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  • Casamentos inválidos, nulidade, divórcio e segunda união

    “Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’. De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. Quanto mais o tempo passa, mais as coisas se tornaram descartáveis, roupas, móveis, celulares, veículos, e até casamentos! Assista a formação de hoje sobre o importante Sacramento do Matrimônio! Para assistir, acesse: #CasaisemSegundaUnião #FormaçõesCatólicas #Matrimônio

  • SEM A FÉ DE PEDRO, NÃO HÁ IGREJA – Padre Paulo Ricardo medita sobre a Solenidade de São Pedro e São

    1. Todos os anos, na solenidade de São Pedro e São Paulo, nós meditamos o capítulo 16 do Evangelho de São Mateus. Jesus leva os discípulos para fora da Terra Santa e, num lugar de culto pagão, Ele lhes pergunta sobre a opinião que os homens tinham a respeito dEle. Depois, Cristo os interroga: “E vós, quem dizeis que eu sou?” É Pedro então, como chefe dos Apóstolos, e inspirado pelo próprio Deus, que lhe responde, dizendo: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Essa resposta, como já tivemos ocasião de meditar, expressa a identidade mais profunda de Nosso Senhor. Mas o que chama atenção, no Evangelho deste domingo, é a reação de Jesus diante da fé de Simão. Se Pedro havia descoberto a verdadeira Pessoa de Cristo, agora era Jesus quem revelaria a identidade de Pedro e o seu papel dentro da Igreja, como chefe dos Apóstolos e vigário de Cristo. A revelação de Jesus ilumina, por um lado, a nossa atitude com relação à instituição do papado e, por outro, a nossa própria identidade, como membros do Corpo Místico de Cristo. Em primeiro lugar, Jesus manifesta a felicidade da fé de Pedro, porque sua causa não é “um ser humano”, mas o Pai que lha revelou. Existe uma felicidade em crer porque, nesse ato, acontece um toque da graça do Espírito Santo, que conduz à religião verdadeira. E é nesta fé que devemos nos fundamentar para mantermos nossa união com a Igreja. 2. Quando Jesus se dirige a Simão, Ele o chama metaforicamente de Pedro (Πέτρος) e diz que sobre esta pedra (πέτρᾳ) edificará a sua Igreja. Sim, Ele vai construir (οἰκοδομήσω) a sua casa, mas não no sentido ao qual estamos acostumados. Jesus não vai fazer argamassa e levantar um prédio. Ele vai, em vez disso, edificar a sua ἐκκλησία, i.e., a assembleia do novo Povo de Deus (Qahal Yahvé, como era chamado em hebraico). E o laço sanguíneo dessa família, o coração desse corpo, a pedra fundamental desta ἐκκλησία, diz Jesus, será a comunhão com a fé de Pedro (καὶ ἐπὶ ταύτῃ τῇ πέτρᾳ οἰκοδομήσω μου τὴν ἐκκλησίαν). A metáfora usada por Nosso Senhor é pontual. Ele não a escolheu aleatoriamente, mas quis expressar um significado profundo, de modo que Simão passa a chamar-se mesmo Pedro. Vale lembrar que Πέτρος é uma pedra grande, enquanto que πέτρᾳ é um pedregal, uma montanha de pedra, um local sólido onde se pode construir uma casa. Em termos práticos, a metáfora de Jesus quer dizer o seguinte: ninguém pode ser membro de seu Corpo Místico, não pode construir uma casa em terreno firme, não pode pertencer ao Povo de Deus, se, antes, não professar a mesma fé material de São Pedro, e crer nas mesmas coisas que ele creu. Entre os seus vários discípulos, Jesus escolheu doze para anunciarem a Boa Nova aos quatro cantos do mundo. Uns foram para a Índia, outros para a Espanha, outros para o Egito. E Pedro foi para Roma. Jesus sabia que, durante séculos, a Igreja não poderia se reunir facilmente, diante das inúmeras perseguições do Império Romano. Naquele tempo não havia redes sociais. A regra de fé dos Apóstolos, a referência para toda a Igreja deveria ser, portanto, a diocese de Roma, confirmada pelo sangue de São Pedro e de seus sucessores. E essa regra deve valer ainda hoje. Ao longo dos séculos, os documentos magisteriais dos Romanos Pontífices serviram para esclarecer o conteúdo de nossa fé, da mesma fé de Pedro, sobre a qual está alicerçada a única e verdadeira Igreja de Cristo. Um bom católico deve crer, portanto, em todos os Concílios válidos, desde o Concílio de Niceia ao Concílio de Trento, do Vaticano I ao Vaticano II, e não apenas na chamada Igreja “pós-conciliar”, como se todo o magistério antes da década de 1960 houvesse caducado. Foi justamente para corrigir essa opinião revolucionária que o papa João Paulo II mandou promulgar um novo catecismo, confirmando a Tradição católica. João Paulo II bem sabia que o novo Catecismo da Igreja Católica deveria ter, substancialmente, a mesma doutrina do Catecismo de São Pio X, cuja doutrina era a mesma do Catecismo de Trento e assim sucessivamente até chegar ao credo dos Apóstolos. Porque se a Igreja “pós-conciliar” não ensinasse a mesma fé bimilenar dos Apóstolos então esta seria outra Igreja e, portanto, não seria a Igreja de Cristo. A substância da Igreja precisa se manter a mesma, como a substância do bebê não pode mudar com o passar dos anos de sua vida, senão apenas os seus acidentes, ou seja, tamanho, voz, aparência etc. 3. De nossa parte, cabe-nos, em primeiro lugar, acreditar em todos os artigos da fé de Pedro, crer em tudo quanto a Igreja ensina e acredita, ter essa fé material (fides quae) nas verdades reveladas por Nosso Senhor. Mas só isso não basta. É preciso que a nossa fé seja cada vez mais fervorosa, com atos de fé exercidos, para que a Igreja cresça em nós (fides qua). Aqui está um ponto chave da perfeição cristã. Quando nós crescemos espiritualmente, por meio desses atos de fé exercidos, a Igreja cresce junto conosco. Se, por outro lado, a fé com a qual cremos se torna insípida, e, além disso, deixamos de acreditar em algum artigo da doutrina cristã, por menor que seja ele, nós já não pertencemos mais às fileiras da Igreja Católica, mesmo que nela exerçamos algum ofício, seja ministerial, seja pastoral, seja sacerdotal. O sacerdote que não ensina a fé católica de dois mil anos não é mais membro espiritual da Igreja, ainda que não o saiba e esteja no púlpito de alguma paróquia fazendo as suas homilias. Quem escolhe o conteúdo de sua fé não tem uma atitude propriamente católica. E não é preciso que o bispo o declare formalmente excomungado para que esse indivíduo esteja espiritualmente fora da Igreja. Que nossa medida seja outra. Nesta solenidade de São Pedro e São Paulo, peçamos ao Espírito Santo uma fé cada vez mais robusta, com a qual possamos crer em todos os artigos da doutrina cristã e, assim, crescer espiritualmente em comunhão com o santo Corpo Místico de Cristo. https://padrepauloricardo.org/episodios/sem-a-fe-de-pedro-nao-ha-igreja

  • TIRARAM JESUS DO CENTRO!

    Nos últimos dias um texto viralizou na internet e foi compartilhado por milhares de católicos. Neste texto a autora apresenta, através da beleza de um poema, os grandes problemas enfrentados pela Santa Igreja em nossos tempos. Leia: TIRARAM JESUS DO CENTRO! Tiram as imagens, a arte, a cor, a escultura, os quadros, o ouro, o incenso, os panos, as velas, a cruz, o sacrário, o confessionário e a mesa da comunhão. Deixam em pedra lisa, feito neve, cheia de led, parece que já foi feita pra espantar a multidão; Tiram o órgão, o coro, o hinário, o latim, o gregoriano, a salmodia e o cantochão. Trocam por bateria, chororô e gritaria, estragam a melodia e não tem mais letra não; quando tem é pra falar de luta de classe e opressão; Tiram os gestos, os ritos, a penitência, os jejuns, os preceitos, a solenidade e a oração; Na hora da homilia, não importa qual o dia, é preciso tirar o inferno e o céu da pregação. Melhor falar de floresta, política, televisão, algum conto, aceitação ou de uma tal libertação, mas nada de conversão; Tiram o beijo na mão, a benção e a unção, sem hora pra confissão, tiram o joelho do chão, e a comunhão? Direto na boca não! Tiram o silêncio, a santidade e a simplicidade, o que desperta a piedade e o interesse pela vocação; Tiram a casula, a renda, a batina, o clergyman e até a camisa pra dizer: não preciso disso não; o que sobra é um shortinho pra ir na padaria, na academia ou talvez para gravar uma dancinha do verão; Tiram Jesus do centro, levam tudo de ruim pra dentro dizendo que a Igreja precisa de inovação; E assim tiram a fé do pobre, enganam o pecador, iludem o jovem, faz da Igreja que era nobre um lugar de invenção. Depois não entendem quando o povo, cansado de tanto novo, resolve procurar longe outro lugar de adoração. 🤷🏻‍♀️ – Texto de Maene Santos 💡 Compartilhe este lindo poema com o maior número de católicos possível. Mesmo belo, ele revela a terrível realidade que testemunhamos na Igreja. #FormaçõesCatólicas

  • TIRARAM JESUS DO CENTRO!

    Nos últimos dias um texto viralizou na internet e foi compartilhado por milhares de católicos. Neste texto a autora apresenta, através da beleza de um poema, os grandes problemas enfrentados pela Santa Igreja em nossos tempos. Leia: TIRARAM JESUS DO CENTRO! Tiram as imagens, a arte, a cor, a escultura, os quadros, o ouro, o incenso, os panos, as velas, a cruz, o sacrário, o confessionário e a mesa da comunhão. Deixam em pedra lisa, feito neve, cheia de led, parece que já foi feita pra espantar a multidão; Tiram o órgão, o coro, o hinário, o latim, o gregoriano, a salmodia e o cantochão. Trocam por bateria, chororô e gritaria, estragam a melodia e não tem mais letra não; quando tem é pra falar de luta de classe e opressão; Tiram os gestos, os ritos, a penitência, os jejuns, os preceitos, a solenidade e a oração; Na hora da homilia, não importa qual o dia, é preciso tirar o inferno e o céu da pregação. Melhor falar de floresta, política, televisão, algum conto, aceitação ou de uma tal libertação, mas nada de conversão; Tiram o beijo na mão, a benção e a unção, sem hora pra confissão, tiram o joelho do chão, e a comunhão? Direto na boca não! Tiram o silêncio, a santidade e a simplicidade, o que desperta a piedade e o interesse pela vocação; Tiram a casula, a renda, a batina, o clergyman e até a camisa pra dizer: não preciso disso não; o que sobra é um shortinho pra ir na padaria, na academia ou talvez para gravar uma dancinha do verão; Tiram Jesus do centro, levam tudo de ruim pra dentro dizendo que a Igreja precisa de inovação; E assim tiram a fé do pobre, enganam o pecador, iludem o jovem, faz da Igreja que era nobre um lugar de invenção. Depois não entendem quando o povo, cansado de tanto novo, resolve procurar longe outro lugar de adoração. 🤷🏻‍♀️ – Texto de Maene Santos 💡 Compartilhe este lindo poema com o maior número de católicos possível. Mesmo belo, ele revela a terrível realidade que testemunhamos na Igreja. #FormaçõesCatólicas

  • O que fazer quando chegamos atrasados na missa? Até que momento podemos comungar?

    Cheguei à Missa atrasado, e agora? Quando nos atrasamos para a Missa dominical, qual é o critério para saber se chegamos muito tarde? Se perdemos o Evangelho, temos a obrigação de ficar para a Missa seguinte? O que fazer se a Missa a que chegamos atrasados for a última do dia? Quando nos atrasamos para a Missa dominical, qual é o critério para saber se chegamos muito tarde? Quando eu era criança, disseram-me que não era permitido perder a leitura do Evangelho. Posteriormente, soube que não era permitido perder o ofertório. Se perdemos o Evangelho ou o ofertório, temos a obrigação de ficar para a Missa seguinte? Ou temos apenas de assistir à parte que perdemos? O que deveríamos fazer se a Missa a que chegamos atrasados fosse a última do dia? (Um leigo) Tenho uma paroquiana que frequenta a Missa diária e chega na hora da comunhão. Perguntei por que ela não assiste à Missa completa. Ela disse que tenta acordar mais cedo, mas não consegue. Então, disse a ela que, de acordo com a doutrina da Igreja, não podemos receber a Comunhão se perdermos a leitura do Evangelho. A Igreja nos ensina que devemos participar de toda a liturgia quando vamos à Missa. Poderia me ajudar e indicar qual trecho do Código de Direito Canônico trata das regras para receber a Eucaristia neste caso? Espero que possa me ajudar, pois não consigo encontrar o parágrafo específico (Um padre). O que o direito canônico diz a respeito de cada uma dessas questões? Absolutamente nada. Não há nenhuma menção a elas no Código de Direito Canônico. Isso explica por que o padre em questão não conseguiu “encontrar o parágrafo específico”. No entanto, isso não significa que seja impossível responder a elas. A teologia moral católica pode ser facilmente aplicada aqui, e esta é uma das razões por que o Código não precisa tratar dessa situação. Há outras boas razões pelas quais o direito canônico não se pronuncia sobre chegar atrasado à Missa, algo que analisaremos em breve. O Cânon 1247 nos diz o que nós católicos já sabemos: somos obrigados a assistir à Missa aos domingos e dias de preceito. Portanto, o pressuposto lógico é que, se a Missa dominical começa às 9h30min, por exemplo, devemos chegar antes disso para poder estar presentes durante a Missa inteira. Mas, como todos sabemos, a vida real nem sempre funciona assim. Por milhões de razões (falarei disso mais adiante), podemos nos dar conta de que entramos na igreja às 9h35min ou mesmo às 10h. O que temos de fazer, então? É minimamente razoável que os católicos suponham haver alguma “regra” sobre isso — como as supostas “regras” mencionadas por nosso leitor leigo, as quais diriam respeito à chegada antes do Evangelho ou do ofertório. Na verdade, tais regras não existem. Porém, antes que você critique a Igreja por não estabelecer regras para essa situação, pense no seguinte: o que aconteceria se a Igreja Católica dissesse oficialmente aos fiéis que, por exemplo, “o preceito é cumprido quando o fiel chega antes do Evangelho nas Missas dominicais e em dias de preceito”? O efeito colateral que surgiria rapidamente dessa declaração é fácil de prever. Inúmeros católicos que até agora se preocuparam em chegar à igreja antes do início da Missa dominical concluiriam que não é necessário fazê-lo, já que basta chegar com alguns minutos de atraso. Muitas pessoas decidiriam de forma equivocada que não há problema em perder partes da Missa anteriores ao Evangelho, o que equivale a pensar que elementos como o ato penitencial e o Glória não são importantes — do contrário, por que a Igreja diria que podemos chegar depois do término dessas orações? Porém, antes que você critique a Igreja por não estabelecer regras para essa situação, pense no seguinte: o que aconteceria se a Igreja Católica dissesse oficialmente aos fiéis que, por exemplo, “o preceito é cumprido quando o fiel chega antes do Evangelho nas Missas dominicais e em dias de preceito”? O efeito colateral que surgiria rapidamente dessa declaração é fácil de prever. Inúmeros católicos que até agora se preocuparam em chegar à igreja antes do início da Missa dominical concluiriam que não é necessário fazê-lo, já que basta chegar com alguns minutos de atraso. Muitas pessoas decidiriam de forma equivocada que não há problema em perder partes da Missa anteriores ao Evangelho, o que equivale a pensar que elementos como o ato penitencial e o Glória não são importantes — do contrário, por que a Igreja diria que podemos chegar depois do término dessas orações? Em muito pouco tempo, os sacerdotes veriam que, no horário marcado para o início da Missa, a igreja estaria praticamente vazia, com a maioria dos fiéis a entrar durante as leituras (e a distrair todo o mundo). Em reação, alguns sacerdotes passariam a esperar alguns minutos para começar a Missa, mas quando os paroquianos se dessem conta disso, chegariam ainda mais tarde. No final das contas, os horários agendados para as Missas não teriam mais sentido! Para piorar, os católicos que tentavam em vão chegar à Missa pontualmente, mesmo atrasando alguns minutos, seriam encorajados a chegar quando quisessem. Pensando em chegar à igreja logo antes do Evangelho, poderiam em vez disso chegar durante a recitação do Credo. Em suma, o estabelecimento de regras a respeito do atraso para a Missa criaria uma “bola de neve” e causaria mais problemas do que resolveria outros. Quando uma regra deixa de ser absoluta, não há como voltar atrás. Portanto, quando a Igreja nos diz que precisamos ir à Missa aos domingos e dias de guarda, ela quer dizer apenas isso. Mesmo assim, como foi dito acima, muitos católicos realmente chegam atrasados à Missa por diferentes motivos, e eles gostariam de receber alguma orientação! Ironicamente, esta frase contém uma expressão decisiva (“por diferentes motivos”), algo que quase sempre é negligenciado nessas discussões. Por que chegaram tarde? Qual é a razão de não conseguirem chegar antes do início da Missa? Este é um ponto fundamental, porque é aqui que entra em jogo a teologia moral. Este fato é inegável: às vezes, acontecem coisas que realmente não conseguimos prever ou controlar, fazendo-nos chegar atrasados à Missa. O carro para de funcionar no meio do caminho; o bebê vomita na mãe justamente quando se está na porta de casa, obrigando-a a correr de volta para dentro de casa e trocar de roupa; há uma colisão entre vários carros na via principal, forçando todos a pegar um caminho mais longo e indireto; um médico está a caminho da Missa e interrompe o percurso para ajudar uma pessoa que desmaiou na calçada; o ônibus que sempre é usado para chegar ao destino não passou em determinado dia etc. Se nos esforçarmos com sinceridade e da melhor maneira possível para chegar a tempo à igreja, e se algo verdadeiramente inesperado acontecer e provocar nosso atraso, qualquer teólogo competente dirá que não podemos ser responsabilizados moralmente por isso. Invariavelmente, advogados dirão a mesma coisa na esfera legal, e pelas mesmas razões: se não soubéssemos de modo algum que aconteceria X, e se não pudéssemos fazer nada a respeito disso, então, como regra geral, não poderíamos ser responsabilizados. Portanto, “punir” pessoas que chegam atrasadas à Missa por razões desse tipo não faz sentido algum. E leis bem fundamentadas devem ser razoáveis por definição. É claro que essa moeda tem dois lados. Se apertarmos o botão de soneca do despertador, ou se ficarmos enrolando em casa para ver mensagens antes de ir à igreja, ou se demorarmos demais em nosso caminho para a Missa… então a culpa do atraso seria claramente nossa. É tentador nos esquivar da responsabilidade. (“Mas temos filhos!” é uma desculpa muito popular, como se não soubéssemos de antemão que temos de acordar mais cedo e/ou cutucá-los de forma mais insistente para que se arrumem para a Missa a tempo.) Uma regra prática óbvia é a seguinte: quando descobrimos a que horas temos de acordar/sair de casa para chegar pontualmente à igreja — fazendo concessões razoáveis para coisas aleatórias que podem acontecer no trajeto e nos atrasar —, então não deveríamos acordar/sair de casa depois desse horário. É assustadoramente fácil encontrar católicos que se atrasam para a Missa semana após semana pelas mesmas razões, algo que eles naturalmente têm condição de prever. (Curiosamente, essas mesmas pessoas se esforçam para chegar pontualmente ao aeroporto quando estão de férias.) Quando analisamos dessa perspectiva um caso de atraso na Missa dominical, fica claro de imediato o que é necessário fazer para reparar essa situação (se é que há necessidade de fazer algo). Quem não tem culpa não tem motivo para ficar se punindo; quem tem culpa, naturalmente deve se redimir. Por isso, se agora voltarmos às perguntas do nosso leitor leigo, fica evidente que a resposta para todas elas é: “Depende”. O bom senso determina que, se chegarmos atrasados à Missa — mesmo que não tenhamos culpa — a ponto de perder boa parte dela, deveríamos ir em outro horário. Em grande medida, isso pode tornar-se um juízo subjetivo. A devoção e o amor a Deus impelem muitos católicos a permanecer durante a Missa seguinte ou durante parte dela porque assim o desejam — uma atitude digna de louvor a ser encorajada, mas que não constitui uma “regra”. Repare que, até o momento, falamos sobre chegar atrasado à Missa nos dias em que ela é obrigatória. A assistência à Missa em dias de semana comuns não é obrigatória, embora, naturalmente, seja louvável fazê-lo. Portanto, se chegamos atrasados à Missa em dia de semana (ainda que sejamos inteiramente culpados), qual é a consequência? Nenhuma. É claro, pode ser frustrante para um sacerdote, como o da pergunta, ver um paroquiano entrar tarde na igreja e chegar atrasado à Missa diária dia após dia; mas, a rigor, essa pessoa não está fazendo nada errado do ponto de vista legal. Afinal, o que é preferível: chegar tarde à Missa diária ou não ir à Missa diária? Como indicam as duas perguntas acima, há uma incompreensão comum segundo a qual atrasar-se para a Missa por qualquer razão implicaria algum tipo de punição. Mas, como acabamos de ver, trata-se de má teologia, já que não devemos ser punidos quando realmente não cometemos nenhum erro. Particularmente, a noção de que “não devemos receber a Sagrada Comunhão” se (por qualquer motivo) nos atrasarmos para a Missa, não possui nenhum fundamento sólido na teologia sacramental. O Cânon 843, §1, afirma claramente que não se pode negar os sacramentos aos fiéis (1) “que oportunamente os pedirem”, (2) “se estiverem devidamente dispostos” e (3) se não houver nenhuma lei que os impeça de recebê-los. Um exemplo concreto pode servir para ilustrar como o Cânon 843, §1, se aplica a este caso. Imagine que normalmente você vai à Missa dominical bem cedo após um plantão noturno no hospital, e que costuma chegar pontualmente, sem nenhum problema, mas esta semana alguma emergência incomum impediu que você saísse do trabalho a tempo, fazendo-o chegar tarde à Missa. Você está preparado para receber Nosso Senhor na Eucaristia com devoção (então está “devidamente disposto”), não foi excomungado nem recebeu outra sanção semelhante (ou seja, “pelo direito” não se encontra impedido de receber a Comunhão), então você se aproxima do sacerdote durante a distribuição da Eucaristia aos fiéis (um momento oportuno). Em tais circunstâncias, não há absolutamente nenhuma razão, teológica ou canônica, para que lhe seja negada a Sagrada Comunhão — ainda que você tenha se atrasado para a Missa. O que o padre da pergunta acima vê como “doutrina da Igreja” não passa de fantasia. Dito isto, existem situações em que há uma verdadeira conexão entre deixar de receber a Comunhão e chegar atrasado à Missa. É triste, mas é verdade que alguns católicos entram na igreja 30 ou 40 minutos mais tarde, como se estivessem passeando, e quando tomam assento começam imediatamente a bater papo ou a brincar com o telefone celular, não fazendo nenhum esforço para acompanhar a Missa (ou o que resta dela). Obviamente, tais pessoas não têm a intenção de ir à Missa para mostrar a Deus todo-poderoso a reverência que lhe é devida. Na verdade, muitas vezes é até difícil entender por que essas pessoas se preocupam em ir à igreja. Embora não possamos acessar a mente e o coração delas para saber o que acontece lá dentro, sua conduta exterior oferece todos os sinais de que elas não estão “devidamente dispostas” para receber a Eucaristia, como diz o Cânon 843, §1; portanto, elas não deveriam recebê-la. Neste caso específico, o atraso na chegada à Missa é apenas um dos muitos sintomas que revelam uma completa falta de fé e reverência. Mas afirmar que católicos desse tipo “chegam atrasados à Missa” e “não deveriam receber a Comunhão” é algo bem diferente de afirmar de modo absoluto que chegar tarde à Missa e abster-se de comungar são coisas que sempre andam juntas. Não andam. Então, que lição podemos tirar de tudo isso? Antes de mais nada, temos o dever de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para chegar pontualmente à Missa de preceito. Ponto final. Quando não nos esforçamos adequadamente e, por essa razão, nos atrasamos, somos culpados e precisamos fazer algo para reparar a falta diante de Deus (a depender da duração do atraso, a melhor coisa a fazer é ir a outra Missa). Quando tomamos todas as precauções razoáveis e reservamos tempo suficiente para chegar à igreja antes do início da Missa, mas algo realmente imprevisto acontece e nos faz chegar atrasados, então não somos moralmente responsáveis por isso. Ainda que decidamos fazer alguma reparação diante de Deus, permanecendo durante toda a Missa seguinte ou parte dela — supondo, naturalmente, que haja outra! —, em sentido estrito podemos considerar que não estamos moralmente obrigados a fazer isso. Quanto à recepção da Sagrada Comunhão, não existe nenhuma conexão automática entre isso e chegar pontualmente à Missa. Se estivermos devidamente dispostos a receber Nosso Senhor, então devemos recebê-lo. Qualquer sacerdote que tentasse impedir alguém de comungar apenas porque a pessoa chegou atrasada à Missa, sem que haja nenhum outro motivo correlato, violaria inequivocamente o direito dela a receber os sacramentos. Já deve estar claro que a Igreja não errou ao não estabelecer nenhuma regra oficial a respeito da chegada pontual à Missa em dias de preceito. Temos o dever de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir que chegaremos pontualmente, sempre conscientes de que, às vezes, podem ocorrer imprevistos sobre os quais não temos nenhum controle e pelos quais não podemos ser culpados. Fonte: Cathy Caridi | Tradução: Equipe Christo Nihil Præponere

  • O que fazer quando chegamos atrasados na missa? Até que momento podemos comungar?

    Cheguei à Missa atrasado, e agora? Quando nos atrasamos para a Missa dominical, qual é o critério para saber se chegamos muito tarde? Se perdemos o Evangelho, temos a obrigação de ficar para a Missa seguinte? O que fazer se a Missa a que chegamos atrasados for a última do dia? Quando nos atrasamos para a Missa dominical, qual é o critério para saber se chegamos muito tarde? Quando eu era criança, disseram-me que não era permitido perder a leitura do Evangelho. Posteriormente, soube que não era permitido perder o ofertório. Se perdemos o Evangelho ou o ofertório, temos a obrigação de ficar para a Missa seguinte? Ou temos apenas de assistir à parte que perdemos? O que deveríamos fazer se a Missa a que chegamos atrasados fosse a última do dia? (Um leigo) Tenho uma paroquiana que frequenta a Missa diária e chega na hora da comunhão. Perguntei por que ela não assiste à Missa completa. Ela disse que tenta acordar mais cedo, mas não consegue. Então, disse a ela que, de acordo com a doutrina da Igreja, não podemos receber a Comunhão se perdermos a leitura do Evangelho. A Igreja nos ensina que devemos participar de toda a liturgia quando vamos à Missa. Poderia me ajudar e indicar qual trecho do Código de Direito Canônico trata das regras para receber a Eucaristia neste caso? Espero que possa me ajudar, pois não consigo encontrar o parágrafo específico (Um padre). O que o direito canônico diz a respeito de cada uma dessas questões? Absolutamente nada. Não há nenhuma menção a elas no Código de Direito Canônico. Isso explica por que o padre em questão não conseguiu “encontrar o parágrafo específico”. No entanto, isso não significa que seja impossível responder a elas. A teologia moral católica pode ser facilmente aplicada aqui, e esta é uma das razões por que o Código não precisa tratar dessa situação. Há outras boas razões pelas quais o direito canônico não se pronuncia sobre chegar atrasado à Missa, algo que analisaremos em breve. O Cânon 1247 nos diz o que nós católicos já sabemos: somos obrigados a assistir à Missa aos domingos e dias de preceito. Portanto, o pressuposto lógico é que, se a Missa dominical começa às 9h30min, por exemplo, devemos chegar antes disso para poder estar presentes durante a Missa inteira. Mas, como todos sabemos, a vida real nem sempre funciona assim. Por milhões de razões (falarei disso mais adiante), podemos nos dar conta de que entramos na igreja às 9h35min ou mesmo às 10h. O que temos de fazer, então? É minimamente razoável que os católicos suponham haver alguma “regra” sobre isso — como as supostas “regras” mencionadas por nosso leitor leigo, as quais diriam respeito à chegada antes do Evangelho ou do ofertório. Na verdade, tais regras não existem. Porém, antes que você critique a Igreja por não estabelecer regras para essa situação, pense no seguinte: o que aconteceria se a Igreja Católica dissesse oficialmente aos fiéis que, por exemplo, “o preceito é cumprido quando o fiel chega antes do Evangelho nas Missas dominicais e em dias de preceito”? O efeito colateral que surgiria rapidamente dessa declaração é fácil de prever. Inúmeros católicos que até agora se preocuparam em chegar à igreja antes do início da Missa dominical concluiriam que não é necessário fazê-lo, já que basta chegar com alguns minutos de atraso. Muitas pessoas decidiriam de forma equivocada que não há problema em perder partes da Missa anteriores ao Evangelho, o que equivale a pensar que elementos como o ato penitencial e o Glória não são importantes — do contrário, por que a Igreja diria que podemos chegar depois do término dessas orações? Porém, antes que você critique a Igreja por não estabelecer regras para essa situação, pense no seguinte: o que aconteceria se a Igreja Católica dissesse oficialmente aos fiéis que, por exemplo, “o preceito é cumprido quando o fiel chega antes do Evangelho nas Missas dominicais e em dias de preceito”? O efeito colateral que surgiria rapidamente dessa declaração é fácil de prever. Inúmeros católicos que até agora se preocuparam em chegar à igreja antes do início da Missa dominical concluiriam que não é necessário fazê-lo, já que basta chegar com alguns minutos de atraso. Muitas pessoas decidiriam de forma equivocada que não há problema em perder partes da Missa anteriores ao Evangelho, o que equivale a pensar que elementos como o ato penitencial e o Glória não são importantes — do contrário, por que a Igreja diria que podemos chegar depois do término dessas orações? Em muito pouco tempo, os sacerdotes veriam que, no horário marcado para o início da Missa, a igreja estaria praticamente vazia, com a maioria dos fiéis a entrar durante as leituras (e a distrair todo o mundo). Em reação, alguns sacerdotes passariam a esperar alguns minutos para começar a Missa, mas quando os paroquianos se dessem conta disso, chegariam ainda mais tarde. No final das contas, os horários agendados para as Missas não teriam mais sentido! Para piorar, os católicos que tentavam em vão chegar à Missa pontualmente, mesmo atrasando alguns minutos, seriam encorajados a chegar quando quisessem. Pensando em chegar à igreja logo antes do Evangelho, poderiam em vez disso chegar durante a recitação do Credo. Em suma, o estabelecimento de regras a respeito do atraso para a Missa criaria uma “bola de neve” e causaria mais problemas do que resolveria outros. Quando uma regra deixa de ser absoluta, não há como voltar atrás. Portanto, quando a Igreja nos diz que precisamos ir à Missa aos domingos e dias de guarda, ela quer dizer apenas isso. Mesmo assim, como foi dito acima, muitos católicos realmente chegam atrasados à Missa por diferentes motivos, e eles gostariam de receber alguma orientação! Ironicamente, esta frase contém uma expressão decisiva (“por diferentes motivos”), algo que quase sempre é negligenciado nessas discussões. Por que chegaram tarde? Qual é a razão de não conseguirem chegar antes do início da Missa? Este é um ponto fundamental, porque é aqui que entra em jogo a teologia moral. Este fato é inegável: às vezes, acontecem coisas que realmente não conseguimos prever ou controlar, fazendo-nos chegar atrasados à Missa. O carro para de funcionar no meio do caminho; o bebê vomita na mãe justamente quando se está na porta de casa, obrigando-a a correr de volta para dentro de casa e trocar de roupa; há uma colisão entre vários carros na via principal, forçando todos a pegar um caminho mais longo e indireto; um médico está a caminho da Missa e interrompe o percurso para ajudar uma pessoa que desmaiou na calçada; o ônibus que sempre é usado para chegar ao destino não passou em determinado dia etc. Se nos esforçarmos com sinceridade e da melhor maneira possível para chegar a tempo à igreja, e se algo verdadeiramente inesperado acontecer e provocar nosso atraso, qualquer teólogo competente dirá que não podemos ser responsabilizados moralmente por isso. Invariavelmente, advogados dirão a mesma coisa na esfera legal, e pelas mesmas razões: se não soubéssemos de modo algum que aconteceria X, e se não pudéssemos fazer nada a respeito disso, então, como regra geral, não poderíamos ser responsabilizados. Portanto, “punir” pessoas que chegam atrasadas à Missa por razões desse tipo não faz sentido algum. E leis bem fundamentadas devem ser razoáveis por definição. É claro que essa moeda tem dois lados. Se apertarmos o botão de soneca do despertador, ou se ficarmos enrolando em casa para ver mensagens antes de ir à igreja, ou se demorarmos demais em nosso caminho para a Missa… então a culpa do atraso seria claramente nossa. É tentador nos esquivar da responsabilidade. (“Mas temos filhos!” é uma desculpa muito popular, como se não soubéssemos de antemão que temos de acordar mais cedo e/ou cutucá-los de forma mais insistente para que se arrumem para a Missa a tempo.) Uma regra prática óbvia é a seguinte: quando descobrimos a que horas temos de acordar/sair de casa para chegar pontualmente à igreja — fazendo concessões razoáveis para coisas aleatórias que podem acontecer no trajeto e nos atrasar —, então não deveríamos acordar/sair de casa depois desse horário. É assustadoramente fácil encontrar católicos que se atrasam para a Missa semana após semana pelas mesmas razões, algo que eles naturalmente têm condição de prever. (Curiosamente, essas mesmas pessoas se esforçam para chegar pontualmente ao aeroporto quando estão de férias.) Quando analisamos dessa perspectiva um caso de atraso na Missa dominical, fica claro de imediato o que é necessário fazer para reparar essa situação (se é que há necessidade de fazer algo). Quem não tem culpa não tem motivo para ficar se punindo; quem tem culpa, naturalmente deve se redimir. Por isso, se agora voltarmos às perguntas do nosso leitor leigo, fica evidente que a resposta para todas elas é: “Depende”. O bom senso determina que, se chegarmos atrasados à Missa — mesmo que não tenhamos culpa — a ponto de perder boa parte dela, deveríamos ir em outro horário. Em grande medida, isso pode tornar-se um juízo subjetivo. A devoção e o amor a Deus impelem muitos católicos a permanecer durante a Missa seguinte ou durante parte dela porque assim o desejam — uma atitude digna de louvor a ser encorajada, mas que não constitui uma “regra”. Repare que, até o momento, falamos sobre chegar atrasado à Missa nos dias em que ela é obrigatória. A assistência à Missa em dias de semana comuns não é obrigatória, embora, naturalmente, seja louvável fazê-lo. Portanto, se chegamos atrasados à Missa em dia de semana (ainda que sejamos inteiramente culpados), qual é a consequência? Nenhuma. É claro, pode ser frustrante para um sacerdote, como o da pergunta, ver um paroquiano entrar tarde na igreja e chegar atrasado à Missa diária dia após dia; mas, a rigor, essa pessoa não está fazendo nada errado do ponto de vista legal. Afinal, o que é preferível: chegar tarde à Missa diária ou não ir à Missa diária? Como indicam as duas perguntas acima, há uma incompreensão comum segundo a qual atrasar-se para a Missa por qualquer razão implicaria algum tipo de punição. Mas, como acabamos de ver, trata-se de má teologia, já que não devemos ser punidos quando realmente não cometemos nenhum erro. Particularmente, a noção de que “não devemos receber a Sagrada Comunhão” se (por qualquer motivo) nos atrasarmos para a Missa, não possui nenhum fundamento sólido na teologia sacramental. O Cânon 843, §1, afirma claramente que não se pode negar os sacramentos aos fiéis (1) “que oportunamente os pedirem”, (2) “se estiverem devidamente dispostos” e (3) se não houver nenhuma lei que os impeça de recebê-los. Um exemplo concreto pode servir para ilustrar como o Cânon 843, §1, se aplica a este caso. Imagine que normalmente você vai à Missa dominical bem cedo após um plantão noturno no hospital, e que costuma chegar pontualmente, sem nenhum problema, mas esta semana alguma emergência incomum impediu que você saísse do trabalho a tempo, fazendo-o chegar tarde à Missa. Você está preparado para receber Nosso Senhor na Eucaristia com devoção (então está “devidamente disposto”), não foi excomungado nem recebeu outra sanção semelhante (ou seja, “pelo direito” não se encontra impedido de receber a Comunhão), então você se aproxima do sacerdote durante a distribuição da Eucaristia aos fiéis (um momento oportuno). Em tais circunstâncias, não há absolutamente nenhuma razão, teológica ou canônica, para que lhe seja negada a Sagrada Comunhão — ainda que você tenha se atrasado para a Missa. O que o padre da pergunta acima vê como “doutrina da Igreja” não passa de fantasia. Dito isto, existem situações em que há uma verdadeira conexão entre deixar de receber a Comunhão e chegar atrasado à Missa. É triste, mas é verdade que alguns católicos entram na igreja 30 ou 40 minutos mais tarde, como se estivessem passeando, e quando tomam assento começam imediatamente a bater papo ou a brincar com o telefone celular, não fazendo nenhum esforço para acompanhar a Missa (ou o que resta dela). Obviamente, tais pessoas não têm a intenção de ir à Missa para mostrar a Deus todo-poderoso a reverência que lhe é devida. Na verdade, muitas vezes é até difícil entender por que essas pessoas se preocupam em ir à igreja. Embora não possamos acessar a mente e o coração delas para saber o que acontece lá dentro, sua conduta exterior oferece todos os sinais de que elas não estão “devidamente dispostas” para receber a Eucaristia, como diz o Cânon 843, §1; portanto, elas não deveriam recebê-la. Neste caso específico, o atraso na chegada à Missa é apenas um dos muitos sintomas que revelam uma completa falta de fé e reverência. Mas afirmar que católicos desse tipo “chegam atrasados à Missa” e “não deveriam receber a Comunhão” é algo bem diferente de afirmar de modo absoluto que chegar tarde à Missa e abster-se de comungar são coisas que sempre andam juntas. Não andam. Então, que lição podemos tirar de tudo isso? Antes de mais nada, temos o dever de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para chegar pontualmente à Missa de preceito. Ponto final. Quando não nos esforçamos adequadamente e, por essa razão, nos atrasamos, somos culpados e precisamos fazer algo para reparar a falta diante de Deus (a depender da duração do atraso, a melhor coisa a fazer é ir a outra Missa). Quando tomamos todas as precauções razoáveis e reservamos tempo suficiente para chegar à igreja antes do início da Missa, mas algo realmente imprevisto acontece e nos faz chegar atrasados, então não somos moralmente responsáveis por isso. Ainda que decidamos fazer alguma reparação diante de Deus, permanecendo durante toda a Missa seguinte ou parte dela — supondo, naturalmente, que haja outra! —, em sentido estrito podemos considerar que não estamos moralmente obrigados a fazer isso. Quanto à recepção da Sagrada Comunhão, não existe nenhuma conexão automática entre isso e chegar pontualmente à Missa. Se estivermos devidamente dispostos a receber Nosso Senhor, então devemos recebê-lo. Qualquer sacerdote que tentasse impedir alguém de comungar apenas porque a pessoa chegou atrasada à Missa, sem que haja nenhum outro motivo correlato, violaria inequivocamente o direito dela a receber os sacramentos. Já deve estar claro que a Igreja não errou ao não estabelecer nenhuma regra oficial a respeito da chegada pontual à Missa em dias de preceito. Temos o dever de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir que chegaremos pontualmente, sempre conscientes de que, às vezes, podem ocorrer imprevistos sobre os quais não temos nenhum controle e pelos quais não podemos ser culpados. Fonte: Cathy Caridi | Tradução: Equipe Christo Nihil Præponere

  • Vida do exorcista mais famoso de todos os tempos vai virar filme

    Produção começa em setembro e traz o astro Russell Crowe no papel do quase mítico pe. Gabriele Amorth Por Aleteia – Embora haja registros escritos até mesmo na Sagrada Escritura sobre exorcismos realizados diretamente pelos apóstolos de Jesus Cristo, quando se fala em “exorcista” nos dias de hoje costuma vir à mente da maioria dos católicos bem informados um nome em particular: o do pe. Gabriele Amorth – que, portanto, é considerado por muitos como “o exorcista mais famoso da história da Igreja”, dado que praticamente todo o seu trabalho pastoral durante décadas foi dedicado a esse ministério. De fato, o sacerdote italiano foi o principal exorcista do Vaticano e da diocese de Roma durante nada menos que 36 anos, até falecer em setembro de 2016, aos 91 anos. Ao longo do seu ministério, ele enfrentou incontáveis “encontros” com o diabo durante os exorcismos, o que foi tema de inúmeras entrevistas concedidas pelo próprio exorcista a meios de comunicação do mundo inteiro. Apesar dos aspectos sombrios envolvidos num ministério que combate diretamente a ação do mal sobre pessoas possuídas, o pe. Amorth era também reconhecido pelo grande senso de humor. “O Exorcista do Papa” A fama do pe. Amorth deverá crescer ainda mais com o lançamento de um novo filme a ser realizado pela produtora Screen Gems: “O Exorcista do Papa” (The Pope’s Exorcist), cujas filmagens começarão em setembro, na Irlanda. Julius Avery, o diretor, se declara entusiasmado com o projeto e com o ator protagonista, o consagrado Russell Crowe (“Gladiador”). Ainda não foram divulgados suficientes detalhes do roteiro para se saber de antemão se a produção respeitará o personagem histórico ou optará por distorções sensacionalistas para atrair espectadores. Enquanto a obra não fica pronta, cabe recordar que não será a primeira que se propõe a retratar o pe. Amorth. Leia também Por que o Demônio odeia tanto o Escapulário? “O Diabo e o Padre Amorth” Foi lançado em 2017 o documentário “O Diabo e o Padre Amorth”, produzido por William Friedkin, o mesmo diretor do icônico filme de ficção “O Exorcista”, adaptado em 1973 do romance homônimo de William Peter Blatty. Diferentemente do filme, o documentário registra um exorcismo verdadeiro realizado pelo próprio padre Amorth. “O Diabo e o Padre Amorth” foi finalmente produzido após décadas de pedidos do cineasta ao exorcista para deixá-lo assistir a um dos exorcismos realizados por ele. Amorth considerava “O Exorcista” o seu filme favorito, porque, apesar de não ser totalmente preciso, havia chamado as atenções mundiais para esse ministério frequentemente mal compreendido. William Friedkin se tornou amigo do padre Amorth, mas só conseguiu ser convidado por ele a testemunhar o seu trabalho em 2015. Como resultado, “O Diabo e o Padre Amorth” apresenta ao público o nono exorcismo realizado pelo sacerdote em uma mesma mulher que sofria possessões. O documentário dura 68 minutos. Russell Crowe interpretará o exorcista Padre Amorth O ator Russell Crowe, que ganhou o Oscar por “O Gladiador”, fará o papel do exorcista Padre Gabriele Amorth no filme The Pope’s Exorcist (“O Exorcista do Papa”). Com filmagens previstas para começar em setembro de 2022 na Irlanda, o suspense terá direção do australiano Julius Avery (de “Operação Overlord” e “Sangue Jovem”) e roteiro de Evan Spiliotopoulos (de “A Bela e a Fera”, “As Panteras” e “Rogai por Nós”). A produção é baseada em dois livros de memória do Padre. Amorth: “Um Exorcista Conta Sua História” e “Um Exorcista: Mais Histórias”. O Padre Amorth No filme, Russell Crowe terá a missão de dar vida a um dos mais conhecidos exorcistas do Vaticano. Estima-se que Pe. Gabriele Amorth tenha feito mais de 100.000 exorcismos. Ele faleceu em setembro de 2016, aos 91 anos de idade. A vida dele, de fato, merece muito ser contata na telona. Amorth foi ordenado sacerdote em 24 de janeiro de 1954, em Roma. Passou a atuar como exorcista na diocese de Roma em 1986, atuando também no Vaticano. Desde então, tornou-se conhecido através de uma imagem que, muitas vezes, o aproximou da caricatura de um padre severo e sombrio, que parecia vir direto da Idade Média. Mas o exorcista foi um grande intelectual, sempre aberto à discussão com a ciência, autor de vários livros e inúmeros artigos para jornais e revistas. Russell Crowe Russell Crowe está, atualmente, passando por um período frutífero trabalho. Ele entrou recentemente no mundo da Marvel graças aos filmes “Kraven, o Caçador” e “Thor – Love and Thunder”. O papel de Padre Gabriele Amorth, entretanto, será totalmente diferente daqueles que Russell Crowe fez até agora, apesar de, em 2014, ele ter feito o papel de Noé no filme homônimo.

  • Vida do exorcista mais famoso de todos os tempos vai virar filme

    Produção começa em setembro e traz o astro Russell Crowe no papel do quase mítico pe. Gabriele Amorth Por Aleteia – Embora haja registros escritos até mesmo na Sagrada Escritura sobre exorcismos realizados diretamente pelos apóstolos de Jesus Cristo, quando se fala em “exorcista” nos dias de hoje costuma vir à mente da maioria dos católicos bem informados um nome em particular: o do pe. Gabriele Amorth – que, portanto, é considerado por muitos como “o exorcista mais famoso da história da Igreja”, dado que praticamente todo o seu trabalho pastoral durante décadas foi dedicado a esse ministério. De fato, o sacerdote italiano foi o principal exorcista do Vaticano e da diocese de Roma durante nada menos que 36 anos, até falecer em setembro de 2016, aos 91 anos. Ao longo do seu ministério, ele enfrentou incontáveis “encontros” com o diabo durante os exorcismos, o que foi tema de inúmeras entrevistas concedidas pelo próprio exorcista a meios de comunicação do mundo inteiro. Apesar dos aspectos sombrios envolvidos num ministério que combate diretamente a ação do mal sobre pessoas possuídas, o pe. Amorth era também reconhecido pelo grande senso de humor. “O Exorcista do Papa” A fama do pe. Amorth deverá crescer ainda mais com o lançamento de um novo filme a ser realizado pela produtora Screen Gems: “O Exorcista do Papa” (The Pope’s Exorcist), cujas filmagens começarão em setembro, na Irlanda. Julius Avery, o diretor, se declara entusiasmado com o projeto e com o ator protagonista, o consagrado Russell Crowe (“Gladiador”). Ainda não foram divulgados suficientes detalhes do roteiro para se saber de antemão se a produção respeitará o personagem histórico ou optará por distorções sensacionalistas para atrair espectadores. Enquanto a obra não fica pronta, cabe recordar que não será a primeira que se propõe a retratar o pe. Amorth. Leia também Por que o Demônio odeia tanto o Escapulário? “O Diabo e o Padre Amorth” Foi lançado em 2017 o documentário “O Diabo e o Padre Amorth”, produzido por William Friedkin, o mesmo diretor do icônico filme de ficção “O Exorcista”, adaptado em 1973 do romance homônimo de William Peter Blatty. Diferentemente do filme, o documentário registra um exorcismo verdadeiro realizado pelo próprio padre Amorth. “O Diabo e o Padre Amorth” foi finalmente produzido após décadas de pedidos do cineasta ao exorcista para deixá-lo assistir a um dos exorcismos realizados por ele. Amorth considerava “O Exorcista” o seu filme favorito, porque, apesar de não ser totalmente preciso, havia chamado as atenções mundiais para esse ministério frequentemente mal compreendido. William Friedkin se tornou amigo do padre Amorth, mas só conseguiu ser convidado por ele a testemunhar o seu trabalho em 2015. Como resultado, “O Diabo e o Padre Amorth” apresenta ao público o nono exorcismo realizado pelo sacerdote em uma mesma mulher que sofria possessões. O documentário dura 68 minutos. Russell Crowe interpretará o exorcista Padre Amorth O ator Russell Crowe, que ganhou o Oscar por “O Gladiador”, fará o papel do exorcista Padre Gabriele Amorth no filme The Pope’s Exorcist (“O Exorcista do Papa”). Com filmagens previstas para começar em setembro de 2022 na Irlanda, o suspense terá direção do australiano Julius Avery (de “Operação Overlord” e “Sangue Jovem”) e roteiro de Evan Spiliotopoulos (de “A Bela e a Fera”, “As Panteras” e “Rogai por Nós”). A produção é baseada em dois livros de memória do Padre. Amorth: “Um Exorcista Conta Sua História” e “Um Exorcista: Mais Histórias”. O Padre Amorth No filme, Russell Crowe terá a missão de dar vida a um dos mais conhecidos exorcistas do Vaticano. Estima-se que Pe. Gabriele Amorth tenha feito mais de 100.000 exorcismos. Ele faleceu em setembro de 2016, aos 91 anos de idade. A vida dele, de fato, merece muito ser contata na telona. Amorth foi ordenado sacerdote em 24 de janeiro de 1954, em Roma. Passou a atuar como exorcista na diocese de Roma em 1986, atuando também no Vaticano. Desde então, tornou-se conhecido através de uma imagem que, muitas vezes, o aproximou da caricatura de um padre severo e sombrio, que parecia vir direto da Idade Média. Mas o exorcista foi um grande intelectual, sempre aberto à discussão com a ciência, autor de vários livros e inúmeros artigos para jornais e revistas. Russell Crowe Russell Crowe está, atualmente, passando por um período frutífero trabalho. Ele entrou recentemente no mundo da Marvel graças aos filmes “Kraven, o Caçador” e “Thor – Love and Thunder”. O papel de Padre Gabriele Amorth, entretanto, será totalmente diferente daqueles que Russell Crowe fez até agora, apesar de, em 2014, ele ter feito o papel de Noé no filme homônimo.

  • A IGREJA ATEÍSTA – Pe. Santiago Martín

    “Desiderio desideravi” é o título da Carta Apostólica publicada esta semana, pelo Papa, para explicar como deve ser praticada e vivida a liturgia eucarística. As suas primeiras palavras, que dão à carta o seu nome, são retiradas do Evangelho de São Lucas (22,15), onde o Senhor exprime o desejo que tinha de celebrar a primeira Eucaristia: “Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer”. O Papa quer que a Eucaristia se torne vida e não continue a ser um mero ritualismo, mais ou menos belo. Parece-me um objetivo louvável, que nunca será perseguido com intensidade suficiente. Mas, não esqueçamos, o objetivo da liturgia é adorar a Deus como Deus quer que O adoremos. A liturgia não é uma invenção dos homens, mas também faz parte da revelação, pois foi o próprio Cristo que nos ensinou a fazê-lo na Última Ceia, e depois os primeiros cristãos celebraram-na de uma forma que é, na sua essência, idêntica à forma como a usamos agora. Portanto, o primeiro objetivo da liturgia é a glória de Deus e celebrá-la com dignidade é essencial para isso. O principal problema, hoje em dia, não é que alguns se refugiem no rito extraordinário porque rejeitam o Concílio Vaticano II — o que, se assim for, é muito errado —, mas o principal problema reside nos frequentes e muito graves abusos litúrgicos. O próprio Papa o disse: a liturgia não é propriedade do padre ou da assembleia, que a pode modificar como quiser, mas sim propriedade da Igreja. O padre não é o dono da liturgia, mas o seu primeiro servo e também o seu defensor, perante as pretensões de que alguns poderiam ter de a manipular. De todas as coisas que o padre deve guardar e defender, a mais importante e sagrada é a própria Eucaristia, o Corpo e Sangue do Senhor. É o grande tesouro da Igreja e o padre deve estar pronto a dar a sua vida para o defender. É por isso que acho muito penoso que, no mesmo dia em que um documento pontifício é publicado para avaliar a liturgia, seja permitido, não menos que no Vaticano, que seja dada a comunhão a uma pessoa (Nancy Pelosi) que estava proibida de comungar pelo seu bispo. É possível, embora improvável, que o padre que o fez não soubesse quem era Nancy Pelosi. Está na sua consciência, e se alguém lhe ordenou que o fizesse, está também na consciência daquele que o ordenou. Será que acreditam realmente na presença real do Senhor na Eucaristia, ou será que acreditam, como alguns protestantes acreditam, que é um mero símbolo que não pode ser negado a ninguém? Talvez pensem que a proibição de São João Paulo II, que estabeleceu que os políticos que apoiam as leis do aborto não podem receber a comunhão, já não tem qualquer valor; se essa proibição já não tem qualquer significado, deve ser levantada, mas enquanto existir deve ser cumprida. Como pode a Eucaristia ser dignificada enquanto o Corpo de Cristo é profanado? Não são os abusos litúrgicos — e este é o pior de todos — que levam alguns a olhar para trás e a procurar refúgio no rito antigo? Não quero terminar esta reflexão de hoje sem olhar para duas notícias dolorosas. A primeira é o recorde que houve na Igreja da Alemanha, com 360.000 apostasias no ano passado, às quais se devem acrescentar as pessoas que morreram, de modo que o número de católicos diminuiu em mais de meio milhão num só ano. E elas têm o descaramento de dizer que estão de partida porque não há mulheres sacerdotes na Igreja Católica, entre outras coisas, como se não estivessem de partida tanto, se não mais, da Igreja Luterana, que até tem bispos lésbicas. O que lhes falta — e é por isso que as pessoas estão saindo da Igreja — é a fé. Perderam a fé e por isso é lógico que as pessoas vão embora. De que serve continuar pertencendo a uma igreja ateia? A outra notícia dolorosa é a expulsão da Nicarágua das freiras de Madre Teresa. As freiras de Madre Teresa, terroristas! A sangrenta ditadura comunista nicaraguense já nem sequer se preocupa em tentar ser credível. Os Missionários da Caridade encontrarão muitos lugares para onde ir, mas as adolescentes violentadas por elas cuidadas, ou os idosos que elas tiravam das ruas, estes sim terão problemas, pois não terão mais ninguém que os ajude. Mas isso não importa para os comunistas. Eles estão apenas interessados no poder, em viver dele, sem se preocuparem com as pessoas que oprimem e exploram.

  • CONSELHOS UTILÍSSIMOS DA “IMITAÇÃO DE CRISTO”

    [Diz o Cristo à Alma:] Pede-me, não o que te é agradável e vantajoso, mas o que me honra e apraz; porque, se julgas com acerto, deves escolher e seguir meus mandamentos de preferência aos teus desejos e a tudo quanto se pode desejar. Conheço o teu desejo e ouvi os teus contínuos gemidos. Já quiseras gozar da liberdade gloriosa dos filhos de Deus; já te enche de prazer a mansão eterna, a pátria celeste com a plenitude de sua felicidade. Mas ainda não é chegada a hora, outro é o tempo presente, tempo de luta, tempo de trabalhos e provações. Desejas saciar-te do Sumo Bem, mas não é ainda possível. Sou eu este Bem; espera por mim, diz o Senhor, até que venha o reino de Deus. Ainda tens que ser provado na terra e experimentado de muitas maneiras. Consolações, receberás de quando em quando, não, porém, em tal abundância que saciem os teus desejos. Cobra ânimo, pois, e sê forte (Jos. I, 6), tanto para fazer como para padecer o que repugna à natureza. Importa que te revistas do homem novo e te mudes em outro homem. Muitas vezes terás que fazer o que não queres e renunciar ao que queres. Os projetos dos outros vão por diante, os teus malogram. Os outros serão ouvidos, do que disseres não se fará nenhum caso. Receberão eles o que pedirem, o que pedires tu, te será negado. Da grandeza de muitos falarão os homens, de ti não dirão palavra. Outros serão incumbidos dos negócios, tu não serás julgado capaz de coisa alguma. Por tudo isto se contrista às vezes a natureza; e muito será, se o souberes suportar em silêncio. A estas provações e a mil outras semelhantes é submetido o verdadeiro servo do Senhor para ver até que ponto é capaz de renunciar a si mesmo e vencer-se em tudo. (Tomás de Kempis. Imitação de Cristo. 8ª ed. Trad. do Padre Leonel Franca. Rio, Agir, 1970, capitulo 49).

  • SEM ABORTO NÃO HÁ DEMOCRACIA… – Juan Manuel Prada

    A revogação da sentença Roe v. Wade, decretada pela Suprema Corte dos Estados Unidos, não proíbe o aborto, mas concede a cada estado o poder de regulá-lo em seu território. Será, portanto, a “vontade popular” que decidirá, em cada estado, se as crianças podem ou não ser mortas no ventre de suas mães. A revogação foi acolhida com alegria nos círculos conservadores (com o inefável catolicismo ‘bombeiro” no comando), esquecidos de que não pode dar bons frutos toda justiça que não se baseie em julgamentos objetivos sobre a natureza do aborto ou na defesa do bem comum, mas confia a determinação do bem e do mal às maiorias conjunturais. Ao contrário, ao se afirmar que a vida humana depende do sufrágio, ataca-se mais fortemente o fundamento sobre o qual se sustenta sua defesa. Aceitar que a decisão da maioria pode legitimar o crime é o mesmo que aceitar que o crime não pode ser definido objetivamente. Quando se faz crer que o aborto, ou qualquer outro crime, pode ser proibido ou autorizado por meras disposições da “vontade popular”, o próprio povo se converte em organização criminosa. No entanto – poderia alguém me contradizer – essa revogação de Roe v. Wade provocou grande raiva e desolação entre os defensores do aborto. O sistema exige a criação de ‘antagonismos’ ruidosos para se firmar com mais segurança. Esta reversão de Roe v. Wade fará com que, em poucos anos (assim que a Suprema Corte tiver maioria progressista, se tal eventualidade não for logo apressada por meio de uma lei que aumente o número de seus membros), o ‘direito ao aborto’ seja ainda mais blindado. A democracia liberal, afinal, se nutre de um princípio emancipador, segundo o qual somos mais plenamente humanos quanto mais nos libertamos de qualquer vínculo que restrinja nossa capacidade decisória e impeça nossa “realização pessoal”. Depois de nos “libertar” desses laços (família, propriedade, comunidade, fé religiosa), a democracia tem que nos dar algo em troca, para nos incutir uma patética ilusão de “empoderamento”. E, na ausência de uma propriedade que deite raízes, a democracia liberal nos oferece a propriedade que desenraiza, a propriedade solipsista do próprio corpo, transformado em campo de extermínio da vida gestante, num supermercado “penevulvar”, num objeto eutanasicamente descartável. A reversão de Roe v. Wade só servirá para acelerar esse processo de defesa do “direito ao aborto”. Enquanto isso, empresas como Netflix, Disney, Tesla, Apple, Starbucks ou Amazon já anunciaram que pagarão a seus funcionários os custos do aborto, quando morarem em estados que o proíbam. Pagar por um aborto é muito mais barato para essas empresas do que pagar licença maternidade; e, sobretudo, beneficia muito mais o sistema, que precisa que nos libertemos de todos os laços que nos enraízem. Sem aborto não há democracia… That’s all, folks! (É isso aí, pessoal!) https://www.religionenlibertad.com/opinion/333869315/aborto-democracia.html

  • O COMBATE FUNDAMENTAL DA CIVILIZAÇÃO CONTRA A BARBÁRIE – Bernard Anthony

    Apesar do melancólico presidente Biden, falsamente católico, os Estados Unidos podem se honrar de ser a única grande nação do mundo cuja Suprema Corte acertou um golpe na banalização global do aborto. De agora em diante, permite que os estados proíbam o aborto, ou limitem a interdição do direito à vida dos nascituros. Tal possibilidade de proteção legal do respeito à vida, infelizmente, não existe mais nos países da União Europeia ou naqueles que querem se juntar a ela, nem na Rússia, nem na China e nos demais países do mundo, mesmo islâmicos. Em toda parte, o mais sagrado dos direitos humanos, o direito de nascer, é violado pela “cultura” da morte, contrariamente à lei natural do Decálogo. Diante dessa derrota constitucional da moderna e legalizada barbárie, grupos de pressão abortocráticos estão se mobilizando para que a liberdade da supressão dos nascituros seja total — segundo uma inversão absoluta de valores — pela constitucionalização do pseudo-direito ao aborto. A prática de matar nascituros agora quase não sofre limites: aumenta, cada vez mais, a autorização legal permitindo o aborto até o nono mês de gravidez da mãe. Isto, é claro, choca completamente com os valores que identificam a civilização cristã, contrariando todo senso de humanidade. A mobilização, em todo o mundo, contra as práticas do aborto caminha, agora, na direção da luta por uma renovação dos direitos humanos baseada, antes de tudo, no respeito ao direito à vida dos nascituros e no mandamento do Decálogo “Não matarás”. É o combate fundamental da civilização contra a barbárie. https://www.lagrif.fr/linsanite-dune-constitutionnalisation-de-la-mise-a-mort-de-lenfant-a-naitre-par-lavortement/

  • Padre católico é morto por terroristas na Nigéria

    Um padre da arquidiocese de Kaduna, na Nigéria, foi morto por terroristas no sábado (25), disse o chanceler arquidiocesano padre Christian Okewu. Por ACI Digital – “É com grande tristeza no coração, mas com total submissão à vontade de Deus, que anunciamos a morte do padre Vitus Borogo”, escreveu Okewu num comunicado publicado no sábado (25), enviado à ACI Africa, agência do grupo ACI. “O triste evento ocorreu hoje, em Prison Farm, Kujama, ao longo da estrada Kaduna-Kachia, após uma incursão na fazenda por terroristas”, acrescentou. Okewu disse que “até sua morte, padre Vitus (de 50 anos) trabalhava como capelão da comunidade católica do politécnico estadual de Kaduna e era presidente da Associação Diocesana de Padres Católicos da Nigéria (NCDPA), capítulo Kaduna”. “Dom Matthew Man-Oso Ndagoso, arcebispo católico de Kaduna, expressa suas condolências à família imediata, à Família Politécnica de Kaduna da NFCS (Federação Nigeriana de Estudantes Católicos) e, de fato, a toda a comunidade Politécnica de Kaduna; e assegura-lhes a sua proximidade fraterna e as suas orações”, acrescentou o chanceler da arquidiocese de Kaduna. Por fim, escreveu que a alma de padre Borogo foi confiada “à materna intercessão da Santíssima Virgem Maria, e apelamos a todos os homens e mulheres de boa vontade que continuem rezando pelo descanso pacífico de sua alma e pela consolação de sua família enlutada, especialmente de sua mãe”. A BBC informou em abril de 2022 que a Nigéria “está enfrentando uma onda de violência por gangues armadas que frequentemente fazem assassinatos e sequestros por resgate, principalmente em comunidades rurais desprotegidas”. Desde 2009, quando surgiu o Boko Haram com o objetivo de transformar o país em um estado islâmico, a Nigéria vive um estado de insegurança. O Boko Haram, um dos maiores grupos islâmicos da África, tem feito ataques terroristas indiscriminados contra vários alvos, incluindo grupos religiosos e políticos, assim como civis. A situação de insegurança se complicou ainda mais pelo envolvimento de pastores Fulani predominantemente muçulmanos, também conhecidos como milícia Fulani, que atacam com frequência os agricultores cristãos. A morte de Borogo é a mais recente de uma série de assassinatos de membros do clero e fiéis cristãos na nação mais populosa da África. O ataque mais sangrento contra os católicos ocorreu no último domingo de Pentecostes, 5 de junho, quando homens armados atacaram a paróquia católica de São Francisco Xavier de Owo, na diocese de Ondo, deixando 39 fiéis mortos e mais de 80 feridos. No início deste ano, em março, Joseph Akete Bako, outro padre da arquidiocese de Kaduna, foi sequestrado por homens armados de sua casa e seu segurança foi morto. A arquidiocese anunciou depois a morte do padre Bako.

  • Padre católico é morto por terroristas na Nigéria

    Um padre da arquidiocese de Kaduna, na Nigéria, foi morto por terroristas no sábado (25), disse o chanceler arquidiocesano padre Christian Okewu. Por ACI Digital – “É com grande tristeza no coração, mas com total submissão à vontade de Deus, que anunciamos a morte do padre Vitus Borogo”, escreveu Okewu num comunicado publicado no sábado (25), enviado à ACI Africa, agência do grupo ACI. “O triste evento ocorreu hoje, em Prison Farm, Kujama, ao longo da estrada Kaduna-Kachia, após uma incursão na fazenda por terroristas”, acrescentou. Okewu disse que “até sua morte, padre Vitus (de 50 anos) trabalhava como capelão da comunidade católica do politécnico estadual de Kaduna e era presidente da Associação Diocesana de Padres Católicos da Nigéria (NCDPA), capítulo Kaduna”. “Dom Matthew Man-Oso Ndagoso, arcebispo católico de Kaduna, expressa suas condolências à família imediata, à Família Politécnica de Kaduna da NFCS (Federação Nigeriana de Estudantes Católicos) e, de fato, a toda a comunidade Politécnica de Kaduna; e assegura-lhes a sua proximidade fraterna e as suas orações”, acrescentou o chanceler da arquidiocese de Kaduna. Por fim, escreveu que a alma de padre Borogo foi confiada “à materna intercessão da Santíssima Virgem Maria, e apelamos a todos os homens e mulheres de boa vontade que continuem rezando pelo descanso pacífico de sua alma e pela consolação de sua família enlutada, especialmente de sua mãe”. A BBC informou em abril de 2022 que a Nigéria “está enfrentando uma onda de violência por gangues armadas que frequentemente fazem assassinatos e sequestros por resgate, principalmente em comunidades rurais desprotegidas”. Desde 2009, quando surgiu o Boko Haram com o objetivo de transformar o país em um estado islâmico, a Nigéria vive um estado de insegurança. O Boko Haram, um dos maiores grupos islâmicos da África, tem feito ataques terroristas indiscriminados contra vários alvos, incluindo grupos religiosos e políticos, assim como civis. A situação de insegurança se complicou ainda mais pelo envolvimento de pastores Fulani predominantemente muçulmanos, também conhecidos como milícia Fulani, que atacam com frequência os agricultores cristãos. A morte de Borogo é a mais recente de uma série de assassinatos de membros do clero e fiéis cristãos na nação mais populosa da África. O ataque mais sangrento contra os católicos ocorreu no último domingo de Pentecostes, 5 de junho, quando homens armados atacaram a paróquia católica de São Francisco Xavier de Owo, na diocese de Ondo, deixando 39 fiéis mortos e mais de 80 feridos. No início deste ano, em março, Joseph Akete Bako, outro padre da arquidiocese de Kaduna, foi sequestrado por homens armados de sua casa e seu segurança foi morto. A arquidiocese anunciou depois a morte do padre Bako.

  • NESTE DEGREDO ONDE TUDO É CÁRCERE – II

    [Continuação da pequena novela iniciada aqui . Conta a história da passagem do padre paulistano Bento José Pereira pela cidade paulista de Batatais, há duzentos anos, e as encrencas que arranjou com dois fazendeiros do lugar]. UM ARRAIAL PROVISÓRIO. O novo vigário da freguesia do Bom Jesus da Cana Verde, padre Bento José Pereira, chegava para substituir padre Manuel Pompeu de Arruda, sepultado quatro meses antes, em setembro de 1820. Padre Arruda, morto com algumas complicações pulmonares quando já passava dos cinquenta anos, não morava no povoado mas na fazenda do Retiro, de sua propriedade. Dividia a função de salvar almas com o cuidado de suas roças e de seu gado. Dava-se bem com o demais proprietários rurais, mineiros como ele, e, como muitos deles, vindo de Minas na mesma época e quase do mesmo lugar: as cidades semimortas abandonadas pelos garimpeiros e mineradores. Depois de sua morte, três padres interinos tinham cuidado dos serviços paroquiais, antes da chegada de padre Bento. Um deles, padre José Joaquim, também se dividia entre serviços religiosos e o cuidado de suas terras na Santana, situadas um tanto longe da sede da freguesia. Com trinta e cinco anos, padre Bento não tinha roça nem gado. Mais talhado para o ensino, movia-se melhor entre livros e ideias. Ele e o preto Manuel d’Angola, dez anos mais moço, viveriam do dinheiro que viesse da caridade paroquial e da côngrua enviada pelo bispo Dom Mateus, em cujo seminário paulistano estudou e foi bom aluno. Padre Bento sabia que tinha de se virar por ali mesmo, na rude casa paroquial, que era usada por padre Arruda quando de suas vindas ao povoado, por ocasião das estações de missas, batismos, casamentos, enterros. A morada era ruim — estava mais para rancho do que para casa —, mas considerou que levava boa vantagem sobre os pousos de tropeiros em que, durante a noite, tinha armado a barraca para descansar da longa viagem de cada dia, na Estrada de Goiás. Em nada diferia dos demais casebres do povoado, exceto um velho catre com os paramentos litúrgicos, num dos cantos da saleta. Uma antiga e redonda tesoura de cortar hóstias fazia companhia à âmbula sobre uma pequena mesa, recoberta por uma toalha grosseira e avermelhada de pó. Não foram fáceis os primeiros dias. Padre Bento era um homem de costumes urbanos, sem experiência do sertão. O clima, percebeu logo, era bom, mas as águas do córrego estavam mais longe que o desejável para as tarefas domésticas de cada dia. Com o passar do tempo e os primeiros contatos com os poucos moradores do arraial, confirmou sua impressão inicial de que nunca, em parte alguma, aquelas casas poderiam, honestamente, receber o título de boas casas, ou nem simplesmente de casas, porque em geral não passavam de uns esteios espetados no chão, sem forro e assoalho, quase todas sem coberturas de telhas ou repartições internas. Continuavam à vista as varas do pau-a-pique nas paredes com pouco ou nenhum reboque, em cuja massa entrava um bom tanto de bosta de vaca. Enfim, eram aqueles ranchos que os poucos moradores do lugar possuíam para se defender do frio, da chuva, dos insetos e, sobretudo, da generosa poeira vermelha que os bons ventos do lugar equanimemente distribuíam por todos os lados e a tudo impregnavam de sua cor. A casa do comandante policial, que vivia principalmente em suas terras, tinha sido principiada fazia mais de quatro anos e ainda não tinha porta, nem repartições internas. Estas se faziam de improviso, quando ali vinha para os dias festivos com a família, trazendo consigo palhas de palmitos com que separava a sala e os quartos. As demais construções estavam quase todas do mesmo jeito, feitas com grande mesquinhez de tamanho, altura e madeiramento. Padre Bento notou que havia ainda, espalhadas um pouco à margem do arraial, uma meia dúzia de chácaras, com cabanas cobertas de palha ou capim e quintais grosseiramente cercados de madeira, três delas até com algum pedaço de muro. Aos poucos, foi conhecendo a rotina do povoado, que só se alterava nas temporadas de festas, principalmente o Natal e a Semana Santa, mas com vários outros “dias santos” espalhados pelo calendário. Era uma época, aquela, sem economia de feriados, todos eles religiosos, e todos devidamente comemorados com Missa e festa. Um ou dois dias antes do início da temporada, os poucos fazendeiros que tinham casa no povoado chegavam a cavalo com a esposa, os filhos e alguns escravos. É certo que passavam esses dias bem pouco festivamente, sem requinte algum, nenhuma fidalguia cortesã — não fazia muito tempo que Dom João VI tinha retornado a Portugal —, mas, enfim, não havia outra ocasião de as mulheres mostrarem as roupas e as joias novas, compradas dos mascates que de vez em quando visitavam o arraial com seus tecidos e bugigangas, sempre reclamando da terra vermelha. Não faltavam recursos aos fazendeiros para terminarem as casas, mas a verdade era que não se viam impelidos a isso. Havia algo que impedia o arraial de crescer e melhorar. Parecia, a padre Bento, um cenário provisório prestes a ser desmontado. [Continua aqui ].

  • Aborto: assassinato de crianças que não nasceram

    Uma vida humana vale mais que todas as arvores, mais que todos os animais, mais que todas as estrelas do céu, pois cada pessoa é imagem e semelhança de Deus. Qualquer pessoa, seja religiosa ou não, é capaz de concluir que o aborto é uma desgraça em todos os sentidos, e não deve ser aceito em nenhuma hipótese. Infelizmente a cultura da morte está invadindo até mesmo os ambientes cristãos… Na formação de hoje teremos a participação especial de duas médicas católicas para nos ajudar a entender a importância da luta pro-vida. #Aborto

  • Aborto: assassinato de crianças que não nasceram

    Uma vida humana vale mais que todas as arvores, mais que todos os animais, mais que todas as estrelas do céu, pois cada pessoa é imagem e semelhança de Deus. Qualquer pessoa, seja religiosa ou não, é capaz de concluir que o aborto é uma desgraça em todos os sentidos, e não deve ser aceito em nenhuma hipótese. Infelizmente a cultura da morte está invadindo até mesmo os ambientes cristãos… Na formação de hoje teremos a participação especial de duas médicas católicas para nos ajudar a entender a importância da luta pro-vida. #Aborto

  • OUVINDO O CHAMADO – Scott Hahn medita sobre o 13º Domingo do Tempo Comum

    Na Primeira Leitura desta semana, o discípulo de Elias pôde dar um beijo de despedida em seus pais antes de seguir o chamado do profeta. A Liturgia desta semana, no entanto, quer que saibamos que somos chamados a seguir Aquele que é “maior do que Elias”. No Batismo, vestimos o manto de Cristo, fomos convocados à casa de um novo Pai e nos foi dada uma nova família, no reino de Deus. Fomos chamados a deixar nossas vidas passadas, e nunca mais olhar para trás, seguindo onde quer que Ele nos conduzisse. Elias foi arrebatado por um redemoinho e seu discípulo recebeu uma porção dobrada de seu espírito (v. 2 Reis 2,9-15). Também Jesus, como o Evangelho nos lembra, foi “arrebatado” (v. Atos 1:2, 11, 22), e Ele nos deu o Seu Espírito para que tivéssemos vida, para que fôssemos guiados em nossa caminhada até o Seu reino. Como nos diz a Epístola desta semana, o chamado de Jesus rompe o jugo de toda servidão e nos liberta dos rituais da antiga Lei, mostrando-nos que o cumprimento da Lei é o seguimento de Jesus e o serviço mútuo por amor. Seu apelo desloca nossas mãos para um novo arado, para uma nova tarefa: a de ser os Seus mensageiros, enviados à frente para preparar todos os povos para encontrá-Lo e entrar em Seu Reino. Elias solicitou fogo para consumir aqueles que não aceitavam a Deus (v. 2 Reis 1:1-16). Contudo, temos entre nos um Espírito diferente. Viver pelo Seu Espírito é enfrentar oposição e rejeição, como os apóstolos experimentaram no Evangelho desta semana. É sentir-se como um exilado, sem cidade permanente (v. Hebreus 13:14), sem um lugar, neste mundo, onde deitar a cabeça ou chamar de lar. Mas ouvimos a voz Daquele a Quem seguimos no Salmo desta semana (v. Atos 2:25-32; 13:35-37). Ele nos chama a fazer nossa a Sua fé, permanecendo confiantes de que Ele não nos abandonará, de que Ele nos mostrará “o caminho da vida”, levando-nos à plenitude da alegria, para todo o sempre, em Sua presença. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/taking-the-call-scott-hahn-reflects-on-the-thirteenth-sunday-in-ordinary-time/

  • Por que o demônio odeia tanto o escapulário?

    Uma poderosa arma contra o maligno Entre os muitos sacramentais da Igreja Católica, o escapulário é uma das devoções marianas mais comuns. O escapulário marrom, que se originou da tradição carmelita, é usado por fiéis do mundo inteiro. Quando Nossa Senhora apresentou o escapulário, ele era uma faixa longa de tecido, que deveria ser usada por cima do hábito dos religiosos carmelitas. Anos mais tarde, foi feita uma adaptação para que os leigos também pudessem usar e era da seguinte maneira: dois pedaços de pano ligados por um cordão; um com a imagem de Nossa Senhora do Carmo e outro com a imagem do Sagrado Coração de Jesus. Seu uso pode favorece um relacionamento mais profundo com Jesus Cristo e sua mãe, a Santíssima Virgem Maria. Defesa poderosa Ao longo da história, este sacramental ajudou um número incontável de almas cristãs e provou ser uma poderosa defesa contra Satanás. No livreto “Garment of Grace”, são encontradas evidências para essa afirmação através do exemplo do Venerável Francis Ypes. De acordo com a história, “um dia, o escapulário dele caiu. Ao substituí-lo, o demônio uivou: ‘Tirem o hábito que afasta tantas almas de nós!’. Então Francis reconheceu que há três coisas que o maligno mais teme: o Santo Nome de Jesus, o Santo Nome de Maria e o Santo Escapulário do Carmelo”. Confiança em Maria Como exemplo do poder desse sacramental para “afastar” as almas do diabo, São Pedro Claver usou o escapulário marrom em suas aventuras missionárias. Todo mês “um carregamento de 1.000 escravos chegaria a Cartagena, Colômbia, América do Sul. São Pedro costumava garantir a salvação dos seus convertidos. Primeiro, ele organizava catequistas para lhes dar instruções. Depois, cuidava para que todos fossem batizados e vestidos com o escapulário. São Pedro estava confiante de que Maria cuidaria de cada um dos seus mais de 300.000 convertidos”. Testemunho dos exorcistas Essas e outras histórias refletem o que vários exorcistas experimentaram. Gabriele Amorth relatou o que o diabo disse a ele durante um exorcismo: “Eu tenho medo quando você diz o nome da Virgem, pois eu me sinto mais humilhado quando sou espancado por uma criatura simples, ao invés [de ser espancado] por Ele.” Por isso, quando o uso do escapulário marrom leva uma pessoa a desenvolver o “hábito” da fé, ele se torna uma poderosa defesa contra Satanás e deixa o crente mais próximo da Virgem Maria, que é abominada veementemente pelo diabo. Visite a nossa loja para adquirir o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo Você sabia que o escapulário, para que seja válido, precisa ser de tecido, como o que foi entregue por Nossa Senhora? Visite a nossa loja e adquira o seu agora mesmo Clique aqui para adquirir Como usar o escapulário O escapulário deve ser usado constantemente, de dia e de noite. Quando, por alguma razão, seu uso se torne dificultoso, a Igreja dá a possibilidade de substituí-lo por uma medalha em que, na frente, esteja cunhada a imagem de Nossa Senhora do Carmo, e, atrás, a do Sagrado Coração de Jesus. É a medalha de Nossa Senhora do Carmo que, no lugar do escapulário, deve ser sempre carregada com a pessoa. Que ao usar o escapulário, enfim, você não só se sinta protegido pela Virgem Maria, mas, sobretudo, cresça na imitação de suas virtudes. Da primeira vez que se recebe o escapulário, é necessário apresentá-lo ao sacerdote, a fim de que ele o abençoe e o imponha. Por ser confeccionado com tecido, o escapulário desgasta-se facilmente. Uma vez gasto, basta trocá-lo por outro, não sendo, então, mais preciso recorrer ao sacerdote. Muitas pessoas se perguntam como se desfazerem do escapulário velho. Dado que se trata de um sacramental e, portanto, um objeto religioso que recebeu uma bênção, o ideal seria queimá-lo de modo que ele se deteriorasse completamente. Se, por qualquer motivo, isso se apresentar difícil, pode-se enterrá-lo de maneira que, com o tempo, a umidade da terra venha a apodrecê-lo, causando sua decomposição. Se nada disso for possível, o ideal é entregá-lo a uma igreja onde o sacristão se encarregará de desfazer-se dele. Revestir-se de Maria Maria, por ser a Mãe de Deus, foi preservada de toda mancha de pecado. Em sua vida, foi sempre agradável a Deus, tomando atitudes que eram conformes à vontade divina e praticando as virtudes com a máxima perfeição. Vejamos algumas delas: Maria era uma alma de oração. Estava sempre atenta para escutar e acolher a Palavra de Deus; louvava o Senhor, cantando as maravilhas nela operadas; meditava em seu coração os fatos de sua vida. Maria aceitava com amor a vontade de Deus. Deu à luz Jesus num estábulo; abandonou sua terra, fugindo para o Egito; aos pés da Cruz, vendo seu Filho morrer, renovou seu “sim” ao Pai. Maria tinha um espírito apostólico. Abandonada ao plano da Redenção, soube unir-se à imolação de seu Filho e oferecer seu coração transpassado em beneficio da humanidade. Maria praticava a caridade e era solícita para com todos. Foi em auxílio de sua prima Isabel, socorreu os noivos de Caná. Maria vivia de fé e de esperança, pois acreditou nas palavras do Anjo, não duvidou que Jesus poderia mudar a água em vinho, esperava a ressurreição. Maria tinha um coração eclesial. Amava a Igreja que seu Filho fundara e, por isso, rezou no Cenáculo à espera do Espírito Santo. Não só ficava em oração com os apóstolos, mas os amparava espiritualmente em suas missões na Igreja nascente. E, olhando para o Evangelho, quantas coisas ainda poderiam ser lembradas! As Promessas de Nossa Senhora a quem usar o Escapulário do Carmo Em 16 de julho de 1251, Nossa Senhora do Carmo presenteou São Simão Stock com o Santo Escapulário, símbolo de sua presença materna e proteção. Conheça aqui as promessas aos que usarem o escapulário do Carmo. No dia 16 de julho a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora do Carmo. Isso ocorre, pois nesta mesma data, no ano de 1251, a Mãe de Deus presenteou o Carmelita Inglês São Simão Stock com o Santo Escapulário, símbolo de sua presença materna e proteção. O fato ocorreu após o Santo pedir com grande insistência a proteção e o amparo da Santíssima Virgem à Ordem do Carmo, que passava por grandes dificuldades, depois de ter deixado a Terra Santa, abandonando o Monte Carmelo, lugar onde viveu Santo Elias e onde ele fundou a Ordem. Nossa Senhora do Carmo entrega o escapulário e faz importante promessa São Simão Stock rezou pedindo a Maria alguma amostra da proteção por ela prometida à Ordem Carmelitana da qual ele era o Prior Geral. “Flor do Carmelo, vinha florida, esplendor do céu e Virgem fecunda e singular, oh doce Mãe que não conheceu homem algum; que teu nome proteja os carmelitas, Estrela do Mar”, orou. Não tardou e Nossa Senhora respondeu o clamor do Santo apresentando-se a São Simão Stock guardada por anjos e entregando-lhe o Escapulário. Nesse mesmo momento lhe fez uma importante promessa. Promessas de Nossa Senhora do Carmo aos que morrerem com o escapulário A Mãe do Céu prometeu que quem portar seu escapulário, trazendo-o sempre consigo não irá para o inferno. “Amado filho receba este escapulário de tua Ordem como símbolo de minha confraternidade e especial sinal de graças para ti e todos os Carmelitas; qualquer um que morra portando-o, não padecerá no fogo. Ele é sinal de salvação, defensor nos perigos, promessa de paz e desta aliança”, disse ao santo carmelita inglês. Mas esta não foi a única promessa que a Virgem do Carmo fez. Setenta anos depois a Virgem fez outra promessa: Nossa Senhora livrará do Purgatório quem portar seu Escapulário. E ela cumprirá essa promessa no sábado após a morte do devoto carmelita. O escapulário e as indulgências É também interessante lembrar que o uso do escapulário permite aos fiéis lucrarem algumas indulgências: Indulgência parcial – O uso piedoso do escapulário ou da medalha (por exemplo: um pensamento, uma lembrança, um olhar, toque ou beijo etc.), além de favorecer a união com Maria Santíssima e com Deus, obtém uma indulgência parcial, cujo valor aumenta na proporção das disposições de piedade e fervor da pessoa. Indulgência plenária – Pode-se lucrá-la no dia em que se recebe pela primeira vez o escapulário, na festa de Nossa Senhora do Carmo (16 de julho), de Santa Teresa de Ávila (15 de outubro), de São João da Cruz (14 de dezembro), de Santo Elias (20 de julho), de Santa Teresinha do Menino Jesus (1º de outubro), de todos os santos carmelitas (14 de novembro) e de São Simão Stock (16 de maio). Para lucrar tais indulgências plenárias, são exigidas as seguintes condições: Confissão, Comunhão eucarística, oração pelo Sumo Pontífice (por exemplo: um Pai-nosso e uma Ave-Maria); propósito firme de querer observar os compromissos da associação do escapulário. A Indulgência Sabatina é outra promessa do escapulário do Carmo Aconteceu no ano de 1322 com o Papa João XXII. A Virgem do Monte Carmelo apareceu a ele usando o hábito de Carmo e lhe revelou a denominada ‘Indulgência Sabatina’. “Eu, Mãe de misericórdia, livrarei do purgatório e levarei ao Céu, no sábado após sua morte, os que houverem portado meu Escapulário”, assegurou. No dia 3 de março do mesmo ano, o Pontífice promulgou a Bula Sabatina, que logo foi ratificada por outros Pontífices. Entre eles, o Papa Paulo V que em 20 de janeiro de 1613 declarou que “no sábado seguinte à morte dos confrades carmelitas, ou como interpreta a Igreja, quanto antes, mas especialmente no sábado, a Virgem do Carmo, com carinho maternal, os livra da prisão expiatória e os introduz no Paraíso”. O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo O Escapulário do Carmo é composto por dois pedaços de lã em cor marrom que são unidos por duas fitas ou cordões, representando o hábito da Ordem do Carmelo. Ele é um sacramental e, por isso deve ser abençoado e imposto por um sacerdote. Tanto a bênção quanto sua imposição são válidas para todos os Escapulários que a pessoa venha a usar. Estas são as palavras que diz o sacerdote ao impor o Escapulário do Carmo: “Receba este escapulário como um sinal da Virgem Maria, Rainha do Carmelo, para que, com seus méritos, o use sempre com dignidade, seja ele tua defesa em todas as adversidades e te conduza à vida eterna”. (EPC) Visite a nossa loja para adquirir o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo Você sabia que o escapulário, para que seja válido, precisa ser de tecido, como o que foi entregue por Nossa Senhora? Visite a nossa loja e adquira o seu agora mesmo Clique aqui para adquirir Saiba Mais sobre o uso do Escapulário Todos os católicos, a partir do batismo, podem receber o escapulário de Nossa Senhora do Carmo, mas ele precisa ser devidamente benzido e imposto por um sacerdote ou diácono. A imposição do escapulário costuma levantar várias perguntas e dúvidas entre os católicos. Algumas das mais frequentes, com suas devidas respostas, são as seguintes. 1 – Qualquer padre pode fazer a imposição do escapulário? Sim. Antes do Concílio Vaticano II, era necessário que a imposição fosse feita por um sacerdote delegado pela Ordem dos Carmelitas ou por um sacerdote não carmelita que tivesse a devida aprovação eclesiástica, mas, atualmente, o ritual aprovado pela Congregação para o Culto Divino informa que “têm a faculdade de benzer o Escapulário os sacerdotes e os diáconos; além disso, outras pessoas autorizadas podem também fazer a sua imposição” (um caso, por exemplo, é o dos soldados em campo de batalha, que, se não dispuserem da presença de um sacerdote, podem realizar eles mesmos a imposição do escapulário). 2 – Imposição e bênção: não é a mesma coisa? Não: existe a bênção e existe a imposição, que são diferentes – e ambas são necessárias. O Rito de Bênção e Imposição do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, que apresentamos ao final deste artigo, já inclui as duas, conforme diz o próprio nome do rito. No entanto, depois que uma pessoa já recebeu a imposição conforme o rito aprovado, ela pode voltar a receber a bênção sem precisar voltar a receber a imposição. Isto ocorre, por exemplo, caso ela venha a perder o escapulário e passe a usar outro: não é necessário receber novamente a imposição, mas, se a pessoa desejar, poderá pedir que um sacerdote dê a bênção ao novo escapulário. 3 – Ah, então eu não preciso pedir outra imposição do escapulário se eu o perder ou ele se deteriorar? Não, não precisa. A imposição recebida uma vez vale para sempre, porque se aplica à pessoa e não ao escapulário em si. Aliás, receber a imposição do escapulário implica ser agregado à família carmelita. Por isso, caso o escapulário fique deteriorado ou seja perdido, basta substituí-lo por outro, não sendo necessário receber de novo a imposição se esta já tiver sido feita dentro das condições devidas. 4 – Qualquer escapulário pode ser imposto? Não. Segundo as normas do rito de imposição, durante a cerimônia “deve ser usado o Escapulário do Carmo na sua forma tradicional”. E que forma é essa? É a do escapulário feito de dois pedaços de tecido marrom (ou castanho), unidos por tiras, como uma veste que se usa ao pescoço – já que o escapulário é precisamente uma veste, originada do hábito carmelita. Somente depois da imposição é que o escapulário tradicional pode ser substituído por uma medalha apropriada, conforme autorização concedida em 1910 pelo Papa São Pio X. Embora não seja absolutamente necessário, é muito recomendável que o escapulário também possua uma imagem de Nossa Senhora. O mais tradicional, de fato, traz em um dos pedaços de pano a estampa de Nossa Senhora do Carmo, enquanto o outro pedaço de pano traz a do Sagrado Coração de Jesus ou o emblema da Ordem do Carmo. 5 – É verdade que usar o escapulário nos garante a salvação? Não, não é verdade. O escapulário não nos dispensa dos Sacramentos, que são os meios instituídos por Nosso Senhor como a via normal para a nossa santificação, nem nos dispensa de praticar as virtudes, que são necessárias para vivermos em graça. O escapulário não é nenhum “amuleto” que garanta o Céu para almas em pecado. Ele é um sacramental, ou seja, um objeto religioso de devoção que, usado corretamente segundo as formas aprovadas pela Igreja, nos ajuda a viver a conversão, a bem receber os Sacramentos e a perseverar na virtude e na graça. As promessas de salvação que o acompanham estão sujeitas, evidentemente, às retas disposições da pessoa que o usa. Quando Nossa Senhora do Carmo apareceu para São Simão Stock no dia 16 de julho de 1251 na visão em que lhe entregava o escapulário, ela fez esta promessa: “Recebe, filho amado, este escapulário. Todo o que com ele morrer, não padecerá a perdição no fogo eterno. Ele é sinal de salvação, defesa nos perigos, aliança de paz e pacto sempiterno”. Mas, como sinal e aliança, ele requer que façamos a nossa parte. O extraordinário do escapulário é que a promessa de Nossa Senhora para as pessoas que o usam é precisamente a de ajudá-las a cumprir as necessárias disposições de alma a fim de acolherem a graça salvadora de Jesus Cristo. Em sua bula chamada “Sabatina”, o Papa João XXII afirma que aqueles que usarem o escapulário serão depressa libertados das penas do purgatório no sábado que se seguir à sua morte. Esta graça ficou conhecida como “privilégio sabatino”, reconfirmado pela Sagrada Congregação das Indulgências em 14 de julho de 1908, desde que se cumpram as condições devidas. 6 – E quais são as condições ou compromissos? Quem se reveste deste sinal mariano deve adotar algumas atitudes fundamentais: Colocar a Deus em primeiro lugar na sua vida e buscar sempre realizar a vontade d’Ele. Esforçar-se seriamente para viver em estado de graça e confessar-se sempre que tiver caído em pecado. Viver de modo especial a virtude da pureza, guardando a castidade própria de cada estado de vida. Escutar a Palavra de Deus na Bíblia e praticá-la na vida. Buscar a comunhão com Deus por meio da oração diária, que é um diálogo íntimo que temos com Aquele que nos ama. Abrir-se ao sofrimento do próximo, solidarizando-se com ele em suas necessidades e procurando ajudar a solucioná-las. Receber adequadamente os Sacramentos da Igreja, particularmente a Eucaristia e a Reconciliação. Observe-se que não são condições extraordinárias: são as que já se esperam de qualquer católico habitualmente. O escapulário não adiciona nenhum outro compromisso: ele apenas reforça o compromisso cristão de vivermos o que já somos chamados a viver – acrescentando, isto sim, uma especial promessa de ajuda para que de fato vivamos esses compromissos e, com isto, nos abramos à graça salvadora de Jesus e em graça estejamos na hora da nossa morte. No tocante às modalidades da oração diária, é oportuno, mas não obrigatório, que o sacerdote que faz a imposição do escapulário oriente cada pessoa sobre as orações recomendadas segundo a sua própria realidade. Mas não há nada rígido neste sentido: normalmente, o terço rezado todos os dias é suficiente sem que seja necessária mais nenhuma outra oração; ou 3 Ave-Marias bem rezadas diariamente; ou o Ofício Divino para os sacerdotes… Enfim, há nisto grande liberdade. O uso tradicional indica rezar todos os dias o pequeno Ofício de Nossa Senhora, ou, para os que não saibam ler, abster-se de carne às quartas-feiras e sábados, mas o sacerdote que impôs o escapulário ou o próprio confessor sempre puderam comutar essas condições por outras, conforme cada caso. O essencial não é a modalidade, mas sim que se reze de coração! 7 – Como é o rito de imposição do escapulário? Ei-lo, tal como aprovado em 1996 pela Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos através do Prot. 1089/96. RITO DE BENÇÃO E IMPOSIÇÃO DO ESCAPULÁRIO DE NOSSA SENHORA DO CARMO Introdução 1. A bênção e imposição do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo sejam feitas, de preferência, durante uma celebração comunitária. 2. A imposição comporta a agregação à família carmelita. Têm a faculdade de benzer o Escapulário os sacerdotes e os diáconos; além disso, outras pessoas autorizadas podem também fazer a sua imposição. 3. Para a bênção e imposição deve ser usado o Escapulário do Carmo na sua forma tradicional. Só depois pode ser substituído por uma medalha apropriada. 4. A bênção e a imposição fazem-se conforme os ritos e orações, que vêm a seguir. A forma comum consiste nos ritos iniciais, na leitura da Palavra de Deus com as preces comunitárias, na oração para benzer e impor o Escapulário e nos ritos finais. Exprime-se assim, de maneira completa, o sentido do Escapulário na vida dos fiéis, que o recebem. 5. É necessário que numa e noutra fórmula fique bem expresso o sentido espiritual das graças anexas ao Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, assim como os compromissos que se assumem ao receber este sinal de devoção à Virgem Santíssima. Ritos iniciais 6. Reunidos os fiéis diante do altar-mor ou de uma imagem de Nossa Senhora, o ministro acolhe os fiéis. Pode cantar-se um cântico adequado ou fazer-se um momento de silêncio. Terminado o cântico ou o silêncio o ministro diz: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. R. Amém. Ministro: O Senhor esteja convosco. R. Ele está no meio de nós. Ou: A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, nascido da Virgem Maria, o amor de Deus, nosso Pai, e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco. R. Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo. 7. O ministro exorta os presentes a participar no rito, explicando a natureza da celebração com estas ou outras palavras semelhantes: Durante a vida terrena de Jesus, quem tocasse, ainda que fosse somente nas orlas do Seu manto, era curado. Hoje nós louvamos o Senhor porque continua a usar na Sua Igreja dos meios mais humildes para mostrar-nos a Sua imensa misericórdia. Nós também podemos servir‑nos destes meios humildes para glorificarmos o Senhor, manifestarmos o nosso desejo de O servir e renovarmos o nosso compromisso de fidelidade, assumido no dia da nossa consagração batismal. O Escapulário do Carmo é um sinal do amor materno da Virgem Maria, que nos recorda as suas iniciativas em favor dos membros da família carmelita, particularmente nas horas de maior necessidade. É um amor que pede uma resposta de amor. O Escapulário é também sinal de comunhão com a Ordem dos Irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, que se dedica ao serviço de Nossa Senhora para o bem de toda a Igreja. Ao recebê-lo, vós exprimis o desejo de participar no espírito e na vida da Ordem. O Escapulário é um espelho da humildade e da castidade de Maria; pela sua simplicidade ele nos convida a vivermos com modéstia e com pureza. Vestindo-o dia e noite, torna‑se um sinal da nossa oração contínua e de particular dedicação ao amor e ao serviço da Virgem Maria. Usando o Escapulário, renovais o compromisso batismal de vos revestirdes de Nosso Senhor Jesus Cristo. Em Maria estará garantida a vossa esperança de salvação, pois o Deus da Vida estabeleceu nela a Sua morada. Leitura da Palavra de Deus 8. Um dos presentes, ou o próprio celebrante, proclama um texto da Sagrada Escritura, selecionado principalmente entre os que no Lecionário fazem referência ao mistério da salvação ou a Nossa Senhora. Pode‑se escolher a leitura seguinte ou uma outra do Apêndice. Fortalecei-vos no Senhor – Ef 6, 10-17 Da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios. Irmãos: Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para poderdes resistir às ciladas do demônio. Porque nós não temos de lutar contra adversários de carne e osso, mas contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra os espíritos do mal que habitam as regiões celestes. Portanto, irmãos, tomai a armadura de Deus, para poderdes resistir no dia mau e perseverar firmes, superando todas as provas. Permanecei bem firmes, de rins cingidos com o cinturão da verdade, revestidos com a couraça da justiça, de pés calçados com o zelo de anunciar o Evangelho da paz. Tende sempre nas mãos o escudo da fé, com o qual podereis apagar as setas inflamadas do maligno. Tomai o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. Outras leituras Antigo Testamento: Prov 8, 17‑21 – Eu amo aqueles que me amam. Is 61, 10‑11 – Envolveu‑me num manto de justiça. 2 Re 2, 1.7‑13 – O manto de Elias caiu sobre Eliseu. Bar 5, 1‑5 – Revesti‑vos da beleza de Deus. Ez 16, 8‑14 – A tua formosura era perfeita. Novo Testamento: Mc 5, 25-34 – A mulher tocou nas vestes de Jesus e ficou curada. Lc 2, 4‑7 – Maria envolveu o Menino em panos. * Rom 12, 1‑2- O culto espiritual. Gal 4, 4-7 – Deus enviou o seu Filho nascido de uma mulher. Ef 4, 17.20‑24 – Revesti-vos do homem novo. 9. Terminada a leitura, o ministro exorta os presentes explicando, à luz da palavra de Deus, o sentido da celebração, as graças e os compromissos que derivam do Escapulário. Segue-se um momento de silêncio. Preces 10. Segue-se um tempo de oração em comum. Propõem‑se algumas intenções. Podem‑se escolher as mais apropriadas ou acrescentar outras. Ministro: Caríssimos irmãos e irmãs. Pela intercessão da Virgem Santa Maria, em cujo seio encarnou o Filho de Deus e habitou entre nós, supliquemos ao Pai do Céu a graça de sermos testemunhas do Evangelho com as nossas obras, e rezemos: R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Pai Santo, que quisestes que o vosso Filho assumisse a nossa natureza humana para nos fazer participantes da vossa vida divina, — pela intercessão da Virgem Maria, discípula perfeita do Senhor, fazei que nos revistamos interiormente da vossa graça. R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Pai Santo, que quisestes que o vosso Filho se fizesse semelhante a nós em tudo, excepto no pecado, para que, seguindo os seus passos, nos configuremos com Ele, — pela intercessão da Virgem Maria, fazei que imitemos a Cristo e sejamos por meio das nossas obras uma oferenda agradável diante de Vós. R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Pai Santo, que nos convidais para o banquete da graça, revestidos com a veste nupcial, para nos revelardes o vosso amor, — pela intercessão da Mãe do vosso Filho, fazei que nos revistamos com as virtudes do seu amor generoso e do seu serviço amoroso. R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Pai Santo, que quiseste que a Virgem Maria esmagasse a cabeça da serpente, — por sua intercessão, ajudai-nos a vencer as ciladas do maligno na nossa vida e no mundo. R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Pai Santo, que escolhestes a Virgem Maria como Filha da Nova Aliança, — por sua intercessão, purificai os nossos corações e fortalecei a nossa fé. R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Pai Santo, que olhastes para a humildade da vossa serva para que proclamasse a vossa grandeza, — por sua intercessão, fazei que anunciemos o vosso reino e proclamemos a vossa misericórdia de geração em geração. R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Pai Santo, que destes ao vosso Filho uma mãe que O cuidou amorosamente, — por sua intercessão, fazei com que amemos os pobres e marginalizados, e com eles construamos um mundo mais justo e mais fraterno. R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Pai Santo, que nos envolvestes com o manto da justiça e da santidade, — pela intercessão da Virgem Maria, santificai‑nos em Cristo e fazei‑nos cooperadores generosos na obra da salvação do mundo. R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Pai Santo, que nos abençoastes em Cristo com toda a espécie de bênçãos espirituais e celestiais; — pela intercessão da Virgem Maria, concedei-nos uma feliz passagem da morte para a vida eterna. R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Oração de bênção 11. O ministro, com as mãos estendidas, diz: Senhor nosso Deus, autor da santidade e seu aperfeiçoador, que chamais à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade os que fizestes renascer da água e do Espírito Santo, olhai com benevolência para estes vossos servos que receberam com devoção o Escapulário do Carmo e vão usar diligentemente como sinal de consagração a Nossa Senhora do Carmo. Fazei que sejam imagem de Cristo, vosso Filho, e, terminada a sua passagem por esta vida, com a ajuda da Virgem Mãe de Deus, sejam admitidos na alegria da vossa morada celeste. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. R. Amém. Faz-se a aspersão com água benta. Imposição do Escapulário 12. O ministro impõe o Escapulário aos candidatos, dizendo: Recebe este Escapulário, (por meio do qual és admitido na família carmelita), e confia no amor de tão grande Mãe. Comporta-te de tal maneira que, com a ajuda da Santíssima Virgem, te revistas cada vez mais de Cristo e a sua vida se manifeste na tua para glória da Santíssima Trindade e para o bem da Igreja e dos homens. R. Amém. 13. Conforme as circunstâncias, o ministro pode dizer em voz alta a fórmula da imposição uma só vez por todas. Todos juntos respondem amém e aproximam-se para receberem o Escapulário. 14. Terminada a imposição, o ministro dirige a todos estas palavras: Pela bênção e imposição deste Escapulário vós fostes admitidos na família carmelita, dedicada à imitação e ao serviço da Virgem Mãe de Deus, para que possais servir com maior dedicação a Cristo e à sua Igreja, com o mesmo espírito contemplativo e apostólico da Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Para que o consigais com maior perfeição, eu, pelo poder que me foi concedido, admito-vos a participar nos bens espirituais da mesma Ordem do Carmo. 15. O ministro explica aos fiéis os compromissos e as obrigações inerentes à admissão na família do Carmelo. Visite a nossa loja para adquirir o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo Você sabia que o escapulário, para que seja válido, precisa ser de tecido, como o que foi entregue por Nossa Senhora? Visite a nossa loja e adquira o seu agora mesmo Clique aqui para adquirir

  • Por que o demônio odeia tanto o escapulário?

    Uma poderosa arma contra o maligno Entre os muitos sacramentais da Igreja Católica, o escapulário é uma das devoções marianas mais comuns. O escapulário marrom, que se originou da tradição carmelita, é usado por fiéis do mundo inteiro. Quando Nossa Senhora apresentou o escapulário, ele era uma faixa longa de tecido, que deveria ser usada por cima do hábito dos religiosos carmelitas. Anos mais tarde, foi feita uma adaptação para que os leigos também pudessem usar e era da seguinte maneira: dois pedaços de pano ligados por um cordão; um com a imagem de Nossa Senhora do Carmo e outro com a imagem do Sagrado Coração de Jesus. Seu uso pode favorece um relacionamento mais profundo com Jesus Cristo e sua mãe, a Santíssima Virgem Maria. Defesa poderosa Ao longo da história, este sacramental ajudou um número incontável de almas cristãs e provou ser uma poderosa defesa contra Satanás. No livreto “Garment of Grace”, são encontradas evidências para essa afirmação através do exemplo do Venerável Francis Ypes. De acordo com a história, “um dia, o escapulário dele caiu. Ao substituí-lo, o demônio uivou: ‘Tirem o hábito que afasta tantas almas de nós!’. Então Francis reconheceu que há três coisas que o maligno mais teme: o Santo Nome de Jesus, o Santo Nome de Maria e o Santo Escapulário do Carmelo”. Confiança em Maria Como exemplo do poder desse sacramental para “afastar” as almas do diabo, São Pedro Claver usou o escapulário marrom em suas aventuras missionárias. Todo mês “um carregamento de 1.000 escravos chegaria a Cartagena, Colômbia, América do Sul. São Pedro costumava garantir a salvação dos seus convertidos. Primeiro, ele organizava catequistas para lhes dar instruções. Depois, cuidava para que todos fossem batizados e vestidos com o escapulário. São Pedro estava confiante de que Maria cuidaria de cada um dos seus mais de 300.000 convertidos”. Testemunho dos exorcistas Essas e outras histórias refletem o que vários exorcistas experimentaram. Gabriele Amorth relatou o que o diabo disse a ele durante um exorcismo: “Eu tenho medo quando você diz o nome da Virgem, pois eu me sinto mais humilhado quando sou espancado por uma criatura simples, ao invés [de ser espancado] por Ele.” Por isso, quando o uso do escapulário marrom leva uma pessoa a desenvolver o “hábito” da fé, ele se torna uma poderosa defesa contra Satanás e deixa o crente mais próximo da Virgem Maria, que é abominada veementemente pelo diabo. Visite a nossa loja para adquirir o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo Você sabia que o escapulário, para que seja válido, precisa ser de tecido, como o que foi entregue por Nossa Senhora? Visite a nossa loja e adquira o seu agora mesmo Clique aqui para adquirir Como usar o escapulário O escapulário deve ser usado constantemente, de dia e de noite. Quando, por alguma razão, seu uso se torne dificultoso, a Igreja dá a possibilidade de substituí-lo por uma medalha em que, na frente, esteja cunhada a imagem de Nossa Senhora do Carmo, e, atrás, a do Sagrado Coração de Jesus. É a medalha de Nossa Senhora do Carmo que, no lugar do escapulário, deve ser sempre carregada com a pessoa. Que ao usar o escapulário, enfim, você não só se sinta protegido pela Virgem Maria, mas, sobretudo, cresça na imitação de suas virtudes. Da primeira vez que se recebe o escapulário, é necessário apresentá-lo ao sacerdote, a fim de que ele o abençoe e o imponha. Por ser confeccionado com tecido, o escapulário desgasta-se facilmente. Uma vez gasto, basta trocá-lo por outro, não sendo, então, mais preciso recorrer ao sacerdote. Muitas pessoas se perguntam como se desfazerem do escapulário velho. Dado que se trata de um sacramental e, portanto, um objeto religioso que recebeu uma bênção, o ideal seria queimá-lo de modo que ele se deteriorasse completamente. Se, por qualquer motivo, isso se apresentar difícil, pode-se enterrá-lo de maneira que, com o tempo, a umidade da terra venha a apodrecê-lo, causando sua decomposição. Se nada disso for possível, o ideal é entregá-lo a uma igreja onde o sacristão se encarregará de desfazer-se dele. Revestir-se de Maria Maria, por ser a Mãe de Deus, foi preservada de toda mancha de pecado. Em sua vida, foi sempre agradável a Deus, tomando atitudes que eram conformes à vontade divina e praticando as virtudes com a máxima perfeição. Vejamos algumas delas: Maria era uma alma de oração. Estava sempre atenta para escutar e acolher a Palavra de Deus; louvava o Senhor, cantando as maravilhas nela operadas; meditava em seu coração os fatos de sua vida. Maria aceitava com amor a vontade de Deus. Deu à luz Jesus num estábulo; abandonou sua terra, fugindo para o Egito; aos pés da Cruz, vendo seu Filho morrer, renovou seu “sim” ao Pai. Maria tinha um espírito apostólico. Abandonada ao plano da Redenção, soube unir-se à imolação de seu Filho e oferecer seu coração transpassado em beneficio da humanidade. Maria praticava a caridade e era solícita para com todos. Foi em auxílio de sua prima Isabel, socorreu os noivos de Caná. Maria vivia de fé e de esperança, pois acreditou nas palavras do Anjo, não duvidou que Jesus poderia mudar a água em vinho, esperava a ressurreição. Maria tinha um coração eclesial. Amava a Igreja que seu Filho fundara e, por isso, rezou no Cenáculo à espera do Espírito Santo. Não só ficava em oração com os apóstolos, mas os amparava espiritualmente em suas missões na Igreja nascente. E, olhando para o Evangelho, quantas coisas ainda poderiam ser lembradas! As Promessas de Nossa Senhora a quem usar o Escapulário do Carmo Em 16 de julho de 1251, Nossa Senhora do Carmo presenteou São Simão Stock com o Santo Escapulário, símbolo de sua presença materna e proteção. Conheça aqui as promessas aos que usarem o escapulário do Carmo. No dia 16 de julho a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora do Carmo. Isso ocorre, pois nesta mesma data, no ano de 1251, a Mãe de Deus presenteou o Carmelita Inglês São Simão Stock com o Santo Escapulário, símbolo de sua presença materna e proteção. O fato ocorreu após o Santo pedir com grande insistência a proteção e o amparo da Santíssima Virgem à Ordem do Carmo, que passava por grandes dificuldades, depois de ter deixado a Terra Santa, abandonando o Monte Carmelo, lugar onde viveu Santo Elias e onde ele fundou a Ordem. Nossa Senhora do Carmo entrega o escapulário e faz importante promessa São Simão Stock rezou pedindo a Maria alguma amostra da proteção por ela prometida à Ordem Carmelitana da qual ele era o Prior Geral. “Flor do Carmelo, vinha florida, esplendor do céu e Virgem fecunda e singular, oh doce Mãe que não conheceu homem algum; que teu nome proteja os carmelitas, Estrela do Mar”, orou. Não tardou e Nossa Senhora respondeu o clamor do Santo apresentando-se a São Simão Stock guardada por anjos e entregando-lhe o Escapulário. Nesse mesmo momento lhe fez uma importante promessa. Promessas de Nossa Senhora do Carmo aos que morrerem com o escapulário A Mãe do Céu prometeu que quem portar seu escapulário, trazendo-o sempre consigo não irá para o inferno. “Amado filho receba este escapulário de tua Ordem como símbolo de minha confraternidade e especial sinal de graças para ti e todos os Carmelitas; qualquer um que morra portando-o, não padecerá no fogo. Ele é sinal de salvação, defensor nos perigos, promessa de paz e desta aliança”, disse ao santo carmelita inglês. Mas esta não foi a única promessa que a Virgem do Carmo fez. Setenta anos depois a Virgem fez outra promessa: Nossa Senhora livrará do Purgatório quem portar seu Escapulário. E ela cumprirá essa promessa no sábado após a morte do devoto carmelita. O escapulário e as indulgências É também interessante lembrar que o uso do escapulário permite aos fiéis lucrarem algumas indulgências: Indulgência parcial – O uso piedoso do escapulário ou da medalha (por exemplo: um pensamento, uma lembrança, um olhar, toque ou beijo etc.), além de favorecer a união com Maria Santíssima e com Deus, obtém uma indulgência parcial, cujo valor aumenta na proporção das disposições de piedade e fervor da pessoa. Indulgência plenária – Pode-se lucrá-la no dia em que se recebe pela primeira vez o escapulário, na festa de Nossa Senhora do Carmo (16 de julho), de Santa Teresa de Ávila (15 de outubro), de São João da Cruz (14 de dezembro), de Santo Elias (20 de julho), de Santa Teresinha do Menino Jesus (1º de outubro), de todos os santos carmelitas (14 de novembro) e de São Simão Stock (16 de maio). Para lucrar tais indulgências plenárias, são exigidas as seguintes condições: Confissão, Comunhão eucarística, oração pelo Sumo Pontífice (por exemplo: um Pai-nosso e uma Ave-Maria); propósito firme de querer observar os compromissos da associação do escapulário. A Indulgência Sabatina é outra promessa do escapulário do Carmo Aconteceu no ano de 1322 com o Papa João XXII. A Virgem do Monte Carmelo apareceu a ele usando o hábito de Carmo e lhe revelou a denominada ‘Indulgência Sabatina’. “Eu, Mãe de misericórdia, livrarei do purgatório e levarei ao Céu, no sábado após sua morte, os que houverem portado meu Escapulário”, assegurou. No dia 3 de março do mesmo ano, o Pontífice promulgou a Bula Sabatina, que logo foi ratificada por outros Pontífices. Entre eles, o Papa Paulo V que em 20 de janeiro de 1613 declarou que “no sábado seguinte à morte dos confrades carmelitas, ou como interpreta a Igreja, quanto antes, mas especialmente no sábado, a Virgem do Carmo, com carinho maternal, os livra da prisão expiatória e os introduz no Paraíso”. O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo O Escapulário do Carmo é composto por dois pedaços de lã em cor marrom que são unidos por duas fitas ou cordões, representando o hábito da Ordem do Carmelo. Ele é um sacramental e, por isso deve ser abençoado e imposto por um sacerdote. Tanto a bênção quanto sua imposição são válidas para todos os Escapulários que a pessoa venha a usar. Estas são as palavras que diz o sacerdote ao impor o Escapulário do Carmo: “Receba este escapulário como um sinal da Virgem Maria, Rainha do Carmelo, para que, com seus méritos, o use sempre com dignidade, seja ele tua defesa em todas as adversidades e te conduza à vida eterna”. (EPC) Visite a nossa loja para adquirir o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo Você sabia que o escapulário, para que seja válido, precisa ser de tecido, como o que foi entregue por Nossa Senhora? Visite a nossa loja e adquira o seu agora mesmo Clique aqui para adquirir Saiba Mais sobre o uso do Escapulário Todos os católicos, a partir do batismo, podem receber o escapulário de Nossa Senhora do Carmo, mas ele precisa ser devidamente benzido e imposto por um sacerdote ou diácono. A imposição do escapulário costuma levantar várias perguntas e dúvidas entre os católicos. Algumas das mais frequentes, com suas devidas respostas, são as seguintes. 1 – Qualquer padre pode fazer a imposição do escapulário? Sim. Antes do Concílio Vaticano II, era necessário que a imposição fosse feita por um sacerdote delegado pela Ordem dos Carmelitas ou por um sacerdote não carmelita que tivesse a devida aprovação eclesiástica, mas, atualmente, o ritual aprovado pela Congregação para o Culto Divino informa que “têm a faculdade de benzer o Escapulário os sacerdotes e os diáconos; além disso, outras pessoas autorizadas podem também fazer a sua imposição” (um caso, por exemplo, é o dos soldados em campo de batalha, que, se não dispuserem da presença de um sacerdote, podem realizar eles mesmos a imposição do escapulário). 2 – Imposição e bênção: não é a mesma coisa? Não: existe a bênção e existe a imposição, que são diferentes – e ambas são necessárias. O Rito de Bênção e Imposição do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, que apresentamos ao final deste artigo, já inclui as duas, conforme diz o próprio nome do rito. No entanto, depois que uma pessoa já recebeu a imposição conforme o rito aprovado, ela pode voltar a receber a bênção sem precisar voltar a receber a imposição. Isto ocorre, por exemplo, caso ela venha a perder o escapulário e passe a usar outro: não é necessário receber novamente a imposição, mas, se a pessoa desejar, poderá pedir que um sacerdote dê a bênção ao novo escapulário. 3 – Ah, então eu não preciso pedir outra imposição do escapulário se eu o perder ou ele se deteriorar? Não, não precisa. A imposição recebida uma vez vale para sempre, porque se aplica à pessoa e não ao escapulário em si. Aliás, receber a imposição do escapulário implica ser agregado à família carmelita. Por isso, caso o escapulário fique deteriorado ou seja perdido, basta substituí-lo por outro, não sendo necessário receber de novo a imposição se esta já tiver sido feita dentro das condições devidas. 4 – Qualquer escapulário pode ser imposto? Não. Segundo as normas do rito de imposição, durante a cerimônia “deve ser usado o Escapulário do Carmo na sua forma tradicional”. E que forma é essa? É a do escapulário feito de dois pedaços de tecido marrom (ou castanho), unidos por tiras, como uma veste que se usa ao pescoço – já que o escapulário é precisamente uma veste, originada do hábito carmelita. Somente depois da imposição é que o escapulário tradicional pode ser substituído por uma medalha apropriada, conforme autorização concedida em 1910 pelo Papa São Pio X. Embora não seja absolutamente necessário, é muito recomendável que o escapulário também possua uma imagem de Nossa Senhora. O mais tradicional, de fato, traz em um dos pedaços de pano a estampa de Nossa Senhora do Carmo, enquanto o outro pedaço de pano traz a do Sagrado Coração de Jesus ou o emblema da Ordem do Carmo. 5 – É verdade que usar o escapulário nos garante a salvação? Não, não é verdade. O escapulário não nos dispensa dos Sacramentos, que são os meios instituídos por Nosso Senhor como a via normal para a nossa santificação, nem nos dispensa de praticar as virtudes, que são necessárias para vivermos em graça. O escapulário não é nenhum “amuleto” que garanta o Céu para almas em pecado. Ele é um sacramental, ou seja, um objeto religioso de devoção que, usado corretamente segundo as formas aprovadas pela Igreja, nos ajuda a viver a conversão, a bem receber os Sacramentos e a perseverar na virtude e na graça. As promessas de salvação que o acompanham estão sujeitas, evidentemente, às retas disposições da pessoa que o usa. Quando Nossa Senhora do Carmo apareceu para São Simão Stock no dia 16 de julho de 1251 na visão em que lhe entregava o escapulário, ela fez esta promessa: “Recebe, filho amado, este escapulário. Todo o que com ele morrer, não padecerá a perdição no fogo eterno. Ele é sinal de salvação, defesa nos perigos, aliança de paz e pacto sempiterno”. Mas, como sinal e aliança, ele requer que façamos a nossa parte. O extraordinário do escapulário é que a promessa de Nossa Senhora para as pessoas que o usam é precisamente a de ajudá-las a cumprir as necessárias disposições de alma a fim de acolherem a graça salvadora de Jesus Cristo. Em sua bula chamada “Sabatina”, o Papa João XXII afirma que aqueles que usarem o escapulário serão depressa libertados das penas do purgatório no sábado que se seguir à sua morte. Esta graça ficou conhecida como “privilégio sabatino”, reconfirmado pela Sagrada Congregação das Indulgências em 14 de julho de 1908, desde que se cumpram as condições devidas. 6 – E quais são as condições ou compromissos? Quem se reveste deste sinal mariano deve adotar algumas atitudes fundamentais: Colocar a Deus em primeiro lugar na sua vida e buscar sempre realizar a vontade d’Ele. Esforçar-se seriamente para viver em estado de graça e confessar-se sempre que tiver caído em pecado. Viver de modo especial a virtude da pureza, guardando a castidade própria de cada estado de vida. Escutar a Palavra de Deus na Bíblia e praticá-la na vida. Buscar a comunhão com Deus por meio da oração diária, que é um diálogo íntimo que temos com Aquele que nos ama. Abrir-se ao sofrimento do próximo, solidarizando-se com ele em suas necessidades e procurando ajudar a solucioná-las. Receber adequadamente os Sacramentos da Igreja, particularmente a Eucaristia e a Reconciliação. Observe-se que não são condições extraordinárias: são as que já se esperam de qualquer católico habitualmente. O escapulário não adiciona nenhum outro compromisso: ele apenas reforça o compromisso cristão de vivermos o que já somos chamados a viver – acrescentando, isto sim, uma especial promessa de ajuda para que de fato vivamos esses compromissos e, com isto, nos abramos à graça salvadora de Jesus e em graça estejamos na hora da nossa morte. No tocante às modalidades da oração diária, é oportuno, mas não obrigatório, que o sacerdote que faz a imposição do escapulário oriente cada pessoa sobre as orações recomendadas segundo a sua própria realidade. Mas não há nada rígido neste sentido: normalmente, o terço rezado todos os dias é suficiente sem que seja necessária mais nenhuma outra oração; ou 3 Ave-Marias bem rezadas diariamente; ou o Ofício Divino para os sacerdotes… Enfim, há nisto grande liberdade. O uso tradicional indica rezar todos os dias o pequeno Ofício de Nossa Senhora, ou, para os que não saibam ler, abster-se de carne às quartas-feiras e sábados, mas o sacerdote que impôs o escapulário ou o próprio confessor sempre puderam comutar essas condições por outras, conforme cada caso. O essencial não é a modalidade, mas sim que se reze de coração! 7 – Como é o rito de imposição do escapulário? Ei-lo, tal como aprovado em 1996 pela Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos através do Prot. 1089/96. RITO DE BENÇÃO E IMPOSIÇÃO DO ESCAPULÁRIO DE NOSSA SENHORA DO CARMO Introdução 1. A bênção e imposição do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo sejam feitas, de preferência, durante uma celebração comunitária. 2. A imposição comporta a agregação à família carmelita. Têm a faculdade de benzer o Escapulário os sacerdotes e os diáconos; além disso, outras pessoas autorizadas podem também fazer a sua imposição. 3. Para a bênção e imposição deve ser usado o Escapulário do Carmo na sua forma tradicional. Só depois pode ser substituído por uma medalha apropriada. 4. A bênção e a imposição fazem-se conforme os ritos e orações, que vêm a seguir. A forma comum consiste nos ritos iniciais, na leitura da Palavra de Deus com as preces comunitárias, na oração para benzer e impor o Escapulário e nos ritos finais. Exprime-se assim, de maneira completa, o sentido do Escapulário na vida dos fiéis, que o recebem. 5. É necessário que numa e noutra fórmula fique bem expresso o sentido espiritual das graças anexas ao Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, assim como os compromissos que se assumem ao receber este sinal de devoção à Virgem Santíssima. Ritos iniciais 6. Reunidos os fiéis diante do altar-mor ou de uma imagem de Nossa Senhora, o ministro acolhe os fiéis. Pode cantar-se um cântico adequado ou fazer-se um momento de silêncio. Terminado o cântico ou o silêncio o ministro diz: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. R. Amém. Ministro: O Senhor esteja convosco. R. Ele está no meio de nós. Ou: A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, nascido da Virgem Maria, o amor de Deus, nosso Pai, e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco. R. Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo. 7. O ministro exorta os presentes a participar no rito, explicando a natureza da celebração com estas ou outras palavras semelhantes: Durante a vida terrena de Jesus, quem tocasse, ainda que fosse somente nas orlas do Seu manto, era curado. Hoje nós louvamos o Senhor porque continua a usar na Sua Igreja dos meios mais humildes para mostrar-nos a Sua imensa misericórdia. Nós também podemos servir‑nos destes meios humildes para glorificarmos o Senhor, manifestarmos o nosso desejo de O servir e renovarmos o nosso compromisso de fidelidade, assumido no dia da nossa consagração batismal. O Escapulário do Carmo é um sinal do amor materno da Virgem Maria, que nos recorda as suas iniciativas em favor dos membros da família carmelita, particularmente nas horas de maior necessidade. É um amor que pede uma resposta de amor. O Escapulário é também sinal de comunhão com a Ordem dos Irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, que se dedica ao serviço de Nossa Senhora para o bem de toda a Igreja. Ao recebê-lo, vós exprimis o desejo de participar no espírito e na vida da Ordem. O Escapulário é um espelho da humildade e da castidade de Maria; pela sua simplicidade ele nos convida a vivermos com modéstia e com pureza. Vestindo-o dia e noite, torna‑se um sinal da nossa oração contínua e de particular dedicação ao amor e ao serviço da Virgem Maria. Usando o Escapulário, renovais o compromisso batismal de vos revestirdes de Nosso Senhor Jesus Cristo. Em Maria estará garantida a vossa esperança de salvação, pois o Deus da Vida estabeleceu nela a Sua morada. Leitura da Palavra de Deus 8. Um dos presentes, ou o próprio celebrante, proclama um texto da Sagrada Escritura, selecionado principalmente entre os que no Lecionário fazem referência ao mistério da salvação ou a Nossa Senhora. Pode‑se escolher a leitura seguinte ou uma outra do Apêndice. Fortalecei-vos no Senhor – Ef 6, 10-17 Da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios. Irmãos: Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para poderdes resistir às ciladas do demônio. Porque nós não temos de lutar contra adversários de carne e osso, mas contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra os espíritos do mal que habitam as regiões celestes. Portanto, irmãos, tomai a armadura de Deus, para poderdes resistir no dia mau e perseverar firmes, superando todas as provas. Permanecei bem firmes, de rins cingidos com o cinturão da verdade, revestidos com a couraça da justiça, de pés calçados com o zelo de anunciar o Evangelho da paz. Tende sempre nas mãos o escudo da fé, com o qual podereis apagar as setas inflamadas do maligno. Tomai o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. Outras leituras Antigo Testamento: Prov 8, 17‑21 – Eu amo aqueles que me amam. Is 61, 10‑11 – Envolveu‑me num manto de justiça. 2 Re 2, 1.7‑13 – O manto de Elias caiu sobre Eliseu. Bar 5, 1‑5 – Revesti‑vos da beleza de Deus. Ez 16, 8‑14 – A tua formosura era perfeita. Novo Testamento: Mc 5, 25-34 – A mulher tocou nas vestes de Jesus e ficou curada. Lc 2, 4‑7 – Maria envolveu o Menino em panos. * Rom 12, 1‑2- O culto espiritual. Gal 4, 4-7 – Deus enviou o seu Filho nascido de uma mulher. Ef 4, 17.20‑24 – Revesti-vos do homem novo. 9. Terminada a leitura, o ministro exorta os presentes explicando, à luz da palavra de Deus, o sentido da celebração, as graças e os compromissos que derivam do Escapulário. Segue-se um momento de silêncio. Preces 10. Segue-se um tempo de oração em comum. Propõem‑se algumas intenções. Podem‑se escolher as mais apropriadas ou acrescentar outras. Ministro: Caríssimos irmãos e irmãs. Pela intercessão da Virgem Santa Maria, em cujo seio encarnou o Filho de Deus e habitou entre nós, supliquemos ao Pai do Céu a graça de sermos testemunhas do Evangelho com as nossas obras, e rezemos: R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Pai Santo, que quisestes que o vosso Filho assumisse a nossa natureza humana para nos fazer participantes da vossa vida divina, — pela intercessão da Virgem Maria, discípula perfeita do Senhor, fazei que nos revistamos interiormente da vossa graça. R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Pai Santo, que quisestes que o vosso Filho se fizesse semelhante a nós em tudo, excepto no pecado, para que, seguindo os seus passos, nos configuremos com Ele, — pela intercessão da Virgem Maria, fazei que imitemos a Cristo e sejamos por meio das nossas obras uma oferenda agradável diante de Vós. R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Pai Santo, que nos convidais para o banquete da graça, revestidos com a veste nupcial, para nos revelardes o vosso amor, — pela intercessão da Mãe do vosso Filho, fazei que nos revistamos com as virtudes do seu amor generoso e do seu serviço amoroso. R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Pai Santo, que quiseste que a Virgem Maria esmagasse a cabeça da serpente, — por sua intercessão, ajudai-nos a vencer as ciladas do maligno na nossa vida e no mundo. R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Pai Santo, que escolhestes a Virgem Maria como Filha da Nova Aliança, — por sua intercessão, purificai os nossos corações e fortalecei a nossa fé. R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Pai Santo, que olhastes para a humildade da vossa serva para que proclamasse a vossa grandeza, — por sua intercessão, fazei que anunciemos o vosso reino e proclamemos a vossa misericórdia de geração em geração. R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Pai Santo, que destes ao vosso Filho uma mãe que O cuidou amorosamente, — por sua intercessão, fazei com que amemos os pobres e marginalizados, e com eles construamos um mundo mais justo e mais fraterno. R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Pai Santo, que nos envolvestes com o manto da justiça e da santidade, — pela intercessão da Virgem Maria, santificai‑nos em Cristo e fazei‑nos cooperadores generosos na obra da salvação do mundo. R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Pai Santo, que nos abençoastes em Cristo com toda a espécie de bênçãos espirituais e celestiais; — pela intercessão da Virgem Maria, concedei-nos uma feliz passagem da morte para a vida eterna. R. Concedei‑nos, Senhor, que sejamos revestidos de Jesus Cristo. Oração de bênção 11. O ministro, com as mãos estendidas, diz: Senhor nosso Deus, autor da santidade e seu aperfeiçoador, que chamais à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade os que fizestes renascer da água e do Espírito Santo, olhai com benevolência para estes vossos servos que receberam com devoção o Escapulário do Carmo e vão usar diligentemente como sinal de consagração a Nossa Senhora do Carmo. Fazei que sejam imagem de Cristo, vosso Filho, e, terminada a sua passagem por esta vida, com a ajuda da Virgem Mãe de Deus, sejam admitidos na alegria da vossa morada celeste. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. R. Amém. Faz-se a aspersão com água benta. Imposição do Escapulário 12. O ministro impõe o Escapulário aos candidatos, dizendo: Recebe este Escapulário, (por meio do qual és admitido na família carmelita), e confia no amor de tão grande Mãe. Comporta-te de tal maneira que, com a ajuda da Santíssima Virgem, te revistas cada vez mais de Cristo e a sua vida se manifeste na tua para glória da Santíssima Trindade e para o bem da Igreja e dos homens. R. Amém. 13. Conforme as circunstâncias, o ministro pode dizer em voz alta a fórmula da imposição uma só vez por todas. Todos juntos respondem amém e aproximam-se para receberem o Escapulário. 14. Terminada a imposição, o ministro dirige a todos estas palavras: Pela bênção e imposição deste Escapulário vós fostes admitidos na família carmelita, dedicada à imitação e ao serviço da Virgem Mãe de Deus, para que possais servir com maior dedicação a Cristo e à sua Igreja, com o mesmo espírito contemplativo e apostólico da Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Para que o consigais com maior perfeição, eu, pelo poder que me foi concedido, admito-vos a participar nos bens espirituais da mesma Ordem do Carmo. 15. O ministro explica aos fiéis os compromissos e as obrigações inerentes à admissão na família do Carmelo. Visite a nossa loja para adquirir o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo Você sabia que o escapulário, para que seja válido, precisa ser de tecido, como o que foi entregue por Nossa Senhora? Visite a nossa loja e adquira o seu agora mesmo Clique aqui para adquirir

  • Conselhos valiosos de um santo para se santificar no dia a dia

    Selecionamos 40 dicas valiosas de São Josemaría Escrivá para a tarefa mais importante de nossa existência: a salvação da nossa alma. Daremos destaque aos 5 primeiros conselhos e depois abordaremos diversos temas brevemente. São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei, propõe em seu livro “Caminho” diversas reflexões breves, mas certeiras, para quem quer mudar de vida mediante o domínio de si mesmo. Deus quer que sejamos santos. Mas essa vontade divina não se dirige apenas a uns poucos, vocacionados à vida sacerdotal ou religiosa, mas a todos os fiéis batizados. Ele chama a cada um de nós, no seu próprio estado de vida, àquela perfeição no amor que deve brilhar na alma de todos os seguidores de Jesus Cristo. Deus dá a cada ser humano a oportunidade única de viver – não haverá outra “encarnação”, como supõem os espíritas – e espera amorosamente que ele trabalhe e desenvolva os talentos que Ele lhe concedeu. “Trabalhai na vossa salvação com temor e tremor” (Fl 2, 12), diz também São Paulo. Que tal ser aconselhado por um santo para fazer sua lista de propósitos para mudar de vida? Abaixo, seguem algumas pérolas de São Josemaría Escrivá, o santo do quotidiano, com recomendações valiosas para o trabalho mais importante de nossa existência: a salvação da nossa alma. Obs.: Daremos destaque aos 5 primeiros conselhos e depois abordaremos diversos temas brevemente. 1. Lutar contra os pecados veniais “Já sei que evitas os pecados mortais. – Queres salvar-te! – Mas não te preocupa esse contínuo cair deliberadamente em pecados veniais, ainda que sintas o chamado de Deus para te venceres em cada caso. – É a tibieza que torna a tua vontade tão fraca.” (Caminho, 327) “Quem é fiel nas pequenas coisas será fiel também nas grandes, e quem é injusto nas pequenas será injusto também nas grandes” (Lc 16, 10). Quem quer seguir Nosso Senhor, deve deixar de lado a “mentalidade do salário mínimo” e começar a servi-Lo com maior generosidade. Não nos basta seguir os Dez Mandamentos, o chamado de Cristo é que sejamos santos – ou seja, que O amemos de verdade, por completo. Quantas vezes Nosso Senhor “incomoda” a nossa consciência, alertando-nos para certas palavras ou atitudes que não correspondem à Sua vontade, mas que muitas vezes tratamos como se não fossem nada ou – pior – dizemos serem “somente” pecados veniais. Santo Anselmo pergunta: “Quem terá a ousadia de dizer: isto é só um pecado venial, e, portanto, não é um grande mal? Se Deus é ofendido, como se poderá afirmar que isso é um pequeno mal?” Por isso, abandonemos de vez os pecados veniais, “vulpes parvulas, quae demoliuntur vineas – as pequenas raposas que destroem a vinha” (Ct 2, 15). 2. Acordar na hora certa “Vence-te em cada dia desde o primeiro momento, levantando-te pontualmente a uma hora fixa, sem conceder um só minuto à preguiça. Se, com a ajuda de Deus, te venceres, muito terás adiantado para o resto do dia. Desmoraliza tanto sentir-se vencido na primeira escaramuça!” (Caminho, 191) “O minuto heróico. – É a hora exata de te levantares. Sem hesitar: um pensamento sobrenatural e… fora! – O minuto heróico: aí tens uma mortificação que fortalece a tua vontade e não debilita a tua natureza.” (Caminho, 206) Muitas pessoas têm problemas para dormir; tantas outras, porém, têm o problema oposto: não conseguem levantar-se da cama no outro dia. Às vezes até dormem mais cedo, colocam o despertador para determinado horário, mas, simplesmente não acordam – ou pior, não querem levantar-se! Depois que ativam a “função soneca” do celular, elas cochilam indefinidamente, chegando a perder o horário e deixando de cumprir os seus deveres em casa, na escola ou no trabalho. É certo: às vezes, a rotina do dia a dia esgota-nos sobremaneira. Todavia, é preciso reconhecer que as perdas de tempo na cama, de manhã, normalmente se devem muito mais à nossa preguiça que ao nosso cansaço físico. Afinal, se aquela hora específica é o momento que tínhamos fixado para acordar, por que adiar para mais tarde? Em 2018, este pode ser um ótimo propósito para nós: o “minuto heroico“, levantar na hora certa, sem negociatas com o celular, “sem hesitar”. Além de adiantar muito para o resto do dia, tal prática pode ser feita como verdadeiro exercício de mortificação. E a mortificação – não se pode esquecer – é uma escada imprescindível para subir ao Céu. Há um único modo, ensina S. Josemaría Escrivá, de crescer na familiaridade e na confiança com Deus: a intimidade da oração. 3. Fazer alguns minutos diários de meditação “Meditação. – Tempo certo e a hora certa. – Senão, acabará adaptando-se à nossa comodidade: isso é falta de mortificação. E a oração sem mortificação é pouco eficaz.” (Sulco, 446) “Um tempo de meditação diária – união de amizade com Deus – é coisa própria de pessoas que sabem aproveitar retamente a sua vida; de cristãos conscientes, que agem com coerência.” (Sulco, 665) Em um mundo tomado por uma agitação contínua, na qual as pessoas agem quase que “a toque de caixa”, falar de rezar chega a parecer conversa de outro mundo – ou da Idade Média. Com tanta coisa para fazer, parece não sobrar tempo para Deus e para o cuidado de nossa vida interior. Levado pelo ritmo frenético do dia a dia, então, quem é ateu vai simplesmente passando a sua curta existência neste mundo, e quem é cristão vai pouco a pouco se tornando materialista, uma espécie de “ateu prático”. O conselho de São Josemaría é um desafio para o homem moderno: “um tempo de meditação diária”, com “tempo certo” e “hora certa”. Um momento reservado, escolhido, específico, para Deus. É claro que é possível rezar enquanto se trabalha. São Paulo mesmo pede aos cristãos que rezem sem cessar (cf. 1Ts 5, 17). Isso, no entanto, não pode ser desculpa para deixar de escolher um horário determinado e especial para tratar com Deus. O Cristianismo é a religião do amor. Quando alguém ama, quer estar com a pessoa amada, conversar com ela, desfrutar da sua presença. Ora, como podemos amar a Deus, se não queremos passar alguns poucos minutos diários diante d’Ele? Em suma, na religião cristã, não se pode descuidar da oração, que é realmente a porta da santidade. 4. Não esquecer o exame de consciência “Se lutas de verdade, precisas fazer exame de consciência. – Cuida do exame diário: vê se sentes dor de Amor, porque não tratas Nosso Senhor como deverias.” (Sulco, 142) “Há um inimigo da vida interior, pequeno, bobo; mas muito eficaz, infelizmente: o pouco empenho no exame de consciência.” (Forja, 109) “Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento” (Ef 4, 26), diz o Apóstolo. Trata-se de um conselho importantíssimo para qualquer convivência sadia entre as pessoas. Ora, se é preciso cuidar do relacionamento com os outros, muito mais da nossa intimidade com Deus! Por isso, um belo propósito para este ano é não deixar que o dia termine sem fazer um diligente exame de consciência. Quem ama, procura sempre melhorar, corrigindo os próprios erros, a fim de agradar a pessoa amada. Um exame bem feito, todos os dias, ao final da noite, além de fortalecer a união com o Senhor, torna mais concreto e responsável o nosso amor a Ele, eliminando as ofensas e imperfeições que atingem o Seu coração. Não se pode, portanto, negligenciar a importância do exame de consciência para a nossa vida espiritual. 5. Perseverar no trabalho “Deves sentir cada dia a obrigação de ser santo. – Santo!, que não é fazer coisas esquisitas: é lutar na vida interior e no cumprimento heróico, acabado, do dever.” (Forja, 60) “Obstáculos?… Às vezes, existem. – Mas, em algumas ocasiões, és tu que os inventas por comodismo ou por covardia. – Com que habilidade formula o diabo a aparência desses pretextos para que não trabalhes…!, porque sabe muito bem que a preguiça é a mãe de todos os vícios.” (Sulco, 505) “‘Passou-me o entusiasmo’, escreveste-me. – Tu não deves trabalhar por entusiasmo, mas por Amor; com consciência do dever, que é abnegação.” (Caminho, 994) Não é verdade que o trabalho seja um castigo decorrente do pecado original. “O trabalho não é um castigo – ensina o Catecismo da Igreja Católica -, mas a colaboração do homem e da mulher com Deus no aperfeiçoamento da criação visível” (§ 378). Por isso, antes mesmo que o primeiro homem pecasse, Deus o pôs no jardim do Éden “a fim de o cultivar e guardar” (Gn 2, 15). Se a queda desfigurou o trabalho humano – o ser humano passou a comer o pão “com trabalhos penosos” e “com o suor do seu rosto” (cf. Gn 3, 17-19) –, Nosso Senhor, que passou a Sua vida oculta no serviço simples e escondido da carpintaria de Nazaré, devolveu-lhe a beleza e o significado originais. O homem não trabalha simplesmente para cumprir uma pena. Trabalha para ser santo. Para lutar “na vida interior e no cumprimento heroico, acabado, do dever”.Os “propósitos de ano novo” são uma boa iniciativa: ajudam-nos a não nos conformarmos com uma vida medíocre, levada “de qualquer modo”. O segredo de todos esses conselhos, todavia, está no amor. “Tu não deves trabalhar por entusiasmo, mas por Amor“, diz o santo do quotidiano. Qualquer propósito para 2018 será em vão se não tiver como motor principal a caridade. Os sentimentos, o “entusiasmo”, os arrepios dos primeiros anos de conversão, todas essas coisas passam. Ao contrário, o amor, fundado na vontade firme, na “determinada determinación” de agradar a Deus, permanece. Dia após dia, renovemos as nossas “promessas” de entrega e fidelidade a Ele. E teremos, sem dúvidas, um ano muito melhor do que este que passou. “Dia após dia, renovemos as nossas “promessas” de entrega e fidelidade a Deus.“ Fique com mais alguns importantes pensamentos de São Josemaria Escrivá Oração “A ação nada vale sem a oração; a oração valoriza-se com o sacrifício.” Propósitos “És tão jovem! – Pareces um barco que empreende viagem. – Esse ligeiro desvio de agora, se não o corriges, fará que no fim não chegues ao porto.” Estudos “Estuda. – Estuda com empenho. – Se tens de ser sal e luz, necessitas de ciência, de idoneidade. Ou julgas que, por seres preguiçoso e comodista, hás de receber ciência infusa?” Obediência “Obedecei, como nas mãos do artista obedece um instrumento – que não se detém a considerar por que faz isto ou aquilo -, certos de que nunca vos mandarão coisa que não seja boa e para toda a glória de Deus.” Sofrimento “Quando vier o sofrimento, o desprezo, a Cruz, deves considerar: – Que é isto, comparado com o que eu mereço?” Perseverança “Começar é de todos; perseverar, de santos. Que a tua perseverança não seja conseqüência cega do primeiro impulso, fruto da inércia; que seja uma perseverança refletida.” Mortificação – “Procura mortificações que não mortifiquem os outros” (179). – “Estes são os saborosos frutos da alma mortificada: compreensão e transigência para as misérias alheias; intransigência para as próprias” (198). Sacrifício “O mundo só admira o sacrifício com espetáculo porque ignora o valor do sacrifício escondido e silencioso” (185). Foco “Tudo o que não te leva a Deus é um estorvo. Arranca-o e atira-o para longe” (189). Generosidade – “Quanto mais generoso fores – por Deus -, mais feliz serás” (s. 18). – “Da falta de generosidade à tibieza não vai senão um passo” (s. 10). Dedicação – “Nós, os que nos dedicamos a Deus, nada perdemos” (s. 21). – “Gostaria de gritar ao ouvido de tantas e de tantos; não é sacrifício entregar os filhos ao serviço de Deus; é honra e alegria” (s. 22). Compromisso “Desde que Lhe disseste “sim”, o tempo vai mudando a cor do teu horizonte – cada dia mais belo -, que brilha mais amplo e luminoso. Mas tens de continuar a dizer “sim”” (s. 32). Fortaleza “Não te comportes como esses que se assustam perante um inimigo que só tem a força da sua “voz agressiva”” (s. 39). Contrição “Há os que erram por fraqueza – pela fragilidade do barro de que estamos feitos -, mas se mantêm íntegros na doutrina. São os mesmos que, com a graça de Deus, demonstram a valentia e a humildade heroica de confessar a seu erro, e de defender – com afinco – a verdade” (s. 42). Confiança “É uma loucura confiar em Deus!…, dizem. – E não é maior loucura confiar em si mesmo, ou nos demais homens?” (s. 44). Moda? “Para nos convencermos de que é ridículo tomar a moda como norma de conduta, basta olhar para alguns retratos antigos” (s. 48). Alegria “Um conselho, que vos tenho repetido até cansar: estai alegres, sempre alegres. – Que estejam tristes os que não se considerem filhos de Deus” (s. 54). “Não és feliz, porque ficas ruminando tudo como se sempre fosses tu o centro: é que te dói o estômago, é que te cansas, é que te disseram isto ou aquilo… – Experimentaste pensar n‘Ele e, por Ele, nos outros?” (s. 74). Felicidade “A tua felicidade na terra identifica-se com a tua fidelidade à fé, à pureza e ao caminho que o Senhor te traçou” (s. 84). Esperança “Esperar não significa começar a ver a luz, mas confiar de olhos fechados em que o Senhor a possui plenamente e vive nessa claridade. Ele é a luz” (s. 91). Inveja “Se arrancares pela raiz qualquer assolo de inveja, e te alegrares sinceramente com os êxitos dos outros, não perderás a alegria” (s. 93). Fraternidade “O Brasil! A primeira coisa que eu vi é uma mãe grande, bela, fecunda, terna, que abre os braços a todos, sem distinção de línguas, de raças, de nações, e a todos chama filhos. Grande coisa é o Brasil! Depois, eu vi que vocês se tratam de uma maneira fraterna, e fiquei comovido” (Francisco Faus, São Josemaria Escrivá no Brasil, p. 93). Sobrenatural “Vocês têm que fazer sobrenaturalmente o que fazem naturalmente; e depois, levar esse empenho de caridade, de fraternidade, de compreensão, de amor, de espírito cristão a todos os povos da terra. Entendo que o povo brasileiro é e será um grande povo missionário, um grande povo de Deus, e que vocês saberão cantar as grandezas do Senhor por toda a terra” (Francisco Faus, São Josemaria Medo “Há uma quantidade bem considerável de cristãos que seriam apóstolos…, se não tivessem medo. São os mesmos que depois se queixam, porque o Senhor – dizem! – os abandona. Que fazem eles com Deus?” (s. 103). Fazer a vontade de Deus “Não o esqueçamos: no cumprimento da Vontade divina, as dificuldades se ultrapassam por cima…, ou por baixo…, ou ao largo. Mas…, ultrapassam-se!” (s. 106). Insistir “Quando se trabalha para expandir um empreendimento apostólico, o “não” nunca é uma resposta definitiva. Insiste!” (s. 107). Coragem “Às vezes penso que uns poucos inimigos de Deus e da sua Igreja vivem do medo de muitos bons, e encho-me de vergonha” (s. 115). Oração “Sê atrevido na tua oração, e o Senhor te transformará de pessimista em otimista; de tímido em audaz; de acanhado de espírito em homem de fé, em apóstolo!” (s. 118). Santidade – “A santidade, o verdadeiro afã por alcançá-la, não faz pausas nem tira férias” (s. 129). – “Nem todos podem chegar a ser ricos, sábios, famosos… Em contrapartida, todos – sim, “todos” – estamos chamados a ser santos” (s. 125). Tentação “Não dialogues com a tentação. Deixa-me que te repita: tem a coragem de fugir, e a energia de não manusear a tua fraqueza pensando até onde poderias chegar. Corta, sem concessões!” (s. 137). Graça “Sempre pensei que muitos chamam “amanhã”, “depois”, à resistência à graça” (s. 155). Egoísmo “Complicações?… Sê sincero, e reconhece que preferes ser escravo de um egoísmo seu, ao invés de servires a Deus ou àquela alma. – Cede!” (s. 159). Conversão “Converte-te agora, quando ainda te sentes jovem… Como é difícil retificar quando a alma envelheceu!” (s. 170). Tempo “Diz que não tem tempo?… Muito melhor. Precisamente os que não têm tempo é que interessam a Cristo” (s. 199). Testemunho “Não atinges as pessoas porque falas uma “língua” diferente. Aconselho-te a naturalidade. Essa tua formação, tão artificial!” (s. 203). Enfim, o maior segrdo, a Eucaristia: “Quando dava a Sagrada Comunhão, aquele sacerdote tinha vontade de gritar: aí te entrego a Felicidade!” (Forja, nº 267). “Não abandones a visita ao Santíssimo. – Depois da oração vocal que tenhas por costume, conta a Jesus, realmente presente no Sacrário, as preocupações do dia. – E terás luzes e animo para a tua vida de cristão” (Caminho, nº 554). “Quando te aproximares do Sacrário, pensa que Ele… há vinte séculos que te espera” (Caminho, nº 537). “Gosto de chamar “cárcere de amor!” ao Sacrário. Há vinte séculos está Ele ali…, voluntariamente encerrado!, por mim e por todos” (Forja, nº 827). “Sê alma de Eucaristia! – Se o centro dos teus pensamentos e esperanças está no Sacrário, filho, que abundantes os frutos de santidade e de apostolado!” (Forja, nº 835). “Vai perseverantemente ao Sacrário, fisicamente ou com o coração, para te sentires seguro, para te sentires sereno: mas também para te sentires amado… e para amar!” (Forja, nº 837). “Jesus ficou na Eucaristia por amor…, por ti. Ficou, sabendo como o receberiam os homens… e como o recebes tu. Ficou para que o comas, para que o visites e lhe contes as tuas coisas e, ganhando intimidade com Ele na oração junto ao Sacrário e na recepção do Sacramento, te enamores cada dia mais e faças com que outras almas – muitas! – sigam o mesmo caminho” (Forja, nº 887). “’Portanto tu és Rei’… – Sim, Cristo é o Rei, que não só te concede audiência quando desejas, mas que, em delírio de Amor, até abandona – bem me entendes! – o magnífico palácio do Céu, ao qual tu ainda não podes chegar, e te espera no Sacrário. – Não te parece absurdo não acorrer pressuroso e com mais constância a falar com Ele?” (Forja, nº 1004). “Deves manter – ao longo do dia – uma constante conversa com o Senhor, que se alimente também das próprias ocorrências da tua tarefa profissional. Vai com o pensamento ao Sacrário… e oferece ao Senhor o trabalho que tiveres entre mãos” (Forja, nº 745). “Jesus ficou na Hóstia Santa por nós! Para permanecer ao nosso lado, para nos sustentar, para nos guiar. – E amor apenas se paga com amor. – Como não havemos de correr para o Sacrário, todos os dias, ainda que seja apenas por uns minutos, para Lhe levar a nossa saudação e o nosso amor de filhos e de irmãos?” (Sulco, nº 686). “Agradar-me-ia que, ao considerar tudo isto, tomássemos consciência da nossa missão de cristãos, voltássemos os olhos para a Sagrada Eucaristia, para Jesus que, presente entre nós, nos constituiu seus membros: vos estis corpus Christi et membra de membro,”vós sois o corpo de Cristo e membros unidos a outros membros”. O nosso Deus decidiu ficar no Sacrário para nos alimentar, para nos fortalecer, para nos divinizar, para dar eficácia à nossa tarefa e ao nosso esforço”. “Agiganta a tua fé na Sagrada Eucaristia. Pasma ante essa realidade inefável!: temos Deus conosco, podemos recebê-lo cada dia e, se quisermos, falamos intimamente com Ele, como se fala com o amigo, como se fala com o irmão, como se fala com o pai, como se fala com o Amor” (Forja, nº 268). “Compreendo o teu empenho por receber diariamente a Sagrada Eucaristia, porque quem se sente filho de Deus tem imperiosa necessidade de Cristo” (Forja, nº 830). “Temos de receber o Senhor na Eucaristia, como aos grandes da terra, melhor!: com adornos, luzes, fatos novos… – E se me perguntares que limpeza, que adornos e que luzes hás-de ter, responder-te-ei: limpeza nos teus sentidos, um por um; adorno nas tuas potências, uma por uma; luz em toda a tua alma” (Forja, nº 834). “É preciso adorar devotamente este Deus escondido. Ele é o mesmo Jesus Cristo, que nasceu da Virgem Maria; o mesmo que padeceu e foi imolado na cruz; o mesmo, enfim, de cujo peito trespassado jorrou água e sangue” (Cristo que Passa). “Procura dar graças a Jesus na Eucaristia, cantando louvores a Nossa Senhora, à Virgem pura, sem mancha, àquela que trouxe o Senhor ao mundo. E, com audácia de criança, atreve-te a dizer a Jesus: – Meu lindo Amor, bendita seja a Mãe que te trouxe ao mundo! Com certeza que lhe agradas, e porá mais amor ainda na tua alma” (Forja, nº 70). Espírito Santo “Ajuda-me a pedir um novo Pentecostes, que abrase outra vez a terra” (s. 213). #Dicas #FormaçõesCatólicas #SãoJosemariaEscrivá #Testemunho

  • Conselhos valiosos de um santo para se santificar no dia a dia

    Selecionamos 40 dicas valiosas de São Josemaría Escrivá para a tarefa mais importante de nossa existência: a salvação da nossa alma. Daremos destaque aos 5 primeiros conselhos e depois abordaremos diversos temas brevemente. São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei, propõe em seu livro “Caminho” diversas reflexões breves, mas certeiras, para quem quer mudar de vida mediante o domínio de si mesmo. Deus quer que sejamos santos. Mas essa vontade divina não se dirige apenas a uns poucos, vocacionados à vida sacerdotal ou religiosa, mas a todos os fiéis batizados. Ele chama a cada um de nós, no seu próprio estado de vida, àquela perfeição no amor que deve brilhar na alma de todos os seguidores de Jesus Cristo. Deus dá a cada ser humano a oportunidade única de viver – não haverá outra “encarnação”, como supõem os espíritas – e espera amorosamente que ele trabalhe e desenvolva os talentos que Ele lhe concedeu. “Trabalhai na vossa salvação com temor e tremor” (Fl 2, 12), diz também São Paulo. Que tal ser aconselhado por um santo para fazer sua lista de propósitos para mudar de vida? Abaixo, seguem algumas pérolas de São Josemaría Escrivá, o santo do quotidiano, com recomendações valiosas para o trabalho mais importante de nossa existência: a salvação da nossa alma. Obs.: Daremos destaque aos 5 primeiros conselhos e depois abordaremos diversos temas brevemente. 1. Lutar contra os pecados veniais “Já sei que evitas os pecados mortais. – Queres salvar-te! – Mas não te preocupa esse contínuo cair deliberadamente em pecados veniais, ainda que sintas o chamado de Deus para te venceres em cada caso. – É a tibieza que torna a tua vontade tão fraca.” (Caminho, 327) “Quem é fiel nas pequenas coisas será fiel também nas grandes, e quem é injusto nas pequenas será injusto também nas grandes” (Lc 16, 10). Quem quer seguir Nosso Senhor, deve deixar de lado a “mentalidade do salário mínimo” e começar a servi-Lo com maior generosidade. Não nos basta seguir os Dez Mandamentos, o chamado de Cristo é que sejamos santos – ou seja, que O amemos de verdade, por completo. Quantas vezes Nosso Senhor “incomoda” a nossa consciência, alertando-nos para certas palavras ou atitudes que não correspondem à Sua vontade, mas que muitas vezes tratamos como se não fossem nada ou – pior – dizemos serem “somente” pecados veniais. Santo Anselmo pergunta: “Quem terá a ousadia de dizer: isto é só um pecado venial, e, portanto, não é um grande mal? Se Deus é ofendido, como se poderá afirmar que isso é um pequeno mal?” Por isso, abandonemos de vez os pecados veniais, “vulpes parvulas, quae demoliuntur vineas – as pequenas raposas que destroem a vinha” (Ct 2, 15). 2. Acordar na hora certa “Vence-te em cada dia desde o primeiro momento, levantando-te pontualmente a uma hora fixa, sem conceder um só minuto à preguiça. Se, com a ajuda de Deus, te venceres, muito terás adiantado para o resto do dia. Desmoraliza tanto sentir-se vencido na primeira escaramuça!” (Caminho, 191) “O minuto heróico. – É a hora exata de te levantares. Sem hesitar: um pensamento sobrenatural e… fora! – O minuto heróico: aí tens uma mortificação que fortalece a tua vontade e não debilita a tua natureza.” (Caminho, 206) Muitas pessoas têm problemas para dormir; tantas outras, porém, têm o problema oposto: não conseguem levantar-se da cama no outro dia. Às vezes até dormem mais cedo, colocam o despertador para determinado horário, mas, simplesmente não acordam – ou pior, não querem levantar-se! Depois que ativam a “função soneca” do celular, elas cochilam indefinidamente, chegando a perder o horário e deixando de cumprir os seus deveres em casa, na escola ou no trabalho. É certo: às vezes, a rotina do dia a dia esgota-nos sobremaneira. Todavia, é preciso reconhecer que as perdas de tempo na cama, de manhã, normalmente se devem muito mais à nossa preguiça que ao nosso cansaço físico. Afinal, se aquela hora específica é o momento que tínhamos fixado para acordar, por que adiar para mais tarde? Em 2018, este pode ser um ótimo propósito para nós: o “minuto heroico“, levantar na hora certa, sem negociatas com o celular, “sem hesitar”. Além de adiantar muito para o resto do dia, tal prática pode ser feita como verdadeiro exercício de mortificação. E a mortificação – não se pode esquecer – é uma escada imprescindível para subir ao Céu. Há um único modo, ensina S. Josemaría Escrivá, de crescer na familiaridade e na confiança com Deus: a intimidade da oração. 3. Fazer alguns minutos diários de meditação “Meditação. – Tempo certo e a hora certa. – Senão, acabará adaptando-se à nossa comodidade: isso é falta de mortificação. E a oração sem mortificação é pouco eficaz.” (Sulco, 446) “Um tempo de meditação diária – união de amizade com Deus – é coisa própria de pessoas que sabem aproveitar retamente a sua vida; de cristãos conscientes, que agem com coerência.” (Sulco, 665) Em um mundo tomado por uma agitação contínua, na qual as pessoas agem quase que “a toque de caixa”, falar de rezar chega a parecer conversa de outro mundo – ou da Idade Média. Com tanta coisa para fazer, parece não sobrar tempo para Deus e para o cuidado de nossa vida interior. Levado pelo ritmo frenético do dia a dia, então, quem é ateu vai simplesmente passando a sua curta existência neste mundo, e quem é cristão vai pouco a pouco se tornando materialista, uma espécie de “ateu prático”. O conselho de São Josemaría é um desafio para o homem moderno: “um tempo de meditação diária”, com “tempo certo” e “hora certa”. Um momento reservado, escolhido, específico, para Deus. É claro que é possível rezar enquanto se trabalha. São Paulo mesmo pede aos cristãos que rezem sem cessar (cf. 1Ts 5, 17). Isso, no entanto, não pode ser desculpa para deixar de escolher um horário determinado e especial para tratar com Deus. O Cristianismo é a religião do amor. Quando alguém ama, quer estar com a pessoa amada, conversar com ela, desfrutar da sua presença. Ora, como podemos amar a Deus, se não queremos passar alguns poucos minutos diários diante d’Ele? Em suma, na religião cristã, não se pode descuidar da oração, que é realmente a porta da santidade. 4. Não esquecer o exame de consciência “Se lutas de verdade, precisas fazer exame de consciência. – Cuida do exame diário: vê se sentes dor de Amor, porque não tratas Nosso Senhor como deverias.” (Sulco, 142) “Há um inimigo da vida interior, pequeno, bobo; mas muito eficaz, infelizmente: o pouco empenho no exame de consciência.” (Forja, 109) “Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento” (Ef 4, 26), diz o Apóstolo. Trata-se de um conselho importantíssimo para qualquer convivência sadia entre as pessoas. Ora, se é preciso cuidar do relacionamento com os outros, muito mais da nossa intimidade com Deus! Por isso, um belo propósito para este ano é não deixar que o dia termine sem fazer um diligente exame de consciência. Quem ama, procura sempre melhorar, corrigindo os próprios erros, a fim de agradar a pessoa amada. Um exame bem feito, todos os dias, ao final da noite, além de fortalecer a união com o Senhor, torna mais concreto e responsável o nosso amor a Ele, eliminando as ofensas e imperfeições que atingem o Seu coração. Não se pode, portanto, negligenciar a importância do exame de consciência para a nossa vida espiritual. 5. Perseverar no trabalho “Deves sentir cada dia a obrigação de ser santo. – Santo!, que não é fazer coisas esquisitas: é lutar na vida interior e no cumprimento heróico, acabado, do dever.” (Forja, 60) “Obstáculos?… Às vezes, existem. – Mas, em algumas ocasiões, és tu que os inventas por comodismo ou por covardia. – Com que habilidade formula o diabo a aparência desses pretextos para que não trabalhes…!, porque sabe muito bem que a preguiça é a mãe de todos os vícios.” (Sulco, 505) “‘Passou-me o entusiasmo’, escreveste-me. – Tu não deves trabalhar por entusiasmo, mas por Amor; com consciência do dever, que é abnegação.” (Caminho, 994) Não é verdade que o trabalho seja um castigo decorrente do pecado original. “O trabalho não é um castigo – ensina o Catecismo da Igreja Católica -, mas a colaboração do homem e da mulher com Deus no aperfeiçoamento da criação visível” (§ 378). Por isso, antes mesmo que o primeiro homem pecasse, Deus o pôs no jardim do Éden “a fim de o cultivar e guardar” (Gn 2, 15). Se a queda desfigurou o trabalho humano – o ser humano passou a comer o pão “com trabalhos penosos” e “com o suor do seu rosto” (cf. Gn 3, 17-19) –, Nosso Senhor, que passou a Sua vida oculta no serviço simples e escondido da carpintaria de Nazaré, devolveu-lhe a beleza e o significado originais. O homem não trabalha simplesmente para cumprir uma pena. Trabalha para ser santo. Para lutar “na vida interior e no cumprimento heroico, acabado, do dever”.Os “propósitos de ano novo” são uma boa iniciativa: ajudam-nos a não nos conformarmos com uma vida medíocre, levada “de qualquer modo”. O segredo de todos esses conselhos, todavia, está no amor. “Tu não deves trabalhar por entusiasmo, mas por Amor“, diz o santo do quotidiano. Qualquer propósito para 2018 será em vão se não tiver como motor principal a caridade. Os sentimentos, o “entusiasmo”, os arrepios dos primeiros anos de conversão, todas essas coisas passam. Ao contrário, o amor, fundado na vontade firme, na “determinada determinación” de agradar a Deus, permanece. Dia após dia, renovemos as nossas “promessas” de entrega e fidelidade a Ele. E teremos, sem dúvidas, um ano muito melhor do que este que passou. “Dia após dia, renovemos as nossas “promessas” de entrega e fidelidade a Deus.“ Fique com mais alguns importantes pensamentos de São Josemaria Escrivá Oração “A ação nada vale sem a oração; a oração valoriza-se com o sacrifício.” Propósitos “És tão jovem! – Pareces um barco que empreende viagem. – Esse ligeiro desvio de agora, se não o corriges, fará que no fim não chegues ao porto.” Estudos “Estuda. – Estuda com empenho. – Se tens de ser sal e luz, necessitas de ciência, de idoneidade. Ou julgas que, por seres preguiçoso e comodista, hás de receber ciência infusa?” Obediência “Obedecei, como nas mãos do artista obedece um instrumento – que não se detém a considerar por que faz isto ou aquilo -, certos de que nunca vos mandarão coisa que não seja boa e para toda a glória de Deus.” Sofrimento “Quando vier o sofrimento, o desprezo, a Cruz, deves considerar: – Que é isto, comparado com o que eu mereço?” Perseverança “Começar é de todos; perseverar, de santos. Que a tua perseverança não seja conseqüência cega do primeiro impulso, fruto da inércia; que seja uma perseverança refletida.” Mortificação – “Procura mortificações que não mortifiquem os outros” (179). – “Estes são os saborosos frutos da alma mortificada: compreensão e transigência para as misérias alheias; intransigência para as próprias” (198). Sacrifício “O mundo só admira o sacrifício com espetáculo porque ignora o valor do sacrifício escondido e silencioso” (185). Foco “Tudo o que não te leva a Deus é um estorvo. Arranca-o e atira-o para longe” (189). Generosidade – “Quanto mais generoso fores – por Deus -, mais feliz serás” (s. 18). – “Da falta de generosidade à tibieza não vai senão um passo” (s. 10). Dedicação – “Nós, os que nos dedicamos a Deus, nada perdemos” (s. 21). – “Gostaria de gritar ao ouvido de tantas e de tantos; não é sacrifício entregar os filhos ao serviço de Deus; é honra e alegria” (s. 22). Compromisso “Desde que Lhe disseste “sim”, o tempo vai mudando a cor do teu horizonte – cada dia mais belo -, que brilha mais amplo e luminoso. Mas tens de continuar a dizer “sim”” (s. 32). Fortaleza “Não te comportes como esses que se assustam perante um inimigo que só tem a força da sua “voz agressiva”” (s. 39). Contrição “Há os que erram por fraqueza – pela fragilidade do barro de que estamos feitos -, mas se mantêm íntegros na doutrina. São os mesmos que, com a graça de Deus, demonstram a valentia e a humildade heroica de confessar a seu erro, e de defender – com afinco – a verdade” (s. 42). Confiança “É uma loucura confiar em Deus!…, dizem. – E não é maior loucura confiar em si mesmo, ou nos demais homens?” (s. 44). Moda? “Para nos convencermos de que é ridículo tomar a moda como norma de conduta, basta olhar para alguns retratos antigos” (s. 48). Alegria “Um conselho, que vos tenho repetido até cansar: estai alegres, sempre alegres. – Que estejam tristes os que não se considerem filhos de Deus” (s. 54). “Não és feliz, porque ficas ruminando tudo como se sempre fosses tu o centro: é que te dói o estômago, é que te cansas, é que te disseram isto ou aquilo… – Experimentaste pensar n‘Ele e, por Ele, nos outros?” (s. 74). Felicidade “A tua felicidade na terra identifica-se com a tua fidelidade à fé, à pureza e ao caminho que o Senhor te traçou” (s. 84). Esperança “Esperar não significa começar a ver a luz, mas confiar de olhos fechados em que o Senhor a possui plenamente e vive nessa claridade. Ele é a luz” (s. 91). Inveja “Se arrancares pela raiz qualquer assolo de inveja, e te alegrares sinceramente com os êxitos dos outros, não perderás a alegria” (s. 93). Fraternidade “O Brasil! A primeira coisa que eu vi é uma mãe grande, bela, fecunda, terna, que abre os braços a todos, sem distinção de línguas, de raças, de nações, e a todos chama filhos. Grande coisa é o Brasil! Depois, eu vi que vocês se tratam de uma maneira fraterna, e fiquei comovido” (Francisco Faus, São Josemaria Escrivá no Brasil, p. 93). Sobrenatural “Vocês têm que fazer sobrenaturalmente o que fazem naturalmente; e depois, levar esse empenho de caridade, de fraternidade, de compreensão, de amor, de espírito cristão a todos os povos da terra. Entendo que o povo brasileiro é e será um grande povo missionário, um grande povo de Deus, e que vocês saberão cantar as grandezas do Senhor por toda a terra” (Francisco Faus, São Josemaria Medo “Há uma quantidade bem considerável de cristãos que seriam apóstolos…, se não tivessem medo. São os mesmos que depois se queixam, porque o Senhor – dizem! – os abandona. Que fazem eles com Deus?” (s. 103). Fazer a vontade de Deus “Não o esqueçamos: no cumprimento da Vontade divina, as dificuldades se ultrapassam por cima…, ou por baixo…, ou ao largo. Mas…, ultrapassam-se!” (s. 106). Insistir “Quando se trabalha para expandir um empreendimento apostólico, o “não” nunca é uma resposta definitiva. Insiste!” (s. 107). Coragem “Às vezes penso que uns poucos inimigos de Deus e da sua Igreja vivem do medo de muitos bons, e encho-me de vergonha” (s. 115). Oração “Sê atrevido na tua oração, e o Senhor te transformará de pessimista em otimista; de tímido em audaz; de acanhado de espírito em homem de fé, em apóstolo!” (s. 118). Santidade – “A santidade, o verdadeiro afã por alcançá-la, não faz pausas nem tira férias” (s. 129). – “Nem todos podem chegar a ser ricos, sábios, famosos… Em contrapartida, todos – sim, “todos” – estamos chamados a ser santos” (s. 125). Tentação “Não dialogues com a tentação. Deixa-me que te repita: tem a coragem de fugir, e a energia de não manusear a tua fraqueza pensando até onde poderias chegar. Corta, sem concessões!” (s. 137). Graça “Sempre pensei que muitos chamam “amanhã”, “depois”, à resistência à graça” (s. 155). Egoísmo “Complicações?… Sê sincero, e reconhece que preferes ser escravo de um egoísmo seu, ao invés de servires a Deus ou àquela alma. – Cede!” (s. 159). Conversão “Converte-te agora, quando ainda te sentes jovem… Como é difícil retificar quando a alma envelheceu!” (s. 170). Tempo “Diz que não tem tempo?… Muito melhor. Precisamente os que não têm tempo é que interessam a Cristo” (s. 199). Testemunho “Não atinges as pessoas porque falas uma “língua” diferente. Aconselho-te a naturalidade. Essa tua formação, tão artificial!” (s. 203). Enfim, o maior segrdo, a Eucaristia: “Quando dava a Sagrada Comunhão, aquele sacerdote tinha vontade de gritar: aí te entrego a Felicidade!” (Forja, nº 267). “Não abandones a visita ao Santíssimo. – Depois da oração vocal que tenhas por costume, conta a Jesus, realmente presente no Sacrário, as preocupações do dia. – E terás luzes e animo para a tua vida de cristão” (Caminho, nº 554). “Quando te aproximares do Sacrário, pensa que Ele… há vinte séculos que te espera” (Caminho, nº 537). “Gosto de chamar “cárcere de amor!” ao Sacrário. Há vinte séculos está Ele ali…, voluntariamente encerrado!, por mim e por todos” (Forja, nº 827). “Sê alma de Eucaristia! – Se o centro dos teus pensamentos e esperanças está no Sacrário, filho, que abundantes os frutos de santidade e de apostolado!” (Forja, nº 835). “Vai perseverantemente ao Sacrário, fisicamente ou com o coração, para te sentires seguro, para te sentires sereno: mas também para te sentires amado… e para amar!” (Forja, nº 837). “Jesus ficou na Eucaristia por amor…, por ti. Ficou, sabendo como o receberiam os homens… e como o recebes tu. Ficou para que o comas, para que o visites e lhe contes as tuas coisas e, ganhando intimidade com Ele na oração junto ao Sacrário e na recepção do Sacramento, te enamores cada dia mais e faças com que outras almas – muitas! – sigam o mesmo caminho” (Forja, nº 887). “’Portanto tu és Rei’… – Sim, Cristo é o Rei, que não só te concede audiência quando desejas, mas que, em delírio de Amor, até abandona – bem me entendes! – o magnífico palácio do Céu, ao qual tu ainda não podes chegar, e te espera no Sacrário. – Não te parece absurdo não acorrer pressuroso e com mais constância a falar com Ele?” (Forja, nº 1004). “Deves manter – ao longo do dia – uma constante conversa com o Senhor, que se alimente também das próprias ocorrências da tua tarefa profissional. Vai com o pensamento ao Sacrário… e oferece ao Senhor o trabalho que tiveres entre mãos” (Forja, nº 745). “Jesus ficou na Hóstia Santa por nós! Para permanecer ao nosso lado, para nos sustentar, para nos guiar. – E amor apenas se paga com amor. – Como não havemos de correr para o Sacrário, todos os dias, ainda que seja apenas por uns minutos, para Lhe levar a nossa saudação e o nosso amor de filhos e de irmãos?” (Sulco, nº 686). “Agradar-me-ia que, ao considerar tudo isto, tomássemos consciência da nossa missão de cristãos, voltássemos os olhos para a Sagrada Eucaristia, para Jesus que, presente entre nós, nos constituiu seus membros: vos estis corpus Christi et membra de membro,”vós sois o corpo de Cristo e membros unidos a outros membros”. O nosso Deus decidiu ficar no Sacrário para nos alimentar, para nos fortalecer, para nos divinizar, para dar eficácia à nossa tarefa e ao nosso esforço”. “Agiganta a tua fé na Sagrada Eucaristia. Pasma ante essa realidade inefável!: temos Deus conosco, podemos recebê-lo cada dia e, se quisermos, falamos intimamente com Ele, como se fala com o amigo, como se fala com o irmão, como se fala com o pai, como se fala com o Amor” (Forja, nº 268). “Compreendo o teu empenho por receber diariamente a Sagrada Eucaristia, porque quem se sente filho de Deus tem imperiosa necessidade de Cristo” (Forja, nº 830). “Temos de receber o Senhor na Eucaristia, como aos grandes da terra, melhor!: com adornos, luzes, fatos novos… – E se me perguntares que limpeza, que adornos e que luzes hás-de ter, responder-te-ei: limpeza nos teus sentidos, um por um; adorno nas tuas potências, uma por uma; luz em toda a tua alma” (Forja, nº 834). “É preciso adorar devotamente este Deus escondido. Ele é o mesmo Jesus Cristo, que nasceu da Virgem Maria; o mesmo que padeceu e foi imolado na cruz; o mesmo, enfim, de cujo peito trespassado jorrou água e sangue” (Cristo que Passa). “Procura dar graças a Jesus na Eucaristia, cantando louvores a Nossa Senhora, à Virgem pura, sem mancha, àquela que trouxe o Senhor ao mundo. E, com audácia de criança, atreve-te a dizer a Jesus: – Meu lindo Amor, bendita seja a Mãe que te trouxe ao mundo! Com certeza que lhe agradas, e porá mais amor ainda na tua alma” (Forja, nº 70). Espírito Santo “Ajuda-me a pedir um novo Pentecostes, que abrase outra vez a terra” (s. 213). #Dicas #FormaçõesCatólicas #SãoJosemariaEscrivá #Testemunho

  • OS GUARDA-COSTAS DO SCRIPT – Ernst Roets

    [O escritor sul-africano Ernst Roets, em discurso no CPAC, congresso conservador realizado na Hungria em maio passado, falou sobre a militância politicamente correta de jornalistas em seu país. A seguir, um trecho do discurso]. Um incidente de violência de brancos sobre negros, na zona rural sul-africana, é 16 vezes mais noticiado do que um incidente de violência de negros sobre brancos. Por que isso está acontecendo? Porque existe um script . Os “guarda-costas do script” controlam quais informações devem ser compartilhadas e como devem ser apresentadas. Eles prescrevem o que podemos dizer, o que podemos fazer, o que podemos pensar e até quem podemos ser. Esses “guarda-costas” são os jornalistas que procuram usar a mídia como arma para destruir a herança ocidental e promover uma ideia abstrata e utópica de como o mundo deve ser estruturado. O script deles é mais ou menos assim: “A humanidade — ou melhor, a raça humana — teve a sorte de sobreviver a uma longa história de maldade e opressão cometida por nossos ancestrais —, da qual nos envergonhamos muito. Descobrimos que, por milhares de anos, nossos ancestrais estavam errados. Não somos seres falíveis com a responsabilidade de contribuir, para nossas comunidades, por meio do trabalho duro e do sacrifício. Em vez disso, somos seres perfectíveis que podem se tornar quem e o que quisermos ser, não através do trabalho duro, mas destruindo o que nossos ancestrais construíram e estimaram.” Não podemos sucumbir a esta falsa dicotomia que nos diz que se nos opomos ao socialismo e sua visão, somos os inimigos dos oprimidos, que se desejamos preservar nossa cultura e herança, somos extremistas; ou ainda que, se expressamos preocupação com o que está acontecendo na África do Sul, estamos pedindo um retorno do apartheid . É um absurdo. Sufoca a discussão construtiva e o progresso, no sentido real desta palavra. Então, o que pode ser feito? Os conservadores devem reconhecer que o que mais importa não é a postura crítica. Um homem que para, visando atirar pedras em cada cão que ladra, nunca chegará ao seu destino. E temos um destino a alcançar. Segundo Cícero, é o de preservar para nossos descendentes aquelas coisas grandes e boas que herdamos de nossos ancestrais. Ou, como disse certa vez o herói africâner Paul Kruger: “Procure em seu passado o que é bom e belo. Construa seu futuro a partir daí.” Na busca desse objetivo, há quatro lições importantes a aprender com a África do Sul socialista. Primeiro, superestima-se demais o racionalismo. Um cordeiro pode apontar todas as falácias lógicas no argumento de um lobo, mas isso não impedirá que o lobo devore o cordeiro. Se o cordeiro – por medo de ser devorado – identificar-se como arbusto, o lobo simplesmente se identificará como vegetariano… Devemos ter os melhores argumentos, mas nossas ações são ainda mais importantes que nossos argumentos. Em segundo lugar, embora a política e as ideias sejam importantes, há algo ainda mais vital e fortemente subestimado: a cultura. Thomas Sowell disse que, embora a opressão e a discriminação possam ter consequências destrutivas, a questão de saber se uma comunidade prosperará não depende tanto da maneira como um grupo é tratado pelos outros, mas de como se encontra a cultura dentro desse grupo. Ele percebeu que a sociedade não pode florescer só por meio da política, deixando de lado a cultura. Queixas de opressão e discriminação não ajudam as comunidades. Trabalho, desenvolvimento de habilidades e conhecimento financeiro trazem florescimento. Isso não é verdade só para os que acusam falsamente os conservadores de opressão, mas também para aqueles conservadores que se sentem discriminados. A terceira lição decorre da segunda. O futuro nunca será assegurado de forma sustentável por meio da dependência do Estado. Os conservadores podem gastar toda a nossa energia construindo um Estado forte, apenas para descobrir que ele pode se voltar contra nós. Portanto, como Tocqueville já concluiu, a solução está na comunidade e nas instituições. Um povo não pode desabrochar com o Estado, se não tiver instituições fortes, embora um povo possa florescer sem o Estado, se tiver instituições fortes. Finalmente, o caminho a seguir passa pelo passado. A tradição é um conjunto de soluções das quais já esquecemos os problemas. Não é apenas desrespeitoso, mas imprudente tentar alcançar o progresso destruindo o que nossos ancestrais construíram. Os conservadores não devemos nos incomodar com os ‘guarda-costas do script’, os críticos, os cães que latem, os oikofóbicos [os que sentem aversão pelo ambiente doméstico], que fazem guerra contra nós porque fazem guerra a si mesmos. Permaneçamos fiéis a nós mesmos, permanecendo fiéis à nossa grande tradição. Vamos valorizar e conservar a tradição que foi construída por aqueles bravos homens e mulheres que vieram antes de nós — e que realmente foram grandes. Keepers of the Script

  • Profanação: brasileiro usa fantasia de Nossa Senhora Aparecida em concurso de transexuais

    Modelo descreveu o recurso à imagem da Padroeira do Brasil como seu “traje típico oficial” para o evento Miss International Queen 2022 Por Aletéia – Eloá Rodrigues, de 29 anos, representante do Brasil no concurso internacional de transexuais Miss International Queen 2022, se fantasiou de Nossa Senhora Aparecida alegando tratar-se do seu “traje típico oficial” para o evento, que acontece na Tailândia. A escolha, segundo Mayra Figueiredo, co-diretora do concurso nacional Miss Beleza T Brasil 2021, significaria “a grandiosidade de ter a padroeira do Brasil sendo levada por uma mulher trans para um concurso com tamanha visibilidade”. Eloá Rodrigues declarou em sua conta no Instagram: “O suspense acabou: hoje levo para o palco do Miss International Queen 2022, como meu Traje Típico oficial, a Nossa Senhora Aparecida. Padroeira e protetora do Brasil, Nossa Senhora Aparecida é mantida no santuário de Aparecida, em São Paulo, onde foi construído o maior Santuário Mariano do mundo”. A postagem prossegue: “De cor azul, simbolizando o céu, o manto é bordado com delicados florais dourados, que remetem à realeza e indicam a soberania da santa sobre o céu e a Terra. Também é possível observar as bandeiras do Brasil e do Vaticano unidas em ambos os lados do sagrado manto, indicando que Nossa Senhora Aparecida é padroeira do Brasil, que está associado ao Vaticano, sendo, portanto, um país católico e sob a proteção da Rainha do Brasil. O manto, assim como a coroa com a qual foi proclamada ‘Rainha do Brasil’, em 1930, foram presentes da Princesa Isabel”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por ELOÁ RODRIGUES (@eueloarodrigues) Mayra Figueiredo informou que a escolha do assim chamado “traje típico” foi de Eloá, que “já trouxe toda a ideia de como seria importante a representação da padroeira”. A co-diretora do Miss Beleza T Brasil 2021 também explicou sobre o concurso internacional Miss International Queen 2022: “É o maior concurso para mulheres trans do mundo. Existem outros concursos, mas são menores e com visibilidade bem menor. Mas ele é considerado o Miss Universo para as mulheres trans. Só cabe uma candidata por país”. Leia também O que significa o apoio de religiosos à exposição de símbolos cristãos no Carnaval? Representações de Nossa Senhora Aparecida: o que já foi considerado pela Igreja? Em 2017, a escola de samba Unidos de Vila Maria, de São Paulo, levou ao sambódromo um desfile que se anunciava como um tributo a Nossa Senhora Aparecida. Na ocasião, a Arquidiocese de São Paulo, conforme registrado pelo seu site oficial, acompanhou a execução do desfile “em acordo com a Arquidiocese de Aparecida e com o Santuário Nacional”, reconhecendo que “a abordagem de temas religiosos nas escolas de samba sempre foi um assunto polêmico” e destacando “a intenção de fazer com que o desfile da agremiação” fosse “uma verdadeira homenagem por ocasião dos 300 anos do achado da imagem de Nossa Senhora Aparecida, sem ofender o sentimento religioso do povo católico”. De fato, muitos fiéis católicos discordaram da mistura entre carnaval e representação da Mãe de Deus, considerando que esse evento, caracterizado por fortes apelos sensuais ou explicitamente eróticos, não ofereceria o desejável contexto de veneração com que a Igreja enxerga e promove as formas populares de devoção à Santíssima Virgem Maria. Atento à responsabilidade de zelar por medidas que impedissem um tratamento debochado a Nossa Senhora, o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, se pronunciou oficialmente sobre os quesitos levados em consideração para acatar o pedido da escola de samba, que pretendia “apresentar o tema de Aparecida num enredo do carnaval”. Dom Odilo informou, em nota, que a análise de tal pedido foi feita em conjunto com o Conselho Pro-Santuário Nacional de Aparecida, do qual também participam o arcebispo de Aparecida, o presidente da CNBB, vários outros arcebispos do Brasil e o reitor da Basílica. Segundo a nota de dom Odilo, “o Conselho, por unanimidade, deu parecer favorável à iniciativa [da escola de samba], mas recomendou que fossem observados alguns critérios: 1. Respeito à imagem de Nossa Senhora Aparecida, à fé e à religiosidade do povo católico; 2. Fidelidade aos fatos históricos; 3. Apresentação da genuína piedade mariana católica, sem sincretismos; 4. Decoro no desfile da escola, sem exposição de nudez; 5. Supervisão dos preparativos pelo Santuário de Aparecida e pela Arquidiocese de São Paulo”. É possível estender os mesmos critérios a quaisquer outros “usos” da imagem da Padroeira do Brasil em contextos alheios à liturgia e à tradicional piedade católica. Não há informações oficiais, entretanto, sobre eventual contato que possa ter sido feito com representantes da Igreja Católica no Brasil por parte dos organizadores da participação brasileira no referido concurso transexual na Tailândia. Leia também O que significa o apoio de religiosos à exposição de símbolos cristãos no Carnaval? #LGBT #Profanação

  • Profanação: brasileiro usa fantasia de Nossa Senhora Aparecida em concurso de transexuais

    Modelo descreveu o recurso à imagem da Padroeira do Brasil como seu “traje típico oficial” para o evento Miss International Queen 2022 Por Aletéia – Eloá Rodrigues, de 29 anos, representante do Brasil no concurso internacional de transexuais Miss International Queen 2022, se fantasiou de Nossa Senhora Aparecida alegando tratar-se do seu “traje típico oficial” para o evento, que acontece na Tailândia. A escolha, segundo Mayra Figueiredo, co-diretora do concurso nacional Miss Beleza T Brasil 2021, significaria “a grandiosidade de ter a padroeira do Brasil sendo levada por uma mulher trans para um concurso com tamanha visibilidade”. Eloá Rodrigues declarou em sua conta no Instagram: “O suspense acabou: hoje levo para o palco do Miss International Queen 2022, como meu Traje Típico oficial, a Nossa Senhora Aparecida. Padroeira e protetora do Brasil, Nossa Senhora Aparecida é mantida no santuário de Aparecida, em São Paulo, onde foi construído o maior Santuário Mariano do mundo”. A postagem prossegue: “De cor azul, simbolizando o céu, o manto é bordado com delicados florais dourados, que remetem à realeza e indicam a soberania da santa sobre o céu e a Terra. Também é possível observar as bandeiras do Brasil e do Vaticano unidas em ambos os lados do sagrado manto, indicando que Nossa Senhora Aparecida é padroeira do Brasil, que está associado ao Vaticano, sendo, portanto, um país católico e sob a proteção da Rainha do Brasil. O manto, assim como a coroa com a qual foi proclamada ‘Rainha do Brasil’, em 1930, foram presentes da Princesa Isabel”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por ELOÁ RODRIGUES (@eueloarodrigues) Mayra Figueiredo informou que a escolha do assim chamado “traje típico” foi de Eloá, que “já trouxe toda a ideia de como seria importante a representação da padroeira”. A co-diretora do Miss Beleza T Brasil 2021 também explicou sobre o concurso internacional Miss International Queen 2022: “É o maior concurso para mulheres trans do mundo. Existem outros concursos, mas são menores e com visibilidade bem menor. Mas ele é considerado o Miss Universo para as mulheres trans. Só cabe uma candidata por país”. Leia também O que significa o apoio de religiosos à exposição de símbolos cristãos no Carnaval? Representações de Nossa Senhora Aparecida: o que já foi considerado pela Igreja? Em 2017, a escola de samba Unidos de Vila Maria, de São Paulo, levou ao sambódromo um desfile que se anunciava como um tributo a Nossa Senhora Aparecida. Na ocasião, a Arquidiocese de São Paulo, conforme registrado pelo seu site oficial, acompanhou a execução do desfile “em acordo com a Arquidiocese de Aparecida e com o Santuário Nacional”, reconhecendo que “a abordagem de temas religiosos nas escolas de samba sempre foi um assunto polêmico” e destacando “a intenção de fazer com que o desfile da agremiação” fosse “uma verdadeira homenagem por ocasião dos 300 anos do achado da imagem de Nossa Senhora Aparecida, sem ofender o sentimento religioso do povo católico”. De fato, muitos fiéis católicos discordaram da mistura entre carnaval e representação da Mãe de Deus, considerando que esse evento, caracterizado por fortes apelos sensuais ou explicitamente eróticos, não ofereceria o desejável contexto de veneração com que a Igreja enxerga e promove as formas populares de devoção à Santíssima Virgem Maria. Atento à responsabilidade de zelar por medidas que impedissem um tratamento debochado a Nossa Senhora, o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, se pronunciou oficialmente sobre os quesitos levados em consideração para acatar o pedido da escola de samba, que pretendia “apresentar o tema de Aparecida num enredo do carnaval”. Dom Odilo informou, em nota, que a análise de tal pedido foi feita em conjunto com o Conselho Pro-Santuário Nacional de Aparecida, do qual também participam o arcebispo de Aparecida, o presidente da CNBB, vários outros arcebispos do Brasil e o reitor da Basílica. Segundo a nota de dom Odilo, “o Conselho, por unanimidade, deu parecer favorável à iniciativa [da escola de samba], mas recomendou que fossem observados alguns critérios: 1. Respeito à imagem de Nossa Senhora Aparecida, à fé e à religiosidade do povo católico; 2. Fidelidade aos fatos históricos; 3. Apresentação da genuína piedade mariana católica, sem sincretismos; 4. Decoro no desfile da escola, sem exposição de nudez; 5. Supervisão dos preparativos pelo Santuário de Aparecida e pela Arquidiocese de São Paulo”. É possível estender os mesmos critérios a quaisquer outros “usos” da imagem da Padroeira do Brasil em contextos alheios à liturgia e à tradicional piedade católica. Não há informações oficiais, entretanto, sobre eventual contato que possa ter sido feito com representantes da Igreja Católica no Brasil por parte dos organizadores da participação brasileira no referido concurso transexual na Tailândia. Leia também O que significa o apoio de religiosos à exposição de símbolos cristãos no Carnaval? #LGBT #Profanação

  • Maior vitória pró-vida da história: Suprema Corte dos EUA derruba direito ao aborto

    A Suprema Corte anulou hoje a decisão Roe x Wade, que liberou o aborto nos EUA em 1973. A decisão derruba não só Roex Wade, mas também o caso Casey x Planned Parenthood, uma decisão de 1992 que confirmou Roe. Leia mais abaixo o cometário do Padre José Eduardo sobre a maior vitória pró-vida da história! “O aborto apresenta uma profunda questão moral. A Constituição não proíbe os cidadãos de cada Estado de regulamentar ou proibir o aborto. Roe e Casey se arrogaram essa autoridade”, afirma o parecer. “Agora anulamos essas decisões e devolvemos essa autoridade ao povo e seus representantes eleitos.” A decisão não proíbe ou criminaliza o aborto, nem reconhece o direito constitucional à vida do nascituro. Mas varre barreiras arraigadas, criadas e rigorosamente aplicadas pela Justiça americana, que impediu por décadas que Estados de restringir ou proibir fortemente o assassinato de crianças ainda não nascidas no útero. A decisão inaugura uma nova era da política de aborto nos EUA, com o campo de batalha agora mudando para as legislaturas estaduais. Esses órgãos democraticamente eleitos agora são livres para debater e regular o aborto como bem entenderem, como aconteceu ao longo da história americana antes que a Suprema Corte federalizasse a questão. Ao mesmo tempo, a decisão marca um momento decisivo para a Igreja Católica e o movimento pró-vida mais amplo nos Estados Unidos, que buscou meticulosamente a reversão de Roe desde que a decisão foi dada em 19 de janeiro de 1973. A decisão foi escrita pelo juiz Samuel A. Alito Jr. Os juízes Clarence Thomas, Neil Gorsuch, Brett Kavanaugh e Amy Coney Barrett concordaram. O presidente da Suprema Corte, John Roberts, apresentou uma opinião própria concordando com o julgamento. Os juízes Stephen Breyer, Sonia Sotomayor e Elena Kagan votaram contra. O resultado de Dobbs não foi uma surpresa, já que a opinião final se assemelhava substancialmente a um rascunho escrito por Alito em fevereiro que vazou para a imprensa em 2 de maio. Em Roe x Wade, o tribunal decidiu que os Estados não poderiam proibir o aborto antes da viabilidade, que o tribunal determinou entre 24 e 28 semanas de gravidez. Quase 20 anos depois, o tribunal confirmou Roe em Planned Parenthood v. Casey. A decisão de 1992 dizia que, embora os Estados pudessem regular os abortos de pré-viabilidade, eles não poderiam impor um “ônus indevido”, definido pelo tribunal como “um obstáculo substancial no caminho de uma mulher que busca o aborto de um feto inviável”. A Lei da Idade Gestacional do Mississippi, objeto do caso Dobbs, contestou diretamente ambas as decisões, porque proíbe o aborto semanas após 15 semanas, muito antes do ponto de viabilidade. “Roe estava flagrantemente errado desde o início. Seu raciocínio foi excepcionalmente fraco e a decisão teve consequências prejudiciais. E longe de trazer um acordo nacional para a questão do aborto, Roe e Casey inflamaram o debate e aprofundaram a divisão”, diz a decisão da Suprema Corte. “É hora de prestar atenção à Constituição e devolver a questão do aborto aos representantes eleitos do povo”. Fonte: ACI Digital MAIOR VITÓRIA PRÓ-VIDA DA HISTÓRIA Não há nada irreversível na história! Tudo depende da ação direta sobre a realidade. E agora temos uma das maiores manifestações disso. Acaba de ser revogada a maldita decisão judicial “Roe versus Wade”, que legalizou o aborto até o 9º mês de gestação em todo o território americano, no ano de 1973. Aquela não foi apenas uma decisão judicial qualquer, mas foi uma espécie de modelo para a implantação do aborto na maior parte dos países do mundo. Como ocorreu essa reversão? O Presidente Donald Trump nomeou três ministros pró-vida para a Suprema Corte, que já tinha outros ministros com a mesma perspectiva (o Clarence Mithomas foi nomeado pelo Bush pai e outros foram restritivos, mas não de modo total). É assim que se faz. Elege-se um presidente claramente pró-vida, sem meias conversas, que, aos poucos, vai nomeado ministros também pró-vida. Acorda, Brasil! A revogação de “Roe versus Wade” é também uma vitória política do verdadeiro federalismo. As Supremas Cortes, ainda mais num país tão federalista quanto os EUA, não têm o poder Constitucional de determinar a tal ponto as legislações dos entes federados, dos Estados, que eles não se possam opor a esta prática. Agora, voltamos a um certo equilíbrio de forças. A política é feita por homens, não por meras instituições. É preciso escolher pessoas certas, com ideias certas para os cargos certos, para além de todo o blá-blá-blá dos verdadeiros disseminadores de confusão. Quis a Providência que o Roe vs Wade fosse derrogado neste dia do Sagrado Coração de Jesus. Estando nós a festejar a pureza e a bondade deste Coração, que morreu por amor a todos nós, recebemos esta notícia que torna este dia numa festa ainda maior: o aborto deixou de ser considerado um direito constitucional nos Estados Unidos. Louvado seja o Sagrado Coração de Jesus! (É importante ter noção de que isto não é o fim da batalha, estamos ainda no início) João Silveira

  • Maior vitória pró-vida da história: Suprema Corte dos EUA derruba direito ao aborto

    A Suprema Corte anulou hoje a decisão Roe x Wade, que liberou o aborto nos EUA em 1973. A decisão derruba não só Roex Wade, mas também o caso Casey x Planned Parenthood, uma decisão de 1992 que confirmou Roe. Leia mais abaixo o cometário do Padre José Eduardo sobre a maior vitória pró-vida da história! “O aborto apresenta uma profunda questão moral. A Constituição não proíbe os cidadãos de cada Estado de regulamentar ou proibir o aborto. Roe e Casey se arrogaram essa autoridade”, afirma o parecer. “Agora anulamos essas decisões e devolvemos essa autoridade ao povo e seus representantes eleitos.” A decisão não proíbe ou criminaliza o aborto, nem reconhece o direito constitucional à vida do nascituro. Mas varre barreiras arraigadas, criadas e rigorosamente aplicadas pela Justiça americana, que impediu por décadas que Estados de restringir ou proibir fortemente o assassinato de crianças ainda não nascidas no útero. A decisão inaugura uma nova era da política de aborto nos EUA, com o campo de batalha agora mudando para as legislaturas estaduais. Esses órgãos democraticamente eleitos agora são livres para debater e regular o aborto como bem entenderem, como aconteceu ao longo da história americana antes que a Suprema Corte federalizasse a questão. Ao mesmo tempo, a decisão marca um momento decisivo para a Igreja Católica e o movimento pró-vida mais amplo nos Estados Unidos, que buscou meticulosamente a reversão de Roe desde que a decisão foi dada em 19 de janeiro de 1973. A decisão foi escrita pelo juiz Samuel A. Alito Jr. Os juízes Clarence Thomas, Neil Gorsuch, Brett Kavanaugh e Amy Coney Barrett concordaram. O presidente da Suprema Corte, John Roberts, apresentou uma opinião própria concordando com o julgamento. Os juízes Stephen Breyer, Sonia Sotomayor e Elena Kagan votaram contra. O resultado de Dobbs não foi uma surpresa, já que a opinião final se assemelhava substancialmente a um rascunho escrito por Alito em fevereiro que vazou para a imprensa em 2 de maio. Em Roe x Wade, o tribunal decidiu que os Estados não poderiam proibir o aborto antes da viabilidade, que o tribunal determinou entre 24 e 28 semanas de gravidez. Quase 20 anos depois, o tribunal confirmou Roe em Planned Parenthood v. Casey. A decisão de 1992 dizia que, embora os Estados pudessem regular os abortos de pré-viabilidade, eles não poderiam impor um “ônus indevido”, definido pelo tribunal como “um obstáculo substancial no caminho de uma mulher que busca o aborto de um feto inviável”. A Lei da Idade Gestacional do Mississippi, objeto do caso Dobbs, contestou diretamente ambas as decisões, porque proíbe o aborto semanas após 15 semanas, muito antes do ponto de viabilidade. “Roe estava flagrantemente errado desde o início. Seu raciocínio foi excepcionalmente fraco e a decisão teve consequências prejudiciais. E longe de trazer um acordo nacional para a questão do aborto, Roe e Casey inflamaram o debate e aprofundaram a divisão”, diz a decisão da Suprema Corte. “É hora de prestar atenção à Constituição e devolver a questão do aborto aos representantes eleitos do povo”. Fonte: ACI Digital MAIOR VITÓRIA PRÓ-VIDA DA HISTÓRIA Não há nada irreversível na história! Tudo depende da ação direta sobre a realidade. E agora temos uma das maiores manifestações disso. Acaba de ser revogada a maldita decisão judicial “Roe versus Wade”, que legalizou o aborto até o 9º mês de gestação em todo o território americano, no ano de 1973. Aquela não foi apenas uma decisão judicial qualquer, mas foi uma espécie de modelo para a implantação do aborto na maior parte dos países do mundo. Como ocorreu essa reversão? O Presidente Donald Trump nomeou três ministros pró-vida para a Suprema Corte, que já tinha outros ministros com a mesma perspectiva (o Clarence Mithomas foi nomeado pelo Bush pai e outros foram restritivos, mas não de modo total). É assim que se faz. Elege-se um presidente claramente pró-vida, sem meias conversas, que, aos poucos, vai nomeado ministros também pró-vida. Acorda, Brasil! A revogação de “Roe versus Wade” é também uma vitória política do verdadeiro federalismo. As Supremas Cortes, ainda mais num país tão federalista quanto os EUA, não têm o poder Constitucional de determinar a tal ponto as legislações dos entes federados, dos Estados, que eles não se possam opor a esta prática. Agora, voltamos a um certo equilíbrio de forças. A política é feita por homens, não por meras instituições. É preciso escolher pessoas certas, com ideias certas para os cargos certos, para além de todo o blá-blá-blá dos verdadeiros disseminadores de confusão. Quis a Providência que o Roe vs Wade fosse derrogado neste dia do Sagrado Coração de Jesus. Estando nós a festejar a pureza e a bondade deste Coração, que morreu por amor a todos nós, recebemos esta notícia que torna este dia numa festa ainda maior: o aborto deixou de ser considerado um direito constitucional nos Estados Unidos. Louvado seja o Sagrado Coração de Jesus! (É importante ter noção de que isto não é o fim da batalha, estamos ainda no início) João Silveira

  • INSTANTE VERSUS ETERNIDADE

    O mundo não vai bem? Mas quando ele não esteve com problemas? O principal antídoto para a excessiva preocupação com as coisas terrenas é a lembrança de nossa eternidade. Sim, lembrança: a eternidade não é algo futuro, para depois da morte. Ela já existe em nós desde nossa concepção. Nasceu conosco e não morrerá jamais, mesmo que nosso destino post mortem seja o inferno. Uma eternidade celestial ainda conseguimos, male-mal, prefigurar. Mas como imaginar uma eternidade de condenação? Recordar que somos eternos, se recordamos como cristãos, não é uma fuga ingênua do real, mas um exercício permanente de focalização no “único necessário”, que é Deus. “Se somos eternos, temos de ser eternos desde já”, gostava de dizer o Olavo de Carvalho.

  • GOLPE DE ESTADO NA IGREJA– Pe. Santiago Martín

    O Sínodo alemão é tão maligno que não só os bispos e cardeais conservadores estão alarmados: também ficaram assustados aqueles que são moderadamente liberais e apoiaram reformas como a comunhão para os divorciados e recasados, de acordo com as circunstâncias. Se, no passado, foi um cardeal como Schönborn, de Viena, quem criticou o que está acontecendo, agora não é outro senão o Cardeal Kasper quem o fez, e com veemência. Kasper é alemão, teólogo e uma pessoa muito próxima do Papa, ao ponto de ter sido muito elogiado pelo Pontífice assim que este assumiu o governo da Igreja. Pois bem: Kasper chegou ao ponto de dizer que o que os seus colegas alemães estão tentando fazer é um verdadeiro golpe de Estado contra a Igreja. Ele tem toda a razão. E o pior é que, cada vez mais, pessoas se juntam à rebelião todos os dias. Entre esses últimos, estão os bispos franceses, que nas suas conclusões sobre a fase nacional do “Sínodo sobre a Sinodalidade”, copiaram quase literalmente as propostas que estão sendo feitas pelos seus vizinhos alemães. Outro que se pronunciou, embora não pela primeira vez, é o Cardeal Müller, também alemão, para quem já não se trata de heresia ou cisma por parte da Igreja alemã, mas de uma verdadeira apostasia. Enquanto o cisma seria a recusa de se submeter ao Papa (por exemplo, o que Monsenhor Lefebvre fez), e a heresia seria a negação de uma verdade de fé, a apostasia é a rejeição total da fé católica. Müller tem razão: eles perderam a fé e substituíram-na pelo desejo de se submeterem ao mundo, como se a Igreja e o depósito da fé fossem — nas palavras do Cardeal Kasper — “uma massa que pode ser amassada e remodelada de acordo com a situação”. Segundo certa revista jesuíta, o próprio Papa terá dito ao presidente dos bispos alemães, Monsenhor Batzing, que não se trata de criar uma nova Igreja Protestante na Alemanha, uma vez que já existe uma muito boa. Estaria referindo-se ao caminho sinodal alemão, aceitando ele assim a tese daqueles que acreditam que uma protestantização da Igreja alemã é inevitável. Se for este o caso, a questão é como evitá-lo. Quando há um golpe de Estado, como disse Kasper, os governos utilizam todos os recursos que puderem, dentro da lei, para defender a legalidade. Não conhecemos certamente todos os fatos, mas aparentemente pouco está sendo feito para que os católicos, na Alemanha e noutros países afetados, tomem consciência da gravidade da situação. Devemos explicar ao povo de Deus o que está acontecendo, convidá-lo a usar a mais poderosa das armas: a oração. Também, antes que seja demasiado tarde, talvez devessem ser tomadas medidas contra aqueles que lideram o golpe de Estado (e aqueles que colaboram com ele, por nada fazer para o impedir). Como disse o Bispo de Essen, um dos líderes da revolta no início do Sínodo alemão, o cisma resultante não se limitará à Alemanha, como aconteceu com o cisma de Lutero, mas espalhar-se-á por todo o mundo. Neste caso, tal como na educação dos jovens, demasiado cedo é demasiado tarde, e aqui estamos prestes a entrar, se ainda não entramos, na fase do “demasiado tarde”. Outro tópico, nesta semana, foram as palavras do Papa dirigidas informalmente a um grupo de bispos brasileiros numa visita ad limina . O Pontífice disse que não tenciona demitir-se e que são absurdos os rumores sobre sua iminente demissão. Fiz eco destes rumores na semana passada e disse, então, que estava convencido de que o Papa não se demitiria. Creio que, mais do que nunca, devemos rezar por ele, para que se deixe guiar pelo Espírito e tome as decisões certas para enfrentar não só a gravíssima crise alemã, mas também a profunda confusão em que a Igreja está imersa. Tal como numa eleição, na qual não votar é uma forma de votar, também neste caso a passividade é uma forma de colaborar com aqueles que estão fazendo o mal, porque lhes é permitido agir com impunidade. Claro que não temos todos os fatos e, por isso, não podemos julgar, mas a situação é tão grave que não só é necessário agir, mas também seria bom saber que as medidas estão sendo tomadas. Estamos perante um golpe de Estado e isto exige respostas, que podem ser privadas, mas que também devem ser públicas, se possível.

  • Fiéis rezam contra o aborto em menina de 11 anos em frente a hospital em Florianópolis

    Um grupo de fiéis faz vigília em frente ao hospital listado para fazer o aborto em uma criança de 11 anos com 30 semanas de gestação. Fontes ligadas ao hospital disseram que o procedimento ainda não ocorreu. Os fiéis fazem a convocação via redes sociais para que mais católicos se unam a eles em frente ao hospital. A menina de 11 anos, grávida de 30 semanas, que pediu por um aborto na Justiça, foi abusada pelo filho de seu padrasto, um outro menor de idade. Em maio, dois dias depois de descobrirem a gestação, ela e a mãe foram a um hospital de Florianópolis (SC), que não fez o aborto porque o bebê já tinha 22 semanas e as normas da instituição afirmavam que era preciso haver autorização judicial para interromper gestações com mais de 20 semanas. Segundo a lei, o aborto é não é penalizado nos casos em que a gravidez é decorre de estupro ou quando há risco à vida da gestante. Segundo informações o menino teria 13 anos quando o ato ocorreu e as duas crianças moravam na mesma casa. Não se sabe ainda, pelo fato de ambos serem menores de idade, se o menino responderá pelo ato infracional que corresponde ao crime de estupro de vulnerável. Responsável pelo processo, a juíza Joana Ribeiro Zimmer; e a promotora do Ministério Público Mirela Dutra Alberton, tiveram papel essencial na decisão de não realizar o aborto, uma vez que em poucas semanas o bebê estaria viável para nascer via cesárea, e não seria necessário assassinar o bebê ainda no ventre. Após a decisão, a defesa da família da menina entrou com um habeas corpus no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) para realizar o procedimento de interrupção da gravidez. “Apesar de ser um direito, a gente quer cumprir todos os requisitos”, comentou Daniela Felix. Com a ajuda da grande mídia que divulgou vazamentos de trechos da decisão que correu em segredo de justiça, o caso gerou comoção nacional, contra elas e em favor de que o aborto fosse realizado no bebê que já está com 30 semanas. O Ministério Público Federal (MPF) recomentou ao Hospital Universitário (HU) de Florianópolis que realize o aborto para a menina de 11 anos, grávida após estupro, independente de tempo gestacional ou autorização judicial. O MPF deu prazo até as 12h de quinta-feira (23), para que a unidade hospitalar encaminhe à Procuradoria da República informações sobre o acatamento da recomendação, “excepcionalmente. em razão da urgência que o caso requer”. Convocação Leia o trecho divulgado nas redes sociais: “ TODOS OS CATÓLICOS E DEMAIS CRISTÃOS QUE PUDEREM IR ATÉ O HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE FLORIANÓPOLIS ESTAMOS REUNIDOS EM ORAÇÃO Irmãos, é importante neste momento mobilizarmos o maior número de pessoas possíveis para ir a frente do hospital rezar, católicos e demais cristãos. Não dar entrevistas, não responder a provocações, ser próximos com os que nos buscarem… Orar em silêncio, registrar o que for possível com discrição.”

  • Fiéis rezam contra o aborto em menina de 11 anos em frente a hospital em Florianópolis

    Um grupo de fiéis faz vigília em frente ao hospital listado para fazer o aborto em uma criança de 11 anos com 30 semanas de gestação. Fontes ligadas ao hospital disseram que o procedimento ainda não ocorreu. Os fiéis fazem a convocação via redes sociais para que mais católicos se unam a eles em frente ao hospital. A menina de 11 anos, grávida de 30 semanas, que pediu por um aborto na Justiça, foi abusada pelo filho de seu padrasto, um outro menor de idade. Em maio, dois dias depois de descobrirem a gestação, ela e a mãe foram a um hospital de Florianópolis (SC), que não fez o aborto porque o bebê já tinha 22 semanas e as normas da instituição afirmavam que era preciso haver autorização judicial para interromper gestações com mais de 20 semanas. Segundo a lei, o aborto é não é penalizado nos casos em que a gravidez é decorre de estupro ou quando há risco à vida da gestante. Segundo informações o menino teria 13 anos quando o ato ocorreu e as duas crianças moravam na mesma casa. Não se sabe ainda, pelo fato de ambos serem menores de idade, se o menino responderá pelo ato infracional que corresponde ao crime de estupro de vulnerável. Responsável pelo processo, a juíza Joana Ribeiro Zimmer; e a promotora do Ministério Público Mirela Dutra Alberton, tiveram papel essencial na decisão de não realizar o aborto, uma vez que em poucas semanas o bebê estaria viável para nascer via cesárea, e não seria necessário assassinar o bebê ainda no ventre. Após a decisão, a defesa da família da menina entrou com um habeas corpus no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) para realizar o procedimento de interrupção da gravidez. “Apesar de ser um direito, a gente quer cumprir todos os requisitos”, comentou Daniela Felix. Com a ajuda da grande mídia que divulgou vazamentos de trechos da decisão que correu em segredo de justiça, o caso gerou comoção nacional, contra elas e em favor de que o aborto fosse realizado no bebê que já está com 30 semanas. O Ministério Público Federal (MPF) recomentou ao Hospital Universitário (HU) de Florianópolis que realize o aborto para a menina de 11 anos, grávida após estupro, independente de tempo gestacional ou autorização judicial. O MPF deu prazo até as 12h de quinta-feira (23), para que a unidade hospitalar encaminhe à Procuradoria da República informações sobre o acatamento da recomendação, “excepcionalmente. em razão da urgência que o caso requer”. Convocação Leia o trecho divulgado nas redes sociais: “ TODOS OS CATÓLICOS E DEMAIS CRISTÃOS QUE PUDEREM IR ATÉ O HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE FLORIANÓPOLIS ESTAMOS REUNIDOS EM ORAÇÃO Irmãos, é importante neste momento mobilizarmos o maior número de pessoas possíveis para ir a frente do hospital rezar, católicos e demais cristãos. Não dar entrevistas, não responder a provocações, ser próximos com os que nos buscarem… Orar em silêncio, registrar o que for possível com discrição.”

  • Resposta ao cantor católico que se declarou homossexual

    Esta semana fomos surpreendidos com a declaração de um conhecido cantor católico que se declarou homossexual, “casado” com outro homem há 5 anos e que recebe a comunhão normalmente, sem nenhum peso na consciência. O maior problema não está no fato de fazer algo que está na “moda”, ainda que seja um pecado gravíssimo, mas o que agravou ainda mais a situação foi o fato de que ele declara ter conhecimento da Doutrina Católica acerca deste tema, e ainda assim rejeita o posicionamento da Igreja, apresentando argumentos falsos para justificar sua atitude. Durante a sua declaração, ele também afirmou que tem consciência do seu erro, e que não aceita viver o que a igreja orienta, ou seja, a castidade. Disse que nunca divulgará apostolados como o Apostolado Courage, também conhecido como Courage Apostolate, que é um apostolado aprovado da Igreja Católica que aconselha homens e mulheres com atração pelo mesmo sexo a ter uma vida casta em comunhão, verdade e amor. Mas que divulgará iniciativas como a Rede Nacional de Grupos Católicos LGBT, que é um movimento revolucionário de esquerda, cujo principal objetivo é subverter a doutrina da Santa Igreja e induzir pessoas ao erro e ao pecado. Este tipo de posicionamento é grave e necessita correção, pois coloca não apenas ele em risco de condenação, mas todos aqueles que ele influencia e propagam o que ele ensina. Diante da gravidade da situação, separamos não apenas uma, mas três formações excelentes que elucidam os católicos acerca dos erros doutrinários difundidos pelo cantor. Ao contrário do que a máfia LGBT e outros movimentos revolucionários acusam a Igreja Católica, os homossexuais nunca foram excluídos ou discriminados. Ao contrário, são acolhidos de modo especial, e o que esses grupos fazem é desinformar a sociedade para que a Igreja pareça vilã da história, assim como fazem em muitas outras situações históricas, como por exemplo as Cruzadas e a Santa Inquisição . Por este motivo, colocamos após as formações em vídeo um documento da Igreja que orienta os católicos exatamente sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais escrita pelo Cardeal Ratzinger (Papa Bento) a pedido do papa São João Paulo II. Não deixe de ler. Após assistir as formações, leia também: Conheça mais sobre a História da Igreja Católica e nunca mais seja enganado A primeira formação é um alerta do Centro Dom Bosco listando os principais pontos em que o cantor contraria a Igreja e sua Doutrina: A segunda formação: É possível ser católico e homossexual ao mesmo tempo? que disponibilizamos em nosso canal do youtube: A terceira formação: GAYS E A BUSCA PELA SANTIDADE em conjunta com o pregador Anderson Reis, os padres José Eduardo e Cristiano, e o apostolado Courage: CARTA AOS BISPOS DA IGREJA CATÓLICA SOBRE O ATENDIMENTO PASTORAL DAS PESSOAS HOMOSSEXUAIS 1. O problema do homossexualismo e do juízo ético acerca dos atos homossexuais tornou-se cada vez mais objeto de debate público, mesmo em ambientes católicos. Em tal discussão, propõe-se muitas vezes argumentos e exprime-se posições não conformes com o ensinamento da Igreja Católica, que suscitam justa preocupação em todos aqueles que se dedicam ao ministério pastoral. Por esse motivo esta Congregação julga o problema tão grave e difuso que justifica a presente Carta sobre o atendimento pastoral às pessoas homossexuais, Carta dirigida a todos os Bispos da Igreja Católica. 2. Naturalmente, não se pretende elaborar neste texto um tratado exaustivo sobre um problema tão complexo. Prefere-se concentrar a atenção no contexto específico da perspectiva moral católica. Esta encontra apoio também nos resultados seguros das ciências humanas, as quais, também, possuem objeto e método que lhes são próprios e gozam de legítima autonomia. A posição da moral católica baseia-se na razão humana iluminada pela fé e guiada conscientemente pela intenção de fazer a vontade de Deus, nosso Pai. Desta forma, a Igreja está em condições não somente de poder aprender das descobertas científicas, mas também de transcender-lhes o horizonte; ela tem a certeza de que a sua visão mais completa respeita a complexa realidade da pessoa humana que, nas suas dimensões espiritual e corpórea, foi criada por Deus e, por sua graça, é chamada a ser herdeira da vida eterna. Somente em tal contexto poder-se-á compreender com clareza em que sentido o fenómeno do homossexualismo, em suas múltiplas dimensões e com seus efeitos sobre a sociedade e sobre a vida eclesial, é um problema que afeta propriamente a preocupação pastoral da Igreja. Por isto mesmo, requer-se dos seus ministros atento estudo, empenho concreto e reflexão honesta, teologicamente equilibrada. 3. Já na « Declaração acerca de algumas questões de ética sexual » de 29 de dezembro de 1975, a Congregação para a Doutrina da Fé tratava explicitamente deste problema. Naquela Declaração, salientava-se o dever de procurar compreender a condição homossexual e se observava que a culpabilidade dos atos homossexuais deve ser julgada com prudência. Ao mesmo tempo, a Congregação levava em consideração a distinção feita comumente entre a condição ou tendência homossexual, de um lado, e, do outro, os atos homossexuais. Estes últimos eram descritos como atos que, privados da sua finalidade essencial e indispensável, são « intrinsecamente desordenados » e, como tais, não podem ser aprovados em nenhum caso (cfr. n. 8, § 4). Entretanto, na discussão que se seguiu à publicação da Declaração, foram propostas interpretações excessivamente benévolas da condição homossexual, tanto que houve quem chegasse a defini-la indiferente ou até mesmo boa. Ao invés, é necessário precisar que a particular inclinação da pessoa homossexual, embora não seja em si mesma um pecado, constitui, no entanto, uma tendência, mais ou menos acentuada, para um comportamento intrinsecamente mau do ponto de vista moral. Por este motivo, a própria inclinação deve ser considerada como objetivamente desordenada. Aqueles que se encontram em tal condição deveriam, portanto, ser objeto de uma particular solicitude pastoral, para não serem levados a crer que a realização concreta de tal tendência nas relações homossexuais seja uma opção moralmente aceitável. 4. Uma das dimensões essenciais de um autêntico atendimento pastoral é a identificação das causas que provocaram confusão quanto ao ensinamento da Igreja. Entre elas, deve-se assinalar uma nova exegese da Sagrada Escritura, segundo a qual a Bíblia ou não teria nada a dizer acerca do problema do homossexualismo, ou até mesmo tacitamente o aprovaria, ou então ofereceria prescrições morais tão condicionadas cultural e historicamente, que afinal não mais poderiam ser aplicadas à vida contemporânea. Tais opiniões, gravemente erróneas e desorientadoras, requerem, portanto, uma especial vigilância. 5. É verdade que a literatura bíblica é tributária das várias épocas nas quais foi escrita, com relação a grande parte dos seus modelos de pensamento e de expressão (cfr. Dei Verbum , n. 12). Certamente, a Igreja de hoje proclama o Evangelho a um mundo bastante diferente do mundo antigo. Por outro lado, o mundo no qual foi escrito o Novo Testamento estava já consideravelmente mudado, por exemplo, quanto à situação na qual foram escritas ou redigidas as Sagradas Escrituras do povo judeu. Deve-se ressaltar todavia que, embora no contexto de uma diversidade notável, existe uma evidente coerência no interior das mesmas Escrituras no que diz respeito ao comportamento homossexual. Por isto, a doutrina da Igreja acerca deste ponto não se baseia apenas em frases isoladas, das quais se podem deduzir argumentações teológicas discutíveis, e sim no sólido fundamento de um testemunho bíblico constante. A atual comunidade de fé, em ininterrupta continuidade com as comunidades judaicas e cristãs no seio das quais foram redigidas as antigas Escrituras, continua a alimentar-se com aquelas mesmas Escrituras e com o Espírito de Verdade do qual elas são a Palavra. É igualmente essencial reconhecer que os textos sagrados não são realmente compreendidos quando interpretados de um modo que contradiz a vigente Tradição da Igreja. Para ser correia, a interpretação da Escritura deve estar em acordo efetivo com esta Tradição. A este respeito, assim se exprime o Concílio Vaticano II : « É claro, pois, que a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, por sapientíssima disposição de Deus, são entre si tão relacionados e unidos, que não podem subsistir independentemente, e todos juntos, segundo o modo próprio de cada um, sob a ação de um só Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas » ( Dei Verbum , n. 10). À luz dessas afirmações aqui se delineia sucintamente o ensinamento da Bíblia sobre a matéria. 6. A teologia da criação, presente no livro do Génesis, fornece o ponto de vista fundamental para a adequada compreensão dos problemas suscitados pelo homossexualismo. Na sua infinita sabedoria e em seu amor onipotente, Deus chama à existência toda a criação, como reflexo da sua bondade. Cria o homem à sua imagem e semelhança, como varão e mulher. Por isto mesmo, os seres humanos são criaturas de Deus chamadas a refletir, na complementariedade dos sexos, a unidade interna do Criador. Eles realizam esta função, de modo singular, quando, mediante a recíproca doação esponsal, cooperam com Deus na transmissão da vida. O capítulo 3 do Génesis mostra como esta verdade acerca da pessoa humana como imagem de Deus foi obscurecida pelo pecado original. Daí provém inevitavelmente uma perda da consciência acerca do caráter de aliança, próprio da união que as pessoas humanas mantinham com Deus e entre si. Embora o corpo humano conserve ainda o seu « significado esponsal », este, agora, é obscurecido pelo pecado. Assim, o deterioramento devido ao pecado continua a desenvolver-se na história dos homens de Sodoma (cfr. Gn 19, 1-11). Não pode haver dúvidas quanto ao julgamento moral aí expresso contra as relações homossexuais. Em Levítico 18, 22 e 20, 13, quando se indica as condições necessárias para se pertencer ao povo eleito, o Autor exclui do povo de Deus os que têm um comportamento homossexual. Tendo como tela de fundo esta legislação teocrática, São Paulo desenvolve uma perspectiva escatológica, dentro da qual repropõe a mesma doutrina, elencando também entre aqueles que não entrarão no reino de Deus os que agem como homossexuais (cfr. 1 Cor 6, 9). Em outra passagem do seu epistolário, baseando-se nas tradições morais dos seus ancestrais, mas colocando-se no novo contexto do confronto entre o cristianismo e a sociedade pagã do seu tempo, ele apresenta o comportamento homossexual como um exemplo da cegueira em que caiu a humanidade. Tomando o lugar da harmonia original entre Criador e criatura, o grave desvio da idolatria levou a todo tipo de excessos no campo moral. São Paulo aponta o exemplo mais claro desta desarmonia exatamente nas relações homossexuais (cfr. Rm 1, 18-32). Enfim, em perfeita continuidade com o ensinamento bíblico, na lista dos que agem contrariamente à sã doutrina, são mencionados explicitamente como pecadores aqueles que praticam atos homossexuais (cfr. 1 Tm 1, 10). 7. A Igreja, obediente ao Senhor que a fundou e a enriqueceu com a dádiva da vida sacramental, celebra no sacramento do matrimónio o desígnio divino da união do homem e da mulher, união de amor e capaz de dar a vida. Somente na relação conjugal o uso da faculdade sexual pode ser moralmente reto. Portanto, uma pessoa que se comporta de modo homossexual, age imoralmente. Optar por uma atividade sexual com uma pessoa do mesmo sexo equivale a anular o rico simbolismo e o significado, para não falar dos fins, do desígnio do Criador a respeito da realidade sexual. A atividade homossexual não exprime uma união complementar, capaz de transmitir a vida e, portanto, contradiz a vocação a uma existência vivida naquela forma de auto-doação que, segundo o Evangelho, é a essência mesma da vida cristã. Não quer dizer que as pessoas homossexuais não sejam frequentemente generosas e não se doem, mas quando se entregam a uma atividade homossexual, elas reforçam dentro delas mesmas uma inclinação sexual desordenada, caracterizada em si mesma pela auto-complacência. Como acontece com qualquer outra desordem moral, a atividade homossexual impede a auto-realização e a felicidade porque contrária à sabedoria criadora de Deus. Refutando as doutrinas erróneas acerca do homossexualismo, a Igreja não limita, antes pelo contrário, defende a liberdade e a dignidade da pessoa, compreendidas de um modo realista e autêntico. 8. O ensinamento da Igreja de hoje encontra-se, portanto, em continuidade orgânica com a visão contida na Sagrada Escritura e com a constante tradição. Embora o mundo de hoje seja, sob diversos pontos de vista, realmente mudado, a comunidade cristã é consciente do vínculo profundo e duradouro que a une às gerações que a precederam « no sinal da fé ». No entanto, um número cada vez mais largo de pessoas, mesmo dentro da Igreja, exerce fortíssima pressão para levá-la a aceitar a condição homossexual como se não fosse desordenada e a legitimar os atos homossexuais. Os que, no interior da Igreja, pressionam nesta direção, frequentemente mantêm estreita ligação com os que agem fora dela. Ora, tais grupos externos são movidos por uma visão oposta à verdade acerca da pessoa humana, verdade que nos foi revelada plenamente no mistério de Cristo. Embora de modo não de todo consciente, eles manifestam uma ideologia materialista, que nega a natureza transcendente da pessoa humana bem como a vocação sobrenatural de cada indivíduo. Os ministros da Igreja devem agir de tal modo que as pessoas homossexuais confiadas aos seus cuidados não sejam desencaminhadas por estas opiniões, tão profundamente opostas ao ensino da Igreja. Contudo o risco é grande e existem muitos que procuram criar confusão quanto à posição da Igreja e aproveitar-se de tal confusão em favor de seus próprios objetivos. 9. Mesmo dentro da Igreja formou-se uma corrente, constituída por grupos de pressão com denominações diferentes e diferente amplitude, que tenta impôr-se como representante de todas as pessoas homossexuais que são católicas. Na realidade, seus adeptos são, na maioria dos casos, pessoas que, ou desconhecem o ensinamento da Igreja, ou procuram subvertê-lo de alguma maneira. Tenta-se reunir sob a égide do catolicismo pessoas homossexuais que não têm a mínima intenção de abandonar o seu comportamento homossexual. Uma das táticas usadas é a de afirmar, em tom de protesto, que qualquer crítica ou reserva às pessoas homossexuais, à sua atitude ou ao seu estilo de vida, é simplesmente uma forma de injusta discriminação. Em algumas nações funciona, como consequência, uma tentativa de pura e simples manipulação da Igreja, conquistando-se o apoio dos pastores, frequentemente em boa fé, no esforço que visa mudar as normas da legislação civil. Finalidade de tal ação é ajustar esta legislação à concepção própria de tais grupos de pressão, para a qual o homossexualismo é, pelo menos, uma realidade perfeitamente inócua, quando não totalmente boa. Embora a prática do homossexualismo esteja ameaçando seriamente a vida e o bem-estar de grande número de pessoas, os fautores desta corrente não desistem da sua ação e recusam levar em consideração as proporções do risco que ela implica. A Igreja não pode despreocupar-se de tudo isto e por conseguinte mantém firme a sua posição clara a respeito, posição que não pode, certamente, modificar-se sob a pressão da legislação civil ou da moda do momento. Ela se preocupa também, sinceramente, pelos muitos que não se sentem representados pelos movimentos pró-homossexuais e por aqueles que poderiam ser tentados a crer em sua propaganda enganadora. Ela é consciente de que a opinião segundo a qual a atividade homossexual seria equivalente à expressão sexual do amor conjugal ou, pelo menos, igualmente aceitável, incide diretamente sobre a concepção que a sociedade tem da natureza e dos direitos da família, pondo-os seriamente em perigo. 10. É de se deplorar firmemente que as pessoas homossexuais tenham sido e sejam ainda hoje objeto de expressões malévolas e de ações violentas. Semelhantes comportamentos merecem a condenação dos pastores da Igreja, onde quer que aconteçam. Eles revelam uma falta de respeito pelos outros que fere os princípios elementares sobre os quais se alicerça uma sadia convivência civil. A dignidade própria de cada pessoa deve ser respeitada sempre, nas palavras, nas ações e nas legislações. Todavia, a necessária reação diante das injustiças cometidas contra as pessoas homossexuais não pode levar, de forma alguma, à afirmação de que a condição homossexual não seja desordenada. Quando tal afirmação é aceita e, por conseguinte, a atividade homossexual é considerada boa, ou quando se adota uma legislação civil para tutelar um comportamento ao qual ninguém pode reivindicar direito algum, nem a Igreja nem a sociedade em seu conjunto deveriam surpreender-se se depois também outras opiniões e práticas distorcidas ganham terreno e se aumentam os comportamentos irracionais e violentos. 11. Alguns afirmam que a tendência homossexual, em certos casos, não é fruto de uma opção deliberada e que a pessoa homossexual não tem outra alternativa, sendo obrigada a se comportar de modo homossexual. Por conseguinte, afirma-se que, em tais casos, ela agiria sem culpa, não sendo realmente livre. A este propósito, é necessário referir-se à sábia tradição moral da Igreja, que alerta para as generalizações no julgamento dos casos individuais. De fato, em um determinado caso, podem ter existido no passado, e podem subsistir ainda, circunstâncias tais que reduzem ou até mesmo eliminam a culpa do indivíduo; outras circunstâncias, ao contrário, podem agravá-la. Em todo caso, deve-se evitar a presunção infundada e humilhante de que o comportamento homossexual das pessoas homossexuais esteja sempre e totalmente submetido à coação e, portanto, seja sem culpa. Na realidade, também às pessoas com tendência homossexual deve ser reconhecida aquela liberdade fundamental que caracteriza a pessoa humana e lhe confere a sua particular dignidade. Como em toda conversão do mal, graças a tal liberdade, o esforço humano, iluminado e sustentado pela graça de Deus, poderá permitir-lhes evitar a atividade homossexual. 12. Que deve fazer, então, uma pessoa homossexual que procura seguir o Senhor? Substancialmente, tais pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus na sua vida, unindo ao sacrifício da cruz do Senhor todo sofrimento e dificuldade que possam experimentar por causa da sua condição. Para quem crê, a cruz é um sacrifício frutuoso, pois daquela morte derivam a vida e a redenção. Ainda que se possa prever que qualquer convite a carregar a cruz ou a compreender de tal forma o sofrimento do cristão será ridicularizado por alguns, é preciso recordar que é este o caminho da salvação para todos aqueles que seguem o Cristo. Não é outro, na realidade, o ensinamento transmitido pelo apóstolo Paulo aos Gálatas, quando diz que o Espírito produz na vida do fiel « amor, alegria, paz, paciência, benevolência, bondade, fidelidade, mansidão e auto-domínio » e, mais adiante: «Não podeis pertencer a Cristo sem crucificar a carne com as suas paixões e os seus desejos » ( Gal 5, 22. 24). Todavia, este convite é facilmente mal interpretado, se é considerado apenas como um inútil esforço de auto-renegação. A cruz é, sem dúvida, renegação de si mesmo, mas no abandono à vontade daquele Deus que da morte faz brotar a vida e habilita os que nele depositam a sua confiança a praticarem a virtude em lugar do vício. Só se celebra autenticamente o Mistério Pascoal quando se deixa que ele impregne o tecido da vida cotidiana. Recusar o sacrifício da própria vontade na obediência à vontade do Senhor é, de fato, opor obstáculo à salvação. Exatamente como a Cruz é o centro da manifestação do amor redentor que Deus tem por nós em Jesus, assim o fato de conformarem a negação de si mesmos ao sacrifício do Senhor constituirá para homens e mulheres homossexuais uma fonte de auto-doação que os salvará de uma forma de vida que continuamente ameaça destruí-los. As pessoas homossexuais, como os demais cristãos, são chamadas a viver a castidade. Dedicando-se com assiduidade a compreender a natureza do chamado pessoal que Deus lhes dirige, serão aptas a celebrar mais fielmente o sacramento da Penitência e a receber a graça do Senhor que, neste mesmo sacramento, se oferece para generosamente poderem converter-se mais plenamente ao seu seguimento. 13. É evidente, por outro lado, que uma clara e eficaz transmissão da doutrina da Igreja a todos os fiéis e à sociedade no seu conjunto depende em grande parte do ensinamento correto e da fidelidade daqueles que exercem o ministério pastoral. Os Bispos têm a responsabilidade particularmente grave de preocupar-se que seus colaboradores no ministério e, sobretudo, os sacerdotes, sejam corretamente informados e pessoalmente bem dispostos a comunicar a todos a doutrina da Igreja na sua integridade. São dignas de admiração a particular solicitude e a boa vontade demonstradas por muitos sacerdotes e religiosos, no atendimento pastoral às pessoas homossexuais; esta Congregação espera que tal solicitude e boa vontade não diminuam. Estes zelosos ministros devem nutrir a certeza de que estão seguindo fielmente a vontade do Senhor quando encorajam a pessoa homossexual a levar uma vida casta e relembram a dignidade incomparável que Deus lhe deu também. 14. Considerando tudo o que precede, esta Congregação deseja pedir aos Bispos que sejam particularmente vigilantes com relação aos programas que, de fato, tentam exercer pressão sobre a Igreja a fim de que ela mude a sua doutrina, embora às vezes, verbalmente neguem que seja assim. Um estudo atento das declarações públicas neles contidas e das atividades que promovem revela uma calculada ambiguidade, através da qual procuram desviar pastores e fiéis. Por exemplo, costumam citar o ensinamento do Magistério, mas somente como uma fonte facultativa na formação da consciência; sua autoridade peculiar não é reconhecida. Alguns grupos costumam até mesmo qualificar de « católicas » as suas organizações ou as pessoas às quais pretendem dirigir-se, mas, na realidade, não defendem nem promovem o ensinamento do Magistério; ao contrário, às vezes, atacam-no abertamente. Mesmo reafirmando a vontade de conformar sua vida ao ensinamento de Jesus, de fato os membros desses grupos abandonam o ensinamento da Sua Igreja. Este comportamento contraditório de forma alguma pode receber o apoio dos Bispos. 15. Esta Congregação encoraja, pois, os Bispos a promoverem, nas suas dioceses, uma pastoral para as pessoas homossexuais, plenamente concorde com o ensinamento da Igreja. Nenhum programa pastoral autêntico poderá incluir organizações em que pessoas homossexuais se associem entre si, sem que fique claramente estabelecido que a atividade homossexual é imoral. Uma atitude verdadeiramente pastoral incluirá a necessidade de evitar, para as pessoas homossexuais, as ocasiões próximas de pecado. Devem ser encorajados os programas em que tais perigos sejam evitados. Mas é necessário deixar bem claro que afastar-se do ensino da Igreja ou fazer silêncio em torno dele, sob o pretexto de oferecer um atendimento pastoral, não é forma legítima nem de autêntica atenção nem de pastoral válida. Em última análise, somente aquilo que é verdadeiro pode ser também pastoral. Quando não se tem presente a posição da Igreja, impede-se a homens e mulheres homossexuais de receberem o atendimento de que necessitam e ao qual têm direito. Um programa pastoral autêntico ajudará as pessoas homossexuais em todos os níveis da sua vida espiritual, mediante os sacramentos e, particularmente, a frequente e sincera confissão sacramental, como também através da oração, do testemunho, do aconselhamento e da atenção individual. Desta forma, a comunidade cristã na sua totalidade pode chegar a reconhecer sua vocação de assistir estes seus irmãos e irmãs, evitando-lhes tanto a desilusão como o isolamento. 16. Desta abordagem diversificada podem advir muitas vantagens, entre as quais não menos importante é a constatação de que uma pessoa homossexual, como, de resto, qualquer ser humano, tem uma profunda exigência de ser ajudada contemporaneamente em vários níveis. A pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, não pode definir-se cabalmente por uma simples e redutiva referência à sua orientação sexual. Toda e qualquer pessoa que vive sobre a face da terra conhece problemas e dificuldades pessoais, mas possui também oportunidades de crescimento, recursos, talentos e dons próprios. A Igreja oferece ao atendimento da pessoa humana aquele contexto de que hoje se sente a exigência extrema, e o faz exatamente quando se recusa a considerar a pessoa meramente como um « heterossexual » ou um « homossexual », sublinhando que todos têm uma mesma identidade fundamental: ser criatura e, pela graça, filho de Deus, herdeiro da vida eterna. 17 Apresentando à atenção dos Bispos esses esclarecimentos e orientações pastorais, esta Congregação deseja ajudar os seus esforços no sentido de assegurar que o ensinamento do Senhor e da Sua Igreja acerca deste importante tema seja transmitido integralmente a todos os fiéis. À luz do que se acaba de expor, os Ordinários locais são convidados a avaliar, no âmbito da própria competência, a necessidade de particulares iniciativas. Além disso, se julgarem útil, poder-se-á recorrer a uma ação mais extensa, coordenada a nível das Conferências episcopais nacionais. Os Bispos serão particularmente solícitos em apoiar com todos os meios à sua disposição, o desenvolvimento de formas especializadas de atendimento pastoral às pessoas homossexuais. Isso poderia incluir a colaboração das ciências psicológicas, sociológicas e médicas, mantendo-se sempre na plena fidelidade à doutrina da Igreja. Os Bispos, sobretudo, não deixarão de solicitar a colaboração de todos os teólogos católicos, os quais, ensinando o que a Igreja ensina e aprofundando com as suas reflexões o significado autêntico da sexualidade humana e do matrimônio cristão no plano divino, como também das virtudes que este comporta, poderão desta forma oferecer um válido auxílio neste campo específico da atividade pastoral. Particular atenção deverão ter os Bispos, além disso, ao escolher os ministros a serem encarregados desta delicada tarefa, de modo que estes, graças à sua fidelidade ao Magistério e ao seu elevado grau de maturidade espiritual e psicológica, possam ser de real ajuda às pessoas homossexuais, de forma que elas alcancem o seu bem integral. Tais ministros rechaçarão as opiniões teológicas que são contrárias ao ensinamento da Igreja e que, portanto, não podem servir como diretrizes no campo pastoral. Será conveniente além disso promover adequados programas de catequese, baseados na verdade acerca da sexualidade humana, na sua relação com a vida da família, tal como é ensinada pela Igreja. Tais programas, com efeito, fornecem um ótimo contexto, dentro do qual pode ser abordada também a questão do homossexualismo. Esta catequese poderá ajudar inclusive as famílias em que se encontrem pessoas homossexuais, a enfrentar um problema que as atinge tão profundamente. Deve ser retirado todo apoio a qualquer organização que procure subverter o ensinamento da Igreja, que seja ambígua quanto a ele ou que o transcure completamente. Tal apoio, mesmo só aparente, pode dar origem a malentendidos graves. Uma atenção especial deveria ser dedicada à programação de celebrações religiosas e ao uso, por parte desses grupos, de edifícios de propriedade da Igreja, inclusive a possibilidade de dispor das escolas e dos institutos católicos de estudos superiores. Para alguns, tal permissão de utilizar uma propriedade da Igreja pode parecer apenas um gesto de justiça e de caridade, mas, na realidade, ela contradiz as finalidades mesmas para as quais aquelas instituições foram fundadas, e pode ser fonte de malentendidos e de escândalo. Ao avaliar eventuais projetos legislativos, dever-se-á pôr em primeiro plano o empenho na defesa e promoção da vida da família. 18. O Senhor Jesus disse: « Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará » (Jo 8, 32). A Sagrada Escritura manda-nos realizar a verdade na caridade (cfr. Ef 4, 15). Deus, que é ao mesmo tempo verdade e amor, chama a Igreja a pôr-se ao serviço de cada homem, mulher e criança, com a solicitude pastoral do nosso Senhor misericordioso. É com este espírito que a Congregação para a Doutrina da Fé endereça a presente Carta aos Bispos da Igreja, na esperança de que lhes sirva de ajuda no atendimento pastoral a pessoas cujos sofrimentos só poderão agravar-se por doutrinas erróneas, enquanto que a palavra da verdade os aliviará. O Sumo Pontífice João Paulo II, no decurso da Audiência concedida ao Prefeito abaixo-assinado, aprovou e ordenou a publicação da presente Carta, decidida em reunião ordinária desta Congregação. Roma, da sede da Congregação para a Doutrina da Fé, 1º de outubro de 1986. Joseph Card. Ratzinger Prefeito Leia também Papa Bento XVI diz que aborto e casamento gay são obra do anticristo #homossexualidade #Homossexualismo #LGBT #sexualidade

  • Resposta ao cantor católico que se declarou homossexual

    Esta semana fomos surpreendidos com a declaração de um conhecido cantor católico que se declarou homossexual, “casado” com outro homem há 5 anos e que recebe a comunhão normalmente, sem nenhum peso na consciência. O maior problema não está no fato de fazer algo que está na “moda”, ainda que seja um pecado gravíssimo, mas o que agravou ainda mais a situação foi o fato de que ele declara ter conhecimento da Doutrina Católica acerca deste tema, e ainda assim rejeita o posicionamento da Igreja, apresentando argumentos falsos para justificar sua atitude. Durante a sua declaração, ele também afirmou que tem consciência do seu erro, e que não aceita viver o que a igreja orienta, ou seja, a castidade. Disse que nunca divulgará apostolados como o Apostolado Courage, também conhecido como Courage Apostolate, que é um apostolado aprovado da Igreja Católica que aconselha homens e mulheres com atração pelo mesmo sexo a ter uma vida casta em comunhão, verdade e amor. Mas que divulgará iniciativas como a Rede Nacional de Grupos Católicos LGBT, que é um movimento revolucionário de esquerda, cujo principal objetivo é subverter a doutrina da Santa Igreja e induzir pessoas ao erro e ao pecado. Este tipo de posicionamento é grave e necessita correção, pois coloca não apenas ele em risco de condenação, mas todos aqueles que ele influencia e propagam o que ele ensina. Diante da gravidade da situação, separamos não apenas uma, mas três formações excelentes que elucidam os católicos acerca dos erros doutrinários difundidos pelo cantor. Ao contrário do que a máfia LGBT e outros movimentos revolucionários acusam a Igreja Católica, os homossexuais nunca foram excluídos ou discriminados. Ao contrário, são acolhidos de modo especial, e o que esses grupos fazem é desinformar a sociedade para que a Igreja pareça vilã da história, assim como fazem em muitas outras situações históricas, como por exemplo as Cruzadas e a Santa Inquisição . Por este motivo, colocamos após as formações em vídeo um documento da Igreja que orienta os católicos exatamente sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais escrita pelo Cardeal Ratzinger (Papa Bento) a pedido do papa São João Paulo II. Não deixe de ler. Após assistir as formações, leia também: Conheça mais sobre a História da Igreja Católica e nunca mais seja enganado A primeira formação é um alerta do Centro Dom Bosco listando os principais pontos em que o cantor contraria a Igreja e sua Doutrina: A segunda formação: É possível ser católico e homossexual ao mesmo tempo? que disponibilizamos em nosso canal do youtube: A terceira formação: GAYS E A BUSCA PELA SANTIDADE em conjunta com o pregador Anderson Reis, os padres José Eduardo e Cristiano, e o apostolado Courage: CARTA AOS BISPOS DA IGREJA CATÓLICA SOBRE O ATENDIMENTO PASTORAL DAS PESSOAS HOMOSSEXUAIS 1. O problema do homossexualismo e do juízo ético acerca dos atos homossexuais tornou-se cada vez mais objeto de debate público, mesmo em ambientes católicos. Em tal discussão, propõe-se muitas vezes argumentos e exprime-se posições não conformes com o ensinamento da Igreja Católica, que suscitam justa preocupação em todos aqueles que se dedicam ao ministério pastoral. Por esse motivo esta Congregação julga o problema tão grave e difuso que justifica a presente Carta sobre o atendimento pastoral às pessoas homossexuais, Carta dirigida a todos os Bispos da Igreja Católica. 2. Naturalmente, não se pretende elaborar neste texto um tratado exaustivo sobre um problema tão complexo. Prefere-se concentrar a atenção no contexto específico da perspectiva moral católica. Esta encontra apoio também nos resultados seguros das ciências humanas, as quais, também, possuem objeto e método que lhes são próprios e gozam de legítima autonomia. A posição da moral católica baseia-se na razão humana iluminada pela fé e guiada conscientemente pela intenção de fazer a vontade de Deus, nosso Pai. Desta forma, a Igreja está em condições não somente de poder aprender das descobertas científicas, mas também de transcender-lhes o horizonte; ela tem a certeza de que a sua visão mais completa respeita a complexa realidade da pessoa humana que, nas suas dimensões espiritual e corpórea, foi criada por Deus e, por sua graça, é chamada a ser herdeira da vida eterna. Somente em tal contexto poder-se-á compreender com clareza em que sentido o fenómeno do homossexualismo, em suas múltiplas dimensões e com seus efeitos sobre a sociedade e sobre a vida eclesial, é um problema que afeta propriamente a preocupação pastoral da Igreja. Por isto mesmo, requer-se dos seus ministros atento estudo, empenho concreto e reflexão honesta, teologicamente equilibrada. 3. Já na « Declaração acerca de algumas questões de ética sexual » de 29 de dezembro de 1975, a Congregação para a Doutrina da Fé tratava explicitamente deste problema. Naquela Declaração, salientava-se o dever de procurar compreender a condição homossexual e se observava que a culpabilidade dos atos homossexuais deve ser julgada com prudência. Ao mesmo tempo, a Congregação levava em consideração a distinção feita comumente entre a condição ou tendência homossexual, de um lado, e, do outro, os atos homossexuais. Estes últimos eram descritos como atos que, privados da sua finalidade essencial e indispensável, são « intrinsecamente desordenados » e, como tais, não podem ser aprovados em nenhum caso (cfr. n. 8, § 4). Entretanto, na discussão que se seguiu à publicação da Declaração, foram propostas interpretações excessivamente benévolas da condição homossexual, tanto que houve quem chegasse a defini-la indiferente ou até mesmo boa. Ao invés, é necessário precisar que a particular inclinação da pessoa homossexual, embora não seja em si mesma um pecado, constitui, no entanto, uma tendência, mais ou menos acentuada, para um comportamento intrinsecamente mau do ponto de vista moral. Por este motivo, a própria inclinação deve ser considerada como objetivamente desordenada. Aqueles que se encontram em tal condição deveriam, portanto, ser objeto de uma particular solicitude pastoral, para não serem levados a crer que a realização concreta de tal tendência nas relações homossexuais seja uma opção moralmente aceitável. 4. Uma das dimensões essenciais de um autêntico atendimento pastoral é a identificação das causas que provocaram confusão quanto ao ensinamento da Igreja. Entre elas, deve-se assinalar uma nova exegese da Sagrada Escritura, segundo a qual a Bíblia ou não teria nada a dizer acerca do problema do homossexualismo, ou até mesmo tacitamente o aprovaria, ou então ofereceria prescrições morais tão condicionadas cultural e historicamente, que afinal não mais poderiam ser aplicadas à vida contemporânea. Tais opiniões, gravemente erróneas e desorientadoras, requerem, portanto, uma especial vigilância. 5. É verdade que a literatura bíblica é tributária das várias épocas nas quais foi escrita, com relação a grande parte dos seus modelos de pensamento e de expressão (cfr. Dei Verbum , n. 12). Certamente, a Igreja de hoje proclama o Evangelho a um mundo bastante diferente do mundo antigo. Por outro lado, o mundo no qual foi escrito o Novo Testamento estava já consideravelmente mudado, por exemplo, quanto à situação na qual foram escritas ou redigidas as Sagradas Escrituras do povo judeu. Deve-se ressaltar todavia que, embora no contexto de uma diversidade notável, existe uma evidente coerência no interior das mesmas Escrituras no que diz respeito ao comportamento homossexual. Por isto, a doutrina da Igreja acerca deste ponto não se baseia apenas em frases isoladas, das quais se podem deduzir argumentações teológicas discutíveis, e sim no sólido fundamento de um testemunho bíblico constante. A atual comunidade de fé, em ininterrupta continuidade com as comunidades judaicas e cristãs no seio das quais foram redigidas as antigas Escrituras, continua a alimentar-se com aquelas mesmas Escrituras e com o Espírito de Verdade do qual elas são a Palavra. É igualmente essencial reconhecer que os textos sagrados não são realmente compreendidos quando interpretados de um modo que contradiz a vigente Tradição da Igreja. Para ser correia, a interpretação da Escritura deve estar em acordo efetivo com esta Tradição. A este respeito, assim se exprime o Concílio Vaticano II : « É claro, pois, que a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, por sapientíssima disposição de Deus, são entre si tão relacionados e unidos, que não podem subsistir independentemente, e todos juntos, segundo o modo próprio de cada um, sob a ação de um só Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas » ( Dei Verbum , n. 10). À luz dessas afirmações aqui se delineia sucintamente o ensinamento da Bíblia sobre a matéria. 6. A teologia da criação, presente no livro do Génesis, fornece o ponto de vista fundamental para a adequada compreensão dos problemas suscitados pelo homossexualismo. Na sua infinita sabedoria e em seu amor onipotente, Deus chama à existência toda a criação, como reflexo da sua bondade. Cria o homem à sua imagem e semelhança, como varão e mulher. Por isto mesmo, os seres humanos são criaturas de Deus chamadas a refletir, na complementariedade dos sexos, a unidade interna do Criador. Eles realizam esta função, de modo singular, quando, mediante a recíproca doação esponsal, cooperam com Deus na transmissão da vida. O capítulo 3 do Génesis mostra como esta verdade acerca da pessoa humana como imagem de Deus foi obscurecida pelo pecado original. Daí provém inevitavelmente uma perda da consciência acerca do caráter de aliança, próprio da união que as pessoas humanas mantinham com Deus e entre si. Embora o corpo humano conserve ainda o seu « significado esponsal », este, agora, é obscurecido pelo pecado. Assim, o deterioramento devido ao pecado continua a desenvolver-se na história dos homens de Sodoma (cfr. Gn 19, 1-11). Não pode haver dúvidas quanto ao julgamento moral aí expresso contra as relações homossexuais. Em Levítico 18, 22 e 20, 13, quando se indica as condições necessárias para se pertencer ao povo eleito, o Autor exclui do povo de Deus os que têm um comportamento homossexual. Tendo como tela de fundo esta legislação teocrática, São Paulo desenvolve uma perspectiva escatológica, dentro da qual repropõe a mesma doutrina, elencando também entre aqueles que não entrarão no reino de Deus os que agem como homossexuais (cfr. 1 Cor 6, 9). Em outra passagem do seu epistolário, baseando-se nas tradições morais dos seus ancestrais, mas colocando-se no novo contexto do confronto entre o cristianismo e a sociedade pagã do seu tempo, ele apresenta o comportamento homossexual como um exemplo da cegueira em que caiu a humanidade. Tomando o lugar da harmonia original entre Criador e criatura, o grave desvio da idolatria levou a todo tipo de excessos no campo moral. São Paulo aponta o exemplo mais claro desta desarmonia exatamente nas relações homossexuais (cfr. Rm 1, 18-32). Enfim, em perfeita continuidade com o ensinamento bíblico, na lista dos que agem contrariamente à sã doutrina, são mencionados explicitamente como pecadores aqueles que praticam atos homossexuais (cfr. 1 Tm 1, 10). 7. A Igreja, obediente ao Senhor que a fundou e a enriqueceu com a dádiva da vida sacramental, celebra no sacramento do matrimónio o desígnio divino da união do homem e da mulher, união de amor e capaz de dar a vida. Somente na relação conjugal o uso da faculdade sexual pode ser moralmente reto. Portanto, uma pessoa que se comporta de modo homossexual, age imoralmente. Optar por uma atividade sexual com uma pessoa do mesmo sexo equivale a anular o rico simbolismo e o significado, para não falar dos fins, do desígnio do Criador a respeito da realidade sexual. A atividade homossexual não exprime uma união complementar, capaz de transmitir a vida e, portanto, contradiz a vocação a uma existência vivida naquela forma de auto-doação que, segundo o Evangelho, é a essência mesma da vida cristã. Não quer dizer que as pessoas homossexuais não sejam frequentemente generosas e não se doem, mas quando se entregam a uma atividade homossexual, elas reforçam dentro delas mesmas uma inclinação sexual desordenada, caracterizada em si mesma pela auto-complacência. Como acontece com qualquer outra desordem moral, a atividade homossexual impede a auto-realização e a felicidade porque contrária à sabedoria criadora de Deus. Refutando as doutrinas erróneas acerca do homossexualismo, a Igreja não limita, antes pelo contrário, defende a liberdade e a dignidade da pessoa, compreendidas de um modo realista e autêntico. 8. O ensinamento da Igreja de hoje encontra-se, portanto, em continuidade orgânica com a visão contida na Sagrada Escritura e com a constante tradição. Embora o mundo de hoje seja, sob diversos pontos de vista, realmente mudado, a comunidade cristã é consciente do vínculo profundo e duradouro que a une às gerações que a precederam « no sinal da fé ». No entanto, um número cada vez mais largo de pessoas, mesmo dentro da Igreja, exerce fortíssima pressão para levá-la a aceitar a condição homossexual como se não fosse desordenada e a legitimar os atos homossexuais. Os que, no interior da Igreja, pressionam nesta direção, frequentemente mantêm estreita ligação com os que agem fora dela. Ora, tais grupos externos são movidos por uma visão oposta à verdade acerca da pessoa humana, verdade que nos foi revelada plenamente no mistério de Cristo. Embora de modo não de todo consciente, eles manifestam uma ideologia materialista, que nega a natureza transcendente da pessoa humana bem como a vocação sobrenatural de cada indivíduo. Os ministros da Igreja devem agir de tal modo que as pessoas homossexuais confiadas aos seus cuidados não sejam desencaminhadas por estas opiniões, tão profundamente opostas ao ensino da Igreja. Contudo o risco é grande e existem muitos que procuram criar confusão quanto à posição da Igreja e aproveitar-se de tal confusão em favor de seus próprios objetivos. 9. Mesmo dentro da Igreja formou-se uma corrente, constituída por grupos de pressão com denominações diferentes e diferente amplitude, que tenta impôr-se como representante de todas as pessoas homossexuais que são católicas. Na realidade, seus adeptos são, na maioria dos casos, pessoas que, ou desconhecem o ensinamento da Igreja, ou procuram subvertê-lo de alguma maneira. Tenta-se reunir sob a égide do catolicismo pessoas homossexuais que não têm a mínima intenção de abandonar o seu comportamento homossexual. Uma das táticas usadas é a de afirmar, em tom de protesto, que qualquer crítica ou reserva às pessoas homossexuais, à sua atitude ou ao seu estilo de vida, é simplesmente uma forma de injusta discriminação. Em algumas nações funciona, como consequência, uma tentativa de pura e simples manipulação da Igreja, conquistando-se o apoio dos pastores, frequentemente em boa fé, no esforço que visa mudar as normas da legislação civil. Finalidade de tal ação é ajustar esta legislação à concepção própria de tais grupos de pressão, para a qual o homossexualismo é, pelo menos, uma realidade perfeitamente inócua, quando não totalmente boa. Embora a prática do homossexualismo esteja ameaçando seriamente a vida e o bem-estar de grande número de pessoas, os fautores desta corrente não desistem da sua ação e recusam levar em consideração as proporções do risco que ela implica. A Igreja não pode despreocupar-se de tudo isto e por conseguinte mantém firme a sua posição clara a respeito, posição que não pode, certamente, modificar-se sob a pressão da legislação civil ou da moda do momento. Ela se preocupa também, sinceramente, pelos muitos que não se sentem representados pelos movimentos pró-homossexuais e por aqueles que poderiam ser tentados a crer em sua propaganda enganadora. Ela é consciente de que a opinião segundo a qual a atividade homossexual seria equivalente à expressão sexual do amor conjugal ou, pelo menos, igualmente aceitável, incide diretamente sobre a concepção que a sociedade tem da natureza e dos direitos da família, pondo-os seriamente em perigo. 10. É de se deplorar firmemente que as pessoas homossexuais tenham sido e sejam ainda hoje objeto de expressões malévolas e de ações violentas. Semelhantes comportamentos merecem a condenação dos pastores da Igreja, onde quer que aconteçam. Eles revelam uma falta de respeito pelos outros que fere os princípios elementares sobre os quais se alicerça uma sadia convivência civil. A dignidade própria de cada pessoa deve ser respeitada sempre, nas palavras, nas ações e nas legislações. Todavia, a necessária reação diante das injustiças cometidas contra as pessoas homossexuais não pode levar, de forma alguma, à afirmação de que a condição homossexual não seja desordenada. Quando tal afirmação é aceita e, por conseguinte, a atividade homossexual é considerada boa, ou quando se adota uma legislação civil para tutelar um comportamento ao qual ninguém pode reivindicar direito algum, nem a Igreja nem a sociedade em seu conjunto deveriam surpreender-se se depois também outras opiniões e práticas distorcidas ganham terreno e se aumentam os comportamentos irracionais e violentos. 11. Alguns afirmam que a tendência homossexual, em certos casos, não é fruto de uma opção deliberada e que a pessoa homossexual não tem outra alternativa, sendo obrigada a se comportar de modo homossexual. Por conseguinte, afirma-se que, em tais casos, ela agiria sem culpa, não sendo realmente livre. A este propósito, é necessário referir-se à sábia tradição moral da Igreja, que alerta para as generalizações no julgamento dos casos individuais. De fato, em um determinado caso, podem ter existido no passado, e podem subsistir ainda, circunstâncias tais que reduzem ou até mesmo eliminam a culpa do indivíduo; outras circunstâncias, ao contrário, podem agravá-la. Em todo caso, deve-se evitar a presunção infundada e humilhante de que o comportamento homossexual das pessoas homossexuais esteja sempre e totalmente submetido à coação e, portanto, seja sem culpa. Na realidade, também às pessoas com tendência homossexual deve ser reconhecida aquela liberdade fundamental que caracteriza a pessoa humana e lhe confere a sua particular dignidade. Como em toda conversão do mal, graças a tal liberdade, o esforço humano, iluminado e sustentado pela graça de Deus, poderá permitir-lhes evitar a atividade homossexual. 12. Que deve fazer, então, uma pessoa homossexual que procura seguir o Senhor? Substancialmente, tais pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus na sua vida, unindo ao sacrifício da cruz do Senhor todo sofrimento e dificuldade que possam experimentar por causa da sua condição. Para quem crê, a cruz é um sacrifício frutuoso, pois daquela morte derivam a vida e a redenção. Ainda que se possa prever que qualquer convite a carregar a cruz ou a compreender de tal forma o sofrimento do cristão será ridicularizado por alguns, é preciso recordar que é este o caminho da salvação para todos aqueles que seguem o Cristo. Não é outro, na realidade, o ensinamento transmitido pelo apóstolo Paulo aos Gálatas, quando diz que o Espírito produz na vida do fiel « amor, alegria, paz, paciência, benevolência, bondade, fidelidade, mansidão e auto-domínio » e, mais adiante: «Não podeis pertencer a Cristo sem crucificar a carne com as suas paixões e os seus desejos » ( Gal 5, 22. 24). Todavia, este convite é facilmente mal interpretado, se é considerado apenas como um inútil esforço de auto-renegação. A cruz é, sem dúvida, renegação de si mesmo, mas no abandono à vontade daquele Deus que da morte faz brotar a vida e habilita os que nele depositam a sua confiança a praticarem a virtude em lugar do vício. Só se celebra autenticamente o Mistério Pascoal quando se deixa que ele impregne o tecido da vida cotidiana. Recusar o sacrifício da própria vontade na obediência à vontade do Senhor é, de fato, opor obstáculo à salvação. Exatamente como a Cruz é o centro da manifestação do amor redentor que Deus tem por nós em Jesus, assim o fato de conformarem a negação de si mesmos ao sacrifício do Senhor constituirá para homens e mulheres homossexuais uma fonte de auto-doação que os salvará de uma forma de vida que continuamente ameaça destruí-los. As pessoas homossexuais, como os demais cristãos, são chamadas a viver a castidade. Dedicando-se com assiduidade a compreender a natureza do chamado pessoal que Deus lhes dirige, serão aptas a celebrar mais fielmente o sacramento da Penitência e a receber a graça do Senhor que, neste mesmo sacramento, se oferece para generosamente poderem converter-se mais plenamente ao seu seguimento. 13. É evidente, por outro lado, que uma clara e eficaz transmissão da doutrina da Igreja a todos os fiéis e à sociedade no seu conjunto depende em grande parte do ensinamento correto e da fidelidade daqueles que exercem o ministério pastoral. Os Bispos têm a responsabilidade particularmente grave de preocupar-se que seus colaboradores no ministério e, sobretudo, os sacerdotes, sejam corretamente informados e pessoalmente bem dispostos a comunicar a todos a doutrina da Igreja na sua integridade. São dignas de admiração a particular solicitude e a boa vontade demonstradas por muitos sacerdotes e religiosos, no atendimento pastoral às pessoas homossexuais; esta Congregação espera que tal solicitude e boa vontade não diminuam. Estes zelosos ministros devem nutrir a certeza de que estão seguindo fielmente a vontade do Senhor quando encorajam a pessoa homossexual a levar uma vida casta e relembram a dignidade incomparável que Deus lhe deu também. 14. Considerando tudo o que precede, esta Congregação deseja pedir aos Bispos que sejam particularmente vigilantes com relação aos programas que, de fato, tentam exercer pressão sobre a Igreja a fim de que ela mude a sua doutrina, embora às vezes, verbalmente neguem que seja assim. Um estudo atento das declarações públicas neles contidas e das atividades que promovem revela uma calculada ambiguidade, através da qual procuram desviar pastores e fiéis. Por exemplo, costumam citar o ensinamento do Magistério, mas somente como uma fonte facultativa na formação da consciência; sua autoridade peculiar não é reconhecida. Alguns grupos costumam até mesmo qualificar de « católicas » as suas organizações ou as pessoas às quais pretendem dirigir-se, mas, na realidade, não defendem nem promovem o ensinamento do Magistério; ao contrário, às vezes, atacam-no abertamente. Mesmo reafirmando a vontade de conformar sua vida ao ensinamento de Jesus, de fato os membros desses grupos abandonam o ensinamento da Sua Igreja. Este comportamento contraditório de forma alguma pode receber o apoio dos Bispos. 15. Esta Congregação encoraja, pois, os Bispos a promoverem, nas suas dioceses, uma pastoral para as pessoas homossexuais, plenamente concorde com o ensinamento da Igreja. Nenhum programa pastoral autêntico poderá incluir organizações em que pessoas homossexuais se associem entre si, sem que fique claramente estabelecido que a atividade homossexual é imoral. Uma atitude verdadeiramente pastoral incluirá a necessidade de evitar, para as pessoas homossexuais, as ocasiões próximas de pecado. Devem ser encorajados os programas em que tais perigos sejam evitados. Mas é necessário deixar bem claro que afastar-se do ensino da Igreja ou fazer silêncio em torno dele, sob o pretexto de oferecer um atendimento pastoral, não é forma legítima nem de autêntica atenção nem de pastoral válida. Em última análise, somente aquilo que é verdadeiro pode ser também pastoral. Quando não se tem presente a posição da Igreja, impede-se a homens e mulheres homossexuais de receberem o atendimento de que necessitam e ao qual têm direito. Um programa pastoral autêntico ajudará as pessoas homossexuais em todos os níveis da sua vida espiritual, mediante os sacramentos e, particularmente, a frequente e sincera confissão sacramental, como também através da oração, do testemunho, do aconselhamento e da atenção individual. Desta forma, a comunidade cristã na sua totalidade pode chegar a reconhecer sua vocação de assistir estes seus irmãos e irmãs, evitando-lhes tanto a desilusão como o isolamento. 16. Desta abordagem diversificada podem advir muitas vantagens, entre as quais não menos importante é a constatação de que uma pessoa homossexual, como, de resto, qualquer ser humano, tem uma profunda exigência de ser ajudada contemporaneamente em vários níveis. A pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, não pode definir-se cabalmente por uma simples e redutiva referência à sua orientação sexual. Toda e qualquer pessoa que vive sobre a face da terra conhece problemas e dificuldades pessoais, mas possui também oportunidades de crescimento, recursos, talentos e dons próprios. A Igreja oferece ao atendimento da pessoa humana aquele contexto de que hoje se sente a exigência extrema, e o faz exatamente quando se recusa a considerar a pessoa meramente como um « heterossexual » ou um « homossexual », sublinhando que todos têm uma mesma identidade fundamental: ser criatura e, pela graça, filho de Deus, herdeiro da vida eterna. 17 Apresentando à atenção dos Bispos esses esclarecimentos e orientações pastorais, esta Congregação deseja ajudar os seus esforços no sentido de assegurar que o ensinamento do Senhor e da Sua Igreja acerca deste importante tema seja transmitido integralmente a todos os fiéis. À luz do que se acaba de expor, os Ordinários locais são convidados a avaliar, no âmbito da própria competência, a necessidade de particulares iniciativas. Além disso, se julgarem útil, poder-se-á recorrer a uma ação mais extensa, coordenada a nível das Conferências episcopais nacionais. Os Bispos serão particularmente solícitos em apoiar com todos os meios à sua disposição, o desenvolvimento de formas especializadas de atendimento pastoral às pessoas homossexuais. Isso poderia incluir a colaboração das ciências psicológicas, sociológicas e médicas, mantendo-se sempre na plena fidelidade à doutrina da Igreja. Os Bispos, sobretudo, não deixarão de solicitar a colaboração de todos os teólogos católicos, os quais, ensinando o que a Igreja ensina e aprofundando com as suas reflexões o significado autêntico da sexualidade humana e do matrimônio cristão no plano divino, como também das virtudes que este comporta, poderão desta forma oferecer um válido auxílio neste campo específico da atividade pastoral. Particular atenção deverão ter os Bispos, além disso, ao escolher os ministros a serem encarregados desta delicada tarefa, de modo que estes, graças à sua fidelidade ao Magistério e ao seu elevado grau de maturidade espiritual e psicológica, possam ser de real ajuda às pessoas homossexuais, de forma que elas alcancem o seu bem integral. Tais ministros rechaçarão as opiniões teológicas que são contrárias ao ensinamento da Igreja e que, portanto, não podem servir como diretrizes no campo pastoral. Será conveniente além disso promover adequados programas de catequese, baseados na verdade acerca da sexualidade humana, na sua relação com a vida da família, tal como é ensinada pela Igreja. Tais programas, com efeito, fornecem um ótimo contexto, dentro do qual pode ser abordada também a questão do homossexualismo. Esta catequese poderá ajudar inclusive as famílias em que se encontrem pessoas homossexuais, a enfrentar um problema que as atinge tão profundamente. Deve ser retirado todo apoio a qualquer organização que procure subverter o ensinamento da Igreja, que seja ambígua quanto a ele ou que o transcure completamente. Tal apoio, mesmo só aparente, pode dar origem a malentendidos graves. Uma atenção especial deveria ser dedicada à programação de celebrações religiosas e ao uso, por parte desses grupos, de edifícios de propriedade da Igreja, inclusive a possibilidade de dispor das escolas e dos institutos católicos de estudos superiores. Para alguns, tal permissão de utilizar uma propriedade da Igreja pode parecer apenas um gesto de justiça e de caridade, mas, na realidade, ela contradiz as finalidades mesmas para as quais aquelas instituições foram fundadas, e pode ser fonte de malentendidos e de escândalo. Ao avaliar eventuais projetos legislativos, dever-se-á pôr em primeiro plano o empenho na defesa e promoção da vida da família. 18. O Senhor Jesus disse: « Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará » (Jo 8, 32). A Sagrada Escritura manda-nos realizar a verdade na caridade (cfr. Ef 4, 15). Deus, que é ao mesmo tempo verdade e amor, chama a Igreja a pôr-se ao serviço de cada homem, mulher e criança, com a solicitude pastoral do nosso Senhor misericordioso. É com este espírito que a Congregação para a Doutrina da Fé endereça a presente Carta aos Bispos da Igreja, na esperança de que lhes sirva de ajuda no atendimento pastoral a pessoas cujos sofrimentos só poderão agravar-se por doutrinas erróneas, enquanto que a palavra da verdade os aliviará. O Sumo Pontífice João Paulo II, no decurso da Audiência concedida ao Prefeito abaixo-assinado, aprovou e ordenou a publicação da presente Carta, decidida em reunião ordinária desta Congregação. Roma, da sede da Congregação para a Doutrina da Fé, 1º de outubro de 1986. Joseph Card. Ratzinger Prefeito Leia também Papa Bento XVI diz que aborto e casamento gay são obra do anticristo #homossexualidade #Homossexualismo #LGBT #sexualidade

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    Não há dúvidas que há alguns cenários em que métodos naturais podem ser admitidos, mas seu uso arbitrário e sem causas graves nunca poderá ser louvado pela Igreja, pois o uso arbitrário desses métodos traz consigo todos os erros e perigos da mentalidade contraceptiva e constituem verdadeiro pecado. Neste artigo, buscaremos expor as condições e princípios que tornam o uso dos métodos naturais como toleráveis e permitidos – jamais louváveis, repetimos – diante da Igreja. Assista a formação promovida pelo casal Dea e Tiba juntamente com Padre Lucas Folego: Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Déa Camargos (@deacamargos) Os métodos naturais e o matrimônio católico Recordemos as palavras de Pio XII em seu discurso às parteiras católicas: O simples fato de não violarem os esposos a natureza do ato, e de estarem mesmo prontos a aceitar e a educar o filho que, apesar das suas precauções, vier ao mundo, por si só não bastaria para garantir a retidão das intenções e a moralidade indiscutível desses mesmos motivos. Em outras palavras: Não basta não violar a natureza do ato conjugal, como fariam os métodos artificiais, para o uso do método ser lícito e moralmente aceitável. O uso do direito matrimonial em dias de infertilidade feminina podem, como são muitas vezes, ser moralmente censuráveis e mesmo constituirem ato pecaminoso se ativamente forem contrários aos fins do Matrimônio. O mesmo papa, pelo decreto de 30 de março de 1944 repudia “a opinião daqueles que negam que o fim primário do matrimônio é a procriação e a educação da prole e ensinam que os fins secundários não são essencialmente subordinados ao fim primário, sendo paralelos e independentes a ele”. Os fins do matrimônio são, portanto, dois, um primário e indispensável e outro secundário e dependente do primeiro. Destacar a hierarquia desses dois fins é essencial, pois é o ponto mais atacado, sobretudo na nova moral pós-conciliar. É o fim primário a procriação e educação da prole e o fim secundário, subordinado a este, o auxílio mútuo dos cônjuges e o remédio da concupiscência. À maior parte dos esposos, diferentemente de como foi a Santíssima Virgem e São José, não é o matrimônio orientado para uma perfeita continência, isto é, a privação total do ato conjugal. Por isso diz-nos Pio XII: “O contrato matrimonial, que concede aos esposos o direito de satisfazerem a inclinação da natureza, estabelece-os num estado de vida, o estado conjugal. Ora, aos esposos que fazem uso deste, praticando o ato específico do seu estado, a natureza e o Criador impõem a função de prover à conservação do gênero humano”. Verdadeiramente, o matrimônio dá certos direitos, mas apenas na medida em que também impõe deveres muito precisos, o primeiro deles sendo a procriação e a educação da prole: “Na ordem estabelecida por Deus, o indivíduo e a sociedade, o povo e o Estado, a própria Igreja, dependem, para a sua existência, do matrimônio fecundo“. Filhos não são, portanto, obstáculos a se evitar, nem meros acidentes, muito menos adições ao matrimônio ao qual tenham os esposos direito de abrir mão. Os filhos são, ao contrário, o fim primário e principal do matrimônio e por isso “usar constantemente do direito [de ter relações conjugais nos períodos de infertilidade natural], lícita apenas dentro de seus limites, e, por outra parte, subtrair-se sempre e deliberadamente, sem grave motivo, ao seu dever principal, [isto é, jamais ter relações conjugais em dias férteis com o fim de evitar filhos sem causa grave] seria um pecado contra o próprio sentido da vida conjugal.“ As condições que tornam legítimo o uso dos métodos naturais Do que foi dito, resta claro que os métodos naturais não podem ser usados indiscriminadamente. Para serem usados de maneira lícita, há três condições que devem ser cumpridas simultaneamente: O motivo para o seu uso deve ser grave e moralmente proporcional A causa deve cair em uma das quatro indicações aceitas: médica, eugênica, econômica ou social Deve ser mutuamente acordada e possível, sem risco de pecado, a ambos os esposos Vejamos cada uma dessas condições com seus princípios. 1. O motivo deve ser realmente grave e moralmente legítimo Pio XII em suas alocações fala constantemente de “motivos moralmente suficientes e certos”, “graves motivos”, “sérias razões”, etc. Claramente, os métodos naturais não podem ser usados por quaisquer motivos. E, mais do que isso – e aqui está o principal erro dos católicos que tomam os métodos naturais como um estilo de vida – o motivo deve ser independente da boa-vontade dos esposos, segundo três princípios: O motivo não pode ser por culpa dos esposos Os esposos devem fazer tudo dentro de suas possibilidades para cumprir em seu casamento os fins aos quais se ordena o matrimônio, o motivo, então, tem que estar fora das possibilidades de resolução do casal. O motivo não pode ser uma escolha livre dos esposos Aqueles que se casam são obrigados a aceitar os deveres de seu estado sob pena de pecado. Não pode, por isso, o motivo ser uma decisão do casal ou de um dos cônjuges. O motivo não pode ser inseparável da lei nem inerente ao seu cumprimento Isto é, não pode o motivo ser algo necessário ou normal no cumprimento do dever de procriação e educação da prole, como os sofrimentos, as privações, os riscos e as dificuldades inerentes a este dever Para auxiliar a compreensão desses princípios para a validade dos motivos, vejamos exemplos negativos para cada um deles: O motivo não pode ser por culpa dos esposos Por exemplo, um marido que não queira trabalhar ou trabalhe mal e por isso não possa sustentar um filho ou uma esposa que, por negligência ou acomodação, não se trata de uma doença tratável que impede ou dificulta a saúde da gestação. O motivo não pode ser uma escolha livre dos esposos Por exemplo, um pai que simplesmente não quer mais filhos por comodidade ou conveniência, ou uma mãe que queira focar em sua vida profissional sem ser esta realmente necessária para o sustento da família, apenas como uma “realização pessoal” O motivo não pode ser inseparável da lei nem inerente ao seu cumprimento Por exemplo, um casal que não queira ter filhos pelas dificuldades da criação, por não quererem ter “mais uma boca para alimentar”, ou porque dificultaria – sem inviabilizar – o orçamento familiar, por medo de problemas que podem acontecer em qualquer gestação, etc. Motivos que não satisfaçam estas três condições não são motivos suficientes para a licitude do uso do método natural. Esposos que por motivos que não sejam realmente graves, segundo estes três princípios, utilizem de maneira estável do método natural cometem pecado. Estes motivos, porém, são suficientes e não implicam pecado para a continência perfeita, isto é, para a completa abstenção da vida conjugal, desde que satisfeitas as outras duas condições. 2. A causa deve cair em uma das quatro indicações aceitas Há quatro causas que permitem o uso dos métodos naturais, desde que as outras duas condições sejam também satisfeitas, segundo a moral católica, ecoada na alocução de Pio XII de 1958: A causa médica, a causa eugênica, a causa econômica e a causa social. Todas as causas podem ser temporais ou perpétuas. No caso de serem temporais, assim que deixam de existir, perde-se a moralidade do uso dos métodos naturais. Causa Médica A causa médica é um diagnóstico médico legítimo que indique grave perigo para a saúde ou vida da mãe no caso de uma nova gestação, seja de um ponto de vista científico ou moral. Nesse caso, a obrigação de gerar filhos deixa de existir, pois a mulher não é obrigada, pelo contrato matrimonial, a se expor a perigos e danos que não são ordinariamente parte da maternidade1. Um médico pode aconselhar um casal a não ter (mais) filhos em alguns cenários, por exemplo: A esposa com um sério comprometimento físico à qual uma nova gravidez tem alto risco de causar sua morte ou uma grave sequela; A esposa com histórico de complicações em gestações à qual outra gestação tem alta possibilidade de ser fatal; A esposa portadora de uma doença incurável, que possivelmente morreria pouco depois do nascimento do seu filho; A esposa se recuperando de uma cirurgia grave que não teria capacidade de carregar e cuidar da criança; O marido com uma doença grave que não teria condições de sustentar o filho, etc. Os moralistas, porém, dão-nos algumas palavras de alerta: É importante, no entanto, não aceitar o julgamento de apenas um médico como um infalível decreto contrário a uma nova gestação: Este médico pode estar errado. Quanto melhor o médico, menos ele estará inclinado a atribuir infalibilidade a suas observações. Como qualquer um, ele pode ser favorável às “famílias pequenas” e rapidamente converter os pais a este modo de vida. O melhor é procurar, sempre, uma segunda opinião, preferencialmente de um médico católico confiável em sua ciência e em sua fé. 2 Causa Eugênica A causa eugênica acontece quando se tem quase absoluta certeza que a gravidez trará ao mundo uma criança fisicamente ou psicologicamente deformada. Nesses casos, a obrigação à procriação cessa. Dizem, porém, os moralistas: “Quanto ao bem pessoal da criança, mesmo em caso de deformidades, tendo sido dito que a obrigação cessa, vale lembrar: é melhor existir que não existir3. Exemplos de causas eugênicas: Alto histórico de abortos espontâneos; Doença hereditária grave que tenha alta chance de passar para a criança; O casal que tem falha genética grave que afaste a esperança de filhos sadios, etc. Já que a existência de todo ser humano, uma vez concebido, é sagrada, o aborto é sempre um crime injustificável, mesmo quando o feto é deformado. Causa Econômica A causa econômica é uma situação real e concreta que obriga os esposos a perceberem que seus meios econômicos são insuficientes para assumir as despesas que acompanham a chegada de outro filho, seja de forma temporária ou permanente. Nesse caso, a obrigação à procriação cessa, embora a Igreja aconselhe a confiança na Providência de Deus, que não recusa os meios de sobrevivência àqueles que chamou a vida4, seguindo o exemplo generoso da família de S. Bernardette Soubirous, nascida em uma grande família extremamente pobre, ou S. Catarina de Sena, a 23ª filha de uma família católica. Diz-nos o catecismo do matrimônio: A obrigação à paternidade não requer de um casal ter tantos filhos quanto seja humanamente possível, como alegam alguns críticos, mas obriga a estarem abertos à receber todos os filhos que Deus enviar enquanto possam educá-los e criá-los de maneira razoável.5 A palavra razoável deve ser bem compreendida, senão é abusada. E, deve-se dizer, a causa econômica é a mais abusada de todas pelos casais que não querem ter mais filhos. Ao dizer “maneira razoável”, poderia-mos dizer: capaz de alimentar, vestir e educar, ainda que de maneira humilde. O conforto familiar que muitos casais usam como justificativa para evitar filhos não é razoável. A impossibilidade de manter divertimentos, viagens, melhores colégios e o nível de vida alto também não. Exemplos: Uma família que não tenha onde morar ou dependa da caridade para seu próprio sustento; Uma família com o pai desempregado ou sem emprego estável; Um pai sem qualificação profissional que o permita ter esperança de melhorar de vida; Uma família que já seja incapaz de educar os filhos que tem, etc. Normalmente, a causa econômica é temporária e os pais devem esforçar-se tanto quanto possível para sair dela. Em nossos tempos de hedonismo e materialismo, é muito fácil convencer-se que “não posso mais ter filhos” por razões econômicas. Por isso, recomenda-se que nunca se admita o uso dos métodos naturais sem o conselho sério de um sacerdote piedoso e de boa doutrina. Causa Social A causa social comporta graves impedimentos de ordem social, quer sejam temporais, quer sejam duradouros. Tais são, por exemplo: Um casal que vive, sem condições de mudança, em uma casa deveras pequena e humilde, a quem mais uma criança seria um grande problema para todos os seus habitantes; O marido que vai, por um longo tempo, trabalhar em cidade distante da família e não poderia cumprir suas obrigações como pai; Proibição estatal de ter mais filhos sob pena de aborto forçado – como é o caso da China; Tempos de guerra; Catástrofes naturais ou grandes epidemias, etc. Há três falsas situações atribuídas por muitos à causa social para evitar filhos por métodos naturais que merecem particular atenção por: Há três falsas situações atribuídas por muitos à causa social para evitar filhos por métodos naturais que merecem particular atenção por: A superpopulação Estes casais afirmam que não querem trazer mais uma criança ao mundo estando o mundo já tão cheio de pessoas, invocando razões econômicas (malthusianismo) ou sociais (neo-malthusianismo) para justificar. A superpopulação é uma completa mentira e alegar esta razão como motivo para métodos naturais constitui pecado. Os tempos modernos Estes casais afirmam que os tempos mudaram e que, em nossos dias, é impossível ser aberto aos filhos como manda a moral católica tradicional. Recorrem, por isso, a palavras de autoridades eclesiásticas que concordam com o que dizem – o que, infelizmente, há em abundância e sentem-se tranquilos em consciência de ter um ou dois filhos e utilizarem-se de métodos naturais o resto da vida, mesmo sem nenhuma causa justa, apenas por razões do “espírito dos tempos”. A este, na medida em que são conscientes disso, essa prática constitui pecado contra o matrimônio A crise do mundo contemporâneo Alguns, ainda, dizem que por conta da tamanha crise moral e de fé do mundo, seria quase um pecado trazer uma criança à vida, por todos os perigos aos quais ela seria exposta e pela imensa dificuldade de educar cristãmente uma criança nascida em nossos dias. Apesar de sua nobre aparência, diz o Pe. Kelly 6, esta é uma asserção totalmente covarde e ridícula. De fato, é justamente por conta da imensidão das forças malignas que todos os pais católicos estão obrigados a fazer tudo em seu poder para trazer a este mundo e educar bons católicos para militar por Cristo Rei contra os erros modernos, se necessário através do sangue do martírio. Os pais católicos devem tomar coragem e cumprir, tanto quanto puderem, a gloriosa função de formar os soldados cristãos do amanhã. Para resumir as quatro causas, damos eco às palavras do Pe. Ceriani: A vontade de Deus no domínio da procriação é manifestada aos esposos por todos os eventos de sua vida doméstica, que não escapam aos planos da Divina Providência. […] De acordo como tal situação é traduzida por uma dificuldade séria, como visto, de ordem médica, eugênica ou social, os cônjuges irão reconhecer a vontade de Deus nela, sendo permitida para eles, enquanto durar a situação, a continência periódica [os métodos naturais] ou a continência total [em que os esposos se abstenham totalmente do ato conjugal], ambas de modo compatível com a lei de Deus. As palavras “de modo compatível com a lei de Deus” constituem a terceira condição, que veremos agora. 3. Deve ser mutuamente acordada e possível, sem risco de pecado, a ambos os esposos Explica-nos o Pe. John Goodwine: Nenhum parceiro pode insistir na abstinência, seja periódica, seja total, contra um protesto razoável do outro parceiro. A razão para isso é que o matrimônio é, por si mesmo, um contrato. Por esse contrato, entre outras coisas, cada um dos esposos concorda em satisfazer o razoável desejo do outro por relação conjugal. Negar-se, sem causa grave, seria uma grave violação da justiça. Dessa maneira, a prática da continência periódica [ou total] seria lícita apenas se e enquanto os dois esposos mutuamente acordarem entre si. O segundo requisito [em caso do uso do método natural] é que ambos os parceiros efetivamente sejam capazes de praticar a continência nos chamados dias férteis. Quando um casal tenta restringir o uso do matrimônio aos dias estéreis, podem surgir ocasiões de pecado grave, como o abuso de si mesmo, a troca desordenada de afetos sem fim na relação conjugal que termine em uma polução culpável, a desarmonia familiar e, mesmo, a infidelidade. Esses perigos são especialmente graves aos maridos. 7 O uso dos métodos naturais sem as condições satisfeitas constitui pecado? Se as três condições necessárias não são plenamente satisfeitas, cometeria pecado um casal que utilizasse os métodos naturais? Se sim, seria pecado mortal ou venial? Recorreremos, novamente, ao moralista Pe. Goodwine8: Se alguma das condições necessárias não estiver presente, o recurso aos métodos naturais constituirá pecado. Em certos casos, pecado mortal.: Se um dos esposos optar pela continência sem o consentimento do outro, recusando-se ao uso do direito conjugal, comete-se pecado mortal contra a justiça em todas as vezes que o cônjuge pede o uso do direito, ainda que implicitamente, e este é negado. Se a um ou aos dois esposos o uso do método natural se torna uma ocasião próxima de pecado contra a castidade, comete-se pecado mortal em todas as vezes que se pratica o ato conjugal. Se o uso do matrimônio é limitado aos dias de infertilidade natural deliberadamente a fim de evitar perpetuamente ou a longo prazo a concepção de uma criança sem motivo suficiente, mas apenas para satisfazer a sensualidade e o egoísmo do casal, isto é, apenas para aproveitarem o prazer conjugal sem seus deveres inerentes, comete-se pecado mortal em todas as vezes que se pratica o ato conjugal. Se, porém, a intenção de evitar a concepção com motivos de satisfazer a sensualidade for apenas temporária, comete-se pecado venial. A maior parte dos moralistas concorda, porém, que por “temporário” não se deve compreender como um período maior que seis meses a um ano. Exigências O uso dos métodos naturais, mesmo nas condições apresentadas, também tem suas exigências9: Os cônjuges se obrigam a aceitar os filhos, caso falhem os cálculos; Em perigo de incontinência, devem atender antes de tudo à própria alma; Mesmo depois do comum acordo, caso um dos cônjuges requeira o uso do débito conjugal, a obrigação de cedê-lo continua de pé; Os cônjuges se obrigam à luta espiritual e aos sacrifícios para se conterem nos dias de continência; Alguns se verão obrigados, mesmo a restringir demonstrações mais íntimas e prolongadas do afeto conjugal. Perfeitamente lícitas, quase sempre necessárias à manutenção do amor conjugal e à mutua sustentação moral que se devem os cônjuges, essas demonstrações alimentam o desejo. Dar-lhes livre curso seria, às vezes, pôr-se em perigo. Um truque para frustrar a natureza Disse Pe. Lavaud a respeito dos métodos naturais: “Não temos como considerar verdadeiramente natural algo que é, de fato, um truque para frustrar a natureza”. De fato, o termo “natural” não pode ser legitimamente aplicado a estes métodos. Os métodos chamados naturais requerem que o casal tenha sua intimidade controlada artificialmente por meio de calendários, gráficos, tabelas e cálculos de modo que sejam esses artifícios, e não o verdadeiro amor e desejo dos cônjuges, os reguladores da vida conjugal. Um truque para frustrar a natureza. Estas palavras do teólogo dominicano não poderiam ser mais acertadas. Todo método natural utiliza, em última instância, a natureza contra ela mesma. Quando o corpo e o desejo feminino dão sinais de que estão prontos para a concepção, nesse momento se evita o uso do direito conjugal. Quando, por outro lado, mostram que a mulher está fechada à concepção, nesse momento se usa do direito cujo principal objetivo é, no fim das contas, a própria concepção. Pareceria-nos – se não vivêssemos numa época pagã nas palavras de Pio XII – como uma verdadeira auto-sabotagem. No início do século XX, o médico japonês Kyusaku Ogino desenvolveu um método para estimar os períodos férteis da mulher com base nos ciclos anteriores. Seu objetivo era auxiliar casais com dificuldades de fertilidade a conceberem. Anos depois, um médico católico holandês, Dr. Smulders, desfigurou o método: Se em determinados dias há maior chance de fertilidade, nos demais a chance é menor: foi o nascimento do método rítmico, o primeiro “método” natural. O Dr. Ogino, porém, se opôs energicamente ao uso de seu método para fins contraceptivos. Talvez para combater a ascensão de métodos artificiais, nota-se como médicos católicos sempre estiveram na vanguarda da criação dos métodos naturais. Além do Dr. Johannes Smulders, encontramos outros inúmeros católicos entre criadores ou colaboradores de métodos contraceptivos naturais, por exemplo: O Dr. Leo Latz, uma das maiores figuras do método rítmico, o Pe. Hillebrand, criador do método de temperatura basal, O Dr. e a Dra. Billings, fundadores do método homônimo e o Dr. John Rock, fundador da Clínica Rítmica Americana para ensinar o método rítmico aos casais católicos. Este último, após difundir métodos naturais entre os católicos, criou a pílula anticoncepcional otimista que a Igreja a aprovaria e terminou por abandonar a Igreja Católica quando da sua condenação na Humanae Vitae, em 1968. Uma consequência extrema, mas natural, da mentalidade contraceptiva. Não há dúvidas, repetimos, que há casos em que o uso desses métodos é tolerado e permitido pela Igreja. Estes casos estudaremos a seguir. Não temos por objetivo causar escrúpulos em casais que porventura os utilizem por razões legítimas nem condenar os métodos em si, mas sim denunciar o grave erro de muitos que louvam o uso dos métodos naturais como um modo de vida, utilizando-os como se fossem métodos contraceptivos autorizados pela igreja e difundindo-os como grandes presentes de Deus aos casais católicos, através dos quais se permite, como aos mundanos, o prazer conjugal sem suas consequências divinamente ordenadas. Nosso objetivo é denunciar, como o denuncia o moralista Pe. Gerard Rusak, o uso dos métodos naturais sem causa grave como o grande flagelo do matrimônio católico dos nossos dias. Conclusão Terminamos com a conclusão magistral dada pelo Pe. Goodwine10: Há de se evitar uma tendência de limitar a discussão sobre a continência periódica às questões de estrita moralidade, a fim de traçar uma linha entre o que se pode e não se pode fazer sem cometer pecado. Essas discussões, embora às vezes necessárias, perdem de vista o ideal cristão da vida familiar. Deus instituiu o matrimônio como meio de propagação da espécie humana. Um matrimônio fecundo, por isso, e não um matrimônio estéril ou mesquinho, é o matrimônio segundo os planos de Deus. Ter filhos é o fim primário do matrimônio. A família, por isso, consiste no pai, na mãe e nos filhos. Há algo gravemente desordenado em um casal deseja se casar, mas sem querer filhos ou predeterminando o tempo para isso acontecer, ou o limitando o número de filhos que pretendem ter. Um sacerdote amigo meu assemelha estas pessoas a um jovem que deseja se tornar sacerdote e estipula consigo mesmo que não vai rezar a Missa, administrar os sacramentos, pregar ou realizar seus deveres. Este pobre jovem estará buscando evitar as próprias razões pelas quais existe o sacerdócio. Da mesma maneira é um casal que, em razão suficiente, casa sem interesse de cumprir perfeitamente a própria razão do matrimônio. Mesmo o casal que tem razões suficientes para praticar os métodos naturais deveriam ser aconselhados a fazer mais do que a sua obrigação, a almejar deliberadamente e conscientemente o ideal cristão do matrimônio, mesmo se não forem obrigados a isso Courier de Roma, Junho de 1992, pg. 2 The Catholic Marriage Manual, p. 56 Dicionário Moral e canônico, Palazzini Pio XII na alocução de 20 janeiro de 1958 The Catholic Marriage Manual, p. 57 op. cit The American Ecclesiastical Review op. cit, adaptada a apresentação para um formato mais fácil de se compreender Mons. Negromonte em Noivos e Esposos, pg. 105 op. cit. Texto por salvemaria.com.br #Família #famíliasnúmerosas #Filhos #MétodoBillings

  • Conheça os critérios para espaçamento dos filhos e aplicação do método Billings

    Não há dúvidas que há alguns cenários em que métodos naturais podem ser admitidos, mas seu uso arbitrário e sem causas graves nunca poderá ser louvado pela Igreja, pois o uso arbitrário desses métodos traz consigo todos os erros e perigos da mentalidade contraceptiva e constituem verdadeiro pecado. Neste artigo, buscaremos expor as condições e princípios que tornam o uso dos métodos naturais como toleráveis e permitidos – jamais louváveis, repetimos – diante da Igreja. Assista a formação promovida pelo casal Dea e Tiba juntamente com Padre Lucas Folego: Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Déa Camargos (@deacamargos) Os métodos naturais e o matrimônio católico Recordemos as palavras de Pio XII em seu discurso às parteiras católicas: O simples fato de não violarem os esposos a natureza do ato, e de estarem mesmo prontos a aceitar e a educar o filho que, apesar das suas precauções, vier ao mundo, por si só não bastaria para garantir a retidão das intenções e a moralidade indiscutível desses mesmos motivos. Em outras palavras: Não basta não violar a natureza do ato conjugal, como fariam os métodos artificiais, para o uso do método ser lícito e moralmente aceitável. O uso do direito matrimonial em dias de infertilidade feminina podem, como são muitas vezes, ser moralmente censuráveis e mesmo constituirem ato pecaminoso se ativamente forem contrários aos fins do Matrimônio. O mesmo papa, pelo decreto de 30 de março de 1944 repudia “a opinião daqueles que negam que o fim primário do matrimônio é a procriação e a educação da prole e ensinam que os fins secundários não são essencialmente subordinados ao fim primário, sendo paralelos e independentes a ele”. Os fins do matrimônio são, portanto, dois, um primário e indispensável e outro secundário e dependente do primeiro. Destacar a hierarquia desses dois fins é essencial, pois é o ponto mais atacado, sobretudo na nova moral pós-conciliar. É o fim primário a procriação e educação da prole e o fim secundário, subordinado a este, o auxílio mútuo dos cônjuges e o remédio da concupiscência. À maior parte dos esposos, diferentemente de como foi a Santíssima Virgem e São José, não é o matrimônio orientado para uma perfeita continência, isto é, a privação total do ato conjugal. Por isso diz-nos Pio XII: “O contrato matrimonial, que concede aos esposos o direito de satisfazerem a inclinação da natureza, estabelece-os num estado de vida, o estado conjugal. Ora, aos esposos que fazem uso deste, praticando o ato específico do seu estado, a natureza e o Criador impõem a função de prover à conservação do gênero humano”. Verdadeiramente, o matrimônio dá certos direitos, mas apenas na medida em que também impõe deveres muito precisos, o primeiro deles sendo a procriação e a educação da prole: “Na ordem estabelecida por Deus, o indivíduo e a sociedade, o povo e o Estado, a própria Igreja, dependem, para a sua existência, do matrimônio fecundo“. Filhos não são, portanto, obstáculos a se evitar, nem meros acidentes, muito menos adições ao matrimônio ao qual tenham os esposos direito de abrir mão. Os filhos são, ao contrário, o fim primário e principal do matrimônio e por isso “usar constantemente do direito [de ter relações conjugais nos períodos de infertilidade natural], lícita apenas dentro de seus limites, e, por outra parte, subtrair-se sempre e deliberadamente, sem grave motivo, ao seu dever principal, [isto é, jamais ter relações conjugais em dias férteis com o fim de evitar filhos sem causa grave] seria um pecado contra o próprio sentido da vida conjugal.“ As condições que tornam legítimo o uso dos métodos naturais Do que foi dito, resta claro que os métodos naturais não podem ser usados indiscriminadamente. Para serem usados de maneira lícita, há três condições que devem ser cumpridas simultaneamente: O motivo para o seu uso deve ser grave e moralmente proporcional A causa deve cair em uma das quatro indicações aceitas: médica, eugênica, econômica ou social Deve ser mutuamente acordada e possível, sem risco de pecado, a ambos os esposos Vejamos cada uma dessas condições com seus princípios. 1. O motivo deve ser realmente grave e moralmente legítimo Pio XII em suas alocações fala constantemente de “motivos moralmente suficientes e certos”, “graves motivos”, “sérias razões”, etc. Claramente, os métodos naturais não podem ser usados por quaisquer motivos. E, mais do que isso – e aqui está o principal erro dos católicos que tomam os métodos naturais como um estilo de vida – o motivo deve ser independente da boa-vontade dos esposos, segundo três princípios: O motivo não pode ser por culpa dos esposos Os esposos devem fazer tudo dentro de suas possibilidades para cumprir em seu casamento os fins aos quais se ordena o matrimônio, o motivo, então, tem que estar fora das possibilidades de resolução do casal. O motivo não pode ser uma escolha livre dos esposos Aqueles que se casam são obrigados a aceitar os deveres de seu estado sob pena de pecado. Não pode, por isso, o motivo ser uma decisão do casal ou de um dos cônjuges. O motivo não pode ser inseparável da lei nem inerente ao seu cumprimento Isto é, não pode o motivo ser algo necessário ou normal no cumprimento do dever de procriação e educação da prole, como os sofrimentos, as privações, os riscos e as dificuldades inerentes a este dever Para auxiliar a compreensão desses princípios para a validade dos motivos, vejamos exemplos negativos para cada um deles: O motivo não pode ser por culpa dos esposos Por exemplo, um marido que não queira trabalhar ou trabalhe mal e por isso não possa sustentar um filho ou uma esposa que, por negligência ou acomodação, não se trata de uma doença tratável que impede ou dificulta a saúde da gestação. O motivo não pode ser uma escolha livre dos esposos Por exemplo, um pai que simplesmente não quer mais filhos por comodidade ou conveniência, ou uma mãe que queira focar em sua vida profissional sem ser esta realmente necessária para o sustento da família, apenas como uma “realização pessoal” O motivo não pode ser inseparável da lei nem inerente ao seu cumprimento Por exemplo, um casal que não queira ter filhos pelas dificuldades da criação, por não quererem ter “mais uma boca para alimentar”, ou porque dificultaria – sem inviabilizar – o orçamento familiar, por medo de problemas que podem acontecer em qualquer gestação, etc. Motivos que não satisfaçam estas três condições não são motivos suficientes para a licitude do uso do método natural. Esposos que por motivos que não sejam realmente graves, segundo estes três princípios, utilizem de maneira estável do método natural cometem pecado. Estes motivos, porém, são suficientes e não implicam pecado para a continência perfeita, isto é, para a completa abstenção da vida conjugal, desde que satisfeitas as outras duas condições. 2. A causa deve cair em uma das quatro indicações aceitas Há quatro causas que permitem o uso dos métodos naturais, desde que as outras duas condições sejam também satisfeitas, segundo a moral católica, ecoada na alocução de Pio XII de 1958: A causa médica, a causa eugênica, a causa econômica e a causa social. Todas as causas podem ser temporais ou perpétuas. No caso de serem temporais, assim que deixam de existir, perde-se a moralidade do uso dos métodos naturais. Causa Médica A causa médica é um diagnóstico médico legítimo que indique grave perigo para a saúde ou vida da mãe no caso de uma nova gestação, seja de um ponto de vista científico ou moral. Nesse caso, a obrigação de gerar filhos deixa de existir, pois a mulher não é obrigada, pelo contrato matrimonial, a se expor a perigos e danos que não são ordinariamente parte da maternidade1. Um médico pode aconselhar um casal a não ter (mais) filhos em alguns cenários, por exemplo: A esposa com um sério comprometimento físico à qual uma nova gravidez tem alto risco de causar sua morte ou uma grave sequela; A esposa com histórico de complicações em gestações à qual outra gestação tem alta possibilidade de ser fatal; A esposa portadora de uma doença incurável, que possivelmente morreria pouco depois do nascimento do seu filho; A esposa se recuperando de uma cirurgia grave que não teria capacidade de carregar e cuidar da criança; O marido com uma doença grave que não teria condições de sustentar o filho, etc. Os moralistas, porém, dão-nos algumas palavras de alerta: É importante, no entanto, não aceitar o julgamento de apenas um médico como um infalível decreto contrário a uma nova gestação: Este médico pode estar errado. Quanto melhor o médico, menos ele estará inclinado a atribuir infalibilidade a suas observações. Como qualquer um, ele pode ser favorável às “famílias pequenas” e rapidamente converter os pais a este modo de vida. O melhor é procurar, sempre, uma segunda opinião, preferencialmente de um médico católico confiável em sua ciência e em sua fé. 2 Causa Eugênica A causa eugênica acontece quando se tem quase absoluta certeza que a gravidez trará ao mundo uma criança fisicamente ou psicologicamente deformada. Nesses casos, a obrigação à procriação cessa. Dizem, porém, os moralistas: “Quanto ao bem pessoal da criança, mesmo em caso de deformidades, tendo sido dito que a obrigação cessa, vale lembrar: é melhor existir que não existir3. Exemplos de causas eugênicas: Alto histórico de abortos espontâneos; Doença hereditária grave que tenha alta chance de passar para a criança; O casal que tem falha genética grave que afaste a esperança de filhos sadios, etc. Já que a existência de todo ser humano, uma vez concebido, é sagrada, o aborto é sempre um crime injustificável, mesmo quando o feto é deformado. Causa Econômica A causa econômica é uma situação real e concreta que obriga os esposos a perceberem que seus meios econômicos são insuficientes para assumir as despesas que acompanham a chegada de outro filho, seja de forma temporária ou permanente. Nesse caso, a obrigação à procriação cessa, embora a Igreja aconselhe a confiança na Providência de Deus, que não recusa os meios de sobrevivência àqueles que chamou a vida4, seguindo o exemplo generoso da família de S. Bernardette Soubirous, nascida em uma grande família extremamente pobre, ou S. Catarina de Sena, a 23ª filha de uma família católica. Diz-nos o catecismo do matrimônio: A obrigação à paternidade não requer de um casal ter tantos filhos quanto seja humanamente possível, como alegam alguns críticos, mas obriga a estarem abertos à receber todos os filhos que Deus enviar enquanto possam educá-los e criá-los de maneira razoável.5 A palavra razoável deve ser bem compreendida, senão é abusada. E, deve-se dizer, a causa econômica é a mais abusada de todas pelos casais que não querem ter mais filhos. Ao dizer “maneira razoável”, poderia-mos dizer: capaz de alimentar, vestir e educar, ainda que de maneira humilde. O conforto familiar que muitos casais usam como justificativa para evitar filhos não é razoável. A impossibilidade de manter divertimentos, viagens, melhores colégios e o nível de vida alto também não. Exemplos: Uma família que não tenha onde morar ou dependa da caridade para seu próprio sustento; Uma família com o pai desempregado ou sem emprego estável; Um pai sem qualificação profissional que o permita ter esperança de melhorar de vida; Uma família que já seja incapaz de educar os filhos que tem, etc. Normalmente, a causa econômica é temporária e os pais devem esforçar-se tanto quanto possível para sair dela. Em nossos tempos de hedonismo e materialismo, é muito fácil convencer-se que “não posso mais ter filhos” por razões econômicas. Por isso, recomenda-se que nunca se admita o uso dos métodos naturais sem o conselho sério de um sacerdote piedoso e de boa doutrina. Causa Social A causa social comporta graves impedimentos de ordem social, quer sejam temporais, quer sejam duradouros. Tais são, por exemplo: Um casal que vive, sem condições de mudança, em uma casa deveras pequena e humilde, a quem mais uma criança seria um grande problema para todos os seus habitantes; O marido que vai, por um longo tempo, trabalhar em cidade distante da família e não poderia cumprir suas obrigações como pai; Proibição estatal de ter mais filhos sob pena de aborto forçado – como é o caso da China; Tempos de guerra; Catástrofes naturais ou grandes epidemias, etc. Há três falsas situações atribuídas por muitos à causa social para evitar filhos por métodos naturais que merecem particular atenção por: Há três falsas situações atribuídas por muitos à causa social para evitar filhos por métodos naturais que merecem particular atenção por: A superpopulação Estes casais afirmam que não querem trazer mais uma criança ao mundo estando o mundo já tão cheio de pessoas, invocando razões econômicas (malthusianismo) ou sociais (neo-malthusianismo) para justificar. A superpopulação é uma completa mentira e alegar esta razão como motivo para métodos naturais constitui pecado. Os tempos modernos Estes casais afirmam que os tempos mudaram e que, em nossos dias, é impossível ser aberto aos filhos como manda a moral católica tradicional. Recorrem, por isso, a palavras de autoridades eclesiásticas que concordam com o que dizem – o que, infelizmente, há em abundância e sentem-se tranquilos em consciência de ter um ou dois filhos e utilizarem-se de métodos naturais o resto da vida, mesmo sem nenhuma causa justa, apenas por razões do “espírito dos tempos”. A este, na medida em que são conscientes disso, essa prática constitui pecado contra o matrimônio A crise do mundo contemporâneo Alguns, ainda, dizem que por conta da tamanha crise moral e de fé do mundo, seria quase um pecado trazer uma criança à vida, por todos os perigos aos quais ela seria exposta e pela imensa dificuldade de educar cristãmente uma criança nascida em nossos dias. Apesar de sua nobre aparência, diz o Pe. Kelly 6, esta é uma asserção totalmente covarde e ridícula. De fato, é justamente por conta da imensidão das forças malignas que todos os pais católicos estão obrigados a fazer tudo em seu poder para trazer a este mundo e educar bons católicos para militar por Cristo Rei contra os erros modernos, se necessário através do sangue do martírio. Os pais católicos devem tomar coragem e cumprir, tanto quanto puderem, a gloriosa função de formar os soldados cristãos do amanhã. Para resumir as quatro causas, damos eco às palavras do Pe. Ceriani: A vontade de Deus no domínio da procriação é manifestada aos esposos por todos os eventos de sua vida doméstica, que não escapam aos planos da Divina Providência. […] De acordo como tal situação é traduzida por uma dificuldade séria, como visto, de ordem médica, eugênica ou social, os cônjuges irão reconhecer a vontade de Deus nela, sendo permitida para eles, enquanto durar a situação, a continência periódica [os métodos naturais] ou a continência total [em que os esposos se abstenham totalmente do ato conjugal], ambas de modo compatível com a lei de Deus. As palavras “de modo compatível com a lei de Deus” constituem a terceira condição, que veremos agora. 3. Deve ser mutuamente acordada e possível, sem risco de pecado, a ambos os esposos Explica-nos o Pe. John Goodwine: Nenhum parceiro pode insistir na abstinência, seja periódica, seja total, contra um protesto razoável do outro parceiro. A razão para isso é que o matrimônio é, por si mesmo, um contrato. Por esse contrato, entre outras coisas, cada um dos esposos concorda em satisfazer o razoável desejo do outro por relação conjugal. Negar-se, sem causa grave, seria uma grave violação da justiça. Dessa maneira, a prática da continência periódica [ou total] seria lícita apenas se e enquanto os dois esposos mutuamente acordarem entre si. O segundo requisito [em caso do uso do método natural] é que ambos os parceiros efetivamente sejam capazes de praticar a continência nos chamados dias férteis. Quando um casal tenta restringir o uso do matrimônio aos dias estéreis, podem surgir ocasiões de pecado grave, como o abuso de si mesmo, a troca desordenada de afetos sem fim na relação conjugal que termine em uma polução culpável, a desarmonia familiar e, mesmo, a infidelidade. Esses perigos são especialmente graves aos maridos. 7 O uso dos métodos naturais sem as condições satisfeitas constitui pecado? Se as três condições necessárias não são plenamente satisfeitas, cometeria pecado um casal que utilizasse os métodos naturais? Se sim, seria pecado mortal ou venial? Recorreremos, novamente, ao moralista Pe. Goodwine8: Se alguma das condições necessárias não estiver presente, o recurso aos métodos naturais constituirá pecado. Em certos casos, pecado mortal.: Se um dos esposos optar pela continência sem o consentimento do outro, recusando-se ao uso do direito conjugal, comete-se pecado mortal contra a justiça em todas as vezes que o cônjuge pede o uso do direito, ainda que implicitamente, e este é negado. Se a um ou aos dois esposos o uso do método natural se torna uma ocasião próxima de pecado contra a castidade, comete-se pecado mortal em todas as vezes que se pratica o ato conjugal. Se o uso do matrimônio é limitado aos dias de infertilidade natural deliberadamente a fim de evitar perpetuamente ou a longo prazo a concepção de uma criança sem motivo suficiente, mas apenas para satisfazer a sensualidade e o egoísmo do casal, isto é, apenas para aproveitarem o prazer conjugal sem seus deveres inerentes, comete-se pecado mortal em todas as vezes que se pratica o ato conjugal. Se, porém, a intenção de evitar a concepção com motivos de satisfazer a sensualidade for apenas temporária, comete-se pecado venial. A maior parte dos moralistas concorda, porém, que por “temporário” não se deve compreender como um período maior que seis meses a um ano. Exigências O uso dos métodos naturais, mesmo nas condições apresentadas, também tem suas exigências9: Os cônjuges se obrigam a aceitar os filhos, caso falhem os cálculos; Em perigo de incontinência, devem atender antes de tudo à própria alma; Mesmo depois do comum acordo, caso um dos cônjuges requeira o uso do débito conjugal, a obrigação de cedê-lo continua de pé; Os cônjuges se obrigam à luta espiritual e aos sacrifícios para se conterem nos dias de continência; Alguns se verão obrigados, mesmo a restringir demonstrações mais íntimas e prolongadas do afeto conjugal. Perfeitamente lícitas, quase sempre necessárias à manutenção do amor conjugal e à mutua sustentação moral que se devem os cônjuges, essas demonstrações alimentam o desejo. Dar-lhes livre curso seria, às vezes, pôr-se em perigo. Um truque para frustrar a natureza Disse Pe. Lavaud a respeito dos métodos naturais: “Não temos como considerar verdadeiramente natural algo que é, de fato, um truque para frustrar a natureza”. De fato, o termo “natural” não pode ser legitimamente aplicado a estes métodos. Os métodos chamados naturais requerem que o casal tenha sua intimidade controlada artificialmente por meio de calendários, gráficos, tabelas e cálculos de modo que sejam esses artifícios, e não o verdadeiro amor e desejo dos cônjuges, os reguladores da vida conjugal. Um truque para frustrar a natureza. Estas palavras do teólogo dominicano não poderiam ser mais acertadas. Todo método natural utiliza, em última instância, a natureza contra ela mesma. Quando o corpo e o desejo feminino dão sinais de que estão prontos para a concepção, nesse momento se evita o uso do direito conjugal. Quando, por outro lado, mostram que a mulher está fechada à concepção, nesse momento se usa do direito cujo principal objetivo é, no fim das contas, a própria concepção. Pareceria-nos – se não vivêssemos numa época pagã nas palavras de Pio XII – como uma verdadeira auto-sabotagem. No início do século XX, o médico japonês Kyusaku Ogino desenvolveu um método para estimar os períodos férteis da mulher com base nos ciclos anteriores. Seu objetivo era auxiliar casais com dificuldades de fertilidade a conceberem. Anos depois, um médico católico holandês, Dr. Smulders, desfigurou o método: Se em determinados dias há maior chance de fertilidade, nos demais a chance é menor: foi o nascimento do método rítmico, o primeiro “método” natural. O Dr. Ogino, porém, se opôs energicamente ao uso de seu método para fins contraceptivos. Talvez para combater a ascensão de métodos artificiais, nota-se como médicos católicos sempre estiveram na vanguarda da criação dos métodos naturais. Além do Dr. Johannes Smulders, encontramos outros inúmeros católicos entre criadores ou colaboradores de métodos contraceptivos naturais, por exemplo: O Dr. Leo Latz, uma das maiores figuras do método rítmico, o Pe. Hillebrand, criador do método de temperatura basal, O Dr. e a Dra. Billings, fundadores do método homônimo e o Dr. John Rock, fundador da Clínica Rítmica Americana para ensinar o método rítmico aos casais católicos. Este último, após difundir métodos naturais entre os católicos, criou a pílula anticoncepcional otimista que a Igreja a aprovaria e terminou por abandonar a Igreja Católica quando da sua condenação na Humanae Vitae, em 1968. Uma consequência extrema, mas natural, da mentalidade contraceptiva. Não há dúvidas, repetimos, que há casos em que o uso desses métodos é tolerado e permitido pela Igreja. Estes casos estudaremos a seguir. Não temos por objetivo causar escrúpulos em casais que porventura os utilizem por razões legítimas nem condenar os métodos em si, mas sim denunciar o grave erro de muitos que louvam o uso dos métodos naturais como um modo de vida, utilizando-os como se fossem métodos contraceptivos autorizados pela igreja e difundindo-os como grandes presentes de Deus aos casais católicos, através dos quais se permite, como aos mundanos, o prazer conjugal sem suas consequências divinamente ordenadas. Nosso objetivo é denunciar, como o denuncia o moralista Pe. Gerard Rusak, o uso dos métodos naturais sem causa grave como o grande flagelo do matrimônio católico dos nossos dias. Conclusão Terminamos com a conclusão magistral dada pelo Pe. Goodwine10: Há de se evitar uma tendência de limitar a discussão sobre a continência periódica às questões de estrita moralidade, a fim de traçar uma linha entre o que se pode e não se pode fazer sem cometer pecado. Essas discussões, embora às vezes necessárias, perdem de vista o ideal cristão da vida familiar. Deus instituiu o matrimônio como meio de propagação da espécie humana. Um matrimônio fecundo, por isso, e não um matrimônio estéril ou mesquinho, é o matrimônio segundo os planos de Deus. Ter filhos é o fim primário do matrimônio. A família, por isso, consiste no pai, na mãe e nos filhos. Há algo gravemente desordenado em um casal deseja se casar, mas sem querer filhos ou predeterminando o tempo para isso acontecer, ou o limitando o número de filhos que pretendem ter. Um sacerdote amigo meu assemelha estas pessoas a um jovem que deseja se tornar sacerdote e estipula consigo mesmo que não vai rezar a Missa, administrar os sacramentos, pregar ou realizar seus deveres. Este pobre jovem estará buscando evitar as próprias razões pelas quais existe o sacerdócio. Da mesma maneira é um casal que, em razão suficiente, casa sem interesse de cumprir perfeitamente a própria razão do matrimônio. Mesmo o casal que tem razões suficientes para praticar os métodos naturais deveriam ser aconselhados a fazer mais do que a sua obrigação, a almejar deliberadamente e conscientemente o ideal cristão do matrimônio, mesmo se não forem obrigados a isso Courier de Roma, Junho de 1992, pg. 2 The Catholic Marriage Manual, p. 56 Dicionário Moral e canônico, Palazzini Pio XII na alocução de 20 janeiro de 1958 The Catholic Marriage Manual, p. 57 op. cit The American Ecclesiastical Review op. cit, adaptada a apresentação para um formato mais fácil de se compreender Mons. Negromonte em Noivos e Esposos, pg. 105 op. cit. Texto por salvemaria.com.br #Família #famíliasnúmerosas #Filhos #MétodoBillings

  • O OCIDENTE JÁ NÃO CONSEGUE SE MANTER DE PÉ PORQUE NÃO SABE MAIS SE AJOELHAR – Cardeal Robert Sarah

    [A seguir, trechos de uma entrevista com Cardeal Robert Sarah a propósito do lançamento de seu novo livro, Catéchisme de la vie spirituelle (Catecismo da Vida Espiritual), Paris, Fayard, 2022]. CATECISMO DA VIDA ESPIRITUAL. A vida espiritual é a coisa mais íntima, mais preciosa que temos. Sem ela, somos animais infelizes. Queria sublinhar este ponto: a espiritualidade não é um conjunto de teorias intelectuais sobre o mundo. A espiritualidade é uma vida, a vida da nossa alma. Eu viajo pelo mundo há anos, conhecendo pessoas de todas as culturas e condições sociais. Mas posso afirmar uma constante: a vida, se não é espiritual, não é realmente humana. Torna-se uma triste e angustiante espera pela morte ou uma fuga para o consumo materialista. Durante a quarentena, uma das palavras mais pesquisadas no Google foi a palavra “oração”. Cuidamos da economia, dos salários, da saúde, isso é bom! Mas quem se preocupou com a própria alma? Quis responder a esta expectativa inscrita no coração de todos. Por isso escolhi este título, Catecismo da Vida Espiritual . Um catecismo é uma coleção de verdades fundamentais. Tem um propósito prático: ser um ponto de referência inquestionável para além do fluxo de opiniões. Como cardeal da Igreja Católica, quis dar a todos um ponto de referência para os fundamentos da vida da alma, da relação entre o homem e Deus. * SILÊNCIO E VIDA ESPIRITUAL. O que podemos encontrar sem o silêncio? O barulho está em todo lugar. Não apenas nas cidades agitadas, envolvidas pelo ronco dos motores; mesmo no campo é raro não ser perseguido por um fundo musical intrusiva. Até a solidão está sob o domínio dos toques de um celular. Portanto, sem silêncio, tudo o que fazemos é superficial. No silêncio podemos voltar às profundezas de nós mesmos. A experiência com o silêncio pode ser assustadora. Algumas pessoas não podem mais suportar este momento da verdade, no qual o que somos não é mais mascarado por nenhum disfarce. No silêncio, não há mais como escapar da verdade do coração. E quando nosso interior se revela: a culpa, o medo, a insatisfação, sentimentos de carência e vazio. Esta experiência é necessária para ouvir Aquele que fala ao nosso coração: Deus. Ele está “mais próximo de mim do que eu mesmo”, diz Santo Agostinho. Revela-se dentro da alma. É aí que começa a vida espiritual, nessa escuta e diálogo com o outro, o Totalmente Outro, no mais profundo de mim. Sem esta experiência fundacional do silêncio e de Deus que habita no silêncio, permanecemos na superfície do nosso ser, da nossa pessoa. Quanta perda de tempo! Quando encontro um velho monge ou monja, desgastados por anos de silêncio diário, fico impressionado com a profundidade e a radiante estabilidade de sua humanidade. O homem só é verdadeiramente ele mesmo se encontrou Deus não como uma ideia, mas como a fonte de sua própria vida. O silêncio é o primeiro passo nesta vida verdadeiramente humana, nesta vida do homem com Deus. * RUPTURA COM AS IDEOLOGIAS DA MODA. Não quero ir com o vento! É uma ambição de folha seca, como diria Gustave Thibon. Viver, viver plenamente, exige um compromisso, um esforço e, por vezes, uma ruptura com a ideologia do momento. Em um mundo onde o materialismo consumista dita o comportamento, a vida espiritual nos obriga a uma espécie de dissidência. Não se trata de uma atitude política, mas de uma resistência interna aos ditames da cultura midiática. A comodidade, o poder e o dinheiro não são os fins últimos da vida. Nada de belo se constrói sem esforço. Isso é uma verdade para todas as pessoas. E é ainda mais verdadeiro no plano espiritual. O Evangelho não nos promete uma “superação pessoal sem esforço”, como muitas das pseudo-espiritualidades baratas que enchem as prateleiras das livrarias. Ele nos promete a salvação, a vida com Deus. Viver a própria vida de Deus implica uma ruptura com o mundo. Isso é o que o Evangelho chama de conversão. É uma viravolta de todo o nosso ser. Uma inversão das nossas prioridades e das nossas urgências. Às vezes, significa ir contra a corrente. Mas quando todos correm para a morte e para o nada, ir contra a corrente é ir para a vida.

  • É possível ser católico e homossexual ao mesmo tempo?

    Com cada vez mais frequência estão surgindo defensores da ideologia LGBT no meio católico. Alguns até se declaram homossexuais e “casados” com pessoas do mesmo sexo. Afinal, é possível ser católico e homossexual ao mesmo tempo? Saiba a resposta na formação especial que acontece hoje às 21h (horário de Brasília). De fato, a pessoa não deixa de ser católica por isso. Contudo, nas palavras do Papa São Pio X, ela se torna um membro morto da Igreja, um membro que, se não for reanimado pela graça, por meio da contrição e da absolvição, será um dia cortado e lançado ao fogo. Além disso, quando uma pessoa homossexual que vive uma vida sexual ativa, e ainda recebe a comunhão comete um grave sacrilégio. Comungar em pecado não é o único erro aí. Manter relações contrárias à natureza também é um erro gravíssimo. É justamente o erro que afasta da Sagrada Comunhão. Ostentar e propagar uma vida em estado de pecado também é um erro, na verdade um escândalo, pedra de tropeço para muitos. É triste que hoje as pessoas pensem assim: “ah, posso viver em pecado mortal. Basta não comungar e pronto”, como se a Sagrada Comunhão fosse qualquer coisa. É o próprio Jesus! PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? Cada vez mais, em nossa sociedade, tornam-se maior e mais comum o número de pessoas que se declaram sua homossexualidade publicamente. Haveria na Igreja Católica espaço para estas pessoas, uma vez que a igreja já se posicionou oficialmente contra a prática homossexual? A resposta para esta pergunta é SIM! O que a Igreja condena não é a tendência, mas sim a prática homossexual. Qualquer pessoa com tendências homossexuais pode ser não apenas um bom católico, mas também um GRANDE SANTO, desde que persevere na vida de comunhão e se esforce para seguir a Deus e seus mandamentos. Jesus, como Bom Pastor, não rejeita a ninguém, assim como não rejeitou a prostituta que veio aos seus pés, arrependida de seus pecados. Mas em contrapartida Ele espera da pessoa uma sincera conversão, ou seja, mudança de vida, de modo que ao menos se esforce para não mais voltar aos mesmos pecados. A Igreja Católica, tal como seu supremo pastor Jesus Cristo, acolhe a todos como mãe amorosa! Acolhe também as pessoas que tiveram ou têm problemas de práticas homossexuais, mas mostra a gravidade deste erro e chama seus filhos à conversão porque isto contradiz diretamente a lei de Deus e a dignidade do nosso ser cristão. A igreja acolhe os pecadores mas exorta a todos que abandonem seus pecados a fim de que se salvem; é falsa a ideia de que para demonstrarmos caridade, temos que acolher as pessoas e aceitar os seus pecados, pois o pecado é a negação e a exclusão de Deus de sua vida, logo não pode haver verdadeiro amor onde Deus é excluído. Este relativismo moral sentimentaloide tem sido muito usado nos nossos dias para justificar o pecado e enganar os filhos de Deus levando-os a permanecer no seu erro, ao invés de buscarem uma verdadeira conversão. “As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.” Parágrafo 2359 do Catecismo da Igreja Católica Ao fundar a Igreja, Jesus Cristo nos proporcionou meios para que sejamos salvos e isso é possível através dos sacramentos. Porém, para que tenhamos acesso aos sacramentos precisamos seguir a orientação da igreja. Vamos listar abaixo alguns itens que remetem à sexualidade que geralmente proporcionam muitas dúvidas, tanto para heterossexuais quanto para pessoas com tendência homossexual. ORIENTAÇÃO DA IGREJA PARA PESSOAS COM TENDÊNCIAS HETEROSSEXUAIS: >> Viver a castidade de acordo com seu estado de vida << – Se for celibatário, viver o celibato, ou seja, abstinência sexual. – Se for solteiro, manter a abstinência sexual e esperar a concretização do sacramento do matrimônio. – Se for casado, viver a castidade dentro do casamento, mantendo relações apenas com a esposa sem uso de métodos anticoncepcionais. Enfim: Fazer sexo fora do casamento é pecado grave. Todo aquele que comete um pecado grave e não se arrepende e não se confessa corre risco de ser condenado ao inferno. ORIENTAÇÃO DA IGREJA PARA PESSOAS COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS: >> Viver a castidade de acordo com seu estado de vida << – Se for solteiro, manter a abstinência sexual. – Se a vocação for celibato, basta viver o celibato, ou seja, abstinência sexual. ENFIM: Se a pessoa com tendências homossexuais vive a castidade e luta para obedecer aos outros mandamentos da Igreja, confessando-se com frequência conforme orienta a santa igreja, ele é tão cristão quanto o papa, e está no caminho certo para o caminho do Céu. PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS RECEBER O SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO COM UMA PESSOA DO MESMO SEXO? Segundo a doutrina da Igreja não pode haver casamento entre pessoas do mesmo sexo, pois a prática homossexual, ou como é chamada pela igreja, Pecado Impuro contra a Natureza, é considerada como um dos quatro (4) Pecados que Bradam o Céu e pedem Vingança a Deus. Deste modo é impossível que a interpretação da igreja mude sobre este assunto. PODE UM HOMEM COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS RECEBER O SACRAMENTO DA ORDEM? A Igreja, conforme suas regras e sabedoria, não pode admitir ao seminário e às ordens sacras aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais (ou como o catecismo da igreja se refere: inclinação objetivamente desordenada) ou que apóiam a chamada Cultura GAY (LGBT). Os pecados que bradam ao Céu e pedem vingança a Deus são quatro: 1º Homicídio voluntário; 2º Pecado impuro contra a natureza; (atos homossexuais, bestialidades, sexo anal ou oral mesmo que hetero, etc.) 3º Opressão de órfãos e viúvas; 4º Não pagar o salário a quem trabalha. Por que se diz que estes pecados pedem vingança a Deus? Diz-se que estes pecados pedem vingança a Deus, porque o diz o Espírito Santo, e porque a sua malícia é tão grave e manifesta, que provoca o mesmo Deus a puni-los com os mais severos castigos. Equipe Templário de Maria #homossexualidade #LGBT #FormaçõesCatólicas #Homossexualismo #Formaçõesaovivo #sexualidade

  • É possível ser católico e homossexual ao mesmo tempo?

    Com cada vez mais frequência estão surgindo defensores da ideologia LGBT no meio católico. Alguns até se declaram homossexuais e “casados” com pessoas do mesmo sexo. Afinal, é possível ser católico e homossexual ao mesmo tempo? Saiba a resposta na formação especial que acontece hoje às 21h (horário de Brasília). De fato, a pessoa não deixa de ser católica por isso. Contudo, nas palavras do Papa São Pio X, ela se torna um membro morto da Igreja, um membro que, se não for reanimado pela graça, por meio da contrição e da absolvição, será um dia cortado e lançado ao fogo. Além disso, quando uma pessoa homossexual que vive uma vida sexual ativa, e ainda recebe a comunhão comete um grave sacrilégio. Comungar em pecado não é o único erro aí. Manter relações contrárias à natureza também é um erro gravíssimo. É justamente o erro que afasta da Sagrada Comunhão. Ostentar e propagar uma vida em estado de pecado também é um erro, na verdade um escândalo, pedra de tropeço para muitos. É triste que hoje as pessoas pensem assim: “ah, posso viver em pecado mortal. Basta não comungar e pronto”, como se a Sagrada Comunhão fosse qualquer coisa. É o próprio Jesus! PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? Cada vez mais, em nossa sociedade, tornam-se maior e mais comum o número de pessoas que se declaram sua homossexualidade publicamente. Haveria na Igreja Católica espaço para estas pessoas, uma vez que a igreja já se posicionou oficialmente contra a prática homossexual? A resposta para esta pergunta é SIM! O que a Igreja condena não é a tendência, mas sim a prática homossexual. Qualquer pessoa com tendências homossexuais pode ser não apenas um bom católico, mas também um GRANDE SANTO, desde que persevere na vida de comunhão e se esforce para seguir a Deus e seus mandamentos. Jesus, como Bom Pastor, não rejeita a ninguém, assim como não rejeitou a prostituta que veio aos seus pés, arrependida de seus pecados. Mas em contrapartida Ele espera da pessoa uma sincera conversão, ou seja, mudança de vida, de modo que ao menos se esforce para não mais voltar aos mesmos pecados. A Igreja Católica, tal como seu supremo pastor Jesus Cristo, acolhe a todos como mãe amorosa! Acolhe também as pessoas que tiveram ou têm problemas de práticas homossexuais, mas mostra a gravidade deste erro e chama seus filhos à conversão porque isto contradiz diretamente a lei de Deus e a dignidade do nosso ser cristão. A igreja acolhe os pecadores mas exorta a todos que abandonem seus pecados a fim de que se salvem; é falsa a ideia de que para demonstrarmos caridade, temos que acolher as pessoas e aceitar os seus pecados, pois o pecado é a negação e a exclusão de Deus de sua vida, logo não pode haver verdadeiro amor onde Deus é excluído. Este relativismo moral sentimentaloide tem sido muito usado nos nossos dias para justificar o pecado e enganar os filhos de Deus levando-os a permanecer no seu erro, ao invés de buscarem uma verdadeira conversão. “As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.” Parágrafo 2359 do Catecismo da Igreja Católica Ao fundar a Igreja, Jesus Cristo nos proporcionou meios para que sejamos salvos e isso é possível através dos sacramentos. Porém, para que tenhamos acesso aos sacramentos precisamos seguir a orientação da igreja. Vamos listar abaixo alguns itens que remetem à sexualidade que geralmente proporcionam muitas dúvidas, tanto para heterossexuais quanto para pessoas com tendência homossexual. ORIENTAÇÃO DA IGREJA PARA PESSOAS COM TENDÊNCIAS HETEROSSEXUAIS: >> Viver a castidade de acordo com seu estado de vida << – Se for celibatário, viver o celibato, ou seja, abstinência sexual. – Se for solteiro, manter a abstinência sexual e esperar a concretização do sacramento do matrimônio. – Se for casado, viver a castidade dentro do casamento, mantendo relações apenas com a esposa sem uso de métodos anticoncepcionais. Enfim: Fazer sexo fora do casamento é pecado grave. Todo aquele que comete um pecado grave e não se arrepende e não se confessa corre risco de ser condenado ao inferno. ORIENTAÇÃO DA IGREJA PARA PESSOAS COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS: >> Viver a castidade de acordo com seu estado de vida << – Se for solteiro, manter a abstinência sexual. – Se a vocação for celibato, basta viver o celibato, ou seja, abstinência sexual. ENFIM: Se a pessoa com tendências homossexuais vive a castidade e luta para obedecer aos outros mandamentos da Igreja, confessando-se com frequência conforme orienta a santa igreja, ele é tão cristão quanto o papa, e está no caminho certo para o caminho do Céu. PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS RECEBER O SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO COM UMA PESSOA DO MESMO SEXO? Segundo a doutrina da Igreja não pode haver casamento entre pessoas do mesmo sexo, pois a prática homossexual, ou como é chamada pela igreja, Pecado Impuro contra a Natureza, é considerada como um dos quatro (4) Pecados que Bradam o Céu e pedem Vingança a Deus. Deste modo é impossível que a interpretação da igreja mude sobre este assunto. PODE UM HOMEM COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS RECEBER O SACRAMENTO DA ORDEM? A Igreja, conforme suas regras e sabedoria, não pode admitir ao seminário e às ordens sacras aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais (ou como o catecismo da igreja se refere: inclinação objetivamente desordenada) ou que apóiam a chamada Cultura GAY (LGBT). Os pecados que bradam ao Céu e pedem vingança a Deus são quatro: 1º Homicídio voluntário; 2º Pecado impuro contra a natureza; (atos homossexuais, bestialidades, sexo anal ou oral mesmo que hetero, etc.) 3º Opressão de órfãos e viúvas; 4º Não pagar o salário a quem trabalha. Por que se diz que estes pecados pedem vingança a Deus? Diz-se que estes pecados pedem vingança a Deus, porque o diz o Espírito Santo, e porque a sua malícia é tão grave e manifesta, que provoca o mesmo Deus a puni-los com os mais severos castigos. Equipe Templário de Maria #homossexualidade #LGBT #FormaçõesCatólicas #Homossexualismo #Formaçõesaovivo #sexualidade

  • QUEM É JESUS DE NAZARÉ? – Dom Henrique Soares da Costa medita sobre o 12º Domingo do Tempo Com

    A Palavra que hoje escutamos coloca-nos diante da questão fundamental de nossa fé: quem é Jesus de Nazaré? Sejamos espertos; estejamos atentos a um detalhe importantíssimo: Jesus distingue a pergunta sobre a opinião do mundo, daquela outra, sobre a fé dos discípulos. “Quem diz o povo que eu sou?” E as opiniões são humanas e, portanto, incompletas, parciais, superficiais: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou” . Ainda hoje é assim: o mundo não poderá jamais compreender Jesus em sua profundidade e verdade última. Uns acham-no um sábio; outros, um iluminado, ou um filósofo, ou um humanista, ou um revolucionário romântico, do tipo Che Guevara; outros acham-no, sinceramente um alienado ou um falso profeta… Em geral, o mundo atual, vê-lo quase como um mito, bonzinho, romântico, mas sem muita serventia prática… Mas, Jesus, pergunta aos discípulos, pergunta a nós: “E vós, quem dizeis que eu sou?” A resposta de Pedro é perfeita, é completa: “Tu és o Cristo, o Ungido, o Messias de Deus” . Esta resposta não veio da lógica humana, da inteligência ou da esperteza de Pedro. Em Mateus, Jesus afirma-o claramente: “Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne ou sangue que te revelaram isso, e sim o meu Pai que está no céu” (Mt 16,17). A afirmação do Senhor é clara, direta e gravíssima: carne e sangue, isto é, a só inteligência humana, não pode alcançar quem é Jesus! Somente na revelação do Pai, isto é, somente na experiência da fé da Igreja, nós podemos ter acesso ao mistério de Cristo, à sua realidade profunda. Portanto, não nos deve surpreender se o mundo tem dificuldade de crer realmente, de aceitar seriamente o Cristo e as exigências do seu Evangelho! Não devemos nos importar muito com o que as revistas e as ciências (história, sociologia, antropologia…) dizem a respeito de Jesus. Elas não conseguem penetrar no núcleo do seu mistério; ficam sempre no limiar, na soleira. Então, é na escuta fiel e devota da Palavra, na oração pessoal, na vida da comunidade eclesial, no empenho sincero e sacrificado de viver o Evangelho com suas exigências e, sobretudo, na celebração dos santos mistérios que podemos fazer uma experiência autêntica de quem é Jesus. Não cremos simplesmente no Jesus que a ciência ou a história podem apreender; cremos no Cristo crido, adorado, experimentado e anunciado pela Igreja, a partir do testemunho dos Apóstolos! Mas, tem mais! O núcleo do mistério de Cristo é o mistério de sua Cruz. Observe-se bem: assim que Pedro afirma que Jesus é o Messias, ele precisa, esclarece que tipo de Messias ele é: “O Filho do homem deve sofrer muito, ser rejeitado… deve ser morto e ressuscitar ao terceiro dia”. Somente na Cruz o discípulo pode reconhecer em profundidade o seu Senhor. Mas, a Cruz não é uma teoria; é uma realidade em nossa vida e na vida do mundo: a Cruz da solidão, do fracasso, da doença, das lágrimas, da pobreza, da morte… Somente quando abraçamos na nossa Cruz a Cruz de Cristo, podemos, então, compreendê-lo: “Se alguém me quer seguir, quer ser meu discípulo , renuncie a si mesmo, tome sua Cruz cada dia, e siga-me!” Fora da Cruz, fora do seguimento de Cristo até o fim, não há verdadeiro conhecimento do Senhor, não há a mínima possibilidade de uma verdadeira comunhão com ele. São Paulo nos emociona, quando afirmou: “O que era para mim lucro eu o tive como perda, por amor de Cristo. Mais ainda: tudo eu considero perda, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor. Por ele, eu perdi tudo e tudo tenho como esterco, para ganhar a Cristo e ser achado nele.. para conhecê-lo, conhecer o poder da sua ressurreição e a participação nos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte, para ver se alcanço a ressurreição” (Fl 3,7-11). É preciso que rejeitemos claramente um cristianismo bonzinho, almofadinha, burguês, bem comportadinho, que agrade ao mundo! O cristianismo é radical, é escandaloso, na sua essência, é incompreensível ao mundo “A linguagem da Cruz é loucura para aqueles que se perdem!” (1Cor 1,18) – Será que não andamos meio esquecidos disso? E, no entanto, “para aqueles que se salvam, para nós, é poder de Deus” (1Cor 1,19) . Na fé, contemplamos a Cruz do Senhor, tão dura para ele e para nós, e vemos nela a fonte de purificação e de vida de que fala a primeira leitura da missa de hoje (Zc 12, 10 -13). Do coração amoroso e ferido do Cristo, brota a vida do mundo e o sentido último da nossa existência. As palavras são impressionantes: “Derramarei um Espírito de graça e de oração… Eles olharão para mim. Quanto ao que traspassaram, haverão de chorá-lo, como se chora a perda de um filho único, e hão de sentir por ele o que se sente pela morte de um primogênito. Naquele dia, haverá uma fonte acessível para a ablução e a purificação”. Eis o escândalo: não cremos na tocha olímpica, não cremos que a globalização trará a salvação, não cremos que a ciência salve o ser humano dos demônios e monstros do seu coração, não cremos que a tecnologia nos faça mais felizes, não cremos que o esporte traga a paz universal, não esperamos que o prazer e o poder nos saciem o coração! Não somos idólatras para a perdição! Cremos que Jesus é o Cristo; cremos que pela sua Encarnação, Cruz e Ressurreição ele nos deu uma vida nova, uma torrente de vida na potência do seu Espírito Santo. Cremos que Jesus é a nossa verdade, o nosso caminho e o sentido último da realidade. Por isso nele fomos batizados, dele nos alimentamos e nele queremos viver. Quando levarmos isso a sério, seremos cristãos e iluminaremos o mundo. Que o Senhor no-lo conceda por sua misericórdia. Amém.

  • Castidade, um chamado para todos

    “Ó castidade, exclama Santo Efrém, tu fazes o homem semelhante aos anjos” Ninguém melhor que o Espírito Santo saberá apreciar o valor da castidade. Ora, Ele diz: “Tudo o que se estima não pode ser comparado com uma alma continente” (Ecli 26, 20), isto é, todas as riquezas da terra, todas as honras, todas as dignidades, não lhe são comparáveis. Santo Efrém chama a castidade de “a vida do espírito”; São Pedro Damião, “a rainha das virtudes”; e São Cipriano diz que, por meio dela, se alcançam os triunfos mais esplêndidos. Quem supera o vício contrário à castidade, facilmente triunfará de todos os mais; quem, pelo contrário, se deixa dominar pela impureza, facilmente cairá em muitos outro vícios e far-se-á réu de ódio, injustiça, sacrilégio, etc. A castidade faz do homem um anjo. “Ó castidade, exclama Santo Efrém (De cast.), tu fazes o homem semelhante aos anjos”. Essa comparação é muito acertada, pois os anjos vivem isentos de todos os deleites carnais; eles são puros por natureza; as almas castas, por virtude. “Pelo mérito desta virtude, diz Cassiano, assemelham-se os homens aos anjos”; e São Bernardo: “O homem casto difere do anjo não em razão da virtude, mas da bem-aventurança; se a castidade do anjo é mais ditosa, a do homem é mais intrépida”. “A castidade torna o homem semelhante ao próprio Deus, que é um puro espírito”, afirma São Basílio. O Verbo Eterno, vindo a este mundo, escolheu para Sua Mãe uma Virgem, para pai adotivo um virgem, para precursor um virgem, e a São João Evangelista amou com predileção porque era virgem, e, por isso, confiou-lhe Sua santa Mãe, da mesma forma como entrega ao sacerdote, por causa de sua castidade, a santa Igreja e Sua própria Pessoa. Com toda a razão, pois, exclama o grande doutor da Igreja, Santo Atanásio: “Ó santa pureza, és o templo do Espírito Santo, a vida dos Anjos e a coroa dos Santos!”. Grande, portanto, é a excelência da castidade; mas também terrível é a guerra que a carne nos declara para no-la roubar. Nossa carne é a arma mais poderosa que possui o demônio para nos escravizar; é, por isso, coisa muito rara sair-se ileso ou mesmo vencedor deste combate. Santo Agostinho diz (Serm. 293): “O combate pela castidade é o mais renhido de todos: ele repete-se cotidianamente, e a vitória é rara”. “Quantos infelizes que passaram anos na solidão, exclama São Lourenço Justiniano, em orações, jejuns e mortificações, não se deixaram levar, finalmente, pela concupiscência da carne, abandonaram a vida devota da solidão e perderam, com a castidade, o próprio Deus!” Por isso, todos os que desejam conservar a virtude da castidade devem ter suma cautela: “É impossível que te conserves casto, diz São Carlos Borromeu, se não vigiares continuamente sobre ti mesmo, pois negligência traz consigo mui facilmente a perda da castidade”. Do Livro Tratado da Castidade de Santo Afonso Maria de Logório. Leia também a grande homilia de São João Maria Vianney sobre a virtude da Pureza: A Impureza é um dos pecados que mais levam almas para o inferno

  • Castidade, um chamado para todos

    “Ó castidade, exclama Santo Efrém, tu fazes o homem semelhante aos anjos” Ninguém melhor que o Espírito Santo saberá apreciar o valor da castidade. Ora, Ele diz: “Tudo o que se estima não pode ser comparado com uma alma continente” (Ecli 26, 20), isto é, todas as riquezas da terra, todas as honras, todas as dignidades, não lhe são comparáveis. Santo Efrém chama a castidade de “a vida do espírito”; São Pedro Damião, “a rainha das virtudes”; e São Cipriano diz que, por meio dela, se alcançam os triunfos mais esplêndidos. Quem supera o vício contrário à castidade, facilmente triunfará de todos os mais; quem, pelo contrário, se deixa dominar pela impureza, facilmente cairá em muitos outro vícios e far-se-á réu de ódio, injustiça, sacrilégio, etc. A castidade faz do homem um anjo. “Ó castidade, exclama Santo Efrém (De cast.), tu fazes o homem semelhante aos anjos”. Essa comparação é muito acertada, pois os anjos vivem isentos de todos os deleites carnais; eles são puros por natureza; as almas castas, por virtude. “Pelo mérito desta virtude, diz Cassiano, assemelham-se os homens aos anjos”; e São Bernardo: “O homem casto difere do anjo não em razão da virtude, mas da bem-aventurança; se a castidade do anjo é mais ditosa, a do homem é mais intrépida”. “A castidade torna o homem semelhante ao próprio Deus, que é um puro espírito”, afirma São Basílio. O Verbo Eterno, vindo a este mundo, escolheu para Sua Mãe uma Virgem, para pai adotivo um virgem, para precursor um virgem, e a São João Evangelista amou com predileção porque era virgem, e, por isso, confiou-lhe Sua santa Mãe, da mesma forma como entrega ao sacerdote, por causa de sua castidade, a santa Igreja e Sua própria Pessoa. Com toda a razão, pois, exclama o grande doutor da Igreja, Santo Atanásio: “Ó santa pureza, és o templo do Espírito Santo, a vida dos Anjos e a coroa dos Santos!”. Grande, portanto, é a excelência da castidade; mas também terrível é a guerra que a carne nos declara para no-la roubar. Nossa carne é a arma mais poderosa que possui o demônio para nos escravizar; é, por isso, coisa muito rara sair-se ileso ou mesmo vencedor deste combate. Santo Agostinho diz (Serm. 293): “O combate pela castidade é o mais renhido de todos: ele repete-se cotidianamente, e a vitória é rara”. “Quantos infelizes que passaram anos na solidão, exclama São Lourenço Justiniano, em orações, jejuns e mortificações, não se deixaram levar, finalmente, pela concupiscência da carne, abandonaram a vida devota da solidão e perderam, com a castidade, o próprio Deus!” Por isso, todos os que desejam conservar a virtude da castidade devem ter suma cautela: “É impossível que te conserves casto, diz São Carlos Borromeu, se não vigiares continuamente sobre ti mesmo, pois negligência traz consigo mui facilmente a perda da castidade”. Do Livro Tratado da Castidade de Santo Afonso Maria de Logório. Leia também a grande homilia de São João Maria Vianney sobre a virtude da Pureza: A Impureza é um dos pecados que mais levam almas para o inferno

  • NESTE DEGREDO ONDE TUDO É CÁRCERE – I

    UMA CAPELA, ALGUMAS CASAS. A passagem de padre Bento José Pereira por minha cidade foi meteórica, não mais que três anos, mas decisiva. Isto aconteceu há mais de dois séculos, quando eu nem sonhava em existir e meus antepassados maternos mal tinham chegado de Minas Gerais. A cidade era noutro lugar, duas léguas distantes daqui, duas léguas mais próximas da divisa com Minas. Naquele fevereiro de 1821, quando o novo vigário avistou, do lombo da mula, os casebres do arraial antigo à sua frente — duas pequenas fileiras de moradias com a capelinha um pouco retirada —, fazia já quase duas semanas que cavalgava pelo Caminho de Goiás, vindo de São Paulo, passando por Jundiai, Campinas, Mogi-Mirim, Casa Branca. Praticamente cortou, de sul a norte, toda a província paulista, que com seus mais de duzentos mil quilômetros quadrados não tinha, então, mais de duzentas mil almas — um despovoado e silencioso sertão que em breve, algumas décadas mais tarde, se transformaria na barulhenta locomotiva da nação. Não foi uma viagem fácil, naquele mês de chuva. Teve inimigos da mais variada espécie: insetos, poeira, aguaceiros, alagados, subidas (felizmente, não tão puxadas como na vizinha Minas Gerais). Os ribeirões tinham pontes, quase sempre em péssimo estado. O que não ocorria com os rios: se não ofereciam vau, a saída era atravessar de canoa com as cargas, enquanto as bestas iam a nado. Padre Bento e o negro Manuel d’Angola, seu escravo, tomaram chuva, passaram frio, comeram carne seca. Armavam a rede para pernoitar em pousos imundos de tropeiros, a maioria cobertos de capim e sem paredes, que deixavam entrar qualquer vento e algumas vezes até chuva. Vinha com ele, além de Manuel, um tocador de bestas, que comandava as três mulas com as bruacas cheias da pequena carga necessária para começar a vida nessa recém-criada freguesia do sertão do Rio Pardo. Naqueles ermos, com poucas décadas de povoamento, eram mais ou menos umas duas mil almas — um por cento das duzentas mil de toda a província paulista — que agora esperavam pelo novo “vigário colado”, esparramadas por sítios e fazendas, pois era ali que vivia a maioria das pessoas e a vida se resumia a poucas coisas, principalmente plantar roças e criar animais. Quanto ao arraial à sua frente, o que o padre enxergava só confirmava o que já tinha ouvido, na capital, sobre a sede da freguesia. Quem vinha de uma São Paulo relativamente bem cuidada, com seus vinte mil habitantes, ruas calçadas e espaçosas, edifícios de taipa, pontes de pedra, conventos, hospitais, colégios, não podia mesmo ver com bons olhos aquele miserável arraial de pau a pique encravado no outro extremo da província, penetrado de terra vermelha até as mais fundas entranhas. O padre via, não muito próximas à capela, algumas casas, se fosse possível chamar de casas aqueles ranchos inacabados. Da situação deplorável do lugar já tinham dado testemunho, diante do bispo, várias pessoas que tinham passado por ali, ainda na época do vigário anterior: outros padres, funcionários da Coroa, comerciantes. Como quase todos os povoados que tinham surgido no Caminho de Goiás, o arraial do Bom Jesus dos Batatais não passava de um conjunto de casebres grosseiros, distribuídos ao longo de uma pequena e larga rua. Mais longe que o usual, porém, estava a pequena e não menos rude igrejinha, como se capela e casas não tivessem surgido do mesmo projeto urbanístico. Eis tudo. E só um pequeno número daquelas moradias, um pouco afastadas entre si, eram habitadas, nelas vivendo apenas uma ínfima parte dos moradores da freguesia. O padre aproximou-se da igrejinha de duas águas, com uma grande cruz de aroeira ao lado. Ficava no centro de um grande pátio, onde havia sido enterrado, recentemente, vigário anterior, padre Manuel Arruda. Era pequena e não tinha aspecto de obra concluída, com as paredes de pau a pique não rebocadas. Apeou da mula e, tirando o chapéu de copa alta e abas longas, fez uma rápida genuflexão aos pés da cruz. Entrou na igreja, cuja porta estava só encostada. O preto Manuel também apeou, mas permaneceu de fora, chapéu contra o peito. Era um salão grosseiro, sem forro, travejado de madeiras roliças e toscas, sem alojamento para o vigário. A pequena matriz ainda nem concluída estava, e já parecia pedir reformas. Antes de entrar na pequena sacristia, espremida ao lado do altar, ajoelhou-se diante da pequena imagem do Bom Jesus, ao fundo da capela, e pediu com um longo suspiro, do tamanho dos quinze dias de estrada: — Valei-me, Senhor, neste fim de mundo! [Continua aqui ].

  • PREPARAÇÃO PARA O CONCLAVE – Pe. Santiago Martín

    Os problemas de joelho do Papa, o cancelamento da sua viagem ao Sudão e ao Congo, a visita em agosto ao túmulo do primeiro pontífice a renunciar (Celestino V), e tudo isto entre o ato de criar novos cardeais e o encontro com todo o colégio cardinalício, que só se realizou uma vez, nos anos em que governou a Igreja, além do fato de os convocar no pior mês para se estar em Roma — estas coisas deram origem a uma proliferação de rumores sobre a demissão de Francisco. É verdade que todos os fatos anteriores representam um conjunto de indicações que apontam nessa direção. No entanto, não creio que isso vá acontecer. Pelo menos por enquanto. No entanto, mesmo que isto não seja iminente, acredito que duas questões, que podem conduzir a problemas sérios no futuro, precisam de ser resolvidas em tempo útil. Refiro-me ao número de cardeais eleitores e ao estatuto que os Papas eméritos devem ter. São João Paulo II, na Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis (de 2 de fevereiro de 1996), no número 33 afirmava que “o número máximo de eleitores cardeais não deve exceder 120”. E no número 35 dizia que “nenhum cardeal pode ser excluído da eleição, por qualquer razão ou pretexto”. Não há contradição entre as duas normas, desde que o número de eleitores, na altura do conclave, seja igual ou inferior a 120. Bento XVI fez duas modificações ao que foi estabelecido pelo seu predecessor, em 2007 e 2013, mas não alterou nenhum destes artigos. É verdade que, em várias ocasiões, ambos excederam o número de eleitores, mas, na altura do conclave a partir do qual Bento foi eleito, e no seguinte em que Francisco foi eleito, o número era inferior a 120. Agora, há 116 eleitores cardeais (com menos de 80 anos de idade), mas a partir de 27 de Agosto esse número subirá para 132; e levará muito tempo — salvo uma série de mortes sucessivas — a ficar abaixo do limite. Isto poderia, no caso de haver um conclave antes de se chegar a esse número, colocar um problema de interpretação, que poderia ser utilizado por aqueles descontentes com o resultado para declarar a eleição inválida. Seria muito fácil resolver o problema, com um documento do Papa Francisco, modificando o número máximo de eleitores ou deixando claro que todos aqueles, com menos de 80 anos de idade poderão votar, mesmo que esse número seja ultrapassado. A outra questão é a do papel a ser desempenhado pelos papas eméritos. Neste momento existe um, mas não pode ser excluído que um dia sejam três, como é o caso em algumas dioceses, que já têm dois bispos eméritos, para além do bispo governante. Após a demissão de Bento XVI, houve um vazio legal sobre o papel do Papa que se demitiu. Se fosse o caso de coexistirem dois eméritos e um papa ativo, a questão seria ainda mais complexa. Creio que ainda há tempo para estabelecer um critério fundado em leis que delimitem as competências e intervenções que o Papa, ou os Papas eméritos, podem levar a cabo. Parece-me que esta figura veio para ficar e é melhor tê-la bem regulada para evitar cisões na Igreja. Repito que não estou levantando estas duas questões, porque acredito que a demissão do atual Pontífice é iminente. Nem sequer acredito que ele se demita um dia. Obviamente, posso estar enganado; e há muitos que acreditam que o Papa o fará em breve, como disse no início, por causa das indicações já mencionadas. Em qualquer caso, parece-me necessário abordar a reforma da questão do número de cardeais com direito de voto e, também, abrir um debate teológico sobre o papel dos Papas eméritos, independentemente da sua cor ideológica, para que este debate possa depois ser traduzido em lei. Há demasiada confusão, na Igreja, para acrescentar novos elementos de incerteza, que poderiam ser explorados por um e outro para a dividir. Só Deus sabe quando e como as coisas vão acontecer, mas é responsabilidade dos homens, e, sobretudo, daqueles que lideram a Igreja, prever o que pode acontecer e tomar as medidas apropriadas. Entretanto, rezemos para que em tudo e sempre seja feita a vontade de Deus; e para que nós, homens, dificultemos o menos possível os planos que o Senhor tem para a Sua Igreja e para toda a humanidade.

  • JÁ ESTAMOS ENTRANDO NA PRIMEIRA FASE DOS TEMPOS APOCALÍPTICOS?

    Estou quase me deixando convencer pela recente pregação do padre Livio Fanzaga, diretor da Rádio Maria italiana que faz todo dia, pela manhã, uma interpretação cristã dos fatos políticos da véspera. Enfim, um exercício de teologia da história. Segundo ele, já estamos entrando na fase apocalíptica da história da salvação, e elenca alguns motivos que me parecem razoáveis. Padre Livio tem credenciais para falar do Apocalipse: defendeu doutorado sobre o assunto pela Gregoriana de Roma. O título de sua tese é A Jerusalém Celeste no Apocalipse , defendida em 1966. Os motivos em que padre Livio se baseia, para afirmar que já estamos entrando na fase apocalíptica da história da salvação, são os seguintes: primeiro, já há um poder mundial, a tal “elite globalista”, com força suficiente para impor um novo conceito de pessoa humana (normalizando o divórcio, o aborto, a eutanásia, o homossexualismo); segundo, já se constata, no interior da própria Igreja, setores cada vez mais numerosos da hierarquia a serviço desse poder planetário, procurando referendar as mudanças que o mundo impõe. São, segundo ele, as duas bestas apocalípticas, nutridas do mesmo e demoníaco espírito anticrístico. A presença dessas duas bestas são acompanhadas de alguns sinais, também eles do tipo apocalíptico: a recente peste, a guerra da Ucrânia, que já está provocando fome na África, que depende dos grãos ucranianos. Todo conflito entre nações que possuem bomba atômica já traz em si, como possibilidade, a destruição do planeta. Para padre Livio, já soavam como trombetas do Apocalipse certas coisas que ocorreram na última guerra mundial, que terminou com o lançamento de duas bombas atômicas e a crescente descristianização da Europa.

  • “Para receber a Comunhão, meus pais viveram como irmãos por 25 anos”

    Padre norte-americano conta a bonita história de fidelidade de seus pais que, vivendo em segunda união, escolheram a continência até o fim de suas vidas, a fim de se aproximarem do sacramento da Eucaristia. Continência no casamento, “viver como irmão e irmã”: o caminho que a Igreja sempre indicou aos casais que vivem em segunda união – o qual, para algumas pessoas hoje, soa uma proposta “irrealista” e quase absurda – foi justamente a solução que Peter e Anne Stravinskas encontraram, a fim de conformarem suas vidas à vontade de Deus e estarem aptos para receber a Sagrada Comunhão. Em uma entrevista exclusiva, o filho único do casal, o padre Peter Stravinskas, contou ao LifeSiteNews.com a história da decisão de seus pais. O sacerdote, fundador da Priestly Society of the Blessed John Henry Newman , é um respeitado estudioso, autor e apologista católico. Foi na década de 1940 que o primeiro matrimônio de Peter chegou ao fundo do poço e terminou com a sua esposa o abandonando. Apesar de saber que um novo casamento o distanciaria de Deus e da Igreja – Peter não só era católico, como apreciava a leitura de G. K. Chesterton e John Henry Newman –, ele casou-se no civil com Anne, que, à época, era uma espécie de católica não praticante. Quando Peter Jr. nasceu, em 1950, o casal decidiu colocá-lo em uma escola católica. Durante o seu segundo ano de preparação para receber os sacramentos da Confissão e da Comunhão, a vida de fé dos Stravinskas recebeu um impulso inesperado. O padre conta como aconteceu: “Cheguei em casa da escola um dia e disse: ‘Mãe, eu te amo muito’. ‘Eu também te amo’, ela respondeu. ‘Mãe, quando eu morrer, quero ir para o Céu!’ ‘É claro, todos nós queremos’, ela disse. ‘Bem, nós temos um problema. Se eu morrer e for para o Céu, e você e o papai não estiverem lá, continuará sendo Céu?’ ‘Ué, por que papai e eu não estaríamos lá?’ ‘Porque a irmã Rita Gertrude disse hoje na aula que pessoas que não vão à Missa no Domingo vão ao inferno quando morrem’ .” O padre conta que sua mãe imediatamente encerrou a conversa, mandando que ele fosse tomar o seu leite e comer os seus cookies . Mais tarde, naquela noite, quando o pai do padre voltou do trabalho, Peter Jr. foi mandado para o seu quarto, enquanto os seus pais discutiam sobre a conversa que fôra mantida mais cedo. Peter lembra bem as palavras que ele ouviu enquanto se escondia atrás da porta: “‘Temos um problema com o nosso filho’, disse a mãe. ‘O que é?’, perguntou o pai. ‘Aquela irmã louca da escola está nos causando problema. Ela disse ao Peter hoje que nós vamos ao inferno porque não vamos à Missa aos domingos’. ‘Bem, o que você esperava que ela dissesse?’ ‘Quando for a escola amanhã para ajudar com o trabalho voluntário, vou mandá-la cuidar da própria vida e ficar fora da nossa casa.’ ‘Bem, você pode fazer isso – ele replicou. Só não sei se vai servir para alguma coisa’.” Depois disso, Peter lembra de uma breve pausa antes de ouvir seu pai acrescentar: “Eu acho que há provavelmente uma solução mais simples. Talvez seria mais fácil para nós começarmos a ir à Missa aos domingos. Assim, convenceríamos a irmã de que não iremos para o inferno.” No domingo seguinte, toda a família Stravinskas assistia à Missa unida, pela primeira vez. O que começou a incomodar Anne foi o fato de que, no momento da Missa em que as pessoas iam receber a Sagrada Comunhão, ela não estava apta a participar. Mesmo desejando receber Jesus, ela sabia que viver com um homem que, aos olhos da Igreja, era casado com uma outra mulher, a impedia de receber Jesus em sua alma. O padre Stravinskas lembra de ouvir a sua mãe dizer uma vez: “Eu não sei por que vou à Missa afinal, se eu não posso receber a Sagrada Comunhão.” O casal eventualmente trouxe essa dificuldade para o pároco da sua comunidade. Ele disse aos dois que uma maneira de proceder seria pedir às autoridades da Igreja em Roma que examinassem a primeira união de Peter, para determinar se ela realmente havia existido. Se o matrimônio fosse declarado inválido, Peter e Anne estariam livres para casar e ajustar o seu relacionamento aos olhos de Deus e da Igreja, pavimentando o caminho para que eles pudessem receber a Comunhão. Mas o padre os advertiu também que o processo de nulidade não só era demorado, como custava caro. O bom padre, então, apresentou ao casal uma solução muito mais simples. “Ele disse que a solução mais fácil para que eles participassem integralmente na fé católica seria abster-se de relações e viver como irmão e irmã”. “Daquele momento em diante, foi o que eles fizeram” , relata Peter. Foi só nos seus anos de colégio, discutindo com o seu pai sobre a doutrina católica em relação ao matrimônio, que o padre Stravinskas descobriu a verdade sobre a decisão de seus pais. “Bem, é verdade, situações irregulares acontecem”, disse-lhe o seu pai. “Mas, para sermos fiéis a Cristo, sua mãe e eu temos vivido como irmão e irmã por 10 anos até agora.” “E eles viveram assim até o fim do seu matrimônio” , conta o padre. Peter faleceu em 1983, com 71 anos. Anne viveu até os 87, morrendo em 2005. Comentando os debates sobre o tema, levantados por conta do recém-concluído Sínodo para as Famílias, o padre Stravinskas alertou para o perigo de que se introduza um pensamento mundano dentro da Igreja, como uma espécie de “cavalo de troia”. “Se é verdade que uma pessoa permanece ligada ao seu cônjuge, ainda que o seu matrimônio fracasse, isso significa que qualquer atividade sexual subsequente em que a pessoa se envolva é pecado de adultério. Foi o que Jesus disse nos Evangelhos”, ele diz. Segundo o padre, quem discorda desse ensinamento tem um problema com Deus, não com a Igreja : “Quando as pessoas me dizem que não aceitam a doutrina da Igreja sobre o divórcio e as novas uniões, eu digo a elas: ‘Vamos fazer a sua afirmação mais precisa. O que você está realmente dizendo é que você não aceita o ensinamento da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade sobre esse assunto’. (…) Esse ensinamento sobre o divórcio e as novas uniões não compete à Igreja mudar. Vem do próprio Deus. A Igreja levou tão a sério essa doutrina que chegou a perder toda a Igreja na Inglaterra nos anos 1530, por causa da sua fé na indissolubilidade do matrimônio.” O padre Stravinskas também explica por que é gravemente errado para católicos divorciados em segunda união se apresentarem para receber a Sagrada Comunhão. “É o pecado do sacrilégio. Aproximar-se indignamente do mais santo dos Sacramentos. São Paulo é muito claro sobre isso em sua Epístola aos Coríntios. Ele diz que uma pessoa deve examinar a si mesmo antes e, se não estiver preparada, não deve receber o corpo e sangue do Senhor. Se ele o faz – e aqui está a pena – ele come e bebe a própria condenação”, afirma. O testemunho da família Stravinskas é bastante pertinente: mostra como, mesmo sendo difícil, a castidade é acessível a todos, por mais difícil que seja a sua situação. Sustentar o contrário, diz o padre Peter, “desonra os meus pais e milhares de outros casais que, como eles, decidiram pôr a sua confiança de seguir adiante na graça de Deus. Nossa fé nos ensina que Deus dá a todos a graça para evitar o pecado. As pessoas vivem isso.” Leia também Casais em segunda união podem receber o Sacramento da Comunhão? #CasaisemSegundaUnião #Divórcio #FormaçõesCatólicas #Matrimônio

  • “Para receber a Comunhão, meus pais viveram como irmãos por 25 anos”

    Padre norte-americano conta a bonita história de fidelidade de seus pais que, vivendo em segunda união, escolheram a continência até o fim de suas vidas, a fim de se aproximarem do sacramento da Eucaristia. Continência no casamento, “viver como irmão e irmã”: o caminho que a Igreja sempre indicou aos casais que vivem em segunda união – o qual, para algumas pessoas hoje, soa uma proposta “irrealista” e quase absurda – foi justamente a solução que Peter e Anne Stravinskas encontraram, a fim de conformarem suas vidas à vontade de Deus e estarem aptos para receber a Sagrada Comunhão. Em uma entrevista exclusiva, o filho único do casal, o padre Peter Stravinskas, contou ao LifeSiteNews.com a história da decisão de seus pais. O sacerdote, fundador da Priestly Society of the Blessed John Henry Newman , é um respeitado estudioso, autor e apologista católico. Foi na década de 1940 que o primeiro matrimônio de Peter chegou ao fundo do poço e terminou com a sua esposa o abandonando. Apesar de saber que um novo casamento o distanciaria de Deus e da Igreja – Peter não só era católico, como apreciava a leitura de G. K. Chesterton e John Henry Newman –, ele casou-se no civil com Anne, que, à época, era uma espécie de católica não praticante. Quando Peter Jr. nasceu, em 1950, o casal decidiu colocá-lo em uma escola católica. Durante o seu segundo ano de preparação para receber os sacramentos da Confissão e da Comunhão, a vida de fé dos Stravinskas recebeu um impulso inesperado. O padre conta como aconteceu: “Cheguei em casa da escola um dia e disse: ‘Mãe, eu te amo muito’. ‘Eu também te amo’, ela respondeu. ‘Mãe, quando eu morrer, quero ir para o Céu!’ ‘É claro, todos nós queremos’, ela disse. ‘Bem, nós temos um problema. Se eu morrer e for para o Céu, e você e o papai não estiverem lá, continuará sendo Céu?’ ‘Ué, por que papai e eu não estaríamos lá?’ ‘Porque a irmã Rita Gertrude disse hoje na aula que pessoas que não vão à Missa no Domingo vão ao inferno quando morrem’ .” O padre conta que sua mãe imediatamente encerrou a conversa, mandando que ele fosse tomar o seu leite e comer os seus cookies . Mais tarde, naquela noite, quando o pai do padre voltou do trabalho, Peter Jr. foi mandado para o seu quarto, enquanto os seus pais discutiam sobre a conversa que fôra mantida mais cedo. Peter lembra bem as palavras que ele ouviu enquanto se escondia atrás da porta: “‘Temos um problema com o nosso filho’, disse a mãe. ‘O que é?’, perguntou o pai. ‘Aquela irmã louca da escola está nos causando problema. Ela disse ao Peter hoje que nós vamos ao inferno porque não vamos à Missa aos domingos’. ‘Bem, o que você esperava que ela dissesse?’ ‘Quando for a escola amanhã para ajudar com o trabalho voluntário, vou mandá-la cuidar da própria vida e ficar fora da nossa casa.’ ‘Bem, você pode fazer isso – ele replicou. Só não sei se vai servir para alguma coisa’.” Depois disso, Peter lembra de uma breve pausa antes de ouvir seu pai acrescentar: “Eu acho que há provavelmente uma solução mais simples. Talvez seria mais fácil para nós começarmos a ir à Missa aos domingos. Assim, convenceríamos a irmã de que não iremos para o inferno.” No domingo seguinte, toda a família Stravinskas assistia à Missa unida, pela primeira vez. O que começou a incomodar Anne foi o fato de que, no momento da Missa em que as pessoas iam receber a Sagrada Comunhão, ela não estava apta a participar. Mesmo desejando receber Jesus, ela sabia que viver com um homem que, aos olhos da Igreja, era casado com uma outra mulher, a impedia de receber Jesus em sua alma. O padre Stravinskas lembra de ouvir a sua mãe dizer uma vez: “Eu não sei por que vou à Missa afinal, se eu não posso receber a Sagrada Comunhão.” O casal eventualmente trouxe essa dificuldade para o pároco da sua comunidade. Ele disse aos dois que uma maneira de proceder seria pedir às autoridades da Igreja em Roma que examinassem a primeira união de Peter, para determinar se ela realmente havia existido. Se o matrimônio fosse declarado inválido, Peter e Anne estariam livres para casar e ajustar o seu relacionamento aos olhos de Deus e da Igreja, pavimentando o caminho para que eles pudessem receber a Comunhão. Mas o padre os advertiu também que o processo de nulidade não só era demorado, como custava caro. O bom padre, então, apresentou ao casal uma solução muito mais simples. “Ele disse que a solução mais fácil para que eles participassem integralmente na fé católica seria abster-se de relações e viver como irmão e irmã”. “Daquele momento em diante, foi o que eles fizeram” , relata Peter. Foi só nos seus anos de colégio, discutindo com o seu pai sobre a doutrina católica em relação ao matrimônio, que o padre Stravinskas descobriu a verdade sobre a decisão de seus pais. “Bem, é verdade, situações irregulares acontecem”, disse-lhe o seu pai. “Mas, para sermos fiéis a Cristo, sua mãe e eu temos vivido como irmão e irmã por 10 anos até agora.” “E eles viveram assim até o fim do seu matrimônio” , conta o padre. Peter faleceu em 1983, com 71 anos. Anne viveu até os 87, morrendo em 2005. Comentando os debates sobre o tema, levantados por conta do recém-concluído Sínodo para as Famílias, o padre Stravinskas alertou para o perigo de que se introduza um pensamento mundano dentro da Igreja, como uma espécie de “cavalo de troia”. “Se é verdade que uma pessoa permanece ligada ao seu cônjuge, ainda que o seu matrimônio fracasse, isso significa que qualquer atividade sexual subsequente em que a pessoa se envolva é pecado de adultério. Foi o que Jesus disse nos Evangelhos”, ele diz. Segundo o padre, quem discorda desse ensinamento tem um problema com Deus, não com a Igreja : “Quando as pessoas me dizem que não aceitam a doutrina da Igreja sobre o divórcio e as novas uniões, eu digo a elas: ‘Vamos fazer a sua afirmação mais precisa. O que você está realmente dizendo é que você não aceita o ensinamento da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade sobre esse assunto’. (…) Esse ensinamento sobre o divórcio e as novas uniões não compete à Igreja mudar. Vem do próprio Deus. A Igreja levou tão a sério essa doutrina que chegou a perder toda a Igreja na Inglaterra nos anos 1530, por causa da sua fé na indissolubilidade do matrimônio.” O padre Stravinskas também explica por que é gravemente errado para católicos divorciados em segunda união se apresentarem para receber a Sagrada Comunhão. “É o pecado do sacrilégio. Aproximar-se indignamente do mais santo dos Sacramentos. São Paulo é muito claro sobre isso em sua Epístola aos Coríntios. Ele diz que uma pessoa deve examinar a si mesmo antes e, se não estiver preparada, não deve receber o corpo e sangue do Senhor. Se ele o faz – e aqui está a pena – ele come e bebe a própria condenação”, afirma. O testemunho da família Stravinskas é bastante pertinente: mostra como, mesmo sendo difícil, a castidade é acessível a todos, por mais difícil que seja a sua situação. Sustentar o contrário, diz o padre Peter, “desonra os meus pais e milhares de outros casais que, como eles, decidiram pôr a sua confiança de seguir adiante na graça de Deus. Nossa fé nos ensina que Deus dá a todos a graça para evitar o pecado. As pessoas vivem isso.” Leia também Casais em segunda união podem receber o Sacramento da Comunhão? #CasaisemSegundaUnião #Divórcio #FormaçõesCatólicas #Matrimônio

  • Marthe Robin: Mais de 50 anos se alimentando unicamente da Sagrada Eucaristia

    A maior vítima reparadora de todos os tempos depois de Jesus e Maria: Marthe Robin. A Serva de Deus Marthe Robin nasceu em 13 de março de 1902, na cidade de Châteauneuf-de-Galaure, França. Filha de camponeses, Marthe passará toda a sua vida na casa paterna, em sua pequena aldeia rural. De saúde frágil desde a infância, Marthe nem pôde completar a escola primária. Em 1918 começa a apresentar os sinais da tremenda doença que nunca mais a deixará: encefalite. Seguiram-se muitas tentativas de tratamento médico, mas em vão. Ao mesmo tempo em que a doença avançava, Marthe também progredia na vida espiritual. Em 1925, inspirada pelo exemplo de Santa Teresinha, Marthe oferece-se como Vítima ao Amor Misericordioso. Em 1928, durante uma missão pregada em sua paróquia, Marthe compreende claramente que é na doença e através da doença que ela é chamada a servir a Deus, unindo-se incessantemente ao mistério da Paixão do Senhor, pela salvação das almas. Em 1929 Marthe fica tetraplégica e passa a sofrer uma paralisia total das vias digestivas, de modo a não poder engolir alimento algum. Os movimentos de deglutição lhe eram simplesmente impossíveis. E assim permanecerá até a sua morte, em 1981, ou seja, por 52 anos. Cinquenta e dois anos de martírio, pregada à cama, sofrendo silenciosamente, na mais inteira resignação à Santíssima Vontade de Deus; cinquenta e dois anos de Calvário e amor! Pois foi a essa alma tão simples e humilde que Deus escolheu para elevar a mais perfeita união à Paixão de Jesus: em 1930, numa sexta-feira, Marthe recebe os estigmas e cai num estado de morte aparente, revivendo misticamente em seu próprio corpo e alma todos e cada um dos tormentos padecidos por Jesus da noite da Quinta-Feira Santa até o momento da morte. 50 anos sem comer, sem beber e sem dormir Durante 50 anos Marthe viverá sem comer, sem beber e sem dormir, desconcertando todos os médicos que a examinaram. Marthe recebia a comunhão, seu único alimento, apenas uma vez por semana, em seu próprio leito de dor. Comungava sempre ao anoitecer da quarta-feira, podendo os que a acompanhavam literalmente despedir-se dela antes da comunhão. Com efeito, após comungar Marthe caía num êxtase profundo, do qual, nos últimos anos de sua vida, só despertava na segunda-feira seguinte – ou seja, cerca de 5 dias seguidos em êxtase a cada semana! Da noite de quinta-feira até a tarde da sexta de cada semana, Marthe revive a Paixão de Jesus, isto é, sente em si mesma tudo o que sofreu Jesus, física e moralmente. Depois das 15 horas da sexta, Marthe caia num estado de morte aparente, não dando praticamente sinal nenhum de vida até o domingo, quando ‘ressuscitava’ junto com Jesus, embora só despertasse totalmente do êxtase na segunda-feira. Era como se Marthe morresse e ressuscitasse a cada semana. Tanto assim que, quando ela morreu de verdade, várias pessoas duvidaram de que estivesse mesmo morta e temeram sepultá-la viva… Como dissemos, Marthe, devido à doença, não tinha os movimentos deglutitórios, não sendo capaz de engolir nem o menor alimento. Como comungava então? Maravilha da bondade onipotente de Deus: O sacerdote, qualquer que fosse, apenas precisava aproximar a Santa Hóstia dos lábios de Marthe e a Hóstia entrava como que por si mesma na boca dela, sem Marthe ter de fazer qualquer movimento. O sacerdote chegava a sentir a Hóstia ‘escapando’ por si mesma de seus dedos, para desaparecer em seguida entre os lábios imóveis da privilegiada criatura que então também desaparecia do comércio dos vivos, abismando-se na mais profunda contemplação por dias inteiros. Pelo tempo da Segunda Guerra Mundial, sendo urgente uma reparação ainda mais forte, Marthe também ficou cega, e pelo resto da vida… Jesus disse à Marthe, num de seus êxtases, como ela confiou ao seu diretor espiritual, o Padre Finet, que depois da Virgem Maria, ninguém jamais participou nem participará tanto de Sua Dolorosa Paixão, quanto ela. Misterioso desígnio de Deus, que reservou o sacrifício da maior de todas as Vítimas, depois de Jesus e Maria, precisamente para o nosso século de impiedades jamais vistas… Compreende-se, pois, a fúria violenta de Satanás contra este vaso de eleição: Marthe era violentamente espancada por uma mão invisível, e isso diante de presentes, ao ponto de o seu diretor, o Padre Finet, convidar padres que não acreditavam no demônio a fazerem uma visita a Marthe ao cair da noite e verem com seus próprios olhos as impressionantes cenas de terror que lá se desenrolavam… E o mais singular destas violências satânicas padecidas por Marthe foi que Deus permitiu ao demônio ir realmente até o fim em sua crueldade: Marthe Robin morreu assassinada pelo próprio demônio, na tarde de sexta-feira de 6 de fevereiro de 1981… Marthe no dia de sua partida para o Céu Antes de entrar neste seu último e definitivo êxtase, Marthe avisou o seu confessor que “desta vez Deus permitirá que o demônio vá até o fim”. Com efeito, ao entardecer da sexta-feira, quando o Padre Finet entrou no quartinho de Marthe, encontrou-a jogada no chão, já sem vida… E como seria possível que esta mulher que não comia nem bebia pudesse perder sangue abundantemente cada vez que os estigmas se renovavam? Como poderia uma criatura humana aguentar décadas sem dormir, sem beber água? Marthe foi examinada por vários médicos e todos confirmaram não haver explicação científica alguma para o que se passava com ela. Detalhe importantíssimo: todo esse oceano de méritos adquiridos por Marthe em sua vida de imolação, foram entregues, por determinação de Deus mesmo, nas mãos da Virgem Maria, segundo o método de São Luis Maria de Montfort. Marthe não conhecia o “Tratado da Verdadeira Devoção à Ssma. Virgem”, nem havia em sua aldeia um exemplar sequer deste. Um belo dia, porém, logo nos primeiros tempos da vida mística de Marthe, seus familiares entraram em seu quarto e viram um livro desconhecido ali, à cabeceira da doente. Era precisamente o Tratado da Verdadeira Devoção. Marthe contou então que Nossa Senhora mesma lhe aparecera com aquele livro nas mãos e o deixara ali, para ela… Jesus e Maria pediram a Marthe que dissesse ao seu diretor espiritual para dar início a uma obra de casas de retiro de silêncio, que se espalharia pelo mundo, fazendo um imenso bem às almas. Era a obra que viria a chamar-se: “Foyer de Charité” (“Lar de Caridade”). Já na década de 1930 começavam os Foyers, com toda a aprovação da Igreja. Hoje são mais de 80 Foyers pelo mundo, em mais de 40 países. Cada Foyer é uma casa de retiros, na verdade uma comunidade dedicada aos retiros: no Foyer vivem permanentemente sacerdotes e leigos, numa vida de oração, trabalho e silêncio (quase monástica de fato), e uma vez por mês, pelo menos, recebem uma turma de retirantes para retiros de silêncio de 5 dias no mínimo. Logo no começo dos Foyers alguém propôs se os retiros para o público não poderiam ser de dois ou três dias, como em outras obras. Nossa Senhora, porém, mandou dizer, através de Marthe, que cinco dias era o número mínimo marcado por Deus para um retiro no Foyer ter frutos. E assim se faz: os retirantes costumam chegar no entardecer de uma segunda-feira e ficar até a manhã do próximo domingo. E em silêncio perfeito: não se trocam nem saudações desde o jantar da segunda-feira até o jantar do sábado. Inviolavelmente. Vista de um dos Foyers na França No Brasil temos um Foyer de Charité, fundado ainda durante a vida de Marthe, na cidade de Mendes – RJ, ainda na diocese de Volta Redonda. É dirigido pelo Padre Bernard, sacerdote francês da diocese de Marseille. E, se se nos permite, gostariamos de contar algo da experiência que vivemos no Foyer no retiro que lá fizemos ano passado. Impressionou-nos a grande piedade do Pe. Bernard: sempre em oração e profundamente humilde. Em suas palestras (no retiro não se fala, mas se ouve), Pe. Bernard tratou apenas de temas espirituais: os artigos do Credo, os Sacramentos, Nossa Senhora, o pecado, o inferno, etc. Todos os dias tivemos a exposição do Santíssimo Sacramento, adorado silenciosa e longamente. Na noite de quinta para sexta-feira houve vígilia de adoração a noite inteira, revezando-se os retirantes (que eram uns quinze). Todos os dias se rezava o Terço em comum. Na sexta-feira se fez também a Via-Sacra. Na quarta-feira fez-se um jejum coletivo, a pão e água. Confissões eram atendidas pelo Pe. Bernard todos os dias. Durante as refeições, sem conversa alguma, se ouvia música gregoriana. No altar, quando não estava o Santíssimo exposto, estava um relicário com um fragmento dos ossos de Santa Teresinha do Menino Jesus. Na parede da sala de conferências, de um lado o quadro de Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças, que a própria Virgem pediu a Marthe para divulgar (veja figura abaixo), e do outro um quadro da mesma Marthe em seu leito de dor, com uma indizível expressão de sofrimento no rosto Tudo no Foyer respira um não sei quê de sobrenatural que é impossível explicar. Ao se entrar no Foyer tem-se a impressão de estar entrando em outro mundo. É quase possível como que sentir Marthe ainda presente lá, conosco, acolhendo a cada retirante. Efetivamente, Jesus disse a Marthe Robin que há graças que Ele se reservaria conceder apenas nos Foyers, em atenção ao sacrifício ímpar de Marthe. Falando do Foyer à Marthe, Jesus definiu-o como “a casa do Meu Coração, aberta a todos”. No último dia do retiro fizemos todos a Consagração a Nossa Senhora, segundo a fórmula de São Luis de Montfort, como aliás se faz em todos os retiros dos Foyers. Voltando à vida de Marthe, é interessante referirmos o testemunho do filósofo Jean Guitton, que a visitou e ficou admirado com o que viu. Diz Guitton: «Era uma camponesa francesa, que durante cinqüenta anos não tomou nem mantimentos nem bebidas, alimentando-se somente de Eucaristia, e cada sexta-feira revivia nos estigmas as dores da Paixão de Jesus. Uma mulher que talvez tenha sido a pessoa mais estranha, extraordinária e desconcertante da nossa época, mas que, mesmo no século da televisão, permanece desconhecida do público, submersa num profundo silêncio…” Muitíssimas pessoas visitaram Marthe em seu humilde quartinho. A todos ela aparecia como uma espécie de crucifixo vivo, uma cópia fiel da Paixão do Senhor. Hoje, trinta anos após a sua morte, contam-se numerosas graças recebidas por sua intercessão. Segundo o Pe. Bernard nos contou, já estão realizados os milagres necessários para a beatificação de Marthe, tanto assim que nem se vê muita propaganda em torno da causa de glorificação dela. A demora para beatificá-la é apenas por se estar preparando um documentário profundamente exaustivo sobre ela, inclusive com o parecer da ciência sobre o seu caso, um processo que seja irrefutável. Aqui jazem os restos mortais da maior Vítima Reparadora de todos os tempos, depois de Jesus e Maria: Marthe Robin “Queres ser como Eu?”, dissera Jesus à Marthe Robin antes dela receber os estigmas e começar a reviver a Paixão. E o mesmo pode-se dizer que Ele repete a cada um de nós, apesar de nossas limitações: “Queres ser como Eu?…” Ó grande Marthe Robin, intercedei por nós e obtende-nos a graça de que, ao fecharmos nossos olhos no entardecer da vida, possamos abri-los imediatamente para o dia que jamais terá ocaso, lá onde o Eterno Amor expande sem obstáculos a Sua Luz e Calor… Amém. (Abaixo uma Oração composta por Marthe Robin a Nossa Senhora) “Ó Mãe muito amada, Vós que conheceis tão bem os caminhos da Santidade e do Amor, ensinai-nos a erguermos freqüentemente o nosso espírito e nosso coração para a Trindade, a fixar nela nossa respeitosa e afetuosa atenção; e já que andais conosco no caminho da vida eterna, não fiqueis estranha aos pobres peregrinos que Vossa caridade tem a bondade de recolher; voltai para nós Vossos olhos misericordiosos, atraí-nos nas Vossas claridades,inundai-nos com Vossas doçuras, levai-nos na Luz e no Amor, levai-nos mais longe e muito alto nos esplendores dos céus. Que nada possa jamais perturbar nossa paz, nem nos tirar do pensamento de Deus; mas que cada minuto nos leve mais adiante nas profundezas do augusto Mistério, até o dia em que nossa alma, plenamente desabrochada nas iluminações da união divina, verá todas as coisas no Amor Eterno e na Unidade.Amém.” #FormaçõesCatólicas

  • Marthe Robin: Mais de 50 anos se alimentando unicamente da Sagrada Eucaristia

    A maior vítima reparadora de todos os tempos depois de Jesus e Maria: Marthe Robin. A Serva de Deus Marthe Robin nasceu em 13 de março de 1902, na cidade de Châteauneuf-de-Galaure, França. Filha de camponeses, Marthe passará toda a sua vida na casa paterna, em sua pequena aldeia rural. De saúde frágil desde a infância, Marthe nem pôde completar a escola primária. Em 1918 começa a apresentar os sinais da tremenda doença que nunca mais a deixará: encefalite. Seguiram-se muitas tentativas de tratamento médico, mas em vão. Ao mesmo tempo em que a doença avançava, Marthe também progredia na vida espiritual. Em 1925, inspirada pelo exemplo de Santa Teresinha, Marthe oferece-se como Vítima ao Amor Misericordioso. Em 1928, durante uma missão pregada em sua paróquia, Marthe compreende claramente que é na doença e através da doença que ela é chamada a servir a Deus, unindo-se incessantemente ao mistério da Paixão do Senhor, pela salvação das almas. Em 1929 Marthe fica tetraplégica e passa a sofrer uma paralisia total das vias digestivas, de modo a não poder engolir alimento algum. Os movimentos de deglutição lhe eram simplesmente impossíveis. E assim permanecerá até a sua morte, em 1981, ou seja, por 52 anos. Cinquenta e dois anos de martírio, pregada à cama, sofrendo silenciosamente, na mais inteira resignação à Santíssima Vontade de Deus; cinquenta e dois anos de Calvário e amor! Pois foi a essa alma tão simples e humilde que Deus escolheu para elevar a mais perfeita união à Paixão de Jesus: em 1930, numa sexta-feira, Marthe recebe os estigmas e cai num estado de morte aparente, revivendo misticamente em seu próprio corpo e alma todos e cada um dos tormentos padecidos por Jesus da noite da Quinta-Feira Santa até o momento da morte. 50 anos sem comer, sem beber e sem dormir Durante 50 anos Marthe viverá sem comer, sem beber e sem dormir, desconcertando todos os médicos que a examinaram. Marthe recebia a comunhão, seu único alimento, apenas uma vez por semana, em seu próprio leito de dor. Comungava sempre ao anoitecer da quarta-feira, podendo os que a acompanhavam literalmente despedir-se dela antes da comunhão. Com efeito, após comungar Marthe caía num êxtase profundo, do qual, nos últimos anos de sua vida, só despertava na segunda-feira seguinte – ou seja, cerca de 5 dias seguidos em êxtase a cada semana! Da noite de quinta-feira até a tarde da sexta de cada semana, Marthe revive a Paixão de Jesus, isto é, sente em si mesma tudo o que sofreu Jesus, física e moralmente. Depois das 15 horas da sexta, Marthe caia num estado de morte aparente, não dando praticamente sinal nenhum de vida até o domingo, quando ‘ressuscitava’ junto com Jesus, embora só despertasse totalmente do êxtase na segunda-feira. Era como se Marthe morresse e ressuscitasse a cada semana. Tanto assim que, quando ela morreu de verdade, várias pessoas duvidaram de que estivesse mesmo morta e temeram sepultá-la viva… Como dissemos, Marthe, devido à doença, não tinha os movimentos deglutitórios, não sendo capaz de engolir nem o menor alimento. Como comungava então? Maravilha da bondade onipotente de Deus: O sacerdote, qualquer que fosse, apenas precisava aproximar a Santa Hóstia dos lábios de Marthe e a Hóstia entrava como que por si mesma na boca dela, sem Marthe ter de fazer qualquer movimento. O sacerdote chegava a sentir a Hóstia ‘escapando’ por si mesma de seus dedos, para desaparecer em seguida entre os lábios imóveis da privilegiada criatura que então também desaparecia do comércio dos vivos, abismando-se na mais profunda contemplação por dias inteiros. Pelo tempo da Segunda Guerra Mundial, sendo urgente uma reparação ainda mais forte, Marthe também ficou cega, e pelo resto da vida… Jesus disse à Marthe, num de seus êxtases, como ela confiou ao seu diretor espiritual, o Padre Finet, que depois da Virgem Maria, ninguém jamais participou nem participará tanto de Sua Dolorosa Paixão, quanto ela. Misterioso desígnio de Deus, que reservou o sacrifício da maior de todas as Vítimas, depois de Jesus e Maria, precisamente para o nosso século de impiedades jamais vistas… Compreende-se, pois, a fúria violenta de Satanás contra este vaso de eleição: Marthe era violentamente espancada por uma mão invisível, e isso diante de presentes, ao ponto de o seu diretor, o Padre Finet, convidar padres que não acreditavam no demônio a fazerem uma visita a Marthe ao cair da noite e verem com seus próprios olhos as impressionantes cenas de terror que lá se desenrolavam… E o mais singular destas violências satânicas padecidas por Marthe foi que Deus permitiu ao demônio ir realmente até o fim em sua crueldade: Marthe Robin morreu assassinada pelo próprio demônio, na tarde de sexta-feira de 6 de fevereiro de 1981… Marthe no dia de sua partida para o Céu Antes de entrar neste seu último e definitivo êxtase, Marthe avisou o seu confessor que “desta vez Deus permitirá que o demônio vá até o fim”. Com efeito, ao entardecer da sexta-feira, quando o Padre Finet entrou no quartinho de Marthe, encontrou-a jogada no chão, já sem vida… E como seria possível que esta mulher que não comia nem bebia pudesse perder sangue abundantemente cada vez que os estigmas se renovavam? Como poderia uma criatura humana aguentar décadas sem dormir, sem beber água? Marthe foi examinada por vários médicos e todos confirmaram não haver explicação científica alguma para o que se passava com ela. Detalhe importantíssimo: todo esse oceano de méritos adquiridos por Marthe em sua vida de imolação, foram entregues, por determinação de Deus mesmo, nas mãos da Virgem Maria, segundo o método de São Luis Maria de Montfort. Marthe não conhecia o “Tratado da Verdadeira Devoção à Ssma. Virgem”, nem havia em sua aldeia um exemplar sequer deste. Um belo dia, porém, logo nos primeiros tempos da vida mística de Marthe, seus familiares entraram em seu quarto e viram um livro desconhecido ali, à cabeceira da doente. Era precisamente o Tratado da Verdadeira Devoção. Marthe contou então que Nossa Senhora mesma lhe aparecera com aquele livro nas mãos e o deixara ali, para ela… Jesus e Maria pediram a Marthe que dissesse ao seu diretor espiritual para dar início a uma obra de casas de retiro de silêncio, que se espalharia pelo mundo, fazendo um imenso bem às almas. Era a obra que viria a chamar-se: “Foyer de Charité” (“Lar de Caridade”). Já na década de 1930 começavam os Foyers, com toda a aprovação da Igreja. Hoje são mais de 80 Foyers pelo mundo, em mais de 40 países. Cada Foyer é uma casa de retiros, na verdade uma comunidade dedicada aos retiros: no Foyer vivem permanentemente sacerdotes e leigos, numa vida de oração, trabalho e silêncio (quase monástica de fato), e uma vez por mês, pelo menos, recebem uma turma de retirantes para retiros de silêncio de 5 dias no mínimo. Logo no começo dos Foyers alguém propôs se os retiros para o público não poderiam ser de dois ou três dias, como em outras obras. Nossa Senhora, porém, mandou dizer, através de Marthe, que cinco dias era o número mínimo marcado por Deus para um retiro no Foyer ter frutos. E assim se faz: os retirantes costumam chegar no entardecer de uma segunda-feira e ficar até a manhã do próximo domingo. E em silêncio perfeito: não se trocam nem saudações desde o jantar da segunda-feira até o jantar do sábado. Inviolavelmente. Vista de um dos Foyers na França No Brasil temos um Foyer de Charité, fundado ainda durante a vida de Marthe, na cidade de Mendes – RJ, ainda na diocese de Volta Redonda. É dirigido pelo Padre Bernard, sacerdote francês da diocese de Marseille. E, se se nos permite, gostariamos de contar algo da experiência que vivemos no Foyer no retiro que lá fizemos ano passado. Impressionou-nos a grande piedade do Pe. Bernard: sempre em oração e profundamente humilde. Em suas palestras (no retiro não se fala, mas se ouve), Pe. Bernard tratou apenas de temas espirituais: os artigos do Credo, os Sacramentos, Nossa Senhora, o pecado, o inferno, etc. Todos os dias tivemos a exposição do Santíssimo Sacramento, adorado silenciosa e longamente. Na noite de quinta para sexta-feira houve vígilia de adoração a noite inteira, revezando-se os retirantes (que eram uns quinze). Todos os dias se rezava o Terço em comum. Na sexta-feira se fez também a Via-Sacra. Na quarta-feira fez-se um jejum coletivo, a pão e água. Confissões eram atendidas pelo Pe. Bernard todos os dias. Durante as refeições, sem conversa alguma, se ouvia música gregoriana. No altar, quando não estava o Santíssimo exposto, estava um relicário com um fragmento dos ossos de Santa Teresinha do Menino Jesus. Na parede da sala de conferências, de um lado o quadro de Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças, que a própria Virgem pediu a Marthe para divulgar (veja figura abaixo), e do outro um quadro da mesma Marthe em seu leito de dor, com uma indizível expressão de sofrimento no rosto Tudo no Foyer respira um não sei quê de sobrenatural que é impossível explicar. Ao se entrar no Foyer tem-se a impressão de estar entrando em outro mundo. É quase possível como que sentir Marthe ainda presente lá, conosco, acolhendo a cada retirante. Efetivamente, Jesus disse a Marthe Robin que há graças que Ele se reservaria conceder apenas nos Foyers, em atenção ao sacrifício ímpar de Marthe. Falando do Foyer à Marthe, Jesus definiu-o como “a casa do Meu Coração, aberta a todos”. No último dia do retiro fizemos todos a Consagração a Nossa Senhora, segundo a fórmula de São Luis de Montfort, como aliás se faz em todos os retiros dos Foyers. Voltando à vida de Marthe, é interessante referirmos o testemunho do filósofo Jean Guitton, que a visitou e ficou admirado com o que viu. Diz Guitton: «Era uma camponesa francesa, que durante cinqüenta anos não tomou nem mantimentos nem bebidas, alimentando-se somente de Eucaristia, e cada sexta-feira revivia nos estigmas as dores da Paixão de Jesus. Uma mulher que talvez tenha sido a pessoa mais estranha, extraordinária e desconcertante da nossa época, mas que, mesmo no século da televisão, permanece desconhecida do público, submersa num profundo silêncio…” Muitíssimas pessoas visitaram Marthe em seu humilde quartinho. A todos ela aparecia como uma espécie de crucifixo vivo, uma cópia fiel da Paixão do Senhor. Hoje, trinta anos após a sua morte, contam-se numerosas graças recebidas por sua intercessão. Segundo o Pe. Bernard nos contou, já estão realizados os milagres necessários para a beatificação de Marthe, tanto assim que nem se vê muita propaganda em torno da causa de glorificação dela. A demora para beatificá-la é apenas por se estar preparando um documentário profundamente exaustivo sobre ela, inclusive com o parecer da ciência sobre o seu caso, um processo que seja irrefutável. Aqui jazem os restos mortais da maior Vítima Reparadora de todos os tempos, depois de Jesus e Maria: Marthe Robin “Queres ser como Eu?”, dissera Jesus à Marthe Robin antes dela receber os estigmas e começar a reviver a Paixão. E o mesmo pode-se dizer que Ele repete a cada um de nós, apesar de nossas limitações: “Queres ser como Eu?…” Ó grande Marthe Robin, intercedei por nós e obtende-nos a graça de que, ao fecharmos nossos olhos no entardecer da vida, possamos abri-los imediatamente para o dia que jamais terá ocaso, lá onde o Eterno Amor expande sem obstáculos a Sua Luz e Calor… Amém. (Abaixo uma Oração composta por Marthe Robin a Nossa Senhora) “Ó Mãe muito amada, Vós que conheceis tão bem os caminhos da Santidade e do Amor, ensinai-nos a erguermos freqüentemente o nosso espírito e nosso coração para a Trindade, a fixar nela nossa respeitosa e afetuosa atenção; e já que andais conosco no caminho da vida eterna, não fiqueis estranha aos pobres peregrinos que Vossa caridade tem a bondade de recolher; voltai para nós Vossos olhos misericordiosos, atraí-nos nas Vossas claridades,inundai-nos com Vossas doçuras, levai-nos na Luz e no Amor, levai-nos mais longe e muito alto nos esplendores dos céus. Que nada possa jamais perturbar nossa paz, nem nos tirar do pensamento de Deus; mas que cada minuto nos leve mais adiante nas profundezas do augusto Mistério, até o dia em que nossa alma, plenamente desabrochada nas iluminações da união divina, verá todas as coisas no Amor Eterno e na Unidade.Amém.” #FormaçõesCatólicas

  • Conheça 5 milagres eucarísticos que ocorreram na América Latina

    Ao longo da história, ocorreram vários milagres eucarísticos em dezenas de lugares no mundo, que são reconhecidos pela Igreja Católica, alguns também ocorreram em países da América Latina. Um milagre eucarístico é uma intervenção prodigiosa de Deus que busca confirmar a fé na presença real do Corpo e do Sangue de Cristo na Eucaristia. Por exemplo, quando as hóstias consagradas nunca se corrompem embora passem centenas de anos, ou quando a hóstia se torna carne e o vinho sangue do Senhor, mas há outras manifestações. O site ‘Milagres Eucarísticos do mundo’ apresenta 5 países da América Latina onde ocorreram esses milagres. México Em 12 de outubro de 2014, o Bispo de Cjilpancingo-Chilapa, Dom Alejo Zavala, anunciou o reconhecimento do milagre eucarístico ocorrido em Tixtla no dia 21 de outubro de 2006. Na carta, o Bispo anuncia que “este evento nos proporciona um sinal maravilhoso do amor de Deus, que confirma a presença real de Jesus na Eucaristia… Em meu papel como Bispo da diocese, reconheço o caráter sobrenatural da série de eventos encontrados na hóstia sangrando de Tixtla. Declaro o caso como um ‘sinal divino’”. O milagre consistiu em uma substância avermelhada que fluiu de uma hóstia consagrada durante uma Missa. Após as investigações científicas realizadas pelo Dr. Castañón Gómez, descobriu-se que a substância avermelhada correspondia a sangue com hemoglobina e DNA de origem humano; que provinha do interior da hóstia; e que continha tipo sanguíneo AB, similar ao encontrado na hóstia de Lanciano e no Santo Sudário de Turim. Colômbia No dia 31 de janeiro de 1906, ocorreu um maremoto na costa do Pacífico que causou grandes danos em várias regiões. Entretanto, a ilha colombiana de Tumaco sobreviveu à catástrofe devido à fé de seus habitantes e à bênção dada por Pe. Gerardo Larrondo com o Santíssimo Sacramento. Naquele dia, o sacerdote exclamou: “Vamos, meus filhos, vamos todos para a praia e que Deus tenha piedade de nós!”. Foi para a linha de rebentação das ondas com o Relicário na mão. Quando a onda se aproximou dele e de seus paroquianos, ergueu a hóstia consagrada e traçou o sinal da cruz no ar. Logo as pessoas começaram a gritar “Milagre!”. As ondas foram detidas por uma força invisível e o mar voltou à normalidade. As conclusões dos cientistas e do comitê teológico foram de que o acontecimento “não tem uma explicação natural; não há origem paranormal; não é atribuível a manipulação do inimigo”. Leia também O mais famoso milagre eucarístico: Lanciano, a missa que não acabou! Argentina Na capital Buenos Aires, ocorreram três milagres eucarísticos nos anos 1992, 1994 e 1996, na Paróquia de Santa Maria de Buenos Aires. Em 1992, o sacerdote guardou alguns fragmentos de hóstia consagrada em um recipiente com água, que depois foi colocado no sacrário para que se dissolvesse. Porém, sete dias depois, os fragmentos tinham uma cor com aparência de sangue. No domingo seguinte, durante duas Missas, foram vistas pequenas gotas de sangue nas patenas com as quais os sacerdotes davam a comunhão. Depois, em 1994, durante a Missa das crianças, o ministro da Eucaristia pegou a âmbula no sacrário e viu uma gota de sangue que fluía na lateral. Em 1996, durante a Missa da Assunção, uma hóstia consagrada que tinha caído foi colocada em um recipiente com água para que se dissolvesse. Em poucos dias, tinha se transformado em sangue. O Dr. Ricardo Castañón foi chamado pelo então Arcebispo de Buenos Aires, Cardeal Jorge Mario Bergoglio (hoje Papa Francisco), para analisar o milagre de 15 de agosto de 1996. Este disse o seguinte: “Em 2001, levei as minhas amostras para o Professor Linolo, que identificou as células brancas e disse-me que, com grande probabilidade, essas correspondiam ao tecido do coração. Os resultados obtidos das amostras eram semelhantes aos estudos realizados sobre a hóstia do milagre de Lanciano”. “Em 2002, mandamos a amostra para o Professor John Walker, na Universidade de Sydney, na Austrália, que confirmou que as amostras tinham glóbulos brancos e células musculares intactas e todos sabem que os glóbulos brancos, fora do nosso corpo, após 15 minutos se desintegram, e já tinham passado 6 anos”, explicou. Venezuela No dia 8 de dezembro de 1991, Pe. Otty Ossa Aristizábal celebrou Missa a capela do Santuário de Betânia, em Cúa (estado de Miranda), e durante a consagração, viu que a hóstia sangrava. A hóstia milagrosa é conservada na cidade de Los Teques, no convento das Religiosas Agostinianas Recoletas do Sagrado Coração de Jesus, onde está exposta permanentemente e recebe a visita de muitos peregrinos todos os anos. Ocorreram muitos acontecimentos prodigiosos relacionados à hóstia do milagre, entre eles destaca-se o que se deu a um jovem norte-americano que filmou como a hóstia milagrosa pulsava como um coração enquanto era mostrada aos fiéis. Peru O milagre eucarístico aconteceu no distrito de Puerto Eten (Chiclayo), em 1649. Neste caso, em uma hóstia que tinha sido exposta para a adoração pública, apareceu por 15 minutos o Menino Jesus e três corações resplandecentes, de cor branca, unidos entre si, simbolizando a Santíssima Trindade. A festa em sua honra é celebrada todo dia 12 de julho, com o translado da imagem do Menino do Milagre de seu Santuário até o templo da cidade. Fonte: ACI Digital Leia também Possível Milagre Eucarístico no Paraguai: Corpo de Cristo se converte em pétalas de rosas #FormaçõesCatólicas #Milagre #MilagreEucarístico

  • Conheça 5 milagres eucarísticos que ocorreram na América Latina

    Ao longo da história, ocorreram vários milagres eucarísticos em dezenas de lugares no mundo, que são reconhecidos pela Igreja Católica, alguns também ocorreram em países da América Latina. Um milagre eucarístico é uma intervenção prodigiosa de Deus que busca confirmar a fé na presença real do Corpo e do Sangue de Cristo na Eucaristia. Por exemplo, quando as hóstias consagradas nunca se corrompem embora passem centenas de anos, ou quando a hóstia se torna carne e o vinho sangue do Senhor, mas há outras manifestações. O site ‘Milagres Eucarísticos do mundo’ apresenta 5 países da América Latina onde ocorreram esses milagres. México Em 12 de outubro de 2014, o Bispo de Cjilpancingo-Chilapa, Dom Alejo Zavala, anunciou o reconhecimento do milagre eucarístico ocorrido em Tixtla no dia 21 de outubro de 2006. Na carta, o Bispo anuncia que “este evento nos proporciona um sinal maravilhoso do amor de Deus, que confirma a presença real de Jesus na Eucaristia… Em meu papel como Bispo da diocese, reconheço o caráter sobrenatural da série de eventos encontrados na hóstia sangrando de Tixtla. Declaro o caso como um ‘sinal divino’”. O milagre consistiu em uma substância avermelhada que fluiu de uma hóstia consagrada durante uma Missa. Após as investigações científicas realizadas pelo Dr. Castañón Gómez, descobriu-se que a substância avermelhada correspondia a sangue com hemoglobina e DNA de origem humano; que provinha do interior da hóstia; e que continha tipo sanguíneo AB, similar ao encontrado na hóstia de Lanciano e no Santo Sudário de Turim. Colômbia No dia 31 de janeiro de 1906, ocorreu um maremoto na costa do Pacífico que causou grandes danos em várias regiões. Entretanto, a ilha colombiana de Tumaco sobreviveu à catástrofe devido à fé de seus habitantes e à bênção dada por Pe. Gerardo Larrondo com o Santíssimo Sacramento. Naquele dia, o sacerdote exclamou: “Vamos, meus filhos, vamos todos para a praia e que Deus tenha piedade de nós!”. Foi para a linha de rebentação das ondas com o Relicário na mão. Quando a onda se aproximou dele e de seus paroquianos, ergueu a hóstia consagrada e traçou o sinal da cruz no ar. Logo as pessoas começaram a gritar “Milagre!”. As ondas foram detidas por uma força invisível e o mar voltou à normalidade. As conclusões dos cientistas e do comitê teológico foram de que o acontecimento “não tem uma explicação natural; não há origem paranormal; não é atribuível a manipulação do inimigo”. Leia também O mais famoso milagre eucarístico: Lanciano, a missa que não acabou! Argentina Na capital Buenos Aires, ocorreram três milagres eucarísticos nos anos 1992, 1994 e 1996, na Paróquia de Santa Maria de Buenos Aires. Em 1992, o sacerdote guardou alguns fragmentos de hóstia consagrada em um recipiente com água, que depois foi colocado no sacrário para que se dissolvesse. Porém, sete dias depois, os fragmentos tinham uma cor com aparência de sangue. No domingo seguinte, durante duas Missas, foram vistas pequenas gotas de sangue nas patenas com as quais os sacerdotes davam a comunhão. Depois, em 1994, durante a Missa das crianças, o ministro da Eucaristia pegou a âmbula no sacrário e viu uma gota de sangue que fluía na lateral. Em 1996, durante a Missa da Assunção, uma hóstia consagrada que tinha caído foi colocada em um recipiente com água para que se dissolvesse. Em poucos dias, tinha se transformado em sangue. O Dr. Ricardo Castañón foi chamado pelo então Arcebispo de Buenos Aires, Cardeal Jorge Mario Bergoglio (hoje Papa Francisco), para analisar o milagre de 15 de agosto de 1996. Este disse o seguinte: “Em 2001, levei as minhas amostras para o Professor Linolo, que identificou as células brancas e disse-me que, com grande probabilidade, essas correspondiam ao tecido do coração. Os resultados obtidos das amostras eram semelhantes aos estudos realizados sobre a hóstia do milagre de Lanciano”. “Em 2002, mandamos a amostra para o Professor John Walker, na Universidade de Sydney, na Austrália, que confirmou que as amostras tinham glóbulos brancos e células musculares intactas e todos sabem que os glóbulos brancos, fora do nosso corpo, após 15 minutos se desintegram, e já tinham passado 6 anos”, explicou. Venezuela No dia 8 de dezembro de 1991, Pe. Otty Ossa Aristizábal celebrou Missa a capela do Santuário de Betânia, em Cúa (estado de Miranda), e durante a consagração, viu que a hóstia sangrava. A hóstia milagrosa é conservada na cidade de Los Teques, no convento das Religiosas Agostinianas Recoletas do Sagrado Coração de Jesus, onde está exposta permanentemente e recebe a visita de muitos peregrinos todos os anos. Ocorreram muitos acontecimentos prodigiosos relacionados à hóstia do milagre, entre eles destaca-se o que se deu a um jovem norte-americano que filmou como a hóstia milagrosa pulsava como um coração enquanto era mostrada aos fiéis. Peru O milagre eucarístico aconteceu no distrito de Puerto Eten (Chiclayo), em 1649. Neste caso, em uma hóstia que tinha sido exposta para a adoração pública, apareceu por 15 minutos o Menino Jesus e três corações resplandecentes, de cor branca, unidos entre si, simbolizando a Santíssima Trindade. A festa em sua honra é celebrada todo dia 12 de julho, com o translado da imagem do Menino do Milagre de seu Santuário até o templo da cidade. Fonte: ACI Digital Leia também Possível Milagre Eucarístico no Paraguai: Corpo de Cristo se converte em pétalas de rosas #FormaçõesCatólicas #Milagre #MilagreEucarístico

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