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  • DIÁLOGO ENTRE A MÁRTIR ROMANA SANTA PERPÉTUA E O SEU PAI

    Santa Perpétua, ainda catecúmena, foi presa juntamente com vários outros cristãos, durante uma perseguição desencadeada por volta do ano 200. O pai, que sabia que bastava à filha dizer, ainda que da boca para fora, que não era cristã, e então seria poupada, foi vê-la na prisão para convencê-la a compadecer-se dele e de toda a família. — Pai — disse-lhe Perpétua —, o senhor está vendo o vaso que está ali no chão? — Vejo — respondeu-lhe o pai. — Por acaso é possível dar-lhe outro nome diferente do que tem? — Não. — Pois eu também não posso ser chamada com outro nome diferente do que tenho: cristã. (In Thomas More. A sós, com Deus. São Paulo, Quadrante, 2017, p. 88)

  • Dez igrejas sofrem incêndios criminosos no Canadá

    Pelo menos dez igrejas católicas e templos anglicanos foram vítimas de incêndios criminosos após a descoberta, no final de maio, de túmulos não marcados de centenas de crianças indígenas nas antigas escolas residenciais dirigidas por católicos no Canadá. Várias das igrejas atingidas, na sua maioria católicas, estão nos territórios das Nações Originárias do Canadá, as Primeiras Nações, ao sul da região ártica. Mais de mil túmulos anônimos nas antigas escolas residenciais criadas pelo governo canadense. Mais da metade dessas escolas foi administrada pela Igreja Católica entre 1831 e 1996. Em 22 de maio, foram encontrados os primeiros 215 túmulos anônimos de crianças indígenas na escola residencial indígena Kamloops, na Colúmbia Britânica. Em 24 de junho, líderes da Primeira Nação de Cowessess anunciaram o descobrimento de 751 túmulos anônimos na antiga escola Marieval. Outros 182 restos humanos foram encontrados perto da antiga escola da Missão de San Eugênio, dirigida por católicos em Cranbrook, também na Colúmbia Britânica. Até o momento, não se sabe a identidade nem as circunstâncias da morte dos menores. Na época, os óbitos e os enterros não foram documentados. A descoberta dos túmulos foi possível graças ao uso de um radar de penetração terrestre. Neste fim de semana, o jornal americano Fox News noticiou que várias igrejas foram incendiadas na Colúmbia Britânica. No dia 21 de junho, a igreja do Sagrado Coração foi incendiada em Penticton Indian Band. No mesmo dia, também foi incendiada a igreja católica de São Gregório, nas terras da Osoyoos Indian Band. No dia 26 de junho, outras duas igrejas católicas, Nossa Senhora de Lourdes Chopaka e Sant´Ana, foram incendiadas em terras indígenas. No mesmo dia, a igreja anglicana de São Paulo também foi danificada por um pequeno incêndio. Mas no dia 1º de julho, o templo voltou a sofrer um novo incêndio que o destruiu completamente. Em 28 de junho, foi a vez de um novo incêndio na igreja católica da Primeira Nação Siksika, que terminou sendo controlado. Em Alberta, a igreja da paróquia de São João Batista foi incendiada no dia 30 de junho. No dia seguinte, 1º de julho, a catedral de São Patrício em Yellowknife, nos territórios do noroeste, também foi atacada, sofrendo danos menores. Um incêndio, que foi controlado, atingiu, no dia 2 de julho, a igreja anglicana de São Columbano, na Colúmbia Britânica. No domingo, 4 de julho, houve um incêndio no templo da House of Prayer Alliance Church, na cidade de Calgary. Pelo menos 10 igrejas da cidade foram manchadas com tinta vermelha ou marcas de mãos vermelhas. Uma delas teve a janela quebrada e uma lata de tinta foi jogada no seu interior. O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, se reuniu com líderes indígenas e funcionários provinciais na sexta-feira, 2 de julho para condenar a onda de incêndios. “Não posso deixar de pensar que queimar igrejas está realmente privando as pessoas que precisam de luto, cura e lugares onde possam chorar, refletir e buscar apoio. Não devemos atacar os edifícios que podem servir de consolo para alguns dos nossos concidadãos”, disse o primeiro-ministro. Além das autoridades, sobreviventes das escolas residenciais e líderes indígenas também estão pedindo o fim da violência. “Queimar igrejas não é um ato de solidariedade para conosco, os povos indígenas. Como eu disse, não destruímos os locais de culto das pessoas”, afirmou Jenn Allan-Riley, líder pentecostal indígena da Living Waters Church, em entrevista coletiva na segunda-feira, 5 de julho. “Nos preocupa que o incêndio e a destruição de igrejas tragam mais conflitos, depressão e ansiedade àqueles que já estão em luto e abalados”. Allan-Riley é uma antiga aluna das escolas residenciais. Queimar as igrejas “não é nossa forma nativa”, disse ela, para quem os incêndios alimentam a divisão entre os povos indígenas e os não-indígenas. Vários ex-alunos das escolas residenciais “permaneceram católicos e agora perderam seu lugar de culto e consolo”, disse a ministra pentecostal. A Conferência Canadense de Bispos Católicos (CCCB) informou, na semana passada, que o papa Francisco receberá bispos canadenses, antigos alunos das escolas residenciais e líderes indígenas em audiências privadas no Vaticano entre os dias 17 e 20 de dezembro de 2021. “O papa Francisco está profundamente comprometido na escuta direta dos povos indígenas, expressando sua sincera proximidade, abordando o impacto da colonização e do papel da Igreja no sistema escolar residencial, com a esperança de responder ao sofrimento dos povos indígenas e os efeitos em curso do trauma intergeracional”, acrescentaram os bispos canadenses. Na oração do Ângelus do domingo 6 de junho Francisco uniu-se “aos bispos canadenses e a toda a Igreja Católica do Canadá para expressar minha proximidade ao povo canadense, que ficou traumatizado com esta chocante notícia” dos túmulos anônimos. Além disso, afirmou que o descobrimento, que definiu como “espantoso” e “triste”, “aumenta a nossa consciência da dor e do sofrimento do passado”. “Que as autoridades políticas e religiosas do Canadá continuem colaborando com determinação para aclarar este triste acontecimento e comprometer-se humildemente em um caminho de reconciliação e cura”, acrescentou. Na oração, o papa confiou “ao Senhor as almas de todas as crianças mortas nas escolas residenciais do Canadá” e rezou “pelas famílias e comunidades autóctones canadenses que enfrentam a dor”.

  • Dez igrejas sofrem incêndios criminosos no Canadá

    Pelo menos dez igrejas católicas e templos anglicanos foram vítimas de incêndios criminosos após a descoberta, no final de maio, de túmulos não marcados de centenas de crianças indígenas nas antigas escolas residenciais dirigidas por católicos no Canadá. Várias das igrejas atingidas, na sua maioria católicas, estão nos territórios das Nações Originárias do Canadá, as Primeiras Nações, ao sul da região ártica. Mais de mil túmulos anônimos nas antigas escolas residenciais criadas pelo governo canadense. Mais da metade dessas escolas foi administrada pela Igreja Católica entre 1831 e 1996. Em 22 de maio, foram encontrados os primeiros 215 túmulos anônimos de crianças indígenas na escola residencial indígena Kamloops, na Colúmbia Britânica. Em 24 de junho, líderes da Primeira Nação de Cowessess anunciaram o descobrimento de 751 túmulos anônimos na antiga escola Marieval. Outros 182 restos humanos foram encontrados perto da antiga escola da Missão de San Eugênio, dirigida por católicos em Cranbrook, também na Colúmbia Britânica. Até o momento, não se sabe a identidade nem as circunstâncias da morte dos menores. Na época, os óbitos e os enterros não foram documentados. A descoberta dos túmulos foi possível graças ao uso de um radar de penetração terrestre. Neste fim de semana, o jornal americano Fox News noticiou que várias igrejas foram incendiadas na Colúmbia Britânica. No dia 21 de junho, a igreja do Sagrado Coração foi incendiada em Penticton Indian Band. No mesmo dia, também foi incendiada a igreja católica de São Gregório, nas terras da Osoyoos Indian Band. No dia 26 de junho, outras duas igrejas católicas, Nossa Senhora de Lourdes Chopaka e Sant´Ana, foram incendiadas em terras indígenas. No mesmo dia, a igreja anglicana de São Paulo também foi danificada por um pequeno incêndio. Mas no dia 1º de julho, o templo voltou a sofrer um novo incêndio que o destruiu completamente. Em 28 de junho, foi a vez de um novo incêndio na igreja católica da Primeira Nação Siksika, que terminou sendo controlado. Em Alberta, a igreja da paróquia de São João Batista foi incendiada no dia 30 de junho. No dia seguinte, 1º de julho, a catedral de São Patrício em Yellowknife, nos territórios do noroeste, também foi atacada, sofrendo danos menores. Um incêndio, que foi controlado, atingiu, no dia 2 de julho, a igreja anglicana de São Columbano, na Colúmbia Britânica. No domingo, 4 de julho, houve um incêndio no templo da House of Prayer Alliance Church, na cidade de Calgary. Pelo menos 10 igrejas da cidade foram manchadas com tinta vermelha ou marcas de mãos vermelhas. Uma delas teve a janela quebrada e uma lata de tinta foi jogada no seu interior. O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, se reuniu com líderes indígenas e funcionários provinciais na sexta-feira, 2 de julho para condenar a onda de incêndios. “Não posso deixar de pensar que queimar igrejas está realmente privando as pessoas que precisam de luto, cura e lugares onde possam chorar, refletir e buscar apoio. Não devemos atacar os edifícios que podem servir de consolo para alguns dos nossos concidadãos”, disse o primeiro-ministro. Além das autoridades, sobreviventes das escolas residenciais e líderes indígenas também estão pedindo o fim da violência. “Queimar igrejas não é um ato de solidariedade para conosco, os povos indígenas. Como eu disse, não destruímos os locais de culto das pessoas”, afirmou Jenn Allan-Riley, líder pentecostal indígena da Living Waters Church, em entrevista coletiva na segunda-feira, 5 de julho. “Nos preocupa que o incêndio e a destruição de igrejas tragam mais conflitos, depressão e ansiedade àqueles que já estão em luto e abalados”. Allan-Riley é uma antiga aluna das escolas residenciais. Queimar as igrejas “não é nossa forma nativa”, disse ela, para quem os incêndios alimentam a divisão entre os povos indígenas e os não-indígenas. Vários ex-alunos das escolas residenciais “permaneceram católicos e agora perderam seu lugar de culto e consolo”, disse a ministra pentecostal. A Conferência Canadense de Bispos Católicos (CCCB) informou, na semana passada, que o papa Francisco receberá bispos canadenses, antigos alunos das escolas residenciais e líderes indígenas em audiências privadas no Vaticano entre os dias 17 e 20 de dezembro de 2021. “O papa Francisco está profundamente comprometido na escuta direta dos povos indígenas, expressando sua sincera proximidade, abordando o impacto da colonização e do papel da Igreja no sistema escolar residencial, com a esperança de responder ao sofrimento dos povos indígenas e os efeitos em curso do trauma intergeracional”, acrescentaram os bispos canadenses. Na oração do Ângelus do domingo 6 de junho Francisco uniu-se “aos bispos canadenses e a toda a Igreja Católica do Canadá para expressar minha proximidade ao povo canadense, que ficou traumatizado com esta chocante notícia” dos túmulos anônimos. Além disso, afirmou que o descobrimento, que definiu como “espantoso” e “triste”, “aumenta a nossa consciência da dor e do sofrimento do passado”. “Que as autoridades políticas e religiosas do Canadá continuem colaborando com determinação para aclarar este triste acontecimento e comprometer-se humildemente em um caminho de reconciliação e cura”, acrescentou. Na oração, o papa confiou “ao Senhor as almas de todas as crianças mortas nas escolas residenciais do Canadá” e rezou “pelas famílias e comunidades autóctones canadenses que enfrentam a dor”.

  • LITURGIA DIÁRIA – 15/07/21 – 5ª-FEIRA DA 15ª SEMANA – TEMPO COMUM

    Liturgia de Hoje 5ª-FEIRA DA 15ª SEMANA – TEMPO COMUM 1ª LEITURA – EX 3,13-20 ‘Eu Sou aquele que sou’. ‘Eu sou enviou-me a vós’. Leitura do Livro do Êxodo 3, 13-20 Naqueles dias, ouvindo a voz do Senhor do meio da sarça, 13Moisés disse a Deus: ‘Sim, eu irei aos filhos de Israel e lhes direi: ‘O Deus de vossos pais enviou-me a vós’. Mas, se eles perguntarem: ‘Qual é o seu nome?’o que lhes devo responder?’14Deus disse a Moisés: ‘Eu Sou aquele que sou’. E acrescentou: ‘Assim responderás aos filhos de Israel: `Eu sou enviou-me a vós”. 15E Deus disse ainda a Moisés: ‘Assim dirás aos filhos de Israel: ‘O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, enviou-me a vós’. Este é o meu nome para sempre, e assim serei lembrado de geração em geração. 16Vai, reúne os anciãos de Israel e dize-lhes: ‘O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, apareceu-me, dizendo: Eu vos visitei e vi tudo o que vos sucede no Egito. 17E decidi tirar-vos da opressão do Egito e conduzir-vos à terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos fereseus, dos heveus e dos jebuseus, a uma terra onde corre leite e mel. 18Eles te escutarão e tu, com os anciãos de Israel, irás ao rei do Egito e lhe direis: ‘O Senhor, o Deus dos hebreus, veio ao nosso encontro. E, agora, temos que ir, a três dias de marcha no deserto, para oferecermos sacrifícios ao Senhor nosso Deus’. 19Eu sei, no entanto, que o rei do Egito não vos deixará partir, se não for obrigado por mão forte. 20Por isso, estenderei minha mão e castigarei o Egito com toda a sorte de prodígios que vou realizar no meio deles. Depois disso, o rei do Egito vos deixará partir’. Palavra do Senhor. SALMO – SL 104,1.5. 8-9. 24-25. 26-27 (R.8A) R.O Senhor se lembra sempre da Aliança. 1Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, / anunciai entre as nações seus grandes feitos!5Lembrai as maravilhas que ele fez, / seus prodígios e as palavras de seus lábios! R. 8Ele sempre se recorda da Aliança, / promulgada a incontáveis gerações; 9da Aliança que ele fez com Abraão, / e do seu santo juramento a Isaac. R. 24Deus deu um grande crescimento a seu povo / e o fez mais forte que os próprios opressores. 25Ele mudou seus corações para odiá-lo, / e trataram com má-fé seus servidores. R. 26Então mandou Moisés, seu mensageiro, / e igualmente Aarão, seu escolhido; 27por meio deles realizou muitos prodígios / e, na terra do Egito, maravilhas. R. EVANGELHO – MT 11,28-30 Vinde a mim todos vós que estais cansados. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 11, 28-30 Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: 28Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. Palavra da Salvação. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. #LITURGIADIÁRIA1507215ªFEIRADA15ªSEMANATEMPOCOMUM

  • LITURGIA DIÁRIA – 14/07/21 – 4ª-FEIRA DA 15ª SEMANA – TEMPO COMUM

    Liturgia de Hoje 4ª-FEIRA DA 15ª SEMANA – TEMPO COMUM 1ª LEITURA – EX 3,1-6.9-12 Apareceu-lhe o anjo do Senhor numa chama de fogo, do meio de uma sarça. Leitura do Livro do Êxodo 3, 1-6. 9-12 Naqueles dias: 1Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Levou um dia, o rebanho deserto adentro e chegou ao monte de Deus, o Horeb. 2Apareceu-lhe o anjo do Senhor numa chama de fogo, do meio de uma sarça. Moisés notou que a sarça estava em chamas, mas não se consumia, e disse consigo: 3‘Vou aproximar-se desta visão extraordinária, para ver porque a sarça não se consome’. 4O Senhor viu que Moisés se aproximava para observar e chamou-o do meio da sarça, dizendo: ‘Moisés! Moisés!’ Ele respondeu: ‘Aqui estou’. 5E Deus disse: ‘Não te aproximes! Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa’. 6E acrescentou: ‘Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’. Moisés cobriu o rosto, pois temia olhar para Deus. 9E agora, o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e vi a opressão que os egípcios fazem pesar sobre eles. 10Mas vai, eu te envio ao Faraó, para que faças sair do Egito o meu povo, os filhos de Israel’. 11E Moisés disse a Deus: ‘Quem sou eu para ir ao Faraó e fazer sair os filhos de Israel do Egito?’12Deus lhe disse: ‘Eu estarei contigo; e este será o sinal de que fui eu que te enviei: quando tiveres tirado do Egito o povo, vós servireis a Deus sobre esta montanha’. Palavra do Senhor. SALMO – SL 102,1-2.3-4.6-7 (R. 8A) R.O Senhor é indulgente, é favorável 1Bendize, ó minha alma, ao Senhor, / e todo o meu ser, seu santo nome!2Bendize, ó minha alma, ao Senhor, / não te esqueças de nenhum de seus favores! R. 3Pois ele te perdoa toda culpa, / e cura toda a tua enfermidade; 4da sepultura ele salva a tua vida / e te cerca de carinho e compaixão. R. 6O Senhor realiza obras de justiça / e garante o direito aos oprimidos; 7revelou os seus caminhos a Moisés, / e aos filhos de Israel, seus grandes feitos. R. EVANGELHO – MT 11,25-27 Escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 11, 25-27 25Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: ‘Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Palavra da Salvação. SÃO CAMILO DE LELLIS, PRESB. – SANTORAL 1ª LEITURA – 1JO 3,14-18 Também nós devemos dar a vida pelos irmãos. Leitura da Primeira Carta de São João 3, 14-18 Caríssimos: 14Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama, permanece na morte. 15Todo aquele que odeia o seu irmão é um homicida. E vós sabeis que nenhum homicida conserva a vida eterna dentro de si. 16Nisto conhecemos o amor: Jesus deu a sua vida por nós. Portanto, também nós devemos dar a vida pelos irmãos. 17Se alguém possui riquezas neste mundo e vê o seu irmão passar necessidade, mas, diante dele fecha o seu coração, como pode o amor de Deus permanecer nele?18Filhinhos, não amemos só com palavras e de boca, mas com ações e de verdade! Palavra do Senhor. SALMO – SL 111(112),1-2.3-4.5-7A.7B-8.9 (R.1A) R.É feliz quem respeita o Senhor! R.Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia. 1Feliz o homem que respeita o Senhor / e que ama com carinho a sua lei!2Sua descendência será forte sobre a terra, / abençoada a geração dos homens retos! R. 3Haverá glória e riqueza em sua casa, / e permanece para sempre o bem que fez. 4Ele é correto, generoso e compassivo, / como luz brilha nas trevas para os justos. R. 5Feliz o homem caridoso e prestativo, / que resolve seus negócios com justiça. 6Porque jamais vacilará o homem reto, / sua lembrança permanece eternamente! 7AEle não teme receber notícias más. R. 7BConfiando em Deus, seu coração está seguro. 8Seu coração está tranqüilo e nada teme, / e confusos há de ver seus inimigos. R. 9Ele reparte com os pobres os seus bens, / permanece para sempre o bem que fez, / e crescerão a sua glória e seu pode R. EVANGELHO – JO 15,9-17 Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 15, 9-17 Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 9Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. 11Eu eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. 12Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. 13Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. 14Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. 16Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que então pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. 17Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros. Palavra da Salvação. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. 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  • LITURGIA DIÁRIA – 13/07/21 – 3ª-FEIRA DA 15ª SEMANA – TEMPO COMUM

    Liturgia de Hoje 3ª-FEIRA DA 15ª SEMANA – TEMPO COMUM 1ª LEITURA – EX 2,1-15A Deu-lhe o nome de Moisés, porque, disse ela, ‘eu o tirei das águas’; quando já era adulto, Moisés saiu para visitar seus irmãos hebreus. Leitura do Livro do Êxodo 2, 1-15a Naqueles dias: 1Um homem da família de Levi casou-se com uma mulher da mesma tribo, 2e ela concebeu e deu à luz um filho. Ao ver que era um belo menino, manteve-o escondido durante três meses. 3Mas não podendo escondê-lo por mais tempo, tomou uma cesta de junco, calafetou-a com betume e piche, pôs dentro dela a criança e deixou-a entre os caniços na margem do rio Nilo. 4A irmã do menino ficou a certa distância para ver o que ia acontecer. 5A filha do Faraó desceu para se banhar no rio, enquanto suas companheiras passeavam pela margem. Vendo, então, a cesta no meio dos caniços, mandou uma das servas apanhá-la. 6Abrindo a cesta, viu a criança: era um menino, que chorava. Ela compadeceu-se dele e disse: ‘É um menino dos hebreus’. 7A irmã do menino disse, então, à filha do Faraó: ‘Queres que te vá chamar uma mulher hebréia, que possa amamentar o menino?’8A filha do Faraó respondeu: ‘Vai’. E a menina foi e chamou a mãe do menino. 9A filha do Faraó disse à mulher: ‘Leva este menino, amamenta-o para mim, e eu te pagarei o teu salário’. A mulher levou o menino e amamentou. 10Quando já estava crescido, ela levou-o à filha do Faraó, que o adotou como filho e lhe deu o nome de Moisés, porque, disse ela, ‘eu o tirei das águas’. 11Um dia, quando já era adulto, Moisés saiu para visitar seus irmãos hebreus; viu sua aflição e como um egípcio maltratava um deles. 12Olhou para os lados e, não vendo ninguém, matou o egípcio e escondeu-o na areia. 13No dia seguinte, saiu de novo e viu dois hebreus brigando, e disse ao agressor: ‘Por que bates no teu companheiro?’14E este replicou: ‘Quem te estabeleceu nosso chefe e nosso juiz? Acaso pretendes matar-me, como mataste o egípcio?’ Moisés ficou com medo e disse consigo: ‘Com certeza, o fato se tornou conhecido’. 15AO Faraó foi informado do que aconteceu, e procurava matar Moisés. Mas este, fugindo da sua vista, parou na terra de Madiã. Palavra do Senhor. SALMO – SL 68,3. 14. 30-31. 33-34 (R. CF. 33) R.Humildes, procurai o Senhor Deus, e o vosso coração reviverá. 3Na lama do abismo eu me afundo / e não encontro um apoio para os pés. / Nestas águas muito fundas vim cair, / e as ondas já começam a cobrir-me! R. 14Por isso elevo para vós minha oração, / neste tempo favorável, Senhor Deus! / Respondei-me pelo vosso imenso amor, / pela vossa salvação que nunca falha! R. 30Pobre de mim, sou infeliz e sofredor! / Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus!31Cantando eu louvarei o vosso nome / e agradecido exultarei de alegria! R. 33Humildes, vede isto e alegrai-vos: / o vosso coração reviverá, / se procurardes o Senhor continuamente!34Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, / e não despreza o clamor de seus cativos. R. EVANGELHO – MT 11,20-24 No dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 11, 20-24 Naquele tempo: 20Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido. 21‘Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós, tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. 22Pois bem! Eu vos digo: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós. 23E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu? Não! Serás jogada no inferno! Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti tivessem sido feitos em Sodoma, ela existiria até hoje!24Eu, porém, vos digo: no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos dureza do que vós!’ Palavra da Salvação. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. #LITURGIADIÁRIA1307213ªFEIRADA15ªSEMANATEMPOCOMUM

  • LITURGIA DIÁRIA – 12/07/21 – 2ª-FEIRA DA 15ª SEMANA – TEMPO COMUM

    Liturgia de Hoje 2ª-FEIRA DA 15ª SEMANA – TEMPO COMUM 1ª LEITURA – EX 2,8-14.22 Vamos agir com prudência em relação a Israelpara impedir que continue crescendo. Leitura do Livro do Êxodo 2, 8-14. 22 Naqueles dias: 8Surgiu um novo rei no Egito, que não tinha conhecido José, 9e disse ao seu povo: ‘Olhai como o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e mais forte do que nós. 10Vamos agir com prudência em relação a ele, para impedir que continue crescendo e, em caso de guerra, se una aos nossos inimigos, combata contra nós e acabe por sair do país’. 11Estabeleceram inspetores de obras, para que o oprimissem com trabalhos penosos; e foi assim que ele construiu para o Faraó as cidades-entrepostos Pitom e Ramsés. 12Mas, quanto mais o oprimiam, tanto mais se multiplicava e crescia. 13Obcecados pelo medo dos filhos de Israel, os egípcios impuseram-lhes uma dura escravidão. 14E tornaram-lhes a vida amarga pelo pesado trabalho da preparação do barro e dos tijolos, com toda a espécie de trabalhos dos campos e outros serviços que os levavam a fazer à força. 22Então, o Faraó deu esta ordem a todo o seu povo: ‘Lançai ao rio Nilo todos os meninos hebreus recém-nascidos, mas poupai a vida das meninas’. Palavra do Senhor. SALMO – SL 123,1-3. 4-6. 7-8 (R. 8A) R.Nosso auxílio está no nome do Senhor. 1Se o Senhor não estivesse ao nosso lado, / que o diga Israel neste momento; 2se o Senhor não estivesse ao nosso lado, / quando os homens investiram contra nós, 3com certeza nos teriam devorado / no furor de sua ira contra nós. R. 4Então as águas nos teriam submergido, / a correnteza nos teria arrastado, 5e então, por sobre nós teriam passado / essas águas sempre mais impetuosas. 6Bendito seja o Senhor, que não deixou / cairmos como presa de seus dentes! R. 7Nossa alma como um pássaro escapou / do laço que lhe armara o caçador; / o laço arrebentou-se de repente, / e assim nós conseguimos libertar-nos. 8O nosso auxílio está no nome do Senhor, / do Senhor que fez o céu e fez a terra! R. EVANGELHO – MT 10,34-11,1 Não vim trazer a paz, mas sim a espada. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 10, 34-11, 1 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 34Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada. 35De fato, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra. 36E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares. 37Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim. 38Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. 39Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. 40Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. 41Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta. E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo. 42Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa. ‘11, 1Quando Jesus acabou de dar essas instruções aos doze discípulos, partiu daí, a fim de ensinar e pregar nas cidades deles. Palavra da Salvação. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. https://homilias.com.br/lumen-fidei-capitulo-3/ #LITURGIADIÁRIA1207212ªFEIRADA15ªSEMANATEMPOCOMUM

  • LITURGIA DIÁRIA – 11/07/21 – 15º DOMINGO – TEMPO COMUM

    Liturgia de Hoje 15º DOMINGO – TEMPO COMUM 1ª LEITURA – AM 7,12-15 Vai profetizar para meu povo. Leitura da Profecia de Amós 7, 12-15 Naqueles dias: 12Disse Amasias, sacerdote de Betel, a Amós: ‘Vidente, sai e procura refúgio em Judá, onde possas ganhar teu pão e exercer a profecia; 13mas em Betel não deverás insistir em profetizar, porque aí fica o santuário do rei e a corte do reino’. 14Respondeu Amós a Amasias, dizendo: ‘Não sou profeta nem sou filho de profeta; sou pastor de gado e cultivo sicômoros. 15O Senhor chamou-me, quando eu tangia o rebanho, e o Senhor me disse: ‘Vai profetizar para Israel, meu povo`’. Palavra do Senhor. SALMO – SL 84,9AB-10.11-12.13-14 (R. 8) R.Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei! 9AQuero ouvir o que o Senhor irá falar: 9Bé a paz que ele vai anunciar. 10Está perto a salvação dos que o temem, / e a glória habitará em nossa terra. R. 11A verdade e o amor se encontrarão, / a justiça e a paz se abraçarão; 12da terra brotará a fidelidade, / e a justiça olhará dos altos céus. R. 13O Senhor nos dará tudo o que é bom, / e a nossa terra nos dará suas colheitas; 14a justiça andará na sua frente / e a salvação há de seguir os passos seus. R. 2ª LEITURA – EF 1,3-14 Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo. Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 1, 3-14 3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito em virtude de nossa união com Cristo, no céu. 4Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor. 5Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão da sua vontade, 6para o louvor da sua glória e da graça com que ele nos cumulou no seu Bem-amado. 7Pelo seu sangue, nós somos libertados. Nele, as nossas faltas são perdoadas, segundo a riqueza da sua graça, 8que Deus derramou profusamente sobre nós, abrindo-nos a toda a sabedoria e prudência. 9Ele nos fez conhecer o mistério da sua vontade, o desígnio benevolente que de antemão determinou em si mesmo, 10para levar à plenitude o tempo estabelecido e recapitular em Cristo, o universo inteiro: tudo o que está nos céus e tudo o que está sobre a terra. 11Nele também nós recebemos a nossa parte. Segundo o projeto daquele que conduz tudo conforme a decisão de sua vontade, nós fomos predestinados12a sermos, para o louvor de sua glória, os que de antemão colocaram a sua esperança em Cristo. 13Nele também vós ouvistes a palavra da verdade, o evangelho que vos salva. Nele, ainda, acreditastes e fostes marcados com o selo do Espírito prometido, o Espírito Santo, 14que é o penhor da nossa herança para a redenção do povo que ele adquiriu, para o louvor da sua glória. Palavra do Senhor. EVANGELHO – MC 6,7-13 Começou a enviá-los. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 6, 7-13 Naquele tempo: 7Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10E Jesus disse ainda: ‘Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!’12Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. 13Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo. Palavra da Salvação. SÃO BENTO, ABADE – SANTORAL 1ª LEITURA – PR 2,1-9 Inclina o teu coração ao conhecimento da prudência. Leitura do Livro dos Provérvios 2, 1-9 1Meu filho, se aceitares as minhas palavras, e guardares contigo os meus mandamentos, 2prestando atenção à sabedoria e inclinando o teu coração ao conhecimento da prudência; 3se suplicares a inteligência e pedires em voz alta a prudência; 4se andares à sua procura como ao dinheiro, e te lançares no seu encalço como a um tesouro; 5então compreenderás o temor do Senhor, e alcançarás o conhecimento de Deus. 6Porque é o Senhor quem dá a sabedoria, de sua boca procedem a ciência e o discernimento. 7Ele reserva o êxito aos retos. É um escudo para quem caminha com integridade, 8protege aquele que segue as veredas da justiça e guarda o caminho dos seus fiéis. 9Então conhecerás a justiça e o direito, a eqüidade e todo bom caminho. Palavra do Senhor. SALMO – SL 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9.10-11 (R. 2A OU 9A) R.Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo! R.Ou: Provai e vede quão suave é o Senhor! 2Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, / seu louvor estará sempre em minha boca. 3Minha alma se gloria no Senhor; / que ouçam os humildes e se alegrem! R. 4Comigo engrandecei ao Senhor Deus, / exaltemos todos juntos o seu nome!5Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, / e de todos os temores me livrou. R. 6Contemplai a sua face e alegrai-vos, / e vosso rosto não se cubra de vergonha!7Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, / e o Senhor o libertou de toda angústia. R. 8O anjo do Senhor vem acampar / ao redor dos que o temem, e os salva. 9Provai e vede quão suave é o Senhor! / Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! R. 10Respeitai o Senhor Deus, seus santos todos, / porque nada faltará aos que o temem. 11Os ricos empobrecem, passam fome, / mas aos que buscam o Senhor não falta nada. R. EVANGELHO – MT 19,27-29 Vós, que me seguistes, recebereis cem vezes mais. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 19, 27-29 Naquele tempo: 27Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: ‘Vê! Nós deixamos tudo e te seguimos. O que haveremos de receber?’28Jesus respondeu: ‘Em verdade vos digo, quando o mundo for renovado e o Filho do Homem se sentar no trono de sua glória, também vós, que me seguistes, havereis de sentar-vos em doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel. 29E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos, campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna. Palavra do Senhor. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. #LITURGIADIÁRIA11072115ºDOMINGOTEMPOCOMUM

  • LITURGIA DIÁRIA – 10/07/21 – SÁBADO DA 14ª SEMANA – TEMPO COMUM

    Liturgia de Hoje SÁBADO DA 14ª SEMANA – TEMPO COMUM 1ª LEITURA – GN 49,29-32; 50,15-26A Eu vou morrer. Deus vos visitaráe vos fará subir deste país. Leitura do Livro do Gênesis 49, 29-32; 50, 15-26a Naqueles dias, Jacó transmitiu as suas ordens a seus filhos, dizendo: 29‘Eu vou juntar-me ao meu povo; sepultai-me com meus pais na gruta de Macpela, que está no campo de Efron, o hitita, 30defronte de Mambré, no país de Canaã. É a gruta que Abraão comprou a Efron, o hitita, junto com o campo, como propriedade funerária. 31Lá foram sepultados Abraão e Sara, sua mulher, ali se sepultaram também Isaac e sua mulher Rebeca; e foi lá que sepultei Lia’. 32Quando Jacó acabou de dar suas instruções aos filhos, recolheu os pés sobre a cama e morreu; e foi reunido aos seus. 50, 15Ao verem que seu pai tinha morrido, os irmãos de José disseram entre si: ‘Não aconteça que José se lembre da injúria que padeceu, e nos faça pagar todo o mal que lhe fizemos’. 16E mandaram dizer-lhe: ‘Teu pai, antes de morrer, ordenou-nos17que te disséssemos estas palavras: ‘Peço-te que esqueças o crime de teus irmãos, e o pecado e a maldade que usaram contra ti’. Nós pedimos, pois, que perdoes o crime dos servos do Deus de teu pai’. Ouvindo isto, José pôs-se a chorar. 18Vieram seus irmãos e prostraram-se diante dele, dizendo: ‘Somos teus servos’. 19Ele respondeu: ‘Não tenhais medo. Sou eu, porventura, Deus?20Vós pensastes fazer mal contra mim. Deus, porém, converteu-o em bem, para dar vida a um povo numeroso, como vedes presentemente. 21Não temais: eu vos sustentarei e a vossos filhos’. E assim os consolou, falando-lhes com doçura e mansidão. 22E José ficou morando no Egito, com toda a família de seu pai, e viveu cento e dez anos. 23José viu os filhos de Efraim até à terceira geração, e os filhos de Maquir, filho de Manassés, que José também recebeu sobre seus joelhos. 24José disse aos seus irmãos: ‘Eu vou morrer. Deus vos visitará e vos fará subir deste país para a terra que ele jurou dar a Abraão, Isaac e Jacó’. 25Depois de tê-los feito jurar e de ter dito: ‘Quando Deus vos visitar, levai daqui os meus ossos convosco’. 26AJosé morreu, completando cento e dez anos de vida. Palavra do Senhor. SALMO – SL 104,1-2. 3-4. 6-7 (R. CF. SAL 68,33) R.Humildes, procurai o Senhor Deus, e o vosso coração reviverá. 1Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, / anunciai entre as nações seus grandes feitos!2Cantai, entoai salmos para ele, / publicai todas as suas maravilhas! R. 3Gloriai-vos em seu nome que é santo, / exulte o coração que busca a Deus!4Procurai o Senhor Deus e seu poder, / buscai constantemente a sua face! R. 6Descendentes de Abraão, seu servidor, / e filhos de Jacó, seu escolhido, 7ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, / vigoram suas leis em toda a terra. R. EVANGELHO – MT 10,24-33 Não tenhais medo daqueles que matam o corpo. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 10, 24-33 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 24O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor. 25Para o discípulo, basta ser como o seu mestre, e para o servo, ser como o seu senhor. Se ao dono da casa eles chamaram de Belzebu, quanto mais aos seus familiares!26Não tenhais medo deles, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. 27O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados!28Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno!29Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. 30Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. 31Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. 32Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. 33Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus. Palavra da Salvação. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. #LITURGIADIÁRIA100721SÁBADODA14ªSEMANATEMPOCOMUM

  • LITURGIA DIÁRIA – 09/07/21 – 6ª-FEIRA DA 14ª SEMANA – TEMPO COMUM

    Liturgia de Hoje 6ª-FEIRA DA 14ª SEMANA – TEMPO COMUM 1ª LEITURA – GN 46,1-7.28-30 Agora, morrerei contente, porque vi a tua face e te deixo com vida. Leitura do Livro do Gênesis 46, 1-7. 28-30 Naqueles dias: 1Israel partiu com tudo o que tinha. Ao chegar a Bersabéia, ofereceu sacrifícios ao Deus de seu pai Isaac. 2Deus falou a Israel em visão noturna, dizendo-lhe: ‘Jacó! Jacó!’. Ele respondeu: ‘Aqui estou!’3E Deus lhe falou: ‘Eu sou Deus, o Deus de teu pai: não tenhas medo de descer ao Egito, pois lá farei de ti uma grande nação. 4Eu mesmo descerei contigo ao Egito e te reconduzirei de lá quando voltares; e é José que te fechará os olhos’. 5Jacó levantou-se e deixou Bersabéia, e seus filhos o puseram, com as crianças e as mulheres, sobre os carros que o Faraó enviara para os transportar. 6Levaram, também, tudo o que possuíam na terra de Canaã; e foram para o Egito, Jacó com toda a sua família, 7com seus filhos e netos, suas filhas e toda a sua descendência. 28Jacó enviou Judá na frente para avisar José e fazê-lo vir ao seu encontro em Gessen. E chegaram à terra de Gessen. 29José mandou atrelar seu carro e subiu a Gessen ao encontrou do pai. Logo que o viu, lançou-se ao seu pescoço e, abraçado a ele, chorou longamente. 30Israel disse a José: ‘Agora, morrerei contente, porque vi a tua face e te deixo com vida’. Palavra do Senhor. SALMO – SL 36,3-4. 18-19. 27-28. 39-40 (R. 39A) R.A salvação vem de Deus! 3Confia no Senhor e faze o bem, / e sobre a terra habitarás em segurança. 4Coloca no Senhor tua alegria, / e ele dará o que pedir teu coração. R. 18O Senhor cuida da vida dos honestos, / e sua herança permanece eternamente. 19Não serão envergonhados nos maus dias, / mas nos tempos de penúria, saciados. R. 27Afasta-te do mal e faze o bem, / e terás tua morada para sempre. 28Porque o Senhor Deus ama a justiça, / e jamais ele abandona os seus amigos. / Os malfeitores hão de ser exterminados, / e a descendência dos malvados destruída; R. 39A salvação dos piedosos vem de Deus; / ele os protege nos momentos de aflição. 40O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, / defende-os e protege-os contra os ímpios, / e os guarda porque nele confiaram. R. EVANGELHO – MT 10,16-23 Não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 10, 16-23 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas. 17Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. 18Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. 19Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós. 21O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. 22Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. 23Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo, vós não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes que venha o Filho do Homem. Palavra da Salvação. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. #LITURGIADIÁRIA0907216ªFEIRADA14ªSEMANATEMPOCOMUM

  • LITURGIA DIÁRIA – 08/07/21 – 5ª-FEIRA DA 14ª SEMANA – TEMPO COMUM

    Liturgia de Hoje 5ª-FEIRA DA 14ª SEMANA – TEMPO COMUM 1ª LEITURA –  GN 44,18-21.23B-29; 45,1-5 Foi para a vossa salvação que Deus me mandou adiante de vós, para o Egito. Leitura do Liivro do Gênesis 44, 18-21. 23b-29; 45, 1-5 Naqueles dias: 18Judá aproximou-se de José e, cheio de ânimo, disse: ‘Perdão, meu senhor, permite ao teu servo falar com toda a franqueza, sem que se acenda a tua cólera contra mim. Afinal, tu és como um faraó!19Foi meu senhor quem perguntou a seus servos: ‘Ainda tendes pai ou algum outro irmão?’20E nós respondemos ao meu senhor: ‘Temos um pai já velho e um menino nascido em sua velhice, cujo irmão morreu; é o único filho de sua mãe que resta, e seu pai o ama com muita ternura’. 21E tu disseste a teus servos: ‘Trazei-o a mim, para que eu possa vê-lo’. 23B‘Se não vier convosco o vosso irmão mais novo, não vereis mais a minha face’. 24Quando, pois, voltamos para junto de teu servo, nosso pai, contamos tudo o que o meu senhor tinha dito. 25Mais tarde disse-nos nosso pai: ‘Voltai e comprai para nós algum trigo’. 26E nós lhe respondemos: ‘Não podemos ir, a não ser que o nosso irmão mais novo vá conosco. De outra maneira, sem ele, não nos podemos apresentar àquele homem’. 27E o teu servo, nosso pai, respondeu: ‘Bem sabeis que minha mulher me deu apenas dois filhos. 28Um deles saiu de casa e eu disse: Um animal feroz o devorou! E até agora não apareceu. 29Se me levardes também este, e lhe acontecer alguma desgraça no caminho, fareis descer de desgosto meus cabelos brancos à morada dos mortos”. 45, 1Então José não pôde mais conter-se diante de todos os que o rodeavam, e gritou: ‘Mandai sair toda a gente!’. E, assim, não ficou mais ninguém com ele, quando se deu a conhecer aos irmãos. 2José rompeu num choro tão forte, que os egípcios ouviram e toda a casa do Faraó. 3E José disse a seus irmãos: ‘Eu sou José! Meu pai ainda vive?’ Mas os irmãos não podiam responder-lhe nada, pois foram tomados de um enorme terror. 4Ele, porém, cheio de clemência, lhes disse: ‘Aproximai-vos de mim’. Tendo-se eles aproximado, disse: ‘Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. 5Entretanto, não vos aflijais, nem vos atormenteis, por me terdes vendido a este país. Porque foi para a vossa salvação que Deus me mandou adiante de vós, para o Egito’. Palavra do Senhor. SALMO – SL 104,16-17. 18-19. 20-21 (R. 5A) R.Lembrai as maravilhas do Senhor! R.Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia. 16Mandou vir, então, a fome sobre a terra / e os privou de todo pão que os sustentava; 17um homem enviara à sua frente, / José que foi vendido como escravo. R. 18Apertaram os seus pés entre grilhões / e amarraram seu pescoço com correntes, 19até que se cumprisse o que previra, / e a palavra do Senhor lhe deu razão. R. 20Ordenou, então, o rei que o libertassem, / o soberano das nações mandou soltá-lo; 21fez dele o senhor de sua casa, / e de todos os seus bens o despenseiro. R. EVANGELHO – MT 10,7-15 De graça recebestes, de graça deveis dar! + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 10, 7-15 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!9Não leveis ouro, nem prata, nem dinheiro nos vossos cintos; 10nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão, porque o operário tem direito ao seu sustento. 11Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida. 12Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz. L4Se alguém não vos receber, nem escutar vossa palavra, saí daquela casa ou daquela cidade, e sacudi a poeira dos vossos pés. 15Em verdade vos digo, as cidades de Sodoma e Gomorra serão tratadas com menos dureza do que aquela cidade, no dia do juízo. Palavra da Salvação. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. #LITURGIADIÁRIA0807215ªFEIRADA14ªSEMANATEMPOCOMUM

  • LITURGIA DIÁRIA – 07/07/21 – 4ª-FEIRA DA 14ª SEMANA – TEMPO COMUM

    Liturgia de Hoje 4ª-FEIRA DA 14ª SEMANA – TEMPO COMUM 1ª LEITURA – GN 41,55-57.42,5-7A.17-24A Sofremos justamente estas coisas, porque pecamos contra o nosso irmão. Leitura do Livro do Gênesis 41, 55-57. 42, 5-7a. 17-24a Naqueles dias:55Todo o Egito começou a sentir fome, e o povo clamou ao Faraó, pedindo alimento. E ele respondeu-lhe: ‘Dirigi-vos a José e fazei o que ele vos disser’.56Quando a fome se estendeu a todo o país, José abriu os celeiros e vendeu trigo aos egípcios, porque a fome também os oprimia.57De toda as nações vinham ao Egito comprar alimento, pois a fome era dura em toda a terra.42, 5Os filhos de Israel entraram na terra do Egito com outros que também iam comprar trigo, pois havia fome em Canaã.6José era governador na terra do Egito e, conforme a sua vontade, se vendia trigo à população. Chegando os irmãos de José, prostraram-se diante dele com o rosto em terra.7AAo ver seus irmãos, José os reconheceu.17E mandou metê-los na prisão durante três dias.18E, no terceiro dia, disse-lhes: ‘Fazei o que já vos disse e vivereis, pois eu temo a Deus.19Se sois sinceros, fique um dos irmãos preso aqui no cárcere, e vós outros ide levar para vossas casas o trigo que comprastes.20Mas trazei-me o vosso irmão mais novo, para que eu possa provar a verdade de vossas palavras, e não morrerdes’. Eles fizeram como José lhes tinha dito.21E diziam uns aos outros: ‘Sofremos justamente estas coisas, porque pecamos contra o nosso irmão: vimos a sua angústia, quando nos pedia compaixão, e no o atendemos. É por isso que nos veio esta tribulação’.22Rúben disse-lhes: ‘Não vos adverti dizendo: ‘Não pequeis contra o menino?’ E vós não me escutastes. E agora nos pedem conta do seu sangue’.23Ora, eles não sabiam que José os entendia, pois lhes falava por meio de intérprete.24AEntão, José afastou-se deles e chorou. Palavra do Senhor. SALMO – SL 32,2-3. 10-11. 18-19 (R. 22) R.Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos! 2Dai graças ao Senhor ao som da harpa, / na lira de dez cordas celebrai-o!3Cantai para o Senhor um canto novo, / com arte sustentai a louvação! R. 10O Senhor desfaz os planos das nações / e os projetos que os povos se propõem. 11Mas os desígnios do Senhor são para sempre, / e os pensamentos que ele traz no coração, / de geração em geração, vão perdurar. R. 18Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, / e que confiam esperando em seu amor, 19para da morte libertar as suas vidas / e alimentá-los quando é tempo de penúria. R. EVANGELHO – MT 10,1-7 Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 10, 1-7 Naquele tempo:1Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade.2Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João;3Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu;4Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus.5Jesus enviou estes Doze, com as seguintes recomendações: ‘Não deveis ir aonde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos!6Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel!7Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. #LITURGIADIÁRIA0707214ªFEIRADA14ªSEMANATEMPOCOMUM

  • A CIDADE INGOVERNÁVEL

    O estado ideal do homem não é o campo: sua vocação é urbana e comunitária. A vida rural, porém, é a fonte de onde provém algumas virtudes morais básicas sem as quais uma cidade não se sustenta de pé: paciência, perseverança, fortaleza. Em meados de março de 2020, quando o pânico da peste começou a tomar conta das pessoas amedrontadas, o jornalista francês Michel Léon descreveu o que via em Paris, na véspera do anúncio oficial de confinamento na França: uma grande fuga de pessoas deixando a capital e as cidades mais próximas. De fato, só saíam os que podiam sair. Carros abandonavam os melhores bairros, trens eram tomados de assalto por passageiros. Os ricos corriam para suas casas de férias, os menos ricos ao encontro dos parentes caipiras no interior. O importante era estar longe da cidade grande: havia uma percepção clara, realística, de que era melhor viver a quarentena numa pequena cidade da Provença, na Baía de Arcachon, aos pés das montanhas do Luberon ou do Cevenas, do que na metrópole superpovoada e caótica. A fuga, segundo ele, era um sério indício da crise por que passa o atual modelo urbanístico do planeta, que pelas obrigatórias aglomerações facilita a difusão de vírus inadministráveis. É mais uma razão, aliada a várias outras, alegada contra essas cidades impessoais e desumanas que, antes de matar pela peste, já matavam metropolitanos sedentários com evitáveis doenças circulatórias, homicídios de causa variada, acidentes de trânsito. Quanto a estes últimos, por exemplo, a cada quinze minutos, em média, morre no Brasil uma pessoa em acidentes de trânsito. No mundo, segundo a OMS, passa de um milhão e trezentos mil por ano o número de abatidos sob as ferragens dos veículos (equivalente a uma cidade como Campinas). Infelizmente, as pessoas se acostumaram com essas cifras elevadas. Em vez de abandonarem os grandes centros, consideram mais fácil aplicar medidas pontuais para diminuir as mortes, como controle policial ou eletrônico da velocidade, atendimento emergencial mais rápido, reeducação dos motoristas, uso de cinto de segurança, cadeirinhas para crianças etc. Soluções mais estruturais? No máximo se propõem readequações aqui e ali nas linhas mestras do planejamento urbano adotado. É o que têm feito os governantes, com mais ou menos empenho, mais ou menos sucesso. Mesmo assim, muitas pessoas continuam a fazer parte dessa lamentável estatística das mortes no trânsito, dentro dos carros ou sob suas rodas: é o holocausto implacavelmente exigido pelo bezerro de ouro das metrópoles, uma vez que deixar de transitar é impossível, pois o atendimento de todas as necessidades só pode chegar de carro, moto, ônibus, trem ou caminhão. Todas as vidas são importantes — cada morte, diz-se muito por aí, é uma tragédia — e, em nome do bem comum, seria preciso resolver esse problema. Nunca ninguém, no entanto, terá pensado em solucionar esse problema com um bloqueio do trânsito, um lockdown das ruas, voltando às carroças e cabriolés de antigamente, ou permitindo no máximo a circulação de bicicletas. Nem seria razoável reduzir o tráfego de veículos a trens e ônibus, pois a dinâmica de uma cidade moderna criou necessidades que não podem ser atendidas por tais meios de locomoção ou aqueles mais líricos do passado. Faz-se de tudo para tornar mais suportável o caos gerado por excesso de veículos — menos um questionamento radical desse modelo urbanístico que não deu certo. Já dizia Aristóteles, há mais de dois mil anos, que a cidade não pode ser tão pequena, que não atenda às próprias necessidades, mas também não pode ser tão grande que torne impossível o seu governo, sendo impossível haver ordem numa cidade muito populosa. Só Deus, que abraça todo o universo, poderia botar ordem num lugar desses ( Política , IV Parte, capítulo IV). “Que general pode fazer-se ouvir no meio de uma grande multidão?”, pergunta o filósofo. Segundo ele, para o exercício justo da autoridade da parte dos governantes, a cobrança da obediência da parte dos cidadãos e a distribuição das funções urbanas de acordo com o mérito, é necessário que os cidadãos se conheçam, e isto só é possível se a cidade não crescer além de certos limites (ela já terá atingido esses limites quando os que nela vivem já conseguirem prover todas as suas necessidades). É inegável a relação entre a peste provocada pelo coronavírus e o atual perfil urbano das metrópoles, cujo sonho confessado é a Megalópole — fruto do desejo inconfessado de mimetizar Deus na criação do universo —, responsável por abomináveis e superlotados espaços de incivilidade. De fato, a presente pandemia não teria sido o que foi sem a atual forma de conceber cidades. Quando a peste se alastrou pelo mundo, foram cidades como a poluída e portuária Wuhan, na China, com seus nove milhões de habitantes, que serviram de base operatória para o inimigo invisível iniciar seu trabalho silencioso de contaminação. Enfim, cidade grande não faz bem à saúde, seja do corpo ou da alma.

  • Na luta contra o pecado da impureza, vence quem foge!

    Em matéria de castidade, não existem fortes nem fracos. Diante de uma tentação impura, vence quem recorre imediatamente a Deus, sem negociatas. Se há um mandamento que as pessoas reclamam ser difícil de cumprir, este é, sem dúvida, o sexto mandamento. O escritor C. S. Lewis reconhecia que “a castidade é a menos popular das virtudes cristãs”. Enquanto os de fora – e, não raro, os de dentro – inflam-se para falar da pobreza evangélica, das virtudes da paciência e da humildade, ergue-se, muitas vezes, em torno da moral sexual cristã, uma barreira de silêncio ou mesmo de desobediência. “Porém, escreve Lewis, não existe escapatória. A regra cristã é clara: ‘Ou o casamento, com fidelidade completa ao cônjuge, ou a abstinência total’.”[1] Para aqueles que não descobriram a centralidade do amor de Deus na religião cristã, fica realmente muito difícil entender o porquê de “não pecar contra a castidade” ou a ratio de todas as demais normas morais católicas. O Papa Bento XVI, certa vez, alertou para o perigo de deixarmos o Cristianismo transparecer mais como um “código de conduta” que como um encontro real e profundo com Jesus Cristo: “Não deveríamos permitir que a nossa fé seja vanificada pelos demasiados debates sobre múltiplos pormenores menos importantes mas, ao contrário, ter sempre à vista em primeiro lugar a sua grandeza. Recordo-me quando, nos anos 80-90, eu ia à Alemanha e me pediam que concedesse entrevistas: eu conhecia sempre antecipadamente as perguntas. Tratava-se da ordenação das mulheres, da contracepção, do aborto e de outros problemas como estes que voltam a apresentar-se continuamente.  Se nos deixarmos absorver por estes debates, então a Igreja identifica-se com alguns mandamentos ou proibições, e nós passamos por moralistas com algumas convicções um pouco fora de moda, enquanto não sobressai minimamente a verdadeira grandeza da fé. “[2] Olhando para Cristo – e só olhando para Cristo –, é possível viver a castidade. Sem contar com o auxílio indispensável da graça, ninguém pode ser casto. C. S. Lewis reconhecia que “a castidade perfeita – como a caridade perfeita – não será alcançada pelo mero esforço humano”. “Você tem de pedir a ajuda de Deus”, escrevia. E Santo Afonso de Ligório também fazia notar que “nós, revestidos de carne, não podemos por própria força guardar a castidade; só Deus, em sua imensa bondade, nos poderá dar força para tanto”. E, todavia, como a própria salvação humana é obra conjunta de Deus e dos homens, da mesma forma a castidade exige do ser humano que ele se crucifique para si mesmo. Isto se manifesta de modo eminente por uma coisa que os grandes santos chamavam de “fuga da ocasião do pecado” . “Um sem-número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado” , diz Santo Afonso. Na luta contra a impureza, vence quem foge. Diante de uma tentação, ao invés de encarar a investida maligna de frente, é preciso recorrer imediatamente ao auxílio de Jesus e Maria. É este o parecer comum dos santos da Igreja e não há motivos para procurar outra senda. Adverte São Francisco de Sales: “Logo que notes uma tentação, imita as criancinhas que, vendo um lobo ou um urso, se lançam ao seio do pai e da mãe ou ao menos os chamam em seu socorro”[3]. O autor sagrado alerta que  “quem ama o perigo nele perecerá”  (Eclo 3, 27). Se uma pessoa tem o firme propósito de guardar a sua pureza, mas não evita os ambientes, as pessoas ou as coisas que o levam ao pecado, então, este propósito tem pouco ou nenhum valor. Santo Tomás de Aquino explica que a razão disso é que Deus nos abandona ao perigo quando a ele nos expomos deliberadamente ou dele não nos afastamos. Pode parecer difícil, a partir destas considerações, a vivência da castidade. Afinal, são tantas as ocasiões em que o mundo oferece uma proposta tentadora de felicidade nos lugares errados! A verdade é que Jesus nunca disse que a luta seria fácil. “No mundo haveis de ter aflições” (Jo 16, 33). Não é possível viver a castidade sem passar pela experiência da Cruz. Vivida com amor, no entanto, esta verdadeira via crucis adquire um belo significado. Como escreve São Josemaría Escrivá,  “quando te decidires com firmeza a ter vida limpa, a castidade não será para ti um fardo; será coroa triunfal”[4] . Referências Cristianismo puro e simples, Livro III, n. 5 Discurso do Papa Bento XVI na conclusão do encontro com os bispos da Suíça, 9 de novembro de 2006 Filoteia (Introdução à Vida Devota), parte IV, cap. 7 Caminho, n. 123 Fonte: Equipe Christo Nihil Praeponere #pecadomortal #Pureza #Santidade #FormaçõesCatólicas #Castidade

  • Na luta contra o pecado da impureza, vence quem foge!

    Em matéria de castidade, não existem fortes nem fracos. Diante de uma tentação impura, vence quem recorre imediatamente a Deus, sem negociatas. Se há um mandamento que as pessoas reclamam ser difícil de cumprir, este é, sem dúvida, o sexto mandamento. O escritor C. S. Lewis reconhecia que “a castidade é a menos popular das virtudes cristãs”. Enquanto os de fora – e, não raro, os de dentro – inflam-se para falar da pobreza evangélica, das virtudes da paciência e da humildade, ergue-se, muitas vezes, em torno da moral sexual cristã, uma barreira de silêncio ou mesmo de desobediência. “Porém, escreve Lewis, não existe escapatória. A regra cristã é clara: ‘Ou o casamento, com fidelidade completa ao cônjuge, ou a abstinência total’.”[1] Para aqueles que não descobriram a centralidade do amor de Deus na religião cristã, fica realmente muito difícil entender o porquê de “não pecar contra a castidade” ou a ratio de todas as demais normas morais católicas. O Papa Bento XVI, certa vez, alertou para o perigo de deixarmos o Cristianismo transparecer mais como um “código de conduta” que como um encontro real e profundo com Jesus Cristo: “Não deveríamos permitir que a nossa fé seja vanificada pelos demasiados debates sobre múltiplos pormenores menos importantes mas, ao contrário, ter sempre à vista em primeiro lugar a sua grandeza. Recordo-me quando, nos anos 80-90, eu ia à Alemanha e me pediam que concedesse entrevistas: eu conhecia sempre antecipadamente as perguntas. Tratava-se da ordenação das mulheres, da contracepção, do aborto e de outros problemas como estes que voltam a apresentar-se continuamente.  Se nos deixarmos absorver por estes debates, então a Igreja identifica-se com alguns mandamentos ou proibições, e nós passamos por moralistas com algumas convicções um pouco fora de moda, enquanto não sobressai minimamente a verdadeira grandeza da fé. “[2] Olhando para Cristo – e só olhando para Cristo –, é possível viver a castidade. Sem contar com o auxílio indispensável da graça, ninguém pode ser casto. C. S. Lewis reconhecia que “a castidade perfeita – como a caridade perfeita – não será alcançada pelo mero esforço humano”. “Você tem de pedir a ajuda de Deus”, escrevia. E Santo Afonso de Ligório também fazia notar que “nós, revestidos de carne, não podemos por própria força guardar a castidade; só Deus, em sua imensa bondade, nos poderá dar força para tanto”. E, todavia, como a própria salvação humana é obra conjunta de Deus e dos homens, da mesma forma a castidade exige do ser humano que ele se crucifique para si mesmo. Isto se manifesta de modo eminente por uma coisa que os grandes santos chamavam de “fuga da ocasião do pecado” . “Um sem-número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado” , diz Santo Afonso. Na luta contra a impureza, vence quem foge. Diante de uma tentação, ao invés de encarar a investida maligna de frente, é preciso recorrer imediatamente ao auxílio de Jesus e Maria. É este o parecer comum dos santos da Igreja e não há motivos para procurar outra senda. Adverte São Francisco de Sales: “Logo que notes uma tentação, imita as criancinhas que, vendo um lobo ou um urso, se lançam ao seio do pai e da mãe ou ao menos os chamam em seu socorro”[3]. O autor sagrado alerta que  “quem ama o perigo nele perecerá”  (Eclo 3, 27). Se uma pessoa tem o firme propósito de guardar a sua pureza, mas não evita os ambientes, as pessoas ou as coisas que o levam ao pecado, então, este propósito tem pouco ou nenhum valor. Santo Tomás de Aquino explica que a razão disso é que Deus nos abandona ao perigo quando a ele nos expomos deliberadamente ou dele não nos afastamos. Pode parecer difícil, a partir destas considerações, a vivência da castidade. Afinal, são tantas as ocasiões em que o mundo oferece uma proposta tentadora de felicidade nos lugares errados! A verdade é que Jesus nunca disse que a luta seria fácil. “No mundo haveis de ter aflições” (Jo 16, 33). Não é possível viver a castidade sem passar pela experiência da Cruz. Vivida com amor, no entanto, esta verdadeira via crucis adquire um belo significado. Como escreve São Josemaría Escrivá,  “quando te decidires com firmeza a ter vida limpa, a castidade não será para ti um fardo; será coroa triunfal”[4] . Referências Cristianismo puro e simples, Livro III, n. 5 Discurso do Papa Bento XVI na conclusão do encontro com os bispos da Suíça, 9 de novembro de 2006 Filoteia (Introdução à Vida Devota), parte IV, cap. 7 Caminho, n. 123 Fonte: Equipe Christo Nihil Praeponere #pecadomortal #Pureza #Santidade #FormaçõesCatólicas #Castidade

  • LITURGIA DIÁRIA – 06/07/21 – 3ª-FEIRA DA 14ª SEMANA – TEMPO COMUM

    Liturgia de Hoje 3ª-FEIRA DA 14ª SEMANA – TEMPO COMUM 1ª LEITURA – GN 32,23-33 (GR. 22-32) De modo algum te chamarás Jacó, mas Israel; porque lutaste com Deus e venceste. Leitura do Livro do Gênesis 32, 23-33 (gr. 22-32) Naqueles dias: 23Jacó levantou-se ainda de noite, tomou suas duas mulheres, as duas escravas e os onze filhos, e passou o vau do Jaboc. 24Depois de tê-los ajudado a passar a torrente, e atravessar tudo o que lhe pertencia, 25Jacó ficou só. E eis que um homem se pôs a lutar com ele até o raiar da aurora. 26Vendo que não podia vencê-lo, este tocou-lhe o nervo da coxa e logo o tendão da coxa de Jacó se deslocou, enquanto lutava com ele. 27O homem disse a Jacó: ‘Larga-me, pois já surge a aurora’. Mas Jacó respondeu: ‘Não te largarei, se não me abençoares’. 28O homem perguntou-lhe: ‘Qual é o teu nome?’ Respondeu: ‘Jacó’. 29Ele lhe disse: ‘De modo algum te chamarás Jacó, mas Israel; porque lutaste com Deus e com os homens e venceste’. 30Perguntou-lhe Jacó: ‘Dize-me, por favor, o teu nome’. Ele respondeu: ‘Por que perguntas o meu nome?’ E ali mesmo o abençoou. 31Jacó deu a esse lugar o nome de Fanuel, dizendo: ‘Vi Deus face a face e foi poupada a minha vida’. 32Surgiu o sol quando ele atravessava Fanuel; e ia mancando por causa da coxa. 33Por isso os filhos de Israel não comem até hoje o nervo da articulação da coxa, pois Jacó foi ferido nesse nervo. Palavra do Senhor. SALMO – SL 16,1. 2-3. 6-7. 8B.15 (R. 15A) R.Verei, justificado, vossa face, ó Senhor! 1Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, / escutai-me e atendei o meu clamor! / Inclinai o vosso ouvido à minha prece, / pois não existe falsidade nos meus lábios! R. 2De vossa face é que me venha o julgamento, / pois vossos olhos sabem ver o que é justo. 3Provai meu coração durante a noite, / visitai-o, examinai-o pelo fogo, / mas em mim não achareis iniqüidade. R. 6Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, / inclinai o vosso ouvido e escutai-me!7Mostrai-me vosso amor maravilhoso, / vós que salvais e libertais do inimigo / quem procura a proteção junto de vós. R. 8BProtegei-me qual dos olhos a pupila / e guardai-me, à proteção de vossas asas, 15Mas eu verei, justificado, a vossa face / e ao despertar me saciará vossa presença. R. EVANGELHO – MT 9,32-38 A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo são Mateus 9, 32-38 Naquele tempo: 32Apresentaram a Jesus um homem mudo, que estava possuído pelo demônio. 33Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: ‘Nunca se viu coisa igual em Israel. ‘34Os fariseus, porém, diziam: ‘É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios. ‘35Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade. 36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que nõo têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37‘A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!’ Palavra da Salvação. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. Watch this video on YouTube. #LITURGIADIÁRIA0607213ªFEIRADA14ªSEMANATEMPOCOMUM

  • QUANDO AS PALAVRAS RANGEM

    Graciliano Ramos, um dos grandes escritores brasileiros do século XX, é autor de obra ficcional reduzida, que inclui os romances Caetés , São Bernardo , Angústia e Vida secas , se admitirmos Vida secas na categoria de romance, e o livro de contos Insônia. Suas lembranças de prisão, Memórias do cárcere , também contêm boa literatura, e todos esses livros apresentam um estilo bastante original, marcado pela concisão e a correção gramatical, paradoxalmente misturadas a uma agressividade de linguagem tipicamente sertaneja. Podemos divergir no julgamento dessa obra, preferirmos mais esse ou aquele romance, mas em geral a crítica e os leitores — da esquerda à direita — tem coincidido num ponto: Graciliano foi um mestre da escrita. De suas obras, há quem goste mais de São Bernardo , que muitos julgam ser um dos maiores romances brasileiros de todos os tempos; outros preferem Angústia ou até Vida secas , obra de inegável valor em algumas de suas partes, de estilo sempre admirável, mas que funciona menos bem como conjunto. Já o contista de Insônia não está no mesmo nível do romancista. Quantos leitores no Brasil e em Portugal, durante quase um século, não foram seduzidos pelo canto de sereia do estilo graciliânico? Canto, não — seria melhor dizer rangido. Mais que canto, o verbo do escritor alagoano range como certas portas velhas do sertão. Rangido de coisas secas, de vidas secas, de almas secas. Secura que o levaria a eliminar de seu Vidas secas aquilo que parece essencial a esse gênero ficcional: a dimensão erótica. Vangloriava-se de ter escrito esse romance sem a mínima sombra de Eros. No fundo, essa ânsia de secura talvez não passasse de antídoto: Graciliano sabia bem que havia, amoitado nalgum canto do seu espírito, um Euclides da Cunha sempre pronto a atacar com todos os adjetivos da língua portuguesa.

  • GRACILIANO RAMOS E SUAS CONTRADIÇÕES

    Graciliano Ramos viveu no espírito as grandes contradições de sua época — marcada, na política, pelos projetos salvacionistas do comunismo e do fascismo, que queriam resolver à força os problemas que a democracia brasileira, rasteira e fisiológica, não conseguia solucionar sob o império da lei. Indignou-se com a degradação aviltante do homem nordestino e julgou, equivocadamente, que a única solução para esse problema estivesse no comunismo, com a eliminação das diferenças sociais e a transformação do Estado no grande patrão. Também errou quando, em sua visita à URSS, idealizou a figura monstruosa de Stalin, o ex-seminarista que mais vítimas fez na história contemporânea, junto com Hitler. Mas Graciliano era, no fundo, um individualista: gostava de contrariar a burguesia de sua terra, mas também não aceitava que lhe ditassem normas literárias: recusou furioso o zdanovismo soviético, que pretendia exercer estrito controle da produção artística e cultural, definindo o que os escritores podiam escrever ou não. Um dos mandamentos do decálogo zdanovista era a criação de “heróis positivos”, modelares, dando o bom exemplo socialista aos leitores, contribuindo para a construção da sociedade sem classes e a destruição do decadente espírito burguês. O curioso é que esse escritor, que não aceitava personagens estereotipados, transformou-se num deles quando foi objeto de uma biografia escrita pelo jornalista Dênis de Moraes, O velho Graça (lançada pela editora José Olympio em 1992). O biógrafo foi atrás dos documentos e das fontes primárias, reuniu tudo, mas realizou no fim de tudo uma obra bastante desigual. Em suas 407 páginas, o autor de Vidas secas aparece como nunca foi em sua vida: um super-herói comunista sem equívocos e hesitações, não muito distante dos personagens que frequentam os romances típicos do realismo socialista. O biográfo Dênis de Moraes não queria que seu herói errasse. Acabou equivocando-se ele próprio, e onde não podia equivocar-se, ao transformar o Graciliano que realmente foi no Graciliano que ele gostaria que fosse. É o pecado mortal dos biógrafos mais comprometidos com ideologias do que com a realidade. Graciliano errou em seus compromissos políticos. Mas errou onde podia errar, num território que não lhe comprometeu a glória literária.

  • Orações

    Reze conosco, todos os dias “Quem reza se salva, quem não reza certamente se condena!” Santo Afonso Maria de Ligório ☀️ Orações da Manhã 🌙 Orações da Noite 📿 Santo Terço ♥️ Terço da Misericórdia 👼 Angelus (6h|12h|18h) ⛪ Orações para Santa Missa ✝️ Via Sacra 🌷 Coroinha da Santíssima Virgem 👑 Coroa das Sete Dores de Maria Santíssima 🙏 Comunhão Espiritual 📚 Conheça o Devocionário A importância da vida de oração A oração é a melhor arma que possuímos, a chave abre o coração de Deus. (São Pio de Pietrelcina) Os santos nos ensinam que não podemos dizer que somos católicos se nem ao menos possuímos vida de oração. Muitos imaginam que ter uma vida de oração é algo muito complicado e deve tomar muito tempo, mas é um grande engano. Para aqueles que desejam ter uma vida de oração mas não sabem por onde começar, é preciso entender que tudo de bom que fazemos é proveniente da graça de Deus, contudo, mesmo com a graça de Deus, é importante que façamos nossos próprios esforços para colocá-los em prática. O principal requisito para quem deseja ter uma vida de oração é a disciplina, rotina e determinação. Portanto, é preciso estabelecer horários para oração e colocar isso como um objetivo a ser cumprido todos os dias. Outro erro muito comum é imaginar que nossa oração precisa ser espontânea. Realmente não há problema em fazer orações espontâneas, mas a tradição da Igreja sempre nos ensinou a rezar orações prontas e aprovadas pela Santa Igreja. O maior exemplo é o próprio Rosário, mas além dele existem muitas orações que acompanham os cristãos há muitos séculos. Para facilitar compilamos uma seleção das mais tradicionais orações da igreja e colocamos no livro Devocionário. Aqueles que ainda não possuem o Devocionário, podem aprender algumas delas em nosso site. #FormaçõesCatólicas

  • Orações

    Reze conosco, todos os dias “Quem reza se salva, quem não reza certamente se condena!” Santo Afonso Maria de Ligório ☀️ Orações da Manhã 🌙 Orações da Noite 📿 Santo Terço ♥️ Terço da Misericórdia 👼 Angelus (6h|12h|18h) ⛪ Orações para Santa Missa ✝️ Via Sacra 🌷 Coroinha da Santíssima Virgem 👑 Coroa das Sete Dores de Maria Santíssima 🙏 Comunhão Espiritual 📚 Conheça o Devocionário A importância da vida de oração A oração é a melhor arma que possuímos, a chave abre o coração de Deus. (São Pio de Pietrelcina) Os santos nos ensinam que não podemos dizer que somos católicos se nem ao menos possuímos vida de oração. Muitos imaginam que ter uma vida de oração é algo muito complicado e deve tomar muito tempo, mas é um grande engano. Para aqueles que desejam ter uma vida de oração mas não sabem por onde começar, é preciso entender que tudo de bom que fazemos é proveniente da graça de Deus, contudo, mesmo com a graça de Deus, é importante que façamos nossos próprios esforços para colocá-los em prática. O principal requisito para quem deseja ter uma vida de oração é a disciplina, rotina e determinação. Portanto, é preciso estabelecer horários para oração e colocar isso como um objetivo a ser cumprido todos os dias. Outro erro muito comum é imaginar que nossa oração precisa ser espontânea. Realmente não há problema em fazer orações espontâneas, mas a tradição da Igreja sempre nos ensinou a rezar orações prontas e aprovadas pela Santa Igreja. O maior exemplo é o próprio Rosário, mas além dele existem muitas orações que acompanham os cristãos há muitos séculos. Para facilitar compilamos uma seleção das mais tradicionais orações da igreja e colocamos no livro Devocionário. Aqueles que ainda não possuem o Devocionário, podem aprender algumas delas em nosso site. #FormaçõesCatólicas

  • Papa Francisco se recupera bem após cirurgia de 3 horas

    A operação programada para curar uma estenose diverticular do cólon concluiu-se à noite. O Papa Francisco, de 84 anos, passou sua primeira noite na Policlínica Gemelli, em Roma, onde está se recuperando da operação por um problema de cólon a que foi submetido no domingo, segundo o Vaticano. A cirurgia a que o Papa Francisco foi submetido terminou à noite. Isso foi anunciado pelo diretor da Assessoria de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. “O Santo Padre, internado à tarde no Hospital A. Gemelli, foi submetido à noite a uma operação cirúrgica programada para tratar uma estenose diverticular do cólon”. “O Santo Padre – explicou Bruni – reagiu bem à operação conduzida com anestesia geral pelo Prof. Sergio Alfieri, com a assistência do Prof. Luigi Sofo, do Dr.. Antonio Tortorelli e da Dra. Roberta Menghi.” “A anestesia foi feita pelo Prof. Massimo Antonelli, pela Professora Liliana Sollazzi e pelos doutores Roberto De Cicco e Maurizio Soave. Também estavam presentes na sala cirúrgica o Prof. Giovanni Battista Doglietto e o Prof. Roberto Bernabei”. Fontes hospitalares, citadas pela mídia local, dizem que a cirurgia durou três horas, das19h às 22h locais (17:00-20.00 GMT), e que Francis deve permanecer internado por pelo menos cinco dias antes de receber alta. Doença comum entre idosos Segundo especialistas do sistema digestivo, o objetivo desse tipo de cirurgia é reduzir os problemas causados pelo diverticula, que são pequenas hérnias na parede do cólon com amplo espectro de manifestações clínicas, incluindo hemorragia, inflamação (diverticulite) ou complicações associadas a ele (obstrução ou perfuração). A doença do cólon diverticular é muito comum na sociedade ocidental e afeta quase 65% da população aos 85 anos,segundo as mesmas fontes. O QUE É ESTENOSE DIVERTICULAR DO CÓLON? A estenose acontece quando pequenas “bolsas” aparecem na parede do intestino. Normalmente, isso ocorre por conta do enfraquecimento dos tecidos, algo comum com a idade, e essas “bolsas” são dos divertículos. Segundo Gustavo Benevides, que é médico endoscopista, a doença deve ser compreendida. “Imagine o intestino como uma mangueira – a estenose seria o estreitamento dessa mangueira. Quando isso ocorre, o trânsito intestinal e, portando o ato de defecar, fica mais difícil, o que leva a distensão do abdômen e a quadros de dor em cólica recorrentes”, pontua. A forma de apresentação da doença é diversa. Enquanto alguns idosos não têm sintomas, outros podem sentir dor ou até mesmo desenvolver complicações. Assim, com uma inflamação, é necessário fazer tratamentos com remédios. Caso ocorra perfuração ou sangramento por uma diverticulite, uma cirurgia deve ser feita. “Vai ser necessário quando existem sintomas pronunciados ou quando o estreitamento é tão intenso ao ponto de dificultar muito a defecação”, reitera Benevides. Como as inflamações deixam cicatrizes, a parede da pele fica mais grossa, causando o estreitamento do órgão e configurando a estenose. QUAIS OS SINTOMAS DA DOENÇA? Como já dito, nem sempre os divertículos vão causar sintomas. Entretanto, quando a estenose ocorre, as fezes enfrentam dificuldade para ter passagem no estômago, tornando a dor cada vez mais frequente. A cirurgia, nesses casos, pode ser conduzida da maneira mais rápida possível. Porém, este não é o caso de Francisco, já que, segundo o Vaticano, o procedimento estava agendado. COMO OCORRE A CIRURGIA? A cirurgia para corrigir a estenose é algo comum, como apontam especialistas. Mesmo com os riscos habituais de um procedimento em pessoas com idade avançada, não se define como algo grave.Geralmente, um corte no intestino pode ser feito para retirar o pedaço mais estreito, abrindo passagem entre as outras duas extremidades. Conforme recomendações médicas, o Papa Francisco pode ficar em recuperação no hospital de cinco a sete dias corridos. “Quando a cirurgia é eletiva e o paciente consegue uma preparação adequada, como no caso do Santo Padre, o risco cirúrgico diminui muito”, explica Gustavo Benevides. Dessa forma, ele também aponta, é necessário ficar atento no período após a cirurgia. “O maior risco pós-cirúrgico é o aparecimento de fístula, um vazamento da emenda, mas esse é uma complicação infrequente”, finaliza o profissional. #papafrancisco

  • Papa Francisco se recupera bem após cirurgia de 3 horas

    A operação programada para curar uma estenose diverticular do cólon concluiu-se à noite. O Papa Francisco, de 84 anos, passou sua primeira noite na Policlínica Gemelli, em Roma, onde está se recuperando da operação por um problema de cólon a que foi submetido no domingo, segundo o Vaticano. A cirurgia a que o Papa Francisco foi submetido terminou à noite. Isso foi anunciado pelo diretor da Assessoria de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. “O Santo Padre, internado à tarde no Hospital A. Gemelli, foi submetido à noite a uma operação cirúrgica programada para tratar uma estenose diverticular do cólon”. “O Santo Padre – explicou Bruni – reagiu bem à operação conduzida com anestesia geral pelo Prof. Sergio Alfieri, com a assistência do Prof. Luigi Sofo, do Dr.. Antonio Tortorelli e da Dra. Roberta Menghi.” “A anestesia foi feita pelo Prof. Massimo Antonelli, pela Professora Liliana Sollazzi e pelos doutores Roberto De Cicco e Maurizio Soave. Também estavam presentes na sala cirúrgica o Prof. Giovanni Battista Doglietto e o Prof. Roberto Bernabei”. Fontes hospitalares, citadas pela mídia local, dizem que a cirurgia durou três horas, das19h às 22h locais (17:00-20.00 GMT), e que Francis deve permanecer internado por pelo menos cinco dias antes de receber alta. Doença comum entre idosos Segundo especialistas do sistema digestivo, o objetivo desse tipo de cirurgia é reduzir os problemas causados pelo diverticula, que são pequenas hérnias na parede do cólon com amplo espectro de manifestações clínicas, incluindo hemorragia, inflamação (diverticulite) ou complicações associadas a ele (obstrução ou perfuração). A doença do cólon diverticular é muito comum na sociedade ocidental e afeta quase 65% da população aos 85 anos,segundo as mesmas fontes. O QUE É ESTENOSE DIVERTICULAR DO CÓLON? A estenose acontece quando pequenas “bolsas” aparecem na parede do intestino. Normalmente, isso ocorre por conta do enfraquecimento dos tecidos, algo comum com a idade, e essas “bolsas” são dos divertículos. Segundo Gustavo Benevides, que é médico endoscopista, a doença deve ser compreendida. “Imagine o intestino como uma mangueira – a estenose seria o estreitamento dessa mangueira. Quando isso ocorre, o trânsito intestinal e, portando o ato de defecar, fica mais difícil, o que leva a distensão do abdômen e a quadros de dor em cólica recorrentes”, pontua. A forma de apresentação da doença é diversa. Enquanto alguns idosos não têm sintomas, outros podem sentir dor ou até mesmo desenvolver complicações. Assim, com uma inflamação, é necessário fazer tratamentos com remédios. Caso ocorra perfuração ou sangramento por uma diverticulite, uma cirurgia deve ser feita. “Vai ser necessário quando existem sintomas pronunciados ou quando o estreitamento é tão intenso ao ponto de dificultar muito a defecação”, reitera Benevides. Como as inflamações deixam cicatrizes, a parede da pele fica mais grossa, causando o estreitamento do órgão e configurando a estenose. QUAIS OS SINTOMAS DA DOENÇA? Como já dito, nem sempre os divertículos vão causar sintomas. Entretanto, quando a estenose ocorre, as fezes enfrentam dificuldade para ter passagem no estômago, tornando a dor cada vez mais frequente. A cirurgia, nesses casos, pode ser conduzida da maneira mais rápida possível. Porém, este não é o caso de Francisco, já que, segundo o Vaticano, o procedimento estava agendado. COMO OCORRE A CIRURGIA? A cirurgia para corrigir a estenose é algo comum, como apontam especialistas. Mesmo com os riscos habituais de um procedimento em pessoas com idade avançada, não se define como algo grave.Geralmente, um corte no intestino pode ser feito para retirar o pedaço mais estreito, abrindo passagem entre as outras duas extremidades. Conforme recomendações médicas, o Papa Francisco pode ficar em recuperação no hospital de cinco a sete dias corridos. “Quando a cirurgia é eletiva e o paciente consegue uma preparação adequada, como no caso do Santo Padre, o risco cirúrgico diminui muito”, explica Gustavo Benevides. Dessa forma, ele também aponta, é necessário ficar atento no período após a cirurgia. “O maior risco pós-cirúrgico é o aparecimento de fístula, um vazamento da emenda, mas esse é uma complicação infrequente”, finaliza o profissional. #papafrancisco

  • UMA HIPÉRBOLE IDEOLÓGICA

    Fala-se muito hoje, no Brasil, a propósito das mortes pela covid-19, em genocídio. Mas a triste palavra, pelas mãos de jornalistas ou ativistas ineptos ou de má-fé, sofreu uma deplorável deturpação semântica. É necessário devolver à palavra o seu extraviado sentido original. O filósofo Roger Scruton assim define o termo “genocídio”, em seu Dicionário do pensamento político (New York, Palgrave Macmillan, 2007, p. 272): “Termo cunhado pelo jurista americano Raphael Lemkin em 1944, para denotar a destruição deliberada de uma raça, geralmente motivada por alguma teoria sobre a natureza das raças, nelas distinguindo variedades “superiores” das “inferiores” (estas elimináveis). Classificado pela Assembleia Geral da ONU de 1948 como crime no âmbito do direito internacional, foi definido de tal modo que também envolvesse formas de perseguição destinadas a eliminar uma raça ou grupo étnico, mesmo quando não caracterizasse assassinato em massa (por exemplo, a esterilização compulsória ou a remoção forçada de crianças).” O holocausto judaico na Alemanha nazista, com seus seis milhões de vidas deliberadamente sacrificadas, é logo lembrado quando se pensa no assunto, pela ampla difusão do abominável acontecimento pelo cinema e a literatura. O conceito, definido pela ONU como delito contra a humanidade, se estenderia também à eliminação, ou esforço de eliminação (sempre deliberada ) de grupos religiosos, políticos ou nacionais, como, por exemplo, o extermínio deliberado de armênios que viviam em território turco, entre 1915 e 1923, com mais de um milhão de mortos; ou o que ocorreu há quase 90 anos, em 18 de novembro de 1932, na Ucrânia. Este último é conhecido como Holodomor (grande fome), nome pelo qual se conhece o morticínio praticado pelo comunismo soviético naquele país, então ocupado pela Rússia bolchevique. Durou de 1932 a 1933. Por deliberação de Stalin, utilizou-se o desabastecimento de alimentos como forma de punição aos camponeses nacionalistas resistentes às medidas de Moscou. Foram exterminados, durante dois anos, pelo menos 6 milhões de pessoas, às quais, impedidas pela polícia de migrar, não restava outra saída senão a morte lenta por desnutrição coercitiva. O genocídio do comunismo, deliberadamente planejado por seus líderes, foi o que mais vítimas fez, no século passado. Segundo o historiador francês Stéphane Courtois, na obra coletiva por ele organizada O Livro Negro do Comunismo. Crimes, Terror e Repressão , o total de mortos pelo comunismo, no mundo, se aproxima da ordem dos cem milhões de mortos. A lista é macabra: na URSS, foram 20 milhões de mortos; na China, 65 milhões de mortos; no Vietnã, 1 milhão de mortos; na Coreia do Norte, 2 milhões de mortos; no Camboja, 2 milhões de mortos; no Leste Europeu, 1 milhão de mortos; na América Latina, 150.000 mortos; na África, 1,7 milhão de mortos; no Afeganistão, 1,5 milhão de mortos. E isto sem contar a dezena de milhões de mortos pelo movimento comunista internacional e partidos comunistas ainda fora do poder. A propósito do número maior ou menor das mortes pela covid-19, no Brasil e no mundo, pode-se falar de incompetência política e administrativa, entre outros fatores, porém jamais de genocídio. Primeiro, por faltar a intencionalidade da parte dos agentes políticos, segundo, pelas mortes não demonstrarem preferência por grupos étnicos, políticos, religiosos ou nacionais em particular. A peste atinge a todos. O coronavírus, como se tem visto, é implacavelmente democrático: não privilegia classes, cores de pele, credos religiosos, quociente de inteligência. É forçoso concluir, portanto, que se trata de um uso maldosamente astucioso e hiperbólico da palavra genocídio, próprio de certas vertentes políticas que não se envergonham da fraude e da corrupção, seja na ordem semântica ou moral. Uma hipérbole tipicamente ideológica.

  • Papa Francisco passa por cirurgia na tarde deste domingo

    Pontífice vai tratar uma estenose diverticular sintomática do cólon. Rezemos por sua saúde. O papa Francisco será submetido a uma cirurgia agendada neste domingo (4) no Policlinico A. Gemeli, em Roma, para tratar uma estenose diverticular sintomática do cólon, informou a assessoria de imprensa do Vaticano. Segundo o comunicado, o procedimento será realizado pelo especialista e professor Sergio Alfieri. Ao final do procedimento um novo boletim sobre o estado de saúde do Pontífice será emitido. Francisco chegou no hospital por volta das 14h30 (horário local). Mais cedo, uma mobilização geral entre os funcionários foi registrada para organizar a estrutura. Segundo fontes informaram à Ansa, o papa deverá permanecer internado no hospital Policlínico Agostino Gemelli, em Roma, por “pelo menos cinco dias”. Concluída a cirurgia, Papa passa bem A operação programada para curar uma estenose diverticular do cólon concluiu-se à noite. Concluiu-se à noite a cirurgia à qual foi submetido o Papa Francisco, de acordo com um comunicado do diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. “O Santo Padre, internado à tarde no Hospital A. Gemelli, foi submetido à noite a uma operação cirúrgica programada para tratar uma estenose diverticular do cólon”. “O Santo Padre – explicou Bruni – reagiu bem à operação conduzida com anestesia geral pelo Prof. Sergio Alfieri, com a assistência do Prof. Luigi Sofo, do Dr.. Antonio Tortorelli e da Dra. Roberta Menghi.” “A anestesia foi feita pelo Prof. Massimo Antonelli, pela Professora Liliana Sollazzi e pelos doutores Roberto De Cicco e Maurizio Soave. Também estavam presentes na sala cirúrgica o Prof. Giovanni Battista Doglietto e o Prof. Roberto Bernabei”. O Pontífice deixou a Casa Santa Marta no início da tarde. O QUE É ESTENOSE DIVERTICULAR DO CÓLON? A estenose acontece quando pequenas “bolsas” aparecem na parede do intestino. Normalmente, isso ocorre por conta do enfraquecimento dos tecidos, algo comum com a idade, e essas “bolsas” são dos divertículos. Segundo Gustavo Benevides, que é médico endoscopista, a doença deve ser compreendida. “Imagine o intestino como uma mangueira – a estenose seria o estreitamento dessa mangueira. Quando isso ocorre, o trânsito intestinal e, portando o ato de defecar, fica mais difícil, o que leva a distensão do abdômen e a quadros de dor em cólica recorrentes”, pontua. A forma de apresentação da doença é diversa. Enquanto alguns idosos não têm sintomas, outros podem sentir dor ou até mesmo desenvolver complicações. Assim, com uma inflamação, é necessário fazer tratamentos com remédios. Caso ocorra perfuração ou sangramento por uma diverticulite, uma cirurgia deve ser feita. “Vai ser necessário quando existem sintomas pronunciados ou quando o estreitamento é tão intenso ao ponto de dificultar muito a defecação”, reitera Benevides. Como as inflamações deixam cicatrizes, a parede da pele fica mais grossa, causando o estreitamento do órgão e configurando a estenose. QUAIS OS SINTOMAS DA DOENÇA? Como já dito, nem sempre os divertículos vão causar sintomas. Entretanto, quando a estenose ocorre, as fezes enfrentam dificuldade para ter passagem no estômago, tornando a dor cada vez mais frequente. A cirurgia, nesses casos, pode ser conduzida da maneira mais rápida possível. Porém, este não é o caso de Francisco, já que, segundo o Vaticano, o procedimento estava agendado. COMO OCORRE A CIRURGIA? A cirurgia para corrigir a estenose é algo comum, como apontam especialistas. Mesmo com os riscos habituais de um procedimento em pessoas com idade avançada, não se define como algo grave.Geralmente, um corte no intestino pode ser feito para retirar o pedaço mais estreito, abrindo passagem entre as outras duas extremidades. Conforme recomendações médicas, o Papa Francisco pode ficar em recuperação no hospital de cinco a sete dias corridos. “Quando a cirurgia é eletiva e o paciente consegue uma preparação adequada, como no caso do Santo Padre, o risco cirúrgico diminui muito”, explica Gustavo Benevides. Dessa forma, ele também aponta, é necessário ficar atento no período após a cirurgia. “O maior risco pós-cirúrgico é o aparecimento de fístula, um vazamento da emenda, mas esse é uma complicação infrequente”, finaliza o profissional. #papafrancisco

  • Papa Francisco passa por cirurgia na tarde deste domingo

    Pontífice vai tratar uma estenose diverticular sintomática do cólon. Rezemos por sua saúde. O papa Francisco será submetido a uma cirurgia agendada neste domingo (4) no Policlinico A. Gemeli, em Roma, para tratar uma estenose diverticular sintomática do cólon, informou a assessoria de imprensa do Vaticano. Segundo o comunicado, o procedimento será realizado pelo especialista e professor Sergio Alfieri. Ao final do procedimento um novo boletim sobre o estado de saúde do Pontífice será emitido. Francisco chegou no hospital por volta das 14h30 (horário local). Mais cedo, uma mobilização geral entre os funcionários foi registrada para organizar a estrutura. Segundo fontes informaram à Ansa, o papa deverá permanecer internado no hospital Policlínico Agostino Gemelli, em Roma, por “pelo menos cinco dias”. Concluída a cirurgia, Papa passa bem A operação programada para curar uma estenose diverticular do cólon concluiu-se à noite. Concluiu-se à noite a cirurgia à qual foi submetido o Papa Francisco, de acordo com um comunicado do diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. “O Santo Padre, internado à tarde no Hospital A. Gemelli, foi submetido à noite a uma operação cirúrgica programada para tratar uma estenose diverticular do cólon”. “O Santo Padre – explicou Bruni – reagiu bem à operação conduzida com anestesia geral pelo Prof. Sergio Alfieri, com a assistência do Prof. Luigi Sofo, do Dr.. Antonio Tortorelli e da Dra. Roberta Menghi.” “A anestesia foi feita pelo Prof. Massimo Antonelli, pela Professora Liliana Sollazzi e pelos doutores Roberto De Cicco e Maurizio Soave. Também estavam presentes na sala cirúrgica o Prof. Giovanni Battista Doglietto e o Prof. Roberto Bernabei”. O Pontífice deixou a Casa Santa Marta no início da tarde. O QUE É ESTENOSE DIVERTICULAR DO CÓLON? A estenose acontece quando pequenas “bolsas” aparecem na parede do intestino. Normalmente, isso ocorre por conta do enfraquecimento dos tecidos, algo comum com a idade, e essas “bolsas” são dos divertículos. Segundo Gustavo Benevides, que é médico endoscopista, a doença deve ser compreendida. “Imagine o intestino como uma mangueira – a estenose seria o estreitamento dessa mangueira. Quando isso ocorre, o trânsito intestinal e, portando o ato de defecar, fica mais difícil, o que leva a distensão do abdômen e a quadros de dor em cólica recorrentes”, pontua. A forma de apresentação da doença é diversa. Enquanto alguns idosos não têm sintomas, outros podem sentir dor ou até mesmo desenvolver complicações. Assim, com uma inflamação, é necessário fazer tratamentos com remédios. Caso ocorra perfuração ou sangramento por uma diverticulite, uma cirurgia deve ser feita. “Vai ser necessário quando existem sintomas pronunciados ou quando o estreitamento é tão intenso ao ponto de dificultar muito a defecação”, reitera Benevides. Como as inflamações deixam cicatrizes, a parede da pele fica mais grossa, causando o estreitamento do órgão e configurando a estenose. QUAIS OS SINTOMAS DA DOENÇA? Como já dito, nem sempre os divertículos vão causar sintomas. Entretanto, quando a estenose ocorre, as fezes enfrentam dificuldade para ter passagem no estômago, tornando a dor cada vez mais frequente. A cirurgia, nesses casos, pode ser conduzida da maneira mais rápida possível. Porém, este não é o caso de Francisco, já que, segundo o Vaticano, o procedimento estava agendado. COMO OCORRE A CIRURGIA? A cirurgia para corrigir a estenose é algo comum, como apontam especialistas. Mesmo com os riscos habituais de um procedimento em pessoas com idade avançada, não se define como algo grave.Geralmente, um corte no intestino pode ser feito para retirar o pedaço mais estreito, abrindo passagem entre as outras duas extremidades. Conforme recomendações médicas, o Papa Francisco pode ficar em recuperação no hospital de cinco a sete dias corridos. “Quando a cirurgia é eletiva e o paciente consegue uma preparação adequada, como no caso do Santo Padre, o risco cirúrgico diminui muito”, explica Gustavo Benevides. Dessa forma, ele também aponta, é necessário ficar atento no período após a cirurgia. “O maior risco pós-cirúrgico é o aparecimento de fístula, um vazamento da emenda, mas esse é uma complicação infrequente”, finaliza o profissional. #papafrancisco

  • Imagem da ‘pachamama’ foi usada como ostensório durante adoração

    Diversos padres consideraram o uso da imagem da deusa terra em um ostensório como um ato como diabólico. A polêmica imagem da “pachamama” ou “mãe terra”, que acompanhou diversas atividades do Sínodo da Amazônia de 2019, foi usada como ostensório da Eucaristia em uma igreja em Guadalajara, no México. Em imagens publicadas pelo sacerdote mexicano José Luis González Santoscoy em sua página do Facebook, mas posteriormente eliminadas, se vê o ostensório com a forma da pachamama , uma mulher grávida nua, levando em seu ventre a Eucaristia. As fotos foram tiradas no interior da paróquia São João Macías, em Zapopan, na área metropolitana de Guadalajara, no México. Em declarações à ACI Prensa , o padre González Santoscoy afirmou que “não tenho absolutamente nada a comentar”, e disse que “o assunto já foi discutido com o meu bispo, com as minhas autoridades”. A arquidiocese de Guadalajara não se pronunciou sobre o assunto. O padre Juan Pedro Oriol, pároco da paróquia São João Macías, disse que não sabia nem autorizou o uso do ostensório com a forma da pachamama . “Saí por alguns dias de férias, na segunda-feira, 28 de junho, e isso foi feito sem o meu conhecimento e sem a minha permissão”, disse, ressaltando que se trata de “uma enorme tristeza para mim”. O padre Oriol explicou que “obviamente esse ostensório não é da paróquia” e afirmou que “na nossa paróquia se usa sempre o mesmo ostensório e expomos o Santíssimo todos os dias”. “Inclusive nestas férias estou tentando encontrar um ostensório parecido, um pouco mais novo, mas nunca usamos outro ostensório diferente do que temos na nossa sacristia e usamos todos os dias para a exposição e adoração do Santíssimo, quando temos adoração noturna ou horas santas especiais”, reiterou. O papa e o Sínodo da Amazônia A “pachamama” ou “mãe terra”, é uma divindade dos Andes na América do Sul. Durante o Sínodo da Amazônia de 2019, ela foi apresentada como pertencendo à cosmovisão amazônica. Imagem do pachamama usada em eventos do Sínodo da Amazônia, em 2019. Em 4 de outubro de 2019, em um evento organizado nos jardins do Vaticano pela Rede Eclesial Panamazônica (REPAM) com o Movimento Católico para o Clima , alguns participantes realizaram um ritual indígena no qual havia duas figuras femininas nuas esculpidas em madeira, que com o passar dos dias foram identificadas como a pachamama . Alguns chegaram a identificar a imagem nua como uma invocação da Virgem Maria , chamando-a de “Nossa Senhora da Amazônia”. As imagens foram posteriormente instaladas e expostas em um altar da igreja Santa Maria em Traspontina, confiada aos carmelitas, a poucos quarteirões do Vaticano. Em 21 de outubro daquele ano, dois homens não identificados roubaram pelo menos cinco imagens de madeira da pachamama e lançaram-nas no rio Tíber, que passa pela cidade de Roma. Em novembro de 2019, o bispo emérito de Marajó, no Pará, dom José Luis Azcona denunciou a “idolatria” e o “escândalo” relacionados ao uso das imagens da pachamama em diversos eventos do Sínodo da Amazônia. Naquele mesmo mês, o padre Hugo Valdemar, cônego penitenciário da arquidiocese primaz do México, queimou várias réplicas da imagem da pachamama feitas de papel. Fonte: ACI Digital #Pachamama

  • Imagem da ‘pachamama’ foi usada como ostensório durante adoração

    Diversos padres consideraram o uso da imagem da deusa terra em um ostensório como um ato como diabólico. A polêmica imagem da “pachamama” ou “mãe terra”, que acompanhou diversas atividades do Sínodo da Amazônia de 2019, foi usada como ostensório da Eucaristia em uma igreja em Guadalajara, no México. Em imagens publicadas pelo sacerdote mexicano José Luis González Santoscoy em sua página do Facebook, mas posteriormente eliminadas, se vê o ostensório com a forma da pachamama , uma mulher grávida nua, levando em seu ventre a Eucaristia. As fotos foram tiradas no interior da paróquia São João Macías, em Zapopan, na área metropolitana de Guadalajara, no México. Em declarações à ACI Prensa , o padre González Santoscoy afirmou que “não tenho absolutamente nada a comentar”, e disse que “o assunto já foi discutido com o meu bispo, com as minhas autoridades”. A arquidiocese de Guadalajara não se pronunciou sobre o assunto. O padre Juan Pedro Oriol, pároco da paróquia São João Macías, disse que não sabia nem autorizou o uso do ostensório com a forma da pachamama . “Saí por alguns dias de férias, na segunda-feira, 28 de junho, e isso foi feito sem o meu conhecimento e sem a minha permissão”, disse, ressaltando que se trata de “uma enorme tristeza para mim”. O padre Oriol explicou que “obviamente esse ostensório não é da paróquia” e afirmou que “na nossa paróquia se usa sempre o mesmo ostensório e expomos o Santíssimo todos os dias”. “Inclusive nestas férias estou tentando encontrar um ostensório parecido, um pouco mais novo, mas nunca usamos outro ostensório diferente do que temos na nossa sacristia e usamos todos os dias para a exposição e adoração do Santíssimo, quando temos adoração noturna ou horas santas especiais”, reiterou. O papa e o Sínodo da Amazônia A “pachamama” ou “mãe terra”, é uma divindade dos Andes na América do Sul. Durante o Sínodo da Amazônia de 2019, ela foi apresentada como pertencendo à cosmovisão amazônica. Imagem do pachamama usada em eventos do Sínodo da Amazônia, em 2019. Em 4 de outubro de 2019, em um evento organizado nos jardins do Vaticano pela Rede Eclesial Panamazônica (REPAM) com o Movimento Católico para o Clima , alguns participantes realizaram um ritual indígena no qual havia duas figuras femininas nuas esculpidas em madeira, que com o passar dos dias foram identificadas como a pachamama . Alguns chegaram a identificar a imagem nua como uma invocação da Virgem Maria , chamando-a de “Nossa Senhora da Amazônia”. As imagens foram posteriormente instaladas e expostas em um altar da igreja Santa Maria em Traspontina, confiada aos carmelitas, a poucos quarteirões do Vaticano. Em 21 de outubro daquele ano, dois homens não identificados roubaram pelo menos cinco imagens de madeira da pachamama e lançaram-nas no rio Tíber, que passa pela cidade de Roma. Em novembro de 2019, o bispo emérito de Marajó, no Pará, dom José Luis Azcona denunciou a “idolatria” e o “escândalo” relacionados ao uso das imagens da pachamama em diversos eventos do Sínodo da Amazônia. Naquele mesmo mês, o padre Hugo Valdemar, cônego penitenciário da arquidiocese primaz do México, queimou várias réplicas da imagem da pachamama feitas de papel. Fonte: ACI Digital #Pachamama

  • ‘Transgêneros’ arrependidos são censurados pelo Lobby LGBT

    O Lobby LGBT não quer apenas liberdade, quer que a ideologia LGBT seja a única forma de ver o mundo, uma ditadura de pensamento. Não querem mostrar que existe o outro lado da moeda, e qualquer um que pense diferente deve ser silenciado. “Os ativistas podem não querer admitir, mas não estou sozinha em meu arrependimento”, afirmou Grace Lidinsky-Smith. Ela se arrepende de ter feito “transição de gênero” e lamenta que os ativistas censurem teste diz que é importnte lamentou que os ativistas ocultem histórias de pessoas como ela, cujas histórias poderiam fazer com que as pessoas não caiam nessas terapias. Aos 20 anos, Lidinsky-Smith se tornara uma pessoa “depressiva e com disforia de gênero depois de anos de obsessão por questões de identidade”. “Eu achei que tinha encontrado meu caminho: a transformação total através da transição médica, para viver como homem”, contou. “Comecei minha transformação com injeções de hormônios. Quatro meses depois, meus seios foram removidos no procedimento cirúrgico conhecido como cirurgia superior”, acrescentou. Um ano depois, “eu estava encolhida na minha cama, agarrando-me às cicatrizes da dupla mamectomia e chorando de arrependimento”, disse. O caminho para a transição de gênero era fácil. “Tive o ambiente mais favorável possível para a transição: fácil acesso a hormônios, uma comunidade que me estimulava, além da cobertura do seguro”, disse. “O que eu não tinha era um terapeuta que pudesse me ajudar a examinar os problemas subjacentes que eu tinha antes de tomar aquelas sérias decisões médicas”, lamentou. Lidinsky-Smith foi diagnosticada com disforia de gênero e meu médico me deu luz verde para começar a transição na primeira consulta. Em artigo publicado no dia 25 de junho na revista americana Newsweek, Lidinsky-Smith disse que não é a única pessoa que se arrepende das terapias hormonais e das cirurgias prescritas pelos prestadores de assistência médica. Em sua trajetória, Lidinsky-Smith descobriu outros “detransicionistas” com histórias similares. Algumas pessoas interromperam logo o procedimento de transição de gênero, mas “outras tomaram hormônios durante anos e se submeteram a múltiplas cirurgias antes de decidir que o caminho não era adequado para elas”. Ela falou sobre a necessidade de trazer esses casos ao conhecimento público e de preocupar-se “pelas pessoas que foram feridas pelo tratamento médico transgênico, que se administra cada vez mais a pacientes adolescentes”. Lidinsky-Smith também contou suas vivências em entrevista à 60 Minutes da CBS News, em maio de 2021. Ativistas LGBT pediram para censurar ou cancelar o episódio antes de ele ir ao ar. “Fui ao ’60 Minutes’ porque queria que as pessoas entendessem que a medicina trans nem sempre é administrada de maneira responsável e segura”, disse Lidinsky-Smith em seu artigo. “Eu sabia que minha transição tinha me machucado gravemente e eu não era a única”. Segundo Lidinsky-Smith, os “detransicionistas” observam várias causas que, em retrospectiva, contribuíram para sua decisão de “fazer a transição” de gênero, como problemas de saúde mental não tratados, uma crise importante, trauma de abuso sexual, autismo não diagnosticado ou uma luta pela aceitação da sua orientação sexual”. “Para muitos, o arrependimento e a dor foram intensos, como foi para mim”, continuou. “Em muitos sentidos é impossível voltar atrás. Muitos de nós se perguntam: por que meu terapeuta não me ajudou primeiro a resolver meus problemas subjacentes?”, disse. Lidinsky-Smith é presidente da Gender Care Consumer Advocacy Network, organização que luta por melhores tratamentos para pessoas que “passaram ou estão passando por serviços de assistência relacionadas a gênero”. Lidinsky-Smith apóia os padrões da WPATH, a Associação Profissional Mundial para a Saúde Transgênero, que qualifica como “amplamente aceitos”, mas lamenta que não exista obrigatoriedade de segui-los por parte dos médicos. “Em minha própria odisseia médica, não recebi a maior parte da exploração terapêutica recomendada pelos padrões de atendimento da WPATH”, disse. “Deixaram-me ao meu próprio autodiagnóstico”. Paul McHugh, professor de psiquiatria da faculdade de medicina da Universidade Johns Hopkins, diz que “sem provas científicas sólidas”, a comunidade médica não deve seguir os padrões da WPATH. A própria associação pró-transgênero diz que “não foram realizados ensaios clínicos controlados de nenhum regime de hormônios feminizantes/masculinizantes para avaliar a segurança ou eficácia na transição física”. Para McHugh, também falta “apoio científico para a cirurgia de retribuição de sexo”. Universidade Johns Hopkins, um dos mais importantes centros médicos do mundo, suspendeu a intervenção cirúrgica após um estudo sobre a eficácia deste tipo de tratamento feito em 1979. McHugh ressaltou que o fato de que alguns pacientes queiram voltar à sua identidade biológica sugere que a mudança de sexo “acarreta um risco psicológico e físico considerável”. Mesmo em ambientes estimulantes, muitos que mudam de sexo “continuam traumatizados, muitas vezes até o ponto de se suicidarem”. Diz McHugh. O protocolo da WPATH “não só não aborda os problemas de raiz, que causam o mal-estar clínico, como torna mais provável que os pacientes continuem com a terapia hormonal e a alteração física de seu corpo”, disse. McHugh disse que a terapia hormonal “aumenta o risco de doença cardiovascular, eventos cerebrovasculares e tromboembólicos, osteoporose e câncer”. Também “foram observadas provas de um aumento da mortalidade, das taxas de suicídio ou da morte pelo uso de drogas ilícitas”. Outros estudos revelaram consequências negativas da intervenção cirúrgica, incluindo um aumento significativo das tentativas de suicídio. McHugh acrescentou que, no caso de crianças e adolescentes, as crianças estimuladas a viver como o sexo oposto têm sérios problemas para retomar ao seu próprio sexo, devido à influência das ações repetitivas no cérebro, e frisou que os bloqueadores da puberdade causam riscos para a saúde que incluem deterioração do crescimento ósseo, interferência no desenvolvimento do cérebro e deterioração da fertilidade. Lidinsky-Smith citou uma nova pesquisa no campo médico inspirada no caso de Kiera Bell, uma mulher que acusou um serviço de assistência médica por estimular erroneamente a sua transição de gênero. Em resposta, um tribunal superior do Reino Unido decidiu, em 2020, que os pacientes menores de 16 anos poderiam ser incapazes de dar seu consentimento aos bloqueadores da puberdade. Lidinsky-Smith questionou: “por que essa resistência para ouvir histórias difíceis e até mesmo negativas sobre a assistência médica transgênero?”. “Quando os ativistas escondem histórias como a minha debaixo do tapete e tentam silenciar as histórias de negligência médica, só protegem os médicos, não os pacientes”, afirmou. Se não buscarmos dizer a verdade, “uma atenção trans de ´tamanho único´ será vendida a cada vez mais pessoas, especialmente jovens, e poderá causar-lhes cicatrizes e arrependimentos para o resto da vida”, lamentou. Fonte ACI Digital #LGBT

  • ‘Transgêneros’ arrependidos são censurados pelo Lobby LGBT

    O Lobby LGBT não quer apenas liberdade, quer que a ideologia LGBT seja a única forma de ver o mundo, uma ditadura de pensamento. Não querem mostrar que existe o outro lado da moeda, e qualquer um que pense diferente deve ser silenciado. “Os ativistas podem não querer admitir, mas não estou sozinha em meu arrependimento”, afirmou Grace Lidinsky-Smith. Ela se arrepende de ter feito “transição de gênero” e lamenta que os ativistas censurem teste diz que é importnte lamentou que os ativistas ocultem histórias de pessoas como ela, cujas histórias poderiam fazer com que as pessoas não caiam nessas terapias. Aos 20 anos, Lidinsky-Smith se tornara uma pessoa “depressiva e com disforia de gênero depois de anos de obsessão por questões de identidade”. “Eu achei que tinha encontrado meu caminho: a transformação total através da transição médica, para viver como homem”, contou. “Comecei minha transformação com injeções de hormônios. Quatro meses depois, meus seios foram removidos no procedimento cirúrgico conhecido como cirurgia superior”, acrescentou. Um ano depois, “eu estava encolhida na minha cama, agarrando-me às cicatrizes da dupla mamectomia e chorando de arrependimento”, disse. O caminho para a transição de gênero era fácil. “Tive o ambiente mais favorável possível para a transição: fácil acesso a hormônios, uma comunidade que me estimulava, além da cobertura do seguro”, disse. “O que eu não tinha era um terapeuta que pudesse me ajudar a examinar os problemas subjacentes que eu tinha antes de tomar aquelas sérias decisões médicas”, lamentou. Lidinsky-Smith foi diagnosticada com disforia de gênero e meu médico me deu luz verde para começar a transição na primeira consulta. Em artigo publicado no dia 25 de junho na revista americana Newsweek, Lidinsky-Smith disse que não é a única pessoa que se arrepende das terapias hormonais e das cirurgias prescritas pelos prestadores de assistência médica. Em sua trajetória, Lidinsky-Smith descobriu outros “detransicionistas” com histórias similares. Algumas pessoas interromperam logo o procedimento de transição de gênero, mas “outras tomaram hormônios durante anos e se submeteram a múltiplas cirurgias antes de decidir que o caminho não era adequado para elas”. Ela falou sobre a necessidade de trazer esses casos ao conhecimento público e de preocupar-se “pelas pessoas que foram feridas pelo tratamento médico transgênico, que se administra cada vez mais a pacientes adolescentes”. Lidinsky-Smith também contou suas vivências em entrevista à 60 Minutes da CBS News, em maio de 2021. Ativistas LGBT pediram para censurar ou cancelar o episódio antes de ele ir ao ar. “Fui ao ’60 Minutes’ porque queria que as pessoas entendessem que a medicina trans nem sempre é administrada de maneira responsável e segura”, disse Lidinsky-Smith em seu artigo. “Eu sabia que minha transição tinha me machucado gravemente e eu não era a única”. Segundo Lidinsky-Smith, os “detransicionistas” observam várias causas que, em retrospectiva, contribuíram para sua decisão de “fazer a transição” de gênero, como problemas de saúde mental não tratados, uma crise importante, trauma de abuso sexual, autismo não diagnosticado ou uma luta pela aceitação da sua orientação sexual”. “Para muitos, o arrependimento e a dor foram intensos, como foi para mim”, continuou. “Em muitos sentidos é impossível voltar atrás. Muitos de nós se perguntam: por que meu terapeuta não me ajudou primeiro a resolver meus problemas subjacentes?”, disse. Lidinsky-Smith é presidente da Gender Care Consumer Advocacy Network, organização que luta por melhores tratamentos para pessoas que “passaram ou estão passando por serviços de assistência relacionadas a gênero”. Lidinsky-Smith apóia os padrões da WPATH, a Associação Profissional Mundial para a Saúde Transgênero, que qualifica como “amplamente aceitos”, mas lamenta que não exista obrigatoriedade de segui-los por parte dos médicos. “Em minha própria odisseia médica, não recebi a maior parte da exploração terapêutica recomendada pelos padrões de atendimento da WPATH”, disse. “Deixaram-me ao meu próprio autodiagnóstico”. Paul McHugh, professor de psiquiatria da faculdade de medicina da Universidade Johns Hopkins, diz que “sem provas científicas sólidas”, a comunidade médica não deve seguir os padrões da WPATH. A própria associação pró-transgênero diz que “não foram realizados ensaios clínicos controlados de nenhum regime de hormônios feminizantes/masculinizantes para avaliar a segurança ou eficácia na transição física”. Para McHugh, também falta “apoio científico para a cirurgia de retribuição de sexo”. Universidade Johns Hopkins, um dos mais importantes centros médicos do mundo, suspendeu a intervenção cirúrgica após um estudo sobre a eficácia deste tipo de tratamento feito em 1979. McHugh ressaltou que o fato de que alguns pacientes queiram voltar à sua identidade biológica sugere que a mudança de sexo “acarreta um risco psicológico e físico considerável”. Mesmo em ambientes estimulantes, muitos que mudam de sexo “continuam traumatizados, muitas vezes até o ponto de se suicidarem”. Diz McHugh. O protocolo da WPATH “não só não aborda os problemas de raiz, que causam o mal-estar clínico, como torna mais provável que os pacientes continuem com a terapia hormonal e a alteração física de seu corpo”, disse. McHugh disse que a terapia hormonal “aumenta o risco de doença cardiovascular, eventos cerebrovasculares e tromboembólicos, osteoporose e câncer”. Também “foram observadas provas de um aumento da mortalidade, das taxas de suicídio ou da morte pelo uso de drogas ilícitas”. Outros estudos revelaram consequências negativas da intervenção cirúrgica, incluindo um aumento significativo das tentativas de suicídio. McHugh acrescentou que, no caso de crianças e adolescentes, as crianças estimuladas a viver como o sexo oposto têm sérios problemas para retomar ao seu próprio sexo, devido à influência das ações repetitivas no cérebro, e frisou que os bloqueadores da puberdade causam riscos para a saúde que incluem deterioração do crescimento ósseo, interferência no desenvolvimento do cérebro e deterioração da fertilidade. Lidinsky-Smith citou uma nova pesquisa no campo médico inspirada no caso de Kiera Bell, uma mulher que acusou um serviço de assistência médica por estimular erroneamente a sua transição de gênero. Em resposta, um tribunal superior do Reino Unido decidiu, em 2020, que os pacientes menores de 16 anos poderiam ser incapazes de dar seu consentimento aos bloqueadores da puberdade. Lidinsky-Smith questionou: “por que essa resistência para ouvir histórias difíceis e até mesmo negativas sobre a assistência médica transgênero?”. “Quando os ativistas escondem histórias como a minha debaixo do tapete e tentam silenciar as histórias de negligência médica, só protegem os médicos, não os pacientes”, afirmou. Se não buscarmos dizer a verdade, “uma atenção trans de ´tamanho único´ será vendida a cada vez mais pessoas, especialmente jovens, e poderá causar-lhes cicatrizes e arrependimentos para o resto da vida”, lamentou. Fonte ACI Digital #LGBT

  • A FÉ SOBRE A QUAL É EDIFICADA A IGREJA – Pe. Paulo Ricardo

    Hoje é a solenidade de São Pedro e São Paulo. Todo o mundo sabe que o dia de São Pedro e São Paulo é 29 de junho, mas no Brasil se transfere para o domingo seguinte. Portanto é neste domingo, 4 de julho de 2021, que celebramos a festa. O que significa celebrar esses dois grandes Apóstolos, que com o seu sangue consagraram a igreja de Roma como centro do cristianismo, a sede de onde o Apóstolo Pedro e seus sucessores governam a Igreja ao longo dos séculos?  Em primeiro lugar, é preciso entender como a Igreja é edificada. Essa é a lição que nos dá o Evangelho deste domingo. Jesus pergunta: Quem dizem os homens ser o Filho do Homem? Depois de ouvir as respostas mais disparatadas, volta-se para os Apóstolos e diz: E vós, quem dizeis que eu sou? São Pedro faz então sua profissão de fé. Para quem observa externamente o Evangelho, parece banal que São Pedro tenha acertado a resposta, como quem acerta um teste numa prova com alternativas. São Pedro diz: Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo . No entanto, a reação de Jesus não é banal. Isso quer dizer que tampouco a resposta de Pedro o foi. Jesus diz: Feliz és tu, bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu . O que Jesus vê aqui? Lembremos que Jesus não é um homem qualquer. É essa a resposta de Pedro. Pedro enxerga que Jesus não é somente o Messias, o Cristo, o Ungido de Deus. É muito mais. É o próprio Filho de Deus feito homem, que olha para São Pedro e se alegra com o que aconteceu dentro da alma dele. Sim, aconteceu algo diferente dentro do coração de Pedro. Cristo vê nele algo que é fonte de felicidade, de alegria, de bem-aventurança. O Senhor diz: Não foi um ser humano, não foi a carne nem o sangue que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu . Houve, portanto, algo de sobrenatural. Aqui está a maravilha das maravilhas. Quando os cristãos realizamos um ato de fé, ocorre em nós uma transformação interior. É nessa mudança que acontece dentro da alma que a Igreja é edificada. Claro, para que essa mudança seja completa, é necessário que o cristão seja batizado, para que Deus realize no coração dele todas as transformações. Mas é importante notar que o ato de fé é fundamental, é fundante, é o início. Podemos, por exemplo, ser batizados na Igreja Católica, mas se perdermos a fé no meio do caminho, deixando de crer em Jesus, deixaremos de ser membros da Igreja . A Igreja é edificada sobre a fé. Aqui está a coisa mais maravilhosa: o que aconteceu na alma de São Pedro precisa acontecer também na nossa, na alma de cada um de nós. É por isso que Jesus, antes de subir aos céus, olhou para os Apóstolos e disse: Ide pelo mundo inteiro, fazei discípulos, pregai o Evangelho, ensinando a observar as coisas que vos ensinei, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo . “Ide”. É a missionariedade dos Apóstolos. Eles saem para transmitir a fé, ou seja, para levar aos outros o mesmo que aconteceu com São Pedro, a mesma fé, a mesma felicidade que Jesus viu no coração de Simão, fruto não de uma revelação humana, mas do Pai do céu e graça do Espírito Santo. Essa é a missão dos Apóstolos. Os Apóstolos precisam sair pelo mundo como enviados para fazer surgir a fé nas almas. Por isso o cristianismo tem uma doutrina . Não adianta dizer: “Ah, para mim , Jesus é…”, como se fosse uma questão subjetiva. Não. Jesus ouviu as respostas do povo: “Para uns, era João Batista; para outros, Elias; para outros, Jeremias; para outros ainda, um dos profetas”, mas essas respostas não estavam certas porque não passavam disso: impressões subjetivas. Não eram a verdade sobre Jesus. Todos erraram o alvo. Só Pedro acertou; portanto, no dogma da fé, só Pedro ensinou quem é Jesus de verdade : Ele é o Messias prometido, mas é também muito mais — é o próprio Filho de Deus encarnado. Essa é a fé dogmática . Se queremos fazer parte da Igreja Católica, temos de entender que nós católicos cremos numa doutrina específica, nos dogmas da Igreja, num conteúdo dogmático. Em outras palavras, há coisas que estão certas, que são a verdade, e é a partir disto que a Igreja é construída. Infelizmente, vivemos num tempo — para usar uma expressão de Bento XVI — de ditadura do relativismo . Hoje todo o mundo pode achar o que quiser, menos que a sua opinião seja a correta. Todo o mundo pode pensar o que bem entender, desde que não tenha a pretensão de buscar a verdade. Ora, todo ser humano quer a verdade! Deus mesmo quer que a encontremos! Jesus está com Pedro e os Apóstolos no dia a dia e, através de suas pregações, dos milagres, dos exorcismos, de seus exemplos, faz o trabalho de um verdadeiro Mestre, para que eles finalmente cheguem à profissão da fé. E a primeira característica dela é ter um conteúdo específico e definido. Quando os budistas, por exemplo, vão fazer meditação, o que eles fazem? Pensam “no nada”. Meditar para eles quer dizer acalmar as paixões interiores, pensar em coisa alguma e, assim, sentir-se tranquilo. Nós cristãos não somos assim. Quando vamos meditar, temos de começar com algo dogmático, com um conteúdo da revelação divina, e assim meditamos sobre Jesus, a sua Paixão, como Ele nos amou etc. Há um conteúdo que pode ser narrado, uma história, uma verdade de fato: aquilo aconteceu, Deus veio a esse mundo para morrer na cruz por nós, para nos amar, para se entregar pelos homens. Meditamos essas verdades, e assim, na nossa vida de oração, acontece uma experiência semelhante à de Pedro no Evangelho: aquilo que aprendemos na catequese, com nosso pai, mãe ou a avó, começa a fazer sentido. Dá um click , e nós enxergamos a luz. Ao meditarmos as histórias da Paixão, pondo-nos em oração sob a presença de Cristo, chega um momento em que dizemos: “Nossa, eu vi”. Viu o quê? “Jesus me ama”. Mas não sabíamos disso antes? “Sim, aprendi na catequese, mas agora eu vi”, ou seja, nos tornamos testemunhas de algo. O que é esse ver ? É o ato de fé , e é nele que a Igreja é edificada. Uma vez que o fiel teve a experiência da fé, ou seja, depois que aprendeu o dogma, deu o seu “sim” à doutrina da Igreja Católica, mas a levou também para a oração e para a vida, ninguém consegue mais movê-lo para outro lugar, porque ele viu e não pode negar que viu. Tornou-se testemunha da verdade da fé, realmente teve uma experiência da verdade: Jesus é Deus, Jesus nos ama, Jesus morreu na cruz por nós, Jesus está na Eucaristia. Mas é preciso ter vida espiritual para que finalmente essas fórmulas que aprendemos no catecismo tenham um sentido para nós, isto é, para que as verdades por elas expressas brilhem dentro de nós. Isso é a fé, é sobre ela que é edificada a Igreja e é com essa experiência que as portas do inferno não prevalecerão. Por quê? Porque podem vir todas as ideologias do mundo; mas, uma vez que vimos , ninguém será capaz de nos engambelar ou ensinar coisas diferentes. Uma vez que vimos que dois mais dois são quatro, não poderemos mentir para nós mesmos dizendo que são cinco. Essa é a realidade da fé, em cuja experiência precisamos crescer, num movimento interior em que vamos enxergando aos poucos as coisas de Deus. Mas não é o fim. É preciso mais. Temos aqui somente o começo. Que passos dar, então? Primeiro , aceitar com fé os dogmas da Igreja, ou seja, o que está no catecismo. Depois , pegar esses dogmas aprendidos no catecismo e levá-los para a oração porque são verdades, sim, mas que precisam ser amadas , buscadas, cavoucadas, digeridas, transformadas em “sangue”. Mas, uma vez que vimos a verdade do dogma católico e nos tornamos testemunhas dela, não podemos parar por aí. Deus não somente ilumina a inteligência, Ele também convida a vontade a amar. Na oração, na meditação cristã, o que fazemos é isso: pegar uma verdade que já sabemos ser verdadeira para meditá-la, porque buscamos entendê-la com cada vez mais profundidade, a fim de amá-la com maior intensidade. Podemos, por exemplo, meditar sobre a Paixão de Cristo. Contemplamos a Jesus no Horto das Oliveiras a suar sangue, o anjo que o consola, suas últimas palavras: Meu Pai , Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes? No alto da cruz, vemos Jesus amar e sofrer, vivendo as mais tremendas situações de angústia e de dor por caridade etc. Mas só vamos enxergá-lo de fato se o levarmos para a oração, se buscarmos a verdade para amá-la. Uma vez que vimos a verdade, para amá-la será necessário mover a vontade. Aqui está o drama. Por que tanta gente que até chega a fazer experiência da fé ainda é capaz de trair Jesus? Porque não basta que a inteligência seja iluminada; a vontade precisa ser convidada, e nós precisamos dizer “sim” a esse convite. Quando formos rezar, precisamos estar dispostos a mudar. Mas a mudar o quê? Mudar nossa vontade — a não querer o que queremos, mas o que Deus quiser. Alterar a vontade interiormente é o efeito sublime e exclusivo da oração cristã, que vai mudando as pessoas interiormente, dando-lhes um coração semelhante ao de Cristo. Mas essa transformação só acontece quando há coragem para dizer “não” aos próprios caprichos pessoais e “sim” à vontade manifesta de Nosso Senhor Jesus Cristo. Olhemos para a nossa vida. O que temos feito ou vivido que não está de acordo com o Evangelho? Tomemos isso mesmo que estamos meditando. Muitas pessoas pensam hoje: “Não, há o dogma da Igreja tradicional, de dois mil anos; mas eu sou moderno, sou discípulo de tal teólogo e, na minha escola teológica, a gente não pensa de modo romano, quadrado, tradicional”. Pois é, levemos isso para a oração. Veremos que Deus quer que mudemos essa forma de pensar, a qual não é mais do que uma busca de peculiaridade: é querer ser diferente e julgar dois mil anos de história, de Magistério, de santos — porque achamos que somente nós e a nossa “turma” estamos certos. Queremos realmente edificar a Igreja? Queremos ser santos? É no fundamento dos santos e na fé dos santos que a Igreja é edificada. É assim que as portas do inferno não prevalecerão. Tenhamos a humildade de mudar de opinião e de vontade. Temos nossos projetos, caprichos, veleidades, querendo fazer certas coisas, mas Deus talvez não queira o que queremos. Talvez tivéssemos o projeto de viajar sabe-se lá para onde; mas, no tempo da epidemia, isso se tornou impossível. Nossos projetos foram frustrados… Então aceitemos a vontade de Deus, mudemos nossa vontade, mas não a mudemos como fazem as almas revoltadas, que ficam simplesmente resignadas. Mudemos de vontade porque o que Deus quer é sempre o melhor . Dizia São Rafael Arnáiz: “Quem seria louco de querer o que Deus não quer?” É isso que vai edificar a Igreja. Os Apóstolos foram enviados por Cristo para fazer isso. Jesus, antes de subir aos céus, disse-lhes: Ide pelo mundo inteiro, fazei discípulos . Ora, como o mundo inteiro se tornou cristão, mas agora está se descristianizando? Por que há essa diferença? Por que aqueles doze pobres pescadores da Galiléia foram capazes de transformar o mundo, e nós agora, que temos todos os meios de comunicação disponíveis, não estamos mudando o mundo? Antes de tudo, eles fizeram a experiência da verdade. Eles, em primeiro lugar, estavam dispostos a mudar de vontade para abraçar a de Cristo e, uma vez que eles se tornaram testemunhas da verdade com a própria vida, saíram e fizeram discípulos mundo afora. Isso quer dizer o quê? Que, no corpo a corpo do convívio, eles foram convertendo as pessoas uma por uma , ensinando a rezar uma por uma , ensinando os dogmas, ensinando a meditar a Palavra de Deus. Ensinavam as pessoas a progredir na fé. São Pedro e São Paulo saíram para evangelizar o mundo, mas eles, na prática, não evangelizaram o “mundo”, evangelizaram as pessoas concretas com quem se preocuparam e a quem quiseram salvar. Por isso precisamos parar com “projetos mundiais” de evangelização e começar a ter um projeto pessoal de convencer, de converter, de mudar a vida dos que estão ao nosso lado. “Ah, mas eu quero evangelizar o Brasil!” Comecemos evangelizando quem está ao nosso lado, os que estão abertos, desejosos… Paremos de querer apenas  likes  no  Facebook , no  Instagram , e nos preocupemos realmente em ajudar as pessoas a se salvarem, sejamos pescadores de homens. Foi isso o que fizeram os Apóstolos: saíram por todo o mundo ensinando as pessoas a fazer a experiência da fé sobre a qual é edificada a Igreja. Nesse sentido, também nós somos “sucessores” dos Apóstolos. A Igreja é apostólica porque temos a mesma fé, é o mesmo conteúdo dogmático ensinado pelos Apóstolos dois mil anos atrás. Há mais, todavia: é a mesma experiência de encontrar nessas verdades a Palavra feita carne, Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos ilumina com o Espírito Santo, transforma o nosso coração, unindo-o à vontade do Pai do céu. Assim o Reino de Deus é edificado. Somente assim poderemos dizer que as portas do inferno nunca irão prevalecer. Neste domingo de São Pedro e São Paulo, renovemos nossa fé na fé dos Apóstolos e tenhamos o firme propósito não só de  fazer a experiência da verdade  na vida de oração, mas de  mudar de vida , para que a nossa vontade esteja cada vez mais unida à de Cristo. Então estaremos edificando a Igreja sobre a pedra na qual Jesus quis edificá-la. https://padrepauloricardo.org/episodios/solenidade-dos-apostolos-sao-pedro-e-sao-paulo-mmxxi

  • MEDITAÇÃO NO CREPÚSCULO

    Olho o céu que se aprofunda, no fim da tarde deste junho frio e empoeirado. A crescente surgiu de súbito sobre a matinha dos padres Claretianos. O azul vai galgando, lentamente, todos os pequenos degraus do azul. Lembro-me, de repente, como o universo é grande… O pensamento seguinte devia ser de auto-humilhação, Mas é o contrário, pois me lembro também de que o Autor de céus e terra me conhece pelo nome, sabe o número de fios dos meus cabelos e coisas a meu respeito das quais nunca nem eu mesmo ouvi dizer. O pensamento seguinte devia ser de soberba, por me sentir, mais que amigo, o próprio filho adotivo do Rei. Mas é o contrário, pois o Filho do Rei há de repartir o Reino com todos os pequenos príncipes e princesas adotivos que fizerem jus à herança — todos os que passaram, e passam, e passarão humildes por essa frágil casinha de joão-de-barro que é o nosso mundo cheio de vento. O Reino, quanto mais subdividido entre os justos, mais aumenta.

  • Novena a São Bento

    Ao aproximar-nos da festa de São Bento, que é celebrada em 11 de julho, oferecemos uma novena (de 02 a 10 de julho) de preparação em honra ao padroeiro da Europa e patriarca dos monges ocidentais. Deus o chamou para ser o “grande patriarca do monaquismo ocidental”. A ordem por ele fundada fez nascer das ruínas do Império Romano a cultura e a civilização européias. Por seu legado e influência, este santo é um dos mais venerados de toda a cristandade. Encontrou seu amor e força em Cristo crucificado e, como exorcista, submeteu os espíritos malignos com a famosa “cruz de São Bento”. Inicie rezando as orações para todos os dias: 1 – Oração da medalha de São Bento A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão o meu guia. Retira-te, satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs. É mau o que tu me ofereces, bebe tu mesmo o teu veneno! 2 – Oração para obter qualquer graça Ó glorioso patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições. Que nas famílias reine a paz e a tranquilidade, afastem-se todas as desgraças, tanto corporais como espirituais, especialmente o pecado. Alcançai do Senhor a graça que vos suplicamos, obtendo-nos finalmente para que, ao terminar nossa vida nesse vale de lágrimas, possamos louvar a Deus convosco no Paraíso. Rogai por nós, glorioso patriarca São Bento, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 3 – Escolha o dia da novena: 1º dia 2º dia 3º dia 4º dia 5º dia 6º dia 7º dia 8º dia 9º dia 6 – Ladainha de São Bento Senhor, piedade Senhor, piedade. Cristo, piedade Cristo, piedade. Senhor, piedade Senhor, piedade. Cristo, piedade Cristo, piedade. Cristo, ouvi-nos Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos Cristo, atendei-nos. Deus, Pai do céu, tende piedade de nós. Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós. Deus, Espírito Santo, tende piedade de nós. Santíssima Trindade, Único Deus, tende piedade de nós. Santa Maria, rogai por nós. Glória dos Patriarcas, rogai por nós. Compilador da Santa Regra, rogai por nós. Retrato de todas as virtudes, rogai por nós. Exemplo de Perfeição, rogai por nós. Pérola da Santidade, rogai por nós. Sol que resplandece na Igreja de Cristo, rogai por nós. Estrela que brilha na casa de Deus, rogai por nós. Inspirador de Todos os Santos, rogai por nós. Serafim de fogo, rogai por nós. Querubim transformado, rogai por nós. Autor de coisas maravilhosas, rogai por nós. Dominador dos demônios, rogai por nós. Modelo dos Cenobitas, rogai por nós. Destruidor dos ídolos, rogai por nós. Dignidade dos confessores da fé, rogai por nós. Consolador das almas, rogai por nós. Ajuda nas tribulações, rogai por nós. Santo Pai abençoado, rogai por nós. Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor! Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, atendei-nos Senhor! Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Senhor! Refugiamo-nos debaixo de vossa proteção ó Santo Nosso Pai Abençoado. Não desprezeis as nossas necessidades e tribulações. Ajudai-nos na luta contra o inimigo malvado e, no nome do Senhor Jesus, alcançai-nos a vida eterna. V. Ele é abençoado por Deus. R. Aquele que, do céu, defende todos os seus filhos. 7 – Oração Conclusiva Ó Deus, que fizestes o abade São Bento preclaro mestre na escola do Vosso serviço. Concedei que, nada preferindo ao Vosso amor, corramos de coração dilatado no caminho dos Vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém. Leia também Conheça mais sobre a vida de São Bento Primeiro dia 1 – Oração da medalha de São Bento. 2 – Oração para obter qualquer graça. 3 – Palavra de Deus: Seguir Jesus é comprometer-se. “Ao passar pela beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e seu irmão André; estavam jogando a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse para eles: ‘Sigam-Me e Eu farei vocês se tornarem pescadores de homens’. Eles imediatamente deixaram as redes e seguiram Jesus” (Mc 1,16-18). 4 – Reflexão: O chamado dos primeiros discípulos é um convite aberto a todos os que ouvem as palavras de Jesus. Simão e André deixam a profissão, pois, seguir Jesus implica deixar as seguranças que possam impedir o compromisso com uma ação transformadora. 5 – Conhecendo a Regra de São Bento: O primeiro grau da humildade é a pronta obediência, peculiar àqueles que nada amam acima de Cristo (…). Essa mesma obediência somente será digna da aceitação de Deus e suave para os homens, se a ordem for executada sem delongas, sem hesitações, sem morosidade, sem murmuração ou qualquer palavra de resistência (…). Se o discípulo obedecer de má vontade e se murmurar, ainda que não o faça com a boca, mas só no coração, ainda que cumpra a ordem recebida, sua obra não será agradável a Deus, que vê o íntimo dos corações; e longe de obter alguma graça por tal ação, incorrerá na pena dos murmuradores se não fizer reparação e não se corrigir (cap.5, Obediência). 6 – Ladainha de São Bento 7 – Oração conclusiva Segundo dia 1 – Oração da medalha de São Bento. 2 – Oração para obter qualquer graça. 3 – Palavra de Deus: Jesus rejeita a popularidade fácil. “De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. Simão e seus companheiros foram atrás de Jesus e, quando O encontraram, disseram: ‘Todos estão Te procurando’. Jesus respondeu: ‘Vamos para outros lugares, às aldeias da redondeza. Devo pregar também ali, pois foi para isso que Eu vim’. E Jesus andava por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demônios” (Mc 1,35-39). 4 – Reflexão: O deserto é o ponto de partida para a missão. Jesus encontra o Pai, que O envia para salvar os homens, mas encontra também a tentação: Pedro sugere que Jesus aproveite a popularidade conseguida num dia. É o primeiro diálogo com os discípulos e já se nota tensão. 5 – Conhecendo a Regra de São Bento: Quando temos alguma coisa a solicitar aos homens poderosos, nós nos aproximamos com humildade e respeito. Com quanto maior razão devemos apresentar nossas súplicas com toda humildade e pureza de devoção ao Senhor Deus do Universo! Saibamos que não é pela multiplicidade de palavras que seremos atendidos, mas sim pela pureza do coração e a compunção das lágrimas. A prece deve ser, portanto, curta e pura, salvo se, porventura, venha a prolongar-se por afeto inspirado pela graça divina. Mas, em comunidade, que a oração seja curta e, dado o sinal pelo superior, levantem-se todos ao mesmo tempo (cap.20, reverência na oração). 6 – Ladainha de São Bento 7 – Oração Conclusiva Terceiro dia 1 – Oração da medalha de São Bento. 2 – Oração para obter qualquer graça. 3 – Palavra de Deus: “Um leproso chegou perto de Jesus e pediu de joelhos: ‘Se queres, Tu tens o poder de me purificar’. Jesus ficou cheio de ira, estendeu a mão, tocou nele e disse: ‘Eu quero, fique purificado’. No mesmo instante, a lepra desapareceu e o homem ficou purificado. Então, Jesus o mandou logo embora, ameaçando-o severamente: ‘Não conte nada para ninguém! Vá pedir ao sacerdote para examinar você e, depois, ofereça pela sua purificação o sacrifício que Moisés ordenou, para que seja um testemunho para eles’. Mas, o homem foi embora e começou a pregar muito e a espalhar a notícia. Por isso, Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade; Ele ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte as pessoas iam procurá-Lo” (Mc 1,40-45). 4 – Reflexão: O leproso era marginalizado, devendo viver fora da cidade, longe do convívio social, por motivos higiênicos e religiosos (Lv 13,45-46). Jesus fica irado contra uma sociedade que produz a marginalização. Por isso, o homem curado deve apresentar-se para dar testemunho contra um sistema que não cura, mas só declara quem pode ou não participar da vida social. O marginalizado agora se torna testemunho vivo que anuncia Jesus, Aquele que purifica. E Jesus está fora da cidade, lugar que se torna o centro de nova relação social: o lugar dos marginalizados é o lugar onde se pode encontrar o Senhor. 5 – Conhecendo a Regra de São Bento: Durma cada um em uma cama. Tenham seus leitos de acordo com a profissão do monge e segundo as ordens do abade. Se for possível, durmam todos no mesmo lugar; porém, se o grande número não o permitir, durmam dez ou vinte juntamente, tendo com eles monges mais velhos para vigiá-los. Uma lâmpada iluminará o dormitório, sem interrupção, até o amanhecer. Os monges dormirão vestidos, cingidos com os cintos ou cordões, mas não terão faca a seu lado, para que não se firam enquanto dormem e sempre estejam prontos e, assim, dado o sinal, levantem-se sem demora, apressem-se mutuamente e antecipem-se no oficio divino, mas com toda a gravidade e modéstia. Que os irmãos mais jovens não tenham leitos juntos, mas intercalados com os dos mais velhos. Levantando-se para o ofício divino, despertem-se uns aos outros com moderação, a fim de que não tenham desculpa os sonolentos (cap.22, o sono dos monges). 6 – Ladainha de São Bento 7 – Oração Conclusiva Quarto dia 1 – Oração da medalha de São Bento. 2 – Oração para obter qualquer graça. 3 – Palavra de Deus: Jesus rejeita a hipocrisia social. “Jesus saiu de novo para a beira do mar. Toda a multidão ia ao Seu encontro e Ele a ensinava. Enquanto ia caminhando, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos. Então, disse-lhe: ‘Siga-Me’. Levi se levantou e O seguiu. Mais tarde, Jesus estava comendo na casa de Levi. Havia vários cobradores de impostos e pecadores na mesa com Jesus e Seus discípulos; com efeito, eram muitos os que O seguiam. Alguns doutores da lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então, eles perguntaram aos discípulos: ‘Por que Jesus come e bebe junto com os cobradores de impostos e pecadores?’. Jesus ouviu e respondeu: “As pessoas que têm saúde não precisam de médico, mas só as que estão doentes. Eu não vim para chamar os justos e, sim, os pecadores” (Mc 2,13-17). 4 – Reflexão: Os cobradores de impostos eram desprezados e marginalizados, porque colaboravam com a dominação romana, cobrando imposto e, em geral, aproveitando para roubar. Jesus rompe os esquemas sociais que dividem os homens em bons e maus, puros e impuros. Chamando um cobrador de impostos para ser Seu discípulo, e comendo com os pecadores, Ele mostra que Sua missão é reunir e salvar aqueles que a sociedade hipócrita rejeita como maus. 5 – Conhecendo a Regra de São Bento: Zele-se, com grande cuidado, para que esse vício da propriedade seja arrancado pela raiz no mosteiro. Ninguém ouse dar ou receber coisa alguma sem a autorização do abade, nem possuir algo próprio, absolutamente nada, nem livro, nem tabuinha (de escrever), nem estilete. Em uma palavra: coisa nenhuma, já que não lhes é lícito ter a seu arbítrio sequer o próprio corpo nem a própria vontade. Mas devem esperar do pai do mosteiro tudo de que necessitam. Não seja lícito a ninguém possuir o que não lhe seja dado pelo abade ou por ele permitido ter. Seja tudo comum a todos, como está escrito e, que ninguém tenha a ousadia de tornar seu qualquer objeto, nem mesmo por palavras. Se alguém se deixar levar por tão detestável vício, será advertido a primeira e segunda vez. Se não se emendar, será submetido à correção (cap.33, se os monges devem ter alguma coisa de próprio). 6 – Ladainha de São Bento 7 – Oração Conclusiva Quinto dia 1 – Oração da medalha de São Bento. 2 – Oração para obter qualquer graça. 3 – Palavra de Deus: “Num dia de sábado, Jesus estava passando por uns campos de trigo. Os discípulos iam abrindo caminho e arrancando as espigas. Então, os fariseus perguntaram a Jesus: ‘Vê: por que os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido em dia de sábado?’. Jesus perguntou aos fariseus: ‘Vocês nunca leram o que Davi e seus companheiros fizeram quando estavam passando necessidade e sentindo fome? Davi entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era Sumo Sacerdote, comeu dos pães oferecidos a Deus e os deu também para os seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães’”. Jesus acrescentou: “O sábado foi feito para servir ao homem e não o homem para servir ao sábado. Portanto, o Filho do Homem é Senhor até mesmo no Sábado” (Mc 2,23-28). 4 – Reflexão: O centro da obra de Deus é o homem e cultuar Deus é fazer o bem a ele. Não se trata de estreitar ou alargar a lei do sábado, mas de dar sentido totalmente novo a todas as estruturas e leis que regem as relações entre os homens, porque só é bom aquilo que faz o homem crescer e ter mais vida. Toda lei que oprime o homem é lei contra a própria vontade de Deus e deve ser abolida. 5 – Conhecendo a Regra de São Bento. Antes de tudo e acima de tudo, deve-se cuidar dos enfermos, que deverão ser servidos como se fossem o Cristo em pessoa (…). De seu lado, os doentes considerem que são servidos em honra de Deus e não entristeçam, com exigências supérfluas, os irmãos que os servem. Contudo, os doentes devem ser suportados com paciência, porque, por meio deles, adquire-se maior recompensa. O abade vigie, portanto, com todo o cuidado, para que não sofram nenhuma negligência. Haja uma cela separada para os enfermos e, para servi-los, um irmão temente a Deus, diligente e solícito. O uso dos banhos será conhecido aos doentes todas as vezes que for conveniente, mas aos que estão com saúde, principalmente aos jovens, seja raramente concedido. A alimentação de carne seja concedida aos doentes e aos que se acham debilitados, mas tão logo se restabeleçam retomarão a abstinência habitual. Tenha, pois, o abade o máximo cuidado para que os celeireiros e os enfermeiros nada negligenciem no serviço aos doentes, pois ele é o responsável por todas as faltas em que possam incorrer seus discípulos (cap.36, dos irmãos enfermos). 6 – Ladainha de São Bento 7 – Oração Conclusiva Sexto dia 1 – Oração da medalha de São Bento. 2 – Oração para obter qualquer graça. 3 – Palavra de Deus: “Nisso chegaram a mãe e os irmãos de Jesus; ficaram do lado de fora e mandaram chamá-Lo. Havia uma multidão sentada ao redor de Jesus. Então, lhe disseram: ‘Olha, tua mãe e teus irmãos estão aí fora e te procuram’. Jesus perguntou: ‘Quem é Minha mãe e Meus irmãos?” Então, Jesus olhou para as pessoas que estavam sentadas ao seu redor e disse: ‘Aqui estão Minha mãe e Meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é Meu irmão, minha irmã e Minha mãe’” (Mc 3,31-35). 4 – Reflexão: Enquanto a família, segundo a carne, está “fora”, a família segundo o compromisso da fé está “dentro”, ao redor de Jesus. Sua verdadeira família é formada por aqueles que realizam, na própria vida, a vontade de Deus, que consiste em continuar a missão de Jesus. 5 – Conhecendo a Regra de São Bento: Se bem que o homem, já por natureza, seja levado à compaixão para com essas duas idades, a velhice e a infância, também a autoridade da regra deve intervir no que lhes diz respeito. Tenha-se, pois, sempre em vista, sua fraqueza e não se mantenha, em relação a eles, o rigor da regra no que diz respeito à alimentação; Mas se use, em seu favor, condescendência misericordiosa, permitindo que antecipem as horas regulares das refeições (cap.37, dos anciãos e das crianças). 6 – Ladainha de São Bento 7 – Oração Conclusiva Sétimo dia 1 – Oração da medalha de São Bento. 2 – Oração para obter qualquer graça. 3 – Palavra de Deus: O mistério da missão de Jesus “Quando se acharam a sós, os que O cercavam e os doze, perguntaram a Jesus o que significavam as parábolas. Ele disse para eles: ‘Para vocês, foi dado o mistério do Reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em parábolas, para que olhem, mas não vejam; escutem, mas não compreendam; para que não se convertam e não sejam perdoados’” (Mc 4,10-12). 4 – Reflexão: As parábolas são histórias que ajudam a ler e compreender toda a missão de Jesus. Mas é preciso “estar dentro”, isto é, seguir Jesus para perceber que o Reino de Deus está se aproximando por meio de Sua ação. Os que não seguem Jesus ficam “por fora” e nada podem compreender. 5 – Conhecendo a Regra de São Bento: A vida de um monge deve ser, em todo tempo, observância da Quaresma. Como, todavia, essa perfeição apenas se encontra em pequeno número, exortamos os irmãos a que conservem vida muito pura durante os dias da Quaresma e apaguem, nesses santos dias, todas as negligências dos outros tempos, o que faremos dignamente, abstendo-nos à oração com lágrimas, à leitura, à compunção do coração e à abstinência. Acrescentemos, pois, nestes dias, alguma coisa ao nosso encargo habitual: orações particulares, alguma privação no comer e no beber, de forma que cada um, por sua livre vontade, oferece a Deus, na alegria do Espírito Santo, alguma coisa mais do que lhe seja ordenado, isto é, mortifique seu corpo no comer, no beber, no sono, na liberdade de falar e na jovialidade e, que espere a Santa Páscoa com a alegria de um desejo todo espiritual. No entanto, cada um deverá dizer ao seu abade o que deseja oferecer, a fim de que, tudo se faça com o seu consentimento e o socorro de suas orações, porque tudo o que se faz sem a permissão do pai espiritual será considerado como presunção e vanglória e não terá recompensa. Que tudo se faça, pois, com a aprovação do abade (cap.49, da observância da Quaresma). 6 – Ladainha de São Bento 7 – Oração Conclusiva Oitavo dia 1 – Oração da medalha de São Bento. 2 – Oração para obter qualquer graça. 3 – Palavra de Deus: O escândalo da encarnação “Jesus foi para Nazaré, Sua terra, e Seus discípulos O acompanharam. Quando chegou o sábado, Jesus começou a ensinar na sinagoga. Muitos que O escutavam ficavam admirados e diziam: ‘De onde vem tudo isso? Onde foi que arranjou tanta sabedoria? E esses milagres que são realizados pelas mãos d’Ele? Esse homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? E suas irmãs não moram aqui conosco?’ E ficaram escandalizados por causa de Jesus. Então, Cristo dizia para eles que um profeta só não é estimado em sua própria pátria, entre seus parentes e em sua família. Jesus não pôde fazer milagres em Nazaré. Apenas curou alguns doentes, pondo as mãos sobre eles. E ficou admirado com a falta de fé deles” (Mc 6,1-6). 4 – Reflexão: Os conterrâneos de Jesus se escandalizam, não querem admitir que alguém como eles possa ter sabedoria superior à dos profissionais e realize ações que indiquem a presença de Deus. Para eles, o empecilho para a fé é a encarnação: Deus feito homem, situado num contexto social. 5 – Conhecendo a Regra de São Bento: Ponha-se à porta do mosteiro um ancião prudente que saiba receber e transmitir recado e, cuja maturidade, não lhe permita vaguear. O porteiro deve ficar alojado perto da porta, a fim de que, os que chegam encontrem-no sempre presente para os atender. Logo que alguém bater ou um pobre chamar, ele responderá: ‘Deo gratias’ ou ‘Benedicite’. Com toda a mansidão oriunda do temor a Deus, responda com presteza e fervorosa caridade. Se o porteiro necessitar de auxiliar, seja-lhe encaminhado um irmão mais moço. Se possível, o mosteiro deve ser construído, de tal modo que, todas as coisas necessárias, isto é, água, moinho, horta, oficinas e os diversos ofícios, exerçam-se dentro do mosteiro, a fim de que, não haja necessidade dos monges saírem e andarem fora, o que de nenhum modo convém as suas almas. Queremos que essa regra seja frequentemente lida na comunidade, para que nenhum irmão se desculpe sob pretexto de ignorância (cap.66, do porteiro dos mosteiros). 6 – Ladainha de São Bento 7 – Oração Conclusiva Nono dia 1 – Oração da medalha de São Bento. 2 – Oração para obter qualquer graça. 3 – Palavra de Deus: A missão dos discípulos “Jesus começou a percorrer as redondezas ensinando nos povoados. Chamou os doze discípulos, começou a enviá-los dois a dois e dava-lhes poder sobre os espíritos maus. Jesus recomendou que não levassem nada pelo caminho, além de um bastão; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. E, Jesus disse ainda: ‘Quando vocês entrarem numa casa, fiquem aí até partirem. Se vocês forem mal recebidos num lugar e o povo não escutar vocês, quando saírem, sacudam a poeira dos pés como protesto contra eles’. Então, os discípulos partiram e pregaram para que as pessoas se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes, ungindo-os com óleo” (Mc 6,6b-13). 4 – Reflexão: Os discípulos são enviados para continuar a missão de Jesus: pedir mudança radical da orientação de vida (conversão), desalienar as pessoas (libertar dos demônios), restaurar a vida humana (curas). Os discípulos devem estar livres, ter bom senso e estar conscientes de que a missão vai provocar choque com os que não querem transformações. 5 – Conhecendo a Regra de São Bento: Assim, como há um zelo mau de amargura que separa de Deus e conduz ao inferno, também existe o zelo bom que afasta dos vícios, conduz a Deus e à vida eterna. Exerçam, portanto, os monges esse zelo com amor fraterno, isto é, antecipem-se uns aos outros em honra e atenções. Tolerem com grande paciência as enfermidades de outrem, quer corporais, quer espirituais. Obedeçam uns aos outros à porfia. Nenhum procure aquilo que lhe parece vantajoso para si, mas sim, o que for útil para os outros. Ponham em ação, castamente, a caridade fraterna. Temam a Deus. Amem seu abade com afeição humilde e sincera. Nada, absolutamente nada, anteponham a Cristo, o qual se digne levar-nos, todos juntos, à vida eterna (cap.72, do bom zelo que os monges devem ter). 6 – Ladainha de São Bento 7 – Oração Conclusiva Fonte: Canção Nova #Novena #SãoBento

  • Novena a São Bento

    Ao aproximar-nos da festa de São Bento, que é celebrada em 11 de julho, oferecemos uma novena (de 02 a 10 de julho) de preparação em honra ao padroeiro da Europa e patriarca dos monges ocidentais. Deus o chamou para ser o “grande patriarca do monaquismo ocidental”. A ordem por ele fundada fez nascer das ruínas do Império Romano a cultura e a civilização européias. Por seu legado e influência, este santo é um dos mais venerados de toda a cristandade. Encontrou seu amor e força em Cristo crucificado e, como exorcista, submeteu os espíritos malignos com a famosa “cruz de São Bento”. Inicie rezando as orações para todos os dias: 1 – Oração da medalha de São Bento A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão o meu guia. Retira-te, satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs. É mau o que tu me ofereces, bebe tu mesmo o teu veneno! 2 – Oração para obter qualquer graça Ó glorioso patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições. Que nas famílias reine a paz e a tranquilidade, afastem-se todas as desgraças, tanto corporais como espirituais, especialmente o pecado. Alcançai do Senhor a graça que vos suplicamos, obtendo-nos finalmente para que, ao terminar nossa vida nesse vale de lágrimas, possamos louvar a Deus convosco no Paraíso. Rogai por nós, glorioso patriarca São Bento, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 3 – Escolha o dia da novena: 1º dia 2º dia 3º dia 4º dia 5º dia 6º dia 7º dia 8º dia 9º dia 6 – Ladainha de São Bento Senhor, piedade Senhor, piedade. Cristo, piedade Cristo, piedade. Senhor, piedade Senhor, piedade. Cristo, piedade Cristo, piedade. Cristo, ouvi-nos Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos Cristo, atendei-nos. Deus, Pai do céu, tende piedade de nós. Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós. Deus, Espírito Santo, tende piedade de nós. Santíssima Trindade, Único Deus, tende piedade de nós. Santa Maria, rogai por nós. Glória dos Patriarcas, rogai por nós. Compilador da Santa Regra, rogai por nós. Retrato de todas as virtudes, rogai por nós. Exemplo de Perfeição, rogai por nós. Pérola da Santidade, rogai por nós. Sol que resplandece na Igreja de Cristo, rogai por nós. Estrela que brilha na casa de Deus, rogai por nós. Inspirador de Todos os Santos, rogai por nós. Serafim de fogo, rogai por nós. Querubim transformado, rogai por nós. Autor de coisas maravilhosas, rogai por nós. Dominador dos demônios, rogai por nós. Modelo dos Cenobitas, rogai por nós. Destruidor dos ídolos, rogai por nós. Dignidade dos confessores da fé, rogai por nós. Consolador das almas, rogai por nós. Ajuda nas tribulações, rogai por nós. Santo Pai abençoado, rogai por nós. Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor! Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, atendei-nos Senhor! Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Senhor! Refugiamo-nos debaixo de vossa proteção ó Santo Nosso Pai Abençoado. Não desprezeis as nossas necessidades e tribulações. Ajudai-nos na luta contra o inimigo malvado e, no nome do Senhor Jesus, alcançai-nos a vida eterna. V. Ele é abençoado por Deus. R. Aquele que, do céu, defende todos os seus filhos. 7 – Oração Conclusiva Ó Deus, que fizestes o abade São Bento preclaro mestre na escola do Vosso serviço. Concedei que, nada preferindo ao Vosso amor, corramos de coração dilatado no caminho dos Vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém. Leia também Conheça mais sobre a vida de São Bento Primeiro dia 1 – Oração da medalha de São Bento. 2 – Oração para obter qualquer graça. 3 – Palavra de Deus: Seguir Jesus é comprometer-se. “Ao passar pela beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e seu irmão André; estavam jogando a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse para eles: ‘Sigam-Me e Eu farei vocês se tornarem pescadores de homens’. Eles imediatamente deixaram as redes e seguiram Jesus” (Mc 1,16-18). 4 – Reflexão: O chamado dos primeiros discípulos é um convite aberto a todos os que ouvem as palavras de Jesus. Simão e André deixam a profissão, pois, seguir Jesus implica deixar as seguranças que possam impedir o compromisso com uma ação transformadora. 5 – Conhecendo a Regra de São Bento: O primeiro grau da humildade é a pronta obediência, peculiar àqueles que nada amam acima de Cristo (…). Essa mesma obediência somente será digna da aceitação de Deus e suave para os homens, se a ordem for executada sem delongas, sem hesitações, sem morosidade, sem murmuração ou qualquer palavra de resistência (…). Se o discípulo obedecer de má vontade e se murmurar, ainda que não o faça com a boca, mas só no coração, ainda que cumpra a ordem recebida, sua obra não será agradável a Deus, que vê o íntimo dos corações; e longe de obter alguma graça por tal ação, incorrerá na pena dos murmuradores se não fizer reparação e não se corrigir (cap.5, Obediência). 6 – Ladainha de São Bento 7 – Oração conclusiva Segundo dia 1 – Oração da medalha de São Bento. 2 – Oração para obter qualquer graça. 3 – Palavra de Deus: Jesus rejeita a popularidade fácil. “De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. Simão e seus companheiros foram atrás de Jesus e, quando O encontraram, disseram: ‘Todos estão Te procurando’. Jesus respondeu: ‘Vamos para outros lugares, às aldeias da redondeza. Devo pregar também ali, pois foi para isso que Eu vim’. E Jesus andava por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demônios” (Mc 1,35-39). 4 – Reflexão: O deserto é o ponto de partida para a missão. Jesus encontra o Pai, que O envia para salvar os homens, mas encontra também a tentação: Pedro sugere que Jesus aproveite a popularidade conseguida num dia. É o primeiro diálogo com os discípulos e já se nota tensão. 5 – Conhecendo a Regra de São Bento: Quando temos alguma coisa a solicitar aos homens poderosos, nós nos aproximamos com humildade e respeito. Com quanto maior razão devemos apresentar nossas súplicas com toda humildade e pureza de devoção ao Senhor Deus do Universo! Saibamos que não é pela multiplicidade de palavras que seremos atendidos, mas sim pela pureza do coração e a compunção das lágrimas. A prece deve ser, portanto, curta e pura, salvo se, porventura, venha a prolongar-se por afeto inspirado pela graça divina. Mas, em comunidade, que a oração seja curta e, dado o sinal pelo superior, levantem-se todos ao mesmo tempo (cap.20, reverência na oração). 6 – Ladainha de São Bento 7 – Oração Conclusiva Terceiro dia 1 – Oração da medalha de São Bento. 2 – Oração para obter qualquer graça. 3 – Palavra de Deus: “Um leproso chegou perto de Jesus e pediu de joelhos: ‘Se queres, Tu tens o poder de me purificar’. Jesus ficou cheio de ira, estendeu a mão, tocou nele e disse: ‘Eu quero, fique purificado’. No mesmo instante, a lepra desapareceu e o homem ficou purificado. Então, Jesus o mandou logo embora, ameaçando-o severamente: ‘Não conte nada para ninguém! Vá pedir ao sacerdote para examinar você e, depois, ofereça pela sua purificação o sacrifício que Moisés ordenou, para que seja um testemunho para eles’. Mas, o homem foi embora e começou a pregar muito e a espalhar a notícia. Por isso, Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade; Ele ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte as pessoas iam procurá-Lo” (Mc 1,40-45). 4 – Reflexão: O leproso era marginalizado, devendo viver fora da cidade, longe do convívio social, por motivos higiênicos e religiosos (Lv 13,45-46). Jesus fica irado contra uma sociedade que produz a marginalização. Por isso, o homem curado deve apresentar-se para dar testemunho contra um sistema que não cura, mas só declara quem pode ou não participar da vida social. O marginalizado agora se torna testemunho vivo que anuncia Jesus, Aquele que purifica. E Jesus está fora da cidade, lugar que se torna o centro de nova relação social: o lugar dos marginalizados é o lugar onde se pode encontrar o Senhor. 5 – Conhecendo a Regra de São Bento: Durma cada um em uma cama. Tenham seus leitos de acordo com a profissão do monge e segundo as ordens do abade. Se for possível, durmam todos no mesmo lugar; porém, se o grande número não o permitir, durmam dez ou vinte juntamente, tendo com eles monges mais velhos para vigiá-los. Uma lâmpada iluminará o dormitório, sem interrupção, até o amanhecer. Os monges dormirão vestidos, cingidos com os cintos ou cordões, mas não terão faca a seu lado, para que não se firam enquanto dormem e sempre estejam prontos e, assim, dado o sinal, levantem-se sem demora, apressem-se mutuamente e antecipem-se no oficio divino, mas com toda a gravidade e modéstia. Que os irmãos mais jovens não tenham leitos juntos, mas intercalados com os dos mais velhos. Levantando-se para o ofício divino, despertem-se uns aos outros com moderação, a fim de que não tenham desculpa os sonolentos (cap.22, o sono dos monges). 6 – Ladainha de São Bento 7 – Oração Conclusiva Quarto dia 1 – Oração da medalha de São Bento. 2 – Oração para obter qualquer graça. 3 – Palavra de Deus: Jesus rejeita a hipocrisia social. “Jesus saiu de novo para a beira do mar. Toda a multidão ia ao Seu encontro e Ele a ensinava. Enquanto ia caminhando, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos. Então, disse-lhe: ‘Siga-Me’. Levi se levantou e O seguiu. Mais tarde, Jesus estava comendo na casa de Levi. Havia vários cobradores de impostos e pecadores na mesa com Jesus e Seus discípulos; com efeito, eram muitos os que O seguiam. Alguns doutores da lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então, eles perguntaram aos discípulos: ‘Por que Jesus come e bebe junto com os cobradores de impostos e pecadores?’. Jesus ouviu e respondeu: “As pessoas que têm saúde não precisam de médico, mas só as que estão doentes. Eu não vim para chamar os justos e, sim, os pecadores” (Mc 2,13-17). 4 – Reflexão: Os cobradores de impostos eram desprezados e marginalizados, porque colaboravam com a dominação romana, cobrando imposto e, em geral, aproveitando para roubar. Jesus rompe os esquemas sociais que dividem os homens em bons e maus, puros e impuros. Chamando um cobrador de impostos para ser Seu discípulo, e comendo com os pecadores, Ele mostra que Sua missão é reunir e salvar aqueles que a sociedade hipócrita rejeita como maus. 5 – Conhecendo a Regra de São Bento: Zele-se, com grande cuidado, para que esse vício da propriedade seja arrancado pela raiz no mosteiro. Ninguém ouse dar ou receber coisa alguma sem a autorização do abade, nem possuir algo próprio, absolutamente nada, nem livro, nem tabuinha (de escrever), nem estilete. Em uma palavra: coisa nenhuma, já que não lhes é lícito ter a seu arbítrio sequer o próprio corpo nem a própria vontade. Mas devem esperar do pai do mosteiro tudo de que necessitam. Não seja lícito a ninguém possuir o que não lhe seja dado pelo abade ou por ele permitido ter. Seja tudo comum a todos, como está escrito e, que ninguém tenha a ousadia de tornar seu qualquer objeto, nem mesmo por palavras. Se alguém se deixar levar por tão detestável vício, será advertido a primeira e segunda vez. Se não se emendar, será submetido à correção (cap.33, se os monges devem ter alguma coisa de próprio). 6 – Ladainha de São Bento 7 – Oração Conclusiva Quinto dia 1 – Oração da medalha de São Bento. 2 – Oração para obter qualquer graça. 3 – Palavra de Deus: “Num dia de sábado, Jesus estava passando por uns campos de trigo. Os discípulos iam abrindo caminho e arrancando as espigas. Então, os fariseus perguntaram a Jesus: ‘Vê: por que os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido em dia de sábado?’. Jesus perguntou aos fariseus: ‘Vocês nunca leram o que Davi e seus companheiros fizeram quando estavam passando necessidade e sentindo fome? Davi entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era Sumo Sacerdote, comeu dos pães oferecidos a Deus e os deu também para os seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães’”. Jesus acrescentou: “O sábado foi feito para servir ao homem e não o homem para servir ao sábado. Portanto, o Filho do Homem é Senhor até mesmo no Sábado” (Mc 2,23-28). 4 – Reflexão: O centro da obra de Deus é o homem e cultuar Deus é fazer o bem a ele. Não se trata de estreitar ou alargar a lei do sábado, mas de dar sentido totalmente novo a todas as estruturas e leis que regem as relações entre os homens, porque só é bom aquilo que faz o homem crescer e ter mais vida. Toda lei que oprime o homem é lei contra a própria vontade de Deus e deve ser abolida. 5 – Conhecendo a Regra de São Bento. Antes de tudo e acima de tudo, deve-se cuidar dos enfermos, que deverão ser servidos como se fossem o Cristo em pessoa (…). De seu lado, os doentes considerem que são servidos em honra de Deus e não entristeçam, com exigências supérfluas, os irmãos que os servem. Contudo, os doentes devem ser suportados com paciência, porque, por meio deles, adquire-se maior recompensa. O abade vigie, portanto, com todo o cuidado, para que não sofram nenhuma negligência. Haja uma cela separada para os enfermos e, para servi-los, um irmão temente a Deus, diligente e solícito. O uso dos banhos será conhecido aos doentes todas as vezes que for conveniente, mas aos que estão com saúde, principalmente aos jovens, seja raramente concedido. A alimentação de carne seja concedida aos doentes e aos que se acham debilitados, mas tão logo se restabeleçam retomarão a abstinência habitual. Tenha, pois, o abade o máximo cuidado para que os celeireiros e os enfermeiros nada negligenciem no serviço aos doentes, pois ele é o responsável por todas as faltas em que possam incorrer seus discípulos (cap.36, dos irmãos enfermos). 6 – Ladainha de São Bento 7 – Oração Conclusiva Sexto dia 1 – Oração da medalha de São Bento. 2 – Oração para obter qualquer graça. 3 – Palavra de Deus: “Nisso chegaram a mãe e os irmãos de Jesus; ficaram do lado de fora e mandaram chamá-Lo. Havia uma multidão sentada ao redor de Jesus. Então, lhe disseram: ‘Olha, tua mãe e teus irmãos estão aí fora e te procuram’. Jesus perguntou: ‘Quem é Minha mãe e Meus irmãos?” Então, Jesus olhou para as pessoas que estavam sentadas ao seu redor e disse: ‘Aqui estão Minha mãe e Meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é Meu irmão, minha irmã e Minha mãe’” (Mc 3,31-35). 4 – Reflexão: Enquanto a família, segundo a carne, está “fora”, a família segundo o compromisso da fé está “dentro”, ao redor de Jesus. Sua verdadeira família é formada por aqueles que realizam, na própria vida, a vontade de Deus, que consiste em continuar a missão de Jesus. 5 – Conhecendo a Regra de São Bento: Se bem que o homem, já por natureza, seja levado à compaixão para com essas duas idades, a velhice e a infância, também a autoridade da regra deve intervir no que lhes diz respeito. Tenha-se, pois, sempre em vista, sua fraqueza e não se mantenha, em relação a eles, o rigor da regra no que diz respeito à alimentação; Mas se use, em seu favor, condescendência misericordiosa, permitindo que antecipem as horas regulares das refeições (cap.37, dos anciãos e das crianças). 6 – Ladainha de São Bento 7 – Oração Conclusiva Sétimo dia 1 – Oração da medalha de São Bento. 2 – Oração para obter qualquer graça. 3 – Palavra de Deus: O mistério da missão de Jesus “Quando se acharam a sós, os que O cercavam e os doze, perguntaram a Jesus o que significavam as parábolas. Ele disse para eles: ‘Para vocês, foi dado o mistério do Reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em parábolas, para que olhem, mas não vejam; escutem, mas não compreendam; para que não se convertam e não sejam perdoados’” (Mc 4,10-12). 4 – Reflexão: As parábolas são histórias que ajudam a ler e compreender toda a missão de Jesus. Mas é preciso “estar dentro”, isto é, seguir Jesus para perceber que o Reino de Deus está se aproximando por meio de Sua ação. Os que não seguem Jesus ficam “por fora” e nada podem compreender. 5 – Conhecendo a Regra de São Bento: A vida de um monge deve ser, em todo tempo, observância da Quaresma. Como, todavia, essa perfeição apenas se encontra em pequeno número, exortamos os irmãos a que conservem vida muito pura durante os dias da Quaresma e apaguem, nesses santos dias, todas as negligências dos outros tempos, o que faremos dignamente, abstendo-nos à oração com lágrimas, à leitura, à compunção do coração e à abstinência. Acrescentemos, pois, nestes dias, alguma coisa ao nosso encargo habitual: orações particulares, alguma privação no comer e no beber, de forma que cada um, por sua livre vontade, oferece a Deus, na alegria do Espírito Santo, alguma coisa mais do que lhe seja ordenado, isto é, mortifique seu corpo no comer, no beber, no sono, na liberdade de falar e na jovialidade e, que espere a Santa Páscoa com a alegria de um desejo todo espiritual. No entanto, cada um deverá dizer ao seu abade o que deseja oferecer, a fim de que, tudo se faça com o seu consentimento e o socorro de suas orações, porque tudo o que se faz sem a permissão do pai espiritual será considerado como presunção e vanglória e não terá recompensa. Que tudo se faça, pois, com a aprovação do abade (cap.49, da observância da Quaresma). 6 – Ladainha de São Bento 7 – Oração Conclusiva Oitavo dia 1 – Oração da medalha de São Bento. 2 – Oração para obter qualquer graça. 3 – Palavra de Deus: O escândalo da encarnação “Jesus foi para Nazaré, Sua terra, e Seus discípulos O acompanharam. Quando chegou o sábado, Jesus começou a ensinar na sinagoga. Muitos que O escutavam ficavam admirados e diziam: ‘De onde vem tudo isso? Onde foi que arranjou tanta sabedoria? E esses milagres que são realizados pelas mãos d’Ele? Esse homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? E suas irmãs não moram aqui conosco?’ E ficaram escandalizados por causa de Jesus. Então, Cristo dizia para eles que um profeta só não é estimado em sua própria pátria, entre seus parentes e em sua família. Jesus não pôde fazer milagres em Nazaré. Apenas curou alguns doentes, pondo as mãos sobre eles. E ficou admirado com a falta de fé deles” (Mc 6,1-6). 4 – Reflexão: Os conterrâneos de Jesus se escandalizam, não querem admitir que alguém como eles possa ter sabedoria superior à dos profissionais e realize ações que indiquem a presença de Deus. Para eles, o empecilho para a fé é a encarnação: Deus feito homem, situado num contexto social. 5 – Conhecendo a Regra de São Bento: Ponha-se à porta do mosteiro um ancião prudente que saiba receber e transmitir recado e, cuja maturidade, não lhe permita vaguear. O porteiro deve ficar alojado perto da porta, a fim de que, os que chegam encontrem-no sempre presente para os atender. Logo que alguém bater ou um pobre chamar, ele responderá: ‘Deo gratias’ ou ‘Benedicite’. Com toda a mansidão oriunda do temor a Deus, responda com presteza e fervorosa caridade. Se o porteiro necessitar de auxiliar, seja-lhe encaminhado um irmão mais moço. Se possível, o mosteiro deve ser construído, de tal modo que, todas as coisas necessárias, isto é, água, moinho, horta, oficinas e os diversos ofícios, exerçam-se dentro do mosteiro, a fim de que, não haja necessidade dos monges saírem e andarem fora, o que de nenhum modo convém as suas almas. Queremos que essa regra seja frequentemente lida na comunidade, para que nenhum irmão se desculpe sob pretexto de ignorância (cap.66, do porteiro dos mosteiros). 6 – Ladainha de São Bento 7 – Oração Conclusiva Nono dia 1 – Oração da medalha de São Bento. 2 – Oração para obter qualquer graça. 3 – Palavra de Deus: A missão dos discípulos “Jesus começou a percorrer as redondezas ensinando nos povoados. Chamou os doze discípulos, começou a enviá-los dois a dois e dava-lhes poder sobre os espíritos maus. Jesus recomendou que não levassem nada pelo caminho, além de um bastão; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. E, Jesus disse ainda: ‘Quando vocês entrarem numa casa, fiquem aí até partirem. Se vocês forem mal recebidos num lugar e o povo não escutar vocês, quando saírem, sacudam a poeira dos pés como protesto contra eles’. Então, os discípulos partiram e pregaram para que as pessoas se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes, ungindo-os com óleo” (Mc 6,6b-13). 4 – Reflexão: Os discípulos são enviados para continuar a missão de Jesus: pedir mudança radical da orientação de vida (conversão), desalienar as pessoas (libertar dos demônios), restaurar a vida humana (curas). Os discípulos devem estar livres, ter bom senso e estar conscientes de que a missão vai provocar choque com os que não querem transformações. 5 – Conhecendo a Regra de São Bento: Assim, como há um zelo mau de amargura que separa de Deus e conduz ao inferno, também existe o zelo bom que afasta dos vícios, conduz a Deus e à vida eterna. Exerçam, portanto, os monges esse zelo com amor fraterno, isto é, antecipem-se uns aos outros em honra e atenções. Tolerem com grande paciência as enfermidades de outrem, quer corporais, quer espirituais. Obedeçam uns aos outros à porfia. Nenhum procure aquilo que lhe parece vantajoso para si, mas sim, o que for útil para os outros. Ponham em ação, castamente, a caridade fraterna. Temam a Deus. Amem seu abade com afeição humilde e sincera. Nada, absolutamente nada, anteponham a Cristo, o qual se digne levar-nos, todos juntos, à vida eterna (cap.72, do bom zelo que os monges devem ter). 6 – Ladainha de São Bento 7 – Oração Conclusiva Fonte: Canção Nova #Novena #SãoBento

  • LITURGIA DIÁRIA – 05/07/21 – 2ª-FEIRA DA 14ª SEMANA – TEMPO COMUM

    2ª-FEIRA DA 14ª SEMANA – TEMPO COMUM 1ª LEITURA – GN 28,10-22A Jacó viu uma escada com aponta tocando o céu e os anjos de Deus subindo e descendo por ela e Deus que lhe falava. Leitura do Livro do Gênesis 28, 10-22a Naqueles dias: 10Jacó saiu de Bersabéia e dirigiu-se a Harã. 11Chegando a certo lugar, quis passar ali a noite, pois o sol já se havia posto. Tomou uma das pedras do lugar, fez dela travesseiro e ali mesmo adormeceu. 12E viu em sonho uma escada apoiada no chão, com a outra ponta tocando o céu e os anjos de Deus subindo e descendo por ela. 13No alto da escada estava o Senhor que lhe dizia: ‘Eu sou o Senhor, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaac; darei a ti e à tua descendência a terra em que dormes. 14A tua descendência será como o pó da terra, e te expandirás para o ocidente e o oriente, para o norte e para o sul. Em ti e em tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra. 15Estou contigo e te guardarei onde quer que vás, e te reconduzirei a esta terra. Nunca te abandonarei até cumprir o que te prometi’. 16Ao despertar, Jacó disse: ‘Sem dúvida, o Senhor está neste lugar e eu não sabia’. 17Cheio de pavor, disse: ‘Como é terrível este lugar! Isto aqui só pode ser a casa de Deus e a porta do céu’. 18Jacó levantou-se bem cedo, tomou a pedra de que tinha feito travesseiro e colocou-a de pé para servir de coluna sagrada, derramando óleo sobre ela. 19E deu ao lugar o nome de’Betel’. Antes, porém, a cidade chamava-se Luza. 20Jacó fez um voto, dizendo: ‘Se Deus estiver comigo e me proteger nesta viagem, dando-me pão para comer e roupa para vestir, 21e se eu voltar pão e salvo para a casa de meu pai, então o Senhor será o meu Deus. 22AE esta pedra que ergui como coluna sagrada, será uma’morada de Deus’. Palavra do Senhor. SALMO – SL 90,1-2. 3-4. 14-15AB (R. CF. 2B) R.Vós sois meu Deus, no qual confio inteiramente. 1Quem habita ao abrigo do Altíssimo / e vive à sombra do Senhor onipotente, 2diz ao Senhor: ‘Sois meu refúgio e proteção, / sois o meu Deus, no qual confio inteiramente’. R. 3Do caçador e do seu laço ele te livra. / Ele te salva da palavra que destrói. 4Com suas asas haverá de proteger-te, / com seu escudo e suas armas, defender-te. R. 14‘Porque a mim se confiou, hei de livrá-lo / e protegê-lo, pois meu nome ele conhece. 15AAo invocar-me hei de ouvi-lo e atendê-lo, 15Be a seu lado eu estarei em suas dores. R. EVANGELHO – MT 9,18-26 Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9, 18-26 18Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se, inclinou-se profundamente diante dele, e disse: ‘Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá. ‘19Jesus levantou-se e o seguiu, junto com os seus discípulos. 20Nisto, uma mulher que sofria de hemorragia, há doze anos, veio por trás dele e tocou a barra do seu manto. 21Ela pensava consigo: ‘Se eu conseguir ao menos tocar no manto dele, ficarei curada. ‘22Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: ‘Coragem, filha! A tua fé te salvou. ‘ E a mulher ficou curada a partir daquele instante. 23Chegando à casa do chefe, Jesus viu os tocadores de flauta e a multidão alvoroçada, 24e disse: ‘Retirai-vos, porque a menina não morreu, mas está dormindo. ‘ E começaram a caçoar dele. 25Quando a multidão foi afastada, Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou. 26Essa notícia espalhou-se por toda aquela região. Palavra da Salvação. #LITURGIADIÁRIA0507212ªFEIRADA14ªSEMANATEMPOCOMUM

  • LITURGIA DIÁRIA – 04/07/21 – DOMINGO – SÃO PEDRO E SÃO PAULO

    São Pedro e São Paulo, Apóstolos . Solenidade 4 de Julho de 2021 – Cor: Vermelho 1ª Leitura – At 12,1-11 Agora sei que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes. Leitura dos Atos dos Apóstolos 12,1-11 Naqueles dias, 1 o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. 2 Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. 3 E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos Pães ázimos. Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. 4 Herodes tinha a intenção de apresentá-lo ao povo, depois da festa da Páscoa. 5 Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele. 6 Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão. 7 Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: “Levanta-te depressa!”  As corrrentes caíram-lhe das mãos. 8 O anjo continuou: “Coloca o cinto e calça tuas sandálias!” Pedro obedeceu e o anjo lhe disse: “Põe tua capa e vem comigo!” 9 Pedro acompanhou-o, e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo, pois pensava que aquilo era uma visão. 10 Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou. 11 Então Pedro caiu em si e disse: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!” Palavra do Senhor. Salmo – Sl 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 5) R. De todos os temores me livrou o Senhor Deus. 2 Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, * seu louvor estará sempre em minha boca. 3 Minha alma se gloria no Senhor; * que ouçam os humildes e se alegrem! R. 4 Comigo engrandecei ao Senhor Deus, * exaltemos todos juntos o seu nome! 5 Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, * e de todos os temores me livrou. R. 6 Contemplai a sua face e alegrai-vos, * e vosso rosto não se cubra de vergonha! 7 Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, * e o Senhor o libertou de toda angústia. R. 8 O anjo do Senhor vem acampar * ao redor dos que o temem, e os salva. 9 Provai e vede quão suave é o Senhor! * Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! R. 2ª Leitura – 2Tm 4,6-8.17-18 Agora está reservada para mim a coroa da justiça. Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo 4,6-8.17-18 Caríssimo: 6 Quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. 7 Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. 8 Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos que esperam com amor a sua manifestação gloriosa. 17 Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças; ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão. 18 O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém. Palavra do Senhor. Evangelho – Mt 16,13-19 Tu és Pedro e eu te darei as chaves do Reino dos Céus. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 16,13-19 Naquele tempo: 13 Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14 Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15 Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16 Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17 Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz es tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18 Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. Palavra da Salvação. #LITURGIADIÁRIA040721DOMINGOSÃOPEDROESÃOPAULO

  • LITURGIA DIÁRIA 03/07/21 – SÃO TOMÉ, APÓSTOLO – SANTORAL

    SÃO TOMÉ, APÓSTOLO – SANTORAL 1ª LEITURA – EF 2,19-22 Vós fostes integrados no edifício que tem como fundamento os apóstolos. Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 2, 19-22 Irmãos: 19Já não sois mais estrangeiros nem migrantes, mas concidadãos dos santos. Sois da família de Deus. 20Vós fostes integrados no edifício que tem como fundamento os apóstolos e os profetas, e o próprio Jesus Cristo como pedra principal. 21É nele que toda a construção se ajusta e se eleva para formar um templo santo no Senhor. 22E vós também sois integrados nesta construção, para vos tornardes morada de Deus pelo Espírito. Palavra do Senhor. SALMO – SL 116(117),1-2 (R. MC 16,15) R.Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho. 1Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, / povos todos, festejai-o! R. 2Pois comprovado é seu amor para conosco, / para sempre ele é fiel! R. EVANGELHO – JO 20,24-29 Meu Senhor e meu Deus! + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 20, 24-29 24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: ‘Vimos o Senhor!’. Mas Tomé disse-lhes: ‘Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei’26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: ‘A paz esteja convosco’. 27Depois disse a Tomé: ‘Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel’. 28Tomé respondeu: ‘Meu Senhor e meu Deus!’29Jesus lhe disse: ‘Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!’ Palavra da Salvação. #APÓSTOLOSANTORAL #EvangelhodeJesusCristosegundoJoão202429 #saotome

  • LITURGIA DIÁRIA – 02/07/21 – 6ª-FEIRA DA 13ª SEMANA – TEMPO COMUM

    6ª-FEIRA DA 13ª SEMANA – TEMPO COMUM 1ª LEITURA – GN 23,1-4.19; 24,1-8.62-67 Isaac recebeu Rebeca por esposa e amou-a, consolando-se assim da morte da mãe. Leitura do Livro do Gênesis 23, 1-4. 19; 24, 1-8. 62-67 1Sara viveu cento e vinte e sete anos, 2e morreu em Cariat Arbe, que é Hebron, em Canaã. Abraão veio fazer luto por Sara e chorá-la. 3Depois levantou-se de junto da morta e falou aos hititas: 4‘Sou um estrangeiro e hóspede no vosso meio. Cedei-me como propriedade entre vós um lugar de sepultura, onde possa sepultar minha esposa que morreu’. 19Assim, Abraão sepultou Sara, sua mulher, na caverna do campo de Macpela, em frente de Mambré, que é Hebron, na terra de Canaã. 24, 1Abraão já era velho, de idade avançada, e o Senhor o havia abençoado em tudo. 2Abraão disse ao servo mais antigo da sua casa, administrador de todos os seus bens: ‘Põe a mão debaixo da minha coxa3e jura-me pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não escolherás para meu filho uma mulher entre as filhas dos cananeus, no meio dos quais eu moro; 4mas tu irás à minha terra natal, buscar entre os meus parentes uma mulher para o meu filho Isaac’5E o servo respondeu: ‘E se a mulher não quiser vir comigo para esta terra, deverei levar teu filho para a terra de onde saíste?’6Abraão respondeu: ‘Guarda-te de levar meu filho de volta para lá. 7O Senhor, Deus do céu, que me tirou da casa do meu pai e da minha terra natal, e que me falou e jurou, dizendo: ‘É tua descendência darei esta terra’, ele mesmo enviará seu anjo diante de ti e trarás de lá uma mulher para meu filho. 8Porém, se a mulher não quiser vir contigo, ficarás livre deste juramento; mas de maneira alguma levarás meu filho de volta para lá’. 62Isaac tinha voltado da região do poço de Laai-Roí e morava na terra do Negueb. 63Ao cair da tarde, Isaac saiu para o campo a passear. Levantando os olhos, viu camelos que chegavam, 64Rebeca também, erguendo os olhos, viu Isaac. Desceu do camelo, 65e perguntou ao servo: ‘Quem é aquele homem que vem pelo campo, ao nosso encontro?’ O Servo respondeu: ‘É o meu senhor’. Ela puxou o véu e cobriu o rosto. 66Então o servo contou a Isaac tudo o que tinha feito. 67Ele introduziu Rebeca na tenda de Sara, sua mãe, e recebeu-a por esposa. Isaac amou-a, consolando-se assim da morte da mãe. Palavra do Senhor. SALMO – SL 105, 1-2. 3-4A. 4B-5 (R. 1A) R.Dai graças ao Senhor, porque ele é bom. R.Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia. 1Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, / porque eterna é a sua misericórdia!2Quem contará os grandes feitos do Senhor? / Quem cantará todo o louvor que ele merece? R. 3Felizes os que guardam seus preceitos / e praticam a justiça em todo o tempo!4ALembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, / pelo amor que demonstrais ao vosso povo! R. 4BVisitai-me com a vossa salvação, 5para que eu veja o bem-estar do vosso povo, / e exulte na alegria dos eleitos, / e me glorie com os que são vossa herança. R. EVANGELHO – MT 9,9-13 Não vim para chamar os justos mas os pecadores. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 9, 9-13 Naquele tempo: 9Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: ‘Segue-me!’ Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: ‘Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?’12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: ‘Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13Aprendei, pois, o que significa: `Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores’. Palavra da Salvação. https://homilias.com.br/liturgia-diaria-5a-feira-da-13a-semana-tempo-comum/ #LITURGIADIÁRIA0207216ªFEIRADA13ªSEMANATEMPOCOMUM

  • LITURGIA DIÁRIA – 01/07/21 – 5ª-FEIRA DA 13ª SEMANA – TEMPO COMUM

    5ª-FEIRA DA 13ª SEMANA – TEMPO COMUM 1ª LEITURA – GN 22,1-19 O sacrifício de nosso pai Abraão. Leitura do Livro do Gênesis 22, 1-19 Naqueles dias: 1Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: ‘Abraão!’ E ele respondeu: ‘Aqui estou’. 2E Deus disse: ‘Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirije-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar’. 3Abraão levantou-se bem cedo, selou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e seu filho Isaac. Depois de ter rachado lenha para o holocausto, pôs-se a caminho, para o lugar que Deus lhe havia ordenado. 4No terceiro dia, Abraão, levantando os olhos, viu de longe o lugar. 5Disse, então, aos seus servos: ‘Esperai aqui com o jumento, enquanto eu e o menino vamos até lá. Depois de adorarmos a Deus, voltaremos a vós’. 6Abraão tomou a lenha para o holocausto e a pôs às costas do seu filho Isaac, enquanto ele levava o fogo e a faca. E os dois continuaram caminhando juntos. 7Isaac disse a Abraão: ‘Meu pai’. -‘Que queres, meu filho?’, respondeu ele. E o menino disse: ‘Temos o fogo e a lenha, mas onde está a vítima para o holocausto?’ 8Abraão respondeu: ‘Deus providenciará a vítima para o holocausto, meu filho’. E os dois continuaram caminhando juntos. 9Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: ‘Abraão! Abraão!’ Ele respondeu: ‘Aqui estou!’. 12E o anjo lhe disse: ‘Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único’. Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. 14Abraão passou a chamar aquele lugar: ‘O Senhor providenciará’. Donde até hoje se diz: ‘O monte onde o Senhor providenciará’. 15O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16e lhe disse: ‘Juro por mim mesmo – oráculo do Senhor -, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. 18Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste’. 19Abraão tornou para junto dos seus servos, e, juntos, puseram-se a caminho de Bersabéia, onde Abraão passou a morar. Palavra do Senhor. SALMO – SL 114,1-2.3-4.5-6.8-9 (R. 9) R.Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos. R.Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia. 1Eu amo o Senhor, porque ouve / o grito da minha oração. 2Inclinou para mim seu ouvido, / no dia em que eu o invoquei. R. 3Prendiam-me as cordas da morte, / apertavam-me os laços do abismo; / invadiam-me angústia e tristeza: 4eu então invoquei o Senhor / ‘Salvai, ó Senhor, minha vida!’ R. 5O Senhor é justiça e bondade, / nosso Deus é amor-compaixão. 6É o Senhor quem defende os humildes: / eu estava oprimido, e salvou-me. R. 8Libertou minha vida da morte, / enxugou de meus olhos o pranto / e livrou os meus pés do tropeço. 9Andarei na presença de Deus, / junto a ele na terra dos vivos. R. EVANGELHO – MT 9,1-8 A multidão glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9, 1-8 Naquele tempo: 1Entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. 2Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: ‘Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!’ 3Então alguns mestres da Lei pensaram: ‘Esse homem está blasfemando!’ 4Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: ‘Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? 5O que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’? 6Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, – disse, então, ao paralítico – ‘Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa. ‘ 7O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa. 8Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens. Palavra da Salvação. #EvangelhodeJesusCristosegundoSãoMateus918 #LITURGIADIÁRIA0107215ªFEIRADA13ªSEMANATEMPOCOMUM

  • MARVADA PINGA

    A vida rural nunca foi um paraíso: o roceiro não era um ser isento do pecado original. Estava a milhas de distância do inconvincente bom selvagem de Rousseau, que teria nascido puro, mas foi depois corrompido pelas estruturas sociais. No entanto, as virtudes que em geral possuía — exigidas no duro e direto embate com a natureza e mantidas com a ajuda da moral cristã — eram seriamente ameaçadas quando esse homem rústico se transplantava para grandes centros urbanos. Esse transplante foi intenso nos anos quarenta e cinquenta: nesse período, pelo menos metade da cidade de São Paulo era proveniente do interior e da roça, e muitas dessas pessoas não terão vivido sempre felizes com a transformação que suas vidas tiveram. A música regional paulista, dita caipira, de certo modo documentou alguns aspectos do êxodo rural, ora fazendo rir, ora fazendo chorar. Era dirigida, em boa parte, a esses autoexilados das grandes cidades, menos ou mais deslocados, visando alimentar a saudade da terrinha, ao mesmo tempo que deixava mais rica a indústria do disco (precioso filão que foi astutamente explorado pelo radialista Cornélio Pires, ainda nos anos vinte do século passado). Mas não foi só o negócio fonográfico que saiu ganhando com a migração em massa do homem do interior: também a indústria e comércio de bebidas lucraram muito. Uma das consequências daquele desenraizamento foi, certamente, a grande sedução dos tragos, então disponíveis na cidade grande com uma gama de sabores e efeitos até então desconhecidos pelo roceiro inadaptado, que buscava na bebida alguma compensação para a diferença que ele descobria existir entre o feijão e o sonho (ele que, até então, só conhecia o gosto da cachaça ou, no máximo, da cerveja). As modas-de-viola, entre outros assuntos, também falaram sobre isto. O compositor Adauto Ezequiel, que usava o pseudônimo de Carreirinho em suas duplas e fez muito sucesso a partir dos anos cinquenta, escreveu mais de uma vez sobre cachaça, cachaceiros e algumas consequências desse vício. Na moda-de-viola “Meus parentes”, por exemplo, aparecem as bebidas urbanas mais comuns à época: “A cerveja é minha prima, /O vinho é meu primo-irmão, /A cachaça é minha tia, /O meu tio é o conhaque alcatrão. /O meu pai é o danado do chope, /Nunca pode faltar na função. /Se eles não estiver numa festa /Não tem graça nem animação! /Os meus parentes são mesmo danados, /Pra deixar fandango bom”. Observe-se como são tratadas com afeto e familiaridade. Em geral, a pinga é a bebida predominante nas modas que tratam do assunto, mas aqui é só mais uma entre outras bebidas, curiosamente “convidadas” a uma festa de cateretê, dança tradicional e roceira — inusitada simbiose que reflete, de certo modo, o momento em que se dava o encontro das duas culturas: a urbana, cheia de opções, e a rural, mais austera. E a primeira já seduzindo a segunda com a sua riqueza de gostos e efeitos. Naquelas comparações de Carreirinho, as bebidas são vistas como parentes e membros de uma família, ou seja, do que havia de mais próximo e concreto para o homem da roça e das pequenas cidades. No imaginário do poeta e de seu público, a verdadeira pátria era a família e os principais pontos de referência de um indivíduo, na comunidade, eram os parentes. Não é possível pensar na vida roceira desligada do grupo familiar, responsável por conservar os princípios morais herdados de dois mil anos de cristianismo. E foi em nome dessa mesma moral cristã, preservada principalmente pela instituição familiar, que o mesmo compositor, noutra moda-de-viola, vinha risonhamente admoestar os que cruzavam a linha vermelha da bebida alcoólica. É o caso de “Os quatro espíritos da pinga”. Depois do autor confessar que também bebe “um pouquinho/ Pra dar mais inspiração”, passa a recriminar o beberrão, classificando-o em quatro tipos ou “espíritos”: “espírito do pavão”, caracterizando aquele que bebe para aparecer (“Vira em volta, empola o peito/ E é metido a bonitão”); “espírito do macaco”, o que faz palhaçadas no estado de bebedeira (“Se mete a provocar riso/ Em qualquer repartição”; “espírito do leão”, que se torna valente por causa da bebida (“Só serve pra estragar festa/ E arranjar confusão); e o “espírito de porco”, o “bebum” completo, que bebe até cair (“Dorme até numa sarjeta/ Sonha que está num colchão”). O porco – animal ao mesmo tempo desprezível e fundamental na dieta do caipira – representa o tipo extremado do cachaceiro, aquele que se entrega absolutamente ao vício e “rola no chiqueirão,/ Perde toda a moral/ E sua reputação”. Nosso poeta é, aqui, porta-voz da moral conservadora, que impunha limites e moderação no consumo de bebidas, ao mesmo tempo que explora a comicidade da bebedeira. Carreirinho corrige rindo, utilizando o método multissecular que sempre funcionou na educação dos povos, o ridendo castigat mores dos latinos (correção dos costumes pela ridicularização do erro). Os colegas de ofício desse compositor também pensavam e escreviam da mesma forma (vejam-se as letras de Raul Torres, Serrinha, Teddy Vieira, entre outros). A atitude desses poetas populares para com a bebida era sempre ambígua, enaltecendo-a e logo adiante censurando-a; ora destacando-se o seu papel importante na festa e na música (“Já veio a pinga/ Tudo ali bebeu/ O meu peito velho/ Já desenvolveu”); ora apontando o lado negativo do álcool (“Tem uns que sabe beber, /Tem muita gente que não”). É uma indecisão que, de algum modo, exprime a própria consciência dilacerada do caipira deslocado, ainda preso às velhas normais morais que condenam os vícios e as paixões desordenadas, mas já solicitado para novas aventuras e desventuras urbanas que inevitavelmente o debilitariam moralmente. Foi o que ocorreu, sobretudo a partir dos anos sessenta, quando o cristianismo começou a silenciar sobre a vida eterna e exigir menos rigor no combate espiritual.

  • DIVAGAÇÕES SOBRE A CRÔNICA

    Sabemos que, na crônica, o assunto é tão importante quanto a maneira de tratá-lo. O que a distingue do jornalismo puro é o estilo, que, segundo célebre aforismo, é o próprio homem. Pode até ser uma negação do jornalismo, na sua insistência pessoal, mais ou menos divagatória, em temas aparentemente sem importância, contra a necessária e objetiva ênfase que o primeiro dá ao acontecimento que pode fazer história. Machado de Assis comparou o cronista, um tanto parnasianamente, ao beija-flor. Como ele, “salta, esvoaça, brinca, tremula, paira e espaneja-se sobre todos os caules suculentos, sobre todas as seivas vigorosas. Todo o mundo lhe pertence”. Todo o mundo e ninguém, pois o cronista, em geral, costuma ser um cético em relação às coisas deste mundo: evita tomar partido, pois sabe que todas as vitórias do aqui e agora são passageiras. O fato da crônica ser um texto nascido em jornal já lhe impõe certos limites de berço e de estilo, que o poeta ou o contista, seus vizinhos, não precisam obedecer. Não é, portanto, um gênero literário puro, mas irrevogavelmente vira-lata, como o memorialismo, o aforismo e certo tipo de ensaio, aos quais ele próprio sempre pede emprestada alguma coisa, do mesmo modo que, vampírico por natureza, vive também de sugar o sangue dos gêneros propriamente literários, como o conto e o poema em prosa. A crônica, no fundo, parece fazer parte de uma estratégia de amenização, ou uma técnica de respiração literária, para evitar a asfixia e quebrar a monótona seriedade imposta por todas aquelas matérias, exageradamente presas à realidade, das quais está cercada no “ambiente” jornalístico e com quem nunca se entendeu muito bem. A crônica é uma janela aberta para o mundo, mas sempre de vidraças fechadas: o cronista autodelega-se o poder de escolher à vontade a forma e a cor do vidro pelo qual filtra a realidade.

  • EVANGELHO DO DIA MEDITADO – SÃO MATEUS 8, 28-34

    Watch this video on YouTube. Liturgia de hoje – 4ª-feira – 13ª Semana do Tempo Comum 30 de Junho de 2021 – Cor: Verde Participe conosco da partilha da palavra. No evangelho do dia de hoje, os demônios perguntam a Jesus: “Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?”. Evangelho do dia – São Mateus 8,28-34 Naquele tempo: Quando Jesus chegou à outra margem do lago, na região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois homens possuídos pelo demônio, saindo dos túmulos. Eram tão violentos, que ninguém podia passar por aquele caminho. Eles então gritaram: ‘O que tens a ver conosco, Filho de Deus? Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?’ Ora, a certa distância deles, estava pastando uma grande manada de porcos. Os demônios suplicavam-lhe: ‘Se nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos.’ Jesus disse: ‘Ide.’ Os demônios saíram, e foram para os porcos. E logo toda a manada atirou-se monte abaixo para dentro do mar, afogando-se nas águas. Os homens que guardavam os porcos fugiram e, indo até à cidade, contaram tudo, inclusive o caso dos possuídos pelo demônio. Então a cidade toda saiu ao encontro de Jesus. Quando o viram, pediram-lhe que se retirasse da região deles. #evangelhododia #evangelhomeditado #evangelhododiameditado #evangelhodemateus8 #evangelhosaomateus8 #jesus #jesuscristo ##jesuseospossessos #jesusexpulsaosdemonios ———————————————————- NOSSO SITE: https://www.liturgiacatolica.com INSTAGRAM: https://www.instagram.com/litcatolica TWITTER: https://twitter.com/litcatolica TELEGRAM: https://t.me/liturgiacatolicapontocom APLICATIVOS: https://play.google.com/store/apps/dev?id=5269824327831140319 SITE PARCEIRO: https://www.homilias.com.br/ SITE PARCEIRO: https://www.santorosario.com.br/ ———————————————————- #EVANGELHODODIAMEDITADOSÃOMATEUS82834 #Tuviesteaquiparanosatormentarantesdotempo

  • Padre denuncia ensino de “poliamor” em escola, mas bispo pede retratação

    Padre Chrystian Shankar, reitor do Santuário Diocesano de Frei Galvão, em Divinópolis (MG), contou durante homilia do último dia 18 de junho que uma escola daquela cidade havia ensinado aos seus alunos sobre poliamor, tipo de relacionamento íntimo consensual que envolve mais de duas pessoas. O caso repercutiu e o vereador Eduardo Azevedo se encontrou com um promotor de Justiça para abordar a questão. À ACI Digital Azevedo disse estar buscando as “medidas cabíveis”. O padre Shankar contou uma família o procurou em sigilo, após os pais ouvirem o filho em um telefonema sendo convidado por uma amiga para viver com ela e seu namorado o poliamor. A mãe do adolescente entregou ao padre uma folha que teria sido usada na escola por uma psicóloga para discutir em sala de aula “novas modalidades de amor e de família”. Segundo o padre Shankar, casos como este acontecem em muitas escolas e buscam destruir a família. “Pegam as crianças que não têm valor ainda. Ensinando os pequenininhos que é assim, eles vão viver assim. A criança é uma tábua rasa. O plano deles é este”, disse. O sacerdote leu e comentou o esse material em sua homilia. De acordo com a definição lida pelo padre, “poliamor é uma forma de conjugalidade, é um relacionamento no qual os indivíduos envolvidos mantêm relações afetivas e também sexuais com mais de uma pessoa ao mesmo tempo”. Assista o vídeo com a denúncia: Então, Padre Chrystian Shankar disse que, conforme esta definição, se “antes casal vinha de casamento e casamento era entre um homem e uma mulher”, atualmente “casal já não é entre um homem e uma mulher” e “agora casal já não é mais de dois”. O sacerdote seguiu a leitura do material, que apresentava diferentes tipos de poliamor e algumas dicas para enxergar “o poliamor sem preconceito”. Entre essas dicas, a primeira afirmava que “é necessário desconstruir modelos tradicionais sobre afetividade e família, opondo-se principalmente a pessoas preconceituosas ligadas a religiões de cultura judaico-cristãs”. “Nisso aqui que eu queria chegar. Para vocês verem que, quando eu falo, muita gente não acredita. Sabe qual é a minha tristeza? Ninguém fala. Nós estamos hoje com uma grande fatia na Igreja dos pregadores simpáticos, não pregam mais a conversão, não tocam no assunto, não falam dessas coisas e o rebanho está todo perdido, entregue aos lobos. Se não tem um pastor que guia, quem vai mostrar o caminho?”, disse. De acordo ele, para as pessoas que defendem esses tipos de relacionamento, “quem atrapalha é a Igreja, são os cristãos. O mundo é que está lá na frente, esse pessoal [a Igreja] é retrógrado, então, tem que se opor a eles”. Outras dicas que, segundo a leitura do padre, constam no material são: levar este tema para ambientes laicos, de preferência as escolas de ensino fundamental e médio; valorizar e partilhar experiências de poliamor; buscar ajuda de profissional especializado para se abrir a uma relação não monogâmica “sem culpa, medo ou conceito de pecado”. O vídeo da homilia repercutiu nas redes sociais e, principalmente, na cidade de Divinópolis. O vereador Eduardo Azevedo compartilhou em suas redes sociais apoio ao sacerdote e também procurou o promotor de justiça Casé Fortes, “visando apurar medidas a serem tomadas em relação à denúncia apresentada pelo padre Chrystian sobre incentivo de ‘poliamor’ em escola de Divinópolis”. À ACI Digital, Azevedo disse que, como o caso foi revelado ao sacerdote sob sigilo pela família do estudante, o padre não pôde lhe revelar qual é a escola onde foi apresentado o tema do poliamor, nem quem é a psicóloga que falou aos alunos. Por isso, foi orientado pelo promotor a incentivar os pais “a observarem as cartilhas e conteúdos que seus filhos têm nas escolas”. “Caso vejam alguma coisa dessa doutrinação, nos enviem, porque sem provas cabíveis, não tem como fazer nada”, afirmou. Segundo o vereador, ele continuará procurando descobrir qual é o colégio para adotar medidas. “Mas, precisamos da iniciativa dos pais. Sei que muitos têm receio, mas será mantido sigilo sobre seus nomes e de seus filhos”. Alerta aos pais: Acompanhem seus filhos Padre Chrysian Shankar voltou a falar sobre o ensino de poliamor em escolas em um vídeo publicado no dia 21 de junho em seu Instagram . “Para as pessoas que estão muito preocupadas sobre qual é a escola, é muito mais fácil você encontrar qual não é a escola, porque a maioria das escolas hoje está entrando em cheio nesta temática com os pré-adolescentes, pervertendo a cabeça do seu filho: questões de ideologia de gênero, relacionamento aberto, amizade colorida, amor entre gerações e, agora, o poliamor”, disse. Para o padre, “uma coisa é o respeito para um adulto, alguém que tem a mente formada e escolheu viver outro tipo de sexualidade, escolheu viver a vida do jeito dele. Nós não concordamos, mas respeitamos. Outra coisa é você pegar crianças, pré-adolescentes e já ir formando a mente delas como se isso fosse a normalidade, que tanto faz ele estar namorando um, como dois, três, seis”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Padre Chrystian Shankar (@padrechrystian) Segundo o sacerdote, nas salas de aula muito se tem falado sobre preconceito e estão “tirando toda a presença de Deus, tirando toda a tradição cristã sobre a família e o casamento”. “Ninguém aqui é a favor de preconceito, mas deixem as crianças serem crianças. Deixem as crianças crescerem na pureza que Deus colocou em seus corações”, afirmou. Em seguida, questionou: “Por que esse pessoal tem tanta força e isso tem atrapalhado a vida de tantas famílias?”. Para pe. Chrystian Shankar, isso acontece por causa da “ausência sistêmica dos pais”. “Os pais precisam assumir o seu papel de pais e cuidar de seus filhos, acompanhar seus filhos, colocar filho no colo, abraçar, passear, brincar. Muitos pais não sabem nada da vida dos filhos, o que acontece na escola, o que estão vendo na internet”. Além disso, afirmou que é preciso “rezar muito”, porque atualmente, no mundo, “tudo está ao contrário: se você fala de família, você está errado; se defende o matrimônio, está errado; se quer educar seus filhos nos valores de sua família, você está errado”. Entretanto, declarou, “se continuarmos fingindo que tudo está bem, nossas famílias serão massacradas como rolo compressor”. Por isso, disse aos pais que, “se verem qualquer coisa que deponha contra a família, vocês têm o direito de ir à escola e exigir uma retratação”. “Assunto de escola é matemática, português, biologia, geografia, física, química. O que eles têm feito hoje? Têm entrado em áreas que compete à família ensinar, têm tirado os filhos da família para pervertê-los”. Para o sacerdote, ensinar conteúdos como poliamor para crianças e pré-adolescentes “como se fosse a maior normalidade, além de ser pecado é uma maldade muito grande, pervertendo aqueles que não têm condição de se defenderem ainda”. Bispo de Divinópolis, dom José Carlos de Souza Campos exige retratação O vídeo da homilia repercutiu nas redes sociais e, principalmente, na cidade de Divinópolis. Pessoas e entidades ligadas aos professores e psicólogos acusaram o sacerdote de ter ofendido essas duas classes profissionais. O bispo de Divinópolis, dom José Carlos de Souza Campos mandou o padre Chrystian Shankar se retratar de homilia proferida no dia 18 de junho em que denunciou, sem nomear, uma escola da cidade por estar ensinando sobre “poliamor” para crianças e adolescentes. Padre Shankar gravou um vídeo de retratação aos profissionais de educação e psicologia que se sentiram desrespeitados com a suposta generalização da crítica feita na homilia. “Dom José conversou comigo, sempre muito ponderado, um pai, um amigo. Ele fez a seguinte colocação: o que o senhor disse, está coberto de razão, é um assunto sério, que acontece, esta família que te procurou trouxe um problema real”, disse o sacerdote. Entretanto, afirmou que “talvez a maneira como foi dito isso causou mal-estar em certos profissionais”. Por isso, pediu desculpas e se retratou pelo modo como falou, e não sobre o conteúdo da pregação. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Padre Chrystian Shankar (@padrechrystian) Segundo nota divulgada pela assessoria de comunicação da diocese mineira ficou estabelecida a necessidade de que o padre “se retrate do modo universalizado, irreverente e pouco respeitoso com que falou dos profissionais da educação e da psicologia, mesmo que tenham suas pedagogias e abordagens próprias para seus trabalhos específicos”. A nota afirma ainda que o problema “fica localizado no modo de falar, nas referências aos sujeitos envolvidos, e não no assunto tratado, mesmo que o tema mereça muitos aprofundamentos ainda”. Nesse sentido, durante uma  live em seu Instagram no sábado, 26 de junho, o padre Shankar se retratou e pediu desculpas “por aqueles profissionais sérios, os bons profissionais que se sentiram injustamente atingidos pela minha fala”. “É lógico e claro que não foi a minha intenção. Mas, aqui a intenção não conta. Conta que me foi pedido que fizesse a retratação porque muitos entenderam que eu estava falando de todos os professores e todos os psicólogos, apesar de que o assunto era bem situado, aquela situação, aquela psicóloga, aquele professor, mas deu a entender, por interpretações diversas, que eu estava generalizando”, afirmou. O sacerdote também falou sobre a nota da diocese de Divinópolis e afirmou que muitos, ao comentá-la, prenderam-se apenas na retratação. Porém, chamou a atenção para o fato de que o mesmo documento diz que o tema abordado na homilia “toca a compreensão doutrinal da Igreja Católica acerca do amor, do relacionamento, do matrimônio, da sexualidade, da vida ” e que “há um direito institucional, constitucional e democrático de trazer a público e anunciar a verdade acerca desta matéria na ótica da fé cristã”. “A Igreja, a partir da Palavra de Deus, da sagrada tradição e do magistério eclesiástico, tem uma palavra sim”, disse Shankar. “Nós que somos cristãos católicos temos uma palavra e temos uma opinião sobre amor, relacionamento, matrimônio, sexualidade e vida. E a nossa opinião é através da ótica cristã”. Segundo ele, disso se pressupõe “que é minha obrigação, é um dever que se me impõem como sacerdote” falar sobre o assunto. “Não posso abrir mão daquilo que é meu dever de orientar o povo de Deus naquilo que tange à nossa fé cristã católica, baseada na Bíblia, no magistério da Igreja e na sagrada tradição”. Em seguida, o sacerdote disse considerar que, embora tenha feito a retratação, não era necessária, pois não foi sua intenção falar de todos os profissionais de educação e psicologia. Para ele, o que aconteceu foi “um jogo muito bem orquestrado”, no qual “conseguiram com muita maestria e inteligência desviar o foco do assunto, desviar a problemática”. “Eu assisti a alguns vídeos e ninguém toca na gravidade da matéria, ninguém toca na gravidade do que foi pregado”, afirmou. De acordo com ele, “tentaram puxar para a classe” e, assim, atrair os professores e psicólogos, desviando o foco “para o lado ideológico e político”. “Essa questão da classe dos professores e psicólogos não confere com a verdade. Um grupo se sentiu atingido e esse grupo estendeu para a classe. E qual foi o grupo que mais se sentiu atingiu? São os que defendem essa ideologia, são os que defendem este tipo de ensino escolar”, afirmou. No entanto, o sacerdote disse que teve apoio de profissionais da educação e da psicologia. “Eu recebi o telefone de quatro diretoras, mensagens de inúmeros professores louvando a atitude. Muitos psicólogos amigos que têm parceria comigo no Frei Galvão, essas pessoas não se sentiram atingidas”. Além disso, padre Chrystian Shankar falou de inúmeras parcerias que tem com professores e psicólogos em Divinópolis, apoiando o trabalho realizado por esses profissionais. Fonte: ACI Digital

  • Padre denuncia ensino de “poliamor” em escola, mas bispo pede retratação

    Padre Chrystian Shankar, reitor do Santuário Diocesano de Frei Galvão, em Divinópolis (MG), contou durante homilia do último dia 18 de junho que uma escola daquela cidade havia ensinado aos seus alunos sobre poliamor, tipo de relacionamento íntimo consensual que envolve mais de duas pessoas. O caso repercutiu e o vereador Eduardo Azevedo se encontrou com um promotor de Justiça para abordar a questão. À ACI Digital Azevedo disse estar buscando as “medidas cabíveis”. O padre Shankar contou uma família o procurou em sigilo, após os pais ouvirem o filho em um telefonema sendo convidado por uma amiga para viver com ela e seu namorado o poliamor. A mãe do adolescente entregou ao padre uma folha que teria sido usada na escola por uma psicóloga para discutir em sala de aula “novas modalidades de amor e de família”. Segundo o padre Shankar, casos como este acontecem em muitas escolas e buscam destruir a família. “Pegam as crianças que não têm valor ainda. Ensinando os pequenininhos que é assim, eles vão viver assim. A criança é uma tábua rasa. O plano deles é este”, disse. O sacerdote leu e comentou o esse material em sua homilia. De acordo com a definição lida pelo padre, “poliamor é uma forma de conjugalidade, é um relacionamento no qual os indivíduos envolvidos mantêm relações afetivas e também sexuais com mais de uma pessoa ao mesmo tempo”. Assista o vídeo com a denúncia: Então, Padre Chrystian Shankar disse que, conforme esta definição, se “antes casal vinha de casamento e casamento era entre um homem e uma mulher”, atualmente “casal já não é entre um homem e uma mulher” e “agora casal já não é mais de dois”. O sacerdote seguiu a leitura do material, que apresentava diferentes tipos de poliamor e algumas dicas para enxergar “o poliamor sem preconceito”. Entre essas dicas, a primeira afirmava que “é necessário desconstruir modelos tradicionais sobre afetividade e família, opondo-se principalmente a pessoas preconceituosas ligadas a religiões de cultura judaico-cristãs”. “Nisso aqui que eu queria chegar. Para vocês verem que, quando eu falo, muita gente não acredita. Sabe qual é a minha tristeza? Ninguém fala. Nós estamos hoje com uma grande fatia na Igreja dos pregadores simpáticos, não pregam mais a conversão, não tocam no assunto, não falam dessas coisas e o rebanho está todo perdido, entregue aos lobos. Se não tem um pastor que guia, quem vai mostrar o caminho?”, disse. De acordo ele, para as pessoas que defendem esses tipos de relacionamento, “quem atrapalha é a Igreja, são os cristãos. O mundo é que está lá na frente, esse pessoal [a Igreja] é retrógrado, então, tem que se opor a eles”. Outras dicas que, segundo a leitura do padre, constam no material são: levar este tema para ambientes laicos, de preferência as escolas de ensino fundamental e médio; valorizar e partilhar experiências de poliamor; buscar ajuda de profissional especializado para se abrir a uma relação não monogâmica “sem culpa, medo ou conceito de pecado”. O vídeo da homilia repercutiu nas redes sociais e, principalmente, na cidade de Divinópolis. O vereador Eduardo Azevedo compartilhou em suas redes sociais apoio ao sacerdote e também procurou o promotor de justiça Casé Fortes, “visando apurar medidas a serem tomadas em relação à denúncia apresentada pelo padre Chrystian sobre incentivo de ‘poliamor’ em escola de Divinópolis”. À ACI Digital, Azevedo disse que, como o caso foi revelado ao sacerdote sob sigilo pela família do estudante, o padre não pôde lhe revelar qual é a escola onde foi apresentado o tema do poliamor, nem quem é a psicóloga que falou aos alunos. Por isso, foi orientado pelo promotor a incentivar os pais “a observarem as cartilhas e conteúdos que seus filhos têm nas escolas”. “Caso vejam alguma coisa dessa doutrinação, nos enviem, porque sem provas cabíveis, não tem como fazer nada”, afirmou. Segundo o vereador, ele continuará procurando descobrir qual é o colégio para adotar medidas. “Mas, precisamos da iniciativa dos pais. Sei que muitos têm receio, mas será mantido sigilo sobre seus nomes e de seus filhos”. Alerta aos pais: Acompanhem seus filhos Padre Chrysian Shankar voltou a falar sobre o ensino de poliamor em escolas em um vídeo publicado no dia 21 de junho em seu Instagram . “Para as pessoas que estão muito preocupadas sobre qual é a escola, é muito mais fácil você encontrar qual não é a escola, porque a maioria das escolas hoje está entrando em cheio nesta temática com os pré-adolescentes, pervertendo a cabeça do seu filho: questões de ideologia de gênero, relacionamento aberto, amizade colorida, amor entre gerações e, agora, o poliamor”, disse. Para o padre, “uma coisa é o respeito para um adulto, alguém que tem a mente formada e escolheu viver outro tipo de sexualidade, escolheu viver a vida do jeito dele. Nós não concordamos, mas respeitamos. Outra coisa é você pegar crianças, pré-adolescentes e já ir formando a mente delas como se isso fosse a normalidade, que tanto faz ele estar namorando um, como dois, três, seis”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Padre Chrystian Shankar (@padrechrystian) Segundo o sacerdote, nas salas de aula muito se tem falado sobre preconceito e estão “tirando toda a presença de Deus, tirando toda a tradição cristã sobre a família e o casamento”. “Ninguém aqui é a favor de preconceito, mas deixem as crianças serem crianças. Deixem as crianças crescerem na pureza que Deus colocou em seus corações”, afirmou. Em seguida, questionou: “Por que esse pessoal tem tanta força e isso tem atrapalhado a vida de tantas famílias?”. Para pe. Chrystian Shankar, isso acontece por causa da “ausência sistêmica dos pais”. “Os pais precisam assumir o seu papel de pais e cuidar de seus filhos, acompanhar seus filhos, colocar filho no colo, abraçar, passear, brincar. Muitos pais não sabem nada da vida dos filhos, o que acontece na escola, o que estão vendo na internet”. Além disso, afirmou que é preciso “rezar muito”, porque atualmente, no mundo, “tudo está ao contrário: se você fala de família, você está errado; se defende o matrimônio, está errado; se quer educar seus filhos nos valores de sua família, você está errado”. Entretanto, declarou, “se continuarmos fingindo que tudo está bem, nossas famílias serão massacradas como rolo compressor”. Por isso, disse aos pais que, “se verem qualquer coisa que deponha contra a família, vocês têm o direito de ir à escola e exigir uma retratação”. “Assunto de escola é matemática, português, biologia, geografia, física, química. O que eles têm feito hoje? Têm entrado em áreas que compete à família ensinar, têm tirado os filhos da família para pervertê-los”. Para o sacerdote, ensinar conteúdos como poliamor para crianças e pré-adolescentes “como se fosse a maior normalidade, além de ser pecado é uma maldade muito grande, pervertendo aqueles que não têm condição de se defenderem ainda”. Bispo de Divinópolis, dom José Carlos de Souza Campos exige retratação O vídeo da homilia repercutiu nas redes sociais e, principalmente, na cidade de Divinópolis. Pessoas e entidades ligadas aos professores e psicólogos acusaram o sacerdote de ter ofendido essas duas classes profissionais. O bispo de Divinópolis, dom José Carlos de Souza Campos mandou o padre Chrystian Shankar se retratar de homilia proferida no dia 18 de junho em que denunciou, sem nomear, uma escola da cidade por estar ensinando sobre “poliamor” para crianças e adolescentes. Padre Shankar gravou um vídeo de retratação aos profissionais de educação e psicologia que se sentiram desrespeitados com a suposta generalização da crítica feita na homilia. “Dom José conversou comigo, sempre muito ponderado, um pai, um amigo. Ele fez a seguinte colocação: o que o senhor disse, está coberto de razão, é um assunto sério, que acontece, esta família que te procurou trouxe um problema real”, disse o sacerdote. Entretanto, afirmou que “talvez a maneira como foi dito isso causou mal-estar em certos profissionais”. Por isso, pediu desculpas e se retratou pelo modo como falou, e não sobre o conteúdo da pregação. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Padre Chrystian Shankar (@padrechrystian) Segundo nota divulgada pela assessoria de comunicação da diocese mineira ficou estabelecida a necessidade de que o padre “se retrate do modo universalizado, irreverente e pouco respeitoso com que falou dos profissionais da educação e da psicologia, mesmo que tenham suas pedagogias e abordagens próprias para seus trabalhos específicos”. A nota afirma ainda que o problema “fica localizado no modo de falar, nas referências aos sujeitos envolvidos, e não no assunto tratado, mesmo que o tema mereça muitos aprofundamentos ainda”. Nesse sentido, durante uma  live em seu Instagram no sábado, 26 de junho, o padre Shankar se retratou e pediu desculpas “por aqueles profissionais sérios, os bons profissionais que se sentiram injustamente atingidos pela minha fala”. “É lógico e claro que não foi a minha intenção. Mas, aqui a intenção não conta. Conta que me foi pedido que fizesse a retratação porque muitos entenderam que eu estava falando de todos os professores e todos os psicólogos, apesar de que o assunto era bem situado, aquela situação, aquela psicóloga, aquele professor, mas deu a entender, por interpretações diversas, que eu estava generalizando”, afirmou. O sacerdote também falou sobre a nota da diocese de Divinópolis e afirmou que muitos, ao comentá-la, prenderam-se apenas na retratação. Porém, chamou a atenção para o fato de que o mesmo documento diz que o tema abordado na homilia “toca a compreensão doutrinal da Igreja Católica acerca do amor, do relacionamento, do matrimônio, da sexualidade, da vida ” e que “há um direito institucional, constitucional e democrático de trazer a público e anunciar a verdade acerca desta matéria na ótica da fé cristã”. “A Igreja, a partir da Palavra de Deus, da sagrada tradição e do magistério eclesiástico, tem uma palavra sim”, disse Shankar. “Nós que somos cristãos católicos temos uma palavra e temos uma opinião sobre amor, relacionamento, matrimônio, sexualidade e vida. E a nossa opinião é através da ótica cristã”. Segundo ele, disso se pressupõe “que é minha obrigação, é um dever que se me impõem como sacerdote” falar sobre o assunto. “Não posso abrir mão daquilo que é meu dever de orientar o povo de Deus naquilo que tange à nossa fé cristã católica, baseada na Bíblia, no magistério da Igreja e na sagrada tradição”. Em seguida, o sacerdote disse considerar que, embora tenha feito a retratação, não era necessária, pois não foi sua intenção falar de todos os profissionais de educação e psicologia. Para ele, o que aconteceu foi “um jogo muito bem orquestrado”, no qual “conseguiram com muita maestria e inteligência desviar o foco do assunto, desviar a problemática”. “Eu assisti a alguns vídeos e ninguém toca na gravidade da matéria, ninguém toca na gravidade do que foi pregado”, afirmou. De acordo com ele, “tentaram puxar para a classe” e, assim, atrair os professores e psicólogos, desviando o foco “para o lado ideológico e político”. “Essa questão da classe dos professores e psicólogos não confere com a verdade. Um grupo se sentiu atingido e esse grupo estendeu para a classe. E qual foi o grupo que mais se sentiu atingiu? São os que defendem essa ideologia, são os que defendem este tipo de ensino escolar”, afirmou. No entanto, o sacerdote disse que teve apoio de profissionais da educação e da psicologia. “Eu recebi o telefone de quatro diretoras, mensagens de inúmeros professores louvando a atitude. Muitos psicólogos amigos que têm parceria comigo no Frei Galvão, essas pessoas não se sentiram atingidas”. Além disso, padre Chrystian Shankar falou de inúmeras parcerias que tem com professores e psicólogos em Divinópolis, apoiando o trabalho realizado por esses profissionais. Fonte: ACI Digital

  • A MISTERIOSA RELAÇÃO DOS AUTORES COM AS SUAS OBRAS

    A velha ideia da literatura como documento do espírito do autor, muito combatida pela crítica dita científica, pode ser trazida de volta sem nenhum prejuízo da leitura inteligente? Creio firmemente que sim. Independentemente do valor literário que possam ter as obras em si mesmas, nalguns casos — nos grandes gênios, principalmente, mas não só — todas elas incitam o leitor a continuar a busca, depois de lida a última página do livro, partindo no encalço do autor e seus mistérios enquanto pessoa — pessoa que crê em Deus, que Nele deixou de crer, ou que procura substituí-lo por falsos deuses. Cada obra literária é parte integrante da caminhada individual do escritor, marco de uma ascensão ou decadência, degraus pelos quais sobe ou desce na escalada moral e cognitiva. Neste sentido, um romance falho pode ser um bom “documento humano”, se tomado como parte de um conjunto maior ou marco de um caminho que avança; conjunto e caminho que só ganham sentido quando tomados em sua relação com o criador. Apesar dos diferentes movimentos de rotação que Guerra e paz e Sonata a Kreutzer (produtos do homem Tolstói) operam sobre si mesmas, enquanto obras relativamente autônomas menos ou mais bem realizadas, não dá para separá-las entre si e sobretudo da figura central e problemática de Tolstói, em torno da qual as duas transladam, continuamente, como planetas em volta do sol — um sol com mais sombras que luz, carregado de tantos equívocos pessoais, estéticos e filosóficos. Exemplos sem conta poderiam ser mencionados, de Shakespeare a Goethe, de Dante a Dostoievski, de Homero a Kafka. Não há frustração maior, para esse tipo de leitor que aprecia a relação autor/obra, do que a de não saber nada acerca do autor da Ilíada e da Odisséia , se é que possuem um autor individual. Essa intransponível ignorância muito terá contribuído, certamente, para a hipótese da autoria coletiva dessas obras, em que alguém chamado Homero não teria passado de um compilador genial de narrativas já previamente compostas. Seja como for, não foram um presente dos deuses atirado do Olimpo e caído nalgum lugar da Grécia antiga. Por maior que seja a felicidade estética provocada por uma boa encenação de Antônio e Cleópatra , queremos ver as outras peças: não sossegamos enquanto a imagem espiritual de Shakespeare não estiver desenhada com um mínimo de nitidez em nossa mente. É perfeitamente lícito e normal buscar saber mais sobre esses homens perseguidos pelo mistério da condição humana, nós que admiramos a suas obras.

  • QUANDO A ARQUITETURA É FEIA COMO O PECADO

    O jornalista Michael S. Rose, católico americano, em 2001 publicou uma obra que deve interessar a todos os que se preocupam com a arquitetura de nossas igrejas: intitula-se Ugly as sin (“Feio como o pecado”), ainda sem tradução para o português. O autor, neste livro, procurou investigar as razões pelas quais os templos católicos, por ação das novas concepções arquitetônicas impostas ao longo da segunda metade do século XX, se transformaram de lugares sagrados em meros espaços de encontro comunitário — feios, banais, pouco inspiradores —, rompendo com uma tradição multissecular de igrejas verdadeiramente com cara de igreja, facilmente reconhecíveis pelos fiéis. O autor não crê que essa mudança seja só uma questão de gosto: algo mais importante estaria em jogo. Ninguém poderia dizê-lo melhor do que um arquiteto moderno de igrejas, como o luterano Edward A. Sovik, para o qual “a arquitetura é um fator influente na vida social, e até mais do que a maioria das pessoas pode supor.” Michael S. Rose defende que a arquitetura de uma igreja afeta a maneira como os fiéis prestam culto a Deus; a maneira como eles prestam culto afeta o conteúdo de sua fé; e o modo como eles creem afeta não apenas seu relacionamento pessoal com Deus, mas a maneira como se comportam em sua vida diária. Assim, a preocupação com a forma das igrejas não é uma simples questão estética ou uma disputa de gostos: é algo que envolve a fé e, portanto, o destino eterno das pessoas. A arte religiosa nunca é pura, pois entrelaça-se visceralmente com a doutrina, os dogmas, os sacramentos, a oração, a vida moral. Um templo protestante, projetado para a pregação bíblica, a oração comunitária, a louvação e o batismo, haverá de ser obrigatoriamente distinto de um templo católico, projetado principalmente para a Missa, que é a celebração do Santo Sacrifício de Cristo. Se, numa Missa, o pão se transubstancia real e verdadeiramente em corpo, sangue, alma e divindade de Cristo, e depois é oferecido sacramentalmente ao Pai, o espaço em que tal acontecimento ocorre não poderia ser um espaço qualquer. Cada elemento e cada detalhe, num templo católico, possuíam um significado que se integrava num conjunto maior de significados, um universo que coincidia com a própria História da Salvação. Para o autor de Feio como o pecado , seriam três as leis que presidiam a construção de uma autêntica igreja católica: verticalidade, permanência e iconografia. Verticalidade: o espaço arquitetônico deve abrir-se para o alto, elevar as almas, sugerir a transcendência divina. Permanência: a construção, que aponta obrigatoriamente para a eternidade, deve ter a solidez das coisas fundadas na rocha e desafiar o próprio tempo; deve ser feita para durar, como até hoje duram certas catedrais medievais. Iconografia: tudo, no ambiente cristão, deve remeter visualmente à doutrina, aos dogmas, aos sacramentos, à oração, à vida moral, enfim, à fé tal como deve ser vivida no dia a dia. Ora, as igrejas construídas segundo os padrões modernos rompem radicalmente com essas três leis, humildemente respeitadas pelos séculos que nos precederam. E não há só desprezo por elas: muitas vezes, o que se tem visto, nas últimas décadas, é a intenção de confrontá-las, eliminando dos tempos a dimensão da verticalidade, da permanência e do ensino iconográfico. Mais ainda: procurando introduzir o feio e o abjeto da arte moderna no ambiente sagrado, criando uma “Uma nova forma de blasfêmia: a blasfêmia com pedra e cimento”, como disse certa vez Alice von Hildebrand, mulher do filósofo católico Dietrich von Hildebrand. De Michael S. Rose, que hoje vive em Cincinatti, Ohio, com a esposa e os quatro filhos, a editora Ecclesiae publicou no Brasil a obra Adeus, Homens de Deus. Como Corromperam a Igreja Católica nos EUA , sobre a barreira que bons candidatos ao sacerdócio encontram nos seminários, pelo fato de serem contrários ao progressismo dominante na Igreja atual.

  • Comunhão na mão: quando o abuso é imposto pela falta de fé

    Vivemos atualmente uma das situações mais paradoxais (e trágicas) que revelam a evidente falta de fé na Eucaristia: a imposição prática da comunhão recebida na mão com a desculpa do medo do contágio. Um temor objetivamente injustificado, já que não há raciocínio científico comprovado que sustente esta medida arbitrária que, em forma de “conselho”, deu um toque definitivo à devoção eucarística em um nível quase universal. Deixando de lado a questão científica (que apenas cito de forma adjacente), focalizo neste artigo a falta de fé no que é e deve ser o centro e a raiz de nossa doutrina: a presença real de Cristo na Eucaristia. A título de introdução, refiro-me ao seguinte documento magisterial em vigor hoje: A Instrução Redemptionis Sacramentum, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (ano 2004) afirma o seguinte: [92.] Embora cada fiel tenha sempre o direito de escolher se deseja receber a Sagrada Comunhão na boca, se quem vai receber a Comunhão deseja receber o Sacramento em suas mãos, nos locais onde se realiza a Conferência dos Bispos o permitiu, com a confirmação da Sé Apostólica, a hóstia sagrada deve ser administrada. No entanto, tome especial cuidado para que o comunicante consuma a hóstia imediatamente, na frente do ministro, e ninguém saia com as espécies eucarísticas nas mãos. Se houver perigo de profanação, não distribua a Comunhão em mãos aos fiéis. [93.] A bandeja da Comunhão dos Fiéis deve ser guardada, para evitar o perigo de queda da hóstia sagrada ou de qualquer fragmento. [94.] Não é permitido aos fiéis tomarem a hóstia consagrada ou o cálice sagrado «por si próprios, muito menos passá-los de mão em mão». Além disso, a este respeito, deve ser suprimido o abuso que os cônjuges, na Missa nupcial, administram reciprocamente a Sagrada Comunhão. Ou seja: é reconhecido o direito de cada fiel de receber a comunhão na boca. Nenhum bispo pode obrigar a recebê-lo em mãos; se puder, como de fato muitos fazem, aconselhe-o a fazê-lo. Mas um conselho nunca pode estar acima do magistério. O mesmo código de direito canônico no cânon 843 reconhece o direito do fiel de receber os sacramentos com a condição de estar na Graça de Deus e não estar sujeito à pena canônica. No entanto, a realidade cotidiana nos oferece um espetáculo paradoxal onde: 1: Em muitos templos, os fiéis são informados de que devem receber a comunhão nas mãos de maneira obrigatória. Não com base em nenhuma norma canônica, mas em uma espécie de “artigo 33” tirado da manga de quem o impõe. 2: Da mesma forma, quando um fiel, valendo-se do seu direito, abre a boca perante o ministro para receber a comunhão, recebe deste último a insolente admoestação (e humilhação pública) para pôr a mão ou mesmo parar de receber a comunhão. 3: O paradoxo de toda essa tragédia é que se refere à “obediência” à autoridade para fazer algo que é estranho à lei da qual esse poder é assumido. E é tachado de “desobediente” quem simplesmente não quer se submeter a abusos clericais por algo que, para piorar as coisas, sempre foi desencorajado e até proibido pela Igreja. Deve-se notar, na justiça, que depois de mais de UM ANO celebrar a Santa Missa diariamente nas comunidades católicas tradicionalistas (como a FSSPX, ICR … etc), bem como nas paróquias onde o direito dos fiéis de comungar em boca (e o direito DIVINO de ser bem recebido), a incidência de COVID entre esses fiéis tem sido ZERO. A mídia, em sua campanha permanente de ódio contra a verdadeira Igreja, não teve a oportunidade de fazer eco a um contágio massivo motivado por receber a Comunhão na boca. Um único caso no mundo teria bastado para, como lobos famintos, os cães da imprensa teriam lançado sua campanha letal. Penso que este abuso clerical (com a desculpa dos cobiçosos e a real intenção de deixar esta forma protestantizada de comunhão já imposta) já está suficientemente denunciado nas redes através de páginas de defesa da tradição católica. Por isso, neste artigo, quero aludir ao que talvez esteja mais escondido em toda esta loucura: a falta de fé na Eucaristia. Não afirmo que quem recebe a comunhão nas mãos carece de fé; Pelo contrário, essa fé está em profundo declínio para convergir com a “fé” protestante que apresenta a Eucaristia como um símbolo fraterno e / ou uma refeição que é compartilhada sem levar em conta essa presença real (não é um sinal ou símbolo) no corpo , sangue, alma e divindade. Dou como exemplo a atitude, quase a maioria, dos fiéis que se submetem ao abuso clerical e se submetem sem dar nenhuma importância em seu interior e priorizam a obediência ao superior (que neste caso o que ele dá é apenas “conselho” porque ele não pode dar uma ordem contrária ao mesmo direito canônico). Fiéis que pertencem aos chamados “novos movimentos leigos” que surgiram no espírito do Vaticano II, bem formados e com profunda vida interior e claro compromisso apostólico. Fiéis que se esforçam para viver a moralidade cristã e têm uma forte vida de oração. Porém, fiéis que na hora de receber a comunhão, tendo sempre feito na boca e até de joelhos, estendem hoje a mão para receber Cristo pelo simples fato de que “o bispo assim o aconselha”, “melhor seguir o conselho do que chamar a atenção ”,“ é melhor obedecer ao conselho do que montar pequenas batalhas ”… .etc. Com estes argumentos se mostra o novo paradoxo interno da Igreja que leva ao abandono da máxima reconhecida em Santo Tomás de Aquino sobre o limite da obediência, quando o ordenado é contrário a uma consciência bem formada na fé em Cristo. O conceito católico de obediência (obedecer a Deus em vez dos homens) é substituído pelo imperativo categórico de Kant (obediência devida ao superior sem qualquer limite), ao mesmo tempo que prioriza a instituição a que se pertence (o movimento leigo), elevando essa prioridade de um voluntarismo radical esvaziado de fervor: você encontra católicos da Missa diária que tomam a Comunhão nas mãos por “obediência”, mas sem dar razões para essa obediência. Junto com o exposto, fica evidente a atitude covarde e egoísta dos fiéis católicos que, por um temor (fundado ou infundado) priorizam sua saúde física pessoal à infâmia de colocar o corpo de Cristo aos pés de quem pisa as partículas sagradas que caem no chão, ou ficam presas nas luvas molhadas com sabão viscoso e vão parar no lixo … etc. Assim, maior importância e cuidado são dados à saúde pessoal do que ofender Sua Divina Majestade. Tremendo !!! Portanto, recuperemos a fé na presença real de Cristo na Eucaristia. Defendemos o direito de receber a comunhão como a própria Igreja expressa em seus atuais documentos magisteriais. Não nos deixemos enganar por um falso conceito de obediência que, paradoxalmente, imposto por aqueles que, durante meio século, quiseram acabar com a verdadeira obediência ao depósito da fé, ao dogma, à moral cristã objetiva e natural. Devemos receber a comunhão, antes de tudo, na Graça de Deus; e, estando na graça, podemos receber Cristo na boca e ajoelhar-nos diante de sua presença divina. E NINGUÉM NINGUÉM tem o direito de o impedir. E, acima de tudo e acima de tudo: digamos em alto e bom som que, de uma consciência formada, sabemos que comunicar na mão NÃO agrada a Deus, porque não recebemos a comunhão conforme aconselhado por quem quer que seja … E PONTO.

  • Comunhão na mão: quando o abuso é imposto pela falta de fé

    Vivemos atualmente uma das situações mais paradoxais (e trágicas) que revelam a evidente falta de fé na Eucaristia: a imposição prática da comunhão recebida na mão com a desculpa do medo do contágio. Um temor objetivamente injustificado, já que não há raciocínio científico comprovado que sustente esta medida arbitrária que, em forma de “conselho”, deu um toque definitivo à devoção eucarística em um nível quase universal. Deixando de lado a questão científica (que apenas cito de forma adjacente), focalizo neste artigo a falta de fé no que é e deve ser o centro e a raiz de nossa doutrina: a presença real de Cristo na Eucaristia. A título de introdução, refiro-me ao seguinte documento magisterial em vigor hoje: A Instrução Redemptionis Sacramentum, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (ano 2004) afirma o seguinte: [92.] Embora cada fiel tenha sempre o direito de escolher se deseja receber a Sagrada Comunhão na boca, se quem vai receber a Comunhão deseja receber o Sacramento em suas mãos, nos locais onde se realiza a Conferência dos Bispos o permitiu, com a confirmação da Sé Apostólica, a hóstia sagrada deve ser administrada. No entanto, tome especial cuidado para que o comunicante consuma a hóstia imediatamente, na frente do ministro, e ninguém saia com as espécies eucarísticas nas mãos. Se houver perigo de profanação, não distribua a Comunhão em mãos aos fiéis. [93.] A bandeja da Comunhão dos Fiéis deve ser guardada, para evitar o perigo de queda da hóstia sagrada ou de qualquer fragmento. [94.] Não é permitido aos fiéis tomarem a hóstia consagrada ou o cálice sagrado «por si próprios, muito menos passá-los de mão em mão». Além disso, a este respeito, deve ser suprimido o abuso que os cônjuges, na Missa nupcial, administram reciprocamente a Sagrada Comunhão. Ou seja: é reconhecido o direito de cada fiel de receber a comunhão na boca. Nenhum bispo pode obrigar a recebê-lo em mãos; se puder, como de fato muitos fazem, aconselhe-o a fazê-lo. Mas um conselho nunca pode estar acima do magistério. O mesmo código de direito canônico no cânon 843 reconhece o direito do fiel de receber os sacramentos com a condição de estar na Graça de Deus e não estar sujeito à pena canônica. No entanto, a realidade cotidiana nos oferece um espetáculo paradoxal onde: 1: Em muitos templos, os fiéis são informados de que devem receber a comunhão nas mãos de maneira obrigatória. Não com base em nenhuma norma canônica, mas em uma espécie de “artigo 33” tirado da manga de quem o impõe. 2: Da mesma forma, quando um fiel, valendo-se do seu direito, abre a boca perante o ministro para receber a comunhão, recebe deste último a insolente admoestação (e humilhação pública) para pôr a mão ou mesmo parar de receber a comunhão. 3: O paradoxo de toda essa tragédia é que se refere à “obediência” à autoridade para fazer algo que é estranho à lei da qual esse poder é assumido. E é tachado de “desobediente” quem simplesmente não quer se submeter a abusos clericais por algo que, para piorar as coisas, sempre foi desencorajado e até proibido pela Igreja. Deve-se notar, na justiça, que depois de mais de UM ANO celebrar a Santa Missa diariamente nas comunidades católicas tradicionalistas (como a FSSPX, ICR … etc), bem como nas paróquias onde o direito dos fiéis de comungar em boca (e o direito DIVINO de ser bem recebido), a incidência de COVID entre esses fiéis tem sido ZERO. A mídia, em sua campanha permanente de ódio contra a verdadeira Igreja, não teve a oportunidade de fazer eco a um contágio massivo motivado por receber a Comunhão na boca. Um único caso no mundo teria bastado para, como lobos famintos, os cães da imprensa teriam lançado sua campanha letal. Penso que este abuso clerical (com a desculpa dos cobiçosos e a real intenção de deixar esta forma protestantizada de comunhão já imposta) já está suficientemente denunciado nas redes através de páginas de defesa da tradição católica. Por isso, neste artigo, quero aludir ao que talvez esteja mais escondido em toda esta loucura: a falta de fé na Eucaristia. Não afirmo que quem recebe a comunhão nas mãos carece de fé; Pelo contrário, essa fé está em profundo declínio para convergir com a “fé” protestante que apresenta a Eucaristia como um símbolo fraterno e / ou uma refeição que é compartilhada sem levar em conta essa presença real (não é um sinal ou símbolo) no corpo , sangue, alma e divindade. Dou como exemplo a atitude, quase a maioria, dos fiéis que se submetem ao abuso clerical e se submetem sem dar nenhuma importância em seu interior e priorizam a obediência ao superior (que neste caso o que ele dá é apenas “conselho” porque ele não pode dar uma ordem contrária ao mesmo direito canônico). Fiéis que pertencem aos chamados “novos movimentos leigos” que surgiram no espírito do Vaticano II, bem formados e com profunda vida interior e claro compromisso apostólico. Fiéis que se esforçam para viver a moralidade cristã e têm uma forte vida de oração. Porém, fiéis que na hora de receber a comunhão, tendo sempre feito na boca e até de joelhos, estendem hoje a mão para receber Cristo pelo simples fato de que “o bispo assim o aconselha”, “melhor seguir o conselho do que chamar a atenção ”,“ é melhor obedecer ao conselho do que montar pequenas batalhas ”… .etc. Com estes argumentos se mostra o novo paradoxo interno da Igreja que leva ao abandono da máxima reconhecida em Santo Tomás de Aquino sobre o limite da obediência, quando o ordenado é contrário a uma consciência bem formada na fé em Cristo. O conceito católico de obediência (obedecer a Deus em vez dos homens) é substituído pelo imperativo categórico de Kant (obediência devida ao superior sem qualquer limite), ao mesmo tempo que prioriza a instituição a que se pertence (o movimento leigo), elevando essa prioridade de um voluntarismo radical esvaziado de fervor: você encontra católicos da Missa diária que tomam a Comunhão nas mãos por “obediência”, mas sem dar razões para essa obediência. Junto com o exposto, fica evidente a atitude covarde e egoísta dos fiéis católicos que, por um temor (fundado ou infundado) priorizam sua saúde física pessoal à infâmia de colocar o corpo de Cristo aos pés de quem pisa as partículas sagradas que caem no chão, ou ficam presas nas luvas molhadas com sabão viscoso e vão parar no lixo … etc. Assim, maior importância e cuidado são dados à saúde pessoal do que ofender Sua Divina Majestade. Tremendo !!! Portanto, recuperemos a fé na presença real de Cristo na Eucaristia. Defendemos o direito de receber a comunhão como a própria Igreja expressa em seus atuais documentos magisteriais. Não nos deixemos enganar por um falso conceito de obediência que, paradoxalmente, imposto por aqueles que, durante meio século, quiseram acabar com a verdadeira obediência ao depósito da fé, ao dogma, à moral cristã objetiva e natural. Devemos receber a comunhão, antes de tudo, na Graça de Deus; e, estando na graça, podemos receber Cristo na boca e ajoelhar-nos diante de sua presença divina. E NINGUÉM NINGUÉM tem o direito de o impedir. E, acima de tudo e acima de tudo: digamos em alto e bom som que, de uma consciência formada, sabemos que comunicar na mão NÃO agrada a Deus, porque não recebemos a comunhão conforme aconselhado por quem quer que seja … E PONTO.

  • Papa Francisco manifesta apoio ao Padre James Martin e seu controverso ministério ‘LGBT’

    Em uma carta pessoal, o Papa Francisco expressou apoio ao seu controverso ministério e o encorajou a “continuar assim”. O ministério do Padre Martin tornou-se cada vez mais controverso em função do seu constante afastamento da doutrina católica. Em uma carta pessoal enviada ao padre jesuíta James Martin o papa Francisco parabenizou-o por seu ministério voltado aos homossexuais e o encorajou a “continuar assim”. Martin defende o casamento para pessoas do mesmo sexo. O Catecismo da Igreja Católica diz (Nº 2357): “Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves a Tradição sempre declarou que «os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados». São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afectiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados”, conclui. A carta foi enviada a Martin “por ocasião do webinar Outreach 2021, uma conferência do Ministério Católico LGBTQ”, que aconteceu no sábado, 26 de junho. Escrita à mão em espanhol, a carta começa com um agradecimento por algumas fotos que padre Martin havia enviado ao papa. Martin publicou-a no Twitter e incluiu uma tradução para o inglês. “As fotos que ele menciona são da Missa de Confirmação do meu sobrinho no último fim de semana”, tuitou Martin.  O sobrinho de Martin usava meias com a imagem de Francisco. O papa disse que a foto das meias o “fez rir”. Em seguida o papa escreve: “Quero agradecer-lhe por seu zelo pastoral e sua capacidade de estar perto das pessoas, com a proximidade que Jesus tinha, e que reflete a proximidade de Deus” Leia também Padre Júlio Lancelloti é criticado por católicos ao promover livro LGBT durante missa “O ‘estilo’ de Deus tem três elementos: proximidade, compaixão e ternura. É assim que ele se aproxima de cada um de nós”, disse o papa. O pontífice acrescentou: “Pensando em seu trabalho pastoral, vejo que você está continuamente buscando imitar este estilo de Deus. Você é um sacerdote para todos e todas, assim como Deus é um Pai para todos e todas”. Os pronomes “todos y todas”, que não seriam necessários em espanhol, sugerem que Francisco quis insistir nos dois gêneros. Martin usou os termos “homens e mulheres” em sua versão em inglês, que ele diz ter sido “preparada por várias pessoas, inclusive um amigo argentino”. Em sua carta, o papa Francisco continuou: “Rezo para que continues assim, estando próximo, compassivo e com grande ternura”. “E eu rezo por seus fiéis, seu ‘rebanho’ e todos aqueles que o senhor coloca aos seus cuidados, para que os proteja e os faça crescer no Amor de Nosso Senhor Jesus Cristo”, escreveu ele. Leia também Cristãos promovem boicote ao Burger King após publicidade LGBT envolvendo crianças “Que a mensagem calorosa do Santo Padre encoraje e inspire todos aqueles na igreja que ministram aos católicos LGBTQ e, além disso, lembra as pessoas LGBTQ em todo o mundo da ‘proximidade, compaixão e ternura de Deus'”, disse o padre Martin em um post no Facebook no domingo, 27 de junho. O padre Martin vem se distanciando da doutrina católica sobre o homossuxualismo. Em 2017, depois que ele publicou Building a Bridge (“Construindo uma ponte: Como a Igreja Católica e a Comunidade LGBT podem entrar em uma relação de respeito, compaixão e sensibilidade”, em tradução livre), padre Martin afirmou em um artigo do Washington Post: “enquanto escrevia o livro, eu sabia que seria um tema um tanto controverso, mesmo tendo o cuidado de permanecer bem dentro dos limites do ensino da Igreja”. “Minhas reflexões, que podem ser resumidas como um chamado ao respeito de ambos os lados, foram baseadas no evangelho e no chamado do Catecismo para que a Igreja tratasse ‘pessoas homossexuais’ com ‘respeito, compaixão e sensibilidade'”, escreveu ele. Em 30 de maio deste ano, comentando sobre o casamento católico do primeiro-ministro britânico Boris Johnson, padre Martin lamentou que casais do mesmo sexo não possam ter acesso ao sacramento do matrimônio. Em relação ao casamento na Igreja de Johnson, duas vezes divorciado de sua namorada que estava grávida de seu filho, Martin desejava “que a mesma misericórdia e compaixão que foi oferecida” a Johnson e sua noiva, “reconhecendo sua vida complexa”, pudesse “também ser estendida aos casais de mesmo sexo que são católicos da vida toda”. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? A conferência Outreach 2021 foi organizada pelo ministério New Ways, declarado um ministério não-católico pela conferência nacional dos bispos dos EUA em 2010. No evento foi exibido o documentário “Building a Bridge” que retrata o padre Martin como um pioneiro heroico do cuidado pastoral com homossexuais. O documentário tem como produtor executivo o diretor premiado com o Oscar, Martin Scorcese. Fonte: ACI Digital Leia a tradução da carta completa do Papa a James Martin, que o próprio jesuíta postou em sua conta no Twitter: R. P. James Martin, S. J. Querido irmão, Obrigado pela sua correspondência e pelas fotos. Agradeça ao seu sobrinho por sua bondade comigo e por ter escolhido o nome de Francisco… e parabenizá-lo pelas meias… isso me fez rir. Diga a ele que rezo por ele e que, por favor, faça isso por mim. Em relação ao seu PD, quero agradecer por seu zelo pastoral e sua capacidade de estar perto das pessoas, com essa proximidade que Jesus tinha e que reflete a proximidade de Deus. Nosso Pai do Céu se aproxima com amor de cada um de seus filhos, cada um deles. O coração dele está aberto a todos. O “estilo” de Deus tem três características: proximidade, compaixão e ternura. É assim que ele se aproxima de cada um de nós. Pensando no seu trabalho pastoral, vejo que você continuamente procura imitar o estilo de Deus. Você é um padre para todos, assim como Deus é o Pai de todos. Rezo para que continue assim, sendo próximo, compassivo e muito terno. E rezo por seus fiéis, seu “paroquiano”, todos aqueles que o Senhor coloca em você para cuidar deles, protegê-los, cultivá-los no amor de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por favor, não se esqueça de rezar por mim. Que Jesus abençoe você e a Santa Virgem cuide de você. Fraternalmente Francisco

  • Papa Francisco manifesta apoio ao Padre James Martin e seu controverso ministério ‘LGBT’

    Em uma carta pessoal, o Papa Francisco expressou apoio ao seu controverso ministério e o encorajou a “continuar assim”. O ministério do Padre Martin tornou-se cada vez mais controverso em função do seu constante afastamento da doutrina católica. Em uma carta pessoal enviada ao padre jesuíta James Martin o papa Francisco parabenizou-o por seu ministério voltado aos homossexuais e o encorajou a “continuar assim”. Martin defende o casamento para pessoas do mesmo sexo. O Catecismo da Igreja Católica diz (Nº 2357): “Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves a Tradição sempre declarou que «os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados». São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afectiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados”, conclui. A carta foi enviada a Martin “por ocasião do webinar Outreach 2021, uma conferência do Ministério Católico LGBTQ”, que aconteceu no sábado, 26 de junho. Escrita à mão em espanhol, a carta começa com um agradecimento por algumas fotos que padre Martin havia enviado ao papa. Martin publicou-a no Twitter e incluiu uma tradução para o inglês. “As fotos que ele menciona são da Missa de Confirmação do meu sobrinho no último fim de semana”, tuitou Martin.  O sobrinho de Martin usava meias com a imagem de Francisco. O papa disse que a foto das meias o “fez rir”. Em seguida o papa escreve: “Quero agradecer-lhe por seu zelo pastoral e sua capacidade de estar perto das pessoas, com a proximidade que Jesus tinha, e que reflete a proximidade de Deus” Leia também Padre Júlio Lancelloti é criticado por católicos ao promover livro LGBT durante missa “O ‘estilo’ de Deus tem três elementos: proximidade, compaixão e ternura. É assim que ele se aproxima de cada um de nós”, disse o papa. O pontífice acrescentou: “Pensando em seu trabalho pastoral, vejo que você está continuamente buscando imitar este estilo de Deus. Você é um sacerdote para todos e todas, assim como Deus é um Pai para todos e todas”. Os pronomes “todos y todas”, que não seriam necessários em espanhol, sugerem que Francisco quis insistir nos dois gêneros. Martin usou os termos “homens e mulheres” em sua versão em inglês, que ele diz ter sido “preparada por várias pessoas, inclusive um amigo argentino”. Em sua carta, o papa Francisco continuou: “Rezo para que continues assim, estando próximo, compassivo e com grande ternura”. “E eu rezo por seus fiéis, seu ‘rebanho’ e todos aqueles que o senhor coloca aos seus cuidados, para que os proteja e os faça crescer no Amor de Nosso Senhor Jesus Cristo”, escreveu ele. Leia também Cristãos promovem boicote ao Burger King após publicidade LGBT envolvendo crianças “Que a mensagem calorosa do Santo Padre encoraje e inspire todos aqueles na igreja que ministram aos católicos LGBTQ e, além disso, lembra as pessoas LGBTQ em todo o mundo da ‘proximidade, compaixão e ternura de Deus'”, disse o padre Martin em um post no Facebook no domingo, 27 de junho. O padre Martin vem se distanciando da doutrina católica sobre o homossuxualismo. Em 2017, depois que ele publicou Building a Bridge (“Construindo uma ponte: Como a Igreja Católica e a Comunidade LGBT podem entrar em uma relação de respeito, compaixão e sensibilidade”, em tradução livre), padre Martin afirmou em um artigo do Washington Post: “enquanto escrevia o livro, eu sabia que seria um tema um tanto controverso, mesmo tendo o cuidado de permanecer bem dentro dos limites do ensino da Igreja”. “Minhas reflexões, que podem ser resumidas como um chamado ao respeito de ambos os lados, foram baseadas no evangelho e no chamado do Catecismo para que a Igreja tratasse ‘pessoas homossexuais’ com ‘respeito, compaixão e sensibilidade'”, escreveu ele. Em 30 de maio deste ano, comentando sobre o casamento católico do primeiro-ministro britânico Boris Johnson, padre Martin lamentou que casais do mesmo sexo não possam ter acesso ao sacramento do matrimônio. Em relação ao casamento na Igreja de Johnson, duas vezes divorciado de sua namorada que estava grávida de seu filho, Martin desejava “que a mesma misericórdia e compaixão que foi oferecida” a Johnson e sua noiva, “reconhecendo sua vida complexa”, pudesse “também ser estendida aos casais de mesmo sexo que são católicos da vida toda”. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? A conferência Outreach 2021 foi organizada pelo ministério New Ways, declarado um ministério não-católico pela conferência nacional dos bispos dos EUA em 2010. No evento foi exibido o documentário “Building a Bridge” que retrata o padre Martin como um pioneiro heroico do cuidado pastoral com homossexuais. O documentário tem como produtor executivo o diretor premiado com o Oscar, Martin Scorcese. Fonte: ACI Digital Leia a tradução da carta completa do Papa a James Martin, que o próprio jesuíta postou em sua conta no Twitter: R. P. James Martin, S. J. Querido irmão, Obrigado pela sua correspondência e pelas fotos. Agradeça ao seu sobrinho por sua bondade comigo e por ter escolhido o nome de Francisco… e parabenizá-lo pelas meias… isso me fez rir. Diga a ele que rezo por ele e que, por favor, faça isso por mim. Em relação ao seu PD, quero agradecer por seu zelo pastoral e sua capacidade de estar perto das pessoas, com essa proximidade que Jesus tinha e que reflete a proximidade de Deus. Nosso Pai do Céu se aproxima com amor de cada um de seus filhos, cada um deles. O coração dele está aberto a todos. O “estilo” de Deus tem três características: proximidade, compaixão e ternura. É assim que ele se aproxima de cada um de nós. Pensando no seu trabalho pastoral, vejo que você continuamente procura imitar o estilo de Deus. Você é um padre para todos, assim como Deus é o Pai de todos. Rezo para que continue assim, sendo próximo, compassivo e muito terno. E rezo por seus fiéis, seu “paroquiano”, todos aqueles que o Senhor coloca em você para cuidar deles, protegê-los, cultivá-los no amor de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por favor, não se esqueça de rezar por mim. Que Jesus abençoe você e a Santa Virgem cuide de você. Fraternalmente Francisco

  • A ASSÉPTICA REVOLTA GNÓSTICA NA ARTE DE OSCAR NIEMEYER

    O arquiteto Oscar Niemeyer “bateu as botas” com cento e quatro anos. Autoproclamava-se um revoltado, e assim morreu em 2012: comunista com muito orgulho. De formação católica, criado por avós muito religiosos que até mandavam celebrar missa em casa — havia uma capelinha no lar dos Niemeyer —, um dia perdeu a fé e livrou-se dos valores do cristianismo que considerava mais incompatíveis com a mentalidade moderna, conservando, no entanto, a solidariedade, única justificativa, segundo ele, para uma vida tão rápida e injusta, em que o ser humano estaria completamente abandonado. Era um gnóstico sem religiosidade. Niemeyer não sabia, porém, se o mais importante fosse insistir na insignificância do homem, pequeno demais ante a grandeza do universo, ou espantar-se com a fantástica inteligência humana, capaz de tanta ciência e tanta arte, dono de uma admirável imprevisibilidade. Viveu toda a vida como joguete dessa vertiginosa oscilação entre a sordidez (detestava dinheiro, ainda que trabalhasse para ricos) e o maravilhoso (gostemos ou não do seu estilo, era um artista), sem perceber o nexo sutil que unia as duas pontas da existência — uma das funções da arte, talvez a mais sublime, é lutar contra as trevas —, acreditando infantilmente que o comunismo pudesse eliminar a primeira (a sordidez humana) e instaurar o reinado definitivo do segundo (o maravilhoso). Deus o amava tanto, que lhe deu cento e quatro longos anos, na esperança de que se convertesse e voltasse ao Cristo da infância, o Cristo da capelinha doméstica da casa dos avós, para o qual o amor ao próximo era umbilicalmente dependente do amor de Deus, sendo impossível uma solidariedade entre homens que não tivesse por fundamento a vontade revelada do Criador. Contudo, esse homem centenário continuava gnosticamente revoltado, empenhado em substituir o Deus verdadeiro por um deus ideologicamente construído. Um de seus últimos projetos, elaborado alguns anos antes da grande viagem que faria à eternidade, foi uma obra “religiosa”: a capela de Santa Clara, inaugurada, em 2008, como parte das comemorações do centenário do arquiteto. Foi construída numa fazenda de propriedade de outro famoso gnóstico, o liberal progressista Roberto Irineu Marinho, presidente da Rede Globo — que aliás ganhou de presente o projeto (os gnósticos se entendem muito bem) —, e situa-se na Serra da Mantiqueira, a 1.350 metros de altitude, próximo à mineira Poços de Caldas, na mesma Minas Gerais que ostenta a mais valiosa coleção de capelas e igrejas do período barroco. Já virou ponto turístico. Um sacerdote ali vem, uma vez por mês, partilhar com os empregados da fazenda a palavra de Deus e o pão eucarístico no banquete comunitário, como costuma ser definida atualmente a Missa católica. Mas como celebrar o santo sacrifício de Cristo — que é como a Igreja sempre definiu esse sacramento — no espaço desenhado pelo arquiteto Niemeyer? Lembrando mais um disco-voador pousado no topo de uma colina, o interior da capela é totalmente branco, certamente sugerido pelo nome da santa à qual é dedicada a obra. Ao fundo, num plano discretamente superior ao resto do ambiente, há uma mesa de madeira coberta pela habitual toalha branca, que funciona como altar (um altar moderno, pós-Vaticano II). A parede ovalada, atrás, é toda decorada com um desenho sumariamente “primitivista” (também do arquiteto) em que uma pessoa contempla o universo. Entre os rabiscos que sugerem astros, uma cruz que mais lembra um sinal de adição; é o único indício, na capela, da Paixão de Cristo. A única imagem sacra é a de Santa Clara, e os bancos não têm genuflexório. É, sem dúvida, um ambiente simpático e agradável para o descanso de turistas montanheses, mas não para celebrar o sacrifício redentor de Cristo. Funciona mais como posto de observação da paisagem, com seus morros ao longe e o cafezal da fazenda no pé da serra. O lugar parece conter todos os ingredientes para se transformar em centro de peregrinação panteísta. Pense-se nas palavras do próprio arquiteto, gravada atrás da porta de entrada, explicando o desenho: “Trata-se de um homem a olhar, surpreso, este universo fantástico que nos cerca. Neste, uma cruz se destaca a lembrar, aos que chegam, a ideia de Deus que tudo criou”. O teólogo revisionista Niemeyer, com a sem-cerimônia própria dos gnósticos, ousou eliminar da cruz o sentido sacrificial. Um dos sonhos do comunismo, e das demais ideologias ditas progressistas, é a substituição do Deus que se fez homem pelo homem que quer ser deus. De certo modo, essa troca se deu muito naturalmente naquele belo lugar da Serra da Mantiqueira, criado por Deus (que os liberais progressistas da maçonaria preferem chamar de “grande arquiteto do universo”), mas cuja beleza foi agora aperfeiçoada pela criação de outro arquiteto, aperfeiçoador das incompletudes divinas: inicialmente batizada de “capelinha de Santa Clara”, hoje é mais conhecida como “capelinha do Niemeyer”. É para ali que os turistas se dirigem para, se quiserem, “adorar” um dos gênios da arquitetura moderna, que como marxista-hegeliano acreditava que o papel da humanidade fosse o de levar Deus à sua plenitude.

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