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- Dom Antônio Carlos Rossi Keller divulga vídeo esclarecendo falsa denúncia contra sua honra
Dom Antônio Keller veio a público desmentir as acusações. O Bispo da Diocese de Frederico Westphalen (RS), Dom Antonio Carlos Rossi Keller, publicou um vídeo em seu canal do YouTube nesta quinta-feira (30), em que esclarece os fatos sobre reportagens que envolvem seu nome em uma falsa acusação. Neste vídeo, trazemos a verdade sobre uma falsa acusação envolvendo meu nome, que tem sido divulgada nos últimos dias em alguns veículos de imprensa. Inverídica, a denúncia — apresentada há três anos ao Ministério Público — já foi apurada e rejeitada pelo Judiciário gaúcho e tramita no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), em grau recursal. Também fui totalmente absolvido pela Santa Sé. Êxodo 23:1 – Não admitirás falso rumor e não porás a tua mão com o ímpio, para seres testemunha falsa. Assista a mensagem de Dom Keller na íntegra:
- Dom Antônio Carlos Rossi Keller divulga vídeo esclarecendo falsa denúncia contra sua honra
Dom Antônio Keller veio a público desmentir as acusações. O Bispo da Diocese de Frederico Westphalen (RS), Dom Antonio Carlos Rossi Keller, publicou um vídeo em seu canal do YouTube nesta quinta-feira (30), em que esclarece os fatos sobre reportagens que envolvem seu nome em uma falsa acusação. Neste vídeo, trazemos a verdade sobre uma falsa acusação envolvendo meu nome, que tem sido divulgada nos últimos dias em alguns veículos de imprensa. Inverídica, a denúncia — apresentada há três anos ao Ministério Público — já foi apurada e rejeitada pelo Judiciário gaúcho e tramita no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), em grau recursal. Também fui totalmente absolvido pela Santa Sé. Êxodo 23:1 – Não admitirás falso rumor e não porás a tua mão com o ímpio, para seres testemunha falsa. Assista a mensagem de Dom Keller na íntegra:
- IMAGEM MÓVEL DA ETERNIDADE
“Tudo passa”, Disse Heráclito de Éfeso Vinte e cinco séculos antes, Sentado à beira do mesmo rio da véspera. “Em nenhum lugar há permanência”, Apoiou-o o poeta Rainer Maria Rilke Vinte e cinco séculos depois, Sentado na ponte do castelo de Duíno. “Não se assustem com a mudança, rapazes. O tempo é só a imagem móvel da eternidade”, Disse-lhes sorrindo Platão, Muito antes e muito depois, Abrindo uma janela para o Topos Uranos.
- A CONCEPÇÃO MODERNA DE CONHECIMENTO – Corrado Gnerre
“O conhecimento moderno parte do pressuposto de que não pode haver uma verdade universal e, sobretudo, objetiva: tudo começaria com o pensamento e terminaria com o próprio pensamento (é o caso do racionalismo, do idealismo, etc.). Mas tal perspectiva leva à loucura, porque, se se conceber a Verdade como algo que pode ser manipulado, contestado e continuamente mutável, ela inevitavelmente acaba por esvair-se. Isto tem suas consequências. Toda afirmação poderia, inevitavelmente, tornar-se obrigatória para todos, forçando-os a ter que compreender o que não pode ser compreendido. Como exemplo, bastaria pensar em uma certa arte figurativa contemporânea, incompreensível em si mesma, em que qualquer tolice e obscuridade podem passar por obra-prima. Todos fingem condividir as interpretações dadas pelos críticos da moda, sob pena de serem acusados de ignorantes. Tudo isso leva à loucura, pois se trata de discutir e polemizar sobre nada.” http://itresentieri.it/21-dicembre-1991-muore-walter-chiari-un-suo-famoso-sketch-parodia-dellerrore-della-modernita/
- QUANDO MANUEL BANDEIRA E MACHADO DE ASSIS FORAM COAUTORES
Quando o assunto é Manuel Bandeira, pode-se falar nalgumas influências que teria sofrido o poeta — o Romantismo, o parnasianismo, o pós-simbolismo “crepuscular”, o modernismo, tudo bem mexido e regido pela batuta neoclássica do autor. Há tudo isso e mais alguma coisa (como, por exemplo, as canções de inspiração medieval). Houve, porém, um escritor cuja visão de mundo pessimista o marcou profundamente, e nem era propriamente um poeta, ao menos no sentido estrito da palavra: Machado de Assis . O poeta tinha vinte e dois anos quando morreu Machado. E o grande ficcionista e o grande poeta se encontraram algumas vezes nesse mundo, pessoalmente ou por outras vias. Foram até coautores num conto, provavelmente o último conto escrito pelo criador do Dom Casmurro. O primeiro encontro foi quando o pai de Bandeira — que morava no Rio e era colega de Machado no Ministério da Viação — levou uns versos do filho ainda menino para que o escritor lesse e julgasse. Machado gostou, achou “as rimas bem ligadas ao assunto”. Depois, se encontraram num bonde do Largo do Machado, também no Rio. Bandeira tinha quatorze anos quando se sentou ao lado do escritor que, parando com a leitura do jornal A Notícia , puxou conversa com o adolescente. Pelas mãos do crítico e professor João Ribeiro, que ensinava no Colégio Pedro Segundo, Bandeira continuaria se encontrando com o escritor, agora através de suas obras. Ficou fã, desde o início, daquele estilo elegante, “correto e natural, não chamando atenção pelo desalinho ou pela riqueza, escapando da rigidez e, sobretudo, da solenidade”, características da elegância literária segundo o escritor espanhol Azorin. Ficou, para sempre, marcado pela desencantada visão de mundo do autor de Memorial de Aires que, sem nenhum tom enfático, de emoção contida e até zombada, conseguiu criar algumas dezenas de narrativas curtas cheias de finuras nas observações, segura condução da história e da trama, bom recorte psicológico dos personagens, flagrados na sua contradição mais íntima e regulados por leis de comportamento nem sempre claras, apesar da aparente clarté com que os apresenta nos contos. Bandeira nunca se libertou da sombra agnóstica de Machado — sombra da qual brota uma estranha luz, a falsa luz dos céticos, que negam toda a possibilidade de conhecimento da verdade, exceto essa “verdade” em que fundamentam suas teses. Houve, na história desses encontros do jovem poeta com o velho escritor, um que merece destaque especial. Tudo começou quando Bandeira, ainda moço, foi levado ao Hospital dos Estrangeiros, no Rio, pelas contingências da tuberculose. Ali ouviu um relato feito por um oficial da marinha inglesa, também hospitalizado, que contou como tinha sofrido um ferimento na perna, num prédio em chamas na capital uruguaia. O poeta gostou da história e contou-a a um amigo de seu pai, o engenheiro Abel Ferreira de Matos, que também era amigo de Machado de Assis. Abel repassou a narrativa a Machado, que gostou do assunto e a transformou no conto “O Incêndio”, publicado pelo almanaque Brasileiro Garnier, em 1906, dois anos antes de morrer. A história é a seguinte: o oficial da marinha inglesa desceu do navio, no porto de Montevidéu, e resolveu dar um giro pela cidade, quando viu um ajuntamento de pessoas diante de um sobrado que ardia em chamas, envolto em fumaça. Notou que, no segundo andar, detrás de uma janela, uma mulher parecia hesitar entre morrer queimada e atirar-se na rua. O oficial, heroicamente, decidiu destacar-se da multidão atônita, entrar na casa consumida pelo fogo e subir ao segundo andar. Quando já estava no aposento, descobriu que a moça era… um manequim de costura. Desceu imediatamente, tentando agora salvar a própria vida. Ao passar pela porta de entrada, foi atingido por uma trave de porta, que se desprendeu e lhe feriu uma das pernas. Além disso, foi quase preso pelos bombeiros, que o tomaram por assaltante. Machado, com humor bem machadiano, termina o conto afirmando que o desiludido herói foi “mandado a Calcutá, onde descansou da perna quebrada e do desejo de salvar ninguém”. Quem não se lembrará do episódio de Dom Quixote tentando investir contra os moinhos de vento, acreditando tratar-se de gigantes? Assim foi quase toda a obra de Machado de Assis: a militância de um cético na missão de mostrar que tudo nesta vida é ilusão, inclusive a virtude da generosidade. De certo modo, assim também foi boa parte da poesia de Manuel Bandeira, o poeta das estrelas frias e inacessíveis, luzindo sempre fora do alcance do ser humano. Pelo menos dos seres humanos que não conseguem ver, nas doenças mais graves, nada além do seu aspecto puramente natural, interpretando-as como expressão da indiferença divina.
- Por que devemos viver a modéstia?
Todo o mundo quer ser amado como pessoa, não como coisa; como um “quem”, não como um “quê”. A virtude da modéstia é uma proteção contra um sem número de perigos; desprezá-la, porém, um convite a uma multidão de pecados. Em meu último artigo sobre modéstia, defini essa virtude e expliquei por que ela é essencial, e não opcional, à vida cristã. Ela está longe, é fato, de ser a virtude mais importante; mas, ainda assim, vivê-la é uma proteção contra um sem número de perigos , enquanto desprezá-la é um convite a uma multidão de pecados . A modéstia é uma profunda necessidade humana. Por isso, não é possível rejeitá-la senão à custa da própria integridade e autoestima . Quantas mulheres não haverá por aí, feridas em sua dignidade, assombradas pela lembrança de terem sido usadas uma e outra vez apenas por causa de seus corpos ? São vítimas de má instrução, de má educação, de maus conselhos. São mulheres carentes de modéstia, virtude intimamente vinculada ao fato e à percepção da dignidade humana. E por terem sofrido a falta que faz tal virtude, dela necessitam ainda mais para poder recuperar sua dignidade e a consciência do quanto valem , simplesmente por serem pessoas , que merecem ser amadas por si mesmas. Todo o mundo quer ser amado como pessoa , não como coisa ; como um quem , não como um quê . Viver a modéstia é uma proteção contra um sem número de perigos. Leia também Padre Paulo Ricardo faz alerta às mulheres sobre a importância da modéstia O cristão é chamado a proclamar a primazia do divino sobre o humano e deste sobre o animal. Reconhecemos, assim, a bondade natural e a capacidade de tornar-se santo de todo corpo animado por uma alma imortal, criada à imagem e semelhança de Deus: “O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas o sopro da vida e o homem se tornou um ser vivente” ( Gn 2, 7); “Vós me tecestes no seio de minha mãe […], nada de minha substância vos é oculto, quando fui formado ocultamente, quando fui tecido nas entranhas subterrâneas” ( Sl 138, 13.14). O corpo é criação de Deus, templo do Espírito Santo, purificado e ungido no batismo, herdeiro da promessa de ressuscitar um dia para a eterna bem-aventurança. A nossa aparência e o nosso comportamento deveriam ser testemunhas da verdade caracteristicamente católica — atestada com toda a clareza no Novo Testamento — de que tanto o matrimônio como o celibato honram o corpo humano como algo digno de amor , como canal da graça e sinal sagrado, quando consagrado pelos sacramentos de Jesus Cristo: “O corpo não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o corpo” ( 1Cor 6, 13). Quer se trate do corpo físico, do corpo político ou do Corpo místico, cada um deles é, à sua maneira, uma unidade composta de várias partes distintas, distribuídas e relacionadas hierarquicamente. A pessoa humana, neste sentido, consiste numa hierarquia de elementos que lhe compõem a personalidade: há muitos níveis e camadas do “eu”, e nem todas elas devem estar à mostra . Um igualitarismo antropológico radical, que atribui igual valor ao corpo e à alma, ou às diferentes potências da alma — pondo, por exemplo, a imaginação ou a vontade no mesmo nível que a inteligência —, não está menos equivocado do que o igualitarismo político ou eclesiológico. A dimensão corporal da pessoa é inseparável do seu significado sacramental , sobretudo quando falamos do corpo nu. Este é o dom mais expressivo que os esposos podem oferecer um ao outro . Ao darem seus corpos, eles se doam a si mesmos, já que o corpo não é apenas algo que “possuo”, como se fora outra propriedade mais, mas parte daquilo que eu sou . A pessoa humana não “está” em um corpo, senão que ela é corporal: somos seres encarnados . Eis o que Santo Tomás nos tem a dizer a esse respeito: Por que há no corpo natural tantos membros: mãos, pés, boca e assim por diante? Porque tais membros servem às diferentes funções da alma. Ora, a alma, enquanto tal, é causa e princípio desses membros, que são o que a alma é virtualmente. Com efeito, o corpo está feito para alma, e não ao contrário. Por isso, o corpo físico é como que certa plenitude da alma . Por conseguinte, o corpo , mais do que qualquer outro dom que se possa dar, há de ser descoberto e possuído somente por aquele ou aquela a quem ele houver sido consagrado solenemente , à semelhança da Eucaristia, que, sendo o corpo verdadeiro de Cristo, há de ser recebido apenas pelo batizado que estiver unido a Cristo pela caridade. O corpo do marido, ensina São Paulo, já não pertence a ele, mas à sua esposa, e o corpo desta ao marido (cf. 1Co r 7, 4). Leia também A insistência de Padre Pio sobre a modéstia Vale a pena refletir sobre o estreito vínculo sacramental que une os esposos e a completa modéstia, a sensibilidade de alma, por ele exigida. A modéstia é uma virtude essencial, não porque os corpos ou as paixões sejam, em si mesmos, coisa vergonhosa, mas porque a bondade que lhes corresponde e o poder que têm de servir como ministros da graça impõem o dever de protegê-los de todo abuso, manipulação e desordem . Recordemos as belas palavras de São Paulo, tão exaltadas, tão cheias de amor por tudo o que Deus criou e redimiu: “Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo , que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo ” ( 1Cor 6, 19-20). O corpo há de ser descoberto e possuído somente por aquele ou aquela a quem ele houver sido consagrado solenemente. Os seres humanos somos chamados a guardar o segredo da nossa personalidade, dom precioso que recebemos de Deus, mistério que não devemos expor para “consumo público”. Aos namorados e noivos, aos recém-casados e esposos de longa data foi confiada uma verdade divina , que eles têm o dever de defender contra as forças hostis que ameaçam profaná-la. Homem e mulher, no fundo, são dois segredos a serem compartilhados no amor ; são como uma câmara íntima, que não deve ser escancarada, como uma praça pública: deve, pelo contrário, ser tratada com reverência, como se estivéssemos diante de um santuário ou do sacrário de uma igreja . Fonte: Peter Kwasniewski – Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere #FormaçõesCatólicas
- Por que devemos viver a modéstia?
Todo o mundo quer ser amado como pessoa, não como coisa; como um “quem”, não como um “quê”. A virtude da modéstia é uma proteção contra um sem número de perigos; desprezá-la, porém, um convite a uma multidão de pecados. Em meu último artigo sobre modéstia, defini essa virtude e expliquei por que ela é essencial, e não opcional, à vida cristã. Ela está longe, é fato, de ser a virtude mais importante; mas, ainda assim, vivê-la é uma proteção contra um sem número de perigos , enquanto desprezá-la é um convite a uma multidão de pecados . A modéstia é uma profunda necessidade humana. Por isso, não é possível rejeitá-la senão à custa da própria integridade e autoestima . Quantas mulheres não haverá por aí, feridas em sua dignidade, assombradas pela lembrança de terem sido usadas uma e outra vez apenas por causa de seus corpos ? São vítimas de má instrução, de má educação, de maus conselhos. São mulheres carentes de modéstia, virtude intimamente vinculada ao fato e à percepção da dignidade humana. E por terem sofrido a falta que faz tal virtude, dela necessitam ainda mais para poder recuperar sua dignidade e a consciência do quanto valem , simplesmente por serem pessoas , que merecem ser amadas por si mesmas. Todo o mundo quer ser amado como pessoa , não como coisa ; como um quem , não como um quê . Viver a modéstia é uma proteção contra um sem número de perigos. Leia também Padre Paulo Ricardo faz alerta às mulheres sobre a importância da modéstia O cristão é chamado a proclamar a primazia do divino sobre o humano e deste sobre o animal. Reconhecemos, assim, a bondade natural e a capacidade de tornar-se santo de todo corpo animado por uma alma imortal, criada à imagem e semelhança de Deus: “O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas o sopro da vida e o homem se tornou um ser vivente” ( Gn 2, 7); “Vós me tecestes no seio de minha mãe […], nada de minha substância vos é oculto, quando fui formado ocultamente, quando fui tecido nas entranhas subterrâneas” ( Sl 138, 13.14). O corpo é criação de Deus, templo do Espírito Santo, purificado e ungido no batismo, herdeiro da promessa de ressuscitar um dia para a eterna bem-aventurança. A nossa aparência e o nosso comportamento deveriam ser testemunhas da verdade caracteristicamente católica — atestada com toda a clareza no Novo Testamento — de que tanto o matrimônio como o celibato honram o corpo humano como algo digno de amor , como canal da graça e sinal sagrado, quando consagrado pelos sacramentos de Jesus Cristo: “O corpo não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o corpo” ( 1Cor 6, 13). Quer se trate do corpo físico, do corpo político ou do Corpo místico, cada um deles é, à sua maneira, uma unidade composta de várias partes distintas, distribuídas e relacionadas hierarquicamente. A pessoa humana, neste sentido, consiste numa hierarquia de elementos que lhe compõem a personalidade: há muitos níveis e camadas do “eu”, e nem todas elas devem estar à mostra . Um igualitarismo antropológico radical, que atribui igual valor ao corpo e à alma, ou às diferentes potências da alma — pondo, por exemplo, a imaginação ou a vontade no mesmo nível que a inteligência —, não está menos equivocado do que o igualitarismo político ou eclesiológico. A dimensão corporal da pessoa é inseparável do seu significado sacramental , sobretudo quando falamos do corpo nu. Este é o dom mais expressivo que os esposos podem oferecer um ao outro . Ao darem seus corpos, eles se doam a si mesmos, já que o corpo não é apenas algo que “possuo”, como se fora outra propriedade mais, mas parte daquilo que eu sou . A pessoa humana não “está” em um corpo, senão que ela é corporal: somos seres encarnados . Eis o que Santo Tomás nos tem a dizer a esse respeito: Por que há no corpo natural tantos membros: mãos, pés, boca e assim por diante? Porque tais membros servem às diferentes funções da alma. Ora, a alma, enquanto tal, é causa e princípio desses membros, que são o que a alma é virtualmente. Com efeito, o corpo está feito para alma, e não ao contrário. Por isso, o corpo físico é como que certa plenitude da alma . Por conseguinte, o corpo , mais do que qualquer outro dom que se possa dar, há de ser descoberto e possuído somente por aquele ou aquela a quem ele houver sido consagrado solenemente , à semelhança da Eucaristia, que, sendo o corpo verdadeiro de Cristo, há de ser recebido apenas pelo batizado que estiver unido a Cristo pela caridade. O corpo do marido, ensina São Paulo, já não pertence a ele, mas à sua esposa, e o corpo desta ao marido (cf. 1Co r 7, 4). Leia também A insistência de Padre Pio sobre a modéstia Vale a pena refletir sobre o estreito vínculo sacramental que une os esposos e a completa modéstia, a sensibilidade de alma, por ele exigida. A modéstia é uma virtude essencial, não porque os corpos ou as paixões sejam, em si mesmos, coisa vergonhosa, mas porque a bondade que lhes corresponde e o poder que têm de servir como ministros da graça impõem o dever de protegê-los de todo abuso, manipulação e desordem . Recordemos as belas palavras de São Paulo, tão exaltadas, tão cheias de amor por tudo o que Deus criou e redimiu: “Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo , que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo ” ( 1Cor 6, 19-20). O corpo há de ser descoberto e possuído somente por aquele ou aquela a quem ele houver sido consagrado solenemente. Os seres humanos somos chamados a guardar o segredo da nossa personalidade, dom precioso que recebemos de Deus, mistério que não devemos expor para “consumo público”. Aos namorados e noivos, aos recém-casados e esposos de longa data foi confiada uma verdade divina , que eles têm o dever de defender contra as forças hostis que ameaçam profaná-la. Homem e mulher, no fundo, são dois segredos a serem compartilhados no amor ; são como uma câmara íntima, que não deve ser escancarada, como uma praça pública: deve, pelo contrário, ser tratada com reverência, como se estivéssemos diante de um santuário ou do sacrário de uma igreja . Fonte: Peter Kwasniewski – Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere #FormaçõesCatólicas
- Apostasia: Arcebispo de Lima afirma que Jesus não era sacerdote e não ofereceu sacrifício
O arcebispo Carlos Castillo Mattasoglio, de Lima, Peru, contradisse a doutrina católica ao dizer, em uma homilia, que Jesus morreu como “um leigo” e sem oferecer um “sacrifício”. O Catecismo da Igreja Católica diz que Jesus é “o verdadeiro sacerdote”, e que sua morte é “um sacrifício redentor”. «E Jesus não morre oferecendo o sacrifício de um holocausto, Jesus morre como um leigo assassinado, que decide não responder com vingança e que aceita a cruz para nos dar um sinal de vida», disse o arcebispo durante uma missa na catedral de Lima na semana passada. «E morre leigo que dá esperança à humanidade, morre como ser humano como todos vocês aqui presentes, nós também, porque não podemos ser padres sem primeiro sermos leigos baptizados», disse o arcebispo. Castillo comentou que “leigo vem de laos, que significa povo. E Deus queria santificar seu povo, e, se estamos aqui, é para servi-los”. O arcebispo disse que Deus havia prometido a Israel que de seu povo “sairia um rebento que seria o Salvador”. “Os pobres de Israel, aqueles que não contam, levaram isso a sério, enquanto os sacerdotes achavam que deviam cumprir a promessa”, que tinham que assumir o seu papel, mas “não eram eles que iam representar a salvação, mas um leigo, um leigo como os reis que eram leigos da tribo de Judá”, continuou Castillo. “Digo isso também para os nossos colegas padres aqui presentes. Somos servos do povo de Deus, para que de vocês (o povo) saia alguém que é esperança, assim como Jesus é esperança”, disse Castillo. A Epístola aos Hebreus explicar ao público judeu a quem a carta é dirigida como Cristo, conhecido por ser um membro da tribo de Judá, e não um descendente de Aarão da tribo de Levi o único sacerdote de acordo com a Lei mosaica, é o grande sumo sacerdote que se ofereceu em sacrifício pelo perdão dos pecados, de uma vez por todas. O Catecismo da Igreja Católica publicado em 1992 no pontificado do papa são João Paulo II articula o ensinamento da Igreja sobre o sacerdócio de Cristo e Seu sacrifício. O Catecismo afirma no nº 1.545 que o “sacrifício redentor de Cristo é único, realizado uma vez por todas. E no entanto, é tornado presente no sacrifício eucarístico da Igreja. O mesmo se diga do sacerdócio único de Cristo, que é tornado presente pelo sacerdócio ministerial, sem diminuição da unicidade do sacerdócio de Cristo: «e por isso, só Cristo é verdadeiro sacerdote, sendo os outros seus ministros»”. O nº 1.545 se apóia no que disse são Tomás de Aquino, Doutor da Igreja, no seu Comentário à Carta aos Hebreus: “E, portanto, só Cristo é o verdadeiro sacerdote, os outros são seus ministros.” Doutor da Igreja é aquele santo que, pela sua erudição e importância, é mestre da fé para os fiéis católicos de todos os tempos. Também no catecismo, o nº 1.546 afirma que Cristo é “sacerdote, profeta e rei”. O nº 1.548 estabelece que “no serviço eclesial do ministro ordenado, é o próprio Cristo que está presente à sua Igreja, como Cabeça do seu corpo, Pastor do seu rebanho, Sumo-Sacerdote do sacrifício redentor, mestre da verdade”. Em maio de 2014, ao presidir a ordenação de 13 sacerdotes, o papa Francisco disse que eles eram “configurados a Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, ou seja, serão consagrados como verdadeiros sacerdotes do Novo Testamento”. «E com este título que os une ao seu bispo sacerdotal, serão pregadores do Evangelho, pastores do povo de Deus e presidirão aos atos de culto, especialmente à celebração do sacrifício do Senhor», acrescentou. Em abril de 2016, ao ordenar 11 padres, o papa disse: “Nosso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, escolheu alguns discípulos que na Igreja desempenhariam, em seu nome, o ofício sacerdotal para o bem dos homens”. «O Senhor Jesus quis escolher alguns em particular entre os seus discípulos, para que, exercendo publicamente na Igreja em seu nome o ofício sacerdotal para todos os homens, continuassem a sua missão pessoal de mestre, sacerdote e pastor», disse Francisco. Fonte: ACI Digital
- Apostasia: Arcebispo de Lima afirma que Jesus não era sacerdote e não ofereceu sacrifício
O arcebispo Carlos Castillo Mattasoglio, de Lima, Peru, contradisse a doutrina católica ao dizer, em uma homilia, que Jesus morreu como “um leigo” e sem oferecer um “sacrifício”. O Catecismo da Igreja Católica diz que Jesus é “o verdadeiro sacerdote”, e que sua morte é “um sacrifício redentor”. «E Jesus não morre oferecendo o sacrifício de um holocausto, Jesus morre como um leigo assassinado, que decide não responder com vingança e que aceita a cruz para nos dar um sinal de vida», disse o arcebispo durante uma missa na catedral de Lima na semana passada. «E morre leigo que dá esperança à humanidade, morre como ser humano como todos vocês aqui presentes, nós também, porque não podemos ser padres sem primeiro sermos leigos baptizados», disse o arcebispo. Castillo comentou que “leigo vem de laos, que significa povo. E Deus queria santificar seu povo, e, se estamos aqui, é para servi-los”. O arcebispo disse que Deus havia prometido a Israel que de seu povo “sairia um rebento que seria o Salvador”. “Os pobres de Israel, aqueles que não contam, levaram isso a sério, enquanto os sacerdotes achavam que deviam cumprir a promessa”, que tinham que assumir o seu papel, mas “não eram eles que iam representar a salvação, mas um leigo, um leigo como os reis que eram leigos da tribo de Judá”, continuou Castillo. “Digo isso também para os nossos colegas padres aqui presentes. Somos servos do povo de Deus, para que de vocês (o povo) saia alguém que é esperança, assim como Jesus é esperança”, disse Castillo. A Epístola aos Hebreus explicar ao público judeu a quem a carta é dirigida como Cristo, conhecido por ser um membro da tribo de Judá, e não um descendente de Aarão da tribo de Levi o único sacerdote de acordo com a Lei mosaica, é o grande sumo sacerdote que se ofereceu em sacrifício pelo perdão dos pecados, de uma vez por todas. O Catecismo da Igreja Católica publicado em 1992 no pontificado do papa são João Paulo II articula o ensinamento da Igreja sobre o sacerdócio de Cristo e Seu sacrifício. O Catecismo afirma no nº 1.545 que o “sacrifício redentor de Cristo é único, realizado uma vez por todas. E no entanto, é tornado presente no sacrifício eucarístico da Igreja. O mesmo se diga do sacerdócio único de Cristo, que é tornado presente pelo sacerdócio ministerial, sem diminuição da unicidade do sacerdócio de Cristo: «e por isso, só Cristo é verdadeiro sacerdote, sendo os outros seus ministros»”. O nº 1.545 se apóia no que disse são Tomás de Aquino, Doutor da Igreja, no seu Comentário à Carta aos Hebreus: “E, portanto, só Cristo é o verdadeiro sacerdote, os outros são seus ministros.” Doutor da Igreja é aquele santo que, pela sua erudição e importância, é mestre da fé para os fiéis católicos de todos os tempos. Também no catecismo, o nº 1.546 afirma que Cristo é “sacerdote, profeta e rei”. O nº 1.548 estabelece que “no serviço eclesial do ministro ordenado, é o próprio Cristo que está presente à sua Igreja, como Cabeça do seu corpo, Pastor do seu rebanho, Sumo-Sacerdote do sacrifício redentor, mestre da verdade”. Em maio de 2014, ao presidir a ordenação de 13 sacerdotes, o papa Francisco disse que eles eram “configurados a Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, ou seja, serão consagrados como verdadeiros sacerdotes do Novo Testamento”. «E com este título que os une ao seu bispo sacerdotal, serão pregadores do Evangelho, pastores do povo de Deus e presidirão aos atos de culto, especialmente à celebração do sacrifício do Senhor», acrescentou. Em abril de 2016, ao ordenar 11 padres, o papa disse: “Nosso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, escolheu alguns discípulos que na Igreja desempenhariam, em seu nome, o ofício sacerdotal para o bem dos homens”. «O Senhor Jesus quis escolher alguns em particular entre os seus discípulos, para que, exercendo publicamente na Igreja em seu nome o ofício sacerdotal para todos os homens, continuassem a sua missão pessoal de mestre, sacerdote e pastor», disse Francisco. Fonte: ACI Digital
- LOUVAÇÃO – Alphonsus de Guimaraens Filho
[Alphonsus de Guimaraens Filho, nascido em 1918, é filho do grande poeta mineiro Alphonsus de Guimaraens. Pertence, pela idade, à chamada Geração de 45. Morreu em 2008, aos noventa anos. Era católico]. Nem sei se blasfemei. Se blasfemei, Deus passe um pano sobre tanto sujo. Sinto-me exausto numa torre cujo Vértice tento atingir e não verei. Nem sei se blasfemei. Apenas sei Que muita vez suponho que em vão rujo, Que me rebelo eu, um caramujo Que nem minha própria casa salvarei. Nem sei, nem sei se blasfemei. Apenas, Olhando agora para trás, concluo Que eu devia cantar ou ter cantado Não os meus males só, não minhas penas, Mas a beleza em que já me diluo, Em que me integro, Deus seja louvado. * Louvado seja Deus! Seja louvado Pelos que não merecem nem louvá-Lo. E, de louvado, passe a ser o halo De louvação por sobre o exasperado. E de louvado passe a ser, e a dá-lo, Um resplendor por sobre o apagado e cego humano amor alucinado capaz (tão triste amor!) de desprezá-Lo. De desprezá-Lo? De esquecê-Lo, digo. De negá-Lo também. E, sem suporte Qualquer, julgar-se pleno e desbordante De certeza e de paz, seu próprio abrigo. Louvado seja Deus, tempo adiante. Louvado em nossa vida. E em nossa morte. (Alphonsus de Guimaraes Filho. Discurso no deserto . Rio, Cátedra/INL, 1982).
- A NOSSA VERDADEIRA CASA – Scott Hahn medita sobre a Festa da Sagrada Família
Por que Jesus escolheu se tornar um bebê, nascido de mãe e com um pai, passando toda a vida, exceto os últimos anos, vivendo em uma família humana comum? Em parte, foi para revelar o plano de Deus de fazer todas as pessoas viverem como uma “santa família” em Sua Igreja (2 Coríntios 6, 16–18). Através da Sagrada Família de Jesus, Maria e José, Deus revela qual é o nosso verdadeiro lar. Devemos viver como Seus filhos, “escolhidos, santos e amados”, como diz a Primeira Leitura. Os conselhos que são dados à família, presentes nas leituras de hoje — para mães, pais e filhos —, são todos consistentes e práticos. Lares felizes são frutos de nossa fidelidade ao Senhor, como cantamos no Salmo de hoje. Mas a Liturgia está nos convidando a ver ainda mais: como, através de nossas obrigações e relacionamentos familiares, nossas famílias se tornam mensageiras da ideia de família que Deus deseja criar na Terra. É o que Jesus nos mostra, no Evangelho de hoje. Sua obediência aos pais terrenos procede diretamente de sua obediência à vontade de seu Pai celestial. José e Maria não são identificados pelo nome, mas são por três vezes chamados de Seus “pais”. Eles são mencionados, separadamente, como Sua “mãe” e “pai”. São bem salientados os laços familiares destes últimos com Jesus. Mas esses laços se enfatizam apenas para que Jesus, nas primeiras palavras que pronuncia no Evangelho de Lucas, possa nos apontar – para além dessa relação terrena – a Paternidade de Deus. É naquilo que Jesus chama de “casa de Meu Pai”, que cada família encontra o seu verdadeiro significado e propósito (Efésios 3, 15). O Templo, mencionado hoje no Evangelho, é a casa de Deus, a Sua morada (Lucas 19, 46). Mas é, também, uma imagem da família de Deus, que é a Igreja (Efésios 2, 19-22; Hebreus 3, 3-6; 10, 21). Em nossas famílias, devemos construir esta casa, esta família, este templo vivo de Deus. Até que Ele nos revele a sua nova morada e diga, de cada pessoa: “Eu serei seu Deus e ele será meu filho” (Apocalipse 21, 3, 7). https://stpaulcenter.com/our-true-home-scott-hahn-reflects-on-the-feast-of-the-holy-family/
- Festa da Sagrada Família
Hoje a Igreja celebra a festa da Sagrada Família e convida todos a olhar para Jesus, Maria e José, que desde o início tiveram que enfrentar os perigos do exílio no Egito, mas, sempre mostrando que o amor é mais forte do que a morte. Eles são um reflexo da Trindade e modelo de cada família. A solenidade da Sagrada Família, que é celebrada dentro da Oitava de Natal, é uma festa que incentiva a aprofundar o amor familiar, examinar a situação do próprio lar e buscar soluções que ajudem o pai, a mãe e os filhos a serem cada vez mais como a Família de Nazaré. Ao celebrar esta data em 2013, o Papa Francisco ressaltou que o “nosso olhar hoje para a Sagrada Família se deixa atrair também pela simplicidade da vida que essa conduz em Nazaré. É um exemplo que faz tanto bem às nossas famílias, ajuda-as a se tornarem sempre mais comunidades de amor e de reconciliação, na qual se experimenta a ternura, a ajuda mútua, o perdão recíproco”. A vida familiar não pode ser reduzida a problemas de relacionamento, deixando de lado os valores transcendentes, já que a família é o sinal do diálogo entre Deus e o homem. Pais e filhos devem estar abertos à Palavra e ouvir, sem esquecer a importância da oração familiar que une fortemente os membros da família. Assista esta homilia: São João Paulo II, que é conhecido como o Papa das famílias, no Ângelus desta solenidade em 1996, destacou que “a mensagem que vem da Sagrada Família é, antes de tudo, uma mensagem de fé: a casa de Nazaré é aquela onde Deus está verdadeiramente no centro”. “Para Maria e José esta opção de fé concretiza-se no serviço ao Filho de Deus que lhes foi confiado, mas exprime-se também no seu amor recíproco, rico de ternura espiritual e de fidelidade”, indicou. Em muitas ocasiões, João Paulo II reforçou a importância da vivência da fé em família, por meio da oração. “A família que reza unida, permanece unida”, dizia, sugerindo que juntos rezassem o Rosário. Via ACI Digital Assista também esta outra homilia: #FestasLitúrgicas
- Festa da Sagrada Família
Hoje a Igreja celebra a festa da Sagrada Família e convida todos a olhar para Jesus, Maria e José, que desde o início tiveram que enfrentar os perigos do exílio no Egito, mas, sempre mostrando que o amor é mais forte do que a morte. Eles são um reflexo da Trindade e modelo de cada família. A solenidade da Sagrada Família, que é celebrada dentro da Oitava de Natal, é uma festa que incentiva a aprofundar o amor familiar, examinar a situação do próprio lar e buscar soluções que ajudem o pai, a mãe e os filhos a serem cada vez mais como a Família de Nazaré. Ao celebrar esta data em 2013, o Papa Francisco ressaltou que o “nosso olhar hoje para a Sagrada Família se deixa atrair também pela simplicidade da vida que essa conduz em Nazaré. É um exemplo que faz tanto bem às nossas famílias, ajuda-as a se tornarem sempre mais comunidades de amor e de reconciliação, na qual se experimenta a ternura, a ajuda mútua, o perdão recíproco”. A vida familiar não pode ser reduzida a problemas de relacionamento, deixando de lado os valores transcendentes, já que a família é o sinal do diálogo entre Deus e o homem. Pais e filhos devem estar abertos à Palavra e ouvir, sem esquecer a importância da oração familiar que une fortemente os membros da família. Assista esta homilia: São João Paulo II, que é conhecido como o Papa das famílias, no Ângelus desta solenidade em 1996, destacou que “a mensagem que vem da Sagrada Família é, antes de tudo, uma mensagem de fé: a casa de Nazaré é aquela onde Deus está verdadeiramente no centro”. “Para Maria e José esta opção de fé concretiza-se no serviço ao Filho de Deus que lhes foi confiado, mas exprime-se também no seu amor recíproco, rico de ternura espiritual e de fidelidade”, indicou. Em muitas ocasiões, João Paulo II reforçou a importância da vivência da fé em família, por meio da oração. “A família que reza unida, permanece unida”, dizia, sugerindo que juntos rezassem o Rosário. Via ACI Digital Assista também esta outra homilia: #FestasLitúrgicas
- A ANUNCIAÇÃO – Manuel Bandeira
Seis meses passados sobre A angélica anunciação Do nascimento de João, Santo filho de Isabel, Baixou o arcanjo Gabriel À Galileia e na casa Do carpinteiro José Entrou e diante da Virgem Desposada com o varão — Maria ela se chamava — Curvou-se em genuflexão. Dizendo com voz suave Mais que a aura da manhã: “Ave, Maria cheia de graça! Nosso Senhor é contigo, Tu bendita entre as mulheres”. E ela, vendo-o assim, turbou-se Muito de suas palavras. Mas o anjo, tranquilizando-a, Falou: “Maria, não temas: Deus escolheu-te, a mais pura Entre todas as mulheres, Para um filho conceberes No teu ventre e, dado à luz, O chamarás de Jesus; O santo Deus fá-lo-á grande, Dar-lhe-á o trono de Davi, Seu reino não terá fim”. E disse Maria ao anjo: “Como pode ser assim, Se não conheço varão?” E, respondendo o anjo, disse-lhe: “Descerá sobre ti o Espírito Santo e a virtude do Altíssimo Te cobrirá com sua sombra; Pelo que também o Santo Que de ti há de nascer, Filho de Deus terá nome, Com ser filho de mulher, Pois tua prima Isabel Não concebeu na velhice, Sendo estéril? A Deus nada É impossível”. O anjo disse E afastou-se de Maria. Como no extremo horizonte A primeira, desmaiada Celagem da madrugada, Duas rosas transluziram Nas faces da Virgem pura: Já era Jesus no seu sangue, Antes de, infinito Espírito Mudado em corpo finito, Se fixar em forma humana Na matriz santificada. (Manuel Bandeira. Poesia completa e prosa . Rio, Aguillar, 1986, p. 317 )
- É POR ISSO QUE ESTAMOS MUITO ALEGRES – Pe. Santiago Martín
Estamos no Natal. Muitos regozijam-se porque têm mais dinheiro para gastar ou porque podem gozar alguns dias de férias. Para nós, católicos, a razão principal é diferente. A nossa alegria deriva do fato de estarmos a recordar o nascimento do Filho de Deus feito homem, o filho da Imaculada e sempre Virgem Maria. Mas porque nos regozijamos por essa razão? O que é tão importante que, 2021 anos depois, ainda estamos a celebrá-lo e até difundimos um pouco da nossa alegria àqueles que não têm a nossa fé ou àqueles que não têm qualquer fé? No meio da escuridão que nos rodeia, ainda mais profundamente dentro da própria Igreja do que fora, devemos saber como responder a essa pergunta, para o bem dos outros e mesmo para o nosso próprio bem. Embora a lista de razões seja longa, eu escolhi estas sete: 1. Deus tornou-se homem, o que significa não só que Deus existe, mas que ama o homem o suficiente para se tornar um de nós, com todas as suas consequências. Portanto, confessamos que o Filho de Deus é o filho do homem, que Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, e damos graças por isso. 2. A encarnação do Filho de Deus tem um propósito: não é o turismo ou o envio de um cobrador de impostos para uma província remota do Império. Deus tornou-se homem para nos salvar. De quem? De nós próprios, dos nossos pecados e das suas consequências. É por isso que confessamos que Cristo é o nosso Salvador e damos graças por ele. 3. Cristo não é um Salvador entre outros “salvadores”, um grande homem entre muitos outros grandes homens. Porque Ele é Deus feito homem, Ele é o único Salvador. Portanto, confessamos que só Nele podemos encontrar a salvação e que não há ninguém que se possa comparar a Ele e agradecemos por isso. 4. A vinda do Salvador não foi em benefício de poucos, mas a Sua salvação está aberta a todos os homens que a queiram aceitar, acreditando n’Ele e tentando praticar o Seu ensinamento. É por isso que confessamos que Cristo é o Salvador de todos, porque evangelizamos para que todos possam ter acesso à salvação que vem de Cristo e dar graças por ela. 5. Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, salvou-nos oferecendo-se a si mesmo em sacrifício, voluntariamente, na Cruz. A sua morte foi redentora, as suas feridas curaram-nos e o seu sangue derramado deu-nos uma nova vida. Ele não morreu por capricho, mas por ser necessário que Ele limpasse a dívida dos nossos pecados. Portanto, confessamos que o seu sacrifício, atualizado e renovado em cada Eucaristia, foi necessário e suficiente para obter a nossa salvação, e damos graças por isso. 6. A morte de Cristo na cruz foi seguida pela ressurreição, o que significa que há vida eterna; e que aqueles de nós que com Ele morreram, viverão com Ele; que a morte não é o fim da vida, mas apenas um passo para estar com Deus eternamente, se tivermos morrido em graça. Portanto, confessamos que, com o nascimento de Cristo, nasceu a nossa esperança e que, com a sua ressurreição, as portas do céu se abriram para nós, e agradecemos por isso. 7. Cristo é também o Professor, a Palavra feita carne. N’Ele está a plenitude da Verdade, pois Ele é a Verdade. A sua mensagem é eterna; não é invalidada pela passagem do tempo, mas válida para todas as culturas. Não precisa ser modificada ou adaptada, mesmo que a forma como é apresentada tenha de ser sempre atualizada. É por isso que confessamos: as palavras de Cristo não passarão e não devemos adaptá-las ao mundo, mas sim fazer com que o mundo se adapte a elas, e damos graças por isso. Estas são sete razões pelas quais estamos extraordinariamente felizes. Mas tenho mais uma, sobre a qual não posso ficar calado. O nascimento do Filho de Deus não teria sido possível sem a cooperação humana. Ele queria envolver-nos no trabalho de redenção. A pessoa que, em primeiro lugar e de uma forma insuperável, colaborou na missão redentora de Cristo, foi a Virgem Maria. Ela foi a primeira, mas não a única, pois todos nós somos chamados a esta colaboração. Ela não é igual ao seu Filho, pois não é uma deusa, mas sem ela Jesus não poderia ter nascido e não teria recebido o amor, a educação e os cuidados que um ser humano necessita. É por isso que agradecemos a Deus por Maria, e dizemos, cheios de amor por ela, que ela é, como colega de trabalho, corredentora. Feliz e santo Natal. Se o mundo ainda está na escuridão, somos afortunados, pois a luz de Cristo, através de Maria, nos ilumina e nos salva.
- OS REVOLUCIONÁRIOS NÃO ERAM TÃO REVOLUCIONÁRIOS ASSIM… – Alasdair MacIntyre
Liberdade, fraternidade e igualdade não eram as únicas virtudes jacobinas. O patriotismo e o amor pela família também eram importantes: o solteirão inveterado era considerado inimigo da virtude. Também o era o homem que deixasse de realizar trabalho útil e produtivo, ou que deixasse de fazer bons trabalhos. Considerava-se virtude o vestir-se com simplicidade, viver numa casa modesta, ser assíduo — é claro — na freqüência ao clube e na realização de outros deveres cívicos, ser corajoso e assíduo no trabalho que lhe fosse atribuído pela revolução. Os sinais distintivos da virtude eram cabelos longos e a ausência de barba (as visitas ao barbeiro eram uma espécie de vício, assim como atenção exagerada à aparência). As barbas eram associadas ao ancien régime . Não é difícil perceber, nisso, uma reconstrução do ideal clássico através das sociedades de artesãos e comerciantes, democraticamente inspirados. Embota tivessem, obviamente, muito mais de Rousseau, nos clubes jacobinos sobrevivia algo de Aristóteles, ainda que com um poder cultural limitadíssimo. Por quê? A verdadeira lição dos clubes jacobinos, e de seu declínio, é que não se pode pretender reinventar a moralidade na escala de uma nação inteira, quando o próprio jargão da moralidade, que se procura reinventar, é estranho, de um lado, para as vastas massas de pessoas comuns e, de outro, para a elite intelectual. A tentativa de impor a moralidade pelo terror — que foi a solução preconizada por Saint-Just — é o expediente desesperado daqueles que já têm noção desse fato, mas não o admitem. É isso que gera o totalitarismo, e não o ideal da virtude pública. (Alasdair MacIntyre, Depois da virtude. Bauru, EDUSC, 2001, cap. XVI, p. 398-9)
- Dom Antônio Keller, um dos maiores bispos do Brasil, é vítima de calúnias
Um dos maiores bispos da atualidade é atacado por uma “mãe de santo” com calúnias e acusações sem provas. O Clero da diocese assim como muitos fiéis manifestaram seu apoio e total confiança ao bispo. O bispo de Frederico Westphalen, uma das melhores dioceses do país, Dom Antônio Carlos Rossi Keller, vem sofrendo perseguições de um padre reduzido ao estado laical pelo Papa Francisco e por um homem que virou mãe de santo. A grande mídia está divulgando a falsa narrativa mesmo após a absolvição do bispo na esfera eclesiástica e civil. Pedimos que o povo católico, de modo especial da Diocese de Frederico Westphalen, se mantenha unido nesses tempos de provação, em oração por nosso Bispo e no empenho de ajudar para que a verdade prevaleça. Assista o vídeo abaixo e saiba tudo o que está acontecendo e divulgue a verdade dos fatos. Depois continue lendo as notas de esclarecimento e cartas de apoio. Leia as notas de esclarecimento publicada por Dom Antônio Rossi Keller: Tendo conhecimento da divulgação de inverídicas notícias vinculadas por algumas pessoas e por alguns órgãos de informação contra a minha honra e minha boa fama, venho a público esclarecer o que se segue. 1) Diante das acusações que foram apresentadas em meu desfavor, junto às instâncias eclesiásticas e civis, após os procedimentos previstos pela legislação eclesiástica e civil, ambas já se pronunciaram a respeito, não acolhendo nenhuma destas acusações contra minha pessoa. 2) Portanto, estas denúncias já obtiveram respostas, todas elas em meu favor. 3) Caso seja necessário, serão tomadas as medidas cabíveis em desfavor daqueles que pretendem semear escândalo contra a pessoa do bispo diocesano, por contrariar interesses escusos e inaceitáveis. 2a Nota de esclarecimento Acerca da notícia vinculada por um site e repercutida por diversos meios de comunicação, envolvendo denúncia feita contra a minha pessoa, venho a público para esclarecer e informar o seguinte: 1) Os fatos relatados são absurdamente falsos. O povo da Diocese de Frederico Westphalen me conhece, bem como todas as pessoas de outros lugares pelos quais passei. Durante decênios de atuação jamais tive nenhuma acusação sobre episódio assemelhado, o que revela a absoluta irresponsabilidade e indignidade da imputação; 2) Na esfera canônica já fui absolvido e alguns dos acusadores foram responsabilizados; 3) Na esfera civil todas as imputações foram rejeitadas e os acusadores serão devidamente responsabilizados; 4) Na esfera penal, a acusação foi inteiramente rejeitada pela Justiça, de plano. Por tratar-se de uma realidade em segredo de Justiça, impõe-se que sejam apurados esses vazamentos ilícitos e isto será feito. Há uma clara tentativa de mudar as decisões já tomadas pela Justiça em meu favor. Trata-se de uma estratégia sórdida e desonesta, que combaterei com todas as minhas forças; 5) Em defesa da minha honra, creio na Justiça divina e confio na Justiça dos homens. Tenho certeza de que, a seu tempo, tudo será devidamente esclarecido. E no momento certo, me pronunciarei também com clareza em relação a tudo isto. 6) Agradeço as inúmeras manifestações de solidariedade e de proximidade neste momento que sou obrigado viver. Deus saberá retribuir a cada um o bem que me fazem. LEIA A CARTA DE APOIO DO CLERO DA DIOCESE DE FREDERICO WESTPHALEN Nós, padres diocesanos de Frederico Westphalen, viemos a público expressar apoio ao nosso bispo, Dom Antonio Carlos Rossi Keller. Repudiamos veementemente as acusações direcionadas a ele, como também ao nosso clero. Alguns padres de nossa diocese, de forma infeliz e por motivos espúrios, levantaram e propagaram essas falsas acusações. Alguns deles reconheceram seu erro e voltaram atrás. O clero de Frederico Westphalen é firme na defesa da doutrina e da moral católica. Por isso não admitimos que algumas pessoas de má fé e movidas por ódio ideológico destruam a vida de nosso pastor e de nossa igreja diocesana. Rezamos pela conversão dos detratores, para que se arrependam e reconheçam o mal feito não só a pessoa de nosso bispo, mas de todos os católicos de bem de nossa diocese. Rezemos por Nosso Bispo e pelo clero da diocese de Frederico Westphalen. LEIA A CARTA DE APOIO DOS SEMINARISTAS DA DIOCESE DE FREDERICO WESTPHALEN Nós, seminaristas das várias etapas da formação da Diocese de Frederico Westphalen, diante das falsas e superficiais acusações levantadas contra nosso Bispo Diocesano, Dom Antonio Carlos Rossi Keller, viemos por esta carta manifestar nosso total apoio e confiança ao nosso bispo diocesano. Sempre vimos em Dom Antônio a presença de um pai e bom pastor, preocupado com seu rebanho, com a vida de fé e oração de todos nós, seus seminaristas, e de todo o povo da Diocese. Sempre se fazendo presente nos Seminários; mesmo diante da distância que nos separa. Seu exemplo de coração sacerdotal intensifica e enraíza em nós o amor à Nosso Senhor Jesus Cristo, e a sua Santa Igreja. Amor este, que constantemente aprendemos dele. Nós, filhos desta amada Diocese, e deste povo de fé, damos testemunho de toda atuação e trabalho de nosso Bispo. Nos unimos às incontáveis vozes e reiteramos nosso incondicional apoio e confiança em Dom Antônio Carlos Rossi Keller, repudiando todas as acusações falsas contra a pessoa do bispo. Nessa infrutífera tentativa de desestabilizar o trabalho pastoral da Diocese, nos confiamos à intercessão de Maria Santíssima e dos Beatos Manuel e Adílio, pedindo a Deus que nos livre de todo mal. Seminário Menor Nossa Senhora Medianeira Seminário Propedêutico Dom Bruno Maldaner Seminário Maior Beatos Manuel e Adílio CONFIRA A ÍNTEGRA DO COMUNICADO DO BISPO, DOM ANTONIO: DOM ANTONIO CARLOS ROSSI KELLER PELA GRAÇA DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA BISPO DE FREDERICO WESTPHALEN (RS) NOTA DE ESCLARECIMENTO Diante das inverídicas notícias vinculadas por algumas pessoas e por alguns órgãos de informação, interessados em semear escândalos, calúnias e difamações contra minha pessoa, venho a público esclarecer o que se segue. Há cerca de três anos tive conhecimento de que um grupo de sete padres diocesanos e um reduzido grupo de leigos, apresentaram à Nunciatura Apostólica denúncias graves contra a minha pessoa, envolvendo acusações de abuso de menores, mau gerenciamento econômico, incapacidade pastoral e outros itens. Da mesma forma, o referido grupo apresentou queixa-crime ao Ministério Público de Porto Alegre, com as mesmas graves acusações. Imediatamente o Ministério Público abriu uma investigação para a averiguação dos fatos. No âmbito eclesiástico, foi efetuada uma investigação prévia, em que foram ouvidas dezenas de testemunhas. A investigação, sob a responsabilidade da Nunciatura Apostólica, foi encaminhada para a Congregação para a Doutrina da Fé, conforme a legislação canônica em vigor. Como hoje é praxe, frente à enorme pressão social em relação a este tema, foi aberto um Processo canônico Penal por via Administrativa em meu desfavor. A Congregação para a Doutrina da Fé, como é previsto, indicou um Juiz e dois Assessores canônicos para a instrução do Processo Penal por via Administrativa. Após as audiências, que arrolaram dezenas de pessoas: sacerdotes, seminaristas, leigos, religiosos, com data de 5 de maio de 2019, recebi o Decreto assinado pelo Exmo. e Revmo. Sr. Juiz Eclesiástico, nomeado pela Congregação para a Doutrina da Fé de Roma, a sentença final do Processo, sendo a de absoluta absolvição. Alguns meses após encerrado o Processo canônico com a minha cabal absolvição, a Congregação para os Bispos de Roma determinou uma “Visita Fraterna” para a averiguação das demais denúncias em meu desfavor, tendo sido nomeado um Visitador e um Notário. O Visitador efetuou uma completa verificação da economia da Diocese, da reputação do bispo diocesano junto às Paróquias e junto aos fiéis da Diocese, bem como se entrevistou com todos os padres da Diocese, incluindo aqueles que apresentaram as denúncias. Segundo fontes seguras que não posso citar, o resultado da Visita, que não é dado ao conhecimento nem do bispo investigado nem de quem apresentou as denúncias, não só não encontrou nenhuma categoria de problema diante das acusações apresentadas, mas constatou a absoluta normalidade da vida diocesana, dando algumas indicações práticas de melhorias para a mesma. Da mesma forma, nada foi constatado de condenável no que se refere à moral e aos costumes do bispo diocesano. Todos sabem que estas visitas, no caso de se encontrar algum problema sério, resultam, entre outras possibilidades, na imediata necessária renúncia e na substituição do bispo investigado. Cabe dizer que dos sete sacerdotes envolvidos neste triste episódio, quatro retrataram-se das acusações, afirmando terem sido pressionados em assinar o documento de acusação contra o bispo diocesano. Outros três, com alguns destes leigos que me acusaram, continuam até o presente a tentar conspurcar a vida e o ministério do bispo diocesano, bem como a vida de toda a Diocese, levando estas acusações às redes sociais, buscando dar-lhes visibilidade. Um desses senhores, hoje já não mais sacerdote, há meses tenta também obter indenizações trabalhistas e outros pseudodireitos, na Justiça criminal e cível, todos eles já refutados. No âmbito civil, a investigação (não há processo até o momento) arrastou-se por mais de 2 anos (onde está a garantia do direito de um investigado ter, em breve tempo, uma definição decisória?), da mesma forma arrolando dezenas de testemunhas sob segredo de Justiça. Contudo, alguns desses caluniadores continuam a usar as redes sociais para espalhar a ideia de que o bispo diocesano é um criminoso, inclusive postando trechos de “documentos” que envolvem a moral do bispo diocesano, evidentemente com conteúdo acusatório. Os documentos que atestam a lisura, a honra e a boa fama do bispo diocesano não são publicados. É importante dizer que a investigação que deveria correr, por determinação judicial sob segredo de Justiça, teve criminosamente este segredo violado em diversas ocasiões, já que estes senhores e senhoras não encontram problema algum em divulgar estas falácias, até mesmo com documentos oficiais do Ministério Público de Porto Alegre, que estão sob sigilo judicial. As mesmas pessoas também ainda espalham entre os incautos notícias de que eu estaria submetido a prisão domiciliar, ao uso de tornozeleira eletrônica e até mesmo já teria sido preso. Em duas oportunidades o EXMO. e DD. Juiz de Direito da 3ª Vara da Comarca de Frederico Westphalen pronunciou-se rejeitando integralmente a denúncia oferecida pelo Exmo. Sr. Promotor de Justiça contra a minha pessoa. Posteriormente, dentro desta ação de verdadeira perseguição que tenho sofrido, tive ciência de diversos processos cíveis e criminais que foram abertos contra mim e contra a pessoa do Chanceler da Cúria Diocesana, todos eles com ridículas acusações de perseguições contra estes padres, danos à saúde dos mesmos etc. Com verdadeira ânsia de espalhar estas inverdades, estes senhores apelaram para a imprensa sensacionalista que encetou uma verdadeira “caça às bruxas” no território da Diocese, interpelando inúmeras pessoas com a finalidade de obter novos elementos para poderem acusar o bispo diocesano. É preciso dizer que não conseguiram absolutamente nada contra a minha pessoa. Apresentam-se como vítimas da prepotência episcopal, mas, na verdade, são lobos e hienas vorazes que sistematicamente buscam destruir a honra e a boa fama do bispo diocesano com inverdades espalhadas aos quatro ventos. É sempre importante perguntar-se o porquê da insistência destes senhores em divulgar aquilo que dizem ser a verdade, deixando de lado a manifestação daquilo que a Justiça, tanto eclesiástica como civil, já decidiu em meu favor. Ou seja, a pretensão destes senhores continua a ser aquela que desde o início têm manifestado como objetivo: a saída do bispo da Diocese. Não lhes interessa a verdade dos fatos. Interessa-lhes impor suas vontades, utilizando-se até mesmo de meios ilícitos para isto acontecer, visto que por meios lícitos nada se comprovou contra minha pessoa. Assim sendo, esta Nota de Esclarecimento visa apresentar a realidade de quem há mais de três anos sofre uma perseguição pilotada por elementos que pretendem destruir o meu bom nome e a minha boa fama, movidos por intenções e por razões que envolvem interesses financeiros, ideologias políticas que não aceitam ser confrontadas por uma visão eclesial apartidária e que pretendem atrelar a Igreja Diocesana de Frederico Westphalen a um ideário político e práticas pastorais mescladas com princípios que contradizem a fé católica, envolvem certos princípios viciados da compreensão do que é a vida sacerdotal, na forma como a Igreja a entende e a promove, enfim, envolvem mesmo alguns que vivem e se alimentam de lançar calúnias contra os outros, pois tem histórico longo a respeito disso. Cabe dizer que um destes três padres acusadores já foi demitido do estado clerical por documento proveniente da Congregação para o Clero, por ordem do Santo Padre o Papa Francisco e que a Chancelaria da Diocese possui toda a documentação pertinente das razões deste ato tão grave por parte do Santo Padre para com um sacerdote. Entre os outros dois, um deles há anos está fora da Diocese, vagando aqui e acolá sem dar a menor satisfação ao bispo diocesano de sua vida e de seu ministério e o outro também há anos abandonou o território da Diocese, tendo paradeiro desconhecido. Portanto, este discurso de “perseguição” consiste em uma grande mentira, já que com cada um destes senhores o bispo diocesano sempre teve a maior paciência e compreensão. Da mesma forma, o exercício de meu Ministério é a maior prova contra as afirmações destas pessoas, já que ano após ano, no exercício de minhas funções como bispo da Diocese, estou em constante contato com milhares de pessoas, sejam elas adultas ou jovens, tanto nas milhares de Crismas que realizo pela Diocese inteira, bem como pelo contato constante com os seminaristas das diversas etapas formativas e tantas outras situações exigidas pelas minhas funções e todos sabem muito bem de meu comportamento ilibado no trato com todos. Este discurso sustentado por estes mentirosos, na verdade pretende desviar o foco do verdadeiro problema em questão que é a infidelidade destes senhores para com os compromissos assumidos como sacerdotes católicos, envolvendo a obrigação da obediência ao bispo, o compromisso do celibato eclesiástico e outros. Assim como confiante em Deus, esperei e recebi a absolvição canônica das acusações que contra mim, foram apresentadas à Igreja, a qual amo, sirvo e continuarei servindo por toda a minha vida, aguardo também com a mesma confiança a total rejeição dessas acusações contra a minha pessoa na Justiça Civil, como tem ocorrido até este momento. Da mesma forma, tome-se consciência de que, em seu devido tempo, todas as medidas canônicas e civis necessárias serão tomadas, para que se restaure a boa fama pública de quem, nestes anos, tem se mantido calado, em respeito às determinações da Justiça. Frederico Westphalen, 12 de novembro de 2021. #DomAntônioCarlosRossiKeller
- Dom Antônio Keller, um dos maiores bispos do Brasil, é vítima de calúnias
Um dos maiores bispos da atualidade é atacado por uma “mãe de santo” com calúnias e acusações sem provas. O Clero da diocese assim como muitos fiéis manifestaram seu apoio e total confiança ao bispo. O bispo de Frederico Westphalen, uma das melhores dioceses do país, Dom Antônio Carlos Rossi Keller, vem sofrendo perseguições de um padre reduzido ao estado laical pelo Papa Francisco e por um homem que virou mãe de santo. A grande mídia está divulgando a falsa narrativa mesmo após a absolvição do bispo na esfera eclesiástica e civil. Pedimos que o povo católico, de modo especial da Diocese de Frederico Westphalen, se mantenha unido nesses tempos de provação, em oração por nosso Bispo e no empenho de ajudar para que a verdade prevaleça. Assista o vídeo abaixo e saiba tudo o que está acontecendo e divulgue a verdade dos fatos. Depois continue lendo as notas de esclarecimento e cartas de apoio. Leia as notas de esclarecimento publicada por Dom Antônio Rossi Keller: Tendo conhecimento da divulgação de inverídicas notícias vinculadas por algumas pessoas e por alguns órgãos de informação contra a minha honra e minha boa fama, venho a público esclarecer o que se segue. 1) Diante das acusações que foram apresentadas em meu desfavor, junto às instâncias eclesiásticas e civis, após os procedimentos previstos pela legislação eclesiástica e civil, ambas já se pronunciaram a respeito, não acolhendo nenhuma destas acusações contra minha pessoa. 2) Portanto, estas denúncias já obtiveram respostas, todas elas em meu favor. 3) Caso seja necessário, serão tomadas as medidas cabíveis em desfavor daqueles que pretendem semear escândalo contra a pessoa do bispo diocesano, por contrariar interesses escusos e inaceitáveis. 2a Nota de esclarecimento Acerca da notícia vinculada por um site e repercutida por diversos meios de comunicação, envolvendo denúncia feita contra a minha pessoa, venho a público para esclarecer e informar o seguinte: 1) Os fatos relatados são absurdamente falsos. O povo da Diocese de Frederico Westphalen me conhece, bem como todas as pessoas de outros lugares pelos quais passei. Durante decênios de atuação jamais tive nenhuma acusação sobre episódio assemelhado, o que revela a absoluta irresponsabilidade e indignidade da imputação; 2) Na esfera canônica já fui absolvido e alguns dos acusadores foram responsabilizados; 3) Na esfera civil todas as imputações foram rejeitadas e os acusadores serão devidamente responsabilizados; 4) Na esfera penal, a acusação foi inteiramente rejeitada pela Justiça, de plano. Por tratar-se de uma realidade em segredo de Justiça, impõe-se que sejam apurados esses vazamentos ilícitos e isto será feito. Há uma clara tentativa de mudar as decisões já tomadas pela Justiça em meu favor. Trata-se de uma estratégia sórdida e desonesta, que combaterei com todas as minhas forças; 5) Em defesa da minha honra, creio na Justiça divina e confio na Justiça dos homens. Tenho certeza de que, a seu tempo, tudo será devidamente esclarecido. E no momento certo, me pronunciarei também com clareza em relação a tudo isto. 6) Agradeço as inúmeras manifestações de solidariedade e de proximidade neste momento que sou obrigado viver. Deus saberá retribuir a cada um o bem que me fazem. LEIA A CARTA DE APOIO DO CLERO DA DIOCESE DE FREDERICO WESTPHALEN Nós, padres diocesanos de Frederico Westphalen, viemos a público expressar apoio ao nosso bispo, Dom Antonio Carlos Rossi Keller. Repudiamos veementemente as acusações direcionadas a ele, como também ao nosso clero. Alguns padres de nossa diocese, de forma infeliz e por motivos espúrios, levantaram e propagaram essas falsas acusações. Alguns deles reconheceram seu erro e voltaram atrás. O clero de Frederico Westphalen é firme na defesa da doutrina e da moral católica. Por isso não admitimos que algumas pessoas de má fé e movidas por ódio ideológico destruam a vida de nosso pastor e de nossa igreja diocesana. Rezamos pela conversão dos detratores, para que se arrependam e reconheçam o mal feito não só a pessoa de nosso bispo, mas de todos os católicos de bem de nossa diocese. Rezemos por Nosso Bispo e pelo clero da diocese de Frederico Westphalen. LEIA A CARTA DE APOIO DOS SEMINARISTAS DA DIOCESE DE FREDERICO WESTPHALEN Nós, seminaristas das várias etapas da formação da Diocese de Frederico Westphalen, diante das falsas e superficiais acusações levantadas contra nosso Bispo Diocesano, Dom Antonio Carlos Rossi Keller, viemos por esta carta manifestar nosso total apoio e confiança ao nosso bispo diocesano. Sempre vimos em Dom Antônio a presença de um pai e bom pastor, preocupado com seu rebanho, com a vida de fé e oração de todos nós, seus seminaristas, e de todo o povo da Diocese. Sempre se fazendo presente nos Seminários; mesmo diante da distância que nos separa. Seu exemplo de coração sacerdotal intensifica e enraíza em nós o amor à Nosso Senhor Jesus Cristo, e a sua Santa Igreja. Amor este, que constantemente aprendemos dele. Nós, filhos desta amada Diocese, e deste povo de fé, damos testemunho de toda atuação e trabalho de nosso Bispo. Nos unimos às incontáveis vozes e reiteramos nosso incondicional apoio e confiança em Dom Antônio Carlos Rossi Keller, repudiando todas as acusações falsas contra a pessoa do bispo. Nessa infrutífera tentativa de desestabilizar o trabalho pastoral da Diocese, nos confiamos à intercessão de Maria Santíssima e dos Beatos Manuel e Adílio, pedindo a Deus que nos livre de todo mal. Seminário Menor Nossa Senhora Medianeira Seminário Propedêutico Dom Bruno Maldaner Seminário Maior Beatos Manuel e Adílio CONFIRA A ÍNTEGRA DO COMUNICADO DO BISPO, DOM ANTONIO: DOM ANTONIO CARLOS ROSSI KELLER PELA GRAÇA DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA BISPO DE FREDERICO WESTPHALEN (RS) NOTA DE ESCLARECIMENTO Diante das inverídicas notícias vinculadas por algumas pessoas e por alguns órgãos de informação, interessados em semear escândalos, calúnias e difamações contra minha pessoa, venho a público esclarecer o que se segue. Há cerca de três anos tive conhecimento de que um grupo de sete padres diocesanos e um reduzido grupo de leigos, apresentaram à Nunciatura Apostólica denúncias graves contra a minha pessoa, envolvendo acusações de abuso de menores, mau gerenciamento econômico, incapacidade pastoral e outros itens. Da mesma forma, o referido grupo apresentou queixa-crime ao Ministério Público de Porto Alegre, com as mesmas graves acusações. Imediatamente o Ministério Público abriu uma investigação para a averiguação dos fatos. No âmbito eclesiástico, foi efetuada uma investigação prévia, em que foram ouvidas dezenas de testemunhas. A investigação, sob a responsabilidade da Nunciatura Apostólica, foi encaminhada para a Congregação para a Doutrina da Fé, conforme a legislação canônica em vigor. Como hoje é praxe, frente à enorme pressão social em relação a este tema, foi aberto um Processo canônico Penal por via Administrativa em meu desfavor. A Congregação para a Doutrina da Fé, como é previsto, indicou um Juiz e dois Assessores canônicos para a instrução do Processo Penal por via Administrativa. Após as audiências, que arrolaram dezenas de pessoas: sacerdotes, seminaristas, leigos, religiosos, com data de 5 de maio de 2019, recebi o Decreto assinado pelo Exmo. e Revmo. Sr. Juiz Eclesiástico, nomeado pela Congregação para a Doutrina da Fé de Roma, a sentença final do Processo, sendo a de absoluta absolvição. Alguns meses após encerrado o Processo canônico com a minha cabal absolvição, a Congregação para os Bispos de Roma determinou uma “Visita Fraterna” para a averiguação das demais denúncias em meu desfavor, tendo sido nomeado um Visitador e um Notário. O Visitador efetuou uma completa verificação da economia da Diocese, da reputação do bispo diocesano junto às Paróquias e junto aos fiéis da Diocese, bem como se entrevistou com todos os padres da Diocese, incluindo aqueles que apresentaram as denúncias. Segundo fontes seguras que não posso citar, o resultado da Visita, que não é dado ao conhecimento nem do bispo investigado nem de quem apresentou as denúncias, não só não encontrou nenhuma categoria de problema diante das acusações apresentadas, mas constatou a absoluta normalidade da vida diocesana, dando algumas indicações práticas de melhorias para a mesma. Da mesma forma, nada foi constatado de condenável no que se refere à moral e aos costumes do bispo diocesano. Todos sabem que estas visitas, no caso de se encontrar algum problema sério, resultam, entre outras possibilidades, na imediata necessária renúncia e na substituição do bispo investigado. Cabe dizer que dos sete sacerdotes envolvidos neste triste episódio, quatro retrataram-se das acusações, afirmando terem sido pressionados em assinar o documento de acusação contra o bispo diocesano. Outros três, com alguns destes leigos que me acusaram, continuam até o presente a tentar conspurcar a vida e o ministério do bispo diocesano, bem como a vida de toda a Diocese, levando estas acusações às redes sociais, buscando dar-lhes visibilidade. Um desses senhores, hoje já não mais sacerdote, há meses tenta também obter indenizações trabalhistas e outros pseudodireitos, na Justiça criminal e cível, todos eles já refutados. No âmbito civil, a investigação (não há processo até o momento) arrastou-se por mais de 2 anos (onde está a garantia do direito de um investigado ter, em breve tempo, uma definição decisória?), da mesma forma arrolando dezenas de testemunhas sob segredo de Justiça. Contudo, alguns desses caluniadores continuam a usar as redes sociais para espalhar a ideia de que o bispo diocesano é um criminoso, inclusive postando trechos de “documentos” que envolvem a moral do bispo diocesano, evidentemente com conteúdo acusatório. Os documentos que atestam a lisura, a honra e a boa fama do bispo diocesano não são publicados. É importante dizer que a investigação que deveria correr, por determinação judicial sob segredo de Justiça, teve criminosamente este segredo violado em diversas ocasiões, já que estes senhores e senhoras não encontram problema algum em divulgar estas falácias, até mesmo com documentos oficiais do Ministério Público de Porto Alegre, que estão sob sigilo judicial. As mesmas pessoas também ainda espalham entre os incautos notícias de que eu estaria submetido a prisão domiciliar, ao uso de tornozeleira eletrônica e até mesmo já teria sido preso. Em duas oportunidades o EXMO. e DD. Juiz de Direito da 3ª Vara da Comarca de Frederico Westphalen pronunciou-se rejeitando integralmente a denúncia oferecida pelo Exmo. Sr. Promotor de Justiça contra a minha pessoa. Posteriormente, dentro desta ação de verdadeira perseguição que tenho sofrido, tive ciência de diversos processos cíveis e criminais que foram abertos contra mim e contra a pessoa do Chanceler da Cúria Diocesana, todos eles com ridículas acusações de perseguições contra estes padres, danos à saúde dos mesmos etc. Com verdadeira ânsia de espalhar estas inverdades, estes senhores apelaram para a imprensa sensacionalista que encetou uma verdadeira “caça às bruxas” no território da Diocese, interpelando inúmeras pessoas com a finalidade de obter novos elementos para poderem acusar o bispo diocesano. É preciso dizer que não conseguiram absolutamente nada contra a minha pessoa. Apresentam-se como vítimas da prepotência episcopal, mas, na verdade, são lobos e hienas vorazes que sistematicamente buscam destruir a honra e a boa fama do bispo diocesano com inverdades espalhadas aos quatro ventos. É sempre importante perguntar-se o porquê da insistência destes senhores em divulgar aquilo que dizem ser a verdade, deixando de lado a manifestação daquilo que a Justiça, tanto eclesiástica como civil, já decidiu em meu favor. Ou seja, a pretensão destes senhores continua a ser aquela que desde o início têm manifestado como objetivo: a saída do bispo da Diocese. Não lhes interessa a verdade dos fatos. Interessa-lhes impor suas vontades, utilizando-se até mesmo de meios ilícitos para isto acontecer, visto que por meios lícitos nada se comprovou contra minha pessoa. Assim sendo, esta Nota de Esclarecimento visa apresentar a realidade de quem há mais de três anos sofre uma perseguição pilotada por elementos que pretendem destruir o meu bom nome e a minha boa fama, movidos por intenções e por razões que envolvem interesses financeiros, ideologias políticas que não aceitam ser confrontadas por uma visão eclesial apartidária e que pretendem atrelar a Igreja Diocesana de Frederico Westphalen a um ideário político e práticas pastorais mescladas com princípios que contradizem a fé católica, envolvem certos princípios viciados da compreensão do que é a vida sacerdotal, na forma como a Igreja a entende e a promove, enfim, envolvem mesmo alguns que vivem e se alimentam de lançar calúnias contra os outros, pois tem histórico longo a respeito disso. Cabe dizer que um destes três padres acusadores já foi demitido do estado clerical por documento proveniente da Congregação para o Clero, por ordem do Santo Padre o Papa Francisco e que a Chancelaria da Diocese possui toda a documentação pertinente das razões deste ato tão grave por parte do Santo Padre para com um sacerdote. Entre os outros dois, um deles há anos está fora da Diocese, vagando aqui e acolá sem dar a menor satisfação ao bispo diocesano de sua vida e de seu ministério e o outro também há anos abandonou o território da Diocese, tendo paradeiro desconhecido. Portanto, este discurso de “perseguição” consiste em uma grande mentira, já que com cada um destes senhores o bispo diocesano sempre teve a maior paciência e compreensão. Da mesma forma, o exercício de meu Ministério é a maior prova contra as afirmações destas pessoas, já que ano após ano, no exercício de minhas funções como bispo da Diocese, estou em constante contato com milhares de pessoas, sejam elas adultas ou jovens, tanto nas milhares de Crismas que realizo pela Diocese inteira, bem como pelo contato constante com os seminaristas das diversas etapas formativas e tantas outras situações exigidas pelas minhas funções e todos sabem muito bem de meu comportamento ilibado no trato com todos. Este discurso sustentado por estes mentirosos, na verdade pretende desviar o foco do verdadeiro problema em questão que é a infidelidade destes senhores para com os compromissos assumidos como sacerdotes católicos, envolvendo a obrigação da obediência ao bispo, o compromisso do celibato eclesiástico e outros. Assim como confiante em Deus, esperei e recebi a absolvição canônica das acusações que contra mim, foram apresentadas à Igreja, a qual amo, sirvo e continuarei servindo por toda a minha vida, aguardo também com a mesma confiança a total rejeição dessas acusações contra a minha pessoa na Justiça Civil, como tem ocorrido até este momento. Da mesma forma, tome-se consciência de que, em seu devido tempo, todas as medidas canônicas e civis necessárias serão tomadas, para que se restaure a boa fama pública de quem, nestes anos, tem se mantido calado, em respeito às determinações da Justiça. Frederico Westphalen, 12 de novembro de 2021. #DomAntônioCarlosRossiKeller
- China considera natal uma ameaça e proíbe missas virtuais e evangelização on-line
O governo comunista da China restringiu mais a liberdade religiosa ao proibir a transmissão de missas, homilias e educação religiosa por meios virtuais, sem autorização expressa do governo. Em 20 de dezembro, a Administração Estatal de Assuntos Religiosos, órgão subordinado ao Conselho de Estado do Governo da China, anunciou que em 3 de dezembro aprovou “Medidas Administrativas para Serviços de Informação Religiosa na Internet”, relatou Asia News, agência católicas de notícias da Ásia. Segundo Asia News, os “serviços de informação religiosa” incluem “missas, homilias, cerimônias, atividades de formação dirigidas a entidades religiosas, mosteiros, igrejas e indivíduos”. As disposições, que entrarão em vigor no dia 1º de março do próximo ano, valem tanto para organizações chinesas quanto para entidades estrangeiras presentes no país. Asia News destacou que as igrejas ou organizações religiosas só poderão continuar oferecendo esses serviços religiosos se conseguirem obter uma licença especial junto ao Departamento Provincial de Assuntos Religiosos. É proibido arrecadar fundos “em nome da religião” na Internet. Todas as informações religiosas no site da organização ou do indivíduo não devem “incitar a subversão do poder estatal, opor-se à liderança do Partido, enfraquecer o sistema socialista, a unidade nacional ou a estabilidade social”. Nem deve “promover o extremismo, o terrorismo, o separatismo étnico e o fanatismo religioso”. Cabe exclusivamente ao governo definir o que significa cada uma dessas expressões. É proibida a comunicação por meio de canais virtuais para “induzir menores a se tornar religiosos”, ou para “os organizar ou os forçar a participar de atividades religiosas”. Asia News destacou que as novas medidas refletem a repressão cada vez mais forte à liberdade religiosa imposta sob o governo do presidente chinês Xi Jinping. No início de dezembro, durante as sessões de trabalho de uma conferência religiosa nacional, o presidente Xi e o secretário-geral do Partido Comunista Chinês anunciaram sua intenção de melhorar o controle “democrático” sobre as religiões. No jargão comunista da China, controle democrático significa controle pelo Partido Comunista, o único partido político que existe no país e que controla todas as instituições chinesas. O presidente Jinping enfatizou que as religiões devem se adaptar ao fato de que a China é um país socialista, o que implica que os crentes devem aderir ao partido e ao governo, e rejeitar qualquer influência estrangeira. Por isso, foram proibidas as comemorações do Natal, que segundo o regime, são ameaça “ocidental” à cultura chinesa. Segundo AsiaNews, as autoridades do condado de Rong’an, em Guangxi, uma região autônoma do sul da China na fronteira com o Vietnã, proibiram as celebrações de Natal nas escolas locais, alegando que o Natal é um “festa ocidental” que ameaça a cultura nacional. O aumento das comemorações da “Noite de paz”, termo chinês para se referir ao dia 24 de dezembro e ao dia de Natal, é percebido pelo regime comunista como uma agressão à cultura chinesa. Nesse sentido, professores e membros do Partido Comunista foram convidados a trabalhar na defesa da tradição chinesa. Além disso, os cidadãos foram chamados a denunciar à polícia aqueles que celebram o Natal. O regime do Partido Comunista Chinês busca promover ainda mais a política de “sinicização”, anunciada por Xi Jinping em 2015, que visa reforçar a identidade chinesa e comunista em todas as práticas religiosas no país. Para isso, usam medidas repressivas como ordenar às igrejas que removam as imagens dos Dez Mandamentos e as substituam por frases de Mao Zedong e Xi. Em fevereiro deste ano, a Administração Estatal de Assuntos Religiosos publicou as “Medidas Administrativas para o Pessoal Religioso”, documento publicado pelo governo da China sobre a gestão do clero, monges, padres, bispos, entre outros. Em fevereiro de 2018, o Partido Comunista Chinês adotou um “Novo Regulamento sobre Atividades Religiosas”, que afirma que o pessoal religioso só pode desempenhar suas funções se aderir a órgãos “oficiais” e se submeter ao partido. Em 2018, foi assinado o Acordo entre a China e o Vaticano sobre a nomeação de bispos. Apesar da assinatura e renovação deste documento em 2020, o regime comunista não parou a perseguição contra os católicos, especialmente dos “não oficiais”; ou seja, aqueles não afiliados ao Partido Comunista. O acordo, cujos termos são desconhecidos, foi feito para ajudar a unir a Igreja oficial, controlada pelo regime, e a Igreja clandestina fiel a Roma. Estima-se que seis milhões de católicos estão registrados no Partido Comunista, enquanto vários milhões pertencem a comunidades católicas não registradas que permaneceram leais à Santa Sé. Fonte ACI Digital #China #Cristofobia
- China considera natal uma ameaça e proíbe missas virtuais e evangelização on-line
O governo comunista da China restringiu mais a liberdade religiosa ao proibir a transmissão de missas, homilias e educação religiosa por meios virtuais, sem autorização expressa do governo. Em 20 de dezembro, a Administração Estatal de Assuntos Religiosos, órgão subordinado ao Conselho de Estado do Governo da China, anunciou que em 3 de dezembro aprovou “Medidas Administrativas para Serviços de Informação Religiosa na Internet”, relatou Asia News, agência católicas de notícias da Ásia. Segundo Asia News, os “serviços de informação religiosa” incluem “missas, homilias, cerimônias, atividades de formação dirigidas a entidades religiosas, mosteiros, igrejas e indivíduos”. As disposições, que entrarão em vigor no dia 1º de março do próximo ano, valem tanto para organizações chinesas quanto para entidades estrangeiras presentes no país. Asia News destacou que as igrejas ou organizações religiosas só poderão continuar oferecendo esses serviços religiosos se conseguirem obter uma licença especial junto ao Departamento Provincial de Assuntos Religiosos. É proibido arrecadar fundos “em nome da religião” na Internet. Todas as informações religiosas no site da organização ou do indivíduo não devem “incitar a subversão do poder estatal, opor-se à liderança do Partido, enfraquecer o sistema socialista, a unidade nacional ou a estabilidade social”. Nem deve “promover o extremismo, o terrorismo, o separatismo étnico e o fanatismo religioso”. Cabe exclusivamente ao governo definir o que significa cada uma dessas expressões. É proibida a comunicação por meio de canais virtuais para “induzir menores a se tornar religiosos”, ou para “os organizar ou os forçar a participar de atividades religiosas”. Asia News destacou que as novas medidas refletem a repressão cada vez mais forte à liberdade religiosa imposta sob o governo do presidente chinês Xi Jinping. No início de dezembro, durante as sessões de trabalho de uma conferência religiosa nacional, o presidente Xi e o secretário-geral do Partido Comunista Chinês anunciaram sua intenção de melhorar o controle “democrático” sobre as religiões. No jargão comunista da China, controle democrático significa controle pelo Partido Comunista, o único partido político que existe no país e que controla todas as instituições chinesas. O presidente Jinping enfatizou que as religiões devem se adaptar ao fato de que a China é um país socialista, o que implica que os crentes devem aderir ao partido e ao governo, e rejeitar qualquer influência estrangeira. Por isso, foram proibidas as comemorações do Natal, que segundo o regime, são ameaça “ocidental” à cultura chinesa. Segundo AsiaNews, as autoridades do condado de Rong’an, em Guangxi, uma região autônoma do sul da China na fronteira com o Vietnã, proibiram as celebrações de Natal nas escolas locais, alegando que o Natal é um “festa ocidental” que ameaça a cultura nacional. O aumento das comemorações da “Noite de paz”, termo chinês para se referir ao dia 24 de dezembro e ao dia de Natal, é percebido pelo regime comunista como uma agressão à cultura chinesa. Nesse sentido, professores e membros do Partido Comunista foram convidados a trabalhar na defesa da tradição chinesa. Além disso, os cidadãos foram chamados a denunciar à polícia aqueles que celebram o Natal. O regime do Partido Comunista Chinês busca promover ainda mais a política de “sinicização”, anunciada por Xi Jinping em 2015, que visa reforçar a identidade chinesa e comunista em todas as práticas religiosas no país. Para isso, usam medidas repressivas como ordenar às igrejas que removam as imagens dos Dez Mandamentos e as substituam por frases de Mao Zedong e Xi. Em fevereiro deste ano, a Administração Estatal de Assuntos Religiosos publicou as “Medidas Administrativas para o Pessoal Religioso”, documento publicado pelo governo da China sobre a gestão do clero, monges, padres, bispos, entre outros. Em fevereiro de 2018, o Partido Comunista Chinês adotou um “Novo Regulamento sobre Atividades Religiosas”, que afirma que o pessoal religioso só pode desempenhar suas funções se aderir a órgãos “oficiais” e se submeter ao partido. Em 2018, foi assinado o Acordo entre a China e o Vaticano sobre a nomeação de bispos. Apesar da assinatura e renovação deste documento em 2020, o regime comunista não parou a perseguição contra os católicos, especialmente dos “não oficiais”; ou seja, aqueles não afiliados ao Partido Comunista. O acordo, cujos termos são desconhecidos, foi feito para ajudar a unir a Igreja oficial, controlada pelo regime, e a Igreja clandestina fiel a Roma. Estima-se que seis milhões de católicos estão registrados no Partido Comunista, enquanto vários milhões pertencem a comunidades católicas não registradas que permaneceram leais à Santa Sé. Fonte ACI Digital #China #Cristofobia
- Quem nega a validade da Missa de Paulo VI? Preparem-se para uma surpresa…
No seu novo (e impressionante) documento, que aumenta as restrições à Missa Tradicional, a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramento (CCDDS) acusa muitos católicos tradicionais de não reconhecerem a validade da Missa de Paulo VI (Novus Ordo). Por causa disso, dizem, a adesão à liturgia tradicional representa uma séria ameaça à unidade da Igreja. Mas a CCDDS não fornece qualquer evidência para apoiar essa acusação contra os “tradicionalistas” – assim como, no motu proprio Traditionis Custodes, o Papa Francisco não forneceu qualquer evidência de que o inquérito dirigido aos Bispos tivesse descoberto uma preocupação generalizada sobre os atritos supostamente causado pelo movimento tradicional. Pessoas de dentro do Vaticano revelam que, nas suas respostas ao inquérito, a maioria dos Bispos não revelou qualquer dificuldade com os “tradicionalistas”. E os católicos familiarizados com o movimento tradicional raramente encontram fanáticos que negam a validade da liturgia nova. Mas, ainda que a acusação da CCDDS fosse verdadeira, as medidas apresentadas no novo documento seriam desproporcionais. Deixem-me explicar. Os católicos que frequentam regularmente a liturgia tradicional constituem apenas cerca de 1% da população católica geral do mundo. Se 1% desses “tradicionalistas” rejeitarem o Novus Ordo (e acho que essa estimativa seria muito alta), então o problema está confinado a uma minoria quase irrisória. No entanto, entre os católicos que assistem à Missa regularmente nas paróquias “normais”, uma esmagadora maioria rejeita a validade da liturgia Novus Ordo! Pesquisa após pesquisa demonstra que mais de 70% desses católicos não acreditam que Jesus Cristo Se torna verdadeiramente presente – Corpo, Sangue, Alma e Divindade – na Missa. Mas, se Jesus não estiver presente então a Missa não é válida. Portanto, a maioria dos fiéis numa paróquia católica comum acredita que a Missa é inválida. QED. Claro que poucos desses católicos “comuns” diriam que a Missa é inválida, porque não reconheceriam o o silogismo que fiz no parágrafo anterior. As mais recentes gerações de catequeses miseráveis deixaram milhões de católicos apenas com uma vaga ideia do que é a Eucaristia, do que realmente acontece na Missa. Ainda assim, é evidente que a maioria dos católicos rejeita – ou talvez, mais precisamente, seja indiferente a – esse dogma central da Fé. Se são indiferentes, mais uma razão pela qual se afastam da Igreja. Se rejeitam a doutrina católica, minam a unidade dos fiéis. Felizmente, a maioria incrédula está enganada, como qualquer tradicionalista que negue a validade da nova liturgia. O Novus Ordo é válido; a Eucaristia é a presença real de Jesus Cristo. Mas, para o bem da unidade da Igreja – para não falar da clareza da doutrina – o facto de que mais de 70% dos fiéis negarem efectivamente os ensinamentos da Igreja sobre a Eucaristia, a “fonte e ápice da vida cristã”, é certamente um preocupação mais urgente do que a alegação de que 0,01% nega a validade da nova liturgia. Phil Lawler in Catholic Culture | Via Senza Pagare #TraditionisCustodes
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No seu novo (e impressionante) documento, que aumenta as restrições à Missa Tradicional, a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramento (CCDDS) acusa muitos católicos tradicionais de não reconhecerem a validade da Missa de Paulo VI (Novus Ordo). Por causa disso, dizem, a adesão à liturgia tradicional representa uma séria ameaça à unidade da Igreja. Mas a CCDDS não fornece qualquer evidência para apoiar essa acusação contra os “tradicionalistas” – assim como, no motu proprio Traditionis Custodes, o Papa Francisco não forneceu qualquer evidência de que o inquérito dirigido aos Bispos tivesse descoberto uma preocupação generalizada sobre os atritos supostamente causado pelo movimento tradicional. Pessoas de dentro do Vaticano revelam que, nas suas respostas ao inquérito, a maioria dos Bispos não revelou qualquer dificuldade com os “tradicionalistas”. E os católicos familiarizados com o movimento tradicional raramente encontram fanáticos que negam a validade da liturgia nova. Mas, ainda que a acusação da CCDDS fosse verdadeira, as medidas apresentadas no novo documento seriam desproporcionais. Deixem-me explicar. Os católicos que frequentam regularmente a liturgia tradicional constituem apenas cerca de 1% da população católica geral do mundo. Se 1% desses “tradicionalistas” rejeitarem o Novus Ordo (e acho que essa estimativa seria muito alta), então o problema está confinado a uma minoria quase irrisória. No entanto, entre os católicos que assistem à Missa regularmente nas paróquias “normais”, uma esmagadora maioria rejeita a validade da liturgia Novus Ordo! Pesquisa após pesquisa demonstra que mais de 70% desses católicos não acreditam que Jesus Cristo Se torna verdadeiramente presente – Corpo, Sangue, Alma e Divindade – na Missa. Mas, se Jesus não estiver presente então a Missa não é válida. Portanto, a maioria dos fiéis numa paróquia católica comum acredita que a Missa é inválida. QED. Claro que poucos desses católicos “comuns” diriam que a Missa é inválida, porque não reconheceriam o o silogismo que fiz no parágrafo anterior. As mais recentes gerações de catequeses miseráveis deixaram milhões de católicos apenas com uma vaga ideia do que é a Eucaristia, do que realmente acontece na Missa. Ainda assim, é evidente que a maioria dos católicos rejeita – ou talvez, mais precisamente, seja indiferente a – esse dogma central da Fé. Se são indiferentes, mais uma razão pela qual se afastam da Igreja. Se rejeitam a doutrina católica, minam a unidade dos fiéis. Felizmente, a maioria incrédula está enganada, como qualquer tradicionalista que negue a validade da nova liturgia. O Novus Ordo é válido; a Eucaristia é a presença real de Jesus Cristo. Mas, para o bem da unidade da Igreja – para não falar da clareza da doutrina – o facto de que mais de 70% dos fiéis negarem efectivamente os ensinamentos da Igreja sobre a Eucaristia, a “fonte e ápice da vida cristã”, é certamente um preocupação mais urgente do que a alegação de que 0,01% nega a validade da nova liturgia. Phil Lawler in Catholic Culture | Via Senza Pagare #TraditionisCustodes
- A LITERATURA TEM FUTURO?
Os cadernos culturais dos jornais brasileiros nunca estiveram tão pobres. São os desertos da inteligência nacional. Uma aridez total. Só vidas secas. Quando folheio minha coleção do velho “Suplemento Literário” do Estadão , e ali vejo aqueles mestres do ensaísmo nacional, muitos sem nenhuma espécie de vínculo com a universidade, pergunto-me o que aconteceu. Creio que só há uma resposta: quase ninguém mais leva a sério a literatura. Sério no sentido que lhe atribui o escritor Mario Vargas Llosa, agnóstico, em sua coletânea de ensaios A verdade das mentiras , sobre a ficção do século XX. O posfácio é brilhante e quase sempre convincente. Segundo Llosa, o romance é a forma mais perfeita de conhecimento: nada do que é humano é estranho ao gênero criado por Rabelais e Cervantes. Hoje, a literatura não passa de reles bijuteria ideológico-cultural. E pensar que ela já foi, até meados do século XX, uma das coisas mais sérias do mundo… Séria ao ponto de um Toynbee achar que a literatura e as artes seriam a solução para preencher o ócio e acabar com o tédio das futuras sociedades automatizadas. Uma arte sem finalidade comercial, mas que não caísse no esteticismo, não caísse na tentação de fazer de si mesma o seu próprio fim. Nada de arte pela arte. A tradicional ligação da arte com a religião, para o historiador inglês, era prova de que os artistas sempre necessitaram de algo mais, além da pura exibição de técnica. Acreditava ele que a verdadeira meta do homem não seria a arte, mas a religião. A arte do futuro — se houver futuro, se a batalha do Armagedom não ocorrer nas próximas décadas… — seria de novo uma arte dominada por inquietações metafísicas. A humanidade terá direito a novos Dante, novos Bach, novos Michelangelo?
- O COMUNISMO ESTÁ DE VOLTA NO OCIDENTE?
[O Observatório Cardeal Van Thuân , instituto italiano de estudos que tem por objetivo divulgar a Doutrina Social da Igreja em todo o mundo, realizou no último mês de novembro um simpósio sobre o atual capital-socialismo chinês, e a sedução que esse modelo de Estado exerce sobre o Ocidente. Abaixo, uma breve apresentação do relatório que o Observatório acaba de publicar sobre o assunto, com estudos de especialistas italianos e americanos. O Observatório é dirigido pelo filósofo Stefano Fontana]. Os observadores políticos usam, cada vez mais, a expressão “modelo chinês” para compreender o presente e, sobretudo, para prever o futuro. A China teria criado um modelo político e econômico que se propõe ir além das fronteiras nacionais, uma vez que é considerado válido e eficaz em nível global. O principal elemento do modelo chinês é a mistura de centralismo totalitário e desenvolvimento econômico e tecnológico. Ao mesmo tempo, exerce-se ali um controle rigoroso da população, incluindo convicções éticas e religiosas. Essa ligação entre totalitarismo político e tecnologias avançadas parece destinada —embora nem todos concordem — a fazer da China um gigante geopolítico que remodelará as relações globais. Diz-se que existe uma incompatibilidade fundamental entre o modelo chinês e as democracias ocidentais, mas, dado o apelo que ele exerce aqui, entre nós, e as debilidades próprias do Ocidente, também se pode pensar o contrário. Basta ver a crescente centralização do poder e dos instrumentos de controle sistêmico nas democracias ocidentais por motivos sanitários, fiscais, comerciais, burocráticos, midiáticos e assim por diante. Mesmo em nossas democracias, existe uma oligarquia política, um controle cada vez mais meticuloso sobre a vida dos cidadãos, uma vigilância sobre a vida religiosa, um planejamento familiar imposto de cima. Em muitos aspectos, o modelo chinês já está aqui. https://www.youtube.com/watch?v=-ZW1mwcEGTQ&t=3337s
- Cardeal Brandmüller: Disputa sobre missa tradicional abre portas da Igreja para o inimigo
Em vista da controvérsia sobre o motu proprio Traditionis custodes, o cardeal alemão Walter Brandmüller pediu a reconciliação entre os adeptos da missa latina tradicional e os partidários “progressistas” da nova forma que querem tomar medidas contra ela. Para Brandmüller, há uma compreensão errada do desenvolvimento da liturgia em ambos os lados da disputa. O cardeal Brandmüller é, junto com os cardeais Carlo Caffarra, Raymond Burke e Joachim Meisner, signatário das dubia, as dúvidas apresentadas em 2016 ao papa Francisco pedindo esclarecimento de pontos da encíclica Amoris laetitia, especialmente sobre se a encíclica autorizava a admissão à Eucaristia de pessoas divorciadas vivendo em nova união. O papa nunca respondeu. Na última edição do semanário católico alemão Die Tagespost, Brandmüller, presidente do Comitê Pontifício para as Ciências Históricas de 1998 a 2009, alerta que essa disputa interna da igreja está enfraquecendo a Igreja, quando ela enfrenta novos ataques de fora. “A própria fé está em jogo com a liturgia”, disse o cardeal, que pede que se evite polêmica sobre o assunto e apela à unidade. A missa latina tradicional, que se celebra há séculos, é também conhecida como missa tridentina, por ter sido promulgada pelo Concílio de Trento, no século XVI. Alguns de seus adeptos gostam de chamá-la de “missa de sempre”. É também chamada de missa Antiga, Vetus Ordo, em latim, por oposição à missa nova, Novus Ordo, em latim, introduzida nos anos 1970 depois do Concílio Vaticano II. O papa Francisco restringiu severamente a celebração da missa tradicional com o motu proprio Traditiones custodes e, diz Brandmüller, uma feroz controvérsia surgiu na Igreja em torno disso. O cardeal observa a disputa entre os dois campos que se dá em publicações e na internet e diz que se pode-se ver “o quanto não se trata apenas de estética, nostalgia etc., mas vai à substância da fé”. O cardeal parafraseia um antigo hino cristão: “O inimigo, uma sociedade ateísta cada vez mais militante, queima as muralhas, e a discórdia na cidade abre os portões para ele!” Brandmüller escreve que as disputas sobre o tema “não só fizeram com que se formassem blocos”, “mas também provocaram rupturas no chamado meio tradicionalista”. Por isso, é necessário recordar às partes em conflito que “o mistério eucarístico representa verdadeiramente o ‘lugar santíssimo’ da Igreja” e que esse mistério central não deve se tornar um “pomo de discórdia”. O cardeal escreve: “Como é deprimente ver como essa discórdia dentro da igreja deve provocar um efeito sobre o ‘mundo’. As palavras de Tertuliano, no segundo século ‘Veja como eles se amam’, podem zombar dos cristãos hoje. Que a fumaça do interior a disputa na igreja seja expulsa por uma poderosa rajada de vento do Espírito Santo.” Em última análise, a questão decisiva para Brandmüller não é em que forma ou rito a santa missa é celebrada, mas com que “consciência, cuidado, devoção e dignidade o santo sacrifício é celebrado”. Assim, é “absurdo” insistir em uma forma específica. “Por exemplo, não se pode demonizar qualquer desenvolvimento litúrgico em nome de uma ‘missa de todos os tempos’ que nunca existiu”, explica o cardeal. Sempre houve desenvolvimentos na liturgia, diz, e o Missale Romanum, usado até 1970, não “caiu do céu como o Alcorão”. “Não nos esqueçamos de uma coisa: Nem Pedro e Paulo, nem Tito e Timóteo começaram a celebração da Santa Missa com ‘Introibo ad altare Dei’”, escreve o cardeal citando as primeiras palavras que sacerdote diz na missa latina tradicional. “Provavelmente não fizeram a consagração como a do missal de Pio V nem a do missal de Paulo VI”, continua o cardeal. “As palavras exatas da consagração não foram transmitidas de forma idêntica nos três Evangelhos sinópticos, portanto, não sabemos de que forma o próprio Senhor as pronunciou. Mas sabemos o que ele disse”. O missal romano anterior à reforma do Concílio Vaticano II “é o resultado da tradição da Igreja guiada pelo Espírito Santo”, diz Brandmüller. Para o cardeal, qualquer desenvolvimento posterior, no entanto, requer tempo e silêncio. “Interferência violenta neste processo”, diz, é como “cirurgia cardíaca aberta com todos os seus perigos”. Fonte: ACI Digital #CardealBrandmuller #TraditionisCustodes #Vaticano
- Cardeal Brandmüller: Disputa sobre missa tradicional abre portas da Igreja para o inimigo
Em vista da controvérsia sobre o motu proprio Traditionis custodes, o cardeal alemão Walter Brandmüller pediu a reconciliação entre os adeptos da missa latina tradicional e os partidários “progressistas” da nova forma que querem tomar medidas contra ela. Para Brandmüller, há uma compreensão errada do desenvolvimento da liturgia em ambos os lados da disputa. O cardeal Brandmüller é, junto com os cardeais Carlo Caffarra, Raymond Burke e Joachim Meisner, signatário das dubia, as dúvidas apresentadas em 2016 ao papa Francisco pedindo esclarecimento de pontos da encíclica Amoris laetitia, especialmente sobre se a encíclica autorizava a admissão à Eucaristia de pessoas divorciadas vivendo em nova união. O papa nunca respondeu. Na última edição do semanário católico alemão Die Tagespost, Brandmüller, presidente do Comitê Pontifício para as Ciências Históricas de 1998 a 2009, alerta que essa disputa interna da igreja está enfraquecendo a Igreja, quando ela enfrenta novos ataques de fora. “A própria fé está em jogo com a liturgia”, disse o cardeal, que pede que se evite polêmica sobre o assunto e apela à unidade. A missa latina tradicional, que se celebra há séculos, é também conhecida como missa tridentina, por ter sido promulgada pelo Concílio de Trento, no século XVI. Alguns de seus adeptos gostam de chamá-la de “missa de sempre”. É também chamada de missa Antiga, Vetus Ordo, em latim, por oposição à missa nova, Novus Ordo, em latim, introduzida nos anos 1970 depois do Concílio Vaticano II. O papa Francisco restringiu severamente a celebração da missa tradicional com o motu proprio Traditiones custodes e, diz Brandmüller, uma feroz controvérsia surgiu na Igreja em torno disso. O cardeal observa a disputa entre os dois campos que se dá em publicações e na internet e diz que se pode-se ver “o quanto não se trata apenas de estética, nostalgia etc., mas vai à substância da fé”. O cardeal parafraseia um antigo hino cristão: “O inimigo, uma sociedade ateísta cada vez mais militante, queima as muralhas, e a discórdia na cidade abre os portões para ele!” Brandmüller escreve que as disputas sobre o tema “não só fizeram com que se formassem blocos”, “mas também provocaram rupturas no chamado meio tradicionalista”. Por isso, é necessário recordar às partes em conflito que “o mistério eucarístico representa verdadeiramente o ‘lugar santíssimo’ da Igreja” e que esse mistério central não deve se tornar um “pomo de discórdia”. O cardeal escreve: “Como é deprimente ver como essa discórdia dentro da igreja deve provocar um efeito sobre o ‘mundo’. As palavras de Tertuliano, no segundo século ‘Veja como eles se amam’, podem zombar dos cristãos hoje. Que a fumaça do interior a disputa na igreja seja expulsa por uma poderosa rajada de vento do Espírito Santo.” Em última análise, a questão decisiva para Brandmüller não é em que forma ou rito a santa missa é celebrada, mas com que “consciência, cuidado, devoção e dignidade o santo sacrifício é celebrado”. Assim, é “absurdo” insistir em uma forma específica. “Por exemplo, não se pode demonizar qualquer desenvolvimento litúrgico em nome de uma ‘missa de todos os tempos’ que nunca existiu”, explica o cardeal. Sempre houve desenvolvimentos na liturgia, diz, e o Missale Romanum, usado até 1970, não “caiu do céu como o Alcorão”. “Não nos esqueçamos de uma coisa: Nem Pedro e Paulo, nem Tito e Timóteo começaram a celebração da Santa Missa com ‘Introibo ad altare Dei’”, escreve o cardeal citando as primeiras palavras que sacerdote diz na missa latina tradicional. “Provavelmente não fizeram a consagração como a do missal de Pio V nem a do missal de Paulo VI”, continua o cardeal. “As palavras exatas da consagração não foram transmitidas de forma idêntica nos três Evangelhos sinópticos, portanto, não sabemos de que forma o próprio Senhor as pronunciou. Mas sabemos o que ele disse”. O missal romano anterior à reforma do Concílio Vaticano II “é o resultado da tradição da Igreja guiada pelo Espírito Santo”, diz Brandmüller. Para o cardeal, qualquer desenvolvimento posterior, no entanto, requer tempo e silêncio. “Interferência violenta neste processo”, diz, é como “cirurgia cardíaca aberta com todos os seus perigos”. Fonte: ACI Digital #CardealBrandmuller #TraditionisCustodes #Vaticano
- DE CRISTÃOS E PAGÃOS
No início do cristianismo, os pagãos fizeram muitos mártires. Era o martírio vermelho, com derramamento de sangue. O paganismo de hoje, que vai crescendo e se apoderando das instituições e dos costumes, também já faz vítimas no Ocidente. É o chamado martírio branco, de que falava Bento XVI, cuja principal arma é a legislação ou jurisprudência atuando na contramão da lei natural. O paganismo de hoje, como o de ontem, aspira à universalidade. Como o cristianismo também tem e sempre teve esta ambição, é preciso freá-lo, destruí-lo ou torná-lo inócuo. O paganismo romano de ontem tolerava as religiões dos povos por ele conquistados, desde que não tivessem pretensão generalista. Não podia, portanto, aceitar os cristãos. Os antigos mártires cristãos se deixavam matar em nome da fé. Os novos pagãos tiram a própria vida diante dos grandes incômodos existenciais. Os mártires cristãos sabiam que não podiam dispor das próprias vidas, das quais eram gerentes, mas não proprietários. * O que pensam, a respeito do que virá depois desta vida, os milhares de suíços, holandeses e belgas que, todo ano, optam pelo suicídio já legalizado em seus países? Qual é a sua “metafísica”? Na fantasia dos ateus, virá depois de tudo o nada. Portanto, sem problemas com o suicídio. Para os reencarnacionistas, será o recomeço da viagem. Quem é panteísta, crê na dissolução do eu pessoal na grande corrente do ser. Nem faltarão cristãos, inspirados na teologia de Hollywood ou num cristianismo self-service (por eles próprios inventado), que esperam ser recebidos por um Jesus misericordioso e de braços abertos, no fim de um túnel luminoso, independente do jeito como viveram.
- Podemos comer carne na sexta-feira, véspera de Natal?
Estamos obrigados a abster-nos de carne nas sextas-feiras que precedem uma solenidade litúrgica, ou o preceito deixa de valer a partir das vésperas da celebração? Este ano, o Natal do Senhor cairá num sábado , o que pode gerar inconvenientes para alguns fiéis. Afinal, tornou-se costume celebrar a ceia de Natal na noite do dia 24, quando as famílias se reúnem em torno da mesa de algum parente. O problema é que dia 24 será sexta-feira , ou seja, dia de abstinência de carne, segundo a lei geral da Igreja. Quer dizer que os católicos terão de contentar-se com filé de peixe no lugar do tradicional peru assado, ou não terão outro remédio senão desobedecer às normas canônicas, só para não fazer desfeita ao dono da casa? A resposta é não , e o motivo é bastante simples. De fato, a Igreja prescreve que todos os fiéis, a partir dos 14 anos completos, têm a obrigação de abster-se de carne todas as sextas-feiras do ano, salvo no caso de coincidirem com algum dia enumerado entre as solenidades . Ora, como a celebração das solenidades começa já na véspera do dia anterior (cf. Normæ Universales de Anno Liturgico et de Calendario , n. 4), este ano a obrigação da abstinência no dia 24 estende-se até as I Vésperas do Natal, ou seja, até as 17h-18h de sexta-feira . Portanto, os fiéis poderão celebrar normalmente a ceia de Natal. O mesmo raciocínio vale para o dia 31 de dezembro deste ano, véspera da solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, a qual também cairá num sábado. Logo, deverão abster-se de carne até as 17h-18h de sexta [1]. 2. A lei da abstinência na Igreja A abstinência canônica… — O quarto mandamento da Igreja prescreve: “Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a santa Madre Igreja” ( CIC 2043). Todos os cristãos, com efeito, são obrigados por lei divina ( ex lege divina ) a fazer penitência; por isso a Igreja, a fim de ajudá-los a cumprir a vontade de Deus, estabelece alguns dias e tempos especiais em que os fiéis, unidos em alguma “observância comum de penitência” (Cân. 1249), possam observar fielmente suas obrigações. Neste sentido, o Código de Direito Canônico determina que, excetuadas as que porventura coincidirem com alguma solenidade, todas as sextas-feiras do ano são dias penitenciais na Igreja universal (cf. Cân. 1250). A Constituição apostólica “ Pænitemin i”, de 17 fev. 1964, também obriga os fiéis a se absterem de carne todas as sextas-feiras do ano, a não ser que nelas se celebre alguma festa de preceito (cf. II §3). …é um preceito grave… — Além disso, deve-se ter em mente que a observância dessa norma é de natureza grave, ou seja, seu descumprimento deliberado constitui pecado mortal. A própria Constituição “ Pænitemini ” faz questão de ressaltá-lo (II §2): “A sua observância substancial [isto é, dos dias de penitência] obriga gravemente” ( eorum substantialis observantia graviter tenet ). Trata-se, pois, de um mandamento que nos obriga sub gravi , ou seja, sob pena de pecado mortal. Por isso, é de bom conselho que todos aqueles que, por ignorância inculpável e falta de formação, não observam o preceito de abstinência às sextas-feiras se conformem o quanto antes às leis eclesiásticas, e que procurem confessar-se, mencionando que já descumpriram esse preceito alguma vez de modo voluntário. …mas comutável. — O Decreto “ Christus Dominus ” (cf. n. 38, 4), assim como o atual Código de Direito Canônico, deu às Conferências Episcopais a possibilidade de comutar total ou parcialmente a abstinência de carne por “obras de caridade e exercícios de piedade” (Cân. 1253). Sendo assim, a CNBB permite que, em todas as sextas-feiras do ano (exceto na Sexta-feira Santa), os fiéis brasileiros comutem a abstinência de carne por outras práticas penitenciais ou exercícios piedosos. É importante salientar que se trata de obras a mais , ou seja, que não constituam já nossas orações habituais (por exemplo, o Terço diário, o Angelus etc.) e que façam da sexta-feira um dia de destaque, no qual possamos associar-nos mais profundamente à paixão de Cristo pela mortificação de nossos sentidos.
- Podemos comer carne na sexta-feira, véspera de Natal?
Estamos obrigados a abster-nos de carne nas sextas-feiras que precedem uma solenidade litúrgica, ou o preceito deixa de valer a partir das vésperas da celebração? Este ano, o Natal do Senhor cairá num sábado , o que pode gerar inconvenientes para alguns fiéis. Afinal, tornou-se costume celebrar a ceia de Natal na noite do dia 24, quando as famílias se reúnem em torno da mesa de algum parente. O problema é que dia 24 será sexta-feira , ou seja, dia de abstinência de carne, segundo a lei geral da Igreja. Quer dizer que os católicos terão de contentar-se com filé de peixe no lugar do tradicional peru assado, ou não terão outro remédio senão desobedecer às normas canônicas, só para não fazer desfeita ao dono da casa? A resposta é não , e o motivo é bastante simples. De fato, a Igreja prescreve que todos os fiéis, a partir dos 14 anos completos, têm a obrigação de abster-se de carne todas as sextas-feiras do ano, salvo no caso de coincidirem com algum dia enumerado entre as solenidades . Ora, como a celebração das solenidades começa já na véspera do dia anterior (cf. Normæ Universales de Anno Liturgico et de Calendario , n. 4), este ano a obrigação da abstinência no dia 24 estende-se até as I Vésperas do Natal, ou seja, até as 17h-18h de sexta-feira . Portanto, os fiéis poderão celebrar normalmente a ceia de Natal. O mesmo raciocínio vale para o dia 31 de dezembro deste ano, véspera da solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, a qual também cairá num sábado. Logo, deverão abster-se de carne até as 17h-18h de sexta [1]. 2. A lei da abstinência na Igreja A abstinência canônica… — O quarto mandamento da Igreja prescreve: “Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a santa Madre Igreja” ( CIC 2043). Todos os cristãos, com efeito, são obrigados por lei divina ( ex lege divina ) a fazer penitência; por isso a Igreja, a fim de ajudá-los a cumprir a vontade de Deus, estabelece alguns dias e tempos especiais em que os fiéis, unidos em alguma “observância comum de penitência” (Cân. 1249), possam observar fielmente suas obrigações. Neste sentido, o Código de Direito Canônico determina que, excetuadas as que porventura coincidirem com alguma solenidade, todas as sextas-feiras do ano são dias penitenciais na Igreja universal (cf. Cân. 1250). A Constituição apostólica “ Pænitemin i”, de 17 fev. 1964, também obriga os fiéis a se absterem de carne todas as sextas-feiras do ano, a não ser que nelas se celebre alguma festa de preceito (cf. II §3). …é um preceito grave… — Além disso, deve-se ter em mente que a observância dessa norma é de natureza grave, ou seja, seu descumprimento deliberado constitui pecado mortal. A própria Constituição “ Pænitemini ” faz questão de ressaltá-lo (II §2): “A sua observância substancial [isto é, dos dias de penitência] obriga gravemente” ( eorum substantialis observantia graviter tenet ). Trata-se, pois, de um mandamento que nos obriga sub gravi , ou seja, sob pena de pecado mortal. Por isso, é de bom conselho que todos aqueles que, por ignorância inculpável e falta de formação, não observam o preceito de abstinência às sextas-feiras se conformem o quanto antes às leis eclesiásticas, e que procurem confessar-se, mencionando que já descumpriram esse preceito alguma vez de modo voluntário. …mas comutável. — O Decreto “ Christus Dominus ” (cf. n. 38, 4), assim como o atual Código de Direito Canônico, deu às Conferências Episcopais a possibilidade de comutar total ou parcialmente a abstinência de carne por “obras de caridade e exercícios de piedade” (Cân. 1253). Sendo assim, a CNBB permite que, em todas as sextas-feiras do ano (exceto na Sexta-feira Santa), os fiéis brasileiros comutem a abstinência de carne por outras práticas penitenciais ou exercícios piedosos. É importante salientar que se trata de obras a mais , ou seja, que não constituam já nossas orações habituais (por exemplo, o Terço diário, o Angelus etc.) e que façam da sexta-feira um dia de destaque, no qual possamos associar-nos mais profundamente à paixão de Cristo pela mortificação de nossos sentidos.
- Por que tantos católicos têm medo de louvar mais a Maria que Jesus?
Jesus Cristo é o fim último de toda verdadeira devoção à Virgem Santíssima. Cada vez mais surgem falsas devoções a Nossa Senhora e é fácil tomá-las por verdadeiras. Por meio dessas falsas devoções, o Demônio leva muitas almas para o inferno. Não são poucos os católicos que por escrúpulos deixam em segundo plano a Devoção à Virgem Maria. São os mesmos que, por uma mentalidade proteste, têm medo de recorrer mais a Nossa Senhora que Jesus, e desse modo “despertar a ira de Deus”. Os devotos escrupulosos são aqueles que tem medo de desonrar Jesus honrando Maria. Estes não suportam que pessoas estejam ajoelhadas diante de uma imagem da Virgem Maria, como se não rezassem a Cristo por meio dela. Os escrupulosos são contrários à oração do terço, às confrarias e as devoções externas. Dizem que é preciso pregar Jesus Cristo. Isto é uma verdade, mas esconde uma “cilada do inimigo” (TVD 94). Pois, se honra mais a Jesus Cristo quando se honra muito a Santíssima Virgem. É importante que essas pessoas compreendam que é impossível ser Cristão sem ser devoto da Doce Mãe de Deus. São Luís Maria Grignion de Montfort ensina que é impossível separar a Virgem Maria de Nosso Senhor Jesus Cristo. “É mais fácil separar a luz do sol ou o calor do fogo do que separar Jesus de Maria”. Seria mais fácil separar os anjos e santos de Jesus do que separar Maria de Jesus, porque Maria ama mais ardentemente a Jesus e o glorifica mais perfeitamente que todas as criaturas juntas. O Evangelho de hoje (Lc 1,39-45) é uma excelente amostra da dinâmica sobre o que acontece quando louvamos ou recorremos à intercessão da Santíssima Virgem. Leia também A importância da devoção à Maria para conseguir o Espírito Santo Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. Quando Santa Isabel se deparou com a chegada de Maria, Virgem e Mãe, não se conteve e logo pronunciou um grande elogio àquela que é bendita entre TODAS as mulheres e que as gerações a proclamariam bem aventurada. Neste momento aquela que é a mais humilde Escrava do Senhor teria todos os motivos para se orgulhar de tais elogios, mas o que aconteceu foi algo que ninguém esperava. Ela recebeu aquele elogio e transformou-o no mais belo louvor já feito a Deus, que é recitado e estudado por todas as gerações até o dia de hoje pela sua profundidade e perfeição: o “Magnificat” Leia também Por que muitos católicos se cumprimentam dizendo Salve Maria? A minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem. Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre. É exatamente o que acontece quando rezamos ou entoamos louvores a Maria Santíssima. Ela recebe nossas orações com todas as falhas e imperfeições e purifica-as tornando mais agradáveis a Deus. Diz-nos São Luís Maria G. de Montfort sobre este tema: “É a única oração e a única obra composta por Maria, ou, melhor, que Jesus fez por meio dela, pois ele fala pela boca de sua Mãe Santíssima. É o maior sacrifício de louvor que Deus já recebeu na lei da graça. É, dum lado, o mais humilde o mais reconhecido e, doutro, o mais sublime e mais elevado de todos os cânticos. Há neste cântico mistérios tão grandes e tão ocultos, que os próprios anjos ignoram. Gerson, que foi um doutor tão sábio quanto piedoso, depois de empregar grande parte de sua vida escrevendo tratados cheios de erudição e piedade, sobre os mais difíceis temas. Tremeu e vacilou no fim da carreira , ao empreender a explicação do Magnificat, com que tencionava coroar todas as suas obras. Num volume in-folio, ele nos diz coisas admiráveis do belo e divino cântico. Entre outras, afirma que a Santíssima Virgem o recitava muitas vezes sozinha, principalmente depois da santa comunhão, em ação de graças. Leia também O livro que o demônio tentou esconder por mais de um século com medo que alguém o encontrasse O sábio Benzônio, numa explicação do mesmo cântico, cita vários milagres operados por sua virtude, e diz que os demônios tremem e fogem, quando ouvem as palavras do Magnificat: ‘Fecit potentiam in brachio suo, dispersit superbos mente cordis sui’ (Manifestou o poder do seu braço, desconcertou os corações dos soberbos.)” O próprio Cristo nos confiou à sua Mãe Santíssima enquanto estava na Cruz: “Mulher, eis aí o teu filho… filho, eis aí tua Mãe”. Maria é a Mulher do Genesis e do Apocalipse a quem Deus assegurou que esmagará a cabeça da serpente. A santa Igreja, como o Espírito Santo, bendiz primeiro a Santíssima Virgem e depois Jesus Cristo: “bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus”. Não porque a Santíssima Virgem seja mais ou igual a Jesus Cristo: seria uma heresia intolerável, mas porque, para mais perfeitamente bendizer Jesus Cristo, cumpre bendizer antes a Maria. Digamos, portanto, com todos os verdadeiros devotos de Maria, contra seus falsos e escrupulosos devotos: Oh Maria, bendita sois vós entre todas as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus! Portanto nunca devemos ter este receio diabólico de rezar mais a Maria que Jesus, pois tudo que rezamos a Maria é encaminhada automaticamente a Jesus, mas de modo mais perfeito e agradável a Deus. Leia também Quando nos consagramos a Nossa Senhora, podemos rezar por outras pessoas? Qual a finalidade da devoção à Virgem Maria? Jesus Cristo é o fim último de toda verdadeira devoção à Virgem Santíssima. E não poderia ser diferente. Sendo Deus o alfa e o ômega, o princípio e o fim de todas as coisas, a honra que prestamos a Maria não deve ter outro propósito que recair em seu Filho, de que somos membros gerados e alimentados, na ordem da graça, pelo mesmo seio que o amamentou e amou com o mais maternal dos amores. Antes de continuar a leitura, assista: O culto à Virgem Santíssima, que vimos analisando nos últimos encontros, é regido por dois princípios teológicos fundamentais que precisamos agora explicar. Trata-se, como ficará claro ao longo das próximas aulas, das duas colunas mestras que sustentam toda genuína devoção. O primeiro deles é o princípio dito cristocêntrico ; é Jesus Cristo, noutras palavras, o fim último da verdadeira devoção mariana. O segundo, cuja explicação detalhada deixaremos para mais tarde, diz respeito à veneração e imitação das virtudes de nossa Mãe Santíssima. Ouçamos o que São Luís Maria nos diz a propósito do primeiro princípio: Jesus Cristo, nosso Salvador, verdadeiro e verdadeiro homem, deve ser o fim último de todas as nossas devoções; de outro modo, elas serão falsas e enganosas. Jesus Cristo é o alfa e ômega, o princípio e o fim de todas as coisas [1]. Nosso Senhor, portanto, é o eixo fundamental e a razão última da devoção à Virgem Maria, de sorte que não nos aproximamos da Mãe senão com a intenção de, conduzidos por suas mãos maternas, nos aproximarmos do Filho. Queremos amar mais a Cristo, sentido e finalidade de nossa existência, e por isso recorremos a Maria; tributamos a ela honra e carinho, porque temos certeza de que todos os obséquios que lhe são prestados não têm “outro fim que honrar mais perfeitamente a Jesus Cristo”, e de que só vamos a ela “como ao caminho para atingir o termo, que é Jesus Cristo” [2]. Maria é o meio que o Senhor pôs à nossa disposição para que, com rapidez e facilidade, com mais suavidade e alegria, percorramos o caminho da santidade e cheguemos às pressas, por assim dizer, à plena configuração com ele, do qual somos membros. Maria é a via , aberta aos fiéis pelo livre desígnio de Deus, que não quis vir ao mundo a não ser por intermédio desta Virgem puríssima. Ora, se Deus quis servir-se dela e associá-la tão intimamente à obra da Encarnação e Redenção, seria temerário, e até mesmo insensato de nossa parte, presumir que não temos necessidade dos meios de que o próprio Cristo, se assim se pode dizer, quis necessitar. É por esse motivo que os teólogos dizem que a devoção a Maria é necessária para salvar-se, não por uma necessidade chamada absoluta, à qual não existe nenhuma exceção (tal é, por exemplo, a necessidade da graça), mas por uma necessidade hipotética , que depende de alguma condição — neste caso, a livre disposição de Deus de não começar e acabar suas obras senão por meio de Maria. Ela, com efeito, foi escolhida desde toda a eternidade para ser o ventre puríssimo em que seria gerado o Homem-Deus e preparada, com uma plenitude de graças e dons, para dar à luz no Calvário, em meios a lágrimas corredentoras, a outros tantos filhos na ordem da graça, membros da Cabeça daquela Igreja de que ela é Mãe e protótipo. Por ser “imutável em sua conduta e em seus sentimentos”, é de crer que Deus, tendo dito a todos nós na pessoa de São João, de forma eficaz e constitutiva: “Eis aí a tua mãe” ( Jo 19, 26), não mudará seu pensamento e desejará sempre que seja Maria, Mãe espiritual dos que crêem, quem gere os membros que faltam ao Corpo de Cristo. #NossaSenhora
- Por que tantos católicos têm medo de louvar mais a Maria que Jesus?
Jesus Cristo é o fim último de toda verdadeira devoção à Virgem Santíssima. Cada vez mais surgem falsas devoções a Nossa Senhora e é fácil tomá-las por verdadeiras. Por meio dessas falsas devoções, o Demônio leva muitas almas para o inferno. Não são poucos os católicos que por escrúpulos deixam em segundo plano a Devoção à Virgem Maria. São os mesmos que, por uma mentalidade proteste, têm medo de recorrer mais a Nossa Senhora que Jesus, e desse modo “despertar a ira de Deus”. Os devotos escrupulosos são aqueles que tem medo de desonrar Jesus honrando Maria. Estes não suportam que pessoas estejam ajoelhadas diante de uma imagem da Virgem Maria, como se não rezassem a Cristo por meio dela. Os escrupulosos são contrários à oração do terço, às confrarias e as devoções externas. Dizem que é preciso pregar Jesus Cristo. Isto é uma verdade, mas esconde uma “cilada do inimigo” (TVD 94). Pois, se honra mais a Jesus Cristo quando se honra muito a Santíssima Virgem. É importante que essas pessoas compreendam que é impossível ser Cristão sem ser devoto da Doce Mãe de Deus. São Luís Maria Grignion de Montfort ensina que é impossível separar a Virgem Maria de Nosso Senhor Jesus Cristo. “É mais fácil separar a luz do sol ou o calor do fogo do que separar Jesus de Maria”. Seria mais fácil separar os anjos e santos de Jesus do que separar Maria de Jesus, porque Maria ama mais ardentemente a Jesus e o glorifica mais perfeitamente que todas as criaturas juntas. O Evangelho de hoje (Lc 1,39-45) é uma excelente amostra da dinâmica sobre o que acontece quando louvamos ou recorremos à intercessão da Santíssima Virgem. Leia também A importância da devoção à Maria para conseguir o Espírito Santo Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. Quando Santa Isabel se deparou com a chegada de Maria, Virgem e Mãe, não se conteve e logo pronunciou um grande elogio àquela que é bendita entre TODAS as mulheres e que as gerações a proclamariam bem aventurada. Neste momento aquela que é a mais humilde Escrava do Senhor teria todos os motivos para se orgulhar de tais elogios, mas o que aconteceu foi algo que ninguém esperava. Ela recebeu aquele elogio e transformou-o no mais belo louvor já feito a Deus, que é recitado e estudado por todas as gerações até o dia de hoje pela sua profundidade e perfeição: o “Magnificat” Leia também Por que muitos católicos se cumprimentam dizendo Salve Maria? A minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem. Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre. É exatamente o que acontece quando rezamos ou entoamos louvores a Maria Santíssima. Ela recebe nossas orações com todas as falhas e imperfeições e purifica-as tornando mais agradáveis a Deus. Diz-nos São Luís Maria G. de Montfort sobre este tema: “É a única oração e a única obra composta por Maria, ou, melhor, que Jesus fez por meio dela, pois ele fala pela boca de sua Mãe Santíssima. É o maior sacrifício de louvor que Deus já recebeu na lei da graça. É, dum lado, o mais humilde o mais reconhecido e, doutro, o mais sublime e mais elevado de todos os cânticos. Há neste cântico mistérios tão grandes e tão ocultos, que os próprios anjos ignoram. Gerson, que foi um doutor tão sábio quanto piedoso, depois de empregar grande parte de sua vida escrevendo tratados cheios de erudição e piedade, sobre os mais difíceis temas. Tremeu e vacilou no fim da carreira , ao empreender a explicação do Magnificat, com que tencionava coroar todas as suas obras. Num volume in-folio, ele nos diz coisas admiráveis do belo e divino cântico. Entre outras, afirma que a Santíssima Virgem o recitava muitas vezes sozinha, principalmente depois da santa comunhão, em ação de graças. Leia também O livro que o demônio tentou esconder por mais de um século com medo que alguém o encontrasse O sábio Benzônio, numa explicação do mesmo cântico, cita vários milagres operados por sua virtude, e diz que os demônios tremem e fogem, quando ouvem as palavras do Magnificat: ‘Fecit potentiam in brachio suo, dispersit superbos mente cordis sui’ (Manifestou o poder do seu braço, desconcertou os corações dos soberbos.)” O próprio Cristo nos confiou à sua Mãe Santíssima enquanto estava na Cruz: “Mulher, eis aí o teu filho… filho, eis aí tua Mãe”. Maria é a Mulher do Genesis e do Apocalipse a quem Deus assegurou que esmagará a cabeça da serpente. A santa Igreja, como o Espírito Santo, bendiz primeiro a Santíssima Virgem e depois Jesus Cristo: “bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus”. Não porque a Santíssima Virgem seja mais ou igual a Jesus Cristo: seria uma heresia intolerável, mas porque, para mais perfeitamente bendizer Jesus Cristo, cumpre bendizer antes a Maria. Digamos, portanto, com todos os verdadeiros devotos de Maria, contra seus falsos e escrupulosos devotos: Oh Maria, bendita sois vós entre todas as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus! Portanto nunca devemos ter este receio diabólico de rezar mais a Maria que Jesus, pois tudo que rezamos a Maria é encaminhada automaticamente a Jesus, mas de modo mais perfeito e agradável a Deus. Leia também Quando nos consagramos a Nossa Senhora, podemos rezar por outras pessoas? Qual a finalidade da devoção à Virgem Maria? Jesus Cristo é o fim último de toda verdadeira devoção à Virgem Santíssima. E não poderia ser diferente. Sendo Deus o alfa e o ômega, o princípio e o fim de todas as coisas, a honra que prestamos a Maria não deve ter outro propósito que recair em seu Filho, de que somos membros gerados e alimentados, na ordem da graça, pelo mesmo seio que o amamentou e amou com o mais maternal dos amores. Antes de continuar a leitura, assista: O culto à Virgem Santíssima, que vimos analisando nos últimos encontros, é regido por dois princípios teológicos fundamentais que precisamos agora explicar. Trata-se, como ficará claro ao longo das próximas aulas, das duas colunas mestras que sustentam toda genuína devoção. O primeiro deles é o princípio dito cristocêntrico ; é Jesus Cristo, noutras palavras, o fim último da verdadeira devoção mariana. O segundo, cuja explicação detalhada deixaremos para mais tarde, diz respeito à veneração e imitação das virtudes de nossa Mãe Santíssima. Ouçamos o que São Luís Maria nos diz a propósito do primeiro princípio: Jesus Cristo, nosso Salvador, verdadeiro e verdadeiro homem, deve ser o fim último de todas as nossas devoções; de outro modo, elas serão falsas e enganosas. Jesus Cristo é o alfa e ômega, o princípio e o fim de todas as coisas [1]. Nosso Senhor, portanto, é o eixo fundamental e a razão última da devoção à Virgem Maria, de sorte que não nos aproximamos da Mãe senão com a intenção de, conduzidos por suas mãos maternas, nos aproximarmos do Filho. Queremos amar mais a Cristo, sentido e finalidade de nossa existência, e por isso recorremos a Maria; tributamos a ela honra e carinho, porque temos certeza de que todos os obséquios que lhe são prestados não têm “outro fim que honrar mais perfeitamente a Jesus Cristo”, e de que só vamos a ela “como ao caminho para atingir o termo, que é Jesus Cristo” [2]. Maria é o meio que o Senhor pôs à nossa disposição para que, com rapidez e facilidade, com mais suavidade e alegria, percorramos o caminho da santidade e cheguemos às pressas, por assim dizer, à plena configuração com ele, do qual somos membros. Maria é a via , aberta aos fiéis pelo livre desígnio de Deus, que não quis vir ao mundo a não ser por intermédio desta Virgem puríssima. Ora, se Deus quis servir-se dela e associá-la tão intimamente à obra da Encarnação e Redenção, seria temerário, e até mesmo insensato de nossa parte, presumir que não temos necessidade dos meios de que o próprio Cristo, se assim se pode dizer, quis necessitar. É por esse motivo que os teólogos dizem que a devoção a Maria é necessária para salvar-se, não por uma necessidade chamada absoluta, à qual não existe nenhuma exceção (tal é, por exemplo, a necessidade da graça), mas por uma necessidade hipotética , que depende de alguma condição — neste caso, a livre disposição de Deus de não começar e acabar suas obras senão por meio de Maria. Ela, com efeito, foi escolhida desde toda a eternidade para ser o ventre puríssimo em que seria gerado o Homem-Deus e preparada, com uma plenitude de graças e dons, para dar à luz no Calvário, em meios a lágrimas corredentoras, a outros tantos filhos na ordem da graça, membros da Cabeça daquela Igreja de que ela é Mãe e protótipo. Por ser “imutável em sua conduta e em seus sentimentos”, é de crer que Deus, tendo dito a todos nós na pessoa de São João, de forma eficaz e constitutiva: “Eis aí a tua mãe” ( Jo 19, 26), não mudará seu pensamento e desejará sempre que seja Maria, Mãe espiritual dos que crêem, quem gere os membros que faltam ao Corpo de Cristo. #NossaSenhora
- A SAUDAÇÃO DE MARIA – Scott Hahn medita sobre o 4º Domingo do Advento
Neste último domingo antes do Natal, a Liturgia da Igreja revela a verdadeira identidade do nosso Redentor. Como diz a primeira leitura de hoje, Ele é o soberano, cuja “origem vem de tempos remotos, desde os dias da eternidade”. Ele chegará em Belém, onde Davi nasceu de Jessé de Éfrata e foi ungido rei (Rute 4, 11-17; 1 Samuel 16, 1-13; 17, 1; Mateus 2, 6). Deus prometeu que um herdeiro de Davi reinaria para sempre em seu trono (II Samuel 7, 12-13; Salmo 89; Salmo 132, 11-12). Jesus é esse herdeiro: Aquele que, segundo a promessa dos profetas, restauraria as tribos dispersas de Israel, reunindo-as em um novo reino (Isaías 9, 5-6; Ezequiel 34, 23-25, 30; 37,35). Ele é “o pastor de Israel”, como se canta no salmo de hoje. De seu trono, no céu, Ele desceu para nos salvar. A epístola de hoje nos diz que Ele é tanto o Filho de Davi, como o único Filho “gerado” de Deus, vindo “na carne” (Salmo 2, 7). Ele é, também, o nosso “sumo sacerdote”, nos moldes do misterioso Melquisedeque, o “sacerdote do Deus Altíssimo” que abençoou Abraão no alvorecer da história da salvação (Salmo 110, 4; Gênesis 14, 18-20). Tudo isso é reconhecido por João, quando salta de alegria no ventre de sua mãe. Isabel também está cheia de alegria e do Espírito Santo. Ela reconhece que, em Maria, a mãe do seu Senhor veio visitá-la. Ouvimos, em suas palavras, um eco do Salmo citado na epístola de hoje (Salmo 2, 7). Isabel abençoa Maria por ter acreditado que a Palavra de Deus nela se cumpriria. Maria é sinal não só do cumprimento da promessa do anjo para com ela, mas de todas as promessas de Deus, ao longo da história. Maria é aquela que eles esperavam na Primeira Leitura de hoje – a mãe que, chegado o tempo, iria dar à luz o Rei. Ela O dará à luz esta semana, no Natal. E o fruto do seu ventre deve nos trazer alegria, pois ela é a mãe do nosso Senhor. https://stpaulcenter.com/a-mothers-greeting-scott-hahn-reflects-on-the-fourth-sunday-of-advent/
- SÉRIE “THE CHOSEN” MOSTRA JESUS DO PONTO DE VISTA DOS SEUS DISCÍPULOS
A série The Chosen [“Os escolhidos”] mostra Jesus do ponto de vista dos Seus seguidores, como Simão Pedro, Mateus, Nicodemos e Maria Madalena, assim como o impacto radical que esse encontro proporciona na vida de quem O conhece. É daí que vem, aliás, o título da produção: “the chosen”, justamente “os escolhidos”, em inglês. Com efeitos visuais, fotografia e dramaturgia considerados à altura de grandes séries norte-americanas, a série foi lançada pela plataforma de streaming VidAngel. Para assistir à produção, basta instalar o aplicativo “The Chosen” (para Android ou para iPhone) ou acessar os episódios diretamente pelo site oficial. The Chosen foi produzida graças a uma bem-sucedida campanha de financiamento coletivo ( crowdfunding ) que angariou mais de 11 milhões de dólares junto a 16 mil investidores, superando todos os recordes de crowdfunding para produções audiovisuais em 2018. O público também superou as melhores expectativas: segundo a VidAngel, a série foi vista por mais de 1 bilhão de pessoas em todo o planeta. E o que os espectadores acham dos episódios? As notas conquistadas por The Chosen respondem a esta pergunta: a produção está entre as 250 melhores séries de todos os tempos do IMDb, um grande banco de dados sobre cinema, televisão e música. A primeira temporada tem 9 episódios, contando o piloto, e retrata os primeiros ensinamentos e milagres de Jesus. A segunda temporada foi lançada no Domingo de Páscoa de 2021, com 7 episódios focados na relação de Jesus com seus discípulos. Entre os seguidores escolhidos a que o título The Chosen faz menção, destacam-se, por exemplo: Simão Pedro : o primeiro Papa é mostrado tal como descrito nos Evangelhos – um pescador rude, bronco, teimoso e impulsivo, que se sentiu tão tocado por Jesus a ponto de abandonar tudo para segui-lo com grande dedicação, apesar dos altos e baixos próprios da incoerência e da volubilidade humanas. Maria Madalena : o roteiro explora o quanto foi transformador o encontro com Cristo para esta mulher de passado misterioso e muito sofrido, já que os Evangelhos informam que Jesus expulsou dela sete demônios. Nicodemos : o chefe dos fariseus admirava Jesus e O seguia em segredo, por medo da reação dos outros membros do seu grupo social e religioso – que rejeitavam o Nazareno. A série destaca a sua inquietação por conhecer aquele grande profeta, que encantava a multidão e operava milagres, assim como os seus questionamentos diante daquilo em que até então ele acreditava. Quem interpreta o protagonista da série é o ator, católico praticante, Jonathan Roumie, que dá vida à faceta humana de Jesus. O homem de Nazaré é mostrado justamente como um homem, ao alcance das outras pessoas: um jovem “normal”, que trabalhava, comia, bebia, convivia com as pessoas no meio dos fatos do dia a dia. Nessa cotidianidade, porém, Ele começa a realizar os primeiros milagres e a surpreender as multidões e também as autoridades. A série também mostra a opressão do Império Romano sobre os judeus e como aquele povo esperava um Messias libertador e poderoso, bem diferente do carpinteiro filho de José e Maria. https://pt.aleteia.org/2021/04/08/serie-the-chosen-mostra-jesus-do-ponto-de-vista-dos-seus-seguidores/ https://osaopaulo.org.br/mundo/the-chosen-a-serie-que-mostra-o-encontro-com-cristo-como-voce-nunca-viu/
- Centro Dom Bosco aciona Justiça contra especial de Natal Porta dos Fundos
De acordo com o portal ACI Digital a Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura (CDB) entrou com ação no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) contra o especial de Natal do Porta dos Fundos, “Te Prego Lá Fora”, a fim de “proteger o sentimento religioso de uma violação grave”. A associação afirma que o objetivo do processo é evitar o agravamento da “onda de intolerância contra aqueles que professam alguma religião”. A produção apresenta Jesus como um adolescente que precisa se adaptar à nova escola e, para que não suspeitem que ele é o Messias, adota uma postura de “bad boy”, que consome pornografia e encontra o Pai em um prostíbulo. O especial de Natal é um desenho animado dublado pelos comediantes do Porta dos Fundos. Foi lançado no dia 15 de dezembro no Brasil no serviço de streaming Paramount+. Também neste dia, houve o lançamento na mesma plataforma da versão em espanhol, “No te Claves”, no México, Argentina e Colômbia. No México, a produtora está presente desde 2019 com o nome Backdoor. O Centro Dom Bosco também processa na ação as empresas que administram a Paramount no Brasil. Em suas redes sociais o CDB comunicou sobre a ação: “Processamos a Paramount, empresa associada ao novo especial de Natal do Porta dos Fundos. Que Viva Cristo Rei”. Em 2019, o Centro Dom Bosco ajuizou Ação Civil Pública contra o Porta dos Fundos e a plataforma de streaming Netflix por causa do especial de Natal “A Primeira Tentação de Cristo”, que mostrou Jesus como homossexual. Em janeiro de 2020, o desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), atendeu a pedido liminar para suspender a exibição do filme, bem como trailers, making of, propaganda e qualquer publicidade da obra. No dia seguinte, o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, concedeu uma liminar autorizando a Netflix a exibir o filme. Essa decisão foi referendada pela Segunda Turma do Supremo, em novembro do ano passado. Em abril deste ano, a juíza Adriana Sucena Monteiro Jara Moura, da 16ª Vara Cível do TJRJ, julgou improcedentes os pedidos do Centro Dom Bosco. Na decisão, a juíza afirmou que “não ocorreu no caso em julgamento qualquer intolerância religiosa, sendo que esta não pode ser confundida com a crítica religiosa, realizada por meio de sátira, a elementos caros ao Cristianismo”. Fonte ACI Digital Leia também Outra vez Porta dos Fundos ataca os cristãos no Natal e católicos promovem abaixo-assinado
- Centro Dom Bosco aciona Justiça contra especial de Natal Porta dos Fundos
De acordo com o portal ACI Digital a Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura (CDB) entrou com ação no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) contra o especial de Natal do Porta dos Fundos, “Te Prego Lá Fora”, a fim de “proteger o sentimento religioso de uma violação grave”. A associação afirma que o objetivo do processo é evitar o agravamento da “onda de intolerância contra aqueles que professam alguma religião”. A produção apresenta Jesus como um adolescente que precisa se adaptar à nova escola e, para que não suspeitem que ele é o Messias, adota uma postura de “bad boy”, que consome pornografia e encontra o Pai em um prostíbulo. O especial de Natal é um desenho animado dublado pelos comediantes do Porta dos Fundos. Foi lançado no dia 15 de dezembro no Brasil no serviço de streaming Paramount+. Também neste dia, houve o lançamento na mesma plataforma da versão em espanhol, “No te Claves”, no México, Argentina e Colômbia. No México, a produtora está presente desde 2019 com o nome Backdoor. O Centro Dom Bosco também processa na ação as empresas que administram a Paramount no Brasil. Em suas redes sociais o CDB comunicou sobre a ação: “Processamos a Paramount, empresa associada ao novo especial de Natal do Porta dos Fundos. Que Viva Cristo Rei”. Em 2019, o Centro Dom Bosco ajuizou Ação Civil Pública contra o Porta dos Fundos e a plataforma de streaming Netflix por causa do especial de Natal “A Primeira Tentação de Cristo”, que mostrou Jesus como homossexual. Em janeiro de 2020, o desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), atendeu a pedido liminar para suspender a exibição do filme, bem como trailers, making of, propaganda e qualquer publicidade da obra. No dia seguinte, o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, concedeu uma liminar autorizando a Netflix a exibir o filme. Essa decisão foi referendada pela Segunda Turma do Supremo, em novembro do ano passado. Em abril deste ano, a juíza Adriana Sucena Monteiro Jara Moura, da 16ª Vara Cível do TJRJ, julgou improcedentes os pedidos do Centro Dom Bosco. Na decisão, a juíza afirmou que “não ocorreu no caso em julgamento qualquer intolerância religiosa, sendo que esta não pode ser confundida com a crítica religiosa, realizada por meio de sátira, a elementos caros ao Cristianismo”. Fonte ACI Digital Leia também Outra vez Porta dos Fundos ataca os cristãos no Natal e católicos promovem abaixo-assinado
- DO CATECISMO AO CATACLISMO – Pe. Santiago Martín
Pouco depois do fim do Concílio Vaticano II, em 1967, o Episcopado holandês publicou um catecismo que causou um escândalo nos Países Baixos e em grande parte do mundo. Em 1969, na mesma linha, o Conselho Pastoral holandês foi encerrado. Em 1970, Paulo VI escreveu ao Cardeal Alfrink, Arcebispo de Utrecht e principal líder da Igreja na Holanda, que estava perplexo com o conteúdo do catecismo, e que algumas das suas propostas lhe preocupavam seriamente. O Prefeito da Doutrina da Fé, Cardeal Sepe, escreveu em 1972 que o catecismo holandês nada tinha a ver com a religião cristã e tinha ultrapassado todos os limites do que era tolerável. O Vaticano ordenou que fossem feitas correções no catecismo em aspectos essenciais do mesmo, mas as autoridades da Igreja holandesa se recusaram, e o máximo que se conseguiu foi que um apêndice com estas correções fosse incluído no livro. Tudo isto já é História. No entanto, desse pó ainda sai esta lama. Nesta semana, foi publicado um estudo sobre a situação da Igreja nos Países Baixos. Em 1970, no auge do liberalismo naquele país, havia 2,7 milhões de católicos praticantes. Até 2030, restarão apenas 63.000. Entre 1970 e 2008, 400 igrejas foram demolidas ou adaptadas para outros usos, 25 das quais foram convertidas em mesquitas. Neste momento, um templo por semana está sendo fechado. Nos próximos anos, 80 por cento das igrejas perderão a sua função religiosa. Até a catedral de Utrecht foi vendida e o seu atual arcebispo, Cardeal Eijk, disse que o catolicismo, nos Países Baixos, está chegando ao fim; de fato, na sua diocese, a maior do país, permanecerão apenas 15 das atuais 280 igrejas. Teríamos chegado à situação atual sem aquele vendaval revolucionário que tornou a Igreja na Holanda a mais liberal do seu tempo, o modelo e a força motriz do que foi chamado o “espírito do Concílio”? Estou certo de que a secularização também teria afetado esse país, mas não da mesma forma feroz, atroz e irremediável. O catolicismo está em retiro no mundo ocidental, mas muito do que está acontecendo se deve a uma aplicação do Concílio Vaticano II em clara ruptura com tudo o que vinha antes. Para muitos (por exemplo, para a chamada “escola teológica de Bolonha”), há um antes e um depois do Concílio, na medida em que o que existiu antes necessita de profunda revisão, a fim de trazer a Igreja atualizada e em sintonia com o mundo. Além disso, segundo essa visão, o Vaticano II não deve ser lido e aplicado em continuidade com os ensinamentos dos quase dois mil anos de História da Igreja, incluindo os Evangelhos, mas em ruptura com eles. O objetivo é construir uma “nova Igreja”, como alguns andam dizendo agora, no contexto do atual Sínodo da Sinodalidade. O fato é que os resultados da experiência da “nova Igreja” — nos Países Baixos, Bélgica, França, Alemanha, Áustria, Suíça e alguns países da América Latina — são óbvios e não poderiam ser piores. Vão do catecismo ao cataclismo… Nos Países Baixos, 97% dos dois milhões e meio de católicos praticantes foram deixados à margem do caminho. E, apesar dos números escandalosos, eles continuam a insistir que este é o futuro. Se uma força maligna e diabólica quisesse acabar com a Igreja, não encontraria aliados melhores do que estes, que se apresentam como novos messias e chegam ao ponto de repudiar Jesus Cristo, que consideram ultrapassado, antiquado ou simplesmente mais um grande homem, que no entanto não é Deus, e cujos ensinamentos não podem ser considerados nem definitivos nem divinos. Poderá o barco da Igreja sobreviver a esta “tempestade perfeita”, caracterizada pelos ataques vindos do secularismo e pelas sabotagens internas desta teologia liberal e modernista? Sim, irá sobreviver. E também nos Países Baixos. Mas apenas restará um remanescente, aqueles 60.000, que não serão exatamente admiradores do catecismo holandês, mas da Palavra de Deus; e não serão adoradores de teólogos que se apresentaram como superiores a Cristo e que negaram a Sua divindade. Serão adoradores do Filho de Deus e filho de Maria, que O proclamarão, no meio da sua pobreza e assediados pelo mundo, como o seu único verdadeiro redentor e libertador.
- O PRANTO COMO PRIVILÉGIO – Corrado Gnerre
“O homem chora: este é o seu mais belo privilégio” [“L’homme pleure, et voilà son plus beau privilége”], disse o poeta francês Jacques Delille (1738-1813). O pranto como um privilégio… As palavras de Delille dizem uma coisa certa: só o homem chora, porque só o homem pensa e se entristece. É um privilégio devido à sua dimensão espiritual. Coisa que os animais não têm. No entanto, há outro privilégio no chorar, além daquele que o poeta francês enxerga. É o destino de compartilhar a dor redentora. Deus poderia usar outra forma para nos redimir, mas escolheu o sofrimento. E esse sofrimento pede uma correspondência, uma companhia, que só quem sofre pode proporcionar. É o privilégio de acompanhar o Senhor ao Calvário. É o privilégio que tudo torna doce, mesmo a dor mais terrível. É o privilégio que nos faz compreender o quanto Deus tudo dispôs da melhor maneira possível, para que ressoe como uma doce melodia. Recusá-lo traz, como consequência, o desespero. E o privilégio se transforma em maldição. http://itresentieri.it/bisaccia-n-64/
- Sangue de São Januário liquefaz pela terceira vez em 2021
O sangue de São Januário, padroeiro de Nápoles, permaneceu sólido na quinta-feira de manhã, mas o milagre ocorreu no final do dia. NÁPOLES, Itália — O sangue de São Januário liquefeito nesta quinta-feira após um dia de intensa oração na cidade italiana de Nápoles. O jornal Il Messaggero informou que o milagre ocorreu na noite de 16 de dezembro. Ele citou o Museu do Tesouro de San Gennaro como dizendo: “Depois de um dia inteiro de orações e a constante entonação do antigo canto dos ‘parentes’ de São Januário, que desde esta manhã invocaram a dissolução do coágulo sanguíneo sólido, o milagre de São Januário ocorreu às 5:59 p.m hoje.” O museu confirmou a notícia em um post em sua página no Facebook. O sangue de São Januário, padroeiro de Nápoles, permaneceu sólido na manhã de quinta-feira. Durante o milagre, a massa seca e de cor vermelha confinada a um lado de um relicário torna-se sangue que cobre todo o vidro. Na história local, a falha do sangue em liquefazer sinaliza guerra, fome, doença ou outro desastre. A liquefação tradicionalmente acontece pelo menos três vezes por ano: 19 de setembro, dia de festa do santo, o primeiro sábado de maio, e 16 de dezembro, aniversário da erupção de 1631 do monte Vesúvio próximo. O sangue do bispo do século III, contido em um frasco circular selado, liquefeito em maio e setembro deste ano, mas não mudou seu estado em dezembro de 2020. O relicário de São Januário é realizado pelo celebrante na Missa na Catedral de Nápoles, Itália, 16 de dezembro de 2021. Captura de tela de canale21.it. O padre Vincenzo de Gregorio, abade da Capela Real do Tesouro de San Gennaro, abriu um cofre contendo o relicário às 9h.m hora local em 16 de dezembro, de acordo com a mídia local. O relicário foi exibido no santuário da Catedral da Assunção de Maria durante a missa matinal. No final da missa, o sangue foi verificado pela segunda vez, mas permaneceu sólido. Os ossos e o sangue de São Januário — San Gennaro em italiano — são preservados como relíquias na Catedral de Nápoles. Acredita-se que o bispo da cidade do sul da Itália tenha sido martirizado durante a perseguição diocletiana. O milagre de renome é conhecido localmente e aceito, embora ainda não tenha recebido o reconhecimento oficial da Igreja. 16 de dezembro marca o aniversário da preservação de Nápoles da erupção do Monte Vesúvio em 1631. Segundo um jornalista italiano, é incomum que o milagre ocorra em 16 de dezembro. O sangue liquefeito mais vezes no dia da festa de São Januário, em 19 de setembro, e no sábado antes do primeiro domingo de maio. O martírio de são Januário São Januário, padroeiro de Nápoles, foi bispo de Benevento. Durante a perseguição contra os cristãos, foi feito prisioneiro junto com seus companheiros e submetido a terríveis torturas. Certo dia, ele e seus amigos foram lançados aos leões, mas as feras apenas rugiram sem se aproximar. Então, foram acusados de usar magia e condenados a morrer decapitados perto de Pozzuoli, onde também foram enterrados. Isso aconteceu por volta do ano 305. As relíquias de são Januário foram transladadas a diferentes lugares até que finalmente chegaram a Nápoles em 1497. Leia também Conheça mais sobre a vida deste grande santo, São Januário #SãoJanuário
- Sangue de São Januário liquefaz pela terceira vez em 2021
O sangue de São Januário, padroeiro de Nápoles, permaneceu sólido na quinta-feira de manhã, mas o milagre ocorreu no final do dia. NÁPOLES, Itália — O sangue de São Januário liquefeito nesta quinta-feira após um dia de intensa oração na cidade italiana de Nápoles. O jornal Il Messaggero informou que o milagre ocorreu na noite de 16 de dezembro. Ele citou o Museu do Tesouro de San Gennaro como dizendo: “Depois de um dia inteiro de orações e a constante entonação do antigo canto dos ‘parentes’ de São Januário, que desde esta manhã invocaram a dissolução do coágulo sanguíneo sólido, o milagre de São Januário ocorreu às 5:59 p.m hoje.” O museu confirmou a notícia em um post em sua página no Facebook. O sangue de São Januário, padroeiro de Nápoles, permaneceu sólido na manhã de quinta-feira. Durante o milagre, a massa seca e de cor vermelha confinada a um lado de um relicário torna-se sangue que cobre todo o vidro. Na história local, a falha do sangue em liquefazer sinaliza guerra, fome, doença ou outro desastre. A liquefação tradicionalmente acontece pelo menos três vezes por ano: 19 de setembro, dia de festa do santo, o primeiro sábado de maio, e 16 de dezembro, aniversário da erupção de 1631 do monte Vesúvio próximo. O sangue do bispo do século III, contido em um frasco circular selado, liquefeito em maio e setembro deste ano, mas não mudou seu estado em dezembro de 2020. O relicário de São Januário é realizado pelo celebrante na Missa na Catedral de Nápoles, Itália, 16 de dezembro de 2021. Captura de tela de canale21.it. O padre Vincenzo de Gregorio, abade da Capela Real do Tesouro de San Gennaro, abriu um cofre contendo o relicário às 9h.m hora local em 16 de dezembro, de acordo com a mídia local. O relicário foi exibido no santuário da Catedral da Assunção de Maria durante a missa matinal. No final da missa, o sangue foi verificado pela segunda vez, mas permaneceu sólido. Os ossos e o sangue de São Januário — San Gennaro em italiano — são preservados como relíquias na Catedral de Nápoles. Acredita-se que o bispo da cidade do sul da Itália tenha sido martirizado durante a perseguição diocletiana. O milagre de renome é conhecido localmente e aceito, embora ainda não tenha recebido o reconhecimento oficial da Igreja. 16 de dezembro marca o aniversário da preservação de Nápoles da erupção do Monte Vesúvio em 1631. Segundo um jornalista italiano, é incomum que o milagre ocorra em 16 de dezembro. O sangue liquefeito mais vezes no dia da festa de São Januário, em 19 de setembro, e no sábado antes do primeiro domingo de maio. O martírio de são Januário São Januário, padroeiro de Nápoles, foi bispo de Benevento. Durante a perseguição contra os cristãos, foi feito prisioneiro junto com seus companheiros e submetido a terríveis torturas. Certo dia, ele e seus amigos foram lançados aos leões, mas as feras apenas rugiram sem se aproximar. Então, foram acusados de usar magia e condenados a morrer decapitados perto de Pozzuoli, onde também foram enterrados. Isso aconteceu por volta do ano 305. As relíquias de são Januário foram transladadas a diferentes lugares até que finalmente chegaram a Nápoles em 1497. Leia também Conheça mais sobre a vida deste grande santo, São Januário #SãoJanuário
- Ladainha de Nossa Senhora
Ladainha de Nossa Senhora Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Pai celeste que sois Deus, tende piedade de nós. Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós. Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós. Santa Maria, rogai por nós. Santa Mãe de Deus, Santa Virgem das Virgens, Mãe de Jesus Cristo, Mãe da divina graça, Mãe puríssima, Mãe castíssima, Mãe imaculada, Mãe intacta, Mãe amável, Mãe admirável, Mãe do bom conselho, Mãe do Criador, Mãe do Salvador, Virgem prudentíssima, Virgem venerável, Virgem louvável, Virgem poderosa, Virgem clemente, Virgem fiel, Espelho de justiça, Sede de sabedoria, Causa da nossa alegria, Vaso espiritual, Vaso honorífico, Vaso insígne de devoção, Rosa mística, Torre de David, Torre de marfim, Casa de ouro, Arca da aliança, Porta do céu, rogai por nós. Estrela da manhã, Saúde dos enfermos, Refúgio dos pecadores, Consoladora dos aflitos, Auxílio dos cristãos, Rainha dos anjos, Rainha dos patriarcas, Rainha dos profetas, Rainha dos apóstolos, Rainha dos mártires, Rainha dos confessores, Rainha das virgens, Rainha de todos os santos, Rainha concebida sem pecado original, Rainha elevada ao céu, Rainha do sacratíssimo Rosário, Rainha da paz, Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós. V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Oremos. Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais aos vossos servos perpétua saúde de alma e de corpo; e que, pela gloriosa intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor. Amém. Reze conosco, todos os dias “Quem reza se salva, quem não reza certamente se condena!” Santo Afonso Maria de Ligório Orações da Manhã Orações da Noite Santo Terço Terço da Misericórdia Angelus (6h|12h|18h) Coroinha da Santíssima Virgem Via Sacra Comunhão Espiritual Conheça o Devocionário #NossaSenhora #Oração
- Ladainha de Nossa Senhora
Ladainha de Nossa Senhora Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Pai celeste que sois Deus, tende piedade de nós. Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós. Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós. Santa Maria, rogai por nós. Santa Mãe de Deus, Santa Virgem das Virgens, Mãe de Jesus Cristo, Mãe da divina graça, Mãe puríssima, Mãe castíssima, Mãe imaculada, Mãe intacta, Mãe amável, Mãe admirável, Mãe do bom conselho, Mãe do Criador, Mãe do Salvador, Virgem prudentíssima, Virgem venerável, Virgem louvável, Virgem poderosa, Virgem clemente, Virgem fiel, Espelho de justiça, Sede de sabedoria, Causa da nossa alegria, Vaso espiritual, Vaso honorífico, Vaso insígne de devoção, Rosa mística, Torre de David, Torre de marfim, Casa de ouro, Arca da aliança, Porta do céu, rogai por nós. Estrela da manhã, Saúde dos enfermos, Refúgio dos pecadores, Consoladora dos aflitos, Auxílio dos cristãos, Rainha dos anjos, Rainha dos patriarcas, Rainha dos profetas, Rainha dos apóstolos, Rainha dos mártires, Rainha dos confessores, Rainha das virgens, Rainha de todos os santos, Rainha concebida sem pecado original, Rainha elevada ao céu, Rainha do sacratíssimo Rosário, Rainha da paz, Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós. V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Oremos. Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais aos vossos servos perpétua saúde de alma e de corpo; e que, pela gloriosa intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor. Amém. Reze conosco, todos os dias “Quem reza se salva, quem não reza certamente se condena!” Santo Afonso Maria de Ligório Orações da Manhã Orações da Noite Santo Terço Terço da Misericórdia Angelus (6h|12h|18h) Coroinha da Santíssima Virgem Via Sacra Comunhão Espiritual Conheça o Devocionário #NossaSenhora #Oração
- ‘Apoie-se pesadamente no Senhor’: a perda de entes queridos, particularmente sentida com
‘Apoie-se pesadamente no Senhor’: a perda de entes queridos, particularmente sentida com a aproximação do Natal Os católicos em luto nesta época do ano encontram o apoio da fé e da família enquanto choram ao pé da manjedoura. Depois que o marido de Ginny Webb, Vincent, montou a árvore de Natal, ele periodicamente verificava como ela e a neta Harper a estavam decorando e a encorajava. Ginny, 66, de Frisco, Texas, não estava ansiosa para decorar a árvore este ano sem seu marido de 33 anos, que morreu inesperadamente em agosto de uma hemorragia cerebral, mas Harper a convenceu de que deveriam continuar a tradição. “Foi apenas diferente este ano”, disse ela. “Conseguimos, mas nossos corações não estavam 100%. [Harper] fez tanto esforço quanto eu. Eu poderia dizer que ela estava tentando – mas era diferente. ” Webb está entre muitos católicos que perderam recentemente um ente querido e estão lidando com a tristeza quando reuniões familiares, memórias e outros aspectos do Advento e do Natal que se aproxima podem inesperadamente desencadear emoções dolorosas. Embora a morte de Vincent Webb não tenha relação com o novo coronavírus, os terapeutas católicos dizem que muitos de seus clientes perderam entes queridos para o COVID-19. Eles falam sobre idéias espirituais e práticas para lidar com o luto durante os feriados e depois. E enquanto as mortes de COVID são sentidas, as famílias cujos entes queridos morreram de violência enfrentam traumas adicionais. A pandemia COVID-19 é responsável por quase 800.000 mortes nos Estados Unidos, de acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças . Para cada morte de um parente próximo, aproximadamente nove pessoas ficam enlutadas, de acordo com a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. E à luz dos tornados fatais que atingiram o coração dos Estados Unidos nos últimos dias, mais pessoas estão sofrendo com a aproximação do Natal. Uma pesquisa divulgada no mês passado revelou que 36% dos americanos não estavam ansiosos pelas férias deste ano por causa de sentimentos de tristeza ou perda. Lidando com a perda “Parece que tantas pessoas foram tocadas por tantas mortes, então é a combinação disso, onde eu não posso nem chorar por minha mãe, porque três meses depois meu irmão faleceu”, disse Dana Nygaard, terapeuta da Christian Comfort Counseling em Plano, Texas, cujos clientes variam de 18 a 70 anos. As restrições às visitas a hospitais diminuíram desde o ano passado, mas alguns se sentem culpados por não poderem estar com seus entes queridos no momento da morte, disse ela, acrescentando que adiar funerais por causa de bloqueios também complicou o luto. Esteja uma pessoa sofrendo uma ou mais perdas de entes queridos ou outra perda devastadora, o luto agravado é real e mais difícil nesta época do ano, disse Jeannie Ewing , uma escritora católica de Fort Wayne, Indiana, que escreve sobre luto, sofrimento redentor e esperando. Quando as lembranças são acionadas, podem ser um convite para que o Senhor entre em nossa dor, se nos permitirmos chorar e lembrar, disse Ewing. “Parte da dor está passando”, disse ela. “Não se trata de contornar algo; não está ignorando algo. Quando se trata de você, é um convite. É um aspecto da sua cura. ” O luto tem sido um processo diário para Webb, que às vezes luta contra a solidão. “Você sente que está muito submerso ou como se tivesse uma nuvem sobre sua cabeça”, disse ela. “Você tem que superar isso todos os dias. Eu não posso me deixar ficar muito nublado ou debaixo d’água, porque então a tristeza me envolve. (…) Confio muito no Senhor ”. Assim como a cura é única para cada pessoa, ela não acontece em uma linha do tempo exata, disse Nygaard . Os cinco estágios do luto são negação, raiva, barganha, depressão e aceitação, mas não há um cronograma definido para a cura. Como o luto consome muita energia em um momento em que até mesmo quem não sofre fica cansado, Nygaard sugeriu reduzir as expectativas sazonais e pedir, e aceitar, ajuda. Começar uma nova atividade pode trazer vida, mas Nygaard observou que a continuidade das tradições costuma trazer muito consolo. A homenagem a um ente querido pode oferecer conforto, disse Janet Sturtz, assistente social do Rejoice Counseling Apostolate, em Houston. Sturtz sugeriu acender uma vela na igreja, acompanhado de oração, ou escrever um bilhete para um ente querido e colocá-lo junto à meia de Natal. Lágrimas de tristeza têm propriedades curativas e comunicam aos outros que estamos sofrendo, disse Nygaard. “Quando alguém está chorando de tristeza, essas lágrimas têm uma composição química diferente daquela de cortar cebolas.” O luto pode trazer à tona muitas emoções diferentes e nos ensina a ser misericordiosos conosco e com os outros, disse Ewing. Apoio através do sofrimento Famílias enlutadas cujos entes queridos morreram na violência precisam de misericórdia nesta época do ano, que deve ser alegre, disse Mary Ellen Russell, diretora de assuntos comunitários da Arquidiocese de Baltimore, cujo Ministério do Luto estende a mão para essas famílias na cidade de Baltimore. “Conheço histórias pessoais de famílias que sofrem principalmente nas férias, sabendo que há um prato vazio na mesa num momento em que todos apreciam estar juntos e sentem muita falta da pessoa que perderam.” Iniciado há dois anos e meio atrás, o ministério do luto oferece oração e outro tipo de apoio às famílias que perdem entes queridos devido aos homicídios a cada semana na cidade, disse Russell. Até o momento, em 2021, a cidade registrou 319 homicídios registrados . De acordo com os dados do FBI de 2019 , Baltimore tem a segunda maior taxa de homicídios do país, depois de St. Louis, embora as mortes violentas também estejam aumentando em outras cidades, como Chicago . Muitas vítimas são jovens negros, disse Russell. A cada semana, o ministério envia os nomes das vítimas às paróquias arquidiocesanas, e muitos os leem durante as orações dominicais dos fiéis, disse ela. Trabalhando com o Departamento de Polícia da Cidade de Baltimore, os voluntários escrevem notas de solidariedade às famílias, tanto após a morte quanto no aniversário de um ano. Em parceria com a polícia e um centro local de apoio ao luto familiar sem fins lucrativos, os voluntários do ministério preparam pacotes de comida para as famílias. “Uma das coisas que ouvimos repetidamente é que não há como comparar esse tipo de perda com outros tipos de perda – é um nível de trauma muito complicado de lidar”, disse Russell. “E ser uma parte tão diária da vida de tantas comunidades, eu acho, tem um efeito traumático abrangente nas comunidades.” Continuar presente a uma pessoa em luto é uma das melhores maneiras de ajudá-la, disseram as fontes do artigo. A pessoa que apóia precisa iniciar a assistência, em vez de esperar que a pessoa em luto a solicite, disse Ewing. Como Sturtz disse: “O ministério de ouvir sua dor é tão importante e afirmá-la, normalizando-a para sua situação”. Se a pessoa se sentir confortável, não há problema em falar sobre o falecido e trazer boas lembranças ou compartilhar um poema ou música, disse ela. O nascimento de Cristo não pode ser separado de sua morte e, portanto, as perdas e renascimentos que vivenciamos muitas vezes coincidem ou se sobrepõem, disse Ewing. “Acho que outro belo farol da história do Natal é colocar nossa miséria aos pés da manjedoura: isso é o que ele mais quer de nós”, disse ela. “Se a única oração que podemos fazer a ele é nossa pobreza espiritual, então este é um presente poderoso.” Fonte: Nathional Catholic Register / Susan Klemond #lutocristão #morte #perdadosentesqueridos
- Católicos tradicionais emitem alarme enquanto Roma suprime a maioria dos antigos sacramentos de rito
Católicos tradicionais emitem alarme enquanto Roma suprime a maioria dos antigos sacramentos de rito Eles afirmam que a instrução pastoral de 7 de outubro que proíbe seis dos sete sacramentos celebrados de acordo com a forma extraordinária é uma violação da lei canônica e causará dano espiritual. ROMA – Advogados canônicos e especialistas em liturgia tradicional alertaram que uma instrução pastoral emitida pela Diocese de Roma que proíbe as comunidades tradicionais e os padres de celebrar todos os sacramentos com exceção da Eucaristia segundo a forma tradicional do Rito Romano é ilegal e prejudicará almas se continuar. As diretrizes, emitidas em uma carta de 7 de outubro assinada pelo Cardeal Angelo De Donatis, o Vigário de Roma, afirmava que, à luz dos Custódios Motu Proprio Traditionis do Papa Francisco de 16 de julho (Guardiães da Tradição) , “não é mais possível usar o Ritual Romano e outros livros litúrgicos do ‘rito antigo’ para a celebração dos sacramentos e sacramentais (por exemplo, nem mesmo o Ritual de Reconciliação dos Penitentes de acordo com a forma antiga). ” Esses sacramentos, ele continuou, são “expressamente proibidos e apenas o uso do Missale Romanum de 1962 [a forma da missa celebrada antes do Concílio Vaticano II] permanece permitido.” Além disso, disse que os padres – diocesanos ou religiosos – que desejassem celebrar a missa antiga devem ter autorização por escrito de um bispo da diocese. Por meio da carta do cardeal, a diocese proibiu, portanto, todas as formas sacramentais tradicionais de batismo, matrimônio, ordenação, penitência, confirmação e extrema unção (unção dos enfermos) sendo celebradas em Roma, permitindo apenas a Eucaristia na forma tradicional. A instrução também afirmava que o Tríduo Pascal não poderia mais ser celebrado de acordo com o Missal Romano de 1962 em qualquer lugar da diocese. O Cardeal De Donatis, que como vigário geral do Papa dirige a diocese em nome do Papa, escreveu que estava emitindo a instrução a fim de fornecer “diretrizes precisas” para a implementação dos Custódios Traditionis e “para o bem espiritual dos fiéis”. Traditionis Custodes , uma carta apostólica emitida motu proprio (por vontade do próprio Papa), com o objetivo de colocar restrições radicais à antiga Missa, também conhecida como a forma extraordinária do Rito Romano, a Missa Tridentina, ou a Missa Tradicional em Latim, que era celebrado antes das reformas litúrgicas do Papa São Paulo VI de 1970. O motu proprio revogou os decretos papais anteriores dos últimos 35 anos que haviam liberalizado esta forma antiga de missa, mais notavelmente a carta apostólica de 2007 de Bento XVI, Summorum Pontificum, que reconhecia o direito de todos os padres de celebrar a missa usando o Missal Romano de 1962. Um dos principais elementos dos Custódios Traditionis é a estipulação de que todos os padres de uma diocese que desejam celebrar os ritos tradicionais devem agora solicitar autorização por escrito do bispo diocesano. Também acabou com o direito dos grupos de terem a missa celebrada nas igrejas paroquiais, entre outras mudanças. Francisco disse que queria um “retorno no tempo devido” à liturgia instituída após o Concílio Vaticano II, e que havia imposto o decreto porque alguns fiéis tradicionais rejeitam o Vaticano II e afirmam que a liturgia reformada trai “a tradição e a ‘Igreja verdadeira’. Ele, portanto, disse que se sentiu impelido a dar um passo tão drástico “em defesa da unidade do Corpo de Cristo” depois que liberalizações anteriores do antigo rito, ele acreditava, foram exploradas para expor a Igreja “ao perigo de divisão. ” Excedendo os Guardiões da Tradição ? Mas os críticos dizem que a instrução de Roma vai muito além do decreto do Papa, que não mencionou a proibição dos antigos ritos litúrgicos. O padre Gerald Murray, canonista da Holy Family Church em Nova York, chamou a atenção para o artigo 1 dos Custódios Traditionis, que afirma que os livros litúrgicos do novo Missal Romano “são a expressão única da lex orandi [lei da oração] do Rito Romano , ”Frase que ele defende“ não estabelece em si canonicamente que todos os outros ritos sacramentais em uso no momento da emissão dos Custódios Traditionis são proibidos ”. Como exemplos, ele destacou outras partes do Rito Romano (por exemplo, o Ordinariato Anglicano e os ritos Ambrosiano, Galicano e Dominicano) e, ainda assim, estes são “claramente distintos da ‘expressão única do lex orandi ‘ encontrada nos ritos romanos revisados. ” Disse o Padre Murray, “Visto que a proibição dos ritos sacramentais mais antigos não é expressamente declarada nos Custódios Traditionis , não se deve afirmar que esta suposta proibição está, de fato, em vigor em virtude de uma identificação do que constitui o ‘único expressão do lex orandi . ‘” Peter Kwasniewski, um autor e especialista em liturgia tradicional, observou que esta ausência de uma proibição clara nos Custódios Traditionis significa que a instrução de Roma viola o Cânon 18, que exige que qualquer lei, pena ou restrição ao livre exercício de direitos deve estar sujeita a “ interpretação estrita. ” “Em outras palavras, se um sacramento deve ser cancelado – claramente uma pena ou uma restrição ao livre exercício de direitos – então deve ter sido expressamente cancelado. Mas a Traditionis Custodes não fazia isso ”, disse Kwasniewski. Ele também disse que a instrução contém outras violações, notadamente o Cânon 17, que diz que se o significado de uma lei é “duvidoso e obscuro”, deve-se consultar a mente do legislador. Kwasniewski lembrou que em comentários informais em setembro, o papa disse que o motu proprio não sugeria “abolir os antigos ritos ou o tríduo”, mas estabelecia “ limites ”. “Portanto, ou o Vicariato está se afastando da mente do legislador, ou não há clareza que possamos ter sobre o que exatamente é essa mente, caso em que o Cânon 14 entra totalmente em jogo”, argumentou Kwasniewski. O Cânon 14 estipula que os regulamentos “não obrigam quando houver dúvida sobre a lei”. O Padre Murray concordou, dizendo que ao proibir seis dos sete sacramentos na forma antiga, o vicariato de Roma agiu “além das palavras dos Custódios Traditionis e da intenção do legislador. ” Ele acrescentou:“ Assim, existe uma dúvida de lei e, portanto, a proibição de tais celebrações carece de força de lei até que a dúvida de lei tenha sido resolvida. ” Ele também concordou com Kwasniewski na aplicação dos Cânones 17 e 18 com respeito à instrução de Roma que excede os Custódios Traditionis. Uma outra violação, observaram os católicos tradicionais, é que, como acontece com os Custódios Traditionis e sua proibição de criar novas paróquias de rito tradicional , as proibições de Roma ameaçam violar as constituições aprovadas pela Santa Sé de comunidades tradicionais, como a Fraternidade Sacerdotal de São Pedro , o Instituto Cristo Rei e o Instituto do Bom Pastor – todos com presença em Roma. O Padre Murray sublinhou que essas constituições “permanecem em vigor e não podem ser anuladas por uma carta pastoral do Vicariato de Roma que carece de aprovação específica do Papa”. Priests Express Alarm Três padres tradicionais contactados pelo Registo, mas que não quiseram ser identificados devido ao actual clima de repressão, manifestaram-se alarmados com a decisão do vicariato. Referindo-se ao rito tradicional do batismo como exemplo, eles argumentaram que o antigo rito transmite mais claramente as verdades da fé, como a realidade de Satanás, a necessidade de ser purificado do pecado original e o chamado à santidade (é mais forte e mais exorcismos repetidos, eles argumentaram, e o uso de sal exorcizado). Eles também disseram que concede graças adicionais à medida que cada oração extra invoca graças de Deus e todo o rito é mais sagrado e solene. O padre Claude Barthe, um especialista em liturgia tradicional e sacerdote da Diocese de Fréjus-Toulon na França, disse acreditar que a mensagem doutrinária transmitida pelo rito batismal moderno é “claramente mais fraca em pelo menos um aspecto: o aspecto de lutar contra os diabo, que caracteriza tão fortemente a forma tradicional de batismo, e está praticamente borrado. ” Quanto aos outros sacramentos na forma antiga, os padres tradicionais diziam que a batalha espiritual também está presente neles, assim como a realidade do pecado, e que atuam como bons instrumentos catequéticos. Por essas e outras razões, eles acreditam que uma proibição seria prejudicial para as almas. Mons. Charles Pope, reitor e pastor da Arquidiocese de Washington, DC e contribuidor do Register, concordou “até certo ponto” com os padres e o padre Barthe sobre o rito batismal. Mas ele hesitou em descrever o novo rito batismal como “mais fraco” porque os Sacramentos têm poder ex opere operato (“do trabalho realizado”). Ele preferiu falar, como Santo Tomás de Aquino, da “fecundidade” do rito. Mons. Pope acrescentou que prefere falar de um “respeito mútuo” entre as formas mais antigas e novas e gosta de ambas por razões diferentes. Os antigos, disse ele, são “mais teologicamente precisos e enfatizam o mistério e a glória do que está acontecendo e de que estamos adorando e encontrando Deus”. Os ritos mais novos, por sua vez, “enfatizam a acessibilidade, são mais inclusivos para os fiéis na celebração dos ritos e são ricos em escrituras”. Mas ele apóia “revigorar o novo rito de batismo com um exorcismo mais vigoroso”, dizendo que o rito atual é escrito “mais como uma sugestão”, enquanto os demônios “respondem à voz de comando”. Os exorcismos da velha forma “certamente fizeram isso”, disse ele. Indo por baixo da terra Como consequência das proibições da Diocese de Roma, Kwasniewski acredita que os adeptos de receber os sacramentos na forma tradicional viajarão para onde possam recebê-los, possivelmente uma paróquia administrada pela tradicional Sociedade de São Pio X que não está em plena comunhão com Roma (um movimento contra o qual os bispos advertiram por uma variedade de razões), ou assisti-lo na televisão ou online ou desafiar seu bispo “sub-repticiamente”. O padre Barthe disse acreditar que a instrução de Roma tem “toda a aparência de um balão de ensaio” e que tentativas “serão feitas para impor isso em outro lugar”. Até agora, muito poucas outras dioceses seguiram o exemplo (Le Havre na França é uma outra), e nenhum bispo teria seguido a linha do Cardeal De Donatis nos Estados Unidos. Uma grande preocupação, observada em 12 de dezembro pelo site tradicional francês Paix Liturgique , é que se as proibições fossem estendidas às comunidades tradicionais, isso teria um “efeito devastador nas vocações que essas comunidades atraem”. O padre Barthe disse que se a instrução de Roma for repetida em outro lugar, “teremos que correr o risco de algum tipo de recusa”. Mons. Pope disse que lamentava “profundamente” a decisão do vicariato e temia que muitos bispos “pudessem vê-la como um modelo a seguir”, apesar das instruções que partem dos Custódios Traditionis. Ele acredita que ambas as formas do rito devem viver pacificamente lado a lado, permitindo a “diversidade e inclusão tantas vezes saudada por muitos”. “Colocar as pessoas à margem não parece promover a unidade que Francisco busca”, Mons. Pope disse. “Ter pessoas perto do coração da Igreja que desejam apenas o que a Igreja fez por séculos parece muito mais unidade.” O Vicariato de Roma não respondeu em tempo de imprensa a estas críticas à instrução, incluindo a acusação de que a proibição do Triduum no rito antigo ultrapassava os Custódios Traditionis. O Registo contactou também para comentários o Arcebispo Arthur Roche, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, e o Cardeal João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica. Ambos estão tratando da aplicação dos Custódios Traditionis, nas dioceses e nas comunidades tradicionais, respectivamente. O Cardeal Braz de Aviz se recusou a comentar, enquanto o Arcebispo Roche nos direcionou para uma curta entrevista em 14 de novembro com uma rede de televisão suíça de língua italiana, na qual ele disse que os Custódios Traditionis foram emitidos porque o “experimento” para liberalizar os ritos tradicionais “não teve um sucesso total ”e por isso foi necessário voltar ao que o Concílio Vaticano II“ exigia da Igreja ”. Nos comentários veiculados pela emissora, ele não falou sobre a proibição dos sacramentos tradicionais. FONTE: Nathional Catholic Register / Edward Pentin #católicostradicionais #sacramentos #supressãodossacramentos
- Homilia do Cardeal Burke na sua primeira Santa Missa pública
Homilia do Cardeal Burke na sua primeira Santa Missa pública Dezembro 14, 2021 Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ámen. O meu coração está cheio da mais profunda gratidão a Deus Omnipotente que, desde 10 de Agosto último, me conduziu, através de um grande sofrimento que aparentemente teria terminado em morte, a oferecer, hoje, a Santa Missa Pontifical de Nossa Senhora no Sábado do Advento, segundo o mais antigo uso do nosso amado Rito Romano. Ao agradecer a Deus por me ter conservado em vida, agradeço também a Nossa Senhora de Guadalupe, a Virgem Mãe de Deus, e a São José, seu Verdadeiro e Castíssimo Esposo, e a companhia de santos que intercederam tão poderosamente por mim durante o meu tempo de provação. Quando recuperei a consciência depois de passar nove críticos dias num ventilador, fiquei cheio do conhecimento de que Nossa Senhora de Guadalupe me tinha constantemente segurado nos seus braços e mantido unido no coração com o glorioso Coração trespassado do seu Divino Filho, o Sacratíssimo Coração de Jesus. Também tomei imediatamente conhecimento dos inúmeros fiéis que rezavam e ofereciam sofrimentos a Nosso Senhor, durante o tempo da minha doença e recuperação, pedindo-Lhe que me curasse e me desse forças. Embora tenha sido abençoado por ter excelentes cuidados médicos, que nunca esquecerei nas minhas gratas orações, foi Deus que respondeu a essas muitas orações e aceitou esses muitos sofrimentos, mantendo-me em vida e ajudando-me a recuperar as minhas forças. Ao agradecer a Deus hoje, ofereço gratas orações por todos os que imploraram a Nosso Senhor em meu nome, invocando a intercessão de Nossa Senhora, de São José e de todos os Santos. Ao oferecer a Santa Missa na Igreja do Santuário, apresso-me a expressar a minha mais profunda gratidão ao Padre Paul Check, Director Executivo, e ao pessoal do Santuário por todo o encorajamento e apoio dado a mim e à minha família durante os dias mais críticos da minha doença e recuperação. Também expresso a minha gratidão ao Oratório de Santa Maria em Wausau e, em particular, ao Cónego Aaron Huberfeld, Reitor do Oratório, ao Cónego Heitor Mateus, seu Vigário, e ao pessoal do Oratório por me terem acolhido durante os quase três meses completos da minha reabilitação. Agrada-me muito que o Coro do Oratório de Santa Maria ofereça a Sagrada Música para a Missa Pontifical de hoje e que tantos fiéis do Oratório estejam presentes. Estou profundamente grato ao Instituto de Cristo Rei e Sumo Sacerdote, do qual os Cónegos Huberfeld e Mateus são membros e do qual o meu secretário pessoal, o Cónego Stephen Michael Sharpe, é membro, pela assistência mais fiel e generosa que me foi prestada de tantas formas. Monsenhor Gilles Wach, Prior Geral do Instituto, e Monsenhor Michael Schmitz, seu Vigário-Geral, não se pouparam a nada para me prestarem a assistência do Instituto. Agradeço também à Madre Maria Regina, minha antiga secretária e agora Superiora das Filhas da Obra de Maria, por tudo o que as suas Irmãs e ela tão generosa e competentemente fizeram para me ajudar. Que Deus recompense abundantemente todos os que me ajudaram e continuam a ajudar-me, para que eu possa regressar plenamente ao serviço activo de Nosso Senhor e do Seu Corpo Místico, a Igreja. Claramente, se Nosso Senhor me tem mantido em vida, Ele deseja que eu seja cada vez mais fiel, generoso e puro no trabalho junto a Ele para a salvação das almas. De uma forma particular, para além das minhas responsabilidades como Bispo e membro do Sagrado Colégio dos Cardeais, quero concentrar o meu serviço a Nosso Senhor e ao Seu Corpo Místico, a Igreja, aqui no Santuário, ajudando o Santuário a ser um farol da verdade e do amor de Deus, num Mundo assolado por tantas mentiras e tantas acções odiosas. Com a ajuda de Nossa Senhora de Guadalupe e do seu santo mensageiro, São Juan Diego, quero ajudar os peregrinos do Santuário a terem o encontro mais pleno possível com Nosso Senhor, um encontro que os sustentará quando regressarem às suas casas, trabalho e outras actividades. De uma forma especial, dedicar-me-ei à realização da Casa de Retiro a ser construída ao lado da Igreja, para que os peregrinos possam passar aqui regularmente vários dias com Nosso Senhor, especialmente nos momentos mais importantes ou críticos das suas vidas. Após a Missa Pontifical, estarei presente na Cripta da Igreja do Santuário para vos saudar. Agradar-me-á cumprimentar e agradecer pessoalmente ao maior número possível de vós. A todos os que estão presentes para a Santa Missa ou que se juntam a nós através dos meios de comunicação, saibam que permanecerão sempre nas minhas orações de agradecimento. Por favor, continuem a rezar por mim. O Tempo do Advento e, de modo particular, a Missa Votiva de Nossa Senhora no Sábado do Advento, orientam-nos para a nossa necessidade fundamental de um relacionamento profundo e duradouro com Deus. Sem Deus, somos, de facto, como um solo ressequido que não tem vida e não pode fomentar a vida. Ao mesmo tempo, o Advento e a Missa Votiva de hoje testemunham a presença de Deus connosco na Igreja como o incomparável e duradouro fruto da Encarnação Redentora de Deus Filho para a nossa salvação. No Introito da Santa Missa de hoje, rezámos: «Ó céus, derramai dessas alturas o vosso orvalho: e que as nuvens chovam o Justo! Abra-se a terra e floresça o Salvador! Abençoastes, Senhor, a vossa terra: e livrastes Jacob do cativeiro.»[1] Dom Prosper Guéranger, no seu comentário sobre o Tempo do Advento, reza: «Vinde, ó Jesus, vinde depressa, e dai-nos dessa água, que brota do Vosso Sagrado Coração. (…) Esta água é a Vossa graça; que chova sobre as nossas almas ressequidas e elas também florescerão; que sacie a nossa sede e nós correremos no caminho dos Vossos preceitos e exemplos. (…) Não, não haverá mais mãos fracas, nem joelhos débeis, nem corações fracos; pois sabemos que é no amor que Vós vindes até nós. Só há uma coisa que nos entristece: a nossa preparação não está completa. Temos ainda alguns laços a quebrar; ajudai-nos a fazê-lo, ó Salvador da Humanidade!»[2] Ele exorta-nos: «Peçamos, juntamente com a Igreja, o orvalho que dará nova vida aos nossos corações e a chuva que os fará frutificar»[3]. Com que frequência sentimos falta de propósito e direcção nas nossas vidas? Quantas vezes as nossas vidas podem parecer-se com a terra seca e ressequida que tem estado sem orvalho ou chuva? É então que devemos levantar os nossos olhos para contemplar Nosso Senhor connosco na Igreja, sobretudo na Sagrada Eucaristia, e contemplar como Ele nos salvou pela Sua Encarnação Redentora e como continua a derramar nos nossos corações, do Seu glorioso Coração trespassado, a graça que torna as nossas vidas frutuosas, o que nos torna uma bênção para o nosso próximo. É a Mãe de Deus que nos ajuda a ver e a procurar no seu Divino Filho a graça que transforma uma vida que se tornou como um deserto numa vida que dá vida e fomenta a vida para os outros. Quando o Rei Acaz se recusou a recorrer a Nosso Senhor num tempo de morte e destruição iminente nas mãos de potências estrangeiras, Nosso Senhor, através do Profeta Isaías, prometeu: «Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o seu nome será Emanuel»[4]. A promessa de Nosso Senhor foi cumprida definitivamente quando o Arcanjo Gabriel anunciou à Virgem Maria: «Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe o trono de seu pai David, reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim»[5]. A nossa Mãe Santíssima, vaso escolhido em que Deus Filho tomou a nossa natureza humana, unindo-a à sua natureza divina, para nos salvar do pecado e para nos salvar para a vida eterna, está, no seu maternal amor por nós, constantemente a atrair-nos para erguer os olhos e ver a salvação que Nosso Senhor está a operar no nosso meio. Hoje em dia, tantos dão lugar ao desânimo ou até abandonam Nosso Senhor na Igreja, procurando-O noutro lugar. A tentação para desanimar ou até mesmo para abandonar Nosso Senhor é compreensível de um ponto de vista puramente humano. Se tudo o que somos e temos é unicamente desta terra, então não temos motivos para ter esperança. Mas a nossa Mãe Santíssima faz-nos olhar para cima, para que não vejamos apenas o mundo terreno e passageiro à nossa volta e não vejamos o nosso destino eterno. Com a sua ajuda, não só aceitamos mas até abraçamos com alegria o sofrimento do tempo presente, porque nos permite participar nos sofrimentos de Cristo em prol da nossa salvação e da salvação do Mundo. Com São Paulo, rejubilamos por completar nos nossos corpos o sofrimento de Cristo por causa da vida eterna, por causa do «mistério: Cristo entre vós, a esperança da glória»[6]. A nossa única preocupação deve ser a de dar mais completamente o nosso coração ao Sagrado Coração de Jesus, que nós, como indivíduos e nas nossas casas, vivamos em Cristo. Recordemos diariamente as palavras de São Paulo, que nos escreveu como seus «filhos», descrevendo-se a si próprio «com dores de parto, até que Cristo se forme entre vós»[7]: «Aspirai às coisas do Alto e não às coisas da terra. Vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, a vossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele em glória»[8]. Que a observância do Sagrado Tempo do Advento e da Missa Votiva de Nossa Senhora no Advento de hoje nos traga a graça de conhecer sempre quem somos em Cristo e de viver em Cristo, com os olhos fixos no destino da nossa peregrinação terrena: a vida eterna com Deus – Pai, Filho e Espírito Santo –, na companhia dos anjos, na Comunhão dos Santos. A beleza da Sagrada Liturgia de hoje é uma antecipação da beleza eterna dos «novos céus e uma nova terra onde habite a justiça»[9], que Nosso Senhor estabelecerá definitivamente na Sua vinda final e que é o destino da nossa peregrinação terrena. Convidando-nos a entrar na Sagrada Liturgia com todo o nosso coração, a nossa Mãe Santíssima ensina-nos a considerar toda a vida sob o aspecto da eternidade, a olhar para tudo nesta terra no contexto do Mistério da Fé, no qual participamos mais perfeitamente através da Santa Missa até participarmos para sempre «no banquete das núpcias do Cordeiro»[10]. Unindo os nossos corações com o Imaculado Coração de Maria, levemo-los ao glorioso Coração trespassado de Jesus. Ele está sempre pronto a receber os nossos corações, a curá-los na Sua imensurável e incessante misericórdia, e a inflamá-los com o Seu amor puro e altruísta. Que Cristo, por intercessão da Sua Virgem Mãe, derrame sobre os nossos corações o Orvalho e a Chuva da Sua graça, que os torna novos, que os torna frutuosos para o nosso próximo e para o nosso Mundo. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ámen. Raymond Leo Cardeal Burke [1] “Rorate, caeli, desuper, et nubes pluant iustum: aperiatur terra, et germinet Salvatorem. Ps. 84,2 Benedixisti, Domine, terram tuam: avertisti captivitatem Iacob.” Missale Romanum, Missa de Sancta Maria in Sabbato, I, Tempore Adventus, Antiphona ad Introitum. [2] “O Sauveur ! venez vite nous donner de cette Eau dont votre Cœur est la source, … Cette Eau est votre Grâce ; qu’elle arrose notre aridité, et nous fleurirons aussi ; qu’elle désaltère notre soif, et nous courrons la voie de vos préceptes et de vos exemples, … Non, désormais nos bras ne sont plus abattus ; nos genoux ne tremblent plus ; nous savons que c’est dans l’amour que vous venez. Une seule chose nous attriste : c’est de voir que notre préparation n’est pas parfaite. Nous avons encore des liens à rompre ; aidez-nous, ô Sauveur des hommes !” Prosper Guéranger, L’Année liturgique, L’Avent, 21ème éd. (Tours: Maison Alfred Mame et Fils, 1926), p. 250. [Guéranger]. [3] “[D]emandons, avec la sainte Église, la rosée qui rafraîchira notre cœur, la pluie qui le rendra fécond.” Guéranger, p. 251. [4] Is 7, 14. [5] Lc 1, 31-33. [6] Cl 1, 27. [7] Gl 4, 19. [8] Cl 3, 2-4. [9] 2 Pe 3, 13; cf. Ap 21, 1-8. [10] Ap 19, 9. FONTE: Dies Irae #HomiliadoCardealBurke #HomiliadoCardealBurkenasuaprimeiraSantaMissapública
- Notre-Dame não deve tornar-se uma Disneyland sincretista
Notre-Dame não deve tornar-se uma Disneyland sincretista Dezembro 10, 2021 A Igreja de França não tem paz, o assédio é contínuo, após o escandaloso Relatório CIASE e o seu desmascaramento, a espantosa decisão do Papa de demitir o Arcebispo de Paris, Mons. Aupetit, e o choque provocado na diocese, agora avança uma tempestade sobre o restauro da Catedral de Notre-Dame. 9 de Dezembro deveria ter sido a data escolhida para a revolução contra a Igreja de França, agora talvez o plano tenha saltado. Segundo o jornal inglês The Telegraph, a Catedral de Notre-Dame poderia ser transformada num “parque temático” ao estilo da Disneyland, ou pelo menos é isso que os planos de renovação vazados sugerem. A Catedral de Notre-Dame, uma das catedrais mais queridas pelos fiéis católicos de todo o Mundo e de França, tinha sofrido um grande incêndio (cujas causas ainda não foram esclarecidas) a 15 de Abril de 2019, no qual tanto o telhado como o pináculo foram quase totalmente destruídos. Embora tenha sido decidido que o exterior da catedral será reconstruído com materiais tradicionais, desde os últimos dias tem-se discutido sobre a hipótese de restauro no interior da igreja e, segundo os planos publicados pelo jornal inglês, o interior da catedral poderia tornar-se um “parque temático” politicamente correcto, com até as partes mais bem conservadas destinadas a mudar radicalmente. Os confessionários, os altares e as estátuas clássicas serão substituídos por murais de arte moderna, enquanto a iluminação e os efeitos sonoros (certamente não litúrgicos) serão acrescentados para criar os chamados “espaços emocionais” para os visitantes e os fiéis. Também as “capelas temáticas” (que terão por protagonistas os continentes africano e asiático) serão acrescentadas ao edifício como parte do que tem sido apelidado de “percurso de descoberta”. A última capela do “percurso” interior da catedral, dedicada à chamada “criação reconciliada”, concentrar-se-á inteiramente sobre o ambientalismo. Não faltarão as citações bíblicas, que serão também projectadas nas paredes desta última capela em muitas línguas, incluindo o mandarim. Uma fonte próxima dos projectistas da reestruturação denunciou que a remodelação planeada “mutilaria” o trabalho do arquitecto Eugène Viollet-le-Duc, que guiou um importante restauro da igreja durante meados do século XIX, e toda a tradição arquitectónica e litúrgica do edifício, que foi construído no século XIV. A intenção é transformar Notre-Dame num showroom litúrgico experimental que não existe em mais nenhuma parte do Mundo, enquanto deveria tornar a ser um ponto de referência para os fiéis e qualquer pessoa interessada em apreciar a beleza e a tradição católica da França. A reunião crucial da Comissão do Património Nacional Francês sobre a reestruturação de Notre-Dame terá lugar a 9 de Dezembro [ontem, n.d.r.], só nessa data é que a Diocese de Paris apresentará as suas propostas para o restauro ou a renovação interior do edifício, assegurando, ao mesmo tempo, que se deseja um restauro fiel da catedral. Há muitas dúvidas sobre o resultado da reunião e, especialmente, sobre as verdadeiras intenções da arquidiocese. Le Figaro, por exemplo, diz que o projecto para o interior da catedral, elaborado durante o ano passado com a máxima discrição pelo Arcebispado, será escrutinado com muito cuidado porque muitos dos peritos da Comissão, arquitectos e historiadores, vêem cada ligeira mudança com um olhar muito negativo. Outros observadores, Le Monde na liderança, regozijam-se com as notícias de que Notre-Dame vai ser transformada num novo “parque de diversões” para sentimentalistas, ambientalistas e sincretistas. Laurent Carpentier escreve no jornal mais vendido em França que «um restauro estritamente idêntico ao original seria uma capitulação», enquanto o incêndio de 2019 «transformou o interior da catedral numa página em branco, uma oportunidade inesperada de reformular o espaço litúrgico» a favor da «modernidade e do ecumenismo» e contra «os garantes de um conservadorismo nostálgico». O historiador da arte francês Didier Rykner tem uma visão diametralmente oposta. Em La Tribune de l’Art, descreve o projecto, que será apresentado, nos próximos dias, pela Diocese à Comissão, como «feio, indigno de Notre-Dame e [que] deve ser firmemente contrariado pelos amantes do património». Rykner descreve em pormenor o caos que se pretende realizar: «muitos altares serão inteiramente despojados não só do seu mobiliário (ostensórios, candelabros…), mas também das esculturas… os confessionários serão retirados de todas as capelas laterais… as capelas serão preenchidas com obras de arte contemporânea, das quais nada se sabe». E quem financiará estes restauros? Os iconoclastas parisienses, quer usem batina ou avental, também dependem fortemente das doações dos fiéis, mas será muito difícil convencê-los sem um plano claro e um compromisso firme de restaurar a Catedral de Notre-Dame ao seu antigo e original esplendor como lugar de fé para com Nossa Senhora e o Seu Filho Jesus. A 9 de Dezembro, a loucura do restauro deveria ter sido discutida (talvez aprovada) em Paris, no mesmo dia o Presidente da CIASE e toda a Comissão deveriam ter-se encontrado com o Papa em Roma. A 9 de Dezembro celebra-se o aniversário da Lei de Separação entre Estado e Igreja de França, fortemente defendida pelos maçons em 1905. A intenção era apresentar a nova face da Igreja, humilhada e disposta a destruir as suas catedrais e transformá-la de “sistematicamente pedófila” em “sentimentalmente sincretista”. Projecto desmascarado e, esperamos, falhado. FONTE: Dies Irae / Luca Volontè #Disneyland #NotreDame #parquetemático
- Irregularidades Financeiras no Vaticano
O julgamento por supostas irregularidades financeiras do Vaticano não entrará em sua fase decisiva até a segunda quinzena de fevereiro A audiência desta terça-feira deste processo durou apenas 10 minutos, motivada pela compra de um edifício localizado num luxuoso bairro de Londres com fundos da Secretaria de Estado da Santa Sé. O julgamento pelas alegadas irregularidades financeiras cometidas pela Secretaria de Estado da Santa Sé , que tem o cardeal Angelo Becciu entre seus seis réus , não entrará em sua fase decisiva até a segunda quinzena de fevereiro , quando os erros cometidos pelo Ministério Público em a apresentação das acusações conforme os pedidos dos advogados de defesa. Na audiência realizada nesta terça-feira, que aconteceu em uma sala dos Museus do Vaticano e durou apenas 10 minutos, o presidente do Tribunal de Justiça da Cidade do Vaticano, Giuseppe Pignatone , explicou que ainda é preciso mais tempo para avançar nesta Sentença nascida do investigação motivada pela compra de um prédio em bairro nobre de Londres com recursos do Secretário de Estado. A polêmica operação aconteceu quando Becciu era o substituto desse dicastério chave no funcionamento da Cúria Romana e era o encarregado de decidir seus investimentos. Parte do dinheiro destinado à aquisição do imóvel veio do Obolus de San Pedro , fundo para o qual convergem as doações que os fiéis fazem ao Papa para custear suas obras de caridade e o funcionamento da Igreja Católica. Pignatone anunciou nesta terça-feira que o Ministério Público tem até o dia 10 de janeiro para apresentar aos envolvidos no caso a transcrição dos interrogatórios gravados em vídeo, a começar pelo de monsenhor Alberto Perlasca, a ‘garganta profunda’ desse processo , como foi durante anos o chefe do escritório administrativo do Secretário de Estado, que era responsável pelos investimentos. Perlasca passou de acusada a informada dos acontecimentos após concordar em colaborar com os investigadores. “Vamos provar a inocência de Becciu” O magistrado também marcou a próxima audiência para o dia 25 de janeiro , que também será transitória. “Espero pela última vez”, disse Pignatone. Nele, o acusado só será informado se for encaminhado a julgamento ou se o processo for arquivado. Os advogados de Becciu celebraram que o Ministério Público finalmente permitirá que os defensores tenham acesso aos depoimentos completos das pessoas interrogadas, o que facilitará que “possamos finalmente provar a inocência absoluta do cardeal” . No entanto, Becciu sofreu um revés na segunda-feira, quando um tribunal italiano rejeitou seu pedido para que Perlasca o indenizasse com meio milhão de euros pelos supostos danos que sua acusação teria causado a ele no processo do Vaticano. FONTE: VIDA NUEVA DIGITAL #IrregularidadesFinanceirasnoVaticano
- Outra vez Porta dos Fundos ataca os cristãos no Natal e católicos promovem abaixo-assinado
A produtora Porta dos Fundos lançou no dia 6 de dezembro o teaser e o cartaz de seu especial de Natal deste ano, intitulado “Te Prego La Fora”. O vídeo volta a ofender e desrespeitar o cristianismo, fé da imensa maioria da população brasileira, como na produção de 2019 “A Primeira Tentação de Cristo”. O video, um desenho animado dublado pelos comediantes do grupo, mostra Jesus como um adolescente que consome pornografia e encontra seu pai em um prostíbulo. O advogado Miguel Vidigal, da União dos Juristas Católicos de São Paulo (Ujucasp) afirmou à que “o respeito à dignidade da religião” é garantido pela Constituição e não pode ser violado por manifestações artísticas. O especial tem lançamento marcado para 15 de dezembro, no serviço de streaming Paramount+, que detém 51% da produtora. Na história, Jesus é um adolescente que precisa se adaptar como aluno novo na Escola Municipal Eva & Adão. Para que não suspeitem que ele é o Messias, adota uma postura de “bad boy”. Em uma das cenas do teaser , alguém pergunta: “Por acaso Jesus teria isso aqui, pornografia?” e mostra um pergaminho com os pés de uma mulher. Em outra cena, Jesus aparece em um prostíbulo e diz “isso não é de Deus”. Outra pessoa aponta para uma prostituta e responde: “Na verdade, aquela mais alta ali é exclusiva de Deus”. Em seguida, aparece em uma cama com outras mulheres um homem mais velho, de barba branca, que remete ao imaginário sobre a aparência de Deus. Ele diz: “Jesus?”, e as mulheres se transformam em pombas brancas. Segundo o advogado Miguel Vidigal, “o respeito à dignidade da religião é dever de todos e um dos direitos fundamentais, previsto na nossa Constituição Federal no artigo 5º, inciso VI, que garante proteção à religião e à liturgia. Nenhuma manifestação pretensamente artística pode sobrepor-se à inviolabilidade de consciência e crença”. Recordou ainda que o artigo 208 do Código Penal estabelece o crime de “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa”. “Em um mundo cheio de divisões e brigas, o que essa produção pretende? Produzir união, difundir o amor, ou por outra, procura alegrar meia dúzia de ateus e agnósticos, zombando da crença alheia e blasfemando contra Deus?”, questionou o advogado, acrescentando que “obviamente os produtores sabem que estão espalhando ódio e confusão”. O Instituto Plínio Corrêa de Oliveira lançou um abaixo-assinado contra o especial de Natal do Porta dos Fundos que “escarneia da fé cristã no Brasil”. Na petição, solicita “uma legislação mais efetiva para proteger o cristianismo em nosso país”. Clique aqui para assinar o abaixo-assinado Esta não é a primeira vez que o Porta dos Fundos produz conteúdo com ofensas ao cristianismo. O especial de Natal de 2019, “A Primeira Tentação de Cristo”, lançado pela Netflix, mostrou Jesus como homossexual, a Virgem Maria como prostituta e os apóstolos como alcoólatras. A Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura (CDB) ajuizou Ação Civil Pública contra o Porta dos Fundos e a plataforma de streaming Netflix. Em janeiro de 2020, o desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio (TRJ), atendeu a pedido liminar para suspender a exibição do filme, bem como trailers, making of, propaganda e qualquer publicidade da obra. No dia seguinte, o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, concedeu uma liminar autorizando a Netflix a exibir o filme. Essa decisão foi referendada pela Segunda Turma do Supremo, em novembro do ano passado. Leia também Mais de 1 milhão pessoas exigem que Netflix retire filme do Porta dos Fundos com “Jesus gay” Em abril deste ano, a Juíza Adriana Sucena Monteiro Jara Moura, da 16ª Vara Cível do TRJ, julgou improcedentes os pedidos do Centro Dom Bosco. Na decisão, a juíza afirmou que “não ocorreu no caso em julgamento qualquer intolerância religiosa, sendo que esta não pode ser confundida com a crítica religiosa, realizada por meio de sátira, a elementos caros ao Cristianismo”. Brasil Paralelo ou Porta dos Fundos: Jesus na manjedoura ou no prostíbulo? Qual Especial de Natal representa os seus valores? Dezembro chegou e mais uma vez Gregório Duvivier e outros humoristas do grupo Porta dos Fundos parodiaram a história de Jesus Cristo. Não é a primeira vez que o Porta dos Fundos se envolve em polêmicas envolvendo a fé dos cristãos. Em 2019, lançaram na Netflix o filme “A Primeira Tentação de Cristo”, no qual Jesus é homossexual e Maria é uma mulher promíscua. Para Gregório Duvivier, que interpretou Jesus gay, “O Cristo do Porta dos Fundos é o Cristo do amor”. Na época, o bispo Dom Henrique Soares perguntava tanto a cristãos quanto a não cristãos: “Para onde vai uma sociedade que desrespeita a religião e a sensibilidade das pessoas? Como construiremos um espaço de tolerância e respeito deste modo?” Leia também PORTA DOS FUNDOS: BLASFÊMIA E ESCÁRNIO CONTRA A FÉ CRISTÃ Criticados por todo ano fazerem humor com a fé cristã, Fábio Porchat certa vez relatou ao jornal Estadão: “A gente tem batido em coisas que, na verdade, merecem apanhar. (…) Eu, por exemplo, não faço piada com Alá e Maomé, porque não quero morrer! Não quero que explodam a minha casa só por isso (risos)”. Este ano, o grupo voltou a fazer piadas sobre a vida de Jesus. Anunciaram para o dia 15 de dezembro uma animação chamada “Te prego lá fora”. No filme, Jesus é um adolescente que estuda na Escola Municipal Eva & Adão, quer ser Bad Boy e não quer ser descoberto como o Messias – detalhes pouco polêmicos em comparação ao conteúdo do filme. Em conversa com Otaviano Costa, no Otalab, a atriz do Porta dos Fundos, Evelyn Castro, que interpreta Maria há três anos, disse não entender o que causa revolta nas pessoas. Disse também que eles não fazem deboche, mas sim uma crítica social para as pessoas pensarem. Leia também Muçulmanos defendem fé católica contra Netflix e Porta dos Fundos; CNBB se mantém calada O Especial de Natal da Brasil Paralelo Para a empresa Brasil Paralelo, o que está por trás das paródias do Porta dos Fundos é uma mensagem ideológica. A proposta da empresa de entretenimento e educação é fortalecer o verdadeiro sentido do Natal e isso envolve reflexões sobre família, amor ao próximo, caridade, fé e esperança. No ano passado a produtora lançou um Especial que alcançou mais de dois milhões de espectadores. A intenção é tornar o especial uma tradição anual, através de forte investimento e divulgação gratuita. A segunda edição do Especial de Natal foi ao ar nos dias 13, 14 e 15 de dezembro . Os apresentadores serão o jornalista Luís Ernesto Lacombe e a professora Lara Brenner. O evento foi gravado no palco do Teatro Bradesco e por lá passaram mais de 20 convidados ao longo dos três dias. Eles partilharam suas reflexões, aprendizados e histórias emocionantes, tudo acompanhado de orquestra e música ao vivo. A parte musical contou com o solista Alvaro Siviero, pianista convidado a tocar para o papa Bento XVI, o tenor Marcello Vannucci, a soprano Claudia Neves e o cantor Douglas Alessi, destaque do The Voice Brasil. Grandes obras como Adeste Fidelis, Nessun Dorma, Ave Maria de Gounod e Noite Feliz foram acompanhados pela Orquestra Mozarteum Brasileiro e pelo Coral Del Chiaro. A classificação indicativa é livre para toda a família. O filme “Te prego lá fora”, do Porta dos Fundos, vai ao ar no dia 15 de dezembro. O Especial de Natal da Brasil Paralelo , vai ao ar nos dias 13, 14 e 15 de dezembro. Ambos estreiam na mesma semana, mas um segue a linha de ruptura com a mensagem do Natal e o outro a do resgate. É possível que os dois programas sejam frutos de polêmicas, porém, por motivos diferentes. O Especial de Natal da Brasil Paralelo contrasta com o Especial de Natal da produtora Porta dos Fundos. Qual deles representa os seus valores? Assista: Leia também Governo polonês pede que Netflix exclua filme do Porta dos Fundos Fã-clube de Jesus tem se mostrado perigoso e triste, diz Fábio Porchat “A gente está rindo, brincando com pessoas que não sofrem por serem quem são. Isso que o Porta sempre tentou fazer, não rir de quem está apanhando, mas de quem está batendo e, ultimamente, o fã-clube de Jesus tem se mostrado bastante perigoso e bastante triste”, disse o comediante Fábio Porchat, do grupo Porta dos Fundos, na entrevista coletiva de lançamento do especial de Natal, “Te Prego lá Fora”. O especial será lançado no dia 15 de dezembro, no serviço de streaming Paramount+ no Brasil, México, Argentina e Colômbia. O teaser do filme foi lançado no dia 6 de dezembro. O vídeo é um desenho animado dublado pelos comediantes do grupo. Na história, Jesus é um adolescente que precisa se adaptar como aluno novo na Escola Municipal Eva & Adão. Para que não suspeitem que ele é o Messias, adota uma postura de “bad boy”, que consome pornografia e encontra o Pai em um prostíbulo. Durante coletiva de apresentação do filme à imprensa em 13 de dezembro, Porchat, que é roteirista do especial, afirmou que o Porta dos Fundos “lança vários tipos de conteúdo” durante o ano e “brinca com todas as religiões”. “É claro que, em um país que talvez seja o maior país cristão do mundo em quantidade, as pessoas conhecem as histórias da Bíblia, têm essa referência. A gente ri daquilo que a gente conhece”, declarou. “Agora, tem muita gente que diz: por que pode brincar com Jesus, mas não pode fazer piada com gay? A gente tem que lembrar que a gente vive em um país que mata gays por eles serem gays. Mas ninguém mata um católico por ele ser católico, um evangélico por ser evangélico”, disse. Leia também Resposta ao questionamento do Porta dos Fundos: “E se Jesus fosse gay? Qual o problema?” Esta não é a primeira vez que o Porta dos Fundos produz conteúdo com as mesmas piadas ofensivas ao cristianismo. O especial de Natal de 2019, “A Primeira Tentação de Cristo”, lançado pela Netflix, mostrou Jesus como homossexual, a Virgem Maria como prostituta e os apóstolos como alcoólatras. A produção foi alvo de ação na Justiça, mas em abril deste ano, a juíza Adriana Sucena Monteiro Jara Moura, da 16ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, decidiu manter a exibição do filme por considerar que não houve “intolerância religiosa”. Na época do lançamento deste especial, a sede da produtora no Rio de Janeiro sofreu um ataque com coquetel molotov. Para Porchat, as críticas ao Porta dos Fundos não têm consequências negativas para suas produções, ao contrário, geram maior interesse. “É engraçado porque as pessoas gostam muito mais de aparecer do que se importar de verdade. Os especiais de Natal ‘A primeira tentação de Cristo’ e ‘Se beber não ceie’ já estão no Youtube e não deu problema nenhum. As pessoas reclamaram e jogaram bomba depois que saiu, mas depois que passou essa maré, está lá e todo mundo está assistindo. Inclusive, estava no Netflix, que é pago, e agora está no Youtube, que é de graça e ninguém mais reclamou”, disse. “No fim das contas, isso só ajuda a gente, só chama mais atenção para o especial, só chama atenção para nosso conteúdo, só faz com que as pessoas queiram saber o que está acontecendo. Eles não percebem que isso só atrai mais público para gente”, afirmou. Fonte ACI Digital Leia também Mais um bispo se manifesta contra Porta dos Fundos: “Liberdade de expressão ou autorização do desrespeito?”
- Outra vez Porta dos Fundos ataca os cristãos no Natal e católicos promovem abaixo-assinado
A produtora Porta dos Fundos lançou no dia 6 de dezembro o teaser e o cartaz de seu especial de Natal deste ano, intitulado “Te Prego La Fora”. O vídeo volta a ofender e desrespeitar o cristianismo, fé da imensa maioria da população brasileira, como na produção de 2019 “A Primeira Tentação de Cristo”. O video, um desenho animado dublado pelos comediantes do grupo, mostra Jesus como um adolescente que consome pornografia e encontra seu pai em um prostíbulo. O advogado Miguel Vidigal, da União dos Juristas Católicos de São Paulo (Ujucasp) afirmou à que “o respeito à dignidade da religião” é garantido pela Constituição e não pode ser violado por manifestações artísticas. O especial tem lançamento marcado para 15 de dezembro, no serviço de streaming Paramount+, que detém 51% da produtora. Na história, Jesus é um adolescente que precisa se adaptar como aluno novo na Escola Municipal Eva & Adão. Para que não suspeitem que ele é o Messias, adota uma postura de “bad boy”. Em uma das cenas do teaser , alguém pergunta: “Por acaso Jesus teria isso aqui, pornografia?” e mostra um pergaminho com os pés de uma mulher. Em outra cena, Jesus aparece em um prostíbulo e diz “isso não é de Deus”. Outra pessoa aponta para uma prostituta e responde: “Na verdade, aquela mais alta ali é exclusiva de Deus”. Em seguida, aparece em uma cama com outras mulheres um homem mais velho, de barba branca, que remete ao imaginário sobre a aparência de Deus. Ele diz: “Jesus?”, e as mulheres se transformam em pombas brancas. Segundo o advogado Miguel Vidigal, “o respeito à dignidade da religião é dever de todos e um dos direitos fundamentais, previsto na nossa Constituição Federal no artigo 5º, inciso VI, que garante proteção à religião e à liturgia. Nenhuma manifestação pretensamente artística pode sobrepor-se à inviolabilidade de consciência e crença”. Recordou ainda que o artigo 208 do Código Penal estabelece o crime de “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa”. “Em um mundo cheio de divisões e brigas, o que essa produção pretende? Produzir união, difundir o amor, ou por outra, procura alegrar meia dúzia de ateus e agnósticos, zombando da crença alheia e blasfemando contra Deus?”, questionou o advogado, acrescentando que “obviamente os produtores sabem que estão espalhando ódio e confusão”. O Instituto Plínio Corrêa de Oliveira lançou um abaixo-assinado contra o especial de Natal do Porta dos Fundos que “escarneia da fé cristã no Brasil”. Na petição, solicita “uma legislação mais efetiva para proteger o cristianismo em nosso país”. Clique aqui para assinar o abaixo-assinado Esta não é a primeira vez que o Porta dos Fundos produz conteúdo com ofensas ao cristianismo. O especial de Natal de 2019, “A Primeira Tentação de Cristo”, lançado pela Netflix, mostrou Jesus como homossexual, a Virgem Maria como prostituta e os apóstolos como alcoólatras. A Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura (CDB) ajuizou Ação Civil Pública contra o Porta dos Fundos e a plataforma de streaming Netflix. Em janeiro de 2020, o desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio (TRJ), atendeu a pedido liminar para suspender a exibição do filme, bem como trailers, making of, propaganda e qualquer publicidade da obra. No dia seguinte, o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, concedeu uma liminar autorizando a Netflix a exibir o filme. Essa decisão foi referendada pela Segunda Turma do Supremo, em novembro do ano passado. Leia também Mais de 1 milhão pessoas exigem que Netflix retire filme do Porta dos Fundos com “Jesus gay” Em abril deste ano, a Juíza Adriana Sucena Monteiro Jara Moura, da 16ª Vara Cível do TRJ, julgou improcedentes os pedidos do Centro Dom Bosco. Na decisão, a juíza afirmou que “não ocorreu no caso em julgamento qualquer intolerância religiosa, sendo que esta não pode ser confundida com a crítica religiosa, realizada por meio de sátira, a elementos caros ao Cristianismo”. Brasil Paralelo ou Porta dos Fundos: Jesus na manjedoura ou no prostíbulo? Qual Especial de Natal representa os seus valores? Dezembro chegou e mais uma vez Gregório Duvivier e outros humoristas do grupo Porta dos Fundos parodiaram a história de Jesus Cristo. Não é a primeira vez que o Porta dos Fundos se envolve em polêmicas envolvendo a fé dos cristãos. Em 2019, lançaram na Netflix o filme “A Primeira Tentação de Cristo”, no qual Jesus é homossexual e Maria é uma mulher promíscua. Para Gregório Duvivier, que interpretou Jesus gay, “O Cristo do Porta dos Fundos é o Cristo do amor”. Na época, o bispo Dom Henrique Soares perguntava tanto a cristãos quanto a não cristãos: “Para onde vai uma sociedade que desrespeita a religião e a sensibilidade das pessoas? Como construiremos um espaço de tolerância e respeito deste modo?” Leia também PORTA DOS FUNDOS: BLASFÊMIA E ESCÁRNIO CONTRA A FÉ CRISTÃ Criticados por todo ano fazerem humor com a fé cristã, Fábio Porchat certa vez relatou ao jornal Estadão: “A gente tem batido em coisas que, na verdade, merecem apanhar. (…) Eu, por exemplo, não faço piada com Alá e Maomé, porque não quero morrer! Não quero que explodam a minha casa só por isso (risos)”. Este ano, o grupo voltou a fazer piadas sobre a vida de Jesus. Anunciaram para o dia 15 de dezembro uma animação chamada “Te prego lá fora”. No filme, Jesus é um adolescente que estuda na Escola Municipal Eva & Adão, quer ser Bad Boy e não quer ser descoberto como o Messias – detalhes pouco polêmicos em comparação ao conteúdo do filme. Em conversa com Otaviano Costa, no Otalab, a atriz do Porta dos Fundos, Evelyn Castro, que interpreta Maria há três anos, disse não entender o que causa revolta nas pessoas. Disse também que eles não fazem deboche, mas sim uma crítica social para as pessoas pensarem. Leia também Muçulmanos defendem fé católica contra Netflix e Porta dos Fundos; CNBB se mantém calada O Especial de Natal da Brasil Paralelo Para a empresa Brasil Paralelo, o que está por trás das paródias do Porta dos Fundos é uma mensagem ideológica. A proposta da empresa de entretenimento e educação é fortalecer o verdadeiro sentido do Natal e isso envolve reflexões sobre família, amor ao próximo, caridade, fé e esperança. No ano passado a produtora lançou um Especial que alcançou mais de dois milhões de espectadores. A intenção é tornar o especial uma tradição anual, através de forte investimento e divulgação gratuita. A segunda edição do Especial de Natal foi ao ar nos dias 13, 14 e 15 de dezembro . Os apresentadores serão o jornalista Luís Ernesto Lacombe e a professora Lara Brenner. O evento foi gravado no palco do Teatro Bradesco e por lá passaram mais de 20 convidados ao longo dos três dias. Eles partilharam suas reflexões, aprendizados e histórias emocionantes, tudo acompanhado de orquestra e música ao vivo. A parte musical contou com o solista Alvaro Siviero, pianista convidado a tocar para o papa Bento XVI, o tenor Marcello Vannucci, a soprano Claudia Neves e o cantor Douglas Alessi, destaque do The Voice Brasil. Grandes obras como Adeste Fidelis, Nessun Dorma, Ave Maria de Gounod e Noite Feliz foram acompanhados pela Orquestra Mozarteum Brasileiro e pelo Coral Del Chiaro. A classificação indicativa é livre para toda a família. O filme “Te prego lá fora”, do Porta dos Fundos, vai ao ar no dia 15 de dezembro. O Especial de Natal da Brasil Paralelo , vai ao ar nos dias 13, 14 e 15 de dezembro. Ambos estreiam na mesma semana, mas um segue a linha de ruptura com a mensagem do Natal e o outro a do resgate. É possível que os dois programas sejam frutos de polêmicas, porém, por motivos diferentes. O Especial de Natal da Brasil Paralelo contrasta com o Especial de Natal da produtora Porta dos Fundos. Qual deles representa os seus valores? Assista: Leia também Governo polonês pede que Netflix exclua filme do Porta dos Fundos Fã-clube de Jesus tem se mostrado perigoso e triste, diz Fábio Porchat “A gente está rindo, brincando com pessoas que não sofrem por serem quem são. Isso que o Porta sempre tentou fazer, não rir de quem está apanhando, mas de quem está batendo e, ultimamente, o fã-clube de Jesus tem se mostrado bastante perigoso e bastante triste”, disse o comediante Fábio Porchat, do grupo Porta dos Fundos, na entrevista coletiva de lançamento do especial de Natal, “Te Prego lá Fora”. O especial será lançado no dia 15 de dezembro, no serviço de streaming Paramount+ no Brasil, México, Argentina e Colômbia. O teaser do filme foi lançado no dia 6 de dezembro. O vídeo é um desenho animado dublado pelos comediantes do grupo. Na história, Jesus é um adolescente que precisa se adaptar como aluno novo na Escola Municipal Eva & Adão. Para que não suspeitem que ele é o Messias, adota uma postura de “bad boy”, que consome pornografia e encontra o Pai em um prostíbulo. Durante coletiva de apresentação do filme à imprensa em 13 de dezembro, Porchat, que é roteirista do especial, afirmou que o Porta dos Fundos “lança vários tipos de conteúdo” durante o ano e “brinca com todas as religiões”. “É claro que, em um país que talvez seja o maior país cristão do mundo em quantidade, as pessoas conhecem as histórias da Bíblia, têm essa referência. A gente ri daquilo que a gente conhece”, declarou. “Agora, tem muita gente que diz: por que pode brincar com Jesus, mas não pode fazer piada com gay? A gente tem que lembrar que a gente vive em um país que mata gays por eles serem gays. Mas ninguém mata um católico por ele ser católico, um evangélico por ser evangélico”, disse. Leia também Resposta ao questionamento do Porta dos Fundos: “E se Jesus fosse gay? Qual o problema?” Esta não é a primeira vez que o Porta dos Fundos produz conteúdo com as mesmas piadas ofensivas ao cristianismo. O especial de Natal de 2019, “A Primeira Tentação de Cristo”, lançado pela Netflix, mostrou Jesus como homossexual, a Virgem Maria como prostituta e os apóstolos como alcoólatras. A produção foi alvo de ação na Justiça, mas em abril deste ano, a juíza Adriana Sucena Monteiro Jara Moura, da 16ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, decidiu manter a exibição do filme por considerar que não houve “intolerância religiosa”. Na época do lançamento deste especial, a sede da produtora no Rio de Janeiro sofreu um ataque com coquetel molotov. Para Porchat, as críticas ao Porta dos Fundos não têm consequências negativas para suas produções, ao contrário, geram maior interesse. “É engraçado porque as pessoas gostam muito mais de aparecer do que se importar de verdade. Os especiais de Natal ‘A primeira tentação de Cristo’ e ‘Se beber não ceie’ já estão no Youtube e não deu problema nenhum. As pessoas reclamaram e jogaram bomba depois que saiu, mas depois que passou essa maré, está lá e todo mundo está assistindo. Inclusive, estava no Netflix, que é pago, e agora está no Youtube, que é de graça e ninguém mais reclamou”, disse. “No fim das contas, isso só ajuda a gente, só chama mais atenção para o especial, só chama atenção para nosso conteúdo, só faz com que as pessoas queiram saber o que está acontecendo. Eles não percebem que isso só atrai mais público para gente”, afirmou. Fonte ACI Digital Leia também Mais um bispo se manifesta contra Porta dos Fundos: “Liberdade de expressão ou autorização do desrespeito?”
- O CANCELAMENTO DO NATAL E A NAVE DA BOA MORTE
A descristianização da Europa caminha a passos largos. Diminui cada vez mais, no velho continente, o número dos que se declaram cristãos. Templos são demolidos ou adaptados para outros usos. Os parlamentos votam leis que coíbem a expressão dos valores e princípios religiosos, em especial no terreno da moral. Símbolos religiosos são retirados de espaços públicos, quando não são alvo de atos sacrílegos da parte de militantes de conhecidas minorias. O simbolismo do Natal é um dos mais visados. Recentemente, o governo da União Europeia fez que uma de suas comissões, a Comissão de Igualdade, enviasse sugestões a todos os Estados-membros no sentido de evitar-se, nas mensagens emitidas por entidades públicas neste final de ano, qualquer referência ao Natal como festa religiosa. O motivo aparente era que isto poderia soar desconfortável aos não-cristãos e, assim, recomendava-se o uso de uma linguagem neutra e mais “inclusiva”. É, inegavelmente, a volta do paganismo e, com ele, o retorno e a normalização de certas práticas que a moral cristã havia abolido, como o aborto e o suicídio. Como consequência da banalização da morte e da ausência de Deus na cultura moderna, chega agora da Europa a notícia de que a Suíça — país em que o suicídio já está legalizado — autorizou, oficialmente, o uso comercial de uma recém-criada máquina de suicidar. É isto mesmo: uma geringonça eletrônica criada para pôr fim à vida das pessoas, da maneira mais light possível. Trata-se do sofisticado Sarco-Pod, produzidos pela Exit International, uma organização sem fins lucrativos que promove a eutanásia naquele continente. A máquina possui a forma de uma cápsula, e foi projetada para acomodar em seu interior um ser humano adulto, em posição confortavelmente reclinada. A utilização de tão nobre serviço tem lá suas regras (afinal, a Suíça é um país civilizado). O candidato, desejoso de ir “dessa pra melhor”, antes do “embarque” deverá passar por uma entrevista e responder a uma série de perguntas, que visam garantir que ele esteja de fato bem consciente do que vai fazer. Se aprovado no teste psicológico, receberá um código de acesso e poderá enfim subir na confortável nave, que obviamente jamais sairá do lugar, embora permita ao desesperançado usuário empreender a viagem mais longa e decisiva de sua vida, sem direito a bilhete de volta. Como funciona a máquina da morte? A cápsula fecha-se hermeticamente e o futuro defunto só terá de acionar uma pequena alavanca, que fará o ambiente encher-se rapidamente de nitrogênio. O nitrogênio vai eliminar todo o oxigênio do interior, e o cliente da Exit International cochilará (garantem que sem dor) em apenas trinta segundos. O trânsito do aqui-e-agora ao depois-e-além será tão suave, que nem se descarta a possibilidade de o viajante garatujar, no rosto, a discreta flor de um sorriso. O design elegante e moderno, que nada tem a ver com o aspecto funerário habitualmente associado às coisas da morte, pretende driblar o grande mistério desse que é momento mais importante da vida humana, passando ao usuário a ideia de que só vai fazer mais uma viagem: uma viagem a um novo e ignorado destino. É a ciência e a tecnologia modernas dando mais um passo no sentido de “matar a morte”, ou de, pelo menos, inventar uma morte mais civilizada, à altura do homem emancipado de nossos dias, que decidiu viver além do bem e do mal, e do mesmo modo morrer. Na Suíça, onde o suicídio assistido é legal, põem fim à própria vida cerca de 1300 pessoas por ano, cujos distúrbios comportamentais as pílulas psiquiátricas e os cuidados psicoterapêuticos não conseguem resolver. Com a chegada dos Sarco-Pods e sua admirável solução tecnológica, prometendo a mais tranquila, a mais doce, a mais rápida e a mais eficiente das mortes, acredita-se que esse número possa aumentar bastante. Tomara que não.
- EM DEFESA DA LIBERDADE DE ENSINO
O vídeo a seguir registrou uma audiência pública da Câmara dos Deputados, no dia 06/12/2021, organizada pela deputada federal católica Chris Tonietto. O objetivo dessa audiência não-presencial foi chamar a atenção para a importância da educação domiciliar, o “homeschooling” — e a necessidade urgente de sua regulamentação —, nessa época em que as instituições de ensino (tanto estatais como privadas) querem eliminar todos os valores cristãos e humanísticos na aprendizagem escolar. Foram convidadas as seguintes pessoas: Andreia Medrado Serrano – Professora de Letras e membro do Movimento Brasil pela Educação; João Malheiro – Diretor Pedagógico do Colégio Porto Real; Fausto Zamboni – professor de Língua e Literatura Italiana na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE); Tales Alcântara de Melo – Advogado e Presidente do Instituto Família e Vida de Jundiaí; Gabriel Leite Mendes – Presidente do EdChoice Brasil.













































