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  • Jornais tiram frases do contexto e levam CNBB a fazer nota criticando TVs Católicas. Veja o que foi

    Na onda de ataques da grande mídia ao Governo brasileiro, e na intenção de dividir ainda mais a Igreja Católica, mais um alvo entrou na mira das manchetes sensacionalistas. Desta vez, a artilharia aponta para líderes de emissoras católicas que participaram de uma reunião, transmitida ao vivo, com o Presidente da República há mais de duas semanas. Por Bruno Braga. A respeito das matérias que levou a “Igreja Católica” aos “trending topics” do Twitter neste sábado (06). O título é chamativo, e sugere ao leitor a negociata escusa: “Ala da Igreja Católica oferece a Bolsonaro apoio em troca de verba” (cf. imagem). Leia para verificar que membros da “ala” dada pelo jornal como representação dos “conservadores” é capaz de escandalizar não só os ditos “conservadores”, mas inquietar o católico que tenha minimamente ciência da sua fé. O encontro virtual com o Presidente da República foi aberto, transmitido inclusive pelos canais públicos de comunicação. Se da conversa realizada sob os olhos e ouvidos de qualquer interessado resultar um ilícito, uma imoralidade que seja – mas, principalmente, algo que comprometa a Santa Igreja Católica! -, que se investigue e denuncie. Por ora, não passa de especulação rasteira e sensacionalismo para a jogatina política. Por que digo isso? Por acaso você chegou a ver este jornal denunciar a “ala” da “Igreja Católica” que, tomando de assalto a Santa Igreja, pervertendo e devastando a fé católica no Brasil, promoveu o criminoso esquema de poder comunista que saqueou o país? Com toda certeza, não. Por que? Porque o “ministério” da Teologia da Libertação é seu “modelo” de “igreja”, e seus “apóstolos” são os seus articulistas e “consultores” para questões relacionadas à fé católica, mesmo com todas as perversões que sem pudor algum eles pregam. A propósito, você já viu algum “conservador” (!) nas páginas do referido Jornal, a não ser de forma caricata e estereotipada? Lembre-se do entusiasmo do Jornal ao publicar o “ato de oposição a Bolsonaro” com a presença do Cardeal Cláudio Hummes, “apóstolo” da Teologia da Libertação, amigo de Lula, e então relator do Sínodo da Amazônia. Ali não havia tom de “conspiração”, imoralidade, nada a respeito de uma “ala” que trai a fé, os princípios e orientações da Santa Igreja, e que meses depois renovaria em Roma, durante o Sínodo da Pachamama, o pacto diabólico das catacumbas com a instrumentalização política da Esposa de Cristo. Nada, porque era conveniente para o Jornal. Se tem alguma dúvida a respeito dos propósitos políticos do jornal, basta consultar os editoriais que ele recente e frequentemente vem publicando. Um dos tópicos da matéria de hoje aponta que a “divisão na Igreja abre caminho para presidente negociar com veículos católicos”. Mas, essa “divisão” – que existe, não é somente política, mas foi potencializada sobretudo pelos “apóstolos” da revolução tão idolatrados pela imprensa – também não abre caminho para o promover a sua jogatina política? O católico tem um compromisso com a Verdade, seja lá qual for a sua preferência política – deve ser dito! Porém, o jornal tem claramente a sua preferência política, e por ela não hesita em comprometer a verdade e a própria Santa Igreja para arrebanhar os mais desavisados e a instigar os já condicionados, que estão nas redes agora acusando a Esposa de Cristo com a traição das “trinta moedas” e pelo retorno à “idade média”. A sordidez da imprensa não tem limite. Manipulação midiática leva CNBB a emitir Nota Eis a prova (mais uma!) de que houve intenção política ao publicar o conteúdo de forma distorcida. O jornal faz a matéria para desmoralizar “ala” da Igreja, os supostos “conservadores” e “apoiadores” do Presidente Bolsonaro para, aproveitando-se da “divisão” (!), esperar a reação da CNBB – Conferência dos Bispos que o jornal sabe previamente muito bem qual seria: a posição política (!) da cúpula da CNBB é a mesma posição do Jornal. Trata-se de uma espécie de jogo de cartas marcadas. O jornal desmoraliza um “lado” para reforçar o outro que lhe convém na jogatina política: a cúpula da CNBB que em seu “apostolado” da Teologia da Libertação não esconde de ninguém a oposição ao Presidente Bolsonaro. Ademais. Com a matéria, os jornais reforçam tanto uma autoridade que a CNBB não tem, como se a conferência fosse a própria Igreja, mas nem sobre o Bispo diocesano ela se sobrepõe, quanto um “modelo” de “igreja” que é apenas o da cúpula militante da CNBB, alinhada politicamente ao próprio jornal. Em outras palavras, esse jornal denuncia os tais “conservadores” como rebeldes, párias e vendidos, e a Conferência dos Bispos reage, tomando como “verdade” o que foi relatado pelo jornal: “Não aprovamos iniciativas como essa, que dificultam a unidade necessária à Igreja” – em “nota” da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, presidida por Dom Joaquim Mol, Bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), “apóstolo” da Teologia da Libertação, cabo eleitoral do petista Fernando Haddad nas eleições presidenciais de 2018 que já fez inclusive discurso em cima de caminhão da CUT. Uma imundice jornalística e a reação escabrosa da cúpula da CNBB, que de imediato condenou sem a tão falada “misericórdia” a “ala” de católicos denunciada pelo . Nessa jogatina política sem escrúpulos, a maior vítima é a Santa Igreja. O que realmente foi dito? Por Vanderlúcio Souza | Blogs OPovo A reportagem, em nenhum momento fala sobre a importância das emissoras católicas para os fiéis, especialmente neste tempo de pandemia, onde as Igrejas, em sua maioria estão de portas fechadas para conter a propagação do novo coronavírus. O objetivo parece ser o de atacar quem participou de uma reunião aberta ao público e disponível na internet. Mas o que disseram os quatro representantes de emissoras católicas que participaram do encontro virtual? O Blog Ancoradouro transcreveu, mantendo em tom coloquial, a breve participação de cada um deles. Padre Eduardo Dougherty (TV Século 21) – Grande abraço a todos, senhor Presidente, meus amigos da TV Católica. A TV Século 21 está em Campinas e nós estamos animando o povo brasileiro, incentivando, dando mensagem espiritual para esse povo, porque estão confinados, estão com medo, estão desanimados, desorientados e tristes, talvez, perdendo o seu emprego. Sou jesuíta estrangeiro, sou americano, estou aqui no Brasil há 54 anos, estou fazendo 50 anos de sacerdócio. Os jesuítas são formadores e a TV Século 21 tem incentivado muito sobre a necessidade educação à distância. Estamos desenvolvendo cada vez mais cursos de educação à distância . Estou muito interessado em cursos do ensino básico, ensino médio, para ajudar a educar o povo brasileiro. Os jovens estão hoje com seus celulares , temos não apenas a televisão, mas os celulares. Sou Americano, estou aqui há muitos anos e estou frustrado, estou pedindo há dois anos um passaporte para ser cidadão brasileiro e não sai…Por favor, me ajude a ser brasileiro para votar aqui no Brasil. Outra coisa, eu gosto muito de tecnologias, eu tenho tecnologias que podem ajudar o Brasil , eu estou querendo apresentar isso,mas tudo está fechado. Para a Secretaria de Agricultura tenho tecnologias inovadoras que tem têm solução para com os rios, para o lixo. Tenho contato e investidores que estão dispostos a virem e , tomara que logo mais eu possa está conversando com as pessoas para produzir as novas tecnologias. Se a tecnologia é aprovada nos Estados Unidos por que não pode ser aprovadas no Brasil fazendo testes também? Tem certas coisas que não entendo. Mas eu oro pelo Presidente, para que tenha o dom da sabedoria e da fortaleza. Grande abraço. Deus vos abençoe todos. João Monteiro de Barros Neto , leigo proprietário da Rede Vida de Televisão – Boa tarde líder Major Vitor Hugo. Presidente o senhor é uma grande esperança para todos nós, o senhor eleito é um grande defensor das famílias. O senhor tem valores morais , valores éticos, cívicos e cristãos. Por isso mesmo, o senhor é uma grande esperança para nós , veículos de comunicação da Igreja Católica e nós temos a missão de fazer uma programação ética, uma programação de verdade, uma programação que valoriza a família. Portanto, Presidente, nós temos muito em comum. Nós queremos muito colaborar com a comunicação verdadeira, transformadora. Presidente, um dos grandes atos do senhor no campo da comunicação foi ter editado no mês de abril a possibilidade dos veículos de comunicação de televisão fazer multiprogramação. Assim como TV pública se pode fazer uso do canal 1, 2,3 …Agora, nós, emissoras comerciais também podemos fazer. Eu quero dá uma informação para o senhor, Presidente, dentro de 15 dias, no máximo 30 dias, a Rede Vida vai utilizar esse recurso , que é a multiprogramação, para ajudar o povo brasileiro na área da educação , nós vamos começar a dá aula no nosso sub canal para o Fundamental 1. Nós acreditamos na transformação da sociedade pela comunicação, Presidente. Por isso que precisamos do seu apoio. Nós precisamos que aquilo que o senhor sempre disse, que é prestigiar os meios de comunicação que dão valor à família , que dão valor aos costumes, que dão valor à vida, possam ser prestigiados verdadeiramente. Nós confiamos que isto vai acontecer , por isso mesmo nós pedimos que o senhor nos apoie todos os veículos de comunicação da Igreja. Presidente, nós chegamos hoje a todas as capitais brasileiras. A Rede Vida é a quarta maior rede de televisão digital do país. Nós chegamos a mais de 120 milhões de brasileiros , mas para que possamos crescer mais e ter mais audiência, nós precisamos de investimentos, Investimentos, Presidente, que nós da iniciativa privada, já fazemos há mais de 25 anos , portanto, nos tornamos a quarta maior rede de televisão do país, juntamente com todas as outras redes nós somos um complexo de comunicação da Boa Notícia. Por isso pedimos o seu apoio Presidente para continuarmos fazendo todo o nosso trabalho. Termino fazendo um convite ao senhor: quando o senhor foi eleito entre o primeiro e segundo turno deu uma entrevista para nós, Rede Vida, TV Aparecida e mais alguns veículos católicos , logo depois de eleito, deu uma entrevista para o José Maria Trindade . Nós queremos que o senhor ocupe mais os nossos espaços , nos concedendo mais entrevistas, falando diretamente com o povo católico brasileiro, mas também com quem não é católico, mas tem em seu cerne a defesa dos valores morais. Presidente são vários eventos que fazemos ao longo do ano, todos os veículos de comunicação juntos, e nós queremos que o senhor esteja mais perto da gente , portanto, nós nos colocamos à disposição, e acredito que a Rede Vida pode dá uma grande contribuição para o povo brasileiro através dos valores da família e defesa da vida. Padre wellington Silva, representante da TV Pai Eterno – Sou Padre Wellignton Silva, represento a TV Pai Eterno, a emissora mais jovem das TV’s Católicas do Brasil, que no último dia 15 de maio completou 1 ano de existência. Presidente, como veículo de comunicação católico nós sentimos a necessidade de criarmos uma proximidade maior com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República para que possamos está unidos numa pauta mais positiva das ações do Governo em atenção às necessidades da Igreja Católica, que atua nas áreas como a Frente Parlamentar já destacou, na Defesa da Vida , na ação social, no terceiro setor e saúde . A nossa realidade é muito difícil e desafiante porque trabalhamos com pequenas doações, trabalhamos com baixa comercialização e dentro desta dificuldade estamos precisando mesmo de um apoio maior por parte do Governo para que possamo continuar comunicando a Boa Notícia e também levando ao conhecimento da população, que é a ampla maioria desse país, que é a população católica – principalmente nesse tempo de pandemia – está ligada nos veículos de comunicação, ligada nas nossas televisões , aquilo que de bom o Governo pode está realizando ou fazendo pelo nosso povo . Chamo atenção para isso Presidente porque nós sentimos esta necessidade, chamamos atenção para esse que é um segmento que tem muitas vezes ficado esquecido , que é o segmento de comunicação católica nesse país, onde nós precisamos ter mais atenção para que esses microfones não sejam desligados, para que essas câmeras não se fechem diante de uma realidade tão importante a ser mostrada aos nossos telespectadores, que é a comunicação a serviço da vida. Muito obrigado. Padre Reginaldo Manzotti, fundador da TV Evangelizar – Boa tarde a todos, deputados, deputadas, meus irmãos sacerdotes e todos da comunicação. Eu sou de Curitiba, nosso objetivo é evangelizar por todos os meios de comunicação, pois eu falo para 1600 emissoras de rádio, das 10h às 11h, horário ao vivo. Então a penetração, a capilaridade dessa rede é muito grande. É quase maior que a ‘Voz do Brasil’ , se formos pensar e pela TV. Eu digo que, mais do que nunca, as pessoas estão necessitadas desta palavra. E é por isso senhor Presidente que é muito importante esse olhar que o senhor possa dar , olhar mais atencioso para TV católica e as rádios católicas. Nós, e digo a partir dos meus irmãos, nós temos um grande desejo de, por exemplo, apresentar um projeto ao senhor e ao seu ministério, que se chegue a todos os lares que é o ideal, uma questão de outorga de transmissão. Eu gostaria de dizer alguns pontos que gostaria de apresentar que são necessidades nossa. Volto a repetir, já falo , gostaria de me aproximar ao Governo para poder fazer essa proposta positiva, isenta, proposta de realmente levar esse trabalho e fazer com que ecoe desde os ribeirinhos até as grandes capitais. É preciso que caminhe o processo de radiodifusão , eu sei que o tempo da pandemia fez parar tudo, mas o senhor é aquele também que está instigando para que as coisas possam acontecer Presidente Bolsonaro . É preciso agilizar as transferências de outorga, particularmente, tenho algum ali na Casa Civil alguns processo de digitalização de toda radiodifusão …É…Está precisando das rádios AMs e nós temos muitas rádios AMs. Claro que a liberação de RTVs , maiores liberações para ampliação das redes católicas. Não falo só em meu nome, nós somos uma potência , nós queremos estar nos lares, nós queremos ajudar a construir esse Brasil, e mais do que nunca, o senhor sabe o peso que isso tem quando se tem uma mídia negativa . Nós queremos está juntos . Liberação de RTVs para ampliação das redes católicas, agilidade, senhor Presidente, na aprovação dos projetos técnicos e aprovação das localidades e se me permite dizer, como que nós podemos, peço em meu nome, peço como rede católica, maior acesso ao Ministério da Comunicação, à ANATEL, porque nós queremos caminhar, construir juntos senhor Presidente , senhor ministro e todos os deputados que estão . Por isso receba o nosso abraço, ao mesmo tempo, o nosso desejo de caminhar e construir um Brasil melhor como é o seu grande anseio. Assista: #CNBB #FakeNews

  • Bispo Schneider explica a ‘verdadeira face da Maçonaria’

    O Bispo Schneider proferiu esse discurso por ocasião do 300º aniversário da fundação da Maçonaria, em 1717, na Inglaterra, e gentilmente concedeu permissão para publicá-lo. Em um discurso que ele proferiu em 2017 à Fundação Pontifícia Kirche in Not (Auxílio à Igreja Carente) na Alemanha, o bispo Athanasius Schneider apresentou a história e as principais características da Maçonaria. Em sua apresentação, ele deixa claro que a Maçonaria está formando uma “anti-Igreja” e tem, em seus graus mais elevados, uma orientação satânica. Dom Schneider deu este discurso por ocasião do 300º aniversário da fundação da Maçonaria em 1717, na Inglaterra. Ele gentilmente forneceu à LifeSiteNews uma tradução para o inglês de seu manuscrito e deu permissão para publicá-lo. Segue abaixo a tradução do artigo: Em sua apresentação, o prelado deixou claro que a Maçonaria está trabalhando contra a Igreja Católica e que seus graus mais altos estão comprometidos em adorar Satanás. Ele escreve: “Nos primeiros graus da Maçonaria, venera-se uma divindade incerta e nebulosa como o ‘Grande Arquiteto do Universo’, que nos graus mais altos e depois nos graus mais altos se torna cada vez mais concreto; nos graus mais elevados, essa divindade incerta é identificada como Lúcifer, como Satanás, como o bom deus, o adversário de Deus; e o verdadeiro Deus está aqui, o ‘Deus mau’. ” Schneider continua, a Maçonaria é uma “religião naturalista”, uma mistura de panteísmo, gnose e “auto-salvação”; no entanto, essa “religião” é apenas “aparentemente tolerante”. Mas, na realidade, a Maçonaria é uma religião “extremamente exigente e intolerante”. Esta intolerância deriva finalmente dos traços satânicos da Maçonaria superior, como o Bispo Schneider explicou. Nos graus mais baixos da Maçonaria, “existe uma divindade incerta e nebulosa como o ‘Grande Arquiteto do Universo’, que nos graus mais altos e depois nos mais altos se torna cada vez mais concreto; nos graus mais elevados, essa divindade incerta é identificada como Lúcifer, como Satanás, como o bom deus, o adversário de Deus; e o verdadeiro Deus está aqui, o ‘Deus mau’. ” O prelado alemão explicou ainda que a Maçonaria é a “anti-Igreja”. Ele então citou o papa Pio VIII que, em 1829, disse sobre a Maçonaria: “É uma seita satânica, que tem seu demônio como seu deus”. A essência da religião maçônica “consiste na perversão, isto é, na subversão da ordem divina da criação e na transgressão das leis dadas por Deus”. O Bispo Schneider mostra que a Maçonaria é satânica e está trabalhando contra a Igreja Católica e a sociedade cristã. Ele faz isso com a ajuda de várias instâncias históricas, onde os maçons estavam em figuras de destaque, por exemplo, na Revolução Russa (Alexander Kerensky). À luz das palavras de Schneider, vale a pena mencionar aqui que, em 2017, o historiador alemão Dr. Michael Hesemann descobriu um documento histórico – uma carta de 1918 do cardeal Felix von Hartmann ao núncio apostólico na Alemanha, arcebispo Eugenio Pacelli – que adverte Roma contra o plano maçônico por trás da revolução que estava ocorrendo na Alemanha e na Rússia, entre outros lugares, e que visava a luta contra as monarquias e a Igreja Católica. Von Hartmann escreveu em 8 de novembro de 1918: “Sua Majestade o Imperador [imperador alemão Guilherme II] apenas me soube ‘que, segundo as notícias que chegaram ontem, o Grande Oriente acabou de decidir primeiro depor todos os Soberanos – antes de tudo, ele, o Imperador – depois destruir (?) A Igreja Católica, aprisionar o papa, etc. e, finalmente, estabelecer nas ruínas da antiga sociedade burguesa uma república mundial sob a liderança da Grande Capital Americana. Os maçons alemães são supostamente leais ao imperador [alemão] (o que é duvidoso!) E eles o informaram sobre isso. A Inglaterra também quer preservar a atual ordem burguesa. Dizem que a França e a América estão sob a influência total do Grande Oriente [Loja Maçônica]. Diz-se que o bolchevismo é a ferramenta externa para estabelecer as condições desejadas. Em face de um perigo tão grande que ameaça além da monarquia, também a Igreja Católica; portanto, é importante que o episcopado alemão seja informado e que também o papa seja avisado. ‘ Até agora, a mensagem de Sua Majestade. Acredito que tenho o dever de transmiti-lo à Vossa Excelência, e tenho de deixar ao Teu julgamento se deseja transmitir esta mensagem a Roma. A demanda tempestuosa dos social-democratas [alemães] de que o Imperador deveria abdicar dá uma certa confirmação a esta mensagem. Que Deus nos proteja e à Sua Santa Igreja neste terrível tumulto! ” Este documento histórico, que o Dr. Hesemann encontrou nos Arquivos Secretos do Vaticano, pode apoiar de uma maneira única os argumentos do Bispo Schneider, conforme apresentado em sua palestra de 2017. Mais relacionado aos acontecimentos atuais, o bispo Schneider é capaz de provar que os maçons tiveram papéis de liderança na Revolução Sexual da década de 1960 na França e que os próprios maçons declararam publicamente que estão por trás da permissão da França de “casamento” do mesmo sexo, eutanásia e aborto . Schneider declarado: “Em 2012, o Jornal Paroquial Le Figaro publicou um dossiê abrangente sobre a Maçonaria, e o Le Figaro deixou os principais membros da Maçonaria falarem em seu fórum de jornal. Um desses oficiais maçônicos declarou abertamente que as leis que legalizam o aborto, o chamado ‘casamento entre pessoas do mesmo sexo’ ou ‘casamento para todos’ e a eutanásia foram preparadas nos ‘laboratórios’ maçônicos idealistas e, então, com a ajuda de lobby e através de seus membros no parlamento e no governo, promovidos pela legislação. ” Finalmente, o bispo Schneider lembrou à platéia que, apesar do poder avassalador dessas forças, o próprio Cristo é o vencedor e o senhor da história. Ele também pediu a todos que orassem pelos maçons que estão presos nessa rede maligna, pois isso coloca suas almas em risco. Schneider ainda nos lembrou que a Igreja Católica, em uma declaração de 1983, deixou clara sua clara condenação à Maçonaria quando declarou: “O julgamento negativo da Igreja em relação à associação maçônica permanece inalterado, pois seus princípios sempre foram considerados irreconciliáveis ​​com a doutrina da Igreja e, portanto, a participação neles permanece proibida. Os fiéis que se matriculam em associações maçônicas estão em estado de grave pecado e podem não receber a Santa Comunhão. ” Este importante e acadêmico discurso do Bispo Schneider pode nos ajudar a entender talvez também os eventos atuais na Igreja e na sociedade. O papa Bento XVI, quando ainda era cardeal, disse ao Dr. Robert Moynihan que considerava a Maçonaria a maior ameaça à Igreja Católica. Além disso, em uma entrevista de 2018 com Peter Seewald – incluída em uma nova biografia que acabou de ser publicada na Alemanha – o Papa Bento XVI também apontou a agressiva agenda pró-aborto e pró-homossexual de hoje e falou aqui sobre “ditadura” e ” poder espiritual do anticristo. ” “Hoje, alguém está sendo excomungado pela sociedade se se opuser a essa agenda”, acrescentou o papa aposentado. “A sociedade moderna está no meio da formulação de um credo anticristão e, se alguém se opõe, está sendo punido pela sociedade com excomunhão”, continuou ele. Aqui, o papa aposentado falou as palavras penetrantes sobre o anticristo: “O medo desse poder espiritual do anticristo é então apenas mais do que natural, e realmente precisa da ajuda de orações por parte de toda a diocese e de outras religiões. a Igreja Universal, a fim de resistir. ” Leia também: O Plano Maçônico para a destruição da Igreja Católica Maçonaria Eclesiástica Esta afirmação não é inventada. É possível comprová-la com a citação de um destacado modernista italiano, que em 1905 escreveu em seu livro: “Queremos organizar nossa ação para estar mais direcionado aos objetivos: uma maçonaria católica? Sim, exatamente, uma maçonaria das catacumbas. Uma que deve trabalhar com o objetivo de reformar o Catolicismo Romano em um sentido teosófico progressista, através de um Papa que se deixará convencer por essas ideias” (A. Fogazzaro, Il Santo, Milano, 1995). Os fatos demonstram suficientemente que a Maçonaria é o maior contraste imaginável com a religião católica. Por consequência, em 1983 a Igreja emitiu a seguinte declaração – ainda válida – através da Congregação para a Doutrina da Fé: “Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçónicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão”. O poder da ideologia maçônica na política e na sociedade alcançou hoje o seu ápice, posto que a Maçonaria está disseminando para toda a sociedade humana uma ideologia de destruição da vida com a ajuda do aborto e da eutanásia. O conceito e a realidade de uma família estão sofrendo um processo de destruição através da lavagem cerebral com a ideologia de gênero, promulgada pelo Estado. Toda pessoa que pense por si mesma, e em geral cada cristão, deve – na medida do possível – oferecer resistência e defender o senso comum e a Lei Divina, mesmo que ao preço do sofrimento e das desvantagens. Como cristãos temos que saber que Cristo, o vencedor sobre todo o mal neste mundo, esse Deus, e não a Maçonaria, é o Senhor da história. Pertencemos à comunidade dos vencedores, mesmo que os inimigos de Cristo, a Maçonaria, olhem para nós como os derrotados. Nossa Fé Católica é mais forte que todas as perversas obras de fantasia e intrigas da religião maçônica. Tememos somente a Deus! Porém, tenhamos ao mesmo tempo, desde o fundo de nossos corações, uma verdadeira compaixão para com os membros da Maçonaria, pois se converteram em vítimas de uma imensa fraude. Em última instância, o maçom é o ser humano menos livre, e a salvação de sua alma está em maior perigo. Que dentro da Igreja cresça um movimento para salvar as almas dos maçons, que são nossos semelhantes. Isso deve ser feito principalmente através da oração do Rosário e a veneração do Imaculado Coração de Maria. Seu Coração Imaculado triunfará, como nos disse em Fátima; triunfará também sobre a Maçonaria e o Comunismo. E, através de Maria, Deus concederá um tempo de paz à humanidade e à Sua Igreja. Mike Hickson. Apud. Infovaticana. Discurso completo do Bispo Schneider: O Bispo Athanasius Schneider proferiu este discurso por ocasião do 300º aniversário de fundação da Maçonaria em 1717 na Inglaterra, e amavelmente concedeu ao LifeSiteNews a permissão para publicá-lo [1]. No discurso que proferiu em 2017 perante a Fundação Pontifícia Kirche in Not (“Ajuda à Igreja que Sofre”), na Alemanha, o Bispo Athanasius Schneider apresentou a história e as principais características da Maçonaria. Em sua apresentação, ele deixa claro que a Maçonaria está formando uma “anti-Igreja”, e que ela tem em seus graus mais altos uma orientação satânica. O Bispo Schneider pronunciou este discurso por ocasião do 300º aniversário de fundação da Maçonaria em 1917 na Inglaterra [2]. Ele amavelmente concedeu ao LifeSiteNews uma tradução para o inglês do seu manuscrito e nos deu permissão para publicá-lo [3]. A seguir, a tradução do texto completo do Bispo Schneider: O verdadeiro rosto da Maçonaria. Em 2017, a Maçonaria celebrou o 300º aniversário de sua fundação, em 24 de junho de 1717. Segundo relatos oficiais, foi o resultado de uma reunião de quatro “lojas”, ou sociedades secretas, que formaram a Grande Loja de Londres. Um clérigo protestante, James Anderson, escreveu os primeiros estatutos maçônicos. A Igreja Católica condenou essa associação de origem pseudo-religiosa vinte anos depois do seu início com a punição eclesial mais alta: a excomunhão. Por que? Porque a Maçonaria é uma “religião naturalista”, uma mescla de panteísmo, gnose e “auto-salvação”. Essa “religião” é aparentemente tolerante. Na verdade, é extremamente intolerante e exigente. Os maçons dizem sobre si mesmos que seriam os “iniciados”, os “perfeitos”, “iluminados”. O restante da humanidade é para eles profana, imperfeita e obscura. A religião maçônica pretende ser independente do Deus verdadeiro, para que o ser humano se coloque na posição de Deus, tome o lugar de Deus e decida sobre o bem e o mal. Nos primeiros graus da Maçonaria, venera-se uma divindade incerta e nebulosa, o “Grande Arquiteto do Universo”, que nos graus superiores e depois no mais alto torna-se cada vez mais concreto; nos graus superiores essa divindade incerta se identifica como Lúcifer, como Satanás, como o deus bom, o adversário de Deus; e o verdadeiro Deus é aqui o “Deus mal”. A Igreja reconhece que a Maçonaria é uma verdadeira e cada vez mais poderosa sociedade secreta com um conteúdo pseudo-religioso, que se disseminou muito rapidamente em inumeráveis organizações afiliadas, frequentemente com diferentes nomes, penetrando nos níveis mais poderosos da sociedade, da política e do mundo das finanças. Foi o Papa Pio VII que, em 1829, deu uma das definições mais adequadas e precisas da Maçonaria: “É uma seita satânica, que tem por seu deus o demônio” (Encíclica Traditi humilitati nostrae). A essência da religião maçônica consiste na perversão, isto é, na subversão da ordem Divina da criação e na transgressão das leis dadas por Deus. Os membros da Maçonaria, em seus graus superiores, veem nesta perversão o “verdadeiro progresso” da humanidade, a construção mental do templo da humanidade. No lugar da Revelação de Deus, existe o segredo maçônico e o ser humano se converte em última instância em um deus (c. X. Dor, Le Crime contre Dieu, Chiré-em-Montreuil, 2016). De fato, a Maçonaria é a perfeita anti-igreja, onde todos fundamentos teológicos e morais da Igreja Católica são transformados no seu oposto! Em uma conversa privada, um maçom contou à sua irmã o seguinte: “Você sabe o que nós maçons somos realmente? Nós somos a anti-Igreja”. Os historiadores reconheceram na Maçonaria a semente do totalitarismo político (por exemplo, A. Cobban, Historia de las Civilizaciones, citado em A. Bárcena, Iglesia y Francmasonería, Madrid, 2016). A confusão e o engano desta consistem no fato de que a Maçonaria se auto-vangloria com nomes e definições atrativas, como “filantropia”, “humanismo”, “intelectualidade”, “tolerância” e, simultaneamente, ela – a Maçonaria – se disfarça com esses nomes. Com a recusa da Revelação Divina sobrenatural, a Maçonaria também recusa a lei natural. Este é exatamente o ponto que conduz a todos os sistemas totalitários. Já o maçom Jean-Jacques Rousseau, de Genebra, escreveu: “A vida de um ser humano não é somente uma dádiva da natureza, mas uma dádiva condicionada pelo Estado” (O Contrato Social, II, 5). O anarquismo político e social é um fenômeno que encarna principalmente o espírito da Maçonaria, já que um dos seus princípios-chave é ordo ab chao [“ordem a partir do caos”]. Isso significa que primeiro se deve criar um caos e logo construir uma nova ordem, outra ordem, uma ordem criada por homens. No ritual do antigo rito escocês aceito desde o ano 1892, o candidato ao 32º, penúltimo grau da Maçonaria, recebe a seguinte instrução: “1. O primeiro ‘rugido das armas’ foi produzido quando Lutero idealizou a rebelião da razão. 2. O segundo ‘rugido das armas’ foi produzido quando se anunciou nos Estados Unidos que cada governo humano recebe sua autoridade do povo e somente do povo. 3. O terceiro ‘rugido de armas’ foi quando na França proclamaram os ‘Direitos Humanos na formulação de liberdade, igualdade e fraternidade’” (M. Tirado Rojas, La Masonería en España, 1892, I). O candidato do 33º grau recebe esta instrução (trata-se de uma citação do mesmo ritual escocês): “Nem a lei, nem a propriedade, nem a religião podem governar sobre os homens, e dado que estão aniquilando os homens ao privá-los dos seus mais preciosos direitos, juramos levar a cabo uma vingança terrível. Elas (lei, propriedade e religião) são os inimigos contra os quais juramos uma guerra implacável a qualquer custo. Desses três inimigos infames, a religião deve ser o objeto permanente de nossos ataques mortais. Quando tivermos destruído a religião, teremos a lei e a propriedade à nossa disposição, e poderemos regenerar a sociedade mediante a construção da religião maçônica, a lei maçônica e a propriedade maçônica sobre os cadáveres desses assassinos” (Ibídem). De acordo com o ritual maçônico, a palavra “religião” se refere à cristã, mais precisamente à religião católica. Sabe-se que a Maçonaria europeia e, em particular, Alexander Kerensky, o Grão-mestre do Grande Oriente da Rússia, apoiou logística e politicamente a revolução de outubro de 1917, no ano do bicentenário de fundação da Maçonaria. Lenin e os novos líderes comunistas não toleraram nenhum tipo de rivalidade. Então, proibiram a Maçonaria tradicional na União Soviética. No Terceiro Congresso da Internacional Comunista [partido], em 1921, a Maçonaria tradicional recebeu a significativa avaliação: “A Maçonaria nos recorda os costumes religiosos através de seus ritos. No entanto, sabemos que toda religião suprime as pessoas. A Maçonaria representa um poder social e, devido à natureza secreta de suas reuniões e o segredo absoluto de seus membros, é um ‘estado dentro do estado’”. Em 11 de abril de 2001, na RAI2 (canal de televisão italiano), Giuliano De Bernando, que foi Grão-mestre da Grande Loja Regular da Itália (GLRI) nos anos 1990-1993, pronunciou palavras significativas a respeito do caráter religioso da Maçonaria: “Converte-se em maçom através da iniciação. A iniciação é um ato constitutivo por meio do qual é dado ao ser humano uma dimensão que ele não tinha antes. Uma analogia que encontramos no batismo. Não se nasce cristão, faz-se cristão através do Batismo. Da mesma forma, converte-se em maçom através da iniciação. Isso significa que se continua sendo maçom para toda a vida, inclusive se alguém logo recusa a Maçonaria, continua sendo maçom. Mesmo se estiver dormindo, se é inimigo da Maçonaria, continua sendo maçom, porque recebeu a iniciação. A iniciação é um ato sagrado”. A Maçonaria também apoiou a chamada Revolução sexual de 1968. Os dois Grão-mestres das duas maiores organizações maçônicas na França, Frédéric Zeller e Pierre Simon, participaram ativamente com alguns dos seus membros nas revoltas estudantis de Paris, em maio de 1968. O assim chamado Grão-mestre Pierre Simon tornou-se então assessor da ministra Simone Veil, que legalizou o aborto na França. Em 2012, o jornal parisiense Le Figaro publicou um dossiê abrangente sobre a Maçonaria, permitindo que os principais maçons falassem no fórum do jornal. Um desses oficiais maçons afirmou abertamente que as leis sobre a legalização do aborto, do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo ou “casamento para todos” e a eutanásia foram elaboradas nos “laboratórios” idealistas maçônicos, e com a ajuda do lobby e dos seus membros no parlamento e no governo, elas foram estabelecidas em legislação. Isso pode ser lido no Le Figaro de 2012 (suplemento LE FIGARO, 20-21 Julho 2012). Por sua precisão, esta análise do Papa Leão XIII em 1894 sobre a essência, os princípios e ações da Maçonaria, mal pode ser superada e permanece totalmente válida: “Além disso, existe um grande perigo que ameaça a unidade, da parte dessa associação que é conhecida com o nome de maçons, cuja influência durante muito tempo oprime as nações católicas em particular. Favorecida pelas agitações dos tempos, e crescendo de forma insolente em seu poder, recursos e êxito, tensiona os nervos para consolidar seu domínio e ampliar sua esfera. Já saiu de seus esconderijos, onde tramou complôs, para a multidão de cidades, e como que para desafiar o Todo-Poderoso, estabeleceu seu trono nesta mesma cidade de Roma, a capital do mundo católico. Porém, o mais trágico é que, onde quer que tenha pisado, penetra em todos os âmbitos e departamentos da comunidade, com a esperança de obter, enfim, o controle supremo. Isto é de fato uma grande calamidade: por seus princípios depravados e projetos iníquos, que são bem conhecidos. Sob o pretexto de reivindicar os direitos do homem e de reconstituir a sociedade, ataca o Cristianismo; recusa a Doutrina revelada, denuncia as práticas da Piedade, os Sacramentos Divinos e tudo o que é Sagrado como superstição; esforça-se para eliminar o caráter cristão do matrimônio, da família, educação da juventude e de toda forma de instrução, pública ou privada, e elimina das raízes dos homens todo respeito pela autoridade, seja humana ou Divina. Da sua parte, prega o culto à natureza e sustenta que a verdade, a probidade e justiça devem ser medidas e reguladas conforme os princípios da natureza. Dessa forma, como é bastante evidente, o homem está sendo levado a adotar costumes e hábitos de vida similares ao dos pagãos, e mais corruptos na medida em que os incentivos para pecar são mais numerosos” (Carta Apostólica Praeclara gratulationis). Um dos meios mais astutos e, portanto, satânicos, da Maçonaria na luta contra seu arqui-inimigo, isto é, a Igreja Católica, consiste na infiltração dentro da Igreja. No seguinte trecho, reconhecido por muitos historiadores como autêntico, e citado pelo Bispo Rudolf Graber, no seu livro “Atanasio y la Iglesia de Nuestro Tiempo”, trecho das “Instruções” da chamada “Alta Vendita”, uma espécie de centro de governo da Maçonaria europeia no século XIX, que ilustra essa verdade. Eis uma citação da “Instrução permanente da Alta Vendita”: “O Papa, qualquer que ele seja, não virá às sociedades secretas; compete às sociedades secretas dar o primeiro passo em direção à Igreja, para conquistar ambos [o Papa e a Igreja]. A tarefa que vamos empreender não é trabalho de um dia, ou de um mês, ou de um ano; pode durar vários anos, talvez um século; mas nas nossas fileiras o soldado morre e a luta continua. Não tencionamos atrair os Papas à nossa causa, fazê-los neófitos dos nossos princípios, propagadores das nossas ideias. Isso seria um sonho ridículo; e se acontecesse que Cardeais ou prelados, por exemplo, quer por sua livre vontade ou de surpresa, entrassem em parte dos nossos segredos, isso não seria de modo nenhum um incentivo para desejar a sua elevação à Cadeira de Pedro. Essa elevação arruinar-nos-ia. Só a sua ambição levá-los-ia à apostasia, e as necessidades do poder forçá-los-iam a sacrificar-nos. O que devemos desejar, o que devemos procurar e esperar, tal como os judeus esperam pelo messias, é um Papa conforme às nossas necessidades” […] “Assim, para assegurarmos um Papa com as características desejadas, é tarefa prioritária formar para este Papa uma geração digna do reinado que sonhamos. “Ponde de parte os velhos e os de idade madura; dedicai-vos aos jovens e, sendo possível, até às crianças. Aviva as paixões dos guelfos e gibelinos, e conseguireis sem grande custo uma reputação de bons católicos e de puros patriotas. Essa reputação dará acesso à nossa doutrina entre os jovens clérigos, assim como entrará profundamente nos mosteiros. Em poucos anos, pela força das coisas, esse jovem clero terá ascendido a todas as funções; formará o conselho do Sumo Pontífice, será chamado a escolher o novo Pontífice que há de reinar. E este Pontífice, tal como a maioria dos seus contemporâneos, estará necessariamente mais ou menos imbuído dos princípios italianos e humanitários que vamos começar a pôr em circulação”. […] “Fazei com que o clero marche sob a vossa bandeira, enquanto acredita que está a marchar sob a bandeira das chaves apostólicas. Se quereis fazer desaparecer o último vestígio dos tiranos e opressores, deitais as vossas redes como Simão Bar-Jona; deitai-as nas sacristias, nos seminários e nos mosteiros em vez de as deitardes no fundo do mar; e, se não vos apressardes, prometemos-vos uma pescaria mais miraculosa que a dele. O pescador de peixes tornou-se pescador de homens; colocareis amigos à volta da cadeira apostólica. Tereis pregado uma revolução de tiara e de capa, marchando com a cruz e o estandarte; uma revolução que só precisará de ser um pouco instigada para incendiar os quatro cantos do mundo” (Originalmente em: Mons. Delassus, Conjuration antichrétienne, París, 1910, Tomo III. O texto completo da “Instrução permanente da Alta Vendita” também foi publicado em: Mons. Dillon, El Gran Oriente De La Masonería Sin Máscara, Dublín, 1885. [Possível ler ainda em Taylor R. Marshall, Infiltración, Homo Legens [4]]. Esta afirmação não é inventada. É possível comprová-la com a citação de um destacado modernista italiano, que em 1905 escreveu em seu livro: “Queremos organizar nossa ação para estar mais direcionado aos objetivos: uma maçonaria católica? Sim, exatamente, uma maçonaria das catacumbas. Uma que deve trabalhar com o objetivo de reformar o Catolicismo Romano em um sentido teosófico progressista, através de um Papa que se deixará convencer por essas ideias” (A. Fogazzaro, Il Santo, Milano, 1995). Os fatos demonstram suficientemente que a Maçonaria é o maior contraste imaginável com a religião católica. Por consequência, em 1983 a Igreja emitiu a seguinte declaração – ainda válida – através da Congregação para a Doutrina da Fé: “Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçónicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão”. O poder da ideologia maçônica na política e na sociedade alcançou hoje o seu ápice, posto que a Maçonaria está disseminando para toda a sociedade humana uma ideologia de destruição da vida com a ajuda do aborto e da eutanásia. O conceito e a realidade de uma família estão sofrendo um processo de destruição através da lavagem cerebral com a ideologia de gênero, promulgada pelo Estado. Toda pessoa que pense por si mesma, e em geral cada cristão, deve – na medida do possível – oferecer resistência e defender o senso comum e a Lei Divina, mesmo que ao preço do sofrimento e das desvantagens. Como cristãos temos que saber que Cristo, o vencedor sobre todo o mal neste mundo, esse Deus, e não a Maçonaria, é o Senhor da história. Pertencemos à comunidade dos vencedores, mesmo que os inimigos de Cristo, a Maçonaria, olhem para nós como os derrotados. Nossa Fé Católica é mais forte que todas as perversas obras de fantasia e intrigas da religião maçônica. Tememos somente a Deus! Porém, tenhamos ao mesmo tempo, desde o fundo de nossos corações, uma verdadeira compaixão para com os membros da Maçonaria, pois se converteram em vítimas de uma imensa fraude. Em última instância, o maçom é o ser humano menos livre, e a salvação de sua alma está em maior perigo. Que dentro da Igreja cresça um movimento para salvar as almas dos maçons, que são nossos semelhantes. Isso deve ser feito principalmente através da oração do Rosário e a veneração do Imaculado Coração de Maria. Seu Coração Imaculado triunfará, como nos disse em Fátima; triunfará também sobre a Maçonaria e o Comunismo. E, através de Maria, Deus concederá um tempo de paz à humanidade e à Sua Igreja. Via Obra Missionaria | InfoVaticana | Tradução: Bruno Braga Leia também: O Plano Maçônico para a destruição da Igreja Católica Aos que desejarem se aprofundar, podem também assistir este vídeo sobre o assunto: #Maçonaria

  • Bispo Schneider explica a ‘verdadeira face da Maçonaria’

    O Bispo Schneider proferiu esse discurso por ocasião do 300º aniversário da fundação da Maçonaria, em 1717, na Inglaterra, e gentilmente concedeu permissão para publicá-lo. Em um discurso que ele proferiu em 2017 à Fundação Pontifícia Kirche in Not (Auxílio à Igreja Carente) na Alemanha, o bispo Athanasius Schneider apresentou a história e as principais características da Maçonaria. Em sua apresentação, ele deixa claro que a Maçonaria está formando uma “anti-Igreja” e tem, em seus graus mais elevados, uma orientação satânica. Dom Schneider deu este discurso por ocasião do 300º aniversário da fundação da Maçonaria em 1717, na Inglaterra. Ele gentilmente forneceu à LifeSiteNews uma tradução para o inglês de seu manuscrito e deu permissão para publicá-lo. Segue abaixo a tradução do artigo: Em sua apresentação, o prelado deixou claro que a Maçonaria está trabalhando contra a Igreja Católica e que seus graus mais altos estão comprometidos em adorar Satanás. Ele escreve: “Nos primeiros graus da Maçonaria, venera-se uma divindade incerta e nebulosa como o ‘Grande Arquiteto do Universo’, que nos graus mais altos e depois nos graus mais altos se torna cada vez mais concreto; nos graus mais elevados, essa divindade incerta é identificada como Lúcifer, como Satanás, como o bom deus, o adversário de Deus; e o verdadeiro Deus está aqui, o ‘Deus mau’. ” Schneider continua, a Maçonaria é uma “religião naturalista”, uma mistura de panteísmo, gnose e “auto-salvação”; no entanto, essa “religião” é apenas “aparentemente tolerante”. Mas, na realidade, a Maçonaria é uma religião “extremamente exigente e intolerante”. Esta intolerância deriva finalmente dos traços satânicos da Maçonaria superior, como o Bispo Schneider explicou. Nos graus mais baixos da Maçonaria, “existe uma divindade incerta e nebulosa como o ‘Grande Arquiteto do Universo’, que nos graus mais altos e depois nos mais altos se torna cada vez mais concreto; nos graus mais elevados, essa divindade incerta é identificada como Lúcifer, como Satanás, como o bom deus, o adversário de Deus; e o verdadeiro Deus está aqui, o ‘Deus mau’. ” O prelado alemão explicou ainda que a Maçonaria é a “anti-Igreja”. Ele então citou o papa Pio VIII que, em 1829, disse sobre a Maçonaria: “É uma seita satânica, que tem seu demônio como seu deus”. A essência da religião maçônica “consiste na perversão, isto é, na subversão da ordem divina da criação e na transgressão das leis dadas por Deus”. O Bispo Schneider mostra que a Maçonaria é satânica e está trabalhando contra a Igreja Católica e a sociedade cristã. Ele faz isso com a ajuda de várias instâncias históricas, onde os maçons estavam em figuras de destaque, por exemplo, na Revolução Russa (Alexander Kerensky). À luz das palavras de Schneider, vale a pena mencionar aqui que, em 2017, o historiador alemão Dr. Michael Hesemann descobriu um documento histórico – uma carta de 1918 do cardeal Felix von Hartmann ao núncio apostólico na Alemanha, arcebispo Eugenio Pacelli – que adverte Roma contra o plano maçônico por trás da revolução que estava ocorrendo na Alemanha e na Rússia, entre outros lugares, e que visava a luta contra as monarquias e a Igreja Católica. Von Hartmann escreveu em 8 de novembro de 1918: “Sua Majestade o Imperador [imperador alemão Guilherme II] apenas me soube ‘que, segundo as notícias que chegaram ontem, o Grande Oriente acabou de decidir primeiro depor todos os Soberanos – antes de tudo, ele, o Imperador – depois destruir (?) A Igreja Católica, aprisionar o papa, etc. e, finalmente, estabelecer nas ruínas da antiga sociedade burguesa uma república mundial sob a liderança da Grande Capital Americana. Os maçons alemães são supostamente leais ao imperador [alemão] (o que é duvidoso!) E eles o informaram sobre isso. A Inglaterra também quer preservar a atual ordem burguesa. Dizem que a França e a América estão sob a influência total do Grande Oriente [Loja Maçônica]. Diz-se que o bolchevismo é a ferramenta externa para estabelecer as condições desejadas. Em face de um perigo tão grande que ameaça além da monarquia, também a Igreja Católica; portanto, é importante que o episcopado alemão seja informado e que também o papa seja avisado. ‘ Até agora, a mensagem de Sua Majestade. Acredito que tenho o dever de transmiti-lo à Vossa Excelência, e tenho de deixar ao Teu julgamento se deseja transmitir esta mensagem a Roma. A demanda tempestuosa dos social-democratas [alemães] de que o Imperador deveria abdicar dá uma certa confirmação a esta mensagem. Que Deus nos proteja e à Sua Santa Igreja neste terrível tumulto! ” Este documento histórico, que o Dr. Hesemann encontrou nos Arquivos Secretos do Vaticano, pode apoiar de uma maneira única os argumentos do Bispo Schneider, conforme apresentado em sua palestra de 2017. Mais relacionado aos acontecimentos atuais, o bispo Schneider é capaz de provar que os maçons tiveram papéis de liderança na Revolução Sexual da década de 1960 na França e que os próprios maçons declararam publicamente que estão por trás da permissão da França de “casamento” do mesmo sexo, eutanásia e aborto . Schneider declarado: “Em 2012, o Jornal Paroquial Le Figaro publicou um dossiê abrangente sobre a Maçonaria, e o Le Figaro deixou os principais membros da Maçonaria falarem em seu fórum de jornal. Um desses oficiais maçônicos declarou abertamente que as leis que legalizam o aborto, o chamado ‘casamento entre pessoas do mesmo sexo’ ou ‘casamento para todos’ e a eutanásia foram preparadas nos ‘laboratórios’ maçônicos idealistas e, então, com a ajuda de lobby e através de seus membros no parlamento e no governo, promovidos pela legislação. ” Finalmente, o bispo Schneider lembrou à platéia que, apesar do poder avassalador dessas forças, o próprio Cristo é o vencedor e o senhor da história. Ele também pediu a todos que orassem pelos maçons que estão presos nessa rede maligna, pois isso coloca suas almas em risco. Schneider ainda nos lembrou que a Igreja Católica, em uma declaração de 1983, deixou clara sua clara condenação à Maçonaria quando declarou: “O julgamento negativo da Igreja em relação à associação maçônica permanece inalterado, pois seus princípios sempre foram considerados irreconciliáveis ​​com a doutrina da Igreja e, portanto, a participação neles permanece proibida. Os fiéis que se matriculam em associações maçônicas estão em estado de grave pecado e podem não receber a Santa Comunhão. ” Este importante e acadêmico discurso do Bispo Schneider pode nos ajudar a entender talvez também os eventos atuais na Igreja e na sociedade. O papa Bento XVI, quando ainda era cardeal, disse ao Dr. Robert Moynihan que considerava a Maçonaria a maior ameaça à Igreja Católica. Além disso, em uma entrevista de 2018 com Peter Seewald – incluída em uma nova biografia que acabou de ser publicada na Alemanha – o Papa Bento XVI também apontou a agressiva agenda pró-aborto e pró-homossexual de hoje e falou aqui sobre “ditadura” e ” poder espiritual do anticristo. ” “Hoje, alguém está sendo excomungado pela sociedade se se opuser a essa agenda”, acrescentou o papa aposentado. “A sociedade moderna está no meio da formulação de um credo anticristão e, se alguém se opõe, está sendo punido pela sociedade com excomunhão”, continuou ele. Aqui, o papa aposentado falou as palavras penetrantes sobre o anticristo: “O medo desse poder espiritual do anticristo é então apenas mais do que natural, e realmente precisa da ajuda de orações por parte de toda a diocese e de outras religiões. a Igreja Universal, a fim de resistir. ” Leia também: O Plano Maçônico para a destruição da Igreja Católica Maçonaria Eclesiástica Esta afirmação não é inventada. É possível comprová-la com a citação de um destacado modernista italiano, que em 1905 escreveu em seu livro: “Queremos organizar nossa ação para estar mais direcionado aos objetivos: uma maçonaria católica? Sim, exatamente, uma maçonaria das catacumbas. Uma que deve trabalhar com o objetivo de reformar o Catolicismo Romano em um sentido teosófico progressista, através de um Papa que se deixará convencer por essas ideias” (A. Fogazzaro, Il Santo, Milano, 1995). Os fatos demonstram suficientemente que a Maçonaria é o maior contraste imaginável com a religião católica. Por consequência, em 1983 a Igreja emitiu a seguinte declaração – ainda válida – através da Congregação para a Doutrina da Fé: “Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçónicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão”. O poder da ideologia maçônica na política e na sociedade alcançou hoje o seu ápice, posto que a Maçonaria está disseminando para toda a sociedade humana uma ideologia de destruição da vida com a ajuda do aborto e da eutanásia. O conceito e a realidade de uma família estão sofrendo um processo de destruição através da lavagem cerebral com a ideologia de gênero, promulgada pelo Estado. Toda pessoa que pense por si mesma, e em geral cada cristão, deve – na medida do possível – oferecer resistência e defender o senso comum e a Lei Divina, mesmo que ao preço do sofrimento e das desvantagens. Como cristãos temos que saber que Cristo, o vencedor sobre todo o mal neste mundo, esse Deus, e não a Maçonaria, é o Senhor da história. Pertencemos à comunidade dos vencedores, mesmo que os inimigos de Cristo, a Maçonaria, olhem para nós como os derrotados. Nossa Fé Católica é mais forte que todas as perversas obras de fantasia e intrigas da religião maçônica. Tememos somente a Deus! Porém, tenhamos ao mesmo tempo, desde o fundo de nossos corações, uma verdadeira compaixão para com os membros da Maçonaria, pois se converteram em vítimas de uma imensa fraude. Em última instância, o maçom é o ser humano menos livre, e a salvação de sua alma está em maior perigo. Que dentro da Igreja cresça um movimento para salvar as almas dos maçons, que são nossos semelhantes. Isso deve ser feito principalmente através da oração do Rosário e a veneração do Imaculado Coração de Maria. Seu Coração Imaculado triunfará, como nos disse em Fátima; triunfará também sobre a Maçonaria e o Comunismo. E, através de Maria, Deus concederá um tempo de paz à humanidade e à Sua Igreja. Mike Hickson. Apud. Infovaticana. Discurso completo do Bispo Schneider: O Bispo Athanasius Schneider proferiu este discurso por ocasião do 300º aniversário de fundação da Maçonaria em 1717 na Inglaterra, e amavelmente concedeu ao LifeSiteNews a permissão para publicá-lo [1]. No discurso que proferiu em 2017 perante a Fundação Pontifícia Kirche in Not (“Ajuda à Igreja que Sofre”), na Alemanha, o Bispo Athanasius Schneider apresentou a história e as principais características da Maçonaria. Em sua apresentação, ele deixa claro que a Maçonaria está formando uma “anti-Igreja”, e que ela tem em seus graus mais altos uma orientação satânica. O Bispo Schneider pronunciou este discurso por ocasião do 300º aniversário de fundação da Maçonaria em 1917 na Inglaterra [2]. Ele amavelmente concedeu ao LifeSiteNews uma tradução para o inglês do seu manuscrito e nos deu permissão para publicá-lo [3]. A seguir, a tradução do texto completo do Bispo Schneider: O verdadeiro rosto da Maçonaria. Em 2017, a Maçonaria celebrou o 300º aniversário de sua fundação, em 24 de junho de 1717. Segundo relatos oficiais, foi o resultado de uma reunião de quatro “lojas”, ou sociedades secretas, que formaram a Grande Loja de Londres. Um clérigo protestante, James Anderson, escreveu os primeiros estatutos maçônicos. A Igreja Católica condenou essa associação de origem pseudo-religiosa vinte anos depois do seu início com a punição eclesial mais alta: a excomunhão. Por que? Porque a Maçonaria é uma “religião naturalista”, uma mescla de panteísmo, gnose e “auto-salvação”. Essa “religião” é aparentemente tolerante. Na verdade, é extremamente intolerante e exigente. Os maçons dizem sobre si mesmos que seriam os “iniciados”, os “perfeitos”, “iluminados”. O restante da humanidade é para eles profana, imperfeita e obscura. A religião maçônica pretende ser independente do Deus verdadeiro, para que o ser humano se coloque na posição de Deus, tome o lugar de Deus e decida sobre o bem e o mal. Nos primeiros graus da Maçonaria, venera-se uma divindade incerta e nebulosa, o “Grande Arquiteto do Universo”, que nos graus superiores e depois no mais alto torna-se cada vez mais concreto; nos graus superiores essa divindade incerta se identifica como Lúcifer, como Satanás, como o deus bom, o adversário de Deus; e o verdadeiro Deus é aqui o “Deus mal”. A Igreja reconhece que a Maçonaria é uma verdadeira e cada vez mais poderosa sociedade secreta com um conteúdo pseudo-religioso, que se disseminou muito rapidamente em inumeráveis organizações afiliadas, frequentemente com diferentes nomes, penetrando nos níveis mais poderosos da sociedade, da política e do mundo das finanças. Foi o Papa Pio VII que, em 1829, deu uma das definições mais adequadas e precisas da Maçonaria: “É uma seita satânica, que tem por seu deus o demônio” (Encíclica Traditi humilitati nostrae). A essência da religião maçônica consiste na perversão, isto é, na subversão da ordem Divina da criação e na transgressão das leis dadas por Deus. Os membros da Maçonaria, em seus graus superiores, veem nesta perversão o “verdadeiro progresso” da humanidade, a construção mental do templo da humanidade. No lugar da Revelação de Deus, existe o segredo maçônico e o ser humano se converte em última instância em um deus (c. X. Dor, Le Crime contre Dieu, Chiré-em-Montreuil, 2016). De fato, a Maçonaria é a perfeita anti-igreja, onde todos fundamentos teológicos e morais da Igreja Católica são transformados no seu oposto! Em uma conversa privada, um maçom contou à sua irmã o seguinte: “Você sabe o que nós maçons somos realmente? Nós somos a anti-Igreja”. Os historiadores reconheceram na Maçonaria a semente do totalitarismo político (por exemplo, A. Cobban, Historia de las Civilizaciones, citado em A. Bárcena, Iglesia y Francmasonería, Madrid, 2016). A confusão e o engano desta consistem no fato de que a Maçonaria se auto-vangloria com nomes e definições atrativas, como “filantropia”, “humanismo”, “intelectualidade”, “tolerância” e, simultaneamente, ela – a Maçonaria – se disfarça com esses nomes. Com a recusa da Revelação Divina sobrenatural, a Maçonaria também recusa a lei natural. Este é exatamente o ponto que conduz a todos os sistemas totalitários. Já o maçom Jean-Jacques Rousseau, de Genebra, escreveu: “A vida de um ser humano não é somente uma dádiva da natureza, mas uma dádiva condicionada pelo Estado” (O Contrato Social, II, 5). O anarquismo político e social é um fenômeno que encarna principalmente o espírito da Maçonaria, já que um dos seus princípios-chave é ordo ab chao [“ordem a partir do caos”]. Isso significa que primeiro se deve criar um caos e logo construir uma nova ordem, outra ordem, uma ordem criada por homens. No ritual do antigo rito escocês aceito desde o ano 1892, o candidato ao 32º, penúltimo grau da Maçonaria, recebe a seguinte instrução: “1. O primeiro ‘rugido das armas’ foi produzido quando Lutero idealizou a rebelião da razão. 2. O segundo ‘rugido das armas’ foi produzido quando se anunciou nos Estados Unidos que cada governo humano recebe sua autoridade do povo e somente do povo. 3. O terceiro ‘rugido de armas’ foi quando na França proclamaram os ‘Direitos Humanos na formulação de liberdade, igualdade e fraternidade’” (M. Tirado Rojas, La Masonería en España, 1892, I). O candidato do 33º grau recebe esta instrução (trata-se de uma citação do mesmo ritual escocês): “Nem a lei, nem a propriedade, nem a religião podem governar sobre os homens, e dado que estão aniquilando os homens ao privá-los dos seus mais preciosos direitos, juramos levar a cabo uma vingança terrível. Elas (lei, propriedade e religião) são os inimigos contra os quais juramos uma guerra implacável a qualquer custo. Desses três inimigos infames, a religião deve ser o objeto permanente de nossos ataques mortais. Quando tivermos destruído a religião, teremos a lei e a propriedade à nossa disposição, e poderemos regenerar a sociedade mediante a construção da religião maçônica, a lei maçônica e a propriedade maçônica sobre os cadáveres desses assassinos” (Ibídem). De acordo com o ritual maçônico, a palavra “religião” se refere à cristã, mais precisamente à religião católica. Sabe-se que a Maçonaria europeia e, em particular, Alexander Kerensky, o Grão-mestre do Grande Oriente da Rússia, apoiou logística e politicamente a revolução de outubro de 1917, no ano do bicentenário de fundação da Maçonaria. Lenin e os novos líderes comunistas não toleraram nenhum tipo de rivalidade. Então, proibiram a Maçonaria tradicional na União Soviética. No Terceiro Congresso da Internacional Comunista [partido], em 1921, a Maçonaria tradicional recebeu a significativa avaliação: “A Maçonaria nos recorda os costumes religiosos através de seus ritos. No entanto, sabemos que toda religião suprime as pessoas. A Maçonaria representa um poder social e, devido à natureza secreta de suas reuniões e o segredo absoluto de seus membros, é um ‘estado dentro do estado’”. Em 11 de abril de 2001, na RAI2 (canal de televisão italiano), Giuliano De Bernando, que foi Grão-mestre da Grande Loja Regular da Itália (GLRI) nos anos 1990-1993, pronunciou palavras significativas a respeito do caráter religioso da Maçonaria: “Converte-se em maçom através da iniciação. A iniciação é um ato constitutivo por meio do qual é dado ao ser humano uma dimensão que ele não tinha antes. Uma analogia que encontramos no batismo. Não se nasce cristão, faz-se cristão através do Batismo. Da mesma forma, converte-se em maçom através da iniciação. Isso significa que se continua sendo maçom para toda a vida, inclusive se alguém logo recusa a Maçonaria, continua sendo maçom. Mesmo se estiver dormindo, se é inimigo da Maçonaria, continua sendo maçom, porque recebeu a iniciação. A iniciação é um ato sagrado”. A Maçonaria também apoiou a chamada Revolução sexual de 1968. Os dois Grão-mestres das duas maiores organizações maçônicas na França, Frédéric Zeller e Pierre Simon, participaram ativamente com alguns dos seus membros nas revoltas estudantis de Paris, em maio de 1968. O assim chamado Grão-mestre Pierre Simon tornou-se então assessor da ministra Simone Veil, que legalizou o aborto na França. Em 2012, o jornal parisiense Le Figaro publicou um dossiê abrangente sobre a Maçonaria, permitindo que os principais maçons falassem no fórum do jornal. Um desses oficiais maçons afirmou abertamente que as leis sobre a legalização do aborto, do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo ou “casamento para todos” e a eutanásia foram elaboradas nos “laboratórios” idealistas maçônicos, e com a ajuda do lobby e dos seus membros no parlamento e no governo, elas foram estabelecidas em legislação. Isso pode ser lido no Le Figaro de 2012 (suplemento LE FIGARO, 20-21 Julho 2012). Por sua precisão, esta análise do Papa Leão XIII em 1894 sobre a essência, os princípios e ações da Maçonaria, mal pode ser superada e permanece totalmente válida: “Além disso, existe um grande perigo que ameaça a unidade, da parte dessa associação que é conhecida com o nome de maçons, cuja influência durante muito tempo oprime as nações católicas em particular. Favorecida pelas agitações dos tempos, e crescendo de forma insolente em seu poder, recursos e êxito, tensiona os nervos para consolidar seu domínio e ampliar sua esfera. Já saiu de seus esconderijos, onde tramou complôs, para a multidão de cidades, e como que para desafiar o Todo-Poderoso, estabeleceu seu trono nesta mesma cidade de Roma, a capital do mundo católico. Porém, o mais trágico é que, onde quer que tenha pisado, penetra em todos os âmbitos e departamentos da comunidade, com a esperança de obter, enfim, o controle supremo. Isto é de fato uma grande calamidade: por seus princípios depravados e projetos iníquos, que são bem conhecidos. Sob o pretexto de reivindicar os direitos do homem e de reconstituir a sociedade, ataca o Cristianismo; recusa a Doutrina revelada, denuncia as práticas da Piedade, os Sacramentos Divinos e tudo o que é Sagrado como superstição; esforça-se para eliminar o caráter cristão do matrimônio, da família, educação da juventude e de toda forma de instrução, pública ou privada, e elimina das raízes dos homens todo respeito pela autoridade, seja humana ou Divina. Da sua parte, prega o culto à natureza e sustenta que a verdade, a probidade e justiça devem ser medidas e reguladas conforme os princípios da natureza. Dessa forma, como é bastante evidente, o homem está sendo levado a adotar costumes e hábitos de vida similares ao dos pagãos, e mais corruptos na medida em que os incentivos para pecar são mais numerosos” (Carta Apostólica Praeclara gratulationis). Um dos meios mais astutos e, portanto, satânicos, da Maçonaria na luta contra seu arqui-inimigo, isto é, a Igreja Católica, consiste na infiltração dentro da Igreja. No seguinte trecho, reconhecido por muitos historiadores como autêntico, e citado pelo Bispo Rudolf Graber, no seu livro “Atanasio y la Iglesia de Nuestro Tiempo”, trecho das “Instruções” da chamada “Alta Vendita”, uma espécie de centro de governo da Maçonaria europeia no século XIX, que ilustra essa verdade. Eis uma citação da “Instrução permanente da Alta Vendita”: “O Papa, qualquer que ele seja, não virá às sociedades secretas; compete às sociedades secretas dar o primeiro passo em direção à Igreja, para conquistar ambos [o Papa e a Igreja]. A tarefa que vamos empreender não é trabalho de um dia, ou de um mês, ou de um ano; pode durar vários anos, talvez um século; mas nas nossas fileiras o soldado morre e a luta continua. Não tencionamos atrair os Papas à nossa causa, fazê-los neófitos dos nossos princípios, propagadores das nossas ideias. Isso seria um sonho ridículo; e se acontecesse que Cardeais ou prelados, por exemplo, quer por sua livre vontade ou de surpresa, entrassem em parte dos nossos segredos, isso não seria de modo nenhum um incentivo para desejar a sua elevação à Cadeira de Pedro. Essa elevação arruinar-nos-ia. Só a sua ambição levá-los-ia à apostasia, e as necessidades do poder forçá-los-iam a sacrificar-nos. O que devemos desejar, o que devemos procurar e esperar, tal como os judeus esperam pelo messias, é um Papa conforme às nossas necessidades” […] “Assim, para assegurarmos um Papa com as características desejadas, é tarefa prioritária formar para este Papa uma geração digna do reinado que sonhamos. “Ponde de parte os velhos e os de idade madura; dedicai-vos aos jovens e, sendo possível, até às crianças. Aviva as paixões dos guelfos e gibelinos, e conseguireis sem grande custo uma reputação de bons católicos e de puros patriotas. Essa reputação dará acesso à nossa doutrina entre os jovens clérigos, assim como entrará profundamente nos mosteiros. Em poucos anos, pela força das coisas, esse jovem clero terá ascendido a todas as funções; formará o conselho do Sumo Pontífice, será chamado a escolher o novo Pontífice que há de reinar. E este Pontífice, tal como a maioria dos seus contemporâneos, estará necessariamente mais ou menos imbuído dos princípios italianos e humanitários que vamos começar a pôr em circulação”. […] “Fazei com que o clero marche sob a vossa bandeira, enquanto acredita que está a marchar sob a bandeira das chaves apostólicas. Se quereis fazer desaparecer o último vestígio dos tiranos e opressores, deitais as vossas redes como Simão Bar-Jona; deitai-as nas sacristias, nos seminários e nos mosteiros em vez de as deitardes no fundo do mar; e, se não vos apressardes, prometemos-vos uma pescaria mais miraculosa que a dele. O pescador de peixes tornou-se pescador de homens; colocareis amigos à volta da cadeira apostólica. Tereis pregado uma revolução de tiara e de capa, marchando com a cruz e o estandarte; uma revolução que só precisará de ser um pouco instigada para incendiar os quatro cantos do mundo” (Originalmente em: Mons. Delassus, Conjuration antichrétienne, París, 1910, Tomo III. O texto completo da “Instrução permanente da Alta Vendita” também foi publicado em: Mons. Dillon, El Gran Oriente De La Masonería Sin Máscara, Dublín, 1885. [Possível ler ainda em Taylor R. Marshall, Infiltración, Homo Legens [4]]. Esta afirmação não é inventada. É possível comprová-la com a citação de um destacado modernista italiano, que em 1905 escreveu em seu livro: “Queremos organizar nossa ação para estar mais direcionado aos objetivos: uma maçonaria católica? Sim, exatamente, uma maçonaria das catacumbas. Uma que deve trabalhar com o objetivo de reformar o Catolicismo Romano em um sentido teosófico progressista, através de um Papa que se deixará convencer por essas ideias” (A. Fogazzaro, Il Santo, Milano, 1995). Os fatos demonstram suficientemente que a Maçonaria é o maior contraste imaginável com a religião católica. Por consequência, em 1983 a Igreja emitiu a seguinte declaração – ainda válida – através da Congregação para a Doutrina da Fé: “Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçónicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão”. O poder da ideologia maçônica na política e na sociedade alcançou hoje o seu ápice, posto que a Maçonaria está disseminando para toda a sociedade humana uma ideologia de destruição da vida com a ajuda do aborto e da eutanásia. O conceito e a realidade de uma família estão sofrendo um processo de destruição através da lavagem cerebral com a ideologia de gênero, promulgada pelo Estado. Toda pessoa que pense por si mesma, e em geral cada cristão, deve – na medida do possível – oferecer resistência e defender o senso comum e a Lei Divina, mesmo que ao preço do sofrimento e das desvantagens. Como cristãos temos que saber que Cristo, o vencedor sobre todo o mal neste mundo, esse Deus, e não a Maçonaria, é o Senhor da história. Pertencemos à comunidade dos vencedores, mesmo que os inimigos de Cristo, a Maçonaria, olhem para nós como os derrotados. Nossa Fé Católica é mais forte que todas as perversas obras de fantasia e intrigas da religião maçônica. Tememos somente a Deus! Porém, tenhamos ao mesmo tempo, desde o fundo de nossos corações, uma verdadeira compaixão para com os membros da Maçonaria, pois se converteram em vítimas de uma imensa fraude. Em última instância, o maçom é o ser humano menos livre, e a salvação de sua alma está em maior perigo. Que dentro da Igreja cresça um movimento para salvar as almas dos maçons, que são nossos semelhantes. Isso deve ser feito principalmente através da oração do Rosário e a veneração do Imaculado Coração de Maria. Seu Coração Imaculado triunfará, como nos disse em Fátima; triunfará também sobre a Maçonaria e o Comunismo. E, através de Maria, Deus concederá um tempo de paz à humanidade e à Sua Igreja. Via Obra Missionaria | InfoVaticana | Tradução: Bruno Braga Leia também: O Plano Maçônico para a destruição da Igreja Católica Aos que desejarem se aprofundar, podem também assistir este vídeo sobre o assunto: #Maçonaria

  • Ministério da Educação é Consagrado a Nossa Senhora de Fátima

    Agora vai! O MEC, cujo pensamento marxista é predominante em função de seu aparelhamento de anos pela esquerda, é consagrado à Nossa Senhora!, que apareceu em Fátima para nos alertar contra os erros do comunismo. Nesta sexta-feira (06), uma visita muito especial adentrou nas dependências do Ministério da Educação! A Imagem de Nossa Senhora de Fátima, conduzida pelo padre Pedro Stepien , veio trazer novos ares ao MEC. Durante cerimônia o Ministro Abraham Weintraub fez a coroação de Nossa Senhora e consagrou o ministério da educação e a educação no Brasil aos cuidados de Nossa Senhora de Fátima, em especial contra as ideologias anti-família, anti-cristã e comunistas. Ministério da Educação que, sobretudo com o patronato de Paulo Freire – entusiasta da Teologia da Libertação – tornou-se base de disseminação de vários dos “erros da Rússia”, contra os quais a Santíssima Virgem Maria tentou nos alertar em Portugal. Pelas redes sociais o secretário de alfabetização, Carlos Nadalim, que estava presente na cerimônia comentou com entusiasmo: Assim terminamos a semana, com a consagração do MEC a Nossa Senhora de Fátima! @AbrahamWeint Assim terminamos a semana, com a consagração do MEC a Nossa Senhora de Fátima! @AbrahamWeint pic.twitter.com/4GKTNWgaUf — Carlos Nadalim (@CarlosNadalim) June 5, 2020 Também pelas redes sociais diversos católicos e até mesmo religiosos de outras denominações comemoraram o fato e rezam juntos para que Deus ajude a consertar a Educação no Brasil. Um dos comentários dizia: “Por mais que as coisas estejam ruins, em função dos erros espalhados pelo comunismo, Nossa Senhora em Fátima deixou um consolo: Por Fim meu Imaculado Coração Triunfará!” Assista um breve vídeo postado nas redes sociais do momento da coroação: Pelas redes sociais, #MEC #NossaSenhoradeFátima #PadrePedroStepien

  • Ministério da Educação é Consagrado a Nossa Senhora de Fátima

    Agora vai! O MEC, cujo pensamento marxista é predominante em função de seu aparelhamento de anos pela esquerda, é consagrado à Nossa Senhora!, que apareceu em Fátima para nos alertar contra os erros do comunismo. Nesta sexta-feira (06), uma visita muito especial adentrou nas dependências do Ministério da Educação! A Imagem de Nossa Senhora de Fátima, conduzida pelo padre Pedro Stepien , veio trazer novos ares ao MEC. Durante cerimônia o Ministro Abraham Weintraub fez a coroação de Nossa Senhora e consagrou o ministério da educação e a educação no Brasil aos cuidados de Nossa Senhora de Fátima, em especial contra as ideologias anti-família, anti-cristã e comunistas. Ministério da Educação que, sobretudo com o patronato de Paulo Freire – entusiasta da Teologia da Libertação – tornou-se base de disseminação de vários dos “erros da Rússia”, contra os quais a Santíssima Virgem Maria tentou nos alertar em Portugal. Pelas redes sociais o secretário de alfabetização, Carlos Nadalim, que estava presente na cerimônia comentou com entusiasmo: Assim terminamos a semana, com a consagração do MEC a Nossa Senhora de Fátima! @AbrahamWeint Assim terminamos a semana, com a consagração do MEC a Nossa Senhora de Fátima! @AbrahamWeint pic.twitter.com/4GKTNWgaUf — Carlos Nadalim (@CarlosNadalim) June 5, 2020 Também pelas redes sociais diversos católicos e até mesmo religiosos de outras denominações comemoraram o fato e rezam juntos para que Deus ajude a consertar a Educação no Brasil. Um dos comentários dizia: “Por mais que as coisas estejam ruins, em função dos erros espalhados pelo comunismo, Nossa Senhora em Fátima deixou um consolo: Por Fim meu Imaculado Coração Triunfará!” Assista um breve vídeo postado nas redes sociais do momento da coroação: Pelas redes sociais, #MEC #NossaSenhoradeFátima #PadrePedroStepien

  • [A ATUALIDADE DE TOMAS HOBBES] – Pe. Leonel Franca, SJ

    [Padre Leonel Franca sintetiza bem o materialismo de Hobbes e seu pensamento político, que deu munição teórica aos reis absolutistas de sua época que, com mão de ferro, buscariam controlar o homem-lobo-do-homem, em perpétua luta com os seus semelhantes. Se o filósofo inglês vivesse hoje, certamente teria uma cátedra em Harvard e um think tank globalista na web para apoiar os artífices do governo mundial, que veem na soberania nacional e na liberdade das pessoas o maior empecilho à paz dos povos. Creem que somente um Leviatã planetário conseguiria evitar mais guerras entre os Estados e a destruição do planeta em que vivemos: um trans-Estado totalitário chefiado pela ONU e seus organismos, com pleno apoio dos tiranetes que vemos atuar agora, durante a pandemia, com o pretexto de proteger vidas. O poder quase divino que emanava do chefe de estado hobbesiano era só um prelúdio da condição divina a que aspira o governo mundial, um deus diabólico e devorador produzido pelas próprias mãos humanas, permanentemente além do bem e do mal. O lúgubre monstro hobbesiano não está morto]. Amigo e discípulo de Bacon, Tomas Hobbes (1588-1679) forçou até ao materialismo as consequências dos princípios do mestre. Suas obras mais conhecidas são: Leviathan, sive de Materia, Forma et Potestate civitatis ecclesiasticae et civilis (1651-1670), Elementa Philosophica em três partes: De corpore (1655), De homine (1658), De eive (1642). “A experiência é a mãe da ciência”, proclamara Bacon. Ora, diz Hobbes, a experiência só nos atesta a existência dos corpos. Logo, só os corpos existem; só de corpos trata a filosofia, de corpos físicos a filosofia natural, de corpos morais a filosofia civil ou social. A alma é substância corpórea composta apenas de uma matéria mais sutil. Um ser espiritual seria incompreensível. Em consequência, todo conhecimento se reduz à sensação e esta a um movimento ou imutação material do órgão. A vontade é função exclusiva do estado fisiológico do organismo. Mais do que pelo seu materialismo é Hobbes conhecido como autor de uma das mais esdrúxulas teorias acerca da origem do estado e da autoridade civil. A condição primitiva da natureza humana, opina ele com Epicuro, foi a vida isolada e independente, em que os homens, profundamente egoístas e isentos de qualquer lei moral, viviam em perpétua luta com os seus semelhantes: bellum omnium in omnes, homo homini lupus. Compreendendo, porém, que a guerra era inimiga do progresso e que a paz e a união seriam de maiores vantagens para os seus interesses, instituíram, por um pacto livre, a sociedade civil. A conservação deste novo estado, continuamente ameaçado na sua existência pelos instintos egoístas, persistentes no fundo da natureza humana, exige um Poder forte, capaz de reprimi-los energicamente. Semelhante poder só se encontra num tirano único, despótico, irresponsável. A monarquia absoluta é, pois, a única forma de governo que, apesar de seus inconvenientes, pode assegurar a paz social e impedir a volta à pior das condições da vida: o estado de guerra permanente. Tal, segundo Hobbes, a origem da autoridade civil — Leviatã ou monstro horrível que devora e absorve todos os direitos individuais.

  • OLHA O QUE DEUS FALA PARA CATARINA DE SENA SOBRE OS PERSEGUIDORES DA IGREJA - O QUE VAI OCORRER?

    Fontes: Revistacatólica.com Todos os vídeos em www.revistacatolica.com LINKS IMPORTANTES: IGREJA CATÓLICA É A BABILÔNIA DO APOCALIPSE? 153- AS CRUZADAS FORAM TERRÍVEIS? VAMOS À VERDADE! 154- INQUISIÇÃO, SOBRE TODOS OS ÂNGULOS, E A LENDA NEGRA. Igreja Católica já existia antes de 313 d.C. Como poderia ter sido fundada por Constantino? 123- No começo da Igreja, os cristãos viviam e pregavam a Presença real de Jesus na Eucaristia? 53- Pedro REALMENTE teve alguma missão especial dada por Jesus? O que dizem os originais? 54- Jesus profetizou o fim de Pedro? Pedro recebeu alguma autoridade dada pelo próprio Cristo? PEDRO NÃO FOI BISPO DE ROMA?

  • CARDEAIS PODEM DECLARAR QUE UM PAPA HERÉTICO 'PERDEU SEU CARGO': HISTORIADOR DA IGREJA

    A verdadeira devoção ao Presidente de São Pedro é essencial para uma vida espiritual cristã, mas hoje existe uma "falsa devoção" ao papa que afirma que "sempre deve ser obedecida, não importa o quê ”, disse o renomado historiador da Igreja Roberto de Mattei em uma reunião de católicos nos arredores de Chicago no fim de semana passado. Falando na conferência de Notícias da Família Católica de 2018 , De Mattei pediu aos leigos e ao clero que se oponham ao "erro teológico" da "papolatria" e vivam uma "verdadeira devoção" ao papado. “A verdadeira devoção à cadeira de Pedro não é a adoração do homem que ocupa essa Cathedra, mas é o amor e a veneração pela missão que Jesus Cristo deu a Pedro e seus sucessores.” A palestra do professor de Mattei - proferida a aproximadamente 100 católicos vindos de vários continentes - abordou uma variedade de tópicos, incluindo colegialidade, a renúncia do Papa Bento XVI e a alegação de que o Papa Francisco caiu em heresia e não é mais papa. Obediência a Deus primeiro O ponto central do discurso de uma hora de Mattei era um pedido urgente de que os católicos expusessem pelo nome os pastores que contradizem o ensino perene da Igreja. Opor-se a erros não é suficiente, disse o professor de Mattei. “Precisamos ter a coragem de dizer: 'Santo Padre, você é o primeiro responsável pela confusão que existe hoje na Igreja. Santo Padre, você é o primeiro responsável pelas heresias que circulam hoje na Igreja. '” A papolatria vê o Papa como um "novo Cristo". Ele assume que "não há necessidade de se preocupar com nada" e que o papa "aperfeiçoa a doutrina de seus antecessores, adaptando-a à mudança dos tempos". Os papolatristas "enganam a si mesmos" e "tranquilizam" sua consciência ao pensar que o papa está "sempre certo, mesmo quando ele se contradiz ou a seus antecessores". Na realidade, “a tradição continua sendo o critério para discernir o que é católico e o que não é”. “A tradição vem antes do papa e não o papa antes da tradição.” Caso contrário, o perene magistério da Igreja é substituído por um magistério “vivo” que “Sua regra de fé no assunto da autoridade e não no objeto da verdade transmitida.” A obediência ao papa “tem seus limites nas leis naturais e divinas, e na tradição da igreja, da qual o papa é guardião e não criador”. Católicos não podem permanecer calados O professor de Mattei, que falará no Roman Life Forum da LifeSiteNews em maio de 2018, também apontou que os católicos não podem sucumbir a uma mentalidade "catacombista" em resposta à crise na Igreja. Os católicos não podem "recuar do campo de batalha" e pensar que podem "sobreviver sem lutar". Não é permitido que um cristão deixe para trás sua atitude militante. "Fazer do silêncio uma regra de comportamento ... seria um erro." Seria cometer um silêncio culpado. Quem então deve falar e o que deve fazer? O professor de Mattei disse que a responsabilidade recai não apenas sobre os católicos comuns, mas também sobre os cardeais que, em silêncio, "não cumprem seus deveres". Também cai sobre os ombros do papa Emérito Bento. “A política do silêncio tornou-se uma prisão que aprisiona muitos conservadores.” “Hoje é o momento de falar.” Houve uma “infiltração modernista dentro da Igreja” que está “causando estragos” em Roma. Os católicos devem se opor a essa infiltração com resistência filial, não com sarcasmo, irreverência, zelo amargo ou orgulho. O papa é católico? O professor de Mattei então compartilhou seus pensamentos sobre a renúncia histórica do papa Bento. É "incorreto" que Bento se refira a si mesmo como Papa Emérito. Citando o cardeal Brandmüller, de Mattei disse que “o direito canônico não reconhece a figura de um papa emérito”. Para Bento XVI ainda vestir as vestes papais brancas e ainda viver no Vaticano “cria confusão”, de Mattei disse à LifeSiteNews. Bento XVI “parece convencido de ainda ser papa”. Mas “é impossível que dois papas possam existir. O papado não é desmontável: só pode haver um vigário de Cristo. ” O professor de Mattei também abordou a questão cada vez mais relevante e cada vez mais importante sobre se o Papa Francisco ainda é o papa. Depois de citar outros estudiosos que sugeriram que Francisco caiu em heresia, de Mattei disse que "devemos admitir que o próprio Papa promove e propaga erros e heresias na Igreja". Mas, "como uma árvore pode viver por um certo tempo depois de suas raízes" foram cortadas, a jurisdição pode ser mantida ... mesmo depois de uma queda na heresia. Jesus Cristo mantém provisoriamente a pessoa do herege pontífice em sua jurisdição, até que a Igreja reconheça o depoimento. ” Falando ao LifeSiteNews , de Mattei disse que "ninguém pode depor o papa", mas os cardeais podem, em princípio, "declarar e reconhecer que sendo um herege, [o papa] perdeu seu cargo". Até que chegue esse momento, acrescentou Mattei, os católicos devem "esclarecer às pessoas que infelizmente [o Papa Francisco] propaga a heresia". No entanto, Francisco "não perde seu cargo até que sua heresia se manifeste" e seja generalizada. Isso "ainda não aconteceu". Poderes de ocupação em Roma O professor de Mattei passou a emitir o que parecia ser um aviso aos católicos preocupados com a direção que Francisco está liderando a Igreja. “Precisamos ter cuidado ao falar da 'igreja Bergogliana' ou da 'nova Igreja'. A Igreja hoje é ocupada por clérigos que traem ou deformam a mensagem de Cristo, mas não foi substituída por outra igreja. Existe apenas uma Igreja Católica, na qual eles convivem de maneira confusa e fragmentária, teologias e filosofias diferentes e contrapostas. É mais correto falar de uma 'teologia bergogliana', de uma 'filosofia bergogliana' e, se desejar, de uma 'religião bergogliana' ou 'irreligião' ”. Não há duas igrejas, mas uma igreja, ele continuou. É, com certeza, uma Igreja onde más tendências foram introduzidas, mas ainda é governada visivelmente por seu vigário Papa Francisco, cuja eleição não foi contestada por nenhum cardeal. O professor de Mattei instou os católicos a se unirem aos “bons sacerdotes” dentro de uma única Igreja. Auxílio à demolição automática da Igreja Com base em seu vasto conhecimento da história da Igreja, o professor de Mattei explicou como o apoio do Papa Francisco à descentralização e colegialidade está minando o papado. Lembrando seus ouvintes de como os ultramontanistas foram vitoriosos no Vaticano I, o professor de Mattei observou que os verdadeiros protagonistas do Vaticano II eram católicos liberais e que, entre outras coisas, católicos liberais buscam transformar a “constituição monárquica e hierárquica da Igreja em uma sociedade democrática e democrática”. estrutura parlamentar. ” O professor de Mattei apontou que é exatamente isso que Francisco está tentando fazer. Ele quer inaugurar uma "igreja policêntrica ou multifacetada", onde o papado é "concebido como uma forma de ministério ao serviço das outras igrejas, renunciando ao primado jurídico ou ao governo de Pedro". Mas, de Mattei continuou, essa visão do papado é contrária ao que tem sido transmitido através dos tempos. O papa não é igual aos outros bispos. “Jesus Cristo confiou a missão de governar a Pedro, depois da ressurreição.” Democratizar a Igreja e “reduzi-la a uma dimensão puramente sacramental” é “fazer a transição de uma Igreja jurídica para uma Igreja sacramental, uma Igreja de comunhão. " Além disso, acrescentou o professor de Mattei, destruir o primado de Pedro é realizar o que os inimigos de Cristo tentam fazer há séculos porque "eles entenderam que ele compreende o fundamento visível do Corpo Místico [de Cristo]". Nota do editor: Leia o texto completo da palestra do professor de Mattei aqui . Fontes: Por DEERFIELD, IL, 10 de abril de 2018. | LifeSiteNews Católico , Heresia , Papolatria , Papa Beneditino , Papa Francis , Roberto De Mattei

  • COMO A REVOLUÇÃO SATÂNICA SE INFILTROU DENTRO DA IGREJA

    ( Sionismo > Iluminismo > Maçonaria > Socialismo > Comunismo > Teologia da Libertação > Anticristo ) Muitos profetas falaram sobre o final dos tempos, começando pela bíblia no livro do Apocalipse de João. Ao longo do tempo muitos outros se destacaram por fazer profecias relacionadas a esse período. Nesse vídeo vou mostrar para vocês as profecias do Bem-aventurado Francisco Palau. Fontes: Jaime C. Sinais

  • GOVERNOS USAM O CORONAVÍRUS PARA AUMENTAR O CONTROLE – Trechos de entrevista com o ex-presidente tch

    [O ex-presidente tcheco Václav Klaus, que governou a República Tcheca entre 2003 e 2013, é um liberal de direita. Conhecido por suas posições iconoclastas a respeito do aquecimento global, deu uma entrevista ao jornal italiano La Nuova Bussola Quotidana, na qual fala da instrumentalização da pandemia visando a criação de um “mundo novo”, no qual o cidadão dispõe de sua liberdade em troca de um presumível “direito à saúde”.] O exagero judiciário-burocrático. É evidente que os governos da maioria dos países tiveram reações exageradas ao risco de pandemia. Entendo muito bem que eles se assustassem no começo. Isso explica e justifica as medidas introduzidas nos primeiros dias. Mas não em abril, não em maio. O comportamento judiciário e burocrático dos vários governos tem sido muito rígido e inflexível. Nós somos as vítimas. Admirável mundo novo. As pessoas devem dizer NÃO a todas essas medidas. NÃO à instrumentalização da epidemia do Covid para transformar nossa sociedade, ainda relativamente livre, no Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, ou na sua variante real, que é a China de hoje. Vai ser difícil sair desse “estado de emergência”. Os governos gostam disso. O papel da União Europeia. Foi muito eloquente a proposta da Comissão de criar um grande fundo da União Europeia, o chamado “Next Generation Fund” (“Fundo de Nova Geração”), apresentado por Ursula von der Leyen em 27 de maio. As elites usaram a epidemia como justificativa e pretexto para reforçar suas tentativas recorrentes de prolongar o estado já insustentável da União Europeia, iniciando um endividamento massivo para os cidadãos dos Estados-Membros e suas futuras gerações. E não se trata apenas de dívida: visto na íntegra, o plano é um apelo para abandonar a racionalidade econômica e implementar uma posterior centralização da União Europeia, financiar suas ambições altamente controversas e — por último, mas não menos importante — reforçar a união política. Essas transferências financeiras gigantescas serão mais um passo em direção a um superestado europeu. https://lanuovabq.it/it/i-governi-sfruttano-il-covid-per-accrescere-il-controllo

  • EMANUELE SEVERINO, O NIILISTA QUE ATACAVA O NIILISMO – Stefano Fontana

    As exigências filosóficas da fé católica andam agora tão fracas, que em todos os filósofos acaba-se por encontrar algo de católico. Isso aconteceu com a filosofia de Emanuele Severino, nascido em 1929 e morto em 2020. O próprio jornal Avvenire (dos bispos italianos) não quis ficar de fora do obituário e saiu-se com um artigo celebratório (na página 17 da edição de 22 de janeiro de 2020). É a lei do diálogo que agora prevalece, em substituição à disputa filosófica: deve-se procurar o que é bom em toda parte, e o que é bom — diz-se — é automaticamente católico… Se se toma, aqui e ali, alguma coisa de Severino, pode-se encontrar algo de válido, mas se descemos ao fundamento de suas ideias as coisas mudam: descobre-se que o seu ataque ao niilismo (que, de Parmênides em diante, teria caracterizado a filosofia ocidental), incluindo a filosofia cristã, é do tipo niilista. Afinal, isso já não havia acontecido com Nietzsche e Heidegger? Mesmo estes já tinham acusado o pensamento ocidental e o próprio cristianismo de niilismo, mas o faziam enquanto niilistas, isto é, sem propor nenhuma salvação (filosófica) do niilismo. É estranho que os católicos aplaudam um pensador para quem o próprio o cristianismo não passaria de niilismo. Pode ser útil, neste debate póstumo sobre Severino, tomar um texto do padre Cornelio Fabro. Ele contém as observações, expressas em três “votos”, do filósofo tomista sobre o pensamento de Severino, a pedido da Congregação para a Doutrina da Fé, liderada pelo cardeal Francesco Seper. A publicação é de 1979, mas foi redigida na década de 1960, quando surgiram dificuldades em relação à permanência de Severino na Universidade Católica, em Milão. Em uma carta a Fabro, em 1970, escrita após uma reunião no Palazzo del Sant’Uffizio, Severino escreve que reconheceu o estilo do filósofo estigmatino [Fabro era padre da ordem dos estigmatinos] nas observações que lhe foram submetidas pela Congregação; e agradece porque, em seu juízo, se tratava da “compreensão mais penetrante e mais concreta do meu trabalho”. Como se pode ver, eram os bons tempos das disputas e não do diálogo: honrava-se o mérito do adversário, mas nenhuma complacência quanto ao conteúdo. Segundo Cornelio Fabro, no próprio interior da Universidade Católica, em meados da década de 1960 do século passado, realizava-se pelas mãos de Emanuele Severino a mais coerente e dificilmente superável destruição da metafísica. Tratava-se da consequência, segundo ele, “do equívoco da orientação teórica dominante naquela universidade católica de conciliar o imanentismo pós-cartesiano com a transcendência cristã”. Fabro reconhece a “coerência férrea” de Severino, a intenção de “ir até o fundo”; e diz que seu Retorno a Parmênides é “o texto mais estimulante da filosofia italiana contemporânea”. Elogios que, dado o seu conteúdo, expressam grande preocupação mais que agrado. Segundo Fabro, Severino sustenta que o desaparecimento de Deus do horizonte humano é consequência da meta-física, que fez o homem se distanciar de Deus. A metafísica separaria o pensamento e o ser; seria necessário, portanto, retornar à “estrutura originária”, isto é, à identidade do pensamento e do ser. Severino, segundo Fabro, está no lado oposto a Hegel, mas se coloca dentro das premissas do idealismo de Giovanni Gentile, que identificava o pensamento e o ser como um ato puro. Dos dois grandes filósofos do idealismo italiano, quem exerceu uma influência mais profunda e duradoura foi Gentile e não Croce. Nele, o princípio moderno da imanência do ser no pensamento, conheceu a instância mais radical no ato como princípio e fim. Depois de Gentile, parece haver-se encerrado definitivamente o longo parêntese da metafísica; a consciência humana poderia, agora, ser completamente mundana e só na história poderia dar-se a verdadeira autenticidade do homem. Muitos seguidores de Gentile já haviam se colocado nesse caminho, embora de maneira diversa, como Guido Calogero e Ugo Spirito, mas Fabro acredita que todos foram ultrapassados por Severino, que considera a ciência, a filosofia, o marxismo e o cristianismo como pertencentes à mesma área do “niilismo ocidental”, com a perda da verdade originária, que é o Ser uno e imutável. Para Fabro, Severino concorda com a afirmação moderna, segundo a qual o cogito não conhece nenhuma forma e não é, ele próprio, uma forma, destruindo com isto a metafísica. Retorna, assim, ao ser vazio, crendo que o ente coincida com o seu puro aparecer. Todas as distinções metafísicas — entre essência e ser, forma e conteúdo, sentido e razão —, conteriam segundo Severino a impossível oposição ser/não-ser. Elas deveriam, portanto, desaparecer e a verdade fazer-se imediatez. A identidade de forma e conteúdo — que, para Hegel, o pensamento conquista dialeticamente, passando pelo negativo — para Severino deve dar-se súbito, sempre e inteiramente. Nessa identidade, não se pode adotar a categoria de causa, a qual, conforme pensava Severino (ainda nas palavras de Fabro), “foi a ruína do Ocidente, porque, ao pretender demonstrar a existência de Deus, levou à vontade de poder e à produção da bomba atômica”. Nestes dias após sua morte, muitos agradeceram a Severino pelos sinos de alarme que ele vibrou a respeito de muitos aspectos do “crepúsculo do Ocidente”, mas os pressupostos desses sinos são igualmente trágicos, em relação aos perigos denunciados. Se ele tivesse aceitado as críticas de Fabro, teria sido de grande auxílio. https://lanuovabq.it/it/severino-il-nichilista-che-attaccava-il-nichilismo

  • VERDADEIRA E FALSA TEOLOGIA

    O jesuíta alemão Karl Rhanner, nascido em 1904 e morto em 1984, foi mais discípulo de Kant e Heidegger que de Santo Tomás de Aquino. É, hoje em dia, o teólogo mais influente nos seminários e universidades pontifícias, e suas ideias passam quase imperceptivelmente das cátedras universitárias para os seminários diocesanos e as pequenas paróquias suburbanas. É dessa forma indireta, mas persistente, que o mundo efetivamente vai tomando conta da Igreja. Mas Rhanner será mesmo um teólogo? Segundo padre Antonio Livi, em sua a obra Vera e falsa teologia, muito do que hoje passa por teologia não passaria de uma equívoca filosofia religiosa. É o caso de Karl Rhanner: padres e bispos ensinam, hoje, de acordo com sua “falsa teologia”. O filósofo italiano Stefano Fontana, em recente obra sobre o heideggeriano Rhanner, disse que, pelo andar da carruagem, nada impediria o surgimento num futuro próximo de um papa heideggeriano, formado de acordo com a visão gnóstica do filósofo da Floresta Negra. Como o filósofo Antonio Livi, que por muitos anos foi professor da Universidade Lateranense, distingue a verdadeira e a falsa teologia? A verdadeira teologia católica é aquela que não põe em dúvida a Revelação proposta pela Igreja em seus dogmas. Tais dogmas possuem um conteúdo racional — Deus não revelaria conteúdos irracionais — e são eles o ponto de partida da verdadeira “ciência da fé”, que só podem atuar entre essas estritas balizas. Interpretar cientificamente as verdades reveladas é a sua tarefa. A teologia que nega ou despreza os dogmas é, conforma ensina padre Livi, uma falsa teologia. A plena liberdade de pesquisa que deve ter a teologia, como qualquer outra ciência (seja na escolha dos problemas a serem abordados, como na proposta de soluções adequadas), não exclui os dogmas, antes exige que seja sempre identificado e respeitado o “núcleo dogmático”, com seu conteúdo racional da fé. Esse é o “limite hermenêutico” do teólogo, para além do qual nenhuma hipótese de interpretação seria científica. A teologia deixa de ser científica — e, portanto, católica — quando desrespeita o “núcleo dogmático” e o conteúdo racional da fé presente nos dogmas revelados. Se fugir desse território e dessas fronteiras, deixa de ser científica e, ao mesmo tempo, deixa de ser teologia, não passando de filosofia da religião — de uma religião que pode ser tudo, menos católica. Vera e falsa teologia, do padre e filósofo italiano Antonio Livi, foi lançado em 2012 e reescrito em 2017, ambas edições pela Casa Editrice Leonardo da Vinci. Depois de distinguir rigorosamente a verdadeira e a falsa teologia, passa em revista vários praticantes dessa equívoca filosofia religiosa, como o já mencionado Karl Rhanner, Teilhard de Chardin, Hans Küng, Klaus Hemmerle, Piero Coda, Joahnn Baptist Metz, Vito Mancuso (ainda vivo e muito atuante). Ainda não há tradução brasileira da obra.

  • Censura à Vista: votação da “PL contra Liberdade de Expressão” é adiada para a próxima s

    Senador Eduardo Gomes, líder do governo no Congresso, retirou de pauta da Lei da Censura que seria votada nesta terça-feira (02) Em acordo entre líderes de partidos, a chamada Lei da Censura foi retirada de pauta, nesta terça-feira (2). O Projeto de Lei (PL 2630/2020), que estabelece regras para o uso e a operação de redes sociais e serviços de mensagens privadas via internet, previa a censura e punição do usuário que postasse algo considerado fake news, seria votado nesta terça-feira (02). O Projeto é de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). O senador Flávio Bolsonaro, comemorou em sua rede social: “PL do “Cala a Boca NÃO Morreu” será retirado de pauta, acaba de me informar o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes. #PL2630Nao”. Os pontos mais polêmicos do projeto dizem respeito à intervenção das plataformas sobre conteúdos que promovam desinformação. Desinformação está que eles entendem por fazer um contraponto de matérias e informações veiculadas na grande mídia. De acordo com alguns dispositivos da proposta original, as empresas seriam encorajadas a usar os serviços de verificadores independentes de conteúdo e a agir para interromper a promoção artificial do material quando fosse identificada informação enganosa. O Projeto dá legitimidade para as chamadas “Agências de Fact Checking” dizer o que é ou não é verdade, baseada em matérias da grande mídia. Os funcionários dessas agências são ligados ao Estadão, Folha de SP, entre outros. O ponto fraco do projeto é que não foi esclarecido o que realmente é uma “fake News”. Não se sabe o que é considerado uma notícia falsa ou uma opinião divergente. Em uma live, o senador Alessandro Vieira, idealizador do projeto, mencionou que o Projeto prevê a punição de “uma opinião falsa”. O que é uma opinião falsa? O senador não explanou. Por meio de suas redes sociais, o senador Alessandro Vieira, justifica a retirada do projeto de pauta: “Considerando que o relatório não foi apresentado até o momento e que é importante que todos tenham segurança quanto ao seu conteúdo, solicitei a retirada de pauta do PL 2630. Reitero a urgência de que seja apreciado e votado pelo Senado, mas garantindo ampla publicidade e debate”. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também se manifestou através de sua rede social. O senador esclarece que determinou o adiamento para a próxima semana. “Em acordo com o autor Senador Alessandro, o relator Angelo Coronel, e os líderes partidários do Senado Federal, determinei o adiamento para a próxima semana da análise do PL 2630/2020, que trata sobre fake news. A matéria estava prevista para a sessão desta terça-feira (2). Além de garantir a contribuição de todos os senadores na construção do texto, o PL 2630/2020 deve assegurar que as pessoas possam continuar se manifestando livremente como já garante nossa Constituição, mas ao mesmo tempo protegê-las de crimes virtuais”. Fonte: Estudos Nacionais Assista este importante alerta do Padre Paulo Ricardo: Clique aqui e saiba o que pode ser feito para que a Lei da Censura não seja aprovada. #Brasil

  • Censura à Vista: votação da “PL contra Liberdade de Expressão” é adiada para a próxima s

    Senador Eduardo Gomes, líder do governo no Congresso, retirou de pauta da Lei da Censura que seria votada nesta terça-feira (02) Em acordo entre líderes de partidos, a chamada Lei da Censura foi retirada de pauta, nesta terça-feira (2). O Projeto de Lei (PL 2630/2020), que estabelece regras para o uso e a operação de redes sociais e serviços de mensagens privadas via internet, previa a censura e punição do usuário que postasse algo considerado fake news, seria votado nesta terça-feira (02). O Projeto é de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). O senador Flávio Bolsonaro, comemorou em sua rede social: “PL do “Cala a Boca NÃO Morreu” será retirado de pauta, acaba de me informar o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes. #PL2630Nao”. Os pontos mais polêmicos do projeto dizem respeito à intervenção das plataformas sobre conteúdos que promovam desinformação. Desinformação está que eles entendem por fazer um contraponto de matérias e informações veiculadas na grande mídia. De acordo com alguns dispositivos da proposta original, as empresas seriam encorajadas a usar os serviços de verificadores independentes de conteúdo e a agir para interromper a promoção artificial do material quando fosse identificada informação enganosa. O Projeto dá legitimidade para as chamadas “Agências de Fact Checking” dizer o que é ou não é verdade, baseada em matérias da grande mídia. Os funcionários dessas agências são ligados ao Estadão, Folha de SP, entre outros. O ponto fraco do projeto é que não foi esclarecido o que realmente é uma “fake News”. Não se sabe o que é considerado uma notícia falsa ou uma opinião divergente. Em uma live, o senador Alessandro Vieira, idealizador do projeto, mencionou que o Projeto prevê a punição de “uma opinião falsa”. O que é uma opinião falsa? O senador não explanou. Por meio de suas redes sociais, o senador Alessandro Vieira, justifica a retirada do projeto de pauta: “Considerando que o relatório não foi apresentado até o momento e que é importante que todos tenham segurança quanto ao seu conteúdo, solicitei a retirada de pauta do PL 2630. Reitero a urgência de que seja apreciado e votado pelo Senado, mas garantindo ampla publicidade e debate”. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também se manifestou através de sua rede social. O senador esclarece que determinou o adiamento para a próxima semana. “Em acordo com o autor Senador Alessandro, o relator Angelo Coronel, e os líderes partidários do Senado Federal, determinei o adiamento para a próxima semana da análise do PL 2630/2020, que trata sobre fake news. A matéria estava prevista para a sessão desta terça-feira (2). Além de garantir a contribuição de todos os senadores na construção do texto, o PL 2630/2020 deve assegurar que as pessoas possam continuar se manifestando livremente como já garante nossa Constituição, mas ao mesmo tempo protegê-las de crimes virtuais”. Fonte: Estudos Nacionais Assista este importante alerta do Padre Paulo Ricardo: Clique aqui e saiba o que pode ser feito para que a Lei da Censura não seja aprovada. #Brasil

  • SOBRE A BREVIDADE DA VIDA

    SOBRE A BREVIDADE DA VIDA Mostra-me, Senhor, o fim da minha vida e o número dos meus dias, para que eu saiba quão frágil sou. Deste aos meus dias o comprimento de um palmo; a duração da minha vida é nada diante de ti. De fato, o homem não passa de um sopro. Sim, cada um vai e volta como a sombra. Em vão se agita, amontoando riqueza sem saber quem ficará com ela. (Salmos 39:4-6) O QUE É O TEMPO? Existem diversas maneiras de responder essa pergunta, uns podem ir por vias mais filosóficas, outros, por científicas e outros, talvez por um caminho mais prático. Mas essa é uma pergunta abrangente que não é simples de ser respondida, se é que existe uma única resposta correta. Santo Agostinho, nas suas confissões, também se questiona acerca do tempo, ele diz: “O que é realmente o tempo? Quem poderia explicá-lo de modo fácil e breve? Quem poderia captar o seu conceito, para exprimi-lo em palavras? No entanto, que assunto mais familiar e mais conhecido em nossas conversações? Sem dúvida, nós o compreendemos quando dele falamos, e compreendemos também o que nos dizem quando dele nos falam. Por conseguinte, o que é o tempo? Se ninguém me pergunta, eu sei; porém, se quero explicá-lo a quem me pergunta, então não sei. ” [1] Podemos não saber muito sobre o que é o tempo, mas de uma coisa com certeza sabemos, o tempo foi criado por Deus para sua glória. Somente aquele que é eterno e fora do tempo teria o poder de cria-lo. Deus nos presenteou com essa dádiva do tempo. É muito comum associarmos tempo a vida, geralmente dizemos que a vida é curta, pois nosso tempo é de fato limitado, e quando nosso tempo acabar, significa nosso fim. Isso é uma coisa sobre a qual nem sempre refletimos. Sabemos que nosso tempo é curto e a vida breve, mas nem sempre de fato encaramos a vida com isso em mente. A Bíblia nos diz que somos “como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa. ”[2] Mostrando o quão breve nosso tempo de vida pode ser. O versículo seguinte nos diz como deveríamos fazer, temos que entregar nossos caminhos a Deus, pois ele é o Senhor do tempo, pois somente se “o Senhor quiser, faremos isso ou aquilo.” E o que temos feito com esse tempo? Deus nos abençoou com um recurso maravilhoso e escasso, algo precioso, que precisa ser muito bem cuidado. Por mais rica que uma pessoa possa ser, se existe uma coisa que ela não pode comprar é o tempo. Esse bem tão valioso que não pode nem mesmo ser comprado, foi concedido gratuitamente a cada pessoa, de modo único, para ser usufruído com bastante sabedoria. O TEMPO E O REINO Como temos preenchido nosso tempo? Muitas vezes temos a sensação de que aproveitar o tempo é ter muitos compromissos, é estar com a agenda cheia e só ter um descanso quando for dormir. Temos uma falsa sensação de produtividade! Ou, como também acontece com frequência, procrastinamos nossas atividades, desperdiçamos tempo com coisas banais, jogamos horas e mais horas no lixo de forma displicente. Nos sentimos sufocados, ou pela quantidade de compromissos, ou pela ansiedade ao procrastina-los, pois sabemos que estamos agindo errado. Gastamos tanto tempo com nossas agendas, ou o desperdiçamos em nossas trivialidades, mas o quanto temos usado desse tempo em nossa vida espiritual? O quanto do nosso tempo temos entregado de volta ao doador do tempo? O quanto demos usado do nosso tempo para glorificar o nome de Deus? Não se trata de passar 24h lendo a Bíblia ou cantando os Salmos, mas apenas de mensurar o quanto o reino de Deus ocupa em nossa vida. O Reino de Deus tem feito parte dos nossos compromissos? Sabemos da limitação do nosso tempo, mas mesmo assim o desperdiçamos, e um bom exemplo disso são as redes sociais. Nos perdemos em vãs discussões, olhando a vida de outras pessoas, ou querendo construir uma imagem daquilo que não somos, para impressionar quem não conhecemos. Quanta vaidade! E ainda nos queixamos de falta de tempo. Precisamos ter sabedoria para administrar o nosso tempo. Se temos consciência de quão breve é a nossa vida, devemos ter também a consciência de que desperdiça-la é um grave erro. E um fato não menos importante, também precisamos de um tempo de solidão, um tempo de silêncio, onde podemos refletir sobre a vida e pensar sobre as questões últimas. É um tempo para contemplarmos a Deus, ouvir a sua voz, e estar com os pensamentos somente Nele. Jesus sempre se retirava da multidão para orar, buscava um lugar de silêncio para ouvir a voz do Pai e estar em sua Presença. Às vezes é preciso desacelerar, contemplar os lírios do campo, e as aves do céu. Pois de que adianta pensar que estamos ganhando a vida, quando de fato estamos perdendo-a, vivendo de maneira displicente. É preciso lembrar que a neblina logo se dissipará. LEMBRA-TE DE QUE ÉS MORTAL Tempos atrás li uma expressão que me chamou muito a atenção e me levou a reflexão, a frase ‘Memento Mori’. Essa era uma frase utilizada pelos monges na idade média, que significa algo como “Lembra-te de que es mortal”, ao qual era respondida com Carpe Diem, que significava “aproveite a vida”, para recordar que a efemeridade da vida não deve ser preenchida com vaidades e tolices, pois na vida tudo passa, inclusive a própria vida. Isso se mostra em grande oposição ao espírito de nossa época. Hoje em dia transformaram o significado do Carpie Diem medieval em puro hedonismo moderno, que se tornou quase um mantra na busca pelo prazer incessante. Isso se deve ao fato de que a sociedade de hoje não sabe lidar com a morte, por isso inventa todo tipo artifício para posterga-la ou mascará-la, e isso pode ser claramente percebido em nossa cultura. Desde cosméticos e intervenções cirúrgicas tão amplamente propagadas que dizem preservar a sua juventude, até músicas e filmes. Quem nunca ouviu aquela famosa música do Queens, “ Who wants to live forever? ” (Quem quer viver para sempre?), ou outro grande sucesso do Alphaville, “ Forever Young”? (Para sempre jovem.) O que tudo isso nos mostra? Que vivemos numa cultura que sem esperanças na redenção futura, carentes de consolo celestial, por isso buscam sua imortalidade nesse mundo, porque o aqui e agora é tudo que eles têm. E o que diz o apóstolo Paulo daqueles que não tem esperança? “Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”.[3] Perceba como a cosmovisão é importante. A sociedade moderna está mais preocupada em viver o momento, buscando os prazeres imediatos e em maneiras de manter sua mente longe de pensamentos mais profundos, como a morte, por isso todo o esforço é feito de modo a esconde-la. Mas nós cristãos não podemos encarar a vida com essa perspectiva de adolescentes imortais, é preciso enfrentar a realidade. A Bíblia nos diz que “certamente morreremos, e seremos como águas derramadas na terra que não se ajuntam mais. ” [4] Não há como viver uma boa vida sem ter isso em mente. Como diz o salmista: “Que homem há, que viva, e não veja a morte? ” [5] Somos mortais, precisamos lembrar disso. O filósofo Sêneca tem reflexões interessantes sobre essa questão, ele diz: “ Quantos não terão esbanjado tua vida, sem que percebesses o que estavas perdendo; o quanto de tua vida não subtraíram sofrimentos desnecessários, tolos contentamentos, ávidas paixões, inúteis conversações, e quão pouco não te restou do que era teu! Compreendes que morres prematuramente. Qual é, pois, o motivo? Vivestes como se fósseis viver para sempre, nunca vos ocorreu que sois frágeis, não notais quanto tempo já passou; vós o perdeis, como se ele fosse farto e abundante.” [6] Outro grande filósofo, Louis Lavelle, diz que: ” Só temos consciência de haver sido felizes quando já não mais o somos.” [7] E isso também pode ser aplicado a nossa vida. Só temos consciência de quanto desperdiçamos nosso tempo, quando estamos próximos a perde-lo por completo, e aí, pode ser tarde demais. Esse é um grande problema, achamos que iremos viver para sempre e iremos ter todo o tempo do mundo nessa terra, por isso somos tão apegados a ela a ponto de não perceber o desperdício de nossa vida. Desde que o pecado entrou no mundo, e com ele a morte, o ser humano tem limite de dias. Sim, nossos estão contados! A própria Bíblia nos diz que há um “tempo de nascer e tempo de morrer. “ [8] E que “Deus estabeleceu o número de dias do o homem, que ele não pode ultrapassar”.[9] Todos iremos morrer, ninguém irá viver para sempre, e isso não é novidade para ninguém. Uma pessoa tem somente duas certezas na vida; uma é que ela vive, a outra é que irá morrer. E o que impede que esse “tempo de morrer” não seja amanhã? Quem é garante que serão longos os seus dias? Quem te assegura que seus planos serão cumpridos? Tudo está nas mãos de Deus. Em seu livro Preparação para morte, Santo Afonso diz que as pessoas “receiam a morte infeliz; mas não temem levar a vida má.” [10] Não raro vemos pessoas apenas preocupadas em relação ao sofrer na hora da morte, mas não se importam em viver uma vida entregues ao pecado. O contrário é que deveria ser verdadeiro. A Bíblia nos diz para não nos atentar “nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.” [11] Paulo coloca toda nossa vida em perspectiva com a eternidade. Para um cristão, toda dor, angústia e aflição serão temporais, portanto, não devemos ter medo da morte. Lembremos das palavras de Cristo: “ No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo! Eu venci o mundo”. [12] Fomos comprados por um alto preço, preço de sangue derramado na cruz. Cristo pagou nossa dívida entregando a si mesmo por nós, Ele remiu o nosso tempo. A sua morte e ressurreição, nos diz que apesar de ainda nosso tempo ser breve nessa terra, Cristo abriu os portões da eternidade para nós. Devemos olhar a vida com olhos mais urgentes, tendo sempre a realidade da morte diante de nós. Mas de maneira alguma isso deve produzir desespero, pois o desespero pertence a aqueles que não tem esperança na vida eterna. Nós temos nos céus a certeza da eternidade, uma morada celestial com nosso Salvador. Cristo nos assegurou: “Vou preparar-vos lugar… e virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo. ” [13] Nessa morada, não haverá mais choro e nem dor, nem o tempo a nos consumir, apenas a eternidade gloriosa, desfrutando da presença de Cristo. Nunca podemos nos esquecer que somos peregrinos nessa terra, como está escrito “não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura. ” [14] O mundo tenta nos convencer que esse lugar é a nossa única e final morada, mas nosso lugar é a eternidade com Deus, e essa é a nossa única alegria e o nosso anseio. A morte, na visão cristã já foi vencida, ela não possui domínio sobre nós e seu reino já foi derrubado, portanto, não devemos teme-la, mas encará-la bravamente, pois lutamos contra um inimigo já derrotado. O nosso coro não é de “ Quem quer viver para sempre”, mas sim “Onde está, ó Morte, a tua vitória? Onde está, ó Morte, o teu aguilhão? [15] Essa é a nossa certeza e esperança, a morte nada é para quem pertence a Cristo. Portanto, meus amados irmãos, permanecei firmes e que absolutamente nada vos abale.” [16] Autor: Ramon Serrano [1] AGOSTINHO, Santo. Confissões Livro XI Cap XIV. [2] Tiago:4:14 [3] 1 Coríntios 15:32 [4] 2 Samuel 14:14 [5] Salmos 89:48 [6] SÊNECA. Sobre a Brevidade da Vida p.5 [7] LAVELLE, Louis. O Mal e o Sofrimento p.6 [8] Eclesiastes 3:2 [9] Jó 14:15 [10] LIGÓRIO, Afonso Maria de. Preparação para morte p.44 [11] 2 Coríntios 4:18 [12] João 16:33 [13] João 14 2:3 [14] Hebreus 13:14 [15] 1 Coríntios 15:55 [16] 1 Coríntios 15 57:58

  • QUANDO UNGARETTI ACREDITOU – Francesco Agnoli

    Páscoa de 1928. Giuseppe Ungaretti — o grande poeta conhecido por todos pelos poemas escritos no front, durante a Primeira Guerra Mundial —, depois de um período passado em Subiaco, desembarcou definitivamente na fé católica. Selou a sua conversão com um poema, “La Pietà”, que começa com um reconhecimento: “Sono un uomo ferito” [“Sou um homem ferido”], e continua com versos deste teor: “Non ne posso più di stare murato/nel desiderio senza amore/…Fulmina le mie povere emozioni/ liberami dall’inquietudine. Sono stanco di urlare senza voce…” [“Não posso mais estar murado / No desejo sem amor/ …Fulmina minhas pobres emoções/, liberta-me da inquietação. Estou cansado de gritar sem voz…”] A conversão de Ungaretti não ocorre de repente. Quando jovem, como quase todos os homens de cultura italianos, ele se apaixona pelo socialismo. São os anos em que a religião é substituída pela política. A política é vista como o caminho para a salvação; é ação verdadeira; é o caminho e a vida. Ungaretti, Mussolini, Battisti, Marinetti e muitos outros pensavam assim. O preço dessa ilusão será a Primeira Guerra Mundial e seus rebentos: comunismo, nacional-socialismo e fascismo. Ou seja, as religiões ateístas da política. O homem faber salutis suae; o sonho de construir o céu na terra. Sonho que gerará o inferno dos gulags comunistas, dos campos de concentração nazistas e a Segunda Guerra Mundial. Ungaretti é totalmente filho dessa época. Um dos muitos socialistas ou nacionalistas ou nacional-socialistas ante litteram que se jogam entusiasticamente na Primeira Guerra Mundial, naquele massacre inútil que inaugurará a gradual autodestruição da Europa. Ungaretti pensa que essa guerra acabará com todas as guerras, incendiando o velho mundo para criar um novo mundo. Mas não existe somente a utopia; há também os fatos. No front, nas montanhas do Carso, em Isonzo, Ungaretti abandona a ideologia, porque toca com as mãos a realidade: o ódio, a morte, a destruição, a carne rasgada dos camaradas mortos; mas também a esperança, o apego à vida, o relacionamento de solidariedade entre os companheiros, e o significado de Deus. É aqui, de fato, na dor e na dureza de todos os dias, que Deus ressurge. Assim nasceu um poema pouco estudado, embora contido na famosa coletânea L’Allegria. É de 1916, e se chama “Dannazione”. São poucos e belíssimos versos: “Chiuso tra cose mortali / (anche il cielo stellato finirà) / perché bramo Dio?” [“Fechado entre coisas mortais/ (até o céu estrelado findará)/ por que este anseio por Deus?”.] O sentimento religioso já está todo aqui: tudo morre, até “os céus passarão”; todavia, no homem, e somente nele, existe o desejo de Deus, um desejo que não pode permanecer “murado”, e que não pode ser saciado por coisas, ideologias, ilusões mortais. O homem deseja nada menos que Deus, o Bem, a Verdade. Deseja nada menos que Amor. E esse desejo, poderíamos dizer, saltando da poesia para a filosofia, que transcende nossa carne: não provém de nossos átomos, nem de nossos intestinos, mas brota de nossa alma imortal. Em uma nota ao Sentimento del tempo, Ungaretti escreve: “A sensação da ausência radical de ser não será, em realidade, uma sensação da ausência divina? Somente Deus poderá suprimir o vazio, sendo Ele o Ser, sendo Ele a Plenitude? Será o sentimento da ausência de Deus, em nós representado não simbolicamente, mas representado, na realidade, por aquele horror do vazio, por aquela vertigem, por aquele terror? Michelangelo e alguns homens do final do século XV ao XVIII tiveram esse sentimento na Itália, o sentimento de horror do vazio, isto é, do horror de um mundo desprovido de Deus”. Em 1931, já convertido, Ungaretti escreveu outro poema intitulado, como o de 1916, “Dannazione”, mas muito mais longo. São reflexões do homem de fé que vacila, que sente que pode perder o tesouro encontrado e que, ao mesmo tempo, tem uma consciência indelével de seu valor: “Quest’anima/ che sa le vanità del cuore/ e perfide ne sa le tentazioni/ e del mondo conosce la misura/ e i piani della nostra mente giudica tracotanza,/ perché non può soffrire / se non rapimenti terreni?/ Tu non mi guardi più, Signore… / E non cerco se non oblio / nella cecità della carne”. [“Essa alma/ que conhece as vaidades do coração/ e, pérfida, conhece as tentações,/ e do mundo conhece a medida/ e os planos de nossa mente que a presunção considera,/ por que não pode sofrer/ senão raptos terrestres?/ Tu não me olhas mais, Senhor…/ E não busco nada além de esquecimento / na cegueira da carne. “] A carne: isto é, os enganos do mundo, as tentações que desviam o homem do verdadeiro objeto de seu desejo, e o cegam; mas também a realidade, a dor, a verdadeira alegria experimentada na vida concreta. Assim, em “La Pietà”, o poeta, consciente do ditado cristão “caro cardo salutis est” (a carne é a pedra fundamental da salvação), ergue uma oração: “Purificazione amore / fa ancora che sia scala di riscatto / la carne ingannatrice” [“Purificação amor/ faz ainda que seja escada de redenção/ a carne enganosa”]. Em geral, para Ungaretti, a Paixão precede a Páscoa. E o homem que sabe ver além da derrota, da dor, da morte, entende que o amor  de Cristo é “un amore non vano” [“um amor que não é em vão”]; ele entende que Cristo está sempre ao lado do homem, mesmo onde seu nome é abertamente negado e combatido. Ele o reiterará também no auge da Segunda Guerra Mundial (1944), em “Mio fiume anche tu”, tendo como cenário uma outra guerra, a ocupação de Roma, os extermínios: “…Vedo ora nella notte triste, imparo,/ So che l’inferno s’apre sulla terra/ Su misura di quanto/ L’uomo si sottrae, folle,/ Alla purezza della Tua passione…/ Cristo, pensoso palpito,/ Astro incarnato nell’umane tenebre,/ Fratello che t’immoli / Perennemente per riedificare/ Umanamente l’uomo,/ Santo, Santo che soffri,/ Maestro e fratello e Dio che ci sai deboli,/ Santo, Santo che soffri/ Per liberare dalla morte i morti/ E sorreggere noi infelici vivi,/ D’un pianto solo mio non piango più,/ Ecco, Ti chiamo, Santo,/ Santo, Santo che soffri”. [“…Eu vejo agora na noite triste, eu aprendo,/ Sei que o inferno se abre sobre a terra/ Sob medida por quanto/ O homem se subtrai, louco,/ À pureza de Tua paixão…/ Cristo, pensativo palpito,/ Astro encarnado nas humanas trevas,/ Irmão que te imola/ Perenemente para reedificar/ Humanamente homem,/ Santo, santo que sofre,/ Mestre e irmão e Deus que conhecemos frágil,/ Santo, santo que sofre/ Para libertar da morte os mortos/ E para nos sustentar, infelizes viventes,/ Com um pranto só meu não choro mais,/ Eis que te chamo Santo,/ Santo, Santo que sofre.”] https://it.aleteia.org/2015/03/06/quando-ungaretti-credette/

  • Padre Paulo Ricardo faz um alerta urgente: A Liberdade de expressão no Brasil corre perigo!

    Assista este importante alerta do Padre Paulo Ricardo: Você, cidadão brasileiro, ainda que não católico, preste muita atenção: está para ser votado nesta terça-feira, no Senado Federal, um projeto de lei que enfraquecerá tremendamente nossa democracia, com a potencialidade de impor uma censura total na internet. Clique aqui para votar contra: https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=141944&voto=contra A fachada do PL 2630 é bonita: tratar-se-ia de uma “Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet”. Quem poderia ser contra a liberdade e a transparência nas redes sociais e serviços de mensagens, não é mesmo? Uma leitura mais cuidadosa do texto do projeto, porém, deveria levantar nas mentes dos brasileiros vários pontos de interrogação. O principal inimigo a ser combatido por esse projeto de lei é a desinformação , que consistiria em qualquer “conteúdo, em parte ou no todo, inequivocamente falso ou enganoso, passível de verificação, colocado fora de contexto, manipulado ou forjado, com potencial de causar danos individuais ou coletivos” (art. 4.º). Mas — eis o que deveríamos nos perguntar — quem seria responsável por esse processo de verificação? Nas mãos de quem ficaria, efetivamente, o controle da internet? Se esse projeto de lei viesse a ser aprovado e sancionado, que garantia haveria de que os chamados “verificadores de fatos independentes” seriam, de fato , independentes ? A resposta é bem simples: nenhuma.  Assine também o abaixo assinado contra: https://citizengo.org/pt-br/ot/179995-esquerda-quer-calar-sua-voz-pl26302020nao Na verdade, seriam as próprias grandes corporações, donas das plataformas digitais, as responsáveis por dizer o que é e o que não é fake news , o que é ficto e o que é facto , com o que nos tornaríamos definitivamente reféns de uma oligarquia que decide o que lemos, o que vemos e, em última medida, tudo o que pensamos. Se pararmos para pensar um pouco, esse já não é um cenário muito distante da nossa realidade. De fato, quantos padres, pastores e pregadores cristãos já não se veem, hoje, intimidados no exercício de sua liberdade de expressão na internet? Quantos temas bíblicos, por exemplo, já não se tornaram “tabu” e não foram praticamente banidos das redes, por obra dos que detêm o controle dessas plataformas digitais? Por tudo isso, é hora de reagir. Não podemos deixar que nos amordacem! Manifeste-se junto a seus representantes, primeiramente no Senado, mas também na Câmara dos Deputados, e não deixe de usar as redes sociais para mostrar a sua opinião, gravando vídeos e ajudando-nos a levantar as hashtags #CensuraNao e #PL2630Nao . Clique aqui para votar contra: https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=141944&voto=contra Entenda a seguir o que está acontecendo e o que se pode fazer. 1. O QUE ESTÁ ACONTECENDO O Senador Alessandro Vieira, em conjunto com a deputada Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES), que apresentaram projetos semelhantesna Câmara dos Deputados, apresentou para votação em Plenário do Senado esta terça feira, dia 2 de junho de 2020, o PL 2630/2020 que prevê um controle férreo da internet no Brasil. O senador afirma que o projeto não prevê remoção de conteúdo das postagem dos cidadãos, mas apenas pretende combater a desinformação na Internet. A definição de desinformação, porém, que está contida no Artigo 4 dá margem a todo tipo de arbitrariedades. Seguno ela, desinformação é “CONTEÚDO, EM PARTE OU NO TODO, INEQUIVOCAMENTE FALSO OU ENGANOSO, PASSÍVEL DE VERIFICAÇÃO, COLOCADO FORA DE CONTEXTO, MANIPULADO OU FORJADO, COM POTENCIAL DE CAUSAR DANOS INDIVIDUAIS OU COLETIVOS”. Com esta definição, praticamente qualquer mensagem pode ser rotulada de desinformação. Qualquer afirmação, por exemplo, pode ser acusada de ter sido colocada fora de contexto. Se alguém citar duas frases de um discurso ou de um vídeo de duas horas, sempre poderá ser acusado de não ter compreendido o contexto. Ainda que se copiasse o discurso todo, sempre poderia acusar-se o usuário de não ter analisado corretamente o currículo ou as motivações do autor do discurso. Qualquer crítica pode ter potencial de causar danos individuais ou coletivos. Toda mensagem, para ter sido feita, deve ter sido manipulada, ou não poderia ter sido escrita. Caso o provedor julgue que o conteúdo da mensagem é desinformativo, o projeto não deixa claro se poderá chegar a bloquear a conta do usuário, mas é manifesto que deverá rotular as postagens do usuário como conteúdo desinformativo (Artigo 6, III). Os provedores deverão publicar no mínimo semanalmente quantas contas foram rotuladas como desinformativas (Artigo 6 § 3). Segundo o Senador Alessandro Vieira, o grande avanço do projeto consiste no fato de que atualmente os grandes provedores simplesmente eliminam o conteúdo que eles consideram desinformativo, e com o projeto aproado, poderão fazê-lo de maneira transparente. Porém a verdade é que se hoje os grandes provedores eliminam o conteúdo que não querem que seus usuário divulgam, isto é feito de maneira ilegal, pelo menos contrariamente aos princípios constitucionais que garantem a liberdade de expressão. A partir da aprovação da projeto, porém, a rotulação de desinformação não apenas será obrigatória, como também os provedores deverão apresentar relatórios detalhados ao público sobre o número de empregados de que o provedor dispõe para a caça à desinformação e uma comparação com esforços semelhantes que estão sendo empreendido nos demais países do mundo (Artigo 7, VII). Desta maneira, o que antes poderia ser, em princípio, regulamentado como ilegal com base em princípios constitucionais, agora passa a ser lícito, regulamentado e exigido por lei. A lei incentiva, como boa prática, que os provedores limitem os usuários que forem rotulados como disseminadores de desinformação a que não possam encaminhar uma mesma mensagem a mais de um destinatário (Artigo 10, II). O artigo 11 ainda afirma que, ao ser encontrada uma mensagem contendo desinformação, que o provedor não apenas rotule a mensagem como mentirosa, mas envie retroativamente comunicados “ao primeiro usuário a publicar tal conteúdo, bem como toda e qualquer pessoa que tenha compartilhado o conteúdo, acerca da medida tomada” (Artigo 11). O projeto é considerado pelo seu autor, conforme ele tem afirmado nas redes sociais e pode ser visto nesta live: https://www.youtube.com/watch?v=0oxKOO-Wq1A&feature=youtu.be como um grande avanço na liberdade de expressão porque garantiria, através do seu artigo 12, que em caso de rotulagem injusta, o usuário pudesse recorrer ao próprio provedor ou a uma comissão de revisores, pagas pelo provedor, com uma denúncia da injustiça cometida. O provedor não possui prazo para julgar o pedido, mas é obrigado a considerá-lo. Caso, depois de vários meses, quando a informação já tiver se tornado irrelevante, o provedor considerar que não tenha cometido nenhuma injustiça, o usuário estará livre para recorrer aos tribunais convencionais. O artigo 13 ainda estabelece que os provedores deverão promover “POLÍTICAS DE USO QUE LIMITEM O NÚMERO DE ENCAMINHAMENTOS DE UMA MESMA MENSAGEM A NO MÁXIMO 5 (CINCO) USUÁRIOS OU GRUPOS”, em tempos considerados normais. Mas, segundo o Artigo 13 §1, “EM PERÍODO DE PROPAGANDA ELEITORAL, OU DURANTE SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA OU DE CALAMIDADE PÚBLICA [como ocorre atualmente durante a epidemia de Covid-19], O NÚMERO DE ENCAMINHAMENTOS DE UMA MESMA MENSAGEM [independentemente da rotulagem do seu conteúdo], FICARÁ LIMITADO A NO MÁXIMO 1 (UM) USUÁRIO OU GRUPO”. O Artigo 15 ainda estabelece que, no caso em que o usuário utilize meios especiais para comunicação de massa, este usuário, além de declarar qual tipo de software utilizará para a disseminação das mensagens, deverá também fornecer antecipadamente ao provedor a lista das pessoas que receberão as mensagens, juntamente com as respectivas autorizações de todos, onde esteja declarado que estes desejam efetivamente receber as mensagens que serão postadas. Sem isto, o Artigo 15 §1 estabelece que “A AUTORIZAÇÃO PARA RECEBIMENTO DE MENSAGEM EM MASSA SERÁ POR PADRÃO DESABILITADA”. A Artigo 16 estabelece ainda que “OS PROVEDORES DE APLICAÇÃO QUE PRESTAREM SERVIÇOS DE MENSAGERIA PRIVADA DEVEM UTILIZAR TODOS OS MEIOS AO SEU ALCANCE PARA LIMITAR A DIFUSÃO E ASSINALAR AOS SEUS USUÁRIOS A PRESENÇA DE CONTEÚDO DESINFORMATIVO”. O artigo 25 estabelece como dever do Estado promover, em todos os níveis de ensino, a educação para o uso seguro, consciente e responsável da internet, incluindo campanhas para evitar a desinformação na internet. Com exceção da desabilitação dos usuários de âmbito puramente administrativo, o projeto não prevê nenhuma sanção judicial para os usuários que disseminarem informações falsas. Em compensação, prevê para os provedores sanções judiciais “COM PENALIDADES A SEREM APLICADAS PELO PODER JUDICIÁRIO, ASSEGURADOS O DEVIDO PROCESSO LEGAL, A AMPLA DEFESA E O CONTRADITÓRIO” (Artigo 28). Esta é a grande inovação do projeto. A lei pune judicialmente o provedor pela mensagem supostamente mentirosa do usuário, nada estabelecendo para o usuário além de sanções puramente administrativas a critério do provedor. Punir penalmente o usuário tornaria a lei odiosa. Mas ao punir o provedor, que não perde nada quando coibe mensagens que são de interesse apenas de terceiros, mas pode ser punido se as permitir, o legislador estará promovendo o início de uma caçada desenfreada aos que propagarem notícias politicamente incorretas, facilmente rotuláveis de desinformação. As penalidades para os provedores de usuários que propagam desinformações são, segundo o Artigo 28, as seguintes, a serem aplicadas progressivamente pelo Poder Judiciário aos provedores: I – ADVERTÊNCIA, COM INDICAÇÃO DE PRAZO PARA ADOÇÃO DE MEDIDAS CORRETIVAS; II – MULTA; III – SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DAS ATIVIDADES; IV – PROIBIÇÃO DE EXERCÍCIO DAS ATIVIDADES NO PAÍS. =========================== 2. A GRAVIDADE DO PROJETO. =========================== A aprovação deste projeto é gravíssimo, porque não se trata de uma iniciativa isolada do Senador Alessandro Vieira. Tentativas semelhantes de fazer o mesmo estão sendo realizadas em todos os países do mundo. Em outubro de 2007 o então deputado Luiz Bassuma denunciava na Câmara o interesse e o financiamento internacional ao aborto. Ele afirmou que quando o Ministro da Saúde da governo Lula, dr. Temporão, havia sido perguntado em um programa do Roda Viva por um jornalista como o governo encontraria recursos para pagar mais de um milhão de abortos ao se aprovar a legalização do aborto, se hoje faltam gazes e esparadrapos nos hospitais e os brasileiros não tem condições de fazerem um exame de saúde, o Ministro Temporão respondeu o seguinte: “NÃO SE PREOCUPEM. SE O BRASIL LEGALIZAR O ABORTO, NÃO FALTARÃO RECURSOS INTERNACIONAIS PARA FINANCIÁ-LO”. O deputado Luíz Bassuma disse então, indignado, ao presidente da Casa no Plenário do Congresso: “O MINISTRO DISSE ISTO. EU TENHO A FITA GRAVADA. ISTO É GRAVÍSSIMO, SR. PRESIDENTE. ISTO É GRAVÍSSIMO!” O áudio das declarações do então deputado Luís Bassuma pode ser ouvido aqui: http://www.pesquisasedocumentos.com.br/bassumaaudiencia.mp3 Mas algo muito semelhante está acontecendo hoje com a questão do controle da internet. Em uma lista de Perguntas e Respostas distribuída aos interessados no PL 2630/2020, o Senador Alessandro Vieira faz a seguinte pergunta, numerada como 16: “TODOS OS DIAS SÃO COMPARTILHADOS NO FACEBOOK CERCA DE UM TRILHÃO DE PUBLICAÇÕES. NÃO É POSSÍVEL JULGAR O CONTEÚDO DESINFORMATIVO DE TÃO GRANDE NÚMERO DE PUBLICAÇÕES. NÃO HAVERIA PROFISSIONAIS SUFICIENTES PARA ISTO. ENTÃO PARA QUE SERVIRIA UM PROJETO COMO ESTE?” Eis a resposta do Senador: “O SETOR DE VERIFICAÇÃO DE FATOS VAI CRESCER. DOADORES IMPORTANTES E FILANTROPOS AUTÔNOMOS APOIARÃO ESSA INICIATIVA. ENQUANTO ISSO, OS VERIFICADORES DE FATOS TERÃO QUE COMEÇAR COM O CONTEÚDO MAIS IMPORTANTE, MAIS VIRAL E DE MAIOR IMPACTO”. Confira a resposta neste documento: http://www.pesquisasedocumentos.com.br/FAQ_Fake_News.pdf Então se aplica aqui a mesma observação do deputado Luiz Bassuma em 2007 no Plenário da Câmara: “O MINISTRO DISSE ISTO. EU TENHO A FITA GRAVADA. ISTO É GRAVÍSSIMO, SR. PRESIDENTE. ISTO É GRAVÍSSIMO!” Quais são estes doadores importantes e filantropos autônomos que estão tão interessados em financiar este imenso grupo de checadores de notícias falsas na Internet? Quais notícias falsas eles realmente estão interessados em rotular? Que grupos eles representam? Isto é gravíssimo, gravíssimo. O projeto também transcende em gravidade à sua própria redação. Mesmo que o projeto seja reprovado no Senado, logo em seguida já teremos outro praticamente idêntico tramitando na Câmara. E mesmo que este outro projeto seja igualmente reprovado, o problema não irá terminar ali. Há pressão de instituições internacionais que estão interessadas em implantar o controle da Internet em todo o mundo. O controle da Internet irá possibilitar, em seguida, significativos avanços na Cultura da Morte, esta sim, realmente baseada em amplíssima e metódica desinformação. =========================== 3. O QUE FAZER? =========================== O presidente do Senado, Senador Davi Alcolumbre, manifestou esta terça feira passada sua admiração e seu apoio irrestrito ao PL 2630/2020, através de mensagens postadas no Twitter. Sua posição coincide com a de praticamente todos os líderes de bancada dos partidos que constituem o Senado, que irão votar o projeto diretamente no Plenário, aproveitando-se das excepcionalidades impostas pela pandemia de Covid-19. O projeto não irá passar por nenhuma outra comissão parlamentar prévia para ser discutido. Será designado um relator para apresentação da matéria no Plenário e, após a leitura de seu relatório, se passará à votação simbólica dos líderes de bancada que, já de comum acordo, votarão pelos demais senadores ausentes do Senado em virtude da pandemia. Eis as posições do Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre o PL 2630 que instituirá o controle da Internet no Brasil: “AS NOTÍCIAS FALSAS NÃO MINAM APENAS AS INSTITUIÇÕES, OS POLÍTICOS OU AS CELEBRIDADES. ELAS CONTAMINAM A SOCIEDADE COMO UM TODO, OFENDEM QUALQUER CIDADÃO, DISTORCEM QUALQUER FATO E COMPROMETEM A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, QUE É O PRINCÍPIO BÁSICO DA DEMOCRACIA. [@davialcolumbre, May 27, 2020]” “PARA COMBATER ESSA AVALANCHE DE FAKE NEWS, QUE AGRIDE CADA CIDADÃO BRASILEIRO, TODOS OS DIAS,O @SenadoFederal DEVE VOTAR,NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA (2), O PROJETO (PL 2630/2020,DE AUTORIA DO @Sen_Alessandro) QUE INSTITUI A LEI BRASILEIRA DE LIBERDADE, RESPONSABILIDADE E TRANSPARÊNCIA. [@davialcolumbre, May 27, 2020]” “O OBJETIVO DA PROPOSTA É FORTALECER A DEMOCRACIA POR MEIO DO COMBATE A INFORMAÇÕES FALSAS. POR ISTO, BARRAR AS FAKE NEWS É UM SERVIÇO EM PROL DA LIBERDADE, DA BOA INFORMAÇÃO E DA VERDADE. AQUELES QUE ESPALHAM FAKE NEWS DEVEM SER PUNIDOS COM OS RIGORES DA LEI. [@davialcolumbre, May 27, 2020]” https://twitter.com/davialcolumbre/status/1265730963620978688 Diante disto, eis o que se pode fazer.  Estamos em época de pandemia e a maioria das pessoas estão trabalhando em casa, inclusive parlamentares e funcionários do Congresso. A estratégia de enviar mails e entrar em contato telefônico não terá a mesma repercussão de épocas normais. Por outro lado, isto é excelente, porque nos dará a oportunidade de experimentar outros meios de ação que poderão incorporar-se mais tarde às épocas de normalidade. ——————————————- [1] MANIFESTAR-SE JUNTO À PRESIDÊNCIA DO SENADO E ÀS LIDERANÇAS DAS BANCADAS ——————————————- Já que estamos todos em casa, enviem um mail, telefonem e manifestem-se nas redes sociais do presidente do Senado e dos senadores líderes de bancada. Mostrem-lhes, com grande educação, mas com firmeza e clareza, que o povo já compreendeu a verdadeira natureza do controle social da internet. Não importa a qual autoridade esteja se dirigindo, seja educado ao extremo mas firme e claro na expressão de suas posições. Mais importante do que o mail é telefonar de viva voz e manifestar-se nas redes sociais. Os mails, telefones e redes sociais dos Srs. Senadores estão no final desta mensagem. ——————————————- [2] CRIAR E POSTAR VIDEOS NA INTERNET E NAS REDES SOCIAIS ——————————————- Com o isolamento devido à pandemia de coronavírus o acesso das pessoas às redes sociais e à internet aumentou consideravelmente. Muito melhor do que enviar e-mails neste período será fazer um vídeo pronunciando-se a respeito e espalhá-lo em todos os nossos contatos de whatsapp, facebook, twitter, instagram, páginas pessoais e nas redes sociais dos senadores que irão votar o PL 2630/2020 esta semana. Hoje com um simples celular qualquer cidadão brasileiro pode produzir um video e fazer-se ouvir por todos, incluindo o Congresso e o Supremo Tribunal federal. Peçam aos seus bispos, aos sacerdotes e pastores, mesmo que não sejam conhecidos para fazerem o mesmo. Peça aos seus amigos, e advogados e políticos para fazerem o mesmo. Façam vocês mesmos o seu próprio vídeo. Peçam a todos os seus amigos fazerem o mesmo. O alcance será maior do que qualquer e-mail enviado em época de normalidade. Enquanto um mail podia ser visto por algumas poucas pessoas, um vídeo hoje pode ser visto por milhares ou dezenas de milhares de pessoas. Não é necessário ser um especialista. Basta ser um cidadão brasileiro. A multidão dos cidadãos brasileiros falará mais alto do que qualquer especialista. Além das informações desta mensagem, você pode assistir estes vídeos sobre o PL 2630/2020 para entender melhor sobre o assunto: DEBATE COM O SENADOR ALESSANDRO VIERA (2 HORAS DE DURAÇÃO) https://www.youtube.com/watch?v=NMdpyPH5xa4&t=181s Um condensado deste debate pode ser encontrado neste outro endereço: DEBATE PL2360/2020 – SENADOR ALESSANDRO VIERA E DR. PAULO LEÃO https://www.youtube.com/watch?v=0oxKOO-Wq1A&feature=youtu.be ——————————————- [3] COMO ESCREVER, TELEFONAR E PRODUZIR VIDEOS. ——————————————- A. Estamos em uma Democracia. Insistam em comunicar-se e fazer com que mais pessoas se comuniquem. Não deixem a tarefa apenas para autoridades e especialistas. Isto vai fazer toda a diferença. O Brasil não é Monarquia nem Aristocracia. Todos participam do poder. B.  A TODOS OS QUE SE DIRIGIREM, USEM DO MAIOR RESPEITO EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA. SEJAM SEMPRE EDUCADOS AO EXTREMO, MAS NÃO DEIXEM DE EXPOR CLARAMENTE SEUS PONTOS DE VISTA. C. Não copie e cole. Não faça nada padronizado. Use suas próprias palavras. Seja você mesmo. Mostre que o que você diz é a expressão de sua própria cidadania, e não da dos outros. Não delegue suas obrigações políticas aos outros. D. É muito importante que além de escrever e-mails e telefonem de viva voz, peçam a outras pessoas, bispos, sacerdotes, pastores, autoridades e cidadãos de sua amizade que façam e postem vídeos e que manifestem claramente suas opiniões. E. Ao produzir um vídeo ou postar uma mensagem em alguma rede social, não se esqueça de acrescentar uma hash tag como esta: #PL2630/2020/NAO Asssine a campanha para enviar a sua mensagem personalizada para os líderes. Repitindo: NÃO USE XINGAMENTOS. SE O FIZER, TODOS ELES SERÃO DE SUA RESPONSABILIDADE Assine também o abaixo assinado contra: https://citizengo.org/pt-br/ot/179995-esquerda-quer-calar-sua-voz-pl26302020nao Lista dos Emails dos Senadores Brasileiros Aos que desejarem mandar e-mails aos senadores, basta copiar e colar no seu aplicativo de e-mail para enviar para todos ao mesmo tempo: sen.acirgurgacz@senado.leg.br, sen.alessandrovieira@senado.leg.br, sen.alvarodias@senado.leg.br, sen.angelocoronel@senado.leg.br, sen.antonioanastasia@senado.leg.br, sen.aroldedeoliveira@senado.leg.br, sen.carlosfavaro@senado.leg.br, sen.carlosviana@senado.leg.br, sen.chicorodrigues@senado.leg.br, sen.cidgomes@senado.leg.br, sen.cironogueira@senado.leg.br, sen.confuciomoura@senado.leg.br, sen.daniellaribeiro@senado.leg.br, sen.darioberger@senado.leg.br, sen.davialcolumbre@senado.leg.br, sen.eduardobraga@senado.leg.br, sen.eduardogirao@senado.leg.br, sen.eduardogomes@senado.leg.br, sen.elizianegama@senado.leg.br, sen.elmanoferrer@senado.leg.br, sen.esperidiaoamin@senado.leg.br, sen.fabianocontarato@senado.leg.br, sen.fernandobezerracoelho@senado.leg.br, Sen.fernandocollor@senado.leg.br, sen.flavioarns@senado.leg.br, sen.flaviobolsonaro@senado.leg.br, sen.humbertocosta@senado.leg.br, sen.iraja@senado.leg.br, sen.izalcilucas@senado.leg.br, sen.jaderbarbalho@senado.leg.br, sen.jaqueswagner@senado.leg.br, sen.jarbasvasconcelos@senado.leg.br, Sen.JaymeCampos@senado.leg.br, sen.jeanpaulprates@senado.leg.br, sen.jorgekajuru@senado.leg.br, sen.jorginhomello@senado.leg.br, sen.josemaranhao@senado.leg.br, sen.joseserra@senado.leg.br, sen.katiaabreu@senado.leg.br, sen.lasiermartins@senado.leg.br, sen.leilabarros@senado.leg.br, sen.lucasbarreto@senado.leg.br, sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br, sen.luizcarlosdocarmo@senado.leg.br, sen.mailzagomes@senado.leg.br, sen.majorolimpio@senado.leg.br, sen.maragabrilli@senado.leg.br, sen.marcelocastro@senado.leg.br, sen.marciobittar@senado.leg.br, sen.marcosdoval@senado.leg.br, sen.marcosrogerio@senado.leg.br, sen.mariadocarmoalves@senado.leg.br, sen.meciasdejesus@senado.leg.br, sen.nelsinhotrad@senado.leg.br, sen.omaraziz@senado.leg.br, sen.oriovistoguimaraes@senado.leg.br, sen.ottoalencar@senado.leg.br, sen.paulopaim@senado.leg.br, sen.paulorocha@senado.leg.br, sen.pliniovalerio@senado.leg.br, sen.randolferodrigues@senado.leg.br, sen.reguffe@senado.leg.br, sen.renancalheiros@senado.leg.br, sen.robertorocha@senado.leg.br, sen.rodrigocunha@senado.leg.br, sen.rodrigopacheco@senado.leg.br, sen.rogeriocarvalho@senado.leg.br, sen.romario@senado.leg.br, rose.freitas@senadora.leg.br, sergio.petecao@senador.leg.br, sen.simonetebet@senado.leg.br, sen.sorayathronicke@senado.leg.br, sen.styvensonvalentim@senado.leg.br, sen.tassojereissati@senado.leg.br, sen.telmariomota@senado.leg.br, sen.vanderlancardoso@senado.leg.br, sen.venezianovitaldorego@senado.leg.br, sen.wellingtonfagundes@senado.leg.br, sen.wevertonrocha@senado.leg.br, sen.zenaidemaia@senado.leg.br, sen.zequinhamarinho@senado.leg.br, #Brasil #Liberdadedeexpressão #Política

  • Padre Paulo Ricardo faz um alerta urgente: A Liberdade de expressão no Brasil corre perigo!

    Assista este importante alerta do Padre Paulo Ricardo: Você, cidadão brasileiro, ainda que não católico, preste muita atenção: está para ser votado nesta terça-feira, no Senado Federal, um projeto de lei que enfraquecerá tremendamente nossa democracia, com a potencialidade de impor uma censura total na internet. Clique aqui para votar contra: https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=141944&voto=contra A fachada do PL 2630 é bonita: tratar-se-ia de uma “Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet”. Quem poderia ser contra a liberdade e a transparência nas redes sociais e serviços de mensagens, não é mesmo? Uma leitura mais cuidadosa do texto do projeto, porém, deveria levantar nas mentes dos brasileiros vários pontos de interrogação. O principal inimigo a ser combatido por esse projeto de lei é a desinformação , que consistiria em qualquer “conteúdo, em parte ou no todo, inequivocamente falso ou enganoso, passível de verificação, colocado fora de contexto, manipulado ou forjado, com potencial de causar danos individuais ou coletivos” (art. 4.º). Mas — eis o que deveríamos nos perguntar — quem seria responsável por esse processo de verificação? Nas mãos de quem ficaria, efetivamente, o controle da internet? Se esse projeto de lei viesse a ser aprovado e sancionado, que garantia haveria de que os chamados “verificadores de fatos independentes” seriam, de fato , independentes ? A resposta é bem simples: nenhuma.  Assine também o abaixo assinado contra: https://citizengo.org/pt-br/ot/179995-esquerda-quer-calar-sua-voz-pl26302020nao Na verdade, seriam as próprias grandes corporações, donas das plataformas digitais, as responsáveis por dizer o que é e o que não é fake news , o que é ficto e o que é facto , com o que nos tornaríamos definitivamente reféns de uma oligarquia que decide o que lemos, o que vemos e, em última medida, tudo o que pensamos. Se pararmos para pensar um pouco, esse já não é um cenário muito distante da nossa realidade. De fato, quantos padres, pastores e pregadores cristãos já não se veem, hoje, intimidados no exercício de sua liberdade de expressão na internet? Quantos temas bíblicos, por exemplo, já não se tornaram “tabu” e não foram praticamente banidos das redes, por obra dos que detêm o controle dessas plataformas digitais? Por tudo isso, é hora de reagir. Não podemos deixar que nos amordacem! Manifeste-se junto a seus representantes, primeiramente no Senado, mas também na Câmara dos Deputados, e não deixe de usar as redes sociais para mostrar a sua opinião, gravando vídeos e ajudando-nos a levantar as hashtags #CensuraNao e #PL2630Nao . Clique aqui para votar contra: https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=141944&voto=contra Entenda a seguir o que está acontecendo e o que se pode fazer. 1. O QUE ESTÁ ACONTECENDO O Senador Alessandro Vieira, em conjunto com a deputada Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES), que apresentaram projetos semelhantesna Câmara dos Deputados, apresentou para votação em Plenário do Senado esta terça feira, dia 2 de junho de 2020, o PL 2630/2020 que prevê um controle férreo da internet no Brasil. O senador afirma que o projeto não prevê remoção de conteúdo das postagem dos cidadãos, mas apenas pretende combater a desinformação na Internet. A definição de desinformação, porém, que está contida no Artigo 4 dá margem a todo tipo de arbitrariedades. Seguno ela, desinformação é “CONTEÚDO, EM PARTE OU NO TODO, INEQUIVOCAMENTE FALSO OU ENGANOSO, PASSÍVEL DE VERIFICAÇÃO, COLOCADO FORA DE CONTEXTO, MANIPULADO OU FORJADO, COM POTENCIAL DE CAUSAR DANOS INDIVIDUAIS OU COLETIVOS”. Com esta definição, praticamente qualquer mensagem pode ser rotulada de desinformação. Qualquer afirmação, por exemplo, pode ser acusada de ter sido colocada fora de contexto. Se alguém citar duas frases de um discurso ou de um vídeo de duas horas, sempre poderá ser acusado de não ter compreendido o contexto. Ainda que se copiasse o discurso todo, sempre poderia acusar-se o usuário de não ter analisado corretamente o currículo ou as motivações do autor do discurso. Qualquer crítica pode ter potencial de causar danos individuais ou coletivos. Toda mensagem, para ter sido feita, deve ter sido manipulada, ou não poderia ter sido escrita. Caso o provedor julgue que o conteúdo da mensagem é desinformativo, o projeto não deixa claro se poderá chegar a bloquear a conta do usuário, mas é manifesto que deverá rotular as postagens do usuário como conteúdo desinformativo (Artigo 6, III). Os provedores deverão publicar no mínimo semanalmente quantas contas foram rotuladas como desinformativas (Artigo 6 § 3). Segundo o Senador Alessandro Vieira, o grande avanço do projeto consiste no fato de que atualmente os grandes provedores simplesmente eliminam o conteúdo que eles consideram desinformativo, e com o projeto aproado, poderão fazê-lo de maneira transparente. Porém a verdade é que se hoje os grandes provedores eliminam o conteúdo que não querem que seus usuário divulgam, isto é feito de maneira ilegal, pelo menos contrariamente aos princípios constitucionais que garantem a liberdade de expressão. A partir da aprovação da projeto, porém, a rotulação de desinformação não apenas será obrigatória, como também os provedores deverão apresentar relatórios detalhados ao público sobre o número de empregados de que o provedor dispõe para a caça à desinformação e uma comparação com esforços semelhantes que estão sendo empreendido nos demais países do mundo (Artigo 7, VII). Desta maneira, o que antes poderia ser, em princípio, regulamentado como ilegal com base em princípios constitucionais, agora passa a ser lícito, regulamentado e exigido por lei. A lei incentiva, como boa prática, que os provedores limitem os usuários que forem rotulados como disseminadores de desinformação a que não possam encaminhar uma mesma mensagem a mais de um destinatário (Artigo 10, II). O artigo 11 ainda afirma que, ao ser encontrada uma mensagem contendo desinformação, que o provedor não apenas rotule a mensagem como mentirosa, mas envie retroativamente comunicados “ao primeiro usuário a publicar tal conteúdo, bem como toda e qualquer pessoa que tenha compartilhado o conteúdo, acerca da medida tomada” (Artigo 11). O projeto é considerado pelo seu autor, conforme ele tem afirmado nas redes sociais e pode ser visto nesta live: https://www.youtube.com/watch?v=0oxKOO-Wq1A&feature=youtu.be como um grande avanço na liberdade de expressão porque garantiria, através do seu artigo 12, que em caso de rotulagem injusta, o usuário pudesse recorrer ao próprio provedor ou a uma comissão de revisores, pagas pelo provedor, com uma denúncia da injustiça cometida. O provedor não possui prazo para julgar o pedido, mas é obrigado a considerá-lo. Caso, depois de vários meses, quando a informação já tiver se tornado irrelevante, o provedor considerar que não tenha cometido nenhuma injustiça, o usuário estará livre para recorrer aos tribunais convencionais. O artigo 13 ainda estabelece que os provedores deverão promover “POLÍTICAS DE USO QUE LIMITEM O NÚMERO DE ENCAMINHAMENTOS DE UMA MESMA MENSAGEM A NO MÁXIMO 5 (CINCO) USUÁRIOS OU GRUPOS”, em tempos considerados normais. Mas, segundo o Artigo 13 §1, “EM PERÍODO DE PROPAGANDA ELEITORAL, OU DURANTE SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA OU DE CALAMIDADE PÚBLICA [como ocorre atualmente durante a epidemia de Covid-19], O NÚMERO DE ENCAMINHAMENTOS DE UMA MESMA MENSAGEM [independentemente da rotulagem do seu conteúdo], FICARÁ LIMITADO A NO MÁXIMO 1 (UM) USUÁRIO OU GRUPO”. O Artigo 15 ainda estabelece que, no caso em que o usuário utilize meios especiais para comunicação de massa, este usuário, além de declarar qual tipo de software utilizará para a disseminação das mensagens, deverá também fornecer antecipadamente ao provedor a lista das pessoas que receberão as mensagens, juntamente com as respectivas autorizações de todos, onde esteja declarado que estes desejam efetivamente receber as mensagens que serão postadas. Sem isto, o Artigo 15 §1 estabelece que “A AUTORIZAÇÃO PARA RECEBIMENTO DE MENSAGEM EM MASSA SERÁ POR PADRÃO DESABILITADA”. A Artigo 16 estabelece ainda que “OS PROVEDORES DE APLICAÇÃO QUE PRESTAREM SERVIÇOS DE MENSAGERIA PRIVADA DEVEM UTILIZAR TODOS OS MEIOS AO SEU ALCANCE PARA LIMITAR A DIFUSÃO E ASSINALAR AOS SEUS USUÁRIOS A PRESENÇA DE CONTEÚDO DESINFORMATIVO”. O artigo 25 estabelece como dever do Estado promover, em todos os níveis de ensino, a educação para o uso seguro, consciente e responsável da internet, incluindo campanhas para evitar a desinformação na internet. Com exceção da desabilitação dos usuários de âmbito puramente administrativo, o projeto não prevê nenhuma sanção judicial para os usuários que disseminarem informações falsas. Em compensação, prevê para os provedores sanções judiciais “COM PENALIDADES A SEREM APLICADAS PELO PODER JUDICIÁRIO, ASSEGURADOS O DEVIDO PROCESSO LEGAL, A AMPLA DEFESA E O CONTRADITÓRIO” (Artigo 28). Esta é a grande inovação do projeto. A lei pune judicialmente o provedor pela mensagem supostamente mentirosa do usuário, nada estabelecendo para o usuário além de sanções puramente administrativas a critério do provedor. Punir penalmente o usuário tornaria a lei odiosa. Mas ao punir o provedor, que não perde nada quando coibe mensagens que são de interesse apenas de terceiros, mas pode ser punido se as permitir, o legislador estará promovendo o início de uma caçada desenfreada aos que propagarem notícias politicamente incorretas, facilmente rotuláveis de desinformação. As penalidades para os provedores de usuários que propagam desinformações são, segundo o Artigo 28, as seguintes, a serem aplicadas progressivamente pelo Poder Judiciário aos provedores: I – ADVERTÊNCIA, COM INDICAÇÃO DE PRAZO PARA ADOÇÃO DE MEDIDAS CORRETIVAS; II – MULTA; III – SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DAS ATIVIDADES; IV – PROIBIÇÃO DE EXERCÍCIO DAS ATIVIDADES NO PAÍS. =========================== 2. A GRAVIDADE DO PROJETO. =========================== A aprovação deste projeto é gravíssimo, porque não se trata de uma iniciativa isolada do Senador Alessandro Vieira. Tentativas semelhantes de fazer o mesmo estão sendo realizadas em todos os países do mundo. Em outubro de 2007 o então deputado Luiz Bassuma denunciava na Câmara o interesse e o financiamento internacional ao aborto. Ele afirmou que quando o Ministro da Saúde da governo Lula, dr. Temporão, havia sido perguntado em um programa do Roda Viva por um jornalista como o governo encontraria recursos para pagar mais de um milhão de abortos ao se aprovar a legalização do aborto, se hoje faltam gazes e esparadrapos nos hospitais e os brasileiros não tem condições de fazerem um exame de saúde, o Ministro Temporão respondeu o seguinte: “NÃO SE PREOCUPEM. SE O BRASIL LEGALIZAR O ABORTO, NÃO FALTARÃO RECURSOS INTERNACIONAIS PARA FINANCIÁ-LO”. O deputado Luíz Bassuma disse então, indignado, ao presidente da Casa no Plenário do Congresso: “O MINISTRO DISSE ISTO. EU TENHO A FITA GRAVADA. ISTO É GRAVÍSSIMO, SR. PRESIDENTE. ISTO É GRAVÍSSIMO!” O áudio das declarações do então deputado Luís Bassuma pode ser ouvido aqui: http://www.pesquisasedocumentos.com.br/bassumaaudiencia.mp3 Mas algo muito semelhante está acontecendo hoje com a questão do controle da internet. Em uma lista de Perguntas e Respostas distribuída aos interessados no PL 2630/2020, o Senador Alessandro Vieira faz a seguinte pergunta, numerada como 16: “TODOS OS DIAS SÃO COMPARTILHADOS NO FACEBOOK CERCA DE UM TRILHÃO DE PUBLICAÇÕES. NÃO É POSSÍVEL JULGAR O CONTEÚDO DESINFORMATIVO DE TÃO GRANDE NÚMERO DE PUBLICAÇÕES. NÃO HAVERIA PROFISSIONAIS SUFICIENTES PARA ISTO. ENTÃO PARA QUE SERVIRIA UM PROJETO COMO ESTE?” Eis a resposta do Senador: “O SETOR DE VERIFICAÇÃO DE FATOS VAI CRESCER. DOADORES IMPORTANTES E FILANTROPOS AUTÔNOMOS APOIARÃO ESSA INICIATIVA. ENQUANTO ISSO, OS VERIFICADORES DE FATOS TERÃO QUE COMEÇAR COM O CONTEÚDO MAIS IMPORTANTE, MAIS VIRAL E DE MAIOR IMPACTO”. Confira a resposta neste documento: http://www.pesquisasedocumentos.com.br/FAQ_Fake_News.pdf Então se aplica aqui a mesma observação do deputado Luiz Bassuma em 2007 no Plenário da Câmara: “O MINISTRO DISSE ISTO. EU TENHO A FITA GRAVADA. ISTO É GRAVÍSSIMO, SR. PRESIDENTE. ISTO É GRAVÍSSIMO!” Quais são estes doadores importantes e filantropos autônomos que estão tão interessados em financiar este imenso grupo de checadores de notícias falsas na Internet? Quais notícias falsas eles realmente estão interessados em rotular? Que grupos eles representam? Isto é gravíssimo, gravíssimo. O projeto também transcende em gravidade à sua própria redação. Mesmo que o projeto seja reprovado no Senado, logo em seguida já teremos outro praticamente idêntico tramitando na Câmara. E mesmo que este outro projeto seja igualmente reprovado, o problema não irá terminar ali. Há pressão de instituições internacionais que estão interessadas em implantar o controle da Internet em todo o mundo. O controle da Internet irá possibilitar, em seguida, significativos avanços na Cultura da Morte, esta sim, realmente baseada em amplíssima e metódica desinformação. =========================== 3. O QUE FAZER? =========================== O presidente do Senado, Senador Davi Alcolumbre, manifestou esta terça feira passada sua admiração e seu apoio irrestrito ao PL 2630/2020, através de mensagens postadas no Twitter. Sua posição coincide com a de praticamente todos os líderes de bancada dos partidos que constituem o Senado, que irão votar o projeto diretamente no Plenário, aproveitando-se das excepcionalidades impostas pela pandemia de Covid-19. O projeto não irá passar por nenhuma outra comissão parlamentar prévia para ser discutido. Será designado um relator para apresentação da matéria no Plenário e, após a leitura de seu relatório, se passará à votação simbólica dos líderes de bancada que, já de comum acordo, votarão pelos demais senadores ausentes do Senado em virtude da pandemia. Eis as posições do Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre o PL 2630 que instituirá o controle da Internet no Brasil: “AS NOTÍCIAS FALSAS NÃO MINAM APENAS AS INSTITUIÇÕES, OS POLÍTICOS OU AS CELEBRIDADES. ELAS CONTAMINAM A SOCIEDADE COMO UM TODO, OFENDEM QUALQUER CIDADÃO, DISTORCEM QUALQUER FATO E COMPROMETEM A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, QUE É O PRINCÍPIO BÁSICO DA DEMOCRACIA. [@davialcolumbre, May 27, 2020]” “PARA COMBATER ESSA AVALANCHE DE FAKE NEWS, QUE AGRIDE CADA CIDADÃO BRASILEIRO, TODOS OS DIAS,O @SenadoFederal DEVE VOTAR,NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA (2), O PROJETO (PL 2630/2020,DE AUTORIA DO @Sen_Alessandro) QUE INSTITUI A LEI BRASILEIRA DE LIBERDADE, RESPONSABILIDADE E TRANSPARÊNCIA. [@davialcolumbre, May 27, 2020]” “O OBJETIVO DA PROPOSTA É FORTALECER A DEMOCRACIA POR MEIO DO COMBATE A INFORMAÇÕES FALSAS. POR ISTO, BARRAR AS FAKE NEWS É UM SERVIÇO EM PROL DA LIBERDADE, DA BOA INFORMAÇÃO E DA VERDADE. AQUELES QUE ESPALHAM FAKE NEWS DEVEM SER PUNIDOS COM OS RIGORES DA LEI. [@davialcolumbre, May 27, 2020]” https://twitter.com/davialcolumbre/status/1265730963620978688 Diante disto, eis o que se pode fazer.  Estamos em época de pandemia e a maioria das pessoas estão trabalhando em casa, inclusive parlamentares e funcionários do Congresso. A estratégia de enviar mails e entrar em contato telefônico não terá a mesma repercussão de épocas normais. Por outro lado, isto é excelente, porque nos dará a oportunidade de experimentar outros meios de ação que poderão incorporar-se mais tarde às épocas de normalidade. ——————————————- [1] MANIFESTAR-SE JUNTO À PRESIDÊNCIA DO SENADO E ÀS LIDERANÇAS DAS BANCADAS ——————————————- Já que estamos todos em casa, enviem um mail, telefonem e manifestem-se nas redes sociais do presidente do Senado e dos senadores líderes de bancada. Mostrem-lhes, com grande educação, mas com firmeza e clareza, que o povo já compreendeu a verdadeira natureza do controle social da internet. Não importa a qual autoridade esteja se dirigindo, seja educado ao extremo mas firme e claro na expressão de suas posições. Mais importante do que o mail é telefonar de viva voz e manifestar-se nas redes sociais. Os mails, telefones e redes sociais dos Srs. Senadores estão no final desta mensagem. ——————————————- [2] CRIAR E POSTAR VIDEOS NA INTERNET E NAS REDES SOCIAIS ——————————————- Com o isolamento devido à pandemia de coronavírus o acesso das pessoas às redes sociais e à internet aumentou consideravelmente. Muito melhor do que enviar e-mails neste período será fazer um vídeo pronunciando-se a respeito e espalhá-lo em todos os nossos contatos de whatsapp, facebook, twitter, instagram, páginas pessoais e nas redes sociais dos senadores que irão votar o PL 2630/2020 esta semana. Hoje com um simples celular qualquer cidadão brasileiro pode produzir um video e fazer-se ouvir por todos, incluindo o Congresso e o Supremo Tribunal federal. Peçam aos seus bispos, aos sacerdotes e pastores, mesmo que não sejam conhecidos para fazerem o mesmo. Peça aos seus amigos, e advogados e políticos para fazerem o mesmo. Façam vocês mesmos o seu próprio vídeo. Peçam a todos os seus amigos fazerem o mesmo. O alcance será maior do que qualquer e-mail enviado em época de normalidade. Enquanto um mail podia ser visto por algumas poucas pessoas, um vídeo hoje pode ser visto por milhares ou dezenas de milhares de pessoas. Não é necessário ser um especialista. Basta ser um cidadão brasileiro. A multidão dos cidadãos brasileiros falará mais alto do que qualquer especialista. Além das informações desta mensagem, você pode assistir estes vídeos sobre o PL 2630/2020 para entender melhor sobre o assunto: DEBATE COM O SENADOR ALESSANDRO VIERA (2 HORAS DE DURAÇÃO) https://www.youtube.com/watch?v=NMdpyPH5xa4&t=181s Um condensado deste debate pode ser encontrado neste outro endereço: DEBATE PL2360/2020 – SENADOR ALESSANDRO VIERA E DR. PAULO LEÃO https://www.youtube.com/watch?v=0oxKOO-Wq1A&feature=youtu.be ——————————————- [3] COMO ESCREVER, TELEFONAR E PRODUZIR VIDEOS. ——————————————- A. Estamos em uma Democracia. Insistam em comunicar-se e fazer com que mais pessoas se comuniquem. Não deixem a tarefa apenas para autoridades e especialistas. Isto vai fazer toda a diferença. O Brasil não é Monarquia nem Aristocracia. Todos participam do poder. B.  A TODOS OS QUE SE DIRIGIREM, USEM DO MAIOR RESPEITO EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA. SEJAM SEMPRE EDUCADOS AO EXTREMO, MAS NÃO DEIXEM DE EXPOR CLARAMENTE SEUS PONTOS DE VISTA. C. Não copie e cole. Não faça nada padronizado. Use suas próprias palavras. Seja você mesmo. Mostre que o que você diz é a expressão de sua própria cidadania, e não da dos outros. Não delegue suas obrigações políticas aos outros. D. É muito importante que além de escrever e-mails e telefonem de viva voz, peçam a outras pessoas, bispos, sacerdotes, pastores, autoridades e cidadãos de sua amizade que façam e postem vídeos e que manifestem claramente suas opiniões. E. Ao produzir um vídeo ou postar uma mensagem em alguma rede social, não se esqueça de acrescentar uma hash tag como esta: #PL2630/2020/NAO Asssine a campanha para enviar a sua mensagem personalizada para os líderes. Repitindo: NÃO USE XINGAMENTOS. SE O FIZER, TODOS ELES SERÃO DE SUA RESPONSABILIDADE Assine também o abaixo assinado contra: https://citizengo.org/pt-br/ot/179995-esquerda-quer-calar-sua-voz-pl26302020nao Lista dos Emails dos Senadores Brasileiros Aos que desejarem mandar e-mails aos senadores, basta copiar e colar no seu aplicativo de e-mail para enviar para todos ao mesmo tempo: sen.acirgurgacz@senado.leg.br, sen.alessandrovieira@senado.leg.br, sen.alvarodias@senado.leg.br, sen.angelocoronel@senado.leg.br, sen.antonioanastasia@senado.leg.br, sen.aroldedeoliveira@senado.leg.br, sen.carlosfavaro@senado.leg.br, sen.carlosviana@senado.leg.br, sen.chicorodrigues@senado.leg.br, sen.cidgomes@senado.leg.br, sen.cironogueira@senado.leg.br, sen.confuciomoura@senado.leg.br, sen.daniellaribeiro@senado.leg.br, sen.darioberger@senado.leg.br, sen.davialcolumbre@senado.leg.br, sen.eduardobraga@senado.leg.br, sen.eduardogirao@senado.leg.br, sen.eduardogomes@senado.leg.br, sen.elizianegama@senado.leg.br, sen.elmanoferrer@senado.leg.br, sen.esperidiaoamin@senado.leg.br, sen.fabianocontarato@senado.leg.br, sen.fernandobezerracoelho@senado.leg.br, Sen.fernandocollor@senado.leg.br, sen.flavioarns@senado.leg.br, sen.flaviobolsonaro@senado.leg.br, sen.humbertocosta@senado.leg.br, sen.iraja@senado.leg.br, sen.izalcilucas@senado.leg.br, sen.jaderbarbalho@senado.leg.br, sen.jaqueswagner@senado.leg.br, sen.jarbasvasconcelos@senado.leg.br, Sen.JaymeCampos@senado.leg.br, sen.jeanpaulprates@senado.leg.br, sen.jorgekajuru@senado.leg.br, sen.jorginhomello@senado.leg.br, sen.josemaranhao@senado.leg.br, sen.joseserra@senado.leg.br, sen.katiaabreu@senado.leg.br, sen.lasiermartins@senado.leg.br, sen.leilabarros@senado.leg.br, sen.lucasbarreto@senado.leg.br, sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br, sen.luizcarlosdocarmo@senado.leg.br, sen.mailzagomes@senado.leg.br, sen.majorolimpio@senado.leg.br, sen.maragabrilli@senado.leg.br, sen.marcelocastro@senado.leg.br, sen.marciobittar@senado.leg.br, sen.marcosdoval@senado.leg.br, sen.marcosrogerio@senado.leg.br, sen.mariadocarmoalves@senado.leg.br, sen.meciasdejesus@senado.leg.br, sen.nelsinhotrad@senado.leg.br, sen.omaraziz@senado.leg.br, sen.oriovistoguimaraes@senado.leg.br, sen.ottoalencar@senado.leg.br, sen.paulopaim@senado.leg.br, sen.paulorocha@senado.leg.br, sen.pliniovalerio@senado.leg.br, sen.randolferodrigues@senado.leg.br, sen.reguffe@senado.leg.br, sen.renancalheiros@senado.leg.br, sen.robertorocha@senado.leg.br, sen.rodrigocunha@senado.leg.br, sen.rodrigopacheco@senado.leg.br, sen.rogeriocarvalho@senado.leg.br, sen.romario@senado.leg.br, rose.freitas@senadora.leg.br, sergio.petecao@senador.leg.br, sen.simonetebet@senado.leg.br, sen.sorayathronicke@senado.leg.br, sen.styvensonvalentim@senado.leg.br, sen.tassojereissati@senado.leg.br, sen.telmariomota@senado.leg.br, sen.vanderlancardoso@senado.leg.br, sen.venezianovitaldorego@senado.leg.br, sen.wellingtonfagundes@senado.leg.br, sen.wevertonrocha@senado.leg.br, sen.zenaidemaia@senado.leg.br, sen.zequinhamarinho@senado.leg.br, #Brasil #Liberdadedeexpressão #Política

  • A CONVERSÃO DOS VIKINGS

    A CONVERSÃO DOS VIKINGS Você gostou do filme Thor? Deveria agradecer a Igreja Católica por saber que existiu uma mitologia nórdica, quer saber o motivo? Leia com atenção está narrativa da História cultural.É muito recorrente na historiografia contemporânea observarmos acusações de que a cultura europeia com seu cristianismo ocidental não respeitou outras culturas, e tentou acabar com a cultura que encontrou nas Américas, África e extremo oriente, isso não tem como se sustentar quando observamos a construção da Europa como um continente pluralista, na questão religiosa e cultural, sua religião foi convertida ao Cristianismo, mas sua cultura foi mantida pelo próprio Cristianismo, através dos padres que escreviam os detalhes da sua cultura e mitologia, vejamos. Snorri Sturluson foi um historiador e político que compôs as Eddas e outras obras mitológicas e históricas, elas são as principais fontes sobre a mitologia nórdica. Sturluson foi criado em Oddi, principal centro cultural e de aprendizagem da Islândia onde foi estabelecida uma igreja desde a introdução do cristianismo no país, e posteriormente uma escola pelo padre Saemundr Frooi. Lá ele teve toda sua educação em latim e teve contato com obras e tradições mitologicas, dentre elas as sagas dos reis nórdicos escrita pelo padre Saedmundr. Posteriormente mudou-se para Reykholt, também outro foco de cristianização da Islândia, onde compilou outras obras na escola da histórica Igreja. Podemos extrair duas coisas  disso tudo: que a Igreja Católica  nunca matou  cultura alguma, mas sim enriqueceu-las.  A outra é que sem o catolicismo, a que tanto atacam a Igreja e fazem apologia a  crenças pagãs sequer conhecerían-nas. Aqui podemos verificar algumas citações acadêmicas:  “Seu relato é colorido por sua educação cristã, que o teria ensinado a esperar que uma religião fosse sistema de crenças coerentes “ (Faulkes, A. (2005). Edda – Prologue and Gylfaginning. London: Viking society for northern research, University College London.) “Essa tentativa de criar um relato único e unificado de algo que é múltiplo por excelência, é provavelmente o resultado de uma visão cristã unificadora das coisas. O cristianismo não funciona com várias versões: a doutrina trabalha com revelações, com versões únicas e verdadeiras de coisas que estão contidas na Bíblia. Tendo em mente que Snorri tinha uma Educação cristã, tanto na religião quanto no modo de pensar, o cristianismo também teve um impacto na Prosa Edda, na medida em que agiu através da visão do autor sobre o material no qual ele escreve: ele estava tentando fazer uma conjunção difusa de histórias que se encaixam, transformando o múltiplo em um, fazendo sentido coerente de uma multidão de contos conflitantes. Ou seja, mais uma vez, aplicar uma visão cristã  unificadora e centralizadora de um material disperso oral antigo” “De fato, uma ironia da mitologia escandinava é que sem o cristianismo, isso não teria sido registrado, pois a Igreja trouxe a cultura e tecnologia da escrita” (Lindow, J. (2005). Mythology and Mythography. In: Old Norse-Icelandic literature – a critical guide. Toronto: University of Toronto Press) “A igreja era realmente responsável por trazer a cultura literária e o alfabeto latino para Escandinávia. Sabe-se que os escandinavos usavam um alfabeto rúnico em tempos pré-cristãos, mas estes não foram utilizados para fins literários, apenas para inscrições menores em utensílios, armas, pedras memoriais e talvez rituais mágicos. Somente após a vinda do cristianismo começou a vasta produção literária na região. Este processo concretizou-se graças às mudanças trazidas pela Igreja tanto culturalmente, com a difusão do hábito de ler e escrever entre uma minoria educada, bem como tecnicamente, com as habilidades necessárias para produzir pergaminhos com pele de animal, tinta e pena, e o mais importante, a já mencionada introdução do alfabeto latino” (Clunies Ross, M. (2010). The Cambridge Introduction to the Old Norse-Icelandic Saga. Cambridge: Cambridge University Press.) “”é importante enfatizar que a tradição oral não deixou de existir ao mesmo tempo dando lugar a escrita. Pelo contrário, ambas as formas coexistiram. Assim, podemos imaginar a influência da vinda do cristianismo nas tradições [orais e escritas]. ” (Palamin, F. (2011). Edda em Prosa, Snorri Sturluson e suas influências cristãs. Anais do III Encontro nacional do GT História das Religiões e das Religiosidades – Questões teórico-metodológicas no estudo das religiões e religiosidades. Revista Brasileira de História das Religiões, 3, 9.) “As elsewhere in Europe, once Iceland had been brought within the family of the Catholic Church it acquired with it the Church’s technology of reading and writing and its international literature of learning, philosophy, and long, well-structured stories of saints and distant lands and peoples. But, for whatever reason, in Iceland things were different: having gained the new technology and the learning that went with it, the Icelanders were not content merely to translate and reproduce the literature the Church supplied them with, but set about exploiting their newly acquired skills to write down their own stories and poems as well as to create new ones.” (Sigurðsson, G. (2004). The Medieval Icelandic Saga and Oral Tradition: A Discourse on Method) #USA #Históriadaidademédia #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Apologética #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #desenvolvimentodoutrinal #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Igreja

  • LÁGRIMAS DE SANGUE EM CIVITAVECCHIA

    Em 2 de fevereiro de 1995 uma pequena imagem branca de gesso da Rainha da Paz, de quarenta e três centímetros, começou a chorar lágrimas de sangue em Civitavecchia, pequena cidade no subúrbio de Roma. A imagem tinha sido trazida de Medjugorje pelo padre Pablo Martin, que então era pároco de um vilarejo próximo a Civitavecchia, e que tinha voltado de uma peregrinação à famosa cidade da Bósnia Herzegovina. Deu a imagem de presente ao amigo Fabio Gregori, eletricista de trinta e dois anos, católico, casado, homem de bem; e foi na própria casa do eletricista que se iniciou o estranho acontecimento — a pequena Maria de gesso vertendo lágrimas de sangue —, logo presenciado por toda a vizinhança. Nos dias seguintes, até 6 de fevereiro, foram 13 lacrimações, todas com provas testemunhais. Foi um escândalo. Em pouco tempo, o bispo Girolamo Grillo foi alertado e, cético, decidiu apreender a imagem para melhor administrar e apurar o fato. Enquanto investigava, deixou-a no pequeno altar de sua capela privada. Um mês e pouco depois, no dia 15 de março de 1995, enquanto o bispo rezava em companhia de sua irmã, Grazia Maria, esta percebeu um estranho e inesperado líquido vermelho escorrendo dos olhos da Madonna. Era a 14ª lacrimação de Maria — o mesmo número das estações da Via Crucis. A irmã do bispo gritou de susto; e todos que estavam no palácio diocesano correram à capela. O bispo tomou a imagem e a prendeu entre as mãos, enquanto rezava silenciosamente a Salve Rainha, insistindo sobretudo no primeiro verso: “Salve, Rainha, Mãe de misericórdia”. O próprio Dom Grillo contou tudo no livro La vera storia di un doloroso drama d’amore: la Madonnina di Civitavecchia (Camerata Picena, Shalom, 2011). O que mais era necessário para reconhecer a sobrenaturalidade do fato? A partir de então, não só católicos comuns, teologicamente analfabetos, tinham presenciado o escandaloso pranto de sangue, mas também um bispo melindroso, de extrema e necessária cautela, adestrado por ofício contra ímpetos milagreiros da gente simples. Quando o fato de Civitavecchia ganhou a mídia, a justiça apreendeu a imagem para investigações. Nenhuma fraude, no entanto, foi constatada. Era uma imagem como tantas outras, representando singelamente Nossa Senhora. A Criminalpol, polícia federal italiana, colheu parte do material sanguíneo que sobrou da última lacrimação, submeteu-o a análise laboratorial e atestou: não havia nenhum mecanismo fraudulento oculto em suas gélidas entranhas de gesso. Era sangue humano. E, para os que creem, diretamente originário do coração de Maria Santíssima, transpassado por aquela espada predita pelo velho Simeão, no dia da apresentação de Jesus no Templo. O grande Chesterton, convertido do protestantismo, dizia que em milagres acredita quem tem provas a seu favor (no caso de Civitavecchia, as lágrimas de sangue vistas por muitas pessoas dignas de crédito); e não acredita em milagres aquele que tem uma teoria contrária aos que acreditam… — Não nos venham com fatos — diriam esses últimos. — Deixem-nos em paz com nossas ideias! O mais impressionante, vale repetir, é que essa imagem de Nossa Senhora foi trazida de Medjugorje, vilarejo da Bósnia na qual seis jovens — hoje cinquentões — diziam e ainda dizem receber aparições de Nossa Senhora desde 1981. Naquele fevereiro de 1995, Medjugorje padecia os efeitos terríveis da guerra dos Bálcãs, mas foi preservada intacta do tiroteio sangrento ao redor, sem que houvesse uma única vítima humana na pequena cidade. Há quem procure ver nos acontecimentos de Civitavecchia, entre outras coisas, um atestado do Céu em favor das aparições marianas na ex-Iugoslávia.

  • Rodolfo, conde da Alsácia

    Tendo deixado o mundo, tornando-se religioso franciscano, Rodolfo, conde da Alsácia (França, século XIII), era muito devoto da Mãe de Deus. No momento em que estava para morrer, veio-lhe à lembrança a vida que levara no mundo e o pensamento do julgamento, chegando-lhe ao espírito, fez com que ele duvidasse da Salvação de sua alma. E o temor o perseguia. Então, Maria, que não se esquece de seus servos, em suas angústias, se apresentou ao moribundo, rodeada por um cortejo de santos, dirigindo-lhe as seguintes palavras: Meu querido, vós vos consagrastes a Mim, por que, então, temer a morte? Ao ouvir estas palavras, o servo de Maria, aliviado de um grande peso, expulsou os seus terrores e morreu contente, em grande paz. Estejamos, nós, igualmente, em absoluta paz, confiantes de que, na hora da nossa morte, Maria virá nos assistir. D’après le chapelet des enfants (Segundo o Terço das crianças) Rezemos: Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois Vós entre as mulheres, bendito é o fruto de Vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém. #AveMaria #Maria #NossaSenhora

  • A IGREJA, A IDADE MÉDIA E O ENSINO

    A IGREJA, A IDADE MÉDIA E O ENSINO Vivemos no século XXI, mas observando o nível de informações acerca da Idade Média, têm-se a impressão que estamos em pleno iluminismo, a revolução francesa parece que está no senso comum, certamente nem o mais otimista dos forjadores de de mitos e lendas do iluminismo acreditaria que suas mentiras estão sendo usadas no século XXI. Vamos analisar neste artigo a questão da educação na Idade média, pode-se perceber que foi um momento de grande apoio aos mais pobres na educação, para este artigo vamos observar a obra de Régine Pernoud, está historiadora nos traz a seguinte narrativa sobre a criança. “A criança, na idade Média como em todas as épocas, vai a escola. E, em geral, a escola da sua paróquia ou do mosteiro mais próximo. Com efeito, todas as igrejas agregam a si uma escola, o concilio de Latrão, em 1179, faz-lhes disso uma obrigação estrita, e é uma disposição corrente, ainda visível em Inglaterra, país mais conservador do que o França, encontrar reunidos a igreja, o cemitério e a escola. Frequentemente também, são as fundações senhoriais que asseguram a instrução das crianças: uma aldeiazinha das margens do Sena, Rosny, tinha, desde o inicio do século XIII, uma escola fundada por volta do ano 1200 pelo seu senhor, Guy V Mauvoisin.”(p.95) Aqui observasse a relação cultural nas aldeias e problemas de relações entre professor e alunos, sempre um professor deve ser impor, e zelar pela disciplina em sala de aula> “Por vezes, também, trata-se de escolas puramente privadas: os habitantes de um lugarejo associam-se para sustentar um professor encarregado de ensinar as crianças; um pequeno texto divertido conservou-nos a petição de alguns pais solicitando a demissão de um professor, que não tendo sabido fazer-se respeitar pelos seus alunos é por eles desrespeitado, ao ponto de eum peugeot grafionibus – de eles o picarem com os seus grafiones, os estiletes com os quais eles escrevem nas suas tabuinhas revestidas de cera.” (P.95). Observasse que as escolas monásticas tiveram talvez ainda mais renome, em Paris, encontram-se desde o século XII três séries de estabelecimentos escolares: “a escola Notre-Dame, ou grupo de escolas do bispado, cuja direção é assumida pelo chantre para as classes elementares e pelo chanceler para o grau superior, as escolas das abadias como Sainte-Geneviève, Saint-Victor ou Saint-Germain-des-Prés enfim, as instituições particulares abertas pelos professores que obtiveram a licença de ensino, como Abelardo, por exemplo.” A autora nos informa que a criança era ai admitida com sete ou oito anos de idade e o ensino que preparava para os estudos da Universidade estendia-se como hoje por uma dezena de anos: são os números que o abade Gilles le Muisit dá. Os rapazes eram separados das moças, que tinham, em geral, os seus estabelecimentos particulares, menos numerosos talvez, mas onde os estudos eram muito ativos. “A abadia de Argenteuil, onde foi educada Heloisa, ensinava as moças a Santa Escritura, as letras, a medicina e mesmo a cirurgia sem contar o grego e o hebraico que Abelardo lá ensinou. Em geral as pequenas escolas proporcionam aos seus alunos as noções e gramática, de aritmética, de geometria, de música e de teologia que Ihes permitiriam aceder às ciências estudadas nas Universidades; é possível que algumas tenham comportado uma espécie de ensino técnico”. A Histoire Littéraire cita, por exemplo, a escola de Vassor na diocese de Metz, na qual, “aprendendo a Santa Escritura e as letras, se trabalhava o ouro, a prata, o cobre¹. Nas fontes primárias observasse as recordações de Gilles le Muisit, ele lembrando as suas recordações de juventude; é que, de facto, nessa época as crianças de todas as<>a da sociedade eram instruídas juntas, vê-se uma anedota célebre que mostra “Carlos Magno sendo severo para com os filhos dos barões que mostra que se mostravam preguiçosos, ao contrário dos filhos dos servos pobres. A única distinção estabelecida consistia nas retribuições pedidas, sendo o ensino gratuito para os pobres e pago para os ricos. Esta gratuidade podia prolongar-se, vê-lo-emos, por toda a duração dos estudos, e mesmo para o acesso ao ensino, uma vez que o concilio de Latrão, já citado, proíbe às pessoas que têm a missão de dirigir e tomar conta das escolas «de exigir dos candidatos ao professorado uma qualquer remuneração pela outorga da licença».” Há aliás, pouca diferença, na Idade Média, na educação dada às crianças de diversas condições; “os filhos dos vassalos menores são às crianças de diversas condições na residência senhorial juntamente com os do suserano, ricos burgueses são submetidos à mesma aprendizagem que o último dos artesãos, se querem tomar conta, por sua vez, da loja paterna. É sem dúvida por isso que temos tantos exemplos de grandes personagens saídos de famílias de condição humilde: “Suger, que governa a França durante a cruzada de Luís VII, é filho de servos; Maurice de Sully, o bispo de Paris que mandou construir Notre-Dame, nasceu de um mendigo; São Pedro Damião, na sua infância, guarda porcos, e uma das mais vivas luzes da ciência medieval, Gerbert d’Aurillac, é igualmente pastor; o papa Urbano VI é filho de um pequeno sapateiro de Troyes e Gregório VII, o grande papa da Idade Média, de um pobre pastor de cabras. Inversamente, muitos dos grandes senhores são letrados cuja educação não devia diferir muito da dos clérigos: Roberto, o Piedoso, compõe hinos e sequências latinas; Gui Thermix, príncipe da Aquitania, é o primeiro, cronologicamente, dos trovadores; Ricardo Coração-de-Leão deixou-nos poemas, assim como os senhores de Ussel, dos Baux e tantos outros – para não falar de casos mais excepcionais, como o do rei de Espanha Afonso X, Astrônomo, que escreve sucessivamente poemas e obras de direito, faz progredir notavelmente os conhecimentos astronômicos da época com a redação das sua a das suas Tables Alphonsines [Tábuas Afonsinas), deixa uma vasta Chronique [Crónica] sobre as origens da História de Espanha e uma compilação de direito canónico e de direito romano e foi o primeiro Code [Código] do seu país. Vemos estudantes mais capacitados, irem naturalmente para às Universidade; e cada um escolhe sua especialidade, em Montpellier, é a medicina; desde de 1181que Guilherme VII deu a qualquer particular, quem quer que seja e venha de onde vier, a liberdade de ensinar está arte, desde que apresente as garantias de saberes suficientes. Em Orleans a especialidade é o direito canônico, Bolonha o direito Romano. Mas é Paris o centro dos estudos de toda Europa, são recebidos estudantes “da Alemanha, Itália, Inglaterra, Dinamarca e Noruega. Estas Universidades são criações da Igreja Católica. A bula Parens scientiarum de Gregório IX pode ser considerada como a carta de fundação da Universidade medieval, com os regulamentos promulgados em 1215, pelo cardeal-núncio Roberto de Courçon, agindo em nome de Inocêncio III, e que reconheciam explicitamente aos professores e aos alunos o direito de associação. Criada pelo papado, a universidade tem um carácter inteiramente eclesiástico: os professores pertencem todos à Igreja, e as duas grandes ordens que ilustram século XIII, Franciscana e Dominicana, e serão frequentadas por um S. Boaventura e um S. Tomás de Aquino; os alunos, mesmo aqueles que não se destinam ao sacerdócio, são chamados clérigos, e alguns deles usam a tonsura –o que não quer dizer que aí apenas se ensine a teologia, uma vez que o seu programa comporta todas as grandes disciplinas científicas e filosóficas, da gramática à dialética, passando pela música e pela geometria. Nas universidade os professores e estudantes formam um corpo livre. Filipe Augusto tinha, desde o ano 1200, tirado os seus membros da jurisdição civil, estes professores, alunos e mesmo os criados destes dependem apenas dos tribunais eclesiásticos, o que é considerado um privilégio e consagra a autonomia desta corporação de elite. Professores e estudantes estão, portanto, inteiramente isentos de obrigações relativas ao poder central; administram-se a si próprios, tomando em comum as decisões que lhes respeitam e gerem a sua tesouraria sem nenhuma ingerência do Estado. É esta a característica essencial da Universidade medieval e, provavelmente, aquela que mais a distingue da de hoje. “A universidade, mais ainda do que nos nossos dias, é, na Idade Média, um mundo turbulento.” Vemos na Idade Média a internacionalização do saber, isso se deveu unicamente pelo Cristianismo, continua Pernoud a nos informar que toda Europa era agraciada com o desenvolvimento de todas as artes liberais e conhecimentos científicos. “É também um mundo cosmopolita; as quatro «nações» entre as quais estavam repartidos os clérigos parisienses indicam-no suficientemente: havia os Picardos, os Ingleses, os Alemães e os Franceses. Os estudantes vindos de cada um destes países eram, portanto, suficientemente numerosos para formar um grupo que tinha a sua autonomia, os seus representantes, a sua atividade particular; fora disto, assinalam-se correntemente nos registros nomes italianos, dinamarqueses, húngaros e outros. Os professores que ensinam vêm, também eles, de todas as partes do mundo: Siger de Brabant, Jean de Salisbury usam nomes significativos; Alberto Magno vem da Renânia, S. Tomás de Aquino e S. Boaventura, de Itália.” Não há, então, obstáculo às trocas de pensamento, e só se julga um professor pela amplidão do seu saber. “Este mundo matizado possui uma língua comum, o latim, o único falado na Universidade; é, sem dúvida, o que lhe evita ser uma nova Torre de Babel, apesar dos grupos diversificados de que é composta; o uso do latim facilita as relações, permite aos sábios comunicar de uma ponta à outra da Europa, dissipa, de antemão, qualquer confusão na expressão e salvaguarda também a unidade de pensamento. Os problemas que apaixonam os filósofos são os mesmos, em Paris, em Edimburgo, em Oxford, em Colónia ou em Pavia, ainda que cada centro e cada personalidade lhes imprimam o seu carácter próprio. Tomás de Aquino, vindo de Itália, em Páris acaba de esclarecer e de ultimar uma doutrina cujas bases ele concebera escutando, em Colônia, as lições de Alberto Magno. Nada se parece menos com um vaso fechado, vemo-lo, do que a Sorbonne do século XIII.” PERNOUD, Pernoud. Luz sobre a Idade Média. Europa-América publicações Ltda, Lisboa, 1996. #USA #Históriadaidademédia #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #desenvolvimentodoutrinal #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Doctrinaldevelopment #Igreja #SantoTomásdeAquino

  • UM VENTO PODEROSO – Scott Hahn medita sobre o Domingo de Pentecostes

    A dádiva do Espírito ao novo povo de Deus coroa os poderosos feitos do Pai na história da salvação. A festa judaica de Pentecostes convocava todos os judeus devotos a Jerusalém para celebrar seu nascimento como povo escolhido por Deus, na Lei da aliança dada a Moisés no Sinai (ver Levítico 23: 15–21; Deuteronômio 16: 9–11). Na Primeira Leitura de hoje, os mistérios prefigurados naquela festa são cumpridos no derramamento do Espírito sobre Maria e os Apóstolos (ver Atos 1:14). O Espírito sela a nova lei e a nova aliança trazidas por Jesus, escritas não em tábuas de pedra, mas no coração dos que acreditaram, tal como os profetas prometeram (ver 2 Coríntios 3: 2–8; Romanos 8: 2). O Espírito é revelado como o sopro vivificante do Pai, a Sabedoria pela qual Ele fez todas as coisas, como cantamos no Salmo de hoje. No começo, o Espírito veio como um “vento poderoso” varrendo a face da terra (ver Gênesis 1: 2). E na nova criação de Pentecostes, o Espírito novamente vem como “uma forte ventania” dirigida à renovação da face da terra. Como Deus formou o primeiro homem do pó e o encheu de Seu Espírito (ver Gênesis 2: 7), no Evangelho de hoje vemos o Novo Adão tornar-se um Espírito vivificante, inspirando nova vida aos apóstolos (ver 1 Coríntios 15: 45, 47). Como um rio de água viva, por todas as épocas Ele derramará Seu Espírito sobre Seu corpo, que é a Igreja, como ouvimos na Epístola de hoje (ver também João 7: 37–39). Recebemos esse Espírito nos sacramentos, a partir da “nova criação” realizada no Batismo (ver 2 Coríntios 5:17; Gálatas 6:15). Bebendo do único Espírito na Eucaristia (ver 1 Coríntios 10: 4), somos os primeiros frutos de uma nova humanidade, composta de todas as nações que há debaixo do céu, sem distinções de riqueza, idioma ou raça: um povo nascido do Espírito. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/a-mighty-wind-scott-hahn-reflects-on-pentecost-sunday-2/

  • O PRECONCEITO HUMANISTA COM A IDADE MÉDIA

    O Preconceito humanista Muitos são os autores e estudos que concluem, sobretudo nos aspectos culturais e sociais, que a Idade Média foi uma era decadência. Há historiadores que publicaram estudos com atribuições ao período que vão desde “aquele em que a humanidade não tomou banho” (BESSELAAR, 1974; p. 89 – 95), ou a recorrente alegação de que seria esta a “Idade das Trevas” (FRANCO JÚNIOR, 2016; p. 17 – 19), ou até mesmo a “civilização da barbárie” (INÁCIO & LUCA,1988; p.7). Neste mesmo aspecto, encontra-se ainda menções sobre a falta de liberdade e de direitos das mulheres, perseguições sistemáticas das pessoas que pensavam diferente da Igreja Católica e sua “repulsa pela ciência e pela educação”. Por outro lado, identificam-se referências que atribuem a esta mesma Igreja o reconhecimento de dignidade humana a todos os homens, através de uma motivação à educação na Idade Média; fontes históricas atestam que, neste período, as universidades foram estimuladas semeando as bases da academia moderna; a criação de um direito canônico que pôde ser adaptado aos costumes senhoriais; ou ainda, no final da Idade Média, é possível enxergar as origens do direito internacional com a descoberta do novo mundo (PERNOUD 1996; p.63-74). Os hospitais, por exemplo, muitos historiadores testemunham que “parece dever-se à Igreja a fundação das primeiras instituições atendidas por médicos, onde se faziam diagnósticos, se prescreviam remédios e um corpo de enfermagem” (WOODS JR., apud ALVIN J. SCHMIDT, 2014; p.153). Os direitos humanos individuais, igualmente, tem grandes contribuições da Idade Média, assim como grandes conquistas nas artes, na literatura, nas instituições, na arquitetura nas relações internacionais, todas essas contribuições são visíveis e tem influência no nosso mundo contemporâneo (WOODS JR., 2014; p.179). Para efeito de melhor compreensão desta exposição, importa desvendar a origem desta imagem, que é o que se tem por senso comum histórico nos tempos contemporâneos. Primeiramente, é prudente compreender as influências e produções culturais do movimento humanista chamado renascença, principal fonte dos escritos e estudos utilizados para a qualificação (ou desqualificação) do impacto científico-cultural da Idade Média. A ocorrência do termo “Idade das Trevas”, por exemplo, é atribuída por Hilário Franco à renascença, como consequência de um sentimento identitário de superioridade cultural, em relação ao período medieval: No caso do que chamamos de Idade Média, foi o século XVI que elaborou tal conceito [depreciativo e anticientífico]. Ou melhor, tal preconceito, pois o termo expressava um desprezo indisfarçado em relação aos séculos localizados entre a Antiguidade Clássica e o próprio século XVI. Este se via como o renascimento da civilização greco-latina e, portanto, tudo que estivera entre aqueles picos de criatividade artístico-literária de seu próprio ponto de vista, é claro não passara de um hiato, de um intervalo. Logo, de um tempo intermediário, de uma idade média” (FRANCO,2016: p.11). Delumeau (2017), por exemplo, nos apresenta Petrarca (intelectual humanista italiano do renascentismo) como o criador da noção do tempo obscuro a respeito dos tempos medievais: […]que iria durante muito tempo dominar a interpretação da história medieval. Qualificava de «antiga» a época anterior à conversão de Constantino e de «moderna» a posterior, a qual perdurava ainda no século XIV. Ora, para Petrarca, esta idade moderna caracterizava-se pela «barbárie» e pelas «trevas»; ao mesmo tempo, nutria uma admiração apaixonada e quase romântica pelo passado romano”(DELUMEAU, 2017: p.73). O movimento renascentista nasce sediado na península itálica na crise feudal (séc. XIV-XVI), sob a influência de egressos bizantinos. A presença bizantina pode ser observada em diversos períodos da história europeia. O imperador romano Justiniano (em 535 d.C) terá começado a conceber um verdadeiro programa de restauração do império, que teve como grande alvo a Península Itália. Anos mais tarde (entre 541/42 e 552), a Guerra Gótica (535 d.C a 554 d.C) entraria no que pode se considerar uma segunda fase, com o Rei Totila (rei ostrogodo da Itália) contando com a cumplicidade dos Francos, valendo a Bizâncio a grande capacidade do General Narsés (um camareiro e eunuco pró-monofisita, que era o favorito de Teodora – Imperatriz bizantina – e um homem muito rico), o qual obteve vitórias decisivas em Busta Gallorum – batalha entre ostrogodos e bizantinos em 552, mesmo ano em que Totila encontrou a morte – e na batalha de Mons Lactarius (Salerno), no mesmo ano (MONTEIRO et al, 2016). Este sucesso significou a reentrada da Itália no Imperium Romanum e permitiu a Justiniano, em 554, a reorganização da região, com a promulgação da Constitutio (legislação imperial). Na Hispânia, Justiniano interveio a partir de 552, a pedido do rei visigodo Atanagildo, em revolta contra o rival Agildo; os Bizantinos aproveitaram para se apoderar de Cartagena, de Málaga e de Córdova, assim como do respetivo hinterland; um domínio que, todavia, não conseguiriam manter por muito tempo. Com a queda de Constantinopla em 1453, deu-se o surgimento do Império Turco Otomano, de modo que uma grande elite intelectual de homens bizantinos instruídos nas letras e nas artes migrarem para a Itália, levando para essa região muitos dos elementos da cultura clássica antiga, que fora preservada em Constantinopla. Com isso, exercendo uma grande influência na região da Itália, irromperam o primeiro elemento para o início do movimento renascentista (MONTEIRO; GONÇALVES; GOMES, 2016; p. 64-66-70), além da influência que os cruzados receberam do império bizantino no período das cruzadas (ROPS, 2014; p. 533). A região de Florença, na Itália, foi o epicentro do novo movimento renascentista. Esta cidade tinha o prestígio de ser a base de um movimento de renovação cultural, baseado no humanismo e na reinterpretação dos valores greco-romanos. A conjuntura histórico-sociológica foi a causa do pioneirismo italiano, fazendo-o um grande centro comercial; a consequência foi o formação de uma poderosa classe mercantil, bem como intensa atividade urbana e cultural, herança da antiguidade romana: obras, movimento e história. Dirá-nos o renomado medievalista Delumeau que “o renascimento definiu-se a si mesmo como um movimento virado para o passado – sentido aparentemente oposto ao do nosso mundo moderno, virado para o progresso. O Renascimento queria regressar às origens do pensamento e da beleza” (DELUMEAU, 2017; p.73). A tendência de um discurso de competição dos renascentistas em relação à produção cultural do medievo gerou, entre outras coisas, um arcabouço intelectual de “correligionários” de pensamento convergente e mutuamente referenciado e, por isso, não suficientemente profundo e abrangente a respeito da Idade Média. Há que se considerar que, a consequência disso é a limitação da intelectualidade dos grandes expoentes renascentistas. Delumeau dirá, à respeito do mesmo Petrarca – a quem se atribui a tese do obscurantismo medieval – e suas limitações nas letras que “[…]continuava Cortese, a informação que chega aos dias atuais é de que Petrarca não escrevia em latim suficientemente clássico. Porque nos devemos admirar? «Ao homem nascido no lodo acumulado por todos os séculos, faltavam os ornamentos da arte de escrever. Desde então, fizeram-se progressos” (DELUMEAU, 2017; p.74). A renascença avançou também em outros países europeus, o que se deu a partir do final do século XV. Adotou-se também fora da Itália a noção de um renascimento literário alcançado pelo regresso aos autores da antiguidade. Fazendo uso de formas mais terrenas, imanentistas e concretas, o humanista tinha características bem definidas a respeito de pensar a ciência, a moral, a religião com uma preocupação voltada totalmente ao homem e seu bem-estar individual. Antropocentrismo, resultado desse movimento filosófico-cultural, é aquele caracterizado pelo homem que passa a ser visto como o centro do Universo, e a negação do teocentrismo medieval foi uma das suas características principais, além do individualismo social, motivador da valorização da capacidade de criação e o espírito de competição; o que parece ser a mola propulsora do capitalismo moderno. O racionalismo (característica do antropocentrismo) ganhou uma posição de destaque ao colocar a ciência numa posição superior à religião, onde o experimentalismo passa a estar acima da fé (dogmas). Delumeau nos informa sobre um francês, Jean Despautière, no prefácio do seu Ars versificandi (1516), reconhecia sem dificuldade que tinha sido Petrarca “quem, não sem inspiração divina, inaugurara, por volta do ano 1340, a guerra declarada aos Bárbaros e, lembrando as musas esquecidas, estimulara vigorosamente o estudo da eloquência” (DELUMEAU, 2017; p.74). Todavia, segundo a informação de Delumeau, acreditavam os renascentistas que estavam em uma “guerra aos Bárbaros”. Daí a importância de Erasmo, estamos falando aqui de Erasmo de Roterdã, muitas vezes considerado fora da península itálica de acordo com a expressão de Guillaume Budé (carta de 1517), como co-pai do começo que se deu no nosso tempo». Esta opinião era partilhada por Jacques Charron (ator e diretor de cinema francês) que, quando reeditou os Adágios em 1571, afirmava no prefácio: «Ele [Erasmo] foi o primeiro que resgatou as boas letras na época em que começavam a renascer e a emergir do seu lodo bárbaro. Todavia, com a ajuda do orgulho nacional, foi com Francisco I (Rei da França) que muitos escritores franceses atribuíram o renascimento das letras no seu país. Jacques Amyot dedicava a Henrique II a sua tradução das Vidas de Homens Ilustres, de Plutarco, e declarava: «O grande rei Francisco, teu pai, fundou feliz mente as boas letras e fê-las renascer e florescer neste nobre reino.>> Mas o termo «Renascimento» tem ainda uma ressonância estética que deve aos humanistas e aos artistas da época. A este respeito, Filippo Villani, que compôs no final do século XIV um Livro dos cidadãos famosos da cidade de Florença (DELUMEAU,2017; p. 74). Como pudemos verificar os renascentistas tinham um elevado espírito corporatista e contemporâneo, beirando prepotência. Desenvolveram as bases de seu movimento cultural em uma visão revanchista para com a Idade Média, desconsiderando a contribuição de um passado composto por grandes homens e mulheres que construíram as letras e uma arte. Ainda sobre as mesmas artes Filipo Villani, o mesmo, em sua obra faz o elogio dos pintores florentinos «que recuperaram as artes anémicas e quase extintas», a começar por Cimabue que soube reconduzir a arte à semelhança com a natureza – ambos filhos do medievo. Depois dele, estando assim aberto o caminho para uma arte nova, Giotto, que não só considera a comparação com os ilustres pintores da Antiguidade, mas que os supera em talento e em gênio, devolveu à pintura a sua antiga dignidade e o seu mais elevado renome. #USA #humanismo #Históriadaidademédia #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #desenvolvimentodoutrinal

  • LUTO: Irmão Simplício da Toca de Assis morre por Covid-19

    Hoje ganhamos um irmão no céu! Nesta sexta-feira (29), dia em que recordamos a paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso irmão Simplício da Fraternidade Toca de Assis foi chamado a contemplar Deus face a face. O irmão Simplício José do Menino Jesus, que completaria este ano 29 anos, estava na UTI em estado grave desde o início da semana, mas não resistiu. Há dois meses o Irmão Simplício gravou este vídeo em agradecimento aos que contribuíram na sua missão de cuidar dos irmãos de rua neste momento tão difícil da pandemia, no qual ele acabou também se tornando vítima. Atualmente sua missão era na casa Fraterna da Toca de Assis em Fortaleza CE. A finalidade do Instituto, visando à glória de Deus, consiste em exaltar e reparar o Augustíssimo Sacramento do Altar, buscando e promovendo a plena participação do Sacrifício Eucarístico e o seu prolongamento através da adoração, além de aliviar o sofrimento dos pobres abandonados de rua, buscando a restauração de sua dignidade de filho de Deus. Assim, testemunhamos de forma missionária o Santo Evangelho, especialmente o Amor do Verbo Encarnado e Crucificado. Assista o vídeo e mais abaixo leia o texto feito em homenagem ao irmão Simplício José do Menino Jesus e conheça um pouco de sua história: Uma vida totalmente doada a Deus Pelas mãos do arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, o irmão Simplício, de 25 anos, recebeu a profissão temporária nos primeiros votos da Fraternidade Toca de Assis. A profissão ocorreu durante uma celebração no dia 13 de novembro, na Igreja São Francisco de Paula, no Centro. Além dessa consagração, outros quatro postulantes foram admitidos ao noviciado. Entre os presentes na celebração, estavam o vice-secretário administrativo da Venerável Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula, padre Silmar Alves Fernandes, o ministro geral dos Filhos da Pobreza, irmão Hariel do Santíssimo Sacramento, de Vinhedo (SP), o guardião da missão da fraternidade no Rio de Janeiro, irmão Eli Maria Servo do Cordeiro, além de familiares e amigos do consagrado. Irmão Simplício nasceu na cidade de Cabo Frio e cresceu na cidade de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. De família simples, caminhou na fé católica desde pequeno. Tinha dois sonhos: fazer a Primeira Comunhão e ser coroinha. Realizou ambos aos oito anos e começou a servir ao altar, onde permaneceu até os 18 anos. Nessa trajetória, ele foi se apaixonando pela liturgia e pela Igreja. “Eu sempre tive uma aptidão muito grande pela Igreja. Pensava em ser padre, pois não sabia muito bem que era possível ser frei ou ser consagrado. Então quando conheci a vida consagrada, me encantei; e em meio a esse desejo vocacional eu descobri a Fraternidade da Toca de Assis”, contou. Foi através de uma jovem com quem estudava no ensino médio que ele conheceu a fraternidade e começou a frequentá-la. O cuidado com os pobres e a adoração ao Santíssimo Sacramento – carisma da Toca de Assis – logo o encantaram. Para ele, a fraternidade aprofundou o zelo que ele tinha pela liturgia e o amor ao sagrado. “Ainda dentro da minha paróquia, o Senhor já havia me chamado a mostrar aos outros jovens o quanto a nossa liturgia é bela. Conheci a Toca de Assis com 12 anos, mas só pude fazer o vocacional com 15 anos, que era a idade permitida. Ainda fora, acompanhei e vivenciei o carisma porque participava dos eventos, das adorações e das pastorais de rua. Ao completar 18 anos, entrei para a fraternidade”, revelou. Irmão Simplício, cujo nome de batismo é Rodolfo Costa Pimentel, disse que quando começou a vivenciar a vida dentro da Toca de Assis foi amor à primeira vista porque a vida consagrada é totalmente diferente da vida paroquial, que até então ele vivia. “Eu falava para o meu pároco que o banco da Igreja me incomodava muito porque eu não conseguia ficar só servindo na paróquia. Deus pedia algo a mais para mim, e esse algo a mais era doar minha vida por inteiro. Eu tinha a necessidade de morar com Jesus, não apenas de ir à Igreja. Então a Toca e a vida consagrada são uma grande realização desse sonho. Morar com Deus, adorar a Jesus no Santíssimo Sacramento e cuidar dos seus pobres nas ruas foi o meu desejo inicial, e é o desejo que quero para sempre. A nossa missão na Toca de Assis é adorar a Jesus e depois chegar ao coração do pobre, que é Ele mesmo disfarçado”, ressaltou. Realizada no Rio, a consagração trouxe uma alegria ainda maior para o irmão, já que normalmente as cerimônias acontecem em Campinas, na sede da fraternidade. Segundo ele, o local é especial porque foi em frente à Igreja de São Francisco de Paula, no Centro, que ele fez sua primeira pastoral de rua. “Estar junto dos meus familiares e amigos no local onde nasci, consagrando a minha vida totalmente a Deus, foi um presente divino que ficará gravado para sempre no meu coração. E quando soube da presença do cardeal, mais alegre ficou meu coração. Me senti ainda mais parte da Santa Igreja”, disse. Como consagrado, irmão Simplício assumiu uma missão na casa de noviciado de Pirassununga, em São Paulo. Ele foi o animador vocacional dos jovens que desejavam entrar para a Fraternidade da Toca de Assis. #tocadeassis

  • LUTO: Irmão Simplício da Toca de Assis morre por Covid-19

    Hoje ganhamos um irmão no céu! Nesta sexta-feira (29), dia em que recordamos a paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso irmão Simplício da Fraternidade Toca de Assis foi chamado a contemplar Deus face a face. O irmão Simplício José do Menino Jesus, que completaria este ano 29 anos, estava na UTI em estado grave desde o início da semana, mas não resistiu. Há dois meses o Irmão Simplício gravou este vídeo em agradecimento aos que contribuíram na sua missão de cuidar dos irmãos de rua neste momento tão difícil da pandemia, no qual ele acabou também se tornando vítima. Atualmente sua missão era na casa Fraterna da Toca de Assis em Fortaleza CE. A finalidade do Instituto, visando à glória de Deus, consiste em exaltar e reparar o Augustíssimo Sacramento do Altar, buscando e promovendo a plena participação do Sacrifício Eucarístico e o seu prolongamento através da adoração, além de aliviar o sofrimento dos pobres abandonados de rua, buscando a restauração de sua dignidade de filho de Deus. Assim, testemunhamos de forma missionária o Santo Evangelho, especialmente o Amor do Verbo Encarnado e Crucificado. Assista o vídeo e mais abaixo leia o texto feito em homenagem ao irmão Simplício José do Menino Jesus e conheça um pouco de sua história: Uma vida totalmente doada a Deus Pelas mãos do arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, o irmão Simplício, de 25 anos, recebeu a profissão temporária nos primeiros votos da Fraternidade Toca de Assis. A profissão ocorreu durante uma celebração no dia 13 de novembro, na Igreja São Francisco de Paula, no Centro. Além dessa consagração, outros quatro postulantes foram admitidos ao noviciado. Entre os presentes na celebração, estavam o vice-secretário administrativo da Venerável Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula, padre Silmar Alves Fernandes, o ministro geral dos Filhos da Pobreza, irmão Hariel do Santíssimo Sacramento, de Vinhedo (SP), o guardião da missão da fraternidade no Rio de Janeiro, irmão Eli Maria Servo do Cordeiro, além de familiares e amigos do consagrado. Irmão Simplício nasceu na cidade de Cabo Frio e cresceu na cidade de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. De família simples, caminhou na fé católica desde pequeno. Tinha dois sonhos: fazer a Primeira Comunhão e ser coroinha. Realizou ambos aos oito anos e começou a servir ao altar, onde permaneceu até os 18 anos. Nessa trajetória, ele foi se apaixonando pela liturgia e pela Igreja. “Eu sempre tive uma aptidão muito grande pela Igreja. Pensava em ser padre, pois não sabia muito bem que era possível ser frei ou ser consagrado. Então quando conheci a vida consagrada, me encantei; e em meio a esse desejo vocacional eu descobri a Fraternidade da Toca de Assis”, contou. Foi através de uma jovem com quem estudava no ensino médio que ele conheceu a fraternidade e começou a frequentá-la. O cuidado com os pobres e a adoração ao Santíssimo Sacramento – carisma da Toca de Assis – logo o encantaram. Para ele, a fraternidade aprofundou o zelo que ele tinha pela liturgia e o amor ao sagrado. “Ainda dentro da minha paróquia, o Senhor já havia me chamado a mostrar aos outros jovens o quanto a nossa liturgia é bela. Conheci a Toca de Assis com 12 anos, mas só pude fazer o vocacional com 15 anos, que era a idade permitida. Ainda fora, acompanhei e vivenciei o carisma porque participava dos eventos, das adorações e das pastorais de rua. Ao completar 18 anos, entrei para a fraternidade”, revelou. Irmão Simplício, cujo nome de batismo é Rodolfo Costa Pimentel, disse que quando começou a vivenciar a vida dentro da Toca de Assis foi amor à primeira vista porque a vida consagrada é totalmente diferente da vida paroquial, que até então ele vivia. “Eu falava para o meu pároco que o banco da Igreja me incomodava muito porque eu não conseguia ficar só servindo na paróquia. Deus pedia algo a mais para mim, e esse algo a mais era doar minha vida por inteiro. Eu tinha a necessidade de morar com Jesus, não apenas de ir à Igreja. Então a Toca e a vida consagrada são uma grande realização desse sonho. Morar com Deus, adorar a Jesus no Santíssimo Sacramento e cuidar dos seus pobres nas ruas foi o meu desejo inicial, e é o desejo que quero para sempre. A nossa missão na Toca de Assis é adorar a Jesus e depois chegar ao coração do pobre, que é Ele mesmo disfarçado”, ressaltou. Realizada no Rio, a consagração trouxe uma alegria ainda maior para o irmão, já que normalmente as cerimônias acontecem em Campinas, na sede da fraternidade. Segundo ele, o local é especial porque foi em frente à Igreja de São Francisco de Paula, no Centro, que ele fez sua primeira pastoral de rua. “Estar junto dos meus familiares e amigos no local onde nasci, consagrando a minha vida totalmente a Deus, foi um presente divino que ficará gravado para sempre no meu coração. E quando soube da presença do cardeal, mais alegre ficou meu coração. Me senti ainda mais parte da Santa Igreja”, disse. Como consagrado, irmão Simplício assumiu uma missão na casa de noviciado de Pirassununga, em São Paulo. Ele foi o animador vocacional dos jovens que desejavam entrar para a Fraternidade da Toca de Assis. #tocadeassis

  • VIDA E LIBERDADE NOS 90 ANOS DE CLINT EASTWOOD – Stefano Magni

    Felizmente, não é um necrológio que escrevemos hoje sobre Clint Eastwood, diretor e ator de primeira magnitude, um caso único em Hollywood. Hoje, na verdade, ele faz 90 anos, está vivo e continua lutando conosco. Os fãs mais atentos dos filmes de guerra se lembrarão dele pelas primeiras aparições em alguns clássicos como A raposa do mar (1957) e Lutando só pela glória (1958). Os amantes do faroeste espaguete e o grande público mundial o descobriram em Por um punhado de dólares (1964), um filme niilista dirigido por Sergio Leone. A escolha recaiu sobre Eastwood, que provou ser um bom malabarista com a arma. Desde esse teste inicial, sua carreira nunca mais parou. Filmes de guerra, faroestes, filmes de detetive (o inspetor Callaghan se tornou uma lenda) fizeram com que ele fosse amado em todo o mundo, embora desprezado pelos críticos. Só muito mais tarde, na década de 1990, o faroeste espaguete se tornaria cult. Mesmo as suas primeiras tentativas como diretor, com filmes como Escalado para morrer (o texano com olhos de gelo) ou o techno-thriller Raposa de fogo (filme cult da Guerra Fria, apreciado também por Reagan), sem mencionar o irônico (mas muito humano ) O destemido senhor da guerra, sobre o treinador de recrutas mais desbocado da história do cinema, ajudou a relegá-lo entre os cineastas de ação para o grande público, considerado de série B pela crítica e pelos paladares refinados. É, portanto, com grande e feliz surpresa que esse velho caubói e soldado da América do passado desenvolveu habilidades artísticas que ninguém esperava, no início dos seus setenta anos de vida. De fato, ele produziu e dirigiu uma obra-prima após a outra a partir dos anos 2000, filmes que sacudiram as almas, dividiram críticos, forçaram todos os espectadores a se questionarem sobre os princípios nos quais nossa vida se baseia, na sociedade contemporânea. Os críticos apreciaram e concederam a ele o Oscar apenas por Menina de ouro, somente porque a trágica história da promessa do boxe feminino, Margaret Fitzgerald, termina com sua eutanásia. Só por isso é que foi apreciado, instrumentalmente, por uma Hollywood favorável ao direito de pôr fim à própria vida. Mas, a partir de então, o velho Callaghan esbofeteou todo o establishment hollywodiano e suas certezas liberais. O que torna Eastwood único, a partir dos anos 2000, é precisamente suas raízes nos Estados Unidos dos anos 50, uma civilização que saiu vitoriosa da grande crise e da Segunda Guerra Mundial, que hoje gostaríamos de esquecer, mas que resiste de armas na mão contra o novo tendências da sociedade líquida. É a América de Gran Torino, com um personagem íntegro, operário, veterano da Guerra da Coréia, que não desiste de sua casa, mesmo que o bairro tenha se transformado completamente em uma área habitada por imigrantes asiáticos. Clint poderia ter dirigido o habitual panfleto enjoativo contra o racismo; em vez disso, ele nos deu um filme sóbrio, no qual o protagonista transforma a comunidade ao seu redor dando sua própria vida, reafirmando aqueles valores que não são apenas os valores americanos do passado (o trabalho, a propriedade privada, a dignidade, a liberdade), mas são universais. Ao resistir à geada, um único indivíduo faz o deserto florescer em todo o bairro. Gran Torino se encaixa bem na linha de filmes sobre novos heróis: eles não têm poderes especiais, nem são muito simpáticos, apenas querem viver em paz, mas acabam salvando vidas. Como o franco-atirador Chris Kyle em Sniper americano: é realmente necessário um grande diretor para fazer o público amar um franco-atirador (geralmente o mais infame dos papéis em filmes de guerra); e, além disso, um franco-atirador que na primeira cena do filme mata uma mulher e uma criança (armados por jihadistas, mas, ainda assim, uma mulher e uma criança…). No entanto, Kyle é um herói: ele luta para salvar a vida de seus companheiros de armas e evitar piores massacres. Como o pai lhe ensinara, os homens podem ser ovelhas, lobos ou cães pastores: nosso herói se encaixa na terceira categoria, defendendo as ovelhas do ataque dos lobos. Cada tiro perdido significava muitas vidas destruídas pelos lobos (jihadistas). O Herói do Rio Hudson também é um herói impecável, interpretado com realismo e dignidade por um Tom Hanks em boa forma: ele é o piloto que conseguiu o milagre de desembarcar o voo 1549 da Us Airways no rio Hudson em janeiro de 2009, salvando 155 passageiros e os membros da tripulação. O filme é construído em torno da investigação acerca desse gesto aparentemente louco, mas lucidamente calculado, para chegar à conclusão de que era a melhor escolha e a única capaz de salvar vidas. Menos bem sucedido, em atuação e roteiro, encontra-se 15:17 – Trem para Paris: a história dos três heróis, soldados de licença, que salvaram os passageiros do trem Thalys Bruxelas-Paris, em 21 de agosto de 2015, do ataque de um terrorista jihadista. Também neste caso, a biografia desses heróis por acaso, desde a infância até o ataque, tira a dúvida sobre o real papel dos soldados: eles são protetores, cães pastores que defendem o rebanho. O cinema de Eastwood não é composto apenas de heróis que salvam vidas, mas também de resistentes que lutam pela liberdade. E das vítimas de abuso do Estado e dos violentos que dele se servem. Em Sobre meninos e lobos, das três crianças que recebem uma ordem insensata de “policiais” à paisana, o único que obedece é aquele que cai na armadilha da gangue de pedófilos e permanece arruinado por toda a vida; os outros dois, que ousam se rebelar, estão destinados a duas carreiras opostas: uma no submundo e a outra na polícia. Obedecer ordens sem discutir e confiar cegamente nas instituições é perigoso, como também é mostrado pela mais recente obra-prima, O caso Richard Jewell, lançada no final de 2019, uma história moderna da Coluna Infame, na qual um zeloso guarda de segurança se torna um herói por três dias por ter frustrado um atentado às Olimpíadas de Atlanta, mas a partir do quarto dia se transforma em vítima de uma armação judicial e midiática que o acusa de ser o bandido. Richard Jewell respeita as instituições, confia e quer colaborar, mas só um advogado agressivo o desperta e o salva das garras das mesmas instituições que o estavam arruinando. Em A troca, a mãe interpretada por Angelina Jolie não desiste e luta, até que vença em sua batalha pessoal contra uma força pública corrupta. Em A conquista da honra, os veteranos protagonistas da foto americana mais famosa da Segunda Guerra Mundial (a bandeira de estrelas e listras hasteada no Monte Suribachi, na ilha de Iwo Jima, em 1945), também são vítimas de uma monstruosa máquina de mistificação acionada por um Estado em guerra, que deve justificar seus últimos e sangrentos esforços. O filme gêmeo deste, visto do lado japonês, Cartas de Iwo Jima, longe de justificar o ponto de vista do Japão imperial, narra a luta para salvar vidas, tanto do inimigo quanto da fúria autodestrutiva de uma ideologia que defende o suicídio para salvar a própria honra. O herói é o general Kuribayashi, de formação ocidental: não quer o sacrifício inútil de seus homens, mas coloca suas táticas de resistência, a todo custo, pela preservação de vidas. O herói desconhecido é o único sobrevivente japonês, Saigo, feito prisioneiro pelos americanos, que escapou das balas e ordens delirantes de seus superiores, que lhe ordenaram que se suicidasse. A liberdade não é fácil, deve ser defendida pela força e é muito fácil voltar a perdê-la, diz-nos Clint Eastwood em todos os seus filmes. Um diretor que nunca tira o chapéu ao conformismo contemporâneo, por exemplo, quando se diverte nos diálogos politicamente incorretos de O mulo, um filme sobre a velhice, quase autobiográfico, que deveria ser uma despedida mas, em vez disto, foi apenas um até breve. https://lanuovabq.it/it/vita-e-liberta-90-anni-di-cinema-di-clint-eastwood

  • Burke alerta para o perigo de perder o sentido do sagrado durante a pandemia

    O cardeal Raymond Burke alertou que irregularidades na celebração dos sacramentos durante o confinamento da pandemia, que também estão sendo repetidas quando os templos são reabertos, podem fazer com que os fiéis percam o senso do sagrado. (LSN / Infocatólica) “O sagrado é o próprio Cristo em nosso meio para nos santificar”, disse o cardeal em entrevista a Thomas McKenna, da Ação Católica pela Fé e pela Família. Por meio dos sacramentos, Cristo age “para perdoar nossos pecados, fortalecer-nos com o dom de seu corpo e sangue na Santa Eucaristia, fortalecer-nos em doenças graves”, disse Burke. “Mas temos que entender que é Cristo quem age. Não é algo que inventamos. Em outras palavras, não podemos manipular o sagrado para adaptá-lo às nossas circunstâncias » Um exemplo é a missa “virtual” da Primeira Comunhão, organizada por um pároco da Irlanda, que “deu as Sagradas Anfitriões aos pais” para levar para casa e dar ao filho enquanto assistiam a missa ao vivo. ” Isso está muito errado. Essas crianças perdem todo o sentido do fato de que a Santa Comunhão vem do sacrifício em que participam, unidas a Cristo “, afirmou o cardeal. Outro exemplo é o de padres na Itália que devem “dar a Santa Comunhão com luvas de plástico e uma máscara” O cardeal também se referiu à proposta dos bispos italianos de que os padres pudessem deixar hóstias consagradas em sacos plásticos para católicos, uma prática que La Nuova Bussola Quotidiana relatou em maio que já havia sido adotada em algumas partes da Alemanha. “Não podemos colocar a Sagrada Comunhão, a Hóstia Consagrada, em um saco plástico ou em uma caixa que as pessoas levam para casa com elas. Essas são distorções do sinal sacramental. E eles simplesmente não podem ser permitidos “, disse o cardeal. Burke também criticou uma proposta temporária de um bispo americano para que os enfermeiros administrem o óleo da unção em pacientes com coronavírus, impedindo assim que os padres se exponham à doença. A Igreja sempre entendeu que apenas um sacerdote pode administrar a extrema unção “porque é Cristo quem vem ao enfermo, e ora sobre ele, e a unção do enfermo pode dar-lhe força em sua doença”, explicou o cardeal. “Sempre oramos por cura física, mas ao mesmo tempo oramos para que essa força espiritual abraça qualquer doença que a pessoa tenha e a una ao sofrimento de Cristo. E sugerir que isso poderia ser feito por alguém que não seja um padre é uma perda evidente de fé no próprio sacramento“, alertou. Burke disse que teme que o cancelamento de massas públicas tenha causado uma erosão da crença dos católicos na centralidade da Eucaristia e sua obrigação de comparecer às missas no domingo. Ele alegou ter aprendido que “mesmo pessoas boas disseram que de uma maneira preferiam participar da missa em casa, no conforto de sua casa, com televisão. Mas isso não está participando da Santa Missa. É uma coisa santa ver a missa e se surpreender com ela, mas não é participação. Cristo não está presente na tela da televisão. E ele não está em sua casa dessa maneira». Por fim, ele garantiu que os católicos que sabem o que é a missa retornarão “para cumprir com todo o coração a obrigação de participar da missa no domingo. Mas para aqueles que não são tão catequizados, tenho muito medo de que a maneira fácil como as igrejas foram fechadas e pela qual os bispos tenham dito que isentavam as pessoas da obrigação da missa dominical por um longo período de tempo, dê às pessoas a impressão de que a missa dominical é apenas mais uma prática na igreja, que o bispo pode dispensar. Um bispo não pode realmente ‘dispensar’ os fiéis da obrigação da missa dominical. Burke também corrigiu a noção de que um bispo não pode realmente “dispensar” os fiéis da obrigação da missa dominical, porque “a missa dominical é uma resposta ao Terceiro Mandamento”, que não pode ser dispensada. “Esta é a lei divina!”. #CardealBurke

  • Burke alerta para o perigo de perder o sentido do sagrado durante a pandemia

    O cardeal Raymond Burke alertou que irregularidades na celebração dos sacramentos durante o confinamento da pandemia, que também estão sendo repetidas quando os templos são reabertos, podem fazer com que os fiéis percam o senso do sagrado. (LSN / Infocatólica) “O sagrado é o próprio Cristo em nosso meio para nos santificar”, disse o cardeal em entrevista a Thomas McKenna, da Ação Católica pela Fé e pela Família. Por meio dos sacramentos, Cristo age “para perdoar nossos pecados, fortalecer-nos com o dom de seu corpo e sangue na Santa Eucaristia, fortalecer-nos em doenças graves”, disse Burke. “Mas temos que entender que é Cristo quem age. Não é algo que inventamos. Em outras palavras, não podemos manipular o sagrado para adaptá-lo às nossas circunstâncias » Um exemplo é a missa “virtual” da Primeira Comunhão, organizada por um pároco da Irlanda, que “deu as Sagradas Anfitriões aos pais” para levar para casa e dar ao filho enquanto assistiam a missa ao vivo. ” Isso está muito errado. Essas crianças perdem todo o sentido do fato de que a Santa Comunhão vem do sacrifício em que participam, unidas a Cristo “, afirmou o cardeal. Outro exemplo é o de padres na Itália que devem “dar a Santa Comunhão com luvas de plástico e uma máscara” O cardeal também se referiu à proposta dos bispos italianos de que os padres pudessem deixar hóstias consagradas em sacos plásticos para católicos, uma prática que La Nuova Bussola Quotidiana relatou em maio que já havia sido adotada em algumas partes da Alemanha. “Não podemos colocar a Sagrada Comunhão, a Hóstia Consagrada, em um saco plástico ou em uma caixa que as pessoas levam para casa com elas. Essas são distorções do sinal sacramental. E eles simplesmente não podem ser permitidos “, disse o cardeal. Burke também criticou uma proposta temporária de um bispo americano para que os enfermeiros administrem o óleo da unção em pacientes com coronavírus, impedindo assim que os padres se exponham à doença. A Igreja sempre entendeu que apenas um sacerdote pode administrar a extrema unção “porque é Cristo quem vem ao enfermo, e ora sobre ele, e a unção do enfermo pode dar-lhe força em sua doença”, explicou o cardeal. “Sempre oramos por cura física, mas ao mesmo tempo oramos para que essa força espiritual abraça qualquer doença que a pessoa tenha e a una ao sofrimento de Cristo. E sugerir que isso poderia ser feito por alguém que não seja um padre é uma perda evidente de fé no próprio sacramento“, alertou. Burke disse que teme que o cancelamento de massas públicas tenha causado uma erosão da crença dos católicos na centralidade da Eucaristia e sua obrigação de comparecer às missas no domingo. Ele alegou ter aprendido que “mesmo pessoas boas disseram que de uma maneira preferiam participar da missa em casa, no conforto de sua casa, com televisão. Mas isso não está participando da Santa Missa. É uma coisa santa ver a missa e se surpreender com ela, mas não é participação. Cristo não está presente na tela da televisão. E ele não está em sua casa dessa maneira». Por fim, ele garantiu que os católicos que sabem o que é a missa retornarão “para cumprir com todo o coração a obrigação de participar da missa no domingo. Mas para aqueles que não são tão catequizados, tenho muito medo de que a maneira fácil como as igrejas foram fechadas e pela qual os bispos tenham dito que isentavam as pessoas da obrigação da missa dominical por um longo período de tempo, dê às pessoas a impressão de que a missa dominical é apenas mais uma prática na igreja, que o bispo pode dispensar. Um bispo não pode realmente ‘dispensar’ os fiéis da obrigação da missa dominical. Burke também corrigiu a noção de que um bispo não pode realmente “dispensar” os fiéis da obrigação da missa dominical, porque “a missa dominical é uma resposta ao Terceiro Mandamento”, que não pode ser dispensada. “Esta é a lei divina!”. #CardealBurke

  • NÃO SEREMOS OS MESMOS DEPOIS DA CATÁSTROFE – Guido Tonelli

    [Continuam os exercícios de futurologia na imprensa mundial. O físico italiano Guido Tonelli, que parece ser fã de Guimarães Rosa, faz no Corriere della Sera a sua projeção para o mundo pós-pandemia. Mesmo que não se aceitem todas as suas afirmações, traz algumas ideias dignas de atenção. Foi escrito e publicado no início de abril, quando os contágios e mortes na Itália ainda eram altos]. Nestes dias de sofrimento e medo, trancado em casa na ansiedade de receber más notícias de entes queridos e amigos distantes, ouço frases consoladoras: “tudo vai acabar bem”, “em breve voltaremos a nos abraçar”, “vamos dar duro por algumas semanas, mas depois tudo voltará como antes”. Eu também me deixo confortar por essas palavras, a doçura das boas intenções me consola, mas realmente temo que não venha a ser assim. Não gosto de falar dessa pandemia como se fosse uma guerra. Antes de tudo, porque não suporto a linguagem bélica, com seu fundo de ameaça sombria que desencadeia nossos instintos mais primordiais. Quando o medo se instala, a tempestade desencadeada pelas amígdalas toma conta do lóbulo pré-frontal e tetaniza todas as habilidades de raciocínio. Tudo se resume à alternativa de fugir ou permanecer paralisado. Em vez disto, como neste momento, precisamos refletir em profundidade e valorizar a terrível experiência que estamos vivendo. No fundo, penso que essa pandemia é muito pior que uma guerra. Possui dimensões planetárias e destrói, juntamente com milhares de existências, todo um sistema de organização social. A palavra que mais se adéqua para descrever o que estamos experimentando é catástrofe. O termo pode ser tomado no significado mais comum de grave calamidade, de um desastre repentino que afeta o mundo inteiro. Mas creio que descreve com mais agudeza a situação, se for utilizada em seu significado original de reviravolta. Enfim, é necessário compreender que, após o Covid-19, o mundo nunca mais será o mesmo. A crise econômica em que entramos será gravíssima, mudará profundamente a economia e todo o modo de produção, e se abalarão os sistemas políticos. Apesar das palavras tranquilizadoras, cada um de nós sente, dentro de si, que há um mundo inteiro que oscila; e um longo período de incerteza e sofrimento nos espera. Mas, acima de tudo, nada será como antes, porque não somos mais os mesmos. Nós mudamos, todos nós; e em profundidade. Nossa concepção do mundo mudou radicalmente. Voltamos a uma visão trágica da existência. E acrescento: talvez seja bom que tenha sido assim, mesmo que, enquanto o diga, algo reaja dentro de mim, porque o preço que estamos pagando é enorme. Através da dor e do medo, um povo de semiadolescentes de repente se tornou adulto. Algumas semanas de luto e sofrimento colocaram todos diante da dura realidade da condição humana, que permanece extremamente frágil. A angústia das doenças graves e da morte afetou todos os relacionamentos sociais e os fez vacilar. Readquiriram atualidade as considerações que pareciam ter desaparecido do horizonte das sociedades desenvolvidas do século XXI, para as quais epidemias pareciam fenômenos de um passado distante. Muitos hoje pedem um retorno à situação anterior à pandemia. Mas temos certeza de que queremos voltar ao mundo que hoje tanto lamentamos? Como denunciou Marco Lodoli, em memorável artigo de muito tempo atrás, «Aceitamos que nossas televisões fossem invadidas por pessoas muito aplaudidas, mas incapazes de fazer nada; acolhemos com entusiasmo as vociferações mais analfabetas, os falastrões mais ridículos». Boris Johnson, Donald Trump e Mark Rutte nasceram desse ambiente. Por que maravilhar-se de viver, como afirma o rei Lear, “uma época tremenda em que idiotas governam um povo de cegos”? Criamos boa parte de nossos filhos na ilusão de que o bem-estar era um direito universal e, em qualquer caso, tinha que haver alguém — família ou Estado — para o garantir. Espalhamos a ideia de que a vida era um filme de Walt Disney ou um Luna Park. Que sempre cabia aos outros precipitar-se no abismo, exceto nós, seres onipotentes tornados quase imortais pelas últimas descobertas técnicas. Até descobrir-se que aquele mundo dourado na superfície, e no qual tudo parecia possível, escondia enormes injustiças, produzindo a devastação da saúde pública em todos os países e deixando desprotegidas e sem futuro as faixas mais débeis da população. Por que milhares de bilhões de dólares estão disponíveis agora para apoiar famílias e empresas, enquanto até alguns meses atrás isso era considerado uma blasfêmia? Por que agora todos aplaudem médicos e cientistas, se antes a redução dos custos com saúde e os investimentos em pesquisa eram um mantra recitado por todos os governos do mundo? Poderíamos continuar a falar por muito tempo de coisas parecidas. A pandemia nos ensina, ainda hoje, que “viver é muito perigoso”, a grande verdade de Riobaldo, o protagonista cangaceiro do Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. Na dura realidade do árido planalto do nordeste do Brasil, os personagens do romance sabem que a vida é dura e cheia de riscos, mas enfrentam de peito aberto as dificuldades da existência e jamais recuam. Nossos pais e avós viveram em épocas nas quais a tragédia pairava sobre suas vidas o tempo todo. E isso os tornou resistentes e determinados, conscientes de que tudo na vida custa esforço e fadiga. Que os resultados alcançados nunca devem ser considerados como algo para sempre e que devemos lutar para melhorar a condição de todos. Talvez isso nos salve. Essa consciência nos permitirá enfrentar, com um novo impulso, o desastre atual: é a partir dele que teremos de começar de novo. A partir daqui, talvez seja possível construir um futuro sobre bases diferentes que as do mundo frágil que, agora, estamos deixando para trás. https://radiomaria.it/non-saremo-mai-piu-gli-stessi-quando-finira-la-catastrofe/

  • [FARIAS BRITO E A MORTE DO CATOLICISMO] – Padre Leonel Franca

    [Padre Leonel Franca, em sua obra Noções de História da Filosofia, refere-se ao filósofo brasileiro Farias Brito (1862-1917) com respeito, reconhecendo nele o mérito de ter afrontado as doutrinas materialistas e positivistas do período, tendo sido um instrumento nas mãos da Providência para iniciar no Brasil um movimento verdadeiramente espiritualista na primeira metade do século XX. Rechaça, porém, o seu panteísmo, observando que, ao identificar Deus com o  mundo, o filósofo não fazia mais que negá-Lo. E cita o ateu Schopenhauer, que entendia bem dessa espécie de negação: “Dizer que Deus e o mundo são uma coisa só é uma fórmula cortês de desembaraçar-se de Deus”. O texto a seguir são os parágrafos finais do capítulo dedicado a Farias Brito, nos quais padre Leonel Franca refuta a tese do filósofo cearense sobre a morte do catolicismo.] Morto o catolicismo? Oh! por que não saiu o nosso desventurado pensador desta atmosfera asfixiante, onde não irradia a luz suave da doutrina católica, do convívio destes escritores, pigmeus de um dia, que, na impotência de seu ódio sectário, se comprazem em acumular névoas de sofismas para velar às almas retas e honestas o esplendor eterno Daquele que é luz do mundo? Por que não saiu deste ambiente escuro e abafado para contemplar com a razão serena e desanuviada de preconceitos essa grande Instituição, que nas promessas de sua origem e no desenvolvimento de sua vida, traz o sigilo inconfundível da Divindade? A Igreja Católica — que nasceu pobre, humilde e desamparada de todos os meios humanos, adorando por fundador um Crucificado e tendo por apóstolos doze filhos do povo sem instrução e sem glória; — que, em menos de três séculos, ridicularizada nos seus dogmas, escarnecida na sua moral, martirizada nos seus filhos, regenerou o mundo que se efeminava no prazer e se dissolvia na corrução; — que, sempre fiel à sua missão de iluminar as consciências e pacificar os corações, não transigiu nunca nem com as imposições da força nem com as seduções do poder; — que, por vinte séculos, serena e intangível assistiu o esboroar dos tronos, o extinguir-se das dinastias, o desabar dos impérios; — que resistiu, impávida e compassiva, à violência dos tiranos, aos sofismas dos falsos doutores, ao gargalhar satânico da ironia impotente, à perfídia rebelde de filhos orgulhosos e corrutos, coligados numa vasta conjuração contra a verdade; — a Igreja Católica — eis a grande realidade divina da história. Olhos apaixonados vendam-se voluntariamente para não a ver. Homúnculos frágeis, exaltados pelo poderio ou embriagados pelos fumos da ciência, passam diante dela e, esmagados por esta majestade inacessível aos seus baldões, vingam-se proclamando-a morta. Mas que importa contra a realidade triunfante o grito de desabafo dos vencidos? Há 17 séculos que se cunhou a primeira medalha com o epitáfio: Cristiano nomine deIeto (“Está apagado o nome cristão”). A cena, quase diremos cômica, reproduziu-se mil vezes no curso dos tempos.  Mas a Igreja, firme nas promessas de imortalidade do seu Divino Fundador, contemporiza com dignidade magnânima e, uns após outros, vai enterrando e perdoando os seus inimigos gratuitos de um dia e continuando a semear a verdade e o bem nas almas. Sim, Farias, o catolicismo vive e só ele pode dar vida. E porque o desconheceste, não só tua obra intelectual foi falha, efêmera e incompleta, mas tua vida foi um peregrinar incerto, amargurado e oscilante entre a dor e o desespero. Comovem-nos até às lágrimas teus gritos lancinantes, gritos de uma consciência que sofre as torturas da dúvida e se abate no acabrunhamento de uma resignação passiva e imeritória à fatalidade inexorável. “Vagamos como sombras na noite do mistério e em vão soltamos queixas e gemidos em face do impenetrável que nos aterra, incertos do nosso destino, perdidos na imensidade do espaço e no infinito do tempo” (Farias Brito, A vida interior, p. 31). A vida é em si mesma um mal irremediável porque tem por essência a dor e viver é sempre e em toda a parte esgotar uma série de grandes e pequenas desgraças” (Farias Brito, A filosofia como atividade permanente do espírito, p. 13). Não! Na plenitude da história soou a voz inconfundível de um Homem que, abrindo os braços compassivos, bradou à humanidade sofredora: Vinde a mim todos os que vergais sob o peso da aflição e eu vos aliviarei. E esta palavra foi eficaz porque o Homem que a pronunciou era também Deus. Se tiveras prestado ouvido a esta voz divina, se houveras olhado um dia para o Crucifixo com os olhos da “fé que salva”, terias aprendido a solução divina do problema da dor, e, com ela, a chave dos grandes enigmas do Universo. No alto do Calvário não se amaldiçoa a existência; a dor bendita nesta vida passageira ilumina-se com os raios da esperança para transformar-se um dia na paz eterna do amor. (Padre Leonel Franca. Noções de história da filosofia. 18º ed. Rio, Agir, 1965, p. 325-6)

  • O RENASCIMENTO CAROLÍNGIO

    O Renascimento Caronlígio Dado o que vimos até aqui, é perceptível que para os humanistas da Itália do século XV era evidente que a sua época tinha visto a arte renascer das cinzas; isto era uma unanimidade entre os humanistas de renome ao sublinharem o sincronismo entre esta ressurreição e a das belas-letras. Marsílio Ficino (DELUMEAU, 2017) em que proclamava: “É, sem dúvida, uma idade de ouro que voltou a trazer à luz as artes liberais antes quase desaparecidas: gramática, eloquência, pintura, arquitetura, escultura, música. E tudo isso em Florença”. Como a consequência dessa auto-valorização exacerbada foi a total rejeição a tempos e movimentos diversos que o próprio humanismo, avaliemos outras construções, partindo do chamado Renascimento Carolíngio, de traços rudimentares e restritos mas com méritos sócio-culturais que não pode-se descartar, a menos que cometendo arbitrariedades históricas. O principal ator deste movimento foi primeiro imperador do Sacro Império Romano (governou entre 768 – 814). Um dos estopins da iniciativa era o indicativo de que o preparo que os padres (importantes protagonistas sociais e com forte influência moral/ educacional na sociedade da época) recebiam não era de boa qualidade. Dirá-nos a este respeito Diane Moczar: No tempo de Carlos Magno haviam padres deturpando o latim de tal maneira que diziam as fórmulas sacramentais de modo errado. Carlos Magno insistiu para que esses padres fossem corretamente instruídos e para que os monges que copiavam e compunham os textos — incluindo cartas — fizessem o trabalho corretamente. Ele comenta, em uma de suas cartas (ditada, pois ele, ironicamente, nunca aprendera a escrever) que recebia cartas de monges repletas de frases toscas e que isso deveria acabar, “pois se a habilidade em escrever era pouca, a sabedoria para entender a Sagrada Escritura seria menor do que deveria” (MOCZAR, 2010; p.51). A mudança da concepção social proposta no renascimento carolíngio foi, até certo ponto, revolucionária dada o contraste com as práticas dos bárbaros anteriores e contemporâneos, todavia, foi um processo bastante lento; um construção (ou reconstrução) civilizacional levada a cabo pela Igreja Católica com a plena anuência do império. Fora do “mundo secular” (sociedade não religiosa), a atuação da Igreja lentamente impôs uma nova perspectiva à educação infantil: o monacato (JOHNSON apud DA COSTA, 2002). Os monges criaram verdadeiros “jardins de infância” nos mosteiros, recebendo indistintamente todas as crianças que lhes eram entregues, vestindo-as, alimentando-as e educando-as, num sistema integral de formação educacional (NUNES, 1979; p.113). As comunidades monásticas célticas foram as que mais avançaram nesse novo modelo de educação, pois se opunham radicalmente às práticas pedagógicas vigentes das populações bárbaras, que defendiam o endurecimento do coração já na infância. As crianças eram educadas por todos do mosteiro até a idade de quinze anos no período carolíngio (ROUCHE apud DA COSTA, 2002) – séculos VIII a X – e, apesar do avanço da implantação da família conjugal simples (modelo cristão) com uma média de 2 filhos por casal e um período de aleitamento de dois anos, a prática do infanticídio continuava comum. Além disso, a idade média dos nubentes era muito baixa (entre 14 e 15 anos de idade), a poligamia e a violência sexual eram recorrentes, pelo menos na aristocracia, e ainda estava em vigência a eventual escravidão de crianças. Não é preciso muito esforço para constatar que a vida das crianças em um mosteiro era de muito mais dignidade do que no resto da sociedade. Por parte da alta hierarquia da Igreja, os bispos carolíngios do século IX tentaram regulamentar o casamento cristão, redigindo uma série de tratados (os chamados “espelhos”). Neles, o casamento era valorizado, a mulher reconhecida como pessoa com pleno direito familiar e em pé de igualdade com o marido e a violência sexual denunciada como crime grave e do âmbito da justiça pública. Para o nosso tema, o que interessa é que as crianças também foram objeto de reflexão nesses espelhos: a maternidade foi considerada um valor (caritas) e o casal tinha a obrigação de aceitar e reconhecer os filhos. Pode-se concluir, deste modo, que a ação da ordem clerical foi dupla: de um lado, os bispos lutaram contra a prática do infanticídio, de outro, os monges revalorizaram a criança, que passou por um processo de educação direcionada, de cunho integral e totalmente igualitária. Para exemplificar, as escolas monacais carolíngias davam preferência a crianças filhas de escravos e servos, em vez de filhos de homens livres, a ponto de Carlos Magno ser obrigado a pedir que os monges recebessem também para educar crianças filhas de homens livres, além de uma distinção entre o ensino gratuito para os pobres e pago para os ricos (PERNOUD, 1996;P.97). Dentre outras empreitadas notáveis, pode-se citar também que é deste movimento o mérito de conservar e de copiar numerosos manuscritos de autores antigos, os quais constituíram uma preciosa reserva para a posteridade. Ainda antes do renascimento carolíngio, em um comentário de São Cesário de Arles (c. 470-542) sobre o mosteiro onde passou a infância, é possível dar-se conta da educação que as crianças recebiam; ele dirá: “Essa ilha santa acolheu minha pequenez nos braços de seu afeto. Como uma mãe /ilustre e sem igual e como uma ama-de-leite que dispensa a todos os bens, ela se esforçou para me educar e me alimentar” (CESÁRIO apud DA COSTA, 2002; p. 894). Os séculos XI e XII assistiram, por seu lado, a uma recuperação dos estudos clássicos; em relação a esta época também se falou, é claro que com excesso de «Renascimento». Delumeau nos dirá que: Em França, nas escolas que floresciam nas proximidades dos cabidos clericais, comentava-se Virgílio, Ovídio, Juvenal, Horácio, Lucano Salústio, etc. Nos debates morais não se receava citar o De amicitia de Cícero e as epistolas de Séneca. As freiras liam devotamente a Arte de Amar de Ovídio; e eram feitos comentários e interpretações de As Metamorfoses. (DELUMEAU, 2017). Ainda Delumeau (2017) dirá: Será necessário para demonstrar a sobrevivência, durante os longos séculos da Idade Média, de uma Antiguidade, ainda que normalmente deformada, evocar o grande sucesso de Romance de Tebas, de Tróia ou de Eneias? Um facto menos conhecido, mas talvez mais significativo: Petrarca possuía na sua biblioteca o Liber ymaginum deorum de Albricus, espécie de dicionário mitológico composto no início do século XIII. Petrarca utilizou-o diretamente para escrever o terceiro canto da sua epopéia latina, África, que enaltece a figura de Cipião. Por conseguinte, o Humanismo, quando nasceu, não receava usar as coletâneas medievais que se referiam à Antiguidade. (DELUMEAU, 2017; p.76) Por tudo exposto, dada a extensão e o volume de iniciativas culturais que não só o renascimento carolíngio, como a própria Idade Média foram mais que períodos de transição ou “de passagem”, menos ainda pode se dizer destes que tenham sido períodos intelectual, social e culturalmente estéreis. #Históriadaidademédia #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Apologética #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #Belarus #desenvolvimentodoutrinal #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Doctrinaldevelopment #Igreja

  • Inquérito contra as Fake News ou contra a Liberdade de Expressão?

    Na manhã desta quarta-feira a polícia federal cumpriu mandados de busca e apreensão em 29 endereços, na maioria de influenciadores, jornalistas e políticos conservadores ou que apóiam o governo. Há um inquérito aberto pelo Supremo Tribunal que levou a 29 mandados de busca e apreensão hoje pela manhã. Todos direcionados a pessoas e movimentos conservadores. Entre os alvos estavam o empresário Luciano Hang, jornalistas como Bernardo Küster e Allan dos Santos, deputados como Carla Zambelli, Bia Kicis, Filipe Barros, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, entre outros e influenciadores como a ativista pró-vida Sarah Winter. Além de autorização ao cumprimento de mandados de busca e apreensão no inquérito das Fake News no STF, o ministro Alexandre de Moraes também determinou o bloqueio das contas nas redes sosocidde alguns deles. Entre os que tiveram as contas bloqueadas estão Allan dos Santos, Bernardo Kuster e Sara Winter. Moraes alegou que “o bloqueio de contas em redes sociais, (…) é necessário para a interrupção dos discursos com conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”. Um inquérito sigiloso (portanto, cujo teor é desconhecido), que não foi iniciado pelo Ministério Público, mas pelo próprio Supremo, cujo relator não foi sorteado, mas indicado pelo Presidente do Supremo e cujo julgamento será feito também pelo Supremo. Estão perseguindo “Fake News” ou estão cerceando a “liberdade de expressão”? Há uma diferença clara entre uma coisa e outra. Fake News são fatos falsos e não opiniões das quais discordamos. Se uma pessoa, por exemplo, interpreta que uma blasfêmia não é blasfêmia, mas não nega o fato, ela tem uma opinião. Se a pessoa, entretanto, nega a existência de um fato ou cria um fato que não existe, ela está fazendo “Fake News”. Cada vez mais a esquerda procura criar uma cortina de fumaça nos conceitos para enquadrar a opinião da qual discordam como “Fake News”, impondo uma barreira para que ela não seja conhecida (ou para que seja desmerecida sem análise) e, com isso, procurando abafar e silenciar a reação conservadora. Cuidado conservadores, o resto da democracia que existia no Brasil pode estar chegando ao fim! Texto: Frederico Viotti PGR pede a Fachin para suspender inquérito das fake news Aras disse que as mensagens “representam a divulgação de opiniões […] protegidas pela liberdade de expressão”. O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu, nesta quarta-feira (27), ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspensão do inquérito da fake news. De acordo com o G1, o procurador-geral pediu: “A leitura dessas manifestações demonstra, a despeito de seu conteúdo incisivo em alguns casos, serem inconfundíveis com a prática de calúnias, injúrias ou difamações contra os membros do STF. Em realidade, representam a divulgação de opiniões e visões de mundo, protegidas pela liberdade de expressão.” E acrescentou: “Na medida em que as manifestações feitas em redes sociais atribuídas aos investigados inserem-se na categoria de crítica legítima – conquanto dura –, ao ver deste órgão ministerial são desproporcionais as medidas de bloqueio das contas vinculadas aos investigados nas redes sociais.” Via Renovamidia Assista uma análise católica sobre o tema: #STF

  • Inquérito contra as Fake News ou contra a Liberdade de Expressão?

    Na manhã desta quarta-feira a polícia federal cumpriu mandados de busca e apreensão em 29 endereços, na maioria de influenciadores, jornalistas e políticos conservadores ou que apóiam o governo. Há um inquérito aberto pelo Supremo Tribunal que levou a 29 mandados de busca e apreensão hoje pela manhã. Todos direcionados a pessoas e movimentos conservadores. Entre os alvos estavam o empresário Luciano Hang, jornalistas como Bernardo Küster e Allan dos Santos, deputados como Carla Zambelli, Bia Kicis, Filipe Barros, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, entre outros e influenciadores como a ativista pró-vida Sarah Winter. Além de autorização ao cumprimento de mandados de busca e apreensão no inquérito das Fake News no STF, o ministro Alexandre de Moraes também determinou o bloqueio das contas nas redes sosocidde alguns deles. Entre os que tiveram as contas bloqueadas estão Allan dos Santos, Bernardo Kuster e Sara Winter. Moraes alegou que “o bloqueio de contas em redes sociais, (…) é necessário para a interrupção dos discursos com conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”. Um inquérito sigiloso (portanto, cujo teor é desconhecido), que não foi iniciado pelo Ministério Público, mas pelo próprio Supremo, cujo relator não foi sorteado, mas indicado pelo Presidente do Supremo e cujo julgamento será feito também pelo Supremo. Estão perseguindo “Fake News” ou estão cerceando a “liberdade de expressão”? Há uma diferença clara entre uma coisa e outra. Fake News são fatos falsos e não opiniões das quais discordamos. Se uma pessoa, por exemplo, interpreta que uma blasfêmia não é blasfêmia, mas não nega o fato, ela tem uma opinião. Se a pessoa, entretanto, nega a existência de um fato ou cria um fato que não existe, ela está fazendo “Fake News”. Cada vez mais a esquerda procura criar uma cortina de fumaça nos conceitos para enquadrar a opinião da qual discordam como “Fake News”, impondo uma barreira para que ela não seja conhecida (ou para que seja desmerecida sem análise) e, com isso, procurando abafar e silenciar a reação conservadora. Cuidado conservadores, o resto da democracia que existia no Brasil pode estar chegando ao fim! Texto: Frederico Viotti PGR pede a Fachin para suspender inquérito das fake news Aras disse que as mensagens “representam a divulgação de opiniões […] protegidas pela liberdade de expressão”. O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu, nesta quarta-feira (27), ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspensão do inquérito da fake news. De acordo com o G1, o procurador-geral pediu: “A leitura dessas manifestações demonstra, a despeito de seu conteúdo incisivo em alguns casos, serem inconfundíveis com a prática de calúnias, injúrias ou difamações contra os membros do STF. Em realidade, representam a divulgação de opiniões e visões de mundo, protegidas pela liberdade de expressão.” E acrescentou: “Na medida em que as manifestações feitas em redes sociais atribuídas aos investigados inserem-se na categoria de crítica legítima – conquanto dura –, ao ver deste órgão ministerial são desproporcionais as medidas de bloqueio das contas vinculadas aos investigados nas redes sociais.” Via Renovamidia Assista uma análise católica sobre o tema: #STF

  • A NOSSA PESTE – Brad Miner

    Não se sabe em que acreditar, não é mesmo? A natureza e as consequências do novo coronavírus desafiam a nossa compreensão e demonstram o que frequentemente observamos em outros assuntos: a espantosa realidade das opiniões conflitantes entre especialistas, para não mencionar os conselhos dispensáveis dos não especialistas. Alguns dizem que os lockdowns são necessários para impedir a propagação da doença e, portanto, os EUA devem permanecer confinados; outros dizem que, sem uma vacina, não podemos frear a propagação da doença, mas só retardar a sua progressão. E retardar apenas prolonga a crise. Isso me lembra duas coisas. A primeira é o número um entre as três leis da política, segundo o estudioso Robert Conquest: “Todos são conservadores naquilo que conhecem melhor”. Isso é verdade para cientistas de todas as áreas. A segunda coisa é a maneira como um paleontólogo descreveu a tensão numa conferência acadêmica: alguns participantes afirmaram que os dinossauros eram insensíveis como os répteis, e outros insistiam que eles eram impulsivos como os pássaros. Tão grande foi a discordância entre os dois grupos, que se sentaram separadamente nesta reunião, mal conseguindo aceitar a presença uns dos outros. Isso é verdade para paleontologistas, epidemiologistas e políticos. Como leigo, acho-o preocupante. Isso me lembra uma noite, num bar, quando eu cursava a faculdade e um amigo sentou-se num banco ao meu lado. “Sabe de uma coisa?” ele disse: “Descobri o seguinte!” Eu fiz uma careta e balancei a cabeça. “Estou falando de filosofia”, explicou ele. “Uma semana estudamos Aristóteles, e então sou aristotélico. Depois, pulamos para Sartre e sou existencialista! Como é que eu fico nisso tudo?” “Tome outra cerveja”, sugeri. “Nunca será uma solução totalmente errada”. No início da Nossa Peste (vou tratar assim, de agora em diante, o COVID-19), vi o seguinte post no Facebook (a respeito do julgamento de impeachment do Trump no Senado): “Na semana passada, todos os meus amigos eram especialistas em direito constitucional; nesta semana são todos epidemiologistas”. O assalto da informação, sub-informação e desinformação é uma espécie de assalto psíquico, e muitos de nós sentimos que estamos cambaleando em um beco escuro, depois que os bandidos pegaram nossas carteiras e nossos celulares. Na verdade, embora eu não queira perder nem meu dinheiro, nem meus cartões de crédito, estou pronto para entregar meu telefone — e a TV, e o laptop — ao primeiro ladrão que aparecer. Do mesmo modo, qualquer coisa serve para aliviar a sobrecarga da Nossa Peste! E, no entanto, cada um de nós tem de fazer uma escolha, dizendo sobre esse ou aquele especialista: é nesse em quem confio mais. E esperamos que, alguns dias depois, como aquele meu amigo de faculdade, não sejamos enganados por outro especialista. Meu especialista é o Dr. Jay Bhattacharya. Ele trabalha na Universidade de Stanford, onde é professor de medicina e obteve seu diploma de mestrado e doutorado em economia. Diz o seguinte a sua biografia: “Sua pesquisa se concentra nos constrangimentos que as populações vulneráveis enfrentam na tomada de decisões que afetam seu estado de saúde, bem como nos efeitos de políticas e programas governamentais projetados para beneficiar populações vulneráveis”. Aprendi muito com as três entrevistas que Peter Robinson fez com o Dr. Bhattacharya para o programa de tevê Uncommon Knowledge. É possível assistir à terceira entrevista clicando aqui. Bhattacharya destaca três aspectos convincentes: 1) Os lockdowns, que podem ter o efeito, a curto prazo, de “achatar a curva”, não irão realmente brecar a propagação da doença, mas apenas atrasá-la;2) nunca se desenvolveu vacina alguma para nenhum dos coronavírus que já enfrentamos (seja SARS ou MERS); 3) os lockdowns estão, quase certamente, criando patologias secundárias graves (sociais e econômicas), que podem realmente levar a mais mortes do que se não estivéssemos confinados desde a primeira hora, já que — pela lógica de 1 e 2 — teremos, de qualquer maneira e em algum momento, as mortes da Nossa Peste. Apresso-me a acrescentar que o bom médico acredita que existem subconjuntos vulneráveis, na população, que devem ser colocados em quarentena: idosos e pessoas com várias comorbidades. Se esse isolamento deve ser uma questão de lei ou de consciência, é um ponto a ser debatido. Como alguém que é praticamente o garoto propaganda da comorbidade (acima de 70 anos, doença cardíaca, tratamentos anteriores contra o câncer, capacidade pulmonar diminuída), sei muito bem o que eu, pessoalmente, devo fazer, sem precisar ser informado pelo presidente Trump ou pelo governador Cuomo. É claro que a natureza e o Deus da natureza podem nos poupar. Como o patógeno extraterrestre no romance de Michael Crichton The Andromeda Strain [no Brasil, O enigma de Andrômeda],  publicado em 1969, a Nossa Peste pode simplesmente sofrer mutação e se tornar não-letal. Mas, como já se pode imaginar, não estou apostando nada nisso. Muitos americanos — incluindo alguns dos mais corajosos — estão assustados. Muitos, com toda a sua autoridade, nos disseram para ter medo. A SARS e a MERS nos assustaram, mas nenhum vírus nos deixou de joelhos como a Nossa Peste. (…) Parece que estamos prestes a voltar à vida normal. Alguns farão pouco caso do que aprendemos (ou pensamos ter aprendido); se é que, realmente, aprendemos alguma coisa. Da minha parte, aprendi (e isso parece ser o que Deus me tem mostrado ultimamente) que amo minha esposa e ela me ama. Talvez seja apenas outra maneira de dizer que, durante a quarentena, não tentamos nos matar. Na verdade é mais, muito mais que isso. Que Deus nos guie a todos nós nas próximas semanas, o que Ele fará se Dele nos lembrarmos em todas as coisas amorosas que fizermos. Irmãos e irmãs, vocês estão em minhas orações. Vivam, mas vivam sabiamente. https://www.thecatholicthing.org/2020/05/25/our-plague/

  • POR QUE A REABERTURA DAS IGREJAS É TÃO IMPORTANTE?

    O que responder quando perguntam: “Porque reabrir as igrejas se podemos rezar em casa? Cada dia a mais que ficamos em quarentena, mais divididos percebemos os católicos. Alguns, tomados pelo medo preferem a segurança, enquanto outros sentem-se angustiados pela falta dos sacramentos. Neste contexto, surgem acusações, até mesmo de católicos contra católicos, pelo simples fato de pedirem de maneira respeitosa, como uma súplica filial, a reabertura das igrejas. Os principais argumentos dos que defendem o fechamento das igrejas são de que o momento ainda é muito perigoso, que pode colocar em risco a própria saúde e a de outras pessoas. Ainda dizem que tais pessoas não passam de “Tomé’s” que precisam estar na igreja para acreditar em Deus, fazendo referência à passagem bíblica do “tocar para crer”. E por fim, utilizam-se de um argumento que tornou-se muito popular, que tem confortado e ao mesmo tempo confundido muitas pessoas, dizendo que as igrejas não estão fechadas, pois cada Lar se tornou uma Igreja. A principal provocação que fazem é: “Por que precisamos estar ‘na igreja num momento desses’?“ Realmente, não precisamos estar “na” Igreja “num momento desses”. Nós precisamos da Santa Igreja a “Todo Momento”! Precisamos estar em Comunhão com Deus e em sua Graça a todo instante. De fato, é preciso que estejamos sempre preparados para o dia no qual Deus nos chamará desta vida, pois “não sabemos nem o dia e nem a hora.” Entretanto, para que possamos estar em estado de Graça, ou seja, em união e amizade com Deus, somos totalmente dependentes da Igreja, pois toda Graça nos vem do alto e não conseguimos produzi-la por nós mesmos, nem por nossos maiores esforços. Leia também: O que é Graça A Santa Igreja, instituída pelo próprio Deus, é o canal pelo qual nos vêm toda a Graça. Nos ensina a Doutrina Católica que os sacramentos são o principal meio pelo qual nos é fornecida a graça, e o Santo Sacrifício da Missa é a atualização do Sacrifício de Jesus na Cruz, uma fonte inesgotável de graças, e pelo qual fomos salvos. É somente pelo batismo que o pecado original pode apagado e inserida em nós a Graça Santificante. A Confissão que recupera em nós a graça perdida quando cometemos pecados mortais, e o sacramento da Eucaristia alimenta e restaura nossa alma afim de que tenhamos forças para evitar todo pecado. Jesus mesmo nos alertou; Aquele que não comer da minha carne (Eucaristia), e não beber do meu sangue (Confissão) não terá a vida eterna. Se para termos acesso aos sacramentos é preciso que as igrejas sejam reabertas, então o mais do que nunca é urgente que sejam abertas. Mesmo que seja necessário tomar cuidados extras, que na maioria dos lugares considerados essenciais (mercados, comércios, lotéricas, bancos, etc) não são respeitados. Devemos nos conscientizar que, acima de qualquer necessidade material, ou mesmo de nossa saúde física e bem estar, está a necessidade que temos da Graça de Deus, que garante para nós o Céu! É inconcebível que, no momento em que a necessidade que temos dos sacramentos é mais evidente, não temos a Santa Igreja para nos socorrer. É ela o principal meio pelo qual a graça de Deus chega até nós, e somente através dela que temos acesso aos sacramentos, que por sua vez nos abrem as portas do Céu. Para quem é católico, o Céu sempre será o principal objetivo, pois nossa Vida nesta Terra é um sopro perto da Eternidade que nos espera. Nossa vida aqui pode durar algumas décadas e chegar no máximo a “cento e poucos anos”, mas isso nem se compara a uma eternidade (milhões e milhões de milênios) que nos espera na próxima vida. Infelizmente, grande parte dos católicos sequer acreditam nessa realidade básica da doutrina católica, e por isso sentem-se confortáveis vivendo longos períodos em estado de pecado mortal. Alguns chegam até a acusar os católicos que pedem a volta dos sacramentos de “egoístas” que “só pensam em si próprios e na própria salvação”, o que demonstra ainda mais a cegueira espiritual, ignorância doutrinária e falta de apreço pela própria salvação, pois a Igreja e os sacramentos não são privilégios para alguns, mas é uma necessidade de todos. Se para estes, a necessidade da reabertura das igrejas é nula, que fiquem confortáveis no caminho que lhes compraz, porém, anátema sejam aqueles que impedem que o menor dos pequeninos do Senhor supliquem para si os sacramentos e a graça da salvação. Foi Jesus mesmo quem disse: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os impeça”! Que Deus nos ajude! #Coronavírus

  • POR QUE A REABERTURA DAS IGREJAS É TÃO IMPORTANTE?

    O que responder quando perguntam: “Porque reabrir as igrejas se podemos rezar em casa? Cada dia a mais que ficamos em quarentena, mais divididos percebemos os católicos. Alguns, tomados pelo medo preferem a segurança, enquanto outros sentem-se angustiados pela falta dos sacramentos. Neste contexto, surgem acusações, até mesmo de católicos contra católicos, pelo simples fato de pedirem de maneira respeitosa, como uma súplica filial, a reabertura das igrejas. Os principais argumentos dos que defendem o fechamento das igrejas são de que o momento ainda é muito perigoso, que pode colocar em risco a própria saúde e a de outras pessoas. Ainda dizem que tais pessoas não passam de “Tomé’s” que precisam estar na igreja para acreditar em Deus, fazendo referência à passagem bíblica do “tocar para crer”. E por fim, utilizam-se de um argumento que tornou-se muito popular, que tem confortado e ao mesmo tempo confundido muitas pessoas, dizendo que as igrejas não estão fechadas, pois cada Lar se tornou uma Igreja. A principal provocação que fazem é: “Por que precisamos estar ‘na igreja num momento desses’?“ Realmente, não precisamos estar “na” Igreja “num momento desses”. Nós precisamos da Santa Igreja a “Todo Momento”! Precisamos estar em Comunhão com Deus e em sua Graça a todo instante. De fato, é preciso que estejamos sempre preparados para o dia no qual Deus nos chamará desta vida, pois “não sabemos nem o dia e nem a hora.” Entretanto, para que possamos estar em estado de Graça, ou seja, em união e amizade com Deus, somos totalmente dependentes da Igreja, pois toda Graça nos vem do alto e não conseguimos produzi-la por nós mesmos, nem por nossos maiores esforços. Leia também: O que é Graça A Santa Igreja, instituída pelo próprio Deus, é o canal pelo qual nos vêm toda a Graça. Nos ensina a Doutrina Católica que os sacramentos são o principal meio pelo qual nos é fornecida a graça, e o Santo Sacrifício da Missa é a atualização do Sacrifício de Jesus na Cruz, uma fonte inesgotável de graças, e pelo qual fomos salvos. É somente pelo batismo que o pecado original pode apagado e inserida em nós a Graça Santificante. A Confissão que recupera em nós a graça perdida quando cometemos pecados mortais, e o sacramento da Eucaristia alimenta e restaura nossa alma afim de que tenhamos forças para evitar todo pecado. Jesus mesmo nos alertou; Aquele que não comer da minha carne (Eucaristia), e não beber do meu sangue (Confissão) não terá a vida eterna. Se para termos acesso aos sacramentos é preciso que as igrejas sejam reabertas, então o mais do que nunca é urgente que sejam abertas. Mesmo que seja necessário tomar cuidados extras, que na maioria dos lugares considerados essenciais (mercados, comércios, lotéricas, bancos, etc) não são respeitados. Devemos nos conscientizar que, acima de qualquer necessidade material, ou mesmo de nossa saúde física e bem estar, está a necessidade que temos da Graça de Deus, que garante para nós o Céu! É inconcebível que, no momento em que a necessidade que temos dos sacramentos é mais evidente, não temos a Santa Igreja para nos socorrer. É ela o principal meio pelo qual a graça de Deus chega até nós, e somente através dela que temos acesso aos sacramentos, que por sua vez nos abrem as portas do Céu. Para quem é católico, o Céu sempre será o principal objetivo, pois nossa Vida nesta Terra é um sopro perto da Eternidade que nos espera. Nossa vida aqui pode durar algumas décadas e chegar no máximo a “cento e poucos anos”, mas isso nem se compara a uma eternidade (milhões e milhões de milênios) que nos espera na próxima vida. Infelizmente, grande parte dos católicos sequer acreditam nessa realidade básica da doutrina católica, e por isso sentem-se confortáveis vivendo longos períodos em estado de pecado mortal. Alguns chegam até a acusar os católicos que pedem a volta dos sacramentos de “egoístas” que “só pensam em si próprios e na própria salvação”, o que demonstra ainda mais a cegueira espiritual, ignorância doutrinária e falta de apreço pela própria salvação, pois a Igreja e os sacramentos não são privilégios para alguns, mas é uma necessidade de todos. Se para estes, a necessidade da reabertura das igrejas é nula, que fiquem confortáveis no caminho que lhes compraz, porém, anátema sejam aqueles que impedem que o menor dos pequeninos do Senhor supliquem para si os sacramentos e a graça da salvação. Foi Jesus mesmo quem disse: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os impeça”! Que Deus nos ajude! #Coronavírus

  • A PERDA DAS CERTEZAS E O ALEGRE DESESPERO DE UM HOMEM SEM DEUS – Giovanni Fighera

    A era contemporânea tem um triste privilégio. Em todas as épocas, os intelectuais discutiram sobre a existência de Deus e muitos tentaram refutar sua existência. Os ateus sempre existiram. Em épocas passadas, no entanto, a negação da existência de Deus raramente era acompanhada de uma arrogância presunçosa e uma alegre despreocupação, que esquece completamente o limite do homem e a morte. O homem de hoje se vangloria com frequência de poder prescindir de Deus, de saborear os prazeres e alegrias da vida com mais liberdade, uma vez que o vínculo com o destino e o Mistério foi rompido. Já que todas as certezas do passado foram esquecidas e a tradição revelou-se inconsistente, o homem estaria livre para poder finalmente recomeçar tudo ex nihilo; e, aparentando não ter mais dívidas com o passado e com a superstição metafísica, criar um novo mundo. Uma vez apagadas todas as luminárias do passado, a era contemporânea testemunha a ascensão de uma nova luminária cultural. Uma vez que ruíram todas as figuras de referência do passado, é possível negar a existência de qualquer verdade absoluta, favorecer uma falsa tolerância em nome de um suposto multiculturalismo, recorrer aos especialistas de todas as áreas. Tendo perdido de vista a unidade do conhecimento e o sentido geral da cultura, estamos diante de uma fragmentação das disciplinas que não são mais reportáveis a um unicum: não conseguem mais dialogar entre si. O cardeal Joseph Ratzinger cunhou a expressão “ditadura do relativismo” para definir justamente essa cultura contemporânea, para a qual só há uma única certeza: a de que não há verdade. A evidência das coisas foi substituída pela dúvida a respeito de tudo, pelo menos em nível teórico. Na prática, de fato, a demolição do critério do conhecimento pela fé acabaria por conduzir a um rápido retorno à Idade da Pedra, em que cada homem, se não desse crédito às aquisições herdadas, seria forçado a refazer novamente todas as etapas do passado. No plano técnico-científico, já quase não se aplica o critério da dúvida; e a ciência, ideologizada, esquece-se do verdadeiro método experimental, propagando-se, como certas, teorias ou teses ainda não comprovadas. No nível humano, religioso e metafísico, no entanto, a dúvida se estende a todos os campos, afetando todos os aspectos da realidade. Diante da dúvida generalizada, o homem não sabe mais como afrontar a aventura da realidade. O herói antigo, Orestes, que está decididamente disposto a vingar a morte de seu pai, é substituído por Hamlet, um homem tomado pela dúvida sobre a realidade e a evidência de coisas; um homem inerte, incapaz de agir. O seu olhar já não pode mais fixar-se no mundo real. Uma sonolência, uma preguiça, uma inércia se apossaram da vida humana. O relativismo cultural saiu do terreno do conhecimento e, com o passar do tempo, apoderou-se da ética. Na ausência do bem e do mal, toda ação humana tornou-se arbitrária e subjetiva, ou seja, passível de avaliação exclusivamente com base em critérios subjetivos da pessoa que a executou. A ação já não é boa em si mesma, mas em relação ao propósito e aos objetivos pré-fixados pelos que a realizam. A transição do relativismo gnosiológico e ético para o estético é imediata. Se o belo, o bom e o verdadeiro coincidem, na ausência de um bem objetivo e de uma verdade objetiva a própria beleza perde a sua condição de existência. Na época dos gregos antigos, a falta de certeza e de divindades benévolas fazia da vida algo muito grave, do qual nasceriam os heróis antigos, homens que, apesar da dor e do drama existendial, se colocavam de maneira digna diante da vida e do destino. A tragédia antiga é o resultado mais maduro dessa percepção do homem enquanto vítima da sorte e das divindades, um homem desesperado, aquém de toda esperança. O desespero antigo, porém, é um desespero grave, titânico e profundo, que pode ser bem expressa nas palavras do escritor contemporâneo Franz Kafka (1883-1924): “Se houver salvação, quero ser digno dela”. O homem antigo era profundamente religioso e, sob todos os aspectos, procurava investigar o destino, o mistério, o sentido de tudo. Hoje, contudo, o desespero tornou-se algo alegre, típico de um homem que, pensando que pode viver sem Deus, deve esquecer-se de seu destino. Deseja viver sereno, calmo, otimista, mesmo sem razões de esperança. Quanta distância separa o homem contemporâneo da gravidade do homem grego! Esse homem não comprometido com a realidade, aparentemente solar, que não sente o peso da vida e das dificuldades, é talvez consequência da insustentabilidade de uma visão absurda da vida e do mundo, privada de seu real significado. A leveza do eu é o outro lado da moeda da insustentável pesadez de uma realidade que se tornou desconhecida, incognoscível; uma prisão sombria e labiríntica que nos impede de escapar. A leveza do ser é uma consequência da incapacidade de manter um verdadeiro relacionamento com a realidade, que se tornou insuportável, uma vez que o Mistério, o Criador, o Destino foram eliminados do horizonte humano. O homem de hoje está sozinho e sabe que está só. O homem leve, tal como é veiculado pelos meios de comunicação de massa, não se relaciona com os outros. É autônomo, não aceita responsabilidades, não cuida do próximo, mas apenas de si mesmo. Ou pelo menos assim o crê. A leveza do ser é a outra faze da pesadez do ser. E se é difícil, ou mesmo impossível, sustentar o homem e sua esperança, a única saída é esquecer o homem e sua pergunta… De fato, uma vez perdida a chave de acesso à realidade, esta já não pode mais ser afrontada. https://lanuovabq.it/it/esercitazione-su-calvino

  • MANUAL DOS INQUISIDORES E APLICAÇÃO DE TORTURA

    MANUAL DOS INQUISIDORES E APLICAÇÃO DE TORTURA Entre os primeiros e mais importantes manuais citam-se o de São Raimundo de Penaforte, do século XIII; A practica inquisitionis haereticae pravitatis, de Bernardo Gui, século XIV; e o anônimo processus inquisitionis, de 1224. Os de maior destaque posteriormente foram. Nicolás Eymeric: seu directorium inquisitórium será escrito no século XV. Tempos depois (por volta de 1574), o inquisidor pena será encarregado de revisar e atualizar as instruções, adaptando-as aos tempos e conjunturas próprios da época; trabalho que dará como fruto o manual de Eymeric pena, que passará a constituir o principal manual de referência, junto ao de Torquemada. Sobre este manual, chegou-se a dizer que “se a instituição tivesse uma memória, o manual de Emeric seria essa memória. Tomás de Torquemada: suas instruções tomaram como base as de Eymeric, datando as primeiras de 1484. As séries de instruções que redigiu permitiram a uniformidade nos processos e concepções dos diferentes tribunais de inquisidores. É preciso ter em conta que couberam Torquemada, por serem os primeiros, os tempos mais duros, devido à magnitude e quantidade dos focos de heresia que agitavam todos os cantos da península. Mérito ainda maior se considerarmos que foi ele, justamente, quem dotou o sistema de numerosas disposições favoráveis aos réus. Suas instruções mais conhecidas serão aquelas redigida 1484, constando de 28 artigos. Vejamos alguns. No Artigo 8, manda-se aos inquisidores que todos os penitentes que se apresentassem, mesmo depois de concluído o tempo de edito de graça, deviam ser tratados com benignidade, admitindo-os à reconciliação e Penitência muito leves. No Artigo 9, manda que se de Penitência muito leve àqueles menores de 20 anos que se apresentassem após expirado o Edito de graça, Pois escusa-os a idade e a educação recebida de seus pais. O artigo 11, diz que se os reconciliados fossem condenados à prisão perpétua, podiam os inquisidores junto ao ordinário, e o ordinário com eles Comutar a pena em outra Penitência. O 17 manda que as testemunhas sejam examinadas unicamente pelos inquisidores, sem que se pudesse delegar essa tarefa a outra pessoa ou ao escrivão. O 14 manda que, se o réu nega com Constância, e o Delito está provado, os inquisidores antes de sentenciar devem escolher examinar muito bem as testemunhas, e procurar saber que pessoas são, e se depuseram com ódio e malevolência ou por outra forma de corrupção, e tornar a questioná-las com muita diligência. O 15: parecendo semi-provado o delito, deliberem os inquisidores de forma justa junto ao ordinário se se há de aplicar o tormento. Se o réu confessar, mas uma vez cessado o tormento revogar sua confissão, como o delito está semi-provado, seja obrigado à lhe jurar em público imponha-se-lhe uma pena arbitrária, mas tendo piedade dele. O 18: na aplicação de tormentos devem estar presentes os inquisidores e o ordinário ou seu delegado. O 22: se os condenados ao poder secular ou a prisão perpétua deixarem filhos órfãos(…), os inquisidores devem procurar que sejam entregues a pessoas honestas e bons cristãos. Os artigos 25,26 e 27 determinam as relações entre os inquisidores e as qualidades que devem ter os oficiais subalternos: tratem-se bem uns aos outros. Em caso de falta grave, notifique-se ao Padre Prior para que a Resolva. O 28 concede que se há algo que não está aqui previsto, possam os inquisidores resolver segundo melhor lhes parecer em consciência, conformando-se com o direito (todos os regulamentos das instruções editadas em granada em 1537 encontram-se compilados nas coleções de documentos do AHN; Mesenguer Fernández, instrucciones de Tomás de torquemada Hispania Sacra 1982; muitos deles foram reproduzidos pelo no início do século 20 Charles Lea, em sua história da Inquisição espanhola). APLICAÇÃO DA TORTURA NA INQUISIÇÃO Vamos falar agora num tema que os anticatólicos gostam de usar para difamar a igreja, e com isso tentar capturar novos seguidores para suas seitas, podemos afirmar que, nem a inquisição medieval nem a espanhola aplicavam a tortura de forma de arbitrária ou sistemática. Seu emprego encontra-se regulamentado com uma prolixidade, bem como sua duração e modalidade. Não era prodigalizada. Por exemplo, a Inquisição jamais autorizou o “tormento preparatório”, usado pelos tribunais civis ainda no início do julgamento para arrancar confissões. “O uso do tormento – diz o canonista Bouix – encontra-se nas leis e costumes de todos os povos, de tal maneira que neles não se acreditava que era possível administrar a justiça retamente sem ele. Embora, sem dúvida, alguns Reis e funcionários tenham abusado ser a mente deste recurso. A tortura Manteve sempre sua condição de prova subsidiária (último recurso, quando o restante dos meios não houvesse dado retorno). Não era aplicado, naturalmente, aos que se confessavam culpados, ou àqueles Nos quais a evidência disponível (a favor ou contra) fosse tão abundante e categórica que o caso se encontrasse praticamente provado, fosse para a condenação ou absolvição O caso de São João Capistrano, pois este Santo inquisidor, foi o primeiro, um dos poucos homens que em sua época se opuseram de forma radical ao emprego da Tortura (sem esquecer notáveis canonistas medievais como Graciano). Sua influência nos cristãos de seu tempo será decisiva: a tortura será cada vez mais humana e infrequente, sendo finalmente descartada de forma definitiva. A partir de intensas pesquisas históricas, o mito do tribunal como uma máquina sistemática de tortura foi descartado para sempre, até mesmo por historiadores Inimigos da Inquisição, esmagados pela qualidade e quantidade de evidências a este respeito. Servindo-se delas, nosso contemporâneo Henry Kamen destruiria – com as atas dos processos nas mãos – aquele folheto difamatório, responsável em grande medida por esta lenda Negra: o livro dos Mártires, de Fixe, Manifesto de cabeceira dos protestantes anticatólicos, insistentemente reeditado com comentários e acréscimos de um certo Reverendo Ingram Cobbin, “que o anima com tais detalhes falsos – diz Kamen – que nem sequer Foxe atreveu-se a macular assim seu estilo narrativo original. Este Reverendo afirmava que, na invasão da Espanha por Napoleão, as tropas francesas haviam visto nas prisões secretas da Inquisição horríveis instrumentos de tortura, mencionando com um grande detalhe máquinas Infernais e outros relatos que só parecem fazer parte da Imaginação mórbida do autor. (pode ser lido na íntegra na página 1060 do livro The Book of martys, alguns fragmentos em Henry Kamen A inquisição espanhola), Tedeschi, por sua vez, conclui claramente que não se tolerou nenhum desvio do procedimento aceito, ou seja, das normas referentes à tortura. O próprio Charles Lea, em um de seus surtos de sinceridade e objectividade, terve de admiti-lo, depois de estudar algumas vezes os arquivos, embora já se perceba sua inquietação sobre esse assunto desde antes. Escreveu Lea a Amador de los Rios em 1870: “Sinto-me disposto a pensar que as histórias de diabólicos manejos de tortura não são autênticas, pois a corda, o potro e o Braseiro eram suficientes para seus fins na prática, e maiores refinamentos não eram necessários, a não ser para infundir na imaginação das pessoas um misterioso terror aos horrores da Inquisição. Pode dizer-me se tenho ou não razão?( Edward Peters Charles Lea e a descoberta americana da Inquisição). No próximo estudo falaremos dos tipos de torturas que foram utilizados. #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Históriadaidademédia #HistóriadaInquisição

  • O TERCEIRO SEGREDO DE MEDJUGORJE - "O ÚLTIMO SINAL"

    Uma matéria especial sobre Medjugorje foi produzida para o programa de notícias 20/20. Isto mais tarde resultou no documentário de uma hora, com Martin Sheen. Depois de meses de entrevistas, o nome do documentário se tornou conhecido como "O Último Sinal", um nome que se refere ao maravilhoso, ao tremendo milagre que vai aparecer na Colina das Aparições diretamente realizado por Deus. Todos sabemos que Terceiro Segredo de Medjugorje será um sinal permanente. Os videntes não podem dizer o que será o sinal, mas eles disseram que será um sinal permanente, belo e indestrutível, e todos os que vierem a Medjugorje serão capazes de vê-lo. A seguir apresentamos os videntes com suas próprias palavras revelando o que pode ser dito sobre o terceiro segredo: Martin Sheen, durante as entrevistas para "O Último sinal", fez ao vidente Ivan a seguinte pergunta: Martin Sheen: "Tanta gente já ouviu falar da previsão de um sinal de que vai ocorrer aqui em Medjugorje, evidentemente, que irá confirmar que as aparições da Mãe de Deus , de fato, vem ocorrendo com você e seus amigos. Você pode nos dar alguma idéia sobre o que pode ser este sinal ? " Ivan: "Nós sabemos o que é o sinal e quando e onde ele aparecerá. Vai ser no local das aparições, onde Nossa Senhora apareceu pela primeira vez e todo o resto é segredo" Vicka Ivankovic Mijatovic Respostas de Vicka, durante uma entrevista pelo Pe. Janko Bubalo: Janko: "Diga-me onde a Virgem lhe dará o sinal.  Vicka: "No Podbrdo. À vista das primeiras aparições.  Janko: "O sinal seja no céu ou na terra?  Vicka: "Na terra.  Janko: "Vai aparecer de forma imediata ou irá aparecer gradualmente?  Vicka: "De forma imediata" Janko: "Todos serão capaz de vê-lo?  Vicka: "Quem vier aqui verá  Janko: O sinal será temporário ou permanente?  Vicka: Permanente.  Janko: O sinal poderá ser destruído por alguém?  Vicka: Por ninguém...  Janko: É você que acha ou ...  Vicka: "A Virgem disse. " Janko: Você sabe exatamente o que será o sinal ?  Vicka: Exatamente!  Janko: "Você sabe quando a Virgem o tornará evidente para o resto de nós? Vicka: Eu sei isso também." Janko: "E por que é que a Virgem deixará o sinal aqui?"  Vicka: Para mostrar às pessoas que ela está aqui entre nós ... eu só vou dizer isto: quem não acreditar, sem sinal, não acreditará com o sinal. E, vou dizer-lhe isto também para quem adiar a sua conversão, à espera do sinal. Uma vez eu lhe disse que muitos viriam e, talvez, até mesmo se ajoelharão diante do sinal, mas, no entanto, não acreditarão. Sinta-se feliz que você não está entre eles! O seguinte é parte da entrevista de Vicka com Padre Lívio em 02 de janeiro de 2008 pela Rádio Maria: Padre Lívio: "Fiquei realmente impressionado com o que Nossa Senhora disse sobre o terceiro segredo, que se refere ao sinal na montanha. Vocês videntes disseram que será um sinal visível, um sinal indestrutível que vem de Deus. No entanto, ela também acrescentou: "Convertam-se depressa. Quando o sinal prometido aparecer na colina será tarde demais. "Outra vez, ela também disse:" E mesmo depois que eu deixar o sinal na colina que eu prometi pra vocês, muitos não acreditarão. Eles virão à colina, eles vão se ajoelhar, mas eles não vão acreditar. 'Porque é que, em sua opinião, as pessoas vão verão o sinal, mas não se converterão? Vicka: "O terceiro segredo é sobre um sinal que ela vai dar aqui [Medjugorje] na Colina das Aparições. Este sinal permanecerá para sempre. Será dado, sobretudo, para aquelas pessoas que ainda estão longe de Deus. Nossa Senhora quer dar a essas pessoas que verão o sinal uma chance para acreditar em Deus. Eu já vi este sinal. Padre Lívio: "Você já viu o sinal? Vicka: "Sim, eu o vi em uma visão". Padre Lívio: "Jakov disse uma vez, em entrevista à Rádio Maria, que, a fim de ver o sinal, será necessário vir aqui para Medjugorje, isso é verdade? Vicka: "Sim, é verdade. O sinal permanecerá no Podbrdo, e será necessário se vir aqui para vê-lo. Este sinal será indestrutível e permanecerá nesse lugar para sempre. Eu quero dizer sobre as pessoas que verão e não acreditarão, que Nossa Senhora deixa todos livres para acreditar ou não, mas esses são aqueles cujos corações estão muito fechados. É a mesma coisa que Ela nos disse: "Se alguém quiser ir para o Céu, ele vai para o Céu. Se alguém quiser ir para o inferno, ele vai para o inferno " Essas pessoas que estão longe de Deus e não querem acreditar, eles não vão acreditar no sinal. Para aqueles que não conhecem a Deus, mas têm boas intenções e um desejo de amor, eles serão beneficiados pelo sinal. Mas eu acho que aqueles que fazem de tudo contra Deus, eles vão fugir do sinal. Eles não acreditarão. Padre Lívio: "Então, este é um tempo de graça. Este é o tempo de conversão. Nossa Senhora disse: "Não esperem o sinal, a fim de converter-vos." Então, por que deixar um sinal como uma última ajuda extrema: é, a fim de ajudar a Igreja a reconhecer as aparições como autênticas? Vicka: "Sim, certamente será para a Igreja, para que eles não tenham dúvidas de que Nossa Senhora esteve entre nós, e é também para aqueles que ainda estão longe de Deus. Assim,Nossa Senhora está pensando em dois grupos de pessoas, e então cabe a nós estarmos prontos para responder a seu convite através do sinal. Todo mundo que vem, que vai ver, você sabe, você pode dizer, 'Eu não acredito nisso "e que é a sua ideia pessoal, que é o que você acredita, mas que Nossa Senhora está aqui, que ela está presente, que deixa este sinal, um sinal que nenhum homem pode fazer, é algo que só Deus pode fazer e assim ninguém poderá dizer que é uma coisa pequena ou outra coisa. Isso será de tal modo que não terão palavras para dizer o que é. Padre Lívio::: "Então, em essência, o discurso é este: Nossa Senhora exorta-nos a conversão. Ela nos diz para não esperar o sinal na colina a fim de se converter, e em qualquer caso, "todos os segredos que me confidenciou serão realizados e também que o sinal visível ocorrerá. Quando o sinal chegar, para muitos, já será tarde demais. 'O que significa isso? Vicka: "Nossa Senhora não me explicou por que será tarde demais e eu não perguntei, ela só disse que agora estamos vivendo um tempo de graça. Padre Lívio:: "Então, é importante se converter antes que o sinal se manifeste? Vicka: "Cada dia Nossa Senhora nos chama à conversão, à conversão dos nossos corações, você entende? E depois de 27 anos e meio (em janeiro de 2008) Nossa Senhora ainda ainda está entre nós e nossos corações ainda muito fechados, muito distantes. Eu não sei. Eu não sei o que poderia ser, mas "demasiado tarde" parece correto". Mirjana Mirjana falou em uma conferência em Chicago Marian em 1998. Foi feita a ela a seguinte pergunta sobre o Último Sinal: Pergunta: Nossa Senhora deu alguma indicação de que ela vai deixar um sinal ou milagre em Medjugorje como ela fez em Fátima? Mirjana: Sim, Nossa Senhora vai deixar um sinal na Colina das Aparições, e todo mundo vai ver que ela esteva realmente ali presente e que foi algo de Deus. E o sinal será algo que quando você ver, vai ficar claro que não poderia ter sido criado por mãos humanas. Mas você não vai vê-lo dos Estados Unidos, você terá que ir até lá para vê-lo. Os peregrinos dos Estados Unidos costumam me perguntar se seremos capazes de vê-lo de casa ou vamos ter que ir lá para ver ". Em uma série de outras entrevistas, foram feitas perguntas aos videntes sobre o sinal permanente. A seguir as suas respostas: Pergunta: "Mirjana, o que, se alguma coisa, você está autorizada a dizer-nos sobre os dez segredos? Mirjana: "Os dois primeiros segredos vêm como avisos antecipados para o mundo inteiro e como prova de que a Mãe de Deus está aqui em Medjugorje. Pergunta: "E o terceiro segredo? Mirjana: O terceiro segredo será um sinal visível em Medjugorje - permanente, indestrutível, e belo. Marija Pergunta: Para fins de esclarecimento, o grande sinal para todos os não-crentes, vai ter lugar na Colina das Aparições ou onde vai acontecer?  Marija: Nossa Senhora nos disse que vai deixar o sinal na Colina das Aparições.  Pergunta: Existe alguma coisa que você pode nos dizer sobre o sinal que a Virgem Maria prometeu deixar-nos?  Marija: "Será um sinal visível para todos os incrédulos verem. Mas, aqueles que já acreditam, eles não precisam de um sinal  Pergunta: Você e os outros videntes indicam que haverá sinais precedentes (sinais que precedem o grande sinal) em muitos lugares do mundo para advertir o mundo. Quando é que estes sinais precedentes começarão?  Marija: Há sinais em muitos lugares no mundo agora. Muitas pessoas vêem sinais luminosos. Muitas curas experiências pessoais, tanto física como espiritual, e também psicológica. Muitos sinais particulares. As pessoas vêm aqui de todo o mundo. Muitas vezes eles têm ou tiveram sinais extraordinários em suas vidas.  Pergunta: Será que todas as pessoas na terra acreditarão em Deus, e na Santíssima Mãe, quando o sinal permanente ocorrer?  Marija: A Mãe de Deus disse que aqueles que ainda estiverem vivos quando o sinal permanente surgir testemunharão muitas conversões entre as pessoas por causa do sinal, mas ela também diz que abençoados são aqueles que não vêem mas acreditam.  Pergunta: "Mirjana disse-me que ainda haverá alguns incrédulos, mesmo quando o sinal permanente surgir.  Marija: A Mãe disse que sempre haverá Judas.  Pergunta: Vicka disse-me que há grande urgência em a Mãe de Deus chamar à conversão imediata. Ela disse que para aqueles que acreditam apenas superficialmente , que optar por aguardar o grande sinal para acreditar, será tarde demais. Você sabe por que será tarde demais para eles?  Marija: Este é um momento de grande graça e misericórdia. Esta é a hora de ouvir estas mensagens e de mudar nossas vidas. Aqueles que assim fizerem nunca serão capazes de agradecer a Deus o suficiente. Jakov Jakov Colo ao lado do sacerdote brasileiro Padre Evaristo Debiasi (leia o seu testemunho - link) Pergunta: Você sabe quando virá o sinal permanente, Jakov?  Jakov: Sim. Quando o sinal permanente vier as pessoas virão aqui de todo o mundo em números ainda maiores. Muitos mais acreditarão.  Pergunta: Será que todas as pessoas acreditam que por causa do sinal permanente, Jakov?  Jakov: A Mãe disse que ainda haverá alguns que não vão acreditar, mesmo depois de o sinal permanente aparecer.  Pergunta: Você sabe o que é o sinal permanente, Jakov?  Jakov: Sim.  Pergunta: Você pode nos dizer alguma coisa sobre isso?  Jakov: Vai ser algo que nunca foi visto antes na Terra.  Pergunta: Jakov, por que alguns ainda não acreditarão?  Jakov: Eles não vão se colocar numa posição para serem convertidos. Ivan Pergunta: Você sabe quando virá o sinal permanente ? Ivan: Sim. Pergunta: Será no seu tempo de vida? Ivan: Sim. Pergunta: Quando o sinal permanente chegar, todas as pessoas pelo mundo acreditarão por causa do sinal? Ivan: Eu não sei. Pergunta: O que acontece com aquelas pessoas que não acreditam realmente bastante agora para se converter e quererem esperar até que o sinal permanente venha? Ivan: Para essas pessoas, será demasiado tarde. A Mãe diz que é por isso que Deus está dando muito tempo para essas aparições, para que todos possam chegar à conversão. Ela quer ter certeza de que todas as pessoas tenham esta oportunidade. Ela não pode ajudar quem não quer mudar, quem não se voltar para Deus, que não põe Deus em primeiro lugar. Se você não fizer isso agora, será tarde demais

  • O ESCRITOR QUE NÃO ENTENDIA O SER HUMANO

    O FEITIÇO E O FEITICEIRO. Morreu na atual pandemia, aos 78 anos, o escritor carioca Sérgio Sant’Anna. As postagens do escritor, no facebook, até o final de abril, tinham como alvo o presidente da república. Alvo no sentido literal da palavra: desejava reiteradamente, em público, a morte do presidente. Morte física, não só política. Na comédia da vida, pode perfeitamente ocorrer o que se deseja ao próximo; e foi o que se deu. No dia 28 de abril, Sérgio foi internado com o coronavirus. Como tinha o quer os médicos chamam de comorbidade (em seu caso, graves problemas circulatórios, que o levaram a algumas cirurgias para desobstruir as artérias), não resistiu e morreu menos de duas semanas depois, no dia 10 de maio. A política deixa todos com maus fígados. Defensores do presidente não deixaram por menos e, na própria página do facebook do escritor, despejaram dezenas de comentários agressivos, cujo teor era basicamente o mesmo: o feitiço se volta contra o feiticeiro. As cruéis (e criminosas, por incitarem ao crime) postagens do escritor ateu provocaram esses incompreensíveis comentários dos adversários cristãos, esquecidos, no calor da guerra política, da reverência que o mistério da morte exige. Se o tipo de militância de Sérgio Sant’Anna merece pronto repúdio, sua alma merece mais compaixão que insulto. O que custa rezar pela salvação de sua alma? É o que se pode fazer agora por ele. Se para Deus não existe tempo, mas somente um eterno Hoje, nada impede (por mais absurdo que pareça) que Ele atenda a um pedido feito agora para evitar algo que poderia ocorrer ontem: Sérgio morrer na impiedade. Ninguém sabe o que se passou em sua alma atribulada, naquela cama de hospital, naqueles instantes finais de vida. Não custa pedir a Deus a sua salvação, quem sabe através do anjo da guarda do romancista. Padre Pio dizia que deixamos os anjos da guarda muito ociosos. JORNALISMO IDEOLÓGICO. Um exemplo de como funciona o jornalismo militante está no que aconteceu depois da morte de Sérgio Sant’Anna. Um jornalista de “O Globo” soube dos comentários agressivos no facebook do escritor e escreveu longo artigo lamentando a agressividade dos partidários do presidente, sem no entanto mencionar as postagens do escritor desejando a morte do Bolsonaro. Como o leitor de jornal dificilmente vai conferir, na internet, o que de fato ocorreu, ficará a impressão maniqueísta provocada pelo artigo. O jornalista mostrou o incêndio, sem referência ao material inflamável que o provocou, inventando uma inexistente desproporcionalidade entre a reação dos bolsonaristas e a oposição presumivelmente democrática do escritor ao presidente. Eis o jornalismo que se pratica hoje: má ficção. O HOMEM QUE NAMORAVA O NADA. Quem era o escritor Sérgio Sant’Anna? Gostava de dizer que namorava o nada. Esperava um dia, certamente na morte, casar-se com o nada, sonho frustrado de todos os ateus. A Igreja Católica era o seu fantasma irremovível. Um dia, em visita a um “museu da tortura medieval”, em Praga, ficou impressionado com os instrumentos que ali viu. Mais impressionado ficou, ainda, com a forma do público reagir: “As pessoas olhavam pra aquilo tudo rindo. Eu não entendo o ser humano!” Tudo isso o predispunha bastante contra o catolicismo. “A Igreja Católica hoje posa de boazinha e tal… Mas, na verdade, a Igreja Católica praticou crimes terríveis”, disse certa vez em entrevista à TV Cultura. Eis o que acontece com um ex-católico, como Sérgio, quando recusa o que a Igreja ensina sobre a natureza humana: passa a ter uma visão falsa da espécie a que pertence. Como poderia entender o grande mistério da humanidade, sem a perspectiva do Pecado Original? O que mais procurou saber sobre a Igreja Católica, além da inquisição e das cruzadas? TODA MORTE É UMA TRAGÉDIA? Tem-se falado muito atualmente, a propósito das mortes, que “cada morte é uma tragédia”. A morte da alma danada, sim: nada é mais trágico. Já para as demais, a morte não passa de um drama, o grande drama da separação da alma e do corpo; mas drama com inevitável happy end, pois não há final mais feliz que a salvação eterna. Como não pode haver final mais trágico do que a eterna perdição.

  • Filme de Beata Brasileira estreia na Solenidade de Corpus Christi e será possível assistir em casa!

    A Boanova Films está muito feliz e honrada em poder compartilhar mundialmente a história da menina que conquistou o Céu e o coração de todo o Brasil, a Bem-Aventurada Albertina Berkenbrock . O longa-metragem ALBERTINA estreará no próximo dia 11 de junho , Solenidade de Corpus Christi. Neste momento de pandemia, que exige cautela com a saúde de todos, o streaming se revela uma ótima alternativa de lazer para o ambiente da família, com comodidade e segurança. Albertina Berkenbrock foi beatificada pelo Vaticano em 2007 e o seu processo de Canonização continua tramitando na Santa Sé. Sua vida de fé, de solidariedade e de amor tem sido fonte de exemplo e inspiração para crianças, jovens, adultos e idosos no mundo inteiro. SINOPSE: No início do século XX no interior do município de Imaruí, no estado de Santa Catarina, nasce uma alma cristã que persiste crer na bondade humana, mesmo diante das iniquidades deste mundo. Ela é ALBERTINA, filha de colonos descendentes de alemães católicos, mesmo em tenra idade, na fé ela encontra a serenidade e o conforto espiritual. Sua vida é uma resposta e incontestável proposta aos infortúnios e desafios da sociedade em todos os tempos. Seu carisma e testemunho atraem o que há de melhor no ser humano, mas também o que pode existir de pior. Confira o trailer do filme e se emocione! Clique Aqui para adquirir o ticket e assista ao filme ALBERTINA via streaming no dia de Corpus Christi. Viva essa história emocionante no conforto de seu lar! Ao adquirir seu ticket você estará contribuindo com a Causa de Canonização e receberá, como bônus, o ÁLBUM oficial de fotografias do longa-metragem ALBERTINA. ALBERTINA FICÇÃO | DRAMA | 01:42 min | 2020 l Brasil PRODUÇÃO: BOANOVA FILMS DIREÇÃO: LUIZ FERNANDO F. MACHADO Idiomas (legendas): Português Inglês Espanhol Alemão Italiano Francês #Filmes #FilmesCatólicos

  • Filme de Beata Brasileira estreia na Solenidade de Corpus Christi e será possível assistir em casa!

    A Boanova Films está muito feliz e honrada em poder compartilhar mundialmente a história da menina que conquistou o Céu e o coração de todo o Brasil, a Bem-Aventurada Albertina Berkenbrock . O longa-metragem ALBERTINA estreará no próximo dia 11 de junho , Solenidade de Corpus Christi. Neste momento de pandemia, que exige cautela com a saúde de todos, o streaming se revela uma ótima alternativa de lazer para o ambiente da família, com comodidade e segurança. Albertina Berkenbrock foi beatificada pelo Vaticano em 2007 e o seu processo de Canonização continua tramitando na Santa Sé. Sua vida de fé, de solidariedade e de amor tem sido fonte de exemplo e inspiração para crianças, jovens, adultos e idosos no mundo inteiro. SINOPSE: No início do século XX no interior do município de Imaruí, no estado de Santa Catarina, nasce uma alma cristã que persiste crer na bondade humana, mesmo diante das iniquidades deste mundo. Ela é ALBERTINA, filha de colonos descendentes de alemães católicos, mesmo em tenra idade, na fé ela encontra a serenidade e o conforto espiritual. Sua vida é uma resposta e incontestável proposta aos infortúnios e desafios da sociedade em todos os tempos. Seu carisma e testemunho atraem o que há de melhor no ser humano, mas também o que pode existir de pior. Confira o trailer do filme e se emocione! Clique Aqui para adquirir o ticket e assista ao filme ALBERTINA via streaming no dia de Corpus Christi. Viva essa história emocionante no conforto de seu lar! Ao adquirir seu ticket você estará contribuindo com a Causa de Canonização e receberá, como bônus, o ÁLBUM oficial de fotografias do longa-metragem ALBERTINA. ALBERTINA FICÇÃO | DRAMA | 01:42 min | 2020 l Brasil PRODUÇÃO: BOANOVA FILMS DIREÇÃO: LUIZ FERNANDO F. MACHADO Idiomas (legendas): Português Inglês Espanhol Alemão Italiano Francês #Filmes #FilmesCatólicos

  • A INCLUSÃO SOCIAL DAS MULHERES E CRIANÇAS NA IDADE MÉDIA

    Em confronto com esse artigo “ As mulheres (esposa e filhas) eram figuras quase invisíveis. Saíam pouquíssimas vezes (geralmente nas festas religiosas), não apareciam para os visitantes, eram proibidas de estudar, envelheciam cedo, pois se casavam ainda meninas (em torno dos 13 ou 14 anos), tinham vários filhos” (GOMES, 2018), podemos citar “Não há resquícios da antiguidade sobre a mulher e os filho onde o direito romano dava esse poder sem limites” (PERNOUD, 1996; p.18). Observa-se que o papel das crianças era definido pelos adultos (BURKE apud DA COSTA, 2002). Em relação aos filhos, o pai é o guardião, o protetor e o mestre. Importa ressaltar que a herança da Antiguidade não é nada boa, era comum um cidadão tomar um filho, caso não tivesse um natural. E se recusasse a criança – o que era comum – ela era rejeitada, e o seu destino era a morte . A outra herança passada em relação às crianças, vem da tradição germânica e era um pouco melhor que a romana. Os germanos não praticavam o infanticídio, as próprias mães amamentavam seus filhos e as crianças eram educadas sem distinção de posição social (ROUSSELL apud DA COSTA, 2002). O povo germânico era composto por um conjunto de lares, com dois poderes distintos: o matriarcal, exercido no seio da família, e o patriarcal, predominante na política e na organização social, no entanto, o destino das crianças naqueles clãs, como na cultura romana, também dependia da vontade paterna (direito de adoção, de renegação, de compra e venda). A criança aceita ficava aos cuidados dos parentes paternos (agnatos) e o destino dos bastardos, órfãos e abandonados era entregue aos parentes maternos, especialmente a tios e avós maternos (VEYNE apud DA COSTA, 2002). Essas tradições culturais que se mesclaram e fizeram emergir a Idade Média; analisando-as pode-se verificar que a criança não tinha qualquer consideração ou cuidados naquelas sociedades antigas. A vida deles dependia do pai: se fosse menina ou nascesse com algum problema físico, poderia ser rejeitada. Seu destino, caso sobrevivesse, era abastecer os prostíbulos de Roma e o sistema escravista. “Limitar o número de filhos ou matar algum dos recém-nascidos é crime; assim seus bons costumes podem mais que as boas leis em outras nações. De qualquer modo, eles crescem desnudos e sem asseio até chegarem a ter esses membros e corpos que admiramos. Os filhos são nutridos com o leite de suas mães, nunca de criadas ou amas-de-leite. Não há distinção entre o senhor e o escravo em nenhuma delicadeza de criança. Passam a vida entre os mesmos rebanhos e na mesma terra até que a idade e o valor distingam os nobres” (TÁCITO apud DA COSTA, 2002). Até o final da Antiguidade as crianças pobres eram abandonadas ou vendidas; as ricas enjeitadas – por causa de disputas de herança – eram entregues à própria sorte (GUICHARD apud DA COSTA, 2002). Nesse contexto histórico-cultural é que se compreende a força e o impacto do cristianismo, que rompeu com essas duas tradiçõess (GUICHARD apud DA COSTA, 2002; p.13-30), dessa forma este artigo está apontando para a antiguidade e não para uma Idade Média ou ou até mesmo décadas próximas a atualidade. Nas novas organizações familiares os papéis são constantemente avaliados e reavaliados, buscando na relação a satisfação de todos. Nesse contexto a figura do pai também se modificou, tornando-se mais afetivo e participativo na educação dos filhos. Antes a figura do pai era temida por sua autoridade e distanciamento dos filhos (DE MATOS, 2018). A sua autoridade paterna para a maioridade, que adquirem muito jovens: quase sempre aos quatorze anos entre os plebeus; entre os nobres, a idade evolui de catorze a vinte anos, porque têm de fornecer para a defesa do feudo um serviço mais ativo, que exige forças e experiência. Os reis de França eram considerados maiores com catorze ou quinze anos, e foi com esta idade, sabe-se, que Filipe Augusto atacou a liderança das suas tropas. Uma vez maior, o jovem continua a gozar da proteção dos seus e da solidariedade familiar, mas, diferentemente do que se passava em Roma e consequentemente nos países de direito escrito, adquire plena liberdade de iniciativa e pode afastar-se, fundar uma família, administrar os seus próprios bens como entender. Logo que é capaz de agir por si mesmo, nada vem entravar a sua atividade; torna-se senhor de si próprio, mantendo no entanto, o apoio da família de que saiu. É uma cena clássica de romances de cavalaria ver os filhos da casa, logo que estão em em condições de usar armas e de receber a investidura, deixar a residência pater para correr o mundo ou ir servir o seu suserano. #Históriadaidademédia

  • Católicos de Campina Grande rezam o Terço na porta da Catedral pela volta das Missas presenciais

    Neste domingo (24) um vídeo postado nas redes sociais mostram um grupo de católicos, debaixo de chuva, rezando piedosamente a oração do Santo Terço em frente a porta da Catedral de Campina Grande colocando a intenção e o desejo de que as missas presenciais voltem o mais rápido possível. Assista o vídeo: Desde o início da pandemia, diversas atividades consideradas essenciais, como mercados, lotéricas, bancos e outros continuaram suas atividades normalmente colocando algumas restrições para segurança das pessoas, entretanto a Igreja adotou o posicionamento “lockdown” sendo que em diversas dioceses os padres foram proibidos de atender os fiéis e ministrar os sacramentos, mesmo com a aplicação de medidas sanitárias de segurança. Veja abaixo uma circular de Dom Anônio Tosi Marques, Arcebispo de Fortaleza, datado de 23 de maio na qual ele prorroga o período sem missas e alerta que atender confissões é um risco para os fiéis. Um ponto muito positivo da circular é que ele orienta aos sacerdotes sobre a “Absolvição Geral”, que em muitos locais é conhecida como “confissão comunitária”. Ele orienta que a absolvição geral nunca deve ser algo programado! – De fato a Igreja orienta que este tipo de absolvição em massa é um recurso a ser utilizado apenas em situações de emergência e morte iminente no qual os sacerdotes não tenham tempo de atender a tempo os fiéis de modo individual. – Ele completa lembrando que o período no qual os fiéis estão privados do sacramento é muito longo e o mais indicado é que possam fazer uma boa confissão auricular individual com o sacerdote para que a confissão seja válida. Leia o decreto: #Coronavírus

  • Católicos de Campina Grande rezam o Terço na porta da Catedral pela volta das Missas presenciais

    Neste domingo (24) um vídeo postado nas redes sociais mostram um grupo de católicos, debaixo de chuva, rezando piedosamente a oração do Santo Terço em frente a porta da Catedral de Campina Grande colocando a intenção e o desejo de que as missas presenciais voltem o mais rápido possível. Assista o vídeo: Desde o início da pandemia, diversas atividades consideradas essenciais, como mercados, lotéricas, bancos e outros continuaram suas atividades normalmente colocando algumas restrições para segurança das pessoas, entretanto a Igreja adotou o posicionamento “lockdown” sendo que em diversas dioceses os padres foram proibidos de atender os fiéis e ministrar os sacramentos, mesmo com a aplicação de medidas sanitárias de segurança. Veja abaixo uma circular de Dom Anônio Tosi Marques, Arcebispo de Fortaleza, datado de 23 de maio na qual ele prorroga o período sem missas e alerta que atender confissões é um risco para os fiéis. Um ponto muito positivo da circular é que ele orienta aos sacerdotes sobre a “Absolvição Geral”, que em muitos locais é conhecida como “confissão comunitária”. Ele orienta que a absolvição geral nunca deve ser algo programado! – De fato a Igreja orienta que este tipo de absolvição em massa é um recurso a ser utilizado apenas em situações de emergência e morte iminente no qual os sacerdotes não tenham tempo de atender a tempo os fiéis de modo individual. – Ele completa lembrando que o período no qual os fiéis estão privados do sacramento é muito longo e o mais indicado é que possam fazer uma boa confissão auricular individual com o sacerdote para que a confissão seja válida. Leia o decreto: #Coronavírus

  • AS MELHORES NOTÍCIAS – Scott Hahn medita sobre a Ascensão do Senhor

    Na primeira leitura de hoje dos Atos dos Apóstolos, São Lucas dá a notícia surpreendente de que a história não terminou com a tumba vazia, nem com as aparições de Jesus aos apóstolos, ao longo de quarenta dias. O trabalho redentor de Jesus terá uma consumação litúrgica. Ele é o grande sumo sacerdote, e ainda tem que ascender à Jerusalém celestial, para lá celebrar a festa no verdadeiro Santo dos Santos. A verdade desta festa resplandece na Carta aos Hebreus, onde lemos a respeito da ida do grande sumo sacerdote para os céus e o sacrifício do pontífice sem pecado em nosso favor (ver Hebreus 4: 14–15). De fato, Sua intercessão provocará a descida do Espírito Santo em fogo sobre a Igreja. Lucas enuncia essa promessa na Primeira Leitura da festa da Ascensão: “…sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias” (Atos 1: 5). A Ascensão é a festa preliminar que dirige a atenção da Igreja para Pentecostes. Nesse dia, a salvação será completa; pois a salvação não é simplesmente expiação dos pecados (o que já seria maravilhoso), mas é algo ainda maior do que isto. A expiação é, ela própria, uma pré-condição necessária para nossa adoção como filhos de Deus. Para viver essa vida divina, precisamos receber o Espírito Santo. Para receber o Espírito Santo, precisamos ser purificados através do batismo. O Salmo Responsorial apresenta a Ascensão de modo semelhante à adoração no Templo de Jerusalém, à época do rei Salomão: “Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta” (Salmo 46). O sacerdote-rei toma seu lugar à frente do povo, governando as nações, estabelecendo a paz. A Epístola possui um tom marcadamente pascal. Na Igreja primitiva, como hoje, a Páscoa era o tempo normal para o batismo dos adultos convertidos. Este sacramento era frequentemente chamado de “iluminação”, devido à luz que vinha da graça salvadora de Deus (ver, por exemplo, Hebreus 10:32). São Paulo, em sua Carta aos Efésios, fala de uma glória que conduz a glórias ainda maiores, tal como a Ascensão leva a Pentecostes: “Que ele abra o vosso coração à sua luz”, escreve ele, pensando na divinização dos que acreditam. A “esperança” deles é a “herança com os santos”, os santos que foram adotados na família de Deus e agora com Ele vivem à direita do Pai. Estas são as “boas novas” que os apóstolos foram encarregados de espalhar — para o mundo inteiro, para todas as nações, a começar por Jerusalém — na Ascensão. São as boas novas que devemos continuar espalhando hoje em dia. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/the-good-news-scott-hahn-reflects-on-the-ascension-of-the-lord-3/

  • A IGREJA DE ROMA E A COMUNHÃO UNIVERSAL

    Parte III Ludwig Hertling em “Communio” e a Igreja Romana O fato de Eusébio chamar essa decisão de “bastante correta” é evidência de sua compreensão da Igreja. Este texto tem um valor especial, já que em outras partes de Eusébio praticamente não há indicação de como ele concebeu o primado romano. Ele freqüentemente fala dos bispos de Roma e até registra toda a linha da sucessão episcopal romana, mas a impressão geral é que ele considerava Roma como simplesmente uma das principais igrejas – não é diferente de Antioquia ou Jerusalém. Mas o texto sobre a decisão do imperador levanta a questão do critério final de participação na communio. Embora Antioquia fosse uma igreja apostólica e fosse de fato mais antiga que Roma, Eusébio diz que é “bastante correto” basear a decisão na comunhão com Roma. Quando Atanásio foi deposto pelo Sínodo de Tiro em 355, ele viajou para Roma para fazer com que o Papa Júlio confirmasse sua comunhão com a igreja romana. O bispo Marcellus de Ancyra fez o mesmo quando foi deposto na mesma época. Atanásio relatou que Júlio e os bispos se uniram a ele “julgando a nosso favor a questão da comunhão e do vínculo da caridade” [Apology Against the Arians, 20. PG 25, 281]. O verbo usado aqui (kuroun) refere-se a uma confirmação autorizada. Pode-se falar da ação de Atanásio como interposição de recurso. Mas não é exatamente como se ele tivesse ido de um tribunal em que havia perdido o caso para um tribunal superior em busca de uma decisão judicial. Em vez disso, ele queria ter declarado perante o mundo inteiro que estava em comunhão com Roma e, portanto, que ninguém poderia condená-lo por crime. O veredicto do Sínodo de Tiro não foi simplesmente anulado, mas mostrou-se impossível e ineficaz desde o início, o que é algo muito mais do que um apelo bem-sucedido a um tribunal superior. Especialmente os cristãos da parte oriental do Império enfatizaram repetidamente sua comunhão com Roma. Só isso explica a notável convergência de professores orientais de todo tipo em Roma, que é perceptível até no segundo século. A lista começa com Marcion, Cerdon, Valentinus, Heracleon e outros primeiros gnósticos. Depois vieram Hegesipo, Justino e Tatiano, que foram sucedidos pelo ancião e o jovem Teodoto e seus seguidores. Mais tarde, houve Proclus e Praxeas e, finalmente, o próprio Orígenes. Esse ponto foi discutido com frequência e não há necessidade de expandi-lo mais uma vez aqui. Alguns desses professores vieram a Roma para fins de estudo. Como Hegesipo e Orígenes, eles desejavam familiarizar-se com a tradição apostólica da igreja romana. Mas a maioria deles queria ensinar em Roma, mesmo que a comunidade cristã de Roma não fosse particularmente um terreno favorável para palestras complicadas e idéias freqüentemente exóticas propostas por esses visitantes do Oriente. A atração de Roma era simplesmente a do centro do cristianismo. Communio com Roma foi para eles de tão grande valor que alguns, como Marcion e Valentinus, fizeram esforços árduos para mantê-lo, apesar das medidas repetidas tomadas contra eles. O fato de que a igreja romana tinha, de certa forma, uma posição privilegiada nos primeiros séculos é raramente contestado hoje. De qualquer forma, foi a primeira Sé (prima sedes). Assim, a verdadeira questão é o que essa primazia inegável significava e como ela está relacionada com as formas posteriores de primazia papal. Até agora temos procurado entender essa primazia como o ponto focal da communio. Antes de abordarmos a questão da conexão entre isso e a primazia papal posterior, devemos examinar brevemente outros elementos na Igreja primitiva que poderiam ter levado ao surgimento precoce da preeminência de Roma. Uma explicação totalmente inadequada é que a primazia romana emergiu de uma cadeia de documentos literários como proposto na obra de Erich Caspar. Em sua reconstrução, o primeiro passo foi a frase de Tertullian “toda igreja que é semelhante a Pedro” (omnem ecclesiam Petri propinquam), [On Purity, 21. PL 2, 1079] pelo qual a igreja de Roma foi pela primeira vez definida em relação a Pedro, o Apóstolo. Cipriano então deu o passo seguinte e foi o primeiro a designar a Sé romana com a cátedra de Pedro [Carta 59, 14. CSEL III/2, 683]. Ele também aplicou o texto de Mateus 16:18 pela primeira vez à igreja de Roma. O Papa Estêvão, num golpe de gênio, assumiu a dedução de Cipriano e na controvérsia de batismo virou a arma de Cipriano contra ele. Caspar afirma encontrar isso documentado na carta de Firmiliano, na qual Firmiliano é supostamente perplexo com a inesperada reviravolta dos acontecimentos [Veja a carta de Firmiliano, dada entre as cartas de São Cipriano, Carta 75, 17. CSEL III/2, 821]. Embora o resto da cristandade não tenha notado essas manobras, Caspar vê esses textos literários como responsáveis por estabelecer firmemente a doutrina da primazia romana na Igreja. Essa explicação, no entanto, é totalmente implausível. Em uma crítica importante de Caspar, Karl Adam observou: “A grande questão que surge repetidamente no que diz respeito ao trabalho de Caspar é se o método histórico rigoroso permite o isolamento da não refletida mas muito viva fé no primado romano dos primeiros defensores e testemunhas. Desta forma, a primeira evidência escrita torna-se não apenas a interpretação teológica da fé, mas, na verdade, o único criador da doutrina da Igreja da primazia. Assim, a doutrina em si passa a ser apresentada como um produto meramente literário.” Na Igreja, como em outros lugares, formulações teóricas geralmente seguem fatos e eventos. A institucionalização não é o resultado da argumentação. Além disso, na Igreja sempre foi extremamente difícil introduzir idéias radicalmente novas sem despertar imediatamente protestos de todos os lados. Outra explicação, historicamente muito mais plausível, é aquela que deriva a posição privilegiada de Roma dentro da Igreja da eminência da cidade como capital do Império. A importância civil de uma cidade foi, desde o início, um fator significativo que contribuiu para o prestígio e a significância de Sé episcopal. Mas o fato de Roma ser a capital imperial só explica por que Roma foi escolhida como o centro da Igreja em vez de Jerusalém, o centro original, ou alguma outra cidade como Antioquia. Quem fez essa escolha, e quem planejou a transferência de Jerusalém para Roma, seja os apóstolos, ou Pedro e Paulo, ou Pedro sozinho, não é importante aqui. A questão seria simplesmente que o centro foi estabelecido em Roma conscientemente e deliberadamente porque Roma era a capital, e não como resultado de uma evolução cega. As instituições normalmente não apenas se desenvolvem, mas são deliberadamente criadas. No entanto, se a posição especial do bispo de Roma tivesse simplesmente se desenvolvido a partir do fato de que Roma era a capital, sua eminência teria sido de um tipo diferente. Nesta hipótese, o bispo de Roma teria se tornado um imperador em miniatura e o elemento administrativo teria sido proeminente em seu governo da Igreja. Mas na antiguidade cristã não há traços de uma administração central conduzindo assuntos eclesiásticos. Os primeiros papas não eram chefes de uma burocracia, como os imperadores haviam se tornado. Além disso, o prestígio dos bispos de Constantinopla, a partir do século IV, deveu-se, em parte, ao fato de Constantinopla ter se tornado a capital imperial. Mas sua posição na Igreja universal era notavelmente diferente da do bispo de Roma. Em Constantinopla, o bispo era a cabeça e o ápice da pirâmide da hierarquia eclesiástica, assim como o imperador estava sobre a hierarquia civil. Mas o bispo de Constantinopla nunca foi considerado o ponto focal e fonte de vitalidade na unidade sacramental da communio. Finalmente, o elemento pessoal sempre desempenhou um papel subordinado na história da primazia romana. É preciso traçar a lista dos papas até São Leão, o Grande (morto 461) antes que uma figura realmente imponente surja. Nenhum dos bispos romanos pode realmente ser comparado com seus contemporâneos no episcopado como Inácio de Antioquia, Policarpo, Irineu, Cipriano, Dionísio de Alexandria, Atanásio, Basílio, João Crisóstomo, ou Agostinho. Portanto, se quisermos dar alguma explicação sobre o fenômeno histórico da preeminência de Roma no início da Igreja, não há nada além de afirmar que ela estava enraizada na natureza da própria Igreja. De alguma forma, a posição privilegiada do Apóstolo Pedro, e sua função como rocha, deve ter passado para os bispos de Roma. Esta é a única hipótese que torna inteligível como a igreja de Roma se tornou o ponto focal da communio, a partir do qual “os direitos da preciosa comunhão” (Ambrósio) passam para todas as outras igrejas. Quanto mais os dados históricos nos forçam a reconhecer a preeminência real do bispo de Roma entre os outros bispos da Igreja primitiva, mais surpreendente é que este aspecto fundamental da Igreja foi tão pouco discutido pelos primeiros escritores teológicos. Se consultarmos os textos tradicionais pré-Nicenos testemunhando a primazia romana, encontramos textos falando de Pedro, de sua permanência em Roma, e de seu martírio; a lista dos papas compilados por Irineu; notas históricas sobre a controvérsia da Páscoa; e as palavras de Hipólito sobre Callisto. Em tudo isso, no entanto, não há discussão teórica sobre o primado do bispo romano. A única escrita que trata mesmo da teologia da Igreja é a obra de Cipriano, A Unidade da Igreja Católica. Este tratado fala extensivamente da primazia de Pedro e a unidade da Igreja é traçada até a função de Pedro como a rocha. Mas o bispo de Roma nunca é mencionado. Inevitavelmente se pergunta como foi possível para um teólogo escrever um tratado tão curto sobre a Igreja Católica sem mencionar o papa. C. A. Kellner há muito tempo apontou que o trabalho de Cipriano é um tratado polêmico que trata principalmente do cisma novaciano. Em um tempo de controvérsia sobre quem era o papa legítimo, Cipriano dificilmente poderia usar a comunhão com o papa como a pedra de toque da legitimidade dos outros bispos. Mesmo que esta fosse uma solução adequada, nossa pergunta permanece sem resposta. Como foi que durante séculos nenhum teólogo fez uma afirmação clara e inconfundível de que o bispo de Roma era o verdadeiro e legítimo chefe de toda a Igreja Católica? O estudioso Nicholas Cardeal Marini fez uma pesquisa exaustiva sobre a doutrina da primazia no pensamento de São João Crisóstomo e chegou à conclusão de que Crisóstomo, sem dúvida, ensinou uma verdadeira primazia do Apóstolo Pedro. Mas em nenhum lugar Crisóstomo afirma que essa primazia passou para sucessores específicos. Crisostomo não nega isso, e de suas premissas pode-se facilmente concluir que este deve ser o caso. O próprio Crisóstomo, no entanto, não chega a essa conclusão. A única passagem que poderia possivelmente se referir à primazia vem em seu tratado sobre o sacerdócio: “Por que Cristo derramou seu sangue? Para redimir o rebanho que ele confiou a Pedro e a seus sucessores” [O Sacerdócio, II, 1. PG 48, 632]. Mas os sucessores ou, como Crisóstomo diz, aqueles “atrás dele”, podem ser todos os bispos. Ele não diz que eles são os bispos romanos. Como tal coisa era possível no final do século IV, quando as reivindicações do bispo romano para uma primazia – e o exercício real de algum tipo de primazia – eram bem conhecidas? Como alguém poderia escrever neste momento e mesmo remotamente lidar com Pedro e a questão da jurisdição na Igreja passar por cima dessa questão fundamental em silêncio? Crisóstomo, ao que parece, dificilmente poderia evitar tomar algum tipo de posição, seja a favor ou contra. #Belarus #Bizâncio #desenvolvimentodoutrinal #Apologética

  • E se as pessoas evitassem o Pecado com a mesma determinação que lutam contra o Vírus?

    Nesta semana, tive de ir – de máscara, antes que perguntem! – a um cartório. Na entrada, a porta de enrolar estava fechada, pelo que era necessário entrar pelo lado da loja, por uma porta estreita. Era tão estreita que algumas pessoas não conseguiam se espremer (uma denúncia de gordofobia poderia ser feita…) Após entrar, rapidamente tive de recolher as mãos, para não receber a quantidade astronômica de álcool em gel que um vigia administrava aos visitantes. Enquanto esperava meu atendimento, percebi espantado uma funcionária, atrás de seu guichê, com as mãos cobertas de álcool em gel, sendo que ela já estava com luvas de plástico! Perante toda essa histeria, uma pessoa que me acompanhava disse: “Se as pessoas tomassem esse cuidado para se preservarem do pecado…” É evidente que a sociedade deve desencorajar todos os comportamentos perigosos para a saúde – mas nesse assunto o exagero é um grande perigo. Alguém lutará contra tais excessos? Há motivos para se duvidar. A sabedoria mundana é tolice. Ela não tem lógica e se autodestrói, porque seus princípios estão errados. A única coisa que importa é a felicidade – mas quando a felicidade e a saúde entram em conflito, vemos esses comportamentos ridículos que foram descritos. E isso apenas três meses depois das desordens do carnaval. Os sábios deste mundo buscam, há tempos, os sistemas para serem felizes sem prejuízos: na Grécia antiga, criaram-se várias correntes filosóficas, duas delas muito atuais: o epicurismo e o hedonismo. Elas colocam a busca do prazer e a fuga da dor como finalidade da existência humana – a plena satisfação humana consistiria num frágil equilíbrio entre prazeres. Mas, como é patente, a maior parte dos homens (para não dizer todos) não pode chegar a esse estado. Ao seguir tais doutrinas, os homens afogam-se nos vícios. A sabedoria da Cruz de Nosso Senhor ensina-nos, pelo contrário, que o sofrimento nos redime, enquanto vivido na caridade. Ela opõe-se diretamente ao mundo pagão enquanto afirma: “Não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode lançar na geena a alma e o corpo.” Quanto ao prazer, ele não é um fim em si mesmo – ele será buscado ou evitado segundo sua legitimidade nos planos de Deus. E nossas escolhas serão informadas por nossa vontade de santificação, cujo fim é conduzir ao céu. São Domingos Sávio, morto em 1857 na idade de 15 anos, ordenou sua vida de acordo com os princípios da divina sabedoria. Com sete anos, fez sua primeira comunhão e escreveu, como resolução: “Antes morrer do que pecar”. Na escola, durante o recreio, não hesitou em arrancar das mãos de um colega uma revista imprópria. Enquanto rasgava essa má leitura, dizia: “Se tu levas ao moinho grão mofado, sairás com uma farinha ruim. Aqui, queremos ficar bons, não nos venhas envenenar com tuas sujeiras…” O mundo se preocupa com a qualidade de seu corpo tal como os sepulcros caiados, magníficos no exterior e apodrecidos por dentro. A sabedoria divina, ao contrário, exorta-nos várias vezes a preservar nossa alma de toda mancha de pecado. Imploremos à Nossa Senhora, Imaculada Conceição, que nos auxilie em nossos esforços para permanecer puros. Padre Jean-François #Coronavírus

  • E se as pessoas evitassem o Pecado com a mesma determinação que lutam contra o Vírus?

    Nesta semana, tive de ir – de máscara, antes que perguntem! – a um cartório. Na entrada, a porta de enrolar estava fechada, pelo que era necessário entrar pelo lado da loja, por uma porta estreita. Era tão estreita que algumas pessoas não conseguiam se espremer (uma denúncia de gordofobia poderia ser feita…) Após entrar, rapidamente tive de recolher as mãos, para não receber a quantidade astronômica de álcool em gel que um vigia administrava aos visitantes. Enquanto esperava meu atendimento, percebi espantado uma funcionária, atrás de seu guichê, com as mãos cobertas de álcool em gel, sendo que ela já estava com luvas de plástico! Perante toda essa histeria, uma pessoa que me acompanhava disse: “Se as pessoas tomassem esse cuidado para se preservarem do pecado…” É evidente que a sociedade deve desencorajar todos os comportamentos perigosos para a saúde – mas nesse assunto o exagero é um grande perigo. Alguém lutará contra tais excessos? Há motivos para se duvidar. A sabedoria mundana é tolice. Ela não tem lógica e se autodestrói, porque seus princípios estão errados. A única coisa que importa é a felicidade – mas quando a felicidade e a saúde entram em conflito, vemos esses comportamentos ridículos que foram descritos. E isso apenas três meses depois das desordens do carnaval. Os sábios deste mundo buscam, há tempos, os sistemas para serem felizes sem prejuízos: na Grécia antiga, criaram-se várias correntes filosóficas, duas delas muito atuais: o epicurismo e o hedonismo. Elas colocam a busca do prazer e a fuga da dor como finalidade da existência humana – a plena satisfação humana consistiria num frágil equilíbrio entre prazeres. Mas, como é patente, a maior parte dos homens (para não dizer todos) não pode chegar a esse estado. Ao seguir tais doutrinas, os homens afogam-se nos vícios. A sabedoria da Cruz de Nosso Senhor ensina-nos, pelo contrário, que o sofrimento nos redime, enquanto vivido na caridade. Ela opõe-se diretamente ao mundo pagão enquanto afirma: “Não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode lançar na geena a alma e o corpo.” Quanto ao prazer, ele não é um fim em si mesmo – ele será buscado ou evitado segundo sua legitimidade nos planos de Deus. E nossas escolhas serão informadas por nossa vontade de santificação, cujo fim é conduzir ao céu. São Domingos Sávio, morto em 1857 na idade de 15 anos, ordenou sua vida de acordo com os princípios da divina sabedoria. Com sete anos, fez sua primeira comunhão e escreveu, como resolução: “Antes morrer do que pecar”. Na escola, durante o recreio, não hesitou em arrancar das mãos de um colega uma revista imprópria. Enquanto rasgava essa má leitura, dizia: “Se tu levas ao moinho grão mofado, sairás com uma farinha ruim. Aqui, queremos ficar bons, não nos venhas envenenar com tuas sujeiras…” O mundo se preocupa com a qualidade de seu corpo tal como os sepulcros caiados, magníficos no exterior e apodrecidos por dentro. A sabedoria divina, ao contrário, exorta-nos várias vezes a preservar nossa alma de toda mancha de pecado. Imploremos à Nossa Senhora, Imaculada Conceição, que nos auxilie em nossos esforços para permanecer puros. Padre Jean-François #Coronavírus

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