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A TERRA, POR SI MESMA, PRODUZ O FRUTO


Jesus disse certa vez, com suas costumeiras metáforas rurais, que “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece.” Mas Jesus sabia como isto se dava e compartilhou com todas as nações: “A terra, por si mesma, produz o fruto.”

Que lição tirar da parábola da árvore que cresce sem que o semeador se aperceba, e, quando se dá conta, está grande, frondosa e abrigando em seus galhos os pássaros do céu?

Sobretudo, lição de paciência. De fato, é preciso muita paciência, nesta época maluca em que vivemos: fora da Igreja, os senhores do mundo buscando implantar um novo ordenamento para o mundo, adorando o homem ou a natureza em lugar de Deus. Ou, como disse certa vez Paulo VI: adorando o homem que ser deus, em vez do Deus que se fez homem.

Dentro da Igreja, não é muito diferente: alguns padres e bispos, sintonizados com aqueles senhores do mundo, sobretudo na Alemanha (mas não só), querem fazer da Igreja de Cristo algo semelhante a uma seita do anticristo.

Numa situação destas, somos facilmente tentados a desesperar, se confiamos só nas forças humanas. Mas Deus não quer que o homem caia nessa tentação: mostra-lhe, por essa parábola, que quem constrói o Reino não são os pedreiros, mas o próprio Rei.

Jesus ensina que o Reino não se instaura de uma vez, nem de forma linear, mas possui os seus ziguezagues e viravoltas. Diferentes de nós, os lavradores sabem que, muitas vezes, uma planta aparentemente condenada a morrer, está só pedindo mais uma chance, e lhe oferece ainda uma vez água e alimento, antes de ceder à vontade de arrancá-la.

Quantas vezes não vem a tentação de desacreditar do mundo, achando que as forças desta nova ordem mundial vão se impor inelutavelmente, que o novo paganismo logo sairá vitorioso? Quantas vezes não bate o desânimo com o que está acontecendo no catolicismo, dentro do qual uma falsa igreja parece crescer e espalhar-se como joio dentro da verdadeira Igreja?

Mas eis que um pequeno sermão de Jesus — proferido à beira-mar, não mais na montanha — e coloca a cabeça do cristão novamente nos eixos, avisando que é preciso aceitar com paciência essa zona de desconforto em que estamos metidos.

Bons mestres disto são os antigos lavradores que, por sempre contarem com tempo ruim, se rejubilam e agradecem quando surge um tempo favorável.

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