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A CRISE AMBIENTAL FOI PROVOCADA PELOS AMBIENTALISTAS DOS ANOS 70 – Ettore Gotti Tedeschi

28 de nov. de 2019
2 min de leitura
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A queda dos nascimentos no mundo ocidental deve-se às doutrinas neo-malthusianas nos EUA, no final dos anos 1960 (na Universidade de Stanford, o professor Erhlich se fez esterilizar em público), que seguem as hipóteses do Clube de Roma (sobre os limites do desenvolvimento) e as recomendações do Relatório Kissinger sobre a Nova Ordem Mundial (não suficientemente discutidas pelo Concílio Vaticano II).

Essa queda nos nascimentos causou, gradualmente, um colapso na taxa de crescimento do PIB.

Como compensação, iniciou-se a fase econômica denominada consumismo, onde o consumo individual (sempre e somente no mundo ocidental) se multiplicou, provocando, no Ocidente, os consequentes efeitos do crescimento da poluição ambiental (CO2).

Para permitir essa fase de hiperconsumismo, o poder de compra individual teve que ser aumentado e isso ocorreu deslocalizando muitas empresas (altamente produtivas) na Ásia, acelerando sobretudo a industrialização de baixo custo, com muito pouca atenção ao problema ambiental (com grande aumento de CO2).

O consumo muito alto no Ocidente, e a produção mal deslocalizalida no Oriente, produziram efeitos ambientais (sobre os quais, aliás, não há consenso nas avaliações científicas).

Conclusão: a causa do problema ambiental de hoje, exacerbada pelos ambientalistas de hoje, foi gerada ontem pelos ambientalistas de ontem, os quais, a fim de proteger a Terra (ontem), conseguiram tornar convincente a necessidade de reduzir o número de nascimentos humanos (o homem passou a ser visto como câncer da natureza).

Para compensar o impacto econômico da taxa de crescimento populacional, o consumo individual aumentou, com a consequente produção a baixo custo, sem cuidado com o ambiente.

Foram os ambientalistas neo-malthusianos da década de 1970 que geraram o problema ambiental.

Mas não é só isso. Foram eles, também, que desequilibraram a economia mundial, promovendo a desindustrialização do Ocidente, a industrialização do Oriente e a crise econômica que ainda estamos enfrentando hoje.

Que lição tirar? Se não se reconhecem as leis naturais, a economia é forçada a inventar utopias.

A primeira lei natural (em uma economia adequadamente avançada) diz respeito à quase perfeita correlação entre crescimento do PIB e crescimento populacional. Portanto, em um sistema econômico industrializado, se a população cresce, o PIB cresce; se a população diminui, o PIB diminui. Qualquer outra explicação é utópica.

 
 
 

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