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Porque se importar com os mais fracos?

31 de mai. de 2021
3 min de leitura

A princípio, a pergunta pode não fazer sentido. Mas é claro que devemos nos importar com os mais fracos, você pode pensar. Mas apenas partindo de uma visão cristã podemos chegar facilmente a essa conclusão. Para um ateu, por exemplo, a conclusão deve ser diferente.

Por exemplo, Richard Dawkins, conhecido biólogo e militante ateu, há alguns anos atrás afirmou que não havia a menor diferença entre os embriões humanos e de porcos, que o aborto de ambos seria equivalente. Pode parecer uma afirmação chocante, mas ele apenas está sendo honesto com sua cosmovisão.

Como mais um exemplo, podemos citar o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, que afirmou que toda forma de compaixão humana “se opõe de modo geral à lei da evolução, que é a lei da seleção.” E que por isso, o cristianismo era uma religião desprezível, por se importar com os fracos, oprimimos e marginalizados, ele afirma que “o cristianismo é a revolta de tudo o que rasteja pelo chão contra aquilo que tem altura”. (NIETZSCHE, F. O Anticristo)

Na cosmovisão materialista do ateísmo, não há nenhuma razão que fundamente a compaixão pelos fracos e oprimidos. Pois o homem é apenas um aglomerado de células vivendo pela lei brutal da seleção natural, que “enxerga” apenas a sobrevivência como fim último.

Com essa cosmovisão, não há sentido em cuidar dos mais velhos ou incapacitados, pois eles são apenas um peso consumidor de recursos escassos, que não podem se proteger nem se reproduzir. Não existe amor, apenas reação química; não existe misericórdia, apenas interesse próprio. Não por acaso, quando os russos fizeram a sua revolução tendo por base o marxismo, que é uma filosofia materialista ateia, um banho de sangue aconteceu. Quando o ateísmo é a cosmovisão base de uma sociedade, nada de bom pode surgir.

Ao contrário disso, o cristianismo ensina que todo e qualquer ser humano é digno, pois é portador da imagem de Deus. Devido a isso, Jesus nos ensina que o maior mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo. (Mat 22:37)

O apóstolo Paulo incentivou doações entre as igrejas da Ásia para a Igreja de Jerusalém, em uma época de grave crise de escassez de alimentos. Tiago, escreveu em sua epístola que a religião aceita por Deus é “cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades”. (Tiago 1:27) Uma comissão especial é criada desde a igreja primitiva em Atos dos Apóstolos, para servir as viúvas, órfãos e outros excluídos da sociedade. Os exemplos enxeriam diversas páginas, como enchem as páginas das Escrituras.

Nesse espírito de entrega ao próximo, ao longo de toda a história cristã, muitos centros de acolhimento aos necessitados foram criados, como as hospedarias, hospitais, leprosários, orfanatos e outros centros de ajuda humanitária. Tal fato intrigou e causou ira aos inimigos do cristianismo, que não conseguiam entender os motivos de se dedicar ao próximo e não buscar os próprios interesses. O imperador romano, Juliano, o apóstata (331 d.C – 363 d.C), foi um dos que esbravejaram contra os cristãos por esse motivo.

Até hoje, as igrejas cristãs ao redor do mundo, são as maiores administradoras de obras de caridade. E esse fundamento moral, foi a base para a formação de leis que aboliram a escravidão e formaram a ideia de direitos humanos universais.

Todo esse amor pelo próximo é sustentado na figura de um único homem, Jesus Cristo, que é a manifestação máxima de amor. Ele abandonou a sua glória para assumir a forma de servo e morrer pelos pecados do homem. O justo pelos injustos, o santo pelos profanos.

Se isso não nos leva a amar e cuidar daqueles que precisam, o que mais levaria?

Nós amamos, porque Deus é amor.

Recomendação de livros sobre o assunto:

Vishal Mangawaldi – O livro que fez o seu mundo

Rodney Stark – A Vitória da Razão Thomas Woods – Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental

Autor: Ramon Serrano

 
 
 

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