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- AO LESTE DO HOMEM – Paulo Rónai
[Paulo Rónai é um intelectual húngaro, nascido em Budapeste em 1907, que fugiu do nazismo à época da Segunda Guerra e veio para o Brasil. Escreveu crítica literária, traduziu, deu aulas. Sua importância, nas letras brasileiras contemporâneas, já é reconhecida por todos. Colaborou na tradução do romance-memorialístico Ao leste do homem , do seu compatriota Aron Gabor, publicado no Brasil em 1972, embora seu nome não conste nos créditos da edição brasileira]. Ficção ou realidade? Uma e outra, como Um Dia da Vida de Ivan Denissovich , de Soljenitsin Obra de literatura ou de polémica? Uma e outra, como O Zero e o Infinito , de Arthur Koestler. As duas comparações esboçam coordenadas para situar este romance de Aron Gábor, agora publicado em tradução portuguesa. O narrador conta uma história tão rocambolesca quanto pungente, dessas que só a vida sabe inventar, desenrolada paralelamente à de Ivan Denissovitch e de seus incontáveis companheiros no cenário trágico do universo de Stalin. Jornalista quando rebentou a Segunda Guerra Mundial, secretário-geral da Cruz Vermelha da Hungria depois do fim das hostilidades, num dia de setembro de 1945 ele foi convidado para ter uma conversa amistosa com o embaixador soviético na sede da embaixada em Budapeste. A conversa não chegou a realizar-se — mas o convidado desapareceu da circulação por quinze anos. Preso por suas atividades de correspondente de guerra, condenado à morte, mantido incomunicável durante quinze meses num cárcere da Hungria, agraciado, quando, só pele e ossos, já estava reduzido à própria sombra, levado a um hospital de presos na Polónia, restituído à vida, admitido no pessoal administrativo do hospital, atirado a um campo de concentração, assaltado por um bando de criminosos e absorvido por eles, viu-se afinal, enquadrado numa das levas de deportados, de rota marcada para a Sibéria. E nesse ponto que se interrompem as reminiscências do narrador, cuja identidade com o autor é revelada como que acessoriamente pelo meio da história. Quem é ele? O nome de Aron Gábor tem ressonância mítica na história húngara, como sendo o de um dos participantes heroicos da frustrada guerra da independência de 1848-1849. O autor e o neto homónimo dessa figura lendária, vítima da repressão levada a efeito pelo exército russo que invadira a Hungria em 1849 para nela restabelecer a supremacia periclitante da Áustria aliada. O romance relata uma sucessão estonteante de lances dramáticos, pesadelos que contrariam as leis da causalidade e as das sociedades civilizadas. Reviravoltas bruscas mudam de chofre as condições de vida do detento, trocando em seu redor cenários e comparsas que se diria caídos de um romance de Dostoievski, quando não de uma novela de Kafka. Vemo-nos introduzidos num mundo clandestino e monstruoso, existente à margem do mundo “normal”, mais de uma vez entremeado com ele, mas de uma ética e uma filosofia diametralmente opostas. Quem as formula é o ex-professor, ex-major e ex-homem Gavitski, condenado a 15 anos de trabalhos forçados por ter sido aprisionado pelos nazistas. “Você” — diz-lhe esse filósofo pragmático dos campos de concentração — “será urna simples máquina, máquina que não receberá outro combustível a não ser trezentas gramas de pão preto e um prato de sopa; máquina que não exige mecânico, mas apenas um supervisor de manutenção, prisioneiro como você, porém bem alimentado, forte e capaz de desmantelá-lo ou matá-lo quando lhe aprouver, sem sequer ser responsabilizado por esse ato. Máquina da qual existem milhões de exemplares, todos prontos para substituição. Não um homem-máquina, porém uma máquina-homem, barata e capaz de reproduzir sua espécie, pois germina em qualquer lugar, é onívora e pode suportar tudo, absolutamente tudo. É obediente, quieta e exige pouco. Se não recebe um pão inteiro, alguns pedaços lhe chegam ou nada. E se deixa de funcionar, os outros calcam-na sob os pés”. O livro é o relato dessa maquinização através da confissão sem complacência de um homem criado nas ilusões do mundo ocidental e reduzido a mera rodagem. Arrancado a seu ambiente passa por uma fase de quase esquizofrenia, em que surge nele um ser novo, “o Prisioneiro”, daí em diante em luta constante com o que sobra do seu antigo ser, “o Cidadão”. Esse combate íntimo, analisado com exatidão impiedosa, é o cerne da história. Frequentemente o instinto de sobrevivência faz com que o cidadão se encolha ante o Prisioneiro, forçando o leitor a perguntar de si para si como ele próprio teria agido em transes semelhantes. Não há como esquecermos o indivíduo atirado numa solitária, com a lenta agonia física e a solidão corrosiva a suscitarem-lhe em redor um universo irreal, povoado ao mesmo tempo dos fantasmas da sua mente e dos ratinhos, aranhas e moscas que lhe partilham a morada; o morto ressuscitado a quem sua passagem pelo hospital torna espectador de cenas grotescas, misto de episódios nojentos e gestos de autêntica grandeza; o participante interino dessa sociedade fechada que é a administração do hospital, conluio de burocratas privilegiados a se entregarem a um hedonismo frenético; o prisioneiro submetido à estranha hierarquia da peressilka , onde bandidos se substituem às autoridades; o parceiro à força de criminosos e mártires, de loucos varridos e racionadores implacáveis, o escravo de uma realidade horrível em cuja alma as lembranças da sua vida anterior permanecem apenas como os farrapos de um sonho. Era preciso que este livro, através de uma versão inglesa, emergisse do isolamento da língua húngara, para que o Ocidente pudesse tomar conhecimento da obra pungente de um de seus escritores significativos; cabendo-lhe partilhar o destino amargo de milhões ignorados e descer no inferno da historia moderna, Aron Gábor soube testemunhar como os Silones e os Orwells. Os dois outros volumes, cuja tradução se aguarda, hão de contar os anos do autor na Sibéria, com seu trânsito por um universo ignorado onde a vida dos presos e a dos homens livres se entrelaçam a ponto de, muitas vezes, não se distinguirem, mas onde, a par do homem e da miséria, já se vislumbrarem algumas centelhas de esperança. [“Suplemento Literário” de O Estado de São Paulo , 22 de abril de 1973, p. 157]
- Tentar ordenar mulheres passa a ser tipificado como crime grave no Código de Direito Canônico
Não existe possibilidade de uma mulher ser ordenada sacerdote, pois simplesmente não seria válido, da mesma forma que um homem nunca conseguirá engravidar. Não faz parte de sua natureza! “A ordenação de mulheres foi definida como crime por decreto da Congregação para a Doutrina da Fé de 30 de maio de 2008, e agora foi incorporada ao novo Livro VI” do Código de Direito Canônico, com a reforma promulgada na terça-feira, 1 de junho disse o secretário do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, dom Juan Ignacio Arrieta, à ACI Prensa, agência em espanhol do grupo ACI. Arrieta explicou que o “Decreto Geral sobre o delito de tentativa de ordenação sagrada de uma mulher” estabelece que tanto “aquele que tenha tentado conferir a ordem sagrada a uma mulher”, como também “a própria mulher que tenha tentado receber a ordem sagrada, incorrem na excomunhão latae sententiae reservada à Sé Apostólica”. A novidade é a incorporação dessa norma ao Código de Direito Canônico, que agrega que “o clérigo (que ordena uma mulher) também pode ser punido com a expulsão do estado clerical”. Arrieta disse que “o crime de administrar sacramentos a quem está proibido de recebê-los estava contemplado no Código de 1917, no cânon 2364, mas não passou para o Livro VI promulgado em 1983”. Agora, com a reforma, fica estabelecido que quem “deliberadamente administrar um sacramento a quem está proibido de recebê-lo seja punido com suspensão, à qual podem ser acrescidas outras penas”. No tocante à reforma penal relativa às penas para os abusos contra menores, o arcebispo explicou que esse crime “passou do título VI ao título VII da segunda parte deste Sexto Livro sobre matéria penal. Isso não muda, como é lógico, o crime em si, mas acentua o fato de que a Igreja o considera como um delito particularmente grave, pois é um crime contra a dignidade da pessoa”. Leia também Foi o cristianismo, e não o feminismo, que melhorou a vida da mulher “Não se trata simplesmente de um delito contra as obrigações assumidas por clérigos e religiosos por causa de sua condição, mas também diretamente contra a pessoa”, disse o prelado. Sobre os abusos contra “pessoas vulneráveis”, dom Arrieta disse que “a noção de pessoa vulnerável não está totalmente definida ou aceita de forma unânime pela doutrina, e a interpretação de seu conteúdo torna-se muito complexa. Pela sua novidade, também não é uma noção pertencente à tradição canônica”. Por isso, “diante da necessidade de elaborar uma lei universal, aplicável em toda a Igreja e nas mais diversas culturas, era um risco usar essa expressão. Assim, optou-se por utilizar uma linha que, em todo o caso, inclui também os sujeitos com particular vulnerabilidade para os quais a legislação eclesial reconhece, em cada caso, a mesma proteção dada os menores”. Com a reforma, o cânon 1398 determina que será punido com pena privativa do cargo e outras penas justas, sem excluir, se for o caso, a expulsão do estado clerical, o clérigo “que cometer crime contra o sexto mandamento do decálogo com um menor, ou com uma pessoa que habitualmente tem um uso imperfeito da razão, ou a quem o direito reconhece igual proteção”. Também será punido com as mesmas penas o clérigo “que recrutar ou induzir menor, ou uma pessoa que habitualmente tem um uso imperfeito da razão, ou a quem o direito reconheça igual proteção, para se expor pornograficamente ou para participar em exposições pornográficas, sejam verdadeiras e simuladas”. Leia também A missão das mães católicas e os desafios do mundo atual Por fim, essas penas serão impostas também ao clérigo “que adquira, preserva, exibe ou divulga imoralmente, sob qualquer forma e com qualquer instrumento, imagens pornográficas de menores ou de pessoas que habitualmente têm um uso imperfeito da razão”. Sobre a possibilidade de um processo penal eclesiástico contra leigos que ocupem cargos de responsabilidade, o secretário do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos disse à ACI Prensa que isso ocorre porque “atualmente há muitos fiéis leigos que ocupam cargos, ministérios ou cargos de responsabilidade na Igreja, como tesoureiro, notário ou juiz”. “Esses cargos implicam também uma responsabilidade social na Igreja, que os outros fiéis não têm, e exigem também, da autoridade eclesiástica da qual eles dependem, o dever de zelar por que essas responsabilidades sejam exercidas com a devida dignidade”. Por isso, concluiu o prelado, “a nova disciplina penal prevê que tais fiéis leigos possam ser punidos com penas canônicas se cometerem certos crimes, de modo similar aos clérigos e religiosos” Fonte: ACI Digital Leia também Ordenação de Mulheres? Entenda porque as mulheres não podem ser padres #Feminismo #Modernismo
- Tentar ordenar mulheres passa a ser tipificado como crime grave no Código de Direito Canônico
Não existe possibilidade de uma mulher ser ordenada sacerdote, pois simplesmente não seria válido, da mesma forma que um homem nunca conseguirá engravidar. Não faz parte de sua natureza! “A ordenação de mulheres foi definida como crime por decreto da Congregação para a Doutrina da Fé de 30 de maio de 2008, e agora foi incorporada ao novo Livro VI” do Código de Direito Canônico, com a reforma promulgada na terça-feira, 1 de junho disse o secretário do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, dom Juan Ignacio Arrieta, à ACI Prensa, agência em espanhol do grupo ACI. Arrieta explicou que o “Decreto Geral sobre o delito de tentativa de ordenação sagrada de uma mulher” estabelece que tanto “aquele que tenha tentado conferir a ordem sagrada a uma mulher”, como também “a própria mulher que tenha tentado receber a ordem sagrada, incorrem na excomunhão latae sententiae reservada à Sé Apostólica”. A novidade é a incorporação dessa norma ao Código de Direito Canônico, que agrega que “o clérigo (que ordena uma mulher) também pode ser punido com a expulsão do estado clerical”. Arrieta disse que “o crime de administrar sacramentos a quem está proibido de recebê-los estava contemplado no Código de 1917, no cânon 2364, mas não passou para o Livro VI promulgado em 1983”. Agora, com a reforma, fica estabelecido que quem “deliberadamente administrar um sacramento a quem está proibido de recebê-lo seja punido com suspensão, à qual podem ser acrescidas outras penas”. No tocante à reforma penal relativa às penas para os abusos contra menores, o arcebispo explicou que esse crime “passou do título VI ao título VII da segunda parte deste Sexto Livro sobre matéria penal. Isso não muda, como é lógico, o crime em si, mas acentua o fato de que a Igreja o considera como um delito particularmente grave, pois é um crime contra a dignidade da pessoa”. Leia também Foi o cristianismo, e não o feminismo, que melhorou a vida da mulher “Não se trata simplesmente de um delito contra as obrigações assumidas por clérigos e religiosos por causa de sua condição, mas também diretamente contra a pessoa”, disse o prelado. Sobre os abusos contra “pessoas vulneráveis”, dom Arrieta disse que “a noção de pessoa vulnerável não está totalmente definida ou aceita de forma unânime pela doutrina, e a interpretação de seu conteúdo torna-se muito complexa. Pela sua novidade, também não é uma noção pertencente à tradição canônica”. Por isso, “diante da necessidade de elaborar uma lei universal, aplicável em toda a Igreja e nas mais diversas culturas, era um risco usar essa expressão. Assim, optou-se por utilizar uma linha que, em todo o caso, inclui também os sujeitos com particular vulnerabilidade para os quais a legislação eclesial reconhece, em cada caso, a mesma proteção dada os menores”. Com a reforma, o cânon 1398 determina que será punido com pena privativa do cargo e outras penas justas, sem excluir, se for o caso, a expulsão do estado clerical, o clérigo “que cometer crime contra o sexto mandamento do decálogo com um menor, ou com uma pessoa que habitualmente tem um uso imperfeito da razão, ou a quem o direito reconhece igual proteção”. Também será punido com as mesmas penas o clérigo “que recrutar ou induzir menor, ou uma pessoa que habitualmente tem um uso imperfeito da razão, ou a quem o direito reconheça igual proteção, para se expor pornograficamente ou para participar em exposições pornográficas, sejam verdadeiras e simuladas”. Leia também A missão das mães católicas e os desafios do mundo atual Por fim, essas penas serão impostas também ao clérigo “que adquira, preserva, exibe ou divulga imoralmente, sob qualquer forma e com qualquer instrumento, imagens pornográficas de menores ou de pessoas que habitualmente têm um uso imperfeito da razão”. Sobre a possibilidade de um processo penal eclesiástico contra leigos que ocupem cargos de responsabilidade, o secretário do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos disse à ACI Prensa que isso ocorre porque “atualmente há muitos fiéis leigos que ocupam cargos, ministérios ou cargos de responsabilidade na Igreja, como tesoureiro, notário ou juiz”. “Esses cargos implicam também uma responsabilidade social na Igreja, que os outros fiéis não têm, e exigem também, da autoridade eclesiástica da qual eles dependem, o dever de zelar por que essas responsabilidades sejam exercidas com a devida dignidade”. Por isso, concluiu o prelado, “a nova disciplina penal prevê que tais fiéis leigos possam ser punidos com penas canônicas se cometerem certos crimes, de modo similar aos clérigos e religiosos” Fonte: ACI Digital Leia também Ordenação de Mulheres? Entenda porque as mulheres não podem ser padres #Feminismo #Modernismo
- Seja Homem
Ser homem não é se vangloriar na roda de amigos de quantas mulheres você já teve. Na verdade, isso é o oposto de ser um homem de verdade. Se envolver com várias pessoas é tão fácil quanto fazer um filho. O difícil não é fazer filho, mas cuidar dele. Por isso o ditado popular acertadamente diz: “pai é quem cria”; pois a tarefa de amar, proteger, cuidar e ensinar dura toda uma vida. Requer força, coragem, sacrifício, responsabilidade e amor. Atributos não encontrados em muitos que se dizem “homens”. Por isso, homens que se envolvem com várias mulheres, são apenas garotos que pensam ser gente grande e que não entenderam nada sobre a vida. Muitos desses homens infantilizados de hoje, ainda fogem das responsabilidades simples da vida. Querem viver na “terra do nunca”, onde serão sempre cuidados pelos pais, onde não existe a dureza da realidade e eles não precisam crescer. Por isso, vemos homens de 30 e poucos anos em condições de sair de casa, mas que ainda preferem morar com os pais. E ainda acham que estão fazendo muito se pagam algum boleto! Isso quando ainda trabalham. Muitos nem isso fazem. Ser homem é entender o papel dado por Deus de cuidar e proteger. É entender sobre sacrifício, abnegação, coragem e virtude. É seguir os passos de Cristo! No casamento, por exemplo, o apóstolo Paulo usa a comparação do amor que os maridos devem der por suas esposas ao amor de Cristo pela Igreja. É o amor ágape, um amor sacrificial, doador, que não busca os próprios interesses. Em Cristo, vemos todas as grandes características de um verdadeiro homem. O amor sacrificial, a liderança pelo exemplo, a proteção do seu rebanho e o cultivo do coração de todos aqueles que o seguiam. Que possamos imitar o maior homem que já pisou nessa terra. Pois mesmo sendo Deus, abriu mão da sua glória divina, assumindo a forma de servo, um servo sofredor. Que a masculinidade não seja apenas um conceito vazio ou cheio de clichés, mas uma imitação do homem perfeito, Jesus. ———————————- Ramon Serrano
- AS REALIDADES ESCATOLÓGICAS
AS REALIDADES ESCATOLÓGICAS As realidades últimas (εσχατον ) são as realidades posteriores à vida terrena do homem e à história da humanidade. O mundo e o homem são obras de Deus, por Ele livremente criados’, a Ele ordenados numa teleologia sublime que, em última análise, não é outra coisa senão a história da salvação. O homem não termina sua existência metafísica com a morte, que é, ao contrário, o ingresso numa nova vida; e também o mundo, que foi feito espectador da maravilhosa providência de Deus Criador e Redentor, deverá ser transfigurado para transformar-se no cenário do próprio Deus, que irá consumar Seu ato de amor. Há, portanto, duas escatologias: a humana, que começa com a morte de cada um de nós e com o cumprimento de seu destino na outra vida, e a cósmica, que inicia com o fim da história. Será, então, o fim dos tempos, quando Cristo Ressuscitado, vencedor da morte e do pecado, julgará a humanidade inteira e inaugurará definitivamente o Reino de Deus, onde não haverá nem lágrimas, nem morte, e Deus será tudo em todos: “Já não haverá noite e não terão mais necessidade de luz de lâmpada, nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os iluminará e reinarão pelos séculos dos séculos” (Ap 22,5). A escatologia, última na ordem temporal, é também o objeto último da nossa Esperança, que dá sentido à vida cristã, que vive da Fé: “A Fé é a substância das coisas que se esperam e prova das que não se veem” [Est autem fides sperandarum substantia rerum, argumentum non apparentium] (Hb 11,1). “Se é só para esta vida que temos posto nossa Esperança em Cristo, somos os mais miseráveis de todos os homens” ( ICor 15,19). As realidades escatológicas não são, portanto, as últimas apenas em sentido histórico e temporal, mas também porque são a consumação definitiva da Obra da salvação e a coroa da vitória do amor de Deus pelos homens. Podemos, pois, distinguir: 1) Escatologia individual: morte, juízo, inferno, purgatório, paraíso. É o que comumente se chamam “os novíssimos”, termo derivado dos livros sapienciais: “Em todas as tuas obras lembra-se do teu fim [novíssima tua] e jamais pecarás” (Eclo 7,40). 2) Escatologia coletiva: ressurreição, juízo universal, fim da história em um novo céu e em uma nova terra (cf. Ap 21, 1.5). 3) Escatologia intermediária: chama-se o tempo que transcorre entre a morte do homem e a ressurreição final. A morte marca o destino definitivo para cada um dos homens: para os justos, a vida eterna; para os réprobos, a morte eterna; para os justos, ainda não inteiramente limpos, uma purificação prévia que os prepare para a vida eterna, isto é, o purgatório. Como acontece com outras verdades reveladas, o Magistério da Igreja limitou-se a definir os pontos essenciais da Fé contra as heresias que foram surgindo no decorrer do tempo. Deste modo foi sendo explicitado, à luz da Sagrada Escritura e da Tradição, o núcleo mais simples dos primitivos símbolos da Fé: a eternidade da retribuição, inclusive para os ímpios (contra os origenistas); a vida eterna, como visão imediata de Deus, em dois sentidos: como ausência de um meio interposto à contemplação e como inexistência de um tempo transitório antes da visão (contra algumas tendências primitivas que retardavam a bem aventurança eterna); a necessidade de uma purificação para quem morre na graça de Deus, mas não se acha de todo purificado (contra os erros de alguns orientais e dos protestantes); a ressurreição do homem todo, não só a sobrevivência da alma, no fim dos tempos. Num ambiente impregnado de dualismo platônico, queconsiderava a ressurreição uma volta da alma ao cárcere do corpo, inaceitável diante de uma filosofia que desprezava a matéria, São Paulo reivindica a ressurreição como verdade revelada por Deus (cf. At 17,32). Este dualismo ressurgiu várias vezes na Idade Média, contra o qual a Igreja sempre defendeu a dignidade de toda a Criação material, principalmente do corpo humano. Nos tempos atuais, renascem tendências diametralmente opostas ao sentido da antropologia tradicional, que concebe o homem como um ser composto de corpo (material mortal) e alma (espiritual e imortal). Segundo os autores dessa tendência (C. Stange em 1925, K. Barth em 1940, H. Thielicke em 1946, E. Brunner e O. Cullman em 1953, P. Menoud em 1966, seguidos de alguns teólogos católicos), a antropologia tradicional, por eles chamada dualista, não é bíblica, mas helenística; e em nome do pensamento hebraico sustentam que o homem é uma unidade indivisível, que nasce, vive e morre inteiro, alma e corpo; a alma é, portanto, para eles, mortal e morreria com o corpo; enfim, morreria o homem todo. A ressurreição consistiria, para eles, numa nova criação de Deus: a recriação do homem novo no mesmo instante de sua morte, um homem obviamente espiritualizado. É impossível conciliar estas teorias com o dogma católico da ressurreição, que supõe uma identidade pessoal e física com o homem terreno. Por isso, certos autores procuraram apoiar suas afirmações na hipótese da sobrevivência de um núcleo pessoal: nisto consistiria, para eles, a ressurreição no momento da morte. Mas esta solução leva necessariamente a suprimir a escatologia intermediária, que supõe a permanência da vida na alma depois da morte do corpo. O Magistério teve ultimamente que intervir também nesta questão. Quanto à escatologia cósmica, é preciso dizer que a Igreja sempre defendeu a dignidade da matéria contra todo tipo de dualismo (platônico ou não): a matéria, pelo menos quanto ao corpo ressuscitado, tem uma herança eterna e, como parte do Corpo de Cristo unido à divindade, foi instrumento de salvação para toda a humanidade e cumprirá plenamente sua finalidade no homem escatológico’. I. A RESSURREIÇÃO São Paulo dá evidente testemunho, mais de uma vez, de que a ressurreição dos mortos é um tema primordial da Fé cristã, especialmente em I Cor 15; explica-se assim como os símbolos mais primitivos, que professam só as verdades essenciais da Fé, jamais deixam de afirmar a ressurreição dos mortos: o chamado símbolo ambrosiano, seja qual for a data de sua composição, já contém esta afirmação, que se acha também nos escritores cristãos do séc. II¹. 1) Carta Propter subitas de Clemente I(97?) O mais antigo testemunho de Fé na ressurreição dos mortos, dado por um Papa, depois de São Pedro, está no seguinte fragmento da carta de São Clemente de Roma aos coríntios.24, 1-3. Consideremos, caríssimos, como o Senhor nos mostra continuamente a futura ressurreição [αναστασιν], da qual deu as primícias no Senhor Jesus Cristo, ressuscitando-Oεκ dos mortos [εκ νεκρων αvαστησας]. Vejamos, caríssimos, a ressurreição que se dá na sucessão do tempo. O dia e a noite nos oferecem um exemplo claro da ressurreição: adormece a noite, surge o dia; vai-se o dia, vem a noite. 2) Papiro de Dêr-Balyzeh (séc. III?) Este fragmento, encontrado em Dêr-Balyzeh e composto em meados do séc. VI, descreve a liturgia vigente em pelo menos dois séculos, mas o símbolo é muito mais primitivo, como se vê pela sua extrema simplicidade e por seu reduzido número das verdades de Fé. TEXTO: G. ROBERTS-B. CAPELLE, An early Euchologion, Louvain, 1940, 32. Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, e em Seu Filho 2 Unigênito, Nosso Senhor Jesus Cristo, e no Espírito Santo, e na ressurreição da carne [εις σαρκος αναστασι], [e na] Santa Igreja Católica. 3) I Concílio de Nicéia (I ecumênico) Símbolo da Fé (19/06/325) 4) Símbolo de Epifânio (374) Deve-se notar neste símbolo a insistência na identidade do Corpo glorioso do Senhor com o Corpo que padeceu na Cruz. 5) I Concílio de Constantinopla (II ecumênico) Símbolo da Fé (381) 6) Fides Damasi (séc. V?) De origem obscura, no passado foi atribuído ao Papa São Dâmaso ou a São Jerônimo, mas hoje geralmente se pensa que tenha provindo das Gálias e que foi composto em fins do séc. V. Uma peculiaridade deste símbolo é que, ao falar da ressurreição, afirma tratar-se “do mesmo corpo no qual agora vivemos”; esta precisão será acolhida nos símbolos posteriores, sem, no entanto, jamais se definir o que seja necessário para que o corpo ressuscitado possa ser numericamente o mesmo. TEXTO: A. E. BURN, An Introduction to the Creeds and to the Te Deum, London, 1899, 245-246. No fim dos tempos o Filho desceu do Pai para nos salvar e para cumprir as Escrituras, mas sem jamais deixar de estar com o Pai, e foi concebido por obra do Espírito Santo, e nasceu da Virgem [Maria], assumiu a carne, a alma e a inteligência, isto é, uma humanidade completa [perfectum suscepit hominem], e sem deixar de ser o que era começou a ser o que não era [nec amisit, quod erat, sed coepit esse, quod non erat], de tal modo que é perfeito na Sua natureza e verdadeiro na nossa [ut perfectus in suis sit et verus in nostris]. Porque Aquele que era Deus nasceu como homem, e Aquele que nasceu como homem age como Deus, e Aquele que age como Deus morre como homem, e Aquele que morre como homem ressurge como Deus [Nam qui Deus erat, homo natus est, et qui homo natus est, operatur ut Deus; et qui operatur ut Deus, ut homo moritur; et qui ut homo moritur, ut Deus resurgit]. Ele, tendo vencido o império da morte, ressuscitou ao terceiro dia com a Carne na qual nasceu, padeceu e morreu, subiu ao Pai e está sentado à Sua direita na glória que sempre teve e tem. Cremos estarmos purificados na Sua morte e no Seu sangue (cf. I Jo 1,7) e que devemos ser por Ele ressuscitados, no último dia, nesta carne em que agora vivemos [in hac carne, qua nunc vivimus], e temos a Esperança de que por Ele alcançaremos a vida eterna como prêmio por nossas boas obras, ou a pena do suplício eterno pelos pecados. Lê estas coisas, recorda-as e submete a tua alma a esta Fé, e por Cristo Senhor obterás a vida e a recompensa. 7) Símbolo Quicumque (?) Este símbolo, chamado Quicumque por sua palavra inicial, ou atanasiano porque até o séc. XVII era atribuído a Santo Atanásio, circulou nas Igrejas do Oriente e do Ocidente como legítima expressão da Fé universal, com uma autoridade comparável só ao Símbolo dos Apóstolos ou ao de Nicéia, e foi inserido também no breviário. É certamente posterior ao I Concílio de Constantinopla (381), mas anterior ao IV de Toledo (633), que o menciona. O verdadeiro autor é desconhecido: além de Santo Atanásio, foram propostos como autores Santo Hilário de Poitiers (+367), Santo Ambrósio de Milão (†397), Nicetas de Remesiana (t c.414), São Vicente de Lérins († antes de 450), São Fulgêncio de Ruspe (+532), São Cesário de Arles (†541) e muitos outros. 8) I Concílio de Braga (01/05/561) O Concílio de Braga estava decidido a erradicar os últimos resquícios do priscilianismo, que, entre outras coisas, negava a ressurreição dos corpos, contrária aos seus pressupostos maniqueístas sobre a origem demoníaca da matéria; da ressurreição, portanto, devia o concílio tratar. 9) XI Concílio de Toledo (7.11.675) Este concílio não foi universal, mas dele recebemos uma profissão de Fé que é considerada ainda hoje um documento dogmático de primeira ordem para a precisão com que é expressa a Fé católica. Depois dos mistérios da Santíssima Trindade e da Encarnação do Verbo, toca no dogma da ressurreição dos mortos, em conexão com a Ressurreição de Cristo. A insistência na identidade entre corpo ressuscitado e corpo terreno mostra que já naquele tempo havia quem imaginasse a ressurreição de modo heterodoxo, como se ressuscitasse só um núcleo espiritual e incorpóreo. TEXTO: Msi 11, 136-137. J. MADOZ, “Le Symbole du XI concile de Tolède”: Spicilegium sacrum Lovaniense 19(1938) 25-26. Por este nosso exemplo [capitis nostri] confessamos, portanto, que há uma verdadeira ressurreição da carne de todos os mortos [confitemur veram fieri (al. vera fide) resurrectionem carnis omnium mortuorum]; e não cremos, como deliram alguns, que ressuscitaremos numa carne incorpórea [aérea] ou numa outra carne qualquer, mas, sim, nesta em que vivemos, subsistimos e nos movemos [sed in ista, qua vivimus, consistimus et movemur]. Consumado o modelo desta santa Ressurreição, o mesmo Senhor e Salvador Nosso voltou em Sua Ascensão ao trono paterno, do qual, em razão da divindade, nunca Se separara. Sentado aí à direita do Pai, é esperado no final dos tempos como Juíz dos vivos e dos mortos. Daí virá com os santos anjos e os homens [santos] para julgar e dar a cada um o devido segundo o próprio mérito, de acordo com o que cada um fez quando ainda estava no corpo, seja o bem, seja o mal (cf. II Cor 5,10). Cremos que a Santa Igreja Católica, conquistada com o preço do Seu sangue, há de com Ele reinar para sempre. Formados em seu seio, cremos e confessamos que há um só Batismo para a remissão de todos os pecados. Nesta Fé cremos verdadeiramente na ressurreição dos mortos [et resurrectionem mortuorum veraciter credimus] e esperamos as alegrias do mundo futuro. Só uma coisa devemos pedir e nela insistir: que quando o Filho, uma vez feito e concluído o juízo, “entregar o Reino a Deus [e] Pai” (I Cor 15,24), nos faça participantes do Seu Reino, para que, por esta Fé, pela qual a Ele aderimos, com Ele reinemos eternamente. Esta é a confissão e exposição da nossa Fé, pela qual se destrói a doutrina de todos os hereges, pela qual se purificam os corações dos fiéis, pela qual, enfim, se sobe a Deus na glória por todos os séculos dos séculos. Amém. 10) Carta Congratulamur vehementer de Leão IX (13/04/1053) A carta que o Papa enviou a Pedro III, quando em Constantinopla foi sagrado bispo da Sé de Antioquia (1052), contém uma profissão de Fé em resposta àquela que o novo bispo havia escrito ao Papa, como de costume, em comunhão com a Sé Apostólica. Foi redigida, sem dúvida, pelo Cardeal Humberto e é muito semelhante à dos Statuta Ecclesiae antiqua, que serviu de base, no Concílio de Lyon de 1274, à profissão de Fé de Miguel Paleólogo. TEXTO: Msi 19, 622; C. WILL, Acta et scripta quae de controversiis Ecclesiae Graecae et Latinae saec. XI composita exstant, Leipzig, 1861, 170-171. Creio que a Santa, Católica e Apostólica é a única Igreja verdadeira, na qual se dá o único Batismo e a verdadeira remissão de todos os pecados. Creio também na verdadeira ressurreição desta carne [veram resurrectionem eiusdem carnis], que agora trago comigo, e na vida eterna. 11) Carta Eius exemplo de Inocêncio III (18/12/1208) Entre os muitos documentos de Inocêncio III selecionamos um trecho da profissão de Fé enviada ao arcebispo de Tarragona para ser assinada por Durando de Huesca e seus adeptos [os valdenses], profissão que insiste na identidade do corpo glorioso com o corpo mortal, testemunhando também a escatologia intermediária. TEXTO: PL 215, 15. Cremos de coração e professamos com a boca [Corde credimus et ore confitemur] a ressurreição desta carne que trazemos conosco e não de outra [huius carnis, quam gestamus, et non alterius resurrectionem]. Cremos, pois, firmemente e afirmamos que seremos julgados por Jesus Cristo e que cada um receberá ou a pena ou o prêmio pelo que tiver feito neste corpo [in hac carne]. Cremos que as esmolas, o sacrifício e as outras boas obras podem ser proveitosas aos fiéis defuntos. 12) IV Concílio de Latrão (XII ecumênico) (novembro de 1215) O concílio deu a público uma profissão de Fé que repete as afirmações do documento anterior: foi presidido, de fato, pelo próprio Papa Inocêncio III. ¹Citamos, entre outros, SÃO JUSTINO, De resurrectione: PG 6, 1572-1592 (obra que deve ser considerada autêntica depois do estudo de P. PRIGENT, Justin et l’Ancien Testament, Paris, 1964); SANTO IRINEU, Adversus haereses 5, 3-4: PG 7, 1128-1134; ATENÁGORAS, De resurrectione mortuorum: PG 6, 973-1024 (segundo B. ALTANER, Patrologia, Edições Paulinas, São Paulo, 1972, p. 84, “é sem dúvida a melhor obra escrita dos antigos sobre a ressurreição”). #Apocalipse #Escatologia
- TEMPO DE STALIN, POR UM DEPORTADO
[Há cinquenta anos, em 1971, o escritor húngaro Aron Gabor esteve em São Paulo e, na Associação Húngaro-Brasileira, falou de suas experiências como prisioneiro de um Gulag soviético. Um ano depois, em 1972, sairia no Brasil a tradução do primeiro volume de sua trilogia O grito da taiga : o romance-memorialístico A leste do homem . O jornal O Estado de São Paulo — que na época, ao contrário de hoje, era decididamente anti-esquerdista — publicou uma matéria a respeito, que segue abaixo]. As 18 horas de amanhã, uni homem de 56 anos, chamado Aron Gabor, contará a história de sua vida na sede da Associação Hungaro-Brasiieira , à avenida São João, 1583. Para alguns dos assistentes, ela não será muito diferente das narrativas dos homens que sofreram sob o regime stalinista na União Soviética. Para outros, será a repetição de uma experiencia vivida. Mas a história da vida de Gabor, contada para dois mil estudantes na Universidade da California, fez a. militante marxista Angela Davis chorar. Na história de Aron Gabor, autor de cinco livros sobre a sua experiencia nos países comunistas, há lances dramáticos: ele trabalhava como lenhador numa floresta na Sibéria e para não morrer gelado a temperaturas que às vezes chegavam a 40 graus abaixo de zero, bebia razoáveis doses de vodka. Isso, durante seus primeiros anos de exilio. Antes, durante os anos da ocupação nazista, Gabor se filiara à vanguarda do Exército Vermelho escrevendo para seus compatriotas, concitando-os a aderir à Resistencia. Mais tarde, já na Hungria libertada, ele continuaria escrevendo e dedicando-se a uma atividade que abraçara com paixão: encontrar mais de um milhão de compatriotas deportados pelos nazistas e fazê-los retornar à Hungria. Era então secretário-geral da Cruz Vermelha Húngara. Sua missão não tinha nada de suspeito, mas Stalin estava no poder e os expurgos já tinham começado na União Soviética, alcançando todos os países satélites da URSS. Um dia, Aron Gabor foi preso: era acusado de espionagem a favor das potências ocidentais. Primeiro foi condenado à morte. Mais tarde, a pena seria comutada e Gabor foi então deportado para a Sibéria. “Na Sibéria — conta Gabor — vivi durante 15 anos em Kemerovo, pequena localidade próxima da fronteira com a China. Kemerovo estava propositadamente longe de qualquer núcleo mais importante: nela estava instalada a Central da Industria Química Secreta da URSS na qual trabalhei durante 15 anos”. AIi, Gabor fez de tudo: trabalhou como motorista, lenhador, ajudou a construir estradas, chegando a mestre-de-obras. Ao fim de cinco anos conseguia uma façanha inédita para qualquer prisioneiro soviético: ganhou a medalha de Herói do Trabalho. “Um título quase tão honroso quanto o Prêmio Lenin: uma espécie de Prêmio Nobel do trabalho físico”, diz Gabor. Depois disso, munido da comenda, Gabor não poderia continuar sendo prisioneiro: tornou se então cidadão soviético, título que o ajudaria a construir uma pequena casa, onde viveu durante dez anos. Na década de 60, com a ascensão de Kruschev, o jornalista húngaro voltou para Budapest. “O nível de vida dos húngaros tinha mudado muito — frisa Ga- bor. Acho mesmo que na Hungria vivia-se melhor do que na União Soviética. Mas agora eu queria escrever o que bem entendesse e, então, resolvi fugir para a Alemanha, onde vivo até hoje, viajando de vez em quando para fazer conferências”. No dia em que resolveu viajar, Aron Gabor tomou uma decisão: entregou as cem páginas de um manuscrito que escrevera durante os últimos anos de exílio na União Soviética a um marinheiro seu amigo, pedindo-lhe que os levasse até a Áustria para onde viajou. Mais tarde, o manuscrito seria acrescido de várias páginas, transformando-se na primeira obra de Aron Gabor: uma trilogia sobre os anos de exílio. Seguiram-se mais dois livros: A verdade em russo com o subtítulo “O prazer e o sofrimento de Ivanovitch”, onde comenta a sociedade soviética, e Aonde Vai o Americano , uma obra onde Gabor, baseado em sua experiencia na URSS, analisa os problemas da sociedade norte-americana. “A prosperidade norte-americana me fascina — diz Gabor —, para mim é neste fato que se situa toda a razão de sua crise atual, inclusive o problema do racismo”. Por isso, o jornalista húngaro acredita que “a solução da crise norte-americana só poderá ser resolvida dentro das categorias que levam em conta o grande desenvolvimento da sociedade norte-americana e o fato de que ela se encaminha para um estágio que nenhuma outra nação jamais atingiu: a sociedade do lazer que se seguirá à sociedade do consumo”. Sua viagem ao Brasil, porém, não tem nada que ver com suas preocupações com a sociedade norte-americana: atualmente Gabor se dedica a estudar a assimilação das comunidades húngaras em outros países. “O problema das sociedades, como o problema das comunidades, não deve ser julgado dentro dos estreitos critérios ideológicos. Em minha vida aprendi que a condição humana na sua individualidade é muito mais importante do que o que capitalismo e comunismo possam oferecer*’. E foi falando sobre este assunto e sobre sua vida que Aron Gabor comoveu Angela Davis depois de 4 horas de debate. [ O Estado de São Paulo, 26 de novembro de 1971, p.15]
- Padre Júlio Lancelloti é criticado por católicos ao promover livro LGBT durante missa
O Padre Júlio Lancelloti, um dos expoentes da Teologia da Libertação e queridinho dos políticos de esquerda, tornou-se manchete em grandes jornais ao se vitimizar, dizendo que estava sendo atacado por católicos. Veja o que realmente aconteceu… Manchetes como “Padre Júlio Lancellotti afirma ser atacado por milícia de jovens católicos” circularam pela grande mídia durante esta segunda feira (01/06) afirmando que ele relatou ter sido “bombardeado” pelas redes sociais, ligações no celular e recados no Whatsapp por jovens católicos que fariam parte de uma milícia. O que realmente aconteceu? O Padre Júlio Lancellotti recomendou um livro contra a doutrina da Igreja em plena Missa, sendo motivo de escândalo para pessoas em todo o país. A infeliz abordagem foi matéria de inúmeras reportagens e recebeu muitas críticas. Assista o vídeo no qual é feita uma análise do fato ocorrido e é exibido um pouco sobre a sua atuação midiática em relação aos que mais sofrem. Clique aqui para assistir: Depois de assistir leia também Arquidiocese de Teresina repudia ato obsceno promovido pela esquerda em frente a igreja Veja algumas postagens das redes sociais do Padre Júlio Lancelotti 👇🏻 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Padre Julio Lancellotti (@padrejulio.lancellotti) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Padre Julio Lancellotti (@padrejulio.lancellotti) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Padre Julio Lancellotti (@padrejulio.lancellotti) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Padre Julio Lancellotti (@padrejulio.lancellotti) Leia também Papa Bento XVI nos ensina os 10 Erros da Teologia da Libertação
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O Padre Júlio Lancelloti, um dos expoentes da Teologia da Libertação e queridinho dos políticos de esquerda, tornou-se manchete em grandes jornais ao se vitimizar, dizendo que estava sendo atacado por católicos. Veja o que realmente aconteceu… Manchetes como “Padre Júlio Lancellotti afirma ser atacado por milícia de jovens católicos” circularam pela grande mídia durante esta segunda feira (01/06) afirmando que ele relatou ter sido “bombardeado” pelas redes sociais, ligações no celular e recados no Whatsapp por jovens católicos que fariam parte de uma milícia. O que realmente aconteceu? O Padre Júlio Lancellotti recomendou um livro contra a doutrina da Igreja em plena Missa, sendo motivo de escândalo para pessoas em todo o país. A infeliz abordagem foi matéria de inúmeras reportagens e recebeu muitas críticas. Assista o vídeo no qual é feita uma análise do fato ocorrido e é exibido um pouco sobre a sua atuação midiática em relação aos que mais sofrem. Clique aqui para assistir: Depois de assistir leia também Arquidiocese de Teresina repudia ato obsceno promovido pela esquerda em frente a igreja Veja algumas postagens das redes sociais do Padre Júlio Lancelotti 👇🏻 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Padre Julio Lancellotti (@padrejulio.lancellotti) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Padre Julio Lancellotti (@padrejulio.lancellotti) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Padre Julio Lancellotti (@padrejulio.lancellotti) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Padre Julio Lancellotti (@padrejulio.lancellotti) Leia também Papa Bento XVI nos ensina os 10 Erros da Teologia da Libertação
- Obras de misericórdia: uma trilha de migalhas para o Céu
Obra de misericórdia é aquela com que se socorre o nosso próximo nas suas necessidades corporais ou espirituais. As obras de misericórdia são quatorze: sete corporais e sete espirituais, conforme são corporais ou espirituais as necessidades que se socorrem. As obras de misericórdia são ações caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso próximo, nas suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espirituais, como também o são perdoar e sofrer com paciência. As obras de misericórdia corporais consistem especialmente em dar de comer a quem tem fome, albergar quem não tem teto, vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos. Entre estes gestos, a esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna e também uma prática de justiça que agrada a Deus.” As obras de misericórdia corporais são: 1ª Dar de comer a quem tem fome; 2ª Dar de beber a quem tem sede; 3ª Vestir os nus; 4ª Dar pousada aos peregrinos; 5ª Assistir aos enfermos; 6ª Visitar os presos; 7ª Enterrar os mortos. As obras de misericórdia espirituais são: 1ª Dar bom conselho; 2ª Ensinar os ignorantes; 3ª Corrigir os que erram; 4ª Consolar os aflitos; 5ª Perdoar as injúrias; 6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo; 7ª Rogar a Deus por vivos e defuntos. Veja mais abaixo uma breve explicação de cada uma das 14 obras de misericórdia As obras de misericórdia corporais, na sua maioria, surgem de uma lista feita por Jesus Cristo na sua descrição do Juízo Final. A lista das obras de misericórdia espirituais foi elaborada pela Igreja a partir de outros textos que se encontram ao longo da Bíblia e de atitudes e ensinamentos do próprio Cristo: o perdão, a correcção fraterna, o consolo, suportar o sofrimento, etc… Qual é o efeito das obras de misericórdia em quem as pratica? O exercício das obras de misericórdia comunica graças a quem as pratica. No evangelho de Lucas Jesus diz: “Dai, e dar-se-vos-á”. Portanto, com as obras de misericórdia fazemos a Vontade de Deus, damos algo nosso aos outros e o Senhor promete-nos que nos dará também a nós o que necessitemos. Por outro lado, uma maneira de ir apagando a pena que fica na alma pelos nossos pecados já perdoados é mediante boas obras. Boas obras são, obviamente, as Obras de Misericórdia. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5, 7), é uma das Bem-aventuranças. Além disso as Obras de Misericórdia vão-nos ajudando a avançar no caminho para o Céu, porque nos vão tornando parecidos com Jesus, nosso modelo, que nos ensinou como deve ser a nossa atitude para com os outros. “Em Mateus, recolhem-se as seguintes palavras de Cristo: “Não façais tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões minam e furtam; fazei antes tesouros no Céu, onde nem a traça nem a ferrugem corroem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”. Ao seguir este ensinamento do Senhor trocamos os bens temporais pelos eternos, que são os que valem verdadeiramente. Breve explicação das Obras de Misericórdia Corporais: 1) Dar de comer a quem tem fome e 2) dar de beber a quem tem sede. Estas duas primeiras complementam-se e referem-se à ajuda que devemos procurar em alimento e outros bens para os mais necessitados, para aqueles que não têm o indispensável para poder comer cada dia. Jesus, como recolhe o evangelho de São Lucas recomenda: «Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem; e quem tem que comer, faça o mesmo» (Lc 3, 11). 3) Vestir os nus. Esta obra de misericórdia é dirigida a satisfazer outra necessidade básica: o vestuário. Muitas vezes é-nos facilitada com as recolhas de roupa que se fazem nas Paróquias e outros centros. À hora de entregar a nossa roupa é bom pensar que podemos dar do que nos sobra ou já não nos serve, mas também podemos dar do que ainda é útil. A carta de Santiago anima- nos a sermos generosos: «Se um irmão ou uma irmã estão nus e carecem de sustento diário e algum de vós lhe diz: “Ide em paz, aquecei-vos ou fartai-vos”, mas não lhes dais o necessário para o corpo, de que é que serve?» (St 2, 15-16). 4) Dar pousada aos peregrinos. Na antiguidade dar pousada aos peregrinos era um assunto de vida ou de morte, pelo complicado e arriscado das travessias. Não é hoje o caso. Mas, ainda assim, poderá tocar-nos receber alguém na nossa casa, não por pura hospitalidade de amizade ou de família, mas por alguma verdadeira necessidade. 5) Visitar os enfermos Trata-se de uma verdadeira atenção aos enfermos e idosos, tanto no aspecto físico, como em fazer-lhes um pouco de companhia. O melhor exemplo da Sagrada Escritura é o da Parábola do Bom Samaritano, que curou o ferido e, ao não poder continuar a tratá-lo directamente, confiou os cuidados de que necessitava a outro a quem ofereceu pagamento. (ver Lc. 10, 30-37). 6) Visitar os presos Consiste em visitar os presos e prestar-lhes não só ajuda material mas assistência espiritual que lhes sirva para melhorar como pessoas, para se emendarem, aprender a desenvolver um trabalho que lhes possa ser útil quando terminem de cumprir o tempo imposto pela justiça, etc… Significa também resgatar os inocentes e sequestrados. Na antiguidade os cristãos pagavam para libertar escravos ou trocavam-se por prisioneiros inocentes. 7) Enterrar os mortos Cristo não tinha lugar para ser sepultado. Um amigo, José de Arimateia, cedeu-lhe o seu túmulo. Mas não só isso, teve a valentia de se apresentar diante de Pilatos e pedir-lhe o corpo de Jesus. Nicodemos também participou, ajudando a sepultá-lo (Jo 19, 38-42). Enterrar os mortos parece um mandato supérfluo, porque – de facto – todos são enterrados. Mas, por exemplo, em tempo de guerra, pode ser um mandato muito exigente. Porque é importante dar sepultura digna ao corpo humano? Porque o corpo humano foi alojamento do Espírito Santo. Somos “templos do Espírito Santo” (1 Cor 6, 19). Breve explicação das Obras de Misericórdia Espirituais: 1) Dar bons conselhos Um dos dons do Espírito Santo é o dom de conselho. Por isso, quem pretenda dar um bom conselho deve, em primeiro lugar, estar em sintonia com Deus, já que não se trata de dar opiniões pessoais, mas de aconselhar bem quem esteja necessitado de orientação. 2) Ensinar os ignorantes Consiste em ensinar os ignorantes em qualquer matéria; também sobre temas religiosos. Estes ensinamentos podem fazer-se através de escritos ou de palavra, por qualquer meio de comunicação ou directamente. Como diz o livro de Daniel, “os que ensinam a justiça à multidão, brilharão como as estrelas na perpétua eternidade” (Dan. 12, 3b). 3) Corrigir os que erram Esta obra de misericórdia refere-se sobretudo ao pecado. De facto, outra maneira de formular esta obra de misericórdia é “Corrigir o pecador”. A correcção fraterna é explicada pelo próprio Jesus no evangelho de Mateus: “”Se o teu irmão peca, vai falar com ele a sós para o corrigir. Se te escuta, ganhaste o teu irmão”. (Mt. 19, 15-17) Devemos corrigir o nosso próximo com mansidão e humildade. Muitas vezes será difícil fazê-lo mas, nesses momentos, podemos recordar-nos do que diz o apóstolo Santiago no final da sua carta: “quem converte um pecador do seu extravio, salvará a sua alma da morte e cobrirá uma multidão de pecados”(St. 5, 20). 4) Consolar os tristes O consolo para os tristes, para os que sofrem alguma dificuldade, é outra obra de misericórdia espiritual. Muitas vezes, complementar-se-á com dar um bom conselho, que ajude a superar essas situações de dor ou de tristeza. Acompanhar os nossos irmãos em todos os momentos, mas sobretudo nos mais difíceis, é pôr em prática o comportamento de Jesus que se compadecia da dor alheia. Um exemplo está recolhido no evangelho de Lucas. Trata-se da ressurreição do filho da viúva de Naím: “Quando se aproximava da porta da cidade, levavam um morto a sepultar, filho único da sua mãe, que era viúva, que era acompanhada por muita gente da cidade. Ao vê-la o Senhor, teve compaixão dela, e disse-lhe: Não chores. E, aproximando-se, tocou no féretro. Os que o levavam pararam, e Ele disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. O morto levantou-se e começou a falar, e Ele entregou-o à sua mãe.” 5) Perdoar as injúrias No Pai-nosso dizemos: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido “”e o próprio Senhor esclarece: “se vós perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará. Mas, se não perdoardes aos homens, também o vosso Pai não perdoará as vossas ofensas (Mt. 6, 14-15). Perdoar as ofensas significa superar a vingança e o ressentimento. Significa tratar amavelmente quem nos ofendeu. O melhor exemplo de perdão no Antigo Testamento é o de José, que perdoou aos seus irmãos que tivessem procurado matá-lo e a seguir vendê-lo. “” Agora, pois, não vos entristeçais nem vos pese o ter-me vendido aqui; pois Deus enviou-me para preservar vidas diante de vós” (Gen. 45, 5). E o maior perdão do Novo Testamento é o de Cristo na Cruz, que nos ensina que devemos perdoar tudo e sempre: “”Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. (Lc. 23, 34). 6) Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo A paciência diante dos defeitos alheios é virtude e é uma obra de misericórdia. No entanto, há um conselho muito útil: quando suportar esses defeitos causa mais dano do que bem, com muita caridade e suavidade, deve fazer-se a advertência. 7) Rezar por vivos e defuntos São Paulo recomenda orar por todos, sem distinção, também pelos governantes e por pessoas com responsabilidades, pois “Ele quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade”. (ver 1 Tim 2, 2-3). Os defuntos que estão no Purgatório dependem das nossas orações. É uma boa obra rezar por eles para que fiquem livres dos seus pecados. (ver 2 Mac. 12, 46). (Catecismo de S. Pio X. Capítulo IV. “Das obras de misericórdia”) Cada um dentro de suas possibilidades e dons, pode em diversos momentos da vida fazer obras de misericórdia. Para uns é mais fácil visitar enfermos, para outros é mais fácil ensinar os ignorantes. Mas para todos em alguma fase da vida surgirão os momentos de “perdoar as injúrias” e “sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo”. No Diário de Santa Faustina algo nos chama a atenção: “O Amor é a flor e a Misericórdia é o fruto”. Todo ato de amor resulta em misericórdia, não há como fugir desta verdade! O menor ato de amor que você praticar, terá como resultado a misericórdia! Praticar, obras de Misericórdia, é amar concretamente a Jesus nos irmãos. Que recompensa há em amar somente aos que nos amam? Por isso, todos são incluídos nesta condição. Ame os que te perseguem, os que te caluniam, os que não gostam de você, etc. Seus gestos de amor transformarão os corações: primeiro o seu, e em consequência, o do próximo. Fonte: SezaPagare #FormaçõesCatólicas #Misericórdia #ObrasdeMisericórdia
- Obras de misericórdia: uma trilha de migalhas para o Céu
Obra de misericórdia é aquela com que se socorre o nosso próximo nas suas necessidades corporais ou espirituais. As obras de misericórdia são quatorze: sete corporais e sete espirituais, conforme são corporais ou espirituais as necessidades que se socorrem. As obras de misericórdia são ações caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso próximo, nas suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espirituais, como também o são perdoar e sofrer com paciência. As obras de misericórdia corporais consistem especialmente em dar de comer a quem tem fome, albergar quem não tem teto, vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos. Entre estes gestos, a esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna e também uma prática de justiça que agrada a Deus.” As obras de misericórdia corporais são: 1ª Dar de comer a quem tem fome; 2ª Dar de beber a quem tem sede; 3ª Vestir os nus; 4ª Dar pousada aos peregrinos; 5ª Assistir aos enfermos; 6ª Visitar os presos; 7ª Enterrar os mortos. As obras de misericórdia espirituais são: 1ª Dar bom conselho; 2ª Ensinar os ignorantes; 3ª Corrigir os que erram; 4ª Consolar os aflitos; 5ª Perdoar as injúrias; 6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo; 7ª Rogar a Deus por vivos e defuntos. Veja mais abaixo uma breve explicação de cada uma das 14 obras de misericórdia As obras de misericórdia corporais, na sua maioria, surgem de uma lista feita por Jesus Cristo na sua descrição do Juízo Final. A lista das obras de misericórdia espirituais foi elaborada pela Igreja a partir de outros textos que se encontram ao longo da Bíblia e de atitudes e ensinamentos do próprio Cristo: o perdão, a correcção fraterna, o consolo, suportar o sofrimento, etc… Qual é o efeito das obras de misericórdia em quem as pratica? O exercício das obras de misericórdia comunica graças a quem as pratica. No evangelho de Lucas Jesus diz: “Dai, e dar-se-vos-á”. Portanto, com as obras de misericórdia fazemos a Vontade de Deus, damos algo nosso aos outros e o Senhor promete-nos que nos dará também a nós o que necessitemos. Por outro lado, uma maneira de ir apagando a pena que fica na alma pelos nossos pecados já perdoados é mediante boas obras. Boas obras são, obviamente, as Obras de Misericórdia. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5, 7), é uma das Bem-aventuranças. Além disso as Obras de Misericórdia vão-nos ajudando a avançar no caminho para o Céu, porque nos vão tornando parecidos com Jesus, nosso modelo, que nos ensinou como deve ser a nossa atitude para com os outros. “Em Mateus, recolhem-se as seguintes palavras de Cristo: “Não façais tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões minam e furtam; fazei antes tesouros no Céu, onde nem a traça nem a ferrugem corroem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”. Ao seguir este ensinamento do Senhor trocamos os bens temporais pelos eternos, que são os que valem verdadeiramente. Breve explicação das Obras de Misericórdia Corporais: 1) Dar de comer a quem tem fome e 2) dar de beber a quem tem sede. Estas duas primeiras complementam-se e referem-se à ajuda que devemos procurar em alimento e outros bens para os mais necessitados, para aqueles que não têm o indispensável para poder comer cada dia. Jesus, como recolhe o evangelho de São Lucas recomenda: «Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem; e quem tem que comer, faça o mesmo» (Lc 3, 11). 3) Vestir os nus. Esta obra de misericórdia é dirigida a satisfazer outra necessidade básica: o vestuário. Muitas vezes é-nos facilitada com as recolhas de roupa que se fazem nas Paróquias e outros centros. À hora de entregar a nossa roupa é bom pensar que podemos dar do que nos sobra ou já não nos serve, mas também podemos dar do que ainda é útil. A carta de Santiago anima- nos a sermos generosos: «Se um irmão ou uma irmã estão nus e carecem de sustento diário e algum de vós lhe diz: “Ide em paz, aquecei-vos ou fartai-vos”, mas não lhes dais o necessário para o corpo, de que é que serve?» (St 2, 15-16). 4) Dar pousada aos peregrinos. Na antiguidade dar pousada aos peregrinos era um assunto de vida ou de morte, pelo complicado e arriscado das travessias. Não é hoje o caso. Mas, ainda assim, poderá tocar-nos receber alguém na nossa casa, não por pura hospitalidade de amizade ou de família, mas por alguma verdadeira necessidade. 5) Visitar os enfermos Trata-se de uma verdadeira atenção aos enfermos e idosos, tanto no aspecto físico, como em fazer-lhes um pouco de companhia. O melhor exemplo da Sagrada Escritura é o da Parábola do Bom Samaritano, que curou o ferido e, ao não poder continuar a tratá-lo directamente, confiou os cuidados de que necessitava a outro a quem ofereceu pagamento. (ver Lc. 10, 30-37). 6) Visitar os presos Consiste em visitar os presos e prestar-lhes não só ajuda material mas assistência espiritual que lhes sirva para melhorar como pessoas, para se emendarem, aprender a desenvolver um trabalho que lhes possa ser útil quando terminem de cumprir o tempo imposto pela justiça, etc… Significa também resgatar os inocentes e sequestrados. Na antiguidade os cristãos pagavam para libertar escravos ou trocavam-se por prisioneiros inocentes. 7) Enterrar os mortos Cristo não tinha lugar para ser sepultado. Um amigo, José de Arimateia, cedeu-lhe o seu túmulo. Mas não só isso, teve a valentia de se apresentar diante de Pilatos e pedir-lhe o corpo de Jesus. Nicodemos também participou, ajudando a sepultá-lo (Jo 19, 38-42). Enterrar os mortos parece um mandato supérfluo, porque – de facto – todos são enterrados. Mas, por exemplo, em tempo de guerra, pode ser um mandato muito exigente. Porque é importante dar sepultura digna ao corpo humano? Porque o corpo humano foi alojamento do Espírito Santo. Somos “templos do Espírito Santo” (1 Cor 6, 19). Breve explicação das Obras de Misericórdia Espirituais: 1) Dar bons conselhos Um dos dons do Espírito Santo é o dom de conselho. Por isso, quem pretenda dar um bom conselho deve, em primeiro lugar, estar em sintonia com Deus, já que não se trata de dar opiniões pessoais, mas de aconselhar bem quem esteja necessitado de orientação. 2) Ensinar os ignorantes Consiste em ensinar os ignorantes em qualquer matéria; também sobre temas religiosos. Estes ensinamentos podem fazer-se através de escritos ou de palavra, por qualquer meio de comunicação ou directamente. Como diz o livro de Daniel, “os que ensinam a justiça à multidão, brilharão como as estrelas na perpétua eternidade” (Dan. 12, 3b). 3) Corrigir os que erram Esta obra de misericórdia refere-se sobretudo ao pecado. De facto, outra maneira de formular esta obra de misericórdia é “Corrigir o pecador”. A correcção fraterna é explicada pelo próprio Jesus no evangelho de Mateus: “”Se o teu irmão peca, vai falar com ele a sós para o corrigir. Se te escuta, ganhaste o teu irmão”. (Mt. 19, 15-17) Devemos corrigir o nosso próximo com mansidão e humildade. Muitas vezes será difícil fazê-lo mas, nesses momentos, podemos recordar-nos do que diz o apóstolo Santiago no final da sua carta: “quem converte um pecador do seu extravio, salvará a sua alma da morte e cobrirá uma multidão de pecados”(St. 5, 20). 4) Consolar os tristes O consolo para os tristes, para os que sofrem alguma dificuldade, é outra obra de misericórdia espiritual. Muitas vezes, complementar-se-á com dar um bom conselho, que ajude a superar essas situações de dor ou de tristeza. Acompanhar os nossos irmãos em todos os momentos, mas sobretudo nos mais difíceis, é pôr em prática o comportamento de Jesus que se compadecia da dor alheia. Um exemplo está recolhido no evangelho de Lucas. Trata-se da ressurreição do filho da viúva de Naím: “Quando se aproximava da porta da cidade, levavam um morto a sepultar, filho único da sua mãe, que era viúva, que era acompanhada por muita gente da cidade. Ao vê-la o Senhor, teve compaixão dela, e disse-lhe: Não chores. E, aproximando-se, tocou no féretro. Os que o levavam pararam, e Ele disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. O morto levantou-se e começou a falar, e Ele entregou-o à sua mãe.” 5) Perdoar as injúrias No Pai-nosso dizemos: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido “”e o próprio Senhor esclarece: “se vós perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará. Mas, se não perdoardes aos homens, também o vosso Pai não perdoará as vossas ofensas (Mt. 6, 14-15). Perdoar as ofensas significa superar a vingança e o ressentimento. Significa tratar amavelmente quem nos ofendeu. O melhor exemplo de perdão no Antigo Testamento é o de José, que perdoou aos seus irmãos que tivessem procurado matá-lo e a seguir vendê-lo. “” Agora, pois, não vos entristeçais nem vos pese o ter-me vendido aqui; pois Deus enviou-me para preservar vidas diante de vós” (Gen. 45, 5). E o maior perdão do Novo Testamento é o de Cristo na Cruz, que nos ensina que devemos perdoar tudo e sempre: “”Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. (Lc. 23, 34). 6) Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo A paciência diante dos defeitos alheios é virtude e é uma obra de misericórdia. No entanto, há um conselho muito útil: quando suportar esses defeitos causa mais dano do que bem, com muita caridade e suavidade, deve fazer-se a advertência. 7) Rezar por vivos e defuntos São Paulo recomenda orar por todos, sem distinção, também pelos governantes e por pessoas com responsabilidades, pois “Ele quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade”. (ver 1 Tim 2, 2-3). Os defuntos que estão no Purgatório dependem das nossas orações. É uma boa obra rezar por eles para que fiquem livres dos seus pecados. (ver 2 Mac. 12, 46). (Catecismo de S. Pio X. Capítulo IV. “Das obras de misericórdia”) Cada um dentro de suas possibilidades e dons, pode em diversos momentos da vida fazer obras de misericórdia. Para uns é mais fácil visitar enfermos, para outros é mais fácil ensinar os ignorantes. Mas para todos em alguma fase da vida surgirão os momentos de “perdoar as injúrias” e “sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo”. No Diário de Santa Faustina algo nos chama a atenção: “O Amor é a flor e a Misericórdia é o fruto”. Todo ato de amor resulta em misericórdia, não há como fugir desta verdade! O menor ato de amor que você praticar, terá como resultado a misericórdia! Praticar, obras de Misericórdia, é amar concretamente a Jesus nos irmãos. Que recompensa há em amar somente aos que nos amam? Por isso, todos são incluídos nesta condição. Ame os que te perseguem, os que te caluniam, os que não gostam de você, etc. Seus gestos de amor transformarão os corações: primeiro o seu, e em consequência, o do próximo. Fonte: SezaPagare #FormaçõesCatólicas #Misericórdia #ObrasdeMisericórdia
- China permite ter 3 filhos após taxa de natalidade despencar
Há 5 anos, o governo chinês substituiu a “política de um filho só” pela política de dois filhos. Eles levaram 35 anos para ver que a política do filho único foi um grave erro. Os governantes comunistas da China disseram à sua população que agora podem ter três filhos, revertendo sua política de longa data de um filho, que há apenas alguns anos se tornou uma política de duas crianças. O Partido Comunista da China, que é sinônimo do governo chinês, fez o anúncio depois que dados do censo revelaram que a taxa de natalidade ainda está caindo. Preocupada com o cinza de sua população de maioria étnica, em 2016 a China relaxou sua infame política de uma criança para permitir duas crianças. No entanto, apesar de um pequeno aumento imediato, isso não levou a uma tendência duradoura. De acordo com a BBC, um censo publicado no início deste mês mostrou que “cerca de 12 milhões” de bebês nasceram na China no ano passado, o menor número de nascimentos registrados desde a década de 1960. Isso é menos do que os 18 milhões de bebês nascidos na China em 2016. David Mulroney, ex-embaixador canadense na China, disse ao LifeSiteNews que “não há vencedores” após a tentativa malthusiana da China, a partir de 1978, de impedir que sua população cresça. “A guerra de quatro décadas da China contra a família termina sem vencedores”, disse Mulroney. “Durante quarenta anos, o Estado visitou a violência em seu povo, nascido e não nascido, em nome do controle populacional, apenas para chegar agora a um desastre demográfico emergente.” “À medida que o número de idosos se aproxima de 20% da população, o crescimento econômico está diminuindo e os custos de saúde estão subindo. Tendo suprimido impiedosamente qualquer consideração que não seja a economia, os líderes da China estão descobrindo que é precisamente por razões econômicas que muitas jovens chinesas estão declinando para ter filhos.” A BBC informou que os cidadãos chineses que cresceram sem irmãos e irmãs não valorizam a ideia de ter mais de um ou dois filhos, pensando neles muito problemas ou muito caros para manter. À medida que os chineses se mudam cada vez mais do campo, onde as crianças são valorizadas por sua capacidade de ajudar na agricultura, nas cidades, eles vêem as crianças mais como passivos econômicos. A BBC informou que os cidadãos chineses que cresceram sem irmãos e irmãs não valorizam a ideia de ter mais de um ou dois filhos, pensando neles muito problemas ou muito caros para manter. À medida que os chineses se mudam cada vez mais do campo, onde as crianças são valorizadas por sua capacidade de ajudar na agricultura, nas cidades, eles vêem as crianças mais como passivos econômicos. A política dos 2 filhos também falha O envelhecimento da população, a falta de reposição geracional, a perda de talento e o capital humano são fatores que, na opinião do PPCH, iriam desativou a economia do país. Enquanto isso, havia milhões de crianças, e mais especificamente meninas, que não podiam dar o primeiro grito. Choramos que podíamos ouvir de suas mães, em muitos casos forçadas a serem internadas e assistir como o Estado matou seus filhos em seu ventre. Chorando de tudo ao contemplar que, em alguns casos, os pequenos corpos acabaram em lixeiras, rios ou simplesmente deitados na rua. O desprezo pela pessoa é total (Horror na China: bebê chora momentos antes de ser jogado no incinerador). Gritos de pais vendo suas esposas sendo esterilizadas para que não infringissem a lei novamente. As feministas ficaram em silêncio, assim como a esquerda. Como justificar que, em alguns casos, o aborto foi errado. Era para abrir a porta para o bom senso e o senso moral. Trinta e cinco anos eles tentaram reverter: Como não há mulheres para todos, é proposto aos homens compartilhar uma mulher. Tráfico de mulheres, importação de vietnamitas, malaios e coreanos para atender às necessidades sexuais é agora um fato. 400 milhões de seres que não estão lá. Esse é o cálculo do PCC há cinco anos. Multas para mães que têm filhos fora do casamento Lei para forçar as crianças a “voltar para casa com frequência para visitar seus pais”. Os idosos, que na lógica socialista são seres inúteis e improdutivos, ficam indefesos porque não têm aqueles para cuidar deles. Objetificação de mulheres e tráfico de crianças Os ultrassons matam as meninas? Meios econômicos e técnicos para conseguir isso. Cinco anos depois, os resultados não aparecemn, de acordo com a agência estatal Xinhua, hoje segunda-feira o Politburo do Partido Comunista permitirá ter um terceiro filho: “As políticas de nascimento serão melhoradas. Serão introduzidas regras que permitirão que um casal tenha filhos, com medidas para apoiar isso. Isso melhorará a estrutura demográfica da China, responderá ativamente a um envelhecimento populacional e manterá os benefícios do dividendo demográfico”, acrescenta o comunicado. É a primeira reação à publicação do avanço do Censo 2020, em maio deste ano: a população cresce, mas pouco, menos do que na década anterior e a mais lenta desde 1960. É também uma população mais velha. Não há tantos bebês como planejado. E o desequilíbrio de gênero continua porque ainda há muito mais homens do que mulheres. A inércia é muito grande. O envelhecimento (mais custos), o declínio da mão-de-obra jovem e barata, é provável que superem a China em termos de população antes do previsto. A vida foi forçada a girar em torno de ter apenas um filho, ou uma multa ou prisão ou mutilação. Será difícil sair desse esquema, especialmente nas cidades. Pior ainda são os efeitos não econômicos: uma geração de filhos de um filho masculino. Sem culpa própria, eles terão crescido sem o ambiente que ajuda as virtudes básicas, uma socialização natural. Talvez sem culpa nossa, teremos em alguns anos uma geração de crianças mimadas povoando e governando uma das grandes potências. Que nestas escalas tantos milhões de pessoas crescem sem saber qual é a verdadeira fraternidade,não a boba da “fraternidade humana”, a verdadeira, terá suas consequências. Não poder acessar uma mulher também os terá. Fará do casamento um rótulo social e das mulheres um objeto de importação. Como Ian Malcom disse em “Jurassic Park”: Deus cria o dinossauro. Deus destrói o dinossauro. Deus cria o homem. O homem destrói Deus. O homem cria o dinossauro. Agora os comunistas chineses estão dando permissão para ter um terceiro filho, há dúvidas bem fundamentadas que os chineses querem. Não é tudo dinheiro. Com informações de InfoCatólica e LifeSiteNews #China
- China permite ter 3 filhos após taxa de natalidade despencar
Há 5 anos, o governo chinês substituiu a “política de um filho só” pela política de dois filhos. Eles levaram 35 anos para ver que a política do filho único foi um grave erro. Os governantes comunistas da China disseram à sua população que agora podem ter três filhos, revertendo sua política de longa data de um filho, que há apenas alguns anos se tornou uma política de duas crianças. O Partido Comunista da China, que é sinônimo do governo chinês, fez o anúncio depois que dados do censo revelaram que a taxa de natalidade ainda está caindo. Preocupada com o cinza de sua população de maioria étnica, em 2016 a China relaxou sua infame política de uma criança para permitir duas crianças. No entanto, apesar de um pequeno aumento imediato, isso não levou a uma tendência duradoura. De acordo com a BBC, um censo publicado no início deste mês mostrou que “cerca de 12 milhões” de bebês nasceram na China no ano passado, o menor número de nascimentos registrados desde a década de 1960. Isso é menos do que os 18 milhões de bebês nascidos na China em 2016. David Mulroney, ex-embaixador canadense na China, disse ao LifeSiteNews que “não há vencedores” após a tentativa malthusiana da China, a partir de 1978, de impedir que sua população cresça. “A guerra de quatro décadas da China contra a família termina sem vencedores”, disse Mulroney. “Durante quarenta anos, o Estado visitou a violência em seu povo, nascido e não nascido, em nome do controle populacional, apenas para chegar agora a um desastre demográfico emergente.” “À medida que o número de idosos se aproxima de 20% da população, o crescimento econômico está diminuindo e os custos de saúde estão subindo. Tendo suprimido impiedosamente qualquer consideração que não seja a economia, os líderes da China estão descobrindo que é precisamente por razões econômicas que muitas jovens chinesas estão declinando para ter filhos.” A BBC informou que os cidadãos chineses que cresceram sem irmãos e irmãs não valorizam a ideia de ter mais de um ou dois filhos, pensando neles muito problemas ou muito caros para manter. À medida que os chineses se mudam cada vez mais do campo, onde as crianças são valorizadas por sua capacidade de ajudar na agricultura, nas cidades, eles vêem as crianças mais como passivos econômicos. A BBC informou que os cidadãos chineses que cresceram sem irmãos e irmãs não valorizam a ideia de ter mais de um ou dois filhos, pensando neles muito problemas ou muito caros para manter. À medida que os chineses se mudam cada vez mais do campo, onde as crianças são valorizadas por sua capacidade de ajudar na agricultura, nas cidades, eles vêem as crianças mais como passivos econômicos. A política dos 2 filhos também falha O envelhecimento da população, a falta de reposição geracional, a perda de talento e o capital humano são fatores que, na opinião do PPCH, iriam desativou a economia do país. Enquanto isso, havia milhões de crianças, e mais especificamente meninas, que não podiam dar o primeiro grito. Choramos que podíamos ouvir de suas mães, em muitos casos forçadas a serem internadas e assistir como o Estado matou seus filhos em seu ventre. Chorando de tudo ao contemplar que, em alguns casos, os pequenos corpos acabaram em lixeiras, rios ou simplesmente deitados na rua. O desprezo pela pessoa é total (Horror na China: bebê chora momentos antes de ser jogado no incinerador). Gritos de pais vendo suas esposas sendo esterilizadas para que não infringissem a lei novamente. As feministas ficaram em silêncio, assim como a esquerda. Como justificar que, em alguns casos, o aborto foi errado. Era para abrir a porta para o bom senso e o senso moral. Trinta e cinco anos eles tentaram reverter: Como não há mulheres para todos, é proposto aos homens compartilhar uma mulher. Tráfico de mulheres, importação de vietnamitas, malaios e coreanos para atender às necessidades sexuais é agora um fato. 400 milhões de seres que não estão lá. Esse é o cálculo do PCC há cinco anos. Multas para mães que têm filhos fora do casamento Lei para forçar as crianças a “voltar para casa com frequência para visitar seus pais”. Os idosos, que na lógica socialista são seres inúteis e improdutivos, ficam indefesos porque não têm aqueles para cuidar deles. Objetificação de mulheres e tráfico de crianças Os ultrassons matam as meninas? Meios econômicos e técnicos para conseguir isso. Cinco anos depois, os resultados não aparecemn, de acordo com a agência estatal Xinhua, hoje segunda-feira o Politburo do Partido Comunista permitirá ter um terceiro filho: “As políticas de nascimento serão melhoradas. Serão introduzidas regras que permitirão que um casal tenha filhos, com medidas para apoiar isso. Isso melhorará a estrutura demográfica da China, responderá ativamente a um envelhecimento populacional e manterá os benefícios do dividendo demográfico”, acrescenta o comunicado. É a primeira reação à publicação do avanço do Censo 2020, em maio deste ano: a população cresce, mas pouco, menos do que na década anterior e a mais lenta desde 1960. É também uma população mais velha. Não há tantos bebês como planejado. E o desequilíbrio de gênero continua porque ainda há muito mais homens do que mulheres. A inércia é muito grande. O envelhecimento (mais custos), o declínio da mão-de-obra jovem e barata, é provável que superem a China em termos de população antes do previsto. A vida foi forçada a girar em torno de ter apenas um filho, ou uma multa ou prisão ou mutilação. Será difícil sair desse esquema, especialmente nas cidades. Pior ainda são os efeitos não econômicos: uma geração de filhos de um filho masculino. Sem culpa própria, eles terão crescido sem o ambiente que ajuda as virtudes básicas, uma socialização natural. Talvez sem culpa nossa, teremos em alguns anos uma geração de crianças mimadas povoando e governando uma das grandes potências. Que nestas escalas tantos milhões de pessoas crescem sem saber qual é a verdadeira fraternidade,não a boba da “fraternidade humana”, a verdadeira, terá suas consequências. Não poder acessar uma mulher também os terá. Fará do casamento um rótulo social e das mulheres um objeto de importação. Como Ian Malcom disse em “Jurassic Park”: Deus cria o dinossauro. Deus destrói o dinossauro. Deus cria o homem. O homem destrói Deus. O homem cria o dinossauro. Agora os comunistas chineses estão dando permissão para ter um terceiro filho, há dúvidas bem fundamentadas que os chineses querem. Não é tudo dinheiro. Com informações de InfoCatólica e LifeSiteNews #China
- FRUTOS HISTÓRICOS E CULTURAIS DA MISSA ANTIGA
A Missa antiga, chamada hoje em dia de Missa tridentina, em referência ao Concílio de Trento, remonta pelo menos ao século IV, quando o cristianismo deixou de ser perseguido pelo Império Romano. Desta época até o final do século XX, por quase mil e seiscentos anos, a Missa celebrada na maior parte do mundo ocidental era dita na mesma língua e possuía idêntica estrutura litúrgica. Ou seja: a Missa e a nossa civilização (dita ocidental, construída pela Igreja Católica), têm ambas a mesma idade. Como rito máximo e principal oração da Igreja, o seu principal fruto foi haver colaborado, de maneira substantiva, na formação e desenvolvimento de nossa civilização. Durante muito tempo, por aproximadamente mil anos — do canto gregoriano até Palestrina —, a velha Missa foi o principal gênero musical do Ocidente e era na Igreja que estavam os grandes compositores. Como o “teatro” da Missa eram os templos católicos, e a sua dignidade de celebração do Santo Sacrifício de Cristo exigia o melhor dos “cenários”, os arquitetos foram convocados a dar o melhor de si para a sua construção. Foi assim que se deu o milagre arquitetônico das catedrais góticas medievais, milagre que reapareceria em períodos artísticos subsequentes, sobretudo no Renascimento e no Barroco. As paredes e tetos dos templos católicos foram decorados pelos principais artistas plásticos da Europa, com seus afrescos e esculturas. A arte do Ocidente não teria sido o que foi sem o trabalho de decoração dos templos (que, repita-se, existiam sobretudo em função da celebração da Missa). Celebrada em latim durante mais de 1500 anos, a Missa católica contribuiu para manter vivo e bem disseminado o principal veículo de expressão literária, científica e filosófica da nossa civilização. A Missa ajudava a manter uno e coeso, do ponto de vista cultural, um continente com tantas línguas nacionais diferentes. Os estudantes que chegavam a Paris ou Bolonha para fazer universidade, vindos dos mais diversos países europeus, cada qual com sua própria língua vernácula, só se podiam comunicar nas universidades com esse “inglês” da época, que era o latim. Do ponto de vista moral e espiritual, a Missa — celebrada por tantos santos, nos últimos dois mil anos — ajudava a depurar a consciência dos indivíduos, através da pregação nas homilias, onde se apontava o caminho reto a seguir; através das confissões, que precediam as celebrações e nas quais as almas se purificavam; e através da comunhão, que em seguida integrava o cidadão arrependido na comunidade eclesial. Mais que a Missa antiga, nada terá contribuído tanto para o aprimoramento moral na nossa civilização. “A crise da Igreja, em que nos encontramos hoje, resulta em grande parte do desmoronamento da liturgia”, disse certa vez o Cardeal Ratzinger. Foi certamente essa consciência que, em 1971, levou um grupo de intelectuais com mais de cem signatários, não necessariamente composto só de católicos — como o escritor ateu Jorge Luís Borges e o violinista judeu Yehudi Menuhin —, a redigir um memorando dirigido a Paulo VI, no qual se pedia a manutenção da Missa tradicional. Entre outras coisas, solicitava-se que o papa “reconsiderasse, com a máxima gravidade, a tremenda responsabilidade com o que ficará perante a história do espírito humano, pelo fato de não consentir em deixar viver perpetuamente a Missa tradicional”. (Citado por Roberto de Mattei em O Concílio Vaticano II – Uma história nunca escrita . São Paulo, A & C Editora, 2013)
- Porque se importar com os mais fracos?
A princípio, a pergunta pode não fazer sentido. Mas é claro que devemos nos importar com os mais fracos, você pode pensar. Mas apenas partindo de uma visão cristã podemos chegar facilmente a essa conclusão. Para um ateu, por exemplo, a conclusão deve ser diferente. Por exemplo, Richard Dawkins, conhecido biólogo e militante ateu, há alguns anos atrás afirmou que não havia a menor diferença entre os embriões humanos e de porcos, que o aborto de ambos seria equivalente. Pode parecer uma afirmação chocante, mas ele apenas está sendo honesto com sua cosmovisão. Como mais um exemplo, podemos citar o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, que afirmou que toda forma de compaixão humana “se opõe de modo geral à lei da evolução, que é a lei da seleção.” E que por isso, o cristianismo era uma religião desprezível, por se importar com os fracos, oprimimos e marginalizados, ele afirma que “o cristianismo é a revolta de tudo o que rasteja pelo chão contra aquilo que tem altura”. (NIETZSCHE, F. O Anticristo) Na cosmovisão materialista do ateísmo, não há nenhuma razão que fundamente a compaixão pelos fracos e oprimidos. Pois o homem é apenas um aglomerado de células vivendo pela lei brutal da seleção natural, que “enxerga” apenas a sobrevivência como fim último. Com essa cosmovisão, não há sentido em cuidar dos mais velhos ou incapacitados, pois eles são apenas um peso consumidor de recursos escassos, que não podem se proteger nem se reproduzir. Não existe amor, apenas reação química; não existe misericórdia, apenas interesse próprio. Não por acaso, quando os russos fizeram a sua revolução tendo por base o marxismo, que é uma filosofia materialista ateia, um banho de sangue aconteceu. Quando o ateísmo é a cosmovisão base de uma sociedade, nada de bom pode surgir. Ao contrário disso, o cristianismo ensina que todo e qualquer ser humano é digno, pois é portador da imagem de Deus. Devido a isso, Jesus nos ensina que o maior mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo. (Mat 22:37) O apóstolo Paulo incentivou doações entre as igrejas da Ásia para a Igreja de Jerusalém, em uma época de grave crise de escassez de alimentos. Tiago, escreveu em sua epístola que a religião aceita por Deus é “cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades”. (Tiago 1:27) Uma comissão especial é criada desde a igreja primitiva em Atos dos Apóstolos, para servir as viúvas, órfãos e outros excluídos da sociedade. Os exemplos enxeriam diversas páginas, como enchem as páginas das Escrituras. Nesse espírito de entrega ao próximo, ao longo de toda a história cristã, muitos centros de acolhimento aos necessitados foram criados, como as hospedarias, hospitais, leprosários, orfanatos e outros centros de ajuda humanitária. Tal fato intrigou e causou ira aos inimigos do cristianismo, que não conseguiam entender os motivos de se dedicar ao próximo e não buscar os próprios interesses. O imperador romano, Juliano, o apóstata (331 d.C – 363 d.C), foi um dos que esbravejaram contra os cristãos por esse motivo. Até hoje, as igrejas cristãs ao redor do mundo, são as maiores administradoras de obras de caridade. E esse fundamento moral, foi a base para a formação de leis que aboliram a escravidão e formaram a ideia de direitos humanos universais. Todo esse amor pelo próximo é sustentado na figura de um único homem, Jesus Cristo, que é a manifestação máxima de amor. Ele abandonou a sua glória para assumir a forma de servo e morrer pelos pecados do homem. O justo pelos injustos, o santo pelos profanos. Se isso não nos leva a amar e cuidar daqueles que precisam, o que mais levaria? Nós amamos, porque Deus é amor. Recomendação de livros sobre o assunto: Vishal Mangawaldi – O livro que fez o seu mundo Rodney Stark – A Vitória da Razão Thomas Woods – Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental Autor: Ramon Serrano
- Arquidiocese de Teresina repudia ato obsceno promovido pela esquerda em frente a igreja
Uma mulher totalmente sem roupa, com os pés e mãos amarrados, foi colocada sobre uma mesa em frente a igreja. De imediato, as imagens repercutiram nas redes sociais. Durante a última manifestação realizada contra o governo Bolsonaro, ocorrido neste último sábado (29/05), a arquidiocese de Teresina divulgou neste domingo (30/05), uma nota de repúdio perante ato ocorrido na Igreja de São Benedito, localizado no centro da capital piauiense. Diante dos fatos a Comissão Religiosa da OAB do Piauí também se posicionou sobre o ato. Em nota, a Arquidiocese de Teresina repudiou o ato realizado contra a mulher que teve os pés e as mãos amaradas e toda despida em cima de uma mesa em frente à igreja. Ainda em nota, a Arquidiocese de Teresina afirma que defende a liberdade de expressão, porém afirmou que deve haver princípios éticos, legais e morais. Precisamos fazer as pessoas respeitarem o sagrado. Morada de Deus, espaço da Misericordia. – afirma uma seguidora do perfil. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Arquidiocese de Teresina (@arquidiocesedeteresina) Leia a Nota da OAB: A Comissão de Liberdade Religiosa da OAB Piauí vem, publicamente, registrar o seu repúdio à manifestação realizada no adro da Igreja de São Benedito em Teresina-PI, neste final de semana, quando, sob pretexto de protesto político, uma mulher foi amarrada pelos pés e mãos e colocada nua em cima de uma mesa com uma fruta na boca. Leia também Homem tenta fugir da polícia e invade missa do 7º dia É inaceitável nos depararmos com manifestações como a acima noticiada, afrontando a crença católica (ou qualquer outra crença) e menosprezando o sexo feminino.Não se comporta mais manifestações de intolerância religiosa ou de agressão às mulheres. O Estado Democrático de Direito, o Estado Laico, os princípios constitucionais da dignidade e da liberdade de consciência, de religião e de convicção e a igualdade de gênero perpetuados na Constituição pátria, são absolutamente contrários a toda e qualquer prática como as aqui suscitadas. A exibição de uma mulher nua no adro da Igreja não pode ser vista como normal ou apenas como o exercício de liberdade de expressão, pois o direito de se expressar não indica que não haja imposição de limites éticos, morais e legais, bem como não deve significar a liberdade absoluta para se fazer o que quiser e afrontar a liberdade de credo e crença, sejam elas de qual natureza for. Essa Comissão solidariza-se com a Igreja Católica e com todas as mulheres piauienses, e sempre será contrária às práticas abomináveis de ódio religioso e de menoscabo ao sexo feminino, enfileirando-se em defesa dos direitos constitucionalmente resguardados. Leia também De joelhos, católicos rezam em forma de protesto contra o filme “Rogai por Nós”
- Arquidiocese de Teresina repudia ato obsceno promovido pela esquerda em frente a igreja
Uma mulher totalmente sem roupa, com os pés e mãos amarrados, foi colocada sobre uma mesa em frente a igreja. De imediato, as imagens repercutiram nas redes sociais. Durante a última manifestação realizada contra o governo Bolsonaro, ocorrido neste último sábado (29/05), a arquidiocese de Teresina divulgou neste domingo (30/05), uma nota de repúdio perante ato ocorrido na Igreja de São Benedito, localizado no centro da capital piauiense. Diante dos fatos a Comissão Religiosa da OAB do Piauí também se posicionou sobre o ato. Em nota, a Arquidiocese de Teresina repudiou o ato realizado contra a mulher que teve os pés e as mãos amaradas e toda despida em cima de uma mesa em frente à igreja. Ainda em nota, a Arquidiocese de Teresina afirma que defende a liberdade de expressão, porém afirmou que deve haver princípios éticos, legais e morais. Precisamos fazer as pessoas respeitarem o sagrado. Morada de Deus, espaço da Misericordia. – afirma uma seguidora do perfil. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Arquidiocese de Teresina (@arquidiocesedeteresina) Leia a Nota da OAB: A Comissão de Liberdade Religiosa da OAB Piauí vem, publicamente, registrar o seu repúdio à manifestação realizada no adro da Igreja de São Benedito em Teresina-PI, neste final de semana, quando, sob pretexto de protesto político, uma mulher foi amarrada pelos pés e mãos e colocada nua em cima de uma mesa com uma fruta na boca. Leia também Homem tenta fugir da polícia e invade missa do 7º dia É inaceitável nos depararmos com manifestações como a acima noticiada, afrontando a crença católica (ou qualquer outra crença) e menosprezando o sexo feminino.Não se comporta mais manifestações de intolerância religiosa ou de agressão às mulheres. O Estado Democrático de Direito, o Estado Laico, os princípios constitucionais da dignidade e da liberdade de consciência, de religião e de convicção e a igualdade de gênero perpetuados na Constituição pátria, são absolutamente contrários a toda e qualquer prática como as aqui suscitadas. A exibição de uma mulher nua no adro da Igreja não pode ser vista como normal ou apenas como o exercício de liberdade de expressão, pois o direito de se expressar não indica que não haja imposição de limites éticos, morais e legais, bem como não deve significar a liberdade absoluta para se fazer o que quiser e afrontar a liberdade de credo e crença, sejam elas de qual natureza for. Essa Comissão solidariza-se com a Igreja Católica e com todas as mulheres piauienses, e sempre será contrária às práticas abomináveis de ódio religioso e de menoscabo ao sexo feminino, enfileirando-se em defesa dos direitos constitucionalmente resguardados. Leia também De joelhos, católicos rezam em forma de protesto contra o filme “Rogai por Nós”
- De joelhos, católicos rezam em forma de protesto contra o filme “Rogai por Nós”
No dia 08 de março deste ano, a Sony anunciou seu filme, The Unholy (“A Profana”, traduzido no Brasil para “Rogai por nós”), cujo qual estrearia na Sexta-feira Santa, de modo a contrastar com a sacralidade do Tríduo Pascal, porém, sem sucesso. O filme utiliza-se de imagens de freiras sinistras, padres corruptos e infiéis, cruzes queimando e muito mais. E, no centro do enredo, há destaque para a representação da Mãe de Jesus em várias formas malignas e, de certa forma, racistas. No entanto, na última quinta-feira (20), finalmente, houve a estreia do referido filme, causando comoção, sobretudo, na comunidade católica da região de Jundiaí, haja visto o mês de maio é dedicado à Maria. Com isso, fiéis de diversas partes da cidade, se reuniram em manifestações pacíficas. Neste domingo (30), dezenas de fiéis cristãos, se reuniram em frente a um shopping de Jundiaí que possui o filme em cartaz, para rezar o Santo Rosário, em reparação ao ato vilipendioso proferido contra a crença na Virgem Mãe de Jesus e aos valores da fé cristã. O ilustre Maestro e Escritor João Alves, esteve presente e descreveu o ato como “uma manifestação legítima, pedindo perdão a Deus por esse sacrilégio. Não há a intenção de revolta, o intuito é converter os descrentes e mostrar que o ser humano pode ser muito melhor do que isso que se apresenta.” Diversas manifestações artísticas vilipendiosas contra a fé cristã, ocorreram nos últimos anos, como o Queer Museu, no Rio Grande do Sul, e a apresentação “Atos da Transfiguração”, ocorrida no Distrito Federal, durante o Prêmio Pipa. Nós, do Folha de Jundiaí , entendemos que a diversidade e a pluralidade são fato em nossa sociedade contemporânea e devem ser respeitadas. Contudo, atos discriminatórios, agressivos ou vilipendiosos, devem ser extintos. O respeito aos valores morais e as crenças devem ser respeitados e o bom senso deve prevalecer, sempre. Maestro e Escritor João Alves – autor do livro “Perdendo o Vestiário”. Trata o drama da educação de filhos adolescentes, pelo prisma de famílias cristãs face a sexualização e deturpação dos valores éticos e morais que ocorrem em nossa sociedade. À venda pela Editora Ases da Literatura (Portugal, EUA e Brasil). Fonte: folhadejundiai.com.br Leia também Filme ‘Rogai por nós’: uma armadilha anticatólica
- De joelhos, católicos rezam em forma de protesto contra o filme “Rogai por Nós”
No dia 08 de março deste ano, a Sony anunciou seu filme, The Unholy (“A Profana”, traduzido no Brasil para “Rogai por nós”), cujo qual estrearia na Sexta-feira Santa, de modo a contrastar com a sacralidade do Tríduo Pascal, porém, sem sucesso. O filme utiliza-se de imagens de freiras sinistras, padres corruptos e infiéis, cruzes queimando e muito mais. E, no centro do enredo, há destaque para a representação da Mãe de Jesus em várias formas malignas e, de certa forma, racistas. No entanto, na última quinta-feira (20), finalmente, houve a estreia do referido filme, causando comoção, sobretudo, na comunidade católica da região de Jundiaí, haja visto o mês de maio é dedicado à Maria. Com isso, fiéis de diversas partes da cidade, se reuniram em manifestações pacíficas. Neste domingo (30), dezenas de fiéis cristãos, se reuniram em frente a um shopping de Jundiaí que possui o filme em cartaz, para rezar o Santo Rosário, em reparação ao ato vilipendioso proferido contra a crença na Virgem Mãe de Jesus e aos valores da fé cristã. O ilustre Maestro e Escritor João Alves, esteve presente e descreveu o ato como “uma manifestação legítima, pedindo perdão a Deus por esse sacrilégio. Não há a intenção de revolta, o intuito é converter os descrentes e mostrar que o ser humano pode ser muito melhor do que isso que se apresenta.” Diversas manifestações artísticas vilipendiosas contra a fé cristã, ocorreram nos últimos anos, como o Queer Museu, no Rio Grande do Sul, e a apresentação “Atos da Transfiguração”, ocorrida no Distrito Federal, durante o Prêmio Pipa. Nós, do Folha de Jundiaí , entendemos que a diversidade e a pluralidade são fato em nossa sociedade contemporânea e devem ser respeitadas. Contudo, atos discriminatórios, agressivos ou vilipendiosos, devem ser extintos. O respeito aos valores morais e as crenças devem ser respeitados e o bom senso deve prevalecer, sempre. Maestro e Escritor João Alves – autor do livro “Perdendo o Vestiário”. Trata o drama da educação de filhos adolescentes, pelo prisma de famílias cristãs face a sexualização e deturpação dos valores éticos e morais que ocorrem em nossa sociedade. À venda pela Editora Ases da Literatura (Portugal, EUA e Brasil). Fonte: folhadejundiai.com.br Leia também Filme ‘Rogai por nós’: uma armadilha anticatólica
- VISITA A UM BEATO BRASILEIRO: PADRE VICTOR
Quando os romeiros chegaram à cidade mineira de Três Pontas, espantaram-se com os morros e colinas forrados de pés de café. O município é um dos maiores centros cafeeiros do Brasil e, certamente, se orgulhará muito disto. No entanto, o povo católico da região terá, cada vez mais, um motivo ainda maior de alegria: Três Pontas é também a cidade do Padre Francisco de Paula Victor, ou simplesmente Padre Victor, declarado beato pela Igreja em 2015. O milagre, exigido para beatificação, foi o de uma professora que engravidou contra todas as expectativas médicas: só tinha uma trompa uterina, e ainda assim obstruída. Filho da escrava Lourença Maria de Jesus e de pai desconhecido, Padre Victor nasceu pertinho de Três Pontas, na vila de Campanha da Princesa da Beira, atual Campanha, em 12 de abril de 1827, num casarão da então Rua Direita pertencente à família de dona Mariana Ferreira, sua senhora e madrinha de batismo. Há um preconceito, bem espalhado pelo Brasil, de que os escravos não eram respeitados pelos seus senhores, e só excepcionalmente recebiam tratamento digno. Não é verdade, como bem demonstrou o sociólogo Gilberto Freyre em Casa Grande & Senzala . Ao lado de senhores cruéis, havia cristãos que temiam a Deus e sabiam que os escravos eram seus semelhantes, também salvos pelo sangue de Cristo na cruz. Dona Mariana Ferreira era uma boa católica. Tinha pelo pretinho talentoso um carinho especial, tratando-o não como escravo, mas filho de Deus. Percebendo a inteligência do pequeno, ensinou-o a ler, escrever, falar francês e a tocar piano. Além de inteligência, tinha boa saúde de corpo. Certamente por influência da madrinha, pouparam-no dos serviços mais rudes reservados a pessoas de sua condição: foi alfaiate em sua adolescência e juventude. Tinha passado dos vinte anos, quando era aceito no Seminário de Mariana pelo Bispo Dom Viçoso (um bom pastor, cujo processo de beatificação já caminha no Vaticano). Dona Mariana doou ao afilhado o dote necessário para os estudos eclesiásticos, então exigido pela Igreja. Em vez de rebelar-se, padre Victor foi um verdadeiro discípulo de Cristo, aceitando as humilhações inevitáveis que a sociedade da época lhe impunha. Sofreu com paciência o desprezo dos colegas brancos no Seminário, apesar da proteção de Dom Viçoso; superou as dificuldades iniciais de sua carreira religiosa, a partir de 1852, como pároco de Três Pontas, cargo que exerceu até sua morte, em 23 de setembro 1905, já nos inícios do século XX. Em vez de rebeldia, contribuiu com obras concretas para o fim das barreiras sociais e humanas de sua cidade, fundando, em Três Pontas, a Escola da Sagrada Família, para servir toda a região e todas as classes sociais. Era notório o seu cuidado com todos os que necessitassem de conforto espiritual, em especial os pobres, livres ou escravos. Quando de sua morte, o corpo permaneceu exposto por três dias, sem maus odores, na Matriz por ele construída, tão grande era o número de pessoas de Três Pontas e região que vieram para despedir-se do seu pároco já com fama de santidade. É impressionante como Três Pontas se deixou impregnar da presença espiritual e até física do Padre Victor. Casas comerciais levam o seu nome ou ostentam o seu retrato. A Igreja Matriz Nossa Senhora d’Ajuda, onde o santo está enterrado, vive apinhada de gente; e, aos domingos, são várias as missas com a capela cheia de devotos. Romeiros pedestres se deslocam de cidades vizinhas para cumprir promessas ou alcançar graças. Enfim, toda a cidade parece viver da proteção do Padre Victor. Como se não bastasse Padre Victor, Deus foi ainda mais generoso com Três Pontas: abriu-se recentemente o processo de canonização da madre carmelita Teresa Margarida do Coração de Maria, mais conhecida como “Nossa Mãe”, que foi fundadora e abadessa do Mosteiro São José. Duas pessoas santas já cuidam de Três Pontas, no Céu. O que mais poderia desejar uma cidade?
- Homem tenta fugir da polícia e invade missa do 7º dia
Caso foi registrado em Jales (SP). Suspeito estava com porção de maconha e alegou que correu para igreja por medo de ser preso. Um homem tentou correr de uma abordagem policial e atrapalhou uma missa de 7º dia que era realizada na noite de sábado (30), em Jales (SP). Um vídeo registrou a correria dos fiéis. De acordo com a Polícia Militar, policiais realizavam patrulhamento de rotina, quando observaram um carro parado com três pessoas no interior. Em seguida, um dos homens saiu do veículo correndo e foi perseguido pela equipe. O rapaz viu uma igreja aberta, entrou no local e foi para um terreno. Uma câmera de segurança registrou parte da correria dos PMs atrás do suspeito. É possível ver o momento em que os fiéis se assustaram e se dispersaram com a movimentação (veja abaixo). Sem ter para onde fugir, o homem voltou do terreno e foi detido durante a imobilização. Não houve disparo de arma de fogo e ninguém da igreja ficou ferido. Segundo o registro da ocorrência, o suspeito estava com uma porção de maconha no bolso. Ele alegou que se assustou e ficou com medo de ser preso. O homem foi apresentado na central, onde foi indiciado por porte de droga. Em seguida, foi ouvido e liberado. Com informações de G1
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Caso foi registrado em Jales (SP). Suspeito estava com porção de maconha e alegou que correu para igreja por medo de ser preso. Um homem tentou correr de uma abordagem policial e atrapalhou uma missa de 7º dia que era realizada na noite de sábado (30), em Jales (SP). Um vídeo registrou a correria dos fiéis. De acordo com a Polícia Militar, policiais realizavam patrulhamento de rotina, quando observaram um carro parado com três pessoas no interior. Em seguida, um dos homens saiu do veículo correndo e foi perseguido pela equipe. O rapaz viu uma igreja aberta, entrou no local e foi para um terreno. Uma câmera de segurança registrou parte da correria dos PMs atrás do suspeito. É possível ver o momento em que os fiéis se assustaram e se dispersaram com a movimentação (veja abaixo). Sem ter para onde fugir, o homem voltou do terreno e foi detido durante a imobilização. Não houve disparo de arma de fogo e ninguém da igreja ficou ferido. Segundo o registro da ocorrência, o suspeito estava com uma porção de maconha no bolso. Ele alegou que se assustou e ficou com medo de ser preso. O homem foi apresentado na central, onde foi indiciado por porte de droga. Em seguida, foi ouvido e liberado. Com informações de G1
- UMA FAMÍLIA DE AMOR – Scott Hahn medita sobre a Solenidade da Santíssima Trindade
No domingo passado celebramos a vinda do Espírito Santo, que selou a Nova Aliança de Deus e renovou toda a criação. Nesta nova criação, somos já parte da família de Deus, que se revelou como Trindade de amor. Compartilhamos sua natureza divina, recebendo seu Corpo e seu Sangue (v. 2 Pedro 1,14). Esse é o significado das três celebrações que coroam o tempo pascal: Pentecostes, Solenidade da Santíssima Trindade e Corpus Christi. Estas festas devem nos lembrar, no mais íntimo do nosso coração, quão profundamente Deus nos ama; e como nos escolheu antes da fundação do mundo para sermos Seus filhos (v. Ef 1, 4-5). As leituras deste domingo nos mostram que todas as palavras e obras de Deus visavam revelar o mistério da Santíssima Trindade e trazer-nos sua bênção em Jesus Cristo. Nós herdamos esta bênção pelo batismo e a renovamos em cada Eucaristia. Através de sua palavra, o Senhor encheu os céus e a terra com sua bondade divina, como cantamos no salmo de hoje. Movido por amor, Deus escolheu Abraão, e de seus descendentes constituiu o seu próprio povo, como Moisés nos recorda na primeira leitura (v. Dt. 4, 20-37) Por meio dos israelitas, Ele revelou para as nações que é o único Senhor. A Palavra de Deus se encarnou em Jesus, “filho de Abraão” (Mt 1,1). Ele nos ensina, no Evangelho deste domingo, que o único Deus é Pai, Filho e Espírito, e deseja que todos os povos sejam seus. Como Ele fez com Israel quando o tirou do Egito, Deus nos libertou da escravidão; é isso que São Paulo nos diz na epístola de hoje. Assim como adotou os israelitas como filhos (v. Romanos 9, 4), agora Ele nos dá o seu Espírito, graças ao qual podemos reconhecê-Lo como “Pai nosso”. Como herdeiros de Deus, hoje assumimos os compromissos de Moisés e Jesus. Devemos colocar n’Ele os nossos corações e fazer tudo o que Ele nos ordenou. A Eucaristia é o cumprimento de sua promessa de estar conosco até o fim do mundo; é a garantia de que Ele nos libertará da morte para vivermos, para sempre, na terra prometida do Seu Reino. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/family-of-love-scott-hahn-reflects-on-the-solemnity-of-the-holy-trinity/
- Solenidade da Santíssima Trindade
A Revelação feita por Deus contém verdades que os homens, com sua razão limitada apenas, jamais alcançarão. Uma delas é o mistério da Santíssima Trindade. O Domingo da Santíssima Trindade celebra-se no domingo seguinte ao Pentecostes e que antecede o Corpo de Deus. Consiste na comemoração do dogma cristão da Santíssima Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – o mistério da adoração de Deus uno em natureza e trino em número de pessoas. Leia o Evangelho e em seguida escute a homilia da Solenidade da Santíssima Trindade . Sabemos que “a Fé e a razão constituem como que as duas asas pelos quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade” [1]. Entretanto, qual é o papel da razão sobre os mistérios? Não é somente através da Fé que devemos acreditar neles, visto que são verdades que estão além de nossa inteligência? Apesar dos mistérios serem tão grandiosos às vistas humanas, estas verdades não são contrárias à nossa razão, visto que nada é mais razoável do que crer nos mistérios Revelados por meio daquele que é a Verdade. Por isso explicitou São Justino: “a fé e a razão não podem se contradizer, pois a verdade é uma, tendo sua fonte única em Deus e em seu Logos, seu Verbo, que ele comunica aos homens desde a origem”. [2] Antes do bispo de Hipona começar a tecer suas considerações sobre a Trindade, ele nos dá uma advertência importantíssima acerca dos que não possuem um equilíbrio entre Fé e a razão; vejamos o que nos diz o santo: Quem se entregar à leitura do que escrevemos sobre a Trindade, deve ter em conta, primeiramente, que nossa pena está atenta para repelir as falsas afirmações daqueles que, desprezando os princípios da fé, deixam-se enganar por um imaturo e desordenado amor pela razão. [3] Depois de enunciar tais pensamentos, o santo prossegue de uma maneira categórica afirmando que há pessoas que pensam – pelo menos, aparentemente – apoiados na natureza da alma humana ou em seus sentimentos, e em consequência são levados a fixar regras falsas e falazes em suas doutrinas, ao discorrerem sobre Deus.[4] Vestígios da Trindade, pequeno auxílio para a razão Santo Agostinho utiliza uma passagem do Livro da Sabedoria para mostrar que através das coisas criadas podemos chegar até Deus: São insensatos por natureza todos os que desconheceram a Deus, e, através dos bens visíveis, não souberam conhecer Aquele que é, nem reconhecer o Artista, considerando suas obras. […] pois é a partir da grandeza e da beleza das criaturas que, por analogia, se conhece o seu autor (Sb 13, 1.5). Portanto, podemos dizer que nas coisas criadas por Deus existe uma espécie de auxílios dados por Ele, que por assim dizer, facilitam a nossa Fé. Para exemplificar isto, ele indicará uma analogia que pode ser feita para chegarmos a certo conhecimento da Trindade, é o que ele chama de vestígios. Desde modo, o Bispo de Hipona afirma que existe certa trindade inclusive na visão: São três as realidades a serem consideradas e distinguidas, e isso com muita facilidade, na visão de qualquer corpo que seja. Primeiramente, o objeto que vemos. […] Em segundo lugar, deve ser considerada a visão, a qual não existia antes de o sentido ter percebido o objeto. Em terceiro lugar, a atenção da alma que mantém o sentido da vista alerta, enquanto a visão se ocupa daquele objeto. Ora, não se dá apenas clara diferença exterior entre as três realidades, mas também diversidade de natureza entre elas.[5] Esta diferença, segundo ele, se dá primeiramente porque o objeto visível é de natureza bem diversa do sentido da vista, a qual, encontrando-se com ele, produz a visão. O objeto visto pode subsistir à parte, em sua natureza própria. Quanto ao sentido, porém, já existia no vidente mesmo antes de ele ver o que podia ver. O sentido, pois, ou a visão, isto é, o sentido informado pelo objeto exterior pertence à natureza do ser vivo dotado de alma, natureza essa totalmente diversa do objeto percebido pela visão. Pois informando o sentido, esse objeto produz não o sentido, mas a visão.[6] E continua: “a atenção também é diversa do próprio sentido e da visão. Pois a atenção é função apenas da alma”.[7] Temos aí, pois, um exemplo de três termos ao mesmo tempo distintos e extremamente unidos. O objeto visível, a vista e a atenção, formam assim um vestígio da Santíssima Trindade. Anúncio do Evangelho (Jo 3,16-18) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. 16 Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18 Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. A Santíssima Trindade A DOUTRINA DE DEUS O PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, O CENTRO ABSOLUTO DA IGREJA A fé católica é que veneramos um Deus na Trindade e a Trindade na unidade; sem confundir as pessoas, nem separar a substância. Porque um é a pessoa do Pai, outro a do Filho e outro o Espírito Santo; mas o Pai e o Filho e o Espírito Santo têm apenas uma divindade, glória igual e majestade co-eterna A revelação da Santíssima Trindade nas Sagradas Escrituras O homem pode, pela razão, conhecer seu Criador. É pela fé que «pela grandeza e beleza das criaturas, através da razão, se chega [é possível chegar] a conhecer o seu Criador» (Sb 13,5; + Rm 1,19-20; Vaticano I: Dz 3026). A razão pode, com suas próprias luzes naturais, vir a saber que Deus existe, que ele é único, bom, onipotente, providente, etc. Poucos, porém, chegam a esse conhecimento, como mostra a história das religiões. Mas, em qualquer caso, nunca, sem a Revelação divina, o homem pode chegar a conhecer o mistério das três Pessoas divinas. Somente em Jesus Cristo o Pai, o Filho e o Espírito Santo são revelados a nós. Ninguém jamais viu a Deus. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, nos deu a conhecer ”(Jn 1,18; + 1Jn 4,12). Antigo Testamento Na revelação divina que Israel recebe, Yahweh não se manifesta no mistério das Três Pessoas divinas. E assim como em muitas ocasiões a antiga Escritura fala de Deus de forma antropomórfica – alude à mão de Deus, à sua boca, ao seu braço -, também fala, e não raro, do espírito de Deus, do espírito de Yahweh. (ruah Yahweh): isto é, de seu sopro vital. No homem, como nos animais, respiração, respiração, é vida. E em um sentido semelhante o espírito santo de Yahweh é falado; mas não como uma Pessoa divina (+ Is 63,10-11,14; Sl 50,13). As antigas Escrituras falam frequentemente do espírito santo do divino Senhor como força vivificante de toda a criação, desde o seu início (Gn 1,2; 2,7). E o Espírito divino é aludido muitas vezes como a ação salvadora de Yahweh entre os homens. É o espírito de Yahweh que impulsiona Sansão (Juízes 13,25), aquele que estabelece e auxilia os juízes (Juízes 3,10; 6,34) ou os reis (1Sm 10,16), ilumina José sobrenaturalmente (Gn 41 , 38; 42,38), Daniel (Dan 4,5; 5,11), auxilia com sua prudência Moisés e os setenta anciãos (Nm 11,17,25-26,29) e, acima de tudo, inspira os profetas (Is 48 , 16; 61,1; Ez 11,5). Vemos, nesses casos, que o Espírito divino é dado a certos homens escolhidos, embora ainda de forma comedida. Por outro lado, desde o fundo dos séculos, a Escritura anuncia que, na plenitude dos tempos, Deus estabelecerá um Messias, em quem o Espírito divino residirá plenamente (Is 11,1-5; 42,1-9) . E também revela que, a partir deste Messias, o Espírito divino será difundido entre todos os homens que o recebem (Is 32,15; 44,3): «Eu lhes darei outro coração e porei neles um novo espírito; Tirarei do teu corpo o teu coração de pedra e te darei um coração de carne, para que sigais os meus mandamentos, observem e pratiquem as minhas leis, e se tornem meu povo e eu serei o vosso Deus ”(Ez 11,19 ; +36, 26-27; Zec 12.10; Joel 3.1-2). Novo Testamento A plena revelação da Trindade divina e, portanto, do Espírito Santo, é concedida por nosso Senhor Jesus Cristo. É nos Evangelhos onde o Espírito divino é revelado muitas vezes como uma pessoa, distinto do Pai e do Filho. Aponto os principais momentos desta grande revelação. «Pela força do Espírito Santo» o divino Filho se encarnou no seio da Virgem Maria: (Lc 1,35). E é o Espírito Santo quem revela este mistério a Isabel (Lc 1,41), a Zacarias (1,67), a Simeão (2,25-27). No batismo de Jesus no Jordão, ao mesmo tempo em que se ouve a voz do Pai, o Espírito Santo desce em figura de pomba sobre o Filho encarnado visível (3,22). Esta é em toda a história da salvação a primeira epifania da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. O único Deus, Criador do céu e da terra, manifesta-se no formidável mistério das três diferentes Pessoas divinas. –É o Espírito Santo quem conduz Jesus ao deserto, para que depois, deixando-o, inicie o seu ministério como Profeta enviado pelo Pai (Lc 4,1). É Ele que enche Cristo de alegria, mostrando-lhe a predileção do Pai pelos pequenos (10,21). Pelo Espírito Santo, Jesus realiza milagres admiráveis, revelando sua condição messiânica como Enviado de Deus (Mt 12,28). «Pela força do Espírito Santo» o divino Filho se encarnou no seio da Virgem Maria: (Lc 1,35). E é o Espírito Santo quem revela este mistério a Isabel (Lc 1,41), a Zacarias (1,67), a Simeão (2,25-27). No batismo de Jesus no Jordão, ao mesmo tempo em que se ouve a voz do Pai, o Espírito Santo desce em figura de pomba sobre o Filho encarnado visível (3,22). Esta é em toda a história da salvação a primeira epifania da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. O único Deus, Criador do céu e da terra, manifesta-se no formidável mistério das três diferentes Pessoas divinas. –É o Espírito Santo quem conduz Jesus ao deserto, para que depois, deixando-o, inicie o seu ministério como Profeta enviado pelo Pai (Lc 4,1). É Ele que enche Cristo de alegria, mostrando-lhe a predileção do Pai pelos pequenos (10,21). Pelo Espírito Santo, Jesus realiza milagres admiráveis, revelando sua condição messiânica como Enviado de Deus (Mt 12,28). Na Última Ceia, Jesus anuncia aos seus discípulos que, uma vez que voltem para o Pai, eles receberão “o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome” (Jo 14,26). Ele permanecerá com eles como Advogado de defesa (14,16-17) e como “Espírito da verdade, que vos guiará para a verdade completa” (16,13). Três Pessoas distintas, todas as três divinas e iguais na eternidade, santidade, onipotência, bondade e beleza. Pouco depois, na cruz redentora, “Cristo se ofereceu imaculado a Deus pelo Espírito eterno” (Hb 9:14). É no fogo do Espírito Santo, na chama do amor divino, que Cristo oferece ao Pai o holocausto sacrificial da redenção. A epiclese eucarística nos lembra isso todos os dias. “Por isso, Pai, rogamos-te que santifique com o mesmo Espírito estes dons que separamos para ti, para que sejam Corpo e Sangue de Jesus Cristo, teu Filho e nosso Senhor, que nos ordenou celebrar estes mistérios” ( Pleg.eucaristica III). “Pelo poder do Espírito Santo” a santa Igreja nasce no Pentecostes (+ Atos 2). Ele é, com os apóstolos, o protagonista da evangelização: “Recebereis o Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia, em Samaria e até os confins da terra” (Atos 1.8). E eles “cheios do Espírito Santo, falaram a Palavra de Deus livremente” (4:31). «Pela força do Espírito Santo», os homens que recebem a Cristo nascem de novo «da água e do Espírito» (Jn 3,5). E são novas criaturas, baptizadas «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28,19). Doravante, então, toda a vida sobrenatural cristã será explicada em uma chave trinitária. Os que vivem em Cristo, iluminados e movidos pelo Espírito Santo, são os filhos de Deus Pai (+ Rm 8,10-14). E toda a vida litúrgica da Igreja começa “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. «A graça do Senhor Jesus Cristo, a caridade de Deus e a comunicação do Espírito Santo sejam com todos vós» (2Cor 13,13). Tradição doutrinária. A Santíssima Trindade, o centro absoluto da Igreja Na imensa árvore da sabedoria cristã, a primeira coisa a ser afirmada é a raiz de tudo, o tronco, os ramos fundamentais que dela brotam, as folhas, as flores e os frutos. E assim foi nos primeiros séculos da Igreja. A pregação dos Santos Padres, como os primeiros Concílios, trata principalmente das raízes da árvore eclesial: o formidável mistério da Santíssima Trindade, a histórica Encarnação do Filho, a divindade de Jesus Cristo, a também divina condição do Santo. Espírito. E esta “radicalidade” na pregação e na vida da Igreja é a causa fundamental daquela maravilhosa luminosidade que a caracterizou nos primeiros séculos. A pregação, os textos preservados, a catequese e a liturgia que então se vão formando estão sempre centrados no centro do mistério cristão: Trindade, Encarnação do Filho, efusão do Espírito Santo … É isso que a Igreja prega e vive o primitivo, porque é o que ela carrega no coração, e «da abundância do coração fala a sua boca» (Mt 12, 34). Com grande frequência, e ao mesmo tempo com toda a profundidade e simplicidade, os antigos Pastores da Igreja, numa linguagem num tempo preciso e acessível aos fiéis, já pregavam a fé na Trindade, a fé que nos salva, da catequese. E com base nesta fé, os Padres escreveram impressionantes tratados De Trinitate, como o de Santo Hilário (+367) ou o de Santo Agostinho (+430), decisivos para a tradição católica posterior. A excelsa doutrina da Trindade A primeira contemplação dos Padres é a compreensão de que nosso Senhor Jesus Cristo é uma revelação do Filho divino eterno. E que, ao mesmo tempo, pela sua encarnação e pela sua cruz, Jesus Cristo é a revelação suprema do Pai: «quem me vê, vê o Pai» (Jn 14,9). E que o próprio Cristo é a revelação do Espírito Santo: “Eu vos enviarei do Pai o Espírito da verdade, que procede do Pai” (15,26). Assim se expressa e se confessa o venerável Quicumque, símbolo da fé, denominado “Atanásio”, modernamente atribuído a grandes autores dos séculos IV-VI; entre eles, San Hilario (+367), San Ambrosio (+397), San Fulgencio de Ruspe (+532), San Cesáreo de Arlés (+543). Este texto grandioso permanece como um dogma de fé na Santíssima Trindade e é rezado nas liturgias do Oriente e do Ocidente: «A fé católica é que veneremos um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade; sem confundir as pessoas, nem separar a substância. Porque um é a pessoa do Pai, outro a do Filho e outro o Espírito Santo; mas o Pai, o Filho e o Espírito Santo têm apenas uma divindade, glória igual e majestade co-eterna. «O que é o Pai, tal o Filho, tal o Espírito Santo. O Pai não foi criado, o Filho não foi criado, o Espírito Santo não foi criado. Imenso o Pai, imenso o Filho, imenso o Espírito Santo. Eterno o Pai, eterno o Filho, eterno o Espírito Santo. «E, no entanto, não são três eternos, mas um eterno, pois não há três incriados ou três imensos, mas apenas um increado e um imenso … Igualmente onipotente o Pai, onipotente o Filho, onipotente o Espírito Santo; e ainda assim eles não são três onipotentes, mas um onipotente. «Deus é o Pai, Deus é o Filho, Deus é o Espírito Santo; e ainda assim eles não são três deuses, mas um Deus. Assim, Senhor é o Pai, Senhor o Filho, Senhor o Espírito Santo: e ainda não há três senhores, mas um só Senhor […] «O Pai não foi feito, criado ou gerado por ninguém. O Filho foi somente pelo Pai, nem feito nem criado, mas gerado. O Espírito Santo, do Pai e do Filho, não foi feito, nem criado, nem gerado, mas procede. «… E nesta Trindade nada é antes ou depois, nada é maior ou menos; antes, as três pessoas são coeternas e iguais umas com as outras. De modo que em tudo a unidade na Trindade deve ser venerada da mesma forma que a Trindade na unidade. “Quem quiser ser salvo, então, deve sentir pela Trindade” (Denz 75-76). Ao confessar sua fé no mistério da Santíssima Trindade, muitos cristãos antigos sofreram prisão ou exílio, miséria ou exílio, confisco de propriedade ou morte. Eles sabiam bem que na árvore da sabedoria cristã aquela fé na Trindade é a raiz da qual toda a árvore da Santa Mãe Igreja brota e cresce, floresce e dá frutos. #FestasLitúrgicas
- Solenidade da Santíssima Trindade
A Revelação feita por Deus contém verdades que os homens, com sua razão limitada apenas, jamais alcançarão. Uma delas é o mistério da Santíssima Trindade. O Domingo da Santíssima Trindade celebra-se no domingo seguinte ao Pentecostes e que antecede o Corpo de Deus. Consiste na comemoração do dogma cristão da Santíssima Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – o mistério da adoração de Deus uno em natureza e trino em número de pessoas. Leia o Evangelho e em seguida escute a homilia da Solenidade da Santíssima Trindade . Sabemos que “a Fé e a razão constituem como que as duas asas pelos quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade” [1]. Entretanto, qual é o papel da razão sobre os mistérios? Não é somente através da Fé que devemos acreditar neles, visto que são verdades que estão além de nossa inteligência? Apesar dos mistérios serem tão grandiosos às vistas humanas, estas verdades não são contrárias à nossa razão, visto que nada é mais razoável do que crer nos mistérios Revelados por meio daquele que é a Verdade. Por isso explicitou São Justino: “a fé e a razão não podem se contradizer, pois a verdade é uma, tendo sua fonte única em Deus e em seu Logos, seu Verbo, que ele comunica aos homens desde a origem”. [2] Antes do bispo de Hipona começar a tecer suas considerações sobre a Trindade, ele nos dá uma advertência importantíssima acerca dos que não possuem um equilíbrio entre Fé e a razão; vejamos o que nos diz o santo: Quem se entregar à leitura do que escrevemos sobre a Trindade, deve ter em conta, primeiramente, que nossa pena está atenta para repelir as falsas afirmações daqueles que, desprezando os princípios da fé, deixam-se enganar por um imaturo e desordenado amor pela razão. [3] Depois de enunciar tais pensamentos, o santo prossegue de uma maneira categórica afirmando que há pessoas que pensam – pelo menos, aparentemente – apoiados na natureza da alma humana ou em seus sentimentos, e em consequência são levados a fixar regras falsas e falazes em suas doutrinas, ao discorrerem sobre Deus.[4] Vestígios da Trindade, pequeno auxílio para a razão Santo Agostinho utiliza uma passagem do Livro da Sabedoria para mostrar que através das coisas criadas podemos chegar até Deus: São insensatos por natureza todos os que desconheceram a Deus, e, através dos bens visíveis, não souberam conhecer Aquele que é, nem reconhecer o Artista, considerando suas obras. […] pois é a partir da grandeza e da beleza das criaturas que, por analogia, se conhece o seu autor (Sb 13, 1.5). Portanto, podemos dizer que nas coisas criadas por Deus existe uma espécie de auxílios dados por Ele, que por assim dizer, facilitam a nossa Fé. Para exemplificar isto, ele indicará uma analogia que pode ser feita para chegarmos a certo conhecimento da Trindade, é o que ele chama de vestígios. Desde modo, o Bispo de Hipona afirma que existe certa trindade inclusive na visão: São três as realidades a serem consideradas e distinguidas, e isso com muita facilidade, na visão de qualquer corpo que seja. Primeiramente, o objeto que vemos. […] Em segundo lugar, deve ser considerada a visão, a qual não existia antes de o sentido ter percebido o objeto. Em terceiro lugar, a atenção da alma que mantém o sentido da vista alerta, enquanto a visão se ocupa daquele objeto. Ora, não se dá apenas clara diferença exterior entre as três realidades, mas também diversidade de natureza entre elas.[5] Esta diferença, segundo ele, se dá primeiramente porque o objeto visível é de natureza bem diversa do sentido da vista, a qual, encontrando-se com ele, produz a visão. O objeto visto pode subsistir à parte, em sua natureza própria. Quanto ao sentido, porém, já existia no vidente mesmo antes de ele ver o que podia ver. O sentido, pois, ou a visão, isto é, o sentido informado pelo objeto exterior pertence à natureza do ser vivo dotado de alma, natureza essa totalmente diversa do objeto percebido pela visão. Pois informando o sentido, esse objeto produz não o sentido, mas a visão.[6] E continua: “a atenção também é diversa do próprio sentido e da visão. Pois a atenção é função apenas da alma”.[7] Temos aí, pois, um exemplo de três termos ao mesmo tempo distintos e extremamente unidos. O objeto visível, a vista e a atenção, formam assim um vestígio da Santíssima Trindade. Anúncio do Evangelho (Jo 3,16-18) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. 16 Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18 Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. A Santíssima Trindade A DOUTRINA DE DEUS O PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, O CENTRO ABSOLUTO DA IGREJA A fé católica é que veneramos um Deus na Trindade e a Trindade na unidade; sem confundir as pessoas, nem separar a substância. Porque um é a pessoa do Pai, outro a do Filho e outro o Espírito Santo; mas o Pai e o Filho e o Espírito Santo têm apenas uma divindade, glória igual e majestade co-eterna A revelação da Santíssima Trindade nas Sagradas Escrituras O homem pode, pela razão, conhecer seu Criador. É pela fé que «pela grandeza e beleza das criaturas, através da razão, se chega [é possível chegar] a conhecer o seu Criador» (Sb 13,5; + Rm 1,19-20; Vaticano I: Dz 3026). A razão pode, com suas próprias luzes naturais, vir a saber que Deus existe, que ele é único, bom, onipotente, providente, etc. Poucos, porém, chegam a esse conhecimento, como mostra a história das religiões. Mas, em qualquer caso, nunca, sem a Revelação divina, o homem pode chegar a conhecer o mistério das três Pessoas divinas. Somente em Jesus Cristo o Pai, o Filho e o Espírito Santo são revelados a nós. Ninguém jamais viu a Deus. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, nos deu a conhecer ”(Jn 1,18; + 1Jn 4,12). Antigo Testamento Na revelação divina que Israel recebe, Yahweh não se manifesta no mistério das Três Pessoas divinas. E assim como em muitas ocasiões a antiga Escritura fala de Deus de forma antropomórfica – alude à mão de Deus, à sua boca, ao seu braço -, também fala, e não raro, do espírito de Deus, do espírito de Yahweh. (ruah Yahweh): isto é, de seu sopro vital. No homem, como nos animais, respiração, respiração, é vida. E em um sentido semelhante o espírito santo de Yahweh é falado; mas não como uma Pessoa divina (+ Is 63,10-11,14; Sl 50,13). As antigas Escrituras falam frequentemente do espírito santo do divino Senhor como força vivificante de toda a criação, desde o seu início (Gn 1,2; 2,7). E o Espírito divino é aludido muitas vezes como a ação salvadora de Yahweh entre os homens. É o espírito de Yahweh que impulsiona Sansão (Juízes 13,25), aquele que estabelece e auxilia os juízes (Juízes 3,10; 6,34) ou os reis (1Sm 10,16), ilumina José sobrenaturalmente (Gn 41 , 38; 42,38), Daniel (Dan 4,5; 5,11), auxilia com sua prudência Moisés e os setenta anciãos (Nm 11,17,25-26,29) e, acima de tudo, inspira os profetas (Is 48 , 16; 61,1; Ez 11,5). Vemos, nesses casos, que o Espírito divino é dado a certos homens escolhidos, embora ainda de forma comedida. Por outro lado, desde o fundo dos séculos, a Escritura anuncia que, na plenitude dos tempos, Deus estabelecerá um Messias, em quem o Espírito divino residirá plenamente (Is 11,1-5; 42,1-9) . E também revela que, a partir deste Messias, o Espírito divino será difundido entre todos os homens que o recebem (Is 32,15; 44,3): «Eu lhes darei outro coração e porei neles um novo espírito; Tirarei do teu corpo o teu coração de pedra e te darei um coração de carne, para que sigais os meus mandamentos, observem e pratiquem as minhas leis, e se tornem meu povo e eu serei o vosso Deus ”(Ez 11,19 ; +36, 26-27; Zec 12.10; Joel 3.1-2). Novo Testamento A plena revelação da Trindade divina e, portanto, do Espírito Santo, é concedida por nosso Senhor Jesus Cristo. É nos Evangelhos onde o Espírito divino é revelado muitas vezes como uma pessoa, distinto do Pai e do Filho. Aponto os principais momentos desta grande revelação. «Pela força do Espírito Santo» o divino Filho se encarnou no seio da Virgem Maria: (Lc 1,35). E é o Espírito Santo quem revela este mistério a Isabel (Lc 1,41), a Zacarias (1,67), a Simeão (2,25-27). No batismo de Jesus no Jordão, ao mesmo tempo em que se ouve a voz do Pai, o Espírito Santo desce em figura de pomba sobre o Filho encarnado visível (3,22). Esta é em toda a história da salvação a primeira epifania da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. O único Deus, Criador do céu e da terra, manifesta-se no formidável mistério das três diferentes Pessoas divinas. –É o Espírito Santo quem conduz Jesus ao deserto, para que depois, deixando-o, inicie o seu ministério como Profeta enviado pelo Pai (Lc 4,1). É Ele que enche Cristo de alegria, mostrando-lhe a predileção do Pai pelos pequenos (10,21). Pelo Espírito Santo, Jesus realiza milagres admiráveis, revelando sua condição messiânica como Enviado de Deus (Mt 12,28). «Pela força do Espírito Santo» o divino Filho se encarnou no seio da Virgem Maria: (Lc 1,35). E é o Espírito Santo quem revela este mistério a Isabel (Lc 1,41), a Zacarias (1,67), a Simeão (2,25-27). No batismo de Jesus no Jordão, ao mesmo tempo em que se ouve a voz do Pai, o Espírito Santo desce em figura de pomba sobre o Filho encarnado visível (3,22). Esta é em toda a história da salvação a primeira epifania da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. O único Deus, Criador do céu e da terra, manifesta-se no formidável mistério das três diferentes Pessoas divinas. –É o Espírito Santo quem conduz Jesus ao deserto, para que depois, deixando-o, inicie o seu ministério como Profeta enviado pelo Pai (Lc 4,1). É Ele que enche Cristo de alegria, mostrando-lhe a predileção do Pai pelos pequenos (10,21). Pelo Espírito Santo, Jesus realiza milagres admiráveis, revelando sua condição messiânica como Enviado de Deus (Mt 12,28). Na Última Ceia, Jesus anuncia aos seus discípulos que, uma vez que voltem para o Pai, eles receberão “o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome” (Jo 14,26). Ele permanecerá com eles como Advogado de defesa (14,16-17) e como “Espírito da verdade, que vos guiará para a verdade completa” (16,13). Três Pessoas distintas, todas as três divinas e iguais na eternidade, santidade, onipotência, bondade e beleza. Pouco depois, na cruz redentora, “Cristo se ofereceu imaculado a Deus pelo Espírito eterno” (Hb 9:14). É no fogo do Espírito Santo, na chama do amor divino, que Cristo oferece ao Pai o holocausto sacrificial da redenção. A epiclese eucarística nos lembra isso todos os dias. “Por isso, Pai, rogamos-te que santifique com o mesmo Espírito estes dons que separamos para ti, para que sejam Corpo e Sangue de Jesus Cristo, teu Filho e nosso Senhor, que nos ordenou celebrar estes mistérios” ( Pleg.eucaristica III). “Pelo poder do Espírito Santo” a santa Igreja nasce no Pentecostes (+ Atos 2). Ele é, com os apóstolos, o protagonista da evangelização: “Recebereis o Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia, em Samaria e até os confins da terra” (Atos 1.8). E eles “cheios do Espírito Santo, falaram a Palavra de Deus livremente” (4:31). «Pela força do Espírito Santo», os homens que recebem a Cristo nascem de novo «da água e do Espírito» (Jn 3,5). E são novas criaturas, baptizadas «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28,19). Doravante, então, toda a vida sobrenatural cristã será explicada em uma chave trinitária. Os que vivem em Cristo, iluminados e movidos pelo Espírito Santo, são os filhos de Deus Pai (+ Rm 8,10-14). E toda a vida litúrgica da Igreja começa “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. «A graça do Senhor Jesus Cristo, a caridade de Deus e a comunicação do Espírito Santo sejam com todos vós» (2Cor 13,13). Tradição doutrinária. A Santíssima Trindade, o centro absoluto da Igreja Na imensa árvore da sabedoria cristã, a primeira coisa a ser afirmada é a raiz de tudo, o tronco, os ramos fundamentais que dela brotam, as folhas, as flores e os frutos. E assim foi nos primeiros séculos da Igreja. A pregação dos Santos Padres, como os primeiros Concílios, trata principalmente das raízes da árvore eclesial: o formidável mistério da Santíssima Trindade, a histórica Encarnação do Filho, a divindade de Jesus Cristo, a também divina condição do Santo. Espírito. E esta “radicalidade” na pregação e na vida da Igreja é a causa fundamental daquela maravilhosa luminosidade que a caracterizou nos primeiros séculos. A pregação, os textos preservados, a catequese e a liturgia que então se vão formando estão sempre centrados no centro do mistério cristão: Trindade, Encarnação do Filho, efusão do Espírito Santo … É isso que a Igreja prega e vive o primitivo, porque é o que ela carrega no coração, e «da abundância do coração fala a sua boca» (Mt 12, 34). Com grande frequência, e ao mesmo tempo com toda a profundidade e simplicidade, os antigos Pastores da Igreja, numa linguagem num tempo preciso e acessível aos fiéis, já pregavam a fé na Trindade, a fé que nos salva, da catequese. E com base nesta fé, os Padres escreveram impressionantes tratados De Trinitate, como o de Santo Hilário (+367) ou o de Santo Agostinho (+430), decisivos para a tradição católica posterior. A excelsa doutrina da Trindade A primeira contemplação dos Padres é a compreensão de que nosso Senhor Jesus Cristo é uma revelação do Filho divino eterno. E que, ao mesmo tempo, pela sua encarnação e pela sua cruz, Jesus Cristo é a revelação suprema do Pai: «quem me vê, vê o Pai» (Jn 14,9). E que o próprio Cristo é a revelação do Espírito Santo: “Eu vos enviarei do Pai o Espírito da verdade, que procede do Pai” (15,26). Assim se expressa e se confessa o venerável Quicumque, símbolo da fé, denominado “Atanásio”, modernamente atribuído a grandes autores dos séculos IV-VI; entre eles, San Hilario (+367), San Ambrosio (+397), San Fulgencio de Ruspe (+532), San Cesáreo de Arlés (+543). Este texto grandioso permanece como um dogma de fé na Santíssima Trindade e é rezado nas liturgias do Oriente e do Ocidente: «A fé católica é que veneremos um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade; sem confundir as pessoas, nem separar a substância. Porque um é a pessoa do Pai, outro a do Filho e outro o Espírito Santo; mas o Pai, o Filho e o Espírito Santo têm apenas uma divindade, glória igual e majestade co-eterna. «O que é o Pai, tal o Filho, tal o Espírito Santo. O Pai não foi criado, o Filho não foi criado, o Espírito Santo não foi criado. Imenso o Pai, imenso o Filho, imenso o Espírito Santo. Eterno o Pai, eterno o Filho, eterno o Espírito Santo. «E, no entanto, não são três eternos, mas um eterno, pois não há três incriados ou três imensos, mas apenas um increado e um imenso … Igualmente onipotente o Pai, onipotente o Filho, onipotente o Espírito Santo; e ainda assim eles não são três onipotentes, mas um onipotente. «Deus é o Pai, Deus é o Filho, Deus é o Espírito Santo; e ainda assim eles não são três deuses, mas um Deus. Assim, Senhor é o Pai, Senhor o Filho, Senhor o Espírito Santo: e ainda não há três senhores, mas um só Senhor […] «O Pai não foi feito, criado ou gerado por ninguém. O Filho foi somente pelo Pai, nem feito nem criado, mas gerado. O Espírito Santo, do Pai e do Filho, não foi feito, nem criado, nem gerado, mas procede. «… E nesta Trindade nada é antes ou depois, nada é maior ou menos; antes, as três pessoas são coeternas e iguais umas com as outras. De modo que em tudo a unidade na Trindade deve ser venerada da mesma forma que a Trindade na unidade. “Quem quiser ser salvo, então, deve sentir pela Trindade” (Denz 75-76). Ao confessar sua fé no mistério da Santíssima Trindade, muitos cristãos antigos sofreram prisão ou exílio, miséria ou exílio, confisco de propriedade ou morte. Eles sabiam bem que na árvore da sabedoria cristã aquela fé na Trindade é a raiz da qual toda a árvore da Santa Mãe Igreja brota e cresce, floresce e dá frutos. #FestasLitúrgicas
- O FIM DE UM MUNDO – Patrick Buisson
[O historiador francês Patrick Buisson acaba de lançar a obra La Fin d’un monde: Une histoire de la révolution petite-bourgeoise (O fim de um mundo: Uma história da revolução pequeno-burguesa). O mundo que, segundo o autor, chega ao fim, é aquele construído por dois mil anos de cristianismo, com suas raízes e sua cultura. Para o autor, o proletário dos tempos modernos não é aquele a quem falta o pão, mas o que está privado de suas raízes e de sua cultura. Por que esse mundo foi destruído? Por quem? Adianta algumas respostas o próprio autor, em entrevista que concedeu ao site católico francês Le salon beige ]. O que foi destruído é a religião popular, responsável pela hibridização de catolicismo e paganismo. Como escreve o historiador Emmanuel Leroy Ladurie, querer despaganizar totalmente o cristianismo é correr o risco de pôr tudo a perder, atacando a própria substância religiosa da humanidade. Ora, o novo clero, filho da pequena burguesia, que cortou todas as raízes com a terra e está mergulhado nos valores urbanos, professava o maior desprezo por uma religião que havia inculturado a fé através da festa, e cuja principal característica era o apego às funções rituais do culto. Defendendo uma fé inteiramente polarizada pela racionalidade e ansiosos por torná-la aceitável e inteligível pelos contemporâneos através do raciocínio, esses novos clérigos nunca deixaram de lutar contra essa religião popular que, segundo eles, dava demasiada importância ao maravilhoso, ao sentimento e às forças instintivas do sensorial, que fez do catolicismo uma religião do tangível e do sensível, com seus cantos, música, procissões, ornamentos, o primado do gesto sobre a palavra. É esse legado que deve ser novamente buscado, se [o catolicismo] quiser crescer como um dom da Providência, em vez de ser arrancado como a grama e a erva daninha. Ninguém mais do que o clero progressista — que fez da solidariedade para com o proletariado um dever da Igreja — terá contribuído para a proletarização das pessoas comuns, despojando-as de seus hábitos e costumes, de suas festas e seus rituais. Quero crer que o proletário dos tempos modernos não é aquele a quem falta o pão, mas o que está privado de suas raízes e de sua cultura. Esta escolha deliberada de uma fé des-ritualizada teve muito a ver com o processo de decadência histórica da Igreja. Insistia-se em ignorar o fato de que o rito estava inscrito no genótipo do ser humano e que, para a maioria, não era a fé que conduzia ao rito, mas o rito que abria caminho para a fé. Ignorava-se também que o cristianismo havia sido construído, na França, não apenas sobre bases teológicas, mas na forma de uma poderosa religião popular; acreditava-se que, dessacralizando-o a partir de uma Igreja mais elitista, ele estaria mais em acordo com a mensagem evangélica e paulina, mas obrigatoriamente se cortariam os vínculos, de um só golpe, com tudo o que historicamente tinha sido a sua força. Foi exatamente o que aconteceu; e o povo refluiu, abandonando as igrejas para fugir da dominação opressora do clericalismo pós-conciliar, empenhado em destruir a mediação da sacralidade, ao mesmo tempo em que bania a devoção dos humildes, julgando-a imprópria ou supersticiosa. (…) O empreendimento progressista consistia em desmitologizar e desmitificar a velha e, até então, imutável escatologia católica, a ponto de esvaziá-la gradualmente de parte de sua substância. Mostro, em particular, como uma série de dogmas foram sendo ocultados ou literalmente esvaziados: os fins últimos, o paraíso, o inferno, a ressurreição dos corpos, o pecado original etc. Quanto às suas funções sociais, a Igreja, ao longo de vinte séculos de história, mostrou a sua extraordinária capacidade de criar vínculos, de fazer o que é próprio de uma religião. Religião é religare . Ela religa. Todas aquelas atividades e obras que pareciam tomar muito tempo, davam-lhe uma influência e um raio de ação que nenhuma instituição poderia se orgulhar de ter igual. E agora, quando as organizações seculares — com o Partido Comunista na liderança — tomaram emprestado do catolicismo a receita de sua sólida sociabilidade (que acompanhava os indivíduos do berço ao túmulo), a Igreja, como escreveu à época o jornalista Georges Suffert, “abandonou, passivamente, o terreno, sobre o qual tinha avançado por um bom milênio, e se curvou diante dos novos deuses como um cão diante de seu dono”. Pois era, de fato, o mais desconcertante, e o mais enigmático dos paradoxos daqueles anos, ver o clero progressista, sob o pretexto de trabalhar “com as mãos na massa”, gradualmente retirar-se de todas as funções sociais que, desde sempre, o colocava em contato diário com todas as esferas da vida, das mais privilegiadas às mais modestas, sem exceção. De facto, foram as estruturas e os mecanismos de transmissão da fé que foram destruídos no espaço de uma década [entre 1960 e 1975], em nome de uma arriscada estratégia de “presença no mundo” que, em última análise, não era mais do que um pretexto para se afastar do povo. A árvore é julgada por seus frutos, segundo o Evangelho, e o julgamento da história sobre esse ponto foi cruel. (…) O Vaticano II foi uma oportunidade perdida (…).Se ele tivesse posto a revolução, como escreveu Maurice Clavel, a serviço da fé e da tradição, rejeitado no mesmo movimento esses dois materialismos letais, que eram o consumismo e o socialismo, a Igreja teria então assumido a liderança da verdade e sido responsável pela grande rebelião cultural de que o Ocidente precisava. Um exemplo, entre muitos outros: por cruel ironia da história, a Igreja renunciou à prática das Rogações no momento mesmo em que poderia, mantendo sua tradição, revitalizar seu vínculo com o mundo, aparecendo a todos como a vanguarda da nova sensibilidade de proteção da natureza (que começava a se apoderar dos espíritos). No exato momento em que a onda da ecologia estava começando a se formar, bastava unir todo o seu brilho e toda a sua juventude à promessa eterna do Livro do Gênesis: “Enquanto durar a terra, não mais cessarão a sementeira e a colheita, o frio e o calor, o verão e o inverno, o dia e a noite”. ”(Gênesis, 8, 22). Patrick Buisson : le prolétaire des temps modernes n’est pas celui qui manque de pain mais celui qu’on prive de ses racines et de sa culture
- Monsenhor Jonas Abib recebe alta e retorna para a Canção Nova
Fiéis de todo Brasil e membros comunidade Canção Nova comemoram a notícia. A Comunidade Canção Nova divulgou através das redes sociais do Monsenhor Jonas Abib, 84 anos, a excelente notícia da alta hospitalar do seu fundador que ficou internado por mais de um mês para tratamento de um mieloma e que também passou por um cateterismo cardíaco bem sucedido. Veja o comentário publicado nas redes sociais: Nosso querido pai Monsenhor Jonas Abib, recebeu alta nesta sexta-feira, e o melhor, deixará o hospital ainda hoje. O Padre Jonas respondeu bem ao tratamento do mieloma diagnosticado. Os resultados dos últimos exames foram positivos, o nosso milagre de cada dia. Nossa gratidão e gratidão do Padre Jonas a toda equipe médica e as pessoas que rezam por ele! Vocês fizeram a diferença! E também: Leia também Monsenhor Jonas Abib é diagnosticado com câncer e inicia novo tratamento
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Fiéis de todo Brasil e membros comunidade Canção Nova comemoram a notícia. A Comunidade Canção Nova divulgou através das redes sociais do Monsenhor Jonas Abib, 84 anos, a excelente notícia da alta hospitalar do seu fundador que ficou internado por mais de um mês para tratamento de um mieloma e que também passou por um cateterismo cardíaco bem sucedido. Veja o comentário publicado nas redes sociais: Nosso querido pai Monsenhor Jonas Abib, recebeu alta nesta sexta-feira, e o melhor, deixará o hospital ainda hoje. O Padre Jonas respondeu bem ao tratamento do mieloma diagnosticado. Os resultados dos últimos exames foram positivos, o nosso milagre de cada dia. Nossa gratidão e gratidão do Padre Jonas a toda equipe médica e as pessoas que rezam por ele! Vocês fizeram a diferença! E também: Leia também Monsenhor Jonas Abib é diagnosticado com câncer e inicia novo tratamento
- OS INIMIGOS DO PAPADO – Padre Santiago Martín
A batalha na Alemanha ainda não terminou e a batalha nos Estados Unidos já está em pleno andamento. Um cardeal e um bispo confrontaram abertamente os seus colegas alemães. O primeiro, o Cardeal Müller, diz-lhes que o que estão fazendo é a “negação herética da fé católica”; na mesma linha que o Cardeal Brandmüller fez antes, ele chama cisma e heresia ao que está acontecendo na Alemanha. O bispo que interveio é o Arcebispo Aquila, Arcebispo de Denver, que pediu aos seus colegas alemães que não tentassem submeter a fé às exigências do mundo, porque não têm o direito de fazer tal coisa. A batalha nos Estados Unidos gira em torno da questão de saber se os políticos que promovem o aborto podem receber a comunhão. A Conferência Episcopal quis debater a questão. O Vaticano interveio, dizendo que a questão não deveria ser uma questão de divisão no Episcopado e que, em última análise, a decisão de cada bispo na sua diocese deveria ser respeitada. Agora, 60 dos 449 bispos do país escreveram ao presidente da Conferência Episcopal, Monsenhor Gómez, pedindo que o assunto não fosse sequer discutido. Entre eles estão os muito influentes cardeais Cupich e O’Malley. A resposta tem sido imediata e vários bispos têm exigido que o assunto seja discutido na Plenária do Episcopado, como planejado. Qual é a linha de fundo da questão? O arcebispo de Denver disse-o muito bem: a tentativa de um sector da Igreja de adaptar a doutrina às exigências do mundo. A primeira batalha, a mais importante, está sendo travada em torno do essencial: a Eucaristia. Começou, depois de Amoris Laetitia , com a admissão para a comunhão do divorciado que voltou a casar, o que, embora fosse visto como algo excepcional a ser estudado caso a caso, se generalizou previsivelmente em muitos lugares. Depois, veio a comunhão dos protestantes, com o escandaloso convite feito pelo presidente do Episcopado alemão para que recebesse a comunhão aquele que a quisesse. Agora, há a questão da comunhão para os políticos que praticam o aborto. Há também batalhas secundárias, como a da bênção dos casais homossexuais, mas no centro de tudo isto está a Eucaristia. O diabo sabe bem o que faz, porque se profana a Eucaristia, a Igreja está acabada. A tese daqueles que defendem que pode receber a comunhão qualquer um que queira, baseia-se num conceito errado de misericórdia divina. Respeitando todas as distâncias, é como se se dissesse que a misericórdia deveria permitir que o ladrão roubasse, o agressor espancasse ou o terrorista assassinasse. A misericórdia é apresentada à pessoa, mas não ao que a pessoa faz. Não compreender isto, tão básico, é acabar não só com a Igreja, mas com a própria sociedade. Mas a questão fundamental, insisto, é a adaptação da Igreja ao mundo. Para tal, não hesitam em eliminar os textos evangélicos que os incomodam, que se opõem claramente aos seus planos. Agora, se é possível suprimir “aquele que come e bebe indignamente o Corpo de Cristo, come e bebe a sua própria condenação”, e se é possível suprimir dois mil anos de tradição, acusando aqueles que defendem a fidelidade à doutrina de serem escravos rígidos da letra, então o caminho está aberto para suprimir o que qualquer um quiser. Haverá quem decida que deve ser ignorado o que foi dito: “todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes”; outros dirão que “ama os teus inimigos” está ultrapassado e muitos concluirão que “tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja” deve ser interpretado de uma forma simbólica e, na melhor das hipóteses, honrosa. Assim, chegamos ao absurdo de que aqueles que se apresentam como amigos do Papa, e agem impunemente contra a doutrina, são os piores inimigos do Papado, enquanto aqueles que são acusados de serem contra o Papa são aqueles que, defendendo a doutrina, defendem a importância do Papado. É a coisa mais próxima possível da esquizofrenia. Já é mais do que uma guerra civil destrutiva: é simplesmente uma insanidade. Rezemos para que o Senhor aja o mais depressa possível e ponha fim a tanto sofrimento.
- Cardeal Müller: “Estamos testemunhando a negação herética da fé católica”
O cardeal Gerhard Müller, prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, publicou em First Thing o artigo “Bênção e blasfêmia”, no qual condena radicalmente as bênçãos das uniões homossexuais ocorridas na Alemanha, pede a Roma que não guarde silêncio diante deles e expressa seu medo de que o remanescente fiel em seu país natal se desintegre. O Cardeal Müller coloca em seu artigo toda a autoridade moral que mantém a serviço da verdade sobre o que está acontecendo na Igreja e mais especificamente na Alemanha, sua pátria. Lembre-se de algo elementar. A saber: “A declaração da Congregação para a Doutrina da Fé de 22 de fevereiro simplesmente expressou o que todo cristão católico que foi instruído nos conceitos básicos de nossa fé: A Igreja não tem autoridade para abençoar as uniões do mesmo sexo.”. Ele argumenta sobre a tese absurda de uma urgência quando se trata de abençoar as uniões homossexuais, lembrando qual tem sido a atitude da Igreja diante da pandemia: “A posição em que bispos e teólogos repentinamente insistem na urgência pastoral de abençoar casais homossexuais em áreas onde por muitos meses os crentes foram privados do conforto e da graça dos sacramentos durante o coronavírus não é crível. Este fato mostra como o lençol freático dogmático, moral e litúrgico baixou. Se os bispos proibiram a participação na missa, as visitas sacerdotais aos enfermos e os casamentos na igreja devido ao risco de infecção, então sua alegação de que há uma necessidade urgente de abençoar os casais do mesmo sexo não é nem remotamente plausível. ». E tira a conclusão relevante: “Portanto, o escândalo na Alemanha não é sobre indivíduos e suas consciências. Nem indica preocupação com sua salvação temporal e eterna. Em vez disso, o que estamos testemunhando é a negação herética da fé católica no sacramento do casamento e a negação da verdade antropológica de que a diferença entre homens e mulheres expressa a vontade de Deus na criação. O purpurado explica que o que se passa na Alemanha, que descreve como “teologia que volta ao paganismo”, questiona não só o magistério petrino mas também a revelação de Deus, insistindo com impertinência em se autodenominar católica: O espetáculo de bênçãos de pessoas do mesmo sexo não só questiona a primazia do magistério petrino, que se baseia na revelação, mas também questiona a autoridade da própria revelação de Deus. O que há de novo nessa teologia que retorna ao paganismo é sua impertinente insistência em se autodenominar católica, como se a Palavra de Deus na Sagrada Escritura e na Tradição Apostólica pudesse ser descartada como mera opinião piedosa e expressão temporária de sentimentos religiosos e ideais que devem evoluir e desenvolver de acordo com novas experiências, necessidades e mentalidades. Hoje somos informados que reduzir as emissões de CO2 é mais importante do que evitar os pecados capitais que nos separam de Deus para sempre. O prefeito emérito da CDF nega qualquer legitimidade ao caminho sinodal alemão; «O« caminho sinodal »não é legitimado pela constituição da Igreja Católica. É motivado por estereótipos anticlericais: padres e bispos obcecados pelo poder que, devido ao voto de celibato, são supostamente propensos a perversões sexuais e que deliberadamente mantêm as mulheres fora de seu clube masculino e negam-lhes altas honras eclesiásticas. E pede a Roma – isto é, ao Papa – que não se cale, porque senão a Igreja na Alemanha se desintegrará: “Pela verdade do Evangelho e pela unidade da Igreja, Roma não deve vigiar em silêncio, esperando que as coisas não vão muito mal, ou que os alemães possam ser apaziguados com sutilezas táticas e pequenas concessões. Precisamos de uma declaração clara de princípios com consequências práticas. Isso é necessário para que, após quinhentos anos de divisão, o remanescente da Igreja Católica na Alemanha não se desintegre, com consequências devastadoras para a Igreja universal. Por fim, lembre-se que o primado da Igreja em Roma tem uma razão de ser, que é salvaguardar a unidade da Igreja universal na verdade da fé: “O primado é concedido à Igreja de Roma não só pelas prerrogativas da Cátedra de Pedro, para que cujo ocupante fizesse o que quisesse, mas antes pelo grave dever do Papa, atribuído por Cristo, de zelar pela unidade. da Igreja universal na fé revelada. Traduzido de InfoCatólica #Alemanha #SínododaAlemanha #Vaticano
- Cardeal Müller: “Estamos testemunhando a negação herética da fé católica”
O cardeal Gerhard Müller, prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, publicou em First Thing o artigo “Bênção e blasfêmia”, no qual condena radicalmente as bênçãos das uniões homossexuais ocorridas na Alemanha, pede a Roma que não guarde silêncio diante deles e expressa seu medo de que o remanescente fiel em seu país natal se desintegre. O Cardeal Müller coloca em seu artigo toda a autoridade moral que mantém a serviço da verdade sobre o que está acontecendo na Igreja e mais especificamente na Alemanha, sua pátria. Lembre-se de algo elementar. A saber: “A declaração da Congregação para a Doutrina da Fé de 22 de fevereiro simplesmente expressou o que todo cristão católico que foi instruído nos conceitos básicos de nossa fé: A Igreja não tem autoridade para abençoar as uniões do mesmo sexo.”. Ele argumenta sobre a tese absurda de uma urgência quando se trata de abençoar as uniões homossexuais, lembrando qual tem sido a atitude da Igreja diante da pandemia: “A posição em que bispos e teólogos repentinamente insistem na urgência pastoral de abençoar casais homossexuais em áreas onde por muitos meses os crentes foram privados do conforto e da graça dos sacramentos durante o coronavírus não é crível. Este fato mostra como o lençol freático dogmático, moral e litúrgico baixou. Se os bispos proibiram a participação na missa, as visitas sacerdotais aos enfermos e os casamentos na igreja devido ao risco de infecção, então sua alegação de que há uma necessidade urgente de abençoar os casais do mesmo sexo não é nem remotamente plausível. ». E tira a conclusão relevante: “Portanto, o escândalo na Alemanha não é sobre indivíduos e suas consciências. Nem indica preocupação com sua salvação temporal e eterna. Em vez disso, o que estamos testemunhando é a negação herética da fé católica no sacramento do casamento e a negação da verdade antropológica de que a diferença entre homens e mulheres expressa a vontade de Deus na criação. O purpurado explica que o que se passa na Alemanha, que descreve como “teologia que volta ao paganismo”, questiona não só o magistério petrino mas também a revelação de Deus, insistindo com impertinência em se autodenominar católica: O espetáculo de bênçãos de pessoas do mesmo sexo não só questiona a primazia do magistério petrino, que se baseia na revelação, mas também questiona a autoridade da própria revelação de Deus. O que há de novo nessa teologia que retorna ao paganismo é sua impertinente insistência em se autodenominar católica, como se a Palavra de Deus na Sagrada Escritura e na Tradição Apostólica pudesse ser descartada como mera opinião piedosa e expressão temporária de sentimentos religiosos e ideais que devem evoluir e desenvolver de acordo com novas experiências, necessidades e mentalidades. Hoje somos informados que reduzir as emissões de CO2 é mais importante do que evitar os pecados capitais que nos separam de Deus para sempre. O prefeito emérito da CDF nega qualquer legitimidade ao caminho sinodal alemão; «O« caminho sinodal »não é legitimado pela constituição da Igreja Católica. É motivado por estereótipos anticlericais: padres e bispos obcecados pelo poder que, devido ao voto de celibato, são supostamente propensos a perversões sexuais e que deliberadamente mantêm as mulheres fora de seu clube masculino e negam-lhes altas honras eclesiásticas. E pede a Roma – isto é, ao Papa – que não se cale, porque senão a Igreja na Alemanha se desintegrará: “Pela verdade do Evangelho e pela unidade da Igreja, Roma não deve vigiar em silêncio, esperando que as coisas não vão muito mal, ou que os alemães possam ser apaziguados com sutilezas táticas e pequenas concessões. Precisamos de uma declaração clara de princípios com consequências práticas. Isso é necessário para que, após quinhentos anos de divisão, o remanescente da Igreja Católica na Alemanha não se desintegre, com consequências devastadoras para a Igreja universal. Por fim, lembre-se que o primado da Igreja em Roma tem uma razão de ser, que é salvaguardar a unidade da Igreja universal na verdade da fé: “O primado é concedido à Igreja de Roma não só pelas prerrogativas da Cátedra de Pedro, para que cujo ocupante fizesse o que quisesse, mas antes pelo grave dever do Papa, atribuído por Cristo, de zelar pela unidade. da Igreja universal na fé revelada. Traduzido de InfoCatólica #Alemanha #SínododaAlemanha #Vaticano
- EM PERIGO A GRANDE OBRA DE BENTO XVI? – Do site Paix Liturgique
[Os progressistas, na Igreja, estão preocupados com a crescente onda de jovens padres e seminaristas interessados na velha liturgia, pois sabem que, junto com a liturgia, sobreviveria uma mentalidade mais ortodoxa que não agrada aos que pretendem vitorioso o famoso “espírito do Concílio” (maneira disfarçada de referir-se ao neomodernismo). Aproveitando a situação de enfraquecimento das paróquias, gerada pela peste chinesa, a ideia parece ser a de fazer um grande “reset” litúrgico na Igreja, banindo definitivamente o rito antigo, cujo contraponto com o rito novo — e este era o propósito de Bento XVI, quando facilitou a celebração da Missa chamada tridentina — só trazia benefícios a este último, que se enriquecia, aqui e ali, ao reincorporar elementos banidos com a reforma empreendida por Paulo VI em 1969] . Há já algum tempo, os sinais de alerta a propósito do Summorum Pontificum se multiplicam: a maioria dos bispos italianos e os pesos-pesados da Cúria, em particular na Secretaria de Estado, convenceram o Papa de que a tradicionalização litúrgica do jovem clero é “preocupante” e que o “direito à missa tradicional”, instituído pelo motu proprio de Bento XVI, foi um atentado ao Vaticano II. Na segunda-feira de Pentecostes, abrindo em Roma a reunião da Conferência Episcopal Italiana (CEI), o Papa primeiro fez uma forte reprimenda aos bispos italianos — pois demoram para colocar a Igreja italiana num estado generalizado de sínodo, seja porque o consideram uma ideia custosa ou totalmente desnecessária. Depois, quando os jornalistas já não estavam mais na sala de debates, o Papa abordou um tema que une muitos bispos na Península: a execração da Summorum Pontificum [motu próprio de Bento XVI, em que facilitava a celebração do rito antigo da Missa]. Francisco confirmou a próxima publicação de um documento, que foi instado a escrever, com o objetivo de “reinterpretar” o motu proprio de Bento XVI. A publicação atrasou-se, porque o documento parece ter provocado objeções e freios, especialmente por parte do Cardeal Ladaria e da Congregação para a Doutrina da Fé, que argumentou que provocaria oposições incontroláveis em todo o mundo. Apesar de tudo, a Secretaria de Estado pressionava pela publicação do texto, cujos dispositivos essenciais seriam os seguintes: as comunidades que celebram na forma antiga podem continuar a fazê-lo; por outro lado, os padres diocesanos devem agora obter permissão específica. É óbvio que este documento, inaplicável em muitos países, incluindo a França, terá antes de tudo um significado simbólico: fazer com que a celebração da Missa tradicional não seja mais um direito, mas uma exceção tolerada. O tradicional grupo de pressão contra a missa tradicional, na Universidade Santo Anselmo, na Cúria e na CEI, leva o Papa a um grande erro político. O mudo descontentamento de todo um segmento de católicos diante de certas abordagens doutrinárias, a frouxidão diante dos exageros alemães, a multiplicação de afirmações desconcertantes (para dizer o mínimo) do Papa, corre o risco de se transformar num verdadeiro “basta”. Em vez de se esforçarem por compreender o que pensa e aspira uma parte viva do povo cristão, tais pessoas o impeliriam ao desespero e à exasperação. A paz da Igreja, especialmente a paz litúrgica, para a qual Bento XVI muito contribuiu com seu sábio texto libertador, está deliberadamente dilacerada: anuncia-se um retorno aos piores anos do pós-concílio. http://www.fr.paix-liturgique.org/aff_lettre.asp?LET_N_ID=3130
- China remove aplicativos com referências à Bíblia da App Store
Após proibir venda de bíblias online, o Partido Comunista Chinês remove aplicativos contendo a bíblia e sites cristãos. O mês de maio foi usado pelo Partido Comunista Chinês para lançar uma série de regulamentações draconianas contra o clero em todo o país que, como o conteúdo do acordo assinado entre a China e o Vaticano não é conhecido, não se sabe se isso já estava previsto no acordo. Em todo o caso, o que se sabe é que o regulador das atividades religiosas, a Administração Estatal dos Assuntos Religiosos, promulgou novos regulamentos, as chamadas Medidas Administrativas para o Clero Religioso. Como parte dessas medidas, o regime comunista chinês removeu vários aplicativos com conteúdo bíblico da App Store e suspendeu várias contas cristãs do WeChat em todo o país. De acordo com a revista de direitos humanos Bitter Winter, os novos regulamentos criam um banco de dados nacional de “clero autorizado” para as cinco religiões aprovadas pelo estado: a Igreja Católica, o Cristianismo Protestante, o Budismo, o Islã e o Taoísmo. O banco de dados nacional será uma ferramenta valiosa para o governo chinês manter o controle sobre o clero autorizado pelo estado. De acordo com os regulamentos, para se tornar um membro do clero autorizado pelo Estado, o candidato deve não só ser apoiado por sua igreja, mas também “amar a pátria”, “apoiar a liderança do Partido Comunista Chinês” e cooperar no a erradicação de elementos clandestinos. Membros do clero autorizados pelo estado devem passar por “educação política” adicional e suas credenciais devem ser aprovadas pelo regulador. Uma vez que um membro do clero é registrado, seu patriotismo será avaliado periodicamente e recompensas e punições serão atribuídas, bem como o sistema de pontuação de crédito social em vigor para a população chinesa. O clero que continua a conduzir serviços religiosos e não está registrado no banco de dados do clero viola os regulamentos. Existem padrões ainda mais rígidos para o “alto clero”, como é o caso dos bispos católicos. Para se tornar bispo de acordo com esses regulamentos, o candidato deve ser eleito democraticamente por meio da Associação Católica Patriótica da China, então nomeado pelo Partido Comunista Chinês e consagrado pela Conferência dos Bispos Católicos da China. Embora pouco se saiba sobre o acordo secreto de 2018 entre a Santa Sé e a China, um dos poucos detalhes relatados tem a ver com a autoridade para nomear bispos, que em última análise permaneceria com o Papa. No entanto, essas novas normas parecem contradizer, ou pelo menos condicionar, esse mecanismo. Com efeito, os regulamentos indicam até o tempo das consagrações episcopais. O artigo XXVI das medidas diz que somente depois de um bispo ser registrado pela Administração Estatal de Assuntos Religiosos ele pode “ter uma cerimônia de nomeação e iniciar o desenvolvimento de suas funções”. As medidas também estabelecem limites de duração para o “alto clero”, de três a cinco anos, quando um processo de renovação liderado pelo regulador é reiniciado. Todas essas novas regulamentações são parte de um projeto maior para sujeitar a religião na China à influência da cultura e da política chinesas, um processo denominado sinicização. Este é o mesmo conceito que se aplica aos campos de concentração chineses, onde um milhão de muçulmanos uigur são submetidos à reeducação. A Igreja apoia a inculturação do Evangelho, que ocorreu na era das missões, e embora a sinicização soe semelhante, é fundamentalmente diferente. A inculturação do Evangelho significa colocar Cristo no centro da cultura, enquanto a sinicização, neste contexto, significa colocar a cultura chinesa Han no centro de Cristo.
- China remove aplicativos com referências à Bíblia da App Store
Após proibir venda de bíblias online, o Partido Comunista Chinês remove aplicativos contendo a bíblia e sites cristãos. O mês de maio foi usado pelo Partido Comunista Chinês para lançar uma série de regulamentações draconianas contra o clero em todo o país que, como o conteúdo do acordo assinado entre a China e o Vaticano não é conhecido, não se sabe se isso já estava previsto no acordo. Em todo o caso, o que se sabe é que o regulador das atividades religiosas, a Administração Estatal dos Assuntos Religiosos, promulgou novos regulamentos, as chamadas Medidas Administrativas para o Clero Religioso. Como parte dessas medidas, o regime comunista chinês removeu vários aplicativos com conteúdo bíblico da App Store e suspendeu várias contas cristãs do WeChat em todo o país. De acordo com a revista de direitos humanos Bitter Winter, os novos regulamentos criam um banco de dados nacional de “clero autorizado” para as cinco religiões aprovadas pelo estado: a Igreja Católica, o Cristianismo Protestante, o Budismo, o Islã e o Taoísmo. O banco de dados nacional será uma ferramenta valiosa para o governo chinês manter o controle sobre o clero autorizado pelo estado. De acordo com os regulamentos, para se tornar um membro do clero autorizado pelo Estado, o candidato deve não só ser apoiado por sua igreja, mas também “amar a pátria”, “apoiar a liderança do Partido Comunista Chinês” e cooperar no a erradicação de elementos clandestinos. Membros do clero autorizados pelo estado devem passar por “educação política” adicional e suas credenciais devem ser aprovadas pelo regulador. Uma vez que um membro do clero é registrado, seu patriotismo será avaliado periodicamente e recompensas e punições serão atribuídas, bem como o sistema de pontuação de crédito social em vigor para a população chinesa. O clero que continua a conduzir serviços religiosos e não está registrado no banco de dados do clero viola os regulamentos. Existem padrões ainda mais rígidos para o “alto clero”, como é o caso dos bispos católicos. Para se tornar bispo de acordo com esses regulamentos, o candidato deve ser eleito democraticamente por meio da Associação Católica Patriótica da China, então nomeado pelo Partido Comunista Chinês e consagrado pela Conferência dos Bispos Católicos da China. Embora pouco se saiba sobre o acordo secreto de 2018 entre a Santa Sé e a China, um dos poucos detalhes relatados tem a ver com a autoridade para nomear bispos, que em última análise permaneceria com o Papa. No entanto, essas novas normas parecem contradizer, ou pelo menos condicionar, esse mecanismo. Com efeito, os regulamentos indicam até o tempo das consagrações episcopais. O artigo XXVI das medidas diz que somente depois de um bispo ser registrado pela Administração Estatal de Assuntos Religiosos ele pode “ter uma cerimônia de nomeação e iniciar o desenvolvimento de suas funções”. As medidas também estabelecem limites de duração para o “alto clero”, de três a cinco anos, quando um processo de renovação liderado pelo regulador é reiniciado. Todas essas novas regulamentações são parte de um projeto maior para sujeitar a religião na China à influência da cultura e da política chinesas, um processo denominado sinicização. Este é o mesmo conceito que se aplica aos campos de concentração chineses, onde um milhão de muçulmanos uigur são submetidos à reeducação. A Igreja apoia a inculturação do Evangelho, que ocorreu na era das missões, e embora a sinicização soe semelhante, é fundamentalmente diferente. A inculturação do Evangelho significa colocar Cristo no centro da cultura, enquanto a sinicização, neste contexto, significa colocar a cultura chinesa Han no centro de Cristo.
- Arcebispo pede à Igreja na Alemanha que não se afaste definitivamente da fé católica
O arcebispo de Denver, Samuel Aquila, escreveu uma extensa carta dedicada a alertar sobre o desvio da assembleia sinodal na Alemanha e pediu aos bispos e aos fiéis alemães que não tentassem mudar as doutrinas da Igreja para adaptá-las ao que mundo, entre outras razões pelas quais eles não podem fazer tal coisa. O arcebispo Samuel Aquila, de Denver, Estados Unidos, escreveu uma carta aberta aos bispos católicos do mundo, especialmente aos da Alemanha, na qual faz uma extensa crítica e questionamentos ao polêmico Caminho Sinodal da Igreja alemã. “Uma resposta ao ´Fórum I´ do Caminho Sinodal Católico Alemão: Uma carta aberta aos bispos católicos do mundo”, é o título da carta do arcebispo de Denver, escrita “para a nossa oração e reflexão”, neste 26 de maio, quando a Igreja celebra a festa de São Felipe Neri. A Caminho Sinodal é um processo realizado por bispos e leigos alemães para discutir quatro questões principais: a forma como o poder é exercido na Igreja, a moral sexual, o sacerdócio e o papel da mulher. Inicialmente, os bispos alemães asseguraram que o processo seria concluído com uma série de decisões “vinculantes”, o que gerou preocupação no Vaticano diante da possibilidade de infringir os ensinamentos e a disciplina da Igreja Católica. O Vaticano enviou uma carta aos bispos alemães afirmando que esses planos não eram “eclesiologicamente válidos”. Depois de vários diálogos entre o Vaticano e a Conferência Episcopal, o Caminho Sinodal começou no dia 1º de dezembro de 2019 e deve terminar em fevereiro de 2022. Nos últimos dias, a crise na Alemanha piorou depois que, apesar da proibição explícita do Vaticano, vários padres e agentes pastorais abençoaram casais homossexuais, deram a comunhão aos protestantes e permitiram que 12 mulheres pregassem homilias em várias partes do país. Em sua carta publicada na íntegra hoje pela ACI Prensa (em espanhol), Dom Aquila questionou os bispos da Alemanha: “Queremos falar sobre a Cruz? Temos a coragem de andar no caminho da cruz, suportando o ódio do mundo pela mensagem do Evangelho? Daremos ouvidos ao chamado do Senhor Jesus ao arrependimento e teremos a coragem de proclamá-lo em um mundo incrédulo? “Estamos ‘não nos envergonhando do evangelho’ (Rom 1:16) e da sua oferta de libertação do pecado, graças à morte e ressurreição de Cristo, ou da sua oferta de um relacionamento íntimo com seu Pai no amor de seu Espírito Santo?”, continuou. Em sua carta, o arcebispo de Denver lembra que a autoridade dos bispos se origina em Cristo, e não neles próprios. “Todo sucessor dos apóstolos deve resistir à tentação de imitar os profetas tolos que, seguindo seu próprio espírito, promoveram suas próprias opiniões e ideias, na época de Ezequiel. Da mesma forma, todo sucessor dos apóstolos deve rejeitar a tentação de imitar os profetas e os sacerdotes do tempo de Jeremias, que adaptaram o seu ensino às preferências do povo”, disse o prelado. Em seguida, dom Aquila afirma que “a maioria de nós, fora da Alemanha, está ciente, pela mídia, do Caminho Sinodal Católico Alemão e da franqueza de alguns bispos que pedem mudanças radicais no ensino e na prática da Igreja”. Ordenação de mulheres? O arcebispo Aquila concentrou a sua reflexão no “Texto Fundamental do Fórum I” do Caminho Sinodal. O texto pede, entre outras coisas, “reavaliar criticamente a determinação de São João Paulo II de que ‘a Igreja não tem o direito de ordenar mulheres ao sacerdócio’, cuja validade deve ser comprovada por alegados ‘novos entendimentos’ do último quarto de século que questionam a ‘coerência de sua argumentação’”. Em diferentes ocasiões, o papa Francisco disse durante seu pontificado que a palavra final sobre a ordenação de mulheres veio de São João Paulo II, que em sua carta apostólica Ordinatio Sacerdotalis, de 1994, estabeleceu que a Igreja não pode conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, mas apenas aos homens. “De forma mais profunda, o Caminho Sinodal, embora se apresente como ancorado no Concílio Vaticano II, interpreta seus documentos de forma seletiva e confusa para propor pontos de vista insustentáveis sobre a natureza da Igreja (Lumen gentium), a sua relação com o mundo (Gaudium et spes), e o seu fundamento na revelação divina (Dei Verbum), visões impossíveis de conjugar com uma leitura completa do Concílio”. O Concílio Vaticano II foi o evento eclesial mundial mais importante do século XX. Foi também um evento ecumênico, com o objetivo de buscar o “aggiornamento” ou a atualização da Igreja no mundo de hoje. Os documentos Lumen Gentium, Gaudium et spes e Dei Verbum são parte do resultado das deliberações dos bispos ou padres conciliares participantes no concilio. Dom Aquila alertou que, “para justificar o desejo do Caminho Sinodal de democratizar o governo da Igreja e acolher a possibilidade de admissão de mulheres ao sacerdócio”, o que o Texto Básico faz é simplesmente questionar a distinção entre o “sacerdócio” dos batizados e o sacerdócio ministerial ordenado. Além disso, “o Texto Básico falha ao unir claramente este ‘sacerdócio ministerial especial’ com o sacramento da Ordem, querido e instituído pelo próprio Jesus Cristo. Esse erro parece claramente intencional”. A hierarquia da Igreja O arcebispo de Denver observa que, “em notável contraste com a Lumen gentium, a doutrina da sucessão episcopal direta dos apóstolos foi completamente omitida do Texto Básico”. O bispo argumenta que “o Concílio Vaticano II fundamenta a constituição hierárquica da Igreja diretamente na intenção manifesta de Jesus Cristo e do próprio Espírito Santo. Portanto, está fora da competência da Igreja, na Alemanha ou em qualquer outro lugar, alterar isso fundamentalmente”. Dom Aquila reconhece que os casos de abuso, incluindo os de poder, têm afetado a Igreja, mas considera “lamentável que o Texto Básico esteja convencido de que a melhor ou a única reforma possível do exercício do poder é diluí-lo em um sistema de freios e contrapesos”. No entanto, isso não significa que os fiéis leigos não possam “ou não devam ajudar o clero no governo da Igreja”, mas “a configuração hierárquica entre os dons é importante, precisamente para o bem de todos”. O arcebispo Aquila enfatiza que “o poder cristão deve ser crucificado, continuamente, por meio do arrependimento e do serviço humilde aos fiéis” e que “na purificação das estruturas de autoridade eclesial não há alternativa que a penitência e a busca sincera da santidade”. A Igreja está preparada para suportar o ódio do mundo? Em sua carta, o arcebispo Aquila afirmou que “a Igreja deve aceitar humildemente e responder penitentemente às críticas do mundo quando não vive de acordo com seu próprio ensinamento, como no caso do escândalo dos abusos sexuais”. “No entanto, também deve estar preparada para suportar o ódio do mundo pela sua fidelidade à Palavra de Deus”, continuou. “Ela não deve se conformar com o mundo, mas sim servir de fermento no mundo (Gaudium et spes, 40). Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Somos enviados ao mundo consagrados na verdade por Jesus”. O arcebispo de Denver disse que, ao ler o Texto Fundamental (Grundtext), é “difícil evitar a conclusão de que a Assembleia Sinodal espera alcançar uma Igreja que, longe de estar preparada para sofrer o ódio do mundo por sua fidelidade a Cristo, esteja eminentemente condicionada pelo mundo e seja confortavelmente aceita como uma instituição respeitável entre as outras”. “O Texto Básico não evidencia virtualmente nenhuma avaliação sobre como as exigências específicas do Evangelho, conforme é proclamado pela Igreja na fé e na caridade, podem levar, e de fato levam, à forte oposição que o Novo Testamento consistentemente suscita entre o espírito do mundo e a fidelidade a Jesus Cristo”. Além disso, “o texto ignora o custo do discipulado da forma como Cristo o expõe no Evangelho”, adverte o arcebispo Aquila. O Magistério da Igreja O arcebispo observa que a assembleia sinodal “reinterpreta o papel do Magistério da Igreja, considerando-o como um moderador de diálogo. Esta posição sobre a autoridade magisterial, incluindo a do Santo Padre, foi ilustrada pela reação de Sua Excelência o bispo Bätzing à resposta da Congregação para a Doutrina da Fé a um dubium sobre a possibilidade de abençoar uniões do mesmo sexo”. Dom Georg Bätzing, presidente do episcopado alemão e um dos promotores no país da bênção dos casais homossexuais e da Eucaristia aos protestantes, disse há poucos dias que o Caminho Sinodal está tentando “discutir a questão das relações bem-sucedidas de uma forma abrangente, que também leve em consideração a necessidade e os limites do desenvolvimento doutrinário da Igreja. Os pontos de vista que a Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) hoje propôs devem ser e serão, com certeza, aceitos nessas conversas”. O Arcebispo Aquila afirma que “assim, a decisão da CDF, que é uma expressão do magistério pontifício ordinário, apenas acrescenta ‘pontos de vista’ que serão levados em consideração pela Assembleia”. “Para ser claro, o Papa e os bispos podem e devem ouvir, e de fato ouvem, as vozes dos fiéis e consultam os fiéis especialistas em campos relevantes. No entanto, no final, só os bispos, em comunhão com o Papa, têm a responsabilidade de ensinar com autoridade, ‘dotados da autoridade de Cristo’ (Lumen gentium, 25)”, acrescenta. O arcebispo de Denver explicou que “não é responsabilidade dos bispos ensinar seus próprios pontos de vista e opiniões” e que, como São Paulo, “eles devem ensinar apenas o que eles mesmos receberam”. O prelado enfatiza que a abordagem da assembleia sinodal “é suficientemente flexível para deixar qualquer conteúdo verdadeiro e decisivo sem sentido”. Nesse sentido, “a assembleia se acha não só competente, mas até mesmo obrigada pelo dever, a tomar decisões pela Igreja, excedendo o discurso de bloqueio (Diskursblockaden) daqueles que podem se opor aos seus julgamentos (Grundtext, p. 15)”. Ao destacar a importância de seguir fielmente o Magistério da Igreja, o arcebispo questionou: “permaneceremos unidos à vinha, Cristo Jesus, e daremos frutos, ou secaremos (Jo 15, 5-6)? Nós, como a igreja em Éfeso, a quem Jesus ressuscitado se dirige, abandonamos o primeiro amor (cf. Ap 2,4)? “Se assim for, demos ouvidos à exortação e à advertência do Senhor dos reis da terra: ‘Reconhece, então, pois, donde caíste. Arrepende-te e retorna às tuas primeiras obras. Senão, virei a ti e removerei o teu candelabro do seu lugar, caso não te arrependas´ (Ap 2, 5; cf. 1, 5)”. “Meu irmão, vamos nos lembrar de Cristo crucificado. Lembremo-nos do nosso primeiro amor”, conclui o arcebispo de Denver. Você pode ler a carta completa de Dom Aquila (em espanhol) AQUI. Fonte: ACI Digital
- Arcebispo pede à Igreja na Alemanha que não se afaste definitivamente da fé católica
O arcebispo de Denver, Samuel Aquila, escreveu uma extensa carta dedicada a alertar sobre o desvio da assembleia sinodal na Alemanha e pediu aos bispos e aos fiéis alemães que não tentassem mudar as doutrinas da Igreja para adaptá-las ao que mundo, entre outras razões pelas quais eles não podem fazer tal coisa. O arcebispo Samuel Aquila, de Denver, Estados Unidos, escreveu uma carta aberta aos bispos católicos do mundo, especialmente aos da Alemanha, na qual faz uma extensa crítica e questionamentos ao polêmico Caminho Sinodal da Igreja alemã. “Uma resposta ao ´Fórum I´ do Caminho Sinodal Católico Alemão: Uma carta aberta aos bispos católicos do mundo”, é o título da carta do arcebispo de Denver, escrita “para a nossa oração e reflexão”, neste 26 de maio, quando a Igreja celebra a festa de São Felipe Neri. A Caminho Sinodal é um processo realizado por bispos e leigos alemães para discutir quatro questões principais: a forma como o poder é exercido na Igreja, a moral sexual, o sacerdócio e o papel da mulher. Inicialmente, os bispos alemães asseguraram que o processo seria concluído com uma série de decisões “vinculantes”, o que gerou preocupação no Vaticano diante da possibilidade de infringir os ensinamentos e a disciplina da Igreja Católica. O Vaticano enviou uma carta aos bispos alemães afirmando que esses planos não eram “eclesiologicamente válidos”. Depois de vários diálogos entre o Vaticano e a Conferência Episcopal, o Caminho Sinodal começou no dia 1º de dezembro de 2019 e deve terminar em fevereiro de 2022. Nos últimos dias, a crise na Alemanha piorou depois que, apesar da proibição explícita do Vaticano, vários padres e agentes pastorais abençoaram casais homossexuais, deram a comunhão aos protestantes e permitiram que 12 mulheres pregassem homilias em várias partes do país. Em sua carta publicada na íntegra hoje pela ACI Prensa (em espanhol), Dom Aquila questionou os bispos da Alemanha: “Queremos falar sobre a Cruz? Temos a coragem de andar no caminho da cruz, suportando o ódio do mundo pela mensagem do Evangelho? Daremos ouvidos ao chamado do Senhor Jesus ao arrependimento e teremos a coragem de proclamá-lo em um mundo incrédulo? “Estamos ‘não nos envergonhando do evangelho’ (Rom 1:16) e da sua oferta de libertação do pecado, graças à morte e ressurreição de Cristo, ou da sua oferta de um relacionamento íntimo com seu Pai no amor de seu Espírito Santo?”, continuou. Em sua carta, o arcebispo de Denver lembra que a autoridade dos bispos se origina em Cristo, e não neles próprios. “Todo sucessor dos apóstolos deve resistir à tentação de imitar os profetas tolos que, seguindo seu próprio espírito, promoveram suas próprias opiniões e ideias, na época de Ezequiel. Da mesma forma, todo sucessor dos apóstolos deve rejeitar a tentação de imitar os profetas e os sacerdotes do tempo de Jeremias, que adaptaram o seu ensino às preferências do povo”, disse o prelado. Em seguida, dom Aquila afirma que “a maioria de nós, fora da Alemanha, está ciente, pela mídia, do Caminho Sinodal Católico Alemão e da franqueza de alguns bispos que pedem mudanças radicais no ensino e na prática da Igreja”. Ordenação de mulheres? O arcebispo Aquila concentrou a sua reflexão no “Texto Fundamental do Fórum I” do Caminho Sinodal. O texto pede, entre outras coisas, “reavaliar criticamente a determinação de São João Paulo II de que ‘a Igreja não tem o direito de ordenar mulheres ao sacerdócio’, cuja validade deve ser comprovada por alegados ‘novos entendimentos’ do último quarto de século que questionam a ‘coerência de sua argumentação’”. Em diferentes ocasiões, o papa Francisco disse durante seu pontificado que a palavra final sobre a ordenação de mulheres veio de São João Paulo II, que em sua carta apostólica Ordinatio Sacerdotalis, de 1994, estabeleceu que a Igreja não pode conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, mas apenas aos homens. “De forma mais profunda, o Caminho Sinodal, embora se apresente como ancorado no Concílio Vaticano II, interpreta seus documentos de forma seletiva e confusa para propor pontos de vista insustentáveis sobre a natureza da Igreja (Lumen gentium), a sua relação com o mundo (Gaudium et spes), e o seu fundamento na revelação divina (Dei Verbum), visões impossíveis de conjugar com uma leitura completa do Concílio”. O Concílio Vaticano II foi o evento eclesial mundial mais importante do século XX. Foi também um evento ecumênico, com o objetivo de buscar o “aggiornamento” ou a atualização da Igreja no mundo de hoje. Os documentos Lumen Gentium, Gaudium et spes e Dei Verbum são parte do resultado das deliberações dos bispos ou padres conciliares participantes no concilio. Dom Aquila alertou que, “para justificar o desejo do Caminho Sinodal de democratizar o governo da Igreja e acolher a possibilidade de admissão de mulheres ao sacerdócio”, o que o Texto Básico faz é simplesmente questionar a distinção entre o “sacerdócio” dos batizados e o sacerdócio ministerial ordenado. Além disso, “o Texto Básico falha ao unir claramente este ‘sacerdócio ministerial especial’ com o sacramento da Ordem, querido e instituído pelo próprio Jesus Cristo. Esse erro parece claramente intencional”. A hierarquia da Igreja O arcebispo de Denver observa que, “em notável contraste com a Lumen gentium, a doutrina da sucessão episcopal direta dos apóstolos foi completamente omitida do Texto Básico”. O bispo argumenta que “o Concílio Vaticano II fundamenta a constituição hierárquica da Igreja diretamente na intenção manifesta de Jesus Cristo e do próprio Espírito Santo. Portanto, está fora da competência da Igreja, na Alemanha ou em qualquer outro lugar, alterar isso fundamentalmente”. Dom Aquila reconhece que os casos de abuso, incluindo os de poder, têm afetado a Igreja, mas considera “lamentável que o Texto Básico esteja convencido de que a melhor ou a única reforma possível do exercício do poder é diluí-lo em um sistema de freios e contrapesos”. No entanto, isso não significa que os fiéis leigos não possam “ou não devam ajudar o clero no governo da Igreja”, mas “a configuração hierárquica entre os dons é importante, precisamente para o bem de todos”. O arcebispo Aquila enfatiza que “o poder cristão deve ser crucificado, continuamente, por meio do arrependimento e do serviço humilde aos fiéis” e que “na purificação das estruturas de autoridade eclesial não há alternativa que a penitência e a busca sincera da santidade”. A Igreja está preparada para suportar o ódio do mundo? Em sua carta, o arcebispo Aquila afirmou que “a Igreja deve aceitar humildemente e responder penitentemente às críticas do mundo quando não vive de acordo com seu próprio ensinamento, como no caso do escândalo dos abusos sexuais”. “No entanto, também deve estar preparada para suportar o ódio do mundo pela sua fidelidade à Palavra de Deus”, continuou. “Ela não deve se conformar com o mundo, mas sim servir de fermento no mundo (Gaudium et spes, 40). Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Somos enviados ao mundo consagrados na verdade por Jesus”. O arcebispo de Denver disse que, ao ler o Texto Fundamental (Grundtext), é “difícil evitar a conclusão de que a Assembleia Sinodal espera alcançar uma Igreja que, longe de estar preparada para sofrer o ódio do mundo por sua fidelidade a Cristo, esteja eminentemente condicionada pelo mundo e seja confortavelmente aceita como uma instituição respeitável entre as outras”. “O Texto Básico não evidencia virtualmente nenhuma avaliação sobre como as exigências específicas do Evangelho, conforme é proclamado pela Igreja na fé e na caridade, podem levar, e de fato levam, à forte oposição que o Novo Testamento consistentemente suscita entre o espírito do mundo e a fidelidade a Jesus Cristo”. Além disso, “o texto ignora o custo do discipulado da forma como Cristo o expõe no Evangelho”, adverte o arcebispo Aquila. O Magistério da Igreja O arcebispo observa que a assembleia sinodal “reinterpreta o papel do Magistério da Igreja, considerando-o como um moderador de diálogo. Esta posição sobre a autoridade magisterial, incluindo a do Santo Padre, foi ilustrada pela reação de Sua Excelência o bispo Bätzing à resposta da Congregação para a Doutrina da Fé a um dubium sobre a possibilidade de abençoar uniões do mesmo sexo”. Dom Georg Bätzing, presidente do episcopado alemão e um dos promotores no país da bênção dos casais homossexuais e da Eucaristia aos protestantes, disse há poucos dias que o Caminho Sinodal está tentando “discutir a questão das relações bem-sucedidas de uma forma abrangente, que também leve em consideração a necessidade e os limites do desenvolvimento doutrinário da Igreja. Os pontos de vista que a Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) hoje propôs devem ser e serão, com certeza, aceitos nessas conversas”. O Arcebispo Aquila afirma que “assim, a decisão da CDF, que é uma expressão do magistério pontifício ordinário, apenas acrescenta ‘pontos de vista’ que serão levados em consideração pela Assembleia”. “Para ser claro, o Papa e os bispos podem e devem ouvir, e de fato ouvem, as vozes dos fiéis e consultam os fiéis especialistas em campos relevantes. No entanto, no final, só os bispos, em comunhão com o Papa, têm a responsabilidade de ensinar com autoridade, ‘dotados da autoridade de Cristo’ (Lumen gentium, 25)”, acrescenta. O arcebispo de Denver explicou que “não é responsabilidade dos bispos ensinar seus próprios pontos de vista e opiniões” e que, como São Paulo, “eles devem ensinar apenas o que eles mesmos receberam”. O prelado enfatiza que a abordagem da assembleia sinodal “é suficientemente flexível para deixar qualquer conteúdo verdadeiro e decisivo sem sentido”. Nesse sentido, “a assembleia se acha não só competente, mas até mesmo obrigada pelo dever, a tomar decisões pela Igreja, excedendo o discurso de bloqueio (Diskursblockaden) daqueles que podem se opor aos seus julgamentos (Grundtext, p. 15)”. Ao destacar a importância de seguir fielmente o Magistério da Igreja, o arcebispo questionou: “permaneceremos unidos à vinha, Cristo Jesus, e daremos frutos, ou secaremos (Jo 15, 5-6)? Nós, como a igreja em Éfeso, a quem Jesus ressuscitado se dirige, abandonamos o primeiro amor (cf. Ap 2,4)? “Se assim for, demos ouvidos à exortação e à advertência do Senhor dos reis da terra: ‘Reconhece, então, pois, donde caíste. Arrepende-te e retorna às tuas primeiras obras. Senão, virei a ti e removerei o teu candelabro do seu lugar, caso não te arrependas´ (Ap 2, 5; cf. 1, 5)”. “Meu irmão, vamos nos lembrar de Cristo crucificado. Lembremo-nos do nosso primeiro amor”, conclui o arcebispo de Denver. Você pode ler a carta completa de Dom Aquila (em espanhol) AQUI. Fonte: ACI Digital
- Prisão de bispo na China mostra que acordo da Santa Sé foi um fracasso, diz perito
“O acordo entre a Santa Sé e o regime chinês fracassou enormemente em dar a proteção à Igreja na China que se esperava e, na verdade, desde que o acordo foi assinado em 2018, e até mesmo depois de sua renovação no final do ano passado, a situação dos cristãos na China piorou”, afirma Benedict Rogers. Após a prisão do bispo Joseph Weizhu, junto de 10 padres e 13 seminaristas na prefeitura apostólica de Xinxiang, na China, Rogers afirma que a Santa Sé definitivamente “cometeu um erro” ao negociar com o Partido Comunista Chinês e que o acordo foi um fracasso para a proteção dos cristãos. O acordo visava terminar com a divisão do catolicismo na China entra igreja oficial, controlada pelo Partido Comunista Chinês, e a Igreja clandestina, ligada ao papa e, assim, encerrar a perseguição aos católicos leais a Roma. Rogers é o fundador da Hong Kong Watch, organização sediada no Reino Unido que monitora direitos humanos, liberdades e o Estado de direito. Ele também é analista sênior para a Ásia Oriental no grupo de direitos humanos Christian Solidarity Worldwide (CSW). As prisões dos clérigos começou na tarde da sexta-feira, 20 de maio, quando pelo menos 100 policiais cercaram o prédio da fábrica usado como seminário diocesano. Ali foram presos 13 seminaristas e 7 sacerdotes. A fábrica que abrigava o seminário foi fechada e o dono foi preso. Os 13 candidatos ao sacerdócio foram enviados às suas casas e estão proibidos de estudar teologia. Os policiais confiscaram todos os pertences pessoais dos sacerdotes e seminaristas. A prisão do bispo ocorreu no dia seguinte. A agência reportou nesta segunda-feira, 24 de maio, que os clérigos presos em Xinxiang encontram-se em um hotel em Henan onde passam por sessões de reeducação política. Rogers se converteu ao catolicismo há 5 anos através de sua relação de trabalho e amizade com o cardeal Charles Bo, arcebispo de Yangon em Myanmar, e hoje é um dos maiores peritos sobre liberdade religiosa na Ásia e particularmente na China. “Embora as intenções da Santa Sé foram sem dúvida boas, o acordo foi definitivamente um erro”, diz ele. “Especialmente no momento em que o regime do Partido Comunista Chinês está intensificando seu ataque à religião especificamente e aos direitos humanos em geral”. Segundo Rogers, “o Partido Comunista Chinês sempre violou a liberdade religiosa e foi hostil à religião, mas nos últimos anos, sob Xi Jinping, a perseguição aumentou para um nível que é o pior desde a Revolução Cultural. O regime tem destruído cruzes e igrejas, prendido o clero e forçado as igrejas a exibir imagens de Xi Jinping e propaganda do Partido Comunista ao lado de imagens religiosas”. “Os jovens menores de 18 anos são proibidos de frequentar locais de culto, nas igrejas controladas pelo Estado as câmeras de vigilância registram a presença de todos os fiéis, e o regime está planejando produzir uma nova tradução da Bíblia que distorça e deturpe completamente as Escrituras para fins de propaganda do partido”, informa Rogers. “Este acordo foi alcançado com um preço muito alto, ou seja, o silêncio do Vaticano sobre a liberdade religiosa e os direitos humanos na China, o que é de partir o coração”, afirmou Rogers. Leia também Ditadura chinesa submete o bispo de Xinxiang e os dez padres presos a “sessões de lavagem cerebral” Cardeal Bo pede orações O cardeal Charles Bo, presidente da Federação das Conferências dos Bispos Asiáticos, propôs no último 14 de março que os católicos da Ásia se unam em oração durante toda uma semana em favor dos católicos na China. O cardeal lembrou a carta do papa emérito Bento XVI aos chineses, na qual estabeleceu o 24 de maio como dia de oração pela Igreja local, e propôs, por sua parte, que na semana de 23 a 30 de maio as Igrejas da Ásia rezem por essa intenção. “Queremos pedir à Virgem de Sheshan para proteger toda a humanidade e a dignidade de cada pessoa que vive na China”, pede Bo. Atendendo o pedido do cardeal Bo, “foi criada por uma coalizão informal de cristãos leigos de seis continentes que se uniram para facilitar uma resposta ao Chamado Global de Oração do Cardeal Bo para a Igreja e os Povos da China”. Leia também Análise: Vaticano entrega aos comunistas o controle da Igreja Católica na China A Rede Global de Orações pela China acolhe orações de fiéis da Ásia e de todo o mundo pela intenção do Cardeal Bo em favor dos católicos chineses e pode ser visitada em www.GlobalPrayerforChina.org. Fonte ACI Digital
- Prisão de bispo na China mostra que acordo da Santa Sé foi um fracasso, diz perito
“O acordo entre a Santa Sé e o regime chinês fracassou enormemente em dar a proteção à Igreja na China que se esperava e, na verdade, desde que o acordo foi assinado em 2018, e até mesmo depois de sua renovação no final do ano passado, a situação dos cristãos na China piorou”, afirma Benedict Rogers. Após a prisão do bispo Joseph Weizhu, junto de 10 padres e 13 seminaristas na prefeitura apostólica de Xinxiang, na China, Rogers afirma que a Santa Sé definitivamente “cometeu um erro” ao negociar com o Partido Comunista Chinês e que o acordo foi um fracasso para a proteção dos cristãos. O acordo visava terminar com a divisão do catolicismo na China entra igreja oficial, controlada pelo Partido Comunista Chinês, e a Igreja clandestina, ligada ao papa e, assim, encerrar a perseguição aos católicos leais a Roma. Rogers é o fundador da Hong Kong Watch, organização sediada no Reino Unido que monitora direitos humanos, liberdades e o Estado de direito. Ele também é analista sênior para a Ásia Oriental no grupo de direitos humanos Christian Solidarity Worldwide (CSW). As prisões dos clérigos começou na tarde da sexta-feira, 20 de maio, quando pelo menos 100 policiais cercaram o prédio da fábrica usado como seminário diocesano. Ali foram presos 13 seminaristas e 7 sacerdotes. A fábrica que abrigava o seminário foi fechada e o dono foi preso. Os 13 candidatos ao sacerdócio foram enviados às suas casas e estão proibidos de estudar teologia. Os policiais confiscaram todos os pertences pessoais dos sacerdotes e seminaristas. A prisão do bispo ocorreu no dia seguinte. A agência reportou nesta segunda-feira, 24 de maio, que os clérigos presos em Xinxiang encontram-se em um hotel em Henan onde passam por sessões de reeducação política. Rogers se converteu ao catolicismo há 5 anos através de sua relação de trabalho e amizade com o cardeal Charles Bo, arcebispo de Yangon em Myanmar, e hoje é um dos maiores peritos sobre liberdade religiosa na Ásia e particularmente na China. “Embora as intenções da Santa Sé foram sem dúvida boas, o acordo foi definitivamente um erro”, diz ele. “Especialmente no momento em que o regime do Partido Comunista Chinês está intensificando seu ataque à religião especificamente e aos direitos humanos em geral”. Segundo Rogers, “o Partido Comunista Chinês sempre violou a liberdade religiosa e foi hostil à religião, mas nos últimos anos, sob Xi Jinping, a perseguição aumentou para um nível que é o pior desde a Revolução Cultural. O regime tem destruído cruzes e igrejas, prendido o clero e forçado as igrejas a exibir imagens de Xi Jinping e propaganda do Partido Comunista ao lado de imagens religiosas”. “Os jovens menores de 18 anos são proibidos de frequentar locais de culto, nas igrejas controladas pelo Estado as câmeras de vigilância registram a presença de todos os fiéis, e o regime está planejando produzir uma nova tradução da Bíblia que distorça e deturpe completamente as Escrituras para fins de propaganda do partido”, informa Rogers. “Este acordo foi alcançado com um preço muito alto, ou seja, o silêncio do Vaticano sobre a liberdade religiosa e os direitos humanos na China, o que é de partir o coração”, afirmou Rogers. Leia também Ditadura chinesa submete o bispo de Xinxiang e os dez padres presos a “sessões de lavagem cerebral” Cardeal Bo pede orações O cardeal Charles Bo, presidente da Federação das Conferências dos Bispos Asiáticos, propôs no último 14 de março que os católicos da Ásia se unam em oração durante toda uma semana em favor dos católicos na China. O cardeal lembrou a carta do papa emérito Bento XVI aos chineses, na qual estabeleceu o 24 de maio como dia de oração pela Igreja local, e propôs, por sua parte, que na semana de 23 a 30 de maio as Igrejas da Ásia rezem por essa intenção. “Queremos pedir à Virgem de Sheshan para proteger toda a humanidade e a dignidade de cada pessoa que vive na China”, pede Bo. Atendendo o pedido do cardeal Bo, “foi criada por uma coalizão informal de cristãos leigos de seis continentes que se uniram para facilitar uma resposta ao Chamado Global de Oração do Cardeal Bo para a Igreja e os Povos da China”. Leia também Análise: Vaticano entrega aos comunistas o controle da Igreja Católica na China A Rede Global de Orações pela China acolhe orações de fiéis da Ásia e de todo o mundo pela intenção do Cardeal Bo em favor dos católicos chineses e pode ser visitada em www.GlobalPrayerforChina.org. Fonte ACI Digital
- A Trindade Misericordiosa
A Trindade Misericordiosa Irmã Caritas Müller A liturgia nos convida, neste domingo, celebrar e viver o Mistério da Trindade. Aqui não se trata somente de uma verdade para crer, mas estamos diante do fundamento e do núcleo de nossa experiência cristã. Em vez do “Mistério da SS. Trindade” (talvez algo distante e estranho para nós), o importante é a experiência história do encontro com a atividade vivificadora “da Fonte” de vida (Pai), “da Rota” do Amor (Filho) e “da Respiração” da esperança, que pacifica, alenta e reconcilia (Espírito Santo). Para facilitar a experiência da presença e ação da Trindade em nossas vidas, nossa proposta é contemplar a escultura da Irmã Caritas Müller (veja foto abaixo) que está numa casa de oração na Alemanha; toda obra de arte fala mais que muitas palavras. Todo artista capta detalhes do Mistério e nos oferece ricas possibilidades de acesso que a razão nem sempre consegue explicar. Quem é o Pai-Criador, quem é o Filho Redentor, quem é o Espírito Santificador? As definições apresentadas pelo “dogma da Trindade” não nos ajudam muito. No entanto, a identidade da Trindade se revela na sua ação salvífica. O Pai, no Filho e pelo Espírito Santo se preocupam com cada um dos seus filhos e filhas. Sua intenção é idêntica; atitudes e gestos o demonstram: uma mesma atenção, uma mesma paixão os move para o ser humano; um mesmo amor para com cada criatura humana brota das entranhas da Santíssima Trindade. O interessante é que, ao observarmos a escultura, vemos que o ser humano está no centro. Trata-se da pessoa na sua total fragilidade e miséria, caída e sem forças…Essa pessoa está circuncidada pela misericórdia da Trindade. Em Deus o ser humano está no centro, para que o ser humano coloque Deus no centro da sua vida. Mais uma vez, Deus escolhe para isso o caminho do Amor que se entrega, da inquebrantável misericórdia reconstrutora, da transbordante doação que dignifica cada ser humano. Percebemos na escultura quatro círculos. O círculo expressa o caráter único de cada pessoa, tanto divina como humana. As Três Pessoas divinas e a pessoa humana encontram-se dentro de círculos. O círculo da pessoa humana está no centro da Trindade, e os círculos das Três Pessoas da Trindade encontram-se abertos em direção a este círculo central. Pela sua Encarnação, Morte e Ressurreição, o Filho é o mediador que introduz o ser humano no coração da Trindade. É importante notar que os círculos não são fechados, pois as pessoas podem entrar no círculo das outras na medida em que seu amor é atuante e expansivo. O círculo central recolhe uma pessoa humana, que pode ser qualquer um de nós. Não dá para saber se é homem ou mulher, pobre ou rica, jovem ou velha e assim por diante. Parece sim se tratar de uma pessoa ferida nos caminhos da vida. O círculo, como símbolo de realização, significa que o ser humano, em sua fragilidade e em sua miséria, é chamado à plenitude de vida e de realização. Logo nos vem a lembrança do Bom Samaritano. As três pessoas divinas estão debruçadas, com reverência, sobre a pessoa machucada. É patente que o Deus uno e trino comunga no mesmo sentimento de amor e compaixão. Tudo converge para esta revelação: o ser humano desfigurado e acolhido pela iniciativa amorosa da Trindade. O ser humano desfigurado é transfigurado pelo Amor Trinitário. A Trindade Misericordiosa envolve a criatura humana por todos os lados. Toda a atenção de Deus está centrada sobre o ser humano. O Pai (à direita), está carinhosamente inclinado, com um dos joelhos em terra, esforçando-se com cuidado para levantar a pessoa ferida. O sentimento do Pai é de ternura e cuidado, seu rosto se aproxima e beija o rosto inerte da pessoa ferida. Ele revela seu amor misericordioso no calor do abraço, que acolhe e regenera o ser humano. Morre o mal que foi feito e celebra-se a festa da vida nova. Assim fez o pai que, no regresso do filho pródigo, o abraça, o cobre de beijos e o cumula de seu perdão. Levantar, rodear de ternura, abraçar, acolhê-lo em seu seio de ternura, tal é o gesto de Deus-Pai para com o ser humano. Gesto de libertação que o coloca de pé, devolvendo sua dignidade. Jesus, o Filho de Deus (à esquerda), ajoelha e se inclina profundamente. Ele se rebaixa à mesma condição do ser humano. Ele segura e sustenta com suas mãos os pés da pessoa ferida, lava-os, cura as feridas com carinho e beija seus pés. Beijo, gesto de intimidade e de ternura, que convida a pessoa a deixar-se amar. O amor liberta, põe o homem e a mulher de pé. Jesus nos revela o maior serviço do amor, ao mesmo tempo que realiza o mais humilde serviço. “Eu vim para servir e não para ser servido”. O Filho revela o Deus Amor-serviço, que se põe aos pés da humanidade decaída para restaurá-la, e revela o caminho do serviço como caminha para a vida. Em Jesus Deus se abaixa para estar mais perto da miséria do ser humano. Não o olha a partir de cima, abaixa-se. Não vem ao nosso encontro em nossas perfeições, mas em nossas misérias. É o que Jesus nos revelou durante toda sua vida e de maneira especial no gesto do lava-pés. Ele põe o centro de sua ação nos seres mais pobres e mais fracos, aqueles que não contam para nada, os descartados, os que sofrem e os pecadores. O ser humano, cada um de nós pessoalmente, é tão importante aos olhos de Deus que Ele o coloca no centro de suas preocupações. O Espírito Santo, figura que desce do alto e se aproxima do ferido, tanto pode ser a figura de uma pomba, de chamas ou de mãos que trazem vida. O bico da pomba, como o Pai e o Filho, beija a pessoa e lhe transmite o Sopro de vida. Deus quer ter o ser humano, um ser vivente, como interlocutor, um ser capaz de responder seu chamado à vida. Deseja um ser vivente, capaz de amar e de assemelhar-se a Ele. A Pomba de fogo, voa sobre o ser humano caído e o aquece. A relação entre a Pomba de fogo e o ser humano do centro recorda Pentecostes. Cheios do Espírito Santo, os Apóstolos, antes marcados pelo medo, se transformam em testemunhas audazes de Jesus e do amor de Deus. Pai, Filho e Espírito se preocupam pela pessoa, criada do barro da terra. A pessoa, no centro, é a figura mais escura de todas. Cor da terra, de húmus, um ser criado por Deus, e que estaria sem vida, se esta não lhe fosse comunicada pelo Criador. Ao experimentar esta acolhida restauradora, o ser humano é chamado a ser também presença da Trindade Amiga para seus irmãos, construindo a comunhão trinitária no mundo em que vive. Só corações solidários adoram um Deus Trinitário Texto bíblico: Mt 28,16-20 Coloque-se no lugar do ser humano, no centro da escultura, e faça a experiência de ser acolhido e amado pelas divinas Pessoas trinitárias. Coloque no coração da Trindade as pessoas que você sabe que precisam da graça desta experiência. Pe. Adroaldo Palaoro sj Diretor do Centro de Espiritualidade Inaciana -CEI FONTE: https://www.centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/763-a-trindade-misericordiosa Watch this video on YouTube. LITURGIA DIÁRIA – SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE Watch this video on YouTube. #ATrindadeMisericordiosa #SantíssimaTrindade #dogmadaTrindade #TrindadeMisericordiosa #MistériodaTrindade #espiritosanto
- A Mística da Tríplice conexão: a Fonte, o Caminho, a Respiração
A Mística da Tríplice conexão: a Fonte, o Caminho, a Respiração “Misericórdia: é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia: é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro”. (Papa Francisco – Misericordiae Vultus n.2) Jesus nos revelou quem é Deus e quem é o ser humano. Tal revelação encheu nosso coração de profunda gratidão. Por isso, o que importa verdadeiramente não é satisfazer uma curiosidade especulativa sobre a essência do Deus Trindade, mas acolher esta Boa Notícia: Deus é Pai-Mãe (Fonte), que deixou transparecer Seu rosto misericordioso no Filho (Caminho) em quem somos filhos pela força e alento de seu Espírito (Sopro) presente e atuante em tudo e em todos. O mais urgente neste momento para o cristianismo, não é explicar melhor o dogma da Trindade, e menos ainda, uma nova doutrina sobre Deus Trino. O decisivo aqui é a busca de um encontro vivo com Deus, comunhão de pessoas. Não se trata de demonstrar a existência da luz, mas de abrir os olhos para ver melhor. A festa da Trindade nos mobiliza para uma nova maneira de viver e de nos relacionar com o Deus de Je-sus, cuja presença preenche o cosmos, irrompe na vida, habita decididamente no interior de cada pessoa e é vivido em comunidade. A Trindade “desvela” a maneira de ser de Deus, como Amor que se expande, em si e fora de si, de uma maneira “redentora”, inserindo-se na história da humanidade. Deus é Amor e só amor. Isto é a essência do Evangelho. Esta é a melhor notícia que devemos acolher. É também o fundamento de nossa confiança em Deus. É a partir do Amor trinitário, circulante e expansivo, que podemos compreender melhor o ser humano, criado à imagem da Trindade: ele é tanto mais pessoa quanto mais se assemelha às pessoas divinas. Deus não é estático, nem sequer em seu próprio interior. No mais profundo de seu ser, Deus é relação, é comunhão de maneira permanente e dinâmica. E a comunhão entre pessoas é sustentada pelo Amor. Precisamente o amor é o que une as pessoas. O amor cria unidade e a unidade mais forte é a que brota do amor. Nesta linha se compreende o Deus cristão: um só Deus em comunhão de pessoas. Por isso, temos com Deus uma relação personalizada: somos filhos do Pai, irmãos do Filho, amigos do Espírito. “Trindade” é um conceito abstrato que corre o risco de afastar a presença divina para as alturas dos dogmas, doutrinas e especulações racionais, desprovidas de calor e vida. Em vez do “Mistério da Santíssima Trindade”, o importante para o cristão é a experiência histórica e vital do encontro com a atividade vivificadora da Fonte da Vida, no percurso do Caminho do Amor e respirando o Sopro da Esperança, que tudo pacifica, alenta e reconcilia. “Pai-Abba” é uma palavra-chave, que remete à origem radical, Vida da vida. Traduz-se como Pai e Mãe, mas quer dizer mais que pai e mais que mãe. “Filho” é palavra-chave para referir-se ao sentido da vida de Jesus, rosto visível da Misericórdia de Deus, imagem, presença real e proximidade encarnada de Abba: filiação sem limite e fraternidade sem fronteiras. “Espírito” é palavra-chave, que expressa a riqueza da presença vivificadora do Deus em todos e em tudo, no rio imprevisível da história e na intimidade inefável de cada vida pessoal. Diante da presença e da ação do Deus Trinitário, afogam-se as palavras, desfalecem as imagens e morrem as especulações. Só nos restam o silêncio, a adoração e a contemplação. Aqui temos de retornar à simplicidade da linguagem evangélica e utilizar a parábola, a alegoria, o exemplo simples, como fazia Jesus. Como a Trindade é o mistério que liga e religa tudo, que deixa transbordar seu Amor criativo no coração de toda a humanidade e no universo inteiro, podemos usar uma imagem que hoje faz parte do nosso cotidiano: a “conexão”. Nós entendemos muito bem o que significa “estar conectados”. A “desconexão” nos priva da energia disponível e de tantas relações que são possíveis. Quando nos deslocamos de um lugar a outro buscamos espaços de “cobertura” ou de conexão. Às vezes, requer-se para isso, conhecer a “senha”; em outros casos são oferecidas redes abertas. Conectados, descobrimos que não estamos sozinhos, que é possível entrar em um espaço instigante de informação, relação e intercâmbio. Podemos usar esta imagem para falar da “tríplice conexão” na vida cristã, como centro e sentido de nossa existência. Aqui se trata, nada mais e nada menos, da “conexão” com as três Pessoas da Santíssima Trindade. Sem esta “conexão trinitária” nossa vida perde a ligação com a Fonte, extravia-se do Caminho do Amor e se asfixia sem a Respiração da Esperança. Na vida espiritual, a conexão trinitária nos liberta da solidão vazia, do enclausuramento em nosso ego, do narcisismo. Graças a esta grande Conexão vital nos descobrimos no Todo, num contexto de transbordamento de vida em todas as direções: vida expansiva, aberta e profundamente religada com todas as demais expressões de vida. A “tríplice Conexão” nos faz entrar em sintonia com todos e com tudo e mantém interconectados todos os fios da vida. O amor circulante no interior da Trindade se expande e se faz visível na grande rede de vida da criação. Quão decisivo é descobrir a misteriosa relação trinitária na qual estamos inseridos! Não podemos nós, que cremos na comunhão das Pessoas divinas, estabelecer que tal tipo de conexão trinitária se converta em realidade? Precisamos de ousadia para estabelecer conexões que em lugar de rupturas e quebras interiores, nos dinamizem muito mais do que podemos imaginar. E não basta uma conexão; só na “tríplice conexão” se encontra a reanimação, a revitalização, a possibilidade de uma vida plenificada e com sentido. Ninguém poderá se encontrar só com o Filho ou só com o Pai, ou só com o Espírito Santo. Nossa relação será sempre com o Deus Uno e Trino. Urge tomar consciência de que quando falamos de qualquer uma das três pessoas relacionando-se conosco, estamos falando de Deus. Nem o Pai só cria, nem o Filho só salva, nem o Espírito Santo santifica por sua conta. Tudo é sempre “obra” do Deus Uno e Trino. Que a festa da Trindade ajude a nos descobrir envolvidos nessa corrente de Vida: nascendo de Deus Pai-Mãe, sendo configurados à imagem do Filho, escutando a melodia do Espírito que desvela constantemente nossa identidade. Estamos continuamente renascendo da Fonte da qual procede tudo o que existe; no Caminho do Filho nossa vida se torna uma grande “travessia” e no Sopro do Espírito, emerge do nosso interior uma criatividade surpreendente e mobilizadora. Se somos filhos e filhas da Trindade, se cremos de verdade nisso, como não descobrir as “pegadas” da Trindade em nós? Também nós somos Fonte geradora de vida, Caminho aberto ao infinito e Sopro criativo. A “conexão” com a Trindade potencia nossa vida, energiza nosso ser, desperta nossos dinamismos interiores para participarmos do mesmo Amor circulante e expansivo do Deus Uno e Trino, iluminando toda nossa existência. Texto bíblico: Jo 16,12-15 Na oração: A conexão com a Trindade é permanente, ininterrupta, inserindo-nos na grande corrente de Vida e de Amor que perpassa toda a Criação, religando tudo e conduzindo tudo para a plenitude: o retorno ao interior da própria Trindade. – que possibilidades criadoras há em mim que ainda não tive oportunidade de desenvolver? – como viver conectado com o Todo para que tudo tenha eco em mim? Pe. Adroaldo Palaoro sj FONTE: https://www.centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/923-a-mistica-da-triplice-conexao-a-fonte-o-caminho-a-respiracao LITURGIA DIÁRIA – SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE Watch this video on YouTube. 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- Contra o cristianismo cultural
Para toda ação, há uma reação contrária. A terceira lei de Newton nos ensina muito mais do que física. Sabemos que no Brasil há um histórico de domínio progressista na cultura há muito tempo, desde a mídia até nas universidades. E em resposta a esse domínio, temos visto um ressurgimento do conservadorismo brasileiro, dos estudos sobre os grandes clássicos do mundo greco-romano, e a busca pela alta cultura. Tudo isso é bom! Precisamos dessa oposição de forças. A minha crítica é que, na construção dessa narrativa conservadora, arrastaram o cristianismo para esse jogo. O cristianismo, pela sua longa trajetória, ajudou a construir nosso mundo ocidental como conhecemos. Sabemos que a cosmovisão cristã serviu de base para o surgimento das universidades, de modelos políticos, das artes, da ciência, da arquitetura, de grandes obras literárias e etc. Mas ele é muito mais do que isso. Na verdade, tudo isso só foi possível devido a pregação do evangelho de Cristo, da crença na ressurreição, do sacrifício dos mártires, das missões e no fundamento moral cristão para a vida. Mas na luta contra o marxismo cultural, transformaram o cristianismo numa espécie de “cristianismo cultural”. As pessoas defendem pautas cristãs, mas não vivem segundo Cristo. Querem a Cristo, mas não o cruz. Querem apenas as benesses que os seguidores de Cristo construíram. São a favor da família, mas não cuidam nem dos próprios pais. Se dizem a favor da instituição do casamento monogâmico e hétero, mas não querem casar, preferem viver na casa dos pais ou manter um namoro indefinido. Falam sobre sexo, mas não vivem a castidade antes do casamento. Falam tanto sobre as virtudes “segundo Aristóteles”, mas são escravos da pornografia. São como os sepulcros caiados, adornados por fora, mas podres por dentro. Seu Jesus se tornou um guru filosófico; a Igreja, apenas uma representação de belas tradições antigas. Não reduzam nosso Senhor a um mero contraponto cultural. Cristo é muito maior de que pretensões culturais, Ele é o Rei, o Senhor de todo o universo. Impérios e culturas atingem seu auge e seu fim, mas Cristo é eterno. Ramon Serrano
- Nenhuma tempestade tem o poder de perturbar as almas que estão repletas de Deus…
Nenhuma tempestade tem o poder de perturbar as almas que estão repletas de Deus… Dos escritos da Serva de Deus Luísa Piccarreta (Volume 8 – 15 de março de 1908) (Jesus a Luísa): “Minha filha, não se preocupe. Você deve saber que, durante uma violenta tempestade no mar, apenas as águas superficiais são afetadas. As profundezas do mar permanecem perfeitamente calmas, suas águas tranquilas, e os peixes, ao sentirem uma tempestade se aproximando, aninham-se onde as águas são mais profundas para estarem seguros. É por isso que o peso da tempestade atinge onde o mar é raso – porque onde há pouca água, a tempestade tem o poder de sacudi-la de cima a baixo e até mesmo de carregá-la para outro lugar, para outras partes do mar. A mesma coisa acontece com as almas que estão repletas de Deus e transbordando. Nenhuma tempestade tem o poder de perturbá-las, mesmo que ligeiramente, porque nenhum poder pode desafiar a Deus. No máximo, elas podem sentir isso superficialmente. Além disso, à medida que a alma sente a tempestade, ela põe em ordem suas virtudes e se aninha nas profundezas de Deus. Dessa forma, embora a tempestade pareça rugir externamente, é uma completa miragem. Com efeito, é então que a alma desfruta de mais paz e repousa, tranquila, no seio de Deus, como um peixe no seio do mar. Conheça a origem da devoção ao Imaculado Coração de Maria #divinavontade #luisapiccarreta #NenhumatempestadetemopoderdeperturbarasalmasqueestãorepletasdeDeus #reinodadivinavontade
- Conheça 15 ensinamentos deixados por São Filipe Neri, o santo da alegria
Conheça 15 de muitas lições deixadas por São Filipe Néri, o santo da alegria: 1. “Na guerra pela pureza só vencem os covardes, isto é, aqueles que fogem!” 2. “Quem quiser que lhe obedeçam muito, mande pouco”. 3. “Quanto de amor pomos nas criaturas, tanto tiramos de Deus”. 4. “Quem quiser outra coisa que não seja Cristo, não sabe aquilo que quer; quem pede outra coisa que não seja Cristo, não sabe aquilo que faz”. 5. “Quem não puder dedicar longo tempo a oração deve, pelo menos, elevar muitas vezes o seu coração a Deus”. 6. “Neste mundo não há purgatório: ou é paraíso ou é um inferno. Os que suportam com paciência os sofrimentos desta vida gozam o paraíso. Quem assim não o faz, sofre o inferno”. 7. “É possível restaurar as instituições com a santidade, e não restaurar a santidade com as instituições”. 8. “A grandeza do amor que se tem a Deus, é medida pela grandeza do desejo de sofrer muito por amor de Deus; quem se impacienta com a cruz, achará uma outra mais pesada”. 9. “Esta só razão devia bastar para manter alegre um fiel — saber que tem Maria Virgem junto de Deus, que pede por ele”. 10. “Longe de mim, o pecado e a tristeza!” 11. “Os sofrimentos deste mundo são a melhor escola do desprezo do mundo; quem não se matricular nesta escola, merece dó, porque é um infeliz”. 12. “Ser misericordioso com os que caíram é melhor meio para não cairmos nós mesmos!” 13. “Somente a Comunhão pode conservar puro um coração aos vinte anos! Não pode haver castidade sem Eucaristia”. 14. “Não tardes em bem obrar; porque a morte não tarda em vir”. 15. “Então, caro amigos, quando é que começaremos a amar a Deus?” Leia também: A vida de São Filipe Neri, o apóstolo da alegria Assista o filme da Vida de São Filipe Neri: 21 importantes conselhos de São Filipe Néri 1- Existem tentações, como as da carne, que apenas podem ser vencidas fugindo; outras, como as da raiva, resistindo-lhes, e outras, como a vã glória, desprezando-as. 2- Quando Deus envia tribulações a uma alma dá-lhe um sinal de grande afecto. 3- Aquele que gosta de ser desprezado e se considera como nada é um discípulo perfeito da escola de Jesus Cristo. 4- Entre as graças que devemos pedir a Deus, uma delas deve ser a perseverança. 5- Não há nada mais perigoso na vida espiritual do que querer dirigir-se sozinho. 6- A ociosidade é uma calamidade para o cristão. Devemos fazer sempre alguma coisa, para que o diabo não venha e nos faça cair nas suas armadilhas. 7- Nada ajuda mais o homem do que a oração. 8- Vamos lançar-nos nos braços de Deus e ter certeza de que se Ele quiser algo de nós dar-nos-á forças para fazer o que Ele quiser que façamos. 9- Temos de rejeitar os escrúpulos, porque eles perturbam a alma e geram tristeza. 10- Não há nada mais desagradável a Deus do que uma alma orgulhosa de si mesma. 11- Não devemos odiar ninguém, porque Deus não vem para estar numa alma que não ama o próximo. 12- Na comunhão devemos pedir a cura desse vício a que estamos sujeitos. 13- O demónio, que é muito orgulhoso, tem muito medo da confissão humilde. 14- Vamos separar os nossos corações das coisas deste mundo; perguntemos muitas vezes: e depois? e depois?. 15- Não sejamos precipitados em julgar os outros: primeiro pensemos em nós mesmos. 16- Para estar em paz com os outros, nunca pense nos seus defeitos naturais. 17- Nem sempre estamos interessados no melhor. 18- O servo de Deus não deve querer receber neste mundo a recompensa pelo seu serviço. 19- Quem foge de uma cruz encontrará outra mais pesada no seu caminho. 20- Antes de se confessar, será bom pedir a Deus a vontade de ser santo. 21- A Deus agrada a alma humilde que acredita que ainda não começou a fazer o bem. “Eu Prefiro o Paraíso!” “Não pode acontecer coisa mais gloriosa a um cristão do que padecer por amor de Cristo”. #FormaçõesCatólicas #SãoFilipeNeri
- Conheça 15 ensinamentos deixados por São Filipe Neri, o santo da alegria
Conheça 15 de muitas lições deixadas por São Filipe Néri, o santo da alegria: 1. “Na guerra pela pureza só vencem os covardes, isto é, aqueles que fogem!” 2. “Quem quiser que lhe obedeçam muito, mande pouco”. 3. “Quanto de amor pomos nas criaturas, tanto tiramos de Deus”. 4. “Quem quiser outra coisa que não seja Cristo, não sabe aquilo que quer; quem pede outra coisa que não seja Cristo, não sabe aquilo que faz”. 5. “Quem não puder dedicar longo tempo a oração deve, pelo menos, elevar muitas vezes o seu coração a Deus”. 6. “Neste mundo não há purgatório: ou é paraíso ou é um inferno. Os que suportam com paciência os sofrimentos desta vida gozam o paraíso. Quem assim não o faz, sofre o inferno”. 7. “É possível restaurar as instituições com a santidade, e não restaurar a santidade com as instituições”. 8. “A grandeza do amor que se tem a Deus, é medida pela grandeza do desejo de sofrer muito por amor de Deus; quem se impacienta com a cruz, achará uma outra mais pesada”. 9. “Esta só razão devia bastar para manter alegre um fiel — saber que tem Maria Virgem junto de Deus, que pede por ele”. 10. “Longe de mim, o pecado e a tristeza!” 11. “Os sofrimentos deste mundo são a melhor escola do desprezo do mundo; quem não se matricular nesta escola, merece dó, porque é um infeliz”. 12. “Ser misericordioso com os que caíram é melhor meio para não cairmos nós mesmos!” 13. “Somente a Comunhão pode conservar puro um coração aos vinte anos! Não pode haver castidade sem Eucaristia”. 14. “Não tardes em bem obrar; porque a morte não tarda em vir”. 15. “Então, caro amigos, quando é que começaremos a amar a Deus?” Leia também: A vida de São Filipe Neri, o apóstolo da alegria Assista o filme da Vida de São Filipe Neri: 21 importantes conselhos de São Filipe Néri 1- Existem tentações, como as da carne, que apenas podem ser vencidas fugindo; outras, como as da raiva, resistindo-lhes, e outras, como a vã glória, desprezando-as. 2- Quando Deus envia tribulações a uma alma dá-lhe um sinal de grande afecto. 3- Aquele que gosta de ser desprezado e se considera como nada é um discípulo perfeito da escola de Jesus Cristo. 4- Entre as graças que devemos pedir a Deus, uma delas deve ser a perseverança. 5- Não há nada mais perigoso na vida espiritual do que querer dirigir-se sozinho. 6- A ociosidade é uma calamidade para o cristão. Devemos fazer sempre alguma coisa, para que o diabo não venha e nos faça cair nas suas armadilhas. 7- Nada ajuda mais o homem do que a oração. 8- Vamos lançar-nos nos braços de Deus e ter certeza de que se Ele quiser algo de nós dar-nos-á forças para fazer o que Ele quiser que façamos. 9- Temos de rejeitar os escrúpulos, porque eles perturbam a alma e geram tristeza. 10- Não há nada mais desagradável a Deus do que uma alma orgulhosa de si mesma. 11- Não devemos odiar ninguém, porque Deus não vem para estar numa alma que não ama o próximo. 12- Na comunhão devemos pedir a cura desse vício a que estamos sujeitos. 13- O demónio, que é muito orgulhoso, tem muito medo da confissão humilde. 14- Vamos separar os nossos corações das coisas deste mundo; perguntemos muitas vezes: e depois? e depois?. 15- Não sejamos precipitados em julgar os outros: primeiro pensemos em nós mesmos. 16- Para estar em paz com os outros, nunca pense nos seus defeitos naturais. 17- Nem sempre estamos interessados no melhor. 18- O servo de Deus não deve querer receber neste mundo a recompensa pelo seu serviço. 19- Quem foge de uma cruz encontrará outra mais pesada no seu caminho. 20- Antes de se confessar, será bom pedir a Deus a vontade de ser santo. 21- A Deus agrada a alma humilde que acredita que ainda não começou a fazer o bem. “Eu Prefiro o Paraíso!” “Não pode acontecer coisa mais gloriosa a um cristão do que padecer por amor de Cristo”. #FormaçõesCatólicas #SãoFilipeNeri
- UM SONETO DE FRAY LUIS DE LEÓN
PREGUNTAS DE AMOR Si pan es lo que vemos, ¿cómo dura, sin que comiendo dél se nos acabe? Si Dios, ¿cómo en el gusto a pan nos sabe? ¿Cómo de sólo pan tiene figura? Si pan, ¿cómo le adora la criatura? Si Dios, ¿cómo en tan chico espacio cabe? Si pan, ¿cómo por ciencia no sabe? Si Dios, ¿cómo le come su hechura? Si pan, ¿cómo nos harta siendo poco? Si Dios, ¿cómo puede ser partido? Si pan, ¿cómo en el alma hace tanto? Si Dios, ¿cómo le miro y le toco? Si pan, ¿cómo del cielo ha descendido? Si Dios, ¿cómo no muero yo de espanto? * PÃO E DEUS Se pão é o que vemos, como dura Sem que ao comê-lo todo não se acabe? Se Deus, por que o gosto a pão nos sabe Como se só de pão tem a figura? Se pão, por que adorá-lo a criatura? Se Deus, por que em tão pouco espaço cabe? Se pão, por que a ciência assim não sabe? Se Deus, como comer sua feitura? Se pão, por que nos farta com tão pouco? Se Deus, como é que pode ser partido? Se pão, por que em noss’alma mexe tanto? Se Deus, como é que o vejo e nele toco? Se pão, como dos céus ei-lo descido? Se Deus, como não morro então de espanto? [Tradução de Ivo Barroso]
- “MATA, MAS COM CUIDADO…”
Atribui-se ao político Maluf a infeliz frase “Estupra, mas não mata”. Não se sabe se esse público cidadão, nalgum remoto lugar do passado brasileiro, teve a intenção de dizer que, entre os dois verbos de ação, só o primeiro é lícito. É provável que não — só Deus sabe —, mas a frase possui tal conotação ambígua (afinal, a ação de estuprar é criminal e moralmente menos grave que matar) que lhe permite ser usada de forma maliciosa, e por isto fez tanto sucesso. Há casos, porém, em que a maldade humana não permite nenhuma piada, catalogando-se melhor na prateleira dos filmes de terror que das comédias de costumes. Exemplo é a alteração que médicos abortistas admitiram fazer, nos últimos tempos, nos procedimentos cirúrgicos de “interrupção de gravidez” (expressão que é uma joia rara da linguagem politicamente correta). É provável que agora mesmo, nalguns lugares do presente, quando as técnicas de cirurgia de aborto se sofisticam para que os órgãos do bebê sejam mais bem aproveitados nas pesquisas de laboratório, alguém certamente esteja seguindo o seguinte e precioso conselho: “Mata, mas com cuidado…”. A brancura asséptica e silenciosa das salas de cirurgia também pode ser um perfeito cenário para filmes de terror.
- Ditadura chinesa submete bispo de Xinxiang e dez padres a “sessões políticas”
O bispo de Xinxiang e os 10 padres presos nos últimos dias foram transferidos para um alojamento em confinamento solitário e submetidos a “sessões políticas” desde ontem. Os fiéis definem estas sessões como “lavagem cerebral”, na qual se inculcam os princípios da liberdade religiosa garantida pelo Partido. Este é mais um exemplo do “sucesso” do acordo entre o Vaticano e a ditadura comunista do gigante asiático. (Asia News) Dom Giuseppe Zhang Weizhu, 63, é bispo da diocese de Xinxiang (Henan) desde 1991. É reconhecido pela Santa Sé, mas não pelo governo chinês, o que o torna um “criminoso”. Os 10 padres detidos também são “criminosos” porque se recusam a assinar sua adesão à chamada “Igreja Independente” e se submetem ao Partido Comunista Chinês , conforme exigido pelos Novos Regulamentos sobre Assuntos Religiosos. O bispo Zhang e seus padres foram presos em 20 e 21 de maio em uma grande operação policial envolvendo 100 policiais de Cangzhou, Hejian e Shaheqiao. Junto com eles, eles detiveram 10 alunos que estavam recebendo aulas de teologia em uma fábrica cedida por um católico. Posteriormente, prenderam três outros alunos que haviam fugido. Os jovens foram devolvidos às suas famílias e proibidos de continuar os estudos de teologia. Na China, os novos regulamentos só permitem atividades religiosas (também escolas de teologia) em locais registrados e controlados pelo governo; Os “profissionais religiosos” só podem cumprir as suas funções se aderirem à Igreja “independente” (da Santa Sé) e se submeterem ao Partido. O acordo entre o Vaticano e a República Popular da China não mudou essencialmente esse controle. A Santa Sé assinou um acordo com o Ministério das Relações Exteriores, que o considera um Estado estrangeiro. Mas as atividades das igrejas e religiões na China são controladas pela Frente Unida e pelo Ministério de Assuntos Religiosos. Qualquer acordo com o Ministério das Relações Exteriores não tem impacto na gestão da Igreja. Conseqüentemente, embora o Acordo reconheça o Papa como chefe da Igreja Católica universal (e, portanto, também da Igreja chinesa), isso não tem repercussões nem implica maior liberdade nas comunidades locais. Ao contrário, após o Acordo, a perseguição aumentou, especialmente contra comunidades não oficiais. Existem bispos em prisão domiciliar, como o bispo Jia Zhiguo , bispos cuja água, luz e gás foram cortados , como o bispo Guo Xijin , bispos que não podem ser recebidos por seus próprios fiéis, como o bispo Shao Zhumin e bispos submetidos a sessões políticas e “lavagem cerebral”, como Dom Zhang Weizhu. Traduzido de Infocatolica
- Ditadura chinesa submete bispo de Xinxiang e dez padres a “sessões políticas”
O bispo de Xinxiang e os 10 padres presos nos últimos dias foram transferidos para um alojamento em confinamento solitário e submetidos a “sessões políticas” desde ontem. Os fiéis definem estas sessões como “lavagem cerebral”, na qual se inculcam os princípios da liberdade religiosa garantida pelo Partido. Este é mais um exemplo do “sucesso” do acordo entre o Vaticano e a ditadura comunista do gigante asiático. (Asia News) Dom Giuseppe Zhang Weizhu, 63, é bispo da diocese de Xinxiang (Henan) desde 1991. É reconhecido pela Santa Sé, mas não pelo governo chinês, o que o torna um “criminoso”. Os 10 padres detidos também são “criminosos” porque se recusam a assinar sua adesão à chamada “Igreja Independente” e se submetem ao Partido Comunista Chinês , conforme exigido pelos Novos Regulamentos sobre Assuntos Religiosos. O bispo Zhang e seus padres foram presos em 20 e 21 de maio em uma grande operação policial envolvendo 100 policiais de Cangzhou, Hejian e Shaheqiao. Junto com eles, eles detiveram 10 alunos que estavam recebendo aulas de teologia em uma fábrica cedida por um católico. Posteriormente, prenderam três outros alunos que haviam fugido. Os jovens foram devolvidos às suas famílias e proibidos de continuar os estudos de teologia. Na China, os novos regulamentos só permitem atividades religiosas (também escolas de teologia) em locais registrados e controlados pelo governo; Os “profissionais religiosos” só podem cumprir as suas funções se aderirem à Igreja “independente” (da Santa Sé) e se submeterem ao Partido. O acordo entre o Vaticano e a República Popular da China não mudou essencialmente esse controle. A Santa Sé assinou um acordo com o Ministério das Relações Exteriores, que o considera um Estado estrangeiro. Mas as atividades das igrejas e religiões na China são controladas pela Frente Unida e pelo Ministério de Assuntos Religiosos. Qualquer acordo com o Ministério das Relações Exteriores não tem impacto na gestão da Igreja. Conseqüentemente, embora o Acordo reconheça o Papa como chefe da Igreja Católica universal (e, portanto, também da Igreja chinesa), isso não tem repercussões nem implica maior liberdade nas comunidades locais. Ao contrário, após o Acordo, a perseguição aumentou, especialmente contra comunidades não oficiais. Existem bispos em prisão domiciliar, como o bispo Jia Zhiguo , bispos cuja água, luz e gás foram cortados , como o bispo Guo Xijin , bispos que não podem ser recebidos por seus próprios fiéis, como o bispo Shao Zhumin e bispos submetidos a sessões políticas e “lavagem cerebral”, como Dom Zhang Weizhu. Traduzido de Infocatolica
- O “prelado” que porá fim às calamidades. Quem será?
O “prelado” que porá fim às calamidades. Quem será? Após explicar os cinco significados do apagamento da lâmpada do Santíssimo Sacramento, Nossa Senhora do Bom Sucesso apresentou à Madre Mariana a solução salvadora que a Divina Providencia tem em mente. Se a grande tragédia procede do desfalecimento nos costumes e na fé do clero, das almas consagradas e, em geral, dos fiéis, Deus suscitará um “prelado” com o poder, a jurisdição e a virtude para corrigir essa degringolada religiosa mundial. Mas quão árdua e heroica deverá ser a tarefa desse “prelado”! “E, como então padecerá a Igreja a noite escura pela falta de um prelado e pai, que zele com amor e com suavidade, fortaleza, tino e prudência, muitos deles perderão o seu espírito pondo em grande perigo as almas. “Que ponha quanto antes fim a tão aziagos tempos, enviando a esta Igreja o prelado que deverá restaurar o espírito de seus sacerdotes, a esse filho meu muito querido a quem amamos, meu Filho Santíssimo e Eu, com o amor predileto. “Porque lhe dotaremos de capacidade pura, de humildade de coração, de docilidade nas diversas inspirações, de fortaleza para defender os direitos da Igreja, de coração tenro para que, como outro Cristo, atenda ao grande e ao pequeno, sem desprezar ao mais infeliz que lhe vai pedir luz e conselho em suas dúvidas e amarguras”. É prova da gravidade da situação, que no século XVII – portanto, com três séculos de antecipação – Nossa Senhora já pedia intensas orações e sofrimentos para conseguir de Deus Pai o envio desse enviado com tão grande missão. Portanto, a grandíssima necessidade dessas orações e sacrifícios pedia que começassem já naquela remota época. Finalidade: pesar na balança da justiça de Deus com mais força que os pecados denunciados e incliná-la para a misericórdia. Por isso disse: “Ora com instância, clama sem cessar e chora com lágrimas amargas no segredo do teu coração ao nosso Pai Celestial, que por amor ao Coração Eucarístico de meu Filho Santíssimo, por este precioso Sangue vertido com tanta generosidade e por essas profundas amarguras das dores da Paixão e Morte, que se compadeça de seus ministros”. Nossa Senhora o descreve esse grande santo, como se o tivesse diante de si. No Céu não há tempo e todo o espetáculo da História está presente aos bem-aventurados como num imenso painel. Portanto, Nossa Senhora “conhecia” essa alma excepcional que viria a cumprir uma missão que, entre outras coisas, poderá ser chamada de profética. Como é habitual no gênero profético, Nossa Senhora não fornece o nome, mas descreve sua ação. Então pelas suas obras o poderemos identificar facilmente. Quem faça o bem descrito pela Virgem, esse é! E prossegue: “Para que com suavidade divina guie as almas consagradas ao serviço divino nos claustros, sem fazer pesado o jugo do Senhor que Ele mesmo disse: ‘meu jogo é suave e ligeiro’. “Em sua mão será posta a balança do Santuário para que tudo se faça com peso e medida, e Deus seja glorificado”. “Para que venha logo este prelado e pai, fará um contrapeso enorme à tibieza de todas as almas a Deus consagradas no estado sacerdotal e religioso”. Quem será ele? O bem-aventurado carmelitano Pe. Francisco Palau dotado de carisma profético em grau eminente também falou extensamente sobre uma alma dileta que Deus prepara para vir com a missão de “restaurar todas as coisas”. Assim está dito do profeta Elias segundo foi preanunciado pelo profeta Malaquias: “1. Vou mandar o meu mensageiro para preparar o meu caminho. E imediatamente virá ao seu Templo o Senhor que buscais, o anjo da aliança que desejais. “2. Quem poderá resistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do fundidor, como a lixívia dos lavadeiros. “3. Ele se sentará para fundir e purificar a prata; purificará os filhos de Levi e os refinará, como se refinam o ouro e a prata; então, eles serão para o Senhor aqueles que apresentarão as ofertas como convêm. “4. E a oblação de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias antigos, como nos anos de outrora”. (Malaquias, 3) O profeta Malaquias, cujo livro encerra o Antigo Testamento, tem palavras de uma severidade análoga à de Nossa Senhora do Bom Sucesso em relação aos sacerdotes relaxados: “6… onde estão as honras que me são devidas? E se eu sou o Senhor, onde está o temor que se me deve? – diz o Senhor dos exércitos a vós, sacerdotes, que desprezais o seu nome e dizeis: que desprezo temos tido por teu nome? 7. Ofereceis sobre o meu altar alimentos impuros! E ousais dizer: Em que desprezamos o teu nome? E julgais que a mesa do Senhor seja de pouca importância.” (Malaquias, 1) O Beato Palau não tinha certeza quem seria esse “mensageiro para preparar o meu caminho” ou como se apresentaria. Seria o próprio profeta Elias Tesbites que o profeta Malaquias parece estar descrevendo para lutar contra o Anticristo? Ou seria uma prefigura dele que poderia ter outro nome mas realizaria uma missão em todo análoga à do grande profeta? Então, para evitar todo erro avançando hipóteses que tal vez não correspondam a esse enviado, o Pe Palau criou uma figura literária, que na linguagem moderna equivale a um “perfil” das redes sociais, e que denominou “Moisés da Lei da Graça”. O chama de Moisés pela similitude com o profeta do Antigo Testamento que tirou o povo eleito da escravidão do Egito e o conduziu no êxodo rumo à Terra Prometida. E acrescenta “da Lei da Graça”, que quer dizer do Novo Testamento, para não confundi-lo com o do Antigo, no qual tirará os bons católicos da escravidão do reino do demônio. Quem manifestar os dons e poderes para cumprir essa missão, esse será o enviado de Deus aguardado pelas almas santas e/ou sofredoras. Para ver mais sobre as profecias do B.Palau clique aqui: Beato Francisco Palau y Quer O.C.D. (1811-1872). Um profeta de ontem para hoje, para amanhã e para o fim dos tempo O Beato Palau fala de um eleito que até parece que deve ser um Papa, mas não é inteiramente certo. De seu lado, Nossa Senhora do Bom Sucesso insiste no mal que faz “a tibieza das almas consagradas” e mostra a gravidade desse mal. Ora, não há, ou até agora não houve, no Equador um bispo com suficiente personalidade e/ou jurisdição, para solucionar a catástrofe universal descrita. Nem mesmo há, ou houve, um prelado na América do Sul que tenha tamanha influência e/ou jurisdição. Para solucionar a crise universal, obviamente, haveria necessidade de um prelado com autoridade universal sobre todos os sacerdotes e religiosos. Portanto uma pessoa revestida de poder de jurisdição dentro da Igreja. Outras profecias falam de um pastor supremo, de um grande Papa que deve aparecer na aurora do Reino de Maria, para pôr todas as coisas em ordem. Como? Poderíamos imaginá-lo convocando por exemplo um Concílio Vaticano III que restaurará toda a confusão que se fez na Igreja no período pós-conciliar do Vaticano II. Se não há Sé episcopal alguma na América do Sul com poder ou prestígio para fazer isso, se não há nem houve um Patriarcado com poderes jurisdicionais eclesiásticos necessários, esse poder só poderia ser de um Papa. Tal vez nas sucessivas cópias e recopias do manuscrito ficou truncada alguma parte esclarecedora de quem seria o restaurador da ordem na Igreja Católica. Por isso falamos em hipótese pois permanece uma interrogação crucial. Nas noites sem luz e mais tenebrosas nascem as estrelas mais luminosas. A hora da grande difusão das palavras de Nossa Senhora do Bom Sucesso, pode ser a do florescimento de um santo admirável, o “prelado” futuro profetizado por Ela, seja ou não um papa. Em qualquer caso será um sol sobrenatural que não tem nada em comum com tanta coisa que nós vemos na Igreja e no mundo, aliás, com pesar. Continua no próximo post: Nossa Senhora “desplomará” o poder de Satanás http://feedburner.google.com/fb/a/mailverify?uri=AAparioDeLaSaletteESuasProfecias&loc=pt_BR https://aparicaodelasalette.blogspot.com/2021/05/o-prelado-que-pora-fim-as-calamidades.html #Masquãoárduaeheroicadeveráseratarefadesseprelado #NossaSenhoradoBomSucessoapresentouàMadreMarianaasoluçãosalvadoraqueaDivinaProvidenciatememmente #OpreladoqueporáfimàscalamidadesQuemserá
- China prende bispo, sete padres e treze seminaristas
Em apenas dois dias, quase todo o pessoal da Igreja da Prefeitura Apostólica de Xinxiang foi eliminado em uma operação pelas forças policiais na província de Hebei, relata o Asia News. Ontem, 22 de maio, o Bispo Zhang Weizhu foi preso; no dia anterior, sete padres e mais de dez seminaristas foram presos. Desde que foi nomeado bispo por São João Paulo II em 1991, dom Zhang tem sido perseguido pelo regime comunista chinês China prende bispo, sete padres e treze seminaristas católicos fiéis à comunhão com Roma na prefeitura apostólica de Xinxiang, que não é reconhecida pelo governo comunista chinês. Para a ditadura chinesa, as atividades do bispo dom Zhang Weizhu e dos outros católicos presos são “ilegais” e “criminosas”. O ato abertamente persecutório do governo comunista contra a religião católica foi perpetrado nesta sexta-feira, 21 de maio, quando cerca de 100 policiais cercaram uma fábrica em cujas instalações funcionava um seminário diocesano. A fábrica foi fechada e seu dono também foi preso. Após a detenção, os 13 seminaristas foram mandados para casa, proibidos de continuar estudando teologia católica. Seus pertences, assim como os dos sete sacerdotes também presos, foram confiscados. A prisão do bispo dom Zhang foi efetuada no sábado, 22, conforme informações da agência Asia News. O prelado de 63 anos já tinha sofrido a prisão em outras ocasiões. Desde que foi nomeado bispo por São João Paulo II, em 1991, ele tem sido perseguido pelo regime chinês. China prende bispo, sete padres e treze seminaristas Por sua parte, as autoridades comunistas alegaram cumprir as novas determinações do governo sobre as atividades religiosas no país. Ainda segundo a Asia News, a perseguição aos católicos romanos tem se intensificado apesar do acordo provisório entre a China e a Santa Sé no tocante à nomeação de bispos, prerrogativa sobre a qual o Partido Comunista Chinês pretende ter absoluto controle. Com base no acordo, assinado em 2018, a Santa Sé admitiu à comunhão eclesial os bispos nomeados pelo governo comunista, ao passo que este deveria ter parado de perseguir os católicos da China. O acordo foi renovado em 2020 para um novo período de dois anos. Entretanto, ainda segundo a Asia News, a truculência do ateísmo comunista piorou desde então, com fechamentos em série de igrejas e capelas, destruição de monumentos cristãos, expulsão de párocos e freiras, multas exorbitantes a fiéis católicos e prisões arbitrárias de seminaristas, padres e bispos. Quanto à prefeitura apostólica de Xinxiang, trata-se de uma circunscrição eclesiástica fundada na província de Henan em 1936, ou seja, treze anos antes da chegada dos comunistas ao poder na China em 1949. O governo comunista nunca a reconheceu. Seus cerca de 100 mil fiéis se mantêm leais à autoridade da Santa Sé e, portanto, resistem bravamente às pressões do regime para se filiarem à assim chamada Associação Católica Patriótica Chinesa. Apesar do nome, essa entidade nada tem de católica: foi criada pelo próprio regime comunista e é inteiramente controlada pelo Partido, visando barrar a influência do Vaticano sobre os fiéis chineses. Fonte: Aleteia VATICANO Hoje é a festa de Nossa Senhora de Sheshan, Padroeira da China, e o Papa deixou uma memória para os fiéis chineses nesta ocasião, convidando-nos “a acompanhar com fervorosa oração os fiéis cristãos na China, nossos queridos irmãos e irmãs, para quem eu tenho no fundo do meu coração. Que o Espírito Santo, protagonista da missão da Igreja no mundo, os oriente e ajude a ser portadores da boa nova, testemunhas do bem e da caridade, construtores da justiça e da paz na vossa terra ”. Imaginamos que todos esses perseguidos pela fé estão no coração do Papa, incluídos naquela fervorosa oração, mas o fato é que Sua Santidade não fez menção ao caso, como costuma fazer com outras violações dos direitos humanos em várias partes do mundo. E no meio desta tragédia pesa o pacto secreto do Vaticano com Pequim que, por parte da Santa Sé, reconheceu as ordens da “Igreja Patriótica” controlada pelo Partido Comunista, até então cismático, e admitiu a ‘direita de patrocínio ‘do governo de Xi Jinping na nomeação de bispos. A contrapartida de Pequim, por outro lado, parece cada vez menos clara, como mostra essa intensificação da perseguição. Assista esta análise sobre o acordo China/Vaticano:
- China prende bispo, sete padres e treze seminaristas
Em apenas dois dias, quase todo o pessoal da Igreja da Prefeitura Apostólica de Xinxiang foi eliminado em uma operação pelas forças policiais na província de Hebei, relata o Asia News. Ontem, 22 de maio, o Bispo Zhang Weizhu foi preso; no dia anterior, sete padres e mais de dez seminaristas foram presos. Desde que foi nomeado bispo por São João Paulo II em 1991, dom Zhang tem sido perseguido pelo regime comunista chinês China prende bispo, sete padres e treze seminaristas católicos fiéis à comunhão com Roma na prefeitura apostólica de Xinxiang, que não é reconhecida pelo governo comunista chinês. Para a ditadura chinesa, as atividades do bispo dom Zhang Weizhu e dos outros católicos presos são “ilegais” e “criminosas”. O ato abertamente persecutório do governo comunista contra a religião católica foi perpetrado nesta sexta-feira, 21 de maio, quando cerca de 100 policiais cercaram uma fábrica em cujas instalações funcionava um seminário diocesano. A fábrica foi fechada e seu dono também foi preso. Após a detenção, os 13 seminaristas foram mandados para casa, proibidos de continuar estudando teologia católica. Seus pertences, assim como os dos sete sacerdotes também presos, foram confiscados. A prisão do bispo dom Zhang foi efetuada no sábado, 22, conforme informações da agência Asia News. O prelado de 63 anos já tinha sofrido a prisão em outras ocasiões. Desde que foi nomeado bispo por São João Paulo II, em 1991, ele tem sido perseguido pelo regime chinês. China prende bispo, sete padres e treze seminaristas Por sua parte, as autoridades comunistas alegaram cumprir as novas determinações do governo sobre as atividades religiosas no país. Ainda segundo a Asia News, a perseguição aos católicos romanos tem se intensificado apesar do acordo provisório entre a China e a Santa Sé no tocante à nomeação de bispos, prerrogativa sobre a qual o Partido Comunista Chinês pretende ter absoluto controle. Com base no acordo, assinado em 2018, a Santa Sé admitiu à comunhão eclesial os bispos nomeados pelo governo comunista, ao passo que este deveria ter parado de perseguir os católicos da China. O acordo foi renovado em 2020 para um novo período de dois anos. Entretanto, ainda segundo a Asia News, a truculência do ateísmo comunista piorou desde então, com fechamentos em série de igrejas e capelas, destruição de monumentos cristãos, expulsão de párocos e freiras, multas exorbitantes a fiéis católicos e prisões arbitrárias de seminaristas, padres e bispos. Quanto à prefeitura apostólica de Xinxiang, trata-se de uma circunscrição eclesiástica fundada na província de Henan em 1936, ou seja, treze anos antes da chegada dos comunistas ao poder na China em 1949. O governo comunista nunca a reconheceu. Seus cerca de 100 mil fiéis se mantêm leais à autoridade da Santa Sé e, portanto, resistem bravamente às pressões do regime para se filiarem à assim chamada Associação Católica Patriótica Chinesa. Apesar do nome, essa entidade nada tem de católica: foi criada pelo próprio regime comunista e é inteiramente controlada pelo Partido, visando barrar a influência do Vaticano sobre os fiéis chineses. Fonte: Aleteia VATICANO Hoje é a festa de Nossa Senhora de Sheshan, Padroeira da China, e o Papa deixou uma memória para os fiéis chineses nesta ocasião, convidando-nos “a acompanhar com fervorosa oração os fiéis cristãos na China, nossos queridos irmãos e irmãs, para quem eu tenho no fundo do meu coração. Que o Espírito Santo, protagonista da missão da Igreja no mundo, os oriente e ajude a ser portadores da boa nova, testemunhas do bem e da caridade, construtores da justiça e da paz na vossa terra ”. Imaginamos que todos esses perseguidos pela fé estão no coração do Papa, incluídos naquela fervorosa oração, mas o fato é que Sua Santidade não fez menção ao caso, como costuma fazer com outras violações dos direitos humanos em várias partes do mundo. E no meio desta tragédia pesa o pacto secreto do Vaticano com Pequim que, por parte da Santa Sé, reconheceu as ordens da “Igreja Patriótica” controlada pelo Partido Comunista, até então cismático, e admitiu a ‘direita de patrocínio ‘do governo de Xi Jinping na nomeação de bispos. A contrapartida de Pequim, por outro lado, parece cada vez menos clara, como mostra essa intensificação da perseguição. Assista esta análise sobre o acordo China/Vaticano:















































