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- Padre morre após cair de ribanceira com “gaiola cross”
Alexandre Paulo de Matos estava em um veículo que capotou e despencou em uma ribanceira de 15 metros de altura, segundo o corpo de bombeiros voluntários. Um padre de 46 anos morreu na manhã deste sábado (15) em um acidente durante uma trilha em Indaial, no Vale do Itajaí. Segundo o Corpo de Bombeiros voluntários, Alexandre Paulo de Matos estava em um bugue adaptado, de modelo conhecido como “gaiolacross”, quando o veículo capotou e despencou de uma ribanceira de 15 metros de altura. O acidente ocorreu por volta das 9h30 no Morro do Barão. Outras três pessoas estavam no veículo, mas elas tiveram ferimentos leves. Os socorristas foram chamados após uma equipe que fazia a segurança do evento que reunia os veículos adaptados foi acionada para uma saída de pista na localidade. Duas ambulâncias e dois quadrículos foram enviados para o local. Após a confirmação do acidente, o perfil da Paróquia Nossa Senhora da Glória, em Blumenau, lamentou a morte do padre ( veja a imagem acima ). Segundo a entidade, Alexandre foi ordenado na cidade há quase sete anos e estava trabalhando na cidade de Benedito Novo, na mesma região. “Faleceu na manhã deste sábado, dia 15, o padre Alexandre Paulo de Matos, vítima de acidente. Ele era natural de Blumenau e estava pároco em Benedito Novo. Rezemos pelo seu descanso eterno”, informava o comunicado. Leia também Missa de Paulo Gustavo promove narrativa contra Igreja e teve até comunhão do ‘companheiro’ Padre conhecido na região Atuante no Vale do Itajaí, o padre Alexandre trabalhava atualmente na Paróquia São Roque, em Benedito Novo. Em Indaial, ele já havia estado por anos na Paróquia Santa Inês. Também conhecido em Blumenau, morou no bairro da Velha, onde era muito querido pela comunidade. Nas redes sociais, colegas e amigos lamentaram a morte do sacerdote. “Que tristeza. Tão maravilhoso, amava sua alegria, era contagiante. Sem palavras”, comentou um conhecido. “Foi meu professor, uma ótima pessoa! Que triste”, disse uma aluna. Horário e local do velório e sepultamento do padre Alexandre ainda não foram divulgados. Em uma nota publicada pelo Movimento Lareira do Médio Vale, por meio de seu coordenador, Maicon Bittelbrunn, a instituição mostra o seu pesar pela perda deste grande amigo. Leia também Filmes católicos para assistir online durante a quarentena e crescer na vida espiritual “A sua carreira nesta terra terminou, mas o seu grande exemplo e os seus ensinamentos deixados até o seu último dia de vida permanecem, fazendo aquilo que o Senhor o chamou para fazer. A cada pessoa que conviveu com ele, mesmo que tenha sido por segundos, e a cada um de nós que pôde ouvir seus ensinamentos enquanto sacerdote, conhecer sobre a sua vida e dedicação à sua família e, também, o amor que sentia ao se colocar ao serviço de Cristo e de todas as comunidades onde passou, cabe desfrutar do consolo do Espírito Santo e continuar esta maravilhosa obra que ele começou. Que todos nós estejamos em oração por seus familiares e amigos”. Leia também Novo filme de Mark Wahlberg e Mel Gibson conta o testemunho de conversão de um sacerdote
- A grande Luta contra o Pecado
O Pecado é o mal que nos escraviza e nos separa de Deus Fazer a vontade de Deus é, antes de tudo, lutar contra os nossos pecados; pois eles nos escravizam e nos separam de Deus. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) nos mostra toda a gravidade do pecado: “Aos olhos da fé, nenhum mal é mais grave do que o pecado, e nada tem consequências piores para os próprios pecadores, para a Igreja e para o mundo inteiro” (CIC § 1488). São palavras fortíssimas que mostram que não há nada pior do que o pecado. Por outro lado, o Catecismo afirma que ele é uma realidade. O pecado está presente na história dos homens. Tudo o que há de mau na história do mundo é consequência do pecado, que começou com Adão e que continua hoje com seus filhos. Toda a razão de ser da Encarnação do Verbo foi para destruir, na Sua carne, a escravidão do pecado. O demônio escraviza a humanidade com a corrente do pecado. Jesus veio exatamente para quebrar essa corrente. Com a Sua Morte e Ressurreição triunfante, Cristo nos libertou das cadeias do pecado e, pela Sua graça, podemos agora viver uma nova vida. São João deixa bem claro na sua carta: “Sabeis que Ele se manifestou para tirar os pecados” (1Jo 3,5). “Para isto é que o Filho de Deus se manifestou, para destruir as obras do diabo” (1 Jo 3,8). Essa “obra do diabo” é exatamente o pecado, que nos separa da intimidade e da comunhão com Deus, e nos rouba a vida bem aventurada. Assim como a missão de Cristo foi libertar o homem do pecado, a missão da Igreja, que é o Corpo místico do Senhor, a Sua continuação na história, é também a de libertar a humanidade do pecado e levá-la à santificação. Fora disso a Igreja se esvazia e não cumpre a missão dada pelo Senhor. Veja o que São João Maria Vianney nos ensina sobre o Sacramento da Confissão: “O sacramento da Confissão, é o sacramento em que Deus parece esquecer a sua justiça para só manifestar a sua misericórdia. Os pecados perdoados deixam de existir, só resta a sua lembrança. Deus sabe tudo. Sabe que, depois de vos terdes confessado, pecareis novamente, e no entanto, perdoa-vos. É maravilhosos pensar que temos um sacramento que cura as chagas da nossa alma. Quando o sacerdote nos dá a absolvição, devemos pensar numa só coisa: que o sangue de Deus corre sobre a nossa alma para lavá-la, purificá-la e torna-la tão bela como era após o Batismo. Diz-se que há muitos que se confessam e poucos que se convertem. É que há poucos que se confessam, verdadeiramente arrependidos. É preciso dedicar mais tempo a pedir a Deus a contrição do que a examinar os pecados. Os pecados que escondemos reaparecem todos. Para os esconder, é preciso confessá-los. Que são os nossos pecados, em comparação com a misericórdia de Deus? Um grão de areia diante de uma montanha. Ah! Se eu pudesse me confessar no lugar deles (os pecadores)!” Existem 4 passos para uma boa confissão: a) Exame de Consciência bem feito. b) Arrependimento sincero dos pecados cometidos. c) Propósito de nunca mais pecar. d) Confissão individual com o sacerdote. e) Satisfação (isto é, execução da penitência imposta pelo confessor, se possível imediatamente) Preparamos um roteiro especial para que possa examinar sua consciência e fazer uma boa confissão: Clique aqui para fazer o exame de consciência. (Aproveite e deixe a página salva nos favoritos) Leia também PECADO MORTAL – O OBSTÁCULO PARA NOSSA SALVAÇÃO #confissão #FormaçõesCatólicas #pecadomortal #SacramentodaConfissão
- A grande Luta contra o Pecado
O Pecado é o mal que nos escraviza e nos separa de Deus Fazer a vontade de Deus é, antes de tudo, lutar contra os nossos pecados; pois eles nos escravizam e nos separam de Deus. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) nos mostra toda a gravidade do pecado: “Aos olhos da fé, nenhum mal é mais grave do que o pecado, e nada tem consequências piores para os próprios pecadores, para a Igreja e para o mundo inteiro” (CIC § 1488). São palavras fortíssimas que mostram que não há nada pior do que o pecado. Por outro lado, o Catecismo afirma que ele é uma realidade. O pecado está presente na história dos homens. Tudo o que há de mau na história do mundo é consequência do pecado, que começou com Adão e que continua hoje com seus filhos. Toda a razão de ser da Encarnação do Verbo foi para destruir, na Sua carne, a escravidão do pecado. O demônio escraviza a humanidade com a corrente do pecado. Jesus veio exatamente para quebrar essa corrente. Com a Sua Morte e Ressurreição triunfante, Cristo nos libertou das cadeias do pecado e, pela Sua graça, podemos agora viver uma nova vida. São João deixa bem claro na sua carta: “Sabeis que Ele se manifestou para tirar os pecados” (1Jo 3,5). “Para isto é que o Filho de Deus se manifestou, para destruir as obras do diabo” (1 Jo 3,8). Essa “obra do diabo” é exatamente o pecado, que nos separa da intimidade e da comunhão com Deus, e nos rouba a vida bem aventurada. Assim como a missão de Cristo foi libertar o homem do pecado, a missão da Igreja, que é o Corpo místico do Senhor, a Sua continuação na história, é também a de libertar a humanidade do pecado e levá-la à santificação. Fora disso a Igreja se esvazia e não cumpre a missão dada pelo Senhor. Veja o que São João Maria Vianney nos ensina sobre o Sacramento da Confissão: “O sacramento da Confissão, é o sacramento em que Deus parece esquecer a sua justiça para só manifestar a sua misericórdia. Os pecados perdoados deixam de existir, só resta a sua lembrança. Deus sabe tudo. Sabe que, depois de vos terdes confessado, pecareis novamente, e no entanto, perdoa-vos. É maravilhosos pensar que temos um sacramento que cura as chagas da nossa alma. Quando o sacerdote nos dá a absolvição, devemos pensar numa só coisa: que o sangue de Deus corre sobre a nossa alma para lavá-la, purificá-la e torna-la tão bela como era após o Batismo. Diz-se que há muitos que se confessam e poucos que se convertem. É que há poucos que se confessam, verdadeiramente arrependidos. É preciso dedicar mais tempo a pedir a Deus a contrição do que a examinar os pecados. Os pecados que escondemos reaparecem todos. Para os esconder, é preciso confessá-los. Que são os nossos pecados, em comparação com a misericórdia de Deus? Um grão de areia diante de uma montanha. Ah! Se eu pudesse me confessar no lugar deles (os pecadores)!” Existem 4 passos para uma boa confissão: a) Exame de Consciência bem feito. b) Arrependimento sincero dos pecados cometidos. c) Propósito de nunca mais pecar. d) Confissão individual com o sacerdote. e) Satisfação (isto é, execução da penitência imposta pelo confessor, se possível imediatamente) Preparamos um roteiro especial para que possa examinar sua consciência e fazer uma boa confissão: Clique aqui para fazer o exame de consciência. (Aproveite e deixe a página salva nos favoritos) Leia também PECADO MORTAL – O OBSTÁCULO PARA NOSSA SALVAÇÃO #confissão #FormaçõesCatólicas #pecadomortal #SacramentodaConfissão
- Missa de Paulo Gustavo teve comunhão de seu companheiro e ataque à ‘homofobia’
Missa de Paulo Gustavo teve comunhão de seu companheiro e ataque à ‘homofobia’ Por Natalia Zimbrão ACI Digital – 13/05/21 A missa de sétimo dia do ator e humorista Paulo Gustavo foi celebrada na terça-feira dia 11 de maio ao pé do Cristo Redentor no Rio de Janeiro (RJ) com transmissão ao vivo pela TV. Paulo Gustavo, abertamente homossexual que vivia com o médico Thales Bretas com quem criava dois meninos, morreu no dia 4 de maio, aos 42 anos, de Covid-19. Ele estava internado desde 13 de março no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro. Bretas, apresentado frequentemente pela mídia como “marido” do ator, discursou durante a missa. “O amor é transformador, e o nosso não só me evoluiu para sempre como alcançou milhares de famílias com o exemplo de tolerância, respeito e união”, disse. “Que sorte a minha viver um amor tão lindo, verdadeiro e correspondido, mesmo que por pouco tempo. Tínhamos tantos planos para tantos anos, acho que é para além dessa nossa encarnação”, referindo-se aparentemente à crença na reencarnação das almas que não é aceita pelo catolicismo. A cineasta Susana Garcia, amiga e diretora de filmes de Paulo Gustavo falou do ator como um lutador em discurso durante a missa. “Em sua honra, seremos cada vez mais um imenso mar de força, determinação e coragem contra tudo que nega a vida”, disse a cineasta. “Você lutou contra o preconceito, contra o racismo, contra a homofobia! Você fazia esse país se curar através do riso”. Bretas, como vários dos presentes, recebeu a comunhão do concelebrante, padre Jorge Luiz Neves, conhecido como padre Jorjão. O Catecismo da Igreja Católica afirma no parágrafo 1385 que “aquele que tiver consciência dum pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes de se aproximar da Comunhão”. O mesmo catecismo define o homossexualismo como pecado grave. Em entrevista à ACI Digital, padre Jorjão disse não ter acesso à consciência das pessoas para negar a Eucaristia. Segundo o padre, antes da missa e do início da transmissão pela TV, o padre Omar Raposo, reitor do santuário do Cristo Redentor e celebrante principal, avisou “quem poderia comungar e como se comunga”, isto é, “teve todo um cuidado”. Padre Jorjão disse que “não tinha como saber se ele (Bretas) se confessou ou não”. “Durante todo esse tempo que o Paulo Gustavo esteve internado ou até após a sua morte, ele pode ter se arrependido, se confessado. Quem poderá dizer se ele buscou a confissão nesses últimos dias?”, questionou. Segundo o sacerdote, “se negasse a comunhão, poderia gerar um escândalo maior” e citou casos em que viu ser negada a comunhão e depois se soube que a pessoa poderia ter comungado. “Pode receber a comunhão quem está em estado de graça”, disse padre Jorjão, e isso “foi avisado antes da Missa”. Entretanto, “é o fiel que vai saber se está em estado de graça ou não, o padre não tem como ler a consciência da pessoa. Se receber a comunhão sem estar em estado de graça, a responsabilidade é do fiel”. À ACI Digital, o sacerdote citou as palavras de São Paulo: “Quem comer o pão ou beber do cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, cada qual a si mesmo e então coma desse pão e beba deste cálice; pois quem come e bebe, sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação”. Missa em sufrágio da alma Padre Jorjão enfatizou ainda à ACI Digital que “o que fizemos foi rezar em sufrágio da alma” de Paulo Gustavo. Lembrou também que desde o início da doença do ator, a mãe dele, Déa Lúcia, lhe pediu que rezasse por seu filho. “E rezar pelos doentes e pelos mortos é obra de misericórdia”, disse. Além disso, disse que durante a homilia não fez “nenhuma apologia ao estado de vida do Paulo Gustavo”, e não se referiu em nenhum momento ao companheiro do ator, somente à sua mãe. “O que falei na homilia foi que nosso Senhor vai ver o bem que fizemos e citei as boas ações que ele fez”, disse o sacerdote. Segundo o G1, site de notícias das organizações Globo, em sua homilia, o padre Jorjão disse que o ator “praticava o evangelho com seu lado caridoso, que ajudava obras sociais e os doentes de Manaus, por exemplo”. Nas redes sociais apareceram muitos comentários sobre como a missa com a presença e participação do “marido” do ator homossexual transmitida pela TV aos pés do Cristo Redentor era “histórica” e “mudou os dogmas da Igreja Católica”. A celebração no Cristo Redentor não representou nenhuma mudança da relação da Igreja com homossexuais, segundo o sacerdote. “É preciso respeitar a pessoa humana”, afirmou, “a Igreja não condena ninguém, mas é misericordiosa”. “O Venerável Fulton Sheen dizia que deve existir no máximo 100 pessoas que odeiam a Igreja Católica, mas milhões que odeiam o que acham que é a Igreja Católica. A Igreja sempre acolheu os homossexuais e é a favor do ser humano. O que ela fala para os homossexuais, mostra também aos heterossexuais, sobre a castidade, sobre não ter relação fora de um matrimônio”, disse e acrescentou que “a Igreja é a única que tem coragem de dizer que o bom é bom e o mau é mau”. O Catecismo da Igreja Católica fala sobre a castidade e a homossexualidade e afirma em seu parágrafo 2357 que “apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta [os homossexuais] como depravações graves a Tradição sempre declarou que ‘os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados’. São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados”. Diz ainda no parágrafo seguinte que os homossexuais “devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição”. “As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes do autodomínio, educadoras da liberdade interior, e, às vezes, pelo apoio duma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem aproximar-se, gradual e resolutamente, da perfeição cristã”, explica o parágrafo 2358. FONTE: https://www.acidigital.com/noticias/missa-de-paulo-gustavo-teve-comunhao-de-seu-companheiro-e-ataque-a-homofobia-42533 Padre prega contra falsas doutrinas e é repreendido por bispo #ThalesBretas #CristoRedentornoRiodeJaneiro #padreOmarRaposo #AmissadesétimodiadoatorehumoristaPauloGustavofoicelebradanaterçafeiradia11demaioaopédoCristoRedentornoRiodeJaneiroRJcomtransmissãoaovivopelaTV #padreJorgeLuizNeves #padreJorjãodissenãoteracessoàconsciênciadaspessoasparanegaraEucaristia #MissadePauloGustavotevecomunhãodeseucompanheiroeataqueàhomofobia #PauloGustavo #padreJorjão #sacramentodareconciliação
- Padre prega contra falsas doutrinas e é repreendido por bispo
Padre prega contra falsas doutrinas e é repreendido por bispo Por Natalia Zimbrão ACI Digital – 14/05/21 O padre Luciano de Almeida foi acusado de racismo e preconceito por uma associação de defesa de religiões afro-brasileiras por advertir os fiéis sobre superstições e falsas doutrinas durante uma homilia no domingo do Bom Pastor, 25 de abril na paróquia Senhor Bom Jesus, em Taquara (RS). A diocese de Novo Hamburgo emitiu nota oficial em que pediu “desculpas às diversas entidades religiosas pelo acontecido e em especial às de raiz africana”. À ACI Digital, o padre disse que continuará ensinando o que afirma a doutrina católica. “Vou continuar com o mesmo jeito de pregar, porque não falo para agradar os outros, falo para agradar a Deus”. Ao pregar sobre o Bom Pastor, padre Luciano afirmou que “o que não é de Deus, o que não é voz do Senhor, o que não conduz à eternidade não pode fazer parte da minha vida”. “Como pode um católico querer que sua vida vá adiante, que sua casa, sua família, seu rebanho persevere, se dentro de casa tem buda, tem bruxa, tem incenso comprado em lojas de macumba para aromatizar o ambiente?”, perguntou. O pároco disse que “dói o coração” saber que há pessoas que vão à missa, mas, durante a semana, frequentam centro espírita, acreditam em horóscopo, em astrologia, ou que têm objetos supersticiosos em casa, mas não têm “nenhuma cruz na parede”. “Dói saber que vão ao centro espírita para poder ser enganado pelo demônio dizendo que aquele que faleceu está lá falando comigo. Mentira! O homem nasce uma vez só e morre. E o único que fala a nós é Jesus e as pessoas que Jesus permitiu que aparecessem a nós como testemunhas da sua ressurreição, e estas pessoas se resumem a uma só, a Virgem Maria”, disse. O sacerdote também citou alguns costumes de outras religiões, que envolvem sacrifício animal e o uso de sangue, e afirmou que “o único sangue que redimiu foi o de Cristo”. Além disso, alertou os pais sobre “ideologias que muitos colégios estão colocando na cabeça dos filhos de vocês: o comunismo, o socialismo, o feminismo. Fiquem atentos!”. Padre Luciano também perguntou: “quando é que você vai ouvir de verdade a voz de Deus?”. Em seguida, falou sobre o batismo, “que produz em nós um marca indelével”, isto é, que “ninguém pode tirar”. “Quando nós chegarmos diante do Senhor, Ele vai nos reconhecer, porque somos Dele”, disse e acrescentou que “só Jesus é capaz de nos levar ao céu, ninguém mais”. Uma jovem começou a xingar o sacerdote ainda durante a celebração. Diante dos xingamentos, padre Luciano afirmou que o fato corroborava o que havia pregado. “Vocês estão vendo. Sou machista, sou preconceituoso… É a palavra de Deus. Vocês viram o que entrou no coração dos nossos jovens e foi muito bom que isso aconteceu, porque vemos como as coisas têm sido conduzidas. Assim, percebemos que o mal está em nossas casas”, disse. A Associação Independente em Defesa das Religiões Afro Brasileiras (Asidrab) publicou nota de repúdio às declarações que classificou como “racistas e preconceituosas”. Afirmou ainda que as falas do pároco configuram “possível prática do crime de racismo religioso”. “No caso ocorrido, no referido culto, há nítida incitação, por parte do padre, contra os adeptos de matriz africana e demais crenças”, disse a nota. Além disso, a Asidrab disse que “as medidas administrativas, cíveis e criminais já estão sendo tomadas, e os envolvidos serão responsabilizados por isso”. No dia 29 de abril, a associação informou por meio de sua página no Facebook que o seu presidente, Pai Tiago de Bará, havia ido à Delegacia de Combate aos Crimes de Intolerância e registrado a ocorrência policial contra o padre Luciano de Almeida. O pároco, porém, afirmou à ACI Digital que ainda não recebeu nenhuma notificação. O caso teve grande repercussão nas redes sociais. A celebração foi transmitida por meio do Youtube, mas, a Diocese solicitou que o vídeo fosse excluído do canal, “o que foi feito de imediato”, segundo a nota da diocese. Padre Luciano disse ver “com muita dor” toda a repercussão do caso, “porque foram jovens da paróquia que editaram o vídeo e publicaram, jovens que são a favor de aborto, de ideologias. Eles se sentiram ofendidos com minha homilia e editaram o vídeo”, relatou. Quanto à medida judicial tomada pela Asidrab, padre Luciano diz ter conversado com um juiz que “disse que não cometi crime algum, pois estava falando para meus fiéis católicos”. “Eu não preguei nada diferente, foi a mesma homilia nas três missas daquele dia. Falei apenas o que ensina a doutrina. E este sempre foi o meu modo de pregar”, disse. O pronunciamento da Diocese Em nota de esclarecimento, o bispo da Diocese de Novo Hamburgo, Dom Zeno Hastenteufel, afirmou que padre Luciano “fez uma homilia catequética doutrinal enfatizando os pontos centrais da fé católica”, os quais diz endossar e confirmar. Entretanto, disse o bispo, “ao referir-se às outras entidades religiosas em sua catequese dominical, padre Luciano, motivado pelo discurso espontâneo, acabou por unir à verdade do evangelho de Cristo Jesus e da sua boa interpretação do mesmo alguns pontos inter-religiosos que não condizem com o pensamento da Igreja”. Por isso, solicitou que o vídeo fosse retirado do Youtube, “para que não haja má interpretação do que afirma a Santa Mãe Igreja e da nossa disposição de tolerância e diálogo com todas as denominações religiosas presentes em nossa Diocese”. Sobre estes “pontos inter-religiosos que não condizem com o pensamento da Igreja”, padre Luciano disse não saber quais são, “porque o bispo não me explicou quais foram esses pontos. Eu disse a ele que eu não estava falando em um evento inter-religioso, mas para os fiéis da minha paróquia”. Em sua nota, Dom Zeno lamentou “o transtorno ocorrido” e reiterou “pedidos de desculpas às diversas entidades religiosas pelo acontecido e em especial às de raiz africana na pessoa do Sr. Pai Tiago de Bará”. Em declarações à Rádio Taquara, o bispo disse considerar “que o Padre Luciano se excedeu durante a missa, pois não temos o direito de criticar a fé das outras pessoas”. “Eu peço desculpas às religiões afro-brasileiras e todas as outras que possam ter se ofendido com o sermão”, afirmou. Os católicos não devem “se amedrontar com tribunais, processos ou o que puder vir”, disse padre Luciano de Almeida à ACI Digital que os. “Cito a frase de Santa Paulina: ‘Nunca, jamais, desanimeis, embora venham ventos contrários’. Devemos ter um posicionamento claro do que ensina a Igreja e não nos preocuparmos com as consequências, a não ser o céu”. Procurado por ACI Digital na quarta-feira 12 de maio para explicar sua posição, o bispo de Novo Hamburgo, Dom Zeno Hastenteufel, não respondeu até a publicação desta matéria em 14 de maio. FONTE: https://www.acidigital.com/noticias/padre-prega-contra-falsas-doutrinas-e-e-repreendido-por-bispo-80435 CATECISMO ANTICOMUNISTA – DOM GERALDO SIGAUD #diocesedeNovoHamburgo #NataliaZimbrão #Padrepregacontrafalsasdoutrinaseérepreendidoporbispo #BomPastor #DelegaciadeCombateaosCrimesdeIntolerância #DomZenoHastenteufel #padreLucianodeAlmeida #ACIDigital
- Ascensão de Cristo: “olhar o divino para descobrir o humano”
ASCENSÃO: “olhar o divino para descobrir o humano” “contemplar o céu para comprometer-se com o mundo” “A maior consolação que descobrira era contemplar o céu e as estrelas. Fazia-o muitas vezes e por muito tempo, porque com isto sentia em si um grande desejo para servir a Nosso Senhor” (S. Inácio) “Ressurreição”, “Ascensão”, “sentar-se à direita de Deus”, “envio do Espírito”, são todas realidades pascais. Em todas elas queremos expressar a mesma verdade: o final “deste Homem” Jesus, não foi a morte, mas a Vida. O mistério pascal é tão rico que não podemos abarcá-lo com uma única imagem; por isso temos que desdobrá-lo para ir aprofundando calmamente e expressá-lo no nosso modo de viver o seguimento de Jesus. Os três dias para a Ressurreição, os quarenta dias para a Ascensão, os cinquenta dias para a vinda do Espírito, não são tempos cronológicos, mas teológicos. Eles nos revelam a maneira de ser de Deus, não o tempo em que Ele atua. A Ascensão nos faz refletir sobre um aspecto do mistério pascal. Trata-se de descobrir que a posse da Vida por parte de Jesus é total. Participa da mesma Vida de Deus e, portanto, está no mais alto do “céu”. Nem Mateus, nem Marcos, nem João, nem Paulo, mas somente Lucas, no final de seu Evangelho e, mais detalhadamente, no começo dos “Atos dos Apóstolos”, narra a Ascensão como um fenômeno constatável pelos sentidos. Lucas, em seu Evangelho, põe todas as aparições e a Ascensão no mesmo dia. No entanto, nos Atos dos Apóstolos, ele fala de quarenta dias de permanência de Jesus com seus discípulos, provavelmente como um modo de indicar que eles haviam recebido a formação necessária para levar adiante a missão (“quarenta dias” com o mestre era o tempo que o discípulo precisava para alcançar uma preparação adequada). Ao mistério da Ascensão corresponde o mistério da Kénosis (esvaziamento) do Verbo; o Deus que se despojou de sua glória e majestade e se fez homem, agora é elevado aos céus e com Ele toda a humanidade redimida e divinizada. Em Cristo, a humanidade inteira já se encontra envolvida por Deus; em Cristo, céu e terra se encontram. Celebrando a glorificação de Cristo, tomamos consciência de nossa própria vocação à glória. Ao celebrarmos a entrada de Jesus na glória, não celebramos uma despedida, mas um novo modo de presença; celebramos que Ele é, realmente, o Emanuel, o Deus-conosco para sempre. No Evangelho de hoje, a despedida de Jesus é descrita com singeleza; não produz tristeza, mas alegre confiança, enquanto os discípulos se preparam na oração para assumir a missão. Ao partir para o Pai, Jesus não nos abandona, pois realizou uma comunhão definitiva com a humanidade, garantindo a ela um destino de plenitude. Ele subiu ao céu para abrir-nos o caminho, mas agora é o Espírito aquele que nos move e nos conduz ao Pai. Cabe a nós, agora, esforçar-nos em fazer o nosso êxodo, sob a ação do mesmo Espírito e confiantes na fidelidade de Deus. A Ascensão de Cristo ao céu nos torna encarregados da missão à qual Ele, em sua glória, preside. Nós é que devemos reinventá-la a cada momento. Portanto, a Ascensão de Jesus marca o início de nossa missão, ou seja, um novo modo de presença no mundo. Viver com os olhos voltados para o Senhor glorioso não nos dispensa de estar com os dois pés no chão, afundados na terra da história. Na dinâmica do Tempo Litúrgico, após uma longa e criativa caminhada com Jesus, a liturgia nos faz “desaparecer em Deus” , como o Cristo da Ascensão “desapareceu em Deus”. Não há mais nada a não ser Deus. A Ascensão é abertura para o cotidiano, para a realidade do serviço. É preciso partir e viver o chamado do Mestre ao longo da experiência. Na Ascensão, enquanto Jesus “sobe” ao Pai, nós “descemos” à realidade para transformá-la, tornando presente o Reino. Quando amamos, cuidamos, servimos… nos elevamos. O que nos eleva está em nosso interior. E nos elevamos à medida que descemos em direção à humanidade. Essa Ascensão não pode ser feita às custas dos outros, senão servindo e cuidando de todos. Como Jesus, a única maneira de alcançar a meta é descendo até o mais fundo. Aquele que mais desceu, é o que mais alto subiu. A Ascensão é o lugar onde vai acontecer uma mudança profunda na vida de cada seguidor de Jesus: partimos para a missão; deixamos a Terra Santa, como os Apóstolos, e até o fim da vida seremos os peregrinos de Cristo. Somos arrancados de tal experiência para adentrar-se em um caminho de seguimento de horizontes desconhecidos, mas centrados no compromisso apostólico da missão na e da Igreja. “Passamos” da particularidade de um lugar para a universalidade da missão. O desejo de seguir e servir a Cristo abarca o mundo todo. Nossa meta, como a de Jesus, é ascender até o mais alto, o Pai. Mas tendo em conta que nosso ponto de partida é também, como no caso de Jesus, o mesmo Deus. Muitas vezes preferimos seguir um Jesus no “céu”. Descobri-lo dentro de si mesmo, nos outros e no mundo é demasiado exigente e comprometedor. Muito mais cômodo é continuar olhando para o céu… e não sentir-se implicado naquilo que está acontecendo ao nosso redor. A festa da Ascensão nos revela que vivemos o “tempo do Espírito”, tempo de criatividade, de ousadia, de novidade… O Espírito não proporciona aos seguidores de Jesus “receitas eternas”. Por isso, não podemos ficar olhando para cima. O Espírito nos dá luz e inspiração para voltar a cabeça para a realidade, buscando caminhos sempre novos para prosseguir hoje a missão de Jesus. Torna-se necessário descruzar os braços, deixar de olhar passivamente para o céu e, com os pés plantados no chão, prosseguir a obra iniciada por Jesus. O mistério da Ascensão nos sensibiliza e nos capacita para aproximar-nos do nosso mundo com uma visão mais contemplativa. O “subir” até Deus passa pelo “descer” até às profundezas da humanidade. A pessoa contemplativa, movida por um olhar novo, entra em comunhão com a realidade tal como ela é. Ascensão nos convida a olhar o mundo como “sacramento de Deus”. Um olhar capaz de descobrir os sinais de esperança que existem no mundo; um olhar afetivo, marcado pela ternura, pela compaixão e por isso gerado de misericórdia; um olhar que compromete solidariamente. Enfim, a celebração do mistério da Ascensão nos impulsiona, ao mesmo tempo, para Deus e para o mundo. Paixão por Deus e paixão pelo mundo. Podemos assim estar sempre enraizados firmemente em Deus e, ao mesmo tempo, imersos no coração do mundo. O cristão é tão familiar com Deus que admira e se encanta com a variedade e a multiplicidade do mundo, e não teme o mundo com toda sua complexidade. Ao mesmo tempo, é tão familiar com o mundo que sente o Espírito de Deus que trabalha em todos os lugares e da maneira mais inesperada. “Fora do mundo não há salvação” (E. Eschillebeeckx). Textos bíblicos: Mc. 16,15-20 Atos 1,1-11 Ef. 1,17-23 Na oração: Que nossa ascensão seja: romper as cadeias de injustiça e morte; derrubar toda parede e muro; ir pela vida como samaritano; mostrar os caminhos ascendentes; oferecer razões de esperança; despertar o instinto criativo; interpretar os sinais dos tempos; pôr o coração nas estrelas… Pe. Adroaldo Palaoro sj Coordenador do Centro de Espiritualidade Inaciana 15.05.2012 FONTE: https://www.centroloyola.org.br #ASCENSÃOolharodivinoparadescobrirohumanocontemplarocéuparacomprometersecomomundo #ASCENSÃOolharodivinoparadescobrirohumano #Ascensão #PeAdroaldoPalaorosj #AscensãodeCristo #enviodoEspírito #sentarseàdireitadeDeus #contemplarocéuparacomprometersecomomundo #Ressurreição
- SILÊNCIO SOBRE O ESSENCIAL – Pe. Santiago Martín
Jean Guitton, um acadêmico francês, amigo de Paulo VI e o único leigo que participou na preparação do Concílio Vaticano II, escreveu um pequeno livro no qual soou o alarme sobre o que estava acontecendo na Igreja após o Concílio: Silêncio sobre o essencial , publicado na Espanha em 1988, lembra-nos que o que estamos sofrendo vem de muito longe. Pensei no livro e no autor, face ao que aconteceu esta semana. O setor dominante da Igreja Católica na Alemanha consumou o seu desafio ao Vaticano. Primeiro o fez na segunda-feira, com a bênção de casais homossexuais em 109 igrejas do país, cerca de 1 por cento do total. Mas isso era apenas o aperitivo. O pior, de longe, aconteceu no sábado, dia 15, durante o ato ecumênico com os luteranos, quando a comunhão foi dada aos protestantes que a queriam receber. Ambas as coisas tinham sido explicitamente proibidas pelo Vaticano, com a aprovação do Papa. O desafio era, portanto, em última análise, contra o próprio Pontífice. Tenho dito, nas últimas duas semanas, que estava menos preocupado com a primeira — as bênçãos — do que com a segunda, porque ao dar a comunhão aos protestantes cometia-se um sacrilégio contra a pessoa de Jesus Cristo, realmente presente no pão e no vinho consagrados. O Vaticano pronunciou-se, na altura, deixando claro que nem as bênçãos nem a intercomunhão podiam ser realizadas. A doutrina, portanto, era segura. Isso já é muito. Contudo, após o que aconteceu, houve um silêncio retumbante. Sei que houve contatos ao mais alto nível para evitar ambos os ultrajes, em resultado dos quais o presidente do Episcopado alemão se distanciou do ato de bênção. Posso compreender que a prudência tenha aconselhado o silêncio depois de as bênçãos terem tido lugar, pois de outra forma estaria fazendo o jogo dos provocadores ao dar-lhes publicidade, quando na realidade a sua própria experiência tinha praticamente falhado: a participação de 1% das paróquias, e com tão pouca participação de casais homossexuais na maioria dos casos, não se pode dizer que tenha sido um sucesso. O que não compreendo é o silêncio sobre a recepção da Eucaristia pelos luteranos. É o Senhor que foi ofendido, e não consigo compreender que haja motivos suficientes ou qualquer “razão de Estado” para permitir um tal sacrilégio sem consequências. Mas este silêncio não veio apenas do Vaticano, mas de praticamente toda a Igreja. Um pequeno grupo, presidido pelo Cardeal Zen e Monsenhor Schneider, tinha pedido publicamente que as bênçãos fossem evitadas. Mas a comunhão com os protestantes, que é muito mais grave por qualquer comparação, só foi recebida com silêncio, tanto antes e depois de ter acontecido. Nem mesmo os críticos habituais do Papa se deram ao trabalho de pedir respeitosamente ao Santo Padre que não consentisse com esta profanação. Por quê? Por que o silêncio de um ou de outro lado? Isto não é um silêncio qualquer. É o silêncio sobre o essencial que Guitton denunciou. É o silêncio que rodeava Jesus quando estava a ser julgado perante o Sinédrio, onde a única coisa que ouviu dos seus discípulos foi o “não o conheço” gritado por São Pedro. Quando São John Henry Newman deixou a Igreja Anglicana para se tornar católico, foi ridicularizado pelos seus antigos companheiros, que lhe disseram que, com a sua conversão, desistia de pensar por si próprio. Respondeu-lhes, com muita ironia e sabedoria, que ao entrar numa igreja católica foi-lhe pedido que tirasse o chapéu, mas não a cabeça. Por outras palavras, o pensamento não era proibido, mas a obediência era necessária. Espero que isto, que foi permitido a um convertido, seja também permitido a um simples padre católico como eu. A minha cabeça e o meu coração sofrem pela profanação da Eucaristia e pelo silêncio que a rodeou, mas tiro o meu chapéu para aceitar o que não compreendo, para aceitar esse silêncio sobre o essencial por parte de quase todos, embora me console com as palavras de Cristo dirigidas àqueles que O defenderam perante os homens.
- Cardeal Brandmüller: “Na Alemanha não há apenas um problema de cisma, mas de heresia”
Não há apenas um conflito em matéria de direito canônico, de obediência ou desobediência ao Papa e à Cúria. Pontos mais importantes estão em jogo: são fundamentais da fé e baseadas na Revelação divina. Em um artigo publicado no site Kath.net, o Cardeal Walter Brandmüller explica o verdadeiro significado dos termos cisma e heresia. O Purpurado afirma que ambos os termos podem ser aplicados à situação pela qual passa a Igreja na Alemanha. O cisma consiste na ruptura da comunhão na Igreja, explica Cardeal Brandmüller O Cardeal Brandmüller explica que o cisma consiste na ruptura da comunhão na Igreja, que geralmente está associado à desobediência ou à falta de sujeição à autoridade do Papa, embora no caso do chamado Cisma do Ocidente, o problema fosse a existência de várias “Papas” ao mesmo tempo. Com o Cisma do Ocidente, que levou quarenta anos para ser superado, a unidade hierárquica da Igreja foi quebrada, mas a unidade na fé não foi afetada. Assim, pode acontecer que Santa Catarina de Siena ficasse do lado de Urbano VI, enquanto São Vicente Ferrer se mantivesse firme com Clemente VII. Purpurado alemão explica a situação atual em seu país “Aqui não é apenas um conflito em matéria de direito canônico, de obediência ou desobediência ao Papa e à Cúria, o que poderia ser resolvido de boa vontade … Pelo contrário, em nosso caso, coisas muito mais importantes estão em jogo. O conflito “Roma-Alemanha” se refere às verdades fundamentais da fé baseadas na revelação divina”. Para citar apenas os pontos mais mencionados: “Os bispos questionam inclusive a indissolubilidade do matrimônio e exigem que a Igreja reconheça o novo casamento dos divorciados. A concessão do sacramento das Ordens sagradas também é exigida – por enquanto no nível mais baixo do diaconato – às mulheres. Ambas as demandas são baseadas na negação das verdades da fé, adicionando heresia ao cisma. Mas com isso, os fundamentos da fé católica são abandonados e, com isso, a adesão à Igreja Católica.” Na Alemanha, as palavras, cisma e heresia, são uma “ameaça” que pode tornar-se realidade O Cardeal Walter Brandmüller destaca que “é essencialmente diferente quando um cisma está relacionado com heresia, falsa doutrina ou é baseado nela”. E o Purpurado ainda diz que se pode afirmar que, na Alemanha, ambas as palavras, cisma e heresia, são uma “ameaça” que pode tornar-se realidade se “for cumprido o caminho percorrido em Frankfurt”, na Assembleia Sinodal. Fonte: GaudimPress #Alemanha #CardealBrandmuller #SínododaAlemanha
- Cardeal Brandmüller: “Na Alemanha não há apenas um problema de cisma, mas de heresia”
Não há apenas um conflito em matéria de direito canônico, de obediência ou desobediência ao Papa e à Cúria. Pontos mais importantes estão em jogo: são fundamentais da fé e baseadas na Revelação divina. Em um artigo publicado no site Kath.net, o Cardeal Walter Brandmüller explica o verdadeiro significado dos termos cisma e heresia. O Purpurado afirma que ambos os termos podem ser aplicados à situação pela qual passa a Igreja na Alemanha. O cisma consiste na ruptura da comunhão na Igreja, explica Cardeal Brandmüller O Cardeal Brandmüller explica que o cisma consiste na ruptura da comunhão na Igreja, que geralmente está associado à desobediência ou à falta de sujeição à autoridade do Papa, embora no caso do chamado Cisma do Ocidente, o problema fosse a existência de várias “Papas” ao mesmo tempo. Com o Cisma do Ocidente, que levou quarenta anos para ser superado, a unidade hierárquica da Igreja foi quebrada, mas a unidade na fé não foi afetada. Assim, pode acontecer que Santa Catarina de Siena ficasse do lado de Urbano VI, enquanto São Vicente Ferrer se mantivesse firme com Clemente VII. Purpurado alemão explica a situação atual em seu país “Aqui não é apenas um conflito em matéria de direito canônico, de obediência ou desobediência ao Papa e à Cúria, o que poderia ser resolvido de boa vontade … Pelo contrário, em nosso caso, coisas muito mais importantes estão em jogo. O conflito “Roma-Alemanha” se refere às verdades fundamentais da fé baseadas na revelação divina”. Para citar apenas os pontos mais mencionados: “Os bispos questionam inclusive a indissolubilidade do matrimônio e exigem que a Igreja reconheça o novo casamento dos divorciados. A concessão do sacramento das Ordens sagradas também é exigida – por enquanto no nível mais baixo do diaconato – às mulheres. Ambas as demandas são baseadas na negação das verdades da fé, adicionando heresia ao cisma. Mas com isso, os fundamentos da fé católica são abandonados e, com isso, a adesão à Igreja Católica.” Na Alemanha, as palavras, cisma e heresia, são uma “ameaça” que pode tornar-se realidade O Cardeal Walter Brandmüller destaca que “é essencialmente diferente quando um cisma está relacionado com heresia, falsa doutrina ou é baseado nela”. E o Purpurado ainda diz que se pode afirmar que, na Alemanha, ambas as palavras, cisma e heresia, são uma “ameaça” que pode tornar-se realidade se “for cumprido o caminho percorrido em Frankfurt”, na Assembleia Sinodal. Fonte: GaudimPress #Alemanha #CardealBrandmuller #SínododaAlemanha
- Novo filme de Mark Wahlberg e Mel Gibson conta o testemunho de conversão de um sacerdote
Os atores Mark Wahlberg e Mel Gibson começaram a gravar um filme biográfico sobre Stuart Long, um ex-boxeador que se descrevia como “anticristão por excelência”, mas que depois de um grave acidente se converteu ao catolicismo e foi ordenado sacerdote. Padre Long morreu de uma doença muscular degenerativa aos 50 anos, em 9 de junho de 2014, no Big Sky Care Center de Helena, capital do estado de Montana, EUA. Segundo The Hollywood Reporter , o filme “Father Stu” (Padre Stu), como era conhecido Stuart Long, está nos projetos de Wahlberg há pelo menos seis anos. “Wahlberg contratou Mel Gibson e a roteirista e diretora Rosalind Ross, parceira de longa data de Gibson, para o filme biográfico intitulado Father Stu. Ross escreveu o roteiro e fará sua estreia como diretora de longas-metragens, com Wahlberg interpretando o padre. Gibson interpretaria o pai de Long, e Teresa Ruiz, uma das estrelas de ‘Narcos: Mexico’, embarcou para interpretar sua namorada”, informou The Hollywood Reporter . A produção do filme teve início em meados de abril de 2021, em Los Angeles. A vida do Padre Stu Stuart Long nasceu em Seattle, em 26 de julho de 1963. Quando ainda era criança, a família se mudou para Helena, a cidade natal de seus pais, Bill e Kathleen Long. Long começou sua educação primária na Central School em Helena e se formou na Capital High School, em 1981. Começou sua vida universitária no Carroll College em Helena, onde se tornou um atleta completo. Jogava futebol americano, treinava luta livre e ganhou o título de peso pesado na competição de boxe das Luvas de Ouro de 1985 para Montana. Em 1986, Long se formou em literatura e redação inglesa no Carroll College. Embora tivesse decidido lutar boxe profissionalmente, uma cirurgia reconstrutiva da mandíbula interrompeu seus planos. Por sugestão de sua mãe, mudou-se para Los Angeles com a intenção de se dedicar ao teatro, outra de suas paixões. Desiludido, long foi trabalhar no Museu Norton Simon em Pasadena, do qual se tornou gerente, cargo que ocupou por sete anos. Apesar de ter estudado em uma faculdade católica, Stuart Long não era crente e até se descreveu como o “anticristão por excelência”, o que o levou a entrar em conflito com padres e colegas. Em 1994, Long sofreu um acidente de motocicleta, no qual foi atropelado por dois carros. Ao se salvar da morte, ele começou a descobrir sua fé e foi batizado como católico no mesmo ano 1994. Stuart Long sentiu a vocação ao sacerdócio assim que foi batizado. Para testá-la, deixou o museu em 1998 e lecionou por três anos em uma escola católica em Mission Hills, Califórnia. Depois, passou a servir com os frades capuchinhos na cidade de Nova York, trabalhando em alguns dos bairros mais pobres da cidade. Os frades o enviaram à Universidade Franciscana de Steubenville, Ohio, para estudar Filosofia. Depois de obter seu mestrado em Filosofia, recebeu sua formação sacerdotal para a diocese de Helena em Mount Angel Seminary, em Oregon. Foi ordenado sacerdote em 14 de dezembro de 2007, na catedral de Santa Elena. Stuart Long caminhava com a ajuda de muletas durante sua ordenação, pois havia sido diagnosticado com miosite por corpos de inclusão, uma doença autoimune extremamente rara que mimetiza os sintomas de ELA (doença de Lou Gehrig) para a qual não há cura. De acordo com seus amigos, ele descobriu seu grande amor servindo como sacerdote, administrando os sacramentos e aconselhando os fiéis. Em 2010, a diocese o levou para casa em Helena, onde o padre Stu começou uma nova vida e ministério no Big Sky Care Center, agora usando uma cadeira de rodas elétrica. O padre Stu fez trabalhos de caridade nas paróquias de Helena, aceitando de boa vontade a dor e a fraqueza que sentia. Celebrava missa regularmente na paróquia de Santa Maria e no Big Sky Care Center, além de viajar para onde pediam. Uma vez ele comentou que sua doença foi a melhor coisa que lhe aconteceu, porque lhe permitiu deixar de lado o orgulho que havia sentido durante a maior parte de sua vida. A transformação de Mark Wahlberg para interpretar o padre Stu As filmagens, segundo o site especializado IMDB, começaram no dia 12 de abril. Pelas imagens compartilhadas por Whalberg, começou com a fase em que Stuart Long era um jovem atleta que jogava futebol americano e competia no boxe de sua universidade, esporte ao qual achava que poderia se dedicar. Mas uma cirurgia na mandíbula o fez abandonar essa opção e o levou a tentar a sorte como ator em Los Angeles. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mark Wahlberg (@markwahlberg) Whalberg está especialmente envolvido nas filmagens da vida do padre Stu. Segundo o The Hollywood Reporter , é um desejo que ele alimentava há seis anos. De fato, ele também é produtor do filme. Whalberg nunca se recusou a falar sobre sua fé católica e até mesmo animou com alegria a vigília com o Papa Francisco no Encontro Mundial das Famílias na Filadélfia em 2015. Sua rotina diária fora das filmagens Ele juntou forças para contar a vida do padre Stu com Mel Gibson, que interpretará o pai de Stuart. Ele acompanhou seu filho durante seus últimos anos, ajudando-o a viver seu sacerdócio apesar de sua doença. O filme poderá definir a carreira de Whalberg, que já foi indicado ao Oscar por sua atuação em Os Infiltrados , e pela produção do filme O Vencedor . Em uma ocasião, Whalberg compartilhou sua rotina diária fora das filmagens em suas redes sociais. Entre suas atividades, ele passa meia hora em oração pessoal antes de começar o dia. Com um ritmo de atividades e treinos impressionante, não lhe custará recuperar o peso normal depois de interpretar o padre Stu, para o que já ganhou 9 quilos, mas ele espera subir mais 9 quilos. Com informações de ACI Digital e Aleteia
- Novo filme de Mark Wahlberg e Mel Gibson conta o testemunho de conversão de um sacerdote
Os atores Mark Wahlberg e Mel Gibson começaram a gravar um filme biográfico sobre Stuart Long, um ex-boxeador que se descrevia como “anticristão por excelência”, mas que depois de um grave acidente se converteu ao catolicismo e foi ordenado sacerdote. Padre Long morreu de uma doença muscular degenerativa aos 50 anos, em 9 de junho de 2014, no Big Sky Care Center de Helena, capital do estado de Montana, EUA. Segundo The Hollywood Reporter , o filme “Father Stu” (Padre Stu), como era conhecido Stuart Long, está nos projetos de Wahlberg há pelo menos seis anos. “Wahlberg contratou Mel Gibson e a roteirista e diretora Rosalind Ross, parceira de longa data de Gibson, para o filme biográfico intitulado Father Stu. Ross escreveu o roteiro e fará sua estreia como diretora de longas-metragens, com Wahlberg interpretando o padre. Gibson interpretaria o pai de Long, e Teresa Ruiz, uma das estrelas de ‘Narcos: Mexico’, embarcou para interpretar sua namorada”, informou The Hollywood Reporter . A produção do filme teve início em meados de abril de 2021, em Los Angeles. A vida do Padre Stu Stuart Long nasceu em Seattle, em 26 de julho de 1963. Quando ainda era criança, a família se mudou para Helena, a cidade natal de seus pais, Bill e Kathleen Long. Long começou sua educação primária na Central School em Helena e se formou na Capital High School, em 1981. Começou sua vida universitária no Carroll College em Helena, onde se tornou um atleta completo. Jogava futebol americano, treinava luta livre e ganhou o título de peso pesado na competição de boxe das Luvas de Ouro de 1985 para Montana. Em 1986, Long se formou em literatura e redação inglesa no Carroll College. Embora tivesse decidido lutar boxe profissionalmente, uma cirurgia reconstrutiva da mandíbula interrompeu seus planos. Por sugestão de sua mãe, mudou-se para Los Angeles com a intenção de se dedicar ao teatro, outra de suas paixões. Desiludido, long foi trabalhar no Museu Norton Simon em Pasadena, do qual se tornou gerente, cargo que ocupou por sete anos. Apesar de ter estudado em uma faculdade católica, Stuart Long não era crente e até se descreveu como o “anticristão por excelência”, o que o levou a entrar em conflito com padres e colegas. Em 1994, Long sofreu um acidente de motocicleta, no qual foi atropelado por dois carros. Ao se salvar da morte, ele começou a descobrir sua fé e foi batizado como católico no mesmo ano 1994. Stuart Long sentiu a vocação ao sacerdócio assim que foi batizado. Para testá-la, deixou o museu em 1998 e lecionou por três anos em uma escola católica em Mission Hills, Califórnia. Depois, passou a servir com os frades capuchinhos na cidade de Nova York, trabalhando em alguns dos bairros mais pobres da cidade. Os frades o enviaram à Universidade Franciscana de Steubenville, Ohio, para estudar Filosofia. Depois de obter seu mestrado em Filosofia, recebeu sua formação sacerdotal para a diocese de Helena em Mount Angel Seminary, em Oregon. Foi ordenado sacerdote em 14 de dezembro de 2007, na catedral de Santa Elena. Stuart Long caminhava com a ajuda de muletas durante sua ordenação, pois havia sido diagnosticado com miosite por corpos de inclusão, uma doença autoimune extremamente rara que mimetiza os sintomas de ELA (doença de Lou Gehrig) para a qual não há cura. De acordo com seus amigos, ele descobriu seu grande amor servindo como sacerdote, administrando os sacramentos e aconselhando os fiéis. Em 2010, a diocese o levou para casa em Helena, onde o padre Stu começou uma nova vida e ministério no Big Sky Care Center, agora usando uma cadeira de rodas elétrica. O padre Stu fez trabalhos de caridade nas paróquias de Helena, aceitando de boa vontade a dor e a fraqueza que sentia. Celebrava missa regularmente na paróquia de Santa Maria e no Big Sky Care Center, além de viajar para onde pediam. Uma vez ele comentou que sua doença foi a melhor coisa que lhe aconteceu, porque lhe permitiu deixar de lado o orgulho que havia sentido durante a maior parte de sua vida. A transformação de Mark Wahlberg para interpretar o padre Stu As filmagens, segundo o site especializado IMDB, começaram no dia 12 de abril. Pelas imagens compartilhadas por Whalberg, começou com a fase em que Stuart Long era um jovem atleta que jogava futebol americano e competia no boxe de sua universidade, esporte ao qual achava que poderia se dedicar. Mas uma cirurgia na mandíbula o fez abandonar essa opção e o levou a tentar a sorte como ator em Los Angeles. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mark Wahlberg (@markwahlberg) Whalberg está especialmente envolvido nas filmagens da vida do padre Stu. Segundo o The Hollywood Reporter , é um desejo que ele alimentava há seis anos. De fato, ele também é produtor do filme. Whalberg nunca se recusou a falar sobre sua fé católica e até mesmo animou com alegria a vigília com o Papa Francisco no Encontro Mundial das Famílias na Filadélfia em 2015. Sua rotina diária fora das filmagens Ele juntou forças para contar a vida do padre Stu com Mel Gibson, que interpretará o pai de Stuart. Ele acompanhou seu filho durante seus últimos anos, ajudando-o a viver seu sacerdócio apesar de sua doença. O filme poderá definir a carreira de Whalberg, que já foi indicado ao Oscar por sua atuação em Os Infiltrados , e pela produção do filme O Vencedor . Em uma ocasião, Whalberg compartilhou sua rotina diária fora das filmagens em suas redes sociais. Entre suas atividades, ele passa meia hora em oração pessoal antes de começar o dia. Com um ritmo de atividades e treinos impressionante, não lhe custará recuperar o peso normal depois de interpretar o padre Stu, para o que já ganhou 9 quilos, mas ele espera subir mais 9 quilos. Com informações de ACI Digital e Aleteia
- Missa de Paulo Gustavo promoveu narrativa contra Igreja e teve até comunhão do ‘companheiro
Segundo o portal ACI Digital, a missa de sétimo dia do ator e humorista Paulo Gustavo foi celebrada na terça-feira dia 11 de maio ao pé do Cristo Redentor no Rio de Janeiro (RJ) com transmissão ao vivo pela TV. Paulo Gustavo, abertamente homossexual que vivia com o médico Thales Bretas com quem criava dois meninos, morreu no dia 4 de maio, aos 42 anos, de Covid-19. Ele estava internado desde 13 de março no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro. Bretas, apresentado frequentemente pela mídia como “marido” do ator, discursou durante a missa. “O amor é transformador, e o nosso não só me evoluiu para sempre como alcançou milhares de famílias com o exemplo de tolerância, respeito e união”, disse. “Que sorte a minha viver um amor tão lindo, verdadeiro e correspondido, mesmo que por pouco tempo. Tínhamos tantos planos para tantos anos, acho que é para além dessa nossa encarnação”, referindo-se aparentemente à crença na reencarnação das almas que não é aceita pelo catolicismo. A cineasta Susana Garcia, amiga e diretora de filmes de Paulo Gustavo falou do ator como um lutador em discurso durante a missa. “Em sua honra, seremos cada vez mais um imenso mar de força, determinação e coragem contra tudo que nega a vida ”, disse a cineasta. “Você lutou contra o preconceito, contra o racismo, contra a homofobia! Você fazia esse país se curar através do riso”. Bretas, como vários dos presentes, recebeu a comunhão do concelebrante, padre Jorge Luiz Neves, conhecido como padre Jorjão. O Catecismo da Igreja Católica afirma no parágrafo 1385 que “aquele que tiver consciência dum pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes de se aproximar da Comunhão”. O mesmo catecismo define o homossexualismo como pecado grave. Antes de continuar a leitura, assista o vídeo para compreender melhor a gravidade do assunto: Em entrevista à ACI Digital, padre Jorjão disse não ter acesso à consciência das pessoas para negar a Eucaristia. Segundo o padre, antes da missa e do início da transmissão pela TV, o padre Omar Raposo, reitor do santuário do Cristo Redentor e celebrante principal, avisou “quem poderia comungar e como se comunga”, isto é, “teve todo um cuidado”. Padre Jorjão disse que “não tinha como saber se ele (Bretas) se confessou ou não”. “Durante todo esse tempo que o Paulo Gustavo esteve internado ou até após a sua morte, ele pode ter se arrependido, se confessado. Quem poderá dizer se ele buscou a confissão nesses últimos dias?”, questionou. Segundo o sacerdote, “se negasse a comunhão, poderia gerar um escândalo maior” e citou casos em que viu ser negada a comunhão e depois se soube que a pessoa poderia ter comungado. Leia também Um padre pode negar a comunhão? “Pode receber a comunhão quem está em estado de graça”, disse padre Jorjão, e isso “foi avisado antes da Missa”. Entretanto, “é o fiel que vai saber se está em estado de graça ou não, o padre não tem como ler a consciência da pessoa. Se receber a comunhão sem estar em estado de graça, a responsabilidade é do fiel”. Veja algumas fotos das narrativas criadas a partir dessa missa: À ACI Digital, o sacerdote citou as palavras de São Paulo: “Quem comer o pão ou beber do cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, cada qual a si mesmo e então coma desse pão e beba deste cálice; pois quem come e bebe, sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação”. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? Missa em sufrágio da alma Padre Jorjão enfatizou ainda à ACI Digital que “o que fizemos foi rezar em sufrágio da alma” de Paulo Gustavo. Lembrou também que desde o início da doença do ator, a mãe dele, Déa Lúcia, lhe pediu que rezasse por seu filho. “E rezar pelos doentes e pelos mortos é obra de misericórdia”, disse. Além disso, disse que durante a homilia não fez “nenhuma apologia ao estado de vida do Paulo Gustavo”, e não se referiu em nenhum momento ao companheiro do ator, somente à sua mãe. “O que falei na homilia foi que nosso Senhor vai ver o bem que fizemos e citei as boas ações que ele fez”, disse o sacerdote. Segundo o G1, site de notícias das organizações Globo, em sua homilia, o padre Jorjão disse que o ator “praticava o evangelho com seu lado caridoso, que ajudava obras sociais e os doentes de Manaus, por exemplo”. Nas redes sociais apareceram muitos comentários sobre como a missa com a presença e participação do “marido” do ator homossexual transmitida pela TV aos pés do Cristo Redentor era “histórica” e “mudou os dogmas da Igreja Católica”. A celebração no Cristo Redentor não representou nenhuma mudança da relação da Igreja com homossexuais, segundo o sacerdote. “É preciso respeitar a pessoa humana”, afirmou, “a Igreja não condena ninguém, mas é misericordiosa”. “O Venerável Fulton Sheen dizia que deve existir no máximo 100 pessoas que odeiam a Igreja Católica, mas milhões que odeiam o que acham que é a Igreja Católica. A Igreja sempre acolheu os homossexuais e é a favor do ser humano. O que ela fala para os homossexuais, mostra também aos heterossexuais, sobre a castidade, sobre não ter relação fora de um matrimônio”, disse e acrescentou que “a Igreja é a única que tem coragem de dizer que o bom é bom e o mau é mau”. O Catecismo da Igreja Católica fala sobre a castidade e a homossexualidade e afirma em seu parágrafo 2357 que “apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta [os homossexuais] como depravações graves a Tradição sempre declarou que ‘os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados’. São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados”. Diz ainda no parágrafo seguinte que os homossexuais “devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição”. “As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes do autodomínio, educadoras da liberdade interior, e, às vezes, pelo apoio duma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem aproximar-se, gradual e resolutamente, da perfeição cristã”, explica o parágrafo 2358. Fonte: ACI Digital Leia também Padre Gabriel Vilaverde responde polêmica: qualquer falecido tem direito a missa das exéquias?
- Missa de Paulo Gustavo promoveu narrativa contra Igreja e teve até comunhão do ‘companheiro
Segundo o portal ACI Digital, a missa de sétimo dia do ator e humorista Paulo Gustavo foi celebrada na terça-feira dia 11 de maio ao pé do Cristo Redentor no Rio de Janeiro (RJ) com transmissão ao vivo pela TV. Paulo Gustavo, abertamente homossexual que vivia com o médico Thales Bretas com quem criava dois meninos, morreu no dia 4 de maio, aos 42 anos, de Covid-19. Ele estava internado desde 13 de março no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro. Bretas, apresentado frequentemente pela mídia como “marido” do ator, discursou durante a missa. “O amor é transformador, e o nosso não só me evoluiu para sempre como alcançou milhares de famílias com o exemplo de tolerância, respeito e união”, disse. “Que sorte a minha viver um amor tão lindo, verdadeiro e correspondido, mesmo que por pouco tempo. Tínhamos tantos planos para tantos anos, acho que é para além dessa nossa encarnação”, referindo-se aparentemente à crença na reencarnação das almas que não é aceita pelo catolicismo. A cineasta Susana Garcia, amiga e diretora de filmes de Paulo Gustavo falou do ator como um lutador em discurso durante a missa. “Em sua honra, seremos cada vez mais um imenso mar de força, determinação e coragem contra tudo que nega a vida ”, disse a cineasta. “Você lutou contra o preconceito, contra o racismo, contra a homofobia! Você fazia esse país se curar através do riso”. Bretas, como vários dos presentes, recebeu a comunhão do concelebrante, padre Jorge Luiz Neves, conhecido como padre Jorjão. O Catecismo da Igreja Católica afirma no parágrafo 1385 que “aquele que tiver consciência dum pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes de se aproximar da Comunhão”. O mesmo catecismo define o homossexualismo como pecado grave. Antes de continuar a leitura, assista o vídeo para compreender melhor a gravidade do assunto: Em entrevista à ACI Digital, padre Jorjão disse não ter acesso à consciência das pessoas para negar a Eucaristia. Segundo o padre, antes da missa e do início da transmissão pela TV, o padre Omar Raposo, reitor do santuário do Cristo Redentor e celebrante principal, avisou “quem poderia comungar e como se comunga”, isto é, “teve todo um cuidado”. Padre Jorjão disse que “não tinha como saber se ele (Bretas) se confessou ou não”. “Durante todo esse tempo que o Paulo Gustavo esteve internado ou até após a sua morte, ele pode ter se arrependido, se confessado. Quem poderá dizer se ele buscou a confissão nesses últimos dias?”, questionou. Segundo o sacerdote, “se negasse a comunhão, poderia gerar um escândalo maior” e citou casos em que viu ser negada a comunhão e depois se soube que a pessoa poderia ter comungado. Leia também Um padre pode negar a comunhão? “Pode receber a comunhão quem está em estado de graça”, disse padre Jorjão, e isso “foi avisado antes da Missa”. Entretanto, “é o fiel que vai saber se está em estado de graça ou não, o padre não tem como ler a consciência da pessoa. Se receber a comunhão sem estar em estado de graça, a responsabilidade é do fiel”. Veja algumas fotos das narrativas criadas a partir dessa missa: À ACI Digital, o sacerdote citou as palavras de São Paulo: “Quem comer o pão ou beber do cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, cada qual a si mesmo e então coma desse pão e beba deste cálice; pois quem come e bebe, sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação”. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? Missa em sufrágio da alma Padre Jorjão enfatizou ainda à ACI Digital que “o que fizemos foi rezar em sufrágio da alma” de Paulo Gustavo. Lembrou também que desde o início da doença do ator, a mãe dele, Déa Lúcia, lhe pediu que rezasse por seu filho. “E rezar pelos doentes e pelos mortos é obra de misericórdia”, disse. Além disso, disse que durante a homilia não fez “nenhuma apologia ao estado de vida do Paulo Gustavo”, e não se referiu em nenhum momento ao companheiro do ator, somente à sua mãe. “O que falei na homilia foi que nosso Senhor vai ver o bem que fizemos e citei as boas ações que ele fez”, disse o sacerdote. Segundo o G1, site de notícias das organizações Globo, em sua homilia, o padre Jorjão disse que o ator “praticava o evangelho com seu lado caridoso, que ajudava obras sociais e os doentes de Manaus, por exemplo”. Nas redes sociais apareceram muitos comentários sobre como a missa com a presença e participação do “marido” do ator homossexual transmitida pela TV aos pés do Cristo Redentor era “histórica” e “mudou os dogmas da Igreja Católica”. A celebração no Cristo Redentor não representou nenhuma mudança da relação da Igreja com homossexuais, segundo o sacerdote. “É preciso respeitar a pessoa humana”, afirmou, “a Igreja não condena ninguém, mas é misericordiosa”. “O Venerável Fulton Sheen dizia que deve existir no máximo 100 pessoas que odeiam a Igreja Católica, mas milhões que odeiam o que acham que é a Igreja Católica. A Igreja sempre acolheu os homossexuais e é a favor do ser humano. O que ela fala para os homossexuais, mostra também aos heterossexuais, sobre a castidade, sobre não ter relação fora de um matrimônio”, disse e acrescentou que “a Igreja é a única que tem coragem de dizer que o bom é bom e o mau é mau”. O Catecismo da Igreja Católica fala sobre a castidade e a homossexualidade e afirma em seu parágrafo 2357 que “apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta [os homossexuais] como depravações graves a Tradição sempre declarou que ‘os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados’. São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados”. Diz ainda no parágrafo seguinte que os homossexuais “devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição”. “As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes do autodomínio, educadoras da liberdade interior, e, às vezes, pelo apoio duma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem aproximar-se, gradual e resolutamente, da perfeição cristã”, explica o parágrafo 2358. Fonte: ACI Digital Leia também Padre Gabriel Vilaverde responde polêmica: qualquer falecido tem direito a missa das exéquias?
- UMA QUESTÃO DE CULINÁRIA
Diz-se, com frequência, em ambientes politicamente corretos, que os conquistadores europeus foram genocidas: podiam ter sido mais tolerantes com os nativos americanos, quinhentos anos atrás, permitindo que sua cultura sobrevivesse paralelamente à cristã ocidental. O governante asteca Montezuma, em 1519, disse ao conquistador espanhol Hernán Cortez, depois de tomar conhecimento do sacramento católico da eucaristia: “Vocês comem a carne do seu Deus? Nós comemos a nós mesmos”. Se nos tornamos semelhantes ao que comemos, parece que a gastronomia ibérica seja superior à asteca: o povo conquistador, que se alimentava de Deus, conseguiu escrever algumas décadas mais tarde, uma obra como Dom Quixote de La Mancha , enquanto o que se alimentava de seres humanos continuou condenado à mais vulgar imanência. As religiões modelam as civilizações. Por mais que a civilização cristã tenha cometido exageros em suas incursões colonizadoras, pois sempre houve e sempre haverá pecado e pecadores no rebanho cristão, ela foi fundada por Alguém que veio para condenar o sacrifício do homem pelo homem. No entanto, se um professor de história ousar, atualmente, ensinar a seus alunos, na escola básica, que o tal Cortez fez muito bem em levar outra religião àquele pessoal que apreciava churrasquinho humano, corre o sério risco de ser acionado por alguma ong multiculturalista.
- Por que os comunistas têm medo de Nossa Senhora de Fátima?
Que erros a Rússia espalharia “pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja”, como predisse a Virgem de Fátima? Qual a atitude de um verdadeiro filho da Igreja diante do comunismo? 100 anos atrás, em um pequeno povoado português chamado Fátima, Nossa Senhora apareceu a três pequenos pastorinhos para lhes deixar uma mensagem sobre o futuro da humanidade. A Mãe de Deus falou sobre acontecimentos terríveis que cairiam sobre o mundo, caso os homens não se convertessem e parassem de ofender a Deus. Fatalmente, outra guerra mundial aconteceu como havia predito a Virgem Santíssima. Mas de todos os segredos revelados a Francisco, Jacinta e Lúcia, um em especial ainda desperta interesse, seja pelos envolvidos no caso, seja pelas suas consequências para a civilização: o pedido de consagração da Rússia para que ela não espalhasse os seus “erros” pelo mundo. Não resta dúvida de que a Virgem Maria aludia ao comunismo quando falava dos “erros” da Rússia. De fato, essa ideologia maligna, contra a qual o Magistério da Igreja já se manifestou inúmeras vezes, foi responsável por massacres sangrentos ao longo de todo o século XX. Lênin, Stálin e seus sucessores foram verdadeiros carniceiros, que espalharam o terror por todo o Leste Europeu e outras regiões do planeta, onde conseguiram aliados. Para prevenir o Brasil contra esse mal , Nossa Senhora apareceu, em 1937, a algumas meninas do sertão de Pernambuco, em Pesqueira, pedindo-lhes oração e penitência pelo país, a fim de que nas Terras de Santa Cruz não entrasse o urso soviético. A ingenuidade e a formação de alguns tantos, porém, fazem com que o comunismo seja visto, ainda hoje, como algo aparentemente inocente, e não uma ideologia intrinsecamente má, como sempre ensinaram todos os Papas. Não importa que os regimes socialistas tenham destruído todas as nações por onde passaram. Não importa que os políticos socialistas tenham aparelhado as instituições e acumulado fortunas às custas dos pagadores de impostos. Não importa que Stálin, Kruschev, Mao, Pol Pot, Castro etc. tenham assassinado mais pessoas que qualquer outro ditador jamais pensou em assassinar. Tudo teria sido apenas resultado de um período belicoso, e o verdadeiro comunismo ainda estaria por vir. Ora, a ideologia comunista tem uma ótima propaganda e, para conquistar as almas mais inocentes, a sua intelligentsia “se faz particular amigo da infância e procura aliciá-la, abraça todas as idades e condições, para formar o homem ‘socialista’ que há de constituir mais tarde a sociedade humana plasmada pelo ideal do socialismo” (Pio XI, Quadragesimo Anno , III, 2). Trata-se daquilo a que usualmente chamamos marxismo cultural , pelo qual os comunistas aliciam as consciências, deformando-as e corrompendo nelas os princípios do direito natural. Eis o grande perigo dos erros da Rússia, como bem alertou Nossa Senhora aos três Pastorinhos de Fátima e às crianças de Pesqueira. Não é preciso uma revolução armada quando já se tem um povo anestesiado pela mentira ideológica . Para os comunistas, a verdade não existe ontologicamente. Todo discurso, pensam eles, serve apenas para sustentar uma estrutura de poder, um interesse ideológico. Nessa lógica, a Igreja Católica, por exemplo, é somente mais uma engrenagem da mentalidade burguesa, que precisa ser destruída. Por isso Antônio Gramsci dizia ser necessário esvaziar a Igreja de seu conteúdo espiritual e enchê-la de teorias marxistas. Mas o marxismo não pode resistir à sua própria crítica. Se não existe verdade, qual seria então o interesse por trás do comunismo, senão o mesmo poder opressor que juram combater? Na verdade, os comunistas são os excelentes manipuladores das causas para o autobenefício: ontem eles matavam homossexuais nos gulag s, hoje são os mais ferrenhos defensores do orgulho LGBT; ontem eles defendiam os pobres, hoje se refestelam no tesouro nacional. A melhor defesa contra o comunismo é o estudo e a busca da verdade, como tem ensinado o apostolado do Padre Paulo Ricardo. Procuremos, assim, corresponder nossas vidas ao pedido de Nossa Senhora, consagrando-nos ao estudo das verdades divinas contra os erros do dragão vermelho. Leia também Como Nossa Senhora expulsou o Comunismo do Brasil através do Rosário – 1964 “Os comunistas têm medo de Nossa Senhora de Fátima” Cardeal e bispo emérito de Hong Kong fala sobre a situação da Igreja na China: “os comunistas têm medo de Nossa Senhora de Fátima”, ao ponto de impedirem que imagens suas entrem em território chinês. A convite de Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), o cardeal Joseph Zen Ze-kiu esteve presente ao Dia de Encontros promovido pela fundação no campo de peregrinos da cidade alemã de Kevelaer, no dia 13 de maio. O cardeal conversou com Berthold Pelter a respeito do papel da Igreja na reconstrução da sociedade chinesa e explicou por que os comunistas têm tanto medo de Nossa Senhora de Fátima. — ACN: Ao longo das últimas quatro décadas, a República Popular da China passou por uma profunda mudança social; reformas, sobretudo as econômicas, permitiram que o país se tornasse uma das maiores potências econômicas e tecnológicas do mundo. Que papel a ideologia comunista tem ainda hoje nesse processo? — Cardeal Joseph Zen Ze-kiu: Na verdade, a liderança política na China nunca levou a ideologia comunista muito a sério; pelo contrário, o comunismo chinês é uma forma velada de imperialismo. Prova disso é a corrupção desenfreada, mesmo dentro do Partido. Tudo gira em torno do poder. A única coisa que importa é a total obediência à autoridade do Estado. E devido à abertura do setor econômico e ao crescente enriquecimento as coisas só têm piorado. A riqueza alimenta a corrupção e a eleva a níveis ainda mais críticos. — ACN: Analistas políticos afirmam que, durante o governo do atual presidente, Xi Jinping, a situação dos direitos humanos agravou-se de fato. O que o sr. disse a este respeito? — Cardeal Joseph Zen Ze-kiu: No início, eu tinha grandes esperanças, porque o presidente tomara medidas contra a corrupção no governo e na sociedade; mas logo se tornou claro que ele estava apenas interessado no poder. Os que lutam pelos direitos humanos são reprimidos, perseguidos, humilhados e condenados em julgamentos favoráveis à imagem que se quer passar do governo dele. — ACN: O sr. poderia contar-nos alguma coisa sobre o atual estado das negociações entre o governo chinês e a Santa Sé? — Cardeal Joseph Zen Ze-kiu: Infelizmente, pouco se sabe dessas conversas. Existem ainda muitos outros problemas. A minha expectativa é de que as negociações demorem ainda bastante tempo. Na minha opinião, as lideranças estatais não vão aceitar nenhum acordo que não seja a submissão da Igreja à autoridade do Partido Comunista. Bispos da “igreja subterrânea”, por exemplo, foram obrigados a participar de cursos de preparação política durante a Semana Santa e não puderam, por isso, celebrar a Missa com os fiéis. O Papa Bento XVI falou em 2007 sobre reconciliação em sua carta aos católicos na China , e para ele isso significa, antes de tudo, reconciliação espiritual. Mas há muito ainda por ser feito! — ACN: Isso soa bastante pessimista. O que o sr. acha que acontecerá com o cristianismo na China? — Cardeal Joseph Zen Ze-kiu: Tudo depende de que consigamos ou não viver a nossa fé de modo autêntico, sem fazer concessões. Há cristãos na China que corajosamente defendem uma sociedade melhor. Muitos deles, porém, estão presos! Se o comunismo cair um dia, então os católicos deverão estar entre os responsáveis por construir uma nova China. Em todo o caso, isso só vai funcionar se os católicos não mancharem hoje a própria credibilidade fazendo concessões medrosas aos comunistas. — ACN: Nos últimos dias, nós católicos estamos comemorando as aparições de Nossa Senhora de Fátima, ocorridas há exatos cem anos. As mensagens de Nossa Senhora de Fátima alertam-nos para a ideologia atéia do comunismo. Os católicos na China têm conhecimento delas? — Cardeal Joseph Zen Ze-kiu: Claro que sim! Todos nós já ouvimos falar das mensagens de Fátima. Até mesmo os comunistas! Elas os deixam muito preocupados. Os comunistas, na verdade, têm medo de Nossa Senhora de Fátima. A coisa toda tem-se tornado ridícula; por exemplo, os comunistas não se opõem a que alguém vindo de outro país entre na China com estampas de “Maria Imaculada” ou representações da imagem milagrosa de “Maria Auxiliadora”; imagens de “Nossa Senhora de Fátima”, no entanto, estão proibidas. Eles consideram os acontecimentos de Fátima “anticomunistas”, o que, é claro, não é mais do que a verdade! — ACN: Então, o governo faz distinções. E, além disso, a veneração à Maria sob o título de “Auxílio dos cristãos” tem um significado especial para a China: no dia de sua festa, 24 de maio, a Igreja Católica promove em todo o mundo um dia de oração pela igreja chinesa; foi o Papa Bento XVI quem o introduziu em 2007. Qual a relevância deste dia de oração? — Cardeal Joseph Zen Ze-kiu: A veneração a Nossa Senhora sob o título de “Auxílio dos cristãos” está profundamente enraizada na China, e isso há muito tempo. Esse título refere-se não apenas ao socorro de cada fiel em particular, mas também ao da Igreja como um todo. O principal perigo na China, hoje em dia, é o ateísmo materialista. Infelizmente, esse dia de oração, o qual vale para a Igreja Católica ao redor de todo o mundo, é muito pouco conhecido; ele não é vivido com a devida seriedade. Leia também Revolução e guerra civil: Uma profecia para o Brasil Igreja e comunismo: um século de embates Os últimos cem anos, de 1917 a 2017, têm sido como uma recapitulação do protoevangelho, quando Deus disse à serpente: “ Porei inimizade entre ti e a mulher ” ( Gn 3, 15). Trata-se de uma guerra secular que representa o período mais acentuado desta inimizade. Tudo começou em 1917, com as revelações de Nossa Senhora de Fátima, de um lado, e a Revolução Russa, que levou à implantação do comunismo ateu, de outro. Quais seriam as chances de tamanha coincidência? Ao longo dos últimos cem anos, a forma mais grotesca que o “corpo místico” do Anticristo já adotou é, sem sombra de dúvida, o materialismo ateu, incorporado mundo afora por governos socialistas e comunistas. A serpente tornou-se Leviatã. Antes da Revolução de Outubro, Maria já advertira, em julho de 1917, que a Rússia espalharia “os seus erros pelo mundo, provocando guerras e perseguições contra a Igreja” . O resto, como sabemos, é história. As elites culturais do Ocidente e seus simpatizantes vêm há tempos forcejando por minimizar os males do marxismo. Este centenário da Revolução de Outubro é uma grande oportunidade para trazer à memória o “horrendo flagelo” — como lhe chamou Pio XI (cf. Encíclica “ Divini Redemptoris ”, de 19 mar. 1937, n. 7) — que vergastou o mundo através das perversas armadilhas do socialismo e do comunismo. Isto é particularmente importante na medida em que as elites culturais do Ocidente e seus simpatizantes vêm há tempos forcejando por minimizar os males do marxismo , como parece ser a intenção do jornal The New York Times , com sua “série de apaixonadas e saudosas recordações dos bons e velhos tempos do comunismo do século passado” [1]. Talvez seja mesmo chegada a hora de passar em revista esses tempos felizes do “século vermelho” com uma relaxante leitura de O Livro Negro do Comunismo ou O Arquipélago Gulag , de Solzhenitsyn. Mas, afinal, o que poderia ser mais enriquecedor do que dedicar um tempo a ler sobre o Grande Salto Adiante e a Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung? Melhor ainda: que tal estourar um saco de pipocas e assistir a’ Os gritos do silêncio [2], um filme para divertir toda a família? Alguns, porém, talvez se perguntem: “E quanto ao socialismo do século XXI?” Ora, basta dar uma rápida olhada nas notícias que chegam da Venezuela . Há não muito tempo, a Venezuela era uma país próspero, abundante em petróleo; numa palavra, um milagre socialista! Mas agora, após dezoito anos de marxismo, entre Chávez e Maduro, o país não passa de um inferno socialista. Muitos ali têm passado fome — uma especialidade comunista —, não lhes sobrando outra alternativa senão roubar ou comer animais de zoológico, prática na qual parecem ter especial predileção por carne de búfalo e porco-do-mato. Isso, infelizmente, não é incomum às experiências socialistas; antes, pelo contrário, constitui a regra geral . A alimentação venezuelana, contudo, deve ainda assim ser mais agradável que a dieta à base de mato e casca imposta aos reclusos na prisão estatal da Coreia do Norte. Os fatos históricos revelam que os demagogos comunistas foram responsáveis pela morte de 140 milhões de pessoas [3], desde Lênin até Stalin, passando por Mao Tsé-Tung, Pol Pot, Kim Jong-un, Chávez, Che Guevara, Fidel Castro… e a lista poderia ir-se alongando. Lênin disse, no final das contas, que é preciso quebrar uns tantos ovos para fazer uma omelete: 140 milhões de ovos quebrados; eis aí uma omelete gigante! A Igreja Católica nunca se deixou enganar pelas trapaças do socialismo e do comunismo. A Igreja , por sua vez, nunca se deixou enganar pelas trapaças do socialismo e do comunismo . Encíclicas atrás de encíclicas denunciaram, desde o princípio, a falsa ideologia de Marx e Engels. De fato, o Catecismo o afirma claramente: “A Igreja rejeitou as ideologias totalitárias e atéias, associadas, nos tempos modernos, ao ‘comunismo’ ou ao ‘socialismo’” (n. 2425). O Catecismo, porém, é curto e sucinto, ao passo que as encíclicas papais são ricas em detalhes e categóricas em suas condenações . Em 1846, o Papa Pio IX promulgou a encíclica “ Qui Pluribus ”, sobre fé e religião, na qual já combatia vigorosamente as ideias de Marx, que em 1848 publicaria O Manifesto Comunista . Pio IX ali se referia à “nefanda doutrina do comunismo, contrária ao direito natural, que, uma vez admitida, lança por terra os direitos de todos, a propriedade e até mesmo a sociedade humana ”. Ele advertia contra “as mais perversas criações de homens que, trajados por fora com peles de ovelha, por dentro não passam de lobos rapaces”. Em 1878, o Papa Leão XIII escrevia sobre os males do socialismo na encíclica “ Quod Apostolici Muneris ”. O Pontífice começa a carta referindo-se à “ praga mortífera que se tem difundido no seio mesmo da sociedade humana, conduzindo-a ao abismo da destruição ”. Leão XIII aponta em seguida que “as facções dos que, sob diversas e quase bárbaras designações, chamam-se socialistas, comunistas ou niilistas , espalhados ao redor do mundo e unidos pelos laços estreitíssimos de uma perversa confederação, já não se põem ao abrigo da sombra de reuniões secretas, senão que, marchando aberta e confiadamente à luz do dia, ousam levar a cabo o que há muito tempo vêm maquinando: a derrocada de toda a sociedade civil ”. A encíclica também chamava a atenção para o projeto socialista de destruição do matrimônio e da família . Para os socialistas, com efeito, não pode haver maior fidelidade, nem mesmo a Deus e à família, do que a obediência ao Estado todo-poderoso. Leão XIII afirmava ainda que “os fundamentos da sociedade repousam, antes de tudo, sobre a união indissolúvel entre os esposos, conforme as exigências da lei natural”. E no entanto “ as doutrinas socialistas aspiram por dissolver quase por completo os elos desta união ”. Leia também Católico que professa comunismo está excomungado, lembra padre O socialismo ergue-se sobre as bases da cobiça, ou seja, uma transgressão do nono e décimo Mandamentos. Treze anos depois, em 1891, Leão XIII voltou a escrever outra encíclica, “ Rerum Novarum ”, a respeito do trabalho, do capital e da classe operária. Trata-se do texto fundacional da doutrina social católica nos tempos modernos . Dizia o Pontífice: “Os socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida”. Isto, declarou a Igreja, “é sumamente injusto” e “o remédio proposto está em oposição flagrante com a justiça, porque a propriedade particular e pessoal é, para o homem, de direito natural ”. O socialismo ergue-se sobre as bases da cobiça , ou seja, uma transgressão do nono e décimo Mandamentos. Eis o que diz a “ Rerum Novarum ”: “A autoridade das leis divinas vem pôr […] o seu selo, proibindo, sob pena gravíssima, até mesmo o desejo do que pertence aos outros ”. O socialismo se baseia, além disso, na falsa ideia da luta de classes. Também para dissipar este erro Leão XIII levantou a voz: “O erro capital na questão presente é crer que as duas classes são inimigas natas uma da outra, como se a natureza tivesse armado os ricos e os pobres para se combaterem mutuamente num duelo obstinado . Isto é uma aberração tal que é necessário colocar a verdade numa doutrina contrariamente oposta”. Como já o fizera em encíclicas anteriores, Leão XIII insiste em defender contra as investidas socialistas as instituições familiar e matrimonial: “À família […] será forçosamente necessário atribuir certos direitos e certos deveres absolutamente independentes do Estado”. “ Querer , pois, que o poder civil invada arbitrariamente o santuário da família é um erro grave e funesto .” Em 1931, o Papa Pio XI divulgou a carta “ Quadragesimo Anno ”, por ocasião do 40.ª aniversário da encíclica “ Rerum Novarum ”, à qual chamou a “Carta Magna” da doutrina social católica. Pio XI afirma sem rodeios: “Declaramos: o socialismo quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como ‘ação’ […] não pode conciliar-se com a doutrina católica ”. O Pontífice foi ainda mais longe, ao dizer: “Se este erro, como todos os mais, encerra algo de verdade […], funda-se contudo numa concepção própria da sociedade humana diametralmente oposta à verdadeira doutrina católica. ‘Socialismo religioso’ e ‘socialismo católico’ são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista ”. Mas o que pensar do socialismo mitigado? Também este fustigou-o o Papa de forma bastante sucinta: “Citamos novamente a juízo o comunismo e o socialismo, e vimos o quanto as suas formas, ainda as mais mitigadas, se desviam dos ditames do Evangelho ”. Reiterá-lo-ia anos depois o Papa João XXIII, em sua encíclica “ Mater et Magistra ”, de 1961: “Entre comunismo e cristianismo, o Pontífice [Pio XI] declara novamente que a oposição é radical, e acrescenta que não se pode admitir de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado ”. O comunismo é particularmente nocivo, já que “priva a pessoa humana da sua dignidade”. E, para ser justo, Pio XI repreendeu também o “individualismo” e o capitalismo extremos por não respeitarem a dignidade humana do trabalhador , cuja atividade não pode ser vendida como um “um simples gênero comercial”. O Pontífice apontava ainda que o remédio mais necessário consiste , não na reação violenta dos socialistas em ordem ao desmantelamento do livre mercado, mas, antes de tudo, na “reforma dos costumes” . De fato, a postura da Igreja frente a esses problemas sempre foi ponderada, resguardando os direitos tanto do empregado quanto do empregador, mediante uma volta à caridade cristã e ao zelo pelo bem do próximo. Sua crítica mais dura, no entanto, reservou-a Pio XI à “peste comunista”, cujas ações e intenções são desmascaradas nos seguintes termos: “guerra de classes sem tréguas nem quartel e completa destruição da propriedade particular”; “a tudo se atreve, nada respeita; uma vez no poder, é incrível e espantoso quão bárbaro e desumano se mostra ”; “aí estão a atestá-lo as mortandades e ruínas”; “ ódio declarado contra a Santa Igreja e contra o mesmo Deus ”; “a impiedade e iniquidade do comunismo”; “doutrinas que porão a sociedade a ferro e fogo”; “ abre caminho à subversão e ruína completa da sociedade .” Leia também Os males do comunismo “O socialismo quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como ‘ação’, não pode conciliar-se com a doutrina católica.” Mas o Papa não parou por aí. Em 1937, veio a lume outra de suas encíclicas, a “ Divini Redemptoris ”, a respeito do comunismo ateu. O Pontífice não poupou palavras. Exortou a que “os fiéis não se deixem enganar! O comunismo é intrinsecamente perverso e não se pode admitir em campo nenhum a colaboração com ele, da parte de quem quer que deseje salvar a civilização cristã”. É um “sistema cheio de erros e sofismas” . A encíclica tinha em mente o “perigo ameaçador” do “comunismo, denominado bolchevista e ateu, que se propõe como fim peculiar revolucionar radicalmente a ordem social e subverter os próprios fundamentos da civilização cristã .” O comunismo é particularmente nocivo, já que “priva a pessoa humana da sua dignidade”. “ Os direitos naturais […] são negados ao […] indivíduo para serem atribuídos à coletividade ”. E é precisamente por isso que “qualquer direito de propriedade privada […] tem de ser radicalmente destruído”. É a coletividade que legisla em matérias de matrimônio e família. “ O matrimônio e a família são apenas uma instituição civil e artificial ”, dependente “ da vontade dos indivíduos ou da coletividade ”. É o ressurgimento das “cartas de divórcio”. A difusão do comunismo foi possível graças à propaganda diabólica dos “filhos das trevas” e à “conspiração do silêncio” orquestrada pela imprensa não-católica, silêncio devido em parte às “diversas forças ocultas que já há muito porfiam por destruir a ordem social cristã”. Isso soa familiar. Em 1991, o Papa João Paulo II publicou a “ Centesimus Annus ”, em comemoração ao centenário da “ Rerum Novarum ”. Esta nova encíclica reafirmava o ensinamento segundo o qual a raiz do totalitarismo moderno encontra-se na negação da dignidade transcendental da pessoa humana . O socialismo “considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo econômico-social”. “ Luta de classes em sentido marxista e militarismo têm , portanto, a mesma raiz: o ateísmo e o desprezo da pessoa humana, que fazem prevalecer o princípio da força sobre o da razão e do direito ”. Como sabiamente notou Fulton Sheen, “o comunismo pretende estabelecer o impossível: uma irmandade entre os homens prescindindo da paternidade divina”. George Orwell conhecia bem o engodo socialista, adaptando-lhe o mantra em sua obra A Revolução dos Bichos : “ Todos os animais são iguais ”, e no entanto, como dirá o porco a certa altura da história, “ alguns animais são mais iguais do que outros ”. A sua verdadeira face, uma hora ou outra, acaba sendo descoberta. É o “duplipensar” do Partido. E como são estranhamente atuais o “pensar criminoso” e a “patrulha ideológica” de 1984 no ambiente politicamente correto que se respira nas universidades norte-americanas e em tantos governos europeus! O Muro de Berlim veio abaixo e a União Soviética dissolveu-se, mas o marxismo cultural está forte como nunca . O Leviatã continua furioso e com o chicote em mãos; sua cabeça, porém, já foi esmagada. As vanguardas progressistas da esquerda são os herdeiros ideológicos da socialismo e do comunismo do século XX. Eles fazem avançar a revolução ao adotarem os “erros da Rússia” e atacarem a propriedade privada, o livre mercado, a liberdade individual e a livre expressão, o casamento e a família tradicionais, a liberdade de consciência e a liberdade de culto. Talvez não haja agora mesmo um “império do mal”, um único Estado totalitário; o que há , isso sim, é um totalitarismo das inteligências, a pressão imperiosa exercida pelos media , pela educação, pelos governos e sistemas judiciais . O Big Brother continua à espreita. Mas ainda há esperança. A Igreja triunfou, sim, do comunismo ateu, e Cristo garantiu-nos que as portas do inferno não hão de prevalecer contra ela. Nos sombrios idos de 1917, em meio à Primeira Guerra Mundial e à difusão dos males do comunismo ateu, a Virgem Maria prometeu: “ No fim, o meu Imaculado Coração triunfará ”. Sim, o Leviatã continua furioso e com o chicote em mãos; sua cabeça, porém, já foi esmagada . Fonte: Equipe Christo Nihil Praeponere Leia também: Entenda porque um católico não pode defender o comunismo #Comunismo #FormaçõesCatólicas #NossaSenhora #NossaSenhoradeFátima
- Por que os comunistas têm medo de Nossa Senhora de Fátima?
Que erros a Rússia espalharia “pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja”, como predisse a Virgem de Fátima? Qual a atitude de um verdadeiro filho da Igreja diante do comunismo? 100 anos atrás, em um pequeno povoado português chamado Fátima, Nossa Senhora apareceu a três pequenos pastorinhos para lhes deixar uma mensagem sobre o futuro da humanidade. A Mãe de Deus falou sobre acontecimentos terríveis que cairiam sobre o mundo, caso os homens não se convertessem e parassem de ofender a Deus. Fatalmente, outra guerra mundial aconteceu como havia predito a Virgem Santíssima. Mas de todos os segredos revelados a Francisco, Jacinta e Lúcia, um em especial ainda desperta interesse, seja pelos envolvidos no caso, seja pelas suas consequências para a civilização: o pedido de consagração da Rússia para que ela não espalhasse os seus “erros” pelo mundo. Não resta dúvida de que a Virgem Maria aludia ao comunismo quando falava dos “erros” da Rússia. De fato, essa ideologia maligna, contra a qual o Magistério da Igreja já se manifestou inúmeras vezes, foi responsável por massacres sangrentos ao longo de todo o século XX. Lênin, Stálin e seus sucessores foram verdadeiros carniceiros, que espalharam o terror por todo o Leste Europeu e outras regiões do planeta, onde conseguiram aliados. Para prevenir o Brasil contra esse mal , Nossa Senhora apareceu, em 1937, a algumas meninas do sertão de Pernambuco, em Pesqueira, pedindo-lhes oração e penitência pelo país, a fim de que nas Terras de Santa Cruz não entrasse o urso soviético. A ingenuidade e a formação de alguns tantos, porém, fazem com que o comunismo seja visto, ainda hoje, como algo aparentemente inocente, e não uma ideologia intrinsecamente má, como sempre ensinaram todos os Papas. Não importa que os regimes socialistas tenham destruído todas as nações por onde passaram. Não importa que os políticos socialistas tenham aparelhado as instituições e acumulado fortunas às custas dos pagadores de impostos. Não importa que Stálin, Kruschev, Mao, Pol Pot, Castro etc. tenham assassinado mais pessoas que qualquer outro ditador jamais pensou em assassinar. Tudo teria sido apenas resultado de um período belicoso, e o verdadeiro comunismo ainda estaria por vir. Ora, a ideologia comunista tem uma ótima propaganda e, para conquistar as almas mais inocentes, a sua intelligentsia “se faz particular amigo da infância e procura aliciá-la, abraça todas as idades e condições, para formar o homem ‘socialista’ que há de constituir mais tarde a sociedade humana plasmada pelo ideal do socialismo” (Pio XI, Quadragesimo Anno , III, 2). Trata-se daquilo a que usualmente chamamos marxismo cultural , pelo qual os comunistas aliciam as consciências, deformando-as e corrompendo nelas os princípios do direito natural. Eis o grande perigo dos erros da Rússia, como bem alertou Nossa Senhora aos três Pastorinhos de Fátima e às crianças de Pesqueira. Não é preciso uma revolução armada quando já se tem um povo anestesiado pela mentira ideológica . Para os comunistas, a verdade não existe ontologicamente. Todo discurso, pensam eles, serve apenas para sustentar uma estrutura de poder, um interesse ideológico. Nessa lógica, a Igreja Católica, por exemplo, é somente mais uma engrenagem da mentalidade burguesa, que precisa ser destruída. Por isso Antônio Gramsci dizia ser necessário esvaziar a Igreja de seu conteúdo espiritual e enchê-la de teorias marxistas. Mas o marxismo não pode resistir à sua própria crítica. Se não existe verdade, qual seria então o interesse por trás do comunismo, senão o mesmo poder opressor que juram combater? Na verdade, os comunistas são os excelentes manipuladores das causas para o autobenefício: ontem eles matavam homossexuais nos gulag s, hoje são os mais ferrenhos defensores do orgulho LGBT; ontem eles defendiam os pobres, hoje se refestelam no tesouro nacional. A melhor defesa contra o comunismo é o estudo e a busca da verdade, como tem ensinado o apostolado do Padre Paulo Ricardo. Procuremos, assim, corresponder nossas vidas ao pedido de Nossa Senhora, consagrando-nos ao estudo das verdades divinas contra os erros do dragão vermelho. Leia também Como Nossa Senhora expulsou o Comunismo do Brasil através do Rosário – 1964 “Os comunistas têm medo de Nossa Senhora de Fátima” Cardeal e bispo emérito de Hong Kong fala sobre a situação da Igreja na China: “os comunistas têm medo de Nossa Senhora de Fátima”, ao ponto de impedirem que imagens suas entrem em território chinês. A convite de Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), o cardeal Joseph Zen Ze-kiu esteve presente ao Dia de Encontros promovido pela fundação no campo de peregrinos da cidade alemã de Kevelaer, no dia 13 de maio. O cardeal conversou com Berthold Pelter a respeito do papel da Igreja na reconstrução da sociedade chinesa e explicou por que os comunistas têm tanto medo de Nossa Senhora de Fátima. — ACN: Ao longo das últimas quatro décadas, a República Popular da China passou por uma profunda mudança social; reformas, sobretudo as econômicas, permitiram que o país se tornasse uma das maiores potências econômicas e tecnológicas do mundo. Que papel a ideologia comunista tem ainda hoje nesse processo? — Cardeal Joseph Zen Ze-kiu: Na verdade, a liderança política na China nunca levou a ideologia comunista muito a sério; pelo contrário, o comunismo chinês é uma forma velada de imperialismo. Prova disso é a corrupção desenfreada, mesmo dentro do Partido. Tudo gira em torno do poder. A única coisa que importa é a total obediência à autoridade do Estado. E devido à abertura do setor econômico e ao crescente enriquecimento as coisas só têm piorado. A riqueza alimenta a corrupção e a eleva a níveis ainda mais críticos. — ACN: Analistas políticos afirmam que, durante o governo do atual presidente, Xi Jinping, a situação dos direitos humanos agravou-se de fato. O que o sr. disse a este respeito? — Cardeal Joseph Zen Ze-kiu: No início, eu tinha grandes esperanças, porque o presidente tomara medidas contra a corrupção no governo e na sociedade; mas logo se tornou claro que ele estava apenas interessado no poder. Os que lutam pelos direitos humanos são reprimidos, perseguidos, humilhados e condenados em julgamentos favoráveis à imagem que se quer passar do governo dele. — ACN: O sr. poderia contar-nos alguma coisa sobre o atual estado das negociações entre o governo chinês e a Santa Sé? — Cardeal Joseph Zen Ze-kiu: Infelizmente, pouco se sabe dessas conversas. Existem ainda muitos outros problemas. A minha expectativa é de que as negociações demorem ainda bastante tempo. Na minha opinião, as lideranças estatais não vão aceitar nenhum acordo que não seja a submissão da Igreja à autoridade do Partido Comunista. Bispos da “igreja subterrânea”, por exemplo, foram obrigados a participar de cursos de preparação política durante a Semana Santa e não puderam, por isso, celebrar a Missa com os fiéis. O Papa Bento XVI falou em 2007 sobre reconciliação em sua carta aos católicos na China , e para ele isso significa, antes de tudo, reconciliação espiritual. Mas há muito ainda por ser feito! — ACN: Isso soa bastante pessimista. O que o sr. acha que acontecerá com o cristianismo na China? — Cardeal Joseph Zen Ze-kiu: Tudo depende de que consigamos ou não viver a nossa fé de modo autêntico, sem fazer concessões. Há cristãos na China que corajosamente defendem uma sociedade melhor. Muitos deles, porém, estão presos! Se o comunismo cair um dia, então os católicos deverão estar entre os responsáveis por construir uma nova China. Em todo o caso, isso só vai funcionar se os católicos não mancharem hoje a própria credibilidade fazendo concessões medrosas aos comunistas. — ACN: Nos últimos dias, nós católicos estamos comemorando as aparições de Nossa Senhora de Fátima, ocorridas há exatos cem anos. As mensagens de Nossa Senhora de Fátima alertam-nos para a ideologia atéia do comunismo. Os católicos na China têm conhecimento delas? — Cardeal Joseph Zen Ze-kiu: Claro que sim! Todos nós já ouvimos falar das mensagens de Fátima. Até mesmo os comunistas! Elas os deixam muito preocupados. Os comunistas, na verdade, têm medo de Nossa Senhora de Fátima. A coisa toda tem-se tornado ridícula; por exemplo, os comunistas não se opõem a que alguém vindo de outro país entre na China com estampas de “Maria Imaculada” ou representações da imagem milagrosa de “Maria Auxiliadora”; imagens de “Nossa Senhora de Fátima”, no entanto, estão proibidas. Eles consideram os acontecimentos de Fátima “anticomunistas”, o que, é claro, não é mais do que a verdade! — ACN: Então, o governo faz distinções. E, além disso, a veneração à Maria sob o título de “Auxílio dos cristãos” tem um significado especial para a China: no dia de sua festa, 24 de maio, a Igreja Católica promove em todo o mundo um dia de oração pela igreja chinesa; foi o Papa Bento XVI quem o introduziu em 2007. Qual a relevância deste dia de oração? — Cardeal Joseph Zen Ze-kiu: A veneração a Nossa Senhora sob o título de “Auxílio dos cristãos” está profundamente enraizada na China, e isso há muito tempo. Esse título refere-se não apenas ao socorro de cada fiel em particular, mas também ao da Igreja como um todo. O principal perigo na China, hoje em dia, é o ateísmo materialista. Infelizmente, esse dia de oração, o qual vale para a Igreja Católica ao redor de todo o mundo, é muito pouco conhecido; ele não é vivido com a devida seriedade. Leia também Revolução e guerra civil: Uma profecia para o Brasil Igreja e comunismo: um século de embates Os últimos cem anos, de 1917 a 2017, têm sido como uma recapitulação do protoevangelho, quando Deus disse à serpente: “ Porei inimizade entre ti e a mulher ” ( Gn 3, 15). Trata-se de uma guerra secular que representa o período mais acentuado desta inimizade. Tudo começou em 1917, com as revelações de Nossa Senhora de Fátima, de um lado, e a Revolução Russa, que levou à implantação do comunismo ateu, de outro. Quais seriam as chances de tamanha coincidência? Ao longo dos últimos cem anos, a forma mais grotesca que o “corpo místico” do Anticristo já adotou é, sem sombra de dúvida, o materialismo ateu, incorporado mundo afora por governos socialistas e comunistas. A serpente tornou-se Leviatã. Antes da Revolução de Outubro, Maria já advertira, em julho de 1917, que a Rússia espalharia “os seus erros pelo mundo, provocando guerras e perseguições contra a Igreja” . O resto, como sabemos, é história. As elites culturais do Ocidente e seus simpatizantes vêm há tempos forcejando por minimizar os males do marxismo. Este centenário da Revolução de Outubro é uma grande oportunidade para trazer à memória o “horrendo flagelo” — como lhe chamou Pio XI (cf. Encíclica “ Divini Redemptoris ”, de 19 mar. 1937, n. 7) — que vergastou o mundo através das perversas armadilhas do socialismo e do comunismo. Isto é particularmente importante na medida em que as elites culturais do Ocidente e seus simpatizantes vêm há tempos forcejando por minimizar os males do marxismo , como parece ser a intenção do jornal The New York Times , com sua “série de apaixonadas e saudosas recordações dos bons e velhos tempos do comunismo do século passado” [1]. Talvez seja mesmo chegada a hora de passar em revista esses tempos felizes do “século vermelho” com uma relaxante leitura de O Livro Negro do Comunismo ou O Arquipélago Gulag , de Solzhenitsyn. Mas, afinal, o que poderia ser mais enriquecedor do que dedicar um tempo a ler sobre o Grande Salto Adiante e a Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung? Melhor ainda: que tal estourar um saco de pipocas e assistir a’ Os gritos do silêncio [2], um filme para divertir toda a família? Alguns, porém, talvez se perguntem: “E quanto ao socialismo do século XXI?” Ora, basta dar uma rápida olhada nas notícias que chegam da Venezuela . Há não muito tempo, a Venezuela era uma país próspero, abundante em petróleo; numa palavra, um milagre socialista! Mas agora, após dezoito anos de marxismo, entre Chávez e Maduro, o país não passa de um inferno socialista. Muitos ali têm passado fome — uma especialidade comunista —, não lhes sobrando outra alternativa senão roubar ou comer animais de zoológico, prática na qual parecem ter especial predileção por carne de búfalo e porco-do-mato. Isso, infelizmente, não é incomum às experiências socialistas; antes, pelo contrário, constitui a regra geral . A alimentação venezuelana, contudo, deve ainda assim ser mais agradável que a dieta à base de mato e casca imposta aos reclusos na prisão estatal da Coreia do Norte. Os fatos históricos revelam que os demagogos comunistas foram responsáveis pela morte de 140 milhões de pessoas [3], desde Lênin até Stalin, passando por Mao Tsé-Tung, Pol Pot, Kim Jong-un, Chávez, Che Guevara, Fidel Castro… e a lista poderia ir-se alongando. Lênin disse, no final das contas, que é preciso quebrar uns tantos ovos para fazer uma omelete: 140 milhões de ovos quebrados; eis aí uma omelete gigante! A Igreja Católica nunca se deixou enganar pelas trapaças do socialismo e do comunismo. A Igreja , por sua vez, nunca se deixou enganar pelas trapaças do socialismo e do comunismo . Encíclicas atrás de encíclicas denunciaram, desde o princípio, a falsa ideologia de Marx e Engels. De fato, o Catecismo o afirma claramente: “A Igreja rejeitou as ideologias totalitárias e atéias, associadas, nos tempos modernos, ao ‘comunismo’ ou ao ‘socialismo’” (n. 2425). O Catecismo, porém, é curto e sucinto, ao passo que as encíclicas papais são ricas em detalhes e categóricas em suas condenações . Em 1846, o Papa Pio IX promulgou a encíclica “ Qui Pluribus ”, sobre fé e religião, na qual já combatia vigorosamente as ideias de Marx, que em 1848 publicaria O Manifesto Comunista . Pio IX ali se referia à “nefanda doutrina do comunismo, contrária ao direito natural, que, uma vez admitida, lança por terra os direitos de todos, a propriedade e até mesmo a sociedade humana ”. Ele advertia contra “as mais perversas criações de homens que, trajados por fora com peles de ovelha, por dentro não passam de lobos rapaces”. Em 1878, o Papa Leão XIII escrevia sobre os males do socialismo na encíclica “ Quod Apostolici Muneris ”. O Pontífice começa a carta referindo-se à “ praga mortífera que se tem difundido no seio mesmo da sociedade humana, conduzindo-a ao abismo da destruição ”. Leão XIII aponta em seguida que “as facções dos que, sob diversas e quase bárbaras designações, chamam-se socialistas, comunistas ou niilistas , espalhados ao redor do mundo e unidos pelos laços estreitíssimos de uma perversa confederação, já não se põem ao abrigo da sombra de reuniões secretas, senão que, marchando aberta e confiadamente à luz do dia, ousam levar a cabo o que há muito tempo vêm maquinando: a derrocada de toda a sociedade civil ”. A encíclica também chamava a atenção para o projeto socialista de destruição do matrimônio e da família . Para os socialistas, com efeito, não pode haver maior fidelidade, nem mesmo a Deus e à família, do que a obediência ao Estado todo-poderoso. Leão XIII afirmava ainda que “os fundamentos da sociedade repousam, antes de tudo, sobre a união indissolúvel entre os esposos, conforme as exigências da lei natural”. E no entanto “ as doutrinas socialistas aspiram por dissolver quase por completo os elos desta união ”. Leia também Católico que professa comunismo está excomungado, lembra padre O socialismo ergue-se sobre as bases da cobiça, ou seja, uma transgressão do nono e décimo Mandamentos. Treze anos depois, em 1891, Leão XIII voltou a escrever outra encíclica, “ Rerum Novarum ”, a respeito do trabalho, do capital e da classe operária. Trata-se do texto fundacional da doutrina social católica nos tempos modernos . Dizia o Pontífice: “Os socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida”. Isto, declarou a Igreja, “é sumamente injusto” e “o remédio proposto está em oposição flagrante com a justiça, porque a propriedade particular e pessoal é, para o homem, de direito natural ”. O socialismo ergue-se sobre as bases da cobiça , ou seja, uma transgressão do nono e décimo Mandamentos. Eis o que diz a “ Rerum Novarum ”: “A autoridade das leis divinas vem pôr […] o seu selo, proibindo, sob pena gravíssima, até mesmo o desejo do que pertence aos outros ”. O socialismo se baseia, além disso, na falsa ideia da luta de classes. Também para dissipar este erro Leão XIII levantou a voz: “O erro capital na questão presente é crer que as duas classes são inimigas natas uma da outra, como se a natureza tivesse armado os ricos e os pobres para se combaterem mutuamente num duelo obstinado . Isto é uma aberração tal que é necessário colocar a verdade numa doutrina contrariamente oposta”. Como já o fizera em encíclicas anteriores, Leão XIII insiste em defender contra as investidas socialistas as instituições familiar e matrimonial: “À família […] será forçosamente necessário atribuir certos direitos e certos deveres absolutamente independentes do Estado”. “ Querer , pois, que o poder civil invada arbitrariamente o santuário da família é um erro grave e funesto .” Em 1931, o Papa Pio XI divulgou a carta “ Quadragesimo Anno ”, por ocasião do 40.ª aniversário da encíclica “ Rerum Novarum ”, à qual chamou a “Carta Magna” da doutrina social católica. Pio XI afirma sem rodeios: “Declaramos: o socialismo quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como ‘ação’ […] não pode conciliar-se com a doutrina católica ”. O Pontífice foi ainda mais longe, ao dizer: “Se este erro, como todos os mais, encerra algo de verdade […], funda-se contudo numa concepção própria da sociedade humana diametralmente oposta à verdadeira doutrina católica. ‘Socialismo religioso’ e ‘socialismo católico’ são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista ”. Mas o que pensar do socialismo mitigado? Também este fustigou-o o Papa de forma bastante sucinta: “Citamos novamente a juízo o comunismo e o socialismo, e vimos o quanto as suas formas, ainda as mais mitigadas, se desviam dos ditames do Evangelho ”. Reiterá-lo-ia anos depois o Papa João XXIII, em sua encíclica “ Mater et Magistra ”, de 1961: “Entre comunismo e cristianismo, o Pontífice [Pio XI] declara novamente que a oposição é radical, e acrescenta que não se pode admitir de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado ”. O comunismo é particularmente nocivo, já que “priva a pessoa humana da sua dignidade”. E, para ser justo, Pio XI repreendeu também o “individualismo” e o capitalismo extremos por não respeitarem a dignidade humana do trabalhador , cuja atividade não pode ser vendida como um “um simples gênero comercial”. O Pontífice apontava ainda que o remédio mais necessário consiste , não na reação violenta dos socialistas em ordem ao desmantelamento do livre mercado, mas, antes de tudo, na “reforma dos costumes” . De fato, a postura da Igreja frente a esses problemas sempre foi ponderada, resguardando os direitos tanto do empregado quanto do empregador, mediante uma volta à caridade cristã e ao zelo pelo bem do próximo. Sua crítica mais dura, no entanto, reservou-a Pio XI à “peste comunista”, cujas ações e intenções são desmascaradas nos seguintes termos: “guerra de classes sem tréguas nem quartel e completa destruição da propriedade particular”; “a tudo se atreve, nada respeita; uma vez no poder, é incrível e espantoso quão bárbaro e desumano se mostra ”; “aí estão a atestá-lo as mortandades e ruínas”; “ ódio declarado contra a Santa Igreja e contra o mesmo Deus ”; “a impiedade e iniquidade do comunismo”; “doutrinas que porão a sociedade a ferro e fogo”; “ abre caminho à subversão e ruína completa da sociedade .” Leia também Os males do comunismo “O socialismo quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como ‘ação’, não pode conciliar-se com a doutrina católica.” Mas o Papa não parou por aí. Em 1937, veio a lume outra de suas encíclicas, a “ Divini Redemptoris ”, a respeito do comunismo ateu. O Pontífice não poupou palavras. Exortou a que “os fiéis não se deixem enganar! O comunismo é intrinsecamente perverso e não se pode admitir em campo nenhum a colaboração com ele, da parte de quem quer que deseje salvar a civilização cristã”. É um “sistema cheio de erros e sofismas” . A encíclica tinha em mente o “perigo ameaçador” do “comunismo, denominado bolchevista e ateu, que se propõe como fim peculiar revolucionar radicalmente a ordem social e subverter os próprios fundamentos da civilização cristã .” O comunismo é particularmente nocivo, já que “priva a pessoa humana da sua dignidade”. “ Os direitos naturais […] são negados ao […] indivíduo para serem atribuídos à coletividade ”. E é precisamente por isso que “qualquer direito de propriedade privada […] tem de ser radicalmente destruído”. É a coletividade que legisla em matérias de matrimônio e família. “ O matrimônio e a família são apenas uma instituição civil e artificial ”, dependente “ da vontade dos indivíduos ou da coletividade ”. É o ressurgimento das “cartas de divórcio”. A difusão do comunismo foi possível graças à propaganda diabólica dos “filhos das trevas” e à “conspiração do silêncio” orquestrada pela imprensa não-católica, silêncio devido em parte às “diversas forças ocultas que já há muito porfiam por destruir a ordem social cristã”. Isso soa familiar. Em 1991, o Papa João Paulo II publicou a “ Centesimus Annus ”, em comemoração ao centenário da “ Rerum Novarum ”. Esta nova encíclica reafirmava o ensinamento segundo o qual a raiz do totalitarismo moderno encontra-se na negação da dignidade transcendental da pessoa humana . O socialismo “considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo econômico-social”. “ Luta de classes em sentido marxista e militarismo têm , portanto, a mesma raiz: o ateísmo e o desprezo da pessoa humana, que fazem prevalecer o princípio da força sobre o da razão e do direito ”. Como sabiamente notou Fulton Sheen, “o comunismo pretende estabelecer o impossível: uma irmandade entre os homens prescindindo da paternidade divina”. George Orwell conhecia bem o engodo socialista, adaptando-lhe o mantra em sua obra A Revolução dos Bichos : “ Todos os animais são iguais ”, e no entanto, como dirá o porco a certa altura da história, “ alguns animais são mais iguais do que outros ”. A sua verdadeira face, uma hora ou outra, acaba sendo descoberta. É o “duplipensar” do Partido. E como são estranhamente atuais o “pensar criminoso” e a “patrulha ideológica” de 1984 no ambiente politicamente correto que se respira nas universidades norte-americanas e em tantos governos europeus! O Muro de Berlim veio abaixo e a União Soviética dissolveu-se, mas o marxismo cultural está forte como nunca . O Leviatã continua furioso e com o chicote em mãos; sua cabeça, porém, já foi esmagada. As vanguardas progressistas da esquerda são os herdeiros ideológicos da socialismo e do comunismo do século XX. Eles fazem avançar a revolução ao adotarem os “erros da Rússia” e atacarem a propriedade privada, o livre mercado, a liberdade individual e a livre expressão, o casamento e a família tradicionais, a liberdade de consciência e a liberdade de culto. Talvez não haja agora mesmo um “império do mal”, um único Estado totalitário; o que há , isso sim, é um totalitarismo das inteligências, a pressão imperiosa exercida pelos media , pela educação, pelos governos e sistemas judiciais . O Big Brother continua à espreita. Mas ainda há esperança. A Igreja triunfou, sim, do comunismo ateu, e Cristo garantiu-nos que as portas do inferno não hão de prevalecer contra ela. Nos sombrios idos de 1917, em meio à Primeira Guerra Mundial e à difusão dos males do comunismo ateu, a Virgem Maria prometeu: “ No fim, o meu Imaculado Coração triunfará ”. Sim, o Leviatã continua furioso e com o chicote em mãos; sua cabeça, porém, já foi esmagada . Fonte: Equipe Christo Nihil Praeponere Leia também: Entenda porque um católico não pode defender o comunismo #Comunismo #FormaçõesCatólicas #NossaSenhora #NossaSenhoradeFátima
- Qualquer falecido tem direito a missa das exéquias?
Na era da tecnologia, das notícias em tempo real e das redes sociais, cada vez mais as pessoas expõem suas vidas e sua intimidade. Essa é uma uma tendência que aumenta cada dia e, para o bem ou para o mal, fica cada vez mais fácil identificar quando alguém não dá bom testemunho de sua fé. Uma pesquisa feita em 2018 pela Arquidiocese de São Paulo, sobre a situação religiosa e pastoral da Igreja, mostrou que apenas cerca de 5% dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical ; outros cerca de 25% frequentam a Missa de vez em quando. E são cerca de 70% dos católicos que não frequentam a Missa nunca, ou quase nunca. Além dos preceitos básicos da fé católica, é possível observar que cada vez mais católicos não se importam em cometer pecados públicos , cujas matérias são graves e inegociáveis perante a doutrina católica. Nesse contexto, torna-se cada vez mais comum se deparar com situações que causam escândalo entre os católicos, quando um pecador público busca os sacramentos da igreja sem demonstrar sinais de arrependimento pelos pecados que cometeu. Veja o comentário feito pelo Padre Gabriel Vila Verde em suas redes sociais sobre as missas de exéquias: “Por causa de uma visão equivocada a respeito da Igreja Católica, muitos pensam que o Padre tem a obrigação de celebrar Missa por qualquer falecido, mas não! A Missa Católica existe para (e somente para) os católicos. Quem não buscou a Missa durante a vida, não tem necessidade de Missa após a morte. Seria uma afronta à memória do próprio falecido. Tudo isso sem contar o que afirma Código de Direito Canônico: Cân. 1184 § 1. Devem ser privados das exéquias eclesiásticas, a não ser que antes da morte tenham dado algum sinal de penitência: 1.º os apóstatas, hereges e cismáticos notórios; 2.º os que tiverem escolhido a cremação de seu corpo por motivos contrários à fé cristã; 3.º outros pecadores manifestos, aos quais não se possam conceder exéquias eclesiásticas sem escândalo público dos fiéis; § 2. Em caso de dúvida, seja consultado o Ordinário local, a cujo juízo se deve obedecer. Cân. 1185 A quem se negaram exéquias eclesiásticas, deve-se negar também qualquer missa exequial. Logo, quem quiser Missa de sufrágio, busque a Missa enquanto vivo e seja CATÓLICO. Após a morte, não há mais tempo para se arrepender!” Leia também: Missa de Paulo Gustavo promoveu narrativa contra Igreja e teve até comunhão do ‘companheiro’ Assista o que ensina o Padre José Augusto sobre este tema:
- Qualquer falecido tem direito a missa das exéquias?
Na era da tecnologia, das notícias em tempo real e das redes sociais, cada vez mais as pessoas expõem suas vidas e sua intimidade. Essa é uma uma tendência que aumenta cada dia e, para o bem ou para o mal, fica cada vez mais fácil identificar quando alguém não dá bom testemunho de sua fé. Uma pesquisa feita em 2018 pela Arquidiocese de São Paulo, sobre a situação religiosa e pastoral da Igreja, mostrou que apenas cerca de 5% dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical ; outros cerca de 25% frequentam a Missa de vez em quando. E são cerca de 70% dos católicos que não frequentam a Missa nunca, ou quase nunca. Além dos preceitos básicos da fé católica, é possível observar que cada vez mais católicos não se importam em cometer pecados públicos , cujas matérias são graves e inegociáveis perante a doutrina católica. Nesse contexto, torna-se cada vez mais comum se deparar com situações que causam escândalo entre os católicos, quando um pecador público busca os sacramentos da igreja sem demonstrar sinais de arrependimento pelos pecados que cometeu. Veja o comentário feito pelo Padre Gabriel Vila Verde em suas redes sociais sobre as missas de exéquias: “Por causa de uma visão equivocada a respeito da Igreja Católica, muitos pensam que o Padre tem a obrigação de celebrar Missa por qualquer falecido, mas não! A Missa Católica existe para (e somente para) os católicos. Quem não buscou a Missa durante a vida, não tem necessidade de Missa após a morte. Seria uma afronta à memória do próprio falecido. Tudo isso sem contar o que afirma Código de Direito Canônico: Cân. 1184 § 1. Devem ser privados das exéquias eclesiásticas, a não ser que antes da morte tenham dado algum sinal de penitência: 1.º os apóstatas, hereges e cismáticos notórios; 2.º os que tiverem escolhido a cremação de seu corpo por motivos contrários à fé cristã; 3.º outros pecadores manifestos, aos quais não se possam conceder exéquias eclesiásticas sem escândalo público dos fiéis; § 2. Em caso de dúvida, seja consultado o Ordinário local, a cujo juízo se deve obedecer. Cân. 1185 A quem se negaram exéquias eclesiásticas, deve-se negar também qualquer missa exequial. Logo, quem quiser Missa de sufrágio, busque a Missa enquanto vivo e seja CATÓLICO. Após a morte, não há mais tempo para se arrepender!” Leia também: Missa de Paulo Gustavo promoveu narrativa contra Igreja e teve até comunhão do ‘companheiro’ Assista o que ensina o Padre José Augusto sobre este tema:
- CRÔNICA DE UMA DESOBEDIÊNCIA ANUNCIADA E CUMPRIDA
Respondendo a uma pergunta que chegou à Santa Sé — “A Igreja dispõe do poder de abençoar as uniões de pessoas do mesmo sexo?” —, no dia 22 de fevereiro de 2021 a Congregação para a Doutrina da Fé publicou um documento que, em síntese, dizia mais ou menos o seguinte: bênçãos, que são sacramentais, podem ser dadas a pessoas com inclinações homossexuais, desde que manifestem a vontade de viver em fidelidade aos desígnios revelados por Deus, mas não são lícitas quando tendem a reconhecer as uniões ditas homoeróticas. Se há algo que Deus respeita, no ser humano, é a liberdade para o pecado ou a graça. Se Deus, que é Deus, respeita a escolha do pecador, como não o faríamos nós, pobres e miseráveis mortais? Nem seria necessária a “lei da homofobia” para obrigar um cristão a tratar com respeito os que optam por praticar sexo de forma diferente da que permite a Igreja e a revelação divina. Fruto dessa liberdade para as escolhas é o projeto cismático de certos padres e bispos alemães que, entre outras coisas, inclui abençoar casais homossexuais, dar comunhão a protestantes e transformar mulheres em sacerdotisas e diaconisas. Estavam previstas duas manifestações públicas para este mês de maio: no dia 10 de maio, abençoar casais homossexuais (coisa que já aconteceu); e, no próximo dia 15, dar comunhão a protestantes. Tudo isto — provocação das provocações — no mês de Nossa Senhora, no mês de comemoração das aparições de Fátima, cujo “terceiro segredo” anunciava justamente o martírio da Igreja, que esses clérigos alemães já estão praticando. Independente do que farão os responsáveis pela manutenção da ordem eclesial, algo já ocorreu com os padres que, na última segunda-feira, abençoaram aqueles casais (incluindo os bispos que os apoiaram ou toleraram o ato). Mesmo que o Papa não os puna com um decreto público, seu ato de desobediência, a um só tempo cismático e herético, implica a pena canônica automática da excomunhão “latae sententiae” (que ocorre no momento mesmo em que a falta é cometida), tornando-os incapazes de ministrar os sacramentos católicos. Um abaixo-assinado, apoiado pelo Cardeal Zen e pelo Bispo Schneider, foi enviado ao Papa, pedindo que interviesse diretamente para impedir o acontecimento. Se houve essa tentativa (e parece que houve), os bispos não conseguiram conter os padres rebeldes, que são mais agentes da causa LGBT do que membros da Igreja militante. Esperemos que venham as devidas sanções canônicas, embora pareça mais provável que, em vez delas, tenhamos novamente “misericórdia”, nobre palavra usada muitas vezes na Igreja, atualmente, para significar vista grossa.
- “Sacrilégio e Diabólico” esclarece sacerdote sobre bênçãos a uniões do mesmo sexo
Hugo Valdemar, cônego penitenciário da arquidiocese do México, afirmou que a bênção uniões homossexuais dadas ontem dia 10 na Alemanha “é um verdadeiro ato sacrílego” e um “ato diabólico de orgulho e imoralidade”. A bênção de uniões homossexuais na Alemanha “não é só um ato de indisciplina e rebelião contra o papa e contra a Congregação para a Doutrina da Fé, mas é um verdadeiro sacrilégio”, afirma o sacerdote que foi diretor de comunicação da arquidiocese de México por 15 anos. Nesta segunda-feira, 10 de maio, padres e agentes pastorais da Igreja na Alemanha abençoaram casais homossexuais em um evento intitulado “O amor vence” em mais de 100 lugares em todo o país, com o apoio de vários bispos e em desafio aberto à proibição explícita do Vaticano, que em 15 de março declarou que esse tipo de bênção não é possível porque a Igreja não pode abençoar o pecado”. O padre mexicano advertiu que a bênção de casais homossexuais “é um verdadeiro desafio a Deus e sua lei natural, um desrespeito pela Sagrada Escritura que considera esses atos como pecado grave e abominação, e um profundo desprezo pelos ensino secular da igreja sobre este grave pecado. Em suma, é um verdadeiro ato diabólico de orgulho e imoralidade”. Padre Valdemar explicou que “as pessoas sempre podem ser abençoadas, mesmo que sejam pecadoras, mas o que é em si um pecado grave e ofende a Deus, como atos homossexuais, não pode ser abençoado”. O Catecismo da Igreja Católica afirma no número 2.358 que os homossexuais “devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Todos os sinais de discriminação injusta serão evitados em relação a eles. Essas pessoas são chamadas a cumprir a vontade de Deus na sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar pela sua condição”. “O que é inaceitável para a Igreja é o pecado da luxúria, seja entre heterossexuais ou homossexuais. Alguns mal-intencionados fazem crer que a rejeição do pecado pela Igreja é o mesmo que rejeitar o pecador, o que não é verdade”. “Para o pecador, seja qual for o seu pecado, as portas da misericórdia estarão sempre abertas, mas a exigência de arrependimento e conversão também estará sempre presente”, acrescentou. Para o padre Valdemar é importante que os católicos estejam atentos a esta situação na Alemanha. “Para não nos deixar envolver por esta mentalidade perversa de ideologia de gênero que aos poucos está impregnando a sociedade”, disse. “Além de estarmos atentos, devemos pedir a unidade da Igreja, que sem dúvida está em risco porque o que se passa na Alemanha já é, de fato, um lamentável cisma”, concluiu. Fonte: ACI Digital
- “Sacrilégio e Diabólico” esclarece sacerdote sobre bênçãos a uniões do mesmo sexo
Hugo Valdemar, cônego penitenciário da arquidiocese do México, afirmou que a bênção uniões homossexuais dadas ontem dia 10 na Alemanha “é um verdadeiro ato sacrílego” e um “ato diabólico de orgulho e imoralidade”. A bênção de uniões homossexuais na Alemanha “não é só um ato de indisciplina e rebelião contra o papa e contra a Congregação para a Doutrina da Fé, mas é um verdadeiro sacrilégio”, afirma o sacerdote que foi diretor de comunicação da arquidiocese de México por 15 anos. Nesta segunda-feira, 10 de maio, padres e agentes pastorais da Igreja na Alemanha abençoaram casais homossexuais em um evento intitulado “O amor vence” em mais de 100 lugares em todo o país, com o apoio de vários bispos e em desafio aberto à proibição explícita do Vaticano, que em 15 de março declarou que esse tipo de bênção não é possível porque a Igreja não pode abençoar o pecado”. O padre mexicano advertiu que a bênção de casais homossexuais “é um verdadeiro desafio a Deus e sua lei natural, um desrespeito pela Sagrada Escritura que considera esses atos como pecado grave e abominação, e um profundo desprezo pelos ensino secular da igreja sobre este grave pecado. Em suma, é um verdadeiro ato diabólico de orgulho e imoralidade”. Padre Valdemar explicou que “as pessoas sempre podem ser abençoadas, mesmo que sejam pecadoras, mas o que é em si um pecado grave e ofende a Deus, como atos homossexuais, não pode ser abençoado”. O Catecismo da Igreja Católica afirma no número 2.358 que os homossexuais “devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Todos os sinais de discriminação injusta serão evitados em relação a eles. Essas pessoas são chamadas a cumprir a vontade de Deus na sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar pela sua condição”. “O que é inaceitável para a Igreja é o pecado da luxúria, seja entre heterossexuais ou homossexuais. Alguns mal-intencionados fazem crer que a rejeição do pecado pela Igreja é o mesmo que rejeitar o pecador, o que não é verdade”. “Para o pecador, seja qual for o seu pecado, as portas da misericórdia estarão sempre abertas, mas a exigência de arrependimento e conversão também estará sempre presente”, acrescentou. Para o padre Valdemar é importante que os católicos estejam atentos a esta situação na Alemanha. “Para não nos deixar envolver por esta mentalidade perversa de ideologia de gênero que aos poucos está impregnando a sociedade”, disse. “Além de estarmos atentos, devemos pedir a unidade da Igreja, que sem dúvida está em risco porque o que se passa na Alemanha já é, de fato, um lamentável cisma”, concluiu. Fonte: ACI Digital
- Papa Francisco institui o ministério leigo do catequista: “Deve ser totalmente secular, sem ca
Na manhã desta terça-feira, 11 de maio, o Papa Francisco publicou a carta Apostólica sob forma de Motu Proprio (de própria iniciativa) Antiquum ministerium. Através dela o Papa cria o ministério laical de catequista e estabelece algumas diretrizes para o exercício do mesmo. “O ministério do catequista na Igreja é muito antigo. Entre os teólogos, é comum que os primeiros exemplos já sejam encontrados nos escritos do Novo Testamento”, observa o Papa no início da Carta Apostólica que foi publicada hoje. Toda a história da evangelização nos últimos 2.000 anos “mostra com grande evidência o quão eficaz tem sido a missão dos catequistas”. Bispos, padres, diáconos e religiosos “dedicaram suas vidas ao ensino catequético para que a fé possa ser um apoio válido para a existência pessoal de cada ser humano”. “Você não pode esquecer as incontáveis pessoas leigas que estiveram diretamente envolvidas na disseminação do Evangelho através do ensino catequético”, acrescenta o Papa. O catequista “é chamado primeiro a manifestar sua competência no serviço pastoral da transmissão da fé”. Ele também “é ao mesmo tempo testemunha da fé, professor e mytagogo, companheiro e pedagogia que ensina em nome da Igreja”. Uma identidade, diz Francisco, “que só pode ser desenvolvida com coerência e responsabilidade através da oração, estudo e participação direta na vida comunitária”. “A fidelidade ao passado e a responsabilidade pelo presente são as condições indispensáveis para a Igreja realizar sua missão no mundo”, explica. Desde o Concílio Vaticano II, diz Francisco, a Igreja “tem percebido com consciência renovada a importância do compromisso do leigo com o trabalho de evangelização”. Sem qualquer prejuízo da própria missão do bispo, que é ser “o primeiro catequista” em sua diocese ao lado do presbitério, e “para a responsabilidade particular dos pais pela formação cristã de seus filhos”, escreve o Santo Padre, “é necessário reconhecer a presença de leigos que, em virtude do próprio batismo, se sentem chamados a colaborar a serviço da catequese”. Também é exigido “que sejam fiéis colaboradores de padres e diáconos, dispostos a exercer ministério quando necessário, e encorajados pelo verdadeiro entusiasmo apostólico”. Francisco, por fim, observa que a Congregação para a Adoração Divina e a Disciplina dos Sacramentos “em breve serão responsáveis pela publicação do Rito de Instituição do Ministério Leigo da Catequista”, e convida as Conferências Episcopais a efetivar o ministério, “estabelecendo o itinerário necessário de formação e os critérios normativos para acessá-lo, encontrando as formas mais coerentes de serviço que serão chamados a realizar de acordo com o que se expressa nesta Carta Apostólica”. A seguir, a íntegra do texto da Carta Apostólica, publicada neste 11 de maio pelo Vaticano: CARTA APOSTÓLICA SOB FORMA DE «MOTU PROPRIO» DO SUMO PONTÍFICE FRANCISCO PELA QUAL SE INSTITUI OMINISTÉRIO DE CATEQUISTA Antiquum ministerium 1. MINISTÉRIO ANTIGO é o de Catequista na Igreja. Os teólogos pensam, comumente, que se encontram os primeiros exemplos já nos escritos do Novo Testamento. A primeira forma, germinal, deste serviço do ensinamento achar-se-ia nos «mestres» mencionados pelo apóstolo Paulo ao escrever à comunidade de Corinto: «E aqueles que Deus estabeleceu na Igreja são, em primeiro lugar, apóstolos; em segundo, profetas; em terceiro, mestres; em seguida, há o dom dos milagres, depois o das curas, o das obras de assistência, o de governo e o das diversas línguas. Porventura são todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Fazem todos milagres? Possuem todos o dom das curas? Todos falam línguas? Todos as interpretam? Aspirai, porém, aos melhores dons. Aliás vou mostrar-vos um caminho que ultrapassa todos os outros» (1 Cor 12, 28-31). O próprio Lucas afirma, na abertura do seu Evangelho: «Resolvi eu também, depois de tudo ter investigado cuidadosamente desde a origem, expô-los [os factos que entre nós se consumaram] a ti por escrito e pela sua ordem, caríssimo Teófilo, a fim de reconheceres a solidez da doutrina emque foste instruído» (Lc 1, 3-4). O evangelista parece bem ciente de estar a fornecer, com os seus escritos, uma forma específica de ensinamento que permite dar solidez e vigor a quantos já receberam o Batismo. E voltando ao mesmo tema, o apóstolo Paulo recomenda aos Gálatas: «Mas quem está a ser instruído na Palavra esteja em comunhão com aquele que o instrui, em todos os bens» (Gal 6, 6). Como se vê, o texto acrescenta uma peculiaridade fundamental: a comunhão de vida como caraterística da fecundidade da verdadeira catequese recebida. 2. Desde os seus primórdios, a comunidade cristã conheceu uma forma difusa de ministerialidade, concretizada no serviço de homens e mulheres que, obedientes à ação do Espírito Santo, dedicaram a sua vida à edificação da Igreja. Os carismas, que o Espírito nunca deixou de infundir nos batizados, tomaram em certos momentos uma forma visível e palpável de serviço à comunidade cristã nas suas múltiplas expressões, chegando ao ponto de ser reconhecido como uma diaconia indispensável para a comunidade. E assim o interpreta o apóstolo Paulo, com a sua autoridade, quando afirma: «Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo; há diversidade de serviços, mas o Senhor é o mesmo; há diversos modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito, para proveito comum. A um é dada, pela ação do Espírito, uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, segundo o mesmo Espírito; a outro, a fé, no mesmo Espírito; a outro, o dom das curas, no único Espírito; a outro, o poder de fazer milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas. Tudo isto, porém, o realiza o único e o mesmo Espírito, distribuindo a cada um, conforme lhe apraz» (1 Cor 12, 4-11). Por conseguinte é possível reconhecer, dentro da grande tradição carismática do Novo Testamento, a presença concreta de batizados que exerceram o ministério de transmitir, de forma mais orgânica, permanente e associada com as várias circunstâncias da vida, o ensinamento dos apóstolos e dos evangelistas (cf. CONC. ECUM. VAT. II, Const. dogm. Dei Verbum, 8). A Igreja quis reconhecer este serviço como expressão concreta do carisma pessoal, que tanto favoreceu o exercício da sua missão evangelizadora. Olhar para a vida das primeiras comunidades cristãs, que se empenharam na difusão e progresso do Evangelho, estimula também hoje a Igreja a perceber quais possam ser as novas expressões para continuarmos a permanecer fiéis à Palavra do Senhor, a fim de fazer chegar o seu Evangelho a toda a criatura. 3. Toda a história da evangelização destes dois milénios manifesta, com grande evidência, como foi eficaz a missão dos catequistas. Bispos, sacerdotes e diáconos, juntamente com muitos homens e mulheres de vida consagrada, dedicaram a sua vida à instrução catequética, para que a fé fosse um válido sustentáculo para a existência pessoal de cada ser humano. Além disso, alguns reuniram à sua volta outros irmãos e irmãs, que, partilhando o mesmo carisma, constituíram Ordens religiosas totalmente dedicadas ao serviço da catequese. Não se pode esquecer a multidão incontável de leigos e leigas que tomaram parte, diretamente, na difusão do Evangelho através do ensino catequístico. Homens e mulheres, animados por uma grande fé e verdadeiras testemunhas de santidade, que, em alguns casos, foram mesmo fundadores de Igrejas, chegando até a dar a sua vida. Também nos nossos dias, há muitos catequistas competentes e perseverantes que estão à frente de comunidades em diferentes regiões, realizando uma missão insubstituível na transmissão e aprofundamento da fé. A longa série de Beatos, Santos e Mártires catequistas que marcou a missão da Igreja, merece ser conhecida, pois constitui uma fonte fecunda não só para a catequese, mas também para toda a história da espiritualidade cristã. 4. A partir do Concílio Ecuménico Vaticano II, a Igreja apercebeu-se, com renovada consciência, da importância do compromisso do laicado na obra de evangelização. Os Padres conciliares reafirmaram várias vezes a grande necessidade que há, tanto para a implantação da Igreja como para o crescimento da comunidade cristã, do envolvimento direto dos fiéis leigos nas várias formas em que se pode exprimir o seu carisma. «É digno de elogio aquele exército com tantos méritos na obra das missões entre pagãos, o exército dos catequistas, homens e mulheres, que, cheios do espírito apostólico, prestam com grandes trabalhos uma ajuda singular e absolutamente necessária à expansão da fé e da Igreja. Hoje em dia, em razão da escassez de clero para evangelizar tão grandes multidões e exercer o ministério pastoral, o ofício dos catequistas tem muitíssima importância» (CONC. ECUM. VAT. II, Decr. Ad gentes, 17). A par do rico ensinamento conciliar, é preciso referir o interesse constante dos Sumos Pontífices, do Sínodo dos Bispos, das Conferências Episcopais e dos vários Pastores, que, no decorrer destas décadas, imprimiram uma notável renovação à catequese. O Catecismo da Igreja Católica, a Exortação apostólica Catechesi tradendae, o Diretório Catequístico Geral, o Diretório Geral da Catequese, o recente Diretório da Catequese, juntamente com inúmeros Catecismos nacionais, regionais e diocesanos são expressão do valor central da obra catequística, que coloca em primeiro plano a instrução e a formação permanente dos crentes. 5. Sem diminuir em nada a missão própria do Bispo – de ser o primeiro Catequista na sua diocese, juntamente com o presbitério que partilha com ele a mesma solicitude pastoral – nem a responsabilidade peculiar dos pais relativamente à formação cristã dos seus filhos (cf. CIC cân. 774 §2; CCEO cân. 618), é necessário reconhecer a presença de leigos e leigas que, em virtude do seu Batismo, se sentem chamados a colaborar no serviço da catequese (cf. CIC cân. 225; CCEO câns. 401 e 406). Esta presença torna-se ainda mais urgente nos nossos dias, devido à renovada consciência da evangelização no mundo contemporâneo (cf. FRANCISCO, Exort. ap. Evangelii gaudium, 163-168) e à imposição duma cultura globalizada (cf. FRANCISCO, Carta enc. Fratelli tutti, 100.138), que requer um encontro autêntico com as jovens gerações, sem esquecer a exigência de metodologias e instrumentos criativos que tornem o anúncio do Evangelho coerente com a transformação missionária que a Igreja abraçou. Fidelidade ao passado e responsabilidade pelo presente são as condições indispensáveis para que a Igreja possa desempenhar a sua missão no mundo. Despertar o entusiasmo pessoal de cada batizado e reavivar a consciência de ser chamado a desempenhar a sua missão na comunidade requer a escuta da voz do Espírito que nunca deixa faltar a sua presença fecunda (cf. CIC cân. 774 §1; CCEO cân. 617). O Espírito chama, também hoje, homens e mulheres para irem ao encontro de tantas pessoas que esperam conhecer a beleza, a bondade e a verdade da fé cristã. É tarefa dos Pastores sustentar este percurso e enriquecer a vida da comunidade cristã com o reconhecimento de ministérios laicais capazes de contribuir para a transformação da sociedade através da «penetração dos valores cristãos no mundo social, político e económico» (Evangelii gaudium, 102). 6. O apostolado laical possui, indiscutivelmente, uma valência secular. Esta exige «procurar o Reino de Deus, tratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus» (CONC. ECUM. VAT. II, Const. dogm. Lumen gentium, 31). A sua vida diária é tecida de encontros e relações familiares e sociais, o que permite verificar como «são especialmente chamados a tornarem a Igreja presente e ativa naqueles locais e circunstâncias em que, só por meio deles, ela pode ser o sal da terra» (Lumen gentium, 33). Entretanto é bom recordar que, além deste apostolado, «os leigos podem ainda ser chamados, por diversos modos, a uma colaboração mais imediata no apostolado da Hierarquia, à semelhança daqueles homens e mulheres que ajudavam o apóstolo Paulo no Evangelho, trabalhando muito no Senhor» (Lumen gentium, 33). No entanto, a função peculiar desempenhada pelo Catequista especifica-se dentro doutros serviços presentes na comunidade cristã. Com efeito, o Catequista é chamado, antes de mais nada, a exprimir a sua competência no serviço pastoral da transmissão da fé que se desenvolve nas suas diferentes etapas: desde o primeiro anúncio que introduz no querigma, passando pela instrução que torna conscientes da vida nova em Cristo e prepara de modo particular para os sacramentos da iniciação cristã, até à formação permanente que consente que cada batizado esteja sempre pronto «a dar a razão da sua esperança a todo aquele que lha peça» (cf. 1 Ped 3, 15). O Catequista é simultaneamente testemunha da fé, mestre e mistagogo, acompanhante e pedagogo que instrui em nome da Igreja. Uma identidade que só mediante a oração, o estudo e a participação direta na vida da comunidade é que se pode desenvolver com coerência e responsabilidade (cf. CONS. PONT. PARA A PROMOÇÃO DA NOVA EVANGELIZAÇÃO, Diretório da Catequese, 113). 7. Com grande clarividência, São Paulo VI emanou a Carta apostólica Ministeria quaedam tendo em vista não só adaptar ao novo momento histórico os ministérios de Leitor e Acólito (cf. Carta ap. Spiritus Domini), mas também pedir às Conferências Episcopais para promoverem outros ministérios, entre os quais o de Catequista: «Além destes ministérios comuns a toda a Igreja Latina, nada impede que as Conferências Episcopais peçam outros à Sé Apostólica, se, por motivos particulares, julgarem a sua instituição necessária ou muito útil na sua região. Tais são, por exemplo, as funções de Ostiário, de Exorcista e de Catequista». O mesmo instante convite voltava na Exortação apostólica Evangelii nuntiandi, quando, ao pedir para saber ler as exigências atuais da comunidade cristã numa continuidade fiel com as origens, exortava a encontrar novas formas ministeriais para uma pastoral renovada: «Tais ministérios, novos na aparência mas muito ligados a experiências vividas pela Igreja ao longo da sua existência – por exemplo, o de Catequista (…) – ,são preciosos para a implantação, a vida e o crescimento da Igreja e para a sua capacidade de irradiar a própria mensagem à sua volta e para aqueles que estão distantes» (SÃO PAULO VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 73). Com efeito, não se pode negar que «cresceu a consciência da identidade e da missão dos leigos na Igreja. Embora não suficiente, pode-se contar com um numeroso laicado, dotado de um arreigado sentido de comunidade e uma grande fidelidade ao compromisso da caridade, da catequese, da celebração da fé» (Evangelii gaudium, 102). Por conseguinte, receber um ministério laical como o de Catequista imprime uma acentuação maior ao empenho missionário típico de cada um dos batizados que, no entanto, deve ser desempenhado de forma plenamente secular, sem cair em qualquer tentativa de clericalização. 8. Este ministério possui uma forte valência vocacional, que requer o devido discernimento por parte do Bispo e se evidencia com o Rito de instituição. De facto, é um serviço estável prestado à Igreja local de acordo com as exigências pastorais identificadas pelo Ordinário do lugar, mas desempenhado de maneira laical como exige a própria natureza do ministério. Convém que, ao ministério instituído de Catequista, sejam chamados homens e mulheres de fé profunda e maturidade humana, que tenham uma participação ativa na vida da comunidade cristã, sejam capazes de acolhimento, generosidade e vida de comunhão fraterna, recebam a devida formação bíblica, teológica, pastoral e pedagógica, para ser solícitos comunicadores da verdade da fé, e tenham já maturado uma prévia experiência de catequese (cf. CONC. ECUM. VAT. II, Decr. Christus Dominus, 14; CIC cân. 231 §1; CCEO cân. 409 §1). Requer-se que sejam colaboradores fiéis dos presbíteros e diáconos, disponíveis para exercer o ministério onde for necessário e animados por verdadeiro entusiasmo apostólico. Assim, depois de ter ponderado todos os aspetos, em virtude da autoridade apostólica, Instituo o ministério laical de Catequista. A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos providenciará, dentro em breve, a publicação do Rito de Instituição do ministério laical de Catequista. 9. Convido, pois, as Conferências Episcopais a tornarem realidade o ministério de Catequista, estabelecendo o iter formativo necessário e os critérios normativos para o acesso ao mesmo, encontrando as formas mais coerentes para o serviço que estas pessoas serão chamadas a desempenhar em conformidade com tudo o que foi expresso por esta Carta Apostólica. 10. Os Sínodos das Igrejas Orientais ou as Assembleias dos Hierarcas poderão receber quanto aqui estabelecido para as respetivas Igrejas sui iuris, com base no próprio direito particular. 11. Os Pastores não cessem de abraçar esta exortação que lhes recordavam os Padres conciliares: «Sabem que não foram instituídos por Cristo para se encarregarem por si sós de toda a missão salvadora da Igreja para com o mundo, mas que o seu cargo sublime consiste em pastorear de tal modo os fiéis e de tal modo reconhecer os seus serviços e carismas, que todos, cada um segundo o seu modo próprio, cooperem na obra comum» (Lumen gentium, 30). O discernimento dos dons que o Espírito Santo nunca deixa faltar à sua Igreja seja para eles o apoio necessário para tornar concreto o ministério de Catequista para o crescimento da própria comunidade. Quanto estabelecido por esta Carta Apostólica em forma de “Motu proprio”, ordeno que tenha vigor firme e estável, não obstante qualquer coisa em contrário ainda que digna de menção particular, e que seja promulgado mediante publicação no jornal L’Osservatore Romano, entrando em vigor no mesmo dia, e publicado depois no órgão oficial Acta Apostolicae Sedis. Dado em Roma, junto de São João de Latrão, na Memória litúrgica de São João de Ávila, Presbítero e Doutor da Igreja, dia 10 de maio do ano de 2021, nono do meu pontificado. FRANCISCO #papafrancisco #Vaticano
- Papa Francisco institui o ministério leigo do catequista: “Deve ser totalmente secular, sem ca
Na manhã desta terça-feira, 11 de maio, o Papa Francisco publicou a carta Apostólica sob forma de Motu Proprio (de própria iniciativa) Antiquum ministerium. Através dela o Papa cria o ministério laical de catequista e estabelece algumas diretrizes para o exercício do mesmo. “O ministério do catequista na Igreja é muito antigo. Entre os teólogos, é comum que os primeiros exemplos já sejam encontrados nos escritos do Novo Testamento”, observa o Papa no início da Carta Apostólica que foi publicada hoje. Toda a história da evangelização nos últimos 2.000 anos “mostra com grande evidência o quão eficaz tem sido a missão dos catequistas”. Bispos, padres, diáconos e religiosos “dedicaram suas vidas ao ensino catequético para que a fé possa ser um apoio válido para a existência pessoal de cada ser humano”. “Você não pode esquecer as incontáveis pessoas leigas que estiveram diretamente envolvidas na disseminação do Evangelho através do ensino catequético”, acrescenta o Papa. O catequista “é chamado primeiro a manifestar sua competência no serviço pastoral da transmissão da fé”. Ele também “é ao mesmo tempo testemunha da fé, professor e mytagogo, companheiro e pedagogia que ensina em nome da Igreja”. Uma identidade, diz Francisco, “que só pode ser desenvolvida com coerência e responsabilidade através da oração, estudo e participação direta na vida comunitária”. “A fidelidade ao passado e a responsabilidade pelo presente são as condições indispensáveis para a Igreja realizar sua missão no mundo”, explica. Desde o Concílio Vaticano II, diz Francisco, a Igreja “tem percebido com consciência renovada a importância do compromisso do leigo com o trabalho de evangelização”. Sem qualquer prejuízo da própria missão do bispo, que é ser “o primeiro catequista” em sua diocese ao lado do presbitério, e “para a responsabilidade particular dos pais pela formação cristã de seus filhos”, escreve o Santo Padre, “é necessário reconhecer a presença de leigos que, em virtude do próprio batismo, se sentem chamados a colaborar a serviço da catequese”. Também é exigido “que sejam fiéis colaboradores de padres e diáconos, dispostos a exercer ministério quando necessário, e encorajados pelo verdadeiro entusiasmo apostólico”. Francisco, por fim, observa que a Congregação para a Adoração Divina e a Disciplina dos Sacramentos “em breve serão responsáveis pela publicação do Rito de Instituição do Ministério Leigo da Catequista”, e convida as Conferências Episcopais a efetivar o ministério, “estabelecendo o itinerário necessário de formação e os critérios normativos para acessá-lo, encontrando as formas mais coerentes de serviço que serão chamados a realizar de acordo com o que se expressa nesta Carta Apostólica”. A seguir, a íntegra do texto da Carta Apostólica, publicada neste 11 de maio pelo Vaticano: CARTA APOSTÓLICA SOB FORMA DE «MOTU PROPRIO» DO SUMO PONTÍFICE FRANCISCO PELA QUAL SE INSTITUI OMINISTÉRIO DE CATEQUISTA Antiquum ministerium 1. MINISTÉRIO ANTIGO é o de Catequista na Igreja. Os teólogos pensam, comumente, que se encontram os primeiros exemplos já nos escritos do Novo Testamento. A primeira forma, germinal, deste serviço do ensinamento achar-se-ia nos «mestres» mencionados pelo apóstolo Paulo ao escrever à comunidade de Corinto: «E aqueles que Deus estabeleceu na Igreja são, em primeiro lugar, apóstolos; em segundo, profetas; em terceiro, mestres; em seguida, há o dom dos milagres, depois o das curas, o das obras de assistência, o de governo e o das diversas línguas. Porventura são todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Fazem todos milagres? Possuem todos o dom das curas? Todos falam línguas? Todos as interpretam? Aspirai, porém, aos melhores dons. Aliás vou mostrar-vos um caminho que ultrapassa todos os outros» (1 Cor 12, 28-31). O próprio Lucas afirma, na abertura do seu Evangelho: «Resolvi eu também, depois de tudo ter investigado cuidadosamente desde a origem, expô-los [os factos que entre nós se consumaram] a ti por escrito e pela sua ordem, caríssimo Teófilo, a fim de reconheceres a solidez da doutrina emque foste instruído» (Lc 1, 3-4). O evangelista parece bem ciente de estar a fornecer, com os seus escritos, uma forma específica de ensinamento que permite dar solidez e vigor a quantos já receberam o Batismo. E voltando ao mesmo tema, o apóstolo Paulo recomenda aos Gálatas: «Mas quem está a ser instruído na Palavra esteja em comunhão com aquele que o instrui, em todos os bens» (Gal 6, 6). Como se vê, o texto acrescenta uma peculiaridade fundamental: a comunhão de vida como caraterística da fecundidade da verdadeira catequese recebida. 2. Desde os seus primórdios, a comunidade cristã conheceu uma forma difusa de ministerialidade, concretizada no serviço de homens e mulheres que, obedientes à ação do Espírito Santo, dedicaram a sua vida à edificação da Igreja. Os carismas, que o Espírito nunca deixou de infundir nos batizados, tomaram em certos momentos uma forma visível e palpável de serviço à comunidade cristã nas suas múltiplas expressões, chegando ao ponto de ser reconhecido como uma diaconia indispensável para a comunidade. E assim o interpreta o apóstolo Paulo, com a sua autoridade, quando afirma: «Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo; há diversidade de serviços, mas o Senhor é o mesmo; há diversos modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito, para proveito comum. A um é dada, pela ação do Espírito, uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, segundo o mesmo Espírito; a outro, a fé, no mesmo Espírito; a outro, o dom das curas, no único Espírito; a outro, o poder de fazer milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas. Tudo isto, porém, o realiza o único e o mesmo Espírito, distribuindo a cada um, conforme lhe apraz» (1 Cor 12, 4-11). Por conseguinte é possível reconhecer, dentro da grande tradição carismática do Novo Testamento, a presença concreta de batizados que exerceram o ministério de transmitir, de forma mais orgânica, permanente e associada com as várias circunstâncias da vida, o ensinamento dos apóstolos e dos evangelistas (cf. CONC. ECUM. VAT. II, Const. dogm. Dei Verbum, 8). A Igreja quis reconhecer este serviço como expressão concreta do carisma pessoal, que tanto favoreceu o exercício da sua missão evangelizadora. Olhar para a vida das primeiras comunidades cristãs, que se empenharam na difusão e progresso do Evangelho, estimula também hoje a Igreja a perceber quais possam ser as novas expressões para continuarmos a permanecer fiéis à Palavra do Senhor, a fim de fazer chegar o seu Evangelho a toda a criatura. 3. Toda a história da evangelização destes dois milénios manifesta, com grande evidência, como foi eficaz a missão dos catequistas. Bispos, sacerdotes e diáconos, juntamente com muitos homens e mulheres de vida consagrada, dedicaram a sua vida à instrução catequética, para que a fé fosse um válido sustentáculo para a existência pessoal de cada ser humano. Além disso, alguns reuniram à sua volta outros irmãos e irmãs, que, partilhando o mesmo carisma, constituíram Ordens religiosas totalmente dedicadas ao serviço da catequese. Não se pode esquecer a multidão incontável de leigos e leigas que tomaram parte, diretamente, na difusão do Evangelho através do ensino catequístico. Homens e mulheres, animados por uma grande fé e verdadeiras testemunhas de santidade, que, em alguns casos, foram mesmo fundadores de Igrejas, chegando até a dar a sua vida. Também nos nossos dias, há muitos catequistas competentes e perseverantes que estão à frente de comunidades em diferentes regiões, realizando uma missão insubstituível na transmissão e aprofundamento da fé. A longa série de Beatos, Santos e Mártires catequistas que marcou a missão da Igreja, merece ser conhecida, pois constitui uma fonte fecunda não só para a catequese, mas também para toda a história da espiritualidade cristã. 4. A partir do Concílio Ecuménico Vaticano II, a Igreja apercebeu-se, com renovada consciência, da importância do compromisso do laicado na obra de evangelização. Os Padres conciliares reafirmaram várias vezes a grande necessidade que há, tanto para a implantação da Igreja como para o crescimento da comunidade cristã, do envolvimento direto dos fiéis leigos nas várias formas em que se pode exprimir o seu carisma. «É digno de elogio aquele exército com tantos méritos na obra das missões entre pagãos, o exército dos catequistas, homens e mulheres, que, cheios do espírito apostólico, prestam com grandes trabalhos uma ajuda singular e absolutamente necessária à expansão da fé e da Igreja. Hoje em dia, em razão da escassez de clero para evangelizar tão grandes multidões e exercer o ministério pastoral, o ofício dos catequistas tem muitíssima importância» (CONC. ECUM. VAT. II, Decr. Ad gentes, 17). A par do rico ensinamento conciliar, é preciso referir o interesse constante dos Sumos Pontífices, do Sínodo dos Bispos, das Conferências Episcopais e dos vários Pastores, que, no decorrer destas décadas, imprimiram uma notável renovação à catequese. O Catecismo da Igreja Católica, a Exortação apostólica Catechesi tradendae, o Diretório Catequístico Geral, o Diretório Geral da Catequese, o recente Diretório da Catequese, juntamente com inúmeros Catecismos nacionais, regionais e diocesanos são expressão do valor central da obra catequística, que coloca em primeiro plano a instrução e a formação permanente dos crentes. 5. Sem diminuir em nada a missão própria do Bispo – de ser o primeiro Catequista na sua diocese, juntamente com o presbitério que partilha com ele a mesma solicitude pastoral – nem a responsabilidade peculiar dos pais relativamente à formação cristã dos seus filhos (cf. CIC cân. 774 §2; CCEO cân. 618), é necessário reconhecer a presença de leigos e leigas que, em virtude do seu Batismo, se sentem chamados a colaborar no serviço da catequese (cf. CIC cân. 225; CCEO câns. 401 e 406). Esta presença torna-se ainda mais urgente nos nossos dias, devido à renovada consciência da evangelização no mundo contemporâneo (cf. FRANCISCO, Exort. ap. Evangelii gaudium, 163-168) e à imposição duma cultura globalizada (cf. FRANCISCO, Carta enc. Fratelli tutti, 100.138), que requer um encontro autêntico com as jovens gerações, sem esquecer a exigência de metodologias e instrumentos criativos que tornem o anúncio do Evangelho coerente com a transformação missionária que a Igreja abraçou. Fidelidade ao passado e responsabilidade pelo presente são as condições indispensáveis para que a Igreja possa desempenhar a sua missão no mundo. Despertar o entusiasmo pessoal de cada batizado e reavivar a consciência de ser chamado a desempenhar a sua missão na comunidade requer a escuta da voz do Espírito que nunca deixa faltar a sua presença fecunda (cf. CIC cân. 774 §1; CCEO cân. 617). O Espírito chama, também hoje, homens e mulheres para irem ao encontro de tantas pessoas que esperam conhecer a beleza, a bondade e a verdade da fé cristã. É tarefa dos Pastores sustentar este percurso e enriquecer a vida da comunidade cristã com o reconhecimento de ministérios laicais capazes de contribuir para a transformação da sociedade através da «penetração dos valores cristãos no mundo social, político e económico» (Evangelii gaudium, 102). 6. O apostolado laical possui, indiscutivelmente, uma valência secular. Esta exige «procurar o Reino de Deus, tratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus» (CONC. ECUM. VAT. II, Const. dogm. Lumen gentium, 31). A sua vida diária é tecida de encontros e relações familiares e sociais, o que permite verificar como «são especialmente chamados a tornarem a Igreja presente e ativa naqueles locais e circunstâncias em que, só por meio deles, ela pode ser o sal da terra» (Lumen gentium, 33). Entretanto é bom recordar que, além deste apostolado, «os leigos podem ainda ser chamados, por diversos modos, a uma colaboração mais imediata no apostolado da Hierarquia, à semelhança daqueles homens e mulheres que ajudavam o apóstolo Paulo no Evangelho, trabalhando muito no Senhor» (Lumen gentium, 33). No entanto, a função peculiar desempenhada pelo Catequista especifica-se dentro doutros serviços presentes na comunidade cristã. Com efeito, o Catequista é chamado, antes de mais nada, a exprimir a sua competência no serviço pastoral da transmissão da fé que se desenvolve nas suas diferentes etapas: desde o primeiro anúncio que introduz no querigma, passando pela instrução que torna conscientes da vida nova em Cristo e prepara de modo particular para os sacramentos da iniciação cristã, até à formação permanente que consente que cada batizado esteja sempre pronto «a dar a razão da sua esperança a todo aquele que lha peça» (cf. 1 Ped 3, 15). O Catequista é simultaneamente testemunha da fé, mestre e mistagogo, acompanhante e pedagogo que instrui em nome da Igreja. Uma identidade que só mediante a oração, o estudo e a participação direta na vida da comunidade é que se pode desenvolver com coerência e responsabilidade (cf. CONS. PONT. PARA A PROMOÇÃO DA NOVA EVANGELIZAÇÃO, Diretório da Catequese, 113). 7. Com grande clarividência, São Paulo VI emanou a Carta apostólica Ministeria quaedam tendo em vista não só adaptar ao novo momento histórico os ministérios de Leitor e Acólito (cf. Carta ap. Spiritus Domini), mas também pedir às Conferências Episcopais para promoverem outros ministérios, entre os quais o de Catequista: «Além destes ministérios comuns a toda a Igreja Latina, nada impede que as Conferências Episcopais peçam outros à Sé Apostólica, se, por motivos particulares, julgarem a sua instituição necessária ou muito útil na sua região. Tais são, por exemplo, as funções de Ostiário, de Exorcista e de Catequista». O mesmo instante convite voltava na Exortação apostólica Evangelii nuntiandi, quando, ao pedir para saber ler as exigências atuais da comunidade cristã numa continuidade fiel com as origens, exortava a encontrar novas formas ministeriais para uma pastoral renovada: «Tais ministérios, novos na aparência mas muito ligados a experiências vividas pela Igreja ao longo da sua existência – por exemplo, o de Catequista (…) – ,são preciosos para a implantação, a vida e o crescimento da Igreja e para a sua capacidade de irradiar a própria mensagem à sua volta e para aqueles que estão distantes» (SÃO PAULO VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 73). Com efeito, não se pode negar que «cresceu a consciência da identidade e da missão dos leigos na Igreja. Embora não suficiente, pode-se contar com um numeroso laicado, dotado de um arreigado sentido de comunidade e uma grande fidelidade ao compromisso da caridade, da catequese, da celebração da fé» (Evangelii gaudium, 102). Por conseguinte, receber um ministério laical como o de Catequista imprime uma acentuação maior ao empenho missionário típico de cada um dos batizados que, no entanto, deve ser desempenhado de forma plenamente secular, sem cair em qualquer tentativa de clericalização. 8. Este ministério possui uma forte valência vocacional, que requer o devido discernimento por parte do Bispo e se evidencia com o Rito de instituição. De facto, é um serviço estável prestado à Igreja local de acordo com as exigências pastorais identificadas pelo Ordinário do lugar, mas desempenhado de maneira laical como exige a própria natureza do ministério. Convém que, ao ministério instituído de Catequista, sejam chamados homens e mulheres de fé profunda e maturidade humana, que tenham uma participação ativa na vida da comunidade cristã, sejam capazes de acolhimento, generosidade e vida de comunhão fraterna, recebam a devida formação bíblica, teológica, pastoral e pedagógica, para ser solícitos comunicadores da verdade da fé, e tenham já maturado uma prévia experiência de catequese (cf. CONC. ECUM. VAT. II, Decr. Christus Dominus, 14; CIC cân. 231 §1; CCEO cân. 409 §1). Requer-se que sejam colaboradores fiéis dos presbíteros e diáconos, disponíveis para exercer o ministério onde for necessário e animados por verdadeiro entusiasmo apostólico. Assim, depois de ter ponderado todos os aspetos, em virtude da autoridade apostólica, Instituo o ministério laical de Catequista. A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos providenciará, dentro em breve, a publicação do Rito de Instituição do ministério laical de Catequista. 9. Convido, pois, as Conferências Episcopais a tornarem realidade o ministério de Catequista, estabelecendo o iter formativo necessário e os critérios normativos para o acesso ao mesmo, encontrando as formas mais coerentes para o serviço que estas pessoas serão chamadas a desempenhar em conformidade com tudo o que foi expresso por esta Carta Apostólica. 10. Os Sínodos das Igrejas Orientais ou as Assembleias dos Hierarcas poderão receber quanto aqui estabelecido para as respetivas Igrejas sui iuris, com base no próprio direito particular. 11. Os Pastores não cessem de abraçar esta exortação que lhes recordavam os Padres conciliares: «Sabem que não foram instituídos por Cristo para se encarregarem por si sós de toda a missão salvadora da Igreja para com o mundo, mas que o seu cargo sublime consiste em pastorear de tal modo os fiéis e de tal modo reconhecer os seus serviços e carismas, que todos, cada um segundo o seu modo próprio, cooperem na obra comum» (Lumen gentium, 30). O discernimento dos dons que o Espírito Santo nunca deixa faltar à sua Igreja seja para eles o apoio necessário para tornar concreto o ministério de Catequista para o crescimento da própria comunidade. Quanto estabelecido por esta Carta Apostólica em forma de “Motu proprio”, ordeno que tenha vigor firme e estável, não obstante qualquer coisa em contrário ainda que digna de menção particular, e que seja promulgado mediante publicação no jornal L’Osservatore Romano, entrando em vigor no mesmo dia, e publicado depois no órgão oficial Acta Apostolicae Sedis. Dado em Roma, junto de São João de Latrão, na Memória litúrgica de São João de Ávila, Presbítero e Doutor da Igreja, dia 10 de maio do ano de 2021, nono do meu pontificado. FRANCISCO #papafrancisco #Vaticano
- Vaticano responde episcopado dos EUA sobre comunhão a Biden: “Chegue a um consenso”
“Seria enganoso se tal declaração desse a impressão de que o aborto e a eutanásia por si só constituem as únicas questões sérias no ensino moral e social católico que exigem o mais alto nível de responsabilidade por parte dos católicos.” A orientação veio por meio de uma carta da Congregação para a Doutrina da Fé, assinada por seu prefeito, o cardeal espanhol Luis Francisco Ladaria, enviada em resposta ao presidente dos bispos dos Estados Unidos, José Gómez, arcebispo de Los Angeles, que havia escrito anteriormente para a congregação em 30 de março. Em sua carta, Gómez informou ao Vaticano que os bispos dos Estados Unidos se preparavam “para enfrentar a situação dos católicos em cargos públicos que apoiam a legislação que permite o aborto, a eutanásia ou outros males morais” , lembra Ladaria na resposta. «Agradecemos a sua intenção de nos enviar o rascunho do documento sobre a dignidade de receber a Sagrada Comunhão para uma revisão informal antes de sua apresentação ao corpo de bispos para votação», assegura o purpurado espanhol. A respeito da carta de 2004 do Cardeal Ratzinger ao Cardeal McCarrick, na qual o futuro Papa afirmava que em alguns casos a comunhão poderia ser negada, «esta Congregação respeita a posição do Cardeal Ratzinger de que “estes princípios não estavam destinados ser publicados”. A carta tinha a forma de uma comunicação privada dirigida aos bispos». «Durante as visitas ad limina de 2004 a que o senhor se refere na sua carta, surgiram várias questões sobre a recepção da Sagrada Comunhão por políticos católicos que apoiavam o chamado ‘direito de escolher’ o aborto », disse o purpurado. Quando a Nota Doutrinal foi discutida durante essas visitas ad limina, “ficou claro que não havia acordo sobre o assunto da comunhão entre os bispos” . A carta de Ratzinger “deve ser discutida apenas no contexto da Nota Doutrinal autorizada que proporciona o ensino do Magistério sobre a base teológica para qualquer iniciativa relacionada com a questão da recepção digna da Sagrada Comunhão”, diz ele. Este tema ressurgiu durante as visitas ad limina de 2019-2020 dos bispos dos Estados Unidos. A Congregação aconselhou que “ seja estabelecido um diálogo entre os bispos para preservar a unidade da Conferência Episcopal em face das divergências sobre este assunto controverso ”. “A formulação de uma política nacional foi sugerida durante as visitas ad limina apenas se isso ajudasse os bispos a manter a unidade”, esclarece Ladaria, acrescentando que, “dada a sua natureza possivelmente contenciosa, poderia ter o efeito oposto e se tornar uma fonte de discórdia em vez de unidade dentro do episcopado. “Assim, advertimos durante as visitas ad limina que o desenvolvimento efetivo de uma política nesta área requer que o diálogo ocorra em duas etapas: primeiro entre os próprios bispos e depois entre bispos e políticos católicos pró-aborto dentro de suas jurisdições”. o cardeal. “A primeira etapa do diálogo ocorreria entre os bispos para que pudessem concordar como Conferência que o apoio à legislação pró-aborto não é compatível com o ensino católico”, disse Ladaria. «Os bispos devem afirmar como Conferência que« os que estão directamente envolvidos na acção legislativa têm «a obrigação precisa de se opor« a qualquer lei que ameace a vida humana »(Nota Doutrinária art. 4º)», recorda o prefeito. “Uma vez que este acordo seja alcançado, os bispos poderiam avançar para a implementação da segunda fase em que os Ordinários locais estenderiam a mão e dialogariam com os políticos católicos dentro de suas jurisdições que assumem uma posição pró-aborto sobre a legislação. Sobre aborto, eutanásia ou outros males morais, como um meio de compreender a natureza de suas posições e sua compreensão do ensino católico “, explicou o cardeal em sua carta. “Uma vez realizadas estas duas etapas de diálogo longo e sereno, a Conferência enfrentará a difícil tarefa de discernir o melhor caminho a seguir para a Igreja nos Estados Unidos testemunhar a grave responsabilidade moral dos funcionários públicos. todos os estágios ”, escreve ele. Se for decidido formular uma política nacional sobre dignidade para a comunhão, tal declaração deve expressar “um verdadeiro consenso dos bispos sobre o assunto, observando o pré-requisito de que qualquer disposição da Conferência nesta área respeite os direitos dos Ordinários individuais. em suas dioceses e nas prerrogativas da Santa Sé. A Congregação adverte que qualquer declaração da Conferência sobre os líderes políticos católicos “seria mais bem enquadrada dentro do amplo contexto de dignidade para o recebimento da Sagrada Comunhão por todos os fiéis,” refletindo “sua obrigação de moldar suas vidas. Com todo o Evangelho de Jesus Cristo ao se prepararem para receber o sacramento. “Seria enganoso se tal declaração desse a impressão de que o aborto e a eutanásia por si só são as únicas questões sérias no ensino moral e social católico que exigem o mais alto nível de responsabilidade por parte dos católicos”, disse Ladaria. Leia a carta na íntegra: CONGREGAZIONE PER LA DOTTRINA DELLE FEDE Città del Vaticano, 7 de maio de 2021 PROT. N. 3277/70 – 82755 Sua excelência, Obrigado por sua carta de 30 de março de 2021 informando esta Congregação que os bispos dos Estados Unidos estão se preparando para enfrentar a situação dos católicos em cargos públicos que apóiam a legislação que permite o aborto, a eutanásia ou outros males morais. Agradecemos que você planeje nos enviar um rascunho de um documento sobre a dignidade de receber a Sagrada Comunhão para revisão informal antes de ser apresentado ao corpo de bispos para votação. Com respeito à carta do Cardeal Ratzinger de 2004 ao Cardeal McCarrick, esta Congregação respeita a estipulação do Cardeal Ratzinger de que “esses princípios não deveriam ser publicados.” A carta estava na forma de uma comunicação privada dirigida aos bispos. Na medida em que esses princípios não sejam publicados pela Conferência, eles podem ser úteis na preparação do esboço de seu documento. Deve-se notar que a Nota Doutrinária da Congregação: Sobre Algumas Questões Relativas ao Compromisso e Conduta dos Católicos na Vida Política (2002) é anterior à comunicação pessoal do Cardeal Ratzinger. Durante as visitas ad limina de 2004 a que se refere na sua carta, surgiram várias questões sobre a recepção da Sagrada Comunhão por políticos católicos que apoiavam o chamado “direito de escolher” o aborto. Quando a Nota Doutrinal foi discutida durante essas visitas ad limina, ficou claro que havia uma falta de acordo sobre o assunto da comunhão entre os bispos. Na época, o desenvolvimento de uma política nacional não estava sendo considerado, e o Cardeal Ratzinger ofereceu princípios gerais sobre a recepção digna da Sagrada Comunhão, a fim de ajudar os ordinários locais nos Estados Unidos em suas relações com os políticos católicos. jurisdições. Portanto, a comunicação do Cardeal Ratzinger deve ser discutida apenas no contexto da nota doutrinária autorizada que fornece o ensino do Magistério sobre o fundamento teológico para qualquer iniciativa relacionada com a questão da recepção digna da Sagrada Comunhão. Quando esta questão ressurgiu durante as visitas ad limina de 2019-2020 dos bispos dos Estados Unidos, esta Congregação aconselhou que um diálogo fosse estabelecido entre os bispos para preservar a unidade da Conferência Episcopal em face das divergências sobre este assunto controverso. A formulação de uma política nacional foi sugerida durante as visitas ad limina apenas se isso ajudasse os bispos a manter a unidade. Esta Congregação observa que tal política, dada a sua natureza possivelmente contenciosa, poderia ter o efeito oposto e se tornar uma fonte de discórdia em vez de unidade dentro do episcopado e da Igreja maior nos Estados Unidos. Assim, advertimos durante as visitas ad limina que o desenvolvimento de políticas eficazes nesta área requer que o diálogo ocorra em duas etapas: primeiro entre os próprios bispos e, em seguida, entre bispos e políticos católicos pró-aborto dentro de suas jurisdições. A primeira etapa do diálogo aconteceria entre os bispos para que pudessem concordar como Conferência que o apoio à legislação pró-aborto não é compatível com o ensino católico. Portanto, os bispos devem discutir e concordar com o ensino da mencionada Nota Doutrinal que afirma no artigo 3º que “o cristão é chamado a discordar de uma concepção de pluralismo na chave do relativismo moral, prejudicial a ela. necessita de fundamentos verdadeiros e sólidos, isto é, princípios éticos que, pela sua natureza e papel fundacional da vida social, não são ‘negociáveis’ ”. Os bispos devem afirmar como Conferência que “aqueles que estão diretamente envolvidos na ação legislativa têm” a obrigação precisa de se opor “a qualquer lei que ameace a vida humana” (Nota Doutrinária art. 4). Uma vez que este acordo seja alcançado, os bispos podem passar a implementar a segunda fase na qual os Ordinários locais estenderão a mão e se envolverão em um diálogo com os políticos católicos dentro de suas jurisdições que tomam uma posição pró-escolha em relação à legislação sobre aborto, eutanásia ou outra moral males, como um meio de compreender a natureza de suas posições e sua compreensão do ensino católico. Uma vez realizadas essas duas etapas de diálogo longo e sereno, a Conferência enfrentará a difícil tarefa de discernir o melhor caminho a seguir para a Igreja nos Estados Unidos testemunhar a grave responsabilidade moral dos funcionários públicos católicos. estágios. Se for posteriormente decidido formular uma política nacional sobre dignidade para a comunhão, tal declaração deve expressar um verdadeiro consenso dos bispos sobre o assunto, observando o pré-requisito de que qualquer disposição da Conferência nesta área respeite os direitos dos Ordinários individuais. nas suas dioceses e nas prerrogativas da Santa Sé (cf. Apostolos Suos, 22 e 24). Além disso, a Congregação adverte que qualquer declaração da Conferência sobre os líderes políticos católicos seria mais bem enquadrada dentro do amplo contexto de dignidade para a recepção da Sagrada Comunhão por todos os fiéis, ao invés de apenas uma categoria de católicos, refletindo sua obrigação de conformar seus vive com todo o Evangelho de Jesus Cristo ao se preparar para receber o sacramento (Nota Doutrinária art. 4). Seria enganoso se tal declaração desse a impressão de que o aborto e a eutanásia por si só constituem as únicas questões sérias no ensino moral e social católico que exigem o mais alto nível de responsabilidade por parte dos católicos. Todo esforço deve ser feito para dialogar com outras conferências episcopais, pois esta política é formulada tanto para aprender uns com os outros quanto para preservar a unidade na Igreja Universal. Pedimos que esta carta seja compartilhada com todos os bispos dos Estados Unidos. Assegurando-lhe as minhas mais calorosas saudações pascais e com gratidão pelo seu serviço à Igreja, permaneço, Atenciosamente em Cristo, Luis F. Card. LADARIA, S.I. Prefeito Sua excelência Muito Reverendo José H. GOMEZ Arcebispo de Los Angeles Presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos 3211 Fourth Street NE Washington D. C. 20017 ESTADOS UNIDOS Traduzido de InfoVaticana Carta do Cardeal Ratzinger aos bispos dos EUA em 2004 Os que desejarem, podem ler uma tradução da carta datada de 2004 do prefeito da Doutrina da Fé, na época Cardeal Joseph Ratzinger, endereçada ao Cardeal Theodore McCarrick e ao Cardeal Wilton Gregory, Presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos. Dignidade para receber a Sagrada Comunhão Princípios gerais Apresentar-se para receber a Sagrada Comunhão deve ser uma decisão consciente, baseada em um juízo fundamentado sobre a própria dignidade, para fazê-lo, de acordo com os critérios objetivos da Igreja, fazendo perguntas como: “Estou em plena comunhão com os católicos Igreja? Sou culpado de algum pecado grave? Incorri em uma pena (por exemplo, excomunhão, interdição) que me proíbe de receber a Sagrada Comunhão? Eu me preparei jejuando por pelo menos uma hora antes? ” A prática de se apresentar indiscriminadamente para receber a Sagrada Comunhão, simplesmente como consequência da presença na Missa, é um abuso que deve ser corrigido (cf. Instrução Redemptionis Sacramentum, números 81, 83). A Igreja ensina que o aborto ou a eutanásia é um pecado grave. A Carta Encíclica Evangelium vitae, relativa às decisões judiciais ou leis civis que autorizam ou promovem o aborto ou a eutanásia, declara que existe “uma grave e clara obrigação de opor-se por objeção consciente. … No caso de uma lei inerentemente injusta, como uma lei que permite o aborto ou a eutanásia, portanto, nunca é legal obedecê-la, ou ‘participar de uma campanha de propaganda em favor de tal lei ou votar por ela’ ”(n . 73). Os cristãos têm “uma grave obrigação de consciência de não cooperar formalmente em práticas que, mesmo permitidas pela lei civil, são contrárias à lei de Deus. Na verdade, do ponto de vista moral, nunca é lícito cooperar formalmente com o mal. … Tal cooperação nunca pode ser justificada invocando o respeito pela liberdade dos outros ou apelando para o fato de que o direito civil o permite ou exige ”(n. 74). Nem todas as questões morais têm o mesmo peso moral que o aborto e a eutanásia. Por exemplo, se um católico discorda do Santo Padre sobre a aplicação da pena de morte ou sobre a decisão de declarar guerra, ele não seria considerado, por isso, indigno de se apresentar para receber a Sagrada Comunhão. Embora a Igreja exorte as autoridades civis a buscarem a paz, e não a guerra, e a exercerem discrição e misericórdia ao punir criminosos, ainda seria lícito pegar em armas para repelir um agressor ou recorrer à pena capital. Pode haver uma legítima diversidade de opiniões entre os católicos a respeito de ir à guerra e aplicar a pena de morte, mas não, entretanto, em relação ao aborto e à eutanásia. Além do julgamento de um indivíduo sobre sua própria dignidade para se apresentar para receber a Sagrada Eucaristia, o ministro da Sagrada Comunhão pode se encontrar na situação em que ele deve se recusar a distribuir a Sagrada Comunhão a alguém, como no caso de um declarado excomungado , uma declarada questionada, ou uma persistência teimosa em pecado grave manifesto (cf. Can. 915). Quanto ao grave pecado do aborto ou da eutanásia, quando a cooperação formal de uma pessoa for manifesta (entendida, no caso de um político católico, como campanha e votação sistemática pelas leis de aborto e eutanásia permissivas), seu pastor deve se reunir com ele, instruir nos ensinamentos da Igreja, informando-o de que não deve comparecer à Sagrada Comunhão até que a situação objetiva de pecado seja completada, e advertindo-o de que, caso contrário, será negada a Eucaristia. Quando “estas medidas preventivas não surtiram efeito ou não foram possíveis”, e a pessoa em questão, com teimosa persistência, ainda se apresenta para receber a Sagrada Comunhão, “o ministro da Sagrada Comunhão deve recusar-se a distribuí-la «(cf. Declaração do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos« Sagrada Comunhão e Divórcio, os católicos voltaram a casar civilmente »[2002], números 3-4). Esta decisão, propriamente falando, não é uma sanção ou uma penalidade. Nem é que o ministro da Sagrada Comunhão esteja fazendo um julgamento sobre a culpa subjetiva da pessoa, mas sim que ele está reagindo à indignidade pública da pessoa em receber a Sagrada Comunhão devido a uma situação objetiva de pecado. [N.B. Um católico seria culpado de cooperação formal no mal e, portanto, indigno de se apresentar à Sagrada Comunhão, se votasse deliberadamente em um candidato precisamente por causa da postura permissiva do candidato sobre o aborto e / ou eutanásia. Quando um católico não compartilha da posição pró-aborto ou da eutanásia de um candidato, mas vota a favor desse candidato por outras razões, isso é considerado cooperação material remota, que pode ser permitida na presença de razões proporcionais.] #Aborto #JoeBiden #Vaticano
- Vaticano responde episcopado dos EUA sobre comunhão a Biden: “Chegue a um consenso”
“Seria enganoso se tal declaração desse a impressão de que o aborto e a eutanásia por si só constituem as únicas questões sérias no ensino moral e social católico que exigem o mais alto nível de responsabilidade por parte dos católicos.” A orientação veio por meio de uma carta da Congregação para a Doutrina da Fé, assinada por seu prefeito, o cardeal espanhol Luis Francisco Ladaria, enviada em resposta ao presidente dos bispos dos Estados Unidos, José Gómez, arcebispo de Los Angeles, que havia escrito anteriormente para a congregação em 30 de março. Em sua carta, Gómez informou ao Vaticano que os bispos dos Estados Unidos se preparavam “para enfrentar a situação dos católicos em cargos públicos que apoiam a legislação que permite o aborto, a eutanásia ou outros males morais” , lembra Ladaria na resposta. «Agradecemos a sua intenção de nos enviar o rascunho do documento sobre a dignidade de receber a Sagrada Comunhão para uma revisão informal antes de sua apresentação ao corpo de bispos para votação», assegura o purpurado espanhol. A respeito da carta de 2004 do Cardeal Ratzinger ao Cardeal McCarrick, na qual o futuro Papa afirmava que em alguns casos a comunhão poderia ser negada, «esta Congregação respeita a posição do Cardeal Ratzinger de que “estes princípios não estavam destinados ser publicados”. A carta tinha a forma de uma comunicação privada dirigida aos bispos». «Durante as visitas ad limina de 2004 a que o senhor se refere na sua carta, surgiram várias questões sobre a recepção da Sagrada Comunhão por políticos católicos que apoiavam o chamado ‘direito de escolher’ o aborto », disse o purpurado. Quando a Nota Doutrinal foi discutida durante essas visitas ad limina, “ficou claro que não havia acordo sobre o assunto da comunhão entre os bispos” . A carta de Ratzinger “deve ser discutida apenas no contexto da Nota Doutrinal autorizada que proporciona o ensino do Magistério sobre a base teológica para qualquer iniciativa relacionada com a questão da recepção digna da Sagrada Comunhão”, diz ele. Este tema ressurgiu durante as visitas ad limina de 2019-2020 dos bispos dos Estados Unidos. A Congregação aconselhou que “ seja estabelecido um diálogo entre os bispos para preservar a unidade da Conferência Episcopal em face das divergências sobre este assunto controverso ”. “A formulação de uma política nacional foi sugerida durante as visitas ad limina apenas se isso ajudasse os bispos a manter a unidade”, esclarece Ladaria, acrescentando que, “dada a sua natureza possivelmente contenciosa, poderia ter o efeito oposto e se tornar uma fonte de discórdia em vez de unidade dentro do episcopado. “Assim, advertimos durante as visitas ad limina que o desenvolvimento efetivo de uma política nesta área requer que o diálogo ocorra em duas etapas: primeiro entre os próprios bispos e depois entre bispos e políticos católicos pró-aborto dentro de suas jurisdições”. o cardeal. “A primeira etapa do diálogo ocorreria entre os bispos para que pudessem concordar como Conferência que o apoio à legislação pró-aborto não é compatível com o ensino católico”, disse Ladaria. «Os bispos devem afirmar como Conferência que« os que estão directamente envolvidos na acção legislativa têm «a obrigação precisa de se opor« a qualquer lei que ameace a vida humana »(Nota Doutrinária art. 4º)», recorda o prefeito. “Uma vez que este acordo seja alcançado, os bispos poderiam avançar para a implementação da segunda fase em que os Ordinários locais estenderiam a mão e dialogariam com os políticos católicos dentro de suas jurisdições que assumem uma posição pró-aborto sobre a legislação. Sobre aborto, eutanásia ou outros males morais, como um meio de compreender a natureza de suas posições e sua compreensão do ensino católico “, explicou o cardeal em sua carta. “Uma vez realizadas estas duas etapas de diálogo longo e sereno, a Conferência enfrentará a difícil tarefa de discernir o melhor caminho a seguir para a Igreja nos Estados Unidos testemunhar a grave responsabilidade moral dos funcionários públicos. todos os estágios ”, escreve ele. Se for decidido formular uma política nacional sobre dignidade para a comunhão, tal declaração deve expressar “um verdadeiro consenso dos bispos sobre o assunto, observando o pré-requisito de que qualquer disposição da Conferência nesta área respeite os direitos dos Ordinários individuais. em suas dioceses e nas prerrogativas da Santa Sé. A Congregação adverte que qualquer declaração da Conferência sobre os líderes políticos católicos “seria mais bem enquadrada dentro do amplo contexto de dignidade para o recebimento da Sagrada Comunhão por todos os fiéis,” refletindo “sua obrigação de moldar suas vidas. Com todo o Evangelho de Jesus Cristo ao se prepararem para receber o sacramento. “Seria enganoso se tal declaração desse a impressão de que o aborto e a eutanásia por si só são as únicas questões sérias no ensino moral e social católico que exigem o mais alto nível de responsabilidade por parte dos católicos”, disse Ladaria. Leia a carta na íntegra: CONGREGAZIONE PER LA DOTTRINA DELLE FEDE Città del Vaticano, 7 de maio de 2021 PROT. N. 3277/70 – 82755 Sua excelência, Obrigado por sua carta de 30 de março de 2021 informando esta Congregação que os bispos dos Estados Unidos estão se preparando para enfrentar a situação dos católicos em cargos públicos que apóiam a legislação que permite o aborto, a eutanásia ou outros males morais. Agradecemos que você planeje nos enviar um rascunho de um documento sobre a dignidade de receber a Sagrada Comunhão para revisão informal antes de ser apresentado ao corpo de bispos para votação. Com respeito à carta do Cardeal Ratzinger de 2004 ao Cardeal McCarrick, esta Congregação respeita a estipulação do Cardeal Ratzinger de que “esses princípios não deveriam ser publicados.” A carta estava na forma de uma comunicação privada dirigida aos bispos. Na medida em que esses princípios não sejam publicados pela Conferência, eles podem ser úteis na preparação do esboço de seu documento. Deve-se notar que a Nota Doutrinária da Congregação: Sobre Algumas Questões Relativas ao Compromisso e Conduta dos Católicos na Vida Política (2002) é anterior à comunicação pessoal do Cardeal Ratzinger. Durante as visitas ad limina de 2004 a que se refere na sua carta, surgiram várias questões sobre a recepção da Sagrada Comunhão por políticos católicos que apoiavam o chamado “direito de escolher” o aborto. Quando a Nota Doutrinal foi discutida durante essas visitas ad limina, ficou claro que havia uma falta de acordo sobre o assunto da comunhão entre os bispos. Na época, o desenvolvimento de uma política nacional não estava sendo considerado, e o Cardeal Ratzinger ofereceu princípios gerais sobre a recepção digna da Sagrada Comunhão, a fim de ajudar os ordinários locais nos Estados Unidos em suas relações com os políticos católicos. jurisdições. Portanto, a comunicação do Cardeal Ratzinger deve ser discutida apenas no contexto da nota doutrinária autorizada que fornece o ensino do Magistério sobre o fundamento teológico para qualquer iniciativa relacionada com a questão da recepção digna da Sagrada Comunhão. Quando esta questão ressurgiu durante as visitas ad limina de 2019-2020 dos bispos dos Estados Unidos, esta Congregação aconselhou que um diálogo fosse estabelecido entre os bispos para preservar a unidade da Conferência Episcopal em face das divergências sobre este assunto controverso. A formulação de uma política nacional foi sugerida durante as visitas ad limina apenas se isso ajudasse os bispos a manter a unidade. Esta Congregação observa que tal política, dada a sua natureza possivelmente contenciosa, poderia ter o efeito oposto e se tornar uma fonte de discórdia em vez de unidade dentro do episcopado e da Igreja maior nos Estados Unidos. Assim, advertimos durante as visitas ad limina que o desenvolvimento de políticas eficazes nesta área requer que o diálogo ocorra em duas etapas: primeiro entre os próprios bispos e, em seguida, entre bispos e políticos católicos pró-aborto dentro de suas jurisdições. A primeira etapa do diálogo aconteceria entre os bispos para que pudessem concordar como Conferência que o apoio à legislação pró-aborto não é compatível com o ensino católico. Portanto, os bispos devem discutir e concordar com o ensino da mencionada Nota Doutrinal que afirma no artigo 3º que “o cristão é chamado a discordar de uma concepção de pluralismo na chave do relativismo moral, prejudicial a ela. necessita de fundamentos verdadeiros e sólidos, isto é, princípios éticos que, pela sua natureza e papel fundacional da vida social, não são ‘negociáveis’ ”. Os bispos devem afirmar como Conferência que “aqueles que estão diretamente envolvidos na ação legislativa têm” a obrigação precisa de se opor “a qualquer lei que ameace a vida humana” (Nota Doutrinária art. 4). Uma vez que este acordo seja alcançado, os bispos podem passar a implementar a segunda fase na qual os Ordinários locais estenderão a mão e se envolverão em um diálogo com os políticos católicos dentro de suas jurisdições que tomam uma posição pró-escolha em relação à legislação sobre aborto, eutanásia ou outra moral males, como um meio de compreender a natureza de suas posições e sua compreensão do ensino católico. Uma vez realizadas essas duas etapas de diálogo longo e sereno, a Conferência enfrentará a difícil tarefa de discernir o melhor caminho a seguir para a Igreja nos Estados Unidos testemunhar a grave responsabilidade moral dos funcionários públicos católicos. estágios. Se for posteriormente decidido formular uma política nacional sobre dignidade para a comunhão, tal declaração deve expressar um verdadeiro consenso dos bispos sobre o assunto, observando o pré-requisito de que qualquer disposição da Conferência nesta área respeite os direitos dos Ordinários individuais. nas suas dioceses e nas prerrogativas da Santa Sé (cf. Apostolos Suos, 22 e 24). Além disso, a Congregação adverte que qualquer declaração da Conferência sobre os líderes políticos católicos seria mais bem enquadrada dentro do amplo contexto de dignidade para a recepção da Sagrada Comunhão por todos os fiéis, ao invés de apenas uma categoria de católicos, refletindo sua obrigação de conformar seus vive com todo o Evangelho de Jesus Cristo ao se preparar para receber o sacramento (Nota Doutrinária art. 4). Seria enganoso se tal declaração desse a impressão de que o aborto e a eutanásia por si só constituem as únicas questões sérias no ensino moral e social católico que exigem o mais alto nível de responsabilidade por parte dos católicos. Todo esforço deve ser feito para dialogar com outras conferências episcopais, pois esta política é formulada tanto para aprender uns com os outros quanto para preservar a unidade na Igreja Universal. Pedimos que esta carta seja compartilhada com todos os bispos dos Estados Unidos. Assegurando-lhe as minhas mais calorosas saudações pascais e com gratidão pelo seu serviço à Igreja, permaneço, Atenciosamente em Cristo, Luis F. Card. LADARIA, S.I. Prefeito Sua excelência Muito Reverendo José H. GOMEZ Arcebispo de Los Angeles Presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos 3211 Fourth Street NE Washington D. C. 20017 ESTADOS UNIDOS Traduzido de InfoVaticana Carta do Cardeal Ratzinger aos bispos dos EUA em 2004 Os que desejarem, podem ler uma tradução da carta datada de 2004 do prefeito da Doutrina da Fé, na época Cardeal Joseph Ratzinger, endereçada ao Cardeal Theodore McCarrick e ao Cardeal Wilton Gregory, Presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos. Dignidade para receber a Sagrada Comunhão Princípios gerais Apresentar-se para receber a Sagrada Comunhão deve ser uma decisão consciente, baseada em um juízo fundamentado sobre a própria dignidade, para fazê-lo, de acordo com os critérios objetivos da Igreja, fazendo perguntas como: “Estou em plena comunhão com os católicos Igreja? Sou culpado de algum pecado grave? Incorri em uma pena (por exemplo, excomunhão, interdição) que me proíbe de receber a Sagrada Comunhão? Eu me preparei jejuando por pelo menos uma hora antes? ” A prática de se apresentar indiscriminadamente para receber a Sagrada Comunhão, simplesmente como consequência da presença na Missa, é um abuso que deve ser corrigido (cf. Instrução Redemptionis Sacramentum, números 81, 83). A Igreja ensina que o aborto ou a eutanásia é um pecado grave. A Carta Encíclica Evangelium vitae, relativa às decisões judiciais ou leis civis que autorizam ou promovem o aborto ou a eutanásia, declara que existe “uma grave e clara obrigação de opor-se por objeção consciente. … No caso de uma lei inerentemente injusta, como uma lei que permite o aborto ou a eutanásia, portanto, nunca é legal obedecê-la, ou ‘participar de uma campanha de propaganda em favor de tal lei ou votar por ela’ ”(n . 73). Os cristãos têm “uma grave obrigação de consciência de não cooperar formalmente em práticas que, mesmo permitidas pela lei civil, são contrárias à lei de Deus. Na verdade, do ponto de vista moral, nunca é lícito cooperar formalmente com o mal. … Tal cooperação nunca pode ser justificada invocando o respeito pela liberdade dos outros ou apelando para o fato de que o direito civil o permite ou exige ”(n. 74). Nem todas as questões morais têm o mesmo peso moral que o aborto e a eutanásia. Por exemplo, se um católico discorda do Santo Padre sobre a aplicação da pena de morte ou sobre a decisão de declarar guerra, ele não seria considerado, por isso, indigno de se apresentar para receber a Sagrada Comunhão. Embora a Igreja exorte as autoridades civis a buscarem a paz, e não a guerra, e a exercerem discrição e misericórdia ao punir criminosos, ainda seria lícito pegar em armas para repelir um agressor ou recorrer à pena capital. Pode haver uma legítima diversidade de opiniões entre os católicos a respeito de ir à guerra e aplicar a pena de morte, mas não, entretanto, em relação ao aborto e à eutanásia. Além do julgamento de um indivíduo sobre sua própria dignidade para se apresentar para receber a Sagrada Eucaristia, o ministro da Sagrada Comunhão pode se encontrar na situação em que ele deve se recusar a distribuir a Sagrada Comunhão a alguém, como no caso de um declarado excomungado , uma declarada questionada, ou uma persistência teimosa em pecado grave manifesto (cf. Can. 915). Quanto ao grave pecado do aborto ou da eutanásia, quando a cooperação formal de uma pessoa for manifesta (entendida, no caso de um político católico, como campanha e votação sistemática pelas leis de aborto e eutanásia permissivas), seu pastor deve se reunir com ele, instruir nos ensinamentos da Igreja, informando-o de que não deve comparecer à Sagrada Comunhão até que a situação objetiva de pecado seja completada, e advertindo-o de que, caso contrário, será negada a Eucaristia. Quando “estas medidas preventivas não surtiram efeito ou não foram possíveis”, e a pessoa em questão, com teimosa persistência, ainda se apresenta para receber a Sagrada Comunhão, “o ministro da Sagrada Comunhão deve recusar-se a distribuí-la «(cf. Declaração do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos« Sagrada Comunhão e Divórcio, os católicos voltaram a casar civilmente »[2002], números 3-4). Esta decisão, propriamente falando, não é uma sanção ou uma penalidade. Nem é que o ministro da Sagrada Comunhão esteja fazendo um julgamento sobre a culpa subjetiva da pessoa, mas sim que ele está reagindo à indignidade pública da pessoa em receber a Sagrada Comunhão devido a uma situação objetiva de pecado. [N.B. Um católico seria culpado de cooperação formal no mal e, portanto, indigno de se apresentar à Sagrada Comunhão, se votasse deliberadamente em um candidato precisamente por causa da postura permissiva do candidato sobre o aborto e / ou eutanásia. Quando um católico não compartilha da posição pró-aborto ou da eutanásia de um candidato, mas vota a favor desse candidato por outras razões, isso é considerado cooperação material remota, que pode ser permitida na presença de razões proporcionais.] #Aborto #JoeBiden #Vaticano
- NOÇÕES DE LINGUÍSTICA FLORAL
No terceiro dia, Depois que o Criador separou as águas E as juntou em suas próprias e distintas moradas (Rios, poços, lagos, oceanos), Fez que da terra brotassem plantas E das plantas nascessem flores; E as flores fossem tão belas e simétricas Como a inteligência de Deus. Mas, coroando a obra multicolorida das flores, Deus não desejou que, embora silenciosas, fossem intransitivas E fez que da maioria delas extravasassem uns odores sutis e agradáveis. Nasceu então naquele mesmo terceiro dia, ao mesmo tempo que as flores, o cheiro das flores. Ficou, assim, estabelecido que o perfume seria a linguagem silenciosa das flores. Quanto às flores sem cheiro, Deus quis que também entre as flores houvesse monjas completamente silenciosas.
- UM ESQUECIDO TESTEMUNHO DA INIQUIDADE COMUNISTA
Nesta semana, em que se comemoram as aparições marianas de Fátima — centradas no dogma da existência do inferno e no papel da Rússia para a disseminação do pensamento anticristão —, é bom relembrar um escritor húngaro pouco conhecido, Áron Gábor, que publicou no final dos anos sessenta um livro importante para a compreensão do mistério da iniquidade, em sua versão contemporânea. Áron Gábor, um jornalista de trinta e quatro anos, descendente de ilustre família húngara, tinha lutado na Segunda Guerra como correspondente e era, então, secretário-geral da Cruz Vermelha em seu país. Vivia em Budapeste, que tinha sido libertada dos nazistas pelo Exército Vermelho e já padecia sob o jugo soviético. Naquele ano de 1945, Gábor havia publicado um pequeno depoimento, Além da Linha Stalin , no qual denunciava deportações de húngaros realizadas pelos russos durante o conflito. A publicação desagradou os soviéticos: Gábor foi preso, nalgum dia de agosto daquele mesmo ano, e condenado à morte. Houve, no entanto, comutação de pena e Gábor foi mandado a uma prisão, onde permaneceu sozinho, numa cela, por dezesseis meses. No início de 1947, foi transferido para um hospital-prisão, na Ucrânia e, em seguida, enviado à Sibéria num vagão que transportava gado, para cumprir cinco anos de trabalhos forçados num gulag. Lá, dirigiu tratores e abateu árvores da floresta. Em 1950, foi libertado. Tinha, porém, deixado de ser húngaro: passava a ser, então, um cidadão soviético, obrigado a residir perto do gulag. Como, na Hungria, foi dado como oficialmente morto, sua esposa casou-se de novo. Dez anos mais tarde, em 1960, foi repatriado. Voltava à Hungria, que então era parte integrante da Cortina de Ferro, e ali trabalhou por cinco anos numa agência jornalística do Estado. Em 1965, conseguiu fugir para a Alemanha ocidental, estabelecendo-se em Munique. Foi no exílio alemão que terminou de escrever e publicar, por conta própria, em três volumes, em sua língua natal, as suas longas memórias de prisioneiro de um gulag soviético. Os livros saem justo no momento — aos redores de 1968 — em que a Europa e os Estados Unidos eram palco de mais uma ofensiva da revolução marxista, então sob novo formato: a rebelião estudantil inspirada capitaneada pela Escola de Frankfurt. A obra passou desapercebida, e só vários depois da morte do autor (ocorrida no exílio alemão, em 1982, aos 71 anos) seria traduzida para as principais línguas ocidentais. No Brasil, o primeiro volume da obra, Ao leste do homem , saiu pela Companhia Editora Americana, uma velha editora carioca que, por mais de três décadas, se especializou na publicação de revistas populares e, a partir dos anos setenta, com novos proprietários, se dedicaria ao mercado livreiro. Em 1975, a velha editora desaparece definitivamente: a recém-surgida Pallas Athenas incorporou seu acervo e publicou, em 1976, o segundo volume das memórias de Gábor, Liberdade quadrada . Fato curioso é o pioneirismo da editora brasileira, primeira a traduzir Áron Gábor para uma língua ocidental, diretamente do original, por Livio Dantas. O livro nunca foi reeditado no Brasil, mas ainda é possível adquiri-lo pelo site da Estante Virtual.
- Profanação consumada: padres alemães desafiam Roma e abençoam uniões contrárias à lei natural
Como haviam anunciado, um grupo de padres “católicos” alemães procederam na bênção de uniões homossexuais, opondo-se à Congregação para a Doutrina da Fé que declarou: “Deus não abençoa ou abençoa o pecado”. Vários bispos declararam que não farão nada contra os sacerdotes que promoverem tal profanação. A Santa Sé ainda não se pronunciou. O desafio alemão à Tradição e ao Magistério da Igreja já é uma realidade. O #liebegewinnt –o amor ganha – que anunciava bênçãos para casais gays em igrejas espalhadas por toda a Alemanha começou ontem e tem bênçãos agendadas para o dia de hoje. Esse movimento surgiu em resposta ao “responsum” da Congregação para a Doutrina da Fé, que foi aprovada pelo Santo Padre, que afirmou claramente que as uniões homossexuais não poderiam ser abençoadas. Dizia que: «… não é legal dar uma bênção aos relacionamentos, ou mesmo casais estáveis, envolvendo a prática sexual fora do casamento (ou seja, fora da união indissolúvel de um homem e de uma mulher aberta, por si só, à transmissão da vida), como é o caso das uniões do mesmo sexo.” Em sua argumentação, a Congregação para a Doutrina da Fé lembrou que cada pessoa é mais importante do que seu pecado, mas que Deus não abençoa ou abençoa o pecado. Enquanto isso, a Igreja lembra que o próprio Deus continua abençoando cada um de seus filhos peregrinos neste mundo, porque para Ele “somos mais importantes do que todos os pecados que podemos fazer”. Mas ele não abençoa ou abençoa o pecado: abençoe o homem pecaminoso, para que ele possa ser reconhecido como parte de seu plano de amor e deixe-se ser mudado por Ele. Ele, de fato, “nos leva como somos, mas nunca nos deixa como somos” A resposta da Congregação teve a permissão explícita do Santo Padre para ser publicada, nem todas as respostas são. As seções mais progressistas da Igreja Alemã rasgaram suas vestes pela resposta do Vaticano, que não fez nada além do óbvio, e a indignação canalizou-se para esta iniciativa que começou ontem em alguns templos. O caso mais midiático foi protagonizado em uma igreja em Munique, uma das dioceses mais importantes da Alemanha, pastoreada pelo cardeal Reinhard Marx, que era até um ano atrás presidente do episcopado alemão e um dos colaboradores mais próximos do Papa Francisco. Na igreja de São Bento houve ontem bênçãos de casais do mesmo sexo sem que a gente tenha qualquer notícia, por enquanto, de qualquer tipo de consequência para o padre envolvido. O clérigo que desobedeceu às diretrizes de Roma foi Wolfgang F. Rothe, 53 anos, conhecido como o “Vigário do Uísque”, por sua paixão e conhecimento desta bebida. Ao lado dele, atuando como coroinha, estava Henry Fr.mmichen, um ex-candidato a padre cuja expulsão do seminário causou rebuliço, pois aparentemente ocorreu por causa de suas tendências homossexuais. “Minha preocupação é tirar isso das periferias da igreja, e colocar onde ela pertence: no meio da vida da igreja”, disse Rothe de acordo com dpa. Um vídeo mostra o pequeno número estrelado por Rothe, com bandeiras LGBT ao beira do altar, e bênçãos proibidas. Hoje, infelizmente, veremos mais cenas como esta. Agora, mais do que nunca nos perguntamos: alguém vai fazer alguma coisa? Os bispos alemães permitiram que a profanação de seus templos ocorresse. A Santa Sé não se manifestou sobre o que iria acontecer hoje e que havia sido anunciado. Assista o vídeo: Um padre jesuíta Jan Korditschke, que liderará as bênçãos para casais do mesmo sexo em Berlim Em Berlim, o reverendo Jan Korditschke, um jesuíta que trabalha para a diocese preparando adultos para o batismo e ajuda na congregação de St. Canisius, conduzirá bênçãos para casais gays em um culto de adoração no domingo (16). “Estou convencido de que a orientação homossexual não é ruim, nem é o amor homossexual um pecado”, afirmou Korditschke à agência de notícias Associated Press. “Eu quero celebrar o amor dos homossexuais com essas bênçãos porque o amor dos homossexuais é algo bom”. Korditschke, que tem 44 anos, disse que é importante que os homossexuais possam se mostrar dentro da Igreja Católica e que não teme a possível repercussão no Vaticano. “Eu defendo o que estou fazendo, embora seja doloroso para mim não poder fazer isso em sintonia com a liderança da igreja”, disse Korditschke. O Bispo de Essen não tomará nenhuma ação contra padres que abençoam uniões homossexuais O bispo de Essen, arcebispo Franz-Josef Overbeck, declarou há um mês em uma entrevista que os sacerdotes de sua diocese não devem esperar consequências se se oporem à proibição de abençoar uniões homossexuais. “Eu não vou fazer nada”, disse o bispo do Ruhr. “Eu não suspenderia ou imporia outras sanções eclesiásticas a um padre da diocese” se ele estabelecesse uma relação homossexual. Muitos fiéis estão preocupados e chocados, tanto pelos fatos quanto pela esquerda daqueles que têm o dever de cuidar do rebanho confiado, com o agravamento de que a ação foi anunciada como um desafio que havia sido anunciada semanas antes. Hoje aconteceram a festa de Saint-Jean-de-Ávila, padroeiro da Espanha do clero, algumas iniciativas de oração e reparação. O Arcebispo Munilla, Bispo de São Sebastião, pediu aos fiéis que orassem pela unidade da Igreja na Alemanha e no mundo. Traduzido de InfoVaticana e InfoCatolica #Alemanha #AssembléiaSinodalAlemã #SínododaAlemanha #Vaticano
- Profanação consumada: padres alemães desafiam Roma e abençoam uniões contrárias à lei natural
Como haviam anunciado, um grupo de padres “católicos” alemães procederam na bênção de uniões homossexuais, opondo-se à Congregação para a Doutrina da Fé que declarou: “Deus não abençoa ou abençoa o pecado”. Vários bispos declararam que não farão nada contra os sacerdotes que promoverem tal profanação. A Santa Sé ainda não se pronunciou. O desafio alemão à Tradição e ao Magistério da Igreja já é uma realidade. O #liebegewinnt –o amor ganha – que anunciava bênçãos para casais gays em igrejas espalhadas por toda a Alemanha começou ontem e tem bênçãos agendadas para o dia de hoje. Esse movimento surgiu em resposta ao “responsum” da Congregação para a Doutrina da Fé, que foi aprovada pelo Santo Padre, que afirmou claramente que as uniões homossexuais não poderiam ser abençoadas. Dizia que: «… não é legal dar uma bênção aos relacionamentos, ou mesmo casais estáveis, envolvendo a prática sexual fora do casamento (ou seja, fora da união indissolúvel de um homem e de uma mulher aberta, por si só, à transmissão da vida), como é o caso das uniões do mesmo sexo.” Em sua argumentação, a Congregação para a Doutrina da Fé lembrou que cada pessoa é mais importante do que seu pecado, mas que Deus não abençoa ou abençoa o pecado. Enquanto isso, a Igreja lembra que o próprio Deus continua abençoando cada um de seus filhos peregrinos neste mundo, porque para Ele “somos mais importantes do que todos os pecados que podemos fazer”. Mas ele não abençoa ou abençoa o pecado: abençoe o homem pecaminoso, para que ele possa ser reconhecido como parte de seu plano de amor e deixe-se ser mudado por Ele. Ele, de fato, “nos leva como somos, mas nunca nos deixa como somos” A resposta da Congregação teve a permissão explícita do Santo Padre para ser publicada, nem todas as respostas são. As seções mais progressistas da Igreja Alemã rasgaram suas vestes pela resposta do Vaticano, que não fez nada além do óbvio, e a indignação canalizou-se para esta iniciativa que começou ontem em alguns templos. O caso mais midiático foi protagonizado em uma igreja em Munique, uma das dioceses mais importantes da Alemanha, pastoreada pelo cardeal Reinhard Marx, que era até um ano atrás presidente do episcopado alemão e um dos colaboradores mais próximos do Papa Francisco. Na igreja de São Bento houve ontem bênçãos de casais do mesmo sexo sem que a gente tenha qualquer notícia, por enquanto, de qualquer tipo de consequência para o padre envolvido. O clérigo que desobedeceu às diretrizes de Roma foi Wolfgang F. Rothe, 53 anos, conhecido como o “Vigário do Uísque”, por sua paixão e conhecimento desta bebida. Ao lado dele, atuando como coroinha, estava Henry Fr.mmichen, um ex-candidato a padre cuja expulsão do seminário causou rebuliço, pois aparentemente ocorreu por causa de suas tendências homossexuais. “Minha preocupação é tirar isso das periferias da igreja, e colocar onde ela pertence: no meio da vida da igreja”, disse Rothe de acordo com dpa. Um vídeo mostra o pequeno número estrelado por Rothe, com bandeiras LGBT ao beira do altar, e bênçãos proibidas. Hoje, infelizmente, veremos mais cenas como esta. Agora, mais do que nunca nos perguntamos: alguém vai fazer alguma coisa? Os bispos alemães permitiram que a profanação de seus templos ocorresse. A Santa Sé não se manifestou sobre o que iria acontecer hoje e que havia sido anunciado. Assista o vídeo: Um padre jesuíta Jan Korditschke, que liderará as bênçãos para casais do mesmo sexo em Berlim Em Berlim, o reverendo Jan Korditschke, um jesuíta que trabalha para a diocese preparando adultos para o batismo e ajuda na congregação de St. Canisius, conduzirá bênçãos para casais gays em um culto de adoração no domingo (16). “Estou convencido de que a orientação homossexual não é ruim, nem é o amor homossexual um pecado”, afirmou Korditschke à agência de notícias Associated Press. “Eu quero celebrar o amor dos homossexuais com essas bênçãos porque o amor dos homossexuais é algo bom”. Korditschke, que tem 44 anos, disse que é importante que os homossexuais possam se mostrar dentro da Igreja Católica e que não teme a possível repercussão no Vaticano. “Eu defendo o que estou fazendo, embora seja doloroso para mim não poder fazer isso em sintonia com a liderança da igreja”, disse Korditschke. O Bispo de Essen não tomará nenhuma ação contra padres que abençoam uniões homossexuais O bispo de Essen, arcebispo Franz-Josef Overbeck, declarou há um mês em uma entrevista que os sacerdotes de sua diocese não devem esperar consequências se se oporem à proibição de abençoar uniões homossexuais. “Eu não vou fazer nada”, disse o bispo do Ruhr. “Eu não suspenderia ou imporia outras sanções eclesiásticas a um padre da diocese” se ele estabelecesse uma relação homossexual. Muitos fiéis estão preocupados e chocados, tanto pelos fatos quanto pela esquerda daqueles que têm o dever de cuidar do rebanho confiado, com o agravamento de que a ação foi anunciada como um desafio que havia sido anunciada semanas antes. Hoje aconteceram a festa de Saint-Jean-de-Ávila, padroeiro da Espanha do clero, algumas iniciativas de oração e reparação. O Arcebispo Munilla, Bispo de São Sebastião, pediu aos fiéis que orassem pela unidade da Igreja na Alemanha e no mundo. Traduzido de InfoVaticana e InfoCatolica #Alemanha #AssembléiaSinodalAlemã #SínododaAlemanha #Vaticano
- Na segunda-feira, cisma!
Bênção a uniões homossexuais é um ato cismático e acarreta até excomunhão, diz canonista. No próximo 10 de maio haverá uma jornada de bênçãos para uniões homossexuais em toda a Alemanha e o Bispo de Essen, dom Josef Overbeck, disse que não vai punir os padres que participem dela. A jornada é um protesto contra o documento da Congregação da Doutrina da Fé que, no dia 15 de março, vetou, com um Responsum, as bênçãos a uniões homossexuais. “A desobediência manifestada pela recusa em cumprir o responsum papal rompe a unidade com o Papa”, diz o padre alemão Gero Weishaupt, doutor em direito canônico pela Universidade Gregoriana de Roma, ex-vigário judicial da diocese de Hertogenbosch, na Holanda e, desde 2013, juiz diocesano de Colônia, na Alemanha. “É um ato cismático, é claro, com uma heresia subjacente, na medida em que a bênção das relações homossexuais expressa pelo menos a visão de que, além do casamento entre um homem e uma mulher, pode haver outras relações destinadas à união sexual”, explica o canonista. “Isso contradiz abertamente a verdade revelada sobre o casamento (Gn 1:27: Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou) e a natureza essencial do ser humano, a partir da qual a lei moral natural é derivada pela razão humana”, esclareceu. O responsum da Congregação para a Doutrina da Fé foi emitido no dia 15 de março último. A congregação alega que a Igreja “não tem poder” para abençoar essas uniões porque não pode “abençoar o pecado”. As relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo são pecado grave, diz o Catecismo da Igreja Católica. O texto, assinado pelo prefeito da congregação, cardeal Luís Ladaria Ferrer foi autorizado pelo papa Francisco. No mesmo dia, como forma de protesto, um grupo de padres da Alemanha convocou para o próximo 10 de maio uma jornada de bênçãos que incluirá pares do mesmo sexo. Os padres também entregaram um abaixo-assinado aos membros do Caminho Sinodal da Alemanha, pedindo que a Igreja mude a doutrina sobre homossexualidade. “Se apesar do Responsum da Congregação para a Doutrina da Fé – que foi publicado por ordem do Papa Francisco, que assim deixou claro que ele o reivindica como seu – um bispo que permite as tais bênçãos em sua diocese, as encoraja, ou simplesmente tolera o fato sem aplicar a pena prescrita, atua claramente em desobediência ao papa”, disse à agência austríaca Kath.net em entrevista publicada nesta semana o padre Weishaupt. “A desobediência, portanto, diz respeito diretamente ao Papa, e à CDF indiretamente”. “Com esta desobediência, o bispo quebra o juramento de fidelidade que fez ao tomar posse. Além desta promessa de fidelidade ao Papa, o bispo promete ainda proteger a unidade da Igreja universal e, portanto, fazer todos os esforços para preservar a fé pura e inalterada que foi transmitida pelos Apóstolos”, diz o perito. Portanto, ele é “obrigado a promover o ordenamento comum de toda a Igreja e, portanto, a insistir que todas as leis eclesiásticas sejam obedecidas”. O padre Weishaupt afirma que “quanto às consequências canônicas, um bispo que ignora a proibição papal de bênçãos para casais do mesmo sexo e age contra ela incorre automaticamente na excomunhão, como pena latae sententiae”. A excomunhão latae sententiae é automática, dispensa uma sentença explícita do papa. Leia também A decadência da Igreja na Alemanha Weishaupt diz, no entanto que a pena deve ser “declarada pelo papa por decreto, após uma advertência privada, para que possa surtir efeito canônico no foro público”. O canonista explica que, se o infrator mostrar remorso e desistir da ofensa e tentar repará-lo, tem o direito de que a excomunhão seja revogada. Se ele não corrigir sua conduta, “a Sé Apostólica pode punir o bispo de outras maneiras também, por exemplo, através da deposição”. Sobre o caso do bispo de Essen, Weishaupt considera que “se o próprio bispo ignora o responsum, provavelmente não sancionará um padre ou agente pastoral nessas circunstâncias”. Neste caso, diz, “os fiéis leigos podem recorrer ao Núncio Apostólico ou diretamente ao Papa ou a um dicastério romano, seja a CDF, Congregação para os Bispos, Congregação para o Clero e, porque a bênção configura um abuso litúrgico, até mesmo para a Congregação para Adoração Divina e Disciplina dos Sacramentos”. Segundo o Direito Canônico, os fiéis leigos têm “o direito e às vezes até o dever de fazer conhecer a sua opinião aos pastores espirituais em questões relativas ao bem-estar da Igreja”, afirmou o sacerdote. Foi o que fizeram os bispos, padres e leigos, que assinaram um apelo ao papa Francisco para que “acabe com o Caminho Sinodal” na Alemanha, que discute mudanças na moral sexual da Igreja, incluindo o homossexualismo. Segundo uma fonte de Portugal, onde nasceu a iniciativa, os assinantes pretendem que o apelo seja entregue ao Papa Francisco na Casa Santa Marta. Leia também Dia das Mães: A missão das mães católicas e os desafios do mundo atual Que cisma? Um ato de desafio a Roma na igreja de língua alemã está marcado para segunda-feira, que muitos comentaristas decidiram considerar como o início do cisma de nossos dias. Mas na segunda-feira a igreja alemã permanecerá a mesma de hoje, e é improvável que o Vaticano lance um anátema. Nesta segunda-feira, um ato de desafio a Roma está planejado na igreja de língua alemã que muitos comentaristas decidiram considerar como o início do cisma de nossos dias. Mas na segunda-feira, a Igreja alemã permanecerá a mesma de hoje, e o Vaticano provavelmente não lançará um anátema. Que cisma? Apenas um terço dos católicos autoproclamados na América acredita na presença real de Jesus na Eucaristia. Mas ninguém fala sobre o “cisma norte-americano” e sim sobre o cisma alemão. A única diferença real é que, no primeiro caso, a hierarquia não vê razão para fazer proclamações de rebelião e, no segundo, parece que sim. Quer dizer, já existe algo que pode ser considerado pior do que um cisma, um cisma das almas, dos fiéis; um cisma dos pastores também, se quiser, mas sem drama e sem explicitar. É suficiente que ninguém pronuncie a palavra “cisma” para que as coisas continuem a partir de segunda-feira mais ou menos como têm feito agora, em uma apostasia lenta, um sangramento silencioso sem drama desnecessário, uma putrefação serena. A questão é que é muito difícil para Francisco fazer algo a respeito, tomar alguma medida nítida e clara que ponha um mínimo de ordem e dissipe a enorme confusão. Para começar, há outras coisas, assuntos pelos quais ele mostrou mais interesse do que os especificamente doutrinários. Nos últimos dias, ele se ocupou com ardente interesse na regulação das finanças internacionais, nos movimentos populacionais de massa, na luta contra as mudanças climáticas, enquanto os fiéis minimamente atentos às questões eclesiais contemplavam os desafios inusitados do ‘caminho sinodal alemão para a unidade da Igreja. Leia também O chefe do episcopado alemão diz que não nega a comunhão a nenhum protestante Um esclarecimento doutrinário, por outro lado, exigiria um retorno àquela linguagem precisa, exata, completamente unívoca que a Igreja sempre usou em suas definições doutrinárias (que foram feitas em latim, uma língua cujos significados não podem mais ser distorcidos por uso, não é algo alheio a essa precisão), isto é, algo de que Francisco fugiu ao longo de seu pontificado. Há anos que deixa as Dubias sem resposta sobre a exortação pós-sinodal Amoris laetitia respeitosamente apresentada por quatro cardeais, porque as perguntas exigiam respostas muito precisas, sem a opção de responder com vagas metáforas. A última frase de que me lembro de uma mensagem dele é “somos chamados a sonhar juntos”. o que isso significa, exatamente? Quando antes um conteúdo teológico foi dado a um verbo tão impreciso como “sonhar”? Mas parece bom, parece ótimo, especialmente para algumas gerações criadas assistindo a filmes da Disney. Terceiro, este é o ‘pontificado da misericórdia’, para não falar do ‘diálogo’ e da ‘escuta atenta’. Uma afirmação dogmática ou meramente doutrinal e clara, que implique uma condenação do caminho percorrido pelo episcopado alemão, suporia aos olhos do mundo uma censura brutal com aquele ‘estilo’, com a misericórdia universal que sonha com um Judas no céu . Leia também Na Alemanha, 10 freiras exigem o sacramento da ordem Sim, nós que temos seguido as decisões romanas já sabemos que esta misericórdia pode ser matizada, que se aplica preferencialmente aos revolucionários, enquanto os tradicionais muitas vezes recebem comissariado, censura, sanções e até excomunhões. Mas são menores, nada na mídia, nada que pareça muito ruim em um jornal. Finalmente, o Santo Padre decidiu unir seu lote com esses mesmos renovadores que agora desafiam sua autoridade. Ele foi eleito sob pressão de um grupo de cardeais que tinha uma agenda específica, para dar impulso à Igreja em uma direção específica. E esse grupo está perdendo a paciência, notando que o Pontífice os está dando por muito tempo e, se me permite, luta contra eles como quer. Mas ele simplesmente não pode romper abertamente com eles, que são seu grande apoio. Para começar, porque ele sabe que não vão obedecê-lo, e isso seria dramático. Com informações de ACI Digital e InfoVaticana Leia também Cardeal Woelki e núncio na Alemanha alertam que o papa deve ser levado a sério para evitar um cisma #Alemanha #AssembléiaSinodalAlemã #Vaticano
- Na segunda-feira, cisma!
Bênção a uniões homossexuais é um ato cismático e acarreta até excomunhão, diz canonista. No próximo 10 de maio haverá uma jornada de bênçãos para uniões homossexuais em toda a Alemanha e o Bispo de Essen, dom Josef Overbeck, disse que não vai punir os padres que participem dela. A jornada é um protesto contra o documento da Congregação da Doutrina da Fé que, no dia 15 de março, vetou, com um Responsum, as bênçãos a uniões homossexuais. “A desobediência manifestada pela recusa em cumprir o responsum papal rompe a unidade com o Papa”, diz o padre alemão Gero Weishaupt, doutor em direito canônico pela Universidade Gregoriana de Roma, ex-vigário judicial da diocese de Hertogenbosch, na Holanda e, desde 2013, juiz diocesano de Colônia, na Alemanha. “É um ato cismático, é claro, com uma heresia subjacente, na medida em que a bênção das relações homossexuais expressa pelo menos a visão de que, além do casamento entre um homem e uma mulher, pode haver outras relações destinadas à união sexual”, explica o canonista. “Isso contradiz abertamente a verdade revelada sobre o casamento (Gn 1:27: Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou) e a natureza essencial do ser humano, a partir da qual a lei moral natural é derivada pela razão humana”, esclareceu. O responsum da Congregação para a Doutrina da Fé foi emitido no dia 15 de março último. A congregação alega que a Igreja “não tem poder” para abençoar essas uniões porque não pode “abençoar o pecado”. As relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo são pecado grave, diz o Catecismo da Igreja Católica. O texto, assinado pelo prefeito da congregação, cardeal Luís Ladaria Ferrer foi autorizado pelo papa Francisco. No mesmo dia, como forma de protesto, um grupo de padres da Alemanha convocou para o próximo 10 de maio uma jornada de bênçãos que incluirá pares do mesmo sexo. Os padres também entregaram um abaixo-assinado aos membros do Caminho Sinodal da Alemanha, pedindo que a Igreja mude a doutrina sobre homossexualidade. “Se apesar do Responsum da Congregação para a Doutrina da Fé – que foi publicado por ordem do Papa Francisco, que assim deixou claro que ele o reivindica como seu – um bispo que permite as tais bênçãos em sua diocese, as encoraja, ou simplesmente tolera o fato sem aplicar a pena prescrita, atua claramente em desobediência ao papa”, disse à agência austríaca Kath.net em entrevista publicada nesta semana o padre Weishaupt. “A desobediência, portanto, diz respeito diretamente ao Papa, e à CDF indiretamente”. “Com esta desobediência, o bispo quebra o juramento de fidelidade que fez ao tomar posse. Além desta promessa de fidelidade ao Papa, o bispo promete ainda proteger a unidade da Igreja universal e, portanto, fazer todos os esforços para preservar a fé pura e inalterada que foi transmitida pelos Apóstolos”, diz o perito. Portanto, ele é “obrigado a promover o ordenamento comum de toda a Igreja e, portanto, a insistir que todas as leis eclesiásticas sejam obedecidas”. O padre Weishaupt afirma que “quanto às consequências canônicas, um bispo que ignora a proibição papal de bênçãos para casais do mesmo sexo e age contra ela incorre automaticamente na excomunhão, como pena latae sententiae”. A excomunhão latae sententiae é automática, dispensa uma sentença explícita do papa. Leia também A decadência da Igreja na Alemanha Weishaupt diz, no entanto que a pena deve ser “declarada pelo papa por decreto, após uma advertência privada, para que possa surtir efeito canônico no foro público”. O canonista explica que, se o infrator mostrar remorso e desistir da ofensa e tentar repará-lo, tem o direito de que a excomunhão seja revogada. Se ele não corrigir sua conduta, “a Sé Apostólica pode punir o bispo de outras maneiras também, por exemplo, através da deposição”. Sobre o caso do bispo de Essen, Weishaupt considera que “se o próprio bispo ignora o responsum, provavelmente não sancionará um padre ou agente pastoral nessas circunstâncias”. Neste caso, diz, “os fiéis leigos podem recorrer ao Núncio Apostólico ou diretamente ao Papa ou a um dicastério romano, seja a CDF, Congregação para os Bispos, Congregação para o Clero e, porque a bênção configura um abuso litúrgico, até mesmo para a Congregação para Adoração Divina e Disciplina dos Sacramentos”. Segundo o Direito Canônico, os fiéis leigos têm “o direito e às vezes até o dever de fazer conhecer a sua opinião aos pastores espirituais em questões relativas ao bem-estar da Igreja”, afirmou o sacerdote. Foi o que fizeram os bispos, padres e leigos, que assinaram um apelo ao papa Francisco para que “acabe com o Caminho Sinodal” na Alemanha, que discute mudanças na moral sexual da Igreja, incluindo o homossexualismo. Segundo uma fonte de Portugal, onde nasceu a iniciativa, os assinantes pretendem que o apelo seja entregue ao Papa Francisco na Casa Santa Marta. Leia também Dia das Mães: A missão das mães católicas e os desafios do mundo atual Que cisma? Um ato de desafio a Roma na igreja de língua alemã está marcado para segunda-feira, que muitos comentaristas decidiram considerar como o início do cisma de nossos dias. Mas na segunda-feira a igreja alemã permanecerá a mesma de hoje, e é improvável que o Vaticano lance um anátema. Nesta segunda-feira, um ato de desafio a Roma está planejado na igreja de língua alemã que muitos comentaristas decidiram considerar como o início do cisma de nossos dias. Mas na segunda-feira, a Igreja alemã permanecerá a mesma de hoje, e o Vaticano provavelmente não lançará um anátema. Que cisma? Apenas um terço dos católicos autoproclamados na América acredita na presença real de Jesus na Eucaristia. Mas ninguém fala sobre o “cisma norte-americano” e sim sobre o cisma alemão. A única diferença real é que, no primeiro caso, a hierarquia não vê razão para fazer proclamações de rebelião e, no segundo, parece que sim. Quer dizer, já existe algo que pode ser considerado pior do que um cisma, um cisma das almas, dos fiéis; um cisma dos pastores também, se quiser, mas sem drama e sem explicitar. É suficiente que ninguém pronuncie a palavra “cisma” para que as coisas continuem a partir de segunda-feira mais ou menos como têm feito agora, em uma apostasia lenta, um sangramento silencioso sem drama desnecessário, uma putrefação serena. A questão é que é muito difícil para Francisco fazer algo a respeito, tomar alguma medida nítida e clara que ponha um mínimo de ordem e dissipe a enorme confusão. Para começar, há outras coisas, assuntos pelos quais ele mostrou mais interesse do que os especificamente doutrinários. Nos últimos dias, ele se ocupou com ardente interesse na regulação das finanças internacionais, nos movimentos populacionais de massa, na luta contra as mudanças climáticas, enquanto os fiéis minimamente atentos às questões eclesiais contemplavam os desafios inusitados do ‘caminho sinodal alemão para a unidade da Igreja. Leia também O chefe do episcopado alemão diz que não nega a comunhão a nenhum protestante Um esclarecimento doutrinário, por outro lado, exigiria um retorno àquela linguagem precisa, exata, completamente unívoca que a Igreja sempre usou em suas definições doutrinárias (que foram feitas em latim, uma língua cujos significados não podem mais ser distorcidos por uso, não é algo alheio a essa precisão), isto é, algo de que Francisco fugiu ao longo de seu pontificado. Há anos que deixa as Dubias sem resposta sobre a exortação pós-sinodal Amoris laetitia respeitosamente apresentada por quatro cardeais, porque as perguntas exigiam respostas muito precisas, sem a opção de responder com vagas metáforas. A última frase de que me lembro de uma mensagem dele é “somos chamados a sonhar juntos”. o que isso significa, exatamente? Quando antes um conteúdo teológico foi dado a um verbo tão impreciso como “sonhar”? Mas parece bom, parece ótimo, especialmente para algumas gerações criadas assistindo a filmes da Disney. Terceiro, este é o ‘pontificado da misericórdia’, para não falar do ‘diálogo’ e da ‘escuta atenta’. Uma afirmação dogmática ou meramente doutrinal e clara, que implique uma condenação do caminho percorrido pelo episcopado alemão, suporia aos olhos do mundo uma censura brutal com aquele ‘estilo’, com a misericórdia universal que sonha com um Judas no céu . Leia também Na Alemanha, 10 freiras exigem o sacramento da ordem Sim, nós que temos seguido as decisões romanas já sabemos que esta misericórdia pode ser matizada, que se aplica preferencialmente aos revolucionários, enquanto os tradicionais muitas vezes recebem comissariado, censura, sanções e até excomunhões. Mas são menores, nada na mídia, nada que pareça muito ruim em um jornal. Finalmente, o Santo Padre decidiu unir seu lote com esses mesmos renovadores que agora desafiam sua autoridade. Ele foi eleito sob pressão de um grupo de cardeais que tinha uma agenda específica, para dar impulso à Igreja em uma direção específica. E esse grupo está perdendo a paciência, notando que o Pontífice os está dando por muito tempo e, se me permite, luta contra eles como quer. Mas ele simplesmente não pode romper abertamente com eles, que são seu grande apoio. Para começar, porque ele sabe que não vão obedecê-lo, e isso seria dramático. Com informações de ACI Digital e InfoVaticana Leia também Cardeal Woelki e núncio na Alemanha alertam que o papa deve ser levado a sério para evitar um cisma #Alemanha #AssembléiaSinodalAlemã #Vaticano
- PAULO DE TARSO NOS PERIGOSOS SERTÕES DOS GENTIOS
Por que somos cristãos? Não custa repetir: em primeiro lugar, somos cristãos pela graça de Deus, pela qual podemos compreender que o cristianismo, antes de ser uma doutrina, é um conjunto de fatos (que, para nosso bem, geraram uma doutrina). Essa doutrina, como a conhecemos hoje, não surgiu da mente de alguns iluminados, mas deriva de fatos que a precedem e foram presenciados por muitas pessoas, que reputamos sadias da cabeça e honestas de coração. Que fatos são esses? O acontecimento central do cristianismo é a ressurreição de um homem que tinha sido condenado e morto, aos trinta e três anos, por desobediência religiosa. Essa ressurreição, testemunhada por muita gente, foi depois registrada por escrito, e o conjunto desses textos é chamado de Novo Testamento, agregado a outro conjunto, bem mais antigo, chamado Velho Testamento, que reunia os textos sagrados da velha religião judaica. O primeiro registro escrito do Novo Testamento está numa carta de um jovem intelectual judeu, chamado Paulo de Tarso, que lia e escrevia em hebraico, grego e latim. Esse intelectual era sobretudo um teólogo (ou fariseu, na terminologia hebraica). Paulo não conheceu pessoalmente o homem ressuscitado — ou melhor, o conheceria de uma forma estranha, alguns anos após a ressurreição, através de uma aparição sobrenatural no caminho de Damasco, cidade para a qual se dirigia o intelectual para continuar a fazer o que era a sua principal atividade de então: perseguir a seita cristã nascente. De perseguidor, o teólogo-inquisidor judeu se transformou imediatamente no principal difusor da Boa Notícia, como eram então chamados os fatos e ensinamentos deixados pelo homem ressuscitado a seus discípulos. Depois da aparição (que seria só a primeira de uma séria de muitas), Paulo conheceu e se transformou em amigo dos discípulos diretos do ressuscitado, chamados de apóstolos, tendo escrito várias cartas nas quais disseminava os ensinamentos que deles ouvia, de mistura com o que lhe fora revelado diretamente, pelo ressuscitado, naquela série de várias aparições sobrenaturais. Três textos importantes do Novo Testamento — Evangelho segundo Marcos, Evangelho segundo são Lucas e Atos dos apóstolos — foram escritos por discípulos de Paulo: João Marcos e um presumível médico chamado Lucas. Este também não conheceu pessoalmente o ressuscitado, mas privara intimamente com os discípulos de primeira hora. Na verdade, os dois textos de Lucas eram um único escrito, desdobrado em dois pela tradição que montou a Bíblia cristã. Os outros dois Evangelhos (segundo Mateus e João) teriam sido escritos por dois apóstolos, ou por seguidores seus: o ex-cobrador de impostos Mateus e o chamado João Evangelista, que também escreveria o famoso Apocalipse e mais duas cartas, recolhidas no Novo Testamento, junto com duas cartas do apóstolo Pedro, uma do apóstolo Tiago e outra do apóstolo Judas. Foi esse conjunto de textos — cuja maioria, direta ou indiretamente, tem a ver com Paulo de Tarso — que trouxe, até nós, aqueles estranhos fatos ocorridos, há quase dois mil anos, num pequeno país do Oriente Próximo, dominado então pelo Império Romano. Paulo de Tarso, no qual muitos só veem o primeiro grande sistematizador da teologia cristã, além do seu lado “teórico” foi antes de tudo um forte, ou seja, uma espécie de “sertanês” a seu modo (sertanejo hoje significa outra coisa, não é?), cortando a pé aqueles perigosos sertões dos gentios para levar a Boa Nova aos pagãos. É como o mostra o filme de Roberto Rossellini, Atos dos apóstolos , apresentando-nos um São Paulo não muito diferente dos personagens “sertaneses” da nossa boa literatura regional. Um precursor do Quixote que, ao contrário deste, não via gigantes onde havia moinhos de vento: quando caiu na areia quente e seca de Damasco, viu e ouviu o próprio Autor da Vida, que lhe mandou mudar de vida e deixar de perseguir cristãos.
- NOVO APLICATIVO CERCO DE JERICÓ
A ORAÇÃO DO CERCO DE JERICÓ A oração do Cerco de Jericó consiste em uma semana incessante de batalha espiritual, diária, com intensificação da oração pessoal e comunitária, adoração ao Santíssimo, confissão, jejum, pregação da Palavra de Deus. O propósito do Cerco de Jericó é “derrubar as muralhas pela força da oração”. Porque fazer a oração do Cerco de Jericó? A maioria das pessoas busca o Cerco de Jericó para obter graças que a princípio seriam impossíveis. Antigamente havia na Igreja Católica o hábito de se recorrer a Ladainhas ou a Novenas. A diferença entre novenas e o Cerco é a intensidade e o dinamismo. As orações, diárias, são feitas diante de Jesus Sacramentado e conduzidas por um Sacerdote, durante sete dias, e não os nove dias característicos das novenas. Novo Aplicativo do Cerco de Jericó Atendendo às necessidades de nossos amigos usuários, que buscam graças extraordinárias, nós alteramos o visual e o conteúdo do Aplicativo. Você pode baixar no Google Play através do link: Fórmula de Oração do Cerco de Jericó para Leigos * Extraída do livro do Padre Rogério Canciam A fórmula simplificada da oração do Cerco de Jericó poderá ser proferida por qualquer pessoa, em casa ou diante do Santíssimo Sacramento, e deverá ser realizada durante sete dias seguidos. 1. Inicie a oração do Cerco de Jericó professando a fé cristã: Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra, creio em Jesus Cristo Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. 2. Revista-se com a armadura de Deus, vestes espirituais de Efésios 6,10-18: Revisto-me da armadura de Deus, para resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que tenho de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. Tomo a armadura de Deus, para resistir nos dias maus e manter-me inabalável no cumprimento do meu dever cristão. Permaneço alerta, à cintura cingido com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Embraço o escudo da fé para apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomo o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus. Intensifico as minhas invocações e súplicas. Oro em toda circunstância, pelo Espírito, no qual persevero em intensa vigília de súplica por todos os cristãos. 3. Assuma sua autoridade espiritual e derrube as fortalezas da mente que impõem condição racional ao plano de Deus – II Corintios 10,3-7: Porque, ainda que eu viva na carne, não milito segundo a carne. Não são carnais as armas com que eu luto. São poderosas, em Deus, capazes de arrasar fortificações. Na qualidade de filho(a) do Senhor, batizado(a) na Sua Igreja, eu aniquilo todo raciocínio e todo orgulho que se levanta contra o conhecimento de Deus, cativo todo pensamento e o reduzo à obediência a Cristo. 4. Recite o Salmo 90 (Ave Maria) e reforce a sua fé, reassuma a sua característica de filho de Deus e deixe-se envolver pela presença do Senhor: Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo, que moras à sombra do Onipotente, dize ao Senhor: Sois meu refúgio e minha cidadela, meu Deus, em que eu confio. É ele quem me livrará do laço do caçador, e da peste perniciosa. Ele me cobrirá com suas plumas, sob suas asas encontrarei refúgio. Sua fidelidade me será um escudo de proteção. Eu não temerei os terrores noturnos, nem a flecha que voa à luz do dia, nem a peste que se propaga nas trevas, nem o mal que grassa ao meio-dia. Caiam mil homens à minha esquerda e dez mil à minha direita, eu não serás atingido(a). Porém verei claramente, contemplarei o castigo dos pecadores, porque o Senhor é meu refúgio. Escolhi, por asilo, o Altíssimo. Nenhum mal me atingirá, nenhum flagelo chegará à minha vida, porque aos Seus anjos Ele mandou que me guardem em todos os meus caminhos. Eles me sustentarão em suas mãos, para que eu não tropece em alguma pedra. Sobre serpente e víbora andarei, calcarei aos pés o leão e o dragão. ‘Pois que se uniu a mim, eu te livrarei; e o(a) protegerei, pois conhece o Meu nome. Quando você me invocar, eu o(a) atenderei; na tribulação estarei ao seu lado. Hei de livrá-lo(a) e o(a) cobrirei de glória. Será favorecido(a) de longos dias, e mostrar-lhe-ei a minha salvação.’ 5. Ao sentir-se cheio do Espírito Santo, como Nossa Senhora no momento da concepção, cante a Magnífica (Lucas 1,46-55): Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua (seu) pobre serva(o). Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada(o) todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem. Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos. Acolheu a mim, (diga seu nome), sua serva (seu servo), lembrado da sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre. 6. Fique em pé e entre em batalha espiritual: Levanta-se Deus, por intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; Que sejam dispersos os Seus inimigos, e fujam de Sua face todos os que Vos odeiam 7. Invoque a presença do Senhor para combater ao seu lado, lembrando de que Ele é a videira e nós somos os ramos, e sem Ele, nada podemos fazer. Recite o Salmo 34,1-9 aqui adaptado, em voz alta: Lutai, Senhor, contra os que me atacam; combatei meus inimigos. Empunhai o broquel e o escudo, e erguei-vos em meu socorro. Brandi a lança e sustai meus perseguidores. Dizei à minha alma: Eu sou a tua salvação. Então a minha alma exultará no Senhor, e se alegrará pelo seu auxílio. 8. Agora recorra a Deus, para que sejam definitivamente destruídas as muralhas: Senhor Jesus Cristo, peço-lhe humildemente que venha em auxílio à minha fraqueza, pois muitas vezes eu me sinto desamparado e aflito. Ajude-me neste momento de angústia e provação, em que a noite traiçoeira tomou conta da minha alma. Renove em mim as bênçãos recebidas no sacramento do Batismo e assuma todo o controle e autoridade sobre a minha vontade, desejo e inteligência, e através do Espírito Santo derrube agora todas as muralhas que me impedem de viver a minha verdadeira vocação cristã. Que pelo seu poderoso nome, Senhor Jesus Cristo, por seu preciosíssimo Sangue e pela intercessão da Santíssima Virgem Maria, sejam derrubadas neste momento: • as muralhas de pragas ou maldições proferidas por meus antepassados e por aqueles que de algum modo possuem autoridade espiritual sobre mim; • as muralhas de maldições e enfermidades vindas de meus antepassados, enfrentadas por mim ou por meus familiares nos dias de hoje; • as muralhas do ódio, orgulho, inveja, ciúmes, idolatria, vícios, egoísmo, solidão, avareza, gula, ansiedade, bancarrota, luxúria e preguiça que têm amarrado o meu coração; • as muralhas de intriga, brigas, contendas, separação, divórcio, adultério, desentendimentos e todo tipo de desunião que tem assolado minha família; • as muralhas das dificuldades financeiras, da falta de emprego ou de trabalho, empecilhos nos negócios, falta de dinheiro, confusão mental ou emocional e dificuldade de decisão compatível com a Sua Santa vontade; • as muralhas das doenças da alma que têm atravessado várias gerações de suas famílias, especialmente as práticas que são abominação abomináveis aos seus olhos (Provérbios 6:17-19), como a soberba, a mentira, o homicídio, hipocrisia, a inveja, a cobiça, o ódio, e o semear contendas entre irmãosa homossexualidade, prostituição, dependência de álcool ou drogas, hipocondria e língua mentirosa;• as muralhas do engano de Satanás que norteiam os meus pensamentos, todas as iluminações e astúcias do inimigo, sejam de qual origem forem; • as muralhas de ocultismo, sortilégio, adivinhação, cartomancia, horóscopo, magia, dependência, pacto, oferendas e consagrações a entidades espirituais, sejam elas da origem que forem; • as muralhas que estão me impedindo de ser aquilo que o Senhor criou para eu ser, e que atrapalham que eu viva aquilo o Senhor criou para eu viver; • toda e qualquer ação de satanás em minha espiritualidade, que me torna escravo e dependente do mal, e que me impede de ser totalmente renovado pelo seu Preciosíssimo Sangue Redentor; • (apresente a Deus a sua intenção particular. Anote-a ao lado para que seja a mesma durante os 7 dias). Senhor Jesus Cristo, pelo Seu Santíssimo Nome e Preciosíssimo Sangue e pela intercessão da Santíssima Virgem Maria, eu invoco a presença do Espírito Santo neste momento, aceito a libertação que acabei de receber e renovo as promessas de meu batismo. Renuncio a Satanás e a seus demônios, a suas obras e astúcias, e assumo a Sua vitória e libertação completas em todas as áreas da minha vida: física, emocional, espiritual e financeira. Assumo Recebo, em Seu nome, um novo pentecostes em meu coração e declaro a toda criatura que o Senhor, Jesus Cristo, é o meu único Salvador, com o Pai e o Espírito Santo! Amém.9. Oração para a quebra de maldições SENHOR JESUS CRISTO, que conferiu à Sua Santa Igreja a missão de curar os enfermos e libertar os cativos, na qualidade de batizado e na presença de teus Santos Anjos de batalha, em comunhão com meus irmãos e irmãs aqui presentes, por intercessão da Santíssima Virgem Maria, eu ORDENO em Teu Nome, que neste momento: • seja destruído todo e qualquer poder de Satanás e seus demônios que prejudica, escraviza e domina a minha vida, meus pensamentos, sentimentos, emoções e decisões; • seja destruído todo e qualquer poder de Satanás e seus demônios que pretende a minha ruína física, emocional, espiritual e financeira; • seja destruído todo e qualquer poder de Satanás e seus demônios que semeia ódio, desentendimento, mágoa, orgulho, fofoca, julgamento e falta de perdão no meu coração; • seja destruído todo e qualquer poder de Satanás e seus demônios que semeia a desunião na minha casa e na minha família; • seja destruído todo e qualquer poder de Satanás e seus demônios que pretende incutir em mim o conhecimento trazido por falsas doutrinas e religiões; • seja destruído todo e qualquer trabalho ou despacho realizado, escrito ou pronunciado contra a minha vida, saúde, casa, amados, bens materiais e fontes de suprimento; • seja destruído todo e qualquer feitiço, simpatia ou encantamento realizado para destruir a minha fé, esperança e caridade; • seja destruído e todo e qualquer envolvimento anterior que eu tive com doutrinas e religiões contrárias à fé Católica Apostólica Romana, especialmente as crenças que não reconhecem a Jesus Cristo como Messias, Deus e Senhor;• seja destruída toda e qualquer enfermidade física, emocional ou espiritual que se levantou contra a minha vida para me afastar de Ti, da verdadeira fé e da verdadeira paz; • seja destruída toda e qualquer enfermidade física que está prejudicando o meu corpo (mencionar a enfermidade); • seja destruído todo e qualquer problema emocional que me impede de viver a minha verdadeira vocação espiritual, e de ter alegria plena (mencionar a enfermidade). 9. Oração de libertação (em pé, segurando um crucifixo com a mão direita) Levanta-se Deus, por intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as Milícias Celestes. Que sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que Vos odeiam! V. Eis a Cruz do Senhor, fugi potências inimigas! R. Venceu o leão da tribo de Judá, o descendente de Davi. V. Que a Tua misericórdia, senhor, seja sobre nós! R. Como nós esperamos em Ti. V. Senhor, ouvi a minha oração. R. E chegue a Vós o meu clamor. V. Das emboscadas do Demônio, R. Livra-nos, Senhor. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Sede o nosso refúgio contra as maldades e as ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, neste instante o pedimos, e vós, Príncipe da Milícia Celeste, pela Virtude Divina, precipitai no inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. V. São Miguel Arcanjo R. Rogai por nós. 10. Josué 6 (no último dia este capítulo deve ser lido 7 vezes seguidas). Jericó, cidade murada, tinha se fechado diante dos israelitas, e ninguém saía dela nem podia entrar. O Senhor disse a Josué: Vê, entreguei-te Jericó, seu rei e seus valentes guerreiros. Dai volta à cidade, vós todos, homens de guerra; contornai toda a cidade uma vez. Assim farás durante seis dias. Sete sacerdotes, tocando sete trombetas, irão adiante da arca. No sétimo dia dareis sete vezes volta à cidade, tocando os sacerdotes a trombeta. Quando o som da trombeta for mais forte e ouvirdes a sua voz, todo o povo soltará um grande clamor e a muralha da cidade desabará. Então o povo tomará (de assalto) a cidade, cada um no lugar que lhe ficar defronte. Josué, filho de Nun, convocou os sacerdotes e disse-lhes: Levai a arca da aliança, e sete sacerdotes estejam diante dela tocando as trombetas. E disse em seguida ao povo: Avante! Dai volta à cidade, marchando os guerreiros diante da arca do Senhor. Logo que Josué acabou de falar, os sete sacerdotes, levando as sete trombetas, retumbantes, puseram-se em marcha diante do Senhor, tocando os seus instrumentos; e a arca da aliança do Senhor os seguiu. Marcharam os guerreiros diante dos sacerdotes que tocavam a trombeta, e à retaguarda seguia a arca; e durante toda a marcha ouvia-se o retinir das trombetas. Ora, Josué havia dado essa ordem ao povo: não griteis, nem façais ouvir a vossa voz, nem saia de vossa boca palavra alguma, até o dia em que eu vos disser: Gritai! Então clamareis com força. A arca do Senhor deu uma volta à cidade, e retornaram ao acampamento para ali passar a noite. Josué levantou-se muito cedo e os sacerdotes levaram a arca do Senhor. Os sete sacerdotes, levando as sete trombetas retumbantes, marchavam diante da arca do Senhor, tocando a trombeta durante a marcha. Os guerreiros precediam-nos, e à retaguarda seguia a arca do Senhor. E ouvia-se o retinir da trombeta durante a marcha. Deram volta à cidade uma vez, no segundo dia, e voltaram ao acampamento. O mesmo fizeram durante seis dias. Mas, ao sétimo dia, levantando-se de madrugada, deram volta à cidade sete vezes, como nos dias precedentes: esse foi o único dia em que fizeram sete vezes a volta. Quando os sacerdotes tocaram as trombetas na sétima volta, Josué disse ao povo: Gritai, porque o Senhor vos entregou a cidade. A cidade será votada ao Senhor por interdito, como tudo o que nela se encontra; exceção feita somente a Raab, a prostituta, que terá a sua vida salva com todos os que se encontrarem em sua casa, porque ocultou os espiões que tínhamos enviado. Mas guardai-vos (de tocar) no que é votado ao interdito. Se tomardes algo do que foi anatematizado, atraireis o interdito sobre o acampamento de Israel, o que seria uma catástrofe. Toda a prata, todo o ouro e todos os objetos de bronze e de ferro serão consagrados ao Senhor e farão parte do seu tesouro. O povo clamou e os sacerdotes tocaram as trombetas. E logo que o povo ouviu o som das trombetas, levantou um grande clamor. A muralha desabou. A multidão subiu à cidade, sem nada diante de si. Tomaram a cidade e votaram-na ao interdito, passando a fio de espada tudo o que nela se encontrava, homens, mulheres, crianças, velhos e até mesmo os bois, as ovelhas e os jumentos. Josué disse então aos dois homens que tinham explorado a terra: Entrai na casa da prostituta e fazei-a sair de lá com tudo o que lhe pertence. Os espiões entraram na casa e fizeram sair Raab, seu pai, sua mãe, seus irmãos e tudo o que lhe pertencia, toda a sua parentela, e puseram-nos em segurança fora do acampamento de Israel. Queimaram a cidade com tudo o que ela continha, exceto prata, ouro e todos os objetos de bronze e de ferro que foram recolhidos aos tesouros da casa do Senhor. Josué conservou a vida de Raab, a prostituta, bem como a da família de seu pai e a de todos os seus, de sorte que ela habitou no meio de Israel até este dia, porque ela havia ocultado os mensageiros enviados a explorar Jericó. Então proferiu Josué este juramento: Maldito seja diante do Senhor quem tentar reconstruir esta cidade de Jericó! Será ao preço do seu primogênito que lhe lançará os primeiros fundamentos, e será à custa do último de seus filhos, que lhe porá as portas! O Senhor estava com Josué, e o seu renome divulgou-se por toda a terra. 11. Bênção O Senhor esteja conosco R: Ele está no meio de nós Abençoe-nos Deus Todo-Poderoso em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo R: Amém! #FórmuladeOraçãodoCercodeJericó #CercodeJericóparaLeigos #derrubarasmuralhaspelaforçadaoração #PorquefazeraoraçãodoCercodeJericó #CercodeJericó #OraçãodoCercodeJericó #OraçãodoCercodeJericóparaLeigos #AplicativodoCercodeJericó
- A música litúrgica é para animar o povo ou para louvar a Deus?
Será que a nossa música litúrgica é mesmo adequada à sacralidade da liturgia e pode servir como hino de louvor agradável a Deus? Não está na hora de fazermos um sincero “exame de consciência musical”? O que pensaria Jesus da nossa música litúrgica? Ao comentar o rito romano da Missa, Santo Tomás faz notar o seguinte: Neste sacramento [a Eucaristia], é necessária uma devoção maior do que nos outros sacramentos , uma vez que Cristo inteiro está nele contido, e também mais extensa, porque neste sacramento se requer a devoção não só de quem o recebe, como acontece nos outros sacramentos, mas de todo o povo pelo qual é oferecido o sacrifício. Por isso, diz Cipriano ( Sobre a Oração do Senhor , XXXI): “O sacerdote, ao rezar o Prefácio, dispõe o espírito dos irmãos, dizendo: ‘Corações ao alto’, para que eles, quando responderem: ‘O nosso coração está em Deus’, possam recordar que não devem pensar em mais nada além de Deus ”. Que texto memorável! O Doutor Angélico nos diz aqui que a liturgia da Missa deve suscitar em nós uma profunda e extensa devoção, conforme a grandeza de tamanho sacrifício, de modo que a nossa mente não pense em nada mais do que em Deus. Também a Divina Liturgia bizantina testemunha essa ideia: “Que nós, que representamos misticamente os querubins e entoamos o hino três vezes santo à vivificadora Trindade, deixemos agora de lado todos os cuidados terrenos ”. Os cristãos nunca assumiram como um dever apropriar-se de elementos externos deste mundo decaído para introduzi-los nas igrejas. Assista a formação sobre música litúrgica com Padre Paulo Ricardo: Nesta vida não podemos imitar perfeitamente os querubins, como se estivéssemos o tempo todo arrebatados, participando da liturgia celeste; estaremos sempre agarrados a alguns pensamentos e emoções terrenas. No entanto, a Igreja levantou a voz contra os músicos e compositores que pretendiam introduzir esses mesmos pensamentos e emoções em nossos templos, fazendo-os dominar a cena . Inspirados nos ensinamentos de Jesus e alimentados com seu Corpo e Sangue vivificantes, nós, como cristãos, estamos chamados a levar ao mundo a santidade do altar e, na medida do possível, a transformar o mundo, renovando-o e santificando-o pelo poder dos sagrados mistérios. Os cristãos nunca assumiram como um dever apropriar-se de elementos externos deste mundo decaído para introduzi-los nas igrejas , recriando a liturgia, a oração e as artes como “reflexos” deste mundo. Porque, ainda que sejam reflexos mais “suaves”, eles continuam tendo origem, não em Deus, mas no mundo, e levam consigo a marca da mundanidade . Não haverá talvez alguma relação entre, de um lado, as tentativas pós-conciliares de substituir a natureza hierárquica da Igreja por modelos democráticos tomados de empréstimo ao humanismo ilustrado e, de outro, o declínio da qualidade da música sacra e religiosa, que agora exalta o homem em vez de Deus e só tem êxito em mostrar a banalidade e a pobreza de um homem sem Deus ? Se quisermos saber como devem ser cantados os Salmos ou outros textos das Sagradas Escrituras, temos de ouvir os “sucessores” dos israelitas cantando os “cantos de Sião”, ou seja, os monges e monjas fiéis que dedicaram a vida a “entoar um hino” ( Sl 46, 8) ao Rei do universo. Um ouvido atento pode, de fato, captar as semelhanças entre as cantilenas judaicas e a salmodia cristã, quer latina ou bizantina. Se você ouvir alguma gravação dos monges de Le Barroux, Fontgombault, Norcia ou Silverstream, descobrirá como é que soa uma oração cantada: reverente, piedosa e contemplativa ; as palavras sagradas são saboreadas como mel (cf. Sl 118, 103), com as paixões em paz e a mente elevada até ao céu e à Santíssima Trindade. Consumido de zelo (cf. Jo 2, 17), Jesus expulsou os vendilhões e cambistas do Templo, muito embora o que eles então faziam fosse até menos recriminável do que acontece hoje no coração de tantas igrejas católicas . Por que Nosso Senhor, sendo tão compreensivo com os pecadores, agiu daquela forma? Porque Cristo, mais do que qualquer fiel de qualquer tempo, sabe como é importante a pureza da oração, sabe da necessidade de manter separados o mundano e o sagrado. Só Ele sentia e sabia, no íntimo de seu ser incriado, o quão indignos de Deus eram os motivos, as maneiras e as mercadorias oferecidas por aqueles negociantes. Ao entrarmos numa igreja, deixamos do lado de fora os assuntos e prazeres do mundo e buscamos adorar a Deus com todo o nosso coração, com toda a nossa inteligência, com toda a nossa alma. Essa dedicação e devoção deve, em toda a sua integridade, sair do templo e ir ao encontro do mundo, de forma que quanto mais adorarmos a Deus, mais conformes serão nossas vidas aos mistérios que celebramos , tornando-nos, por assim dizer, uma prolongação “física” dos ritos litúrgicos, inclusive em meio às nossas atividades seculares. O objetivo não é secularizar o sagrado e fazê-lo mais “acessível” à mentalidade moderna (isso seria, na verdade, um sacrilégio), mas santificar as realidades seculares e fazê-las santas, tornando-as melhores . A igreja é o ambiente próprio do sagrado, e não o espaço de uma mundanidade adaptada e acomodada. A Igreja deveria conquistar nossas mentes e corações para o sagrado, a fim de que essa vitória permeie todos os aspectos de nossa vida no mundo. O “ rock cristão”, ou até mesmo o estilo popular de algumas bandas católicas, não passa de uma vitória da mentalidade mundana, um subproduto da cultura imperante, uma contaminação do silêncio e dos cânticos que deveriam ressoar na casa de Deus , onde o espírito pode respirar livremente e as emoções são docemente acalmadas. Muitos livros e artigos já foram escritos sobre as orientações eclesiásticas a respeito da música litúrgica e sobre o nobre ideal de cantar a Missa — e não simplesmente na Missa —, e tudo isso em continuidade com a gloriosa herança musical que o Espírito do Senhor inspirou à Igreja no decorrer dos séculos. Como conclusão, eu gostaria apenas de sugerir um bom ponto de partida para um “exame de consciência musical”, que poderá, quem sabe, levar-nos a uma mudança de coração, a novos propósitos e iniciativas concretas. O Concílio de Trento, na 22.ª sessão, desafia-nos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para tornar nossa participação na liturgia digna de sua natureza mais íntima:Quão grande cuidado se deve tomar para que o santo sacrifício da Missa se celebre com toda a devoção e reverência, qualquer um pode vê-lo facilmente se considerar que as Sagradas Escrituras chamam “maldito” àquele que faz com negligência a obra do Senhor (cf. Jr 48, 10). E dado que devemos confessar que nenhuma outra obra a ser realizada pelos fiéis é tão santa e divina como este grandiosíssimo mistério, no qual a Vítima doadora de vida, pela qual somos reconciliados com o Pai, é diariamente imolada no altar pelos sacerdotes, é também claro o bastante que todo empenho e atenção se hão de encaminhar a este fim, a saber: que a Missa seja celebrada com a maior pureza interior de coração possível e com as mostras mais evidentes de devoção e piedade.Essas palavras nos convidam a reformular e aprofundar nossas ideias sobre a qualidade e a adequação da nossa música litúrgica. Depois disso tudo, continua a ecoar aquela exortação de S. Paulo, que atravessa os séculos com os Santos Padres da Igreja, com o Concílio de Trento, com S. Pio X, com João Paulo II e Bento XVI: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito” (Rm 12, 2).
- A música litúrgica é para animar o povo ou para louvar a Deus?
Será que a nossa música litúrgica é mesmo adequada à sacralidade da liturgia e pode servir como hino de louvor agradável a Deus? Não está na hora de fazermos um sincero “exame de consciência musical”? O que pensaria Jesus da nossa música litúrgica? Ao comentar o rito romano da Missa, Santo Tomás faz notar o seguinte: Neste sacramento [a Eucaristia], é necessária uma devoção maior do que nos outros sacramentos , uma vez que Cristo inteiro está nele contido, e também mais extensa, porque neste sacramento se requer a devoção não só de quem o recebe, como acontece nos outros sacramentos, mas de todo o povo pelo qual é oferecido o sacrifício. Por isso, diz Cipriano ( Sobre a Oração do Senhor , XXXI): “O sacerdote, ao rezar o Prefácio, dispõe o espírito dos irmãos, dizendo: ‘Corações ao alto’, para que eles, quando responderem: ‘O nosso coração está em Deus’, possam recordar que não devem pensar em mais nada além de Deus ”. Que texto memorável! O Doutor Angélico nos diz aqui que a liturgia da Missa deve suscitar em nós uma profunda e extensa devoção, conforme a grandeza de tamanho sacrifício, de modo que a nossa mente não pense em nada mais do que em Deus. Também a Divina Liturgia bizantina testemunha essa ideia: “Que nós, que representamos misticamente os querubins e entoamos o hino três vezes santo à vivificadora Trindade, deixemos agora de lado todos os cuidados terrenos ”. Os cristãos nunca assumiram como um dever apropriar-se de elementos externos deste mundo decaído para introduzi-los nas igrejas. Assista a formação sobre música litúrgica com Padre Paulo Ricardo: Nesta vida não podemos imitar perfeitamente os querubins, como se estivéssemos o tempo todo arrebatados, participando da liturgia celeste; estaremos sempre agarrados a alguns pensamentos e emoções terrenas. No entanto, a Igreja levantou a voz contra os músicos e compositores que pretendiam introduzir esses mesmos pensamentos e emoções em nossos templos, fazendo-os dominar a cena . Inspirados nos ensinamentos de Jesus e alimentados com seu Corpo e Sangue vivificantes, nós, como cristãos, estamos chamados a levar ao mundo a santidade do altar e, na medida do possível, a transformar o mundo, renovando-o e santificando-o pelo poder dos sagrados mistérios. Os cristãos nunca assumiram como um dever apropriar-se de elementos externos deste mundo decaído para introduzi-los nas igrejas , recriando a liturgia, a oração e as artes como “reflexos” deste mundo. Porque, ainda que sejam reflexos mais “suaves”, eles continuam tendo origem, não em Deus, mas no mundo, e levam consigo a marca da mundanidade . Não haverá talvez alguma relação entre, de um lado, as tentativas pós-conciliares de substituir a natureza hierárquica da Igreja por modelos democráticos tomados de empréstimo ao humanismo ilustrado e, de outro, o declínio da qualidade da música sacra e religiosa, que agora exalta o homem em vez de Deus e só tem êxito em mostrar a banalidade e a pobreza de um homem sem Deus ? Se quisermos saber como devem ser cantados os Salmos ou outros textos das Sagradas Escrituras, temos de ouvir os “sucessores” dos israelitas cantando os “cantos de Sião”, ou seja, os monges e monjas fiéis que dedicaram a vida a “entoar um hino” ( Sl 46, 8) ao Rei do universo. Um ouvido atento pode, de fato, captar as semelhanças entre as cantilenas judaicas e a salmodia cristã, quer latina ou bizantina. Se você ouvir alguma gravação dos monges de Le Barroux, Fontgombault, Norcia ou Silverstream, descobrirá como é que soa uma oração cantada: reverente, piedosa e contemplativa ; as palavras sagradas são saboreadas como mel (cf. Sl 118, 103), com as paixões em paz e a mente elevada até ao céu e à Santíssima Trindade. Consumido de zelo (cf. Jo 2, 17), Jesus expulsou os vendilhões e cambistas do Templo, muito embora o que eles então faziam fosse até menos recriminável do que acontece hoje no coração de tantas igrejas católicas . Por que Nosso Senhor, sendo tão compreensivo com os pecadores, agiu daquela forma? Porque Cristo, mais do que qualquer fiel de qualquer tempo, sabe como é importante a pureza da oração, sabe da necessidade de manter separados o mundano e o sagrado. Só Ele sentia e sabia, no íntimo de seu ser incriado, o quão indignos de Deus eram os motivos, as maneiras e as mercadorias oferecidas por aqueles negociantes. Ao entrarmos numa igreja, deixamos do lado de fora os assuntos e prazeres do mundo e buscamos adorar a Deus com todo o nosso coração, com toda a nossa inteligência, com toda a nossa alma. Essa dedicação e devoção deve, em toda a sua integridade, sair do templo e ir ao encontro do mundo, de forma que quanto mais adorarmos a Deus, mais conformes serão nossas vidas aos mistérios que celebramos , tornando-nos, por assim dizer, uma prolongação “física” dos ritos litúrgicos, inclusive em meio às nossas atividades seculares. O objetivo não é secularizar o sagrado e fazê-lo mais “acessível” à mentalidade moderna (isso seria, na verdade, um sacrilégio), mas santificar as realidades seculares e fazê-las santas, tornando-as melhores . A igreja é o ambiente próprio do sagrado, e não o espaço de uma mundanidade adaptada e acomodada. A Igreja deveria conquistar nossas mentes e corações para o sagrado, a fim de que essa vitória permeie todos os aspectos de nossa vida no mundo. O “ rock cristão”, ou até mesmo o estilo popular de algumas bandas católicas, não passa de uma vitória da mentalidade mundana, um subproduto da cultura imperante, uma contaminação do silêncio e dos cânticos que deveriam ressoar na casa de Deus , onde o espírito pode respirar livremente e as emoções são docemente acalmadas. Muitos livros e artigos já foram escritos sobre as orientações eclesiásticas a respeito da música litúrgica e sobre o nobre ideal de cantar a Missa — e não simplesmente na Missa —, e tudo isso em continuidade com a gloriosa herança musical que o Espírito do Senhor inspirou à Igreja no decorrer dos séculos. Como conclusão, eu gostaria apenas de sugerir um bom ponto de partida para um “exame de consciência musical”, que poderá, quem sabe, levar-nos a uma mudança de coração, a novos propósitos e iniciativas concretas. O Concílio de Trento, na 22.ª sessão, desafia-nos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para tornar nossa participação na liturgia digna de sua natureza mais íntima:Quão grande cuidado se deve tomar para que o santo sacrifício da Missa se celebre com toda a devoção e reverência, qualquer um pode vê-lo facilmente se considerar que as Sagradas Escrituras chamam “maldito” àquele que faz com negligência a obra do Senhor (cf. Jr 48, 10). E dado que devemos confessar que nenhuma outra obra a ser realizada pelos fiéis é tão santa e divina como este grandiosíssimo mistério, no qual a Vítima doadora de vida, pela qual somos reconciliados com o Pai, é diariamente imolada no altar pelos sacerdotes, é também claro o bastante que todo empenho e atenção se hão de encaminhar a este fim, a saber: que a Missa seja celebrada com a maior pureza interior de coração possível e com as mostras mais evidentes de devoção e piedade.Essas palavras nos convidam a reformular e aprofundar nossas ideias sobre a qualidade e a adequação da nossa música litúrgica. Depois disso tudo, continua a ecoar aquela exortação de S. Paulo, que atravessa os séculos com os Santos Padres da Igreja, com o Concílio de Trento, com S. Pio X, com João Paulo II e Bento XVI: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito” (Rm 12, 2).
- A missão das mães católicas e os desafios do mundo atual
“Ó boa Mãe, eu te suplico, por aquele amor com que amas os teus filhos, concede-me que também eu ame o Senhor como tu o amas e como tu queres que ele seja amado!” ~ Santo Anselmo Um dos maiores desafios da sociedade atual tem sido a criação dos filhos. Por falta de uma boa formação, boas referências, e bons pastores, muitas famílias iniciam essa missão despreparadas o que torna essa missão ainda mais difícil. Veja nessa formação especial para mães católicas uma análise dos principais erros cometidos e como corrigi-los. Clique aqui para assistir : #Família #famíliasnúmerosas
- A missão das mães católicas e os desafios do mundo atual
“Ó boa Mãe, eu te suplico, por aquele amor com que amas os teus filhos, concede-me que também eu ame o Senhor como tu o amas e como tu queres que ele seja amado!” ~ Santo Anselmo Um dos maiores desafios da sociedade atual tem sido a criação dos filhos. Por falta de uma boa formação, boas referências, e bons pastores, muitas famílias iniciam essa missão despreparadas o que torna essa missão ainda mais difícil. Veja nessa formação especial para mães católicas uma análise dos principais erros cometidos e como corrigi-los. Clique aqui para assistir : #Família #famíliasnúmerosas
- Dr. Peter Kreeft: “A beleza é a primeira coisa que notamos e amamos”
Este é um capítulo de nossa série sobre o poder evangelizador da beleza. Nesta série, estamos examinando como a beleza pode nos levar a Deus, transmitir um senso do sagrado, nos apontar para a Verdade e até mesmo nos ajudar a saber como ser bons. Por meio de ensaios e entrevistas, esta série examinará como o belo pode nos levar ao verdadeiro e ao bom. O Dr. Peter Kreeft, professor de filosofia do Boston College e autor prolífico, fala e escreve sobre o tema da beleza há décadas. Ele está pessoalmente ciente da força evangelizadora da beleza; a beleza da arte e da arquitetura católica desempenhou um papel importante em sua conversão ao catolicismo. Quando criança, crescendo em um lar calvinista, ele foi ensinado que os católicos estavam errados. Uma das primeiras sementes da dúvida foi plantada quando sua família foi passear na Catedral de São Patrício em Nova York. Ele ficou pasmo; ele nunca tinha visto nada parecido antes. Ele perguntou a seu pai: “Se os católicos estão tão terrivelmente errados, como suas igrejas podem ser tão bonitas?” Ele conectou a beleza com a verdade. Peter Cancer (Imagem: bc.edu) Falei com o Dr. Kreeft sobre a beleza, o que nos atrai nas coisas bonitas e como as coisas bonitas podem ajudar a abrir as pessoas para o bem e a verdade. Relatório Mundial Católico: Por que somos atraídos por coisas bonitas? O que os torna bonitos? Peter Kreeft: Esta é uma questão filosófica surpreendentemente difícil sobre a qual os filósofos têm discutido por milênios sem chegar a um acordo muito grande. Tudo o que está claro (para mim, pelo menos) é que a beleza, como a verdade e a bondade, é divinamente projetada para ser alimento para nossas almas; é por isso que Ele projetou em nós uma fome inata e universal por isso. Como existem verdades que não podemos deixar de conhecer e bens dos quais não podemos deixar de precisar e iremos, existem belezas que não podemos deixar de amar. Quanto ao que é, todas as respostas que conheço estão parcialmente corretas, mas incompletas. A beleza é sempre mais do que podemos definir ou explicar. Nosso cérebro direito (intuição) sabe disso muito melhor do que nosso cérebro esquerdo (análise). É diferente da verdade nesse sentido. A verdade é definível (a correspondência ou combinação entre pensamento e coisa, saber e ser), mas a beleza aparentemente não é. A bondade também, como a beleza, é provavelmente indefinível, como GE Moore e Wittgenstein argumentaram logicamente. Plotino, em seu merecidamente famoso Enéade da Beleza , sobe a escada (com Platão no “Simpósio”) da beleza visual e material através das belezas imateriais, para o Eterno Absoluto, a própria Beleza Perfeita (que NÃO é uma abstração!), E observa que a cada degrau da escada sentimos um puxão para fora de nós mesmos, um espanto, um “tremor” na alma. Ele não sabia que a beleza é um atributo do Deus que é uma pessoa, uma vontade, um criador, um amante, um salvador e uma trindade, mas ele conhece algumas coisas profundas sobre a natureza divina. CWR: Algumas coisas são inerentemente, intrinsecamente bonitas? Kreeft: A única razão pela qual posso imaginar por que alguém negaria que algumas coisas bonitas são inerentemente e necessariamente belas é que negaria que a beleza é objetivamente real e diria que é tudo “traços diferentes para pessoas diferentes”. No entanto, todos nós sabemos, eu acho, que alguém que acha a harmonia musical feia e violenta ataca a harmonia bonita, a estrutura e o desenho do corpo humano são feios e a mutilação corporal lindos, ou Jesus e Maria feios e Hitler e o Marquês de Sade lindos, está profundamente errado, distorcido. As pessoas dizem essa coisa boba porque muitas coisas são realmente bonitas apenas relativa e extrinsecamente (como ferramentas, a quantidade certa de luz, rostos familiares ou qualquer obra de arte que tenha sucesso, com eles, no propósito mais elevado da arte – que é partir o seu coração e provocar lágrimas). Mas isso pode muito bem ser “Mary Had a Little Lamb” para um e o Nono de Beethoven para outro. Acho que mesmo aqui, porém, quem não vê beleza em “Mary Had a Little Lamb” está perdendo alguma coisa, assim como quem não vê nenhuma no Nono de Beethoven está perdendo alguma coisa. A beleza é uma propriedade “transcendental”, isto é, absolutamente universal. Tudo é, em si mesmo, intrinsecamente belo de alguma forma. Lembro-me do padre Norris Clarke falando sobre isso e dizendo que não via beleza nos mosquitos (o que o incomodava) até que olhou cuidadosamente para um ao microscópio. CWR: Os três transcendentais são o verdadeiro, o bom e o belo. Como tudo isso está interligado? Kreeft: O entrelaçamento da verdade, da bondade e da beleza é baseado no ser. O não ser não é verdadeiro, nem bom, nem bonito. E nem o é a destruição, a menos que seja a destruição da falsidade, preparando o caminho para a verdade; do mal, preparando o caminho para o bem; ou feiura, abrindo caminho para a beleza. A tríade corresponde aos três poderes distintivamente humanos da alma, é claro: mente, vontade e coração (sentimentos espirituais, que faltam aos animais). É por isso que nossa literatura está repleta dessa tríade de protagonistas: profeta, rei e sacerdote. Gandalf, Aragorn e Frodo; Spock, Capitão Kirk e “Bones” McCoy em Jornada nas Estrelas ; Ivan, Dmitri e Alyosha Karamazov; Quint, Hooper e Brodie em Jaws , etc. Há ecos trinitários indistintos aqui, é claro. O Espírito é amor, assim conhecido pelo coração; o Filho é o Logos, a Mente de Deus; e o Pai é Vida e Vontade e o próprio Ser, e a primeira causa e criador de todo ser. É claro que as três Pessoas sempre trabalham juntas, mas na medida em que podemos distinguir aspectos de Seu trabalho, podemos atribuí-lo mais especialmente a uma das Pessoas. A teologia hindu também menciona três atributos de Brahman: sat, chit e Ananda; infinito ser ou vida, infinito conhecimento ou verdade e infinita alegria ou bondade ou amor. São João usa três termos para Deus, especialmente em sua primeira epístola: luz, vida e amor. Jesus diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. ”Também os três atributos divinos que logicamente envolvem as boas novas surpreendentes de que“ todas as coisas cooperam para Deus, para aqueles que o amam ”são onipotência, onisciência e onibenevolência. Se Deus não carece de poder, vida ou ser, Ele obtém tudo o que deseja; se não lhe falta conhecimento, sabe exatamente a melhor maneira de obtê-lo; e se a Ele não falta amor (boa vontade), Ele o quer para todos nós que também o queremos e o escolhemos e permitem que Ele nos dê o Seu dom, que é Ele mesmo. Em todos esses casos, aquele dos três que está sempre claramente presente é aquele associado à mente, logos, profeta, conhecimento, verdade. O amor às vezes é classificado como aquele associado à vida e vontade, e às vezes aquele associado à beleza, ao amor, à alegria e ao coração. O próprio amor às vezes está associado ao coração e ao sentimento e às vezes à vontade e à escolha. Mas, apesar da confusão e imprecisão, sempre há três . CWR: V Kreeft: Visto que a beleza é filha do casamento entre o bem e a verdade, e uma vez que os bebês sempre se assemelham a ambos os pais de alguma forma, a verdade e a bondade são sempre belas (intrinsecamente, em si mesmas, necessária e universalmente) e, portanto, a beleza sempre pode leve-nos de volta à verdade e ao bem. Toda verdade é bela; os cientistas costumam dizer que a beleza de um teorema matemático ou teoria física é uma pista para sua verdade. E a coisa mais linda do mundo é um santo. As rugas de Madre Teresa são muito mais bonitas do que o rosto vaidoso, superficial e malcriado de uma estrela de cinema. Os espíritos podem manifestar mais beleza do que corpos. Também mais feiura. CWR: Como as coisas bonitas podem nos ensinar sobre Deus e nos levar a Deus? Kreeft: A beleza é a primeira coisa que notamos e amamos. É o embaixador, ou o representante de vendas, da verdade e da bondade. É por isso que Dostoiévski disse que salvaria o mundo. Certa vez, tive que dar uma aula de Escola Dominical, nível de jardim de infância, e estava falando sobre o paraíso. Um menino me perguntou como ele reconheceria Deus no céu. Que pergunta! Somente o Espírito Santo poderia responder, e felizmente Ele o fez. Eu deixei escapar: “Ele será a coisa mais absolutamente linda que você já viu!” O garoto me disse: “Você está certo”. Fui colocado no meu lugar e recebi uma nota de aprovação do verdadeiro professor. Toda beleza é o que CS Lewis chamou de “manchas de Godlight” em nossa floresta sombria. Toda beleza nos deixa felizes. Para as pessoas que duvidam que a beleza espiritual os torna mais felizes do que a beleza física, eu digo: vá viver com as Missionárias da Caridade de Madre Teresa por meio dia, e você verá uma beleza e uma felicidade que você nunca viu antes neste mundo, e que você verá ainda mais no próximo se realmente quiser. A beleza é irresistível. A verdade é facilmente resistível. Somos muito bons em enganar a nós mesmos. A bondade é facilmente resistível. Podemos fechar nossas consciências com muita facilidade. Mas não podemos calar aquele rouxinol no coração com a voz de partir o coração que exige seu alimento. CWR: Em seu recente livro Ask Peter Kreeft , você menciona que sempre que possível você assiste à missa em latim. A beleza desta liturgia é parte do que o atrai a ela? Lagosta:Sim, sim e sim. Não é apenas que o latim é uma bela língua, mas que a beleza nas almas das pessoas que planejaram a missa (e estou falando de três tipos de pessoas aqui, humana e angelical e divina) vem através das palavras e inspira a reverência no celebrante e na congregação. Li recentemente que 1 a 2 por cento dos católicos que assistem à missa em latim também participam dos sacramentos de nossa sociedade secular: contracepção, divórcio, aborto, sodomia e até pornografia. É uma estatística surpreendente (como a taxa de divórcio de 1-2 por cento entre aqueles que usam o NFP), mas não é nada surpreendente. No céu não seremos nem mesmo tentados a tais males, e a missa nos aproxima do céu. Todas as missas o fazem, mas especialmente a antiga. Seu único rival em reverência e beleza é o Livro Anglicano de Oração Comum, que também foi autorizada para a Missa, com mudanças católicas e acréscimos, na “Missa de Uso Anglicano” para o ordinariato para os anglicanos que se tornaram católicos. É claro que é a beleza que me atrai, mas não é apenas a beleza estética, mas a espiritual, “a beleza da santidade”. CWR: Você disse que sua prova favorita da existência de Deus é: “Existe a música de JS Bach, portanto existe um Deus”. Você pode elaborar um pouco sobre isso? Kreeft: Não, acho que não posso. Apenas ouça. Ou, se preferir, substitua Bach por Grieg, Wagner, Beethoven, Mozart, Rimsky-Korsakoff, Sibelius, Chopin, Handel ou Tchaikovsky. Bach era santo e humilde; ele não se importará. Mas nem pense em mencionar “rock cristão contemporâneo” ao mesmo tempo; é um insulto ao rock, assim como ao cristianismo, e é quase tão doloroso quanto aqueles exemplos espetacularmente tolos, sentimentais, desleixados, sentimentais, superficiais e estúpidos de diarreia emocional chamados de “coros de louvor”. CWR: A beleza desempenhou um papel em sua própria fé ao longo de sua vida? Kreeft: Sim, mas como o Espírito Santo, a beleza tem sido humilde e anônima na maior parte do tempo. Ele não fala muito. Ele deve ter inspirado Lao Tzu, que escreveu, no “Tae Te Ching”: “Saber que basta, basta”. FONTE: https://www.catholicworldreport.com/2020/05/01/dr-peter-kreeft-beauty-is-the-first-thing-we-notice-and-love/ #DrPeterKreeftAbelezaéaprimeiracoisaquenotamoseamamos #Obelopodenoslevaraoverdadeiroeaobom
- GERADOS PELO AMOR – Scott Hahn medita sobre o 6º Domingo da Páscoa
Deus é amor, e Ele revelou esse amor quando enviou Seu único Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados. Nestas palavras, que estão na Epístola de hoje, devemos ouvir um eco da história do oferecimento de Isaac por Abraão, no início da história da salvação. Por ele ter obedecido ao mandato de Deus e não negar seu único e amado filho, Deus prometeu que os descendentes de Abraão, os filhos de Israel, seriam uma fonte de bênçãos para todas as nações (v. Gênesis 22:16-18). Vemos cumprir-se essa promessa na primeira leitura de hoje. Deus derramou Seu Espírito sobre os gentios, os não israelitas, enquanto eles ouviam as palavras da pregação de Pedro. Observe-se que eles receberam os mesmos dons recebidos pelos judeus piedosos, que tinham ouvido a pregação de Pedro em Pentecostes: o Espírito veio repousar sobre eles e eles falavam em línguas estranhas, glorificando a Deus (ver Atos 2:5-11). Em Seu amor, Deus revela hoje que Sua salvação abrange a casa de Israel e os povos de todas as nações. Não pela circuncisão ou por parentesco de sangue com Abraão, mas pela fé na Palavra de Cristo, selada no Sacramento do Batismo, pela qual todos se tornam filhos de Abraão, herdeiros da promessa que Deus fez em suas alianças (ver Gálatas 3:7-9; Efésios 2:12). Esta é a obra prodigiosa de Deus, que cantamos no Salmo de hoje. É o trabalho da Igreja, o bom fruto desejado por Jesus e para o qual designou Seus Apóstolos, como vemos no Evangelho de hoje. Tal como Pedro levantou Cornélio, na Primeira Leitura de hoje, a Igreja continua a levantar os olhos de seus fiéis para Cristo, o único em cujo nome é possível encontrar a salvação. Na Igreja, cada um de nós foi gerado pelo amor de Deus. Mas as Escrituras revelam, na liturgia de hoje, que esse dom divino traz consigo um mandamento e um dever: devemos nos amar uns aos outros, tal como fomos amados por Deus. Devemos sacrificar nossas vidas na doação ao próximo, para que eles também possam encontrar a amizade do Cristo e uma nova vida por meio d’Ele. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/begotten-by-love-scott-hahn-reflects-on-the-sixth-sunday-of-easter/
- É correto dizer que a Eucaristia é remédio pra quem está em pecado mortal?
O ato de aproximarmo-nos da Eucaristia com uma consciência manchada pelo pecado mortal nunca poderá chamar-se “Comunhão”, ainda que toquemos mil vezes o corpo do Senhor. Cada vez mais se espalha a falácia de que todos devem comungar, pois, como dizem alguns, a Eucaristia não é o “prêmio dos perfeitos”, mas o “remédio dos doentes”. Porém, o ato de aproximarmo-nos da Eucaristia em situação de pecado mortal nunca poderá chamar-se “Comunhão”, ainda que toquemos mil vezes o Sacratíssimo Corpo do Senhor. O Doutor Angélico, Santo Tomás de Aquino, ao falar do sacramento da Eucaristia, ensina que este é o maior de todos os sacramentos, porque, “ao passo que nos outros sacramentos está contida uma certa virtude instrumental participada de Cristo”, “nele está contido o próprio Cristo substancialmente” [1]. Por esse motivo, a Igreja sempre prestou a este sacramento o culto de adoração, reconhecendo que, debaixo do véu das espécies eucarísticas, estava escondido, realmente, ninguém menos que o próprio Deus. Ao falar de “comunhão”, então, é preciso reconhecer, com coragem, o primado de Deus. Na celebração da Santa Missa, quando os fiéis se aproximam da mesa eucarística, devem ter em mente que aquele ato de “comunhão” é apenas um sinal visível de algo que já acontece invisivelmente em sua alma, em estado de amizade com o Senhor. São João Paulo II ensina que “a integridade dos vínculos invisíveis é um dever moral concreto do cristão que queira participar plenamente na Eucaristia, comungando o corpo e o sangue de Cristo”. E acrescenta: “Não basta a fé; mas é preciso perseverar na graça santificante e na caridade” [2]. Por isso o Apóstolo já advertia à comunidade de Corinto que se examinasse antes de aproximar-se da Eucaristia, pois “quem comer o pão ou beber do cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor” [3]. Na mesma linha, São João Crisóstomo levantava a sua voz, pedindo aos fiéis que não se abeirassem “desta Mesa sagrada com uma consciência manchada e corrompida”: “De fato, uma tal aproximação nunca poderá chamar-se comunhão, ainda que toquemos mil vezes o corpo do Senhor, mas condenação, tormento e redobrados castigos” [4]. O Concílio de Trento corroborou este costume da Igreja, afirmando que “é preciso um exame para que ninguém, por mais contrito que ele considere, se aproxime da sagrada Eucaristia sem antes confessar sacramentalmente, caso esteja consciente de algum pecado mortal” [5]. Hoje, no entanto, algumas pessoas têm, senão negado esse ensinamento, pelo menos obscurecido sua importância. Tratam a Eucaristia com irreverência e desrespeito, distribuem a comunhão como quem distribui qualquer coisa no meio da rua e querem porque querem que todas as pessoas comunguem, mesmo que nem todas estejam verdadeiramente em comunhão com Cristo, isto é, em estado de graça. “Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, […] come e bebe a sua própria condenação.” (Cor. 11, 27a-29b) Não se quer, com isso, negar o grande dom que é participar da comunhão frequente, nem criar uma “casta” dentro da Igreja, transformando-a numa “alfândega”. Como escreveu o Papa Francisco, “a Eucaristia (…) não é um prêmio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos” [6]. E ainda Santo Ambrósio: “Devo recebê-lo sempre, para que sempre perdoe os meus pecados. Se peco continuamente, devo ter sempre um remédio” [7]. A cada pessoa, porém, deve ser dado o remédio adequado à sua enfermidade, como indica o Aquinate: “Não é qualquer remédio que convém a qualquer doente. Assim, o remédio para fortificar os que já não têm febre, faria mal dos febricitantes. Assim também o batismo e a penitência são remédios purificativos, para tirar a febre do pecado. Ao passo que este sacramento [a Eucaristia] é um remédio fortificante, que não deve ser dado senão aos que se livraram do pecado.” [8] Por isso, São João Paulo II sublinha a íntima união entre o sacramento da Eucaristia e o sacramento da Penitência: “Se a Eucaristia torna presente o sacrifício redentor da cruz, perpetuando-o sacramentalmente, isso significa que deriva dela uma contínua exigência de conversão” [9]. Aqueles que se encontram em estado de graça, mas feridos pelos pecados veniais e pelos defeitos pessoais, no caminho da purificação, não devem deixar de recorrer ao sacramento da Eucaristia, tomando-o como “remédio fortificante”, para que os ajudem na luta contra o mal e na própria santificação. Equipe Christo Nihil Praeponere Leia também “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!” #FormaçõesCatólicas
- É correto dizer que a Eucaristia é remédio pra quem está em pecado mortal?
O ato de aproximarmo-nos da Eucaristia com uma consciência manchada pelo pecado mortal nunca poderá chamar-se “Comunhão”, ainda que toquemos mil vezes o corpo do Senhor. Cada vez mais se espalha a falácia de que todos devem comungar, pois, como dizem alguns, a Eucaristia não é o “prêmio dos perfeitos”, mas o “remédio dos doentes”. Porém, o ato de aproximarmo-nos da Eucaristia em situação de pecado mortal nunca poderá chamar-se “Comunhão”, ainda que toquemos mil vezes o Sacratíssimo Corpo do Senhor. O Doutor Angélico, Santo Tomás de Aquino, ao falar do sacramento da Eucaristia, ensina que este é o maior de todos os sacramentos, porque, “ao passo que nos outros sacramentos está contida uma certa virtude instrumental participada de Cristo”, “nele está contido o próprio Cristo substancialmente” [1]. Por esse motivo, a Igreja sempre prestou a este sacramento o culto de adoração, reconhecendo que, debaixo do véu das espécies eucarísticas, estava escondido, realmente, ninguém menos que o próprio Deus. Ao falar de “comunhão”, então, é preciso reconhecer, com coragem, o primado de Deus. Na celebração da Santa Missa, quando os fiéis se aproximam da mesa eucarística, devem ter em mente que aquele ato de “comunhão” é apenas um sinal visível de algo que já acontece invisivelmente em sua alma, em estado de amizade com o Senhor. São João Paulo II ensina que “a integridade dos vínculos invisíveis é um dever moral concreto do cristão que queira participar plenamente na Eucaristia, comungando o corpo e o sangue de Cristo”. E acrescenta: “Não basta a fé; mas é preciso perseverar na graça santificante e na caridade” [2]. Por isso o Apóstolo já advertia à comunidade de Corinto que se examinasse antes de aproximar-se da Eucaristia, pois “quem comer o pão ou beber do cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor” [3]. Na mesma linha, São João Crisóstomo levantava a sua voz, pedindo aos fiéis que não se abeirassem “desta Mesa sagrada com uma consciência manchada e corrompida”: “De fato, uma tal aproximação nunca poderá chamar-se comunhão, ainda que toquemos mil vezes o corpo do Senhor, mas condenação, tormento e redobrados castigos” [4]. O Concílio de Trento corroborou este costume da Igreja, afirmando que “é preciso um exame para que ninguém, por mais contrito que ele considere, se aproxime da sagrada Eucaristia sem antes confessar sacramentalmente, caso esteja consciente de algum pecado mortal” [5]. Hoje, no entanto, algumas pessoas têm, senão negado esse ensinamento, pelo menos obscurecido sua importância. Tratam a Eucaristia com irreverência e desrespeito, distribuem a comunhão como quem distribui qualquer coisa no meio da rua e querem porque querem que todas as pessoas comunguem, mesmo que nem todas estejam verdadeiramente em comunhão com Cristo, isto é, em estado de graça. “Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, […] come e bebe a sua própria condenação.” (Cor. 11, 27a-29b) Não se quer, com isso, negar o grande dom que é participar da comunhão frequente, nem criar uma “casta” dentro da Igreja, transformando-a numa “alfândega”. Como escreveu o Papa Francisco, “a Eucaristia (…) não é um prêmio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos” [6]. E ainda Santo Ambrósio: “Devo recebê-lo sempre, para que sempre perdoe os meus pecados. Se peco continuamente, devo ter sempre um remédio” [7]. A cada pessoa, porém, deve ser dado o remédio adequado à sua enfermidade, como indica o Aquinate: “Não é qualquer remédio que convém a qualquer doente. Assim, o remédio para fortificar os que já não têm febre, faria mal dos febricitantes. Assim também o batismo e a penitência são remédios purificativos, para tirar a febre do pecado. Ao passo que este sacramento [a Eucaristia] é um remédio fortificante, que não deve ser dado senão aos que se livraram do pecado.” [8] Por isso, São João Paulo II sublinha a íntima união entre o sacramento da Eucaristia e o sacramento da Penitência: “Se a Eucaristia torna presente o sacrifício redentor da cruz, perpetuando-o sacramentalmente, isso significa que deriva dela uma contínua exigência de conversão” [9]. Aqueles que se encontram em estado de graça, mas feridos pelos pecados veniais e pelos defeitos pessoais, no caminho da purificação, não devem deixar de recorrer ao sacramento da Eucaristia, tomando-o como “remédio fortificante”, para que os ajudem na luta contra o mal e na própria santificação. Equipe Christo Nihil Praeponere Leia também “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!” #FormaçõesCatólicas
- No Iraque, 121 crianças recebem Primeira Comunhão
A Igreja de São João Batista, em Qaraqosh, Iraque, acolheu a celebração da Primeira Comunhão de 121 crianças. A cidade majoritariamente cristã é uma das mais importantes da planície de Nínive e foi um dos pontos visitados pelo papa Francisco em sua viagem ao Iraque em março deste ano. Padre Majeed Attalla, pároco da catedral siro-católica da Imaculada Conceição, em Qaraqosh, disse a Asia News que essas 121 crianças pertencem a duas paróquias na área, mas há outras 400 crianças esperando para receber o sacramento nas próximas semanas.“ Graças a Deus temos muitas crianças e isso é uma fonte de alegria, pois dão força e esperança para continuar, representam o futuro”, disse. Padre Attalla sublinhou que as crianças “ainda têm nos seus olhos e coração a visita do Papa Francisco”, que foi “uma fonte de ânimo para todos nós”. A celebração desta Primeira Comunhão também significou deixar para trás a violência jihadista do Estado Islâmico, que devastou o país. Segundo Asia News, a torre do sino da igreja de São João Batista foi destruída pelo Estado Islâmico, mas a comunidade a reconstruiu para dar testemunho de que a fé é mais forte do que a morte e a destruição. 90% da população de Qaraqosh é cristã, e esta cidade é um território cristão fundamental na área. Entre 2014 e 2016, com a ocupação jihadista, a catedral da Imaculada Conceição foi utilizada como local de prática de tiro. Fonte: ACI Digital
- No Iraque, 121 crianças recebem Primeira Comunhão
A Igreja de São João Batista, em Qaraqosh, Iraque, acolheu a celebração da Primeira Comunhão de 121 crianças. A cidade majoritariamente cristã é uma das mais importantes da planície de Nínive e foi um dos pontos visitados pelo papa Francisco em sua viagem ao Iraque em março deste ano. Padre Majeed Attalla, pároco da catedral siro-católica da Imaculada Conceição, em Qaraqosh, disse a Asia News que essas 121 crianças pertencem a duas paróquias na área, mas há outras 400 crianças esperando para receber o sacramento nas próximas semanas.“ Graças a Deus temos muitas crianças e isso é uma fonte de alegria, pois dão força e esperança para continuar, representam o futuro”, disse. Padre Attalla sublinhou que as crianças “ainda têm nos seus olhos e coração a visita do Papa Francisco”, que foi “uma fonte de ânimo para todos nós”. A celebração desta Primeira Comunhão também significou deixar para trás a violência jihadista do Estado Islâmico, que devastou o país. Segundo Asia News, a torre do sino da igreja de São João Batista foi destruída pelo Estado Islâmico, mas a comunidade a reconstruiu para dar testemunho de que a fé é mais forte do que a morte e a destruição. 90% da população de Qaraqosh é cristã, e esta cidade é um território cristão fundamental na área. Entre 2014 e 2016, com a ocupação jihadista, a catedral da Imaculada Conceição foi utilizada como local de prática de tiro. Fonte: ACI Digital
- A TRISTEZA DE NÃO SER SANTO
O mundo espiritual é espantosamente complexo. Perto dele, a intuição poética e o raciocínio lógico mais sofisticado não passam de balbucio de recém-nascido. Diante da experiência dos santos, ficamos permanentemente perplexos, sem entender quase nada de sua renúncia e de sua capacidade de união com Deus. Embora fascinados pela vida mística desses homens e mulheres, não temos coragem, por falta de confiança na graça divina, de afrontar essas veredas íngremes e misteriosas que dão acesso àquela realidade superior, restando-nos somente o consolo da arte e das outras vias mentais de aproximação do ser, incomparavelmente mais simples, como a filosofia e as ciências humanas. Conhecemos bem aquela “tristeza de não ser santos”, a que se referia Léon Bloy. Quando folheamos um ensaio psicológico sobre um aspecto qualquer da realidade comportamental mais imediata (sem nenhum desprezo pela validade prática desses estudos), e o confrontamos com as contemplações místicas de uma Santa Teresa d’Ávila ou um São João da Cruz, parece que estamos diante de duas ordens cognitivas separadas por um abismo intransponível. Percebemos quanto o ser humano é maior do que revela nossa vã e provisória ciência. O pior é quando o psicólogo, como fez Freud, procura cancelar esse abismo, cobrindo-o com o véu de fumaça de uma explicação causal qualquer, buscando convencer-nos da não existência dessa outra ordem de fatos, que é o mundo sobrenatural, chamuscando-o com dois ou três conceitos de questionável verificabilidade. Por que a santidade é tão difícil? Certamente, por ser muito mais natural o pecado que a virtude. Pense-se na diferença entre a literatura hagiográfica e a literatura ficcional, aliás misteriosamente complementares. Enquanto os hagiógrafos escrevem sobre homens e mulheres esvaziados de si mesmos, submissos à graça, experimentando o sofrimento de forma absolutamente incompreensível para nós — perfeitos habitantes da cidade celeste —, os poetas, romancistas e dramaturgos falam de pessoas permanentemente seduzidas pelo fruto da árvore proibida, indecisas entre si e o próximo, o pecado e a graça, a humildade e a vanglória, a abnegação e a voracidade, entreolhando-se com espanto e ódio, inarredavelmente presos à cidade terrena. Iluminadora, a propósito, é a famosa passagem d’ A cidade de Deus , XIV, 28, em que Santo Agostinho diz tudo o que precisamos saber a respeito dos santos que não conseguimos ser: “Dois amores fundaram duas cidades, a saber: o amor-próprio levado ao desprezo a Deus, engendrou a cidade terrena; o amor a Deus, levado ao desprezo de si próprio, a celestial. Gloria-se a primeira em si mesma e a segunda em Deus, porque aquela busca a glória dos homens e tem esta por máxima glória a Deus, testemunha de sua consciência. Aquela ensoberbecesse em sua glória e esta diz a seu Deus: — Sois minha glória e quem me exalta a cabeça. Naquela, seus príncipes e as nações avassaladas veem-se sob o jugo da concupiscência de domínio; nesta, servem em mútua caridade, os governantes, aconselhando, e os súditos obedecendo. Aquela, nos seus potentados, ama a própria força; esta diz ao seu Deus: — Amarei só a ti, Senhor, que és minha força. Por isso, naquela, seus sábios, vivendo segundo o homem, têm buscado só os bens do corpo, ou aquele do espírito, ou ambos; e também aqueles que têm podido conhecer a Deus, não o têm glorificado como Deus, mas desvaneceram-se em seus pensamentos e obscureceram-se-lhes o néscio coração… Na outra, ao contrário, não há sabedoria humana, mas piedade, que rende ao verdadeiro Deus o culto devido, e que espera como recompensa na sociedade dos Santos — não só dos homens, mas também dos anjos — que Deus seja tudo em todos.” É possível aprender alguma coisa com os santos? Descobrimos algo parecido à felicidade — que nada tem a ver, obviamente, com a alegria dos sentidos — quando enfim convocamos o auxílio de algum grande santo, depois de abrir mão de pretender decidir, só com nosso limitado discernimento pessoal, sobre as questões mais graves da vida. A santidade perfeita dos grandes santos é a única janela deste mundo que se abre para o outro lado, o lado verdadeiro, a verdade sem nenhum véu de disfarce. Eles souberam, afinal de contas, como viver e como morrer segundo a vontade de Deus.
- A cada 15 dias uma igreja é queimada e uma nova mesquita é construída na França
Ataques a locais de culto católicos no país se multiplicaram por 5 em uma década AFrança perde um edifício cristão e ganha uma mesquita a cada 15 dias, segundo declarações de Edouard de Lamaze, presidente do Observatório do Patrimônio Religioso de Paris. Além disso, uma média superior a dois monumentos cristãos por dia sofre algum tipo de vandalismo no país: um terço dos casos é de profanação e dois terços envolvem roubo. Lamaze recorda o histórico incêndio de 2019 na Catedral de Notre-Dame, em Paris, para denunciar deficiências graves no sistema de preservação de monumentos religiosos na França, além de denunciar que a crescente hostilidade contra a religião piora um panorama já difícil. No tocante à média de um edifício religioso perdido a cada duas semanas, ele enumera eventos diversos como transformação para usos não religiosos do espaço, demolição, desabamentos e incêndios, especificando que 66% desses incêndios são criminosos e que, em sua maior parte, os edifícios em questão são católicos. França perde um edifício cristão e ganha uma mesquita a cada 15 dias Por outro lado, Lamaze observa que o país vive uma fase de expansão das mesquitas: “Os monumentos católicos ainda são mais numerosos, mas uma mesquita é erguida a cada 15 dias na França, enquanto um prédio cristão é destruído no mesmo ritmo. Isso cria um ponto de inflexão no território que deve ser levado em consideração”. A França registrou oficialmente 877 ataques a locais de culto católicos em 2018, o ano mais recente cujos dados estão consolidados. Lamaze citou esses números para compará-los com os de 2008, quando as igrejas vandalizadas em todo o país tinham sido 129. A partir disto, ele observa: “Os números aumentaram cinco vezes em apenas dez anos. No início dos anos 1970, o escritor e jornalista Michel de Saint Pierre publicou um livro intitulado ‘Igrejas em ruína, Igreja ameaçada de extinção’, que já disparava um alarme. Mas, desde então, a situação piorou dez vezes, ou até cem vezes”. Segundo matéria do site Gaudium Press, o presidente do Observatório do Patrimônio Religioso de Paris denuncia também que cerca de cinco mil edifícios católicos podem vir a desaparecer nos próximos anos na França, em grande medida por causa da crescente hostilidade à religião e da negligência das autoridades no tocante à sua preservação. A propósito das autoridades civis, Lamaze recorda que a legislação vigente desde 1905, sobre a separação entre Igreja e Estado, dispõe que os proprietários dos edifícios religiosos na França são os municípios. Ele pontua, no entanto, que tais edifícios “nunca receberam trabalhos de restauração ou medidas de proteção contra roubos e incêndios”. Fonte: Aleteia
- Bispo censura padre que foi xingado durante homilia por pregar a verdade da doutrina católica
O padre foi interrompido aos gritos e xingamentos por fiéis que não concordaram com a Doutrina Católica pregada durante a homilia. Em nota o bispo se desculpou e solicitou a retirada do vídeo do canal da paróquia. Assista o vídeo… No domingo do Bom Pastor, o Padre Luciano de Almeida, da Paróquia Senhor Bom Jesus de Taquara – RS, fez aquilo que todo padre deve fazer: pregar a verdade. O sacerdote fez, durante a Santa Missa, a reflexão das sagradas escrituras em uma homilia catequética doutrinal, enfatizando os pontos centrais da fé católica e alertando o povo sobre o perigo das superstições e falsas doutrinas. Porém, antes de terminar a homilia, foi interrompido por pessoas que, divergindo da Doutrina da Santa Igreja, acusaram-no de preconceituoso. O Bispo da diocese de Novo Hamburgo, Dom Zeno Hastenteufel , emitiu uma nota, afirmando que lamenta o transtorno ocorrido e pediu desculpas às diversas entidades religiosas, em especial às de raiz africana na pessoa do Sr. Pai Tiago de Bará. Assista o vídeo da homilia na íntegra: Leia abaixo a nota de esclarecimento emitida pela diocese. NOTA DE ESCLARECIMENTO A Diocese de Novo Hamburgo, na pessoa do seu prelado, vem a público esclarecer o pensamento, a conduta e práxis da Igreja Católica Apostólica Romana no que tangem suas relações de respeito e diálogo inter-religioso com as diversas entidades religiosas presentes em nosso território diocesano e circunvizinhança, sejam eles de culto cristão, oriental ou de raiz africana. No dia 25 de abril do corrente ano, Domingo do Bom Pastor, em solene liturgia celebrada em um templo católico para os fieis católicos da Cidade de Taquara e transmitida via YouTube para os demais fieis católicos desta freguesia, impedidos de participar da Santa Eucaristia devido a Pandemia da COVID-19, o Revdo. Padre Luciano, pároco desta Comunidade, usando do seu direito de pastor deste rebanho que lhe foi confiado “ in nomini Domini ” e refletindo sobre os textos sagrados lidos em assembleia litúrgica, fez uma homilia catequética doutrinal enfatizando os pontos centrais da fé católica, aos quais endossamos e confirmamos. Todavia ao referir-se às outras entidades religiosas em sua catequese dominical, Padre Luciano, motivado pelo discurso espontâneo, acabou por unir à verdade do evangelho de Cristo Jesus e da sua boa interpretação do mesmo alguns pontos inter-religiosos que não condizem com o pensamento da Igreja. Por esse motivo e para que não haja má interpretação do que afirma a Santa Mãe Igreja e da nossa disposição de tolerância e diálogo com todas as denominações religiosas presentes em nossa Diocese, solicitamos aos responsáveis pela transmissão da Santa Missa que excluíssem o vídeo do Canal do YouTube, o que foi feito de imediato. Leia também Bispo proíbe uso do sagrado véu e cadeias da Total Consagração em sua Diocese De outra parte, lamentamos o transtorno ocorrido e reiteramos nossos pedidos de desculpas às diversas entidades religiosas pelo acontecido e em especial às de raiz africana na pessoa do Sr. Pai Tiago de Bará. Rogando a todos a proteção Divina, coloco-me à disposição. Que Deus nos proteja. Novo Hamburgo, aos 28 dias do mês de abril de 2021. Dom Zeno Hastenteufel Leia também Cardeal e Bispos convocam jornada internacional de Oração e Reparação por desobediência da Igreja na Alemanha
- Bispo censura padre que foi xingado durante homilia por pregar a verdade da doutrina católica
O padre foi interrompido aos gritos e xingamentos por fiéis que não concordaram com a Doutrina Católica pregada durante a homilia. Em nota o bispo se desculpou e solicitou a retirada do vídeo do canal da paróquia. Assista o vídeo… No domingo do Bom Pastor, o Padre Luciano de Almeida, da Paróquia Senhor Bom Jesus de Taquara – RS, fez aquilo que todo padre deve fazer: pregar a verdade. O sacerdote fez, durante a Santa Missa, a reflexão das sagradas escrituras em uma homilia catequética doutrinal, enfatizando os pontos centrais da fé católica e alertando o povo sobre o perigo das superstições e falsas doutrinas. Porém, antes de terminar a homilia, foi interrompido por pessoas que, divergindo da Doutrina da Santa Igreja, acusaram-no de preconceituoso. O Bispo da diocese de Novo Hamburgo, Dom Zeno Hastenteufel , emitiu uma nota, afirmando que lamenta o transtorno ocorrido e pediu desculpas às diversas entidades religiosas, em especial às de raiz africana na pessoa do Sr. Pai Tiago de Bará. Assista o vídeo da homilia na íntegra: Leia abaixo a nota de esclarecimento emitida pela diocese. NOTA DE ESCLARECIMENTO A Diocese de Novo Hamburgo, na pessoa do seu prelado, vem a público esclarecer o pensamento, a conduta e práxis da Igreja Católica Apostólica Romana no que tangem suas relações de respeito e diálogo inter-religioso com as diversas entidades religiosas presentes em nosso território diocesano e circunvizinhança, sejam eles de culto cristão, oriental ou de raiz africana. No dia 25 de abril do corrente ano, Domingo do Bom Pastor, em solene liturgia celebrada em um templo católico para os fieis católicos da Cidade de Taquara e transmitida via YouTube para os demais fieis católicos desta freguesia, impedidos de participar da Santa Eucaristia devido a Pandemia da COVID-19, o Revdo. Padre Luciano, pároco desta Comunidade, usando do seu direito de pastor deste rebanho que lhe foi confiado “ in nomini Domini ” e refletindo sobre os textos sagrados lidos em assembleia litúrgica, fez uma homilia catequética doutrinal enfatizando os pontos centrais da fé católica, aos quais endossamos e confirmamos. Todavia ao referir-se às outras entidades religiosas em sua catequese dominical, Padre Luciano, motivado pelo discurso espontâneo, acabou por unir à verdade do evangelho de Cristo Jesus e da sua boa interpretação do mesmo alguns pontos inter-religiosos que não condizem com o pensamento da Igreja. Por esse motivo e para que não haja má interpretação do que afirma a Santa Mãe Igreja e da nossa disposição de tolerância e diálogo com todas as denominações religiosas presentes em nossa Diocese, solicitamos aos responsáveis pela transmissão da Santa Missa que excluíssem o vídeo do Canal do YouTube, o que foi feito de imediato. Leia também Bispo proíbe uso do sagrado véu e cadeias da Total Consagração em sua Diocese De outra parte, lamentamos o transtorno ocorrido e reiteramos nossos pedidos de desculpas às diversas entidades religiosas pelo acontecido e em especial às de raiz africana na pessoa do Sr. Pai Tiago de Bará. Rogando a todos a proteção Divina, coloco-me à disposição. Que Deus nos proteja. Novo Hamburgo, aos 28 dias do mês de abril de 2021. Dom Zeno Hastenteufel Leia também Cardeal e Bispos convocam jornada internacional de Oração e Reparação por desobediência da Igreja na Alemanha
- Por que a França está perdendo um prédio religioso a cada duas semanas
ROMA – Um edifício religioso está desaparecendo na França a cada duas semanas. Essa é a conclusão de Edouard de Lamaze, presidente do Observatoire du patrimoine religieux (Observatório do Patrimônio Religioso) de Paris. Ele está alertando a mídia francesa sobre o desaparecimento gradual de edifícios religiosos em um país conhecido como a “filha mais velha da Igreja” porque o rei franco Clóvis I abraçou o catolicismo em 496. O apelo de Lamaze para aumentar a conscientização veio depois que um incêndio destruiu a Igreja de Saint-Pierre do século 16 em Romilly-la-Puthenaye, Normandia, norte da França. O incêndio, considerado acidental, ocorreu em 15 de abril, exatamente dois anos após o incêndio que devastou a Catedral de Notre-Dame em Paris. A imagem inesquecível da catedral em chamas, que circundou o planeta em 2019, apontou para uma questão mais profunda na sociedade francesa: graves deficiências no sistema de preservação de monumentos religiosos, juntamente com a crescente hostilidade contra a religião. Lamaze disse à CNA em uma entrevista que além de um edifício religioso desaparecer a cada duas semanas – por demolição, transformação, destruição por incêndio ou desabamento – dois terços dos incêndios em edifícios religiosos são devidos a incêndios criminosos. Embora essas estatísticas incluam edifícios pertencentes a todos os grupos religiosos, a maioria deles diz respeito a monumentos católicos, que ainda representam uma grande maioria na França, onde existem cerca de 45.000 locais de culto católicos. “Embora os monumentos católicos ainda estejam à frente, uma mesquita é erguida a cada 15 dias na França, enquanto um prédio cristão é destruído no mesmo ritmo”, disse Lamaze. “Isso cria um ponto de inflexão no território que deve ser levado em consideração.” Lamaze acredita que, em média, mais de dois monumentos cristãos são visados todos os dias. Dois terços desses incidentes envolvem roubo, enquanto o terço restante envolve profanação. De acordo com os dados mais recentes da unidade central de inteligência criminal da França, 877 ataques a locais de culto católicos foram registrados em todo o país apenas em 2018. “Esses números aumentaram cinco vezes em apenas 10 anos”, disse Lamaze, observando que 129 igrejas foram vandalizadas em 2008. “No início da década de 1970, o escritor e jornalista Michel de Saint Pierre publicou um livro intitulado églises en ruine, Eglise en péril [“ Igrejas em ruína, Igreja ameaçada de extinção ”], no qual já havia soado o alarme. Mas a situação aumentou dez vezes, ou até cem vezes, desde então. ” Atualmente, 5.000 edifícios católicos correm o risco de desaparecer. Para além da crescente hostilidade a que estão sujeitos, estes locais religiosos também sofrem de profunda negligência por parte das autoridades públicas. Este estado de coisas é parcialmente explicado pelo fato de que, em virtude da lei de 1905 sobre a separação das igrejas e do Estado, os municípios se tornaram proprietários dos edifícios religiosos da França. Em muitos casos, eles não conseguiram arcar com os custos de manutenção dos sites. “Esses edifícios não são mantidos há mais de um século e nunca foram submetidos a trabalhos de restauração ou medidas de proteção contra roubo ou incêndio”, disse Lamaze. Ele explicou que apenas 15.000 sítios católicos são oficialmente protegidos como monumentos históricos, enquanto os outros 30.000 edifícios estão praticamente degradados. Lamaze argumenta que outro exemplo significativo e emblemático da má gestão desse patrimônio é a Abadia de Saint-Ouen , uma joia da arquitetura gótica pertencente à cidade de Rouen, na Normandia. “Esta igreja da abadia é dotada de um ‘forêt’ [estilo distinto de cobertura da igreja] que é ainda maior do que o de Notre-Dame. É uma maravilha pura e ainda não há sistema de alarme de qualquer tipo. ” “É mais um candidato à destruição. É o suficiente para fazer você chorar! ” Ele continuou: “Os incêndios também estão aumentando drasticamente porque os edifícios estão cada vez mais degradados, e essa negligência também atrai muitos roubos de pinturas, estátuas ou cálices de ouro …” Embora as catedrais francesas tenham um status especial e sejam de propriedade do Estado, elas não foram poupadas da onda de incêndios que atingiu locais católicos nos últimos anos. O incêndio em Notre-Dame de Paris em 2019 foi precedido por um incêndio na Catedral Saint-Alain de Lavaur em Tarn, sul da França, e seguido por um incêndio nas catedrais de Rennes e Nantes em 2020. “O atual ministro da cultura está buscando estabelecer uma carta de proteção, mas a situação é extremamente grave e, infelizmente, não vejo um real aumento da consciência, nem qualquer senso de responsabilidade diante deste desafio crucial para o nosso patrimônio nacional. ”, Disse Lamaze. “Na verdade, para além do aspecto religioso, é a cultura do nosso país que está em jogo aqui, pois estas joias da arte e da arquitectura são parte integrante do espírito e da grandeza da França. E se continuarmos assim, um dia nossa herança será completamente destruída. Vamos perder tudo. ” FONTE: National Catholic Register (https://www.ncregister.com/news/why-france-is-losing-one-religious-building-every-two-weeks) #edifícioscatólicoscorremoriscodedesaparecer #NationalCatholicRegister #PorqueaFrançaestáperdendoumprédioreligiosoacadaduassemanas
- UMA SEMANA DECISIVA PARA A IGREJA ALEMÃ – Pe. Santiago Martín
Como estamos prestes a entrar na semana decisiva, em que a cisão na Alemanha pode ser consumada — que Deus nos livre —, algumas coisas significativas aconteceram. Em primeiro lugar, um grupo de origem brasileira e portuguesa iniciou uma recolha de assinaturas para pedir ao Santo Padre que intervenha e não permita a bênção de casais homossexuais, prevista para o dia 10; este grupo é apoiado pelo Cardeal Zen — Bispo Emérito de Hong Kong — e pelo Bispo Schneider. Um grande grupo de padres e leigos contribuíram, até agora, com as suas assinaturas. Em segundo lugar, um perito em Direito Canónico e juiz da Arquidiocese de Colónia, Gero Weishaupt, recordou que aqueles que realizam estas bênçãos, as apoiam ou as toleram estão executando um ato de desobediência ao Papa, o que constitui um ato cismático com uma heresia subjacente, que implica a pena canónica de excomunhão. Esta excomunhão é produzida sob a forma de “latae sententiae”, ou seja, a pessoa em causa sabe que está excomungada e não pode ministrar sacramentos. Essa excomunhão não é pública, até que haja um decreto do Papa, mas é automática e afeta tanto os bispos como os sacerdotes. Em terceiro lugar, segundo um jornal alemão, o canonista Thomas Schüller afirma que o Cardeal Marx (Arcebispo de Munique), Monsenhor Bätzing (Bispo de Limburgo e presidente dos bispos alemães) e Monsenhor Ackermann (Bispo de Triers) protegeram um padre pedófilo. Isto significaria, se provado, que os três estariam sujeitos a um julgamento civil, uma vez que os acontecimentos ocorreram em 2006, e que seriam forçados a demitir-se das suas sedes episcopais. Uma vez que os três bispos são representantes de alto nível do setor que promove o Sínodo Alemão, se a acusação for confirmada, poderá levar a uma viragem de 180 graus na aplicação das reformas que eles promovem. Até agora, é a coisa mais relevante que aconteceu esta semana sobre este assunto. Mas há duas coisas que me preocupam. A primeira é a linguagem utilizada por alguns dos que defendem a fidelidade à Igreja. Devemos evitar quaisquer palavras que soem como insultos e impliquem agressividade. O Vaticano tem sido muito cuidadoso ao lidar com estas questões e sempre deixou claro que os homossexuais merecem o maior respeito, mesmo que não se esteja de acordo com o seu comportamento. A agressividade volta-se contra quem a pratica e faz com que esteja errado até quem está certo. Preocupa-me, também, que se dê tanta ênfase à questão de abençoar os casais homossexuais e que nada seja dito sobre o plano de dar comunhão aos protestantes. Se um pecado não pode ser abençoado, como a Congregação para a Doutrina da Fé nos recordou, será sempre mais grave cometê-lo do que abençoá-lo. A pior coisa que podemos fazer é cometer sacrilégio contra a Eucaristia, porque Cristo está realmente presente ali, de corpo e alma, humanidade e divindade. Se a Igreja não defende a Eucaristia, ela não defende Cristo, e se ela não defende Cristo, não há sentido na sua existência. Creio, portanto, que é um erro travar a batalha para impedir a bênção das uniões homossexuais e, ao mesmo tempo, esquecer que alguns dias mais tarde está planejado um enorme e público sacrilégio. Em todo o caso, como já disse, os acontecimentos podem tomar um novo rumo se forem confirmadas as acusações contra os três bispos alemães implicados num caso de proteção a um pedófilo. Devemos continuar a rezar, enquanto levantamos a nossa voz e fazemos tudo o que podemos, sem desrespeitar ninguém, para impedir que tais coisas aconteçam.
- Cardeal e Bispos convocam jornada internacional de Oração e Reparação
O cardeal Zen de Hong Kong, dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Astana, no Cazaquistão, e dom Marian Eleganti, OSB, bispo auxiliar emérito de Coira, Suíça, publicaram junto com 15 sacerdotes e dezenas de intelectuais uma carta ao papa Francisco pedindo que “tome as devidas medidas” e acabe com o Caminho Sinodal Alemão. O “Apelo contra a tentativa de destruição do Matrimônio por parte do caminho sinodal alemão” e tem um total de 73 assinaturas até o momento e um endereço de correio eletrônico para receber mais adesões. A maioria das assinaturas são de sacerdotes e leigos. Segundo os assinantes, “o caminho sinodal alemão, apresentado em 2019, tem-se constituído, ao longo destes dois anos, um terreno fértil para a planificação e a consequente massificação de ideias e teorias claramente contrárias ao Magistério imutável e contínuo da Santa Igreja Católica, fundada pelo Divino Salvador sobre a rocha firme dos Apóstolos (Mt 16, 18)”. “Entre os erros difundidos, constam o ataque declarado ao Sacerdócio, tanto por meio da tentativa de abolição do celibato eclesiástico quanto pela imposição da ordenação de mulheres, e ao Matrimónio, concretamente querendo atacar a união indissolúvel entre um homem e uma mulher, e impondo e equiparando as uniões sodomitas àquele amor que Nosso Senhor Jesus Cristo elevou a sacramento”, afirmam. “A esse respeito, o Catecismo da Igreja Católica apresenta o pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si a comunhão íntima de toda a vida, ordenado pela sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole”, recorda o texto. Leia também Vaticano: A Igreja Católica não pode dar bênçãos às uniões homossexuais O 3º ponto do documento critica a atitude contrária de membros do Caminho Sinodal ao responsum da Santa Sé de 15 de março que veta bênção a uniões homossexuais porque a Igreja não pode abençoar o pecado. “O clero alemão, a começar pela hierarquia, salvo raras excepções, afastando-se escandalosamente do ensinamento constante da Igreja, sugere, entre outras coisas, a demolição do Matrimônio, tendo sido convocado, para 10 de maio, um dia de “bênção” para todos os apaixonados, incluindo, como seria de esperar, as parelhas homossexuais, em claro desrespeito do responsum da Congregação para a Doutrina da Fé, de 22 de Fevereiro de 2021, a um dubium sobre a bênção de uniões de pessoas do mesmo sexo”, lê-se no texto. “No documento vaticano, tornado público em várias línguas, lê-se que «não é lícito conceder uma bênção a relações, ou mesmo a parcerias estáveis, que implicam uma prática sexual fora do matrimónio (ou seja, fora da união indissolúvel de um homem e uma mulher, aberta por si à transmissão da vida), como é o caso das uniões entre pessoas do mesmo sexo», sendo reiterado que «a Igreja (…) não abençoa nem pode abençoar o pecado”, reiteram os assinantes afirmando ainda que “segundo consta, são já mais de 2,5 mil os sacerdotes, diáconos e demais agentes pastorais associados a esta iniciativa, o que demonstra uma manifesta aversão à Tradição da Igreja e às normas por ela estipuladas”. “Segundo o Código de Direito Canónico, o cisma é «a recusa da sujeição ao Sumo Pontífice ou da comunhão com os membros da Igreja que lhe estão sujeitos», incorrendo, desta forma, em excomunhão latæ sententiæ todo aquele que o promover. Tudo leva a crer que o caminho sinodal alemão, a cada dia, tende a converter-se num passo para o cisma e a heresia declarada”, diz o texto. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? Os assinantes do apelo escrevem: “Preocupados com esta lastimável situação, nós, Pastores da Igreja Católica e fiéis leigos empenhados na defesa da Verdade da Fé, apelamos ao Santo Padre que tome as devidas medidas para terminar com o caminho sinodal alemão e, se necessário, aplicar as respectivas sanções canónicas aos impulsionadores deste tremendo desvio doutrinal e de comunhão com as Chaves de Pedro”. “Por outro lado, convocamos, para o mesmo dia 10 de maio, uma jornada internacional de oração e de reparação por todas as ofensas e sacrilégios cometidos pelos Pastores desviados da Igreja alemã, apelando a que seja recitada, em público ou em privado, a ladainha do Sagrado Coração de Jesus e, sempre que possível, que seja oferecida a Santa Missa pro remissione peccatorum e a Comunhão reparadora”, conclui o texto. Além do cardeal Zen, dois bispos assinam o apelo: dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Astana, no Cazaquistão, e dom Marian Eleganti, OSB, bispo auxiliar emérito de Coira, Suíça. O apelo conta com a firma de padres do Brasil, Itália, Portugal e Estados Unidos e tem entre os advogados que assinam a lista, o nome do jurista católico brasileiro Ives Gandra da Silva Martins, de São Paulo. Com informações de ACI Digital Leia também Rebelião na Alemanha: padres anunciam que abençoarão uniões gays em 10 de maio #DomAthanasiusSchineider #AssembléiaSinodalAlemã #CardealZen #Alemanha #SínododaAlemanha














































