VER E ACREDITAR – Scott Hahn medita sobre o Domingo da Páscoa

Jesus não é visível de maneira alguma. No entanto, o Evangelho de hoje nos diz que Pedro e João “viram e creram”.
O que eles viram? Lençóis no chão, num túmulo vazio. Talvez tenha sido isso que os convenceu de que Ele não tinha sido levado por ladrões, que normalmente roubavam os caros lençóis sepulcrais e deixavam os corpos.
No entanto, é notória a repetição — sete vezes em nove versículos — da palavra “túmulo”. Eles viram o túmulo vazio e acreditaram na promessa que Ele lhes fizera: Deus O ressuscitaria no terceiro dia.
A primeira leitura de hoje nos diz que os apóstolos foram escolhidos para serem Suas testemunhas. Cristo lhes deu a tarefa de “pregar e testemunhar”, a todos, aquilo que tinham visto, desde a Sua unção com o Espírito Santo no rio Jordão, até o episódio do sepulcro vazio.
Além de sua própria experiência, os apóstolos foram instruídos nos mistérios da economia divina, ou seja, nos planos de salvação de Deus: aprenderam tudo o que os profetas haviam testemunhado sobre Ele (Lc 24, 24,44).
Agora, eles podiam “compreender as Escrituras” e nos ensinar o que Jesus lhes tinha dito: que Ele era a “pedra angular” rejeitada pelos construtores, cuja ressurreição e exaltação já tinha sido profetizada pelo Salmo de hoje (Lc 20,17; Mt 21, 42; Atos 4,11).
Nós somos os filhos das testemunhas apostólicas. É por isso que continuamos a nos reunir logo cedo, na manhã do primeiro dia da semana, para celebrar esta “festa do túmulo vazio” e agradecer pelo “Cristo nossa vida” (como Ele é chamado na Epístola de hoje).
Tendo sido batizados em sua Morte e Ressurreição, vivemos a vida divina do Cristo ressuscitado: nossas vidas estão “ocultas com Cristo em Deus”. Também somos, agora, Suas testemunhas. No entanto, testemunhamos coisas que não vimos, mas nas quais acreditamos. Procuramos, entre as coisas da terra, o que está acima delas.
O que os Apóstolos testemunharam, nós agora vivemos em memorial. Como eles, comemos e bebemos, no altar, junto do Senhor ressuscitado. E esperamos, confiantes no que os apóstolos nos anunciaram, o dia em que estaremos “juntamente com Ele na glória”.
















Comentários