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- LEVANTE-SE! – Scott Hahn medita sobre o 13º Domingo do Tempo Comum
Deus, que nos formou à sua imagem imperecível, não pretendia que morrêssemos: é o que ouvimos na Primeira Leitura de hoje. A morte entrou no mundo pela inveja do diabo e pelo pecado de Adão e Eva; como resultado, estamos todos fadados a morrer. Contudo, na comovente história do Evangelho de hoje, vemos Jesus libertar uma menina do poder da morte. Por um lado, Marcos está recontando um fato que levou os discípulos a compreender a autoridade de Jesus e o seu poder até mesmo sobre o inimigo final, a morte (v. 1Coríntios 15:26). Em outro nível, porém, este episódio foi escrito para fortalecer nossa esperança de que também nós seremos ressuscitados dos mortos, junto com todos os nossos entes queridos que adormecem em Cristo (v. 1Coríntios 15:18). Jesus, ao ordenar à menina “Levante-se!”, está usando a mesma palavra grega utilizada para descrever Sua própria ressurreição (v. Marcos 16: 6). E a mensagem consoladora do Evangelho de hoje é que Jesus é a ressurreição e a vida. Se acreditarmos Nele, mesmo que morramos, viveremos (v. João 15: 25-26). Somos chamados a ter a mesma fé que os pais da menina no Evangelho hoje: rezando por nossos entes queridos, confiando na promessa de Jesus de que nem mesmo a morte pode nos separar uns dos outros. Observe-se que os pais O acompanharam, apesar dos demais presentes afirmarem que não havia mais esperança; apesar deles ridicularizarem a afirmação de Jesus de que os mortos apenas adormeciam (v. 1Tessalonicenses 4: 13-18). Já no batismo, fomos “levantados”, ressuscitados, para uma vida nova em Cristo. E a Eucaristia, como o alimento que Jesus mandou dar à menina no Evangelho de hoje, é a promessa de que Ele nos levantará (ressuscitará) no último dia. Devemos nos alegrar, como cantamos no Salmo de hoje, por Ele haver tirado as nossas almas dos abismos, do fosso da morte. E, como Paulo exorta na Epístola deste domingo, devemos oferecer nossas vidas em ação de graças por esse gesto misericordioso, imitando Cristo em nosso amor e em nossa generosidade para com os outros. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/arise-scott-hahn-reflects-on-the-thirteenth-sunday-in-ordinary-time/
- LITURGIA DIÁRIA – 13º DOMINGO – TEMPO COMUM
13º DOMINGO – TEMPO COMUM 1ª LEITURA – SB 1,13-15;2,23-24 Foi por inveja do diabo que a morte entrou no mundo Leitura do Livro da Sabedoria 1, 13-15; 2, 23-24 13Deus não fez a morte, nem tem prazer com a destruição dos vivos. 14Ele criou todas as coisas para existirem, e as criaturas do mundo são saudáveis: nelas não há nenhum veneno de morte, nem é a morte que reina sobre a terra: 15pois a justiça é imortal. 2, 23Deus criou o homem para a imortalidade e o fez à imagem de sua própria natureza; 24foi por inveja do diabo que a morte entrou no mundo, e experimentam-na os que a ele pertencem. Palavra do Senhor. SALMO – SL 29,2.4.5-6.11.12A.13B (R.2A.4B) R.Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes e preservastes minha vida da morte! 2Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes, / e não deixastes rir de mim meus inimigos!4Vós tirastes minha alma dos abismos / e me salvastes, quando estava já morrendo! R. 5Cantai salmos ao Senhor, povo fiel, / dai-lhe graças e invocai seu santo nome!6Pois sua ira dura apenas um momento, / mas sua bondade permanece a vida inteira; / se à tarde vem o pranto visitar-nos, / de manhã vem saudar-nos a alegria. R. 11Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! / Sede, Senhor, o meu abrigo protetor!12Transformastes o meu pranto em uma festa, 13Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos! R. 2ª LEITURA – 2COR 8,7.9.13-15 A vossa fartura supra a penúria dos pobres. Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 8, 7. 9. 13-15 Irmãos: 7Como tendes tudo em abundância – fé, eloqüência, ciência, zelo para tudo, e a caridade de que vos demos o exemplo – assim também procurai ser abundantes nesta obra de generosidade. 9Na verdade, conheceis a generosidade de nosso Senhor Jesus Cristo: de rico que era, tornou-se pobre por causa de vós, para que vos torneis ricos, por sua pobreza. 13Não se trata de vos colocar numa situação aflitiva para aliviar os outros; o que se deseja é que haja igualdade. 14Nas atuais circunstâncias, a vossa fartura supra a penúria deles e, por outro lado, o que eles têm em abundância venha suprir a vossa carência. Assim haverá igualdade, como está escrito: 15‘Quem recolheu muito não teve de sobra e quem recolheu pouco não teve falta’. Palavra do Senhor. EVANGELHO – MC 5,21-43 Menina, levanta-te! + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 5, 21-43 Naquele tempo: 21Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia. 22Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23e pediu com insistência: ‘Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!’ 24Jesus então o acompanhou. Uma numerosa multidão o seguia e o comprimia. 25Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com uma hemorragia; 26tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais. 27Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28Ela pensava: ‘Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada’. 29A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. 30Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: ‘Quem tocou na minha roupa?’ 31Os discípulos disseram: ‘Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: ‘Quem me tocou’?’ 32Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caíu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34Ele lhe disse: ‘Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença’. 35Ele estava ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram a Jairo: ‘Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?’ 36Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: ‘Não tenhas medo. Basta ter fé!’ 37E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando. 39Então, ele entrou e disse: ‘Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo’. 40Começaram então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. 41Jesus pegou na mão da menina e disse: ‘Talitá cum’- que quer dizer: ‘Menina, levanta-te!’ 42Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina. Palavra da Salvação. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. #EvangelhodeJesusCristosegundoMarcos5 #LITURGIADIÁRIA13ºDOMINGOTEMPOCOMUM #Marcos52143
- 𝐂𝐔𝐋𝐓𝐎 𝐀 𝐒𝐄𝐍𝐇𝐎𝐑𝐀 𝐂𝐈Ê𝐍𝐂𝐈𝐀
𝐂𝐔𝐋𝐓𝐎 𝐀 𝐒𝐄𝐍𝐇𝐎𝐑𝐀 𝐂𝐈Ê𝐍𝐂𝐈𝐀 Este artigo é mais uma mostra da preparação para um futuro de dores e lágrimas para os que são cristãos: “Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Ap 21,4). Em outros artigos, citamos algumas pessoas influentes no mundo e suas manifestações acerca de temas que estão sendo colocados em prática paulatinamente. Vamos continuar esta série com uma abordagem nas obras de Teilhard de Chardin e outras personalidades. Como os outros “deuses” (ídolos, por assim dizer), o “espírito da Terra” será um deus ciumento, que exige zelo e sacrifício, e encontrará expressão por meio de uma “crise de conversão”. Em um ensaio de 1931 em Human Energy, Teilhard escreveu: 𝑬𝒙𝒆𝒓𝒄𝒆𝒓 𝒄𝒐𝒏𝒔𝒕𝒂𝒏𝒕𝒆 𝒑𝒓𝒆𝒔𝒔ã𝒐 𝒆𝒎 𝒕𝒐𝒅𝒂 𝒂 á𝒓𝒆𝒂 𝒅𝒂 𝒓𝒆𝒂𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆, 𝒏ã𝒐 é 𝒆𝒔𝒔𝒆 𝒐 𝒔𝒊𝒏𝒂𝒍 𝒔𝒖𝒑𝒓𝒆𝒎𝒐 𝒅𝒆 𝒇é 𝒏𝒐 𝑺𝒆𝒓, 𝒆 𝒂𝒔𝒔𝒊𝒎, 𝒅𝒆 𝒂𝒅𝒐𝒓𝒂çã𝒐? 𝑻𝒖𝒅𝒐 𝒊𝒔𝒔𝒐 é 𝒏𝒐𝒔𝒔𝒐 𝒔𝒆 𝒂𝒑𝒓𝒆𝒏𝒅𝒆𝒓𝒎𝒐𝒔 𝒂 𝒏ã𝒐 𝒔𝒖𝒇𝒐𝒄𝒂𝒓 𝒐 𝒆𝒔𝒑í𝒓𝒊𝒕𝒐 𝒅𝒂 𝑻𝒆𝒓𝒓𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒉á 𝒆𝒎 𝒏ó𝒔. 𝑴𝒂𝒔 𝒏ã𝒐 𝒏𝒐𝒔 𝒆𝒏𝒈𝒂𝒏𝒆𝒎𝒐𝒔. 𝑸𝒖𝒆𝒎 𝒒𝒖𝒆𝒓 𝒄𝒐𝒎𝒑𝒂𝒓𝒕𝒊𝒍𝒉𝒂𝒓 𝒅𝒆𝒔𝒔𝒆 𝒆𝒔𝒑í𝒓𝒊𝒕𝒐 𝒅𝒆𝒗𝒆 𝒎𝒐𝒓𝒓𝒆𝒓 𝒆 𝒓𝒆𝒏𝒂𝒔𝒄𝒆𝒓, 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒆𝒍𝒆 𝒆 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒐𝒔 𝒐𝒖𝒕𝒓𝒐𝒔. 𝑷𝒂𝒓𝒂 𝒂𝒕𝒊𝒏𝒈𝒊𝒓 𝒐 𝒑𝒍𝒂𝒏𝒐 𝒔𝒖𝒑𝒆𝒓𝒊𝒐𝒓 𝒅𝒂 𝒉𝒖𝒎𝒂𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆, 𝒆𝒍𝒆 𝒅𝒆𝒗𝒆𝒓á 𝒏ã𝒐 𝒂𝒑𝒆𝒏𝒂𝒔 𝒓𝒆𝒇𝒍𝒆𝒕𝒊𝒓 𝒆 𝒗𝒆𝒓 𝒖𝒎𝒂 𝒔𝒊𝒕𝒖𝒂çã𝒐 𝒑𝒂𝒓𝒕𝒊𝒄𝒖𝒍𝒂𝒓 𝒊𝒏𝒕𝒆𝒍𝒆𝒄𝒕𝒖𝒂𝒍𝒎𝒆𝒏𝒕𝒆, 𝒎𝒂𝒔 𝒕𝒂𝒎𝒃é𝒎 𝒆𝒇𝒆𝒕𝒖𝒂𝒓 𝒖𝒎𝒂 𝒎𝒖𝒅𝒂𝒏ç𝒂 𝒄𝒐𝒎𝒑𝒍𝒆𝒕𝒂 𝒆𝒎 𝒔𝒆𝒖 𝒎𝒐𝒅𝒐 𝒇𝒖𝒏𝒅𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒂𝒍 𝒅𝒆 𝒗𝒂𝒍𝒐𝒓𝒂çã𝒐 𝒆 𝒂çã𝒐. 𝑵𝒆𝒍𝒆, 𝒖𝒎 𝒏𝒐𝒗𝒐 𝒑𝒍𝒂𝒏𝒐 (𝒊𝒏𝒅𝒊𝒗𝒊𝒅𝒖𝒂𝒍, 𝒔𝒐𝒄𝒊𝒂𝒍 𝒆 𝒓𝒆𝒍𝒊𝒈𝒊𝒐𝒔𝒐) 𝒅𝒆𝒗𝒆 𝒆𝒍𝒊𝒎𝒊𝒏𝒂𝒓 𝒐 𝒐𝒖𝒕𝒓𝒐. 𝑰𝒔𝒔𝒐 𝒄𝒂𝒖𝒔𝒂 𝒕𝒐𝒓𝒕𝒖𝒓𝒂𝒔 𝒆 𝒑𝒆𝒓𝒔𝒆𝒈𝒖𝒊çõ𝒆𝒔 í𝒏𝒕𝒊𝒎𝒂𝒔. 𝑨 𝑻𝒆𝒓𝒓𝒂 𝒔ó 𝒕𝒐𝒎𝒂𝒓á 𝒄𝒐𝒏𝒔𝒄𝒊ê𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒅𝒆 𝒔𝒊 𝒎𝒆𝒔𝒎𝒂 𝒑𝒐𝒓 𝒎𝒆𝒊𝒐 𝒅𝒂 𝒄𝒓𝒊𝒔𝒆 𝒅𝒆 𝒄𝒐𝒏𝒗𝒆𝒓𝒔ã𝒐 [Teilhard, The Heart of the Matter, traduzido por René Hague, P. 96-97]. A proclamação do spiritus mundi feita por Teilhard, prefigura o anúncio de inúmeras instituições e personalidades. Estes grupos vêm anunciando um espírito de energia colossal que está nascendo do ventre da Terra, dizem eles. Em 1937, Teilhard disse que a humanidade talvez precise continuar desenvolvendo “armas cada vez maiores e mais destrutivas” até “que o espírito de descoberta absorva toda força vital contida no espírito da guerra”. “𝑵𝒐 𝒎𝒐𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝒂𝒕𝒖𝒂𝒍 𝒂 𝒎𝒂𝒊𝒐𝒓𝒊𝒂 𝒅𝒐𝒔 𝒉𝒐𝒎𝒆𝒏𝒔 𝒂𝒊𝒏𝒅𝒂 𝒏ã𝒐 𝒆𝒏𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆 𝒂 𝒇𝒐𝒓ç𝒂 (𝒂 𝒄𝒉𝒂𝒗𝒆 𝒆 𝒔í𝒎𝒃𝒐𝒍𝒐 𝒅𝒂 𝒆𝒙𝒊𝒔𝒕ê𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒔𝒖𝒑𝒆𝒓𝒊𝒐𝒓), 𝒆𝒙𝒄𝒆𝒕𝒐 𝒆𝒎 𝒔𝒖𝒂 𝒇𝒐𝒓𝒎𝒂 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒔𝒆𝒍𝒗𝒂𝒈𝒆𝒎 𝒆 𝒑𝒓𝒊𝒎𝒊𝒕𝒊𝒗𝒂, 𝒂 𝒈𝒖𝒆𝒓𝒓𝒂. 𝑻𝒂𝒍𝒗𝒆𝒛 𝒔𝒆𝒋𝒂 𝒆𝒔𝒔𝒆 𝒐 𝒎𝒐𝒕𝒊𝒗𝒐 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒏ó𝒔 𝒄𝒐𝒏𝒕𝒊𝒏𝒖𝒆𝒎𝒐𝒔 𝒎𝒂𝒏𝒖𝒇𝒂𝒕𝒖𝒓𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒂𝒓𝒎𝒂𝒔 𝒎𝒂𝒊𝒐𝒓𝒆𝒔 𝒆 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒅𝒆𝒔𝒕𝒓𝒖𝒕𝒊𝒗𝒂𝒔 𝒂𝒊𝒏𝒅𝒂 𝒑𝒐𝒓 𝒂𝒍𝒈𝒖𝒎 𝒕𝒆𝒎𝒑𝒐. 𝑷𝒐𝒊𝒔, 𝒍𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒂𝒗𝒆𝒍𝒎𝒆𝒏𝒕𝒆, 𝒂𝒊𝒏𝒅𝒂 𝒑𝒓𝒆𝒄𝒊𝒔𝒂𝒎𝒐𝒔 𝒅𝒆𝒔𝒔𝒂𝒔 𝒎á𝒒𝒖𝒊𝒏𝒂𝒔 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒕𝒓𝒂𝒅𝒖𝒛𝒊𝒓 𝒐 𝒔𝒆𝒏𝒔𝒐 𝒗𝒊𝒕𝒂𝒍 𝒅𝒆 𝒂𝒕𝒂𝒒𝒖𝒆 𝒆 𝒗𝒊𝒕ó𝒓𝒊𝒂 𝒆𝒎 𝒆𝒙𝒑𝒆𝒓𝒊ê𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒄𝒐𝒏𝒄𝒓𝒆𝒕𝒂. 𝑴𝒂𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒗𝒆𝒏𝒉𝒂 𝒐 𝒎𝒐𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 (𝒆 𝒆𝒍𝒆 𝒗𝒊𝒓á) 𝒒𝒖𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒂𝒔 𝒎𝒂𝒔𝒔𝒂𝒔 𝒄𝒐𝒎𝒑𝒓𝒆𝒆𝒏𝒅𝒆𝒓ã𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒂𝒔 𝒗𝒆𝒓𝒅𝒂𝒅𝒆𝒊𝒓𝒂𝒔 𝒗𝒊𝒕ó𝒓𝒊𝒂𝒔 𝒉𝒖𝒎𝒂𝒏𝒂𝒔 𝒔ã𝒐 𝒂𝒔 𝒗𝒊𝒕ó𝒓𝒊𝒂𝒔 𝒔𝒐𝒃𝒓𝒆 𝒐𝒔 𝒎𝒊𝒔𝒕é𝒓𝒊𝒐𝒔 𝒅𝒂 𝒎𝒂𝒕é𝒓𝒊𝒂 𝒆 𝒅𝒂 𝒗𝒊𝒅𝒂. 𝑸𝒖𝒆 𝒗𝒆𝒏𝒉𝒂 𝒐 𝒎𝒐𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝒒𝒖𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒐 𝒉𝒐𝒎𝒆𝒎 𝒏𝒂𝒔 𝒓𝒖𝒂𝒔 𝒄𝒐𝒎𝒑𝒓𝒆𝒆𝒏𝒅𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒉á 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒑𝒐𝒆𝒔𝒊𝒂 𝒆𝒎 𝒖𝒎𝒂 𝒑𝒐𝒅𝒆𝒓𝒐𝒔𝒂 𝒎á𝒒𝒖𝒊𝒏𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒑𝒂𝒓𝒕𝒆 𝒐 á𝒕𝒐𝒎𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒎 𝒒𝒖𝒂𝒍𝒒𝒖𝒆𝒓 𝒂𝒓𝒕𝒊𝒍𝒉𝒂𝒓𝒊𝒂. 𝑼𝒎𝒂 𝒉𝒐𝒓𝒂 𝒅𝒆𝒄𝒊𝒔𝒊𝒗𝒂 𝒔𝒐𝒂𝒓á 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒐 𝒉𝒐𝒎𝒆𝒎, 𝒒𝒖𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒐 𝒆𝒔𝒑í𝒓𝒊𝒕𝒐 𝒅𝒆 𝒅𝒆𝒔𝒄𝒐𝒃𝒆𝒓𝒕𝒂 𝒂𝒃𝒔𝒐𝒓𝒗𝒆𝒓á 𝒕𝒐𝒅𝒂 𝒂 𝒇𝒐𝒓ç𝒂 𝒗𝒊𝒕𝒂𝒍 𝒄𝒐𝒏𝒕𝒊𝒅𝒂 𝒏𝒐 𝒆𝒔𝒑í𝒓𝒊𝒕𝒐 𝒅𝒂 𝒈𝒖𝒆𝒓𝒓𝒂. A “separação” futura entre reacionários e progressistas era, inclusive, prenunciada pelos escritos e ações de Teilhard que foi, por décadas, um fanático do progresso. Em dezembro de 1923, escreveu: “𝑻𝒆𝒏𝒉𝒐 𝒖𝒎𝒂 𝒄𝒓𝒆𝒏ç𝒂 𝒇𝒆𝒓𝒐𝒛 𝒆𝒎 𝒂𝒍𝒈𝒖𝒎𝒂 𝒇𝒐𝒓𝒎𝒂 𝒅𝒆 𝒑𝒓𝒐𝒈𝒓𝒆𝒔𝒔𝒐, 𝒆 𝒄𝒐𝒏𝒔𝒊𝒅𝒆𝒓𝒐 𝒐𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒐 𝒏𝒆𝒈𝒂𝒎 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒎𝒂𝒍𝒇𝒆𝒊𝒕𝒐𝒓𝒆𝒔 𝒆 𝒉𝒆𝒓𝒆𝒈𝒆𝒔”, [Teilhard, Letters to Léontine Zanta, p. 59, carta de 12 de dezembro de 1923.] Em janeiro de 1941, Teilhard disse: “𝑷𝒂𝒓𝒆𝒄𝒆 ó𝒃𝒗𝒊𝒐 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒎𝒊𝒎 𝒒𝒖𝒆 𝒄𝒉𝒆𝒈𝒐𝒖 𝒐 𝒎𝒐𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝒆𝒎 𝒒𝒖𝒆 𝒂 𝒉𝒖𝒎𝒂𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒔𝒆𝒓á 𝒅𝒊𝒗𝒊𝒅𝒊𝒅𝒂 (𝒐𝒖 𝒕𝒆𝒓á 𝒒𝒖𝒆 𝒇𝒂𝒛𝒆𝒓 𝒆𝒔𝒔𝒂 𝒆𝒔 𝒄𝒐𝒍𝒉𝒂) 𝒆𝒏𝒕𝒓𝒆 𝒐𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒕ê𝒎 𝒆 𝒐𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒏ã𝒐 𝒕ê𝒎 𝒇é 𝒏𝒐 𝒑𝒓𝒐𝒈𝒓𝒆𝒔𝒔𝒐 𝒆𝒔𝒑𝒊𝒓𝒊𝒕𝒖𝒂𝒍 𝒄𝒐𝒍𝒆𝒕𝒊𝒗𝒐 𝒅𝒂 𝑻𝒆𝒓𝒓𝒂”. [Teilhard, Letters from a Traveller, p. 275, carta de 11 de janeiro de 1941]. Em fevereiro de 1941, Teilhard disse: “𝑶 𝒎𝒖𝒏𝒅𝒐 𝒅𝒐 𝒂𝒎𝒂𝒏𝒉ã 𝒏𝒂𝒔𝒄𝒆𝒓á 𝒅𝒐 𝒈𝒓𝒖𝒑𝒐 “𝒅𝒆 𝒆𝒍𝒆𝒊𝒕𝒐𝒔” (𝒗𝒊𝒏𝒅𝒐𝒔 𝒅𝒆 𝒒𝒖𝒂𝒍𝒒𝒖𝒆𝒓 𝒅𝒊𝒓𝒆çã𝒐, 𝒄𝒍𝒂𝒔𝒔𝒆 𝒆 𝒄𝒓𝒆𝒏ç𝒂 𝒅𝒐 𝒎𝒖𝒏𝒅𝒐) 𝒒𝒖𝒆 𝒅𝒆𝒄𝒊𝒅𝒊𝒓ã𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒂𝒍𝒈𝒐 𝒈𝒓𝒂𝒏𝒅𝒆 𝒆𝒔𝒕á à 𝒏𝒐𝒔𝒔𝒂 𝒆𝒔𝒑𝒆𝒓𝒂 𝒂𝒅𝒊𝒂𝒏𝒕𝒆, 𝒆 𝒒𝒖𝒆 𝒅𝒂𝒓ã𝒐 𝒂 𝒗𝒊𝒅𝒂 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒂𝒍𝒄𝒂𝒏ç𝒂𝒓 𝒆𝒔𝒔𝒂 𝒎𝒆𝒕𝒂. 𝑨𝒔 𝒑𝒆𝒔𝒔𝒐𝒂𝒔 𝒕ê𝒎 𝒒𝒖𝒆 𝒅𝒆𝒄𝒊𝒅𝒊𝒓 𝒂 𝒇𝒂𝒗𝒐𝒓 𝒐𝒖 𝒄𝒐𝒏𝒕𝒓𝒂 𝒐 𝒑𝒓𝒐𝒈𝒓𝒆𝒔𝒔𝒐, 𝒂𝒈𝒐𝒓𝒂. 𝑬 𝒐𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒅𝒊𝒛𝒆𝒎 “𝒏ã𝒐” 𝒕𝒆𝒓ã𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒔𝒆𝒓 𝒅𝒆𝒊𝒙𝒂𝒅𝒐𝒔 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒕𝒓á𝒔. 𝑬 𝒐𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒅𝒊𝒔𝒔𝒆𝒓𝒆𝒎 “𝒔𝒊𝒎” 𝒍𝒐𝒈𝒐 𝒅𝒆𝒔𝒄𝒐𝒃𝒓𝒊𝒓ã𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒇𝒂𝒍𝒂𝒎 𝒂 𝒎𝒆𝒔𝒎𝒂 𝒍𝒊𝒏𝒈𝒖𝒂𝒈𝒆𝒎 𝒆 𝒂𝒕é 𝒂𝒅𝒐𝒓𝒂𝒎 𝒐 𝒎𝒆𝒔𝒎𝒐 𝑫𝒆𝒖𝒔”. [Teilhard, Letters to Two Friends, p. 154, carta de 9 de fevereiro de 1941]. Também profetizou, em março de 1945: “ 𝑨 𝒄𝒊𝒔ã𝒐 𝒑𝒓𝒐𝒇𝒖𝒏𝒅𝒂 𝒆𝒎 𝒕𝒐𝒅𝒐𝒔 𝒐𝒔 𝒕𝒊𝒑𝒐𝒔 𝒅𝒆 𝒈𝒓𝒖𝒑𝒐 𝒔𝒐𝒄𝒊𝒂𝒍 (𝒇𝒂𝒎í𝒍𝒊𝒂𝒔, 𝒑𝒂í𝒔𝒆𝒔, 𝒑𝒓𝒐𝒇𝒊𝒔𝒔õ𝒆𝒔 𝒆 𝒄𝒓𝒆𝒅𝒐𝒔), 𝒒𝒖𝒆 𝒅𝒖𝒓𝒂𝒏𝒕𝒆 𝒐 𝒔é𝒄𝒖𝒍𝒐 𝒑𝒂𝒔𝒔𝒂𝒅𝒐 𝒔𝒆 𝒎𝒂𝒏𝒊𝒇𝒆𝒔𝒕𝒐𝒖 𝒏𝒂 𝒇𝒐𝒓𝒎𝒂 𝒅𝒆 𝒅𝒐𝒊𝒔 𝒕𝒊𝒑𝒐𝒔 𝒉𝒖𝒎𝒂𝒏𝒐𝒔 𝒄𝒂𝒅𝒂 𝒗𝒆𝒛 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒅𝒊𝒔𝒕𝒊𝒏𝒕𝒐𝒔 𝒆 𝒊𝒓𝒓𝒆𝒄𝒐𝒏𝒄𝒊𝒍𝒊á𝒗𝒆𝒊𝒔, 𝒐𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒂𝒄𝒓𝒆𝒅𝒊𝒕𝒂𝒎 𝒏𝒐 𝒑𝒓𝒐𝒈𝒓𝒆𝒔𝒔𝒐 𝒆 𝒐𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒏ã𝒐 𝒂𝒄𝒓𝒆𝒅𝒊𝒕𝒂𝒎 – 𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒍𝒂 𝒑𝒓𝒆𝒏𝒖𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒔𝒆𝒏ã𝒐 𝒂 𝒔𝒆𝒑𝒂𝒓𝒂çã𝒐 𝒆 𝒐 𝒏𝒂𝒔𝒄𝒊𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝒅𝒆 𝒖𝒎 𝒏𝒐𝒗𝒐 𝒆𝒔𝒕𝒓𝒂𝒕𝒐 𝒏𝒂 𝒃𝒊𝒐𝒔𝒇𝒆𝒓𝒂?” [Teilhard, “Life and the Planets: What is Happening at this Moment on Earth?”, em The Future of Man, p. 117]. Essa “separação” dividiria os elementos entre “eleitos” e “exilados” que não acreditam em progresso. Teilhard disse em dezembro de 1945: “𝑷𝒂𝒓𝒆𝒄𝒆, 𝒆𝒏𝒕ã𝒐, 𝒒𝒖𝒆 𝒐 𝒈𝒓𝒂𝒏𝒅𝒆 𝒇𝒆𝒏ô𝒎𝒆𝒏𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒂𝒈𝒐𝒓𝒂 𝒕𝒆𝒔𝒕𝒆𝒎𝒖𝒏𝒉𝒂𝒎𝒐𝒔 𝒓𝒆𝒑𝒓𝒆𝒔𝒆𝒏𝒕𝒂 𝒖𝒎𝒂 𝒅𝒊𝒗𝒊𝒔ã𝒐 𝒏𝒐𝒗𝒂 𝒆 𝒑𝒐𝒔𝒔𝒊𝒗𝒆𝒍𝒎𝒆𝒏𝒕𝒆 𝒇𝒊𝒏𝒂𝒍 𝒅𝒂 𝒉𝒖𝒎𝒂𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆, 𝒃𝒂𝒔𝒆𝒂𝒅𝒂 𝒏ã𝒐 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒆𝒎 𝒓𝒊𝒒𝒖𝒆𝒛𝒂, 𝒎𝒂𝒔 𝒏𝒂 𝒄𝒓𝒆𝒏ç𝒂 𝒏𝒐 𝒑𝒓𝒐𝒈𝒓𝒆𝒔𝒔𝒐. 𝑶 𝒗𝒆𝒍𝒉𝒐 𝒄𝒐𝒏𝒇𝒍𝒊𝒕𝒐 𝒎𝒂𝒓𝒙𝒊𝒔𝒕𝒂 𝒆𝒏𝒕𝒓𝒆 𝒑𝒓𝒐𝒅𝒖𝒕𝒐𝒓𝒆𝒔 𝒆 𝒆𝒙𝒑𝒍𝒐𝒓𝒂𝒅𝒐𝒓𝒆𝒔 𝒔𝒆 𝒕𝒐𝒓𝒏𝒂 𝒂𝒏𝒕𝒊𝒒𝒖𝒂𝒅𝒐 – 𝒏𝒐 𝒎𝒆𝒍𝒉𝒐𝒓 𝒅𝒐𝒔 𝒄𝒂𝒔𝒐𝒔, 𝒖𝒎𝒂 𝒂𝒑𝒓𝒐𝒙𝒊𝒎𝒂çã𝒐 𝒅𝒆𝒔𝒍𝒐𝒄𝒂𝒅𝒂. 𝑶 𝒒𝒖𝒆 𝒇𝒊𝒏𝒂𝒍𝒎𝒆𝒏𝒕𝒆 𝒅𝒊𝒗𝒊𝒅𝒆 𝒐𝒔 𝒉𝒐𝒎𝒆𝒏𝒔 𝒅𝒆 𝒉𝒐𝒋𝒆 𝒆𝒎 𝒅𝒐𝒊𝒔 𝒍𝒂𝒅𝒐𝒔 𝒏ã𝒐 é 𝒂 𝒄𝒍𝒂𝒔𝒔𝒆, 𝒎𝒂𝒔 𝒖𝒎𝒂 𝒂𝒕𝒊𝒕𝒖𝒅𝒆 𝒎𝒆𝒏𝒕𝒂𝒍 – 𝒐 𝒆𝒔𝒑í𝒓𝒊𝒕𝒐 𝒅𝒆 𝒎𝒐𝒗𝒊𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐. 𝑫𝒆 𝒖𝒎 𝒍𝒂𝒅𝒐 𝒆𝒔𝒕ã𝒐 𝒂𝒒𝒖𝒆𝒍𝒆𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒒𝒖𝒆𝒓𝒆𝒎 𝒕𝒐𝒓𝒏𝒂𝒓 𝒐 𝒎𝒖𝒏𝒅𝒐 𝒖𝒎 𝒍𝒖𝒈𝒂𝒓 𝒄𝒐𝒏𝒇𝒐𝒓𝒕á𝒗𝒆𝒍 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒉𝒂𝒃𝒊𝒕𝒂çã𝒐; 𝒅𝒆 𝒐𝒖𝒕𝒓𝒐, 𝒐𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒔ó 𝒑𝒐𝒅𝒆𝒎 𝒑𝒆𝒏𝒔𝒂𝒓 𝒏𝒐 𝒎𝒖𝒏𝒅𝒐 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒖𝒎𝒂 𝒎á𝒒𝒖𝒊𝒏𝒂 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒐 𝒑𝒓𝒐𝒈𝒓𝒆𝒔𝒔𝒐 – 𝒐𝒖 𝒎𝒆𝒍𝒉𝒐𝒓, 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒖𝒎 𝒐𝒓𝒈𝒂𝒏𝒊𝒔𝒎𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒔𝒕á 𝒑𝒓𝒐𝒈𝒓𝒆𝒅𝒊𝒏𝒅𝒐. 𝑫𝒆 𝒖𝒎 𝒍𝒂𝒅𝒐, 𝒐 “𝒆𝒔𝒑í𝒓𝒊𝒕𝒐 𝒃𝒖𝒓𝒈𝒖ê𝒔” 𝒏𝒂 𝒆𝒔𝒔ê𝒏𝒄𝒊𝒂, 𝒆 𝒅𝒐 𝒐𝒖𝒕𝒓𝒐, 𝒐𝒔 𝒗𝒆𝒓𝒅𝒂𝒅𝒆𝒊𝒓𝒐𝒔 “𝒕𝒓𝒂𝒃𝒂𝒍𝒉𝒂𝒅𝒐𝒓𝒆𝒔 𝒅𝒂 𝑻𝒆𝒓𝒓𝒂”, 𝒂𝒒𝒖𝒆𝒍𝒆𝒔 𝒂 𝒓𝒆𝒔𝒑𝒆𝒊𝒕𝒐 𝒅𝒆 𝒒𝒖𝒆𝒎 𝒑𝒐𝒅𝒆𝒎𝒐𝒔 𝒑𝒓𝒆𝒔𝒖𝒎𝒊𝒓 𝒄𝒐𝒎 𝒔𝒆𝒈𝒖𝒓𝒂𝒏ç𝒂 𝒒𝒖𝒆, 𝒔𝒆𝒎 𝒗𝒊𝒐𝒍ê𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒐𝒖 ó𝒅𝒊𝒐, 𝒔𝒊𝒎𝒑𝒍𝒆𝒔𝒎𝒆𝒏𝒕𝒆 𝒑𝒆𝒍𝒂 𝒑𝒓𝒆𝒅𝒐𝒎𝒊𝒏â𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒃𝒊𝒐𝒍ó𝒈𝒊𝒄𝒂, 𝒄𝒐𝒏𝒔𝒕𝒊𝒕𝒖𝒊𝒓ã𝒐 𝒂 𝒓𝒂ç𝒂 𝒉𝒖𝒎𝒂𝒏𝒂 𝒏𝒐 𝒇𝒖𝒕𝒖𝒓𝒐. 𝑫𝒆 𝒖𝒎 𝒍𝒂𝒅𝒐 𝒐𝒔 𝒆𝒙𝒊𝒍𝒂𝒅𝒐𝒔; 𝒅𝒐 𝒐𝒖𝒕𝒓𝒐, 𝒐𝒔 𝒂𝒈𝒆𝒏𝒕𝒆𝒔 𝒆 𝒆𝒍𝒆𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐𝒔 𝒅𝒂 𝒑𝒍𝒂𝒏𝒆𝒕𝒊𝒛𝒂çã𝒐.” [Teilhard, “A Great Event Foreshadowed: the Planetisation of Mankind”, em The Future of Man, p. 138-139] “A Era das Nações acabou” Assim como os escritores globalistas e da Nova Era, Teilhard proclamou a obsolescência do Estado-nação. Ele disse em 1931: “𝑨ç𝒐 𝒅𝒆𝒎𝒂𝒊𝒔, 𝒕𝒓𝒊𝒈𝒐 𝒅𝒆𝒎𝒂𝒊𝒔, 𝒂𝒖𝒕𝒐𝒎ó𝒗𝒆𝒊𝒔 𝒅𝒆𝒎𝒂𝒊𝒔 – 𝒆 𝒕𝒂𝒎𝒃é𝒎 𝒍𝒊𝒗𝒓𝒐𝒔 𝒅𝒆𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒆 𝒅𝒆𝒎𝒂𝒔𝒊𝒂𝒅𝒂𝒔 𝒐𝒃𝒔𝒆𝒓𝒗𝒂çõ𝒆𝒔; 𝒆 𝒕𝒂𝒎𝒃é𝒎 𝒅𝒊𝒑𝒍𝒐𝒎𝒂𝒔, 𝒕é𝒄𝒏𝒊𝒄𝒐𝒔 𝒆 𝒕𝒓𝒂𝒃𝒂𝒍𝒉𝒂𝒅𝒐𝒓𝒆𝒔 𝒅𝒆𝒎𝒂𝒊𝒔 – 𝒂𝒕é 𝒄𝒓𝒊𝒂𝒏ç𝒂𝒔 𝒅𝒆𝒎𝒂𝒊𝒔. 𝑶 𝒎𝒖𝒏𝒅𝒐 𝒏ã𝒐 𝒑𝒐𝒅𝒆 𝒇𝒖𝒏𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒓 𝒔𝒆𝒎 𝒔𝒆𝒓𝒆𝒔 𝒗𝒊𝒗𝒐𝒔 𝒑𝒓𝒐𝒅𝒖𝒕𝒊𝒗𝒐𝒔, 𝒔𝒆𝒎 𝒄𝒐𝒎𝒊𝒅𝒂 𝒐𝒖 𝒊𝒅é𝒊𝒂𝒔. 𝑴𝒂𝒔 𝒔𝒖𝒂 𝒑𝒓𝒐𝒅𝒖çã𝒐 𝒆𝒔𝒕á 𝒄𝒂𝒅𝒂 𝒗𝒆𝒛 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒆𝒙𝒄𝒆𝒅𝒆𝒏𝒅𝒐 𝒔𝒆𝒖𝒔 𝒑𝒐𝒅𝒆𝒓𝒆𝒔 𝒅𝒆 𝒂𝒃𝒔𝒐𝒓çã𝒐 𝒆 𝒂𝒔𝒔𝒊𝒎𝒊𝒍𝒂çã𝒐. 𝑨𝒒𝒖𝒊 𝒏𝒐𝒗𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒆, 𝒂𝒔𝒔𝒊𝒎 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒏𝒐 𝒄𝒂𝒔𝒐 𝒅𝒐 𝒂𝒎𝒐𝒓, 𝒅𝒆𝒗𝒆𝒎𝒐𝒔 𝒏𝒐𝒔 𝒑𝒆𝒓𝒈𝒖𝒏𝒕𝒂𝒓 𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒔𝒔𝒂 𝒑𝒓𝒐𝒅𝒖çã𝒐 𝒆𝒎 𝒆𝒙𝒄𝒆𝒔𝒔𝒐 𝒔𝒊𝒈𝒏𝒊𝒇𝒊𝒄𝒂. 𝑬𝒔𝒕𝒂𝒓á 𝒐 𝒎𝒖𝒏𝒅𝒐 𝒄𝒐𝒏𝒅𝒆𝒏𝒂𝒅𝒐, 𝒂𝒐 𝒄𝒓𝒆𝒔𝒄𝒆𝒓, à 𝒎𝒐𝒓𝒕𝒆 𝒂𝒖𝒕𝒐𝒎á𝒕𝒊𝒄𝒂 𝒑𝒆𝒍𝒐 𝒔𝒖𝒇𝒐𝒄𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝒔𝒐𝒃 𝒔𝒆𝒖 𝒑𝒓ó𝒑𝒓𝒊𝒐 𝒑𝒆𝒔𝒐? 𝑫𝒆 𝒋𝒆𝒊𝒕𝒐 𝒏𝒆𝒏𝒉𝒖𝒎, 𝒓𝒆𝒔𝒑𝒐𝒏𝒅𝒆𝒓𝒆𝒎𝒐𝒔. 𝑵𝒐 𝒎𝒐𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝒐 𝒎𝒖𝒏𝒅𝒐 𝒆𝒔𝒕á 𝒄𝒓𝒊𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒔𝒊 𝒖𝒎 𝒄𝒐𝒓𝒑𝒐 𝒏𝒐𝒗𝒐 𝐞 𝐬𝐮𝐩𝐞𝐫𝐢𝐨𝐫. 𝐍𝐞𝐬𝐬𝐚 𝐜𝐫𝐢𝐬𝐞 𝐝𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐨, 𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐝𝐞𝐩𝐞𝐧𝐝𝐞 𝐝𝐨 𝐬𝐮𝐫𝐠𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐢𝐦𝐞𝐝𝐢𝐚𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐚𝐥𝐦𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐨𝐫 𝐬𝐞𝐮 𝐦𝐞𝐫𝐨 𝐚𝐩𝐚𝐫𝐞𝐜𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐨𝐫𝐠𝐚𝐧𝐢𝐳𝐚𝐫á, 𝐢𝐥𝐮𝐦𝐢𝐧𝐚𝐫á 𝐞 𝐫𝐞𝐯𝐢𝐭𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚𝐫á 𝐞𝐬𝐬𝐚 𝐦𝐚𝐬𝐬𝐚 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐭é𝐫𝐢𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐟𝐮𝐬𝐚 𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐠𝐧𝐚𝐝𝐚. 𝐀𝐠𝐨𝐫𝐚, 𝐞𝐬𝐬𝐚 𝐚𝐥𝐦𝐚, 𝐬𝐞 𝐞𝐱𝐢𝐬𝐭𝐢𝐫, 𝐬ó 𝐩𝐨𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐫 𝐚 “𝐜𝐨𝐧𝐬𝐩𝐢𝐫𝐚çã𝐨” 𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐝𝐢𝐯í𝐝𝐮𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞 𝐫𝐞ú𝐧𝐞𝐦 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐞𝐥𝐞𝐯𝐚𝐫 𝐨 𝐞𝐝𝐢𝐟í𝐜𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐧𝐨𝐯𝐚 𝐟𝐚𝐬𝐞. 𝐎𝐬 𝐫𝐞𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨𝐬 𝐚𝐨 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐨 𝐝𝐢𝐬𝐩𝐨𝐫 𝐡𝐨𝐣𝐞, 𝐨𝐬 𝐩𝐨𝐝𝐞𝐫𝐞𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐥𝐢𝐛𝐞𝐫𝐚𝐦𝐨𝐬, 𝐧ã𝐨 𝐭𝐞𝐦 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐬𝐞𝐫 𝐚𝐛𝐬𝐨𝐫𝐯𝐢𝐝𝐨𝐬 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐞𝐬𝐭𝐫𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐬𝐢𝐬𝐭𝐞𝐦𝐚 𝐝𝐞 𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐢𝐧𝐝𝐢𝐯𝐢𝐝𝐮𝐚𝐢𝐬 𝐨𝐮 𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐨𝐬 𝐚𝐫𝐪𝐮𝐢𝐭𝐞𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐓𝐞𝐫𝐫𝐚 𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐚 𝐭ê𝐦 𝐮𝐬𝐚𝐝𝐨 𝐚𝐭é 𝐨 𝐦𝐨𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨. 𝐍𝐨𝐬𝐬𝐨 𝐩𝐥𝐚𝐧𝐨 𝐞𝐫𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐭𝐫𝐮𝐢𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐠𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞 𝐜𝐚𝐬𝐚, 𝐦𝐚𝐢𝐨𝐫, 𝐦𝐚𝐬 𝐜𝐨𝐦 𝐩𝐫𝐨𝐣𝐞𝐭𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐞𝐜𝐢𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐚𝐬 𝐛𝐨𝐚𝐬 𝐚𝐧𝐭𝐢𝐠𝐚𝐬 𝐡𝐚𝐛𝐢𝐭𝐚çõ𝐞𝐬. 𝐄 𝐚𝐠𝐨𝐫𝐚 𝐟𝐨𝐦𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐧𝐝𝐮𝐳𝐢𝐝𝐨𝐬 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐥ó𝐠𝐢𝐜𝐚 𝐬𝐮𝐩𝐞𝐫𝐢𝐨𝐫 𝐝𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐠𝐫𝐞𝐬𝐬𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐡á 𝐞𝐦 𝐧ó𝐬, 𝐝𝐞 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐚 𝐜𝐨𝐥𝐞𝐭𝐚𝐫 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐨𝐧𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐬ã𝐨 𝐠𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞𝐬 𝐝𝐞𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐮𝐬𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐪𝐮𝐞𝐫𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐝𝐚𝐫 𝐚 𝐞𝐥𝐞𝐬. 𝐀 𝐞𝐫𝐚 𝐝𝐚𝐬 𝐧𝐚çõ𝐞𝐬 𝐚𝐜𝐚𝐛𝐨𝐮. 𝐀𝐠𝐨𝐫𝐚, 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐢𝐦𝐩𝐞𝐝𝐢𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐯𝐞𝐧𝐡𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐚 𝐩𝐞𝐫𝐞𝐜𝐞𝐫, 𝐝𝐞𝐯𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐚𝐫𝐭𝐚𝐫 𝐨𝐬 𝐯𝐞𝐥𝐡𝐨𝐬 𝐩𝐫𝐞𝐜𝐨𝐧𝐜𝐞𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐭𝐫𝐮𝐢𝐫 𝐚 𝐓𝐞𝐫𝐫𝐚.” [Teilhard, “The Spirit of the Earth”, em Human Energy, p. 37.]. Para um olhar mais apurado, parece um tanto quanto óbvio que este é o espírito que move os corações de muitos dos “grandes homens” de nosso tempo, e que já começa a descender para o cidadão comum pós-moderno. O “culto da ciência” facilmente “ideologizável”, o relativismo moral e cultural, a condenação peremptória de tempos passados como necessariamente porcos e detestáveis, e a obsessão pela novidade e a inovação, o que são, senão os sintomas dessa doença do espírito progressivo-materialista? É também evidente que, nesta mentalidade, a dignidade humana torna-se equivalente a de qualquer outro “filho da terra”, útil apenas na medida em que pode ser aplicada para o progresso imparável do mundo – é daí também que nascem tantas outras misérias, como o utilitarismo, o consumismo, e uma cada vez mais agressiva destruição da mesma dignidade do homem. Eis aí o espírito do mundo moderno – o espírito do corpo sem alma que, apesar de aspirar o grande trono da imortalidade, não passa de um defunto em decomposição. #modernismo
- OS PROTESTANTES ESTÃO TIRANDO MAIS UMA FRASE SANTA DO CONTEXTO.
OS PROTESTANTES ESTÃO TIRANDO MAIS UMA FRASE SANTA DO CONTEXTO. Mais uma vez, não levam em consideração o significado das expressões. O contexto da citação da imagem é uma conhecida carta de Santa Catarina de Sena a um nobre, quando ela diz: “Ainda que ele fosse um demônio encarnado, jamais devo levantar a cabeça contra ele”, ela pede para que o nobre não cometa um assassinato ou qualquer ato de crueldade contra o Papa, para que não faça “justiça com as próprias mãos”, mas deixe que Deus faça a sua justiça, assinala que o Demônio já usou a virtude como pretexto do seu desejo de fazer “justiça contra os pastores maus”, sem autoridade para isso. Eis o contexto, extraído da obra Cartas Completas de Santa Catarina de Sena, “Carta 28, Cesse a Guerra contra o Papa, Para Bernabó Visconti, pág. 204”: “Ainda que ele fosse um demônio encarnado, jamais devo levantar a cabeça contra ele. Sempre devo humilhar-me e implorar misericórdia. É a única maneira de receber ou participar dos frutos da redenção. Peço vos que nada façais contra o vosso chefe. Não vos admireis se o demônio, como já o fez (no passado), venha pôr uma coloração de virtude no desejo de fazer justiça contra os pastores maus e culpados. Não acrediteis nele. Não façais justiça em assuntos que não vos dizem respeito. Nosso Salvador não o quer. Ele afirma que os pastores são seus ungidos (Sl 104,15). Deus não quer que vós e qualquer outra pessoa façais justiça. Ele a fará. Assim como não convém que um servo assuma a autoridade do juiz para exercer a justiça contra um malfeitor. Seria uma atitude má, porque não toca a ele fazer tal coisa.” São Pedro também dizia aos escravos que obedecessem a seus senhores mesmo que fossem maus (I Pedro 2, 18) mas, certamente, não queria dizer com isso que se deve obedecer às más ordens dos maus senhores, nem a Igreja jamais orientou assim (caso contrário, os mártires teriam oferecido sacrifícios aos deuses para obedecer ao imperador). É descartado por qualquer Católico que estude a Sã doutrina e figuras de linguagem que Santa Catarina exija uma obediência “absoluta” ao Papa. Na verdade, a Igreja ensina que a absoluta obediência é devida somente a Deus. A isto completa-se o que ensinou São Bernardo de Claraval: Aquele que faz o mal sob o pretexto de obediência, faz antes um ato de rebeldia do que de obediência. Faz uma inversão das coisas: deixa de obedecer a Deus para obedecer aos homens. ~ por Confraria Guadalupe #mentirasprotestantes
- FENOMENOLOGIA DA EUCARISTIA; ENCARNAÇÃO E RENOVAÇÃO DO SACRIFÍCIO.
FENOMENOLOGIA DA EUCARISTIA; ENCARNAÇÃO E RENOVAÇÃO DO SACRIFÍCIO. “A Eucaristia exige dois tipos de resposta de nossa parte. Exige a piedade da oração e a piedade do pensamento, da reflexão teológica. É óbvio por que a Eucaristia faz essas exigências. Em nossa fé cristã, a Eucaristia reconstitui a ação central que Deus realizou no mundo, a morte redentora e a ressurreição de Jesus Cristo. Esta ação foi realizada não só pelo poder da natureza divina, mas também pela natureza humana que o Verbo de Deus assumiu na Encarnação. A redenção foi obra de ambos Deus e homem, uma realização divina e humana. Este acontecimento salvífico da morte e ressurreição de Cristo torna-se novamente presente na Eucaristia; é a substância da celebração eucarística. Nada poderia merecer nossa devoção e nossa contemplação mais do que isso. A Eucaristia e a Igreja A Eucaristia é a ação central realizada pela Igreja. Na Eucaristia, a Igreja realiza o que foi estabelecida para fazer; ela entra na oferta de Cristo de si mesmo ao Pai e torna Cristo presente ao mundo. Ela se une a Ele diante de Deus Pai e o manifesta ao mundo em seu mais perfeito ato de obediência e caridade. A Igreja se completa na Eucaristia. Mais precisamente, porém, a Eucaristia não é apenas o momento durante o qual a Igreja age; é também o momento em que Cristo realiza o que foi enviado para fazer, o momento em que cumpre a missão que o Pai lhe confiou. A Eucaristia não é apenas ação da Igreja, mas ação do próprio Cristo. E ainda mais precisamente, a Eucaristia é o momento em que Deus age, o momento em que o Criador realiza sua segunda criação mais perfeita e revela aos crentes e a todo o mundo quem e o que Ele é. A Eucaristia é a ação definitiva da Igreja, de Cristo e de Deus. Tudo o mais que o cristão faz baseia-se neste sacramento e sacrifício decisivos. A Eucaristia nos fala sobre Deus. Fala mais eloqüentemente sobre Deus do que os céus e a terra. Os céus e a terra são a assinatura visível do poder criativo de Deus, mas a Eucaristia nos fala sobre a vida interna de Deus na Santíssima Trindade e sobre a caridade que existe em Deus antes e além da Criação. A Eucaristia faz isso porque representa a morte redentora e a ressurreição de Cristo. Falando sobre a nossa redenção, Joseph Ratzinger (Bento XVI) diz: “No coração traspassado do Crucificado, o próprio coração de Deus é aberto – aqui vemos quem é Deus e como ele é. O céu não está mais trancado. Deus saiu do seu esconderijo” (Joseph Ratzinger, “The Spirit of the Liturgy”, Ignatius Press, 2000, pag. 48). O universo criado, em todo o seu esplendor, não é mais a testemunha definitiva da bondade de Deus; não é mais a expressão final de sua sabedoria e poder; o universo criado agora se torna apenas o estágio onde Deus, na pessoa do Filho, se tornou parte do que Ele havia criado, e onde ele realizou uma nova Criação por meio da morte redentora e da ressurreição do Verbo Encarnado. Para citar novamente o Cardeal Ratzinger, “… a Criação existe para ser um lugar para a aliança que Deus quer fazer com o homem” (Ibid p.26). Uma razão pela qual a Ressurreição é mais poderosa do que a Criação narrada no livro de Gênesis, é que a ressurreição traz o ser e a vida não do nada, mas do niilismo mais profundo do pecado e da morte. Essa ação salvadora de Deus, essa recriação do mundo, traz consigo a promessa de que o Cristo vivo e ressurreto voltará no fim dos tempos, é esta ação redentora que se encena na celebração da Eucaristia. Segundo a fé da Igreja, a Eucaristia apresenta a Morte e a Ressurreição de Jesus e, ao realizar esta ação, a Eucaristia edifica a comunidade da Igreja, Corpo de Cristo. Não é que sejamos confrontados com uma alternativa, que na Missa tenhamos ou uma ação sagrada ou a constituição de uma comunidade. A Igreja não é qualquer tipo de comunidade; ela é a sociedade que nasceu na cruz, pela ação de Cristo, a ação de Deus, que se encarna novamente na Eucaristia. Quando a Igreja celebra a Eucaristia, ela reconstitui a Morte e a Ressurreição de Jesus e se confirma como a comunidade criada por este evento. Além disso, por meio da Eucaristia, os membros desta comunidade podem participar ativamente da Morte e Ressurreição de Cristo. Eles se tornam capazes de fazer isso porque são adotados na filiação de Cristo e, portanto, na ação que ele realiza. Eles formam uma comunidade porque são incorporados a Cristo pela Eucaristia como seu Corpo Místico. Esta comunidade da Igreja, portanto, não poderia ser estabelecida senão pela presença real do Senhor na Eucaristia e pela identificação da Eucaristia com sua morte salvífica e ressurreição. O mistério da Encarnação prolonga-se na história humana, não só nas palavras da Escritura, mas também na ação da Eucaristia e, consequentemente, no testemunho, no martyrion, dado por aqueles que participam na Eucaristia. A Igreja seria muito diferente se fosse edificada apenas pelo uso das palavras, sem a ação central de Cristo que dá substância às palavras e sem a imitação de Cristo na vida de seus membros. A Eucaristia e a Encarnação A Eucaristia, juntamente com a Igreja que se constrói em torno dela e a contextualiza, é o prolongamento da Encarnação. A Palavra de Deus, o Filho eterno do Pai, tornou-se homem; Deus se tornou parte do que Ele criou. Mas esta obra de Deus não foi um evento que ocorreu uma vez e depois retrocedeu para o passado; a Encarnação pretendia mudar a criação e mudar a história, e fazê-lo de tal forma que a mudança permanecesse palpavelmente presente. Como diz São Leão Magno ao falar da Ascensão de nosso Senhor: “A presença visível de nosso Redentor passou para os sacramentos. … ”(Sermão II sobre a Ascensão). A presença sacramental do Verbo Encarnado sucede à presença física. A Eucaristia não é apenas uma reflexão tardia sobre a Encarnação e a Redenção; há uma espécie de teleologia e conclusão na continuação eucarística da presença de Cristo no mundo. A Eucaristia é a extensão sacramental da Encarnação. Para ajudar a mostrar como a Eucaristia e a Encarnação se relacionam, descreverei uma certa trajetória nas muitas controvérsias que cercaram o mistério da Encarnação. A Encarnação foi muito disputada desde os primeiros séculos da Igreja. A mente humana parece recuar diante da verdade de que Deus se fez homem e sofreu uma morte humilhante; a negação da Encarnação do Deus transcendente parece ser a heresia paradigmática na vida da Igreja. As pessoas tentaram repetidamente interpretar Cristo de maneiras que diluem esse mistério. Foi a Encarnação e não, por exemplo, a transcendência ou a unicidade de Deus que foi o tema das controvérsias iniciais na Igreja. Assim, os dois primeiros Concílios gerais, Nicéia em 325 d.C. e Constantinopla em 381, abordaram a heresia ariana e suas variações, que afirmavam que Cristo era menos divino que o Pai e não um ser humano completo; o Logos não era totalmente Deus e Cristo não era totalmente homem. Ário disse, portanto, que o Deus verdadeiro não se tornou realmente homem, e os concílios condenaram seu ensino e suas variantes. O próximo concílio geral, Éfeso em 431, tratou da heresia de Nestório, que aceitou as definições anteriores e admitiu que Cristo era verdadeiramente Deus e homem, mas disse que as duas naturezas realmente não constituíam um único ser; antes, a natureza divina foi meramente unida à humana; ele habitava no ser humano como em seu templo perfeito. Mais uma vez, Deus não se tornou realmente homem; mais uma vez, a dura realidade da Encarnação, de Deus verdadeiramente se tornar um ser humano, foi negada. A Igreja condenou o ensino de Nestório e insistiu que Cristo era verdadeiramente uma pessoa, um ser. O passo seguinte foi a heresia monofisita, que admitia que Deus assumiu uma natureza humana em Cristo, mas disse que esse ser humano foi completamente transformado na natureza divina e não continuou a existir junto com a divindade. Esse ensino foi tratado no quarto concílio geral, o de Calcedônia em 451. O Concílio de Calcedônia é freqüentemente considerado o último dos grandes Concílios Cristológicos, e certamente forneceu o ensinamento mais definitivo sobre a Encarnação. No entanto, surgiram outras questões na Igreja que continuaram a ameaçar a integridade deste mistério. No século VII, surgiu uma heresia que admitia as duas naturezas em Cristo, divina e humana, mas afirmava que havia apenas uma vontade e um modo de atividade, o divino. Porque esse ensino afirmava que havia apenas a vontade divina e nenhuma vontade humana em Cristo, foi chamado de heresia do monotelismo. Essa posição era algo como uma ação de retaguarda ainda sendo travada pela mente humana em sua resistência ao “escândalo” da Encarnação; foi condenado pelo sexto conselho geral, realizado em Constantinopla em 680-681. Mas mesmo neste ponto, as controvérsias não pararam. No século seguinte, o oitavo, ocorreu na Igreja Cristã Oriental o grande e importante movimento da iconoclastia. Foi a próxima expressão dessa persistente incapacidade da mente de compreender a verdade de que Deus se tornou um ser humano. Não tratava do próprio Cristo, mas das imagens que poderíamos fazer dele. Ela falou não apenas sobre o próprio ser de Cristo, mas também sobre sua representação em um ícone. A polêmica surgiu de forma pública e dramática em 726, quando o imperador Leão III emitiu um édito condenando os ícones; ele posteriormente removeu e destruiu o ícone de Cristo que havia sido colocado sobre o portão do palácio imperial em Constantinopla. O próximo imperador, Constantino V, defendeu a destruição dos ícones de Cristo, dizendo que a pessoa de Cristo era divina e, portanto, não podia ser circunscrita ou capturada de maneira física e visível. Em 754, um sínodo iconoclasta (sínodo de hieria) convocado pelo imperador, afirmou que a Igreja havia caído na idolatria ao fazer imagens de Cristo, e condenou São João Damasceno e outros que defenderam os ícones. A controvérsia durou cerca de 120 anos e quase todos os ícones da Igreja Oriental foram destruídos. Somente em 843 o conflito terminou, com a restauração dos ícones no primeiro domingo da Quaresma daquele ano. A iconoclastia foi um desdobramento da heresia monofisista. De forma sutil e indireta, mas importante, negou a verdade plena da Encarnação. Admitiu que Cristo tinha uma natureza divina e humana, mas quando negou que um ícone pudesse representar Cristo, o Filho de Deus, também negou, por implicação, que a natureza divina e a pessoa divina estivessem tão corporificadas no ser humano de Cristo que a incorporação posterior em uma imagem poderia representar o Deus que se tornou homem. A ligação entre a Encarnação e o ícone é expressa pelo Cardeal Schönborn em seu livro “God’s Human Face”: “Em Cristo, nossa existência humana deve se tornar divina, enquanto não deixa de ser ‘carne e sangue humanos’. O ícone, representando Cristo à sua semelhança humana, serve como uma garantia final, uma espécie de selo impresso, desta crença” (p.216). A iconoclastia era uma heresia na Igreja Oriental. Cerca de 200 anos após a crise iconoclasta no Oriente, surgiu uma controvérsia no Ocidente a respeito da Eucaristia. Foi provocado pelas ideias de Berengário de Tours, que viveu no primeiro século do novo milênio; ele morreu em 1088. Houve controvérsias anteriores sobre a Eucaristia no século IX, e Berengário as reviveu. Ele afirmou que a presença de Cristo no pão e no vinho da Eucaristia era apenas simbólica ou figurativa; as palavras de Cristo na instituição da Eucaristia deveriam ser tomadas metaforicamente, não literalmente. Os ensinamentos de Berengário não encontraram seguimento e foram rejeitados pelos teólogos e pela Igreja, mas podem ser vistos como precursores de disputas sobre a presença real de Cristo na Eucaristia que surgiram durante a Reforma. Pode-se dizer, talvez, que as controvérsias sobre a Eucaristia – e, portanto, sobre a Igreja que se estabelece em torno da Eucaristia – foram a forma como a resistência à Encarnação se deu ao longo do segundo milênio da história da Igreja. A trajetória é única nas controvérsias a respeito da Encarnação. A princípio, no arianismo, você nega que o Logos seja totalmente divino e que Cristo seja totalmente humano; uma vez que a Igreja afirma a plena divindade e humanidade de Cristo, você diz, com Nestório, que a natureza divina e a humana não constituem um ser, uma pessoa; uma vez que a Igreja diz que eles constituem uma pessoa e um ser, você diz que a natureza divina absorve o humano; uma vez que a Igreja diz que ambas as naturezas permanecem intactas, você nega que a natureza humana tenha sua própria vontade e atividade; uma vez que a Igreja diz que há uma vontade humana em Cristo, você nega que possa haver uma imagem ou ícone do Deus Encarnado; uma vez que a Igreja diz que Cristo pode ser imaginado, você nega que ele está verdadeiramente presente na Eucaristia, você nega que a Eucaristia prolonga a Encarnação de forma sacramental. A controvérsia sobre a Eucaristia está, portanto, relacionada com a controvérsia sobre a Encarnação, e eu acrescentaria que as disputas sobre a Igreja e sobre a Santíssima Virgem também estão relacionadas. Segue-se, então, que uma perda de fé na Eucaristia – uma perda de crença na presença real de Cristo no sacramento, e uma perda de crença na identidade do sacrifício eucarístico e do Calvário – leva a uma perda de fé na ressurreição, que leva a uma perda de fé na encarnação, o que leva a uma perda de fé na Santíssima Trindade. Se você nega a verdade da Eucaristia, você começa a derivar para o Unitarismo. Também me pergunto se o traço de iconoclastia na Igreja nas últimas décadas – a remoção de estátuas e imagens, o movimento em direção à abstração na arquitetura e decoração, a antipatia pelo Santo Padre e o Vaticano, o “efeito anti-romano”, como foi chamado – também não levanta dificuldades no que diz respeito à fé na Encarnação. A mente humana parece persistentemente relutante em aceitar a intensa proximidade do Deus encarnado, que confirma a Criação e torna tudo verdadeiramente real. Fenomenologia Temos falado sobre a Eucaristia e sua relação com a Igreja e com a Encarnação. O que diremos da “fenomenologia”, o outro termo do título do meu ensaio? Que relação tem com a teologia da Eucaristia? O que é a fenomenologia? A fenomenologia foi o movimento filosófico europeu continental mais significativo no século XX; dominou o pensamento europeu pelo menos durante os primeiros dois terços do século. Husserl, Heidegger e Scheler foram algumas de suas principais figuras na Alemanha, e Sartre, Merleau-Ponty e Marcel estavam entre seus principais representantes na França. Continua a ser uma tradição filosófica ativa e importante. É uma forma de filosofia que presta muita atenção à maneira como as coisas aparecem. Insiste em que diferentes tipos de coisas nos oferecem diferentes padrões e estruturas de aparência. Também afirma que uma das principais tarefas da filosofia é descrever esses padrões e estruturas, descrever as diferentes maneiras pelas quais as coisas se manifestam. As aparências fazem parte do ser das coisas; elas não são meramente impressões subjetivas. É verdade que as coisas têm naturezas e essências e que a filosofia deve tentar formular definições que captem o essencial das coisas (como faz na filosofia escolástica, por exemplo), mas também há uma inteligibilidade filosófica na maneira como as coisas se manifestam, em a maneira como eles vêm à luz, e a fenomenologia tenta trazer à tona essa inteligibilidade de revelação. Também se preocupa com o sujeito humano, aquele para quem as coisas aparecem; tenta descrever o ser humano em sua atividade racional, que é, obviamente, a atividade que o define como pessoa. A fenomenologia é freqüentemente interpretada como altamente subjetivista e relativista, afirmando que nunca chegamos à realidade das coisas, mas permanecemos apenas com as aparências, e que essas aparências são apenas como as coisas nos parecem, não como são em si mesmas. Alguns escritores desse movimento podem aceitar essa interpretação, mas não acho que a fenomenologia precise ser entendida dessa maneira subjetivista. Muito pelo contrário, eu afirmaria que podemos interpretar a fenomenologia de tal forma que ela possa ser usada para neutralizar o subjetivismo e o relativismo de grande parte do pensamento moderno. Ele oferece uma alternativa aos excessos do pós-modernismo e da desconstrução. Por exemplo, penso que a fenomenologia supera com sucesso a compreensão da experiência encontrada nos empiristas britânicos e que também supera a distinção kantiana radical entre fenômenos e númenos. A fenomenologia afirma que o númeno, a coisa em si, se torna um fenômeno, ele se torna dado a nós à sua própria maneira. Acho, e tentei mostrar com o exemplo, que a fenomenologia pode reviver o tipo de realismo que marcou a filosofia antiga e medieval, e que pode fazê-lo levando em consideração a ciência moderna e mesmo a filosofia política moderna. A fenomenologia estuda o ser humano como o que eu gostaria de chamar de “agente da verdade”, o que, acredito, é uma boa paráfrase para a definição de pessoa humana. Eu gostaria de oferecer alguns exemplos do tipo de coisas que a fenomenologia investiga. Ele aborda a importante distinção filosófica entre palavras e imagens: palavras expressam coisas e imagens representam coisas, e a maneira como cada uma delas funciona é diferente. É interessante explorar essa diferença, mostrar como as imagens contêm a presença do que retratam sem ter a própria coisa ali, enquanto as palavras se referem às coisas sem parecer contê-las como as imagens o fazem. Há uma ausência e transparência mais radical nas palavras do que nas imagens. É claro que as palavras e as imagens devem ser contrastadas com a percepção direta da própria coisa, com a presença que a coisa tem quando é experimentada diretamente. Essas explorações filosóficas mostram como os vários tipos de presença e ausência se entrelaçam para constituir a identidade reconhecível de um objeto que pode ser dado por todos eles: um e o mesmo objeto pode ser experimentado diretamente, pode ser representado em uma imagem ou um drama, e pode ser referido e articulado na fala. Tais contrastes entre palavras, imagens e percepção direta foram desenvolvidos de forma estratégica na primeira grande obra de Husserl, Investigações Lógicas, e permaneceram temas proeminentes na fenomenologia desde então. O tratamento filosófico de palavras e imagens, além disso, tem importantes implicações teológicas. Na teologia da Santíssima Trindade, o Filho é chamado tanto a Imagem do Pai quanto a Palavra que o Pai expressa. Como os conceitos de palavra e imagem foram transformados para serem aplicados a este novo contexto teológico? Além disso, o tratamento de palavras e imagens também entra em jogo na teologia eucarística, porque a Eucaristia obviamente envolve tanto a linguagem quanto a representação. Pode-se objetar que outros filósofos e teólogos falaram sobre palavras, imagens e coisas. Na controvérsia iconoclástica, por exemplo, João Damasceno, Nicéforo de Constantinopla e Teodoro, o Studita, escreveram sobre a natureza dos ícones, e Aristóteles e os estóicos escreveram sobre o uso de palavras no raciocínio humano. O que há de tão especial no tratamento da fenomenologia desses tópicos? Acho que a fenomenologia restaura a validade, a função de verdade, de tais formas de apresentação. Desde a volta ao assunto em Descartes e Locke, coisas como imagens, palavras e impressões sensoriais foram reduzidas a impressões meramente psicológicas. Eles foram transformados em estados subjetivos que apenas indicam as coisas reais “lá fora”. Mas essas coisas – palavras, imagens, percepções – têm um certo status ontológico; elas têm sua própria maneira de ser. Sua afinidade primária é com a lógica, não com sentimentos ou estados mentais. São modos pelos quais as coisas se manifestam e têm um papel nas atividades da razão. A fenomenologia restaura sua função na verdade das coisas, a função que tinham, por exemplo, no trabalho de Platão. Outra contribuição importante da fenomenologia é a descrição da maneira pela qual as estruturas sintáticas funcionam no pensamento humano. Quando falamos e pensamos sobre as coisas, nós as articulamos em partes e todos, e essas estruturas na manifestação das coisas são expressas na gramática de nossa fala. A fala e a sintaxe podem se tornar extremamente refinadas e complexas, com todos os tipos de orações subordinadas, modalidades, metáforas, argumentos, inferências e insinuações. Todas essas complexidades, entretanto, giram em torno da atividade elementar e central da predicação, quando algo é afirmado sobre algo, quando se diz que S é p. A predicação é a estrutura sintática básica. As convoluções que encontramos na fala, entretanto, não são fins em si mesmas; eles estão todos subordinados à manifestação das coisas, para trazer as coisas à luz, para as trocas que ocorrem entre o falante e o ouvinte, e até mesmo para as atividades que acontecem dentro da mente de uma pessoa que está tentando tornar as coisas claras para si mesma em pensamento solitário. Cada articulação é uma revelação. Husserl desenvolve este estudo da linguagem e sintaxe nas Investigações Lógicas sob a rubrica da intencionalidade categorial. Mais um exemplo da contribuição da fenomenologia pode ser encontrado em sua análise do sujeito humano. Ele fornece uma descrição sutil e detalhada da identidade da pessoa humana. O ser humano racional é descrito como o agente da sintaxe, como aquele que articula as coisas em palavras e que, ao fazê-lo, assume a responsabilidade de ser verdadeiro na fala e nas demais formas de expressão. A pessoa humana também é descrita em suas estruturas temporais, as estruturas de lembrar, imaginar e antecipar: quando me lembro de experimentar algo – quando, por exemplo, me lembro de ver um carro passando em um sinal vermelho – não tenho apenas uma espécie de imagem em movimento em minha mente de algo que aconteceu antes. Em vez disso, desloco-me para o passado; Eu, aqui e agora, reativo a percepção que tinha naquele momento. Eu reconstituo essa percepção e me “duplico” naquele que lembra e naquele que é lembrado. Meu eu presente e meu eu passado são jogados um contra o outro na memória, e meu próprio eu é realmente a identidade entre esses dois perfis. Além disso, quando imagino ou antecipo algo que vai acontecer depois, faço o mesmo tipo de deslocamento de mim mesmo, mas agora é projetado para um futuro possível. Se estou pensando em comprar uma casa, imagino-me morando nela; Eu imaginativamente “experimento para ver o tamanho”. Como pessoas conscientes, vivemos sempre no passado e no futuro, bem como no presente; estamos entrelaçados ao longo do tempo e nossa identidade consciente é estabelecida por meio desses deslocamentos temporais. É esse eu, estabelecido ao longo do tempo e fundado em uma identidade corporal, que pode então experimentar as coisas e fazer julgamentos, e assumir a responsabilidade de fazer as coisas aparecerem, de dizer a verdade. Tal análise do ser humano é interessante e esclarecedora em seus próprios termos, mas também pode ser valiosa em muitos dos debates atuais que surgiram sobre a pessoa humana, especialmente aqueles associados à biologia, como as controvérsias sobre a ciência do cérebro e genética humana. A fenomenologia pode ajudar a mostrar que, quando faço uma afirmação, quando digo que algo é verdade, ou quando delibero sobre o curso de ação que devo tomar, realizo tais atividades como uma pessoa humana; não é meu cérebro ou meus genes que o fazem. Essa filosofia pode ajudar a defender o ser humano como um agente responsável da verdade. Fenomenologia da Eucaristia A fenomenologia também pode ser usada em uma reflexão teológica sobre a Eucaristia, onde pode nos ajudar a esclarecer como a Eucaristia e a ação redentora que se realiza na Eucaristia nos aparecem. Eu gostaria de usar o termo “teologia da revelação” para nomear este tipo de reflexão, porque o termo mais óbvio, “teologia fenomenológica”, é tão complicado. Esta teologia traria as aparências que são próprias e específicas da Eucaristia e para as coisas cristãs em geral. Ela revelaria os padrões e estruturas de aparência que são essenciais para a presença sacramental que se segue na esteira da Encarnação. Dois temas particulares merecem investigação. Em primeiro lugar, de acordo com a fé da Igreja, o sacrifício que ocorre na celebração da Eucaristia é o mesmo sacrifício que foi realizado por Cristo na cruz. Houve apenas um sacrifício que redimiu a raça humana e tornou possível ao homem ser adotado na Filiação de Cristo; foi o sacrifício no Calvário. Cada missa é também um sacrifício, mas não por ser uma ação separada e independente. Em vez disso, ele reconstitui, torna presente novamente, o único sacrifício de Cristo. Mas como isso pode ocorrer se a morte de Cristo ocorreu séculos atrás? Como pode um evento passado, em sua individualidade, tornar-se presente novamente? Os eventos históricos mundanos são fixados em seu momento na história. Eles podem ser comemorados, mas não podem realmente acontecer de novo. Podemos lembrar e celebrar publicamente a fundação de nossa nação, mas não podemos fazer com que essa fundação ocorra novamente aqui e agora; não podemos realmente reconstituí-lo. O tempo é implacável e inevitável e deixa os eventos para trás. O sacrifício de Cristo, entretanto, não foi apenas um evento histórico mundano. Foi um evento mundano, aconteceu na história humana, mas seu verdadeiro significado, sua substância, o que aconteceu quando ocorreu, não foi apenas uma ocorrência mundana. Foi uma transação, uma troca, entre Cristo e o Pai. Embora tenha ocorrido no tempo, tocou a eternidade como nenhum outro evento na história. Fê-lo por causa da pessoa que o alcançou e também por causa do que foi feito. Foi o sacrifício perfeito oferecido ao Pai, o ato perfeito de obediência do Filho, diferente de todas as outras ações que ele realizou em sua vida na terra. Porque o sacrifício de Cristo tocou assim a eternidade, não foi apenas um acontecimento histórico: assumiu o tipo de presença que marca o momento eterno, o momento fora do tempo: “Eis que Cristo entrou, não em um santuário feito por mãos de homens… mas no próprio céu, para agora se apresentar intercessor nosso ante a face de Deus.” (Hebreus 9,24). O sacrifício de Cristo está eternamente presente ao Pai; o Cordeiro no Apocalipse aparece como tendo sido morto (Apocalipse 5,6-12) e as feridas da paixão permanecem no Senhor Ressuscitado. Quando a Eucaristia é celebrada agora, não se volta apenas para o passado histórico. Seu foco principal não está no passado, mas no eterno presente de Deus. Toda a Oração Eucarística, o Cânon da Missa, dirige-se a Deus Pai. Este cenário é estabelecido pelo Prefácio e pelo Sanctus, em que a congregação, a Igreja reunida neste tempo e lugar particulares, entra na companhia dos anjos e santos no céu e canta louvores a Deus com eles, em palavras tomadas desde o início do livro do profeta Isaías. A oração eucarística continua a ser dirigida a Deus Pai e entra no sacrifício redentor de Cristo ao ser apresentada ao Pai naquele momento eterno. A reconstituição do Calvário na Eucaristia entra na presença do Calvário ao Pai, e a presença real de Cristo no sacramento é a do seu Corpo e Sangue glorificados eternamente apresentados ao Pai. É porque Deus é tão transcendente, porque ele está tão radicalmente além do tempo e da Criação, que a Eucaristia pode ser a reconstituição da Morte e Ressurreição redentora de Cristo. A Eucaristia pode reconstituir um evento do passado porque se junta a esse evento no eterno presente de Deus. Este contacto com o momento eterno exprime-se na Eucaristia pelo facto de a oração eucarística se dirigir a Deus Pai. A segunda coisa que desejo fazer nesta breve teologia da Eucaristia é estudar mais de perto as palavras da consagração. A Eucaristia reconstitui a morte e ressurreição redentora de Jesus, mas o faz de uma maneira que é muito complicada. Não se refere imediatamente ao Calvário, não se relaciona ao Calvário em linha reta, por assim dizer; a Eucaristia não é uma peça de paixão que retrata ou relembra diretamente aquele acontecimento. Em vez disso, ela se aproxima da morte de Cristo por uma espécie de desvio, se posso usar o termo, primeiro reencenando a Última Ceia. Na Última Ceia, é claro, Cristo antecipou sua própria morte. Ele encenou sua oferta de sacrifício; ele olhou para frente e cumpriu sua essência ao instituir o sacramento da Eucaristia. Porque Cristo antecipou e representou sua morte e ressurreição, a Igreja pode reconstituí-la depois. A Eucaristia remonta ao sacrifício no Calvário, voltando ainda mais para a Última Ceia e aguardando com Cristo o sacrifício na cruz. A consagração na Missa tece essas formas de presença e ausência; ela compõe o passado, o presente e o futuro, bem como o momento da eternidade, em uma estrutura intrincada e altamente sofisticada, que eleva a mente assim como o coração. Essas complexidades na apresentação ajudam a fazer da Eucaristia o que a primeira oração eucarística chama de “oblatio rationabilis”, um sacrifício racional. A Última Ceia é convocada, é claro, na narrativa breve, a narrativa institucional, que introduz as palavras da consagração. Essa narrativa, por sua vez, está inserida na oração eucarística. Considere como a narrativa e a consagração são colocadas dentro de toda a oração eucarística. A oração eucarística começa com o Prefácio e continua após o Sanctus. À medida que a oração prossegue, dá lugar à epiclese, quando o celebrante, em nome da Igreja, clama ao Espírito Santo que desça sobre os dons. A epiclese dá lugar à narrativa institucional: “Na véspera do sofrimento, tomou o pão em suas mãos sagradas. … Ele partiu o pão, deu-o aos seus discípulos e disse”. Essa narrativa, por sua vez, dá lugar às palavras de consagração: “Tomai isto, todos vós, e comei-o: este é o meu corpo, que será dado por vós”. Há uma sequência elegante nas formas de discurso do celebrante: começamos com a oração, a oração dá lugar à epiclese, que dá lugar à narrativa, que dá lugar às palavras de consagração. À medida que essa sequência se desenrola, há uma mudança notável nos pronomes pessoais usados pelo sacerdote. As três primeiras formas, a oração, a epiclese e a narrativa, explícita ou implicitamente, usam a primeira pessoa do plural. O padre diz “nós” ou “nosso” porque fala como representante da Igreja. Ele fala em nome da Igreja, tanto da Igreja como um todo quanto da Igreja reunida aqui e agora neste lugar. Mas nas palavras de consagração, o sacerdote começa a usar a primeira pessoa do singular: ele diz, “meu corpo” e “meu sangue”, e “faze isso em memória de mim”. Neste momento e com estas palavras, o sacerdote não fala mais simplesmente em nome da Igreja, mas em nome de Cristo, na pessoa de Cristo. Tanto gramatical quanto espiritualmente, ele fala na pessoa de Cristo. Em outras palavras, ele agora permite que Cristo se torne o orador e o agente. Ele permite que Cristo assuma o controle da ação que está sendo executada. Nesta parte central de sua ação mais central, a Igreja recua e não fala mais em seu nome; ela permite que Cristo assuma e realize o que Ele realizou na Última Ceia. Ela o deixa fazer o que quer que ele faça lá, simplesmente permitindo que Ele fale em seu nome, não no dela. É em virtude da forma literária de uma citação que a Igreja permite que Cristo visivelmente assuma o controle de sua liturgia. Certamente, é um tanto inapropriado dizer que o padre ou a Igreja “deixa” Cristo falar, como se ele ou ela lhe desse permissão para fazê-lo; antes, toda a liturgia está sendo realizada sob a orientação de Cristo. O sacerdote e a Igreja meramente fornecem o veículo corporal pelo qual Cristo reconstitui o que fez na Última Ceia e, assim, reconstitui sua própria oferta ao Pai. E, no entanto, Cristo precisa e usa a Igreja e a voz e os gestos do sacerdote para se tornar presente sacramentalmente no mundo, como outrora usou as palavras e o corpo da Bem-Aventurada Virgem Maria para se fazer presente na humildade da Encarnação. Quando o padre recita as palavras de consagração, ele cita as palavras de Cristo. Além disso, não apenas as palavras de consagração, mas também os gestos associados a elas – pegar o pão, olhar para o céu, curvar-se para agradecer e louvar – também são citações. As palavras e os gestos são citações; eles não fazem parte de um drama. O padre não faz repentinamente uma pequena peça que representa a Última Ceia diante da congregação. As palavras e os gestos são citados e não dramáticos. Essa é uma diferença fenomenológica importante, uma distinção no modo de apresentação. A citação é uma forma distinta de manifestação. Na citação, permitimos que nossa voz seja o veículo para o pensamento e a exibição que foi realizada por outra pessoa. Permitimos que outra pessoa articule o mundo por meio de nossa voz. Subordinamos nossa fala à autoridade de outra pessoa, à sua autoridade como agente da verdade. É precisamente o que acontece na consagração: a autoridade de Cristo entra em ação explicitamente, à medida que ele se torna o orador gramatical das palavras e realiza o que está sendo feito. Ele é a pessoa que fala. A Igreja exprime-se de forma palpável como Corpo Místico de Cristo quando lhe permite falar e agir neste ponto central da Eucaristia. Cristo se oferece não só a nós, mas ao Pai naquele momento. A presença e autoridade de Cristo não viriam à tona dessa maneira poderosa se o sacerdote se entendesse como um ator de um drama, como alguém que está representando Cristo na Última Ceia. Se o padre se considerasse um ator, ele assumiria uma autoridade maior do que deveria, e não seria tão transparente quanto deveria ser. Seria a interpretação do padre do drama que veio à tona, não a ação de Cristo. Considerar o sacerdote empenhado em um drama também desvirtuaria o fato de que, mesmo na consagração, o foco principal da Eucaristia ainda está voltado para o Pai. Ver a ação como um drama voltaria o foco para a congregação como o público ou os participantes desse drama. Na liturgia tradicional, quando o altar não ficava voltado para a congregação, não havia tendência de tomar as palavras de consagração como uma encenação teatral da Última Ceia. É verdade, claro, que as palavras da consagração também se dirigem à comunidade na Eucaristia; o corpo de Cristo será entregue e o sangue será derramado “por vós”, mas este não é o foco principal e exclusivo, e não deve ser feito para substituir a apresentação dessas ações a Deus Pai. Alguém poderia dizer que o sacerdote que celebra a Eucaristia continue a dirigir-se a Deus Pai, mas que Cristo falando através do sacerdote se dirija à comunidade, como o fez na Última Ceia. As complexidades da citação permitem estas duas formas de tratamento. Considerações finais Nossa discussão sobre a Eucaristia fez uso de muitos temas na fenomenologia: os padrões temporais de presente, passado e futuro, perfilados contra o pano de fundo da eternidade de Deus; a presença e ausência da ação única de Cristo nestes vários contextos temporais e de apresentação; o contraste entre palavras e imagens. Fizemos amplo uso do fenômeno da citação e o distinguimos, fenomenologicamente, do drama. Nossas observações não contrariam nada na teologia patrística ou escolástica, mas acrescentam uma dimensão que pode ter sido subestimada nelas, uma dimensão que é especialmente apropriada para a teologia na situação cultural em que se encontra agora, seja essa situação chamada de moderna ou pós-moderna. Enfim, o fato de que Deus se fez homem em Cristo, que assumiu a fraqueza e o sofrimento da condição humana e até se tornou nosso alimento na Eucaristia, não diminui sua transcendência e poder. Na verdade, esses atos de humildade aumentam sua majestade. Eles mostram que Deus pode fazer essas coisas e ainda continuar sendo o Criador todo-poderoso do mundo, aquele que cria não por necessidade ou qualquer tipo de necessidade, mas por pura generosidade. A generosidade da Criação torna-se mais evidente para nós precisamente pela majestade da nova Criação, que foi realizada por Deus com humildade e sofrimento quando se tornou servo daqueles que criou, aquele que assumiu o mais doloroso e degradante dos todas as tarefas humanas. Nesta ação de morte e ressurreição, não é apenas o poder e a glória de Deus que se manifestam a nós, mas também a generosidade de sua própria vida divina, a vida da Santíssima Trindade. A Eucaristia nos introduz nesta ação e nesta vida, e mostra, até o fim dos tempos, a única ação salvadora que é o ponto principal do mundo criado.” – Padre Robert Sokolowski, “Christian Faith & Human Understanding: Studies on the Eucharist, Trinity, and the Human Person”, Catholic university of america press, paginas 69-85 #Eucaristia
- Campanha de Boicote: “não compre hambúrguer no Burger King”
Propagando uma Ideologia “antifamília”, a rede de fast food Burger King usa crianças em campanha LGBT e tem onda de críticas. Em uma campanha publicitária publicada na quarta-feira (23), o Burger King usou relatos de crianças para apoiar a causa LGBTQIA+ . Intitulado “Como explicar?”, o vídeo tem sido alvo de críticas nas redes sociais por usar a imagem infantil para promover a ideologia de gênero. Assista a crítica do centro Dom Bosco : “ A Burguer King passou de todos os limites ao usar crianças em um comercial feito para divulgar a ideologia dos coletivos LGBT. Por isto, seguindo estritamente a doutrina católica sobre o tema, convocamos, por motivos religiosos e morais, a todos os brasileiros de bem. Compartilhem o presente vídeo e mostrem o seu descontentamento contra a rede de fast-food. “ Ao longo do vídeo, as crianças compartilham sua visão sobre a diversidade sexual, ao lado de seus responsáveis. “Para mim, todo mundo pode amar todo mundo”, afirma um garoto. “Eu acho que pode se casar com homem, se casar com mulher”, diz uma menina. Para Juliana Cury, diretora da marca Burger King do Brasil, a campanha busca dar uma “lição” para a sociedade. “O lançamento da campanha tem como objetivo endereçar um ponto de reflexão à população em geral. O preconceito é uma construção social e, com toda a responsabilidade que nos cabe enquanto companhia, conseguimos mostrar que os pequenos carregam o discernimento a partir de um olhar muito sensível e humano”. “Se a criança tem discernimento para isso, então a maioridade penal deve ser reduzida para 15 anos ou menos”, afirma um deles. “Ótima estratégia de como perder clientes: misture ideologia com crianças”, diz outro. “Respeito é diferente de incentivo. Deus tenha misericórdia…”, outro observa. No entanto, a leitura social ainda é moldada por seus valores morais. No YouTube do Burger King Brasil, o vídeo já soma mais reações negativas do que positivas. Até a publicação desta reportagem, há 32 mil descurtidas contra 24 mil curtidas. Nos comentários, diversos internautas expressam sua indignação. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? Clique aqui para acessar o vídeo e deixar o seu deslike 👎🏻
- Campanha de Boicote: “não compre hambúrguer no Burger King”
Propagando uma Ideologia “antifamília”, a rede de fast food Burger King usa crianças em campanha LGBT e tem onda de críticas. Em uma campanha publicitária publicada na quarta-feira (23), o Burger King usou relatos de crianças para apoiar a causa LGBTQIA+ . Intitulado “Como explicar?”, o vídeo tem sido alvo de críticas nas redes sociais por usar a imagem infantil para promover a ideologia de gênero. Assista a crítica do centro Dom Bosco : “ A Burguer King passou de todos os limites ao usar crianças em um comercial feito para divulgar a ideologia dos coletivos LGBT. Por isto, seguindo estritamente a doutrina católica sobre o tema, convocamos, por motivos religiosos e morais, a todos os brasileiros de bem. Compartilhem o presente vídeo e mostrem o seu descontentamento contra a rede de fast-food. “ Ao longo do vídeo, as crianças compartilham sua visão sobre a diversidade sexual, ao lado de seus responsáveis. “Para mim, todo mundo pode amar todo mundo”, afirma um garoto. “Eu acho que pode se casar com homem, se casar com mulher”, diz uma menina. Para Juliana Cury, diretora da marca Burger King do Brasil, a campanha busca dar uma “lição” para a sociedade. “O lançamento da campanha tem como objetivo endereçar um ponto de reflexão à população em geral. O preconceito é uma construção social e, com toda a responsabilidade que nos cabe enquanto companhia, conseguimos mostrar que os pequenos carregam o discernimento a partir de um olhar muito sensível e humano”. “Se a criança tem discernimento para isso, então a maioridade penal deve ser reduzida para 15 anos ou menos”, afirma um deles. “Ótima estratégia de como perder clientes: misture ideologia com crianças”, diz outro. “Respeito é diferente de incentivo. Deus tenha misericórdia…”, outro observa. No entanto, a leitura social ainda é moldada por seus valores morais. No YouTube do Burger King Brasil, o vídeo já soma mais reações negativas do que positivas. Até a publicação desta reportagem, há 32 mil descurtidas contra 24 mil curtidas. Nos comentários, diversos internautas expressam sua indignação. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? Clique aqui para acessar o vídeo e deixar o seu deslike 👎🏻
- CARÊNCIA DE FILOSOFIA – Prudente de Moraes, neto
Se forem corretas as idéias aqui expostas, em artigos anteriores, seremos levados a concluir que a crise fundamental do mundo contemporâneo, essa crise que abala os alicerces da sociedade — e tanto da sociedade das famílias quanto da sociedade das nações — não é predominantemente política, nem econômica, nem, tampouco, puramente ética, tal como algumas vezes se supõe: é, sim, essencialmente filosófica. Nossa grande culpa, que estamos purgando severamente, foi ter acreditado e é seguir acreditando na sabedoria do primum vivere , que, já tendo prestado serviços relevantes, não é mais solução, antes pelo contrário. Hoje, o recomendável, o necessário, é primum philosophari . Filosofar para viver, pois que, ou filosofamos, primeiro, ou iremos chafurdar na bagunça e nos desintegraremos no caos. Esse é o destino que nos ameaça. A profunda crise que atravessamos, de âmbito universal, indica o início da desintegração a que estaremos condenados, por nos recusarmos à filosofia. A crise alastra-se por todos os planos e domínios das nossas atividades. É política, econômica, moral, cultural. Destruiremos ou deixaremos destruir-se o que existe, sem saber o que reconstruir, nem como reconstruir alguma coisa, no lugar vazio. Nada resistirá à avalanche. E, dado que ao cataclismo ainda sobrevivam restos de uma pobre humanidade sem rumo, decaída da sua condição de grandeza, será preciso recomeçar do princípio, como após o dilúvio. Recomeçar implica uma tomada de posição, em face do mundo e da vida. Implica uma filosofia. Filosofar, primeiro, para alcançar uma razão de viver. Sem fundações filosóficas, toda construção com esse objetivo sempre desmoronará. Nunca havia sucedido ao espírito humano deixar-se ficar ao abandono, em total, angustioso, vertiginoso desamparo, que é como o de um cosmonauta perdido. Não se trata, sequer, de uma queda, que segue uma lei e um sentido. Nem é, propriamente, morrer. É um modo indizível de aniquilamento. Nunca nos acontecerá nada de semelhante, porque sempre filosofamos, desde que somos gente, em todas as idades. Pouco importa que as primeiras atitudes filosóficas fossem tão diferentes da verdade filosófica, quanto os vagidos de um recém-nascido diferem de um poema de Mallarmé. O fato é que elas existiam e dominavam a vida, conferindo-lhe o que hoje lhe falta, ou parece faltar: um sentido, um sentido qualquer. O problema não era tão terrível assim, enquanto as crises do espírito se desenrolavam em torno da preferência concedida a determinado sentido, que, em vez de outro, se deveria atribuir à vida. Podiam hostilizar-se, entredevorar-se, odientos, os partidários das diversas soluções. Mas, todos tinham uma solução, tinham o que propor, pois filosofavam. Destruir o teu, para reconstruir meu mundo, ou vice-versa, é um conflito positivo, uma exaltação, uma briga. Não é uma crise desesperada. Nem tudo está perdido, enquanto cada um se julga senhor da verdade e supõe saber como se deve agir. Hoje, o que se destrói é um mundo sem sucedâneo à vista, é um mundo que se diria exausto, esgotado em seu poder de renovação. Não se trata, porém, de um inexorável processo de decrepitude. O caso é, antes, de carência, uma espécie de avitaminose mortal, do tipo do escorbuto, que se cura com laranjas, o que não impediu a moléstia de dizimar exércitos e populações, ao tempo em que não era conhecida a etiologia da tão temida “peste”. Mal comparando, o mundo contemporâneo deixa-se dizimar por essa crise da peste, que, ela também, não passa de um caso de carência — a carência de filosofar. O que fazemos é debater-nos em vão de encontro aos problemas que nos angustiam, como os enclausurados que se arrebentam contra muros e grades; debatemo-nos, sem perceber o essencial: que a vida não dá pé sem alguma filosofia. A empostação filosófica é que anima e dá sentido aos nossos problemas, permitindo, para começar, que sejam colocados corretamente e encaminhando soluções para a sucessão dos seus desafios. A filosofia é como que o ar que toda a nossa problemática respira. Filosofemos, pois, se ainda quisermos encontrar a saída que existe, deve existir, tem que existir, uma vez que não mudou a essência das coisas. Não nos deixemos perecer, indefesos, nesse brejo das almas, em que se converte o mundo, sem a dose filosófica da manutenção. Filosofemos, amigos, que, do brejo, além de safar a vaca, veremos surgir uma flor. ( O Estado de São Paulo – 05/07/1969)
- Parlamento Europeu destrói a objeção de consciência ao aborto
Ao adotar o relatório Matić descrevendo o aborto como “cuidados médicos essenciais”, o Parlamento Europeu passou a considerar o crime de aborto como um “direito humano”, redefinindo a objeção de consciência como “negação de cuidados médicos”. As consequências podem ser o início de uma verdadeira perseguição aos católicos nos países da União. Três bispos já criticaram essa medida “radical” pró-aborto. Segundo o portal ACI Digital, o Parlamento Europeu aprovou uma moção que define o aborto como “cuidado essencial de saúde” e considera a objeção de consciência por parte de instituições de saúde que não queiram fazer abortos como “negação de cuidados médicos”. Foram 378 votos a favor do Relatório Matić, 255 contra e 42 abstenções na votação durante a sessão plenária do Parlamento Europeu da quinta-feira 24 de junho. O relatório também declara que violações dos “direitos de saúde sexual e reprodutiva” são “uma forma de violência contra mulheres e meninas.” Durante o debate da quarta-feira 23 de junho que antecedeu a votação, o deputado croata Predrag Matić, autor do projeto do relatório, disse: “Amanhã é um grande dia para a Europa e para todo o mundo progressista. Amanhã decidimos sobre pôr a Europa como uma comunidade que escolhe viver no século XXI ou no XVII. Não deixem a história lembrar de nós como os atrasados.” A Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE) disse ser “eticamente insustentável” classificar o aborto como um serviço de saúde “essencial”. O arcebispo de Luxemburgo, cardeal Jean-Claude Hollerich, presidente da COMECE sustentou que o aborto não pode ser considerado um direito humano e afirmou que o relatório fere o princípio de subsidiariedade que é um dos fundamentos da União Europeia, já que as questões de saúde são da alçada dos Estados nacionais que integram a União Europeia e não dos organismos do bloco. O arcebispo Stanisław Gądecki, presidente da conferência episcopal polonesa, criticou o Relatório Matić porque “o aborto é sempre uma violação do direito humano fundamental à vida, uma violação ainda mais abominável porque diz respeito à vida do ser humano mais fraco e completamente indefeso”. Polônia e Malta são os dois únicos países da União Europeia onde o aborto sob demanda não é legal. A Rede Parlamentar para Questões Críticas (PNCI, na sede em inglês), lobby católico pró-vida com sede em Washington, D.C., descreveu o relatório como “extremo” e “radical”. Leia também Alemanha proíbe matar embriões de filhotes porque sentem dor, mas ainda permite aborto de humanos O Relatório Matić, oficialmente conhecido como o “Relatório sobre a situação da saúde e direitos sexuais e reprodutivos na UE, no âmbito da saúde da mulher”, foi adotado pela Comissão dos Direitos da Mulher e Igualdade de Gênero do Parlamento Europeu em 11 de maio. Uma “exposição de motivos” que o acompanhava afirmou que o relatório “chega num momento crucial na UE, com o retrocesso e a regressão dos direitos da mulher ganhando impulso e contribuindo para a erosão dos direitos adquiridos e colocando em perigo a saúde da mulher”. Dois membros do Parlamento Europeu, Margarita de la Pisa Carrión e Jadwiga Wiśniewska, definiram uma “posição minoritária”, argumentando que o relatório não tinha “nenhum rigor legal ou formal”. “Vai além de suas atribuições ao abordar questões como saúde, educação sexual e reprodução, bem como aborto e educação, que são poderes legislativos pertencentes aos estados membros”, escreveram as parlamentares em seu posicionamento. “Ele trata o aborto como um suposto direito humano que não existe no direito internacional. Isto é uma violação da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos principais tratados vinculantes, assim como da jurisprudência do Tribunal Europeu de Direitos Humanos e do Tribunal de Justiça da União Europeia”, afirmaram. As deputadas destacaram que 154 emendas foram apresentadas contra o relatório. O Centro Europeu de Direito e Justiça (ECLJ pela sigla em inglês), uma ONG com sede em Estrasburgo, França, sugeriu que os apoiadores do relatório estavam procurando “introduzir uma nova norma sem que à primeira vista ela aparentasse ser uma imposição”. “A escolha da instituição nesta estratégia não deve ser subestimada, pois embora as resoluções do Parlamento Europeu não tenham valor jurídico vinculativo, elas são a expressão de uma opinião que o Parlamento deseja dar a conhecer”, afirma o ECLJ. “Uma resolução pode posteriormente servir para legitimar politicamente a ação dos Estados membros ou das instituições; ela se destina a produzir efeitos práticos”. “Mais importante ainda, ela pode expressar uma intenção pré-legislativa que pode posteriormente ser utilizada para justificar atos vinculantes”. Não há dúvida, portanto, que um ato do Parlamento Europeu representa a porta de entrada para o coração do sistema normativo”. David Sassoli, presidente do Parlamento Europeu, deve se encontrar com o Papa Francisco no Vaticano neste fim de semana. Leia também Na Índia o aborto seletivo eliminou 22 milhões de meninas em 30 anos Três bispos criticam medida pró-aborto “radical” aprovada na Europa Três bispos católicos criticaram a declaração do Parlamento Europeu de que o aborto deve ser considerado “cuidado essencial de saúde” e a objeção de consciência redefinida como uma “negação de cuidados médicos”. O arcebispo de Poznań, Stanisław Gądecki, presidente da conferência episcopal polonesa, disse que, com a aprovação do Relatório Matić pelo Parlamento Europeu na quinta-feira 25 de junho a União Europeia adota “uma cultura de morte e exclusão, com a ideologia tendo precedência sobre a razão”. “Estou profundamente entristecido com a resolução do Parlamento Europeu pedindo a possibilidade de matar crianças que ainda não nasceram”, escreveu o arcebispo de em sua conta no Twitter no dia 24 de junho. O bispo de Delphin, Irlanda, dom Kevin Doran lamentou que todos os irlandeses do Parlamento Europeu tenham votado a favor do relatório. Em sua conta de Twitter, Doran disse: “É muito decepcionante ver cada um dos deputados irlandeses votar hoje contra o direito à liberdade de consciência que é reconhecido na Declaração Universal dos Direitos Humanos e a favor do direito humano inexistente ao aborto”. O arcebispo de Salzburgo, Áustria, dom Franz Lackner, presidente da conferência episcopal austríaca considerou “extremamente lamentável quando as instituições europeias tomam um caminho que estamos convencidos de que está errado”, enfatizou Lackner na sexta-feira, 25, em um comunicado à agência de notícias Kathpress da conferência episcopal. “Classificar o aborto como uma medida de saúde e um direito humano degrada o nascituro e é eticamente insustentável”, disse o Arcebispo de Salzburgo. A CNA, agência em inglês do grupo ACI, procurou a Comissão das Conferências de Bispos da União Europeia (COMECE), mas a entidade disse que não fará uma declaração a respeito do tema. Um comunicado de imprensa do Parlamento Europeu emitido após a votação lamenta que alguns estados da UE tenham “uma chamada cláusula de consciência” permitindo a profissionais de saúde se recusar a fazer abortos. “Isso leva à negação da assistência ao aborto por motivos religiosos ou de consciência e coloca a vida das mulheres em perigo”, diz o comunicado. O parlamentar croata Predrag Fred Matić, autor do relatório aprovado pelo Parlamento Europeu, disse: “Esta votação marca uma nova era na União Europeia e a primeira resistência real a uma agenda regressiva que tem pisoteado os direitos das mulheres na Europa por anos”. A aprovação do relatório não obriga os países membros da União Europeia a adaptar sua legislação, mas é um instrumento de pressão. Só dois dos 27 estados membros da União Europeia, Polônia e Malta, não permitem o aborto. Fonte: ACI Digital Leia também Bispo critica Biden por “exibir” devoção à Virgem de Guadalupe e promover o aborto
- Parlamento Europeu destrói a objeção de consciência ao aborto
Ao adotar o relatório Matić descrevendo o aborto como “cuidados médicos essenciais”, o Parlamento Europeu passou a considerar o crime de aborto como um “direito humano”, redefinindo a objeção de consciência como “negação de cuidados médicos”. As consequências podem ser o início de uma verdadeira perseguição aos católicos nos países da União. Três bispos já criticaram essa medida “radical” pró-aborto. Segundo o portal ACI Digital, o Parlamento Europeu aprovou uma moção que define o aborto como “cuidado essencial de saúde” e considera a objeção de consciência por parte de instituições de saúde que não queiram fazer abortos como “negação de cuidados médicos”. Foram 378 votos a favor do Relatório Matić, 255 contra e 42 abstenções na votação durante a sessão plenária do Parlamento Europeu da quinta-feira 24 de junho. O relatório também declara que violações dos “direitos de saúde sexual e reprodutiva” são “uma forma de violência contra mulheres e meninas.” Durante o debate da quarta-feira 23 de junho que antecedeu a votação, o deputado croata Predrag Matić, autor do projeto do relatório, disse: “Amanhã é um grande dia para a Europa e para todo o mundo progressista. Amanhã decidimos sobre pôr a Europa como uma comunidade que escolhe viver no século XXI ou no XVII. Não deixem a história lembrar de nós como os atrasados.” A Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE) disse ser “eticamente insustentável” classificar o aborto como um serviço de saúde “essencial”. O arcebispo de Luxemburgo, cardeal Jean-Claude Hollerich, presidente da COMECE sustentou que o aborto não pode ser considerado um direito humano e afirmou que o relatório fere o princípio de subsidiariedade que é um dos fundamentos da União Europeia, já que as questões de saúde são da alçada dos Estados nacionais que integram a União Europeia e não dos organismos do bloco. O arcebispo Stanisław Gądecki, presidente da conferência episcopal polonesa, criticou o Relatório Matić porque “o aborto é sempre uma violação do direito humano fundamental à vida, uma violação ainda mais abominável porque diz respeito à vida do ser humano mais fraco e completamente indefeso”. Polônia e Malta são os dois únicos países da União Europeia onde o aborto sob demanda não é legal. A Rede Parlamentar para Questões Críticas (PNCI, na sede em inglês), lobby católico pró-vida com sede em Washington, D.C., descreveu o relatório como “extremo” e “radical”. Leia também Alemanha proíbe matar embriões de filhotes porque sentem dor, mas ainda permite aborto de humanos O Relatório Matić, oficialmente conhecido como o “Relatório sobre a situação da saúde e direitos sexuais e reprodutivos na UE, no âmbito da saúde da mulher”, foi adotado pela Comissão dos Direitos da Mulher e Igualdade de Gênero do Parlamento Europeu em 11 de maio. Uma “exposição de motivos” que o acompanhava afirmou que o relatório “chega num momento crucial na UE, com o retrocesso e a regressão dos direitos da mulher ganhando impulso e contribuindo para a erosão dos direitos adquiridos e colocando em perigo a saúde da mulher”. Dois membros do Parlamento Europeu, Margarita de la Pisa Carrión e Jadwiga Wiśniewska, definiram uma “posição minoritária”, argumentando que o relatório não tinha “nenhum rigor legal ou formal”. “Vai além de suas atribuições ao abordar questões como saúde, educação sexual e reprodução, bem como aborto e educação, que são poderes legislativos pertencentes aos estados membros”, escreveram as parlamentares em seu posicionamento. “Ele trata o aborto como um suposto direito humano que não existe no direito internacional. Isto é uma violação da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos principais tratados vinculantes, assim como da jurisprudência do Tribunal Europeu de Direitos Humanos e do Tribunal de Justiça da União Europeia”, afirmaram. As deputadas destacaram que 154 emendas foram apresentadas contra o relatório. O Centro Europeu de Direito e Justiça (ECLJ pela sigla em inglês), uma ONG com sede em Estrasburgo, França, sugeriu que os apoiadores do relatório estavam procurando “introduzir uma nova norma sem que à primeira vista ela aparentasse ser uma imposição”. “A escolha da instituição nesta estratégia não deve ser subestimada, pois embora as resoluções do Parlamento Europeu não tenham valor jurídico vinculativo, elas são a expressão de uma opinião que o Parlamento deseja dar a conhecer”, afirma o ECLJ. “Uma resolução pode posteriormente servir para legitimar politicamente a ação dos Estados membros ou das instituições; ela se destina a produzir efeitos práticos”. “Mais importante ainda, ela pode expressar uma intenção pré-legislativa que pode posteriormente ser utilizada para justificar atos vinculantes”. Não há dúvida, portanto, que um ato do Parlamento Europeu representa a porta de entrada para o coração do sistema normativo”. David Sassoli, presidente do Parlamento Europeu, deve se encontrar com o Papa Francisco no Vaticano neste fim de semana. Leia também Na Índia o aborto seletivo eliminou 22 milhões de meninas em 30 anos Três bispos criticam medida pró-aborto “radical” aprovada na Europa Três bispos católicos criticaram a declaração do Parlamento Europeu de que o aborto deve ser considerado “cuidado essencial de saúde” e a objeção de consciência redefinida como uma “negação de cuidados médicos”. O arcebispo de Poznań, Stanisław Gądecki, presidente da conferência episcopal polonesa, disse que, com a aprovação do Relatório Matić pelo Parlamento Europeu na quinta-feira 25 de junho a União Europeia adota “uma cultura de morte e exclusão, com a ideologia tendo precedência sobre a razão”. “Estou profundamente entristecido com a resolução do Parlamento Europeu pedindo a possibilidade de matar crianças que ainda não nasceram”, escreveu o arcebispo de em sua conta no Twitter no dia 24 de junho. O bispo de Delphin, Irlanda, dom Kevin Doran lamentou que todos os irlandeses do Parlamento Europeu tenham votado a favor do relatório. Em sua conta de Twitter, Doran disse: “É muito decepcionante ver cada um dos deputados irlandeses votar hoje contra o direito à liberdade de consciência que é reconhecido na Declaração Universal dos Direitos Humanos e a favor do direito humano inexistente ao aborto”. O arcebispo de Salzburgo, Áustria, dom Franz Lackner, presidente da conferência episcopal austríaca considerou “extremamente lamentável quando as instituições europeias tomam um caminho que estamos convencidos de que está errado”, enfatizou Lackner na sexta-feira, 25, em um comunicado à agência de notícias Kathpress da conferência episcopal. “Classificar o aborto como uma medida de saúde e um direito humano degrada o nascituro e é eticamente insustentável”, disse o Arcebispo de Salzburgo. A CNA, agência em inglês do grupo ACI, procurou a Comissão das Conferências de Bispos da União Europeia (COMECE), mas a entidade disse que não fará uma declaração a respeito do tema. Um comunicado de imprensa do Parlamento Europeu emitido após a votação lamenta que alguns estados da UE tenham “uma chamada cláusula de consciência” permitindo a profissionais de saúde se recusar a fazer abortos. “Isso leva à negação da assistência ao aborto por motivos religiosos ou de consciência e coloca a vida das mulheres em perigo”, diz o comunicado. O parlamentar croata Predrag Fred Matić, autor do relatório aprovado pelo Parlamento Europeu, disse: “Esta votação marca uma nova era na União Europeia e a primeira resistência real a uma agenda regressiva que tem pisoteado os direitos das mulheres na Europa por anos”. A aprovação do relatório não obriga os países membros da União Europeia a adaptar sua legislação, mas é um instrumento de pressão. Só dois dos 27 estados membros da União Europeia, Polônia e Malta, não permitem o aborto. Fonte: ACI Digital Leia também Bispo critica Biden por “exibir” devoção à Virgem de Guadalupe e promover o aborto
- Justiça recolhe guias de educação sexual que ridicularizam a Virgem Maria, na Espanha
De acordo com o portal ACI Digital, a Justiça de Madri aceitou o recurso apresentado por advogados cristãos pedindo a retirada imediata das guias de educação sexual “Rebeldes de Gênero”, por “ferir” direitos fundamentais como a liberdade religiosa e o direito à educação. No mês de abril de 2021, a prefeitura de Getafe, em Madri, na Espanha, governada por uma coalizão entre os partidos PSOE e Podemos, publicou seis guias sexuais que incentivam as meninas e os adolescentes a se masturbarem e que ridicularizam a Virgem Maria. A diocese de Getafe manifestou seu rechaço às publicações por difundir propostas com “forte viés ideológico” usando recursos públicos. A Associação Espanhola de Advogados Cristãos apresentou um recurso à Justiça de Madri contra a prefeitura de Getafe. O recurso foi aprovado e as guias deverão ser recolhidas no prazo de 20 dias. A decisão fundamentou-se na “gravidade e irreparabilidade da possível afetação adicional dos direitos fundamentais que estão em jogo”. O texto da resolução afirma que “a gravidade da conduta que se imputa ao Município” se baseia no fato de que é uma atuação “fora de sua esfera de competência” e, além disso, lhe atribui uma “lesão” dos “direitos fundamentais de primeira categoria como a liberdade religiosa e o direito à educação”. A presidente da associação de advogados, Polonia Castellanos, opinou que “a prefeita de Getafe deveria renunciar porque, em seu afã de impor sua ideologia, chegou a abusar das suas competências e violou direitos fundamentais consagrados na Constituição”. “Os cidadãos não merecem pagar com seus impostos as pessoas que infringem a lei e utilizam o dinheiro de todos para impor sua própria ideologia, sobretudo quando se trata de nossos filhos”, afirmou Castellanos. Fonte: ACI Digital
- Justiça recolhe guias de educação sexual que ridicularizam a Virgem Maria, na Espanha
De acordo com o portal ACI Digital, a Justiça de Madri aceitou o recurso apresentado por advogados cristãos pedindo a retirada imediata das guias de educação sexual “Rebeldes de Gênero”, por “ferir” direitos fundamentais como a liberdade religiosa e o direito à educação. No mês de abril de 2021, a prefeitura de Getafe, em Madri, na Espanha, governada por uma coalizão entre os partidos PSOE e Podemos, publicou seis guias sexuais que incentivam as meninas e os adolescentes a se masturbarem e que ridicularizam a Virgem Maria. A diocese de Getafe manifestou seu rechaço às publicações por difundir propostas com “forte viés ideológico” usando recursos públicos. A Associação Espanhola de Advogados Cristãos apresentou um recurso à Justiça de Madri contra a prefeitura de Getafe. O recurso foi aprovado e as guias deverão ser recolhidas no prazo de 20 dias. A decisão fundamentou-se na “gravidade e irreparabilidade da possível afetação adicional dos direitos fundamentais que estão em jogo”. O texto da resolução afirma que “a gravidade da conduta que se imputa ao Município” se baseia no fato de que é uma atuação “fora de sua esfera de competência” e, além disso, lhe atribui uma “lesão” dos “direitos fundamentais de primeira categoria como a liberdade religiosa e o direito à educação”. A presidente da associação de advogados, Polonia Castellanos, opinou que “a prefeita de Getafe deveria renunciar porque, em seu afã de impor sua ideologia, chegou a abusar das suas competências e violou direitos fundamentais consagrados na Constituição”. “Os cidadãos não merecem pagar com seus impostos as pessoas que infringem a lei e utilizam o dinheiro de todos para impor sua própria ideologia, sobretudo quando se trata de nossos filhos”, afirmou Castellanos. Fonte: ACI Digital
- Ativista LGBT dança nu no átrio de catedral da Colômbia
Ativista LGBT dança nu no átrio de catedral da Colômbia REDAÇÃO CENTRAL, 24 jun. 21 / 04:40 pm (ACI).- Um ativista LGBT na Colômbia dançou e despiu-se no átrio da catedral de São Gil, durante as manifestações da greve nacional e do mês do “orgulho gay”. No dia 21 de junho à noite, um grupo de ativistas LGBT se reuniu diante da Catedral de São Gil, no departamento de Santander, e presenciaram a dança de um de seus membros que se despiu ao ritmo da música. Em um vídeo publicado no Facebook pelo grupo colombiano El Regional, é possível escutar a voz de uma pessoa que apresenta a “performance” de “Sasha” e que, antes de começar a dança, grita: “Que vivam as b* e que vivam as p*!”. Durante o protesto, um grupo LGBT entregou a seguinte mensagem, segundo a Blu Radio: “A religião não pode oprimir nossa forma de amar, amor é amor e a greve deve ser plural, inclusiva e livre de estereótipos. Somos amor, somos diversidade”. A greve a que se refere o grupo é o movimento iniciado na Colômbia no dia 28 de abril, convocado por organizações de esquerda e que tem se caracterizado pela violência e atos de vandalismo em diversas cidades. Pelo menos 50 pessoas morreram e há dezenas de feridos desde o início da greve geral. Um cidadão fez declarações à Blu Radio, mas preferiu manter-se no anonimato. Ele disse que a dança do grupo LGBT foi “uma falta de respeito, uma vulgaridade”, e condenou o fato de que eles “desrespeitem um símbolo religioso, como é o átrio principal da catedral”. “Podem fazer as suas loucuras em outro lugar, mas não diante de crianças, das famílias e dos setores da comunidade que não compartilham essas ideias, orientações sexuais e ideologias”, acrescentou. Na publicação do Facebook de El Regional, o usuário identificado como Ollu Veri afirmou que “naquele momento a Eucaristia estava sendo celebrada, havia pessoas orando e pedindo por suas famílias, que sofrem a dor de ter perdido seus entes queridos. Coloque-se no lugar dessas famílias! Há muitos lugares em São Gil para manifestar seus direitos”. Embora a publicação tenha vários comentários a favor da dança do grupo LGBT, o usuário de nome Henry Celis disse que o que foi feito no átrio da catedral “é simplesmente inaceitável. Todo templo é a casa de Deus”. FONTE: https://www.acidigital.com/noticias/ativista-lgbt-danca-nu-no-atrio-de-catedral-da-colombia-32429 #AtivistaLGBTdançanunoátriodecatedraldaColômbia
- Cristãos promovem boicote ao Burger King após publicidade LGBT envolvendo crianças
No comercial, o Burger King utiliza crianças para legitimar o apoio à comunidade LGBT. Não é a primeira vez que a rede de fast food faz campanha em favor da Ideologia LGBT, entretanto desta vez a empresa passa dos limites ao envolver crianças para promover a ideologia de gênero. O vídeo começa com o seguinte texto: “Não sabe como explicar LGBTQIA+ para crianças?”. As crianças e os adultos começam a se acomodar nas cadeiras da loja e aparece um texto: “Aprenda com eles:” . Em seguida diferentes crianças começam a contar as suas histórias e opiniões favoráveis ao homossexualismo. Por fim é exibido o texto “se eles conseguem, você consegue”. Assista: Mesmo tendo consciência que a população Brasileira é massivamente cristã e que já demonstrou inúmeras vezes sua aversão às empresas e até órgãos governamentais que ultrapassam dos limites, tentando envolver crianças no contexto LGBT, o Burger King decidiu novamente desafiar a sociedade brasileira com essa nova campanha, demonstrando não se importar com a inocência das crianças. Muitos cristãos já foram às redes sociais manifestas seu repúdio ao conteúdo apresentado pela empresa e dizer que deixarão de consumir seus produtos. Leia também Militantes LGBT atacam jovens parlamentares cristãos Burger King debocha de cliente que criticou propaganda LGBT Há menos de um mês atrás rede de fast food Burger King voltou a causar polêmica nas redes sociais, desta vez ao defender a comunidade LGBT e o uso da linguagem de gênero neutro em um post publicitário. Após a publicação do que seriam as bandeiras que representam cada orientação sexual e do uso da palavra “todes”, ao referir-se aos consumidores, a rede de hambúrgueres recebeu uma série de críticas nos comentários. No entanto, em vez de ignorar os detratores, o perfil da empresa passou a atacar os internautas que se colocavam contra a “homenagem” aos LGBTs. Um seguidor disse que não iria “nem passar perto” da lanchonete. O BK respondeu em tom debochado. – Depois dá uma olhada no nosso site para verificar onde ficam nossas lojas, assim você pode passar bem longe mesmo, pois não toleramos preconceito – escreveu o perfil. Burger King apagou publicação após polêmica Foto: Reprodução A resposta “lacradora” parece não ter dado certo, uma vez que internautas iniciaram uma campanha de boicote à rede. Esta também não é a primeira retaliação que a empresa sofre por defender pautas das minorias. Burger King debochou de internauta Foto: Reprodução Após muita polêmica, inclusive com a própria comunidade LGBT, que apontou diversos erros no “guia” sobre as bandeiras da diversidade sexual, o Burguer King decidiu apagar a publicação. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO?
- Cristãos promovem boicote ao Burger King após publicidade LGBT envolvendo crianças
No comercial, o Burger King utiliza crianças para legitimar o apoio à comunidade LGBT. Não é a primeira vez que a rede de fast food faz campanha em favor da Ideologia LGBT, entretanto desta vez a empresa passa dos limites ao envolver crianças para promover a ideologia de gênero. O vídeo começa com o seguinte texto: “Não sabe como explicar LGBTQIA+ para crianças?”. As crianças e os adultos começam a se acomodar nas cadeiras da loja e aparece um texto: “Aprenda com eles:” . Em seguida diferentes crianças começam a contar as suas histórias e opiniões favoráveis ao homossexualismo. Por fim é exibido o texto “se eles conseguem, você consegue”. Assista: Mesmo tendo consciência que a população Brasileira é massivamente cristã e que já demonstrou inúmeras vezes sua aversão às empresas e até órgãos governamentais que ultrapassam dos limites, tentando envolver crianças no contexto LGBT, o Burger King decidiu novamente desafiar a sociedade brasileira com essa nova campanha, demonstrando não se importar com a inocência das crianças. Muitos cristãos já foram às redes sociais manifestas seu repúdio ao conteúdo apresentado pela empresa e dizer que deixarão de consumir seus produtos. Leia também Militantes LGBT atacam jovens parlamentares cristãos Burger King debocha de cliente que criticou propaganda LGBT Há menos de um mês atrás rede de fast food Burger King voltou a causar polêmica nas redes sociais, desta vez ao defender a comunidade LGBT e o uso da linguagem de gênero neutro em um post publicitário. Após a publicação do que seriam as bandeiras que representam cada orientação sexual e do uso da palavra “todes”, ao referir-se aos consumidores, a rede de hambúrgueres recebeu uma série de críticas nos comentários. No entanto, em vez de ignorar os detratores, o perfil da empresa passou a atacar os internautas que se colocavam contra a “homenagem” aos LGBTs. Um seguidor disse que não iria “nem passar perto” da lanchonete. O BK respondeu em tom debochado. – Depois dá uma olhada no nosso site para verificar onde ficam nossas lojas, assim você pode passar bem longe mesmo, pois não toleramos preconceito – escreveu o perfil. Burger King apagou publicação após polêmica Foto: Reprodução A resposta “lacradora” parece não ter dado certo, uma vez que internautas iniciaram uma campanha de boicote à rede. Esta também não é a primeira retaliação que a empresa sofre por defender pautas das minorias. Burger King debochou de internauta Foto: Reprodução Após muita polêmica, inclusive com a própria comunidade LGBT, que apontou diversos erros no “guia” sobre as bandeiras da diversidade sexual, o Burguer King decidiu apagar a publicação. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO?
- EM DEFESA DA LIBERDADE – Pe. Santiago Martín
A ofensiva contra alguns dos pontos essenciais da moral católica está se desencadeando com toda a força e esta semana deu provas disso. A ONU, através de uma das suas comissões, censura o Vaticano por não ter feito o suficiente para impedir a pederastia, mas o que realmente quer é que a Igreja aceite a ideologia do género. O Parlamento Europeu aprovou, como recomendação, que o aborto deve ser considerado um “direito humano” e que a objecção de consciência, para médicos e hospitais, deve desaparecer. Enquanto isto, na Itália, está em debate uma lei — chamada “Lei Zan” — que pune severamente quem nega que o sexo é uma questão cultural e afirma que tem uma base biológica, além de forçar o ensino da ideologia do género nas escolas; uma lei contra a qual o Vaticano protestou, dizendo que viola os Acordos entre a Santa Sé e o Estado italiano, tanto no que diz respeito às escolas como no ataque à liberdade de expressão dos católicos. Destas três coisas, a que fez mais barulho foi a intervenção do Vaticano junto do Estado italiano, através de uma nota verbal apresentada pelo número três da Secretaria de Estado. A Santa Sé foi acusada de ingerência na política italiana, e até o presidente do Conselho de Ministros, Draghi, rejeitou o aviso do Vaticano, dizendo que a Itália é um país laico e que o seu Parlamento é soberano. Os ataques da esquerda ao Vaticano foram ferozes e o Papa não foi poupado, pois é impossível acreditar que um ato de tal relevância, como o que ocorreu, pudesse ter tido lugar sem o apoio explícito do Santo Padre. Contudo, não há razão para tais ataques, uma vez que a Santa Sé se limitou a avisar que, se a Lei Zan for para a frente, os acordos internacionais serão violados. Os acordos entre países devem ser respeitados ou anulados, mas o que não se pode fazer com eles é violá-los. A Itália tem o direito de anular os acordos com o Vaticano, mas não de os violar, tal como tem o direito de romper os acordos que tem com outras nações (como, por exemplo, a Inglaterra tem feito com a União Europeia). O protesto, que é de fato um aviso, feito pelo Vaticano à Itália é sem precedentes na sua história e mostra a seriedade da situação. Se um padre pode ir para a prisão por dizer, num confessionário ou numa homilia, que, segundo a Bíblia, a prática da homossexualidade é um pecado; ou, se se forçar o ensino da ideologia do género nas escolas católicas e, como acontece no Canadá, obrigá-las a ensinar crianças pequenas a masturbarem-se, terá sido ultrapassada uma barreira perante a qual a Igreja não pode permanecer indiferente, especialmente quando está em vigor um tratado que garante tanto a independência das escolas católicas, quanto a liberdade de expressão dos próprios católicos. A Santa Sé teve a coragem de fazer ouvir a sua voz em defesa da liberdade de consciência e de expressão. A prova de que a ditadura mundial está inexoravelmente avançando é que algo tão elementar como isto, ou tão básico como reivindicar o direito à objecção de consciência ao aborto, é a causa de escândalo. Mais uma vez, a Igreja é a última fronteira que protege a liberdade. Apesar dos pecados dos seus membros, ela o tem feito ao longo da sua história e continua a fazê-lo. Tal como os mártires ganharam para o mundo o direito à liberdade de consciência, também agora os novos mártires — as vítimas dos ataques desta feroz ideologia de género — estão defendendo o último reduto de liberdade que resta. À diferença dos tiranos de ontem, os de hoje não usam leões para matar as suas vítimas, mas entregam-nos aos meios de comunicação para serem dilacerados e devorados. O resultado é o mesmo. É por isso que devemos agradecer à Igreja, e especialmente ao Papa, pelo serviço que prestou a toda a humanidade, apoiando-o fortemente, em especial com as nossas orações.
- A FRAQUEZA DO HOMEM MODERNO SEGUNDO UM BISPO DA ROÇA
[Nesta pregação radiofônica, o Bispo “sertanês” da diocese goiana de Formosa, Dom Adair José Guimarães , toca num problema fundamental do homem de hoje, a debilidade de caráter, que o deixou em pânico e o colocou de joelhos diante do vírus chinês. Dom Adair mostra o caminho para a recuperação da fortaleza perdida]. Tempos atrás, eu tive uma conversa longa, uma partilha com uma médica pediatra renomada, uma pessoa de grande bom senso, cristã, profunda mulher de Deus, que faz da medicina um grande trabalho de colaboração com a melhoria do gênero humano (ela que, como pediatra, lida com as crianças, com os pais). A gente partilhava sobre aspectos da vida humana de hoje, sobre a fragilidade do ser humano dos nossos tempos: nós vivemos uma fraqueza humana generalizada nos nossos tempos, as pessoas perderam o rumo da firmeza, perderam esta capacidade de edificar o seu caráter com a fortaleza divina. As pessoas estão muito sensíveis, muito fragilizadas e muito superficiais. A superficialidade vai tomando conta das pessoas, criam essa mentalidade de que precisam ser agradadas. Você tem que agradar as pessoas. Nós precisamos mudar esse ritmo nosso, entender que nós é que precisamos agradar a Deus. Não podemos ser essas pessoas que buscam consolação em tudo. Você vai à Missa e o padre não pode pregar sobre o pecado, sobre o adultério, sobre a preguiça, sobre os vícios, porque as pessoas se sentem machucadas. “Ah porque pregou contra mim…” As pessoas estão cheias, carregadas de pecados e não querem escutar a verdade. O problema hoje, na igreja, é que as pessoas não querem escutar a verdade. E um problema também duro para nós, sacerdotes, é que nós temos medo de dizer a verdade, porque hoje tudo é o politicamente correto. Você não pode pregar contra o aborto, porque você fere quem fez aborto, você condena quem fez aborto… Hoje é horrível: você está atendendo confissão, vai dar um direcionamento à pessoa, e a pessoa diz: “O senhor está me ofendendo…”, porque perdemos o rumo, nós perdemos a consciência do pecado e nos tornamos um povo frágil. Filhos que não são corrigidos… Filhos que não aceitam a correção dos pais, porque os pais perderam a sua autoridade. Famílias fragilizadas, famílias que não têm mais a solidez daqueles esteios de valores que tão bem faz à família. Nós somos um povo fragilizado. Nós estamos perdendo a consciência das nossas responsabilidades. Hoje se fala de Deus, do amor de Deus, mas a sua vontade não pode ser corrigida, as suas inclinações não podem ser corrigidas. A pessoa tem que fazer o que quer, a criança tem que fazer o que quer. As crianças todas encegueiradas em jogos que já têm toda uma mensagem subliminar da Nova Ordem Mundial, que vão destruindo os valores. A mãe e o pai não sabem mais o que fazer com os filhos, porque não podem corrigir, porque a psicologia disse não pode corrigir: tem que deixar a pessoa ser livre… Uma coisa é você educar para a liberdade responsável (se Jesus te libertar, serás verdadeiramente livre), e outra coisa é evitar de corrigir em cima desse politicamente correto, e deixar as crianças, os nossos filhos, assumirem um conceito de liberdade que é o de fazer o que se quer: “Se me agrada, eu tenho o direito de fazer…” Nem tudo o que nos agrada nos é conveniente. Nós, sacerdotes, sabemos disso. A gente precisa lutar contra nós mesmos. “Vincit qui se vincit”: vence quem se vence. Vencer as inclinações, vencer as tendências, vencer uma liberdade corroída pela mentira, pela falsidade, pelo egoísmo, por tantas misérias que esse mundo vai colocando; esse desrespeito à dignidade da pessoa humana; esse conceito errado de que você é feliz fazendo o que você quer. Não é assim. Você precisa examinar os espíritos, ter o discernimento: “O que faço agrada a quem? A mim, ao demônio ou a Deus? Portanto, São José é um modelo de um homem íntegro, resolvido profundamente, livre porque a sua vida é calcada em cima dos valores inalienáveis, que dão sustentação a uma existência feliz, por viver a felicidade a partir da prática das virtudes, no olhar direto para o bem e não para os desejos, as fragilidades da carne e para a escuridão deste mundo. Sejamos firmes, assim como foi São José, pai adotivo de Jesus. (…) “Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má pode produzir frutos bons. Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e jogada no fogo. Portanto, pelos seus frutos vós os conhecereis”. (Mateus 7, 15-20). Aqui, Nosso Senhor fala da necessidade da correção, a correção fraterna. Nós existimos para ser corrigidos: todos nós. O diretor espiritual nos corrige, nossos superiores nos corrigem, porque a nossa vontade nem sempre atende à objetividade da verdade. Uma vontade corroída pelo pecado: nós já nascemos com influência do pecado. O batismo tirou o pecado original da nossa vida, mas não tirou a concupiscência, as tendências errôneas que o pecado das origens introduziu no coração da pessoa humana, sobretudo o orgulho, que está dentro do meu coração, que está dentro do seu coração, não importa quem você seja: seja o rei, seja o príncipe, seja quem for. O coração da pessoa humana é eivado pela concupiscência. Por isso, nós precisamos fazer penitência, fazer jejum. Precisamos orar. Precisamos nos resignar. Precisamos nos confessar, arrepender dos pecados, aceitar a correção, aceitar ser modulados no caminho da “eudemonia”, de uma felicidade que se constrói a partir da prática das virtudes (primeiro, as virtudes teologais, que nos inserem nesta comunhão profunda com o mistério de Deus, numa amizade que a gente vai construindo, a partir de dentro, com Cristo nosso esposo; depois, as virtudes morais, que nos adequam ao comportamento de Cristo). A nossa sociedade está apodrecida no pecado. É uma tristeza o que nós vivemos em nossos dias: você não pode falar do pecado, você não pode pregar sobre essas verdades eternas, porque isso é coisa de conservador, é coisa do passado. Você tem que usar mais a metodologia da psicologia: a pessoa precisa ser agradada… A Missa é para agradar às pessoas… Tudo que a gente faz na Igreja é para agradar as pessoas e não a Deus, porque nós queremos ser .agradados. Nós, padres, infelizmente temos isso: a gente quer ser agradada, a gente não está disposta a agradar a Deus, na solidão na renúncia, nas provações. Basta vir uma provação, basta vir uma morte, basta vir uma dificuldade, que a gente desaba, porque o caráter não foi bem edificado, as virtudes não foram bem solidificadas dentro do coração. Abra seu coração, prezado ouvinte, à correção. Deixa o seu diretor espiritual te corrigir. Aceite a correção da palavra de Deus. Aceite as moções do Espírito Santo no seu coração, a intercessão de São José, para que a sua vida seja profundamente humanizada em Cristo e não no seu querer, não na sua vaidade. E, para completar, a gente precisa pensar naquilo que resume toda a nossa vida. que deve nos tirar do calabouço do orgulho, da vaidade, e nos inserir no trilheiro estreito da humildade: o mistério da morte. A morte é o resumo de tudo. Olhando para ela, nós devemos aceitar as podas, as correções e mudar de vida. Ter uma vida de acordo com Nosso Senhor. Devemos ser livres e fiéis em Cristo. Amém! https://www.youtube.com/watch?v=IWAJ19_rG-Y&list=PL5VPX6jhM-o8PKgtp60FuciguCBzu8uM9
- O PAGÃO CÍCERO E A AUTORIDADE DA LEI CELESTIAL PARA A PROTEÇÃO DOS INDIVÍDUOS
[Mesmo os pagãos já sabiam que as leis que governam a sociedade devem ter um fundamento religioso. Nosso moderno e presumível Estado laico também possui um fundamento religioso: a religião do homem que se autodiviniza. No segundo capítulo de sua obra Das leis , Cícero esclarece com inteligência o que vem a ser direito natural , ou jusnaturalismo ]. Na opinião dos mais eminentes sábios, a lei não é o produto da inteligência humana, nem da vontade popular, mas algo eterno que rege o universo por meio de sábios mandatos e sábias proibições. Logo — como costumavam dizer — esta lei que é, por sua vez, a primeira e a última, identifica-se com a mente divina, enquanto esta trabalha racionalmente, dando ou tirando impulso a todas as coisas. Portanto, é legítimo celebrar uma lei que é o presente dos deuses ao género humano e que é a razão e a inteligência do sábio que, no entanto, é capaz de mandar e proibir. Desde nossa infância (…) aprendemos a chamar leis o “se fulano cita sicrano ante o tribunal” e outras fórmulas parecidas. É preciso, porém, entender que, se bem esta fórmula, assim como as demais ordens e proibições dos povos, possui uma autoridade que nos incita ao bem e nos separa do mal, tal autoridade não só é mais antiga que os povos e Estados, mas é contemporânea do Deus que preserva e governa o céu e a terra. Pois a mente divina não pode estar desprovida de razão, e a razão divina não pode existir sem esta autoridade para sancionar o bem e o mal. (…) se durante o reinado de Lúcio Tarquinio não havia lei escrita alguma em Roma sobre o estupro, não diremos por isso que o atentado de Sexto Tarquínio contra Lucrécia, filha de Tricipitino não foi uma violação da Lei eterna. Existia, pois, uma razão derivada da natureza das coisas, incitando ao bem e afastando do mal, que para chegar a ser Lei não necessitou ser redigida, pois que já o era desde sua origem. E sua origem é tão antiga como a mente divina. Por isso, a lei verdadeira e essencial, a que manda e proíbe legitimamente, é a razão justa do grande Júpiter. (Cícero, Das leis, início do Livro II)
- Vaticano anuncia Indulgência Plenária para o Dia Mundial dos Avós e Idosos
A Penitenciária Apostólica (Santa Sé) anunciou hoje que a celebração do I Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, a 25 de julho, vai contar com a possibilidade de se obter indulgência plenária. Indulgência Plenária no Código de Direito Canônico A indulgência é definida no Código de Direito Canónico (cf. cân. 992) e no Catecismo da Igreja Católica (n.º 1471) como “a remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados cuja culpa já foi apagada”, que o fiel obtém em “certas e determinadas condições pela ação da Igreja”. A possibilidade de obtenção de indulgência plenária, sob as condições tradicionais na doutrina católica (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice) estende-se à celebração presidida pelo Papa e às que vão decorrer em todo o mundo, bem como a quem dedique tempo para “visitar real ou virtualmente os irmãos idosos necessitados ou em dificuldade”. “Poderão igualmente lucrar a indulgência plenária, pressupostos o desapego a qualquer pecado e a intenção de cumprir assim que possível as três condições, os idosos doentes e todos os que, impossibilitados de sair de casa por grave motivo, se unirem espiritualmente às funções sagradas do Dia Mundial, oferecendo a Deus Misericordioso as suas orações, dores e sofrimentos da própria vida”, acrescenta o decreto assinado pelo cardeal Mauro Piacenza, penitenciário-mor. Papa Francisco presidirá Missa com Avós e Idosos na Basílica de São Pedro O Papa vai presidir à Missa, com avós e idosos da Diocese de Roma, no dia 25 de julho, pelas 10h00, na Basílica de São Pedro, com participação limitada. A Santa Sé recomendou a cada diocese e cada paróquia a dedicar uma das Missas dominicais para a celebração do I Dia Mundial dos Avós e dos Idosos; nos dias mais próximos desta data, sugere-se que se organizem celebrações eucarísticas ou momentos de oração em hospitais e lares de idosos. (JSG) Para que se torne mais fácil o acesso ao perdão divino, em nome da caridade pastoral, a Penitenciaria Apostólica pede aos sacerdotes para ouvirem as confissões e mostrarem-se disponíveis, com espírito pronto e generoso, para a celebração da Penitência. A Indulgência Plenária será concedida também “nesse mesmo dia aos fiéis que dedicarem tempo para visitar em presença ou virtualmente os irmãos idosos necessitados ou em dificuldade, como os doentes, os abandonados, os deficientes e outros”. Para lucrar uma Indulgência Plenária é preciso preencher as seguintes condições: a) confissão sacramental – cada confissão vale para as indulgências obtidas até uns 15 dias antes e para as que serão obtidas até uns 15 dias depois de recebido o sacramento; b) comunhão eucarística – é necessária uma comunhão para cada indulgência; c) oração nas intenções do Sumo Pontífice – rezar para cada indulgência; d) exclusão de qualquer apego ao pecado, mesmo venial. e) cumprir uma prática indulgenciada. Mesmo nos dias dias em que não há condições especiais é possível lucrar indulgências e a indulgência plenária. Aprenda mais sobre indulgências plenárias no artigo: Indulgência: a grande misericórdia de Deus desconhecida por quase todos os cristãos Com informações de gaudiumpress #Indulgências
- Vaticano anuncia Indulgência Plenária para o Dia Mundial dos Avós e Idosos
A Penitenciária Apostólica (Santa Sé) anunciou hoje que a celebração do I Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, a 25 de julho, vai contar com a possibilidade de se obter indulgência plenária. Indulgência Plenária no Código de Direito Canônico A indulgência é definida no Código de Direito Canónico (cf. cân. 992) e no Catecismo da Igreja Católica (n.º 1471) como “a remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados cuja culpa já foi apagada”, que o fiel obtém em “certas e determinadas condições pela ação da Igreja”. A possibilidade de obtenção de indulgência plenária, sob as condições tradicionais na doutrina católica (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice) estende-se à celebração presidida pelo Papa e às que vão decorrer em todo o mundo, bem como a quem dedique tempo para “visitar real ou virtualmente os irmãos idosos necessitados ou em dificuldade”. “Poderão igualmente lucrar a indulgência plenária, pressupostos o desapego a qualquer pecado e a intenção de cumprir assim que possível as três condições, os idosos doentes e todos os que, impossibilitados de sair de casa por grave motivo, se unirem espiritualmente às funções sagradas do Dia Mundial, oferecendo a Deus Misericordioso as suas orações, dores e sofrimentos da própria vida”, acrescenta o decreto assinado pelo cardeal Mauro Piacenza, penitenciário-mor. Papa Francisco presidirá Missa com Avós e Idosos na Basílica de São Pedro O Papa vai presidir à Missa, com avós e idosos da Diocese de Roma, no dia 25 de julho, pelas 10h00, na Basílica de São Pedro, com participação limitada. A Santa Sé recomendou a cada diocese e cada paróquia a dedicar uma das Missas dominicais para a celebração do I Dia Mundial dos Avós e dos Idosos; nos dias mais próximos desta data, sugere-se que se organizem celebrações eucarísticas ou momentos de oração em hospitais e lares de idosos. (JSG) Para que se torne mais fácil o acesso ao perdão divino, em nome da caridade pastoral, a Penitenciaria Apostólica pede aos sacerdotes para ouvirem as confissões e mostrarem-se disponíveis, com espírito pronto e generoso, para a celebração da Penitência. A Indulgência Plenária será concedida também “nesse mesmo dia aos fiéis que dedicarem tempo para visitar em presença ou virtualmente os irmãos idosos necessitados ou em dificuldade, como os doentes, os abandonados, os deficientes e outros”. Para lucrar uma Indulgência Plenária é preciso preencher as seguintes condições: a) confissão sacramental – cada confissão vale para as indulgências obtidas até uns 15 dias antes e para as que serão obtidas até uns 15 dias depois de recebido o sacramento; b) comunhão eucarística – é necessária uma comunhão para cada indulgência; c) oração nas intenções do Sumo Pontífice – rezar para cada indulgência; d) exclusão de qualquer apego ao pecado, mesmo venial. e) cumprir uma prática indulgenciada. Mesmo nos dias dias em que não há condições especiais é possível lucrar indulgências e a indulgência plenária. Aprenda mais sobre indulgências plenárias no artigo: Indulgência: a grande misericórdia de Deus desconhecida por quase todos os cristãos Com informações de gaudiumpress #Indulgências
- Misocristia: militantes LGBT atacam jovens parlamentares cristãos
Ana Campagnolo e Nikolas Ferreira viram alvo de ódio anticristão após sustentarem suas convicções em debate sobre ideologia de gênero. Ana Campagnolo, Nikolas Ferreira e outros jovens cristãos vêm recebendo ameaças e mensagens de ódio em uma ação articulada pela militância LGBT. A investida ocorre após terem sustentado suas convicções, desmascarando a ideologia de gênero durante uma live realizada na última quinta-feira (17/06). Apesar da exposição de opiniões bastante diversas, o debate ocorreu de maneira razoavelmente pacífica e sem grandes momentos acalorados. Mesmo assim, uma debatedora que participou de quase toda a longa transmissão, em determinado momento ameaçou “processar” os integrantes que defendiam pontos de vista divergentes do seu. A celeuma teve início no momento em que alguns dos debatedores se recusaram a praticar uma concessão linguística exigida, dando início à acusação de que não fazer isso seria “transfobia”. Foi o que bastou para que tiktokers instigassem seus seguidores a atacar indiscriminadamente os parlamentares nas redes sociais. Em sua conta no Instagram, a deputada Ana Campagnolo expôs algumas mensagens, mas a publicação foi rapidamente excluída pela rede social. “Vagabunda transfóbica. Espero que você se exploda”, enviou uma moça. Outra garota escreveu: “Meu sonho? Te ver pessoalmente e ter 5 minutos a sós com vc (sic), já que não aprende com respeito, te ensino na porrada”. Várias das mensagens criminosas foram encaminhadas por perfis com fotos de crianças e adolescentes. Em nova publicação, Campagnolo destacou uma das mensagens que destilava ódio às suas convicções cristãs: “quero tanto que você ainda esteja viva pra assistir de camarote, quando todos os seus ideais deturpados baseados em uma historinha de conto de fada que foi longe demais, forem completamente criminalizados”, revelando a misocristia* dos agressores. “O objetivo deles é um só: criminalizar o cristianismo. Para isso, usam o movimento GLS e quem mais estiver disposto”, comentou a deputada, denunciando a notória instrumentalização das chamadas “minorias” pelos articuladores da agenda anticristã. _ * Misocristia: termo que define a ação de propagar e exercer o ódio aos cristãos e ao cristianismo. Vale ressaltar que a palavra “cristofobia”, mais popular, tem como significado literal o medo e não o ódio.
- Misocristia: militantes LGBT atacam jovens parlamentares cristãos
Ana Campagnolo e Nikolas Ferreira viram alvo de ódio anticristão após sustentarem suas convicções em debate sobre ideologia de gênero. Ana Campagnolo, Nikolas Ferreira e outros jovens cristãos vêm recebendo ameaças e mensagens de ódio em uma ação articulada pela militância LGBT. A investida ocorre após terem sustentado suas convicções, desmascarando a ideologia de gênero durante uma live realizada na última quinta-feira (17/06). Apesar da exposição de opiniões bastante diversas, o debate ocorreu de maneira razoavelmente pacífica e sem grandes momentos acalorados. Mesmo assim, uma debatedora que participou de quase toda a longa transmissão, em determinado momento ameaçou “processar” os integrantes que defendiam pontos de vista divergentes do seu. A celeuma teve início no momento em que alguns dos debatedores se recusaram a praticar uma concessão linguística exigida, dando início à acusação de que não fazer isso seria “transfobia”. Foi o que bastou para que tiktokers instigassem seus seguidores a atacar indiscriminadamente os parlamentares nas redes sociais. Em sua conta no Instagram, a deputada Ana Campagnolo expôs algumas mensagens, mas a publicação foi rapidamente excluída pela rede social. “Vagabunda transfóbica. Espero que você se exploda”, enviou uma moça. Outra garota escreveu: “Meu sonho? Te ver pessoalmente e ter 5 minutos a sós com vc (sic), já que não aprende com respeito, te ensino na porrada”. Várias das mensagens criminosas foram encaminhadas por perfis com fotos de crianças e adolescentes. Em nova publicação, Campagnolo destacou uma das mensagens que destilava ódio às suas convicções cristãs: “quero tanto que você ainda esteja viva pra assistir de camarote, quando todos os seus ideais deturpados baseados em uma historinha de conto de fada que foi longe demais, forem completamente criminalizados”, revelando a misocristia* dos agressores. “O objetivo deles é um só: criminalizar o cristianismo. Para isso, usam o movimento GLS e quem mais estiver disposto”, comentou a deputada, denunciando a notória instrumentalização das chamadas “minorias” pelos articuladores da agenda anticristã. _ * Misocristia: termo que define a ação de propagar e exercer o ódio aos cristãos e ao cristianismo. Vale ressaltar que a palavra “cristofobia”, mais popular, tem como significado literal o medo e não o ódio.
- SÁBADO DA 12ª SEMANA – TEMPO COMUM
SÁBADO DA 12ª SEMANA – TEMPO COMUM 1ª LEITURA – GN 18,1-15 Existe alguma coisa impossível para o Senhor? Voltarei a ti e Sara já terá um filho. Leitura do Livro do Gênesis 18, 1-15 Naqueles dias: 1O Senhor apareceu a Abraão junto ao carvalho de Mambré, quando ele estava sentado à entrada da sua tenda, no maior calor do dia. 2Levantando os olhos, Abraão viu três homens de pé, perto dele. Assim que os viu, correu ao seu encontro e prostrou-se por terra. 3E disse: ‘Meu Senhor, se ganhei tua amizade, peço-te que não prossigas viagem, sem parar junto a mim, teu servo. 4Mandarei trazer um pouco de água para vos lavar os pés, e descansareis debaixo da árvore. 5Farei servir um pouco de pão para refazerdes vossas forças, antes de continuar a viagem. Pois foi para isso mesmo que vos aproximastes do vosso servo’. Eles responderam: ‘Faze como disseste’. 6Abraão entrou logo na tenda, onde estava Sara e lhe disse: ‘Toma depressa três medidas da mais fina farinha, amassa alguns pães e assa-os’. 7Depois, Abraão correu até o rebanho, pegou um bezerro dos mais tenros e melhores, e deu-o a um criado, para que o preparasse sem demora. 8A seguir, foi buscar coalhada, leite e o bezerro assado, e pôs tudo diante deles. Abraão, porém, permaneceu de pé, junto deles, debaixo da árvore, enquanto comiam. 9E eles lhe perguntaram: ‘Onde está Sara, tua mulher?’ -‘Está na tenda’, respondeu ele. 10E um deles disse: ‘Voltarei, sem falta, no ano que vem, por este tempo, e Sara, tua mulher, já terá um filho’. Ouvindo isto, Sara pôs-se a rir, da entrada da tenda, que estava atrás dele. 11Abraão e Sara já eram velhos, muito avançados em idade, e para ela já havia cessado o período regular das mulheres. 12Por isso, Sara se pôs a rir em seu íntimo, dizendo: ‘Acabada como estou, terei ainda tal prazer, sendo meu marido já velho?’ 13E o Senhor disse a Abraão: ‘Por que riu Sara, dizendo consigo mesma: ‘Acaso ainda terei um filho, sendo tão velha?’ 14Existe alguma coisa impossível para o Senhor? No ano que vem, voltarei por este tempo, e Sara já terá um filho’. 15Sara protestou, dizendo: ‘Eu não ri’, pois estava com medo. Mas ele insistiu: ‘Sim, tu riste’. Palavra do Senhor. SALMO – LC 1,46-47. 48-49. 50-51. 52-53. 54-55 (R.CF.54B) R.O Senhor se lembrou de mostrar sua bondade. 46A minh’alma engrandece ao Senhor, 47e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador, R. 48pois, ele viu a pequenez de sua serva, / eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita. 49O Poderoso fez por mim maravilhas / e Santo é o seu nome! R. 50Seu amor, de geração em geração, / chega a todos que o respeitam. 51Demonstrou o poder de seu braço, / dispersou os orgulhosos. R. 52Derrubou os poderosos de seus tronos / e os humildes exaltou. 53De bens saciou os famintos / e despediu, sem nada, os ricos. R. 54Acolheu Israel, seu servidor, / fiel ao seu amor, 55como havia prometido aos nossos pais, / em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre. R. EVANGELHO – MT 8,5-17 Muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa junto com Abraão, Isaac e Jacó. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 8, 5-17 Naquele tempo: 5Quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6‘Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia. ‘ 7Jesus respondeu: ‘Vou curá-lo. ‘ 8O oficial disse: ‘Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um : ‘Vai!’, e ele vai; e a outro: ‘Vem!’, e ele vem; e digo ao meu escravo: ‘Faze isto!’, e ele faz. ‘ 10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: ‘Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó, 12enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes. ‘ 13Então, Jesus disse ao oficial: ‘Vai! e seja feito como tu creste. ‘ E naquela mesma hora o empregado ficou curado. 14Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele deitada e com febre. 15Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela se levantou, e pôs-se a servi-lo. 16Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos, com sua palavra, e curou todos os doentes, 17para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: ‘Ele tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades. ‘ Palavra da Salvação. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. #SÁBADODA12ªSEMANATEMPOCOMUM
- Se queres, tu tens o poder de me purificar
6ª-FEIRA DA 12ª SEMANA – TEMPO COMUM 1ª LEITURA – GN 17.1.9-10.15-22 Este é o sinal de minha aliança: todo homem entre vós deverá ser circuncidado. Sara te dará um filho. Leitura do Livro do Gênesis 17. 1. 9-10. 15-22 1Abrão tinha noventa e nove anos de idade, quando o Senhor lhe apareceu e lhe disse: ‘Eu sou o Deus Poderoso. Anda na minha presença e sê perfeito. 9Deus disse ainda a Abraão: ‘Guarda a minha aliança, tu e a tua descendência para sempre. 10Esta é a minha aliança que devereis observar, aliança entre mim e vós e tua descendência futura: todo homem entre vós deverá ser circuncidado’. 15Deus disse também a Abraão: ‘Quanto à tua mulher, Sarai, já não a chamarás Sarai, mas Sara. 16Eu a abençoarei e também dela te darei um filho. Vou abençoá-la, e ela será mãe de nações, e reis de povos dela sairão’. 17Abraão prostrou-se com o rosto em terra, e pôs-se a rir, dizendo consigo mesmo: ‘Será que um homem de cem anos vai ter um filho e que, aos noventa anos, Sara vai dar à luz?’. 18E, dirigindo-se a Deus, disse: ‘Se ao menos Ismael pudesse viver em tua presença’. 19Deus, porém, disse: ‘Na verdade, é Sara, tua mulher, que te dará um filho, a quem chamarás Isaac. Com ele estabelecerei a minha aliança, uma aliança perpétua para a sua descendência. 20Atendo ao teu pedido, também, a respeito de Ismael. Eu o abençoarei e tornarei fecundo e extremamente numeroso. Será pai de doze príncipes e farei dela uma grande nação. 21Mas, quanto à minha aliança, eu a estabelecerei com Isaac, o filho que Sara te dará no ano que vem, por este tempo’. 22Tendo acabado de falar com Abraão, Deus se retirou. Palavra do Senhor. SALMO – SL 127 (128),1-2. 3. 4-5 (R. 4) R.Será assim abençoado todo aquele que respeita o Senhor. 1Feliz és tu se temes o Senhor / e trilhas seus caminhos!2Do trabalho de tuas mãos hás de viver, / serás feliz, tudo irá bem! R. 3A tua esposa é uma videira bem fecunda / no coração da tua casa; / os teus filhos são rebentos de oliveira / ao redor de tua mesa. R. 4Será assim abençoado todo homem / que teme o Senhor. 5O Senhor te abençoe de Sião, / cada dia de tua vida. R. EVANGELHO – MT 8,1-4 Se queres, tu tens o poder de me purificar. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 8, 1-4 1Tendo Jesus descido do monte, numerosas multidões o seguiam. 2Eis que um leproso se aproximou e se ajoelhou diante dele, dizendo: ‘Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar. ‘ 3Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: ‘Eu quero, fica limpo. ‘ No mesmo instante, o homem ficou curado da lepra. 4Então Jesus lhe disse: ‘Olha, não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote, e faze a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho para eles. ‘ Palavra da Salvação. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. #6ªFEIRADA12ªSEMANATEMPOCOMUM #Sequerestutensopoderdemepurificar
- NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA
NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA – SANTORAL 1ª LEITURA – JR 1,4-10 Leitura do Livro do Profeta Jeremias 1, 4-10 Nos dias de Josias: 4Foi-me dirigida a palavra do Senhor, dizendo: 5‘Antes de formar-te no ventre materno, eu te conheci; antes de saíres do seio de tua mãe, eu te consagrei e te fiz profeta das nações’. 6Disse eu: ‘Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo’. 7Disse-me o Senhor: ‘Não digas que és muito novo; a todos a quem eu te enviar, irás, e tudo que eu te mandar dizer, dirás. 8Não tenhas medo deles, pois estou contigo para defender-te’, diz o Senhor. 9O Senhor estendeu a mão, tocou-me a boca e disse-me: ‘Eis que ponho minhas palavras em tua boca. 10Eu te constituí hoje sobre povos e reinos com poder para extirpar e destruir, devastar e derrubar, construir e plantar’. Palavra do Senhor. SALMO – SL 70(71),1-2.3-4A.5-6AB.15AB E 17 (R. 6B) R.Desde o seio maternal, sois meu amparo. 1Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: / que eu não seja envergonhado para sempre!2Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! / Escutai a minha voz, vinde salvar-me! R. 3Sede uma rocha protetora para mim, / um abrigo bem seguro que me salve! / Porque sois a minha força e meu amparo, / o meu refúgio, proteção e segurança! 4ALibertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio. R. 5Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, / em vós confio desde a minha juventude!6ASois meu apoio desde antes que eu nascesse, 6Bdesde o seio maternal, o meu amparo. R. 15AMinha boca anunciará todos os dias 15Bvossa justiça e vossas graças incontáveis. 17Vós me ensinastes desde a minha juventude, / e até hoje canto as vossas maravilhas. R. 2ª LEITURA – 1PD 1,8-12 Esta salvação tem sido objeto das investigações e meditações dos profetas. Leitura da Primeira Carta de São Pedro 1, 8-12 Caríssimos: 8Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, 9pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação. 10Esta salvação tem sido objeto das investigações e meditações dos profetas. Eles profetizaram a respeito da graça que vos estava destinada. 11Procuraram saber a que época e a que circunstâncias se referia o Espírito de Cristo, que estava neles, ao anunciar com antecedência os sofrimentos de Cristo e a glória conseqüente. 12Foi-lhes revelado que, não para si mesmos, mas para vós, estavam ministrando estas coisas, que agora são anunciadas a vós por aqueles que vos pregam o evangelho em virtude do Espírito Santo, enviado do céu; revelações essas, que até os anjos desejam contemplar! Palavra do Senhor. EVANGELHO – LC 1,5-17 Tua esposa vai ter um filho, e tu lhe darás o nome de João. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1, 5-17 5Nos dias de Herodes, rei da Judéia, vivia um sacerdote chamado Zacarias, do grupo de Abia. Sua esposa era descendente de Aarão e chamava-se Isabel. 6Ambos era justos diante de Deus e obedeciam fielmente a todos os mandamentos e ordens do Senhor. 7Não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e os dois já eram de idade avançada. 8Em certa ocasião, Zacarias estava exercendo as funções sacerdotais no Templo, pois era a vez do seu grupo. 9Conforme o costume dos sacerdotes, ele foi sorteado para entrar no Santuário, e fazer a oferta do incenso. 10Toda a assembléia do povo estava do lado de fora rezando, enquanto o incenso estava sendo oferecido. 11Então apareceu-lhe o anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. 12Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado e o temor apoderou-se dele. 13Mas o anjo disse: ‘Não tenhas medo, Zacarias, porque Deus ouviu tua súplica. Tua esposa, Isabel, vai ter um filho, e tu lhe darás o nome de João. 14Tu ficarás alegre e feliz, e muita gente se alegrará com o nascimento do menino, 15porque ele vai ser grande diante do Senhor. Não beberá vinho nem bebida fermentada e, desde o ventre materno, ficará repleto do Espírito Santo. 16Ele reconduzirá muitos do povo de Israel ao Senhor seu Deus. 17E há de caminhar à frente deles, com o espírito e o poder de Elias, a fim de converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à sabedoria dos justos, preparando para o Senhor um povo bem disposto’. Palavra da Salvação. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. #natividadedesãojoãobatista #TuaesposavaiterumfilhoetulhedarásonomedeJoão
- Pelos seus frutos vós os conhecereis
4ª-FEIRA DA 12ª SEMANA – TEMPO COMUM 1ª LEITURA – GN 15,1-12.17-18 Abrão teve fé no Senhor, que considerou isso como justiça; e o Senhor fez aliança com Abrão. Leitura do Livro do Gênesis 15, 1-12. 17-18 Naqueles dias: 1O Senhor falou a Abrão, dizendo: ‘Não temas, Abrão! Eu sou o teu protetor e tua recompensa será muito grande’. 2Abrão respondeu: ‘Senhor Deus, que me darás? Eu me vou desta vida sem filhos e o herdeiro de minha casa será Eliezer de Damasco’. 3E acrescentou: ‘Como não me deste descendência, um servo nascido em minha casa será meu herdeiro’. 4Então o Senhor falou-lhe nestes termos: ‘O teu herdeiro não será esse, mas um dos teus descendentes é que será o herdeiro’. 5E, conduzindo-o para fora, disse-lhe: ‘Olha para o céu e conta as estrelas, se fores capaz!’ E acrescentou: ‘Assim será a tua descendência’. 6Abrão teve fé no Senhor, que considerou isso como justiça. 7E lhe disse: ‘Eu sou o Senhor que te fez sair de Ur dos Caldeus, para te dar em possessão esta terra’. 8Abrão lhe perguntou: ‘Senhor Deus, como poderei saber que vou possuí-la?’ 9E o Senhor lhe disse: ‘Traze-me uma novilha de três anos, uma cabra de três anos, um carneiro de três anos, além de uma rola e de uma pombinha’. 10Abrão trouxe tudo e dividiu os animais pelo meio, mas não as aves, colocando as respectivas partes uma frente à outra. 11Aves de rapina se precipitaram sobre os cadáveres, mas Abrão as enxotou. 12Quando o sol já se ia pondo, caiu um sono profundo sobre Abrão e ele foi tomado de grande e misterioso terror. 17Quando o sol se pôs e escureceu, apareceu um braseiro fumegante e uma tocha de fogo, que passaram por entre os animais divididos. 18Naquele dia o Senhor fez aliança com Abrão, dizendo: ‘Aos teus descendentes darei esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio, o Eufrates’. Palavra do Senhor. SALMO – SL 104,1-2. 3-4. 6-7. 8-9 (R. 8A) R.O Senhor se lembra sempre da Aliança. R.Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia. 1Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, / anunciai entre as nações seus grandes feitos!2Cantai, entoai salmos para ele, / publicai todas as suas maravilhas! R. 3Gloriai-vos em seu nome que é santo, / exulte o coração que busca a Deus!4Procurai o Senhor Deus e seu poder, / buscai constantemente a sua face! R. 6Descendentes de Abraão, seu servidor, / e filhos de Jacó, seu escolhido, 7ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, / vigoram suas leis em toda a terra. R. 8Ele sempre se recorda da Aliança, / promulgada a incontáveis gerações; 9da Aliança que ele fez com Abraão, / e do seu santo juramento a Isaac. R. EVANGELHO – MT 7,15-20 Pelos seus frutos vós os conhecereis. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 7, 15-20 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15Cuidado com os falsos profetas: Eles vêm até vós vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. 16Vós os conhecereis pelos seus frutos. Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas? 17Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má, produz frutos maus. 18Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má pode produzir frutos bons. 19Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e jogada no fogo. 20Portanto, pelos seus frutos vós os conhecereis. Palavra da Salvação. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. #Pelosseusfrutosvósosconhecereis
- Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles
3ª-FEIRA DA 12ª SEMANA – TEMPO COMUM 1ª LEITURA – GN 13,2.5-18 Não deve haver discórdia entre nós pois somos irmãos. Leitura do Livro do Gênesis 13, 2. 5-18 2Abrão era muito rico em rebanhos, prata e ouro. 5Ló, que acompanhava Abrão, também tinha ovelhas, gado e tendas. 6A região já não bastava para os dois, pois seus rebanhos eram demasiado numerosos, para poderem morar juntos. 7Surgiram discórdias entre os pastores que cuidavam da criação de Abrão, e os pastores de Ló. Naquele tempo, os cananeus e os fereseus ainda habitavam naquela terra. 8Abrão disse a Ló: ‘Não deve haver discórdia entre nós e entre os nossos pastores, pois somos irmãos. 9Estás vendo toda esta terra diante de ti? Pois bem, peço-te, separa-te de mim. Se fores para a esquerda, eu irei para a direita; Se fores para a direita, eu irei para a esquerda’. 10Levantando os olhos, Ló viu que toda a região em torno do Jordão era por toda a parte irrigada – isso antes que o Senhor destruísse Sodoma e Gomorra -, era como um jardim do Senhor e como o Egito, até a altura de Segor. 11Ló escolheu, então, para si a região em torno do Jordão, e foi para oriente. Foi assim que os dois se separaram um do outro. 12Abrão habitou na terra de Canaã, enquanto que Ló se estabeleceu nas cidades próximas do Jordão, e armou suas tendas até Sodoma. 13Ora, os habitantes de Sodoma eram péssimos, e grandes pecadores diante do Senhor. 14E o Senhor disse a Abrão, depois que Ló se separou dele: ‘Ergue os olhos e, do lugar onde estás, olha para o norte e para o sul, para o oriente e para o ocidente: 15toda essa terra que estás vendo, eu a darei a ti e à tua descendência para sempre. 16Tornarei tua descendência tão numerosa como o pó da terra. Se alguém puder contar os grãos do pó da terra, então poderá contar a tua descendência. 17Levanta-te e percorre este país de ponta a ponta, porque é a ti que o darei. 18Tendo desarmado suas tendas, Abrão foi morar junto ao Carvalho de Mambré, que está em Hebron, e ali construiu um altar ao Senhor. Palavra do Senhor. SALMO – SL 14, 2-3AB. 3CD-4AB. 5 (R. 1B) R.Senhor, quem morará em vosso Monte Santo? 2É aquele que caminha sem pecado / e pratica a justiça fielmente; 3Aque pensa a verdade no seu íntimo 3Be não solta em calúnias sua língua. R. 3CQue em nada prejudica o seu irmão, 3Dnem cobre de insultos seu vizinho; 4Aque não dá valor algum ao homem ímpio, 4Bmas honra os que respeitam o Senhor. R. 5não empresta o seu dinheiro com usura, / nem se deixa subornar contra o inocente. / Jamais vacilará quem vive assim! R. EVANGELHO – MT 7,6.12-14 Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo Segundo São Mateus 7, 6. 12-14 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 6Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos; para que eles não as pisem com os pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem. 12Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas. 13Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! 14Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram! Palavra da Salvação. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. #fazeitambémaeles #LITURGIADIÁRIA3ªFEIRADA12ªSEMANATEMPOCOMUM #Nãodevehaverdiscórdiaentrenóspoissomosirmãos #Tudoquantoquereisqueosoutrosvosfaçam
- PASSAPORTE SANITÁRIO OU MARCA DA BESTA?
Será discutido hoje, dia 22 junho, na reunião de líderes da Câmara dos Deputados, o PL 1674/2021 – Passaporte Nacional de Imunização e Segurança Sanitária (PSS). Veja o alerta do Anderson Reis. Assista o vídeo com a denúncia: ONDE ESTÁ O PROBLEMA? Todas as vacinas em uso contra o Covid 19 estão oficialmente em fase de experimentação. A Resolução RDC nº 444, de 10 de dezembro 2020, estabelece a autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental , das vacinas Covid-19. Algumas sequer são vacinas, mas terapias genéticas ainda não experimentadas em animais, cujas conseqüências a curto, médio e longo prazo, além de não conhecidas, estão sendo subnotificadas. Porém, segundo o protocolo de Nuremberg, nenhuma experimentação pode ser imposta sem o livre consentimento dos pacientes e sem o completo esclarecimento por parte dos que se submetem à experiência de todas as condições da experimentação. O que o PL 1674/2021 está instituindo na verdade, não é a segurança sanitária, mas o marco inicial de uma ditadura sanitária , que se abaterá sobre este precedente sobre todos no país, e que será copiado em seguida por outros países do mundo. Diga não à lei que cria o passaporte vacinal (1674/2021). MANIFESTE-SE! Ligue para as lideranças e deixe clara sua posição contrária a esse PL, que criará uma verdadeira DITADURA SANITÁRIA em nosso país. Faça a sua parte! Não deixe para terceiros! Veja abaixo os dados para entrar em contato com os líderes da câmara. O que pensar das vacinas contra o COVID-19? Muitos católicos se questionam sobre como a igreja se posiciona diante da Vacina contra o Covid-19. A Santa Igreja já emitiu um parecer a favor da aplicação das vacinas contra Covid-19, entretanto existem algumas considerações a serem feitas. Essas vacinas que estão sendo desenvolvidas por diversos laboratórios, como que em uma corrida contra o tempo… seriam elas eficientes? São Seguras? Podemos toma-las tranquilamente? Para ajudar nestas questões, separamos duas formações excelentes sobre o assunto que recomendamos que todos assistam, vale muito a pena! Assista esta formação com o ponto de vista católico acerca das vacinas: Para assistir a segunda formação de um padre especialista em Bioética, clique aqui: O que pensar das vacinas contra o COVID-19? Entre em contato HOJE com as lideranças na Câmara: PRESIDÊNCIA DA CÂMARA: Deputado Federal Arthur Lira PP-AL (61) 3215-5942/3215-2942 LIDERANÇA DO GOVERNO NA CÂMARA: Deputado Federal Ricardo Barros (61) 3215-9001 LIDERANÇA DA MAIORIA: Deputado Federal Diego Andrade (61) 3215-9300 CONTATOS PRESIDÊNCIA DA CÂMARA: Deputado Federal Arthur Lira PP-AL (61) 3215-5942/3215-2942 LIDERANÇA DO GOVERNO NA CÂMARA: Deputado Federal Ricardo Barros (61) 3215-9001 LIDERANÇA DA MAIORIA: Deputado Federal Diego Andrade (61) 3215-9300 TODOS OS CORREIOS ELETRONICOS dep.arthurlira@camara.leg.br; lid.govcamara@camara.leg.br; lid.maioria@camara.leg.br; lid.psl@camara.leg.br; lid.pl@camara.leg.br; lid.pp@camara.leg.br; lid.psd@camara.leg.br; lid.mdb@camara.leg.br; lid.prb@camara.leg.br; lid.psdb@camara.leg.br; lid.dem@camara.leg.br; lid.solidariedade@camara.leg.br; lid.pros@camara.leg.br; lid.psc@camara.leg.br; lid.ptb@camara.leg.br; lid.pode@camara.leg.br; liderancanovo@camara.leg.br; lid.avante@camara.leg.br; lid.patriota@camara.leg.br; lid.pv@camara.leg.br; TODOS OS INSTAGRAMS @oficialarthurlira; @ricardobarros.oficial; @diegoandrademg; @majorvitorhugo; @wellingtonroberto.pb; @cacaleao; @antoniobritobahia; @isnaldobulhoes: @hugomottapb; @rodrigocastro45; @efraimfilhopb; @deplucasvergilio; @capitaowagnersousa; @aluisio.mendes; @nivaldoalbuquerque; @oficialigortimo; @viniciuspoit; @sebastiaooliveira22; @fredcostadep; @enrico.misasi; PRESIDÊNCIA DA CÂMARA Deputado Federal Arthur Lira PP-AL (61) 3215-5942/3215-2942 dep.arthurlira@camara.leg.br https://twitter.com/ArthurLira_ https://www.facebook.com/arthurlirade… https://www.instagram.com/oficialarth… GOVERNO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS – LIDERANÇA DO GOVERNO Deputado Federal Ricardo Barros (61) 3215-9001 lid.govcamara@camara.leg.br https://twitter.com/RicardoBarrosPP https://www.facebook.com/RicardoBarro… https://www.instagram.com/ricardobarr… MAIORIA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS – LIDERANÇA DA MAIORIA Deputado Federal Diego Andrade (61) 3215-9300 lid.maioria@camara.leg.br https://www.facebook.com/diegoandrademg/ PARTIDOS: PSL – Deputado Federal Vitor Hugo – (61) 3215-9214/9217 PL – Deputado Federal Wellington Roberto – (61) 3215-9550 PP – Deputado Federal Cacá Leão – (61) 3215-9426 PSD – Deputado Federal Antonio Brito – (61) 3215-9064/9065 MDB – Deputado Federal Isnaldo Bulhões Jr. – (61) 3215-9181/80 REPUBLICANOS – Deputado Federal Hugo Motta – (61) 3215-9880/9882/9884 PSDB – Deputado Federal Rodrigo de Castro – (61) 3215-9345/9346 DEM – Deputado Federal Efraim Filho – (61) 3215-9265/9281 SOLIDARIEDADE – Deputado Federal Lucas Vergílio – (61) 3215-9980 / 3215-9981 PROS – Deputado Federal Capitão Wagner – (61) 3215-9990 PSC – Deputado Federal Aluísio Mendes – (61) 3215-9762/9771/9761 PTB – Deputado Federal Nivaldo Albuquerque – (61) 3215-9502/9503 PODE – Deputado Federal Igor Timo – (61) 3215-8900 NOVO – Deputado Federal Vinicius Poit – (61)3215 9417 AVANTE – Deputado Federal Sebastião Oliveira – (61) 3215-5632 PATRIOTA – Deputado Federal Fred Costa – (61) 3215-8884 PV – Deputado Federal Enrico Misasi – (61) 3215-9790 Leia também O que pensar das vacinas contra o COVID-19?
- PASSAPORTE SANITÁRIO OU MARCA DA BESTA?
Será discutido hoje, dia 22 junho, na reunião de líderes da Câmara dos Deputados, o PL 1674/2021 – Passaporte Nacional de Imunização e Segurança Sanitária (PSS). Veja o alerta do Anderson Reis. Assista o vídeo com a denúncia: ONDE ESTÁ O PROBLEMA? Todas as vacinas em uso contra o Covid 19 estão oficialmente em fase de experimentação. A Resolução RDC nº 444, de 10 de dezembro 2020, estabelece a autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental , das vacinas Covid-19. Algumas sequer são vacinas, mas terapias genéticas ainda não experimentadas em animais, cujas conseqüências a curto, médio e longo prazo, além de não conhecidas, estão sendo subnotificadas. Porém, segundo o protocolo de Nuremberg, nenhuma experimentação pode ser imposta sem o livre consentimento dos pacientes e sem o completo esclarecimento por parte dos que se submetem à experiência de todas as condições da experimentação. 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- A Cristiada ou Guerra Cristera do México: uma história pouco conhecida
A brutal perseguição contra os católicos promovida pelo governo mexicano é um assunto que a história e a mídia deixaram de lado. No dia 21 de junho de 1929 terminou oficialmente a Guerra Cristera no México, com a assinatura dos acordos entre o arcebispo mexicano Leopoldo Ruiz y Flóres, delegado apostólico do papa Pio XI, e o então presidente do país, Emilio Portes Gil. A Cristiada ou Guerra Cristera do México é uma história real, mas tão pouco divulgada que, mesmo hoje em dia, muitos católicos, inclusive mexicanos, quase nada sabem a seu respeito. Trata-se de um conflito armado que começou em 1926 e durou três anos, como reação dos fiéis católicos contra as violentas medidas antirreligiosas impostas pelo então presidente mexicano, Plutarco Elías Calles, para erradicar a Igreja no México. O país tem uma longa história de perseguição religiosa contra a Igreja, apesar do fato de que a maioria dos mexicanos é católica e apesar das muitas acusações de ativistas laicos contra a evangelização dos povos autóctones após a chegada dos colonizadores espanhóis. A perseguição religiosa no México teve um dos seus capítulos mais sangrentos logo após a morte dos padres Miguel Hidalgo e José María Morelos, que participaram da Guerra da Independência do país (1820-1821). Ambos os sacerdotes, vale recordar, foram excomungados por causa do seu papel na insurgência, bem como todo o exército revolucionário. Cristeros junto a familiares, com a bandeira do México atrás e a imagem da Virgem de Guadalupe como escudo. Na década de 1870 houve uma grave perseguição religiosa, semelhante à Guerra dos Cristeros que aconteceria mais de 50 anos depois. Nessa época, os católicos que resistiam às políticas repressivas do presidente Sebastián Lerdo de Tejada (1872-1876) foram chamados de “religioneros” (1873-1876). Mais perseguição anticatólica ocorreu durante a Revolução Mexicana (1910-1917), com a Constituição de 1917 incluindo fortes medidas anticlericais nos artigos 3 e 130, que negavam reconhecimento legal à Igreja, exigiam que os sacerdotes se registrassem e tivessem suas atividades limitadas, proibiam a educação religiosa, nacionalizavam as propriedades da Igreja e tornavam ilegal a celebração de cerimônias religiosas fora das igrejas. O ódio contra a Igreja De 1926 a 1929, a Guerra dos Cristeros foi outra resposta dos mexicanos aos ataques diretos contra a fé perpetrados pelo presidente Plutarco Calles. De fato, a aplicação estrita das regras anticlericais da Constituição Mexicana de 1917 ficou conhecida como “Lei Calles”. Esse presidente abraçou uma forma radical de ateísmo e socialismo que o levou a adotar medidas drásticas para nada menos que erradicar o catolicismo do México. É relevante saber que Plutarco Elías Calles cresceu na pobreza e na privação. Era filho ilegítimo de um pai alcoólatra, que não tinha meios para cuidar da família e que, mais tarde, a abandonou. Sua mãe, María de Jesús Campuzano, morreu quando Plutarco tinha apenas 2 anos de idade. Quem se encarregou dele foi um tio, Juan Bautista Calles, de quem recebeu o sobrenome. Ateu fervoroso, Juan Bautista educou o sobrinho num ódio fanático à Igreja Católica. Plutarco Elías Calles quis erradicar o catolicismo e criar uma nova forma de vida no país, inspirado pelos muitos livros e artigos que lia, escritos por autores que abraçavam a utopia socialista. Esta visão também o levou a manter os Estados Unidos e os governos europeus à margem dos interesses petrolíferos do México. No começo, os fiéis e a hierarquia católica adotaram posturas pacíficas em sua resistência à Lei Calles. Nesse contexto, foi fundada em 1925 a Liga Nacional de Defesa da Liberdade Religiosa (LNDLR). Vários outros grupos de católicos organizaram protestos pacíficos em todo o México. Um abaixo-assinado com mais de um milhão de assinaturas foi apresentado ao Congresso para pedir a abolição da Lei Calles. Todas as iniciativas foram ignoradas. Os grupos de resistência impulsionaram então um boicote econômico de sucesso. Ao ver os efeitos da organização dos católicos, o governo resolveu endurecer seus ataques contra a Igreja mediante prisões, intimidações e até execuções. Como a Igreja não conseguiu chegar a nenhum acordo com o regime Calles, os bispos mexicanos pediram autorização do Papa Pio XI para suspender o culto católico em 31 de julho de 1926, véspera da entrada em vigor da lei, a fim de evitar enfrentamentos e derramamento de sangue. O Papa escreveu uma carta encíclica ao clero e aos fiéis do México para encorajá-los durante a perseguição. Fuzilamento do beato Miguel Agostinho Pro. A Cristiada ou Guerra Cristera do México Diante da repressão violenta do governo, tornou-se inevitável a resistência armada por parte dos católicos. O levante começou em 1927, em Los Altos, Jalisco, e se espalhou por todo o México até se transformar numa verdadeira guerra civil. Nos dias 1º e 2 de janeiro de 1927, no norte do Estado de Jalisco, os grupos “cristeros” conseguiram sua primeira vitória contra as tropas do governo, o que estimulou o movimento em Jalisco e nos Estados vizinhos. No entanto, foi só depois que a Liga Católica recrutou o general Enrique Gorostieta que os diversos levantamentos isolados ganharam unidade e deram forma a um “exército cristero”. A essa altura, boa parte do México já estava envolvida na “Guerra Cristera”. A exceção eram os Estados em que não houve levantamento porque não havia o mesmo nível de perseguição. Estima-se que 25 mil cristeros perderam a vida nos três anos de guerra, assim como 65 mil soldados do governo. Entre as vítimas, a Igreja reconhece um número considerável de mártires, como o Beato Anacleto González Flores, líder da resistência pacífica, morto em 1º de abril de 1927, o Beato Miguel Augustín Pro, sacerdote jesuíta assassinado em 23 de novembro de 1927, e São José Luis Sánchez del Río, um menino cristero de apenas 14 anos de idade, martirizado em 10 de fevereiro de 1928. Grupo de cristeros. Crédito: Museu Nacional Cristero / Domínio público. A trégua traída pelo governo O embaixador dos Estados Unidos no México, Dwight Morrow, ajudou a negociar uma trégua entre o governo mexicano e os cristeros, mas a trégua não acabou com a perseguição do regime contra os líderes cristeros nem contra a Igreja em geral. Em uma das suas reuniões com o presidente Calles, o embaixador ofereceu apoio militar em troca de petróleo. No entanto, ele acabou precisando das habilidades diplomáticas do clero e dos leigos católicos para negociar o acordo de paz e dar fim à Cristiada. Na prática, porém, a trégua assinada pelo governo foi uma verdadeira armadilha contra os cristeros. O regime de Calles rapidamente quebrou as suas promessas e, já nos três primeiros meses depois do suposto acordo, executou mais de 500 líderes católicos e cerca de 5 mil cristeros. Dito de outra forma: foram assassinados mais líderes cristeros durante esse breve período do que ao longo de todos os três anos de guerra. Quanto ao clero, uma investigação realizada pelo pe. Brian Van Hove apontou que cerca de 40 sacerdotes foram executados no México entre 1926 e 1934, mas, mesmo em 1935, seis anos após a “trégua”, cerca de 2.500 sacerdotes ainda se viam obrigados a esconder-se e 6 bispos estavam exilados. Dos 3 mil sacerdotes que havia no México em 1926, restavam somente 334 em 1934. As leis anticlericais continuaram a fazer parte da Constituição Mexicana mesmo depois do governo Calles. Na década de 1940, o católico Manuel Ávila Camacho chegou à presidência e deixou de aplicá-las, mas a relação entre o Estado e a Igreja só melhorou a partir do final do século, com o restabelecimento das relações diplomáticas entre o México e o Vaticano. O legado da Guerra Cristera O jurista da UNAM opina que a Guerra Cristera deixou “vários ensinamentos” para a Igreja e para o México de hoje. Com a Liga Defensora da Liberdade Religiosa, surgiu uma “nova perspectiva, a de considerar a liberdade religiosa como um direito fundamental dos fiéis, que deve ser respeitado pelo Estado e do qual deriva o reconhecimento dos direitos da Igreja”, indicou. Segundo o historiador, outra consequência foi que o governo mexicano “percebeu que aquela lei não era aplicável. Em consequência, na reforma constitucional de 1992, foi estabelecido um regime moderno que respeita os direitos dos crentes e as relações institucionais entre o Estado e a Igreja”. Adame Goddard enfatizou que a Guerra Cristera deixou também um ensinamento para a Igreja, que “antes de tudo, deve cuidar da formação espiritual dos leigos e fazê-los ver a importância de sua participação na vida pública”, perceber “o grande bem que foi a participação daqueles cristeros, muitos deles já beatificados”. E que os leigos “tenham atualmente a mesma força que tiveram os cristeros”, afirmou. Uma mentalidade laicista que persiste no México No entanto, para o jurista mexicano, apesar das mudanças legais, a Igreja no México “continua com uma voz diminuída no debate público”. “Houve uma insistência para que os bispos, por exemplo, não opinem sobre os assuntos públicos. Quando eles têm opiniões sobre o aborto ou sobre o casamento, são denunciados, dizem que eles estão se metendo em assuntos políticos que não lhes dizem respeito”, disse Goddard. Nesse sentido, o historiador lamentou que no país ainda permaneça essa mentalidade laicista “que não respeita o direito de liberdade religiosa dos crentes e o direito de expressão dos fiéis e dos bispos”. “Ainda acham que a Igreja tem o interesse de se apoderar do poder político para governar, o que é totalmente anacrônico”, afirmou. Leia também Conheça mais sobre São José Sánchez del Río, o menino cristero que morreu mártir Cristiada, o filme Em 2012, foi lançado o filme “Cristiada”, com Andy García, Eva Longoria, Eduardo Verástegui e o legendário Peter O’Toole no elenco. O filme procura representar um dos períodos mais dolorosos da história recente da Igreja e do México. ____________ A partir de artigo publicado em 2013 por Aleteia Vaticano, com informações do livro “Para maior glória: a verdadeira história da Cristiada” (Ignatius, 2012). O livro foi escrito por Ruben Quezada, especialista em estudos sobre a Guerra dos Cristeros e diretor das organizações Catholic Resource Center e St. Joseph Communications. Fonte: Aleteia #GuerraCristera
- A Cristiada ou Guerra Cristera do México: uma história pouco conhecida
A brutal perseguição contra os católicos promovida pelo governo mexicano é um assunto que a história e a mídia deixaram de lado. No dia 21 de junho de 1929 terminou oficialmente a Guerra Cristera no México, com a assinatura dos acordos entre o arcebispo mexicano Leopoldo Ruiz y Flóres, delegado apostólico do papa Pio XI, e o então presidente do país, Emilio Portes Gil. A Cristiada ou Guerra Cristera do México é uma história real, mas tão pouco divulgada que, mesmo hoje em dia, muitos católicos, inclusive mexicanos, quase nada sabem a seu respeito. Trata-se de um conflito armado que começou em 1926 e durou três anos, como reação dos fiéis católicos contra as violentas medidas antirreligiosas impostas pelo então presidente mexicano, Plutarco Elías Calles, para erradicar a Igreja no México. O país tem uma longa história de perseguição religiosa contra a Igreja, apesar do fato de que a maioria dos mexicanos é católica e apesar das muitas acusações de ativistas laicos contra a evangelização dos povos autóctones após a chegada dos colonizadores espanhóis. A perseguição religiosa no México teve um dos seus capítulos mais sangrentos logo após a morte dos padres Miguel Hidalgo e José María Morelos, que participaram da Guerra da Independência do país (1820-1821). Ambos os sacerdotes, vale recordar, foram excomungados por causa do seu papel na insurgência, bem como todo o exército revolucionário. Cristeros junto a familiares, com a bandeira do México atrás e a imagem da Virgem de Guadalupe como escudo. Na década de 1870 houve uma grave perseguição religiosa, semelhante à Guerra dos Cristeros que aconteceria mais de 50 anos depois. Nessa época, os católicos que resistiam às políticas repressivas do presidente Sebastián Lerdo de Tejada (1872-1876) foram chamados de “religioneros” (1873-1876). Mais perseguição anticatólica ocorreu durante a Revolução Mexicana (1910-1917), com a Constituição de 1917 incluindo fortes medidas anticlericais nos artigos 3 e 130, que negavam reconhecimento legal à Igreja, exigiam que os sacerdotes se registrassem e tivessem suas atividades limitadas, proibiam a educação religiosa, nacionalizavam as propriedades da Igreja e tornavam ilegal a celebração de cerimônias religiosas fora das igrejas. O ódio contra a Igreja De 1926 a 1929, a Guerra dos Cristeros foi outra resposta dos mexicanos aos ataques diretos contra a fé perpetrados pelo presidente Plutarco Calles. De fato, a aplicação estrita das regras anticlericais da Constituição Mexicana de 1917 ficou conhecida como “Lei Calles”. Esse presidente abraçou uma forma radical de ateísmo e socialismo que o levou a adotar medidas drásticas para nada menos que erradicar o catolicismo do México. É relevante saber que Plutarco Elías Calles cresceu na pobreza e na privação. Era filho ilegítimo de um pai alcoólatra, que não tinha meios para cuidar da família e que, mais tarde, a abandonou. Sua mãe, María de Jesús Campuzano, morreu quando Plutarco tinha apenas 2 anos de idade. Quem se encarregou dele foi um tio, Juan Bautista Calles, de quem recebeu o sobrenome. Ateu fervoroso, Juan Bautista educou o sobrinho num ódio fanático à Igreja Católica. Plutarco Elías Calles quis erradicar o catolicismo e criar uma nova forma de vida no país, inspirado pelos muitos livros e artigos que lia, escritos por autores que abraçavam a utopia socialista. Esta visão também o levou a manter os Estados Unidos e os governos europeus à margem dos interesses petrolíferos do México. No começo, os fiéis e a hierarquia católica adotaram posturas pacíficas em sua resistência à Lei Calles. Nesse contexto, foi fundada em 1925 a Liga Nacional de Defesa da Liberdade Religiosa (LNDLR). Vários outros grupos de católicos organizaram protestos pacíficos em todo o México. Um abaixo-assinado com mais de um milhão de assinaturas foi apresentado ao Congresso para pedir a abolição da Lei Calles. Todas as iniciativas foram ignoradas. Os grupos de resistência impulsionaram então um boicote econômico de sucesso. Ao ver os efeitos da organização dos católicos, o governo resolveu endurecer seus ataques contra a Igreja mediante prisões, intimidações e até execuções. Como a Igreja não conseguiu chegar a nenhum acordo com o regime Calles, os bispos mexicanos pediram autorização do Papa Pio XI para suspender o culto católico em 31 de julho de 1926, véspera da entrada em vigor da lei, a fim de evitar enfrentamentos e derramamento de sangue. O Papa escreveu uma carta encíclica ao clero e aos fiéis do México para encorajá-los durante a perseguição. Fuzilamento do beato Miguel Agostinho Pro. A Cristiada ou Guerra Cristera do México Diante da repressão violenta do governo, tornou-se inevitável a resistência armada por parte dos católicos. O levante começou em 1927, em Los Altos, Jalisco, e se espalhou por todo o México até se transformar numa verdadeira guerra civil. Nos dias 1º e 2 de janeiro de 1927, no norte do Estado de Jalisco, os grupos “cristeros” conseguiram sua primeira vitória contra as tropas do governo, o que estimulou o movimento em Jalisco e nos Estados vizinhos. No entanto, foi só depois que a Liga Católica recrutou o general Enrique Gorostieta que os diversos levantamentos isolados ganharam unidade e deram forma a um “exército cristero”. A essa altura, boa parte do México já estava envolvida na “Guerra Cristera”. A exceção eram os Estados em que não houve levantamento porque não havia o mesmo nível de perseguição. Estima-se que 25 mil cristeros perderam a vida nos três anos de guerra, assim como 65 mil soldados do governo. Entre as vítimas, a Igreja reconhece um número considerável de mártires, como o Beato Anacleto González Flores, líder da resistência pacífica, morto em 1º de abril de 1927, o Beato Miguel Augustín Pro, sacerdote jesuíta assassinado em 23 de novembro de 1927, e São José Luis Sánchez del Río, um menino cristero de apenas 14 anos de idade, martirizado em 10 de fevereiro de 1928. Grupo de cristeros. Crédito: Museu Nacional Cristero / Domínio público. A trégua traída pelo governo O embaixador dos Estados Unidos no México, Dwight Morrow, ajudou a negociar uma trégua entre o governo mexicano e os cristeros, mas a trégua não acabou com a perseguição do regime contra os líderes cristeros nem contra a Igreja em geral. Em uma das suas reuniões com o presidente Calles, o embaixador ofereceu apoio militar em troca de petróleo. No entanto, ele acabou precisando das habilidades diplomáticas do clero e dos leigos católicos para negociar o acordo de paz e dar fim à Cristiada. Na prática, porém, a trégua assinada pelo governo foi uma verdadeira armadilha contra os cristeros. O regime de Calles rapidamente quebrou as suas promessas e, já nos três primeiros meses depois do suposto acordo, executou mais de 500 líderes católicos e cerca de 5 mil cristeros. Dito de outra forma: foram assassinados mais líderes cristeros durante esse breve período do que ao longo de todos os três anos de guerra. Quanto ao clero, uma investigação realizada pelo pe. Brian Van Hove apontou que cerca de 40 sacerdotes foram executados no México entre 1926 e 1934, mas, mesmo em 1935, seis anos após a “trégua”, cerca de 2.500 sacerdotes ainda se viam obrigados a esconder-se e 6 bispos estavam exilados. Dos 3 mil sacerdotes que havia no México em 1926, restavam somente 334 em 1934. As leis anticlericais continuaram a fazer parte da Constituição Mexicana mesmo depois do governo Calles. Na década de 1940, o católico Manuel Ávila Camacho chegou à presidência e deixou de aplicá-las, mas a relação entre o Estado e a Igreja só melhorou a partir do final do século, com o restabelecimento das relações diplomáticas entre o México e o Vaticano. O legado da Guerra Cristera O jurista da UNAM opina que a Guerra Cristera deixou “vários ensinamentos” para a Igreja e para o México de hoje. Com a Liga Defensora da Liberdade Religiosa, surgiu uma “nova perspectiva, a de considerar a liberdade religiosa como um direito fundamental dos fiéis, que deve ser respeitado pelo Estado e do qual deriva o reconhecimento dos direitos da Igreja”, indicou. Segundo o historiador, outra consequência foi que o governo mexicano “percebeu que aquela lei não era aplicável. Em consequência, na reforma constitucional de 1992, foi estabelecido um regime moderno que respeita os direitos dos crentes e as relações institucionais entre o Estado e a Igreja”. Adame Goddard enfatizou que a Guerra Cristera deixou também um ensinamento para a Igreja, que “antes de tudo, deve cuidar da formação espiritual dos leigos e fazê-los ver a importância de sua participação na vida pública”, perceber “o grande bem que foi a participação daqueles cristeros, muitos deles já beatificados”. E que os leigos “tenham atualmente a mesma força que tiveram os cristeros”, afirmou. Uma mentalidade laicista que persiste no México No entanto, para o jurista mexicano, apesar das mudanças legais, a Igreja no México “continua com uma voz diminuída no debate público”. “Houve uma insistência para que os bispos, por exemplo, não opinem sobre os assuntos públicos. Quando eles têm opiniões sobre o aborto ou sobre o casamento, são denunciados, dizem que eles estão se metendo em assuntos políticos que não lhes dizem respeito”, disse Goddard. Nesse sentido, o historiador lamentou que no país ainda permaneça essa mentalidade laicista “que não respeita o direito de liberdade religiosa dos crentes e o direito de expressão dos fiéis e dos bispos”. “Ainda acham que a Igreja tem o interesse de se apoderar do poder político para governar, o que é totalmente anacrônico”, afirmou. Leia também Conheça mais sobre São José Sánchez del Río, o menino cristero que morreu mártir Cristiada, o filme Em 2012, foi lançado o filme “Cristiada”, com Andy García, Eva Longoria, Eduardo Verástegui e o legendário Peter O’Toole no elenco. O filme procura representar um dos períodos mais dolorosos da história recente da Igreja e do México. ____________ A partir de artigo publicado em 2013 por Aleteia Vaticano, com informações do livro “Para maior glória: a verdadeira história da Cristiada” (Ignatius, 2012). O livro foi escrito por Ruben Quezada, especialista em estudos sobre a Guerra dos Cristeros e diretor das organizações Catholic Resource Center e St. Joseph Communications. Fonte: Aleteia #GuerraCristera
- O papel da Igreja não é contar mortos, mas preparar para a vida eterna, afirma bispo
Em tempos de politização até das mortes da pandemia, um bispo levanta a voz para alertar o que muitos cristãos ignoram neste tempo de crise. Não devemos ter medo do vírus, temos que ter medo de ir para o inferno, quando chegar a nossa hora! O bispo de Formosa (GO), dom Adair José Guimarães, disse em sua homilia na missa do último domingo, 20 de junho, que o papel da Igreja em meio à pandemia “não é se tornar uma contadora de óbitos”, mas sim preparar os fiéis para a vida eterna. Para o prelado, os cuidados sanitários cabem à autoridade civil, enquanto o campo da Igreja é a evangelização e o cuidado das almas. O Brasil ultrapassou no domingo os 500 mil mortos por covid-19 e, por este marco, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns, a Academia Brasileira de Ciências, a Associação Brasileira de Imprensa e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, publicaram uma carta na qual expressaram “indignação” por “manifestações contrárias às medidas recomendadas por organismos sanitários, no cuidado e na promoção da vida humana”. As entidades signatárias afirmaram ser “pertinente e indispensável” a CPI da pandemia, instalada no Congresso Nacional, para investigar as ações da gestão pública diante da crise da pandemia. Por fim, também expressaram “solidariedade, com uma palavra de conforto” aos parentes das vítimas. Durante uma missa de crisma na paróquia Santa Catarina de Sena, em Damianópolis (GO), dom Adair José Guimarães recordou o contexto da pandemia vivida “no mundo todo” e perguntou: “O que a Igreja tem a fazer no meio de tudo isso?”. Segundo o próprio bispo, cabe à Igreja “nos preparar”. “O papel da Igreja não é dar indicativos de remédio, não é se tornar uma contadora de óbitos. Não. O papel da Igreja é auxiliar a fé, dar os sacramentos, assistir aos doentes, rezar pelos que morrem, pelo descanso eterno deles”, disse. Em seguida, o bispo afirmou que “o ser humano não é dono da vida. Deus que é o dono da vida”. “Quantas pessoas já morreram neste mundo, estão a morrer. Quantas pessoas que esta peste já dizimou, tristemente. A tarefa nossa é nos preparar, pois não sabemos quando será a nossa hora, quando será a nossa vez”, disse. Nesse sentido, dom Adair disse que “a Igreja não é um sindicato, a Igreja não é uma hospedaria, a Igreja não é um hospital, a Igreja não é uma ONG, a Igreja não é uma associação intramundana, intra-histórica para salvar vidas, para ensinar a fazer as coisas e nos impede das catástrofes sociais etc. Não. A Igreja é a nossa Mãe que nos ensina o caminho da santidade e como enfrentar os desafios”. O bispo de Formosa declarou que “toda essa parte social, os cuidados sanitários, é a autoridade civil que deve fazer, desde as prefeituras até o mais alto escalão da administração pública do país. Não é aí o campo da Igreja”. Segundo ele, “o nosso campo [da Igreja] é a evangelização, é o zelo, o cuidado das almas, o cuidado com os pobres, com os que sofrem”. Para dom Adair, o coronavírus “tornou-se escárnio do diabo na vida de tantas pessoas que usam desta pandemia para se enriquecer, para fazer política, para fazer narrativas”. Por outro lado, disse, “a gente vê pouco apelo à vida espiritual, à vida de evangelização, pouco apelo à humildade, porque estamos diante de uma situação tão difícil que só Deus pode nos dar a força para superar”. “Os tempos são difíceis e querem usar de todo esse contexto sanitário para domesticar o povo, para tirar a fé das pessoas. É muito triste saber que em muitos lugares as igrejas ainda estão fechadas”, afirmou dom Adair. De acordo com ele, neste contexto da pandemia, “a Igreja é tida como inoportuna, a Igreja como desnecessária, a fé como uma bobagem que nós não precisamos viver”. Entretanto, afirmou que a humanidade não é independente de Deus e, por isso, é preciso que os católicos busquem refúgio diante do Santíssimo, em oração, rezando o terço, lendo os Evangelhos e no amor da família. Fonte ACI Digital Leia também O Fim dos Tempos e o medo dos fiéis #DomAdairJoséGuimarães
- O papel da Igreja não é contar mortos, mas preparar para a vida eterna, afirma bispo
Em tempos de politização até das mortes da pandemia, um bispo levanta a voz para alertar o que muitos cristãos ignoram neste tempo de crise. Não devemos ter medo do vírus, temos que ter medo de ir para o inferno, quando chegar a nossa hora! O bispo de Formosa (GO), dom Adair José Guimarães, disse em sua homilia na missa do último domingo, 20 de junho, que o papel da Igreja em meio à pandemia “não é se tornar uma contadora de óbitos”, mas sim preparar os fiéis para a vida eterna. Para o prelado, os cuidados sanitários cabem à autoridade civil, enquanto o campo da Igreja é a evangelização e o cuidado das almas. O Brasil ultrapassou no domingo os 500 mil mortos por covid-19 e, por este marco, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns, a Academia Brasileira de Ciências, a Associação Brasileira de Imprensa e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, publicaram uma carta na qual expressaram “indignação” por “manifestações contrárias às medidas recomendadas por organismos sanitários, no cuidado e na promoção da vida humana”. As entidades signatárias afirmaram ser “pertinente e indispensável” a CPI da pandemia, instalada no Congresso Nacional, para investigar as ações da gestão pública diante da crise da pandemia. Por fim, também expressaram “solidariedade, com uma palavra de conforto” aos parentes das vítimas. Durante uma missa de crisma na paróquia Santa Catarina de Sena, em Damianópolis (GO), dom Adair José Guimarães recordou o contexto da pandemia vivida “no mundo todo” e perguntou: “O que a Igreja tem a fazer no meio de tudo isso?”. Segundo o próprio bispo, cabe à Igreja “nos preparar”. “O papel da Igreja não é dar indicativos de remédio, não é se tornar uma contadora de óbitos. Não. O papel da Igreja é auxiliar a fé, dar os sacramentos, assistir aos doentes, rezar pelos que morrem, pelo descanso eterno deles”, disse. Em seguida, o bispo afirmou que “o ser humano não é dono da vida. Deus que é o dono da vida”. “Quantas pessoas já morreram neste mundo, estão a morrer. Quantas pessoas que esta peste já dizimou, tristemente. A tarefa nossa é nos preparar, pois não sabemos quando será a nossa hora, quando será a nossa vez”, disse. Nesse sentido, dom Adair disse que “a Igreja não é um sindicato, a Igreja não é uma hospedaria, a Igreja não é um hospital, a Igreja não é uma ONG, a Igreja não é uma associação intramundana, intra-histórica para salvar vidas, para ensinar a fazer as coisas e nos impede das catástrofes sociais etc. Não. A Igreja é a nossa Mãe que nos ensina o caminho da santidade e como enfrentar os desafios”. O bispo de Formosa declarou que “toda essa parte social, os cuidados sanitários, é a autoridade civil que deve fazer, desde as prefeituras até o mais alto escalão da administração pública do país. Não é aí o campo da Igreja”. Segundo ele, “o nosso campo [da Igreja] é a evangelização, é o zelo, o cuidado das almas, o cuidado com os pobres, com os que sofrem”. Para dom Adair, o coronavírus “tornou-se escárnio do diabo na vida de tantas pessoas que usam desta pandemia para se enriquecer, para fazer política, para fazer narrativas”. Por outro lado, disse, “a gente vê pouco apelo à vida espiritual, à vida de evangelização, pouco apelo à humildade, porque estamos diante de uma situação tão difícil que só Deus pode nos dar a força para superar”. “Os tempos são difíceis e querem usar de todo esse contexto sanitário para domesticar o povo, para tirar a fé das pessoas. É muito triste saber que em muitos lugares as igrejas ainda estão fechadas”, afirmou dom Adair. De acordo com ele, neste contexto da pandemia, “a Igreja é tida como inoportuna, a Igreja como desnecessária, a fé como uma bobagem que nós não precisamos viver”. Entretanto, afirmou que a humanidade não é independente de Deus e, por isso, é preciso que os católicos busquem refúgio diante do Santíssimo, em oração, rezando o terço, lendo os Evangelhos e no amor da família. Fonte ACI Digital Leia também O Fim dos Tempos e o medo dos fiéis #DomAdairJoséGuimarães
- Tira primeiro a trave do teu próprio olho
2ª-FEIRA DA 12ª SEMANA – TEMPO COMUM 1ª LEITURA – GN 12,1-9 Abrão partiu, como o Senhor lhe havia dito. Leitura do Livro do Gênesis 12, 1-9 Naqueles dias: 1O Senhor disse a Abrão: ‘Sai da tua terra, da tua família e da casa do teu pai, e vai para a terra que eu te vou mostrar. 2Farei de ti um grande povo e te abençoarei: engrandecerei o teu nome, de modo que ele se torne uma bênção. 3Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão abençoadas todas as famílias da terra!’. 4E Abrão partiu, como o Senhor lhe havia dito, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos, quando partiu de Harã. 5Ele levou consigo sua mulher Sarai, seu sobrinho Ló e todos os bens que possuíam, bem como todos os escravos que haviam adquirido em Harã. Partiram rumo à terra de Canaã e ali chegaram. 6Abrão atravessou o país até o santuário de Siquém, até o carvalho de Moré. Os cananeus estavam então naquela terra. 7O Senhor apareceu a Abrão e lhe disse: ‘Darei esta terra à tua descendência’. Abrão ergueu ali um altar ao Senhor, que lhe tinha aparecido. 8De lá, deslocou-se em direção ao monte que estava a oriente de Betel, onde armou sua tenda, com Betel a ocidente e Hai a oriente. Ali construiu também um altar ao Senhor, e invocou o seu nome. 9Depois, de acampamento em acampamento, Abrão foi até o Negueb. Palavra do Senhor. SALMO – SL 32,12-13. 18-19. 20.22 (R. 12B) R.Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança! 12Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, / e a nação que escolheu por sua herança!13Dos altos céus o Senhor olha e observa; / ele se inclina para olhar todos os homens. R. 18Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, / e que confiam esperando em seu amor, 19para da morte libertar as suas vidas / e alimentá-los quando é tempo de penúria. R. 20No Senhor nós esperamos confiantes, / porque ele é nosso auxílio e proteção!22Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, / da mesma forma que em vós nós esperamos! R. EVANGELHO – MT 7,1-5 Tira primeiro a trave do teu próprio olho. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 7, 1-5 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1‘Não julgueis, e não sereis julgados. 2Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, co a mesma medida com que medirdes. 3Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? 4Ou, como podes dizer ao teu irmão: ‘deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? 5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão. Palavra da Salvação. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. #2ªFEIRADA12ªSEMANATEMPOCOMUM #Tiraprimeiroatravedoteupróprioolho
- RUDOLF ALLERS, O PSICÓLOGO CATÓLICO QUE DESCONSTRUIU FREUD
A vocação de Rudolf Allers foi reconciliar a psicologia com o catolicismo. Em suas ideias encontramos explicações e soluções para males como a ideologia de gênero ou a manipulação das ciências. Allers foi um psiquiatra austríaco que viveu durante a primeira metade do século XX e se opôs à corrente de psicologia impulsionada por Sigmund Freud. Do seu ponto de vista, os estudos de Freud mostravam uma “obsessão pelo inferior”, ou seja, transformavam o homem em um mero animal. Foi por isso que decidiu estudar o pensamento de São Tomás de Aquino e aproximá-lo da psicologia. O resultado foi surpreendente. Rudolf Allers dizia que o que os psicólogos chamam “neurose” tem a sua causa em um transtorno da alma do ser humano. Em outras palavras, trata-se de uma mentira existencial. O que isso significa? Simplesmente, que a pessoa engana-se a si mesma e não quer admitir a realidade, não quer reconhecer-se como uma criatura. Assim, a neurose é explicada como uma rebelião do ser humano ante o fato de que é uma criatura, cheia de limitações. A pessoa nega-se a aceitar esta realidade e, a partir daí, começam os seus problemas. Obviamente, a origem de tudo isto não é mais do que o pecado original. Nossa natureza decaída – ainda que reparada pelo sacrifício de Jesus Cristo – nos impele a ser a lei de nossa própria conduta e a medida de todas as coisas. Por isso, segundo Rudolf Allers, todos são potencialmente neuróticos, porque todos nós podemos nos rebelar contra o que somos. Isso pode ser visto, claramente, em muitas tendências do mundo atual, em que a negação de Deus leva à negação de tudo o que testemunha a Sua inteligência ordenadora e Sua vontade de que as coisas sejam como são. Por isto, vemos pessoas que se revoltam contra o que são, não se aceitando como criaturas finitas e limitadas. A pessoa só se liberta desta tendência dos seres humanos quando aceita que é uma criatura. A autêntica saúde da alma está na santidade. Rudolf Allers costumava dizer que, “além da neurose, existe somente o santo”. Se a origem do pecado original é a soberba e um certo egoísmo que nos impulsiona à rebeldia, a sua superação só pode vir pelo amor. Foi através do amor que os santos combateram suas próprias limitações, aceitaram-se como criaturas e assumiram sua dependência em relação a Deus, seu Criador. Para vencer este impulso de rebeldia do ser humano, que acaba sendo o motivo de sua infelicidade, o psicólogo recomenda uma revolução interior, uma mudança de pensamento: substituir o orgulho pela humildade, o egocentrismo pelo abandono. Mas isso não pode acontecer se o homem não é movido pelo amor autêntico. Comenta Martín Echavarría, psicólogo e doutor em filosofia, resumindo o pensamento de Rudolf Allers: somente o amor de Deus pode preencher as aspirações do homem. Mas essa aspiração não pode ser alcançada por nós mesmos, senão pela graça que vem do alto. O caminho da santidade, com a ajuda da graça, é o que nos permite superar a tendência à rebeldia e a oposição ao nosso reconhecimento como filhos de Deus. É o que a Igreja ensina. Rudolf Allers: o psicólogo católico que desconstruiu Freud
- DURANTE A TEMPESTADE – Scott Hahn medita sobre o 12º Domingo do Tempo Comum
“Ainda não tendes fé?” Esta pergunta de nosso Senhor, no Evangelho de hoje, de certo modo prepara as liturgias que virão, nos próximos domingos do ano (que a Igreja chama de “Tempo Comum”). Nas próximas semanas, a liturgia da Igreja nos fará viajar com Jesus e Seus discípulos, revivendo a experiência que eles tiveram de Suas palavras e ações. Iremos conhecê-Lo melhor e Nele acreditar, tal como eles o fizeram. Observe-se que o Salmo de hoje praticamente fornece um esboço para a compreensão do Evangelho: cantamos a respeito de marinheiros que foram apanhados por uma tempestade e, em seu desespero, clamam ao Senhor, que os socorre. O Evangelho de Marcos, que ouvimos hoje, também nos faz pensar na história do profeta Jonas. Ele também foi encontrado dormindo, em um barco, quando estourou uma perigosa tempestade, que fez com que seus companheiros de viagem rezassem por salvação, e depois se maravilhassem quando a tempestade diminuiu (ver Jonas 1: 3-16). Mas Jesus é mais do que Jonas (ver Mateus 12:41). E Marcos quer que vejamos o que os apóstolos viram: que só Deus tem o poder de repreender o vento e o mar (ver Isaías 50: 2; Salmo 18:16). Este é o assunto da primeira leitura de hoje. Se até mesmo o vento e o mar O obedecem, não deveríamos, também nós, confiar Nele durante as tempestades e os momentos caóticos de nossas próprias vidas? Tal como ocorreu com os Apóstolos, o Senhor pediu a cada um de nós que cruzássemos para o outro lado, que deixássemos para trás os nossos velhos hábitos e fôssemos com Ele, no pequeno barco da Igreja. Em seu medo. no Evangelho de hoje, eles O chamam de Mestre. E é somente a fé em Seus ensinamentos que pode nos salvar da perdição. Devemos confiar “em” Cristo, e confiar “como” Cristo: Ele conseguiu dormir durante a tempestade, pois confiava que Deus estivesse com Ele (ver Salmos 116: 6; Romanos 8:31). Devemos viver em ação de graças pela nossa salvação. É o que nos ensina a Epístola de hoje: ser criaturas novas, vivendo não mais para nós mesmos, mas para Aquele que por nós morreu e ressuscitou. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/in-the-storm-scott-hahn-reflects-on-the-twelfth-sunday-in-ordinary-time/
- CALMA NAS TEMPESTADES – UMA MENSAGEM ATUAL DA DIVINA VONTADE
Watch this video on YouTube. Ann Ellison, atualmente considerada como um dos maiores expoentes da Divina Vontade nos Estados Unidos, publicou recentemente uma mensagem bastante positiva e consoladora diante do cenário geopolítico atual. Nela, Ann nos traz palavras de Jesus a Luísa Piccarreta no início dos anos 1900, revelando a atual apostasia na Igreja e nos consolando para os tempos que enfrentamos. Uma mensagem linda e imperdível, para ser ouvida e compartilhada com todos aqueles que se sentem desanimados ou fracos na fé. #DivinaVontade #LuisaPiccarreta #AnnAllison #Tempestade #CalmaNaTempestade #LuisaPicarreta #MensagensDivinaVontade 14 de maio de 2021 CALMA NAS TEMPESTADES Querida Família Divina Vontade, Eu sei que você sabe que parece muito provável que nosso país e nosso mundo possam estar se encaminhando para algumas tempestades muito sérias … a vontade humana se enfurece contra a Vontade Divina, basicamente. Parece que as coisas estão em uma tamanha e tão rápida escalada, que o ponto onde não haverá mais retorno poderia ser alcançado muito em breve. Como filhos da Vontade Divina, parece que podemos ver isso de apenas duas maneiras. Em primeiro lugar, é claro, a tristeza por tudo o que está acontecendo em nosso país e em nosso mundo. A tristeza que nossa família celestial deve estar experimentando ao ver o total desprezo pela alegria, paz e amor com que Nosso Senhor tanto deseja encher este mundo! E o mais importante para nós é orar em voz alta, através de nossas Missas e nossos Rosários, ladainhas, etc. por todo o mundo, e fazendo todos os nossos atos na Vontade Divina! Deus vê sóis brilhantes vindo da terra com cada ato feito em Sua Santa Vontade. Em espírito de oração, esses sóis mantêm a atenção de Nosso Senhor nos filhos que fazem esses atos Divinos com tanto amor em Sua Vontade, e não nos enormes pecados cometidos diariamente por tantas almas que não têm ideia do que estão fazendo. Devemos orar por eles. Jesus nos diz para orar por nossos inimigos … devemos! Outra maneira de olharmos para a situação do mundo durante este período da história, e, especialmente, manter isso em nossas mentes e em nossas atitudes, é vendo que somos criaturas muito privilegiadas! Estamos cheios de Deus, cheios de Seu amor, cheios de Seu perdão e cheios de Fé e confiança em Seu amor e cuidado por nós. Somente através das tempestades o Reino de Deus pode vir! Nada tão bom e celestial quanto o Reino de Deus pode vir sem sacrifício e sofrimento. É um fato que pode ser pesquisado e olhado ao longo da história. E nada é mais santo, mais puro, mais alegre e mais Divino do que o Reino de Deus reinando nesta terra plena e completamente! Haverá um “NOVO CÉU e uma NOVA TERRA!” “Eu vi um novo céu e uma nova terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra se foram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a cidade santa, a nova Jerusalém, descendo do céu da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para seu marido. E ouvi uma grande voz do trono, que dizia: Eis o tabernáculo de Deus com os homens, e ele habitará com eles. E eles serão o seu povo: e Deus mesmo estará com eles. E Deus enxugará de seus olhos todas as lágrimas; e já não haverá morte, nem luto, nem pranto, nem dor, porque as coisas anteriores já passaram. E o que está assentado no trono disse: “ Eis que faço novas todas as coisas. E ele me disse: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. “ “E trarão a glória e honra das nações. Nela não entrará nada de profano, ou que pratique abominações; mas somente os que estão escritos no livro da vida do Cordeiro . (C.f Ap 21, 2-5.26-27) O leão se deitará com o cordeiro, a alegria e felicidade deste Reino não podem ser compreendidas pela mente humana! Nossas atitudes devem ser de alegria e felicidade por Deus estar movendo as coisas de tal forma que Seu Reino reinando na terra está muito mais perto de se tornar realidade! Há uma chance de que nossos filhos, certamente nossos netos, vivam neste Reino Celestial! Você pode imaginar que você ajudou seus filhos e netos vivendo uma vida assim ?? Nós somos os que estão escritos no livro da vida do Cordeiro !! Que incrível !! Regozijemo-nos e alegremo-nos. Deus nos criou para estar aqui neste momento por este motivo! Podemos assistir a tempestade de longe, ou se for a vontade de Deus, podemos com alegria dar nossas vidas por um Reino tão santo, por nossos filhos e netos !! Você pode pensar em uma maneira melhor de morrer? Eu não posso! Mas somente a vontade de Deus será feita !! Ele já tem tudo planejado. Ele pode ver a tempestade, Ele pode nos ver e Seus planos para cada um de nós, Ele pode ver o fim da história! Assim, como se costuma dizer nestes escritos: “ Além disso, à medida que a alma sente a tempestade, ela põe suas virtudes em ordem e se aninha nas profundezas de Deus” Amamos muito todos vocês e mantemos cada um de vocês em nossas orações diárias! Que Deus nos mantenha sempre calmos e cheios de confiança em Seu cuidado e amor por nós durante qualquer tempestade, pequena ou grande! Ann Ellison ___________ Volume 3 12 de janeiro de 1900 Ah, sim, a humildade atrai a graça e quebra as correntes mais fortes do pecado. A humildade salta sobre qualquer parede de divisão entre a alma e Deus, e a traz de volta para Ele . A humildade é uma plantinha, mas sempre verde e florida. Ela não está sujeita a ser roída por vermes; nem os ventos, granizo ou calor serão capazes de prejudicá-la ou fazê-la murchar, mesmo que ligeiramente. Embora seja a planta menor, a humildade produz ramos muito altos, que penetram até no céu. Seus ramos circundam o Sagrado Coração de Nosso Senhor; e só os ramos que saem desta planta têm livre acesso a esse adorável Coração. A humildade é a âncora da paz durante as tempestades das ondas do mar desta vida. A humildade é o sal que tempera todas as virtudes e que preserva a alma da corrupção do pecado. A humildade é a relva que brota no caminho do viajante. Quando é pisada, ela desaparece, mas logo fica mais bonita do que antes. A humildade é como um enxerto delicado, que torna uma planta selvagem delicada. A humildade é o poente da culpa. A humildade é a nascente da graça. A humildade é como a lua, que nos guia na escuridão da noite desta vida. A humildade é como um comerciante astuto que sabe negociar bem as suas riquezas e que não desperdiça nem um centavo da graça que lhe foi concedida. A humildade é a chave da porta do Céu, de modo que ninguém entra nele se não cuidar bem desta chave. Finalmente – senão demorarei muito e nunca acabarei – a humildade é o sorriso de Deus e de todo o Céu, e o choro doloroso do inferno. Volume 8 15 de março de 1908 As tempestades não podem perturbar as almas que estão cheias de Deus. Esta manhã, eu estava me sentindo mais oprimida do que nunca por causa da ausência do meu mais altíssimo e único Bem. Mas, ao mesmo tempo, estava em paz, sem aquela ansiedade que me fazia vagar sem parar pelo céu e pela terra, até encontrá-Lo. Então, eu dizia a mim mesma: “Que mudança me ocorreu – estou petrificado com a dor da sua ausência, mas não choro. Uma paz profunda me possui completamente; nenhum sopro negativo entra em mim. ” Naquele momento, o bendito Jesus veio e me disse: “Minha filha, não se preocupe. Você deve saber que, durante uma violenta tempestade no mar, apenas as águas superficiais são afetadas. As profundezas do mar permanecem perfeitamente calmas, suas águas tranquilas, e os peixes, ao sentirem uma tempestade se aproximando, aninham-se onde as águas são mais profundas para estarem seguros. É por isso que o peso da tempestade atinge onde o mar é raso – porque onde há pouca água, a tempestade tem o poder de sacudi-la de cima a baixo e até mesmo de carregá-la para outro lugar, para outras partes do mar. “ A mesma coisa acontece com as almas que estão repletas de Deus e transbordando. Nenhuma tempestade tem o poder de perturbá-las, mesmo que ligeiramente, porque nenhum poder pode desafiar a Deus. No máximo, elas podem sentir isso superficialmente. Além disso, à medida que a alma sente a tempestade, ela põe em ordem suas virtudes e se aninha nas profundezas de Deus. Dessa forma, embora a tempestade pareça rugir externamente, é uma completa miragem. Com efeito, é então que a alma desfruta de mais paz e repousa, tranquila, no seio de Deus, como um peixe no seio do mar. “É exatamente o oposto para as almas que estão vazias de Deus, ou que contêm um tênue traço da presença divina. Tempestades as perturbam profundamente; e se eles possuem um traço da presença divina, elas o desperdiçam. Nem são necessárias fortes tempestades para perturbá-las; o menor vento é suficiente para despojá-las de suas virtudes. Até as coisas santas que dão descanso e deleite aos amigos de Deus perturbam essas almas. Elas são agitadas por todos os ventos sem encontrar águas calmas – porque a própria razão dita que nenhum homem pode encontrar paz longe de Deus. ” Volume 11 7 de março de 1915 Os enormes pecados do mundo e, ainda mais, aqueles dentro da Igreja, causam castigos como um meio de purificação. O pensamento dos castigos – e que eu poderia aumentá-los saindo do meu estado de vítima por meus próprios esforços – estava perfurando meu coração. Meu Confessor ainda não estava bem e eu orei e chorei, e não conseguia me decidir. O bendito Jesus passou rapidamente e me deixou livre. Finalmente, movido pela compaixão, Ele veio me acariciar e se compadecer de mim e disse: “Minha filha, a tua fidelidade me conquistou. O amor e a oração Me amarram e quase fazem guerra contra mim. Foi por isso que vim ficar um pouco com você – não pude resistir mais. Pobre filha, não chore – estou aqui, todo por você! Paciência, coragem; não desanime! Se você soubesse o quanto me dói punir os homens! Mas a ingratidão deles Me compele a fazer isso – seus enormes pecados, sua incredulidade, sua vontade de Me desafiar. “E esta é a menor de suas ofensas. Se eu te falasse dos religiosos … quantos sacrilégios! Quantas rebeliões! Quantos fingem ser meus filhos, embora sejam meus piores inimigos! Quantos falsos filhos são usurpadores, egoístas e incrédulos. Seus corações são porões de vício. Na verdade, esses filhos serão os primeiros a travar uma guerra contra a Igreja; eles vão tentar matar sua própria Mãe(Igreja). Oh, quantos deles já estão para remover suas máscaras! Agora há guerra entre governos; logo eles farão guerra contra a Igreja, e seus maiores inimigos serão seus próprios filhos. Meu Coração está dilacerado de dor. “Mas, apesar de tudo isso, vou deixar essa tempestade passar. Permitirei que a face da terra e as igrejas sejam lavadas com o sangue dos mesmos que as mancharam e poluíram. Eu quero que você também se una à minha dor. Eu quero que você ore e seja paciente enquanto vê esta tempestade passar. ” Volume 12 6 de agosto de 1917 A Divina Vontade faz a alma feliz. Enquanto eu continuava em meu estado normal, meu sempre amado Jesus veio; e como eu estava sofrendo muito com suas ausências e por causa da constante ameaça de punições piores, Ele me disse: “Minha filha, anime-se, não desanime muito. Minha vontade faz as almas felizes, mesmo em meio às mais violentas tempestades. Além disso, Minha Vontade eleva a alma tão alto que as tempestades não podem tocá-la, embora ela as veja e ouça . Tempestades não podem entrar no lugar onde ela mora. Está sempre serena com um sol sorridente, porque a sua origem está no Céu, a sua nobreza é divina e a sua santidade está em Deus – e aí é guardada pelo próprio Deus . Tenho ciúme(zelo) da santidade desta alma que vive na minha Vontade e guardo-a no mais íntimo do meu Coração e digo: ‘Ninguém toque nela. Minha Vontade é intangível e sagrada, e deve receber honra de todas as criaturas. ‘” 11 de julho de 1919 As almas contêm pequenos céus. Estou passando por dias muito amargos. Meu amado Jesus se mostra, mas raramente ou nunca – ou então como um relâmpago que passa. Lembro-me que uma noite Ele me apareceu cansado e exausto, carregando o que parecia ser um feixe de almas nos braços. E, olhando para mim, Ele me disse: “Ah! minha filha, o massacre que eles vão desencadear será tão grande que apenas este feixe de almas que estou carregando em meus braços será salvo . Que loucura se abateu sobre a humanidade! Mas eu não quero que você se perturbe – permaneça fiel durante minha ausência, e depois da tempestade Eu vou retribuir com juros todas as minhas ausências, redobrando minhas visitas e minhas graças ”. Então, à beira das lágrimas, Ele desapareceu. (Nossa Senhora de Garabandal disse: “Poucos verão a Deus!”) Volume 17 15 de fevereiro de 1925 Cheio de espanto, eu disse: “Meu Amor, meu Jesus, como é lindo o Céu da Tua Vontade! Como é bom estar debaixo dele! Oh, quão refrescante e saudável é Seu ar celestial!” E Jesus me apertou com mais força a Si mesmo e me disse: “Filha da Minha Vontade, cada ato da Minha Vontade é um novo céu que se estende sobre a cabeça da alma, cada um mais belo que o céu material. O ar desses céus é divino e traz santidade, amor, vida, força e todo tipo de deleite, todos juntos . É por isso que se respira um ar doce e balsâmico. Minha Vontade do Céu fortalece, beatifica, deleita e penetra em todos os lugares, transformando e divinizando tudo em Si. Por outro lado, atua na alma que possui esses novos céus da Minha Vontade na terra. E enquanto funciona, Ele se deleita em estender esses novos céus. Na verdade, Minha Vontade trabalha e atua mais na alma peregrina do que na Jerusalém Celestial . Lá as obras dos santos estão concluídas; não há mais nada para fazerem. Mas aqui Minha Vontade sempre tem algo a fazer com a alma na qual Ela reina . É por isso que quer tudo para Si. Não quer deixar um único ato à vontade humana, porque Ela quer fazer muito. E a cada ato que Ela deixa à vontade humana, mais um céu seria deixado, e seria um a menos em Suas obras. “ Ah, você não sabe o que acontece na alma quando ela dá à Minha Vontade plena liberdade para trabalhar nela, e quando ela trabalha na Minha Vontade ! Imagine o mar quando as ondas se elevam tão fortes e altas que sua força leva até os peixes para o alto – de modo que eles podem ser vistos naquelas ondas, erguidas pela violência da tempestade . A força da tempestade faz com que os peixes saiam das profundezas do mar – de sua casa habitual – e os ergue bem alto, junto às ondas. As ondas os varreriam e os peixes não conseguiram resistir ao seu poder . Mas sem a força das ondas, eles não saberiam sair do mar. Ó, se o mar tivesse força ilimitada … ele esvaziaria o fundo de toda a sua água. Isso formaria as ondas mais altas e arrastaria todos os peixes nelas. “ Mas o que o mar não pode fazer porque seu poder é limitado, Minha Vontade pode fazer . À medida que Minha Vontade atua na alma que nela trabalha, Ela forma ondas eternas na alma e arrebata tudo nelas. E tudo o que Minha Humanidade fez é visto nessas ondas – todas as obras de Minha Mãe Celestial, aquelas dos Santos, e tudo o que a Própria Divindade fez – tudo é posto em movimento. Minha Vontade é mais do que o mar; minhas obras e as dos santos podem ser comparadas aos peixes que vivem no mar. Quando Minha Vontade atua na alma – e também fora da alma – tudo em Minha Vontade é movido, elevado e colocado a fim de nos dar glória, amor e adoração. Eles passam diante de Nós em procissão dizendo: ‘Nós somos as Tuas obras; Tu és grande e poderoso; e é por isso que nos tornaste tão belos. ‘ “Minha Vontade envolve toda bondade e beleza. E quando a Minha Vontade atua, não deixa nada para trás, para que não falte Nosso para que a Nossa Glória seja completa. E isso não é surpresa – porque é Nossa Ação Eterna que se desenvolve na alma. É por isso que a ação da Minha Vontade pode ser chamada de Onda Eterna que varre o Céu e a terra como se em um único ponto, e depois se difunde sobre todos como portadora de um Ato Divino. Oh, como o Céu se alegra quando vê a Vontade Eterna operando na alma porque os bem-aventurados – suas obras na Vontade Divina já confirmadas no Céu – veem suas obras fluir naquele Ato Divino; e eles sentem o dobro da glória, alegria e felicidade. “É por isso que exorto você – já que é a Filhinha de Minha Vontade Suprema – que deixe cada um de seus atos nos braços das Ondas Eternas de Minha Vontade. Então, à medida que essas ondas chegam aos pés de Nosso Trono no Céu, podemos sempre confirmá-la ainda mais fortemente como a verdadeira filha de Nossa Vontade e conceder-lhe favores de graça para seus irmãos e nossos filhos. ” #divinavontade #quemeluisapicarreta #fiatvoluntastua #livrodocéuvolume1 #thomasfahydivinewill #luisapiccarreta #divinavontadenobrasil #livrodocéu #oqueeoreinodadivinavontade #escritosluisapiccarreta #tempestade #diáriodeluisapiccarretavolume1 #audioluisapiccarreta #reinodadivinavontade #domdevivernadivinavontade #comovivernadivinavontade #AnnAllison #fimdostempos #Calmanastempestades #igrejacatolica
- AS REALIDADES ESCATOLÓGICAS (PARTE III)
Pesquisar AS REALIDADES ESCATOLÓGICAS (PARTE III) O Concílio de Trento 8) Concílio de Trento (XIX ecumênico) a) Decreto Cum hoc tempore (sess. VI – 13/01/1547) O Concílio de Trento voltou três vezes ao tema do purgatório. Em ordem cronológica, a primeira foi em 1547 a propósito da justificação; não se falou então dele ex professo, mas não era possível omiti-lo, porque em 1530 Lutero já começara a negar a existência do purgatório¹³, como consequência de seu modo de conceber a justificação”. b) Decreto sobre o Sacrifício da Missa (sess. XXII – 17/09/1562) Transferido o concílio para Bolonha, foi o tema do purgatório tratado junto com o das indulgências; mas é sabido que não se chegou a passar das discussões a uma formulação definitiva. Durante o terceiro e último período (1562-1563), voltou-se a falar, embora sumariamente, do tema do purgatório no decreto sobre a Missa como Sacrifício, quando se afirma que ele é oferecido também pelos mortos em Cristo ainda não plenamente purificados. c) Decreto Cum catholica Ecclesia (sess. XXV – 3-4/12/1563) Finalmente chegou o momento de se examinar a questão do purgatório: foi na última sessão, quando o concílio se ocupou rapidamente de algumas matérias pendentes, mais disciplinares que dogmáticas, como o culto dos santos e as indulgências. Também o decreto sobre o purgatório tem caráter disciplinar, porque pretende preservar os fiéis de toda espécie de superstição; não deixa, porém, de chamar os católicos à Fé na doutrina tradicional sobre o purgatório, tal como sempre a ensinou a Igreja e como, um século antes, a confirmara o Concílio de Florença”. Subentende, portanto, que seja um dogma de Fé. “Porque a Igreja Católica, instruída pelo Espírito Santo, apoiada na Sagrada Escritura e na antiga Tradição dos Padres, ensinou, nos sagrados concílios mais e, recentemente, neste concílio ecumênico, que o purgatório existe e que as almas que estão lá podem ser ajudadas pelos sufrágios dos fiéis e, de modo particularíssimo, com o Santo Sacrifício do altar: manda o santo concílio aos bispos que, com diligência, se empenhem em que a sã doutrina sobre o purgatório, transmitida pelos Santos Padres e pelos sagrados concílios, seja crida pelos fiéis cristãos, guardada, ensinada e pregada em toda a parte la Christifidelibus credi, teneri, doceri et ubique praedicari]. Entretanto, diante da gente menos instruída, excluam-se das pregações populares as questões mais difíceis e mais sutis, que não servem para a edificação (cf. 1 Tm 1,4), e das quais, geralmente, não se colhe nenhum fruto para a piedade. Igualmente, não permitam que sejam difundidas, nem tratadas doutrinas incertas ou que possam ter aparência de falsidade [specie falsi laborant. Proíbam, além disso, como escândalos e pedras de tropeço para os fiéis, aquelas questões que [só] servem para uma certa curiosidade e superstição e vã especulação [turpe lucrum sapiunt] (…).” 1. É de Fé católica que só o pecado original já basta para criar uma separação escatológica de Deus e, neste sentido, trazer um estado de condenação. A questão de fato, ou seja, a existência de um estado após a morte em que se achem almas só com o pecado original, tradicionalmente denominado “limbo”, continua como uma doutrina teológica [cf. SANTO TOMÁS DE AQUINO, Summa theologiae. Suppl., q.69, a. 4-6; idem, De malo, q. L. BILLOT, diversos artigos em Etudes, 1920-1922; INOCÊNCIO III, Carta Maiores Ecclesiae. 2. ORÍGENES, De principiis 2,10,6: PG 11, 238. 3. Contra Celsum 5, 15: PG 11, 1204. 4. Schleiermacher muito contribuiu para a difusão desta idéia. Segundo A. HARNACK, Dogmengeschichte, Tubingen, 4ª ed., 1909,3,661, todos os reformadores aderiram de coração à apocatástase, e também em nossos dias muitos teólogos modernos bizantinos e greco-russos a veem com simpatia. Cf. M. JUGIE, Theologia dogmatica orientalium dissidentium IV, Paris, 1931, 137-151. Outra forma de negação da eternidade das penas do inferno, tanto na Antiguidade, como na Idade Média, era a de sustentar o aniquilamento dos condenados, teoria já defendida pelos gnósticos no séc. II: cf. SANTO IRINEU, Adversus haereses 1,7,1: PG 7, 514. Foram depois imitados pelos socinianos medievais. Paralelamente, houve quem evoluísse com a teoria, chegando a afirmar que a alma humana não é imortal por natureza, mas Deus a torna imortal só para os eleitos (ARNÓBIO, O VELHO, Adversus nationes 2.14. 5. Bibliografia: B. ALTANER, Patrologia, Edições Paulinas, São Paulo, 1972, 213; J. DANIELOU, Origène, Paris, 1948, 207-217. 6. M. RONCAGLIA, Georges Bardanes métropolite de Corfou et Barthélemy de l’Ordre Franciscain, Roma, 1953, com documentação dos colóquios entre gregos e latinos. 7. Trata-se de Frei João Parastron ou Barastron, O.F.M., nascido em Constantinopla e apóstolo da união, que acompanhou até Lyon os legados gregos e assistiu à sessão IV do concílio. O Papa reconhece que ele se empenhou diu et utiliter pela união. Morreu em Constantinopla em 1275. 9. SÃO BERNARDO DE CLARAVAL, Sermo in festo Omnium Sanctorum: PL 185, 472. Cf. SANTO AGOSTINHO, Enarratio in psalmum 43: PL 36, 485; Id., De Trinitate 1, 13: PL. 42, 843-844. Não seria difícil encontrar em outros textos patrísticos passagens no mesmo sentido. 10. Bento XII estava bem a par da questão: quando cardeal, já havia composto o tratado De statu animarum ante generale iudicium, que depois, como Papa, apurou cuidadosamente a partir de julho de 1335 (Bibl.Vat., ms. lat. 4006, ff. 16-218). 11. M. DYKMANS, Les sermons de Jean XXII sur la vision béatifique, Roma, 1973; DTC 2, 657-696 (X. LE BACHELET). 12.Isto é, os que hão de morrer nos séculos futuros: o mesmo vale para as expressões análogas mais adiante. 13. LUTERO, Exhortatio (à Assembléia de Augsburg): ed. Weimar 30/II, 289-290. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #IcelandSwedenDenmarkNorway #Apologética #Belarus #Apocalipse #Dogmas
- 𝐀 𝐄𝐒𝐂𝐀𝐓𝐎𝐋𝐎𝐆𝐈𝐀 𝐂𝐎𝐋𝐄𝐓𝐈𝐕𝐀
𝐀 𝐄𝐒𝐂𝐀𝐓𝐎𝐋𝐎𝐆𝐈𝐀 𝐂𝐎𝐋𝐄𝐓𝐈𝐕𝐀 Nos textos anteriores tratamos principalmente da escatologia individual, o que foi verificado através de documentos; no Vaticano II, ao contrário, em que tudo é envolvido e animado pela idéia de Igreja como povo de Deus, preferiu-se deslocar o acento para as últimas realidade coletivas, sociais e até cósmicas. 𝐂𝐎𝐍𝐂Í𝐋𝐈𝐎 𝐕𝐀𝐓𝐈𝐂𝐀𝐍𝐎 𝐈𝐈 (XXI ecumênico) 𝗖𝗼𝗻𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝗶çã𝗼 𝗟𝘂𝗺𝗲𝗻 𝗴𝗲𝗻𝘁𝗶𝘂𝗺 (𝘀𝗲𝘀𝘀. 𝗩-𝟮𝟭 / 𝟭𝟭 / 𝟭𝟵𝟲𝟰) Já no primeiro capítulo da constituição sobre a Igreja” o Vaticano II descreve a consumação do plano salvífico de Deus na Jerusalém celeste, onde vivem todos os justos reunidos em volta do Pai. A Igreja neste mundo é a Igreja peregrina: o cap. II diz que ela caminha, pela Cruz, “para a Luz que não conhece ocaso” [donec per crucem perveniat ad lucem, quae nescit occasum”. Isto, porém, não bastava para concluir que a Lumen gentium tratasse também da escatologia: o tema não era abordado nem no texto discutido no primeiro periodo (1 7/12/1962), nem no novo texto reescrito e que foi examinado a partir da congregação geral em 30/09/1963, na segunda fase. Nesta congregação, porém, propôs o Cardeal Frings que o esquema fosse completado com uma sessão que apresentasse a Igreja como comunidade escatológica dos santos, seção em que acharia sua justa posição uma declaração sobre Maria e seu significado como modelo da Igreja. A intervenção do Cardeal Frings pode ser considerada como a gênese histórica dos capítulos VII e VIII da Lumen gentium. O cap. VII, depois de uma primeira consideração geral sobre a escatologia católica”, dirige a atenção para as almas dos bem-aventurados, nos quais já se realizou a consumação da santidade. A escatologia é vista como uma tensão para a bem-aventurança, e o capítulo a insere justamente logo depois da vocação universal à santidade, e faz dela a conexão com o capítulo seguinte sobre Maria, figura e modelo da Igreja. 𝐍𝐀𝐓𝐔𝐑𝐄𝐙𝐀 𝐄𝐒𝐂𝐀𝐓𝐎𝐋Ó𝐆𝐈𝐂𝐀 𝐃𝐀 𝐈𝐆𝐑𝐄𝐉𝐀 𝐏𝐄𝐑𝐄𝐆𝐑𝐈𝐍𝐀 𝐄 𝐒𝐔𝐀 𝐔𝐍𝐈Ã𝐎 𝐂𝐎𝐌 𝐀 𝐈𝐆𝐑𝐄𝐉𝐀 𝐂𝐄𝐋𝐄𝐒𝐓𝐄 𝑫𝒂 í𝒏𝒅𝒐𝒍𝒆 𝒆𝒔𝒄𝒂𝒕𝒐𝒍ó𝒈𝒊𝒄𝒂 𝒅𝒂 𝒏𝒐𝒔𝒔𝒂 𝒗𝒐𝒄𝒂çã𝒐 𝒏𝒂 𝑰𝒈𝒓𝒆𝒋𝒂 A Igreja, à qual somos todos chamados em Cristo Jesus e na qual, pela graça de Deus, alcançamos a santidade, só se consumará na glória celeste quando chegar o tempo “da restauração de todas as coisas” (At 3,21), e quando, com o gênero humano, também o mundo inteiro, que está intimamente unido ao homem e que, por ele, chega ao seu fim [Como na GS (cf. FC n. 0.062), também a LG ressalta o aspecto cósmico da escatologia, “intimamente unido ao homem”: não pretende, porém, explicar que relação haja entre a dimensão da atual existência humana e a do mundo futuro (cf. nota 124)], será perfeitamente restaurado em Cristo (cf. Ef 1,10; CL 1,20; 2 Pd 3, 10 13). Cristo, levantado da terra, atraiu todos a Si (cf. Jo 12,32). Ressuscitado dos mortos (cf. Rm 6,9), enviou aos discípulos Seu Espírito vivificador, e por Ele constituiu Seu Corpo, que é a Igreja, como sacramento universal de salvação [Ecclesia ut universale salutis sacra mentum]. Sentado à direita do Pai, age continuamente no mundo para conduzir os homens à Igreja e, por ela, uni-los mais estreitamente a Si, e, alimentando-os com Seu próprio Corpo e Sangue, fazê-los participantes da vida gloriosa. Por isso, a prometida restauração que esperamos já começou em Cristo, é levada adiante na missão do Espírito Santo e por Ele continua na Igreja, na qual, pela Fé, somos instruídos também sobre o sentido da nossa vida temporal, enquanto, com a Esperança dos bens futuros, levamos a termo a obra que nos foi confiada no mundo pelo Pai e efetuamos [operamur] a nossa salvação (cf. Fl 2,12). Já chegamos, portanto, ao fim dos tempos (cf. 1 Cor 10,11) e a renovação do mundo [renovatio mundi] foi irrevogavelmente decretada e, de certo modo real, é antecipada neste mundo: de fato, a Igreja, já sobre a terra, se distingue pela verdadeira santidade, embora imperfeita. No entanto, até que haja novos céus e nova terra, em que habite a justiça (cf. 2 Pd 3,13), a Igreja peregrina, nos seus sacramentos e nas suas instituições, que pertencem à idade presente, traz a figura deste mundo que passa e, ela mesma, vive entre as criaturas, que gemem e sofrem como que dores de parto até o presente e aguardam a manifestação dos filhos de Deus (cf. Rm 8, 19-22). Unidos, portanto, a Cristo na Igreja e marcados pelo Espírito Santo, “que é penhor da nossa herança” (Ef 1,14), somos na verdade chamados filhos de Deus e, de fato, o somos (cf. 1 Jo 3,1), mas ainda não aparecemos com Cristo na glória (cf. Cl 3,4), na qual seremos semelhantes a Deus, porque O veremos tal como Ele é (cf. 1 Jo 3,2). Por isso, “enquanto estamos no corpo vivemos no exílio, longe do Senhor” (2 Cor 5,6) e, embora tenhamos as primícias do Espírito, gememos dentro de nós (cf. Rm 8,23) e desejamos estar com Cristo (cf. Fl 1,23). Por esta mesma Caridade somos impelidos a viver mais para Aquele que por nós morreu e ressuscitou (cf. 2 Cor 5,15). Por isso, nos esforçamos para agradar em tudo ao Senhor (cf. 2 Cor 5,9) e nos revestimos da armadura de Deus, para que possamos estar firmes contra as ciladas do demônio e resistir no dia mau (cf. Ef 6,11.13). Mas como não sabemos o día, nem a hora, é preciso, conforme a advertência do Senhor, que vigiemos constantemente (cf. Mt 24, 42; 25, 13; Mc 13,33), para que, ao terminar a nossa única passagem por esta vida terrena (cf. Hb 9, 27), mereçamos entrar com Ele no banquete nupcial [ad nuptias] e sermos contados entre os benditos [de Seu Pai] (cf. Mt 25, 31 46) e não sermos repelidos, como servos maus e preguiçosos (cf. Mt 25,26), para o fogo eterno (cf. Mt 25,41), para as trevas exteriores, onde “haverá choro e ranger de dentes” (Mt 22,13; 25,30). De fato, antes de reinarmos com Cristo glorioso, compareceremos todos “diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com o que tiver feito, enquanto estava no corpo, de bem ou de mal” (2 Cor 5,10). E no fim do mundo “aqueles que fizeram o bem ressuscitarão para a vida, mas aqueles que fizeram o mal ressuscitarão para a condenação” (Jo 5,29; cf. Mt 25,46). Tendo convicção de que “os sofrimentos da vida presente não têm proporção com a glória futura, que se manifestará em nós” (Rm 8,18; cf. 2 Tm 2, 11-12), aguardamos, fortes na Fé, “a esperança bem-aventurada e o advento glorioso do grande Deus e Salvador nosso Jesus Cristo” (Tt 2,13), “que transfigurará nosso corpo de miséria, para que seja semelhante [configuratum] ao Seu Corpo glorioso” (Fl 3,21), e que virá “para ser glorificado nos seus santos e ser reconhecido admirável [admirabilis fieri] em todos os que creram” (2 T’s 1,10). 𝗗𝗮 𝗰𝗼𝗺𝘂𝗻𝗵ã𝗼 𝗱𝗮 𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮 𝗰𝗲𝗹𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮 𝗽𝗲𝗿𝗲𝗴𝗿𝗶𝗻𝗮 Portanto, até que venha o Senhor em Sua majestade e com Ele todos os anjos (cf. Mt 25,31) e, destruída a morte, Lhe sejam sujeitas todas as coisas (cf. 1 Cor 15, 26-27), alguns de Seus discípulos peregrinam na terra, outros, já passados desta vida, estão se purificando, enquanto outros, enfim, vivem já na glória, contemplando “claramente o próprio Deus Uno e Trino, tal como Ele é”; todos, porém, ainda que em grau e modo diversos, comungamos na mesma Caridade de Deus e do próximo e cantamos o mesmo hino de glória ao nosso Deus. Todos aqueles que são de Cristo, de fato, tendo o Seu Espírito, formam uma só Igreja e Nele estão unidos entre si (cf. Ef 4,16). Por isto, de modo nenhum se interrompe a união dos que estão na terra com os irmãos que adormeceram na paz de Cristo; pelo contrário, segundo a Fé constante da Igreja, esta união se fortalece pela comunhão [communicatione] dos bens espirituais (…). Reconhecendo perfeitamente esta comunhão de todo o Corpo Místico de Jesus Cristo, a Igreja peregrina [Ecclesia viatorum], desde os primeiros tempos da religião cristã, venerou [excoluit] com grande piedade a memória dos defuntos, e ofereceu também sufrágios por eles, porque “é santo e salutar o pensamento de rezar pelos mortos, para que sejam livres de seus pecados” [ut a peccatis solvantur] (2 Mc 12, 46) (…). 𝗗𝗶𝘀𝗽𝗼𝘀𝗶çõ𝗲𝘀 𝗽𝗮𝘀𝘁𝗼𝗿𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗰𝗶𝗹𝗶𝗼 Esta veneranda Fé dos nossos pais [maiorum nostrorum] sobre a nossa vital união com os irmãos que estão na glória celeste ou que ainda, depois da morte, estão se purificando, este sacrossanto concílio a recebe com grande piedade e de novo propõe os decretos dos sagrados Concílios: II de Nicéia, de Florença e de Trento. E ao mesmo tempo, em razão de sua pastoral solicitude, exorta todos aqueles, aos quais isto se aplique, a que tratem de suprimir ou corrigir quaisquer abusos, excessos ou faltas que acaso se tenham introduzido, e a que tudo restaurem para maior louvor de Cristo e de Deus (…). Bibliográfia: COLLANTES, Justo, A Fé Católica: Documentos do Magistério da Igreja #IcelandSwedenDenmarkNorway #France #Apocalipse #desenvolvimentodoutrinal #Doctrinaldevelopment
- MÁRIO QUINTANA, UM POETA ATENTO À VERDADEIRA NATUREZA DAS COISAS
A biografia de Quintana pode ser resumida num pequeno parágrafo, pois quase nada aconteceu a esse homem simples, além do milagre da poesia. Certa vez, perguntado sobre sua idade, saiu-se com esta: “Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade.” Nasceu em 30 de julho de 1906, em Alegrete, interior do Rio Grande do Sul (“nasci prematuramente”, disse o poeta, “o que me deixava meio complexado, pois achava que não estava pronto”) e morreu na última década do século XX, em cinco de maio de 1994, competindo deslealmente com um defunto bem mais famoso naquela semana, o piloto Ayrton Senna. E só podia mesmo ter morrido em Porto Alegre, cidade de adoção da qual pouco saiu, morando a vida toda, provisoriamente, em hotéis e pensões, como se fosse um exercício perene de desprendimento da vida. Suas entrevistas eram sempre muito boas. Eu tinha uma delas em fita VHS, exibida pela TV Educativa do Rio. Um dia, um ladrão entrou em casa e a levou junto com outras fitas (se viu a entrevista, na certa virou fã do poeta…). Sempre que podia, eu a mostrava aos alunos de Letras, que nela aprendiam mais sobre poesia do que nos maçantes e inúteis manuais de teoria da literatura. “Não me perguntem qual é o assunto de um poema; um poema fala sempre de outra coisa.” Eis a resposta definitiva às quixotescas aventuras da crítica dita científica. Quintana, em vez de dar entrevistas, preferia ser lido: “Sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão”. Como Brás Cubas, não se casou nem teve filhos. Viveu perto de noventa anos — e sua rotina foi sempre a mesma: lia, escrevia, traduzia. Suas traduções em prosa ainda são respeitadas, nelas associando para sempre seu nome ao de um Proust, Conrad, Voltaire, Grahann Greene, Virginia Woolf, para só mencionar alguns. Disse um dia, falando de si e da realização poética: “Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de autossuperação. Um poeta satisfeito não satisfaz a ninguém.” Certa vez, recusou o convite de um prefeito de Alegrete, que queria um verso seu para gravar em bronze e fixar num monumento de praça. “Um engano em bronze é um engano eterno”, escreveu Quintana ao prefeito. Todos os seus leitores conhecem dezenas de versos do poeta que não desmereceriam o bronze mais duradouro do tempo. O prefeito, que não conseguiu o que desejava, gostou da frase — “Um engano em bronze é um engano eterno” — e mandou botá-la no monumento de Alegrete, avisando em seguida, entre parêntesis: “Frase com que o poeta Mário Quintana se eximiu de escolher um verso seu para gravar em bronze”. Curiosamente, esse homem preocupado com a eternidade dos versos — e que um dia, ainda jovem, pôde escrever aquele belo soneto da “igrejinha de uma torre só” — foi se tornando, à medida que envelhecia, um homem cada vez mais distante de Deus, ao contrário da maioria de seus poemas, profundamente enraizados na verdadeira natureza das coisas. Estranhíssima dissociação…
- Hungria aprova lei que proíbe pornografia e temática LGBT para menores
“Na Hungria, a liberdade significa não só… liberdade de expressão… mas também o direito de defender nossas famílias e educar nossos filhos como quisermos.” O primeiro-ministro Viktor Orban prometeu “proteger nossas crianças” com a legislação aprovada recentemente, que inclui proibir a exibição de material pornográfico ou conteúdo que retratasse homossexualidade ou ideologia de gênero para menores de 18 anos. Desde que assumiu o cargo, em 2018, Orban tem constantemente empurrado a legislação que protege as famílias e defende os valores cristãos tradicionais. Orban falou defendendo a legislação recém-aprovada e prometeu proteger as crianças. “Os rolos de vapor liberais estão mais uma vez trabalhando contra a Hungria”, disse ele. “Eles estão agora disparando alarmes em toda a Europa sobre as novas leis da Hungria para punir severamente pedófilos e proteger nossas crianças.” “A educação nas escolas não deve estar em conflito com a vontade dos pais”, continuou. “Deve ser no máximo suplementar, sua forma e conteúdo devem ser claramente definidos, e deve estar sujeito ao consentimento dos pais.” “Os pais também esperam, com razão, que nas plataformas usadas por nossos filhos, pornografia, sexualidade para seu próprio bem, a homossexualidade e os programas de redesignação de gênero não devem estar disponíveis”, afirmou Orban. “Essas restrições também devem ser definidas com precisão cirúrgica.” Ao mesmo tempo, ele explicou que essas leis não se aplicam aos maiores de 18 anos, dizendo que “em nossa opinião, um adulto livre não deve ter que dar um relato de sua vida diante de qualquer autoridade secular — apenas diante de Deus quando chegar a hora”. Ele argumentou que a campanha de esquerda em curso contra a Hungria prova que “a esquerda é inimiga da liberdade”. “Em vez da liberdade de expressão”, disse ele, “eles querem o politicamente correto como definido por eles, e a hegemonia da opinião em vez de um pluralismo de ideias”. Ele afirmou que a Hungria visa preservar a liberdade. “As razões para isso estão enraizadas em nossas tradições culturais, na liberdade cristã, na luta pela liberdade nacional e em um profundo desprezo pelo comunismo e pela tirania comunista.” “A liberdade húngara significa não apenas liberdade política, liberdade de escolha, liberdade de expressão, liberdade de reunião e associação, mas também o direito de defender nossas famílias e educar nossos filhos como quisermos”, declarou Orban corajosamente. “Nossa lei é uma continuação digna da tradição europeia de liberdade.” Traduzido de LifeSiteNews
- Hungria aprova lei que proíbe pornografia e temática LGBT para menores
“Na Hungria, a liberdade significa não só… liberdade de expressão… mas também o direito de defender nossas famílias e educar nossos filhos como quisermos.” O primeiro-ministro Viktor Orban prometeu “proteger nossas crianças” com a legislação aprovada recentemente, que inclui proibir a exibição de material pornográfico ou conteúdo que retratasse homossexualidade ou ideologia de gênero para menores de 18 anos. Desde que assumiu o cargo, em 2018, Orban tem constantemente empurrado a legislação que protege as famílias e defende os valores cristãos tradicionais. Orban falou defendendo a legislação recém-aprovada e prometeu proteger as crianças. “Os rolos de vapor liberais estão mais uma vez trabalhando contra a Hungria”, disse ele. “Eles estão agora disparando alarmes em toda a Europa sobre as novas leis da Hungria para punir severamente pedófilos e proteger nossas crianças.” “A educação nas escolas não deve estar em conflito com a vontade dos pais”, continuou. “Deve ser no máximo suplementar, sua forma e conteúdo devem ser claramente definidos, e deve estar sujeito ao consentimento dos pais.” “Os pais também esperam, com razão, que nas plataformas usadas por nossos filhos, pornografia, sexualidade para seu próprio bem, a homossexualidade e os programas de redesignação de gênero não devem estar disponíveis”, afirmou Orban. “Essas restrições também devem ser definidas com precisão cirúrgica.” Ao mesmo tempo, ele explicou que essas leis não se aplicam aos maiores de 18 anos, dizendo que “em nossa opinião, um adulto livre não deve ter que dar um relato de sua vida diante de qualquer autoridade secular — apenas diante de Deus quando chegar a hora”. Ele argumentou que a campanha de esquerda em curso contra a Hungria prova que “a esquerda é inimiga da liberdade”. “Em vez da liberdade de expressão”, disse ele, “eles querem o politicamente correto como definido por eles, e a hegemonia da opinião em vez de um pluralismo de ideias”. Ele afirmou que a Hungria visa preservar a liberdade. “As razões para isso estão enraizadas em nossas tradições culturais, na liberdade cristã, na luta pela liberdade nacional e em um profundo desprezo pelo comunismo e pela tirania comunista.” “A liberdade húngara significa não apenas liberdade política, liberdade de escolha, liberdade de expressão, liberdade de reunião e associação, mas também o direito de defender nossas famílias e educar nossos filhos como quisermos”, declarou Orban corajosamente. “Nossa lei é uma continuação digna da tradição europeia de liberdade.” Traduzido de LifeSiteNews
- NERVOSISMO CATO-PROTESTANTE – Pe. Santiago Martín
Nesta mudança de época que estamos vivendo, tanto na sociedade como na Igreja, não é fácil interpretar o que está acontecendo. As notícias podem ser aparentemente contraditórias e isso aumenta a confusão. A primeira notícia, se assim se pode chamar, desta semana é que o Papa não recebeu Biden no Vaticano. Vários meios de comunicação social disseram que a diplomacia americana teria pedido essa audiência, que incluiria a presença na Santa Missa na capela da Casa Santa Marta, presidida pelo Pontífice. Biden receberia a comunhão das mãos de um dos sacerdotes concelebrantes, mas na presença do Santo Padre. O Vaticano, consciente do escândalo monumental que ocorreria, rejeitou a ideia e, como consequência, Biden nem sequer foi a Roma para saudar o Papa. Não há uma confirmação oficial deste rumor, mas é normal que não haja confirmação oficial, devido à delicadeza do assunto. Quase ao mesmo tempo da presença do presidente americano na Europa, realizou-se a Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Norte-Americana, na qual se debateu precisamente se era conveniente ou não fazer um documento sobre a possibilidade de os políticos que aprovam o aborto poderem receber a comunhão. O debate foi tão intenso que o presidente do Episcopado, Monsenhor Gomez, teve de conter a tensão, recordando que os apóstolos também discutiram acaloradamente, mas não quebraram a comunhão entre si por essa razão. No final, foi decidido elaborar este documento — por uma esmagadora maioria de 168 a 55 —, que permanece sob a tutela da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé, e que, em caso algum, por vontade expressa do Vaticano, poderá forçar os bispos a aplicá-lo nas suas dioceses. A vitória dos bispos conservadores nos Estados Unidos foi, em todo o caso, muito maior do que o esperado. É fácil imaginar o que teria acontecido se, no meio do debate dos bispos americanos sobre a comunhão dos políticos pró-aborto, o Papa tivesse dado a comunhão ao principal deles, o próprio Presidente Biden. Felizmente, isso não aconteceu. Mas o que, para mim e para muitos outros, foi um gesto de bom senso e coerência da parte do Pontífice, perturbou aqueles que são a favor de permitir que os políticos pró-aborto recebam a comunhão. Antes da reunião dos bispos americanos, mesmo o poderoso New York Times entrou na controvérsia, com o apoio de um jesuíta muito próximo do Papa, como o padre Spadaro, argumentando a favor de que Biden e companhia fossem autorizados a receber a comunhão. A campanha não só não mudou a opinião do Episcopado, como também não mudou a decisão do Papa, que no final não recebeu Biden. Esse mal-estar contra o Pontífice cristalizou-se num duro artigo de um dos líderes da esquerda eclesiástica, Alberto Melloni. Desconhecido do público em geral, Melloni é o líder da “Escola de Bolonha”, uma corrente teológica que sustenta que o Concílio Vaticano II deve ser interpretado em termos de uma ruptura com tudo o que veio antes (corrente à qual, de alguma forma, pertence uma figura tão importante como o Cardeal Tagle). Melloni, cujo artigo foi publicado em La Repubblica , o órgão oficial da esquerda clerical e o jornal mais importante de Itália — como disse McLuhan, o meio é a mensagem —, acusa o Papa de trair as suas promessas de renovação e desiludir aqueles que, no início do seu Pontificado, acreditaram nele. A aposta ecológica do Papa e o seu programa de sinodalidade não foram suficientes para satisfazer os protestantes católicos. Entre as críticas que Melloni faz ao Santo Padre está o recente decreto que limita a dez anos as posições de chefia dos movimentos de espiritualidade — afirma que isto vai contra o direito dos leigos —, a modificação do Código de Direito Canónico (que excomunga aqueles que tentam ordenar sacerdotisas), e, acima de tudo, o tratamento dado ao Cardeal Marx. Melloni, e com ele a esquerda eclesiástica, sustenta que Marx estava, de fato, pedindo ao Papa que assumisse a sua parte de culpa e que também ele deveria demitir-se, razão pela qual o Pontífice a rejeitou. Um jornalista conservador, Antonio Socci, vai ao ponto de descrever a relação entre o Papa e aqueles que, até agora, têm sido os seus mais firmes defensores, como um “divórcio”; e considera que o Santo Padre se encontra, neste momento, numa espécie de “terra de ninguém”, sem qualquer apoio de qualquer um dos lados. Só Deus sabe o que pode acontecer. Mas o fato de sabermos que Deus sabe já é um motivo de paz e esperança. Confiamos Nele, e a nossa confiança não será desapontada.
- Alemanha proíbe matar embriões de filhotes porque sentem dor, mas ainda permite aborto de humanos
Na Alemanha, matar embriões de filhotes será ilegal, enquanto bebês humanos ainda não nascidos ainda estão sendo arrancados dos úteros de suas mães e assassinados. A legislatura alemã aprovou recentemente uma lei que proíbe a morte de embriões de filhotes de seis dias, uma vez que eles são “sensíveis à dor”, bem como os filhotes que matam por causa de seu sexo. Enquanto isso, bebês humanos são legalmente torturados e assassinados no útero na Alemanha e na maioria dos outros países do mundo através do aborto. Em 2020, a ministra alemã da Agricultura, Julia Klöckner, iniciou um projeto de lei que proíbe a morte de filhotes machos. Isso afetaria 45 milhões de filhotes machos que são mortos anualmente na criação de galinhas alemãs, uma vez que os filhotes machos não podem colocar ovos ou produzir carne suficientemente rápida o suficiente para serem engordados e abatidos. Os legisladores alemães decidiram que, a partir de 2022, matar filhotes masculinos será proibido, uma vez que os embriões de filhotes são “sensíveis à dor a partir do sétimo dia”. Portanto, as fazendas serão obrigadas a usar métodos para determinar o sexo dos filhotes antes de eclodir para que possam ser removidos da ninhada. Além disso, a partir de 2024, os métodos precisarão ser usados para determinar o sexo do embrião do filhote em uma idade ainda mais precoce para que possam ser eliminados em um estágio menos desenvolvido, garantindo assim que os embriões de filhotes não sintam nenhuma dor. Klöckner disse que, com a aprovação desta lei, “somos pioneiros em todo o mundo”. A Associação Alemã de Bem-Estar Animal expressou alegria com essa sugestão, mas criticou que essa proibição em duas etapas não proibirá a morte de embriões de filhotes sensíveis à dor até 2024. David Engels, presidente de História Romana da Universidade de Bruxelas, tuitou sarcasticamente: “Quando o embrião de frango desfruta de mais [proteção da vida] do que o embrião humano, você sabe que chegou à melhor Europa de todos os tempos. Na Alemanha, bebês humanos não nascidos podem ser mortos através do aborto por qualquer razão até 12 semanas após a concepção, quando a mãe está no final de seu primeiro trimestre. Por outras razões, abortos são permitidos ainda mais tarde durante a gravidez. Com oito a nove semanas,bebês não nascidos desenvolveram pálpebras, e o cabelo começou a aparecer. Na nona e décima semanas, o bebê pode fazer cambalhotas, pular, olhar contra a luz, franzir a testa e engolir. Por volta das semanas 11 e 12, a anatomia do bebê se torna claramente masculina ou feminina. O rosto tem uma forma definida e características únicas, e paladar surgiu. Traduzido de LifeSiteNews
- Alemanha proíbe matar embriões de filhotes porque sentem dor, mas ainda permite aborto de humanos
Na Alemanha, matar embriões de filhotes será ilegal, enquanto bebês humanos ainda não nascidos ainda estão sendo arrancados dos úteros de suas mães e assassinados. A legislatura alemã aprovou recentemente uma lei que proíbe a morte de embriões de filhotes de seis dias, uma vez que eles são “sensíveis à dor”, bem como os filhotes que matam por causa de seu sexo. Enquanto isso, bebês humanos são legalmente torturados e assassinados no útero na Alemanha e na maioria dos outros países do mundo através do aborto. Em 2020, a ministra alemã da Agricultura, Julia Klöckner, iniciou um projeto de lei que proíbe a morte de filhotes machos. Isso afetaria 45 milhões de filhotes machos que são mortos anualmente na criação de galinhas alemãs, uma vez que os filhotes machos não podem colocar ovos ou produzir carne suficientemente rápida o suficiente para serem engordados e abatidos. Os legisladores alemães decidiram que, a partir de 2022, matar filhotes masculinos será proibido, uma vez que os embriões de filhotes são “sensíveis à dor a partir do sétimo dia”. Portanto, as fazendas serão obrigadas a usar métodos para determinar o sexo dos filhotes antes de eclodir para que possam ser removidos da ninhada. Além disso, a partir de 2024, os métodos precisarão ser usados para determinar o sexo do embrião do filhote em uma idade ainda mais precoce para que possam ser eliminados em um estágio menos desenvolvido, garantindo assim que os embriões de filhotes não sintam nenhuma dor. Klöckner disse que, com a aprovação desta lei, “somos pioneiros em todo o mundo”. A Associação Alemã de Bem-Estar Animal expressou alegria com essa sugestão, mas criticou que essa proibição em duas etapas não proibirá a morte de embriões de filhotes sensíveis à dor até 2024. David Engels, presidente de História Romana da Universidade de Bruxelas, tuitou sarcasticamente: “Quando o embrião de frango desfruta de mais [proteção da vida] do que o embrião humano, você sabe que chegou à melhor Europa de todos os tempos. Na Alemanha, bebês humanos não nascidos podem ser mortos através do aborto por qualquer razão até 12 semanas após a concepção, quando a mãe está no final de seu primeiro trimestre. Por outras razões, abortos são permitidos ainda mais tarde durante a gravidez. Com oito a nove semanas,bebês não nascidos desenvolveram pálpebras, e o cabelo começou a aparecer. Na nona e décima semanas, o bebê pode fazer cambalhotas, pular, olhar contra a luz, franzir a testa e engolir. Por volta das semanas 11 e 12, a anatomia do bebê se torna claramente masculina ou feminina. O rosto tem uma forma definida e características únicas, e paladar surgiu. Traduzido de LifeSiteNews
- A TERRA, POR SI MESMA, PRODUZ O FRUTO
Jesus disse certa vez, com suas costumeiras metáforas rurais, que “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece.” Mas Jesus sabia como isto se dava e compartilhou com todas as nações: “A terra, por si mesma, produz o fruto.” Que lição tirar da parábola da árvore que cresce sem que o semeador se aperceba, e, quando se dá conta, está grande, frondosa e abrigando em seus galhos os pássaros do céu? Sobretudo, lição de paciência. De fato, é preciso muita paciência, nesta época maluca em que vivemos: fora da Igreja, os senhores do mundo buscando implantar um novo ordenamento para o mundo, adorando o homem ou a natureza em lugar de Deus. Ou, como disse certa vez Paulo VI: adorando o homem que ser deus, em vez do Deus que se fez homem. Dentro da Igreja, não é muito diferente: alguns padres e bispos, sintonizados com aqueles senhores do mundo, sobretudo na Alemanha (mas não só), querem fazer da Igreja de Cristo algo semelhante a uma seita do anticristo. Numa situação destas, somos facilmente tentados a desesperar, se confiamos só nas forças humanas. Mas Deus não quer que o homem caia nessa tentação: mostra-lhe, por essa parábola, que quem constrói o Reino não são os pedreiros, mas o próprio Rei. Jesus ensina que o Reino não se instaura de uma vez, nem de forma linear, mas possui os seus ziguezagues e viravoltas. Diferentes de nós, os lavradores sabem que, muitas vezes, uma planta aparentemente condenada a morrer, está só pedindo mais uma chance, e lhe oferece ainda uma vez água e alimento, antes de ceder à vontade de arrancá-la. Quantas vezes não vem a tentação de desacreditar do mundo, achando que as forças desta nova ordem mundial vão se impor inelutavelmente, que o novo paganismo logo sairá vitorioso? Quantas vezes não bate o desânimo com o que está acontecendo no catolicismo, dentro do qual uma falsa igreja parece crescer e espalhar-se como joio dentro da verdadeira Igreja? Mas eis que um pequeno sermão de Jesus — proferido à beira-mar, não mais na montanha — e coloca a cabeça do cristão novamente nos eixos, avisando que é preciso aceitar com paciência essa zona de desconforto em que estamos metidos. Bons mestres disto são os antigos lavradores que, por sempre contarem com tempo ruim, se rejubilam e agradecem quando surge um tempo favorável.
- A pseudo salvação da cultura
Você não irá “salvar” a civilização ocidental através da leitura de Virgílio, Dante, Platão ou Camões. Tenho observado uns movimentos que estão mais preocupados com a intelectualidade do que a salvação da alma. Os clássicos são excelentes, mas não substituem a Palavra de Deus. Você não consegue salvar a si mesmo, quem dirá a civilização! É triste ver que cristãos recomendando que antes da leitura bíblica, deve-se ler os gregos, aprender filosofia e etc. Quanta besteira! . Se os movimentos progressistas tem colocado sua fé na ideologia política, outros, tem feito da vaidade intelectual o seu ídolo. A palavra de Deus revela nosso pecado e a nossa fraqueza. Ela revela a cruz do nosso salvador, onde por amor a seres miseráveis, o Rei se fez servo, e suportou a ira de Deus. Talvez isso não soe filosófico, mas é uma verdade que liberta. . Leia os clássicos, estude filosofia, aprenda tudo o que puder; mas viva a palavra de Deus e pregue o evangelho antes de todas essas coisas. O evangelho é para todos. Exigir conhecimentos especiais para ler ou ouvir o evangelho, é uma espécie de gnosticismo. . A nossa fé não se sustenta pela sabedoria humana, mas como diz o apóstolo, pelo poder do Espírito Santo. . Você pode saber tudo sobre Platão, mas se não conhece a Cristo, ainda estará nas trevas. . O problema do mundo não é a ignorância literária, mas o pecado! Somente Cristo pode salvar esse mundo caído. Somente Cristo é a nossa esperança. Somente a ELe a glória! . Qual a sua opinião sobre a nossa cultura? Ela tem salvação? . Deixe seu comentário! – Não deixe de seguir no Instagram!
- Nova ‘dubia’ para Doutrina da Fé, sobre a posição da Igreja Alemã
Três leigos alemães se deram ao trabalho de consultar a Congregação para a Doutrina da Fé em uma consulta formal – um “dubium” – pedindo esclarecimentos sobre a situação exata da igreja na Alemanha. Sim ou não. Estas são as duas possíveis respostas para um “dubium”, uma consulta formal dirigida à Congregação para a Doutrina da Fé ou, diretamente, ao Santo Padre. E é isso que três católicos da diocese de Essen acabaram de completar para saber algo que muitos já se perguntam há algum tempo: o episcopado alemão ainda está tecnicamente em comunhão com Roma, ou já se pode dizer que estamos em uma situação de cisma material? O que levou os três leigos de Essen – seu iniciador, André Wichmann – a fazer essa pergunta com certa urgência não é apenas a atitude que todos estamos testemunhando das declarações dos participantes do caminho sinodal, mas algo mais profundo e mais antigo. A impressão, comunicada por muitos católicos que visitam ou vivem na Alemanha, de que já existem duas denominações religiosas, com visões, crenças, rituais e cerimônias notavelmente diferentes, que são chamadas de “católicas”. Digamos que o caminho sinodal, com suas propostas de ordenar mulheres, acabar com o celibato eclesiástico e abençoar uniões homossexuais, tem sido apenas a gota d’água que fez Wichmann e seus correligionários derramarem as costas do camelo, que consideram imperativo saber em que sentido duas concepções tão notoriamente diferentes podem ser consideradas a mesma igreja. Os signatários sabem que a Igreja não tem obrigação formal de responder às suas “dubias”, e que, considerando que ela não é respondida há anos àqueles que apresentaram solenemente sobre Amoris Laetitita quatro cardeais, não é muito provável que eles respondam a eles. Mas Wichmann adverte: “A Igreja ao norte dos Alpes está em chamas.” Traduzido de InfoVaticana
- Nova ‘dubia’ para Doutrina da Fé, sobre a posição da Igreja Alemã
Três leigos alemães se deram ao trabalho de consultar a Congregação para a Doutrina da Fé em uma consulta formal – um “dubium” – pedindo esclarecimentos sobre a situação exata da igreja na Alemanha. Sim ou não. Estas são as duas possíveis respostas para um “dubium”, uma consulta formal dirigida à Congregação para a Doutrina da Fé ou, diretamente, ao Santo Padre. E é isso que três católicos da diocese de Essen acabaram de completar para saber algo que muitos já se perguntam há algum tempo: o episcopado alemão ainda está tecnicamente em comunhão com Roma, ou já se pode dizer que estamos em uma situação de cisma material? O que levou os três leigos de Essen – seu iniciador, André Wichmann – a fazer essa pergunta com certa urgência não é apenas a atitude que todos estamos testemunhando das declarações dos participantes do caminho sinodal, mas algo mais profundo e mais antigo. A impressão, comunicada por muitos católicos que visitam ou vivem na Alemanha, de que já existem duas denominações religiosas, com visões, crenças, rituais e cerimônias notavelmente diferentes, que são chamadas de “católicas”. Digamos que o caminho sinodal, com suas propostas de ordenar mulheres, acabar com o celibato eclesiástico e abençoar uniões homossexuais, tem sido apenas a gota d’água que fez Wichmann e seus correligionários derramarem as costas do camelo, que consideram imperativo saber em que sentido duas concepções tão notoriamente diferentes podem ser consideradas a mesma igreja. Os signatários sabem que a Igreja não tem obrigação formal de responder às suas “dubias”, e que, considerando que ela não é respondida há anos àqueles que apresentaram solenemente sobre Amoris Laetitita quatro cardeais, não é muito provável que eles respondam a eles. Mas Wichmann adverte: “A Igreja ao norte dos Alpes está em chamas.” Traduzido de InfoVaticana
- AS REALIDADES ESCATOLÓGICAS (PARTE III)O Concílio de Trent
AS REALIDADES ESCATOLÓGICAS (PARTE III) O Concílio de Trento 8) Concílio de Trento (XIX ecumênico) a) Decreto Cum hoc tempore (sess. VI – 13/01/1547) O Concílio de Trento voltou três vezes ao tema do purgatório. Em ordem cronológica, a primeira foi em 1547 a propósito da justificação; não se falou então dele ex professo, mas não era possível omiti-lo, porque em 1530 Lutero já começara a negar a existência do purgatório¹³, como consequência de seu modo de conceber a justificação”. b) Decreto sobre o Sacrifício da Missa (sess. XXII – 17/09/1562) Transferido o concílio para Bolonha, foi o tema do purgatório tratado junto com o das indulgências; mas é sabido que não se chegou a passar das discussões a uma formulação definitiva. Durante o terceiro e último período (1562-1563), voltou-se a falar, embora sumariamente, do tema do purgatório no decreto sobre a Missa como Sacrifício, quando se afirma que ele é oferecido também pelos mortos em Cristo ainda não plenamente purificados. c) Decreto Cum catholica Ecclesia (sess. XXV – 3-4/12/1563) Finalmente chegou o momento de se examinar a questão do purgatório: foi na última sessão, quando o concílio se ocupou rapidamente de algumas matérias pendentes, mais disciplinares que dogmáticas, como o culto dos santos e as indulgências. Também o decreto sobre o purgatório tem caráter disciplinar, porque pretende preservar os fiéis de toda espécie de superstição; não deixa, porém, de chamar os católicos à Fé na doutrina tradicional sobre o purgatório, tal como sempre a ensinou a Igreja e como, um século antes, a confirmara o Concílio de Florença”. Subentende, portanto, que seja um dogma de Fé. “Porque a Igreja Católica, instruída pelo Espírito Santo, apoiada na Sagrada Escritura e na antiga Tradição dos Padres, ensinou, nos sagrados concílios mais e, recentemente, neste concílio ecumênico, que o purgatório existe e que as almas que estão lá podem ser ajudadas pelos sufrágios dos fiéis e, de modo particularíssimo, com o Santo Sacrifício do altar: manda o santo concílio aos bispos que, com diligência, se empenhem em que a sã doutrina sobre o purgatório, transmitida pelos Santos Padres e pelos sagrados concílios, seja crida pelos fiéis cristãos, guardada, ensinada e pregada em toda a parte la Christifidelibus credi, teneri, doceri et ubique praedicari]. Entretanto, diante da gente menos instruída, excluam-se das pregações populares as questões mais difíceis e mais sutis, que não servem para a edificação (cf. 1 Tm 1,4), e das quais, geralmente, não se colhe nenhum fruto para a piedade. Igualmente, não permitam que sejam difundidas, nem tratadas doutrinas incertas ou que possam ter aparência de falsidade [specie falsi laborant. Proíbam, além disso, como escândalos e pedras de tropeço para os fiéis, aquelas questões que [só] servem para uma certa curiosidade e superstição e vã especulação [turpe lucrum sapiunt] (…).” 1. É de Fé católica que só o pecado original já basta para criar uma separação escatológica de Deus e, neste sentido, trazer um estado de condenação. A questão de fato, ou seja, a existência de um estado após a morte em que se achem almas só com o pecado original, tradicionalmente denominado “limbo”, continua como uma doutrina teológica [cf. SANTO TOMÁS DE AQUINO, Summa theologiae. Suppl., q.69, a. 4-6; idem, De malo, q. L. BILLOT, diversos artigos em Etudes, 1920-1922; INOCÊNCIO III, Carta Maiores Ecclesiae. 2. ORÍGENES, De principiis 2,10,6: PG 11, 238. 3. Contra Celsum 5, 15: PG 11, 1204. 4. Schleiermacher muito contribuiu para a difusão desta idéia. Segundo A. HARNACK, Dogmengeschichte, Tubingen, 4ª ed., 1909,3,661, todos os reformadores aderiram de coração à apocatástase, e também em nossos dias muitos teólogos modernos bizantinos e greco-russos a veem com simpatia. Cf. M. JUGIE, Theologia dogmatica orientalium dissidentium IV, Paris, 1931, 137-151. Outra forma de negação da eternidade das penas do inferno, tanto na Antiguidade, como na Idade Média, era a de sustentar o aniquilamento dos condenados, teoria já defendida pelos gnósticos no séc. II: cf. SANTO IRINEU, Adversus haereses 1,7,1: PG 7, 514. Foram depois imitados pelos socinianos medievais. Paralelamente, houve quem evoluísse com a teoria, chegando a afirmar que a alma humana não é imortal por natureza, mas Deus a torna imortal só para os eleitos (ARNÓBIO, O VELHO, Adversus nationes 2.14. 5. Bibliografia: B. ALTANER, Patrologia, Edições Paulinas, São Paulo, 1972, 213; J. DANIELOU, Origène, Paris, 1948, 207-217. 6. M. RONCAGLIA, Georges Bardanes métropolite de Corfou et Barthélemy de l’Ordre Franciscain, Roma, 1953, com documentação dos colóquios entre gregos e latinos. 7. Trata-se de Frei João Parastron ou Barastron, O.F.M., nascido em Constantinopla e apóstolo da união, que acompanhou até Lyon os legados gregos e assistiu à sessão IV do concílio. O Papa reconhece que ele se empenhou diu et utiliter pela união. Morreu em Constantinopla em 1275. 9. SÃO BERNARDO DE CLARAVAL, Sermo in festo Omnium Sanctorum: PL 185, 472. Cf. SANTO AGOSTINHO, Enarratio in psalmum 43: PL 36, 485; Id., De Trinitate 1, 13: PL. 42, 843-844. Não seria difícil encontrar em outros textos patrísticos passagens no mesmo sentido. 10. Bento XII estava bem a par da questão: quando cardeal, já havia composto o tratado De statu animarum ante generale iudicium, que depois, como Papa, apurou cuidadosamente a partir de julho de 1335 (Bibl.Vat., ms. lat. 4006, ff. 16-218). 11. M. DYKMANS, Les sermons de Jean XXII sur la vision béatifique, Roma, 1973; DTC 2, 657-696 (X. LE BACHELET). 12.Isto é, os que hão de morrer nos séculos futuros: o mesmo vale para as expressões análogas mais adiante. 13. LUTERO, Exhortatio (à Assembléia de Augsburg): ed. Weimar 30/II, 289-290. #Apologética #Belarus #Apocalipse #desenvolvimentodoutrinal #Doctrinaldevelopment









































