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- Padre aciona polícia contra carnaval que interrompeu Missa de Páscoa
Arquidiocese solta notas de repúdio contra eventos na Semana Santa; pároco da cidade precisou solicitar apoio da PM para continuar a celebração O administrador paroquial da paróquia Santo Amaro, em Paripueira (AL), padre Lídio José Torres, precisou pedir ajuda da Polícia Militar para encerrar um bloco de carnaval próximo à igreja no horário da Vigília Pascal, no sábado (16). Em nota, a arquidiocese de Maceió (AL), a que pertence a paróquia, classificou a realização do evento como “afronta ao povo católico”. O próprio padre Lídio Torres gravou um vídeo do momento em que foi falar com os policiais para pedir que o show da banda ‘É o Tchan’ fosse encerrado, pois a celebração da Vigília Pascal já estava atrasada por causa do carnaval fora de época. “Eu vou até o trio agora que quer atrapalhar a Páscoa da gente. Pediria a oração de vocês”, disse o sacerdote no início do vídeo. O padre, então, se aproximou dos policiais e pediu ajuda para que pudesse “conseguir celebrar a missa”. A celebração estava marcada para 20h e, às 20h40, o trio elétrico ainda estava na rua da igreja. Por isso, alguns fiéis já estavam indo embora. Ao final do vídeo, o sacerdote pediu que houvesse “respeito à comunidade católica”, disse ele. “Era preciso que a gente pudesse dizer alguma coisa. Até que horas ia ficar esperando aqui com mais de 500 pessoas para celebrar a Páscoa?” Na segunda-feira (18), padre Lídio Torre, publicou uma nota de esclarecimento nas redes sociais da paróquia e disse que, quando teve conhecimento da realização do show, procurou o prefeito para falar das “dificuldades que o evento poderia acarretar para a missa da Vigília Pascal”. Por isso, ficou definido que o show seria encerrado às 19h, o que não aconteceu. Segundo ele, após tentativas infrutíferas de contato com o prefeito, “não restou alternativa senão” ir falar com a Polícia Militar. “A pedido dos católicos e sob pressão do cancelamento da Santa Vigília Pascal, buscou-se o apoio policial para interlocução, já que, do que foi informado, a banda desconhecia o horário de encerramento da apresentação”, disse, destacando que o problema foi solucionado. Leia também Bispo faz grave alerta: Carnaval não combina com Jesus Cristo A prefeitura de Paripueira disse que houve um atraso por causa de um problema no trio elétrico, mas que, assim que a organização foi procurada pelo padre, o evento foi encerrado. Além disso, afirmou que foram tomados “os cuidados necessários para evitar qualquer incômodo para a igreja e os fiéis”. A prefeitura disse ainda que “ofertou toda a estrutura (como tendas, som, iluminação e etc) para que a programação religiosa fosse realizada e que jamais faria qualquer coisa que pudesse prejudicar o momento de fé e devoção”. Em sua nota, padre Lídio Torres registrou que a paróquia recebe o apoio da prefeitura local na realização de suas ações, “sobretudo recentemente para a encenação da Paixão de Cristo e celebração das solenidades festivas”. Por isso, afirmou que “não condizem com a realidade dos fatos” afirmações veiculadas “de que a gestão municipal atuou deliberadamente para prejudicar os festejos pascais”. Leia também O que significa o apoio de religiosos à exposição de símbolos cristãos no Carnaval? “A paróquia entende ser função do gestor equilibrar os interesses da população, entretenimento e exercício do culto. E foi justamente para que o direito de celebração de culto fosse respeitado e para fazer valer o próprio apoio da prefeitura (na conciliação de ambos os eventos) que agiu a paróquia de Santo Amaro”, declarou padre Torres. O arcebispo de Maceió, dom Antônio Muniz Fernandes, publicou nota e que lamenta “a total afronta ao povo católico e às Igrejas perpetrada pela prefeitura municipal de Paripueira, ao promover carnaval fora de época exatamente na Semana Maior para os cristãos”. “Certamente os mesmos homens e mulheres públicos e políticos, que autorizaram esse evento e tantos outros semelhantes, chegarão as nossas portas para pedir votos no próximo pleito eleitoral. Saberemos responder com a ajuda de Deus e a orientação da Igreja a essa vil e covarde atitude”, afirmou o arcebispo. Fonte: ACI Digital Leia também FORMAÇÃO ESPECIAL: O CARNAVAL E A COLHEITA MALDITA
- STJ encerra processo e inocenta padre Robson
O processo contra padre Robson é arquivado definitivamente pelo STJ. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) emitiu, nesta segunda-feira (18), certidão de trânsito em julgado para o processo que o Ministério Público de Goiás movia contra o padre Robson de Oliveira, ex-reitor da Basílica de Trindade. O documento põe fim ao caso e inocenta o religioso das acusações formuladas contra ele. Em outubro de 2020, os desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás entenderam que não havia indícios que comprovassem a materialidade dos crimes apontados pelo MP-GO. O processo criminal foi trancado no TJ e, depois, foi a vez do inquérito civil público. Leia também Comunhão Sacrílega, o pior crime que alguém pode cometer Após o episódio, os promotores formularam pedidos para que as ações fossem reabertas, mas o desembargador Olindo Menezes afastou todas as tentativas. A última aconteceu no dia 15 de março deste ano e foi analisada pela turma do STJ. O advogado de defesa de Padre Robson comemorou o fim do processo. Ele reforçou ainda que não houve crimes na gestão do padre e que a decisão confirma isso. Padre Robson de Oliveira foi afastado de suas funções na Associação Filhos do Pai eterno (Afipe) após ser deflagrada a operação contra ele em agosto de 2020. Também está temporariamente afastado do uso de ordens, por decreto do então arcebispo de Goiânia (GO), dom Washington Cruz. A Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas) também o proibiu temporariamente de celebrar os sacramentos e de realizar programas de rádio, TV ou internet, com a intenção de tentar proteger a boa reputação da Igreja, do próprio padre e evitar escândalos. Em entrevista ao programa Chega pra Cá, do jornal O Popular, em 12 de março, o atual arcebispo de Goiânia, dom João Justino, disse que o caso também está sendo investigado em um processo canônico. “A Igreja tem um direito próprio, até um direito penal. E a Igreja precisa entender o que aconteceu. Muitas pessoas foram ouvidas no processo canônico. Está em curso”, declarou. Dom Justino tomou posse como arcebispo de Goiânia há cerca de dois meses. Ele contou que já se encontrou com padre Robson de Oliveira, conversou com outras pessoas e viu alguns documentos sobre o caso. Segundo o arcebispo, as decisões devem ser tomadas em conjunto com os redentoristas. “Eu não posso dizer ‘padre Robson, volte’, sem que a ordem se manifeste. E eles também não podem dizer ‘volte’, sem que eu seja ouvido. Temos aí uma situação em que precisamos entender e esclarecer algumas coisas, reconhecemos que foi um momento muito difícil para o próprio padre Robson, para a congregação redentorista, para o arcebispo dom Washington, para a diocese. Dada a delicadeza da situação, é preciso agora trilhar um caminho em que a gente não cometa novos equívocos”, disse dom Justino. Leia também Bispos e padres revolucionários começam a sofrer oposição dos católicos dentro da Igreja Sobre o Padre Robson Nascido em Trindade no dia 26 de abril de 1974, ingressou no seminário aos 14 anos, e foi ordenado aos 24 anos. Exerceu dois anos de trabalho na Pastoral de Vocações e na formação de jovens para a vida religiosa no seminário e depois foi para a Europa, primeiramente para a Irlanda e depois para Roma, onde fez seu mestrado em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano. Ao voltar de Roma tornou-se reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno. Leia também Padre impede culto de umbanda dentro de Igreja Católica e é acusado de discriminação. Assista o vídeo… #PadreRobsondeOliveira
- STJ encerra processo e inocenta padre Robson
O processo contra padre Robson é arquivado definitivamente pelo STJ. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) emitiu, nesta segunda-feira (18), certidão de trânsito em julgado para o processo que o Ministério Público de Goiás movia contra o padre Robson de Oliveira, ex-reitor da Basílica de Trindade. O documento põe fim ao caso e inocenta o religioso das acusações formuladas contra ele. Em outubro de 2020, os desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás entenderam que não havia indícios que comprovassem a materialidade dos crimes apontados pelo MP-GO. O processo criminal foi trancado no TJ e, depois, foi a vez do inquérito civil público. Leia também Comunhão Sacrílega, o pior crime que alguém pode cometer Após o episódio, os promotores formularam pedidos para que as ações fossem reabertas, mas o desembargador Olindo Menezes afastou todas as tentativas. A última aconteceu no dia 15 de março deste ano e foi analisada pela turma do STJ. O advogado de defesa de Padre Robson comemorou o fim do processo. Ele reforçou ainda que não houve crimes na gestão do padre e que a decisão confirma isso. Padre Robson de Oliveira foi afastado de suas funções na Associação Filhos do Pai eterno (Afipe) após ser deflagrada a operação contra ele em agosto de 2020. Também está temporariamente afastado do uso de ordens, por decreto do então arcebispo de Goiânia (GO), dom Washington Cruz. A Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas) também o proibiu temporariamente de celebrar os sacramentos e de realizar programas de rádio, TV ou internet, com a intenção de tentar proteger a boa reputação da Igreja, do próprio padre e evitar escândalos. Em entrevista ao programa Chega pra Cá, do jornal O Popular, em 12 de março, o atual arcebispo de Goiânia, dom João Justino, disse que o caso também está sendo investigado em um processo canônico. “A Igreja tem um direito próprio, até um direito penal. E a Igreja precisa entender o que aconteceu. Muitas pessoas foram ouvidas no processo canônico. Está em curso”, declarou. Dom Justino tomou posse como arcebispo de Goiânia há cerca de dois meses. Ele contou que já se encontrou com padre Robson de Oliveira, conversou com outras pessoas e viu alguns documentos sobre o caso. Segundo o arcebispo, as decisões devem ser tomadas em conjunto com os redentoristas. “Eu não posso dizer ‘padre Robson, volte’, sem que a ordem se manifeste. E eles também não podem dizer ‘volte’, sem que eu seja ouvido. Temos aí uma situação em que precisamos entender e esclarecer algumas coisas, reconhecemos que foi um momento muito difícil para o próprio padre Robson, para a congregação redentorista, para o arcebispo dom Washington, para a diocese. Dada a delicadeza da situação, é preciso agora trilhar um caminho em que a gente não cometa novos equívocos”, disse dom Justino. Leia também Bispos e padres revolucionários começam a sofrer oposição dos católicos dentro da Igreja Sobre o Padre Robson Nascido em Trindade no dia 26 de abril de 1974, ingressou no seminário aos 14 anos, e foi ordenado aos 24 anos. Exerceu dois anos de trabalho na Pastoral de Vocações e na formação de jovens para a vida religiosa no seminário e depois foi para a Europa, primeiramente para a Irlanda e depois para Roma, onde fez seu mestrado em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano. Ao voltar de Roma tornou-se reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno. Leia também Padre impede culto de umbanda dentro de Igreja Católica e é acusado de discriminação. Assista o vídeo… #PadreRobsondeOliveira
- TRISTE PÁSCOA PARA A UCRANIA – Bernard Anthony
Estive em Paris na semana passada para alguns encontros emocionantes. O primeiro foi com Philippe Naumiak, um dos nossos amigos ucranianos, peregrino de Chartres. É autor de um livro comovente e, aliás, muito bem escrito, com prefácio de Stéphane Courtois (autor do Livro Negro do Comunismo ) e posfácio do historiador católico Didier Rance (ex-diretor francês do Ajuda à Igreja que Sofre – ACN – e professor na Universidade Católica de Lviv na Ucrânia) O título do livro: Ucrânia 1933: Holodomor . Lemos, no livro, os testemunhos de seu pai e outros sobreviventes do Holodomor, o “genocídio pela fome” realizado por Stalin. Putin proibiu na Rússia a associação “Memorial”, criada principalmente pelo acadêmico Sakharov para salvaguardar a memória do Gulag e dos extermínios cometidos pela Tchéka [polícia política do comunismo soviético]. Mas o que Putin quer fazer com a Ucrânia? Para saber um pouco sobre isto, leia-se o livro Entendendo o poutinismo – Para sair da mentira , de Françoise Thom (professora de história da Universidade de Paris-Sorbonne, especialista em URSS e Rússia pós-comunista), e ainda Na cabeça de Vladimir Poutine , de Michel Eltchaninoff (prof. associado e doutor em filosofia). Esses dois livros mostram quem Putin realmente é e que seu plano para a Ucrânia não é outro senão esmagá-la à maneira soviética: com a submissão das Igrejas Ortodoxas do Patriarcado de Kiev à palmatória do Patriarcado de Moscou (liderado pelo Patriarca Cirilo, putinolatra incondicional, acérrimo defensor da guerra de conquista da Ucrânia) e o esmagamento do vívido catolicismo ucraniano com seus cinco milhões de seguidores. (…) É o mesmo Putin que restaurou, na Rússia, o culto idólatra do seu modelo Stalin, e que restabeleceu, desde 20 de dezembro de 1999, em Lubyanka, através do FSB (herdeira da Tcheka e da KGB), a glorificação de Felix Dzerzhinsky, o fundador satânico da Tcheka, que costumava ordenar aos seus muitos torturadores, a quem ele mesmo tinha o cuidado de selecionar, que “fizessem sofrer o máximo possível pelo maior tempo possível”… http://www.bernard-antony.com/2022/04/tristes-paques-pour-lukraine.html
- Filme de Nossa Senhora de Fátima ocupa TOP 10 em plataforma de Streaming
No de Páscoa, o filme Fátima – A História de um Milagre, uma grande produção que estreou há pouco tempo, ficou entre os TOP 10 no Brasil. Conheça mais sobre o filme e descubra como assistir… O filme “ Fátima – a história de um milagre ” que estreou nos cinemas do Brasil no ano passado, já está disponível para aos assinantes da plataforma de streaming Amazon Prime Vídeo , e neste final de semana ficou no TOP 10. O longa-metragem conta com a direção de Marco Pontecorvo, que também foi diretor de fotografia de episódios das séries “Game of Thrones” e “Roma”. A trilha sonora conta a canção “Gratia Plena”, interpretada pelo tenor católico Andrea Bocelli. Fátima – a história de um milagre “Fátima – a história de um milagre” é uma coprodução realizada nos Estados Unidos, Itália e Portugal. O filme conta a história de Lúcia, Francisco e Jacinta, os três pastorinhos que viram Nossa Senhora em Fátima, Portugal. O drama narra a saga das crianças para convencer as pessoas sobre a veracidade das aparições. Muitos duvidavam dos testemunhos e das mensagens de Nossa Senhora. Outros, entretanto, partiram em peregrinação ao local das aparições, na esperança de presenciar um milagre. Vale dizer que, na época, o mundo vivia o pesadelo da Primeira Guerra Mundial e a iminência de uma pandemia (Gripe espanhola). Inspirado nas memórias da Irmã Lúcia, o filme recebeu uma carta de felicitação pelo projeto assinada pelo reitor do Santuário de Nossa Senhora de Fátima. A plataforma Amazon Prime Vídeo é conhecida por ser uma das mais baratas entre as gigantes e é possível experimentar por 30 dias grátis . Clique aqui para assistir ou assinar na plataforma da Amazon Prime Vídeo. Assista o trailer abaixo: O Filme também está disponível para alugar na plataforma do YouTube. Clique aqui se preferir alugar. #Filmes
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- A LUTA DOS GLOBALISTAS CONTRA CRISTO E SUA IGREJA
Convidamos a todos para assistir a formação ao vivo que acontecerá hoje (10/04) às 21h. TEMA: A LUTA DOS GLOBALISTAS CONTRA CRISTO E SUA IGREJA Esquerda revolucionária a serviço do Anticristo e a reação dos católicos conscientes 👉 Clique aqui para assistir o vídeo: #Formaçõesaovivo #PadreRodrigoMaria
- A LUTA DOS GLOBALISTAS CONTRA CRISTO E SUA IGREJA
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- VER E ACREDITAR – Scott Hahn medita sobre o Domingo da Páscoa
Jesus não é visível de maneira alguma. No entanto, o Evangelho de hoje nos diz que Pedro e João “viram e creram”. O que eles viram? Lençóis no chão, num túmulo vazio. Talvez tenha sido isso que os convenceu de que Ele não tinha sido levado por ladrões, que normalmente roubavam os caros lençóis sepulcrais e deixavam os corpos. No entanto, é notória a repetição — sete vezes em nove versículos — da palavra “túmulo”. Eles viram o túmulo vazio e acreditaram na promessa que Ele lhes fizera: Deus O ressuscitaria no terceiro dia. A primeira leitura de hoje nos diz que os apóstolos foram escolhidos para serem Suas testemunhas. Cristo lhes deu a tarefa de “pregar e testemunhar”, a todos, aquilo que tinham visto, desde a Sua unção com o Espírito Santo no rio Jordão, até o episódio do sepulcro vazio. Além de sua própria experiência, os apóstolos foram instruídos nos mistérios da economia divina, ou seja, nos planos de salvação de Deus: aprenderam tudo o que os profetas haviam testemunhado sobre Ele (Lc 24, 24,44). Agora, eles podiam “compreender as Escrituras” e nos ensinar o que Jesus lhes tinha dito: que Ele era a “pedra angular” rejeitada pelos construtores, cuja ressurreição e exaltação já tinha sido profetizada pelo Salmo de hoje (Lc 20,17; Mt 21, 42; Atos 4,11). Nós somos os filhos das testemunhas apostólicas. É por isso que continuamos a nos reunir logo cedo, na manhã do primeiro dia da semana, para celebrar esta “festa do túmulo vazio” e agradecer pelo “Cristo nossa vida” (como Ele é chamado na Epístola de hoje). Tendo sido batizados em sua Morte e Ressurreição, vivemos a vida divina do Cristo ressuscitado: nossas vidas estão “ocultas com Cristo em Deus”. Também somos, agora, Suas testemunhas. No entanto, testemunhamos coisas que não vimos, mas nas quais acreditamos. Procuramos, entre as coisas da terra, o que está acima delas. O que os Apóstolos testemunharam, nós agora vivemos em memorial. Como eles, comemos e bebemos, no altar, junto do Senhor ressuscitado. E esperamos, confiantes no que os apóstolos nos anunciaram, o dia em que estaremos “juntamente com Ele na glória”. https://stpaulcenter.com/seeing-and-believing-scott-hahn-reflects-on-easter-sunday/
- No tempo pascal o Angelus dá lugar ao Regina Caeli
Esta oração é rezada durante o tempo pascal, nos outros tempos litúrgicos os cristãos rezam o Ângelus. Durante o tempo pascal, a Igreja se une em alegria por meio da oração do Regina Coeli (pronuncia-se “Redgína Tchéli“, que quer dizer “Rainha do Céu”), junto à Mãe de Deus, pela Ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, acontecimento que marca o maior mistério da fé católica. A oração da antífona do Regina Coeli foi estabelecida pelo Papa Bento XIV em 1742 e substitui durante o tempo pascal, da celebração da ressurreição até o dia de Pentecostes, a oração do Ângelus cuja meditação central é o mistério da Encarnação. Assim como o Ângelus, o Regina Coeli é rezado três vezes ao dia: ao amanhecer, ao meio dia e ao entardecer como uma forma de consagrar o dia a Deus e à Virgem Maria. Não se conhece o autor desta composição litúrgica que remonta ao século XII e era repetido pelos Frades Menores Franciscanos depois das completas na primeira metade do século seguinte popularizando-a e difundindo-a por todo mundo cristão. O “convite à alegria” (Alegrai-Vos) que a Igreja dirige à Mãe pela ressurreição do Filho recorda e depende do “convite à alegria” (“Alegra-te, cheia de graça”: Lc 1, 28) que Gabriel dirigiu à humilde Serva do Senhor, chamada a ser mãe do Messias salvador. PortuguêsLatimV/. Rainha do Céu, alegrai-Vos, aleluia. R/. Porque quem merecestes trazer em vosso seio, aleluia. V/. Ressuscitou como disse, aleluia. R/. Rogai a Deus por nós, aleluia. V/. Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, aleluia. R/. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia. Oremos. Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei- -nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.V/ Regína Cæli, lætáre, alleluia; R/ Quia quem meruísti portáre, alleluia; V/ Resurréxit, sicut dixit, alleluia; R/ Ora pro nóbis Deum, alleluia. V/ Gaude et lætáre, Virgo Maria, alleluia. R/ Quia surréxit Dóminus vere, alleluia. Oremus. Deus, qui per resurrectiónem Filii tui Dómini nostri Jesu Christi mundum lætificáre dignátus es: præsta, quæsumus; ut, per eius Genitrícem Vírginem Mariam, perpétuæ capiámus gáudia vitæ. Per eumdem Christum, Dóminum nostrum. Amém. Ao final reza-se a oração Glória ao Pai 3x. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre. Amém. (Três vezes).
- No tempo pascal o Angelus dá lugar ao Regina Caeli
Esta oração é rezada durante o tempo pascal, nos outros tempos litúrgicos os cristãos rezam o Ângelus. Durante o tempo pascal, a Igreja se une em alegria por meio da oração do Regina Coeli (pronuncia-se “Redgína Tchéli“, que quer dizer “Rainha do Céu”), junto à Mãe de Deus, pela Ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, acontecimento que marca o maior mistério da fé católica. A oração da antífona do Regina Coeli foi estabelecida pelo Papa Bento XIV em 1742 e substitui durante o tempo pascal, da celebração da ressurreição até o dia de Pentecostes, a oração do Ângelus cuja meditação central é o mistério da Encarnação. Assim como o Ângelus, o Regina Coeli é rezado três vezes ao dia: ao amanhecer, ao meio dia e ao entardecer como uma forma de consagrar o dia a Deus e à Virgem Maria. Não se conhece o autor desta composição litúrgica que remonta ao século XII e era repetido pelos Frades Menores Franciscanos depois das completas na primeira metade do século seguinte popularizando-a e difundindo-a por todo mundo cristão. O “convite à alegria” (Alegrai-Vos) que a Igreja dirige à Mãe pela ressurreição do Filho recorda e depende do “convite à alegria” (“Alegra-te, cheia de graça”: Lc 1, 28) que Gabriel dirigiu à humilde Serva do Senhor, chamada a ser mãe do Messias salvador. PortuguêsLatimV/. Rainha do Céu, alegrai-Vos, aleluia. R/. Porque quem merecestes trazer em vosso seio, aleluia. V/. Ressuscitou como disse, aleluia. R/. Rogai a Deus por nós, aleluia. V/. Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, aleluia. R/. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia. Oremos. Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei- -nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.V/ Regína Cæli, lætáre, alleluia; R/ Quia quem meruísti portáre, alleluia; V/ Resurréxit, sicut dixit, alleluia; R/ Ora pro nóbis Deum, alleluia. V/ Gaude et lætáre, Virgo Maria, alleluia. R/ Quia surréxit Dóminus vere, alleluia. Oremus. Deus, qui per resurrectiónem Filii tui Dómini nostri Jesu Christi mundum lætificáre dignátus es: præsta, quæsumus; ut, per eius Genitrícem Vírginem Mariam, perpétuæ capiámus gáudia vitæ. Per eumdem Christum, Dóminum nostrum. Amém. Ao final reza-se a oração Glória ao Pai 3x. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre. Amém. (Três vezes).
- Homilia da Vigília Pascal
Leia o Evangelho e em seguida escute a homilia da Vigília Pascal. Obs. Em 2022 o evangelho é Lc 24,1-12 Anúncio do Evangelho (Mt 28,1-10) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. 1 Depois do sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2 De repente, houve um grande tremor de terra: o anjo do Senhor desceu do céu e, aproximando-se, retirou a pedra e sentou-se nela. 3 Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. 4 Os guardas ficaram com tanto medo do anjo, que tremeram, e ficaram como mortos. 5 Então o anjo disse às mulheres: “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. 6 Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que ele estava. 7 Ide depressa contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos, e que vai à vossa frente para a Galileia. Lá vós o vereis. É o que tenho a dizer-vos”. 8 As mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos. 9 De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse: “Alegrai-vos!” As mulheres aproximaram-se, e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. 10 Então Jesus disse a elas: “Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
- Homilia da Vigília Pascal
Leia o Evangelho e em seguida escute a homilia da Vigília Pascal. Obs. Em 2022 o evangelho é Lc 24,1-12 Anúncio do Evangelho (Mt 28,1-10) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. 1 Depois do sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2 De repente, houve um grande tremor de terra: o anjo do Senhor desceu do céu e, aproximando-se, retirou a pedra e sentou-se nela. 3 Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. 4 Os guardas ficaram com tanto medo do anjo, que tremeram, e ficaram como mortos. 5 Então o anjo disse às mulheres: “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. 6 Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que ele estava. 7 Ide depressa contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos, e que vai à vossa frente para a Galileia. Lá vós o vereis. É o que tenho a dizer-vos”. 8 As mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos. 9 De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse: “Alegrai-vos!” As mulheres aproximaram-se, e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. 10 Então Jesus disse a elas: “Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
- Conheça o Santo Sudário de uma forma nunca vista antes
É um tecido com 4,11 metros de comprimento e 1,13 metros de largura que mostra a imagem de um homem torturado e crucificado. De acordo com uma tradição antiga, é o manto que envolveu o corpo de Jesus depois de morrer na cruz. Está localizado em Turim (Itália) desde 1578, tem sido objeto de mais de mil investigações científicas das mais diversas especialidades e já fizeram mais de 32.000 fotografias. Portanto, considera-se que o Sudário é a relíquia mais estudada da história. Foi exibido pela última vez ao público em agosto de 2018, quando uma grande peregrinação de jovens italianos chegou a Turim para apreciá-lo. Coleção Fotográfica Um site foi lançado com uma coleção especial de fotografias do Santo Sudário, tiradas por Vernon D. Miller, um fotógrafo de renome do Brooks Institute of Photography of Santa Barbara, Califórnia (Estados Unidos). Em 1978, Miller foi designado como fotógrafo científico oficial do projeto de pesquisa do Santo Sudário, conhecido como STURP. Após o período de exposição, entre 8 e 13 de outubro de 1978, uma equipe de cientistas norte-americanos, dirigida pelo Dr. John Jackson, realizou 120 horas de análises. Fizeram milhares de fotografias, microfotografias, raios-X e espectroscopia, incluindo amostras de pólen com fita adesiva, de sangue, entre outros. Os membros da equipe trabalham simultaneamente em diferentes partes do tecido. É a série de testes mais exaustiva realizada com o Santo Sudário. No site shroudphotos.com estão disponíveis imagens de alta resolução gratuitas “que podem ser colocadas em sua casa”, indica a nota de lançamento. “Nesta coleção há excelentes imagens em preto e branco, assim como fotografias coloridas do Santo Sudário. O que é mais importante, devido ao profissionalismo de Vernon Miller, poderá ser encontrado também excelentes negativos de fotos em preto e branco que mostram com clareza alguns aspectos pouco conhecidos do homem do Sudário”, explica a nota. Encontram-se também imagens que podem ser ampliadas entre 6 e 64 vezes. “Nessas visões microscópicas se podem ver claramente as fibras do manto”, acrescenta o texto. Além disso, há algumas fotos tiradas com luz ultravioleta que permitiram estudar as fibras do tecido, as manchas de sangue, algumas imagens menores e muito mais. “Estas fotos farão com que, como aconteceu com Vernon Miller em um momento de surpresa, se exclame: ‘E o que fazemos com essas imagens agora?'”. “O interesse mundial no Sudário de Turim foi estimulado por suas primeiras fotos em 1898, quando a fotografia estava em sua infância. Até então, aqueles que olhavam para o manto não viam muito. Foi necessário pegar a câmera com os negativos (da imagem do homem) para realmente apreciá-la”, disse Vernon D. Miller em 1978. As fotos podem ser visualizadas e baixadas AQUI. #PaixãodeCristo #Semanasanta
- Conheça o Santo Sudário de uma forma nunca vista antes
É um tecido com 4,11 metros de comprimento e 1,13 metros de largura que mostra a imagem de um homem torturado e crucificado. De acordo com uma tradição antiga, é o manto que envolveu o corpo de Jesus depois de morrer na cruz. Está localizado em Turim (Itália) desde 1578, tem sido objeto de mais de mil investigações científicas das mais diversas especialidades e já fizeram mais de 32.000 fotografias. Portanto, considera-se que o Sudário é a relíquia mais estudada da história. Foi exibido pela última vez ao público em agosto de 2018, quando uma grande peregrinação de jovens italianos chegou a Turim para apreciá-lo. Coleção Fotográfica Um site foi lançado com uma coleção especial de fotografias do Santo Sudário, tiradas por Vernon D. Miller, um fotógrafo de renome do Brooks Institute of Photography of Santa Barbara, Califórnia (Estados Unidos). Em 1978, Miller foi designado como fotógrafo científico oficial do projeto de pesquisa do Santo Sudário, conhecido como STURP. Após o período de exposição, entre 8 e 13 de outubro de 1978, uma equipe de cientistas norte-americanos, dirigida pelo Dr. John Jackson, realizou 120 horas de análises. Fizeram milhares de fotografias, microfotografias, raios-X e espectroscopia, incluindo amostras de pólen com fita adesiva, de sangue, entre outros. Os membros da equipe trabalham simultaneamente em diferentes partes do tecido. É a série de testes mais exaustiva realizada com o Santo Sudário. No site shroudphotos.com estão disponíveis imagens de alta resolução gratuitas “que podem ser colocadas em sua casa”, indica a nota de lançamento. “Nesta coleção há excelentes imagens em preto e branco, assim como fotografias coloridas do Santo Sudário. O que é mais importante, devido ao profissionalismo de Vernon Miller, poderá ser encontrado também excelentes negativos de fotos em preto e branco que mostram com clareza alguns aspectos pouco conhecidos do homem do Sudário”, explica a nota. Encontram-se também imagens que podem ser ampliadas entre 6 e 64 vezes. “Nessas visões microscópicas se podem ver claramente as fibras do manto”, acrescenta o texto. Além disso, há algumas fotos tiradas com luz ultravioleta que permitiram estudar as fibras do tecido, as manchas de sangue, algumas imagens menores e muito mais. “Estas fotos farão com que, como aconteceu com Vernon Miller em um momento de surpresa, se exclame: ‘E o que fazemos com essas imagens agora?'”. “O interesse mundial no Sudário de Turim foi estimulado por suas primeiras fotos em 1898, quando a fotografia estava em sua infância. Até então, aqueles que olhavam para o manto não viam muito. Foi necessário pegar a câmera com os negativos (da imagem do homem) para realmente apreciá-la”, disse Vernon D. Miller em 1978. As fotos podem ser visualizadas e baixadas AQUI. #PaixãodeCristo #Semanasanta
- PÁSCOA
O dia de hoje Não é somente Mais um novo dia: É o mais novo De todos os dias.
- 12 coisas que você precisa saber sobre o Sábado Santo
Cada vez que dizemos o credo, notamos que Jesus “desceu à mansão dos mortos”. O Sábado Santo é o dia que comemora este acontecimento. O que aconteceu neste dia e como o celebramos? Aqui estão 12 coisas que você precisa saber. 1. O que aconteceu no primeiro Sábado Santo? Aqui na terra, os discípulos de Jesus prantearam sua morte e, como era sábado, eles descansaram. Lucas observa que as mulheres voltaram para casa “e prepararam especiarias e unguentos. No sábado, descansaram segundo o mandamento” (Lucas 23:56). No túmulo, os guardas que ali estavam vigiavam o local para garantir que os discípulos não roubassem o corpo de Jesus. Entretanto . . . 2. O que aconteceu com Jesus enquanto ele estava morto? De acordo com o Catecismo da Igreja Católica: 633 A Escritura chama a morada dos mortos, para a qual o Cristo morto desceu, “mansão dos mortos ou inferno” – Sheol em hebraico ou Hades em grego – porque aqueles que lá estão são privados da visão de Deus. É o que acontece com todos os mortos, maus ou justos, enquanto esperam o Redentor: o que não significa que a sua sorte seja idêntica, como mostra Jesus na parábola do pobre Lázaro que foi recebido no “seio de Abraão”: “São precisamente essas almas santas, que aguardavam seu Salvador no seio de Abraão, a quem Cristo, o Senhor, entregou quando desceu à Mansão dos Mortos.” Jesus não desceu ao inferno para libertar os condenados, nem para destruir o inferno da condenação, mas para libertar os justos que foram antes dele. 634 “O evangelho foi pregado até mesmo aos mortos.” A descida ao inferno traz a mensagem do Evangelho da salvação a um cumprimento completo . Esta é a última fase da missão messiânica de Jesus, uma fase condensada no tempo, mas vasta em seu real significado: a difusão da obra redentora de Cristo a todos os homens de todos os tempos e lugares, pois todos os salvos foram feitos participantes na redenção. Leia também Que está acontecendo hoje? – A descida do Senhor à mansão dos mortos 3. Como comemoramos este dia? De acordo com o documento principal que rege as celebrações relacionadas com a Páscoa, Paschales Solemnitatis : 73. No sábado santo, a Igreja está, por assim dizer, no túmulo do Senhor, meditando sobre sua paixão e morte, em sua descida ao inferno, e aguardando sua ressurreição com oração e jejum. É altamente recomendável que neste dia o Ofício das Leituras e da Oração da Manhã seja celebrado com a participação do povo (cf. n. 40). Onde isso não pode ser feito, deve haver alguma celebração da Palavra de Deus, ou algum ato de devoção adequado ao mistério celebrado neste dia. 74. A imagem de Cristo crucificado ou deitado no túmulo, ou a descida ao inferno, que o mistério lembra o Sábado Santo, como também uma imagem da triste Virgem Maria pode ser colocada na igreja para a veneração dos fiéis. O jejum também é encorajado, mas não obrigatório, neste dia. 4. Os sacramentos são celebrados? Para a maior parte, não. Paschales Solemnitatis explica: 75. Neste dia, a Igreja se abstém estritamente de celebrar o sacrifício da Missa. A Sagrada Comunhão só pode ser dada na forma de viático. É proibida a celebração de casamentos, bem como a celebração de outros sacramentos, exceto os da Penitência e da Unção dos Enfermos. A proibição de celebrar missa aplica-se à parte do dia anterior à missa da vigília pascal (ver abaixo). O batismo em perigo de morte também é permitido. 5. O que é a Vigília Pascal? A vigília é a comemoração litúrgica de uma festa notável, realizada na noite anterior à festa. O termo vem da palavra latina vigilia , que significa “vigília”, e que passou a ser usada quando os fiéis ficavam acordados para orar e fazer exercícios devocionais em antecipação à festa. Vigília pascal é a vigília realizada na véspera da Páscoa. De acordo com Paschales Solemnitatis. 80. A Igreja celebrou desde o início aquela Páscoa anual, que é a solenidade das solenidades, sobretudo por meio de uma vigília noturna. Porque a ressurreição de Cristo é o fundamento da nossa fé e esperança, e através do Baptismo e da Confirmação somos inseridos no mistério pascal de Cristo, morrendo, sepultados e ressuscitados com Ele, e com Ele também reinaremos. O significado pleno de Vigil é uma espera pela vinda do Senhor. 6. Quando deve ser celebrada a Vigília Pascal? Paschales Solemnitatis explica: 78. “Toda a celebração da Vigília Pascal ocorre à noite. Não deve começar antes do anoitecer; deve terminar antes do amanhecer do domingo.” Esta regra deve ser tomada de acordo com seu sentido mais estrito. Repreensíveis são os abusos e práticas que se infiltraram em muitos lugares em violação desta regra, por meio dos quais a Vigília Pascal é celebrada na hora do dia em que é costume celebrar as missas dominicais antecipadas. As razões que foram apresentadas em alguns setores para a antecipação da Vigília Pascal, como a falta de ordem pública, não são apresentadas em conexão com a noite de Natal, nem outras reuniões de vários tipos. 7. O que acontece na Vigília Pascal? De acordo com Paschales Solemnitatis: 81. A ordem da Vigília Pascal está organizada de forma que depois do serviço da luz e da Proclamação da Páscoa (que é a primeira parte da Vigília), A Santa Igreja medita nas obras maravilhosas que o Senhor Deus realizou por seu povo desde os primeiros tempos (a segunda parte ou Liturgia da Palavra), até o momento em que, junto com os novos membros renascidos no Batismo (terceira parte), ela é chamada à mesa preparada pelo Senhor para sua Igreja – a comemoração de sua morte e ressurreição – até que ele venha (quarta parte). 8. O que acontece durante o serviço da luz? De acordo com Paschales Solemnitatis: 82.. . . Na medida do possível, um local adequado deve ser preparado fora da igreja para a bênção do novo fogo, cujas chamas devem ser tais que dissipem genuinamente as trevas e iluminem a noite. Deve ser preparada a vela pascal, que para o simbolismo eficaz deve ser feita de cera, nunca artificial, renovada a cada ano, ser apenas uma e ter tamanho suficiente para que possa evocar a verdade de que Cristo é a luz. do mundo. É abençoado com os sinais e palavras prescritos no Missal ou pela Conferência dos Bispos. 83. A procissão, pela qual as pessoas entram na igreja, deve ser conduzida somente pela luz da vela pascal. Assim como os filhos de Israel eram guiados à noite por uma coluna de fogo, da mesma forma, os cristãos seguem o Cristo ressuscitado. Não há razão para que a cada resposta “Graças a Deus” não deva ser adicionada alguma aclamação em honra de Cristo. A luz da vela pascal deve ser passada gradualmente para as velas que é conveniente que todos os presentes segurem em suas mãos, desligando-se a luz elétrica. 9. O que acontece durante a Proclamação da Páscoa? De acordo com Paschales Solemnitatis: 84. O diácono faz a proclamação pascal que narra, por meio de um grande texto poético, todo o mistério pascal situado no contexto da economia da salvação. Em caso de necessidade, quando não houver diácono e o sacerdote celebrante não puder cantá-lo, o cantor poderá fazê-lo. As Conferências Episcopais podem adaptar este anúncio inserindo nele aclamações do povo. 10. O que acontece durante as leituras das Escrituras? De acordo com Paschales Solemnitatis: 85. As leituras da Sagrada Escritura constituem a segunda parte da Vigília. Contam os feitos marcantes da história da salvação, que os fiéis são ajudados a meditar com calma com o canto do salmo responsorial, com uma pausa silenciosa e com a oração do celebrante. A Ordem da Vigília restaurada tem sete leituras do Antigo Testamento escolhidas da Lei e dos Profetas, que estão em uso em todos os lugares de acordo com a tradição mais antiga do Oriente e do Ocidente, e duas leituras do Novo Testamento, a saber, do Apóstolo e do Evangelho. Assim, a Igreja, “começando com Moisés e todos os Profetas”, explica o mistério pascal de Cristo. Por isso, sempre que possível, todas as leituras sejam lidas para que o caráter da Vigília Pascal, que exige que se prolongue um pouco, seja respeitado a todo custo. Onde, entretanto, as condições pastorais exigem que o número de leituras seja reduzido, deve haver pelo menos três leituras do Antigo Testamento, tiradas da Lei e dos Profetas; a leitura do capítulo 14 de Êxodo com seu cântico nunca deve ser omitida. 87. Após as leituras do Antigo Testamento, canta-se o hino “Gloria in excelsis”, os sinos são tocados de acordo com o costume local, a coleta é recitada e a celebração segue para as leituras do Novo Testamento. Lê-se uma exortação do Apóstolo sobre o Baptismo como inserção no mistério pascal de Cristo. Então todos se levantam e o padre entoa o “Aleluia” três vezes, cada vez aumentando o tom. As pessoas repetem depois dele. Se for necessário, o salmista ou cantor pode cantar o “Aleluia”, que o povo então toma como uma aclamação a ser intercalada entre os versículos do Salmo 117, tantas vezes citados pelos Apóstolos em sua pregação da Páscoa. Por fim, a ressurreição do Senhor é proclamada do Evangelho como o ponto alto de toda a Liturgia da Palavra. Depois do Evangelho, deve ser feita uma homilia, por mais breve que seja. 11. O que acontece durante a liturgia batismal? De acordo com Paschales Solemnitatis: 88. A terceira parte da Vigília é a liturgia batismal. A Páscoa de Cristo e a nossa agora são celebradas. Isso se expressa plenamente nas igrejas que possuem uma fonte batismal, e mais ainda quando é realizada a iniciação cristã de adultos, ou pelo menos o batismo de crianças. Mesmo que não haja candidatos ao batismo, a bênção da água batismal ainda deve ocorrer nas igrejas paroquiais. Se esta bênção não acontecer na pia batismal, mas no santuário, a água batismal deve ser levada depois para o batistério para ser guardada durante todo o tempo pascal. Onde não houver candidatos ao Batismo nem necessidade de abençoar a pia batismal, o Batismo deve ser comemorado com a bênção da água destinada a aspergir sobre o povo. 89. Segue-se a renovação das promessas baptismais, introduzida por algumas palavras do sacerdote celebrante. Os fiéis respondem às perguntas que lhes são feitas, de pé e com velas acesas nas mãos. Em seguida, são aspergidos com água: assim os gestos e as palavras lembram-nos do Baptismo que receberam. O sacerdote celebrante borrifa as pessoas passando pela parte principal da igreja enquanto todos cantam a antífona “Vidi aquam” ou outra canção adequada de caráter batismal. 12. O que acontece durante a liturgia eucarística? De acordo com Paschales Solemnitatis: 90. A celebração da Eucaristia constitui a quarta parte da Vigília e marca o seu ápice, pois é no sentido mais amplo o Sacramento da Páscoa, ou seja, a comemoração do Sacrifício da Cruz e a presença do Ressuscitado. Cristo, a conclusão da iniciação cristã e o antegozo da Páscoa eterna. 92. É conveniente que na Comunhão da Vigília Pascal se dê plena expressão ao simbolismo da Eucaristia, nomeadamente consumindo a Eucaristia sob as espécies do pão e do vinho. Os Ordinários locais considerarão a adequação de tal concessão e suas ramificações. Traduzido de NCRegister.com Homilia da Soledade – Consolando o Coração de Nossa Mãe Santíssima Hoje, sábado santo, vivemos também o dia da soledade, da Solidão de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima encontra-se sem o seu filho, que foi depositado no sepulcro. Embora ela saiba e guarde no seu coração a firme esperança da ressurreição, ela não deixa de sentir toda dor causada pela ausência de seu amado Filho! É dia, portanto, de estarmos na presença da Santíssima Virgem, de consolar o seu coração, de acompanhar o seu sofrimento, de prestar solidariedade, mas sobretudo de buscar alegrar o seu coração por meio de um propósito sincero de conversão. Clique aqui e escute a homilia especial de hoje: Consolando o Coração de Nossa Mãe Santíssima! #Páscoa #TríduoPascal
- 12 coisas que você precisa saber sobre o Sábado Santo
Cada vez que dizemos o credo, notamos que Jesus “desceu à mansão dos mortos”. O Sábado Santo é o dia que comemora este acontecimento. O que aconteceu neste dia e como o celebramos? Aqui estão 12 coisas que você precisa saber. 1. O que aconteceu no primeiro Sábado Santo? Aqui na terra, os discípulos de Jesus prantearam sua morte e, como era sábado, eles descansaram. Lucas observa que as mulheres voltaram para casa “e prepararam especiarias e unguentos. No sábado, descansaram segundo o mandamento” (Lucas 23:56). No túmulo, os guardas que ali estavam vigiavam o local para garantir que os discípulos não roubassem o corpo de Jesus. Entretanto . . . 2. O que aconteceu com Jesus enquanto ele estava morto? De acordo com o Catecismo da Igreja Católica: 633 A Escritura chama a morada dos mortos, para a qual o Cristo morto desceu, “mansão dos mortos ou inferno” – Sheol em hebraico ou Hades em grego – porque aqueles que lá estão são privados da visão de Deus. É o que acontece com todos os mortos, maus ou justos, enquanto esperam o Redentor: o que não significa que a sua sorte seja idêntica, como mostra Jesus na parábola do pobre Lázaro que foi recebido no “seio de Abraão”: “São precisamente essas almas santas, que aguardavam seu Salvador no seio de Abraão, a quem Cristo, o Senhor, entregou quando desceu à Mansão dos Mortos.” Jesus não desceu ao inferno para libertar os condenados, nem para destruir o inferno da condenação, mas para libertar os justos que foram antes dele. 634 “O evangelho foi pregado até mesmo aos mortos.” A descida ao inferno traz a mensagem do Evangelho da salvação a um cumprimento completo . Esta é a última fase da missão messiânica de Jesus, uma fase condensada no tempo, mas vasta em seu real significado: a difusão da obra redentora de Cristo a todos os homens de todos os tempos e lugares, pois todos os salvos foram feitos participantes na redenção. Leia também Que está acontecendo hoje? – A descida do Senhor à mansão dos mortos 3. Como comemoramos este dia? De acordo com o documento principal que rege as celebrações relacionadas com a Páscoa, Paschales Solemnitatis : 73. No sábado santo, a Igreja está, por assim dizer, no túmulo do Senhor, meditando sobre sua paixão e morte, em sua descida ao inferno, e aguardando sua ressurreição com oração e jejum. É altamente recomendável que neste dia o Ofício das Leituras e da Oração da Manhã seja celebrado com a participação do povo (cf. n. 40). Onde isso não pode ser feito, deve haver alguma celebração da Palavra de Deus, ou algum ato de devoção adequado ao mistério celebrado neste dia. 74. A imagem de Cristo crucificado ou deitado no túmulo, ou a descida ao inferno, que o mistério lembra o Sábado Santo, como também uma imagem da triste Virgem Maria pode ser colocada na igreja para a veneração dos fiéis. O jejum também é encorajado, mas não obrigatório, neste dia. 4. Os sacramentos são celebrados? Para a maior parte, não. Paschales Solemnitatis explica: 75. Neste dia, a Igreja se abstém estritamente de celebrar o sacrifício da Missa. A Sagrada Comunhão só pode ser dada na forma de viático. É proibida a celebração de casamentos, bem como a celebração de outros sacramentos, exceto os da Penitência e da Unção dos Enfermos. A proibição de celebrar missa aplica-se à parte do dia anterior à missa da vigília pascal (ver abaixo). O batismo em perigo de morte também é permitido. 5. O que é a Vigília Pascal? A vigília é a comemoração litúrgica de uma festa notável, realizada na noite anterior à festa. O termo vem da palavra latina vigilia , que significa “vigília”, e que passou a ser usada quando os fiéis ficavam acordados para orar e fazer exercícios devocionais em antecipação à festa. Vigília pascal é a vigília realizada na véspera da Páscoa. De acordo com Paschales Solemnitatis. 80. A Igreja celebrou desde o início aquela Páscoa anual, que é a solenidade das solenidades, sobretudo por meio de uma vigília noturna. Porque a ressurreição de Cristo é o fundamento da nossa fé e esperança, e através do Baptismo e da Confirmação somos inseridos no mistério pascal de Cristo, morrendo, sepultados e ressuscitados com Ele, e com Ele também reinaremos. O significado pleno de Vigil é uma espera pela vinda do Senhor. 6. Quando deve ser celebrada a Vigília Pascal? Paschales Solemnitatis explica: 78. “Toda a celebração da Vigília Pascal ocorre à noite. Não deve começar antes do anoitecer; deve terminar antes do amanhecer do domingo.” Esta regra deve ser tomada de acordo com seu sentido mais estrito. Repreensíveis são os abusos e práticas que se infiltraram em muitos lugares em violação desta regra, por meio dos quais a Vigília Pascal é celebrada na hora do dia em que é costume celebrar as missas dominicais antecipadas. As razões que foram apresentadas em alguns setores para a antecipação da Vigília Pascal, como a falta de ordem pública, não são apresentadas em conexão com a noite de Natal, nem outras reuniões de vários tipos. 7. O que acontece na Vigília Pascal? De acordo com Paschales Solemnitatis: 81. A ordem da Vigília Pascal está organizada de forma que depois do serviço da luz e da Proclamação da Páscoa (que é a primeira parte da Vigília), A Santa Igreja medita nas obras maravilhosas que o Senhor Deus realizou por seu povo desde os primeiros tempos (a segunda parte ou Liturgia da Palavra), até o momento em que, junto com os novos membros renascidos no Batismo (terceira parte), ela é chamada à mesa preparada pelo Senhor para sua Igreja – a comemoração de sua morte e ressurreição – até que ele venha (quarta parte). 8. O que acontece durante o serviço da luz? De acordo com Paschales Solemnitatis: 82.. . . Na medida do possível, um local adequado deve ser preparado fora da igreja para a bênção do novo fogo, cujas chamas devem ser tais que dissipem genuinamente as trevas e iluminem a noite. Deve ser preparada a vela pascal, que para o simbolismo eficaz deve ser feita de cera, nunca artificial, renovada a cada ano, ser apenas uma e ter tamanho suficiente para que possa evocar a verdade de que Cristo é a luz. do mundo. É abençoado com os sinais e palavras prescritos no Missal ou pela Conferência dos Bispos. 83. A procissão, pela qual as pessoas entram na igreja, deve ser conduzida somente pela luz da vela pascal. Assim como os filhos de Israel eram guiados à noite por uma coluna de fogo, da mesma forma, os cristãos seguem o Cristo ressuscitado. Não há razão para que a cada resposta “Graças a Deus” não deva ser adicionada alguma aclamação em honra de Cristo. A luz da vela pascal deve ser passada gradualmente para as velas que é conveniente que todos os presentes segurem em suas mãos, desligando-se a luz elétrica. 9. O que acontece durante a Proclamação da Páscoa? De acordo com Paschales Solemnitatis: 84. O diácono faz a proclamação pascal que narra, por meio de um grande texto poético, todo o mistério pascal situado no contexto da economia da salvação. Em caso de necessidade, quando não houver diácono e o sacerdote celebrante não puder cantá-lo, o cantor poderá fazê-lo. As Conferências Episcopais podem adaptar este anúncio inserindo nele aclamações do povo. 10. O que acontece durante as leituras das Escrituras? De acordo com Paschales Solemnitatis: 85. As leituras da Sagrada Escritura constituem a segunda parte da Vigília. Contam os feitos marcantes da história da salvação, que os fiéis são ajudados a meditar com calma com o canto do salmo responsorial, com uma pausa silenciosa e com a oração do celebrante. A Ordem da Vigília restaurada tem sete leituras do Antigo Testamento escolhidas da Lei e dos Profetas, que estão em uso em todos os lugares de acordo com a tradição mais antiga do Oriente e do Ocidente, e duas leituras do Novo Testamento, a saber, do Apóstolo e do Evangelho. Assim, a Igreja, “começando com Moisés e todos os Profetas”, explica o mistério pascal de Cristo. Por isso, sempre que possível, todas as leituras sejam lidas para que o caráter da Vigília Pascal, que exige que se prolongue um pouco, seja respeitado a todo custo. Onde, entretanto, as condições pastorais exigem que o número de leituras seja reduzido, deve haver pelo menos três leituras do Antigo Testamento, tiradas da Lei e dos Profetas; a leitura do capítulo 14 de Êxodo com seu cântico nunca deve ser omitida. 87. Após as leituras do Antigo Testamento, canta-se o hino “Gloria in excelsis”, os sinos são tocados de acordo com o costume local, a coleta é recitada e a celebração segue para as leituras do Novo Testamento. Lê-se uma exortação do Apóstolo sobre o Baptismo como inserção no mistério pascal de Cristo. Então todos se levantam e o padre entoa o “Aleluia” três vezes, cada vez aumentando o tom. As pessoas repetem depois dele. Se for necessário, o salmista ou cantor pode cantar o “Aleluia”, que o povo então toma como uma aclamação a ser intercalada entre os versículos do Salmo 117, tantas vezes citados pelos Apóstolos em sua pregação da Páscoa. Por fim, a ressurreição do Senhor é proclamada do Evangelho como o ponto alto de toda a Liturgia da Palavra. Depois do Evangelho, deve ser feita uma homilia, por mais breve que seja. 11. O que acontece durante a liturgia batismal? De acordo com Paschales Solemnitatis: 88. A terceira parte da Vigília é a liturgia batismal. A Páscoa de Cristo e a nossa agora são celebradas. Isso se expressa plenamente nas igrejas que possuem uma fonte batismal, e mais ainda quando é realizada a iniciação cristã de adultos, ou pelo menos o batismo de crianças. Mesmo que não haja candidatos ao batismo, a bênção da água batismal ainda deve ocorrer nas igrejas paroquiais. Se esta bênção não acontecer na pia batismal, mas no santuário, a água batismal deve ser levada depois para o batistério para ser guardada durante todo o tempo pascal. Onde não houver candidatos ao Batismo nem necessidade de abençoar a pia batismal, o Batismo deve ser comemorado com a bênção da água destinada a aspergir sobre o povo. 89. Segue-se a renovação das promessas baptismais, introduzida por algumas palavras do sacerdote celebrante. Os fiéis respondem às perguntas que lhes são feitas, de pé e com velas acesas nas mãos. Em seguida, são aspergidos com água: assim os gestos e as palavras lembram-nos do Baptismo que receberam. O sacerdote celebrante borrifa as pessoas passando pela parte principal da igreja enquanto todos cantam a antífona “Vidi aquam” ou outra canção adequada de caráter batismal. 12. O que acontece durante a liturgia eucarística? De acordo com Paschales Solemnitatis: 90. A celebração da Eucaristia constitui a quarta parte da Vigília e marca o seu ápice, pois é no sentido mais amplo o Sacramento da Páscoa, ou seja, a comemoração do Sacrifício da Cruz e a presença do Ressuscitado. Cristo, a conclusão da iniciação cristã e o antegozo da Páscoa eterna. 92. É conveniente que na Comunhão da Vigília Pascal se dê plena expressão ao simbolismo da Eucaristia, nomeadamente consumindo a Eucaristia sob as espécies do pão e do vinho. Os Ordinários locais considerarão a adequação de tal concessão e suas ramificações. Traduzido de NCRegister.com Homilia da Soledade – Consolando o Coração de Nossa Mãe Santíssima Hoje, sábado santo, vivemos também o dia da soledade, da Solidão de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima encontra-se sem o seu filho, que foi depositado no sepulcro. Embora ela saiba e guarde no seu coração a firme esperança da ressurreição, ela não deixa de sentir toda dor causada pela ausência de seu amado Filho! É dia, portanto, de estarmos na presença da Santíssima Virgem, de consolar o seu coração, de acompanhar o seu sofrimento, de prestar solidariedade, mas sobretudo de buscar alegrar o seu coração por meio de um propósito sincero de conversão. Clique aqui e escute a homilia especial de hoje: Consolando o Coração de Nossa Mãe Santíssima! #Páscoa #TríduoPascal
- Homilia do Sábado Santo – Consolando o Coração de Nossa Mãe Santíssima
Hoje, sábado santo, vivemos o dia da soledade, da Solidão de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima encontra-se sem o seu filho, que foi depositado no sepulcro. Embora ela saiba e guarde no seu coração a firme esperança da ressurreição, ela não deixa de sentir toda dor causada pela ausência de seu amado Filho! É dia, portanto, de estarmos na presença da Santíssima Virgem, de consolar o seu coração, de acompanhar o seu sofrimento, de prestar solidariedade, mas sobretudo de buscar alegrar o seu coração por meio de um propósito sincero de conversão. Hoje é dia de consolar a Nossa Mãe! Escute a homilia especial de hoje: Consolando o Coração de Nossa Mãe Santíssima! Escute o Sermão em seguida leia esta antiga Homilia no grande Sábado Santo (Séc. IV) Leia também 12 coisas que você precisa saber sobre o Sábado Santo A descida do Senhor à mansão dos mortos Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos. Ele vai antes de tudo à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos. O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: “O meu Senhor está no meio de nós”. E Cristo respondeu a Adão: “E com teu espírito”. E tomando-o pela mão, disse: “Acorda, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará. Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti e por aqueles que nasceram de ti, agora digo, e com todo o meu poder, ordeno aos que estavam na prisão: ‘Saí!’; e aos que jaziam nas trevas: ‘Vinde para a luz!’; e aos entorpecidos: ‘Levantai-vos!’ Eu te ordeno: Acorda, tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te dentre os mortos; eu sou a vida dos mortos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somos uma só e indivisível pessoa. Por ti, eu, o teu Deus, me tornei teu filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo. Por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci à terra e fui até mesmo sepultado debaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre os mortos. Por ti, que deixaste o jardim do paraíso, ao sair de um jardim fui entregue aos judeus e num jardim, crucificado. Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi, para restituir-te o sopro da vida original. Vê na minha face as bofetadas que levei para restaurar, conforme à minha imagem, tua beleza corrompida. Vê em minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti para retirar de teus ombros o peso dos pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas à árvore da cruz, por causa de ti, como outrora estendeste levianamente as tuas mãos para a árvore do paraíso. Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva surgiu do teu, ao adormeceres no paraíso. Meu lado curou a dor do teu lado. Meu sono vai arrancar-te do sono da morte. Minha lança deteve a lança que estava dirigida contra ti. Levanta-te, vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te coloco no paraíso mas num trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore, símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti. Constituí anjos que, como servos, te guardassem; ordeno agora que eles te adorem como Deus, embora não sejas Deus. Está preparado o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros, construído o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o reino dos céus preparado para ti desde toda a eternidade”. Leia também 12 coisas que você precisa saber sobre o Sábado Santo
- Homilia do Sábado Santo – Consolando o Coração de Nossa Mãe Santíssima
Hoje, sábado santo, vivemos o dia da soledade, da Solidão de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima encontra-se sem o seu filho, que foi depositado no sepulcro. Embora ela saiba e guarde no seu coração a firme esperança da ressurreição, ela não deixa de sentir toda dor causada pela ausência de seu amado Filho! É dia, portanto, de estarmos na presença da Santíssima Virgem, de consolar o seu coração, de acompanhar o seu sofrimento, de prestar solidariedade, mas sobretudo de buscar alegrar o seu coração por meio de um propósito sincero de conversão. Hoje é dia de consolar a Nossa Mãe! Escute a homilia especial de hoje: Consolando o Coração de Nossa Mãe Santíssima! Escute o Sermão em seguida leia esta antiga Homilia no grande Sábado Santo (Séc. IV) Leia também 12 coisas que você precisa saber sobre o Sábado Santo A descida do Senhor à mansão dos mortos Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos. Ele vai antes de tudo à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos. O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: “O meu Senhor está no meio de nós”. E Cristo respondeu a Adão: “E com teu espírito”. E tomando-o pela mão, disse: “Acorda, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará. Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti e por aqueles que nasceram de ti, agora digo, e com todo o meu poder, ordeno aos que estavam na prisão: ‘Saí!’; e aos que jaziam nas trevas: ‘Vinde para a luz!’; e aos entorpecidos: ‘Levantai-vos!’ Eu te ordeno: Acorda, tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te dentre os mortos; eu sou a vida dos mortos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somos uma só e indivisível pessoa. Por ti, eu, o teu Deus, me tornei teu filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo. Por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci à terra e fui até mesmo sepultado debaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre os mortos. Por ti, que deixaste o jardim do paraíso, ao sair de um jardim fui entregue aos judeus e num jardim, crucificado. Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi, para restituir-te o sopro da vida original. Vê na minha face as bofetadas que levei para restaurar, conforme à minha imagem, tua beleza corrompida. Vê em minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti para retirar de teus ombros o peso dos pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas à árvore da cruz, por causa de ti, como outrora estendeste levianamente as tuas mãos para a árvore do paraíso. Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva surgiu do teu, ao adormeceres no paraíso. Meu lado curou a dor do teu lado. Meu sono vai arrancar-te do sono da morte. Minha lança deteve a lança que estava dirigida contra ti. Levanta-te, vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te coloco no paraíso mas num trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore, símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti. Constituí anjos que, como servos, te guardassem; ordeno agora que eles te adorem como Deus, embora não sejas Deus. Está preparado o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros, construído o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o reino dos céus preparado para ti desde toda a eternidade”. Leia também 12 coisas que você precisa saber sobre o Sábado Santo
- Que está acontecendo hoje? – A descida do Senhor à mansão dos mortos
A descida do Senhor à mansão dos mortos – De uma antiga Homilia no grande Sábado Santo (Séc. IV) Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos. Ele vai antes de tudo à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos. O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: “O meu Senhor está no meio de nós”. E Cristo respondeu a Adão: “E com teu espírito”. E tomando-o pela mão, disse: “Acorda, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará. Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti e por aqueles que nasceram de ti, agora digo, e com todo o meu poder, ordeno aos que estavam na prisão: ‘Saí!’; e aos que jaziam nas trevas: ‘Vinde para a luz!’; e aos entorpecidos: ‘Levantai-vos!’ Eu te ordeno: Acorda, tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te dentre os mortos; eu sou a vida dos mortos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somos uma só e indivisível pessoa. Por ti, eu, o teu Deus, me tornei teu filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo. Por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci à terra e fui até mesmo sepultado debaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre os mortos. Por ti, que deixaste o jardim do paraíso, ao sair de um jardim fui entregue aos judeus e num jardim, crucificado. Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi, para restituir-te o sopro da vida original. Vê na minha face as bofetadas que levei para restaurar, conforme à minha imagem, tua beleza corrompida. Vê em minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti para retirar de teus ombros o peso dos pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas à árvore da cruz, por causa de ti, como outrora estendeste levianamente as tuas mãos para a árvore do paraíso. Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva surgiu do teu, ao adormeceres no paraíso. Meu lado curou a dor do teu lado. Meu sono vai arrancar-te do sono da morte. Minha lança deteve a lança que estava dirigida contra ti. Levanta-te, vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te coloco no paraíso mas num trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore, símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti. Constituí anjos que, como servos, te guardassem; ordeno agora que eles te adorem como Deus, embora não sejas Deus. Está preparado o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros, construído o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o reino dos céus preparado para ti desde toda a eternidade”. A descida de Cristo aos infernos A santíssima Alma de Nosso Senhor desce hoje à mansão dos mortos para pregar às almas justas a glória que os espera no céu. O Sábado Santo, por ser um dia alitúrgico, carece de um Evangelho próprio. A Igreja permanece hoje em silêncio, velando junto ao túmulo em que jaz, à espera da Ressurreição, o santíssimo Corpo de seu Mestre. Neste dia, porém, tradicionalmente se recorda uma verdade de fé que, de modo geral, não costuma ser um tema muito recorrente em nossa meditação: a descida de Cristo à mansão dos mortos para ali pregar a Boa-nova. Além de estar presente no Credo, esta verdade é insinuada também por S. Pedro, em cuja primeira epístola lemos que que, depois de padecer e morrer, o Senhor “foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere” (1Pd 3, 19), isto é, “aos mortos, para que, embora sejam condenados em sua humanidade de carne, vivam segundo Deus quanto ao espírito” (1Pd 4, 6). Esse período do Sábado Santo corresponde, pois, ao momento em que a Alma de Cristo, desprendida do Corpo, quis viver o que nós viveremos depois da morte, enquanto aguardamos a chegada do Fim dos Tempos: os que se salvam, com efeito, são admitidos à presença de Deus, enquanto os seus corpos permanecem neste mundo até que o Filho de Deus retorne para julgar-nos a todos. Ora, as almas dos justos do Antigo Testamento aguardavam que as portas do céu finalmente lhes fossem abertas, e foi para consolá-las e infundir-lhes a luz da glória que o Salvador desceu com sua Alma àquele cárcere temporário, em que estavam retidos os que nele haviam crido e esperado. No Fim dos Tempos, as almas deste justos, assim como as nossas — se assim Deus for servido —, ver-se-ão unidas novamente a seus corpos, configurando-se plenamente a Cristo ressuscitado. Leia também 12 coisas que você precisa saber sobre o Sábado Santo Homilia da Soledade – Consolando o Coração de Nossa Mãe Santíssima Hoje, sábado santo, vivemos também o dia da soledade, da Solidão de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima encontra-se sem o seu filho, que foi depositado no sepulcro. Embora ela saiba e guarde no seu coração a firme esperança da ressurreição, ela não deixa de sentir toda dor causada pela ausência de seu amado Filho! É dia, portanto, de estarmos na presença da Santíssima Virgem, de consolar o seu coração, de acompanhar o seu sofrimento, de prestar solidariedade, mas sobretudo de buscar alegrar o seu coração por meio de um propósito sincero de conversão. Clique aqui e escute a homilia especial de hoje: Consolando o Coração de Nossa Mãe Santíssima! #Semanasanta #TríduoPascal
- Que está acontecendo hoje? – A descida do Senhor à mansão dos mortos
A descida do Senhor à mansão dos mortos – De uma antiga Homilia no grande Sábado Santo (Séc. IV) Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos. Ele vai antes de tudo à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos. O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: “O meu Senhor está no meio de nós”. E Cristo respondeu a Adão: “E com teu espírito”. E tomando-o pela mão, disse: “Acorda, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará. Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti e por aqueles que nasceram de ti, agora digo, e com todo o meu poder, ordeno aos que estavam na prisão: ‘Saí!’; e aos que jaziam nas trevas: ‘Vinde para a luz!’; e aos entorpecidos: ‘Levantai-vos!’ Eu te ordeno: Acorda, tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te dentre os mortos; eu sou a vida dos mortos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somos uma só e indivisível pessoa. Por ti, eu, o teu Deus, me tornei teu filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo. Por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci à terra e fui até mesmo sepultado debaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre os mortos. Por ti, que deixaste o jardim do paraíso, ao sair de um jardim fui entregue aos judeus e num jardim, crucificado. Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi, para restituir-te o sopro da vida original. Vê na minha face as bofetadas que levei para restaurar, conforme à minha imagem, tua beleza corrompida. Vê em minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti para retirar de teus ombros o peso dos pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas à árvore da cruz, por causa de ti, como outrora estendeste levianamente as tuas mãos para a árvore do paraíso. Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva surgiu do teu, ao adormeceres no paraíso. Meu lado curou a dor do teu lado. Meu sono vai arrancar-te do sono da morte. Minha lança deteve a lança que estava dirigida contra ti. Levanta-te, vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te coloco no paraíso mas num trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore, símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti. Constituí anjos que, como servos, te guardassem; ordeno agora que eles te adorem como Deus, embora não sejas Deus. Está preparado o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros, construído o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o reino dos céus preparado para ti desde toda a eternidade”. A descida de Cristo aos infernos A santíssima Alma de Nosso Senhor desce hoje à mansão dos mortos para pregar às almas justas a glória que os espera no céu. O Sábado Santo, por ser um dia alitúrgico, carece de um Evangelho próprio. A Igreja permanece hoje em silêncio, velando junto ao túmulo em que jaz, à espera da Ressurreição, o santíssimo Corpo de seu Mestre. Neste dia, porém, tradicionalmente se recorda uma verdade de fé que, de modo geral, não costuma ser um tema muito recorrente em nossa meditação: a descida de Cristo à mansão dos mortos para ali pregar a Boa-nova. Além de estar presente no Credo, esta verdade é insinuada também por S. Pedro, em cuja primeira epístola lemos que que, depois de padecer e morrer, o Senhor “foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere” (1Pd 3, 19), isto é, “aos mortos, para que, embora sejam condenados em sua humanidade de carne, vivam segundo Deus quanto ao espírito” (1Pd 4, 6). Esse período do Sábado Santo corresponde, pois, ao momento em que a Alma de Cristo, desprendida do Corpo, quis viver o que nós viveremos depois da morte, enquanto aguardamos a chegada do Fim dos Tempos: os que se salvam, com efeito, são admitidos à presença de Deus, enquanto os seus corpos permanecem neste mundo até que o Filho de Deus retorne para julgar-nos a todos. Ora, as almas dos justos do Antigo Testamento aguardavam que as portas do céu finalmente lhes fossem abertas, e foi para consolá-las e infundir-lhes a luz da glória que o Salvador desceu com sua Alma àquele cárcere temporário, em que estavam retidos os que nele haviam crido e esperado. No Fim dos Tempos, as almas deste justos, assim como as nossas — se assim Deus for servido —, ver-se-ão unidas novamente a seus corpos, configurando-se plenamente a Cristo ressuscitado. Leia também 12 coisas que você precisa saber sobre o Sábado Santo Homilia da Soledade – Consolando o Coração de Nossa Mãe Santíssima Hoje, sábado santo, vivemos também o dia da soledade, da Solidão de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima encontra-se sem o seu filho, que foi depositado no sepulcro. Embora ela saiba e guarde no seu coração a firme esperança da ressurreição, ela não deixa de sentir toda dor causada pela ausência de seu amado Filho! É dia, portanto, de estarmos na presença da Santíssima Virgem, de consolar o seu coração, de acompanhar o seu sofrimento, de prestar solidariedade, mas sobretudo de buscar alegrar o seu coração por meio de um propósito sincero de conversão. Clique aqui e escute a homilia especial de hoje: Consolando o Coração de Nossa Mãe Santíssima! #Semanasanta #TríduoPascal
- A MELHOR NOTÍCIA DE SEMPRE – Pe. Santiago Martín
Um axioma básico do jornalismo é que não há notícia quando um cão morde um homem, mas quando um homem morde um cão. Isto significa que as notícias tendem a ser relatos de acontecimentos extraordinários, que são fora do comum e, muitas vezes, catastróficos (ou, pelo menos, dolorosos). Quanto mais grave for o evento, mais tempo os meios de comunicação social passam a relatá-lo, e mais longa é a duração das notícias. Um exemplo é o que está acontecendo na Ucrânia: após quase dois meses de guerra, ainda são de lá as notícias que abrem todas as notícias. Em nível eclesial, outro exemplo poderia ser o que está acontecendo na Alemanha, onde estão em jogo o futuro da Igreja e um possível cisma. Mas esta lógica das notícias tem o defeito de obscurecer a realidade e dar a impressão de que tudo está correndo mal, quando na realidade não está. E, também, possui o defeito de esconder coisas que são sensacionais e extraordinárias, mas que, por não serem catastróficas, não são tidas em conta quando se fazem relatórios sobre elas. E isto é particularmente verdade no que diz respeito às notícias relacionadas com a religião em geral e a Igreja Católica em particular. É assim que as coisas são; e é muito difícil que sejam de outra forma, mas há dias em que devemos nos esforçar por ver as excepções a esta esmagadora lógica de notícias. Hoje é um desses dias. É Sexta-feira Santa. Ontem, nós católicos celebramos a proclamação do único mandamento que Jesus chamou de “Seu”, e pelo qual confessou a sua divindade, pois ninguém, além de Deus, pode se dar como modelo. Exultamos de alegria com a memória da instituição da Eucaristia e pudemos meditar sobre este mistério profundo: a coisa mais extraordinária que acontece todos os dias na Missa — a renovação incruenta do sacrifício da Cruz e a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo — provém das mãos de homens tão fracos e pecadores como nós. Hoje, porém, o nosso olhar está voltado para Cristo no Calvário e para a sua Mãe, que acompanha o seu Filho divino, aceitando compassiva a dor de o ver morrer. Amanhã à noite, por outro lado, cheios de alegria gritaremos Aleluia, porque na Sua luta contra o mal a vitória definitiva foi para o bem: o Filho de Maria ressuscitou, o Filho de Deus nos abriu as portas do Céu. Tudo isto não será notícia para a maioria dos meios de comunicação, a menos que se refira ao interesse económico ocasionado pela chegada de turistas a lugares famosos por suas procissões. No entanto, esta não é apenas a notícia mais importante que alguma vez já aconteceu na história da humanidade, mas, na realidade, é a única que merece ser chamada de “notícia”. A Eucaristia, a Cruz, a Ressurreição, mudaram a história do mundo e continuam a mudá-la. Dos 1,3 bilhões de católicos no mundo, muitos não participarão da Sexta-feira Santa nem irão à Missa no dia da Páscoa; no entanto, o que aconteceu há quase dois mil anos continuará a ser para muitos, penso que mesmo para a maioria, uma fonte de esperança e de consolo em meio a tanta tribulação e sofrimento. Mesmo para aqueles que estão na pior — os da Ucrânia, mas não só eles —, a certeza de que tudo passa, que há um Deus amoroso e justo, que existe realmente a vida eterna, é a melhor notícia que lhes podemos dar, sem que isso implique que não lhes façamos justiça ou lhes demos o pão de que precisam. Não há nada, absolutamente nada, mais importante do que isto: Cristo espera a todos vocês no tabernáculo, como Ele diz: ” “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei.” Cristo espera por vocês no confessionário para lhes dizer, pela boca do sacerdote: “Os teus pecados estão perdoados, vá em paz e não peques mais”. Cristo espera por vocês no fim do caminho, quando chegar a hora da morte, para lhes dizer: “Vinde, benditos do meu Pai, pois tive fome e me destes de comer”. Não há melhor notícia do que esta. E, hoje, é um dia especial para proclamá-la e contá-la a todos, especialmente àqueles que, por viverem o inferno na terra, como disse Dante na sua Divina Comédia , já perderam toda a esperança.
- Homilia Sexta-feira Santa: Celebração da Paixão do Senhor
Sermão da Sexta-Feira da Paixão Hoje toda a Igreja Católica se une em penitência, abstinência e jejum para celebrar a Paixão do Senhor. Entre as atividades deste dia, estão a Via Sacra, o Sermão das Sete Palavras de Jesus na Cruz; as procissões com a imagem de Cristo e da sua Mãe Dolorosa, entre outros. Neste dia, a Igreja não celebra a Eucaristia e nenhum sacramento, exceto a Reconciliação e a Unção dos Enfermos. A celebração litúrgica celebra a morte do Senhor, também é realizada a celebração da Palavra, que termina com a adoração da Cruz e Comunhão Eucarística, com as hóstias consagradas na Quinta-feira Santa. Além disso, hoje, convida-se a acompanhar ao final da adoração da Cruz uma pequena comemoração da Virgem Maria, a Mãe Dolorosa, que esteve aos pés da Cruz. Leia o Evangelho e em seguida escute a homilia: Anúncio da Paixão de Cristo (Jo 18,1-19,42) Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo João. Naquele tempo, 1 Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2 Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. 3 Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4 Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse: — “A quem procurais?” 5 Responderam: — “A Jesus, o Nazareno”. Ele disse: — “Sou eu”. Judas, o traidor, estava junto com eles. 6 Quando Jesus disse: “Sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. 7 De novo lhes perguntou: — “A quem procurais?” Eles responderam: — “A Jesus, o Nazareno”. 8 Jesus respondeu: — “Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem”. 9 Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito: — “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”. 10 Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11 Então Jesus disse a Pedro: — “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?” 12 Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13 Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. 14 Foi Caifás que deu aos judeus o conselho: “É preferível que um só morra pelo povo”. 15 Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. 16 Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17 A criada que guardava a porta disse a Pedro: “Não pertences também tu aos discípulos desse homem?” Ele respondeu: “Não”. 18 Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19 Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20 Jesus lhe respondeu: — “Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21 Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse”. 22 Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo: “É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?” 23 Respondeu-lhe Jesus: — “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?” 24 Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote. 25 Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe: “Não és tu, também, um dos discípulos dele?” Pedro negou: “Não!” 26 Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse: “Será que não te vi no jardim com ele?” 27 Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. 28 De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. 29 Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse: “Que acusação apresentais contra este homem?” 30 Eles responderam: — “Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!” 31 Pilatos disse: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei”. Os judeus lhe responderam: — “Nós não podemos condenar ninguém à morte”. 32 Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. 33 Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos judeus?” 34 Jesus respondeu: — “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?” 35 Pilatos falou: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”. 36 Jesus respondeu: — “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. 37 Pilatos disse a Jesus: “Então, tu és rei?” Jesus respondeu: — “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”. 38 Pilatos disse a Jesus: “O que é a verdade?” Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes: “Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39 Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?” 40 Então, começaram a gritar de novo: — “Este não, mas Barrabás!” Barrabás era um bandido. 19,1 Então Pilatos mandou flagelar Jesus. 2 Os soldados teceram uma coroa de espinhos e colocaram-na na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, 3 aproximavam-se dele e diziam: — “Viva o rei dos judeus!” E davam-lhe bofetadas. 4 Pilatos saiu de novo e disse aos judeus: “Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum”. 5 Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes: — “Eis o homem!” 6 Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar: — “Crucifica-o! Crucifica-o!” Pilatos respondeu: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum”. 7 Os judeus responderam: “Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus”. 8 Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9 Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus: “De onde és tu?” Jesus ficou calado. 10 Então Pilatos disse: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?” 11 Jesus respondeu: — “Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior”. 12 Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam: — “Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César”. 13 Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico Gábata”. 14 Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus: “Eis o vosso rei!” 15 Eles, porém, gritavam: — “Fora! Fora! Crucifica-o!” Pilatos disse: “Hei de crucificar o vosso rei?” Os sumos sacerdotes responderam: — “Não temos outro rei senão César”. 16 Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17 Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário”, em hebraico “Gólgota”. 18 Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19 Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: — “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”. 20 Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21 Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: “Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’”. 22 Pilatos respondeu: “O que escrevi, está escrito”. 23 Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto abaixo. 24 Disseram então entre si: “Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será”. Assim se cumpria a Escritura que diz: — “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”. Assim procederam os soldados. 25 Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26 Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: — “Mulher, este é o teu filho”. 27 Depois disse ao discípulo: — “Esta é a tua mãe”. Dessa hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28 Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: — “Tenho sede”. 29 Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30 Ele tomou o vinagre e disse: — “Tudo está consumado”. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. (Todos se ajoelham – Silêncio.) 31 Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32 Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. 33 Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34 mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. — 35 Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36 Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: — “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. 37 E outra Escritura ainda diz: — “Olharão para aquele que transpassaram”. 38 Depois disso, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus — mas às escondidas, por medo dos judeus —, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. 39 Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido a Jesus de noite. Trouxe uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. 40 Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. 41 No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42 Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
- Homilia Sexta-feira Santa: Celebração da Paixão do Senhor
Sermão da Sexta-Feira da Paixão Hoje toda a Igreja Católica se une em penitência, abstinência e jejum para celebrar a Paixão do Senhor. Entre as atividades deste dia, estão a Via Sacra, o Sermão das Sete Palavras de Jesus na Cruz; as procissões com a imagem de Cristo e da sua Mãe Dolorosa, entre outros. Neste dia, a Igreja não celebra a Eucaristia e nenhum sacramento, exceto a Reconciliação e a Unção dos Enfermos. A celebração litúrgica celebra a morte do Senhor, também é realizada a celebração da Palavra, que termina com a adoração da Cruz e Comunhão Eucarística, com as hóstias consagradas na Quinta-feira Santa. Além disso, hoje, convida-se a acompanhar ao final da adoração da Cruz uma pequena comemoração da Virgem Maria, a Mãe Dolorosa, que esteve aos pés da Cruz. Leia o Evangelho e em seguida escute a homilia: Anúncio da Paixão de Cristo (Jo 18,1-19,42) Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo João. Naquele tempo, 1 Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2 Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. 3 Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4 Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse: — “A quem procurais?” 5 Responderam: — “A Jesus, o Nazareno”. Ele disse: — “Sou eu”. Judas, o traidor, estava junto com eles. 6 Quando Jesus disse: “Sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. 7 De novo lhes perguntou: — “A quem procurais?” Eles responderam: — “A Jesus, o Nazareno”. 8 Jesus respondeu: — “Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem”. 9 Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito: — “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”. 10 Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11 Então Jesus disse a Pedro: — “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?” 12 Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13 Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. 14 Foi Caifás que deu aos judeus o conselho: “É preferível que um só morra pelo povo”. 15 Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. 16 Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17 A criada que guardava a porta disse a Pedro: “Não pertences também tu aos discípulos desse homem?” Ele respondeu: “Não”. 18 Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19 Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20 Jesus lhe respondeu: — “Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21 Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse”. 22 Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo: “É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?” 23 Respondeu-lhe Jesus: — “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?” 24 Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote. 25 Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe: “Não és tu, também, um dos discípulos dele?” Pedro negou: “Não!” 26 Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse: “Será que não te vi no jardim com ele?” 27 Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. 28 De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. 29 Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse: “Que acusação apresentais contra este homem?” 30 Eles responderam: — “Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!” 31 Pilatos disse: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei”. Os judeus lhe responderam: — “Nós não podemos condenar ninguém à morte”. 32 Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. 33 Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos judeus?” 34 Jesus respondeu: — “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?” 35 Pilatos falou: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”. 36 Jesus respondeu: — “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. 37 Pilatos disse a Jesus: “Então, tu és rei?” Jesus respondeu: — “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”. 38 Pilatos disse a Jesus: “O que é a verdade?” Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes: “Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39 Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?” 40 Então, começaram a gritar de novo: — “Este não, mas Barrabás!” Barrabás era um bandido. 19,1 Então Pilatos mandou flagelar Jesus. 2 Os soldados teceram uma coroa de espinhos e colocaram-na na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, 3 aproximavam-se dele e diziam: — “Viva o rei dos judeus!” E davam-lhe bofetadas. 4 Pilatos saiu de novo e disse aos judeus: “Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum”. 5 Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes: — “Eis o homem!” 6 Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar: — “Crucifica-o! Crucifica-o!” Pilatos respondeu: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum”. 7 Os judeus responderam: “Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus”. 8 Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9 Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus: “De onde és tu?” Jesus ficou calado. 10 Então Pilatos disse: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?” 11 Jesus respondeu: — “Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior”. 12 Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam: — “Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César”. 13 Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico Gábata”. 14 Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus: “Eis o vosso rei!” 15 Eles, porém, gritavam: — “Fora! Fora! Crucifica-o!” Pilatos disse: “Hei de crucificar o vosso rei?” Os sumos sacerdotes responderam: — “Não temos outro rei senão César”. 16 Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17 Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário”, em hebraico “Gólgota”. 18 Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19 Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: — “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”. 20 Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21 Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: “Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’”. 22 Pilatos respondeu: “O que escrevi, está escrito”. 23 Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto abaixo. 24 Disseram então entre si: “Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será”. Assim se cumpria a Escritura que diz: — “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”. Assim procederam os soldados. 25 Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26 Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: — “Mulher, este é o teu filho”. 27 Depois disse ao discípulo: — “Esta é a tua mãe”. Dessa hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28 Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: — “Tenho sede”. 29 Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30 Ele tomou o vinagre e disse: — “Tudo está consumado”. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. (Todos se ajoelham – Silêncio.) 31 Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32 Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. 33 Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34 mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. — 35 Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36 Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: — “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. 37 E outra Escritura ainda diz: — “Olharão para aquele que transpassaram”. 38 Depois disso, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus — mas às escondidas, por medo dos judeus —, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. 39 Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido a Jesus de noite. Trouxe uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. 40 Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. 41 No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42 Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
- A única religião com uma Sexta-feira Santa
Por que o cristianismo é a melhor das religiões? Porque é a única que tem uma Sexta-feira Santa, a única com um Deus que morreu crucificado por causa de nossos pecados. Eu sei, eu sei, não é nada politicamente correto tocar neste assunto. Hoje se espera que as pessoas pelo menos finjam que todas as religiões são iguais. Os professores de religião comparada (que em compensação, de maneira geral, não têm religião alguma) ensinam que todas as religiões seriam invenções humanas baseadas em culturas e circunstâncias históricas particulares. A teoria é que as religiões evoluíram do animismo, quando os homens das cavernas grunhiam para o sol, a lua e as estrelas, e inventavam histórias sobre as pessoas que aí viviam. Então eles inventaram histórias sobre deuses, as quais se tornaram mitos, e começaram a oferecer sacrifícios às pessoas do céu; e então eles inventaram mais histórias, eventualmente adicionaram regras a tudo isso, e foi assim, mais ou menos, que todas as diferentes religiões se desenvolveram. Como a maior parte das heresias, essa é uma meia verdade, e, como a maior parte das meias verdades, parece ser mais plausível do que a verdade completa. Esta é sempre difícil de acreditar à primeira vista, mas mostra-se muito mais plausível a partir de um exame mais profundo. Todas as religiões são iguais? Se você tem um desses pôsteres retratando o pôr-do-sol e com um slogan que diz: “Estamos todos escalando a mesma montanha, só que por caminhos diferentes”, então você talvez tire a conclusão sentimental de que sim, todas as religiões são iguais. Mas elas não são. Pare para pensar por um momento. O judaísmo, com seu monoteísmo, seus rituais e suas leis, seria igual à religião asteca, com seus sacrifícios humanos genocidas? Eu temo que não. O hinduísmo, com seus mitos elaborados, seus rituais antigos e seus panteões repletos de deuses, seria igual aos testemunhas de Jeová? O islamismo wahhabista, que releva a violência, seria igual aos quakers pacifistas? Religião não é tudo a mesma coisa. Religiões não são todas iguais. Algumas delas são moral, teológica e filosoficamente superiores a outras, assim como alguns compositores e artistas são superiores a outros. Roberto Carlos pode ter escrito algumas boas músicas, mas ele não é Mozart. Norman Rockwell pintou alguns bons quadros, mas ele não é Rembrandt. Da mesma forma, algumas religiões são superiores a outras, e o cristianismo sobressai a todas. E, das religiões cristãs, o catolicismo é a melhor. Ao afirmar isso, não estou dizendo que todas as outras religiões não prestam. A Igreja Católica ensina que todas as outras religiões possuem elementos de bondade, verdade e beleza, e nós defendemos o que há de bom nessas religiões. Ao mesmo tempo, porém, nós afirmamos que o cristianismo é a melhor de todas elas e fazemo-lo por uma razão muito simples. Antes de eu explicar porquê é importante eu deixar claro o que não faz parte do meu argumento. Eu não estou dizendo que os cristãos são as melhores pessoas da terra. Nós tivemos muitas grandes realizações em nossa história, mas também tivemos a nossa parcela de maus indivíduos. Cristãos são pecadores e podem ser hipócritas como todo o mundo. Não estou defendendo aqui que nossa religião foi sempre vivida de modo luminoso, mas sim que nossa religião é luminosa. Chesterton estava certo (como de costume): “O cristianismo não foi tentado e considerado imperfeito; ele foi considerado difícil sem ser tentado.” Estou escrevendo estas linhas durante a Quaresma e, para dizer de maneira bem simples, o cristianismo é superior por causa da Semana Santa e da Sexta-feira Santa; é superior por causa da crucificação de Jesus Cristo. Eis aonde eu desejo chegar: o cristianismo é a única religião que não ignora nem evita o problema do sofrimento. Na verdade, o sofrimento está no próprio coração de nossa religião. Nosso principal ícone é um crucifixo. Nosso ato central de culto comemora e representa a execução de uma vítima inocente. Outras religiões desviam do problema: O budismo e o hinduísmo ensinam que o sofrimento é parte do ciclo do carma; para evitá-lo, seria necessário elevar-se por meio do desprendimento do mundo material. O epicurismo evita o assunto ensinando a devassidão: “Comamos e bebamos, amanhã morreremos”. O estoicismo, por sua vez, ensina que é preciso aceitar o sofrimento (com dignidade, se possível), cumprir o próprio dever e seguir em frente. O islamismo ensina que o sofrimento é escolha arbitrária de Deus e não faz perguntas. Religiões primitivas não têm problema com o sofrimento porque elas sequer têm um Deus que seja bom; o sofrimento para elas é simplesmente parte do cosmo, seu credo é o fatalismo. Os judeus, que mais se aproximam de nós, aceitam o sofrimento como uma parte inexplicável do fato de serem o povo escolhido de Deus. Mas pense sobre o modo como nós, cristãos, lidamos com o sofrimento. Ante a questão: “Como pode um Deus bom permitir o sofrimento?”, nós nos debatemos, ficamos instigados, discutimos com outras pessoas, e algumas delas chegam a se tornar ateias por causa desse terrível enigma. Nós, porém, respondemos (principalmente os cristãos católicos): “Sim, trata-se de um problema, mas toda a razão da nossa religião é a resposta de Deus para esse problema. Nós não o varremos para debaixo do tapete. Nós não o ignoramos. O sofrimento é um problema, mas a resposta para ele é o centro de toda a nossa fé. Nós pregamos Cristo, e Ele crucificado.” Nós vemos o sofrimento como um resultado do livre-arbítrio e este, por sua vez, é a condição para a existência do verdadeiro amor. Se você não é capaz de amar livremente, então você não é capaz de amar. O livre-arbítrio produz, no entanto, más escolhas, e são estas que levam ao sofrimento. O cristianismo é a única religião que, ao invés de ignorar ou evitar o problema do sofrimento, mergulha nele, luta contra a escuridão e sai triunfante no fim. Nós reconhecemos que o sofrimento é um problema, e o sofrimento inocente é ainda pior. Mas dentro do próprio problema está a solução; dentro da própria questão mora a resposta. O ciclo do nosso orgulho transfere a culpa ao nosso próximo, exclui a uns e eventualmente condena outros à morte. Mas Jesus se insere no meio desse ciclo e toma sobre si as nossas culpas. Ele anula o ciclo e, ao ressuscitar, destrói o poder do sofrimento desde dentro. O cristianismo é a única religião que mergulha nas profundezas do sofrimento, luta contra a escuridão e sai vitoriosa e triunfante no final, ainda que à custa de sangue. Foi isso o que fez nosso “herói”, Jesus Cristo, na Sexta-feira Santa, e é por isso que nós lhe chamamos nosso Salvador: porque ele lutou com o demônio, atravessou a escuridão e venceu. Desde aquele dia, o sofrimento perdeu o seu aguilhão e a morte perdeu a sua fetidez. Para aqueles que O seguem, há esperança. Para aqueles que caminham com Ele, há luz do outro lado e calma após a tempestade. Pe. Dwight Longenecker Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere #PaixãodeCristo #Semanasanta
- A única religião com uma Sexta-feira Santa
Por que o cristianismo é a melhor das religiões? Porque é a única que tem uma Sexta-feira Santa, a única com um Deus que morreu crucificado por causa de nossos pecados. Eu sei, eu sei, não é nada politicamente correto tocar neste assunto. Hoje se espera que as pessoas pelo menos finjam que todas as religiões são iguais. Os professores de religião comparada (que em compensação, de maneira geral, não têm religião alguma) ensinam que todas as religiões seriam invenções humanas baseadas em culturas e circunstâncias históricas particulares. A teoria é que as religiões evoluíram do animismo, quando os homens das cavernas grunhiam para o sol, a lua e as estrelas, e inventavam histórias sobre as pessoas que aí viviam. Então eles inventaram histórias sobre deuses, as quais se tornaram mitos, e começaram a oferecer sacrifícios às pessoas do céu; e então eles inventaram mais histórias, eventualmente adicionaram regras a tudo isso, e foi assim, mais ou menos, que todas as diferentes religiões se desenvolveram. Como a maior parte das heresias, essa é uma meia verdade, e, como a maior parte das meias verdades, parece ser mais plausível do que a verdade completa. Esta é sempre difícil de acreditar à primeira vista, mas mostra-se muito mais plausível a partir de um exame mais profundo. Todas as religiões são iguais? Se você tem um desses pôsteres retratando o pôr-do-sol e com um slogan que diz: “Estamos todos escalando a mesma montanha, só que por caminhos diferentes”, então você talvez tire a conclusão sentimental de que sim, todas as religiões são iguais. Mas elas não são. Pare para pensar por um momento. O judaísmo, com seu monoteísmo, seus rituais e suas leis, seria igual à religião asteca, com seus sacrifícios humanos genocidas? Eu temo que não. O hinduísmo, com seus mitos elaborados, seus rituais antigos e seus panteões repletos de deuses, seria igual aos testemunhas de Jeová? O islamismo wahhabista, que releva a violência, seria igual aos quakers pacifistas? Religião não é tudo a mesma coisa. Religiões não são todas iguais. Algumas delas são moral, teológica e filosoficamente superiores a outras, assim como alguns compositores e artistas são superiores a outros. Roberto Carlos pode ter escrito algumas boas músicas, mas ele não é Mozart. Norman Rockwell pintou alguns bons quadros, mas ele não é Rembrandt. Da mesma forma, algumas religiões são superiores a outras, e o cristianismo sobressai a todas. E, das religiões cristãs, o catolicismo é a melhor. Ao afirmar isso, não estou dizendo que todas as outras religiões não prestam. A Igreja Católica ensina que todas as outras religiões possuem elementos de bondade, verdade e beleza, e nós defendemos o que há de bom nessas religiões. Ao mesmo tempo, porém, nós afirmamos que o cristianismo é a melhor de todas elas e fazemo-lo por uma razão muito simples. Antes de eu explicar porquê é importante eu deixar claro o que não faz parte do meu argumento. Eu não estou dizendo que os cristãos são as melhores pessoas da terra. Nós tivemos muitas grandes realizações em nossa história, mas também tivemos a nossa parcela de maus indivíduos. Cristãos são pecadores e podem ser hipócritas como todo o mundo. Não estou defendendo aqui que nossa religião foi sempre vivida de modo luminoso, mas sim que nossa religião é luminosa. Chesterton estava certo (como de costume): “O cristianismo não foi tentado e considerado imperfeito; ele foi considerado difícil sem ser tentado.” Estou escrevendo estas linhas durante a Quaresma e, para dizer de maneira bem simples, o cristianismo é superior por causa da Semana Santa e da Sexta-feira Santa; é superior por causa da crucificação de Jesus Cristo. Eis aonde eu desejo chegar: o cristianismo é a única religião que não ignora nem evita o problema do sofrimento. Na verdade, o sofrimento está no próprio coração de nossa religião. Nosso principal ícone é um crucifixo. Nosso ato central de culto comemora e representa a execução de uma vítima inocente. Outras religiões desviam do problema: O budismo e o hinduísmo ensinam que o sofrimento é parte do ciclo do carma; para evitá-lo, seria necessário elevar-se por meio do desprendimento do mundo material. O epicurismo evita o assunto ensinando a devassidão: “Comamos e bebamos, amanhã morreremos”. O estoicismo, por sua vez, ensina que é preciso aceitar o sofrimento (com dignidade, se possível), cumprir o próprio dever e seguir em frente. O islamismo ensina que o sofrimento é escolha arbitrária de Deus e não faz perguntas. Religiões primitivas não têm problema com o sofrimento porque elas sequer têm um Deus que seja bom; o sofrimento para elas é simplesmente parte do cosmo, seu credo é o fatalismo. Os judeus, que mais se aproximam de nós, aceitam o sofrimento como uma parte inexplicável do fato de serem o povo escolhido de Deus. Mas pense sobre o modo como nós, cristãos, lidamos com o sofrimento. Ante a questão: “Como pode um Deus bom permitir o sofrimento?”, nós nos debatemos, ficamos instigados, discutimos com outras pessoas, e algumas delas chegam a se tornar ateias por causa desse terrível enigma. Nós, porém, respondemos (principalmente os cristãos católicos): “Sim, trata-se de um problema, mas toda a razão da nossa religião é a resposta de Deus para esse problema. Nós não o varremos para debaixo do tapete. Nós não o ignoramos. O sofrimento é um problema, mas a resposta para ele é o centro de toda a nossa fé. Nós pregamos Cristo, e Ele crucificado.” Nós vemos o sofrimento como um resultado do livre-arbítrio e este, por sua vez, é a condição para a existência do verdadeiro amor. Se você não é capaz de amar livremente, então você não é capaz de amar. O livre-arbítrio produz, no entanto, más escolhas, e são estas que levam ao sofrimento. O cristianismo é a única religião que, ao invés de ignorar ou evitar o problema do sofrimento, mergulha nele, luta contra a escuridão e sai triunfante no fim. Nós reconhecemos que o sofrimento é um problema, e o sofrimento inocente é ainda pior. Mas dentro do próprio problema está a solução; dentro da própria questão mora a resposta. O ciclo do nosso orgulho transfere a culpa ao nosso próximo, exclui a uns e eventualmente condena outros à morte. Mas Jesus se insere no meio desse ciclo e toma sobre si as nossas culpas. Ele anula o ciclo e, ao ressuscitar, destrói o poder do sofrimento desde dentro. O cristianismo é a única religião que mergulha nas profundezas do sofrimento, luta contra a escuridão e sai vitoriosa e triunfante no final, ainda que à custa de sangue. Foi isso o que fez nosso “herói”, Jesus Cristo, na Sexta-feira Santa, e é por isso que nós lhe chamamos nosso Salvador: porque ele lutou com o demônio, atravessou a escuridão e venceu. Desde aquele dia, o sofrimento perdeu o seu aguilhão e a morte perdeu a sua fetidez. Para aqueles que O seguem, há esperança. Para aqueles que caminham com Ele, há luz do outro lado e calma após a tempestade. Pe. Dwight Longenecker Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere #PaixãodeCristo #Semanasanta
- Aprenda como receber Indulgência Plenária no Tríduo Pascal
Durante o santo Tríduo Pascal podemos ganhar para nós ou para os defuntos o dom da Indulgência Plenária se realizarmos algumas das seguintes obras estabelecidas pela Santa Sé. Que é a Indulgência? “A Indulgencia é a remissão diante de Deus da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, convenientemente disposto e mediante certas condições definidas, obtém por intervenção da Igreja que, como administradora da Redenção, distribui e aplica com autoridade o tesouro da satisfações de Cristo e dos Santos” Obras que gozam do dom da indulgência pascal: Quinta-feira Santa 1. Se durante a solene reserva do Santíssimo, que segue à Missa da Ceia do Senhor, recitamos ou cantamos o hino eucarístico “Tantum Ergo” (“Adoremos Prostrados”). 2. Se visitarmos pelo espaço de meia hora o Santíssimo Sacramento reservado no Monumento para adorá-lo. Sexta-feira Santa 1. Se na Sexta-feira Santa assistirmos piedosamente à Veneração da Cruz na solene celebração da Paixão do Senhor. Sábado Santo 1. Se rezarmos juntos a reza do Santo Rosário. Vigília Pascal 1. Se assistirmos à celebração da Vigília Pascal (Sábado Santo de noite) e nela renovamos as promessas de nosso Santo Batismo. Condições: Para ganhar a Indulgência Plenária além de ter realizado a obra enriquecida se requer o cumprimento das seguintes condições: A. Exclusão de todo afeto para qualquer pecado, inclusive venial. B. Cumprir uma das obras indulgenciadas acima. C. Confissão sacramental; D. Comunhão eucarística; E. Oração pelas intenções do Sumo Pontífice; Estas três últimas condições podem ser cumpridas uns dias antes ou depois da execução da obra enriquecida com a Indulgência Plenária; mas convém que se realizem no mesmo dia em que se cumpre a obra. É oportuno assinalar que com uma só confissão sacramental podemos ganhar várias indulgências. Convém, não obstante, que se receba freqüentemente a graça do sacramento da Penitência, para aprofundar na conversão e na pureza de coração. Por outro lado, com uma só comunhão eucarística e uma só oração pelas intenções do Santo Padre só se ganha uma Indulgência Plenária. A condição de orar pelas intenções do Sumo Pontífice se cumpre rezando-se em sua intenção um Pai Nosso e Ave-Maria; mas se concede a cada fiel cristão a faculdade de rezar qualquer outra fórmula, segundo sua piedade e devoção. Fonte: ACI Digital Leia também Aprenda mais sobre Indulgência: a grande misericórdia de Deus desconhecida por quase todos os cristãos #Indulgências
- Relógio da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo
Acompanhe conosco as 24 horas da Paixão de Nosso Senhor com as meditações do livro “Vida e Paixão do Cordeiro de Deus” de Anna Catarina Emmerich. O Relógio da Paixão de Cristo é uma reconstituição dos acontecimentos da nossa Salvação desde o fim da tarde de hoje até o sepultamento de Jesus. Em cada hora da sua Paixão, o próprio Cristo nos convida a fazer-Lhe companhia e a consola-Lo com nosso amor! O “Relógio da Paixão” não pretende ser uma “descrição minuciosa” da Paixão — com os horários exatos em que se deram os últimos acontecimentos da vida de Cristo. Baseia-se, antes, em estimativas colhidas dos próprios Evangelhos canônicos. A finalidade dessa prática de piedade não é senão fornecer matéria para que cresçamos no amor a Jesus crucificado. Acompanhe e medite conosco as 24 horas da Paixão de Cristo: 19hs – Jesus Lava os Pés de Seus Discípulos “Jesus, ensinando sobre o lava pés, disse que era uma purificação das faltas quotidianas, porque os pés, caminhando descuidadamente na terra, se sujavam continuamente. Esse banho dos pés era espiritual e uma espécie de absolvição. Pedro, porém, viu nele apenas uma humilhação muito grande para o Mestre; não sabia que Jesus, para salvá-lo e aos outros homens, se humilharia na manhã seguinte até a morte de cruz.” 20hs – Jesus na última Ceia – Institui a Santíssima Eucaristia “Não me lembro de ter visto o Senhor comer as espécies consagradas, a não ser que eu não reparasse. Dando o Santíssimo Sacramento, deu-se de modo que parecia sair de si mesmo e derramar-se nos Apóstolos, em uma efusão amor misericordioso.” 21hs – Jesus Reza no Horto das Oliveiras “Quando Jesus se afastou dos discípulos, vi em redor dele um largo círculo de imagens horríveis, o qual se apertava mais e mais. Cresceu-lhe a tristeza e a tribulação e retirou-se tremendo para dentro da gruta, semelhante ao homem que, fugindo de uma repentina tempestade, procura abrigo para rezar; vi, porém, que as imagens assustadores o perseguiram lá dentro da gruta, tornando-se cada vez mais distintas. A estreita caverna parecia encerrar o horrível espetáculo de todos os pecados cometidos, desde a primeira queda do homem até ao fim dos séculos, como também todos os castigos.” 22hs – Jesus Entra em Agonia e Sua Sangue “A princípio estava Jesus de joelhos, rezando tranquilamente; mais tarde, porém, se lhe assustou a alma, à vista da atrocidade dos inumeráveis crimes e da ingratidão dos homens para com Deus; assaltaram-no na angústia e dor tão veementes, que suplicou tremendo: ‘Meu pai, se for possível: passe este cálice longe de mim. Meu Pai, tudo vos é possível: afastai este cálice de mim’. Depois sossegou e disse: ‘Não faça, porém, a minha vontade, mas a vossa’. A sua vontade e a do Pai eram uma só, mas entregue à fragilidade da natureza humana, por amor, Jesus tremia à vista da morte.” 23hs – Jesus Recebe o Beijo de Judas, o traidor “Judas aproximou-se então de Jesus, abraçou e beijou-o dizendo: ‘Deus te salve, Mestre’. E Jesus disse: ‘Judas, é com um beijo que atraiçoas o Filho do Homem?’. Então os soldados cercaram Jesus e os oficiais, avançando, puseram as mãos em Nosso Senhor.” 0hs – Jesus é Preso e conduzido “Amarraram Jesus de uma maneira cruel, com as mãos sobre o peito, prendendo sem compaixão o pulso da mão direita por baixo do cotovelo do braço direito, com cordas novas e duras, que lhe cortavam a carne. Passaram-lhe em volta do corpo um cinturão largo, no qual havia pontas de ferro e argolas de fibra ou vime, nas quais amarram-lhe uma espécie de colar, no qual havia pontas e outros corpos pontiagudos para ferir; desse colar saíam, como uma estola, duas correias cruzadas sobre o peito até o cinturão, ao qual foram fortemente apertadas e ligadas. Fixaram ainda, em diversos pontos do cinturão, quatro cordas compridas, pelas quais podiam arrastar Jesus para lá e para cá, conforme lhes ditava a maldade. Todas essas correias eram novas e parecias preparadas de propósito desde que começaram a pensar em prender Jesus.” 1h – Jesus é Conduzido a Anás “Jesus estava em pé diante de Anás, calado, de cabeça baixa, pálido, cansado, com as vestes molhadas e enlameadas, as mãos amarradas, seguro com cordas pelos oficiais. Anás, velho malvado, magro, com pouca barba, cheio de impertinência e de orgulho farisaico, sorria hipocritamente, como se não soubesse de nada e se admirasse de ser Jesus o preso que lhe haviam anunciado. A arenga com que recebeu Jesus, não sei repeti-la com as mesmas palavras, mas era mais ou menos a seguinte: ‘Olá! Jesus de Nazaré! És tu? Onde estão então seus discípulos, os teus numerosos adeptos? Onde está teu reino? Parece que tudo saiu muito diferente do que pensavas! Acabaram agora as injúrias; esperávamos pacientemente até que estivesse cheia a medida das tuas blasfêmias, dos teus insultos aos sacerdotes e violações do Sábado. Quem são os teus discípulos? Onde estão? Agora te calas? Fala, agitador e sedutor do povo! Já comeste o cordeiro pascal de modo insólito, à hora e em lugar fora de costume. Queres introduzir uma nova doutrina? Quem te deu o direito de ensinar? Onde estudaste, fala! Qual é a tua doutrina?”. 2hs – Jesus é Entregue a Caifás “Caifás, furioso pelos depoimentos contraditórios e a confusão das duas últimas testemunhas, levantou-se do assento, desceu alguns degraus até estava Jesus, e disse: ‘Não responder nada a esta acusação?’. Indignou-se, porém, de Jesus não o olhar; os oficiais puxaram então, pelos cabelos, a cabeça de Nosso Senhor, para trás e bateram-lhe com os punhos por baixo do queixo. Mas o Senhor não levantou os olhos. Caifás, porém, estendeu com veemência as mãos e disse em tom furioso: ‘Conjuro-te pelo Deus vivo, que nos digas se és o Cristo, o Messias, o Filho de Deus Bendito!’.” 3hs – Jesus é Negado por Pedro “Fatigado pelas angústias e o medo, tinha-se esquecido da promessa presunçosa de querer antes morrer do que negar o aviso profético de Jesus; mas à vista do Mestre, esmagou-o a lembrança do crime que acabava de cometer. Tinha pecado; pecado contra o Salvador, tão cruelmente tratado, condenado inocente, sofrendo tão resignado toda a horrível tortura. Como desvairado de contrição, saiu apressadamente pelo pátio exterior, a cabeça velada e chorando amargamente; não temia mais ser interrogado; teria então dito a todos quem era e que pecado se pesava na consciência. ⠀ Quem se atreveria a dizer que em tais perigos, angústias, em tal pavor e confusão, numa tal luta entre amor e medo, cansado, insone, prestes a perder a razão pela dor de tantos e tão tristes acontecimentos dessa noite horrível, com uma natureza tão simples como ardente, quem se atreveria a dizer que, em iguais condições teria sido mais forte do que Pedro?” 4hs – Jesus é condenado a Morte pelo Sinédrio “Levantaram-se todos, cobrindo Jesus de escárnio e insultos, chamando-o de vagabundo, miserável, de obscuro nascimento, que queria ser o Messias e sentar-se à direita de Deus. Deram ordem aos oficiais de amarrá-lo de novo, pôr lhe uma cadeia de ferro em redor do pescoço, como aos condenados à morte, para assim levá-lo ao tribunal de Pilatos.” 5hs – Jesus é Conduzido a Pilatos “Pilatos olhou para Jesus com assombro e disse-lhe: ‘És então o rei dos judeus?’. Jesus respondeu: ‘Dizeis isso de ti mesmo ou foram outros que te disseram isto de mim?’. Pilatos, indignado de ver Jesus julgá-lo tolo a ponto de perguntar espontaneamente a um homem tão pobre e miserável se era rei, disse em tom desdenhoso: ‘Por acaso sou judeu, para me interessar por tais misérias? Teu povo e seus sacerdotes entregaram-te a mim, para condenar-te como réu de crime capital; dize-me, pois, o que fizeste?’. Respondeu-lhe Jesus em tom solene: ‘O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, eu teria servidores, que combateriam por mim, para não me deixar cair nas mãos dos judeus; mas meu reino não é deste mundo’. Pilatos estremeceu ao ouvir essas graves palavras de Jesus e disse pensativo: ‘Então és mesmo rei?’. Jesus respondeu: ‘É como dizes, sou rei. Nasci e vim a este mundo para dar testemunho da verdade e todo aquele que é da verdade atende à minha voz’. 6hs – Jesus é Desprezado por Herodes “Proferiram acusações tumultuosamente, logo ao entrarem; Herodes, porém, olhou com curiosidade para Jesus e quando o viu tão desfigurado e maltratado, o cabelo desgrenhado, o rosto lacerado e coberto de sangue e imundícies, a túnica toda suja de lama, esse rei mole e voluptuoso sentiu dó e nojo. Virou o rosto, com um gesto de nojo, e disse aos sacerdotes: ‘Levai-o daqui, limpai-o; como podeis trazer à minha presença um homem tão sujo e maltratado?’. Os oficiais levaram então Jesus ao átrio; trouxeram água numa bacia e um esfregão e limparam-no cruelmente; pois o rosto estava ferido e passavam o esfregão com brutalidade.” 7hs – Jesus é devolvido a Pilatos “Cada vez mais enfurecidos, tornaram os príncipes dos sacerdotes e os inimigos de Jesus a trazê-lo de novo de Herodes a Pilatos. Estavam envergonhados de não lhe ter conseguido a condenação e ter de voltar novamente para aquele que já o tinha declarado inocente. Por isso tomaram na volta outro caminho, cerca de duas vezes mais longo, para mostrá-lo naquela humilhação em outra parte da cidade, para poder maltratá-lo tanto mais pelo caminho e dar tempo aos agentes de instigaram o povo a agir conforme as maquinações tramadas.” 8hs – Jesus é Flagelado “Nosso Senhor e Salvador, o Filho de Deus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, contraía-se e torcia-se, como um verme, sob os açoites dos celerados; ouviam-se os Seus gemidos e lamentos, doces e claros, como uma prece afetuosa no meio de dores dilacerantes, entre o sibilar e estalar dos açoites carrascos (…) Os violentos golpes rasgaram todas as contusões do santo corpo de Jesus; o sangue regou o chão, em redor da coluna, e salpicou os braços dos carrascos. Jesus gemia, rezava, torcia-se de dor.” 9hs – Jesus é Coroado de Espinhos “Arrancaram de novo toda a roupa do corpo ferido de Jesus e impuseram-lhe um manto de soldado, curto, vermelho, velho e já roto, que nem lhe chegava até os joelhos. Pendiam dele ainda alguns restos de borlas amarelas; jaziam em um canto do quarto dos verdugos, que costumavam impô-los aos que tinham açoitado, seja para enxugar lhes o sangue, seja para escarnecê-lo. Arrastaram a Jesus para a coluna e empurraram-no brutalmente, com o corpo despido e ferido, sobre o escabelo coberto de pedras e cacos. Depois lhe puseram a coroa de espinhos na cabeça. Essa tinha dois palmos de altura, era muito espessa e trançada com arte; em cima tinha uma borda um pouco saliente. Puseram-lhe com muita força, de modo que formavam uma coroa ou um chapéu.” 10hs – Jesus, Posposto a Barrabás, é Condenado a Morte “Jesus, ainda vestido do rubro manto irônico, com a coroa de espinhos na cabeça, as mãos ligadas, foi então conduzido pelos oficiais e soldados que o cercavam, entre os assobios do povo, para o tribunal, onde o colocaram entre os dois ladrões. Pilatos, sentado no tribunal, disse mais uma vez, em voz alta, aos inimigos de Jesus: ‘Eis aí o vosso rei!’. Eles, porém, gritaram: ‘Fora! Morra! Crucifica-o!’. Pilatos disse: ‘Devo então crucificar o vosso rei?’. Mas os príncipes dos sacerdotes gritaram: ‘Não temos outro rei senão o César’. Então Pilatos não disse mais palavra em favor de Jesus, nem mais lhe falou, mas começou a pronunciar a sentença: ‘Por isso condeno Jesus Nazareno, rei dos judeus, a ser pregado na cruz!’.” 11hs – Jesus Recebe a Cruz e a Abraça por Nós “Quando jogaram a cruz no chão, aos pés de Jesus, ele se ajoelhou junto à mesma e, abraçando-a, beijou-a três vezes, dirigindo ao Pai Celestial, em voz baixa, uma oração comovente de ação de graças pela redenção do gênero humano, a qual ia realizar. Como os sacerdotes, entre os pagãos, abraçam um altar novo, assim abraçou Jesus a cruz, o eterno altar do sacrifício cruento da expiação. Os carrascos, porém, com um arranco nas cordas, fizeram Jesus ficar ereto, de joelhos, obrigando-o a carregar penosamente o pesado madeiro ao ombro direito e com o braço direito segurá-lo, com pouco e cruel auxílio dos carrascos. Vi anjos ajudando-o invisivelmente, pois sozinho não teria conseguido suspendê-l; ajoelhava-se, curvado sob o pesado fardo.” 12hs – Jesus é Despojado das Vestes e Crucificado “Jesus, imagem viva da dor, foi estendido pelos carrascos sobre a cruz; ele próprio se sentou sobre ela e eles brutalmente o deitaram de costas. Colocaram-lhe a mão direito sobre o orifício do prego, no braço direito da cruz, e aí lhe amarraram o braço. Um deles se ajoelhou sobre o Seu santo peito, enquanto outro lhe segurava a mão, que estava se contraindo, e um terceiro colocou o cravo grosso e comprido, com a ponta limada, sobre essa mão cheia de benção, e cravou-a nela, com violentas pancadas de um martelo de ferreiro. Doces e claros gemidos ouviram-se da boca do Senhor; o sangue sagrado salpicou os braços dos carrascos; rasgaram-lhe os tendões da mão, os quais foram arrastados, com o prego triangular, para dentro do estreito orifício. Contei as marteladas, mas esqueci, na minha dor, esse número. A Santíssima Virgem gemia baixinho e parecia estar sem sentidos exteriormente; Madalena estava desvairada.” 13hs – Jesus perdoa o bom ladrão Dimas diz ao outro ladrão “Nem sequer temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? Quanto a nós, fez-se justiça pois recebemos o castigo que as nossas ações mereciam, mas Ele nada praticou de condenável”. E acrescentou: “Jesus, lembra-Te de mim quando estiveres no teu reino”. Ele respondeu-lhe: “Em verdade te digo: Hoje estarás Comigo no Paraíso”. 14hs – Jesus nos Deixa Maria por Mãe “Assim não é de admirar que Jesus, dirigindo-se à Santíssima Virgem, não dissesse ‘Mãe’, mas ‘mulher’; pois que ela ali estava na sua dignidade de mulher que devia esmagar a cabeça da serpente, naquela hora em que aquela promessa se realizava, pelo sacrifício do Filho do Homem, seu próprio filho. Não era de admirar lá que Jesus desse João por filho àquela a quem o Anjo saudava: ‘Ave Maria, cheia de graça’, porque o nome de João significa ‘graça’, pois todos são o que os respectivos nomes significam e João tornara-se filho de Deus e Jesus Cristo vivia nele. Percebia-se que Jesus, naquele momento, dava com aquela palavras uma mãe, Maria, a todos que, como João, o recebem e, crendo nele, se tornam filhos de Deus, que não foram nascidos do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas do próprio Deus.” 15hs – Jesus Morre na Cruz “Tendo chegado a hora da agonia, Nosso Senhor lutou com a morte e um suor frio cobriu-lhe os membros. João estava sob a cruz e enxugou lhe os pés com o sudário. Madalena, esmagada pela dor, encostava-se à cruz no lado de trás. A Santíssima Virgem estava entre a cruz do bom ladrão e a de Jesus, amparada pelos braços de Maria de Cléofas e Salomé, olhando para o Filho, que lutava com a morte. Então disse Jesus: ‘Tudo está consumado!’ e, levantando a cabeça, exclamou em alta voz: ‘Meu Pai, em vossas mãos entrego o meu espírito”. Foi um grito doce e forte, que penetrou o Céu e a terra; depois inclinou a cabeça e expirou.” 16hs – Jesus é Transpassado Pela Lança “A Santíssima Virgem e os outros, cujos olhos estavam sempre fixos no Salvador, viram a súbita ação do oficial com grande angústia e acompanharam o golpe da lança com um grito de dor, precipitando-se para a cruz. Maria caiu nos braços das amigas, como se a lança lhe tivesse atravessado o próprio coração e sentisse o ferro cortante atravessá-lo de lado a lado.” 17hs – Jesus é Descido da Cruz “(…) Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar.” (Jo 19, 38-40) 18hs – Jesus é Sepultado “No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo.” (Jo 19, 41-42) Fonte: Livro “Vida e Paixão do Cordeiro de Deus” de Anna Catarina Emmerich #PaixãodeCristo #Quaresma #Semanasanta
- Relógio da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo
Acompanhe conosco as 24 horas da Paixão de Nosso Senhor com as meditações do livro “Vida e Paixão do Cordeiro de Deus” de Anna Catarina Emmerich. O Relógio da Paixão de Cristo é uma reconstituição dos acontecimentos da nossa Salvação desde o fim da tarde de hoje até o sepultamento de Jesus. Em cada hora da sua Paixão, o próprio Cristo nos convida a fazer-Lhe companhia e a consola-Lo com nosso amor! O “Relógio da Paixão” não pretende ser uma “descrição minuciosa” da Paixão — com os horários exatos em que se deram os últimos acontecimentos da vida de Cristo. Baseia-se, antes, em estimativas colhidas dos próprios Evangelhos canônicos. A finalidade dessa prática de piedade não é senão fornecer matéria para que cresçamos no amor a Jesus crucificado. Acompanhe e medite conosco as 24 horas da Paixão de Cristo: 19hs – Jesus Lava os Pés de Seus Discípulos “Jesus, ensinando sobre o lava pés, disse que era uma purificação das faltas quotidianas, porque os pés, caminhando descuidadamente na terra, se sujavam continuamente. Esse banho dos pés era espiritual e uma espécie de absolvição. Pedro, porém, viu nele apenas uma humilhação muito grande para o Mestre; não sabia que Jesus, para salvá-lo e aos outros homens, se humilharia na manhã seguinte até a morte de cruz.” 20hs – Jesus na última Ceia – Institui a Santíssima Eucaristia “Não me lembro de ter visto o Senhor comer as espécies consagradas, a não ser que eu não reparasse. Dando o Santíssimo Sacramento, deu-se de modo que parecia sair de si mesmo e derramar-se nos Apóstolos, em uma efusão amor misericordioso.” 21hs – Jesus Reza no Horto das Oliveiras “Quando Jesus se afastou dos discípulos, vi em redor dele um largo círculo de imagens horríveis, o qual se apertava mais e mais. Cresceu-lhe a tristeza e a tribulação e retirou-se tremendo para dentro da gruta, semelhante ao homem que, fugindo de uma repentina tempestade, procura abrigo para rezar; vi, porém, que as imagens assustadores o perseguiram lá dentro da gruta, tornando-se cada vez mais distintas. A estreita caverna parecia encerrar o horrível espetáculo de todos os pecados cometidos, desde a primeira queda do homem até ao fim dos séculos, como também todos os castigos.” 22hs – Jesus Entra em Agonia e Sua Sangue “A princípio estava Jesus de joelhos, rezando tranquilamente; mais tarde, porém, se lhe assustou a alma, à vista da atrocidade dos inumeráveis crimes e da ingratidão dos homens para com Deus; assaltaram-no na angústia e dor tão veementes, que suplicou tremendo: ‘Meu pai, se for possível: passe este cálice longe de mim. Meu Pai, tudo vos é possível: afastai este cálice de mim’. Depois sossegou e disse: ‘Não faça, porém, a minha vontade, mas a vossa’. A sua vontade e a do Pai eram uma só, mas entregue à fragilidade da natureza humana, por amor, Jesus tremia à vista da morte.” 23hs – Jesus Recebe o Beijo de Judas, o traidor “Judas aproximou-se então de Jesus, abraçou e beijou-o dizendo: ‘Deus te salve, Mestre’. E Jesus disse: ‘Judas, é com um beijo que atraiçoas o Filho do Homem?’. Então os soldados cercaram Jesus e os oficiais, avançando, puseram as mãos em Nosso Senhor.” 0hs – Jesus é Preso e conduzido “Amarraram Jesus de uma maneira cruel, com as mãos sobre o peito, prendendo sem compaixão o pulso da mão direita por baixo do cotovelo do braço direito, com cordas novas e duras, que lhe cortavam a carne. Passaram-lhe em volta do corpo um cinturão largo, no qual havia pontas de ferro e argolas de fibra ou vime, nas quais amarram-lhe uma espécie de colar, no qual havia pontas e outros corpos pontiagudos para ferir; desse colar saíam, como uma estola, duas correias cruzadas sobre o peito até o cinturão, ao qual foram fortemente apertadas e ligadas. Fixaram ainda, em diversos pontos do cinturão, quatro cordas compridas, pelas quais podiam arrastar Jesus para lá e para cá, conforme lhes ditava a maldade. Todas essas correias eram novas e parecias preparadas de propósito desde que começaram a pensar em prender Jesus.” 1h – Jesus é Conduzido a Anás “Jesus estava em pé diante de Anás, calado, de cabeça baixa, pálido, cansado, com as vestes molhadas e enlameadas, as mãos amarradas, seguro com cordas pelos oficiais. Anás, velho malvado, magro, com pouca barba, cheio de impertinência e de orgulho farisaico, sorria hipocritamente, como se não soubesse de nada e se admirasse de ser Jesus o preso que lhe haviam anunciado. A arenga com que recebeu Jesus, não sei repeti-la com as mesmas palavras, mas era mais ou menos a seguinte: ‘Olá! Jesus de Nazaré! És tu? Onde estão então seus discípulos, os teus numerosos adeptos? Onde está teu reino? Parece que tudo saiu muito diferente do que pensavas! Acabaram agora as injúrias; esperávamos pacientemente até que estivesse cheia a medida das tuas blasfêmias, dos teus insultos aos sacerdotes e violações do Sábado. Quem são os teus discípulos? Onde estão? Agora te calas? Fala, agitador e sedutor do povo! Já comeste o cordeiro pascal de modo insólito, à hora e em lugar fora de costume. Queres introduzir uma nova doutrina? Quem te deu o direito de ensinar? Onde estudaste, fala! Qual é a tua doutrina?”. 2hs – Jesus é Entregue a Caifás “Caifás, furioso pelos depoimentos contraditórios e a confusão das duas últimas testemunhas, levantou-se do assento, desceu alguns degraus até estava Jesus, e disse: ‘Não responder nada a esta acusação?’. Indignou-se, porém, de Jesus não o olhar; os oficiais puxaram então, pelos cabelos, a cabeça de Nosso Senhor, para trás e bateram-lhe com os punhos por baixo do queixo. Mas o Senhor não levantou os olhos. Caifás, porém, estendeu com veemência as mãos e disse em tom furioso: ‘Conjuro-te pelo Deus vivo, que nos digas se és o Cristo, o Messias, o Filho de Deus Bendito!’.” 3hs – Jesus é Negado por Pedro “Fatigado pelas angústias e o medo, tinha-se esquecido da promessa presunçosa de querer antes morrer do que negar o aviso profético de Jesus; mas à vista do Mestre, esmagou-o a lembrança do crime que acabava de cometer. Tinha pecado; pecado contra o Salvador, tão cruelmente tratado, condenado inocente, sofrendo tão resignado toda a horrível tortura. Como desvairado de contrição, saiu apressadamente pelo pátio exterior, a cabeça velada e chorando amargamente; não temia mais ser interrogado; teria então dito a todos quem era e que pecado se pesava na consciência. ⠀ Quem se atreveria a dizer que em tais perigos, angústias, em tal pavor e confusão, numa tal luta entre amor e medo, cansado, insone, prestes a perder a razão pela dor de tantos e tão tristes acontecimentos dessa noite horrível, com uma natureza tão simples como ardente, quem se atreveria a dizer que, em iguais condições teria sido mais forte do que Pedro?” 4hs – Jesus é condenado a Morte pelo Sinédrio “Levantaram-se todos, cobrindo Jesus de escárnio e insultos, chamando-o de vagabundo, miserável, de obscuro nascimento, que queria ser o Messias e sentar-se à direita de Deus. Deram ordem aos oficiais de amarrá-lo de novo, pôr lhe uma cadeia de ferro em redor do pescoço, como aos condenados à morte, para assim levá-lo ao tribunal de Pilatos.” 5hs – Jesus é Conduzido a Pilatos “Pilatos olhou para Jesus com assombro e disse-lhe: ‘És então o rei dos judeus?’. Jesus respondeu: ‘Dizeis isso de ti mesmo ou foram outros que te disseram isto de mim?’. Pilatos, indignado de ver Jesus julgá-lo tolo a ponto de perguntar espontaneamente a um homem tão pobre e miserável se era rei, disse em tom desdenhoso: ‘Por acaso sou judeu, para me interessar por tais misérias? Teu povo e seus sacerdotes entregaram-te a mim, para condenar-te como réu de crime capital; dize-me, pois, o que fizeste?’. Respondeu-lhe Jesus em tom solene: ‘O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, eu teria servidores, que combateriam por mim, para não me deixar cair nas mãos dos judeus; mas meu reino não é deste mundo’. Pilatos estremeceu ao ouvir essas graves palavras de Jesus e disse pensativo: ‘Então és mesmo rei?’. Jesus respondeu: ‘É como dizes, sou rei. Nasci e vim a este mundo para dar testemunho da verdade e todo aquele que é da verdade atende à minha voz’. 6hs – Jesus é Desprezado por Herodes “Proferiram acusações tumultuosamente, logo ao entrarem; Herodes, porém, olhou com curiosidade para Jesus e quando o viu tão desfigurado e maltratado, o cabelo desgrenhado, o rosto lacerado e coberto de sangue e imundícies, a túnica toda suja de lama, esse rei mole e voluptuoso sentiu dó e nojo. Virou o rosto, com um gesto de nojo, e disse aos sacerdotes: ‘Levai-o daqui, limpai-o; como podeis trazer à minha presença um homem tão sujo e maltratado?’. Os oficiais levaram então Jesus ao átrio; trouxeram água numa bacia e um esfregão e limparam-no cruelmente; pois o rosto estava ferido e passavam o esfregão com brutalidade.” 7hs – Jesus é devolvido a Pilatos “Cada vez mais enfurecidos, tornaram os príncipes dos sacerdotes e os inimigos de Jesus a trazê-lo de novo de Herodes a Pilatos. Estavam envergonhados de não lhe ter conseguido a condenação e ter de voltar novamente para aquele que já o tinha declarado inocente. Por isso tomaram na volta outro caminho, cerca de duas vezes mais longo, para mostrá-lo naquela humilhação em outra parte da cidade, para poder maltratá-lo tanto mais pelo caminho e dar tempo aos agentes de instigaram o povo a agir conforme as maquinações tramadas.” 8hs – Jesus é Flagelado “Nosso Senhor e Salvador, o Filho de Deus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, contraía-se e torcia-se, como um verme, sob os açoites dos celerados; ouviam-se os Seus gemidos e lamentos, doces e claros, como uma prece afetuosa no meio de dores dilacerantes, entre o sibilar e estalar dos açoites carrascos (…) Os violentos golpes rasgaram todas as contusões do santo corpo de Jesus; o sangue regou o chão, em redor da coluna, e salpicou os braços dos carrascos. Jesus gemia, rezava, torcia-se de dor.” 9hs – Jesus é Coroado de Espinhos “Arrancaram de novo toda a roupa do corpo ferido de Jesus e impuseram-lhe um manto de soldado, curto, vermelho, velho e já roto, que nem lhe chegava até os joelhos. Pendiam dele ainda alguns restos de borlas amarelas; jaziam em um canto do quarto dos verdugos, que costumavam impô-los aos que tinham açoitado, seja para enxugar lhes o sangue, seja para escarnecê-lo. Arrastaram a Jesus para a coluna e empurraram-no brutalmente, com o corpo despido e ferido, sobre o escabelo coberto de pedras e cacos. Depois lhe puseram a coroa de espinhos na cabeça. Essa tinha dois palmos de altura, era muito espessa e trançada com arte; em cima tinha uma borda um pouco saliente. Puseram-lhe com muita força, de modo que formavam uma coroa ou um chapéu.” 10hs – Jesus, Posposto a Barrabás, é Condenado a Morte “Jesus, ainda vestido do rubro manto irônico, com a coroa de espinhos na cabeça, as mãos ligadas, foi então conduzido pelos oficiais e soldados que o cercavam, entre os assobios do povo, para o tribunal, onde o colocaram entre os dois ladrões. Pilatos, sentado no tribunal, disse mais uma vez, em voz alta, aos inimigos de Jesus: ‘Eis aí o vosso rei!’. Eles, porém, gritaram: ‘Fora! Morra! Crucifica-o!’. Pilatos disse: ‘Devo então crucificar o vosso rei?’. Mas os príncipes dos sacerdotes gritaram: ‘Não temos outro rei senão o César’. Então Pilatos não disse mais palavra em favor de Jesus, nem mais lhe falou, mas começou a pronunciar a sentença: ‘Por isso condeno Jesus Nazareno, rei dos judeus, a ser pregado na cruz!’.” 11hs – Jesus Recebe a Cruz e a Abraça por Nós “Quando jogaram a cruz no chão, aos pés de Jesus, ele se ajoelhou junto à mesma e, abraçando-a, beijou-a três vezes, dirigindo ao Pai Celestial, em voz baixa, uma oração comovente de ação de graças pela redenção do gênero humano, a qual ia realizar. Como os sacerdotes, entre os pagãos, abraçam um altar novo, assim abraçou Jesus a cruz, o eterno altar do sacrifício cruento da expiação. Os carrascos, porém, com um arranco nas cordas, fizeram Jesus ficar ereto, de joelhos, obrigando-o a carregar penosamente o pesado madeiro ao ombro direito e com o braço direito segurá-lo, com pouco e cruel auxílio dos carrascos. Vi anjos ajudando-o invisivelmente, pois sozinho não teria conseguido suspendê-l; ajoelhava-se, curvado sob o pesado fardo.” 12hs – Jesus é Despojado das Vestes e Crucificado “Jesus, imagem viva da dor, foi estendido pelos carrascos sobre a cruz; ele próprio se sentou sobre ela e eles brutalmente o deitaram de costas. Colocaram-lhe a mão direito sobre o orifício do prego, no braço direito da cruz, e aí lhe amarraram o braço. Um deles se ajoelhou sobre o Seu santo peito, enquanto outro lhe segurava a mão, que estava se contraindo, e um terceiro colocou o cravo grosso e comprido, com a ponta limada, sobre essa mão cheia de benção, e cravou-a nela, com violentas pancadas de um martelo de ferreiro. Doces e claros gemidos ouviram-se da boca do Senhor; o sangue sagrado salpicou os braços dos carrascos; rasgaram-lhe os tendões da mão, os quais foram arrastados, com o prego triangular, para dentro do estreito orifício. Contei as marteladas, mas esqueci, na minha dor, esse número. A Santíssima Virgem gemia baixinho e parecia estar sem sentidos exteriormente; Madalena estava desvairada.” 13hs – Jesus perdoa o bom ladrão Dimas diz ao outro ladrão “Nem sequer temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? Quanto a nós, fez-se justiça pois recebemos o castigo que as nossas ações mereciam, mas Ele nada praticou de condenável”. E acrescentou: “Jesus, lembra-Te de mim quando estiveres no teu reino”. Ele respondeu-lhe: “Em verdade te digo: Hoje estarás Comigo no Paraíso”. 14hs – Jesus nos Deixa Maria por Mãe “Assim não é de admirar que Jesus, dirigindo-se à Santíssima Virgem, não dissesse ‘Mãe’, mas ‘mulher’; pois que ela ali estava na sua dignidade de mulher que devia esmagar a cabeça da serpente, naquela hora em que aquela promessa se realizava, pelo sacrifício do Filho do Homem, seu próprio filho. Não era de admirar lá que Jesus desse João por filho àquela a quem o Anjo saudava: ‘Ave Maria, cheia de graça’, porque o nome de João significa ‘graça’, pois todos são o que os respectivos nomes significam e João tornara-se filho de Deus e Jesus Cristo vivia nele. Percebia-se que Jesus, naquele momento, dava com aquela palavras uma mãe, Maria, a todos que, como João, o recebem e, crendo nele, se tornam filhos de Deus, que não foram nascidos do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas do próprio Deus.” 15hs – Jesus Morre na Cruz “Tendo chegado a hora da agonia, Nosso Senhor lutou com a morte e um suor frio cobriu-lhe os membros. João estava sob a cruz e enxugou lhe os pés com o sudário. Madalena, esmagada pela dor, encostava-se à cruz no lado de trás. A Santíssima Virgem estava entre a cruz do bom ladrão e a de Jesus, amparada pelos braços de Maria de Cléofas e Salomé, olhando para o Filho, que lutava com a morte. Então disse Jesus: ‘Tudo está consumado!’ e, levantando a cabeça, exclamou em alta voz: ‘Meu Pai, em vossas mãos entrego o meu espírito”. Foi um grito doce e forte, que penetrou o Céu e a terra; depois inclinou a cabeça e expirou.” 16hs – Jesus é Transpassado Pela Lança “A Santíssima Virgem e os outros, cujos olhos estavam sempre fixos no Salvador, viram a súbita ação do oficial com grande angústia e acompanharam o golpe da lança com um grito de dor, precipitando-se para a cruz. Maria caiu nos braços das amigas, como se a lança lhe tivesse atravessado o próprio coração e sentisse o ferro cortante atravessá-lo de lado a lado.” 17hs – Jesus é Descido da Cruz “(…) Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar.” (Jo 19, 38-40) 18hs – Jesus é Sepultado “No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo.” (Jo 19, 41-42) Fonte: Livro “Vida e Paixão do Cordeiro de Deus” de Anna Catarina Emmerich #PaixãodeCristo #Quaresma #Semanasanta
- CHÉ LA DIRITTA VIA ERA SMARRITA
Tendo perdido a verdadeira estrada, Nunca mais encontrei Vosso endereço, Senhor. Eu só batia em porta errada, Que se abria gentil. Mas que alto preço! O pecado era, então, o meu erário: Quanta vileza em minha caixa-forte! Eu já tinha o bastante necessário Para comprar a minha eterna morte. Eis que uma noite, em busca dessas portas Que só se abriam para as almas mortas, Vosso endereço novamente achei. Foi súbito. Acendeu-se a grande Luz: Vi um palácio fundado numa Cruz E um crucifixo sustentando um Rei.
- Homilia da Quinta-Feira Santa – Instituição da Santíssima Eucaristia e o Sacerdócio
Sermão da Quinta-Feira Santa (Ceia do Senhor) Leia o Evangelho deste domingo e em seguida escute a homilia: Anúncio do Evangelho (Jo 13,1-15) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + escrito por João. — Glória a vós, Senhor. 1 Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. 2 Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. 3 Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, 4 levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. 5 Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. 6 Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: “Senhor, tu me lavas os pés?” 7 Respondeu Jesus: “Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”. 8 Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!” Mas Jesus respondeu: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”. 9 Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”. 10 Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos”. 11 Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: “Nem todos estais limpos”. 12 Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: “Compreendeis o que acabo de fazer? 13 Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. 14 Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. 15 Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
- Homilia da Quinta-Feira Santa – Instituição da Santíssima Eucaristia e o Sacerdócio
Sermão da Quinta-Feira Santa (Ceia do Senhor) Leia o Evangelho deste domingo e em seguida escute a homilia: Anúncio do Evangelho (Jo 13,1-15) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + escrito por João. — Glória a vós, Senhor. 1 Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. 2 Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. 3 Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, 4 levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. 5 Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. 6 Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: “Senhor, tu me lavas os pés?” 7 Respondeu Jesus: “Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”. 8 Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!” Mas Jesus respondeu: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”. 9 Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”. 10 Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos”. 11 Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: “Nem todos estais limpos”. 12 Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: “Compreendeis o que acabo de fazer? 13 Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. 14 Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. 15 Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
- Quinta-Feira Santa, a instituição da Eucaristia
A Igreja celebra hoje a Quinta-feira Santa. Neste dia, durante a Última Ceia, Jesus instituiu dois sacramentos: a Eucaristia e a Ordem Sacerdotal. Neste dia, começa o Tríduo Pascal, a preparação para a grande celebração da Páscoa, a vitória de Jesus Cristo sobre a morte, o pecado, o sofrimento e o inferno. Este é o dia em que a Igreja celebra a instituição dos grandes sacramentos da ordem e da Eucaristia. Jesus é o grande e eterno Sacerdote, mas quis precisar de ministros sagrados, retirados do meio do povo, para levar ao mundo a salvação que Ele conquistou com a Sua Morte e Ressurreição. Jesus desejou ardentemente celebrar aquela hor a: “Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa antes de sofrer” (Lc 22,15). Na celebração da Páscoa, após instituir o sacramento da Eucaristia, ele disse aos discípulos: “Fazei isto em memória de Mim”. Com essas palavras, Ele instituiu o sacerdócio cristão: “Pegando o cálice, deu graças e disse: Tomai este cálice e distribuí-o entre vós. Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.” (cf. Lc 22,17-19) A Santa Missa é então a celebração da Ceia do Senhor, na qual Jesus, na véspera da sua paixão, “enquanto ceava com seus discípulos, tomou pão…”. Ele quis que, como em sua última Ceia, seus discípulos se reunissem e recordassem-no abençoando o pão e o vinho: “Fazei isto em memória de mim”. Na noite em que foi traído, mais Ele nos amou, pois bebeu o cálice da Paixão até a última e amarga gota. São João disse que “antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou.” (Jo 13,1) Neste dia, há alegria e a Igreja rompe a austeridade quaresmal cantando o “Glória”: é a alegria de quem se sabe amado por Deus; porém, ao mesmo tempo, é sóbria e dolorida, porque é conhecido o preço que Cristo pagou por nós. Escute uma homilia especial para a data de hoje: Hoje inicia a festa da “crise pascoal”, isto é, da luta entre a morte e a vida, já que a vida nunca foi absorvida pela morte mas sim combatida por ela. A noite do sábado de Glória é o canto à vitória, porém tingida de sangue, e hoje é o hino à luta, mas de quem vence, porque sua arma é o amor. Leia também Sexta-feira Santa: Celebração da Paixão do Senhor QUINTA FEIRA “IN CŒNA DOMINI” Feria-Quinta in Cœna Domini, isto é, Quinta-feira da ceia do Senhor, eis como a Liturgia Tradicional designa o dia de hoje. Este nome nos indica o grande acontecimento que a santa Igreja comemora: a instituição do Sacrifício e Sacramento da Eucaristia e do Sacramento da Ordem. Como no domingo de Ramos, reunimo-nos em São João de Latrão, Mãe de todas as igrejas de Roma e do Universo, a mais nobre e mais antiga basílica, catedral do supremo Pastor da Igreja. Nela se conserva e venera ainda hoje a mesa em que o divino Salvador celebrou a última Ceia. O altar de nossa igreja é uma continuação daquela venerável mesa. A Missa é festiva, com os paramentos brancos. Canta-se o Glória, durante o qual tocam festivamente os sinos, que depois emudecem até o Glória na Missa da Vigília Pascal. Poucas passagens há, no ano eclesiástico, tão impressionantes e comovedoras para o coração do crente, quanto esta Missa; em que se mesclam alegria imensa e profunda tristeza. Hoje só é celebrada uma santa Missa, durante a qual todos os Sacerdotes (e todos os Cristãos assim o deveriam fazer) recebem a sua Comunhão pascal da mão do Celebrante. O memorável decreto “Maxima Redemptionis Nostræ Mysteria” de 16/11/1955 com que a Sagrada Congregação dos Ritos, obedecendo a um mandado do Santo Padre Pio XII, renovou toda a liturgia da Semana Santa, prescreve que essa Missa in Cœna Domini seja celebrada entre as 17 e as 20 horas. Depois do Evangelho e da Homilia, pode-se realizar a cerimônia do Lava-pés. A Santa Comunhão só pode ser distribuída durante a Missa ou logo depois dela e deve ser dada com partículas consagradas nessa mesma Missa. Depois dia Missa, faz-se a solene transladação do SSmo. Sacramento para um altar lateral, que tenha sido ornamentado e preparado para esse fim desse altar se fará a pública adoração da Santa Reserva até meia-noite. MISSAL QUOTIDIANO COMPLETO / EM PORTUGUÊS com o próprio do Brasil edição B – editado e impresso nas oficinas tipográficas do Mosteiro de São Bento / Bahia, 23 de dezembro de 1957. Pág 230/231. #PaixãodeCristo #Quaresma #Semanasanta
- Quinta-Feira Santa, a instituição da Eucaristia
A Igreja celebra hoje a Quinta-feira Santa. Neste dia, durante a Última Ceia, Jesus instituiu dois sacramentos: a Eucaristia e a Ordem Sacerdotal. Neste dia, começa o Tríduo Pascal, a preparação para a grande celebração da Páscoa, a vitória de Jesus Cristo sobre a morte, o pecado, o sofrimento e o inferno. Este é o dia em que a Igreja celebra a instituição dos grandes sacramentos da ordem e da Eucaristia. Jesus é o grande e eterno Sacerdote, mas quis precisar de ministros sagrados, retirados do meio do povo, para levar ao mundo a salvação que Ele conquistou com a Sua Morte e Ressurreição. Jesus desejou ardentemente celebrar aquela hor a: “Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa antes de sofrer” (Lc 22,15). Na celebração da Páscoa, após instituir o sacramento da Eucaristia, ele disse aos discípulos: “Fazei isto em memória de Mim”. Com essas palavras, Ele instituiu o sacerdócio cristão: “Pegando o cálice, deu graças e disse: Tomai este cálice e distribuí-o entre vós. Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.” (cf. Lc 22,17-19) A Santa Missa é então a celebração da Ceia do Senhor, na qual Jesus, na véspera da sua paixão, “enquanto ceava com seus discípulos, tomou pão…”. Ele quis que, como em sua última Ceia, seus discípulos se reunissem e recordassem-no abençoando o pão e o vinho: “Fazei isto em memória de mim”. Na noite em que foi traído, mais Ele nos amou, pois bebeu o cálice da Paixão até a última e amarga gota. São João disse que “antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou.” (Jo 13,1) Neste dia, há alegria e a Igreja rompe a austeridade quaresmal cantando o “Glória”: é a alegria de quem se sabe amado por Deus; porém, ao mesmo tempo, é sóbria e dolorida, porque é conhecido o preço que Cristo pagou por nós. Escute uma homilia especial para a data de hoje: Hoje inicia a festa da “crise pascoal”, isto é, da luta entre a morte e a vida, já que a vida nunca foi absorvida pela morte mas sim combatida por ela. A noite do sábado de Glória é o canto à vitória, porém tingida de sangue, e hoje é o hino à luta, mas de quem vence, porque sua arma é o amor. Leia também Sexta-feira Santa: Celebração da Paixão do Senhor QUINTA FEIRA “IN CŒNA DOMINI” Feria-Quinta in Cœna Domini, isto é, Quinta-feira da ceia do Senhor, eis como a Liturgia Tradicional designa o dia de hoje. Este nome nos indica o grande acontecimento que a santa Igreja comemora: a instituição do Sacrifício e Sacramento da Eucaristia e do Sacramento da Ordem. Como no domingo de Ramos, reunimo-nos em São João de Latrão, Mãe de todas as igrejas de Roma e do Universo, a mais nobre e mais antiga basílica, catedral do supremo Pastor da Igreja. Nela se conserva e venera ainda hoje a mesa em que o divino Salvador celebrou a última Ceia. O altar de nossa igreja é uma continuação daquela venerável mesa. A Missa é festiva, com os paramentos brancos. Canta-se o Glória, durante o qual tocam festivamente os sinos, que depois emudecem até o Glória na Missa da Vigília Pascal. Poucas passagens há, no ano eclesiástico, tão impressionantes e comovedoras para o coração do crente, quanto esta Missa; em que se mesclam alegria imensa e profunda tristeza. Hoje só é celebrada uma santa Missa, durante a qual todos os Sacerdotes (e todos os Cristãos assim o deveriam fazer) recebem a sua Comunhão pascal da mão do Celebrante. O memorável decreto “Maxima Redemptionis Nostræ Mysteria” de 16/11/1955 com que a Sagrada Congregação dos Ritos, obedecendo a um mandado do Santo Padre Pio XII, renovou toda a liturgia da Semana Santa, prescreve que essa Missa in Cœna Domini seja celebrada entre as 17 e as 20 horas. Depois do Evangelho e da Homilia, pode-se realizar a cerimônia do Lava-pés. A Santa Comunhão só pode ser distribuída durante a Missa ou logo depois dela e deve ser dada com partículas consagradas nessa mesma Missa. Depois dia Missa, faz-se a solene transladação do SSmo. Sacramento para um altar lateral, que tenha sido ornamentado e preparado para esse fim desse altar se fará a pública adoração da Santa Reserva até meia-noite. MISSAL QUOTIDIANO COMPLETO / EM PORTUGUÊS com o próprio do Brasil edição B – editado e impresso nas oficinas tipográficas do Mosteiro de São Bento / Bahia, 23 de dezembro de 1957. Pág 230/231. #PaixãodeCristo #Quaresma #Semanasanta
- Recuse imitações, não seja confundido pela ICAB – Igreja Católica Apostólica Brasileira
O que é a ICAB❓ O ICAB é a Igreja Católica Apostólica Brasileira ou “Igrejas Católicas Apostólicas Brasileiras”, ela têm lançado confusão no público, pois pretendem guardar a aparência de Igreja Católica e facilitam a praxe religiosa dos seus seguidores. Daí a conveniência de uma análise precisa do fenômeno: Origem da ICAB A “Igreja Católica Apostólica Brasileira” (ICAB) tem como fundador D. Carlos Duarte Costa. Este nasceu aos 21 de julho de 1888 no Rio de Janeiro e recebeu a ordenação sacerdotal a 1º de abril de 1911. Aos 4 de julho de 1924 foi nomeado bispo de Botucatu (SP). Pouco feliz foi o governo do novo prelado, que se viu envolvido em questões de mística desorientada (devoções pouco condizentes com a reta fé); também enfrentou problemas de administração financeira e de embates políticos. Em conseqüência foi afastado de sua diocese e nomeado bispo titular de Maura (na Mauritânia, África Ocidental); fixou então residência no Rio de Janeiro. Em breve, porém, D. Carlos viu-se a braços com novas lutas: em 1942 o Brasil entrou em guerra contra o nazi-fascismo; nessa ocasião o bispo apelou publicamente para o Presidente da República a fim de que interviesse na Igreja e expulsasse bispos e sacerdotes “fascistas, nazistas e falangistas”; acusou a Ação Católica de espionagem em favor do totalitarismo da direita. Prefaciou elogiosamente o livro “O Poder Soviético” de Hewlet Johnson e atacou por escrito as Forças Armadas do Brasil. Em conseqüência, foi preso como comunista e enviado a uma cidade de Minas Gerais, onde permaneceu na qualidade de hóspede. Diante dos rumores que se propagavam em torno da pessoa de D. Carlos, as autoridades eclesiásticas procuraram apaziguá-lo. Como isto não desse resultado, D. Carlos em 1944 foi suspenso de ordens, isto é, perdeu a autorização para exercer as funções do sagrado ministério. Esta medida de nada serviu; por isto D. Carlos foi excomungado aos 6 de julho de 1945; neste mesmo dia resolveu fundar a sua Igreja, dita “Igreja Católica Apostólica Brasileira”. Em vista desta atitude, o Santo Ofício declarou D. Carlos excomungado vitandus (= a ser evitado) aos 3 de julho de 1946. Um dos primeiros atos públicos da ICAB foi a fundação do “Partido Socialista Cristão”, sob a orientação de D. Carlos. Este chegou a apresentar um candidato à presidência da República, o qual, porém, se desentendeu em breve, ficando fracassado o novo Partido. D. Carlos promoveu direta ou indiretamente a ordenação de numerosos “bispos” e “presbíteros”, cuja formação doutrinária e cultural era precária. O infeliz prelado veio a falecer aos 26 de março de 1961; terminou a vida de maneira desvairada, obcecado por paixões, que se exprimiam em injúrias através do seu jornal “LUTA”. Todavia um Concílio Nacional da ICAB, aos 6 de julho de 1970, chegou a atribuir-lhe o título de “Santo”: “São Carlos Duarte”! Doutrina e atuação da ICAB: Em matéria de doutrina, a ICAB procura reproduzir a da Igreja Católica, excluindo evidentemente (como se compreende) o primado de Pedro… A sua mensagem teológica é muito diluída, visão que os seus orientadores pouco estudam. Vários destes são homens que tentaram chegar ao sacerdócio na Igreja Católica, mas, por um motivo ou outro, não o conseguiram; então passaram-se para a ICAB, onde o estudo e o acesso às ordens sagradas lhes foram extremamente facilitados. Infelizmente nota-se nos membros da hierarquia e nos fiéis da ICAB certo oportunismo, ou seja, a procura de atender a interesses pessoais: ordenação “sacerdotal” ou “episcopal”, lucros financeiros mediante celebração do culto, “casamento” facilitado em favor de pessoas já casadas, “batizados” sem preparação dos pais e padrinhos… Dir-se-ia que a ICAB procura adeptos a todo e qualquer preço. Lê-se, por exemplo, na Lista Telefônica de assinantes classificados do Rio de Janeiro: “ICAB, Igreja Católica Apostólica Brasileira, Paróquia São Jorge: casamento com ou sem efeito civil de pessoas solteiras, desquitadas e divorciadas. Crismas. Consagrações. Também em residências ou Clubes Realengo, Piraquara”. Dado que a ICAB se adapta às diversas oportunidades de crescer, há atualmente muitos ramos da mesma independentes uns dos outros, o que sugere a denominação “Igrejas Católicas Apostólicas Brasileiras” em vez de “Igreja Brasileira”. O que dá certo êxito a essa corrente religiosa, são os dois seguintes fatores: 1) A reprodução dos ritos e a conservação dos símbolos (inclusive da linguagem) da Igreja Católica. Muitas pessoas não conseguem distinguir entre a Igreja Católica e a Igreja Brasileira. Parece haver a intenção de guardar em tudo as aparências da Igreja Católica entre os responsáveis das Igrejas Brasileiras. 2) O procedimento facilitário e oportunista dos mentores da ICAB. Esta não apresenta normas definidas de Direito Eclesiástico, de modo que os seus ministros são capazes de “legitimar” religiosamente qualquer situação ilegal daqueles que os procuram. Este comportamento facilitário é, naturalmente, fonte de dinheiro, pois a ICAB sabe prevalecer-se da generosidade dos fiéis. A exploração se torna ainda mais fácil em virtude da ignorãncia religiosa de muitos cidadãos brasileiros. A falta de estrutura doutrinária e disciplinar das Igrejas Brasileiras lhes tira a coesão desejável e faz que não tenham quase significado no cenário público do Brasil; apesar disto, conseguem penetrar dentro da população desprevenida da nossa Pátria, favorecendo o ecleticismo e solapando a vitalidade religiosa de muitos católicos. A propósito pergunta-se: Qual a validade dos ritos da ICAB? Respondemos em três etapas: 3.1. A eficácia dos Sacramentos a) Um sacramento é um rito mediante o qual Cristo comunica as graças da Redenção ex opere operato, ou seja, desde que o ministro respectivo aplique a matéria (água, pão, vinho, óleo) e a forma devida (as palavras que indicam o efeito da matéria). b) Os sacramentos não são eficazes ou não conferem a graça em virtude da santidade do homem (sacerdote, bispo) que os administra mas sim por ação do próprio Cristo, que se serve do homem como instrumento de sua obra redentora. Todavia, para a validade do sacramento, requer-se que: O ministro tenha sido validamente ordenado padre ou bispo; Tenha, ao administrar o sacramento, a intenção de fazer o que Cristo queria que fosse feito, ou a intenção de se identificar com as intenções de Cristo, Sumo Sacerdote. 3.2. Que diz a ICAB? Os adeptos da ICAB afirmam que: Seus ministros foram validamente ordenados padres e bispos, pois receberam a sucessão apostólica das mãos de D. Carlos Duarte Costa, que foi verdadeiro bispo da Igreja Católica, sagrado por D. Sebastião Leme. Embora Dom Carlos se tenha separado da Igreja Católica, conservou o caráter episcopal perenemente impresso em sua alma; D. Carlos e os bispos que ele ordenou sempre fizeram questão de transmitir as ordens sacras segundo o ritual exato adotado pela Igreja Católica (usando mesmo o latim em algumas ocasiões); As missas, os batizados e outros ritos ocorrentes nas cerimônias de culto da ICAB obedecem estritamente à essência do Ritual sempre vigente na Igreja Católica. Por conseguinte, concluem os ministros da ICAB, a Igreja Brasileira possui autênticos bispos e presbíteros, e ministra validamente os sacramentos. 3.3. E que diz a Igreja Católica? a)- Embora os ministros da Igreja Brasileira apliquem exatamente a matéria e a forma de cada sacramento, falta-lhes algo de essencial para que seus sacramentos sejam válidos, isto é, a intenção de fazer o que Cristo quis que fosse feito. b)- Na verdade, os ministros da ICAB, mediante os seus ritos, intencionam criar e desenvolver uma “Igreja” separada da única Igreja fundada por Cristo; tal “Igreja” nova já não professa as verdades do Credo Apostólico, mas se entrega ao ecleticismo religioso: Protestantes, espíritas, maçons e comunistas podem ser igualmente membros da ICAB. Sim; a revista “A Patena”, revista da “diocese da Baixada Fluminense” da ICAB, em seu nº 3 de 1971, 4ª capa, diz que a Igreja Brasileira “religiosamente é católica, porque aceita em seu grêmio cristãos de qualquer mentalidade, sem repelir os que sejam ou se digam protestantes, espíritas, maçons, católicos-romanos etc.”Isto significa que a Igreja Brasileira vem a ser uma sociedade filantrópica, humanitária, mas já não tem a mensagem religiosa definida que o Cristo confiou ao mundo e que o Símbolo de fé apostólico professa. c)- Donde se vê que a ação dos ministros da ICAB carece daquela intenção que é essencial para a validade dos sacramentos: a intenção de fazer o que Cristo faz mediante os sacramentos. d) Já que a ICAB se ramificou, dando origem a múltiplas “Igrejas”, Ordens e Irmandades independentes, já não se pode saber até que ponto nas denominações “católico-brasileiras” se conserva a fidelidade aos ritos sacramentais; com o tempo as arbitrariedades e os desvios facilmente se introduzem nas pequenas comunidades. e)- Em conseqüência, a Igreja Católica não reconhece as ordenações conferidas pela ICAB, muito menos reconhece a autenticidade das Missas e dos sacramentos celebrados pela ICAB. Observações Finais: 4.1)- A Igreja fundada por Cristo (cf. Mt 16,16-19) é Católica (aberta a todos os homens), Apostólica (baseada sobre a ação missionária dos doze Apóstolos) e Romana, isto é, governada visivelmente por Pedro e seus sucessores, que têm sede em Roma (como poderiam ter em Jerusalém, Antioquia ou Alexandria,se a Providência Divina tivesse encaminhado Pedro e os acontecimentos iniciais da história da Igreja em rumo diverso do que realmente ocorreu, ou seja, estes Patriarcados tombaram, ficando de Pé somente Roma pela Graça e permissão Divina). 4.2)- O título de “Romana” portanto, não significa que a Igreja de Cristo esteja presa aos interesses políticos da cidade de Roma ou da nação italiana; nem implica subordinação dos fiéis católicos do Brasil a uma potência estrangeira, mas apenas indica que essa Santa Igreja tem seu chefe visível, instituído por Cristo, na cidade de Roma. Os fatos atrás apontados evidenciam a urgência de sólida catequese para o povo de Deus no Brasil. D. Estevam Bettencourt – O.S.B. (Via Dúvidas Católicas) #FalsasDoutrinas #FalsasReligiões #FormaçõesCatólicas
- Recuse imitações, não seja confundido pela ICAB – Igreja Católica Apostólica Brasileira
O que é a ICAB❓ O ICAB é a Igreja Católica Apostólica Brasileira ou “Igrejas Católicas Apostólicas Brasileiras”, ela têm lançado confusão no público, pois pretendem guardar a aparência de Igreja Católica e facilitam a praxe religiosa dos seus seguidores. Daí a conveniência de uma análise precisa do fenômeno: Origem da ICAB A “Igreja Católica Apostólica Brasileira” (ICAB) tem como fundador D. Carlos Duarte Costa. Este nasceu aos 21 de julho de 1888 no Rio de Janeiro e recebeu a ordenação sacerdotal a 1º de abril de 1911. Aos 4 de julho de 1924 foi nomeado bispo de Botucatu (SP). Pouco feliz foi o governo do novo prelado, que se viu envolvido em questões de mística desorientada (devoções pouco condizentes com a reta fé); também enfrentou problemas de administração financeira e de embates políticos. Em conseqüência foi afastado de sua diocese e nomeado bispo titular de Maura (na Mauritânia, África Ocidental); fixou então residência no Rio de Janeiro. Em breve, porém, D. Carlos viu-se a braços com novas lutas: em 1942 o Brasil entrou em guerra contra o nazi-fascismo; nessa ocasião o bispo apelou publicamente para o Presidente da República a fim de que interviesse na Igreja e expulsasse bispos e sacerdotes “fascistas, nazistas e falangistas”; acusou a Ação Católica de espionagem em favor do totalitarismo da direita. Prefaciou elogiosamente o livro “O Poder Soviético” de Hewlet Johnson e atacou por escrito as Forças Armadas do Brasil. Em conseqüência, foi preso como comunista e enviado a uma cidade de Minas Gerais, onde permaneceu na qualidade de hóspede. Diante dos rumores que se propagavam em torno da pessoa de D. Carlos, as autoridades eclesiásticas procuraram apaziguá-lo. Como isto não desse resultado, D. Carlos em 1944 foi suspenso de ordens, isto é, perdeu a autorização para exercer as funções do sagrado ministério. Esta medida de nada serviu; por isto D. Carlos foi excomungado aos 6 de julho de 1945; neste mesmo dia resolveu fundar a sua Igreja, dita “Igreja Católica Apostólica Brasileira”. Em vista desta atitude, o Santo Ofício declarou D. Carlos excomungado vitandus (= a ser evitado) aos 3 de julho de 1946. Um dos primeiros atos públicos da ICAB foi a fundação do “Partido Socialista Cristão”, sob a orientação de D. Carlos. Este chegou a apresentar um candidato à presidência da República, o qual, porém, se desentendeu em breve, ficando fracassado o novo Partido. D. Carlos promoveu direta ou indiretamente a ordenação de numerosos “bispos” e “presbíteros”, cuja formação doutrinária e cultural era precária. O infeliz prelado veio a falecer aos 26 de março de 1961; terminou a vida de maneira desvairada, obcecado por paixões, que se exprimiam em injúrias através do seu jornal “LUTA”. Todavia um Concílio Nacional da ICAB, aos 6 de julho de 1970, chegou a atribuir-lhe o título de “Santo”: “São Carlos Duarte”! Doutrina e atuação da ICAB: Em matéria de doutrina, a ICAB procura reproduzir a da Igreja Católica, excluindo evidentemente (como se compreende) o primado de Pedro… A sua mensagem teológica é muito diluída, visão que os seus orientadores pouco estudam. Vários destes são homens que tentaram chegar ao sacerdócio na Igreja Católica, mas, por um motivo ou outro, não o conseguiram; então passaram-se para a ICAB, onde o estudo e o acesso às ordens sagradas lhes foram extremamente facilitados. Infelizmente nota-se nos membros da hierarquia e nos fiéis da ICAB certo oportunismo, ou seja, a procura de atender a interesses pessoais: ordenação “sacerdotal” ou “episcopal”, lucros financeiros mediante celebração do culto, “casamento” facilitado em favor de pessoas já casadas, “batizados” sem preparação dos pais e padrinhos… Dir-se-ia que a ICAB procura adeptos a todo e qualquer preço. Lê-se, por exemplo, na Lista Telefônica de assinantes classificados do Rio de Janeiro: “ICAB, Igreja Católica Apostólica Brasileira, Paróquia São Jorge: casamento com ou sem efeito civil de pessoas solteiras, desquitadas e divorciadas. Crismas. Consagrações. Também em residências ou Clubes Realengo, Piraquara”. Dado que a ICAB se adapta às diversas oportunidades de crescer, há atualmente muitos ramos da mesma independentes uns dos outros, o que sugere a denominação “Igrejas Católicas Apostólicas Brasileiras” em vez de “Igreja Brasileira”. O que dá certo êxito a essa corrente religiosa, são os dois seguintes fatores: 1) A reprodução dos ritos e a conservação dos símbolos (inclusive da linguagem) da Igreja Católica. Muitas pessoas não conseguem distinguir entre a Igreja Católica e a Igreja Brasileira. Parece haver a intenção de guardar em tudo as aparências da Igreja Católica entre os responsáveis das Igrejas Brasileiras. 2) O procedimento facilitário e oportunista dos mentores da ICAB. Esta não apresenta normas definidas de Direito Eclesiástico, de modo que os seus ministros são capazes de “legitimar” religiosamente qualquer situação ilegal daqueles que os procuram. Este comportamento facilitário é, naturalmente, fonte de dinheiro, pois a ICAB sabe prevalecer-se da generosidade dos fiéis. A exploração se torna ainda mais fácil em virtude da ignorãncia religiosa de muitos cidadãos brasileiros. A falta de estrutura doutrinária e disciplinar das Igrejas Brasileiras lhes tira a coesão desejável e faz que não tenham quase significado no cenário público do Brasil; apesar disto, conseguem penetrar dentro da população desprevenida da nossa Pátria, favorecendo o ecleticismo e solapando a vitalidade religiosa de muitos católicos. A propósito pergunta-se: Qual a validade dos ritos da ICAB? Respondemos em três etapas: 3.1. A eficácia dos Sacramentos a) Um sacramento é um rito mediante o qual Cristo comunica as graças da Redenção ex opere operato, ou seja, desde que o ministro respectivo aplique a matéria (água, pão, vinho, óleo) e a forma devida (as palavras que indicam o efeito da matéria). b) Os sacramentos não são eficazes ou não conferem a graça em virtude da santidade do homem (sacerdote, bispo) que os administra mas sim por ação do próprio Cristo, que se serve do homem como instrumento de sua obra redentora. Todavia, para a validade do sacramento, requer-se que: O ministro tenha sido validamente ordenado padre ou bispo; Tenha, ao administrar o sacramento, a intenção de fazer o que Cristo queria que fosse feito, ou a intenção de se identificar com as intenções de Cristo, Sumo Sacerdote. 3.2. Que diz a ICAB? Os adeptos da ICAB afirmam que: Seus ministros foram validamente ordenados padres e bispos, pois receberam a sucessão apostólica das mãos de D. Carlos Duarte Costa, que foi verdadeiro bispo da Igreja Católica, sagrado por D. Sebastião Leme. Embora Dom Carlos se tenha separado da Igreja Católica, conservou o caráter episcopal perenemente impresso em sua alma; D. Carlos e os bispos que ele ordenou sempre fizeram questão de transmitir as ordens sacras segundo o ritual exato adotado pela Igreja Católica (usando mesmo o latim em algumas ocasiões); As missas, os batizados e outros ritos ocorrentes nas cerimônias de culto da ICAB obedecem estritamente à essência do Ritual sempre vigente na Igreja Católica. Por conseguinte, concluem os ministros da ICAB, a Igreja Brasileira possui autênticos bispos e presbíteros, e ministra validamente os sacramentos. 3.3. E que diz a Igreja Católica? a)- Embora os ministros da Igreja Brasileira apliquem exatamente a matéria e a forma de cada sacramento, falta-lhes algo de essencial para que seus sacramentos sejam válidos, isto é, a intenção de fazer o que Cristo quis que fosse feito. b)- Na verdade, os ministros da ICAB, mediante os seus ritos, intencionam criar e desenvolver uma “Igreja” separada da única Igreja fundada por Cristo; tal “Igreja” nova já não professa as verdades do Credo Apostólico, mas se entrega ao ecleticismo religioso: Protestantes, espíritas, maçons e comunistas podem ser igualmente membros da ICAB. Sim; a revista “A Patena”, revista da “diocese da Baixada Fluminense” da ICAB, em seu nº 3 de 1971, 4ª capa, diz que a Igreja Brasileira “religiosamente é católica, porque aceita em seu grêmio cristãos de qualquer mentalidade, sem repelir os que sejam ou se digam protestantes, espíritas, maçons, católicos-romanos etc.”Isto significa que a Igreja Brasileira vem a ser uma sociedade filantrópica, humanitária, mas já não tem a mensagem religiosa definida que o Cristo confiou ao mundo e que o Símbolo de fé apostólico professa. c)- Donde se vê que a ação dos ministros da ICAB carece daquela intenção que é essencial para a validade dos sacramentos: a intenção de fazer o que Cristo faz mediante os sacramentos. d) Já que a ICAB se ramificou, dando origem a múltiplas “Igrejas”, Ordens e Irmandades independentes, já não se pode saber até que ponto nas denominações “católico-brasileiras” se conserva a fidelidade aos ritos sacramentais; com o tempo as arbitrariedades e os desvios facilmente se introduzem nas pequenas comunidades. e)- Em conseqüência, a Igreja Católica não reconhece as ordenações conferidas pela ICAB, muito menos reconhece a autenticidade das Missas e dos sacramentos celebrados pela ICAB. Observações Finais: 4.1)- A Igreja fundada por Cristo (cf. Mt 16,16-19) é Católica (aberta a todos os homens), Apostólica (baseada sobre a ação missionária dos doze Apóstolos) e Romana, isto é, governada visivelmente por Pedro e seus sucessores, que têm sede em Roma (como poderiam ter em Jerusalém, Antioquia ou Alexandria,se a Providência Divina tivesse encaminhado Pedro e os acontecimentos iniciais da história da Igreja em rumo diverso do que realmente ocorreu, ou seja, estes Patriarcados tombaram, ficando de Pé somente Roma pela Graça e permissão Divina). 4.2)- O título de “Romana” portanto, não significa que a Igreja de Cristo esteja presa aos interesses políticos da cidade de Roma ou da nação italiana; nem implica subordinação dos fiéis católicos do Brasil a uma potência estrangeira, mas apenas indica que essa Santa Igreja tem seu chefe visível, instituído por Cristo, na cidade de Roma. Os fatos atrás apontados evidenciam a urgência de sólida catequese para o povo de Deus no Brasil. D. Estevam Bettencourt – O.S.B. (Via Dúvidas Católicas) #FalsasDoutrinas #FalsasReligiões #FormaçõesCatólicas
- A REFORMA PROTESTANTE NA ORIGEM DA CRISTOFOBIA ATUAL – Grzegorz Kucharczyk
[Grzegorz Kucharczyk é um historiador polonês e professor de Humanidades especializado no estudo do pensamento político dos séculos XIX e XX, bem como da história alemã. Uma de suas últimas produções é um livro intitulado Cristofobia: 500 anos de ódio a Jesus e à Igreja . Em entrevista concedida em novembro de 2021, comentando vários temas abordados no livro, destaca o vínculo existente entre a reforma protestante e a atual onda de cristofobia no mundo ocidental]. A cristianofobia é apenas a manifestação de um processo mais profundo, a que chamamos de cristofobia, observável na forma de manifestações de hostilidade para com os cristãos ou o cristianismo, mas que, na realidade, é uma hostilidade contra o próprio fundador e chefe de nossa Igreja, isto é, Jesus Cristo. Esta é a realidade que enfrentamos, por exemplo, no ano passado [2020], nas ruas de nossas cidades. As chamadas manifestações “relâmpago vermelho” [uma série de manifestações pró-aborto organizadas na Polônia no outono de 2020] transbordavam de hostilidade contra Jesus Cristo. Slogans blasfemos foram rabiscados nas fachadas das igrejas e houve até interrupções de missas. Tratava-se realmente de expressar um ódio específico a Jesus, e isto tem ocorrido desde os tempos antigos. Perseguição aos cristãos e à Igreja é apenas o epifenômeno de uma perseguição e ódio inicial contra Jesus. Essas manifestações no outono passado revelaram a existência de certas correntes que começaram a se formar muito antes, surgidas ao mesmo tempo. Pode ser doloroso para alguns ouvir isto, mas temos que encarar os fatos: a situação na Polônia não é tão cor-de-rosa quanto se poderia pensar. Não podemos continuar a nos iludir dizendo, a nós mesmos, que não estamos preocupados, que as manifestações da cristofobia são exclusivas do Ocidente e que a Polônia estaria isenta delas. Acontece que esses eventos foram provavelmente um último aviso para muitos de nós: a última oportunidade para percebermos a gravidade da situação. (…) Ao contrário da propaganda, dominante em círculos onde a Reforma é vista apenas como um progresso histórico, a Reforma não aconteceu apenas de baixo para cima. Não foi o povo que exigiu um evangelho purificado e a abolição da Santa Missa, do latim, do culto aos santos, a destruição da arte sacra e assim por diante. As “pessoas comuns” nunca pediram algo assim. Desde o início, a Reforma Protestante foi um projeto revolucionário, nascido nos corações e mentes de alguns dos dignitários da Igreja Católica. Martinho Lutero foi padre antes de se tornar “reformista”. Tudo isso era basicamente um programa revolucionário muito abrangente. Uma revolução que rejeitava a Igreja como tal. Tratava-se, sobretudo, de rejeitar a Igreja como instituição criada pelo próprio Deus e investida por Ele da missão de conduzir os povos à salvação. Isso é o que Martinho Lutero e os outros rejeitaram, com todas as consequências que se seguiram. Uma dessas consequências foi o vandalismo cultural de que se acaba de falar: destruição de monumentos de arte sacra, atos de profanação dos Santos Sacramentos. Este foi especialmente o caso em áreas onde a facção calvinista estava crescendo em poder. Nessas regiões, tal atividade destrutiva foi particularmente violenta: na Holanda, Alemanha e Inglaterra. O povo se opôs. Na Inglaterra, como na Suécia, toda uma série de revoltas camponesas mostrou que o povo não era a favor desse tipo de mudança revolucionária. O fator decisivo foi o envolvimento do Estado, isto é, dos próprios governantes, que tinham interesse material direto em serem cúmplices no confisco dos bens da Igreja. A palavra de ordem a favor da “Igreja pobre” derivava geralmente do fato de certas pessoas – nomeadamente o soberano e um certo número de magnatas da burguesia ou da nobreza – encontrarem nela a oportunidade de se enriquecerem. Foi assim que se criou uma comunidade de interesses que, de posse dos instrumentos do poder, acabou por prevalecer sobre as revoltas populares que se opunham à Reforma. Grzegorz Kucharczyk : « Une crise de la foi attire inévitablement une crise de la raison »
- Alerta: “Pecado de eleitor cristão que vota em candidato pró-aborto é mais grave” afirma
O bispo de Formosa (GO), dom Adair José Guimarães, fez um alerta sobre candidatos na política que defendem a legalização do aborto. “Não cabe ao homem e, tampouco, ao ente político, definir quais vidas devem ser eliminadas como não cabe aos mesmos a criação de quaisquer vidas”, disse. Segundo o bispo, no caso de um “eleitor cristão, a gravidade do pecado, no ato de escolher um candidato que defende o aborto, é ainda mais grave”. Sem mencionar diretamente nenhum político, dom Adair José Guimarães convocou os católicos a estar “atentos a candidatos na política que defendam a legalização do aborto, pois, não podemos ter como representantes aqueles que promovem, nos discursos, o assassinato de inocentes como questão de saúde pública”. Nas últimas semanas, o pré-candidato do PT à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera todas as pesquisas de intenção de voto divulgadas até agora, defendeu em duas ocasiões o aborto. Em uma entrevista em 24 de março, Lula declarou que pessoalmente é “contra o aborto”, mas como “chefe de Estado”, precisa “tratar o assunto como saúde pública”. Durante um evento no dia 5 de abril, o petista voltou a defender que o aborto “deveria ser transformado em uma questão de saúde pública e todo mundo ter direito”. Leia também Lula defende o aborto: ‘questão de saúde pública’ e direito de ‘todo mundo’ O bispo de Formosa afirmou que atualmente “vislumbra-se” uma “retomada da promoção da lógica da morte, através do incentivo e promoção da prática do aborto com amparo jurídico em diversos lugares do mundo, bem como nos discursos de lideranças políticas influentes”. Dom Adair recordou a recente aprovação do aborto até a 24ª semana de gestação na Colômbia. Ele disse que, no Brasil, há “o risco de acontecer o mesmo”, porque “um partido abortista já provocou a Suprema Corte com a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n. 442, buscando a descriminalização do aborto pela via judicial, visto que o tema não passa na Câmara Federal”. A ADPF 442 foi protocolada pelo PSOL em 2017 no Supremo Tribunal Federal (STF) e pede a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Segundo o bispo de Formosa, “a revolução cultural materialista em curso, ao longo das últimas décadas, favoreceu a disseminação de uma falsa compreensão da pessoa humana como um todo, relativizando a consciência moral e desumanizando o ser humano”. “Essa revolução tenta favorecer a compreensão de que o brado contra o aborto se trata de uma visão apenas religiosa, prescindindo o debate da sã filosofia e da própria lógica, tentando criar uma espiral do silêncio quanto a este assunto”, disse. Leia também Padre Léo sobre Lula: “Se transformou em um instrumento do encardido!” Entretanto, afirmou, “a defesa da vida desde sua concepção até seu declínio natural extrapola a questão religiosa”. “O direito à vida tem por fundamento a lei natural”, que “é um conjunto de normas que já nascem incorporados ao homem, independente de existência de crenças ou religião”, declarou dom Adair. Dom Adair fez um chamado a, por um lado, estar atentos a grupos que tentam impor a “cultura da morte” e a “matança dos inocentes ainda no ventre materno” e, por outro, unir forças aos grupos pró-vida. “A consciência da inviolabilidade da vida humana representada no direito do nascituro à vida seja nossa motivação para ajudar a promover a ‘cultura da vida’, o dom da maternidade e a proteção dos pequeninos de Deus”, disse. Leia também Veja o que ensina São Padre Pio de Pietrelcina sobre o grave pecado do aborto #Aborto #CNBB
- Alerta: “Pecado de eleitor cristão que vota em candidato pró-aborto é mais grave” afirma
O bispo de Formosa (GO), dom Adair José Guimarães, fez um alerta sobre candidatos na política que defendem a legalização do aborto. “Não cabe ao homem e, tampouco, ao ente político, definir quais vidas devem ser eliminadas como não cabe aos mesmos a criação de quaisquer vidas”, disse. Segundo o bispo, no caso de um “eleitor cristão, a gravidade do pecado, no ato de escolher um candidato que defende o aborto, é ainda mais grave”. Sem mencionar diretamente nenhum político, dom Adair José Guimarães convocou os católicos a estar “atentos a candidatos na política que defendam a legalização do aborto, pois, não podemos ter como representantes aqueles que promovem, nos discursos, o assassinato de inocentes como questão de saúde pública”. Nas últimas semanas, o pré-candidato do PT à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera todas as pesquisas de intenção de voto divulgadas até agora, defendeu em duas ocasiões o aborto. Em uma entrevista em 24 de março, Lula declarou que pessoalmente é “contra o aborto”, mas como “chefe de Estado”, precisa “tratar o assunto como saúde pública”. Durante um evento no dia 5 de abril, o petista voltou a defender que o aborto “deveria ser transformado em uma questão de saúde pública e todo mundo ter direito”. Leia também Lula defende o aborto: ‘questão de saúde pública’ e direito de ‘todo mundo’ O bispo de Formosa afirmou que atualmente “vislumbra-se” uma “retomada da promoção da lógica da morte, através do incentivo e promoção da prática do aborto com amparo jurídico em diversos lugares do mundo, bem como nos discursos de lideranças políticas influentes”. Dom Adair recordou a recente aprovação do aborto até a 24ª semana de gestação na Colômbia. Ele disse que, no Brasil, há “o risco de acontecer o mesmo”, porque “um partido abortista já provocou a Suprema Corte com a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n. 442, buscando a descriminalização do aborto pela via judicial, visto que o tema não passa na Câmara Federal”. A ADPF 442 foi protocolada pelo PSOL em 2017 no Supremo Tribunal Federal (STF) e pede a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Segundo o bispo de Formosa, “a revolução cultural materialista em curso, ao longo das últimas décadas, favoreceu a disseminação de uma falsa compreensão da pessoa humana como um todo, relativizando a consciência moral e desumanizando o ser humano”. “Essa revolução tenta favorecer a compreensão de que o brado contra o aborto se trata de uma visão apenas religiosa, prescindindo o debate da sã filosofia e da própria lógica, tentando criar uma espiral do silêncio quanto a este assunto”, disse. Leia também Padre Léo sobre Lula: “Se transformou em um instrumento do encardido!” Entretanto, afirmou, “a defesa da vida desde sua concepção até seu declínio natural extrapola a questão religiosa”. “O direito à vida tem por fundamento a lei natural”, que “é um conjunto de normas que já nascem incorporados ao homem, independente de existência de crenças ou religião”, declarou dom Adair. Dom Adair fez um chamado a, por um lado, estar atentos a grupos que tentam impor a “cultura da morte” e a “matança dos inocentes ainda no ventre materno” e, por outro, unir forças aos grupos pró-vida. “A consciência da inviolabilidade da vida humana representada no direito do nascituro à vida seja nossa motivação para ajudar a promover a ‘cultura da vida’, o dom da maternidade e a proteção dos pequeninos de Deus”, disse. Leia também Veja o que ensina São Padre Pio de Pietrelcina sobre o grave pecado do aborto #Aborto #CNBB
- Bispos e Cardeais advertem Caminho Sinodal Alemão: Não vos conformeis com este mundo
“Em um tempo de confusão, a última coisa de que uma comunidade de fé precisa é mais confusão”, disseram em uma carta aberta ao Caminho Sinodal Alemão quatro cardeais, 13 arcebispos e dezenas de bispos. O processo em curso na Alemanha envolve bispos e leigos alemães em discussões sobre o poder na Igreja, o celibato sacerdotal, o papel das mulheres na Igreja e a moral sexual, especialmente no que se refere ao homossexualismo. Decisões polêmicas como a recomendação para que se mude o Catecismo da Igreja Católica na condenação dos atos homossexuais como pecado, o fim do celibato sacerdotal obrigatório e a ordenação de mulheres causaram reações de oposição dentro da Alemanha e em várias partes do mundo. O papa Francisco, em uma carta enviada aos bispos da Alemanha antes do início do caminho Sinodal Alemão, advertiu contra a ideia de discutir dentro do país temas que afetam a Igreja universal e, assim, só poderiam ser discutidos nesse âmbito. Ressaltando que o que ocorre em um país acaba tendo impacto em toda parte, os signatários da carta se dizem preocupados com a própria natureza do processo do Caminho Sinodal e com os documentos já produzidos. “Não vos conformeis com este mundo”, diz a carta aos bispos alemães citando são Paulo. A advertência decorre do fato de que, para os signatários, o Caminho Sinodal Alemão parece inspirado “não na Escritura e na Tradição -que, para o Concílio Vaticano II, são ‘um só depósito sagrado da palavra de Deus’ _ mas por análises sociológicas e ideologias políticas contemporâneas, inclusive de gênero”. Os bispos e leigos que participam do Caminho Sinodal Alemão “olham para a Igreja e sua missão através da lente do mundo mais do que através da lente das verdades reveladas na Escritura e na autoridade da Tradição da Igreja”, diz a carta. “A reforma de estruturas não é absolutamente a mesma coisa que a conversão dos corações”, diz a carata aberta. “O encontro com Jesus Cristo, como visto no Evangelho e nas vidas dos santos ao longo da história, muda os corações e as mentes, traz cura, afasta de uma vida de pecado e infelicidade, e demonstra o poder do Evangelho”. Enumerando sete preocupações num documento “deliberadamente breve”, os cardeais e bispos incentivam outros bispos do mundo a elaborar análises mais detalhadas sobre o que ocorre no Caminho Sinodal Alemão. Para outros bispos que queiram também assinar a carta, está disponível o email episcopimundi2022@gmail.com. Por fim, os signatários asseguram suas orações pelos bispos e leigos alemães, enquanto eles discernem a “Vontade do Senhor para a Igreja na Alemanha”. Fonte: ACI Digital A seguir, a íntegra da carta: Uma carta aberta fraterna a nossos irmãos bispos na Alemanha 11 de abril de 2022 Em uma era de comunicação global rápida, eventos em uma nação inevitavelmente têm impacto eu outros lugares. Assim, o processo do “Caminho Sinodal”, tal como atualmente conduzido pelos católicos na Alemanha, tem implicações para a Igreja no mundo todo. Isso inclui as igrejas locais que pastoreamos e os muitos fiéis católicos pelos quais somos responsáveis. À luz disso, os eventos na Alemanha nos compelem a expressar nossa preocupação crescente acerca da natureza inteira do processo do “Caminho Sinodal” e do conteúdo de seus vários documentos. Nossos comentários aqui são deliberadamente breves. Eles demandam, e nós encorajamos fortemente, maior elaboração individual (como, por exemplo, na Carta Aberta aos Bispos Católicos do Mundo, em inglês, espanhol e alemão) de bispos. Mesmo assim, a urgência de nossas observações conjuntas está enraizada em Romanos 12, e, em especial, na advertência de Paulo: ‘Não vos conformeis com este mundo”. A seriedade delas brota da confusão que o Caminho Sinodal já causou e continua a causar, e o potencial de cisma na vida da Igreja que vai inevitavelmente resultar. A necessidade de reforma e renovação é tão antiga quanto a própria Igreja. Em sua raiz, esse impulso é admirável e não deve nunca ser temido. Muitos dos envolvidos no processo do Caminho Sinodal são, sem dúvida, gente de caráter notável. Mesmo assim, a história cristã está repleta de esforços bem-intencionados que perderam seu fundamento na Palavra de Deus, num encontro fiel com Jesus Cristo, numa verdadeira escuta do Espírito Santo e na submissão de nossas vontades à vontade do Pai. Esses esforços falhos ignoraram a unidade, a experiência, e a sabedoria acumulada do Evangelho e da Igreja. Porque falharam em seguir as palavras de jesus, “Sem mim não podeis fazer nada” (João 15, 50), eles foram infrutíferos e prejudicaram tanto a unidade quanto a vitalidade evangélica da Igreja. O Caminho Sinodal corre o risco de levar exatamente ao mesmo beco sem saída. Como vossos irmãos, nossas preocupações incluem, mas não se limitam, ao seguinte: 1. Ao não escutar o Espírito Santo e o Evangelho, as ações do Caminho Sinodal solapam a credibilidade da autoridade da Igreja, incluindo a do papa Francisco, a antropologia e a moral sexual cristãs, e a confiabilidade da Escritura. 2. Embora mostrem um verniz de ideias e vocabulário religioso, os documentos do Caminho Sinodal Alemão parecem inspirados não na Escritura e na Tradição -que, para o Concílio Vaticano II, são ‘um só depósito sagrado da palavra de Deus’ _ mas por análises sociológicas e ideologias políticas contemporâneas, inclusive de gênero. Eles olham para a Igreja e sua missão através da lente do mundo mais do que através da lente das verdades reveladas na Escritura e na autoridade da Tradição da Igreja. 3. O conteúdo do Caminho Sinodal também parece reinterpretar, e assim diminuir, o significado de liberdade cristã. Para o cristão, liberdade é o conhecimento a vontade e a capacidade desimpedida de fazer o que é certo. Liberdade não é “autonomia”. A liberdade autêntica, como ensina a Igreja, está ligada à verdade e ordenada ao bem e, como fim último, a beatitude. A consciência não cria a verdade, nem a consciência é uma questão de preferência ou autoafirmação. Uma consciência cristã propriamente formada se mantém sujeita à verdade sobre a natureza humana e às normas do reto viver reveladas por Deus e ensinadas pela Igreja de Cristo. Jesus é a verdade que nos liberta (João 8). 4. A alegria do Evangelho -essencial para a vida cristã, como o papa Francisco sempre sublinha_ parece totalmente ausente das discussões e dos textos do Caminho Sinodal, uma falha gritante para um esforço que busca a renovação pessoal e eclesial. 5. O processo do Caminho Sinodal, praticamente a cada passo, é obra de especialistas e comitês: pesadamente burocrático, obsessivamente crítico e voltado para si mesmo. Ele, assim, reflete uma forma bastante difundida de esclerose da Igreja e, ironicamente, assume um tom antievangélico. Em seus efeitos, o Caminho Sinodal mostra mais submissão e obediência ao mundo e às ideologias do que a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. 6. O foco do Caminho Sinodal em “poder” na Igreja sugere um espírito fundamentalmente em oposição à real natureza da vida cristã. Em última instância, a Igreja não é meramente uma “instituição”, mas uma comunidade orgânica; não igualitária, mas familial, complementar e hierárquica _um povo assinalado em conjunto pelo amor de Jesus cristo e amor ao próximo no nome d’Ele. A reforma de estruturas não é absolutamente a mesma coisa que a conversão dos corações. O encontro com Jesus Cristo, como visto no Evangelho e nas vidas dos santos ao longo da história, muda os corações e as mentes, traz cura, afasta de uma vida de pecado e infelicidade, e demonstra o poder do Evangelho. 7. O último e mais inquietante problema do Caminho Sinodal Alemão é terrivelmente irônico. Por seu exemplo destrutivo, pode levar alguns bispos, e vai levar muitos leigos fiéis, a desconfiar da própria ideia de “sinodalidade”, impedindo ainda mais a necessária conversa da Igreja sobre cumprir sua missão de converter e santificar o mundo. Em um tempo de confusão, a última coisa de que uma comunidade de fé precisa é mais do mesmo. Ao discernir a vontade do Senhor para a Igreja na Alemanha, estejam certos de nossas orações por vós. Francis cardeal Arinze (Onitsha, Nigéria) Raymond cardeal Burke (Saint Louis, EUA) Wilfred cardeal Napier (Durban, África do Sul) George cardeal Pell (Sydney, Austrália) Arcebispo Samuel Aquila (Denver, EUA) Arcebispo emérito Charles Chaput (Philadelphia, EUA) Arcebispo Paul Coakley (Oklahoma City, EUA) Arcebispo Salvatore Cordileone (São Francisco, EUA) Arcebispo Damian Dallu (Songea, Tanzânia) Arcebispo emérito Joseph Kurtz (Louisville, EUA) Arcebispo J. Michael Miller (Vancouver, Colúmbia Britânica, Canadá) Arcebispo Joseph Naumann (Kansas City, EUA) Arcebispo Andrew Nkea (Bamenda, Camarões) Arcebispo Renatus Nkwande (Mwanza, Tanzânia) Arcebispo Gervas Nyaisonga (Mbeya, Tanzânia) Arcebispo Gabriel Palmer-Buckle (Cape Coast, Gana) Arcebispo Emeritus Terrence Prendergast (Ottawa-Cornwall, Ontário, Canadá) Arcebispo Jude Thaddaeus Ruwaichi (Dar-es-Salaam, Tanzânia) Arcebispo Alexander Sample (Portland, EUA) Bispo Joseph Afrifah-Agyekum (Koforidua, Gana) Bispo Michael Barber (Oakland, EUA) Bispo emérito Herbert Bevard (Saint Thomas, Ilhas Virgens Americanas) Bispo Earl Boyea (Lansing, EUA) Bispo Neal Buckon (Auxiliar, Forças Armadas dos EUA) Bispo William Callahan (La Crosse, EUA) Bispo emérito Massimo Camisasca (Reggio Emilia-Guastalla, Itália) Bispo Liam Cary (Baker, EUA) Bispo Peter Christensen (Boise, EUA) Bispo Joseph Coffey (Auxiliar, Forças Armadas dos EUA) Bispo James Conley (Lincoln, EUA) Bispo Thomas Daly (Spokane, EUA) Bispo John Doerfler (Marquette, EUA) Bispo Timothy Freyer (Auxiliar, Orange, EUA) Bispo Donald Hying (Madison, EUA) Bispo Emeritus Daniel Jenky (Peoria, EUA) Bispo Stephen Jensen (Prince George, Colúmbia Britânica, Canadá) Bispo William Joensen (Des Moines, EUA) Bispo James Johnston (Kansas City-St. Joseph, EUA) Bispo David Kagan (Bismarck, EUA) Bispo Flavian Kassala (Geita, Tanzânia) Bispo Carl Kemme (Wichita, EUA) Bispo Rogatus Kimaryo (Same, Tanzânia) Bispo Anthony Lagwen (Mbulu, Tanzânia) Bispo David Malloy (Rockford, EUA) Bispo Gregory Mansour (Eparquia de São Maron do Brooklyn, EUA) Bispo Simon Masondole (Bunda, Tanzânia) Bispo Robert McManus (Worcester, EUA) Bispo Bernadin MfumbEUA (Kondoa, Tanzânia) Bispo Filbert Mhasi (Tunduru-Masasi, Tanzânia) Bispo Lazarus Msimbe (Morogoro, Tanzânia) Bispo Daniel Mueggenborg (Reno, EUA) Bispo William Muhm (Auxiliar, Forças Armadas dos EUA) Bispo Thanh Thai Nguyen (Auxiliar, Orange, EUA) Bispo Walker Nickless (Sioux City, EUA) Bispo Eusebius Nzigilwa (Mpanda, Tanzânia) Bispo Thomas Olmsted (Phoenix, EUA) Bispo Thomas Paprocki (Springfield, Illinois, EUA) Bispo Kevin Rhoades (Fort Wayne-South Bend, EUA) Bispo David Ricken (Green Bay, EUA) Bispo Almachius Rweyongeza (Kayanga, Tanzânia) Bispo James Scheuerman (Auxiliar, Milwaukee, EUA) Bispo Augustine Shao (Zanzibar, Tanzânia) Bispo Joseph Siegel (Evansville, EUA) Bispo Frank Spencer (Auxiliar, Forças Armadas dos EUA) Bispo Joseph Strickland (Tyler, EUA) Bispo Paul Terrio (Saint Paul in Alberta, Canada) Bispo Thomas Tobin (Providence, EUA) Bispo Kevin Vann (Orange, EUA) Bispo Robert Vasa (Santa Rosa, EUA) Bispo David Walkowiak (Grand Rapids, EUA) Bispo James Wall (Gallup, EUA) Bispo William Waltersheid (Auxiliary, Pittsburgh, EUA) Bispo Michael Warfel (Great Falls-Billings, EUA) Bispo Chad Zielinski (Fairbanks, EUA) Bispo William Joensen (Des Moines, EUA) Bispo James Johnston (Kansas City-St. Joseph, EUA) Bispo David Kagan (Bismarck, EUA) Bispo Flavian Kassala (Geita, Tanzânia) Bispo Carl Kemme (Wichita, EUA) Bispo Rogatus Kimaryo (Same, Tanzânia) Bispo Anthony Lagwen (Mbulu, Tanzânia) Bispo David Malloy (Rockford, EUA) Bispo Gregory Mansour (Eparquia de São Maron do Brooklyn, EUA) Bispo Simon Masondole (Bunda, Tanzânia) Bispo Robert McManus (Worcester, EUA) Bispo Bernadin MfumbEUA (Kondoa, Tanzânia) Bispo Filbert Mhasi (Tunduru-Masasi, Tanzânia) Bispo Lazarus Msimbe (Morogoro, Tanzânia) Bispo Daniel Mueggenborg (Reno, EUA) Bispo William Muhm (Auxiliar, Forças Armadas dos EUA) Bispo Thanh Thai Nguyen (Auxiliar, Orange, EUA) Bispo Walker Nickless (Sioux City, EUA) Bispo Eusebius Nzigilwa (Mpanda, Tanzânia) Bispo Thomas Olmsted (Phoenix, EUA) Bispo Thomas Paprocki (Springfield, Illinois, EUA) Bispo Kevin Rhoades (Fort Wayne-South Bend, EUA) Bispo David Ricken (Green Bay, EUA) Bispo Almachius Rweyongeza (Kayanga, Tanzânia) Bispo James Scheuerman (Auxiliar, Milwaukee, EUA) Bispo Augustine Shao (Zanzibar, Tanzânia) Bispo Joseph Siegel (Evansville, EUA) Bispo Frank Spencer (Auxiliar, Forças Armadas dos EUA) Bispo Joseph Strickland (Tyler, EUA) Bispo Paul Terrio (Saint Paul in Alberta, Canada) Bispo Thomas Tobin (Providence, EUA) Bispo Kevin Vann (Orange, EUA) Bispo Robert Vasa (Santa Rosa, EUA) #CaminhoSinodalAlemão
- Bispos e Cardeais advertem Caminho Sinodal Alemão: Não vos conformeis com este mundo
“Em um tempo de confusão, a última coisa de que uma comunidade de fé precisa é mais confusão”, disseram em uma carta aberta ao Caminho Sinodal Alemão quatro cardeais, 13 arcebispos e dezenas de bispos. O processo em curso na Alemanha envolve bispos e leigos alemães em discussões sobre o poder na Igreja, o celibato sacerdotal, o papel das mulheres na Igreja e a moral sexual, especialmente no que se refere ao homossexualismo. Decisões polêmicas como a recomendação para que se mude o Catecismo da Igreja Católica na condenação dos atos homossexuais como pecado, o fim do celibato sacerdotal obrigatório e a ordenação de mulheres causaram reações de oposição dentro da Alemanha e em várias partes do mundo. O papa Francisco, em uma carta enviada aos bispos da Alemanha antes do início do caminho Sinodal Alemão, advertiu contra a ideia de discutir dentro do país temas que afetam a Igreja universal e, assim, só poderiam ser discutidos nesse âmbito. Ressaltando que o que ocorre em um país acaba tendo impacto em toda parte, os signatários da carta se dizem preocupados com a própria natureza do processo do Caminho Sinodal e com os documentos já produzidos. “Não vos conformeis com este mundo”, diz a carta aos bispos alemães citando são Paulo. A advertência decorre do fato de que, para os signatários, o Caminho Sinodal Alemão parece inspirado “não na Escritura e na Tradição -que, para o Concílio Vaticano II, são ‘um só depósito sagrado da palavra de Deus’ _ mas por análises sociológicas e ideologias políticas contemporâneas, inclusive de gênero”. Os bispos e leigos que participam do Caminho Sinodal Alemão “olham para a Igreja e sua missão através da lente do mundo mais do que através da lente das verdades reveladas na Escritura e na autoridade da Tradição da Igreja”, diz a carta. “A reforma de estruturas não é absolutamente a mesma coisa que a conversão dos corações”, diz a carata aberta. “O encontro com Jesus Cristo, como visto no Evangelho e nas vidas dos santos ao longo da história, muda os corações e as mentes, traz cura, afasta de uma vida de pecado e infelicidade, e demonstra o poder do Evangelho”. Enumerando sete preocupações num documento “deliberadamente breve”, os cardeais e bispos incentivam outros bispos do mundo a elaborar análises mais detalhadas sobre o que ocorre no Caminho Sinodal Alemão. Para outros bispos que queiram também assinar a carta, está disponível o email episcopimundi2022@gmail.com. Por fim, os signatários asseguram suas orações pelos bispos e leigos alemães, enquanto eles discernem a “Vontade do Senhor para a Igreja na Alemanha”. Fonte: ACI Digital A seguir, a íntegra da carta: Uma carta aberta fraterna a nossos irmãos bispos na Alemanha 11 de abril de 2022 Em uma era de comunicação global rápida, eventos em uma nação inevitavelmente têm impacto eu outros lugares. Assim, o processo do “Caminho Sinodal”, tal como atualmente conduzido pelos católicos na Alemanha, tem implicações para a Igreja no mundo todo. Isso inclui as igrejas locais que pastoreamos e os muitos fiéis católicos pelos quais somos responsáveis. À luz disso, os eventos na Alemanha nos compelem a expressar nossa preocupação crescente acerca da natureza inteira do processo do “Caminho Sinodal” e do conteúdo de seus vários documentos. Nossos comentários aqui são deliberadamente breves. Eles demandam, e nós encorajamos fortemente, maior elaboração individual (como, por exemplo, na Carta Aberta aos Bispos Católicos do Mundo, em inglês, espanhol e alemão) de bispos. Mesmo assim, a urgência de nossas observações conjuntas está enraizada em Romanos 12, e, em especial, na advertência de Paulo: ‘Não vos conformeis com este mundo”. A seriedade delas brota da confusão que o Caminho Sinodal já causou e continua a causar, e o potencial de cisma na vida da Igreja que vai inevitavelmente resultar. A necessidade de reforma e renovação é tão antiga quanto a própria Igreja. Em sua raiz, esse impulso é admirável e não deve nunca ser temido. Muitos dos envolvidos no processo do Caminho Sinodal são, sem dúvida, gente de caráter notável. Mesmo assim, a história cristã está repleta de esforços bem-intencionados que perderam seu fundamento na Palavra de Deus, num encontro fiel com Jesus Cristo, numa verdadeira escuta do Espírito Santo e na submissão de nossas vontades à vontade do Pai. Esses esforços falhos ignoraram a unidade, a experiência, e a sabedoria acumulada do Evangelho e da Igreja. Porque falharam em seguir as palavras de jesus, “Sem mim não podeis fazer nada” (João 15, 50), eles foram infrutíferos e prejudicaram tanto a unidade quanto a vitalidade evangélica da Igreja. O Caminho Sinodal corre o risco de levar exatamente ao mesmo beco sem saída. Como vossos irmãos, nossas preocupações incluem, mas não se limitam, ao seguinte: 1. Ao não escutar o Espírito Santo e o Evangelho, as ações do Caminho Sinodal solapam a credibilidade da autoridade da Igreja, incluindo a do papa Francisco, a antropologia e a moral sexual cristãs, e a confiabilidade da Escritura. 2. Embora mostrem um verniz de ideias e vocabulário religioso, os documentos do Caminho Sinodal Alemão parecem inspirados não na Escritura e na Tradição -que, para o Concílio Vaticano II, são ‘um só depósito sagrado da palavra de Deus’ _ mas por análises sociológicas e ideologias políticas contemporâneas, inclusive de gênero. Eles olham para a Igreja e sua missão através da lente do mundo mais do que através da lente das verdades reveladas na Escritura e na autoridade da Tradição da Igreja. 3. O conteúdo do Caminho Sinodal também parece reinterpretar, e assim diminuir, o significado de liberdade cristã. Para o cristão, liberdade é o conhecimento a vontade e a capacidade desimpedida de fazer o que é certo. Liberdade não é “autonomia”. A liberdade autêntica, como ensina a Igreja, está ligada à verdade e ordenada ao bem e, como fim último, a beatitude. A consciência não cria a verdade, nem a consciência é uma questão de preferência ou autoafirmação. Uma consciência cristã propriamente formada se mantém sujeita à verdade sobre a natureza humana e às normas do reto viver reveladas por Deus e ensinadas pela Igreja de Cristo. Jesus é a verdade que nos liberta (João 8). 4. A alegria do Evangelho -essencial para a vida cristã, como o papa Francisco sempre sublinha_ parece totalmente ausente das discussões e dos textos do Caminho Sinodal, uma falha gritante para um esforço que busca a renovação pessoal e eclesial. 5. O processo do Caminho Sinodal, praticamente a cada passo, é obra de especialistas e comitês: pesadamente burocrático, obsessivamente crítico e voltado para si mesmo. Ele, assim, reflete uma forma bastante difundida de esclerose da Igreja e, ironicamente, assume um tom antievangélico. Em seus efeitos, o Caminho Sinodal mostra mais submissão e obediência ao mundo e às ideologias do que a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. 6. O foco do Caminho Sinodal em “poder” na Igreja sugere um espírito fundamentalmente em oposição à real natureza da vida cristã. Em última instância, a Igreja não é meramente uma “instituição”, mas uma comunidade orgânica; não igualitária, mas familial, complementar e hierárquica _um povo assinalado em conjunto pelo amor de Jesus cristo e amor ao próximo no nome d’Ele. A reforma de estruturas não é absolutamente a mesma coisa que a conversão dos corações. O encontro com Jesus Cristo, como visto no Evangelho e nas vidas dos santos ao longo da história, muda os corações e as mentes, traz cura, afasta de uma vida de pecado e infelicidade, e demonstra o poder do Evangelho. 7. O último e mais inquietante problema do Caminho Sinodal Alemão é terrivelmente irônico. Por seu exemplo destrutivo, pode levar alguns bispos, e vai levar muitos leigos fiéis, a desconfiar da própria ideia de “sinodalidade”, impedindo ainda mais a necessária conversa da Igreja sobre cumprir sua missão de converter e santificar o mundo. Em um tempo de confusão, a última coisa de que uma comunidade de fé precisa é mais do mesmo. Ao discernir a vontade do Senhor para a Igreja na Alemanha, estejam certos de nossas orações por vós. Francis cardeal Arinze (Onitsha, Nigéria) Raymond cardeal Burke (Saint Louis, EUA) Wilfred cardeal Napier (Durban, África do Sul) George cardeal Pell (Sydney, Austrália) Arcebispo Samuel Aquila (Denver, EUA) Arcebispo emérito Charles Chaput (Philadelphia, EUA) Arcebispo Paul Coakley (Oklahoma City, EUA) Arcebispo Salvatore Cordileone (São Francisco, EUA) Arcebispo Damian Dallu (Songea, Tanzânia) Arcebispo emérito Joseph Kurtz (Louisville, EUA) Arcebispo J. Michael Miller (Vancouver, Colúmbia Britânica, Canadá) Arcebispo Joseph Naumann (Kansas City, EUA) Arcebispo Andrew Nkea (Bamenda, Camarões) Arcebispo Renatus Nkwande (Mwanza, Tanzânia) Arcebispo Gervas Nyaisonga (Mbeya, Tanzânia) Arcebispo Gabriel Palmer-Buckle (Cape Coast, Gana) Arcebispo Emeritus Terrence Prendergast (Ottawa-Cornwall, Ontário, Canadá) Arcebispo Jude Thaddaeus Ruwaichi (Dar-es-Salaam, Tanzânia) Arcebispo Alexander Sample (Portland, EUA) Bispo Joseph Afrifah-Agyekum (Koforidua, Gana) Bispo Michael Barber (Oakland, EUA) Bispo emérito Herbert Bevard (Saint Thomas, Ilhas Virgens Americanas) Bispo Earl Boyea (Lansing, EUA) Bispo Neal Buckon (Auxiliar, Forças Armadas dos EUA) Bispo William Callahan (La Crosse, EUA) Bispo emérito Massimo Camisasca (Reggio Emilia-Guastalla, Itália) Bispo Liam Cary (Baker, EUA) Bispo Peter Christensen (Boise, EUA) Bispo Joseph Coffey (Auxiliar, Forças Armadas dos EUA) Bispo James Conley (Lincoln, EUA) Bispo Thomas Daly (Spokane, EUA) Bispo John Doerfler (Marquette, EUA) Bispo Timothy Freyer (Auxiliar, Orange, EUA) Bispo Donald Hying (Madison, EUA) Bispo Emeritus Daniel Jenky (Peoria, EUA) Bispo Stephen Jensen (Prince George, Colúmbia Britânica, Canadá) Bispo William Joensen (Des Moines, EUA) Bispo James Johnston (Kansas City-St. Joseph, EUA) Bispo David Kagan (Bismarck, EUA) Bispo Flavian Kassala (Geita, Tanzânia) Bispo Carl Kemme (Wichita, EUA) Bispo Rogatus Kimaryo (Same, Tanzânia) Bispo Anthony Lagwen (Mbulu, Tanzânia) Bispo David Malloy (Rockford, EUA) Bispo Gregory Mansour (Eparquia de São Maron do Brooklyn, EUA) Bispo Simon Masondole (Bunda, Tanzânia) Bispo Robert McManus (Worcester, EUA) Bispo Bernadin MfumbEUA (Kondoa, Tanzânia) Bispo Filbert Mhasi (Tunduru-Masasi, Tanzânia) Bispo Lazarus Msimbe (Morogoro, Tanzânia) Bispo Daniel Mueggenborg (Reno, EUA) Bispo William Muhm (Auxiliar, Forças Armadas dos EUA) Bispo Thanh Thai Nguyen (Auxiliar, Orange, EUA) Bispo Walker Nickless (Sioux City, EUA) Bispo Eusebius Nzigilwa (Mpanda, Tanzânia) Bispo Thomas Olmsted (Phoenix, EUA) Bispo Thomas Paprocki (Springfield, Illinois, EUA) Bispo Kevin Rhoades (Fort Wayne-South Bend, EUA) Bispo David Ricken (Green Bay, EUA) Bispo Almachius Rweyongeza (Kayanga, Tanzânia) Bispo James Scheuerman (Auxiliar, Milwaukee, EUA) Bispo Augustine Shao (Zanzibar, Tanzânia) Bispo Joseph Siegel (Evansville, EUA) Bispo Frank Spencer (Auxiliar, Forças Armadas dos EUA) Bispo Joseph Strickland (Tyler, EUA) Bispo Paul Terrio (Saint Paul in Alberta, Canada) Bispo Thomas Tobin (Providence, EUA) Bispo Kevin Vann (Orange, EUA) Bispo Robert Vasa (Santa Rosa, EUA) Bispo David Walkowiak (Grand Rapids, EUA) Bispo James Wall (Gallup, EUA) Bispo William Waltersheid (Auxiliary, Pittsburgh, EUA) Bispo Michael Warfel (Great Falls-Billings, EUA) Bispo Chad Zielinski (Fairbanks, EUA) Bispo William Joensen (Des Moines, EUA) Bispo James Johnston (Kansas City-St. Joseph, EUA) Bispo David Kagan (Bismarck, EUA) Bispo Flavian Kassala (Geita, Tanzânia) Bispo Carl Kemme (Wichita, EUA) Bispo Rogatus Kimaryo (Same, Tanzânia) Bispo Anthony Lagwen (Mbulu, Tanzânia) Bispo David Malloy (Rockford, EUA) Bispo Gregory Mansour (Eparquia de São Maron do Brooklyn, EUA) Bispo Simon Masondole (Bunda, Tanzânia) Bispo Robert McManus (Worcester, EUA) Bispo Bernadin MfumbEUA (Kondoa, Tanzânia) Bispo Filbert Mhasi (Tunduru-Masasi, Tanzânia) Bispo Lazarus Msimbe (Morogoro, Tanzânia) Bispo Daniel Mueggenborg (Reno, EUA) Bispo William Muhm (Auxiliar, Forças Armadas dos EUA) Bispo Thanh Thai Nguyen (Auxiliar, Orange, EUA) Bispo Walker Nickless (Sioux City, EUA) Bispo Eusebius Nzigilwa (Mpanda, Tanzânia) Bispo Thomas Olmsted (Phoenix, EUA) Bispo Thomas Paprocki (Springfield, Illinois, EUA) Bispo Kevin Rhoades (Fort Wayne-South Bend, EUA) Bispo David Ricken (Green Bay, EUA) Bispo Almachius Rweyongeza (Kayanga, Tanzânia) Bispo James Scheuerman (Auxiliar, Milwaukee, EUA) Bispo Augustine Shao (Zanzibar, Tanzânia) Bispo Joseph Siegel (Evansville, EUA) Bispo Frank Spencer (Auxiliar, Forças Armadas dos EUA) Bispo Joseph Strickland (Tyler, EUA) Bispo Paul Terrio (Saint Paul in Alberta, Canada) Bispo Thomas Tobin (Providence, EUA) Bispo Kevin Vann (Orange, EUA) Bispo Robert Vasa (Santa Rosa, EUA) #CaminhoSinodalAlemão
- A PRINCIPAL GUERRA É A ESPIRITUAL
No atual estado da nossa Aldeia Global, já não é mais possível fugir fisicamente das coisas malévolas: o Mal está por todo lado. Uma linha divisória visando demarcar o lado do Mal e o lado do Bem só pode ser traçada, hoje em dia, num terreno de natureza espiritual. Já não estão mais à venda aqueles redentores três alqueires em Minas Gerais — “três alqueires e uma vaca”, diria Gustavo Corção —, onde ficar distante das coisas podres do mundo. Aliás, um poeta mineiro já tinha avisado, há várias décadas: Minas não há mais. Em seu lugar — e isto vale para os demais estados da federação, e para o mundo inteiro —, existe um conjunto de cidades ligadas (mais que isto, aprisionadas) pelos meios de comunicação de massa, sempre atuando a serviço da Nova Ordem Mundial (que julga ser legítimo progresso humano a ideologia de gênero, o divórcio, o multiculturalismo, o relativismo moral, a destruição das soberanias nacionais, o direito ao aborto, que chega à monstruosa cifra de 70 milhões de assassinatos ao ano etc.). Não dá mais para escapar daquilo que os alemães chamam de Zeitgeist (o “espírito da época”), que não passa, no fundo, daquilo que o Apóstolo São Paulo já denominava “espírito do mundo”, que não procede do alto, mas do mau hálito demoníaco dos abismos. É aquele espírito, o do mundo, que inspira os principais males da nossa época. Contudo, “Nós não recebemos o espírito do mundo, mas sim o Espírito que vem de Deus”. (I Coríntios, 2, 12) Para lutar contra o espírito do mundo, as principais armas são as que provêm do Espírito de Deus. Eis a única linha demarcatória para um cristão, atualmente: a que separa o espírito do mundo do Espírito que vem do alto. Portanto, a verdadeira fronteira é espiritual. E se ainda há fuga possível, neste mundo assediado por tantas forças demoníacas, é a que conduz ao lugar que Santo Agostinho chamava de Cidade de Deus (Civitas Dei), que também atende pelo bimilenar nome de Igreja Católica e é o Reino de Deus, que já começa aqui neste mundo. Levando isto em consideração, é obrigatório admitir que o conceito de “guerra cultural” é bastante limitativo. As batalhas decisivas não se dão primeiramente no terreno das artes, das ciências ou da filosofia, mas na arena espiritual. Repita-se: o único campo de batalha que importa, realmente, é o espiritual; e só é possível encarar uma guerra dessa espécie dentro dos muros do Reino de Deus, ou seja, da Igreja bimilenar fundada pelo próprio Jesus Cristo. As armas desta guerra são nossas velhas conhecidas: aquelas um dia célebres e hoje tão difamadas virtudes morais, que mesmo os pagãos pré-cristãos já cultivavam em seus belos canteiros adubados pelo mesmo Espírito Santo. A guerra cultural — travada nas artes, nas ciências e na filosofia — só pode ser compreendida como parte dessa guerra maior, que é a espiritual, seu permanente fundamento. Sem o combate no Espírito, toda guerra cultural se reduz a efêmero jogo de poder político.
- Filmes para assistir durante a Semana Santa e crescer na fé
A Semana Santa é um período propício para conhecer e refletir mais sobre o sentido de ser cristão, o que é melhor com a ajuda de um bom filme. A seguir, cinco obras cinematográficas com temática de fé que marcaram e mudaram a vida de muitos de seus telespectadores. Ressurreição (2016) De acordo com a Sony, “Ressurreição” apresenta “a épica história bíblica da ressurreição contada pelos olhos de um incrédulo. Clavius (Joseph Fiennes), um poderoso tribuno militar romano, e seu assistente, Lucius (Tom Felton), têm a tarefa de resolver o mistério do que aconteceu com Jesus nas semanas seguintes a crucificação, a fim de refutar os rumores de um Messias ressuscitado e evitar uma revolta em Jerusalém”. A Paixão de Cristo (2004) É uma adaptação dos últimos dias de Jesus Cristo realizada por Mel Gibson. Filmado em latim e aramaico, idiomas que Jesus falou, e projetado em todo o mundo em versão original por desejo do diretor, o filme atraiu a atenção de todos pela crueza e realismo de suas imagens. Ben Hur (1959) William Wyler assinou uma épica superprodução protagonizada por Charlton Heston, Stephen Boyd e Jack Hawkins que obteve onze prêmios Oscar. Narra a história de dois velhos amigos que se enfrentam e na qual não se mostra o rosto de Jesus Cristo, embora sua presença marque toda a vida de Judah Ben-Hur. Um remake deste filme estreará ainda este ano, dirigido por Timur Bekmambetov e com Jack Huston como o personagem principal. O brasileiro Rodrigo Santoro também faz parte do elenco, no papel de Jesus Cristo. O primeiro trailer deste remake foi divulgado na semana passada. Jesus de Nazaré (1977) Embora se trate de uma minissérie de televisão e não de um filme, o trabalho de Franco Zeffirelli é talvez o melhor relato sobre o nascimento, feitos e morte de Jesus Cristo. O Beato Paulo VI, depois de assistir essa produção, recebeu em audiência o diretor de cinema Franco Zeffirelli e agradeceu-lhe por este trabalho sobre a vida do Senhor. O Papa Francisco também recebeu o diretor na Casa Santa Marta em Audiência Privada na terça-feira, 15 de março. Os Dez Mandamentos (1956) Charlton Heston volta a aparecer neste épico com a adaptação da passagem de Moisés e os Dez Mandamentos, dirigida pelo lendário Cecil B. DeMille. A superprodução é de proporções bíblicas: possui quase quatro horas de duração e seus avançados efeitos especiais renderam um Oscar aos diretores. A cena da abertura do Mar Vermelho entrou para a história da sétima arte como uma das mais impressionantes do cinema até então. Fonte: ACI Digital Leia também Filmes católicos para assistir online e crescer na vida espiritual #Filmes #FilmesCatólicos #Semanasanta
- Filmes para assistir durante a Semana Santa e crescer na fé
A Semana Santa é um período propício para conhecer e refletir mais sobre o sentido de ser cristão, o que é melhor com a ajuda de um bom filme. A seguir, cinco obras cinematográficas com temática de fé que marcaram e mudaram a vida de muitos de seus telespectadores. Ressurreição (2016) De acordo com a Sony, “Ressurreição” apresenta “a épica história bíblica da ressurreição contada pelos olhos de um incrédulo. Clavius (Joseph Fiennes), um poderoso tribuno militar romano, e seu assistente, Lucius (Tom Felton), têm a tarefa de resolver o mistério do que aconteceu com Jesus nas semanas seguintes a crucificação, a fim de refutar os rumores de um Messias ressuscitado e evitar uma revolta em Jerusalém”. A Paixão de Cristo (2004) É uma adaptação dos últimos dias de Jesus Cristo realizada por Mel Gibson. Filmado em latim e aramaico, idiomas que Jesus falou, e projetado em todo o mundo em versão original por desejo do diretor, o filme atraiu a atenção de todos pela crueza e realismo de suas imagens. Ben Hur (1959) William Wyler assinou uma épica superprodução protagonizada por Charlton Heston, Stephen Boyd e Jack Hawkins que obteve onze prêmios Oscar. Narra a história de dois velhos amigos que se enfrentam e na qual não se mostra o rosto de Jesus Cristo, embora sua presença marque toda a vida de Judah Ben-Hur. Um remake deste filme estreará ainda este ano, dirigido por Timur Bekmambetov e com Jack Huston como o personagem principal. O brasileiro Rodrigo Santoro também faz parte do elenco, no papel de Jesus Cristo. O primeiro trailer deste remake foi divulgado na semana passada. Jesus de Nazaré (1977) Embora se trate de uma minissérie de televisão e não de um filme, o trabalho de Franco Zeffirelli é talvez o melhor relato sobre o nascimento, feitos e morte de Jesus Cristo. O Beato Paulo VI, depois de assistir essa produção, recebeu em audiência o diretor de cinema Franco Zeffirelli e agradeceu-lhe por este trabalho sobre a vida do Senhor. O Papa Francisco também recebeu o diretor na Casa Santa Marta em Audiência Privada na terça-feira, 15 de março. Os Dez Mandamentos (1956) Charlton Heston volta a aparecer neste épico com a adaptação da passagem de Moisés e os Dez Mandamentos, dirigida pelo lendário Cecil B. DeMille. A superprodução é de proporções bíblicas: possui quase quatro horas de duração e seus avançados efeitos especiais renderam um Oscar aos diretores. A cena da abertura do Mar Vermelho entrou para a história da sétima arte como uma das mais impressionantes do cinema até então. Fonte: ACI Digital Leia também Filmes católicos para assistir online e crescer na vida espiritual #Filmes #FilmesCatólicos #Semanasanta
- ONDE TRAÇAR NOSSA LINHA DIVISÓRIA? – Jonathon Van Maren
Ao longo da pandemia do COVID-19, o inglês Paul Kingsnorth tem sido um dos escritores mais interessantes na análise de nossas narrativas emergentes, a repressão do governo e a tecnocracia surgindo da noite para o dia. O que torna Kingsnorth excepcionalmente qualificado, para o atual momento, é que ele vem escrevendo, há décadas, sobre o que chama de “a Máquina” – uma “grande fusão de capitalismo, poder estatal e tecnologia”. Seu livro de 2017, Confessions of a Recovering Environmentalist , inclui um ensaio intitulado “The Barcode Moment”, que detalhou a ascensão inexorável de uma teia de tecnologias ao nosso redor, fazendo algumas perguntas aos leitores: “Onde vocês traçarão sua linha divisória?” “Em que momento a direção de deslocamento da Máquina se torna tão óbvia, tão intolerável, tão assustadora, que vocês não podem mais aceitar?” “Qual é o ponto de ruptura?” “Para algumas pessoas”, escreveu Kingsnorth, “eram os smartphones. Para outros, pode ter sido a mídia social. Hoje em dia, acho que as pessoas realmente inteligentes saíram do carrossel dos modems discados e partiram silenciosamente para a floresta.” O próprio Kingsnorth se mudou, mas não foi tão longe – foi com sua família para o interior da Irlanda, onde está tentando se autossustentar. Mas com a pandemia de COVID, a introdução abrupta de passaportes vacinais e a demonização que acompanha o hesitante em vacinar-se, Kingsnorth traçou sua linha divisória. Ele não é contra as vacinas, mas não participará dos sistemas que estão sendo construídos ao nosso redor. Ele expôs o porquê em três ensaios convincentes, no ano passado, que foram publicados em seu blog, The Abbey of Misrule . Os ensaios provaram ser tão populares que ele posteriormente os compilou em um e-book para download gratuito, The Vaccine Moment: Covid, Control, and the Machine , onde analisa passaportes vacinais, propaganda e as batalhas campais que se desenrolaram, nas ruas do Ocidente, à medida que as revoltas populistas aumentavam em reação às restrições impostas às liberdades civis. No mais fascinante dos três ensaios, ele detalha como algumas elites gostariam de manipular esse momento vacinal, conforme estabelecido por Klaus Schwab, do Fórum Econômico Mundial, em seu livro, COVID-19: The Great Reset. Não é preciso ser um teórico da conspiração, observa Kingsnorth, para observar que o mundo que Schwab gostaria de construir é, substancialmente, um mundo pós-humano: “Esta é a essência da Grande Reinicialização: a construção de um futuro que é, ao mesmo tempo, controlado e catatônico, distópico e inerme, monitorado e monótono além do suportável. Um futuro em que as corporações globais estariam livres para construir o mundo que há muito desejam: uma tecnocracia de mercado interconectada e sem fronteiras, na qual cada indivíduo humano é uma máquina de produção e consumo rastreada, localizada e monitorada – tudo em nome da saúde e da segurança pública.” Para Paul Kingsnorth, à medida que os estados-nação e seus líderes perdem poder para o avanço da globalização, esse poder se agrupou em torno de um grupo diferente – “aqueles que criam e controlam a infraestrutura tecnológica do mundo” –, incluindo Bill Gates, Mark Zuckerberg, Klaus Schwab, Jeff Bezos e outros. É importante rejeitar “esdrúxulas teorias da conspiração”, precisamente porque é essencial que permaneçamos com os olhos lúcidos sobre o mundo que essas pessoas querem construir. Eles não estão escondendo isso. Schwab escreveu um livro sobre isso, que o leitor poderá comprar e vê-lo entregue em sua casa da noite para o dia pela Amazon, por cortesia de Jeff Bezos. Where Will You Draw Your Line? An Interview with Paul Kingsnorth
- Matéria da Folha de SP afirma que Jesus sofreu abuso sexual antes de ser crucificado, padre responde
A gente precisa reconhecer que, às vezes, satanás se supera!… A Folha de SP publicou uma matéria sobre um Teólogo inglês que defende a tese de que Jesus Cristo foi vítima de abuso sexual antes de ser crucificado. JESUS SOFREU ABUSO SEXUAL NA PAIXÃO? Por Padre José Eduardo A gente precisa reconhecer que, às vezes, satanás se supera!… Não bastassem todas as blasfêmias com as quais os cristãos são afrontados diariamente – cristão não tem um dia de paz neste mundo depravado –, justo no início da Semana Santa, quando a Igreja piedosamente se recolhe para meditar os mistérios da Paixão do Senhor, a Folha nos brinda com um artigo de péssimo gosto. O texto é um resumo escrito por um “jornalista e crítico musical” (sic!) de um artigo que recolhe estudos de um teólogo inglês que afirma que Nosso Senhor Jesus Cristo teria sofrido abuso sexual durante a sua Paixão. Além do esdrúxulo da hipótese em si (de fato, imaginar que a cena da flagelação tenha uma conotação sexual é simplesmente projetar retroativamente na cena as fantasias da parafilia sádica), mais esdrúxulo é o caminho especulativo pelo qual o autor tenta sustentar o seu arremedo de tese: ele parte das torturas sexuais sofridas por uma médica em El Salvador no ano de 1983 como base para reler a Paixão de Cristo (sic!). Leia também Padre alerta que é preciso proteger os filhos da ideologia de gênero na Educação Passando por alto o anacronismo grotesco (o qual é o método mesmo da argumentação e não um erro de passagem), o autor não esconde que se vale da metodologia característica da teologia da libertação, que procura enxergar o texto bíblico à luz dos fatos atuais, e não o contrário (sem perceber, oh raios, que a interpretação de um texto passado não pode depender de um fato futuro; por definição, isto é impossível). Aqui, perguntar-se pela plausibilidade da hipótese é apenas uma pegadinha. O caminho percorrido para aventá-la é simplesmente ilógico e sua excogitação é tão somente um exercício imaginário, fruto de uma mente podre que procura sexualizar o que há de mais sacrossanto, na contramão não apenas de todos os textos bíblicos, que não insinuam absolutamente nada disso, mas de todos os comentadores de todos os tempos. A tentativa de erotização da Paixão de Cristo obedece tão somente a uma intenção dessacralizadora. Não há fato algum aí relatado, apenas conjecturas sado-pornográficas, incongruentes com a santidade do Mistério da Cruz. Por Padre José Eduardo Leia também Padre José Eduardo faz um importante alerta por ocasião do Dia do Nascituro #PadreJoséEduardo
- Matéria da Folha de SP afirma que Jesus sofreu abuso sexual antes de ser crucificado, padre responde
A gente precisa reconhecer que, às vezes, satanás se supera!… A Folha de SP publicou uma matéria sobre um Teólogo inglês que defende a tese de que Jesus Cristo foi vítima de abuso sexual antes de ser crucificado. JESUS SOFREU ABUSO SEXUAL NA PAIXÃO? Por Padre José Eduardo A gente precisa reconhecer que, às vezes, satanás se supera!… Não bastassem todas as blasfêmias com as quais os cristãos são afrontados diariamente – cristão não tem um dia de paz neste mundo depravado –, justo no início da Semana Santa, quando a Igreja piedosamente se recolhe para meditar os mistérios da Paixão do Senhor, a Folha nos brinda com um artigo de péssimo gosto. O texto é um resumo escrito por um “jornalista e crítico musical” (sic!) de um artigo que recolhe estudos de um teólogo inglês que afirma que Nosso Senhor Jesus Cristo teria sofrido abuso sexual durante a sua Paixão. Além do esdrúxulo da hipótese em si (de fato, imaginar que a cena da flagelação tenha uma conotação sexual é simplesmente projetar retroativamente na cena as fantasias da parafilia sádica), mais esdrúxulo é o caminho especulativo pelo qual o autor tenta sustentar o seu arremedo de tese: ele parte das torturas sexuais sofridas por uma médica em El Salvador no ano de 1983 como base para reler a Paixão de Cristo (sic!). Leia também Padre alerta que é preciso proteger os filhos da ideologia de gênero na Educação Passando por alto o anacronismo grotesco (o qual é o método mesmo da argumentação e não um erro de passagem), o autor não esconde que se vale da metodologia característica da teologia da libertação, que procura enxergar o texto bíblico à luz dos fatos atuais, e não o contrário (sem perceber, oh raios, que a interpretação de um texto passado não pode depender de um fato futuro; por definição, isto é impossível). Aqui, perguntar-se pela plausibilidade da hipótese é apenas uma pegadinha. O caminho percorrido para aventá-la é simplesmente ilógico e sua excogitação é tão somente um exercício imaginário, fruto de uma mente podre que procura sexualizar o que há de mais sacrossanto, na contramão não apenas de todos os textos bíblicos, que não insinuam absolutamente nada disso, mas de todos os comentadores de todos os tempos. A tentativa de erotização da Paixão de Cristo obedece tão somente a uma intenção dessacralizadora. Não há fato algum aí relatado, apenas conjecturas sado-pornográficas, incongruentes com a santidade do Mistério da Cruz. Por Padre José Eduardo Leia também Padre José Eduardo faz um importante alerta por ocasião do Dia do Nascituro #PadreJoséEduardo
- Para compreender e viver bem a Semana Santa
Convidamos a todos para assistir a formação ao vivo que acontecerá hoje (10/04) às 21h. 👉 Clique aqui para assistir o vídeo: #Formaçõesaovivo #PadreRodrigoMaria
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Convidamos a todos para assistir a formação ao vivo que acontecerá hoje (10/04) às 21h. 👉 Clique aqui para assistir o vídeo: #Formaçõesaovivo #PadreRodrigoMaria
















































