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- Após cancelamento da ‘Coroação de nossa senhora dos Travestis’, católicos rezam o terço
Católicos de Belo Horizonte e região se reuniram na noite deste sábado, 20 de julho, para rezar o terço em reparação à Santíssima Virgem e agradecimento pelo cancelamento do ato blasfemo que aconteceria no mesmo horário e local pela Virada Cultural de Belo Horizonte. Caio Bellote, presidente do Instituto São Frei Galvão, concedeu entrevista ao Portal Uai: “É um ato de desagravo em reparação às blasfêmias que ocorreriam aqui, neste local, com o apoio da prefeitura, do senhor secretário de Cultura, Juca Ferreira, onde seria coroado um homem como Nossa Senhora numa procissão sacrílega, indo contra o artigo 208 do Código Penal, que protege o culto. Eu não considero cultura ofender a fé católica de milhões de brasileiros”. Os fiéis que rezaram no horário já haviam marcado a vigília na porta da igreja, como forma de repudiar a coroação. “Decidimos manter (o ato) para agradecer e mostrar que os católicos estão mobilizados contra algo que fira o sentimento religioso”, disse um dos organizadores, o advogado Giovanni Costa, de 24 anos em entrevista ao portal Uai. Os católicos cantaram músicas cristãs e rezaram em frente à imagem de Nossa Senhora de Fátima. Costa afirmou que os católicos respeitam as pessoas trans, mas se sentiram “agredidos com o tom da coroação”. Assista a um trecho do momento de oração: Assista o momento em que cantam o hino Salve Regina (Salve Rainha em latim): Um grave ataque à Fé Católica estava previsto para acontecer durante fim de semana no evento Virada Cultural em Belo Horizonte. Uma performance denominada ”Coroação da nossa senhora das travestis” faria parte da programação da virada cultural até que o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, vendo os intensos protestos, através das redes sociais, decidiu cancelar o evento. Em sua fala, Kalil afirmou que defende “todas as liberdades”, mas informou que “ninguém vai agredir a religião de ninguém”. Mais cedo, ainda nesta sexta-feira, a Arquidiocese de Belo Horizonte publicou uma carta em nome de dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em que pedia a suspensão da atração cultural. No texto, a igreja defende que a “Coroação a Nossa Senhora dos Travestis” é uma “ação preconceituosa e criminosa. A arquidiocese religiosa ainda convocou “todos os católicos a se manifestarem”. Leia o comunicado da Arquidiocese de Belo Horizonte na íntegra: CLIQUE AQUI #homossexualidade #Política #NossaSenhora #LGBT #IdeologiadeGênero
- Cardeal Robert Sarah comemora 50 anos de ordenação sacerdotal
Em 20 de julho, o Card. Robert Sarah comemora seu 50º aniversário como sacerdote. Ele diz que sua vocação começou quando ele viu missionários levantando-se antes do amanhecer para orar. CARDEAL ROBERT SARAH Prefeito, Congregação para o Culto Divino “Quando eu era pequeno, perguntei a mim mesmo: ‘O que esses homens estão fazendo em silêncio, no escuro?’ Isso porque não havia eletricidade na minha aldeia. Eu pensei ‘certamente eles estão falando com alguém que eles vêem e conhecem’ ”.“ E quando um deles me perguntou: ‘Você quer ir para o seminário?’ Eu não sabia o que era. Eu perguntei: ‘O que você faz lá?’ Ele disse: ‘Lá você vai se tornar como nós’. Eu disse sim. Eu queria conhecer aquela pessoa que eles viram no silêncio e escuridão da capela. ” Os anos se passaram e ele ainda se lembra da generosidade desses missionários que vieram para sua terra para ajudar os africanos. CARDEAL ROBERT SARAH Prefeito, Congregação para o Culto Divino “Eles não vieram para ganhar nada, mas para nos servir, para nos salvar, assim como Cristo fez. Ele não veio para ganhar, mas para dar a vida. Eles deram a própria vida e alguns morreram muito jovens ”.” Portanto, para mim, ser sacerdote é imitar esses missionários que comunicaram sua fé a mim. Quero ser como eles “. O cardeal trabalha no Vaticano desde 2001. Colaborou com João Paulo II, Bento XVI e agora com o Papa Francisco. Por esta razão, ele está triste por ser apresentado como um oponente do papa. CARDEAL ROBERT SARAH Prefeito, Congregação para o Culto Divino “Estou calmo porque sou leal ao papa.” “Eles não podem citar uma palavra, uma frase, um gesto com o qual eu me oponho ao papa. É ridículo, é ridículo. Estou a serviço da Igreja, do Santo Padre e de Deus. Isso é suficiente. ”“ Lá, as pessoas escrevem esse tipo de coisa para criar oposição, contra o Santo Padre, entre bispos ou cardeais. É ridículo. Nós não devemos cair nessa armadilha. Nós devemos continuar a ensinar. Eu não me importo com o que eles dizem. O cardeal acaba de publicar seu terceiro livro. Nele, ele lida com as conseqüências da crise da fé no mundo contemporâneo. É intitulado “O dia está agora longe demais” e é dedicado a todos os sacerdotes do mundo, a Bento XVI e ao Papa Francisco. Assista sua entrevista: Cardeal Sarah faz 50 anos de sacerdócio O Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos foi ordenado sacerdote há 50 anos. O Cardeal africano tem tentado esclarecer os fiéis católicos, como aconteceu quando declarou que não há misericórdia sem arrependimento: “Enganamos as pessoas quando falamos de misericórdia sem sabermos o que quer dizer essa palavra. O Senhor perdoa os pecados, mas temos que nos arrepender.” (Cardeal Sarah – Conferência no Pontifício Instituto João Paulo II – 21.V.2015) “Um grande crente e poeta britânico do século passado, Thomas Stearns Eliot escreveu alguns versos que dizem mais do que livros inteiros: “Em um mundo de fugitivos, a pessoa que toma a direção oposta parecerá fugir”. Queridos jovens cristãos, se é permissível que um “ancião”, como São João, fale diretamente com você, eu também vos exorto, e digo-vos que vencestes o Maligno! Lute contra qualquer lei contra a natureza que lhe seja imposta, oponha-se a qualquer lei contra a vida, contra a família. Seja daqueles que tomam a direção oposta! Atreva-se a ir contra a corrente! Para nós, cristãos, a direção oposta não é um lugar, é uma pessoa, é Jesus Cristo, nosso amigo e nosso Redentor.” (Cardeal Sarah) Assista ao contundente apelo que o Cardeal Robert Sarah fez às famílias e aos jovens: Leia também: Ainda há espaço para o “SILÊNCIO” na Santa Missa? #IgrejaCatólica #Vaticano
- Cardeal Robert Sarah comemora 50 anos de ordenação sacerdotal
Em 20 de julho, o Card. Robert Sarah comemora seu 50º aniversário como sacerdote. Ele diz que sua vocação começou quando ele viu missionários levantando-se antes do amanhecer para orar. CARDEAL ROBERT SARAH Prefeito, Congregação para o Culto Divino “Quando eu era pequeno, perguntei a mim mesmo: ‘O que esses homens estão fazendo em silêncio, no escuro?’ Isso porque não havia eletricidade na minha aldeia. Eu pensei ‘certamente eles estão falando com alguém que eles vêem e conhecem’ ”.“ E quando um deles me perguntou: ‘Você quer ir para o seminário?’ Eu não sabia o que era. Eu perguntei: ‘O que você faz lá?’ Ele disse: ‘Lá você vai se tornar como nós’. Eu disse sim. Eu queria conhecer aquela pessoa que eles viram no silêncio e escuridão da capela. ” Os anos se passaram e ele ainda se lembra da generosidade desses missionários que vieram para sua terra para ajudar os africanos. CARDEAL ROBERT SARAH Prefeito, Congregação para o Culto Divino “Eles não vieram para ganhar nada, mas para nos servir, para nos salvar, assim como Cristo fez. Ele não veio para ganhar, mas para dar a vida. Eles deram a própria vida e alguns morreram muito jovens ”.” Portanto, para mim, ser sacerdote é imitar esses missionários que comunicaram sua fé a mim. Quero ser como eles “. O cardeal trabalha no Vaticano desde 2001. Colaborou com João Paulo II, Bento XVI e agora com o Papa Francisco. Por esta razão, ele está triste por ser apresentado como um oponente do papa. CARDEAL ROBERT SARAH Prefeito, Congregação para o Culto Divino “Estou calmo porque sou leal ao papa.” “Eles não podem citar uma palavra, uma frase, um gesto com o qual eu me oponho ao papa. É ridículo, é ridículo. Estou a serviço da Igreja, do Santo Padre e de Deus. Isso é suficiente. ”“ Lá, as pessoas escrevem esse tipo de coisa para criar oposição, contra o Santo Padre, entre bispos ou cardeais. É ridículo. Nós não devemos cair nessa armadilha. Nós devemos continuar a ensinar. Eu não me importo com o que eles dizem. O cardeal acaba de publicar seu terceiro livro. Nele, ele lida com as conseqüências da crise da fé no mundo contemporâneo. É intitulado “O dia está agora longe demais” e é dedicado a todos os sacerdotes do mundo, a Bento XVI e ao Papa Francisco. Assista sua entrevista: Cardeal Sarah faz 50 anos de sacerdócio O Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos foi ordenado sacerdote há 50 anos. O Cardeal africano tem tentado esclarecer os fiéis católicos, como aconteceu quando declarou que não há misericórdia sem arrependimento: “Enganamos as pessoas quando falamos de misericórdia sem sabermos o que quer dizer essa palavra. O Senhor perdoa os pecados, mas temos que nos arrepender.” (Cardeal Sarah – Conferência no Pontifício Instituto João Paulo II – 21.V.2015) “Um grande crente e poeta britânico do século passado, Thomas Stearns Eliot escreveu alguns versos que dizem mais do que livros inteiros: “Em um mundo de fugitivos, a pessoa que toma a direção oposta parecerá fugir”. Queridos jovens cristãos, se é permissível que um “ancião”, como São João, fale diretamente com você, eu também vos exorto, e digo-vos que vencestes o Maligno! Lute contra qualquer lei contra a natureza que lhe seja imposta, oponha-se a qualquer lei contra a vida, contra a família. Seja daqueles que tomam a direção oposta! Atreva-se a ir contra a corrente! Para nós, cristãos, a direção oposta não é um lugar, é uma pessoa, é Jesus Cristo, nosso amigo e nosso Redentor.” (Cardeal Sarah) Assista ao contundente apelo que o Cardeal Robert Sarah fez às famílias e aos jovens: Leia também: Ainda há espaço para o “SILÊNCIO” na Santa Missa? #IgrejaCatólica #Vaticano
- Deputada católica protocola PL para garantir direitos dos bebês desde a concepção
A deputada católica Chris Tonietto deu mais um grande passo em favor da vida e protocolou um Projeto de Lei que altera o art. 2º do Código Civil a fim de dar a seguinte redação: “a personalidade civil do ser humano começa desde a sua concepção!” Segue a publicação original feita nas redes sociais da deputada: “Em um dia de intensa atividade tivemos a oportunidade de protocolar diversos Projetos de Lei e elaborar outros documentos importantíssimos para o cumprimento dos objetivos de nosso mandato. O primeiro deles altera o artigo 2º do Código Civil, dando-lhe a seguinte redação: “a personalidade civil do ser humano começa desde a sua concepção”, tornando-o explícito na defesa que faz da vida humana em todos os seus momentos e evitando que sua redação anterior continue sendo usada como brecha para fazer avançar a agenda abortista . Adequar a lei positiva à lei natural que a rege e à qual deve estar submetida, prestando as duas reverências à Lei de Deus, é um dever ao qual um católico no Poder Legislativo não pode se furtar! Que este seja um primeiro passo rumo ao pleno reconhecimento dos direitos do nascituro no Brasil!” Discurso histórico A advogada católica de 27 anos, eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro, não se dá por satisfeita com devoções superficiais ou noções genéricas sobre fé. Ela prefere ir à fundo no estudo da doutrina católica, da história da Igreja e da filosofia tomista. Sem nenhum receio de críticas, Chris é enfática ao destacar a necessidade do Brasil “reconhecer Cristo como rei de nosso país”, dever que leva à cabo com o auxílio simbólico da frase “Viva Cristo Rei”, cheia de significado para os conhecedores da história católica na América Latina, e à qual ela recorre com bastante frequência. A deputada Chris Tonietto também é relatora do PL 4.754/2016, que pretende combater o ativismo judicial. Pelo projeto original, acatado no relatório da deputada Chris Tonietto (PSL-RJ), passa ser crime de responsabilidade de ministros do STF “usurpar competência do Congresso Nacional”. Recentemente, Chris Tonietto fez discurso excepcional apontando, com detalhes, os anseios dos Cristãos para o futuro de nossa nação e ainda apontou problemas graves que precisam ser corrigidos com urgência! Assista o discurso completo no vídeo abaixo: #Aborto #Brasil #Política
- Deputada católica protocola PL para garantir direitos dos bebês desde a concepção
A deputada católica Chris Tonietto deu mais um grande passo em favor da vida e protocolou um Projeto de Lei que altera o art. 2º do Código Civil a fim de dar a seguinte redação: “a personalidade civil do ser humano começa desde a sua concepção!” Segue a publicação original feita nas redes sociais da deputada: “Em um dia de intensa atividade tivemos a oportunidade de protocolar diversos Projetos de Lei e elaborar outros documentos importantíssimos para o cumprimento dos objetivos de nosso mandato. O primeiro deles altera o artigo 2º do Código Civil, dando-lhe a seguinte redação: “a personalidade civil do ser humano começa desde a sua concepção”, tornando-o explícito na defesa que faz da vida humana em todos os seus momentos e evitando que sua redação anterior continue sendo usada como brecha para fazer avançar a agenda abortista . Adequar a lei positiva à lei natural que a rege e à qual deve estar submetida, prestando as duas reverências à Lei de Deus, é um dever ao qual um católico no Poder Legislativo não pode se furtar! Que este seja um primeiro passo rumo ao pleno reconhecimento dos direitos do nascituro no Brasil!” Discurso histórico A advogada católica de 27 anos, eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro, não se dá por satisfeita com devoções superficiais ou noções genéricas sobre fé. Ela prefere ir à fundo no estudo da doutrina católica, da história da Igreja e da filosofia tomista. Sem nenhum receio de críticas, Chris é enfática ao destacar a necessidade do Brasil “reconhecer Cristo como rei de nosso país”, dever que leva à cabo com o auxílio simbólico da frase “Viva Cristo Rei”, cheia de significado para os conhecedores da história católica na América Latina, e à qual ela recorre com bastante frequência. A deputada Chris Tonietto também é relatora do PL 4.754/2016, que pretende combater o ativismo judicial. Pelo projeto original, acatado no relatório da deputada Chris Tonietto (PSL-RJ), passa ser crime de responsabilidade de ministros do STF “usurpar competência do Congresso Nacional”. Recentemente, Chris Tonietto fez discurso excepcional apontando, com detalhes, os anseios dos Cristãos para o futuro de nossa nação e ainda apontou problemas graves que precisam ser corrigidos com urgência! Assista o discurso completo no vídeo abaixo: #Aborto #Brasil #Política
- Onde está segunda? Uma ficção não tão irreal assim.
Onde está segunda? Uma ficção não tão irreal assim. [ CONTÉM SPOILER ] O filme da Netflix “Onde está segunda?” retrata um mundo distópico, onde devido ao grande aumento populacional, o Estado criou a “Lei do filho único”, algo semelhante ao que vigorou na China comunista de 1970 à 2015, que agora teve a lei “afrouxada” e o benevolente Estado chinês permite ao casal ter mais um filho. No filme, a intenção da lei era preservar recursos naturais. A Terra estava ficando sem condições habitáveis e uma série de medidas precisavam ser tomadas para tentar salvar o planeta. Sem entrar muito nas especificidades do filme, um paralelo assombroso pode ser traçado entre a ficção e a realidade. Irmãos eram recolhidos pelo governo e levados a um centro de controle, onde eram colocados em estado de “hibernação” pela agência reguladora até os tempos melhorarem e as taxas de crescimento baixarem, quando poderiam sair e desfrutar do mundo novo que estava em processo de criação. Outro ponto interessante foi a política de regulação da fertilidade que envolvia esterilização e controle ativo da população, que perdeu toda sua liberdade e era fortemente controlada e vigiada. O alvo principal desse controle era a população mais pobre, pois tendiam a se reproduzir em taxas mais altas, prejudicando o planeta, como eles acreditavam. Concentração de poder nas mãos do Estado e políticas ideologicamente enviesadas são uma arma destrutiva para a família e a sociedade. Políticas governamentais travestidas de boas intenções são um prato cheio para que o aparato do Estado seja usado para reprimir e coagir a liberdade do indivíduo. Nosso mundo está repleto de exemplos: sempre que surgiu algum grupo com ideias revolucionárias de mudar o mundo e salvar a humanidade, um grande banho de sangue o seguiu. A revolução francesa, com seu reinado do terror, a revolução russa com seus milhões de mortos e graves crises de fome, a revolução chinesa com seus imensos massacres…somente para citar alguns. Hoje, temos políticos que trabalham incessantemente para implementação de medidas que, na cabeça deles, protegeriam o mundo e trariam tempos de paz e igualdade. Documentos oficiais, como a Agenda 2030 da ONU, que falam de maneira polida e elegante sobre desenvolvimento sustentável e direitos da mulher, são apenas recursos que podem ser usados da mesma maneira que o filme retrata. Políticas de manipulação, coerção e morte. Parece que quanto maior a “boa intenção” em salvar o planeta, pior é o resultado. No filme, descobre-se que a hibernação, que até então era tida como algo bom que poupava as crianças de viverem nesse mundo mau, nada mais era que o puro aniquilamento daquelas que foram tomadas a força de sua família. Com a desculpa de estarem criando um mundo melhor, milhares de “irmãos” foram mortos. Famílias com mais de um filho tinham que se esconder para não terem os filhos “confiscados” pelo governo e levados para as câmaras. (Que não são as de gás, mas não diferem em nada em sua finalidade) O mundo real não fica para trás com a indústria do aborto e seus defensores. O controle populacional está entre entre os argumentos dos que defendem tal prática. Muitos chegam a afirmar que o ser humano é o grande problema do mundo, o que é uma inversão, pois antigamente os homens discutiam os problemas do mundo, hoje, discutem o homem como um problema. Uma das maiores clínicas de abordo dos EUA, a Planned Parenthood, começou com “ótimas” intenções. Margaret Sanger, uma de sua fundadoras, tinha a intenção de fornecer cuidados a mulheres negras grávidas da periferia, dentre esses cuidados, o aborto era uma opção para aquelas mulheres que não quisessem prosseguir com a gravidez. Por trás de sua “boa intenção”, existia uma vontade eugenista de impedir que aquelas mulheres gerassem mais filhos. E para quem não lembra, em 2015, funcionários da Planned Parenthood foram flagrados em esquemas de venda de tecido fetal e órgãos para algumas industrias americanas. Para eles, até a morte é lucrativa. Precisamos entender o seguinte: o homem é um ser caído que precisa de um salvador que o resgate de si mesmo e do pecado. Mas aqueles que não esperam isso do verdadeiro Deus, preenchem esse vazio com o messianismo político, com ideologias que buscam trazer essa salvação. Por isso essa ânsia de mudar o mundo e fazer o paraíso aqui na Terra mesmo. Estes discursos enganadores iludem os desesperançosos, que rejeitam a fé em Deus para depositá-la em um mero homem, ou ainda pior, em si mesmos. O mundo precisa de salvação, mas não é o homem que irá salvá-lo. Somente o Criador de todas as coisas tem o poder de restaurá-las à sua condição para qual foram criadas. Os falsos deuses da revolução estão à solta procurando a quem tragar. Para o cristão só há uma forma de redenção do homem: a cruz de Cristo. Ramon Serrano
- Jesus está no chão – Campanha contra os Sacrilégios e Profanações ao Santíssimo Sacramento
Um dos grandes males, que mais ofendem a Deus em nossos tempos, é a indiferença e os sacrilégios contra o Jesus no Santíssimo Sacramento. Assista este vídeo que vem apresentar uma das formas mais recorrentes do ultraje à Sagrada Comunhão, que muitas vezes passa despercebida para a maioria dos católicos. Assista e compartilhe este impressionante vídeo : Iniciemos uma grande campanha junto aos fiéis e também aos sacerdotes para honrar Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento do Altar, incentivando a comunhão na boca e o tanto quanto possível, de joelhos. E dessa forma, possamos evitar muitos sacrilégios e roubos à Santíssima Eucaristia. #PelaComunhaoNaBoca Aconselhamos todos a acolherem a orientação da Igreja que diz: “Onde houver perigo de profanação NÃO se dê a Comunhão na mão “. A exemplo do que ensinou o anjo de Portugal, por ocasião das aparições de Nossa Senhora em Fátima, quando se prostrou por terra diante do Santíssimo Corpo e Sangue de Deus ensinando as crianças a fazer o mesmo, procuremos tratar Jesus com todo, respeito reverência e adoração. Procuremos seguir o que diz a Palavra de Deus: “Diante do nome de Jesus, todo joelho se dobre…” Leia também Peça ao seu anjo para recolher as partículas consagradas perdidas durante a comunhão Se o fiel está em estado de graça, sem pecados mortais, ele pode comungar, e na boca se quiser. “A comunhão na boca é direito verdadeiro e próprio do fiel, ao passo em que a comunhão na mão é mero indulto. É o que nos diz, ainda, o n. 92 da Redemptionis Sacramentum, cuja tradução para o português ficou truncada e incompreensível. Diz o texto na nossa língua: Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento.” “Portanto, ninguém pode negar a Sagrada Comunhão a um fiel que A peça diretamente na boca — a não ser que ele esteja «impedido pelo direito», caso em que ele não pode comungar nem na mão e nem de jeito nenhum. Se um fiel católico pode comungar, então ele pode comungar na boca: é a lei da Igreja.” Leia também Vaticano: É proibido impedir comunhão na boca, mesmo que seja para se evitar epidemias Assista ao vídeo abaixo e entenda a importância de sempre recebermos a comunhão na boca: Veja Também: QUATRO GRAVÍSSIMAS CONSEQUÊNCIAS DA COMUNHÃO NA MÃO Assista também: #Comunhão #ComunhãonaMão #sacrilégio #Comunhãonaboca #Eucaristia #FormaçõesCatólicas #Profanação
- Jesus está no chão – Campanha contra os Sacrilégios e Profanações ao Santíssimo Sacramento
Um dos grandes males, que mais ofendem a Deus em nossos tempos, é a indiferença e os sacrilégios contra o Jesus no Santíssimo Sacramento. Assista este vídeo que vem apresentar uma das formas mais recorrentes do ultraje à Sagrada Comunhão, que muitas vezes passa despercebida para a maioria dos católicos. Assista e compartilhe este impressionante vídeo : Iniciemos uma grande campanha junto aos fiéis e também aos sacerdotes para honrar Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento do Altar, incentivando a comunhão na boca e o tanto quanto possível, de joelhos. E dessa forma, possamos evitar muitos sacrilégios e roubos à Santíssima Eucaristia. #PelaComunhaoNaBoca Aconselhamos todos a acolherem a orientação da Igreja que diz: “Onde houver perigo de profanação NÃO se dê a Comunhão na mão “. A exemplo do que ensinou o anjo de Portugal, por ocasião das aparições de Nossa Senhora em Fátima, quando se prostrou por terra diante do Santíssimo Corpo e Sangue de Deus ensinando as crianças a fazer o mesmo, procuremos tratar Jesus com todo, respeito reverência e adoração. Procuremos seguir o que diz a Palavra de Deus: “Diante do nome de Jesus, todo joelho se dobre…” Leia também Peça ao seu anjo para recolher as partículas consagradas perdidas durante a comunhão Se o fiel está em estado de graça, sem pecados mortais, ele pode comungar, e na boca se quiser. “A comunhão na boca é direito verdadeiro e próprio do fiel, ao passo em que a comunhão na mão é mero indulto. É o que nos diz, ainda, o n. 92 da Redemptionis Sacramentum, cuja tradução para o português ficou truncada e incompreensível. Diz o texto na nossa língua: Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento.” “Portanto, ninguém pode negar a Sagrada Comunhão a um fiel que A peça diretamente na boca — a não ser que ele esteja «impedido pelo direito», caso em que ele não pode comungar nem na mão e nem de jeito nenhum. Se um fiel católico pode comungar, então ele pode comungar na boca: é a lei da Igreja.” Leia também Vaticano: É proibido impedir comunhão na boca, mesmo que seja para se evitar epidemias Assista ao vídeo abaixo e entenda a importância de sempre recebermos a comunhão na boca: Veja Também: QUATRO GRAVÍSSIMAS CONSEQUÊNCIAS DA COMUNHÃO NA MÃO Assista também: #Comunhão #ComunhãonaMão #sacrilégio #Comunhãonaboca #Eucaristia #FormaçõesCatólicas #Profanação
- Mãe de quíntuplos recusa aborto seletivo: “Eu já amava todos eles”
Kim Tucci e seu marido Vaughn já tinham três filhos, um menino e duas meninas, quando decidiram que queriam um novo membro na família – quem sabe um menino, para empatar com as meninas. Ela descobriu, porém, que o menino viria, mas muito bem acompanhado por quatro meninas! No entanto, temendo pela saúde dos bebês e de Kim – que tinha sido diagnosticada com endometriose –, os médicos sugeriram que ela fizesse um aborto seletivo. “Depois do primeiro ultrassom, me aconselharam a considerar o método seletivo para dar a dois dos bebês chances melhores de viver. Assisti a um vídeo no YouTube sobre o procedimento e comecei a chorar. Jamais poderia fazer isso! Eu estaria sendo egoísta por não dar a dois deles 100% de chance de sobrevivência? Tudo o que eu sabia é que eu já amava todos eles e que a cada batida dos seus corações me conectava ainda mais com eles”, relata Kim em sua página no Facebook Surprised by Five. Com a recusa a dar fim à vida de qualquer um dos bebês, a gestação quíntupla de Kim seguiu em frente. Os cinco irmãos nasceram em uma cesárea em janeiro de 2016 – um procedimento hercúleo que contou com uma equipe médica de 50 médicos e enfermeiros. “Meu corpo lutou a mais dura das batalhas para trazer cinco bebês a este mundo com segurança”, disse a mãe, eu tinha 26 anos na época. Keith, Penelope, Beatriz, Tiffany e Allison passaram pouco mais de dois meses na UTI neonatal antes de ir para casa. Surpresa No seu primeiro ultrassom, Kim recebeu a notícia de uma maneira completamente inesperada. “O médico começou a contar: um, dois, três, quatro… cinco! Eu ouvi direito? Cinco? Minhas pernas começaram a tremer incontrolavelmente e tudo que eu conseguia fazer era rir”, conta ela. “Eu podia ver o entusiasmo no rosto do meu marido, que me disse: ‘A gente consegue!’” Kim traça a sua estima pelo valor da vida até a época em que teve o seu primeiro filho, Kurt, aos 18 anos de idade. Ele nasceu prematuro – oito semanas antes do esperado – em uma cesárea de emergência. Embora tenha nascido com deficiência auditiva, Kurt superou bem o tempo na UTI neonatal, mas o mesmo não pode ser dito de todos os seus colegas de hospital. “Havia várias mães adolescentes na UTI neonatal. Eu visitava Kurt várias vezes por dia e apenas sentava ao seu lado e segurava a sua mão. Uma vez, testemunhei o momento em que uma jovem mãe recebia a notícia devastadora de que os médicos não poderiam fazer mais nada por sua filha – ela tinha nascido cedo demais”, conta Kim. “Deixei o hospital sem ver Kurt e sentei nos degraus, chorando. Passei a valorizar sempre mais a vida desde esse momento de puro sofrimento”. #amava #quintuplos #seletivo #Aborto #recusa #todos
- 100 Frases de Chesterton – inteligentes, paradoxais e atuais
Selecionamos 100 frases de Chesterton retiradas de vários livros e artigos. O leitor irá notar que das 100 frases 77 estão disponíveis no livro ‘Ortodoxia’ (editora Mundo Cristão, 2008), de G. K Chesterton. Outras dezenas de frases estão disponíveis atráves do link: http://sociedadechestertonbrasil.org/g-k-chesterton/citacoes/ Confira o catálogo da livraria www.chestertonlivros.com.br ALEGRIA “Havia uma certa coisa que era demasiado grande para Deus nos mostrar quando ele pisou sobre esta nossa terra. As vezes imagino que era a sua alegria.” (Ortodoxia, 2008) “Para o riso ser verdadeiro é necessário que toque o coração.” (Hereges, 192) AMOR E PAIXÃO “Apaixonar-se por alguém é mais poético do que se apaixonar pela poesia.” (Ortodoxia, 2008) “Quando alguém ama alguma coisa refere-se a ela por diminutivos, mesmo que se trate de um elefante ou de um guarda-costas.” (Ortodoxia, 2008) “O amor falso termina em acomodamento e filosofia comum; mas o amor real sempre terminou em sangue derramado.” (Ortodoxia, 2008) “Quando alguém ama alguma coisa refere-se a ela por diminutivos, mesmo que se trate de um elefante ou de um guarda-costas. A razão é que qualquer coisa, mesmo sendo enorme, que possa ser concebida como completa, pode ser concebida como pequena”. (Ortodoxia, 2008) “O amor não é cego; essa é a última coisa que ele é. O amor é vinculado; e quanto mais vinculado for tanto menos cego será.” (Ortodoxia, 2008) “O coração deve estar preso à coisa certa; a partir do momento em que temos o coração preso temos liberdade para as mãos.” (Ortodoxia, 2008) “Roma não foi amada por ser grande. Ela foi grande por ter sido amada.” (Ortodoxia, 2008) “Amor significa amar o inamável, ou não é uma virtude, em absoluto.” (Hereges) AMIZADE “O amigo de um homem gosta dele como ele é; sua mulher o ama e está sempre tentando transformá-lo em outra pessoa.” (Ortodoxia, 2008) “Quando for fazer um agrado a um amigo ou a uma criança, dê-lhes o que eles gostam, nunca o que seja bom para eles.” – The Chesterton Review, February, 1984 ANARQUIA “A anarquia completa não apenas impossibilitaria a existência de qualquer disciplina ou fidelidade; também impossibilitaria qualquer divertimento.” (Ortodoxia, 2008) “A revolução, por sua natureza, gera um governo; a anarquia só gera mais anarquia.” (O que há de errado com o mundo, 2013) ATEISMO “O ateísmo, a rigor, é o mais ousado de todos os dogma…pois constitui a firmação de uma negativa universal.” (Doze Tipos, 1993) CASAMENTO “O casamento é um duelo mortal que nenhum homem honrado deve rejeitar.” (Manalive) “O grande prazer do casamento é que ele é uma crise permanente.” (David Copperfield, Chesterton on Dickens, 1911) CETICISMO “O cético é crédulo demais; acredita em jornais ou até mesmo em enciclopédias.” (Ortodoxia, 2008) CONTROLE DE NATALIDADE “O normal e real controle de natalidade é o chamado autocontrole.” (Social Reform versus Birth Control, 1927.) “A resposta a qualquer um que diga a respeito do ‘excesso de população’ é pergunta-lhe se ele mesmo é parte desse excesso de população, ou se não é, como sabe que não é?” (Introduction to “A Christmas Carol”, 1921.) CONSELHOS “Se alguém prefere o nada. nada lhe posso dar.” (Ortodoxia, 2008) “Você pode alterar o lugar para o qual se dirige, mas não pode alterar o lugar do qual saiu.” (Ortodoxia, 2008) “Ter o direito de fazer uma coisa não é, em absoluto, estar certo em fazê-la.” (A Short History of England, Ch.10) CORAGEM “A coragem é quase uma contradição em termos. Significa um forte desejo de viver que toma a forma de uma disposição para morrer.” (Ortodoxia, 2008) CRISTIANISMO “Enquanto as monótonas heresias estão esparramadas e prostradas, a furiosa verdade cambaleia, mas segue de pé.” (Ortodoxia, 2008) DEMOCRACIA “A democracia nos pede para não ignorar a opinião de um homem bom, mesmo que ele seja nosso criado; a tradição nos pede para não ignorar a opinião de um homem bom, mesmo que ele seja nosso pai.” (Ortodoxia, 2008) “… sempre fui mais inclinado a crer na multidão do povo trabalhador do que a crer naquela classe especial e complicada de literatos à qual pertenço.” (Ortodoxia, 2008) “A democracia em seu sentido humano não é o arbítrio da maioria; não é sequer o arbítrio de todos. Pode ser definida com mais correção como o arbítrio de qualquer um.” (O que há de errado com o mundo, 2013) DISCIPLINA “A submissão a um homem fraco é disciplina. A submissão a um homem forte é apenas servilismo.” (O que há de errado com o mundo, 2013) “A sátira pode ser maluca e anárquica, mas ela pressupõe a aceitação da autoridade de certas coisas sobre outras; pressupõe um padrão.” (Ortodoxia, 2008) EDUCAÇÃO “A educação moderna significa impor os costumes da minoria e desarraigar os costumes da maioria.” (O que Há de Errado com o Mundo, 2013) ESPORTES “Os jogos são competitivos, pois esta é a única maneira de torná-los empolgantes.” (O que há de errado com o mundo, 2013) “Enquanto se tem um mistério se tem saúde; quando se destrói o mistério se cria a morbidez.” (Ortodoxia, 2008) “O homem comum sempre foi sadio porque o homem comum sempre foi um místico.” (Ortodoxia, 2008) “Não é apenas verdade que a fé é a mãe de todas as energias deste mundo, mas é também verdade que os inimigos dela são os pais de toda a confusão do mundo.” (Ortodoxia, 2008) “Todo o segredo do misticismo é este: que o homem pode compreender tudo com a ajuda daquilo que não compreende.” (Ortodoxia, 2008) FELICIDADE “O teste de toda felicidade é a gratidão.” (Ortodoxia, 2008) FILOSOFIA “Todas as filosofias modernas são correntes que se interconectam e prendem; o cristianismo é uma espada que separa e liberta.” (Ortodoxia, 2008) “Não estamos alterando o real para que se adapte ao ideal. Estamos alterando o ideal: é mais fácil.” (Ortodoxia, 2008) HOMEM “O ser humano pertence a este mundo antes de começar a perguntar se isso é agradável.” (Ortodoxia, 2008) “O homem sempre se perdeu. É um vagabundo desde o Éden.” (O que há de errado com o mundo, 2013) “Nenhum homem deve colocar-se acima das coisas que são comuns aos homens todos. Esse tipo de igualdade deve ser corporal, grosseira e cômica. Não só estamos todos no mesmo barco como também estamos todos mareados.” (O que há de errado com o mundo, 2013) “Na medida em que sou homem, sou a principal das criaturas. Na medida em que sou um homem, sou o principal dos pecadores.” (Ortodoxia, 2008) “O homem feliz é que faz coisas inúteis; o homem doente não dispõe de força suficiente para ficar sem fazer nada.” (Ortodoxia, 2008) “Todos os homens que não passam por um amolecimento do coração devem no mínimo passar pelo amolecimento do cérebro.” (Ortodoxia, 2008) HUMILDADE “E impossível, sem a humildade, desfrutar qualquer coisa que seja — mesmo o orgulho.” (Ortodoxia, 2008) “A antiga humildade era uma espora que não deixava o homem parar; não um prego na bota que o impedia de ir em frente.” (Ortodoxia, 2008) “Os anjos conseguem voar porque dão pouca importância a si mesmos.” (Ortodoxia, 2008) IGREJA “Como podemos dizer que a Igreja deseja nos levar de volta para a Idade das Trevas? A Igreja foi a única instituição que nos trouxe para fora desse período.” (Ortodoxia, 2008) IMAGINAÇÃO “A imaginação não gera a insanidade. O que gera a insanidade é exatamente a razão.“ (Ortodoxia, 2008) IMPRENSA e JORNALISMO “Não será necessário que ninguém lute contra a censura da imprensa. Nós temos a censura pela imprensa.” (Ortodoxia, 2008) “Bem-aventurados os que não viram e creram: uma passagem que alguns consideraram como uma profecia do jornalismo moderno.” (O que Há de Errado com o Mundo, 2013) LIBERDADE “Homens que começam a combater a Igreja em benefício da liberdade e da humanidade terminam jogando fora a liberdade e a humanidade só para poderem com isso combater a Igreja.” (Ortodoxia, 2008) “Um homem encontra muito mais regulamentos e definições em seu clube, onde há regras, do que em seu lar, onde há um regente.” (O que há de errado com o mundo, 2013) “Quando você escolhe uma coisa qualquer, você rejeita tudo o mais.” (Ortodoxia, 2008) LIBERIALISMO “O liberalismo degradou-se em liberalidade. Os homens tentaram transformar o verbo “revolucionar” de transitivo em intransitivo.” (Ortodoxia, 2008) LITERATURA, CONTOS DE FADAS E FANTASIA “A lenda geralmente é criada pela maioria do povo da aldeia, gente equilibrada. O livro geralmente é escrito pelo único homem da aldeia que é louco.” (Ortodoxia, 2008) LOUCURA “…a loucura pode ser definida como o uso da atividade mental de modo a atingir o desamparo mental.” (Ortodoxia, 2008) “O poeta apenas pede para pôr a cabeça nos céus. O lógico é que procura pôr os céus dentro de sua cabeça. E é a cabeça que se estilhaça.” (Ortodoxia, 2008) “Se o louco pudesse, por exemplo, ficar despreocupado, ele ficaria são.” (Ortodoxia, 2008) “O homem que começa a pensar sem os apropriados primeiros princípios fica louco; começa a pensar do lado errado.” (Ortodoxia, 2008) “Um homem não consegue sair do mal mental só por meio de seu pensamento; pois é exatamente o órgão do pensamento que se tornou doentio, ingovernável e, por assim dizer, independente. Ele só pode ser salvo pela vontade ou a fé.” (Ortodoxia, 2008) MARTÍRIO “Um mártir é um homem que se preocupa tanto com alguma coisa fora dele que se esquece de sua vida pessoal.” (Ortodoxia, 2008) MATERIALISMO “…o materialista, como o louco, está numa prisão; na prisão de um só pensamento.” (Ortodoxia, 2008) “Os materialistas analisam a parte fácil, negam a parte difícil e voltam a casa para tomar seu chá.” (O que há de errado com o mundo) MODERNIDADE “Os produtos da modernidade são considerados de mau gosto, não devido ao excesso de ‘dedos” dos homens modernos, mas precisamente devido à falta deles.” (O que há de errado com o mundo) “O mundo nunca sofrerá com a falta de maravilhas, mas apenas com a falta de capacidade de se maravilhar.” (Tremendas Trivialidades, 2013). MORAL CRISTÃ “Na moral cristã, em suma, é perverso chamar um homem de “condenado”; mas é estritamente religioso e filosófico chamá-lo de condenável.” (Ortodoxia, 2008) “Buscando o prazer, o ser humano perdeu o prazer principal; pois o prazer principal é a surpresa.” (Ortodoxia, 2008) “Os zombadores de antigamente eram demasiado orgulhosos para serem convencidos; mas os de hoje são demasiado humildes para serem convencidos.” (Ortodoxia, 2008) “É sempre simples cair; há um número infinito de ângulos para levar alguém à queda, e apenas um para mantê-lo de pé.” (Ortodoxia, 2008) MILAGRES “Um feriado, assim como o liberalismo, significa apenas a liberdade do homem. Um milagre significa apenas a liberdade de Deus.” (Ortodoxia, 2008) PENSAMENTO – ESBOÇOS DE SANIDADE “[SOL] A única coisa criada para a qual não podemos olhar é a única coisa em cuja luz olhamos para tudo.” (Ortodoxia, 2008) “O país das fadas nada mais é do que o país ensolarado do bom senso.” (Ortodoxia, 2008) POESIA “A poesia mantém a sanidade porque flutua facilmente num mar infinito; a razão procura atravessar o mar infinito, e assim torná-lo finito.” (Ortodoxia, 2008) PROGRESSO “Progresso deveria significar que estamos sempre mudando o mundo para adaptá-lo à visão. Progresso realmente significa (neste exato momento) que estamos sempre mudando a visão.” (Ortodoxia, 2008) “Progresso deveria significar que estamos sempre caminhando para a Nova Jerusalém. Realmente significa que a Nova Jerusalém está sempre se afastando de nós.” (Ortodoxia, 2008) “Os homens inventam novos ideais porque não ousam tentar os velhos ideais. Eles olham à frente com entusiasmo, porque eles temem olhar para trás.” – (O que há de errado com o mundo, 2013) “Minha atitude perante o progresso passou do antagonismo ao tédio. Parei, há muito tempo, de discutir com as pessoas que preferem quinta-feira à quarta-feira porque é quinta-feira.” (New York Times Magazine, 2/11/23) “O progresso é um comparativo para o qual ainda não temos o superlativo.” (Chapter 2, Heretics, 1905) RAZÃO – RACIONALISMO “Há um pensamento que bloqueia o pensamento. Esse é o único pensamento que deveria ser bloqueado.” (Ortodoxia, 2008) “Foi só depois de conhecer a ortodoxia que conheci a emancipação mental.” (Ortodoxia, 2008) “Pensar no isolamento e com orgulho acaba na idiotice.” (Ortodoxia, 2008) “Aceitar tudo é um exercício, entender tudo é uma tensão.” (Ortodoxia, 2008) “É sempre perigoso para a mente investigar muito outra mente.” (Ortodoxia, 2008) “E fácil ser louco; é fácil ser herege. E sempre fácil deixar que cada época tenha a sua cabeça; o difícil é não perder a própria cabeça.” (Ortodoxia, 2008) “A razão é sempre uma espécie de força bruta; aqueles que apelam mais para a cabeça do que para o coração, mesmo que pálido e educado, são, necessariamente, homens violentos. Falamos de ‘tocar’ o coração do homem, mas não podemos fazer nada com a sua cabeça, exceto golpeá-la.” (Charles II, Twelve Types) RELIGIÃO “A única objeção à religião natural é que, de certo modo, ela sempre se torna antinatural.” (Ortodoxia, 2008) “Na medida em que a religião já desapareceu, a razão vai desaparecendo.” (Ortodoxia, 2008) “Insistindo que Deus está no interior do homem, o homem está sempre no interior de si mesmo. Insistindo que Deus transcende ao homem, o homem tem de transcender a si mesmo.” (Ortodoxia, 2008) “O religioso antigo clamava por seu Deus. O religioso moderno clama para que deus seja seu.” G. K. Chesterton “Segundo a maioria dos filósofos, Deus ao criar o mundo o escravizou. Segundo o cristianismo, ao criá-lo Deus o libertou.” (Ortodoxia, 2008) “No mundo superior o inferno uma vez se rebelou contra o céu. Mas neste mundo o céu está se rebelando contra o inferno.” (Ortodoxia, 2008) “Para que o homem possa amar a Deus é necessário não apenas que exista um Deus a ser amado, mas também um homem para amá-lo.” (Ortodoxia, 2008) “Se queremos reformas, devemos aderir a ortodoxia…” (Ortodoxia, 2008) “Tentei fundar uma heresia só minha; e quando lhe dei o último acabamento descobri que era a ortodoxia.” (Ortodoxia, 2008) SAÚDE “A mera busca da saúde sempre conduz a algo doentio.” (Ortodoxia, 2008) “A natureza física não deve ser transformada no objeto direto de obediência; ela deve ser desfrutada, não adorada.” (Ortodoxia, 2008) SEXO “Os primeiros dois fatos que um menino ou menina saudável sentem sobre o sexo são: primeiro que é bonito e depois que é perigoso.” – ILN, 1/9/09 TRADIÇÃO “A tradição pode ser definida como uma extensão dos direitos civis. Tradição significa dar votos à mais obscura de todas as classes, os nossos antepassados. E a democracia dos mortos.” (Ortodoxia, 2008) VIDA “O nascimento é uma despedida tão solene quanto a morte.” (Ortodoxia, 2008) #Chesterton #chestertonbrasil #paradoxofilosofia #frases #chestertonortodoxia #paradoxais #inteligentes
- UM PAÍS EMPOBRECE SE NÃO FAZ FILHOS – Ettore Gotti Tedeschi
[O texto é um comentário publicado no blog do famoso jornalista-vaticanista italiano Marco Tosatti. Ettore Gotti Tedeschi, banqueiro e professor universitário, foi nomeado em 2009 por Bento XVI para presidir o Instituto para as Obras de Religião (IOR), o banco do Vaticano. Ligado ao Opus Dei, colaborou na elaboração da encíclica Caritas in veritate, a encíclica que afrontava os problemas recentes da globalização. Por seu trabalho no Banco Santander, conhecia bem os mecanismos da “nova ordem mundial”.] Caro Marco, li com algum atraso o último comentário no Stilum Curiae, assinado por RVC. Refiro-me ao segundo tópico por ele referido, no qual sustenta (segundo teses alheias) que filhos, em nosso mundo ocidental, não são mais feitos devido a razões econômicas, explicando que “a baixa taxa de fertilidade se deve ao baixo salário das mulheres”; e que se, em vez disso, fosse superior, permitiria que os recursos aumentassem e fosse possível sustentar os filhos desejados. É um erro clamoroso, tanto conceitual como real. Antes de tudo, diga-se que já há 40 anos as crianças não são mais feitas por razões “culturais”, não por razões econômicas. Além do quê, a história econômica, bem estudada e compreendida, explica que um país se torna pobre por NÃO fazer filhos; e, ao contrário, se torna rico por fazê-los. De fato, como o PIB pode crescer se a população não cresce ou até diminui? Sei que é inútil tentar convencer as pessoas com essas considerações, que são tidas como “moralistas”, colocadas em discussão pela própria Autoridade Moral [Igreja], que prefere lidar com as consequências dos fatos, ignorando as causas. Pense-se em assuntos como pobreza, desigualdade, migração, meio ambiente: são, todos eles, fenômenos avaliados em seus efeitos, jamais em suas causas. E todas as suas causas têm apenas uma única e verdadeira origem, que as pessoas se recusam a admitir: é o COLAPSO DA NATALIDADE no mundo ocidental. As considerações sobre o trabalho feminino são antigas e, todas elas, geradas por certa facção da cultura feminista americana. Eu mesmo já refutei a tese que garante que o PIB aumentaria, se todas as mulheres pudessem trabalhar mais. Trata-se de outro erro clamoroso. Em um contexto de crise econômica, de estagnação, de substituição tecnológica de muitas atividades profissionais etc., o que falta é a oferta de trabalho. Se nesse contexto, por hipótese, todas as mulheres quisessem trabalhar, se produziria o fenômeno da competição entre homens e mulheres pelo mesmo, e cada vez mais raro, posto de trabalho. Portanto, se criaria um excesso de demanda para uma queda de oferta. O efeito do mesmo trabalho ser disputado entre homens e mulheres traz duas soluções possíveis: ou o trabalho seria dividido entre os dois, com metade da remuneração per capita; ou então a mulher conquistaria a vaga, no lugar do homem (o que, provavelmente, também poderia ser benéfico para muitas empresas). Mas acima de tudo (permita-me uma brincadeira), se realizaria o sonho do homem desde os tempos pré-históricos, quando ele era forçado a sair da caverna para matar o mamute e trazer alimento para a esposa e os filhos, que enquanto isso ficavam em segurança, na caverna, diante do fogo. Agora seria a vez dele ficar aquecido na caverna embalando as crianças, enquanto a mulher se ocuparia de caçar o mamute para comê-lo e dar de comer aos seus. (Será por isso que os vegetarianos estão aumentando?…) Voltando a falar a sério, acaba sendo impossível explicar que o melhor investimento que existe (inclusive econômico) ainda é a família, e não há melhor negócio do que fazer filhos. Mas acho muito difícil explicar isso hoje em dia, especialmente agora que a Autoridade Moral parece tê-lo esquecido. E, como já disse no início, prefere se ocupar agora mais com os efeitos dom que com as causas. No entanto, como pode um prognóstico ser feito antes do diagnóstico? http://www.marcotosatti.com/2019/07/14/gotti-tedeschi-a-stilum-curiae-non-facendo-figli-si-diventa-poveri-non-il-contrario/ #EttoreGottiTedeschicomPapaBentoXVI
- Ir à missa diminui riscos de depressão e protege contra o suicídio, diz estudo de Harvard
Editor ChurchPOP – nov 27, 2018 O professor de epidemiologia na Universidade de Harvard, Tyler J. VanderWeele e o especialista em comunicações, John Siniff publicaram recentemente no jornal americano ‘USA Today’ que participar da missa regularmente é “um remédio para melhorar a saúde física e mental”. O artigo aponta os resultados de um estudo feito por VanderWeele, em que mostra que a participação frequente nos serviços religiosos estava associada com uma taxa significativamente mais baixa de suicídio. VanderWeele e Siniff assinalaram que a saúde e a religião estão muito ligadas” e, de acordo com o estudo publicado, os adultos que vão à Missa pelo menos uma vez por semana, em comparação com aqueles que nunca vão, apresentam um menor risco de morte na próxima década e meia. “Os resultados foram replicados em suficientes estudos e populações para ser considerados bastante confiáveis”, asseguraram os pesquisadores. VanderWeele e Siniff reforçaram que é importante a experiência da fé comunitária, que ir à Igreja é fundamental, não basta apenas uma espiritualidade intimista, privada ou prática solitária. “Algo na participação religiosa comunitária parece ser essencial”, assinalaram. “A investigação de Harvard e outras indicam que, possivelmente devido a uma mensagem de fé ou esperança”, pessoas que participam da Missa são mais otimistas e têm menores taxas de depressão. “A investigação de Harvard também mostrou que esta participação protege contra o suicídio”. #suicidio #diminui #protege #riscos #depress #Missa #contra
- A Liturgia não é invenção humana, mas um presente de Deus para nós – Cardeal Burke
Os abusos litúrgicos que se seguiram às reformas do Concílio Vaticano II estão “estreitamente relacionados” com uma grande porção de corrupção moral que existe no mundo hoje, diz o cardeal Raymond Leo Burke. Em uma entrevista exclusiva a Zenit nos bastidores de “Sacra Liturgia 2013”, uma grande conferência internacional sobre liturgia ocorrida em Roma no final de junho, o norte-americano mais influente do Vaticano diz que liturgias pobres também levaram a “uma leviandade na catequese” que tem “impactado” e deixado gerações de católicos mal preparadas para lidar com os desafios de hoje. Em uma ampla discussão, o Cardeal Burke, que é Prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, também explica a importância da lei litúrgica, como o Papa Francisco aborda a liturgia e porque a sagrada liturgia é vital para a nova evangelização. ZENIT: Eminência, quais eram suas esperanças para essa conferência? Cardeal Burke: Minha esperança para a conferência era um retorno ao ensinamento do Concílio Ecumênico Vaticano II sobre a sagrada liturgia. Além disso, um aprofundamento e apreciação da continuidade do ensinamento praticado na sagrada liturgia durante a história da Igreja, e que também se reflete no Concílio Ecumênico Vaticano II – algo que foi obscurecido depois do Concílio. Eu acredito que, em grande parte, isso foi alcançado. ZENIT: Nós estamos saindo desse período agora? Cardeal Burke: Sim, já o Papa Paulo VI, depois do Concílio, de uma maneira bem intensa, e depois João Paulo II e Papa Bento XVI, trabalharam diligentemente para restaurar a verdadeira natureza da sagrada liturgia como o presente de adoração dado por nós a Deus e que nós prestamos a Deus da maneira que Ele nos ensina a adorar. Então, não é invenção humana, mas um presente de Deus para nós. ZENIT: Como é importante um bom entendimento da liturgia na Igreja de hoje. Como isso pode ajudar a evangelização? Cardeal Burke: Para mim, é fundamental. É a mais importante área da catequese: entender a adoração devida a Deus. Os três primeiros mandamentos do Decálogo têm a ver com o relacionamento correto com Deus, especialmente no que diz respeito à adoração. É só quando nós entendemos nossa relação com Deus na oferta da adoração que nós também entendemos a ordem correta de todos os outros relacionamentos que nós temos. Como o Papa Bento XVI disse em seu belo magistério sobre a sagrada liturgia, o qual ele expressou com tanta frequência, consiste nessa conexão entre adoração e conduta correta, adoração e lei, adoração e disciplina. ZENIT: Alguns argumentam que a liturgia tem mais a ver com estética, e não é tão importante quanto, vamos dizer, boas obras feitas com fé. Qual a sua visão desse argumento? Cardeal Burke: É um erro de concepção comum. Primeiro, a liturgia tem a ver com Cristo. É Cristo vivo em Sua Igreja, Cristo glorioso vindo ao nosso meio e agindo em nós por meio dos sinais sacramentais, para nos dar o presente da vida eterna para nos salvarmos. É a fonte de qualquer obra verdadeiramente caridosa que realizamos, qualquer boa obra que fazemos. Então, a pessoa cujo coração é cheio de caridade e quer fazer boas obras vai, como Madre Teresa, oferecer seu primeiro propósito à adoração de Deus, a fim de que, quando ele for oferecer caridade para as pessoas pobres ou necessitadas, seja no nível de Deus, e não em um nível humano. ZENIT: Alguns também dizem que estar preocupado com as normas litúrgicas é ser extremado legalista, que é um sufocamento do espírito. Como uma pessoa pode responder isso? Por que devemos nos preocupar com as normas litúrgicas? Cardeal Burke: A lei litúrgica nos disciplina, a fim de que tenhamos a liberdade de adorar a Deus; de outro modo, somos sequestrados – nós somos as vítimas ou escravos ou das nossas ideias individuais, ideias relativas disto ou daquilo, ou da comunidade ou de qualquer outra coisa. Mas a lei litúrgica salvaguarda a objetividade da adoração divina e prepara esse espaço entre nós, essa liberdade de adorar a Deus como Ele quer, para que, então, estejamos certos de não estarmos adorando a nós mesmos ou, ao mesmo tempo, como diz Aquinate, falsificando de algum modo o culto divino. ZENIT: Ela oferece uma espécie de modelo? Cardeal Burke: Exatamente, é o que disciplina faz em todo aspecto de nossas vidas. A menos que sejamos disciplinados, então não somos livres. ZENIT: Como um bispo diocesano nos Estados Unidos, qual o estado em que o senhor encontrou a liturgia nas paróquias das quais o senhor esteve encarregado de cuidar? Quais são, na sua visão, as prioridades para a renovação litúrgica na vida diocesana hoje? Cardeal Burke: Eu encontrei, é claro, vários aspectos bonitos – em ambas as dioceses nas quais servi –, como um forte senso de participação da parte dos fiéis. O que eu também encontrei foram algumas sombras, como o Papa João Paulo II as chamava: a perda da fé na Eucaristia, a perda da devoção eucarística e certos abusos litúrgicos. E, como bispo diocesano, eu precisava enfrentá-los e eu fiz o melhor que pude. Mas, ao enfrentá-los, você sempre tenta ajudar tanto o padre quanto os fiéis a entenderem as razões profundas para a disciplina da Igreja, as razões pelas quais certo abuso não somente não ajuda no culto divino, como, de fato, o bloqueia e o corrompe. ZENIT: É dito que amar a sagrada liturgia e ser pró-vida andam juntos, que aqueles que adoram corretamente são mais dados a querer trazer crianças para o mundo. Você poderia explicar por que é assim? Cardeal Burke: É na sagrada liturgia, acima de tudo, e particularmente na Sagrada Eucaristia, que nós olhamos para o amor que Deus tem por cada vida humana sem exceção, sem limites, começando pelo primeiro momento da concepção, porque Cristo derramou sua vida, como ele disse, por todos os homens. E lembre-se que Ele nos ensina que tudo o que tivermos feito ao menor dos nossos irmãos, nós fazemos diretamente a Ele. Em outras palavras, Ele se identifica a si mesmo no sacrifício eucarístico com cada vida humana. Então, se por um lado, a Eucaristia inspira uma grande reverência, respeito e cuidado pela vida humana, ao mesmo tempo inspira uma alegria entre aqueles que são casados de procriar, de cooperar com Deus em trazer uma nova vida humana a este mundo. ZENIT: “Sacra Liturgia” foi sobre celebração litúrgica, mas também formação. Qual a base de formação litúrgica que precisamos em nossas paróquias, dioceses e particularmente em nossos seminários? Cardeal Burke: A primeira importante lição que precisa ser ensinada é a de que a sagrada liturgia é uma expressão do direito divino de receber de nós o culto que lhe é devido, e que emana de quem nós somos. Nós somos criaturas de Deus e, então, o culto divino, de um modo bem particular, expressa ao mesmo tempo a infinita majestade de Deus e também nossa dignidade como as únicas criaturas na terra capazes de prestar-lhe culto, de, em outras palavras, elevar a Ele nossas mentes e corações em louvor e adoração. Essa seria a primeira lição. Depois, estudar com atenção como os ritos litúrgicos se desenvolveram ao longo dos séculos e não ver a história da Igreja como uma espécie de corrupção daqueles ritos litúrgicos. Neste sentido, a Igreja, no decorrer do tempo, chegou a um entendimento cada vez mais profundo da sagrada liturgia e expressou isso de várias formas, através das vestes sagradas, dos vasos sagrados, da arquitetura sacra – até o cuidado com os paramentos utilizados na Santa Missa. Todas essas são expressões da realidade litúrgica e devem ser cuidadosamente estudadas, e, é claro, então, deve-se estudar a relação da liturgia com os outros aspectos das nossas vidas. ZENIT: Você é conhecido por celebrar a Forma Extraordinária do Rito Romano. Por que o Papa Bento XVI tornou-a livremente disponível e que papel isso tem na Igreja do século XXI? Cardeal Burke: O que o Papa Bento XVI viu e experimentou, também por aqueles que vinham a ele, e que estavam muito ligados ao que chamamos hoje de Forma Extraordinária – a Missa Tradicional – foi que, nas reformas introduzidas depois do Concílio, ocorreu uma incompreensão fundamental: nomeadamente, as reformas foram feitas com a ideia de que havia uma ruptura, de que o modo como a Missa era celebrada até o tempo do Concílio era, de alguma maneira, radicalmente defeituosa e que deveria haver uma mudança violenta, uma redução nos ritos litúrgicos e até na linguagem usada, em todos os aspectos. Então, a fim de restabelecer a continuidade, o Santo Padre deu ampla possibilidade para a celebração dos ritos sagrados tal como eram celebrados até 1962, e então expressou a esperança de que através destas duas formas do mesmo rito – é tudo o mesmo rito romano, pode ser diferente, mas é a mesma Missa, o mesmo Sacramento da Penitência e assim por diante – poderia haver um mútuo enriquecimento. E essa continuidade poderia ser mais perfeitamente expressa no que alguns chamaram de “reforma da reforma”. ZENIT: Papa Francisco é uma pessoa diferente de Bento XVI em vários aspectos, mas é difícil de acreditar que há diferenças substanciais entre eles na importância da sagrada liturgia. Existem algumas diferenças? Cardeal Burke: Eu não vejo nada disso. O Santo Padre claramente não teve a oportunidade de ensinar com autoridade sobre a sagrada liturgia, mas nas coisas que ele disse sobre a sagrada liturgia eu vejo uma perfeita continuidade com o Papa Bento XVI e com sua disciplina, e é isso o que o Papa Francisco está fazendo. ZENIT: Essa conferência está refletindo sobre os 50 anos desde a abertura do Concílio Vaticano II, e, há 50 anos, em dezembro, essa constituição sobre a sagrada liturgia foi promulgada. Você já mencionou como a renovação litúrgica não foi como o Concílio desejava, mas como você vê o progresso das coisas no futuro? O que você prevê, especialmente entre os jovens? Cardeal Burke: Os jovens estão voltando atrás agora e estudando ambos os textos do Concílio Ecumênico Vaticano II com os seus sérios textos sobre teologia litúrgica que permanecem válidos ainda hoje. Eles estão estudando os ritos como eles eram celebrados, se esforçando para entender o significado e vários elementos do dito e há um grande entusiasmo e interesse nisso. Tudo isso, eu acredito, é direcionado a uma experiência mais intensa da presença de Deus conosco na sagrada liturgia. Esse elemento transcendente foi mais tristemente perdido quando a reforma após o Concílio foi, por assim dizer, enviesada e manipulada para outros propósitos – aquele senso de transcendência da ação de Cristo por meio dos sacramentos. ZENIT: Isso reflete a perda do sagrado na sociedade como um todo? Cardeal Burke: Reflete, de fato. Para mim, não há dúvidas de que os abusos na sagrada liturgia, a redução da sagrada liturgia a uma espécie de atividade humana, está estreitamente relacionada a muita corrupção moral e a uma leviandade na catequese que tem impactado e deixado gerações de católicos mal preparadas para lidar com os desafios do nosso tempo. Você pode ver isso em toda a gama da vida da Igreja. ZENIT: O Papa Bento disse certa vez que as crises que vemos na sociedade hoje podem ser associadas aos problemas na liturgia. Cardeal Burke: Sim, ele estava convencido disso e eu posso dizer que também estou. Era, é claro, mais importante que ele estivesse convencido disso, mas eu acredito que ele estava absolutamente correto. #Liturgia
- A Liturgia não é invenção humana, mas um presente de Deus para nós – Cardeal Burke
Os abusos litúrgicos que se seguiram às reformas do Concílio Vaticano II estão “estreitamente relacionados” com uma grande porção de corrupção moral que existe no mundo hoje, diz o cardeal Raymond Leo Burke. Em uma entrevista exclusiva a Zenit nos bastidores de “Sacra Liturgia 2013”, uma grande conferência internacional sobre liturgia ocorrida em Roma no final de junho, o norte-americano mais influente do Vaticano diz que liturgias pobres também levaram a “uma leviandade na catequese” que tem “impactado” e deixado gerações de católicos mal preparadas para lidar com os desafios de hoje. Em uma ampla discussão, o Cardeal Burke, que é Prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, também explica a importância da lei litúrgica, como o Papa Francisco aborda a liturgia e porque a sagrada liturgia é vital para a nova evangelização. ZENIT: Eminência, quais eram suas esperanças para essa conferência? Cardeal Burke: Minha esperança para a conferência era um retorno ao ensinamento do Concílio Ecumênico Vaticano II sobre a sagrada liturgia. Além disso, um aprofundamento e apreciação da continuidade do ensinamento praticado na sagrada liturgia durante a história da Igreja, e que também se reflete no Concílio Ecumênico Vaticano II – algo que foi obscurecido depois do Concílio. Eu acredito que, em grande parte, isso foi alcançado. ZENIT: Nós estamos saindo desse período agora? Cardeal Burke: Sim, já o Papa Paulo VI, depois do Concílio, de uma maneira bem intensa, e depois João Paulo II e Papa Bento XVI, trabalharam diligentemente para restaurar a verdadeira natureza da sagrada liturgia como o presente de adoração dado por nós a Deus e que nós prestamos a Deus da maneira que Ele nos ensina a adorar. Então, não é invenção humana, mas um presente de Deus para nós. ZENIT: Como é importante um bom entendimento da liturgia na Igreja de hoje. Como isso pode ajudar a evangelização? Cardeal Burke: Para mim, é fundamental. É a mais importante área da catequese: entender a adoração devida a Deus. Os três primeiros mandamentos do Decálogo têm a ver com o relacionamento correto com Deus, especialmente no que diz respeito à adoração. É só quando nós entendemos nossa relação com Deus na oferta da adoração que nós também entendemos a ordem correta de todos os outros relacionamentos que nós temos. Como o Papa Bento XVI disse em seu belo magistério sobre a sagrada liturgia, o qual ele expressou com tanta frequência, consiste nessa conexão entre adoração e conduta correta, adoração e lei, adoração e disciplina. ZENIT: Alguns argumentam que a liturgia tem mais a ver com estética, e não é tão importante quanto, vamos dizer, boas obras feitas com fé. Qual a sua visão desse argumento? Cardeal Burke: É um erro de concepção comum. Primeiro, a liturgia tem a ver com Cristo. É Cristo vivo em Sua Igreja, Cristo glorioso vindo ao nosso meio e agindo em nós por meio dos sinais sacramentais, para nos dar o presente da vida eterna para nos salvarmos. É a fonte de qualquer obra verdadeiramente caridosa que realizamos, qualquer boa obra que fazemos. Então, a pessoa cujo coração é cheio de caridade e quer fazer boas obras vai, como Madre Teresa, oferecer seu primeiro propósito à adoração de Deus, a fim de que, quando ele for oferecer caridade para as pessoas pobres ou necessitadas, seja no nível de Deus, e não em um nível humano. ZENIT: Alguns também dizem que estar preocupado com as normas litúrgicas é ser extremado legalista, que é um sufocamento do espírito. Como uma pessoa pode responder isso? Por que devemos nos preocupar com as normas litúrgicas? Cardeal Burke: A lei litúrgica nos disciplina, a fim de que tenhamos a liberdade de adorar a Deus; de outro modo, somos sequestrados – nós somos as vítimas ou escravos ou das nossas ideias individuais, ideias relativas disto ou daquilo, ou da comunidade ou de qualquer outra coisa. Mas a lei litúrgica salvaguarda a objetividade da adoração divina e prepara esse espaço entre nós, essa liberdade de adorar a Deus como Ele quer, para que, então, estejamos certos de não estarmos adorando a nós mesmos ou, ao mesmo tempo, como diz Aquinate, falsificando de algum modo o culto divino. ZENIT: Ela oferece uma espécie de modelo? Cardeal Burke: Exatamente, é o que disciplina faz em todo aspecto de nossas vidas. A menos que sejamos disciplinados, então não somos livres. ZENIT: Como um bispo diocesano nos Estados Unidos, qual o estado em que o senhor encontrou a liturgia nas paróquias das quais o senhor esteve encarregado de cuidar? Quais são, na sua visão, as prioridades para a renovação litúrgica na vida diocesana hoje? Cardeal Burke: Eu encontrei, é claro, vários aspectos bonitos – em ambas as dioceses nas quais servi –, como um forte senso de participação da parte dos fiéis. O que eu também encontrei foram algumas sombras, como o Papa João Paulo II as chamava: a perda da fé na Eucaristia, a perda da devoção eucarística e certos abusos litúrgicos. E, como bispo diocesano, eu precisava enfrentá-los e eu fiz o melhor que pude. Mas, ao enfrentá-los, você sempre tenta ajudar tanto o padre quanto os fiéis a entenderem as razões profundas para a disciplina da Igreja, as razões pelas quais certo abuso não somente não ajuda no culto divino, como, de fato, o bloqueia e o corrompe. ZENIT: É dito que amar a sagrada liturgia e ser pró-vida andam juntos, que aqueles que adoram corretamente são mais dados a querer trazer crianças para o mundo. Você poderia explicar por que é assim? Cardeal Burke: É na sagrada liturgia, acima de tudo, e particularmente na Sagrada Eucaristia, que nós olhamos para o amor que Deus tem por cada vida humana sem exceção, sem limites, começando pelo primeiro momento da concepção, porque Cristo derramou sua vida, como ele disse, por todos os homens. E lembre-se que Ele nos ensina que tudo o que tivermos feito ao menor dos nossos irmãos, nós fazemos diretamente a Ele. Em outras palavras, Ele se identifica a si mesmo no sacrifício eucarístico com cada vida humana. Então, se por um lado, a Eucaristia inspira uma grande reverência, respeito e cuidado pela vida humana, ao mesmo tempo inspira uma alegria entre aqueles que são casados de procriar, de cooperar com Deus em trazer uma nova vida humana a este mundo. ZENIT: “Sacra Liturgia” foi sobre celebração litúrgica, mas também formação. Qual a base de formação litúrgica que precisamos em nossas paróquias, dioceses e particularmente em nossos seminários? Cardeal Burke: A primeira importante lição que precisa ser ensinada é a de que a sagrada liturgia é uma expressão do direito divino de receber de nós o culto que lhe é devido, e que emana de quem nós somos. Nós somos criaturas de Deus e, então, o culto divino, de um modo bem particular, expressa ao mesmo tempo a infinita majestade de Deus e também nossa dignidade como as únicas criaturas na terra capazes de prestar-lhe culto, de, em outras palavras, elevar a Ele nossas mentes e corações em louvor e adoração. Essa seria a primeira lição. Depois, estudar com atenção como os ritos litúrgicos se desenvolveram ao longo dos séculos e não ver a história da Igreja como uma espécie de corrupção daqueles ritos litúrgicos. Neste sentido, a Igreja, no decorrer do tempo, chegou a um entendimento cada vez mais profundo da sagrada liturgia e expressou isso de várias formas, através das vestes sagradas, dos vasos sagrados, da arquitetura sacra – até o cuidado com os paramentos utilizados na Santa Missa. Todas essas são expressões da realidade litúrgica e devem ser cuidadosamente estudadas, e, é claro, então, deve-se estudar a relação da liturgia com os outros aspectos das nossas vidas. ZENIT: Você é conhecido por celebrar a Forma Extraordinária do Rito Romano. Por que o Papa Bento XVI tornou-a livremente disponível e que papel isso tem na Igreja do século XXI? Cardeal Burke: O que o Papa Bento XVI viu e experimentou, também por aqueles que vinham a ele, e que estavam muito ligados ao que chamamos hoje de Forma Extraordinária – a Missa Tradicional – foi que, nas reformas introduzidas depois do Concílio, ocorreu uma incompreensão fundamental: nomeadamente, as reformas foram feitas com a ideia de que havia uma ruptura, de que o modo como a Missa era celebrada até o tempo do Concílio era, de alguma maneira, radicalmente defeituosa e que deveria haver uma mudança violenta, uma redução nos ritos litúrgicos e até na linguagem usada, em todos os aspectos. Então, a fim de restabelecer a continuidade, o Santo Padre deu ampla possibilidade para a celebração dos ritos sagrados tal como eram celebrados até 1962, e então expressou a esperança de que através destas duas formas do mesmo rito – é tudo o mesmo rito romano, pode ser diferente, mas é a mesma Missa, o mesmo Sacramento da Penitência e assim por diante – poderia haver um mútuo enriquecimento. E essa continuidade poderia ser mais perfeitamente expressa no que alguns chamaram de “reforma da reforma”. ZENIT: Papa Francisco é uma pessoa diferente de Bento XVI em vários aspectos, mas é difícil de acreditar que há diferenças substanciais entre eles na importância da sagrada liturgia. Existem algumas diferenças? Cardeal Burke: Eu não vejo nada disso. O Santo Padre claramente não teve a oportunidade de ensinar com autoridade sobre a sagrada liturgia, mas nas coisas que ele disse sobre a sagrada liturgia eu vejo uma perfeita continuidade com o Papa Bento XVI e com sua disciplina, e é isso o que o Papa Francisco está fazendo. ZENIT: Essa conferência está refletindo sobre os 50 anos desde a abertura do Concílio Vaticano II, e, há 50 anos, em dezembro, essa constituição sobre a sagrada liturgia foi promulgada. Você já mencionou como a renovação litúrgica não foi como o Concílio desejava, mas como você vê o progresso das coisas no futuro? O que você prevê, especialmente entre os jovens? Cardeal Burke: Os jovens estão voltando atrás agora e estudando ambos os textos do Concílio Ecumênico Vaticano II com os seus sérios textos sobre teologia litúrgica que permanecem válidos ainda hoje. Eles estão estudando os ritos como eles eram celebrados, se esforçando para entender o significado e vários elementos do dito e há um grande entusiasmo e interesse nisso. Tudo isso, eu acredito, é direcionado a uma experiência mais intensa da presença de Deus conosco na sagrada liturgia. Esse elemento transcendente foi mais tristemente perdido quando a reforma após o Concílio foi, por assim dizer, enviesada e manipulada para outros propósitos – aquele senso de transcendência da ação de Cristo por meio dos sacramentos. ZENIT: Isso reflete a perda do sagrado na sociedade como um todo? Cardeal Burke: Reflete, de fato. Para mim, não há dúvidas de que os abusos na sagrada liturgia, a redução da sagrada liturgia a uma espécie de atividade humana, está estreitamente relacionada a muita corrupção moral e a uma leviandade na catequese que tem impactado e deixado gerações de católicos mal preparadas para lidar com os desafios do nosso tempo. Você pode ver isso em toda a gama da vida da Igreja. ZENIT: O Papa Bento disse certa vez que as crises que vemos na sociedade hoje podem ser associadas aos problemas na liturgia. Cardeal Burke: Sim, ele estava convencido disso e eu posso dizer que também estou. Era, é claro, mais importante que ele estivesse convencido disso, mas eu acredito que ele estava absolutamente correto. #Liturgia
- O MUNDO ESTÁ PRONTO PARA O ANTI-CRISTO
Texto de Dom Lourenço Fleichman OSB Um retrato perfeito da decadência em que nos encontramos. Se viver mergulhado no mundo não leva ninguém para o inferno, pergunto: porque a porta do céu é tão estreita? Porque N. Senhor insiste com essa idéia, ao dizer que é mais fácil um camelo entrar no fundo de uma agulha do que um rico entrar no céu? É claro que não se trata aqui, apenas de um homem que possui muitos bens. Rico é aquele apegado às coisas, aos bens materiais, ao conforto, ao mundo. Um homem que centraliza sua vida nas coisas desse mundo. Fica, de fato, quase impossível entrar no céu carregado de tantos apegos, vaidades, orgulhos e vícios. Do seu lado, os santos insistem sempre: levem uma vida piedosa; o católico deve guardar sua vista, seus sentidos para evitar todo pecado; vivam com modéstia, na castidade. Não é bem esta a prática atual, onde os católicos não diferem em nada dos mundanos. Assistem aos mesmos programas de televisão, freqüentam os mesmos shows, as mesmas festas; gastam seu dinheiro no mesmo comércio anunciado pela mídia: Natal com Papai Noel, Páscoa com ovos e coelhinhos, e essa gama impressionante de festas inventadas para ocupar o lugar das tradicionais festas religiosas e dos santos: dia das mães, dia dos pais, dia dos namorados, dia da criança, dia do zumbi, dia do black power, dia das bruxas… Quando acabaram com os feriados nos dias santos de guarda, diziam que atrapalhava o trabalho. Como mentem! Mentem e manipulam as cabeças de todos, mesmo daqueles que lêem jornais cults todos os dias e compram o “Código da Vinci”. Grandes culturas! São porquinhos mansos indo pelo curral em direção à morte. E não percebem nada. Naquele tempo se praticava virtudes Houve época em que o mundo se pautava pela prática das virtudes. Que o homem fosse católico ou não, o critério de sua vida seria o mesmo: cada qual trabalhava para ser reconhecido pela sociedade como pessoa honesta, honrada, homem de palavra, fiel. Virtudes como a coragem, a castidade, a piedade estava na pauta do dia. Se era católico, praticava essas virtudes voltadas para a vida eterna, virtudes sobrenaturais. Se não era católico, praticava essas mesmas virtudes sem a marca divina, eram as virtudes naturais. Não diferem em si das primeiras, apenas nessa qualidade divina que dá à virtude sobrenatural uma nova força, vinda de Deus, que conduz o homem ao seu fim último, em Deus. Que ele fosse um médico ou um jurista, soldado ou quitandeiro, dono de terras ou colono, todos se gabavam de dar a seus filhos a boa educação, de corrigir seus filhos malcriados, de ensinar aos filhos a prática das virtudes. Qual o pai que não se orgulhava de ver sua filha prendada tomar bom marido, recomeçando assim o ciclo virtuoso da família decente? Não eram santos, por certo. Mas quando pecavam ficavam com a consciência culpada diante de Deus e tinham medo de serem mal-vistos na sociedade. O pólo desarticulador do mundo veio da falsificação da liberdade. A prática da virtude passou a ser vista como obstáculo à liberdade. No pensamento greco-católico, a liberdade é uma faculdade do espírito inteligente que o faz mover-se para o bem por um movimento interior da própria pessoa, e não empurrada por alguma outra força. Ora, só existe verdadeira liberdade quando nos inclinamos para o bem. Quando os homens passam a ensinar que a inclinação para o mal também é válida, estabelecem as bases para uma nova civilização: o mundo sem Deus, o mundo sem virtudes, sem piedade. O resultado é catastrófico. Nada ficou de pé na nova civilização. Não somente a Igreja Católica foi alijada de qualquer influência no pensamento moderno, como a simples prática das virtudes naturais perdeu qualquer respaldo. Se perguntarmos como vivem os homens deste nosso século, logo teremos uma lista das novas atitudes: – o reino do sexo livre, sem qualquer tipo de limite tanto pela natureza quanto pela cultura. Forma-se uma pressão sobre todos para que se acostumem a romper com os limites da própria consciência. Esta pressão vem pelos programas de televisão, pelos filmes, pela presença constante diante dos olhos, de imagens sensuais espalhadas pelas cidades. É um dado positivo (no sentido de afirmativo) que vem somar a uma impressionante propaganda negativa que há décadas faz uma verdadeira lavagem cerebral, convencendo a todos que a castidade seria uma doença. – o reino do erro livre, onde todos têm razão e ninguém é dono da verdade porque expulsaram a verdade. Expulsaram das suas vidas a autoridade divina, pois todas as religiões passam a se valer; expulsaram a autoridade paterna, pois um pai não pode mais corrigir seu filho, educá-lo na prática das virtudes condenando seus erros. O mundo onde cada qual constrói sua própria verdade é um mundo esquizofrênico. Como a inteligência humana se alimenta da verdade dos objetos que conhece, entra em colapso quando é forçada a criar verdades de dentro para fora, sua própria consciência passando a dar vida às coisas, o que é propriamente “tornar-se como deuses”.[3] – o reino da desonestidade livre, pois é evidente que não cabe no mundo tantas verdades individuais opondo-se umas às outras. Por isso o colapso da verdade gera o ódio, a guerra, inimizades. Não pensem que algum tipo de governo ou de partido poderá escapar da corrupção. Ela é endêmica, faz parte essencial da vida onde a liberdade é deusa. Lá onde a verdade movia os homens ao amor, temos hoje o erro movendo os homens ao ódio. Na política como dentro das empresas, nas famílias como no mundo jurídico. – o reino da infidelidade livre, pois a falsa noção de verdade e o falso amor geram uma relação social evolutiva, chacoalhante, em constante movimento. Nada fica de pé, nada tem aparência de duração, de solidez, de eternidade. Neste mundo não há lugar para a família. Por isso podemos dizer que o Divórcio foi a bomba de retardo lançada no mundo todo, que detonou a seu tempo sobre os alicerces da família, base da antiga sociedade. Tudo isso está invadindo as casas há mais de cinqüenta anos, sem que os católicos reajam. O liberalismo já tinha minado as bases da família. Poderíamos dizer que o liberalismo fez o trabalho de sapa e a liberdade enlouquecida fez o trabalho de restauração da casa destruída, com novas bases. O pior de tudo não é o mundo ser assim; o pior é ver os católicos vivendo no meio disto sem enxergar; cegos, surdos, sem forças, marionetes burrificadas por cinqüenta anos de estupidez televisiva. Na formação deste impressionante “Reino” do mal, algumas armas foram usadas de modo mais constante: – a imagem, essa rainha da falsidade que escraviza a nossa imaginação, marca, fere, choca, tirando dela toda reação possível. (Leia mais sobre este tema) – o som, que trouxe ao mundo vários tipos de música que simplesmente destrói na alma qualquer capacidade de raciocínio, de concentração. – a ocupação, escravizando o homem numa avalanche de preocupações, de trabalhos, de excitações que o obriga a estar 24 horas por dia “ligado” na coisa material. Ao mesmo tempo, através de décadas de mentiras, arrancaram a mulher do seu trabalho materno, do seu lar, onde sua presença era a maior garantia da boa educação dos filhos. – a diversão, que vem preencher o resto de tempo que os pobre-coitados ainda poderiam dispor: agora é hora de malhar, de correr, de praticar esportes cada dia mais exigentes. E tem o show alucinante, a festa que termina pela manhã, a praia, a viagem, o carnaval. Pobre gente. Já não conseguem entender as coisas mais banais. Já não percebem que os frutos dessa nova civilização já estão estabelecidos como práticas consagradas: – o aborto que mata a criança inocente, contraponto dos famigerados “estatutos” da criança que protege o marginal de baixa idade. – a eutanásia, que é o aborto dos velhos, tão indesejados pelo “custo” quanto os filhos. Temos como exemplo gritante desta prática o assassinato de Terri Schiavo no início de 2005, executada pela fome e pela sede com carimbos dos juízes e da polícia. – o casamento homossexual, que choca a natureza, contraponto das vantagens que a lei outorga aos concubinatos. Chegamos ao ponto mais baixo na destruição da sociedade. – vários detalhes da chamada bio-(sem)ética, onde homens levam o delírio até experimentos com genética humana, verdadeiros alucinados brincando de Deus. Seria o caso de perguntarmos: porque querem matar as crianças inocentes e, ao mesmo tempo, gerar artificialmente seres humanos? Não podemos deixar de incluir aqui a aberração dos embriões congelados que ninguém quer, seres humanos que sofrem sem piedade e que serão destruídos cruelmente. Em todos esses exemplos a família aparece destruída. Já não é mais a base da sociedade. Os homens que construíram isto que está aí detestam a família, odeiam qualquer cheiro de tradição familiar, de fidelidade conjugal, de casa cheia de crianças. Ora, se esses são os critérios e as práticas da nova civilização anti-cristã, então somos obrigados a constatar: o mundo está pronto para o Anti-Cristo! Leia também Devemos ter medo do Fim dos Tempos? O mundo está pronto para o Anti-Cristo Sempre me pareceu impressionante a facilidade com que a humanidade segue apaixonadamente o Anti-Cristo, que é uma das bestas, no relato divino do Apocalipse. Dizia-me: como pode ser que os homens se entreguem a uma vida completamente enganadora e destruidora de tudo? Hoje ficou mais claro para mim. E muito me impressionou ao encontrar no Pe. Castellani, grande pensador argentino, uma descrição feita em 1953 disso tudo que só hoje estamos vivendo: “… porque o Homem do Pecado tolerará e se aproveitará de um cristianismo adulterado…Imporá por todas as partes o reino da iniqüidade e da mentira, o governo puramente exterior e tirânico, a “Liberdade” desenfreada dos prazeres e diversões, a exploração do homem; e seu modo de proceder hipócrita e sem misericórdia. Haverá em seu Reino uma estrondosa alegria falsa e exterior, cobrindo o mais profundo desespero. Em seu tempo acontecerão os mais estranhos distúrbios cósmicos, como se os elementos se houvessem revoltado. A humanidade estará numa grande expectativa e reinará grande confusão e dissipação entre os homens. Rompidos os laços de família, de amizade, de lealdade e bom relacionamento, os homens não poderão confiar em ninguém, e correrá no mundo como um tremor frio, um universal e ímpio “salve-se quem puder”. Será atropelado o que há de mais sagrado e nenhuma palavra terá mais fé, nem pacto algum terá vigor, senão pela força. A caridade heróica de alguns fiéis, transformada em amizade até a morte, manterá no mundo ilhotas de fé; porém mesmo ali, ela estará continuamente ameaçada pela traição e pela espionagem. Ser virtuoso será um castigo em si mesmo e como uma espécie de suicídio”. Parece-me evidente que os processos políticos atuais geraram um mundo sem lideranças. Não há verdadeira liderança nos atuais países porque todo o jogo político local obedece a ordens que não entendemos nem ouvimos. E não há, também, uma liderança mundial, porque o lugar ainda está vago. É o lugar dele, do Anti-Cristo. Quando este homem do pecado determinar que chegou a hora de aparecer, será certamente ovacionado por toda a humanidade, pois falará a mesma linguagem, terá o mesmo pensamento de todos, sobre tudo isso que citei acima. Sua ideologia, sua política, sua ciência, tudo corresponderá ao que os homens pensam e praticam já hoje. Por isso podemos dizer sem medo de errar. O mundo está pronto. Não estou aqui a dizer que o fim do mundo está próximo, ou que o Anti-Cristo seja tal ou tal pessoa. O que me interessa nestas linhas é que os verdadeiros católicos tenham consciência do perigo que correm se mergulharem no mundo. Se acharem que podem viver com estes critérios que lhes são impostos, correm o grave risco de serem enganados pelo grande líder, quando este chegar. Algumas pessoas poderiam objetar que podemos conviver com todos e permanecermos católicos. Mas eu os alerto para essa diferença radical entre o mundo de hoje e o mundo de cinqüenta anos atrás: lá, no final da civilização cristã, ainda era possível viver assim porque os homens tinham aquele critério da prática das virtudes, para suas próprias vidas e para os seus filhos. Mas hoje já não é assim. Portanto, estejam armados, de espada em punho, pois aquele que não combater, que não desviar seu pensamento das falsas idéias, que não fugir das práticas absurdas, blasfematórias, ultrajantes para Deus e sua Igreja, pode enredar-se na fina malha que já foi lançada sobre os homens e que os arrasta para o reino do Anti-Cristo, que não é outro que o reino das trevas. Está na hora de reler algumas páginas dos santos e doutores da Igreja: “Estas são as marcas da vinda do Anti-Cristo: Quando os velhos não tiverem nem bom senso nem prudência, Quando os cristãos estiverem sem fé, Quando o povo estiver sem amor, Quando os ricos forem sem misericórdia. Quando os jovens não tiverem respeito, Quando os pobres forem sem humildade, Quando as mulheres tiverem perdido o pudor, Quando, no casamento, não houver mais continência, Quando os clérigos forem sem honra e sem santidade, Quando os religiosos não tiverem verdade nem austeridade, Quando os bispos não se inquietarem de sua administração e não tiverem piedade, Quando os mestres da terra não tiverem misericórdia nem liberdade”. E o Padre Emmanuel, grande espiritual do sec. XIX: “Apresentar-se-á como cheio de respeito pela liberdade dos cultos, uma das máximas e uma das mentiras da besta revolucionária. Dirá aos budistas que é um Buda; aos muçulmanos, que Maomé é um grande profeta… Talvez até irá dizer, em sua hipocrisia, como Herodes seu precursor, que quer adorar Jesus Cristo. Mas isso não passará de uma zombaria amarga. Malditos os cristãos que suportam sem indignação que seu adorável Salvador seja posto lado a lado com Buda e Maomé em não sei que panteon de falsos deuses” Impotentes que somos diante de tal situação, só podemos olhar para a Virgem Maria, para seu Coração Imaculado, e suplicar a ela que nos proteja contra toda influência do maligno. Que nos dê a mão, que nos acolha em seu Coração. É preciso fincar o pé, recusar ser arrastado como um cordeirinho para a destruição de nossa personalidade, de nossa fé, de nosso espírito. É preciso ler, estudar, conhecer a verdade objetiva, clara, de Deus, do mundo, do pensamento. É preciso amar. Amar na ordem da Caridade, ou seja, amar como Deus nos ordena, praticando os mandamentos, cumprindo nosso dever. E nossos deveres são de três ordens: para com Deus, para nós mesmos, para com o próximo. É preciso, com toda urgência, praticar a devoção reparadora dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria. Fazer os Primeiros sábados do mês, rezar o Terço todos os dias, para que, ao chegar o Anti-Cristo, estejamos recolhidos e protegidos por nossa Mãe do Céu. Com a espada em punho, lançaremos contra o rosto tenebroso do homem do pecado o grito de Viva Cristo Rei! Imaculado Coração de Maria, salvai-nos! E Jesus Cristo o vencerá “com o sopro da sua boca”. Leia também Padre denuncia o grande ensaio da Besta #Demônio #Mundo
- O MUNDO ESTÁ PRONTO PARA O ANTI-CRISTO
Texto de Dom Lourenço Fleichman OSB Um retrato perfeito da decadência em que nos encontramos. Se viver mergulhado no mundo não leva ninguém para o inferno, pergunto: porque a porta do céu é tão estreita? Porque N. Senhor insiste com essa idéia, ao dizer que é mais fácil um camelo entrar no fundo de uma agulha do que um rico entrar no céu? É claro que não se trata aqui, apenas de um homem que possui muitos bens. Rico é aquele apegado às coisas, aos bens materiais, ao conforto, ao mundo. Um homem que centraliza sua vida nas coisas desse mundo. Fica, de fato, quase impossível entrar no céu carregado de tantos apegos, vaidades, orgulhos e vícios. Do seu lado, os santos insistem sempre: levem uma vida piedosa; o católico deve guardar sua vista, seus sentidos para evitar todo pecado; vivam com modéstia, na castidade. Não é bem esta a prática atual, onde os católicos não diferem em nada dos mundanos. Assistem aos mesmos programas de televisão, freqüentam os mesmos shows, as mesmas festas; gastam seu dinheiro no mesmo comércio anunciado pela mídia: Natal com Papai Noel, Páscoa com ovos e coelhinhos, e essa gama impressionante de festas inventadas para ocupar o lugar das tradicionais festas religiosas e dos santos: dia das mães, dia dos pais, dia dos namorados, dia da criança, dia do zumbi, dia do black power, dia das bruxas… Quando acabaram com os feriados nos dias santos de guarda, diziam que atrapalhava o trabalho. Como mentem! Mentem e manipulam as cabeças de todos, mesmo daqueles que lêem jornais cults todos os dias e compram o “Código da Vinci”. Grandes culturas! São porquinhos mansos indo pelo curral em direção à morte. E não percebem nada. Naquele tempo se praticava virtudes Houve época em que o mundo se pautava pela prática das virtudes. Que o homem fosse católico ou não, o critério de sua vida seria o mesmo: cada qual trabalhava para ser reconhecido pela sociedade como pessoa honesta, honrada, homem de palavra, fiel. Virtudes como a coragem, a castidade, a piedade estava na pauta do dia. Se era católico, praticava essas virtudes voltadas para a vida eterna, virtudes sobrenaturais. Se não era católico, praticava essas mesmas virtudes sem a marca divina, eram as virtudes naturais. Não diferem em si das primeiras, apenas nessa qualidade divina que dá à virtude sobrenatural uma nova força, vinda de Deus, que conduz o homem ao seu fim último, em Deus. Que ele fosse um médico ou um jurista, soldado ou quitandeiro, dono de terras ou colono, todos se gabavam de dar a seus filhos a boa educação, de corrigir seus filhos malcriados, de ensinar aos filhos a prática das virtudes. Qual o pai que não se orgulhava de ver sua filha prendada tomar bom marido, recomeçando assim o ciclo virtuoso da família decente? Não eram santos, por certo. Mas quando pecavam ficavam com a consciência culpada diante de Deus e tinham medo de serem mal-vistos na sociedade. O pólo desarticulador do mundo veio da falsificação da liberdade. A prática da virtude passou a ser vista como obstáculo à liberdade. No pensamento greco-católico, a liberdade é uma faculdade do espírito inteligente que o faz mover-se para o bem por um movimento interior da própria pessoa, e não empurrada por alguma outra força. Ora, só existe verdadeira liberdade quando nos inclinamos para o bem. Quando os homens passam a ensinar que a inclinação para o mal também é válida, estabelecem as bases para uma nova civilização: o mundo sem Deus, o mundo sem virtudes, sem piedade. O resultado é catastrófico. Nada ficou de pé na nova civilização. Não somente a Igreja Católica foi alijada de qualquer influência no pensamento moderno, como a simples prática das virtudes naturais perdeu qualquer respaldo. Se perguntarmos como vivem os homens deste nosso século, logo teremos uma lista das novas atitudes: – o reino do sexo livre, sem qualquer tipo de limite tanto pela natureza quanto pela cultura. Forma-se uma pressão sobre todos para que se acostumem a romper com os limites da própria consciência. Esta pressão vem pelos programas de televisão, pelos filmes, pela presença constante diante dos olhos, de imagens sensuais espalhadas pelas cidades. É um dado positivo (no sentido de afirmativo) que vem somar a uma impressionante propaganda negativa que há décadas faz uma verdadeira lavagem cerebral, convencendo a todos que a castidade seria uma doença. – o reino do erro livre, onde todos têm razão e ninguém é dono da verdade porque expulsaram a verdade. Expulsaram das suas vidas a autoridade divina, pois todas as religiões passam a se valer; expulsaram a autoridade paterna, pois um pai não pode mais corrigir seu filho, educá-lo na prática das virtudes condenando seus erros. O mundo onde cada qual constrói sua própria verdade é um mundo esquizofrênico. Como a inteligência humana se alimenta da verdade dos objetos que conhece, entra em colapso quando é forçada a criar verdades de dentro para fora, sua própria consciência passando a dar vida às coisas, o que é propriamente “tornar-se como deuses”.[3] – o reino da desonestidade livre, pois é evidente que não cabe no mundo tantas verdades individuais opondo-se umas às outras. Por isso o colapso da verdade gera o ódio, a guerra, inimizades. Não pensem que algum tipo de governo ou de partido poderá escapar da corrupção. Ela é endêmica, faz parte essencial da vida onde a liberdade é deusa. Lá onde a verdade movia os homens ao amor, temos hoje o erro movendo os homens ao ódio. Na política como dentro das empresas, nas famílias como no mundo jurídico. – o reino da infidelidade livre, pois a falsa noção de verdade e o falso amor geram uma relação social evolutiva, chacoalhante, em constante movimento. Nada fica de pé, nada tem aparência de duração, de solidez, de eternidade. Neste mundo não há lugar para a família. Por isso podemos dizer que o Divórcio foi a bomba de retardo lançada no mundo todo, que detonou a seu tempo sobre os alicerces da família, base da antiga sociedade. Tudo isso está invadindo as casas há mais de cinqüenta anos, sem que os católicos reajam. O liberalismo já tinha minado as bases da família. Poderíamos dizer que o liberalismo fez o trabalho de sapa e a liberdade enlouquecida fez o trabalho de restauração da casa destruída, com novas bases. O pior de tudo não é o mundo ser assim; o pior é ver os católicos vivendo no meio disto sem enxergar; cegos, surdos, sem forças, marionetes burrificadas por cinqüenta anos de estupidez televisiva. Na formação deste impressionante “Reino” do mal, algumas armas foram usadas de modo mais constante: – a imagem, essa rainha da falsidade que escraviza a nossa imaginação, marca, fere, choca, tirando dela toda reação possível. (Leia mais sobre este tema) – o som, que trouxe ao mundo vários tipos de música que simplesmente destrói na alma qualquer capacidade de raciocínio, de concentração. – a ocupação, escravizando o homem numa avalanche de preocupações, de trabalhos, de excitações que o obriga a estar 24 horas por dia “ligado” na coisa material. Ao mesmo tempo, através de décadas de mentiras, arrancaram a mulher do seu trabalho materno, do seu lar, onde sua presença era a maior garantia da boa educação dos filhos. – a diversão, que vem preencher o resto de tempo que os pobre-coitados ainda poderiam dispor: agora é hora de malhar, de correr, de praticar esportes cada dia mais exigentes. E tem o show alucinante, a festa que termina pela manhã, a praia, a viagem, o carnaval. Pobre gente. Já não conseguem entender as coisas mais banais. Já não percebem que os frutos dessa nova civilização já estão estabelecidos como práticas consagradas: – o aborto que mata a criança inocente, contraponto dos famigerados “estatutos” da criança que protege o marginal de baixa idade. – a eutanásia, que é o aborto dos velhos, tão indesejados pelo “custo” quanto os filhos. Temos como exemplo gritante desta prática o assassinato de Terri Schiavo no início de 2005, executada pela fome e pela sede com carimbos dos juízes e da polícia. – o casamento homossexual, que choca a natureza, contraponto das vantagens que a lei outorga aos concubinatos. Chegamos ao ponto mais baixo na destruição da sociedade. – vários detalhes da chamada bio-(sem)ética, onde homens levam o delírio até experimentos com genética humana, verdadeiros alucinados brincando de Deus. Seria o caso de perguntarmos: porque querem matar as crianças inocentes e, ao mesmo tempo, gerar artificialmente seres humanos? Não podemos deixar de incluir aqui a aberração dos embriões congelados que ninguém quer, seres humanos que sofrem sem piedade e que serão destruídos cruelmente. Em todos esses exemplos a família aparece destruída. Já não é mais a base da sociedade. Os homens que construíram isto que está aí detestam a família, odeiam qualquer cheiro de tradição familiar, de fidelidade conjugal, de casa cheia de crianças. Ora, se esses são os critérios e as práticas da nova civilização anti-cristã, então somos obrigados a constatar: o mundo está pronto para o Anti-Cristo! Leia também Devemos ter medo do Fim dos Tempos? O mundo está pronto para o Anti-Cristo Sempre me pareceu impressionante a facilidade com que a humanidade segue apaixonadamente o Anti-Cristo, que é uma das bestas, no relato divino do Apocalipse. Dizia-me: como pode ser que os homens se entreguem a uma vida completamente enganadora e destruidora de tudo? Hoje ficou mais claro para mim. E muito me impressionou ao encontrar no Pe. Castellani, grande pensador argentino, uma descrição feita em 1953 disso tudo que só hoje estamos vivendo: “… porque o Homem do Pecado tolerará e se aproveitará de um cristianismo adulterado…Imporá por todas as partes o reino da iniqüidade e da mentira, o governo puramente exterior e tirânico, a “Liberdade” desenfreada dos prazeres e diversões, a exploração do homem; e seu modo de proceder hipócrita e sem misericórdia. Haverá em seu Reino uma estrondosa alegria falsa e exterior, cobrindo o mais profundo desespero. Em seu tempo acontecerão os mais estranhos distúrbios cósmicos, como se os elementos se houvessem revoltado. A humanidade estará numa grande expectativa e reinará grande confusão e dissipação entre os homens. Rompidos os laços de família, de amizade, de lealdade e bom relacionamento, os homens não poderão confiar em ninguém, e correrá no mundo como um tremor frio, um universal e ímpio “salve-se quem puder”. Será atropelado o que há de mais sagrado e nenhuma palavra terá mais fé, nem pacto algum terá vigor, senão pela força. A caridade heróica de alguns fiéis, transformada em amizade até a morte, manterá no mundo ilhotas de fé; porém mesmo ali, ela estará continuamente ameaçada pela traição e pela espionagem. Ser virtuoso será um castigo em si mesmo e como uma espécie de suicídio”. Parece-me evidente que os processos políticos atuais geraram um mundo sem lideranças. Não há verdadeira liderança nos atuais países porque todo o jogo político local obedece a ordens que não entendemos nem ouvimos. E não há, também, uma liderança mundial, porque o lugar ainda está vago. É o lugar dele, do Anti-Cristo. Quando este homem do pecado determinar que chegou a hora de aparecer, será certamente ovacionado por toda a humanidade, pois falará a mesma linguagem, terá o mesmo pensamento de todos, sobre tudo isso que citei acima. Sua ideologia, sua política, sua ciência, tudo corresponderá ao que os homens pensam e praticam já hoje. Por isso podemos dizer sem medo de errar. O mundo está pronto. Não estou aqui a dizer que o fim do mundo está próximo, ou que o Anti-Cristo seja tal ou tal pessoa. O que me interessa nestas linhas é que os verdadeiros católicos tenham consciência do perigo que correm se mergulharem no mundo. Se acharem que podem viver com estes critérios que lhes são impostos, correm o grave risco de serem enganados pelo grande líder, quando este chegar. Algumas pessoas poderiam objetar que podemos conviver com todos e permanecermos católicos. Mas eu os alerto para essa diferença radical entre o mundo de hoje e o mundo de cinqüenta anos atrás: lá, no final da civilização cristã, ainda era possível viver assim porque os homens tinham aquele critério da prática das virtudes, para suas próprias vidas e para os seus filhos. Mas hoje já não é assim. Portanto, estejam armados, de espada em punho, pois aquele que não combater, que não desviar seu pensamento das falsas idéias, que não fugir das práticas absurdas, blasfematórias, ultrajantes para Deus e sua Igreja, pode enredar-se na fina malha que já foi lançada sobre os homens e que os arrasta para o reino do Anti-Cristo, que não é outro que o reino das trevas. Está na hora de reler algumas páginas dos santos e doutores da Igreja: “Estas são as marcas da vinda do Anti-Cristo: Quando os velhos não tiverem nem bom senso nem prudência, Quando os cristãos estiverem sem fé, Quando o povo estiver sem amor, Quando os ricos forem sem misericórdia. Quando os jovens não tiverem respeito, Quando os pobres forem sem humildade, Quando as mulheres tiverem perdido o pudor, Quando, no casamento, não houver mais continência, Quando os clérigos forem sem honra e sem santidade, Quando os religiosos não tiverem verdade nem austeridade, Quando os bispos não se inquietarem de sua administração e não tiverem piedade, Quando os mestres da terra não tiverem misericórdia nem liberdade”. E o Padre Emmanuel, grande espiritual do sec. XIX: “Apresentar-se-á como cheio de respeito pela liberdade dos cultos, uma das máximas e uma das mentiras da besta revolucionária. Dirá aos budistas que é um Buda; aos muçulmanos, que Maomé é um grande profeta… Talvez até irá dizer, em sua hipocrisia, como Herodes seu precursor, que quer adorar Jesus Cristo. Mas isso não passará de uma zombaria amarga. Malditos os cristãos que suportam sem indignação que seu adorável Salvador seja posto lado a lado com Buda e Maomé em não sei que panteon de falsos deuses” Impotentes que somos diante de tal situação, só podemos olhar para a Virgem Maria, para seu Coração Imaculado, e suplicar a ela que nos proteja contra toda influência do maligno. Que nos dê a mão, que nos acolha em seu Coração. É preciso fincar o pé, recusar ser arrastado como um cordeirinho para a destruição de nossa personalidade, de nossa fé, de nosso espírito. É preciso ler, estudar, conhecer a verdade objetiva, clara, de Deus, do mundo, do pensamento. É preciso amar. Amar na ordem da Caridade, ou seja, amar como Deus nos ordena, praticando os mandamentos, cumprindo nosso dever. E nossos deveres são de três ordens: para com Deus, para nós mesmos, para com o próximo. É preciso, com toda urgência, praticar a devoção reparadora dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria. Fazer os Primeiros sábados do mês, rezar o Terço todos os dias, para que, ao chegar o Anti-Cristo, estejamos recolhidos e protegidos por nossa Mãe do Céu. Com a espada em punho, lançaremos contra o rosto tenebroso do homem do pecado o grito de Viva Cristo Rei! Imaculado Coração de Maria, salvai-nos! E Jesus Cristo o vencerá “com o sopro da sua boca”. Leia também Padre denuncia o grande ensaio da Besta #Demônio #Mundo
- Prefeito de Belo Horizonte cancela evento que coroaria nossa senhora dos Travestis na Virada Cultura
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, suspendeu nesta sexta-feira (19) a atração “Coroação a Nossa Senhora dos Travestis”, que participaria da Virada Cultural de BH neste sábado (20), após a Arquidiocese de Belo Horizonte se manifestar publicamente contra a realização do evento, classificando-a de desrespeito à fé cristã católica. Estou comunicando que o evento está cancelado. — Alexandre Kalil (@alexandrekalil) 19 de julho de 2019 O gestor municipal comunicou o cancelamento em sua conta no Twitter. Em sua fala, Kalil afirmou que defende “todas as liberdades”, mas informou que “ninguém vai agredir a religião de ninguém”. Mais cedo, ainda nesta sexta-feira, a Arquidiocese de Belo Horizonte publicou uma carta em nome de dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em que pedia a suspensão da atração cultural. No texto, a igreja defende que a “Coroação a Nossa Senhora dos Travestis” é uma “ação preconceituosa e criminosa. A arquidiocese religiosa ainda convocou “todos os católicos a se manifestarem”. Leia o comunicado da Arquidiocese de Belo Horizonte na íntegra: CLIQUE AQUI “Coroação a nossa senhora dos travestis” A “Coroação a Nossa Senhora dos Travestis” é uma das mais de 400 atrações da Virada Cultural de BH. Dentre os nichos contemplados pelo evento, há espaço para variados gêneros artísticos, incluindo aqueles assumidamente mais voltados à comunidade LGBT. De iniciativa da Academia TransLiterária, a “Coroação” estava programada para acontecer às 20h deste sábado (20), no Espaço Rio de Janeiro da Virada, na rua de mesmo nome, no Centro. De acordo com uma descrição do evento no Facebook, a atividade convidava os participantes a conhecerem a “travesti rainha” e a coroarem. A atração teria início na Igreja de São José, na Afonso Pena, seguida por caminhada pela avenida até o palco da Praça 7, no Espaço Rio de Janeiro. A atividade tem duração de 60 minutos e classificação indicativa livre. Leia parte da descrição do evento no Facebook: “Durante a performance integrantes do coletivo se apresentam de forma ritualística para SUA Senhora, a Nossa Senhora das Travestis, e convidam os passantes à participação – procissão. São distribuídos a cada pessoa interessadas santinhos com a Oração da Nossa Senhora das Travestis e, simultaneamente, ocorre apresentação de músicas autorais e/ou paródias”. Academia TransLiterária Ainda de acordo com textos publicados pelos organizadores da “coroação”, a Academia TransLiterária é um grupo formado por artistas travestis, transsexuais e transgêneros, incluindo pessoas cisgêneras próximas à pauta, e tem como objetivo investigar estratégias, estéticas e linguagens artísticas, promovendo a difusão do protagonismo da cultura trans e periférica. A reportagem procurou o coletivo para posicionar-se sobre o cancelamento da atração e aguarda retorno. A Prefeitura de Belo Horizonte também foi procurada e ainda não se posicionou. Fonte: Hoje em Dia Leia também: https://www.templariodemaria.com.br/apos-cancelamento-da-coroacao-de-nossa-senhora-dos-travestis-catolicos-rezam-o-terco-em-reparacao
- Prefeito de Belo Horizonte cancela evento que coroaria nossa senhora dos Travestis na Virada Cultura
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, suspendeu nesta sexta-feira (19) a atração “Coroação a Nossa Senhora dos Travestis”, que participaria da Virada Cultural de BH neste sábado (20), após a Arquidiocese de Belo Horizonte se manifestar publicamente contra a realização do evento, classificando-a de desrespeito à fé cristã católica. Estou comunicando que o evento está cancelado. — Alexandre Kalil (@alexandrekalil) 19 de julho de 2019 O gestor municipal comunicou o cancelamento em sua conta no Twitter. Em sua fala, Kalil afirmou que defende “todas as liberdades”, mas informou que “ninguém vai agredir a religião de ninguém”. Mais cedo, ainda nesta sexta-feira, a Arquidiocese de Belo Horizonte publicou uma carta em nome de dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em que pedia a suspensão da atração cultural. No texto, a igreja defende que a “Coroação a Nossa Senhora dos Travestis” é uma “ação preconceituosa e criminosa. A arquidiocese religiosa ainda convocou “todos os católicos a se manifestarem”. Leia o comunicado da Arquidiocese de Belo Horizonte na íntegra: CLIQUE AQUI “Coroação a nossa senhora dos travestis” A “Coroação a Nossa Senhora dos Travestis” é uma das mais de 400 atrações da Virada Cultural de BH. Dentre os nichos contemplados pelo evento, há espaço para variados gêneros artísticos, incluindo aqueles assumidamente mais voltados à comunidade LGBT. De iniciativa da Academia TransLiterária, a “Coroação” estava programada para acontecer às 20h deste sábado (20), no Espaço Rio de Janeiro da Virada, na rua de mesmo nome, no Centro. De acordo com uma descrição do evento no Facebook, a atividade convidava os participantes a conhecerem a “travesti rainha” e a coroarem. A atração teria início na Igreja de São José, na Afonso Pena, seguida por caminhada pela avenida até o palco da Praça 7, no Espaço Rio de Janeiro. A atividade tem duração de 60 minutos e classificação indicativa livre. Leia parte da descrição do evento no Facebook: “Durante a performance integrantes do coletivo se apresentam de forma ritualística para SUA Senhora, a Nossa Senhora das Travestis, e convidam os passantes à participação – procissão. São distribuídos a cada pessoa interessadas santinhos com a Oração da Nossa Senhora das Travestis e, simultaneamente, ocorre apresentação de músicas autorais e/ou paródias”. Academia TransLiterária Ainda de acordo com textos publicados pelos organizadores da “coroação”, a Academia TransLiterária é um grupo formado por artistas travestis, transsexuais e transgêneros, incluindo pessoas cisgêneras próximas à pauta, e tem como objetivo investigar estratégias, estéticas e linguagens artísticas, promovendo a difusão do protagonismo da cultura trans e periférica. A reportagem procurou o coletivo para posicionar-se sobre o cancelamento da atração e aguarda retorno. A Prefeitura de Belo Horizonte também foi procurada e ainda não se posicionou. Fonte: Hoje em Dia Leia também: https://www.templariodemaria.com.br/apos-cancelamento-da-coroacao-de-nossa-senhora-dos-travestis-catolicos-rezam-o-terco-em-reparacao
- Arquidiocese de BH emite nota contra “Coroação da nossa senhora das travestis” programado para
Leia a nota de repúdio emitida pela Arquidiocese de Belo Horizonte e por seu Pastor Maior, dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo e presidente da CNBB. A Arquidiocese de Belo Horizonte, por seu Pastor Maior, dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo e presidente da CNBB, seus bispos auxiliares, padres, diáconos, religiosos e religiosas, ministros, evangelizadores e povo de Deus, das suas mais de 1500 comunidades de fé, publicamente rebate, com indignação, a ação preconceituosa e criminosa de desrespeito à fé cristã católica, o evento de título “Coroação a Nossa Senhora dos Travestis”. Exigimos e esperamos que as autoridades competentes e os organizadores suspendam este evento, por ser incontestável fomento ao preconceito e à discriminação, desrespeito aos valores da fé cristã católica, devendo saber que estão comprometendo , gravemente, a paz e o exigido relacionamento cidadão respeitoso. Os muitos títulos de Nossa Senhora, Mãe de Jesus, são uma riqueza da tradição cristã católica, que refletem a proximidade e a reverência do povo em relação à Maria Santíssima. Na raiz de cada devoção Mariana, residem bonitas tradições e histórias de graças alcançadas, que merecem reverência e respeito. Por tudo isso, causa perplexidade ver, em uma sociedade que carece tanto de fraternidade, atitudes de desrespeito à fé e a Nossa Senhora. A devoção Mariana nasce e cresce no coração da Igreja. Atravessa gerações graças à fé e à simplicidade do povo. Não é admissível instrumentalizar Nossa Senhora, desrespeitando-a, para se promover um evento que se diz cultural, mas, na verdade, configura-se em agressão à fé cristã católica. Não se cultiva tolerância a partir do desrespeito. Convocamos todos os católicos a se manifestarem, exigindo respeito e a suspensão imediata desta criminosa ação, um desrespeito. Seja também acolhido o nosso pedido, protocolado junto a autoridades e instâncias competentes de defesa da verdade e da moralidade, das quais se espera o posicionamento legal e urgente, com a proibição desse ato abominável contra a fé cristã católica. Católicos , paróquias, instituições católicas, associações, movimentos eclesiais e novas comunidades, todos nós, manifestemos fortemente, neste momento, para que prevaleça o bom senso, a verdade e a justiça pela paz! Para entender, leia também: Um ataque à nossa fé: “Coroação da nossa senhora das travestis” na Virada Cultural em Belo Horizonte https://www.templariodemaria.com.br/um-ataque-a-nossa-fe-coroacao-da-nossa-senhora-das-travestis-na-virada-cultural-em-belo-horizonte/ #Polêmica #Política
- Arquidiocese de BH emite nota contra “Coroação da nossa senhora das travestis” programado para
Leia a nota de repúdio emitida pela Arquidiocese de Belo Horizonte e por seu Pastor Maior, dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo e presidente da CNBB. A Arquidiocese de Belo Horizonte, por seu Pastor Maior, dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo e presidente da CNBB, seus bispos auxiliares, padres, diáconos, religiosos e religiosas, ministros, evangelizadores e povo de Deus, das suas mais de 1500 comunidades de fé, publicamente rebate, com indignação, a ação preconceituosa e criminosa de desrespeito à fé cristã católica, o evento de título “Coroação a Nossa Senhora dos Travestis”. Exigimos e esperamos que as autoridades competentes e os organizadores suspendam este evento, por ser incontestável fomento ao preconceito e à discriminação, desrespeito aos valores da fé cristã católica, devendo saber que estão comprometendo , gravemente, a paz e o exigido relacionamento cidadão respeitoso. Os muitos títulos de Nossa Senhora, Mãe de Jesus, são uma riqueza da tradição cristã católica, que refletem a proximidade e a reverência do povo em relação à Maria Santíssima. Na raiz de cada devoção Mariana, residem bonitas tradições e histórias de graças alcançadas, que merecem reverência e respeito. Por tudo isso, causa perplexidade ver, em uma sociedade que carece tanto de fraternidade, atitudes de desrespeito à fé e a Nossa Senhora. A devoção Mariana nasce e cresce no coração da Igreja. Atravessa gerações graças à fé e à simplicidade do povo. Não é admissível instrumentalizar Nossa Senhora, desrespeitando-a, para se promover um evento que se diz cultural, mas, na verdade, configura-se em agressão à fé cristã católica. Não se cultiva tolerância a partir do desrespeito. Convocamos todos os católicos a se manifestarem, exigindo respeito e a suspensão imediata desta criminosa ação, um desrespeito. Seja também acolhido o nosso pedido, protocolado junto a autoridades e instâncias competentes de defesa da verdade e da moralidade, das quais se espera o posicionamento legal e urgente, com a proibição desse ato abominável contra a fé cristã católica. Católicos , paróquias, instituições católicas, associações, movimentos eclesiais e novas comunidades, todos nós, manifestemos fortemente, neste momento, para que prevaleça o bom senso, a verdade e a justiça pela paz! Para entender, leia também: Um ataque à nossa fé: “Coroação da nossa senhora das travestis” na Virada Cultural em Belo Horizonte https://www.templariodemaria.com.br/um-ataque-a-nossa-fe-coroacao-da-nossa-senhora-das-travestis-na-virada-cultural-em-belo-horizonte/ #Polêmica #Política
- Um ataque à nossa fé: “Coroação da nossa senhora das travestis” na Virada Cultural em Belo Hor
Um grave ataque à Fé Católica está previsto para acontecer durante a Virada Cultural em Belo Horizonte. Uma performance denominada “”Coroação da nossa senhora das travestis” fará parte da programação da virada cultural na cidade de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Assista à denúncia: Conforme um convite feito pela Academia TransLiterária, eles anunciam que estarão na Virada Cultural de BH com a performance: “Coroação da nossa senhora das travestis, um atraque literário” – e ainda completam o convite dizendo “Venham conhecer a nossa travesti rainha e coroá-la conosco!” Ainda no convite eles afirmam que o evento terá início com um cortejo na Igreja de São José às 20h. Em seguida programaram uma caminhada pela Afonso Pena até o palco da praça 7 “Espaço Rio de Janeiro, no dia 20 de Julho. O evento possui estimativa de 60 minutos de duração. Diz o convite que durante a performance integrantes do coletivo se apresentarão de forma ritualística para SUA Senhora, a “nossa senhora das travestis”, e convidarão os passantes à participação na procissão. Serão distribuídos santinhos com a Oração da “nossa senhora das travestis” e, simultaneamente, ocorre apresentação de músicas autorais e/ou paródias. Nós como católicos devemos nos opor com veemência a eventos que façam paródias que configuram ataques à nossa fé. Isso é uma grave violação da lei no Art. 208 do Código Penal – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso. Recentemente tivemos outros episódios nos quais a Santíssima Virgem também foi alvo do escárnio. No carnaval de 2017 a Imagem de Nossa Senhora Aparecida foi utilizada como alegoria em uma das apresentações no sambódromo em São Paulo. Veja o que disse Dom José Chaves sobre o fato na ocasião, que além de fazer uma belíssima homilia, fez uma grave crítica ao ocorrido: Convidamos a todos que acessarem este artigo a, junto conosco, rezarem em desagravo à Doce Mãe de Deus, Maria Santíssima, pois este é um insulto muito grave à nossa Fé. Além de rezar, aqueles que tiverem possibilidade, entrem em contato com a prefeitura de Belo Horizonte demonstrando a gravidade do fato, e assinem a petição no final do artigo. A Santíssima Virgem, além de ser a criatura mais virtuosa e pura que já existiu, também recebeu a missão de esmagar a cabeça da serpente. Assista à formação abaixo para entender o motivo pelo qual a Santíssima Virgem, a Santa Igreja Católica e particularmente os devotos da Grande Mãe de Deus, são tão perseguidos: Foi criada uma petição para anulação do evento, clique aqui para assinar: Leia também: https://www.templariodemaria.com.br/prefeito-de-belo-horizonte-cancela-evento-que-coroaria-nossa-senhora-dos-travestis-na-virada-cultural/ #CNBB #homossexualidade #Demônio #Homossexualismo #IdeologiadeGênero #Carnaval
- Um ataque à nossa fé: “Coroação da nossa senhora das travestis” na Virada Cultural em Belo Hor
Um grave ataque à Fé Católica está previsto para acontecer durante a Virada Cultural em Belo Horizonte. Uma performance denominada “”Coroação da nossa senhora das travestis” fará parte da programação da virada cultural na cidade de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Assista à denúncia: Conforme um convite feito pela Academia TransLiterária, eles anunciam que estarão na Virada Cultural de BH com a performance: “Coroação da nossa senhora das travestis, um atraque literário” – e ainda completam o convite dizendo “Venham conhecer a nossa travesti rainha e coroá-la conosco!” Ainda no convite eles afirmam que o evento terá início com um cortejo na Igreja de São José às 20h. Em seguida programaram uma caminhada pela Afonso Pena até o palco da praça 7 “Espaço Rio de Janeiro, no dia 20 de Julho. O evento possui estimativa de 60 minutos de duração. Diz o convite que durante a performance integrantes do coletivo se apresentarão de forma ritualística para SUA Senhora, a “nossa senhora das travestis”, e convidarão os passantes à participação na procissão. Serão distribuídos santinhos com a Oração da “nossa senhora das travestis” e, simultaneamente, ocorre apresentação de músicas autorais e/ou paródias. Nós como católicos devemos nos opor com veemência a eventos que façam paródias que configuram ataques à nossa fé. Isso é uma grave violação da lei no Art. 208 do Código Penal – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso. Recentemente tivemos outros episódios nos quais a Santíssima Virgem também foi alvo do escárnio. No carnaval de 2017 a Imagem de Nossa Senhora Aparecida foi utilizada como alegoria em uma das apresentações no sambódromo em São Paulo. Veja o que disse Dom José Chaves sobre o fato na ocasião, que além de fazer uma belíssima homilia, fez uma grave crítica ao ocorrido: Convidamos a todos que acessarem este artigo a, junto conosco, rezarem em desagravo à Doce Mãe de Deus, Maria Santíssima, pois este é um insulto muito grave à nossa Fé. Além de rezar, aqueles que tiverem possibilidade, entrem em contato com a prefeitura de Belo Horizonte demonstrando a gravidade do fato, e assinem a petição no final do artigo. A Santíssima Virgem, além de ser a criatura mais virtuosa e pura que já existiu, também recebeu a missão de esmagar a cabeça da serpente. Assista à formação abaixo para entender o motivo pelo qual a Santíssima Virgem, a Santa Igreja Católica e particularmente os devotos da Grande Mãe de Deus, são tão perseguidos: Foi criada uma petição para anulação do evento, clique aqui para assinar: Leia também: https://www.templariodemaria.com.br/prefeito-de-belo-horizonte-cancela-evento-que-coroaria-nossa-senhora-dos-travestis-na-virada-cultural/ #CNBB #homossexualidade #Demônio #Homossexualismo #IdeologiadeGênero #Carnaval
- Santa Teresa de Calcutá e o discurso que ficou marcado na história
Um clamoroso gesto de bravura na presença de líderes políticos, econômicos e sociais do mundo inteiro O “National Prayer Breakfast” é um evento anual organizado em Washington, D.C., pelo Congresso dos Estados Unidos em parceria com a fundação cristã The Fellowship. Trata-se de um relevante fórum internacional em que participam líderes políticos, sociais e empresariais de grande influência no mundo. Todos os presidentes norte-americanos desde Dwight Eisenhower já participaram do evento.Na edição de 3 de fevereiro de 1994, uma convidada especial teve a coragem de defender a vida desde a concepção e deixar claro que o aborto é o assassinato de um ser humano inocente e indefeso. Essa valente convidada foi a Madre Teresa de Calcutá. E este foi o seu histórico discurso: (se preferir assista o vídeo legendado no final da postagem) ____________ No último dia, Jesus dirá aos que estão à sua direita: “Venham, entrem no Reino. Porque quando tive fome e deste-me de comer, tive sede e deste-me de beber, estive doente e vieste visitar-me”. E, logo depois, Jesus dirá aos que estão à sua esquerda: “Afastem-se de mim, porque tive fome e não me deste de comer, tive sede e não me deste de beber, estive doente e não me visitaste”. Eles lhe perguntaram: “Quando é que te vimos esfomeado, ou com sede, ou doente e não te ajudamos?”. Jesus responder-lhes-á: “O que fizerem a um destes mais pequenos, é a mim que o fazem!”. Aqui, ao encontrarmo-nos reunidos para rezar juntos, penso no bonito que seria se começássemos com uma oração que expressa muito bem o que Jesus quer que façamos pelos mais pequenos. São Francisco de Assis compreendia muito bem as palavras de Jesus e a sua vida ficou bem plasmada nesta oração. Esta oração que nós (as irmãs Missionárias da Caridade) dizemos todos os dias depois de receber a Santa Comunhão, não deixa de surpreender-me, porque encontro-a muito adequada para cada um de nós. Sempre me perguntei se, há oitocentos anos, quando viveu São Francisco, tiveram as mesmas dificuldades que enfrentamos hoje em dia. (Rezou-se a oração de São Francisco) Demos graças a Deus pela oportunidade que nos deu de virmos rezar juntos. Viemos aqui, para rezar, especialmente, pela paz, gozo e amor. Recordemos que Jesus veio trazer as boas noticias aos pobres. Ele disse-nos quais eram essas boas notícias quando disse: “Deixo-vos a minha Paz. Dou-vos a minha Paz.” Ele não veio para dar a paz que dá o mundo, a qual é simplesmente a que uns não aborreçam outros. Ele veio dar a paz do coração, a qual vem quando amamos, ao fazer bem ao próximo. Deus amou tanto o mundo que lhe entregou o seu único Filho – era já um facto. Deus deu o seu Filho à Virgem Maria. E que fez Ela? Quando Jesus veio à vida de Maria, Ela, imediatamente, foi dar as boas notícias. E entrou na casa da sua prima Isabel e as Escrituras dizem que o seu filho, ainda não nascido, a criança dentro do ventre de Isabel, saltou de alegria. Do ventre de Maria, Jesus trouxe paz a João, o Baptista, que saltou de alegria no ventre de Isabel. E, como se não fosse suficiente – que Deus Filho se fizera um de nós e nos trouxera Paz e Alegria, mesmo ainda quando estava no ventre de Maria – Jesus também morreu na Cruz para demonstrar um amor ainda maior. Ele morreu por ti e por mim. E pelo leproso, e pelo que morre de fome. E pelo que se encontra despido e caído pela rua, não só em Calcutá, também em África e em todos os lados. As nossas irmãs servem os pobres em 105 países pelo mundo. Jesus insistiu que nos amassemos uns aos outros como ele nos ama. Jesus deu a sua vida para amarmos e disse-nos que também devemos dar o que seja para fazer bem ao próximo. Nos Evangelhos, Jesus disse claramente: “Amai-vos como eu vos amei.” Jesus morreu na Cruz porque isso é o que lhe era pedido: para fazer um bem por todos nós, para salvar-nos dos nossos pecados e egoísmos. Ele deu tudo para cumprir a vontade do Pai, para mostrar que nós também devemos estar dispostos a dar tudo para cumprir a vontade de Deus, para amarmos uns aos outros como Ele nos amou. Se não estamos dispostos a dar tudo para fazer o bem ao próximo, o pecado vive em nós. É por isto que nós também devemos dar até que doa. Não é suficiente dizer “Amo a Deus”. Tenho também que amar-me a mim próprio. São João adverte-nos que somos mentirosos se dizemos que amamos a Deus e não amamos o nosso próximo. Como se pode amar Deus, que não se vê, se não amas o teu próximo, a quem podes ver, podes tocar, e com quem vives? Portanto, é muito importante entender que amar, para que seja verdadeiro amor, tem que doer. Devo estar disposto a dar tudo, para fazer o bem. Isto requer estar disposto a dar até que doa. De outro modo não há verdadeiro amor em mim e, por fim, no lugar de levar boas notícias, levo a injustiça e não a paz aos que estão ao meu redor. A Jesus dói nos amar. Fomos feitos, criados, à Sua imagem para coisas muito maiores, para amar e ser amados. Devemos “vestir-nos de Cristo” como dizem as Escrituras. Por isto, fomos criados para amar e ser amados, Deus fez-se homem para comprovarmos que podemos amar da mesma maneira que Ele nos amou. Jesus faz-se o esfomeado, o despido, o desamparado, o rejeitado e disse-nos, “fizeram-no a mim”. No último dia Ele dirá aos da sua direita: “O que fizeram a um destes mais pequenos, fizeram-no a Mim”. E também dirá aos da sua esquerda: “O que deixaram de fazer a um dos meus pequenos, deixaram de o fazer a Mim.” Quando Jesus morria na Cruz disse: “Tenho sede”. Jesus está sedento de amor e esta é a sede de todos, pobres e ricos. Todos estamos sedentos do amor de outros. Este é o significado do verdadeiro amor: dar até que doa. Nunca esquecerei experiência que tive a visitar uma instituição para onde os filhos mandam os seus pais, já na terceira idade, para esquecerem-se deles. Vi que, neste lugar, esta gente da terceira idade tinha tudo: boa comida, um lugar cómodo, televisão… Têm tudo! Porém, todos tinhas os olhos postos nas portas de entrada. E não vi nenhum com um sorriso no rosto. E eu perguntei à irmã: “Porque é que eles, que têm todas as comodidades aqui, têm os olhos postos nas portas? Porque é que não sorriem?” Eu estou tão acostumada a ver sorrisos nas caras das pessoas, até mesmo nos moribundos. E a irmã disse: “É assim todos os dias. Estão à espera, desejando que um filho ou uma filha os venha visitar. Estão feridos, porque foram esquecidos.” Falta de amor traz pobreza espiritual. Talvez, nas nossas próprias famílias, temos alguém que se sente sozinho, doente, preocupado. Estamos com eles? Acompanhamos ou deixamo-los ao cuidado de outros? Estamos dispostos a dar até que doa para estar com as nossas famílias, ou pomos os nossos próprios interesses primeiro? Estas são as perguntas que nos devemos fazer, especialmente no começo do ano da família. Devemos recordar que o amor começa em casa e devemos recordar que “o futuro da humanidade passa pela família”. Surpreendeu-me ver, no Ocidente, tantos jovens que se entregam às drogas. Averiguei o porquê. Porque é que no Ocidente são assim, se têm muito mais que os do Oriente? A resposta foi: “Porque não há ninguém nas suas famílias que os receba”. Os nossos filhos dependem de nós para tudo, a sua saúde, a sua nutrição, a sua segurança, o conhecimento e amor a Deus. Por tudo isto, eles não olham com confiança, expectativa e esperança. Mais ainda, o pai e a mãe estão de tal forma ocupados que não têm tempo para os seus filhos, ou talvez nem sequer estão casados ou deram-se por vencidos no matrimónio. Por tudo isto, as crianças ficam pela rua e entretém-se com as drogas e outras coisas. Falamos de amor às crianças que é onde devem começar o amor e a paz. Estes são os factos que contribuem para que não haja paz. Sinto, porém, que hoje em dia o maior destruidor da paz é o aborto, porque é guerra contra as crianças, o assassínio directo dos inocentes, assassínio da mãe contra si mesma. Se nós aceitamos que uma mãe assassine o seu próprio filho, como podemos então dizer aos outros que não se matem? Como podemos convencer uma mulher que não cometa o aborto? Como em tudo, devemos persuadi-la com amor e recordar que amar significa dar até que doa. Jesus deu até a sua vida porque nos amava. A mãe que está a pensar cometer um aborto deve ser ajudada a amar, ou seja, dar até que doam os seus planos, o seu tempo livre, para que respeite a vida de seu filho. O pai desta criança, quem quer que seja, deve também dar até que lhe doa. Com o aborto, a mãe não aprende a amar, aprende antes a matar o seu próprio filho para resolver os seus problemas. No aborto diz-se ao pai que não tem qualquer responsabilidade sobre a criança que trouxe à vida. O pai é capaz de colocar outras mulheres na mesma circunstância. Portanto, o aborto só conduz a mais abortos. Qualquer país que aceite o aborto, não ensina a sua gente a amar, mas antes a utilizar a violência para receber o que querem. É por isto que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto. Muita gente preocupa-se bastante com as crianças da Índia, com os miúdos de África, com os que morrem à fome, etc. Muita gente também se preocupa por toda a violência desta grande nação, os Estados Unidos. Essas preocupações são boas. Contudo, estas mesmas pessoas não se interessam pelos milhões que, intencionalmente, são assassinados por decisão das suas próprias mães. E este é o maior destruidor da paz dos nossos dias – o aborto cegou as pessoas. E, por isto, eu apelo na Índia e em qualquer outro lugar: “Vamos trazer de volta as crianças”. A criança é um presente de Deus para a família. Cada miúdo é criado de modo especial, à imagem e semelhança de Deus, para grandes coisas. Para amar e ser amado. Neste ano da família, devemos trazer as crianças para o centro do nosso cuidado e atenção. Esta é a única esperança para o futuro. Quando os velhinhos são chamados para Deus, só os seus filhos podem substituí-los. O que é que Deus nos disse? “Ainda que a mãe se esqueça do seu filho, Eu não o esquecerei. Gravei-te na palma da Minha mão.” Todos estamos gravados na palma das Suas mãos. A criança abortada também está gravada na palma da Sua mão desde o momento da concepção e é chamado, por Deus, a amar e ser amado, não só agora nesta vida, mas para sempre. Deus nunca nos esquece. Vou-vos contar uma coisa bonita. Nós lutamos contra o aborto com a adoção, cuidando da mãe e adotando a criança. Salvamos milhares de vidas. Comunicamos às clínicas, hospitais e às estações de polícia: “Por favor, não destruam as crianças; nós nos encarregamos delas.” De tal modo assim é que há sempre alguém que diz às mães com problemas: “Vem, nós cuidaremos de ti, vamos conseguir um lugar para o teu filho.” E temos uma grande lista de casais que não podem ter filhos que os podem acolher. Disse Jesus: “Aquele que receber esta criança em Meu nome, é a Mim que recebe.” Ao adotar uma criança, estes casais recebem Jesus. O casal que aborta uma criança recusa Jesus. Por favor, não assassinem as crianças. Eu quero as crianças. Por favor, entreguem-me as crianças. Eu estou disposta a aceitar qualquer criança que tenham querido abortar e, se o entregarem, vou levá-la para um casal, para uma famílias que a amará e que será amada por esta criança. Só em Calcutá, salvamos do aborto mais de 3.000 crianças. Estes miúdos trouxeram tanto amor e alegria aos seus pais adotivos e cresceram cheios de amor e alegria. Eu sei que os casais devem planejar as suas famílias, mas para isso há o planejamento familiar natural. O modo de planejar as famílias é por meios naturais, não por meios contraceptivos. Ao destruir o poder de dar a vida, através da contracepção, o casal faz mal a si próprio. Isto muda a atenção que têm a si próprios e destrói a possibilidade de se amarem um ao outro. Ao amarem-se um ao outro, a atenção está no amor de um para com o outro. Ao amar-se, o casal dá atenção a um e a outro, e isto é o que acontece com o planejamento familiar natural, e não como acontece egoisticamente com a contracepção. Uma vez destruído o amor pela contracepção, o aborto prossegue facilmente, pois é o passo lógico a seguir à contracepção. Eu sei que há problemas muito grandes no mundo, que muitos casais não se amam o suficiente para utilizar o planejamento familiar natural. Não podemos resolver todos os problemas do mundo, mas permitam-me trazer o pior problema de todos, e esse é o que destrói o amor. E isso é o que acontece quando as pessoas praticam a contracepção e o aborto. Há muitos pobres no mundo. Eles podem ensinar-nos muitas coisas bonitas. Uma vez, uma mulher veio agradecer-me por lhe ter ensinado o planejamento familiar e disse: “Vocês, que praticam a castidade, são as melhores a ensinar-nos o planejamento familiar natural, porque não é nada mais que o auto-controlo por amor a um outro.” E o que esta pessoa pobre disse está muito certo. As pessoas pobres podem não ter nada para comer, talvez até não tenham onde viver, mas são pessoas grandiosas e muito ricas espiritualmente. Quando recolho uma pessoa na rua, faminta, dou-lhe um prato de arroz e um pedaço de pão. Mas uma pessoa que está sozinha, sente-se rejeitada – como se ninguém a amasse -, atemorizada – pois foi rejeitada pela sociedade e tem medo -, tem uma pobreza que é mais difícil de vencer e essa é a pobreza espiritual. O aborto, que prossegue a contracepção, torna as pessoas espiritualmente pobres e essa é a pior pobreza e a mais difícil de vencer. Os que são materialmente pobres podem ser gente maravilhosa. Uma tarde fomos recolher quatro pessoas da rua. Uma delas estava numa condição horrível. Disse às Irmãs: “Vocês encarreguem-se dos outros três; eu encarrego-me do que está pior.” Assim foi que fiz tudo o que o meu amor pôde fazer por ele. Encostei-o numa cama e fez-me um belíssimo sorriso. Pegou-me na mão e disse uma só palavra: “obrigado”. E morreu de seguida. Não pude fazer nada mais que examinar a minha consciência diante daquela pessoa. E perguntei: “O que diria eu se estivesse no seu lugar?” A minha resposta foi sincera. Eu teria tratado de chamar a atenção. Teria dito, “tenho fome, tenho frio, estou com dores”, ou algo parecido. Mas aquela pessoa disse-me muito mais, deu-me o seu grande amor. E morreu com um sorriso no rosto. Também houve um homem que recolhemos nos esgotos, meio comido pelos vermes, que depois de o trazermos para casa só nos disse: “Vivi como um animal na rua, mas vou morrer como um anjo, amado e cuidado”. Logo depois de lhe tirarmos os vermes do corpo, tudo o que disse, com um grande sorriso, foi: “Irmã, vou para a casa de Deus”. E morreu de seguida. Foi tão maravilhoso ver a força desse homem que podia falar assim, sem culpar ninguém, sem comparar com nada. “Como um anjo”, esta é a grandeza das pessoas que são espiritualmente ricas, ainda que materialmente pobres. Não somos trabalhadoras sociais. Podemos fazer trabalho social aos olhos de algumas pessoas, mas nós devemos ser contemplativas no coração do mundo. Porque tocamos o corpo de Cristo e estamos sempre na sua presença. Vocês também devem trazer a presença de Deus às vossas famílias, porque a família que reza unida, permanece unida. Há demasiado ódio, demasiada miséria e, com as nossas orações, com os nossos sacrifícios, começamos a partir do lugar onde estamos. O amor começa em casa e não é ‘quanto fazemos’, mas ‘quanto amor pomos no que fazemos’. Sim, somos contemplativas no coração do mundo, mesmo com todos os problemas, mas estes nunca nos poderão desanimar. Devemos recordar sempre que Deus disse-nos nas Escrituras: “Ainda que a mãe se esqueça do seu filho no ventre, algo impossível, mas, se ainda assim, ela se esquecer, Eu nunca o esquecerei.” E, por isso, aqui me encontro, dirigindo-me a vós. Quero encontrar os pobres aqui, nos vossos lugares, primeiro. E começar a amar aí. Sejam portadores de boas notícias às vossas famílias, em primeiro lugar. E, logo depois, aos vossos vizinhos. Conhecem-os? Eu tive uma grande experiência de amor na proximidade a uma família hindu. Um homem veio à nossa casa e disse: “Madre Teresa, há uma família que não come há muito tempo. Faça alguma coisa.” E assim foi. Peguei num bocado de arroz e fui para lá imediatamente. E vi as crianças. Os seus olhos brilhavam de fome. Não sei se alguma vez viram a fome. Eu sim, e com muita frequência. E a mãe da família pegou no arroz e foi à rua. Quando regressou perguntei-lhe: “Onde foi? O que foi fazer?” E recebi uma resposta muito sincera: “Eles também têm fome.” O que me espantou foi que ela sabia daquele facto. E quem eram os que tinham fome? Uma família de muçulmanos. E ela sabia que eram muçulmanos. Não levei mais arroz nessa tarde, porque queria que eles, muçulmanos e hindus, desfrutassem do gozo de partilhar. E as crianças irradiavam alegria, partilhando a alegria e a paz com a mãe porque ela soube amar até que lhe doesse. E vêem, é aí que começa, em casa, com a família. É de tal modo assim que, como demonstra esta família, Deus nunca nos esquece e tem sempre alguma coisa para vocês e para eu fazer. Podemos manter a alegria de amar Jesus nos nossos corações, partilhando essa alegria com aqueles que contactamos. Tomemos uma decisão, determinemos que nenhuma criança seja rejeitada ou que não seja amada, ou que não se preocupem com ela, ou que seja assassinada, ou atirada para o lixo. E deem até que vos doa, com um sorriso. Já que falo muito de dar com um sorriso… Uma vez um professor dos Estados Unidos perguntou-me: “É casada?”; e eu respondi: “Sim, e às vezes tenho muitas dificuldades em dar um sorriso ao meu esposo, Jesus, porque Ele pode ser bastante exigente, por vezes.” Isto é verdadeiramente certo. E é daí que o amor sai, quando é exigente, e quando, todavia, podemos dá-lo com alegria. Uma das coisas mais exigentes para mim é viajar a qualquer lado – e com publicidade. Eu já disse a Jesus que, se não for para o céu por algum outro motivo, ao menos irei por todas as viagens que faço (com toda a publicidade que têm). Isso purificou-me e sacrificou-me e, em verdade, preparou-me para ir para o céu. Se recordamos que Deus nos ama e que podemos amar os outros assim, como Ele nos ama, então a América pode chegar a ser um sinal de paz para o mundo Deste lugar deve sair para o mundo um aviso de cuidar os mais fracos e os não nascidos. Sim, vocês convertam-se num farol ardente de justiça e paz no mundo, então verdadeiramente serão fieis ao que os fundadores deste país representavam. Que Deus vos abençoe. O discurso em vídeo: Via Aleteia #Aborto #Mundo #Política
- Santa Teresa de Calcutá e o discurso que ficou marcado na história
Um clamoroso gesto de bravura na presença de líderes políticos, econômicos e sociais do mundo inteiro O “National Prayer Breakfast” é um evento anual organizado em Washington, D.C., pelo Congresso dos Estados Unidos em parceria com a fundação cristã The Fellowship. Trata-se de um relevante fórum internacional em que participam líderes políticos, sociais e empresariais de grande influência no mundo. Todos os presidentes norte-americanos desde Dwight Eisenhower já participaram do evento.Na edição de 3 de fevereiro de 1994, uma convidada especial teve a coragem de defender a vida desde a concepção e deixar claro que o aborto é o assassinato de um ser humano inocente e indefeso. Essa valente convidada foi a Madre Teresa de Calcutá. E este foi o seu histórico discurso: (se preferir assista o vídeo legendado no final da postagem) ____________ No último dia, Jesus dirá aos que estão à sua direita: “Venham, entrem no Reino. Porque quando tive fome e deste-me de comer, tive sede e deste-me de beber, estive doente e vieste visitar-me”. E, logo depois, Jesus dirá aos que estão à sua esquerda: “Afastem-se de mim, porque tive fome e não me deste de comer, tive sede e não me deste de beber, estive doente e não me visitaste”. Eles lhe perguntaram: “Quando é que te vimos esfomeado, ou com sede, ou doente e não te ajudamos?”. Jesus responder-lhes-á: “O que fizerem a um destes mais pequenos, é a mim que o fazem!”. Aqui, ao encontrarmo-nos reunidos para rezar juntos, penso no bonito que seria se começássemos com uma oração que expressa muito bem o que Jesus quer que façamos pelos mais pequenos. São Francisco de Assis compreendia muito bem as palavras de Jesus e a sua vida ficou bem plasmada nesta oração. Esta oração que nós (as irmãs Missionárias da Caridade) dizemos todos os dias depois de receber a Santa Comunhão, não deixa de surpreender-me, porque encontro-a muito adequada para cada um de nós. Sempre me perguntei se, há oitocentos anos, quando viveu São Francisco, tiveram as mesmas dificuldades que enfrentamos hoje em dia. (Rezou-se a oração de São Francisco) Demos graças a Deus pela oportunidade que nos deu de virmos rezar juntos. Viemos aqui, para rezar, especialmente, pela paz, gozo e amor. Recordemos que Jesus veio trazer as boas noticias aos pobres. Ele disse-nos quais eram essas boas notícias quando disse: “Deixo-vos a minha Paz. Dou-vos a minha Paz.” Ele não veio para dar a paz que dá o mundo, a qual é simplesmente a que uns não aborreçam outros. Ele veio dar a paz do coração, a qual vem quando amamos, ao fazer bem ao próximo. Deus amou tanto o mundo que lhe entregou o seu único Filho – era já um facto. Deus deu o seu Filho à Virgem Maria. E que fez Ela? Quando Jesus veio à vida de Maria, Ela, imediatamente, foi dar as boas notícias. E entrou na casa da sua prima Isabel e as Escrituras dizem que o seu filho, ainda não nascido, a criança dentro do ventre de Isabel, saltou de alegria. Do ventre de Maria, Jesus trouxe paz a João, o Baptista, que saltou de alegria no ventre de Isabel. E, como se não fosse suficiente – que Deus Filho se fizera um de nós e nos trouxera Paz e Alegria, mesmo ainda quando estava no ventre de Maria – Jesus também morreu na Cruz para demonstrar um amor ainda maior. Ele morreu por ti e por mim. E pelo leproso, e pelo que morre de fome. E pelo que se encontra despido e caído pela rua, não só em Calcutá, também em África e em todos os lados. As nossas irmãs servem os pobres em 105 países pelo mundo. Jesus insistiu que nos amassemos uns aos outros como ele nos ama. Jesus deu a sua vida para amarmos e disse-nos que também devemos dar o que seja para fazer bem ao próximo. Nos Evangelhos, Jesus disse claramente: “Amai-vos como eu vos amei.” Jesus morreu na Cruz porque isso é o que lhe era pedido: para fazer um bem por todos nós, para salvar-nos dos nossos pecados e egoísmos. Ele deu tudo para cumprir a vontade do Pai, para mostrar que nós também devemos estar dispostos a dar tudo para cumprir a vontade de Deus, para amarmos uns aos outros como Ele nos amou. Se não estamos dispostos a dar tudo para fazer o bem ao próximo, o pecado vive em nós. É por isto que nós também devemos dar até que doa. Não é suficiente dizer “Amo a Deus”. Tenho também que amar-me a mim próprio. São João adverte-nos que somos mentirosos se dizemos que amamos a Deus e não amamos o nosso próximo. Como se pode amar Deus, que não se vê, se não amas o teu próximo, a quem podes ver, podes tocar, e com quem vives? Portanto, é muito importante entender que amar, para que seja verdadeiro amor, tem que doer. Devo estar disposto a dar tudo, para fazer o bem. Isto requer estar disposto a dar até que doa. De outro modo não há verdadeiro amor em mim e, por fim, no lugar de levar boas notícias, levo a injustiça e não a paz aos que estão ao meu redor. A Jesus dói nos amar. Fomos feitos, criados, à Sua imagem para coisas muito maiores, para amar e ser amados. Devemos “vestir-nos de Cristo” como dizem as Escrituras. Por isto, fomos criados para amar e ser amados, Deus fez-se homem para comprovarmos que podemos amar da mesma maneira que Ele nos amou. Jesus faz-se o esfomeado, o despido, o desamparado, o rejeitado e disse-nos, “fizeram-no a mim”. No último dia Ele dirá aos da sua direita: “O que fizeram a um destes mais pequenos, fizeram-no a Mim”. E também dirá aos da sua esquerda: “O que deixaram de fazer a um dos meus pequenos, deixaram de o fazer a Mim.” Quando Jesus morria na Cruz disse: “Tenho sede”. Jesus está sedento de amor e esta é a sede de todos, pobres e ricos. Todos estamos sedentos do amor de outros. Este é o significado do verdadeiro amor: dar até que doa. Nunca esquecerei experiência que tive a visitar uma instituição para onde os filhos mandam os seus pais, já na terceira idade, para esquecerem-se deles. Vi que, neste lugar, esta gente da terceira idade tinha tudo: boa comida, um lugar cómodo, televisão… Têm tudo! Porém, todos tinhas os olhos postos nas portas de entrada. E não vi nenhum com um sorriso no rosto. E eu perguntei à irmã: “Porque é que eles, que têm todas as comodidades aqui, têm os olhos postos nas portas? Porque é que não sorriem?” Eu estou tão acostumada a ver sorrisos nas caras das pessoas, até mesmo nos moribundos. E a irmã disse: “É assim todos os dias. Estão à espera, desejando que um filho ou uma filha os venha visitar. Estão feridos, porque foram esquecidos.” Falta de amor traz pobreza espiritual. Talvez, nas nossas próprias famílias, temos alguém que se sente sozinho, doente, preocupado. Estamos com eles? Acompanhamos ou deixamo-los ao cuidado de outros? Estamos dispostos a dar até que doa para estar com as nossas famílias, ou pomos os nossos próprios interesses primeiro? Estas são as perguntas que nos devemos fazer, especialmente no começo do ano da família. Devemos recordar que o amor começa em casa e devemos recordar que “o futuro da humanidade passa pela família”. Surpreendeu-me ver, no Ocidente, tantos jovens que se entregam às drogas. Averiguei o porquê. Porque é que no Ocidente são assim, se têm muito mais que os do Oriente? A resposta foi: “Porque não há ninguém nas suas famílias que os receba”. Os nossos filhos dependem de nós para tudo, a sua saúde, a sua nutrição, a sua segurança, o conhecimento e amor a Deus. Por tudo isto, eles não olham com confiança, expectativa e esperança. Mais ainda, o pai e a mãe estão de tal forma ocupados que não têm tempo para os seus filhos, ou talvez nem sequer estão casados ou deram-se por vencidos no matrimónio. Por tudo isto, as crianças ficam pela rua e entretém-se com as drogas e outras coisas. Falamos de amor às crianças que é onde devem começar o amor e a paz. Estes são os factos que contribuem para que não haja paz. Sinto, porém, que hoje em dia o maior destruidor da paz é o aborto, porque é guerra contra as crianças, o assassínio directo dos inocentes, assassínio da mãe contra si mesma. Se nós aceitamos que uma mãe assassine o seu próprio filho, como podemos então dizer aos outros que não se matem? Como podemos convencer uma mulher que não cometa o aborto? Como em tudo, devemos persuadi-la com amor e recordar que amar significa dar até que doa. Jesus deu até a sua vida porque nos amava. A mãe que está a pensar cometer um aborto deve ser ajudada a amar, ou seja, dar até que doam os seus planos, o seu tempo livre, para que respeite a vida de seu filho. O pai desta criança, quem quer que seja, deve também dar até que lhe doa. Com o aborto, a mãe não aprende a amar, aprende antes a matar o seu próprio filho para resolver os seus problemas. No aborto diz-se ao pai que não tem qualquer responsabilidade sobre a criança que trouxe à vida. O pai é capaz de colocar outras mulheres na mesma circunstância. Portanto, o aborto só conduz a mais abortos. Qualquer país que aceite o aborto, não ensina a sua gente a amar, mas antes a utilizar a violência para receber o que querem. É por isto que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto. Muita gente preocupa-se bastante com as crianças da Índia, com os miúdos de África, com os que morrem à fome, etc. Muita gente também se preocupa por toda a violência desta grande nação, os Estados Unidos. Essas preocupações são boas. Contudo, estas mesmas pessoas não se interessam pelos milhões que, intencionalmente, são assassinados por decisão das suas próprias mães. E este é o maior destruidor da paz dos nossos dias – o aborto cegou as pessoas. E, por isto, eu apelo na Índia e em qualquer outro lugar: “Vamos trazer de volta as crianças”. A criança é um presente de Deus para a família. Cada miúdo é criado de modo especial, à imagem e semelhança de Deus, para grandes coisas. Para amar e ser amado. Neste ano da família, devemos trazer as crianças para o centro do nosso cuidado e atenção. Esta é a única esperança para o futuro. Quando os velhinhos são chamados para Deus, só os seus filhos podem substituí-los. O que é que Deus nos disse? “Ainda que a mãe se esqueça do seu filho, Eu não o esquecerei. Gravei-te na palma da Minha mão.” Todos estamos gravados na palma das Suas mãos. A criança abortada também está gravada na palma da Sua mão desde o momento da concepção e é chamado, por Deus, a amar e ser amado, não só agora nesta vida, mas para sempre. Deus nunca nos esquece. Vou-vos contar uma coisa bonita. Nós lutamos contra o aborto com a adoção, cuidando da mãe e adotando a criança. Salvamos milhares de vidas. Comunicamos às clínicas, hospitais e às estações de polícia: “Por favor, não destruam as crianças; nós nos encarregamos delas.” De tal modo assim é que há sempre alguém que diz às mães com problemas: “Vem, nós cuidaremos de ti, vamos conseguir um lugar para o teu filho.” E temos uma grande lista de casais que não podem ter filhos que os podem acolher. Disse Jesus: “Aquele que receber esta criança em Meu nome, é a Mim que recebe.” Ao adotar uma criança, estes casais recebem Jesus. O casal que aborta uma criança recusa Jesus. Por favor, não assassinem as crianças. Eu quero as crianças. Por favor, entreguem-me as crianças. Eu estou disposta a aceitar qualquer criança que tenham querido abortar e, se o entregarem, vou levá-la para um casal, para uma famílias que a amará e que será amada por esta criança. Só em Calcutá, salvamos do aborto mais de 3.000 crianças. Estes miúdos trouxeram tanto amor e alegria aos seus pais adotivos e cresceram cheios de amor e alegria. Eu sei que os casais devem planejar as suas famílias, mas para isso há o planejamento familiar natural. O modo de planejar as famílias é por meios naturais, não por meios contraceptivos. Ao destruir o poder de dar a vida, através da contracepção, o casal faz mal a si próprio. Isto muda a atenção que têm a si próprios e destrói a possibilidade de se amarem um ao outro. Ao amarem-se um ao outro, a atenção está no amor de um para com o outro. Ao amar-se, o casal dá atenção a um e a outro, e isto é o que acontece com o planejamento familiar natural, e não como acontece egoisticamente com a contracepção. Uma vez destruído o amor pela contracepção, o aborto prossegue facilmente, pois é o passo lógico a seguir à contracepção. Eu sei que há problemas muito grandes no mundo, que muitos casais não se amam o suficiente para utilizar o planejamento familiar natural. Não podemos resolver todos os problemas do mundo, mas permitam-me trazer o pior problema de todos, e esse é o que destrói o amor. E isso é o que acontece quando as pessoas praticam a contracepção e o aborto. Há muitos pobres no mundo. Eles podem ensinar-nos muitas coisas bonitas. Uma vez, uma mulher veio agradecer-me por lhe ter ensinado o planejamento familiar e disse: “Vocês, que praticam a castidade, são as melhores a ensinar-nos o planejamento familiar natural, porque não é nada mais que o auto-controlo por amor a um outro.” E o que esta pessoa pobre disse está muito certo. As pessoas pobres podem não ter nada para comer, talvez até não tenham onde viver, mas são pessoas grandiosas e muito ricas espiritualmente. Quando recolho uma pessoa na rua, faminta, dou-lhe um prato de arroz e um pedaço de pão. Mas uma pessoa que está sozinha, sente-se rejeitada – como se ninguém a amasse -, atemorizada – pois foi rejeitada pela sociedade e tem medo -, tem uma pobreza que é mais difícil de vencer e essa é a pobreza espiritual. O aborto, que prossegue a contracepção, torna as pessoas espiritualmente pobres e essa é a pior pobreza e a mais difícil de vencer. Os que são materialmente pobres podem ser gente maravilhosa. Uma tarde fomos recolher quatro pessoas da rua. Uma delas estava numa condição horrível. Disse às Irmãs: “Vocês encarreguem-se dos outros três; eu encarrego-me do que está pior.” Assim foi que fiz tudo o que o meu amor pôde fazer por ele. Encostei-o numa cama e fez-me um belíssimo sorriso. Pegou-me na mão e disse uma só palavra: “obrigado”. E morreu de seguida. Não pude fazer nada mais que examinar a minha consciência diante daquela pessoa. E perguntei: “O que diria eu se estivesse no seu lugar?” A minha resposta foi sincera. Eu teria tratado de chamar a atenção. Teria dito, “tenho fome, tenho frio, estou com dores”, ou algo parecido. Mas aquela pessoa disse-me muito mais, deu-me o seu grande amor. E morreu com um sorriso no rosto. Também houve um homem que recolhemos nos esgotos, meio comido pelos vermes, que depois de o trazermos para casa só nos disse: “Vivi como um animal na rua, mas vou morrer como um anjo, amado e cuidado”. Logo depois de lhe tirarmos os vermes do corpo, tudo o que disse, com um grande sorriso, foi: “Irmã, vou para a casa de Deus”. E morreu de seguida. Foi tão maravilhoso ver a força desse homem que podia falar assim, sem culpar ninguém, sem comparar com nada. “Como um anjo”, esta é a grandeza das pessoas que são espiritualmente ricas, ainda que materialmente pobres. Não somos trabalhadoras sociais. Podemos fazer trabalho social aos olhos de algumas pessoas, mas nós devemos ser contemplativas no coração do mundo. Porque tocamos o corpo de Cristo e estamos sempre na sua presença. Vocês também devem trazer a presença de Deus às vossas famílias, porque a família que reza unida, permanece unida. Há demasiado ódio, demasiada miséria e, com as nossas orações, com os nossos sacrifícios, começamos a partir do lugar onde estamos. O amor começa em casa e não é ‘quanto fazemos’, mas ‘quanto amor pomos no que fazemos’. Sim, somos contemplativas no coração do mundo, mesmo com todos os problemas, mas estes nunca nos poderão desanimar. Devemos recordar sempre que Deus disse-nos nas Escrituras: “Ainda que a mãe se esqueça do seu filho no ventre, algo impossível, mas, se ainda assim, ela se esquecer, Eu nunca o esquecerei.” E, por isso, aqui me encontro, dirigindo-me a vós. Quero encontrar os pobres aqui, nos vossos lugares, primeiro. E começar a amar aí. Sejam portadores de boas notícias às vossas famílias, em primeiro lugar. E, logo depois, aos vossos vizinhos. Conhecem-os? Eu tive uma grande experiência de amor na proximidade a uma família hindu. Um homem veio à nossa casa e disse: “Madre Teresa, há uma família que não come há muito tempo. Faça alguma coisa.” E assim foi. Peguei num bocado de arroz e fui para lá imediatamente. E vi as crianças. Os seus olhos brilhavam de fome. Não sei se alguma vez viram a fome. Eu sim, e com muita frequência. E a mãe da família pegou no arroz e foi à rua. Quando regressou perguntei-lhe: “Onde foi? O que foi fazer?” E recebi uma resposta muito sincera: “Eles também têm fome.” O que me espantou foi que ela sabia daquele facto. E quem eram os que tinham fome? Uma família de muçulmanos. E ela sabia que eram muçulmanos. Não levei mais arroz nessa tarde, porque queria que eles, muçulmanos e hindus, desfrutassem do gozo de partilhar. E as crianças irradiavam alegria, partilhando a alegria e a paz com a mãe porque ela soube amar até que lhe doesse. E vêem, é aí que começa, em casa, com a família. É de tal modo assim que, como demonstra esta família, Deus nunca nos esquece e tem sempre alguma coisa para vocês e para eu fazer. Podemos manter a alegria de amar Jesus nos nossos corações, partilhando essa alegria com aqueles que contactamos. Tomemos uma decisão, determinemos que nenhuma criança seja rejeitada ou que não seja amada, ou que não se preocupem com ela, ou que seja assassinada, ou atirada para o lixo. E deem até que vos doa, com um sorriso. Já que falo muito de dar com um sorriso… Uma vez um professor dos Estados Unidos perguntou-me: “É casada?”; e eu respondi: “Sim, e às vezes tenho muitas dificuldades em dar um sorriso ao meu esposo, Jesus, porque Ele pode ser bastante exigente, por vezes.” Isto é verdadeiramente certo. E é daí que o amor sai, quando é exigente, e quando, todavia, podemos dá-lo com alegria. Uma das coisas mais exigentes para mim é viajar a qualquer lado – e com publicidade. Eu já disse a Jesus que, se não for para o céu por algum outro motivo, ao menos irei por todas as viagens que faço (com toda a publicidade que têm). Isso purificou-me e sacrificou-me e, em verdade, preparou-me para ir para o céu. Se recordamos que Deus nos ama e que podemos amar os outros assim, como Ele nos ama, então a América pode chegar a ser um sinal de paz para o mundo Deste lugar deve sair para o mundo um aviso de cuidar os mais fracos e os não nascidos. Sim, vocês convertam-se num farol ardente de justiça e paz no mundo, então verdadeiramente serão fieis ao que os fundadores deste país representavam. Que Deus vos abençoe. O discurso em vídeo: Via Aleteia #Aborto #Mundo #Política
- Especialista em Teologia da Libertação revela verdadeiras intenções do Sínodo da Amazônia
Segundo Julio Loredo, o pano de fundo não revelado do Sínodo da Amazônia é que há décadas está em produção e sendo desenhada uma “mudança de toda a Igreja” conforme a “chamada teologia indigenista e ecológica”. Em termos de eclesiologia, isso coincide com as visões mais extremadas dos modernistas e progressistas. Diane Montagna. LifeSiteNews, 22 de junho de 2019. O próximo Sínodo dos Bispos sobre a região da Amazônia é um “esquema” que visa “renovar” a Igreja de acordo com “as versões mais radicais da Teologia da Libertação”, afirmou o autor peruano. Julio Loredo, presidente do braço italiano da Tradição, Família e Propriedade (TFP) e autor de “Teologia da Libertação: um salva-vidas de chumbo para os pobres” (Associação Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, 2016), disse que o pano de fundo não revelado do Sínodo da Amazônia é o de que há décadas está em produção e sendo desenhada uma “mudança de toda a Igreja” conforme a “chamada teologia indigenista e ecológica”. “É uma completa renovação da Igreja sob um ponto de vista ‘amazônico’, que nada mais é que o auge da Teologia da Libertação”, comentou Loredo ao LifeSiteNews, no dia 21 de junho. Loredo, que trabalha como editor e colaborador do novo site “Pan-Amazon Synod Watch” , lançado por uma coalizão internacional que busca combater tais esforços, observou que essa visão “agora está sendo proposta a toda a Igreja por um Papa da América Latina”. “Isso é muito importante”, disse ele, acrescentando que essa visão, “em termos de eclesiologia, também coincide com as visões mais extremadas dos modernistas e progressistas”. Loredo notou que o próximo Sínodo “está sendo preparado e composto por uma rede muito bem organizada de movimentos e associações indigenistas”, como a REPAM (Rede Eclesial Pan-Amazônica). “Todos os seus mentores vêm dos ramos do movimento da Teologia da Libertação”, disse. “Outro ponto a ser levantado”, acrescentou Loredo, “é que a Encíclica Laudado si é o fundamento doutrinal do Sínodo”. Essa Encíclica “tem partes inspiradas pela teologia da libertação ecológica, ou eco-teologia, e partes baseadas em documentos da ONU, como a Agenda 21 e o Tratado sobre biodiversidade”. Esses são tratados obrigatórios para todos os países signatários da Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro, em 1992, explicou o autor peruano. “Esses documentos foram estudados e propostos por pesquisadores da Internacional Socialista que buscavam explorar formas de pós-socialismo e pós-comunismo. Conceitos como ‘desenvolvimento sustentável’ e ‘crescimento negativo’ foram lançados por esses documentos. Então, não estamos falando apenas da Igreja na Amazônia”. Loredo disse que está “impressionado” com a extensão com que o Vaticano, por meio do Sínodo da Amazônia, está assumindo “a agenda neo-pagã proposta pela ONU em conferências como a Rio 92 e a Rio +20, de 2012”. “Eu participei como jornalista da conferência de 1992, e estudei essas questões a fundo”. Sobre o documento preparatório e o Instrumentum laboris para o Sínodo de outubro, Loredo disse que é preocupante o fato de que esses documentos “abraçam a interpretação radical do ‘desenvolvimento sustentável’”. Igualmente preocupante, disse, é a completa ausência de qualquer coisa negativa sobre as tribos da Amazônia, algumas das quais “praticam canibalismo, infanticídio e feitiçaria”. “Para alguém como eu, que tem estudado a Teologia da Libertação e a teologia indigenista por várias décadas, muitas coisas nesses documentos são perfeitamente claras. Mas, para quem não acompanha essas correntes, pode ser confuso ou pelo menos não totalmente compreensível”. Eis a nossa entrevista com o senhor Julio Loredo. LIFESITE. Senhor Loredo, responsável por lançar o site “Pan-Amazon Synod Watch”, que garantia pode dar aos leitores de que irão encontrar nele uma fonte confiável de informação a respeito das questões que envolvem o Sínodo de outubro? JULIO LOREDO. O site foi organizado por uma rede de associações conservadoras. Ele pertence oficialmente ao Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, em São Paulo, Brasil. O doutor Plínio Corrêa de Oliveira (1908-1995) estudou as chamadas correntes indigenistas já dentro da Igreja desde o início dos anos 1970. Mas é um site que envolve não só a Tradição, Família e Propriedade, mas também outras associações conservadoras internacionais. Ele contém artigos escritos por especialistas renomados, cientistas, filósofos e professores; por isso, o material é altamente acadêmico. Por exemplo, ele traz artigos do professor Evaristo Miranda, que é um dos maiores especialistas do mundo sobre a Amazônia. O doutor Miranda é chefe da EMBRAPA, responsável pelo monitoramento por satélite da Amazônia no Brasil. Como deve saber, o Brasil tem o seu próprio programa espacial. O sistema de satélite no Brasil é altamente desenvolvido. A EMBRAPA Monitoramento por Satélites é um órgão do governo que monitora a Amazônia, e o professor Miranda é o seu chefe. Há muitos artigos do professor Miranda, assim como de ecologistas de ponta dos Estados Unidos e de outros países. Muitas figuras de credibilidade estão escrevendo para o site. O Vaticano publicou o Instrumentum laboris para o Sínodo da Amazônia no início deste mês. Ele atraiu consideravelmente a atenção da mídia, principalmente por sugerir um relaxamento no celibato sacerdotal para a região amazônica. Na sua visão, o que a mídia, o clero católico e os fiéis de um modo geral devem saber a respeito do Sínodo? Onde devemos focar nossa atenção? Há uma história não contada que não recebeu atenção suficiente da mídia ocidental. O Cardeal Pedro Barreto, vice-presidente do REPAM (Rede Eclesial Pan-Amazônica), disse de forma muito clara nos últimos dias que o plano que pretendem realizar no Sínodo é aquele no qual têm trabalhado por quase 50 anos. Então, há todo um plano, todo um esquema por trás do Sínodo, e que consiste na introdução da chamada teologia da libertação indigenista, desenvolvida ao longo dos últimos 40 ou 50 anos. Seria agora o momento de propô-la à Igreja inteira. A imprensa europeia está focando no celibato sacerdotal e na possível “ordenação” diaconal de mulheres. Ambos são aspectos muito importantes do plano; mas há toda uma história por trás disso. O que eles querem é mudar a Igreja inteira de acordo as versões mais radicais da Teologia da Libertação – a chamada teologia indigenista e ecológica. Eu tenho acompanhado isso por muitas décadas. Em 1977, Plinio Corrêa de Oliveira escreveu um livro sobre o tema, intitulado “Tribalismo Indígena: o ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI”, no qual descreve muito bem o que está acontecendo hoje. Porém, esse panorama não está muito presente ou não é amplamente conhecido pelo público europeu. Foi mais uma situação latino-americana, e que está agora sendo proposta por um Papa latino-americano para toda a Igreja, e isso é muito importante. Em termos de eclesiologia, isso também coincide com as visões mais extremadas dos modernistas e progressistas. No Sínodo da Juventude do ano passado, certas questões controversas (como a inclusão da linguagem LGBT) foram antecipadas, mas a ênfase pesada do documento final sobre a “sinodalidade” e a eclesiologia não era esperada. Que surpresas reservam o Sínodo da Amazônia? Se você ler os documentos preparatórios para o Sínodo, principalmente o Instrumentum laboris, você verá que eles querem reinterpretar toda a Igreja a partir de uma perspectiva “amazônica”. Chamam isso de uma nova Igreja com “um rosto amazônico”. Eles querem reinterpretar a Igreja como um todo, e esse é um ponto que, penso eu, a imprensa europeia não está destacando o suficiente. Não é simplesmente o problema de relaxar o celibato sacerdotal, por mais importante que ele de fato seja, ou o problema da ordenação de mulheres. É uma completa renovação da Igreja sob um ponto de vista “amazônico”, que nada mais é que o auge da Teologia da Libertação. Se eles conseguirem, será a revolução mais perniciosa que já aconteceu na história da Igreja. Na coletiva de imprensa para apresentar o Instrumentum laboris, no dia 17 de junho, o LifeSiteNews abordou os organizadores do Sínodo sobre isso. Questionamos: “Lendo o documento de trabalho, temos a impressão de que a ideia não é somente ajudar a Amazônia, mas dar ao restante da Igreja ‘um rosto amazônico’, expressão que o Papa Francisco utilizou várias vezes. Esse Sínodo trará implicações e ramificações para o restante da Igreja?”. O Bispo Fabio Fabene, sub-secretário do Sínodo dos Bispos, respondeu insistindo que o Sínodo é dedicado apenas à Amazônia. Mas ele acrescentou que poderia ter repercussões “a partir de um ponto de vista pastoral para a Igreja, especialmente… no campo da ecologia”. Exatamente. Eles estão propondo uma série de ideias, como a “conversão à ecologia integral”, que seria válida para toda a Igreja. Estão utilizando o Sínodo da Amazônia para propor um novo modelo de Igreja. O senhor acredita que os povos indígenas estão sendo explorados para realizar a revolução eclesial que descreveu? O Sínodo está sendo preparado e composto por uma rede muito bem organizada de movimentos e associações indigenistas, como a mencionada REPAM. Todos os seus mentores vêm dos ramos do movimento da Teologia da Libertação que, em anos mais recentes, desenvolveram-se nesse sentido e no sentido de uma “ecologia integral”. Em tal jornada, eles envolveram índios amazônicos altamente engajados, como o Chefe Kayapó Raoni. Mas duvido que ele represente a maioria dos povos indígenas. Conhecendo muito bem a realidade da Amazônia, eu diria que a imensa maioria quer se integrar à sociedade moderna. Outra passagem do Instrumentum laboris que causa preocupação é o n. 127. Ela diz que a “autoridade” na Amazônia é “rotativa” e, por isso, seria oportuno “reconsiderar a ideia de que o exercício da jurisdição (poder de governo) deve estar vinculado em todos os âmbitos (sacramental, judicial e administrativo) e de maneira permanente ao sacramento da ordem”. Como eu disse, eles querem renovar toda a Igreja a partir de uma perspectiva “amazônica”. Um capítulo do Documento preparatório trata da “dimensão sacramental”, e estabelece que os Sacramentos devem ser interpretados sob essa luz, inclusive o Sacramento da Ordem. É óbvio que estão usando o “rosto amazônico” como pretexto para implementar um antigo esquema progressista: a confusão relativa ao sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio sacramental do clero. Eles querem atenuar, senão destruir, a autoridade da Igreja. Eles têm uma visão igualitária da Igreja e da sociedade. Dito isso, qualquer um que tenha estado na Amazônia sabe muito bem que a autoridade nas tribos indígenas é tudo menos “rotativa”. Tribos indígenas têm uma estrutura ditatorial, em que o poder do chefe é superado somente pelo poder do feiticeiro. Outro ponto a ser levantado é que a Encíclica Laudado si é o fundamento doutrinal do Sínodo. Essa Encíclica tem partes inspiradas pela teologia da libertação ecológica, ou eco-teologia, e partes baseadas em documentos da ONU, como a Agenda 21 e o Tratado sobre biodiversidade. Esses são tratados obrigatórios para todos os países signatários da Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro, em 1992 [1]. Esses documentos foram estudados e propostos por pesquisadores da Internacional Socialista [2] que buscavam explorar formas de pós-socialismo e pós-comunismo. Conceitos como “desenvolvimento sustentável” e “crescimento negativo” foram lançados por esses documentos. Então, não estamos falando apenas da Igreja na Amazônia. Nos últimos anos, o Vaticano parece ter reforçado sua cooperação com a ONU. Exatamente. Uma coisa que me impressiona quanto à Encíclica Laudato Si e o Sínodo da Amazônia é a extensão com que o Vaticano está assumindo a agenda neo-pagã [3] proposta pela ONU em conferências como a Rio 92 e a Rio +20, de 2012. Eu participei como jornalista da conferência de 1992, e estudei essas questões a fundo. Para além do que já comentamos, o que as pessoas acharão mais surpreendente quanto à situação na Amazônia descrita para este Sínodo? Penso que os europeus, e em geral os povos ocidentais, ficarão chocados com a proposta do Sínodo de colocar as tribos amazônicas como portadoras de uma nova revelação para o nosso tempo, e que isso irá renovar toda a visão da Igreja e do Catolicismo. Eles chamam a Amazônia de “lugar epifânico”, uma “fonte de revelação divina” (Instrumentum laboris, n. 19). O que eles entendem por nova revelação indigenista para o mundo do século XXI? Isso é muito preocupante. Outra coisa que pode chocar as pessoas é o fato de que eles abraçam a interpretação radical de “desenvolvimento sustentável”. É dito que o nível de consumo hoje está muito além da capacidade da Terra de produzir comida e materiais. Assim, teríamos que reduzir drasticamente o nosso nível de consumo, adotando modelos de maior austeridade e pobreza. Aqui entra o modelo tribal. Eles dizem que os índios podem nos ensinar a sermos pobres e ainda felizes. Estão propondo a doutrina do “bem viver” (Instrumentum laboris, n. 12, 13) – que não é viver na abundância, e sim na pobreza, mas em perfeita comunhão com a natureza. É o “bem viver”. Eles estão contra a industrialização, contra não apenas o consumismo, mas verdadeiramente contra o consumo. Dizem que temos que reduzir nossos níveis de consumo, porque a Terra não pode suportá-los. Isso também é muito preocupante, pois significa que querem que eliminemos uma série de benefícios trazidos pela civilização industrial. Quando o senhor diz “eles”, a quem está se referindo? Refiro-me às pessoas que na ONU propõem essa doutrina do desenvolvimento sustentável e àquelas que na Igreja abraçam essa mesma doutrina, que é uma parte essencial do que eles querem fazer no Sínodo. Os documentos propostos para o Sínodo são muito claros. Eles querem que os índios da Amazônia sejam os evangelizadores do mundo. Por meio do “bem viver”… Exatamente. E isso também é muito chocante. Claro, como cristãos, somos chamados a viver modesta e humildemente, a cuidarmos do dom da criação, que nos foi confiado a uso por nosso Pai do Céu. Mas, se interpretada de forma linear e tomada nas suas últimas consequências, essa forma de pensar quer dizer que devemos renunciar a muitos benefícios da sociedade moderna. Pense se as pessoas vão abrir mão dos carros, eletricidade ou ar condicionado! Na coletiva de imprensa de 17 de junho, Sandro Magister observou que, enquanto o Instrumentum laboris contém questões críticas sobre os Pentecostais ou a urbanização, ele fala positivamente dos povos indígenas, sem abordar os males do canibalismo, do infanticídio e de outras práticas pagãs que ainda estão presentes em algumas tribos. Ou feitiçaria. O documento preparatório e o Instrumentum laboris, assim como as declarações das pessoas envolvidas com o Sínodo, estão repletos de linguagem negativa com relação à industrialização, ou o que o Papa Francisco chama de “extrativismo”, i.e., a extração de material da terra; eles estão cheios de linguagem negativa sobre a economia de livre mercado e a propriedade privada. Mas eles não têm nada de negativo para dizer sobre as tribos amazônicas, algumas das quais praticam o canibalismo, infanticídio e a feitiçaria. As tribos indígenas são apresentadas de forma idílica, mas as tribos reais são muito diferentes. Há algo mais que o senhor gostaria de acrescentar? Para alguém como eu, que tem estudado a Teologia da Libertação e a teologia indigenista por várias décadas, muitas coisas nesses documentos são perfeitamente claras. Mas, para quem não acompanha essas correntes pode ser confuso ou pelo menos não totalmente compreensível. Porém, as portas do Inferno não prevalecerão. Devemos encarar essa situação com serenidade e esperança, sabendo que Deus às vezes permite que o seu rebanho seja testado na Fé para que prove ser digno. E principalmente, não devemos nunca perder ou diminuir nossa veneração pela Sé de Pedro. NOTAS. [1]. Cf. [https://en.wikipedia.org/wiki/Earth_Summit]. [2]. Cf. [https://www.socialistinternational.org/]. [3]. Cf. [https://edwardpentin.co.uk/amazon-synod-working-document-criticized-for-serving-neo-pagan-agenda/]. [https://www.lifesitenews.com/news/peruvian-expert-in-liberation-theology-reveals-scheme-behind-the-amazon-synod]. Tradução: Bruno Braga. Via Obra Missionária Clique aqui para ler mais artigos sobre o Sínodo Pan-Amazônico #CNBB #SínododaAmazônia #Brasil #AbusosLitúrgicos #Doutrina #Crisenaigreja
- Especialista em Teologia da Libertação revela verdadeiras intenções do Sínodo da Amazônia
Segundo Julio Loredo, o pano de fundo não revelado do Sínodo da Amazônia é que há décadas está em produção e sendo desenhada uma “mudança de toda a Igreja” conforme a “chamada teologia indigenista e ecológica”. Em termos de eclesiologia, isso coincide com as visões mais extremadas dos modernistas e progressistas. Diane Montagna. LifeSiteNews, 22 de junho de 2019. O próximo Sínodo dos Bispos sobre a região da Amazônia é um “esquema” que visa “renovar” a Igreja de acordo com “as versões mais radicais da Teologia da Libertação”, afirmou o autor peruano. Julio Loredo, presidente do braço italiano da Tradição, Família e Propriedade (TFP) e autor de “Teologia da Libertação: um salva-vidas de chumbo para os pobres” (Associação Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, 2016), disse que o pano de fundo não revelado do Sínodo da Amazônia é o de que há décadas está em produção e sendo desenhada uma “mudança de toda a Igreja” conforme a “chamada teologia indigenista e ecológica”. “É uma completa renovação da Igreja sob um ponto de vista ‘amazônico’, que nada mais é que o auge da Teologia da Libertação”, comentou Loredo ao LifeSiteNews, no dia 21 de junho. Loredo, que trabalha como editor e colaborador do novo site “Pan-Amazon Synod Watch” , lançado por uma coalizão internacional que busca combater tais esforços, observou que essa visão “agora está sendo proposta a toda a Igreja por um Papa da América Latina”. “Isso é muito importante”, disse ele, acrescentando que essa visão, “em termos de eclesiologia, também coincide com as visões mais extremadas dos modernistas e progressistas”. Loredo notou que o próximo Sínodo “está sendo preparado e composto por uma rede muito bem organizada de movimentos e associações indigenistas”, como a REPAM (Rede Eclesial Pan-Amazônica). “Todos os seus mentores vêm dos ramos do movimento da Teologia da Libertação”, disse. “Outro ponto a ser levantado”, acrescentou Loredo, “é que a Encíclica Laudado si é o fundamento doutrinal do Sínodo”. Essa Encíclica “tem partes inspiradas pela teologia da libertação ecológica, ou eco-teologia, e partes baseadas em documentos da ONU, como a Agenda 21 e o Tratado sobre biodiversidade”. Esses são tratados obrigatórios para todos os países signatários da Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro, em 1992, explicou o autor peruano. “Esses documentos foram estudados e propostos por pesquisadores da Internacional Socialista que buscavam explorar formas de pós-socialismo e pós-comunismo. Conceitos como ‘desenvolvimento sustentável’ e ‘crescimento negativo’ foram lançados por esses documentos. Então, não estamos falando apenas da Igreja na Amazônia”. Loredo disse que está “impressionado” com a extensão com que o Vaticano, por meio do Sínodo da Amazônia, está assumindo “a agenda neo-pagã proposta pela ONU em conferências como a Rio 92 e a Rio +20, de 2012”. “Eu participei como jornalista da conferência de 1992, e estudei essas questões a fundo”. Sobre o documento preparatório e o Instrumentum laboris para o Sínodo de outubro, Loredo disse que é preocupante o fato de que esses documentos “abraçam a interpretação radical do ‘desenvolvimento sustentável’”. Igualmente preocupante, disse, é a completa ausência de qualquer coisa negativa sobre as tribos da Amazônia, algumas das quais “praticam canibalismo, infanticídio e feitiçaria”. “Para alguém como eu, que tem estudado a Teologia da Libertação e a teologia indigenista por várias décadas, muitas coisas nesses documentos são perfeitamente claras. Mas, para quem não acompanha essas correntes, pode ser confuso ou pelo menos não totalmente compreensível”. Eis a nossa entrevista com o senhor Julio Loredo. LIFESITE. Senhor Loredo, responsável por lançar o site “Pan-Amazon Synod Watch”, que garantia pode dar aos leitores de que irão encontrar nele uma fonte confiável de informação a respeito das questões que envolvem o Sínodo de outubro? JULIO LOREDO. O site foi organizado por uma rede de associações conservadoras. Ele pertence oficialmente ao Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, em São Paulo, Brasil. O doutor Plínio Corrêa de Oliveira (1908-1995) estudou as chamadas correntes indigenistas já dentro da Igreja desde o início dos anos 1970. Mas é um site que envolve não só a Tradição, Família e Propriedade, mas também outras associações conservadoras internacionais. Ele contém artigos escritos por especialistas renomados, cientistas, filósofos e professores; por isso, o material é altamente acadêmico. Por exemplo, ele traz artigos do professor Evaristo Miranda, que é um dos maiores especialistas do mundo sobre a Amazônia. O doutor Miranda é chefe da EMBRAPA, responsável pelo monitoramento por satélite da Amazônia no Brasil. Como deve saber, o Brasil tem o seu próprio programa espacial. O sistema de satélite no Brasil é altamente desenvolvido. A EMBRAPA Monitoramento por Satélites é um órgão do governo que monitora a Amazônia, e o professor Miranda é o seu chefe. Há muitos artigos do professor Miranda, assim como de ecologistas de ponta dos Estados Unidos e de outros países. Muitas figuras de credibilidade estão escrevendo para o site. O Vaticano publicou o Instrumentum laboris para o Sínodo da Amazônia no início deste mês. Ele atraiu consideravelmente a atenção da mídia, principalmente por sugerir um relaxamento no celibato sacerdotal para a região amazônica. Na sua visão, o que a mídia, o clero católico e os fiéis de um modo geral devem saber a respeito do Sínodo? Onde devemos focar nossa atenção? Há uma história não contada que não recebeu atenção suficiente da mídia ocidental. O Cardeal Pedro Barreto, vice-presidente do REPAM (Rede Eclesial Pan-Amazônica), disse de forma muito clara nos últimos dias que o plano que pretendem realizar no Sínodo é aquele no qual têm trabalhado por quase 50 anos. Então, há todo um plano, todo um esquema por trás do Sínodo, e que consiste na introdução da chamada teologia da libertação indigenista, desenvolvida ao longo dos últimos 40 ou 50 anos. Seria agora o momento de propô-la à Igreja inteira. A imprensa europeia está focando no celibato sacerdotal e na possível “ordenação” diaconal de mulheres. Ambos são aspectos muito importantes do plano; mas há toda uma história por trás disso. O que eles querem é mudar a Igreja inteira de acordo as versões mais radicais da Teologia da Libertação – a chamada teologia indigenista e ecológica. Eu tenho acompanhado isso por muitas décadas. Em 1977, Plinio Corrêa de Oliveira escreveu um livro sobre o tema, intitulado “Tribalismo Indígena: o ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI”, no qual descreve muito bem o que está acontecendo hoje. Porém, esse panorama não está muito presente ou não é amplamente conhecido pelo público europeu. Foi mais uma situação latino-americana, e que está agora sendo proposta por um Papa latino-americano para toda a Igreja, e isso é muito importante. Em termos de eclesiologia, isso também coincide com as visões mais extremadas dos modernistas e progressistas. No Sínodo da Juventude do ano passado, certas questões controversas (como a inclusão da linguagem LGBT) foram antecipadas, mas a ênfase pesada do documento final sobre a “sinodalidade” e a eclesiologia não era esperada. Que surpresas reservam o Sínodo da Amazônia? Se você ler os documentos preparatórios para o Sínodo, principalmente o Instrumentum laboris, você verá que eles querem reinterpretar toda a Igreja a partir de uma perspectiva “amazônica”. Chamam isso de uma nova Igreja com “um rosto amazônico”. Eles querem reinterpretar a Igreja como um todo, e esse é um ponto que, penso eu, a imprensa europeia não está destacando o suficiente. Não é simplesmente o problema de relaxar o celibato sacerdotal, por mais importante que ele de fato seja, ou o problema da ordenação de mulheres. É uma completa renovação da Igreja sob um ponto de vista “amazônico”, que nada mais é que o auge da Teologia da Libertação. Se eles conseguirem, será a revolução mais perniciosa que já aconteceu na história da Igreja. Na coletiva de imprensa para apresentar o Instrumentum laboris, no dia 17 de junho, o LifeSiteNews abordou os organizadores do Sínodo sobre isso. Questionamos: “Lendo o documento de trabalho, temos a impressão de que a ideia não é somente ajudar a Amazônia, mas dar ao restante da Igreja ‘um rosto amazônico’, expressão que o Papa Francisco utilizou várias vezes. Esse Sínodo trará implicações e ramificações para o restante da Igreja?”. O Bispo Fabio Fabene, sub-secretário do Sínodo dos Bispos, respondeu insistindo que o Sínodo é dedicado apenas à Amazônia. Mas ele acrescentou que poderia ter repercussões “a partir de um ponto de vista pastoral para a Igreja, especialmente… no campo da ecologia”. Exatamente. Eles estão propondo uma série de ideias, como a “conversão à ecologia integral”, que seria válida para toda a Igreja. Estão utilizando o Sínodo da Amazônia para propor um novo modelo de Igreja. O senhor acredita que os povos indígenas estão sendo explorados para realizar a revolução eclesial que descreveu? O Sínodo está sendo preparado e composto por uma rede muito bem organizada de movimentos e associações indigenistas, como a mencionada REPAM. Todos os seus mentores vêm dos ramos do movimento da Teologia da Libertação que, em anos mais recentes, desenvolveram-se nesse sentido e no sentido de uma “ecologia integral”. Em tal jornada, eles envolveram índios amazônicos altamente engajados, como o Chefe Kayapó Raoni. Mas duvido que ele represente a maioria dos povos indígenas. Conhecendo muito bem a realidade da Amazônia, eu diria que a imensa maioria quer se integrar à sociedade moderna. Outra passagem do Instrumentum laboris que causa preocupação é o n. 127. Ela diz que a “autoridade” na Amazônia é “rotativa” e, por isso, seria oportuno “reconsiderar a ideia de que o exercício da jurisdição (poder de governo) deve estar vinculado em todos os âmbitos (sacramental, judicial e administrativo) e de maneira permanente ao sacramento da ordem”. Como eu disse, eles querem renovar toda a Igreja a partir de uma perspectiva “amazônica”. Um capítulo do Documento preparatório trata da “dimensão sacramental”, e estabelece que os Sacramentos devem ser interpretados sob essa luz, inclusive o Sacramento da Ordem. É óbvio que estão usando o “rosto amazônico” como pretexto para implementar um antigo esquema progressista: a confusão relativa ao sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio sacramental do clero. Eles querem atenuar, senão destruir, a autoridade da Igreja. Eles têm uma visão igualitária da Igreja e da sociedade. Dito isso, qualquer um que tenha estado na Amazônia sabe muito bem que a autoridade nas tribos indígenas é tudo menos “rotativa”. Tribos indígenas têm uma estrutura ditatorial, em que o poder do chefe é superado somente pelo poder do feiticeiro. Outro ponto a ser levantado é que a Encíclica Laudado si é o fundamento doutrinal do Sínodo. Essa Encíclica tem partes inspiradas pela teologia da libertação ecológica, ou eco-teologia, e partes baseadas em documentos da ONU, como a Agenda 21 e o Tratado sobre biodiversidade. Esses são tratados obrigatórios para todos os países signatários da Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro, em 1992 [1]. Esses documentos foram estudados e propostos por pesquisadores da Internacional Socialista [2] que buscavam explorar formas de pós-socialismo e pós-comunismo. Conceitos como “desenvolvimento sustentável” e “crescimento negativo” foram lançados por esses documentos. Então, não estamos falando apenas da Igreja na Amazônia. Nos últimos anos, o Vaticano parece ter reforçado sua cooperação com a ONU. Exatamente. Uma coisa que me impressiona quanto à Encíclica Laudato Si e o Sínodo da Amazônia é a extensão com que o Vaticano está assumindo a agenda neo-pagã [3] proposta pela ONU em conferências como a Rio 92 e a Rio +20, de 2012. Eu participei como jornalista da conferência de 1992, e estudei essas questões a fundo. Para além do que já comentamos, o que as pessoas acharão mais surpreendente quanto à situação na Amazônia descrita para este Sínodo? Penso que os europeus, e em geral os povos ocidentais, ficarão chocados com a proposta do Sínodo de colocar as tribos amazônicas como portadoras de uma nova revelação para o nosso tempo, e que isso irá renovar toda a visão da Igreja e do Catolicismo. Eles chamam a Amazônia de “lugar epifânico”, uma “fonte de revelação divina” (Instrumentum laboris, n. 19). O que eles entendem por nova revelação indigenista para o mundo do século XXI? Isso é muito preocupante. Outra coisa que pode chocar as pessoas é o fato de que eles abraçam a interpretação radical de “desenvolvimento sustentável”. É dito que o nível de consumo hoje está muito além da capacidade da Terra de produzir comida e materiais. Assim, teríamos que reduzir drasticamente o nosso nível de consumo, adotando modelos de maior austeridade e pobreza. Aqui entra o modelo tribal. Eles dizem que os índios podem nos ensinar a sermos pobres e ainda felizes. Estão propondo a doutrina do “bem viver” (Instrumentum laboris, n. 12, 13) – que não é viver na abundância, e sim na pobreza, mas em perfeita comunhão com a natureza. É o “bem viver”. Eles estão contra a industrialização, contra não apenas o consumismo, mas verdadeiramente contra o consumo. Dizem que temos que reduzir nossos níveis de consumo, porque a Terra não pode suportá-los. Isso também é muito preocupante, pois significa que querem que eliminemos uma série de benefícios trazidos pela civilização industrial. Quando o senhor diz “eles”, a quem está se referindo? Refiro-me às pessoas que na ONU propõem essa doutrina do desenvolvimento sustentável e àquelas que na Igreja abraçam essa mesma doutrina, que é uma parte essencial do que eles querem fazer no Sínodo. Os documentos propostos para o Sínodo são muito claros. Eles querem que os índios da Amazônia sejam os evangelizadores do mundo. Por meio do “bem viver”… Exatamente. E isso também é muito chocante. Claro, como cristãos, somos chamados a viver modesta e humildemente, a cuidarmos do dom da criação, que nos foi confiado a uso por nosso Pai do Céu. Mas, se interpretada de forma linear e tomada nas suas últimas consequências, essa forma de pensar quer dizer que devemos renunciar a muitos benefícios da sociedade moderna. Pense se as pessoas vão abrir mão dos carros, eletricidade ou ar condicionado! Na coletiva de imprensa de 17 de junho, Sandro Magister observou que, enquanto o Instrumentum laboris contém questões críticas sobre os Pentecostais ou a urbanização, ele fala positivamente dos povos indígenas, sem abordar os males do canibalismo, do infanticídio e de outras práticas pagãs que ainda estão presentes em algumas tribos. Ou feitiçaria. O documento preparatório e o Instrumentum laboris, assim como as declarações das pessoas envolvidas com o Sínodo, estão repletos de linguagem negativa com relação à industrialização, ou o que o Papa Francisco chama de “extrativismo”, i.e., a extração de material da terra; eles estão cheios de linguagem negativa sobre a economia de livre mercado e a propriedade privada. Mas eles não têm nada de negativo para dizer sobre as tribos amazônicas, algumas das quais praticam o canibalismo, infanticídio e a feitiçaria. As tribos indígenas são apresentadas de forma idílica, mas as tribos reais são muito diferentes. Há algo mais que o senhor gostaria de acrescentar? Para alguém como eu, que tem estudado a Teologia da Libertação e a teologia indigenista por várias décadas, muitas coisas nesses documentos são perfeitamente claras. Mas, para quem não acompanha essas correntes pode ser confuso ou pelo menos não totalmente compreensível. Porém, as portas do Inferno não prevalecerão. Devemos encarar essa situação com serenidade e esperança, sabendo que Deus às vezes permite que o seu rebanho seja testado na Fé para que prove ser digno. E principalmente, não devemos nunca perder ou diminuir nossa veneração pela Sé de Pedro. NOTAS. [1]. Cf. [https://en.wikipedia.org/wiki/Earth_Summit]. [2]. Cf. [https://www.socialistinternational.org/]. [3]. Cf. [https://edwardpentin.co.uk/amazon-synod-working-document-criticized-for-serving-neo-pagan-agenda/]. [https://www.lifesitenews.com/news/peruvian-expert-in-liberation-theology-reveals-scheme-behind-the-amazon-synod]. Tradução: Bruno Braga. Via Obra Missionária Clique aqui para ler mais artigos sobre o Sínodo Pan-Amazônico #CNBB #SínododaAmazônia #Brasil #AbusosLitúrgicos #Doutrina #Crisenaigreja
- Dois padres foram presos nos arredores de uma clínica de aborto, motivo: eles estavam salvando vidas
Se quisermos que o aborto e casos como este não aconteçam no Brasil, como já acontece nos EUA e Canadá, precisamos ter coragem e nos levantar contra estas políticas estão querendo enfiar por nossas gargantas, como a criminalização da homofobia e outras leis que batem diretamente de frente com ensinamentos da doutrina cristã! Dois padres católicos e dois ativistas leigos para a vida foram presos um poucos dias atrás, em Nova Jersey, Estados Unidos, para entrar e se recusar a deixar uma clínica de aborto, onde eles ofereceram rosas vermelhas para internados e mulheres, incentivando-os a escolher a vida. Pelo menos uma mulher voltou e mudou de idéia sobre o aborto, disse Lisa Hart, porta-voz da Red Rose Rescue, ao LifeSiteNews. A mãe da mulher forçou-a a fazer um aborto. “Eu estava tentando fazer com que ele ligasse para o número de um advogado … eu lhe dei boas informações para conseguir ajuda e na verdade me ofereci para levá-lo para minha casa, mas a mãe dele veio e começou a gritar comigo”, diz Hart. EU DECLARO LifeSiteNews que chegaram mais de dez carros de polícia e pro vida foram arrastados dentro deles. A estrutura do aborcionista na qual o profissional viveu é a Garden State Gynecology, localizada no primeiro andar de um grande edifício de escritórios que também abriga a clínica de parto mais importante de Nova Jersey. A atividade desenvolvida pelas vidas pro é o décimo quarto Resgate Red Rose que ocorre nos Estados Unidos desde setembro de 2017. “A operação de resgate que realizamos em setembro foi durante a festa de San Miguel e dedicada a ele. Então, a operação de dezembro foi próxima ao Natal. Dedicamos isso a Nosso Senhor e ao seu Nascimento. Em 19 de março, ele se dedicou a São José”, disse à LifeSiteNews Fidelis Moscinski, da Comunidade dos Frades Franciscanos de Renovação. “A operação desta manhã foi dedicada à do Imaculado Coração de Maria, porque 13 de julho é o aniversário de quando ela revelou o segredo de Fátima” disse ele, referindo-se às aparições de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal, quando Maria apareceu a os três pastorinhos e advertiu-os da necessidade de oração e reparação pelos pecados. Pe. Moscinski, que participou de várias operações anteriores da Red Rose Rescue, foi acompanhado por dois outros salva-vidas veteranos, Pe. Dave Nix e Will Goodman. Um quarto salva-vidas anônimo mostrou solidariedade com a criança sem nome no útero da mãe. “Hoje de manhã estamos verdadeiramente invocando a intercessão do Imaculado Coração de Maria “, disse o Pe. Moscinski.” Confiamos na força da graça de Deus para mudar a mentalidade e o coração das pessoas.” “O Resgate da Rosa Vermelha é um ato de caridade com mulheres que, por qualquer motivo, sentem que devem ter seu próprio filho inocente morto”, explicou Lisa Hart. “Nós … vamos precisamente aos lugares onde os nascidos são executados e estendemos a ajuda às mães”. O padre disse LSN foram informados de ordem provável de prisão porque ele e Goodman recusou-se a pagar uma multa de US $ 364 para “violação de domicílio” pela Red Rose Resgate 29 de setembro em Montclair, New Jersey. Isso poderia ter um impacto sobre quanto tempo eles seriam presos, disse ele, observando que não há como saber por quanto tempo eles serão potencialmente presos. A atividade corajosa da Rose Rescue Network é inspirada na ativista canadense Mary Wagner, atualmente na prisão, que, fora das clínicas canadenses, entregou uma rosa para as mães que queriam fazer um aborto. A presença de um padre nestes lugares de pecado e morte é muito importante: tanto pelo testemunho que podem oferecer como pela oração reparadora pelo crime de aborto.
- Dois padres foram presos nos arredores de uma clínica de aborto, motivo: eles estavam salvando vidas
Se quisermos que o aborto e casos como este não aconteçam no Brasil, como já acontece nos EUA e Canadá, precisamos ter coragem e nos levantar contra estas políticas estão querendo enfiar por nossas gargantas, como a criminalização da homofobia e outras leis que batem diretamente de frente com ensinamentos da doutrina cristã! Dois padres católicos e dois ativistas leigos para a vida foram presos um poucos dias atrás, em Nova Jersey, Estados Unidos, para entrar e se recusar a deixar uma clínica de aborto, onde eles ofereceram rosas vermelhas para internados e mulheres, incentivando-os a escolher a vida. Pelo menos uma mulher voltou e mudou de idéia sobre o aborto, disse Lisa Hart, porta-voz da Red Rose Rescue, ao LifeSiteNews. A mãe da mulher forçou-a a fazer um aborto. “Eu estava tentando fazer com que ele ligasse para o número de um advogado … eu lhe dei boas informações para conseguir ajuda e na verdade me ofereci para levá-lo para minha casa, mas a mãe dele veio e começou a gritar comigo”, diz Hart. EU DECLARO LifeSiteNews que chegaram mais de dez carros de polícia e pro vida foram arrastados dentro deles. A estrutura do aborcionista na qual o profissional viveu é a Garden State Gynecology, localizada no primeiro andar de um grande edifício de escritórios que também abriga a clínica de parto mais importante de Nova Jersey. A atividade desenvolvida pelas vidas pro é o décimo quarto Resgate Red Rose que ocorre nos Estados Unidos desde setembro de 2017. “A operação de resgate que realizamos em setembro foi durante a festa de San Miguel e dedicada a ele. Então, a operação de dezembro foi próxima ao Natal. Dedicamos isso a Nosso Senhor e ao seu Nascimento. Em 19 de março, ele se dedicou a São José”, disse à LifeSiteNews Fidelis Moscinski, da Comunidade dos Frades Franciscanos de Renovação. “A operação desta manhã foi dedicada à do Imaculado Coração de Maria, porque 13 de julho é o aniversário de quando ela revelou o segredo de Fátima” disse ele, referindo-se às aparições de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal, quando Maria apareceu a os três pastorinhos e advertiu-os da necessidade de oração e reparação pelos pecados. Pe. Moscinski, que participou de várias operações anteriores da Red Rose Rescue, foi acompanhado por dois outros salva-vidas veteranos, Pe. Dave Nix e Will Goodman. Um quarto salva-vidas anônimo mostrou solidariedade com a criança sem nome no útero da mãe. “Hoje de manhã estamos verdadeiramente invocando a intercessão do Imaculado Coração de Maria “, disse o Pe. Moscinski.” Confiamos na força da graça de Deus para mudar a mentalidade e o coração das pessoas.” “O Resgate da Rosa Vermelha é um ato de caridade com mulheres que, por qualquer motivo, sentem que devem ter seu próprio filho inocente morto”, explicou Lisa Hart. “Nós … vamos precisamente aos lugares onde os nascidos são executados e estendemos a ajuda às mães”. O padre disse LSN foram informados de ordem provável de prisão porque ele e Goodman recusou-se a pagar uma multa de US $ 364 para “violação de domicílio” pela Red Rose Resgate 29 de setembro em Montclair, New Jersey. Isso poderia ter um impacto sobre quanto tempo eles seriam presos, disse ele, observando que não há como saber por quanto tempo eles serão potencialmente presos. A atividade corajosa da Rose Rescue Network é inspirada na ativista canadense Mary Wagner, atualmente na prisão, que, fora das clínicas canadenses, entregou uma rosa para as mães que queriam fazer um aborto. A presença de um padre nestes lugares de pecado e morte é muito importante: tanto pelo testemunho que podem oferecer como pela oração reparadora pelo crime de aborto.
- “Sínodo da Amazônia não é somente Heresia, mas estupidez!” afirma Cardeal Müller
“Heresia? Não somente, também é uma estupidez. O herege conhece a doutrina católica e a contradiz. Mas aqui (no documento do Sínodo da Amazônia) há somente uma grande confusão, e o centro de tudo não é Jesus Cristo, mas eles mesmos, suas ideias para salvar o mundo.” Cardeal Gerhard Ludwig Müller Infovaticana, 11 de julho de 2019. “Não podemos fazer do ecologismo uma nova religião”, disse o Cardeal Gerhard Ludwig Müller, prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, em uma entrevista publicada no La Nuova Bussola Quotidiana [1] e traduzida pelo Secretum Meum Mihi [2]. Eminência, o senhor disse que “querem mudar a Igreja”. Mas, quais são os sinais claros desse intento? O enfoque do Instrumentum laboris é uma visão ideológica que não tem nada a ver com o Cristianismo. Querem salvar o mundo segundo a sua ideia, embora utilizando alguns elementos da Escritura. Não surpreende que, apesar de falarmos de Revelação, Criação, Sacramentos, relações com o mundo, quase não se faz referência aos textos do Concílio Vaticano II que definem esses temas: Dei Verbum, Lumen Gentium, Gaudium et Spes. Não se fala da raiz da dignidade humana, da universalidade da salvação, da Igreja como sacramento da salvação. Há somente ideias profanas, sobre as quais também se pode discutir, mas que não têm nada a ver com a Revelação. Sobre isso, parece-me importante mencionar o n. 39 do Instrumentum laboris, no qual se fala de “um amplo e necessário campo de diálogo entre as espiritualidades, crenças e religiões amazônicas, que exige uma abordagem cordial das diferentes culturas”. E afirma: “a abertura não sincera ao outro, assim como uma atitude corporativista, que reserva a salvação exclusivamente ao próprio credo”. Tratam o nosso Credo como se fosse a nossa opinião europeia. Porém, o Credo é a Revelação de Deus em Jesus Cristo, que vive na Igreja. Não há outro credo. Existem outras convicções filosóficas ou expressões mitológicas, mas ninguém se atreveu a dizer, por exemplo, que a sabedoria de Platão é uma forma de revelação de Deus. Na criação do mundo, Deus manifesta apenas a sua existência, e o seu ser é o ponto de referência da consciência, da lei natural; mas não há outra revelação fora de Jesus Cristo. O conceito de Lógos spermatikòs (as “sementes do Verbo”), recolhido pelo Concílio Vaticano II, não significa que a Revelação em Jesus Cristo exista em todas as culturas independentemente de Jesus Cristo, como se Jesus fosse apenas um desses elementos da Revelação. O senhor está de acordo então com o Cardeal Brandmüller, que fala em “heresia” ao tratar desse documento [3]. Heresia? Não somente, também é uma estupidez. O herege conhece a doutrina católica e a contradiz. Mas aqui há somente uma grande confusão, e o centro de tudo não é Jesus Cristo, mas eles mesmos, suas ideias para salvar o mundo. (Leia aqui o que disse o Cardeal Brandmüller) No documento, a “cosmovisão” dos povos indígenas é colocada como modelo de ecologia integral, uma concepção em que os espíritos e as divindades agem “com e no território, com e na relação com a natureza”. E se associa com o “’mantra’ de Francisco: ‘Tudo está interligado’” (n. 25). A “cosmovisão” é uma concepção materialista, similar à do Marxismo, e no final podemos fazer o que quisermos. Mas nós cremos na Criação, a matéria é a forma da essência da natureza, não podemos fazer o que quisermos. A criação é para a glorificação de Deus, mas também é um desafio para nós, chamados a colaborar com a vontade salvífica de Deus para todos os homens. Nossa tarefa não é preservar a natureza assim como é, senão que temos a responsabilidade com o progresso da humanidade, na educação, na justiça social, pela paz. Por isso os católicos constroem escolas, hospitais, essa também é a missão da Igreja. A natureza não pode ser idealizada, como se a Amazônia fosse uma parte do Paraíso, porque a natureza nem sempre é amorosa com o homem. Existem predadores na Amazônia, infecções, enfermidades. Essas crianças, jovens, têm inclusive direito a uma boa educação, a se beneficiarem da medicina moderna. Não se pode idealizar, como no documento sinodal, apenas a medicina tradicional. Uma coisa é tratar uma dor de cabeça, outra coisa são as doenças graves, operações complexas. O homem não só tem o direito, mas também o dever de fazer tudo o que for possível para preservar ou restabelecer a saúde. Mesmo o Concílio valoriza a ciência moderna, porque graças a ela temos vencido tantas enfermidades, temos reduzido a mortalidade infantil e também os riscos para as mães. No entanto, as culturas e religiões tradicionais dos povos indígenas amazônicos são descritas como modelos de harmonia com a natureza. Depois do pecado original não há nenhuma harmonia com a natureza. Ela é muitas vezes inimiga do homem. De qualquer forma, ela é ambivalente. Pensemos nos quatro elementos: terra, fogo, água, ar. Terremotos, incêndios, inundações, tempestades, são todas manifestações da natureza, perigo para o homem. Tudo é lido na chave de uma devida “conversão ecológica”… Devemos recusar de forma absoluta expressões como “conversão ecológica”. Só existe conversão ao Senhor, e como consequência também existe o bem da natureza. Não podemos fazer do ecologismo uma nova religião. Estamos aqui em uma concepção panteísta, que deve ser recusada. O panteísmo não é apenas uma teoria sobre Deus, mas também um desprezo pelo homem. O Deus que se identifica com a natureza não é uma pessoa. Deus, o Criador, ao contrário, criou-nos à sua imagem e semelhança. Na oração, temos uma relação com um Deus que nos escuta, que entende o que queremos dizer, não um misticismo em que podemos dissolver a identidade pessoal. … e se considera mãe a Terra. Nossa mãe é uma pessoa, não a Terra. Nossa mãe na fé é Maria. A Igreja também se descreve como mãe, enquanto esposa de Jesus Cristo. Mas essas palavras não devem ser infladas. Uma coisa é ter respeito por todos os elementos deste mundo, outra é idealizá-los ou divinizá-los. Essa identificação de Deus com a natureza é uma forma de ateísmo, porque Deus é independente da natureza. Ignoram totalmente a Criação. No princípio dos anos 1980, o então Cardeal Ratzinger já via que as igrejas não pregavam mais sobre a Criação e previa consequências dramáticas. De fato, todos esses erros nascem da confusão entre Criador e criatura, da identificação da natureza com Deus, e que entre outras coisas gera o politeísmo, porque cada elemento natural vem associado com uma divindade. A essência do monoteísmo bíblico é a diferença ontológica entre Criador e criado. Deus não faz parte de sua obra, é soberano sobre todas as coisas criadas. Isso não é desprezo, mas elevação da natureza. E os homens já não são escravos dos elementos, já não têm que adorar o deus do fogo, ou fazer sacrifícios ao deus do fogo para pacificar-se com um elemento que provoca medo. O homem é finalmente livre. Nessa visão panteísta em que está preso o Instrumentum laboris subjaz também uma crítica ao antropocentrismo, que a própria Igreja deveria corrigir. É absurdo pretender que Deus não seja antropocêntrico. O homem é o centro da Criação, e Jesus se fez homem, não uma planta. Essa é uma heresia contra a dignidade humana. Ao contrário, a Igreja deve enfatizar o antropocentrismo, porque Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. A vida do homem é infinitamente mais valiosa que a vida de qualquer animal. Hoje existe uma inversão desse princípio: se um leão é assassinado na África, é um drama mundial; mas, se crianças são assassinadas no ventre da mãe, está tudo bem. Stálin também argumentou que essa centralidade da dignidade humana deveria ser eliminada; assim, podia chamar tantos homens para construir um canal e fazer com que morressem para o bem das gerações futuras. É para isso que servem essas ideologias, para fazer com que alguns dominem todos os demais. Mas Deus é antropocêntrico, a encarnação é antropocêntrica. A recusa do antropocentrismo vem apenas do ódio contra si mesmo e contra os outros homens. Outra palavra mágica do Instrumentum laboris é a inculturação, frequentemente associada à Encarnação. Utilizar a Encarnação quase como sinônimo de inculturação é a primeira mistificação. A Encarnação é um evento único, irrepetível, é o Verbo que se encarna em Jesus Cristo. Deus não se encarnou na religião judaica, não se encarnou em Jerusalém. Jesus Cristo é único. É um ponto fundamental, porque os sacramentos dependem da Encarnação, são presença do Verbo encarnado. Não se pode abusar de certos termos que são centrais no Cristianismo. Voltemos à inculturação. Do documento sinodal se entende que é necessário adotar todas as crenças dos povos indígenas, seus rituais e seus costumes. Também se faz referência a como o Cristianismo das origens se inculturou no mundo grego. E se diz que, tal como foi feito, deve-se então fazer hoje com o povo amazônico. Mas a Igreja Católica nunca aceitou os mitos gregos e romanos. Pelo contrário, recusou uma civilização que com a escravidão desprezava os homens, recusou a cultura imperialista de Roma e a pederastia típica dos gregos. A referência da Igreja era o pensamento da cultura grega, que chegou a reconhecer elementos que abriam o caminho para o Cristianismo. Aristóteles não inventou as dez categorias: estas já existem no ser, ele as descobriu. Como acontece na ciência moderna: não é algo que diz respeito apenas ao Ocidente, mas ao descobrimento de algumas estruturas e mecanismos que existem na natureza. O mesmo discurso vale para o direito romano, que não é nenhum sistema arbitrário. É o descobrimento de alguns princípios jurídicos que os romanos encontraram na natureza de uma comunidade. Certamente outras culturas não tiveram essa profundidade. Mas nós não vivemos na cultura grega, o Cristianismo transformou totalmente a cultura grega e romana. Certos mitos pagãos podem ter uma dimensão pedagógica para o Cristianismo, mas não são elementos que fundam o Cristianismo. Nesse processo de inculturação, o Instrumentum laboris também “relê” os Sacramentos, principalmente com relação às ordens sagradas, sob o pretexto de que existem poucos sacerdotes em um território tão vasto. É aqui onde fica demonstrado finalmente que o enfoque utilizado não tem nada a ver com o Cristianismo. A Revelação de Deus em Cristo se faz presente nos Sacramentos, e a Igreja não tem autoridade alguma para mudar a substância dos Sacramentos. Não são certos ritos dos quais gostamos, e o sacerdócio não é uma categoria sociológica para criar uma relação na comunidade. Qualquer sistema cultural tem os seus ritos e símbolos, mas os Sacramentos são meios da Graça divina, e por isso não podemos mudar o conteúdo nem a substância. Tampouco podemos mudar o rito, quando esse rito é constituído por Cristo mesmo. Não podemos fazer o Batismo com qualquer líquido, ele é feito com água natural. Na última ceia, Jesus Cristo não tomou qualquer bebida ou comida, tomou vinho de uva e pão de trigo. Dizem: mas o trigo não cresce na Amazônia, tomemos outra coisa. Isso não é inculturação. Não querem mudar apenas o que é de direito eclesiástico, mas também o que é de direito divino. Eminência, uma última coisa, frequentemente o senhor se refere a “eles”, que querem mudar a Igreja. Mas, quem são “eles”? Não depende de uma pessoa só ou de um grupo específico de pessoas. É um sistema, um pensamento, no qual por exemplo participam os que dirigem o Sínodo. Os que querem se adaptar ao mundo. Matrimônio, Celibato, sacerdotisas, tudo deve mudar, na convicção de que assim haverá uma nova primavera da Igreja. Como se não bastasse o exemplo dos protestantes para desmentir essa ilusão. Não veem que, ao contrário, destroem a Igreja, são como cegos que caem no poço. Mas, se alguém diz algo, é imediatamente marginalizado, taxado como inimigo do Papa. NOTAS. [1]. cf. [http://www.lanuovabq.it/it/sinodo-amazzonia-un-pretesto-per-cambiare-la-chiesa]. [2]. cf. [https://secretummeummihi.blogspot.com/2019/07/el-sinodo-para-la-amazonia-como.html]. [3]. cf. [https://secretummeummihi.blogspot.com/2019/06/heretico-y-apostata.html]. [https://infovaticana.com/2019/07/11/muller-sobre-el-documento-del-sinodo-de-la-amazonia-herejia-no-solamente-tambien-es-estupidez/]. Tradução. Bruno Braga Via Obra Missionária Clique aqui para ler mais artigos sobre o Sínodo Pan-Amazônico #CNBB #Mundo #SínododaAmazônia #AbusosLitúrgicos #Crisenaigreja #IgrejaCatólica
- “Sínodo da Amazônia não é somente Heresia, mas estupidez!” afirma Cardeal Müller
“Heresia? Não somente, também é uma estupidez. O herege conhece a doutrina católica e a contradiz. Mas aqui (no documento do Sínodo da Amazônia) há somente uma grande confusão, e o centro de tudo não é Jesus Cristo, mas eles mesmos, suas ideias para salvar o mundo.” Cardeal Gerhard Ludwig Müller Infovaticana, 11 de julho de 2019. “Não podemos fazer do ecologismo uma nova religião”, disse o Cardeal Gerhard Ludwig Müller, prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, em uma entrevista publicada no La Nuova Bussola Quotidiana [1] e traduzida pelo Secretum Meum Mihi [2]. Eminência, o senhor disse que “querem mudar a Igreja”. Mas, quais são os sinais claros desse intento? O enfoque do Instrumentum laboris é uma visão ideológica que não tem nada a ver com o Cristianismo. Querem salvar o mundo segundo a sua ideia, embora utilizando alguns elementos da Escritura. Não surpreende que, apesar de falarmos de Revelação, Criação, Sacramentos, relações com o mundo, quase não se faz referência aos textos do Concílio Vaticano II que definem esses temas: Dei Verbum, Lumen Gentium, Gaudium et Spes. Não se fala da raiz da dignidade humana, da universalidade da salvação, da Igreja como sacramento da salvação. Há somente ideias profanas, sobre as quais também se pode discutir, mas que não têm nada a ver com a Revelação. Sobre isso, parece-me importante mencionar o n. 39 do Instrumentum laboris, no qual se fala de “um amplo e necessário campo de diálogo entre as espiritualidades, crenças e religiões amazônicas, que exige uma abordagem cordial das diferentes culturas”. E afirma: “a abertura não sincera ao outro, assim como uma atitude corporativista, que reserva a salvação exclusivamente ao próprio credo”. Tratam o nosso Credo como se fosse a nossa opinião europeia. Porém, o Credo é a Revelação de Deus em Jesus Cristo, que vive na Igreja. Não há outro credo. Existem outras convicções filosóficas ou expressões mitológicas, mas ninguém se atreveu a dizer, por exemplo, que a sabedoria de Platão é uma forma de revelação de Deus. Na criação do mundo, Deus manifesta apenas a sua existência, e o seu ser é o ponto de referência da consciência, da lei natural; mas não há outra revelação fora de Jesus Cristo. O conceito de Lógos spermatikòs (as “sementes do Verbo”), recolhido pelo Concílio Vaticano II, não significa que a Revelação em Jesus Cristo exista em todas as culturas independentemente de Jesus Cristo, como se Jesus fosse apenas um desses elementos da Revelação. O senhor está de acordo então com o Cardeal Brandmüller, que fala em “heresia” ao tratar desse documento [3]. Heresia? Não somente, também é uma estupidez. O herege conhece a doutrina católica e a contradiz. Mas aqui há somente uma grande confusão, e o centro de tudo não é Jesus Cristo, mas eles mesmos, suas ideias para salvar o mundo. (Leia aqui o que disse o Cardeal Brandmüller) No documento, a “cosmovisão” dos povos indígenas é colocada como modelo de ecologia integral, uma concepção em que os espíritos e as divindades agem “com e no território, com e na relação com a natureza”. E se associa com o “’mantra’ de Francisco: ‘Tudo está interligado’” (n. 25). A “cosmovisão” é uma concepção materialista, similar à do Marxismo, e no final podemos fazer o que quisermos. Mas nós cremos na Criação, a matéria é a forma da essência da natureza, não podemos fazer o que quisermos. A criação é para a glorificação de Deus, mas também é um desafio para nós, chamados a colaborar com a vontade salvífica de Deus para todos os homens. Nossa tarefa não é preservar a natureza assim como é, senão que temos a responsabilidade com o progresso da humanidade, na educação, na justiça social, pela paz. Por isso os católicos constroem escolas, hospitais, essa também é a missão da Igreja. A natureza não pode ser idealizada, como se a Amazônia fosse uma parte do Paraíso, porque a natureza nem sempre é amorosa com o homem. Existem predadores na Amazônia, infecções, enfermidades. Essas crianças, jovens, têm inclusive direito a uma boa educação, a se beneficiarem da medicina moderna. Não se pode idealizar, como no documento sinodal, apenas a medicina tradicional. Uma coisa é tratar uma dor de cabeça, outra coisa são as doenças graves, operações complexas. O homem não só tem o direito, mas também o dever de fazer tudo o que for possível para preservar ou restabelecer a saúde. Mesmo o Concílio valoriza a ciência moderna, porque graças a ela temos vencido tantas enfermidades, temos reduzido a mortalidade infantil e também os riscos para as mães. No entanto, as culturas e religiões tradicionais dos povos indígenas amazônicos são descritas como modelos de harmonia com a natureza. Depois do pecado original não há nenhuma harmonia com a natureza. Ela é muitas vezes inimiga do homem. De qualquer forma, ela é ambivalente. Pensemos nos quatro elementos: terra, fogo, água, ar. Terremotos, incêndios, inundações, tempestades, são todas manifestações da natureza, perigo para o homem. Tudo é lido na chave de uma devida “conversão ecológica”… Devemos recusar de forma absoluta expressões como “conversão ecológica”. Só existe conversão ao Senhor, e como consequência também existe o bem da natureza. Não podemos fazer do ecologismo uma nova religião. Estamos aqui em uma concepção panteísta, que deve ser recusada. O panteísmo não é apenas uma teoria sobre Deus, mas também um desprezo pelo homem. O Deus que se identifica com a natureza não é uma pessoa. Deus, o Criador, ao contrário, criou-nos à sua imagem e semelhança. Na oração, temos uma relação com um Deus que nos escuta, que entende o que queremos dizer, não um misticismo em que podemos dissolver a identidade pessoal. … e se considera mãe a Terra. Nossa mãe é uma pessoa, não a Terra. Nossa mãe na fé é Maria. A Igreja também se descreve como mãe, enquanto esposa de Jesus Cristo. Mas essas palavras não devem ser infladas. Uma coisa é ter respeito por todos os elementos deste mundo, outra é idealizá-los ou divinizá-los. Essa identificação de Deus com a natureza é uma forma de ateísmo, porque Deus é independente da natureza. Ignoram totalmente a Criação. No princípio dos anos 1980, o então Cardeal Ratzinger já via que as igrejas não pregavam mais sobre a Criação e previa consequências dramáticas. De fato, todos esses erros nascem da confusão entre Criador e criatura, da identificação da natureza com Deus, e que entre outras coisas gera o politeísmo, porque cada elemento natural vem associado com uma divindade. A essência do monoteísmo bíblico é a diferença ontológica entre Criador e criado. Deus não faz parte de sua obra, é soberano sobre todas as coisas criadas. Isso não é desprezo, mas elevação da natureza. E os homens já não são escravos dos elementos, já não têm que adorar o deus do fogo, ou fazer sacrifícios ao deus do fogo para pacificar-se com um elemento que provoca medo. O homem é finalmente livre. Nessa visão panteísta em que está preso o Instrumentum laboris subjaz também uma crítica ao antropocentrismo, que a própria Igreja deveria corrigir. É absurdo pretender que Deus não seja antropocêntrico. O homem é o centro da Criação, e Jesus se fez homem, não uma planta. Essa é uma heresia contra a dignidade humana. Ao contrário, a Igreja deve enfatizar o antropocentrismo, porque Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. A vida do homem é infinitamente mais valiosa que a vida de qualquer animal. Hoje existe uma inversão desse princípio: se um leão é assassinado na África, é um drama mundial; mas, se crianças são assassinadas no ventre da mãe, está tudo bem. Stálin também argumentou que essa centralidade da dignidade humana deveria ser eliminada; assim, podia chamar tantos homens para construir um canal e fazer com que morressem para o bem das gerações futuras. É para isso que servem essas ideologias, para fazer com que alguns dominem todos os demais. Mas Deus é antropocêntrico, a encarnação é antropocêntrica. A recusa do antropocentrismo vem apenas do ódio contra si mesmo e contra os outros homens. Outra palavra mágica do Instrumentum laboris é a inculturação, frequentemente associada à Encarnação. Utilizar a Encarnação quase como sinônimo de inculturação é a primeira mistificação. A Encarnação é um evento único, irrepetível, é o Verbo que se encarna em Jesus Cristo. Deus não se encarnou na religião judaica, não se encarnou em Jerusalém. Jesus Cristo é único. É um ponto fundamental, porque os sacramentos dependem da Encarnação, são presença do Verbo encarnado. Não se pode abusar de certos termos que são centrais no Cristianismo. Voltemos à inculturação. Do documento sinodal se entende que é necessário adotar todas as crenças dos povos indígenas, seus rituais e seus costumes. Também se faz referência a como o Cristianismo das origens se inculturou no mundo grego. E se diz que, tal como foi feito, deve-se então fazer hoje com o povo amazônico. Mas a Igreja Católica nunca aceitou os mitos gregos e romanos. Pelo contrário, recusou uma civilização que com a escravidão desprezava os homens, recusou a cultura imperialista de Roma e a pederastia típica dos gregos. A referência da Igreja era o pensamento da cultura grega, que chegou a reconhecer elementos que abriam o caminho para o Cristianismo. Aristóteles não inventou as dez categorias: estas já existem no ser, ele as descobriu. Como acontece na ciência moderna: não é algo que diz respeito apenas ao Ocidente, mas ao descobrimento de algumas estruturas e mecanismos que existem na natureza. O mesmo discurso vale para o direito romano, que não é nenhum sistema arbitrário. É o descobrimento de alguns princípios jurídicos que os romanos encontraram na natureza de uma comunidade. Certamente outras culturas não tiveram essa profundidade. Mas nós não vivemos na cultura grega, o Cristianismo transformou totalmente a cultura grega e romana. Certos mitos pagãos podem ter uma dimensão pedagógica para o Cristianismo, mas não são elementos que fundam o Cristianismo. Nesse processo de inculturação, o Instrumentum laboris também “relê” os Sacramentos, principalmente com relação às ordens sagradas, sob o pretexto de que existem poucos sacerdotes em um território tão vasto. É aqui onde fica demonstrado finalmente que o enfoque utilizado não tem nada a ver com o Cristianismo. A Revelação de Deus em Cristo se faz presente nos Sacramentos, e a Igreja não tem autoridade alguma para mudar a substância dos Sacramentos. Não são certos ritos dos quais gostamos, e o sacerdócio não é uma categoria sociológica para criar uma relação na comunidade. Qualquer sistema cultural tem os seus ritos e símbolos, mas os Sacramentos são meios da Graça divina, e por isso não podemos mudar o conteúdo nem a substância. Tampouco podemos mudar o rito, quando esse rito é constituído por Cristo mesmo. Não podemos fazer o Batismo com qualquer líquido, ele é feito com água natural. Na última ceia, Jesus Cristo não tomou qualquer bebida ou comida, tomou vinho de uva e pão de trigo. Dizem: mas o trigo não cresce na Amazônia, tomemos outra coisa. Isso não é inculturação. Não querem mudar apenas o que é de direito eclesiástico, mas também o que é de direito divino. Eminência, uma última coisa, frequentemente o senhor se refere a “eles”, que querem mudar a Igreja. Mas, quem são “eles”? Não depende de uma pessoa só ou de um grupo específico de pessoas. É um sistema, um pensamento, no qual por exemplo participam os que dirigem o Sínodo. Os que querem se adaptar ao mundo. Matrimônio, Celibato, sacerdotisas, tudo deve mudar, na convicção de que assim haverá uma nova primavera da Igreja. Como se não bastasse o exemplo dos protestantes para desmentir essa ilusão. Não veem que, ao contrário, destroem a Igreja, são como cegos que caem no poço. Mas, se alguém diz algo, é imediatamente marginalizado, taxado como inimigo do Papa. NOTAS. [1]. cf. [http://www.lanuovabq.it/it/sinodo-amazzonia-un-pretesto-per-cambiare-la-chiesa]. [2]. cf. [https://secretummeummihi.blogspot.com/2019/07/el-sinodo-para-la-amazonia-como.html]. [3]. cf. [https://secretummeummihi.blogspot.com/2019/06/heretico-y-apostata.html]. [https://infovaticana.com/2019/07/11/muller-sobre-el-documento-del-sinodo-de-la-amazonia-herejia-no-solamente-tambien-es-estupidez/]. Tradução. Bruno Braga Via Obra Missionária Clique aqui para ler mais artigos sobre o Sínodo Pan-Amazônico #CNBB #Mundo #SínododaAmazônia #AbusosLitúrgicos #Crisenaigreja #IgrejaCatólica
- GRANDES HERESIAS: A FASE MODERNA – Hilaire Belloc
[Os parágrafos seguintes abrem o capítulo final do livro do escritor e poeta inglês Hilaire Belloc, As grandes heresias, lançado no Brasil em 2012 pela editora Permanência, em tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo. Belloc, grande amigo de Chesterton, é quase desconhecido no Brasil; pouquíssimas obras suas foram traduzidas para o português]. Chegamos ao grande momento. A Fé está agora na presença não de uma heresia particular como no passado – o arianismo, o maniqueísmo, dos albigenses, dos maometanos – nem está na presença de algum tipo de heresia generalizada, como ocorreu quando enfrentou a revolução protestante trezentos a quatrocentos anos atrás. O inimigo que a Fé tem de enfrentar agora, e que pode ser chamado de “O Ataque Moderno”, é um assalto indiscriminado aos fundamentos da Fé, à própria existência da Fé. E o inimigo que agora avança contra nós está cada vez mais consciente do fato de que não pode haver qualquer neutralidade. As forças que agora se opõem à Fé têm o propósito de destruí-la. A batalha é doravante travada em uma linha divisória bem definida, envolvendo a sobrevivência ou a destruição da Igreja Católica. E toda a sua filosofia, não só uma parte dela. Sabemos, evidentemente, que a Igreja Católica não pode ser destruída. Porém, o que não sabemos é a extensão da área em que sobreviverá, seu poder de reviver ou o poder do inimigo de fazê-la recuar cada vez mais para suas últimas defesas, até que possa parecer que o anti-Cristo chegou, e a batalha final está para ser decidida. Esse é o momento da luta diante do mundo. Para muitos que não nutrem simpatias pelo Catolicismo, que herdaram a velha animosidade protestante contra a Igreja (embora o protestantismo doutrinário esteja agora morto) e que pensam que qualquer ataque à Igreja tenha de ser de uma forma ou de outra uma boa coisa, a luta já se mostra como um ataque vindouro ou atual contra o que chamam “Cristianismo”. Encontramos pessoas dizendo a todo momento que o movimento bolchevista, por exemplo, é “definitivamente anti-cristão” – “oposto a qualquer forma de cristianismo” – e que tem de ser “resistido por todos os cristãos, independentemente da Igreja particular a que se pertença”, e assim por diante. Discursos e escritos desse tipo são fúteis, porque não significam nada de definido. Não há essa coisa de uma religião chamada de “Cristianismo” – nunca houve essa religião. Há, e sempre houve, a Igreja e várias heresias resultantes de uma rejeição de algumas das doutrinas da Igreja por homens que ainda desejam manter o restante de seu ensinamento e moral. Mas nunca houve nem pode haver ou haverá uma religião cristã genérica, professada por homens que aceitem algumas importantes doutrinas centrais, embora concordando em diferir acerca de outras. Sempre houve, desde o início, e sempre haverá a Igreja e heresias várias destinadas a perecer ou, como a dos maometanos, crescer como uma religião separada. De um Cristianismo comum nunca houve e nunca poderá haver uma definição, pois nunca existiu. Não há nenhuma doutrina essencial, de modo que, se concordarmos com ela, possamos diferir acerca do restante, por exemplo, aceitar a imortalidade, mas negar a Trindade; um homem dizer-se cristão, embora negue a unidade da Igreja Cristã; dizer-se cristão, embora negue a presença de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento; dizer-se alegremente cristão, embora negue a Encarnação. Não! A disputa é entre a Igreja e a anti-Igreja, a Igreja de Deus e o anti-Deus, a Igreja de Cristo e o anti-Cristo. A verdade fica tão óbvia a cada dia que, em alguns anos, será universalmente aceita. Não classifico o ataque moderno de “anti-Cristo”, embora, no meu coração, acredite que seja o termo verdadeiro para ele: não, não o nomeio assim, porque pareceria exagerado no momento. Mas o nome não importa. Quer chamemos de “O Ataque Moderno, quer de “anti-Cristo”, é tudo a mesma coisa. Há uma questão clara agora entre a manutenção da moral, tradição e autoridade católicas, de um lado, e o esforço ativo de destruí-las, de outro. O ataque moderno não nos tolerará. E tentará nos destruir. Também não podemos tolerá-lo. Temos de tentar destruí-lo como o inimigo totalmente equipado e ardente da Verdade pela qual os homens vivem. O duelo é até a morte.
- Precisamos dizer NÃO à eutanásia
Eles se chamam Juana, Manuel, Paloma, Roberto, Clara, Carlos … E eles são deficientes, estão em coma, têm uma doença prolongada, como câncer ou AIDS, ou são apenas pessoas idosas. Todos nós temos pais, avós, tios ou amigos como eles, pessoas que nos amam mais do que qualquer outra pessoa no mundo e que lhe deram cada minuto de sua vida com imensa dedicação, generosidade e amor. Mas agora suas vidas estão ameaçadas por uma lei sinistra que a esquerda está determinada a implementar e que tem um nome que faz o cabelo ficar de pé: EUTANÁSIA. Nós decidimos. Ou não fazemos nada, ou agimos a partir de hoje para defendê-los: pedir aos partidos de centro-direita (PP, Ciudadanos e Vox) que rejeitem a lei de eutanásia que a esquerda quer implementar nesta legislatura. Essas pessoas que eu nomeei no início precisam de nós mais do que nunca, porque se deixarmos a lei da eutanásia ser aprovada, a morte ou o assassinato de todos eles podem ser justificados … e mais. Eles vão dizer que eu exagero, que apenas sobre a proteção do direito a uma morte digna, para aqueles que pensam como eu, são insensíveis à dor e sofrimento muitos drama de idosos na fase final de suas vidas e muitos doentes terminais. E eu digo mentira para nós … eles usam eufemismos que soam bem e que ninguém no seu perfeito juízo iria rejeitar (que não quer morrer com dignidade?) Para ocultar a questão fundamental, que é a seguinte: Quando uma sociedade permite que um ser humano excepcional seja morto sob a proteção legal do Estado, quando as leis nos obrigam a aceitar como “boas” as ações destinadas a pôr fim à vida de indivíduos cujas condições vitais não são consideradas suficientemente aceitáveis, todos, mais cedo ou mais tarde, estamos em perigo. Especialmente os mais vulneráveis: os idosos e os doentes que podem ser nossos pais, avós ou nossos entes queridos. Não nos deixemos enganar por essa nova armadilha à esquerda. Vamos agir agora para impedir que o Estado decida o fim da vida. Peça ao PP, Citizens e Vox, para nos proteger da lei da eutanásia preparada pela esquerda para este termo. As leis têm conseqüências. E as consequências de aprovar leis como a eutanásia são visíveis em países onde essa prática sinistra já é legal, por exemplo, a Bélgica (desde 2002): 32% dos pacientes submetidos a eutanásia não deram seu consentimento. 47% das mortes por eutanásia, que curiosamente correspondem a idosos com mais de 80 anos, não são registradas, apesar de a lei o obrigar a fazê-lo. 40% da população é favorável a deixar de pagar os custos dos tratamentos que prolongam a vida das pessoas com mais de 85 anos. Tudo isso acontece na Bélgica, mas na França – onde a eutanásia não é legal – esse mesmo mês de julho foi aplicado a Vincent Lambert. A saúde pública existe para manter pessoas como ele, mesmo que seja caro, para não tirá-las do caminho. Qual ser humano é quem decide que a vida do outro não merece ser vivida? É um argumento complicado deduzir que, porque ninguém gostaria de viver assim se eles lhe derem uma escolha, ele deve matar quem está nesta situação vulnerável. O nível ético de uma sociedade é medido pelo cuidado dos mais vulneráveis. Do Direito ao Viver, com você, lutamos contra a injustiça e trabalhamos pela proteção de certos valores, como a defesa da vida de todos os seres humanos, desde sua concepção até sua morte natural. Se damos ao Estado a capacidade de decidir qual vida vale a pena viver e de nos matar para nosso próprio bem, todos somos condenados. Não permita que eles se apropriem do fim da vida de seus entes queridos velhos ou doentes (e os seus próprios no futuro). Aja agora, antes que seja tarde demais. Assine esta campanha Obrigado por dizer não à eutanásia. #Política
- Precisamos dizer NÃO à eutanásia
Eles se chamam Juana, Manuel, Paloma, Roberto, Clara, Carlos … E eles são deficientes, estão em coma, têm uma doença prolongada, como câncer ou AIDS, ou são apenas pessoas idosas. Todos nós temos pais, avós, tios ou amigos como eles, pessoas que nos amam mais do que qualquer outra pessoa no mundo e que lhe deram cada minuto de sua vida com imensa dedicação, generosidade e amor. Mas agora suas vidas estão ameaçadas por uma lei sinistra que a esquerda está determinada a implementar e que tem um nome que faz o cabelo ficar de pé: EUTANÁSIA. Nós decidimos. Ou não fazemos nada, ou agimos a partir de hoje para defendê-los: pedir aos partidos de centro-direita (PP, Ciudadanos e Vox) que rejeitem a lei de eutanásia que a esquerda quer implementar nesta legislatura. Essas pessoas que eu nomeei no início precisam de nós mais do que nunca, porque se deixarmos a lei da eutanásia ser aprovada, a morte ou o assassinato de todos eles podem ser justificados … e mais. Eles vão dizer que eu exagero, que apenas sobre a proteção do direito a uma morte digna, para aqueles que pensam como eu, são insensíveis à dor e sofrimento muitos drama de idosos na fase final de suas vidas e muitos doentes terminais. E eu digo mentira para nós … eles usam eufemismos que soam bem e que ninguém no seu perfeito juízo iria rejeitar (que não quer morrer com dignidade?) Para ocultar a questão fundamental, que é a seguinte: Quando uma sociedade permite que um ser humano excepcional seja morto sob a proteção legal do Estado, quando as leis nos obrigam a aceitar como “boas” as ações destinadas a pôr fim à vida de indivíduos cujas condições vitais não são consideradas suficientemente aceitáveis, todos, mais cedo ou mais tarde, estamos em perigo. Especialmente os mais vulneráveis: os idosos e os doentes que podem ser nossos pais, avós ou nossos entes queridos. Não nos deixemos enganar por essa nova armadilha à esquerda. Vamos agir agora para impedir que o Estado decida o fim da vida. Peça ao PP, Citizens e Vox, para nos proteger da lei da eutanásia preparada pela esquerda para este termo. As leis têm conseqüências. E as consequências de aprovar leis como a eutanásia são visíveis em países onde essa prática sinistra já é legal, por exemplo, a Bélgica (desde 2002): 32% dos pacientes submetidos a eutanásia não deram seu consentimento. 47% das mortes por eutanásia, que curiosamente correspondem a idosos com mais de 80 anos, não são registradas, apesar de a lei o obrigar a fazê-lo. 40% da população é favorável a deixar de pagar os custos dos tratamentos que prolongam a vida das pessoas com mais de 85 anos. Tudo isso acontece na Bélgica, mas na França – onde a eutanásia não é legal – esse mesmo mês de julho foi aplicado a Vincent Lambert. A saúde pública existe para manter pessoas como ele, mesmo que seja caro, para não tirá-las do caminho. Qual ser humano é quem decide que a vida do outro não merece ser vivida? É um argumento complicado deduzir que, porque ninguém gostaria de viver assim se eles lhe derem uma escolha, ele deve matar quem está nesta situação vulnerável. O nível ético de uma sociedade é medido pelo cuidado dos mais vulneráveis. Do Direito ao Viver, com você, lutamos contra a injustiça e trabalhamos pela proteção de certos valores, como a defesa da vida de todos os seres humanos, desde sua concepção até sua morte natural. Se damos ao Estado a capacidade de decidir qual vida vale a pena viver e de nos matar para nosso próprio bem, todos somos condenados. Não permita que eles se apropriem do fim da vida de seus entes queridos velhos ou doentes (e os seus próprios no futuro). Aja agora, antes que seja tarde demais. Assine esta campanha Obrigado por dizer não à eutanásia. #Política
- O PENSAMENTO REACIONÁRIO – Wilson Martins
[Neste artigo, publicado pelo antigo “Suplemento literário” do Estadão, o crítico literário Wilson Martins, agnóstico, resenha o livro do jornalista católico Alfredo Lage A recusa de ser. A falência do pensamento liberal. Alfredo Lage era próximo de Gustavo Corção e, como ele, preocupava-se bastante com o que acontecia então com a Igreja pós-conciliar, sobretudo o poder que os modernistas iam conquistando na hierarquia. Wilson Martins reage como um típico liberal às ideias catolicamente ortodoxas de Alfredo Lage. No final, porém, depois de várias incompreensões em relação à Igreja, lembra o autor da História da inteligência brasileira que as “afinidades naturais da Igreja enquanto instituição vão muito mais no sentido do pensamento reacionário do que no seu oposto”, e admitia que a ascensão dos modernistas e progressistas era um empreendimento verdadeiramente suicida. Ou seja: adaptar a Igreja ao mundo era o mesmo que destruí-la.] O pensamento reacionário é, substancialmente, aquele que não ”aceita” como fatos históricos nem a Reforma, no plano espiritual, nem, no plano político, a Revolução Francesa. É uma recusa sistemática do “moderno”, qualquer que ele seja; não será sem razão que, no interior da Igreja Católica, ele adquiriu o nome particular de “integrismo” — porque deseja manter intacta a “integridade da fé” — por oposição ao “modernismo”, que sempre foi visto como a grande heresia englobando todas as outras (ainda que, a longo prazo, acabe por instalar-se nos hábitos e passe a constituir, por sua vez, um novo integrismo). Talvez não seja de todo inútil acentuar que não discuti aqui a validade intrínseca daqueles dois acontecimentos, nem as suas consequências, boas ou más, conforme os pontos de vista; trata-se, apenas, de marcar as posições de princípios que enquadram no seu contexto intelectual o livro de Alfredo Lage A recusa de ser. A falência do pensamento liberal (Rio de Janeiro, Agir, 1971 ). No vocabulário da reação, “modernismo” e “liberalismo”‘ são palavras sinônimas; Alfredo Lage não combate o mal por ser moderno, mas o moderno, por ser o mal; quanto ao pensamento liberal, escreve ele, simples “etapa” na “trajetória conjeturável do homem para realização cabal de suas virtualidades sobre a terra”, representa, “na melhor das hipóteses, um desvio, um compasso de espera ou uma parada morta” (p.11). O seu livro demonstra, ao contrário, involuntariamente, é verdade, que a história do homem é a história das suas conquistas liberais; afirmar que o “mundo nascido da revolução liberal é um mundo em estado de permanente subversão” (p. 17) implica, por um lado. evidente inexatidão factual e, por outro lado, uma visão estranhamente limitada da história. Com efeito, não é o pensamento democrático que resulta da Revolução Francesa (de onde Alfredo Lage data a “revolução liberal”), mas esta última que decorre daquele, assim como nele se originaram, desde a mais remota antiguidade, todos os movimentos sociais que acrescentaram ou introduziram uma parcela de liberdade, de dignidade pessoal ou de mera humanidade, onde ela antes não existia. Basta lembrar, para nos atermos aos singulares limites cronológicos deste volume, os resultados da “obra desagregadora do liberalismo”, tais como são enumerados pelo autor: “Abolição dos ‘privilégios’, discriminação contra o clero e as instituições eclesiais, centralização da administração e do ensino, expulsão das Ordens e Congregações religiosas, separação da Igreja e do Estado; doação do salário individual e do assistencialismo estatizado, proletarização das comunidades rurais, formação individualista nas escolas, lei do divórcio, monopólio estatal da educação, abolição das antigas divisões territoriais autônomas (substituídas por departamentos administrativos), etc.” Todos esses nefastos resultados do pensamento liberal prolongaram-se em nossos dias, acrescenta ele, “com as campanhas pela liberdade contraceptiva, a legalização do aborto, a abolição total da censura, o reconhecimento legal da homossexualidade, a legalização de eutanásia, a oficialização da Universidade contestatária etc.” (p.57). No quadro histórico do mundo contemporâneo, ele não distingue entre o bom e o menos bom, entre o ótimo e o péssimo: tudo deve ser rejeitado por ser liberal, é a noção mesmo de liberalismo que cai sob anátema como suprema heresia. Mais ainda: é a razão do homem, o “ideal racionalista”, que deve ser esmagada sem maiores hesitações; dos autores espirituais, os princípios do Doutor comum e as advertências dos papas, de Pio IX a Paulo VI (p.143). E, ainda assim, o Sumo Pontífice gloriosamente reinante não merece toda confiança: é um ‘”temperamento voluntarioso e até obstinado” que, ao contrário de Alfredo Lage, sofre da deplorável tendência de “reconhecer o bem onde quer que ele se encontre” e de “fazer justiça ao átomo de Verdade que se esconde no fundo dos piores erros” (p. 344). A consequência é que ele tem desorientado “muita gente habituada a esperar do chefe dos apóstolos a palavra final e decisiva'”. São expressões de Henri Rambaud que o autor deste livro faz suas; no paralelo das virtudes pontifícias de Pio X e Paulo VI, estabelecido pelo escritor francês com nítida vantagem para o primeiro, Alfredo Lage propõe implicitamente o modelo a seguir: Pio X condenava o erro (isto é, orientava-se pela repressão), enquanto Paulo VI proclama a verdade (ou seja, deixa-se guiar pelo laxismo). Essa “colocação”, sendo minhas as expressões entre parêntesis, parece exata a Alfredo Lage; mas não é ela a fonte principal da “desorientação” que desce do sólio de São Pedro: “Pio X condenava, evidentemente, mas não descurava por isso o ensinamento positivo das verdades da fé; promovia-o quanto estava em seu poder; ao passo que Paulo VI faz o possível para que esse ensinamento positivo não seja acompanhado por nenhuma recusa, a não ser a recusa da recusa”. São, ainda, palavras de Henri Rambaud, a quem Alfredo Lage acrescenta um comentário: “E eis aí onde, a meu ver, se introduz um desequilíbrio. Ou por outra, uma coisa é a atitude do Papa, outra essa atitude glosada por certas correntes influentes e repercutida nos escalões inferiores da hierarquia. O Papa talvez não leve em conta suficientemente que nada há mais autoritário do que sua abstenção e nada mais intimidante do que a sua tolerância, mormente depois que essas atitudes foram elaboradas (melhor diria decantadas e liquidificadas) pelos demolidores da Igreja nas retortas de suas máquinas condicionadoras do pensamento” (p. 346). A verdade é que a Igreja está minada pelo interior: “Ninguém ignora que há forte infiltração comunista no clero. Padres agitadores, padres guerrilheiros, padres técnicos em terrorismo são enviados da Europa a fim de organizar a subversão na América do Sul. Ninguém desconhece (o próprio Papa o afirma numa encíclica) que há uma recrudescência do modernismo na Igreja. E que pululam as faIsas doutrinas. Há organizações paracomunistas da juventude católica. E teólogos de renome pregam o historicismo e a socialização marxista” (p. 258-259). Tudo isso não seria nada se o comando mesmo da subversão não se localizasse em Roma e daí expedisse as instruções para a revolução mundial: “No âmago dessa trama espalhada em todos os países importantes, com ramificações em jornais como Le Monde, La Croix, o New York Times, etc., em revistas como Concilium, Commonweal, The Critic, Vozes e muitas outras; em editoras como Herder , Burns and Oates, Sheed and Ward, etc., encontramos o IDO-C, que é um Centro de Coordenação de Comunicações e um centro difusor de documentos (originariamente destinado a fornecer documentarão de bispos, teólogos, intelectuais etc. durante e após o Concilio) e um Centro de difusão de informação religiosa com sede em Roma. A revista católica Approaches, de Inglaterra, publicou um artigo em que expunha a origem, a estrutura, a composição e as relações do IDO-C com o movimento Pax, com sede na Polônia e dirigido — conforme denúncia do Cardeal Wiszhinsky — por urna organização comunista de “intelligentsia” (p. 342). Será inevitável concluir diante disso e dos demais esclarecimentos fornecidos por Alfredo Lage a respeito da “hierarquia paralela”, dos ”órgãos clandestinos e anônimos” e das posições assumidas por pensadores e teólogos eminentes como Maritain, Emmanuel Mounier e o jesuíta Henrique Lima Vaz, que há, pelo menos, uma forte corrente oficial de “modernismo” dentro da Igreja, tão legítima e importante quanto a que ele próprio representa e que se identifica pelo nome de “integrismo”. Claro, ele nega veementemente a existência mesmo deste último: trata-se, ao que parece, de uma invenção descabelada de Jacques Maritain (p. 43). Quando Alfredo Lage denuncia os erros dos “modernistas” “progressistas’* e “liberais”, apresenta-os como fatos, prsonalidades e doutrinas realmente existentes; quando estes últimos se referem ao “integrismo” e o combatem, estão apenas promovendo um procès d’intention (p. 44). Integrismo é um ente retórico, um monstro da fantasia, um espantalho moral fabricado (sic) por Maritain para desculpar a detestável existência do modernismo (p. 305) e para fazer passar a torta envenenada de Mounier” (p. 301) ou o neomarxismo de Lima Vaz. Maritain, de resto, está na fonte não apenas dos erros doutrinários e dogmáticos do modernismo, mas também mas, também, na do terrorismo urbano e dos movimentos contestatários: há “estreita continuidade” entre “o ideal do Estado laico cristão preconizado em Humanismo integral, o programa da “democracia cristã” instaurado no Chile, e o terrorismo de Saul Alinsky (p. 297). É que, para Alfredo Lage, assim como a razão é odiosa e necessariamente herética, os intelectuais são os grandes responsáveis pela enorme desordem do mundo moderno. E essa será, creio eu, a principal característica do pensamento reacionário: a sua hostilidade contra a inteligência livre. “A despeito das funções exercidas por burocratas, como também por ativistas e agitadores”, escreve Alfredo Lage, “são intelectuais os que montam e dirigem esses laboratórios onde se exercita a elite da Revolução. Tal foi o papel das sociétes de pensée no século XVIII, como também o das células dos partidos revolucionários nos séculos XIX e XX, e o das sociedades secretas dos modernistas denunciadas por São Pio X. O mesmo acontece com os grupos proféticos na Igreja de hoje. É relevante o papel dos intelectuais na preparação de todas essas subversões. As grandes apostasias da Idade Moderna nasceram de defecções da intelligentsia, como diz o provérbio norueguês: “É pela cabeça que o peixe apodrece”. Também na Igreja são membros da elite intelectual — teólogos, professores, historiadores, escritores etc. — (haja vista o papel desempenhado na sedição de hoje pelos chamados “peritos conciliares”), são intelectuais que propagam a onda de modernismo e que, mais tarde, estouram as comportas do dogma, da disciplina e da tradição para deixar passar a enxurrada do progressismo que atualmente desaba sobre a Igreja” (p. 341). O que, digamos entre parênteses, faria qualquer outro refletir. É preciso admitir, contudo, em favor de Alfredo Lage, que ele tem razão de encarar o “modernismo” como o anticorpo da Igreja por excelência: a expressão “civilização moderna”, escrevia o padre Meinvielle, que ele cita e aplaude, “representa outra concepção do homem, com outra escala de valores” (p.285) De Gregório XVI a Leão XIII e Pio X, “a Igreja não cessa de cominar (ou fulminar) contra a ideologia burguesia — o liberalismo — e contra o espírito moderno numa série de condenações decisivas” (p.302) Não apenas a Igreja, por definição e fora de qualquer intenção polêmica, é e não pode deixar de ser antimoderna e antiliberal, como, por outro lado, seria inegável que sempre houve, por parte da civilização moderna, o que Alfredo Lage denomina uma “insanável hostilidade” contra a Igreja (p.325). As afinidades naturais da Igreja enquanto instituição vão muito mais no sentido do pensamento reacionário do que no seu oposto; cabe perguntar, em conclusão, se os modernistas e progressistas não se meteram numa empresa que só deixará de ser contraditória para ser suicida. (“Suplemento literário” do jornal O Estado de São Paulo, 19/12/1971)
- O que o demônio mais almeja? A queda dos Padres!
Há algo de sobrenatural naquela cena da queda do Padre Marcelo Rossi. Uma mulher desequilibrada desce as arquibancadas, salta as cercas de ferro, passa pelas estruturas de som, sobe num palco de dois metros, sai correndo sem ser percebida em todo o trajeto e atira ao chão um padre de quase dois metros e cerca de cem quilos como se fosse uma folha de papel… Alguém dizia que “Deus permite ao diabo agir apenas com a condição de que não esconda o rabo”. Deixando de lado todas os abusos litúrgicos do Padre Marcelo Rossi, o ataque sofrido carrega um misterioso alerta: há uma guerra declarada de Satanás contra o clero. Não é mera coincidência que a reportagem principal da revista VEJA deste fim de semana seja propriamente sobre os abusos sexuais cometidos por padres na diocese de Limeira, que obrigaram o bispo Dom Vilson a renunciar ao cargo. A foto de capa é a de um padre com vestes tradicionais: batina e barrete, ambos frisados. Para além do significado fotográfico óbvio – mesmo sendo para representar um molestador, o que representa um padre católico continua sendo ainda a batina tradicional –, é evidente que a intenção semiótica principal é a de colar no clero conservador a marca de abusadores potenciais, coisa que se não faz com o clero progressista. Fato é que a reportagem de VEJA não está descolada de uma agenda interna mais ampla, que decorre da opção preferencial de Francisco pelo politicamente correto, mesmo com sacrifício dos bispos e dos padres do mundo inteiro. Sejamos mais claros. Com o Motu Proprio Vos estis lux mundi, o papa argentino institui uma política denuncista na Igreja, que não apenas desburocratiza acusações, mas as potencializa de modo quase incontrolável. Via de regra, as dioceses precisariam disponibilizar guichês para a denúncia de seus clérigos, criando, assim, espaços para a produção de documentos acusatórios contra si mesmas. Trata-se do completo aniquilamento da aplicação do direito pela Igreja, em favor da soberania mundana. E, para eximir-se de responsabilidades e, ao mesmo tempo, amarrar completamente os bispos, no Motu Proprio Sicut mater amabilis (a ironia do título é simplesmente sádica), Francisco estabelece que o bispo renuncie ou seja removido por decreto num prazo de quinze dias quando, por negligência, tiver agido ou omitido algo que cause algum dano grave a outros, sejam indivíduos ou grupos. Pode-se questionar se não é daí que decorre a necessidade de Francisco ficar em silêncio ante as acusações de Dom Viganò — teria o pontífice argentino, por coerência, de renunciar ao papado que perseguiu com tanto afinco. Em outras palavras, é a institucionalização da perseguição judicial na Igreja, tanto a padres quanto a bispos, é a ferramenta mais evoluída para infernizar inteiramente a vida eclesiástica. A reportagem de VEJA é uma espécie de alarme, um tiro para o alto, a fim de que se institua todo este aparelhamento bergogliano nas cúrias. Os inimigos da Igreja estão exultantes e já perceberam que este pontificado é uma espécie de Cavalo de Troia, infiltrado para levar a cabo aquilo que Paulo VI chamava de autodemolição da Igreja. Em um vídeo recente, o ex-pastor Caio Fábio apresenta eufóricas louvações ao Papa Francisco, aclamado como aquele que veio para realizar a justiça contra os padres, tachados indistintamente como tarados. “Criar dificuldades para vender facilidades”. Esta é a razão última de todas essas manobras. Em um pontificado que favorece a agenda gay, o feminismo descarado, o ecologismo psicótico, a esquerda internacional, parece quase incompreensível essa política de tolerância zero, não estivéssemos nós na iminência do Sínodo Pan-Amazônico, que é essencialmente um ataque ao sacerdócio católico e à santidade do celibato sacerdotal. A hecatombe que visa desmoralizar o clero tem como objetivo principal a destruição do celibato para reduzir o sacerdócio a uma mera função profissional, dada a homens casados que se ocupem apenas de modo parcial do ministério, transformando a Igreja em uma mera empresa, destinada inexoravelmente à falência espiritual. O plano do diabo não é somente derrubar os padres. É derrubar o sacerdócio católico como tal e inverter completamente a grande missão que Nosso Senhor concedeu aos Apóstolos: não se trata mais de converter o mundo, mas em ser convertido pelo mundo; não se trata mais de pregar para os índios, mas em regredir de tal modo que a Igreja se torne uma mera instituição tribal e pagã. Quando o Padre Marcelo foi atacado, estava justamente falando que o sacerdote tem as mãos ungidas, não pertence mais a si mesmo e age in persona Christi. Foi um ataque bastante eloquente. “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. Fonte: FratresInUnum.com
- O que o demônio mais almeja? A queda dos Padres!
Há algo de sobrenatural naquela cena da queda do Padre Marcelo Rossi. Uma mulher desequilibrada desce as arquibancadas, salta as cercas de ferro, passa pelas estruturas de som, sobe num palco de dois metros, sai correndo sem ser percebida em todo o trajeto e atira ao chão um padre de quase dois metros e cerca de cem quilos como se fosse uma folha de papel… Alguém dizia que “Deus permite ao diabo agir apenas com a condição de que não esconda o rabo”. Deixando de lado todas os abusos litúrgicos do Padre Marcelo Rossi, o ataque sofrido carrega um misterioso alerta: há uma guerra declarada de Satanás contra o clero. Não é mera coincidência que a reportagem principal da revista VEJA deste fim de semana seja propriamente sobre os abusos sexuais cometidos por padres na diocese de Limeira, que obrigaram o bispo Dom Vilson a renunciar ao cargo. A foto de capa é a de um padre com vestes tradicionais: batina e barrete, ambos frisados. Para além do significado fotográfico óbvio – mesmo sendo para representar um molestador, o que representa um padre católico continua sendo ainda a batina tradicional –, é evidente que a intenção semiótica principal é a de colar no clero conservador a marca de abusadores potenciais, coisa que se não faz com o clero progressista. Fato é que a reportagem de VEJA não está descolada de uma agenda interna mais ampla, que decorre da opção preferencial de Francisco pelo politicamente correto, mesmo com sacrifício dos bispos e dos padres do mundo inteiro. Sejamos mais claros. Com o Motu Proprio Vos estis lux mundi, o papa argentino institui uma política denuncista na Igreja, que não apenas desburocratiza acusações, mas as potencializa de modo quase incontrolável. Via de regra, as dioceses precisariam disponibilizar guichês para a denúncia de seus clérigos, criando, assim, espaços para a produção de documentos acusatórios contra si mesmas. Trata-se do completo aniquilamento da aplicação do direito pela Igreja, em favor da soberania mundana. E, para eximir-se de responsabilidades e, ao mesmo tempo, amarrar completamente os bispos, no Motu Proprio Sicut mater amabilis (a ironia do título é simplesmente sádica), Francisco estabelece que o bispo renuncie ou seja removido por decreto num prazo de quinze dias quando, por negligência, tiver agido ou omitido algo que cause algum dano grave a outros, sejam indivíduos ou grupos. Pode-se questionar se não é daí que decorre a necessidade de Francisco ficar em silêncio ante as acusações de Dom Viganò — teria o pontífice argentino, por coerência, de renunciar ao papado que perseguiu com tanto afinco. Em outras palavras, é a institucionalização da perseguição judicial na Igreja, tanto a padres quanto a bispos, é a ferramenta mais evoluída para infernizar inteiramente a vida eclesiástica. A reportagem de VEJA é uma espécie de alarme, um tiro para o alto, a fim de que se institua todo este aparelhamento bergogliano nas cúrias. Os inimigos da Igreja estão exultantes e já perceberam que este pontificado é uma espécie de Cavalo de Troia, infiltrado para levar a cabo aquilo que Paulo VI chamava de autodemolição da Igreja. Em um vídeo recente, o ex-pastor Caio Fábio apresenta eufóricas louvações ao Papa Francisco, aclamado como aquele que veio para realizar a justiça contra os padres, tachados indistintamente como tarados. “Criar dificuldades para vender facilidades”. Esta é a razão última de todas essas manobras. Em um pontificado que favorece a agenda gay, o feminismo descarado, o ecologismo psicótico, a esquerda internacional, parece quase incompreensível essa política de tolerância zero, não estivéssemos nós na iminência do Sínodo Pan-Amazônico, que é essencialmente um ataque ao sacerdócio católico e à santidade do celibato sacerdotal. A hecatombe que visa desmoralizar o clero tem como objetivo principal a destruição do celibato para reduzir o sacerdócio a uma mera função profissional, dada a homens casados que se ocupem apenas de modo parcial do ministério, transformando a Igreja em uma mera empresa, destinada inexoravelmente à falência espiritual. O plano do diabo não é somente derrubar os padres. É derrubar o sacerdócio católico como tal e inverter completamente a grande missão que Nosso Senhor concedeu aos Apóstolos: não se trata mais de converter o mundo, mas em ser convertido pelo mundo; não se trata mais de pregar para os índios, mas em regredir de tal modo que a Igreja se torne uma mera instituição tribal e pagã. Quando o Padre Marcelo foi atacado, estava justamente falando que o sacerdote tem as mãos ungidas, não pertence mais a si mesmo e age in persona Christi. Foi um ataque bastante eloquente. “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. Fonte: FratresInUnum.com
- Qual é a diferença entre um conservador, um tradicionalista e um contra-revolucionário?
Qual é a diferença entre um conservador, um tradicionalista e um contra-revolucionário? Normalmente, um conservador é entendido como alguém que quer conservar o que tem por uma questão de hábito. Assim, diante da Revolução na Igreja que muda tudo, ele se opõe a ela porque quebra seus hábitos e destrói aquilo com o qual se sente à vontade. Sua oposição, no entanto, não tem raízes profundas, porque não é apoiada por princípios. Por essa razão, com o passar do tempo, o conservador se desloca pouco a pouco para a esquerda. Ontem, por exemplo, ele se opunha à música pop nas igrejas, hoje ele aprova as missas com o rock ‘n’ roll nas Jornadas Mundiais da Juventude. O tradicionalista é uma pessoa que, diante das mudanças na Igreja – o Vaticano II, a nova moral, a nova missa, a nova liturgia, etc. – quer voltar ao tempo antes do Vaticano II. Ou seja, até a época em que a tradição era respeitada e havia boa moral, bons costumes, igrejas e devoções piedosas, a Missa Tridentina, é claro, e muitas outras coisas salutares. Para voltar a esse ideal, alguns querem voltar ao tempo de Pio XII, outros ao tempo de Pio XI, outros querem voltar ainda mais no tempo. Mas mesmo se eles são inspirados por princípios, eles não vêem o quadro inteiro. Eles não se colocam dentro do cenário de uma luta de muitos séculos. . O contra-revolucionário é aquele que, diante das mudanças modernas na Igreja, quer destruir a própria fonte dessas mudanças. Ele vê as mudanças como sendo o objetivo de uma corrente ruim – o progressismo – que é o herdeiro de outra corrente ruim – o modernismo – que foi o herdeiro do liberalismo. O liberalismo, por sua vez, estava ligado a todo um conjunto de outras correntes inspiradas e apoiadas por grupos e associações que sempre trabalharam e lutaram contra a Igreja Católica e a cristandade. Este movimento é a revolução. Então, o contra-revolucionário é aquela pessoa que vê toda a Revolução por trás das mudanças atuais na Igreja e quer destruí-la. Ele quer estabelecer na Igreja e na sociedade civil exatamente o oposto do que a Revolução deseja. Essa seria uma ordem que seria tradicional, mas é um tipo de tradicionalismo que está sempre na posição militante de contra-ataque contra o mal. Portanto, embora os três possam trabalhar juntos, conservadores, tradicionalistas e contra-revolucionários têm diferentes graus de profundidade e eficácia em suas posições. Uma boa e generalizada tendência que existe hoje nos Estados Unidos é que os conservadores se tornem tradicionalistas e que os tradicionalistas se tornem contra-revolucionários. Fomentar essa boa tendência é uma das razões para este artigo. O objetivo é revelar o verdadeiro inimigo nos bastidores – a Revolução – para que as fileiras dos contra-revolucionários comprometidos com uma ação eficiente aumentem. Agradeço a Nossa Senhora pelo fato de que estas fileiras estão aumentando. É claro que ela está trabalhando nas almas para dar a vitória à Contra-Revolução e estabelecer uma nova cristandade, que será o Reino de seu Imaculado Coração que ela anunciou em Fátima. ” Texto: Atila Sinke Guimarães Tradução: Rodrigo Sousa #IgrejaCatólica
- Qual é a diferença entre um conservador, um tradicionalista e um contra-revolucionário?
Qual é a diferença entre um conservador, um tradicionalista e um contra-revolucionário? Normalmente, um conservador é entendido como alguém que quer conservar o que tem por uma questão de hábito. Assim, diante da Revolução na Igreja que muda tudo, ele se opõe a ela porque quebra seus hábitos e destrói aquilo com o qual se sente à vontade. Sua oposição, no entanto, não tem raízes profundas, porque não é apoiada por princípios. Por essa razão, com o passar do tempo, o conservador se desloca pouco a pouco para a esquerda. Ontem, por exemplo, ele se opunha à música pop nas igrejas, hoje ele aprova as missas com o rock ‘n’ roll nas Jornadas Mundiais da Juventude. O tradicionalista é uma pessoa que, diante das mudanças na Igreja – o Vaticano II, a nova moral, a nova missa, a nova liturgia, etc. – quer voltar ao tempo antes do Vaticano II. Ou seja, até a época em que a tradição era respeitada e havia boa moral, bons costumes, igrejas e devoções piedosas, a Missa Tridentina, é claro, e muitas outras coisas salutares. Para voltar a esse ideal, alguns querem voltar ao tempo de Pio XII, outros ao tempo de Pio XI, outros querem voltar ainda mais no tempo. Mas mesmo se eles são inspirados por princípios, eles não vêem o quadro inteiro. Eles não se colocam dentro do cenário de uma luta de muitos séculos. . O contra-revolucionário é aquele que, diante das mudanças modernas na Igreja, quer destruir a própria fonte dessas mudanças. Ele vê as mudanças como sendo o objetivo de uma corrente ruim – o progressismo – que é o herdeiro de outra corrente ruim – o modernismo – que foi o herdeiro do liberalismo. O liberalismo, por sua vez, estava ligado a todo um conjunto de outras correntes inspiradas e apoiadas por grupos e associações que sempre trabalharam e lutaram contra a Igreja Católica e a cristandade. Este movimento é a revolução. Então, o contra-revolucionário é aquela pessoa que vê toda a Revolução por trás das mudanças atuais na Igreja e quer destruí-la. Ele quer estabelecer na Igreja e na sociedade civil exatamente o oposto do que a Revolução deseja. Essa seria uma ordem que seria tradicional, mas é um tipo de tradicionalismo que está sempre na posição militante de contra-ataque contra o mal. Portanto, embora os três possam trabalhar juntos, conservadores, tradicionalistas e contra-revolucionários têm diferentes graus de profundidade e eficácia em suas posições. Uma boa e generalizada tendência que existe hoje nos Estados Unidos é que os conservadores se tornem tradicionalistas e que os tradicionalistas se tornem contra-revolucionários. Fomentar essa boa tendência é uma das razões para este artigo. O objetivo é revelar o verdadeiro inimigo nos bastidores – a Revolução – para que as fileiras dos contra-revolucionários comprometidos com uma ação eficiente aumentem. Agradeço a Nossa Senhora pelo fato de que estas fileiras estão aumentando. É claro que ela está trabalhando nas almas para dar a vitória à Contra-Revolução e estabelecer uma nova cristandade, que será o Reino de seu Imaculado Coração que ela anunciou em Fátima. ” Texto: Atila Sinke Guimarães Tradução: Rodrigo Sousa #IgrejaCatólica
- “As portas do inferno não prevalecerão!” – Mais de 100 mil jovens passaram pelo Re
Não tenha medo de ser santo, tema do 21º acampamento PHN realizado na sede Canção Nova, em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo reuniu mais de 100 mil jovens desde quarta-feira. O evento terminou neste domingo, 14, contou com a presença de Padre Marcelo Rossi. Veja alguns dos melhores momentos: O Acampamento PHN é o evento que mais atrai jovens para a Comunidade Canção Nova De 10 a 14 julho, a Comunidade Canção Nova reuniu, em sua sede, na cidade de Cachoeira Paulista (SP), a juventude católica de todo o Brasil para o evento mais esperado do ano: o Acampamento PHN (Por Hoje Não, por hoje não vou mais pecar). Com o tema “Jovem, não tenha medo de ser santo” – apelo de São João Paulo II à juventude –, o PHN 2019 teve como proposta preparar os jovens para serem verdadeiros guerreiros na luta contra o pecado. O evento contou com a presença dos missionários da Canção Nova padre Adriano Zandoná, padre Bruno Costa, Alexandra Gonçalves, Cristiane Henrique, Emanuel Stênio, Pitter Di Laura, Thiago Tomé e dos convidados padre Mário Sartori, padre Marcelo Rossi, padre Paulo Ricardo, Astromar Braga e Dunga. Toda a programação do encontro abordou o revestimento e o armamento que todo jovem cristão deve portar para não temer a luta contra o pecado e viver a busca pela santidade como um autêntico guerreiro. A inspiração para as pregações do encontro está na Palavra de Deus, Efésios 6,13-17: “Tomai, portanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a Palavra de Deus.” Assista a pregação do Padre Paulo Ricardo durante o evento: Além das pregações, adoração ao Santíssimo Sacramento, Santa Missa e shows que aconteceram no Centro de Evangelização, a juventude PHN pode participar também das atividades paralelas: Cine PHN, Catequese PHN, Pocket Show, Teatro, Feira Vocacional e Meditação da Via-sacra no caminho da Misericórdia. Se você perdeu, não se preocupe, todo material está disponível no Canal do Youtube Canção Nova Play, acesse: Canção Nova Play
- “As portas do inferno não prevalecerão!” – Mais de 100 mil jovens passaram pelo Re
Não tenha medo de ser santo, tema do 21º acampamento PHN realizado na sede Canção Nova, em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo reuniu mais de 100 mil jovens desde quarta-feira. O evento terminou neste domingo, 14, contou com a presença de Padre Marcelo Rossi. Veja alguns dos melhores momentos: O Acampamento PHN é o evento que mais atrai jovens para a Comunidade Canção Nova De 10 a 14 julho, a Comunidade Canção Nova reuniu, em sua sede, na cidade de Cachoeira Paulista (SP), a juventude católica de todo o Brasil para o evento mais esperado do ano: o Acampamento PHN (Por Hoje Não, por hoje não vou mais pecar). Com o tema “Jovem, não tenha medo de ser santo” – apelo de São João Paulo II à juventude –, o PHN 2019 teve como proposta preparar os jovens para serem verdadeiros guerreiros na luta contra o pecado. O evento contou com a presença dos missionários da Canção Nova padre Adriano Zandoná, padre Bruno Costa, Alexandra Gonçalves, Cristiane Henrique, Emanuel Stênio, Pitter Di Laura, Thiago Tomé e dos convidados padre Mário Sartori, padre Marcelo Rossi, padre Paulo Ricardo, Astromar Braga e Dunga. Toda a programação do encontro abordou o revestimento e o armamento que todo jovem cristão deve portar para não temer a luta contra o pecado e viver a busca pela santidade como um autêntico guerreiro. A inspiração para as pregações do encontro está na Palavra de Deus, Efésios 6,13-17: “Tomai, portanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a Palavra de Deus.” Assista a pregação do Padre Paulo Ricardo durante o evento: Além das pregações, adoração ao Santíssimo Sacramento, Santa Missa e shows que aconteceram no Centro de Evangelização, a juventude PHN pode participar também das atividades paralelas: Cine PHN, Catequese PHN, Pocket Show, Teatro, Feira Vocacional e Meditação da Via-sacra no caminho da Misericórdia. Se você perdeu, não se preocupe, todo material está disponível no Canal do Youtube Canção Nova Play, acesse: Canção Nova Play
- Pastor celebridade Deive Leonardo acusa a Santíssima Virgem de “idiota” e recebe respost
Pastor que chamou Neymar de príncipe diz que a Virgem Maria teve “reação idiota” diante do anjo Pastor Deive Leonardo, fenômeno na internet com mais de 3 milhões de seguidores, apenas no Instagram, afirmou em um de seus cultos-shows que Maria, a Mãe de Jesus, teve uma “reação idiota” diante do Anjo Gabriel e que ela não combinava com o plano celeste. Clique aqui e assista o vídeo do pastor : Apoiado por uma teologia superficial, o pastor comenta o episódio da anunciação do Anjo Gabriel à Virgem Maria. “Quando a gente consegue contextualizar a palavra, a gente começa a ver que faz sentido a reação de Maria, mas ao mesmo tempo que faz sentido, é idiota a reação de Maria”, dispara a celebridade gospel. “Porque ela está numa experiência extraordinária …Um anjo na casa dela… E ela apresenta um bloqueio racional para algo espiritual extraordinário qur está acontecendo”, continua à busca de justificar sua premissa. Clique aqui e assista ao vídeo com a resposta do casal Déia e Tiba : O pastor em questão não se retratou de sua afirmação equivocada, ao contrário disso utilizou de recursos de direitos autorais para bloquear o acesso ao vídeo de resposta feito pelo casal Deia e Tiba, veja o relato: Vídeo bloqueado: Infelizmente, percebemos no Brasil uma cultura protestante onde há grande grande aversão à pessoa da Grande Mãe de Deus, Maria Santíssima. Isso ocorre por uma falta de formação mariana e grave deturpação e interpretação das sagradas escrituras. Historicamente o protestantismo nasceu da Igreja Católica e sendo assim levou consigo grande parte da doutrina milenar dos Apóstolos e papas, inclusive a devoção a Maria. O próprio Lutero, que deu origem à reforma protestante, cantava o “Magnificat” todos os dias em honra a Maria. Entretanto com a ramificação do protestantismo e até mesmo pelas divergências procedentes destas ramificações, esta devoção foi perdendo força até chegar ao ponto no qual Ela passou a ser hostilizada por grande parte dos protestantes, especialmente no Brasil onde o costume da leitura e do estudo são muito pobres. Clique aqui e assista a explicação do Professor Felipe Aquino: Por que os evangélicos desprezam tanto Maria? A MULHER, A SERPENTE E A PROFECIA Em Gênesis 3,15 lê-se que o próprio Deus estabeleceu o ódio entre a serpente e a mulher, entre sua descendência e a dela; e fazendo ver que estamos em uma batalha espiritual, antecipa o conhecimento do resultado final dessa guerra entre o bem e o mal, confiando à mulher e à sua descendência a missão de esmagar a cabeça do inimigo, que por sua vez procurará sempre armar-lhe ciladas. O diabo – melhor do que nós – conhecia a profecia e sabia que mais cedo ou mais tarde ela se cumpriria. Com efeito, o inimigo sabia que Deus não fez uma mera ameaça, mas uma promessa onde decretava sua derrota. A mulher é claramente Nossa Senhora, razão pela qual Jesus no alto da cruz, quando nos consagra a Ela, entregando-nos a seus cuidados, não utiliza o termo “mãe”, mas “mulher” (Jo 19,26). A palavra “mulher” aqui não é uma palavra de desprezo, ou que denote qualquer frieza para com a Mãe Santíssima, mas sim uma palavra técnica, precisa, muito bem colocada, pela qual Jesus queria nos fazer compreender que a Virgem Maria era a mulher destinada pelo Pai através da qual se cumpriria a profecia (Gen 3,15). Ele, seu único filho segundo a carne, entrega a Ela uma numerosíssima descendência na pessoa de João, quando diz: “Mulher eis aí o teu filho”. A Igreja interpretando este gesto do Senhor diz que em João, todos fomos entregues à Maria Santíssima, razão pela qual o Papa Paulo VI declarou Maria “Mãe da Igreja”. Ela é a mulher da profecia. Cristo, a cabeça da Igreja, e nós, seus membros, somos a descendência da mulher. Jesus nos entregou a Maria, dando a Ela a amorosa autoridade de mãe sobre todos, para que Ela nos ensinasse a amá-Lo, levando-nos a fazer tudo o que Ele mandou, e assim nos mantivéssemos em comunhão com Ele e com mais facilidade perseverássemos em sua graça. O desejo do inimigo é arrastar-nos para o inferno, tentando-nos de todos os modos possíveis para nos desviar do caminho de Deus e para que reneguemos a sua vontade, perdendo a sua graça e, portanto, a comunhão com Ele. Jesus nos deu Maria como antídoto contra o inimigo. É Ela que, como boa Mãe nos ajudará a acolher e compreender melhor a vontade de Deus e a rejeitar as tentações do inimigo, levando-nos a esmagar sua cabeça, ou seja, a rejeitar suas propostas que nos fariam perder a amizade e a comunhão com Deus. O povo cristão sempre venerou a Santíssima Virgem e recorreu à sua materna intercessão, mas só pouco a pouco se foi compreendendo seu papel no plano da salvação e como efetivamente Ela contribuiria em nosso processo de santificação e salvação. Quando São Luís Maria Grignion de Montfort escrevia o Tratado da Verdadeira Devoção mostrando de modo claro e elevado a importância e a necessidade de uma verdadeira devoção para com a Virgem Santíssima para nossa santificação pessoal, para benefício do próximo, assim como para o cumprimento da profecia; o inferno se revoltou e satanás mostrou todo seu pavor e ódio contra a consagração ali ensinada; pois ele compreendeu muito bem que se o mundo conhecesse a devoção e a consagração do modo como Montfort as apresentava, a profecia que o Pai havia feito em Gênesis 3,15 se cumpriria, de modo que sua cabeça seria esmagada, sua ação neutralizada e seu reino destruído. Tal é o pavor que o conteúdo do Tratado impõe ao inferno, que o inimigo em uma atitude ousada, jamais vista na história, tenta destruir o pequeno livro. Não sendo, entretanto, permitido por Deus tal coisa, ele empreende todos os esforços para escondê-lo, de “modo que não apareça” (T.V.D. 144) e o mundo não o conheça… Em sua sabedoria Deus permitiu tal ação, de modo que o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem escrito em 1712 desapareceu e só foi reencontrado 130 anos depois, em 1842, sendo prontamente publicado e posteriormente traduzido em mais de 60 línguas. Deus permitiu que o inimigo escondesse o Tratado por tanto tempo para que assim ficasse manifesto todo o medo que ele tem da consagração ali ensinada e assim compreendêssemos bem com que arma deveríamos derrotá-lo. Após 75 anos que o Tratado da Verdadeira Devoção foi encontrado, em 1917 Nossa Senhora aparece em Fátima e depois de mostrar o inferno aos pastorinhos e muitas almas que aí caíam “por não haver quem rezasse e se sacrificassem por elas” diz: “Para salvar as almas dos pobres pecadores, meu Filho quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”. É Jesus que novamente volta seu olhar para nós e apontando para sua Mãe diz: “Eis aí tua mãe” … Ele quer que se estabeleça no mundo a verdadeira devoção ao Coração da Virgem Imaculada, ou seja, aquela devoção e aquela entrega que Ele mesmo quis que tivéssemos para com sua Mãe Santíssima quando no-la deu por Mãe, e a fez Senhora, submetendo a Ela os nossos corações. Em Fátima nada de novo é dito. Ao manifestar o desejo do coração de seu Filho a Santíssima Virgem simplesmente recorda a todos a profecia do Pai (Gen. 3,15) e a ordem do Filho (Jo. 19,26), que respectivamente lhe confiou a missão de derrotar o inimigo, esmagando-lhe a cabeça e de proteger e educar a descendência que Deus lhe confiou ensinando-a a amá-lO verdadeiramente. Em Fátima Nossa Senhora nos faz compreender, que por vontade de Deus, a devoção e a consagração ao Seu Imaculado Coração precedem toda e qualquer devoção , não por ser mais importante, mais por ser uma condição para se fazer e viver bem qualquer outra devoção ou espiritualidade, sendo assim, aqueles que pela Total Consagração entram na Escola do Imaculado Coração de Maria , aprendem com ela a adorar de modo mais profundo a Jesus no Santíssimo Sacramento, a venerar de maneira mais elevada o Seu Sacratíssimo Coração, a deixar-se conduzir com muita mais docilidade pelo Espírito Santo, a honrar com mais perfeição os anjos e santos de Deus. Leia também: .: A Santa Escravidão de Amor .: Os erros mais comuns sobre a Total Consagração à Santíssima Virgem .: A necessidade e a urgência da propagação da Total Consagração a Santíssima Virgem Mais… Deus nos faz compreender que nesta batalha espiritual, seu plano para combater o inimigo e estabelecer o reinado de seu Filho no mundo, continua exatamente o mesmo, pois disse Nossa Senhora: “Por fim meu Imaculado Coração triunfará”. O Triunfo do Imaculado Coração de Maria consiste tão somente em fazer de Jesus o Senhor de todos os corações . Consiste em acolher todos em seu Coração para ensiná-los a fazer tudo que Jesus mandou. Maria reina em nós quando Jesus é feito Rei de nossos corações. O inimigo sabe que se todos forem a Maria Santíssima, então aprenderão com Ela a amar a Deus e a rejeitar as seduções do mal, por isso escondeu por tanto tempo o Tratado da Verdadeira Devoção, que nos ensina quem é Nossa Senhora e qual sua missão no processo de nossa santificação e salvação, como devemos nos entregar e consagrar a Ela, para que Ela tenha a liberdade de nos formar na fé e nos consolidar no amor a Jesus Cristo Nosso Senhor. No diário da Divina Misericórdia de Santa Faustina Kowalska, Jesus dizia à santa que da Polônia faria surgir uma centelha, através da qual incendiaria o mundo. Sem dúvida, essa centelha foi São João Paulo II, que em sua vida e doutrina nos deu a síntese de Montfort e Fátima. São João Paulo II tornou-se uma centelha que incendiaria o mundo, sobretudo no que se refere à sua devoção e consagração a Nossa Senhora. Ele fez perceber pelo seu exemplo e doutrina a importância e o lugar de Nossa Senhora na vida dos cristãos e de toda a Igreja. Colocou a base para uma profunda e extensa divulgação de Total Consagração, uma vez que leu o Tratado e fez a Consagração Total quando ainda era seminarista e adotou como lema de seu pontificado o “Totus Tuus”, resumo de sua total entrega a Mãe de Deus. Esse grande Papa, escravo por amor, recomendando a todos que fizessem essa consagração, escreveu à família Monfortana pedindo que não se “deixasse escondido esse tesouro de graça”. Tomando consciência do plano e da estratégia de Deus para salvar o seu povo e dar cumprimento à profecia, derrotando o inimigo de nossa salvação, compete a nós hoje, nas pegadas de São Luís de Montfort, respondendo ao apelo de Fátima a exemplo de São João Paulo II, fazer de tudo para conhecer, viver e divulgar a Total Consagração para que venha logo o prometido Triunfo do Imaculado Coração e o Reinado de Jesus Cristo Nosso Senhor. O demônio teve grande pavor e ódio do Tratado da Verdadeira Devoção, o que o levou a escondê-lo por 130 anos… Façamos exatamente o contrário!!! Trabalhemos para difundi-lo em todo o mundo , levando todos à Escola do Imaculado Coração onde o mundo compreenderá aquilo que não somos capazes de explicar, e entender o que não somos capazes de fazer compreender com palavras. Que todos amem a Jesus com toda a força, com toda alma, com todo coração e com todo entendimento. Que Ele reine no mundo e em nossos corações. Trabalhemos para que se cumpra a profecia!
- Pastor celebridade Deive Leonardo acusa a Santíssima Virgem de “idiota” e recebe respost
Pastor que chamou Neymar de príncipe diz que a Virgem Maria teve “reação idiota” diante do anjo Pastor Deive Leonardo, fenômeno na internet com mais de 3 milhões de seguidores, apenas no Instagram, afirmou em um de seus cultos-shows que Maria, a Mãe de Jesus, teve uma “reação idiota” diante do Anjo Gabriel e que ela não combinava com o plano celeste. Clique aqui e assista o vídeo do pastor : Apoiado por uma teologia superficial, o pastor comenta o episódio da anunciação do Anjo Gabriel à Virgem Maria. “Quando a gente consegue contextualizar a palavra, a gente começa a ver que faz sentido a reação de Maria, mas ao mesmo tempo que faz sentido, é idiota a reação de Maria”, dispara a celebridade gospel. “Porque ela está numa experiência extraordinária …Um anjo na casa dela… E ela apresenta um bloqueio racional para algo espiritual extraordinário qur está acontecendo”, continua à busca de justificar sua premissa. Clique aqui e assista ao vídeo com a resposta do casal Déia e Tiba : O pastor em questão não se retratou de sua afirmação equivocada, ao contrário disso utilizou de recursos de direitos autorais para bloquear o acesso ao vídeo de resposta feito pelo casal Deia e Tiba, veja o relato: Vídeo bloqueado: Infelizmente, percebemos no Brasil uma cultura protestante onde há grande grande aversão à pessoa da Grande Mãe de Deus, Maria Santíssima. Isso ocorre por uma falta de formação mariana e grave deturpação e interpretação das sagradas escrituras. Historicamente o protestantismo nasceu da Igreja Católica e sendo assim levou consigo grande parte da doutrina milenar dos Apóstolos e papas, inclusive a devoção a Maria. O próprio Lutero, que deu origem à reforma protestante, cantava o “Magnificat” todos os dias em honra a Maria. Entretanto com a ramificação do protestantismo e até mesmo pelas divergências procedentes destas ramificações, esta devoção foi perdendo força até chegar ao ponto no qual Ela passou a ser hostilizada por grande parte dos protestantes, especialmente no Brasil onde o costume da leitura e do estudo são muito pobres. Clique aqui e assista a explicação do Professor Felipe Aquino: Por que os evangélicos desprezam tanto Maria? A MULHER, A SERPENTE E A PROFECIA Em Gênesis 3,15 lê-se que o próprio Deus estabeleceu o ódio entre a serpente e a mulher, entre sua descendência e a dela; e fazendo ver que estamos em uma batalha espiritual, antecipa o conhecimento do resultado final dessa guerra entre o bem e o mal, confiando à mulher e à sua descendência a missão de esmagar a cabeça do inimigo, que por sua vez procurará sempre armar-lhe ciladas. O diabo – melhor do que nós – conhecia a profecia e sabia que mais cedo ou mais tarde ela se cumpriria. Com efeito, o inimigo sabia que Deus não fez uma mera ameaça, mas uma promessa onde decretava sua derrota. A mulher é claramente Nossa Senhora, razão pela qual Jesus no alto da cruz, quando nos consagra a Ela, entregando-nos a seus cuidados, não utiliza o termo “mãe”, mas “mulher” (Jo 19,26). A palavra “mulher” aqui não é uma palavra de desprezo, ou que denote qualquer frieza para com a Mãe Santíssima, mas sim uma palavra técnica, precisa, muito bem colocada, pela qual Jesus queria nos fazer compreender que a Virgem Maria era a mulher destinada pelo Pai através da qual se cumpriria a profecia (Gen 3,15). Ele, seu único filho segundo a carne, entrega a Ela uma numerosíssima descendência na pessoa de João, quando diz: “Mulher eis aí o teu filho”. A Igreja interpretando este gesto do Senhor diz que em João, todos fomos entregues à Maria Santíssima, razão pela qual o Papa Paulo VI declarou Maria “Mãe da Igreja”. Ela é a mulher da profecia. Cristo, a cabeça da Igreja, e nós, seus membros, somos a descendência da mulher. Jesus nos entregou a Maria, dando a Ela a amorosa autoridade de mãe sobre todos, para que Ela nos ensinasse a amá-Lo, levando-nos a fazer tudo o que Ele mandou, e assim nos mantivéssemos em comunhão com Ele e com mais facilidade perseverássemos em sua graça. O desejo do inimigo é arrastar-nos para o inferno, tentando-nos de todos os modos possíveis para nos desviar do caminho de Deus e para que reneguemos a sua vontade, perdendo a sua graça e, portanto, a comunhão com Ele. Jesus nos deu Maria como antídoto contra o inimigo. É Ela que, como boa Mãe nos ajudará a acolher e compreender melhor a vontade de Deus e a rejeitar as tentações do inimigo, levando-nos a esmagar sua cabeça, ou seja, a rejeitar suas propostas que nos fariam perder a amizade e a comunhão com Deus. O povo cristão sempre venerou a Santíssima Virgem e recorreu à sua materna intercessão, mas só pouco a pouco se foi compreendendo seu papel no plano da salvação e como efetivamente Ela contribuiria em nosso processo de santificação e salvação. Quando São Luís Maria Grignion de Montfort escrevia o Tratado da Verdadeira Devoção mostrando de modo claro e elevado a importância e a necessidade de uma verdadeira devoção para com a Virgem Santíssima para nossa santificação pessoal, para benefício do próximo, assim como para o cumprimento da profecia; o inferno se revoltou e satanás mostrou todo seu pavor e ódio contra a consagração ali ensinada; pois ele compreendeu muito bem que se o mundo conhecesse a devoção e a consagração do modo como Montfort as apresentava, a profecia que o Pai havia feito em Gênesis 3,15 se cumpriria, de modo que sua cabeça seria esmagada, sua ação neutralizada e seu reino destruído. Tal é o pavor que o conteúdo do Tratado impõe ao inferno, que o inimigo em uma atitude ousada, jamais vista na história, tenta destruir o pequeno livro. Não sendo, entretanto, permitido por Deus tal coisa, ele empreende todos os esforços para escondê-lo, de “modo que não apareça” (T.V.D. 144) e o mundo não o conheça… Em sua sabedoria Deus permitiu tal ação, de modo que o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem escrito em 1712 desapareceu e só foi reencontrado 130 anos depois, em 1842, sendo prontamente publicado e posteriormente traduzido em mais de 60 línguas. Deus permitiu que o inimigo escondesse o Tratado por tanto tempo para que assim ficasse manifesto todo o medo que ele tem da consagração ali ensinada e assim compreendêssemos bem com que arma deveríamos derrotá-lo. Após 75 anos que o Tratado da Verdadeira Devoção foi encontrado, em 1917 Nossa Senhora aparece em Fátima e depois de mostrar o inferno aos pastorinhos e muitas almas que aí caíam “por não haver quem rezasse e se sacrificassem por elas” diz: “Para salvar as almas dos pobres pecadores, meu Filho quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”. É Jesus que novamente volta seu olhar para nós e apontando para sua Mãe diz: “Eis aí tua mãe” … Ele quer que se estabeleça no mundo a verdadeira devoção ao Coração da Virgem Imaculada, ou seja, aquela devoção e aquela entrega que Ele mesmo quis que tivéssemos para com sua Mãe Santíssima quando no-la deu por Mãe, e a fez Senhora, submetendo a Ela os nossos corações. Em Fátima nada de novo é dito. Ao manifestar o desejo do coração de seu Filho a Santíssima Virgem simplesmente recorda a todos a profecia do Pai (Gen. 3,15) e a ordem do Filho (Jo. 19,26), que respectivamente lhe confiou a missão de derrotar o inimigo, esmagando-lhe a cabeça e de proteger e educar a descendência que Deus lhe confiou ensinando-a a amá-lO verdadeiramente. Em Fátima Nossa Senhora nos faz compreender, que por vontade de Deus, a devoção e a consagração ao Seu Imaculado Coração precedem toda e qualquer devoção , não por ser mais importante, mais por ser uma condição para se fazer e viver bem qualquer outra devoção ou espiritualidade, sendo assim, aqueles que pela Total Consagração entram na Escola do Imaculado Coração de Maria , aprendem com ela a adorar de modo mais profundo a Jesus no Santíssimo Sacramento, a venerar de maneira mais elevada o Seu Sacratíssimo Coração, a deixar-se conduzir com muita mais docilidade pelo Espírito Santo, a honrar com mais perfeição os anjos e santos de Deus. Leia também: .: A Santa Escravidão de Amor .: Os erros mais comuns sobre a Total Consagração à Santíssima Virgem .: A necessidade e a urgência da propagação da Total Consagração a Santíssima Virgem Mais… Deus nos faz compreender que nesta batalha espiritual, seu plano para combater o inimigo e estabelecer o reinado de seu Filho no mundo, continua exatamente o mesmo, pois disse Nossa Senhora: “Por fim meu Imaculado Coração triunfará”. O Triunfo do Imaculado Coração de Maria consiste tão somente em fazer de Jesus o Senhor de todos os corações . Consiste em acolher todos em seu Coração para ensiná-los a fazer tudo que Jesus mandou. Maria reina em nós quando Jesus é feito Rei de nossos corações. O inimigo sabe que se todos forem a Maria Santíssima, então aprenderão com Ela a amar a Deus e a rejeitar as seduções do mal, por isso escondeu por tanto tempo o Tratado da Verdadeira Devoção, que nos ensina quem é Nossa Senhora e qual sua missão no processo de nossa santificação e salvação, como devemos nos entregar e consagrar a Ela, para que Ela tenha a liberdade de nos formar na fé e nos consolidar no amor a Jesus Cristo Nosso Senhor. No diário da Divina Misericórdia de Santa Faustina Kowalska, Jesus dizia à santa que da Polônia faria surgir uma centelha, através da qual incendiaria o mundo. Sem dúvida, essa centelha foi São João Paulo II, que em sua vida e doutrina nos deu a síntese de Montfort e Fátima. São João Paulo II tornou-se uma centelha que incendiaria o mundo, sobretudo no que se refere à sua devoção e consagração a Nossa Senhora. Ele fez perceber pelo seu exemplo e doutrina a importância e o lugar de Nossa Senhora na vida dos cristãos e de toda a Igreja. Colocou a base para uma profunda e extensa divulgação de Total Consagração, uma vez que leu o Tratado e fez a Consagração Total quando ainda era seminarista e adotou como lema de seu pontificado o “Totus Tuus”, resumo de sua total entrega a Mãe de Deus. Esse grande Papa, escravo por amor, recomendando a todos que fizessem essa consagração, escreveu à família Monfortana pedindo que não se “deixasse escondido esse tesouro de graça”. Tomando consciência do plano e da estratégia de Deus para salvar o seu povo e dar cumprimento à profecia, derrotando o inimigo de nossa salvação, compete a nós hoje, nas pegadas de São Luís de Montfort, respondendo ao apelo de Fátima a exemplo de São João Paulo II, fazer de tudo para conhecer, viver e divulgar a Total Consagração para que venha logo o prometido Triunfo do Imaculado Coração e o Reinado de Jesus Cristo Nosso Senhor. O demônio teve grande pavor e ódio do Tratado da Verdadeira Devoção, o que o levou a escondê-lo por 130 anos… Façamos exatamente o contrário!!! Trabalhemos para difundi-lo em todo o mundo , levando todos à Escola do Imaculado Coração onde o mundo compreenderá aquilo que não somos capazes de explicar, e entender o que não somos capazes de fazer compreender com palavras. Que todos amem a Jesus com toda a força, com toda alma, com todo coração e com todo entendimento. Que Ele reine no mundo e em nossos corações. Trabalhemos para que se cumpra a profecia!
- O ANTICRISTIANISMO DA GRANDE MÍDIA
Toda a grande mídia tem sido, nas últimas décadas, de uma flagrante má vontade para com a Igreja Católica e o cristianismo conservador em geral. Exemplo disso é o recente depoimento da ex-jornalista católica da BBC, Catherine Utley, que no artigo “Ignorância e preconceito anticatólico na BBC”, revelou como funcionavam as coisas na famosa rede britânica em relação à Igreja e ao Papa Bento XVI, quando ele ainda era o pontífice romano. A jornalista trabalhou por trinta anos na redação da BBC World Service, que é o serviço mundial da BBC — a maior emissora internacional de televisão do planeta, transmitindo para mais de quarenta idiomas. Observou que os canais locais da BBC, dirigidos a europeus britânicos de mentalidade mais liberal, eram em geral agressivos com o cristianismo, mas também a BBC internacional já sofria a interferência das novas ideias, cobrindo com deliberada deficiência a perseguição e matança de cristãos em boa parte do mundo, da África à China. A hostilidade à Igreja ficou bem evidente durante a visita de Bento XVI à Inglaterra, em 2010. Relembra Catherine Utley: “Quando o papa Bento XVI visitou Londres em 2010, saiu da reunião editorial matutina, na Casa Bush, uma ordem aos jornalistas para que as observações do Papa sobre abuso sexual infantil, feitas durante sua viagem, permanecessem no topo da matéria ‘por um número razoável de horas’, apesar do que pudesse acontecer posteriormente, e não obstante o que ele pudesse dizer sobre outros assuntos, depois de sua chegada.” Enfim, era preciso dar ampla repercussão àqueles escândalos, associando a Igreja Católica exclusivamente a isso, varrendo para debaixo do tapete os pontos fundamentais do pontificado de Bento XVI: a defesa da vida humana em todas as suas fases, da concepção à morte natural; o casamento como união permanente entre um homem e uma mulher; o direito dos pais de decidir sobre a educação dos próprios filhos; e a insistente crítica à “ditadura do relativismo”, ao vale-tudo moral de nossa época. Os “abusos sexuais” (erroneamente associados à pedofilia, pois eram na verdade casos notórios de homossexualismo) se transformaram na única questão católica considerada digna de ser tratada pela “Casa Bush”, nome dado ao lugar em que funcionava o cérebro da emissora, onde se faziam as reuniões editoriais da BBC e saía o roteiro de assuntos a serem tratados nas edições jornalísticas das emissoras de rádio, de televisão ou sites da corporação. A jornalista conta que, apesar de ser católica e a mais indicada para escrever sobre o papa, foi no entanto educadamente convidada a escrever naqueles dias sobre a África, continente do qual nada sabia. Em seu lugar, a emissora designou para a cobertura pontifícia um colega totalmente ignorante sobre as coisas da Igreja. Que poder era aquele que, irradiado da Casa Bush, obrigava os jornalistas a se distanciarem de sua prática editorial normal, “que buscava avaliar uma matéria jornalística em sua dinâmica e por seus próprios méritos”? Por que a jornalista católica Catherine Utley, a mais competente da emissora para escrever sobre o papa, foi convidada a escrever sobre o continente africano? A resposta que obteve era aparentemente razoável (haveria mais objetividade jornalística, se um não católico escrevesse sobre o papa e a Igreja), se de fato a decisão não encobrisse o claro propósito de manipular a matéria, direcionando-a no sentido de comprometer a imagem da Igreja Católica. Hoje, os jornalistas da BBC, mesmo com bom conhecimento de geopolítica e relações internacionais, pouco sabem do cristianismo, sua história, sua doutrina. Declaram-se favoráveis ao aborto, à eutanásia, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ou seja, são as ferramentas perfeitas de uma corporação midiática que hoje se encontra a serviço de um poder político global claramente definido, com propósitos bem precisos em relação a forças (ditas reacionárias) que atrapalhem a implantação de uma “nova ordem mundial”, contra a qual o Papa Bento XVI sempre lutou.
- Protestantes se enfurecem após Pe. Marcelo Rossi dizer: “Maria passou na frente e pisou na cab
Neste Domingo, 14 de julho, durante a missa de encerramento do Retiro PHN na Canção Nova, diante de mais de 70 mil fiéis, o Padre Marcelo Rossi foi vítima de um grave atentado no qual ele foi arremessado do altar onde estava para o chão, uma altura de aproximadamente 2 metros. Os presentes se espantaram que não houvessem ferimentos graves pois a queda poderia ate ser fatal. O Padre Marcelo Rossi atribuiu sua segurança à intervenção divina e ao socorro da Santíssima Virgem, dizendo: “Maria passou na frente e pisou na cabeça da serpente.”. Revoltados com essa declaração, uma grande quantidade de protestantes (evangélicos) hostilizaram Maria Santíssima nas redes sociais, em vídeos e publicações referentes ao incidente. Infelizmente, percebemos no Brasil uma cultura protestante onde há grande grande aversão à pessoa da Grande Mãe de Deus, Maria Santíssima. Isso ocorre por uma falta de formação mariana e grave deturpação e interpretação das sagradas escrituras. Historicamente o protestantismo nasceu da Igreja Católica e sendo assim levou consigo grande parte da doutrina milenar dos Apóstolos e papas, inclusive a devoção a Maria. O próprio Lutero, que deu origem à reforma protestante, cantava o “Magnificat” todos os dias em honra a Maria. Entretanto com a ramificação do protestantismo e até mesmo pelas divergências procedentes destas ramificações, esta devoção foi perdendo força até chegar ao ponto no qual Ela passou a ser hostilizada por grande parte dos protestantes, especialmente no Brasil onde o costume da leitura e do estudo são muito pobres. Veja o comentário do Pe. Gabriel sobre esta realidade: Veja a explicação do Professor Felipe Aquino: A MULHER, A SERPENTE E A PROFECIA Em Gênesis 3,15 lê-se que o próprio Deus estabeleceu o ódio entre a serpente e a mulher, entre sua descendência e a dela; e fazendo ver que estamos em uma batalha espiritual, antecipa o conhecimento do resultado final dessa guerra entre o bem e o mal, confiando à mulher e à sua descendência a missão de esmagar a cabeça do inimigo, que por sua vez procurará sempre armar-lhe ciladas. O diabo – melhor do que nós – conhecia a profecia e sabia que mais cedo ou mais tarde ela se cumpriria. Com efeito, o inimigo sabia que Deus não fez uma mera ameaça, mas uma promessa onde decretava sua derrota. A mulher é claramente Nossa Senhora, razão pela qual Jesus no alto da cruz, quando nos consagra a Ela, entregando-nos a seus cuidados, não utiliza o termo “mãe”, mas “mulher” (Jo 19,26). A palavra “mulher” aqui não é uma palavra de desprezo, ou que denote qualquer frieza para com a Mãe Santíssima, mas sim uma palavra técnica, precisa, muito bem colocada, pela qual Jesus queria nos fazer compreender que a Virgem Maria era a mulher destinada pelo Pai através da qual se cumpriria a profecia (Gen 3,15). Ele, seu único filho segundo a carne, entrega a Ela uma numerosíssima descendência na pessoa de João, quando diz: “Mulher eis aí o teu filho”. A Igreja interpretando este gesto do Senhor diz que em João, todos fomos entregues à Maria Santíssima, razão pela qual o Papa Paulo VI declarou Maria “Mãe da Igreja”. Ela é a mulher da profecia. Cristo, a cabeça da Igreja, e nós, seus membros, somos a descendência da mulher. Jesus nos entregou a Maria, dando a Ela a amorosa autoridade de mãe sobre todos, para que Ela nos ensinasse a amá-Lo, levando-nos a fazer tudo o que Ele mandou, e assim nos mantivéssemos em comunhão com Ele e com mais facilidade perseverássemos em sua graça. O desejo do inimigo é arrastar-nos para o inferno, tentando-nos de todos os modos possíveis para nos desviar do caminho de Deus e para que reneguemos a sua vontade, perdendo a sua graça e, portanto, a comunhão com Ele. Jesus nos deu Maria como antídoto contra o inimigo. É Ela que, como boa Mãe nos ajudará a acolher e compreender melhor a vontade de Deus e a rejeitar as tentações do inimigo, levando-nos a esmagar sua cabeça, ou seja, a rejeitar suas propostas que nos fariam perder a amizade e a comunhão com Deus. Continue lendo o artigo A MULHER, A SERPENTE E A PROFECIA: clique aqui! Veja agora o vídeo do Padre Marcelo Rossi após o fim da Santa Missa no qual ele tranquiliza os fiéis e agradece a Santíssima Virgem: #NossaSenhora
- Protestantes se enfurecem após Pe. Marcelo Rossi dizer: “Maria passou na frente e pisou na cab
Neste Domingo, 14 de julho, durante a missa de encerramento do Retiro PHN na Canção Nova, diante de mais de 70 mil fiéis, o Padre Marcelo Rossi foi vítima de um grave atentado no qual ele foi arremessado do altar onde estava para o chão, uma altura de aproximadamente 2 metros. Os presentes se espantaram que não houvessem ferimentos graves pois a queda poderia ate ser fatal. O Padre Marcelo Rossi atribuiu sua segurança à intervenção divina e ao socorro da Santíssima Virgem, dizendo: “Maria passou na frente e pisou na cabeça da serpente.”. Revoltados com essa declaração, uma grande quantidade de protestantes (evangélicos) hostilizaram Maria Santíssima nas redes sociais, em vídeos e publicações referentes ao incidente. Infelizmente, percebemos no Brasil uma cultura protestante onde há grande grande aversão à pessoa da Grande Mãe de Deus, Maria Santíssima. Isso ocorre por uma falta de formação mariana e grave deturpação e interpretação das sagradas escrituras. Historicamente o protestantismo nasceu da Igreja Católica e sendo assim levou consigo grande parte da doutrina milenar dos Apóstolos e papas, inclusive a devoção a Maria. O próprio Lutero, que deu origem à reforma protestante, cantava o “Magnificat” todos os dias em honra a Maria. Entretanto com a ramificação do protestantismo e até mesmo pelas divergências procedentes destas ramificações, esta devoção foi perdendo força até chegar ao ponto no qual Ela passou a ser hostilizada por grande parte dos protestantes, especialmente no Brasil onde o costume da leitura e do estudo são muito pobres. Veja o comentário do Pe. Gabriel sobre esta realidade: Veja a explicação do Professor Felipe Aquino: A MULHER, A SERPENTE E A PROFECIA Em Gênesis 3,15 lê-se que o próprio Deus estabeleceu o ódio entre a serpente e a mulher, entre sua descendência e a dela; e fazendo ver que estamos em uma batalha espiritual, antecipa o conhecimento do resultado final dessa guerra entre o bem e o mal, confiando à mulher e à sua descendência a missão de esmagar a cabeça do inimigo, que por sua vez procurará sempre armar-lhe ciladas. O diabo – melhor do que nós – conhecia a profecia e sabia que mais cedo ou mais tarde ela se cumpriria. Com efeito, o inimigo sabia que Deus não fez uma mera ameaça, mas uma promessa onde decretava sua derrota. A mulher é claramente Nossa Senhora, razão pela qual Jesus no alto da cruz, quando nos consagra a Ela, entregando-nos a seus cuidados, não utiliza o termo “mãe”, mas “mulher” (Jo 19,26). A palavra “mulher” aqui não é uma palavra de desprezo, ou que denote qualquer frieza para com a Mãe Santíssima, mas sim uma palavra técnica, precisa, muito bem colocada, pela qual Jesus queria nos fazer compreender que a Virgem Maria era a mulher destinada pelo Pai através da qual se cumpriria a profecia (Gen 3,15). Ele, seu único filho segundo a carne, entrega a Ela uma numerosíssima descendência na pessoa de João, quando diz: “Mulher eis aí o teu filho”. A Igreja interpretando este gesto do Senhor diz que em João, todos fomos entregues à Maria Santíssima, razão pela qual o Papa Paulo VI declarou Maria “Mãe da Igreja”. Ela é a mulher da profecia. Cristo, a cabeça da Igreja, e nós, seus membros, somos a descendência da mulher. Jesus nos entregou a Maria, dando a Ela a amorosa autoridade de mãe sobre todos, para que Ela nos ensinasse a amá-Lo, levando-nos a fazer tudo o que Ele mandou, e assim nos mantivéssemos em comunhão com Ele e com mais facilidade perseverássemos em sua graça. O desejo do inimigo é arrastar-nos para o inferno, tentando-nos de todos os modos possíveis para nos desviar do caminho de Deus e para que reneguemos a sua vontade, perdendo a sua graça e, portanto, a comunhão com Ele. Jesus nos deu Maria como antídoto contra o inimigo. É Ela que, como boa Mãe nos ajudará a acolher e compreender melhor a vontade de Deus e a rejeitar as tentações do inimigo, levando-nos a esmagar sua cabeça, ou seja, a rejeitar suas propostas que nos fariam perder a amizade e a comunhão com Deus. Continue lendo o artigo A MULHER, A SERPENTE E A PROFECIA: clique aqui! Veja agora o vídeo do Padre Marcelo Rossi após o fim da Santa Missa no qual ele tranquiliza os fiéis e agradece a Santíssima Virgem: #NossaSenhora
- NA CERIMÔNIA DE CANONIZAÇÃO DE EDITH STEIN – Homilia do Papa João Paulo II
“Quanto a mim, que eu não me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gálatas 6, 14). As palavras de São Paulo aos Gálatas, que acabamos de escutar, adaptam-se bem à experiência humana e espiritual de Teresa Benedita da Cruz, que hoje é solenemente inscrita no álbum dos santos. Também ela pode repetir com o Apóstolo: Quanto a mim, que eu não me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. A cruz de Cristo! No seu constante florescimento, a árvore da Cruz dá sempre renovados frutos de salvação. Por isso, os fiéis olham com confiança para a Cruz, haurindo do seu mistério de amor a coragem e o vigor para caminhar com fidelidade nas pegadas de Cristo crucificado e ressuscitado. Assim, a mensagem da Cruz entrou no coração de muitos homens e mulheres, transformando a sua existência. Um exemplo eloquente desta extraordinária renovação interior é a vicissitude espiritual de Edith Stein. Uma jovem em busca da verdade, graças ao trabalho silencioso da graça divina, tornou-se santa e mártir: é Teresa Benedita da Cruz, que hoje repete do céu a todos nós as palavras que caracterizaram a sua existência: «Quanto a mim, que eu não me glorie, a não ser na cruz de Jesus Cristo». 2. No dia 1 de Maio de 1987, durante a minha visita pastoral na Alemanha, tive a alegria de proclamar Beata, na cidade de Colónia, esta generosa testemunha da fé. Hoje, a onze anos de distância aqui em Roma, na Praça de São Pedro, é-me dado apresentar solenemente esta eminente filha de Israel e filha fiel da Igreja como Santa perante o mundo inteiro. Assim como nessa data, também hoje nos inclinamos diante da memória de Edith Stein, proclamando o testemunho invicto que ela deu durante a vida e sobretudo com a morte. Ao lado de Teresa de Ávila e de Teresa de Lisieux, esta outra Teresa vai colocar-se no meio da plêiade de santos e santas que honram a Ordem carmelitana. Caríssimos Irmãos e Irmãs, que vos congregastes para esta solene celebração, dêmos glória a Deus pela obra que realizou em Edith Stein. 3. Saúdo os numerosos peregrinos vindos a Roma, com um particular pensamento para os membros da família Stein, que quiseram estar conosco nesta feliz circunstância. Uma cordial saudação dirige-se também à representação da Comunidade carmelitana, que se tornou a «segunda família» para Teresa Benedita de Cruz. Depois, dou as minhas boas-vindas à delegação oficial da República Federal da Alemanha, chefiada pelo Chanceler Federal resignatário, Helmut Kohl, a quem saúdo com deferente cordialidade. Além disso, cumprimento os representantes das regiões de Nordrhein-Westfalen e Rheinland-Pfalz, bem como o Primeiro Presidente da Câmara Municipal de Colónia. Inclusivamente da minha Pátria veio uma delegação oficial, guiada pelo Primeiro-Ministro Jerzy Buzek. Dirijo-lhe uma cordial saudação. Depois, quero reservar uma especial menção aos peregrinos das dioceses de Vratislávia, Colónia, Monastério, Espira, Cracóvia e Bielsko-Žywiec, presentes com os seus Bispos e sacerdotes. Eles unem-se ao numeroso grupo de fiéis vindos da Alemanha, dos Estados Unidos da América e da minha Pátria, a Polónia. 4. Dilectos Irmãos e Irmãs! Porque era judia, Edith Stein foi deportada juntamente com a irmã Rosa e muitos outros judeus dos Países Baixos para o campo de concentração de Auschwitz, onde com eles encontrou a morte nas câmaras de gás. Hoje recordamo-nos de todos com profundo respeito. Poucos dias antes da sua deportação, a quem lhe oferecia uma possibilidade de salvar a vida, a religiosa respondera: «Não o façais! Por que deveria eu ser excluída? A justiça não consiste acaso no fato de eu não obter vantagem do meu batismo? Se não posso compartilhar a sorte dos meus irmãos e irmãs, num certo sentido a minha vida é destruída». Doravante, ao celebrarmos a memória da nova Santa, não poderemos deixar de recordar todos os anos também o Shoah, aquele atroz plano de eliminação de um povo, que custou a vida a milhões de irmãos e irmãs judeus. O Senhor faça brilhar o seu rosto sobre eles, concedendo-lhes a paz (cf. Nm 6, 25s.). Por amor de Deus e do homem, lanço de novo um premente brado: nunca mais se repita uma semelhante iniciativa criminosa para nenhum grupo étnico, povo e raça, em qualquer recanto da terra! É um brado que dirijo a todos os homens e mulheres de boa vontade; a todos aqueles que crêem no Deus eterno e justo; a todos aqueles que se sentem unidos em Cristo, Verbo de Deus encarnado. Aqui, todos nós devemos ser solidários: é a dignidade humana que está em jogo. Só existe uma única família humana. É isto que a nova Santa afirmou com grande insistência: «O nosso amor pelo próximo — escrevia — é a medida do nosso amor a Deus. Para os cristãos — e não só para eles — ninguém é “estrangeiro”. O amor de Cristo não conhece fronteiras». 5. Estimados Irmãos e Irmãs! O amor de Cristo foi o fogo que ardeu a vida de Teresa Benedita da Cruz. Antes ainda de se dar conta, ela foi completamente arrebatada por ele. No início, o seu ideal foi a liberdade. Durante muito tempo, Edith Stein viveu a experiência da busca. A sua mente não se cansou de investigar e o seu coração de esperar. Percorreu o árduo caminho da filosofia com ardor apaixonado e no fim foi premiada: conquistou a verdade; antes, foi por ela conquistada. De facto, descobriu que a verdade tinha um nome: Jesus Cristo, e a partir daquele momento o Verbo encarnado foi tudo para ela. Olhando como Carmelita para este período da sua vida, escreveu a uma Beneditina: «Quem procura a verdade, consciente ou inconscientemente, procura a Deus». Embora sua mãe a tenha educado na religião hebraica, aos 14 anos de idade Edith Stein, «consciente e propositadamente desacostumou-se da oração». Só queria contar consigo mesma, preocupada em afirmar a própria liberdade nas opções de vida. No fim do longo caminho, foi-lhe dado chegar a uma surpreendente conclusão: só quem se une ao amor de Cristo se torna verdadeiramente livre. A experiência desta mulher, que enfrentou os desafios de um século atormentado como o nosso, é para nós exemplar: o mundo moderno ostenta a porta atraente do permissivismo, ignorando a porta estreita do discernimento e da renúncia. Dirijo-me especialmente a vós, jovens cristãos, em particular aos numerosos ministrantes reunidos em Roma nestes dias: evitai conceber a vossa vida como uma porta aberta a todas as opções! Escutai a voz do vosso coração! Não permaneçais na superfície, mas ide até ao fundo das coisas! E quando chegar o momento, tende a coragem de vos decidirdes! O Senhor espera que coloqueis a vossa liberdade nas suas mãos misericordiosas. 6. Santa Teresa Benedita da Cruz conseguiu compreender que o amor de Cristo e a liberdade do homem se entretecem, porque o amor e a verdade têm uma relação intrínseca. A busca da verdade e a sua tradução no amor não lhe pareciam ser contrastantes entre si; pelo contrário, compreendeu que estas se interpelam reciprocamente. No nosso tempo, a verdade é com frequência interpretada como a opinião da maioria. Além disso, é difundida a convicção de que se deve usar a verdade também contra o amor, ou vice-versa. Todavia, a verdade e o amor têm necessidade uma do outro. A Irmã Teresa Benedita é testemunha disto. «Mártir por amor», ela deu a vida pelos seus amigos e no amor não se fez superar por ninguém. Ao mesmo tempo, procurou com todo o seu ser a verdade, da qual escrevia: «Nenhuma obra espiritual vem ao mundo sem grandes sofrimentos. Ela desafia sempre o homem inteiro». A Irmã Teresa Benedita da Cruz diz a todos nós: Não aceiteis como verdade nada que seja isento de amor. E não aceiteis como amor nada que seja isento de verdade! 7. Enfim, a nova Santa ensina-nos que o amor a Cristo passa através da dor. Quem ama verdadeiramente, não se detém diante da perspectiva do sofrimento: aceita a comunhão na dor com a pessoa amada. Consciente do que comportava a sua origem judaica, Edith Stein pronunciou palavras eloquentes a este respeito: «Debaixo da cruz, compreendi a sorte do povo de Deus… Efetivamente, hoje conheço muito melhor o que significa ser a esposa do Senhor no sinal da Cruz. Mas dado que se trata de um mistério, isto jamais poderá ser compreendido somente com a razão». Pouco a pouco, o mistério da Cruz impregnou toda a sua vida, até a impelir rumo à oferta suprema. Como esposa na Cruz, a Irmã Teresa Benedita não escreveu apenas páginas profundas sobre a «ciência da cruz», mas percorreu até ao fim o caminho da escola da Cruz. Muitos dos nossos contemporâneos quereriam fazer com que a Cruz se calasse. Mas nada é mais eloquente que a Cruz que se quer silenciar! A verdadeira mensagem da dor é uma lição de amor. O amor torna o sofrimento fecundo e este aprofunda aquele. Através da experiência da Cruz, Edith Stein pôde abrir um caminho rumo a um novo encontro com o Deus de Abraão, Isaac e Jacob, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. A fé e a cruz revelaram-se-lhe inseparáveis. Amadurecida na escola da Cruz, ela descobriu as raízes às quais estava ligada a árvore da própria vida. Compreendeu que lhe era muito importante «ser filha do povo eleito e pertencer a Cristo não só espiritualmente, mas inclusive mediante um vínculo sanguíneo». 8. «Deus é espírito e aqueles que O adoram devem adorá-Lo em espírito e verdade» (Jo 4, 24). Caríssimos Irmãos e Irmãs, com estas palavras o divino Mestre entretém-se com a Samaritana junto do poço de Jacob. Quanto Ele deu à sua ocasional mas atenta interlocutora, encontramo-lo presente também na vida de Edith Stein, na sua «subida ao Monte Carmelo ». A profundidade do mistério divino tornou-se-lhe perceptível no silêncio da contemplação. Ao longo da sua existência, enquanto amadurecia no conhecimento de Deus adorando-O em espírito e verdade, ela experimentava cada vez mais claramente a sua específica vocação de subir à cruz juntamente com Cristo, de abraçá-la com serenidade e confiança, de amá-la seguindo as pegadas do seu dileto Esposo: hoje, Santa Teresa Benedita da Cruz é-nos indicada como modelo em que nos devemos inspirar e como protectora à qual havemos de recorrer. Dêmos graças a Deus por este dom. A nova Santa seja para nós um exemplo do nosso compromisso no serviço da liberdade e na nossa busca da verdade. O seu testemunho sirva para tornar cada vez mais sólida a ponte da recíproca compreensão entre judeus e cristãos. Santa Teresa Benedita da Cruz, ora por nós! Amém. (11 de Outubro de 1998) http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/homilies/1998/documents/hf_jp-ii_hom_11101998_stein.html
- Canção Nova deve prosseguir na denúncia contra agressora de Padre Marcelo Rossi?
Todos nós que acompanhamos o excelente trabalho dos sacerdotes que passam pela TV Canção Nova, e que realizam suas missões pelas diversas igrejas e santuários espalhados pelo Brasil, estamos profundamente comovidos com o ocorrido e aliviados que os anjos e a Santíssima Virgem tenham protegido o Padre Marcelo Rossi para que não acontecesse nada pior, mas ao mesmo tempo ficamos aflitos e preocupados com a gravidade do ocorrido e concordamos ser de extrema importância que o caso seja apurado, ainda que o Padre Marcelo Rossi tenha manifestado o sublime gesto do perdão. Atos assim precisam ser punidos para que não voltem a ocorrer! O incidente Neste domingo (14/07), o Padre Marcelo Rossi foi arremessado do altar por uma mulher durante um evento realizado em Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba. O religioso estava no altar para participar do encerramento do Acampamento PHN (Por Hoje Não, também conhecido pelo nome completo, Por Hoje Não Vou Mais Pecar), realizado na sede da Canção Nova, conhecida comunidade católica. O incidente aconteceu durante a missa, celebrada pelo Padre Marcelo e transmitida ao vivo pela internet. No momento do ataque, o padre estava no meio de sua pregação quando uma mulher de blusa branca corre em sua direção e o empurra, fazendo-o cair do palco. No momento da agressão, pelo menos 50 mil pessoas participavam da celebração. Depois da queda, ele ainda voltou ao palco minutos depois e continuou com a pregação. O padre não se feriu. A mulher, ainda não identificada, desceu do palco e fugiu pulando as grades, mas foi contida por fiéis. Em nota a Canção Nova lamentou o incidente ocorrido com o padre Marcelo Rossi durante a missa que ele presidia neste domingo, 14, em Cachoeira Paulista (SP), no encerramento do Acampamento PHN. O sacerdote passa bem, conforme vídeo no final da página. Ele foi atendido pela equipe médica do evento e presidiu a celebração até o fim. A Polícia Militar informa que a ela está sendo encaminhada para a delegacia de Lorena, onde o caso será registrado. Segundo a corporação, é a Canção Nova quem está dando seguimento ao caso, já que o Padre Marcelo Rossi decidiu não registrar a agressão. Reportagens mais recentes informam que a agressora já esteve na delegacia, prestou depoimento e foi liberada em seguida. Segundo o delegado ela disse que sofre transtorno bipolar e está em tratamento. Veja nesta reportagem: https://www.youtube.com/watch?v=xZPNxidFL5o Após o fim da Santa Missa o Padre Marcelo gravou um vídeo tranquilizando os fiéis:
- Canção Nova deve prosseguir na denúncia contra agressora de Padre Marcelo Rossi?
Todos nós que acompanhamos o excelente trabalho dos sacerdotes que passam pela TV Canção Nova, e que realizam suas missões pelas diversas igrejas e santuários espalhados pelo Brasil, estamos profundamente comovidos com o ocorrido e aliviados que os anjos e a Santíssima Virgem tenham protegido o Padre Marcelo Rossi para que não acontecesse nada pior, mas ao mesmo tempo ficamos aflitos e preocupados com a gravidade do ocorrido e concordamos ser de extrema importância que o caso seja apurado, ainda que o Padre Marcelo Rossi tenha manifestado o sublime gesto do perdão. Atos assim precisam ser punidos para que não voltem a ocorrer! O incidente Neste domingo (14/07), o Padre Marcelo Rossi foi arremessado do altar por uma mulher durante um evento realizado em Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba. O religioso estava no altar para participar do encerramento do Acampamento PHN (Por Hoje Não, também conhecido pelo nome completo, Por Hoje Não Vou Mais Pecar), realizado na sede da Canção Nova, conhecida comunidade católica. O incidente aconteceu durante a missa, celebrada pelo Padre Marcelo e transmitida ao vivo pela internet. No momento do ataque, o padre estava no meio de sua pregação quando uma mulher de blusa branca corre em sua direção e o empurra, fazendo-o cair do palco. No momento da agressão, pelo menos 50 mil pessoas participavam da celebração. Depois da queda, ele ainda voltou ao palco minutos depois e continuou com a pregação. O padre não se feriu. A mulher, ainda não identificada, desceu do palco e fugiu pulando as grades, mas foi contida por fiéis. Em nota a Canção Nova lamentou o incidente ocorrido com o padre Marcelo Rossi durante a missa que ele presidia neste domingo, 14, em Cachoeira Paulista (SP), no encerramento do Acampamento PHN. O sacerdote passa bem, conforme vídeo no final da página. Ele foi atendido pela equipe médica do evento e presidiu a celebração até o fim. A Polícia Militar informa que a ela está sendo encaminhada para a delegacia de Lorena, onde o caso será registrado. Segundo a corporação, é a Canção Nova quem está dando seguimento ao caso, já que o Padre Marcelo Rossi decidiu não registrar a agressão. Reportagens mais recentes informam que a agressora já esteve na delegacia, prestou depoimento e foi liberada em seguida. Segundo o delegado ela disse que sofre transtorno bipolar e está em tratamento. Veja nesta reportagem: https://www.youtube.com/watch?v=xZPNxidFL5o Após o fim da Santa Missa o Padre Marcelo gravou um vídeo tranquilizando os fiéis:
- Padre Marcelo Rossi manda mensagem a todos que rezaram e se preocuparam com o ataque contra sua vida
“ESTOU ÓTIMO”, DIZ PADRE MARCELO ROSSI DEPOIS DE SER DERRUBADO DE ALTAR Logo depois de encerrar a sua participação na missa onde sofreu um incidente, Padre Marcelo Rossi gravou um vídeo tranquilizando os fiéis. Disponibilizado na internet pela jornalista Marina Andrade, o religioso conta que está tudo bem com ele apesar da aparente gravidade da queda que sofreu. O vídeo foi gravado pela assessoria da Canção Nova. “Canção Nova, glória a Deus. Maria passou na frente e pisou na cabeça da serpente. Estou ótimo. Fiquem tranquilos, tudo bem. Só umas dorzinhas. Isso aí é normal. Não quebrou nada. Amém”, afirmou, sorridente, na gravação. Veja o vídeo: O incidente Neste domingo (14/07), o Padre Marcelo Rossi foi arremessado do altar por uma mulher durante um evento realizado em Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba. O religioso estava no altar para participar do encerramento do Acampamento PHN (Por Hoje Não, também conhecido pelo nome completo, Por Hoje Não Vou Mais Pecar), realizado na sede da Canção Nova, conhecida comunidade católica. O incidente aconteceu durante a missa, celebrada pelo Padre Marcelo e transmitida ao vivo pela internet. No momento do ataque, o padre estava no meio de sua pregação quando uma mulher de blusa branca corre em sua direção e o empurra, fazendo-o cair do palco. No momento da agressão, pelo menos 50 mil pessoas participavam da celebração. Depois da queda, ele ainda voltou ao palco minutos depois e continuou com a pregação. O padre não se feriu. A mulher, ainda não identificada, desceu do palco e fugiu pulando as grades, mas foi contida por fiéis. A Polícia Militar informa que a ela está sendo encaminhada para a delegacia de Lorena, onde o caso será registrado. Segundo a corporação, é a Canção Nova quem está dando seguimento ao caso, já que o Padre Marcelo Rossi decidiu não registrar a agressão.
- Padre Marcelo Rossi manda mensagem a todos que rezaram e se preocuparam com o ataque contra sua vida
“ESTOU ÓTIMO”, DIZ PADRE MARCELO ROSSI DEPOIS DE SER DERRUBADO DE ALTAR Logo depois de encerrar a sua participação na missa onde sofreu um incidente, Padre Marcelo Rossi gravou um vídeo tranquilizando os fiéis. Disponibilizado na internet pela jornalista Marina Andrade, o religioso conta que está tudo bem com ele apesar da aparente gravidade da queda que sofreu. O vídeo foi gravado pela assessoria da Canção Nova. “Canção Nova, glória a Deus. Maria passou na frente e pisou na cabeça da serpente. Estou ótimo. Fiquem tranquilos, tudo bem. Só umas dorzinhas. Isso aí é normal. Não quebrou nada. Amém”, afirmou, sorridente, na gravação. Veja o vídeo: O incidente Neste domingo (14/07), o Padre Marcelo Rossi foi arremessado do altar por uma mulher durante um evento realizado em Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba. O religioso estava no altar para participar do encerramento do Acampamento PHN (Por Hoje Não, também conhecido pelo nome completo, Por Hoje Não Vou Mais Pecar), realizado na sede da Canção Nova, conhecida comunidade católica. O incidente aconteceu durante a missa, celebrada pelo Padre Marcelo e transmitida ao vivo pela internet. No momento do ataque, o padre estava no meio de sua pregação quando uma mulher de blusa branca corre em sua direção e o empurra, fazendo-o cair do palco. No momento da agressão, pelo menos 50 mil pessoas participavam da celebração. Depois da queda, ele ainda voltou ao palco minutos depois e continuou com a pregação. O padre não se feriu. A mulher, ainda não identificada, desceu do palco e fugiu pulando as grades, mas foi contida por fiéis. A Polícia Militar informa que a ela está sendo encaminhada para a delegacia de Lorena, onde o caso será registrado. Segundo a corporação, é a Canção Nova quem está dando seguimento ao caso, já que o Padre Marcelo Rossi decidiu não registrar a agressão.















































