antes de morrer e o uso do “Dominus vobiscum”. E, o fundamental: pôs fim à heresia de Santo Hipólito. Com sua renúncia, Ponciano foi sucedido então pelo papa Santo Antero, de origem grega, que exerceu a função por apenas quarenta dias, entre de 21 de novembro de 235 a 3 de janeiro de 236, e morreu. Após a morte de Santo Antero, São Fabiano sucedeu-lhe o cargo. Eusébio de Cesareia relata que a eleição de São Fabiano ocorrera de forma maravilhosa: “Eles dizem que Fabiano tendo vindo, após a morte de Anteros, com outros do país, estava hospedado em Roma, e que enquanto lá ele foi escolhido para o cargo por meio de uma manifestação maravilhosa da graça divina e celestial . Pois quando todos os irmãos se reuniram para selecionar pelo voto aquele que deveria suceder ao episcopado da igreja, vários homens renomados e honrados estavam na mente de muitos, mas Fabianus, embora presente, não estava na mente de nenhum. Mas eles relatam que de repente uma pomba voando baixo pousou sobre sua cabeça, parecendo a descida do Espírito Santo sobre o Salvador na forma de uma pomba. Em seguida, todo o povo, como que movido por um Espírito Divino, com toda avidez e unanimidade clamou que ele era digno, e sem demora eles o pegaram e o colocaram na cadeira episcopal.” – “História Eclesiástica” VI,29.[11] O famoso professor e erudito cristão Orígenes escreveu a Fabiano defendendo a ortodoxia de seu ensino (conforme relata Eusébio em “História Eclesiástica” VI,36), que havia sido condenado tanto em Alexandria quanto mais tarde em Roma, em um sínodo sobre o qual provavelmente Anterus havia presidido. Quando São Fabiano morreu em 250, São Cornélio sucedeu-lhe o cargo, e dele falaremos mais na próxima parte. FONTES NOS COMENTÁRIOS #USA #IcelandSwedenDenmarkNorway #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #Belarus #desenvolvimentodoutrinal #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Igreja
- OS MECANISMOS OCULTOS DAS REDES SOCIAIS – Aldo Maria Valli
Há algumas noites, por iniciativa da minha filha Laura, de 20 anos, a família juntou-se para ver O Dilema Social , o filme produzido pela Netflix que revela os mecanismos ocultos nas redes sociais. Assinado por Jeff Orlowski, é um documento que suscita muitas questões e reflexões. À medida que os depoimentos iam se sucedendo, olhei para o smartphone, que estava ali no sofá ao meu lado, não mais como um veículo, mas como um monstro hostil e insidioso. O filme reúne os testemunhos de inúmeros especialistas em redes sociais que, depois de trabalharem no setor, sentiram o dever moral de alertar contra a manipulação cada vez mais forte que nos envolve a todos, os usuários. É o caso de Tim Kendall (ex-diretor de monetização do Facebook), Justin Rosenstein (co-inventor do botão Curtir), e Tristan Harris, um ex-funcionário do Google (definido como “a consciência do Vale do Silício”). São testemunhos que mostram como a indústria da tecnologia social funciona de acordo com um dogma muito claro para os mercados baseados em publicidade: “Se não está pagando por isso, então você é o produto.” A televisão comercial tem funcionado da mesma maneira há anos, mas as redes sociais têm aplicado o princípio com uma disseminação sem precedentes. Nunca tive a oportunidade de ouvir depoimentos de ex-funcionários, técnicos e gestores de gigantes como Google, Facebook, Instagram, Reddit, Pinterest; e devo dizer que, mesmo que por muitos anos trabalhe no mundo da mídia de massa, muitas vezes tentando apontar seus limites e perigos, diante desses rumores confesso que me senti quase um idiota. Uma coisa é pensar que sabemos que as mídias sociais, dentro de certos limites, nos usam para seus próprios fins comerciais; outra, porém, é ouvir isso dito com detalhes por Tristan Harris, ex-especialista em ética de design do Google e colega de universidade (Stanford) de Kevin Systrom, um dos fundadores do Instagram. “Impedir que as empresas de tecnologia sequestrem nossas mentes”: este é o objetivo da organização sem fins lucrativos Time Well Spent , [Tempo Bem Gasto], fundada por Harris. A missão é clara: depois da embriaguez generalizada com o desenvolvimento ultrarrápido das redes sociais, é chegado o momento de colocar a mão na consciência (desde que anda reste em nós alguma coisa parecida com isso…). E a tarefa recai principalmente sobre os especialistas: designers de sites, desenvolvedores de aplicativos, gurus da publicidade online. Chegamos ao limite. A manipulação chegou a tal ponto, que compromete tanto a saúde mental e física dos indivíduos, quanto a própria coexistência social. Catastrofismo? Não, diz Harris. É realismo. Trata-se de ter plena consciência de que, cada vez que se usa o smartphone, embora isso provoque uma sensação de satisfação e liberdade, do outro lado da tela há milhares de pessoas trabalhando para utilizar as pessoas de tal forma, que elas sejam, para esse pessoal, só uma fonte de renda cada vez mais lucrativa. E tudo isso significa manipulação. O progresso digital não é ruim em si: todos nós podemos aproveitar os benefícios de estar conectados. Contudo, é necessário compreender que, no ponto em que nos encontramos, é necessária uma correção decisiva de rumo, e isso não pode acontecer com base na lógica comercial, mas somente graças a uma tomada de consciência moral. Durante o lockdown , vimos como as tecnologias são preciosas: com o home office , setores produtivos e acadêmicos puderam continuar a funcionar, apesar das limitações impostas pela pandemia. É preciso buscar um equilíbrio. É positivo facilitar contatos e intercâmbios, mas quando, por exemplo, a rolagem de tela se torna uma compulsão, devemos inevitavelmente começar a nos perguntar o que queremos fazer com nosso tempo e nossa vida. Não é preciso ser muito especialista para perceber que as redes sociais desencadeiam dinâmicas semelhantes às das drogas: prazer, dependência, vício. Sempre queremos mais, não podemos nos contentar com o mesmo. E, do outro lado da tela, há alguém que conta o dinheiro que vai entrando. O filme me fez refletir, sobretudo, no perfil pessoal cada vez mais detalhado que todos nós, através das nossas escolhas nas redes sociais, passamos aos produtores, transformando-nos em alvos de marketing, não só comerciais, mas também culturais e políticos. Simplificando, dir-se-ia que as mídias sociais nos fazem ouvir e ver o que queremos ouvir e ver. Daí um aumento geral da polarização (há cada vez menos espaço para posições intermediárias, para os que admitem não saber ou para cotejos honestos); e polarização produz situações conflitivas. Com resultados paradoxais, porque justamente na época em que se fala tanto do politicamente correto e da moderação da linguagem, nos encontramos em uma arena em que os vencedores são aqueles que levantam a voz, aqueles que agridem, aqueles que instigam, aqueles que baseiam seus argumentos não em um raciocínio articulado, mas em slogans impactantes. No filme, um dos entrevistados diz que já é tarde para trazer de volta o gênio da lâmpada; mas talvez ainda seja possível fazer alguma coisa, a partir de nossas escolhas diárias (pelo menos aumentar a consciência do nosso grau de dependência do marketing e da propaganda). Devo acrescentar que, sobretudo como pai e avô, fiquei impressionado com a correlação entre o uso de mídia social e comportamentos autodestrutivos entre jovens e adolescentes. Não é possível ficar indiferente quando se descobre que, entre os americanos com idades entre dez e vinte e quatro anos, a taxa de suicídio aumentou 57%, entre 2007 e 2018. “Há muitas razões para suspeitar que as taxas de suicídio vão subir novamente este ano, não apenas por causa da Covid-19, mas porque o estresse e a ansiedade parecem permear todos os aspectos de nossa vida”, disse Shannon Monnat, codiretora do Policy, Place and Population Health Lab, da Universidade de Syracuse. O suicídio é hoje a segunda causa de morte entre os jovens, e é lícito pensar que, por trás do fenômeno, esteja também a proliferação das redes sociais. “Há uma associação entre o uso das mídias sociais e da Internet e as tentativas de suicídio de jovens”, diz um estudo recentemente publicado, intitulado “Mídias sociais, uso da Internet e tentativas de suicídio em adolescentes”. A Royal Society for Public Health do Reino Unido, que identificou as plataformas de mídia social com maior impacto sobre a saúde mental, descobriu que o Instagram, o Snapchat, o Facebook e o Twitter têm os efeitos mais negativos sobre a saúde psicológica dos jovens. E um relatório indica que o uso das redes sociais está diretamente relacionado ao aumento dos sintomas depressivos em adolescentes. Não será possível trazer de volta o gênio da lâmpada, mas se a palavra responsabilidade ainda tiver algum significado, devemos estar preparados para os problemas. “The Social Dilemma”. Il buio oltre lo schermo
- Governo pede suspensão de filme da Netflix por ‘conteúdo pornográfico envolvendo crianças’
‘O filme apresenta pornografia infantil e múltiplas cenas com foco nas partes íntimas das meninas enquanto reproduzem movimentos eróticos durante a dança’, diz comunicado do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, chefiado pela ministra Damares Alves, pediu a suspensão da veiculação do filme “Cuties” pela Netflix e investigação sobre sua distribuição no Brasil, por possuir “conteúdo pornográfico envolvendo crianças”. O pedido foi encaminhado à coordenação da Comissão Permanente da Infância e Juventude (Copeij), colegiado integrado por procuradores e promotores de Justiça de todos os estados e distrito Federal que atuam diretamente na área da infância e juventude. O filme francês é uma produção original da Netflix e tem classificação indicativa de 16 anos. De acordo com o ministério, no ofício assinado pela Secretaria Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente, o secretário Maurício Cunha destacou que a produção, protagonizada por uma menina de 11 anos, possui, como pano de fundo, o fascínio pela dança, a busca pela liberdade, o desenvolvimento da identidade sexual e o conflito em relação à tradição religiosa de sua família. “No entanto, de acordo com Cunha, o filme apresenta pornografia infantil e múltiplas cenas com foco nas partes íntimas das meninas enquanto reproduzem movimentos eróticos durante a dança, se contorcem e simulam práticas sexuais. O roteiro, segundo ele, pode levar à normalização da hipersexualidade das crianças em produções artísticas”, informou, em comunicado. Além da suspensão do filme no país, o governo pede a apuração da responsabilidade pela oferta e distribuição do conteúdo, destacando que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê como crime o ato de “vender ou expor à venda, vídeo ou outro registro que contenha cena pornográfica envolvendo criança e adolescente, punível com reclusão de 4 a 8 anos e multa”. Fonte: Jovem Pan | *Com Agência Brasil #Netflix
- Governo pede suspensão de filme da Netflix por ‘conteúdo pornográfico envolvendo crianças’
‘O filme apresenta pornografia infantil e múltiplas cenas com foco nas partes íntimas das meninas enquanto reproduzem movimentos eróticos durante a dança’, diz comunicado do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, chefiado pela ministra Damares Alves, pediu a suspensão da veiculação do filme “Cuties” pela Netflix e investigação sobre sua distribuição no Brasil, por possuir “conteúdo pornográfico envolvendo crianças”. O pedido foi encaminhado à coordenação da Comissão Permanente da Infância e Juventude (Copeij), colegiado integrado por procuradores e promotores de Justiça de todos os estados e distrito Federal que atuam diretamente na área da infância e juventude. O filme francês é uma produção original da Netflix e tem classificação indicativa de 16 anos. De acordo com o ministério, no ofício assinado pela Secretaria Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente, o secretário Maurício Cunha destacou que a produção, protagonizada por uma menina de 11 anos, possui, como pano de fundo, o fascínio pela dança, a busca pela liberdade, o desenvolvimento da identidade sexual e o conflito em relação à tradição religiosa de sua família. “No entanto, de acordo com Cunha, o filme apresenta pornografia infantil e múltiplas cenas com foco nas partes íntimas das meninas enquanto reproduzem movimentos eróticos durante a dança, se contorcem e simulam práticas sexuais. O roteiro, segundo ele, pode levar à normalização da hipersexualidade das crianças em produções artísticas”, informou, em comunicado. Além da suspensão do filme no país, o governo pede a apuração da responsabilidade pela oferta e distribuição do conteúdo, destacando que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê como crime o ato de “vender ou expor à venda, vídeo ou outro registro que contenha cena pornográfica envolvendo criança e adolescente, punível com reclusão de 4 a 8 anos e multa”. Fonte: Jovem Pan | *Com Agência Brasil #Netflix
- Os EUA alertam o Papa para não renovar acordo com a China
Hoje expira o acordo secreto provisório promovido pelo cardeal Parolin e negociado pelo ex-cardeal McCarrick entre Pequim e a Santa Sé, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, advertiu contra sua ratificação. ” O Vaticano colocaria sua autoridade moral em risco se renovasse o acordo”, disse o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, em nota oficial, que visitará a Santa Sé no dia 29. Geopolítica, sim, mas Pompeo usou argumentos de que Repetem-se com crescente perplexidade desde a assinatura do pacto provisório, há dois anos: “A Santa Sé chegou a um acordo com o Partido Comunista da China, na esperança de ajudar os católicos chineses. Mas o abuso dos fiéis pelo Partido Comunista Chinês só piorou. “ É difícil negar que é um argumento de peso, com os dados em mãos que temos desvendado esses dois anos de pesadelo para a Igreja clandestina chinesa – a única legítima até então – e que o Arcebispo emérito de Hong não se cansou de denunciar Kong, Cardeal Joseph Zen. A nota explicita parte da situação: “Dois anos depois, é claro que o acordo sino-vaticano não protegeu os católicos da perseguição do Partido, para não falar do tratamento terrível que o Partido reserva a outros cristãos, budistas tibetanos, seguidores Falun Gong e crentes de outras religiões. O relatório anual de 2019 do Departamento de Estado sobre a liberdade religiosa forneceu um exemplo notável com a história do padre Paul Zhang Guangjung, que foi espancado e mais tarde “desapareceu” por se recusar a ingressar na Associação Patriótica de Católicos Chineses liderada pelo Partido. Comunista. E este é apenas um dos muitos exemplos. “ Leia também Clique aqui para assistir uma análise completa sobre o acordo China-Vaticano. Pompeo, é claro, não pode se referir ao que o pacto pode ter significado para o destino da Igreja e sua unidade, então ele afeta a ‘autoridade moral’ do Romano Pontífice. “A Santa Sé tem a capacidade e o dever únicos de chamar a atenção do mundo para as violações dos direitos humanos, especialmente aquelas cometidas por regimes totalitários como o de Pequim. No final do século 20, o poder do testemunho moral da Igreja ajudou e inspirou aqueles que libertaram a Europa Central e Oriental do comunismo e aqueles que desafiaram os regimes autocráticos e autoritários na América Latina e no Leste Asiático. Esse mesmo poder de testemunho moral deve continuar a ser usado hoje contra o Partido Comunista Chinês. “ A Santa Sé, sob o pontificado de São João Paulo II, tornou-se uma referência moral indiscutível na luta pela alma do Ocidente contra o totalitarismo comunista, e este é o ‘capital moral’ que a Igreja corre o risco de destruir apoiando uma tirania como a chinesa com esses acordos. “A história nos ensina que os regimes totalitários só podem sobreviver na escuridão e no silêncio, quando seus crimes e brutalidades não são vistos ou condenados”, afirma a nota. “Se o Partido Comunista da China colocar a Igreja Católica e outras comunidades religiosas de joelhos, os regimes que não respeitam os direitos humanos serão fortalecidos e o custo das tiranias persistentes aumentará para todos os bravos fiéis que honram a Deus perante o autocrata. mudança”. Pompeo conclui a mensagem com um apelo dirigido às autoridades da Igreja universal: “Rezo à Santa Sé e a todos os que acreditam na centelha divina que ilumina toda a vida humana, que ao tratar do Partido Comunista da China lembrem o palavras de Jesus no Evangelho de João: A verdade te liberta ”. Por Carlos Esteban | Traduzido de InfoVaticana Leia também Clique aqui para assistir uma análise completa sobre o acordo China-Vaticano. #China #EUA #Vaticano
- Os EUA alertam o Papa para não renovar acordo com a China
Hoje expira o acordo secreto provisório promovido pelo cardeal Parolin e negociado pelo ex-cardeal McCarrick entre Pequim e a Santa Sé, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, advertiu contra sua ratificação. ” O Vaticano colocaria sua autoridade moral em risco se renovasse o acordo”, disse o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, em nota oficial, que visitará a Santa Sé no dia 29. Geopolítica, sim, mas Pompeo usou argumentos de que Repetem-se com crescente perplexidade desde a assinatura do pacto provisório, há dois anos: “A Santa Sé chegou a um acordo com o Partido Comunista da China, na esperança de ajudar os católicos chineses. Mas o abuso dos fiéis pelo Partido Comunista Chinês só piorou. “ É difícil negar que é um argumento de peso, com os dados em mãos que temos desvendado esses dois anos de pesadelo para a Igreja clandestina chinesa – a única legítima até então – e que o Arcebispo emérito de Hong não se cansou de denunciar Kong, Cardeal Joseph Zen. A nota explicita parte da situação: “Dois anos depois, é claro que o acordo sino-vaticano não protegeu os católicos da perseguição do Partido, para não falar do tratamento terrível que o Partido reserva a outros cristãos, budistas tibetanos, seguidores Falun Gong e crentes de outras religiões. O relatório anual de 2019 do Departamento de Estado sobre a liberdade religiosa forneceu um exemplo notável com a história do padre Paul Zhang Guangjung, que foi espancado e mais tarde “desapareceu” por se recusar a ingressar na Associação Patriótica de Católicos Chineses liderada pelo Partido. Comunista. E este é apenas um dos muitos exemplos. “ Leia também Clique aqui para assistir uma análise completa sobre o acordo China-Vaticano. Pompeo, é claro, não pode se referir ao que o pacto pode ter significado para o destino da Igreja e sua unidade, então ele afeta a ‘autoridade moral’ do Romano Pontífice. “A Santa Sé tem a capacidade e o dever únicos de chamar a atenção do mundo para as violações dos direitos humanos, especialmente aquelas cometidas por regimes totalitários como o de Pequim. No final do século 20, o poder do testemunho moral da Igreja ajudou e inspirou aqueles que libertaram a Europa Central e Oriental do comunismo e aqueles que desafiaram os regimes autocráticos e autoritários na América Latina e no Leste Asiático. Esse mesmo poder de testemunho moral deve continuar a ser usado hoje contra o Partido Comunista Chinês. “ A Santa Sé, sob o pontificado de São João Paulo II, tornou-se uma referência moral indiscutível na luta pela alma do Ocidente contra o totalitarismo comunista, e este é o ‘capital moral’ que a Igreja corre o risco de destruir apoiando uma tirania como a chinesa com esses acordos. “A história nos ensina que os regimes totalitários só podem sobreviver na escuridão e no silêncio, quando seus crimes e brutalidades não são vistos ou condenados”, afirma a nota. “Se o Partido Comunista da China colocar a Igreja Católica e outras comunidades religiosas de joelhos, os regimes que não respeitam os direitos humanos serão fortalecidos e o custo das tiranias persistentes aumentará para todos os bravos fiéis que honram a Deus perante o autocrata. mudança”. Pompeo conclui a mensagem com um apelo dirigido às autoridades da Igreja universal: “Rezo à Santa Sé e a todos os que acreditam na centelha divina que ilumina toda a vida humana, que ao tratar do Partido Comunista da China lembrem o palavras de Jesus no Evangelho de João: A verdade te liberta ”. Por Carlos Esteban | Traduzido de InfoVaticana Leia também Clique aqui para assistir uma análise completa sobre o acordo China-Vaticano. #China #EUA #Vaticano
- AS RAÍZES RELIGIOSAS E FAMILIARES DO RADICALISMO ISLÂMICO
Quando se noticia algum ataque de jihadistas — como aconteceu há alguns anos com o Isis, disposto a criar pela guerra e o terror um Estado Islâmico entre o Iraque e a Síria, com imagens terríveis espalhadas pela mídia, sobretudo contra os cristãos que vivem por lá —, geralmente os comentários da mídia ocidental insistem que esses terroristas não representam o verdadeiro Islam, mas são o seu desvirtuamento. Outra, porém, é a impressão do leitor depois que fecha a última página de um livro como o do iraquiano Joseph Fadelle, O preço a pagar , publicado há dez anos na França e lançado no Brasil, pela editora Paulinas, em 2013. O autor, convertido do islamismo ao cristianismo católico, não deixa dúvidas: o terrorismo islâmico não surge do nada, mas assenta suas bases, como tudo no mundo, na vida familiar. Um bom exemplo dessa ligação íntima da família com o que ocorre no resto da sociedade está na vida do cidadão Joseph Fadelle, pertencente a um rico e poderoso clã iraquiano (o Iraque, até a época de Sadan Hussein, ainda tolerava a existência de minorias cristãs, presentes no país desde o início do cristianismo). Tudo começou quando Joseph tinha pouco mais de vinte anos. Era 1987, e ele servia o exército na guerra contra o Iran, quando conheceu, casualmente, um cristão católico, através do qual entrou em contato com a Bíblia, convertendo-se depois da leitura do Evangelho de São João. Manteve, porém, em segredo a conversão, para evitar conflitos com a família. Procurou em segredo um padre, que iniciou sua catequese, recusando-se porém a batizá-lo por medo de ser acusado de proselitismo, considerado um grave delito, se praticado por cristãos. Cinco anos mais tarde, já com vinte e oito anos, seu pai decidiu casá-lo com uma jovem desconhecida, de vinte e quatro anos. Sempre mantendo em segredo a conversão, aceitou a vontade paterna. Nascido o primeiro filho, a esposa descobriu seus encontros com o padre e o abandonou, mas Joseph conseguiu que voltasse à casa e também se convertesse, depois de uma leitura comparativa entre a Bíblia e o Corão. A esposa passou a acompanhar o marido nas catequeses secretas, que o padre ministrava sempre com a condição de permanecerem sem batismo. Um dia, a família de Joseph descobriu o segredo e o próprio pai o denunciou à polícia, que o torturou e manteve preso por um ano e quatro meses. Algum tempo depois, debilitado e magro, Joseph decidiu fugir com a esposa e os filhos para uma aldeia cristã da vizinha Jordânia (já havia nascido o segundo menino). Foram acolhidos por uma monja, que cuidou da instalação do casal fugitivo. Depois de muito empenho, encontrou um bispo de coragem que aceitou batizá-los. Quando a paz parecia ter chegado, os parentes distantes de Joseph descobriram o seu paradeiro. Um tio e três irmãos procuraram, em vão, convencê-lo a voltar. Disse-lhe o tio: — Tua doença se chama Cristo e não tem cura. O sobrinho respondeu que não podia renunciar a Cristo, pois Cristo era o oxigênio que respirava: — Renunciar a Cristo equivaleria a um suicídio! Desentenderam-se e, em sua fuga, Joseph foi baleado na panturrilha. Acolhido por um cristão local, curou-se e logo migrou com a família para a França. Com a esposa e os filhos, Joseph Fadelle — vítima da própria família — vive agora no Ocidente, sempre mudando de endereço, pois sabe que no Islam a apostasia só se resolve a bala ou pelo fio da espada. Esse caso expõe com muita clareza as raízes religiosas e familiares do terrorismo islâmico. Tal é a família e a religião da família, e assim serão seus filhos. Joseph Fadelle e esposa, alimentados pela fé cristã, decidiram romper com o círculo vicioso do ódio, expondo-se corajosa e permanentemente à morte. Por causa de Cristo, viverão escondidos numa Europa cada vez mais cheia de anticristãos ocidentais (que consideram Cristo uma espécie de doença, da qual é preciso defender-se e curar-se) e anticristãos muçulmanos (que, obedientes ao Corão, tudo farão para eliminar o cristianismo).
- O PAPADO NA IGREJA PRIMITIVA, PARTE 2
O PAPADO NA IGREJA PRIMITIVA, PARTE 2 Certa vez, o Teólogo Stephen K Ray (ex-protestante que se tornou Católico) escreveu um e-Mail ao teólogo William Webster (ex-católico que se tornou protestante) questionando se os Pais da Igreja negaram a Primazia de Roma, a resposta foi essa: “Nenhum pai nega que Pedro teve uma primazia ou que existe uma sucessão petrina. A questão é como os pais interpretaram esses conceitos. Eles simplesmente não se apegaram à visão católica romana de séculos posteriores de que a primazia e sucessão eram ‘exclusivamente’ relacionadas aos bispos de Roma.’ Que admissão extraordinária; que verdade extraordinária. Muitos dos Padres estavam em desacordo teológico ou disciplinar com Roma (por exemplo, Cipriano e Irineu), mas eles nunca negaram a primazia de Roma.”.[1] Além da Igreja Romana, as Igrejas de Alexandria e Antioquia também eram centros importantes para o cristianismo e seus bispos possuíam jurisdição sobre certos territórios, mas eles, assim como todas as outras Igrejas, eram subordinados à Igreja de Roma. Várias indicações apontam à igreja de Roma como a principal responsável pelas inovações litúrgicas, como o domingo de páscoa, o jejum no sábado, e a Missa de Natal em 25 de Dezembro (hoje chamada de Missa do Galo) com o Papa São Telésforo no século II.[2] pois essa data já era celebrada entre os Cristãos, (como relatam Teófilo de Cesáreia, Clemente de Alexandria, Sexto Julio Africano e Santo Hipólito de Roma). Vimos no ultimo post, as origens do Primado de Pedro, e seu exercicio do mesmo. Contudo, poder-se-ia levantar a questão: a igreja de Roma sempre exercia suficiente autoridade por intermédio de seu bispo, para influenciar toda a cristandade? Para responder a esta pergunta é necessário verificar o status nesse período. Como relata Santo Irineu, após Pedro morrer, o episcopado de Pedro foi passado a São Lino, quando este morreu, foi á Santo Anacleto, e quando este morreu, á São Clemente. São Clemente I foi considerado posteriormente o primeiro Pai da Igreja por ter defendido publicamente o sistema religioso através da hierarquia sacerdotal e rituais dogmáticos. Por volta do ano 95, São Clemente I, 4° Bispo de Roma, escreveu uma carta à Igreja de Corinto para terminar com uma discórdia que havia irrompido dentro da Igreja e que havia resultado na deposição dos presbíteros (capitulo 47). O prestígio da igreja romana nesse caso está implícito no tom resoluto e, em alguns casos, mesmo ameaçador da carta de advertência dos Romanos, que espera obediência ao que Deus disse por meio da Igreja de Roma (conforme capítulos 47,59 e 63): “Leia a epístola do bendito apóstolo Paulo. O que ele escreveu para você na época em que o evangelho começou a ser pregado? Na verdade, sob a inspiração do Espírito, ele escreveu a você a respeito de si mesmo, e de Cefas e de Apolo, porque até então grupos haviam sido formados entre vocês. Mas essa inclinação para um acima do outro acarretou menos culpa sobre você, visto que suas parcialidades foram então mostradas para com os apóstolos, já de grande reputação, e para com um homem que eles haviam aprovado. Mas agora reflita quem são aqueles que o perverteram e reduziram a fama de seu famoso amor fraternal. É vergonhoso, amado, sim, altamente vergonhoso e indigno de sua profissão cristã, que se deve ouvir falar de que a mais firme e antiga igreja dos coríntios deve, por causa de uma ou duas pessoas, se envolver em sedição contra seus presbíteros . E esse boato atingiu não apenas nós, mas também aqueles que não estão ligados a nós; de forma que, por sua paixão, o nome do Senhor é blasfemado, enquanto o perigo também é trazido sobre vocês.” – Carta de Clemente aos Coríntios, capítulo 47 “Se, entretanto, alguém desobedecer às palavras faladas por Ele por intermédio de nós (Igreja de Roma), faça-o saber que se envolverá em transgressão e grave perigo; mas seremos inocentes deste pecado e, instantaneamente em oração e súplica, desejaremos que o Criador de tudo preserve ininterruptamente o número computado de Seus eleitos em todo o mundo por meio de Seu amado Filho Jesus Cristo, por meio de quem Ele nos chamou das trevas à luz, da ignorância ao conhecimento da glória de Seu nome, nossa esperança repousando em Seu nome que é a causa primordial de toda criatura – tendo aberto os olhos de nosso coração para o conhecimentode Você, que é o único que é o mais alto entre os mais elevados, santo entre os santos (Isaías 57,15), que abate a insolência dos soberbos (Isaías 13,11) que destrói os cálculos dos pagãos, que põe o baixo no alto e abaixa o exaltado; que enriquece e empobrece (1 Samuel 2,7), que mata e faz viver (Deuteronômio 32,39), único Benfeitor dos espíritos e Deus de toda a carne, que contempla as profundezas, testemunha ocular do ser humanoobras, a ajuda dos que estão em perigo, o Salvador dos que estão em desespero, o Criador e Guardião de todos os espíritos, que multiplicam as nações na terra, e de todos fazem a escolha daqueles que Te amam por meio de Jesus Cristo, Seu Filho amado, por meio de quem Você instruiu, santifique, honre- nos. Queremos que Você, Senhor, prove nossa ajuda e socorro. Aqueles de nós em aflição, exceto os humildes, têm pena; o aumento caído; sobre aqueles em necessidade surgem; os enfermos curam; os errantes de Seu povo se voltam; encha os famintos; resgatar aqueles de nós em títulos; levante aqueles que são fracos; confortar os tímidos; deixe todas as nações saberem que você é Deus sozinho e Jesus Cristo Teu Filho e nós somos o Teu povo e as ovelhas do Teu pasto.” – Carta de Clemente aos Coríntios, capítulo 59 A Igreja de Roma fala à Igreja de Corinto como um superior fala a um subordinado. No primeiro capítulo, o autor se desculpa imediatamente por não ter conseguido dedicar sua atenção antes às irregularidades existentes na longínqua Igreja de Corinto. Isso prova claramente que a vigilância cristã primitiva e a solicitude da comunidade pela comunidade não inspiraram sozinhas a composição da carta. Se fosse esse o caso, um pedido de desculpas por se intrometer na controvérsia estaria em ordem. Mas o Bispo de Roma considera um dever tratar do assunto e considera pecaminoso da parte deles se não lhe obedecem: “Mas se alguns desobedecerem às palavras que foram ditas por ele por intermédio de nós, que eles entendam que eles se enredarão em transgressão e não pouco perigo, mas nós seremos inocentes deste pecado”. Esse tom autoritário não pode ser adequadamente explicado com base nas estreitas relações culturais existentes entre Corinto e Roma, mas sim com base na relação de Autoridade da Igreja de Roma sobre Corinto. “Haveis de nos proporcionar alegria e prazer se vos submeterdes ao que escrevemos pelo Espírito Santo, cortando pela raiz a ira nascida do ciúme, conforme o pedido de paz e concórdia que vos fazemos por esta carta. Enviamos homens fiéis e discretos, cuja conversação desde a juventude até a velhice tem sido irrepreensível entre nós – os mesmos serão testemunhas entre você e nós. Isso nós fizemos, para que você possasaiba que toda a nossa preocupação foi e é que você possa rapidamente ficar em paz.” – Carta de Clemente aos Coríntios, capítulo 63.[3] Em síntese sobre este incidente, Santo Irineu (130-202), Bispo de Lyon, assim descreve o ocorrido do século I em sua obra no século II: “No pontificado de Clemente surgiram divergências graves entre os irmãos de Corinto. Então a Igreja de Roma enviou aos coríntios uma carta importantíssima para reuni-los na paz, reavivar-lhes a fé e reconfirmar a tradição que há pouco tempo tinham recebido dos apóstolos, isto é, a fé no único Deus, onipotente, o Criador do céu e da terra, o Criador do homem , que trouxe o dilúvio, e chamou Abraão , que conduziu o povo da terra do Egito , falou com Moisés, estabeleceu a lei, enviou os profetas, e que preparou fogo para o diabo e seus anjos.” – Contra as Heresias, livro 3, capitulo 3, verso 3.[4] Roma estava consciente de sua autoridade, e da responsabilidade que isto envolvia; Corinto também o reconheceu e curvou-se a ela. O fato de que a carta foi altamente respeitada e lida regularmente não somente em Corinto, mas em outras igrejas também, tanto assim que passou a ser considerada por alguns como inspirada, deixa implícita, a existência na consciência de cristãos não romanos de uma estima da igreja romana como tal, o que reconhece-lhe uma superioridade de posição. A autoridade de Clemente como bispo de Roma acaba corroborando a afirmação autêntica da Igreja Católica que defende que estas ações revelam que, já desde cedo, a Sé de Roma (e o seu bispo, que é o Papa) tinha primazia sobre os cristãos. Conforme narra o historiador Eusébio de Cesareia, Clemente, depois de nove anos de pontificado (88-97) “passou o sacro ministério para Evaristo”, e quanto este morreu, o passou para Alexandre I. E no ano 107, durante o pontificado de Alexandre, fora escrita uma carta á Igreja de Roma por Santo Inácio, 3° Bispo de Antioquia, que enviou outras 5 cartas a 5 Igrejas antes de ser martirizado devorado por feras. Santo Inácio de Antioquia, em sua Carta aos Romanos, de igual modo atribui epítetos respeitosos, honrosos e servis incomuns à igreja de Roma (conforme Prólogo). Enquanto em suas Epístolas às outras Igrejas Inácio admoesta e adverte os membros, em sua Carta dos Romanos ele expressa somente pedidos respeitosos: Em seu prólogo, Inácio descreve a igreja de Roma como sendo “digna de Deus, digna de honra, digna de felicitações, digna de louvor, digna de sucesso, dignamente pura e preeminente em amor”. Mesmo Teólogos da Igreja ortodoxa como Nikolay Afanássieff (professor de direito canônico e história da igreja no Instituto Teológico ortodoxo de Paris) e Alexander Schmemann (reitor do Seminário St. Vladimir (1962-83) e professor história da igreja e teologia litúrgica) escreveram em “The Church Which Presides in Love” (paginas 91-143) e The Idea of Primacy in Orthodox Ecclesiology” (pagina 145) que a frase “presidir em agape (no amor)”, usada para referir-se à Igreja de Roma na carta que Inácio de Antioquia lhe dirigiu no início do século II, contém uma definição da primazia universal daquela Igreja.O bispo de Roma, segundo os ortodoxos, é simplesmente “o primeiro entre iguais” (primus inter pares). Eles prontamente concedem a ele uma “primazia de honra”, que dizem ter sido reconhecida nos primeiros séculos. Afanassieff ainda escreve: “”Ele (Inácio) retratou as igrejas locais agrupadas, por assim dizer, em uma Assembleia Eucarística com cada igreja em seu lugar especial, e a Igreja de Roma, na cadeira, sentada em ‘primeiro lugar’. Assim, diz Inácio, a Igreja de Roma de fato tem a prioridade em todo o grupo de igrejas unidas pela concórdia. Não somos informados por Inácio (ou Clemente) por que a Igreja de Roma deveria presidir e não alguma outra igreja. Para Inácio, isso parecia auto-evidente, e provar isso era uma perda de tempo. Em seu período, nenhuma outra igreja reivindicou o papel que pertencia à Igreja de Roma.”.[5] O teologo da igreja ortodoxa russa John Meyendorff, explica a “primazia honorária” de Roma nos primeiros séculos da seguinte maneira: “A importância numérica [de Roma], sua posição (geográfica) central e, acima de tudo, a ortodoxia inabalável de seus bispos justificava sua primazia.”.[6] A veneração singular do bispo de Antioquia pela igreja romana é evidente quando, nas cartas destinadas às outras Igrejas. Inácio escreve: “à Igreja de Deus que está em (Éfeso, Esmirna, Filadélfia, Trália, Magnésia)” mas o tratamento dado à igreja de Roma é totalmente diferente: “à Igreja que preside na Região dos Romanos”. A Igreja de Roma presidia as demais Igrejas, isto é, que o seu Bispo era o chefe da Igreja Católica espalhada no mundo inteiro: “Inácio, também chamado Teóforo, à Igreja que recebeu misericórdia pela grandeza do Pai altíssimo e de Jesus Cristo Seu Filho único, Igreja amada e iluminada pela vontade d’Aquele que escolheu todos os seres, isto é, segundo a fé e a caridade de Jesus Cristo nosso Deus, ela que também preside na região dos romanos, digna de Deus, digna de honra, digna de ser chamada bem-aventurada, digna de louvor, digna de êxito, digna de pureza, e que preside na caridade na observância da lei de Cristo e que leva o nome do Pai. Saúdo-a também em nome de Jesus Cristo, filho do Pai.” – Carta de Inácio aos Romanos, prólogo A Igreja de Roma preside na caridade. Santo Inácio já havia dito na carta à Igreja de Magnesia que o Bispo local preside no lugar de Cristo, e o clero no lugar de seus Apóstolos (Carta aos Magnesios 6,1). Com “presidir” Santo Inácio fala de liderança, e a Igreja de Roma lidera a Igreja na caridade/amor (no grego original, “Ágape” que indica comunhão). Seu Bispo não é apenas um Bispo local, mas o Bispo Universal. A palavra prokathemai (que significa “presidir sobre”), ocorre duas vezes: a Igreja de Roma que “preside na região dos Romanos” e “preside no amor (Ágape)”. O amor (ágape) é sinônimo de “comunhão”,a comunidade cristã. A maioria dos estudiosos, inclusive protestantes concordam que Inácio atribuiu à Igreja de Roma a preeminência Universal. Isso estava tão claro nas palavras de Inácio, que o teologo protestante Robert Ellis Thompson ao perceber isso, alegou que suas epístolas seriam falsas, pois afirmavam um Episcopado Monárquico que ele se recusava a acreditar que existia: “Certamente, isso está muito longe de ser verdade quanto às epístolas atribuídas a Inácio de Antioquia, sob cuja autoridade somos solicitados a acreditar que a pluralidade de presbíteros-bispos foi substituída antes de 117 D.C. nas igrejas de Éfeso, Filadélfia, Tralles, Magnésia e Esmirna, com o surgimento de um episcopado monárquico que estava tão firmemente enraizado, ‘tão exaltado acima de todos os ofícios e tão completamente fora de discussão’ (cofirmação do teólogo luterano Adolf von Harnack) a ponto de fazer com que essas igrejas se tornassem diferentes daquilo que todos os outros escritores da época nos conduziram esperar.”.[7] Esta carta também se difere das demais por Inácio não querer ensinar nada a esta Igreja; ao contrário, reconhece que muito aprendeu dela: “A ninguém jamais invejaste; ensinastes a outros. Agora eu desejo que essas coisas possam ser confirmadas [por sua conduta], que em suas instruções você impõe [aos outros]. Pedi em meu favor unicamente a força exterior e interior, a fim de não apenas falar, mas também querer, de não apenas dizer-me cristão, mas de me manifestar como tal.” – Carta de Inacio aos Romanos, capítulo 3 Em sua recomendação final ele pede a Igreja de Roma que se lembre da Igreja da Síria: “Lembrai-vos, em vossas orações, da igreja da Síria, a qual tem Deus como seu pastor em meu lugar. O próprio Jesus Cristo a administrará, juntamente com vosso amor” – Carta de Inácio aos Romanos, capítulo 9.[8] Estas declarações provam que Inácio, Bispo de uma das maiores Igrejas que existiu, no início do segundo século, no minimo atribuía a Igreja de Roma precedência universal em prestígio e honra. É fato que esses escritos causam revolta e indignação em muitos protestantes. Apesar de muitos presbiterianos hoje aceitarem as Cartas de Inácio, João Calvino achava que eram falsas, pois via nela o ensino Apostólico da Quaresma e do considerava “outras corrupções” (papado). Sobre o conteúdo das epístolas Calvino falou: “No que diz respeito ao que pretendem ser a Inácio, se querem que seja da menor importância, deixe-os provar que os apóstolos promulgaram leis relativas à Quaresma e outras Corrupções. Nada pode ser mais nauseante do que os absurdos que foram publicados sob o nome de Inácio; e, portanto, a conduta daqueles que se fornecem com tais máscaras para o engano tem menos direito à tolerância.” (“as institutas da religião cristã” Livro I, Capítulo 13, Seção 29).[9] Não só a Epístola de Santo Inácio enfureceu Calvino, mas a Epístola de São Clemente também. Como dito no seu comentário sobre Filipenses 4,3 : “Aqueles que sustentam isso, citam Clemente e Inácio como suas autoridades. Se eles citassem corretamente, eu certamente não desprezaria homens de tal eminência. Mas, como escritos de Eusébio que são espúrios e foram inventados por monges ignorantes, eles não merecem muito crédito entre os leitores de bom senso. Vamos, portanto, inquirir quanto à coisa em si, sem tirar nenhuma falsa impressão das opiniões dos homens.”.[10] Muitos protestantes tendiam a negar a autenticidade de todas as epístolas atribuídas a Inácio porque atestam a existência de um episcopado monárquico no segundo século. Calvino rejeitou as (agora universalmente aceitas) epístolas de Santo Inácio de Antioquia, e a rejeição de Calvino por Inácio fora confirmada por teologos e historiadores protestantes como Philip Schaff (History of the Christian Church, Vol. II, página 165, “The Ignatian Controversy”) e William Dool Killen. Este William Dool Killen, ministro presbiteriano e historiador da igreja, publicou em 1886 um ensaio argumentando também que nenhuma das epístolas atribuídas a Inácio seria autêntica. Em vez disso, ele argumentou que Calisto, bispo de Roma, forjou as cartas por volta de 220 d.C. para angariar apoio para um episcopado monárquico, modelando o renomado Santo Inácio após sua própria vida para validar seu papado.[11] Ironicamente, killen também está admitindo a Primazia de Roma na Igreja Primitiva. Não só admite que os textos de Inácio atestam a Primazia de Roma (e por isso tenta provar que seriam falsas) mas admite a Primazia da mesma já no século III. Um verdadeiro tiro no pé. A única razão dos presbiterianos hoje aceitarem as Cartas de Santo Inácio, é o fato da maioria dos estudiosos provarem, e por isso aceitarem a autenticidade das sete epístolas originais.[12] e deixaremos aqui o link de um ótimo artigo comprovando que elas são.[13] Outro exemplo mais cômico, foi quando o famoso Teólogo Adventista brasileiro Leandro Quadros (que é inclusive usado como referência para protestantes não adventistas), assumiu a visão papista de Inácio (Isso em sua visão deformada do papado, assim como de tudo que existe). Revoltado com o que leu, Leandro solta a seguinte pérola em sua analise às cartas de Santo Inácio de Antioquia: “Ignorando essas orientações bíblicas, Inácio considerava o bispo romano como se fosse o próprio Deus e condenava àqueles que agiam contra as suas convicções.”.[14] Conforme a lista de Santo Irineu do século II, quando o Papa Alexandre I morreu após 8 anos de pontificado (107-115, como narra Eusébio de Cesareia em História Eclesiástica IV, 1) fora sucedido por Sisto I (115-126), e este por São Telésforo (126-137), e então Santo Higino. Falaremos mais dos acontecimentos que se deram a partir do seu pontificado na próxima parte. FONTES NOS COMENTÁRIOS #IcelandSwedenDenmarkNorway #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Apologética #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #Belarus #desenvolvimentodoutrinal #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Doctrinaldevelopment
- O PAPADO NA IGREJA PRIMITIVA, PARTE 1
O PAPADO NA IGREJA PRIMITIVA, PARTE 1 O Papado no Cristianismo primitivo foi um período da história papal entre 30 d.C., em que São Pedro assumiu efetivamente seu papel pastoral como Cabeça Visível da Igreja, até o pontificado do Papa São Melquíades em 313, quando acabam as perseguições do Império Romano e inicia-se a Paz na Igreja. Nesse período do cristianismo surgiram frequentemente novos cismas e heresias, ao qual os Bispos de Roma tentavam solucionar, embora fatores como a distância geográfica por vezes, os limitavam. Nessa parte, falaremos do Primado Petrino, a liderança de São Pedro na Igreja, e como sua principal Igreja (a de Roma) se tornou a sede da Cristandade. A promessa e a entrega do primado a Pedro não é um fato isolado no Evangelho. Toda a narração histórica do ministério de Cristo conspira em atribuir no colégio dos Doze um lugar de preeminência ao futuro chefe da Igreja. Dir-se-ia que os evangelistas, tão sóbrios em informações sobre os outros Apóstolos, não perdem a oportunidade de falar de Pedro, de referir suas palavras, de registrar os sinais de predileção com que o distinguia o Salvador. A precedência é liderança do Colégio Apostólico por São Pedro é um fato assumido tanto por teólogos protestantes quanto Católicos, há um artigo muito bom no site Patheos mostrando isso: https://www.patheos.com/blogs/davearmstrong/2018/04/primacy-of-st-peter-verified-by-protestant-scholars.html” ; Durante sua pregação, é a barca de Pedro a preferida por Cristo para doutrinar as turbas (Lucas 5,1-4), em Cafarnaum, na casa de Pedro é onde Ele se hospeda (Mateus 8,14, Marcos 1,29, Lucas 4,38), é Pedro quem, quase sempre, fala em nome dos Apóstolos, e é a Pedro, como o principal do grupo, que se dirigem os coletores de impostos para saber se o Mestre pagava o tributo do Templo, e Jesus paga a taxa legal por si e por Pedro (Mateus 17, 24-27). Em todos os catálogos dos Apóstolos, Pedro ocupa invariavelmente o primeiro lugar: o lugar de honra. Ao escrever suas memórias, em tempos posteriores, são os próprios evangelistas que se empenham em destacar o lugar preponderante de Simão no colégio apostólico. Quatro catálogos dos Apóstolos oferece-nos o Novo Testamento (Mateus 10,2-4, Marcos 3,16-19, Lucas 6,14-16, Atos 1,13). A ordem em que se sucedem os outros nomes varia de um para outro, mas em todos eles, assim como Judas, o traidor fecha sempre a enumeração, também Pedro, invariavelmente, ocupa o primeiro lugar: o lugar de honra. Nem é casual coincidência. São Mateus observa expressamente: “Primeiro, Simão que se chama Pedro”. Primeiro em quê? Em idade? Nenhum indício positivo o insinua, nem a velhice foi certamente o critério adotado pelos historiadores sagrados, que alteram a ordem dos outros nomes e mencionam João antes de outros Apóstolos mais idosos. Prioridade de vocação? Tampouco. A eleição para o apostolado foi simultânea para os Doze (Mateus 10,1, Marcos 3,13-15). A vocação inicial de Pedro para discípulo, se foi anterior à de muitos Apóstolos, não foi absolutamente a primeira. André e outro discípulo seguiram antes os passos do Messias (João 1,35-42). Um segundo chamado de Cristo feito nas bordas do lago Tiberíades e narrado pelos Evangelhos apresenta para os quatro Apóstolos Simão, André, João e Tiago uma simultaneidade moral que não permite estabelecer nenhuma prioridade cronológica. Então Jesus finalmente muda o nome do pescador da Galileia: “Tu és Simão”, diz-lhe Jesus, “tu te chamarás Cefas, isto é, Pedra” (João 1,42), é fato que Cristo é a Pedra fundamental da Igreja: a Pedra angular e a Pedra de tropeço para os judeus, mas o fato de nosso Senhor ter mudado o nome de Simão para Cefas (do grego, Pedra) mostra a intenção d’Ele em fazer de Pedro seu representante (ou seja, aquele que age como Seu representante no governo da Igreja). Pois a imposição de um nome novo, conforme o costume de Deus, era rica de significados e de promessas (Como fora com Abraão, Sara, e Jacó). O mesmo evento da re-nomeação de Simão Bar-Jonas é narrado na famosa passagem de Mateus 16, onde Cristo entrega a São Pedro as chaves do Reino dos Céus, e concede a todos os Apóstolos o poder de ligar e desligar. Todos podiam ligar e desligar, mas ao entregar individualmente as chaves a Pedro, Jesus estava cumprindo uma profecia que aparece no Livro de Isaías (Isaías 22,15-23) em que o primeiro-ministro Sobna, que servia Ezequias (rei de Israel e descendente de Davi), é considerado indigno de seu posto e expulso por Deus, e Eliacim, filho de Hilquias, preenche o seu cargo: “Contra Sobna, prefeito do palácio. Eis o que diz o Senhor, Deus dos exércitos: Vai ter com esse ministro, Depor-te-ei de teu cargo e arrancar-te-ei do teu posto. Naquele dia chamarei meu servo Eliacim, filho de Helcias. Revesti-lo-ei com a tua túnica, cingi-lo-ei com o teu cinto, e lhe transferirei os teus poderes; ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá. Porei sobre seus ombros a chave da casa de Davi; se ele abrir, ninguém fechará, se fechar, ninguém abrirá;” Muitas profecias messiânicas se referem a uma situação num futuro próximo e ao mesmo tempo a um futuro mais distante. Como por exemplo quando o Rei Davi quis construir o Templo, mas foi dito através do profeta Natã que ele não o faria, mas quando ele morresse, “um de seus filhos” edificaria a casa do Senhor, e teria o Trono confirmado por Ele para sempre (1 Crônicas 17,11-14). A profecia falava de Salomão, e ao mesmo tempo de Jesus Cristo. Em Isaías 22, Deus revela que irá instituir um administrador ou guardião para o palácio, entregando-lhe as chaves, e Jesus faz isso com São Pedro e as chaves do céu. Na Bíblia, o termo “chaves” tem sido usado como um símbolo de autoridade docente (Lucas 11,52), Jesus, filho de Davi e portanto, o rei do novo reino davídico: a Igreja, nomeia São Pedro como mestre primário da Igreja, um cargo que continuará com seus sucessores, assim como a posição de Eliacim no reino davídico do Antigo Testamento. Como dito pelo teólogo luterano Oscar Cullmann “Assim como em Isaías 22,22 o Senhor coloca as chaves da casa de Davi sobre os ombros de seu servo Eliacim, Jesus entrega a Pedro as chaves da casa do reino dos céus e com o mesmo golpe o estabelece como seu superintendente. Há uma conexão entre a casa da Igreja, cuja construção acabamos de mencionar e da qual Pedro é o alicerce, e a casa celestial da qual ele recebe as chaves. A conexão entre essas duas imagens é a noção do povo de Deus” Oscar Cullmann, “St. Peter: Disciple. Apostle, Martyr”, páginas 183-184) Com essas chaves, assim como Eliacim, São Pedro o primeiro Papa (bem como seus sucessores) tem a autoridade e o governo dado por Cristo, sobre a nova Casa de Davi, que é a Igreja na terra (Apocalipse 1,18, Apocalipse 3,7). Quando Cristo ressuscita, Ele pergunta a Pedro se este o amava, Jesus perguntou isso por três vezes. Pedro respondeu que sim as três vezes. Foi uma forma de Jesus curar o remorso no coração de Pedro por causa das três negações que tinha feito de seu Mestre. Jesus o perdoou e, em seguida disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas”. Óbvio que todos os Apóstolos eram pastores das ovelhas de Deus, bem como seus Bispos sucessores. Mas Cristo faz uma declaração individual à Pedro, se referindo à todas as ovelhas universalmente. Como explica o pastor luterano Richard Baumann antes de se converter ao Catolicismo: “Em João 21, a forma da ordem de autoridade, com aquele que está no comando, é claramente discernível como uma revelação de significado duradouro. Assim como o “guardião das chaves” foi o guardião do trono eterno de Davi, o pastor também governará a nação para sempre. O Messias prometido também foi descrito como aquele que alimentaria o povo de Deus (Mateus 2,6, João 21,15). Jesus, portanto, entregou Sua equipe pastoral a um dos discípulos para que todos os redimidos fossem um rebanho sob o mesmo pastor. Deve haver alguém que guarda e protege a todos nós do diabo que é um perseguidor. É preciso zelar pelos fracos e pequenos, e dirigir os fortes, servindo a todos os homens para que tenham vida e felicidade plena no Senhor. O serviço do pastor é, portanto, um ato de amor, um retorno de amor àquele que primeiro amou a Cristo e toda a humanidade. É o vínculo do amor de Jesus, e do amor de Deus e dos irmãos, que mantém toda a Igreja unida indissoluvelmente. Este serviço abrangente do pastor é estendido também aos seus companheiros pastores, os padres e bispos da Igreja ”. (“Too see Peter”, páginas 172-173) Depois de Pentecostes, Apóstolos e fiéis serão um só coração e uma só alma sob o poder de Pedro. Desde o início os demais Apóstolos entenderam a missão especial de Pedro, conferida a ele por Jesus, e o respeitaram. No dia de Pentecostes é Pedro quem se levanta e toma a palavra para falar ao povo: “Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes: Homens judeus, e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.” Atos 2,14 E quando os Apóstolos foram presos e julgados pelo Sinédrio, é Pedro quem fala por eles: “Então Pedro, cheio do Espírito Santo, respondeu-lhes: “Chefes do povo e anciãos, ouvi-me:” Atos 4,8 Outro fato importantíssimo do exercício dos poderes de Pedro, foi a admissão do primeiro gentio (Cornélio) na Igreja, em Jope, aceita por ele. Isto era algo inadmissível para os judeus, mas Jesus mostrou a Pedro que veio salvar a todos. Foi justamente Pedro quem teve a visão da Toalha com animais impuros, agora tornados puros por Deus, o que significava a entrada dos gentios na Igreja. Pedro entendeu isso, batizou Cornélio e sua família, Pedro reafirmou isso: “E, subindo Pedro a Jerusalém, disputavam com ele os que eram da circuncisão, Dizendo: Entraste em casa de homens incircuncisos, e comeste com eles. Mas Pedro começou a fazer-lhes uma exposição por ordem, dizendo: ‘Estando eu orando na cidade de Jope, tive, num arrebatamento dos sentidos, uma visão; via um vaso, como um grande lençol que descia do céu e vinha até junto de mim. E, pondo nele os olhos, considerei, e vi animais da terra, quadrúpedes, e feras, e répteis e aves do céu’. E ouvi uma voz que me dizia: ‘Levanta-te, Pedro; mata e come’. Mas eu disse: ‘De maneira nenhuma, Senhor; pois, nunca em minha boca entrou coisa alguma comum ou imunda’. Mas a voz respondeu-me do céu segunda vez: ‘Não chames tu comum ao que Deus purificou’. E sucedeu isto por três vezes; e tudo tornou a recolher-se ao céu.” Atos 11,2-10 E Pedro defendeu esse ponto novamente no Concílio de Jerusalém. Este Concílio girou em torno da necessidade da circuncisão antes do gentio ser batizado. São Paulo e São Barnabé ensinavam, na Igreja de Antioquia, que não era necessário a circuncisão, mas alguns cristãos, vindos de Jerusalém à Antioquia ensinavam o contrário, e então o fez-se a necessidade do primeiro Concílio da Igreja. Concílio este, que ocorreu na Igreja de Jerusalém (de Tiago), a Igreja até então principal, mas mesmo a Igreja principal sendo a de Tiago, Pedro ainda expressou sua Primazia “E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: ‘Homens irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre vós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho, e cressem’.” Atos 15,7 É muito relevante notar o que Pedro lembra a todos: “há muito tempo Deus me escolheu dentre vós”, pois a missão de Pedro sobre os demais Apostolos de evangelizar aos gentios e assim tornar a Igreja Universal, ja foi conferida a ele há muito tempo, e mais ainda do Senhor ter introduzido os gentios na Igreja pelo Batismo exatamente através de Pedro, e assim a tornado Universal (Mais uma vez Pedro…). É por meio de Pedro que a Igreja de Cristo tornou-se Católica. Em Atos 15,12 é dito que depois que Pedro falou, todos ficaram calados. Só “depois de terminarem” (Atos 15,13) é que Tiago toma a palavra para corroborar e completar o que Pedro decidiu. Tiago então expressou sua concordância com a decisão de São Pedro. Não sei sob que fundamentos alguns livros protestantes querem afirmar que foi Tiago, e não Pedro (a não ser o desejo deles de depreciar a autoridade de Pedro), quem presidiu o Concílio de Jerusalém. Basta ler Atos 15, para se tirar facilmente a conclusão. É relevante notar ainda que Paulo e Barnabé, bem como a importante comunidade cristã de Antioquia, a mais antiga depois da de Jerusalém, não resolveu a questão da circuncisão por ela mesma, mas foram levar a decisão para a Igreja Principal (de Jerusalém), e para Pedro e os Apóstolos. Isto mostra que no Cristianismo nunca ouve comunidades totalmente “independentes” ou igrejas que viviam independentes dos Apóstolos. A Igreja primitiva sempre esteve sob a jurisdição dos Apóstolos e de Pedro, como podemos ver em vários fatos. Após a perseguição que se seguiu à morte de Estevão, muitos gentios se converteram em Antioquia, pela pregação dos dispersos que lá se refugiaram. A notícia dessas coisas chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém. Então a Igreja de Jerusalém enviou Barnabé à Antioquia (Atos 11,19-22). A Igreja de Jerusalém mantinha a vigilância. São Lucas registra que em cada Igreja os apóstolos instituiam anciãos e, após orações com jejuns encomendavam eles ao Cristo em quem tinham confiado (Atos 14,23). Esses fatos mostram claro que as igrejas particulares nunca foram independentes dos Apóstolos, e de Pedro especialmente, como querem os separados da Igreja Católica. Toda a Tradição Apostólica confirma isto. Outro evento que atesta a Primazia de Pedro é o incidente em Antioquia narrado em Gálatas 2. Muitos o citam alegando que estaria contra o primado de Pedro, pois dizem que como Paulo teria feito uma crítica à Pedro, isso negaria sua autoridade primacial. Mas na verdade, o episódio apenas atesta que ela já era um fato: “Mas quando Cefas veio a Antioquia, eu o enfrentei abertamente, porque ele se tinha tornado digno de censura. Com efeito, antes de chegarem alguns vindos da parte de Tiago, ele comia com os gentios, mas, quando chegaram, ele se subtraía e andava retraído, com medo dos circuncisos. Os outros judeus começaram também a fingir junto com ele, a tal ponto que até Barnabé se deixou levar pela sua hipocrisia. Mas quando vi que não andavam retamente segundo a verdade do evangelho, eu disse a Pedro diante de todos: se tu, sendo judeu, vives à maneira dos gentios e não dos judeus, porque obrigas os gentios a viverem como judeus?” Gálatas 2,11-14 Paulo, na ocasião não negou a autoridade primacial de Pedro. Não lhe desobedeceu nenhuma ordem, não lhe contrariou nenhuma doutrina, não lhe contestou nenhuma reivindicação. A passagem atesta que Pedro costumava comer/estar com os gentios. Não se tratava, de uma questão doutrinária. Ambos os apóstolos criam na universalidade do cristianismo e condenavam o particularismo judaico, o próprio Pedro havia antes batizado Cornélio e dito no Concílio de Jerusalém que “é pela graça do Senhor Jesus que nós cremos ser salvos, da mesma forma que eles (os gentios)” (Atos 15,11), e esta também é a doutrina de Paulo (Romanos 11,11, Efésios 2,8). O que aconteceu? Com a chegada dos Judeus da parte de Tiago, Pedro, que se sentava com os gentios, não fez por receio deles. Em outra ocasião Paulo, se submeteu à purificação e custeando as oblações legais de quatro nazireus pobres para não escandalizar os judeus também (Atos 21,15-26). Mas em Antioquia, o que talvez fosse justificável em Jerusalém não o era naquela cidade. A atitude de Pedro poderia resultar em prejuízos para a Igreja, Paulo percebeu isso e falou ao Príncipe dos Apóstolos que isso era arriscado Mas a oposição de Paulo revela, antes, a liderança de Pedro, por que se fosse outro apóstolo, Paulo talvez nem mencionasse o fato. Mas Paulo vai a Pedro Tanto que até Barnabé, colaborador de Paulo e, como este, opositor do partido judaizante (Atos 15,2) passou a desconsiderar os gentios (Gálatas 2,13), Pedro tinha autoridade primacial tão clara aos olhos da comunidade cristã primitiva, que o próprio Paulo disse que ele estava “obrigando” os gentios a viverem como judeus (Gálatas 2,14) A única explicação possível pra Paulo dizer que Pedro “obrigava”, era por causa da liderança que Pedro exercia sobre toda a Igreja. Poderia Pedro obrigar os Cristãos sem essa Autoridade? Não. Por isso, o destaque Primacial de Pedro como cabeça dos Apóstolos fora afirmado desde os primeiros seculos por Clemente de Alexandria, Tertuliano, Origenes, São Cipriano de Cartago, São Cirilo de Jerusalém, Santo Efrém da Síria, Papa Dâmaso I, São Jerônimo, Inocêncio I, Santo Agostinho, pelo I Concílio de Éfeso e Leão Magno. E qual a necessidade de Deus criar um Papado? O simples fato da Instituição que é a Igreja de Cristo não ser uma anarquia. Em todas as coisas ordenadas a algum fim, é preciso haver algum dirigente, pelo qual se atinja diretamente o devido fim. Um navio, que se move para diversos lados pelo impulso dos ventos contrários, não chegaria ao fim de destino, se o piloto não o dirigisse até o porto. No caso do Cristão, deve haver para ele uma finalidade para o qual se ordenam toda a sua vida e ação: Deus. Acontece, porém, que os homens agem de modos diversos em vista do fim, o que a própria diversidade dos esforços e ações humanas comprova. Portanto, o Cristão precisa de um dirigente para o fim. Se é natural ao cristão viver numa familia de muitos (o rebanho de Cristo), há alguém entre os homens por quem seja governada a multidão. Pois se a cada ovelha tratasse cada uma do que lhe conviesse, dispersar-se-iam as Igrejas em diversidade, caso também não houvesse alguém cuidando do que pertence a ela, assim como se corromperia o corpo da Igreja se não houvesse alguma potência regedora comum que visasse o bem comum de todos os membros. Isso ponderando diz Salomão: “Onde não há governante, dissipar-se-á o povo” (provérbios 21,14). Se há uma Instituição que abrange todo o mundo, há necessidade de se aplicar a ela os mesmos termos. Por isso Jesus deixou claro que queria uma Igreja com hierarquias: “Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano.” Mateus 18,15-17 Ao dizer Igreja, Cristo se refere a autoridade, LIDERES, da Igreja, Ele queria uma hierarquia, e a hierarquia de uma Instituição SEMPRE leva a esferas de maior poder com menos pessoas até chegar em um árbitro máximo, e esse alguém como já vimos, era São Pedro. É racionável isso pela diferença do próprio de cada igreja e o comum de toda a Igreja Universal: o próprio divide e o comum une. Assim, importa existir além do que move ao bem particular de cada Igreja (seus ritos, litúrgias) o que mova ao bem comum de todas (um só batismo, uma só Fé, para Um só Senhor. Uma única Doutrina). Pelo que em todas as coisas ordenadas a um todo se acha algo diretivo a êle. E no mundo dos corpos, um só corpo (isto é, o celeste) dirige os demais por ordem da Providência Divina, e a todos os rege a criatura racional. Igualmente no homem, a alma rege o corpo, e entre as partes da alma, o irascível e o concupiscivel são dirigidos pela razão. Também entre as partes do corpo, uma deve ser a principal que todos move: o cérebro ou o coração. Quando e como a Igreja Principal deixou de ser a de Jerusalém e se tornou a de Roma? Em Atos 28, ao sair da ilha de Malta Paulo partiu em direção a Siracusa, na Sicília. Dali, foi costeando até chegar em Régio da Calábria, já na Itália, depois Poteoli, e finalmente Roma. Os judeus, que afirmaram nada saber sobre Paulo por não terem recebido notícias da Judeia, pediram que Paulo lhes falasse sobre os cristãos. No dia combinado, muitos judeus foram à casa de Paulo para ouvir sua pregação, muitos judeus o rejeitaram, então Paulo lhes falou sobre uma profecia de Isaías (Isaías 6,9-10): “Vai a este povo e dize: ‘Certamente ouvireis, e de nenhum modo entendereis; Certamente vereis, e de nenhum modo percebereis.’ Pois o coração deste povo se fez pesado e os seus ouvidos se fizeram tardos; e eles fecharam os olhos para não suceder que, vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos, entendam no coração e se convertam e eu os sare. Ficai sabendo, portanto, que esta salvação de Deus é enviada aos gentios; eles também a ouvirão.” Atos 28,26-28 O livro de Atos termina quando a Igreja encontra seu destino, e termina afirmando que Paulo viveu em Roma por mais tempo, e durante todo este tempo pregou lá. É fato (e nenhum Católico ou Protestante que estuda a Patristica nega isso) que ele foi martirizado junto de Pedro (co-fundador da Igreja de Roma), em Roma por ordens do imperador Nero. Assim afirmam São Clemente, Santo Inácio, Santo Irineu, e os outros Padres dos primeiros séculos Uma explicação bastante coerente a respeito da razão dos Apóstolos fazerem de Roma sua sede, é feita pelo historiador argentino Rúben Calderón Bouchet, na revista Gladius, ano 1, N° 1: “A atitude de Pedro e de Paulo ao tomar Roma como centro do seu apostolado foi, desde o começo, favorável a um entendimento profundo com as expressões mais notáveis da civilização helênico-romana. Paulo não perdeu nunca a oportunidade de fazer valer sua condição de cidadão romano para defender sua liberdade contra a ameaça dos seus antigos companheiros soldados. Os seguidores de Pedro não apenas oraram pela prosperidade do Império, como também começaram a levar a sério a possibilidade de converter o próprio imperador ao cristianismo. Nada digo sobre as primeiras expressões de arte cristã, pois todo mundo sabe que, embora nada originais, elas tomaram por razão o fornecido pela tradição estética da Grécia e de Roma. Basta ler o prólogo do Evangelho de São João para compreender que o Apóstolo do Verbo tentou uma interpretação teológica de Cristo que emprestava do helenismo uma de suas ideias mais fundamentais, a do Logos, e a introduzia com audácia singular para designar a posição de Cristo nas processões intradivinas. Política, arte, ciência, economia e língua vinham agora do mundo gentio greco-latino. De Israel se conservava a Escritura e, com ela, o conteúdo da tradição revelada, mas examinado à luz dos princípios impostos pelo mistério do Verbo Encarnado. Os usos e os costumes propriamente hebreus, de temperamento hebreu, não puderam resistir muito tempo em comparação com aqueles provenientes do mundo helenístico. Somente restou, talvez como modalidade literária, uma certa influência dos escritores do Antigo Testamento. O encontro de gregos e cristãos foi decisivo para o futuro de uma assembleia religiosa cuja catolicidade dependia dessa união. Escreve Werner Jaeger que o autor dos Atos dos Apóstolos viu isso com toda clareza quando narrou a visita de Paulo a Atenas, centro cultural e intelectual da Grécia clássica e símbolo de sua tradição histórica. “Paulo pregou neste venerável foro, o Areópago, perante uma audiência de filósofos estoicos e epicuristas, acerca do deus desconhecido. Citou o verso de um poeta grego: ‘porque somos também da sua linhagem’, e empregou argumentos amplamente estoicos, calculados para convencer mentes educadas na filosofia.” Vale lembrar aos protestantes que a ideia de que a Igreja de Roma teria caído é totalmente contrária à Sagrada Escritura, pois foi São Paulo quem prometeu que Deus não tardará em esmagar Satanás debaixo dos pés dos Romanos (Romanos 16,20), E podem ter certeza, Deus esmagará satanás debaixo dos pés dos romanos. São Pedro morreu no ano 67, na cidade de Roma, e seu cargo foi sucedido por São Lino, em seguida por Santo Anacleto (Como documentado por Santo Irineu no século II), e em seguida por São Clemente I, de quem falaremos na próxima parte. #IcelandSwedenDenmarkNorway #France #Apologética #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #desenvolvimentodoutrinal #Doctrinaldevelopment
- Santa Sé comunica que fiéis devem voltar à Missa e podem comungar na boca
O Cardeal Sarah, Prefeito da Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, enviou uma carta aos Presidentes da Conferências do Mundo inteiro sobre a questão dos sacramentos, especialmente da Santa Missa, […] O documento, aprovado pelo Papa Francisco, apela veementemente aos fiéis que voltem às igrejas para assistir à Missa dominical, que não pode ser substituída por assistir à Missa através da internet. Diz ainda que nenhuma limitação higiénica pode justificar “experiências rituais improvisadas” e que as rubricas previstas nos respectivos Ritos devem ser seguidas. Nesse sentido, continua o texto, têm “os fiéis o direito de receber o Corpo de Cristo e adorar o Senhor presente na Eucaristia nas formas previstas, sem limitações que até mesmo possam ir além do previsto pelas normas higiénicas emanadas pelas autoridades públicas ou pelos Bispos.” Quer isto dizer que nenhuma autoridade de saúde ou autoridade eclesiástica (incluindo o Bispo diocesano e muito menos a Conferência Episcopal) pode proibir que um fiel receba a Sagrada Comunhão na boca. Um fiel não pode ser obrigado a receber a Comunhão na mão, ponto final. Texto: João Silveira Leia a carta na íntegra: Dimensão comunitária da vida cristã “A pandemia devido ao coronavírus – escreve o cardeal Sarah – produziutranstornos” não somente na dinâmica social e familiar, “mas também na vida da comunidade cristã, incluída a dimensão litúrgica”. O purpurado recorda que “a dimensão comunitária tem um sentido teológico: Deus é a relação de Pessoas na Santíssima Trindade” e “se coloca em relação com o homem e a mulher e os chama por sua vez a uma relação com Ele”. Assim, “enquanto os pagãos construíam templos dedicados apenas à divindade, aos quais as pessoas não tinham acesso, os cristãos, assim que passaram a usufruir da liberdade de culto, imediatamente construíam lugares que fossem domus Dei et domus ecclesiae, onde os fiéis podiam reconhecer-se como comunidade de Deus”. Por isso “a casa do Senhor supõe a presença da família dos filhos de Deus”. Colaboração da Igreja com as autoridades civis “A comunidade cristã – lê-se no texto – nunca buscou o isolamento e nunca fez da igreja uma cidade de portas fechadas. Formados para o valor da vida comunitária e a busca do bem comum, os cristãos sempre buscaram a inserção na sociedade”. “Mesmo na emergência da pandemia, surgiu um grande sentido de responsabilidade: na escuta e colaboração com as autoridades civis e com os especialistas”, os Bispos “estiveram prontos a tomar decisões difíceis e dolorosas, até a prolongada suspensão da participação dos fiéis na celebração da Eucaristia”. Urgência de voltar à normalidade da vida cristã “Assim que as circunstâncias o permitirem – afirma o cardeal Sarah – é necessário e urgente regressar à normalidade da vida cristã, que tem o edifício da Igreja como casa e a celebração da liturgia, em particular a Eucaristia, como “meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força” (Sacrosanctum Concilium, 10). Conscientes de que Deus nunca abandona a humanidade que criou, e que mesmo as mais duras provas podem dar frutos de graça, aceitamos a distância do altar do Senhor como um tempo de jejum eucarístico, útil para redescobrir o importância vital, a beleza e a preciosidade incomensurável. No entanto, assim que possível, é necessário voltar à Eucaristia” com “um crescente desejo de encontrar o Senhor, de estar com Ele, de recebê-lo para levá-lo aos irmãos com o testemunho de uma vida cheia de fé, de amor e de esperança”. Necessidade da participação pessoal na Missa O purpurado sublinha que, “embora os meios de comunicação desenvolvam um apreciado serviço aos doentes e àqueles impossibilitados de ir à igreja, e tenham prestado um grande serviço na transmissão da Santa Missa num momento em que não havia possibilidade de celebrar comunitariamente, nenhuma transmissão é equiparável à participação pessoal ou pode substituí-la. Com efeito, estas transmissões, por si só, correm o risco de nos afastar de um encontro pessoal e íntimo com o Deus encarnado que se entregou a nós não de forma virtual, mas sim, dizendo: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6,56). Esse contato físico com o Senhor é vital, indispensável, insubstituível. Uma vez identificadas e adotadas as medidas concretamente praticáveis para reduzir ao mínimo o contágio do vírus, é necessário que todos retomem seu lugar na assembleia dos irmãos“, encorajando os “desanimados, amedrontados, há muito tempo ausentes ou distraídos”. Sugestões para o retorno à celebração da Eucaristia A carta sugere “algumas linhas de ação para promover um retorno rápido e seguro à celebração da Eucaristia. A devida atenção às normas de higiene e segurança – afirma o purpurado – não pode levar à esterilização de gestos e ritos”. Ademais, “confia-se na ação prudente mas firme dos Bispos, para que a participação dos fiéis na celebração da Eucaristia não seja reduzida pelas autoridades públicas a uma ‘aglomeração’, e não seja considerada como equiparável ou até mesmo subordinada às formas de agregação recreativa. As normas litúrgicas não são matéria sobre os quais as autoridades civis podem legislar, mas apenas as autoridades eclesiásticas competentes (cf. Sacrosanctum Concilium, 22). Respeito pelas normas litúrgicas A carta exorta a facilitar “a participação dos fiéis nas celebrações, mas sem experiências rituais improvisadas e em total conformidade com as normas contidas nos livros litúrgicos que regulam seu desenvolvimento”, e reconhecendo “aos fiéis o direito de receber o Corpo de Cristo e adorar o Senhor presente na Eucaristia nas formas previstas, sem limitações que até mesmo possam ir além do previsto pelas normas higiênicas emanadas pelas autoridades públicas ou pelos Bispos”. Um princípio seguro: a obediência aos bispos Sobre este ponto, o cardeal dá uma indicação precisa: “Um princípio seguro para não errar é a obediência. Obediência às normas da Igreja, obediência aos Bispos. Em tempos de dificuldade (por exemplo, pensemos nas guerras, pandemias), os Bispos e as Conferências Episcopais podem dar normativas provisórias que devem ser obedecidas. A obediência salvaguarda o tesouro confiado à Igreja. Estas medidas ditadas pelos Bispos e pelas Conferências Episcopais expiram quando a situação volta à normalidade”. Saúde pública e salvação eterna A Igreja – conclui o Cardeal Sarah – protege a pessoa humana “na sua totalidade” e “à necessária preocupação pela saúde pública, a Igreja une o anúncio e o acompanhamento para a salvação eterna das almas”. #CardealSarah #Comunhão #ComunhãonaMão #Comunhãonaboca #Vaticano
- Santa Sé comunica que fiéis devem voltar à Missa e podem comungar na boca
O Cardeal Sarah, Prefeito da Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, enviou uma carta aos Presidentes da Conferências do Mundo inteiro sobre a questão dos sacramentos, especialmente da Santa Missa, […] O documento, aprovado pelo Papa Francisco, apela veementemente aos fiéis que voltem às igrejas para assistir à Missa dominical, que não pode ser substituída por assistir à Missa através da internet. Diz ainda que nenhuma limitação higiénica pode justificar “experiências rituais improvisadas” e que as rubricas previstas nos respectivos Ritos devem ser seguidas. Nesse sentido, continua o texto, têm “os fiéis o direito de receber o Corpo de Cristo e adorar o Senhor presente na Eucaristia nas formas previstas, sem limitações que até mesmo possam ir além do previsto pelas normas higiénicas emanadas pelas autoridades públicas ou pelos Bispos.” Quer isto dizer que nenhuma autoridade de saúde ou autoridade eclesiástica (incluindo o Bispo diocesano e muito menos a Conferência Episcopal) pode proibir que um fiel receba a Sagrada Comunhão na boca. Um fiel não pode ser obrigado a receber a Comunhão na mão, ponto final. Texto: João Silveira Leia a carta na íntegra: Dimensão comunitária da vida cristã “A pandemia devido ao coronavírus – escreve o cardeal Sarah – produziutranstornos” não somente na dinâmica social e familiar, “mas também na vida da comunidade cristã, incluída a dimensão litúrgica”. O purpurado recorda que “a dimensão comunitária tem um sentido teológico: Deus é a relação de Pessoas na Santíssima Trindade” e “se coloca em relação com o homem e a mulher e os chama por sua vez a uma relação com Ele”. Assim, “enquanto os pagãos construíam templos dedicados apenas à divindade, aos quais as pessoas não tinham acesso, os cristãos, assim que passaram a usufruir da liberdade de culto, imediatamente construíam lugares que fossem domus Dei et domus ecclesiae, onde os fiéis podiam reconhecer-se como comunidade de Deus”. Por isso “a casa do Senhor supõe a presença da família dos filhos de Deus”. Colaboração da Igreja com as autoridades civis “A comunidade cristã – lê-se no texto – nunca buscou o isolamento e nunca fez da igreja uma cidade de portas fechadas. Formados para o valor da vida comunitária e a busca do bem comum, os cristãos sempre buscaram a inserção na sociedade”. “Mesmo na emergência da pandemia, surgiu um grande sentido de responsabilidade: na escuta e colaboração com as autoridades civis e com os especialistas”, os Bispos “estiveram prontos a tomar decisões difíceis e dolorosas, até a prolongada suspensão da participação dos fiéis na celebração da Eucaristia”. Urgência de voltar à normalidade da vida cristã “Assim que as circunstâncias o permitirem – afirma o cardeal Sarah – é necessário e urgente regressar à normalidade da vida cristã, que tem o edifício da Igreja como casa e a celebração da liturgia, em particular a Eucaristia, como “meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força” (Sacrosanctum Concilium, 10). Conscientes de que Deus nunca abandona a humanidade que criou, e que mesmo as mais duras provas podem dar frutos de graça, aceitamos a distância do altar do Senhor como um tempo de jejum eucarístico, útil para redescobrir o importância vital, a beleza e a preciosidade incomensurável. No entanto, assim que possível, é necessário voltar à Eucaristia” com “um crescente desejo de encontrar o Senhor, de estar com Ele, de recebê-lo para levá-lo aos irmãos com o testemunho de uma vida cheia de fé, de amor e de esperança”. Necessidade da participação pessoal na Missa O purpurado sublinha que, “embora os meios de comunicação desenvolvam um apreciado serviço aos doentes e àqueles impossibilitados de ir à igreja, e tenham prestado um grande serviço na transmissão da Santa Missa num momento em que não havia possibilidade de celebrar comunitariamente, nenhuma transmissão é equiparável à participação pessoal ou pode substituí-la. Com efeito, estas transmissões, por si só, correm o risco de nos afastar de um encontro pessoal e íntimo com o Deus encarnado que se entregou a nós não de forma virtual, mas sim, dizendo: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6,56). Esse contato físico com o Senhor é vital, indispensável, insubstituível. Uma vez identificadas e adotadas as medidas concretamente praticáveis para reduzir ao mínimo o contágio do vírus, é necessário que todos retomem seu lugar na assembleia dos irmãos“, encorajando os “desanimados, amedrontados, há muito tempo ausentes ou distraídos”. Sugestões para o retorno à celebração da Eucaristia A carta sugere “algumas linhas de ação para promover um retorno rápido e seguro à celebração da Eucaristia. A devida atenção às normas de higiene e segurança – afirma o purpurado – não pode levar à esterilização de gestos e ritos”. Ademais, “confia-se na ação prudente mas firme dos Bispos, para que a participação dos fiéis na celebração da Eucaristia não seja reduzida pelas autoridades públicas a uma ‘aglomeração’, e não seja considerada como equiparável ou até mesmo subordinada às formas de agregação recreativa. As normas litúrgicas não são matéria sobre os quais as autoridades civis podem legislar, mas apenas as autoridades eclesiásticas competentes (cf. Sacrosanctum Concilium, 22). Respeito pelas normas litúrgicas A carta exorta a facilitar “a participação dos fiéis nas celebrações, mas sem experiências rituais improvisadas e em total conformidade com as normas contidas nos livros litúrgicos que regulam seu desenvolvimento”, e reconhecendo “aos fiéis o direito de receber o Corpo de Cristo e adorar o Senhor presente na Eucaristia nas formas previstas, sem limitações que até mesmo possam ir além do previsto pelas normas higiênicas emanadas pelas autoridades públicas ou pelos Bispos”. Um princípio seguro: a obediência aos bispos Sobre este ponto, o cardeal dá uma indicação precisa: “Um princípio seguro para não errar é a obediência. Obediência às normas da Igreja, obediência aos Bispos. Em tempos de dificuldade (por exemplo, pensemos nas guerras, pandemias), os Bispos e as Conferências Episcopais podem dar normativas provisórias que devem ser obedecidas. A obediência salvaguarda o tesouro confiado à Igreja. Estas medidas ditadas pelos Bispos e pelas Conferências Episcopais expiram quando a situação volta à normalidade”. Saúde pública e salvação eterna A Igreja – conclui o Cardeal Sarah – protege a pessoa humana “na sua totalidade” e “à necessária preocupação pela saúde pública, a Igreja une o anúncio e o acompanhamento para a salvação eterna das almas”. #CardealSarah #Comunhão #ComunhãonaMão #Comunhãonaboca #Vaticano
- A ASSUNÇÃO DA VIRGEM MARIA AO REINO DOS CÉUS
Conheça uma belíssima reflexão de Santo Afonso sobre a Assunção da Virgem Maria, a sua triunfal entrada no Reino dos Céus. Santo Afonso Maria de Ligório, no seu clássico livro “Glórias de Maria”, apresenta a nós uma belíssima e inspirada reflexão sobre a o mistério da Assunção da Santíssima Virgem Maria aos Céus. A Mãe de Deus foi recebida na glória celeste, de corpo e alma, pela Santíssima Trindade, por todos os anjos e santos, por todos os patriarcas e profetas, com grande júbilo, porque ela foi a escolhida para sentar-se a direita de seu Filho Jesus Cristo (cf. Mc 10, 40). A Assunção da Santíssima Virgem Maria Desde que Jesus Cristo, o Verbo de Deus feito carne, completou a obra da Salvação da humanidade, com a sua paixão, morte, e ressurreição, os anjos desejavam ardentemente que Ele estivesse de corpo e alma no Reino dos Céus. Por isso, em suas preces, repetiam incessantemente as palavras do rei Davi: “Levantai-vos, Senhor, para o vosso descanso, vós e a arca de vossa santificação” (Sl 141, 8). Segundo São Bernardo, os anjos diziam também: “Eia, Senhor, já que remistes os homens, vinde habitar conosco em vosso reino. Conduzi também convosco a arca viva de vossa santificação, isto é, vossa Mãe, a qual santificastes habitando em seu seio”[1]. Jesus Cristo e a gloriosa Assunção da Virgem Maria Depois de Sua Ascensão aos Céus, nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, quis finalmente atender o desejo de toda a corte celeste, chamando sua Mãe, Maria Santíssima, à glória do paraíso celeste. O Senhor ordenou, no Antigo Testamento, que a Arca da Aliança fosse introduzida com grande pompa na cidade de Davi, a Jerusalém terrestre, e assim foi feito: “O rei e todos os israelitas conduziram a arca do Senhor, soltando gritos de alegria e tocando a trombeta” (2 Sm 6, 15). Jesus Cristo ordenou muito mais nobre e gloriosamente que sua Mãe, a Virgem Maria, a Arca da Nova Aliança, entrasse na Jerusalém celeste. O profeta Elias foi levado aos Céus num carro de fogo, com cavalos de fogo (cf. 2 Rs 2, 11). Esta passagem é interpretada no sentido de que um grupo de anjos veio à Terra para buscar Elias. Entretanto, para conduzir a Santíssima Virgem aos Céus, não bastou um grupo de anjos. O próprio Filho de Deus, o Rei da glória, veio acompanhar sua Mãe Santíssima, com a corte celeste. São Bernardino de Sena concorda com a opinião de que, para honrar o triunfo de Nossa Senhora, o próprio Jesus Cristo veio do paraíso celeste para encontrá-la e acompanhá-la no mistério da Assunção. O Salvador dos homens quis subir aos Céus antes da Mãe de Deus, não só para preparar-lhe o trono (cf. Jo 14, 2), como fez o rei Davi para sua mãe Betsabé (cf. 1 Rs 2, 19), mas também para tornar mais gloriosa a sua entrada na glória celeste, pela Sua presença e pelo luminoso cortejo dos espíritos bem-aventurados O acompanharam. De certa maneira, a Assunção de Santíssima Virgem foi mais gloriosa que a Ascensão de Jesus Cristo. Pois, para encontrar o Redentor do mundo, vieram apenas os anjos. Mas, enquanto nossa Senhora subia à glória dos Céus, veio ao seu encontro e acompanhou-a o próprio Jesus Cristo, Senhor da glória, da companhia dos anjos e dos santos. A este respeito, o abade Guerrico atribui ao Filho de Deus estas palavras: “Para glorificar meu Pai desci do céu à terra; mas depois, para honrar minha Mãe, subi de novo ao céu, a fim de lhe sair ao encontro e acompanhá-la ao paraíso”[2]. Se no mistério da Anunciação, a Virgem de Nazaré acolheu o Filho do Altíssimo na Terra (cf. Lc 1, 32), no mistério da Assunção, Ele desceu para encontrar sua Mãe, consolá-la e levá-la consigo ao Céu: “Levanta-te, minha amiga, vem, formosa minha. Eis que o inverno passou, cessaram e desapareceram as chuvas” (Ct 2, 10-11). Vamos, minha Mãe tão bela e pura, deixa este vale de lágrimas, onde tens sofrido tanto por Meu amor. “Vem do Líbano, esposa minha, vem do Líbano” (cf. Ct 4, 8) e serás coroada. Vem, de corpo e alma, gozar no Céu o prêmio de sua santa vida na Terra. Se padeces muito neste mundo, maior será a glória que te darei, como Rainha do universo. Eis que a Virgem Maria já deixa a Terra e vêm à sua memória as muitas graças que aqui recebeu do Altíssimo. Por isso, ela olha para nós com afeto e compaixão recordando-se dos pobres que deixa expostos a tantas misérias e a tantos perigos neste mundo. Seu Filho Jesus lhe estende a mão, e a santa Mãe já se eleva no ar, já ultrapassa as nuvens e os limites desta Terra e chega, enfim, às portas do Reino dos Céus. Nossa Senhora e o júbilo dos santos anjos Quando um monarca toma posse de um reino, não passa pelas portas da cidade como as pessoas comuns. As portas são retiradas completamente para que ele entre triunfante. Por isso, quando Jesus Cristo, Deus feito homem, entrou na glória do Céu, cantaram os anjos: “Levantai, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o Rei da glória!” (Sl 23, 7). Agora que a Santíssima Virgem tomará posse do Reino dos Céus, os anjos repetem a mesma exclamação. Os anjos do cortejo gritam aos outros, que estão dentro: príncipes do Céu, depressa, levantai, tirai as portas, porque entrará a Rainha da glória! Ao entrar na pátria celeste, os anjos veem a Virgem Maria tão bela e gloriosa, que perguntam aos anjos que chegaram de fora com ela: “Quem é esta que sobe do deserto apoiada em seu bem-amado?” (Ct 8, 5). Quem é esta criatura tão formosa, que vem do deserto da Terra, lugar de espinhos e abrolhos? Vem tão pura e rica de virtudes, com o seu amado Filho, que se digna Ele mesmo acompanhá-la com tanta honra? Quem é? A tantas perguntas cheias admiração, respondem os anjos que a acompanham: Esta é a Mãe do nosso Rei; é a bendita entre as mulheres (cf. Lc 1, 42), a “cheia de graça” (Lc 1, 28), a Santa dos santos, a amada de Deus, a Virgem Imaculada, a mais formosa de todas as criaturas. Então, irrompem imediatamente todos os anjos do Céu com hinos de louvor e de júbilo, bendizendo a Santíssima Virgem com mais razão que os hebreus a Judite: “Tu és a glória de Jerusalém; tu és a alegria de Israel, tu és a honra de nosso povo” (Jt 15, 10). À semelhança do povo da Antiga Aliança, os anjos dizem palavras de grande júbilo a Rainha dos Céus: “Ah! Senhora, vós sois a glória do paraíso, a alegria de nossa pátria, a honra de todos nós! Eis o vosso reino, eis-nos todos aqui, vossos vassalos, prontos a obedecer-vos!”[3] Ouça programa do Padre Paulo Ricardo com o tema “Augusta Rainha dos céus”: A Santíssima Virgem e as almas bem-aventuradas Todos os santos que estavam na glória celeste vieram dar-lhe as boas-vindas, e saudá-la como sua Rainha e Senhora. Primeiramente vieram as santas virgens: “viram-na as filhas e chamaram-na bem-aventurada” (Ct 6, 9). Nós, disseram as virgens, ó belíssima Senhora, somos também rainhas deste Reino, mas vós sois a Rainha nossa. Fostes vós a primeira filha da Igreja a dar-nos o exemplo de consagrar a virgindade ao Altíssimo. Por isso, vos louvamos e damos graças, concluíram as virgens. Em seguida, os santos mártires foram ao encontro de Nossa Senhora para saudá-la como sua Rainha. Pois, com sua grande constância, nas dores infligidas pela espada que transpassou seu coração de Mãe na paixão de seu Filho (cf. Lc 2, 35), ensinou-lhes e também alcançou, com seus merecimentos, a fortaleza para testemunhar a fé com a vida. São Tiago, o único dos apóstolos que já se encontrava na Jerusalém celeste, foi também ao encontro da Rainha dos Apóstolos, agradecer-lhe em nome de todos os apóstolos pelo conforto e auxílio que lhes deu enquanto estava na Terra. Os profetas também se dirigiram a Virgem Santíssima, saudaram-na e disseram: Ah! Senhora, vós sois aquela que nossas profecias figuraram. Os santos patriarcas igualmente foram ao encontro da Mãe de Deus e lhe disseram: Ó Virgem Maria, vós fostes a nossa esperança, tanto e por tão longo tempo fostes por nós suspirada. Entre aqueles que saudaram a Virgem Maria com maior afeto, foram ao seu encontro agradecer-lhe os nossos primeiros pais, Adão e Eva, que lhe disseram: Ah, Filha amada, vós reparastes o dano feito por nós a toda a humanidade (cf. Gn 3, 1-24); vós alcançastes ao mundo aquela bênção que perdemos por nossa culpa; por vós somos salvos. Por isso, para sempre sejais bendita! (cf. Lc 1, 48). Depois, São Simeão foi beijar os pés da Mãe de Deus e recordou-lhe com júbilo aquele dia em que recebeu das suas mãos virginais o Menino Jesus (cf. Lc 2, 25-35). São Zacarias e Santa Isabel foram também ao encontro da Santíssima Virgem e lhe agradeceram aquela amorosa visita, que com tanta humildade e caridade lhes fizera em sua casa, e pela qual receberam tantos tesouros de graças (cf. Lc 1, 39-56). São João Batista, com maior amor, foi dar graças a Mãe de Deus por tê-lo santificado ainda no ventre de sua mãe, por meio da sua saudação (cf. Lc 1, 44). O que devem ter dito Joaquim e Ana, quando saudaram sua diletíssima Filha? Oh! Deus, com que ternura a deveriam abençoar dizendo: Filha dileta, que ventura foi a nossa de ter-vos como filha! Eis que agora és a nossa Rainha, porque és Mãe de nosso Rei. Sendo assim, como Rainha, nós te saudamos e veneramos. Mas, quem poderá nos dizer com que afeto o seu caríssimo esposo São José foi até a Santíssima Virgem para saudá-la? Quem poderá descrever-nos o júbilo que experimentou o Santo Patriarca ao ver sua Esposa chegar ao Reino dos Céus, com tanto triunfo e aclamada Rainha de todo o paraíso? Com que ternura deve ter se dirigido a Virgem Santíssima, de quem foi tão zeloso guardião: Ah! Senhora e esposa minha! Quando poderei agradecer o quanto devo ao nosso Deus, por ter-me dado a vós por esposa e que sois a Sua verdadeira Mãe? Por vossa causa, mereci na Terra ver a infância do Filho de Deus, tê-Lo tantas vezes nos braços e d’Ele receber graças especiais. Sejam sempre benditos os momentos que gastei na vida a servir Jesus Cristo e a vós, minha santa Esposa! Eis o nosso Jesus, consolemo-nos já que não O vemos mais deitado numa manjedoura, sobre palhas, como nós O vimos nascer em Belém (cf. Lc 2, 7); já não vive pobre e desprezado, como outrora viveu conosco em Nazaré (cf. Lc 2, 51); já não está pregado num patíbulo infame (cf. Lc 23, 33), no qual morreu pela salvação do mundo em Jerusalém. Mas, agora Ele está sentado à direita do Pai, qual Rei e Senhor do Céu e da Terra. E eis que nós, Rainha minha, não nos separaremos mais dos seus santos pés, a louvá-Lo e amá-Lo eternamente. Depois, saudaram-na todos os anjos do Céu. A todos, a excelsa Rainha agradeceu a assistência que lhe prestaram na Terra. Primeiramente, o arcanjo São Gabriel, o feliz mensageiro de sua grandiosa ventura, que anunciou sua escolha para ser Mãe de Deus (cf. Lc 1, 26-38), recebe os agradecimentos. A seguir, Nossa Senhora agradece ao restante da corte celeste. A Virgem Maria diante da Santíssima Trindade Finalmente, de joelhos, a humilde e santa Virgem Maria adora a Santíssima Trindade e precipita-se no conhecimento do seu nada. Ela agradece o Altíssimo por todas as graças, que por Sua infinita bondade lhe concedeu, especialmente a graça de tê-la feito a Mãe do Verbo de Deus encarnado (cf. Lc 1, 26-36). Imaginemos e tentemos compreender, se pudermos, com que amor a Santíssima Trindade a abençoou! “Quem nos descreverá o afável e afetuoso acolhimento que fez o Pai Eterno à sua Filha, o Filho à sua Mãe, o Espírito Santo à sua Esposa! O Pai a coroa, participando-lhe o seu poder, o Filho a sabedoria, o Espírito Santo o amor”[4]. Por fim, as três Pessoas divinas, concedendo-lhe o trono à direita de seu Filho Jesus Cristo, a declaram Rainha do Universo, dos Céus e da terra. Então, os anjos também ordenam entre si e a todas as criaturas, que reconheçam a Virgem Maria por sua Rainha e Senhora e, como tal, sirvam-na e a ela obedeçam. Oração de Santo Afonso Maria de Ligório a Rainha do Céu Ó grande, excelsa e gloriosíssima Senhora, prostrados aos pés do vosso trono, nós vos rendemos nossas homenagens, daqui deste vale de lágrimas. Nós nos comprazemos na glória imensa, de que vos enriqueceu o Senhor. Agora que já reinais como Rainha do céu e da terra, ah! não nos esqueçais, pobres servos vossos. Não vos dedigneis, desse excelso trono em que reinais, de volver vossos piedosos olhos a nós miseráveis. Vós, quanto mais vizinha estais da fonte das graças, tanto mais nos podeis delas prover. No céu, descobris melhor as nossas misérias, portanto é preciso que tenhais maior compaixão de nós e mais nos socorrais. Fazei que sejamos na terra vossos fiéis servos, para podermos mais tarde bendizer-vos no paraíso. Neste dia em que fostes feita Rainha do universo, nós nos queremos consagrar ao vosso serviço. No meio de vossa grande alegria, consolai-nos também, aceitando-nos hoje por vossos vassalos. Sois vós a nossa Mãe. Ah! Mãe suavíssima, Mãe amabilíssima, vossos altares estão rodeados de muita gente que vos pede: uns vos pedem a cura de suas enfermidades, outros o vosso auxílio em suas necessidades: outros, uma boa colheita; outros, a vitória em qualquer demanda. Nós, porém, vos pedimos graças mais agradáveis ao vosso coração. Alcançai-nos o ser humildes, desapegados da terra, e resignados à divina vontade. Impetrai-nos o santo amor de Deus, a boa morte, o paraíso. Senhora, mudai-nos, mudai-nos de pecadores em santos. Fazei este milagre, que vos dará mais honra que se désseis a vista a mil cegos e ressuscitásseis mil mortos. Vós sois tão poderosa junto de Deus. Basta dizer que sois sua Mãe, a mais querida, cheia da sua graça: que vos poderá ele recusar? Ó Rainha formosíssima, nós não pretendemos ver-vos na terra, mas queremos ir ver-vos no paraíso. A vós compete alcançar-nos esta graça. Assim o esperamos decerto. Amém, amém[5]. Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós! Natalino Ueda, consagrado inútil de Jesus por Maria. Links relacionados: TODO DE MARIA. A Assunção de Nossa Senhora aos Céus. TODO DE MARIA. O dogma da Assunção de Maria aos Céus. TODO DE MARIA. O que a Assunção de Maria nos ensina? Referências: [1] SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. Glórias de Maria, p. 342. [2] Idem, p. 343. [3] Idem, p. 344. [4] Idem, p. 347. [5] Idem, 352-353.
- O PODER DO SANTO ROSÁRIO
> Carta Encíclica do Papa Leão XIII - Sobre o Rosário de Nossa Senhora. > Carta Encíclica do Papa Leão XIII - Sobre a devoção do Pontífice ao Rosário. "Toda graça que é comunicada a esta terra passa por três ordens sucessivas. De Deus é comunicada a Cristo, de Cristo à Virgem, e da Virgem a nós" (S. Bernardino de Sena, Sermo VI in Festis B. M. V., De Annunciatione, a. 1, c. 2). São Luís Maria Grignion de Montfort (1673 –1716), grande apóstolo de Maria Santíssima, escreveu: “A Santíssima Virgem revelou ao Bem-aventurado Alain de la Roche que, depois do Santo Sacrifício da Missa, que é o primeiro e mais vivo memorial da Paixão de Jesus Cristo, não havia devoção mais excelente e meritória que o Rosário, que é como que um segundo memorial e representação da vida e da Paixão de Jesus Cristo”. Assim sendo, depois da Santa Missa o Santo Rosário é a mais poderosa arma de eficácia comprovada contra Satanás e seus sequazes, que procuram perder as almas. É um meio de salvação dos mais poderosos e eficazes que nos foi oferecido pela Divina Providência. O Rosário soluciona inúmeros problemas, assegura a salvação eterna e antecipa a implantação no mundo do Reino do Imaculado Coração de Maria. O Rosário, Instrumento de Salvação. (Extraído do livro: A eficácia maravilhosa do Santo Rosário, de São Luís Maria Grignion de Montfort) A Santíssima Virgem revelou ao Beato Alano que, quando São Domingos pregou o Rosário, pecadores endurecidos foram tocados e choraram amargamente seus crimes, e até crianças fizeram penitências incríveis. O fervor foi tão grande, por toda a parte onde ele pregava, que os pecadores mudaram de vida e edificaram todo o mundo por suas penitências. Se vós sentis vossa consciência carregada de pecados, tomai o Rosário e rezai uma parte dele em honra de alguns dos mistérios da vida, da paixão ou da glória de Jesus Cristo. Convencei-vos de que, enquanto estiverdes meditando e honrando esses mistérios, no céu Ele mostrará suas chagas sagradas ao Pai, tomará a vossa defesa e obterá a contrição e o perdão dos vossos pecados. Ele mesmo disse um dia ao Beato Alano: "Se esses míseros pecadores rezassem frequentemente o Rosário, participariam dos méritos da minha paixão e Eu, como seu advogado, aplacaria a Justiça divina". Nossa vida é uma guerra e uma tentação contínuas, na qual não temos que combater inimigos de carne e de sangue, mas as próprias potências do inferno. Armai-vos, pois, com a arma de Deus que é o santo Rosário. Esmagareis assim a cabeça do demônio e permanecereis inabaláveis diante de todas as suas tentações. É por isso que o Rosário, ainda que considerado materialmente, é tão terrível ao demônio, e os Santos dele se serviram para expulsá-lo dos corpos de possessos, como testemunham muitas narrativas. O Beato Alano atesta que livrou grande número de possessos colocando o Rosário em seu pescoço. Santo Agostinho assegura que não há exercício mais frutuoso e mais útil para a salvação do que pensar frequentemente nos sofrimentos de Nosso Senhor. Santo Alberto Magno, mestre de São Tomás, soube por revelação que a simples lembrança ou meditação da paixão de Jesus Cristo é mais meritória ao cristão do que jejuar a pão e água todas as sextas-feiras de um ano inteiro, ou tomar a disciplina até o sangue todas as semanas, ou recitar todos os dias os cento e cinqüenta Salmos. O Padre Dorland conta que a Santíssima Virgem declarou ao venerável Domingos, cartuxo devoto do santo Rosário, que residia em Trèves no ano de 1481, que "todas as vezes que um fiel recita o Rosário com as meditações dos mistérios da vida e da paixão de Jesus Cristo em estado de graça, ele obtém plena e inteira remissão de todos os seus pecados". Ao Beato Alano, Ela disse: "Grande quantidade de indulgências foram concedidas ao meu Rosário, mas fica sabendo que Eu acrescentarei ainda muitas mais, aos que rezarem o terço em estado de graça, de joelhos e devotamente. E a quem nas mesmas condições perseverar nessa devoção, Eu lhe obterei no fim da vida, como recompensa por esse bom serviço, a plena remissão da pena e da culpa de todos os seus pecados". Por que Nossa Senhora insiste tanto na Oração do Rosário? Em 1945 os americanos lançaram a bomba atômica sobre duas cidades japonesas: Nagasaki e Hiroshima. Nesta última, num raio de um quilômetro e meio do centro da explosão, ficou tudo arrasado e todos os habitantes morreram carbonizados. A casa paroquial, com oito moradores jesuítas, que distava apenas 800 metros da explosão, ficou de pé e os seus moradores ficaram ilesos. O Pe. Hubert Shiffer era um deles e tinha então 30 anos. Depois viveu mais 33 completamente com saúde e nenhum dos moradores da casa sofreu as conseqüências da radioatividade. Ele contou a sua experiência no Congresso Eucarístico da Filadélfia (EUA) em 1976. Então todos os membros daquela comunidade ainda viviam. O Pe. Shiffer foi examinado e interrogado por mais de 200 cientistas e não puderam explicar como, no meio de milhares de mortos, ele e seus companheiros tinham podido sobreviver. O Pe. Shiffer afirmou que centenas de cientistas e pesquisadores por vários anos continuaram a investigar por que a casa paroquial não foi atingida quando tudo ao redor ficou arrasado. E o padre explicou, dizendo: "Naquela casa se rezava todos os dias, em comum, o Santo Rosário. Por isso, foi protegida por Nossa Senhora". Nossa Senhora, a partir principalmente de Lourdes, dá uma ênfase toda especial à oração do Rosário. Em Lourdes aparece sempre com o ROSÁRIO. Em outras aparições, pede sempre que se reze o Rosário. Em Fátima, em cada uma das aparições, ela insiste: "Rezem o ROSÁRIO DIARIAMENTE". Em Medjugorje, desde o início, pede que se reze o Rosário. Em 14/08/84, ela diz: "Eu gostaria que cada dia se rezasse pelo menos o Rosário". Em 27/09/84: "Peço às famílias da paróquia que rezem o rosário em família". No dia 25/06/85 a vidente Marija pergunta a Nossa Senhora o que deseja dizer aos sacerdotes. Ela responde: "Caros filhos, eu os exorto a convidar todos à Oração do Rosário. Com o rosário, vencerão todas as dificuldades que Satanás, neste momento, quer colocar no caminho da Igreja Católica. Vocês todos, Sacerdotes, Rezem o Rosário. Consagrem tempo ao Rosário". O Papa, no 80º aniversário das aparições em Fátima, disse: "Caríssimos irmãos, rezai o Rosário todos os dias! Peço vivamente aos pastores para rezar o Rosário nas suas comunidades cristãs. Ajudai o povo de Deus a retornar à oração cotidiana do Rosário". A Origem da Ave-Maria É bom lembrar que, a segunda parte da Ave-Maria ("Santa Maria, Mãe de Deus"), foi introduzida na oração por ocasião da vitória sobre a heresia nestoriana, deflagrada no ano de 429. O bispo Nestório, Patriarca de Constantinopla, afirmava ser Maria mãe de Jesus e não Mãe de Deus. O episódio tomou feições tão sérias que culminou no Concílio de Éfeso convocado pelo Papa Celestino I. Sob a presidência de São Cirilo (Patricarca de Alexandria), a heresia foi condenada e Nestório, recusando a aceitar a decisão do conselho, acabou sendo excomungado. (Leia o artigo XVI do livro Oriente para saber mais sobre a heresia nestoriana). Conta-se que no dia de encerramento do Concílio, onde os Padres Conciliares exaltaram as virtudes e as prerrogativas especiais da VIRGEM MARIA, o Santo Padre Celestino ajoelhou-se diante da assembléia e saudou Nossa Senhora, dizendo: "SANTA MARIA, MÃE DE DEUS, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém." Na continuidade dos anos, esta saudação foi unida àquela que o Arcanjo Gabriel fez a Maria, conforme o Evangelho de Jesus segundo São Lucas 1,26-38 "Ave cheia de graça, o Senhor está contigo!" e também, a outra saudação que Isabel fez a Maria, para auxiliá-la durante os últimos três meses de sua gravidez: "Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre." (Lucas1, 42) Estas três saudações deram origem a AVE MARIA. Como surgiu a oração do Santo Rosário A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros, como Saltério dos leigos. Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos, que em sua maioria não sabiam ler, aprenderam a rezar 150 Pai Nossos. Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria. Posteriormente fez-se uma combinação dos quatro saltérios, dividindo as 150 Ave Marias em 15 dezenas e colocando um Pai nosso no início de cada uma delas. Em 1500 ficou estabelecido, para cada dezena a meditação de um episódio da vida de Jesus ou Maria, e assim surgiu o Rosário de quinze mistérios. Rosa das rosas, Rainha das rainhas. A palavra Rosário vem do latim Rosarium, que significa 'Coroa de Rosas'. Nossa Senhora é a Rosa Mística (como é invocada na Ladainha Lauretana), e em sua homenagem o nome Rosário, que vem de Rosas. A Virgem Maria revelou a muitas pessoas que cada vez que rezam uma Ave Maria lhe é entregue uma Rosa espiritual, e por cada Rosário completo, lhe é entregue uma Coroa de Rosas. A rosa é a rainha das flores, Rosa das rosas, como é a Rainha das rainhas. sendo assim o Rosário a Rosa de todas as devoções e, portanto, a mais importante. O Santo Rosário é considerado a oração perfeita porque junto com ele está a majestosa história de nossa salvação. Com o rosário, meditamos os mistérios de gozo, de dor e de glória de Jesus e Maria. É uma oração simples, humilde como Maria. É uma oração que podemos fazer com ela, a Mãe de Deus. Com o Ave Maria a convidamos a rezar por nós. A Virgem sempre nos dá o que pedimos. Ela une sua oração à nossa. Portanto, esta é mais poderosa, porque Maria recebe o que ela pede, Jesus nunca diz não ao que Sua Mãe lhe pede. Em cada uma de suas Aparições, nos convida a rezar o Rosário como uma arma poderosa contra o maligno, para nos trazer a verdadeira paz. São Domingos e o Santo Rosário. A difusão e posterior expansão do Rosário, a Igreja atribui à São Domingos de Gusmão (século XII), conhecido como o "Apóstolo do Rosário", cuja devoção propagou aos católicos como arma contra o pecado e contra a heresia albigense , que assolava Toulose (França). Segundo respeitosa tradição, Nossa Senhora numa Aparição revelou a devoção ao Rosário a São Domingos de Gusmão, em 1214, como meio para salvar a Europa de uma heresia. Eram os albigenses, que, como uma epidemia maldita, contagiavam com seus erros outros países, a partir do norte da Itália e da região de Albi, no sul da França. De onde o nome de albigenses atribuído a esses hereges, conhecidos também como cátaros (do grego: puros), pois assim soberbamente se auto nomeavam. Eram lobos disfarçados com pele de ovelha, infiltraram-se nos meios católicos para melhor enganar e captar simpatia. Tais hereges pregavam, entre outros erros, o panteísmo, o amor livre, a abolição das riquezas, da hierarquia social e da propriedade particular — salta aos olhos a semelhança com o comunismo. Várias regiões da Europa do século XIII ficaram infestadas pela heresia albigense, e toda a reação católica visando contê-la mostrava-se ineficaz. Os hereges, após conquistar muitas almas, destruir muitos altares e derramar muito sangue católico, pareciam definitivamente vitoriosos. São Domingos (mais tarde fundador da Ordem Dominicana) intrepidamente empenhou-se no combate à seita albigense, não conseguindo, porém, sobrepujar o ímpeto dos hereges, que continuavam pervertendo os fiéis católicos. E os que não se pervertiam eram massacrados. Desolado, São Domingos suplicou à Virgem Santíssima que lhe indicasse uma eficaz arma espiritual capaz de derrotar aqueles terríveis adversários da Santa Igreja. A Aparição da Santíssima Virgem Quando tudo parecia perdido, Nossa Senhora interveio nos acontecimentos para salvar a Cristandade desse mal. O Bem-aventurado Alain de la Roche (1428 – 1475), célebre pregador da Ordem Dominicana, no livro Da dignidade do Saltério, narra a aparição de Nossa Senhora a São Domingos, em 1214. Nessa aparição, Ela ensina aquele Santo a pregar o Rosário (também chamado Saltério de Maria, em lembrança dos 150 salmos de Davi) para salvação das almas e conversão dos hereges. Na obra de São Luís Grignion de Montfort acima citada, ele transcreve tal narração: Vendo São Domingos que os crimes dos homens criavam obstáculos à conversão dos albigenses, entrou em um bosque próximo a Toulouse e passou nele três dias e três noites em contínua oração e penitência, não cessando de gemer, de chorar e de macerar seu corpo com disciplinas para aplacar a cólera de Deus, até cair meio morto. A Santíssima Virgem, acompanhada de três princesas do Céu, lhe apareceu e disse: — Sabes tu, meu querido Domingos, de que arma se serviu a Santíssima Trindade para reformar o mundo? — Ó Senhora! – respondeu ele – Vós o sabeis melhor do que eu, porque depois de vosso Filho Jesus Cristo, fostes o principal instrumento de nossa salvação’. Ela acrescentou: — Saiba que a peça principal da bateria foi a saudação Angélica, que é o fundamento do Novo Testamento; e portanto, se queres ganhar para Deus estes corações endurecidos, reza meu Saltério. Rosário esmaga heresia albigense O Santo se levantou muito consolado e abrasado de zelo pelo bem daquela gente; entrou na igreja catedral; no mesmo momento os sinos tocaram, pela intervenção dos anjos, para reunir os habitantes. No princípio da pregação, formou-se uma espantosa tormenta; a terra tremeu, o sol se obscureceu, os repetidos trovões e os relâmpagos fizeram estremecer e empalidecer os ouvintes; e aumentou seu terror ao ver uma imagem da Santíssima Virgem, exposta em lugar proeminente, levantar os braços três vezes ao Céu para pedir a Deus vingança contra eles, se não se convertessem e não recorressem à proteção da Santa Mãe de Deus. O Céu queria por esses prodígios aumentar a nova devoção do santo Rosário e torná-la mais notória. A tormenta cessou por fim, pelas orações de São Domingos. Ele continuou seu sermão, e explicou com tanto fervor e entusiasmo a excelência do santo Rosário, que os moradores de Toulouse (um dos principais focos da heresia) o abraçaram quase todos e renunciaram a seus erros, vendo-se em pouco tempo uma grande mudança na vida e nos costumes da cidade. Melhor artilharia contra o demônio e sequazes. Empunhando a potente arma do Rosário, São Domingos retornou ao combate, pregando incansavelmente na França, Itália e Espanha a devoção que a própria Senhora do Rosário lhe ensinara, e por todas as partes reconquistava as almas: os católicos tíbios se afervoravam, os fervorosos se santificavam; as ordens religiosas floresciam; convertia os hereges, que, abjurando seus erros, voltavam à Igreja aos milhares; os pecadores se arrependiam e faziam penitência; expulsava os demônios de possessos; operava milagres e curas. Somente na Lombardia, o ardoroso cruzado do Rosário converteu mais de 100 mil hereges albigenses. Tudo por meio da melhor artilharia contra o demônio e seus seguidores: o Santo Rosário. O herói Conde Simão de Montfort. Mas restavam ainda aqueles hereges empedernidos, que não se convertiam de nenhum modo, e procuravam reverter a derrota fazendo estragos em alguns outros países. Para resolver o problema, Nossa Senhora, além do heróico São Domingos, suscitou outro herói para erradicar da Europa a heresia: o admirável Conde Simão de Montfort. O primeiro empunhou como arma o Rosário, o segundo empunhou a espada. Uma combinação perfeita: o espírito de oração com o espírito de cruzada em defesa da Fé Católica. A história de Simão de Montfort é, além de admirável, extensa. Citemos a propósito, apenas de passagem, um trecho extraído do livro de São Luís Grignion de Montfort (o sobrenome de ambos é o mesmo, embora, segundo parece, não fossem parentes – pelo menos não há dados concludentes a respeito): Quem poderá contar as vitórias que Simão, Conde de Montfort, obteve contra os albigenses sob a proteção de Nossa Senhora do Rosário? Foram tão notáveis, que jamais se viu no mundo coisa parecida. Com quinhentos homens, desbaratou um exército de dez mil hereges. Outra vez, com trinta homens, venceu a três mil. Depois, com mil infantes e quinhentos cavaleiros, fez em pedaços o exército do rei de Aragão, composto de cem mil homens, perdendo somente oito soldados de infantaria e um de cavalaria. Livre a França da heresia albigense, a devoção ao Santo Rosário atravessou as fronteiras. São Domingos pregou incansavelmente, até o fim de seus dias, esta milagrosa e eficientíssima devoção nos países vizinhos, colhendo neles semelhantes frutos. Atravessou não somente as fronteiras européias, mas os continentes e também os séculos, uma vez que, até os presentes dias, o Rosário é rezado com grande fruto em todos os países do mundo. Os Papas recomendam o Rosário Pio IX: “Assim como São Domingos se valeu do Rosário como de uma espada para destruir a nefanda heresia dos albigenses, assim também hoje os fiéis exercitando o uso desta arma — que é a reza cotidiana do Rosário — facilmente conseguirão destruir os monstruosos erros e impiedades que por todas as partes se levantam” (Encíclica Egregiis, de 3 de dezembro de 1856). Leão XIII: “Queira Deus — é este um ardente desejo Nosso — que esta prática de piedade retome em toda parte o seu antigo lugar de honra! Nas cidades e aldeias, nas famílias e nos locais de trabalho, entre as elites e os humildes, seja o Rosário amado e venerado como insigne distintivo da profissão cristã e o auxílio mais eficaz para nos propiciar a divina clemência” (Encíclica Iucunda Semper Expectatione, de 8 de setembro de 1894). São Pio X: “O Rosário é a mais bela e a mais preciosa de todas as orações à Medianeira de todas as graças: é a prece que mais toca o coração da Mãe de Deus. Rezai-o todos os dias”. Bento XV: “A Igreja, sobretudo por meio do Rosário, sempre encontrou nEla a Mãe da graça e a Mãe da misericórdia, precisamente conforme tem o costume de saudá-La. Por isso, os Romanos Pontífices jamais deixaram passar ocasião alguma, até o presente, de exaltar com os maiores louvores o Rosário mariano, e de enriquecê-lo com indulgências apostólicas”. Pio XI: “Uma arma poderosíssima para pôr em fuga os demônios... Ademais, o Rosário de Maria é de grande valor não só para derrotar os que odeiam a Deus e os inimigos da Religião, como também estimula, alimenta e atrai para as nossas almas as virtudes evangélicas” (Encíclica Ingravescentibus malis, de 29 de setembro de 1937). Pio XII: “Será vão o esforço de remediar a situação decadente da sociedade civil, se a família, princípio e base de toda a sociedade humana, não se ajustar diligentemente à lei do Evangelho. E nós afirmamos que, para desempenho cabal deste árduo dever, é sobretudo conveniente o costume do Rosário em família” (Encíclica Ingruentium malorum, de 15 de setembro de 1951). João XXIII: “Como exercício de devoção cristã, entre os fiéis de rito latino, ...o Rosário ocupa o primeiro lugar depois da Santa Missa e do Breviário, para os eclesiásticos, e da participação nos Sacramentos, para os leigos” (Carta Apostólica Il religioso convegno, de 19 de setembro de 1961). Paulo VI: “Não deixeis de inculcar com toda a diligência e insistência o Rosário marial, forma de oração tão grata à Virgem Mãe de Deus e tão freqüentemente recomendada pelos Romanos Pontífices, pela qual se proporciona aos fiéis o mais excelente meio de cumprir de modo suave e eficaz o preceito do Divino Mestre: ‘Pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á’ (Mt. 7, 7)” (Encíclica Mense maio, de 19 de abril de 1965). João Paulo II: “O Rosário, lentamente recitado e meditado — em família, em comunidade, pessoalmente — vos fará penetrar pouco a pouco nos sentimentos de Jesus Cristo e de sua Mãe, evocando todos os acontecimentos que são a chave de nossa salvação” (Alocução de 6 de maio de 1980). Inimigos internos e externos vencidos pelo Rosário Como acabamos de ver, São Domingos, com a cruzada de orações que empreendeu por meio do Rosário, derrotou os inimigos internos da Igreja vencendo a seita albigense infiltrada entre os católicos. Veremos agora um exemplo histórico de como o Santo Rosário derrotou inimigos externos da Cristandade. No século XVI, o poderio otomano (sobretudo o Império turco, de religião muçulmana) crescia espantosamente e tudo empreendia para aniquilar e dominar a Europa cristã. Os turcos já haviam conquistado Constantinopla e ocupado a ilha de Chipre, de onde pretendiam marchar em direção ao Ocidente. Em face do iminente perigo para a Cristandade, o Sumo Pontífice de então, o Papa São Pio V, conclamou os príncipes europeus a se unirem numa frente comum contra o inimigo. Reuniu uma pequena esquadra composta com o apoio de Felipe II da Espanha, das Repúblicas de Veneza e de Gênova e do Reino de Nápoles, além de um contingente dos Estados Pontifícios. São Pio V não desanimou ante a desproporção das forças, pois confiava mais na proteção de Deus e de sua Santíssima Mãe. Entregou ao generalíssimo D. João d’Áustria o comando da esquadra e deu-lhe um estandarte com a imagem de Nossa Senhora, pedindo-lhe que partisse logo ao encontro do inimigo. Na batalha de Lepanto: A vitória salvadora Há 436 anos, em 7 de outubro de 1571, a esquadra católica, composta de aproximadamente 200 galeras, concentrou-se no golfo de Lepanto. D. João d’ Áustria mandou hastear o estandarte oferecido pelo Papa e bradou: “Aqui venceremos ou morremos”, e deu a ordem de batalha contra os seguidores de Maomé. Os primeiros embates foram favoráveis aos muçulmanos, que, formados em meia-lua, desfecharam violenta carga. Os católicos, com o Terço ao pescoço, prontos a dar a vida por Deus e tirar a dos infiéis, respondiam aos ataques com o máximo vigor possível. Mas, apesar da bravura dos soldados de Cristo, a numerosíssima frota do Islã, comandada por Ali-Pachá, parecia vencer. Após 10 horas de encarniçado embate, os batalhadores católicos receavam a derrota, que traria graves conseqüências para a Civilização Cristã européia. Mas, ó prodígio! Ficaram surpresos ao perceberem que, inexplicavelmente e de repente, os muçulmanos, apavorados, bateram em retirada... Obtiveram mais tarde a explicação: aprisionados pelos católicos, alguns mouros confessaram que uma brilhante e majestosa Senhora aparecera no céu, ameaçando-os e incutindo-lhes tanto medo, que entraram em pânico e começaram a fugir. Logo no início da retirada dos barcos muçulmanos, os católicos reanimaram-se e reverteram a batalha: os infiéis perderam 224 navios (130 capturados e mais de 90 afundados ou incendiados), quase 9.000 maometanos foram capturados e 25.000 morreram. Ao passo que as perdas católicas foram bem menores: 8.000 homens e apenas 17 galeras perdidas. Vitória alcançada pelo Rosário. Enquanto se travava a batalha contra os turcos em águas de Lepanto, a Cristandade rogava o auxílio da Rainha do Santíssimo Rosário. Em Roma, o Papa São Pio V pediu aos fiéis que redobrassem as preces. As Confrarias do Rosário promoviam procissões e orações nas igrejas, suplicando a vitória da armada católica. O Pontífice, grande devoto do Rosário, no momento em que se dava o desfecho da famosa batalha, teve uma visão sobrenatural, na qual ele tomou conhecimento de que a armada católica acabara de obter espetacular vitória. E imediatamente, exultando de alegria, voltou-se para seus acompanhantes exclamando: “Vamos agradecer a Jesus Cristo a vitória que acaba de conceder à nossa esquadra”. A milagrosa visão foi confirmada somente na noite do dia 21 de outubro (duas semanas após o grande acontecimento), quando, por fim, o correio chegou a Roma com a notícia. São Pio V tinha meios mais rápidos para se informar... Em memória da estupenda intervenção de Maria Santíssima, o Papa dirigiu-se em procissão à Basílica de São Pedro, onde cantou o Te Deum Laudamus e introduziu a invocação Auxílio dos Cristãos na Ladainha de Nossa Senhora. E para perpetuar essa extraordinária vitória da Cristandade, foi instituída a festa de Nossa Senhora da Vitória, que, dois anos mais tarde, tomou a denominação de festa de Nossa Senhora do Rosário, comemorada pela Igreja no dia 7 de outubro de cada ano. Ainda com o mesmo objetivo, de deixar gravado para sempre na História que a Vitória de Lepanto se deveu à intercessão da Senhora do Rosário, o senado veneziano mandou pintar um quadro representando a batalha naval com a seguinte inscrição: “Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii victores nos fecit”. (Nem as tropas, nem as armas, nem os comandantes, mas a Virgem Maria do Rosário é que nos deu a vitória). Milagre: tropas soviéticas retiram-se da Áustria Expulsos pelo Rosário Sem armas e sem sangue, Áustria se liberta dos comunistas. Após a II Guerra Mundial, parte do território austríaco ficou sob domínio comunista. Tudo foi feito para que os russos se retirassem, todos os meios diplomáticos foram empregados. Contudo parecia impossível obter a retirada dos tiranos soviéticos que oprimiam o país católico. Através da recitação do Rosário, a nação austríaca inteira implorou a libertação a Nossa Senhora de Fátima, pois só um milagre a salvaria. Foi constituído um movimento chamado Rosenkranzsühnekreuzzug (Cruzada Reparadora do Santo Rosário), por iniciativa do Padre capuchinho Petrus Pavlicek (1902 – 1982). Em todas as cidades, vilas e aldeias crescia o número de pessoas que aderiam ao movimento, comprometendo-se a rezar o Rosário numa determinada hora. De tal modo que, 24 horas por dia, sempre havia austríacos rezando, rogando à Virgem Santíssima pela libertação do país do jugo comunista. Muitas procissões foram organizadas nessa intenção. A maior delas talvez tenha sido a realizada em 12 de setembro de 1954: uma enorme procissão “aux flambeaux” (com tochas) em homenagem a Nossa Senhora de Fátima, da qual participaram muitas autoridades. 500 mil austríacos já haviam aderido a essa Cruzada de orações em 1955. A Senhora do Rosário atendeu as insistentes súplicas, e o impossível – naturalmente falando – ocorreu: em maio de 1955 as tropas soviéticas abandonaram o território austríaco. Um autêntico milagre! O que é o Terço ? Cada Terço corresponde (a terça parte de um Rosário) e compõe-se de cinco Mistérios, ou cinco dezenas; cada dezena corresponde a um Pai-Nosso, dez Ave-Marias e um Glória ao Pai (é aconselhável que se reze após o Glória a oração: “Ó meu Jesus perdoai-nos...”, que Nossa Senhora em Fátima recomendou aos três pastorinhos de Fátima). Antes de iniciar cada dezena, enuncia-se o Mistério correspondente e nele devemos MEDITAR, ou seja, PENSAR, enquanto rezamos as Ave-Marias. No final de cada Terço (que equivale a 50 Ave-Marias), é recomendável rezar uma Salve Rainha ou um Lembrai-Vos. O Terço e também o Rosário inicia-se com a recitação do Credo (resumo das principais verdades cristãs, nas quais todo católico deve crer), mas antes de começar a rezá-lo convém enunciar as intenções pelas quais estamos pedindo. Pode-se colocar quantas intenções se desejar, bem como pedir a graça de orar com piedade, fervorosamente e sem distrações. Qual é o conteúdo do Rosário? O Rosário se organizou tendo como referência os 150 salmos contidos na Sagrada Escritura. A cada salmo, corresponde a uma Ave-Maria. A cada dezena de Ave-Marias, intercalou-se um fato da vida de Jesus, um “mistério”. Mistérios da alegria, da dor e da glória. Portanto 15 Mistérios ou 15 dezenas, equivale a 150 Ave-Marias (lembram os 150 salmos — poemas religiosos — de Davi, como já se mencionou acima). Assim o Rosário é a soma dos três Terços. Quando rezar o Rosário, pode-se — e por vezes é até conveniente — recitar os três Terços separadamente, como, por exemplo, rezando um Terço no período da manhã, outro à tarde e o terceiro à noite. No final recomenda-se recitar a Ladainha lauretana. No primeiro Terço contemplam-se os Mistérios Gozosos (as alegrias da Virgem Santíssima), no segundo os Mistérios Dolorosos (as dores de Nosso Senhor Jesus Cristo na Paixão e Morte) e no terceiro os Mistérios Gloriosos (os triunfos de Nosso Senhor e de Nossa Senhora). Quando a pessoa reza apenas um Terço (e não o Rosário inteiro), o costume é, nas segundas e quintas-feiras, meditar os Mistérios Gozosos; nas terças e sextas-feiras os Dolorosos; e nas quartas, sábados e domingos os Gloriosos. Esses 15 Mistérios correspondem aos principais acontecimentos da Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor e aos principais acontecimentos da vida de sua Santíssima Mãe. A simbologia do Rosário. O próprio Rosário é um símbolo. Ele forma um círculo. Sua saída coincide com a chegada. Lembra o que Jesus falou: saí do Pai e volto ao Pai (Jo 16, 28). Nós também viemos do Pai e devemos voltar a Ele. A forma de fazê-lo é seguir Cristo, que se declarou nosso caminho (Jo 14, 8) e convida a cada um a segui-lo (Mt 19,21). Pelo Rosário, meditamos na peregrinação que Jesus fez por este mundo unindo-nos pelo fio da fé. Sem a fé, os dias de nossa vida viram um amontoado de contas perdidas no chão, como acontece com as contas do terço quando se quebra o fio que as mantém unidas. O centro do Rosário é Cristo crucificado. Tendo-o nas mãos, recorda que nossa vida e nossa oração devem ter seu centro em Cristo, em união com a Mãe de Deus e Nossa Mãe, Maria Santíssima. O Pai-Nosso. O Rosário ensinado diretamente por Nossa Senhora compõe-se das mais sublimes orações. A começar pelo Pai-Nosso, ensinado pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo aos Apóstolos, quando estes pediram: “Ensinai-nos a rezar” (Lucas 11, 1). O Divino Redentor pronunciou as palavras do Pai-Nosso, indicando-nos o meio de glorificar a Deus. É claro que Ele não deixará de ouvir-nos, uma vez que suplicamos com as próprias palavras que Ele nos ensinou. A Ave-Maria. Sem dúvida, uma das mais belas orações é a Ave-Maria, composta com a saudação do Arcanjo São Gabriel, “Ave, ó cheia de graça, o Senhor é contigo”; com as palavras de Santa Isabel, “Bendita sois Vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre”; e com o acréscimo inserido pela Igreja, “Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém”. Em poucas palavras essa oração encerra as principais grandezas de Nossa Senhora. Diz São Luís Grignion de Montfort: “A saudação angélica resume na mais concisa síntese toda a teologia cristã sobre a Santíssima Virgem. Há nela um louvor e uma invocação: encerra o louvor da verdadeira grandeza de Maria; a invocação contém tudo que devemos pedir-Lhe e o que de sua bondade podemos alcançar”. Este mesmo santo, e grande apóstolo do Rosário, conta que os hereges têm horror à Ave-Maria. Eles podem até aprender a recitar o Pai-Nosso, mas nunca a Ave-Maria: “Todos os hereges que são filhos do diabo.... prefeririam carregar sobre si uma serpente antes que um rosário”. Não há graças que Deus não nos possa alcançar por meio de Maria a quem peça por meio do Rosário. No entanto é bom lembrar que devemos nos preparar para alcançar as graças que tanto pedimos. Como devemos nos preparar. Fazendo uma boa confissão a um Sacerdote com um arrependimento profundo e repeti-la periodicamente ao menos uma vez por mês, receber a Santíssima Eucaristia sempre que possível e que estivermos preparados para a receber, rezar o Creio que é a profissão de Fé nas verdades católicas. Rezar nas intenções do Santo Padre o Papa. Ao menos 01 Pai Nosso 01 Ave Maria e 01 Glória ao Pai. Também procurar estar dentro dos 7 Sacramentos da Igreja, próprio da condição de cada um, e observar os 10 Mandamentos da Lei de Deus. Há inúmeros documentos pontifícios exaltando a excelência do Santíssimo Rosário. Neles os Papas recomendam empenhadamente essa devoção. Devemos nos preparar para receber estas graças (indulgências), pois o Rosário foi enriquecido ao longo dos séculos pelos Pontífices com inúmeras indulgências. Perseverar, em todos os dias na Oração, para que Maria interceda a Jesus que na Sua infinita Misericórdia nos conceda os meios de alcançar estas graças. O que é rezar? Rezar é falar com Deus. Se dirigir a Deus, se expressar; seja com o pensamento ou com a voz. Como rezar bem. Agora que já tomamos conhecimento da importância do Santo Rosário, de sua maravilhosa história e em que orações consiste, veremos não apenas como rezá-lo — o que é muito fácil —, mas como rezar bem, o que não é muito difícil, bastando um pouco de atenção. Rezar bem o Rosário é simples e está ao alcance de todos. Não é necessário ser um sábio ou um doutor em teologia. Além das singelas orações acima indicadas, precisamos apenas contemplar os mistérios e as palavras da cada oração, algo que até crianças podem fazer. Oração vocal e oração mental. A oração vocal é a recitação piedosa das cinco dezenas de Ave-Marias (no caso do Terço), ou das 15 dezenas (no caso do Rosário). No início de cada conjunto de 10 Ave-Marias reza-se o Pai-Nosso, e no final o Glória ao Pai. Em que consiste a oração mental? Enquanto se pronuncia as orações, em PENSAR OU CONTEMPLAR os Mistérios (pode-se também MEDITAR, PENSAR nas palavras da Ave-Maria, do Pai-Nosso ou do Glória). O Rosário é um colóquio (uma conversa) com Deus e Nossa Senhora. Enquanto com a voz Os louvamos, com o PENSAMENTO MEDITAMOS nos sublimes mistérios, pois, sendo o homem composto de corpo e alma, com a boca e com a mente deve glorificar seu Criador. O que equivale ao nosso dito popular: “Não falar só da boca pra fora”, ou seja, sem amor, sem coração, sem meditação. Se isso não acontecer poderá ser em vão nossa oração. Claro que tanto mais eficácia terá essa arma quanto maior nosso envolvimento e devoção a utilizarmos. Assim, evitar de rezar o Rosário despachadamente e distraído; procurar recitá-lo piedosamente e com atenção, se possível de joelhos diante do Tabernáculo (sacrário) ou de uma imagem de Jesus e/ou Nossa Senhora, vestido decentemente (homens e mulheres e crianças) com respeito máximo e humildade a quem se dirige como a Santa Igreja antigamente e hoje sempre ensinou. Pode-se, porém, rezá-lo também sentado ou de pé — até mesmo deitado, em caso de enfermidade, muito cansaço ou outra causa proporcionada —, mesmo andando, mas evitando o quanto possível as distrações. Devemos criar condições ambientais para facilitar nossa concentração no que estamos fazendo. Por isso Jesus levantava de madrugada para rezar. Subia as montanhas para buscar o silêncio. Saía das cidades para rezar. Muitos santos faziam isso. Nós podemos nos fechar no quarto, no escritório ou nas Igrejas em qualquer lugar em que ajude a nos concentrar; tirar tempo para Deus. Entretanto, a distração involuntária, mesmo freqüente, não invalida o valor da oração. Nunca se deve deixar de rezar o Terço por causa de distrações. Pelo contrário, se temos dificuldade de rezar com perfeição, rezemos ainda mais, para compensar um tanto pela quantidade o que faltou à qualidade. Nosso Senhor elogia no Evangelho a oração insistente. O demônio inventará artifícios para nos distrair com bobagens, mas precisamos rejeitá-las e concentrar nossa atenção. Se fizermos esforços para rezar bem, ainda que não o consigamos inteiramente, isto já é agradável a Nossa Senhora. Rezar com Fé. Fé significa acreditar, ter confiança que algo se realizará, ter confiança no que estamos fazendo. Quando rezamos (pedimos, agradecemos, louvamos) temos a CERTEZA ABSOLUTA que Deus com a Santíssima Virgem e todo os Céus está nos ouvindo e vendo tudo. Pode Deus por intercessão de Maria não nos conceder aquilo que pedimos, mas pode nos conceder outras graças que não as pedimos e que são mais importantes para nós naquele momento. Pode também não nos conceder quando desejamos, mas sim quando realmente necessitamos. As vezes para testar nossa fé e perseverança pode demorar um pouco em nos atender, mas é de ABSOLUTA CERTEZA que nos atenderá, só não o sabemos quando; pode ser na hora ou mais adiante... Devemos lembrar: rezamos todos os dias no Pai Nosso seja feita a TUA VONTADE... “Quem reza se salva, quem não reza se condena”. Que oração será a mais eficaz a fim de alcançar toda espécie de graças para nós, tão necessitados? E para a humanidade, tão depravada? Os Papas, os Santos e a Igreja em geral incentivam de todos os modos esta devoção, que a própria Medianeira de todas as graças nos ensinou. Rezar o Santo Rosário é ser atendido com segurança, pois o Divino Filho de Maria Santíssima sempre ouve os rogos de sua Mãe. Boníssima Mãe nossa, que é também a Mãe do Juiz que nos julgará em nosso último dia. Assim sendo, nada melhor que termos como advogada Aquela que nos obterá toda espécie de graças para chegarmos bem diante do supremo Juiz. Está portanto em nossas mãos a arma para a salvação, tanto nossa como deste caótico e desmoralizado mundo de hoje. As Indulgências. Devoção tão recomendada pelos Papas e tão aprovada pela Igreja, é o Rosário da Virgem Santíssima cumulado de indulgências. Indulgência é uma remissão da pena temporal dos pecados. Com a confissão que fazemos de nossos pecados, somos perdoados de nossas culpas, mas permanecem as penas temporais devidas ao pecado. O cumprimento da penitência imposta pelo sacerdote, após a absolvição, satisfaz parcialmente as penas temporais. Os sofrimentos que padecemos ajudam também a pagar tais penas. Contudo podem ainda aliviar as penas temporais as indulgências que a Igreja concede às almas em estado de graça, pelos méritos de Nosso Senhor e de Sua Santíssima Mãe e dos santos. Mas as indulgências são concedidas, sob certas condições, por determinados atos de piedade. Um deles é a recitação do Rosário. Quando o rezamos em igreja, em oratório público ou em família, ou ainda em comunidade religiosa, lucramos uma indulgência plenária (libera no todo a pena temporal), e quando rezamos o Rosário em outras circunstâncias, lucramos indulgência parcial (libera em parte a pena). Mesmo rezando apenas um Terço do Rosário podemos lucrar a indulgência plenária, mas as cinco dezenas devem ser recitadas (oração vocal) sem interrupção e meditando (oração mental) cada um dos cinco mistérios. Nossa Senhora do Rosário, terror dos demônios. Por imposição de Deus, o próprio demônio, em algumas circunstâncias, foi obrigado a confessar — muito a contragosto em alguns exorcismos... — que a Santíssima Virgem era sua maior inimiga, pois Ela conseguia salvar almas que estavam já em suas garras, praticamente condenadas ao inferno. Nossa Senhora é o Terror dos demônios, Aquela que esmaga a cabeça da serpente infernal, como é representada em muitas de suas imagens – na Medalha Milagrosa, por exemplo. Em seu famosíssimo Tratado da Verdadeira Devoção, São Luís Maria Grignion de Montfort escreve: "Maria é a mais terrível inimiga que Deus armou contra o demônio”. E, ainda nesse mesmo sentido: “Armai-vos, pois, com estas armas de Deus, armai-vos do santo Rosário e esmagareis a cabeça do demônio, e vivereis tranqüilos contra todas suas tentações. Daí vem que o Rosário, mesmo o objeto material, seja tão terrível ao diabo, que os Santos se tenham servido dele para encadear o demônio e expulsá-lo do corpo dos possessos, segundo testemunham várias histórias”. De onde se vê que é excelente ter sempre consigo o Terço no bolso, durante o dia, e à noite ao pescoço ou sob o travesseiro. Uma arma por excelência da vitória sobre o mal. Depois da Santa Missa o Rosário é a arma secreta mais poderosa que Deus coloca nas mãos de seus fiéis soldados, na luta contra Satanás e seus sequazes que andam pelo mundo para perder as almas. Esta poderosíssima arma está à disposição de todos os católicos devotos do Rosário da Santíssima Virgem. Com ela receberemos proteção nos assaltos do demônio e estaremos prontos a enfrentar todas as dificuldades desta vida. Quem nos garante isto é o próprio São Luís Grignion de Montfort: “Ainda que vos encontrásseis à beira do abismo ou já tivésseis um pé no inferno; ainda que tivésseis vendido vossa alma ao diabo, ainda que fôsseis um herege endurecido e obstinado como um demônio, cedo ou tarde vos converteríeis e salvaríeis, desde que (vos repito, e notai as palavras e os termos de meu conselho) rezeis devotamente todos os dias o Santo Rosário até a morte, para conhecer a verdade e obter a contrição e o perdão de vossos pecados”. Benefícios e graças que podemos conseguir rezando o Santo Rosário com a meditação dos mistérios: > Eleva-nos insensivelmente ao perfeito conhecimento de Jesus Cristo; > purifica nossas almas do pecado; > permite-nos vencer a nossos inimigos; > facilita-nos a prática das virtudes; > abrasa-nos no amor de Jesus Cristo; > habilita-nos a pagar nossas dívidas para com Deus e os homens; > por fim, obtém-nos de Deus toda espécie de graças. São Luís Grignion de Montfort (Obras de San Luis Maria Grignion de Montfort, El secreto admirable del Santissimo Rosario, Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid, 1954, p. 353). As orações do Rosário. Credo. (Creio) “Creio em um só Deus, Pai todo poderoso, Criador do Céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, JESUS CRISTO, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz de luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus. E se encarnou pelo ESPÍRITO SANTO, no seio da Virgem MARIA e se fez homem. Também por nós homens, foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as escrituras; e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do PAI. De novo há de vir em Sua Glória, para julgar os vivos e os mortos; e o Seu Reino não terá fim. Creio no ESPÍRITO SANTO, Senhor que dá a vida, e procede do PAI e do FILHO. Com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ELE que falou pelos profetas. Creio na Igreja uma, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo que há de vir. Amém.” Pai-Nosso. Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém. Ave-Maria. Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois Vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus e nossa mãe, rogai por nós os pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém. Glória. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amém. Ó meu bom Jesus... (oração ensinada na Aparição de Fátima - Portugal.) Ó meu bom Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem. Salve Rainha. Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. E, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto de vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria. Rogai por nós, Santa mãe de Deus. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém. Lembrai-Vos. Lembrai-Vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à Vossa proteção, implorado a Vossa assistência e reclamado o Vosso socorro fosse por Vós desamparado. Animado eu, pois, de igual confiança, a Vós, ó Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho, e gemendo sob o peso de meus pecados, me prostro a Vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Assim seja. Amém. OS 15 MISTÉRIOS DO SANTO ROSÁRIO Para rezar o Rosário: Inicia-se com o sinal da Cruz; ato de contrição (pedido de perdão a Deus), uma invocação ao Divino Espírito Santo (Vinde Espírito Santo... coloca-se as intenções por quem que é oferecido); reza-se o Creio...; 1 Pai Nosso 3 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai...; anuncia-se o Mistério e segue com 1 Pai Nosso e 10 Ave-Marias em cada, até completar os 15 Mistérios; termina com uma Salve Rainha. No final de cada Mistério reza-se a Jaculatória ensinada por N.Senhora em Fátima, (Ó Meu Bom Jesus Perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.) A reza de cada dez Ave-Marias está acompanhada pela meditação do mistério respectivo. Mistérios Gozosos Segundas e Quintas Primeiro Mistério Gozoso: A Anunciação do Anjo Gabriel à Maria. (São Lucas 1:28) Segundo Mistério Gozoso: A Visita de Maria à sua prima Isabel. (São Lucas 1:41,42) Terceiro Mistério Gozoso: O Nascimento de Jesus (São Lucas 2:7) Quarto Mistério Gozoso: A Apresentação do Menino Jesus no templo (São Lucas 2:22-23) Quinto Mistério Gozoso: O Encontro de Jesus no templo (São Lucas 2:46) Mistérios Dolorosos Terças e Sextas Primeiro Mistério Doloroso: A Oração de Jesus no Horto (São Lucas 22:43-44) Segundo Mistério Doloroso: A Flagelação de Jesus Cristo (São João 19:1) Terceiro Mistério Doloroso: A Coroação de Espinhos (São Mateus 27:28-29) Quarto Mistério Doloroso: Jesus Cristo leva a Cruz (São João 19:17) Quinto Mistério Doloroso: A Crucificação e Morte de N.S.J.C. (São Lucas 23:46) Mistérios Gloriosos Quartas, Sábados, e Domingos Primeiro Mistério Glorioso: A Ressurreição de N.S.J.C, (São Marcos 16:6) Segundo Mistério Glorioso: A Ascensão de Jesus Cristo ao Céu. (São Marcos 16:19) Terceiro Mistério Glorioso: A Vinda do Divino Espírito Santo (Atos dos Apóstolos 2:4) Quarto Mistério Glorioso: A Assunção da Virgem Maria (Judite 15:10-11) Quinto Mistério Glorioso: A Coroação de Maria Santíssima (Apocalipse 12:1) A Virgem Santíssima em Fátima e o pedido ao Santo Rosário. Quando Lúcia perguntou à Santíssima Virgem, na aparição de 13 de outubro de 1917, em Fátima, o que desejava, Ela respondeu: “Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra; que sou a Senhora do Rosário; que continuem sempre a rezar o Terço todos os dias”. “Rezar o Terço todos os dias” — Que conselho mais excelente que este? Que criatura mais elevada que a Virgem Santíssima poderia transmiti-lo? Sendo que a própria Mãe de Deus – e também nossa Mãe – nos faz esse pedido, como poderemos recusá-lo? Impossível seria! Atendendo-A, seremos atendidos e alcançaremos todas as graças que suplicarmos com fé e confiança. Em várias outras aparições Nossa Senhora recomendou a devoção ao Rosário, mas especialmente em Fátima Ela insistiu nessa prática marial como meio para se obter a conversão do mundo. Apresentando-se como a Senhora do Rosário, Ela veio alertar o mundo para os terríveis castigos que ocorreriam caso não se desse uma conversão geral; caso os homens não deixassem de ofender a Deus com seus pecados e não houvesse uma reparação por esses pecados. Isto se passou no início do século XX. Neste início do século XXI, quem se atreveria a dizer que tais pedidos foram atendidos? Claro que ninguém! Basta olhar um pouco em torno de nós, para ver justamente o contrário: a decadência moral acentua-se dia a dia; os Mandamentos de Deus são abandonados; os pecados aumentam; as ofensas a Nosso Senhor tornam-se ainda mais agressivas. Basta abrir os jornais, para constatar a alarmante dissolução da família, as modas imorais, o nudismo, o aborto, a prostituição, as drogas, o homossexualismo etc. Em vista disso, a Senhora de Fátima pede-nos “oração, penitência e reparação”. Insiste na recitação diária do Rosário, para a conversão das almas pecadoras e do mundo. Fontes: Obra do Espirito Santo
- PADRE PIO E A CONVERSÃO DOS COMUNISTAS
Por que padre Pio incluía os comunistas entre os adversários de Deus? Pois era exatamente assim que sempre pensou a Igreja: por servirem à criatura e não ao Criador. Certa vez, disse a um membro do partido comunista, ao final de uma confissão: “Você traiu o Senhor teu Deus e passou para o lado de Seus inimigos”. Para padre Pio, o marxismo tinha uma origem claramente anticrística, portanto satânica: sua pretensão é substituir Cristo como Senhor da História pela ação humana. Portanto, a Igreja não pode nem dialogar nem unir-se a ele. Quanto aos marxistas, homens de carne e osso, pecadores como todos nós, o nosso santo sabia que eles podem e devem ser procurados por nós e nossas orações, pois é nossa obrigação tentar convertê-los, fazê-los empreender a quase impossível e miraculosa caminhada que vai de Lúcifer a Jesus. O santo de Pietrelcina não se deixava enganar por um dos aspectos do igualitarismo marxista — o pretenso cuidado com os pobres —, pois sabia que era só um disfarce, uma sedutora isca para arrastar incautos às mais cruéis formas de totalitarismo de que se tem notícia na história contemporânea, ao lado do fascismo e do nazismo. Em vez de escravos do Estado, os cristãos deviam ser escravos uns dos outros pela caridade, como já dizia São Paulo na “Carta aos Gálatas”. Ser marxista, para o padre Pio, era um pecado dos mais graves. Padre Pio converteu comunistas? Muitos. Como, por exemplo, o médico francês Charles Boyer, comunista, ateu e herói da resistência francesa na Segunda Guerra Mundial. Era um fruto perfeito da mentalidade existencialista da sua época. Depois da 2ª Guerra, entrou em depressão e não via mais sentido na vida. Um amigo sugeriu-lhe uma visita ao padre Pio, na Itália. Falou-lhe das feridas nas mãos e nos pés do santo, sempre abertas e sangrentas, que nunca infeccionavam, além do estranho perfume de violeta que exalavam. Ele zombou do amigo: garantiu que se o padre lhe enviasse um “sinal”, iria vê-lo… Um dia, estava dr. Charles às margens de um lago, em Lugano, Suíça, pensando seriamente em atirar-se às águas, quando sentiu um forte cheiro de perfume, mistura de rosa e violeta. O médico não localizou, por perto, nenhuma possível origem para aquele cheiro — e entendeu o recado do Céu. Só lhe restou voltar ao hotel, acertar as contas e pegar o primeiro trem para San Giovanni Rotondo, onde vivia padre Pio. Transformou-se num dos primeiros médicos do hospital construído por padre Pio. Outro exemplo de comunista convertido é o de Italia Betti. Era professora de matemática no Liceu Galvani, em Bolonha. Cunhada do prefeito da cidade e militante do Partido Comunista, não só se vestia de vermelho, como também mandou pintar de vermelho a sua motocicleta. Pegaria em armas, se fosse preciso. Em sua profissão, criticava com vigor o ensino religioso nas escolas. Até que ficou sabendo que tinha um câncer. Por insistência da irmã mais nova, a única católica da família, viajou a São Giovanni Rotondo e, fascinada pelo padre Pio, de lá nunca mais arredou pé. O curioso é que não pediu a cura física a padre Pio. Usou o sofrimento como forma de santificação, penitenciando-se de tantos erros cometidos em nome do ex-ídolo Karl Marx. Experimentou, porém, a cura espiritual: revelou, em carta a seu chefe comunista regional, que havia finalmente conquistado a paz. Uma paz bem diferente da preconizada por Moscou. No caso do comunista Savino Greco, houve cura física e espiritual. No auge da militância política, no imediato pós-guerra, Savino descobriu um grave tumor no cérebro, e o marxismo perdia, de repente, todo o fascínio que até então tivera. Que fazer, então, com a luta de classes e o sonho da sociedade igualitária? No hospital de Milão, antes de uma cirurgia arriscadíssima, sonhou com padre Pio. Este lhe dizia que, com o tempo, ficaria curado. E foi o que ocorreu: a cura se deu por etapas. Na manhã seguinte, sentiu-se melhor e fugiu do hospital, para onde voltou, dias depois, com o retorno das dores intensas na cabeça. Durante os novos exames, sentiu um forte cheiro de violeta, que sabia ser o traço da presença de padre Pio. Os médicos ficaram espantados com a inexplicável ausência dos tumores. Livre do hospital, foi com a mulher a São Giovanni Rotondo agradecer pessoalmente a padre Pio. Para angústia de Savino, as dores continuaram por algum tempo: Deus queria que as lições não terminassem já. Mas, depois de algum tempo, cessaram. O ex-comunista estava curado no corpo e no espírito. E há também o caso quase cômico de Fulgo Pilli. Era um militar comunista metido a valente. Um dia, recebeu um desafio de certa senhora católica: se tivesse mesmo coragem, fosse à cidade de padre Pio (e com tudo pago pela Associação Católica Italiana…). Pilli, soldado corajoso, aceitou ir a São Giovanni Rotondo; garantiu que voltaria de lá ainda mais comunista! Perdeu a aposta: padre Pio o converteu no confessionário. Perdeu, sim, mas nunca se sentiu tão vitorioso na vida.
- O milagre se repete: Sangue de São Januário se liquefez por completo em Nápoles
Mais uma vez, neste sábado, 19 de setembro, o sangue de São Januário, padroeiro de Nápoles, se liquefaz milagrosamente no dia em que a Igreja celebra a festa deste mártir italiano. Às 10h02, hora da Itália, o Cardeal Crescenzio Sepe, Arcebispo de Nápoles, anunciou a repetição do milagre e destacou que, nesta ocasião, o sangue se tornou totalmente líquido, sem grumos, como aconteceu em ocasiões anteriores. “Louvado seja Jesus Cristo! Queridos amigos, queridos fiéis todos. Mais uma vez, com alegria, com emoção, informo que o sangue do nosso padroeiro, Januário, se liquefez. Totalmente liquefeito, sem grumos, como aconteceu nos últimos anos, sinal de amor, de bondade, da misericórdia de Deus e da proximidade, da amizade, da fraternidade de nosso São Januário. Seja dada glória a Deus e veneração ao nosso santo. Amém”, foram as palavras do Cardeal na Catedral de Nápoles. A liquefação do sangue de São Januário A liquefação do sangue deste santo é um fenômeno inexplicável que acontece três vezes por ano: no sábado anterior ao primeiro domingo de maio, por ocasião do translado dos restos mortais do santo a Nápoles; no dia de sua festa litúrgica, 19 de setembro; e em 16 de dezembro, aniversário da intercessão de São Januário para evitar os efeitos da erupção do vulcão Vesúvio no ano 1631. Em dezembro de 2016, o milagre não aconteceu, o que provocou certa preocupação entre os fiéis. Embora o fato de que não se liquefaça costuma ser interpretado como o anúncio de um desastre, isso nem sempre é certo. De fato, o processo nem sempre acontece do mesmo modo: às vezes demora várias horas, ou mesmo dias, ao se liquefazer. Em outros momentos, como em 2018, o milagre acontece antes da celebração litúrgica e, em outros episódios, por motivos desconhecidos, o sangue não se liquefaz. O próprio Papa Francisco foi testemunho do inexplicável fenômeno em março de 2015. Naquela ocasião, o sangue se liquefez diante do olhar do próprio Santo Padre fora das três datas indicadas. Por isso, tratou-se de um fato extraordinário, que também aconteceu em 1848 diante do Papa Pio IX. O milagre não aconteceu durante as visitas de São João Paulo II, em 1979, nem de Bento XVI, em 2007. O martírio de São Januário São Januário, padroeiro de Nápoles, foi Bispo de Benevento. Durante a perseguição contra os cristãos, foi feito prisioneiro junto com seus companheiros e submetido a terríveis torturas. Certo dia, ele e seus amigos foram lançados aos leões, mas as feras apenas rugiram sem se aproximar. Então, foram acusados de usar magia e condenados a morrer decapitados perto de Pozzuoli, onde também foram enterrados. Isso aconteceu por volta do ano 305. As relíquias de São Januário foram transladadas a diferentes lugares até que finalmente chegaram a Nápoles em 1497. Fonte: ACI Digital #Milagre
- O milagre se repete: Sangue de São Januário se liquefez por completo em Nápoles
Mais uma vez, neste sábado, 19 de setembro, o sangue de São Januário, padroeiro de Nápoles, se liquefaz milagrosamente no dia em que a Igreja celebra a festa deste mártir italiano. Às 10h02, hora da Itália, o Cardeal Crescenzio Sepe, Arcebispo de Nápoles, anunciou a repetição do milagre e destacou que, nesta ocasião, o sangue se tornou totalmente líquido, sem grumos, como aconteceu em ocasiões anteriores. “Louvado seja Jesus Cristo! Queridos amigos, queridos fiéis todos. Mais uma vez, com alegria, com emoção, informo que o sangue do nosso padroeiro, Januário, se liquefez. Totalmente liquefeito, sem grumos, como aconteceu nos últimos anos, sinal de amor, de bondade, da misericórdia de Deus e da proximidade, da amizade, da fraternidade de nosso São Januário. Seja dada glória a Deus e veneração ao nosso santo. Amém”, foram as palavras do Cardeal na Catedral de Nápoles. A liquefação do sangue de São Januário A liquefação do sangue deste santo é um fenômeno inexplicável que acontece três vezes por ano: no sábado anterior ao primeiro domingo de maio, por ocasião do translado dos restos mortais do santo a Nápoles; no dia de sua festa litúrgica, 19 de setembro; e em 16 de dezembro, aniversário da intercessão de São Januário para evitar os efeitos da erupção do vulcão Vesúvio no ano 1631. Em dezembro de 2016, o milagre não aconteceu, o que provocou certa preocupação entre os fiéis. Embora o fato de que não se liquefaça costuma ser interpretado como o anúncio de um desastre, isso nem sempre é certo. De fato, o processo nem sempre acontece do mesmo modo: às vezes demora várias horas, ou mesmo dias, ao se liquefazer. Em outros momentos, como em 2018, o milagre acontece antes da celebração litúrgica e, em outros episódios, por motivos desconhecidos, o sangue não se liquefaz. O próprio Papa Francisco foi testemunho do inexplicável fenômeno em março de 2015. Naquela ocasião, o sangue se liquefez diante do olhar do próprio Santo Padre fora das três datas indicadas. Por isso, tratou-se de um fato extraordinário, que também aconteceu em 1848 diante do Papa Pio IX. O milagre não aconteceu durante as visitas de São João Paulo II, em 1979, nem de Bento XVI, em 2007. O martírio de São Januário São Januário, padroeiro de Nápoles, foi Bispo de Benevento. Durante a perseguição contra os cristãos, foi feito prisioneiro junto com seus companheiros e submetido a terríveis torturas. Certo dia, ele e seus amigos foram lançados aos leões, mas as feras apenas rugiram sem se aproximar. Então, foram acusados de usar magia e condenados a morrer decapitados perto de Pozzuoli, onde também foram enterrados. Isso aconteceu por volta do ano 305. As relíquias de São Januário foram transladadas a diferentes lugares até que finalmente chegaram a Nápoles em 1497. Fonte: ACI Digital #Milagre
- Cristãos se unem em manifestação contra o aborto, em Curitiba
Idealizada por líderes católicos e evangélicos, a manifestação reuniu milhares em frente à sede do governo do Paraná. Mesmo sob forte chuva, uma manifestação contra a legalização do aborto uniu evangélicos e católicos na tarde de sábado (15) em Curitiba, em frente à sede do governo do Paraná. A “Manifestação pela Vida” foi idealizada pela liderança das Igrejas Católicas e Evangélicas de Curitiba para mandar uma mensagem aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que discutem a descriminalização do aborto até a 12ª semana. “Onze pessoas não eleitas pelo povo não podem decidir pela vida ou morte das crianças em gestação, sem passar o projeto de lei pelo poder legislativo”, disse na ocasião o bispo Robson Rodovalho, presidente da Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra. Segurando cartazes e faixas, os manifestantes lembraram que a maior parte da população brasileira é contra o aborto e defende a vida desde a concepção. O evento contou com momentos de música e discurso de lideranças religiosas. O testemunho de uma jovem mãe que desistiu de um aborto e estava ali presente com o filho emocionou o público presente. A manifestação acontece pouco mais de um mês depois de um projeto de lei pró-aborto ter sido derrubado no Senado da Argentina após pressão popular . O sucesso do movimento pró-vida argentino tem inspirado manifestações em outros países da América do Sul. Segundo o bispo Cirino Ferro, do Conselho de Ministros Evangélicos do Paraná, Curitiba é uma das primeiras cidades a realizar uma manifestação como esta. A ideia é que o movimento seja replicado em outras capitais. Pouco antes do fim da manifestação, o Arcebispo da Igreja Católica de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, levou o microfone ao aparelho que ampliou o som do útero de uma mulher grávida, fazendo-se ouvir o som do coração do embrião. Aborto no Brasil No Brasil, o aborto é permitido somente nos casos de anencefalia do feto, gravidez resultante de estupro e quando a gestação representa um risco para a vida da mulher, nos termos do Código Penal. Nos dias 3 e 6 de agosto, o STF promoveu uma audiência pública para discutir a descriminalização do aborto até a 12ª semana. A relatora da ação, ministra Rosa Weber, disse que a decisão passa por um período de amadurecimento e não deu prazos para o julgamento. A APDF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) de descriminalização do aborto foi apresentada no dia 8 de março de 2017 pelo PSOL em conjunto com o Instituto Anis. Fonte: guiame.com.br #Aborto #Manifestação
- Cristãos se unem em manifestação contra o aborto, em Curitiba
Idealizada por líderes católicos e evangélicos, a manifestação reuniu milhares em frente à sede do governo do Paraná. Mesmo sob forte chuva, uma manifestação contra a legalização do aborto uniu evangélicos e católicos na tarde de sábado (15) em Curitiba, em frente à sede do governo do Paraná. A “Manifestação pela Vida” foi idealizada pela liderança das Igrejas Católicas e Evangélicas de Curitiba para mandar uma mensagem aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que discutem a descriminalização do aborto até a 12ª semana. “Onze pessoas não eleitas pelo povo não podem decidir pela vida ou morte das crianças em gestação, sem passar o projeto de lei pelo poder legislativo”, disse na ocasião o bispo Robson Rodovalho, presidente da Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra. Segurando cartazes e faixas, os manifestantes lembraram que a maior parte da população brasileira é contra o aborto e defende a vida desde a concepção. O evento contou com momentos de música e discurso de lideranças religiosas. O testemunho de uma jovem mãe que desistiu de um aborto e estava ali presente com o filho emocionou o público presente. A manifestação acontece pouco mais de um mês depois de um projeto de lei pró-aborto ter sido derrubado no Senado da Argentina após pressão popular . O sucesso do movimento pró-vida argentino tem inspirado manifestações em outros países da América do Sul. Segundo o bispo Cirino Ferro, do Conselho de Ministros Evangélicos do Paraná, Curitiba é uma das primeiras cidades a realizar uma manifestação como esta. A ideia é que o movimento seja replicado em outras capitais. Pouco antes do fim da manifestação, o Arcebispo da Igreja Católica de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, levou o microfone ao aparelho que ampliou o som do útero de uma mulher grávida, fazendo-se ouvir o som do coração do embrião. Aborto no Brasil No Brasil, o aborto é permitido somente nos casos de anencefalia do feto, gravidez resultante de estupro e quando a gestação representa um risco para a vida da mulher, nos termos do Código Penal. Nos dias 3 e 6 de agosto, o STF promoveu uma audiência pública para discutir a descriminalização do aborto até a 12ª semana. A relatora da ação, ministra Rosa Weber, disse que a decisão passa por um período de amadurecimento e não deu prazos para o julgamento. A APDF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) de descriminalização do aborto foi apresentada no dia 8 de março de 2017 pelo PSOL em conjunto com o Instituto Anis. Fonte: guiame.com.br #Aborto #Manifestação
- OS PRIMEIROS E OS ÚLTIMOS – Scott Hahn medita sobre o 25º Domingo do Tempo Comum
A casa de Israel é a videira de Deus, que a plantou e regou, preparando os israelitas para dar frutos de justiça (ver Isaías 5: 7; 27: 2–5). Israel não produziu bons frutos e o Senhor permitiu que Sua vinha, o reino de Israel, fosse invadida por conquistadores (ver Salmos 80: 9–20). Mas Deus prometeu que um dia Ele replantaria Sua vinha e seus brotos floresceriam até os confins da terra (ver Amós 9:15; Oséias 14: 5–10). Este é o pano de fundo bíblico para a “parábola da história da salvação” que Jesus conta no Evangelho de hoje. O fazendeiro é Deus. A vinha é o reino. Os trabalhadores contratados de madrugada são os israelitas, aos quais Ele ofereceu em primeiro lugar a Sua aliança. Os contratados no final do dia são os gentios, os não israelitas, que, até a vinda de Cristo, eram estranhos às alianças da promessa divina (ver Efésios 2: 11–13). Pela grande generosidade do Senhor, os mesmos salários e as mesmas bênçãos que foram prometidas aos que foram chamados em primeiro lugar, os israelitas, serão pagos aos que vieram por último (o resto das nações). Isso provoca descontentamento, na parábola de hoje. A reclamação daqueles primeiros trabalhadores soa como a do irmão mais velho, na parábola que Jesus contou sobre o filho pródigo (ver Lucas 15: 29-30). Os caminhos de Deus, porém, estão longe dos nossos caminhos, como ouvimos na primeira leitura. As leituras de hoje devem nos alertar contra a tentação de questionar a generosa misericórdia de Deus. Como os gentios, muitos terão permissão para entrar no reino mais tarde, depois de terem passado a maior parte de seus dias na marcha lenta do pecado. Mas mesmo esses podem invocá-Lo e encontrá-Lo por perto, conforme cantamos no Salmo de hoje. Devemos nos alegrar, porque Deus tem compaixão de todos os que Ele criou. Isso deve nos consolar também, especialmente se tivermos entes queridos que permanecem longe da vinha. Nossa tarefa é continuar trabalhando em Sua vinha. Como Paulo diz, na Epístola de hoje, vamos nos conduzir dignamente, lutando para conduzir todos os homens e mulheres ao louvor de Seu nome. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/first-and-last-scott-hahn-reflects-on-the-twenty-fifth-sunday-in-ordinary-time/
- A Origem da Total Consagração a Nossa Senhora
A Santa Escravidão a Jesus por Maria é uma prática de devoção antiguíssima, remontando aos primeiros séculos da Igreja. Com o passar dos séculos, experimentou uma admirável evolução, no sentido que cada vez se compreendeu melhor o que esta prática significava no contexto da fé. Começando pela Espanha onde Nossa Senhora do Pilar (Sec. I) tinha prometido fazer surgir um grupo de fiéis escravo e onde Santo Idenfonso (Séc. VII) se intitulava “escravo da escrava do Senhor”, passando pela escola francesa do século XVII do cardeal de Bérulle, Boudon, Olier, Condrém, São João Eudes, etc. Foi em São Luís Grignion de Montfort que a doutrina e a prática da Santa Escravidão encontrou sua expressão mais perfeita, sendo também, por meio deste grande apóstolo de Maria, que esta prática devocional tornou-se popular. A doutrina e espiritualidade da Santa Escravidão de Amor foram imortalizadas por São Luís Grignion de Montfort, no célebre escrito: “O Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”. Tal livro demonstra com muita sabedoria, clareza e unção quem é a Santíssima Virgem, qual é o seu papel na vida da Igreja e de cada pessoa em particular. Assista uma formação completíssima sobre a Total Consagração a Nossa Senhora, ou como é conhecida, a Santa Escravidão a Jesus por Maria. Clique aqui para assistir: #NossaSenhora #SantaEscravidão #SantíssimaVirgem #TotalConsagração
- A Origem da Total Consagração a Nossa Senhora
A Santa Escravidão a Jesus por Maria é uma prática de devoção antiguíssima, remontando aos primeiros séculos da Igreja. Com o passar dos séculos, experimentou uma admirável evolução, no sentido que cada vez se compreendeu melhor o que esta prática significava no contexto da fé. Começando pela Espanha onde Nossa Senhora do Pilar (Sec. I) tinha prometido fazer surgir um grupo de fiéis escravo e onde Santo Idenfonso (Séc. VII) se intitulava “escravo da escrava do Senhor”, passando pela escola francesa do século XVII do cardeal de Bérulle, Boudon, Olier, Condrém, São João Eudes, etc. Foi em São Luís Grignion de Montfort que a doutrina e a prática da Santa Escravidão encontrou sua expressão mais perfeita, sendo também, por meio deste grande apóstolo de Maria, que esta prática devocional tornou-se popular. A doutrina e espiritualidade da Santa Escravidão de Amor foram imortalizadas por São Luís Grignion de Montfort, no célebre escrito: “O Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”. Tal livro demonstra com muita sabedoria, clareza e unção quem é a Santíssima Virgem, qual é o seu papel na vida da Igreja e de cada pessoa em particular. Assista uma formação completíssima sobre a Total Consagração a Nossa Senhora, ou como é conhecida, a Santa Escravidão a Jesus por Maria. Clique aqui para assistir: #NossaSenhora #SantaEscravidão #SantíssimaVirgem #TotalConsagração
- JORNAL DOS BISPOS ITALIANOS DEFENDE FILME DA NETFLIX ACUSADO DE NORMALIZAR A PEDOFILIA – Carlos Este
[A Netflix lançou um filme, Cuties , no qual meninas de 11 anos aparecem em atitudes claramente provocativas e sexualizadas, a ponto de a própria empresa ter que retirar o ‘trailer’ com o qual o anunciava nas redes sociais. Os próprios consumidores condenaram a fita com um recorde de notas negativas (mais de um milhão). Mas o jornal oficial do episcopado italiano, Avvenire , em matéria assinada por Andrea Fagioli, preferiu atacar aqueles que protestam contra o filme]. “A campanha contra a Netflix não se explica”, começa o artigo. “Não há ‘sexualização escandalosa de adolescentes’, como escreveram alguns dos 600.000 signatários de uma petição”. Antes de continuar, convido os leitores a dar uma olhada (rápida) no trailer do filme feito pela própria Netflix, para que vejam por si mesmos se existe “sexualização de adolescente” (aos 11 anos já se é um adolescente?), como acreditam os seiscentos mil usuários que protestaram; ou se não, como acredita o redator do jornal episcopal italiano. Para o autor da matéria, Andrea Fagioli, quem protesta é porque “ou não viu o filme ou se limitou a ver o trailer. Ou talvez não o tenham compreendido, ou o julgaram de um ponto de vista incorreto”. O ponto de vista correto, entenda-se, seria aquele que considera digno de elogio ver meninas de 11 anos em atitudes de ‘strippers’, porque na verdade o que há no filme é uma denúncia da sexualização da infância. Portanto, tudo se justifica… Trata-se, originalmente, de um filme francês, Mignonnes , que conta a história de Amy, uma garota muçulmana senegalesa, de 11 anos, que mora em um bairro superpopuloso na França. Ela se junta a um grupo de outras pré-adolescentes que, em cenas de dança hipersexualizadas, imitam contorções de strip-tease. E como é uma ‘denúncia’ (como afirmou a própria diretora), Andrea Fagioli e, por extensão, o episcopado italiano, não vê nada de escandaloso no filme. Pelo contrário. Não parece pesar nada, em seu julgamento, a ideia de que as atrizes que atuam são, obviamente, meninas em torno de 11 anos e que foram levadas a se exibir daquela forma (além do fato de que o álibi da ‘denúncia’ abre um gigantesco campo de possibilidades para a legitimação da pornografia leve, incluindo, como neste caso, a pedofilia). Ou acredita Fagioli que somente, ou principalmente, irão ver o filme aqueles que se interessam pelo ‘conteúdo da denúncia social’ e não aqueles que se sentem atraídos por menores? Numa época em que a Igreja, desde 2002, tem sofrido como uma verdadeira praga os casos de pedofilia no clero e seu encobrimento por bispos (causando não poucas deserções de cargos), é no mínimo problemática a incapacidade do órgão de imprensa dos bispos italianos de perceber o verdadeiro problema de um filme rejeitado por milhões de espectadores por mostrar meninas se rebolando sob medida para pedófilos. El diario de los obispos italianos defiende la película de Netflix acusada de normalizar la pedofilia
- A INQUISIÇÃO ESPANHOLA – PARTE I
A INQUISIÇÃO ESPANHOLA – PARTE 1 O QUE É UMA INQUISIÇÃO? Extraído das cartas de Goldstein, por David Goldstein (um judeu convertido ao catolicismo) Meu caro Sr. Solomon: — Você sabe, é claro, que, ao tirar uma foto, o fotógrafo tem o cuidado de ver se o objeto está no foco adequado, sabendo que, caso contrário, a imagem ficará indistinta ou distorcida. Portanto, é mais necessário focar adequadamente sua mente na Inquisição Espanhola a fim de evitar alimentar uma imagem mental distorcida daquele evento histórico. Feito isso, será removido um dos obstáculos que te impede de perceber que a crença nos princípios e profecias do Antigo Testamento leva logicamente à fonte batismal da Igreja Católica. Três coisas são necessárias para obter uma Inquisição no foco mental adequado: compreender o que ela é, quem está sujeito a ela, e se é usada para forçar os judeus ao batismo. Primeiramente, uma Inquisição é um tribunal, um tribunal de inquérito, para investigação, exame, reconciliação e eventual punição de pessoas acusadas de violar os princípios e práticas da sociedade que instituiu a Inquisição. As inquisições existiram, por direito divino, entre os judeus durante os séculos anteriores ao primeiro dia de Pentecostes, o dia em que a Igreja Católica iniciou a sua missão pública. As inquisições também existiram na Saxônia Luterana; Genebra calvinista; na Inglaterra de Elizabeth, Edward VI, James First e Cromwell; e em outras terras protestantes, bem como na Espanha católica. Os tribunais de inquérito, embora não sejam chamados de inquisições, também existem hoje em clubes, lojas, sindicatos, partidos, por exemplo. Certamente você concordará que é necessário, e dentro da competência de nosso Governo dos Estados Unidos, salvaguardar sua integridade trazendo os suspeitos inimigos dentro de suas fronteiras para prestar contas, tanto em tempos de paz quanto de guerra, por meio de órgãos inquisitoriais agora existentes como o Departamento Federal de Investigação, o Conselho de Revisão de Lealdade do Presidente, o Conselho de Controle de Atividades Subversivas e a Comissão de Atividades Não Americanas. Sendo assim, então não é perfeitamente legítimo para a Igreja Católica instituir uma Inquisição para salvaguardar a integridade de seus princípios e práticas? E que exista na Espanha uma Inquisição com o propósito de desenterrar dentro de suas fronteiras traidores que, sob a pretensão de serem cristãos, operam no interesse de uma potência estrangeira, como fazem os comunistas em nosso país? Lembre-se de que os católicos defendem, assim como nossos antepassados judeus durante os dias em que o judaísmo funcionava como a religião do Deus Todo-Poderoso, que as pessoas que são hereges são mais culpadas do que aquelas que cometem ação de traição contra um governo civil. Segundo, a Inquisição na Igreja Católica julgou, por direito divino, as ações de católicos, não de judeus, isto é, julgou pessoas que através do batismo se tornaram sujeitas a ela em questões de fé e moral; Consequentemente, pessoas não batizadas, que professavam ser judeus, não estavam sujeitas ao tribunal inquisitorial. Isto contesta o alegado pelo Rabino Albert J. Gordan de Newton Center, Massachusetts, que, falando sobre “preconceitos” em uma de suas transmissões semanais, no dia em que este está sendo escrito, declarou que “os judeus na Espanha foram perseguidos porque se recusaram a aceitar o cristianismo. A incorreção dele, assim como a sua, Sr. Solomon, é atestada por um autor judeu de destaque no judaísmo atual. “O objetivo da Inquisição era lidar com os hereges dentro da Igreja, isto é, pessoas que haviam sido batizadas ou que afirmavam ser cristãs, mas se afastavam da prática do catolicismo romano. (…) Normalmente, porém, a Inquisição não tinha poder sobre os judeus como tais. E, ocasionalmente, uma pessoa acusada apresentava como sua defesa a alegação de que era judeu, que nunca fingiu ser outra coisa. Se essa alegação pudesse ser estabelecida, ele estaria a salvo de punições inquisitoriais” (Londres, 1937, p. 131). O Prof. Salo Wittmayer Baron diz, em sua História Social e Religiosa dos Judeus, que “parece ser um fato, que os judeus que nunca deixaram de professar o judaísmo foram, como um todo, deixados em paz”. “Eles eram o único grupo na população europeia fora do alcance da Igreja e de sua administração de justiça” (NY Vol. 21, pp. 58-60). Terceiro: — Conversões forçadas nunca foram toleradas pelos católicos A Igreja, assim como as conversões ao judaísmo, evidências disso serão apresentadas na próxima semana para seu benefício, meu caro Sr. Solomon, e para o benefício de outros leitores judeus da cópia da Biblioteca Pública de O Piloto. Enquanto houve ocasiões na Espanha quando os judeus sofreram violência de turba, como os negros em nosso país, a submissão ao batismo é, e sempre foi, considerada uma ação voluntária.A Igreja sabe que: “Aquele que obedece contra sua vontade ainda é da mesma opinião.” Terceiro, e por fim, as conversões forçadas nunca foram toleradas pelos católicos. Essas evidências serão apresentadas na próximo artigo. Houve ocasiões na Espanha em que os judeus sofreram violência de turba, como os negros em nosso país. No entanto, a submissão ao batismo é, e sempre foi, considerada uma ação voluntária. A Igreja sabe que: “Aquele que obedece contra sua vontade ainda é da mesma opinião.” Além disso, um batismo forçado, que não é um batismo legítimo, é uma violação de um princípio básico da Igreja Católica, o direito de consciência. O rabino Louis I. Newman, da cidade de Nova York, que já foi repreendido por expressões hostis à Igreja Católica, reconheceu que “os convertidos por coação não eram considerados batizados. O batismo, argumentou-se, foi um ato voluntário de fé; por meio da bondade e da caridade, os judeus seriam atraídos para o cristianismo; por meio da instrução, eles seriam convertidos às suas verdades” (The Jewish Influences in Christian Reform Movement, p. 262). A Inquisição Espanhola foi instituída em 1478 d.C., a pedido do Rei Ferdinando e da Rainha Isabel, para a repressão da heresia que ameaçava a nacionalidade espanhola bem como o bem-estar da Igreja. Isso foi durante a época em que o povo da Europa era virtualmente uma unidade em considerar a conduta herética um pecado, uma violação da lei de Deus. Eles consideravam isso uma ofensa maior do que um crime, que é um ato contra o Estado, embora ambos fossem considerados dignos de punição. Compreendo como é difícil para você e para inúmeras outras pessoas compreender a enormidade da conduta herética durante nossa época, quando um boxeador de Columbus Circle, na cidade de Nova York, foi preso por insultar nossa bandeira, ao passo que um incauto entregando-se a conversas blasfemas contra Deus, no mesmo lugar, nem mesmo foi parado. Lembro-me da prisão do socialista Bouck White por queimar uma bandeira americana para mostrar seu desprezo pela “América capitalista”, mas ainda não soube da prisão de um homem da KKK por queimar uma cruz, o que é uma ofensa grosseira. Há mais por vir para sua iluminação, meu caro Sr. Solomon. Nesse ínterim, sugiro que você concentre sua mente na tríade acima relacionada à Inquisição. A INQUISIÇÃO ESPANHOLA Meu caro Sr. Solomon: — Agora que você sabe “o que no céu me fez” tornar-se um católico, “atenção pode ser dada à sua segunda pergunta:” Como você, um judeu, pode pertencer a uma Igreja que perseguiu os judeus na Espanha, durante a Inquisição Espanhola? “ Você é apenas um de uma multidão de judeus cujos corações infelizmente foram endurecidos, e olhos fixos, pelas histórias anticatólicas da Inquisição histórica com mais de 450 anos de idade que é continuamente repetida na imprensa judaica. Lembro-me de uma apresentação cruel dele no Yiddish Art Theatre, em Nova York, onde uma “Peça da Paixão Judaica, A Bruxa de Castela” foi apresentada, que foi anunciada como um “retrato da vida judaica durante o período da Inquisição da Igreja Católica Romana, sob o Papa Paulo IV, no século 15. “ Sei muito bem como você se sente a respeito da Inquisição Espanhola, pois isso está de acordo com meu sentimento outrora equivocado. Este complexo da Inquisição é um obstáculo mental, perdendo apenas para a afirmação de que Jesus é o Messias previsto, que obscurece uma apreciação, sim, até mesmo uma consideração do fato de que Jesus, e sua Igreja Católica, são o cumprimento de tudo que é grande e glorioso nos princípios e previsões do Antigo Testamento. Maurice M. Fueurlich, filho de um rabino, que tinha orgulho de ser conhecido como judeu, escrevendo no Jewish Forum, New York City (setembro de 1937) sobre “Children of a Martyr Race”, falou sobre o “complexo de perseguição” ele sofreu, em grande parte devido à “Inquisição Espanhola (que) foi incutida em minha consciência tão profundamente que se tornou um elemento básico em minha vida emocional”. John Cournes, um escritor judeu, disse em sua “Epístola aos Judeus”, que embora sua família tivesse caído do Judaísmo Ortodoxo, “o nome Torquemada, o asqueroso Grande Inquisidor, era sinônimo de entre nós, crianças, como em outras famílias” ( Atlantic Monthly, dezembro de 1937). Antes de lidar diretamente com a Inquisição Espanhola, convém que você perceba o fato histórico bem conhecido dos estudantes de história religiosa, de que as inquisições, embora não assim designadas, eram comuns nos judeus durante os séculos pré-cristãos, quando os judeus eclesiásticos e os sacerdotes eram os professores divinos, protetores, definidores e juízes dos princípios e práticas proclamados por Deus, como o são os eclesiásticos e padres católicos de hoje. A mais famosa, ou melhor, infame Inquisição da história, é aquela que foi conduzida pelo Sinédrio, sob a liderança do sumo sacerdote Caifás, antes da qual Jesus foi julgado, condenado por blasfêmia por se declarar o Messias, e entregue a Pilatos, a autoridade civil, que ordenou aos soldados romanos que O crucificassem. Se Jesus fosse um pretendente messiânico, como foi acusado de ser, a ação dos inquisidores teria sido justificável. Isso é dito porque Jesus, sendo judeu, estava sujeito à Lei mosaica, que declarava: — “Aquele que blasfemar o nome do Senhor, morrendo, morra; toda a multidão o apedrejará …” (Levítico . 24:16). Durante a era cristã, Spinoza foi julgado por heresia na Inquisição do Colégio Rabínico de Amsterdã, Holanda, que era formado por descendentes de judeus expulsos da Espanha e de Portugal, durante o século XV. Greatz, o principal historiador judeu, diz que “os rabinos pronunciaram a proibição mais severa … Ele foi particularmente culpado de heresias horríveis … portanto, na presença da Torá (Livros de Moisés), as maldições costumeiras foram pronunciadas sobre ele .. . “Pedido foi feito pelos Rabinos às autoridades civis para” o banimento perpétuo “de Spinoza, da Holanda, a terra de seu nascimento, de onde ele teve que fugir. Ele escapou por pouco, como uma tentativa foi feita para matá-lo. Spinoza teria sido apedrejado até a morte, de acordo com a Lei Mosaica, por suas doutrinas panteístas antipessoal de Deus, se o poder de infligir a pena de morte não fosse prerrogativa exclusiva das autoridades civis na Holanda; como era prerrogativa exclusiva da autoridade civil em Jerusalém na época em que o sumo sacerdote Caifás gritou .:— “Ele (Jesus) blasfemou. Ele é culpado (digno) de morte” (São Mateus 26) . Rabino Mordecai Kaplan, reitor do Instituto de Professores do Seminário Teológico Judaico, fundador do movimento Reconstrucionista Judaico, foi excomungado e maldições invocadas sobre ele, pelos 200 rabinos americanos e canadenses presentes em seu Seminário Teológico Ortodoxo há alguns anos (Novo York, 15 de junho de 1945). Rabino Kaplan foi acusado de defender “heresia e descrença nos princípios básicos do Judaísmo” em seu Livro de Oração do Sábado. Ele declarou ali, como fazem um grande número de outros rabinos em nosso país, que a Torá (Pentateuco) é um documento humano, e não “inspirado sobrenaturalmente;” e que os judeus modernos não aguardam mais o advento de um Messias pessoal. A heresia é tabu entre uma multidão de pessoas de suposta superioridade intelectual, que sustentam que “um homem tem o direito de pensar o que quiser”. Claro, o homem tem o poder de pensar que a lua é feita de queijo verde; que dois mais dois são cinco; que “nada é eterno além da mudança”, como declarou um socialista judeu, mas ele não tem o direito legítimo de evocar tais pensamentos. A heresia também é tabu entre uma multidão de pessoas que sustentam que “uma religião é tão boa quanto outra, já que todas visam a mesma coisa”. Tal crença foi corretamente considerada pelos judeus do Antigo Testamento como herética; como tem sido pelos católicos desde que a Igreja substituiu a Sinagoga como a sociedade espiritual através da qual os ensinamentos de Deus são divinamente expressos. Pessoas que acreditam que os princípios de Deus, que é um Deus imutável, são princípios imutáveis, devem sustentar que uma negação deles é uma negação de Deus, portanto herética. A determinação do que são esses princípios, e se eles são mal interpretados, é uma prerrogativa da sociedade espiritual estabelecida por Deus. A heresia, de que tratou a Inquisição espanhola, é um repúdio da virtude divina da fé, que retarda a obtenção da salvação. São Paulo diz em sua instrução a Tito: — “O homem que é herege, após a primeira e a segunda admoestação, evite; sabendo que ele, tal como tal, está subvertido e peca, sendo condenado por seu próprio julgamento “(3: 10-11). #USA #IcelandSwedenDenmarkNorway #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Apologética #Históriamoderna #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #desenvolvimentodoutrinal #Doctrinaldevelopment #HistóriadaInquisição
- MARX, PLATÃO E A CHINA
A atual China comunista e seus planos de conquista do mundo nos permitem recolocar, na ordem do dia, assuntos que julgávamos abandonados para sempre nos porões da história da literatura. Um deles é a concepção marxista da literatura. A filosofia marxista, que é na verdade uma antifilosofia (Marx disse, em seu tempo, que era o momento de cessar a interpretação do mundo e iniciar a sua transformação), concebia a literatura como um produto ideológico, ou seja, um instrumento das classes dominantes para se perpetuar no controle da sociedade. Duas foram, em consequência, as suas atitudes em relação aos escritores: nos países em que conquistavam o poder político, utilizar as obras literárias para a implantação do socialismo; nos países a conquistar, utilizá-las como ferramentas revolucionárias (que evoluíram ao longo do século XX de formas mais grosseiras, como o poema e o romance proletário, a uma utilização mais astuta das letras, muitas vezes equivalente à conquista suave dos muros inimigos pela técnica do cavalo de Tróia). Um exemplo dessa evolução poderia ser James Joyce, em cuja obra o marxista menos sagaz só veria reflexos de uma sociedade deplorável e, portanto, devia ser condenada, enquanto marxistas mais sutis viam na realização literária de Joyce — por ex., o uso revolucionário da linguagem ou a representação ousada do sexo — uma aliada no combate revolucionário. Nos dois casos, porém, ficava claro que a literatura deixava de ser algo individual e deveria estar subordinada ao partido comunista, a uma inteligência suprapessoal que comandaria a produção literária em função de um fim político. De certa forma, era uma solução muito semelhante à de Platão visando a sua república racional. De fato, Platão sempre esteve muito preocupado com a principal característica das obras literárias: a expressão das paixões humanas, que dificultaria uma sociedade organizar-se em moldes mais racionais. No capítulo X da República , o filósofo deixa claro que preferiria que as ações humanas, representadas no palco, fossem aquelas em que os personagens manifestassem serenidade e domínio sobre as emoções, um comportamento mais frio e paciente diante da dor, embora soubesse também que não seriam as escolhidas pelos dramaturgos, pois não atingiam a sensibilidade do grande público. Enfim, escritor favoreceria a natureza irracional do homem, nutrindo as paixões ao invés de aplacá-las, dificultando o aperfeiçoamento moral da humanidade. Portanto, estava proibida a entrada da literatura na república ideal. Platão inaugurou a manipulação da literatura a serviço de fins políticos, como faria o marxismo mais de dois mil anos depois.
- Arcebispo exorta: “Praias lotadas e prostíbulos abertos. Só tem coronavírus na Hóstia?”
“Chega! A minha palavra é esta: chega. Chega de acomodação. É hora de voltarmos, sem medo e com muita confiança”, exorta Dom Jacinto. O Arcebispo de Teresina – PI, a cidade com o maior número de católicos do país, Dom Jacinto Brito Furtado Sobrinho, fez uma contundente conclamação aos católicos de seu rebanho para que estes voltem às celebrações presenciais na Igreja. Trecho da homilia do pastor da cidade com o maior número de católicos do país circula nas redes sociais e chama atenção pelo teor exortativo. “Temos direito para isso [retornar às atividades presenciais]. Nas praias, no final de semana do feriado, eu não vi distanciamento, não vi máscara, não vi álcool em gel. Eu enfrentei um trânsito tremendo para chegar a Parnaíba para os festejos daquela Diocese”, disse o Bispo. “Por que as praias não têm Coronavírus e as Igrejas têm?”, questiona o arcebispo, e continuou: “nossa Igreja Católica foi a entidade que mais colaborou para a preservação da vida. Não tenho nenhuma dúvida”. Assista: “Eu exorto aos sacerdotes aqui presentes: abram as portas da Igreja”, exortou Dom Jacinto recomendando celebrações ao ar livre, multiplicação de Missas e outras medidas de segrança. “Chamem o povo católico para a Igreja. Chega! Cinco meses de jejum. Chega!”, emendou Dom Jacinto, ainda dizendo que precisamos ter os cuidados necessários, mas não o “medo excessivo que nos paralisa”. O arcebispo pediu que a Igreja Católica seja tratada com isonomia. “As praias estão cheias, os restaurantes, os prostíbulos, os shoppings, casa de show…Será possível que só na Hóstia Consagrada, Corpo e Sangue de nosso Salvador que tem vírus? Não acredito. Jesus continua salvador. Vamos ter coragem de voltar. Padres, diáconos, coordenadores de comunidades, tenham a força espiritual de convidar o povo a voltar para a Igreja. Está na hora de voltarmos para as celebrações. Repito: com a devida prudência. Não se acomodem, tem muita gente se acomodando. Chega! A minha palavra é esta: chega. Chega de acomodação. É hora de voltarmos, sem medo e com muita confiança. Deus não colocou a mão esquerda sobre os templos onde ele é adorado…”, finalizou o arcebispo. Texto: Frissononline.com.br
- Arcebispo exorta: “Praias lotadas e prostíbulos abertos. Só tem coronavírus na Hóstia?”
“Chega! A minha palavra é esta: chega. Chega de acomodação. É hora de voltarmos, sem medo e com muita confiança”, exorta Dom Jacinto. O Arcebispo de Teresina – PI, a cidade com o maior número de católicos do país, Dom Jacinto Brito Furtado Sobrinho, fez uma contundente conclamação aos católicos de seu rebanho para que estes voltem às celebrações presenciais na Igreja. Trecho da homilia do pastor da cidade com o maior número de católicos do país circula nas redes sociais e chama atenção pelo teor exortativo. “Temos direito para isso [retornar às atividades presenciais]. Nas praias, no final de semana do feriado, eu não vi distanciamento, não vi máscara, não vi álcool em gel. Eu enfrentei um trânsito tremendo para chegar a Parnaíba para os festejos daquela Diocese”, disse o Bispo. “Por que as praias não têm Coronavírus e as Igrejas têm?”, questiona o arcebispo, e continuou: “nossa Igreja Católica foi a entidade que mais colaborou para a preservação da vida. Não tenho nenhuma dúvida”. Assista: “Eu exorto aos sacerdotes aqui presentes: abram as portas da Igreja”, exortou Dom Jacinto recomendando celebrações ao ar livre, multiplicação de Missas e outras medidas de segrança. “Chamem o povo católico para a Igreja. Chega! Cinco meses de jejum. Chega!”, emendou Dom Jacinto, ainda dizendo que precisamos ter os cuidados necessários, mas não o “medo excessivo que nos paralisa”. O arcebispo pediu que a Igreja Católica seja tratada com isonomia. “As praias estão cheias, os restaurantes, os prostíbulos, os shoppings, casa de show…Será possível que só na Hóstia Consagrada, Corpo e Sangue de nosso Salvador que tem vírus? Não acredito. Jesus continua salvador. Vamos ter coragem de voltar. Padres, diáconos, coordenadores de comunidades, tenham a força espiritual de convidar o povo a voltar para a Igreja. Está na hora de voltarmos para as celebrações. Repito: com a devida prudência. Não se acomodem, tem muita gente se acomodando. Chega! A minha palavra é esta: chega. Chega de acomodação. É hora de voltarmos, sem medo e com muita confiança. Deus não colocou a mão esquerda sobre os templos onde ele é adorado…”, finalizou o arcebispo. Texto: Frissononline.com.br
- UM PARTIDO ABERTAMENTE PEDÓFILO NA HOLANDA – Luca Volontè
Maus tempos para a Holanda: celebrou-se a vitória e, portanto, a liderança do Partido D66, da católica progressista Sigrid Kaag, abortista e pró-eutanásia. A Holanda, recentemente, elevou suas estimativas sobre as mortes por eutanásia: nos próximos oito anos serão o dobro das atuais (pelo menos 12.000). E o projeto de lei do partido da “católica” Sigrid Kaag advoga a “doce morte” mesmo para aqueles que não estão doentes de nada, mas apenas cansados de viver. Tem mais… Os holandeses ainda não estão, absolutamente, satisfeitos em matéria de horror. Nesses dias, em que se promoveram muitas petições internacionais para impedir a exibição do filme francês Cuties (transmitido pela Netflix), que estimula a pornografia infantil, o Partido Pedófilo (PNVD-Partido para a Caridade, a Liberdade e a Diversidade), que visa eliminar qualquer limite de idade para relações sexuais e liberalizar o compartilhamento de material de pornografia infantil , reapresentou aos órgãos competentes a documentação oficial para poder concorrer nas próximas eleições políticas, em março de 2021. O governo está silencioso. Os cidadãos, contudo, já coletaram 600.000 assinaturas para que qualquer tentativa desse tipo seja definitivamente proibida. https://lanuovabq.it/it/dalla-vendita-di-bimbi-a-parigi-al-partito-pedofilo-olandese
- A comunhão na mão é de origem calvinista e não era costume entre os fiéis da Igreja primitiva
Dom Athanasius Schneider, especialista em Patrística e bispo auxiliar no Cazaquistão, explicou à emissora Rádio Maria como se comungava na época. Athanasius Schneider tem quase 60 anos e atua como bispo auxiliar na Diocese de Astana no Cazaquistão, uma antiga república soviética com 26% de população cristã, majoritariamente ortodoxa, mas com uma pujante comunidade católica. Dom Athanasius apóia apaixonadamente a tradição litúrgica de receber a Sagrada Comunhão na língua enquanto está ajoelhado, como um sinal de amor pelo corpo e sangue de Jesus. Este é o tema de seu livro Dominus Est de 2008. No livro, Dom Schneider escreve que receber a Sagrada Comunhão desta forma tornou-se uma prática padrão na Igreja no século 5, e que o Papa Gregório I castigou fortemente os padres que se recusaram a seguir esta tradição. Durante uma entrevista, Dom Schneider que é especialista em Patrística e Igreja primitiva, explicou à emissora Rádio Maria, no sul do Tirol, as diferenças entre a forma de comungar na Igreja primitiva e a atual prática da comunhão na mão. Segundo afirmou, este costume é “completamente novo” após o Concílio Vaticano II e suas raízes não remontam aos tempos dos primeiros cristão, como se sustentou com freqüência. Na Igreja primitiva, era necessário purificar as mãos antes e depois do rito, e a mão estava coberta por um corporal, do qual se tomava a partícula diretamente com a língüa: “Era mais uma comunhão na boca do que na mão”, afirmou Schneider. De fato, após consumir a Sagrada Hóstia, o fiel devia recolher da mão, com sua língua, qualquer mínima partícula consagrada. Um diácono supervisionava esta operação. Jamais se tocava com os dedos: “O gesto da comunhão na mão, tal como conhecemos hoje, era completamente desconhecido” entre os primeiros cristãos. Leia também: Vaticano: É proibido impedir comunhão na boca, mesmo que seja para se evitar epidemias Origem calvinista Ainda assim, abandonou-se aquele rito pela administração direta do sacerdote na boca, uma mudança que ocorreu “instintiva e pacificamente” em toda a Igreja. A partir do século V, no Oriente, e pouco depois no Ocidente. O Papa São Gregório Magno já a administrava assim no século VII, e os sínodos franceses e espanhóis dos séculos XIII e IX puniam quem tocasse na Sagrada Forma. Segundo Dom Schneider, a prática que conhecemos hoje da comunhão na mão nasceu no século XVII entre os calvinistas, que não acreditavam na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia. “Nem Lutero”, que acreditava na presença real, mas não na transubstanciação, “o havia feito”, disse o bispo do Cazaquistão: “De fato, até relativamente há pouco os luteranos comungavam de joelhos e na boca, e ainda hoje alguns comungam assim nos países escandinavos”. Ele escreveu em 2009: “A consciência da grandeza do mistério eucarístico é demonstrada de maneira especial pela maneira como o corpo do Senhor é distribuído e recebido.” Religión en Libertad | Via Pantokrator Leia também: Não, os cristãos dos primeiros séculos não comungavam na mão, explica bispo Porque devemos evitar comungar com as mãos? A Santa Igreja garante ao fiel o direito de comungar diretamente nos lábios. Por outro lado, a comunhão com as mãos é uma concessão, que pode ser proibida sempre que o sacerdote identificar que há risco de profanação da Santíssima Eucaristia. Aos que quiserem se aprofundar, recomendamos este vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=fLjdiF0o6k4 Leia também: Bispo reafirma comunhão distribuída exclusivamente na boca mesmo em tempos de Coronavírus #Comunhão #Comunhãonaboca #ComunhãonaMão
- A comunhão na mão é de origem calvinista e não era costume entre os fiéis da Igreja primitiva
Dom Athanasius Schneider, especialista em Patrística e bispo auxiliar no Cazaquistão, explicou à emissora Rádio Maria como se comungava na época. Athanasius Schneider tem quase 60 anos e atua como bispo auxiliar na Diocese de Astana no Cazaquistão, uma antiga república soviética com 26% de população cristã, majoritariamente ortodoxa, mas com uma pujante comunidade católica. Dom Athanasius apóia apaixonadamente a tradição litúrgica de receber a Sagrada Comunhão na língua enquanto está ajoelhado, como um sinal de amor pelo corpo e sangue de Jesus. Este é o tema de seu livro Dominus Est de 2008. No livro, Dom Schneider escreve que receber a Sagrada Comunhão desta forma tornou-se uma prática padrão na Igreja no século 5, e que o Papa Gregório I castigou fortemente os padres que se recusaram a seguir esta tradição. Durante uma entrevista, Dom Schneider que é especialista em Patrística e Igreja primitiva, explicou à emissora Rádio Maria, no sul do Tirol, as diferenças entre a forma de comungar na Igreja primitiva e a atual prática da comunhão na mão. Segundo afirmou, este costume é “completamente novo” após o Concílio Vaticano II e suas raízes não remontam aos tempos dos primeiros cristão, como se sustentou com freqüência. Na Igreja primitiva, era necessário purificar as mãos antes e depois do rito, e a mão estava coberta por um corporal, do qual se tomava a partícula diretamente com a língüa: “Era mais uma comunhão na boca do que na mão”, afirmou Schneider. De fato, após consumir a Sagrada Hóstia, o fiel devia recolher da mão, com sua língua, qualquer mínima partícula consagrada. Um diácono supervisionava esta operação. Jamais se tocava com os dedos: “O gesto da comunhão na mão, tal como conhecemos hoje, era completamente desconhecido” entre os primeiros cristãos. Leia também: Vaticano: É proibido impedir comunhão na boca, mesmo que seja para se evitar epidemias Origem calvinista Ainda assim, abandonou-se aquele rito pela administração direta do sacerdote na boca, uma mudança que ocorreu “instintiva e pacificamente” em toda a Igreja. A partir do século V, no Oriente, e pouco depois no Ocidente. O Papa São Gregório Magno já a administrava assim no século VII, e os sínodos franceses e espanhóis dos séculos XIII e IX puniam quem tocasse na Sagrada Forma. Segundo Dom Schneider, a prática que conhecemos hoje da comunhão na mão nasceu no século XVII entre os calvinistas, que não acreditavam na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia. “Nem Lutero”, que acreditava na presença real, mas não na transubstanciação, “o havia feito”, disse o bispo do Cazaquistão: “De fato, até relativamente há pouco os luteranos comungavam de joelhos e na boca, e ainda hoje alguns comungam assim nos países escandinavos”. Ele escreveu em 2009: “A consciência da grandeza do mistério eucarístico é demonstrada de maneira especial pela maneira como o corpo do Senhor é distribuído e recebido.” Religión en Libertad | Via Pantokrator Leia também: Não, os cristãos dos primeiros séculos não comungavam na mão, explica bispo Porque devemos evitar comungar com as mãos? A Santa Igreja garante ao fiel o direito de comungar diretamente nos lábios. Por outro lado, a comunhão com as mãos é uma concessão, que pode ser proibida sempre que o sacerdote identificar que há risco de profanação da Santíssima Eucaristia. Aos que quiserem se aprofundar, recomendamos este vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=fLjdiF0o6k4 Leia também: Bispo reafirma comunhão distribuída exclusivamente na boca mesmo em tempos de Coronavírus #Comunhão #Comunhãonaboca #ComunhãonaMão










































