O COMUNISMO ESTÁ DE VOLTA NO OCIDENTE?

[O Observatório Cardeal Van Thuân, instituto italiano de estudos que tem por objetivo divulgar a Doutrina Social da Igreja em todo o mundo, realizou no último mês de novembro um simpósio sobre o atual capital-socialismo chinês, e a sedução que esse modelo de Estado exerce sobre o Ocidente. Abaixo, uma breve apresentação do relatório que o Observatório acaba de publicar sobre o assunto, com estudos de especialistas italianos e americanos. O Observatório é dirigido pelo filósofo Stefano Fontana].
Os observadores políticos usam, cada vez mais, a expressão “modelo chinês” para compreender o presente e, sobretudo, para prever o futuro. A China teria criado um modelo político e econômico que se propõe ir além das fronteiras nacionais, uma vez que é considerado válido e eficaz em nível global.
O principal elemento do modelo chinês é a mistura de centralismo totalitário e desenvolvimento econômico e tecnológico. Ao mesmo tempo, exerce-se ali um controle rigoroso da população, incluindo convicções éticas e religiosas. Essa ligação entre totalitarismo político e tecnologias avançadas parece destinada —embora nem todos concordem — a fazer da China um gigante geopolítico que remodelará as relações globais.
Diz-se que existe uma incompatibilidade fundamental entre o modelo chinês e as democracias ocidentais, mas, dado o apelo que ele exerce aqui, entre nós, e as debilidades próprias do Ocidente, também se pode pensar o contrário. Basta ver a crescente centralização do poder e dos instrumentos de controle sistêmico nas democracias ocidentais por motivos sanitários, fiscais, comerciais, burocráticos, midiáticos e assim por diante.
Mesmo em nossas democracias, existe uma oligarquia política, um controle cada vez mais meticuloso sobre a vida dos cidadãos, uma vigilância sobre a vida religiosa, um planejamento familiar imposto de cima.
Em muitos aspectos, o modelo chinês já está aqui.
















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