DURANTE A TEMPESTADE – Scott Hahn medita sobre o 12º Domingo do Tempo Comum

“Ainda não tendes fé?” Esta pergunta de nosso Senhor, no Evangelho de hoje, de certo modo prepara as liturgias que virão, nos próximos domingos do ano (que a Igreja chama de “Tempo Comum”).
Nas próximas semanas, a liturgia da Igreja nos fará viajar com Jesus e Seus discípulos, revivendo a experiência que eles tiveram de Suas palavras e ações. Iremos conhecê-Lo melhor e Nele acreditar, tal como eles o fizeram.
Observe-se que o Salmo de hoje praticamente fornece um esboço para a compreensão do Evangelho: cantamos a respeito de marinheiros que foram apanhados por uma tempestade e, em seu desespero, clamam ao Senhor, que os socorre.
O Evangelho de Marcos, que ouvimos hoje, também nos faz pensar na história do profeta Jonas. Ele também foi encontrado dormindo, em um barco, quando estourou uma perigosa tempestade, que fez com que seus companheiros de viagem rezassem por salvação, e depois se maravilhassem quando a tempestade diminuiu (ver Jonas 1: 3-16).
Mas Jesus é mais do que Jonas (ver Mateus 12:41). E Marcos quer que vejamos o que os apóstolos viram: que só Deus tem o poder de repreender o vento e o mar (ver Isaías 50: 2; Salmo 18:16). Este é o assunto da primeira leitura de hoje.
Se até mesmo o vento e o mar O obedecem, não deveríamos, também nós, confiar Nele durante as tempestades e os momentos caóticos de nossas próprias vidas?
Tal como ocorreu com os Apóstolos, o Senhor pediu a cada um de nós que cruzássemos para o outro lado, que deixássemos para trás os nossos velhos hábitos e fôssemos com Ele, no pequeno barco da Igreja.
Em seu medo. no Evangelho de hoje, eles O chamam de Mestre. E é somente a fé em Seus ensinamentos que pode nos salvar da perdição. Devemos confiar “em” Cristo, e confiar “como” Cristo: Ele conseguiu dormir durante a tempestade, pois confiava que Deus estivesse com Ele (ver Salmos 116: 6; Romanos 8:31).
Devemos viver em ação de graças pela nossa salvação. É o que nos ensina a Epístola de hoje: ser criaturas novas, vivendo não mais para nós mesmos, mas para Aquele que por nós morreu e ressuscitou.
















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