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- Guardar domingos e festas – 3º Mandamento da Lei de Deus
“Se vós me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14,15). Antes de fazer a leitura, assista a segunda formação: 3º Mandamento (Ex 20, 8) A observação dos mandamentos exige duas coisas uma positiva (fazer o que os mandamentos mandam) e uma negativa (não fazer o que os mandamentos proíbem) ✅ Propõe: • louvor a Deus com obras de culto nos dias de festa (Santa Missa; instrução religiosa; visita aos doentes e outras obras boas); • descanso físico e mental; 🚫 Proíbe: • atividades que impeçam o culto a Deus e o devido descanso. Exame de Consciência referente ao Segundo Mandamento Terceiro Mandamento: Guardar Domingos e Festas. Faltei à Missa nos Domingos ou Festas de guarda? Cheguei atrasado à Missa nos Domingos e Dias Santos de guarda, ou saí mais cedo por minha culpa? Fiz com que outras pessoas faltassem à Missa nos Domingos e Dias Santos de guarda, ou saíssem mais cedo, ou chegassem atrasados à Missa? Estive distraído propositadamente durante a Missa? Fiz ou mandei fazer trabalho servil desnecessário num Domingo ou Festa de guarda? Comprei ou vendi coisas sem necessidade nos Domingos e Dias Santos de guarda? Clique aqui para ler o Exame de Consciência completo. Leia também: Apresentação do Curso sobre os 10 Mandamentos 2º Mandamento: “Não tomar o seu Santo Nome em vão” 4º Mandamento: “Honrar pai e mãe” #Catequese #DezMandamentos #ExamedeConsciência #pecadomortal
- “Não tomar o seu Santo Nome em vão” – 2º Mandamento da Lei de Deus
“Se vós me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14,15). Antes de fazer a leitura, assista a segunda formação: 2º Mandamento (Ex 20, 7) A observação dos mandamentos exige duas coisas uma positiva (fazer o que os mandamentos mandam) e uma negativa (não fazer o que os mandamentos proíbem) ✅ Propõe: • o respeito ao nome de Deus, de Nossa Senhora e dos Santos; • o cumprimento dos votos, das promessas e dos juramentos. 🚫 Proíbe: • a blasfêmia; • a invocação do nome de Deus, de Nossa Senhora e dos Santos em vão; • o juramento falso e o juramento sem necessidade; • a violação dos votos e das promessas. Exame de Consciência referente ao Segundo Mandamento Não tomarás o Nome do Senhor teu Deus em vão. Jurei pelo nome de Deus falsamente, impensadamente, ou em assuntos triviais e sem importância? Murmurei ou queixei-me contra Deus (blasfêmia)? Amaldiçoei-me a mim próprio, ou a outra pessoa ou criatura? Provoquei alguém à ira, para o fazer praguejar ou blasfemar a Deus? Quebrei uma promessa feita a Deus? Clique aqui para ler o Exame de Consciência completo. Leia também: Apresentação do Curso sobre os 10 Mandamentos 1º Mandamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas” 3º Mandamento: “Guardar domingos e festas” #Catequese #DezMandamentos #ExamedeConsciência #pecadomortal
- “Não tomar o seu Santo Nome em vão” – 2º Mandamento da Lei de Deus
“Se vós me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14,15). Antes de fazer a leitura, assista a segunda formação: 2º Mandamento (Ex 20, 7) A observação dos mandamentos exige duas coisas uma positiva (fazer o que os mandamentos mandam) e uma negativa (não fazer o que os mandamentos proíbem) ✅ Propõe: • o respeito ao nome de Deus, de Nossa Senhora e dos Santos; • o cumprimento dos votos, das promessas e dos juramentos. 🚫 Proíbe: • a blasfêmia; • a invocação do nome de Deus, de Nossa Senhora e dos Santos em vão; • o juramento falso e o juramento sem necessidade; • a violação dos votos e das promessas. Exame de Consciência referente ao Segundo Mandamento Não tomarás o Nome do Senhor teu Deus em vão. Jurei pelo nome de Deus falsamente, impensadamente, ou em assuntos triviais e sem importância? Murmurei ou queixei-me contra Deus (blasfêmia)? Amaldiçoei-me a mim próprio, ou a outra pessoa ou criatura? Provoquei alguém à ira, para o fazer praguejar ou blasfemar a Deus? Quebrei uma promessa feita a Deus? Clique aqui para ler o Exame de Consciência completo. Leia também: Apresentação do Curso sobre os 10 Mandamentos 1º Mandamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas” 3º Mandamento: “Guardar domingos e festas” #Catequese #DezMandamentos #ExamedeConsciência #pecadomortal
- Em resposta a críticas Netflix zomba de Jesus Cristo pelas redes sociais
A empresa streaming Netflix estreou nesta semana um especial de natal às avessas, onde o personagem principal, Jesus Cristo, ao invés de ser enaltecido é escarnecido e insultado gravemente. Recebendo uma chuva de críticas por parte dos cristãos, a empresa Netflix não buscou se defender, mas ao contrário, partiu para o ataque. Além atacar da Fé dos Cristãos, promovendo um filme com graves insultos ao próprio Jesus, a Sagrada Família e a representação de Deus Pai, eles ainda mantém tom de zombaria também nas redes sociais. Veja abaixo a postagem de divulgação do filme onde a empresa utiliza-se da oportunidade para fazer mais um ataque contra Jesus. Essa postagem recebeu milhares de reações e comentários negativos, criticando a empresa, que ainda utilizou a oportunidade para responder alguns dos comentários…. Assista este vídeo: NETFLIX Não é de hoje que a empresa NETFLIX ofende a fé de milhões de católicos. A empresa que fez sucesso um estrondoso com a proposta de levar filmes e séries sob demanda, conseguiu conquistar muita gente apresentando filmes e séries de grande sucesso em seu portfólio. O problema começou quando a empresa de streaming começou a produzir seus próprios filmes e séries, que foram alvo de crítica de grande parte dos assinantes. Além de não manter a mesma qualidade das grandes produções, ainda promovem pautas que vão de encontro a valores de muitos de seus clientes, principalmente os que possuem fé cristã. Com teor altamente erótico, as produções da Netflix ajudam a promover temas que vão desde o Aborto, Feminismo, Ideologia de Gênero, até mesmo ofensas diretas contra a Fé Cristã e Satanismo. No ano passado uma outra produção dos Portas dos Fundos com ofensas e ataques diretos à Fé Cristã foi promovida pela Netflix. O que eles chamam de “especial de natal”, Se beber, não ceie chegou até a vencer o Emmy Internacional na categoria “Melhor Comédia”, o que demonstra que ataques a fé serão cada vez mais estimulados e financiados pelos grandes órgãos de comunicação mundial. Recentemente a Netflix demonstrou seu caráter de maneira mais clara e objetiva, unindo-se a outras grandes produtoras contra o governo de alguns estados dos Estados Unidos que criaram leis contra o aborto, ameaçando retirar seus estúdios dos estados que dificultarem o Aborto, o que acarretaria na perda do emprego de milhares de pessoas. Já passou do tempo dos cristãos boicotarem esta empresa que investe contra os valores e até mesmo contra sua própria Fé. Especial de Natal Porta dos Fundos A pretexto de se fazer humor, porta dos fundos e outros humoristas faltam o respeito e se ofende de maneira grosseira a fé de 170 milhões de brasileiros. No embalo das agressões a Fé Cristã o grupo “Porta dos Fundos”, em plena celebração do Natal de Jesus Cristo, zomba, ridiculariza e escarnece de modo vexatório a Sagrada Família (Jesus, Maria e José) e ultraja especialmente a pessoa de Jesus e de Deus Pai. A Primeira Tentação de Cristo mostra uma festa surpresa que José e Maria prepararam para seu filho Jesus (Gregório Duvivier), que chega acompanhado de um suposto “namorado” Orlando (Fábio Porchat). Na celebração de 30 anos de Jesus Cristo, com todo tipo de convidados, dos Três Reis Magos até uma prostituta chamada Telma. Mas, o convidado mais especial da festa, além do próprio aniversariante, é próprio Deus.
- Em resposta a críticas Netflix zomba de Jesus Cristo pelas redes sociais
A empresa streaming Netflix estreou nesta semana um especial de natal às avessas, onde o personagem principal, Jesus Cristo, ao invés de ser enaltecido é escarnecido e insultado gravemente. Recebendo uma chuva de críticas por parte dos cristãos, a empresa Netflix não buscou se defender, mas ao contrário, partiu para o ataque. Além atacar da Fé dos Cristãos, promovendo um filme com graves insultos ao próprio Jesus, a Sagrada Família e a representação de Deus Pai, eles ainda mantém tom de zombaria também nas redes sociais. Veja abaixo a postagem de divulgação do filme onde a empresa utiliza-se da oportunidade para fazer mais um ataque contra Jesus. Essa postagem recebeu milhares de reações e comentários negativos, criticando a empresa, que ainda utilizou a oportunidade para responder alguns dos comentários…. Assista este vídeo: NETFLIX Não é de hoje que a empresa NETFLIX ofende a fé de milhões de católicos. A empresa que fez sucesso um estrondoso com a proposta de levar filmes e séries sob demanda, conseguiu conquistar muita gente apresentando filmes e séries de grande sucesso em seu portfólio. O problema começou quando a empresa de streaming começou a produzir seus próprios filmes e séries, que foram alvo de crítica de grande parte dos assinantes. Além de não manter a mesma qualidade das grandes produções, ainda promovem pautas que vão de encontro a valores de muitos de seus clientes, principalmente os que possuem fé cristã. Com teor altamente erótico, as produções da Netflix ajudam a promover temas que vão desde o Aborto, Feminismo, Ideologia de Gênero, até mesmo ofensas diretas contra a Fé Cristã e Satanismo. No ano passado uma outra produção dos Portas dos Fundos com ofensas e ataques diretos à Fé Cristã foi promovida pela Netflix. O que eles chamam de “especial de natal”, Se beber, não ceie chegou até a vencer o Emmy Internacional na categoria “Melhor Comédia”, o que demonstra que ataques a fé serão cada vez mais estimulados e financiados pelos grandes órgãos de comunicação mundial. Recentemente a Netflix demonstrou seu caráter de maneira mais clara e objetiva, unindo-se a outras grandes produtoras contra o governo de alguns estados dos Estados Unidos que criaram leis contra o aborto, ameaçando retirar seus estúdios dos estados que dificultarem o Aborto, o que acarretaria na perda do emprego de milhares de pessoas. Já passou do tempo dos cristãos boicotarem esta empresa que investe contra os valores e até mesmo contra sua própria Fé. Especial de Natal Porta dos Fundos A pretexto de se fazer humor, porta dos fundos e outros humoristas faltam o respeito e se ofende de maneira grosseira a fé de 170 milhões de brasileiros. No embalo das agressões a Fé Cristã o grupo “Porta dos Fundos”, em plena celebração do Natal de Jesus Cristo, zomba, ridiculariza e escarnece de modo vexatório a Sagrada Família (Jesus, Maria e José) e ultraja especialmente a pessoa de Jesus e de Deus Pai. A Primeira Tentação de Cristo mostra uma festa surpresa que José e Maria prepararam para seu filho Jesus (Gregório Duvivier), que chega acompanhado de um suposto “namorado” Orlando (Fábio Porchat). Na celebração de 30 anos de Jesus Cristo, com todo tipo de convidados, dos Três Reis Magos até uma prostituta chamada Telma. Mas, o convidado mais especial da festa, além do próprio aniversariante, é próprio Deus.
- “Amar a Deus sobre todas as coisas” – 1º Mandamento da Lei de Deus
“Se vós me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14,15). Antes de fazer a leitura, assista à primeira formação: 1º Mandamento (Ex 20, 2-5) A observação dos mandamentos exige duas coisas uma positiva (fazer o que os mandamentos mandam) e uma negativa (não fazer o que os mandamentos proíbem) ✅ Propõe: • atos de culto: adoração a Deus, oração; • o estudo da Doutrina Católica (Bíblia e Catecismo); • ato e profissão de fé. 🚫 Proíbe: • a infidelidade; a apostasia, a heresia; • a ignorância culpável da Doutrina Católica; • a superstição (macumba, umbanda, espiritismo e correntes, fetichismo, adivinhações, magia, astrologia, etc) • a irreligião (tentação a Deus, sacrilégio, simonia). Exame de Consciência referente ao Primeiro Mandamento Amar a Deus sobre todas as coisas “Eu sou o Senhor teu Deus, Não terás deuses estranhos perante Mim (incluindo pecados contra a Fé, Esperança e Caridade).” Descuidei o conhecimento da minha fé, tal como o Catecismo a ensina, tal como o Credo dos Apóstolos, os Dez Mandamentos, os Sete Sacramentos, o Pai Nosso, etc? Alguma vez duvidei deliberadamente de algum ensinamento da Igreja, ou o neguei? Tomei parte num ato de culto não católico? Sou membro de alguma organização religiosa não católica, de alguma sociedade secreta ou de um grupo anti-católico? Alguma vez li, com consciência do que fazia, alguma literatura herética, blasfema ou anti-católica? Pratiquei alguma superstição (tal como horóscopos, adivinhação, tábua Ouija, etc.)? Omiti algum dever ou prática religiosa por respeitos humanos? Recomendo-me a Deus diariamente? Tenho rezado fielmente as minhas orações diárias? Abusei os Sacramentos de alguma maneira? Recebi-os com irreverência, como, por exemplo, a Comunhão na Mão sem obedecer aos princípios e às sete regras promulgadas por Paulo VI como sendo obrigatórias neste caso? Trocei de Deus, de Nossa Senhora, dos Santos, da Igreja, dos Sacramentos, ou de quaisquer coisas santas? Fui culpado de grande irreverência na igreja, como, por exemplo, em conversas, comportamento ou modo como estava vestido? Fui indiferente quanto à minha Fé Católica — acreditando que uma pessoa pode salvar-se em qualquer religião, ou que todas as religiões são iguais? Presumi em qualquer altura que tinha garantida a misericórdia de Deus? Desesperei da misericórdia de Deus? Detestei a Deus? Dei demasiada importância a alguma criatura, atividade, objeto ou opinião? Clique aqui para ler o Exame de Consciência completo. Leia também: Apresentação do Curso sobre os 10 Mandamentos 2º Mandamento: “Não tomar o seu Santo Nome em vão” #Catequese #DezMandamentos #ExamedeConsciência #pecadomortal
- “Amar a Deus sobre todas as coisas” – 1º Mandamento da Lei de Deus
“Se vós me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14,15). Antes de fazer a leitura, assista à primeira formação: 1º Mandamento (Ex 20, 2-5) A observação dos mandamentos exige duas coisas uma positiva (fazer o que os mandamentos mandam) e uma negativa (não fazer o que os mandamentos proíbem) ✅ Propõe: • atos de culto: adoração a Deus, oração; • o estudo da Doutrina Católica (Bíblia e Catecismo); • ato e profissão de fé. 🚫 Proíbe: • a infidelidade; a apostasia, a heresia; • a ignorância culpável da Doutrina Católica; • a superstição (macumba, umbanda, espiritismo e correntes, fetichismo, adivinhações, magia, astrologia, etc) • a irreligião (tentação a Deus, sacrilégio, simonia). Exame de Consciência referente ao Primeiro Mandamento Amar a Deus sobre todas as coisas “Eu sou o Senhor teu Deus, Não terás deuses estranhos perante Mim (incluindo pecados contra a Fé, Esperança e Caridade).” Descuidei o conhecimento da minha fé, tal como o Catecismo a ensina, tal como o Credo dos Apóstolos, os Dez Mandamentos, os Sete Sacramentos, o Pai Nosso, etc? Alguma vez duvidei deliberadamente de algum ensinamento da Igreja, ou o neguei? Tomei parte num ato de culto não católico? Sou membro de alguma organização religiosa não católica, de alguma sociedade secreta ou de um grupo anti-católico? Alguma vez li, com consciência do que fazia, alguma literatura herética, blasfema ou anti-católica? Pratiquei alguma superstição (tal como horóscopos, adivinhação, tábua Ouija, etc.)? Omiti algum dever ou prática religiosa por respeitos humanos? Recomendo-me a Deus diariamente? Tenho rezado fielmente as minhas orações diárias? Abusei os Sacramentos de alguma maneira? Recebi-os com irreverência, como, por exemplo, a Comunhão na Mão sem obedecer aos princípios e às sete regras promulgadas por Paulo VI como sendo obrigatórias neste caso? Trocei de Deus, de Nossa Senhora, dos Santos, da Igreja, dos Sacramentos, ou de quaisquer coisas santas? Fui culpado de grande irreverência na igreja, como, por exemplo, em conversas, comportamento ou modo como estava vestido? Fui indiferente quanto à minha Fé Católica — acreditando que uma pessoa pode salvar-se em qualquer religião, ou que todas as religiões são iguais? Presumi em qualquer altura que tinha garantida a misericórdia de Deus? Desesperei da misericórdia de Deus? Detestei a Deus? Dei demasiada importância a alguma criatura, atividade, objeto ou opinião? Clique aqui para ler o Exame de Consciência completo. Leia também: Apresentação do Curso sobre os 10 Mandamentos 2º Mandamento: “Não tomar o seu Santo Nome em vão” #Catequese #DezMandamentos #ExamedeConsciência #pecadomortal
- DECÁLOGO CONTRA O ALARMISMO VERDE – Stefano Fontana
[Stefano Fontana propõe um “decálogo” para o católico bem reagir ao alarmismo ambientalista do aquecimento global, as políticas dos estados supranacionais, as manifestações de rua, as greves climáticas e os movimentos estudantis que caracterizam esse novo milenarismo de nossa época. Muito mais parecido, aliás, a um culto pagão do que a uma política baseada na ciência.] Qual deve ser a atitude católica em relação a um evento como a atual Conferência da ONU sobre o Clima (COP 25), que se realiza em Madri? Antes de tudo, deve ser respeitoso em relação à dimensão do problema. Já sobre as causas antropogênicas do aquecimento global, não há acordo entre os cientistas. E não há acordo, portanto, na oportunidade ou necessidade de induzir mudanças onerosas no comportamento humano, uma vez que aquelas [causas antropogênicas] não são as reais causas das mudanças climáticas. Uma pequena variação de calor no Oceano Pacífico tem um impacto no clima do planeta infinitamente superior a todas as intervenções humanas. A fé leva o católico a usar a razão, ou seja, a não ir além da ciência e não fazê-la dizer o que de fato não diz. Em segundo lugar, o católico deve ser realista e não esquecer o fato de que as supostas intervenções humanas para reduzir o aquecimento global tem um custo muito alto. É lícito pensar, portanto, que há interesses consideráveis por trás da iniciativa de decidir sobre esses investimentos. Se se condena a especulação econômica de empresas de um setor, o mesmo deve ser feito para as de outro setor. A green economy (economia verde) não é celestial em sua essência. Terceiro, o católico não deve abandonar-se a alarmismos terroristas (ontem, o jornal dos bispos italiano, Avvenire, assim intitulava uma matéria: “Último alerta pelo mundo”). O milenarismo dos ecologistas é conhecido há muito tempo; são incontáveis as previsões feitas por eles, no passado, sobre o colapso que sofreria nosso planeta, especialmente devido à superpopulação. São previsões que não se realizaram. O católico não deve se preocupar com essas previsões catastróficas, sobretudo se elas não tiverem base científica. Quarto, a posição católica, especialmente a expressa pela Santa Sé ou pelas Conferências Episcopais, não deveria se deixar limitar por decisões políticas. Deveríamos abster-nos, por exemplo, da pressa de aceitar as decisões da cúpula climática em Paris ou Katowice no ano passado. São decisões políticas, dizem respeito a escolhas contingentes e complexas, com o risco de serem consideradas meramente partidárias. A Igreja deve propor os grandes princípios, sem aderir às soluções políticas que dividem o campo entre “bons” e “maus”. Se ela não faz mais isso em muitos outros setores, por que deveria fazê-lo nesse? Quinto, o católico nunca deve usar a expressão Mãe Terra, especialmente com letras maiúsculas, e não deve aderir a documentos que usem essa expressão gnóstica, esotérica e idólatra. Nem deve para isso apoiar-se em São Francisco e seu Cântico das Criaturas, que nada tinha a ver com esoterismo. Infelizmente, porém, muitos documentos eclesiais, em que Cristo nem é mencionado, agora usam a expressão Mãe Terra. Sexto, o católico nunca deve equiparar automaticamente a ONU ao Bem, nem aceitar qualquer conclusão dalguma cúpula da ONU como um dever absoluto para pessoas responsáveis. Agora sabemos, com grande certeza, que as agências da ONU frequentemente seguem caminhos ideológicos, contrários ao verdadeiro bem do homem. A Igreja, em particular, não pode nivelar-se às Nações Unidas e compartilhar a sua linguagem. Por exemplo, não deve assumir acriticamente o programa de desenvolvimento da ONU até 2030. Nas cúpulas do Cairo ou Pequim, nos anos 90, a Igreja criticou essas posições. Ainda deveria fazê-lo. Sétimo, os governos nunca devem aceitar ordens imperativas das entidades supra-estatais sobre tais questões, porque por trás das “diretrizes” dos órgãos políticos supra-estatais, como a União Européia, se ocultam concepções da relação homem-e-natureza que podem estar equivocadas. Em oitavo lugar, o católico — e muito menos a Igreja — não deve deslumbrar-se com manifestações de rua, frequentemente manipuladas e financiadas, mesmo quando se trata de manifestações juvenis. Com slogans previamente direcionados e alunos pressionados a ir às ruas, algumas dessas manifestações podem se tornar famosas, mas nem por isso são legítimas. Em nono lugar, quando falamos de ecologia ambiental, a Igreja e os católicos devem sempre exigir que se fale também de ecologia humana. Não só os dois aspectos não devem ser separados, como a ecologia humana sempre deverá ter a primazia sobre o meio ambiente. Se não se fala da luta contra o aborto, é redutor e enganador falar-se de uma luta pela biodiversidade. Em décimo lugar, os católicos nunca devem referir-se à natureza sem nela enxergar a “criação”; e nunca devem falar sobre a criação sem lembrar-se também do Criador. Essa perspectiva dever estar bem definida; caso contrário, seria como dizer que as coisas poderiam ir bem mesmo sem Deus. Coisa, aliás, em contraste com o que é dito hoje na Igreja, a saber, que existe o pecado de “ecocídio”. Fala-se muito nisto; contudo, jamais o Salvador é mencionado quando se trata dos problemas ambientais. https://lanuovabq.it/it/cop-25-cosa-non-deve-fare-un-cattolico-decalogo-contro-lallarmismo-verde
- O Natal sem Cristo
Andando por São Paulo, observei que os enfeites de Natal já começaram a tomar conta da decoração da cidade. Também observei que apesar de o Natal ser uma celebração de cunho cristão, que há séculos e mais séculos celebra o nascimento de Cristo, a pessoa de Cristo já não é mais lembrada. O Natal virou apenas uma ocasião de consumo, de troca de presentes e celebrações de todos os tipos, mas o dono da festa, a razão do existir dessa data no mundo ocidental, tem sido completamente esquecido. A maioria das decorações apenas trazem árvores repleta de presentes, papai noel e suas renas e até bonecos de neve. Mas são poucas que ainda trazem a bucólica imagem do presépio, com o menino Jesus e sua família cercado pelos animais do campo, todos observando o nascimento do Rei do universo. Na visão moderna, cheia luxo e enfeites caros, o simples estábulo que abrigou a sagrada família parece não digno de ser lembrado. Para eles, a simplicidade do nascimento de Cristo não combina com suas decorações pomposas e com todo estímulo aos consumismo desenfreado. O nascimento de Jesus foi aguardado por gerações, os profetas anunciaram esse momento, as Escrituras trazem o anseio pelo “desejado das nações”. Desde Abraão, passando por Moisés, Davi, e todos os profetas, todos aguardaram ansiosamente por aquele que havia de vir e libertar o povo da escravidão do pecado. Como podemos esquecer Dele, numa data em que celebramos o seu tão aguardado nascimento? O mundo moderno é anticristão, e busca de todas as formas suprimir os traços da religião cristã na cultura. Principalmente no Natal, a figura de Cristo vem sendo substituída por qualquer outra figura comemorativa. A celebração do nascimento do nosso Salvador, vem sendo substituída por qualquer demanda secular que entorpeça a mente e faça o homem esquecer do porquê aquele dia existe. Talvez a lembrança de Cristo nos lembre que temos um Rei, e lembrar que temos um Rei nos lembra que temos que servi-lo. E servir algo além de si mesmo é coisa que a modernidade rejeita por completo. A celebração do Natal como o nascimento de Cristo é celebrada há séculos pelos cristãos do mundo todo, sendo uma das datas mais importantes do nosso calendário. E aos poucos vem sendo propositalmente substituída. O mais triste é ver os próprios cristãos se deixando seduzir pelas demandas da modernidade e se esquecendo daquele que nasceu da virgem para nos salvar. Talvez os excessos que essa época proporciona, comidas, bebidas e muitos presentes, tenha inebriado nossa mente e corrompido nossa alma, nos fazendo esquecer do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo. Não podemos nos render ao apelo secular. Que o Natal seja comemorado e celebrado, mas que nunca, em hipótese alguma nos esqueçamos a quem estamos celebrando. A Ele pertence esse dia. E não somente o dia, mas tudo. Pois Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas. “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6) Ramon Serrano
- [A EXPERIÊNCIA CATÓLICA E A REPRESENTAÇÃO LITERÁRIA DA VIDA] – Olavo de Carvalho
Nenhum historiador, nenhum leitor informado pode conceber a grande literatura da primeira metade do século XX sem os nomes de G. K. Chesterton, Léon Bloy, T. S. Eliot, François Mauriac, Julien Green, Flannery O’Connor, Georges Bernanos, Paul Claudel, Miguel de Unamuno, Gerard Manley Hopkins, Graham Greene, Evelyn Waugh, Charles Péguy, Hugo von Hoffmansthal, Hermann Broch, Gertrud von Le Fort, Giovanni Papini, Giuseppe Ungaretti, Henrik Sienkiewicz, José Maria de Pereda. Que há de comum entre esses autores – e muitos outros que omiti? São todos escritores católicos, não só porque se assumiam publicamente como membros da Igreja, mas porque suas obras refletem os temas e preocupações que são mais tipicamente caros à alma católica, especialmente o pecado e a Graça. Por meio de seus livros, esses temas entravam na cultura superior da sua época e nas conversações pessoais de milhões de leitores tão naturalmente quanto os temas marxistas entravam por meio de Górki ou Brecht, os esotéricos de Hermann Hesse e W. B. Yeats, os psicanalíticos de Arthur Schnitzler, James Joyce ou Tennessee Williams, e assim por diante. Não há exagero em dizer que durante esse meio século a experiência católica foi uma das principais, senão a principal força inspiradora da criatividade literária em todo o mundo Ocidental. Esse florescimento da literatura católica, incomum mesmo em épocas anteriores mais acentuadamente cristãs, foi possível porque, alimentado pelo advento da chamada “psicologia profunda”, o interesse crescente das classes letradas pelo conhecimento da alma humana encontrava na disciplina tradicional do exame de consciência e da confissão um ambiente excepcionalmente favorável. Nada é mais indispensável ao escritor de ficção do que a conquista daquela voz própria, pessoal no mais alto grau, que fala desde as impressões individuais diretas, e que definha instantaneamente tão logo o senso da experiência concreta é sufocado pela intromissão dos estereótipos e das “idéias gerais”. A prática do catolicismo consiste muito menos em aderir intelectualmente a doutrinas do que em buscar, com a ajuda dessas doutrinas, um diálogo direto entre a alma do pecador e a única fonte possível da redenção. Todo fiel católico sabe que só perante Deus a alma alcança aquele patamar de sinceridade perfeita que a convivência entre os homens busca em vão imitar. Daí a vivacidade incomum, o penetrante realismo com que a experiência católica se transmuta em representação literária da vida.(…) http://olavodecarvalho.org/foi-um-desastre/
- AS FORMAS ATERRADORAS EM QUE O DEMÔNIO ESTÁ PRESENTE EM MEDJUGORJE
As formas aterradoras em que o demônio está presente em Medjugorje. Tendemos a acreditar que onde algum enviado do céu está presente, como a Virgem Maria, não há espaço para o diabo agir. E, portanto, as aparições marianas estão livres de insidias do diabo para a proteção da Santíssima Virgem, mas isso realmente funciona dessa maneira? Neste vídeo, vou contar sobre as experiências que os pesquisadores das aparições marianas realizaram sobre a ação do diabo nas próprias aparições, e especialmente vou lhe contar o que acontece com o demônio em Medjugorje. Fontes: Foros de la Virgen María
- Igreja abre portas para moradores de rua dormirem todos os dias há 15 anos
Todas as noites, há quinze anos, uma igreja na Califórnia (EUA) recebe mais de 300 pessoas que vivem em situação de rua. Todas as noites, há quinze anos, uma igreja na Califórnia (EUA) recebe mais de 300 pessoas que vivem em situação de rua, oferecendo-lhes um ambiente acolhedor e seguro para dormir. Batizado de “Projeto Gubbio”, a iniciativa é considerada pioneira na comunidade e inspirou outras igrejas da região a fazerem o mesmo. Ela foi criada por Shelly Roder e o padre Louis Vitale, que notaram a expressiva quantidade de sem-teto que precisavam de abrigo para dormir. Em 2004, após consultarem o corpo de líderes da igreja e os fiéis, eles decidiram abrir suas portas todas as noites para que estas pessoas pudessem ser acolhidas. “Nossa missão é simples: estar em comunidade e fornecer um espaço e um santuário sagrado para pessoas desabrigadas que precisam de um ambiente seguro e compassivo, pelo menos durante a noite”, afirma Shelly. A igreja conta com dois locais: St. Boniface e St. John the Evangelist. Voluntários apaixonados em servir ajudam aqueles que passam por suas portas, oferecendo também alimento e auxílio emocional. Acolhimento e respeito aos moradores de rua Todos os moradores de rua são tratados com absoluto respeito e carinho, de modo que sempre tendem a retornar na ausência de um abrigo do governo ou das instituições filantrópicas do estado. “Nenhuma pergunta é feita quando nossos convidados entram nas igrejas; em um esforço para remover todas as barreiras à entrada, não há formulários de admissão ou cadastros. Ninguém nunca se afasta; todos são bem-vindos, respeitados e tratados com dignidade”, afirma o site da instituição. O projeto também visa construir um senso de comunidade e compreensão. Mais de cem pessoas se voluntariam para ajudar a tornar o espaço mais confortável e acolhedor para os necessitados. As portas da igreja estão sempre abertas, permitindo que os moradores de rua fiquem também durante a missa diária. A igreja distribui cobertores, roupas e kits de higiene e conta com voluntários que prestam serviços de massoterapia e apoio psicológico sem custo. Os desabrigados dormem com cobertores e travesseiros nos bancos da igreja. Ter um lugar quente, confortável e seco para dormir todas as noites permite que eles descansem e se reenergizem para o dia seguinte. Muitos moradores de rua sofrem com problemas de ansiedade e insônia devido à violência das ruas. Ciente disso, o Projeto Gubbio está trabalhando duro para ajudar aqueles que precisam de apoio. Linda ação de acolhimento e empatia desta igreja, né? Fonte: Shareably /Fotos: Reprodução/The Gubbio Project
- Igreja abre portas para moradores de rua dormirem todos os dias há 15 anos
Todas as noites, há quinze anos, uma igreja na Califórnia (EUA) recebe mais de 300 pessoas que vivem em situação de rua. Todas as noites, há quinze anos, uma igreja na Califórnia (EUA) recebe mais de 300 pessoas que vivem em situação de rua, oferecendo-lhes um ambiente acolhedor e seguro para dormir. Batizado de “Projeto Gubbio”, a iniciativa é considerada pioneira na comunidade e inspirou outras igrejas da região a fazerem o mesmo. Ela foi criada por Shelly Roder e o padre Louis Vitale, que notaram a expressiva quantidade de sem-teto que precisavam de abrigo para dormir. Em 2004, após consultarem o corpo de líderes da igreja e os fiéis, eles decidiram abrir suas portas todas as noites para que estas pessoas pudessem ser acolhidas. “Nossa missão é simples: estar em comunidade e fornecer um espaço e um santuário sagrado para pessoas desabrigadas que precisam de um ambiente seguro e compassivo, pelo menos durante a noite”, afirma Shelly. A igreja conta com dois locais: St. Boniface e St. John the Evangelist. Voluntários apaixonados em servir ajudam aqueles que passam por suas portas, oferecendo também alimento e auxílio emocional. Acolhimento e respeito aos moradores de rua Todos os moradores de rua são tratados com absoluto respeito e carinho, de modo que sempre tendem a retornar na ausência de um abrigo do governo ou das instituições filantrópicas do estado. “Nenhuma pergunta é feita quando nossos convidados entram nas igrejas; em um esforço para remover todas as barreiras à entrada, não há formulários de admissão ou cadastros. Ninguém nunca se afasta; todos são bem-vindos, respeitados e tratados com dignidade”, afirma o site da instituição. O projeto também visa construir um senso de comunidade e compreensão. Mais de cem pessoas se voluntariam para ajudar a tornar o espaço mais confortável e acolhedor para os necessitados. As portas da igreja estão sempre abertas, permitindo que os moradores de rua fiquem também durante a missa diária. A igreja distribui cobertores, roupas e kits de higiene e conta com voluntários que prestam serviços de massoterapia e apoio psicológico sem custo. Os desabrigados dormem com cobertores e travesseiros nos bancos da igreja. Ter um lugar quente, confortável e seco para dormir todas as noites permite que eles descansem e se reenergizem para o dia seguinte. Muitos moradores de rua sofrem com problemas de ansiedade e insônia devido à violência das ruas. Ciente disso, o Projeto Gubbio está trabalhando duro para ajudar aqueles que precisam de apoio. Linda ação de acolhimento e empatia desta igreja, né? Fonte: Shareably /Fotos: Reprodução/The Gubbio Project
- O INVESTIMENTO INTERNACIONAL PARA O CRESCIMENTO DAS SEITAS
O INVESTIMENTO INTERNACIONAL PARA O CRESCIMENTO DAS SEITAS Teologia da libertação, o calcanhar de Aquiles da Igreja Este estudo tem como objetivo entender o porquê do crescimento dos movimentos pentecostais e neopentecostais, além de religiões não cristãs que tem origem nos EUA. No primeiro artigo editado, tratou-se especificamente do movimento dos adventistas. Antes de descrever todos os movimentos religiosos de origem americana, é de suma importância abordar os movimentos teológicos da Igreja Católica na América Latina (teologia da libertação e CEBS). Essa é a análise de uma questão muito delicada, pois trata-se de uma infiltração político-ideológica, tanto nos movimentos pentecostais, quanto na teologia da libertação e CEBS. O movimento das seitas pentecostais tem como objetivo mudar às características de uma cultura em benefício de poder econômico. Não quero dizer que existe um complô, mas certamente há uma manipulação político-ideológica para mudar o comportamento social dos locais onde se assentam esses movimentos. Isso é fácil de verificarmos através da linguagem, da música, do materialismo e, sobretudo, as várias ofertas de bençãos que prometem ao pobre “uma felicidade material”, para exemplificar. Compreender a razão do sucesso de crescimento destas seitas, depende de entender o período do final da década de 70 e toda a década de 80 na teologia Católica na América Latina. Desde esse período, vê-se um crescente movimento que coloca a cultura norte-americana como referência, sobretudo com a formação do movimento político chamado ‘neo-conservador’. Esse movimento tem muita força no meio pentecostal e neo-pentecostal, ao que some-se constatar os líderes políticos do Brasil tecendo elogios à política econômica dos EUA, sua cultura e influência no mundo. Não preciso dizer que isso é por influência majoritária dos pastores/ empresários da linha neo-conservadora supracitada. A principal das consequências dessa ‘inculturação’ é a progressiva perda de identidade do nosso povo, importando lembrar que o primeiro país a reconhecer a independência do Brasil foi os EUA; obviamente esse ‘apoio’ teve motivações meramente financeiras. Logo após a declaração de independência, o Brasil passou a receber missões religiosas provenientes das igrejas protestantes históricas – sobretudo inglesas e americanas – e que foram promovidas pela maçonaria, mas isso é tema para outro artigo. A partir dos anos 60, a maioria dos estudos de avaliação do potencial das ideologias consideradas de esquerda na América Latina, promovidos pelo Departamento do Estado americano, tem nucleamento nas aberturas propiciadas pela miséria social e sua abordagem sob o aspecto religioso. Lentamente, os especialistas do orgão incumbido de gerir a política externa dos Estados Unidos foram se convencendo de que o cristianismo dos latino-americanos não constituía barreira suficientemente inibidora de uma penetração, se não do comunismo internacional, pelo menos de formas avançadas do socialismo moderno. A preferência dos especialistas do Departamento de Estado americano nessa atmosfera de desconfiança é pela Igreja Católica que adotou, na América Latina, o compromisso com a causa dos pobres na busca de uma identificação mais íntima com os princípios sociais da sua fé. Os movimentos religiosos mais contemporâneos têm ânsia de afirmação entre os pobres também, mas afastam completamente qualquer ação pastoral que não à sua preocupação exclusiva com o que entendem de transcendental. Por outro lado, essa postura não é uma unanimidade em relação ao protestantismo histórico ou tradicional, notadamente no Brasil, onde alguns segmentos do cristianismo têm assumido posições consideradas excessivamente progressistas. É o caso da Igreja Evangélica de Confissão Luterana, que mantém um serviço pastoral junto aos índios e lavradores pobres, trabalho feito em comum com a comissão pastoral da terra (CPT) e o conselho indigenista missionário (CIMI), órgãos da Igreja Católica. ABANDONANDO A PASSIVIDADE O papel da Igreja Católica no contexto da vida nacional é uma singularidade que os EUA não aprovam, de uma forma geral. Não se tem noticia, com efeito, desde que no ano 380 da nossa era quando o Cristianismo foi oficializado como a religião do Império Romano e que o imperador Constantino, antes, começava a institucionalizá-lo como parte integrante do Estado, de uma ruptura da Igreja Católica com os governantes tão incisiva quanto a que se verificou no Brasil a partir de 1964, largamente majoritária e consolidada. A Igreja nunca teve a pretensão de que seu discurso religioso alcançasse dimensão política, nem buscou, tampouco, representar o papel de único canal de expressão nacional. Também não têm culpa de que a sociedade, de modo geral, e os partidos políticos de forma especial, não tenham sabido estruturar-se e organizar-se devidamente para ocupar seu espaço na reconstrução democrática do País. Os acontecimentos precipitaram-se à revelia da Igreja durante o período representado pelos anos de ditadura militar, e o grande vazio que se seguiu. Rompida com um passado de longa colaboração e estreita cumplicidade com a situação dominante, a Igreja viu consideravelmente aumentado o número de seus adversários depois da queda da ditadura. Os comunistas ressentiam-se da perda de espaço pela ação católica no meio operário, a burguesia rural temia que a força da Igreja no campo apressasse a reforma agrária. A partir desse momento, vemos uma grande disputa pelo pobre: uma TL com aspirações marxistas, os partidos comunistas querendo conquistar o operário para seu meio, e as seitas religiosas americanas com o propósito de redesenhar esse quadro sócio-político, manipulando as massas para uma direita conservadora ao padrão americano. Houve um grande espanto da parte dos comunistas ante a atitude firme da Igreja na exigência de transformações sociais, gerando assim uma situação inusitada na política brasileira. Era um elemento novo com o qual ninguém contava. E nesse momento, era uma suprema burrice supor que a Igreja estaria a serviço de alguma facção ou partido político. Esse foi o momento das infiltrações ideológicas de esquerda nos seminários católicos, e também de Padres já em atuação; muitos foram convencidos pela ideologia esquerdista. A preocupação com o pobre é algo louvável, mas esquecia-se, no modelo influenciado pelo marxismo, da alma do pobre, da sua vida espiritual. Não se falava do transcendental, mas apenas no temporal e, por este motivo, vemos clérigos que mais parecem presidentes de alguma ONG ou associação de minorias, do que representante de da Igreja. Para evitar falsas notícias e um deturpamento da fé que foram verificadas nos agências de notícias, o Papa João Paulo II decidiu mandar ao Brasil, como seu emissário especial, o prefeito da Sagrada Congregação dos Bispos do Vaticano, o Cardeal Benardin Gantin, em abril de 1986. Sua missão era entregar pessoalmente uma carta de Sua Santidade aos participantes da 24° Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, reunida em Itaici. A correspondência de 400 linhas trazia uma exortação que fixava o exato pensamento da Igreja sobre a atuação da CNBB e com a intenção de afastar, de uma vez por todas, quaisquer especulações quanto a pretensos antagonismos entre os prelados brasileiros e a Santa Sé. Era o dia 12 de abril de 1986. É importante também informar sobre o grande responsável pela confusão que a TL causou. A 27 de março de 1986, isto é, 16 dias antes de o cardeal Bernardin Gantin fazer a leitura da fraterna e encorajadora carta. aos bispos do Brasil, o papa João Paulo II revogou a pena de “silêncio obsequioso” de 1 ano imposta ao frei Leonardo Boff pelos seus escritos a respeito da Teologia da Libertação. Doravante, o franciscano pôde prosseguir nas suas reflexões de teôlogo com o aval da Santa Sé, mas ele continuou com a propagação de seus erros, e se afastou dos cargos eclesiásticos, hoje é um teólogo independente, mas que ainda causa um grande mal à Igreja. O documento começava falando de dois desafios que enfrentara, até então, a Igreja no Brasil: um, de natureza eclesiástica, onde estão incluídos a escassez de sacerdotes, religiosos e agentes pastorais e as ameaças à fé por parte das seitas fundamentalistas ou não cristãs; além dos problemas de natureza cultural, sócio-político ou econômico. A Igreja afirmava que faz parte da missão da Igreja preocupar-se também com questões sociais e sócio-politicas. O que é função dos pastores, como formadores dos leigos para as suas tarefas, e conscientes de que não cabe a Igreja, como tal, indicar soluções técnicas para os problemas temporais, é sim iluminar a busca dessas soluções a luz da fé, uma praxis no campo sócio-politico que deve manter-se em indefectível coerência com o ensinamento constante do magistério, o que não foi um erro essa orientação; o erro configurou-se em deixar a cargo dos teológos da libertação o e emprego destas exortações. A seguir, assinala: “A Igreja conduzida pelos senhores bispos do Brasil da mostra de estar com este povo, especialmente com os pobres e sofredores (mas muitos pobres preferiram não estar com a igreja), com os pequenos e desassistidos, a quem ela consagra um amor nao exclusivo nem excludente, mas preferencial.” Joao Paulo II Houve duas instruções da Congregagao para a Doutrina da Fé, “com a minha explicita aprovagao” afirmou o Papa: uma, sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação (Libertatis Nuntius, de 6 de agosto de 1984), outra, sobre a Liberdade Cristã e a Libertação (Libertatis Conscientia, de 22 de março de 1986). Estas últimas, endereçadas a lgreja universal têm, para o Brasil, uma inegável relevência pastoral.” Depois, a carta toca num ponto nevralgico: “Estamos convencidos, nós e as senhores, de que a Teologia da Libertação é nao só oportuna, mas útil e necessária. Ela deve constituir uma nova etapa – em estreita conexão com as anteriores. É importante a postura da Igreja, mas o que podemos entender é um amor amor pelos sofredores de toda sorte, seja rico ou pobre. A TL poderia ser usada como uma teologia parcial em sintonia com toda a fé, mas suas pretensões não foram tão humildes, quiseram transformar ela no carro chefe da Igreja; veja que nas palavras do Papa ela é, inclusive, reconhecida como oportuna. Quer-se mostrar aqui que a Teologia da Libertação partiu bem, mas, devido a sua ambiguidade epistemológica, acabou se desencaminhando: colocou os pobres em lugar de Cristo. Dessa inversão de fundo, resultou um segundo equívoco: a instrumentalização da fé “para” a Libertação. Erros fatais, por comprometerem os bons frutos desta “oportuna teologia”. As divergências não são muitas, mas fundamentais, tocando os princípios mesmos da fé. Quem é Senhor da Igreja? Quem ocupa seus pensamentos? Cristo ou os pobres? Se dizemos: Cristo, é garantido, em principio, que os pobres terão na Igreja seu “lugar eminente”, para falar como Bossuet. Mas se dizemos: os pobres, então Cristo pode ser facilmente despedido da sociedade e da Vida, como foi com o marxismo. Quando se lê produções atuais dos chamados “teólogos da libertação”, nota-se ai que o discurso se repete ad nauseam. São “variações sobre o mesmo tema”: os pobres socioeconômicos e sua Libertação social. Só é possível uma Teologia da Libertação como, aliás, qualquer outra espécie de teologia, sob a condição de começar e também acabar no horizonte transcendente da fé. OBS: No próximo artigo vamos entender o trabalho das CEBS. #USA #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Apologética #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #Belarus #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Igreja
- O CASO HERMANN BROCH: BONDADE OU INTELIGÊNCIA? – Rodrigo Gurgel
Hermann Broch dizia que “uma arte que não é capaz de reproduzir a totalidade do mundo não é arte”. Esse anseio permanente de completude dirigiu sua vida, uma luta constante para superar suas contradições, para que sua existência fosse o reflexo integral do seu pensamento. Talvez por esse motivo ele tenha se transformado não apenas no genial autor de A Morte de Virgílio, mas também num homem extremamente solidário. O ensaísta e professor Erich von Kahler, que foi seu amigo — e também de Albert Einstein e Thomas Mann —, dizia que “você poderia encontrar Broch perdido numa grande cidade, armado de guias e horários de trens, atravessando enormes distâncias nos Estado Unidos, sempre para dar consolo a seus amigos ou pedir favores para eles. Ou podia ser encontrado também em sua casa, depois de quinze horas de trabalho diante da máquina de escrever, respondendo com extrema pontualidade à sua correspondência. Por trás dessa tranquila aparência, com o cachimbo na boca e o olhar penetrante, eu via a tempestade de um abismo interior, mesclado de felicidade e do consolo da sua solidariedade fraternal”. De fato, há uma história da tradição rabínica de que Hermann Broch gostava muito e que, de certa forma, resume sua vida: “Um estrangeiro visita um rabino muito sábio e lhe pergunta: — Mestre, o que é melhor, a bondade ou a inteligência? O rabino responde: claro que a inteligência, meu filho, pois ela é o centro da vida. Há um momento de silêncio. O rabino parece pensar. E antes que o estrangeiro agradeça e vá embora, o rabino completa: — Mas, se você só tem a inteligência, sem a bondade, é como se você tivesse a chave do quarto que está no centro da sua casa, mas tivesse perdido a chave da porta da entrada”. Esse é Hermann Broch. Ele tinha as duas chaves: a da inteligência e a da bondade. https://rodrigogurgel.com.br/hermann-broch-bondade-ou-inteligencia/
- Novena a Nossa Senhora de Guadalupe
Em 12 de dezembro, a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, Imperatriz da América e padroeira do México, que deixou sua imagem em uma simples “tilma” como sinal do Amor de Deus para com crentes e não crentes. A poucos dias desta grade solenidade mariana, apresentamos a seguir uma novena disponibilidade por Cléofas, para pedir a intercessão da Virgem Maria diante de Deus. Oração para todos os dias (memorare) Lembre-se Ó bondosa Virgem de Guadalupe, que em vossa celestial aparição no monte de Tepeyec, prometestes mostrar vossa compaixão e piedade a todos que amam e creem em vós, procurando vosso auxílio e vos chamando em suas necessidades e aflições. Vós prometestes ouvir com atenção as nossas súplicas, enxugar nossas lágrimas e nos dar consolo e alívio. Nunca se soube que quem buscasse vossa proteção e implorasse vosso socorro ou procurasse vossa intercessão, mesmo nos pedidos de prosperidade, ou ansiedades pessoais, não fosse por vós atendidos. Inspirada por esta confiança venho até vós ó doce e sempre Virgem Maria, Mãe do Deus Verdadeiro! Sofrendo sob o peso dos nossos pecados, nós vimos nos prostrar diante de vossa augusta presença, certos de que vós ireis realizar vossas misericordiosas promessas. Nós estamos cheios de esperança, que sob vosso manto e proteção nada nos será problema ou aflição, nem temeremos as doenças e infortúnios, ou qualquer outro pesar. Vós quisestes permanecer conosco através da vossa admirável imagem, pois sois nossa Mãe, nossa saúde e nossa vida. Colocando-nos sob o vosso maternal olhar e recorrendo a vós em todas as nossas necessidades, não precisamos de mais nada. Ó Santa Mãe de Deus, não despreze nossos pedidos, mas por vossa misericórdia, ouvi-nos e respondei-nos. Amém. (Após a leitura de cada dia: Rezar 4 Ave-Marias, Comemorando as 4 aparições de N. Sra. a Juan Diego e o Memorare). Primeiro dia As palavras de Nossa Senhora de Guadalupe ditas ao Índio S. Juan Diego na colina de Tepeyec a 09 de dezembro de 1531: “Meu querido filho a quem amo ternamente, saiba que eu sou a Virgem Maria, Mãe do Deus Verdadeiro. É Ele quem dá e mantém a vida, Criador de todas as coisas Senhor do céu e da terra, que está em todos os lugares. Eu desejo um templo a ser erguido aqui, onde possa manifestar a compaixão que tenho pelos nativos e por todos que solicitarem meu auxílio”. Estas vossas palavras, minha Mãe celestial, enchem meu coração de amor e gratidão com renovada fé, porque elas foram direcionadas à mim também. Por isso eu venho a vos, confiante de obter a vossa intercessão, a graça que me tornará capaz de viver de acordo com os ensinamentos do vosso Divino Filho, Jesus, a quem desejo amar de todo coração. Vós compartilhastes com todo o sofrimento do meu Salvador por mim, portanto, eu também vos pertenço, e vós sois minha amada Mãe. Não me abandone neste vale de lágrimas; tende piedade, eu vos procuro na minha pobreza e necessidade; tenha compaixão das minhas ansiedades e inquietações; assista-me nas minhas enfermidades e misérias. Segundo dia As misericordiosas palavras ditas na quarta e última visita a Juan Diego: “Não deixe nada afligir você, e não tenha medo das doenças, acidentes ou dores. Não estou aqui eu que sou sua Mãe? você não está sob meu manto e proteção? você necessita de mais alguma coisa? Essas vossas palavras foram também dirigidas a mim e elas enchem meu coração de alegria e esperança. Volva então, vossos olhos misericordiosos a mim; aperfeiçoa meu amor a vós. Por este amor, que seja possível eu colocar aos vossos pés, todos os meus problemas e preocupações, sabendo que vós ireis se lembrar porque sois minha Mãe, que sob vosso manto e proteção, obtereis para mim a consolação que tanto necessito. Terceiro dia Quando visitastes, Juan Bernardino, o tio moribundo de Juan Diego, curando-o e dizendo o vosso nome: “Imaculada Virgem Maria que esmagou a cabeça da serpente”, vós enchestes os corações dos Índios Nativos de alegria. Dissestes que eles não precisariam mais fazer sacrifícios humanos aos ídolos pagãos. Salve Rainha Mãe de misericórdia. Nossa vida, nossa doçura e nossa esperança! Permita-me juntar-me com cânticos e louvores à esta nação, onde muitos vieram de longe, a ofertar ao vosso trono, presentes e preces neste dia. Rogai por nós Santa Mãe de Deus, eliminando a serpente do mal de nossas vidas, que possamos ser dignos das promessas de Cristo vosso Divino Filho. Quarto dia Quando os índios viram a admirável imagem dela deixada no poncho de Juan Diego, eles reconheceram que aquela pintura impressa continha uma mensagem celestial dirigida a eles. Sua régea figura na forma de uma mulher, ensinou-lhes que a sua moradia naquele momento era necessária que fosse na terra. Os raios de sol, as nuvens rodeando seu corpo, as estrelas sobre seu manto, a lua crescente sob seus pés, os anjos que a transportam pelo espaço, tudo denota que sua atual permanência é no céu e chama a atenção deles para a imortalidade da alma humana. Ó Santa Maria, como a vossa imagem no poncho de Juan Diego ensinou aos índios, ensina-me também nunca esquecer da imortalidade da minha alma, que o céu é meu objetivo e minha herança. No meio das tentações e das misérias desta vida, deixa-me sempre pensar nesta morada de paz, de glória e eterna felicidade. Quinto dia Por séculos os nativos do México adoraram o sol como deus, sacrificando inúmeros seres humanos em sua honra. Mas quando eles contemplaram a bela imagem onde somente os raios eram bem visíveis, eles entenderam a lição a que estavam sendo conduzidos. Depois dos índios terem ouvido a vossa mensagem e lido o que a vossa imagem contém, eles abandonaram seus falsos deuses e abraçaram a amada doutrina do vosso Divino Filho. Nunca eles cessaram de agradecer pela grande misericórdia que o Deus Todo Poderoso lhes mostrou quando Ele vos enviou a eles para ser sua Rainha, sua Mãe e sua mestra. Oh Santa Maria, pelo mistério da Encarnação do vosso amado Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, onde nossa salvação começou, conceda-nos luz para entender a grandeza do benefício por Ele a nós concedido tornando-se nosso irmão e nos dando a vossa venerável mãe, para ser também a nossa mãe. Sexto dia O fogo que ardeu nos altares dos falsos deuses, se extinguiu para sempre depois que os índios contemplaram vossa imagem e viram vosso manto como o firmamento coberto de estrelas. Isto lhes mostrou que as estrelas foram cridas pelo Deus Invisível para servir a humanidade e, portanto não poderiam ser por eles divinizadas, adoradas e dadas em sacrifício. Santíssima Virgem Maria, que através da imagem estampada no poncho do Índio, trouxe milhões de pagãos à luz da verdadeira fé; eu peço a Vós obter-me a graça do entendimento que esta mensagem contém. Derrama sobre mim a luz do vosso semblante; dirija e santifica meus empreendimentos. Sétimo dia O emblema de nossa redenção estampado sobre o broche dourado preso sobre vossa túnica serviu para dizer aos índios que a religião que eles haviam abraçando era a mesma que a dos seus conquistadores; a cruz sobre a bandeira de Hernando Cortez e a do broche eram as mesmas. Quando eles a viram sobre a imagem, se juntaram ao redor do missionário espanhol ansiosos para saber seu significado. Eles lhes contaram como o Salvador veio do céu para redimir a raça humana através da sua morte na cruz e como a Virgem Mãe da Divina Vítima associou a ele no mistério da nossa redenção. Feliz a nação a quem Ele se revelou a si mesmo e a Deus. Santa Virgem Maria de Guadalupe, minha rainha e mãe, mais de 400 anos se passaram desde que falastes com S. Juan Diego, e até agora um pequeno número de seus filhos em outras terras ficaram cientes do propósito da vossa imagem sobre o altar do vosso santuário. Inspira-nos então a ver nesta miraculosa pintura, o instrumento para a conversão de todos à Fé Católica e Apostólica, vós que sois a adorável Rainha e Mãe dos Apóstolos e Missionários. Oitavo dia Depois que S. Juan Diego cortou as flores que brotaram repentinamente na desoladora colina de Tepeyec, ele as trouxe a Vós, no pé da montanha onde o aguardavas. Com vossas próprias mãos, vós as colocastes no poncho dele, atando-o no seu pescoço, dizendo-lhe que as levasse ao bispo Zumarraga, que este sinal o induziria a iniciar a construção do tempo. As últimas palavras que ele ouviu dos vossos adoráveis lábios foram: “você é meu embaixador digno de confiança, vá em paz[FA1].” A sagrada pintura sobre aquele poncho de qualidade inferior não poderia ter sido pintado por mãos humanas. Ela convenceu o bispo como convenceu a todas as pessoas que a viram, que a mensagem de Juan Diego era verdadeira. Humildemente eu vos imploro, minha Rainha e Mãe, deixa-me ser vossa embaixatriz como Juan Diego, a divulgar a doutrina contida na vossa imagem, a todos meus amigos e convence-los também, acreditem eles ou não. Nono dia Oh Santa Virgem, entronizada no coração de uma nação de idólatras, vós fizestes um maravilhosos trabalho de conversão. Depois de verem a vossa imagem sobre o poncho de Juan Diego, os índios tiraram de seus templos, todos os ídolos, construíram belas igrejas em cujas torres as cruzes brilhavam à luz do sol, e os enormes tambores que em inúmeras vezes anunciaram sacrifícios humanos em honra aos seus deuses, não se ouviu nunca mais. Como nos remanescentes 17 anos de sua vida, Juan Diego divulgou a mensagem aos índios, permita-me minha amada Mãe, ajudar a humanidade a conhecer vossa celestial mensagem entre os meus conterrâneos. Anima e abençoa a todos os que se juntarem neste Apostolado e Novena, a fim de propagar a religião Católica entre seus amigos, tendo como bandeira vossa admirável imagem sobre a tilma (poncho) de Juan Diego, junto com a cruz, emblema de nossa redenção. Eu imploro vossa ajuda especial em obter a graça de …(mencionar). Via ACI Digital
- Novena a Nossa Senhora de Guadalupe
Em 12 de dezembro, a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, Imperatriz da América e padroeira do México, que deixou sua imagem em uma simples “tilma” como sinal do Amor de Deus para com crentes e não crentes. A poucos dias desta grade solenidade mariana, apresentamos a seguir uma novena disponibilidade por Cléofas, para pedir a intercessão da Virgem Maria diante de Deus. Oração para todos os dias (memorare) Lembre-se Ó bondosa Virgem de Guadalupe, que em vossa celestial aparição no monte de Tepeyec, prometestes mostrar vossa compaixão e piedade a todos que amam e creem em vós, procurando vosso auxílio e vos chamando em suas necessidades e aflições. Vós prometestes ouvir com atenção as nossas súplicas, enxugar nossas lágrimas e nos dar consolo e alívio. Nunca se soube que quem buscasse vossa proteção e implorasse vosso socorro ou procurasse vossa intercessão, mesmo nos pedidos de prosperidade, ou ansiedades pessoais, não fosse por vós atendidos. Inspirada por esta confiança venho até vós ó doce e sempre Virgem Maria, Mãe do Deus Verdadeiro! Sofrendo sob o peso dos nossos pecados, nós vimos nos prostrar diante de vossa augusta presença, certos de que vós ireis realizar vossas misericordiosas promessas. Nós estamos cheios de esperança, que sob vosso manto e proteção nada nos será problema ou aflição, nem temeremos as doenças e infortúnios, ou qualquer outro pesar. Vós quisestes permanecer conosco através da vossa admirável imagem, pois sois nossa Mãe, nossa saúde e nossa vida. Colocando-nos sob o vosso maternal olhar e recorrendo a vós em todas as nossas necessidades, não precisamos de mais nada. Ó Santa Mãe de Deus, não despreze nossos pedidos, mas por vossa misericórdia, ouvi-nos e respondei-nos. Amém. (Após a leitura de cada dia: Rezar 4 Ave-Marias, Comemorando as 4 aparições de N. Sra. a Juan Diego e o Memorare). Primeiro dia As palavras de Nossa Senhora de Guadalupe ditas ao Índio S. Juan Diego na colina de Tepeyec a 09 de dezembro de 1531: “Meu querido filho a quem amo ternamente, saiba que eu sou a Virgem Maria, Mãe do Deus Verdadeiro. É Ele quem dá e mantém a vida, Criador de todas as coisas Senhor do céu e da terra, que está em todos os lugares. Eu desejo um templo a ser erguido aqui, onde possa manifestar a compaixão que tenho pelos nativos e por todos que solicitarem meu auxílio”. Estas vossas palavras, minha Mãe celestial, enchem meu coração de amor e gratidão com renovada fé, porque elas foram direcionadas à mim também. Por isso eu venho a vos, confiante de obter a vossa intercessão, a graça que me tornará capaz de viver de acordo com os ensinamentos do vosso Divino Filho, Jesus, a quem desejo amar de todo coração. Vós compartilhastes com todo o sofrimento do meu Salvador por mim, portanto, eu também vos pertenço, e vós sois minha amada Mãe. Não me abandone neste vale de lágrimas; tende piedade, eu vos procuro na minha pobreza e necessidade; tenha compaixão das minhas ansiedades e inquietações; assista-me nas minhas enfermidades e misérias. Segundo dia As misericordiosas palavras ditas na quarta e última visita a Juan Diego: “Não deixe nada afligir você, e não tenha medo das doenças, acidentes ou dores. Não estou aqui eu que sou sua Mãe? você não está sob meu manto e proteção? você necessita de mais alguma coisa? Essas vossas palavras foram também dirigidas a mim e elas enchem meu coração de alegria e esperança. Volva então, vossos olhos misericordiosos a mim; aperfeiçoa meu amor a vós. Por este amor, que seja possível eu colocar aos vossos pés, todos os meus problemas e preocupações, sabendo que vós ireis se lembrar porque sois minha Mãe, que sob vosso manto e proteção, obtereis para mim a consolação que tanto necessito. Terceiro dia Quando visitastes, Juan Bernardino, o tio moribundo de Juan Diego, curando-o e dizendo o vosso nome: “Imaculada Virgem Maria que esmagou a cabeça da serpente”, vós enchestes os corações dos Índios Nativos de alegria. Dissestes que eles não precisariam mais fazer sacrifícios humanos aos ídolos pagãos. Salve Rainha Mãe de misericórdia. Nossa vida, nossa doçura e nossa esperança! Permita-me juntar-me com cânticos e louvores à esta nação, onde muitos vieram de longe, a ofertar ao vosso trono, presentes e preces neste dia. Rogai por nós Santa Mãe de Deus, eliminando a serpente do mal de nossas vidas, que possamos ser dignos das promessas de Cristo vosso Divino Filho. Quarto dia Quando os índios viram a admirável imagem dela deixada no poncho de Juan Diego, eles reconheceram que aquela pintura impressa continha uma mensagem celestial dirigida a eles. Sua régea figura na forma de uma mulher, ensinou-lhes que a sua moradia naquele momento era necessária que fosse na terra. Os raios de sol, as nuvens rodeando seu corpo, as estrelas sobre seu manto, a lua crescente sob seus pés, os anjos que a transportam pelo espaço, tudo denota que sua atual permanência é no céu e chama a atenção deles para a imortalidade da alma humana. Ó Santa Maria, como a vossa imagem no poncho de Juan Diego ensinou aos índios, ensina-me também nunca esquecer da imortalidade da minha alma, que o céu é meu objetivo e minha herança. No meio das tentações e das misérias desta vida, deixa-me sempre pensar nesta morada de paz, de glória e eterna felicidade. Quinto dia Por séculos os nativos do México adoraram o sol como deus, sacrificando inúmeros seres humanos em sua honra. Mas quando eles contemplaram a bela imagem onde somente os raios eram bem visíveis, eles entenderam a lição a que estavam sendo conduzidos. Depois dos índios terem ouvido a vossa mensagem e lido o que a vossa imagem contém, eles abandonaram seus falsos deuses e abraçaram a amada doutrina do vosso Divino Filho. Nunca eles cessaram de agradecer pela grande misericórdia que o Deus Todo Poderoso lhes mostrou quando Ele vos enviou a eles para ser sua Rainha, sua Mãe e sua mestra. Oh Santa Maria, pelo mistério da Encarnação do vosso amado Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, onde nossa salvação começou, conceda-nos luz para entender a grandeza do benefício por Ele a nós concedido tornando-se nosso irmão e nos dando a vossa venerável mãe, para ser também a nossa mãe. Sexto dia O fogo que ardeu nos altares dos falsos deuses, se extinguiu para sempre depois que os índios contemplaram vossa imagem e viram vosso manto como o firmamento coberto de estrelas. Isto lhes mostrou que as estrelas foram cridas pelo Deus Invisível para servir a humanidade e, portanto não poderiam ser por eles divinizadas, adoradas e dadas em sacrifício. Santíssima Virgem Maria, que através da imagem estampada no poncho do Índio, trouxe milhões de pagãos à luz da verdadeira fé; eu peço a Vós obter-me a graça do entendimento que esta mensagem contém. Derrama sobre mim a luz do vosso semblante; dirija e santifica meus empreendimentos. Sétimo dia O emblema de nossa redenção estampado sobre o broche dourado preso sobre vossa túnica serviu para dizer aos índios que a religião que eles haviam abraçando era a mesma que a dos seus conquistadores; a cruz sobre a bandeira de Hernando Cortez e a do broche eram as mesmas. Quando eles a viram sobre a imagem, se juntaram ao redor do missionário espanhol ansiosos para saber seu significado. Eles lhes contaram como o Salvador veio do céu para redimir a raça humana através da sua morte na cruz e como a Virgem Mãe da Divina Vítima associou a ele no mistério da nossa redenção. Feliz a nação a quem Ele se revelou a si mesmo e a Deus. Santa Virgem Maria de Guadalupe, minha rainha e mãe, mais de 400 anos se passaram desde que falastes com S. Juan Diego, e até agora um pequeno número de seus filhos em outras terras ficaram cientes do propósito da vossa imagem sobre o altar do vosso santuário. Inspira-nos então a ver nesta miraculosa pintura, o instrumento para a conversão de todos à Fé Católica e Apostólica, vós que sois a adorável Rainha e Mãe dos Apóstolos e Missionários. Oitavo dia Depois que S. Juan Diego cortou as flores que brotaram repentinamente na desoladora colina de Tepeyec, ele as trouxe a Vós, no pé da montanha onde o aguardavas. Com vossas próprias mãos, vós as colocastes no poncho dele, atando-o no seu pescoço, dizendo-lhe que as levasse ao bispo Zumarraga, que este sinal o induziria a iniciar a construção do tempo. As últimas palavras que ele ouviu dos vossos adoráveis lábios foram: “você é meu embaixador digno de confiança, vá em paz[FA1].” A sagrada pintura sobre aquele poncho de qualidade inferior não poderia ter sido pintado por mãos humanas. Ela convenceu o bispo como convenceu a todas as pessoas que a viram, que a mensagem de Juan Diego era verdadeira. Humildemente eu vos imploro, minha Rainha e Mãe, deixa-me ser vossa embaixatriz como Juan Diego, a divulgar a doutrina contida na vossa imagem, a todos meus amigos e convence-los também, acreditem eles ou não. Nono dia Oh Santa Virgem, entronizada no coração de uma nação de idólatras, vós fizestes um maravilhosos trabalho de conversão. Depois de verem a vossa imagem sobre o poncho de Juan Diego, os índios tiraram de seus templos, todos os ídolos, construíram belas igrejas em cujas torres as cruzes brilhavam à luz do sol, e os enormes tambores que em inúmeras vezes anunciaram sacrifícios humanos em honra aos seus deuses, não se ouviu nunca mais. Como nos remanescentes 17 anos de sua vida, Juan Diego divulgou a mensagem aos índios, permita-me minha amada Mãe, ajudar a humanidade a conhecer vossa celestial mensagem entre os meus conterrâneos. Anima e abençoa a todos os que se juntarem neste Apostolado e Novena, a fim de propagar a religião Católica entre seus amigos, tendo como bandeira vossa admirável imagem sobre a tilma (poncho) de Juan Diego, junto com a cruz, emblema de nossa redenção. Eu imploro vossa ajuda especial em obter a graça de …(mencionar). Via ACI Digital
- HERMANN BROCH, A LITERATURA COMO INTERROGAÇÃO – Nogueira Moutinho
[O austríaco Hermann Broch, um dos maiores romancistas do século XX, foi um judeu convertido ao catolicismo. Até 1981, quando esse artigo foi publicado, ainda não havia nada do escritor traduzido ao português do Brasil. Hoje, há algumas. Nogueira Moutinho, também católico, foi crítico literário do jornal Folha de São Paulo por vinte e cinco anos, entre 1961 e 1986, quando o jornal paulista ainda não implicava com o cristianismo.] Insensivelmente somos levados a esquecer a contribuição da Áustria à literatura alemã, comportando-nos como se a comunidade idiomática fosse suficientemente forte para elidir as fronteiras. Todavia, alguns dos grandes nomes incorporados neste século à poesia e à prosa da lingua de Goethe pertencem a austríacos: Rilke, nascido em 1875, Kafka, em 1883, Robert Musil, em 1880, sob os Habsburgos, foram súditos do Império Austro-Húngaro, esfacelado após a primeira Grande Guerra, embora nos tenhamos habituado a lê-los como escritores alemães. Idêntico é o caso de Hermann Broch. Nascido em Viena a 1º de novembro de 1886, morreu há trinta anos, no dia 31 de maio de 1951, nos Estados Unidos, onde se refugiara da monstruosa perseguição antissemita desencadeada por Adolf Hitler. E esse extraordinário romancista, ainda pouco conhecido e menos ainda lido no Brasil, onde, de resto, nunca foi traduzido, que relembramos neste trigésimo aniversário de seu desaparecimento. Filho de uma família da alta burguesia judaica, Broch, na juventude, assistiu como técnico na indústria têxtil paterna, e foi só depois dos quarenta anos que se encaminhou à literatura. Por isso Hannah Arendt no extraordinário ensaio sobre sua obra começa chamando-o de escritor contra a vontade, conflito psicológico que lhe marcará toda a carreira e que ele dolorosamente resolve na última e maior de suas obras, A Morte de Virgílio. Mas até essa conciliação, uma longa travessia humana e estética singulariza a existência de Hermann Broch. Ao publicar, por volta de 1930, seu primeiro romance, a trilogia que enfeixa o ciclo dos “Sonâmbulos”, essa estreia não despertou interesse nem mesmo entre os requintados apreciadores de narrativas que pintavam a desintegração da sociedade europeia. Colocava-se, entretanto, já com esse livro, na linhagem de Proust e Joyce.de Thomas Mann e de Kafka, dos grandes inovadores, dos quais, porém, se distingue, pela ótica individualíssima no enfoque dos problemas e na solução deles. Para explicar tal desvio os críticos geralmente aludem à sua naturalidade vienense, à ascendência judaica, à profissão de industrial que exerceu, seu real Interesse pelas ciências, não só a psicologia social, como a Física e a Matemática, às quais muito devem, sem dúvida, sua acurada tendência à abstração e o rigor lógico de seus raciocínios. Desde esse romance inicial Broch reflete sobre a solidão do homem moderno e a analisa com glacial lucidez, mas ao contrário de outros grandes escritores do século, não se detém na angústia nascida dessa derelicção cósmica: Mais do que a dissecação do cadáver interessa-lhe o destino da alma, e é tal preocupação que o levará, ao longo de toda a sua obra, não muito extensa, a buscar incessantemente a saída que leve à solução do problema existencial. O fato inegável é que há em Broch um criador profundamente religioso, uma “anima naturaliter Christiana” [“alma naturalmente cristã”], para repetir a clássica fórmula de Tertuliano. Condena a desagregação do mundo moderno, não propondo alguma ideologia utópica que possa salvar o homem contemporâneo, mas, antes, lamentando o desmoronamento da sociedade medieval hierarquizada. “A Idade Média, afirma, possuía o culto do valor Ideal do qual tudo depende, cultuava um valor supremo a que todos os outros valores se achavam submetidos: a crença no Deus cristão. A cosmogonia mesmo dependia desse valor central, assim como o próprio homem, cujo existir representava uma parte da ordem universal, que não era mais que o reflexo da hierarquia eclesiástica, reflexo perfeito e finito da harmonia eterna e infinita.” Ao exaltar esse universo harmónico e teocêntrico, Broch não só condena a civilização atual, como também a Renascença, a Reforma, o Romantismo. A atomização do sistema orgânico da Idade da Fé determina um processo desagregador, que ao cabo de cinco séculos ainda não chegou ao fim. Por isso o mundo em que vivemos, hostil ao Espírito e dele privado, geme submetido ferreamente â “lógica irracional da ação”. O assombroso é que tais digressões não constituem ensaios metafísicos independentes, mas se inserem na tessitura mesmo de seus romances, conferindo-lhes profético, estranho cunho de originalidade. Em 1935 o escritor experimentará na própria carne a absurda civilização dos esquartejadores. ao ser internado numa prisão nazista, da qual consegue ser libertado ao fim de cinco meses, graças somente a um movimento internacional de escritores, do qual participa o próprio Joyce. E assim é que, em 1940, emigra aos Estados Unidos, onde encontrará uma situação digna na Universidade de Princeton, que o abriga até a morte em 1951. Mas é na masmorra que, como Boécio na aurora da Idade Média, Broch começa a escrever o maior de seus livros, texto em que trabalhará ao longo de todo um decénio: A Morte de Virgílio. Para os que não lemos o alemão há o recurso às traduções inglesa e francesa traduções inglesa e francesa, mas cada uma delas ostenta qualidades que a outra não oferece: a versão francesa valoriza o aspecto intelectual da narrativa, a clareza e a exatidão do pensamento; a inglesa torna mais sensível o caudaloso fluxo do monólogo interior, ininterrupto ao fio de quinhentas páginas. A observação é de Maurice Blanchot, e dá bem a medida da grandeza selada desse misterioso poema em prosa, monólogo derradeiro de um homem que está às portas da morte. Sucede que esse homem é o Pai do Ocidente, é Virgílio, vulto que tem alguma coisa de mítico e que a Idade Média venerou como um dos profetas do Messias. Broch descreve as últimas dezoito horas do poeta, cuja mente se encontra já mergulhada nas sombras, mas que, possuído pela lucidez da febre, medita sobre sua própria obra e acaba por legitimá-la como conhecimento da morte. E um só poema, composto do começo ao fim como obra musical, quarteto cujas instâncias levam aos limites derradeiros o motivo central, descendo, camada a camada, os níveis de consciência do agonizante. Lírica e épica, obscura e inteligível, trágica e auroral, lúcida e trevosa, A Morte de Virgílio é uma obra absolutamente moderna, mas ao mesmo tempo desfere uma das grandes elegias que se conhecem sobre o destino do homem. E, para repetir uma vez mais Maurice Blanchot, suas páginas não retratam somente uma dolorosa experiência pessoal, delineiam um mito, prodigioso hausto que busca representar simbolicamente o saber e o destino de toda a civilização ocidental. (Em Folha de São Paulo, Caderno “Ilustrada”, 31/05/1981)
- Foto de menina recebendo 1ª comunhão em Apucarana faz sucesso nas redes sociais
A imagem de uma menina recebendo pela primeira vez a Santíssima Eucaristia (comunhão) na igreja da Paróquia Cristo Profeta, na zona oeste de Apucarana, ganhou o Brasil após ser postada em rede social pela Pastoral da Comunicação (PASCOM). De acordo com o pessoal da paróquia, a fotografia já teve muitos compartilhamentos e comentários e vem chamando atenção pelo semblante encantador da menina ao “receber Cristo Eucarístico”. Para receber a eucaristia, é necessário fazer a catequese, que são encontros onde as pessoas aprendem sobre Deus, a Bíblia, uma reflexão sobre o catolicismo. Após a catequese, aí sim o indivíduo está preparado para fazer a primeira comunhão. A eucaristia é um dos sete sacramentos, que é quando as pessoas recebem a hóstia, o corpo de Cristo em cada um que faz a comunhão. Fonte: TNOnline
- Jovens católicos pedem aos bispos que ensinem a fé tradicional e os salvem do niilismo, do desespero
(LifeSiteNews) – Um grupo de jovens católicos franco-canadenses está pedindo a seus bispos que ensinem a fé tradicional e dê a liderança espiritual que eles dizem ser essencial para combater a cultura niilista que leva muitos ao desespero. Isso inclui permitir o acesso à tradicional Missa Latina. Vinte e nove homens entre 18 e 44 anos, incluindo estudantes universitários, médico e dois advogados, assinaram uma carta aberta intitulada “ Pedimos Fé: Carta Aberta aos Bispos da Igreja Católica no Canadá francês ” (leia a carta completa abaixo em inglês). Por iniciativa leiga, a carta foi enviada a 23 bispos de dioceses de língua francesa em todo o Canadá, bem como à Assemblée des évêques du Québec, ou conferência de bispos de Quebec, no início de novembro, diz George Buscemi, presidente da Campagne Québec-Vie, o maior grupo pró-vida da província. A carta está agora no site da Campagne Québec-Vie e foi assinada por 145 pessoas, incluindo algumas mulheres, bem como pe. Daniel Couture, Superior do Distrito do Canadá para a Sociedade de São Pio X, e pe. Jean-Real Bleau, padre diocesano de longa data em Montreal. Ele mostra uma imagem sombria da vida dos homens franco-canadenses, que “vivem diariamente em uma cultura da morte que os rouba do desejo de viver e do desejo de transmitir vida”. Presos no “ciclo infernal materialista do ‘metro-trabalho-sono’”, muitos homens hoje procuram escapar do “abismo do niilismo” com drogas, álcool e pornografia. Eles se divorciam, perdem o contato com os filhos e morrem sozinhos ou optam pela eutanásia. De fato, as estatísticas mais recentes de Quebec revelam 1.331 mortes por eutanásia entre 1 de abril de 2018 e 31 de março de 2019 , incluindo três mortes por eutanásia por fraturas de quadril . Quebec também é conhecida por uma alta taxa de aborto e menor taxa de natalidade no Canadá. Mas nem sempre foi assim. “Somos canadenses franceses, nossas raízes penetram profundamente no Novo Mundo, mas também na Europa, mesmo no solo da França, a filha mais velha da Igreja”, diz a carta. Os signatários atestam uma “certa amargura” em relação aos seus antecessores, que não guardavam a fé católica, nem a transmitiam. “Nesta era de delírio eufórico e loucura destrutiva dos anos 60, aqueles que nos precederam deram lugar a uma onda de inspirações das profundezas do inferno”, diz o texto. Isso incluiu um governo secular que aprovou leis que permitem o divórcio, a contracepção e “o maior genocídio da história da humanidade, o aborto”. Os signatários pedem aos bispos que lhes dê a “fé católica na sua totalidade, sem adoçante. Pedimos que nosso povo tenha acesso ao Santo Sacrifício da Missa de uma forma digna que dê glória a Deus. ” Julien Bertrand, 36 anos, principal autor da carta, diz que a escreveu “como um grito sincero pelos meus irmãos franco-canadenses. Eu vejo sofrer uma vida niilista sem Deus que leva ao suicídio”. “Por um lado, eles são perseguidos por seu próprio governo, pela grande mídia e pela intelligentsia porque nasceram homens brancos. Por outro lado, a família, a escola e a Santa Mãe Igreja não transmitiram a eles sua rica cultura, sua história gloriosa e a única e verdadeira fé em Nosso Senhor Jesus Cristo ”, disse Bertrand por e-mail ao LifeSiteNews. “São árvores sem raízes no furacão da pós-modernidade, feminismo radical e invasões estrangeiras maciças”, disse ele. “Espero que aqueles que estão no comando do rebanho de Deus ouçam o chamado de seus filhos amorosos e que saibam que oramos por eles.” Buscemi assinou a petição “como um tiro no escuro. Não espero resposta, mas espero uma. Não posso melhorar ”, disse ele ao LifeSiteNews. “Sinceramente, acho que a Igreja está passando por uma paixão, que está pendurada na cruz diante de nossos olhos. Não vejo salvação temporal e eterna em nenhum outro lugar, mas a Igreja está praticamente morta e enterrada … Somente Deus pode ressuscitar, mas ele nos pede para ‘esperar ativamente’. Eu vejo essa petição como um exemplo de antecipação ativa. Pedimos a ressurreição e esperamos que ela chegue em breve. ” Um assinante anônimo disse ao LifeSiteNews que “não tem ilusão de que os bispos reagirão positivamente. Mas pensei que era importante juntar-me aos iniciadores desta carta e poderia me identificar completamente com a experiência descrita na carta. Você descobre a tradição e sente que foi roubado. “E a identidade franco-canadense está tão ligada ao rito católico latino que é impossível entender a nós mesmos sem investigá-lo”, disse ele, acrescentando que não pensava que “haverá um retorno sério à fé católica nisso. até que os bispos se propaguem e incentivem a tradicional missa latina ”. “Os homens precisam da visão de um Deus que possam temer e amar. Não posso temer e amar uma música alegre, alegre e tola, sentir uma boa religião. Se eu vou dar a minha vida e morrer por algo, me dê algo real. Não é revestido de açúcar. Outro signatário anônimo disse que assinou “porque acredito em uma Igreja liderada por seus padres e bispos. Essas figuras da fé caminhando entre nós devem fornecer orientação, exemplo e inspiração; eles estão na frente, abrindo caminho para leigos. ” Uma petição não pode reverter a Revolução Tranquila e “não tenho ilusões nem nostalgia conservadora”, escreveu ele. “O que eu acredito é que tempos de crise são tempos particularmente bons para serem santos, seguindo o próprio Jesus Cristo nas dificuldades, e uma parte de mim espera que essa carta dê o impulso necessário para que padres e bispos fortes e corajosos se enfim se alinham. com nosso Salvador. ” O Vaticano “é o centro espiritual e nervoso do mundo ocidental. Desde que a presidência de São Pedro foi conquistada pela causa globalista, nossa civilização tem sido como uma galinha sem cabeça ”, apontou outro peticionário. “A guerra travada contra nós é acima de tudo uma guerra espiritual e só será vencida com armas espirituais. Sem uma Igreja forte, somos como um exército sem general. ” “Precisamos de um clero combatente mais do que nunca … acredito que esta carta foi escrita como um esforço local nesse sentido. Não espero nenhuma resposta de nossos bispos. A piedade filial, no entanto, nos ordena a criticar humildemente e gentilmente nosso Clero. ” Até agora, os peticionários receberam duas respostas dos bispos, disse Buscemi. Uma era uma carta pró-forma, outra parafraseava a constituição apostólica do Vaticano II Lumen Gentium no. 9, ‘A Igreja segue em frente, marchando entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus, anunciando a cruz e o poder do Senhor até a sua vinda.’ ” *** Texto completo da carta: Pedimos Fé: Carta Aberta aos Bispos da Igreja Católica no Canadá Francês Por Julien Bertrand (Os signatários desta maravilhosa carta aberta são estudantes universitários, um médico e dois advogados. Vinte e nove homens, entre 18 e 44 anos. Decidiram, no momento, permanecer anônimos, pois alguns sabem das conseqüências que tais uma carta poderia ter em seus trabalhos ou estudos.) *** Oitava de Todos os Santos, 2019 Eminência, Excelências, Enviamos a você esta carta por três razões: primeiro, para falar sobre os muitos males sofridos pelos homens franco-canadenses; depois, para testemunhar as inúmeras graças que recebemos através da Fé Católica em sua forma tradicional e, finalmente, implorar para que você disponibilize ao maior número esse tesouro que nutre nossa alma e nos eleva a Deus. Uma vida de sofrimento Todos os dias, testemunhamos os efeitos devastadores, em nossos compatriotas, de uma sociedade voltada para o homem e não para Deus. Desde sua concepção até sua morte, o canadense francês é medido na escala de sua utilidade para a sociedade de consumo, e não no amor ardente de seu divino Criador. Nosso povo vive diariamente em uma cultura de morte que os rouba do desejo de viver e do desejo de transmitir vida. Nossos irmãos e nossos amigos nascem em famílias desfeitas pelo divórcio. Eles crescem sem modelos masculinos. Eles recebem drogas porque são muito barulhentos na escola. Os ideólogos perigosos lavam seus cérebros desde tenra idade com doutrinas perversas e abjetas, que negam a lei natural criada por Deus e, assim, semeiam dúvidas em muitas mentes ingênuas. Desde a adolescência, são confrontados com uma sexualidade prematura e doentia, influenciada pela pornografia. Depois vêm o álcool, as drogas, os estilos de roupas debilitantes e as modas musicais, a intimidação e o suicídio de alguns amigos. Na Cégep, nossos jovens canadenses franceses são ensinados por seus professores marxistas a odiarem a si mesmos, sua cultura e seus ancestrais; eles são encorajados a adorar o “Outro”. Tendo se tornado adultos, encontram-se companheiros, mas perpetuam por suas ações o esquema cultural que lhes é proposto, aquele segundo o qual a pessoa humana é um consumidor bom como qualquer outro e que é possível simplesmente jogar fora uma vez obsoleto. Todos os dias, o ciclo materialista infernal de “metro-trabalho-sono” é repetido, para permitir que os canadenses franceses consumam o último produto inútil que servirá para preencher temporariamente o vazio abissal que os habita. Quando esse produto é consumido e a atração pela novidade desaparece, o abismo escavado pelo niilismo reaparece e eles buscam um novo produto, um novo destino de férias ou uma nova mulher para seduzir. Por sua vez, eles se divorciam, perdem seus empregos, caem em depressão; alguns não vêem mais seus filhos. A mídia então nos conta outro caso de “drama familiar” e o homem ainda é retratado como um miserável. Para quem chega mais tarde, alguns envelhecem em solidão, abandonados por suas famílias. Outros são encontrados mortos em suas casas, vários dias após suas mortes. Para aqueles que não tiveram a chance de sair naturalmente, ainda há eutanásia. Obviamente, e felizmente, nem todos experimentamos todo esse sofrimento, mas somos testemunhas diárias de um povo que cometeu suicídio. O chamado de Deus No meio de nossas vidas sem sentido, vivendo dia após dia esperando a morte, ouvimos o chamado de Deus. De maneira singular para cada um de nós, o Deus Bom nos fez descobrir ou redescobrir a fé de nossos ancestrais. Para alguns, foi um amor verdadeiro, à primeira vista, para Nosso Senhor Jesus Cristo e outros, foi por um Amor que cresceu lentamente, mas tornou-se igualmente forte. Domamos a vida interior, descobrimos a oração, o silêncio. Aprendemos que não estávamos sozinhos. Deus nos desejou e nos amou no exato momento de nossa concepção e sempre esteve lá conosco e por nós. Aprendemos o mal que estávamos fazendo com ele e que ainda o cometemos por meio de nossos pecados, mas também que, apesar de nossa ingratidão, ele concordou em dar a vida por nós, para que tenhamos a vida eterna. Uma herança não transmitida Diante do tesouro da fé que acabamos de descobrir, sentimos certa amargura por nossos pais e por aqueles que nos precederam. Por isso, procuramos por qualquer outra coisa que eles achassem apropriada para não nos transmitir. A resposta está na pergunta; descobrimos que não éramos seres sem raízes, sem história, sem cultura e sem fé, que viviam apenas para oprimir mulheres, homossexuais, minorias étnicas, enfim, todos que não eram “nós”. Portanto, não precisamos nos arrepender indefinidamente de erros imaginários. Somos canadenses franceses, nossas raízes penetram profundamente no Novo Mundo, mas também na Europa, mesmo no solo da França, a filha mais velha da Igreja. Conhecíamos Clovis, Carlos Magno, as Cruzadas, St. Louis, Santa Joana d’Arc, então nossos ancestrais atravessaram o oceano e conquistaram uma terra de florestas e gelo que eles limparam e fertilizaram com seu suor e sangue, a fim de fundar uma nova província do Reino da França. É certo que, posteriormente, sofremos fortes derrotas. Os estadistas nos abandonaram por razões estratégicas, mas Nossa Mãe Santíssima, a Igreja, continuou a vigiar-nos. Sob sua capa protetora, enquanto éramos ameaçados de extinção por nossos pequenos números, nos tornamos milhões, apesar da opressão de um colonizador que queria que desaparecessemos. Nossa cultura é rica, ao contrário do que fomos ensinados. Nós somos os herdeiros da Grécia antiga e da Roma clássica. Nossa língua não nasceu em uma peça de Michel Tremblay, mas na França de Rabelais, Racine, Corneille, Molière, La Fontaine e Bossuet. É pelos seus frutos que reconhecemos a árvore Nesta era de delírio eufórico e loucura destrutiva dos anos 60, aqueles que nos precederam deram lugar a uma onda de inspirações das profundezas do inferno. De acordo com as palavras da Internacional, o passado foi exterminado em todas as áreas, inclusive na Igreja de Nossa Mãe, que fez o próprio Papa Paulo VI dizer que a fumaça de Satanás foi entrada por alguma rachadura no templo de Deus. Nem uma única esfera da vida ocidental foi poupada por essa loucura. Os estados mudaram leis que antes eram baseadas em dogmas e moral católicos. Apareceram divórcios, preservativos, anovulantes e “emancipações” de mulheres. Isso levou ao desmembramento das famílias e da sociedade e ao maior genocídio na história da humanidade, o aborto. É nesta sociedade que nascemos. Uma sociedade explodida, materialista e niilista, que vive apenas na expectativa do próximo prazer efêmero. Uma sociedade que trocou a adoração de Deus pela adoração do homem e nos ensina a desprezar a Igreja, esta instituição nas profundezas da Grande Escuridão, cheia de pedófilos odiosos e que fomos salvos pelo Iluminismo da Revolução Tranquila. Petição Como nosso padroeiro São João Batista, somos a voz que grita em meio a ruínas e buracos de concreto. É nosso dever gritar em nome de nossos irmãos que se suicidam e de nosso povo que está morrendo. Eminência, Excelências, repetimos a resposta que nossos padrinhos lhe deram no dia do nosso batismo, quando você fez a pergunta: “O que você pede à Igreja de Deus? E eles disseram:” Fé! Pedimos a você a fé católica na sua totalidade, sem adoçante. Pedimos que nosso povo tenha acesso ao Santo Sacrifício da Missa de uma forma digna que dê glória a Deus. Nosso Senhor Jesus Cristo respondeu a Satanás, que o tentou no deserto, para que o homem não viva apenas de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. Não precisamos de um clero que se comporte como assistentes sociais e burocratas. Eminência, Excelências, são nossas almas que têm fome e sede de Deus. Ouse ir contra a corrente e ensinar o evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, guiar-nos ao bom Deus e colocar suas batinas para que possamos reconhecê-lo na rua e confessar a você. Nossos ancestrais careciam de tudo, estavam com fome e com frio, perdiam os netos por causa de doenças da infância, trabalhavam como escravos para limpar a terra, mas suas almas eram ricamente nutridas pelo bom Deus. Ao contrário deles, nossas barrigas estão cheias e temos um teto sobre nossas cabeças, mas nossas almas estão vazias. Somente você pode nos ajudar, por isso imploramos sua benevolência paterna. Eminência, Excelências, esperamos que você não seja surdo ao nosso chamado. Garantimos a nossa piedade filial e obediência respeitosa. Digna-se a receber, Eminência, Excelências, nossos melhores cumprimentos. Seus filhos, Os deserdados do Canadá francês
- Jovens católicos pedem aos bispos que ensinem a fé tradicional e os salvem do niilismo, do desespero
(LifeSiteNews) – Um grupo de jovens católicos franco-canadenses está pedindo a seus bispos que ensinem a fé tradicional e dê a liderança espiritual que eles dizem ser essencial para combater a cultura niilista que leva muitos ao desespero. Isso inclui permitir o acesso à tradicional Missa Latina. Vinte e nove homens entre 18 e 44 anos, incluindo estudantes universitários, médico e dois advogados, assinaram uma carta aberta intitulada “ Pedimos Fé: Carta Aberta aos Bispos da Igreja Católica no Canadá francês ” (leia a carta completa abaixo em inglês). Por iniciativa leiga, a carta foi enviada a 23 bispos de dioceses de língua francesa em todo o Canadá, bem como à Assemblée des évêques du Québec, ou conferência de bispos de Quebec, no início de novembro, diz George Buscemi, presidente da Campagne Québec-Vie, o maior grupo pró-vida da província. A carta está agora no site da Campagne Québec-Vie e foi assinada por 145 pessoas, incluindo algumas mulheres, bem como pe. Daniel Couture, Superior do Distrito do Canadá para a Sociedade de São Pio X, e pe. Jean-Real Bleau, padre diocesano de longa data em Montreal. Ele mostra uma imagem sombria da vida dos homens franco-canadenses, que “vivem diariamente em uma cultura da morte que os rouba do desejo de viver e do desejo de transmitir vida”. Presos no “ciclo infernal materialista do ‘metro-trabalho-sono’”, muitos homens hoje procuram escapar do “abismo do niilismo” com drogas, álcool e pornografia. Eles se divorciam, perdem o contato com os filhos e morrem sozinhos ou optam pela eutanásia. De fato, as estatísticas mais recentes de Quebec revelam 1.331 mortes por eutanásia entre 1 de abril de 2018 e 31 de março de 2019 , incluindo três mortes por eutanásia por fraturas de quadril . Quebec também é conhecida por uma alta taxa de aborto e menor taxa de natalidade no Canadá. Mas nem sempre foi assim. “Somos canadenses franceses, nossas raízes penetram profundamente no Novo Mundo, mas também na Europa, mesmo no solo da França, a filha mais velha da Igreja”, diz a carta. Os signatários atestam uma “certa amargura” em relação aos seus antecessores, que não guardavam a fé católica, nem a transmitiam. “Nesta era de delírio eufórico e loucura destrutiva dos anos 60, aqueles que nos precederam deram lugar a uma onda de inspirações das profundezas do inferno”, diz o texto. Isso incluiu um governo secular que aprovou leis que permitem o divórcio, a contracepção e “o maior genocídio da história da humanidade, o aborto”. Os signatários pedem aos bispos que lhes dê a “fé católica na sua totalidade, sem adoçante. Pedimos que nosso povo tenha acesso ao Santo Sacrifício da Missa de uma forma digna que dê glória a Deus. ” Julien Bertrand, 36 anos, principal autor da carta, diz que a escreveu “como um grito sincero pelos meus irmãos franco-canadenses. Eu vejo sofrer uma vida niilista sem Deus que leva ao suicídio”. “Por um lado, eles são perseguidos por seu próprio governo, pela grande mídia e pela intelligentsia porque nasceram homens brancos. Por outro lado, a família, a escola e a Santa Mãe Igreja não transmitiram a eles sua rica cultura, sua história gloriosa e a única e verdadeira fé em Nosso Senhor Jesus Cristo ”, disse Bertrand por e-mail ao LifeSiteNews. “São árvores sem raízes no furacão da pós-modernidade, feminismo radical e invasões estrangeiras maciças”, disse ele. “Espero que aqueles que estão no comando do rebanho de Deus ouçam o chamado de seus filhos amorosos e que saibam que oramos por eles.” Buscemi assinou a petição “como um tiro no escuro. Não espero resposta, mas espero uma. Não posso melhorar ”, disse ele ao LifeSiteNews. “Sinceramente, acho que a Igreja está passando por uma paixão, que está pendurada na cruz diante de nossos olhos. Não vejo salvação temporal e eterna em nenhum outro lugar, mas a Igreja está praticamente morta e enterrada … Somente Deus pode ressuscitar, mas ele nos pede para ‘esperar ativamente’. Eu vejo essa petição como um exemplo de antecipação ativa. Pedimos a ressurreição e esperamos que ela chegue em breve. ” Um assinante anônimo disse ao LifeSiteNews que “não tem ilusão de que os bispos reagirão positivamente. Mas pensei que era importante juntar-me aos iniciadores desta carta e poderia me identificar completamente com a experiência descrita na carta. Você descobre a tradição e sente que foi roubado. “E a identidade franco-canadense está tão ligada ao rito católico latino que é impossível entender a nós mesmos sem investigá-lo”, disse ele, acrescentando que não pensava que “haverá um retorno sério à fé católica nisso. até que os bispos se propaguem e incentivem a tradicional missa latina ”. “Os homens precisam da visão de um Deus que possam temer e amar. Não posso temer e amar uma música alegre, alegre e tola, sentir uma boa religião. Se eu vou dar a minha vida e morrer por algo, me dê algo real. Não é revestido de açúcar. Outro signatário anônimo disse que assinou “porque acredito em uma Igreja liderada por seus padres e bispos. Essas figuras da fé caminhando entre nós devem fornecer orientação, exemplo e inspiração; eles estão na frente, abrindo caminho para leigos. ” Uma petição não pode reverter a Revolução Tranquila e “não tenho ilusões nem nostalgia conservadora”, escreveu ele. “O que eu acredito é que tempos de crise são tempos particularmente bons para serem santos, seguindo o próprio Jesus Cristo nas dificuldades, e uma parte de mim espera que essa carta dê o impulso necessário para que padres e bispos fortes e corajosos se enfim se alinham. com nosso Salvador. ” O Vaticano “é o centro espiritual e nervoso do mundo ocidental. Desde que a presidência de São Pedro foi conquistada pela causa globalista, nossa civilização tem sido como uma galinha sem cabeça ”, apontou outro peticionário. “A guerra travada contra nós é acima de tudo uma guerra espiritual e só será vencida com armas espirituais. Sem uma Igreja forte, somos como um exército sem general. ” “Precisamos de um clero combatente mais do que nunca … acredito que esta carta foi escrita como um esforço local nesse sentido. Não espero nenhuma resposta de nossos bispos. A piedade filial, no entanto, nos ordena a criticar humildemente e gentilmente nosso Clero. ” Até agora, os peticionários receberam duas respostas dos bispos, disse Buscemi. Uma era uma carta pró-forma, outra parafraseava a constituição apostólica do Vaticano II Lumen Gentium no. 9, ‘A Igreja segue em frente, marchando entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus, anunciando a cruz e o poder do Senhor até a sua vinda.’ ” *** Texto completo da carta: Pedimos Fé: Carta Aberta aos Bispos da Igreja Católica no Canadá Francês Por Julien Bertrand (Os signatários desta maravilhosa carta aberta são estudantes universitários, um médico e dois advogados. Vinte e nove homens, entre 18 e 44 anos. Decidiram, no momento, permanecer anônimos, pois alguns sabem das conseqüências que tais uma carta poderia ter em seus trabalhos ou estudos.) *** Oitava de Todos os Santos, 2019 Eminência, Excelências, Enviamos a você esta carta por três razões: primeiro, para falar sobre os muitos males sofridos pelos homens franco-canadenses; depois, para testemunhar as inúmeras graças que recebemos através da Fé Católica em sua forma tradicional e, finalmente, implorar para que você disponibilize ao maior número esse tesouro que nutre nossa alma e nos eleva a Deus. Uma vida de sofrimento Todos os dias, testemunhamos os efeitos devastadores, em nossos compatriotas, de uma sociedade voltada para o homem e não para Deus. Desde sua concepção até sua morte, o canadense francês é medido na escala de sua utilidade para a sociedade de consumo, e não no amor ardente de seu divino Criador. Nosso povo vive diariamente em uma cultura de morte que os rouba do desejo de viver e do desejo de transmitir vida. Nossos irmãos e nossos amigos nascem em famílias desfeitas pelo divórcio. Eles crescem sem modelos masculinos. Eles recebem drogas porque são muito barulhentos na escola. Os ideólogos perigosos lavam seus cérebros desde tenra idade com doutrinas perversas e abjetas, que negam a lei natural criada por Deus e, assim, semeiam dúvidas em muitas mentes ingênuas. Desde a adolescência, são confrontados com uma sexualidade prematura e doentia, influenciada pela pornografia. Depois vêm o álcool, as drogas, os estilos de roupas debilitantes e as modas musicais, a intimidação e o suicídio de alguns amigos. Na Cégep, nossos jovens canadenses franceses são ensinados por seus professores marxistas a odiarem a si mesmos, sua cultura e seus ancestrais; eles são encorajados a adorar o “Outro”. Tendo se tornado adultos, encontram-se companheiros, mas perpetuam por suas ações o esquema cultural que lhes é proposto, aquele segundo o qual a pessoa humana é um consumidor bom como qualquer outro e que é possível simplesmente jogar fora uma vez obsoleto. Todos os dias, o ciclo materialista infernal de “metro-trabalho-sono” é repetido, para permitir que os canadenses franceses consumam o último produto inútil que servirá para preencher temporariamente o vazio abissal que os habita. Quando esse produto é consumido e a atração pela novidade desaparece, o abismo escavado pelo niilismo reaparece e eles buscam um novo produto, um novo destino de férias ou uma nova mulher para seduzir. Por sua vez, eles se divorciam, perdem seus empregos, caem em depressão; alguns não vêem mais seus filhos. A mídia então nos conta outro caso de “drama familiar” e o homem ainda é retratado como um miserável. Para quem chega mais tarde, alguns envelhecem em solidão, abandonados por suas famílias. Outros são encontrados mortos em suas casas, vários dias após suas mortes. Para aqueles que não tiveram a chance de sair naturalmente, ainda há eutanásia. Obviamente, e felizmente, nem todos experimentamos todo esse sofrimento, mas somos testemunhas diárias de um povo que cometeu suicídio. O chamado de Deus No meio de nossas vidas sem sentido, vivendo dia após dia esperando a morte, ouvimos o chamado de Deus. De maneira singular para cada um de nós, o Deus Bom nos fez descobrir ou redescobrir a fé de nossos ancestrais. Para alguns, foi um amor verdadeiro, à primeira vista, para Nosso Senhor Jesus Cristo e outros, foi por um Amor que cresceu lentamente, mas tornou-se igualmente forte. Domamos a vida interior, descobrimos a oração, o silêncio. Aprendemos que não estávamos sozinhos. Deus nos desejou e nos amou no exato momento de nossa concepção e sempre esteve lá conosco e por nós. Aprendemos o mal que estávamos fazendo com ele e que ainda o cometemos por meio de nossos pecados, mas também que, apesar de nossa ingratidão, ele concordou em dar a vida por nós, para que tenhamos a vida eterna. Uma herança não transmitida Diante do tesouro da fé que acabamos de descobrir, sentimos certa amargura por nossos pais e por aqueles que nos precederam. Por isso, procuramos por qualquer outra coisa que eles achassem apropriada para não nos transmitir. A resposta está na pergunta; descobrimos que não éramos seres sem raízes, sem história, sem cultura e sem fé, que viviam apenas para oprimir mulheres, homossexuais, minorias étnicas, enfim, todos que não eram “nós”. Portanto, não precisamos nos arrepender indefinidamente de erros imaginários. Somos canadenses franceses, nossas raízes penetram profundamente no Novo Mundo, mas também na Europa, mesmo no solo da França, a filha mais velha da Igreja. Conhecíamos Clovis, Carlos Magno, as Cruzadas, St. Louis, Santa Joana d’Arc, então nossos ancestrais atravessaram o oceano e conquistaram uma terra de florestas e gelo que eles limparam e fertilizaram com seu suor e sangue, a fim de fundar uma nova província do Reino da França. É certo que, posteriormente, sofremos fortes derrotas. Os estadistas nos abandonaram por razões estratégicas, mas Nossa Mãe Santíssima, a Igreja, continuou a vigiar-nos. Sob sua capa protetora, enquanto éramos ameaçados de extinção por nossos pequenos números, nos tornamos milhões, apesar da opressão de um colonizador que queria que desaparecessemos. Nossa cultura é rica, ao contrário do que fomos ensinados. Nós somos os herdeiros da Grécia antiga e da Roma clássica. Nossa língua não nasceu em uma peça de Michel Tremblay, mas na França de Rabelais, Racine, Corneille, Molière, La Fontaine e Bossuet. É pelos seus frutos que reconhecemos a árvore Nesta era de delírio eufórico e loucura destrutiva dos anos 60, aqueles que nos precederam deram lugar a uma onda de inspirações das profundezas do inferno. De acordo com as palavras da Internacional, o passado foi exterminado em todas as áreas, inclusive na Igreja de Nossa Mãe, que fez o próprio Papa Paulo VI dizer que a fumaça de Satanás foi entrada por alguma rachadura no templo de Deus. Nem uma única esfera da vida ocidental foi poupada por essa loucura. Os estados mudaram leis que antes eram baseadas em dogmas e moral católicos. Apareceram divórcios, preservativos, anovulantes e “emancipações” de mulheres. Isso levou ao desmembramento das famílias e da sociedade e ao maior genocídio na história da humanidade, o aborto. É nesta sociedade que nascemos. Uma sociedade explodida, materialista e niilista, que vive apenas na expectativa do próximo prazer efêmero. Uma sociedade que trocou a adoração de Deus pela adoração do homem e nos ensina a desprezar a Igreja, esta instituição nas profundezas da Grande Escuridão, cheia de pedófilos odiosos e que fomos salvos pelo Iluminismo da Revolução Tranquila. Petição Como nosso padroeiro São João Batista, somos a voz que grita em meio a ruínas e buracos de concreto. É nosso dever gritar em nome de nossos irmãos que se suicidam e de nosso povo que está morrendo. Eminência, Excelências, repetimos a resposta que nossos padrinhos lhe deram no dia do nosso batismo, quando você fez a pergunta: “O que você pede à Igreja de Deus? E eles disseram:” Fé! Pedimos a você a fé católica na sua totalidade, sem adoçante. Pedimos que nosso povo tenha acesso ao Santo Sacrifício da Missa de uma forma digna que dê glória a Deus. Nosso Senhor Jesus Cristo respondeu a Satanás, que o tentou no deserto, para que o homem não viva apenas de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. Não precisamos de um clero que se comporte como assistentes sociais e burocratas. Eminência, Excelências, são nossas almas que têm fome e sede de Deus. Ouse ir contra a corrente e ensinar o evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, guiar-nos ao bom Deus e colocar suas batinas para que possamos reconhecê-lo na rua e confessar a você. Nossos ancestrais careciam de tudo, estavam com fome e com frio, perdiam os netos por causa de doenças da infância, trabalhavam como escravos para limpar a terra, mas suas almas eram ricamente nutridas pelo bom Deus. Ao contrário deles, nossas barrigas estão cheias e temos um teto sobre nossas cabeças, mas nossas almas estão vazias. Somente você pode nos ajudar, por isso imploramos sua benevolência paterna. Eminência, Excelências, esperamos que você não seja surdo ao nosso chamado. Garantimos a nossa piedade filial e obediência respeitosa. Digna-se a receber, Eminência, Excelências, nossos melhores cumprimentos. Seus filhos, Os deserdados do Canadá francês
- “O amor pelo país deve superar o amor pela Igreja” diz o presidente da Associação Patrió
«O amor pelo país deve superar o amor pela Igreja, e a lei do país é superior às regras canônicas». Esta é a tese apresentada pelo bispo Fang Xingyao, presidente da Associação Patriótica Católica Chinesa, na Conferência Política Consultiva sobre Religiões, realizada em 26 de novembro passado em Pequim. ( Notícias da Ásia ) A reunião, presidida por Wang Yang, presidente do Comitê Permanente do CPCPC (Conferência Política Consultiva do Povo Chinês), e membro do Comitê Central do Partido Comunista, contou com a presença de especialistas, acadêmicos, personalidades religiosas e conselheiros políticos O encontro teve como objetivo desenvolver “um sistema ideológico religioso com características chinesas, de acordo com as demandas da época”, de acordo com as diretrizes de “sinização” promovidas pelo presidente Xi Jinping , que busca a submissão de religiões ao domínio do Partido Comunista, mesmo do ponto de vista teológico. Dom Juan Fang Xingyao é bispo de Linyi (Shandong) e membro do Comitê Permanente do Comitê Nacional do CPCPC. Ele também atua como presidente da Associação Patriótica Católica Chinesa e como vice-presidente do Conselho de Bispos da China . Note-se que essas duas organizações não são reconhecidas pela Santa Sé . As frases de Mons. Fang Xingyao foram divulgadas em um longo artigo publicado no site do CPCPC, que também fornece uma síntese dos discursos proferidos pelos representantes de outras religiões oficiais na China, transbordando de patriotismo. As palavras de Dom Fang Xingyao, relativas à maior importância do amor ao país e à lei nacional, abalaram vários católicos chineses, porque é algo que altera as relações de unidade com a Santa Sé. A Santa Sé sempre afirmou que “um bom católico” também é um “bom cidadão”, colocando o amor pelo país e o amor pela Igreja no mesmo nível. Deve-se lembrar que o próprio Bento XVI, em sua Carta aos Católicos da China (2007), sublinha essa paridade, solicitando ao governo espaços de liberdade religiosa para a Igreja e que ela pode “trabalhar pela justiça”. #China #Comunismo #CristãosPerseguidos #Vaticano
- “O amor pelo país deve superar o amor pela Igreja” diz o presidente da Associação Patrió
«O amor pelo país deve superar o amor pela Igreja, e a lei do país é superior às regras canônicas». Esta é a tese apresentada pelo bispo Fang Xingyao, presidente da Associação Patriótica Católica Chinesa, na Conferência Política Consultiva sobre Religiões, realizada em 26 de novembro passado em Pequim. ( Notícias da Ásia ) A reunião, presidida por Wang Yang, presidente do Comitê Permanente do CPCPC (Conferência Política Consultiva do Povo Chinês), e membro do Comitê Central do Partido Comunista, contou com a presença de especialistas, acadêmicos, personalidades religiosas e conselheiros políticos O encontro teve como objetivo desenvolver “um sistema ideológico religioso com características chinesas, de acordo com as demandas da época”, de acordo com as diretrizes de “sinização” promovidas pelo presidente Xi Jinping , que busca a submissão de religiões ao domínio do Partido Comunista, mesmo do ponto de vista teológico. Dom Juan Fang Xingyao é bispo de Linyi (Shandong) e membro do Comitê Permanente do Comitê Nacional do CPCPC. Ele também atua como presidente da Associação Patriótica Católica Chinesa e como vice-presidente do Conselho de Bispos da China . Note-se que essas duas organizações não são reconhecidas pela Santa Sé . As frases de Mons. Fang Xingyao foram divulgadas em um longo artigo publicado no site do CPCPC, que também fornece uma síntese dos discursos proferidos pelos representantes de outras religiões oficiais na China, transbordando de patriotismo. As palavras de Dom Fang Xingyao, relativas à maior importância do amor ao país e à lei nacional, abalaram vários católicos chineses, porque é algo que altera as relações de unidade com a Santa Sé. A Santa Sé sempre afirmou que “um bom católico” também é um “bom cidadão”, colocando o amor pelo país e o amor pela Igreja no mesmo nível. Deve-se lembrar que o próprio Bento XVI, em sua Carta aos Católicos da China (2007), sublinha essa paridade, solicitando ao governo espaços de liberdade religiosa para a Igreja e que ela pode “trabalhar pela justiça”. #China #Comunismo #CristãosPerseguidos #Vaticano
- Na Venezuela, alunos desmaiam de fome nas escolas
Crise afeta educação, e estudantes perguntam se há merenda antes de decidir se assistirão às aulas BOCA DE UCHIRE, VENEZUELA – Os desmaios na escola primária de Boca de Uchire, na Venezuela, se transformaram em algo regular: muitos alunos vão para as aulas sem ter tomado café da manhã ou jantado na noite anterior. A crise no país atingiu duramente a educação. Boa parte dos professores rumou para o exterior, mudou de profissão ou mesmo decidiu se aventurar nos garimpos ilegais. Alunos, por sua vez, muitas vezes deixam o colégio para ajudar os pais, por não ter dinheiro para a passagem ou mesmo por não ter forças. Na porta da escola, é comum perguntarem se há merenda antes de decidirem se assistirão à aula. — Não é possível educar pessoas esqueléticas e famintas — disse Maira Marín, professora e líder sindical da cidade. A devastadora crise econômica que toma conta da Venezuela há seis anos está afetando o sistema educacional do país. Outrora, a educação pública era a menina dos olhos dos venezuelanos e fazia com que o país tivesse uma das maiores mobilidades sociais da América Latina. Em um passado não tão longínquo, até mesmo crianças de áreas remotas tinham boas chances de ingressar nas melhores universidades do país. A fome é apenas um dos vários problemas que as atrapalham neste momento. Milhões de venezuelanos abandonaram o país nos últimos anos, desfalcando o número de professores e estudantes. Muitos dos educadores que continuam na Venezuela se viram forçados a mudar de profissão, pois seus salários tornaram-se praticamente sem valor após anos de hiperinflação. Escolas que antes tinham milhares de alunos hoje têm menos de cem. O colapso do sistema educacional do país não está apenas condenando uma geração inteira à pobreza, mas arrisca também fazer retroceder em décadas o desenvolvimento e reduzir severamente o potencial de crescimento, afirmam especialistas e professores. — Uma geração inteira está ficando para trás — disse Luis Bravo, que pesquisa educação na Universidade Central da Venezuela, em Caracas. — O sistema educacional de hoje não permite que as crianças se tornem membros relevantes da sociedade. O governo de Nicolás Maduro parou de divulgar suas estatísticas educacionais em 2014, mas visitas a mais de dez escolas em cinco estados, além de entrevistas com dezenas de pais e professores, indicam que o comparecimento à escola despencou neste ano. Muitos centros de ensino também estão fechando suas portas. A situação é uma grande vergonha para o autoproclamado governo socialista, que há muitos anos prega a inclusão social. A situação contrasta com a de outros países nos quais dirigentes venezuelanos sempre disseram se inspirar — Cuba e Rússia. Tanto Moscou quanto Havana foram capazes de proteger seu ensino básico e os alunos durante os piores momentos das crises econômicas que enfrentaram nos anos 1990. O comparecimento à escola começou a reduzir logo após Maduro chegar ao poder, em 2013. A queda no preço do principal produto de exportação da Venezuela, o petróleo, combinado aos fracassados esforços do governo para controlar o custo de vida fizeram com que a economia local ingressasse em uma recessão da qual ainda não conseguiu sair. Algumas crianças venezuelanas estão ficando em casa porque muitas escolas pararam de fornecer refeições ou porque seus pais não podem mais arcar com os custos de uniformes, materiais escolares ou até mesmo com a passagem do ônibus. Outras se juntaram a seus pais em uma das maiores crises imigratórias recentes: segundo a ONU, cerca de quatro milhões de pessoas já abandonaram o país desde 2015. De acordo com o sindicato nacional dos professores, milhares dos 550 mil educadores venezuelanos não compareceram às escolas em setembro, quando o ano letivo atual teve início. Eles abriram mão de seu salário mensal de US$ 8 (cerca de R$ 33,92) para tentar a sorte no exterior ou em minas ilegais de ouro , algo em ascensão no país. No estado de Zulia, o mais populoso da Venezuela, cerca de 60% dos 65 mil professores abandonaram a profissão nos últimos anos, segundo estimativas do dirigente do sindicato local de professores, Alexander Castro: — Eles nos dizem que preferem trabalhar pintando unhas por alguns dólares a trabalhar por um salário mínimo — disse Castro. Para que as escolas continuem funcionando, os professores que permanecem geralmente ensinam todas as matérias ou juntam, em uma mesma sala, alunos de séries diferentes. Quase todas as 12 escolas visitadas reduziram suas jornadas de funcionamento. Algumas delas abrem apenas um ou dois dias na semana. No vilarejo de Parmana, no centro do país, apenas quatro dos 150 alunos matriculados foram à escola em outubro. De idades variadas, os estudantes se sentavam na mesma sala sem eletricidade, praticando assuntos diversos desde o alfabeto até álgebra, ensinados por um único professor que buscava encorajá-los com um sorriso abatido. O restante das crianças da região se juntou aos seus pais na agricultura e nos barcos de pesca para ajudar a alimentar suas famílias. Recentemente, em Maracaibo, segunda maior cidade do país, um letreiro na fachada de uma escola sem eletricidade dizia: “Por favor, venham às aulas, mesmo sem uniformes”. Na entrada, as crianças perguntam aos professores se há comida antes de decidirem se irão ou não assistir às aulas. Os banheiros da maior escola da cidade nem sequer funcionam mais. Projetada para atender a 3 mil alunos, hoje o centro de ensino tem apenas 100. Em Santa Bárbara, subúrbio de Caracas, metade dos professores de uma escola não voltou às aulas em setembro. O diretor se viu forçado a convocar pais voluntários para que os alunos pudessem continuar a ter aulas. No outro lado da capital, em Rio Chico, metade das classes estão vazias por falta de estudantes e educadores. Quando os alunos chegam, perguntam primeiro sobre a merendeira, disseram os professores restantes. O mentor e predecessor de Nicolás Maduro, Hugo Chávez, fez da expansão da educação pública um dos pilares de seu “socialismo do século XXI”. De 2003 a 2013, o país registrou melhorias significativas no número de alunos matriculados devido às generosas refeições, distribuição de comida, materiais e dinheiro para pais e crianças. Centenas de escolas foram construídas nesse período. As medidas populistas de Chávez, no entanto, focavam mais na quantidade de estudantes que na qualidade de sua educação. Conforme os cofres públicos se esvaziavam, seu programa educacional foi por água abaixo. Mesmo frente à queda no comparecimento, Maduro continuou a afirma que seu governo estava focado nos gastos com a educação, apesar da “brutal guerra comercial” realizada por seus inimigos. — Na Venezuela, nem sequer uma escola fechou ou irá fechar. Nenhuma sala de aula — disse o presidente, em um discurso televisionado em abril. — Nós nunca negaremos acesso à educação. Para aumentar o número de professores, Maduro prometeu, em agosto, enviar milhares de integrantes do partido governista para as salas de aula. Especialistas em educação, no entanto, disseram que poucos desses militantes adicionarão algum valor pedagógico ou serão, de fato, enviados às escolas. Ao mesmo tempo, o número de professores de verdade está diminuindo. A quantidade de graduados no principal centro de treinamento de professores do país, a Universidade Pedagógica Experimental Libertador, caiu 70% entre 2014 e 2018. Ao, na prática, dolarizar a economia venezuelana, Maduro permitiu neste ano que muitos funcionários públicos conseguissem uma renda extra ao cobrar em dólares por seus serviços. Isso, no entanto, trouxe poucos benefícios para os professores da rede pública de ensino em lugares mais pobres, onde as famílias de alunos têm pouco acesso a moedas estrangeiras. Em Boca de Uchire, a família Caruto parou de mandar suas crianças para a escola quando o refeitório não funciona. — Eu não posso enviá-los para a escola com fome — disse José Luis Caruto, que está desempregado e é pai de duas crianças. Sua irmã, Yuxi, de 17 anos, foi a última da família a parar de frequentar a escola, já que não conseguia arcar com os custos da passagem de ônibus. Ela tentou retomar seus estudos em um centro comunitário local, mas os professores pararam de aparecer na segunda semana de aula. Agora, ela passa os dias cuidando do filho de 1 ano. — Eu quero aprender matemática, saber ler e escrever rapidamente. Eu tenho medo de não saber respoder quando o meu filho crescer e começar a fazer perguntas. Agora, no entanto, nós nem temos o que comer — disse Yuxi.
- Na Venezuela, alunos desmaiam de fome nas escolas
Crise afeta educação, e estudantes perguntam se há merenda antes de decidir se assistirão às aulas BOCA DE UCHIRE, VENEZUELA – Os desmaios na escola primária de Boca de Uchire, na Venezuela, se transformaram em algo regular: muitos alunos vão para as aulas sem ter tomado café da manhã ou jantado na noite anterior. A crise no país atingiu duramente a educação. Boa parte dos professores rumou para o exterior, mudou de profissão ou mesmo decidiu se aventurar nos garimpos ilegais. Alunos, por sua vez, muitas vezes deixam o colégio para ajudar os pais, por não ter dinheiro para a passagem ou mesmo por não ter forças. Na porta da escola, é comum perguntarem se há merenda antes de decidirem se assistirão à aula. — Não é possível educar pessoas esqueléticas e famintas — disse Maira Marín, professora e líder sindical da cidade. A devastadora crise econômica que toma conta da Venezuela há seis anos está afetando o sistema educacional do país. Outrora, a educação pública era a menina dos olhos dos venezuelanos e fazia com que o país tivesse uma das maiores mobilidades sociais da América Latina. Em um passado não tão longínquo, até mesmo crianças de áreas remotas tinham boas chances de ingressar nas melhores universidades do país. A fome é apenas um dos vários problemas que as atrapalham neste momento. Milhões de venezuelanos abandonaram o país nos últimos anos, desfalcando o número de professores e estudantes. Muitos dos educadores que continuam na Venezuela se viram forçados a mudar de profissão, pois seus salários tornaram-se praticamente sem valor após anos de hiperinflação. Escolas que antes tinham milhares de alunos hoje têm menos de cem. O colapso do sistema educacional do país não está apenas condenando uma geração inteira à pobreza, mas arrisca também fazer retroceder em décadas o desenvolvimento e reduzir severamente o potencial de crescimento, afirmam especialistas e professores. — Uma geração inteira está ficando para trás — disse Luis Bravo, que pesquisa educação na Universidade Central da Venezuela, em Caracas. — O sistema educacional de hoje não permite que as crianças se tornem membros relevantes da sociedade. O governo de Nicolás Maduro parou de divulgar suas estatísticas educacionais em 2014, mas visitas a mais de dez escolas em cinco estados, além de entrevistas com dezenas de pais e professores, indicam que o comparecimento à escola despencou neste ano. Muitos centros de ensino também estão fechando suas portas. A situação é uma grande vergonha para o autoproclamado governo socialista, que há muitos anos prega a inclusão social. A situação contrasta com a de outros países nos quais dirigentes venezuelanos sempre disseram se inspirar — Cuba e Rússia. Tanto Moscou quanto Havana foram capazes de proteger seu ensino básico e os alunos durante os piores momentos das crises econômicas que enfrentaram nos anos 1990. O comparecimento à escola começou a reduzir logo após Maduro chegar ao poder, em 2013. A queda no preço do principal produto de exportação da Venezuela, o petróleo, combinado aos fracassados esforços do governo para controlar o custo de vida fizeram com que a economia local ingressasse em uma recessão da qual ainda não conseguiu sair. Algumas crianças venezuelanas estão ficando em casa porque muitas escolas pararam de fornecer refeições ou porque seus pais não podem mais arcar com os custos de uniformes, materiais escolares ou até mesmo com a passagem do ônibus. Outras se juntaram a seus pais em uma das maiores crises imigratórias recentes: segundo a ONU, cerca de quatro milhões de pessoas já abandonaram o país desde 2015. De acordo com o sindicato nacional dos professores, milhares dos 550 mil educadores venezuelanos não compareceram às escolas em setembro, quando o ano letivo atual teve início. Eles abriram mão de seu salário mensal de US$ 8 (cerca de R$ 33,92) para tentar a sorte no exterior ou em minas ilegais de ouro , algo em ascensão no país. No estado de Zulia, o mais populoso da Venezuela, cerca de 60% dos 65 mil professores abandonaram a profissão nos últimos anos, segundo estimativas do dirigente do sindicato local de professores, Alexander Castro: — Eles nos dizem que preferem trabalhar pintando unhas por alguns dólares a trabalhar por um salário mínimo — disse Castro. Para que as escolas continuem funcionando, os professores que permanecem geralmente ensinam todas as matérias ou juntam, em uma mesma sala, alunos de séries diferentes. Quase todas as 12 escolas visitadas reduziram suas jornadas de funcionamento. Algumas delas abrem apenas um ou dois dias na semana. No vilarejo de Parmana, no centro do país, apenas quatro dos 150 alunos matriculados foram à escola em outubro. De idades variadas, os estudantes se sentavam na mesma sala sem eletricidade, praticando assuntos diversos desde o alfabeto até álgebra, ensinados por um único professor que buscava encorajá-los com um sorriso abatido. O restante das crianças da região se juntou aos seus pais na agricultura e nos barcos de pesca para ajudar a alimentar suas famílias. Recentemente, em Maracaibo, segunda maior cidade do país, um letreiro na fachada de uma escola sem eletricidade dizia: “Por favor, venham às aulas, mesmo sem uniformes”. Na entrada, as crianças perguntam aos professores se há comida antes de decidirem se irão ou não assistir às aulas. Os banheiros da maior escola da cidade nem sequer funcionam mais. Projetada para atender a 3 mil alunos, hoje o centro de ensino tem apenas 100. Em Santa Bárbara, subúrbio de Caracas, metade dos professores de uma escola não voltou às aulas em setembro. O diretor se viu forçado a convocar pais voluntários para que os alunos pudessem continuar a ter aulas. No outro lado da capital, em Rio Chico, metade das classes estão vazias por falta de estudantes e educadores. Quando os alunos chegam, perguntam primeiro sobre a merendeira, disseram os professores restantes. O mentor e predecessor de Nicolás Maduro, Hugo Chávez, fez da expansão da educação pública um dos pilares de seu “socialismo do século XXI”. De 2003 a 2013, o país registrou melhorias significativas no número de alunos matriculados devido às generosas refeições, distribuição de comida, materiais e dinheiro para pais e crianças. Centenas de escolas foram construídas nesse período. As medidas populistas de Chávez, no entanto, focavam mais na quantidade de estudantes que na qualidade de sua educação. Conforme os cofres públicos se esvaziavam, seu programa educacional foi por água abaixo. Mesmo frente à queda no comparecimento, Maduro continuou a afirma que seu governo estava focado nos gastos com a educação, apesar da “brutal guerra comercial” realizada por seus inimigos. — Na Venezuela, nem sequer uma escola fechou ou irá fechar. Nenhuma sala de aula — disse o presidente, em um discurso televisionado em abril. — Nós nunca negaremos acesso à educação. Para aumentar o número de professores, Maduro prometeu, em agosto, enviar milhares de integrantes do partido governista para as salas de aula. Especialistas em educação, no entanto, disseram que poucos desses militantes adicionarão algum valor pedagógico ou serão, de fato, enviados às escolas. Ao mesmo tempo, o número de professores de verdade está diminuindo. A quantidade de graduados no principal centro de treinamento de professores do país, a Universidade Pedagógica Experimental Libertador, caiu 70% entre 2014 e 2018. Ao, na prática, dolarizar a economia venezuelana, Maduro permitiu neste ano que muitos funcionários públicos conseguissem uma renda extra ao cobrar em dólares por seus serviços. Isso, no entanto, trouxe poucos benefícios para os professores da rede pública de ensino em lugares mais pobres, onde as famílias de alunos têm pouco acesso a moedas estrangeiras. Em Boca de Uchire, a família Caruto parou de mandar suas crianças para a escola quando o refeitório não funciona. — Eu não posso enviá-los para a escola com fome — disse José Luis Caruto, que está desempregado e é pai de duas crianças. Sua irmã, Yuxi, de 17 anos, foi a última da família a parar de frequentar a escola, já que não conseguia arcar com os custos da passagem de ônibus. Ela tentou retomar seus estudos em um centro comunitário local, mas os professores pararam de aparecer na segunda semana de aula. Agora, ela passa os dias cuidando do filho de 1 ano. — Eu quero aprender matemática, saber ler e escrever rapidamente. Eu tenho medo de não saber respoder quando o meu filho crescer e começar a fazer perguntas. Agora, no entanto, nós nem temos o que comer — disse Yuxi.
- O PROBLEMA DO HOMOSSEXUALISMO E PEDOFILIA NA IGREJA
O PROBLEMA DO HOMOSSEXUALISMO E PEDOFILIA NA IGREJA Relaxamento moral e falsa misericórdia Vamos verificar como a Igreja tratou à questão da corrupção do diante do homossexualismo nos séculos IX E X, o chamado século obscuro. Vamos analisar a contribuição de Sai Pedro Damião. Damião confronta uma cultura de corrupção clerical e indiferença moral entre um grande número de pessoas na Igreia do século XI, um ambiente que frequentemente ignorava ou minimizava as tradições jurídicas e teológicas cristãs sobre o comportamento sexual imoral. A situação era sintomática do declínio social geral e catastrófico ocorrido durante os saecula obscura dos séculos IX e X, que apenas recentemente começava a melhorar. A tarefa de Damião é reafirmar a doutrina da Igreia Católica sobre atos sexuais desnaturados e as penitências tradicionais prescritas a elas na lei canônica da Igreja ordenada durante os primeiros séculos do cristianismo. São Pedro Damião inicia seu trabalho resumindo o problema para o Papa Leão, avisando que o vício da sodomia está se espalhando entre monges e clérigos, e que deve ser extirpado imediatamente, enquanto ainda é possível fazê-lo. Após enumerar os graus de sodomia, prossegue, abordando o problema como uma crise de autoridade na Igreia, observando que muitos prelados estão permitindo que homossexuais praticantes continuem servindo como padres, apesar de terem conhecimento dos maus feitos de seus subordinados. Ele considera isso uma forma “ímpia” e “excessiva” de misericórdia, que leva a uma corrupção ainda maior. Essa falsa misericórdia, que ele também chama ,de “cruel”. Ele argumenta que permitir que tais clérigos continuem realizando o sacrifício da Missa, mesmo em caso de falta de padres, vai contra a Escritura, os Pais da Igreja e a própria razão. Ele também aponta contra os que almejam a ordem do sacerdócio, ou que continuam nele após sucumbir aos vícios sodomitas. Então, passa a analisar as circunstâncias agravantes que pioram o pecado da sodomia, particularmente o abuso sexual de “filhos espirituais” (penitentes) por seus confessores, e a absolvição mútua de cúmplices com a troca de Confissões sacramentais. Nos capítulos decorrer do seu trabalho, Damião começa a estabelecer um processo jurídico sobre a punição da sodomia entre o clero. Isso o obriga a entrar em uma longa digressão sobre a lei da Igreja, na qual ele afirma a falsidade de cânones mais fracos que se encontram listados em muitas obras de referência de sua época. Sua alegação de que os manuais de penitência continham erros não era novidade; esses manuais vinham sendo condenados por esse motivo nos séculos anteriores, em particular no que dizia respeito penitências lenientes dadas aos atos homossexuais Damião então inicia uma série de argumentos a favor de penas mais duras para o clero, referindo-se aos cânones do Concílio de Ancira, realizado cm 314 (capítulos 14-15). Essas punições precisas e fixadas estavam aos poucos sendo esquecidas pelos costumes da Igreja, e terminariam sendo abandonadas em favor de julgamentos individuais dos confessores, e o próprio Damião não insiste para que sejam aplicadas em todo seu rigor (como ele explicita no capitulo 25). No entanto, como ele deixa claro em trechos posteriores da obra, seu propósito não é insistir em uma penalidade particular para sodomia, mas sim demonstrar a gravidade do pecado e a necessidade de desarraigá-lo do clero. A segunda maior fonte usada por Damião (no capitulo 16) é uma lei monástica que pune o abuso sexual de crianças, escrita por São Frutuoso de Braga (falecido em 665), um abade e reformador monástico espanhol. Esse cânone foi parar em outras coletâneas de lei eclesiástica no começo da Idade Média, onde começou a ser falsamente atribuído a São Basílio. É impressionante o contraste entre a leniência escandalosa recente de muitos bispos católicos no que tange a padres pedófilos e a abordagem firme dos canonistas medievais. De acordo com o cânone, os monges culpados de contato lascivo de qualquer tipo com crianças ou adolescentes devem ser publicamente humilhados, confinados por um ano em uma cela monástica, sujeitos a penitências pesadas, e deverão permanecer sob a guarda de dois outros monges, presumivelmente para o resto da Vida. No mesmo capitulo, Damião também cita um decreto do Papa São Sirício (384-99) proibindo que sacerdotes permaneçam nas ordens sacras e que leigos as recebam se tiverem cometido uma ofensa que requeira penitência canônica. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: SÃO PEDRO DAMIÃO (100-1072); O LIVRO DE GOMORRA. #desenvolvimentodoutrinal #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric
- (VÍDEO) Homem Nu sobe ao altar do Santuário da Virgem de Guadalupe e agride pessoas
Um jovem causou danos e agrediu várias pessoas depois de entrar seminu no Santuário da Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, em San Luis Potosí. Era a manhã deste sábado, 30 de novembro, quando o sujeito entrou na catedral vestindo apenas roupas íntimas, os peregrinos que estavam rezando pediram que ele deixasse o local por considerar desrespeitoso. No entanto, o homem ignorou o pedido e entrou assim mesmo, gritando e agredindo algumas pessoas em seu caminho que celebraram uma missa em torno da Virgem de Guadalupe. Ao chegar ao altar, o homem escalou a estrutura chamada Cypress, que remonta ao século XIX, e causou vários danos às representações do santo que ali são protegidas. No topo do altar, alguns paroquianos tentaram derrubá-lo na parte de trás do altar, mas o homem recusou e lutou com socos com as pessoas que tentavam removê-lo à vista de todos. Depois de vários momentos de discussão e antes dos pedidos dos peregrinos de parar de profanar o local, o cara tirou a boxer e ficou completamente nu diante de todos. Então ele abraçou uma coluna onde ficou por alguns momentos até que eles conseguiram convencê-lo a descer. Quando estão de volta ao chão, testemunhas dizem que ele mordeu repetidamente uma pessoa com deficiência e jogou socos em um idoso que o reivindicou por suas ações. Dada a falta de cooperação do jovem, os peregrinos chamaram a polícia municipal para denunciá-lo, que chegou minutos depois para ouvir o que havia acontecido. Após um breve diálogo, a polícia levou o preso e não se sabe se ele foi alcoolizado ou se havia usado algum tipo de droga. De acordo com a mídia local que relatou o fato, os peregrinos estavam zangados com a falta de respeito por eles e por seus locais sagrados. Eles também pediram às autoridades para reforçar as medidas de segurança do santuário e apresentar uma queixa formal contra o profanador.
- (VÍDEO) Homem Nu sobe ao altar do Santuário da Virgem de Guadalupe e agride pessoas
Um jovem causou danos e agrediu várias pessoas depois de entrar seminu no Santuário da Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, em San Luis Potosí. Era a manhã deste sábado, 30 de novembro, quando o sujeito entrou na catedral vestindo apenas roupas íntimas, os peregrinos que estavam rezando pediram que ele deixasse o local por considerar desrespeitoso. No entanto, o homem ignorou o pedido e entrou assim mesmo, gritando e agredindo algumas pessoas em seu caminho que celebraram uma missa em torno da Virgem de Guadalupe. Ao chegar ao altar, o homem escalou a estrutura chamada Cypress, que remonta ao século XIX, e causou vários danos às representações do santo que ali são protegidas. No topo do altar, alguns paroquianos tentaram derrubá-lo na parte de trás do altar, mas o homem recusou e lutou com socos com as pessoas que tentavam removê-lo à vista de todos. Depois de vários momentos de discussão e antes dos pedidos dos peregrinos de parar de profanar o local, o cara tirou a boxer e ficou completamente nu diante de todos. Então ele abraçou uma coluna onde ficou por alguns momentos até que eles conseguiram convencê-lo a descer. Quando estão de volta ao chão, testemunhas dizem que ele mordeu repetidamente uma pessoa com deficiência e jogou socos em um idoso que o reivindicou por suas ações. Dada a falta de cooperação do jovem, os peregrinos chamaram a polícia municipal para denunciá-lo, que chegou minutos depois para ouvir o que havia acontecido. Após um breve diálogo, a polícia levou o preso e não se sabe se ele foi alcoolizado ou se havia usado algum tipo de droga. De acordo com a mídia local que relatou o fato, os peregrinos estavam zangados com a falta de respeito por eles e por seus locais sagrados. Eles também pediram às autoridades para reforçar as medidas de segurança do santuário e apresentar uma queixa formal contra o profanador.
- Padre proíbe decote e saia curta
O sacerdote colocou cartaz na entrada da igreja explicando algumas restrições, uma delas relembra a importância da modéstia. A missa na Paróquia Nossa Senhora da Glória, no bairro Eldorado, em Contagem, na região metropolitana da capital, começa pontualmente às 19h. No entanto, logo durante a leitura com as intenções da celebração – antes mesmo da entrada do padre, dos ministros da eucaristia e de coroinhas – surge o primeiro aviso: um pedido para que todos desliguem os celulares. As restrições não param por aí. Um cartaz afixado na porta da igreja desde o ano passado pede para que mulheres evitem usar decotes, minissaias e vestidos curtos quando forem às celebrações. Além disso, ele solicita que as pessoas não fumem nos arredores da igreja. “A gente cobra, porque se não cobrar, as pessoas esquecem. Assim, como um pai educa o seu filho”, justifica o padre Gustavo Nascimento, 67, que teve a ideia de fazer o cartaz para recomendar o que acredita ser uma conduta mais adequada para os frequentadores da paróquia, onde trabalha há 38 anos. De acordo com o sacerdote, essa foi uma maneira de dar orientações básicas às pessoas. “Em qualquer lugar público, tem que colocar algumas normas para as pessoas que vêm despreparadas. Depois que melhoraram a praça (da Glória), vem gente de todo tipo aqui, e com a roupa que está. Isso assusta quem está na missa”, disse o padre. Celebração Na noite de anteontem, cerca de 20 pessoas assistiram à missa na paróquia. Três delas desobedeceram a recomendação, já que seus telefones tocaram durante a cerimônia religiosa. Uma das pessoas chegou a atender e sair da igreja falando ao telefone. O padre, por sua vez, manteve-se inerte sentado em frente ao altar, com os braços cruzados. Muitos se sentiram incomodados, mas disfarçaram. O estudante Ramon Fernandes Viana, 18, era um dos presentes. Foi a primeira vez que ele participou de uma celebração na igreja do bairro Eldorado. Viana concordou com a necessidade das recomendações. “Não sei se as pessoas entendem a importância de seguir essas regras (do cartaz), já que o que mais tem é telefone tocando durante as missas”, afirmou. Um segundo aviso ainda é dado pouco antes do momento da comunhão – quando a hóstia é distribuída aos fiéis. Todos foram orientados a só comungar se estivessem com “veste digna”. “O padre é muito conservador. Se tiver de decote, ele não dá a hóstia sagrada”, disse a dona de casa Raimilda Medeiros, 60. Arquidiocese Autonomia. A assessoria da Arquidiocese de Belo Horizonte informou que a orientação da Igreja Católica aos párocos é de que tomem decisões levando em conta o bom senso e os valores cristãos. ⚠️ LEIA TAMBÉM Padre Paulo Ricardo faz alerta às mulheres sobre a importância do uso de saias Outros casos Não é exclusividade da igreja a orientação sobre modéstia. Empresas, órgãos públicos e escolas também determinam a importância da utilização de vestes adequadas para o ingresso em suas dependências. Seguem alguns exemplos: ⚠️ LEIA TAMBÉM Padre Paulo Ricardo faz alerta às mulheres sobre a importância do uso de saias #Modéstia
- Padre proíbe decote e saia curta
O sacerdote colocou cartaz na entrada da igreja explicando algumas restrições, uma delas relembra a importância da modéstia. A missa na Paróquia Nossa Senhora da Glória, no bairro Eldorado, em Contagem, na região metropolitana da capital, começa pontualmente às 19h. No entanto, logo durante a leitura com as intenções da celebração – antes mesmo da entrada do padre, dos ministros da eucaristia e de coroinhas – surge o primeiro aviso: um pedido para que todos desliguem os celulares. As restrições não param por aí. Um cartaz afixado na porta da igreja desde o ano passado pede para que mulheres evitem usar decotes, minissaias e vestidos curtos quando forem às celebrações. Além disso, ele solicita que as pessoas não fumem nos arredores da igreja. “A gente cobra, porque se não cobrar, as pessoas esquecem. Assim, como um pai educa o seu filho”, justifica o padre Gustavo Nascimento, 67, que teve a ideia de fazer o cartaz para recomendar o que acredita ser uma conduta mais adequada para os frequentadores da paróquia, onde trabalha há 38 anos. De acordo com o sacerdote, essa foi uma maneira de dar orientações básicas às pessoas. “Em qualquer lugar público, tem que colocar algumas normas para as pessoas que vêm despreparadas. Depois que melhoraram a praça (da Glória), vem gente de todo tipo aqui, e com a roupa que está. Isso assusta quem está na missa”, disse o padre. Celebração Na noite de anteontem, cerca de 20 pessoas assistiram à missa na paróquia. Três delas desobedeceram a recomendação, já que seus telefones tocaram durante a cerimônia religiosa. Uma das pessoas chegou a atender e sair da igreja falando ao telefone. O padre, por sua vez, manteve-se inerte sentado em frente ao altar, com os braços cruzados. Muitos se sentiram incomodados, mas disfarçaram. O estudante Ramon Fernandes Viana, 18, era um dos presentes. Foi a primeira vez que ele participou de uma celebração na igreja do bairro Eldorado. Viana concordou com a necessidade das recomendações. “Não sei se as pessoas entendem a importância de seguir essas regras (do cartaz), já que o que mais tem é telefone tocando durante as missas”, afirmou. Um segundo aviso ainda é dado pouco antes do momento da comunhão – quando a hóstia é distribuída aos fiéis. Todos foram orientados a só comungar se estivessem com “veste digna”. “O padre é muito conservador. Se tiver de decote, ele não dá a hóstia sagrada”, disse a dona de casa Raimilda Medeiros, 60. Arquidiocese Autonomia. A assessoria da Arquidiocese de Belo Horizonte informou que a orientação da Igreja Católica aos párocos é de que tomem decisões levando em conta o bom senso e os valores cristãos. ⚠️ LEIA TAMBÉM Padre Paulo Ricardo faz alerta às mulheres sobre a importância do uso de saias Outros casos Não é exclusividade da igreja a orientação sobre modéstia. Empresas, órgãos públicos e escolas também determinam a importância da utilização de vestes adequadas para o ingresso em suas dependências. Seguem alguns exemplos: ⚠️ LEIA TAMBÉM Padre Paulo Ricardo faz alerta às mulheres sobre a importância do uso de saias #Modéstia
- 50 ANOS DA NOVA MISSA: UMA ESPERANÇA EM CRISE – Entrevista com Dom Nicola Bux
Há 50 anos, o novo missal promulgado pelo Papa São Paulo VI entrava em vigor. O que fazer? Comemorar ou questionar a situação da liturgia hoje? Perguntamos a Dom Nicola Bux, liturgista e teólogo, que dedicou muitas publicações às distorções da nova Missa, incluindo o bem-sucedido livro Como ir à missa e não perder a fé, pela editora Piemme. (Andrea Zambranno) Andrea Zambranno: Dom Nicola, o sr. tinha 20 anos em 1969… Dom Nicola Bux: Exatamente. Eu vivi essa reforma desde o início. Para nós, jovens da época, parecia uma coisa boa e pensei assim por muitos anos, colaborando tanto no nível diocesano quanto nacional com aqueles que eram os principais mestres da sua aplicação, como o abade beneditino Mariano Magrassi, que mais tarde se tornou arcebispo de Bari. No que lhe parecia boa? A ideia mais comum na época era que não devia ser uma revolução, mas uma forma de restauração — se me permite — do culto divino, a fim de tornar mais evidente essa necessidade do relacionamento do homem com Deus. Era o que estava na mente do pontífice, além das intenções maliciosas de vários inovadores: tornar ainda mais estreita a relação entre Deus e o homem. No entanto, os resultados nos mostram uma grande indiferença pela Missa. O que vemos hoje não era minimamente imaginável. Além disso, quando se cita Paulo VI com suas declarações alarmadas sobre as deformações da liturgia, estamos nos referindo a algo que ninguém poderia ter imaginado, a começar do próprio pontífice. Deve-se admitir que na época ninguém — ou quase ninguém — imaginava uma adulteração desse tipo na liturgia, que hoje passou de culto a Deus a culto ao homem. Quando o sr. também percebeu que algo não ia bem? A viravolta veio com a publicação do livro Relatório sobre a Fé de Ratzinger com Vittorio Messori. Também nós, liturgistas, percebemos que algo estava errado. Era 1984. Quinze anos após essa reforma, o então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé tentou fazer um balanço e o resultado não foi dos mais encorajadores. Por quê? Porque ele teve que reconhecer que a ideia de crise da Igreja, que estava surgindo então, estava intimamente ligada à crise da liturgia. De fato, existe uma relação muito estreita entre ser Igreja e manifestá-la através da oração e do culto. Ratzinger entendeu que algo havia desmoronado e, mais tarde, como Papa, disse que a crise da Igreja dependia, em boa partem, da ruína da liturgia. O que o sr. quer dizer com ruína da liturgia? O declínio de uma liturgia que se torna uma auto-celebração do povo. Lembro-me do exemplo que levava a apoiar essa tese: uma dança vazia ao redor do bezerro que somos nós mesmos. Uma deformação clamorosa do culto. Este é o diagnóstico. Mas de quem era a responsabilidade? Não seria correto atribuir essa intenção a Paulo VI ou aos primeiros partidários da reforma, embora muita critica tenha sido feita aos chamados conselheiros de reforma, como os membros do famoso consilium. Devo admitir que o julgamento mais lapidar foi dado por Louis Bouyer, que passou de luterano a católico e participou do trabalho. Em seu famoso livro sobre a Eucaristia, ele pronunciou um julgamento muito severo, dizendo que, se antes da reforma a liturgia era um cadáver embalsamado, depois da reforma se tornara um cadáver em decomposição. O sr. compartilha dessa visão? É exagerada, mas certamente é verdade que as diretrizes do Concílio jamais teriam permitido os abusos e deformações que então se tornaram comuns. A situação ficou fora de controle porque, se compararmos a Constituição Litúrgica Sacrosantum Concilium com o que geralmente acontece, hoje, em nossas igrejas, fica claro que há diferenças em muitos pontos e ela foi traída. O latim, o gregoriano… Exatamente. E a orientação do celebrante, não mais ad Deum, mas versus populum… Ali não se fala sobre isso. O ponto crítico é que há um número infinito de diferenças entre o que é a Constituição Litúrgica e a aplicação concreta do novo missal. E, no entanto, Paulo VI estava ciente dos ataques que sofria a liturgia da parte de certos círculos muito próximos aos protestantes… É inevitável que haja responsabilidades, mas devemos sempre salvar a boa fé do pontífice. Eu acredito que muito disso dependia do trabalho realizado por Bugnini, que é o pai da Reforma. Mas é verdade que a Missa ficou tão longe da sensibilidade do papa, que ele lamentou quando descobriu, por exemplo, que a oitava de Corpus Domini havia sido abolida, assim como o Dies irae nas Missas de réquiem. Paulo VI tentou reparar as distorções que viu? Lembro-me de conversar com o monsenhor Virgilio Noè, que era o mestre de cerimônias do Papa e, em seguida, prefeito do Culto Divino e Cardeal. Ele me disse — e depois deixou escrito em suas memórias, recentemente publicadas — que as famosas palavras de Paulo VI sobre a fumaça de Satanás, pronunciadas em 1972, deveriam ser atribuídas às deformações da liturgia. Como explicar tudo isso? Nem tudo deve ser atribuído à reforma litúrgica, mas, como disse Ratzinger, a crise da dessacralização distorceu a liturgia e, portanto, todo o resto. No 40º aniversário da Sacrosantum Concilium, La Civiltà Cattolica, que é a revista dos jesuítas, escreveu que a Missa antiga era de ferro, e a nova é uma Missa de borracha… Devido à facilidade de manipulação? É evidente… Falemos a verdade: o Missal atual se prestaria mais a essas distorções? Veja bem, o problema é que hoje já estamos além do Missal, que não é mais considerado vinculante ou normativo, porque o próprio conceito do direito de Deus, na liturgia, entrou em crise, ou seja, Deus não tem nenhum direito de dizer de que maneira deve ser adorado. Mas se hoje chegamos, de modo inconsequente, a levar à igreja uma canoa com uma divindade como a Pachamama, sem que já ninguém se espante mais, significa que perdeu importância a própria ideia do culto a ser oferecido a Deus. E a liturgia desaparece? Obviamente! Por que respeitar as regras, se devo adaptar tudo às necessidades das pessoas? É claro que, aqui, não podemos deixar de atribuir uma enorme responsabilidade à viravolta antropológica de Karl Rahner, que tanto influenciou o povo católico. Rahner disse que, com a vinda de Cristo, o profano desapareceu e a distinção entre o sagrado e o profano não existia mais. Mas isso é falso. Por quê? Porque se fosse assim, não veríamos a opressão e a violência que estamos testemunhando. Existe um remédio? É ter a coragem de voltar ao sagrado: trazendo Deus de volta ao homem, celebrando a Missa como se Deus estivesse presente. Isso não acontece? Parece-lhe que sim, com todas as anomalias que estamos testemunhando, com igrejas se transformando em restaurantes e o Credo sendo modificado? O sr. está dizendo que a reforma é necessária? Sim. O papa Bento XVI estava certo. Como é que Summorum Pontificum, que libera definitivamente a Missa Tridentina, se insere neste aniversário? Como um remédio. Foi uma dádiva de Bento XVI. Mas não é um remédio qualquer, e sim um remédio que ele receitou depois de percorrer o mundo e perceber que, apesar de todas as deformações insuportáveis — são palavras dele —, a concepção correta do culto divino tenha resistido em mosteiros e comunidades; sobretudo entre os jovens, que entendiam que o chamado “rito” tridentino ou gregoriano dava frutos. Não era uma veleidade de nostálgicos, porque por definição os jovens não são nostálgicos. Mas o Summorum pontificum, que codifica a Missa antiga como uma forma extraordinária do único rito romano, não toca nos problemas da nova Missa… Ao contrário: na mentalidade profética de Bento XVI, a forma extraordinária não pode deixar de contagiar positivamente a ordinária, no sentido de recuperar uma devoção ou uma “ars celebrandi” (arte de celebrar) que respeite verdadeiramente o sagrado. De qualquer forma, trazendo a consciência de que a devoção deve ser expressa como uma atitude de constante adoração a Deus. Esta é a melhor maneira de contagiar positivamente a nova Missa, para que ela não se torne uma dança vazia ao redor de um ídolo. https://lanuovabq.it/it/i-50-anni-della-nuova-messa-speranza-che-si-e-fatta-crisi
- PADRE COLOMBIANO: "ESTA É UMA FALSA IGREJA E ESSES PASTORES SÃO APÓSTATAS"
Um padre colombiano vem a público através de um áudio denunciar a falsa Igreja: "Não mais indiferença. Nossa Igreja Católica sangra. Temos falsos pastores, ou melhor, pastores judas que estão vendendo Nosso Senhor. As 30 moedas, o preço, é estar em paz com as coisas do mundo: paganismo, comunismo, maçonaria." Thumbnail: "El Martirio de San Esteban", Juan de Juanes, (1555-1562), Museo del Prado, Madrid. Fontes: DESDE ESPAÑA - Helga Maria Saboia Bezerra
- NESTA HORA SOMBRIA – Scott Hahn medita sobre o Primeiro Domingo do Advento
O Senhor exagera, no evangelho de hoje, quando afirma que não sabe o dia ou a hora em que voltará. De vez em quando, Ele trata algum assunto de forma um tanto exagerada, para que possamos compreendê-lo melhor (v. Mateus 5, 34; 23, 9; Lucas 14, 26). Seu ensinamento, nessa passagem, é que a “hora” exata não é importante. O fundamental é que não adiemos nosso arrependimento, que estejamos prontos para Ele, espiritual e moralmente, quando Ele vier. O Senhor seguramente virá — Ele mesmo nos diz — como um ladrão no meio da noite, ou como o dilúvio no tempo de Noé. Na Epístola de hoje, Paulo também compara o tempo presente a uma caminhada em meio às trevas. Embora ainda estejamos nas trevas, envoltos pela sombra da morte, eis que vimos surgir a grande luz de nosso Senhor, que veio viver no meio de nós (Mateus 4, 16; João 1, 9; 8, 12). Ele é a verdadeira luz, e a própria vida do mundo. E Sua luz continua a brilhar em Sua Igreja, a nova Jerusalém prometida por Isaías na primeira leitura de hoje. Na Igreja, todas as nações se dirigem ao Deus de Jacó, para adorar e nutrir-se de sabedoria na Casa de Davi. Da Igreja brota a Sua palavra e os Seus ensinamentos — a luz do Senhor! — para que todos possam continuar em Seus caminhos, rumo àquele eterno dia que jamais terá poente (Apocalipse 22, 5). Pelo nosso batismo, nos tornamos filhos da luz e do dia (Efésios 5, 8; 1 Tessalonicenses 5, 5-7). É hora de começar a viver dessa maneira, arremessando para longe as obras infrutíferas das trevas e os desejos da carne, caminhando sob a luz de Sua graça. Já é hora avançada, ao começamos o novo Advento. Comecemos, outra vez, a partir dessa Eucaristia. Como cantamos no Salmo de hoje, alegremo-nos na Casa do Senhor. Vamos dar graças ao Seu nome, aguardando Sua vinda, sabendo que, agora, a nossa salvação está mais perto de nós do que quando abraçamos a fé. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/in-a-dark-hour-scott-hahn-reflects-on-the-first-sunday-in-advent/
- Primeiro Domingo do Advento, o início do Ano Litúrgico
O primeiro domingo do Advento é o primeiro dia do novo Ano Litúrgico – a partir de agora Ano A – para a Igreja Católica e, nesta ocasião, no Evangelho (Mt 24,37-44), Jesus encoraja os fiéis a ficar “atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor”. “Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”, diz o Senhor. As leituras bíblicas desta primeira semana e pregação são um convite a estar vigilantes, atentos para quando o Senhor vier. Por isso, é importante que as famílias façam um propósito que lhes permita avançar no caminho para o Natal. Em um momento propício ou talvez depois de acender a primeira vela da Coroa do Advento, os membros da família poderiam começar revisando as relações familiares e terminar pedindo perdão a quem tenham ofendido, assim como perdoando os outros. Este deve ser o princípio de um ano renovado que buscará seguir crescendo em um ambiente de harmonia e amor familiar, o qual também deverá se estender aos demais grupos com os quais se relaciona cotidianamente, seja na escola, no trabalho, na vizinhança etc. Por fim, é importante recordar que o Ano Litúrgico é o conjunto das celebrações com as quais a Igreja comemora anualmente o mistério de Cristo. O tempo do Advento, que é o primeiro período do Ano Litúrgico, tem a duração de quatro semanas, começando neste domingo, 1º de dezembro, e se estende até o dia 24 de dezembro. Evangelho: Mt 24,37-44 Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: 37“A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. 38Pois nos dias, antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. 39E eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem. 40Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. 41Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada. 42Portanto, ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor. 43Compreendei bem isto: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”. Via ACI Digital
- Primeiro Domingo do Advento, o início do Ano Litúrgico
O primeiro domingo do Advento é o primeiro dia do novo Ano Litúrgico – a partir de agora Ano A – para a Igreja Católica e, nesta ocasião, no Evangelho (Mt 24,37-44), Jesus encoraja os fiéis a ficar “atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor”. “Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”, diz o Senhor. As leituras bíblicas desta primeira semana e pregação são um convite a estar vigilantes, atentos para quando o Senhor vier. Por isso, é importante que as famílias façam um propósito que lhes permita avançar no caminho para o Natal. Em um momento propício ou talvez depois de acender a primeira vela da Coroa do Advento, os membros da família poderiam começar revisando as relações familiares e terminar pedindo perdão a quem tenham ofendido, assim como perdoando os outros. Este deve ser o princípio de um ano renovado que buscará seguir crescendo em um ambiente de harmonia e amor familiar, o qual também deverá se estender aos demais grupos com os quais se relaciona cotidianamente, seja na escola, no trabalho, na vizinhança etc. Por fim, é importante recordar que o Ano Litúrgico é o conjunto das celebrações com as quais a Igreja comemora anualmente o mistério de Cristo. O tempo do Advento, que é o primeiro período do Ano Litúrgico, tem a duração de quatro semanas, começando neste domingo, 1º de dezembro, e se estende até o dia 24 de dezembro. Evangelho: Mt 24,37-44 Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: 37“A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. 38Pois nos dias, antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. 39E eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem. 40Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. 41Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada. 42Portanto, ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor. 43Compreendei bem isto: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”. Via ACI Digital
- Instituto comunica falecimento de Padre Harold Rahm: “Está junto aos braços do Pai”
No início dessa tarde o instituto do qual é fundador, Instituto Padre Haroldo Rahm comunicou seu falecimento através das redes sociais. Americano, ele se naturalizou brasileiro e fundou o Instituto que leva seu nome e é referência internacional do tratamento de dependentes químicos. Leia o comunicado: Queridos, com tristeza, informamos que nosso amado Padre Haroldo está agora nos braços do Pai a quem ele serviu por toda sua vida. Detalhes sobre as cerimônias de graças por sua vida serão postadas em breve por nossos canais. Ele partiu sem dor e em paz. História de Vida Padre Harold Joseph Rahm, nasceu em 22 de fevereiro de 1919, no Estado do Texas, na cidade de Tyler. Recebeu o chamado para sua missão pouco antes da 2ª Guerra Mundial, quando servia o exército. Desde então dedica sua vida a “combater o bom combate” semeando obras que integram a ação social à sua vocação religiosa e que buscam aliviar o sofrimento das pessoas que sofrem com a discriminação e que estão marginalizadas. Nos Estados Unidos já desenvolvia, desde jovem padre, trabalhos sociais com jovens que viviam na fronteira com o México. O Padre J. Rahm, que chegou ao Brasil em 1965 e naturalizou-se brasileiro em 1986, fundou diversas obras aliando-se a outros religiosos. Em 1978, fundou a entidade filantrópica “Associação Promocional Oração e Trabalho” (APOT) que em 2009 foi rebatizada com seu nome pela diretoria. Padre Haroldo ministrou dezenas de cursos, recebeu diversos prêmios e possui mais de 20 livros publicados. Fonte: PadreHaroldo.org.br
- Instituto comunica falecimento de Padre Harold Rahm: “Está junto aos braços do Pai”
No início dessa tarde o instituto do qual é fundador, Instituto Padre Haroldo Rahm comunicou seu falecimento através das redes sociais. Americano, ele se naturalizou brasileiro e fundou o Instituto que leva seu nome e é referência internacional do tratamento de dependentes químicos. Leia o comunicado: Queridos, com tristeza, informamos que nosso amado Padre Haroldo está agora nos braços do Pai a quem ele serviu por toda sua vida. Detalhes sobre as cerimônias de graças por sua vida serão postadas em breve por nossos canais. Ele partiu sem dor e em paz. História de Vida Padre Harold Joseph Rahm, nasceu em 22 de fevereiro de 1919, no Estado do Texas, na cidade de Tyler. Recebeu o chamado para sua missão pouco antes da 2ª Guerra Mundial, quando servia o exército. Desde então dedica sua vida a “combater o bom combate” semeando obras que integram a ação social à sua vocação religiosa e que buscam aliviar o sofrimento das pessoas que sofrem com a discriminação e que estão marginalizadas. Nos Estados Unidos já desenvolvia, desde jovem padre, trabalhos sociais com jovens que viviam na fronteira com o México. O Padre J. Rahm, que chegou ao Brasil em 1965 e naturalizou-se brasileiro em 1986, fundou diversas obras aliando-se a outros religiosos. Em 1978, fundou a entidade filantrópica “Associação Promocional Oração e Trabalho” (APOT) que em 2009 foi rebatizada com seu nome pela diretoria. Padre Haroldo ministrou dezenas de cursos, recebeu diversos prêmios e possui mais de 20 livros publicados. Fonte: PadreHaroldo.org.br
- OS PRINCIPAIS INIMIGOS DO CRISTIANISMO LATINO-AMERICANO
Para os que vivemos na América do Sul e Central, os dois principais inimigos do cristianismo são o capitalismo globalista (que deseja estabelecer no planeta uma Nova Ordem Mundial) e o comunismo (que sobreviveu em Cuba após a aparente mudança de regime na Rússia soviética). O capitalismo globalista não é o capitalismo tradicional, que se contenta em defender, em cada nação soberana, a liberdade de possuir bens e empreender obras, fundado no regime parlamentar e no Estado constitucional — que deixa as pessoas livres para escolher entre o bem e o mal, a fé e a descrença, mas punidas sempre que incomodarem o funcionamento geral do grupo. O capitalismo globalista já não tem a nação como ponto de referência, mas o planeta. Não se contenta com a cooperação internacional entre as nações democráticas, nem aceita a ideia de soberania nacional, mas pretende submeter as nações a uma espécie de federação mundial, composta não mais de Estados autônomos, mas obedientes a um poder centralizado. O historiador inglês Arnold Toynbee, que acreditava na inevitabilidade de um governo mundial, perguntava em meados do século XX se esse governo supranacional seria democrático ou totalitário. Pelo que vemos hoje, esse poder mundialista já existe e, por enquanto, é exercido por uma elite autoimposta, formada sobretudo por capitalistas do setor financeiro e da grande mídia (união do dinheiro com a indústria da informação). Esse governo mundial, cujo rosto mais visível é a ONU, através de seus organismos — Fundo das Nações Unidas para a Infância; Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura; Organização Mundial da Saúde; Organização Mundial do Comércio; Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas etc. —, não vê com bons olhos o cristianismo e sua defesa da família tradicional, baseada no casamento indissolúvel entre pessoas de sexos diferentes, com autonomia na educação dos filhos. Por isso, promove uma Religião Universal, salada mista composta de retalhos das religiões atualmente praticadas no mundo: budismo, hinduísmo, islamismo, judaísmo etc. Do cristianismo, obviamente, servem somente os pontos doutrinais mais genéricos, como a não-violência e a solidariedade, excluindo-se as suas prescrições morais mais rigorosas e os elementos sobrenaturais, especialmente os relacionados à perdição eterna. Quanto ao comunismo, apesar da sua falência (aparente) na Rússia soviética, ainda sobrevive na América do Sul e Central. Cuba é o principal exemplo, e funciona como uma espécie de central simbólica do marxismo em nosso continente, patrocinando movimentos de esquerda que, nas últimas décadas, conseguiram chegar ao poder por via eleitoral e nele procuram manter-se através de expedientes pouco democráticos, como na Venezuela e na Bolívia. Em todos os países latino-americanos, em especial na Argentina, Uruguai, Equador e Nicarágua, os socialistas têm forte presença. No Brasil, os quinze anos de governo petista (partido que, até à época do mensalão, ainda se dizia leninista em sua autodefinição programática) mostram como o comunismo ainda não se transformou em peça do Museu Nacional. Se Cuba funciona como símbolo do comunismo latino-americano, é no Brasil que está sediada a sua principal organização: o Foro de São Paulo, que congrega mais de 100 partidos e organizações esquerdistas da América (do Uruguai ao México), cujo propósito é a conquista socialista do poder não pela luta armada, mas através do domínio das instituições sociais e culturais, como a imprensa, as escolas, as artes, as religiões. Tal como o capitalismo globalista, o comunismo também é intrinsecamente materialista e ateu. Ambos defendem a ideologia de gênero, o feminismo radical, o divórcio, a farsa do aquecimento global, a contenção do cristianismo. Para atingir esse último objetivo, os comunistas elaboraram uma sofisticada estratégia de infiltração, sobretudo na Igreja Católica, através de um movimento chamado “teologia da libertação”. Seus agentes infiltrados disfarçam-se de padres, bispos e até cardeais, situando-se em postos-chaves da hierarquia, de onde controlam seminários, dioceses, paróquias, escolas, meios de comunicação, com a consequente desfiguração da doutrina, banalização dos cultos, formação deficiente do clero. Boa parte do sucesso dos comunistas, no continente latino-americano, se deve a essa sistemática política de infiltração na Igreja.
- A IGREJA DE SEMPRE NOS TEMPOS ATUAIS
A IGREJA DE SEMPRE NOS TEMPOS ATUAIS Imaginemos a linguagem de jesus “Mesmo sendo o Cristo, que é a verdade em pessoa, se tivesse de falar diante de uma assembleia, como um Concílio, por exemplo, não usaria a mesma linguagem que usava para conversar com um amigo íntimo. Como também, se fossem confrontadas muitas de suas frases, poder-se-ia facilmente acusá-lo de entrar em contradição consigo mesmo ou de estar mentindo. De fato, por uma dessas leis naturais que o próprio Deus respeita, pois que as quis desde toda a eternidade, existem duas linguagens totalmente distintas entre si, embora compostas pelas mesmas palavras: a linguagem coletiva e a linguagem individual. O Consolador, o Espirito da Verdade, enviado para nós por Cristo, vale-se, de acordo com a ocasião, como de uma como de outra linguagem e por necessidade natural não existe concordância entre ambas. Quando autênticos amigos de Deus como, segundo penso, o Mestre Eckhart repetem palavras que haviam ouvido no mais profundo silêncio, durante a união de amor, se elas não estiverem em concordância com o ensinamento da Igreja, isso significa, apenas, que a linguagem da praça pública não é a mesma que se usa no quarto nupcial”. Será preciso comprovar se a contradição entre os dois modos de falar é realmente inevitável. O certo é que, ao se iniciar uma definição eclesiológica ou um tratado sobre a igreja, depois de se haver refletido, como teólogos, ou líderes da igreja, sendo sacerdotes ou leigos, sobre o mistério do Pai, de suas relações com o Filho e com o Espirito Santo, sobre a comunhão do homem com a Trindade divina, sobre o mistério da eleição e da graça, do nascimento de um homem novo na fé, na esperança e na caridade, passar a refletir sobre a Igreja significa sair do quarto nupcial para o colocar em praça pública. A cultura teológica da segunda metade do século XX presenciou o declínio, para não dizer o estrondoso desmoronar da tentativa de se estabelecer uma eclesiologia quase que exclusivamente interessada na legitimação das estruturas eclesiais, é sombra de uma dedução da igreja como societas e societas perfecta, em oposição a todas as Confissões cristãs que não se incluem na igreja católica romana e também em conflito com o Estado leigo e não confessional. O que veio substituir essa antiga colocação? Um feliz retorno às Escrituras Sagradas, aos Padres, a história. Muitas vezes, porém, com a intenção de contemplar o mistério que a igreja traz dentro de si e com o desejo de propiciar o renascimento do sentimento religioso da igreja e de sua vitalidade pastoral, tudo isso aconteceu com mal disfarçada desconfiança para com as formas do grupamento eclesial e para com as estruturas da instituição eclesiástica. Por mais que o trabalho dos teólogos seja válido para o desenvolvimento concreto da vida da igreja, a eclesiologia das últimas décadas favoreceu, concretamente, por seu silêncio a respeito das questões estruturais, a impostação de um novo ordenamento canônico que, não obstante a boa vontade de muitos canonistas, assimilou muito pouco da imensa energia renovadora do Concilio Vaticano II. Por outro lado, sua tendência contemplativa e pastoral, acompanhada de certa idiossincrasia pela consideração das estruturas eclesiásticas, contribuiu para com o enfraquecimento do sentido da igreja institucional, isto é, da igreja do povo presente em “praça pública”, com suas formas institucionais e, muitas vezes sem o querer, favoreceu adesões rapsódicas, concentrações de forte apelo estético, fragmentação em comunidades paralelas; tudo isso ao embalo de uma cultura que parece se comprazer somente com a espontaneidade e com a improvisação, e em exaltar o efémero e a fragmentação. Também disso resultaram novos fenômenos de adesões, imponentes por seu número e sua extensão geográfica, muitas vezes internamente muito estruturadas e, de fato, mesmo que não por uma vontade deliberada, desestruturantes no que diz respeito às instituições de base da igreja institucional. A respeito desse momento de uma eclesiologia alérgica aos problemas da organização jurídica da igreja, Louis Bouyer havia escrito palavras bastante severas: “Uma igreja que repudiasse o direito correria o risco de ser não a igreja da caridade, mas a igreja do arbítrio… Entre os protestantes, que foram os primeiros a se levantarem contra o jurisdicismo da igreja, vemos o renascimento do estudo do direito… Pensar que podemos, hoje, na igreja católica, construir uma eclesiologia de orientação ecumênica, sem enfrentar semelhante problemática, é uma quimera que pode ser qualificada como catastrófica”. Por isso é compreensível que, recentemente, tenha sido percebida a necessidade de se retornar ao problema crucial da eclesiologia, que não consiste na escolha entre a contemplação do mistério e a tarefa da legitimação da instituição, mas na necessidade fundamental de compreender, por meio da busca de uma autêntica intelligentia fidei, o porquê e o como é que, do dom inefável da comunhão, que atinge os homens no coração, surge uma instituição, e uma instituição tão complexa e grandiosa tal como a instituição eclesiástica. É preciso procurar compreender como semelhante instituição possa e deva fazer-se dirigir, sustentar-se e renovar-se sempre a partir da consciência da fé; Como ela (a Igreja) possui sentido e tem motivo para existir em meio às vicissitudes humanas apenas como expressão e instrumento de um dom divino, destinado à unidade e a paz de todo o gênero humano. Para esse empreendimento não basta fazer acuradas análises dos textos bíblicos, dos testemunhos patrísticos e dos documentos do magistério. Como também não seria suficiente encarar cada um dos problemas debatidos em eclesiologia e estudá-los, um a um, como se bastasse, para se fazer um tratado, reunir e publicar em um único volume estudos monográficos sobre temas diversos. Igualmente, não é correto fazer-se, a priori, a escolha de uma ideia ou de uma visualização que pareça ao autor ser a mais apropriada para representar um ideal de Igreja a que se tenha na cabeça, e deixar-se guiar por ele no decorrer de toda a reflexão. ** Pelo contrário, é preciso esforçar-se por buscar uma argumentação que parta dos fatos, porque a Igreja é um fato. Essa igreja que hoje existe, é o objeto de um vários tratados de eclesiologia. A função do teólogo é a de argumentar, não tanto (embora essa não seja uma tarefa que deva ser excluída a priori) para justificar apologeticamente a existência da Igreja e as formas sob as quais hoje ela se apresenta, quanto para compreender. E, para ser compreendido, é preciso que seja colocado o fato da Igreja, de um lado no conjunto dos fatos dos agrupamentos sociais e, de outro, no desígnio da revelação divina e do mistério da comunhão, no qual a autoconsciência da fé eclesial (sendo que também ela faz parte do fato) tem sua verdadeira origem e sua mais profunda consistência. Dessa maneira o compreender do teólogo, que é próprio de uma consciência de fé, relaciona-se com toda busca de compreensão que também o sociólogo, o estudioso das religiões procura obter, a partir de seu ponto de vista, da própria realidade. *** Para sermos coerentes com esses postulados precisamos fazer uma análise do quadro sociológico no qual a Igreja, como fato histórico e social, encontra-se inserida. Temos que compreender os aspectos mais simples do grupo cristão, confrontando-o com as formas de agregação próprias de outras religiões, conscientizando-nos dos modos como ele se articula em várias e diversas formas, tanto devido a riqueza de pontos de vista e das categorias sob as quais pode ser entendido, quanto por causa das divergências na profissão da fé que se fizeram presentes ao longo da história, provocando divisões no corpo do cristianismo. E a partir dessa análise voltaremos nossa atenção para as origens do cristianismo, para descobrir como e com quais formas as primeiras gerações dos discípulos de Jesus tomaram consciência de serem a Igreja de Cristo. Por diversas vezes, expus a História da Igreja no contexto histórico, de certo isso foi mais guiado pela curiosidade de Históriador, mas vamos tentar criar uma atmosfera que leve a um interesse teológico fundamental, que é o de pretender captar no acontecimento original a própria revelação de Deus a respeito da igreja. MISSÃO DA IGREJA: Esse desejo de realizar esse estudo nasce da nescessidade de compreender o que e onde está a Igreja hoje. Vemos um catolicismo conservador que principalmente em redes sociais faz um apostolado incapaz de ver qualquer benefício do Concílio Vaticano II. Esse tipo de apologética agressiva não produz frutos, estamos deixando que espinhos nasçam e cresçam entre nós, certamente pela falta de sacralidade na vida de muitos dos nossos pastores. Precisamos resolver as controvérsias com os protestantes e ortodoxos, que sempre tem uma recepção ofensiva, como a de “hereges” Temos a Questão política, a Igreja nunca teve pretensão na política, mas sempre foi protagonista nas questões da desigualdade social e da corrupção. Dentro do diálogo intra-eclesial, temos os progressistas da TL, que vamos abordar essa questão de como entender a TL em seu início, e porque dela ter sido importante em um momento, mas que tomou rumos que não são legítimos da sua raiz, e os tradicionalistas, o movimento da RCC ou carismáticos, que em certas ocasiões são tratados de forma totalmente anti-pastoral, anti-cristãs, por vezes desrespeitosa. Por esses motivos será preciso tentar compreender de quais acontecimentos nasce a igreja, para compreender com mais clareza a quais dinâmicas deverá se referir sua ação na história. Neste ponto poderemos dirigir nossa atenção aos caracteres fundamentais que distinguem os sujeitos da vida eclesial, no relacionamento que cada um deles mantém com o “nós” do sujeito coletivo que todos formam dentro do conjunto. Apresentaremos, a respeito disso, as clássicas quatro notas da igreja que fazem parte da formula do símbolo da fé, mas estenderemos a reflexão sobre outros aspectos essenciais do corpo cristão vivo, como o de seu caráter carismático, de seu caráter sacerdotal, de sua indefectibilidade, e o de sua infalibilidade. E no decorrer dos artigos, será preciso voltar ao tema da missão da igreja, para compreender como ela se realiza por meio dos inumeráveis e diversos ministérios que os cristãos exercem com sua presença no mundo, detendo-nos, principalmente, naqueles que são determinados por sua específica raiz sacramental. O último capítulo de nosso tratado se ligará, de alguma maneira, ao primeiro: a riqueza interior do mistério de comunhão que dá vida a existência eclesial, pois, concretizando-se de forma empírica na congregação eclesial, produz diversas e específicas instituições, das quais procuraremos estabelecer os valores fundamentais, a serviço dos quais devem estar. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Apologética #Belarus #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte
- Católicos apoiam padre que orientou uma juíza homossexual a não receber a comunhão
( LifeSiteNews ) – Centenas de católicos de toda a Diocese de Grand Rapids participaram da missa das 18h30 de ontem, em St. Stephen, para mostrar apoio ao pe. Scott Nolan, que recebeu uma resposta depois de dizer a uma juíza envolvida em um”casamento” lésbico que ela não deveria se apresentar para receber a Santa Comunhão. Nolan, 33 anos, passou por intenso escrutínio da mídia depois que uma paroquiana insatisfeita, Sara Smolenski, juíza chefe do Tribunal Distrital do Condado de Kent, no oeste do Michigan, disse a uma afiliada local da NBC que se recusava a dar-lhe a Sagrada Comunhão porque ela é “casada” com uma mulher A reportagem fortemente tendenciosa , que Rod Dreher, do The American Conservative, chamou de “ negligência jornalística “, também apresentava uma mulher que disse que queria pe. Nolan para deixar St. Stephen’s. Pe. Nolan dissera a Smolenski durante uma conversa particular no telefone para não se apresentar à Comunhão. Isso aconteceu depois que ela e outros paroquianos usaram broches de orgulho gay na igreja recentemente. Várias pessoas na missa ontem à noite conversaram com o LifeSite, mas com a condição de que sua identidade permaneça anônima. “Acho que o pai estava em uma situação difícil e delicada, mas ele permaneceu firme no que acreditamos como católicos”, disse uma mulher com 50 e poucos anos. “Ele mostrou grande humildade e grande consciência da situação.” “Este é um golpe total. É vergonhoso o que está acontecendo ”, exclamou um homem casado que dirige um podcast político online. “Gostei muito de como o bispo reagiu à situação”, observou um jovem que se formou no vizinho Aquinas College. “A declaração dele não era apenas unilateral e golpeava a outra. Claramente, o juiz Smolenski sentiu-se magoado. Penso que Sua Excelência demonstrou um bom equilíbrio de respeito e compaixão por ela e pelas verdades de nossa fé. Ele não deu uma condenação geral. Ele queria chegar. O Bispo Walkowiak divulgou ontem uma declaração em apoio ao Pe. A decisão de Nolan, observando como inclusão e aceitação são características da Igreja Católica, mas que “nenhuma comunidade de fé pode sustentar a contradição pública de suas crenças por seus próprios membros”. Um diácono da Igreja Imaculado Coração de Maria ajudou o Pe. Nolan na missa, assim como outros dois jovens sacerdotes da região. O diácono disse à LifeSite que ele apoia a “defesa dos ensinamentos de nossa fé” por Nolan. Em entrevista ao repórter local Barton Deiters ontem, Nolan explicou que nunca quer que as discussões sobre quem recebe ou não recebe a Comunhão sejam públicas, mas que ele mantém suas ações. A leitura do Evangelho na Missa foi, adequadamente, Cristo, dizendo aos apóstolos que eles seriam entregues às sinagogas e perseguidos diante de reis e governadores. Os freqüentadores da missa riram quando pe. começou seu sermão breve, de quatro minutos, quase brincando sobre a melhor maneira de pregar sobre as leituras. Seus comentários se concentraram em Maria e em como ela “continuou dizendo sim” a Deus. “Deus nos chama para não sermos bem-sucedidos, mas sermos fiéis”, disse ele. “O que quer que aconteça”, os católicos devem fazer a vontade de Deus. #homossexualidade #LGBT
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( LifeSiteNews ) – Centenas de católicos de toda a Diocese de Grand Rapids participaram da missa das 18h30 de ontem, em St. Stephen, para mostrar apoio ao pe. Scott Nolan, que recebeu uma resposta depois de dizer a uma juíza envolvida em um”casamento” lésbico que ela não deveria se apresentar para receber a Santa Comunhão. Nolan, 33 anos, passou por intenso escrutínio da mídia depois que uma paroquiana insatisfeita, Sara Smolenski, juíza chefe do Tribunal Distrital do Condado de Kent, no oeste do Michigan, disse a uma afiliada local da NBC que se recusava a dar-lhe a Sagrada Comunhão porque ela é “casada” com uma mulher A reportagem fortemente tendenciosa , que Rod Dreher, do The American Conservative, chamou de “ negligência jornalística “, também apresentava uma mulher que disse que queria pe. Nolan para deixar St. Stephen’s. Pe. Nolan dissera a Smolenski durante uma conversa particular no telefone para não se apresentar à Comunhão. Isso aconteceu depois que ela e outros paroquianos usaram broches de orgulho gay na igreja recentemente. Várias pessoas na missa ontem à noite conversaram com o LifeSite, mas com a condição de que sua identidade permaneça anônima. “Acho que o pai estava em uma situação difícil e delicada, mas ele permaneceu firme no que acreditamos como católicos”, disse uma mulher com 50 e poucos anos. “Ele mostrou grande humildade e grande consciência da situação.” “Este é um golpe total. É vergonhoso o que está acontecendo ”, exclamou um homem casado que dirige um podcast político online. “Gostei muito de como o bispo reagiu à situação”, observou um jovem que se formou no vizinho Aquinas College. “A declaração dele não era apenas unilateral e golpeava a outra. Claramente, o juiz Smolenski sentiu-se magoado. Penso que Sua Excelência demonstrou um bom equilíbrio de respeito e compaixão por ela e pelas verdades de nossa fé. Ele não deu uma condenação geral. Ele queria chegar. O Bispo Walkowiak divulgou ontem uma declaração em apoio ao Pe. A decisão de Nolan, observando como inclusão e aceitação são características da Igreja Católica, mas que “nenhuma comunidade de fé pode sustentar a contradição pública de suas crenças por seus próprios membros”. Um diácono da Igreja Imaculado Coração de Maria ajudou o Pe. Nolan na missa, assim como outros dois jovens sacerdotes da região. O diácono disse à LifeSite que ele apoia a “defesa dos ensinamentos de nossa fé” por Nolan. Em entrevista ao repórter local Barton Deiters ontem, Nolan explicou que nunca quer que as discussões sobre quem recebe ou não recebe a Comunhão sejam públicas, mas que ele mantém suas ações. A leitura do Evangelho na Missa foi, adequadamente, Cristo, dizendo aos apóstolos que eles seriam entregues às sinagogas e perseguidos diante de reis e governadores. Os freqüentadores da missa riram quando pe. começou seu sermão breve, de quatro minutos, quase brincando sobre a melhor maneira de pregar sobre as leituras. Seus comentários se concentraram em Maria e em como ela “continuou dizendo sim” a Deus. “Deus nos chama para não sermos bem-sucedidos, mas sermos fiéis”, disse ele. “O que quer que aconteça”, os católicos devem fazer a vontade de Deus. #homossexualidade #LGBT
- A CRISE AMBIENTAL FOI PROVOCADA PELOS AMBIENTALISTAS DOS ANOS 70 – Ettore Gotti Tedeschi
A queda dos nascimentos no mundo ocidental deve-se às doutrinas neo-malthusianas nos EUA, no final dos anos 1960 (na Universidade de Stanford, o professor Erhlich se fez esterilizar em público), que seguem as hipóteses do Clube de Roma (sobre os limites do desenvolvimento) e as recomendações do Relatório Kissinger sobre a Nova Ordem Mundial (não suficientemente discutidas pelo Concílio Vaticano II). Essa queda nos nascimentos causou, gradualmente, um colapso na taxa de crescimento do PIB. Como compensação, iniciou-se a fase econômica denominada consumismo, onde o consumo individual (sempre e somente no mundo ocidental) se multiplicou, provocando, no Ocidente, os consequentes efeitos do crescimento da poluição ambiental (CO2). Para permitir essa fase de hiperconsumismo, o poder de compra individual teve que ser aumentado e isso ocorreu deslocalizando muitas empresas (altamente produtivas) na Ásia, acelerando sobretudo a industrialização de baixo custo, com muito pouca atenção ao problema ambiental (com grande aumento de CO2). O consumo muito alto no Ocidente, e a produção mal deslocalizalida no Oriente, produziram efeitos ambientais (sobre os quais, aliás, não há consenso nas avaliações científicas). Conclusão: a causa do problema ambiental de hoje, exacerbada pelos ambientalistas de hoje, foi gerada ontem pelos ambientalistas de ontem, os quais, a fim de proteger a Terra (ontem), conseguiram tornar convincente a necessidade de reduzir o número de nascimentos humanos (o homem passou a ser visto como câncer da natureza). Para compensar o impacto econômico da taxa de crescimento populacional, o consumo individual aumentou, com a consequente produção a baixo custo, sem cuidado com o ambiente. Foram os ambientalistas neo-malthusianos da década de 1970 que geraram o problema ambiental. Mas não é só isso. Foram eles, também, que desequilibraram a economia mundial, promovendo a desindustrialização do Ocidente, a industrialização do Oriente e a crise econômica que ainda estamos enfrentando hoje. Que lição tirar? Se não se reconhecem as leis naturais, a economia é forçada a inventar utopias. A primeira lei natural (em uma economia adequadamente avançada) diz respeito à quase perfeita correlação entre crescimento do PIB e crescimento populacional. Portanto, em um sistema econômico industrializado, se a população cresce, o PIB cresce; se a população diminui, o PIB diminui. Qualquer outra explicação é utópica. https://www.marcotosatti.com/2019/11/27/gotti-a-stilum-lambiente-la-crisi-provocata-dagli-ambientalisti-anni-70/
- Patriarca Bartolomeu de Constantinopla diz que união com Católicos é inevitável
Em 12 de novembro, o Patriarca Bartolomeu participou do culto das Vésperas na Abadia Católica de Nossa Senhora de St. Rémy, em Rochefort, Bélgica, junto com o Arquimandrita Alexios, abade do Mosteiro de Xenophontos, e o Hieromonk Theophilos of Pantocrator Monastery, ambos no Monte. Athos. De acordo com um novo relatório do Sindicato dos Jornalistas Ortodoxos (UOJ), durante sua viagem ao Monte. Athos no mês anterior, Pat. Bartolomeu tentou convencer vários abades e monges atonitas de que não há diferenças dogmáticas entre ortodoxia e catolicismo, e que a reunião com a igreja católica é inevitável. Pat. Bartolomeu expressou suas convicções pessoais durante uma conversa particular no mosteiro Pantocrator com os irmãos e convidados do mosteiro, incluindo outros abades atonitas. Testemunhas oculares relatam que Pat. A segurança de Bartholomew não permitiu que ninguém gravasse a conversa. Na sua opinião, a divisão que existe agora entre Ortodoxia e Catolicismo é apenas uma questão de eventos históricos, não diferenças dogmáticas. Os católicos “são tão cristãos quanto nós”, Pat. Bartholomew enfatizou, acrescentando que o recente presente das relíquias de São Pedro do Papa Francisco é prova da proximidade da Igreja Católica à Ortodoxia. De acordo com as fontes da UOJ, o Pantocrator abade Archimandrite Gabriel, Xenophontos abbot Archimandrite Alexios, Vatopedia abbot Archimandrite Ephraim, os irmãos de vários mosteiros, e outros convidados estiveram presentes na palestra. A maioria dos irmãos estava perdida, ouvindo Pat. Os argumentos ecumênicos de Bartholomew, embora nenhum deles tenha se oposto. Alguns dos presentes começaram a chorar quando Pat. Bartholomew disse que a reunião com a igreja católica é inevitável. Lembre-se de que os monastérios Xenophontos e Pantocrator foram os mais receptivos aos cismáticos ucranianos. O abade Alexios de Xenophontos concelebrou na entronização de Epifania Dumenko como primata da OCU, e Pantocrator foi o primeiro mosteiro onde os cismáticos serviram a liturgia no Monte. Athos. Numa recente reunião em Constantinopla com representantes da Universidade de Tbilisi, Pat. Bartholomew disse que o diálogo com outros cristãos, especialmente católicos, é uma das prioridades do Patriarcado de Constantinopla. Fonte: Orthochristian.com
- Patriarca Bartolomeu de Constantinopla diz que união com Católicos é inevitável
Em 12 de novembro, o Patriarca Bartolomeu participou do culto das Vésperas na Abadia Católica de Nossa Senhora de St. Rémy, em Rochefort, Bélgica, junto com o Arquimandrita Alexios, abade do Mosteiro de Xenophontos, e o Hieromonk Theophilos of Pantocrator Monastery, ambos no Monte. Athos. De acordo com um novo relatório do Sindicato dos Jornalistas Ortodoxos (UOJ), durante sua viagem ao Monte. Athos no mês anterior, Pat. Bartolomeu tentou convencer vários abades e monges atonitas de que não há diferenças dogmáticas entre ortodoxia e catolicismo, e que a reunião com a igreja católica é inevitável. Pat. Bartolomeu expressou suas convicções pessoais durante uma conversa particular no mosteiro Pantocrator com os irmãos e convidados do mosteiro, incluindo outros abades atonitas. Testemunhas oculares relatam que Pat. A segurança de Bartholomew não permitiu que ninguém gravasse a conversa. Na sua opinião, a divisão que existe agora entre Ortodoxia e Catolicismo é apenas uma questão de eventos históricos, não diferenças dogmáticas. Os católicos “são tão cristãos quanto nós”, Pat. Bartholomew enfatizou, acrescentando que o recente presente das relíquias de São Pedro do Papa Francisco é prova da proximidade da Igreja Católica à Ortodoxia. De acordo com as fontes da UOJ, o Pantocrator abade Archimandrite Gabriel, Xenophontos abbot Archimandrite Alexios, Vatopedia abbot Archimandrite Ephraim, os irmãos de vários mosteiros, e outros convidados estiveram presentes na palestra. A maioria dos irmãos estava perdida, ouvindo Pat. Os argumentos ecumênicos de Bartholomew, embora nenhum deles tenha se oposto. Alguns dos presentes começaram a chorar quando Pat. Bartholomew disse que a reunião com a igreja católica é inevitável. Lembre-se de que os monastérios Xenophontos e Pantocrator foram os mais receptivos aos cismáticos ucranianos. O abade Alexios de Xenophontos concelebrou na entronização de Epifania Dumenko como primata da OCU, e Pantocrator foi o primeiro mosteiro onde os cismáticos serviram a liturgia no Monte. Athos. Numa recente reunião em Constantinopla com representantes da Universidade de Tbilisi, Pat. Bartholomew disse que o diálogo com outros cristãos, especialmente católicos, é uma das prioridades do Patriarcado de Constantinopla. Fonte: Orthochristian.com
- OS CRISTÃOS SÃO OS MAIS PERSEGUIDOS NO MUNDO
[A ACN — Aid to the Church in Need em inglês, Ajuda à Igreja que Sofre em português —, Fundação Pontifícia sediada no Vaticano, destinada a assistir a Igreja onde ela é mais carente ou perseguida, acaba de publicar um relatório sobre perseguições a cristãos em todo o mundo, referentes ao triênio 2017/2019. O saldo a seguir é espantoso.] O cristianismo é a religião mais perseguida do mundo: é o que indica o relatório “Perseguidos e esquecidos?”, publicado pela ACN em 26 de novembro. Com base em centenas de testemunhos coletados nos próprios lugares, o relatório descreve a situação das comunidades cristãs mais oprimidas do mundo por causa de sua fé nos últimos dois anos (julho de 2017 a julho de 2019). O cardeal Joseph Coutts, arcebispo de Karachi, Paquistão, escreve na introdução do relatório: “É um fato bem conhecido que a religião mais perseguida no mundo hoje é o cristianismo, embora muitas pessoas não estejam cientes disso”. Ameaça tripla na Ásia. É no sul e no leste da Ásia que a situação dos cristãos se deteriorou mais nos últimos dois anos. Agora eles devem enfrentar uma tríade de ameaças: o terrorismo islâmico (o último ataque no Sri Lanka matou 258 pessoas em abril de 2019), um ultra-nacionalismo muito presente na Índia e na China (na Índia, mais de 1000 ataques contra cristãos entre 2017 e o final de março de 2019) e regimes autoritários como a Coréia do Norte. Jihadismo na África. Em toda a África, a violência terrorista está a pleno vapor, com uma série de ataques contra cristãos em Burkina Faso, Nigéria, República Centro-Africana, com dezenas de padres assassinados. O desejo de islamizar os cristãos é óbvio em certas regiões da Nigéria ou Madagascar. Os cristãos são também incomodados no Sudão ou na Eritreia; em junho de 2019, o governo fechou os últimos 21 hospitais católicos que tratavam de 170.000 pessoas por ano. Oriente Médio: um êxodo contínuo. No Oriente Médio, os cristãos desfrutam de uma trégua, após anos de extrema violência que causaram um êxodo sem precedentes. Muitos ainda não voltaram para suas terras, temendo-se por sua lenta desaparição. No Iraque, eles eram 1,5 milhão antes de 2003 e, no verão de 2019, menos de 150.000. Na Síria, em meados de 2017, os cristãos eram estimados em 500.000, em comparação com 1,5 milhão antes do início do conflito em 2011. Somente os cristãos do Egito, cerca de 10 milhões, provaram ser mais capazes de resistir à violência jihadista. Diante de tal constatação, “mais do que nunca a ACN continua determinada a denunciar violações dos direitos humanos para que os cristãos possam viver livremente sua fé, onde quer que habitem”, diz Benoît de Blanpré, diretor da instituição, para quem “a liberdade religiosa continua sendo um direito fundamental. “ https://www.lesalonbeige.fr/les-chretiens-sont-les-plus-persecutes-au-monde-2/ Link para o relatório em francês da ACN do biênio 2017/2019: https://www.aed-france.org/wp-content/uploads/2019/11/Rapport-Persecutes-et-oublies-version-finale-BD.pdf
- IONESCO, O AGNÓSTICO QUE ENTREVIU A LUZ – Massimo Scapin
[Cento e dez anos atrás, nascia Eugène Ionesco, um dos dramaturgos mais importantes do século XX, um expoente do «teatro da Ausência». Era um agnóstico que olhava para o eterno. Já velho, ele escreveu o libreto da ópera Maximilien Kolbe para o compositor Dominique Probst, sobre o santo sacerdote polonês que deu a vida para salvar um pai de família. Ionesco achou que não seria bem sucedido, mas o resultado foi surpreendente.] Cento e dez anos atrás, em 26 de novembro de 1909, nasceu Eugène Ionesco (1909-1994), um dos dramaturgos mais importantes do século XX, expoente do “teatro da Ausência” (uma definição que ele preferia à mais difundida de “teatro do absurdo”). Filho de pai romeno e mãe francesa, nasceu na cidade de Slatina (150 quilômetros a leste de Bucareste), mas em Paris passou a maior parte de sua vida e ali morreu em 28 de março de 1994, aos 85 anos, com um funeral celebrado na tradição litúrgica ortodoxa em que foi batizado; morte que encerraria sua “pesquisa intermitente” — como é intitulado o último volume de seu diário. Agnóstico, sim, mas sempre voltado para o infinito e o eterno, como é atestado por essas palavras ditas com seu típico humor, durante uma entrevista em 1982: “Corro para o telefone toda vez que ele toca, na esperança, sempre decepcionante, de que seja Deus quem me chama. Ou pelo menos um de seus anjos secretários” (S. de Leusse-Le Guillou. Eugène Ionesco, de l’écriture à la peinture. Paris, L’Harmattan, 2010, p. 106). Ou, como lemos na última linha de seu diário íntimo: “Rezar o Não Sei Quem. Espero: Jesus Cristo “(Eugène Ionesco. Pesquisa intermitente. Guanda, Parma, 1989, p. 167). Mas o trabalho que melhor representa a viravolta religiosa que ocorreu em seus últimos anos de vida, bem como seu “canto do cisne”, é Maximilien Kolbe, um libreto em francês para a ópera de três partes de Dominique Probst, compositor francês nascido em 1954, representado pela primeira vez em Rimini, em 1988, durante o Encontro de Amizade entre os Povos, diante de uma plateia de mais de 5.000 pessoas (E. Ionesco, Maximilien Kolbe – libreto de ópera em três partes com música de D. Probst. Rimini, Guaraldi,1992). Em uma hora de música, Probst voluntariamente mistura, de acordo com a situação dramática, a linguagem modal, tonal, atonal e serial. A partitura é concebida para quatro personagens: Massimiliano Kolbe, barítono; o comandante do campo, baixo; o prisioneiro Pouchovsky, barítono; e o pai da família, tenor; um coro masculino; um coral infantil e um conjunto instrumental de câmara ( flauta, órgão, trompete, contrafagote, vibrafone, percussão, órgão e piano). Ionesco sentia um fascínio particular por Maximilian Kolbe, um sacerdote polonês, franciscano e conventual, fundador da Milícia de Maria Imaculada, mártir do campo de extermínio de Auschwitz em 14 de agosto de 1941, que ofereceu sua vida no lugar de um companheiro de prisão, pai de família, e que mais tarde seria canonizado por João Paulo II, em 1982. A redação desse livreto, depois de uma primeira tentativa frustrada em 1981, foi atormentada: “Para Dominique Probst, foi difícil convencer Ionesco a escrever a segunda parte do drama, quintessência de todo o seu trabalho dramático e de toda a sua busca espiritual. Ionesco, envelhecido e cansado, duvidava de si mesmo e de sua capacidade de fazer-se intérprete das palavras de um padre católico, especialmente porque nenhuma testemunha poderia relatar o que havia acontecido nos seus últimos quinze dias de isolamento e agonia; o que se sabe é que, nos primeiros dias, ouvia-se padre Kolbe cantando e rezando”. (M. Jean-Blain, “Maximilien Kolbe: l’opéra des pauvres hommes”, in Lire, jouer Ionesco. Besançon, Solitaires intempestifs, 2010, p. 302) Primeira parte da ópera: a fuga. “Vão atrás dele; encontrem-no vivo ou morto”, ordena o comandante do campo a alguns guardas com seus cães, em busca do prisioneiro Walter, que fugiu. “E mataremos todos vocês”, disse aos dez que foram escolhidos para pagar pelo fugitivo. “Serão jogados no bunker; e se o fugitivo não for encontrado, morrerão de fome e sede”, ele continua ameaçando. Encontrado o cadáver de Walter, não foi cancelada a represália. “Não, eu não! O que acontecerá com minha esposa, meus filhos? Eu não, eu não!”, desespera-se um dos dez. Saindo da fila, o padre Massimiliano diz: “Sou um padre católico, quero assumir o lugar deste prisioneiro. Ele tem esposa e filhos; eu sou sozinho”. Segunda parte: o bunker da morte. “Que pesadelo é esse mundo infernal em que estamos imersos?”, grita de raiva Pouchowski, o nono prisioneiro, e depois pergunta ao frade: “Oh, pai, ilumine nossas mentes, conforte-nos antes do fim”. E o padre Kolbe responde num monólogo: “Nós não fomos feitos para compreender […]. Não posso lhe dar nenhuma explicação, porque eu também sou um pobre homem. Mas reze para Jesus Cristo […]. Você ainda não tem a resposta, mas terá a esperança; mais que esperança, a certeza da reconciliação […]. Eu os abençoo novamente, eu os abençoarei até os seus últimos suspiros, instante a instante, até o Instante sem fim. Garanto-lhe, acredite, você está diante da porta do Paraíso e ainda não sabe disto. Você está no limiar da felicidade que nunca terminará”. “Não há mais palavras. A Sua imensidão desceu sobre você para protegê-lo. Reze a Jesus Cristo. O Senhor e a Virgem estão atrás daquela porta e esperam por você. Abra a porta. Deixa a luz irromper”. Terceira parte: o bunker da morte, quinze dias depois. O “maldito padre” ainda está vivo e reza entre os nove companheiros mortos: “Requiem æternam dona eis, Domine, et lux perpetua luceat eis …”. O comandante do campo ordena ao médico: “Injeta fenol imediatamente nele! E o deixa morrer! Limpe o bunker dos cadáveres, para que haja espaço para outro canalha!”. Maximiliano morre nos braços do pai de família e o coral das crianças canta as oito bem-aventuranças em polonês (v. Mt 5, 3-10). O autor do monólogo que conclui a segunda parte — um texto paradigmático — não é mais o Ionesco de A cantora careca, o poeta da Ausência de 38 anos antes, mas um peregrino em cujo rosto cansado aparece um sorriso: seus olhos, que “detrás daquela porta” entreviram a Luz, se iluminam de esperança. https://lanuovabq.it/it/ionesco-lagnostico-che-intravide-la-luce Trecho da ópera Maximiliano Kolbe
- A NEO-RELIGIÃO MUNDIAL TERÁ SEU TEMPLO, COM A APROVAÇÃO DO PAPA - ARCEBISPO CARLO MARIA VIGANÒ
Neste vídeo trago a tradução e leitura de um artigo que Monsenhor Carlo Maria Viganò enviou ao jornalista italiano e vaticanista Aldo Maria Valli e que este pubicou em seu blog "Duc in altum". Trata-se do projeto da Casa da Família Abraâmica, uma estrutura que abrigará uma sinagoga, uma mesquita e uma igreja em Abu Dhabi. "No jardim de Abu Dhabi - escreve Viganò - está prestes a levantar-se o Templo da Nova Religião Sincretista Mundial, com seus dogmas anticristãos. Nem o mais otimista dos maçons teria imaginado tanto! " Fontes: House of the Abrahamic Family Fontes: Aldo Maria Valli | DESDE ESPAÑA - Helga Maria Saboia Bezerra
- VOU TE DIZER COMO ERA O MEU AMIGO SÃO JOSEMARÍA ESCRIVÁ – Entrevista com o jornalista italiano Pippo
[Pippo Corigliano é jornalista italiano e por mais de quarenta anos foi diretor do gabinete de imprensa do Opus Dei, na Itália. Conviveu com São Josemaría de 1961 a 1975.] Nem todo mundo tem a graça de conhecer um santo em vida, e menos ainda pode dizer que foi seu amigo. Foi exatamente o que aconteceu com Pippo Corigliano. E pode-se dizer que a profunda amizade com São Josemaria Escrivá literalmente virou sua vida de cabeça para baixo. “Eu vivia sonhando com um automóvel MG verde, com uma bolsa de tênis nas costas, e uma loira qualquer ao meu lado.” E ele de repente se viu viajando pelo mundo para testemunhar a todos o amor de Cristo e a beleza da vida cristã. Em resumo, como seu amigo Indro Montanelli dizia, tornou-se uma espécie de “místico da gravata bem escolhida”. As razões para esta revolução de vida são muitas e o engenheiro napolitano, que durante mais de quarenta anos foi o porta-voz do Opus Dei, condensou-as no livro O Caminho de São Josemaria, sua última obra literária para a editora Mondadori. O livro, no entanto, não fala só da santidade de Josemaría Escrivá, mas, principalmente, do caminho pessoal que Corigliano, depois daquele encontro, percorreu nos rastos de Jesus. Uma viagem de amor, de fé, de esperança e de uma irresistível felicidade. De tal modo que, no final da leitura, se compreende que o santo da Obra era realmente um santo, ou seja, alguém que contagiava a todos que com lidava, fazendo-os enamorar-se de Deus (e depois, em certo sentido, saindo de cena). Exatamente no estilo de Nossa Senhora, que tudo faz só para conduzir cada homem aos braços de Seu Filho Divino. (Costanza Signorelli) Costanza Signorelli: Considerando seu espírito napolitano, eu gostaria de começar daqui: São Josemaria Escrivá realmente era sempre tão alegre e de bom humor, como o descreve? Pippo Corigliano: Quando conheci São Josemaria, percebi nele imediatamente uma alegria exuberante. No final das reuniões, a gente se via com lágrimas nos olhos e não sabia se eram lágrimas de emoção pela evidente fé do santo, ou devido às grandes risadas que ele nos fazia dar. Ele era realmente espirituoso, imprevisível e, ao mesmo tempo, afetuoso. CS: Tudo bem. Mas por que tanto bom humor? De onde vinha isso? PC: Alegria e perfume são características do Espírito Santo, enquanto tristeza e mau cheiro, para não mencionar a fetidez, são coisas do diabo. Você está triste? Sente falta da alegria? Então procure, depressa, ver se existe algum obstáculo entre você e Deus, e aí vai compreender o que está acontecendo. De fato, se você se voltar sinceramente para Ele, verá que a tristeza desaparece. A atitude própria do cristão é estar em paz e serenidade; somos como crianças pequenas que devem confiar completamente no Pai. Com São Josemaria, aprendi a me dirigir a Deus como uma criança faz com o pai. Ele sempre repetia: “Seja pequeno, muito pequeno. Com não mais de dois anos, três no máximo…”. S: Pode dar um exemplo concreto? PC: Escrivá teve que passar por muitas contrariedades: não apenas calúnias, mas também verdadeiros mal-entendidos por parte das autoridades eclesiásticas, que nem sempre o aceitavam e compreendiam. Bem, com muita humildade, paciência e submissão, ele sempre permaneceu sereno e alegre. Ele estava realmente em paz e, com seu exemplo, ele nos ensinou a amar a Igreja e o Papa, sempre, em todas as circunstâncias. CS: Um apelido que lhe deram era a de «místico da gravata bem escolhida». Na verdade, não é só uma piada: a expressão traduz um preciso pensamento de Escrivá. Poderia explicar? PC: Lembro-me de que a primeira característica que me impressionou naqueles jovens do Opus Dei, que conheci, foi o compromisso. Um compromisso não ostensivo, mas real: o que precisava ser feito, era feito. Com alegria sim, mas também com seriedade. No n° 1 do Caminho, de São Josemaria, lemos: “Que sua vida não seja estéril …”; e daí a brilhante intuição de uma santificação que passa pelo próprio trabalho cotidiano. Depois compreendi, verificando, ao longo do tempo, que aqueles que decidem aderir plenamente à sua vocação cristã correm esse perigo: reduzir tudo ao fazer. A moral, o apostolado, o compromisso com o trabalho são aspectos fundamentais, mas só fazem sentido quando se vinculam a uma escolha de fé, e a fé exige um salto no escuro. Um salto razoável e preciso, mas sempre no escuro: quem guia a barca é Jesus. CS: Também para Escrivá era assim? PC: Foi com ele que compreendi isto. Quando conheci São Josemaria, percebi imediatamente que a sua era uma vida intensamente comprometida, mas, ao mesmo tempo, ele tinha a atitude de quem se entrega completamente à Providência. Ele mesmo disse que, para criar o Opus Dei, foi guiado pelo Senhor: dê este passo aqui, faça aquilo ali. Sua vida não seguia um projeto próprio, mas se desenvolvia de acordo com o que o Espírito Santo lhe sugeria. CS: A esse respeito, você cita uma frase de Escrivà referente aos jovens: «Se não se tornam homens de oração, perdem seu tempo». O que era, para Escrivá, a oração? PC: Antes de tudo, rezar para ele significava aprender a ter um relacionamento direto e sincero com Deus, mas também significava dedicar, todos os dias, a uma parte importante do tempo a Ele. Neste sentido, São Josemaria foi para nós um excelente treinador de oração, sabendo que o que importa não é tanto o esforço humano, mas o próprio auxílio de Deus. Há uma frase que exprime bem o que era oração para Escrivá: “Ficar diante do Tabernáculo é como estar diante do sol: mesmo se a pessoa se distrai, sai bronzeado”. Dizia também: “Quando você se sentir como um cachorrinho aos pés da cruz, sem um único bom pensamento, fique parado e faça companhia a Jesus. Ele ficará feliz”. Isso significa que a oração não deve ser avaliada apenas quanto à satisfação interior, mas como oferecimento a Deus e à Sua graça. Quando conheci Josemaría, fiquei impressionado com o seu contínuo relacionamento com Deus: com os anjos, com São José, com Maria, com Jesus, com o Espírito Santo, e assim por diante, dia e noite. Ora, esse relacionamento foi gerado precisamente na oração e nos sacramentos. CS: A primeira coisa de que fala no livro é sobre amor: Escrivá era um “homem enamorado”. O senhor mesmo disse que, quando o conheceu, se sentiu como que afetado pelo amor… PC: Quando o conheci, ele tinha 59 anos, e me senti imediatamente marcado pela sua afeição. Essa foi minha primeira convulsão interior: pensei que ser cristão significava aderir a um sistema de pensamento, mas me enganava. Aprendi, com ele, que um cristão é alguém que sabe querer bem. Ele sempre repetia que Jesus havia dado um distintivo aos seus seguidores: ” “Nisso todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (João 13, 35). Por isso, ele dizia que os cristãos não se reconhecem por serem sóbrios, educados, castos, cultos, mas pela maneira como se querem bem, uma vez que amam como Jesus nos ama. É claro que a doutrina, o catecismo, a teologia são necessários, mas são um auxílio para mais amar, e amar melhor. E São Josemaria era o primeiro a dar o exemplo: ele via almas por toda parte, pessoas a quem amar. Dedicava-se a cada pessoa como se não tivesse mais nada a fazer, contagiando a todos com um carinho surpreendente e fascinante. Era impossível ter um relacionamento formal com ele, pois ele rompia com todos os padrões e ia direto ao coração. Via-se bem como o coração dele andava enamorado… CS: Via-se o quê? PC: O amor não pode ser descrito, mas havia sinais. Por exemplo, ele nos ensinava a rezar frequentemente com canções de amor, aquelas explicitamente relacionadas a Deus, mas também as não religiosas. CS: A certa altura, o senhor diz: “Todos percebíamos que ele era um santo”. Por quê? PC: Por seu entusiasmo e familiaridade com Deus. Falava de Jesus, de Maria, dos santos como se os conhecesse pessoalmente. Ele nos ensinou a tratar Deus como um pai, e nos fez descobrir realmente o significado desse “Abba” de Jesus no Getsêmani. Através do relacionamento com ele, também nós descobrimos a paternidade de Deus; e, de fato, em seu túmulo está escrito: “O pai”, como gostávamos de chamá-lo. CS: Uma última pergunta. Ao lado de cada santo, sempre está Maria. E Escrivá, nisso, não é exceção. Como foi seu relacionamento com a Mãe de Deus? PC: Uma frase resume tudo: “A Jesus se vai — e se “retorna” — sempre por Maria”. https://lanuovabq.it/it/vi-racconto-il-mio-amico-san-josemaria-escriva
- Paróquia comunica roubo e recuperação de hóstias consagradas com objetos litúrgicos
A Paróquia São Sebastião de Contendas divulgou nesta semana dois comunicados informando o roubo e a recuperação de objetos litúrgicos, inclusive o sacrário contendo Jesus Sacramentado. Leia as respectivas notas: NOTA OFICIAL A Paróquia São Sebastião de Contendas, neste ato representada pelo seu pároco , Pe. Rodrigo Celso Pedro, vem por meio desta nota, tornar pública a sua profunda tristeza com o ato de profanação da Matriz São Sebastião de Contendas, na madrugada do dia 18 de novembro de 2019. Manifestamos nosso mais profundo repúdio por tais atos de vandalismo, profanação e desrespeito para com a Casa do Senhor. Foi levado: O Sacrário, Ambulas, Teca, Patena, Cruz do Altar, Castiçais e outros. Convidamos todo povo de Deus, os fiéis de boa vontade a rezarem conosco por nossa Comunidade Paroquial e pedimos encarecidamente que qualquer informação sobre quem tenha cometido o ato ou tenham informações sobres os nossos objetos furtados, por favor, nos comunique! A ocorrência foi registrada na 104. Delegacia de Polícia do Município de São José do Vale do Rio Freto – RJ. Todos os atos litúrgicos estão suspensos até a aquisição de novo sacrário e o Ato de Desagravo! NOTA OFICIAL — 23/11/2019 A Paróquia São Sebastião de Contendas, neste ato representada pelo seu pároco, Pe. Rodrigo Celso Pedro, vem por meio desta nota COMUMCAR QUE ENCONTRAMOS NOSSO SENHOR SACRAMENTADO, nas seguintes condições: Três Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, sairamu ás 13h da Matriz de São Sebastião em Comendas, para realizar uma busca nos terrenos próximos a Igreja, onde ficam situadas algumas granjas. Ao chegarem ao local, eles dividiram-se e iniciaram as buscas. Por volta das 14h30 um dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão encontrou um rastro no mato nos fundos de una das granjas, o mesmo seguiu este rastro procurando por pistas. Continuou seguindo os rastros onde encontrou o Sacrário arrombado e, dentro dele, as partículas derramadas, a âmbula menor aberta e a porta do mesmo. Sobre o Sacrário estavam a teca fechada, porém vazia, um corporal e o véu de uma das ambulas. A ambula maior se encontrava vazia e amassada ao lado do Sacrário. Assim, o Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão tentou chamar os outros dis, porém estes estavam muito longe e não o ouviram. Portanto, ele recolheu o Sacrário da forma como foi encontrado, bem como a ambula. Dirigiu-se até a varanda de uma casa vazia, onde protegeu o Nosso Senhor Sacramentado. Esperou cerca de 45 minutos pelos companheiros, quando avistando um deles fez sinal para que descesse. Ao se reunirem, entraram em contato com nosso pároco que, imediatamente, se dirigiu ao local. Reunidos com o pároco, no local, realizaram um pequeno momento de adoração ao Nosso Senhor Sacramentado. Em seguida, o padre recolheu as Particular do Sacrário e os demais objetos e todos se dirigiram à Igreja. Já na Igreja, foi realizado o ato de purificação do Sacrário, bem como das ambulas e da teca e o ato de ablução das Sagradas Hóstias. Continuemos em oração, para que os responsáveis por tão grande profanação sejam encontrados. Informamos que devido ao estado que foram encontrados os objeto, estes não servirão mais ao uso litúrgico e ficarão guardados em local digno e conveniente. Até a aquisição de novo Sacrário e reparos físicos na Igreja, os atos litúrgicos na Matriz de São Sebastião de Contendas, estão suspensos Pastoral de Comunicação, Paróquia São Sebastião de Contendas.
- Paróquia comunica roubo e recuperação de hóstias consagradas com objetos litúrgicos
A Paróquia São Sebastião de Contendas divulgou nesta semana dois comunicados informando o roubo e a recuperação de objetos litúrgicos, inclusive o sacrário contendo Jesus Sacramentado. Leia as respectivas notas: NOTA OFICIAL A Paróquia São Sebastião de Contendas, neste ato representada pelo seu pároco , Pe. Rodrigo Celso Pedro, vem por meio desta nota, tornar pública a sua profunda tristeza com o ato de profanação da Matriz São Sebastião de Contendas, na madrugada do dia 18 de novembro de 2019. Manifestamos nosso mais profundo repúdio por tais atos de vandalismo, profanação e desrespeito para com a Casa do Senhor. Foi levado: O Sacrário, Ambulas, Teca, Patena, Cruz do Altar, Castiçais e outros. Convidamos todo povo de Deus, os fiéis de boa vontade a rezarem conosco por nossa Comunidade Paroquial e pedimos encarecidamente que qualquer informação sobre quem tenha cometido o ato ou tenham informações sobres os nossos objetos furtados, por favor, nos comunique! A ocorrência foi registrada na 104. Delegacia de Polícia do Município de São José do Vale do Rio Freto – RJ. Todos os atos litúrgicos estão suspensos até a aquisição de novo sacrário e o Ato de Desagravo! NOTA OFICIAL — 23/11/2019 A Paróquia São Sebastião de Contendas, neste ato representada pelo seu pároco, Pe. Rodrigo Celso Pedro, vem por meio desta nota COMUMCAR QUE ENCONTRAMOS NOSSO SENHOR SACRAMENTADO, nas seguintes condições: Três Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, sairamu ás 13h da Matriz de São Sebastião em Comendas, para realizar uma busca nos terrenos próximos a Igreja, onde ficam situadas algumas granjas. Ao chegarem ao local, eles dividiram-se e iniciaram as buscas. Por volta das 14h30 um dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão encontrou um rastro no mato nos fundos de una das granjas, o mesmo seguiu este rastro procurando por pistas. Continuou seguindo os rastros onde encontrou o Sacrário arrombado e, dentro dele, as partículas derramadas, a âmbula menor aberta e a porta do mesmo. Sobre o Sacrário estavam a teca fechada, porém vazia, um corporal e o véu de uma das ambulas. A ambula maior se encontrava vazia e amassada ao lado do Sacrário. Assim, o Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão tentou chamar os outros dis, porém estes estavam muito longe e não o ouviram. Portanto, ele recolheu o Sacrário da forma como foi encontrado, bem como a ambula. Dirigiu-se até a varanda de uma casa vazia, onde protegeu o Nosso Senhor Sacramentado. Esperou cerca de 45 minutos pelos companheiros, quando avistando um deles fez sinal para que descesse. Ao se reunirem, entraram em contato com nosso pároco que, imediatamente, se dirigiu ao local. Reunidos com o pároco, no local, realizaram um pequeno momento de adoração ao Nosso Senhor Sacramentado. Em seguida, o padre recolheu as Particular do Sacrário e os demais objetos e todos se dirigiram à Igreja. Já na Igreja, foi realizado o ato de purificação do Sacrário, bem como das ambulas e da teca e o ato de ablução das Sagradas Hóstias. Continuemos em oração, para que os responsáveis por tão grande profanação sejam encontrados. Informamos que devido ao estado que foram encontrados os objeto, estes não servirão mais ao uso litúrgico e ficarão guardados em local digno e conveniente. Até a aquisição de novo Sacrário e reparos físicos na Igreja, os atos litúrgicos na Matriz de São Sebastião de Contendas, estão suspensos Pastoral de Comunicação, Paróquia São Sebastião de Contendas.










![[A EXPERIÊNCIA CATÓLICA E A REPRESENTAÇÃO LITERÁRIA DA VIDA] – Olavo de Carvalho](https://static.wixstatic.com/media/984c42_edb1644349fe4b2ebd37a7517b967454~mv2.jpg/v1/fit/w_176,h_124,q_80,usm_0.66_1.00_0.01,blur_3,enc_auto/984c42_edb1644349fe4b2ebd37a7517b967454~mv2.jpg)





































