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- Como a igreja católica construiu a civilização ocidental – Thomas Woods
Um livro que desfaz preconceitos, corrige clichês e ensina inúmeras verdades omitidas das salas de aula. Uma verdadeira pedra no sapato daquelas pessoas que baseiam seu conhecimento de cristianismo em esteriótipos infundados. Se perguntarmos a um estudante universitário o que sabe do contributo da Igreja Católica para a sociedade, a sua resposta talvez se resuma a uma palavra: “opressão”, por exemplo, ou “obscurantismo”. No entanto, essa palavra deveria ser “civilização”, “arte”, “cultura”. O autor destas páginas, o historiador Thomas Woods, doutorado pela Universidade de Columbia, mostra como toda a Civilização Ocidental nasceu e se desenvolveu apoiada nos valores e ensinamentos do cristianismo. Em concreto ele explica, entre muitas outras coisas: •Por que o milagre da ciência moderna e de uma filosofia que levou a razão à sua plenitude só puderam nascer sobre o solo da mentalidade cristã. •Como a Igreja criou uma instituição que mudou o mundo: a Universidade; •Como ela nos deu uma arquitetura e umas artes plásticas de beleza incomparável; •Como os filósofos escolásticos desenvolveram os conceitos básicos da economia moderna, que trouxe para o Ocidente uma riqueza sem precedentes; •Como o nosso Direito, garantia da liberdade e da justiça, nasceu em ampla medida do Direito canônico; •Como a Igreja criou praticamente todas as instituições de assistência que conhecemos, dos hospitais à previdência; •Como humanizou a vida, ao insistir durante séculos nos direitos universais do ser humano – tanto dos cristão como dos pagãos – e na sacralidade de cada pessoa. Não há desculpas para se deixar enganar pela propaganda anti-cristã que corrompe a mentalidade do jovens nas universidades. Esse livro é um excelente material para desfazer anos e anos de doutrinação anti-cristã. O livro possui vastas referência bibliográficas, é bem didático e objetivo. Vala e pena ler e conhecer as verdades omitidas da história, e aprender um pouco mais sobre a influência cristã que moldou completamente nossa cultura e tradição e foi o berço da civilização ocidental. Ramon Serrano #cristianismo #históriadaigreja #livro #resenha
- O Contrabandista de Deus – Irmão André
O livro retrata a história da vida de Anne van der Bijl (Irmão André), holandês e o fundador da missão internacional Portas Abertas, que hoje fazem um trabalho excepcional no cuidado e assistência dos cristãos perseguidos pelo mundo todo, especialmente no Oriente Médio e África. A história do nosso irmão André começa quando era garoto, André gostava de brincar imaginando-se um espião em território inimigo. O que ele não podia sequer imaginar é que bem mais tarde se tornaria um “agente secreto de Deus” com uma difícil missão: levar Bíblias para os cristãos das igrejas perseguidas pelo regime comunista na Rússia e nos países da Europa oriental durante a década de 50. Quando jovem, André foi um soldado holandês implacável e ousado. Ao cair em uma emboscada, durante a Guerra de Independência da Indonésia, levou um tiro no tornozelo. Durante o tempo em que se recuperava na enfermaria, começou a ler a Bíblia, entregou sua vida a Cristo e se comprometeu, fazendo a seguinte oração: “Senhor, se mostrares o caminho, eu o seguirei. Daquele dia em diante, o jovem soldado decidiu estudar em uma agência missionária. Ouviu de muitos professores que aquele lugar não era para ele, mas mesmo assim não desistiu. Ao término do curso, em 1955, foi convidado para participar de um Festival da Juventude Comunista, na Polônia. Durante o festival, Anne viu algo que não esperava. Encontrou cristãos que sofriam muito sob o regime comunista. Ali, ele descobriu que muitos professavam sua fé viviam em segredo e precisavam desesperadamente de Bíblias. Foi aí que Anne ficou conhecido como Irmão André, a partir de um chamado de Deus em seu coração, seguido das palavras de Apocalipse 3.2: “Esteja atento! Fortaleça o que resta e que estava para morrer”. Ele passou diversos anos fazendo o contrabando de Bíblias para os países atrás da ‘cortina de ferro’, e fortalecendo a fé de todos aqueles que tinham que suportar severas perseguições sob o pesado jugo comunista. Você vai se emocionar com o testemunho do “contrabandista de Deus”, marcado pelo amor à Igreja sofredora e aos irmãos que viviam sob forte repressão. Uma história repleta de fé, coragem e ousadia, que mostra o agir poderoso de Deus. Ele nos inspira e desafia a sermos testemunhas fiéis do amor de Cristo mesmo sob circunstâncias adversas, mesmo que isso nos custe a própria vida. Ramon Serrano #cristianismo #evangelismo #resenha
- O ABORTO É MOTIVO DE EXCOMUNHÃO?
O ABORTO É MOTIVO DE EXCOMUNHÃO? O aborto é uma chaga que se alastra por quase todos os países. Atualmente, ele passou a ser considerado um ”direito”da mulher. Faz parte da chamada ”cultura da morte” que, aos poucos está sendo implantada no mundo. Contudo, mesmo passando de algo, ”mal visto” para algo aceito não se torna menos grave , principalmente aos olhos de Deus. O aborto é um crime gravíssimo e como tal requer também uma pena drástica. A Igreja possui o Código de Direito Canônico e, uma de suas seções trata justamente das penas espirituais para aquelas que comentem crimes. O aborto é um desses crimes tipificados pelo Código. O cânon 1398 diz que: ”quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae”. Portanto, mesmo que o aborto seja cometido em algum país cuja legislação não tem como crime, mas sim como um direito,conforme dito, não deixa de ser e é punido exemplarmente pela Igreja. A excomunhão latae sententiae significa que, no momento em que o aborto é cometido, um juiz superior (Deus) julga, condena e executa a pena. Não necessita de declaração superior de quem quer que seja. É automática e só pode ser levantada (suprimida) com absolvição do Bispo local ou com a de quem ele conferir essa capacidade. A pergunta seguinte é: todos que comentem aborto ou concorrem para que ele aconteça são automaticamente excomungados? A resposta é NÃO. Para que a sentença seja aplicada é preciso que a pessoa envolvida saiba da existência do crime e da pena. Se a pessoa não se encaixa nesse perfil não pode ser punida. Com efeito, o mesmo vale para o legislador católico que vota a favor da legalização do aborto ou de medidas que facilitem ou acarretem. Seja como for, é cada vez mais urgente a conscientização de todos os católicos acerca da gravidade desse crime, pois, como diz o catecismo da Igreja Católica, ” o inalienável direito à vida de todo individuo humano inocente é um elemento constitutivo da sociedade civil e de sua legislação ”(CIC 2272), ou seja, faz parte dos fundamentos da vida em sociedade a defesa incondicional da vida, sob pena de condenação eterna. Equipe Templário de Maria #Aborto
- O ABORTO É MOTIVO DE EXCOMUNHÃO?
O ABORTO É MOTIVO DE EXCOMUNHÃO? O aborto é uma chaga que se alastra por quase todos os países. Atualmente, ele passou a ser considerado um ”direito”da mulher. Faz parte da chamada ”cultura da morte” que, aos poucos está sendo implantada no mundo. Contudo, mesmo passando de algo, ”mal visto” para algo aceito não se torna menos grave , principalmente aos olhos de Deus. O aborto é um crime gravíssimo e como tal requer também uma pena drástica. A Igreja possui o Código de Direito Canônico e, uma de suas seções trata justamente das penas espirituais para aquelas que comentem crimes. O aborto é um desses crimes tipificados pelo Código. O cânon 1398 diz que: ”quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae”. Portanto, mesmo que o aborto seja cometido em algum país cuja legislação não tem como crime, mas sim como um direito,conforme dito, não deixa de ser e é punido exemplarmente pela Igreja. A excomunhão latae sententiae significa que, no momento em que o aborto é cometido, um juiz superior (Deus) julga, condena e executa a pena. Não necessita de declaração superior de quem quer que seja. É automática e só pode ser levantada (suprimida) com absolvição do Bispo local ou com a de quem ele conferir essa capacidade. A pergunta seguinte é: todos que comentem aborto ou concorrem para que ele aconteça são automaticamente excomungados? A resposta é NÃO. Para que a sentença seja aplicada é preciso que a pessoa envolvida saiba da existência do crime e da pena. Se a pessoa não se encaixa nesse perfil não pode ser punida. Com efeito, o mesmo vale para o legislador católico que vota a favor da legalização do aborto ou de medidas que facilitem ou acarretem. Seja como for, é cada vez mais urgente a conscientização de todos os católicos acerca da gravidade desse crime, pois, como diz o catecismo da Igreja Católica, ” o inalienável direito à vida de todo individuo humano inocente é um elemento constitutivo da sociedade civil e de sua legislação ”(CIC 2272), ou seja, faz parte dos fundamentos da vida em sociedade a defesa incondicional da vida, sob pena de condenação eterna. Equipe Templário de Maria #Aborto
- UM GRANDE TESTEMUNHO SOBRE A EUCARISTIA
Uma das histórias mais incríveis e emocionantes de amor a Jesus Eucarístico: com apenas 11 anos de idade, ela consolou do coração de Deus Alguns meses antes de sua morte, o Bispo Fulton J. Sheen foi entrevistado pela rede nacional de televisão: “Bispo Sheen, milhares de pessoas em todo o mundo inspiram-se em você. Em quem você se inspirou? Foi por acaso em algum Papa?”. O Bispo Sheen respondeu que sua maior inspiração não foi um Papa, um Cardeal, ou outro Bispo, sequer um sacerdote ou freira. Foi uma menina chinesa de onze anos de idade. Explicou que quando os comunistas apoderaram-se da China, prenderam um sacerdote em sua própria reitoria, próximo à Igreja. O sacerdote observou assustado, de sua janela, como os comunistas invadiram o templo e dirigiram-se ao santuário. Cheios de ódio profanaram o tabernáculo, pegaram o cálice e, atirando-o ao chão, espalharam-se as hóstias consagradas. Eram tempos de perseguição e o sacerdote sabia exatamente quantas hóstias havia no cálice: trinta e duas. Quando os comunistas retiraram-se, talvez não tivessem percebido, ou não prestaram atenção, a uma menininha, que rezando na parte detrás da igreja, viu tudo o que ocorreu. À noite, a pequena regressou e, escapando da guarda posta na reitoria, entrou no templo. Ali, fez uma hora santa de oração, um ato de amor para reparar o ato de ódio. Depois de sua hora santa, entrou no santuário, ajoelhou-se, e inclinando-se para frente, com sua língua recebeu Jesus na Sagrada Comunhão. (Naquele tempo não era permitido aos leigos tocar a Eucaristia com suas mãos). A pequena continuou regressando a cada noite, fazendo sua hora santa e recebendo Jesus Eucarístico na língua. Na trigésima noite, depois de haver consumido a última hóstia, acidentalmente fez um barulho que despertou o guarda. Este correu atrás dela, agarrou-a, e golpeou-a até mata-la com a parte posterior de sua arma. Este ato de martírio heroico foi presenciado pelo sacerdote enquanto, profundamente abatido, olhava da janela de seu quarto convertido em cela. Quando o Bispo Sheen escutou o relato, inspirou-se de tal maneira que prometeu a Deus que faria uma hora santa de oração diante de Jesus Sacramentado todos os dias, pelo resto de sua vida. Se aquela pequena pôde dar testemunho com sua vida da real e bela Presença do seu Salvador no Santíssimo Sacramento então, o bispo via-se obrigado ao mesmo. Seu único desejo desde então seria atrair o mundo ao Coração ardente de Jesus no Santíssimo Sacramento. A pequena ensinou ao Bispo o verdadeiro valor e zelo que se deve ter pela Eucaristia; como a fé pode sobrepor-se a todo medo e como o verdadeiro amor a Jesus na Eucaristia deve transcender a própria vida. Uma sugestão… ORAÇÃO PARA ANTES DA COMUNHÃO – ( São Tomás de Aquino) Ó DEUS eterno e todo poderoso, eis que me aproximo do Sacramento de Vosso Filho único, Nosso Senhor Jesus Cristo. Impuro, venho à fonte da misericórdia; cego, à luz da eterna claridade, pobre e indigente, ao Senhor do Céu e da terra. Imploro pois a abundância de Vossa imensa liberalidade para que Vos digneis curar minha fraqueza, lavar minhas manchas, iluminar minha cegueira, enriquecer minha pobreza, e vestir minha nudez. Que eu receba o Pão dos Anjos, o Rei dos Reis e o Senhor dos Senhores, com o respeito e a humildade, a pureza e a fé, o propósito e a intenção que convém à salvação de minha alma. Dai-me receber não só o Sacramento do Corpo e do Sangue do Senhor, mas também Seu efeito e sua força. Ó Deus de mansidão, dai-me acolher com tais disposições o corpo que Vosso Filho único, Nosso Senhor JESUS CRISTO, recebeu da Virgem Maria, que eu seja incorporado a Seu corpo místico e contado entre seus membros. Ó Pai cheio de amor, fazei que, recebendo agora o Vosso Filho sob o véu do sacramento, possa na eternidade contemplá-lo face a face. Ele que Convosco vive e reina na unidade do ESPIRITO SANTO. Amém. ORAÇÃO PARA DEPOIS DA COMUNHÃO – (São Tomás de Aquino) Eu Vos dou graças, ó Senhor Pai Santo, DEUS eterno e todo poderoso, porque sem mérito algum de minha parte, mas somente pela condescendência de Vossa misericórdia, Vos dignastes saciar-me a mim pecador, Vosso indigno servo, com o sagrado Corpo e precioso Sangue de Vosso Filho Nosso Senhor JESUS CRISTO. E peço que esta santa comunhão não me seja motivo de castigo, mas salutar garantia de perdão. Seja para mim armadura da fé, escudo de boa vontade e libertação dos meus vícios. Extinga em mim a concupiscência e os maus desejos, aumente a caridade e a paciência, a humildade e a obediência e todas as virtudes. Defenda-me eficazmente contra as ciladas dos inimigos, tanto visíveis como invisíveis. Pacifique inteiramente todas as minhas paixões, unindo-me firmemente a Vós, DEUS uno e verdadeiro, feliz consumação de meu destino. E peço que Vos digneis conduzir-me, a mim pecador, a aquele inefável convívio em que Vós com o Vosso FILHO e o ESPÍRITO SANTO, Sois para os Vossos Santos a luz verdadeira, a plena saciedade e a eterna alegria, a ventura completa e a felicidade perfeita. Por CRISTO Nosso Senhor. Amém. Fonte: Felipe Aquino
- UM GRANDE TESTEMUNHO SOBRE A EUCARISTIA
Uma das histórias mais incríveis e emocionantes de amor a Jesus Eucarístico: com apenas 11 anos de idade, ela consolou do coração de Deus Alguns meses antes de sua morte, o Bispo Fulton J. Sheen foi entrevistado pela rede nacional de televisão: “Bispo Sheen, milhares de pessoas em todo o mundo inspiram-se em você. Em quem você se inspirou? Foi por acaso em algum Papa?”. O Bispo Sheen respondeu que sua maior inspiração não foi um Papa, um Cardeal, ou outro Bispo, sequer um sacerdote ou freira. Foi uma menina chinesa de onze anos de idade. Explicou que quando os comunistas apoderaram-se da China, prenderam um sacerdote em sua própria reitoria, próximo à Igreja. O sacerdote observou assustado, de sua janela, como os comunistas invadiram o templo e dirigiram-se ao santuário. Cheios de ódio profanaram o tabernáculo, pegaram o cálice e, atirando-o ao chão, espalharam-se as hóstias consagradas. Eram tempos de perseguição e o sacerdote sabia exatamente quantas hóstias havia no cálice: trinta e duas. Quando os comunistas retiraram-se, talvez não tivessem percebido, ou não prestaram atenção, a uma menininha, que rezando na parte detrás da igreja, viu tudo o que ocorreu. À noite, a pequena regressou e, escapando da guarda posta na reitoria, entrou no templo. Ali, fez uma hora santa de oração, um ato de amor para reparar o ato de ódio. Depois de sua hora santa, entrou no santuário, ajoelhou-se, e inclinando-se para frente, com sua língua recebeu Jesus na Sagrada Comunhão. (Naquele tempo não era permitido aos leigos tocar a Eucaristia com suas mãos). A pequena continuou regressando a cada noite, fazendo sua hora santa e recebendo Jesus Eucarístico na língua. Na trigésima noite, depois de haver consumido a última hóstia, acidentalmente fez um barulho que despertou o guarda. Este correu atrás dela, agarrou-a, e golpeou-a até mata-la com a parte posterior de sua arma. Este ato de martírio heroico foi presenciado pelo sacerdote enquanto, profundamente abatido, olhava da janela de seu quarto convertido em cela. Quando o Bispo Sheen escutou o relato, inspirou-se de tal maneira que prometeu a Deus que faria uma hora santa de oração diante de Jesus Sacramentado todos os dias, pelo resto de sua vida. Se aquela pequena pôde dar testemunho com sua vida da real e bela Presença do seu Salvador no Santíssimo Sacramento então, o bispo via-se obrigado ao mesmo. Seu único desejo desde então seria atrair o mundo ao Coração ardente de Jesus no Santíssimo Sacramento. A pequena ensinou ao Bispo o verdadeiro valor e zelo que se deve ter pela Eucaristia; como a fé pode sobrepor-se a todo medo e como o verdadeiro amor a Jesus na Eucaristia deve transcender a própria vida. Uma sugestão… ORAÇÃO PARA ANTES DA COMUNHÃO – ( São Tomás de Aquino) Ó DEUS eterno e todo poderoso, eis que me aproximo do Sacramento de Vosso Filho único, Nosso Senhor Jesus Cristo. Impuro, venho à fonte da misericórdia; cego, à luz da eterna claridade, pobre e indigente, ao Senhor do Céu e da terra. Imploro pois a abundância de Vossa imensa liberalidade para que Vos digneis curar minha fraqueza, lavar minhas manchas, iluminar minha cegueira, enriquecer minha pobreza, e vestir minha nudez. Que eu receba o Pão dos Anjos, o Rei dos Reis e o Senhor dos Senhores, com o respeito e a humildade, a pureza e a fé, o propósito e a intenção que convém à salvação de minha alma. Dai-me receber não só o Sacramento do Corpo e do Sangue do Senhor, mas também Seu efeito e sua força. Ó Deus de mansidão, dai-me acolher com tais disposições o corpo que Vosso Filho único, Nosso Senhor JESUS CRISTO, recebeu da Virgem Maria, que eu seja incorporado a Seu corpo místico e contado entre seus membros. Ó Pai cheio de amor, fazei que, recebendo agora o Vosso Filho sob o véu do sacramento, possa na eternidade contemplá-lo face a face. Ele que Convosco vive e reina na unidade do ESPIRITO SANTO. Amém. ORAÇÃO PARA DEPOIS DA COMUNHÃO – (São Tomás de Aquino) Eu Vos dou graças, ó Senhor Pai Santo, DEUS eterno e todo poderoso, porque sem mérito algum de minha parte, mas somente pela condescendência de Vossa misericórdia, Vos dignastes saciar-me a mim pecador, Vosso indigno servo, com o sagrado Corpo e precioso Sangue de Vosso Filho Nosso Senhor JESUS CRISTO. E peço que esta santa comunhão não me seja motivo de castigo, mas salutar garantia de perdão. Seja para mim armadura da fé, escudo de boa vontade e libertação dos meus vícios. Extinga em mim a concupiscência e os maus desejos, aumente a caridade e a paciência, a humildade e a obediência e todas as virtudes. Defenda-me eficazmente contra as ciladas dos inimigos, tanto visíveis como invisíveis. Pacifique inteiramente todas as minhas paixões, unindo-me firmemente a Vós, DEUS uno e verdadeiro, feliz consumação de meu destino. E peço que Vos digneis conduzir-me, a mim pecador, a aquele inefável convívio em que Vós com o Vosso FILHO e o ESPÍRITO SANTO, Sois para os Vossos Santos a luz verdadeira, a plena saciedade e a eterna alegria, a ventura completa e a felicidade perfeita. Por CRISTO Nosso Senhor. Amém. Fonte: Felipe Aquino
- Confissões – Santo Agostinho
Agostinho de Hipona conhecido universalmente como Santo Agostinho, foi um dos mais importantes teólogos e filósofos dos primeiros anos do cristianismo cujas obras foram muito influentes no desenvolvimento do cristianismo e filosofia ocidental. Ele era o bispo de Hipona, uma cidade na província romana da África. Escrevendo na era patrística, ele é amplamente considerado como sendo o mais importante dos Padres da Igreja no ocidente. Suas obras-primas são “A Cidade de Deus” e “Confissões”, ambas ainda muito estudadas atualmente. Confissões foi meu primeiro contato com as obras desse grande nome da história da cristandade. Podemos notar em seu intelecto extremamente afiado e curioso, um homem que luta contra si mesmo em busca de respostas. Não é um livro que eu diria ser fácil de ler lido, mas eu achei prazeroso conhecer um pouco mais sobre sobre sua história. Confissões é sua auto-biografia, nessa obra vemos a busca incessante de Agostinho por respostas de suas questões existenciais, vemos que mesmo um dos mais brilhantes filósofos e mestres da retórica de todos os tempos teve seus tempos de angústia e crise existencial. Agostinho de forma brilhante e corajosa expressa toda sua emoção e seus pecados, desnuda todas as suas falhas, e traz a tona toda sua angústia espiritual e toda sua busca pelo sentido que transformaria sua vida. Sua conversão mostra como Deus trabalha de forma misteriosa, mesmo depois de ser seduzido ao maniqueísmo e filosofias pagãs, ter se enveredado pelos prazeres da carne e viver um vida completamente libertina, Agostinho se tornou um dos grandes nomes da teologia cristã. Sua eloquência, perspicácia e principalmente sua teologia cristocêntrica foram fundamentais para moldar o cristianismo e combater as heresias da época. Seu pensamento ainda é muito influente na teologia cristã e suas obras ainda são muito estudas, tantos por católicos e protestantes. Vou deixar um trecho do livro que para mim é uma das mais belas passagens que já li. ” Tarde te amei, Beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro de mim, e eu lá fora, a te procurar! Eu, disforme, me atirava à beleza das formas que criaste. Estavas comigo, e eu não estava em ti. Retinham-me longe de ti aquilo que nem existiria se não existisse em ti. Tu me chamaste, gritaste por mim, e venceste minha surdez. Brilhaste, e teu esplendor afugentou minha cegueira. Exalaste teu perfume, respirei-o, e suspiro por ti. Eu te saboreei, e agora tenho fome e sede de ti. Tocaste-me, e o desejo de tua paz me inflama.” Ramon Serrano #Agostinho #cristianismo #livro #resenha
- O Peso de Glória – C.S Lewis
C.S Lewis é sem dúvida um dos maiores gênios da literatura moderna, seus livros são sempre cheios de lucidez e brilhantismo sobre diversas áreas do cristianismo. E nesse livro não poderia ser diferente, ao lidar com alguns dos temas mais difíceis que enfrentamos em nossa vida diária, as palavras afiadas e atemporais de C. S. Lewis fornecem um caminho ímpar para uma maior compreensão espiritual. Considerado por muitos como seu trabalho mais comovente, O peso de glória exalta uma visão compassiva do cristianismo e inclui discussões lúcidas e atraentes sobre perdão e fé. Apesar de ser um livro pequeno, seu leitura não deixa de ser proveitosa e emocionante. “…aquele que tem Deus e tudo o mais, nada possui que não possua aquele que apenas tem Deus. “ Ramon Serrano #CSLewis #cristianismo #livro #resenha
- A Cruz de Cristo – John Stott
John Stott é um autor que dispensa apresentações, mas para quem nunca ouviu falar, ele é pastor Anglicano, estudou na Trinity College Cambrigde, onde se formou em primeiro lugar da classe tanto em francês como em teologia, e é Doutor honorário por varias universidades, na Inglaterra, nos Estados Unidos e no Canadá. Escreveu diversos livros e artigos teológicos e tem sido uma grande liderança cristã na Inglaterra nos últimos anos. Stott é mundialmente reconhecido pela sua excelência e lucidez teológica, e mais uma vez ele traz um belo exemplo da mais fina teologia nesse livro. Mesmo sabendo que o símbolo universal do cristianismo é a cruz muitos cristãos não entendem o significado dela, nem o motivo pelo qual Cristo precisou morrer ou quais as implicações que isso teve na natureza humana. O teólogo John Stott apresenta respostas a questões inquietantes ao analisar a cruz como o próprio Senhor Jesus a entendia, à luz dos Evangelhos; a profundidade da expressão “Cristo em nosso lugar”; o feito realizado pela cruz, o que significa viver submetido à cruz de Cristo. Sob os aspectos históricos, culturais, espirituais e bíblicos, o autor explica as nuances da cruz do nosso Senhor, mostrando que o verdadeiro amor venceu na cruz. É um livro teológico, que aborda a centralidade da cruz no culto cristão e toda sua influência em nossas vidas, tanto no mundo físico, quanto espiritual. Esse livro poderia ser chamado o ‘Tratado da Cruz’, pois é inteiramente centrado naquilo que foi objeto de escândalo e escárnio nos últimos 2000 anos, a cruz de Cristo. Se você quer entender a cruz, esse é o livro que você precisa ler. “É por isso que, se estamos procurando uma definição de amor, não devemos ir ao dicionário, mas ao Calvário.” Ramon Serrano
- As cartas de um diabo ao seu aprendiz – C.S Lewis
Ninguém gosta de nem mesmo falar sobre o inferno, mas nesse livro, C.S Lewis nos mostra as instruções de um secretário infernal a seu pupilo, um jovem tentador em serviço aqui na Terra. O assunto: conselhos sobre como conquistar as almas humanas, mesclados à maldade e ironia infernais. Nesse livro, Lewis traça uma surpreendente visão do Inferno e da alma humana. O livro retrata situações do dia-dia, em que somos tentamos a nos sentir superior, egocêntricos, orgulhosos, a viver preocupados e ansiosos em relação a tudo, e todas as outras situações mundanas que nos afastam cada vez mais do nosso foco principal e imperceptivelmente tiram Deus de nosso coração. Já no prefácio do livro, Lewis abre com uma frase que já nos coloca para pensar: ” Há dois erros iguais e opostos no que diz respeito à matéria de demônios. Uma é desacreditar de sua existência. A outra é acreditar e sentir excessivo e doentio interesse por eles. Os demônios ficam satisfeitos pelos dois tipos de erros.” Infelizmente, até mesmo cristãos caem nesse erro. Não podemos ignorar a existência dos demônios, mas também não podemos dar-lhes extrema importância a ponto de nos esquecer-nos nossa verdadeira vocação: louvar a Deus. Lewis é sem dúvidas um dos meus autores preferidos, e esse livro, apesar de não ser um tratado teológico ou fazer exposições doutrinárias acerca do conceito do inferno, tenho certeza que lhe ajudará bastante a evitar erros que podem nos fazer cair em tentações. Para encerrar, uma citação que gostei muito e achei brilhante: “..todas as virtudes são menos formidáveis assim que o homem percebe que as tem, mas isso é especialmente marcante com relação a humildade…” Para aquelas pessoas que se orgulham em ser humildes, o próprio orgulho mancha qualquer virtude e ela se torna um pecado em si mesma. O orgulho é a grande arma de satanás que cega os homens e os fazem ser orgulhosos da própria cegueira. Ramon Serrano #CSLewis #cristianismo #livro #resenha
- Heróis da fé – Orlando Boyer
Vinte homens extraordinários que incendiaram o mundo. “O soluço de um bilhão de almas na terra me soa aos ouvidos e comove o coração; esforço-me, pelo auxílio de Deus, para avaliar, ao menos em parte, as densas trevas, a extrema miséria e o indescritível desespero desses milhões de almas sem Cristo. Medita, irmão, sobre o amor do Mestre, amor profundo como o mar; contempla o horripilante espetáculo de desespero dos povos perdidos, até não poderes descansar, até não poderes dormir”. Carlos Inwood Boyer condensa de maneira inspiradora a biografia dos 20 maiores pregadores protestantes modernos, desde John Bunyan até Dwight Moody, expondo toda a paixão e motivação que levou esses homens a mudarem o mundo. São histórias espetaculares, que mostram todo o agir de Deus ao fazer arder o coração de homens muitas vezes simples e com pouca instrução, mas cheios do Espírito Santo e muita disposição para pregar a palavra de Deus e trazer o mundo inteiro aos pés de Cristo. Um livro inspirador, que irá faze-lo repensar toda sua vida como cristão, que irá constrangê-lo a sair da sua zona de conforto e levar o evangelho a tantas almas que jazem perdidas pelo mundo sem Cristo. Como nas palavras de Davi Livingstone: “Não é somente o ambiente, mas as escolhas feitas na mocidade são o que determinam o destino de alguém, não só aqui no mundo, mas para toda a eternidade.” – Davi Livingstone, p. 149 Escolha a Cristo, escolha anunciar o seu nome entre as nações! Ramon Serrano #cristianismo #evangelismo #livro #resenha
- A Criação do Ocidente, a religião e a civilização medieval – Christopher Dawson
A criação do Ocidente cobre o período que vai da queda do Império Romano do Ocidente até o fim da Idade Média. Mostra que, em vez de fatores seculares e econômicos, foi a religião que permitiu a um pequeno grupo de povos da Europa Ocidental adquirir poder para transformar o mundo e emancipar a humanidade de uma dependência imemorial da natureza, levando-a a inevitáveis estágios crescentes de progresso. Dawson tratou as religiões como fator transformador (e conservador) por excelência da ordem social. Não foi o caso de atribuir uma importância meramente sociológica às formas religiosas, de dar valor cultural aos hábitos e rotinas impregnados de religião; ele foi mais fundo e atribuiu ao fator estritamente teológico (teofania e revelação) o papel central de todo o processo. Hoje em dia existe um discurso batido de ateus e outros anti-cristãos de que a religião cristã que impediu o progresso e desenvolvimento da ciência. Infelizmente para eles, historiadores como Dawson põe uma pedra por cima desse discurso falso, mostrando que o período medieval, longe de ser uma “idade das trevas” como muitos desinformados dizem, foi uma época de intenso desenvolvimento científico e de uma belíssima riqueza cultural. Dawson é um historiador extremamente prolífico em abordar temas históricos e expô-los de forma clara e sintetizada ao leitor mais leigo. Graduado em História pela Universidade de Oxford, também estudou Economia e Teologia. Dawson foi influenciado pelas obras de Oswald Spengler e Arnold J. Toynbee e, embora tenha permanecido um estudioso independente por toda a vida, foi professor convidado de Estudos Católicos Romanos na Universidade de Harvard e de Filosofia da Religião na Universidade de Liverpool. Foi eleito para a Academia Britânica em 1943. Entre seus admiradores declarados, encontram-se gigantes como J. R. R. Tolkien e Russell Kirk. Este livro é de grande valor histórico que abre o leque do conhecimento de uma época belíssima da história cristã que ainda é pouco estudada. Muito indicado a todos que estudam e se interessam sobre história do cristianismo e querem se aprofundar um pouco mais em conhecer as raízes da religião cristã e seus reflexos culturais. Ramon Serrano #cristianismo #históriadaigreja #livro #resenha
- Os irmãos Karamázov – Fiódor Dostoiévski
Os irmãos Karamázov, o erro de Ivan Karamázov. Sendo o último livro de Dostoiévski, os irmãos Karamázov ganhou status obra-prima do autor. No fundo, ele resume toda a criatividade do escritor, trazendo à tona as grandes questões existenciais que o afligiram a vida inteira, com especial relevo para a flagrante degradação moral da humanidade afastada dos ideais cristãos. A narrativa põe em foco três protagonistas irmãos, representantes dos mais diversos aspectos da realidade russa – o libertino Dmítri, o niilista Ivan e o sublime Aliocha, a fim de iluminar as profundezas insondáveis do coração entregue ao pecado, corrompido por dúvidas ou transbordante de amor. Nessa resenha, falarei em específico do pensamento de Ivan Karamázov, que flertava com o pensamento ateu niilista e tinham grande diálogos existenciais com seu irmão cristão Aliocha. Foi das teorias de Ivan, que ficou conhecida aquela famosa expressão ” Se Deus não existe, tudo é permitido.” Eis um trecho do livro onde resume os pensamentos de Ivan: ” Há cinco dias, numa reunião em que se achavam sobretudo senhoras, declarou ele solenemente, no curso duma discussão, que nada no mundo obrigava as pessoas a amar seus semelhantes, que não existia nenhuma lei natural ordenando ao homem que amasse a humanidade; que se o amor havia reinado até o presente sobre a terra, era isto devido não à lei natural, mas unicamente à crença das pessoas em sua imortalidade. Ivan Fiódorovitch acrescentou entre parênteses que nisso está toda a lei natural, de sorte que se destruís no homem a fé em sua imortalidade, não somente o amor secará nele, mas também a força de continuar a vida no mundo. Mais ainda, não haverá então nada de imoral, tudo será permitido, até mesmo a antropofagia. Não é tudo: terminou afirmando que para cada indivíduo — nós agora, por exemplo — que não acredita nem em Deus, nem em sua imortalidade, a lei moral da natureza devia imediatamente tornar-se o inverso absoluto da precedente lei religiosa; que o egoísmo, mesmo levado até a perversidade, devia não somente ser autorizado, mas reconhecido como a saída necessária, a mais razoável e quase a mais nobre.” O pensamento de Ivan esbarra num erro comum, não é a crença em Deus traz a existência da lei natural, mas a própria existência do Criador, independente da fé que nós temos nele. O fato de não crer em Deus, não o faz desaparecer. A crença ou não num legislador moral pouca importa nesse cenário, a lei moral existe e depende única e exclusivamente da existência do Legislador moral e não da fé do ser-humano. A revelação natural precede a fé. Ao enxergar o mundo pela ótica materialista, de fato não há razão para amar nosso semelhante, pois se somos meros animais jogados ao bel prazer das engrenagens evolutivas, o amor, a virtude, a moral e a ética seriam questões particulares, onde não haveria um padrão universal, mas simplesmente opiniões egoístas influenciadas por questões culturais. Um leão não é imoral ao matar os filhotes de seu adversário, mas um homem seria considerado repugnante se fizesse o mesmo. Mesmo para pessoas sem fé, a crença na lei natural é evidente pelo simples fato ela dizer que tal ato é injusto ou atroz. Então a revelação natural precede a fé e não o contrário. Se Deus não existisse, de fato “tudo seria permitido”, pois sem a menor noção do que seria justo ou imoral o ser humano não teria como frear seu egoísmo, sem a ideia de uma lei transcendente, as sociedades entrariam em colapso moral, onde estupros, assassinatos e torturas poderiam ser considerados apenas ferramentes de uso diário. O fato de uma lei natural perceptível ao ser humano, intrínseca a ele, em todas as culturas e tempos existir, leva a crença de um legislador moral universal, pois se o padrão não parte do ser humano, é transcendente a ele. Sendo transcendente, imutável e eterno, somente a existência de Deus pode explicar a causa da lei natural, então o niilista Ivan erra em sua concepção ao atribuir somente a fé na imortalidade a causa dessa lei. Ramon Serrano #livro #cristianismo #IrmãosKaramázov #resenha #ateismo #Dostoiévski #literaturarussa
- NULIDADE MATRIMONIAL
A Igreja não anula uniões sacramentais validamente contraídas e consumadas, mas pode, após processo detalhado, reconhecer que nunca houve casamento, mesmo nos casos em que todos o tinham como válido. Mas isso, só quem pode decidir é a Santa Igreja, não a consciência de qualquer um, isso, jamais. Sobre O CONCEITO DE MATRIMÔNIO SACRAMENTAL, nos ensina a Igreja: “Cânon 1055 – § 1º- A aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão de vida toda, é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, e foi elevada, entre os batizados, à dignidade de sacramento. § 2º- Portanto, entre batizados não pode haver contrato matrimonial válido que não seja, ao mesmo tempo, sacramento”. O que foi dito e estabelecido objetivamente por Nosso Senhor, de modo inescapável é isto: 1) O Matrimônio, como Sacramento, é indissolúvel; 2) Pode, em certos casos, ocorrer um falso matrimônio, o que significa que não foi válido, ou melhor, nunca existiu de fato. Sendo assim, é possível “anular” um Matrimônio legítimo, segundo as normas da Igreja Católica? A resposta é não. O Sacramento do Matrimônio, realizado com o livre consentimento dos noivos e segundo as normas da Igreja, não pode ser anulado, pois é indissolúvel: nem a Igreja tem o poder de anulá-lo, diferente de um casamento civil, que pode ser dissolvido ou anulado, isto é: existiu, mas, por decisão do juiz e de acordo com os preceitos jurídicos, pela vontade dos cônjuges, deixa de existir. O que pode acontecer é que um determinado matrimônio, por uma série de motivos, não tenha sido realmente válido, – isto é, foi nulo, nunca existiu de fato. – Aí sim, a Igreja, por meio do Tribunal Eclesiástico, pode dar um sentença de declaração de nulidade, reconhecendo que aquelas pessoas nunca estiveram verdadeiramente unidas pelos laços do Matrimônio, porque nunca receberam validamente este Sacramento. Quem deseja entrar com um processo de nulidade matrimonial deve pedir a intervenção do Tribunal Eclesiástico da sua Diocese. O seu pároco ou algum sacerdote de confiança estarão aptos a lhe dar uma orientação mais precisa, mas algumas coisas você vai ter que fazer por si mesmo. De qualquer maneira, será preciso procurar pessoalmente o Tribunal Eclesiástico. Nas Dioceses onde não há Tribunal Eclesiástico deve haver uma pessoa encarregada dos assuntos da Justiça da Igreja e de encaminhar, quando for o caso, os processos ao Tribunal. Essa pessoa se chama “Vigário Judicial”. Por isso, se você mora muito longe dos grandes centros, não precisa, num primeiro momento, viajar. Basta se apresentar à Cúria Diocesana, onde funciona o escritório episcopal. Ali vai encontrar quem possa lhe ajudar a apresentar o seu caso. As circunstâncias que envolvem os casamentos no mundo moderno são tão diversas que é impossível abordá-las todas neste artigo. As condições que tornam o ato da celebração sem efeito, ou seja, nulos ou inválidos, mesmo tendo sido celebrados numa igreja, são diversas. Os Cânones 1083-1094 do Código de Direito Canônico, são dedicados a essa matéria Petição Inicial/Demanda – Se você realmente chegou à conclusão de que a única saída para o seu caso é pedir a declaração de nulidade do seu matrimônio, o primeiro passo é dirigir-se à Cúria Diocesana e aí procurar pelo sacerdote que se ocupa dos processos de declaração de nulidade. Ele orientará sobre a sua situação pessoal. Recomenda-se que se receba com humildade essa orientação, pois talvez pelo desconhecimento dessas questões, – por sua própria natureza bastante complexas, – muitas vezes o referido sacerdote acaba concluindo não haver motivos para se iniciar um processo de nulidade naquele caso. O Processo/conclusão – Os juízes eclesiásticos, diante da dúvida sobre a validade de uma união, realizam um processo judicial que exige um estudo detalhado. Afinal, um Sacramento para a Igreja é coisa seríssima. Caso aquele matrimônio seja realmente considerado inválido, os juízes ditam sentença afirmando que de fato nunca existiu. Ou seja, o matrimônio contraído invalidamente é, simplesmente, um falso matrimônio: nunca existiu, de fato, o sagrado vínculo conjugal. A quem queira conhecer melhor o assunto, recomendamos examinar os cânones e procurar um especialista. Desde já, fique tranquilo(a): se o seu matrimônio foi inválido, haverá uma segunda chance. Caso contrário, será o momento para repensar: o que Deus espera de você? Então, valerá à pena tentar uma segunda, terceira, quarta ou quantas outras vezes forem necessárias, para recuperar uma união já abençoada. A graça do Sacramento do Santo Matrimônio fortalece o cônjuge abandonado, a viver com fidelidade o vínculo matrimonial, continuando a buscar a salvação do esposo que abandonou a união matrimonial. Muitos católicos fiéis, cujos matrimônios, de alguma maneira, foram arruinados, acreditam na graça do Sacramento, continuam acreditando na fidelidade do seu matrimônio. Eles olham para a Igreja em busca desse acompanhamento, que os ajuda a permanecer fiéis à verdade de Cristo em suas vidas. No combate, a Verdade é invencível e todo aquele que contra ela se levanta, haverá de quebrar-se. Armemo-nos do vigor de novos cruzados, pois a nós não foi dado um espírito de timidez, mas de audácia. Rezemos muito e sejamos fiéis católicos íntegros, sem capitular em nenhum ponto da Fé. Isso é de absoluta importância. Ninguém pense ser forte sem Cristo. Sem Ele, nada podemos. Não basta encenar. A via é íngreme mesmo… Mas tudo podemos nAquele que nos fortalece. N’Ele, vencemos o mundo. É preciso se entusiasmar de novo por Nosso Senhor. Sigamos, caríssimos! Força! Ninguém combate sozinho. Os católicos vivem, já, na comunhão dos santos. São muitos os que lutam no seu anonimato e na ordinariedade de suas vidas. E nada disso é fantasia. Convençamo-nos de Cristo, entusiasmemo-nos por Ele, defendamos a Sua Igreja, e imitemos a disposição de Santo Atanásio: “Se o mundo for contra a verdade, Atanásio será contra o mundo”. E jamais esqueçamos Aquele que disse: “Coragem, eu venci o mundo“. É por Ele que lutamos.
- NULIDADE MATRIMONIAL
A Igreja não anula uniões sacramentais validamente contraídas e consumadas, mas pode, após processo detalhado, reconhecer que nunca houve casamento, mesmo nos casos em que todos o tinham como válido. Mas isso, só quem pode decidir é a Santa Igreja, não a consciência de qualquer um, isso, jamais. Sobre O CONCEITO DE MATRIMÔNIO SACRAMENTAL, nos ensina a Igreja: “Cânon 1055 – § 1º- A aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão de vida toda, é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, e foi elevada, entre os batizados, à dignidade de sacramento. § 2º- Portanto, entre batizados não pode haver contrato matrimonial válido que não seja, ao mesmo tempo, sacramento”. O que foi dito e estabelecido objetivamente por Nosso Senhor, de modo inescapável é isto: 1) O Matrimônio, como Sacramento, é indissolúvel; 2) Pode, em certos casos, ocorrer um falso matrimônio, o que significa que não foi válido, ou melhor, nunca existiu de fato. Sendo assim, é possível “anular” um Matrimônio legítimo, segundo as normas da Igreja Católica? A resposta é não. O Sacramento do Matrimônio, realizado com o livre consentimento dos noivos e segundo as normas da Igreja, não pode ser anulado, pois é indissolúvel: nem a Igreja tem o poder de anulá-lo, diferente de um casamento civil, que pode ser dissolvido ou anulado, isto é: existiu, mas, por decisão do juiz e de acordo com os preceitos jurídicos, pela vontade dos cônjuges, deixa de existir. O que pode acontecer é que um determinado matrimônio, por uma série de motivos, não tenha sido realmente válido, – isto é, foi nulo, nunca existiu de fato. – Aí sim, a Igreja, por meio do Tribunal Eclesiástico, pode dar um sentença de declaração de nulidade, reconhecendo que aquelas pessoas nunca estiveram verdadeiramente unidas pelos laços do Matrimônio, porque nunca receberam validamente este Sacramento. Quem deseja entrar com um processo de nulidade matrimonial deve pedir a intervenção do Tribunal Eclesiástico da sua Diocese. O seu pároco ou algum sacerdote de confiança estarão aptos a lhe dar uma orientação mais precisa, mas algumas coisas você vai ter que fazer por si mesmo. De qualquer maneira, será preciso procurar pessoalmente o Tribunal Eclesiástico. Nas Dioceses onde não há Tribunal Eclesiástico deve haver uma pessoa encarregada dos assuntos da Justiça da Igreja e de encaminhar, quando for o caso, os processos ao Tribunal. Essa pessoa se chama “Vigário Judicial”. Por isso, se você mora muito longe dos grandes centros, não precisa, num primeiro momento, viajar. Basta se apresentar à Cúria Diocesana, onde funciona o escritório episcopal. Ali vai encontrar quem possa lhe ajudar a apresentar o seu caso. As circunstâncias que envolvem os casamentos no mundo moderno são tão diversas que é impossível abordá-las todas neste artigo. As condições que tornam o ato da celebração sem efeito, ou seja, nulos ou inválidos, mesmo tendo sido celebrados numa igreja, são diversas. Os Cânones 1083-1094 do Código de Direito Canônico, são dedicados a essa matéria Petição Inicial/Demanda – Se você realmente chegou à conclusão de que a única saída para o seu caso é pedir a declaração de nulidade do seu matrimônio, o primeiro passo é dirigir-se à Cúria Diocesana e aí procurar pelo sacerdote que se ocupa dos processos de declaração de nulidade. Ele orientará sobre a sua situação pessoal. Recomenda-se que se receba com humildade essa orientação, pois talvez pelo desconhecimento dessas questões, – por sua própria natureza bastante complexas, – muitas vezes o referido sacerdote acaba concluindo não haver motivos para se iniciar um processo de nulidade naquele caso. O Processo/conclusão – Os juízes eclesiásticos, diante da dúvida sobre a validade de uma união, realizam um processo judicial que exige um estudo detalhado. Afinal, um Sacramento para a Igreja é coisa seríssima. Caso aquele matrimônio seja realmente considerado inválido, os juízes ditam sentença afirmando que de fato nunca existiu. Ou seja, o matrimônio contraído invalidamente é, simplesmente, um falso matrimônio: nunca existiu, de fato, o sagrado vínculo conjugal. A quem queira conhecer melhor o assunto, recomendamos examinar os cânones e procurar um especialista. Desde já, fique tranquilo(a): se o seu matrimônio foi inválido, haverá uma segunda chance. Caso contrário, será o momento para repensar: o que Deus espera de você? Então, valerá à pena tentar uma segunda, terceira, quarta ou quantas outras vezes forem necessárias, para recuperar uma união já abençoada. A graça do Sacramento do Santo Matrimônio fortalece o cônjuge abandonado, a viver com fidelidade o vínculo matrimonial, continuando a buscar a salvação do esposo que abandonou a união matrimonial. Muitos católicos fiéis, cujos matrimônios, de alguma maneira, foram arruinados, acreditam na graça do Sacramento, continuam acreditando na fidelidade do seu matrimônio. Eles olham para a Igreja em busca desse acompanhamento, que os ajuda a permanecer fiéis à verdade de Cristo em suas vidas. No combate, a Verdade é invencível e todo aquele que contra ela se levanta, haverá de quebrar-se. Armemo-nos do vigor de novos cruzados, pois a nós não foi dado um espírito de timidez, mas de audácia. Rezemos muito e sejamos fiéis católicos íntegros, sem capitular em nenhum ponto da Fé. Isso é de absoluta importância. Ninguém pense ser forte sem Cristo. Sem Ele, nada podemos. Não basta encenar. A via é íngreme mesmo… Mas tudo podemos nAquele que nos fortalece. N’Ele, vencemos o mundo. É preciso se entusiasmar de novo por Nosso Senhor. Sigamos, caríssimos! Força! Ninguém combate sozinho. Os católicos vivem, já, na comunhão dos santos. São muitos os que lutam no seu anonimato e na ordinariedade de suas vidas. E nada disso é fantasia. Convençamo-nos de Cristo, entusiasmemo-nos por Ele, defendamos a Sua Igreja, e imitemos a disposição de Santo Atanásio: “Se o mundo for contra a verdade, Atanásio será contra o mundo”. E jamais esqueçamos Aquele que disse: “Coragem, eu venci o mundo“. É por Ele que lutamos.
- SIM AO PENTECOSTES E NÃO AO PENTECOSTALISMO HERÉTICO!
EXAMINE TUDO E RETENHA O QUE É BOM! Às vezes, assalta-nos um mal-estar espiritual de acharmos que a nossa Igreja se enfraqueceu e que o fervor espiritual se entorpeceu; nesses momentos de dispersão e confusão, o perigo nos ronda e pode nos conduzir às tentações de abandonar a nossa fé para seguir um suposto caminho de revigoramento. No entanto, esse abandonar da fé genuína pode se dar com alguém que permanece dentro das estruturas visíveis da Igreja de Cristo; ou seja, como insinuava São João XXIII que a “fumaça do Inimigo havia adentrado à Igreja” e, provavelmente, aproveitando-se da sonolência de muitos se infiltrara trazendo a experiência falsa das coisas de Deus. De modo semelhante, os santos afirmam que sem o amor se está fora da Igreja, ainda que fisicamente presente dentro de um templo cristão! Nem todo cristão suporta as provas, aceita a vontade de Deus em sua vida: Se o Senhor Jesus tivesse seguido o que normalmente é pregado por parte considerável de líderes cristãos nos dias atuais, Ele certamente não teria passado pela cruz! A sempre tendência de abandonar a essência (a santidade) que nos salva pra ficar empanturrado com o acidental (excentricidades). Dessa forma, como se pode conhecer a presença do Espírito Santo? Iniciemos conhecendo um pouco a História eclesiástica: Eis um resumo de uma seita dos primeiros séculos: O Montanismo. PENTECOSTES: O PERIGO DO MONTANISMO Montano foi um profeta que se levantou, por volta dos anos 155-160, que afirmava ser porta-voz do Espírito Santo. Sobre si o Espírito Santo descera e o tomara de tal forma como se encarnara através dele. Era um líder carismático que arrebatava por sua radicalidade, de tal modo que muitos abandonaram o seio da Igreja Católica para o seu seguimento, dentre eles, nada menos que o grande Tertuliano, cristão muito citado por todos os padres, mas que morreu no montanismo! Os traços mais característicos são, antes de tudo, a glossolalia e uma linguagem espiritual tendente ao êxtase e ao entusiasmo. Montano e suas principais discípulas, Prisca (ou Priscila) e Maximila, pretendiam ser a voz de Cristo e do Espírito Santo; eles falam, por isso, com a autoridade deste Espírito e exigem fé incondicional e absoluta obediência às suas ordens. Negam toda autoridade eclesiástica e gostam dos prognósticos escatológicos. Defendem uma moral rigorosamente ascética para a preparação do fim. O movimento é de restauração, até mesmo reacionário, não interessado em questões teológicas e até mesmo, um pouco ingênuo. Alimenta-se com as antigas tradições proféticas e apocalípticas. A finalidade é reavivar e restaurar, com o recurso à autoridade do Paráclito a antiga situação da Igreja: Eficácia do Espírito, falar em línguas, espera dos últimos tempos, ética rigorosa. A doutrina do Montanismo, dificilmente atacável do ponto de vista dogmático, criou dificuldades para a Igreja, não foi fácil combate-la eficazmente. Muitos bispos sugestionados cederam e aderiram ao movimento. No entanto, o movimento foi excomungado pela Igreja por contrariar e negar a Tradição da Igreja de Cristo (disciplina, profissões de fé, ofício). Diante do exposto, ao se aproximar o Pentecostes, abramo-nos com docilidade à nossa verdadeira tradição que nos legou a unidade da Igreja e inaugurou a Missão da mesma. Os cristãos começaram a viver fraternalmente, eram fiéis à doutrina dos apóstolos e assíduos à Eucaristia; além disso não estavam preocupados com a ostentação dos bens e por isso, não expropriavam os poucos recursos dos pobres, mas praticavam a partilha e a solidariedade. Por viverem na essência, no Amor, os sinais aconteciam; mas se Deus se silenciava eles não renunciavam à fé e eram capazes de dar a vida por ela! Além disso, as Escrituras nos indicam os sinais que o Espírito Santo provoca nos cristãos autênticos: “Eis o fruto do Espírito: caridade, alegria, paz, paciência, gentileza, bondade, fidelidade, doçura, autodomínio… os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram suas tendências baixas com suas paixões e desejos. Se vivemos pelo Espírito, sigamos também o Espírito. Não sejamos vaidosos, provocando-vos mutuamente e invejando-nos uns aos outros.” (Gl 5, 22-26). Portanto, Sim ao Pentecostes e não ao pentecostalismo herético! As extraordinariedades tão enfatizadas atualmente os montanistas também realizavam! Sem negar os carismas, atentemos para o essencial! Vinde Espírito Santo e acendei em nós o fogo do vosso Amor! Para pesquisar “Dicionário Patrístico e de Antiguidades Cristãs. Verbete Montano – Montanismo, pp. 959-960”). Via – Padre Adenilson Campos
- SIM AO PENTECOSTES E NÃO AO PENTECOSTALISMO HERÉTICO!
EXAMINE TUDO E RETENHA O QUE É BOM! Às vezes, assalta-nos um mal-estar espiritual de acharmos que a nossa Igreja se enfraqueceu e que o fervor espiritual se entorpeceu; nesses momentos de dispersão e confusão, o perigo nos ronda e pode nos conduzir às tentações de abandonar a nossa fé para seguir um suposto caminho de revigoramento. No entanto, esse abandonar da fé genuína pode se dar com alguém que permanece dentro das estruturas visíveis da Igreja de Cristo; ou seja, como insinuava São João XXIII que a “fumaça do Inimigo havia adentrado à Igreja” e, provavelmente, aproveitando-se da sonolência de muitos se infiltrara trazendo a experiência falsa das coisas de Deus. De modo semelhante, os santos afirmam que sem o amor se está fora da Igreja, ainda que fisicamente presente dentro de um templo cristão! Nem todo cristão suporta as provas, aceita a vontade de Deus em sua vida: Se o Senhor Jesus tivesse seguido o que normalmente é pregado por parte considerável de líderes cristãos nos dias atuais, Ele certamente não teria passado pela cruz! A sempre tendência de abandonar a essência (a santidade) que nos salva pra ficar empanturrado com o acidental (excentricidades). Dessa forma, como se pode conhecer a presença do Espírito Santo? Iniciemos conhecendo um pouco a História eclesiástica: Eis um resumo de uma seita dos primeiros séculos: O Montanismo. PENTECOSTES: O PERIGO DO MONTANISMO Montano foi um profeta que se levantou, por volta dos anos 155-160, que afirmava ser porta-voz do Espírito Santo. Sobre si o Espírito Santo descera e o tomara de tal forma como se encarnara através dele. Era um líder carismático que arrebatava por sua radicalidade, de tal modo que muitos abandonaram o seio da Igreja Católica para o seu seguimento, dentre eles, nada menos que o grande Tertuliano, cristão muito citado por todos os padres, mas que morreu no montanismo! Os traços mais característicos são, antes de tudo, a glossolalia e uma linguagem espiritual tendente ao êxtase e ao entusiasmo. Montano e suas principais discípulas, Prisca (ou Priscila) e Maximila, pretendiam ser a voz de Cristo e do Espírito Santo; eles falam, por isso, com a autoridade deste Espírito e exigem fé incondicional e absoluta obediência às suas ordens. Negam toda autoridade eclesiástica e gostam dos prognósticos escatológicos. Defendem uma moral rigorosamente ascética para a preparação do fim. O movimento é de restauração, até mesmo reacionário, não interessado em questões teológicas e até mesmo, um pouco ingênuo. Alimenta-se com as antigas tradições proféticas e apocalípticas. A finalidade é reavivar e restaurar, com o recurso à autoridade do Paráclito a antiga situação da Igreja: Eficácia do Espírito, falar em línguas, espera dos últimos tempos, ética rigorosa. A doutrina do Montanismo, dificilmente atacável do ponto de vista dogmático, criou dificuldades para a Igreja, não foi fácil combate-la eficazmente. Muitos bispos sugestionados cederam e aderiram ao movimento. No entanto, o movimento foi excomungado pela Igreja por contrariar e negar a Tradição da Igreja de Cristo (disciplina, profissões de fé, ofício). Diante do exposto, ao se aproximar o Pentecostes, abramo-nos com docilidade à nossa verdadeira tradição que nos legou a unidade da Igreja e inaugurou a Missão da mesma. Os cristãos começaram a viver fraternalmente, eram fiéis à doutrina dos apóstolos e assíduos à Eucaristia; além disso não estavam preocupados com a ostentação dos bens e por isso, não expropriavam os poucos recursos dos pobres, mas praticavam a partilha e a solidariedade. Por viverem na essência, no Amor, os sinais aconteciam; mas se Deus se silenciava eles não renunciavam à fé e eram capazes de dar a vida por ela! Além disso, as Escrituras nos indicam os sinais que o Espírito Santo provoca nos cristãos autênticos: “Eis o fruto do Espírito: caridade, alegria, paz, paciência, gentileza, bondade, fidelidade, doçura, autodomínio… os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram suas tendências baixas com suas paixões e desejos. Se vivemos pelo Espírito, sigamos também o Espírito. Não sejamos vaidosos, provocando-vos mutuamente e invejando-nos uns aos outros.” (Gl 5, 22-26). Portanto, Sim ao Pentecostes e não ao pentecostalismo herético! As extraordinariedades tão enfatizadas atualmente os montanistas também realizavam! Sem negar os carismas, atentemos para o essencial! Vinde Espírito Santo e acendei em nós o fogo do vosso Amor! Para pesquisar “Dicionário Patrístico e de Antiguidades Cristãs. Verbete Montano – Montanismo, pp. 959-960”). Via – Padre Adenilson Campos
- O HOMEM ENTRE A VERDADE E A MENTIRA – Santo Agostinho
1. O que se diz em hebraico Aleluia significa, em nossa língua, Louvado seja Deus. Louvemos, pois, ao Senhor nosso Deus não só com a voz, mas também de coração, pois quem O louva com o coração, louva-O com a voz do homem interior. A voz que dirigimos aos homens é som; a que dirigimos a Deus é afeto. 2. Como lestes e ouvistes, disse certo homem em seu arroubo: Todo homem é mentiroso (Salmo 115, 11). O resultado foi que alguém se recusou a acreditar, se não tocasse o corpo do Senhor. A verdade que os discípulos anunciaram, parecia-lhe uma mentira. Não foi o suficiente ouvir a verdade: queria tocá-la também. Então o Senhor se tornou presente, de acordo com a narrativa que vem a seguir, no Evangelho que será lido mais tarde. Ninguém que ouve Todos os homens são mentirosos deve continuar ancorado na mentira, sem querer deixá-la, enrolando-se em pensamentos vãos (enquanto homem mentiroso) e dizer: “Acaso deixaria minha condição humana? Se enquanto durar a minha vida, aqui, vou ser um mentiroso, é melhor que minta eu e não a Escritura, que diz: Todo homem é um mentiroso. Pois se eu for verdadeiro, a Escritura será mentirosa. Ora, como a Escritura não pode ser mentirosa, o mentiroso hei de ser eu.” E magicando tais garrulices, imagina que pode descansar sossegado como quem lançou ferro no porto da mentira, onde pode ser que sofra naufrágio. Bem querias descansar, como se estivesses em porto tranquilo. Mas ouve: há um recife em que vais bater. Farás perecer todos os que falam mentira (Salmo 5, 7). É a mesma Escritura de Deus que o diz: Farás perecer todos os que falam mentira. Então, uma vez que todo homem é um mentiroso, ninguém escapará. Mas o que nos disseram? Qual foi a advertência feita? Que por nós mesmos é que somos mentirosos. Se, no entanto, queremos ser verdadeiros, devemos buscar refúgio no Senhor. Por Ele somos verdadeiros; por nós, mentirosos. 3. Ouça apenas um breve e grande exemplo; breve porque depressa se diz, grande porque tem cargas de sabedoria. Basta só Pedro para mostrar o que quero dizer. Quando ele disse ao Senhor Jesus Cristo: Tu és Cristo, Filho do Deus vivo (Mateus, 16, 16-23), que lhe respondeu o Senhor? Bendito és tu, Simão, filho de Jonas, pois quem te revelou isto não foi a carne nem o sangue, mas meu Pai que está nos céus. O que disseste é verdade, mas não é de ti. Donde é, então? Meu Pai, que está nos céus, foi Quem te revelou. Bem-aventurado o que veio da parte de Deus; miserável o que vem de vós. Depois disso, quando o Senhor lhe disse: Bendito és tu, porque não o revelou a carne e o sangue, mas meu Pai que está nos céus, depois destas palavras começou o Cristo Senhor a anunciar a sua paixão e morte. E logo Pedro respondeu: Deus não permita isto, Senhor! Todos os homens são mentirosos. Vede como, um pouco antes, Pedro era verdadeiro e agora é um mentiroso. Mas de onde veio a Pedro ser verdadeiro? Quem te revelou isto não foi a carne nem o sangue, mas meu Pai que está nos céus. De onde vem a Pedro a mentira? Fora daqui, Satanás, porque não gostas das coisas de Deus, mas do homens. Todo homem é mentiroso. Foi-nos, pois, dito a nós: Todo homem é mentiroso, para fugirmos de nós e corrermos para Deus, pois só Ele é verdadeiro. (Sermão 257, pregado na Oitava da Páscoa na memória dos santos. In: Santo Agostinho, Sermões para a Páscoa. Tradução do Padre Antonio Fazenda. Lisboa, Verbo, 1974)
- A morte de Ivan Ilitch – Leon Tolstói
O personagem Ivan Ilitch, do livro A morte de Ivan Ilitch, de Leon Tolstói, levanta uma profunda reflexão sobre a vida e a morte. Trata-se de um personagem extremamente comum, um juiz ambicioso que consegue alcançar uma alta posição em sua carreira, com um relacionamento familiar cheio de altos e baixos e com amizades superficiais movidas a interesses próprios. A prioridade de Ivan sempre fora o trabalho e o status social, vivia conforme o figurino mandava, muitas vezes deixando de lado sua própria família. Devido a crises domésticas, Ivan encontrava refúgio no trabalho e no jogo, algo não tão diferente do que acontece hoje. Após um acidente aparentemente insignificante, Ivan adoece e aos poucos vai começando a ver a morte se aproximando a cada dia. Em meio à solidão, doente e a beira da morte, Ivan reflete sobre sua vida, que até então considerava muito boa e bem vivida. Ele percebe na verdade, o quanto ela tinha sido vazia, sem sentido e inútil. Como ele mesmo afirma: “Perante à opinião pública eu subia, mas na verdade eu afundava, e agora cheguei ao fim, a sepultura me espera.” A angústia do personagem reflete o drama do homem comum. Passa a maior parte da vida se preenchendo daquilo que nunca o completará, perseguindo bens materiais que se estragam com o tempo, dando valor a coisas, sem valorizar o que de fato importa. Já dizia Dostoiévski, outro escritor russo, que “no coração do homem existe um vazio que somente Deus pode preencher.” Gasta-se muita energia tentando preencher os vazios com coisas erradas, perde-se muito tempo com coisas inúteis, e nisso, a vida se esvai, silenciosamente, até o fatídico dia que chegará a todos os homens. Ecoando a sabedoria dos versículos bíblicos, de que me adiantaria ganhar o mundo inteiro e perder a alma? Ou o que daria o homem em troca da minha alma? A vida é um dom de Deus! que seja bem aproveitada, bem vivida em seus propósitos e completa em sua plenitude. Ramon Serrano #literaturarussa #resenha #Tolstói
- Crime e castigo – Fiódor Dostoiévski
Um dos grandes clássicos da literatura russa, Crime e Castigo, de Dostoiévski, aborda um tema muito comum ao cristianismo: a redenção. O personagem principal, Rodion Raskólnikov, acaba cometendo um crime cruel contra uma pessoa que ele considera ser inútil e ruim, um verdadeiro peso na sociedade. Ele se apoiava numa teoria para justificar o seu ato, dizendo que se homens como Napoleão mataram por uma causa maior e foram absolvidos pela história, por que ele também não seria? Apesar de não demonstrar um arrependimento inicial, o personagem vai enlouquecendo e adoecendo aos poucos, sabendo que o que tinha feito merecia punição por ser errado, seu inconsciente era seu grande acusador. Apesar da polícia não o ter como suspeito, ele vai aos poucos dando pistas do crime de modo inconsciente. A culpa o consome silenciosamente. Vemos que por mais que ele tentasse se justificar do crime racionalmente, algo transcendente a ele parecia o acusar e o impelir ao verdadeiro arrependimento, sua consciência não o deixava em paz. Ele mesmo se defendia e se acusava. Mas o personagem encontra uma pessoa que o faz sentir o amor pela primeira vez na vida. Sônia, uma prostituta miserável, começa a mudar a maneira como Raskolnikov enxerga o mundo quando o faz ler a passagem bíblica sobre a ressurreição de Lázaro. Após isso, ele vai à polícia e se entrega. Mesmo após ser preso e condenado a trabalhos forçados, Raskolnikov só encontra paz na sua própria confissão perante Deus, e parece renascer em meio as trevas. O personagem é o exemplo da natureza pecaminosa que temos, que apesar de tentar justificar seu pecado, a transcendência divina não o deixava escapar. Sabemos que pecamos e precisamos de perdão. A redenção da alma humana, a verdadeira paz de espírito só são encontradas fora do próprio ser humano, transcendentes a ele. Assim como o homem não pode erguer a si mesmo puxando as próprias orelhas, a ajuda flui externamente, de fora para dentro. Somente em Deus encontramos refúgio, somente um ser perfeito pode nos curar da imperfeição, somente na sua santidade e amor encontramos tudo aquilo que a alma anseia. Somente nele somos completos, pois Ele é tudo aquilo que nós não somos, Ele possui tudo aquilo que nós não possuímos, mas almejamos. Mas de tão distante Ele se fez presente, não satisfeito em ser o único auxílio do homem, Ele se fez homem, vencendo a morte e redimindo a humanidade com seu próprio sangue. Assim como Jesus ressuscitou a Lázaro, Ele é o único capaz de dar vida nova a uma alma morta em seus próprios pecados. Ramon Serrano #livro #Crimeecastigo #cristianismo #redenção #resenha #Dostoiévski #literaturarussa
- DOMINGO, DIA DO SENHOR
O dia do Senhor é um dia para nos prepararmos para a vida eterna. Um dia para deixarmos de lado as preocupações do mundo e nos concentrarmos em Deus. Dia de descanso, de oração, de adoração, um dia de comunhão, de alegria e de esperança. Domingo é o Dia do Senhor! São João Maria Vianey dizia: “ Um domingo sem Missa é uma semana sem Deus “. A nossa fé nos agrega numa grande família, que é a Igreja, onde colocamos em prática nossa fé. Na igreja recebemos o suporte necessário para crescer na formação humana, na espiritualidade e em todos os tesouros sacramentais para nossa salvação. Antes de continuar a leitura, assista a formação sobre o terceiro mandamento: O motivo mais importante é que Jesus Cristo ressuscitou no Domingo, inaugurando a “nova Criação” libertada do pecado. Assim o Domingo (= dominus, dia do Senhor) é a plenitude do Sábado judaico. Sabemos que o Antigo Testamento é uma figura do Novo; o Sábado judaico é uma figura do Domingo cristão. O Catecismo da Igreja assim explica: §2175 – “O Domingo distingue-se expressamente do sábado, ao qual sucede cronologicamente, cada semana, e cuja prescrição ritual substitui, para os cristãos. Leva à plenitude, na Páscoa de Cristo, a verdade espiritual do Sábado judaico e anuncia o repouso eterno do homem em Deus. Com efeito, o culto da lei preparava o mistério de Cristo, e o que nele se praticava prefigurava, de alguma forma, algum aspecto de Cristo (1Cor 10,11) ”. O Antigo Testamento diz que Yahvé descansou de toda obra criadora, o Novo Testamento nos revela que Deus segue trabalhando (ver Jo 5,17). Se segue trabalhando, quer dizer que a obra de Deus não acabou no sábado. O pecado de Adão introduziu desordem no mundo e era necessário um dia mais de trabalho e um novo dia de descanso. Com Cristo se inaugura um tempo novo e definitivo. Ele é o Alfa e o Ômega, e como no domingo é o primeiro dia da semana e o último da criação. A Sagrada Escritura o chama e a Igreja o proclama: O dia do Senhor (Ap 1, 8.10). Os Apóstolos celebravam a Missa “no primeiro dia da semana”; isto é, no Domingo, como vemos em At 20,7: “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos para a fração do pão…” Em Mt 28, 1 vemos: “Após o Sábado, ao raiar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria vieram ao Sepulcro…” Em Ap 1, 10, São João fala que “no dia do Senhor, fui movido pelo Espírito…” e a coleta era feita “no primeiro dia da semana” (1Cor 16,2). São Justino (†165), mártir, escreveu: “Reunimo-nos todos no dia do sol, porque é o primeiro dia após o Sábado dos judeus, mas também o primeiro dia em que Deus, extraindo a matéria das trevas, criou o mundo e, neste mesmo dia, Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dentre os mortos“ (Apologia 1,67). São Jerônimo (†420), disse: “O dia do Senhor, o dia da ressurreição, o dia dos cristãos, é o nosso dia. É por isso que ele se chama dia do Senhor: pois foi nesse dia que o Senhor subiu vitorioso para junto do Pai. Se os pagãos o denominam dia do sol, também nós o confessamos de bom grado: pois hoje levantou-se a luz do mundo, hoje apareceu o sol de justiça cujos raios trazem a salvação. ” (CCL, 78,550,52) “Devido à Tradição Apostólica que tem origem no próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal a cada oitavo dia, no dia chamado com razão o dia do Senhor ou Domingo” (SC 106). O dia da ressurreição de Cristo é ao mesmo tempo “o primeiro dia da semana”, memorial do primeiro dia da criação, e o “oitavo dia”, em que Cristo, depois do seu “repouso” do grande Sábado, inaugura o dia “que o Senhor fez”, o “dia que não conhece ocaso”. (Cat. §1166) Desta forma a Sagrada Escritura e a Sagrada Tradição da Apostólica nos mostram porque desde a Ressurreição do Senhor a Igreja guarda o Domingo como o Dia do Senhor. Oração de São Tomás de Aquino Deus eterno e todo-poderoso, eis que me aproximo do sacramento do vosso Filho único, Nosso Senhor Jesus Cristo. Impuro, venho à fonte da misericórdia; cego, à luz da eterna claridade; pobre e indigente, ao Senhor do céu e da terra. Imploro, pois, a abundância da vossa liberalidade, para que vos digneis curar a minha fraqueza, lavar as minhas manchas, iluminar a minha cegueira, enriquecer a minha pobreza, vestir a minha nudez. Que eu receba o Pão dos Anjos, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores, com o respeito e a humildade, a contrição e a devoção, a pureza e a fé, o propósito e a intenção que convêm à salvação da minha alma. Dai-me que receba não só o sacramento do Corpo e do Sangue do Senhor, mas também o seu efeito e a sua força. Ó Deus de mansidão, fazei-me acolher com tais disposições o Corpo que o vosso Filho único, Nosso Senhor Jesus Cristo, recebeu da Virgem Maria, que seja incorporado ao seu Corpo Místico e contado entre os seus membros. Ó Pai cheio de amor, fazei que, recebendo agora o vosso Filho sob o véu do sacramento, possa na eternidade contemplá-la face a face. Vós, que viveis e reinais na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém. Equipe Padre Rodrigo Maria
- DOMINGO, DIA DO SENHOR
O dia do Senhor é um dia para nos prepararmos para a vida eterna. Um dia para deixarmos de lado as preocupações do mundo e nos concentrarmos em Deus. Dia de descanso, de oração, de adoração, um dia de comunhão, de alegria e de esperança. Domingo é o Dia do Senhor! São João Maria Vianey dizia: “ Um domingo sem Missa é uma semana sem Deus “. A nossa fé nos agrega numa grande família, que é a Igreja, onde colocamos em prática nossa fé. Na igreja recebemos o suporte necessário para crescer na formação humana, na espiritualidade e em todos os tesouros sacramentais para nossa salvação. Antes de continuar a leitura, assista a formação sobre o terceiro mandamento: O motivo mais importante é que Jesus Cristo ressuscitou no Domingo, inaugurando a “nova Criação” libertada do pecado. Assim o Domingo (= dominus, dia do Senhor) é a plenitude do Sábado judaico. Sabemos que o Antigo Testamento é uma figura do Novo; o Sábado judaico é uma figura do Domingo cristão. O Catecismo da Igreja assim explica: §2175 – “O Domingo distingue-se expressamente do sábado, ao qual sucede cronologicamente, cada semana, e cuja prescrição ritual substitui, para os cristãos. Leva à plenitude, na Páscoa de Cristo, a verdade espiritual do Sábado judaico e anuncia o repouso eterno do homem em Deus. Com efeito, o culto da lei preparava o mistério de Cristo, e o que nele se praticava prefigurava, de alguma forma, algum aspecto de Cristo (1Cor 10,11) ”. O Antigo Testamento diz que Yahvé descansou de toda obra criadora, o Novo Testamento nos revela que Deus segue trabalhando (ver Jo 5,17). Se segue trabalhando, quer dizer que a obra de Deus não acabou no sábado. O pecado de Adão introduziu desordem no mundo e era necessário um dia mais de trabalho e um novo dia de descanso. Com Cristo se inaugura um tempo novo e definitivo. Ele é o Alfa e o Ômega, e como no domingo é o primeiro dia da semana e o último da criação. A Sagrada Escritura o chama e a Igreja o proclama: O dia do Senhor (Ap 1, 8.10). Os Apóstolos celebravam a Missa “no primeiro dia da semana”; isto é, no Domingo, como vemos em At 20,7: “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos para a fração do pão…” Em Mt 28, 1 vemos: “Após o Sábado, ao raiar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria vieram ao Sepulcro…” Em Ap 1, 10, São João fala que “no dia do Senhor, fui movido pelo Espírito…” e a coleta era feita “no primeiro dia da semana” (1Cor 16,2). São Justino (†165), mártir, escreveu: “Reunimo-nos todos no dia do sol, porque é o primeiro dia após o Sábado dos judeus, mas também o primeiro dia em que Deus, extraindo a matéria das trevas, criou o mundo e, neste mesmo dia, Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dentre os mortos“ (Apologia 1,67). São Jerônimo (†420), disse: “O dia do Senhor, o dia da ressurreição, o dia dos cristãos, é o nosso dia. É por isso que ele se chama dia do Senhor: pois foi nesse dia que o Senhor subiu vitorioso para junto do Pai. Se os pagãos o denominam dia do sol, também nós o confessamos de bom grado: pois hoje levantou-se a luz do mundo, hoje apareceu o sol de justiça cujos raios trazem a salvação. ” (CCL, 78,550,52) “Devido à Tradição Apostólica que tem origem no próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal a cada oitavo dia, no dia chamado com razão o dia do Senhor ou Domingo” (SC 106). O dia da ressurreição de Cristo é ao mesmo tempo “o primeiro dia da semana”, memorial do primeiro dia da criação, e o “oitavo dia”, em que Cristo, depois do seu “repouso” do grande Sábado, inaugura o dia “que o Senhor fez”, o “dia que não conhece ocaso”. (Cat. §1166) Desta forma a Sagrada Escritura e a Sagrada Tradição da Apostólica nos mostram porque desde a Ressurreição do Senhor a Igreja guarda o Domingo como o Dia do Senhor. Oração de São Tomás de Aquino Deus eterno e todo-poderoso, eis que me aproximo do sacramento do vosso Filho único, Nosso Senhor Jesus Cristo. Impuro, venho à fonte da misericórdia; cego, à luz da eterna claridade; pobre e indigente, ao Senhor do céu e da terra. Imploro, pois, a abundância da vossa liberalidade, para que vos digneis curar a minha fraqueza, lavar as minhas manchas, iluminar a minha cegueira, enriquecer a minha pobreza, vestir a minha nudez. Que eu receba o Pão dos Anjos, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores, com o respeito e a humildade, a contrição e a devoção, a pureza e a fé, o propósito e a intenção que convêm à salvação da minha alma. Dai-me que receba não só o sacramento do Corpo e do Sangue do Senhor, mas também o seu efeito e a sua força. Ó Deus de mansidão, fazei-me acolher com tais disposições o Corpo que o vosso Filho único, Nosso Senhor Jesus Cristo, recebeu da Virgem Maria, que seja incorporado ao seu Corpo Místico e contado entre os seus membros. Ó Pai cheio de amor, fazei que, recebendo agora o vosso Filho sob o véu do sacramento, possa na eternidade contemplá-la face a face. Vós, que viveis e reinais na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém. Equipe Padre Rodrigo Maria
- “CAMPANHA DO PRECIOSÍSSIMO SANGUE”
“CAMPANHA DO PRECIOSISSIMO SANGUE” Clame o revestimento do Sangue por você, sua família e todas as suas causas. Julho, mês dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus. Queremos reforçar essa devoção tão salutar e poderosa e convidar você a clamar o Sangue de Jesus sobre sua casa e todas as suas causas. Não basta crermos no Sangue histórico do Calvário. É preciso crer na fonte do Sangue de Jesus fluindo agora e pela fé apropriarmos do seu poder nas nossas vidas. Clamar esse Sangue Poderoso diariamente e em todas as circunstancias. Por isto, nesse mês dedicados ao culto do Sangue de Cristo, acolhamos as palavras do Papa João XXIII na sua encíclica INDI A PRIMIS: “ O Sangue de Cristo Jesus preço do nosso resgate, penhor de salvação e de vida eterna, façam-na os fiéis objeto de meditações devotas e de comunhões sacramentais mais freqüentes. Iluminados pelos ensinamentos dos Livros sagrados e da doutrina dos padres e doutores da Igreja, reflitam no valor superabundante, infinito desse Sangue verdadeiramente preciosíssimo, do qual uma só gota pode salvar o mundo todo de toda culpa. Porquanto, se infinito é o valor do Sangue do Homem-Deus, e se infinita foi a caridade que o impeliu a derramá-lo desde o oitavo dia do seu nascimento, e depois, com superabundância, na agonia do horto (cf. Lc 22,43), na flagelação e na coroação de espinhos, na subida ao Calvário e na crucifixão, e, enfim, da ampla ferida do seu lado, como símbolo desse mesmo Sangue divino que corre em todos os sacramentos da Igreja, não só é conveniente, mas é também sumamente justo que a ele sejam tributadas homenagens de adoração e de amorosa gratidão por parte de todos os que foram regenerados nas suas ondas salutares. Rezemos durante o mês de Julho a Ladainha do Preciosíssimo Sangue Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós. Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós. Deus Espírito Santo, tende piedade de nós. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós. Sangue de Cristo, Unigênito do Pai Eterno, Salvai-nos. Sangue de Cristo, Verbo de Deus Encarnado, Salvai-nos. Sangue de Cristo, do Novo e Eterno Testamento, Salvai-nos. Sangue de Cristo, a correr na Agonia sobre a terra, Salvai-nos. Sangue de Cristo, a verter na Flagelação, Salvai-nos. Sangue de Cristo, a emanar na Coroação de Espinhos, Salvai-nos. Sangue de Cristo, derramado na Cruz, Salvai-nos. Sangue de Cristo, preço de nossa Salvação, Salvai-nos. Sangue de Cristo, sem o qual não há remissão, Salvai-nos. Sangue de Cristo, bebida e purificação das almas na Eucaristia, Salvai-nos. Sangue de Cristo, manancial de misericórdia, Salvai-nos. Sangue de Cristo, vencedor dos demônios, Salvai-nos. Sangue de Cristo, Fortaleza dos Mártires, Salvai-nos. Sangue de Cristo, Força dos confessores, Salvai-nos. Sangue de Cristo, fonte de Virgindade, Salvai-nos. Sangue de Cristo, conforto dos que estão em perigo, Salvai-nos. Sangue de Cristo, alívio dos que sofrem, Salvai-nos. Sangue de Cristo, lenitivo de nossas lágrimas, Salvai-nos. Sangue de Cristo, esperança dos penitentes, Salvai-nos. Sangue de Cristo, consolação dos agonizantes, Salvai-nos. Sangue de Cristo, paz e doçura dos corações, Salvai-nos. Sangue de Cristo, penhor de vida eterna, Salvai-nos. Sangue de Cristo, que libertais as almas do Purgatório, Salvai-nos. Sangue de Cristo, digníssimo de toda honra e glória, Salvai-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós. Remiste-nos, Senhor, com vosso Sangue. E para nosso Deus nos conquistastes
- “CAMPANHA DO PRECIOSÍSSIMO SANGUE”
“CAMPANHA DO PRECIOSISSIMO SANGUE” Clame o revestimento do Sangue por você, sua família e todas as suas causas. Julho, mês dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus. Queremos reforçar essa devoção tão salutar e poderosa e convidar você a clamar o Sangue de Jesus sobre sua casa e todas as suas causas. Não basta crermos no Sangue histórico do Calvário. É preciso crer na fonte do Sangue de Jesus fluindo agora e pela fé apropriarmos do seu poder nas nossas vidas. Clamar esse Sangue Poderoso diariamente e em todas as circunstancias. Por isto, nesse mês dedicados ao culto do Sangue de Cristo, acolhamos as palavras do Papa João XXIII na sua encíclica INDI A PRIMIS: “ O Sangue de Cristo Jesus preço do nosso resgate, penhor de salvação e de vida eterna, façam-na os fiéis objeto de meditações devotas e de comunhões sacramentais mais freqüentes. Iluminados pelos ensinamentos dos Livros sagrados e da doutrina dos padres e doutores da Igreja, reflitam no valor superabundante, infinito desse Sangue verdadeiramente preciosíssimo, do qual uma só gota pode salvar o mundo todo de toda culpa. Porquanto, se infinito é o valor do Sangue do Homem-Deus, e se infinita foi a caridade que o impeliu a derramá-lo desde o oitavo dia do seu nascimento, e depois, com superabundância, na agonia do horto (cf. Lc 22,43), na flagelação e na coroação de espinhos, na subida ao Calvário e na crucifixão, e, enfim, da ampla ferida do seu lado, como símbolo desse mesmo Sangue divino que corre em todos os sacramentos da Igreja, não só é conveniente, mas é também sumamente justo que a ele sejam tributadas homenagens de adoração e de amorosa gratidão por parte de todos os que foram regenerados nas suas ondas salutares. Rezemos durante o mês de Julho a Ladainha do Preciosíssimo Sangue Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós. Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós. Deus Espírito Santo, tende piedade de nós. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós. Sangue de Cristo, Unigênito do Pai Eterno, Salvai-nos. Sangue de Cristo, Verbo de Deus Encarnado, Salvai-nos. Sangue de Cristo, do Novo e Eterno Testamento, Salvai-nos. Sangue de Cristo, a correr na Agonia sobre a terra, Salvai-nos. Sangue de Cristo, a verter na Flagelação, Salvai-nos. Sangue de Cristo, a emanar na Coroação de Espinhos, Salvai-nos. Sangue de Cristo, derramado na Cruz, Salvai-nos. Sangue de Cristo, preço de nossa Salvação, Salvai-nos. Sangue de Cristo, sem o qual não há remissão, Salvai-nos. Sangue de Cristo, bebida e purificação das almas na Eucaristia, Salvai-nos. Sangue de Cristo, manancial de misericórdia, Salvai-nos. Sangue de Cristo, vencedor dos demônios, Salvai-nos. Sangue de Cristo, Fortaleza dos Mártires, Salvai-nos. Sangue de Cristo, Força dos confessores, Salvai-nos. Sangue de Cristo, fonte de Virgindade, Salvai-nos. Sangue de Cristo, conforto dos que estão em perigo, Salvai-nos. Sangue de Cristo, alívio dos que sofrem, Salvai-nos. Sangue de Cristo, lenitivo de nossas lágrimas, Salvai-nos. Sangue de Cristo, esperança dos penitentes, Salvai-nos. Sangue de Cristo, consolação dos agonizantes, Salvai-nos. Sangue de Cristo, paz e doçura dos corações, Salvai-nos. Sangue de Cristo, penhor de vida eterna, Salvai-nos. Sangue de Cristo, que libertais as almas do Purgatório, Salvai-nos. Sangue de Cristo, digníssimo de toda honra e glória, Salvai-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós. Remiste-nos, Senhor, com vosso Sangue. E para nosso Deus nos conquistastes
- O Espelho de Deus
No meu quarto, solitário, ouço uma música de Ralph Vaughan Williams, variação do clássico GreenLeaves; ao mesmo tempo ocorrem-me lindas imagens de castelos, igrejas, palácios e construções magnifícas feitas pelo homem e que permanecerão pela eternidade, como testemunhos da grandeza humana, da grandiosidade da civilização ocidental. Neste momento, sinto palpitar em mim uma força serena, grandiosa, pura, que me irmana com todas as gerações de grandes homens que me precederam e construiram tantas belezas inspirados na bondade e pureza de seus corações: obras de arte magníficas, pinturas, esculturas, composições musicais e outras manifestações estéticas que me emocionam e indicam claramente a natureza especial e elevada do homem. Em meu recolhimento espiritual, mas ao mesmo tempo conectado com o cerne material do meu mundo, intuo o mais cristalino e verdadeiro fundamento da fé: a beleza existe dentro de mim e, a partir dela encontro, por similitude, por familiaridade, por amizade, a beleza fora de mim; como se ressosassem estas belezas, como se entrassem em consonância e então espalhassem para todo o meu espírito, a paz, a tranquilidade, a certeza, a emoção, a iluminação, a apreensão da verdade e da grandeza de Deus. Percebo claramente então: tudo o que de belo, de elevado, de perfeito, de mais elevado e puro que existe em mim é apenas um pálido reflexo da perfeição de Deus.
- SÁBADO – DIA DEDICADO A NOSSA SENHORA
ORIGEM HISTÓRICA DO SÁBADO, DIA DE NOSSA SENHORA “Um dos costumes mais antigos traçados para honrar Maria no sábado, na Igreja de Roma teve lugar no sábado antes” do Domingo de Pentecostes. Os membros recém-batizados da Igreja foram levados do batistério de São João de Latrão ao grande santuário de Maria, a Basílica de Santa Maria Maior [construída pelo Papa Libério 352-66]. São João Damasceno “(† 754) em seus escritos testemunha a celebração do sábado dedicado a Maria na Igreja do Oriente. Os livros litúrgicos dos séculos IX e X contêm missas em honra de Maria no sábado. O sábado adquiriu grande Tom Mariano e o e rapidamente tornou-se associado com Maria. Hoje, o traço mais forte da relação de Maria com o sábado ocorre na Liturgia. O sábado é dedicado a Maria por uma Missa ou o Ofício da Bem-Aventurada Virgem Maria. Através destes atos litúrgicos, os cristãos exaltam a pessoa de Maria na ação que renova o sacrifício de Cristo e na ação que prolonga a sua oração. Esta atribuição litúrgica do sábado a Maria foi em grande parte o trabalho de Alcuin (735-804), o monge beneditino que foi “Ministro da Educação” na corte de Carlos Magno e que contribuiu de forma decisiva para a reforma litúrgica carolíngia. Alcuin compôs seis formulários para Missa votiva (ou seja, devocionais) – uma para cada dia da semana. E ele designou dois formulários para o sábado, em honra de Nossa Senhora. A prática foi rapidamente e alegremente abraçada por ambos os clérigos e leigos. … O costume de dedicar Missas no Sábado a Maria foi fomentado especialmente nas igrejas do claustro das várias ordens, e rapidamente se espalhou por toda a Igreja. Os grandes teólogos dos séculos XII e XIII, São Bernardo, São Tomás, e São Bonaventura explicavam a dedicação dos sábados a Maria, apontando para o tempo do descanso de Cristo no túmulo. Todos os outros tinham abandonado Cristo; só Maria continuou a acreditar. Este foi o seu dia! Nos séculos seguintes,os sábados dedicados a Maria foram expressas em várias devoções. Este foi o dia selecionado pelos fiéis para ir em peregrinação. Confrarias realizavam suas reuniões aos sábados e as chamavam Fraternidade dos sábados ou Confraria dos sábados. As sete dores de Maria foram comemorados em sete sábados consecutivos. Os quinze sábados antes da liturgia em honra de Maria como Rainha do Rosário [07 de outubro] recordavam as quinze dezenas do rosário. Em algumas áreas, este foi o dia em que as culturas e colheitas foram abençoadas e celebrada. A devoção crescente em honra da Imaculada Conceição estimulada pelos Franciscanos contribuiu para promover os Sábados em honra da Virgem Maria. Em 1633, um Capítulo da Ordem determinou que a Santa Missa em honra deste mistério era para ser comemorada aos sábados. Os franciscanos estimularam também a recitção do Ofício da Imaculada Conceição, escrito pelo Frei Bernardino de Bustis, no século XV, e ainda hoje recitado aos sábados por muitos católicos. Com o tempo, tornou-se habitual para os católicos em todos os lugares considerar o sábado dia de Maria, assim como o domingo é o dia do Senhor. Muitos fiéis comemoravam o dia assistindo à Missa, recebendo a Eucaristia, e rezando o terço em família ou assistindo a uma noite de devoção na Igreja, bem como realizando obras de caridade ao próximo de muitas formas. AS DEVOÇÕES A NOSSA SENHORA NO SÁBADO: OFÍCIO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA OU COMUM DE NOSSA SENHORA: É a Liturgia opcional de devoção a Maria rezada pelos padres, monges e freiras. Recitam-se Salmos, leituras, hinos e orações para honrar Maria Mãe de Jesus. DEVOÇÃO REPARADORA DOS PRIMEIROS SÁBADOS: Por fim, a 13 de Junho de 1912, São Pio X concedeu novas indulgências a práticas que parece anteciparem exatamente os pedidos de Pontevedra: “Para promover a devoção dos fiéis para com a Imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus, e para fazer reparação pelos ultrajes dos homens ímpios ao Seu Santíssimo Nome e aos Seus privilégios, São Pio X concedeu ao primeiro sábado de cada mês uma indulgência plenária, aplicável às almas do purgatório. As condições são: confissão, comunhão, oração pelas intenções do Soberano Pontífice e exercícios piedosos com o espírito de reparação, em honra da Virgem Imaculada”. Exatamente cinco anos depois deste dia 13 de Junho de 1912, aconteceu em Fátima a grande manifestação do Imaculado Coração de Maria, “cercado de espinhos que O pareciam cravar”. A Irmã Lúcia disse depois: “Nós compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que exigia reparação”. A 13 de Novembro de 1920, o Papa Bento XV concedeu novas indulgências a esta mesma prática, quando realizada no primeiro sábado de oito meses seguidos. Nossa Senhora, em sua aparição em Fátima, havia pedido para a Irmã Lúcia a devoção reparadora dos cinco sábados ( assistir Missa, comungar e rezar o terço em reparação dos pecados cometidos contra seu Imaculado Coração – as blasfêmias e agressões dos homens ingratos e ateus). PRÁTICAS DEVOCIONAIS REALIZADAS NOS SÁBADOS EM HONRA DE NOSSA SENHORA: OFÍCIO DA IMACULADA CONCEIÇÃO: O Ofício é uma oração composta para ser cantada ou recitada (de uma só vez ou seguindo a Liturgia das Horas), a fim de proclamar os louvores da Mãe de Deus e defender a fé da Igreja na Imaculada Conceição da Virgem Maria. Na reforma do Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI modificou a doutrina acerca das indulgências e concedeu indulgência parcial a aqueles que rezarem com fé o Ofício da Imaculada Conceição. ROSÁRIO OU TERÇO: O Santo Rosário é uma prática religiosa de devoção mariana muito difundida entre os católicos romanos, que o rezam tanto pública quanto individualmente. Consiste na recitação seriada de orações com o auxílio de uma corrente com contas ou nós, que recebe o mesmo nome. O rosário também compreende a contemplação de determinadas passagens da vida de Jesus e de sua mãe Maria que, segundo a doutrina da Igreja Católica, são de especial relevância para a história da salvação e que recebem o nome de “mistérios”. Terço é uma pequena parte (5 mistérios) do rosário. Oremos: Suplica a Augusta Rainha Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, Nós vo-lo pedimos humildemente, Enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, Elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, Reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso Amor e a nossa esperança. Ó Mãe Divina, Enviai os Santos Anjos para nos defenderem, E repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, Defendei-nos e guardai-nos. Amém. #FormaçõesCatólicas #NossaSenhora
- SÁBADO – DIA DEDICADO A NOSSA SENHORA
ORIGEM HISTÓRICA DO SÁBADO, DIA DE NOSSA SENHORA “Um dos costumes mais antigos traçados para honrar Maria no sábado, na Igreja de Roma teve lugar no sábado antes” do Domingo de Pentecostes. Os membros recém-batizados da Igreja foram levados do batistério de São João de Latrão ao grande santuário de Maria, a Basílica de Santa Maria Maior [construída pelo Papa Libério 352-66]. São João Damasceno “(† 754) em seus escritos testemunha a celebração do sábado dedicado a Maria na Igreja do Oriente. Os livros litúrgicos dos séculos IX e X contêm missas em honra de Maria no sábado. O sábado adquiriu grande Tom Mariano e o e rapidamente tornou-se associado com Maria. Hoje, o traço mais forte da relação de Maria com o sábado ocorre na Liturgia. O sábado é dedicado a Maria por uma Missa ou o Ofício da Bem-Aventurada Virgem Maria. Através destes atos litúrgicos, os cristãos exaltam a pessoa de Maria na ação que renova o sacrifício de Cristo e na ação que prolonga a sua oração. Esta atribuição litúrgica do sábado a Maria foi em grande parte o trabalho de Alcuin (735-804), o monge beneditino que foi “Ministro da Educação” na corte de Carlos Magno e que contribuiu de forma decisiva para a reforma litúrgica carolíngia. Alcuin compôs seis formulários para Missa votiva (ou seja, devocionais) – uma para cada dia da semana. E ele designou dois formulários para o sábado, em honra de Nossa Senhora. A prática foi rapidamente e alegremente abraçada por ambos os clérigos e leigos. … O costume de dedicar Missas no Sábado a Maria foi fomentado especialmente nas igrejas do claustro das várias ordens, e rapidamente se espalhou por toda a Igreja. Os grandes teólogos dos séculos XII e XIII, São Bernardo, São Tomás, e São Bonaventura explicavam a dedicação dos sábados a Maria, apontando para o tempo do descanso de Cristo no túmulo. Todos os outros tinham abandonado Cristo; só Maria continuou a acreditar. Este foi o seu dia! Nos séculos seguintes,os sábados dedicados a Maria foram expressas em várias devoções. Este foi o dia selecionado pelos fiéis para ir em peregrinação. Confrarias realizavam suas reuniões aos sábados e as chamavam Fraternidade dos sábados ou Confraria dos sábados. As sete dores de Maria foram comemorados em sete sábados consecutivos. Os quinze sábados antes da liturgia em honra de Maria como Rainha do Rosário [07 de outubro] recordavam as quinze dezenas do rosário. Em algumas áreas, este foi o dia em que as culturas e colheitas foram abençoadas e celebrada. A devoção crescente em honra da Imaculada Conceição estimulada pelos Franciscanos contribuiu para promover os Sábados em honra da Virgem Maria. Em 1633, um Capítulo da Ordem determinou que a Santa Missa em honra deste mistério era para ser comemorada aos sábados. Os franciscanos estimularam também a recitção do Ofício da Imaculada Conceição, escrito pelo Frei Bernardino de Bustis, no século XV, e ainda hoje recitado aos sábados por muitos católicos. Com o tempo, tornou-se habitual para os católicos em todos os lugares considerar o sábado dia de Maria, assim como o domingo é o dia do Senhor. Muitos fiéis comemoravam o dia assistindo à Missa, recebendo a Eucaristia, e rezando o terço em família ou assistindo a uma noite de devoção na Igreja, bem como realizando obras de caridade ao próximo de muitas formas. AS DEVOÇÕES A NOSSA SENHORA NO SÁBADO: OFÍCIO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA OU COMUM DE NOSSA SENHORA: É a Liturgia opcional de devoção a Maria rezada pelos padres, monges e freiras. Recitam-se Salmos, leituras, hinos e orações para honrar Maria Mãe de Jesus. DEVOÇÃO REPARADORA DOS PRIMEIROS SÁBADOS: Por fim, a 13 de Junho de 1912, São Pio X concedeu novas indulgências a práticas que parece anteciparem exatamente os pedidos de Pontevedra: “Para promover a devoção dos fiéis para com a Imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus, e para fazer reparação pelos ultrajes dos homens ímpios ao Seu Santíssimo Nome e aos Seus privilégios, São Pio X concedeu ao primeiro sábado de cada mês uma indulgência plenária, aplicável às almas do purgatório. As condições são: confissão, comunhão, oração pelas intenções do Soberano Pontífice e exercícios piedosos com o espírito de reparação, em honra da Virgem Imaculada”. Exatamente cinco anos depois deste dia 13 de Junho de 1912, aconteceu em Fátima a grande manifestação do Imaculado Coração de Maria, “cercado de espinhos que O pareciam cravar”. A Irmã Lúcia disse depois: “Nós compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que exigia reparação”. A 13 de Novembro de 1920, o Papa Bento XV concedeu novas indulgências a esta mesma prática, quando realizada no primeiro sábado de oito meses seguidos. Nossa Senhora, em sua aparição em Fátima, havia pedido para a Irmã Lúcia a devoção reparadora dos cinco sábados ( assistir Missa, comungar e rezar o terço em reparação dos pecados cometidos contra seu Imaculado Coração – as blasfêmias e agressões dos homens ingratos e ateus). PRÁTICAS DEVOCIONAIS REALIZADAS NOS SÁBADOS EM HONRA DE NOSSA SENHORA: OFÍCIO DA IMACULADA CONCEIÇÃO: O Ofício é uma oração composta para ser cantada ou recitada (de uma só vez ou seguindo a Liturgia das Horas), a fim de proclamar os louvores da Mãe de Deus e defender a fé da Igreja na Imaculada Conceição da Virgem Maria. Na reforma do Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI modificou a doutrina acerca das indulgências e concedeu indulgência parcial a aqueles que rezarem com fé o Ofício da Imaculada Conceição. ROSÁRIO OU TERÇO: O Santo Rosário é uma prática religiosa de devoção mariana muito difundida entre os católicos romanos, que o rezam tanto pública quanto individualmente. Consiste na recitação seriada de orações com o auxílio de uma corrente com contas ou nós, que recebe o mesmo nome. O rosário também compreende a contemplação de determinadas passagens da vida de Jesus e de sua mãe Maria que, segundo a doutrina da Igreja Católica, são de especial relevância para a história da salvação e que recebem o nome de “mistérios”. Terço é uma pequena parte (5 mistérios) do rosário. Oremos: Suplica a Augusta Rainha Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, Nós vo-lo pedimos humildemente, Enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, Elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, Reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso Amor e a nossa esperança. Ó Mãe Divina, Enviai os Santos Anjos para nos defenderem, E repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, Defendei-nos e guardai-nos. Amém. #FormaçõesCatólicas #NossaSenhora
- DEPRESSÃO O MAL DO SÉCULO
Ela chega de mansinho, assim como quem não quer nada. Num dia, você acorda triste, desanimado. No outro, bate uma sensação de vazio e uma vontade incontrolável de chorar, sem qualquer motivo aparente. A depressão é assim, um mal silencioso e ainda mal compreendido – até mesmo entre os próprios pacientes. Considerada um transtorno mental afetivo, ou uma doença psiquiátrica, a depressão é caracterizada pela tristeza constante e outros sintomas negativos que incapacitam o indivíduo para as atividades corriqueiras, como trabalhar, estudar, cuidar da família e até passear. De acordo com OMS (Organização Mundial de Saúde), até 2020 a depressão será a principal doença mais incapacitante em todo o mundo. Isso significa que quem sofre de depressão tem a sua rotina virada do avesso. Ela deixa de produzir e tem a sua vida pessoal bastante prejudicada. Atualmente, mais de 120 milhões de pessoas sofrem com a depressão no mundo – estima-se que só no Brasil, são 17 milhões. E cerca de 850 mil pessoas morrem, por ano, em decorrência da doença. Descrita pela primeira vez no início do século 20, a depressão ainda hoje é confundida com tristeza, sentimento comum a todas as pessoas em algum momento da vida. Brigar com o namorado, repetir o ano escolar e perder o emprego são motivos para deixar alguém triste, cabisbaixo. Isso não significa, porém, que o sujeito está com depressão. Em alguns dias, ele, certamente, vai estar melhor. O desconhecimento real do funcionamento desse transtorno afetivo é o principal responsável por um dos maiores problemas para quem sofre com a depressão: o preconceito. Para Marcos Pacheco Ferraz, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), ele ainda existe e prejudica muito o paciente. Existe uma falsa crença de que a ansiedade e a depressão são sinais de fraqueza e de incapacidade diante da vida. Mas não, uma pessoa com ansiedade, depressão ou sintomas mistos NÃO está louca e nem tem uma personalidade fraca ou inferior aos outros. É triste e esgotador lutar contra isso, mas é uma realidade social que não podemos ignorar. Assim, apesar dos avanços da ciência, o inconsciente moderno que envolve nossa sociedade ainda pensa que os problemas emocionais e psicológicos são sinônimos de fragilidade e vulnerabilidade. Por isso, dado que a depressão e a ansiedade não são contempladas como feridas que precisam de atenção, é comum ouvir discursos circulares com argumentos do tipo “relaxe”, “não é para tanto”, “comece a se mexer, a vida não é isso”, “você não tem razões para chorar”, “comece a amadurecer”, etc. São comuns, não é verdade? De fato, é provável que em algum momento tenhamos sido vítimas ou até proferido este tipo de discurso. Por isso é fundamental realizar um exercício de conscientização e dar à dor emocional a importância que ela tem e merece. Assim, da mesma forma que não iríamos ignorar a dor causada por fortes pontadas no estômago ou uma enxaqueca terrível, não deveríamos ignorar a dor emocional. Não podemos esperar que estas feridas emocionais se curem sozinhas, devemos trabalhar para extrair delas o significado presente em seus sintomas. Ou seja, devemos consultar um psicólogo que nos ajude e nos proporcionar estratégias para fazer frente a esta grande dor emocional causada pela ansiedade e pela depressão. Seguindo com nosso exemplo, assim como deixamos de consumir a lactose quando descobrimos que somos intolerantes a ela, devemos “deixar de consumir” aqueles pensamentos e circunstâncias que infeccionam nossa ferida emocional. Não valem curativos ou vendas: devemos limpá-las e curá-las verdadeiramente. Por isso, neste artigo pretendemos normalizar aquelas sensações das pessoas que possuem problemas emocionais deste tipo. Vejamos mais sobre eles para podermos compreender e nos conscientizar… A ansiedade, uma viagem nefasta em uma montanha russa As sensações que nos invadem com a ansiedade são muito similares às que surgem em um passeio de montanha russa em que começamos a nos sentir mal. Coloquemo-nos nesta situação. Fomos passar o dia em um parque de diversões no qual encontramos uma montanha russa incrível e decidimos andar nela. Para fazer isso, temos que esperar em uma longa fila até que chegue a nossa vez. O dia é quente e o sol está batendo forte em nossa cabeça, o que nos causa uma grande dor e mal-estar físico. Sentimo-nos cansados e não temos vontade de subir no vagão, mas fazemos isso, porque afinal estamos ali para aproveitar. Uma vez sentados, nosso coração começa a bater forte, tudo dá voltas ao nosso redor, os vagões giram 360 graus várias vezes, nos submergimos em túneis escuros e tudo parece nos atacar. Escapar das garras da depressão Nossa respiração se acelera e nosso coração não pode parar. Sentimos que de um momento ao outro vai acontecer alguma coisa conosco. Nossas sensações estão bagunçadas, algo nos aprisiona no peito, ficamos imóveis e sem capacidade de reação. Não podemos evitar pensar em coisas negativas. Gritamos, choramos e nos queixamos, mas ninguém nos ouve, nem sequer nós mesmos. Pedimos desesperadamente que tudo aquilo pare, e sentimos que estamos morrendo na tentativa. No entanto, não conseguimos fazer com que nosso vagão freie, pois ele só parará quando acabarem os minutos programados para a viagem. Neste sentido, um ataque de ansiedade é igual a uma viagem que nos faz mal em uma montanha russa. Em um dado momento tudo vai acabar, mas não sabemos quando nem como, por isso manter o controle diante desta incerteza é algo tão difícil de fazer. Quem sofre de depressão sente que o mundo está envolto em névoa. Pouco a pouco vai perdendo a ilusão por tudo que o rodeia, não há nada que anime ou motive, é difícil estudar ou ir ao trabalho, e a pessoa se sente imensamente triste ou irritável. A depressão é a gota que faz transbordar o copo, um copo que está cheio de situações e circunstâncias complicadas que nos fizeram mal e mexeram conosco negativamente. Por isso é importante que, quando nos dermos conta de que algo vai mal, consultemos um profissional que nos ajude e dê coerência emocional ao que está acontecendo conosco. Ter problemas emocionais não é uma escolha. Uma pessoa com depressão não diz ‘Quero me sentir mal e me coloco em um poço de tristeza para ver se me afogo com ela’. Isso não funciona assim. Na verdade, isso pode acontecer com qualquer um de nós. A depressão e a ansiedade não são sinais de fraqueza, mas sim de força. Estes problemas emocionais não aparecem da noite para o dia, mas surgem pouco a pouco por causa das dificuldades e do esgotamento emocional. Elas também não são consequência de uma escolha pessoal. Não podemos dizer se queremos ou não queremos que nos acompanhem. Ambos os problemas emocionais são derivados da luta contra as dificuldades da vida que nos acompanham e, portanto, por termos tentados permanecer fortes por tempo demais. Não podemos nos esquecer disso, pois ninguém está livre de se relacionar com a ansiedade e a depressão em algum momento da sua vida, seja de maneira direta ou indireta. Prestemos atenção, compreendamos estes problemas e, sobretudo, coloquemos nossa esperança nas Sagradas Escrituras que afirma: “Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus.” (Rom 8,28) Equipe Padre Rodrigo
- DEPRESSÃO O MAL DO SÉCULO
Ela chega de mansinho, assim como quem não quer nada. Num dia, você acorda triste, desanimado. No outro, bate uma sensação de vazio e uma vontade incontrolável de chorar, sem qualquer motivo aparente. A depressão é assim, um mal silencioso e ainda mal compreendido – até mesmo entre os próprios pacientes. Considerada um transtorno mental afetivo, ou uma doença psiquiátrica, a depressão é caracterizada pela tristeza constante e outros sintomas negativos que incapacitam o indivíduo para as atividades corriqueiras, como trabalhar, estudar, cuidar da família e até passear. De acordo com OMS (Organização Mundial de Saúde), até 2020 a depressão será a principal doença mais incapacitante em todo o mundo. Isso significa que quem sofre de depressão tem a sua rotina virada do avesso. Ela deixa de produzir e tem a sua vida pessoal bastante prejudicada. Atualmente, mais de 120 milhões de pessoas sofrem com a depressão no mundo – estima-se que só no Brasil, são 17 milhões. E cerca de 850 mil pessoas morrem, por ano, em decorrência da doença. Descrita pela primeira vez no início do século 20, a depressão ainda hoje é confundida com tristeza, sentimento comum a todas as pessoas em algum momento da vida. Brigar com o namorado, repetir o ano escolar e perder o emprego são motivos para deixar alguém triste, cabisbaixo. Isso não significa, porém, que o sujeito está com depressão. Em alguns dias, ele, certamente, vai estar melhor. O desconhecimento real do funcionamento desse transtorno afetivo é o principal responsável por um dos maiores problemas para quem sofre com a depressão: o preconceito. Para Marcos Pacheco Ferraz, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), ele ainda existe e prejudica muito o paciente. Existe uma falsa crença de que a ansiedade e a depressão são sinais de fraqueza e de incapacidade diante da vida. Mas não, uma pessoa com ansiedade, depressão ou sintomas mistos NÃO está louca e nem tem uma personalidade fraca ou inferior aos outros. É triste e esgotador lutar contra isso, mas é uma realidade social que não podemos ignorar. Assim, apesar dos avanços da ciência, o inconsciente moderno que envolve nossa sociedade ainda pensa que os problemas emocionais e psicológicos são sinônimos de fragilidade e vulnerabilidade. Por isso, dado que a depressão e a ansiedade não são contempladas como feridas que precisam de atenção, é comum ouvir discursos circulares com argumentos do tipo “relaxe”, “não é para tanto”, “comece a se mexer, a vida não é isso”, “você não tem razões para chorar”, “comece a amadurecer”, etc. São comuns, não é verdade? De fato, é provável que em algum momento tenhamos sido vítimas ou até proferido este tipo de discurso. Por isso é fundamental realizar um exercício de conscientização e dar à dor emocional a importância que ela tem e merece. Assim, da mesma forma que não iríamos ignorar a dor causada por fortes pontadas no estômago ou uma enxaqueca terrível, não deveríamos ignorar a dor emocional. Não podemos esperar que estas feridas emocionais se curem sozinhas, devemos trabalhar para extrair delas o significado presente em seus sintomas. Ou seja, devemos consultar um psicólogo que nos ajude e nos proporcionar estratégias para fazer frente a esta grande dor emocional causada pela ansiedade e pela depressão. Seguindo com nosso exemplo, assim como deixamos de consumir a lactose quando descobrimos que somos intolerantes a ela, devemos “deixar de consumir” aqueles pensamentos e circunstâncias que infeccionam nossa ferida emocional. Não valem curativos ou vendas: devemos limpá-las e curá-las verdadeiramente. Por isso, neste artigo pretendemos normalizar aquelas sensações das pessoas que possuem problemas emocionais deste tipo. Vejamos mais sobre eles para podermos compreender e nos conscientizar… A ansiedade, uma viagem nefasta em uma montanha russa As sensações que nos invadem com a ansiedade são muito similares às que surgem em um passeio de montanha russa em que começamos a nos sentir mal. Coloquemo-nos nesta situação. Fomos passar o dia em um parque de diversões no qual encontramos uma montanha russa incrível e decidimos andar nela. Para fazer isso, temos que esperar em uma longa fila até que chegue a nossa vez. O dia é quente e o sol está batendo forte em nossa cabeça, o que nos causa uma grande dor e mal-estar físico. Sentimo-nos cansados e não temos vontade de subir no vagão, mas fazemos isso, porque afinal estamos ali para aproveitar. Uma vez sentados, nosso coração começa a bater forte, tudo dá voltas ao nosso redor, os vagões giram 360 graus várias vezes, nos submergimos em túneis escuros e tudo parece nos atacar. Escapar das garras da depressão Nossa respiração se acelera e nosso coração não pode parar. Sentimos que de um momento ao outro vai acontecer alguma coisa conosco. Nossas sensações estão bagunçadas, algo nos aprisiona no peito, ficamos imóveis e sem capacidade de reação. Não podemos evitar pensar em coisas negativas. Gritamos, choramos e nos queixamos, mas ninguém nos ouve, nem sequer nós mesmos. Pedimos desesperadamente que tudo aquilo pare, e sentimos que estamos morrendo na tentativa. No entanto, não conseguimos fazer com que nosso vagão freie, pois ele só parará quando acabarem os minutos programados para a viagem. Neste sentido, um ataque de ansiedade é igual a uma viagem que nos faz mal em uma montanha russa. Em um dado momento tudo vai acabar, mas não sabemos quando nem como, por isso manter o controle diante desta incerteza é algo tão difícil de fazer. Quem sofre de depressão sente que o mundo está envolto em névoa. Pouco a pouco vai perdendo a ilusão por tudo que o rodeia, não há nada que anime ou motive, é difícil estudar ou ir ao trabalho, e a pessoa se sente imensamente triste ou irritável. A depressão é a gota que faz transbordar o copo, um copo que está cheio de situações e circunstâncias complicadas que nos fizeram mal e mexeram conosco negativamente. Por isso é importante que, quando nos dermos conta de que algo vai mal, consultemos um profissional que nos ajude e dê coerência emocional ao que está acontecendo conosco. Ter problemas emocionais não é uma escolha. Uma pessoa com depressão não diz ‘Quero me sentir mal e me coloco em um poço de tristeza para ver se me afogo com ela’. Isso não funciona assim. Na verdade, isso pode acontecer com qualquer um de nós. A depressão e a ansiedade não são sinais de fraqueza, mas sim de força. Estes problemas emocionais não aparecem da noite para o dia, mas surgem pouco a pouco por causa das dificuldades e do esgotamento emocional. Elas também não são consequência de uma escolha pessoal. Não podemos dizer se queremos ou não queremos que nos acompanhem. Ambos os problemas emocionais são derivados da luta contra as dificuldades da vida que nos acompanham e, portanto, por termos tentados permanecer fortes por tempo demais. Não podemos nos esquecer disso, pois ninguém está livre de se relacionar com a ansiedade e a depressão em algum momento da sua vida, seja de maneira direta ou indireta. Prestemos atenção, compreendamos estes problemas e, sobretudo, coloquemos nossa esperança nas Sagradas Escrituras que afirma: “Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus.” (Rom 8,28) Equipe Padre Rodrigo
- SEXTA-FEIRA – DIA DEDICADO A PAIXÃO DE NOSSO SENHOR
Vamos começar nossa reflexão a partir das palavras que São João usa para sintetizar o que aconteceu na Última Ceia e na Paixão de Jesus: “Tendo amado os Seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13, 1). Sexta-feira, dia de silêncio e contemplação, dia de vivenciar o mistério da Paixão de Jesus Cristo. João relata a grande trajetória de Cristo no caminho da cruz, levada sobre os ombros com o peso dos pecados da humanidade. Jesus sabia o que iria acontecer com Ele, mas era preciso que cumprisse o que estava escrito nas Escrituras, dar a vida pelos nossos pecados. Amar até o fim significa que, o caminho da sua entrega por nós na cruz. Mas amar até o fim também significa que Cristo, na cruz, nos amou sem limite algum, sem recuo algum, sem se poupar em nada, até o extremo. Nada limitou o amor do Senhor por nós. Não se deteve em barreiras, não O arredou nenhuma dor, nenhum sacrifício, nenhum horror. Acima do seu bem-estar, da Sua honra, da Sua vida, colocou a salvação dos que amava, de cada um de nós. A meditação da Paixão, neste sentido, é transparente. Nenhum sofrimento físico aparta Jesus da cruz. Basta que contemplemos – como numa sequência rápida de planos cinematográficos – Cristo preso, amarrado, arrastado indignamente, esbofeteado, açoitado até a Sua carne se converter numa pura chaga, coroado de espinhos, esfolado e esmagado sob o peso da cruz e de nossos pecados, cravado com pregos ao madeiro, torturado pela dor, pela sede, pelo esgotamento… Nada O detém na Sua entrega amorosa. Podemos projetar também – em flashes consecutivos – a sequência dos sofrimentos morais do Senhor, e perceber que tampouco conseguiram afastá-Lo de chegar até o fim. É caluniado, ridicularizado, julgado iniquamente, condenado injustamente; alvo de dolorosa ingratidão, de hedionda traição; é ferido pela infidelidade, pela falta de correspondência dos que amava e escolhera como Apóstolos; é atingido pelas troças mais grosseiras, pelos insultos mais ferinos, por escarros e tapas no rosto… Tomando sobre si a cruz, Jesus inicia sua caminhada dolorosa para cumprir a sua missão prometida pelo Pai conforme está nas Escrituras. Durante todo percurso do Calvário, Jesus cai por três vezes, com fraqueza e dor em seu corpo, mas fortalecido na alma, pois o Pai estava ao Seu lado o tempo todo. Nesta dinâmica de viver em nós a Paixão de Cristo, podemos nos colocar no lugar de Cristo levando em consideração o sofrimento, a dor, e perseguição que nós enfrentamos no nosso cotidiano. A paixão nos convida a, para junto de Cristo, morrer para o homem velho, deixando tudo que nos impede de viver a vida nova, alimentando a esperança e um novo sentindo. Que, durante todos os dias de nossas vidas, possamos fazer dela a nossa paixão com Cristo através dos nossos sofrimentos e perseguições, tendo a certeza da nossa vitória sobre a cruz e chegar ao fim de nossas vidas dizendo como Cristo: “Tudo está consumado”. É preciso manter um “silêncio interior” aliado ao jejum e à abstinência de carne. Deve ser um dia de meditação, de contemplação do amor de Deus que nos “deu o Seu Filho único para que quem n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). É um dia em que as diversões devem ser suspensas, os prazeres, mesmo que legítimos, devem ser evitados. Uma prática de piedade valiosa é meditar a dolorosa Paixão do Senhor, se possível diante do sacrário, na igreja, usando a narração que os quatro evangelistas fizeram. A meditação da Paixão do Senhor deve mostrar-nos o quanto é hediondo o pecado. É contemplando o Senhor na cruz, destruído, flagelado, coroado de espinhos, abandonado, caluniado, agonizante até a morte, que entendemos quão terrível é o pecado. Não é sem razão que o Catecismo diz que pecado é “a pior realidade para o mundo, para o pecador e para a Igreja”. É por isso que Cristo veio a este mundo para ser imolado como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Só Ele poderia oferecer à Justiça Divina uma oblação de valor infinito que reparasse todos os pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. Oração Composta pelo Papa Paulo VI Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora, fechado a todas as ambições mesquinhas, alheio a qualquer desprezível competição humana, compenetrado do sentido da santa Igreja! Um coração grande, desejoso de se tornar semelhante ao coração do Senhor Jesus! Um coração grande e forte para amar a todos, para servir a todos, para sofrer por todos! Um coração grande e forte, para superar todas as provações, todo tédio, todo cansaço, toda desilusão, toda ofensa! Um coração grande e forte, constante até o sacrifício, quando for necessário! Um coração cuja felicidade é palpitar com o coração de Cristo e cumprir, humilde, fiel e firmemente a vontade do Pai. Amém. Equipe Padre Rodrigo Maria
- SEXTA-FEIRA – DIA DEDICADO A PAIXÃO DE NOSSO SENHOR
Vamos começar nossa reflexão a partir das palavras que São João usa para sintetizar o que aconteceu na Última Ceia e na Paixão de Jesus: “Tendo amado os Seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13, 1). Sexta-feira, dia de silêncio e contemplação, dia de vivenciar o mistério da Paixão de Jesus Cristo. João relata a grande trajetória de Cristo no caminho da cruz, levada sobre os ombros com o peso dos pecados da humanidade. Jesus sabia o que iria acontecer com Ele, mas era preciso que cumprisse o que estava escrito nas Escrituras, dar a vida pelos nossos pecados. Amar até o fim significa que, o caminho da sua entrega por nós na cruz. Mas amar até o fim também significa que Cristo, na cruz, nos amou sem limite algum, sem recuo algum, sem se poupar em nada, até o extremo. Nada limitou o amor do Senhor por nós. Não se deteve em barreiras, não O arredou nenhuma dor, nenhum sacrifício, nenhum horror. Acima do seu bem-estar, da Sua honra, da Sua vida, colocou a salvação dos que amava, de cada um de nós. A meditação da Paixão, neste sentido, é transparente. Nenhum sofrimento físico aparta Jesus da cruz. Basta que contemplemos – como numa sequência rápida de planos cinematográficos – Cristo preso, amarrado, arrastado indignamente, esbofeteado, açoitado até a Sua carne se converter numa pura chaga, coroado de espinhos, esfolado e esmagado sob o peso da cruz e de nossos pecados, cravado com pregos ao madeiro, torturado pela dor, pela sede, pelo esgotamento… Nada O detém na Sua entrega amorosa. Podemos projetar também – em flashes consecutivos – a sequência dos sofrimentos morais do Senhor, e perceber que tampouco conseguiram afastá-Lo de chegar até o fim. É caluniado, ridicularizado, julgado iniquamente, condenado injustamente; alvo de dolorosa ingratidão, de hedionda traição; é ferido pela infidelidade, pela falta de correspondência dos que amava e escolhera como Apóstolos; é atingido pelas troças mais grosseiras, pelos insultos mais ferinos, por escarros e tapas no rosto… Tomando sobre si a cruz, Jesus inicia sua caminhada dolorosa para cumprir a sua missão prometida pelo Pai conforme está nas Escrituras. Durante todo percurso do Calvário, Jesus cai por três vezes, com fraqueza e dor em seu corpo, mas fortalecido na alma, pois o Pai estava ao Seu lado o tempo todo. Nesta dinâmica de viver em nós a Paixão de Cristo, podemos nos colocar no lugar de Cristo levando em consideração o sofrimento, a dor, e perseguição que nós enfrentamos no nosso cotidiano. A paixão nos convida a, para junto de Cristo, morrer para o homem velho, deixando tudo que nos impede de viver a vida nova, alimentando a esperança e um novo sentindo. Que, durante todos os dias de nossas vidas, possamos fazer dela a nossa paixão com Cristo através dos nossos sofrimentos e perseguições, tendo a certeza da nossa vitória sobre a cruz e chegar ao fim de nossas vidas dizendo como Cristo: “Tudo está consumado”. É preciso manter um “silêncio interior” aliado ao jejum e à abstinência de carne. Deve ser um dia de meditação, de contemplação do amor de Deus que nos “deu o Seu Filho único para que quem n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). É um dia em que as diversões devem ser suspensas, os prazeres, mesmo que legítimos, devem ser evitados. Uma prática de piedade valiosa é meditar a dolorosa Paixão do Senhor, se possível diante do sacrário, na igreja, usando a narração que os quatro evangelistas fizeram. A meditação da Paixão do Senhor deve mostrar-nos o quanto é hediondo o pecado. É contemplando o Senhor na cruz, destruído, flagelado, coroado de espinhos, abandonado, caluniado, agonizante até a morte, que entendemos quão terrível é o pecado. Não é sem razão que o Catecismo diz que pecado é “a pior realidade para o mundo, para o pecador e para a Igreja”. É por isso que Cristo veio a este mundo para ser imolado como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Só Ele poderia oferecer à Justiça Divina uma oblação de valor infinito que reparasse todos os pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. Oração Composta pelo Papa Paulo VI Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora, fechado a todas as ambições mesquinhas, alheio a qualquer desprezível competição humana, compenetrado do sentido da santa Igreja! Um coração grande, desejoso de se tornar semelhante ao coração do Senhor Jesus! Um coração grande e forte para amar a todos, para servir a todos, para sofrer por todos! Um coração grande e forte, para superar todas as provações, todo tédio, todo cansaço, toda desilusão, toda ofensa! Um coração grande e forte, constante até o sacrifício, quando for necessário! Um coração cuja felicidade é palpitar com o coração de Cristo e cumprir, humilde, fiel e firmemente a vontade do Pai. Amém. Equipe Padre Rodrigo Maria
- QUINTA-FEIRA – DIA DEDICADO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO
A igreja reservou a quinta-feira como o dia dedicado ao santíssimo sacramento este fato deve-se primeiramente a intuição da eucaristia: É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus que Ele instituiu na Quinta-feira Santa, na noite em que ia ser entregue, quando celebrava com os seus Apóstolos a Última Ceia. “Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lhe, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22, 19-20) Na Eucaristia está Jesus Cristo de modo verdadeiro, real, substancial: em Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Nela está presente de modo sacramental, ou seja, sob as espécies eucarísticas do pão e do vinho, Cristo todo inteiro: Deus e homem. Os cristãos creram desde os primórdios na presença real de Jesus na Eucaristia. A devoção ao santíssimo Sacramento começou a aumentar com a festa de corpus christi No final do século XIII surgiu em Lieja, Bélgica, um Movimento Eucarístico cujo centro foi a Abadia de Cornillon fundada em 1124 pelo Bispo Albero de Lieja. Este movimento deu origem a vários costumes eucarísticos, como por exemplo, a exposição e bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante a elevação na Missa e a festa do Corpus Christi. Santa Juliana de Mont Cornillon, priora da Abadia, foi escolhida, por Deus para criar esta Festa. A santa desde jovem teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. Esperava que algum dia tivesse uma festa especial ao Sacramento da Eucaristia. Este desejo, conforme a tradição foi intensificada por uma visão que teve da Igreja sob a aparência de lua cheia com uma mancha negra, que significava a ausência dessa solenidade. Juliana comunicou esta imagem a Dom Roberto de Thorete, bispo de Lieja, também ao doutor Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos e Jacques Pantaleón, mais tarde o Papa Urbano IV. A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos. Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII. Dom Roberto não viveu para ver a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela primeira vez no ano seguinte, na quinta-feira após à festa da Santíssima Trindade. Então a igreja recomenda que toda quinta feira a devoção ao santíssimo Sacramento; Do sacrário ele nos chama continuamente: “ vinde a mim vós todos que estais cansados e eu vos aliviarei” (Mt 11,28) Uma das nossas maiores ingratidões para com Jesus é o abandono em que o deixamos em muitos dos nossos sacrários. A igreja o chama de “prisioneiros dos sacrários”. Há dois mil anos Ele está ali, “Eis que estarei convosco todos os dias até o fim do mundo “ (Mt 28,20) Na Encíclica “Ecclesia de Eucaristia”, o Papa João Paulo II chamou a atenção para a falta de adoração eucarística: “ De fato, há lugares onde se verifica um abandono quase completo do culto de adoração eucarística” (n.10) Diante do Senhor exposto no santíssimo Sacramento podemos repetir muitas vezes aquela oração reparadora que o anjo, em pessoa ensinou as crianças em Fatima, nas aparições de nossa senhora, em 1917: “Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam! ” “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E, pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores. ” Equipe Templário Maria
- QUINTA-FEIRA – DIA DEDICADO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO
A igreja reservou a quinta-feira como o dia dedicado ao santíssimo sacramento este fato deve-se primeiramente a intuição da eucaristia: É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus que Ele instituiu na Quinta-feira Santa, na noite em que ia ser entregue, quando celebrava com os seus Apóstolos a Última Ceia. “Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lhe, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22, 19-20) Na Eucaristia está Jesus Cristo de modo verdadeiro, real, substancial: em Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Nela está presente de modo sacramental, ou seja, sob as espécies eucarísticas do pão e do vinho, Cristo todo inteiro: Deus e homem. Os cristãos creram desde os primórdios na presença real de Jesus na Eucaristia. A devoção ao santíssimo Sacramento começou a aumentar com a festa de corpus christi No final do século XIII surgiu em Lieja, Bélgica, um Movimento Eucarístico cujo centro foi a Abadia de Cornillon fundada em 1124 pelo Bispo Albero de Lieja. Este movimento deu origem a vários costumes eucarísticos, como por exemplo, a exposição e bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante a elevação na Missa e a festa do Corpus Christi. Santa Juliana de Mont Cornillon, priora da Abadia, foi escolhida, por Deus para criar esta Festa. A santa desde jovem teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. Esperava que algum dia tivesse uma festa especial ao Sacramento da Eucaristia. Este desejo, conforme a tradição foi intensificada por uma visão que teve da Igreja sob a aparência de lua cheia com uma mancha negra, que significava a ausência dessa solenidade. Juliana comunicou esta imagem a Dom Roberto de Thorete, bispo de Lieja, também ao doutor Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos e Jacques Pantaleón, mais tarde o Papa Urbano IV. A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos. Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII. Dom Roberto não viveu para ver a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela primeira vez no ano seguinte, na quinta-feira após à festa da Santíssima Trindade. Então a igreja recomenda que toda quinta feira a devoção ao santíssimo Sacramento; Do sacrário ele nos chama continuamente: “ vinde a mim vós todos que estais cansados e eu vos aliviarei” (Mt 11,28) Uma das nossas maiores ingratidões para com Jesus é o abandono em que o deixamos em muitos dos nossos sacrários. A igreja o chama de “prisioneiros dos sacrários”. Há dois mil anos Ele está ali, “Eis que estarei convosco todos os dias até o fim do mundo “ (Mt 28,20) Na Encíclica “Ecclesia de Eucaristia”, o Papa João Paulo II chamou a atenção para a falta de adoração eucarística: “ De fato, há lugares onde se verifica um abandono quase completo do culto de adoração eucarística” (n.10) Diante do Senhor exposto no santíssimo Sacramento podemos repetir muitas vezes aquela oração reparadora que o anjo, em pessoa ensinou as crianças em Fatima, nas aparições de nossa senhora, em 1917: “Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam! ” “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E, pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores. ” Equipe Templário Maria
- Um suicida já está condenado?
Antigamente se pensava que sim, embora a Igreja nunca tenha ensinado isso oficialmente; pois ela nunca disse o nome de um condenado. Hoje, com a ajuda da psicologia e psiquiatria, sabemos que a culpa do suicida pode ser muito diminuída devido a seu estado de alma. O Catecismo da Igreja Católica ensina que: §2280 Cada um é responsável por sua vida diante de Deus que lha deu e que dela é sempre o único e soberano Senhor. Devemos receber a vida com reconhecimento e preservá-la para sua honra e a salvação de nossas almas. Somos os administradores e não os proprietários da vida que Deus nos confiou. Não podemos dispor dela. §2281 O suicídio contradiz a inclinação natural do ser humano a conservar e perpetuar a própria vida. É gravemente contrário ao justo amor de si mesmo. Ofende igualmente o amor do próximo porque rompe injustamente os vínculos de solidariedade com as sociedades familiar, nacional e humana, às quais nos ligam muitas obrigações. O suicídio é contrário ao amor do Deus vivo. Mas o Catecismo lembra também que a culpa da pessoa suicida pode ser muito diminuída: §2282 Se for cometido com a intenção de servir de exemplo, principalmente para os jovens, o suicídio adquire ainda a gravidade de um escândalo. A cooperação voluntária ao suicídio é contrário à lei moral. Distúrbios psíquicos graves, a angústia ou o medo grave da provação, do sofrimento ou da tortura podem diminuir a responsabilidade do suicida”. Leia também: PECADO MORTAL – O OBSTÁCULO PARA NOSSA SALVAÇÃO Padre José Augusto: Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação! Exame de Consciência para uma boa Confissã Portanto, ninguém deve pensar que a pessoa que se suicidou esteja condenada por Deus; os caminhos de Sua misericórdia são desconhecidos de nós. O Catecismo manda rezar por aqueles que se suicidaram: §2283 Não se deve desesperar da salvação das pessoas que se mataram. Deus pode, por caminhos que só ele conhece, dar-lhes ocasião de um arrependimento salutar. A Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra a própria vida. Certa vez, São João Maria Vianney, também conhecido como Cura D’Ars, ao celebrar a Santa Missa notou que uma mulher vestida de luto estava no final da igreja chorando, seu marido havia se suicidado na véspera, saltando da ponte de um rio. O santo foi até ela no final da Celebração Eucarística e lhe disse: Pode parar de chorar, seu marido foi salvo, está no Purgatório; reze por sua alma. E explicou à pobre viúva: Por causa daquelas vezes que ele rezou o Terço com você, no mês de maio, Nossa Senhora obteve de Deus para ele a graça do arrependimento antes de morrer. Não devemos duvidar dessas palavras. Prof. Felipe Aquino #pecadomortal #Santidade
- Um suicida já está condenado?
Antigamente se pensava que sim, embora a Igreja nunca tenha ensinado isso oficialmente; pois ela nunca disse o nome de um condenado. Hoje, com a ajuda da psicologia e psiquiatria, sabemos que a culpa do suicida pode ser muito diminuída devido a seu estado de alma. O Catecismo da Igreja Católica ensina que: §2280 Cada um é responsável por sua vida diante de Deus que lha deu e que dela é sempre o único e soberano Senhor. Devemos receber a vida com reconhecimento e preservá-la para sua honra e a salvação de nossas almas. Somos os administradores e não os proprietários da vida que Deus nos confiou. Não podemos dispor dela. §2281 O suicídio contradiz a inclinação natural do ser humano a conservar e perpetuar a própria vida. É gravemente contrário ao justo amor de si mesmo. Ofende igualmente o amor do próximo porque rompe injustamente os vínculos de solidariedade com as sociedades familiar, nacional e humana, às quais nos ligam muitas obrigações. O suicídio é contrário ao amor do Deus vivo. Mas o Catecismo lembra também que a culpa da pessoa suicida pode ser muito diminuída: §2282 Se for cometido com a intenção de servir de exemplo, principalmente para os jovens, o suicídio adquire ainda a gravidade de um escândalo. A cooperação voluntária ao suicídio é contrário à lei moral. Distúrbios psíquicos graves, a angústia ou o medo grave da provação, do sofrimento ou da tortura podem diminuir a responsabilidade do suicida”. Leia também: PECADO MORTAL – O OBSTÁCULO PARA NOSSA SALVAÇÃO Padre José Augusto: Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação! Exame de Consciência para uma boa Confissã Portanto, ninguém deve pensar que a pessoa que se suicidou esteja condenada por Deus; os caminhos de Sua misericórdia são desconhecidos de nós. O Catecismo manda rezar por aqueles que se suicidaram: §2283 Não se deve desesperar da salvação das pessoas que se mataram. Deus pode, por caminhos que só ele conhece, dar-lhes ocasião de um arrependimento salutar. A Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra a própria vida. Certa vez, São João Maria Vianney, também conhecido como Cura D’Ars, ao celebrar a Santa Missa notou que uma mulher vestida de luto estava no final da igreja chorando, seu marido havia se suicidado na véspera, saltando da ponte de um rio. O santo foi até ela no final da Celebração Eucarística e lhe disse: Pode parar de chorar, seu marido foi salvo, está no Purgatório; reze por sua alma. E explicou à pobre viúva: Por causa daquelas vezes que ele rezou o Terço com você, no mês de maio, Nossa Senhora obteve de Deus para ele a graça do arrependimento antes de morrer. Não devemos duvidar dessas palavras. Prof. Felipe Aquino #pecadomortal #Santidade
- In Humility and Suffering
Earthly tyrants load their subjects with unjust burdens, inorder to increase their own power; but Jesus Christ chose to take upon himself the burden of the cross, and to carry it, inorder to leave life for us in that manner, that he might obtain salvation for us. The kings of the earth found their sovereignties in the force of arms and in the heaping up of riches; but Jesus Christ founded his sovereignty in the insults of the cross – that is in humbling himself and in suffering.
- O Protestantismo nega tanto a tradição quanto o magistério legitimamente instituído por Jesus
A única regra válida imperante no protestantismo se determina na Sola Scriptura (ou seja somente a Bíblia e nada mais do que ela é regra de fé e de moral) interpretada livremente por qualquer pessoa (método do livre exame). Eis Martinho Lutero a dize-lo sem rodeios :”a todos os cristãos e a cada um em particular pertence conhecer e julgar a doutrina. Anátema a quem lhe tocar um fio deste direito” (Conforme D. M. Luthers, Werke, Kritische Gesamtausgabe. Weimar, X. 2 Abt., p. 217, 1883 ss). Como se dissesse a cada um de seus seguidores: Eia pois, valoroso cristão! Tu és mestre de ti mesmo. Despreza tudo o que os primeiros cristãos, os Bispos e os Concílios definiram como verdade. Toma tu a bíblia, senta em tua saleta e defina tu mesmo o teu cristianismo! Procurarei demonstrar – Se Deus o consentir – que ao abandonar tanto a Sagrada Tradição quanto o Sagrado Magistério, o protestantismo provocou inadvertidamente sua própria dissolução doutrinária e orgânica. E hoje, infelizmente, sob o elástico nome de “protestantismo” se abrigam milhares e milhares de seitas doutrinariamente e disciplinadamente discordantes entre si. Causando um flagrante escândalo à causa ecumênica e ao desejo expresso de Jesus Cristo: ” Para que todos sejam um (…) e o mundo creia que tu me enviaste” ( Jo 17, 20-21). Com efeito, sabemos, a própria Bíblia não caiu pronta dos céus. Quem definiu que cada um dos livros que compõem a Sagrada Escritura, era de inspiração Divina foi o Espirito Santo agindo através da Tradição e do Magistério Católico. Isto são fatos históricos! Quem definiu o cânon completo, tanto do antigo quanto do novo testamento, foi o Espirito Santo através da Tradição e do Magistério. Quem definiu que o Novo Testamento e o Velho fosse enfeixado em um único volume dando portanto igual valor entre os dois testamentos foi a Tradição e o Magistério. Do que viveu a Igreja católica primitiva, durante os primeiros anos de pregação? Quando o Novo testamento ainda não havia sido escrito? Sobreviveu pela Tradição e pelo Magistério. A própria Bíblia dá testemunho interno da necessidade de uma Tradição e de um Magistério vivo, para interpretá-la e ensiná-la. Transcrevo sobre isto, o magnífico comentário de Pe. Leonel Franca : “a própria Bíblia inculca a necessidade do ensino vivo, a importância de conservar a tradição, a insuficiência das Escrituras, que segundo afirma São João, não encerra tudo o que ensinou o Salvador (Jo 21,25). Jesus Cristo nunca mandou aos seus discípulos que folheassem um livro para achar a sua doutrina, mandou pelo contrário aos fiéis, que ouvissem aos que Ele mandara pregar: quem vos ouve, a mim ouve; se alguém não ouvir a Igreja, seja considerado como infiel e publicano, isto é, não pertencente a minha Igreja: se alguém não vos receber nem ouvir vossas palavras, saindo da casa ou da cidade sacudi até o pó dos sapatos; Pai oro não só por estes (Apóstolos) mas por todos os que hão de crer em mim mediante a sua palavra a fim de que sejam todos uma coisa só. Foi Jesus ainda quem prometeu o seu Espírito de Verdade, a sua assistência espiritual, todos os dias, até a consumação dos séculos, para que os apóstolos vivendo moralmente em seus sucessores (os bispos ) continuassem até o final dos tempos a ensinar sempre tudo o que ele nos mandou. Eis meus caros leitores, o que diz a Bíblia” (Fonte : Padre Franca, P. Leonel, I.R.C., 1958, pg.216-7). Quando se fala de Magistério, evidentemente se fala do magistério legítimo, constituído por Jesus Cristo, o qual prometeu assistência especial e infalível até o final dos tempos : “Recebei o Espírito Santo (…) Eu estarei convosco até o final do tempos”. Hoje, qualquer papalvo se atribui a si mesmo o título de “bispo” e sai por aí a fundar seitas e pregar doutrinas. Evidentemente este não é um magistério legítimo. O indivíduo que a si mesmo se premia com o título de “bispo”, nada mais é que um mentiroso sacrílego. Os próprios apóstolos ensinaram à exaustão a respeito da necessidade da Sagrada tradição e do Magistério legitimamente constituído. Vejamos São João em suas últimas duas epístolas dizer expressamente que não quis confiar tudo por escrito, mas havia outras coisas que comunicaria à viva voz ( II Jo., 12 ; III Jo, 14). O apóstolo São Paulo, inculca fortemente a necessidade de uma tradição e um magistério vivo: “Estais firmes, irmãos e conservai as tradições que aprendestes ou de viva voz…” ( II Tes 2,15 ); “que vos aparteis de todos os que andam em desordens e não segundo a tradição que receberam de nós” (II Tes 3,6); “O que de mim ouvistes por muitas testemunhas, ensina-o a homens fiéis que se tornem idôneos para ensinar aos outros” (II Tm 2,2). A Igreja fundada por Cristo, portanto, seria ela “a coluna e o firmamento da verdade” ( I Tm 15). A Igreja fundada por Cristo portanto é maior que a Sagrada Escritura. Pois a Igreja é quem a escreveu, a definiu, a interpreta e a ensina. Os primeiros cristãos seguindo os ensinamentos dos apóstolos e já de posse da Sagrada Tradição e do Sagrado Magistério, nem pensam ser a Bíblia a única regra de fé. Aqui, por falta de espaço, vou respigar apenas algumas citações da vasta seara dos testemunhos primitivos : “Advertia, antes de tudo, as igrejas das diversas cidades, evitassem, sobre todas as coisas, as heresias que começavam então a se alastrar e exortava-as a se aterem tenazmente à tradição dos apóstolos” – ( Eusébio resumindo o ensino de S. Inácio de Antioquia, martirizado no ano 107 DC cf. Euséb., Hist. Eccles., III, 36 / MG, 20, 287); “Antes exortei-vos a vos conservardes unânimes na doutrina de Deus, pois Jesus Cristo nossa vida inseparável, é a doutrina do Pai, como a doutrina de Jesus Cristo são os bispos constituídos nas diversas regiões da terra” ( clara alusão ao Sagrado Magistério) ( S. Inácio, + 107 DC in Ad Ephesios, 3-4) ; “Sob Clemente, havendo nascido forte discórdia entre os irmãos de Corinto, a Igreja de Roma escreveu-lhes uma carta enérgica, exortando-os à paz, reparando-lhes a fé, e anunciando-lhes a tradição que havia pouco tinham recebido dos apóstolos” (Santo Irineu, martirizado em 202 DC in Contra as Heresias III, c.3,n.3) ; “Aí está claro, a quantos querem ver a verdade, a tradição dos apóstolos, manifesta em toda a Igreja disseminada pelo mundo inteiro…” (Santo Irineu mártir in contra as heresias III, 3, 1); “Não devemos buscar nos outros a verdade que é fácil receber da Igreja, pois os apóstolos a mãos cheias, versaram nela, como em riquíssimo depósito, toda a verdade… Este é o caminho da vida” (Idem, In Contra as heresias III, 4, 1); “E se os apóstolos não nos houvessem deixado as Escrituras, não cumpria seguir a ordem da Tradição por eles ensinada aos a quem confiavam à sua Igreja?” (Idem, In contra as heresias III, 4,1) ; “De nada vale as discussões das Escrituras. A heresia não aceita alguns de seus livros, e se os aceita, corrompe-lhes a integridade, adulterando-os com interpolações e mutilações ao sabor de suas idéias, e se, algumas vezes admitem a Escritura inteira, pervertem-lhe o sentido com interpretações fantásticas…” (Tertuliano séc III In De Praescriptionibus., c. 19 / ML, II,31) Na mesma obra assevera que onde estiver a verdadeira Igreja, “aí se achará a verdade das Escrituras, da sua interpretação e de todas as tradições cristãs” (Idem, De Praescript., c. 19 ML, II, 31). Jesus Cristo, instituiu para sua Única Igreja, um Magistério verdadeiro, pois disse à Pedro : “Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; tudo o que ligares na terra será ligado nos céus…” ( Mt 16, 18-19), e em outro lugar “Eu estarei convosco até o final dos tempos”. Para os católicos, se Jesus prometeu ficar conosco até o final dos tempos ele irá cumprir literalmente esta promessa. Se ele disse que a sua Igreja iria se manter firme por todo o sempre porque as portas do inferno não iriam prevalecer, nós cremos que ele está cumprindo concretamente esta promessa. Pois não é exatamente isto que constatamos na Igreja Católica? Dois mil anos de existência ininterrupta. E que constância doutrinária e moral admirável! Quantas perseguições e vicissitudes e no entanto “as portas do inferno não prevaleceram”. Parte desta unidade e estabilidade maravilhosa devemos certamente à instituição da Sagrada Tradição e do Sagrado Magistério por Cristo e pelos apóstolos. O protestantismo negando tanto a Tradição quanto o Magistério sofre desde os seus primórdios uma desintegração doutrinária assombrosa. Onde Cristo fundou a Igreja Católica sobre a Rocha, Lutero e Cia fundaram a Igreja Evangélica sobre a areia movediça da sola scriptura e do livre exame. E logo nas primeiras ventanias, pôs-se a casa dos reformadores a desabar fragorosamente: tábuas lançadas aqui e ali, telha lá e acolá, junturas e cacos em todas as direções . As divisões e subdivisões do Protestantismo desafiam hoje a paciência dos mais abnegados dos estatísticos. Vejamos como no princípio deste século, o Reverendíssimo Padre Leonel Franca já chamava a atenção para este fato, descrevendo lucidamente o processo de desagregação doutrinária do protestantismo, baseado no método da sola scriptura e do livre exame : “Na nova seita, o protestantismo, não há autoridade, não há unidade, não há magistério de fé. Cada sectário recebe um livro que o livreiro lhe diz ser inspirado e ele devotamente o crê sem o poder demonstrar; lê-o, entende-o como pode, enuncia um símbolo, formula uma moral e a toda esta mais ou menos indigesta elaboração individual chama cristianismo evangélico. O vizinho repete na mesma ordem as mesmas operações e chega a conclusões dogmáticas e morais diametralmente opostas. Não importa; são irmãos, são protestantes evangélicos, são cristãos, partiram ambos da Bíblia, ambos forjaram com o mesmo esforço o seu cristianismo” (In I.R.C. Pg. 212 , 7ª ed) VEJAMOS ALGUNS EXEMPLOS PRÁTICOS: um fiel protestante quer mudar de seita? Precisa-se rebatizar? Umas igrejas dizem sim, outras não. Umas admitem o batismo de crianças, outras só de adultos, umas admitem a aspersão, infusão e imersão. Aquela outra só imersão, e mesmo há grupelho que só admite batismo em água corrente e sem cloro! Aqui e ali as fórmulas de batismo são tão variadas como as cores do arco-íris. Quer o sincero evangélico participar da Santa Ceia? Há seitas que consideram o pão apenas pão (pentecostais) outras que o pão é realmente o corpo de Cristo (Luteranos, Episcopais e outros). Uns a praticam com pão ázimo, outras com pão comum, aqui com vinho, lá com vinho e água, acolá com suco de uva. A Santa Ceia pode ser praticada diariamente, mensalmente, trimestralmente, semestralmente, anualmente ou não ser praticada nunca. Trata-se de ministérios ordenados? Esta seita constitui Bispos, presbíteros e diáconos. Àquela só presbíteros e pastores, ali pastores e anciãos, lá Bispos e anciãos, acolá presbíteros e diáconos, outras não admitem ministro nenhum. Umas igrejas ordenam mulheres, outras não. E por aí, atiram os evangélicos em todas as solfas quando o assunto é ministério ordenado. Após a morte, o que espera o cristão ? Pode um crente questionar seu pastor sobre isto? E as respostas colhidas entre as denominações seria tão rica e variada quanto a fauna e a flora. Há Pastor que prega que todos estarão inconscientes até a vinda de Cristo quando serão julgados; outros pregam o “arrebatamento” sem julgamento; outros, uma vida bem-aventurada aqui mesmo na terra; aqueles lá doutrinam que após a morte já vem o céu e o inferno; no outro quarteirão, se ensina que o inferno é temporário; opinam alguns que ele não existe; e tantas são as doutrinas sobre os novíssimos quanto os pastores que as pregam. Está cansado o fiel da esposa da sua juventude? Não tem importância, sempre encontrará uma seita a lhe abrir risonhamente as portas para um novo matrimônio. E de vez em quando não aparece um maluco aqui e ali aprovando a poligamia? Lutero mesmo admitiu tal possibilidade: “Confesso, que não posso proibir tenha alguém muitas esposas; não repugna às Escrituras; não quisera porém ser o primeiro a introduzir este exemplo entre cristãos” (Luthers M.., Briefe, Sendschreiben (…) De Wette, Berlin, 1825-1828, II. 259 ). Neste contexto, vale ressaltar que não há uma pesquisa nos Estados Unidos que demonstra que entre os critérios para um evangélico escolher sua nova igreja está o tamanho do estacionamento? Eis o que é hoje o protestantismo. Vejamos neste passo a afirmação de Krogh Tonning famoso teólogo protestante norueguês, convertido ao catolicismo, que no século passado já afirmava: “Quem trará à nossa presença uma comunidade protestante que está de acordo sobre um corpo de doutrina bem determinado? Portanto uma confusão é a regra mesmo dentre as matérias mais essenciais” ( Le protest. Contemp., Ruine constitutionalle, p. 43 In I.R.C., Franca, L., pg 255. 7ª ed, 1953) Mas o próprio Lutero que saiu-se no mundo com esta novidade da sola scriptura viveu o suficiente para testemunhar e confessar os malefícios que estas doutrinas iriam causar pelos séculos afora: “Este não quer o batismo, aquele nega os sacramentos; há quem admita outro mundo entre este e o juízo final, quem ensina que Cristo não é Deus; uns dizem isto, outros aquilo, em breve serão tantas as seitas e tantas as religiões quantas são as cabeças” (Fonte : Luthers M. In. Weimar, XVIII, 547 ; De Wett III, 6l). Um outro trecho selecionado, prova que o Patriarca da Reforma tinha também de quando em quando uns momentos de bom senso : “Se o mundo durar mais tempo, será necessário receber de novo os decretos dos concílios católicos a fim de conservar a unidade da fé contra as diversas interpretações da Escritura que por aí correm” (Carta de Lutero à Zwinglio In Bougard, Le Christianisme et les temps presents, tomo IV (7), p. 289). Gostaria de terminar lembrando que o Pontífice é o Vigário de Cristo na terra e, portanto, o primeiro servidor da verdade da fé. Conhecendo o ensinamento de Cristo, ninguém em nome do Magistério, nem mesmo o Santo Padre poderá se desviar daquele ensinamento com uma declaração doutrinal ou práticas pastorais que ignoram a verdade. Amém! Equipe Templario de Maria
- O Protestantismo nega tanto a tradição quanto o magistério legitimamente instituído por Jesus
A única regra válida imperante no protestantismo se determina na Sola Scriptura (ou seja somente a Bíblia e nada mais do que ela é regra de fé e de moral) interpretada livremente por qualquer pessoa (método do livre exame). Eis Martinho Lutero a dize-lo sem rodeios :”a todos os cristãos e a cada um em particular pertence conhecer e julgar a doutrina. Anátema a quem lhe tocar um fio deste direito” (Conforme D. M. Luthers, Werke, Kritische Gesamtausgabe. Weimar, X. 2 Abt., p. 217, 1883 ss). Como se dissesse a cada um de seus seguidores: Eia pois, valoroso cristão! Tu és mestre de ti mesmo. Despreza tudo o que os primeiros cristãos, os Bispos e os Concílios definiram como verdade. Toma tu a bíblia, senta em tua saleta e defina tu mesmo o teu cristianismo! Procurarei demonstrar – Se Deus o consentir – que ao abandonar tanto a Sagrada Tradição quanto o Sagrado Magistério, o protestantismo provocou inadvertidamente sua própria dissolução doutrinária e orgânica. E hoje, infelizmente, sob o elástico nome de “protestantismo” se abrigam milhares e milhares de seitas doutrinariamente e disciplinadamente discordantes entre si. Causando um flagrante escândalo à causa ecumênica e ao desejo expresso de Jesus Cristo: ” Para que todos sejam um (…) e o mundo creia que tu me enviaste” ( Jo 17, 20-21). Com efeito, sabemos, a própria Bíblia não caiu pronta dos céus. Quem definiu que cada um dos livros que compõem a Sagrada Escritura, era de inspiração Divina foi o Espirito Santo agindo através da Tradição e do Magistério Católico. Isto são fatos históricos! Quem definiu o cânon completo, tanto do antigo quanto do novo testamento, foi o Espirito Santo através da Tradição e do Magistério. Quem definiu que o Novo Testamento e o Velho fosse enfeixado em um único volume dando portanto igual valor entre os dois testamentos foi a Tradição e o Magistério. Do que viveu a Igreja católica primitiva, durante os primeiros anos de pregação? Quando o Novo testamento ainda não havia sido escrito? Sobreviveu pela Tradição e pelo Magistério. A própria Bíblia dá testemunho interno da necessidade de uma Tradição e de um Magistério vivo, para interpretá-la e ensiná-la. Transcrevo sobre isto, o magnífico comentário de Pe. Leonel Franca : “a própria Bíblia inculca a necessidade do ensino vivo, a importância de conservar a tradição, a insuficiência das Escrituras, que segundo afirma São João, não encerra tudo o que ensinou o Salvador (Jo 21,25). Jesus Cristo nunca mandou aos seus discípulos que folheassem um livro para achar a sua doutrina, mandou pelo contrário aos fiéis, que ouvissem aos que Ele mandara pregar: quem vos ouve, a mim ouve; se alguém não ouvir a Igreja, seja considerado como infiel e publicano, isto é, não pertencente a minha Igreja: se alguém não vos receber nem ouvir vossas palavras, saindo da casa ou da cidade sacudi até o pó dos sapatos; Pai oro não só por estes (Apóstolos) mas por todos os que hão de crer em mim mediante a sua palavra a fim de que sejam todos uma coisa só. Foi Jesus ainda quem prometeu o seu Espírito de Verdade, a sua assistência espiritual, todos os dias, até a consumação dos séculos, para que os apóstolos vivendo moralmente em seus sucessores (os bispos ) continuassem até o final dos tempos a ensinar sempre tudo o que ele nos mandou. Eis meus caros leitores, o que diz a Bíblia” (Fonte : Padre Franca, P. Leonel, I.R.C., 1958, pg.216-7). Quando se fala de Magistério, evidentemente se fala do magistério legítimo, constituído por Jesus Cristo, o qual prometeu assistência especial e infalível até o final dos tempos : “Recebei o Espírito Santo (…) Eu estarei convosco até o final do tempos”. Hoje, qualquer papalvo se atribui a si mesmo o título de “bispo” e sai por aí a fundar seitas e pregar doutrinas. Evidentemente este não é um magistério legítimo. O indivíduo que a si mesmo se premia com o título de “bispo”, nada mais é que um mentiroso sacrílego. Os próprios apóstolos ensinaram à exaustão a respeito da necessidade da Sagrada tradição e do Magistério legitimamente constituído. Vejamos São João em suas últimas duas epístolas dizer expressamente que não quis confiar tudo por escrito, mas havia outras coisas que comunicaria à viva voz ( II Jo., 12 ; III Jo, 14). O apóstolo São Paulo, inculca fortemente a necessidade de uma tradição e um magistério vivo: “Estais firmes, irmãos e conservai as tradições que aprendestes ou de viva voz…” ( II Tes 2,15 ); “que vos aparteis de todos os que andam em desordens e não segundo a tradição que receberam de nós” (II Tes 3,6); “O que de mim ouvistes por muitas testemunhas, ensina-o a homens fiéis que se tornem idôneos para ensinar aos outros” (II Tm 2,2). A Igreja fundada por Cristo, portanto, seria ela “a coluna e o firmamento da verdade” ( I Tm 15). A Igreja fundada por Cristo portanto é maior que a Sagrada Escritura. Pois a Igreja é quem a escreveu, a definiu, a interpreta e a ensina. Os primeiros cristãos seguindo os ensinamentos dos apóstolos e já de posse da Sagrada Tradição e do Sagrado Magistério, nem pensam ser a Bíblia a única regra de fé. Aqui, por falta de espaço, vou respigar apenas algumas citações da vasta seara dos testemunhos primitivos : “Advertia, antes de tudo, as igrejas das diversas cidades, evitassem, sobre todas as coisas, as heresias que começavam então a se alastrar e exortava-as a se aterem tenazmente à tradição dos apóstolos” – ( Eusébio resumindo o ensino de S. Inácio de Antioquia, martirizado no ano 107 DC cf. Euséb., Hist. Eccles., III, 36 / MG, 20, 287); “Antes exortei-vos a vos conservardes unânimes na doutrina de Deus, pois Jesus Cristo nossa vida inseparável, é a doutrina do Pai, como a doutrina de Jesus Cristo são os bispos constituídos nas diversas regiões da terra” ( clara alusão ao Sagrado Magistério) ( S. Inácio, + 107 DC in Ad Ephesios, 3-4) ; “Sob Clemente, havendo nascido forte discórdia entre os irmãos de Corinto, a Igreja de Roma escreveu-lhes uma carta enérgica, exortando-os à paz, reparando-lhes a fé, e anunciando-lhes a tradição que havia pouco tinham recebido dos apóstolos” (Santo Irineu, martirizado em 202 DC in Contra as Heresias III, c.3,n.3) ; “Aí está claro, a quantos querem ver a verdade, a tradição dos apóstolos, manifesta em toda a Igreja disseminada pelo mundo inteiro…” (Santo Irineu mártir in contra as heresias III, 3, 1); “Não devemos buscar nos outros a verdade que é fácil receber da Igreja, pois os apóstolos a mãos cheias, versaram nela, como em riquíssimo depósito, toda a verdade… Este é o caminho da vida” (Idem, In Contra as heresias III, 4, 1); “E se os apóstolos não nos houvessem deixado as Escrituras, não cumpria seguir a ordem da Tradição por eles ensinada aos a quem confiavam à sua Igreja?” (Idem, In contra as heresias III, 4,1) ; “De nada vale as discussões das Escrituras. A heresia não aceita alguns de seus livros, e se os aceita, corrompe-lhes a integridade, adulterando-os com interpolações e mutilações ao sabor de suas idéias, e se, algumas vezes admitem a Escritura inteira, pervertem-lhe o sentido com interpretações fantásticas…” (Tertuliano séc III In De Praescriptionibus., c. 19 / ML, II,31) Na mesma obra assevera que onde estiver a verdadeira Igreja, “aí se achará a verdade das Escrituras, da sua interpretação e de todas as tradições cristãs” (Idem, De Praescript., c. 19 ML, II, 31). Jesus Cristo, instituiu para sua Única Igreja, um Magistério verdadeiro, pois disse à Pedro : “Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; tudo o que ligares na terra será ligado nos céus…” ( Mt 16, 18-19), e em outro lugar “Eu estarei convosco até o final dos tempos”. Para os católicos, se Jesus prometeu ficar conosco até o final dos tempos ele irá cumprir literalmente esta promessa. Se ele disse que a sua Igreja iria se manter firme por todo o sempre porque as portas do inferno não iriam prevalecer, nós cremos que ele está cumprindo concretamente esta promessa. Pois não é exatamente isto que constatamos na Igreja Católica? Dois mil anos de existência ininterrupta. E que constância doutrinária e moral admirável! Quantas perseguições e vicissitudes e no entanto “as portas do inferno não prevaleceram”. Parte desta unidade e estabilidade maravilhosa devemos certamente à instituição da Sagrada Tradição e do Sagrado Magistério por Cristo e pelos apóstolos. O protestantismo negando tanto a Tradição quanto o Magistério sofre desde os seus primórdios uma desintegração doutrinária assombrosa. Onde Cristo fundou a Igreja Católica sobre a Rocha, Lutero e Cia fundaram a Igreja Evangélica sobre a areia movediça da sola scriptura e do livre exame. E logo nas primeiras ventanias, pôs-se a casa dos reformadores a desabar fragorosamente: tábuas lançadas aqui e ali, telha lá e acolá, junturas e cacos em todas as direções . As divisões e subdivisões do Protestantismo desafiam hoje a paciência dos mais abnegados dos estatísticos. Vejamos como no princípio deste século, o Reverendíssimo Padre Leonel Franca já chamava a atenção para este fato, descrevendo lucidamente o processo de desagregação doutrinária do protestantismo, baseado no método da sola scriptura e do livre exame : “Na nova seita, o protestantismo, não há autoridade, não há unidade, não há magistério de fé. Cada sectário recebe um livro que o livreiro lhe diz ser inspirado e ele devotamente o crê sem o poder demonstrar; lê-o, entende-o como pode, enuncia um símbolo, formula uma moral e a toda esta mais ou menos indigesta elaboração individual chama cristianismo evangélico. O vizinho repete na mesma ordem as mesmas operações e chega a conclusões dogmáticas e morais diametralmente opostas. Não importa; são irmãos, são protestantes evangélicos, são cristãos, partiram ambos da Bíblia, ambos forjaram com o mesmo esforço o seu cristianismo” (In I.R.C. Pg. 212 , 7ª ed) VEJAMOS ALGUNS EXEMPLOS PRÁTICOS: um fiel protestante quer mudar de seita? Precisa-se rebatizar? Umas igrejas dizem sim, outras não. Umas admitem o batismo de crianças, outras só de adultos, umas admitem a aspersão, infusão e imersão. Aquela outra só imersão, e mesmo há grupelho que só admite batismo em água corrente e sem cloro! Aqui e ali as fórmulas de batismo são tão variadas como as cores do arco-íris. Quer o sincero evangélico participar da Santa Ceia? Há seitas que consideram o pão apenas pão (pentecostais) outras que o pão é realmente o corpo de Cristo (Luteranos, Episcopais e outros). Uns a praticam com pão ázimo, outras com pão comum, aqui com vinho, lá com vinho e água, acolá com suco de uva. A Santa Ceia pode ser praticada diariamente, mensalmente, trimestralmente, semestralmente, anualmente ou não ser praticada nunca. Trata-se de ministérios ordenados? Esta seita constitui Bispos, presbíteros e diáconos. Àquela só presbíteros e pastores, ali pastores e anciãos, lá Bispos e anciãos, acolá presbíteros e diáconos, outras não admitem ministro nenhum. Umas igrejas ordenam mulheres, outras não. E por aí, atiram os evangélicos em todas as solfas quando o assunto é ministério ordenado. Após a morte, o que espera o cristão ? Pode um crente questionar seu pastor sobre isto? E as respostas colhidas entre as denominações seria tão rica e variada quanto a fauna e a flora. Há Pastor que prega que todos estarão inconscientes até a vinda de Cristo quando serão julgados; outros pregam o “arrebatamento” sem julgamento; outros, uma vida bem-aventurada aqui mesmo na terra; aqueles lá doutrinam que após a morte já vem o céu e o inferno; no outro quarteirão, se ensina que o inferno é temporário; opinam alguns que ele não existe; e tantas são as doutrinas sobre os novíssimos quanto os pastores que as pregam. Está cansado o fiel da esposa da sua juventude? Não tem importância, sempre encontrará uma seita a lhe abrir risonhamente as portas para um novo matrimônio. E de vez em quando não aparece um maluco aqui e ali aprovando a poligamia? Lutero mesmo admitiu tal possibilidade: “Confesso, que não posso proibir tenha alguém muitas esposas; não repugna às Escrituras; não quisera porém ser o primeiro a introduzir este exemplo entre cristãos” (Luthers M.., Briefe, Sendschreiben (…) De Wette, Berlin, 1825-1828, II. 259 ). Neste contexto, vale ressaltar que não há uma pesquisa nos Estados Unidos que demonstra que entre os critérios para um evangélico escolher sua nova igreja está o tamanho do estacionamento? Eis o que é hoje o protestantismo. Vejamos neste passo a afirmação de Krogh Tonning famoso teólogo protestante norueguês, convertido ao catolicismo, que no século passado já afirmava: “Quem trará à nossa presença uma comunidade protestante que está de acordo sobre um corpo de doutrina bem determinado? Portanto uma confusão é a regra mesmo dentre as matérias mais essenciais” ( Le protest. Contemp., Ruine constitutionalle, p. 43 In I.R.C., Franca, L., pg 255. 7ª ed, 1953) Mas o próprio Lutero que saiu-se no mundo com esta novidade da sola scriptura viveu o suficiente para testemunhar e confessar os malefícios que estas doutrinas iriam causar pelos séculos afora: “Este não quer o batismo, aquele nega os sacramentos; há quem admita outro mundo entre este e o juízo final, quem ensina que Cristo não é Deus; uns dizem isto, outros aquilo, em breve serão tantas as seitas e tantas as religiões quantas são as cabeças” (Fonte : Luthers M. In. Weimar, XVIII, 547 ; De Wett III, 6l). Um outro trecho selecionado, prova que o Patriarca da Reforma tinha também de quando em quando uns momentos de bom senso : “Se o mundo durar mais tempo, será necessário receber de novo os decretos dos concílios católicos a fim de conservar a unidade da fé contra as diversas interpretações da Escritura que por aí correm” (Carta de Lutero à Zwinglio In Bougard, Le Christianisme et les temps presents, tomo IV (7), p. 289). Gostaria de terminar lembrando que o Pontífice é o Vigário de Cristo na terra e, portanto, o primeiro servidor da verdade da fé. Conhecendo o ensinamento de Cristo, ninguém em nome do Magistério, nem mesmo o Santo Padre poderá se desviar daquele ensinamento com uma declaração doutrinal ou práticas pastorais que ignoram a verdade. Amém! Equipe Templario de Maria
- “Monarchial Government is the best.” – Bossuet
If monarchial government is the most natural, it is consequently the most durable, and from this the strongest as well. It is also the most opposed to division, which is the essential evil in states, and the most certain cause of their ruin; in accordance with these words: “Every kingdom divided against itself shall be made desolate: and every city or house divided aginst itself shall not stand.” (Matt. 2:35) When states are formed, one seeks unity, and one is never so unified as under a single leader. In addition, one is stronger because everything happens in concert. Armies, in which human power most clearly, naturally want a single chief; everything is in peril when command is divided. Since military government naturally needs to be exercised by one person alone, it follows that this form of government is most fitting to all those states which are weak and imperilled, if they are not shaped for war. This happens above all in warrio-states, which transform themselves easily into monarchy, as did the Roman republic, and several others of the same nature. It is better that this be established early and gently, because it is too violent when it gets the upper hand by open force.
- Quarta-feira, dia dedicado ao São José
SÃO JOSÉ ROGAI POR NÓS! Toda quarta-feira é dia de São José, conforme uma antiga tradição da Igreja que atribui a cada dia da semana uma devoção especial. A Igreja nos convida a honrar com especial devoção o grandíssimo São José, “esposo da Virgem Maria e pai adotivo de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. Esta jornada semanal também nos chama a pedir particularmente a graça de ter uma boa morte quando chegar a nossa hora de partir desta vida para a eternidade – de fato, São José é o padroeiro da boa morte porque teve o imperscrutável privilégio de falecer nada menos que ao lado de Jesus e Maria. A Enciclopédia Católica também observa que, “desde os séculos apostólicos, a quarta-feira tem sido objeto de uma devoção particular na Igreja do Oriente e do Ocidente (S. Epiph. Haeres. III, n. 22) […] Era um dia de jejum e de reunião nos lugares de oração ou nos túmulos dos mártires”. Santa Teresa de Ávila (1515-1582), a primeira doutora da Igreja, a reformadora do Carmelo, disse: “Quem não achar mestre que lhe ensine a orar, tome São José por mestre e não errará o caminho”. E declarava que em todas as suas festas lhe fazia um pedido e que nunca deixou de ser atendida. Ensinava ainda que cada santo nos socorre em uma determinada necessidade, mas que São José nos socorre em todas. Em 25/07/1920, no 50º aniversário da proclamação do Patriarca São José como Padroeiro da Igreja Universal, por Pio IX, em 1870, o Papa Bento XV ratificou a necessidade da devoção a São José. Assim se expressou Bento XV: ‘Se considerarmos as atuais calamidades que afligem o gênero humano, torna-se mais evidente ainda a oportunidade de intensificar o tal culto e difundi-lo ainda mais entre o povo cristão‘. ‘Nós, com grande solicitude, lhes propomos de modo particular São José, que o sigam como guia especial e o honrem como celeste Padroeiro’. ‘Assim florescendo a devoção dos fiéis a São José, aumentará também, como necessária consequência, o culto à Sagrada Família de Nazaré, da qual foi o augusto Chefe, jorrando estas duas devoções espontaneamente uma da outra. Por São José vamos diretamente a Maria, e por Maria à fonte de toda a santidade, Jesus Cristo, que consagrou as virtudes domésticas com a sua obediência a São José e Maria’. São José recebe um culto especial da Igreja (prot-dulia); duas festas lhe são celebradas: 19 de março – Esposo da Virgem Maria; e 1º de maio – São José Operário. A festa de 19 de março normalmente cai no meio da Quaresma, então, a Igreja, abre neste dia uma exceção litúrgica e celebra com paramentos brancos a festa do glorioso pai de Jesus Cristo. É um dia da Quaresma que a Igreja retira o roxo A confirmação da prática da devoção a São José nas quartas-feiras se consolidou, sobretudo pelos incentivos dos papas, como por exemplo, do papa Inocêncio XII que em 1695 concedia indulgências aos membros da Confraria de São José que visitassem na quarta-feira a igreja dos carmelitanos descalços em Bruxelas. Já o papa Bento XIV concedia aos carmelitas descalços da Catalunha em 1745, a permissão de celebrar uma missa solene de São José toda quarta-feira do ano. Da mesma maneira o papa Clemente XIV autorizava aos mesmos religiosos celebrar uma segunda missa solene aos fiéis no mesmo dia. O papa Pio VII, em 1819, concedia indulgência para todas as quartas-feiras do ano a quem rezasse nestes dias as Dores e Alegrias de São José. No dia 5 de julho de 1883, o papa Leão XIII confirmava a quarta-feira como dia de São José em toda a Igreja com missa votiva correspondente. O papa Bento XV por ocasião do cinquentenário da proclamação de São José como Patrono da Igreja Universal enfatizava a importância da consagração de todas as quartas-feiras e dos dias do mês de março consagrados a Ele. A devoção a São José Muito antes de ser proclamado, pelo Papa, padroeiro da Santa Igreja, 150 anos atrás, foi o próprio Deus quem predestinou São José, desde toda a eternidade, para guardião da Igreja nascente: Nosso Senhor e a Santíssima Virgem. No ano de 2020, comemoram-se os 150 anos do decreto Quemadmodum Deus , do bem-aventurado Pio IX, que proclamou São José Padroeiro da Igreja Católica. Esse acontecimento é uma ocasião espiritualmente propícia para refletirmos sobre o papel de São José na história da salvação. Assista essa formação especial: ORAÇÃO A SÃO JOSÉ Dirijamos-lhe a nossa oração: Salve, guardião do Redentor e esposo da Virgem Maria! A vós, Deus confiou o seu Filho; em vós, Maria depositou a sua confiança; convosco, Cristo tornou-Se homem.Ó Bem-aventurado José, mostrai-vos pai também para nós e guiai-nos no caminho da vida. Alcançai-nos graça, misericórdia e coragem, e defendei-nos de todo o mal. Amém. São José, valei-nos! São José, rogai pela Olhar Misericordioso! CONSAGRAÇÃO AO GLORIOSO SÃO JOSÉ Ó glorioso São José, que Deus escolheu para pai adotivo de Jesus, para Esposo puríssimo da Virgem Maria e chefe da Sagrada família, e que o Sumo Pontífice declarou Padroeiro e Protetor da Igreja fundada por Jesus, eu recorro a vós neste momento e imploro com a maior confiança, o vosso poderoso auxilio para toda a Igreja militante. Protegei, e especialmente, com vosso amor verdadeiramente paternal, o Vigário de Cristo e todos os Bispos e Sacerdotes, unidos à Santa Sé de Pedro. Defendei os que trabalham pela salvação das almas, entre as angústias de tribulações desta vida, e fazei que todos os povos da Terra se sujeitem docilmente à Igreja, que é o meio de salvação necessário para todos. Dignai-vos também, meu querido São José, aceitar a consagração que vos faço de mim mesmo. Eu me ofereço todo a vós, para que sejais sempre meu pai, o meu protetor e meu guia no caminho da salvação. Alcançai-me uma grande pureza de coração e um amor ardente à vida interior. Fazei que seguindo o vosso exemplo, todas as minhas obras sejam dirigidas para a maior gloria de Deus em união como o Coração Divino de Jesus e com o Coração imaculado de Maria e convosco. Amém. Se as pessoas conhecessem o poder da intercessão de São José junto a seu filho Jesus, rezariam a novena initerruptamente! Reze também a Novena ao Glorioso São José 🙏
- Quarta-feira, dia dedicado ao São José
SÃO JOSÉ ROGAI POR NÓS! Toda quarta-feira é dia de São José, conforme uma antiga tradição da Igreja que atribui a cada dia da semana uma devoção especial. A Igreja nos convida a honrar com especial devoção o grandíssimo São José, “esposo da Virgem Maria e pai adotivo de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. Esta jornada semanal também nos chama a pedir particularmente a graça de ter uma boa morte quando chegar a nossa hora de partir desta vida para a eternidade – de fato, São José é o padroeiro da boa morte porque teve o imperscrutável privilégio de falecer nada menos que ao lado de Jesus e Maria. A Enciclopédia Católica também observa que, “desde os séculos apostólicos, a quarta-feira tem sido objeto de uma devoção particular na Igreja do Oriente e do Ocidente (S. Epiph. Haeres. III, n. 22) […] Era um dia de jejum e de reunião nos lugares de oração ou nos túmulos dos mártires”. Santa Teresa de Ávila (1515-1582), a primeira doutora da Igreja, a reformadora do Carmelo, disse: “Quem não achar mestre que lhe ensine a orar, tome São José por mestre e não errará o caminho”. E declarava que em todas as suas festas lhe fazia um pedido e que nunca deixou de ser atendida. Ensinava ainda que cada santo nos socorre em uma determinada necessidade, mas que São José nos socorre em todas. Em 25/07/1920, no 50º aniversário da proclamação do Patriarca São José como Padroeiro da Igreja Universal, por Pio IX, em 1870, o Papa Bento XV ratificou a necessidade da devoção a São José. Assim se expressou Bento XV: ‘Se considerarmos as atuais calamidades que afligem o gênero humano, torna-se mais evidente ainda a oportunidade de intensificar o tal culto e difundi-lo ainda mais entre o povo cristão‘. ‘Nós, com grande solicitude, lhes propomos de modo particular São José, que o sigam como guia especial e o honrem como celeste Padroeiro’. ‘Assim florescendo a devoção dos fiéis a São José, aumentará também, como necessária consequência, o culto à Sagrada Família de Nazaré, da qual foi o augusto Chefe, jorrando estas duas devoções espontaneamente uma da outra. Por São José vamos diretamente a Maria, e por Maria à fonte de toda a santidade, Jesus Cristo, que consagrou as virtudes domésticas com a sua obediência a São José e Maria’. São José recebe um culto especial da Igreja (prot-dulia); duas festas lhe são celebradas: 19 de março – Esposo da Virgem Maria; e 1º de maio – São José Operário. A festa de 19 de março normalmente cai no meio da Quaresma, então, a Igreja, abre neste dia uma exceção litúrgica e celebra com paramentos brancos a festa do glorioso pai de Jesus Cristo. É um dia da Quaresma que a Igreja retira o roxo A confirmação da prática da devoção a São José nas quartas-feiras se consolidou, sobretudo pelos incentivos dos papas, como por exemplo, do papa Inocêncio XII que em 1695 concedia indulgências aos membros da Confraria de São José que visitassem na quarta-feira a igreja dos carmelitanos descalços em Bruxelas. Já o papa Bento XIV concedia aos carmelitas descalços da Catalunha em 1745, a permissão de celebrar uma missa solene de São José toda quarta-feira do ano. Da mesma maneira o papa Clemente XIV autorizava aos mesmos religiosos celebrar uma segunda missa solene aos fiéis no mesmo dia. O papa Pio VII, em 1819, concedia indulgência para todas as quartas-feiras do ano a quem rezasse nestes dias as Dores e Alegrias de São José. No dia 5 de julho de 1883, o papa Leão XIII confirmava a quarta-feira como dia de São José em toda a Igreja com missa votiva correspondente. O papa Bento XV por ocasião do cinquentenário da proclamação de São José como Patrono da Igreja Universal enfatizava a importância da consagração de todas as quartas-feiras e dos dias do mês de março consagrados a Ele. A devoção a São José Muito antes de ser proclamado, pelo Papa, padroeiro da Santa Igreja, 150 anos atrás, foi o próprio Deus quem predestinou São José, desde toda a eternidade, para guardião da Igreja nascente: Nosso Senhor e a Santíssima Virgem. No ano de 2020, comemoram-se os 150 anos do decreto Quemadmodum Deus , do bem-aventurado Pio IX, que proclamou São José Padroeiro da Igreja Católica. Esse acontecimento é uma ocasião espiritualmente propícia para refletirmos sobre o papel de São José na história da salvação. Assista essa formação especial: ORAÇÃO A SÃO JOSÉ Dirijamos-lhe a nossa oração: Salve, guardião do Redentor e esposo da Virgem Maria! A vós, Deus confiou o seu Filho; em vós, Maria depositou a sua confiança; convosco, Cristo tornou-Se homem.Ó Bem-aventurado José, mostrai-vos pai também para nós e guiai-nos no caminho da vida. Alcançai-nos graça, misericórdia e coragem, e defendei-nos de todo o mal. Amém. São José, valei-nos! São José, rogai pela Olhar Misericordioso! CONSAGRAÇÃO AO GLORIOSO SÃO JOSÉ Ó glorioso São José, que Deus escolheu para pai adotivo de Jesus, para Esposo puríssimo da Virgem Maria e chefe da Sagrada família, e que o Sumo Pontífice declarou Padroeiro e Protetor da Igreja fundada por Jesus, eu recorro a vós neste momento e imploro com a maior confiança, o vosso poderoso auxilio para toda a Igreja militante. Protegei, e especialmente, com vosso amor verdadeiramente paternal, o Vigário de Cristo e todos os Bispos e Sacerdotes, unidos à Santa Sé de Pedro. Defendei os que trabalham pela salvação das almas, entre as angústias de tribulações desta vida, e fazei que todos os povos da Terra se sujeitem docilmente à Igreja, que é o meio de salvação necessário para todos. Dignai-vos também, meu querido São José, aceitar a consagração que vos faço de mim mesmo. Eu me ofereço todo a vós, para que sejais sempre meu pai, o meu protetor e meu guia no caminho da salvação. Alcançai-me uma grande pureza de coração e um amor ardente à vida interior. Fazei que seguindo o vosso exemplo, todas as minhas obras sejam dirigidas para a maior gloria de Deus em união como o Coração Divino de Jesus e com o Coração imaculado de Maria e convosco. Amém. Se as pessoas conhecessem o poder da intercessão de São José junto a seu filho Jesus, rezariam a novena initerruptamente! Reze também a Novena ao Glorioso São José 🙏
- TERÇA-FEIRA – DIA DEDICADO AOS SANTOS ANJOS
Na terça-feira se recorda a devoção aos santos anjos. É uma ocasião propícia para manter viva a certeza da proteção de Deus, por meio dos seus santos anjos. Além de lembrar o lugar especial dos anjos em nossa caminhada espiritual, também é importante rezar todos os dias a oração ao anjo da guarda. Os anjos influenciam a nossa vida muito mais do que se pensa, e são nossos intercessores junto a Deus. Conhecendo-os melhor, mais frequentemente invocaremos seu poderoso auxílio A devoção aos Anjos da Guarda foi cultivada desde os começos do cristianismo. A sua festa, com caráter universal para toda a Igreja, foi instituída pelo Papa Clemente X no século XVII. Os Anjos da Guarda são mensageiros de Deus encarregados de velar por cada um de nós, protegendo-nos no nosso caminho na terra e compartilhando com os cristãos a preocupação apostólica de aproximar as almas de Deus. O Catecismo da Igreja diz que “a existência dos seres espirituais, não-corporais, os anjos, é uma verdade de fé”. O testemunho da Escritura a respeito é tão claro quanto a unanimidade da Tradição (n.328). Nenhum católico pode, então, negar a existência dos anjos. Eles são criaturas pessoais e imortais, puramente espirituais, dotados de inteligência e de vontade e superam em perfeição todas as criaturas visíveis (cf. Cat. n.330). A existência dos anjos é dogma confirmado por vários concílios, pela sagrada escritura e pela tradição da igreja. O primeiro concilio ecumênico que confirmou a existência de seres espirituais foi em Niceia em 32, quando se fala no decreto (DS, 54), “em coisas invisíveis”: “Creio em só Deus, pai todo poderoso criador do céu e da terra e de todas as coisas visíveis e invisíveis” Evidentemente se refere aos Anjos criados por Deus. Essa verdade foi reafirmada no II concilio de Lião sob Gregório X, em 127, nos seguintes termos: “Cremos em… um Deus onipotente…, criador de todas as criaturas de quem e por quem existem todas as criaturas, no céu e na terra, visíveis, corporais e espirituais (DS 461) São Paulo ensinava em sua primeira carta aos fies de colosso: Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as criaturas visíveis e invisíveis, tronos, dominações, principados, potestades: tudo foi criado por ele e para ele (Cl 1,16) A Tradição da Igreja acredita que nosso Anjo da Guarda tem a tarefa de oferecer a Deus as nossas orações, apoiar-nos e proteger-nos dos ataques do diabo, que tenta nos fazer pecar e perder a vida eterna. Então, nada mais importante que ter uma vida de intimidade com nosso Anjo da Guarda, invoca-lo constantemente e colocar-se debaixo de sua proteção. Coros dos anjos Alguns Santos Papas da Igreja distinguiram três grupos divididos em três hierarquias e cada hierarquia em três coros: os Serafins, os Querubins e os Tronos; As Dominações, as Virtudes e as Potestades; Os Principados, os Arcanjos e os Anjos. Os três coros da primeira hierarquia, glorificam a Deus, como diz a Sagrada Escritura: “Vi o Senhor sentado sobre um alto e elevado trono (…) os Serafins estavam sobre o trono, clamavam um ao outro e diziam: ‘Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos exércitos’ (Is. 6, 1-3). “O Senhor reina (…) está sentado sobre querubins” (Sl. 98, 1). Os três coros inferiores aos acima enunciados, estão relacionados com a conduta geral do universo. E os três últimos coros dizem respeito à conduta particular dos países, das instituições e das pessoas. A Hierarquia dos Anjos Seguindo o critério tradicional, são nove (9) os Coros ou Ordens Angélicas: Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Potestades, Virtudes, Principados, Arcanjos e Anjos, distribuídas em três Hierarquias. Primeira hierarquia: É formada pelos Santos Anjos que estão em íntimo contato com o Criador Dedicam-se a Amar, Adorar e Glorificar a DEUS numa constante e permanente frequência, em grau bem mais elevado que os outros Coros: Serafins, Querubins e Tronos. Serafins: O nome “seraph” deriva do hebreu e significa “queimar completamente”. Segundo o conceito hebraico, o Serafim não é apenas um ser que “queima”, mas “que se consome” no amor ao Sumo Bem, que é o nosso Deus Altíssimo. Na Sagrada Escritura os Santos Anjos Serafins aparecem somente uma única vez, na visão de Isaias: (Is 6,1-2). Seguindo o critério tradicional, são nove (9) os Coros ou Ordens Angélicas: Serafins, Querubins,Tronos, Dominações, Potestades, Virtudes, Principados, Arcanjos e Anjos, distribuídas em três Hierarquias. Querubins: São considerados guardas e mensageiros dos Mistérios Divinos, com a missão especial de transmitir Sabedoria. No início da criação, foram colocados pelo CRIADOR para guardar o caminho da Árvore da Vida.(Gn 3,24) Na Sagrada Escritura o nome dos Santos Anjos Querubins é o mais citado, aparecendo cerca de 80 vezes nos diversos livros. São também os Querubins os seres misteriosos que Ezequiel descreve na visão que teve, no momento de sua vocação: (Ez 10,12) Quando Moisés recebeu as prescrições para a construção da Arca da Aliança, onde o SENHOR habitou, o trono Divino foi colocado entre dois Querubins: (Ex 25,8-9.18-19) Estas considerações atestam que os Querubins são conhecedores dos Mistérios Divinos. Tronos: Acolhem em si a Grandeza do CRIADOR e a transmitem aos Santos Anjos de graus inferiores. São chamados “Sedes Dei” (Sede de DEUS). Em síntese, os Tronos são aqueles Santos Anjos que apresentam aos Coros inferiores, o esplendor da Divina Onipotência. Segunda hierarquia: São os Santos Anjos que dirigem os Planos da Eterna Sabedoria, comunicando aqueles projetos aos Anjos da Terceira Hierarquia, que vigiam o comportamento da humanidade. Eles são responsáveis pelos acontecimentos no Universo. Esta Hierarquia é formada pelos seguintes Coros de Anjos: Dominações, Potestades e Virtudes. Dominações: São aqueles da alta nobreza celeste. Para caracteriza-los com ênfase, São Gregório escreveu: “Algumas fileiras do exército angélico chamam-se Dominações, porque os restantes lhe são submissos, ou seja, lhe são obedientes”. São enviados por Deus a missões mais relevantes e também, são incluídos entre os Santos Anjos que exercem a “função de Ministro de Deus”. Potestades: É o Coro Angélico formado pelos Santos Anjos que transmitem aquilo que deve ser feito, cuidando de modo especial da “forma” ou “maneira” como devem ser feitas as coisas. Também são os Condutores da ordem sagrada. Pelo fato de transmitirem o poder que recebem de Deus, são espíritos de alta concentração, alcançando um grau elevado de contemplação ao Criador. Virtudes: As atribuições dos Santos Anjos deste Coro, são semelhantes aquelas dos Santos Anjos do Coro Potestades, porque também eles transmitem aquilo que deve ser feito pelos outros Anjos, mas sobretudo, auxiliam no sentido de que as coisas sejam realizadas de modo perfeito. Assim, eles também têm a missão de remover os obstáculos que querem interferir no perfeito cumprimento das ordens do CRIADOR. São considerados Anjos fortes e viris. Quem sofre de fraquezas físicas ou espirituais, deve invocar por meio de orações, o auxílio e a proteção de um Santo Anjo do Coro das Virtudes. Terceira Hieraquia: É formada pelos Santos Anjos que executam as ordens do Altíssimo. Eles estão mais próximos de nós e conhecem a fundo a natureza de cada pessoa que devemassistir, a fim de poderem cumprir com exatidão a Vontade Divina: insinuando, avisando ou castigando, conforme o caso. Esta Hierarquia é formada pelos: Principados, Arcanjos e Anjos. Principados: Os Santos Anjos deste Coro são guias dos mensageiros Divinos. Não são enviados a missões modestas, ao contrário, são enviados a príncipes, reis, províncias, Dioceses, de conformidade com o honroso título de seu Coro. No livro de Daniel são também apresentados como protetores de povos: (Dn 10,13) Significa dizer, que são aqueles Anjos que levam as instruções e os avisos Divinos, ao conhecimento dos povos que lhe são confiados. Porém, quando esses mesmos povos recusam aceitar as mensagens do Senhor, os Principados transformam-se em Anjos Vingadores, e derramam as taças da ira Divina sobre eles, de forma a reconduzi-los através do castigo e da dor, de volta ao DEUS de Amor e Misericórdia que eles abandonaram propositalmente. Arcanjos: A ordem tradicional dos Coros Angélicos coloca os “Arcanjos” entre os “Principados” e os “Anjos”. Pelas funções que desempenha, acreditamos que ele deve estar colocado no mais alto Coro dos Santos Anjos. Gabriel também é chamado de Arcanjo, e da mesma maneira que Miguel, através das páginas da Sagrada Escritura, vê-se que é conhecedor dos mais profundos Mistérios de DEUS, inclusive foi Gabriel quem Anunciou a Maria que Ela estava cheia de graças e tinha sido escolhida pelo Criador, para Mãe de Deus Por outro lado, também Rafael é denominado pela Igreja como um Arcanjo. A respeito de Rafael, no Livro de Tobias, ele mesmo confirma que está diante de Deus: “Eu sou Rafael, um dos sete Anjos que estão sempre presentes e tem acesso junto à Glória do Senhor”. (Tb 12,15) Anjos: Os Santos Anjos recebem as ordens dos Coros superiores e as executam. Outro aspecto que não pode ser esquecido, é o fato de que os Santos Anjos, guardadas as devidas proporções, estão mais perto da humanidade e por assim dizer, convivendo conosco e prestando um serviço silencioso mas de valor incomensurável à cada pessoa. O Criador inspirou o escritor sagrado no Livro Êxodo, da Bíblia Sagrada: “Eis que envio um Anjo diante de ti, para que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que tenho preparado para ti. Respeita a sua presença e observa a sua voz, e não lhe sejas rebelde, porque não perdoará a vossa transgressão, pois nele está o Meu Nome. Mas se escutares fielmente a sua voz e fizeres o que te disser, então serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários” (Ex 23,20-22). Oração ao Santo Anjo da Guarda Santo Anjo do Senhor, tu que me foste dado por Deus como companheiro de toda minha vida, salva-me para a eternidade e cumpre tua obrigação para comigo, a qual te foi imposta pelo Deus de amor. Sacode-me na tibieza e livra-me de minha fraqueza! Preserva-me de qualquer caminho e pensamento errado. Abre-me os olhos para Deus e para a cruz. Fecha, no entanto, meus ouvidos às inspirações do inimigo maligno. Vela sobre mim quando durmo e fortifica-me durante o dia, para o cumprimento do dever e para cada sacrifício. Deixa-me ser um dia tua alegria e tua recompensa no céu. Amém Equipe Padre Rodrigo Maria #SantosAnjos
- TERÇA-FEIRA – DIA DEDICADO AOS SANTOS ANJOS
Na terça-feira se recorda a devoção aos santos anjos. É uma ocasião propícia para manter viva a certeza da proteção de Deus, por meio dos seus santos anjos. Além de lembrar o lugar especial dos anjos em nossa caminhada espiritual, também é importante rezar todos os dias a oração ao anjo da guarda. Os anjos influenciam a nossa vida muito mais do que se pensa, e são nossos intercessores junto a Deus. Conhecendo-os melhor, mais frequentemente invocaremos seu poderoso auxílio A devoção aos Anjos da Guarda foi cultivada desde os começos do cristianismo. A sua festa, com caráter universal para toda a Igreja, foi instituída pelo Papa Clemente X no século XVII. Os Anjos da Guarda são mensageiros de Deus encarregados de velar por cada um de nós, protegendo-nos no nosso caminho na terra e compartilhando com os cristãos a preocupação apostólica de aproximar as almas de Deus. O Catecismo da Igreja diz que “a existência dos seres espirituais, não-corporais, os anjos, é uma verdade de fé”. O testemunho da Escritura a respeito é tão claro quanto a unanimidade da Tradição (n.328). Nenhum católico pode, então, negar a existência dos anjos. Eles são criaturas pessoais e imortais, puramente espirituais, dotados de inteligência e de vontade e superam em perfeição todas as criaturas visíveis (cf. Cat. n.330). A existência dos anjos é dogma confirmado por vários concílios, pela sagrada escritura e pela tradição da igreja. O primeiro concilio ecumênico que confirmou a existência de seres espirituais foi em Niceia em 32, quando se fala no decreto (DS, 54), “em coisas invisíveis”: “Creio em só Deus, pai todo poderoso criador do céu e da terra e de todas as coisas visíveis e invisíveis” Evidentemente se refere aos Anjos criados por Deus. Essa verdade foi reafirmada no II concilio de Lião sob Gregório X, em 127, nos seguintes termos: “Cremos em… um Deus onipotente…, criador de todas as criaturas de quem e por quem existem todas as criaturas, no céu e na terra, visíveis, corporais e espirituais (DS 461) São Paulo ensinava em sua primeira carta aos fies de colosso: Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as criaturas visíveis e invisíveis, tronos, dominações, principados, potestades: tudo foi criado por ele e para ele (Cl 1,16) A Tradição da Igreja acredita que nosso Anjo da Guarda tem a tarefa de oferecer a Deus as nossas orações, apoiar-nos e proteger-nos dos ataques do diabo, que tenta nos fazer pecar e perder a vida eterna. Então, nada mais importante que ter uma vida de intimidade com nosso Anjo da Guarda, invoca-lo constantemente e colocar-se debaixo de sua proteção. Coros dos anjos Alguns Santos Papas da Igreja distinguiram três grupos divididos em três hierarquias e cada hierarquia em três coros: os Serafins, os Querubins e os Tronos; As Dominações, as Virtudes e as Potestades; Os Principados, os Arcanjos e os Anjos. Os três coros da primeira hierarquia, glorificam a Deus, como diz a Sagrada Escritura: “Vi o Senhor sentado sobre um alto e elevado trono (…) os Serafins estavam sobre o trono, clamavam um ao outro e diziam: ‘Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos exércitos’ (Is. 6, 1-3). “O Senhor reina (…) está sentado sobre querubins” (Sl. 98, 1). Os três coros inferiores aos acima enunciados, estão relacionados com a conduta geral do universo. E os três últimos coros dizem respeito à conduta particular dos países, das instituições e das pessoas. A Hierarquia dos Anjos Seguindo o critério tradicional, são nove (9) os Coros ou Ordens Angélicas: Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Potestades, Virtudes, Principados, Arcanjos e Anjos, distribuídas em três Hierarquias. Primeira hierarquia: É formada pelos Santos Anjos que estão em íntimo contato com o Criador Dedicam-se a Amar, Adorar e Glorificar a DEUS numa constante e permanente frequência, em grau bem mais elevado que os outros Coros: Serafins, Querubins e Tronos. Serafins: O nome “seraph” deriva do hebreu e significa “queimar completamente”. Segundo o conceito hebraico, o Serafim não é apenas um ser que “queima”, mas “que se consome” no amor ao Sumo Bem, que é o nosso Deus Altíssimo. Na Sagrada Escritura os Santos Anjos Serafins aparecem somente uma única vez, na visão de Isaias: (Is 6,1-2). Seguindo o critério tradicional, são nove (9) os Coros ou Ordens Angélicas: Serafins, Querubins,Tronos, Dominações, Potestades, Virtudes, Principados, Arcanjos e Anjos, distribuídas em três Hierarquias. Querubins: São considerados guardas e mensageiros dos Mistérios Divinos, com a missão especial de transmitir Sabedoria. No início da criação, foram colocados pelo CRIADOR para guardar o caminho da Árvore da Vida.(Gn 3,24) Na Sagrada Escritura o nome dos Santos Anjos Querubins é o mais citado, aparecendo cerca de 80 vezes nos diversos livros. São também os Querubins os seres misteriosos que Ezequiel descreve na visão que teve, no momento de sua vocação: (Ez 10,12) Quando Moisés recebeu as prescrições para a construção da Arca da Aliança, onde o SENHOR habitou, o trono Divino foi colocado entre dois Querubins: (Ex 25,8-9.18-19) Estas considerações atestam que os Querubins são conhecedores dos Mistérios Divinos. Tronos: Acolhem em si a Grandeza do CRIADOR e a transmitem aos Santos Anjos de graus inferiores. São chamados “Sedes Dei” (Sede de DEUS). Em síntese, os Tronos são aqueles Santos Anjos que apresentam aos Coros inferiores, o esplendor da Divina Onipotência. Segunda hierarquia: São os Santos Anjos que dirigem os Planos da Eterna Sabedoria, comunicando aqueles projetos aos Anjos da Terceira Hierarquia, que vigiam o comportamento da humanidade. Eles são responsáveis pelos acontecimentos no Universo. Esta Hierarquia é formada pelos seguintes Coros de Anjos: Dominações, Potestades e Virtudes. Dominações: São aqueles da alta nobreza celeste. Para caracteriza-los com ênfase, São Gregório escreveu: “Algumas fileiras do exército angélico chamam-se Dominações, porque os restantes lhe são submissos, ou seja, lhe são obedientes”. São enviados por Deus a missões mais relevantes e também, são incluídos entre os Santos Anjos que exercem a “função de Ministro de Deus”. Potestades: É o Coro Angélico formado pelos Santos Anjos que transmitem aquilo que deve ser feito, cuidando de modo especial da “forma” ou “maneira” como devem ser feitas as coisas. Também são os Condutores da ordem sagrada. Pelo fato de transmitirem o poder que recebem de Deus, são espíritos de alta concentração, alcançando um grau elevado de contemplação ao Criador. Virtudes: As atribuições dos Santos Anjos deste Coro, são semelhantes aquelas dos Santos Anjos do Coro Potestades, porque também eles transmitem aquilo que deve ser feito pelos outros Anjos, mas sobretudo, auxiliam no sentido de que as coisas sejam realizadas de modo perfeito. Assim, eles também têm a missão de remover os obstáculos que querem interferir no perfeito cumprimento das ordens do CRIADOR. São considerados Anjos fortes e viris. Quem sofre de fraquezas físicas ou espirituais, deve invocar por meio de orações, o auxílio e a proteção de um Santo Anjo do Coro das Virtudes. Terceira Hieraquia: É formada pelos Santos Anjos que executam as ordens do Altíssimo. Eles estão mais próximos de nós e conhecem a fundo a natureza de cada pessoa que devemassistir, a fim de poderem cumprir com exatidão a Vontade Divina: insinuando, avisando ou castigando, conforme o caso. Esta Hierarquia é formada pelos: Principados, Arcanjos e Anjos. Principados: Os Santos Anjos deste Coro são guias dos mensageiros Divinos. Não são enviados a missões modestas, ao contrário, são enviados a príncipes, reis, províncias, Dioceses, de conformidade com o honroso título de seu Coro. No livro de Daniel são também apresentados como protetores de povos: (Dn 10,13) Significa dizer, que são aqueles Anjos que levam as instruções e os avisos Divinos, ao conhecimento dos povos que lhe são confiados. Porém, quando esses mesmos povos recusam aceitar as mensagens do Senhor, os Principados transformam-se em Anjos Vingadores, e derramam as taças da ira Divina sobre eles, de forma a reconduzi-los através do castigo e da dor, de volta ao DEUS de Amor e Misericórdia que eles abandonaram propositalmente. Arcanjos: A ordem tradicional dos Coros Angélicos coloca os “Arcanjos” entre os “Principados” e os “Anjos”. Pelas funções que desempenha, acreditamos que ele deve estar colocado no mais alto Coro dos Santos Anjos. Gabriel também é chamado de Arcanjo, e da mesma maneira que Miguel, através das páginas da Sagrada Escritura, vê-se que é conhecedor dos mais profundos Mistérios de DEUS, inclusive foi Gabriel quem Anunciou a Maria que Ela estava cheia de graças e tinha sido escolhida pelo Criador, para Mãe de Deus Por outro lado, também Rafael é denominado pela Igreja como um Arcanjo. A respeito de Rafael, no Livro de Tobias, ele mesmo confirma que está diante de Deus: “Eu sou Rafael, um dos sete Anjos que estão sempre presentes e tem acesso junto à Glória do Senhor”. (Tb 12,15) Anjos: Os Santos Anjos recebem as ordens dos Coros superiores e as executam. Outro aspecto que não pode ser esquecido, é o fato de que os Santos Anjos, guardadas as devidas proporções, estão mais perto da humanidade e por assim dizer, convivendo conosco e prestando um serviço silencioso mas de valor incomensurável à cada pessoa. O Criador inspirou o escritor sagrado no Livro Êxodo, da Bíblia Sagrada: “Eis que envio um Anjo diante de ti, para que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que tenho preparado para ti. Respeita a sua presença e observa a sua voz, e não lhe sejas rebelde, porque não perdoará a vossa transgressão, pois nele está o Meu Nome. Mas se escutares fielmente a sua voz e fizeres o que te disser, então serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários” (Ex 23,20-22). Oração ao Santo Anjo da Guarda Santo Anjo do Senhor, tu que me foste dado por Deus como companheiro de toda minha vida, salva-me para a eternidade e cumpre tua obrigação para comigo, a qual te foi imposta pelo Deus de amor. Sacode-me na tibieza e livra-me de minha fraqueza! Preserva-me de qualquer caminho e pensamento errado. Abre-me os olhos para Deus e para a cruz. Fecha, no entanto, meus ouvidos às inspirações do inimigo maligno. Vela sobre mim quando durmo e fortifica-me durante o dia, para o cumprimento do dever e para cada sacrifício. Deixa-me ser um dia tua alegria e tua recompensa no céu. Amém Equipe Padre Rodrigo Maria #SantosAnjos
- AN AGE IN NEED OF MORAL WARRIORS.
In the roman society before the introduction of monasticism by St. Athanasius, a large majority were paupers, living on public charity. The rich, were relatively few, squandered princely incomes in a single night, and exhausted their imaginations devising new and expensive forms and sensuous pleasure. The profligacy of nobles surpassed credibility. The frivolity of the social and political leaders of Rome, the insane thirst for lust and luxury, the absence of seriousness in the face of frightful, impending ruin, almost justifies the epigram of silvianus, “Rome was laughable when she died.” Pagan mythology and pagan philosophy were powerless to resist this downward tendency. Although Christianity was the state religion, it was itself in great danger of yielding to the decay that prevailed. They were too deeply affected by christianity to abandon it, but too little to be christians. Pure religious enthusiasm waned, ideals received a new form, and the dependence and responsibility of individuals become weaker. Even ordinary courage had everywhere declined and the pleasures of the senses controlled the heart of christian society. Many of the men who should have resisted this gross secularization of the church, who ought to have set their faces against the departure of the earlier christianity; these men, the clergy of the christian church, had deserted their post of duty and surrendered to the prevailing worldliness. Those times shares similarities with our time. This age, like those times, needs men of vigorous spirit, who dared to face the general decline, and cry out in strong tones against it. It needs moral warriors, with the old Roman courage and love of sacrifice; martyrs willing to rot in prison or shed their blood in the street, not effeminate men, toying with fancy table-covers and tiptoeing across a sprinkled road.
- FALSAS DOUTRINAS
Guardai-vos dos falsos profetas Desde que o trigo do evangelho foi semeado no chão da humanidade por nosso divino redentor, o maligno se apressou em espalhar o joio das falsas doutrinas e das falsas religiões, para afastar o povo da verdadeira redenção. Tu és Pedro, e sobre essa pedra edificarei minha igreja. (Mt 16,18) Cristo “constituiu sobre a terra” uma única Igreja e instituiu-a como “grupo visível e comunidade espiritual”, que desde a sua origem e no curso da história sempre existe e existirá, e na qual só permaneceram e permanecerão todos os elementos por Ele instituídos. “Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos como sendo una, santa, católica e apostólica […]. Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele”. Só Jesus tem o poder e a autoridade de fundar A religião e A igreja. E ele estabeleceu neste mundo “a sua igreja” e não deu autorização para ninguém fundar outra. Os fundadores de religiões são homens, na maioria das vezes problemáticos, embotados de iluminismo, exibicionismo, messianismo, às vezes charlatanismo… Na maioria das vezes usa-se da boa fé do povo simples, que, às vezes desesperados com os seus problemas, caem nos laços desses malvados. Jesus os chamou de falsos profetas e lobos vorazes (Mt 7, 21). “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. ” (Jo 14, 6) Também São Paulo muito alertou a S. Timóteo: “O Espírito diz expressamente que nos tempos vindouros, alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos sedutores e doutrinas diabólicas” (1 Tim 4,1). “Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Tendo nos ouvidos o desejo de ouvir novidades, escolherão para si, ao capricho de suas paixões, uma multidão de mestres. Afastarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas” (2 Tim 4,2-4). É o que vemos hoje: “falsos profetas”, “doutrinas diabólicas”, “multidão de mestres”, milhares de “fábulas”… “As seitas vêm-se multiplicando no mundo contemporâneo. Suscitam certa confusão pela maneira convicta como se apresentam, dando a entender que são as portadoras exclusivas de salvação para a humanidade”. A América Latina é maciçamente católica, graças a Deus, em vista da nossa colonização levada a efeito por Portugal e Espanha, dirigidos na época por reis católicos. É o maior continente católico do mundo. Cerca de 80% dos latino-americanos são católicos; na Europa 60%, na Oceania 25%, na África 15% e na Ásia apenas 5%. Mas, esta feliz hegemonia católica, agora, segundo o Papa João Paulo II, está sendo ameaçada pelas seitas e falsas doutrinas. Ele reafirmou o que já tinha dito na Carta encíclica Redemptoris missio: “Certamente a expansão das seitas constitui uma ameaça para a Igreja Católica (…). ” (RM,50). O Papa disse que na Conferência de Santo Domingo (outubro de 1992), ficou claro para os bispos o seu perigo: “O Documento final descreveu com clareza e precisão essas seitas e movimentos, mostrou suas características e modos de atuar, deixou claro os interesses políticos e econômicos envolvidos na sua expansão em todo o Continente (…). ” (Conclusões do IV CELAM, nn.139-152). Além de todo relativismo a que estamos envolvidos, vemos também, que há claros interesses políticos e econômicos envolvidos, cujo objetivo é quebrar a hegemonia católica da América Latina, e transformá-la, como dizem, no maior Continente “ex-católico” do mundo. É preciso fazer com que a nossa fé fortaleça suas raízes para que não seja derrubada por falsas religiões e falsos profetas. Conhecendo as Seitas As Seitas estão em todos os lugares. Algumas são populares e amplamente aceitas. Outras são isolacionistas e procuram se esconder, para evitar um exame de suas ações. Elas estão crescendo e florescendo a cada dia. Algumas seitas causam grande sofrimento aos seus seguidores, enquanto outras até parecem muito úteis e benéficas. Com a proximidade do final do século, estão surgindo novas seitas religiosas e filosóficas responsáveis pelos mais absurdos ensinamentos com relação ao final dos tempos. Essas confusões de ideias estão sendo despejadas em cabeças incautas, acabando muitas vezes em tragédias de grandes proporções. Em 1978, o então missionário norte-americano Jim Jones, foi responsável pela morte de 900 seguidores, na Guiana Francesa, todos envenenados após ter anunciado a eles o fim do mundo. Um fato interessante desse trágico acontecimento foi o depoimento de um dos militares americanos responsáveis pela remoção dos corpos. Ele disse que, após vasculhar todo o acampamento, não foi encontrado um só exemplar da Bíblia. Jim Jones substituiu a Bíblia por suas próprias palavras. Em 1993, o líder religioso David Koresh, que se intitulava a reencarnação do Senhor Jesus, promoveu um verdadeiro inferno no rancho de madeira, onde ficava a seita Branch Davidian. Seduzindo os seguidores com a filosofia de que deveria morrer para depois ressuscitar das cinzas, derramou combustível no rancho e ateou fogo, matando 80 pessoas, incluindo 18 crianças. Em 1997, outra seita denominada Heaven’s Gate (Portão do Céu), que misturava ocultismo com fanatismo religioso, levou 40 seguidores ao suicídio. Na ocasião, essas pessoas acreditavam que seriam conduzidas para outra dimensão em uma nave que surgiria na cauda do cometa Halley Bop. No Brasil também existem muitas seitas e denominações que se reforçam em profecias do Apocalipse. Uma das mais conhecidas, devido ao destaque dado pela mídia, são as Borboletas Azuis, da Paraíba, que em 1980 anunciou um dilúvio para aquele ano. Em Brasília, encontra-se o Vale do Amanhecer, que conta com aproximadamente 36.000 adeptos. No Paraná, um homem de nome Iuri Thais, se auto intitula como o próprio Senhor Jesus reencarnado. Fundador da seita Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade, ele parece ter decorado a Bíblia de capa a capa e, com isso, tem enganado a muitos. Leia também: … Ou somos Católicos ou somos Espíritas – não podemos servir a dois senhores! – Pe. José Augusto … POR QUE NÃO SOU PROTESTANTE? … O PLANO MAÇÔNICO PARA A DESTRUIÇÃO DA IGREJA CATÓLICA Muitas das seitas são conhecidas dos cristãos brasileiros, a saber: Mormonismo, Testemunhas de Jeová, Adventistas, etc., Mas muitas novas seitas pseudo-cristãs estão chegando ao Brasil e são pouco conhecidas: Igreja Internacional de Cristo/Boston (Igreja de Cristo, no Brasil), Ciência Cristã, Escola Unida do Cristianismo, Meninos de Jesus etc. Quase todas essas seitas refutam a Trindade (com a consequente diminuição do Senhor Jesus Cristo), a ressurreição, a existência do inferno, e contrariam outros princípios bíblicos. O Concílio Vaticano afirmou: “Professa o Sacro Sínodo que o próprio Deus manifestou ao gênero humano o caminho pelo qual os homens, servindo a Ele, pudessem salvar-se e tornar-se felizes em Cristo. Cremos que essa única verdadeira Religião subsiste na Igreja católica e apostólica, a quem o Senhor Jesus confiou a tarefa de difundi-la aos homens todos, quando disse aos Apóstolos: “Ide, pois, e ensinai os povos todos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-lhes a guardar tudo quanto vos mandei” (Mt 28, 19-20). Por sua vez, estão os homens todos obrigados a procurar a verdade, sobretudo aquela que diz respeito a Deus e a Sua Igreja e, depois de conhecê-la, a abraçá-la e praticá-la”. (Declaração Dignitatis Humanae, n.1). “Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos una, santa, católica e apostólica (12), e que o nosso Salvador, depois da sua Ressurreição, confiou a Pedro para que ele a apascentasse (cf. Jo 21, 17), encarregando-o, assim como aos demais Apóstolos, de a difundirem e de a governarem (cf. Mt 28, 18s), levantando-a para sempre como “coluna e esteio da verdade” (1 Tm 3, 15). Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, ainda que fora do seu corpo se encontrem realmente vários elementos de santificação e de verdade, elementos que, na sua qualidade de dons próprios da Igreja de Cristo, conduzem para a unidade católica”. (Lumen Gentium, nº 8). Oração: REFÚGIO EM MARIA Mãe querida, pedimos o vosso auxílio, refúgio e proteção. No limiar do terceiro milênio, aparece outra serpente com sua proposta sedutora. Ela quer nos enganar e ferir. Ajudai-nos a esmagar sua cabeça (Gn 3,15) e desmascarar suas armadilhas. Intercedei por nós junto ao vosso Filho. Alcançai-nos os dons da salvação eterna. Mãe de misericórdia, olhai para vossos filhos gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Conduzi-nos seguros no Caminho, Verdade e Vida de Nosso Senhor, Jesus Cristo. Amém. Equipe Padre Rodrigo Maria #FormaçõesCatólicas
- FALSAS DOUTRINAS
Guardai-vos dos falsos profetas Desde que o trigo do evangelho foi semeado no chão da humanidade por nosso divino redentor, o maligno se apressou em espalhar o joio das falsas doutrinas e das falsas religiões, para afastar o povo da verdadeira redenção. Tu és Pedro, e sobre essa pedra edificarei minha igreja. (Mt 16,18) Cristo “constituiu sobre a terra” uma única Igreja e instituiu-a como “grupo visível e comunidade espiritual”, que desde a sua origem e no curso da história sempre existe e existirá, e na qual só permaneceram e permanecerão todos os elementos por Ele instituídos. “Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos como sendo una, santa, católica e apostólica […]. Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele”. Só Jesus tem o poder e a autoridade de fundar A religião e A igreja. E ele estabeleceu neste mundo “a sua igreja” e não deu autorização para ninguém fundar outra. Os fundadores de religiões são homens, na maioria das vezes problemáticos, embotados de iluminismo, exibicionismo, messianismo, às vezes charlatanismo… Na maioria das vezes usa-se da boa fé do povo simples, que, às vezes desesperados com os seus problemas, caem nos laços desses malvados. Jesus os chamou de falsos profetas e lobos vorazes (Mt 7, 21). “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. ” (Jo 14, 6) Também São Paulo muito alertou a S. Timóteo: “O Espírito diz expressamente que nos tempos vindouros, alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos sedutores e doutrinas diabólicas” (1 Tim 4,1). “Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Tendo nos ouvidos o desejo de ouvir novidades, escolherão para si, ao capricho de suas paixões, uma multidão de mestres. Afastarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas” (2 Tim 4,2-4). É o que vemos hoje: “falsos profetas”, “doutrinas diabólicas”, “multidão de mestres”, milhares de “fábulas”… “As seitas vêm-se multiplicando no mundo contemporâneo. Suscitam certa confusão pela maneira convicta como se apresentam, dando a entender que são as portadoras exclusivas de salvação para a humanidade”. A América Latina é maciçamente católica, graças a Deus, em vista da nossa colonização levada a efeito por Portugal e Espanha, dirigidos na época por reis católicos. É o maior continente católico do mundo. Cerca de 80% dos latino-americanos são católicos; na Europa 60%, na Oceania 25%, na África 15% e na Ásia apenas 5%. Mas, esta feliz hegemonia católica, agora, segundo o Papa João Paulo II, está sendo ameaçada pelas seitas e falsas doutrinas. Ele reafirmou o que já tinha dito na Carta encíclica Redemptoris missio: “Certamente a expansão das seitas constitui uma ameaça para a Igreja Católica (…). ” (RM,50). O Papa disse que na Conferência de Santo Domingo (outubro de 1992), ficou claro para os bispos o seu perigo: “O Documento final descreveu com clareza e precisão essas seitas e movimentos, mostrou suas características e modos de atuar, deixou claro os interesses políticos e econômicos envolvidos na sua expansão em todo o Continente (…). ” (Conclusões do IV CELAM, nn.139-152). Além de todo relativismo a que estamos envolvidos, vemos também, que há claros interesses políticos e econômicos envolvidos, cujo objetivo é quebrar a hegemonia católica da América Latina, e transformá-la, como dizem, no maior Continente “ex-católico” do mundo. É preciso fazer com que a nossa fé fortaleça suas raízes para que não seja derrubada por falsas religiões e falsos profetas. Conhecendo as Seitas As Seitas estão em todos os lugares. Algumas são populares e amplamente aceitas. Outras são isolacionistas e procuram se esconder, para evitar um exame de suas ações. Elas estão crescendo e florescendo a cada dia. Algumas seitas causam grande sofrimento aos seus seguidores, enquanto outras até parecem muito úteis e benéficas. Com a proximidade do final do século, estão surgindo novas seitas religiosas e filosóficas responsáveis pelos mais absurdos ensinamentos com relação ao final dos tempos. Essas confusões de ideias estão sendo despejadas em cabeças incautas, acabando muitas vezes em tragédias de grandes proporções. Em 1978, o então missionário norte-americano Jim Jones, foi responsável pela morte de 900 seguidores, na Guiana Francesa, todos envenenados após ter anunciado a eles o fim do mundo. Um fato interessante desse trágico acontecimento foi o depoimento de um dos militares americanos responsáveis pela remoção dos corpos. Ele disse que, após vasculhar todo o acampamento, não foi encontrado um só exemplar da Bíblia. Jim Jones substituiu a Bíblia por suas próprias palavras. Em 1993, o líder religioso David Koresh, que se intitulava a reencarnação do Senhor Jesus, promoveu um verdadeiro inferno no rancho de madeira, onde ficava a seita Branch Davidian. Seduzindo os seguidores com a filosofia de que deveria morrer para depois ressuscitar das cinzas, derramou combustível no rancho e ateou fogo, matando 80 pessoas, incluindo 18 crianças. Em 1997, outra seita denominada Heaven’s Gate (Portão do Céu), que misturava ocultismo com fanatismo religioso, levou 40 seguidores ao suicídio. Na ocasião, essas pessoas acreditavam que seriam conduzidas para outra dimensão em uma nave que surgiria na cauda do cometa Halley Bop. No Brasil também existem muitas seitas e denominações que se reforçam em profecias do Apocalipse. Uma das mais conhecidas, devido ao destaque dado pela mídia, são as Borboletas Azuis, da Paraíba, que em 1980 anunciou um dilúvio para aquele ano. Em Brasília, encontra-se o Vale do Amanhecer, que conta com aproximadamente 36.000 adeptos. No Paraná, um homem de nome Iuri Thais, se auto intitula como o próprio Senhor Jesus reencarnado. Fundador da seita Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade, ele parece ter decorado a Bíblia de capa a capa e, com isso, tem enganado a muitos. Leia também: … Ou somos Católicos ou somos Espíritas – não podemos servir a dois senhores! – Pe. José Augusto … POR QUE NÃO SOU PROTESTANTE? … O PLANO MAÇÔNICO PARA A DESTRUIÇÃO DA IGREJA CATÓLICA Muitas das seitas são conhecidas dos cristãos brasileiros, a saber: Mormonismo, Testemunhas de Jeová, Adventistas, etc., Mas muitas novas seitas pseudo-cristãs estão chegando ao Brasil e são pouco conhecidas: Igreja Internacional de Cristo/Boston (Igreja de Cristo, no Brasil), Ciência Cristã, Escola Unida do Cristianismo, Meninos de Jesus etc. Quase todas essas seitas refutam a Trindade (com a consequente diminuição do Senhor Jesus Cristo), a ressurreição, a existência do inferno, e contrariam outros princípios bíblicos. O Concílio Vaticano afirmou: “Professa o Sacro Sínodo que o próprio Deus manifestou ao gênero humano o caminho pelo qual os homens, servindo a Ele, pudessem salvar-se e tornar-se felizes em Cristo. Cremos que essa única verdadeira Religião subsiste na Igreja católica e apostólica, a quem o Senhor Jesus confiou a tarefa de difundi-la aos homens todos, quando disse aos Apóstolos: “Ide, pois, e ensinai os povos todos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-lhes a guardar tudo quanto vos mandei” (Mt 28, 19-20). Por sua vez, estão os homens todos obrigados a procurar a verdade, sobretudo aquela que diz respeito a Deus e a Sua Igreja e, depois de conhecê-la, a abraçá-la e praticá-la”. (Declaração Dignitatis Humanae, n.1). “Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos una, santa, católica e apostólica (12), e que o nosso Salvador, depois da sua Ressurreição, confiou a Pedro para que ele a apascentasse (cf. Jo 21, 17), encarregando-o, assim como aos demais Apóstolos, de a difundirem e de a governarem (cf. Mt 28, 18s), levantando-a para sempre como “coluna e esteio da verdade” (1 Tm 3, 15). Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, ainda que fora do seu corpo se encontrem realmente vários elementos de santificação e de verdade, elementos que, na sua qualidade de dons próprios da Igreja de Cristo, conduzem para a unidade católica”. (Lumen Gentium, nº 8). Oração: REFÚGIO EM MARIA Mãe querida, pedimos o vosso auxílio, refúgio e proteção. No limiar do terceiro milênio, aparece outra serpente com sua proposta sedutora. Ela quer nos enganar e ferir. Ajudai-nos a esmagar sua cabeça (Gn 3,15) e desmascarar suas armadilhas. Intercedei por nós junto ao vosso Filho. Alcançai-nos os dons da salvação eterna. Mãe de misericórdia, olhai para vossos filhos gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Conduzi-nos seguros no Caminho, Verdade e Vida de Nosso Senhor, Jesus Cristo. Amém. Equipe Padre Rodrigo Maria #FormaçõesCatólicas
- AS OBRIGAÇÕES E DIREITOS DOS LEIGOS
No Título II o CIC dispõe sobre as obrigações e direitos de todos os fiéis leigos. Seguem alguns dos deveres e direitos de todos os fiéis, extraídos do Caderno de Direito Canônico, escrito por D. Lelis Lara, C.SsR: – O dever de guardar a comunhão eclesial (cân. 209, §1); – O dever de cumprir os seus ofícios em relação à Igreja Universal e Particular (cân. 209, §2); – O dever de se empenhar na própria santificação e na santificação da Igreja (vocação à santidade – cân. 210); – O dever e o direito de evangelizar (cân. 211); – O dever de obedecer aos pastores legítimos (cân. 212, §1). Os cristãos podem manifestar suas necessidades aos pastores (cân. 212, §2); podem e, às vezes, devem manifestar sua opinião em público, mesmo se diferente dos pastores, onde está em jogo o bem da Igreja (cân. 212, §3); – O dever de contribuir para as despesas da Igreja (dízimo) (cân. 222, §2); – O direito de receber os sacramentos e a Palavra de Deus (cân. 213); – O direito ao próprio rito e de seguir a forma própria de vida espiritual (cân. 214); – O direito de fundar associações para fins de caridade, piedade ou para favorecer a vocação cristã no mundo (cân. 215); – O direito de promover a ação apostólica, segundo o seu estado e condições (cân. 216); – O direito a educação cristã (cân. 217); – A liberdade de pesquisa teológica, dentro do respeito ao Magistério da Igreja (cân. 218); – A liberdade de escolha de estado de vida (cân. 219); – O direito à boa fama e ao respeito pela própria intimidade (cân. 220); – A possibilidade de reivindicar e defender judicialmente seus direitos no foro eclesiástico competente (cân. 221, §1); – O direito de, se acusados, serem julgados de acordo com as prescrições do Direito (cân. 221, §2); Bibliografia: Lara, D. Lelis. Cadernos de Direito Canônico, O Direito Canônico em Cartas – O Direito Canônico. Edições CNBB, novembro de 2007. Código de Direito Canônico. 5ª edição. Edições Loyola, outubro de 2005.
- AS OBRIGAÇÕES E DIREITOS DOS LEIGOS
No Título II o CIC dispõe sobre as obrigações e direitos de todos os fiéis leigos. Seguem alguns dos deveres e direitos de todos os fiéis, extraídos do Caderno de Direito Canônico, escrito por D. Lelis Lara, C.SsR: – O dever de guardar a comunhão eclesial (cân. 209, §1); – O dever de cumprir os seus ofícios em relação à Igreja Universal e Particular (cân. 209, §2); – O dever de se empenhar na própria santificação e na santificação da Igreja (vocação à santidade – cân. 210); – O dever e o direito de evangelizar (cân. 211); – O dever de obedecer aos pastores legítimos (cân. 212, §1). Os cristãos podem manifestar suas necessidades aos pastores (cân. 212, §2); podem e, às vezes, devem manifestar sua opinião em público, mesmo se diferente dos pastores, onde está em jogo o bem da Igreja (cân. 212, §3); – O dever de contribuir para as despesas da Igreja (dízimo) (cân. 222, §2); – O direito de receber os sacramentos e a Palavra de Deus (cân. 213); – O direito ao próprio rito e de seguir a forma própria de vida espiritual (cân. 214); – O direito de fundar associações para fins de caridade, piedade ou para favorecer a vocação cristã no mundo (cân. 215); – O direito de promover a ação apostólica, segundo o seu estado e condições (cân. 216); – O direito a educação cristã (cân. 217); – A liberdade de pesquisa teológica, dentro do respeito ao Magistério da Igreja (cân. 218); – A liberdade de escolha de estado de vida (cân. 219); – O direito à boa fama e ao respeito pela própria intimidade (cân. 220); – A possibilidade de reivindicar e defender judicialmente seus direitos no foro eclesiástico competente (cân. 221, §1); – O direito de, se acusados, serem julgados de acordo com as prescrições do Direito (cân. 221, §2); Bibliografia: Lara, D. Lelis. Cadernos de Direito Canônico, O Direito Canônico em Cartas – O Direito Canônico. Edições CNBB, novembro de 2007. Código de Direito Canônico. 5ª edição. Edições Loyola, outubro de 2005.
- A striking similarity between the Meletian/Arian times and Our Time
It was the doctrine of Arianism that Our Lord was a pure creature, made out of nothing, liable to fall, the Son of God by adoption, not by nature, and called God in scripture, not as being really such, but only in name. At the same time (Arius) would not have denied that the Son and the Holy Ghost were creatures transcendently near to God, and immeasurably distant from the rest of creation. The great sea of Alexandria in Egypt, of which Arius was a Priest had for many years before his appearance as a heretic, has been troubled by schism. One of the Suffragan bishops – Meletius by name – had accused his principal of giving way during the persecution; and, declaring all the bishops in one place after another, in opposition to him. Nor did Meletius cease his activities when this particular bishop of Alexandria died. In many places there were soon two sets of Catholic clergy, the traditional line and the “Meletian” line; the confusion was so great and the contest bitter everywhere, the faithful people were as active as their pastors. It was out of the Meletian Schism that Arianism was born and developed. Arius had been a “meletian” in his time, but the new bishop, Alexander, had received him back and had promoted him. St. Nicholas slaps the heretic, Arius. The 20 year old meletian schism was settled in council of Niceae, after settling the “Arian problem” i.e promptly sending to exile Arius and a few priest supporters. In Meletian schism, the bishops offered the schimatics very easy terms. Meletius was restored to the see of Lycopolis, but he was not, ever again to confer Holy Orders, and all those whom he had unlawfully ordained were to be reordained before again officiating. Moreover, they were to be subject henceforth to true, i.e. Catholic, bishop of the place of the place. Those whom Meletius had made bishops might be elected to sees in the future, as vacancies arose… always with the consent of the bishop of Alexandria, the traditional head of this extensive episcopate. (An extract from “History of Church General Councils”)
- A BUSCA PELO SUCESSO E A RENÚNCIA DE SI MESMO
Os primeiros Padres da Igreja – falo do século terceiro, mais ou menos ano 200, 300 – diziam uma palavra forte: ‘O dinheiro é o esterco do diabo’. Porque nos faz idolatrar e adoece a nossa mente com o orgulho, e nos torna maníacos de questões ociosas que nos afasta da fé e corrompe. Não se pode servir a Deus e ao dinheiro. Não dá: ou um ou outro! O que acontece com o dinheiro? O dinheiro oferece um certo bem-estar no início. Isso é bom, mas depois faz com que você se sinta um pouco importante, e chega a vaidade. Lemos isso no Salmo. Essa vaidade que não serve, mas que faz sentir uma pessoa importante: esta é a vaidade, que depois leva à soberba e ao orgulho. São três degraus: a riqueza, a vaidade e o orgulho” A humanidade possui hoje, instrumento de incrível poder: “pode fazer desse mundo um jardim, ou reduzi-lo a um amontoado de escombros” – (Papa São João Paulo II). Infelizmente, a humanidade afastou-se de Deus e se encontra na estrada que conduz aos escombros. Tornou-se vítima do ateísmo e do materialismo. No lugar de Deus, construiu ídolos para adorar. Hoje, os novos deuses chamam-se dinheiro, prazer, orgulho, impureza, divertimento, poder, fama. Ninguém, nem a posse de algo material, pode concorrer com Deus e ocupar Seu lugar em nosso coração, não podemos adorar outros deuses além dEle, não devemos nos apaixonar pelas futilidades deste mundo. Se o verdadeiro Deus não for o centro da nossa vida, esses ídolos lançam mão sobre nós, passam a nos dominar e nos escravizam . A busca compulsiva pelo sucesso, pelo poder e pelo prazer faz com que o homem deixe de contemplar seu Criador e passe a idolatrar a si mesmo, violando com escandalosa facilidade as Leis de Deus. Neste estágio o homem, escravizado pelos novos tiranos, vive a ilusão de que é auto suficiente e se julga “dono do mundo”, e assim, orgulhoso de si e sem dignidade de vida, escolhe seguir o caminho da perdição, renunciando e desprezando Deus explicitamente. Passa a viver na sombra da morte. As coisas do mundo o seduzem tanto que ele prefere continuar vivendo suas fraquezas e limitações do que sua verdadeira liberdade com Deus. Quando o homem se vende a Satanás segundo sua própria vontade, ele deixa automaticamente de temer a Deus, ofendendo seu Criador e desrespeitando seu maior Mandamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas” Mas diante da ira de Deus tudo estremece e treme. Os novos ídolos tendem a nos escravizar, mas é Deus quem nos garante a genuína liberdade. Ele nos livra de cairmos em tentação e dependências. Precisamos ter clareza interior sobre a quem queremos pertencer: Á Deus ou ao mundo? Quando Nosso Senhor não é o centro da nossa vida, milhares de ídolos invadem o espaço de Deus, que continua vazio. Enquanto que se deixarmos Deus existir em nós, Ele intervém a nosso favor para nos libertar dos falsos deuses e preencher o espaço vazio, colocando ordem na nossa vida. O homem sensato é aquele que teme a Deus e O ama sobre todas as coisas. “Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha” – Mt 7,25. O homem sensato é aquele que a estrutura da sua vida é construída sobre uma base sólida, que não desabará nunca. “A tática que Satanás empregou e que continua a empregar consiste em não se revelar, para que o mal que difundiu desde as origens se desenvolva por ação do próprio homem, por meio dos sistemas e das relações entre os homens, entre as classes sociais e entre as nações, para que o mal se transforme cada vez mais num pecado “estrutural” e cada vez menos se possa identificá-lo como pecado “pessoal” – (Papa São João Paulo II) Dessa maneira, o homem se habitua a viver no pecado e numa falsa paz, levando uma vida medíocre e mundana, sob o domínio de Satanás. E mesmo diante das dificuldades e dos obstáculos que aparecem na vida da humanidade, através da dor, do sofrimento, do desânimo, da dúvida…, o homem não consegue se aproximar de Deus, porque ele não entende que a cruz faz parte dos planos de Deus para a salvação da humanidade. Sua falta de fé e de esperança o deixa fraco e sem forças para suportar o peso da cruz e muitas vezes, revoltado e com medo, ele se vira contra Deus e se vê no “fundo do poço”, sem condições de se reerguer sozinho. Mas o homem tem necessidade da Luz, para clarear a escuridão da sua vida e para derreter o gelo que o envolve. Decidi então, ir sozinho em busca de respostas e soluções para seus problemas, seguindo caminhos tortuosos, que apresentam respostas rápidas, imediatas e confortantes, mas que não apresentam a Verdadeira solução, ao invés de recorrer ao remédio que a Misericórdia de Jesus nos preparou, através do sacramento da Reconciliação. Quando o homem levanta os olhos para o céu, abre seu coração e se entrega nos braços de Jesus, Deus se manifesta na sua vida, salvando-o da morte eterna consolando os que sofrem, amparando os fracos, levantando os caídos, convertendo os pecadores, curando os doentes, dando esperança aos desanimados. “Eu te arrebatarei da mão dos maus e te libertarei do poder dos violentos” – Jeremias 15,21. O sim a Deus e a conversão o salvam do abismo e o coloca em comunhão com seu Senhor. Deus liberta o homem da escravidão de Satanás e do pecado; purifica seu coração pela força do Seu amor; abre sua mente ao dom da Sua Palavra; cura sua alma com a paz do Seu Espírito e seu corpo com Sua Divina Imortalidade. “Aquele que pratica a verdade vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus” – João 3,21. Que a fé seja a única luz que vos ilumine neste tempo de grande escuridão. RENUNCIAR A NÓS MESMOS E SEGUIR CRISTO PELA CRUZ! A porta que nos leva ao céu realmente é estreita em relação a que nos conduz ao inferno, parem para pensar e reflitam se não é verdade. E Jesus nos alerta para isso, pois a felicidade está naquilo que é eterno, e por isso, deve ser batalhado pra conseguir, ou seja, devemos ser provados a fogo (como diz a Palavra) pra sermos aptos a vida eterna. Em contra partida, a vida de pecado as portas estão escancaradas, nem precisa de convite a entrar praticamente, pois nós mesmos nas nossas fraquezas já adentramos e nos contaminamos iludidos pelas seduções de vida fácil, felicidade que julgávamos real e verdadeira, mas que no fim de tudo nada mais é do que a porta da perdição que Jesus nos alerta. As pessoas hoje em dia estão tão mal acostumadas no “bem e bom”, que de provação querem distância, e quando Deus prova essa pessoa, ela acaba por achar que está sofrendo injustamente saindo desse caminho estreito (de Deus) e entrando pela porta larga, do pecado, uma porta que nos leva a um caminho que não é de Deus. Mas não devemos desanimar de forma alguma, e devemos estar sempre firmes em Deus, construir nossa casa na rocha (em Deus), pois só com a graça do Divino Espírito Santo nos conseguiremos passar a prova, e passar pela porta estreita, e caminhar no caminho da salvação, no caminho da Santa Igreja que é Católica Apostólica Romana. Sempre encontraremos dificuldades, nunca prometeram facilidades na Igreja, cuidado com seduções que prometem o contrário disso. Os pecados e erros vão existir? Lógico que sim: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (1 João 1:8). Mas o texto continua dizendo que: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” (1 João 1:9,10). Pecaremos com certeza, teremos o perdão também com certeza, ao confessá-los verdadeiramente arrependidos, porém o pecado deve ser, em nossas vidas, inaceitável, simplesmente inaceitável. Qualquer outro padrão que aceite o pecado não faz parte da porta estreita, não conduz à salvação. O mundo é largo, porém a porta é estreita. O pecado é largo e fácil, a santidade em contrapartida é estreita e difícil, porém, com Deus totalmente possível. Tudo que não vem de Deus é vão e passageiro, por isso é largo, por isso é lixo; só Deus é tudo, só Deus na porta do nosso coração! Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!














































