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  • 365 dias com a Bíblia – Leia a bíblia em um ano

    Vamos ler a Bíblia Sagrada juntos? Para cada dia e mês uma sugestão de leitura da Bíblia Sagrada. Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro

  • Milagre de São Januário ocorre novamente e milhares participam de procissão

    Este ano não houve espera em Nápoles para o “milagre de Maio” de São Januário! Há alguns momentos as ampolas contendo o sangue do santo padroeiro, que já estava liquefeito ao contrário do habitual, foram extraídas do cofre. Na cerimônia celebrada pelo bispo Dom Dom Battaglia também Emanuele Filiberto, Príncipe de Veneza e Piemonte, se encontra sentado entre os fiéis. Agora, as relíquias ainda serão levadas em procissão da catedral até a basílica de Santa Chiara, retomando assim a procissão sagrada que há séculos ocorre no sábado antes do primeiro domingo de maio. A procissão está desaparecida há três anos: em 2019 não foi realizada devido ao mau tempo, nos últimos dois anos devido à emergência de Covid. O inexplicável fenômeno costuma ocorrer três vezes ao ano: no sábado anterior ao primeiro domingo de maio – por ocasião do translado dos restos mortais do Santo a Nápoles -. No dia de sua festa litúrgica, em 19 de setembro; e em 16 de dezembro, aniversário da intercessão de São Januário na erupção do Vesúvio em 1631. Na tradição local, a falta de liquefação do sangue sinaliza guerra, fome, doença ou outro desastre. A procissão Após dois anos de parada forçada devido ao Covid, a procissão de São Januário retorna a Nápoles, e em Nápoles milhares de pessoas participam do evento. As relíquias da padroeira deixaram a catedral de Nápoles para serem levadas em procissão até a basílica de Santa Chiara, um antigo rito de séculos que, no entanto, havia sido substituído por uma função “interior” tanto em 2019, devido ao mau tempo, quanto nos dois anos seguintes devido à pandemia. Hoje, após a luz verde, há uma multidão de fiéis, curiosos e turistas esperando a passagem do busto e ampolas contendo o sangue do santo padroeiro de Nápoles e da Campânia. Sangue que foi encontrado já liquefeito na abertura do cofre onde as relíquias são mantidas, um evento pouco frequente, mas ainda ocorreu outras vezes no passado. Muitos na rua usam máscaras. Para usá-lo também o arcebispo, Domenico Battaglia, os bispos auxiliares e os cânones da catedral que, juntamente com os membros da Delegação, escoltarão o busto e ampolas com o sangue de San Gennaro da catedral até Santa Chiara. A de hoje é a primeira procissão do prefeito Gaetano Manfredi, eleito no outono passado: o prefeito de Nápoles guarda uma das duas chaves do cofre, que está localizado na Capela do Tesouro, onde as ampolas são mantidas. A procissão de hoje ventos ao longo das ruas do centro histórico de Nápoles. Muitos quiseram decorar as varandas com cortinas ou simplesmente expondo cobertores. O início da procissão foi precedido por um breve momento de oração liderado pelo próprio arcebispo. A procissão é acompanhada pela Fanfarra dos Carabinieri. Traduzido de La Repubblica O martírio de São Januário São Januário, padroeiro de Nápoles, foi bispo de Benevento. Durante a perseguição contra os cristãos, foi feito prisioneiro junto com seus companheiros e submetido a terríveis torturas. Certo dia, ele e seus amigos foram lançados aos leões, mas as feras apenas rugiram sem se aproximar. Então, foram acusados de usar magia e condenados a morrer decapitados perto de Pozzuoli, onde também foram enterrados. Isso aconteceu por volta do ano 305. As relíquias de são Januário foram transladadas a diferentes lugares até que finalmente chegaram a Nápoles em 1497. Leia também Conheça mais sobre a vida deste grande santo, São Januário #SãoJanuário

  • Milagre de São Januário ocorre novamente e milhares participam de procissão

    Este ano não houve espera em Nápoles para o “milagre de Maio” de São Januário! Há alguns momentos as ampolas contendo o sangue do santo padroeiro, que já estava liquefeito ao contrário do habitual, foram extraídas do cofre. Na cerimônia celebrada pelo bispo Dom Dom Battaglia também Emanuele Filiberto, Príncipe de Veneza e Piemonte, se encontra sentado entre os fiéis. Agora, as relíquias ainda serão levadas em procissão da catedral até a basílica de Santa Chiara, retomando assim a procissão sagrada que há séculos ocorre no sábado antes do primeiro domingo de maio. A procissão está desaparecida há três anos: em 2019 não foi realizada devido ao mau tempo, nos últimos dois anos devido à emergência de Covid. O inexplicável fenômeno costuma ocorrer três vezes ao ano: no sábado anterior ao primeiro domingo de maio – por ocasião do translado dos restos mortais do Santo a Nápoles -. No dia de sua festa litúrgica, em 19 de setembro; e em 16 de dezembro, aniversário da intercessão de São Januário na erupção do Vesúvio em 1631. Na tradição local, a falta de liquefação do sangue sinaliza guerra, fome, doença ou outro desastre. A procissão Após dois anos de parada forçada devido ao Covid, a procissão de São Januário retorna a Nápoles, e em Nápoles milhares de pessoas participam do evento. As relíquias da padroeira deixaram a catedral de Nápoles para serem levadas em procissão até a basílica de Santa Chiara, um antigo rito de séculos que, no entanto, havia sido substituído por uma função “interior” tanto em 2019, devido ao mau tempo, quanto nos dois anos seguintes devido à pandemia. Hoje, após a luz verde, há uma multidão de fiéis, curiosos e turistas esperando a passagem do busto e ampolas contendo o sangue do santo padroeiro de Nápoles e da Campânia. Sangue que foi encontrado já liquefeito na abertura do cofre onde as relíquias são mantidas, um evento pouco frequente, mas ainda ocorreu outras vezes no passado. Muitos na rua usam máscaras. Para usá-lo também o arcebispo, Domenico Battaglia, os bispos auxiliares e os cânones da catedral que, juntamente com os membros da Delegação, escoltarão o busto e ampolas com o sangue de San Gennaro da catedral até Santa Chiara. A de hoje é a primeira procissão do prefeito Gaetano Manfredi, eleito no outono passado: o prefeito de Nápoles guarda uma das duas chaves do cofre, que está localizado na Capela do Tesouro, onde as ampolas são mantidas. A procissão de hoje ventos ao longo das ruas do centro histórico de Nápoles. Muitos quiseram decorar as varandas com cortinas ou simplesmente expondo cobertores. O início da procissão foi precedido por um breve momento de oração liderado pelo próprio arcebispo. A procissão é acompanhada pela Fanfarra dos Carabinieri. Traduzido de La Repubblica O martírio de São Januário São Januário, padroeiro de Nápoles, foi bispo de Benevento. Durante a perseguição contra os cristãos, foi feito prisioneiro junto com seus companheiros e submetido a terríveis torturas. Certo dia, ele e seus amigos foram lançados aos leões, mas as feras apenas rugiram sem se aproximar. Então, foram acusados de usar magia e condenados a morrer decapitados perto de Pozzuoli, onde também foram enterrados. Isso aconteceu por volta do ano 305. As relíquias de são Januário foram transladadas a diferentes lugares até que finalmente chegaram a Nápoles em 1497. Leia também Conheça mais sobre a vida deste grande santo, São Januário #SãoJanuário

  • Arautos do Evangelho esclarecem fatos divulgados em grave campanha de calúnias e difamações

    Após grave campanha de calúnias e difamações impulsionadas por grandes redes de comunicão anticatólicas, os Arautos do Evangelho esclarecem cada fato divulgado pelas reportagens da Record e Rede Globo, contestando cada falsa acusação com documentos, provas e testemunhos. Os Arautos do Evangelho divulgaram nesta sexta-feira (29) através de seu canal do YouTube, um vídeo de esclarecimento contendo uma excelente contextualização e refutando cada narrativa apresentada nós ataques promovidos pelas redes de comunicação anticatólicas Record e Rede Globo, contendo informações e documentos exclusivos que esclarecem de uma vez por todas as calúnias e difamações apresentadas de maneira recorrente contra a instituição. As reportagens transmitidas em dias diferentes, e que diziam ser “exclusivas” e com novas informações e acusações, na verdade eram apenas uma repetição das mesmas acusações já vistas em reportagens veiculadas em anos anteriores. Assista abaixo, agora sim com informações exclusivas e esclarecedoras, um vídeo contendo a refutação de casa uma das calúnias promovidas pela matéria. Fazemos um importante apelo Sabemos que, infelizmente, este importante vídeo de esclarecimento nunca alcançará o mesmo número de pessoas que assistiram as reportagens do Fantástico e da Record, portanto pedimos a todos que chegaram até aqui para que assistam o vídeo na íntegra e, caso considerem o vídeo relevante, compartilhem a matéria com seus amigos, familiares e redes sociais (grupos de whatsapp, etc) para que a verdade tenha a chance de alcançar o maior número de pessoas. Escolha entre os botões abaixo a rede social em que deseja compartilhar a matéria e clique no botão para enviar:

  • Arautos do Evangelho esclarecem fatos divulgados em grave campanha de calúnias e difamações

    Após grave campanha de calúnias e difamações impulsionadas por grandes redes de comunicão anticatólicas, os Arautos do Evangelho esclarecem cada fato divulgado pelas reportagens da Record e Rede Globo, contestando cada falsa acusação com documentos, provas e testemunhos. Os Arautos do Evangelho divulgaram nesta sexta-feira (29) através de seu canal do YouTube, um vídeo de esclarecimento contendo uma excelente contextualização e refutando cada narrativa apresentada nós ataques promovidos pelas redes de comunicação anticatólicas Record e Rede Globo, contendo informações e documentos exclusivos que esclarecem de uma vez por todas as calúnias e difamações apresentadas de maneira recorrente contra a instituição. As reportagens transmitidas em dias diferentes, e que diziam ser “exclusivas” e com novas informações e acusações, na verdade eram apenas uma repetição das mesmas acusações já vistas em reportagens veiculadas em anos anteriores. Assista abaixo, agora sim com informações exclusivas e esclarecedoras, um vídeo contendo a refutação de casa uma das calúnias promovidas pela matéria. Fazemos um importante apelo Sabemos que, infelizmente, este importante vídeo de esclarecimento nunca alcançará o mesmo número de pessoas que assistiram as reportagens do Fantástico e da Record, portanto pedimos a todos que chegaram até aqui para que assistam o vídeo na íntegra e, caso considerem o vídeo relevante, compartilhem a matéria com seus amigos, familiares e redes sociais (grupos de whatsapp, etc) para que a verdade tenha a chance de alcançar o maior número de pessoas. Escolha entre os botões abaixo a rede social em que deseja compartilhar a matéria e clique no botão para enviar:

  • São Pio V, o grande defensor da Igreja Católica – 30 de Abril

    SANTO DO DIA – 30 DE ABRIL – SÃO PIO V Papa (1504-1572) Antonio Miguel Ghislieri nasceu em 1504, em Bosco Marengo, na província de Alexandria, e, aos quatorze anos, já ingressara na congregação dos dominicanos. Depois que se ordenou sacerdote, sua carreira atravessou todas as etapas de maneira surpreendente. Foi professor, prior de convento, superior provincial, inquisidor em Como e Bérgamo, bispo de Sutri e Nepi, depois cardeal, grande inquisidor, bispo de Mondovi e, finalmente, papa, em 1566, tomando o nome de Pio V. A melhor definição para o seu governo é a palavra incômodo, aliás, como é o governo de todos os grandes reformadores dos costumes. Assim que assumiu, foi procurado, em Roma, por dezenas de parentes. Não deu ‘emprego’ a nenhum, afirmando, ainda, que um parente do papa, se não estiver na miséria, ‘já está bastante rico’. Dessa maneira, acabou com o nepotismo na Igreja, um mal que até hoje afeta as comunidades no âmbito político. Implantou, ainda, outras mudanças no campo pastoral, aprovadas no Concílio de Trento: a obrigação de residência para os bispos, a clausura dos religiosos, o celibato e a santidade de vida dos sacerdotes, as visitas pastorais dos bispos, o incremento das missões e a censura das publicações, para que não contivessem material doutrinário não aprovado pela Igreja. Grande Defensor da Igreja O Papa Pio V lutou bravamente contra o protestantismo, chegando ao ponto de excomungar a Rainha Elisabeth I. Além dos protestantes, que se espalhavam pela Europa, havia uma ameaça ainda maior: a invasão da Europa pelos turcos otomanos que desejavam destruir a Igreja. Diante dessa ameaça, foi necessário criar uma liga católica de modo a defender Roma e a Europa. Esta liga, formada por Veneza, Gênova e Espanha foi entitulada por ele como Santa Aliança. Essa batalha naval contra os turcos ficou conhecida como Batalha de Lepanto, pois ocorreu no golfo de Lepanto. São Pio V pediu para que todos os católicos fizessem orações e penitências e distribuiu muitas indulgências. Antes dos barcos iniciarem a viagem rumo à batalha, Dom João D’austria, que era o Almirante chefe das embarcações da santa aliança, passou com um barquinho em frente das embarcações com relíquias do vaticano e todos nos barcos se ajoelharam, entregando suas almas para Deus. Os navios se encontraram na manhã de sete de outubro de 1571, e, nessa batalha, morreram sete mil católicos e trinta mil turcos. O Sultão Selim, dizia antes da batalha, que tinha mais medo das orações do Papa do que dos navios que ele enviou. Nossa Senhora foi vista pelos turcos no céu ao lado das embarcações católicas, e ficou conhecida como Nossa Senhora da Vitória. O Papa soube de maneira sobrenatural no Vaticano da vitória católica e comunicou aos cardeais. Caso os católicos tivessem perdido essa batalha, a Europa seria totalmente islamizada, e as consequências seriam difíceis de prever. Depois de conseguir a união dos países católicos, com a consequente vitória sobre os turcos muçulmanos invasores, e de ter decretado a excomunhão e deposição da própria rainha da Inglaterra, Elisabeth I, o furacão se extinguiu. Papa Pio V morreu no dia primeiro de maio de 1572, sendo canonizado em 1712. Sua memória, antes venerada em 5 de maio, a partir da reforma do calendário litúrgico, passou a ser festejada nesta data, 30 de abril. Conheça mais sobre São Pio V O dia 30 de abril é festa de São Pio V, um pobre pastor que chegou a ser Sumo Pontífice, renovou o clero e a liturgia da Missa e salvou a Igreja e a Europa da invasão muçulmana na famosa batalha de Lepanto, com o auxílio da Virgem do Rosário. Antonio Chislieri (São Pio V) nasceu em Bosco (Itália), em 1504. Tinha que cuidar das ovelhas no campo, porque seus pais eram muito pobres. Na adolescência, uma família generosa custeou seus estudos ao ver que seu filho, também chamado Antonio, se comportava melhor desde que tinha se tornado amigo do santo. Assim, pôde estudar com os dominicanos e chegou a ser religioso dessa comunidade. Pouco a pouco, foi designado para cargos importantes até que o próprio Papa o nomeou Bispo e, em seguida, encarregado da associação que defendia a fé na Itália. O santo percorria a pé os povoados, alertando os fiéis dos erros dos evangélicos e luteranos. Muitas vezes, quiseram matá-lo, mas seguiu anunciando a verdade. O Papa o nomeou Cardeal e o encarregou para dirigir a Igreja em defesa da reta doutrina. Quando o Papa Pio IV morreu, São Carlos Borromeo disse aos Cardeais que o mais apropriado para o ministério era o Cardeal Antonio Chislieri, por isso, foi eleito e tomou o nome de Pio V. São Pio V pediu que o que se ia gastar no banquete aos políticos e militares fosse empregado em ajudas para os pobres e enfermos. Um dia, viu na rua seu amigo Antonio, cuja família pagou seus estudos, nomeou-o governador do quartel do Papa e as pessoas admiraram ainda mais o Santo Padre ao saber de seu humilde passado. O Pontífice tinha grande devoção à Eucaristia, à Virgem e à recitação do Rosário, que recomendava a todos. Nas procissões do Santíssimo Sacramento, percorria as ruas de Roma a pé e com grande piedade e devoção. Ordenou que bispos e párocos vivessem no local para onde tinham sido nomeados, a fim de que não descuidassem dos fiéis. Publicou um novo missal e uma nova edição da Liturgia das Horas, bem como um novo catecismo. Nessa época, os muçulmanos ameaçaram invadir a Europa e acabar com a religião católica. Saíam da Turquia, arrasando as populações católicas e anunciando que a Basílica de São Pedro seria o estábulo para os seus cavalos. Nenhum rei queria enfrentá-los. O Papa buscou a ajuda de líderes europeus e organizou um grande exército com barcos. Ele pediu que todos os combatentes fossem à batalha confessados e tendo comungado na Missa. Enquanto iam combater, o Pontífice e os fiéis romanos percorriam as ruas descalços rezando o Rosário. Os muçulmanos eram superiores e se encontraram com o exército católico no golfo de Lepanto, perto da Grécia. Os líderes cristãos fizeram com que os soldados rezassem o rosário antes de iniciar a batalha em 7 de outubro de 1571. O combate começou com vento contrário para os católicos até que, de um momento para o outro, mudou de direção. Então, os cristãos se lançaram ao ataque e obrigaram os muçulmanos a recuar. São Pio, sem ter recebido notícias do que aconteceu, olhou pela janela e disse aos Cardeais: “Vamos nos dedicar a dar graças a Deus e à Virgem Santíssima, porque conseguimos a vitória”. O Papa, como agradecimento, mandou que a cada 7 de outubro fosse celebrada a festa de Nossa Senhora do Rosário e que nas ladainhas fosse incluída “Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por nós” (algo que foi propagado por São João Bosco, séculos depois). Partiu para a casa do Pai em 1º de maio de 1572, aos 68 anos. #SantodoDia

  • São Pio V, o grande defensor da Igreja Católica – 30 de Abril

    SANTO DO DIA – 30 DE ABRIL – SÃO PIO V Papa (1504-1572) Antonio Miguel Ghislieri nasceu em 1504, em Bosco Marengo, na província de Alexandria, e, aos quatorze anos, já ingressara na congregação dos dominicanos. Depois que se ordenou sacerdote, sua carreira atravessou todas as etapas de maneira surpreendente. Foi professor, prior de convento, superior provincial, inquisidor em Como e Bérgamo, bispo de Sutri e Nepi, depois cardeal, grande inquisidor, bispo de Mondovi e, finalmente, papa, em 1566, tomando o nome de Pio V. A melhor definição para o seu governo é a palavra incômodo, aliás, como é o governo de todos os grandes reformadores dos costumes. Assim que assumiu, foi procurado, em Roma, por dezenas de parentes. Não deu ‘emprego’ a nenhum, afirmando, ainda, que um parente do papa, se não estiver na miséria, ‘já está bastante rico’. Dessa maneira, acabou com o nepotismo na Igreja, um mal que até hoje afeta as comunidades no âmbito político. Implantou, ainda, outras mudanças no campo pastoral, aprovadas no Concílio de Trento: a obrigação de residência para os bispos, a clausura dos religiosos, o celibato e a santidade de vida dos sacerdotes, as visitas pastorais dos bispos, o incremento das missões e a censura das publicações, para que não contivessem material doutrinário não aprovado pela Igreja. Grande Defensor da Igreja O Papa Pio V lutou bravamente contra o protestantismo, chegando ao ponto de excomungar a Rainha Elisabeth I. Além dos protestantes, que se espalhavam pela Europa, havia uma ameaça ainda maior: a invasão da Europa pelos turcos otomanos que desejavam destruir a Igreja. Diante dessa ameaça, foi necessário criar uma liga católica de modo a defender Roma e a Europa. Esta liga, formada por Veneza, Gênova e Espanha foi entitulada por ele como Santa Aliança. Essa batalha naval contra os turcos ficou conhecida como Batalha de Lepanto, pois ocorreu no golfo de Lepanto. São Pio V pediu para que todos os católicos fizessem orações e penitências e distribuiu muitas indulgências. Antes dos barcos iniciarem a viagem rumo à batalha, Dom João D’austria, que era o Almirante chefe das embarcações da santa aliança, passou com um barquinho em frente das embarcações com relíquias do vaticano e todos nos barcos se ajoelharam, entregando suas almas para Deus. Os navios se encontraram na manhã de sete de outubro de 1571, e, nessa batalha, morreram sete mil católicos e trinta mil turcos. O Sultão Selim, dizia antes da batalha, que tinha mais medo das orações do Papa do que dos navios que ele enviou. Nossa Senhora foi vista pelos turcos no céu ao lado das embarcações católicas, e ficou conhecida como Nossa Senhora da Vitória. O Papa soube de maneira sobrenatural no Vaticano da vitória católica e comunicou aos cardeais. Caso os católicos tivessem perdido essa batalha, a Europa seria totalmente islamizada, e as consequências seriam difíceis de prever. Depois de conseguir a união dos países católicos, com a consequente vitória sobre os turcos muçulmanos invasores, e de ter decretado a excomunhão e deposição da própria rainha da Inglaterra, Elisabeth I, o furacão se extinguiu. Papa Pio V morreu no dia primeiro de maio de 1572, sendo canonizado em 1712. Sua memória, antes venerada em 5 de maio, a partir da reforma do calendário litúrgico, passou a ser festejada nesta data, 30 de abril. Conheça mais sobre São Pio V O dia 30 de abril é festa de São Pio V, um pobre pastor que chegou a ser Sumo Pontífice, renovou o clero e a liturgia da Missa e salvou a Igreja e a Europa da invasão muçulmana na famosa batalha de Lepanto, com o auxílio da Virgem do Rosário. Antonio Chislieri (São Pio V) nasceu em Bosco (Itália), em 1504. Tinha que cuidar das ovelhas no campo, porque seus pais eram muito pobres. Na adolescência, uma família generosa custeou seus estudos ao ver que seu filho, também chamado Antonio, se comportava melhor desde que tinha se tornado amigo do santo. Assim, pôde estudar com os dominicanos e chegou a ser religioso dessa comunidade. Pouco a pouco, foi designado para cargos importantes até que o próprio Papa o nomeou Bispo e, em seguida, encarregado da associação que defendia a fé na Itália. O santo percorria a pé os povoados, alertando os fiéis dos erros dos evangélicos e luteranos. Muitas vezes, quiseram matá-lo, mas seguiu anunciando a verdade. O Papa o nomeou Cardeal e o encarregou para dirigir a Igreja em defesa da reta doutrina. Quando o Papa Pio IV morreu, São Carlos Borromeo disse aos Cardeais que o mais apropriado para o ministério era o Cardeal Antonio Chislieri, por isso, foi eleito e tomou o nome de Pio V. São Pio V pediu que o que se ia gastar no banquete aos políticos e militares fosse empregado em ajudas para os pobres e enfermos. Um dia, viu na rua seu amigo Antonio, cuja família pagou seus estudos, nomeou-o governador do quartel do Papa e as pessoas admiraram ainda mais o Santo Padre ao saber de seu humilde passado. O Pontífice tinha grande devoção à Eucaristia, à Virgem e à recitação do Rosário, que recomendava a todos. Nas procissões do Santíssimo Sacramento, percorria as ruas de Roma a pé e com grande piedade e devoção. Ordenou que bispos e párocos vivessem no local para onde tinham sido nomeados, a fim de que não descuidassem dos fiéis. Publicou um novo missal e uma nova edição da Liturgia das Horas, bem como um novo catecismo. Nessa época, os muçulmanos ameaçaram invadir a Europa e acabar com a religião católica. Saíam da Turquia, arrasando as populações católicas e anunciando que a Basílica de São Pedro seria o estábulo para os seus cavalos. Nenhum rei queria enfrentá-los. O Papa buscou a ajuda de líderes europeus e organizou um grande exército com barcos. Ele pediu que todos os combatentes fossem à batalha confessados e tendo comungado na Missa. Enquanto iam combater, o Pontífice e os fiéis romanos percorriam as ruas descalços rezando o Rosário. Os muçulmanos eram superiores e se encontraram com o exército católico no golfo de Lepanto, perto da Grécia. Os líderes cristãos fizeram com que os soldados rezassem o rosário antes de iniciar a batalha em 7 de outubro de 1571. O combate começou com vento contrário para os católicos até que, de um momento para o outro, mudou de direção. Então, os cristãos se lançaram ao ataque e obrigaram os muçulmanos a recuar. São Pio, sem ter recebido notícias do que aconteceu, olhou pela janela e disse aos Cardeais: “Vamos nos dedicar a dar graças a Deus e à Virgem Santíssima, porque conseguimos a vitória”. O Papa, como agradecimento, mandou que a cada 7 de outubro fosse celebrada a festa de Nossa Senhora do Rosário e que nas ladainhas fosse incluída “Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por nós” (algo que foi propagado por São João Bosco, séculos depois). Partiu para a casa do Pai em 1º de maio de 1572, aos 68 anos. #SantodoDia

  • SALVAR O OCIDENTE – Pe. Santiago Martín

    A guerra na Ucrânia continua. As bombas continuam a destruir cidades e a tirar vidas. Os ucranianos continuam a fugir do seu atormentado país e diz-se que já existem doze milhões de refugiados. Entretanto, algumas empresas de países que fornecem armas à Ucrânia, e mesmo algumas nações, concordam com as condições impostas pela Rússia, de modo a não perderem o seu negócio ou deixarem de receber gás. É como se, pouco a pouco, a tensão fosse aliviando e o que nos horrorizava, até há poucos dias, já não seja tão digno de notícia. É como se, pouco a pouco, o Ocidente estivesse aceitando que a Rússia ganhará porque é mais forte e os ucranianos perderão porque são mais fracos. E aí vem a grande questão: o que é o Ocidente? Não é um termo geográfico, pois se fosse sinônimo do que está mais a oeste de onde eu estou, concluiríamos que, para os americanos, o oeste é a China. É um conceito forjado a partir da união de três grandes correntes intelectuais e espirituais: pensamento grego, direito romano e religião judaico-cristã. São Paulo foi talvez o primeiro homem ocidental no sentido pleno, pois nasceu na esfera cultural grega, era cidadão romano e foi o grande divulgador do cristianismo. Nesse sentido, o Ocidente é aquele país e aquela pessoa que abraça estes três grandes conceitos, independentemente do local onde vive e mesmo que não seja um crente da religião que contribuiu decisivamente para a fundação do Ocidente. Um país ocidental e um homem ocidental, mesmo sem ter consciência disso, atribui importância à busca da verdade, aceita que somos todos iguais perante a lei e coloca o amor — e o perdão, como a sua expressão mais sublime — como o princípio condutor da sua vida. No século XVIII, o Iluminismo cunhou estes três conceitos numa proclamação que fez sua, mas que já era antiga: liberdade, igualdade e fraternidade. Compreendida à maneira ocidental — e portanto cristã —, a liberdade só é possível se procurarmos a verdade (“A verdade libertar-vos-á”), a igualdade implica o respeito pelas leis que afetam a todos, e a fraternidade só é possível porque assumimos que existe um Pai comum, Deus, que o é porque nos criou e porque nos ama, e que nos ensina que a única maneira de nos tratarmos como irmãos é amando-nos uns aos outros como Cristo nos amou. De acordo com isto, será que o Ocidente ainda é ocidental? A liberdade tornou-se licenciosidade, e o melhor exemplo é a ideologia do género; a igualdade perante a lei exclui, por exemplo, todos os não nascidos e os que já não são produtivos; a fraternidade é uma mera frase não praticada, numa sociedade onde o amor é sinônimo de sexo e o perdão é sinônimo de fraqueza. As bombas que caem sobre a Ucrânia não só matam pessoas, como também mostram que o bombista não é ocidental e, portanto, não é cristão, mesmo que receba a bênção do seu patriarca. Mas também não é o Ocidente que legaliza a morte de crianças e a venda dos seus pequenos órgãos para transplantes, que considera o gênero como uma questão cultural ou que fez do relativismo a sua ideologia principal. Cristo era mais ocidental do que Pilatos, pois no Pretório Nosso Senhor falou da verdade — um assunto tipicamente ocidental —, enquanto o governador romano, sob influência dos cínicos gregos, duvidou da possibilidade de encontrar essa verdade e mandou matá-lo, mesmo sabendo que era inocente. A lavagem das mãos de Pilatos mata o Ocidente; e são os mártires cristãos, no Coliseu Romano, que o salvam. Mas nem tudo está perdido. O Ocidente ainda pode ser salvo. Há sinais de esperança. Por exemplo, o editorial no Wall Street Journal , desta semana, apela para que o Supremo Tribunal dos EUA anule a lei que permitiu a legalização do aborto nos Estados Unidos — e possa deixar aos estados a legislação sobre o mesmo (com o aborto já não sendo considerado um direito). Defender a vida, especialmente a dos mais fracos, é ocidental, como o é procurar a verdade ou aceitar que somos todos iguais perante a lei. As bombas que caem sobre a Ucrânia são um ataque ao Ocidente; mas também são um ataque ao Ocidente o relativismo, a ideologia do género e a destruição da família. Para salvar o Ocidente devemos não só pôr fim à guerra, mas também a estas três grandes ameaças que, como um cancro, o estão destruindo.

  • Práticas que todo consagrado a Nossa Senhora deve se esforçar para viver

    Neste texto, falaremos um pouco sobre as práticas que um consagrado a Virgem Maria deve ter, compreendem as práticas exteriores e interiores. Para sermos verdadeiramente escravos da Santíssima Virgem, algumas práticas e virtudes são necessárias em nossas vidas após a consagração. E para isso elaboramos este texto. Primeiramente vale lembrar que no artigo “Por que me consagrar a Nossa Senhora?” . Neste texto descrevemos a origem, história e falamos sobre a necessidade dessa verdadeira devoção a Santíssima Virgem, e lá poderá encontrar tudo que precisa saber antes de ler o Tratado. A imitação à Santíssima Virgem Em primeiro lugar devemos observar que sem imitação não há verdadeira devoção. Muito se engana quem se crê verdadeiro devoto de Maria e se limita a invocá-la, sem cuidar de imitá-la. Desse modo Imitar Maria significa procurar reproduzir em nós, na medida do possível, a vida santa, o espírito, os sentimentos e as virtudes de que Maria nos deu exemplo. Assim o intuito da Igreja, ao estabelecer as festas em honra dos santos, não é o de despertar somente um sentimento de admiração estéril por eles, e sim o de animar-nos à prática de suas virtudes, pondo diante de nós os exemplos por eles deixados. Maria pode servir de modelo para todos, sem exceção: para os grandes e para os pequenos, para os principiantes e para os perfeitos, para os homens e para as mulheres, para os jovens e para os velhos. Isso porque a sua vida foi uma sequência de ações comuns, que Ela soube executar de maneira fora do comum, transformando-as com a pureza da intenção e o ardentíssimo amor de Deus. A consagração à Santíssima Virgem é um caminho também de imitação, pois serão as suas virtudes o modelo pelo qual o consagrado buscará estreitar o seu caminho com Nosso Senhor. Vejamos a seguir as 10 práticas de todo consagrado: Primeira prática do consagrado: Verdadeira entrega Primeiramente entregar-se inteiramente à Santíssima Virgem, a fim de, por ela, pertencer inteiramente a Jesus Cristo. É preciso dar-Lhe: nosso corpo, com todos os seus membros e sentidos. Assim como também a nossa alma, com todas as suas potências; nossos bens exteriores, que chamamos fortuna, presentes e futuros; nossos bens interiores e espirituais, que são nossos méritos, nossas virtudes e nossas boas obras passadas, presentes e futuras. Numa palavra, tudo o que temos. Segunda prática do consagrado: Por Maria, com Maria, em Maria, para Maria É preciso fazer todas as ações por Maria, quer dizer, em todas as coisas, obedecer à Santíssima Virgem, e em tudo conduzir-se por seu espírito, que é o santo espírito de Deus. Do mesmo modo fazer tudo com Maria, isto é, em todas as coisas olha-la como um modelo acabado de todas as virtudes e perfeições que o Espírito Santo formou em uma pura criatura, e imitá-lo na medida de nossa capacidade. Dessa forma é preciso fazer todas as ações em Maria, para compreender cabalmente essa prática, é necessário saber que a Santíssima Virgem é o verdadeiro paraíso terrestre do novo Adão, de que o antigo paraíso terrestre é apenas a figura. Finalmente é preciso fazer tudo para Maria. Porque, desde que nos entregamos completamente a seu serviço, é justo que façamos tudo para ela, como um criado, um servo, um escravo. Sobre este tema nos aprofundaremos no final do artigo. Terceira prática do consagrado: Desprezo pelo mundo Do mesmo modo os fiéis servos de Maria devem desprezar, odiar e fugir do mundo corrompido e servir-se das práticas de desprezo pelo mundo, que assinalamos na primeira parte. Quarta prática do consagrado: Devoção ao mistério da Encarnação Devoção especial ao mistério da Encarnação. Terão uma devoção especial pelo mistério da Encarnação do Verbo, a 25 de março 119 , que é o mistério adequado a esta devoção, pois que essa devoção foi inspirada pelo Espírito Santo. Quinta prática do consagrado: Coroinha da Santíssima Virgem Recitação da coroinha da Santíssima Virgem, todos os dias de sua vida, sem, entretanto, qualquer constrangimento. Trata-se da coroinha da Santíssima Virgem, composta de três Pais-Nossos e doze Ave-Marias, em honra dos doze privilégios e grandezas da Santíssima Virgem. Sexta prática do consagrado: Devoção à Ave Maria e ao Rosário Grande devoção à Ave Maria e ao Rosário. Terão grande devoção ao recitar a Ave Maria, ou a Saudação Angélica. Vale lembrar bem poucos cristãos, mesmo os esclarecidos, conhecem o valor, o mérito, a excelência e a necessidade. Foi preciso que a Santíssima Virgem aparecesse várias vezes a grandes santos muito doutos, para demonstrar-lhes o mérito dessa pequena oração. Sétima prática do consagrado: Magnificat Assim também a recitação do Magnificat para agradecer a Deus pelas graças que concedeu à Santíssima Virgem. Dirão frequentemente o Magnificat, a exemplo da bem-aventurada Maria de Oignies e de muitos outros santos. Sendo assim é a única oração e a única obra composta por Maria, ou, melhor, que Jesus fez por meio dela. Afinal Eele fala pela boca de sua Mãe Santíssima. É o maior sacrifício de louvor que Deus já recebeu na lei da graça. Oitava prática do consagrado: cadeias de ferro Por fim usar pequenas cadeias de ferro, é muito louvável, glorioso e útil àqueles e àquelas que assim demonstrarão ser escravos de Jesus e Maria. Este serve como sinal de sua amorosa escravidão, usar pequenas cadeias de ferro, bentas com uma bênção especial. Por tanto essas cadeias mostram somos escravos e servos de Jesus Cristo e que renunciamos à escravidão funesta do mundo, do pecado e do demônio.  “Vincula peccatorum; in vinculis caritatis”. As práticas interiores da consagração a Jesus por Maria As práticas interiores foram resumidas por São Luís Maria na seguinte fórmula: “fazer todas as ações por Maria, com Maria, em Maria e para Maria”. Fazer tudo “por” Maria é para os principiantes; “com” Maria é para os adiantados; e “em” Maria é para os perfeitos. Esta parte da fórmula corresponde aos “três graus clássicos da vida interior: a via purgativa, a via iluminativa e a via unitiva”. Apesar de que no início da consagração não é possível a vivência plena desses três graus, pois são fases da vida espiritual, isso não significa que são totalmente separados e que numa fase não façamos experiências das outras. Independente da fase que vivemos, devemos nos esforçar para crescer de graça em graça e chegar à perfeição. A última parte da fórmula, o fazer as nossas ações “para” Maria, resume praticamente as três anteriores: “por Maria; “com” Maria; “em” Maria. No entanto, ao dizer que fazemos todas as ações “para Maria”, não nos enganemos pensando que ela é o centro ou o fim último desta devoção. Pois, fazemos tudo “para” a Santíssima Virgem, a fim de mais perfeitamente as fazer por Jesus Cristo, com Jesus Cristo, em Jesus e para Jesus”. Fazer todas as ações “por” Maria Fazer todas as nossas boas obras “por” Maria significa que devemos obedecer em tudo à Santíssima Virgem, e deixar-nos conduzir em tudo pelo seu espírito, que é o Espírito Santo de Deus. Pois, “aqueles que são conduzidos pelo espírito de Maria são filhos de Maria e, por conseguinte, filhos de Deus”. Para que nos deixemos conduzir pelo espírito de Maria é preciso: 1º – Renunciar ao nosso próprio espírito, às nossas próprias luzes e vontades, antes de fazer qualquer coisa, especialmente antes das orações, da Santa Missa, da comunhão e de nossas boas obras. “Porque as trevas do nosso espírito próprio e a malícia da nossa vontade e obras poriam obstáculo ao santo espírito de Maria, se as seguíssemos, embora nos parecessem boas”; 2º – Entregar-nos ao espírito de Maria para ser movidos e conduzidos do modo que Ela quiser. Temos que nos colocar e nos abandonar nas suas mãos virginais, como um instrumento nas mãos do artista, como uma cítara nas mãos de um bom músico. Para tanto, podemos dizer a Nossa Senhora: “Renuncio a mim mesmo e dou-me a Vós, ó minha querida mãe!”; 3º – “Renovar este mesmo ato de oferecimento e de união, de tempos a tempos, durante a ação ou depois dela”. Quanto mais o repetimos esse ato, mais depressa a nossa alma se santificará e mais depressa chegaremos à união com Jesus Cristo, pois esta segue-se sempre à união com Maria, visto que o espírito de Maria é o espírito de Jesus. Fazer todas as boas obras “com” Maria Nós consagrados, devemos fazer todas as ações com Maria. No entanto, para que isso aconteça, nesta fase em que somos privados dos sentidos, é necessário crer que a Virgem Mãe de Deus está sempre presente em nossas vidas. Nessa certeza, devemos voltar o nosso olhar para ela, em todas as nossas ações, como o modelo acabado de toda a virtude e perfeição. Pois, Nossa Senhora “é o modelo formado pelo Espírito Santo numa simples criatura, para nós o imitarmos, na medida das nossas limitadas forças”. Em nossas ações, devemos considerar o modo como Maria faria se estivesse no nosso lugar. Para tanto, examinemos e meditemos algumas das grandes virtudes que a Mãe da Igreja praticou durante a vida: 1ª – A sua Fé viva, pela qual a Virgem de Nazaré acreditou, sem hesitar, no anúncio do Anjo. Fé que Maria manteve fielmente, constantemente, até mesmo na mais completa noite escura, no momento derradeiro de seu Filho, aos pés da Cruz; 2ª – “A sua Humildade profunda, que a fez esconder-se, calar-se, submeter-se a tudo e pôr-se no último lugar”; 3ª – A sua Pureza toda divina, que não houve nem jamais haverá igual sob o Céu. Além destas, devemos também examinar e meditar a respeito das demais virtudes de Maria, particularmente, a sua obediência cega, a sua contínua oração, a sua mortificação universal, a sua ardente caridade, a sua paciência heroica, a sua doçura angélica e a sua sabedoria divina. Lembremo-nos que a Virgem Maria é a grande e a única Fôrma de Deus, própria para formar imagens de Deus, facilmente e em pouco tempo. Se entrarmos nesta Fôrma e nela nos perdermos, em breve nos transformaremos em Jesus Cristo. Fazer todos os atos “em” Maria Precisamos fazer todas as nossas ações em Maria. Entretanto, para bem compreender esta prática, é necessário saber que a Santíssima Virgem, a Nova Eva, é o verdadeiro Paraíso Terrestre do Novo Adão, e que o antigo paraíso não era mais que a sua imagem. “Pois há neste Paraíso Terrestre riquezas, belezas, raridades e doçuras inexplicáveis, que o Novo Adão, Jesus Cristo, aí deixou”. Este Lugar Santo é composto de uma terra virgem e imaculada, da qual foi formado e se alimentou o Novo Adão, sem qualquer nódoa ou mancha, pela ação do Espírito Santo que aí habita. Os Santos Padres, iluminados pelo Espírito de Deus, chamam a Santíssima Virgem Maria de: 1º – Porta Oriental, por onde o grande sacerdote Jesus Cristo entra e sai do mundo. Por Maria, o Filho de Deus entrou pela primeira vez no mundo e por ela também será a Sua segunda vinda; 2º – “Santuário da Divindade, o Repouso da Trindade Santíssima, o Trono de Deus, a Cidade de Deus, o Altar de Deus, o Templo de Deus, o Mundo de Deus”. Para fazer as nossas ações “em” Maria, precisamos entrar nesse Santuário do Altíssimo, que é a própria Virgem. Todavia, “é difícil a pecadores como nós obter permissão e ter capacidade e luz para entrar neste lugar. Pois é tão alto e tão santo que é guardado, não por um querubim, como o antigo Paraíso Terrestre, mas pelo próprio Espírito Santo, que se tornou seu Senhor absoluto”. Somente por uma graça particular do Espírito Santo, graça que devemos alcançar pela perseverança, poderemos entrar neste Templo Santo. Fazer tudo “para” Maria Nós consagrados, devemos fazer todas as ações para Maria. Pois, se nos entregamos totalmente ao seu serviço, é justo que façamos tudo para Ela, como um criado, um servo, um escravo. No entanto, não entregamos todas as nossas boas para a Mãe de Deus como fim último, pois este é Jesus Cristo. Tomamos a Santíssima Virgem como fim próximo, como meio misterioso e fácil para ir ao seu Divino Filho. Fazer tudo para Maria significa também que, como bons servos e escravos de Nossa Senhora, apoiados na sua proteção, precisamos defender os seus privilégios, quando são disputados, e sustentar a sua glória, quando a atacam. Precisamos “atrair todo o mundo, se for possível, ao seu serviço, e a esta Verdadeira e Sólida Devoção”. Devemos falar e clamar contra os que abusam da devoção a Mãe de Deus para ultrajar o Filho do Altíssimo e, ao mesmo tempo, estabelecer a consagração a Jesus por Maria. Por fim, como recompensa destes pequenos serviços, devemos “pretender apenas a honra de pertencer a tão amável Princesa, a felicidade de sermos por Ela unidos a Jesus, seu Filho, com um laço indissolúvel, no tempo e na eternidade”. #ConsagraçãoàNossaSenhora #SantaEscravidão #TotalConsagração

  • Práticas que todo consagrado a Nossa Senhora deve se esforçar para viver

    Neste texto, falaremos um pouco sobre as práticas que um consagrado a Virgem Maria deve ter, compreendem as práticas exteriores e interiores. Para sermos verdadeiramente escravos da Santíssima Virgem, algumas práticas e virtudes são necessárias em nossas vidas após a consagração. E para isso elaboramos este texto. Primeiramente vale lembrar que no artigo “Por que me consagrar a Nossa Senhora?” . Neste texto descrevemos a origem, história e falamos sobre a necessidade dessa verdadeira devoção a Santíssima Virgem, e lá poderá encontrar tudo que precisa saber antes de ler o Tratado. A imitação à Santíssima Virgem Em primeiro lugar devemos observar que sem imitação não há verdadeira devoção. Muito se engana quem se crê verdadeiro devoto de Maria e se limita a invocá-la, sem cuidar de imitá-la. Desse modo Imitar Maria significa procurar reproduzir em nós, na medida do possível, a vida santa, o espírito, os sentimentos e as virtudes de que Maria nos deu exemplo. Assim o intuito da Igreja, ao estabelecer as festas em honra dos santos, não é o de despertar somente um sentimento de admiração estéril por eles, e sim o de animar-nos à prática de suas virtudes, pondo diante de nós os exemplos por eles deixados. Maria pode servir de modelo para todos, sem exceção: para os grandes e para os pequenos, para os principiantes e para os perfeitos, para os homens e para as mulheres, para os jovens e para os velhos. Isso porque a sua vida foi uma sequência de ações comuns, que Ela soube executar de maneira fora do comum, transformando-as com a pureza da intenção e o ardentíssimo amor de Deus. A consagração à Santíssima Virgem é um caminho também de imitação, pois serão as suas virtudes o modelo pelo qual o consagrado buscará estreitar o seu caminho com Nosso Senhor. Vejamos a seguir as 10 práticas de todo consagrado: Primeira prática do consagrado: Verdadeira entrega Primeiramente entregar-se inteiramente à Santíssima Virgem, a fim de, por ela, pertencer inteiramente a Jesus Cristo. É preciso dar-Lhe: nosso corpo, com todos os seus membros e sentidos. Assim como também a nossa alma, com todas as suas potências; nossos bens exteriores, que chamamos fortuna, presentes e futuros; nossos bens interiores e espirituais, que são nossos méritos, nossas virtudes e nossas boas obras passadas, presentes e futuras. Numa palavra, tudo o que temos. Segunda prática do consagrado: Por Maria, com Maria, em Maria, para Maria É preciso fazer todas as ações por Maria, quer dizer, em todas as coisas, obedecer à Santíssima Virgem, e em tudo conduzir-se por seu espírito, que é o santo espírito de Deus. Do mesmo modo fazer tudo com Maria, isto é, em todas as coisas olha-la como um modelo acabado de todas as virtudes e perfeições que o Espírito Santo formou em uma pura criatura, e imitá-lo na medida de nossa capacidade. Dessa forma é preciso fazer todas as ações em Maria, para compreender cabalmente essa prática, é necessário saber que a Santíssima Virgem é o verdadeiro paraíso terrestre do novo Adão, de que o antigo paraíso terrestre é apenas a figura. Finalmente é preciso fazer tudo para Maria. Porque, desde que nos entregamos completamente a seu serviço, é justo que façamos tudo para ela, como um criado, um servo, um escravo. Sobre este tema nos aprofundaremos no final do artigo. Terceira prática do consagrado: Desprezo pelo mundo Do mesmo modo os fiéis servos de Maria devem desprezar, odiar e fugir do mundo corrompido e servir-se das práticas de desprezo pelo mundo, que assinalamos na primeira parte. Quarta prática do consagrado: Devoção ao mistério da Encarnação Devoção especial ao mistério da Encarnação. Terão uma devoção especial pelo mistério da Encarnação do Verbo, a 25 de março 119 , que é o mistério adequado a esta devoção, pois que essa devoção foi inspirada pelo Espírito Santo. Quinta prática do consagrado: Coroinha da Santíssima Virgem Recitação da coroinha da Santíssima Virgem, todos os dias de sua vida, sem, entretanto, qualquer constrangimento. Trata-se da coroinha da Santíssima Virgem, composta de três Pais-Nossos e doze Ave-Marias, em honra dos doze privilégios e grandezas da Santíssima Virgem. Sexta prática do consagrado: Devoção à Ave Maria e ao Rosário Grande devoção à Ave Maria e ao Rosário. Terão grande devoção ao recitar a Ave Maria, ou a Saudação Angélica. Vale lembrar bem poucos cristãos, mesmo os esclarecidos, conhecem o valor, o mérito, a excelência e a necessidade. Foi preciso que a Santíssima Virgem aparecesse várias vezes a grandes santos muito doutos, para demonstrar-lhes o mérito dessa pequena oração. Sétima prática do consagrado: Magnificat Assim também a recitação do Magnificat para agradecer a Deus pelas graças que concedeu à Santíssima Virgem. Dirão frequentemente o Magnificat, a exemplo da bem-aventurada Maria de Oignies e de muitos outros santos. Sendo assim é a única oração e a única obra composta por Maria, ou, melhor, que Jesus fez por meio dela. Afinal Eele fala pela boca de sua Mãe Santíssima. É o maior sacrifício de louvor que Deus já recebeu na lei da graça. Oitava prática do consagrado: cadeias de ferro Por fim usar pequenas cadeias de ferro, é muito louvável, glorioso e útil àqueles e àquelas que assim demonstrarão ser escravos de Jesus e Maria. Este serve como sinal de sua amorosa escravidão, usar pequenas cadeias de ferro, bentas com uma bênção especial. Por tanto essas cadeias mostram somos escravos e servos de Jesus Cristo e que renunciamos à escravidão funesta do mundo, do pecado e do demônio.  “Vincula peccatorum; in vinculis caritatis”. As práticas interiores da consagração a Jesus por Maria As práticas interiores foram resumidas por São Luís Maria na seguinte fórmula: “fazer todas as ações por Maria, com Maria, em Maria e para Maria”. Fazer tudo “por” Maria é para os principiantes; “com” Maria é para os adiantados; e “em” Maria é para os perfeitos. Esta parte da fórmula corresponde aos “três graus clássicos da vida interior: a via purgativa, a via iluminativa e a via unitiva”. Apesar de que no início da consagração não é possível a vivência plena desses três graus, pois são fases da vida espiritual, isso não significa que são totalmente separados e que numa fase não façamos experiências das outras. Independente da fase que vivemos, devemos nos esforçar para crescer de graça em graça e chegar à perfeição. A última parte da fórmula, o fazer as nossas ações “para” Maria, resume praticamente as três anteriores: “por Maria; “com” Maria; “em” Maria. No entanto, ao dizer que fazemos todas as ações “para Maria”, não nos enganemos pensando que ela é o centro ou o fim último desta devoção. Pois, fazemos tudo “para” a Santíssima Virgem, a fim de mais perfeitamente as fazer por Jesus Cristo, com Jesus Cristo, em Jesus e para Jesus”. Fazer todas as ações “por” Maria Fazer todas as nossas boas obras “por” Maria significa que devemos obedecer em tudo à Santíssima Virgem, e deixar-nos conduzir em tudo pelo seu espírito, que é o Espírito Santo de Deus. Pois, “aqueles que são conduzidos pelo espírito de Maria são filhos de Maria e, por conseguinte, filhos de Deus”. Para que nos deixemos conduzir pelo espírito de Maria é preciso: 1º – Renunciar ao nosso próprio espírito, às nossas próprias luzes e vontades, antes de fazer qualquer coisa, especialmente antes das orações, da Santa Missa, da comunhão e de nossas boas obras. “Porque as trevas do nosso espírito próprio e a malícia da nossa vontade e obras poriam obstáculo ao santo espírito de Maria, se as seguíssemos, embora nos parecessem boas”; 2º – Entregar-nos ao espírito de Maria para ser movidos e conduzidos do modo que Ela quiser. Temos que nos colocar e nos abandonar nas suas mãos virginais, como um instrumento nas mãos do artista, como uma cítara nas mãos de um bom músico. Para tanto, podemos dizer a Nossa Senhora: “Renuncio a mim mesmo e dou-me a Vós, ó minha querida mãe!”; 3º – “Renovar este mesmo ato de oferecimento e de união, de tempos a tempos, durante a ação ou depois dela”. Quanto mais o repetimos esse ato, mais depressa a nossa alma se santificará e mais depressa chegaremos à união com Jesus Cristo, pois esta segue-se sempre à união com Maria, visto que o espírito de Maria é o espírito de Jesus. Fazer todas as boas obras “com” Maria Nós consagrados, devemos fazer todas as ações com Maria. No entanto, para que isso aconteça, nesta fase em que somos privados dos sentidos, é necessário crer que a Virgem Mãe de Deus está sempre presente em nossas vidas. Nessa certeza, devemos voltar o nosso olhar para ela, em todas as nossas ações, como o modelo acabado de toda a virtude e perfeição. Pois, Nossa Senhora “é o modelo formado pelo Espírito Santo numa simples criatura, para nós o imitarmos, na medida das nossas limitadas forças”. Em nossas ações, devemos considerar o modo como Maria faria se estivesse no nosso lugar. Para tanto, examinemos e meditemos algumas das grandes virtudes que a Mãe da Igreja praticou durante a vida: 1ª – A sua Fé viva, pela qual a Virgem de Nazaré acreditou, sem hesitar, no anúncio do Anjo. Fé que Maria manteve fielmente, constantemente, até mesmo na mais completa noite escura, no momento derradeiro de seu Filho, aos pés da Cruz; 2ª – “A sua Humildade profunda, que a fez esconder-se, calar-se, submeter-se a tudo e pôr-se no último lugar”; 3ª – A sua Pureza toda divina, que não houve nem jamais haverá igual sob o Céu. Além destas, devemos também examinar e meditar a respeito das demais virtudes de Maria, particularmente, a sua obediência cega, a sua contínua oração, a sua mortificação universal, a sua ardente caridade, a sua paciência heroica, a sua doçura angélica e a sua sabedoria divina. Lembremo-nos que a Virgem Maria é a grande e a única Fôrma de Deus, própria para formar imagens de Deus, facilmente e em pouco tempo. Se entrarmos nesta Fôrma e nela nos perdermos, em breve nos transformaremos em Jesus Cristo. Fazer todos os atos “em” Maria Precisamos fazer todas as nossas ações em Maria. Entretanto, para bem compreender esta prática, é necessário saber que a Santíssima Virgem, a Nova Eva, é o verdadeiro Paraíso Terrestre do Novo Adão, e que o antigo paraíso não era mais que a sua imagem. “Pois há neste Paraíso Terrestre riquezas, belezas, raridades e doçuras inexplicáveis, que o Novo Adão, Jesus Cristo, aí deixou”. Este Lugar Santo é composto de uma terra virgem e imaculada, da qual foi formado e se alimentou o Novo Adão, sem qualquer nódoa ou mancha, pela ação do Espírito Santo que aí habita. Os Santos Padres, iluminados pelo Espírito de Deus, chamam a Santíssima Virgem Maria de: 1º – Porta Oriental, por onde o grande sacerdote Jesus Cristo entra e sai do mundo. Por Maria, o Filho de Deus entrou pela primeira vez no mundo e por ela também será a Sua segunda vinda; 2º – “Santuário da Divindade, o Repouso da Trindade Santíssima, o Trono de Deus, a Cidade de Deus, o Altar de Deus, o Templo de Deus, o Mundo de Deus”. Para fazer as nossas ações “em” Maria, precisamos entrar nesse Santuário do Altíssimo, que é a própria Virgem. Todavia, “é difícil a pecadores como nós obter permissão e ter capacidade e luz para entrar neste lugar. Pois é tão alto e tão santo que é guardado, não por um querubim, como o antigo Paraíso Terrestre, mas pelo próprio Espírito Santo, que se tornou seu Senhor absoluto”. Somente por uma graça particular do Espírito Santo, graça que devemos alcançar pela perseverança, poderemos entrar neste Templo Santo. Fazer tudo “para” Maria Nós consagrados, devemos fazer todas as ações para Maria. Pois, se nos entregamos totalmente ao seu serviço, é justo que façamos tudo para Ela, como um criado, um servo, um escravo. No entanto, não entregamos todas as nossas boas para a Mãe de Deus como fim último, pois este é Jesus Cristo. Tomamos a Santíssima Virgem como fim próximo, como meio misterioso e fácil para ir ao seu Divino Filho. Fazer tudo para Maria significa também que, como bons servos e escravos de Nossa Senhora, apoiados na sua proteção, precisamos defender os seus privilégios, quando são disputados, e sustentar a sua glória, quando a atacam. Precisamos “atrair todo o mundo, se for possível, ao seu serviço, e a esta Verdadeira e Sólida Devoção”. Devemos falar e clamar contra os que abusam da devoção a Mãe de Deus para ultrajar o Filho do Altíssimo e, ao mesmo tempo, estabelecer a consagração a Jesus por Maria. Por fim, como recompensa destes pequenos serviços, devemos “pretender apenas a honra de pertencer a tão amável Princesa, a felicidade de sermos por Ela unidos a Jesus, seu Filho, com um laço indissolúvel, no tempo e na eternidade”. #ConsagraçãoàNossaSenhora #SantaEscravidão #TotalConsagração

  • Se o padre da minha paróquia não autorizar, eu posso me consagrar a Nossa Senhora?

    Cada vez mais pessoas relatam dificuldade em se consagrar pela falta de autorização do pároco que desconhece ou sente aversão à consagração. Afinal, é preciso autorização para se consagrar? Tornou-se muito comum encontrar sacerdotes que manifestam certo receio da consagração, muitas vezes isso acontece principalmente pelo porque não conhecem a consagração, ou a conhecem superficialmente. Ou mesmo por questões ideológicas decorrentes de uma má formação doutrinária. Mas o fato do padre não gostar ou mesmo ” não autorizar”, não deve preocupar aqueles que desejam se consagrar. É importante compreender que a consagração não depende do sacerdote para acontecer, mas exclusivamente do consagrado. Para que a consagração aconteça, a pessoa precisa cumprir algumas disposições: Ser Batizado; Estar em estado de graça (confissão em dia); Entender a consagração (ler o tratado); Fazer os exercícios espirituais; Recitar a oração da consagração (de preferência durante a missa – depois de receber a comunhão). Embora a Consagração a Nossa Senhora tenha um significado espiritual muito grande, ela não é um sacramento, por este motivo não precisa ser ministrada ou acompanhada por um sacerdote, e também não necessita de padrinhos. A consagração está mais para uma forma de renovar e manifestar novamente o desejo de cumprir fielmente as promessas do Batismo. Portanto, não existe necessidade da autorização ou participação do padre. Mesmo que a recomendação seja que o consagrado recite a fórmula da consagração durante a Santa Missa, é possível fazê-lo de maneira silenciosamente, do seu próprio lugar. Alguns padres, que são favoráveis à consagração, gostam de estar presentes e até mesmo fazer uma cerimônia bonita para atrair mais pessoas à consagração. Mas isso não é obrigatório. Ao final da celebração pode-se recorrer ao sacerdote para abençoar a corrente da consagração, também para assinar a carta da consagração como testemunha, para guardar como recordação. Contudo a assinatura do sacerdote também não é obrigatória, pois a principal assinatura que precisa conter na carta é do próprio consagrado, como se fosse um contrato, no qual ele se compromete a viver o que está rezando. A benção das cadeias pode ser feita por qualquer sacerdote, caso o padre em questão de recuse a fazê-la. #ConsagraçãoàNossaSenhora #SantaEscravidão #TotalConsagração

  • Se o padre da minha paróquia não autorizar, eu posso me consagrar a Nossa Senhora?

    Cada vez mais pessoas relatam dificuldade em se consagrar pela falta de autorização do pároco que desconhece ou sente aversão à consagração. Afinal, é preciso autorização para se consagrar? Tornou-se muito comum encontrar sacerdotes que manifestam certo receio da consagração, muitas vezes isso acontece principalmente pelo porque não conhecem a consagração, ou a conhecem superficialmente. Ou mesmo por questões ideológicas decorrentes de uma má formação doutrinária. Mas o fato do padre não gostar ou mesmo ” não autorizar”, não deve preocupar aqueles que desejam se consagrar. É importante compreender que a consagração não depende do sacerdote para acontecer, mas exclusivamente do consagrado. Para que a consagração aconteça, a pessoa precisa cumprir algumas disposições: Ser Batizado; Estar em estado de graça (confissão em dia); Entender a consagração (ler o tratado); Fazer os exercícios espirituais; Recitar a oração da consagração (de preferência durante a missa – depois de receber a comunhão). Embora a Consagração a Nossa Senhora tenha um significado espiritual muito grande, ela não é um sacramento, por este motivo não precisa ser ministrada ou acompanhada por um sacerdote, e também não necessita de padrinhos. A consagração está mais para uma forma de renovar e manifestar novamente o desejo de cumprir fielmente as promessas do Batismo. Portanto, não existe necessidade da autorização ou participação do padre. Mesmo que a recomendação seja que o consagrado recite a fórmula da consagração durante a Santa Missa, é possível fazê-lo de maneira silenciosamente, do seu próprio lugar. Alguns padres, que são favoráveis à consagração, gostam de estar presentes e até mesmo fazer uma cerimônia bonita para atrair mais pessoas à consagração. Mas isso não é obrigatório. Ao final da celebração pode-se recorrer ao sacerdote para abençoar a corrente da consagração, também para assinar a carta da consagração como testemunha, para guardar como recordação. Contudo a assinatura do sacerdote também não é obrigatória, pois a principal assinatura que precisa conter na carta é do próprio consagrado, como se fosse um contrato, no qual ele se compromete a viver o que está rezando. A benção das cadeias pode ser feita por qualquer sacerdote, caso o padre em questão de recuse a fazê-la. #ConsagraçãoàNossaSenhora #SantaEscravidão #TotalConsagração

  • Por que devo me consagrar a Nossa Senhora?

    É necessário nos consagrar a Nossa Senhora por necessidade plena de seus auxílios e para venerá-la através da escravidão. “ Tuus totus ego sum, et omnia mea tua sunt” . “Sou todo vosso e tudo o que tenho vos pertence”, ó, meu amável Jesus, por Maria, vossa Mãe Santíssima. Em primeiro lugar a devoção à Santíssima Virgem existe desde o nascimento da Santa Igreja. No decorrer do tempo foi enriquecida com orações, fórmulas de devoções, novenas, etc. Muitos Santos lhe devotaram a vida e deixaram grandes exemplos ao mundo de sua importância e o quão agradável é ao Senhor. Podemos aqui citar Santo Agostinho, São Domingos, Santo Afonso, os quais dedicaram-se a escrever sobre a Santíssima Virgem. Deixando a todos nós cristãos como exemplo a eficácia desta devoção. O que é a consagração? A total consagração à Santíssima Virgem , é a intenção e prática do fiel em entregar totalmente sua vida às mãos e cuidados de Nossa Senhora. Dessa maneira se torna voluntariamente seu dependente. Esta consagração integral à Santíssima Virgem é um método seguro de alcançar uma ligação mais íntima e profunda com Deus pela via de aperfeiçoamento que esta devoção a Nossa Senhora produz, uma vez que: “A melhor devoção é a imitação. Sem imitação não há verdadeira devoção (Guia de Imitação Mariana). A total consagração à Santíssima Virgem esta descrita em um método desenvolvido por São Luiz Maria Grignion de Montfort, um Santo da Igreja Católica, considerado um dos maiores escritores e propagadores da devoção a Nossa Senhora. Seu método é muito antigo e foi por muitos anos desconhecido pelo mundo. A importância da consagração “Foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por ela que deve reinar no mundo”, disse São Luis Maria Grignion de Montfort. A devoção a Nossa Senhora ganhou um método de consagração. A consagração é a perfeita renovação das promessas do nosso Batismo, onde iremos renunciar ao mal, e abraçar verdadeiramente a fé da Igreja Católica. A verdadeira devoção à Nossa Senhora é necessária A verdadeira devoção à Nossa Senhora é necessária para encontrar Jesus Cristo, amá-Lo ternamente e fielmente servi-Lo. A devoção à Virgem Santíssima é necessária a todos os homens para conseguirem simplesmente a salvação, e é ainda mais para aqueles que são chamados a uma perfeição particular. Dificilmente uma pessoa possa adquirir uma união íntima com Nosso Senhor e uma perfeita fidelidade ao Espírito Santo sem uma grande união com a Santíssima Virgem e uma grande dependência de seu socorro. Após a consagração pertenceremos a Jesus Cristo e a Maria na qualidade de escravos, comprados por um preço infinitamente caro: o preço do sangue de Jesus. E quando falamos em escravidão, nos referimos a entrega total. Como a Santíssima Virgem que se declarou escrava do Senhor, devemos também pertencer a Jesus Cristo e servi-lo, não só como servos mercenários, mas como escravos amorosos, que, por efeito de um grande amor, se dedicam a servi-Lo como escravos, pela honra exclusiva de lhe pertencer. Observamos que a diferença entre um servo e um escravo é total 1 – Um servo não dá a seu patrão tudo o que é, tudo o que possui ou pode adquirir por outrem ou por si mesmo, mas um escravo se dá integralmente a seu senhor, com tudo o que possui ou possa adquirir, sem exceção alguma. 2 – O servo exige salário pelos serviços que presta a seu patrão; o escravo, porém, nada pode exigir, seja qual for a assiduidade, a habilidade e a força que empregue no trabalho. 3 – O servo pode deixar o patrão quando quiser ou, ao menos, quando expirar o tempo do serviço, mas o escravo não tem esse direito. 4 – O patrão não tem sobre o servo direito algum de vida e morte, de modo que, se o matasse como mata um de seus animais de carga, cometeria um homicídio, mas, pelas leis, o senhor tem sobre o escravo o poder de vida e morte, de modo que pode vendê-lo a quem o quiser ou matá-lo, como, sem comparação, o faria a seu cavalo. 5- O servo, enfim, só por algum tempo fica a serviço de um patrão, já o escravo o é para sempre. Maria quer esta devoção “Senhor Padre, a Santíssima Virgem está muito triste, por ninguém fazer caso da Sua Mensagem, nem os bons nem os maus; os bons, porque continuam no seu caminho de bondade, mas sem fazer caso desta Mensagem; os maus, porque, não vendo que o castigo de Deus já paira sobre eles por causa dos seus pecados, continuam também no seu caminho de maldade, sem fazer caso desta Mensagem. Mas creia-me, senhor Padre, Deus vai castigar o mundo, e vai castigá-lo de uma maneira tremenda. O castigo do Céu está iminente.” Entrevista com Pe. Fuentes (Dezembro de 1957). Jesus Cristo é o fim último da devoção à Santíssima Virgem Jesus Cristo, nosso Salvador, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, deve ser o fim último de todas as nossas devoções. De outro modo, elas serão falsas e enganosas. Jesus Cristo é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim de todas as coisas. Nós só trabalhamos, como diz o apóstolo, para tornar todo homem perfeito em Jesus Cristo, pois é em Jesus Cristo que habita toda a plenitude da Divindade e todas as outras plenitudes de graças, de virtudes, de perfeições; porque n’Ele somente fomos abençoados de toda a bênção espiritual; porque Ele é nosso único mestre, que deve ensinar-nos, nosso único Senhor, de quem devemos depender . Nosso único chefe, ao qual devemos estar unidos, nosso único modelo, com o qual devemos conformar-nos, nosso único médico, que nos há de curar, nosso único pastor, que nos há de alimentar, nosso único caminho, que devemos trilhar, nossa única verdade, que devemos crer, nossa única vida, que nos há de vivificar, e nosso tudo em todas as coisas, que deve bastar-nos. Abaixo do céu, nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos. Deus não nos deu outro fundamento para nossa salvação, nossa perfeição e nossa glória, senão Jesus Cristo. Método de Consagração O método de total consagração à Santíssima Virgem é descrito no livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” , Traité de la Vraire Devotion à la Sainte Vierge , escrito por São Luis Maria Grignion de Montfort. Neste livro é apresentado as verdades sobre Nossa Senhora fazendo com que primeiramente o fiel lhe conheça profundamente despertando nele ainda maior amor. A leitura apresenta que através da devoção à Santíssima Virgem é uma segura maneira de chegarmos a Nosso Senhor Jesus Cristo, ou seja servindo a Ela, servimos a Ele. É por meio desta consagração que o fiel passa a se considerado um escravo da santíssima Virgem. Se há livro que não precise de recomendação alguma é este – porém mesmo assim tão recomendado, anda ele neste mundo, em não sei quantas línguas, por si mesmo e por legiões de admiradores e seguidores. Toda a sua razão de ser, toda a sua argumentação, toda a sua finalidade e todo o seu encanto se resumem, precisamente, nas primeiras palavras da introdução: “É pela Ss. Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é pela Ss. Virgem Maria que Jesus Cristo deve reinar no mundo”, isto é, no pequeno mundo, que é a alma humana; no mundo maiorzinho que é a família; e no grande mundo que são as sociedades, as nações”. Eis o grande mistério de Maria, que Montfort anuncia com a eloquência convincente de um apóstolo, quer dizer, de uma alma apaixonada. “Nos séculos passados,” – escreve o reverendo P. Bernard, O. P., em seu livro também admirável sobre Nossa Senhora – “ninguém como o [então] Bem-aventurado Grignion de Monftort tanto contribuiu para espalhar entre as almas esse sentimento de nossa dependência para com a Ss. Virgem e de sua maternidade para conosco. Ouvindo-o publicar, com tanto fervor e inspiração, esse mistério, a gente julgaria ouvir São Paulo pregando à Igreja primitiva sobre a riqueza insondável de Jesus Cristo”. Um livro assim não precisa de recomendação, mas precisa de oração. O santo autor já previa a raiva do inferno e dos homens de má vontade contra este livrinho, destinado a espalhar tanto bem, porque se destina a colocar as almas no regaço maternal de Maria, no mesmo regaço em que nasceu Jesus. Que se reze, pois, para que esta edição se torne ainda muito conhecida. Que se reze, principalmente, para que as almas boas compreendam a doutrina sublime destas páginas e, compreendendo-as, as saibam viver. É um livro, pois, que não precisa de recomendação alguma, mas, sim, de oração, de muita oração, para que, a despeito das arremetidas da impiedade e da falsa piedade, ele realize, entre nós também, seu apostolado de santificação e de elevação das almas, por Maria, a Jesus Cristo. Vai, livrinho de ouro, vai nas asas da oração de todos os que te admiram! Vai ensinar às almas, por este Brasil afora, que Maria é nossa e que nós somos de Maria, porque Maria é de Cristo e Cristo é de Maria, que no-Lo deu. Curso Gratuito de Formação para a Consagração a Nossa Senhora Sabemos que muitos têm o primeiro contato com a consagração mas sentem alguma dificuldade, ou mesmo que não estão preparados para se consagrar, por isso oferecemos um curso online e gratuito para ensinar não somente como se consagrar, mas a viver bem essa consagração. Já está aberto o novo grupo de formação para Adultos e Crianças que desejam se consagrar ou renovar a consagração à Nossa Senhora! Seja bem-vindo! Para se inscrever, clique aqui! #ConsagraçãoàNossaSenhora #TotalConsagração

  • Por que devo me consagrar a Nossa Senhora?

    É necessário nos consagrar a Nossa Senhora por necessidade plena de seus auxílios e para venerá-la através da escravidão. “ Tuus totus ego sum, et omnia mea tua sunt” . “Sou todo vosso e tudo o que tenho vos pertence”, ó, meu amável Jesus, por Maria, vossa Mãe Santíssima. Em primeiro lugar a devoção à Santíssima Virgem existe desde o nascimento da Santa Igreja. No decorrer do tempo foi enriquecida com orações, fórmulas de devoções, novenas, etc. Muitos Santos lhe devotaram a vida e deixaram grandes exemplos ao mundo de sua importância e o quão agradável é ao Senhor. Podemos aqui citar Santo Agostinho, São Domingos, Santo Afonso, os quais dedicaram-se a escrever sobre a Santíssima Virgem. Deixando a todos nós cristãos como exemplo a eficácia desta devoção. O que é a consagração? A total consagração à Santíssima Virgem , é a intenção e prática do fiel em entregar totalmente sua vida às mãos e cuidados de Nossa Senhora. Dessa maneira se torna voluntariamente seu dependente. Esta consagração integral à Santíssima Virgem é um método seguro de alcançar uma ligação mais íntima e profunda com Deus pela via de aperfeiçoamento que esta devoção a Nossa Senhora produz, uma vez que: “A melhor devoção é a imitação. Sem imitação não há verdadeira devoção (Guia de Imitação Mariana). A total consagração à Santíssima Virgem esta descrita em um método desenvolvido por São Luiz Maria Grignion de Montfort, um Santo da Igreja Católica, considerado um dos maiores escritores e propagadores da devoção a Nossa Senhora. Seu método é muito antigo e foi por muitos anos desconhecido pelo mundo. A importância da consagração “Foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por ela que deve reinar no mundo”, disse São Luis Maria Grignion de Montfort. A devoção a Nossa Senhora ganhou um método de consagração. A consagração é a perfeita renovação das promessas do nosso Batismo, onde iremos renunciar ao mal, e abraçar verdadeiramente a fé da Igreja Católica. A verdadeira devoção à Nossa Senhora é necessária A verdadeira devoção à Nossa Senhora é necessária para encontrar Jesus Cristo, amá-Lo ternamente e fielmente servi-Lo. A devoção à Virgem Santíssima é necessária a todos os homens para conseguirem simplesmente a salvação, e é ainda mais para aqueles que são chamados a uma perfeição particular. Dificilmente uma pessoa possa adquirir uma união íntima com Nosso Senhor e uma perfeita fidelidade ao Espírito Santo sem uma grande união com a Santíssima Virgem e uma grande dependência de seu socorro. Após a consagração pertenceremos a Jesus Cristo e a Maria na qualidade de escravos, comprados por um preço infinitamente caro: o preço do sangue de Jesus. E quando falamos em escravidão, nos referimos a entrega total. Como a Santíssima Virgem que se declarou escrava do Senhor, devemos também pertencer a Jesus Cristo e servi-lo, não só como servos mercenários, mas como escravos amorosos, que, por efeito de um grande amor, se dedicam a servi-Lo como escravos, pela honra exclusiva de lhe pertencer. Observamos que a diferença entre um servo e um escravo é total 1 – Um servo não dá a seu patrão tudo o que é, tudo o que possui ou pode adquirir por outrem ou por si mesmo, mas um escravo se dá integralmente a seu senhor, com tudo o que possui ou possa adquirir, sem exceção alguma. 2 – O servo exige salário pelos serviços que presta a seu patrão; o escravo, porém, nada pode exigir, seja qual for a assiduidade, a habilidade e a força que empregue no trabalho. 3 – O servo pode deixar o patrão quando quiser ou, ao menos, quando expirar o tempo do serviço, mas o escravo não tem esse direito. 4 – O patrão não tem sobre o servo direito algum de vida e morte, de modo que, se o matasse como mata um de seus animais de carga, cometeria um homicídio, mas, pelas leis, o senhor tem sobre o escravo o poder de vida e morte, de modo que pode vendê-lo a quem o quiser ou matá-lo, como, sem comparação, o faria a seu cavalo. 5- O servo, enfim, só por algum tempo fica a serviço de um patrão, já o escravo o é para sempre. Maria quer esta devoção “Senhor Padre, a Santíssima Virgem está muito triste, por ninguém fazer caso da Sua Mensagem, nem os bons nem os maus; os bons, porque continuam no seu caminho de bondade, mas sem fazer caso desta Mensagem; os maus, porque, não vendo que o castigo de Deus já paira sobre eles por causa dos seus pecados, continuam também no seu caminho de maldade, sem fazer caso desta Mensagem. Mas creia-me, senhor Padre, Deus vai castigar o mundo, e vai castigá-lo de uma maneira tremenda. O castigo do Céu está iminente.” Entrevista com Pe. Fuentes (Dezembro de 1957). Jesus Cristo é o fim último da devoção à Santíssima Virgem Jesus Cristo, nosso Salvador, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, deve ser o fim último de todas as nossas devoções. De outro modo, elas serão falsas e enganosas. Jesus Cristo é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim de todas as coisas. Nós só trabalhamos, como diz o apóstolo, para tornar todo homem perfeito em Jesus Cristo, pois é em Jesus Cristo que habita toda a plenitude da Divindade e todas as outras plenitudes de graças, de virtudes, de perfeições; porque n’Ele somente fomos abençoados de toda a bênção espiritual; porque Ele é nosso único mestre, que deve ensinar-nos, nosso único Senhor, de quem devemos depender . Nosso único chefe, ao qual devemos estar unidos, nosso único modelo, com o qual devemos conformar-nos, nosso único médico, que nos há de curar, nosso único pastor, que nos há de alimentar, nosso único caminho, que devemos trilhar, nossa única verdade, que devemos crer, nossa única vida, que nos há de vivificar, e nosso tudo em todas as coisas, que deve bastar-nos. Abaixo do céu, nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos. Deus não nos deu outro fundamento para nossa salvação, nossa perfeição e nossa glória, senão Jesus Cristo. Método de Consagração O método de total consagração à Santíssima Virgem é descrito no livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” , Traité de la Vraire Devotion à la Sainte Vierge , escrito por São Luis Maria Grignion de Montfort. Neste livro é apresentado as verdades sobre Nossa Senhora fazendo com que primeiramente o fiel lhe conheça profundamente despertando nele ainda maior amor. A leitura apresenta que através da devoção à Santíssima Virgem é uma segura maneira de chegarmos a Nosso Senhor Jesus Cristo, ou seja servindo a Ela, servimos a Ele. É por meio desta consagração que o fiel passa a se considerado um escravo da santíssima Virgem. Se há livro que não precise de recomendação alguma é este – porém mesmo assim tão recomendado, anda ele neste mundo, em não sei quantas línguas, por si mesmo e por legiões de admiradores e seguidores. Toda a sua razão de ser, toda a sua argumentação, toda a sua finalidade e todo o seu encanto se resumem, precisamente, nas primeiras palavras da introdução: “É pela Ss. Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é pela Ss. Virgem Maria que Jesus Cristo deve reinar no mundo”, isto é, no pequeno mundo, que é a alma humana; no mundo maiorzinho que é a família; e no grande mundo que são as sociedades, as nações”. Eis o grande mistério de Maria, que Montfort anuncia com a eloquência convincente de um apóstolo, quer dizer, de uma alma apaixonada. “Nos séculos passados,” – escreve o reverendo P. Bernard, O. P., em seu livro também admirável sobre Nossa Senhora – “ninguém como o [então] Bem-aventurado Grignion de Monftort tanto contribuiu para espalhar entre as almas esse sentimento de nossa dependência para com a Ss. Virgem e de sua maternidade para conosco. Ouvindo-o publicar, com tanto fervor e inspiração, esse mistério, a gente julgaria ouvir São Paulo pregando à Igreja primitiva sobre a riqueza insondável de Jesus Cristo”. Um livro assim não precisa de recomendação, mas precisa de oração. O santo autor já previa a raiva do inferno e dos homens de má vontade contra este livrinho, destinado a espalhar tanto bem, porque se destina a colocar as almas no regaço maternal de Maria, no mesmo regaço em que nasceu Jesus. Que se reze, pois, para que esta edição se torne ainda muito conhecida. Que se reze, principalmente, para que as almas boas compreendam a doutrina sublime destas páginas e, compreendendo-as, as saibam viver. É um livro, pois, que não precisa de recomendação alguma, mas, sim, de oração, de muita oração, para que, a despeito das arremetidas da impiedade e da falsa piedade, ele realize, entre nós também, seu apostolado de santificação e de elevação das almas, por Maria, a Jesus Cristo. Vai, livrinho de ouro, vai nas asas da oração de todos os que te admiram! Vai ensinar às almas, por este Brasil afora, que Maria é nossa e que nós somos de Maria, porque Maria é de Cristo e Cristo é de Maria, que no-Lo deu. Curso Gratuito de Formação para a Consagração a Nossa Senhora Sabemos que muitos têm o primeiro contato com a consagração mas sentem alguma dificuldade, ou mesmo que não estão preparados para se consagrar, por isso oferecemos um curso online e gratuito para ensinar não somente como se consagrar, mas a viver bem essa consagração. Já está aberto o novo grupo de formação para Adultos e Crianças que desejam se consagrar ou renovar a consagração à Nossa Senhora! Seja bem-vindo! Para se inscrever, clique aqui! #ConsagraçãoàNossaSenhora #TotalConsagração

  • Santa Catarina de Sena, de analfabeta a Doutora da Igreja – 30 de Abril

    SANTO DO DIA – 29 DE ABRIL – SANTA CATARINA DE SENA Doutora da Igreja (1347-1380) Catarina era apenas uma irmã leiga da Ordem Terceira Dominicana. Mesmo analfabeta, talvez tenha sido a figura feminina mais impressionante do cristianismo do segundo milênio. Nasceu em 25 de março de 1347, em Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e ela era uma dos vinte e cinco filhos do casal. Fica fácil imaginar a infância conturbada que Catarina teve. Além de não poder estudar, cresceu franzina, fraca e viveu sempre doente. Mas, mesmo que não fosse assim tão debilitada, certamente a sua missão apostólica a teria fragilizado. Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo. Desejando seguir o caminho da perfeição, aos sete anos de idade consagrou sua virgindade a Deus. Tinha visões durante as orações contemplativas e fazia rigorosas penitências, mesmo contra a oposição familiar. Aos quinze anos, Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Durante as orações contemplativas, envolvia-se em êxtase, de tal forma que só esse fato possibilitou que convertesse centenas de almas durante a juventude. Já adulta e atuante, começou por ditar cartas ao povo, orientando suas atitudes, convocando para a caridade, o entendimento e a paz. Foi então que enfrentou a primeira dificuldade que muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico. Dois papas disputavam o trono de Pedro, dividindo a Igreja e fazendo sofrer a população católica em todo o mundo. Ela viajou por toda a Itália e outros países, ditou cartas a reis, príncipes e governantes católicos, cardeais e bispos, e conseguiu que o papa legítimo, Urbano VI, retomasse sua posição e voltasse para Roma. Fazia setenta anos que o papado estava em Avignon e não em Roma, e a Cúria sofria influências francesas. Outra dificuldade, intransponível para muitos, que enfrentou serenamente e com firmeza, foi a peste, que matou pelo menos um terço da população europeia. Ela tanto lutou pelos doentes, tantos curou com as próprias mãos e orações, que converteu mais algumas centenas de pagãos. Suas atitudes não deixaram de causar perplexidade em seus contemporâneos. Estava à frente, muitos séculos, dos padrões de sua época, quando a participação da mulher na Igreja era quase nula ou inexistente. Em meio a tudo isso, deixou obras literárias ditadas e editadas de alto valor histórico, místico e religioso, como o livro ‘Diálogo sobre a Divina Providência’, lido, estudado e respeitado até hoje. Catarina de Sena morreu no dia 29 de abril de 1380, após sofrer um derrame aos trinta e três anos de idade. Sua cabeça está em Sena, onde se mantém sua casa, e seu corpo está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva. Foi declarada ‘doutora da Igreja’ pelo papa Paulo VI em 1970. Conheça mais sobre Santa Catarina “Quem possui o amor de Deus, nele encontra tanta alegria que cada amargura se transforma em doçura e cada grande peso se torna leve. E isto não nos deve surpreender porque, vivendo na caridade, vive-se em Deus” A pequena Catarina Dotada de grande inteligência e beleza, nasceu Catarina em 1347, na cidade de Sena, numa época em que a Península Itálica, então dividida em numerosos Estados soberanos,passava por grandes conturbações, não só no campo político, mas também no religioso. Foi a penúltima dos 25 filhos do casal Benincasa, porém, com a morte de sua irmã mais nova, acabou assumindo a posição de caçula e filha predileta da família. Seu pai era um simples tintureiro, mas – homem hábil e enérgico, reto e de grande reputação nas redondezas – bem sucedido na sua profissão. Essa menina privilegiada recebeu de seus pais e irmãos uma primorosa educação, mas uma reduzida instrução escolar, pois somente aos 30 anos aprendeu a ler e escrever, segundo consta, de maneira miraculosa. Desde os albores do uso da razão, gostava muito de rezar, de visitar igrejas e ouvir as histórias dos santos. Desde criança, foi favorecida pelo Esposo das Virgens com dons místicos extraordinários. Por exemplo, com apenas 6 anos de idade, teve uma grandiosa visão de Jesus Cristo. Ela havia saído com seu irmão Estevão para visitar a irmã Boaventura, no outro lado da cidade. Na volta, passando pelo Valle Piatta, Catarina ergueu os olhos em direção à igreja de São Domingos e viu Jesus no ar, revestido de paramentos sacerdotais, sentado num trono sobre nuvens luminosas, acompanhado de São Pedro, São Paulo e São João Evangelista. O Senhor lhe sorriu afavelmente e a abençoou, traçando no ar três cruzes em sua direção, como fazem os bispos. Ela ficou imóvel, petrificada, contemplando a presença viva de Nosso Senhor. Seu irmão, que nada via, espantado com a imobilidade da menina, gritou-lhe assustado: – Catarina, que fazes aí?! – Ela voltou os olhos para Estevão e, quando olhou de novo em direção à visão, esta já havia desaparecido. Chorando, queixou-se: – Ah, se tivesses visto o que eu vi, não me terias chamado! Decisão e firmeza desde a infância Frei Raimundo de Cápua, confessor e primeiro biógrafo da santa, baseando-se nas recordações de Lapa de Benincasa, mãe de Catarina, conta-nos que esta tomou a resolução de não casar-se quando tinha apenas 7 ou 8 anos. Era claro que a Divina Providência tinha desígnios especiais em relação a essa filha eleita. Mas a família tinha para ela outros planos… Sua própria mãe envidou todos os esforços para que ela também se casasse, no que contou com a ajuda de sua irmã Boaventura, recém-casada. Esta, com quem Catarina foi morar, incentivou-a a se vestir e pentear-se elegantemente, para ostentar sua beleza e conseguir um bom noivo. No início, a jovem Catarina cedeu e, aos poucos, foi-se esmerando em sua apresentação pessoal. Todavia, Jesus queria o coração dessa virgem exclusivamente para Si, e enviou-lhe uma severa advertência, representada pela morte súbita de sua irmã Boaventura. Caindo em si, Catarina voltou para a casa dos pais, onde retomou a vida de penitência, que se habituara a levar quando menina. Para vencer as pressões da mãe, que não desistira de seu intento, a heróica moça cortou sua bela cabeleira, em sinal de completo desapego e de rompimento com o mundo. Este fato provocou uma feroz reação da mãe, que, em represália, obrigou-a a fazer todo o serviço da casa, como uma servente, e tirou-lhe o quartinho onde ela costumava se recolher em oração e penitência. Mas, como diz São Paulo, “todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus” (Rom 8, 28). A perda de sua “cela monacal” levou a jovem santa a construir para si a “cela do coração”, a respeito da qual ela própria comentaria mais tarde, numa de suas inúmeras cartas: “Esta cela é uma moradia que o homem carrega consigo por toda parte. Nela adquirem-se as verdadeiras e reais virtudes, especialmente a humildade e a ardentíssima caridade” (Carta 37). Vendo a fortaleza da filha, que não cedia em suas convicções e não perdia a alegria, o pai interveio a seu favor, devolvendo-lhe o pequeno quarto e permitindo-lhe receber o hábito de penitente da Ordem Terceira de São Domingos, o qual ela anelava com toda a sua alma. Núpcias espirituais Dos 17 aos 20 anos de idade, Catarina passou reclusa em sua cela, orando e jejuando, aprendendo os segredos de Deus e penetrando em suas maravilhas. Só saía para ir à Missa, quase não conversava com ninguém e se alimentava pouquíssimo. Aliás, ao longo de sua vida, passou dias e dias alimentando-se apenas da Sagrada Eucaristia. Sua crescente devoção à Santíssima Virgem ajudava-a a vencer as tremendas tentações com que o demônio a atormentava. No ano de 1367, no dia da ceia de Carnaval, véspera da Quarta-Feira de Cinzas, Nosso Senhor apareceu à Santa no recôndito de sua cela, desposando-a em núpcias místicas. Após colocar-lhe como sinal um anel de ouro no dedo, ordenou-lhe que fosse juntar-se à família na ceia, pois queria fazer dela um apóstolo. Do recolhimento ao apostolado e à luta Começava para nossa Santa nova fase de sua curta vida. Iniciou seu apostolado socorrendo os pobres e enfermos. Não havia quem não a conhecesse em Sena. Também ninguém que viesse pedir-lhe auxílio e não fosse prontamente atendido. Uma terrível peste avassalou o país em 1374 e Catarina, com generosidade heróica, dedicou-se como nunca a prestar assistência às vítimas do flagelo. Cuidou dos corpos enfermos, mas sobretudo tratou das almas, conseguindo conquistar muitas delas para o Céu. Curava doentes, convertia pecadores impenitentes pela força de sua oração e expulsava demônios com uma só palavra de sua boca. Muito mais importante, porém, foi a atuação de Santa Catarina naquele conturbado mundo político de fins da Idade Média. Em torno dos Estados Pontifícios, agrupavam-se pequenos reinos, além de várias cidades que constituíam Estados soberanos. A todo momento nasciam novos conflitos, ou recrudesciam antigos. Sem falar nas “guerras privadas” de facções familiares dentro de uma mesma cidade. Muito pior, revoltas de muitas dessas cidades contra o Papa. Este defende-se, fulminando com sentença de interdito algumas delas. Novas revoltas, um verdadeiro caos! Contando só com a força que seu Divino Esposo prometera que nunca lhe faltaria – e efetivamente nunca faltou! -, Santa Catarina foi chamada a intervir em numerosos desses conflitos. Viajando quase incessantemente de cidade em cidade, exerceu um importante papel de pacificadora. Como não podia deixar de ser, seu principal empenho tinha como meta a glória de Deus e a defesa do Papado e dos Estados Pontifícios. Exílio de Avignon e Grande Cisma Toda essa intensa atividade de Santa Catarina foi, sem dúvida, de grande benefício para a Igreja e a Cristandade. Mas não passa de um simples degrau para aquilo que constitui sua grande missão pública: a luta para trazer de volta a Roma a sede do Papado. Forçado por injunções políticas ocasionais, o Papa Clemente V, ex-Arcebispo de Bordeaux, transferira em 1309 a Sé Pontifícia de Roma para a cidade francesa de Avignon. Em termos concretos, este fato submeteu os Sucessores de Pedro ao jogo das ambições e das corrupções de reis, príncipes e outros governantes terrenos e, infelizmente, mesmo de altas personalidades eclesiásticas indignas de seus cargos. Tudo isto com enormes prejuízos para o governo da Igreja e a salvação das almas. Sem nunca exceder sua humilde condição de simples leiga de uma Ordem Terceira, Santa Catarina admoestava com ousadia e serenidade, “em nome de Cristo”, os grandes deste mundo, não apenas autoridades temporais, mas inclusive os cardeais da Corte Pontifícia de Avignon. E concorreu poderosamente para que, afinal, no ano de 1377, o Papa então reinante, Gregório XI, decidisse enfrentar a oposição do Rei de França e reinstalar na Cidade Eterna o governo do mundo cristão. Mas Gregório XI faleceu no ano seguinte, sendo sucedido por Urbano VI. Um grupo de Cardeais, sob pretextos falaciosos, se revoltou contra ele, voltou para Avignon, declarou nula a eleição do Papa legítimo e elegeu um antipapa, o qual tomou o nome de Clemente VII. Nasceu assim o chamado Grande Cisma do Ocidente, durante o qual Santa Catarina foi a paladina e a coluna de sustentação do verdadeiro Papa, por ela cognominado de “o doce Cristo na Terra”. “O que é fraco no mundo, Deus o escolheu para confundir os fortes” – afirma São Paulo (1 Cor 1, 27). A humilde filha do tintureiro Benincasa empreendeu inúmeras viagens pararesolver complicadas questões; foi conselheira de reis, príncipes, bispos e até mesmo de Papas. Iluminada pelo Espírito Santo, fortalecida pela graça do Deus Crucificado, fez tudoquanto pôde para defender a unidade da Igreja que tanto amava, na pessoa do sucessor de Pedro. Doutora da Igreja Com apenas 33 anos, partiu para a eternidade a 29 de abril de 1380, deixando uma plêiade de discípulos, um exemplo de vida e uma obra escrita composta de 381 cartas, 26 orações e o livro “O diálogo”, no qual descreve todo o seu método de apostolado e vida interior, chamado pela Igreja como “livro da doutrina divina”. Por seus ensinamentos cheios de verdade e sabedoria, foi honrada pelo Papa Paulo VI com o título de Doutora da Igreja, em outubro de 1970. “Suas cartas são como fagulhas de um fogo maravilhoso que brilha em seu coração, ardente do Amor infinito que é o Espírito Santo” – afirmou o Santo Padre ao outorgar-lhe este glorioso título. Que o exemplo de Santa Catarina de Sena penetre em nossas almas, com a força desse mesmo fogo que ardia em seu coração, e nos traga a fidelidade plena e íntegra à Santa Igreja de Cristo, na pessoa augusta do Papa. #DoutoresdaIgreja #SantodoDia

  • Santa Catarina de Sena, de analfabeta a Doutora da Igreja – 30 de Abril

    SANTO DO DIA – 29 DE ABRIL – SANTA CATARINA DE SENA Doutora da Igreja (1347-1380) Catarina era apenas uma irmã leiga da Ordem Terceira Dominicana. Mesmo analfabeta, talvez tenha sido a figura feminina mais impressionante do cristianismo do segundo milênio. Nasceu em 25 de março de 1347, em Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e ela era uma dos vinte e cinco filhos do casal. Fica fácil imaginar a infância conturbada que Catarina teve. Além de não poder estudar, cresceu franzina, fraca e viveu sempre doente. Mas, mesmo que não fosse assim tão debilitada, certamente a sua missão apostólica a teria fragilizado. Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo. Desejando seguir o caminho da perfeição, aos sete anos de idade consagrou sua virgindade a Deus. Tinha visões durante as orações contemplativas e fazia rigorosas penitências, mesmo contra a oposição familiar. Aos quinze anos, Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Durante as orações contemplativas, envolvia-se em êxtase, de tal forma que só esse fato possibilitou que convertesse centenas de almas durante a juventude. Já adulta e atuante, começou por ditar cartas ao povo, orientando suas atitudes, convocando para a caridade, o entendimento e a paz. Foi então que enfrentou a primeira dificuldade que muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico. Dois papas disputavam o trono de Pedro, dividindo a Igreja e fazendo sofrer a população católica em todo o mundo. Ela viajou por toda a Itália e outros países, ditou cartas a reis, príncipes e governantes católicos, cardeais e bispos, e conseguiu que o papa legítimo, Urbano VI, retomasse sua posição e voltasse para Roma. Fazia setenta anos que o papado estava em Avignon e não em Roma, e a Cúria sofria influências francesas. Outra dificuldade, intransponível para muitos, que enfrentou serenamente e com firmeza, foi a peste, que matou pelo menos um terço da população europeia. Ela tanto lutou pelos doentes, tantos curou com as próprias mãos e orações, que converteu mais algumas centenas de pagãos. Suas atitudes não deixaram de causar perplexidade em seus contemporâneos. Estava à frente, muitos séculos, dos padrões de sua época, quando a participação da mulher na Igreja era quase nula ou inexistente. Em meio a tudo isso, deixou obras literárias ditadas e editadas de alto valor histórico, místico e religioso, como o livro ‘Diálogo sobre a Divina Providência’, lido, estudado e respeitado até hoje. Catarina de Sena morreu no dia 29 de abril de 1380, após sofrer um derrame aos trinta e três anos de idade. Sua cabeça está em Sena, onde se mantém sua casa, e seu corpo está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva. Foi declarada ‘doutora da Igreja’ pelo papa Paulo VI em 1970. Conheça mais sobre Santa Catarina “Quem possui o amor de Deus, nele encontra tanta alegria que cada amargura se transforma em doçura e cada grande peso se torna leve. E isto não nos deve surpreender porque, vivendo na caridade, vive-se em Deus” A pequena Catarina Dotada de grande inteligência e beleza, nasceu Catarina em 1347, na cidade de Sena, numa época em que a Península Itálica, então dividida em numerosos Estados soberanos,passava por grandes conturbações, não só no campo político, mas também no religioso. Foi a penúltima dos 25 filhos do casal Benincasa, porém, com a morte de sua irmã mais nova, acabou assumindo a posição de caçula e filha predileta da família. Seu pai era um simples tintureiro, mas – homem hábil e enérgico, reto e de grande reputação nas redondezas – bem sucedido na sua profissão. Essa menina privilegiada recebeu de seus pais e irmãos uma primorosa educação, mas uma reduzida instrução escolar, pois somente aos 30 anos aprendeu a ler e escrever, segundo consta, de maneira miraculosa. Desde os albores do uso da razão, gostava muito de rezar, de visitar igrejas e ouvir as histórias dos santos. Desde criança, foi favorecida pelo Esposo das Virgens com dons místicos extraordinários. Por exemplo, com apenas 6 anos de idade, teve uma grandiosa visão de Jesus Cristo. Ela havia saído com seu irmão Estevão para visitar a irmã Boaventura, no outro lado da cidade. Na volta, passando pelo Valle Piatta, Catarina ergueu os olhos em direção à igreja de São Domingos e viu Jesus no ar, revestido de paramentos sacerdotais, sentado num trono sobre nuvens luminosas, acompanhado de São Pedro, São Paulo e São João Evangelista. O Senhor lhe sorriu afavelmente e a abençoou, traçando no ar três cruzes em sua direção, como fazem os bispos. Ela ficou imóvel, petrificada, contemplando a presença viva de Nosso Senhor. Seu irmão, que nada via, espantado com a imobilidade da menina, gritou-lhe assustado: – Catarina, que fazes aí?! – Ela voltou os olhos para Estevão e, quando olhou de novo em direção à visão, esta já havia desaparecido. Chorando, queixou-se: – Ah, se tivesses visto o que eu vi, não me terias chamado! Decisão e firmeza desde a infância Frei Raimundo de Cápua, confessor e primeiro biógrafo da santa, baseando-se nas recordações de Lapa de Benincasa, mãe de Catarina, conta-nos que esta tomou a resolução de não casar-se quando tinha apenas 7 ou 8 anos. Era claro que a Divina Providência tinha desígnios especiais em relação a essa filha eleita. Mas a família tinha para ela outros planos… Sua própria mãe envidou todos os esforços para que ela também se casasse, no que contou com a ajuda de sua irmã Boaventura, recém-casada. Esta, com quem Catarina foi morar, incentivou-a a se vestir e pentear-se elegantemente, para ostentar sua beleza e conseguir um bom noivo. No início, a jovem Catarina cedeu e, aos poucos, foi-se esmerando em sua apresentação pessoal. Todavia, Jesus queria o coração dessa virgem exclusivamente para Si, e enviou-lhe uma severa advertência, representada pela morte súbita de sua irmã Boaventura. Caindo em si, Catarina voltou para a casa dos pais, onde retomou a vida de penitência, que se habituara a levar quando menina. Para vencer as pressões da mãe, que não desistira de seu intento, a heróica moça cortou sua bela cabeleira, em sinal de completo desapego e de rompimento com o mundo. Este fato provocou uma feroz reação da mãe, que, em represália, obrigou-a a fazer todo o serviço da casa, como uma servente, e tirou-lhe o quartinho onde ela costumava se recolher em oração e penitência. Mas, como diz São Paulo, “todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus” (Rom 8, 28). A perda de sua “cela monacal” levou a jovem santa a construir para si a “cela do coração”, a respeito da qual ela própria comentaria mais tarde, numa de suas inúmeras cartas: “Esta cela é uma moradia que o homem carrega consigo por toda parte. Nela adquirem-se as verdadeiras e reais virtudes, especialmente a humildade e a ardentíssima caridade” (Carta 37). Vendo a fortaleza da filha, que não cedia em suas convicções e não perdia a alegria, o pai interveio a seu favor, devolvendo-lhe o pequeno quarto e permitindo-lhe receber o hábito de penitente da Ordem Terceira de São Domingos, o qual ela anelava com toda a sua alma. Núpcias espirituais Dos 17 aos 20 anos de idade, Catarina passou reclusa em sua cela, orando e jejuando, aprendendo os segredos de Deus e penetrando em suas maravilhas. Só saía para ir à Missa, quase não conversava com ninguém e se alimentava pouquíssimo. Aliás, ao longo de sua vida, passou dias e dias alimentando-se apenas da Sagrada Eucaristia. Sua crescente devoção à Santíssima Virgem ajudava-a a vencer as tremendas tentações com que o demônio a atormentava. No ano de 1367, no dia da ceia de Carnaval, véspera da Quarta-Feira de Cinzas, Nosso Senhor apareceu à Santa no recôndito de sua cela, desposando-a em núpcias místicas. Após colocar-lhe como sinal um anel de ouro no dedo, ordenou-lhe que fosse juntar-se à família na ceia, pois queria fazer dela um apóstolo. Do recolhimento ao apostolado e à luta Começava para nossa Santa nova fase de sua curta vida. Iniciou seu apostolado socorrendo os pobres e enfermos. Não havia quem não a conhecesse em Sena. Também ninguém que viesse pedir-lhe auxílio e não fosse prontamente atendido. Uma terrível peste avassalou o país em 1374 e Catarina, com generosidade heróica, dedicou-se como nunca a prestar assistência às vítimas do flagelo. Cuidou dos corpos enfermos, mas sobretudo tratou das almas, conseguindo conquistar muitas delas para o Céu. Curava doentes, convertia pecadores impenitentes pela força de sua oração e expulsava demônios com uma só palavra de sua boca. Muito mais importante, porém, foi a atuação de Santa Catarina naquele conturbado mundo político de fins da Idade Média. Em torno dos Estados Pontifícios, agrupavam-se pequenos reinos, além de várias cidades que constituíam Estados soberanos. A todo momento nasciam novos conflitos, ou recrudesciam antigos. Sem falar nas “guerras privadas” de facções familiares dentro de uma mesma cidade. Muito pior, revoltas de muitas dessas cidades contra o Papa. Este defende-se, fulminando com sentença de interdito algumas delas. Novas revoltas, um verdadeiro caos! Contando só com a força que seu Divino Esposo prometera que nunca lhe faltaria – e efetivamente nunca faltou! -, Santa Catarina foi chamada a intervir em numerosos desses conflitos. Viajando quase incessantemente de cidade em cidade, exerceu um importante papel de pacificadora. Como não podia deixar de ser, seu principal empenho tinha como meta a glória de Deus e a defesa do Papado e dos Estados Pontifícios. Exílio de Avignon e Grande Cisma Toda essa intensa atividade de Santa Catarina foi, sem dúvida, de grande benefício para a Igreja e a Cristandade. Mas não passa de um simples degrau para aquilo que constitui sua grande missão pública: a luta para trazer de volta a Roma a sede do Papado. Forçado por injunções políticas ocasionais, o Papa Clemente V, ex-Arcebispo de Bordeaux, transferira em 1309 a Sé Pontifícia de Roma para a cidade francesa de Avignon. Em termos concretos, este fato submeteu os Sucessores de Pedro ao jogo das ambições e das corrupções de reis, príncipes e outros governantes terrenos e, infelizmente, mesmo de altas personalidades eclesiásticas indignas de seus cargos. Tudo isto com enormes prejuízos para o governo da Igreja e a salvação das almas. Sem nunca exceder sua humilde condição de simples leiga de uma Ordem Terceira, Santa Catarina admoestava com ousadia e serenidade, “em nome de Cristo”, os grandes deste mundo, não apenas autoridades temporais, mas inclusive os cardeais da Corte Pontifícia de Avignon. E concorreu poderosamente para que, afinal, no ano de 1377, o Papa então reinante, Gregório XI, decidisse enfrentar a oposição do Rei de França e reinstalar na Cidade Eterna o governo do mundo cristão. Mas Gregório XI faleceu no ano seguinte, sendo sucedido por Urbano VI. Um grupo de Cardeais, sob pretextos falaciosos, se revoltou contra ele, voltou para Avignon, declarou nula a eleição do Papa legítimo e elegeu um antipapa, o qual tomou o nome de Clemente VII. Nasceu assim o chamado Grande Cisma do Ocidente, durante o qual Santa Catarina foi a paladina e a coluna de sustentação do verdadeiro Papa, por ela cognominado de “o doce Cristo na Terra”. “O que é fraco no mundo, Deus o escolheu para confundir os fortes” – afirma São Paulo (1 Cor 1, 27). A humilde filha do tintureiro Benincasa empreendeu inúmeras viagens pararesolver complicadas questões; foi conselheira de reis, príncipes, bispos e até mesmo de Papas. Iluminada pelo Espírito Santo, fortalecida pela graça do Deus Crucificado, fez tudoquanto pôde para defender a unidade da Igreja que tanto amava, na pessoa do sucessor de Pedro. Doutora da Igreja Com apenas 33 anos, partiu para a eternidade a 29 de abril de 1380, deixando uma plêiade de discípulos, um exemplo de vida e uma obra escrita composta de 381 cartas, 26 orações e o livro “O diálogo”, no qual descreve todo o seu método de apostolado e vida interior, chamado pela Igreja como “livro da doutrina divina”. Por seus ensinamentos cheios de verdade e sabedoria, foi honrada pelo Papa Paulo VI com o título de Doutora da Igreja, em outubro de 1970. “Suas cartas são como fagulhas de um fogo maravilhoso que brilha em seu coração, ardente do Amor infinito que é o Espírito Santo” – afirmou o Santo Padre ao outorgar-lhe este glorioso título. Que o exemplo de Santa Catarina de Sena penetre em nossas almas, com a força desse mesmo fogo que ardia em seu coração, e nos traga a fidelidade plena e íntegra à Santa Igreja de Cristo, na pessoa augusta do Papa. #DoutoresdaIgreja #SantodoDia

  • A CONSTRUÇÃO DO SOCIALISMO COMO DOENÇA PSIQUIÁTRICA

    Vladimir Bukovski, o dissidente soviético que denunciou a utilização de hospitais psiquiátricos, na Rússia, contra adversários políticos do regime comunista, fala do historiador romeno Marius Oprea, estudioso da Securitate [Departamento de Segurança do Estado, a polícia política romena]: “Graças à sua ação corajosa para revelar a Securitate [Departamento de Segurança do Estado, a polícia política romena], ele teve e ainda tem problemas — mas eu prometi a ele (e sempre mantenho minha palavra) que irei ajudá-lo sempre que ele precisar. Eu me importo com Marius, porque ele olha firme e criticamente tanto para o passado quanto para o presente. Ele provou ser um historiador da Securitate perseverante e corajoso em todos os seus livros e artigos. O fato de agora, neste volume, ele impelir sua pesquisa para a análise do papel desempenhado pela Securitate, e a presença daqueles ex-ativistas comunistas na Romênia de hoje, me mostra que eu não estava errado em meu julgamento, considerando Marius Oprea entre meus amigos íntimos.” Bukovski conta como o conheceu: “Quando conheci Marius Oprea em Sighet, no ano de 2001, descobri que falávamos a mesma língua: ambos odiávamos o comunismo, a polícia política, a delação e a falta de firmeza que o “sistema” inoculava nas pessoas. Estávamos em nosso primeiro encontro, perto de um rio. Ele estava falando sobre ‘Segurança’, e eu sobre a KGB. A certa altura, notei um homem que passava um bom tempo tirando pedras do rio, jogava-as na praia e depois as devolvia às águas. Era um doente mental de um asilo próximo. Perguntei a Marius o que aquele homem estava fazendo. Ele me disse, simplesmente: — Esse homem ainda está construindo o socialismo. Desde então, Marius Oprea se tornou um dos meus amigos íntimos.” O centro da denúncia de Oprea é antigos ativistas comunistas ocupam postos importantes na Romênia de hoje, o que o leva a dizer que “o comunismo não acabou: foi privatizado”.

  • São Luís Maria Grignion de Montfort, o Apóstolo de Maria e da Cruz – 28 de Abril

    Luís Maria Grignion nasceu em Montfort, França, em 1673. Descendente de uma família cristã bem situada, recebeu uma excelente instrução e educação. Ainda menino, decidiu seguir o caminho da fé e vestiu o hábito de sacerdote em 1700. Seu maior desejo era ser um missionário no Canadá, mas acabou sendo enviado a Poitiers, ali mesmo na França. Logo ficou famoso devido à sua preparação doutrinal e o discurso fácil e atraente. Todos queriam ouvir suas palavras, mas sua caridade era outra: cuidar de pacientes com doenças repugnantes. A ideia de ser missionário não o abandonava. Mesmo contrariando seu superior, foi pedir permissão diretamente ao papa. Para tanto, fez uma viagem a pé, ida e volta, de Poitiers a Roma. Entretanto, o papa Clemente XI disse-lhe que havia urgência, naquele momento, em pregar aos franceses, que viviam sob o conflito entre Roma e a doutrina jansenista, uma nova heresia. Luís Maria obedeceu e passou a pregar nas cidades e no meio rural e, quando necessário, confrontava os doutores jansenistas com discurso igualmente douto, munido de sua autoridade teológica. Ainda assim, sua linguagem era extremamente acessível aos mais humildes, adaptado ao seu cotidiano, à sensibilidade popular, combinada com o exemplo de uma conduta coerente e cristã. Usava de um discurso fraterno, convidando o povo a adorar e confiar num Jesus amigo, em vez de temê-lo como um rígido juiz. Outra característica muito importante de sua pregação era a devoção extremada a Maria Santíssima. Embora a Igreja daquele tempo estivesse questionando certos aspectos do culto mariano, ele pregava a veneração sem excessos, firme e constante a Maria, a Mãe de Deus. Por meio dela é que Jesus fez o seu primeiro milagre nas bodas de Caná. Esse argumento, de fato, sempre esteve muito presente em todos os seus escritos e exortações, como o tratado da ‘Verdadeira devoção à Santa Virgem’, e todos eles relacionados com a prática do Rosário. Seus textos foram publicados em 1842 e tornaram-se os fundamentos da piedade mariana. Em meados de 1712, Luís Maria de Montfort elaborou as Regras e fundou uma nova ordem masculina: a dos Missionários da Companhia de Maria. Esses religiosos, chamados habitualmente de montfortianos, estenderam, aos poucos, as suas atividades pela Europa, América e África. Contudo seu fundador acompanhou apenas o seu início, porque morreu no dia 28 de abril de 1716, poucos anos depois de sua aprovação. Em 1947, o papa Pio XII proclamou-o santo. Puro como um Anjo, zeloso como um Apóstolo, sofredor como um penitente, foi ele o incansável missionário do amor a Jesus, por meio de Maria, na previsão de uma plêiade de almas abrasadas que viriam em tempos futuros. Santo do Dia – 28 de Abril – São Luís Maria Grignion de Montfort Corria o ano de 1716. A missão em Saint-Laurent-sur-Sèvre — que seria a última! — começara em princípios de abril. Consumido pelo trabalho, o dedicado pregador foi acometido por uma pleurisia aguda, mas não cancelou o sermão prometido para a tarde da visita do Bispo de La Rochelle, Dom Étienne de Champflour, em 22 de abril, no qual falou sobre a doçura de Jesus. Contudo, teve de ser levado do púlpito quase agonizante… Passados alguns dias, pressentindo a morte que já previra para aquele ano, ele pediu que, quando o pusessem no ataúde, lhe fossem mantidas no pescoço, nos braços e nos pés as cadeias que usava como sinal de escravidão de amor à Santíssima Virgem. Em 27 de abril, o enfermo ditou seu testamento e legou sua obra missionária ao padre René Mulot. A manhã seguinte parecia anunciar o momento derradeiro. Na mão direita segurava o Crucifixo indulgenciado pelo Papa Clemente XI e na esquerda, uma imagenzinha de Maria que sempre o acompanhara, os quais osculava e contemplava com enorme piedade. Pela tarde, o moribundo parecia travar sua luta extrema contra um inimigo invisível: “É em vão que tu me atacas. Eu estou entre Jesus e Maria. Deo gratias et Mariæ. Cheguei ao fim da minha carreira: pronto, não pecarei mais!”. Ao anoitecer, entregou sua alma a Deus, com apenas 43 anos de idade. Milhares de pessoas vieram venerar os restos mortais de seu apóstolo e Dom Champflour afirmou haver perdido “o melhor sacerdote da diocese”. 2 Este era São Luís Maria Grignion de Montfort, um “padre que vivera com a pureza dum Anjo, trabalhara com o zelo dum Apóstolo e sofrera com o rigor dum penitente”. Muito difundida é sua doutrina mariana. Sem embargo, menos conhecida é sua vida, tão fecunda apesar de curta, da qual poderemos contemplar alguns breves traços. Escolhido desde a infância Nasceu ele a 31 de janeiro de 1673, na cidade bretã de Montfort-La-Cane — hoje Montfort-sur-Meu —, no seio de uma numerosa família com 18 filhos. “O povo de Bretanha entrega-se por completo; é uma raça duma só peça”, 4 e Luís herdou este vigor de espírito. Seus pais, Jean-Baptiste Grignion e Jeanne Robert, o levaram à pia batismal no dia seguinte de ter visto a luz, na Igreja paroquial de Saint-Jean. Quando ainda muito menino, a família se instalou na propriedade do Bois-Marquer, em Iffendic. A velha igreja desta cidade foi o cenário de suas primeiras orações e o berço de sua ardorosa devoção ao Santíssimo Sacramento. Ali fez a Primeira Comunhão e passava horas em recolhimento. Seu espírito apostólico manifestava-se desde a infância, ao encorajar a mãe nas dificuldades domésticas ou na atenção a seus irmãos, em especial à pequena Luísa, que veio a ser religiosa beneditina do Santíssimo Sacramento, com sua ajuda. Conheceu o amor a Maria Santíssima no coração de sua mãe, e este amor se tornou a via montfortiana por excelência. Na verdade, “a Santíssima Virgem foi a primeira a escolhê-lo e a elegê-lo um dos seus maiores favoritos, e gravara na sua jovem alma a ternura tão singular que ele sempre Lhe votara”. No colégio dos jesuítas de Rennes Aos 12 anos, seus pais o enviaram a Rennes, para estudar no Colégio São Tomás Becket, dirigido pelos jesuítas, famoso por seu curso de humanidades e por formar seus educandos no autêntico espírito cristão. O ensino era gratuito e seus mais de mil estudantes não eram internos, por isso Luís Maria hospedou-se com um tio, o Abade Alain Robert de la Vizuele. Excelente aluno, dedicava-se ao estudo com afinco, compreendendo sua importância para a vida espiritual e o futuro ministério que tinha em vista. Seu espírito recolhido o afastava do bulício da multidão ruidosa dos rapazes e sua distração era visitar as igrejas da cidade onde havia belas e atraentes imagens de Maria Santíssima. Não há dúvida de que esta terna e sincera devoção foi a salvaguarda de sua pureza e abrigo seguro contra as solicitações do mundo. Ali conheceu Jean-Baptiste Blain e Claude-François Poullart des Places, dos quais tornou-se grande amigo. Mais tarde, eles lhe serão aliosos apoios em suas fundações. Pertencia à Congregação Mariana do colégio e, com Poullart des Places, organizou uma associação em honra da Santíssima Virgem, visando fazer crescer a dedicação a Ela, “encorajar os seus colegas ao fervor e fazer brilhar aos olhos das almas jovens as belezas do sacerdócio e do apostolado”.6 Blain, depois da morte do Santo, escreveu suas recordações pessoais e memórias, tornando-se uma das principais fontes históricas da vida dele. Muito caritativo, inúmeras vezes se fez esmoler para ajudar algum condiscípulo mais pobre do que ele; atitude que se repetiu, com frequência, ao longo de sua vida missionária. “Só falava de Deus e das coisas de Deus; só respirava o zelo pela salvação das almas; e, não podendo conter o seu coração inflamado no amor de Deus, só procurava aliviá-lo, através de testemunhos efetivos de caridade em relação ao próximo”. Apesar do intenso trabalho ao qual se dedicava, São Luís encontrava tempo para desenvolver seu veio artístico: esculpia com talento, em especial imagens de Maria, pintava, compunha melodias e poemas. Em Rennes sentiu o chamado definitivo ao estado eclesiástico. Conta um de seus companheiros — a quem ele confidenciara esta graça — ter sido aos pés de Nossa Senhora da Paz, na igreja dos carmelitas, que conheceu sua vocação sacerdotal, “a única que Deuslhe indicava, por intermédio da Virgem Maria”. Em Paris, o seminário Em 1693 dirigiu-se a Paris, a fim de preparar-se para o sacerdócio. Deixava para trás a terra natal e a família, e quis percorrer a pé os mais de 300 km que o separavam da capital francesa. Este será invariavelmente seu modo de viajar, seja em peregrinação, seja em missão. Já nesse remoto século XVII, Paris exercia sobre seus visitantes fascinante atração. Ao entrar na cidade, o primeiro sacrifício feito por Luís foi o da mortificação da curiosidade: estabeleceu um pacto com seus olhos, negando-lhes o lícito prazer de contemplar as incomparáveis obras de arte parisienses. Assim, quando partiu, dez anos depois, nada havia visto que satisfizesse seus sentidos. Começou os estudos no seminário do padre Claude de la Barmondière, destinado a receber jovens pouco afortunados. Com a morte deste religioso, Montfort se transferiu para o Colégio Montaigu, dirigido pelo padre Boucher. A alimentação ali era muito deficiente e suas penitências tão austeras que lhe abalaram a saúde e o levaram ao hospital. Todos acreditavam que morreria, tão grave era seu estado, mas ele nunca duvidou da cura, pois sentia não haver chegado sua hora. E, de fato, logo se restabeleceu. Quis a Divina Providência obter-lhe os meios para terminar os estudos no Pequeno Seminário de Saint-Sulpice. O diretor daquela instituição, conhecedor da fama de santidade do seminarista, “encarou como uma grande graça de Deus a entrada deste jovem eclesiástico na sua casa. Para prestar a Deus ações de graças, mandou rezar o Te Deum”.9 Entretanto, tratava-o com muito rigor, para pôr à prova suas virtudes; começou então para nosso Santo uma via de humilhações, que se prolongou ao longo de toda a sua vida. Por fim, sacerdote! Executava com a maior perfeição possível as funções que lhe eram designadas, quer nos serviços mais humildes ou nos estudos, quer na ornamentação da igreja do seminário ou como cerimoniário litúrgico, no serviço do altar. Suas primeiras missões remontam a esta época. Algumas eram feitas internamente, para aumentar a devoção de seus confrades; outras consistiam em aulas de catecismo ou pregações, para pessoas de fora do seminário. “Possuía um raro talento para tocar os corações”: às crianças falava de Deus, da bondade de Maria, dos Sacramentos que precisavam receber; aos adultos pedia que santificassem seu labor com as mentes postas no Céu. Esforçava-se por comunicar a prática da escravidão de amor a Nossa Senhora a seus condiscípulos e estabeleceu no seminário uma associação dos escravos de Maria. Todavia, não faltaram opositores que o taxaram de exagerado. Aconselhado pelo padre Louis Tronson, superior de Saint-Sulpice, passou a designar esses devotos como “escravos de Jesus em Maria”,11 e vai ser esta expressão que mais tarde ficará consignada no seu Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem. “À medida que a aurora do sacerdócio despontava no horizonte, Luís Maria sentia mais do que nunca a necessidade de separar-se da Terra a fim de se recolher completamente em Deus”.12 Foi ordenado em 5 de junho de 1700, dia de Pentecostes, e quis celebrar sua primeira Missa na capela de Maria Santíssima, situada atrás do coro da Igreja de Saint-Sulpice, tantas vezes ornada por ele durante os anos passados no seminário. Blain, seu amigo e biógrafo, resumiu em quatro palavras suas impressões sobre aquele espetáculo sobrenatural: era “um anjo no altar”. De Nantes a Poitiers O espírito sacerdotal do padre Luís Maria sentia insaciável sede de almas e as missões em terras distantes o atraíam sobremaneira. Perguntava-se: “Que fazemos nós aqui […] enquanto há tantas almas que perecem no Japão e na Índia, por falta de pregadores e catequistas?”. No entanto, tinha Deus outros planos para seu missionário naquele momento. Designado para exercer o ministério na comunidade de eclesiásticos Saint-Clément, em Nantes, na qual se pregavam retiros anuais e conferências dominicais para o clero da região, dirigiu-se para onde o mandava a obediência. Seu coração, porém, se dividia entre o desejo da vida oculta e recolhida e o apelo às missões populares, que tanto o atraíam. Uma feliz experiência missionária em Grandchamps, nos arredores de Nantes, foi decisiva para tornar patentes seus dotes como evangelizador. Algum tempo depois, o Bispo de Poitiers o chamou para trabalhar no hospital desta cidade, pois uma curta permanência sua anterior por lá deixara tal rastro sobrenatural, que os pobres internos o solicitavam para capelão. Foi também nesta cidade que conheceu Catherine Brunet e Maria Luísa Trichet, com quem fundaria mais tarde, em Saint-Laurent-sur-Sèvre, as Filhas da Sabedoria. Bênção papal: missionário apostólico A ação missionária de São Luís Grignion acabou por despertar ciúmes, intrigas e até perseguições por parte dos que o deveriam defender, obrigando-o a regressar a Paris. Iniciava-se, assim, um longo caminho de dor que haveria de continuar nas subsequentes missões por ele empreendidas. A autenticidade de suas palavras e de seu exemplo despertavam tantas incompreensões e calúnias que o missionário decidiu peregrinar a Roma, a pé, a fim de procurar junto ao Papa uma luz que desse o rumo de sua vida. “Tanta dificuldade em fazer o bem em França e tanta oposição de todos os lados”15 o levaram a pensar se não seria mesmo o caso de exercer seu ministério num outro país. Recebido com extrema bondade por Clemente XI, este o encorajou a continuar exercendo seu trabalho missionário na própria França. E para “lhe conferir mais autoridade, deu ao padre Montfort o título de Missionário apostólico”. 16 A pedido do Santo, concedeu o Pontífice indulgência plenária a todos os que osculassem seu Crucifixo de marfim, na hora da morte, “pronunciando os nomes de Jesus e Maria com contrição dos seus pecados”. Fortalecido pela bênção papal e com o Crucifixo afixado no alto do cajado que o acompanhava nas missões, Grignion voltou às terras gaulesas e, impertérrito, sem nada temer das perseguições ou contrariedades, continuou semeando por toda parte o amor à Sabedoria Eterna e a Nossa Senhora, e a excelência do Santo Rosário. Converteu populações inteiras, mudou costumes licenciosos no campo, nas cidades e aldeias, levantou Calvários, restaurou capelas e combateu o espírito jansenista, tão disseminado na época. No entanto, foi pouco compreendido por muitos eclesiásticos seus contemporâneos e viu desencadear-se sobre si uma onda de interdições. Prosseguia sua missão, sem desanimar, sendo acolhido pelos Bispos das Dioceses de Luçon e La Rochelle, na Vandeia, região que reagirá, no fim daquele século, à impiedade difundida pela Revolução Francesa, sem dúvida como fruto de sua semeadura. Olhar posto no futuro… Seria um erro, contudo, considerar São Luís Grignion apenas como um excelente missionário na França do século XVIII. Com o olhar posto no futuro, sua fogosa alma tinha por meta estender o Reino de Cristo, por meio de Maria, e para isto servia-se de uma forma de evangelização que hoje não poderia ser mais atual: “ir de paróquia em paróquia, catequizar os pequeninos, converter os pecadores, pregar o amor a Jesus, a devoção à Santíssima Virgem e reclamar, em voz alta, uma Companhia de missionários a fim de abalar o mundo através do seu apostolado”. Num élan profético, previu ele a vinda de missionários que, por seu inteiro abandono nas mãos da Virgem Maria, satisfariam os mais íntimos anseios do Coração de seu Divino Filho: “Deus quer que sua Santíssima Mãe seja agora mais conhecida, mais amada, mais honrada, como jamais o foi”.19 Não obstante, se perguntava: “Quem serão estes servidores, escravos e filhos de Maria?”.20 Serão eles, afirmava, “os verdadeiros apóstolos dos últimos tempos, aos quais o Senhor das virtudes dará a palavra e a força para operar maravilhas”. Antevia que seriam inteiramente abrasados pelo fogo do amor divino: “sacerdotes livres de vossa liberdade, desapegados de tudo, sem pai, sem mãe, sem irmãos, sem irmãs, sem parentes segundo a carne, sem amigos segundo o mundo, sem bens, sem obstáculos, sem cuidados, e até mesmo sem vontade própria”. São Luís Maria Grignion de Montfort não foi senão o precursor desses apóstolos dos últimos tempos. Modelo vivo dos ardorosos missionários que prognosticava, manteve a certeza inabalável de que, quando se conhecesse e se praticasse tudo quanto ele ensinava, chegariam indefectivelmente os tempos que previa: “Ut adveniat regnum tuum, adveniat regnum Mariæ”23 — Para vir o Reino de Cristo, venha o Reino de Maria. Reino este que, em germe, já habitava em sua alma, tornando-o o primeiro apóstolo dos últimos tempos. (Revista Arautos do Evangelho, Abril/2015, n. 160, pp. 32 à 35) Lendo sua biografia, intitulada Um Apostolo de Maria e da Cruz, seus escritos e as cartas aos amigos da cruz, descobrimos como era austera e penitente a vida deste grande Santo! Um grande exemplo esta na Cruz da Sabedoria de Poitiers, feita por ele próprio. Rezemos para que a Santíssima Virgem nos ensine a nos consumir de amor, assim como fez São Luís, oferecendo seus sofrimentos em desagravo aos pecados cometidos, que tanto ofendem a Deus! Pensando em trazer a vida deste grande santo ao conhecimento de todos, fizemos grande esforço para disponibilizar a sua Biografia. Está disponível em nossa Loja Virtual. Para adquirir acesse: https://loja.totalconsagracao.com.br/livros/um-apostolo-de-maria-e-da-cruz-biografia-de-sao-luis-maria-grignion-de-montfort Leitura obrigatória para todos os consagrados à Nossa Senhora e edificante lição de vida para todo cristão. GRANDE LANÇAMENTO: UM APÓSTOLO DE MARIA E DA CRUZ – Biografia de São Luís Maria Grignion de Montfort Por ocasião da celebração dos 300 anos de céu de São Luís Maria Grignion de Montfort, temos a grata satisfação de apresentar a todos uma das melhores biografia deste grande santo missionário. Escrita por Jesus Fernandez Soto, a vida, o espírito, as obras e o coração do padre de Montfort, são apresentados de modo singularmente belos. A leitura da vida de São Luís Grignion de Montfort nos dá um modelo prático das virtudes que deve viver todo cristão, todo consagrado a Nossa Senhora. Para adquirir acesse: https://loja.totalconsagracao.com.br/livros/um-apostolo-de-maria-e-da-cruz-biografia-de-sao-luis-maria-grignion-de-montfort #SantodoDia

  • São Luís Maria Grignion de Montfort, o Apóstolo de Maria e da Cruz – 28 de Abril

    Luís Maria Grignion nasceu em Montfort, França, em 1673. Descendente de uma família cristã bem situada, recebeu uma excelente instrução e educação. Ainda menino, decidiu seguir o caminho da fé e vestiu o hábito de sacerdote em 1700. Seu maior desejo era ser um missionário no Canadá, mas acabou sendo enviado a Poitiers, ali mesmo na França. Logo ficou famoso devido à sua preparação doutrinal e o discurso fácil e atraente. Todos queriam ouvir suas palavras, mas sua caridade era outra: cuidar de pacientes com doenças repugnantes. A ideia de ser missionário não o abandonava. Mesmo contrariando seu superior, foi pedir permissão diretamente ao papa. Para tanto, fez uma viagem a pé, ida e volta, de Poitiers a Roma. Entretanto, o papa Clemente XI disse-lhe que havia urgência, naquele momento, em pregar aos franceses, que viviam sob o conflito entre Roma e a doutrina jansenista, uma nova heresia. Luís Maria obedeceu e passou a pregar nas cidades e no meio rural e, quando necessário, confrontava os doutores jansenistas com discurso igualmente douto, munido de sua autoridade teológica. Ainda assim, sua linguagem era extremamente acessível aos mais humildes, adaptado ao seu cotidiano, à sensibilidade popular, combinada com o exemplo de uma conduta coerente e cristã. Usava de um discurso fraterno, convidando o povo a adorar e confiar num Jesus amigo, em vez de temê-lo como um rígido juiz. Outra característica muito importante de sua pregação era a devoção extremada a Maria Santíssima. Embora a Igreja daquele tempo estivesse questionando certos aspectos do culto mariano, ele pregava a veneração sem excessos, firme e constante a Maria, a Mãe de Deus. Por meio dela é que Jesus fez o seu primeiro milagre nas bodas de Caná. Esse argumento, de fato, sempre esteve muito presente em todos os seus escritos e exortações, como o tratado da ‘Verdadeira devoção à Santa Virgem’, e todos eles relacionados com a prática do Rosário. Seus textos foram publicados em 1842 e tornaram-se os fundamentos da piedade mariana. Em meados de 1712, Luís Maria de Montfort elaborou as Regras e fundou uma nova ordem masculina: a dos Missionários da Companhia de Maria. Esses religiosos, chamados habitualmente de montfortianos, estenderam, aos poucos, as suas atividades pela Europa, América e África. Contudo seu fundador acompanhou apenas o seu início, porque morreu no dia 28 de abril de 1716, poucos anos depois de sua aprovação. Em 1947, o papa Pio XII proclamou-o santo. Puro como um Anjo, zeloso como um Apóstolo, sofredor como um penitente, foi ele o incansável missionário do amor a Jesus, por meio de Maria, na previsão de uma plêiade de almas abrasadas que viriam em tempos futuros. Santo do Dia – 28 de Abril – São Luís Maria Grignion de Montfort Corria o ano de 1716. A missão em Saint-Laurent-sur-Sèvre — que seria a última! — começara em princípios de abril. Consumido pelo trabalho, o dedicado pregador foi acometido por uma pleurisia aguda, mas não cancelou o sermão prometido para a tarde da visita do Bispo de La Rochelle, Dom Étienne de Champflour, em 22 de abril, no qual falou sobre a doçura de Jesus. Contudo, teve de ser levado do púlpito quase agonizante… Passados alguns dias, pressentindo a morte que já previra para aquele ano, ele pediu que, quando o pusessem no ataúde, lhe fossem mantidas no pescoço, nos braços e nos pés as cadeias que usava como sinal de escravidão de amor à Santíssima Virgem. Em 27 de abril, o enfermo ditou seu testamento e legou sua obra missionária ao padre René Mulot. A manhã seguinte parecia anunciar o momento derradeiro. Na mão direita segurava o Crucifixo indulgenciado pelo Papa Clemente XI e na esquerda, uma imagenzinha de Maria que sempre o acompanhara, os quais osculava e contemplava com enorme piedade. Pela tarde, o moribundo parecia travar sua luta extrema contra um inimigo invisível: “É em vão que tu me atacas. Eu estou entre Jesus e Maria. Deo gratias et Mariæ. Cheguei ao fim da minha carreira: pronto, não pecarei mais!”. Ao anoitecer, entregou sua alma a Deus, com apenas 43 anos de idade. Milhares de pessoas vieram venerar os restos mortais de seu apóstolo e Dom Champflour afirmou haver perdido “o melhor sacerdote da diocese”. 2 Este era São Luís Maria Grignion de Montfort, um “padre que vivera com a pureza dum Anjo, trabalhara com o zelo dum Apóstolo e sofrera com o rigor dum penitente”. Muito difundida é sua doutrina mariana. Sem embargo, menos conhecida é sua vida, tão fecunda apesar de curta, da qual poderemos contemplar alguns breves traços. Escolhido desde a infância Nasceu ele a 31 de janeiro de 1673, na cidade bretã de Montfort-La-Cane — hoje Montfort-sur-Meu —, no seio de uma numerosa família com 18 filhos. “O povo de Bretanha entrega-se por completo; é uma raça duma só peça”, 4 e Luís herdou este vigor de espírito. Seus pais, Jean-Baptiste Grignion e Jeanne Robert, o levaram à pia batismal no dia seguinte de ter visto a luz, na Igreja paroquial de Saint-Jean. Quando ainda muito menino, a família se instalou na propriedade do Bois-Marquer, em Iffendic. A velha igreja desta cidade foi o cenário de suas primeiras orações e o berço de sua ardorosa devoção ao Santíssimo Sacramento. Ali fez a Primeira Comunhão e passava horas em recolhimento. Seu espírito apostólico manifestava-se desde a infância, ao encorajar a mãe nas dificuldades domésticas ou na atenção a seus irmãos, em especial à pequena Luísa, que veio a ser religiosa beneditina do Santíssimo Sacramento, com sua ajuda. Conheceu o amor a Maria Santíssima no coração de sua mãe, e este amor se tornou a via montfortiana por excelência. Na verdade, “a Santíssima Virgem foi a primeira a escolhê-lo e a elegê-lo um dos seus maiores favoritos, e gravara na sua jovem alma a ternura tão singular que ele sempre Lhe votara”. No colégio dos jesuítas de Rennes Aos 12 anos, seus pais o enviaram a Rennes, para estudar no Colégio São Tomás Becket, dirigido pelos jesuítas, famoso por seu curso de humanidades e por formar seus educandos no autêntico espírito cristão. O ensino era gratuito e seus mais de mil estudantes não eram internos, por isso Luís Maria hospedou-se com um tio, o Abade Alain Robert de la Vizuele. Excelente aluno, dedicava-se ao estudo com afinco, compreendendo sua importância para a vida espiritual e o futuro ministério que tinha em vista. Seu espírito recolhido o afastava do bulício da multidão ruidosa dos rapazes e sua distração era visitar as igrejas da cidade onde havia belas e atraentes imagens de Maria Santíssima. Não há dúvida de que esta terna e sincera devoção foi a salvaguarda de sua pureza e abrigo seguro contra as solicitações do mundo. Ali conheceu Jean-Baptiste Blain e Claude-François Poullart des Places, dos quais tornou-se grande amigo. Mais tarde, eles lhe serão aliosos apoios em suas fundações. Pertencia à Congregação Mariana do colégio e, com Poullart des Places, organizou uma associação em honra da Santíssima Virgem, visando fazer crescer a dedicação a Ela, “encorajar os seus colegas ao fervor e fazer brilhar aos olhos das almas jovens as belezas do sacerdócio e do apostolado”.6 Blain, depois da morte do Santo, escreveu suas recordações pessoais e memórias, tornando-se uma das principais fontes históricas da vida dele. Muito caritativo, inúmeras vezes se fez esmoler para ajudar algum condiscípulo mais pobre do que ele; atitude que se repetiu, com frequência, ao longo de sua vida missionária. “Só falava de Deus e das coisas de Deus; só respirava o zelo pela salvação das almas; e, não podendo conter o seu coração inflamado no amor de Deus, só procurava aliviá-lo, através de testemunhos efetivos de caridade em relação ao próximo”. Apesar do intenso trabalho ao qual se dedicava, São Luís encontrava tempo para desenvolver seu veio artístico: esculpia com talento, em especial imagens de Maria, pintava, compunha melodias e poemas. Em Rennes sentiu o chamado definitivo ao estado eclesiástico. Conta um de seus companheiros — a quem ele confidenciara esta graça — ter sido aos pés de Nossa Senhora da Paz, na igreja dos carmelitas, que conheceu sua vocação sacerdotal, “a única que Deuslhe indicava, por intermédio da Virgem Maria”. Em Paris, o seminário Em 1693 dirigiu-se a Paris, a fim de preparar-se para o sacerdócio. Deixava para trás a terra natal e a família, e quis percorrer a pé os mais de 300 km que o separavam da capital francesa. Este será invariavelmente seu modo de viajar, seja em peregrinação, seja em missão. Já nesse remoto século XVII, Paris exercia sobre seus visitantes fascinante atração. Ao entrar na cidade, o primeiro sacrifício feito por Luís foi o da mortificação da curiosidade: estabeleceu um pacto com seus olhos, negando-lhes o lícito prazer de contemplar as incomparáveis obras de arte parisienses. Assim, quando partiu, dez anos depois, nada havia visto que satisfizesse seus sentidos. Começou os estudos no seminário do padre Claude de la Barmondière, destinado a receber jovens pouco afortunados. Com a morte deste religioso, Montfort se transferiu para o Colégio Montaigu, dirigido pelo padre Boucher. A alimentação ali era muito deficiente e suas penitências tão austeras que lhe abalaram a saúde e o levaram ao hospital. Todos acreditavam que morreria, tão grave era seu estado, mas ele nunca duvidou da cura, pois sentia não haver chegado sua hora. E, de fato, logo se restabeleceu. Quis a Divina Providência obter-lhe os meios para terminar os estudos no Pequeno Seminário de Saint-Sulpice. O diretor daquela instituição, conhecedor da fama de santidade do seminarista, “encarou como uma grande graça de Deus a entrada deste jovem eclesiástico na sua casa. Para prestar a Deus ações de graças, mandou rezar o Te Deum”.9 Entretanto, tratava-o com muito rigor, para pôr à prova suas virtudes; começou então para nosso Santo uma via de humilhações, que se prolongou ao longo de toda a sua vida. Por fim, sacerdote! Executava com a maior perfeição possível as funções que lhe eram designadas, quer nos serviços mais humildes ou nos estudos, quer na ornamentação da igreja do seminário ou como cerimoniário litúrgico, no serviço do altar. Suas primeiras missões remontam a esta época. Algumas eram feitas internamente, para aumentar a devoção de seus confrades; outras consistiam em aulas de catecismo ou pregações, para pessoas de fora do seminário. “Possuía um raro talento para tocar os corações”: às crianças falava de Deus, da bondade de Maria, dos Sacramentos que precisavam receber; aos adultos pedia que santificassem seu labor com as mentes postas no Céu. Esforçava-se por comunicar a prática da escravidão de amor a Nossa Senhora a seus condiscípulos e estabeleceu no seminário uma associação dos escravos de Maria. Todavia, não faltaram opositores que o taxaram de exagerado. Aconselhado pelo padre Louis Tronson, superior de Saint-Sulpice, passou a designar esses devotos como “escravos de Jesus em Maria”,11 e vai ser esta expressão que mais tarde ficará consignada no seu Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem. “À medida que a aurora do sacerdócio despontava no horizonte, Luís Maria sentia mais do que nunca a necessidade de separar-se da Terra a fim de se recolher completamente em Deus”.12 Foi ordenado em 5 de junho de 1700, dia de Pentecostes, e quis celebrar sua primeira Missa na capela de Maria Santíssima, situada atrás do coro da Igreja de Saint-Sulpice, tantas vezes ornada por ele durante os anos passados no seminário. Blain, seu amigo e biógrafo, resumiu em quatro palavras suas impressões sobre aquele espetáculo sobrenatural: era “um anjo no altar”. De Nantes a Poitiers O espírito sacerdotal do padre Luís Maria sentia insaciável sede de almas e as missões em terras distantes o atraíam sobremaneira. Perguntava-se: “Que fazemos nós aqui […] enquanto há tantas almas que perecem no Japão e na Índia, por falta de pregadores e catequistas?”. No entanto, tinha Deus outros planos para seu missionário naquele momento. Designado para exercer o ministério na comunidade de eclesiásticos Saint-Clément, em Nantes, na qual se pregavam retiros anuais e conferências dominicais para o clero da região, dirigiu-se para onde o mandava a obediência. Seu coração, porém, se dividia entre o desejo da vida oculta e recolhida e o apelo às missões populares, que tanto o atraíam. Uma feliz experiência missionária em Grandchamps, nos arredores de Nantes, foi decisiva para tornar patentes seus dotes como evangelizador. Algum tempo depois, o Bispo de Poitiers o chamou para trabalhar no hospital desta cidade, pois uma curta permanência sua anterior por lá deixara tal rastro sobrenatural, que os pobres internos o solicitavam para capelão. Foi também nesta cidade que conheceu Catherine Brunet e Maria Luísa Trichet, com quem fundaria mais tarde, em Saint-Laurent-sur-Sèvre, as Filhas da Sabedoria. Bênção papal: missionário apostólico A ação missionária de São Luís Grignion acabou por despertar ciúmes, intrigas e até perseguições por parte dos que o deveriam defender, obrigando-o a regressar a Paris. Iniciava-se, assim, um longo caminho de dor que haveria de continuar nas subsequentes missões por ele empreendidas. A autenticidade de suas palavras e de seu exemplo despertavam tantas incompreensões e calúnias que o missionário decidiu peregrinar a Roma, a pé, a fim de procurar junto ao Papa uma luz que desse o rumo de sua vida. “Tanta dificuldade em fazer o bem em França e tanta oposição de todos os lados”15 o levaram a pensar se não seria mesmo o caso de exercer seu ministério num outro país. Recebido com extrema bondade por Clemente XI, este o encorajou a continuar exercendo seu trabalho missionário na própria França. E para “lhe conferir mais autoridade, deu ao padre Montfort o título de Missionário apostólico”. 16 A pedido do Santo, concedeu o Pontífice indulgência plenária a todos os que osculassem seu Crucifixo de marfim, na hora da morte, “pronunciando os nomes de Jesus e Maria com contrição dos seus pecados”. Fortalecido pela bênção papal e com o Crucifixo afixado no alto do cajado que o acompanhava nas missões, Grignion voltou às terras gaulesas e, impertérrito, sem nada temer das perseguições ou contrariedades, continuou semeando por toda parte o amor à Sabedoria Eterna e a Nossa Senhora, e a excelência do Santo Rosário. Converteu populações inteiras, mudou costumes licenciosos no campo, nas cidades e aldeias, levantou Calvários, restaurou capelas e combateu o espírito jansenista, tão disseminado na época. No entanto, foi pouco compreendido por muitos eclesiásticos seus contemporâneos e viu desencadear-se sobre si uma onda de interdições. Prosseguia sua missão, sem desanimar, sendo acolhido pelos Bispos das Dioceses de Luçon e La Rochelle, na Vandeia, região que reagirá, no fim daquele século, à impiedade difundida pela Revolução Francesa, sem dúvida como fruto de sua semeadura. Olhar posto no futuro… Seria um erro, contudo, considerar São Luís Grignion apenas como um excelente missionário na França do século XVIII. Com o olhar posto no futuro, sua fogosa alma tinha por meta estender o Reino de Cristo, por meio de Maria, e para isto servia-se de uma forma de evangelização que hoje não poderia ser mais atual: “ir de paróquia em paróquia, catequizar os pequeninos, converter os pecadores, pregar o amor a Jesus, a devoção à Santíssima Virgem e reclamar, em voz alta, uma Companhia de missionários a fim de abalar o mundo através do seu apostolado”. Num élan profético, previu ele a vinda de missionários que, por seu inteiro abandono nas mãos da Virgem Maria, satisfariam os mais íntimos anseios do Coração de seu Divino Filho: “Deus quer que sua Santíssima Mãe seja agora mais conhecida, mais amada, mais honrada, como jamais o foi”.19 Não obstante, se perguntava: “Quem serão estes servidores, escravos e filhos de Maria?”.20 Serão eles, afirmava, “os verdadeiros apóstolos dos últimos tempos, aos quais o Senhor das virtudes dará a palavra e a força para operar maravilhas”. Antevia que seriam inteiramente abrasados pelo fogo do amor divino: “sacerdotes livres de vossa liberdade, desapegados de tudo, sem pai, sem mãe, sem irmãos, sem irmãs, sem parentes segundo a carne, sem amigos segundo o mundo, sem bens, sem obstáculos, sem cuidados, e até mesmo sem vontade própria”. São Luís Maria Grignion de Montfort não foi senão o precursor desses apóstolos dos últimos tempos. Modelo vivo dos ardorosos missionários que prognosticava, manteve a certeza inabalável de que, quando se conhecesse e se praticasse tudo quanto ele ensinava, chegariam indefectivelmente os tempos que previa: “Ut adveniat regnum tuum, adveniat regnum Mariæ”23 — Para vir o Reino de Cristo, venha o Reino de Maria. Reino este que, em germe, já habitava em sua alma, tornando-o o primeiro apóstolo dos últimos tempos. (Revista Arautos do Evangelho, Abril/2015, n. 160, pp. 32 à 35) Lendo sua biografia, intitulada Um Apostolo de Maria e da Cruz, seus escritos e as cartas aos amigos da cruz, descobrimos como era austera e penitente a vida deste grande Santo! Um grande exemplo esta na Cruz da Sabedoria de Poitiers, feita por ele próprio. Rezemos para que a Santíssima Virgem nos ensine a nos consumir de amor, assim como fez São Luís, oferecendo seus sofrimentos em desagravo aos pecados cometidos, que tanto ofendem a Deus! Pensando em trazer a vida deste grande santo ao conhecimento de todos, fizemos grande esforço para disponibilizar a sua Biografia. Está disponível em nossa Loja Virtual. Para adquirir acesse: https://loja.totalconsagracao.com.br/livros/um-apostolo-de-maria-e-da-cruz-biografia-de-sao-luis-maria-grignion-de-montfort Leitura obrigatória para todos os consagrados à Nossa Senhora e edificante lição de vida para todo cristão. GRANDE LANÇAMENTO: UM APÓSTOLO DE MARIA E DA CRUZ – Biografia de São Luís Maria Grignion de Montfort Por ocasião da celebração dos 300 anos de céu de São Luís Maria Grignion de Montfort, temos a grata satisfação de apresentar a todos uma das melhores biografia deste grande santo missionário. Escrita por Jesus Fernandez Soto, a vida, o espírito, as obras e o coração do padre de Montfort, são apresentados de modo singularmente belos. A leitura da vida de São Luís Grignion de Montfort nos dá um modelo prático das virtudes que deve viver todo cristão, todo consagrado a Nossa Senhora. Para adquirir acesse: https://loja.totalconsagracao.com.br/livros/um-apostolo-de-maria-e-da-cruz-biografia-de-sao-luis-maria-grignion-de-montfort #SantodoDia

  • Santa Gianna Beretta Molla, padroeira da defesa da vida – 28 de Abril

    Santa Gianna: uma mulher como tantas outras mas, com alguma coisa a mais Em 28 de abril, a Igreja celebra a festa litúrgica de Santa Gianna Beretta Molla , padroeira das mães, médicos e crianças por nascer. Gianna Beretta Molla nasceu em Magenta (Milão, Itália) no dia 4 de outubro de 1922. Desde sua primeira juventude, acolheu plenamente o dom da fé e a educação cristã recebidos de seus pais. Esta formação religiosa ensinou-lhe a considerar a vida como um dom maravilhoso de Deus, a ter confiança na Providência e a estimar a necessidade e a eficácia da oração. Durante os anos de estudos e na Universidade, enquanto se dedicava diligentemente aos seus deveres, vinculava sua fé a um compromisso generoso de apostolado entre os jovens da Ação Católica e de caridade para com os idosos e os necessitados nas Conferências de São Vicente. Laureada em medicina e cirurgia em 1949 pela Universidade de Pavia (Itália), abre seu consultório médico em Mêsero (nos arredores de Milão), em 1950. Especializa-se em pediatria na Universidade de Milão em 1952 e, entre seus clientes, demonstra especial cuidado para com as mães, as crianças, os idosos e os pobres. Enquanto exercia sua profissão de médica, considerando-a uma verdadeira missão, aumentava seu generoso compromisso para com a Ação Católica e dedicava-se intensivamente em ajudar as adolescentes. Vocação: matrimônio Por meio da oração pessoal, Gianna questiona-se sobre sua vocação, considerando-a como dom de Deus. Ela opta pela vocação matrimonial, que abraça com entusiasmo, assumindo total doação “para formar uma família realmente cristã”. Inicia seu noivado com o engenheiro Pietro Molla e prepara-se para o matrimônio com expansiva alegria. Ao Senhor tudo agradece e ora. Na basílica de São Martinho, em Magenta, os noivos casam-se em 24 de setembro de 1955. Gianna transforma-se em mulher totalmente feliz. Em novembro de 1956, já é a radiosa mãe de Pedro Luís; em dezembro de 1957, de Mariolina e, em julho de 1959, de Laura. Com simplicidade e equilíbrio, harmoniza os deveres de mãe, de esposa e de médica. “Gianna era uma mulher esplêndida, mas absolutamente normal. Era bonita, inteligente. Gostava muito de sorrir. Era uma mulher moderna, elegante. Dirigia, amava a montanha e esquiava muito bem. Amava as flores e a música. Gostava muito de viajar. Uma mulher como tantas outras, mas com alguma coisa a mais: uma grande piedade e uma indiscutível confiança na Providência. Esta confiança ela nunca a abandonou, nem mesmo nos seus últimos meses de vida”. A frase dita pelo seu esposo, Pietro Molla, descreve a simplicidade da santidade de Gianna, confirmando o que a mesma declarou: “Sempre me ensinaram que o segredo da felicidade é viver cada momento, e agradecer ao Senhor por tudo que Ele, na sua bondade, concede dia após dia. Por isso, o coração no céu e vivamos felizes”. Viver na Providência Santa Gianna levava uma vida normal: era médica, esposa e mãe de quatro filhos. Em seus papéis e funções habituais era exatamente onde se revelavam suas virtudes. Sua história demonstra que tudo é um meio para viver a vontade divina. “Viver a Providência é aceitar a vontade de Deus em nossas vidas”, dizia. Neste sentido, a grande confiança em Deus de Santa Gianna poderá enriquecer as nossas vidas nos dando a sabedoria de unir, a cada momento, as nossas escolhas ao que é eterno: confiar em Deus. Confiar é abandonar-se a uma pessoa e não aos próprios desejos ou ao destino. Existe um projeto de Deus para cada um de nós. Muitas vezes fazemos muitos projetos, temos muitos objetivos e sonhos. Sempre teremos ocupações, mas, a pergunta a ser feita é se isso nos levará a Deus e aos outros. Santa Gianna vivia diariamente essa providência, sempre acolhendo a vontade de Deus. “A santidade é o cotidiano da vida vivida à luz de Deus”, escreveu. Com os seus pacientes, ela tinha uma maneira especial de atendê-los, ouvindo as suas dores e necessidades. Após a sua morte, foi descoberto que eles não saíam do consultório sem que seus problemas tivessem sido resolvidos. Gianna procurava emprego aos que não tinham ou doava remédios aos necessitados. Imolação meditada Em setembro de 1961, no final do segundo mês de gravidez, vê-se atingida pelo sofrimento e pela dor. Aparece um fibroma no útero. Antes de ser operada, embora sabendo o grave perigo de prosseguir com a gravidez, suplica ao cirurgião que salve a vida que traz em seu seio e, então, entrega-se à Divina Providência e à oração. Com o feliz sucesso da cirurgia, agradece intensamente a Deus a salvação da vida do filho. Ela passa os sete meses que a distanciam do parto com admirável força de espírito e com a mesma dedicação de mãe e de médica. Apenas receia que seu filho possa nascer doente e suplica a Deus que isto não aconteça. Alguns dias antes do parto, sempre com grande confiança na Providência, demonstra-se pronta a sacrificar sua vida para salvar a do filho: “Se deveis decidir entre mim e o filho, nenhuma hesitação: escolhei – e isto o exijo – a criança. Salvai-a”. Na manhã de 21 de abril de 1962, nasce Joana Manuela. Apesar dos esforços para salvar a vida de ambos, na manhã de 28 de abril, em meio a atrozes dores e após ter repetido a jaculatória “Jesus, eu te amo, eu te amo”, Gianna morre santamente. Tinha 39 anos. Seu funeral transformou-se em grande manifestação popular de profunda comoção, de fé e de oração. A serva de Deus repousa no cemitério de Mêsero, distante 4 quilômetros de Magenta, nos arredores de Milão (Itália). “Meditata immolazione” (imolação meditada), assim Paulo VI definiu o gesto da Beata Gianna recordando, no Ângelus dominical de 23 de setembro de 1973, “uma jovem mãe da Diocese de Milão que, para dar a vida à sua filha, sacrificava, com imolação meditada, a própria”. É evidente, nas palavras do Santo Padre, a referência cristológica ao Calvário e à Eucaristia. Gianna Beretta Molla foi beatificada por João Paulo II no dia 24 de abril de 1994, no Ano Internacional da Família. Foi canonizada em 2004. Conheça mais sobre Santa Gianna “Jamais acreditei estar vivendo com uma santa. Minha esposa tinha infinita confiança na Providência e era uma mulher cheia de alegria de viver”, expressou Pietro, esposo de Gianna Beretta Molla , em uma ocasião. Por ocasião da celebração desta mãe coragem italiana, que se celebra em 28 de abril, fornecemos oito dados inspiradores que talvez não conhecia sobre a sua vida . 1.- Foi “médica dos pobres” Santa Gianna Beretta obteve o título de doutora em medicina e cirurgia, em 1949, na Universidade de Pavia, e em 1952, especializou-se em pediatria na Universidade de Milão. Segundo indica sua biografia, ela “preferia os pobres entre seus pacientes”, assim como as mulheres grávidas, as crianças e os idosos. “Não esqueçamos que no corpo de nossa paciente existe uma alma imortal. Sejamos honestos e médicos de fé”, costumava dizer santa Gianna. 2.- Difundiu sua devoção por Nossa Senhora Santa Gianna foi muito devota de Nossa Senhora. Quando sua mãe morreu, ela disse a Maria: “Confio em vós, doce mãe, e tenho certeza de que nunca me abandonareis”. Ela falava da Mãe de Deus para as jovens da Ação Católica e nas cartas dirigidas ao seu namorado Pietro, que mais tarde se tornou seu marido. Em seu livro “Gianna Molla Beretta. Escritos, lembranças, testemunhos”, Pietro indicou que, no dia de seu matrimônio, a santa “doou seu buquê de flores ao altar da Virgem da qual era muito devota”. 3.- É possível alcançar a santidade no matrimônio Gianna conheceu o seu marido em uma Missa , em 1954. Ele era engenheiro e também pertencia à Ação Católica. A biografia da santa descreve que, durante o namoro, ela foi “muito clara em seus propósitos e em projetar sua nova família e, ao mesmo tempo, foi maravilhosa, transmitindo a Pietro sua grande alegria de viver”. Casaram-se em 24 de setembro de 1955. Gianna foi “uma esposa feliz” e “soube harmonizar, com simplicidade e equilíbrio, seus deveres como mãe e médica”. Pietro apoiou-a em sua decisão de não abortar seu bebê, como alguns médicos sugeriram, para salvar sua vida, e após a morte de Gianna, o marido nunca se casou novamente e cuidou dos quatro filhos. 4.- Recusou-se a fazer um aborto “terapêutico” No início de sua quarta gravidez, os médicos detectaram-lhe um tumor no útero e sugeriram que fizesse um aborto “terapêutico” para se salvar. Ela recusou e pediu ao cirurgião que protegesse o seu bebê a “todo custo”. Foi operada e o bebê conseguiu se salvar. Antes do parto, Santa Gianna disse aos médicos: “se for necessário decidir entre a minha vida e a da criança, não duvidem; eu exijo que escolham a dele. Salvem-no”. Segundo indica sua biografia, a santa considerava que seu bebê “tinha os mesmos direitos de viver” que seus outros três filhos e que ela “era apenas o instrumento da Providência para que aquela nova criaturinha viesse ao mundo”. 5.- Sua última filha nasceu no Sábado Santo A biografia da santa destaca que, em 21 de abril de 1962, um Sábado Santo, ela deu à luz a sua quarta filha, Gianna Emmanuela, por cesariana. Uma hora após o parto, Santo Gianna começou a sofrer dores abdominais e febre devido à peritonite séptica. Sua condição piorou nos dias seguintes. No meio dos sofrimentos, recebeu a Eucaristia e não parou de pronunciar jaculatórias de amor a Jesus. Morreu em 28 de abril, aos 39 anos. 6.- Uma carta de amor foi lida diante de milhares de famílias Em 26 de setembro de 2015, durante o Encontro Mundial das Famílias (EMF), realizado na Filadélfia (Estados Unidos), Gianna Emanuela leu uma carta de amor que sua mãe escreveu ao seu pai quando ambos ainda namoravam. Depois, a filha da santa cumprimentou o Papa Francisco e lhe presenteou com uma relíquia de sua mãe. 7.- Teve três irmãos consagrados Segundo sua biografia, Santa Gianna foi a décima de treze filhos e três de seus irmãos optaram pela vida consagrada. Seu irmão Enrico pertenceu à Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e foi missionário no Brasil. Giuseppe, outro de seus irmãos foi sacerdote na diocese italiana de Bérgamo, e sua irmã Virginia foi religiosa na congregação das Filhas da Caridade Canossianas. A irmã Virginia disse uma vez que, enquanto eu estava na Índia como missionária, “de forma inesperada e providencial, o Senhor me fez voltar para a Itália a tempo para ver Gianna, apenas quatro dias antes de sua morte. Assim, pude ajudá-la e confortá-la naqueles momentos tão dolorosos e preciosos aos olhos de Deus, e guardo uma lembrança viva destes momentos”. 8.- Foi beatificada e canonizada por São João Paulo II Gianna Beretta Molla foi beatificada por São João Paulo II em 24 de abril de 1994, durante o Ano Internacional da Família; e canonizada pelo mesmo Pontífice em 16 de maio de 2004. Santa Gianna Beretta é considerada padroeira da defesa da vida. Cronologia Essêncial 1922 – Magenta – 4 de outubro nasce em Magenta 11 de outubro é batizada com o nome de Giovanna Francesca 1925 -Bérgamo – 3 anos – A família se muda para Bérgamo 1928 -Bérgamo – 5 anos – Faz a aprimeira Comunhão no dia 4 de abril na paroquia de Santa Grata e começa a frequentar a escola elementar 1930 – Bérgamo – 8 anos – No dia 9 de junho Crisma no Duomo em Bérgamo 1937- Gênova -15 anos – A familia se muda para Quinto al Mare 16 -18 de março faz um Retiro Espiritual nas irmãs Dorotéias 1942 – Gênova-20 anos – 29 de abril morre sua mãe aos 55 anos 10 de setembro morre seu pai aos 60 anos escreve – se na Faculdade de medicina 1949 – Magenta -27 anos – 30 de novembro se forma em medicina 1950 -Magenta – 28 anos – 1 de julho – abre um consultório em Mesero 1952 – Magenta -30 anos – 7 de julho se especializa em pediatria 1954 – Magenta -32 anos -8 de dezembro – primeiro incontro significativo com Pietro 1955 -Magenta – 33 anos- 11 de abril noivado oficial na capela da Madre Canossiane 24 de setembro – Matrimonio na Basílica de Magenta 1956- Ponte Nuovo -34 anos – 19 de novembro nasce PierLuigi 1957 Ponte Nuovo – 35 anos – 11 de dezembro Nasce Maria Zita , chamada Mariolina 1959 – Ponte Nuovo -36 anos – 15 de julho Nasce Laura 1961- Ponte Nuovo -39anos-6 de setembro : operação para a redução de um fibroma (Hospital de Monza em Milão) 1962 – Ponte Nuovo – 39 anos- No dia 21 de abril nasce Gianna Emanuela No dia 28 de abril morre Santa Gianna em sua casa em Ponte Nuovo. No dia 30 de abril celebram o funeral a Ponte Nuovo na capela paroquial “Campo Santo” e foi sepultada em Mesero. 1972 -Milão – 6 de novembro : começa os procedimentos em vista da canonização. 1977 -Maranhão – Em Grajaus – estado do Maranhão, Brasil , acontece o primeiro milagre 1980 – Vaticano -28 abril – o Cardeal Carlo Maria Martini decreta o começo da Causa de beatificação 1994 -Vaticano – 24 de abril Gianna é proclamada Beata pelo Papa Joao Paulo II 1999 – 2000- Franca – em Franca , São Paulo, Brasil acontece o segundo milagre 2004 – Vaticano – 16 de maio : Gianna é declarada Santa #SantodoDia

  • Santa Gianna Beretta Molla, padroeira da defesa da vida – 28 de Abril

    Santa Gianna: uma mulher como tantas outras mas, com alguma coisa a mais Em 28 de abril, a Igreja celebra a festa litúrgica de Santa Gianna Beretta Molla , padroeira das mães, médicos e crianças por nascer. Gianna Beretta Molla nasceu em Magenta (Milão, Itália) no dia 4 de outubro de 1922. Desde sua primeira juventude, acolheu plenamente o dom da fé e a educação cristã recebidos de seus pais. Esta formação religiosa ensinou-lhe a considerar a vida como um dom maravilhoso de Deus, a ter confiança na Providência e a estimar a necessidade e a eficácia da oração. Durante os anos de estudos e na Universidade, enquanto se dedicava diligentemente aos seus deveres, vinculava sua fé a um compromisso generoso de apostolado entre os jovens da Ação Católica e de caridade para com os idosos e os necessitados nas Conferências de São Vicente. Laureada em medicina e cirurgia em 1949 pela Universidade de Pavia (Itália), abre seu consultório médico em Mêsero (nos arredores de Milão), em 1950. Especializa-se em pediatria na Universidade de Milão em 1952 e, entre seus clientes, demonstra especial cuidado para com as mães, as crianças, os idosos e os pobres. Enquanto exercia sua profissão de médica, considerando-a uma verdadeira missão, aumentava seu generoso compromisso para com a Ação Católica e dedicava-se intensivamente em ajudar as adolescentes. Vocação: matrimônio Por meio da oração pessoal, Gianna questiona-se sobre sua vocação, considerando-a como dom de Deus. Ela opta pela vocação matrimonial, que abraça com entusiasmo, assumindo total doação “para formar uma família realmente cristã”. Inicia seu noivado com o engenheiro Pietro Molla e prepara-se para o matrimônio com expansiva alegria. Ao Senhor tudo agradece e ora. Na basílica de São Martinho, em Magenta, os noivos casam-se em 24 de setembro de 1955. Gianna transforma-se em mulher totalmente feliz. Em novembro de 1956, já é a radiosa mãe de Pedro Luís; em dezembro de 1957, de Mariolina e, em julho de 1959, de Laura. Com simplicidade e equilíbrio, harmoniza os deveres de mãe, de esposa e de médica. “Gianna era uma mulher esplêndida, mas absolutamente normal. Era bonita, inteligente. Gostava muito de sorrir. Era uma mulher moderna, elegante. Dirigia, amava a montanha e esquiava muito bem. Amava as flores e a música. Gostava muito de viajar. Uma mulher como tantas outras, mas com alguma coisa a mais: uma grande piedade e uma indiscutível confiança na Providência. Esta confiança ela nunca a abandonou, nem mesmo nos seus últimos meses de vida”. A frase dita pelo seu esposo, Pietro Molla, descreve a simplicidade da santidade de Gianna, confirmando o que a mesma declarou: “Sempre me ensinaram que o segredo da felicidade é viver cada momento, e agradecer ao Senhor por tudo que Ele, na sua bondade, concede dia após dia. Por isso, o coração no céu e vivamos felizes”. Viver na Providência Santa Gianna levava uma vida normal: era médica, esposa e mãe de quatro filhos. Em seus papéis e funções habituais era exatamente onde se revelavam suas virtudes. Sua história demonstra que tudo é um meio para viver a vontade divina. “Viver a Providência é aceitar a vontade de Deus em nossas vidas”, dizia. Neste sentido, a grande confiança em Deus de Santa Gianna poderá enriquecer as nossas vidas nos dando a sabedoria de unir, a cada momento, as nossas escolhas ao que é eterno: confiar em Deus. Confiar é abandonar-se a uma pessoa e não aos próprios desejos ou ao destino. Existe um projeto de Deus para cada um de nós. Muitas vezes fazemos muitos projetos, temos muitos objetivos e sonhos. Sempre teremos ocupações, mas, a pergunta a ser feita é se isso nos levará a Deus e aos outros. Santa Gianna vivia diariamente essa providência, sempre acolhendo a vontade de Deus. “A santidade é o cotidiano da vida vivida à luz de Deus”, escreveu. Com os seus pacientes, ela tinha uma maneira especial de atendê-los, ouvindo as suas dores e necessidades. Após a sua morte, foi descoberto que eles não saíam do consultório sem que seus problemas tivessem sido resolvidos. Gianna procurava emprego aos que não tinham ou doava remédios aos necessitados. Imolação meditada Em setembro de 1961, no final do segundo mês de gravidez, vê-se atingida pelo sofrimento e pela dor. Aparece um fibroma no útero. Antes de ser operada, embora sabendo o grave perigo de prosseguir com a gravidez, suplica ao cirurgião que salve a vida que traz em seu seio e, então, entrega-se à Divina Providência e à oração. Com o feliz sucesso da cirurgia, agradece intensamente a Deus a salvação da vida do filho. Ela passa os sete meses que a distanciam do parto com admirável força de espírito e com a mesma dedicação de mãe e de médica. Apenas receia que seu filho possa nascer doente e suplica a Deus que isto não aconteça. Alguns dias antes do parto, sempre com grande confiança na Providência, demonstra-se pronta a sacrificar sua vida para salvar a do filho: “Se deveis decidir entre mim e o filho, nenhuma hesitação: escolhei – e isto o exijo – a criança. Salvai-a”. Na manhã de 21 de abril de 1962, nasce Joana Manuela. Apesar dos esforços para salvar a vida de ambos, na manhã de 28 de abril, em meio a atrozes dores e após ter repetido a jaculatória “Jesus, eu te amo, eu te amo”, Gianna morre santamente. Tinha 39 anos. Seu funeral transformou-se em grande manifestação popular de profunda comoção, de fé e de oração. A serva de Deus repousa no cemitério de Mêsero, distante 4 quilômetros de Magenta, nos arredores de Milão (Itália). “Meditata immolazione” (imolação meditada), assim Paulo VI definiu o gesto da Beata Gianna recordando, no Ângelus dominical de 23 de setembro de 1973, “uma jovem mãe da Diocese de Milão que, para dar a vida à sua filha, sacrificava, com imolação meditada, a própria”. É evidente, nas palavras do Santo Padre, a referência cristológica ao Calvário e à Eucaristia. Gianna Beretta Molla foi beatificada por João Paulo II no dia 24 de abril de 1994, no Ano Internacional da Família. Foi canonizada em 2004. Conheça mais sobre Santa Gianna “Jamais acreditei estar vivendo com uma santa. Minha esposa tinha infinita confiança na Providência e era uma mulher cheia de alegria de viver”, expressou Pietro, esposo de Gianna Beretta Molla , em uma ocasião. Por ocasião da celebração desta mãe coragem italiana, que se celebra em 28 de abril, fornecemos oito dados inspiradores que talvez não conhecia sobre a sua vida . 1.- Foi “médica dos pobres” Santa Gianna Beretta obteve o título de doutora em medicina e cirurgia, em 1949, na Universidade de Pavia, e em 1952, especializou-se em pediatria na Universidade de Milão. Segundo indica sua biografia, ela “preferia os pobres entre seus pacientes”, assim como as mulheres grávidas, as crianças e os idosos. “Não esqueçamos que no corpo de nossa paciente existe uma alma imortal. Sejamos honestos e médicos de fé”, costumava dizer santa Gianna. 2.- Difundiu sua devoção por Nossa Senhora Santa Gianna foi muito devota de Nossa Senhora. Quando sua mãe morreu, ela disse a Maria: “Confio em vós, doce mãe, e tenho certeza de que nunca me abandonareis”. Ela falava da Mãe de Deus para as jovens da Ação Católica e nas cartas dirigidas ao seu namorado Pietro, que mais tarde se tornou seu marido. Em seu livro “Gianna Molla Beretta. Escritos, lembranças, testemunhos”, Pietro indicou que, no dia de seu matrimônio, a santa “doou seu buquê de flores ao altar da Virgem da qual era muito devota”. 3.- É possível alcançar a santidade no matrimônio Gianna conheceu o seu marido em uma Missa , em 1954. Ele era engenheiro e também pertencia à Ação Católica. A biografia da santa descreve que, durante o namoro, ela foi “muito clara em seus propósitos e em projetar sua nova família e, ao mesmo tempo, foi maravilhosa, transmitindo a Pietro sua grande alegria de viver”. Casaram-se em 24 de setembro de 1955. Gianna foi “uma esposa feliz” e “soube harmonizar, com simplicidade e equilíbrio, seus deveres como mãe e médica”. Pietro apoiou-a em sua decisão de não abortar seu bebê, como alguns médicos sugeriram, para salvar sua vida, e após a morte de Gianna, o marido nunca se casou novamente e cuidou dos quatro filhos. 4.- Recusou-se a fazer um aborto “terapêutico” No início de sua quarta gravidez, os médicos detectaram-lhe um tumor no útero e sugeriram que fizesse um aborto “terapêutico” para se salvar. Ela recusou e pediu ao cirurgião que protegesse o seu bebê a “todo custo”. Foi operada e o bebê conseguiu se salvar. Antes do parto, Santa Gianna disse aos médicos: “se for necessário decidir entre a minha vida e a da criança, não duvidem; eu exijo que escolham a dele. Salvem-no”. Segundo indica sua biografia, a santa considerava que seu bebê “tinha os mesmos direitos de viver” que seus outros três filhos e que ela “era apenas o instrumento da Providência para que aquela nova criaturinha viesse ao mundo”. 5.- Sua última filha nasceu no Sábado Santo A biografia da santa destaca que, em 21 de abril de 1962, um Sábado Santo, ela deu à luz a sua quarta filha, Gianna Emmanuela, por cesariana. Uma hora após o parto, Santo Gianna começou a sofrer dores abdominais e febre devido à peritonite séptica. Sua condição piorou nos dias seguintes. No meio dos sofrimentos, recebeu a Eucaristia e não parou de pronunciar jaculatórias de amor a Jesus. Morreu em 28 de abril, aos 39 anos. 6.- Uma carta de amor foi lida diante de milhares de famílias Em 26 de setembro de 2015, durante o Encontro Mundial das Famílias (EMF), realizado na Filadélfia (Estados Unidos), Gianna Emanuela leu uma carta de amor que sua mãe escreveu ao seu pai quando ambos ainda namoravam. Depois, a filha da santa cumprimentou o Papa Francisco e lhe presenteou com uma relíquia de sua mãe. 7.- Teve três irmãos consagrados Segundo sua biografia, Santa Gianna foi a décima de treze filhos e três de seus irmãos optaram pela vida consagrada. Seu irmão Enrico pertenceu à Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e foi missionário no Brasil. Giuseppe, outro de seus irmãos foi sacerdote na diocese italiana de Bérgamo, e sua irmã Virginia foi religiosa na congregação das Filhas da Caridade Canossianas. A irmã Virginia disse uma vez que, enquanto eu estava na Índia como missionária, “de forma inesperada e providencial, o Senhor me fez voltar para a Itália a tempo para ver Gianna, apenas quatro dias antes de sua morte. Assim, pude ajudá-la e confortá-la naqueles momentos tão dolorosos e preciosos aos olhos de Deus, e guardo uma lembrança viva destes momentos”. 8.- Foi beatificada e canonizada por São João Paulo II Gianna Beretta Molla foi beatificada por São João Paulo II em 24 de abril de 1994, durante o Ano Internacional da Família; e canonizada pelo mesmo Pontífice em 16 de maio de 2004. Santa Gianna Beretta é considerada padroeira da defesa da vida. Cronologia Essêncial 1922 – Magenta – 4 de outubro nasce em Magenta 11 de outubro é batizada com o nome de Giovanna Francesca 1925 -Bérgamo – 3 anos – A família se muda para Bérgamo 1928 -Bérgamo – 5 anos – Faz a aprimeira Comunhão no dia 4 de abril na paroquia de Santa Grata e começa a frequentar a escola elementar 1930 – Bérgamo – 8 anos – No dia 9 de junho Crisma no Duomo em Bérgamo 1937- Gênova -15 anos – A familia se muda para Quinto al Mare 16 -18 de março faz um Retiro Espiritual nas irmãs Dorotéias 1942 – Gênova-20 anos – 29 de abril morre sua mãe aos 55 anos 10 de setembro morre seu pai aos 60 anos escreve – se na Faculdade de medicina 1949 – Magenta -27 anos – 30 de novembro se forma em medicina 1950 -Magenta – 28 anos – 1 de julho – abre um consultório em Mesero 1952 – Magenta -30 anos – 7 de julho se especializa em pediatria 1954 – Magenta -32 anos -8 de dezembro – primeiro incontro significativo com Pietro 1955 -Magenta – 33 anos- 11 de abril noivado oficial na capela da Madre Canossiane 24 de setembro – Matrimonio na Basílica de Magenta 1956- Ponte Nuovo -34 anos – 19 de novembro nasce PierLuigi 1957 Ponte Nuovo – 35 anos – 11 de dezembro Nasce Maria Zita , chamada Mariolina 1959 – Ponte Nuovo -36 anos – 15 de julho Nasce Laura 1961- Ponte Nuovo -39anos-6 de setembro : operação para a redução de um fibroma (Hospital de Monza em Milão) 1962 – Ponte Nuovo – 39 anos- No dia 21 de abril nasce Gianna Emanuela No dia 28 de abril morre Santa Gianna em sua casa em Ponte Nuovo. No dia 30 de abril celebram o funeral a Ponte Nuovo na capela paroquial “Campo Santo” e foi sepultada em Mesero. 1972 -Milão – 6 de novembro : começa os procedimentos em vista da canonização. 1977 -Maranhão – Em Grajaus – estado do Maranhão, Brasil , acontece o primeiro milagre 1980 – Vaticano -28 abril – o Cardeal Carlo Maria Martini decreta o começo da Causa de beatificação 1994 -Vaticano – 24 de abril Gianna é proclamada Beata pelo Papa Joao Paulo II 1999 – 2000- Franca – em Franca , São Paulo, Brasil acontece o segundo milagre 2004 – Vaticano – 16 de maio : Gianna é declarada Santa #SantodoDia

  • O CONSERVADORISMO NÃO É SÓ UM PROJETO POLÍTICO

    O filosofo católico francês Pierre Manent, em seu comentário ao recente resultado eleitoral de seu país, que reconduziu Macron ao poder, observou que “o segundo turno reuniu um titular que não corria risco de perder a eleição e um candidato que não tinha chance de ganhá-la”. Por que Macron não corria risco de perder a eleição? Segundo ele, por representar a classe social que domina o Estado francês, beneficiária de uma educação de qualidade que não está mais disponível às novas gerações. Uma classe que, mesmo tendo contribuído bastante, com seus talentos, para a vida nacional, “testemunhou com uma indiferença difícil de compreender a liquidação de grande parte do aparato industrial francês, a deterioração da sociabilidade, o colapso do nível de estudos, a depreciação da língua francesa”. Por que Marine Le Pen não tinha chance de ganhar? Na análise do filósofo, ex-aluno de Raymond Aron, a candidata representa “o protesto impotente contra a impotência política em que a República está afundando.” Acredita que a direita nunca chegará ao poder, por não constituir uma verdadeira força política. E explica o que significa ser uma verdadeira força política: “Durante trinta anos, o movimento da ‘direita nacional’ foi incapaz de criar o menor sindicato, a menor rede social, a menor editora, de adquirir a menor base de influência ou prestígio social, seja na mídia ou nas universidades… O partido que pretende chegar ao cume do poder é incapaz de fazer com que aqueles que votam nele se declarem a favor. Pelo contrário, qualquer um que tenha a menor posição na sociedade se apressa a declarar que deseja absolutamente ‘obstruí-lo’. O partido RN (Rassemblement national, “reunião nacional”) quer acreditar que está dizendo em voz alta o que os franceses pensam baixinho. Durante o debate do segundo turno, a própria Marine Le Pen não disse em voz alta o que pensava – talvez tenha dito em voz baixa…” * Que lições tirar de tudo isto para o Brasil, cuja incipiente direita inesperadamente conseguiu ganhar as eleições presidenciais, há alguns anos? Sem a criação de uma verdadeira cultura conservadora no país — presente nas instituições sociais e culturais —, dificilmente a direita brasileira será uma opção viva e permanente para a alternância do jogo democrático. Terá vida curta o projeto dos atuais direitistas, se não se preocuparem com os fundamentos culturais e espirituais do conservadorismo. A direita não é só um projeto político e econômico, mas uma recusa veemente do niilismo pós-moderno. Foi este um dos motes prediletos do recém-falecido filosofo Olavo de Carvalho, cujas análises sempre apontavam para uma estreita relação entre a ascensão das esquerdas e a decadência da cultura mais elevada. Percebeu, também, que entre as principais causas dessa crise cultural, estavam duas outras “decadências”: a do catolicismo e a do ensino da língua portuguesa. A reconstrução, portanto, já tem um roteiro.

  • A profissão de Fé de São Pedro Canísio contra a heresia protestante

    São Pedro Canísio, Doutor da Igreja, foi um forte combatente contra a reforma protestante. Foram graças a seus esforços que se diz que a fé católica foi conservada na Alemanha. São Pedro Canísio foi um sacerdote jesuíta holandês, nascido no ano 1521. Foi um forte combatente contra a revolução protestante, especialmente na Alemanha, Áustria e Suiça. O seu trabalho foi especialmente importante na Alemanha, onde se diz que a Fé católica permaneceu graças a este santo. Foi declarado Doutor da Igreja em 1925, pelo Papa Pio XI. A partir de 1571 passou a incluir esta profissão de fé em todos os seus livros: Professo diante de Vós a minha fé, Pai e Senhor do Céu e da terra, meu Criador e Redentor, minha força e minha salvação, que desde os meus mais tenros anos não cessastes de nutrir-me com o pão sagrado da vossa Palavra e de confortar o meu coração. A fim de que eu não vagasse, errando como as ovelhas transviadas que não têm pastor, Vós me congregastes no seio de vossa Igreja; colhido, me educastes; educado, continuastes a me ensinar com a voz daqueles Pastores nos quais Vós quereis ser ouvido e obedecido como em pessoa pelos vossos fiéis. Confesso em alta voz, para a minha salvação, tudo aquilo que os católicos sempre acreditaram de bom direito nos seus corações.; não quero ter nada em comum com eles, porque não falam nem ouvem rectamente, nem possuem a única regra da verdadeira Fé proposta pela Igreja Una, Santa, Católica, Apostólica e Romana. Uno-me, em vez disso, na comunhão, abraço a fé, sigo a religião e aprovo a doutrina daqueles que ouvem e seguem a Cristo, não apenas quando ensinada nas Escrituras, mas também quando julgada pela boca dos Concílios Ecuménicos e definida pela boca da Cátedra de Pedro, testemunhando-a com a autoridade dos Padres. Professo-me também filho daquela Igreja Romana que os ímpios blasfemos desprezam, perseguem e abominam como se fosse anticristã; não me afasto de nenhum ponto da sua autoridade, nem me recuso a dar a vida e derramar o meu sangue em sua defesa, e creio que os méritos de Cristo podem obter a minha salvação e a de outros somente na unidade desta mesma Igreja. Confesso essa Fé e doutrina que aprendi ainda criança, confirmei na juventude, ensinei como adulto, e que agora, com a minha débil força, defendo. Professo francamente, com São Jerónimo, ser uno com quem é uno à Cátedra de Pedro, e protesto, com Santo Ambrósio, seguir em todas as coisas a Igreja Romana que reconheço respeitosamente, com São Cipriano, como raiz e mãe da Igreja universal. Ao fazer esta profissão, não me move outro motivo senão a glória e honra de Deus, a consciência da verdade, a autoridade das Sagradas Escrituras, o sentimento e o consenso dos Padres da Igreja, o testemunho de fé que devo dar aos meus irmãos e, finalmente, a salvação eterna que espero no Céu e a felicidade prometida aos verdadeiros fiéis. Se acontecer de eu vir a ser desprezado, maltratado e perseguido por causa desta minha profissão, considerá-lo-ei uma graça e um favor extraordinários, porque isso significará que Vós, meu Deus, me destes a ocasião de sofrer pela justiça e não quereis que me sejam benevolentes aqueles que, como inimigos declarados da Igreja e da verdade católica, não podem ser vossos amigos. No entanto, perdoai-os, Senhor, porque, instigados pelo diabo e cegados pelo brilho de uma falsa doutrina, não sabem o que fazem, ou não querem saber. Concedei-me, contudo, esta graça: de que na vida e na morte eu renda sempre um testemunho autêntico da sinceridade e fidelidade que devo a Vós, à Igreja e à verdade, que não me afaste jamais do vosso santo amor, e que esteja em comunhão com aqueles que Vos temem e guardam os vossos preceitos na Santa Igreja Romana, a cujo juízo, com ânimo pronto e respeitoso, eu me submeto e toda a minha obra. Todos os santos, triunfantes no Céu ou militantes na terra, que estais indissoluvelmente unidos no vínculo da paz na Igreja Católica, mostrai a vossa imensa bondade e rezai por mim. Vós sois o princípio e o fim de todos os meus bens; a Vós sejam dados, em tudo e por tudo, louvor, honra e glória sempiterna. Amem. Via Senza Pagare

  • A profissão de Fé de São Pedro Canísio contra a heresia protestante

    São Pedro Canísio, Doutor da Igreja, foi um forte combatente contra a reforma protestante. Foram graças a seus esforços que se diz que a fé católica foi conservada na Alemanha. São Pedro Canísio foi um sacerdote jesuíta holandês, nascido no ano 1521. Foi um forte combatente contra a revolução protestante, especialmente na Alemanha, Áustria e Suiça. O seu trabalho foi especialmente importante na Alemanha, onde se diz que a Fé católica permaneceu graças a este santo. Foi declarado Doutor da Igreja em 1925, pelo Papa Pio XI. A partir de 1571 passou a incluir esta profissão de fé em todos os seus livros: Professo diante de Vós a minha fé, Pai e Senhor do Céu e da terra, meu Criador e Redentor, minha força e minha salvação, que desde os meus mais tenros anos não cessastes de nutrir-me com o pão sagrado da vossa Palavra e de confortar o meu coração. A fim de que eu não vagasse, errando como as ovelhas transviadas que não têm pastor, Vós me congregastes no seio de vossa Igreja; colhido, me educastes; educado, continuastes a me ensinar com a voz daqueles Pastores nos quais Vós quereis ser ouvido e obedecido como em pessoa pelos vossos fiéis. Confesso em alta voz, para a minha salvação, tudo aquilo que os católicos sempre acreditaram de bom direito nos seus corações.; não quero ter nada em comum com eles, porque não falam nem ouvem rectamente, nem possuem a única regra da verdadeira Fé proposta pela Igreja Una, Santa, Católica, Apostólica e Romana. Uno-me, em vez disso, na comunhão, abraço a fé, sigo a religião e aprovo a doutrina daqueles que ouvem e seguem a Cristo, não apenas quando ensinada nas Escrituras, mas também quando julgada pela boca dos Concílios Ecuménicos e definida pela boca da Cátedra de Pedro, testemunhando-a com a autoridade dos Padres. Professo-me também filho daquela Igreja Romana que os ímpios blasfemos desprezam, perseguem e abominam como se fosse anticristã; não me afasto de nenhum ponto da sua autoridade, nem me recuso a dar a vida e derramar o meu sangue em sua defesa, e creio que os méritos de Cristo podem obter a minha salvação e a de outros somente na unidade desta mesma Igreja. Confesso essa Fé e doutrina que aprendi ainda criança, confirmei na juventude, ensinei como adulto, e que agora, com a minha débil força, defendo. Professo francamente, com São Jerónimo, ser uno com quem é uno à Cátedra de Pedro, e protesto, com Santo Ambrósio, seguir em todas as coisas a Igreja Romana que reconheço respeitosamente, com São Cipriano, como raiz e mãe da Igreja universal. Ao fazer esta profissão, não me move outro motivo senão a glória e honra de Deus, a consciência da verdade, a autoridade das Sagradas Escrituras, o sentimento e o consenso dos Padres da Igreja, o testemunho de fé que devo dar aos meus irmãos e, finalmente, a salvação eterna que espero no Céu e a felicidade prometida aos verdadeiros fiéis. Se acontecer de eu vir a ser desprezado, maltratado e perseguido por causa desta minha profissão, considerá-lo-ei uma graça e um favor extraordinários, porque isso significará que Vós, meu Deus, me destes a ocasião de sofrer pela justiça e não quereis que me sejam benevolentes aqueles que, como inimigos declarados da Igreja e da verdade católica, não podem ser vossos amigos. No entanto, perdoai-os, Senhor, porque, instigados pelo diabo e cegados pelo brilho de uma falsa doutrina, não sabem o que fazem, ou não querem saber. Concedei-me, contudo, esta graça: de que na vida e na morte eu renda sempre um testemunho autêntico da sinceridade e fidelidade que devo a Vós, à Igreja e à verdade, que não me afaste jamais do vosso santo amor, e que esteja em comunhão com aqueles que Vos temem e guardam os vossos preceitos na Santa Igreja Romana, a cujo juízo, com ânimo pronto e respeitoso, eu me submeto e toda a minha obra. Todos os santos, triunfantes no Céu ou militantes na terra, que estais indissoluvelmente unidos no vínculo da paz na Igreja Católica, mostrai a vossa imensa bondade e rezai por mim. Vós sois o princípio e o fim de todos os meus bens; a Vós sejam dados, em tudo e por tudo, louvor, honra e glória sempiterna. Amem. Via Senza Pagare

  • Dores intensas levaram o Papa Francisco a cancelar sua agenda nesta terça-feira

    O papa Francisco cancelou todas as atividades programadas em sua agenda para ontem (26) por recomendação médica. Rezemos pelo papa Francisco! A sala de imprensa da Santa Sé informou que “por causa da dor no joelho e por recomendação médica, o papa Francisco interrompeu as atividades previstas para hoje, incluindo a participação no Conselho dos Cardeais, cuja nova sessão está em andamento nestes dias”. Na Segunda-feira (25), durante uma audiência concedida aos membros da Ordem da Santíssima Trindade, o papa explicou que ficaria sentado por causa da dor no joelho. Francisco brincou que há algum tempo essa dor era chamada de “mal das freiras” porque as freiras “ficavam doentes de tanto rezar de joelhos”. “Isso vai passar, mas enquanto isso devo fazer as coisas bem”, disse o papa. A dor no joelho do papa o obrigou a cancelar ou modificar vários encontros que havia planejado. Dois recentes foram a celebração da missa do domingo da Divina Misericórdia, em 24 de abril, e a celebração da Vigília Pascal no Vaticano durante a Semana Santa. O papa não presidiu estas duas missas, mas participou da celebração sentado e leu sua homilia. Na sexta-feira (22), o papa Francisco também cancelou todas as suas atividades para fazer exames médicos. Um desses compromissos era uma audiência com um chanceler argentino. Na ocasião, o diretor da sala de imprensa da Santa Sé confirmou que “o papa reduziu suas atividades por causa de exames médicos que são necessários hoje. É por isso que a agenda está vazia”. Saúde do papa Durante a audiência geral de 26 de janeiro, o papa Francisco brincou sobre a dor no joelho que o impediu de chegar até os peregrinos que o esperavam. Antes de dar a bênção final, Francisco disse aos fiéis reunidos na Sala Paulo VI que não poderia andar pelos corredores, como tradicionalmente faz para cumprimentar os presentes, devido a um problema de saúde. “Deixe-me explicar que hoje não poderei estar entre vocês para cumprimentá-los, porque estou com um problema na perna direita. Estou com uma inflamação no ligamento do joelho, mas eu descerei aí para cumprimentá-los e vocês podem vir para me cumprimentar”, disse o papa, indicando uma cadeira na qual se sentou depois para abençoar algumas pessoas. Sobre seu problema de saúde, Francisco acrescentou naquela ocasião: “É uma coisa passageira. Disseram-me que essas coisas acontecem só com os velhos e não sei porque isso está acontecendo comigo…”, concluiu sorrindo enquanto as pessoas aplaudiam. O papa Francisco, de 85 anos, foi internado em 4 de julho de 2021 na policlínica A. Gemelli, em Roma, para fazer uma cirurgia intestinal programada e, por isso, ficou internado por dez dias para se recuperar. Depois de receber alta na manhã de 14 de julho e antes de retornar ao Vaticano, o papa foi à basílica de Santa Maria Maior, “onde rezou diante do ícone da Virgem Salus Populi Romani para agradecer pelo bom resultado de sua cirurgia”, informou então a sala de imprensa da Santa Sé. Segundo os médicos, a operação cirúrgica do papa foi por causa de “estenose diverticular” na parte final do cólon e consistiu em “uma hemicolectomia esquerda que durou cerca de três horas”. A estenose do cólon é uma condição na qual parte do intestino grosso se torna mais estreita do que o normal. Pode ser perigoso se, devido à sua estreiteza, começar a impedir a passagem segura dos alimentos. Anteriormente, no final de dezembro de 2020 e em janeiro de 2021, o papa cancelou vários compromissos no Vaticano “devido a uma inflamação do nervo ciático”. Os eventos que o papa cancelou naquela ocasião foram: a oração das Vésperas em 31 de dezembro com o Te Deum, a missa em 1º de janeiro, a missa em 24 de janeiro – domingo da Palavra de Deus -, a audiência com o corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé no dia 25 de janeiro pela manhã e a oração das vésperas pela conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Fonte: ACI DIGITAL #papafrancisco

  • Dores intensas levaram o Papa Francisco a cancelar sua agenda nesta terça-feira

    O papa Francisco cancelou todas as atividades programadas em sua agenda para ontem (26) por recomendação médica. Rezemos pelo papa Francisco! A sala de imprensa da Santa Sé informou que “por causa da dor no joelho e por recomendação médica, o papa Francisco interrompeu as atividades previstas para hoje, incluindo a participação no Conselho dos Cardeais, cuja nova sessão está em andamento nestes dias”. Na Segunda-feira (25), durante uma audiência concedida aos membros da Ordem da Santíssima Trindade, o papa explicou que ficaria sentado por causa da dor no joelho. Francisco brincou que há algum tempo essa dor era chamada de “mal das freiras” porque as freiras “ficavam doentes de tanto rezar de joelhos”. “Isso vai passar, mas enquanto isso devo fazer as coisas bem”, disse o papa. A dor no joelho do papa o obrigou a cancelar ou modificar vários encontros que havia planejado. Dois recentes foram a celebração da missa do domingo da Divina Misericórdia, em 24 de abril, e a celebração da Vigília Pascal no Vaticano durante a Semana Santa. O papa não presidiu estas duas missas, mas participou da celebração sentado e leu sua homilia. Na sexta-feira (22), o papa Francisco também cancelou todas as suas atividades para fazer exames médicos. Um desses compromissos era uma audiência com um chanceler argentino. Na ocasião, o diretor da sala de imprensa da Santa Sé confirmou que “o papa reduziu suas atividades por causa de exames médicos que são necessários hoje. É por isso que a agenda está vazia”. Saúde do papa Durante a audiência geral de 26 de janeiro, o papa Francisco brincou sobre a dor no joelho que o impediu de chegar até os peregrinos que o esperavam. Antes de dar a bênção final, Francisco disse aos fiéis reunidos na Sala Paulo VI que não poderia andar pelos corredores, como tradicionalmente faz para cumprimentar os presentes, devido a um problema de saúde. “Deixe-me explicar que hoje não poderei estar entre vocês para cumprimentá-los, porque estou com um problema na perna direita. Estou com uma inflamação no ligamento do joelho, mas eu descerei aí para cumprimentá-los e vocês podem vir para me cumprimentar”, disse o papa, indicando uma cadeira na qual se sentou depois para abençoar algumas pessoas. Sobre seu problema de saúde, Francisco acrescentou naquela ocasião: “É uma coisa passageira. Disseram-me que essas coisas acontecem só com os velhos e não sei porque isso está acontecendo comigo…”, concluiu sorrindo enquanto as pessoas aplaudiam. O papa Francisco, de 85 anos, foi internado em 4 de julho de 2021 na policlínica A. Gemelli, em Roma, para fazer uma cirurgia intestinal programada e, por isso, ficou internado por dez dias para se recuperar. Depois de receber alta na manhã de 14 de julho e antes de retornar ao Vaticano, o papa foi à basílica de Santa Maria Maior, “onde rezou diante do ícone da Virgem Salus Populi Romani para agradecer pelo bom resultado de sua cirurgia”, informou então a sala de imprensa da Santa Sé. Segundo os médicos, a operação cirúrgica do papa foi por causa de “estenose diverticular” na parte final do cólon e consistiu em “uma hemicolectomia esquerda que durou cerca de três horas”. A estenose do cólon é uma condição na qual parte do intestino grosso se torna mais estreita do que o normal. Pode ser perigoso se, devido à sua estreiteza, começar a impedir a passagem segura dos alimentos. Anteriormente, no final de dezembro de 2020 e em janeiro de 2021, o papa cancelou vários compromissos no Vaticano “devido a uma inflamação do nervo ciático”. Os eventos que o papa cancelou naquela ocasião foram: a oração das Vésperas em 31 de dezembro com o Te Deum, a missa em 1º de janeiro, a missa em 24 de janeiro – domingo da Palavra de Deus -, a audiência com o corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé no dia 25 de janeiro pela manhã e a oração das vésperas pela conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Fonte: ACI DIGITAL #papafrancisco

  • DEFESA DO MÉTODO ESCOLÁSTICO: A MELHOR FERRAMENTA PARA APRENDER A “PENSAR BEM” – J

    O grande problema da pedagogia, em nosso tempo, é sua incapacidade de se renovar de forma adequada, ou seja, fazê-lo de acordo com as demandas exigidas (ou que deviam ser exigidas) por uma realidade complexa como a nossa. O fracasso do sistema educacional espanhol, tendencioso em sua metodologia e sectário em seus programas, deu no que deu: é visível, dia após dia, o grande número de jovens que terminam seus estudos regulares sem ter conseguido atingir um mínimo de compreensão daquilo que leem, para não dizer a mera articulação de ideias segundo uma ordem racional, ou seja, lógica. Tanto a hiperfragmentação das narrativas (que repudiam a crua realidade), como uma insalubre tendência de homogeneização (em ruptura com os sólidos padrões de compreensão do passado), tornam a percepção do mundo uma experiência dolorosa, quando não insana, diante do turbilhão de imundície e feiura que são moeda corrente no mercado pós-moderno. A grande conquista dos tecnocratas da Nova Ordem não foi outra senão a destruição gradual das mentes dos alunos. Diante da crise de valores, que está arrastando e sacudindo o Ocidente, valeria a pena repensar seriamente se as melhores soluções não passariam pela volta aos modelos cognitivos de trinta anos atrás. No caso espanhol, o desastroso LOGSE deu o golpe de misericórdia a um sistema que, até então, era no mínimo eficiente para as necessidades da vida cotidiana. Hoje, no entanto, o sistema não consegue mais que “fabricar” desajustes sociais e outras excrescências (que não podem ser assimiladas por uma mente íntegra moldada pelo sistema educacional tradicional). Diante de todos esses fiascos e deserções, os grandes mestres do pensamento medieval nos oferecem soluções para sair desse atoleiro (não seria fora de propósito olhar mais uma vez para o Vale do Silício, central telefônica onde a elite mundial do conhecimento põe em prática os mais conservadores métodos de aprendizagem para seus eleitos…) É urgente, em suma, abolir o império das “imagens” não-significativas e reabilitar o mais rapidamente possível o método escolástico: só ele pode proteger-nos da atual farsa pedagógica, que torna impossível, às novas gerações, o simples exercício do pensamento; com efeito, o lema do método escolástico sentenciava que “Pensar é um ofício cujas leis são minuciosamente fixadas”. Para chegar a essa afirmação, o método parte das premissas de que a filosofia é uma ciência apoiada em uma linguagem própria, além do fato de que o conhecimento se baseia na demonstração: é preciso conhecer as leis da discussão e da inferência, e saber como aplicá-las à realidade, para que não permaneçam mera astúcia verbal. Em plena época de dissolução paranoico-narcísica, relativismo grosseiro e personalismo inerte, o método escolástico propõe uma espécie de rigorosa ginástica intelectual dentro da sala de aula. Para sistematizar esse plano de estudo, o método consolida a compreensão da realidade pela apreensão da linguagem (já se sabe que o homem é homem enquanto animal linguístico). A correta utilização do método, no sistema escolar, pressupõe pelo menos três fases, a saber: I) Lectio ou leitura do texto pelo professor. Esta leitura tem três níveis: a) gramatical; b) a explicação do significado do texto; e c) o aprofundamento do sentido do texto; II) Disputatio ou discussão, que permite ir além da primeira compreensão do texto, apontando novos problemas (que por sua vez são também discutidos); III) Determinatio : ao final da discussão, o professor contribui com a sua solução. Deixaremos de lado a disputatio de quodlibet (disputas públicas duas ou três vezes por ano). Pelas suas enormes riquezas e perfeições intrínsecas, o método escolástico marcou a idade de ouro do pensamento ocidental e trouxe consigo grandes progressos, tanto na ordem cognitiva, como na da lógica e na da filosofia da linguagem. O melhor da Europa, quando esta se autodenominava “Cristandade”, surgiu da perfeita integração entre Razão e Fé: exercício preciso e justo do “bem-pensar”, que é uma total e dolorosa antítese do nosso presente fatídico, dirigido por efêmeros sofistas, inimigos jurados da Cristandade e do íntegro. https://latribunadelpaisvasco.com/art/16631/defensa-del-metodo-escolastico-la-mejor-herramienta-para-aprender-a-pensar-bien

  • Mark Wahlberg incentiva seus milhões de seguidores a rezarem o terço

    “Estou recebendo muitas mensagens de pessoas que rezam todos os dias e que encontram paz” Oator norte-americano Mark Wahlberg, que é abertamente católico e acaba de protagonizar o filme “Father Stu“, sobre um ex-boxeador que se torna sacerdote católico, incentivou seus mais de 18,5 milhões de seguidores no Instagram a rezarem, particularmente o terço. O astro fez uma parceria com o aplicativo católico Hallow, um dos mais populares dos Estados Unidos na categoria de apps religiosos. Nessa parceria, Wahlberg reza todos os mistérios do Santo Rosário, bem como a tradicional oração “Anima Christi” e uma invocação ao Espírito Santo. O aplicativo também oferece aos usuários uma série de arquivos de áudio do filme “Father Stu”. Mark Wahlberg comentou a respeito da experiência do terço: “Estou recebendo muitas mensagens de pessoas que rezam todos os dias e que encontram paz; especialmente, mensagens maravilhosas sobre a oração do terço junto comigo”. É quando o ator aproveita para convidar seus milhões de seguidores no Instagram a “permanecer em oração” e a rezar o terço com ele no aplicativo. Entre os comentários à postagem de Mark Wahlberg sobre o terço há muitos agradecimentos pelo seu testemunho, assim como depoimentos de que a iniciativa realizada por ele em parceria com o aplicativo Hallow está ajudando a rezar mais. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mark Wahlberg (@markwahlberg) Fonte: Aleteia.org

  • Mark Wahlberg incentiva seus milhões de seguidores a rezarem o terço

    “Estou recebendo muitas mensagens de pessoas que rezam todos os dias e que encontram paz” Oator norte-americano Mark Wahlberg, que é abertamente católico e acaba de protagonizar o filme “Father Stu“, sobre um ex-boxeador que se torna sacerdote católico, incentivou seus mais de 18,5 milhões de seguidores no Instagram a rezarem, particularmente o terço. O astro fez uma parceria com o aplicativo católico Hallow, um dos mais populares dos Estados Unidos na categoria de apps religiosos. Nessa parceria, Wahlberg reza todos os mistérios do Santo Rosário, bem como a tradicional oração “Anima Christi” e uma invocação ao Espírito Santo. O aplicativo também oferece aos usuários uma série de arquivos de áudio do filme “Father Stu”. Mark Wahlberg comentou a respeito da experiência do terço: “Estou recebendo muitas mensagens de pessoas que rezam todos os dias e que encontram paz; especialmente, mensagens maravilhosas sobre a oração do terço junto comigo”. É quando o ator aproveita para convidar seus milhões de seguidores no Instagram a “permanecer em oração” e a rezar o terço com ele no aplicativo. Entre os comentários à postagem de Mark Wahlberg sobre o terço há muitos agradecimentos pelo seu testemunho, assim como depoimentos de que a iniciativa realizada por ele em parceria com o aplicativo Hallow está ajudando a rezar mais. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mark Wahlberg (@markwahlberg) Fonte: Aleteia.org

  • A FUMAÇA DE SATANÁS DENTRO DA IGREJA

    Convidamos a todos para assistir a formação ao vivo que acontecerá hoje (24/04) às 21h. TEMA: A FUMAÇA DE SATANÁS DENTRO DA IGREJA Como falsas doutrinas têm sido acolhidas e difundidas por diversas autoridades da Igreja… 👉 Clique aqui para assistir o vídeo: #Formaçõesaovivo #PadreRodrigoMaria

  • A FUMAÇA DE SATANÁS DENTRO DA IGREJA

    Convidamos a todos para assistir a formação ao vivo que acontecerá hoje (24/04) às 21h. TEMA: A FUMAÇA DE SATANÁS DENTRO DA IGREJA Como falsas doutrinas têm sido acolhidas e difundidas por diversas autoridades da Igreja… 👉 Clique aqui para assistir o vídeo: #Formaçõesaovivo #PadreRodrigoMaria

  • Santíssimo Milagre de Santarém: a hóstia continua derramando sangue há mais de 770 anos

    O dia 24 de Abril é especial por ser o único dia do ano em que a relíquia é retirada do sacrário do Santuário do Santíssimo Milagre. No ano de 1247, vivia em Santarém uma pobre mulher, a quem o marido muito ofendia , andando desencaminhado com outra. Cansada de sofrer, foi pedir a uma bruxa judia que, com os seus feitiços, desse fim à sua sorte. Prometeu-lhe esta remédio eficaz, para o que necessitava uma Hóstia Consagrada. Depois de naturais hesitações, consentiu no sacrilégio a pobre mulher; foi à Igreja de Santo Estêvão, confessou-se e pediu Comunhão. Recebida a Sagrada Partícula, com suma cautela a tirou da boca, embrulhando-a no véu. Saiu prestes, da Igreja, e encaminhou-se para a casa da feiticeira. Mas, então, sem que ela o notasse, do véu começou a escorrer Sangue, que, visto por várias pessoas, as levou a perguntar à infeliz que ferimentos tinha que tanto sangue jorravam. Confusa em extremo, corre logo para casa, e encerra a Hóstia Miraculosa numa das suas arcas. Passou o dia, entretanto, e, à tarde, voltou o marido. Alta noite, acordam os dois, e vêem a casa toda resplandecente. Da arca saíam misteriosos raios de luz. Inteirado o homem do acto pecaminoso da mulher, de joelhos, passaram o resto da noite, em adoração. Mal rompeu o dia, foi o pároco informado do prodígio sobrenatural. Espalhado o sucedido, meia Santarém acorreu pressurosa a contemplar o Milagre. A Sagrada Partícula foi então levada, processionalmente, para a Igreja de Santo Estêvão, onde ficou conservada dentro de uma espécie de custódia feita de cera. Mas, passado tempo, ao abrir-se o Sacrário para expor à adoração dos fiéis o Santo Milagre, como era costume, encontrou-se a cera feita em pedaços, e, com espanto, se viu estar a Sagrada Partícula encerrada numa âmbula de cristal, miraculosamente aparecida. Esta pequena ambula foi colocada numa custódia de prata dourada onde ainda hoje se encontra. No ano de 1997, por decisão do 1º Bispo de Santarém, D. António Francisco, a Igreja de Santo Estêvão foi elevada a Santuário do Santíssimo Milagre de Santarém. A hóstia continua sangrando No decorrer dos séculos, a hóstia apareceu como tecido hemorrágico fresco ou seco e endurecido. Segundo pessoas que a viram, ela tem um formato irregular e veias que vão de cima a baixo. O fato da hóstia permanecer intacta durante todos esses anos é um “segundo milagre” e continua desafiando os céticos. #Eucaristia #MilagreEucarístico

  • Santíssimo Milagre de Santarém: a hóstia continua derramando sangue há mais de 770 anos

    O dia 24 de Abril é especial por ser o único dia do ano em que a relíquia é retirada do sacrário do Santuário do Santíssimo Milagre. No ano de 1247, vivia em Santarém uma pobre mulher, a quem o marido muito ofendia , andando desencaminhado com outra. Cansada de sofrer, foi pedir a uma bruxa judia que, com os seus feitiços, desse fim à sua sorte. Prometeu-lhe esta remédio eficaz, para o que necessitava uma Hóstia Consagrada. Depois de naturais hesitações, consentiu no sacrilégio a pobre mulher; foi à Igreja de Santo Estêvão, confessou-se e pediu Comunhão. Recebida a Sagrada Partícula, com suma cautela a tirou da boca, embrulhando-a no véu. Saiu prestes, da Igreja, e encaminhou-se para a casa da feiticeira. Mas, então, sem que ela o notasse, do véu começou a escorrer Sangue, que, visto por várias pessoas, as levou a perguntar à infeliz que ferimentos tinha que tanto sangue jorravam. Confusa em extremo, corre logo para casa, e encerra a Hóstia Miraculosa numa das suas arcas. Passou o dia, entretanto, e, à tarde, voltou o marido. Alta noite, acordam os dois, e vêem a casa toda resplandecente. Da arca saíam misteriosos raios de luz. Inteirado o homem do acto pecaminoso da mulher, de joelhos, passaram o resto da noite, em adoração. Mal rompeu o dia, foi o pároco informado do prodígio sobrenatural. Espalhado o sucedido, meia Santarém acorreu pressurosa a contemplar o Milagre. A Sagrada Partícula foi então levada, processionalmente, para a Igreja de Santo Estêvão, onde ficou conservada dentro de uma espécie de custódia feita de cera. Mas, passado tempo, ao abrir-se o Sacrário para expor à adoração dos fiéis o Santo Milagre, como era costume, encontrou-se a cera feita em pedaços, e, com espanto, se viu estar a Sagrada Partícula encerrada numa âmbula de cristal, miraculosamente aparecida. Esta pequena ambula foi colocada numa custódia de prata dourada onde ainda hoje se encontra. No ano de 1997, por decisão do 1º Bispo de Santarém, D. António Francisco, a Igreja de Santo Estêvão foi elevada a Santuário do Santíssimo Milagre de Santarém. A hóstia continua sangrando No decorrer dos séculos, a hóstia apareceu como tecido hemorrágico fresco ou seco e endurecido. Segundo pessoas que a viram, ela tem um formato irregular e veias que vão de cima a baixo. O fato da hóstia permanecer intacta durante todos esses anos é um “segundo milagre” e continua desafiando os céticos. #Eucaristia #MilagreEucarístico

  • UM SOPRO DE VIDA NOVA – Scott Hahn medita sobre o 2º Domingo da Páscoa

    O profeta Daniel, numa visão, viu “Alguém semelhante ao Filho do Homem” receber a realeza eterna (Daniel 7, 9-14). João é conduzido ao céu, na segunda leitura de hoje, onde ele vê a profecia de Daniel cumprida em Jesus, que aparece como “Alguém semelhante ao Filho do Homem”. Jesus está vestido com o manto de um Sumo Sacerdote (Êxodo 28, 4; Sabedoria 18, 24) e usando a faixa dourada de um rei (1 Macabeus 10, 89). Ele foi exaltado pela destra do Senhor, como cantamos no Salmo de hoje. Seu corpo ressuscitado, que os Apóstolos tocam no Evangelho de hoje, foi transformado em um Espírito vivificador (1 Coríntios 15, 45). Como o Pai O ungiu com Espírito e poder (Atos 10, 38), Jesus derrama aquele Espírito sobre os Apóstolos, enviando-os ao mundo “como o Pai Me enviou”. Jesus “sopra” o Espírito de Sua vida divina nos Apóstolos — como Deus soprou o “hálito de vida” em Adão (Gênesis 2, 7); como a oração de Elias devolveu “o sopro de vida” à criança morta (1 Reis 17, 21-23); e como o Espírito soprou vida nova aos mortos, no vale dos ossos (Ezequiel 37, 9-10). Seu sopro criador une os Apóstolos — Sua Igreja — ao Seu corpo, e os capacita a soprar Sua vida em um mundo agonizante, para dele fazer uma nova criação. No Evangelho e na Primeira Leitura de hoje, vemos os apóstolos cumprindo essa missão com poderes que somente Deus possui – o poder de perdoar pecados e de operar “sinais maravilhosos”, uma expressão bíblica usada apenas para descrever as poderosas obras de Deus (Êxodo 7, 3; 11,10; Atos 7, 36). Tomé e os outros viram “muitos outros sinais”, depois que Jesus ressuscitou dos mortos. Eles viram e acreditaram. Eles receberam a Sua vida, que continua na Palavra e nos sacramentos da Igreja, para que nós, que não vimos, possamos herdar Suas bênçãos e “ter vida em Seu nome”. https://stpaulcenter.com/breath-of-new-life-scott-hahn-reflects-on-the-second-sunday-of-easter/

  • Santa Faustina: “Estive nos abismos do Inferno para testemunhar que o Inferno existe”

    “Eu, Irmã Faustina, por ordem de Deus, estive nos abismos do Inferno para falar às almas e testemunhar que o Inferno existe.” Um dos argumentos de que mais se servem os inimigos da Igreja para pôr em questão a verdade do inferno diz respeito à misericórdia divina. “Se Deus é misericordioso”, dizem, “não condenará ninguém a fogo nenhum, quanto mais eternamente.” O primeiro problema por trás dessa forma de pensamento é, sobretudo, a falta de fé. Se Jesus Cristo realmente é Deus, como crê e ensina desde o princípio a Igreja Católica, e se foi Ele próprio quem disse, conforme consignado inúmeras vezes no Evangelho, que existe o “inferno” (cf. Mt 11, 23; 23, 33; Lc 12, 5; 16, 23), o “fogo eterno” (cf. Mt 18, 8; 25, 41), a “geena” (cf. Mt 5, 22ss; 10, 28; Mc 9, 43ss), ou o “castigo eterno” (cf. Mt 25, 46), a única resposta possível do ser humano é crer em suas palavras. O próprio Deus falou; a segunda Pessoa da Santíssima Trindade se pronunciou, Ele que nec falli nec fallere potest , isto é, “não se engana nem nos pode enganar” [1]. Ou aceitamos por isso a verdade do inferno, ou então estamos brincando quando dizemos crer em Deus, em Jesus e na sua Igreja. Quem escolhe da doutrina que o próprio Senhor revelou somente aquilo que lhe agrada, pondo de lado o que lhe desagrada, não é em Deus que crê, mas em si mesmo ; não é católico, mas herege. “O maior número das almas que lá estão, é justamente daqueles que não acreditavam que o Inferno existisse.” É claro que a teologia pode explicar a doutrina do inferno e demonstrar, àqueles que já crêem, a razoabilidade desse ensinamento de Nosso Senhor. O Deus cristão, afinal de contas, é também λόγος (“logos”); o que Ele faz não nasce do puro arbítrio, como acreditam os voluntaristas, os fideístas ou os muçulmanos. Ao mesmo tempo, porém, àqueles que estão do lado de fora, nenhuma explicação será suficiente para que creiam. Se essas pessoas, resistindo, não derem seu assentimento de fé à autoridade de Deus revelante, aceitando em sua totalidade o depositum fidei que a Igreja custodia e anuncia, todo e qualquer esforço argumentativo será em vão. Leia também Domingo da Divina Misericórdia: origem, significado e indulgência plenária Nesse sentido, a visão de Santa Faustina Kowalska, descrita a seguir, serve menos para convencer os descrentes que para confirmar, no coração dos católicos mornos ou vacilantes, a veracidade da doutrina católica de sempre sobre o inferno . Pode-se muito bem, é verdade, duvidar dessa revelação privada que recebeu a Apóstola da Misericórdia, assim como se pode duvidar da visão do inferno de Fátima e de outros tantos fenômenos místicos semelhantes por que passaram os santos da Igreja [2]. O que não pode questionar, ao menos quem foi batizado na fé da Igreja e enche a boca para se dizer “católico”, é que o inferno existe e a condenação eterna é uma possibilidade real e terrível , confirmada pelos Evangelhos, pela Tradição e pelo Magistério — ainda que, na verdade, os teólogos avessos a essas revelações privadas (aprovadas pela Igreja!) sejam, na maioria das vezes, justamente os hereges que rechaçam essa parte, incômoda, da doutrina católica. Quem tem fé, entretanto, na vida eterna (e talvez até seja devoto da Divina Misericórdia), atente-se bem às palavras dessa santa religiosa, que recebeu de Deus o privilégio de visitar o inferno: “Estou escrevendo isso por ordem de Deus, para que nenhuma alma se escuse dizendo que não há Inferno, ou que ninguém esteve lá e não sabe como é “; “Eu, Irmã Faustina, por ordem de Deus, estive nos abismos do Inferno para falar às almas e testemunhar que o Inferno existe “. O testemunho de Santa Faustina é dirigido a nós, homens céticos e incrédulos do século XXI! Escutemos o apelo que a Misericórdia Divina nos faz e, temendo a principal pena do inferno, que é “a perda de Deus”, aprendamos a evitar o pecado, que nos faz viver a amargura e a infelicidade ainda nesta vida. Após fazer a leitura do relato de Santa Faustina, abaixo, recomendamos também essa importante formação do Anderson Reis. Hoje conduzida por um Anjo, fui levada às profundezas do Inferno. É um lugar de grande castigo, e como é grande a sua extensão. Tipos de tormentos que vi: o primeiro tormento que constitui o Inferno é a perda de Deus ; o segundo, o contínuo remorso de consciência; o terceiro, o de que esse destino já não mudará nunca ; o quarto tormento, é o fogo, que atravessa a alma, mas não a destrói; é um tormento terrível, é um fogo puramente espiritual aceso pela ira de Deus; o quinto é a contínua escuridão, um horrível cheiro sufocante e, embora haja escuridão, os demônios e as almas condenadas vêem-se mutuamente e vêem todo o mal dos outros e o seu; o sexto é a continua companhia do demônio ; o sétimo tormento, o terrível desespero, ódio a Deus, maldições, blasfêmias. São tormentos que todos os condenados sofrem juntos, mas não é o fim dos tormentos. Existem tormentos especiais para as almas, os tormentos dos sentidos. Cada alma é atormentada com o que pecou, de maneira horrível e indescritível. Existem terríveis prisões subterrâneas, abismos de castigo, onde um tormento se distingue do outro. Eu teria morrido vendo esses terríveis tormentos, se não me sustentasse a onipotência de Deus. Que o pecador saiba que será atormentado com o sentido com que pecou, por toda eternidade. Estou escrevendo isso por ordem de Deus, para que nenhuma alma se escuse dizendo que não há Inferno, ou que ninguém esteve lá e não sabe como é. Eu, Irmã Faustina, por ordem de Deus, estive nos abismos do Inferno para falar às almas e testemunhar que o Inferno existe. Sobre isso não posso falar agora, tenho ordem de Deus para deixar isso por escrito. Os demônios tinham grande ódio contra mim, mas, por ordem de Deus, tinham que me obedecer. O que eu escrevi dá apenas a pálida imagem das coisas que vi. Percebi, no entanto, uma coisa: o maior número das almas que lá estão, é justamente daqueles que não acreditavam que o Inferno existisse. Quando voltei a mim, não podia me refazer do terror de ver como as almas sofrem terrivelmente ali e, por isso, rezo com mais fervor ainda pela conversão dos pecadores; incessantemente, peço a misericórdia de Deus para eles. “Ó meu Jesus, prefiro agonizar até o fim do mundo nos maiores suplícios a ter que Vos ofender com o menor pecado que seja.” […] Hoje ouvi as palavras: No Antigo Testamento, Eu enviava Profetas ao Meu povo com ameaças. Hoje estou enviando-te a toda a humanidade com a Minha misericórdia. Não quero castigar a sofrida humanidade, mas desejo curá-la estreitando-a ao Meu misericordioso Coração. Utilizo os castigos, apenas quando eles mesmos Me obrigam a isso, e é com relutância que a Minha mão empunha a espada da justiça. Antes do dia da justiça estou enviando o dia da Misericórdia. Eu respondi: “Ó meu Jesus, falai Vós mesmo às almas, porque as minhas palavras são insignificantes. [3] Fonte: Equipe Christo Nihil Praeponere Leia também Conheça Santa Faustina, serva da Divina Misericórdia #FormaçõesCatólicas #Misericórdia

  • Santa Faustina: “Estive nos abismos do Inferno para testemunhar que o Inferno existe”

    “Eu, Irmã Faustina, por ordem de Deus, estive nos abismos do Inferno para falar às almas e testemunhar que o Inferno existe.” Um dos argumentos de que mais se servem os inimigos da Igreja para pôr em questão a verdade do inferno diz respeito à misericórdia divina. “Se Deus é misericordioso”, dizem, “não condenará ninguém a fogo nenhum, quanto mais eternamente.” O primeiro problema por trás dessa forma de pensamento é, sobretudo, a falta de fé. Se Jesus Cristo realmente é Deus, como crê e ensina desde o princípio a Igreja Católica, e se foi Ele próprio quem disse, conforme consignado inúmeras vezes no Evangelho, que existe o “inferno” (cf. Mt 11, 23; 23, 33; Lc 12, 5; 16, 23), o “fogo eterno” (cf. Mt 18, 8; 25, 41), a “geena” (cf. Mt 5, 22ss; 10, 28; Mc 9, 43ss), ou o “castigo eterno” (cf. Mt 25, 46), a única resposta possível do ser humano é crer em suas palavras. O próprio Deus falou; a segunda Pessoa da Santíssima Trindade se pronunciou, Ele que nec falli nec fallere potest , isto é, “não se engana nem nos pode enganar” [1]. Ou aceitamos por isso a verdade do inferno, ou então estamos brincando quando dizemos crer em Deus, em Jesus e na sua Igreja. Quem escolhe da doutrina que o próprio Senhor revelou somente aquilo que lhe agrada, pondo de lado o que lhe desagrada, não é em Deus que crê, mas em si mesmo ; não é católico, mas herege. “O maior número das almas que lá estão, é justamente daqueles que não acreditavam que o Inferno existisse.” É claro que a teologia pode explicar a doutrina do inferno e demonstrar, àqueles que já crêem, a razoabilidade desse ensinamento de Nosso Senhor. O Deus cristão, afinal de contas, é também λόγος (“logos”); o que Ele faz não nasce do puro arbítrio, como acreditam os voluntaristas, os fideístas ou os muçulmanos. Ao mesmo tempo, porém, àqueles que estão do lado de fora, nenhuma explicação será suficiente para que creiam. Se essas pessoas, resistindo, não derem seu assentimento de fé à autoridade de Deus revelante, aceitando em sua totalidade o depositum fidei que a Igreja custodia e anuncia, todo e qualquer esforço argumentativo será em vão. Leia também Domingo da Divina Misericórdia: origem, significado e indulgência plenária Nesse sentido, a visão de Santa Faustina Kowalska, descrita a seguir, serve menos para convencer os descrentes que para confirmar, no coração dos católicos mornos ou vacilantes, a veracidade da doutrina católica de sempre sobre o inferno . Pode-se muito bem, é verdade, duvidar dessa revelação privada que recebeu a Apóstola da Misericórdia, assim como se pode duvidar da visão do inferno de Fátima e de outros tantos fenômenos místicos semelhantes por que passaram os santos da Igreja [2]. O que não pode questionar, ao menos quem foi batizado na fé da Igreja e enche a boca para se dizer “católico”, é que o inferno existe e a condenação eterna é uma possibilidade real e terrível , confirmada pelos Evangelhos, pela Tradição e pelo Magistério — ainda que, na verdade, os teólogos avessos a essas revelações privadas (aprovadas pela Igreja!) sejam, na maioria das vezes, justamente os hereges que rechaçam essa parte, incômoda, da doutrina católica. Quem tem fé, entretanto, na vida eterna (e talvez até seja devoto da Divina Misericórdia), atente-se bem às palavras dessa santa religiosa, que recebeu de Deus o privilégio de visitar o inferno: “Estou escrevendo isso por ordem de Deus, para que nenhuma alma se escuse dizendo que não há Inferno, ou que ninguém esteve lá e não sabe como é “; “Eu, Irmã Faustina, por ordem de Deus, estive nos abismos do Inferno para falar às almas e testemunhar que o Inferno existe “. O testemunho de Santa Faustina é dirigido a nós, homens céticos e incrédulos do século XXI! Escutemos o apelo que a Misericórdia Divina nos faz e, temendo a principal pena do inferno, que é “a perda de Deus”, aprendamos a evitar o pecado, que nos faz viver a amargura e a infelicidade ainda nesta vida. Após fazer a leitura do relato de Santa Faustina, abaixo, recomendamos também essa importante formação do Anderson Reis. Hoje conduzida por um Anjo, fui levada às profundezas do Inferno. É um lugar de grande castigo, e como é grande a sua extensão. Tipos de tormentos que vi: o primeiro tormento que constitui o Inferno é a perda de Deus ; o segundo, o contínuo remorso de consciência; o terceiro, o de que esse destino já não mudará nunca ; o quarto tormento, é o fogo, que atravessa a alma, mas não a destrói; é um tormento terrível, é um fogo puramente espiritual aceso pela ira de Deus; o quinto é a contínua escuridão, um horrível cheiro sufocante e, embora haja escuridão, os demônios e as almas condenadas vêem-se mutuamente e vêem todo o mal dos outros e o seu; o sexto é a continua companhia do demônio ; o sétimo tormento, o terrível desespero, ódio a Deus, maldições, blasfêmias. São tormentos que todos os condenados sofrem juntos, mas não é o fim dos tormentos. Existem tormentos especiais para as almas, os tormentos dos sentidos. Cada alma é atormentada com o que pecou, de maneira horrível e indescritível. Existem terríveis prisões subterrâneas, abismos de castigo, onde um tormento se distingue do outro. Eu teria morrido vendo esses terríveis tormentos, se não me sustentasse a onipotência de Deus. Que o pecador saiba que será atormentado com o sentido com que pecou, por toda eternidade. Estou escrevendo isso por ordem de Deus, para que nenhuma alma se escuse dizendo que não há Inferno, ou que ninguém esteve lá e não sabe como é. Eu, Irmã Faustina, por ordem de Deus, estive nos abismos do Inferno para falar às almas e testemunhar que o Inferno existe. Sobre isso não posso falar agora, tenho ordem de Deus para deixar isso por escrito. Os demônios tinham grande ódio contra mim, mas, por ordem de Deus, tinham que me obedecer. O que eu escrevi dá apenas a pálida imagem das coisas que vi. Percebi, no entanto, uma coisa: o maior número das almas que lá estão, é justamente daqueles que não acreditavam que o Inferno existisse. Quando voltei a mim, não podia me refazer do terror de ver como as almas sofrem terrivelmente ali e, por isso, rezo com mais fervor ainda pela conversão dos pecadores; incessantemente, peço a misericórdia de Deus para eles. “Ó meu Jesus, prefiro agonizar até o fim do mundo nos maiores suplícios a ter que Vos ofender com o menor pecado que seja.” […] Hoje ouvi as palavras: No Antigo Testamento, Eu enviava Profetas ao Meu povo com ameaças. Hoje estou enviando-te a toda a humanidade com a Minha misericórdia. Não quero castigar a sofrida humanidade, mas desejo curá-la estreitando-a ao Meu misericordioso Coração. Utilizo os castigos, apenas quando eles mesmos Me obrigam a isso, e é com relutância que a Minha mão empunha a espada da justiça. Antes do dia da justiça estou enviando o dia da Misericórdia. Eu respondi: “Ó meu Jesus, falai Vós mesmo às almas, porque as minhas palavras são insignificantes. [3] Fonte: Equipe Christo Nihil Praeponere Leia também Conheça Santa Faustina, serva da Divina Misericórdia #FormaçõesCatólicas #Misericórdia

  • Domingo da Divina Misericórdia: origem, significado e indulgência plenária

    Conheça a origem da Festa da Divina Misericórdia, o seu significado e aprenda como lucrar a indulgência plenária nessa celebração. Todos os anos, a Igreja celebra, no segundo domingo do tempo pascal, a Festa da Divina Misericórdia. A celebração foi instituída oficialmente pelo Papa São João Paulo II no ano 2000, durante a cerimônia de canonização de Santa Faustina. A Festa da Divina Misericórdia e Santa Faustina Kowalska A Festa da Divina Misericórdia está baseada em revelações privadas feitas por Nosso Senhor Jesus Cristo a Santa Faustina Kowalska, que transmitiu as mensagens sobre a Divina Misericórdia ao povoado da cidade polonesa de Plock no ano de 1931. Dizia nosso Redentor a Santa Faustina: “Causam-me prazer as almas que recorrem à Minha misericórdia. A estas almas concedo graças que excedem os seus pedidos. Não posso castigar, mesmo o maior dos pecadores, se ele recorre à Minha compaixão, mas justifico-o na Minha insondável e inescrutável misericórdia” [1]. Durante suas revelações a Santa Faustina, Nosso Senhor também ressaltou sua segunda vinda, prometendo retornar em glória para julgar o mundo no amor, como está descrito no Evangelho de São Mateus (Capítulos 13 e 25). “Fala ao mundo da Minha misericórdia, que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça. Enquanto é tempo, recorram à fonte da Minha misericórdia” (Diário, 848). Leia também Filme Amor e Misericórdia está disponível para assistir online Instituição da Festa da Divina Misericórdia Na época em que se instituiu a Festa da Divina Misericórdia, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos emitiu um decreto no qual se estabeleceu que “por todo o mundo, o segundo Domingo da Páscoa irá receber o nome de Domingo da Divina Misericórdia, um convite perene para os cristãos do mundo enfrentarem, com confiança na divina benevolência, as dificuldades e desafios que a humanidade irá experimentar nos anos que virão”. O Cardeal Joseph Ratzinger, atual Papa Emérito Bento XVI, assegurou que “frequentemente as revelações privadas provêm da piedade popular e nela se refletem, dando-lhe novo impulso e suscitando formas novas. Isto não exclui que aquelas tenham influência também na própria liturgia, como o demonstram, por exemplo, a festa do Corpo de Deus e a do Sagrado Coração de Jesus”. Como obter indulgência plenária na Festa da Divina Misericórdia Durante a Festa da Divina Misericórdia é possível obter indulgência plenária. Para isso os fiéis devem viver com piedade intensa esta celebração. São João Paulo II estabeleceu, através de um decreto, que o Domingo da Divina Misericórdia seja enriquecido com a Indulgência Plenária “para que os fiéis possam receber mais amplamente o dom do conforto do Espírito Santo e desta forma alimentar uma caridade crescente para com Deus e o próximo e, obtendo eles mesmos o perdão de Deus, sejam por sua vez induzidos a perdoar imediatamente aos irmãos”. As graças do Domingo da Divina da Misericórdia Nosso Senhor misericordioso prometeu conceder as seguintes graças no dia da Festa da Divina Misericórdia: “A alma que se confie e receba a Santa Comunhão obterá o perdão total das culpas e das penas. Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas através das quais fluem as graças. Quem nesse dia se aproximar da Fonte de Vida receberá o perdão total das culpas e das penas”. “Não encontrará alma nenhuma a justificação até que se dirija com confiança à Minha misericórdia. Nesse dia os sacerdotes devem falar às almas sobre Minha misericórdia infinita”. Jesus também enfatizou a Soror Faustina que Sua Misericórdia é a última tábua de salvação que oferece à humanidade. “As almas morrem apesar de Minha amarga Paixão. Lhes ofereço a última tábua de salvação, quer dizer, a Festa de Minha Misericórdia. Se não adorarem Minha Misericórdia morrerão para sempre”. Significado da imagem da Divina Misericórdia A famosa imagem da Divina Misericórdia foi revelada a Santa Faustina pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, que pediu a ela para que a pintasse, e depois explicou todo o significado por de trás de cada detalhe, além dizer o que os fiéis podem alcançar através dela. A imagem é um símbolo da caridade, do perdão e do amor de Deus, conhecida como a “Fonte da Misericórdia”. As versões, em sua maioria, mostram Jesus levantando sua mão direita em sinal de bênção e apontando com sua mão esquerda o peito do qual fluem dois raios: um vermelho e outro branco. “O raio pálido significa a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas (…) Feliz aquele que viver à sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus” (Diário, 299). Leia também Conheça Santa Faustina, serva da Divina Misericórdia O Terço da Divina Misericórdia Dentre o conjunto de orações usadas como parte da devoção à Divina Misericórdia está o Terço da Divina Misericórdia, que costuma ser rezado às 15h, utilizando as contas do terço comum, mas com um conjunto diferente de orações. Inicia-se rezando o Pai Nosso, a Ave Maria e o Credo. Em seguida, nas contas do ‘Pai Nosso’, recita-se: “Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro”. Já nas contas da ‘Ave Maria’, se reza: “Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro”. Por fim, deve-se rezar três vezes: “Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro”. A Coroinha da Divina Misericórdia Nosso Senhor também confiou à Santa Faustina a Coroinha da Divina Misericórdia, entregando várias promessas. “Quem a rezar obterá através dela que tudo o que peça se realize, sempre e quando estiver de acordo com a vontade de Deus”. Quem orar a Coroinha da Divina Misericórdia receberá misericórdia, sobretudo na hora da morte, e os sacerdotes a recomendarão aos pecadores como última tábua de salvação. “Defenderei com Minha própria Glória a cada alma que reze esta Coroinha na hora da morte, ou quando os demais a rezem junto ao agonizante, que obterão o mesmo perdão”. A Liturgia do Domingo da Divina Misericórdia A liturgia deste domingo trás a figura do “apóstolo incrédulo”, São Tomé. Na primeira aparição de Jesus Ressuscitado aos apóstolos, São Tomé não estava entre eles: “Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus” (Jo 20, 24). Assim que o encontraram os apóstolos com alegria anunciaram-lhe a ressurreição do Mestre. No entanto a atitude de São Tomé foi de obstinação e presunção [2]: “Se eu não ver nas suas mãos a abertura dos cravos, se não meter a minha mão no seu lado, não acreditarei” (Jo 20, 25). Não podia São Tomé imaginar que estava dando a oportunidade ao Senhor da Misericórdia de mostrar-lhe quanto o amava. Uma semana após a primeira aparição, nosso Senhor age com Tomé com extrema bondade, adiantando-se a ele, diz: “Mete aqui o teu dedo e vê as minhas mãos, aproxima também a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas fiel” (Jo 20, 27). Diante de tamanha misericórdia, resta ao “incrédulo” proclamar, como um teólogo, a humanidade e a divindade de nosso Senhor: “Meu Senhor e meu Deus” (Jo 20, 28). Leia também O falso conceito de Misericórdia é o que mais tem levado almas para o Inferno Condições para receber a Misericórdia Divina Para receber a Misericórdia de Jesus, sobretudo na Festa da Divina Misericórdia, é necessário aproximar-se ao Senhor com um coração contrito e humilde, arrepender-se dos pecados, confiar firmemente na Divina Misericórdia de Jesus Cristo e aproximar-se do sacramento da Confissão nesse dia ou sete dias antes ou depois. Receber a Comunhão Eucarística, venerar a imagem da Divina Misericórdia, e praticar as obras de misericórdia. Confiança na Divina Misericórdia Toda a humanidade é convidada a beneficiar-se desta fonte infinita e inconcebível de misericórdia: “Que toda alma glorifique a Minha bondade. Desejo a confiança das Minhas criaturas; exorta as almas a uma grande confiança na Minha inconcebível misericórdia. Que a alma fraca, pecadora, não tenha medo de se aproximar de Mim, pois, mesmo que os seus pecados fossem mais numerosos que os grãos de areia da Terra, ainda assim seriam submersos no abismo da minha misericórdia” [3]. Procuremos viver na confiança desta misericórdia e divulgar quanto nos for possível esta devoção. “Desejo que os sacerdotes anunciem essa Minha grande misericórdia para com as almas pecadoras. Que o pecador não tenha medo de se aproximar de Mim. Queimam-me as chamas da misericórdia; quero derramá-las sobre as almas” [4]. (EPC) Fonte: Gaudium Press Referências Bibliográficas [1] SÁ, Eliana. Divina Misericórdia: Mensagem para cada dia. São Paulo: Editora Canção Nova, 2008, p. 20. [2] Cf. Dias, João S. Clá. O inédito sobre os Evangelhos. Vol. V. Roma: Editrice Vaticana, 2012, p. 292. [3] SÁ, Op. Cit., p. 17. [4] Comunidade Canção Nova. Devocionário à Divina Misericórdia. São Paulo: Editora Canção Nova, 2001, p. 49. #Indulgências

  • Domingo da Divina Misericórdia: origem, significado e indulgência plenária

    Conheça a origem da Festa da Divina Misericórdia, o seu significado e aprenda como lucrar a indulgência plenária nessa celebração. Todos os anos, a Igreja celebra, no segundo domingo do tempo pascal, a Festa da Divina Misericórdia. A celebração foi instituída oficialmente pelo Papa São João Paulo II no ano 2000, durante a cerimônia de canonização de Santa Faustina. A Festa da Divina Misericórdia e Santa Faustina Kowalska A Festa da Divina Misericórdia está baseada em revelações privadas feitas por Nosso Senhor Jesus Cristo a Santa Faustina Kowalska, que transmitiu as mensagens sobre a Divina Misericórdia ao povoado da cidade polonesa de Plock no ano de 1931. Dizia nosso Redentor a Santa Faustina: “Causam-me prazer as almas que recorrem à Minha misericórdia. A estas almas concedo graças que excedem os seus pedidos. Não posso castigar, mesmo o maior dos pecadores, se ele recorre à Minha compaixão, mas justifico-o na Minha insondável e inescrutável misericórdia” [1]. Durante suas revelações a Santa Faustina, Nosso Senhor também ressaltou sua segunda vinda, prometendo retornar em glória para julgar o mundo no amor, como está descrito no Evangelho de São Mateus (Capítulos 13 e 25). “Fala ao mundo da Minha misericórdia, que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça. Enquanto é tempo, recorram à fonte da Minha misericórdia” (Diário, 848). Leia também Filme Amor e Misericórdia está disponível para assistir online Instituição da Festa da Divina Misericórdia Na época em que se instituiu a Festa da Divina Misericórdia, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos emitiu um decreto no qual se estabeleceu que “por todo o mundo, o segundo Domingo da Páscoa irá receber o nome de Domingo da Divina Misericórdia, um convite perene para os cristãos do mundo enfrentarem, com confiança na divina benevolência, as dificuldades e desafios que a humanidade irá experimentar nos anos que virão”. O Cardeal Joseph Ratzinger, atual Papa Emérito Bento XVI, assegurou que “frequentemente as revelações privadas provêm da piedade popular e nela se refletem, dando-lhe novo impulso e suscitando formas novas. Isto não exclui que aquelas tenham influência também na própria liturgia, como o demonstram, por exemplo, a festa do Corpo de Deus e a do Sagrado Coração de Jesus”. Como obter indulgência plenária na Festa da Divina Misericórdia Durante a Festa da Divina Misericórdia é possível obter indulgência plenária. Para isso os fiéis devem viver com piedade intensa esta celebração. São João Paulo II estabeleceu, através de um decreto, que o Domingo da Divina Misericórdia seja enriquecido com a Indulgência Plenária “para que os fiéis possam receber mais amplamente o dom do conforto do Espírito Santo e desta forma alimentar uma caridade crescente para com Deus e o próximo e, obtendo eles mesmos o perdão de Deus, sejam por sua vez induzidos a perdoar imediatamente aos irmãos”. As graças do Domingo da Divina da Misericórdia Nosso Senhor misericordioso prometeu conceder as seguintes graças no dia da Festa da Divina Misericórdia: “A alma que se confie e receba a Santa Comunhão obterá o perdão total das culpas e das penas. Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas através das quais fluem as graças. Quem nesse dia se aproximar da Fonte de Vida receberá o perdão total das culpas e das penas”. “Não encontrará alma nenhuma a justificação até que se dirija com confiança à Minha misericórdia. Nesse dia os sacerdotes devem falar às almas sobre Minha misericórdia infinita”. Jesus também enfatizou a Soror Faustina que Sua Misericórdia é a última tábua de salvação que oferece à humanidade. “As almas morrem apesar de Minha amarga Paixão. Lhes ofereço a última tábua de salvação, quer dizer, a Festa de Minha Misericórdia. Se não adorarem Minha Misericórdia morrerão para sempre”. Significado da imagem da Divina Misericórdia A famosa imagem da Divina Misericórdia foi revelada a Santa Faustina pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, que pediu a ela para que a pintasse, e depois explicou todo o significado por de trás de cada detalhe, além dizer o que os fiéis podem alcançar através dela. A imagem é um símbolo da caridade, do perdão e do amor de Deus, conhecida como a “Fonte da Misericórdia”. As versões, em sua maioria, mostram Jesus levantando sua mão direita em sinal de bênção e apontando com sua mão esquerda o peito do qual fluem dois raios: um vermelho e outro branco. “O raio pálido significa a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas (…) Feliz aquele que viver à sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus” (Diário, 299). Leia também Conheça Santa Faustina, serva da Divina Misericórdia O Terço da Divina Misericórdia Dentre o conjunto de orações usadas como parte da devoção à Divina Misericórdia está o Terço da Divina Misericórdia, que costuma ser rezado às 15h, utilizando as contas do terço comum, mas com um conjunto diferente de orações. Inicia-se rezando o Pai Nosso, a Ave Maria e o Credo. Em seguida, nas contas do ‘Pai Nosso’, recita-se: “Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro”. Já nas contas da ‘Ave Maria’, se reza: “Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro”. Por fim, deve-se rezar três vezes: “Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro”. A Coroinha da Divina Misericórdia Nosso Senhor também confiou à Santa Faustina a Coroinha da Divina Misericórdia, entregando várias promessas. “Quem a rezar obterá através dela que tudo o que peça se realize, sempre e quando estiver de acordo com a vontade de Deus”. Quem orar a Coroinha da Divina Misericórdia receberá misericórdia, sobretudo na hora da morte, e os sacerdotes a recomendarão aos pecadores como última tábua de salvação. “Defenderei com Minha própria Glória a cada alma que reze esta Coroinha na hora da morte, ou quando os demais a rezem junto ao agonizante, que obterão o mesmo perdão”. A Liturgia do Domingo da Divina Misericórdia A liturgia deste domingo trás a figura do “apóstolo incrédulo”, São Tomé. Na primeira aparição de Jesus Ressuscitado aos apóstolos, São Tomé não estava entre eles: “Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus” (Jo 20, 24). Assim que o encontraram os apóstolos com alegria anunciaram-lhe a ressurreição do Mestre. No entanto a atitude de São Tomé foi de obstinação e presunção [2]: “Se eu não ver nas suas mãos a abertura dos cravos, se não meter a minha mão no seu lado, não acreditarei” (Jo 20, 25). Não podia São Tomé imaginar que estava dando a oportunidade ao Senhor da Misericórdia de mostrar-lhe quanto o amava. Uma semana após a primeira aparição, nosso Senhor age com Tomé com extrema bondade, adiantando-se a ele, diz: “Mete aqui o teu dedo e vê as minhas mãos, aproxima também a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas fiel” (Jo 20, 27). Diante de tamanha misericórdia, resta ao “incrédulo” proclamar, como um teólogo, a humanidade e a divindade de nosso Senhor: “Meu Senhor e meu Deus” (Jo 20, 28). Leia também O falso conceito de Misericórdia é o que mais tem levado almas para o Inferno Condições para receber a Misericórdia Divina Para receber a Misericórdia de Jesus, sobretudo na Festa da Divina Misericórdia, é necessário aproximar-se ao Senhor com um coração contrito e humilde, arrepender-se dos pecados, confiar firmemente na Divina Misericórdia de Jesus Cristo e aproximar-se do sacramento da Confissão nesse dia ou sete dias antes ou depois. Receber a Comunhão Eucarística, venerar a imagem da Divina Misericórdia, e praticar as obras de misericórdia. Confiança na Divina Misericórdia Toda a humanidade é convidada a beneficiar-se desta fonte infinita e inconcebível de misericórdia: “Que toda alma glorifique a Minha bondade. Desejo a confiança das Minhas criaturas; exorta as almas a uma grande confiança na Minha inconcebível misericórdia. Que a alma fraca, pecadora, não tenha medo de se aproximar de Mim, pois, mesmo que os seus pecados fossem mais numerosos que os grãos de areia da Terra, ainda assim seriam submersos no abismo da minha misericórdia” [3]. Procuremos viver na confiança desta misericórdia e divulgar quanto nos for possível esta devoção. “Desejo que os sacerdotes anunciem essa Minha grande misericórdia para com as almas pecadoras. Que o pecador não tenha medo de se aproximar de Mim. Queimam-me as chamas da misericórdia; quero derramá-las sobre as almas” [4]. (EPC) Fonte: Gaudium Press Referências Bibliográficas [1] SÁ, Eliana. Divina Misericórdia: Mensagem para cada dia. São Paulo: Editora Canção Nova, 2008, p. 20. [2] Cf. Dias, João S. Clá. O inédito sobre os Evangelhos. Vol. V. Roma: Editrice Vaticana, 2012, p. 292. [3] SÁ, Op. Cit., p. 17. [4] Comunidade Canção Nova. Devocionário à Divina Misericórdia. São Paulo: Editora Canção Nova, 2001, p. 49. #Indulgências

  • TV Canção Nova lança filme sobre Santa Faustina

    A produção conta a história de Santa Faustina, desde o seu chamado à vida consagrada até a expansão da devoção à Misericórdia. O filme, que estreou na véspera da Festa da Misericórdia, conta a história de Santa Faustina, desde o início de seu chamado à vida consagrada até a expansão no mundo da devoção à Divina Misericórdia. Assista o filme gratuitamente no YouTube : O Diretor de Dramaturgia, Ralphy Batista dos Santos, conta que o filme surgiu com a inspiração de tornar Santa Faustina mais conhecida, devido à grande repercussão da devoção à Divina Misericórdia, e a Festa da Misericórdia. A dramaturgia da TV Canção Nova iniciou a produção do filme em 2019, com algumas gravações. Porém precisou parar devido à pandemia da Covid 19 e foi retomada apenas em 2021. “Com a flexibilização da pandemia em 2021, a gente conseguiu finalizar toda a gravação do filme, e exibiremos, providencialmente, na festa da misericórdia que completa 20 anos esse ano. Então a gente percebe a providência para que o filme fosse lançado num ano muito importante e propício.” destacou Ralphy. Para a missionária da Comunidade Canção Nova e atriz que interpreta a protagonista do filme, Suellen Moro, a produção traduz a essência do Diário de Santa Faustina. A missão principal é apresentar às pessoas quem é a Apóstola da misericórdia, quem é Santa Faustina, o que ela viveu, e tudo aquilo que trazia em seu coração. “Faustina foi aquela que não difundiu a devoção pelo mundo, mas a revelou. Ela foi aquela pelo qual passou esse anúncio, e o transmitiu ao Padre Miguel Sopocko. Consequentemente, ele levou a devoção da Divina Misericórdia ao mundo.” A missionária explica que a principal mensagem do filme é esse apelo às pessoas adentrarem à misericórdia, ao conhecimento dessa tábua de salvação. “O ponto central da mensagem, de Santa Faustina é o apelo à conversão das almas, conversão dos pecadores, a volta para Deus, a volta para o Senhor, e a confiança na divina Misericórdia” destaca. Presente do Céu Para Suellen Moro, o convite para fazer o filme foi um grande presente do céu. “Pra mim foi um presente de Deus porque eu só ganhei. Eu ganhei uma amiga no céu, ganhei na minha espiritualidade. Deus utiliza de instrumentos ineficientes, mas quem faz a obra é Ele. Dentro de mim, há um antes e um depois de Faustina.” Antes mesmo do filme chegar às pessoas, a intérprete de Santa Faustina afirma que foi tocada pela mensagem que ele traz. “É como uma lança que transpassa a alma, nesse tempo eu fui ‘catequizada’ por Faustina. Educada por ela. E eu espero que ela continue me educando, me catequizando.” Providência por meio de Santa Faustina “Eu nunca vi antes o que eu vi nessas gravações. Situações, conduções, moções, era ela própria pela sua intercessão que trazia, que fazia com que acontecesse. Notei que Faustina agrada tão profundamente o coração de Deus, que tudo aquilo que ela pede, Deus olha para aquele pedido e concede. A providência através das mãos de Santa Faustina é algo extraordinário.” Destaca Suellen Ralphy Batista dos Santos também toca nessa providência. “É desafiador porque a gente grava tudo aqui no Vale do Paraíba por causa dos recursos financeiros. E aí você retratar a Polônia no Brasil, é muito desafiador, mas com a providência as coisas vão acontecendo, e a gente vê a mão de Deus, em todas as etapas.” A coordenadora de produção, elenco, figurino e missionária, Marly Pinheiro de Jesus, afirma que a dedicação da equipe foi fundamental para que a missão do filme tivesse eficácia. “Toquei em uma equipe comprometida e que amadurece a cada dia porque entende que não trabalha somente para homens mas, que tem a Deus como Senhor e mestre.” A missionária diz perceber que Deus tem urgência em atender tudo o que é referente à Santa Faustina Faustina e à Divina Misericórdia. “Santa Faustina tinha a santa vontade de Deus como objeto do seu amor. Suas ações eram sempre na medida que reconhecia interiormente a vontade de Deus. Acredito que o filme vai despertar no povo de Deus a consciência de filiação, que como filhos é preciso primeiramente ir ao Jesus. Ele nos atende em tudo e sem demora porque nos ama!” O filme será lançado, no evento em que a Comunidade Canção Nova celebra vinte anos da Festa da Misericórdia. / Foto: Dramaturgia Canção Nova Estreia neste sábado, 23, o filme produzido pela TV Canção Nova que conta a história de Santa Faustina. A exibição será às 20h na TV Canção Nova, e simultaneamente, no Centro de Evangelização na sede na Comunidade Canção Nova. O filme, que estreia na véspera da Festa da Misericórdia, conta a história de Santa Faustina, desde o início de seu chamado à vida consagrada até a expansão no mundo da devoção à Divina Misericórdia. O Diretor de Dramaturgia, Ralphy Batista dos Santos, conta que o filme surgiu com a inspiração de tornar Santa Faustina mais conhecida, devido à grande repercussão da devoção à Divina Misericórdia, e a Festa da Misericórdia. A dramaturgia da TV Canção Nova iniciou a produção do filme em 2019, com algumas gravações. Porém precisou parar devido à pandemia da Covid 19 e foi retomada apenas em 2021. “Com a flexibilização da pandemia em 2021, a gente conseguiu finalizar toda a gravação do filme, e exibiremos, providencialmente, na festa da misericórdia que completa 20 anos esse ano. Então a gente percebe a providência para que o filme fosse lançado num ano muito importante e propício.” destacou Ralphy. Para a missionária da Comunidade Canção Nova e atriz que interpreta a protagonista do filme, Suellen Moro, a produção traduz a essência do Diário de Santa Faustina. A missão principal é apresentar às pessoas quem é a Apóstola da misericórdia, quem é Santa Faustina, o que ela viveu, e tudo aquilo que trazia em seu coração. “Faustina foi aquela que não difundiu a devoção pelo mundo, mas a revelou. Ela foi aquela pelo qual passou esse anúncio, e o transmitiu ao Padre Miguel Sopocko. Consequentemente, ele levou a devoção da Divina Misericórdia ao mundo.” A missionária explica que a principal mensagem do filme é esse apelo às pessoas adentrarem à misericórdia, ao conhecimento dessa tábua de salvação. “O ponto central da mensagem, de Santa Faustina é o apelo à conversão das almas, conversão dos pecadores, a volta para Deus, a volta para o Senhor, e a confiança na divina Misericórdia” destaca. Presente do Céu Para Suellen Moro, o convite para fazer o filme foi um grande presente do céu. “Pra mim foi um presente de Deus porque eu só ganhei. Eu ganhei uma amiga no céu, ganhei na minha espiritualidade. Deus utiliza de instrumentos ineficientes, mas quem faz a obra é Ele. Dentro de mim, há um antes e um depois de Faustina.” Antes mesmo do filme chegar às pessoas, a intérprete de Santa Faustina afirma que foi tocada pela mensagem que ele traz. “É como uma lança que transpassa a alma, nesse tempo eu fui ‘catequizada’ por Faustina. Educada por ela. E eu espero que ela continue me educando, me catequizando.” Providência por meio de Santa Faustina “Eu nunca vi antes o que eu vi nessas gravações. Situações, conduções, moções, era ela própria pela sua intercessão que trazia, que fazia com que acontecesse. Notei que Faustina agrada tão profundamente o coração de Deus, que tudo aquilo que ela pede, Deus olha para aquele pedido e concede. A providência através das mãos de Santa Faustina é algo extraordinário.” Destaca Suellen Ralphy Batista dos Santos também toca nessa providência. “É desafiador porque a gente grava tudo aqui no Vale do Paraíba por causa dos recursos financeiros. E aí você retratar a Polônia no Brasil, é muito desafiador, mas com a providência as coisas vão acontecendo, e a gente vê a mão de Deus, em todas as etapas.” A coordenadora de produção, elenco, figurino e missionária, Marly Pinheiro de Jesus, afirma que a dedicação da equipe foi fundamental para que a missão do filme tivesse eficácia. “Toquei em uma equipe comprometida e que amadurece a cada dia porque entende que não trabalha somente para homens mas, que tem a Deus como Senhor e mestre.” A missionária diz perceber que Deus tem urgência em atender tudo o que é referente à Santa Faustina Faustina e à Divina Misericórdia. “Santa Faustina tinha a santa vontade de Deus como objeto do seu amor. Suas ações eram sempre na medida que reconhecia interiormente a vontade de Deus. Acredito que o filme vai despertar no povo de Deus a consciência de filiação, que como filhos é preciso primeiramente ir ao Jesus. Ele nos atende em tudo e sem demora porque nos ama!” Testemunho Marly contou à nossa equipe como as cruzes que seriam utilizadas nas cenas do filme chegaram ao figurino. “A cruz que tínhamos não tinha nada a haver com a da congregação da santa. Começamos uma corrida contra o tempo para encontramos a cruz, procuramos em todos os lugares de produtos religiosos no Brasil e nada. Foi quando a Divina Providência, nos apresentou um amigo na Polônia, e nos presenteou com as cruzes.” Ao chegar no Brasil, as cruzes ficaram presas na alfândega e a equipe não pôde pagar o valor cobrado para sua liberação. Porém, um amigo havia se oferecido para ajudar no que precisassem quanto ao filme. Com as Cruzes embargadas e a produção sem dinheiro para liberá-la, a produção lembrou do tal amigo, e entrou em contato. “O Brasil estava parado, nós tínhamos menos de uma semana para o dia da gravação. Fomos então para a Capela e pedimos a Deus que trouxesse as cruzes para nós. Em menos de 10 minutos as Cruzes estavam em nossas mãos,” recorda Marly. Dedicação e empenho A equipe de profissionais da Dramaturgia da TV Canção Nova se dedicou com empenho e esmero na produção Filme de Santa Faustina. Segundo o diretor do filme, a etapa crucial foi a finalização, pois ali se coloca a alma do filme. “A trilha precisa ser bem colocada, a coloração precisar retratar muito bem a proposta do filme. O tratamento de áudio que pra mim é o grande desafio hoje, porque a emoção do cinema, é o áudio. As ambiências, muitas pessoas acreditam que a imagem vale muito, mas o áudio é crucial quando a gente fala em cinema.” destacou Ralphy O figurino tem importância fundamental numa produção artística. Ele fortalece a história contada, dá vida e veracidade, ele compõe o personagem. “A cada marcação o figurinista precisa conferir qual o figurino a ser usado naquela cena, como ele é usado, quais os acessórios. Precisa ficar atento à continuidade da cena, ele responde pela estética dos atores .” explica Marly Pinheiro. Prestes a ocorrer a estreia, a expectativa é que, ao assistir ao filme, muitos espectadores compreendam a mensagem que Faustina veio trazer ao mundo. “O Senhor quis fazer uma festa depois da Páscoa, destinada aos pecadores, pra que elas pudessem se voltar e se refugiar no seu lado aberto. Mergulhar no mar da sua misericórdia. Então a mensagem que Faustina veio trazer para o mundo é o Senhor tem um mar de Misericórdia, não importa quão pecador você é, não importa quão miserável você é.” conclui Suellen Moro Clipe musical O Ministério Amor e Adoração da Comunidade Canção Nova, com a participação do Anjos de Resgate gravou uma música tema especialmente para o filme. Raios de Misericórdia é a canção que já está disponível no Canção Nova Play. A composição revela de forma poética os anseios de Santa Faustina em expandir a devoção a Jesus Misericordioso. #JesusMisericordioso #Misericórdia

  • TV Canção Nova lança filme sobre Santa Faustina

    A produção conta a história de Santa Faustina, desde o seu chamado à vida consagrada até a expansão da devoção à Misericórdia. O filme, que estreou na véspera da Festa da Misericórdia, conta a história de Santa Faustina, desde o início de seu chamado à vida consagrada até a expansão no mundo da devoção à Divina Misericórdia. Assista o filme gratuitamente no YouTube : O Diretor de Dramaturgia, Ralphy Batista dos Santos, conta que o filme surgiu com a inspiração de tornar Santa Faustina mais conhecida, devido à grande repercussão da devoção à Divina Misericórdia, e a Festa da Misericórdia. A dramaturgia da TV Canção Nova iniciou a produção do filme em 2019, com algumas gravações. Porém precisou parar devido à pandemia da Covid 19 e foi retomada apenas em 2021. “Com a flexibilização da pandemia em 2021, a gente conseguiu finalizar toda a gravação do filme, e exibiremos, providencialmente, na festa da misericórdia que completa 20 anos esse ano. Então a gente percebe a providência para que o filme fosse lançado num ano muito importante e propício.” destacou Ralphy. Para a missionária da Comunidade Canção Nova e atriz que interpreta a protagonista do filme, Suellen Moro, a produção traduz a essência do Diário de Santa Faustina. A missão principal é apresentar às pessoas quem é a Apóstola da misericórdia, quem é Santa Faustina, o que ela viveu, e tudo aquilo que trazia em seu coração. “Faustina foi aquela que não difundiu a devoção pelo mundo, mas a revelou. Ela foi aquela pelo qual passou esse anúncio, e o transmitiu ao Padre Miguel Sopocko. Consequentemente, ele levou a devoção da Divina Misericórdia ao mundo.” A missionária explica que a principal mensagem do filme é esse apelo às pessoas adentrarem à misericórdia, ao conhecimento dessa tábua de salvação. “O ponto central da mensagem, de Santa Faustina é o apelo à conversão das almas, conversão dos pecadores, a volta para Deus, a volta para o Senhor, e a confiança na divina Misericórdia” destaca. Presente do Céu Para Suellen Moro, o convite para fazer o filme foi um grande presente do céu. “Pra mim foi um presente de Deus porque eu só ganhei. Eu ganhei uma amiga no céu, ganhei na minha espiritualidade. Deus utiliza de instrumentos ineficientes, mas quem faz a obra é Ele. Dentro de mim, há um antes e um depois de Faustina.” Antes mesmo do filme chegar às pessoas, a intérprete de Santa Faustina afirma que foi tocada pela mensagem que ele traz. “É como uma lança que transpassa a alma, nesse tempo eu fui ‘catequizada’ por Faustina. Educada por ela. E eu espero que ela continue me educando, me catequizando.” Providência por meio de Santa Faustina “Eu nunca vi antes o que eu vi nessas gravações. Situações, conduções, moções, era ela própria pela sua intercessão que trazia, que fazia com que acontecesse. Notei que Faustina agrada tão profundamente o coração de Deus, que tudo aquilo que ela pede, Deus olha para aquele pedido e concede. A providência através das mãos de Santa Faustina é algo extraordinário.” Destaca Suellen Ralphy Batista dos Santos também toca nessa providência. “É desafiador porque a gente grava tudo aqui no Vale do Paraíba por causa dos recursos financeiros. E aí você retratar a Polônia no Brasil, é muito desafiador, mas com a providência as coisas vão acontecendo, e a gente vê a mão de Deus, em todas as etapas.” A coordenadora de produção, elenco, figurino e missionária, Marly Pinheiro de Jesus, afirma que a dedicação da equipe foi fundamental para que a missão do filme tivesse eficácia. “Toquei em uma equipe comprometida e que amadurece a cada dia porque entende que não trabalha somente para homens mas, que tem a Deus como Senhor e mestre.” A missionária diz perceber que Deus tem urgência em atender tudo o que é referente à Santa Faustina Faustina e à Divina Misericórdia. “Santa Faustina tinha a santa vontade de Deus como objeto do seu amor. Suas ações eram sempre na medida que reconhecia interiormente a vontade de Deus. Acredito que o filme vai despertar no povo de Deus a consciência de filiação, que como filhos é preciso primeiramente ir ao Jesus. Ele nos atende em tudo e sem demora porque nos ama!” O filme será lançado, no evento em que a Comunidade Canção Nova celebra vinte anos da Festa da Misericórdia. / Foto: Dramaturgia Canção Nova Estreia neste sábado, 23, o filme produzido pela TV Canção Nova que conta a história de Santa Faustina. A exibição será às 20h na TV Canção Nova, e simultaneamente, no Centro de Evangelização na sede na Comunidade Canção Nova. O filme, que estreia na véspera da Festa da Misericórdia, conta a história de Santa Faustina, desde o início de seu chamado à vida consagrada até a expansão no mundo da devoção à Divina Misericórdia. O Diretor de Dramaturgia, Ralphy Batista dos Santos, conta que o filme surgiu com a inspiração de tornar Santa Faustina mais conhecida, devido à grande repercussão da devoção à Divina Misericórdia, e a Festa da Misericórdia. A dramaturgia da TV Canção Nova iniciou a produção do filme em 2019, com algumas gravações. Porém precisou parar devido à pandemia da Covid 19 e foi retomada apenas em 2021. “Com a flexibilização da pandemia em 2021, a gente conseguiu finalizar toda a gravação do filme, e exibiremos, providencialmente, na festa da misericórdia que completa 20 anos esse ano. Então a gente percebe a providência para que o filme fosse lançado num ano muito importante e propício.” destacou Ralphy. Para a missionária da Comunidade Canção Nova e atriz que interpreta a protagonista do filme, Suellen Moro, a produção traduz a essência do Diário de Santa Faustina. A missão principal é apresentar às pessoas quem é a Apóstola da misericórdia, quem é Santa Faustina, o que ela viveu, e tudo aquilo que trazia em seu coração. “Faustina foi aquela que não difundiu a devoção pelo mundo, mas a revelou. Ela foi aquela pelo qual passou esse anúncio, e o transmitiu ao Padre Miguel Sopocko. Consequentemente, ele levou a devoção da Divina Misericórdia ao mundo.” A missionária explica que a principal mensagem do filme é esse apelo às pessoas adentrarem à misericórdia, ao conhecimento dessa tábua de salvação. “O ponto central da mensagem, de Santa Faustina é o apelo à conversão das almas, conversão dos pecadores, a volta para Deus, a volta para o Senhor, e a confiança na divina Misericórdia” destaca. Presente do Céu Para Suellen Moro, o convite para fazer o filme foi um grande presente do céu. “Pra mim foi um presente de Deus porque eu só ganhei. Eu ganhei uma amiga no céu, ganhei na minha espiritualidade. Deus utiliza de instrumentos ineficientes, mas quem faz a obra é Ele. Dentro de mim, há um antes e um depois de Faustina.” Antes mesmo do filme chegar às pessoas, a intérprete de Santa Faustina afirma que foi tocada pela mensagem que ele traz. “É como uma lança que transpassa a alma, nesse tempo eu fui ‘catequizada’ por Faustina. Educada por ela. E eu espero que ela continue me educando, me catequizando.” Providência por meio de Santa Faustina “Eu nunca vi antes o que eu vi nessas gravações. Situações, conduções, moções, era ela própria pela sua intercessão que trazia, que fazia com que acontecesse. Notei que Faustina agrada tão profundamente o coração de Deus, que tudo aquilo que ela pede, Deus olha para aquele pedido e concede. A providência através das mãos de Santa Faustina é algo extraordinário.” Destaca Suellen Ralphy Batista dos Santos também toca nessa providência. “É desafiador porque a gente grava tudo aqui no Vale do Paraíba por causa dos recursos financeiros. E aí você retratar a Polônia no Brasil, é muito desafiador, mas com a providência as coisas vão acontecendo, e a gente vê a mão de Deus, em todas as etapas.” A coordenadora de produção, elenco, figurino e missionária, Marly Pinheiro de Jesus, afirma que a dedicação da equipe foi fundamental para que a missão do filme tivesse eficácia. “Toquei em uma equipe comprometida e que amadurece a cada dia porque entende que não trabalha somente para homens mas, que tem a Deus como Senhor e mestre.” A missionária diz perceber que Deus tem urgência em atender tudo o que é referente à Santa Faustina Faustina e à Divina Misericórdia. “Santa Faustina tinha a santa vontade de Deus como objeto do seu amor. Suas ações eram sempre na medida que reconhecia interiormente a vontade de Deus. Acredito que o filme vai despertar no povo de Deus a consciência de filiação, que como filhos é preciso primeiramente ir ao Jesus. Ele nos atende em tudo e sem demora porque nos ama!” Testemunho Marly contou à nossa equipe como as cruzes que seriam utilizadas nas cenas do filme chegaram ao figurino. “A cruz que tínhamos não tinha nada a haver com a da congregação da santa. Começamos uma corrida contra o tempo para encontramos a cruz, procuramos em todos os lugares de produtos religiosos no Brasil e nada. Foi quando a Divina Providência, nos apresentou um amigo na Polônia, e nos presenteou com as cruzes.” Ao chegar no Brasil, as cruzes ficaram presas na alfândega e a equipe não pôde pagar o valor cobrado para sua liberação. Porém, um amigo havia se oferecido para ajudar no que precisassem quanto ao filme. Com as Cruzes embargadas e a produção sem dinheiro para liberá-la, a produção lembrou do tal amigo, e entrou em contato. “O Brasil estava parado, nós tínhamos menos de uma semana para o dia da gravação. Fomos então para a Capela e pedimos a Deus que trouxesse as cruzes para nós. Em menos de 10 minutos as Cruzes estavam em nossas mãos,” recorda Marly. Dedicação e empenho A equipe de profissionais da Dramaturgia da TV Canção Nova se dedicou com empenho e esmero na produção Filme de Santa Faustina. Segundo o diretor do filme, a etapa crucial foi a finalização, pois ali se coloca a alma do filme. “A trilha precisa ser bem colocada, a coloração precisar retratar muito bem a proposta do filme. O tratamento de áudio que pra mim é o grande desafio hoje, porque a emoção do cinema, é o áudio. As ambiências, muitas pessoas acreditam que a imagem vale muito, mas o áudio é crucial quando a gente fala em cinema.” destacou Ralphy O figurino tem importância fundamental numa produção artística. Ele fortalece a história contada, dá vida e veracidade, ele compõe o personagem. “A cada marcação o figurinista precisa conferir qual o figurino a ser usado naquela cena, como ele é usado, quais os acessórios. Precisa ficar atento à continuidade da cena, ele responde pela estética dos atores .” explica Marly Pinheiro. Prestes a ocorrer a estreia, a expectativa é que, ao assistir ao filme, muitos espectadores compreendam a mensagem que Faustina veio trazer ao mundo. “O Senhor quis fazer uma festa depois da Páscoa, destinada aos pecadores, pra que elas pudessem se voltar e se refugiar no seu lado aberto. Mergulhar no mar da sua misericórdia. Então a mensagem que Faustina veio trazer para o mundo é o Senhor tem um mar de Misericórdia, não importa quão pecador você é, não importa quão miserável você é.” conclui Suellen Moro Clipe musical O Ministério Amor e Adoração da Comunidade Canção Nova, com a participação do Anjos de Resgate gravou uma música tema especialmente para o filme. Raios de Misericórdia é a canção que já está disponível no Canção Nova Play. A composição revela de forma poética os anseios de Santa Faustina em expandir a devoção a Jesus Misericordioso. #JesusMisericordioso #Misericórdia

  • Padre passa mais de 73 horas dentro do confessionário e dá emocionante testemunho

    O jovem padre David Michael Moses, da Arquidiocese Galveston-Houston (EUA), comoveu as redes sociais nesta semana com um poderoso testemunho sacerdotal. Ele simplesmente passou mais de 73 horas ouvindo confissões durante a Semana Santa. E relatou o seu sentimento ao vivenciar isto. “Crescendo, minha mãe me contava histórias sobre São Padre Pio e São João Maria Vianney ouvindo confissões 17 horas por dia. No seminário, sonhei em como seria isso. Na semana passada, esse sonho se tornou realidade”, começa Pe. David em um post do Instagram. “Graças ao meu pároco, Pe. Dat, e alguns ótimos voluntários, pude passar quase o dia todo, todos os dias, no confessionário. A linha era quase constante, desde o início da manhã até tarde da noite.” Ele revela o impressionante número: “Ouvi cerca de 1150 confissões nesses 6 dias e mais de 400 confissões apenas na Sexta-feira Santa. Foi cansativo, mas tão, tão lindo.” E finaliza com uma emocionante declaração: “Não acredito que eu posso fazer isso. Não acredito que esta é a minha vida. Não acredito que tenho a oportunidade de ser padre.“ No dia 7 de abril, o sacerdote havia postado nas redes sociais o cronograma de confissões da Paróquia Santa Faustina, em Fulshear (Texas), onde atua: “A misericórdia de Deus é abundante e um pouco maluca. Eu quis que os nossos horários de confissões refletissem isso. Espero ver vocês na semana que vem!”, disse. Para o mundo: “tempo é dinheiro”. Para os católicos: “TEMPO SÃO ALMAS!” #confissão #SacramentodaConfissão

  • SETENTA MILHÕES DE MORTOS – Pe. Santiago Martín

    O que está acontecendo na Ucrânia é horrível. Não há justificação para tanta destruição. O mundo assiste com medo, pois no século XXI são cometidas atrocidades iguais ou piores do que as do passado, que ingenuamente pensávamos terem desaparecido para sempre. O número de mortos é difícil saber, mas sabemos que há mais de cinco milhões de refugiados. Mas o que diríamos, se o número de mortos já tivesse atingido setenta milhões? O horror, o horror — e o medo esmagaria a todos nós. Pois setenta milhões é precisamente o número de mortes causadas pelo aborto, no mundo. Se são inocentes os ucranianos que morreram, foram feridos ou tiveram de fugir, as crianças assassinadas no útero das suas mães são igualmente inocentes, se não mais. E o que diremos se os órgãos vitais, que ainda possam ser utilizados para transplantes, forem removidos dos cadáveres despedaçados por bombas na Ucrânia? Não há dúvida de que a humanidade deixou de ser humana e tornou-se um substituto louco e suicida para si própria. Pois é exatamente isso que acontece com as crianças abortadas: muitas delas são cortadas para serem vendidas a preços muito elevados, de modo que os ricos, que podem pagar, melhorem a sua saúde ou prolonguem a sua vida por algum tempo. Por vezes recebemos notícias chocantes da China: centenas de prisioneiros são executados para que os seus órgãos sejam vendidos para transplantes, ou simplesmente deixados vivos, enquanto os seus órgãos são retirados um a um. Bem, o Ocidente não é tão diferente dos chineses sem coração, exceto que entre nós — e não apenas no Ocidente, é claro — tal carnificina é feita em crianças. A crueldade deste mundo imoral vai tão longe que foi aprovada no parlamento do estado da Califórnia uma lei que permitirá que crianças que já nasceram possam ser assassinadas, até 28 dias após o nascimento. O infanticídio foi legalizado. As multinacionais do aborto estão jubilosas, pois isto les permitirá oferecer mais produtos humanos que lhes trarão lucros ainda mais substanciais. Tal como a prática da subserviência já se espalhou — e a Ucrânia é uma potência no ramo —, em breve serão produzidas gravidezes selectivas não para oferecer os recém-nascidos para adopção, mas para os cortar em pedaços e vendê-los a quem apresentar a oferta mais alta. É a isto que vamos chegar, porque é a isto que já estamos nos encaminhando. A missão da Igreja é evangelizar. A sua tarefa principal é anunciar que Deus é amor, que há vida eterna e que a conversão é necessária para alcançar a misericórdia divina. O seu principal serviço à humanidade é este, indissociavelmente ligado à celebração dos sacramentos. Fazer da defesa da família, da vida dos não nascidos ou dos idosos a principal tarefa da Igreja seria um erro, mas seria também um erro muito grave esquecer que setenta milhões de seres humanos inocentes são sacrificados todos os anos. Evidentemente, não basta assegurar que as pessoas ameaçadas de aborto nasçam ou que as ameaçadas de eutanásia possam morrer com dignidade; no meio desses dois extremos, devemos também viver com a mesma dignidade. Mas para poder fazer isto —poder ganhar um salário adequado à manutenção da família, poder viver em seu próprio país e viver em paz e liberdade —, primeiro é preciso nascer. É por isso que, após a evangelização, a defesa da vida é o primeiro (embora não o único) serviço social que a sociedade espera de nós. Há setenta milhões de vítimas inocentes a cada ano. É um dever humano e católico fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para pôr fim a este massacre. É absurdo pensar que a defesa da vida é coisa para os conservadores, e a defesa dos direitos trabalhistas é para os liberais. Como católicos, após a evangelização, deve vir a luta contra o aborto e a eutanásia, bem como a defesa dos direitos dos oprimidos. Mas tendo sempre presente que, para o homem poder, um día, reclamar um salário justo, deve primeiro nascer. Há setenta milhões de vítimas inocentes por ano. Há setenta milhões de razões para fazermos tudo o que estiver ao nosso alcance para o evitar. E isto, precisamente, porque amamos o Deus que criou todos esses homens; é Ele que nos pede para não ficarmos parados, porque o grito desses inocentes chega aos Seus ouvidos todos os dias.

  • Padre Gabriel Vila Verde comenta show de Ídolo pró-LGBT convidado para cantar aos jovens no Vaticano

    Para o encontro com a juventude italiana, promovido pela Conferência Episcopal no Vaticano, na segunda-feira de Páscoa, não tiveram uma ideia melhor do que chamar a um ídolo da música pop na Itália, o cantor Blanco, vencedor do Festival de San Remo com uma música que exalta o amor entre pessoas, inclusive do mesmo sexo. O bispo de San Remo manifestou o seu desconcerto diante do convite, assim como o Padre Gabriel Vila Verde, cujo comentário reproduzimos abaixo. Bem… Caso alguém se pergunte por que um bispo ficaria perplexo diante disso, assista o vídeo de uma música do cantor e pense se ele poderia ser um modelo para os jovens católicos italianos: Leia o comentário do Padre Gabriel Vila Verde postado nas redes sociais Há algum tempo que venho poupando os meus “seguidores” de temas polêmicos. Resolvi evangelizar sem polemizar, e venho me policiando neste sentido. Porém, quando o escândalo ultrapassa os limites do absurdo, o sacerdote precisa deixar o conforto dos likes e ir para o campo de guerra receber golpes. Afinal de contas, Deus me fez pastor para guiar o rebanho, e não para deixar os lobos avançarem! A notícia de que o cantor da foto fez um show na Praça de São Pedro para milhares de jovens, me causou angústia. Entrei no perfil do cantor para conhecer seu trabalho e me assustei ainda mais. Fico pensando se algum padre aqui do Brasil, por mais progressista que seja, seria capaz de convidá-lo para cantar numa quermesse paroquial. É algo que foge à nossa capacidade de compreensão, que dificulta o nosso entendimento! Dirão os mais avançados que não devemos julgar, pois Jesus andou com os pecadores. Que argumento mais ilógico, que afirmação fútil, oca, vazia. Se é assim, iremos convidar odaliscas para dançarem na Missa e cantores de “funk” para animar encontros de catequese. Tudo em nome da acolhida e do amor. Fico pensando naqueles jovens que assistiram o espetáculo. Os que eram fãs, se tornaram ainda mais. Os que não o conheciam, agora irão seguí-lo, e ao invés da suposta conversão do artista, veremos um exército de jovens cristãos seguindo seus exemplos. Cegos guiando cegos, em plena Basílica de São Pedro, coração da cristandade! O que aconteceu no Vaticano, lugar onde são feitas as cerimônias de canonização dos Santos, foi uma terrível e grave ofensa a Deus. Ali onde Santa Maria Goretti foi proclamada mártir da pureza, hoje canta um artista publicamente imoral. Ali onde São João Paulo II convocou os jovens do mundo inteiro a serem santos, hoje se apresenta um jovem que promove a promiscuidade em seus clipes. Quem acha isso normal e não se escandaliza, deve ter a sua mente obscurecida e já abriu mão do temor de Deus. E aos que disseram que, com este meu posicionamento, sou merecedor de excomunhão, por estar “ferindo a unidade”, mandem já o pedido para Roma. Ser punido por defender a Igreja e condenar os sacrilégios, será para mim uma honra tão grande como a palma do martírio que os apóstolos erguem no Céu! Assista o trecho da apresentação no Vaticano…

  • Padre Gabriel Vila Verde comenta show de Ídolo pró-LGBT convidado para cantar aos jovens no Vaticano

    Para o encontro com a juventude italiana, promovido pela Conferência Episcopal no Vaticano, na segunda-feira de Páscoa, não tiveram uma ideia melhor do que chamar a um ídolo da música pop na Itália, o cantor Blanco, vencedor do Festival de San Remo com uma música que exalta o amor entre pessoas, inclusive do mesmo sexo. O bispo de San Remo manifestou o seu desconcerto diante do convite, assim como o Padre Gabriel Vila Verde, cujo comentário reproduzimos abaixo. Bem… Caso alguém se pergunte por que um bispo ficaria perplexo diante disso, assista o vídeo de uma música do cantor e pense se ele poderia ser um modelo para os jovens católicos italianos: Leia o comentário do Padre Gabriel Vila Verde postado nas redes sociais Há algum tempo que venho poupando os meus “seguidores” de temas polêmicos. Resolvi evangelizar sem polemizar, e venho me policiando neste sentido. Porém, quando o escândalo ultrapassa os limites do absurdo, o sacerdote precisa deixar o conforto dos likes e ir para o campo de guerra receber golpes. Afinal de contas, Deus me fez pastor para guiar o rebanho, e não para deixar os lobos avançarem! A notícia de que o cantor da foto fez um show na Praça de São Pedro para milhares de jovens, me causou angústia. Entrei no perfil do cantor para conhecer seu trabalho e me assustei ainda mais. Fico pensando se algum padre aqui do Brasil, por mais progressista que seja, seria capaz de convidá-lo para cantar numa quermesse paroquial. É algo que foge à nossa capacidade de compreensão, que dificulta o nosso entendimento! Dirão os mais avançados que não devemos julgar, pois Jesus andou com os pecadores. Que argumento mais ilógico, que afirmação fútil, oca, vazia. Se é assim, iremos convidar odaliscas para dançarem na Missa e cantores de “funk” para animar encontros de catequese. Tudo em nome da acolhida e do amor. Fico pensando naqueles jovens que assistiram o espetáculo. Os que eram fãs, se tornaram ainda mais. Os que não o conheciam, agora irão seguí-lo, e ao invés da suposta conversão do artista, veremos um exército de jovens cristãos seguindo seus exemplos. Cegos guiando cegos, em plena Basílica de São Pedro, coração da cristandade! O que aconteceu no Vaticano, lugar onde são feitas as cerimônias de canonização dos Santos, foi uma terrível e grave ofensa a Deus. Ali onde Santa Maria Goretti foi proclamada mártir da pureza, hoje canta um artista publicamente imoral. Ali onde São João Paulo II convocou os jovens do mundo inteiro a serem santos, hoje se apresenta um jovem que promove a promiscuidade em seus clipes. Quem acha isso normal e não se escandaliza, deve ter a sua mente obscurecida e já abriu mão do temor de Deus. E aos que disseram que, com este meu posicionamento, sou merecedor de excomunhão, por estar “ferindo a unidade”, mandem já o pedido para Roma. Ser punido por defender a Igreja e condenar os sacrilégios, será para mim uma honra tão grande como a palma do martírio que os apóstolos erguem no Céu! Assista o trecho da apresentação no Vaticano…

  • Sexta-Feira da Oitava da Páscoa é dia de Abstinência?

    Sexta-Feira é um dia tradicionalmente associado à penitência porque foi o dia no qual Nosso Senhor foi crucificado e morreu na cruz para nos salvar. Para nos associarmos, mesmo que pouco, aos sofrimentos de Jesus também nós fazemos sacrifícios nesse dia da semana. Um dos mais antigos é a abstinência da carne, isto é não comer carne à Sexta-Feira. Na Lei da Igreja esta obrigatoriedade sempre previu excepções. No Código de Direito Canónico de 1917 eram dias de abstinência obrigatória todas as Sextas-Feiras do ano exceto se fosse um dia de preceito, ou seja um dia tão importante que fosse obrigatório ir à Missa: dia de Natal ou dia da Imaculada Conceição, por exemplo. No novo Código de Direito Canónico, de 1983, a excepção a essa abstinência das Sextas-Feiras acontece sempre que nesse dia existe uma Solenidade, mesmo que não seja dia de preceito. Leia também Quais carnes não devemos comer às sextas-feiras? A Oitava da Páscoa, os 8 dias que se seguem ao Domingo de Páscoa, são tratados, liturgicamente, como se fossem a Solenidade do dia de Páscoa. Por isso esta Sexta-Feira, segundo a lei actual, parece não ser de abstinência. Legalmente é esta a conclusão lógica, à luz dos cânones actuais. No entanto quem quiser fazer abstinência não perde nada, sabendo que é um costume que vem dos primórdios da Igreja, associando essa penitência ao arrependimento dos seus pecados e pedindo a graça de não voltar a pecar. Por João Silveira | Senza Pagare Leia também Toda sexta-feira é dia de abstinência de carne, entenda o por-quê. #Carne #Sextafeira

  • Sexta-Feira da Oitava da Páscoa é dia de Abstinência?

    Sexta-Feira é um dia tradicionalmente associado à penitência porque foi o dia no qual Nosso Senhor foi crucificado e morreu na cruz para nos salvar. Para nos associarmos, mesmo que pouco, aos sofrimentos de Jesus também nós fazemos sacrifícios nesse dia da semana. Um dos mais antigos é a abstinência da carne, isto é não comer carne à Sexta-Feira. Na Lei da Igreja esta obrigatoriedade sempre previu excepções. No Código de Direito Canónico de 1917 eram dias de abstinência obrigatória todas as Sextas-Feiras do ano exceto se fosse um dia de preceito, ou seja um dia tão importante que fosse obrigatório ir à Missa: dia de Natal ou dia da Imaculada Conceição, por exemplo. No novo Código de Direito Canónico, de 1983, a excepção a essa abstinência das Sextas-Feiras acontece sempre que nesse dia existe uma Solenidade, mesmo que não seja dia de preceito. Leia também Quais carnes não devemos comer às sextas-feiras? A Oitava da Páscoa, os 8 dias que se seguem ao Domingo de Páscoa, são tratados, liturgicamente, como se fossem a Solenidade do dia de Páscoa. Por isso esta Sexta-Feira, segundo a lei actual, parece não ser de abstinência. Legalmente é esta a conclusão lógica, à luz dos cânones actuais. No entanto quem quiser fazer abstinência não perde nada, sabendo que é um costume que vem dos primórdios da Igreja, associando essa penitência ao arrependimento dos seus pecados e pedindo a graça de não voltar a pecar. Por João Silveira | Senza Pagare Leia também Toda sexta-feira é dia de abstinência de carne, entenda o por-quê. #Carne #Sextafeira

  • GLOBALISMO E DESENRAIZAMENTO – Veronica Lademan

    “(…) O que muitos idealistas do globalismo não podem aceitar é que é da natureza do homem amar mais fortemente de acordo com a proximidade. Existem laços que estão profundamente dentro do coração e da mente humana e são o centro das comunidades e das culturas. O amor e a solicitude da pessoa irradiam-se num tipo de caridade que se exprime de forma mais imediata e intensa aos que estão mais próximos dela; podemos pensar nisso como uma “caridade pela proximidade”. Eu amo principalmente a mim mesmo e minha família; esta é a minha primeira e maior responsabilidade na vida. Isso se estende às minhas comunidades, minha nação e ao mundo. Tenho uma solidariedade natural e uma obrigação para com aqueles que compartilham minha pátria, minha história. Não é correto que eu fique tão perturbada com os sofrimentos na Caxemira quanto ficaria com os conflitos em meu próprio país. Não tenho a mesma responsabilidade para com os que sofrem no Iêmen e na Síria como tenho para com os que sofrem em minha própria cidade. Isso não significa que, de alguma forma, o foco de minha atenção dite qualquer hierarquia sobre qual crise é mais ou menos importante como tal, mas determina o que é mais ou menos relativo a mim e à minha esfera de responsabilidades. (…) Nenhuma teoria, por mais adorável e sedutora no papel, jamais mudará a orientação natural do coração humano. Não existe uma comunidade global. Isso não significa que estamos todos condenados ao ódio e à suspeita mútuos; podemos olhar para os seres humanos das culturas mais estranhas e reconhecer, neles, sua centelha divina e sua própria dignidade. No entanto, devemos aprender a cultivar nossas raízes, nossa solidariedade natural. É bom que um iraquiano se preocupe com o Iraque; é correto que um sírio lamente e sofra a destruição de sua nação em uma guerra civil. Eu nunca o culparia por prestar pouca atenção ao que está acontecendo na Europa ou no Ocidente em geral. No espírito de compaixão e solidariedade humana, podemos nos solidarizar com aqueles que sofrem com essas catástrofes e trabalhar para melhorá-los como pudermos, através da caridade; aceitar refugiados quando possível, e apoiá-los. Devemos pressionar nossos governos a serem responsáveis ​​em sua política externa, conscientes do grande valor e dignidade do ser humano. Mas nunca devemos nos envergonhar pelo fato de que nossos corações estão mais ligados ao nosso entorno, nossa herança e aqueles que compartilham as raízes e os fundamentos em que confiamos.” Rootedness & Refugees

  • NETFLIX MORTA POR SEU PRÓPRIO VÍRUS: A REVOLUÇÃO “WOKE” – Stefano Magni

    Há más notícias que são muito boas, sobretudo para os cristãos: a Netflix sofreu uma queda no mercado de ações. A TV por streaming mais vista do mundo perdeu 220 mil usuários no primeiro trimestre do ano e vive a sua pior crise. São várias as causas econômicas por trás, mas há uma de natureza cultural: a monotonia da mensagem de suas produções, afinadas com a ideologia “woke”, o antirracismo, a luta de classes e a liberação sexual. Quando há algum personagem cristão em seus filmes, é sempre retratado como malvado, estúpido, ou ambas as coisas. É hora dos cristãos cancelarem a sua assinatura. https://lanuovabq.it/it/netflix-uccisa-dal-suo-stesso-virus-la-rivoluzione-woke

  • FRUTOS DA ÁRVORE DA CRUZ

    Um padre, desses vários que podemos ouvir pela internet — e isto a internet tem de ótimo: faz de um bom padre um pároco global, não limitado à sua paróquia —, um padre, dizia eu, me deu o mote para as meditações da última Semana Santa: se Deus não se encarnasse, se Deus não tivesse permitido que Jesus morresse tal como morreu, se Deus não tivesse permitido o supremo ultraje da cruz, não teríamos conhecido a real dimensão do amor divino. Estaria bastante incompleto o nosso conhecimento de Deus. Conhecimento de Deus, aliás, que continuará sempre muito incompleto, enquanto estivermos no mundo e na carne. Mesmo no Céu, segundo São Francisco de Sales, a visão beatífica verá muito, mesmo muitíssimo, da realidade divina, mas não verá tudo, se não Deus não seria Deus e nós não seríamos criaturas (mesmo que, na ressurreição, as potências do corpo e da alma humana estejam sumamente elevadas, como é o caso de Jesus e Maria Santíssima). Mas essa revelação, contida no supremo ultraje da cruz, tem uma assombrosa consequência: a de saber o bicho homem, apesar de tão pequeno, como diria Camões, que ele não é absolutamente uma tranqueira qualquer. O supremo ultraje da cruz revelou não só algo fundamental do ser divino, como também a verdadeira dimensão do ser humano. Como Deus, sendo O que é, se sacrificaria daquela forma por uma tranqueira qualquer? Essa verdade do amor divino talvez seja mais importante de todas as verdades, em cujo íntimo só os grandes místicos conseguem penetrar. Nós a compreendemos, muito timidamente, pela razão. Os santos, com a razão e o coração. O sacrifício do Deus feito homem, ao abrir as portas do Céu à humanidade — seu principal fruto —, produziu mais dois frutos de raro sabor: revelou uma face até então desconhecida da divindade e mostrou ao mundo o real valor de cada ser humano, seja ele russo ou ucraniano, homem ou mulher, pobre ou rico, preto ou branco, criança ou adulto, inteligente ou não. E eis, aqui, o sentido da Missa católica: deixar sempre viva, na memória humana, a ciência desse Sacrifício redentor com seus inúmeros frutos, especialmente esses três.

  • Padre aciona polícia contra carnaval que interrompeu Missa de Páscoa

    Arquidiocese solta notas de repúdio contra eventos na Semana Santa; pároco da cidade precisou solicitar apoio da PM para continuar a celebração O administrador paroquial da paróquia Santo Amaro, em Paripueira (AL), padre Lídio José Torres, precisou pedir ajuda da Polícia Militar para encerrar um bloco de carnaval próximo à igreja no horário da Vigília Pascal, no sábado (16). Em nota, a arquidiocese de Maceió (AL), a que pertence a paróquia, classificou a realização do evento como “afronta ao povo católico”. O próprio padre Lídio Torres gravou um vídeo do momento em que foi falar com os policiais para pedir que o show da banda ‘É o Tchan’ fosse encerrado, pois a celebração da Vigília Pascal já estava atrasada por causa do carnaval fora de época. “Eu vou até o trio agora que quer atrapalhar a Páscoa da gente. Pediria a oração de vocês”, disse o sacerdote no início do vídeo. O padre, então, se aproximou dos policiais e pediu ajuda para que pudesse “conseguir celebrar a missa”. A celebração estava marcada para 20h e, às 20h40, o trio elétrico ainda estava na rua da igreja. Por isso, alguns fiéis já estavam indo embora. Ao final do vídeo, o sacerdote pediu que houvesse “respeito à comunidade católica”, disse ele. “Era preciso que a gente pudesse dizer alguma coisa. Até que horas ia ficar esperando aqui com mais de 500 pessoas para celebrar a Páscoa?” Na segunda-feira (18), padre Lídio Torre, publicou uma nota de esclarecimento nas redes sociais da paróquia e disse que, quando teve conhecimento da realização do show, procurou o prefeito para falar das “dificuldades que o evento poderia acarretar para a missa da Vigília Pascal”. Por isso, ficou definido que o show seria encerrado às 19h, o que não aconteceu. Segundo ele, após tentativas infrutíferas de contato com o prefeito, “não restou alternativa senão” ir falar com a Polícia Militar. “A pedido dos católicos e sob pressão do cancelamento da Santa Vigília Pascal, buscou-se o apoio policial para interlocução, já que, do que foi informado, a banda desconhecia o horário de encerramento da apresentação”, disse, destacando que o problema foi solucionado. Leia também Bispo faz grave alerta: Carnaval não combina com Jesus Cristo A prefeitura de Paripueira disse que houve um atraso por causa de um problema no trio elétrico, mas que, assim que a organização foi procurada pelo padre, o evento foi encerrado. Além disso, afirmou que foram tomados “os cuidados necessários para evitar qualquer incômodo para a igreja e os fiéis”. A prefeitura disse ainda que “ofertou toda a estrutura (como tendas, som, iluminação e etc) para que a programação religiosa fosse realizada e que jamais faria qualquer coisa que pudesse prejudicar o momento de fé e devoção”. Em sua nota, padre Lídio Torres registrou que a paróquia recebe o apoio da prefeitura local na realização de suas ações, “sobretudo recentemente para a encenação da Paixão de Cristo e celebração das solenidades festivas”. Por isso, afirmou que “não condizem com a realidade dos fatos” afirmações veiculadas “de que a gestão municipal atuou deliberadamente para prejudicar os festejos pascais”. Leia também O que significa o apoio de religiosos à exposição de símbolos cristãos no Carnaval? “A paróquia entende ser função do gestor equilibrar os interesses da população, entretenimento e exercício do culto. E foi justamente para que o direito de celebração de culto fosse respeitado e para fazer valer o próprio apoio da prefeitura (na conciliação de ambos os eventos) que agiu a paróquia de Santo Amaro”, declarou padre Torres. O arcebispo de Maceió, dom Antônio Muniz Fernandes, publicou nota e que lamenta “a total afronta ao povo católico e às Igrejas perpetrada pela prefeitura municipal de Paripueira, ao promover carnaval fora de época exatamente na Semana Maior para os cristãos”. “Certamente os mesmos homens e mulheres públicos e políticos, que autorizaram esse evento e tantos outros semelhantes, chegarão as nossas portas para pedir votos no próximo pleito eleitoral. Saberemos responder com a ajuda de Deus e a orientação da Igreja a essa vil e covarde atitude”, afirmou o arcebispo. Fonte: ACI Digital Leia também FORMAÇÃO ESPECIAL: O CARNAVAL E A COLHEITA MALDITA

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