O Natal sem Cristo
Andando por São Paulo, observei que os enfeites de Natal já começaram a tomar conta da decoração da cidade. Também observei que apesar de o Natal ser uma celebração de cunho cristão, que há séculos e mais séculos celebra o nascimento de Cristo, a pessoa de Cristo já não é mais lembrada.
O Natal virou apenas uma ocasião de consumo, de troca de presentes e celebrações de todos os tipos, mas o dono da festa, a razão do existir dessa data no mundo ocidental, tem sido completamente esquecido. A maioria das decorações apenas trazem árvores repleta de presentes, papai noel e suas renas e até bonecos de neve. Mas são poucas que ainda trazem a bucólica imagem do presépio, com o menino Jesus e sua família cercado pelos animais do campo, todos observando o nascimento do Rei do universo. Na visão moderna, cheia luxo e enfeites caros, o simples estábulo que abrigou a sagrada família parece não digno de ser lembrado. Para eles, a simplicidade do nascimento de Cristo não combina com suas decorações pomposas e com todo estímulo aos consumismo desenfreado.
O nascimento de Jesus foi aguardado por gerações, os profetas anunciaram esse momento, as Escrituras trazem o anseio pelo “desejado das nações”. Desde Abraão, passando por Moisés, Davi, e todos os profetas, todos aguardaram ansiosamente por aquele que havia de vir e libertar o povo da escravidão do pecado. Como podemos esquecer Dele, numa data em que celebramos o seu tão aguardado nascimento?
O mundo moderno é anticristão, e busca de todas as formas suprimir os traços da religião cristã na cultura. Principalmente no Natal, a figura de Cristo vem sendo substituída por qualquer outra figura comemorativa. A celebração do nascimento do nosso Salvador, vem sendo substituída por qualquer demanda secular que entorpeça a mente e faça o homem esquecer do porquê aquele dia existe. Talvez a lembrança de Cristo nos lembre que temos um Rei, e lembrar que temos um Rei nos lembra que temos que servi-lo. E servir algo além de si mesmo é coisa que a modernidade rejeita por completo.
A celebração do Natal como o nascimento de Cristo é celebrada há séculos pelos cristãos do mundo todo, sendo uma das datas mais importantes do nosso calendário. E aos poucos vem sendo propositalmente substituída. O mais triste é ver os próprios cristãos se deixando seduzir pelas demandas da modernidade e se esquecendo daquele que nasceu da virgem para nos salvar. Talvez os excessos que essa época proporciona, comidas, bebidas e muitos presentes, tenha inebriado nossa mente e corrompido nossa alma, nos fazendo esquecer do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo. Não podemos nos render ao apelo secular. Que o Natal seja comemorado e celebrado, mas que nunca, em hipótese alguma nos esqueçamos a quem estamos celebrando. A Ele pertence esse dia. E não somente o dia, mas tudo. Pois Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas.
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6)
Ramon Serrano
















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