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- O PAPA CONSAGROU HOJE A RÚSSIA E A UCRÂNIA AO CORAÇÃO IMACULADO DE MARIA
O PAPA CONSAGROU HOJE A RÚSSIA E A UCRÂNIA AO CORAÇÃO IMACULADO DE MARIA Aqui o texto completo que Francisco pronunciou na tarde de 25 de março, durante a liturgia penitencial na Basílica de São Pedro. Todos os bispos e todos os sacerdotes do mundo foram convidados a unir-se nesta súplica. "Nesta hora, a humanidade, exausta e transtornada, está ao pé da cruz convosco. E tem necessidade de se confiar a Vós, de se consagrar a Cristo por vosso intermédio. O povo ucraniano e o povo russo, que Vos veneram com amor, recorrem a Vós…”. É uma das passagens centrais da oração que o Papa elevou hoje para consagrar e confiar a humanidade, e especialmente a Rússia e a Ucrânia, ao Imaculado Coração de Maria. Francisco pronunciou a oração no final da liturgia da penitência na Basílica de São Pedro, na tarde desta sexta-feira, 25 de março, festa da Anunciação. A liturgia teve início às 17h00 (hora de Roma), que corresponde às 13h00 (hora de Brasília), enquanto a consagração teve lugar por volta das 18h30 (hora de Roma), que corresponde às 14h30 (hora de Brasília). Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, recorremos a Vós nesta hora de tribulação. Vós sois Mãe, amais-nos e conheceis-nos: de quanto temos no coração, nada Vos é oculto. Mãe de misericórdia, muitas vezes experimentamos a vossa ternura providente, a vossa presença que faz voltar a paz, porque sempre nos guiais para Jesus, Príncipe da paz. Mas perdemos o caminho da paz. Esquecemos a lição das tragédias do século passado, o sacrifício de milhões de mortos nas guerras mundiais. Descuidamos os compromissos assumidos como Comunidade das Nações e estamos a atraiçoar os sonhos de paz dos povos e as esperanças dos jovens. Adoecemos de ganância, fechamo-nos em interesses nacionalistas, deixamo-nos ressequir pela indiferença e paralisar pelo egoísmo. Preferimos ignorar Deus, conviver com as nossas falsidades, alimentar a agressividade, suprimir vidas e acumular armas, esquecendo-nos que somos guardiões do nosso próximo e da própria casa comum. Dilaceramos com a guerra o jardim da Terra, ferimos com o pecado o coração do nosso Pai, que nos quer irmãos e irmãs. Tornamo-nos indiferentes a todos e a tudo, exceto a nós mesmos. E, com vergonha, dizemos: perdoai-nos, Senhor! Na miséria do pecado, das nossas fadigas e fragilidades, no mistério de iniquidade do mal e da guerra, Vós, Mãe Santa, lembrai-nos que Deus não nos abandona, mas continua a olhar-nos com amor, desejoso de nos perdoar e levantar novamente. Foi Ele que Vos deu a nós e colocou no vosso Imaculado Coração um refúgio para a Igreja e para a humanidade. Por bondade divina, estais connosco e conduzis-nos com ternura mesmo nos transes mais apertados da história. Por isso recorremos a Vós, batemos à porta do vosso Coração, nós os vossos queridos filhos que não Vos cansais de visitar em todo o tempo e convidar à conversão. Nesta hora escura, vinde socorrer-nos e consolar-nos. Repeti a cada um de nós: «Não estou porventura aqui Eu, que sou tua mãe?» Vós sabeis como desfazer os emaranhados do nosso coração e desatar os nós do nosso tempo. Repomos a nossa confiança em Vós. Temos a certeza de que Vós, especialmente no momento da prova, não desprezais as nossas súplicas e vindes em nosso auxílio. Assim fizestes em Caná da Galileia, quando apressastes a hora da intervenção de Jesus e introduzistes no mundo o seu primeiro sinal. Quando a festa se mudara em tristeza, dissestes-Lhe: «Não têm vinho!» (Jo 2, 3). Ó Mãe, repeti-o mais uma vez a Deus, porque hoje esgotamos o vinho da esperança, desvaneceu-se a alegria, diluiu-se a fraternidade. Perdemos a humanidade, malbaratamos a paz. Tornamo-nos capazes de toda a violência e destruição. Temos necessidade urgente da vossa intervenção materna. Por isso acolhei, ó Mãe, esta nossa súplica: Vós, estrela do mar, não nos deixeis naufragar na tempestade da guerra; Vós, arca da nova aliança, inspirai projetos e caminhos de reconciliação; Vós, «terra do Céu», trazei de volta ao mundo a concórdia de Deus; Apagai o ódio, acalmai a vingança, ensinai-nos o perdão; Libertai-nos da guerra, preservai o mundo da ameaça nuclear; Rainha do Rosário, despertai em nós a necessidade de rezar e amar; Rainha da família humana, mostrai aos povos o caminho da fraternidade; Rainha da paz, alcançai a paz para o mundo. O vosso pranto, ó Mãe, comova os nossos corações endurecidos. As lágrimas, que por nós derramastes, façam reflorescer este vale que o nosso ódio secou. E, enquanto o rumor das armas não se cala, que a vossa oração nos predisponha para a paz. As vossas mãos maternas acariciem quantos sofrem e fogem sob o peso das bombas. O vosso abraço materno console quantos são obrigados a deixar as suas casas e o seu país. Que o vosso doloroso Coração nos mova à compaixão e estimule a abrir as portas e cuidar da humanidade ferida e descartada. Santa Mãe de Deus, enquanto estáveis ao pé da cruz, Jesus, ao ver o discípulo junto de Vós, disse-Vos: «Eis o teu filho!» (Jo 19, 26). Assim Vos confiou cada um de nós. Depois disse ao discípulo, a cada um de nós: «Eis a tua mãe!» (19, 27). Mãe, agora queremos acolher-Vos na nossa vida e na nossa história. Nesta hora, a humanidade, exausta e transtornada, está ao pé da cruz convosco. E tem necessidade de se confiar a Vós, de se consagrar a Cristo por vosso intermédio. O povo ucraniano e o povo russo, que Vos veneram com amor, recorrem a Vós, enquanto o vosso Coração palpita por eles e por todos os povos ceifados pela guerra, a fome, a injustiça e a miséria. ✝️ Por isso nós, ó Mãe de Deus e nossa, solenemente confiamos e consagramos ao vosso Imaculado Coração nós mesmos, a Igreja e a humanidade inteira, de modo especial a Rússia e a Ucrânia. Acolhei este nosso ato que realizamos com confiança e amor, fazei que cesse a guerra, providenciai ao mundo a paz. O sim que brotou do vosso Coração abriu as portas da história ao Príncipe da Paz; confiamos que mais uma vez, por meio do vosso Coração, virá a paz. Assim a Vós consagramos o futuro da família humana inteira, as necessidades e os anseios dos povos, as angústias e as esperanças do mundo. Por vosso intermédio, derrame-se sobre a Terra a Misericórdia divina e o doce palpitar da paz volte a marcar as nossas jornadas. Mulher do sim, sobre Quem desceu o Espírito Santo, trazei de volta ao nosso meio a harmonia de Deus. Dessedentai a aridez do nosso coração, Vós que «sois fonte viva de esperança». Tecestes a humanidade para Jesus, fazei de nós artesãos de comunhão. Caminhastes pelas nossas estradas, guiai-nos pelas sendas da paz. Amen. ▶️ CELEBRAÇÃO ▶️ CONSAGRAÇÃO ▶️ NOTÍCIA
- Assista ao vivo a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria
Iniciou agora a cerimônia na qual o Papa Francisco fará a consagração da Rússia e Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria. Clique aqui para assistir a cerimônia com tradução em português 👇 Após assistir, leia também: Tudo o que precisa saber sobre a Consagração da Rússia e Ucrânia
- Assista ao vivo a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria
Iniciou agora a cerimônia na qual o Papa Francisco fará a consagração da Rússia e Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria. Clique aqui para assistir a cerimônia com tradução em português 👇 Após assistir, leia também: Tudo o que precisa saber sobre a Consagração da Rússia e Ucrânia
- Tudo o que precisa saber sobre a Consagração da Rússia e Ucrânia
A Rússia, o Papa e o Imaculado Coração Nesta sexta-feira (25), durante a Celebração da Penitência que presidirá às 17h (horário de Roma) na Basílica de São Pedro, no Vaticano, e às 13h (horário de Brasília) o Papa Francisco consagrará a humanidade inteira, e de forma especial a Rússia e a Ucrânia, ao Imaculado Coração de Maria. Aqui está o que você precisa saber sobre o “Ato de Consagração ao Imaculado Coração” a ser realizado nesta sexta-feira (25/03), pelo Papa Francisco e os bispos do mundo inteiro. Está prevista no texto da oração uma menção especial à Rússia. Como todos já sabem, o Papa Francisco fará amanhã, em união com os bispos do mundo inteiro, uma consagração pública e solene da humanidade — e em especial da Rússia e da Ucrânia — ao Imaculado Coração de Maria. Todo o orbe católico poderá assistir via internet à celebração penitencial que acontecerá em Roma, após a qual será feita a referida consagração. (O rito está marcado para começar às 17h no horário do Vaticano, 13h no horário de Brasília, mas a consagração propriamente dita será feita por volta das 14h30min em nosso horário.) Também será possível participar presencialmente, em várias dioceses, do ato de consagração a ser feito pelos bispos locais que atenderam ao apelo do Papa para que se unissem a ele em oração neste dia. Como os fiéis podem rezar junto com a Igreja? O Papa Francisco escreveu uma carta com um pedido especial a todos os católicos pelo ato de consagração da Rússia e da Ucrânia: “Convido-o, querido Irmão, a unir-se ao referido Ato, convocando os sacerdotes, os religiosos e os outros fiéis para a oração comunitária nos lugares sagrados, no dia de sexta-feira 25 de março, de modo que o santo Povo de Deus faça, de modo unânime e veemente, subir a súplica à sua Mãe. A propósito, transmito-lhe o texto da própria oração de consagração para poderem recitá-la, ao longo desse dia, em união fraterna.” Onde assistir a cerimônia ao vivo direto do Vaticano? A cerimônia do Ato de Consagração, ao vivo do Vaticano, será transmitida pelo site do Vaticano a partir das 13h, horário de Brasília; e às 16h, horário de Lisboa. Uma consagração que tem história Amanhã, 25 de março, é solenidade da Anunciação do Senhor, e neste mesmo dia, em 1984, São João Paulo II consagrou a humanidade ao Imaculado Coração de Maria, em Roma. Antes dele, porém, em 1942 e em 1952, também o Papa Pio XII realizou consagrações parecidas e, em 1964, o Papa Paulo VI. Esses atos de consagração dos Papas já têm, portanto, uma longa história. Mas não sem polêmicas e controvérsias. Isso porque esse ato , repetido várias vezes e de diferentes formas ao longo do século XX, foi colocado por Nossa Senhora de Fátima como condição para a conversão da Rússia e a paz no mundo — vide o que disse a Virgem aos pastorinhos em 1917, logo depois de lhes mostrar o inferno: Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia a Meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja ; os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o Meu Imaculado Coração triunfará. O pedido expresso de Nossa Senhora pela referida consagração aconteceria em 13 de junho de 1929, em Tuy. Desde então, como dito acima, vários atos foram realizados. Segundo a própria Irmã Lúcia, a consagração tal como a Virgem a pediu teria sido realizada em 1984 — mas desde então muitos ainda se recusam a aceitar que a consagração tenha realmente acontecido. Isso certamente se deve, em grande parte, ao fato de que, sem ou com a consagração, nem a conversão da Rússia nem a vinda de um tempo de paz ao mundo efetivamente se realizaram. E Nossa Senhora havia dito aos videntes: “O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz”. (Uma nota presente nas Memórias da Irmã Lúcia diz ainda: “ Esta promessa é incondicionada; de certeza se cumprirá. Nós é que, de fato, não conhecemos o dia em que se tornará realidade .”) Seja como for, não deixa de ser impressionante que: o Papa Francisco tenha convidado os bispos do mundo inteiro a realizarem juntos a consagração de amanhã, tal como pedira Nossa Senhora de Fátima; e o ato de consagração de amanhã mencione expressamente a Rússia, tal como pedira, também, Nossa Senhora de Fátima. De fato, o texto da consagração, que será lido em várias línguas ao redor do mundo, diz no penúltimo parágrafo: Por isso nós, ó Mãe de Deus e nossa, solenemente confiamos e consagramos ao vosso Imaculado Coração nós mesmos, a Igreja e a humanidade inteira, de modo especial a Rússia e a Ucrânia . Acolhei este nosso ato que realizamos com confiança e amor, fazei que cesse a guerra, providenciai ao mundo a paz. O sim que brotou do vosso Coração abriu as portas da história ao Príncipe da Paz; confiamos que mais uma vez, por meio do vosso Coração, virá a paz. Assim a Vós consagramos o futuro da família humana inteira, as necessidades e os anseios dos povos, as angústias e as esperanças do mundo [grifos nossos]. A interpretação de um bispo da Igreja O bispo cazaquistanês Athanasius Schneider fez alguns comentários muito pertinentes a respeito da consagração que se fará amanhã . Ele observa, por exemplo, que, Em comparação com as fórmulas dos últimos dois atos de consagração, feitos pelo Papa Pio XII (em 1952) e pelo Papa João Paulo II (em 1984), as palavras e a forma da consagração a ser usadas pelo Papa Francisco… expressam mais claramente os pedidos de Nossa Senhora de Fátima . Respondendo às perguntas sobre a “validade” das consagrações anteriores, ele também faz notar que: Como sabemos, em 25 de março de 1984, o Papa João Paulo II consagrou toda a humanidade ao Imaculado Coração, na presença da imagem original de Fátima, na Praça de São Pedro. Nessa consagração, ele mencionou especialmente aqueles povos cuja consagração Nossa Senhora gostaria que fosse feita. Tratou-se, portanto, de uma consagração implícita da Rússia. Na Catedral de Nossa Senhora de Fátima em Karaganda, o centenário da primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima, em 13 de maio de 2017, foi celebrado no contexto de um Congresso Mariano. O Papa Francisco enviou na ocasião um legado papal, o Cardeal Paul Josef Cordes, que na homilia mencionou a chamada consagração da Rússia ao Imaculado Coração, feita pelo Papa João Paulo II em 1984. Ele disse que, algum tempo depois da consagração de 1984, fôra convidado pelo Papa a jantar no apartamento dele e, durante esse encontro, perguntou ao Santo Padre: “Por que o senhor não consagrou explicitamente a Rússia?” João Paulo II lhe respondeu: “Era minha intenção fazê-lo”. O Papa então acrescentou que, devido a preocupações dos diplomatas do Vaticano, ele não poderia ter feito a consagração tal como originalmente a concebera, consagrando a Rússia de maneira explícita. Podemos ver, portanto, que devido às consequências políticas apresentadas pela diplomacia do Vaticano, o Papa João Paulo II fez a consagração dessa forma implícita. Esses são os fatos. Questionada sobre esse ato, a Irmã Lúcia disse que o Céu o havia aceitado. Para mim, no entanto, essa frase da Irmã Lúcia, ou outras similares, não significam que esse ato tenha sido o mais perfeito. É claro, quando um Papa faz uma oração e uma consagração belas, o Céu as aceita. O Céu aceita toda oração bonita e sincera. Mas isso não significa, em minha opinião, que no futuro não pudesse ser feito um ato mais perfeito de consagração, que o Céu também receberia e aceitaria. Sobre a menção conjunta da Ucrânia no texto da consagração, o bispo também faz um apontamento interessante: Dada a presente e dolorosa guerra na Ucrânia, é inteiramente compreensível que o Papa Francisco a mencione também. Deve-se considerar, ao mesmo tempo, que em julho de 1917, quando Nossa Senhora falou pela primeira vez da consagração da Rússia, uma grande parte do território da atual Ucrânia pertencia ao Império Russo, que intitulava certas regiões desse território como “Pequena Rússia” ou “Rússia do Sul”. Se o Papa hoje mencionasse apenas a Rússia, uma grande porção do território que Nossa Senhora tinha diante dos olhos em julho de 1917 (isto é, a maior parte da atual Ucrânia) estaria excluída da consagração. Dom Athanasius Schneider lembrou ainda a importante distinção entre Revelação pública e revelações privadas, tal como explicada pelo Concílio Vaticano II e pelo atual Catecismo: “ As mensagens nas aparições de Nossa Senhora de Fátima, e depois separadamente à Irmã Lúcia, ainda que reconhecidas pela Igreja como sendo de caráter sobrenatural, são ainda assim uma revelação privada .” E, falando sobre a eficácia de consagrações como a de amanhã, arrematou: O efeito do ato de Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, ainda que feito perfeitamente de acordo com o pedido de Nossa Senhora, não deve ser entendido como se fosse um sacramento, cujo efeito provém de sua celebração válida ( ex opere operato ). Um ato de consagração, teologicamente falando, é um sacramental ( sacramentale ), cujo efeito depende principalmente da oração impetratória da Igreja ( ex opere operantis Ecclesiae ). A teologia católica especifica que os sacramentais ( sacramentalia ) não produzem a graça, mas são uma preparação para ela. Um ato de consagração não tem um efeito automático, imediato e espetacular ou sensacional. Deus, na sua soberana, sábia e misteriosa Providência, reserva a si o direito de determinar o tempo e o modo de realizar os efeitos de uma consagração . É bom que tenhamos em mente as palavras de Nosso Senhor: “Não pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder” ( At 1,7). A maneira por meio da qual a divina Providência conduz a história da salvação e a história da sua Igreja é normalmente caracterizada por crescimento orgânico e gradualidade. Nossa tarefa é fazer o que pediu a Mãe de Deus; o resto cabe à Providência determinar, de acordo com tempos e modos ainda desconhecidos para nós. Como disse Santo Agostinho, até que Cristo retorne, “a Igreja fará sua peregrinação em meio às perseguições do mundo e às consolações de Deus” (cf. De civitate Dei, 18, 51). Unamo-nos, pois, ao Papa e aos bispos do mundo inteiro amanhã, em oração, cientes de que é por um triunfo do Imaculado Coração de Maria que a conversão a Cristo chegará às nações e as almas serão salvas; de nossa parte, tudo que se pede resume-se a duas palavras: oração e penitência . Não façamos ouvidos moucos à mensagem da Virgem de Fátima . Fonte: Equipe Christo Nihil Praeponere Leia também A Consagração da Rússia, o fim da Guerra e o Triunfo do Imaculado Coração #Rússia
- Tudo o que precisa saber sobre a Consagração da Rússia e Ucrânia
A Rússia, o Papa e o Imaculado Coração Nesta sexta-feira (25), durante a Celebração da Penitência que presidirá às 17h (horário de Roma) na Basílica de São Pedro, no Vaticano, e às 13h (horário de Brasília) o Papa Francisco consagrará a humanidade inteira, e de forma especial a Rússia e a Ucrânia, ao Imaculado Coração de Maria. Aqui está o que você precisa saber sobre o “Ato de Consagração ao Imaculado Coração” a ser realizado nesta sexta-feira (25/03), pelo Papa Francisco e os bispos do mundo inteiro. Está prevista no texto da oração uma menção especial à Rússia. Como todos já sabem, o Papa Francisco fará amanhã, em união com os bispos do mundo inteiro, uma consagração pública e solene da humanidade — e em especial da Rússia e da Ucrânia — ao Imaculado Coração de Maria. Todo o orbe católico poderá assistir via internet à celebração penitencial que acontecerá em Roma, após a qual será feita a referida consagração. (O rito está marcado para começar às 17h no horário do Vaticano, 13h no horário de Brasília, mas a consagração propriamente dita será feita por volta das 14h30min em nosso horário.) Também será possível participar presencialmente, em várias dioceses, do ato de consagração a ser feito pelos bispos locais que atenderam ao apelo do Papa para que se unissem a ele em oração neste dia. Como os fiéis podem rezar junto com a Igreja? O Papa Francisco escreveu uma carta com um pedido especial a todos os católicos pelo ato de consagração da Rússia e da Ucrânia: “Convido-o, querido Irmão, a unir-se ao referido Ato, convocando os sacerdotes, os religiosos e os outros fiéis para a oração comunitária nos lugares sagrados, no dia de sexta-feira 25 de março, de modo que o santo Povo de Deus faça, de modo unânime e veemente, subir a súplica à sua Mãe. A propósito, transmito-lhe o texto da própria oração de consagração para poderem recitá-la, ao longo desse dia, em união fraterna.” Onde assistir a cerimônia ao vivo direto do Vaticano? A cerimônia do Ato de Consagração, ao vivo do Vaticano, será transmitida pelo site do Vaticano a partir das 13h, horário de Brasília; e às 16h, horário de Lisboa. Uma consagração que tem história Amanhã, 25 de março, é solenidade da Anunciação do Senhor, e neste mesmo dia, em 1984, São João Paulo II consagrou a humanidade ao Imaculado Coração de Maria, em Roma. Antes dele, porém, em 1942 e em 1952, também o Papa Pio XII realizou consagrações parecidas e, em 1964, o Papa Paulo VI. Esses atos de consagração dos Papas já têm, portanto, uma longa história. Mas não sem polêmicas e controvérsias. Isso porque esse ato , repetido várias vezes e de diferentes formas ao longo do século XX, foi colocado por Nossa Senhora de Fátima como condição para a conversão da Rússia e a paz no mundo — vide o que disse a Virgem aos pastorinhos em 1917, logo depois de lhes mostrar o inferno: Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia a Meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja ; os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o Meu Imaculado Coração triunfará. O pedido expresso de Nossa Senhora pela referida consagração aconteceria em 13 de junho de 1929, em Tuy. Desde então, como dito acima, vários atos foram realizados. Segundo a própria Irmã Lúcia, a consagração tal como a Virgem a pediu teria sido realizada em 1984 — mas desde então muitos ainda se recusam a aceitar que a consagração tenha realmente acontecido. Isso certamente se deve, em grande parte, ao fato de que, sem ou com a consagração, nem a conversão da Rússia nem a vinda de um tempo de paz ao mundo efetivamente se realizaram. E Nossa Senhora havia dito aos videntes: “O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz”. (Uma nota presente nas Memórias da Irmã Lúcia diz ainda: “ Esta promessa é incondicionada; de certeza se cumprirá. Nós é que, de fato, não conhecemos o dia em que se tornará realidade .”) Seja como for, não deixa de ser impressionante que: o Papa Francisco tenha convidado os bispos do mundo inteiro a realizarem juntos a consagração de amanhã, tal como pedira Nossa Senhora de Fátima; e o ato de consagração de amanhã mencione expressamente a Rússia, tal como pedira, também, Nossa Senhora de Fátima. De fato, o texto da consagração, que será lido em várias línguas ao redor do mundo, diz no penúltimo parágrafo: Por isso nós, ó Mãe de Deus e nossa, solenemente confiamos e consagramos ao vosso Imaculado Coração nós mesmos, a Igreja e a humanidade inteira, de modo especial a Rússia e a Ucrânia . Acolhei este nosso ato que realizamos com confiança e amor, fazei que cesse a guerra, providenciai ao mundo a paz. O sim que brotou do vosso Coração abriu as portas da história ao Príncipe da Paz; confiamos que mais uma vez, por meio do vosso Coração, virá a paz. Assim a Vós consagramos o futuro da família humana inteira, as necessidades e os anseios dos povos, as angústias e as esperanças do mundo [grifos nossos]. A interpretação de um bispo da Igreja O bispo cazaquistanês Athanasius Schneider fez alguns comentários muito pertinentes a respeito da consagração que se fará amanhã . Ele observa, por exemplo, que, Em comparação com as fórmulas dos últimos dois atos de consagração, feitos pelo Papa Pio XII (em 1952) e pelo Papa João Paulo II (em 1984), as palavras e a forma da consagração a ser usadas pelo Papa Francisco… expressam mais claramente os pedidos de Nossa Senhora de Fátima . Respondendo às perguntas sobre a “validade” das consagrações anteriores, ele também faz notar que: Como sabemos, em 25 de março de 1984, o Papa João Paulo II consagrou toda a humanidade ao Imaculado Coração, na presença da imagem original de Fátima, na Praça de São Pedro. Nessa consagração, ele mencionou especialmente aqueles povos cuja consagração Nossa Senhora gostaria que fosse feita. Tratou-se, portanto, de uma consagração implícita da Rússia. Na Catedral de Nossa Senhora de Fátima em Karaganda, o centenário da primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima, em 13 de maio de 2017, foi celebrado no contexto de um Congresso Mariano. O Papa Francisco enviou na ocasião um legado papal, o Cardeal Paul Josef Cordes, que na homilia mencionou a chamada consagração da Rússia ao Imaculado Coração, feita pelo Papa João Paulo II em 1984. Ele disse que, algum tempo depois da consagração de 1984, fôra convidado pelo Papa a jantar no apartamento dele e, durante esse encontro, perguntou ao Santo Padre: “Por que o senhor não consagrou explicitamente a Rússia?” João Paulo II lhe respondeu: “Era minha intenção fazê-lo”. O Papa então acrescentou que, devido a preocupações dos diplomatas do Vaticano, ele não poderia ter feito a consagração tal como originalmente a concebera, consagrando a Rússia de maneira explícita. Podemos ver, portanto, que devido às consequências políticas apresentadas pela diplomacia do Vaticano, o Papa João Paulo II fez a consagração dessa forma implícita. Esses são os fatos. Questionada sobre esse ato, a Irmã Lúcia disse que o Céu o havia aceitado. Para mim, no entanto, essa frase da Irmã Lúcia, ou outras similares, não significam que esse ato tenha sido o mais perfeito. É claro, quando um Papa faz uma oração e uma consagração belas, o Céu as aceita. O Céu aceita toda oração bonita e sincera. Mas isso não significa, em minha opinião, que no futuro não pudesse ser feito um ato mais perfeito de consagração, que o Céu também receberia e aceitaria. Sobre a menção conjunta da Ucrânia no texto da consagração, o bispo também faz um apontamento interessante: Dada a presente e dolorosa guerra na Ucrânia, é inteiramente compreensível que o Papa Francisco a mencione também. Deve-se considerar, ao mesmo tempo, que em julho de 1917, quando Nossa Senhora falou pela primeira vez da consagração da Rússia, uma grande parte do território da atual Ucrânia pertencia ao Império Russo, que intitulava certas regiões desse território como “Pequena Rússia” ou “Rússia do Sul”. Se o Papa hoje mencionasse apenas a Rússia, uma grande porção do território que Nossa Senhora tinha diante dos olhos em julho de 1917 (isto é, a maior parte da atual Ucrânia) estaria excluída da consagração. Dom Athanasius Schneider lembrou ainda a importante distinção entre Revelação pública e revelações privadas, tal como explicada pelo Concílio Vaticano II e pelo atual Catecismo: “ As mensagens nas aparições de Nossa Senhora de Fátima, e depois separadamente à Irmã Lúcia, ainda que reconhecidas pela Igreja como sendo de caráter sobrenatural, são ainda assim uma revelação privada .” E, falando sobre a eficácia de consagrações como a de amanhã, arrematou: O efeito do ato de Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, ainda que feito perfeitamente de acordo com o pedido de Nossa Senhora, não deve ser entendido como se fosse um sacramento, cujo efeito provém de sua celebração válida ( ex opere operato ). Um ato de consagração, teologicamente falando, é um sacramental ( sacramentale ), cujo efeito depende principalmente da oração impetratória da Igreja ( ex opere operantis Ecclesiae ). A teologia católica especifica que os sacramentais ( sacramentalia ) não produzem a graça, mas são uma preparação para ela. Um ato de consagração não tem um efeito automático, imediato e espetacular ou sensacional. Deus, na sua soberana, sábia e misteriosa Providência, reserva a si o direito de determinar o tempo e o modo de realizar os efeitos de uma consagração . É bom que tenhamos em mente as palavras de Nosso Senhor: “Não pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder” ( At 1,7). A maneira por meio da qual a divina Providência conduz a história da salvação e a história da sua Igreja é normalmente caracterizada por crescimento orgânico e gradualidade. Nossa tarefa é fazer o que pediu a Mãe de Deus; o resto cabe à Providência determinar, de acordo com tempos e modos ainda desconhecidos para nós. Como disse Santo Agostinho, até que Cristo retorne, “a Igreja fará sua peregrinação em meio às perseguições do mundo e às consolações de Deus” (cf. De civitate Dei, 18, 51). Unamo-nos, pois, ao Papa e aos bispos do mundo inteiro amanhã, em oração, cientes de que é por um triunfo do Imaculado Coração de Maria que a conversão a Cristo chegará às nações e as almas serão salvas; de nossa parte, tudo que se pede resume-se a duas palavras: oração e penitência . Não façamos ouvidos moucos à mensagem da Virgem de Fátima . Fonte: Equipe Christo Nihil Praeponere Leia também A Consagração da Rússia, o fim da Guerra e o Triunfo do Imaculado Coração #Rússia
- A IMPORTÂNCIA METAFÍSICA DA CONSAGRAÇÃO DA RÚSSIA A NOSSA SENHORA – Roberto de Mattei
O Papa Francisco decidiu fazer o que nenhum de seus predecessores jamais fez. De fato, de 1917 a 2022, nove Papas conheceram Fátima e todos, depois de Bento XV, aprovaram a sua devoção. Seis deles visitaram o Santuário, como Papas ou como Cardeais. Alguns deles, como Pio XII e João Paulo II, mostraram grande devoção às aparições de 1917. No entanto, nenhum deles até agora atendeu aos insistentes pedidos de Nossa Senhora. O ato que o Papa Francisco realizará em 25 de março parece corresponder a esses pedidos e é acompanhado pela adesão de bispos, sacerdotes e leigos, como nunca antes ocorreu. A importância do evento não é de natureza geopolítica, mas de natureza metafísica e sobrenatural, pois aparece como um daqueles momentos em que o véu do mistério da história parece rasgar-se e a luz de Deus ilumina os acontecimentos do mundo, além das intenções dos seus protagonistas. E isso se dá quando as bombas russas de Kiev ameaçam espalhar-se pelo mundo todo. San Pietro 25 marzo 2022. L’importanza metafisica di un evento
- Anunciação, a Festa dos Escravos de Maria
Nas proximidades da comemoração da Anunciação de São Gabriel a Nossa Senhora, celebrada no dia 25 de março, acompanhemos essa piedosa formação sobre essa visita que o Arcanjo fez à sua Rainha, Maria Santíssima, e o ato de escravidão de Nossa Senhora à vontade de Deus. Leia um trecho do texto de São Luiz Maria Grignion de Montfort: Primeiro texto: “Os que empreendem esta santa escravidão devem ter especial devoção ao grande mistério da Encarnação da Verbo. De fato, a Encarnação é o mistério próprio desta prática, porque é uma devoção inspirada pelo Espírito Santo: * Primeiro, honrar e imitar a inefável dependência que Deus, o Filho, tinha prazer em ter sobre Maria, para a glória de seu Pai e nossa salvação. Esta dependência aparece de maneira particular neste mistério, onde Nosso Senhor Jesus Cristo é um cativo e um escravo no seio da Santíssima Virgem, e depende dela para todas as coisas. * Em segundo lugar, agradecer a Deus pelas graças incomparáveis que Ele deu a Maria e, particularmente, por tê-la escolhido para ser Sua Mãe mais digna, a escolha que foi feita neste mistério.” (Verdadeira Devoção a Maria, Publicações Montfort, 1975, p. 165). Segundo texto: “O tempo não me permite explicar aqui as grandezas e grandezas do mistério de Jesus que vive em Maria, ou seja, a Encarnação da Verbo. Eu vou me contentar em dizer estas poucas palavras. Temos aqui o primeiro mistério de Jesus Cristo – o mais oculto, o mais exaltado e o menos conhecido. É nesse mistério que Jesus, em sintonia com Maria, escolheu todos os eleitos. Por esta razão, seu útero é chamado pelos santos de aula sacramentorum, a sala dos segredos de Deus. Deste mistério, Ele realizou todos os mistérios subsequentes de Sua vida. Por isso, esse mistério é a soma de todos os mistérios e contém a vontade e a graça de todos. Finalmente, este mistério é o trono da misericórdia, a liberalidade e a glória de Deus.” (Ibid., p. 167) Assista o vídeo antes de continuar a leitura: Comentários do Prof. Plinio: Estes dois textos são relacionados. Primeiro, São Luiz Grignion de Montfort afirma que o mistério da Encarnação é por excelência o mistério ao qual os escravos de Nossa Senhora devem ter devoção. Segundo, ele sustenta que o mistério da vida secreta de Jesus em Maria é o misterio que contém todos os outros, que é o ponto de partida para todas as maravilhas da vida d’Ele. Iremos analisar a primeira parte e, depois, a segunda. O Tratado da Verdadeira Devoção a Nossa Senhora é, em minha opinião, um livro profético naquilo que afirma sobre os mistérios e a devoção a Nossa Senhora. Vê-se que as coisas profundas que São Luiz de Montfort diz serão desveladas na medida em que a teologia se desenvolver no Reino de Maria. Hoje, o sentido de suas palavras não pode ser inteiramente entendido. Por exemplo, quem pode entender inteiramente sua afirmação de que Nosso Senhor era escravo de Nossa Senhora durante o tempo em que Ele viveu nela? Depois da Anunciação e do fiat de Nossa Senhora, Nosso Senhor se fez carne em seu ventre. A partir daquele momento, Ele tinha conhecimento perfeito de tudo. Ele estava enclausurado dentro dela, vivendo em contacto exclusivo com ela, numa completa dependência dela, a mais completa dependência que uma pessoa pode ter em relação a outra. O Verbo Encarnado, completamente lúcido desde o primeiro momento de Seu ser, escolheu esta vida dentro de outra creatura. Era Seu desejo viver dentro daquele templo, daquele palácio, numa relação misteriosa com Nossa Senhora. Deus manifestou Sua onipotência na Encarnação. Ele também manifestou Seu poder mantendo Nossa Senhora Virgem antes, durante e depois do parto. Tudo o que diz respeito à Incarnação é tão extraordinário que Ele poderia ter feito com que Nosso Senhor nascesse brevemente após a concepção. Mas Ele escolheu de não fazer isto. Ele quiz viver os nove meses inteiros nela. Ele quiz estabelecer aquela especial dependência dela. Quiz ter aquela profunda e misteriosa relação de alma com ela. Em suma, Ele quiz se fazer escravo dela – mas um tipo especial de escravo – porque o escravo normal tem sua vida própria, ele respira por si próprio, ele tem liberdade de ir e vir. O que Ele quiz fazer era mais do que isso; Ele quiz depender inteiramente de Nossa Senhora. Que tipo de relacionamento de almas foi estabelecido durante aquele período? Que tipo de união se deu? Esta é uma material impenetrável. Mas, apenas para ter um ponto de referência, podemos considerar que no mistério da Encarnação Nosso Senhor assumiu a natureza humana – isto é, além de ser Deus, Ele se tornou verdadeiro homem. Ele adquiriu alma e corpo como nós. Como nós Ele era um descendente de Adão e Eva. Mas, paralelamente, Sua alma humana tinha – e tem – uma tão íntima união com Deus que Jesus Cristo é parte da Santíssima Trindade. Em Jesus Cristo não há duas pessoas; há apenas uma Pessoa, mesmo que alma humana de Cristo tenha sido criada. Como pode uma alma humana constituir uma pessoa com Deus? É um mistério. A teologia nos ensina que essa é uma união hipostática, mas isso não explica o mistério. Considerando Suas naturezas humana e divina, como se pode explicar que Nosso Senhor tenha gritado do alto da Cruz: “Meu Deus, Meu Deus, por que Me abandonastes?” Naquele momento Ele continuava a ser Deus, mas Ele escolheu de sofrer em Sua humanidade um tipo de desamparo e isolamento que O fez sentir um completo abandono na Sua natureza humana, embora Ele continuasse unido com Deus em Sua divindade. Uma vez mais, temos um mistério. A união de Nosso Senhor com Nossa Senhora quando Ele estava no claustro dela é menos do que Sua união hipostática, mas é similar a ela. Ela é interiamente incompreensível, mas um dia virá em que a humanidade receberá luz para a entender. Eu creio que no Reino de Maria uma explicação teológica virá para a maior glória de Deus e o bem das almas. Ainda há muitos pontos místicos a serem explicados relacionados com a união que Nossa Senhora tem com cada um de seus escravos, a qual é incomparavelmente menos do que o divino mistério de sua união com Nosso Senhor. Todos esses mistérios estão na mesma linha, mas nós não os sabemos explicar. O que podemos ver, entretanto, é que esses mistérios vão numa direção diametralmente oposta à Revolução em duas de suas principais doutrinas: Panteismo e Individualismo. O Panteismo diz que tudo é deus; uma coisa não é essencialmente distinta da outra. Todas as criaturas estão unidas umas com as outras constituindo todas uma só pessoa. O Individualismo afirma que cada um é ele mesmo por si só e não necessita estar unido com mais ninguém. A posição Católica é oposta a estes dois erros. Ela afirma que cada pessoa é ela mesma, é um indivíduo, mas está aberta a um relacionamento com os outros que serve para aperfeiçoar a sua pessoa. A explicação profunda de como isso ocorre, contudo, é outro mistério o qual eu espero que a teologia e a filosofia explicarão no Reino de Maria. Uma vez li um livro de revelações – não me recordo se o autor era uma pessoa piedosa ou um santo – afirmando que quando as relações de Nosso Senhor com Nossa Senhora forem explicados, será achada a chave para a interpretação do Apocalipse. Então, uma nova aurora teológica brilhará sobre o mundo, a qual iluminará e expandirá os prévios horizontes teológicos. Creio que devemos esperar e rezar para que esses mistérios interligados sejam um dia desvelados. São Luiz de Montfort sustenta que o mistério da Encarnação contém todos os outros. Sabemos que em cada dia de festa a Igreja nos dá graças especiais relacionadas com aquela festa. Portanto, no dia da Anunciação do Anjo e da Encarnação do Verbo esses mistérios inter-relacionados exalam um perfume especial ligado à união misteriosa entre Nosso Senhor e Nossa Senhora. Nós deveríamos nos encomendar muito a Nossa Senhora nesse dia de festa e pedir a ela de iniciar conosco uma relação de alma de Senhora e escravo. Deveríamos pedir a ela de nos fazer seus humildes súditos, como o Menino Jesus quando Ele vivia nela. #FestasdeNossaSenhora #NossaSenhora #SantaEscravidão #TotalConsagração
- Anunciação, a Festa dos Escravos de Maria
Nas proximidades da comemoração da Anunciação de São Gabriel a Nossa Senhora, celebrada no dia 25 de março, acompanhemos essa piedosa formação sobre essa visita que o Arcanjo fez à sua Rainha, Maria Santíssima, e o ato de escravidão de Nossa Senhora à vontade de Deus. Leia um trecho do texto de São Luiz Maria Grignion de Montfort: Primeiro texto: “Os que empreendem esta santa escravidão devem ter especial devoção ao grande mistério da Encarnação da Verbo. De fato, a Encarnação é o mistério próprio desta prática, porque é uma devoção inspirada pelo Espírito Santo: * Primeiro, honrar e imitar a inefável dependência que Deus, o Filho, tinha prazer em ter sobre Maria, para a glória de seu Pai e nossa salvação. Esta dependência aparece de maneira particular neste mistério, onde Nosso Senhor Jesus Cristo é um cativo e um escravo no seio da Santíssima Virgem, e depende dela para todas as coisas. * Em segundo lugar, agradecer a Deus pelas graças incomparáveis que Ele deu a Maria e, particularmente, por tê-la escolhido para ser Sua Mãe mais digna, a escolha que foi feita neste mistério.” (Verdadeira Devoção a Maria, Publicações Montfort, 1975, p. 165). Segundo texto: “O tempo não me permite explicar aqui as grandezas e grandezas do mistério de Jesus que vive em Maria, ou seja, a Encarnação da Verbo. Eu vou me contentar em dizer estas poucas palavras. Temos aqui o primeiro mistério de Jesus Cristo – o mais oculto, o mais exaltado e o menos conhecido. É nesse mistério que Jesus, em sintonia com Maria, escolheu todos os eleitos. Por esta razão, seu útero é chamado pelos santos de aula sacramentorum, a sala dos segredos de Deus. Deste mistério, Ele realizou todos os mistérios subsequentes de Sua vida. Por isso, esse mistério é a soma de todos os mistérios e contém a vontade e a graça de todos. Finalmente, este mistério é o trono da misericórdia, a liberalidade e a glória de Deus.” (Ibid., p. 167) Assista o vídeo antes de continuar a leitura: Comentários do Prof. Plinio: Estes dois textos são relacionados. Primeiro, São Luiz Grignion de Montfort afirma que o mistério da Encarnação é por excelência o mistério ao qual os escravos de Nossa Senhora devem ter devoção. Segundo, ele sustenta que o mistério da vida secreta de Jesus em Maria é o misterio que contém todos os outros, que é o ponto de partida para todas as maravilhas da vida d’Ele. Iremos analisar a primeira parte e, depois, a segunda. O Tratado da Verdadeira Devoção a Nossa Senhora é, em minha opinião, um livro profético naquilo que afirma sobre os mistérios e a devoção a Nossa Senhora. Vê-se que as coisas profundas que São Luiz de Montfort diz serão desveladas na medida em que a teologia se desenvolver no Reino de Maria. Hoje, o sentido de suas palavras não pode ser inteiramente entendido. Por exemplo, quem pode entender inteiramente sua afirmação de que Nosso Senhor era escravo de Nossa Senhora durante o tempo em que Ele viveu nela? Depois da Anunciação e do fiat de Nossa Senhora, Nosso Senhor se fez carne em seu ventre. A partir daquele momento, Ele tinha conhecimento perfeito de tudo. Ele estava enclausurado dentro dela, vivendo em contacto exclusivo com ela, numa completa dependência dela, a mais completa dependência que uma pessoa pode ter em relação a outra. O Verbo Encarnado, completamente lúcido desde o primeiro momento de Seu ser, escolheu esta vida dentro de outra creatura. Era Seu desejo viver dentro daquele templo, daquele palácio, numa relação misteriosa com Nossa Senhora. Deus manifestou Sua onipotência na Encarnação. Ele também manifestou Seu poder mantendo Nossa Senhora Virgem antes, durante e depois do parto. Tudo o que diz respeito à Incarnação é tão extraordinário que Ele poderia ter feito com que Nosso Senhor nascesse brevemente após a concepção. Mas Ele escolheu de não fazer isto. Ele quiz viver os nove meses inteiros nela. Ele quiz estabelecer aquela especial dependência dela. Quiz ter aquela profunda e misteriosa relação de alma com ela. Em suma, Ele quiz se fazer escravo dela – mas um tipo especial de escravo – porque o escravo normal tem sua vida própria, ele respira por si próprio, ele tem liberdade de ir e vir. O que Ele quiz fazer era mais do que isso; Ele quiz depender inteiramente de Nossa Senhora. Que tipo de relacionamento de almas foi estabelecido durante aquele período? Que tipo de união se deu? Esta é uma material impenetrável. Mas, apenas para ter um ponto de referência, podemos considerar que no mistério da Encarnação Nosso Senhor assumiu a natureza humana – isto é, além de ser Deus, Ele se tornou verdadeiro homem. Ele adquiriu alma e corpo como nós. Como nós Ele era um descendente de Adão e Eva. Mas, paralelamente, Sua alma humana tinha – e tem – uma tão íntima união com Deus que Jesus Cristo é parte da Santíssima Trindade. Em Jesus Cristo não há duas pessoas; há apenas uma Pessoa, mesmo que alma humana de Cristo tenha sido criada. Como pode uma alma humana constituir uma pessoa com Deus? É um mistério. A teologia nos ensina que essa é uma união hipostática, mas isso não explica o mistério. Considerando Suas naturezas humana e divina, como se pode explicar que Nosso Senhor tenha gritado do alto da Cruz: “Meu Deus, Meu Deus, por que Me abandonastes?” Naquele momento Ele continuava a ser Deus, mas Ele escolheu de sofrer em Sua humanidade um tipo de desamparo e isolamento que O fez sentir um completo abandono na Sua natureza humana, embora Ele continuasse unido com Deus em Sua divindade. Uma vez mais, temos um mistério. A união de Nosso Senhor com Nossa Senhora quando Ele estava no claustro dela é menos do que Sua união hipostática, mas é similar a ela. Ela é interiamente incompreensível, mas um dia virá em que a humanidade receberá luz para a entender. Eu creio que no Reino de Maria uma explicação teológica virá para a maior glória de Deus e o bem das almas. Ainda há muitos pontos místicos a serem explicados relacionados com a união que Nossa Senhora tem com cada um de seus escravos, a qual é incomparavelmente menos do que o divino mistério de sua união com Nosso Senhor. Todos esses mistérios estão na mesma linha, mas nós não os sabemos explicar. O que podemos ver, entretanto, é que esses mistérios vão numa direção diametralmente oposta à Revolução em duas de suas principais doutrinas: Panteismo e Individualismo. O Panteismo diz que tudo é deus; uma coisa não é essencialmente distinta da outra. Todas as criaturas estão unidas umas com as outras constituindo todas uma só pessoa. O Individualismo afirma que cada um é ele mesmo por si só e não necessita estar unido com mais ninguém. A posição Católica é oposta a estes dois erros. Ela afirma que cada pessoa é ela mesma, é um indivíduo, mas está aberta a um relacionamento com os outros que serve para aperfeiçoar a sua pessoa. A explicação profunda de como isso ocorre, contudo, é outro mistério o qual eu espero que a teologia e a filosofia explicarão no Reino de Maria. Uma vez li um livro de revelações – não me recordo se o autor era uma pessoa piedosa ou um santo – afirmando que quando as relações de Nosso Senhor com Nossa Senhora forem explicados, será achada a chave para a interpretação do Apocalipse. Então, uma nova aurora teológica brilhará sobre o mundo, a qual iluminará e expandirá os prévios horizontes teológicos. Creio que devemos esperar e rezar para que esses mistérios interligados sejam um dia desvelados. São Luiz de Montfort sustenta que o mistério da Encarnação contém todos os outros. Sabemos que em cada dia de festa a Igreja nos dá graças especiais relacionadas com aquela festa. Portanto, no dia da Anunciação do Anjo e da Encarnação do Verbo esses mistérios inter-relacionados exalam um perfume especial ligado à união misteriosa entre Nosso Senhor e Nossa Senhora. Nós deveríamos nos encomendar muito a Nossa Senhora nesse dia de festa e pedir a ela de iniciar conosco uma relação de alma de Senhora e escravo. Deveríamos pedir a ela de nos fazer seus humildes súditos, como o Menino Jesus quando Ele vivia nela. #FestasdeNossaSenhora #NossaSenhora #SantaEscravidão #TotalConsagração
- Solenidade da Anunciação do Senhor – 25 de Março
SANTO DO DIA – 25 DE MARÇO – ANUNCIAÇÃO DO SENHOR A visita do Arcanjo Gabriel à Virgem Maria, quando esta se encontrava em Nazaré, cidade da Galileia, marca o início de toda uma trajetória que cumpriria as profecias do Velho Testamento e daria ao mundo um novo caminho, trazendo à luz a Boa Nova. Ali nasceu também a oração que a partir daquele instante estaria para sempre na boca e no coração de todos os católicos: a Ave Maria. Maria era uma jovem simples, noiva de José, um carpinteiro descendente direto da linhagem da casa de Davi. A cerimônia do matrimônio daquele tempo, entretanto, estabelecia que os noivos só teriam o contato carnal da consumação depois de um ano das núpcias. Maria, portanto, era virgem. Maria perturbou-se ao receber do anjo o aviso que fora escolhida para dar a luz ao Filho de Deus, a quem deveria dar o nome de Jesus, e que Ele era enviado para salvar a humanidade e cujo Reino seria eterno. Sim, porque Deus, que na origem do Mundo Criou todas as coisas com sua Palavra, desta vez escolheu depender da palavra de uma frágil ser humana, a Virgem Maria, para poder realizar a Encarnação do Redentor da humanidade. Ela aceitou sua parte na missão que lhe fora solicitada, demonstrando toda confiança em Deus e em Seus desígnios, para o cumprimento dessa profecia e mostrou porque foi ela a escolhida para ser Instrumento Divino nos acontecimentos que iriam mudar o destino da humanidade. Ao perguntar como poderia ficar grávida, se não conhecia homem algum e receber de Gabriel a explicação de que seria fecundada pelo Espírito Santo, por graças do Criador, sua resposta foi tão simples como sua vida e sua fé: “Sou a serva do Senhor. Faça-se segundo a Sua vontade”. Com esta resposta, pelo seu consentimento, Maria aceitou a dignidade e a honra da maternidade divina, mas ao mesmo tempo também os sofrimentos, os sacrifícios que a ela estavam ligados. Declarou-se pronta a cumprir a vontade de Deus em tudo como sua serva. Era como um voto de vítima e de abandono. Esta disposição é a mais perfeita, é a fonte dos maiores méritos e das melhores graças. O momento da Anunciação, onde se dá a criação, na pessoa de Maria como a Mãe de Deus, que acolhe a divindade em si mesma, contém em si toda a eternidade e, nesta, toda a plenitude dos tempos. Por isso a data de hoje marca e festeja este evento que se trata de um dos mistérios mais sublimes e importantes da História do homem na Terra: a chegada do Messias, profetizada séculos antes no Antigo Testamento. Episódio que está narrado em várias passagens importantes do Novo Testamento. A festa da Anunciação do Anjo à Virgem Maria, Lc 1,26-38, é comemorada desde o Século V, no Oriente e a partir do Século VI, no Ocidente, nove meses antes do Natal, e só é transferida quando coincide com a Semana Santa. Leia também Anunciação, a Festa dos Escravos de Maria Conheça mais sobre a Festa da Anunciação do Senhor A primogênita de todas as criaturas, a síntese da ordem do universo, a Mãe da Sabedoria, não foi capaz de imaginar como seria possível realizar-se nEla a Encarnação do Verbo. “A Deus nenhuma coisa é impossível” disse-lhe o Anjo. A pequena Nazaré e a anunciação A pequena cidade de Nazaré era coroada por altos montes, composta de casas feitas com pedras da região e rodeadas de figueiras e oliveiras. Foi a esse local que Deus enviou um anjo de nome Gabriel a uma Virgem chamada Maria, para operar o acontecimento mais importante da História humana. Aliás, a que horas ter-se-ia dado essa visita angélica? Logo pela manhã quando o sol, coloria com cores da aurora, as perfumadas videiras? Ou teria sido ao entardecer, quando as montanhas tingidas de azul, anunciam à chegada da noite? No entanto, acabava assim a longa espera de todos que fizeram parte do Antigo Testamento e dos que fervorosamente esperam a vinda do Messias. Nascia um novo Evangelho. A Virgem rezava para ser a escrava da Mãe do Messias Entretanto, a situação, apesar da calma de todos os dias, era difícil. Uma aparente ordem mantinha o Império Romano, com suas conquistas, imoralidades e injustiças. Por outro lado, o povo eleito estava corrompido e deixava-se influenciar pelos povos pagãos, que os rodeavam. Todavia, diante desse panorama uma Virgem rezava e pedia, para ser a escrava da Mãe do Senhor. Ela sabia que o tempo da realização da promessa estava perto. Tinha aprendido isso nos livros sagrados, quando de sua estada no Templo. Maria rezava… É provável que durante a oração ela ouviu o arcanjo Gabriel , o Arauto de Deus, que dizia: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. (Lc 1-38) Contudo, ao ouvir a anunciação do Arcanjo, diz São Luca que Maria perturbou-se. Pois qual seria o motivo dessa saudação. O sublime diálogo da Anunciação Então, São Gabriel disse a Nossa Senhora para não temer, pois Ela havia encontrado graça diante de Deus, o Arcanjo anunciou-lhe : “Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, 33 e o seu reino não terá fim.” Nesse sublime diálogo Maria Santíssima pergunta ao Anjo como se faria isso, se ela não conhecia varão algum. Gabriel respondeu-lhe: ” O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, 37 porque a Deus nenhuma coisa é impossível. “38 Então foi dado por Maria Santíssima o “sim” mais belo da história: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. (Lc. 1, 26-38) A resposta mais esperada da história São Bernardo de Claraval em uma de suas homílias canta esse augusto momento, dizendo: “Ó Virgem cheia de bondade, o pobre Adão, expulso do paraíso com a sua mísera descendência, implora a tua resposta; Abraão a implora, Davi a implora. Os outros patriarcas, teus antepassados, que também habitam a região da sombra da morte, suplicam esta resposta. O mundo inteiro a espera, prostrado a teus pés. E não é sem razão, pois de tua palavra depende o alívio dos infelizes, a redenção dos cativos, a liberdade dos condenados, enfim, a salvação de todos os filhos de Adão, de toda a tua raça. Apressa-te, ó Virgem, em dar a tua resposta; responde sem demora ao Anjo, ou melhor, responde ao Senhor por meio do Anjo. Pronuncia uma palavra e recebe a Palavra; profere a tua palavra e concebe a Palavra de Deus; dize uma palavra passageira e abraça a Palavra eterna”. ( Das Homilias em louvor da Virgem Mãe, de São Bernardo, abade (Hom. 4,8-9: Opera omnia, Edit. Cisterc. 4, [1966], 53-54)) Festa da Anunciação Digamos hoje devotamente com o arcanjo Gabriel: Ave Maria, gratia plena. Eu vos saúdo, ó criatura perfeitíssima! Eu vos saúdo, virgem puríssima! Eu vos saúdo, ó Maria, cheia de graça, de beleza, de perfeição, de méritos perante o trono do Eterno; cheia de graça, de bondade, de amor, de misericórdia pelos vossos filhos que gemem ainda neste vale de lágrimas, por nós, pobres pecadores! Eu vos saúdo com o anjo Gabriel; eu vos saúdo com ele por todos os anjos e arcanjos, por todos os tronos e dominações, por todos os querubins e serafins; eu vos saúdo com esse enviado de Deus, por Deus mesmo, pelo Pai que vos escolheu hoje por sua mãe, pelo Espírito Santo que vos escolheu hoje por esposa. Eu vos saúdo, enfim, ó Maria, permiti-mo, eu vos saúdo por mim e por todos os pecadores, cuja redenção é tratada hoje entre Vós e Deus. Meu Deus, quem poderá compreender a honra que dais neste dia a Maria! Enviais-lhe vosso embaixador, um dos primeiros príncipes de vossa corte. E lhe enviais não somente para saudá-la e celebrar-lhe os louvores, mas para tratar com ela do grande mistério de vossa sabedoria e vossa misericórdia, da redenção dos homens e da glorificação de vosso nome em todos os séculos. Para tratar com Ela de grandes coisas e obter-lhe o consentimento. Ela hesita, pensa, opõe como obstáculo a virgindade que prometeu ao Senhor. É necessário que o arcanjo lhe assegure que, por um milagre único de vosso poder, se tornará Mãe sem perder a virgindade. E só então Ela consentiu em aceitar a honra incomparável da maternidade divina, dizendo com profunda humildade: “Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo vossa palavra.” Era esse humilde consentimento que as três pessoas divinas esperavam. O Pai Eterno para lhe comunicar a honra inefável de gerar no tempo aquele que ele gera em toda a eternidade. O Filho, para tomar, em seu seio puríssimo, a carne inocente que devia imolar sobre a Cruz, o Espírito Santo, para operar Nela o mais estonteante de todos os mistérios. Ó minha alma, mergulha no abismo da admiração! Ó Maria, não apenas Deus vos eleva hoje a uma dignidade incomparável, como também vos faz digna por sua graça e misericórdia. Depois disso, que poderei fazer eu para vos louvar, vos bendizer, vos amar dignamente? Que podem todos os homens? Que podem todos os anjos em comparação do que Deus fez por vós? Ó Maria que vos direi? Meu coração está cheio, tão cheio, que não sei o que vos dizer. Depois de Deus, sois Vós que eu amo, sóis Vós que honro, sois Vós que quero servir. Depois de Deus, sois Vós o meu amor, minha alegria, minha felicidade no tempo e na eternidade. #SantodoDia
- Solenidade da Anunciação do Senhor – 25 de Março
SANTO DO DIA – 25 DE MARÇO – ANUNCIAÇÃO DO SENHOR A visita do Arcanjo Gabriel à Virgem Maria, quando esta se encontrava em Nazaré, cidade da Galileia, marca o início de toda uma trajetória que cumpriria as profecias do Velho Testamento e daria ao mundo um novo caminho, trazendo à luz a Boa Nova. Ali nasceu também a oração que a partir daquele instante estaria para sempre na boca e no coração de todos os católicos: a Ave Maria. Maria era uma jovem simples, noiva de José, um carpinteiro descendente direto da linhagem da casa de Davi. A cerimônia do matrimônio daquele tempo, entretanto, estabelecia que os noivos só teriam o contato carnal da consumação depois de um ano das núpcias. Maria, portanto, era virgem. Maria perturbou-se ao receber do anjo o aviso que fora escolhida para dar a luz ao Filho de Deus, a quem deveria dar o nome de Jesus, e que Ele era enviado para salvar a humanidade e cujo Reino seria eterno. Sim, porque Deus, que na origem do Mundo Criou todas as coisas com sua Palavra, desta vez escolheu depender da palavra de uma frágil ser humana, a Virgem Maria, para poder realizar a Encarnação do Redentor da humanidade. Ela aceitou sua parte na missão que lhe fora solicitada, demonstrando toda confiança em Deus e em Seus desígnios, para o cumprimento dessa profecia e mostrou porque foi ela a escolhida para ser Instrumento Divino nos acontecimentos que iriam mudar o destino da humanidade. Ao perguntar como poderia ficar grávida, se não conhecia homem algum e receber de Gabriel a explicação de que seria fecundada pelo Espírito Santo, por graças do Criador, sua resposta foi tão simples como sua vida e sua fé: “Sou a serva do Senhor. Faça-se segundo a Sua vontade”. Com esta resposta, pelo seu consentimento, Maria aceitou a dignidade e a honra da maternidade divina, mas ao mesmo tempo também os sofrimentos, os sacrifícios que a ela estavam ligados. Declarou-se pronta a cumprir a vontade de Deus em tudo como sua serva. Era como um voto de vítima e de abandono. Esta disposição é a mais perfeita, é a fonte dos maiores méritos e das melhores graças. O momento da Anunciação, onde se dá a criação, na pessoa de Maria como a Mãe de Deus, que acolhe a divindade em si mesma, contém em si toda a eternidade e, nesta, toda a plenitude dos tempos. Por isso a data de hoje marca e festeja este evento que se trata de um dos mistérios mais sublimes e importantes da História do homem na Terra: a chegada do Messias, profetizada séculos antes no Antigo Testamento. Episódio que está narrado em várias passagens importantes do Novo Testamento. A festa da Anunciação do Anjo à Virgem Maria, Lc 1,26-38, é comemorada desde o Século V, no Oriente e a partir do Século VI, no Ocidente, nove meses antes do Natal, e só é transferida quando coincide com a Semana Santa. Leia também Anunciação, a Festa dos Escravos de Maria Conheça mais sobre a Festa da Anunciação do Senhor A primogênita de todas as criaturas, a síntese da ordem do universo, a Mãe da Sabedoria, não foi capaz de imaginar como seria possível realizar-se nEla a Encarnação do Verbo. “A Deus nenhuma coisa é impossível” disse-lhe o Anjo. A pequena Nazaré e a anunciação A pequena cidade de Nazaré era coroada por altos montes, composta de casas feitas com pedras da região e rodeadas de figueiras e oliveiras. Foi a esse local que Deus enviou um anjo de nome Gabriel a uma Virgem chamada Maria, para operar o acontecimento mais importante da História humana. Aliás, a que horas ter-se-ia dado essa visita angélica? Logo pela manhã quando o sol, coloria com cores da aurora, as perfumadas videiras? Ou teria sido ao entardecer, quando as montanhas tingidas de azul, anunciam à chegada da noite? No entanto, acabava assim a longa espera de todos que fizeram parte do Antigo Testamento e dos que fervorosamente esperam a vinda do Messias. Nascia um novo Evangelho. A Virgem rezava para ser a escrava da Mãe do Messias Entretanto, a situação, apesar da calma de todos os dias, era difícil. Uma aparente ordem mantinha o Império Romano, com suas conquistas, imoralidades e injustiças. Por outro lado, o povo eleito estava corrompido e deixava-se influenciar pelos povos pagãos, que os rodeavam. Todavia, diante desse panorama uma Virgem rezava e pedia, para ser a escrava da Mãe do Senhor. Ela sabia que o tempo da realização da promessa estava perto. Tinha aprendido isso nos livros sagrados, quando de sua estada no Templo. Maria rezava… É provável que durante a oração ela ouviu o arcanjo Gabriel , o Arauto de Deus, que dizia: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. (Lc 1-38) Contudo, ao ouvir a anunciação do Arcanjo, diz São Luca que Maria perturbou-se. Pois qual seria o motivo dessa saudação. O sublime diálogo da Anunciação Então, São Gabriel disse a Nossa Senhora para não temer, pois Ela havia encontrado graça diante de Deus, o Arcanjo anunciou-lhe : “Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, 33 e o seu reino não terá fim.” Nesse sublime diálogo Maria Santíssima pergunta ao Anjo como se faria isso, se ela não conhecia varão algum. Gabriel respondeu-lhe: ” O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, 37 porque a Deus nenhuma coisa é impossível. “38 Então foi dado por Maria Santíssima o “sim” mais belo da história: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. (Lc. 1, 26-38) A resposta mais esperada da história São Bernardo de Claraval em uma de suas homílias canta esse augusto momento, dizendo: “Ó Virgem cheia de bondade, o pobre Adão, expulso do paraíso com a sua mísera descendência, implora a tua resposta; Abraão a implora, Davi a implora. Os outros patriarcas, teus antepassados, que também habitam a região da sombra da morte, suplicam esta resposta. O mundo inteiro a espera, prostrado a teus pés. E não é sem razão, pois de tua palavra depende o alívio dos infelizes, a redenção dos cativos, a liberdade dos condenados, enfim, a salvação de todos os filhos de Adão, de toda a tua raça. Apressa-te, ó Virgem, em dar a tua resposta; responde sem demora ao Anjo, ou melhor, responde ao Senhor por meio do Anjo. Pronuncia uma palavra e recebe a Palavra; profere a tua palavra e concebe a Palavra de Deus; dize uma palavra passageira e abraça a Palavra eterna”. ( Das Homilias em louvor da Virgem Mãe, de São Bernardo, abade (Hom. 4,8-9: Opera omnia, Edit. Cisterc. 4, [1966], 53-54)) Festa da Anunciação Digamos hoje devotamente com o arcanjo Gabriel: Ave Maria, gratia plena. Eu vos saúdo, ó criatura perfeitíssima! Eu vos saúdo, virgem puríssima! Eu vos saúdo, ó Maria, cheia de graça, de beleza, de perfeição, de méritos perante o trono do Eterno; cheia de graça, de bondade, de amor, de misericórdia pelos vossos filhos que gemem ainda neste vale de lágrimas, por nós, pobres pecadores! Eu vos saúdo com o anjo Gabriel; eu vos saúdo com ele por todos os anjos e arcanjos, por todos os tronos e dominações, por todos os querubins e serafins; eu vos saúdo com esse enviado de Deus, por Deus mesmo, pelo Pai que vos escolheu hoje por sua mãe, pelo Espírito Santo que vos escolheu hoje por esposa. Eu vos saúdo, enfim, ó Maria, permiti-mo, eu vos saúdo por mim e por todos os pecadores, cuja redenção é tratada hoje entre Vós e Deus. Meu Deus, quem poderá compreender a honra que dais neste dia a Maria! Enviais-lhe vosso embaixador, um dos primeiros príncipes de vossa corte. E lhe enviais não somente para saudá-la e celebrar-lhe os louvores, mas para tratar com ela do grande mistério de vossa sabedoria e vossa misericórdia, da redenção dos homens e da glorificação de vosso nome em todos os séculos. Para tratar com Ela de grandes coisas e obter-lhe o consentimento. Ela hesita, pensa, opõe como obstáculo a virgindade que prometeu ao Senhor. É necessário que o arcanjo lhe assegure que, por um milagre único de vosso poder, se tornará Mãe sem perder a virgindade. E só então Ela consentiu em aceitar a honra incomparável da maternidade divina, dizendo com profunda humildade: “Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo vossa palavra.” Era esse humilde consentimento que as três pessoas divinas esperavam. O Pai Eterno para lhe comunicar a honra inefável de gerar no tempo aquele que ele gera em toda a eternidade. O Filho, para tomar, em seu seio puríssimo, a carne inocente que devia imolar sobre a Cruz, o Espírito Santo, para operar Nela o mais estonteante de todos os mistérios. Ó minha alma, mergulha no abismo da admiração! Ó Maria, não apenas Deus vos eleva hoje a uma dignidade incomparável, como também vos faz digna por sua graça e misericórdia. Depois disso, que poderei fazer eu para vos louvar, vos bendizer, vos amar dignamente? Que podem todos os homens? Que podem todos os anjos em comparação do que Deus fez por vós? Ó Maria que vos direi? Meu coração está cheio, tão cheio, que não sei o que vos dizer. Depois de Deus, sois Vós que eu amo, sóis Vós que honro, sois Vós que quero servir. Depois de Deus, sois Vós o meu amor, minha alegria, minha felicidade no tempo e na eternidade. #SantodoDia
- Carnaval durante Semana Santa causa indignação em católicos e Bispos emitem nota.
Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos, bispo de Sobral (CE) e presidente do Regional Nordeste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), repudiou o carnaval fora de época promovido pela prefeitura de Aracati (CE) na Semana Santa. (Leia a nota de repúdio na íntegra no final da matéria) A prefeitura de Aracati (CE) anunciou um grande evento com shows durante a Semana Santa, intitulado “Paixão no Aracati”. Católicos criticaram a iniciativa por “ferir a sensibilidade religiosa do povo cristão” e pediram respeito aos horários e locais das celebrações religiosas. O município não teve programação de carnaval por causa das medidas sanitárias impostas por causa da covid-19. Mas, no dia 4 de março, o governo do Ceará liberou a realização de eventos sociais e esportivos, com a apresentação de comprovante de vacinação da 3ª dose e uso obrigatório de máscara. Então, a prefeitura de Aracati decidiu promover os shows na Semana Santa. O prefeito Bismarck Maia (PTB) anunciou em 10 de março em seu perfil no Facebook: “Se não teve carnaval, terá super Semana Santa”. O cartaz do evento afirma que “vem aí a melhor Semana Santa do Estado”. A programação será de 15 a 17 de abril e contará com shows de famosos como Bell Marques, Leo Santana, entre outros. Em uma nota, o bispo destaca o grande desrespeito à piedade e fé do povo cristão em uma época destinada ao recolhimento e oração. A programação do carnaval intitulado “Paixão em Aracati” está prevista para os dias 15 de abril, sexta-feira da Paixão, a 17 de abril, domingo de Páscoa com shows dos cantores Bell Marques, Leo Santana, e outros. Assim que o evento foi anunciado, as paróquias de Nossa Senhora do Rosário e de Santo Antônio, de Aracati, lançaram uma nota em conjunto criticando a decisão da prefeitura. “Esperamos que o poder público municipal, ao menos, use de outros termos para suas propagandas e que garanta, por escrito, o respeito e salvaguarda de dias, horários e locais para as celebrações religiosas”, afirmaram as paróquias locais. Outras cidades também anunciaram a mudança nas datas dos desfiles de carnaval. As prefeituras de Rio de Janeiro e São Paulo informaram por meio de uma nota em conjunto que “optaram por adiar a realização dos desfiles das escolas de samba para o fim de semana do feriado de Tiradentes, em abril”. Leia também Bispo Católico alerta: Carnaval não combina com Jesus Cristo No Rio, os desfiles irão acontecer entre 20 e 24 de abril, incluindo grupo de acesso, grupo especial e escolas mirins. Em São Paulo, haverá desfiles de escolas do grupo de acesso e grupo especial entre os dias 21 e 23 de abril e também haverá um desfile de grupo de acesso no dia 16 de abril, quando os católicos irão celebrar o Sábado de Aleluia. A prefeitura de Vitória decidiu adiar os desfiles das escolas de samba, que aconteceria entre 17 e 19 de fevereiro, para os dias 7, 8 e 9 de abril, por causa do aumento dos casos de covid-19. A nova data irá coincidir com a última semana da Quaresma e véspera do Domingo de Ramos, que será celebrado em 10 de abril. Confira a nota do Regional Leste 1 da CNBB: Leia também BISPO EXPLICA QUE CARNAVAL NÃO É DE DEUS E QUE “HOMENAGEM” A NOSSA SENHORA FOI UMA PROFANAÇÃO Nota sobre o carnaval fora de época de Aracati-CE A Semana Santa é a celebração do Mistério central da fé cristã. Nela vivenciamos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. A importância dessa Grande Semana não se verifica apenas na Liturgia da Igreja Católica, se revela também nas inúmeras manifestações de piedade e devoção popular, uma herança inestimável, que tanto enriquece a espiritualidade dos fiéis, encaminhado-os e motivando-os a celebrar dignamente o Mistério Pascal na Sagrada Liturgia. A grandeza desse tempo sagrado e a intensidade com que é vivido e celebrado pelo povo cristão em todo o país, levaram diversos municípios e estados brasileiros a reconhecer, através dos órgãos competentes, às celebrações próprias desta semana como patrimônio cultural imaterial. Indo ainda mais longe, o Estado Brasileiro estabeleceu que a Sexta-Feira Santa seja feriado nacional (Lei n° 9.093, de 12 de setembro de 1995). Aliás, mesmo sendo um estado laico, o Brasil, por ser formado por uma população preponderantemente cristã, em respeito à identidade cristã do seu povo e da sua história, estabeleceu diversos feriados religiosos nacionais: Natal do Senhor (25 de dezembro), Confraternização Universal (1° de janeiro), Dia de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro), Dia de Finados (2 de novembro), Sexta-Feira Santa e Corpus Christi. O feriado religioso tem um sentido muito preciso: não é um dia destinado ao descanso ou aos passeios turísticos, mas ao recolhimento e à oração. No caso da Sexta-Feira Santa, é destinado à meditação sobre o sofrimento, a paixão e morte de Cristo por amor à humanidade. Neste dia, portanto, não se trabalha e não se estuda para que todas as pessoas cristãs possam celebrar e vivenciar a sua fé. Leia também O que significa o apoio de religiosos à exposição de símbolos cristãos no Carnaval? Conscientes disso, não há como a Igreja do Ceará, representada por seus Bispos, silenciar diante do Carnaval promovido pela Prefeitura Municipal de Aracati-CE em plena Semana Santa. Trata-se, no mínimo, de um grande desrespeito à piedade e à fé do povo cristão, de uma enorme desconsideração da longa e rica tradição cristã desta terra abençoada. A presidência do Regional Nordeste 1 da CNBB une-se, portanto, a Dom André Vital, Bispo Diocesano de Limoeiro do Norte, ao clero e ao povo cristão daquela amada Diocese, no seu mais do que justificado protesto, repudiando também nós está infeliz iniciativa do poder público municipal de Aracati-CE. Semana Santa, como é sabido por todos, não é tempo de carnaval, é tempo de recolhimento, de oração e piedade! Esperamos, vivamente, que os responsáveis por este carnaval fora de época revejam a decisão tomada e encontrem outra data para a realização desta festa! Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos Bispo da Diocese de Sobral Dom André Vital Félix da Silva Bispo da Diocese de Limoeiro do Norte Leia também O CARNAVAL E A COLHEITA MALDITA Fonte: ACI Digital #Carnaval
- Carnaval durante Semana Santa causa indignação em católicos e Bispos emitem nota.
Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos, bispo de Sobral (CE) e presidente do Regional Nordeste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), repudiou o carnaval fora de época promovido pela prefeitura de Aracati (CE) na Semana Santa. (Leia a nota de repúdio na íntegra no final da matéria) A prefeitura de Aracati (CE) anunciou um grande evento com shows durante a Semana Santa, intitulado “Paixão no Aracati”. Católicos criticaram a iniciativa por “ferir a sensibilidade religiosa do povo cristão” e pediram respeito aos horários e locais das celebrações religiosas. O município não teve programação de carnaval por causa das medidas sanitárias impostas por causa da covid-19. Mas, no dia 4 de março, o governo do Ceará liberou a realização de eventos sociais e esportivos, com a apresentação de comprovante de vacinação da 3ª dose e uso obrigatório de máscara. Então, a prefeitura de Aracati decidiu promover os shows na Semana Santa. O prefeito Bismarck Maia (PTB) anunciou em 10 de março em seu perfil no Facebook: “Se não teve carnaval, terá super Semana Santa”. O cartaz do evento afirma que “vem aí a melhor Semana Santa do Estado”. A programação será de 15 a 17 de abril e contará com shows de famosos como Bell Marques, Leo Santana, entre outros. Em uma nota, o bispo destaca o grande desrespeito à piedade e fé do povo cristão em uma época destinada ao recolhimento e oração. A programação do carnaval intitulado “Paixão em Aracati” está prevista para os dias 15 de abril, sexta-feira da Paixão, a 17 de abril, domingo de Páscoa com shows dos cantores Bell Marques, Leo Santana, e outros. Assim que o evento foi anunciado, as paróquias de Nossa Senhora do Rosário e de Santo Antônio, de Aracati, lançaram uma nota em conjunto criticando a decisão da prefeitura. “Esperamos que o poder público municipal, ao menos, use de outros termos para suas propagandas e que garanta, por escrito, o respeito e salvaguarda de dias, horários e locais para as celebrações religiosas”, afirmaram as paróquias locais. Outras cidades também anunciaram a mudança nas datas dos desfiles de carnaval. As prefeituras de Rio de Janeiro e São Paulo informaram por meio de uma nota em conjunto que “optaram por adiar a realização dos desfiles das escolas de samba para o fim de semana do feriado de Tiradentes, em abril”. Leia também Bispo Católico alerta: Carnaval não combina com Jesus Cristo No Rio, os desfiles irão acontecer entre 20 e 24 de abril, incluindo grupo de acesso, grupo especial e escolas mirins. Em São Paulo, haverá desfiles de escolas do grupo de acesso e grupo especial entre os dias 21 e 23 de abril e também haverá um desfile de grupo de acesso no dia 16 de abril, quando os católicos irão celebrar o Sábado de Aleluia. A prefeitura de Vitória decidiu adiar os desfiles das escolas de samba, que aconteceria entre 17 e 19 de fevereiro, para os dias 7, 8 e 9 de abril, por causa do aumento dos casos de covid-19. A nova data irá coincidir com a última semana da Quaresma e véspera do Domingo de Ramos, que será celebrado em 10 de abril. Confira a nota do Regional Leste 1 da CNBB: Leia também BISPO EXPLICA QUE CARNAVAL NÃO É DE DEUS E QUE “HOMENAGEM” A NOSSA SENHORA FOI UMA PROFANAÇÃO Nota sobre o carnaval fora de época de Aracati-CE A Semana Santa é a celebração do Mistério central da fé cristã. Nela vivenciamos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. A importância dessa Grande Semana não se verifica apenas na Liturgia da Igreja Católica, se revela também nas inúmeras manifestações de piedade e devoção popular, uma herança inestimável, que tanto enriquece a espiritualidade dos fiéis, encaminhado-os e motivando-os a celebrar dignamente o Mistério Pascal na Sagrada Liturgia. A grandeza desse tempo sagrado e a intensidade com que é vivido e celebrado pelo povo cristão em todo o país, levaram diversos municípios e estados brasileiros a reconhecer, através dos órgãos competentes, às celebrações próprias desta semana como patrimônio cultural imaterial. Indo ainda mais longe, o Estado Brasileiro estabeleceu que a Sexta-Feira Santa seja feriado nacional (Lei n° 9.093, de 12 de setembro de 1995). Aliás, mesmo sendo um estado laico, o Brasil, por ser formado por uma população preponderantemente cristã, em respeito à identidade cristã do seu povo e da sua história, estabeleceu diversos feriados religiosos nacionais: Natal do Senhor (25 de dezembro), Confraternização Universal (1° de janeiro), Dia de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro), Dia de Finados (2 de novembro), Sexta-Feira Santa e Corpus Christi. O feriado religioso tem um sentido muito preciso: não é um dia destinado ao descanso ou aos passeios turísticos, mas ao recolhimento e à oração. No caso da Sexta-Feira Santa, é destinado à meditação sobre o sofrimento, a paixão e morte de Cristo por amor à humanidade. Neste dia, portanto, não se trabalha e não se estuda para que todas as pessoas cristãs possam celebrar e vivenciar a sua fé. Leia também O que significa o apoio de religiosos à exposição de símbolos cristãos no Carnaval? Conscientes disso, não há como a Igreja do Ceará, representada por seus Bispos, silenciar diante do Carnaval promovido pela Prefeitura Municipal de Aracati-CE em plena Semana Santa. Trata-se, no mínimo, de um grande desrespeito à piedade e à fé do povo cristão, de uma enorme desconsideração da longa e rica tradição cristã desta terra abençoada. A presidência do Regional Nordeste 1 da CNBB une-se, portanto, a Dom André Vital, Bispo Diocesano de Limoeiro do Norte, ao clero e ao povo cristão daquela amada Diocese, no seu mais do que justificado protesto, repudiando também nós está infeliz iniciativa do poder público municipal de Aracati-CE. Semana Santa, como é sabido por todos, não é tempo de carnaval, é tempo de recolhimento, de oração e piedade! Esperamos, vivamente, que os responsáveis por este carnaval fora de época revejam a decisão tomada e encontrem outra data para a realização desta festa! Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos Bispo da Diocese de Sobral Dom André Vital Félix da Silva Bispo da Diocese de Limoeiro do Norte Leia também O CARNAVAL E A COLHEITA MALDITA Fonte: ACI Digital #Carnaval
- PARECE QUE O SALMO 73 FOI ESCRITO HOJE…
Por que, Senhor, persistis em nos rejeitar? Por que se inflama vossa ira contra as ovelhas de vosso rebanho? Recordai-vos de vosso povo que elegestes outrora, da tribo que resgatastes para vossa possessão, da montanha de Sião onde fizestes vossa morada. Dirigi vossos passos a estes lugares definitivamente devastados; o inimigo tudo destruiu no santuário. Os adversários rugiam no local de vossas assembleias, como troféus hastearam suas bandeiras. Pareciam homens a vibrar o machado na floresta espessa. Rebentaram os portais do templo com malhos e martelos, atearam fogo ao vosso santuário, profanaram, arrasaram a morada do vosso nome. Disseram em seus corações: “Destruamo-los todos juntos; incendiai todos os lugares santos da terra.” Não vemos mais nossos emblemas, já não há nenhum profeta e ninguém entre nós que saiba até quando… Ó Deus, até quando nos insultará o inimigo? O adversário blasfemará vosso nome para sempre? Por que retirais a vossa mão? Por que guardais vossa destra em vosso seio? Entretanto, Deus é meu rei desde os tempos antigos, ele que opera a salvação por toda a terra. Vosso poder abriu o mar, esmagastes nas águas as cabeças de dragões. Quebrastes as cabeças do Leviatã, e as destes como pasto aos monstros do mar. Fizestes jorrar fontes e torrentes, secastes rios caudalosos. Vosso é o dia, a noite vos pertence: vós criastes a lua e o sol, vós marcastes à terra seus confins, estabelecestes o inverno e o verão. Lembrai-vos: o inimigo vos insultou, Senhor, e um povo insensato ultrajou o vosso nome. Não abandoneis ao abutre a vida de vossa pomba, não esqueçais para sempre a vida de vossos pobres. Olhai para a vossa aliança, porque todos os recantos da terra são antros de violência. Que os oprimidos não voltem confundidos, que o pobre e o indigente possam louvar o vosso nome. Levantai-vos, ó Deus, defendei a vossa causa. Lembrai-vos das blasfêmias que continuamente vos dirige o insensato. Não olvideis os insultos de vossos adversários, e o tumulto crescente dos que se insurgem contra vós.
- QUANDO SARTRE MEDITOU SOBRE O NATAL – Abbé Pierre-Hervé Grosjean
Sabemos que a graça do Natal pode tocar os corações mais endurecidos. Estamos em 1940, na Alemanha, num campo francês de prisioneiros. Os padres presos pedem a Jean-Paul Sartre, encarcerado há vários meses com eles, que escreva uma pequena meditação para a véspera de Natal. Sartre, o ateu, aceita. E oferece a seus camaradas essas poucas linhas magníficas. Como duvidar que a graça veio visitá-lo naquele momento, mesmo que o filósofo o negue? “Vocês têm o direito de exigir que lhe mostremos o Presépio. Ei-lo. Aqui está a Virgem, aqui está José e aqui o Menino Jesus. O artista colocou todo o seu amor nesse desenho. Vocês poderão achá-lo ingênuo, mas ouçam. Basta fechar os olhos para me ouvir e eu lhes direi como os vejo dentro de mim. A Virgem está pálida e olha para o menino. O que deve ser expresso, na pintura de seu rosto, é uma admiração ansiosa, que apareceu apenas uma vez em uma figura humana, pois Cristo é seu filho, carne de sua carne e fruto de seu ventre. Ela o carregou por nove meses. Ela lhe deu seu seio e seu leite se tornou o sangue de Deus. Ela o envolve nos braços e diz: ‘Meu pequenino!’ Mas, noutras vezes, ela fica totalmente perplexa e pensa: ‘Deus está aí’, e sente-se tomada de um temor religioso por esse Deus mudo, essa criança, porque todas as mães às vezes ficam assim, tomadas momentaneamente por esse fragmento de sua carne que é um filho, sentindo-se no exílio diante dessa nova vida que foi feita a partir de sua vida e na qual já habitam pensamentos estranhos. Mas ninguém foi mais cruel e rapidamente arrancado de sua mãe, pois Ele é Deus e está além de qualquer coisa que ela possa imaginar. É um teste difícil, para uma mãe, o ter medo de si mesma e de sua condição humana à frente de seu filho. Mas acho que também há outros momentos, rápidos e escorregadios, em que ela sente que Cristo é seu filho, seu pequenino, e que ele é Deus. Ela olha para ele e pensa: ‘Este Deus é meu filho! Essa carne divina é minha carne, Ele foi feito de mim, Ele tem meus olhos, e esse formato da sua boca é o formato da minha boca. Ele se parece comigo, Ele é Deus e se parece comigo’. E nenhuma mulher teve assim o seu Deus somente para si. Um Deus muito pequenino, que podemos tomar nos braços e cobrir de beijos, um Deus muito caloroso que sorri e que respira, um Deus que podemos tocar e que vive, e é nesses momentos que eu pintaria Maria, se fosse pintor, e eu tentaria retratar o ar de terna ousadia e timidez com que ela estende o dedo para tocar a pele macia desse menino Deus, cujo peso tépido ela sente sobre os joelhos e que lhe sorri. Eis Jesus, eis a Virgem Maria… E José? Eu não o colocaria em meu quadro. Eu só mostraria uma sombra ao fundo do estábulo, e com olhos brilhantes, porque não sei o que dizer de José. E José não sabe o que dizer de si mesmo. Ele adora e é feliz adorando. Ele se sente um pouco no exílio. Acho que ele sofre sem o admitir. Ele sofre porque vê o quanto a mulher que ama se parece com Deus. Como ela já está do lado de Deus, pois Deus entrou na intimidade desta família. José e Maria estão, para sempre, separados por um incêndio de luz, e toda a vida de José, imagino eu, será aprender a aceitar. José não sabe o que dizer de si mesmo: adora e é feliz adorando”. Uma prova de que o texto incomodava os partidários de Sartre: sua companheira Simone de Beauvoir tentará refutar a origem desse texto. Mas Sartre confirmará ser o autor, em 1962, na seguinte nota: “Se tomei meu assunto da mitologia do cristianismo, isso não significa que a direção do meu pensamento mudou, mesmo que por um momento, durante a prisão. Tratava-se simplesmente, de acordo com a proposta dos sacerdotes presos, de encontrar um tema que pudesse alcançar, nesta noite de Natal, a mais ampla união de cristãos e não crentes”. [Trecho de Bariona ou le Fils du tonnerre , o texto pode ser encontrado na íntegra no livro Les Ecrits de Sartre de M. Contat e M. Rybalka, NRF 1970]. Uma outra polêmica, sobre uma possível conversão de Sartre, surgirá após sua morte. Em entrevista publicada no Le Nouvel Observateur , algum tempo após a morte do filósofo, ouvimos sair de sua boca esta reflexão, rica de significados: “Eu me sinto, não como um punhado de pó que apareceu no mundo, mas como um ser esperado, provocado, prefigurado, como um ser que não poderia ter vindo senão de um criador e essa ideia de uma mão salvadora, que me teria criado, me remete novamente a Deus.” Jean Guitton verá nisto a prova de que Sartre teria renegado seu ateísmo, antes de morrer. Mas os amigos ateus do filósofo vão acusar a entrevista de ser uma farsa. Esperamos que a graça do Natal possa tocar os corações mais endurecidos. Quand Sartre méditait sur Noël
- Arquidiocese de Madri retira a recomendação de receber comunhão na mão
De acordo com a Cope Religion (de propriedade da Conferência Episcopal Espanhola), a Arquidiocese de Madri retirou todas as restrições impostas, o que implica que deixa de valer a recomendação para receber a Comunhão na mão. As máscaras continuarão a ser obrigatórias dentro dos templos por regulamentos gerais. Em carta endereçada aos padres diocesanos, o vigário-geral da arquidiocese de Madri, Avelino Revilla, informou que, “devido à evolução favorável da situação de saúde”, a partir de sexta-feira, 11 de março, as celebrações serão realizadas apenas de acordo com o que está contido nos livros litúrgicos. Como explicou a Eclesia Daniel Escobar, delegado episcopal da Liturgia, “não haverá restrição” própria além do que está estipulado nas normas sanitárias vigentes em todos os momentos” na Comunidade de Madrid, entre as quais agora inclui a recomendação de usar uma máscara dentro de casa ou ventilar adequadamente. Portanto, “volta à mesma situação litúrgica que existia na véspera da entrada em vigor do estado de alarme e algumas das recomendações que geraram alguma controvérsia foi a de comunhão exclusivamente na mão serem suprimidas” por razões higiênicas de proteção contra possível contágio. Uma recomendação que devido aos dados favoráveis da pandemia seja suprimida. Em relação à situação indicada pelo Ministério da Saúde, Consumo e Assistência Social, vinculada à expansão do coronavírus na Espanha, o secretário-geral da Conferência Episcopal Espanhola fez algumas indicações sobre algumas diretrizes compartilhadas por inúmeras dioceses e pela Igreja na Espanha. Por exemplo, a conveniência de remover água benta das estacas nas entradas das igrejas e outros locais de devoção; a possibilidade de oferecer na celebração da Eucaristia outro gesto de paz diferente do habitual de abraçar ou apertar as mãos daqueles que estão próximos; que as pessoas que distribuem a comunhão durante a da Eucaristia, lavam as mãos antes e depois deste momento ou que os sinais de devoção e afeto para com as imagens, tão típicas desta época da Quaresma e na próxima Semana Santa, possam ser substituídas por outras como inclinação ou reverência, evitando o contato físico com eles, e facilitando um tempo mais rápido para evitar multidões. Leia também Vaticano: É proibido impedir comunhão na boca, mesmo que seja para se evitar epidemias #ComunhãonaMão
- Arquidiocese de Madri retira a recomendação de receber comunhão na mão
De acordo com a Cope Religion (de propriedade da Conferência Episcopal Espanhola), a Arquidiocese de Madri retirou todas as restrições impostas, o que implica que deixa de valer a recomendação para receber a Comunhão na mão. As máscaras continuarão a ser obrigatórias dentro dos templos por regulamentos gerais. Em carta endereçada aos padres diocesanos, o vigário-geral da arquidiocese de Madri, Avelino Revilla, informou que, “devido à evolução favorável da situação de saúde”, a partir de sexta-feira, 11 de março, as celebrações serão realizadas apenas de acordo com o que está contido nos livros litúrgicos. Como explicou a Eclesia Daniel Escobar, delegado episcopal da Liturgia, “não haverá restrição” própria além do que está estipulado nas normas sanitárias vigentes em todos os momentos” na Comunidade de Madrid, entre as quais agora inclui a recomendação de usar uma máscara dentro de casa ou ventilar adequadamente. Portanto, “volta à mesma situação litúrgica que existia na véspera da entrada em vigor do estado de alarme e algumas das recomendações que geraram alguma controvérsia foi a de comunhão exclusivamente na mão serem suprimidas” por razões higiênicas de proteção contra possível contágio. Uma recomendação que devido aos dados favoráveis da pandemia seja suprimida. Em relação à situação indicada pelo Ministério da Saúde, Consumo e Assistência Social, vinculada à expansão do coronavírus na Espanha, o secretário-geral da Conferência Episcopal Espanhola fez algumas indicações sobre algumas diretrizes compartilhadas por inúmeras dioceses e pela Igreja na Espanha. Por exemplo, a conveniência de remover água benta das estacas nas entradas das igrejas e outros locais de devoção; a possibilidade de oferecer na celebração da Eucaristia outro gesto de paz diferente do habitual de abraçar ou apertar as mãos daqueles que estão próximos; que as pessoas que distribuem a comunhão durante a da Eucaristia, lavam as mãos antes e depois deste momento ou que os sinais de devoção e afeto para com as imagens, tão típicas desta época da Quaresma e na próxima Semana Santa, possam ser substituídas por outras como inclinação ou reverência, evitando o contato físico com eles, e facilitando um tempo mais rápido para evitar multidões. Leia também Vaticano: É proibido impedir comunhão na boca, mesmo que seja para se evitar epidemias #ComunhãonaMão
- Texto do “Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria”
Acaba de ser divulgado para todos os bispos do Brasil a versão oficial em língua portuguesa do “Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria” que será realizado pelo Papa Francisco, em união com Bento XVI e os bispos do mundo inteiro, durante a Celebração Penitencial que ocorrerá no próximo dia 25 de março, Solenidade da Anunciação do Senhor, às 17h (horário do Vaticano). Todos, bispos e padres, são conclamados a unirem-se ao Papa neste ato solene. ATO DE CONSAGRAÇÃO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA na Celebração Penitencial (Basílica de São Pedro, 25 de março de 2022) Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, recorremos a Vós nesta hora de tribulação. Vós sois Mãe, amais-nos e conheceis-nos: de quanto temos no coração, nada Vos é oculto. Mãe de misericórdia, muitas vezes experimentamos a vossa ternura providente, a vossa presença que faz voltar a paz, porque sempre nos guiais para Jesus, Príncipe da paz. Mas perdemos o caminho da paz. Esquecemos a lição das tragédias do século passado, o sacrifício de milhões de mortos nas guerras mundiais. Descuidamos os compromissos assumidos como Comunidade das Nações e estamos a atraiçoar os sonhos de paz dos povos e as esperanças dos jovens. Adoecemos de ganância, fechamonos em interesses nacionalistas, deixamo-nos ressequir pela indiferença e paralisar pelo egoísmo. Preferimos ignorar Deus, conviver com as nossas falsidades, alimentar a agressividade, suprimir vidas e acumular armas, esquecendo-nos que somos guardiões do nosso próximo e da própria casa comum. Dilaceramos com a guerra o jardim da Terra, ferimos com o pecado o coração do nosso Pai, que nos quer irmãos e irmãs. Tornamo-nos indiferentes a todos e a tudo, exceto a nós mesmos. E, com vergonha, dizemos: perdoai-nos, Senhor! Na miséria do pecado, das nossas fadigas e fragilidades, no mistério de iniquidade do mal e da guerra, Vós, Mãe Santa, lembrainos que Deus não nos abandona, mas continua a olhar-nos com amor, desejoso de nos perdoar e levantar novamente. Foi Ele que Vos deu a nós e colocou no vosso Imaculado Coração um refúgio para a Igreja e para a humanidade. Por bondade divina, estais connosco e conduzisnos com ternura mesmo nos transes mais apertados da história. Por isso recorremos a Vós, batemos à porta do vosso Coração, nós os vossos queridos filhos que não Vos cansais de visitar em todo o tempo e convidar à conversão. Nesta hora escura, vinde socorrer-nos e consolar-nos. Repeti a cada um de nós: «Não estou porventura aqui Eu, que sou tua mãe?» Vós sabeis como desfazer os emaranhados do nosso coração e desatar os nós do nosso tempo. Repomos a nossa confiança em Vós. Temos a certeza de que Vós, especialmente no momento da prova, não desprezais as nossas súplicas e vindes em nosso auxílio. Assim fizestes em Caná da Galileia, quando apressastes a hora da intervenção de Jesus e introduzistes no mundo o seu primeiro sinal. Quando a festa se mudara em tristeza, dissestes-Lhe: «Não têm vinho!» (Jo 2, 3). Ó Mãe, repeti-o mais uma vez a Deus, porque hoje esgotamos o vinho da esperança, desvaneceu-se a alegria, diluiu-se a fraternidade. Perdemos a humanidade, malbaratamos a paz. Tornamo-nos capazes de toda a violência e destruição. Temos necessidade urgente da vossa intervenção materna. Por isso acolhei, ó Mãe, esta nossa súplica: Vós, estrela do mar, não nos deixeis naufragar na tempestade da guerra; Vós, arca da nova aliança, inspirai projetos e caminhos de reconciliação; Vós, «terra do Céu», trazei de volta ao mundo a concórdia de Deus; Apagai o ódio, acalmai a vingança, ensinai-nos o perdão; Libertai-nos da guerra, preservai o mundo da ameaça nuclear; Rainha do Rosário, despertai em nós a necessidade de rezar e amar; Rainha da família humana, mostrai aos povos o caminho da fraternidade; Rainha da paz, alcançai a paz para o mundo. O vosso pranto, ó Mãe, comova os nossos corações endurecidos. As lágrimas, que por nós derramastes, façam reflorescer este vale que o nosso ódio secou. E, enquanto o rumor das armas não se cala, que a vossa oração nos predisponha para a paz. As vossas mãos maternas acariciem quantos sofrem e fogem sob o peso das bombas. O vosso abraço materno console quantos são obrigados a deixar as suas casas e o seu país. Que o vosso doloroso Coração nos mova à compaixão e estimule a abrir as portas e cuidar da humanidade ferida e descartada. Santa Mãe de Deus, enquanto estáveis ao pé da cruz, Jesus, ao ver o discípulo junto de Vós, disse-Vos: «Eis o teu filho!» (Jo 19, 26). Assim Vos confiou cada um de nós. Depois disse ao discípulo, a cada um de nós: «Eis a tua mãe!» (19, 27). Mãe, agora queremos acolher-Vos na nossa vida e na nossa história. Nesta hora, a humanidade, exausta e transtornada, está ao pé da cruz convosco. E tem necessidade de se confiar a Vós, de se consagrar a Cristo por vosso intermédio. O povo ucraniano e o povo russo, que Vos veneram com amor, recorrem a Vós, enquanto o vosso Coração palpita por eles e por todos os povos ceifados pela guerra, a fome, a injustiça e a miséria. Por isso nós, ó Mãe de Deus e nossa, solenemente confiamos e consagramos ao vosso Imaculado Coração nós mesmos, a Igreja e a humanidade inteira, de modo especial a Rússia e a Ucrânia. Acolhei este nosso ato que realizamos com confiança e amor, fazei que cesse a guerra, providenciai ao mundo a paz. O sim que brotou do vosso Coração abriu as portas da história ao Príncipe da Paz; confiamos que mais uma vez, por meio do vosso Coração, virá a paz. Assim a Vós consagramos o futuro da família humana inteira, as necessidades e os anseios dos povos, as angústias e as esperanças do mundo. Por vosso intermédio, derrame-se sobre a Terra a Misericórdia divina e o doce palpitar da paz volte a marcar as nossas jornadas. Mulher do sim, sobre Quem desceu o Espírito Santo, trazei de volta ao nosso meio a harmonia de Deus. Dessedentai a aridez do nosso coração, Vós que «sois fonte viva de esperança». Tecestes a humanidade para Jesus, fazei de nós artesãos de comunhão. Caminhastes pelas nossas estradas, guiai-nos pelas sendas da paz. Amém.
- Texto do “Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria”
Acaba de ser divulgado para todos os bispos do Brasil a versão oficial em língua portuguesa do “Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria” que será realizado pelo Papa Francisco, em união com Bento XVI e os bispos do mundo inteiro, durante a Celebração Penitencial que ocorrerá no próximo dia 25 de março, Solenidade da Anunciação do Senhor, às 17h (horário do Vaticano). Todos, bispos e padres, são conclamados a unirem-se ao Papa neste ato solene. ATO DE CONSAGRAÇÃO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA na Celebração Penitencial (Basílica de São Pedro, 25 de março de 2022) Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, recorremos a Vós nesta hora de tribulação. Vós sois Mãe, amais-nos e conheceis-nos: de quanto temos no coração, nada Vos é oculto. Mãe de misericórdia, muitas vezes experimentamos a vossa ternura providente, a vossa presença que faz voltar a paz, porque sempre nos guiais para Jesus, Príncipe da paz. Mas perdemos o caminho da paz. Esquecemos a lição das tragédias do século passado, o sacrifício de milhões de mortos nas guerras mundiais. Descuidamos os compromissos assumidos como Comunidade das Nações e estamos a atraiçoar os sonhos de paz dos povos e as esperanças dos jovens. Adoecemos de ganância, fechamonos em interesses nacionalistas, deixamo-nos ressequir pela indiferença e paralisar pelo egoísmo. Preferimos ignorar Deus, conviver com as nossas falsidades, alimentar a agressividade, suprimir vidas e acumular armas, esquecendo-nos que somos guardiões do nosso próximo e da própria casa comum. Dilaceramos com a guerra o jardim da Terra, ferimos com o pecado o coração do nosso Pai, que nos quer irmãos e irmãs. Tornamo-nos indiferentes a todos e a tudo, exceto a nós mesmos. E, com vergonha, dizemos: perdoai-nos, Senhor! Na miséria do pecado, das nossas fadigas e fragilidades, no mistério de iniquidade do mal e da guerra, Vós, Mãe Santa, lembrainos que Deus não nos abandona, mas continua a olhar-nos com amor, desejoso de nos perdoar e levantar novamente. Foi Ele que Vos deu a nós e colocou no vosso Imaculado Coração um refúgio para a Igreja e para a humanidade. Por bondade divina, estais connosco e conduzisnos com ternura mesmo nos transes mais apertados da história. Por isso recorremos a Vós, batemos à porta do vosso Coração, nós os vossos queridos filhos que não Vos cansais de visitar em todo o tempo e convidar à conversão. Nesta hora escura, vinde socorrer-nos e consolar-nos. Repeti a cada um de nós: «Não estou porventura aqui Eu, que sou tua mãe?» Vós sabeis como desfazer os emaranhados do nosso coração e desatar os nós do nosso tempo. Repomos a nossa confiança em Vós. Temos a certeza de que Vós, especialmente no momento da prova, não desprezais as nossas súplicas e vindes em nosso auxílio. Assim fizestes em Caná da Galileia, quando apressastes a hora da intervenção de Jesus e introduzistes no mundo o seu primeiro sinal. Quando a festa se mudara em tristeza, dissestes-Lhe: «Não têm vinho!» (Jo 2, 3). Ó Mãe, repeti-o mais uma vez a Deus, porque hoje esgotamos o vinho da esperança, desvaneceu-se a alegria, diluiu-se a fraternidade. Perdemos a humanidade, malbaratamos a paz. Tornamo-nos capazes de toda a violência e destruição. Temos necessidade urgente da vossa intervenção materna. Por isso acolhei, ó Mãe, esta nossa súplica: Vós, estrela do mar, não nos deixeis naufragar na tempestade da guerra; Vós, arca da nova aliança, inspirai projetos e caminhos de reconciliação; Vós, «terra do Céu», trazei de volta ao mundo a concórdia de Deus; Apagai o ódio, acalmai a vingança, ensinai-nos o perdão; Libertai-nos da guerra, preservai o mundo da ameaça nuclear; Rainha do Rosário, despertai em nós a necessidade de rezar e amar; Rainha da família humana, mostrai aos povos o caminho da fraternidade; Rainha da paz, alcançai a paz para o mundo. O vosso pranto, ó Mãe, comova os nossos corações endurecidos. As lágrimas, que por nós derramastes, façam reflorescer este vale que o nosso ódio secou. E, enquanto o rumor das armas não se cala, que a vossa oração nos predisponha para a paz. As vossas mãos maternas acariciem quantos sofrem e fogem sob o peso das bombas. O vosso abraço materno console quantos são obrigados a deixar as suas casas e o seu país. Que o vosso doloroso Coração nos mova à compaixão e estimule a abrir as portas e cuidar da humanidade ferida e descartada. Santa Mãe de Deus, enquanto estáveis ao pé da cruz, Jesus, ao ver o discípulo junto de Vós, disse-Vos: «Eis o teu filho!» (Jo 19, 26). Assim Vos confiou cada um de nós. Depois disse ao discípulo, a cada um de nós: «Eis a tua mãe!» (19, 27). Mãe, agora queremos acolher-Vos na nossa vida e na nossa história. Nesta hora, a humanidade, exausta e transtornada, está ao pé da cruz convosco. E tem necessidade de se confiar a Vós, de se consagrar a Cristo por vosso intermédio. O povo ucraniano e o povo russo, que Vos veneram com amor, recorrem a Vós, enquanto o vosso Coração palpita por eles e por todos os povos ceifados pela guerra, a fome, a injustiça e a miséria. Por isso nós, ó Mãe de Deus e nossa, solenemente confiamos e consagramos ao vosso Imaculado Coração nós mesmos, a Igreja e a humanidade inteira, de modo especial a Rússia e a Ucrânia. Acolhei este nosso ato que realizamos com confiança e amor, fazei que cesse a guerra, providenciai ao mundo a paz. O sim que brotou do vosso Coração abriu as portas da história ao Príncipe da Paz; confiamos que mais uma vez, por meio do vosso Coração, virá a paz. Assim a Vós consagramos o futuro da família humana inteira, as necessidades e os anseios dos povos, as angústias e as esperanças do mundo. Por vosso intermédio, derrame-se sobre a Terra a Misericórdia divina e o doce palpitar da paz volte a marcar as nossas jornadas. Mulher do sim, sobre Quem desceu o Espírito Santo, trazei de volta ao nosso meio a harmonia de Deus. Dessedentai a aridez do nosso coração, Vós que «sois fonte viva de esperança». Tecestes a humanidade para Jesus, fazei de nós artesãos de comunhão. Caminhastes pelas nossas estradas, guiai-nos pelas sendas da paz. Amém.
- Santuário de Fátima propõe preparação online para consagração de Rússia
O Santuário de Fátima, em Portugal, iniciou na segunda-feira um itinerário online de preparação para a consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria, que acontecerá na sexta-feira, 25 de março. A preparação conta com quatro vídeos sobre os atos de consagração mais relevantes e que sublinham a ligação entre a mensagem de Fátima e os papas, além de um tríduo de meditação e oração. A preparação on-line começou na segunda-feira, 21, com a divulgação do primeiro vídeo sobre o Imaculado Coração de Maria na mensagem de Fátima. Hoje, o tema do vídeo foi sobre Pio XII e a consagração ao Imaculado Coração de Maria. Amanhã, será a vez de recordar Paulo VI e a consagração ao Imaculado Coração de Maria e, na quinta-feira, João Paulo II e a consagração ao Imaculado Coração de Maria. Os vídeos são divulgados diariamente às 10h45 e às 18h15 (7h45 e 15h15, no horário de Brasília). São apresentados por irmã Ângela Coelho, religiosa da Aliança de Santa Maria e vice-postuladora da causa de canonização da irmã Lúcia, a quem Nossa Senhora confiou o pedido de consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria. Outra iniciativa do santuário em preparação para a consagração da Rússia e da Ucrânia é um podcast em três passos, intitulado “Abre as tuas mãos à Paz”. Começou a ser publicado hoje e segue até quinta-feira. O podcast propõe um “tríduo de meditação e oração sobre o Imaculado Coração de Maria, a consagração e a paz”, proporcionando uma “preparação interior” num momento “particularmente importante na história do conflito em curso”. Ficará disponível site do santuário, no seu Facebook e nas plataformas Itunes e Spotify. Na noite de quinta-feira e madrugada de sexta-feira, haverá uma vigília jovem na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Na sexta-feira, 25 de março, a consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria será celebrada pelo papa Francisco na basílica de São Pedro, no Vaticano, às 17h (13h no horário de Brasília). Simultaneamente, a mesma celebração acontecerá no santuário de Fátima, presidida pelo cardeal Konrad Krajewski, esmoleiro pontifício e enviado especial do papa. A celebração terá transmissão ao vivo no site do santuário, no youtube e no facebook . Texto do “Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria” Acaba de ser divulgado para todos os bispos do Brasil a versão oficial em língua portuguesa do “Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria” que será realizado pelo Papa Francisco, em união com Bento XVI e os bispos do mundo inteiro, durante a Celebração Penitencial que ocorrerá no próximo dia 25 de março, Solenidade da Anunciação do Senhor, às 17h (horário do Vaticano). Todos, bispos e padres, são conclamados a unirem-se ao Papa neste ato solene. ATO DE CONSAGRAÇÃO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA na Celebração Penitencial (Basílica de São Pedro, 25 de março de 2022) Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, recorremos a Vós nesta hora de tribulação. Vós sois Mãe, amais-nos e conheceis-nos: de quanto temos no coração, nada Vos é oculto. Mãe de misericórdia, muitas vezes experimentamos a vossa ternura providente, a vossa presença que faz voltar a paz, porque sempre nos guiais para Jesus, Príncipe da paz. Mas perdemos o caminho da paz. Esquecemos a lição das tragédias do século passado, o sacrifício de milhões de mortos nas guerras mundiais. Descuidamos os compromissos assumidos como Comunidade das Nações e estamos a atraiçoar os sonhos de paz dos povos e as esperanças dos jovens. Adoecemos de ganância, fechamonos em interesses nacionalistas, deixamo-nos ressequir pela indiferença e paralisar pelo egoísmo. Preferimos ignorar Deus, conviver com as nossas falsidades, alimentar a agressividade, suprimir vidas e acumular armas, esquecendo-nos que somos guardiões do nosso próximo e da própria casa comum. Dilaceramos com a guerra o jardim da Terra, ferimos com o pecado o coração do nosso Pai, que nos quer irmãos e irmãs. Tornamo-nos indiferentes a todos e a tudo, exceto a nós mesmos. E, com vergonha, dizemos: perdoai-nos, Senhor! Na miséria do pecado, das nossas fadigas e fragilidades, no mistério de iniquidade do mal e da guerra, Vós, Mãe Santa, lembrainos que Deus não nos abandona, mas continua a olhar-nos com amor, desejoso de nos perdoar e levantar novamente. Foi Ele que Vos deu a nós e colocou no vosso Imaculado Coração um refúgio para a Igreja e para a humanidade. Por bondade divina, estais connosco e conduzisnos com ternura mesmo nos transes mais apertados da história. Por isso recorremos a Vós, batemos à porta do vosso Coração, nós os vossos queridos filhos que não Vos cansais de visitar em todo o tempo e convidar à conversão. Nesta hora escura, vinde socorrer-nos e consolar-nos. Repeti a cada um de nós: «Não estou porventura aqui Eu, que sou tua mãe?» Vós sabeis como desfazer os emaranhados do nosso coração e desatar os nós do nosso tempo. Repomos a nossa confiança em Vós. Temos a certeza de que Vós, especialmente no momento da prova, não desprezais as nossas súplicas e vindes em nosso auxílio. Assim fizestes em Caná da Galileia, quando apressastes a hora da intervenção de Jesus e introduzistes no mundo o seu primeiro sinal. Quando a festa se mudara em tristeza, dissestes-Lhe: «Não têm vinho!» ( Jo 2, 3). Ó Mãe, repeti-o mais uma vez a Deus, porque hoje esgotamos o vinho da esperança, desvaneceu-se a alegria, diluiu-se a fraternidade. Perdemos a humanidade, malbaratamos a paz. Tornamo-nos capazes de toda a violência e destruição. Temos necessidade urgente da vossa intervenção materna. Por isso acolhei, ó Mãe, esta nossa súplica: Vós, estrela do mar, não nos deixeis naufragar na tempestade da guerra; Vós, arca da nova aliança, inspirai projetos e caminhos de reconciliação; Vós, «terra do Céu», trazei de volta ao mundo a concórdia de Deus; Apagai o ódio, acalmai a vingança, ensinai-nos o perdão; Libertai-nos da guerra, preservai o mundo da ameaça nuclear; Rainha do Rosário, despertai em nós a necessidade de rezar e amar; Rainha da família humana, mostrai aos povos o caminho da fraternidade; Rainha da paz, alcançai a paz para o mundo. O vosso pranto, ó Mãe, comova os nossos corações endurecidos. As lágrimas, que por nós derramastes, façam reflorescer este vale que o nosso ódio secou. E, enquanto o rumor das armas não se cala, que a vossa oração nos predisponha para a paz. As vossas mãos maternas acariciem quantos sofrem e fogem sob o peso das bombas. O vosso abraço materno console quantos são obrigados a deixar as suas casas e o seu país. Que o vosso doloroso Coração nos mova à compaixão e estimule a abrir as portas e cuidar da humanidade ferida e descartada. Santa Mãe de Deus, enquanto estáveis ao pé da cruz, Jesus, ao ver o discípulo junto de Vós, disse-Vos: «Eis o teu filho!» ( Jo 19, 26). Assim Vos confiou cada um de nós. Depois disse ao discípulo, a cada um de nós: «Eis a tua mãe!» (19, 27). Mãe, agora queremos acolher-Vos na nossa vida e na nossa história. Nesta hora, a humanidade, exausta e transtornada, está ao pé da cruz convosco. E tem necessidade de se confiar a Vós, de se consagrar a Cristo por vosso intermédio. O povo ucraniano e o povo russo, que Vos veneram com amor, recorrem a Vós, enquanto o vosso Coração palpita por eles e por todos os povos ceifados pela guerra, a fome, a injustiça e a miséria. Por isso nós, ó Mãe de Deus e nossa, solenemente confiamos e consagramos ao vosso Imaculado Coração nós mesmos, a Igreja e a humanidade inteira, de modo especial a Rússia e a Ucrânia. Acolhei este nosso ato que realizamos com confiança e amor, fazei que cesse a guerra, providenciai ao mundo a paz. O sim que brotou do vosso Coração abriu as portas da história ao Príncipe da Paz; confiamos que mais uma vez, por meio do vosso Coração, virá a paz. Assim a Vós consagramos o futuro da família humana inteira, as necessidades e os anseios dos povos, as angústias e as esperanças do mundo. Por vosso intermédio, derrame-se sobre a Terra a Misericórdia divina e o doce palpitar da paz volte a marcar as nossas jornadas. Mulher do sim, sobre Quem desceu o Espírito Santo, trazei de volta ao nosso meio a harmonia de Deus. Dessedentai a aridez do nosso coração, Vós que «sois fonte viva de esperança». Tecestes a humanidade para Jesus, fazei de nós artesãos de comunhão. Caminhastes pelas nossas estradas, guiai-nos pelas sendas da paz. Amém. Fonte: ACI Digital
- Santuário de Fátima propõe preparação online para consagração de Rússia
O Santuário de Fátima, em Portugal, iniciou na segunda-feira um itinerário online de preparação para a consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria, que acontecerá na sexta-feira, 25 de março. A preparação conta com quatro vídeos sobre os atos de consagração mais relevantes e que sublinham a ligação entre a mensagem de Fátima e os papas, além de um tríduo de meditação e oração. A preparação on-line começou na segunda-feira, 21, com a divulgação do primeiro vídeo sobre o Imaculado Coração de Maria na mensagem de Fátima. Hoje, o tema do vídeo foi sobre Pio XII e a consagração ao Imaculado Coração de Maria. Amanhã, será a vez de recordar Paulo VI e a consagração ao Imaculado Coração de Maria e, na quinta-feira, João Paulo II e a consagração ao Imaculado Coração de Maria. Os vídeos são divulgados diariamente às 10h45 e às 18h15 (7h45 e 15h15, no horário de Brasília). São apresentados por irmã Ângela Coelho, religiosa da Aliança de Santa Maria e vice-postuladora da causa de canonização da irmã Lúcia, a quem Nossa Senhora confiou o pedido de consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria. Outra iniciativa do santuário em preparação para a consagração da Rússia e da Ucrânia é um podcast em três passos, intitulado “Abre as tuas mãos à Paz”. Começou a ser publicado hoje e segue até quinta-feira. O podcast propõe um “tríduo de meditação e oração sobre o Imaculado Coração de Maria, a consagração e a paz”, proporcionando uma “preparação interior” num momento “particularmente importante na história do conflito em curso”. Ficará disponível site do santuário, no seu Facebook e nas plataformas Itunes e Spotify. Na noite de quinta-feira e madrugada de sexta-feira, haverá uma vigília jovem na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Na sexta-feira, 25 de março, a consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria será celebrada pelo papa Francisco na basílica de São Pedro, no Vaticano, às 17h (13h no horário de Brasília). Simultaneamente, a mesma celebração acontecerá no santuário de Fátima, presidida pelo cardeal Konrad Krajewski, esmoleiro pontifício e enviado especial do papa. A celebração terá transmissão ao vivo no site do santuário, no youtube e no facebook . Texto do “Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria” Acaba de ser divulgado para todos os bispos do Brasil a versão oficial em língua portuguesa do “Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria” que será realizado pelo Papa Francisco, em união com Bento XVI e os bispos do mundo inteiro, durante a Celebração Penitencial que ocorrerá no próximo dia 25 de março, Solenidade da Anunciação do Senhor, às 17h (horário do Vaticano). Todos, bispos e padres, são conclamados a unirem-se ao Papa neste ato solene. ATO DE CONSAGRAÇÃO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA na Celebração Penitencial (Basílica de São Pedro, 25 de março de 2022) Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, recorremos a Vós nesta hora de tribulação. Vós sois Mãe, amais-nos e conheceis-nos: de quanto temos no coração, nada Vos é oculto. Mãe de misericórdia, muitas vezes experimentamos a vossa ternura providente, a vossa presença que faz voltar a paz, porque sempre nos guiais para Jesus, Príncipe da paz. Mas perdemos o caminho da paz. Esquecemos a lição das tragédias do século passado, o sacrifício de milhões de mortos nas guerras mundiais. Descuidamos os compromissos assumidos como Comunidade das Nações e estamos a atraiçoar os sonhos de paz dos povos e as esperanças dos jovens. Adoecemos de ganância, fechamonos em interesses nacionalistas, deixamo-nos ressequir pela indiferença e paralisar pelo egoísmo. Preferimos ignorar Deus, conviver com as nossas falsidades, alimentar a agressividade, suprimir vidas e acumular armas, esquecendo-nos que somos guardiões do nosso próximo e da própria casa comum. Dilaceramos com a guerra o jardim da Terra, ferimos com o pecado o coração do nosso Pai, que nos quer irmãos e irmãs. Tornamo-nos indiferentes a todos e a tudo, exceto a nós mesmos. E, com vergonha, dizemos: perdoai-nos, Senhor! Na miséria do pecado, das nossas fadigas e fragilidades, no mistério de iniquidade do mal e da guerra, Vós, Mãe Santa, lembrainos que Deus não nos abandona, mas continua a olhar-nos com amor, desejoso de nos perdoar e levantar novamente. Foi Ele que Vos deu a nós e colocou no vosso Imaculado Coração um refúgio para a Igreja e para a humanidade. Por bondade divina, estais connosco e conduzisnos com ternura mesmo nos transes mais apertados da história. Por isso recorremos a Vós, batemos à porta do vosso Coração, nós os vossos queridos filhos que não Vos cansais de visitar em todo o tempo e convidar à conversão. Nesta hora escura, vinde socorrer-nos e consolar-nos. Repeti a cada um de nós: «Não estou porventura aqui Eu, que sou tua mãe?» Vós sabeis como desfazer os emaranhados do nosso coração e desatar os nós do nosso tempo. Repomos a nossa confiança em Vós. Temos a certeza de que Vós, especialmente no momento da prova, não desprezais as nossas súplicas e vindes em nosso auxílio. Assim fizestes em Caná da Galileia, quando apressastes a hora da intervenção de Jesus e introduzistes no mundo o seu primeiro sinal. Quando a festa se mudara em tristeza, dissestes-Lhe: «Não têm vinho!» ( Jo 2, 3). Ó Mãe, repeti-o mais uma vez a Deus, porque hoje esgotamos o vinho da esperança, desvaneceu-se a alegria, diluiu-se a fraternidade. Perdemos a humanidade, malbaratamos a paz. Tornamo-nos capazes de toda a violência e destruição. Temos necessidade urgente da vossa intervenção materna. Por isso acolhei, ó Mãe, esta nossa súplica: Vós, estrela do mar, não nos deixeis naufragar na tempestade da guerra; Vós, arca da nova aliança, inspirai projetos e caminhos de reconciliação; Vós, «terra do Céu», trazei de volta ao mundo a concórdia de Deus; Apagai o ódio, acalmai a vingança, ensinai-nos o perdão; Libertai-nos da guerra, preservai o mundo da ameaça nuclear; Rainha do Rosário, despertai em nós a necessidade de rezar e amar; Rainha da família humana, mostrai aos povos o caminho da fraternidade; Rainha da paz, alcançai a paz para o mundo. O vosso pranto, ó Mãe, comova os nossos corações endurecidos. As lágrimas, que por nós derramastes, façam reflorescer este vale que o nosso ódio secou. E, enquanto o rumor das armas não se cala, que a vossa oração nos predisponha para a paz. As vossas mãos maternas acariciem quantos sofrem e fogem sob o peso das bombas. O vosso abraço materno console quantos são obrigados a deixar as suas casas e o seu país. Que o vosso doloroso Coração nos mova à compaixão e estimule a abrir as portas e cuidar da humanidade ferida e descartada. Santa Mãe de Deus, enquanto estáveis ao pé da cruz, Jesus, ao ver o discípulo junto de Vós, disse-Vos: «Eis o teu filho!» ( Jo 19, 26). Assim Vos confiou cada um de nós. Depois disse ao discípulo, a cada um de nós: «Eis a tua mãe!» (19, 27). Mãe, agora queremos acolher-Vos na nossa vida e na nossa história. Nesta hora, a humanidade, exausta e transtornada, está ao pé da cruz convosco. E tem necessidade de se confiar a Vós, de se consagrar a Cristo por vosso intermédio. O povo ucraniano e o povo russo, que Vos veneram com amor, recorrem a Vós, enquanto o vosso Coração palpita por eles e por todos os povos ceifados pela guerra, a fome, a injustiça e a miséria. Por isso nós, ó Mãe de Deus e nossa, solenemente confiamos e consagramos ao vosso Imaculado Coração nós mesmos, a Igreja e a humanidade inteira, de modo especial a Rússia e a Ucrânia. Acolhei este nosso ato que realizamos com confiança e amor, fazei que cesse a guerra, providenciai ao mundo a paz. O sim que brotou do vosso Coração abriu as portas da história ao Príncipe da Paz; confiamos que mais uma vez, por meio do vosso Coração, virá a paz. Assim a Vós consagramos o futuro da família humana inteira, as necessidades e os anseios dos povos, as angústias e as esperanças do mundo. Por vosso intermédio, derrame-se sobre a Terra a Misericórdia divina e o doce palpitar da paz volte a marcar as nossas jornadas. Mulher do sim, sobre Quem desceu o Espírito Santo, trazei de volta ao nosso meio a harmonia de Deus. Dessedentai a aridez do nosso coração, Vós que «sois fonte viva de esperança». Tecestes a humanidade para Jesus, fazei de nós artesãos de comunhão. Caminhastes pelas nossas estradas, guiai-nos pelas sendas da paz. Amém. Fonte: ACI Digital
- Papa convoca todos a se unirem à Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria
No final do Ângelus de ontem (20) o papa Francisco pediu a todos os fiéis que se unam à próxima Consagração ao Imaculado Coração de Maria pela paz no mundo. “Convido todas as comunidades e todos os fiéis a unir-se a mim na sexta-feira, 25 de março, solenidade da Anunciação, para fazer um solene ato de consagração da humanidade, especialmente da Rússia e da Ucrânia, ao Coração Imaculado de Maria, para que Ela, Rainha da Paz, obtenha a paz para o mundo”, disse o papa Francisco. Consagração da Rússia e da Ucrânia O papa Francisco consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria na sexta-feira, 25 de março, durante a celebração penitencial “24 horas para o Senhor” que acontecerá na basílica de São Pedro. Em nota, a Santa Sé disse em 15 de março que “o mesmo ato, no mesmo dia, será feito” no Santuário de Nossa Senhora de Fátima em Portugal, pelo cardeal Konrad Krajewski, esmoleiro pontifício, “como enviado do Santo Padre”. A sala de imprensa da Santa Sé informou em 18 de março que o papa Francisco “convidou os bispos de todo o mundo e seus sacerdotes a se unirem a ele na oração pela paz” e na consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria. Leia também A Consagração da Rússia, o fim da Guerra e o Triunfo do Imaculado Coração Antecedentes Nossa Senhora de Fátima disse aos três pastorinhos em 1917 que “‘A Rússia se converterá’ e ‘no final, meu [Imaculado] Coração triunfará”. Em 1984, o papa João Paulo II consagrou a Rússia e o mundo inteiro ao Imaculado Coração de Maria no Vaticano. Há alguns anos, o então secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Tarcisio Bertone, disse que a Irmã Lúcia, a vidente de Fátima que viveu mais tempo, “confirmou pessoalmente que este ato solene e universal de consagração correspondia aos desejos de Nossa Senhora” de Fátima. Após a consagração na praça de São Pedro em 1984, primeiro caiu o bloco soviético em 1989 e depois a União Soviética, em 1991. A conferência episcopal da Ucrânia também propôs uma oração atualizada de consagração ao Imaculado Coração de Maria, para ser rezada no final de cada missa e em privado. Leia também Bento XVI participará de ato de Consagração da Rússia #Rússia
- Papa convoca todos a se unirem à Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria
No final do Ângelus de ontem (20) o papa Francisco pediu a todos os fiéis que se unam à próxima Consagração ao Imaculado Coração de Maria pela paz no mundo. “Convido todas as comunidades e todos os fiéis a unir-se a mim na sexta-feira, 25 de março, solenidade da Anunciação, para fazer um solene ato de consagração da humanidade, especialmente da Rússia e da Ucrânia, ao Coração Imaculado de Maria, para que Ela, Rainha da Paz, obtenha a paz para o mundo”, disse o papa Francisco. Consagração da Rússia e da Ucrânia O papa Francisco consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria na sexta-feira, 25 de março, durante a celebração penitencial “24 horas para o Senhor” que acontecerá na basílica de São Pedro. Em nota, a Santa Sé disse em 15 de março que “o mesmo ato, no mesmo dia, será feito” no Santuário de Nossa Senhora de Fátima em Portugal, pelo cardeal Konrad Krajewski, esmoleiro pontifício, “como enviado do Santo Padre”. A sala de imprensa da Santa Sé informou em 18 de março que o papa Francisco “convidou os bispos de todo o mundo e seus sacerdotes a se unirem a ele na oração pela paz” e na consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria. Leia também A Consagração da Rússia, o fim da Guerra e o Triunfo do Imaculado Coração Antecedentes Nossa Senhora de Fátima disse aos três pastorinhos em 1917 que “‘A Rússia se converterá’ e ‘no final, meu [Imaculado] Coração triunfará”. Em 1984, o papa João Paulo II consagrou a Rússia e o mundo inteiro ao Imaculado Coração de Maria no Vaticano. Há alguns anos, o então secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Tarcisio Bertone, disse que a Irmã Lúcia, a vidente de Fátima que viveu mais tempo, “confirmou pessoalmente que este ato solene e universal de consagração correspondia aos desejos de Nossa Senhora” de Fátima. Após a consagração na praça de São Pedro em 1984, primeiro caiu o bloco soviético em 1989 e depois a União Soviética, em 1991. A conferência episcopal da Ucrânia também propôs uma oração atualizada de consagração ao Imaculado Coração de Maria, para ser rezada no final de cada missa e em privado. Leia também Bento XVI participará de ato de Consagração da Rússia #Rússia
- UM NOVO CREDO: CREIO EM MIM – Friedrich von Platen
Creio em mim, Entidade Todo-Poderosa, Matriz do Novo Mundo, E na minha Singularidade única, Filha da minha Liberdade, Que foi concebida pelo meu Espírito E nascida da minha vontade. Sofri sob o patriarcado cristão, Mudei de sexo, Mudei outra vez de sexo, Solicitei eutanásia, Morri, Fui criogenizado, Voltei triunfante nas redes sociais, De onde julgo os vivos e os mortos. Creio nas minhas Luzes, Na minha infalibilidade, Na universalidade dos meus valores, Na pureza da minha consciência, Na robotização da minha carne, Na minha eternidade virtual. Amém. LE SIÈCLE, LES HOMMES, LES IDÉES – Un nouveau Credo : Je crois en Moi (texte intégral)
- O SUPER-CAPITALISMO BOLCHEVISTA – Ronald de Carvalho
[O carioca Ronald de Carvalho (1893-1935) foi nome importante do modernismo brasileiro e português. Escreveu uma famosa História da literatura brasileira , em 1919. Como poeta, passou por todos os estilos do começo do século XX: parnasianismo, decadentismo, modernismo, neo-romantismo. Estudou filosofia e sociologia em Paris. Foi diplomata e ministro de Estado, cargo que ocupava quando um acidente de automóvel lhe tirou a vida, aos 42 anos, quando sua prosa ensaística chegava ao pleno amadurecimento. Estava bem por dentro do que ia pelo mundo. Veja-se o que já dizia, em meados dos anos trinta, sobre o comunismo soviético: “…o Governo Bolchevista é a encarnação do mais desesperado capitalismo (…) A ditadura do proletariado [é] a simples máscara de um formidável jogo de bolsa, secretamente auxiliado pelos magnatas da alta finança, que se divertem nos seus castelos ingleses, constroem arranha-céus em Nova York e Chicago, compram ações de companhias de navegação e estradas de ferro na América do Sul, na Ásia e na Austrália”]. Depois de treze anos de experiência comunista, feita in anima nobilis , em detrimento da própria substância humana, com o sacrifício doloroso de todo o patrimônio da cultura ocidental, os observadores dos meandros da politica universal conseguiram chegar a esta conclusão espantosa: o Governo Bolchevista é a encarnação do mais desesperado capitalismo. As cinzas de Lênin se inflamarão, um desses dias, na sua cripta de Moscou, e, do seu poderoso cérebro, o impossível sonho marxista explodirá em lavas de revolta e maldição. Já as profecias de Trotsky, em suas Memórias, se convertem em formulas exatas da realidade. De fato, ante as monstruosidades provocadas pela execução do Plano Quinquenal, ninguém, de boa fé, poderá duvidar mais de que a ditadura do proletariado seja a simples máscara de um formidável jogo de bolsa, secretamente auxiliado pelos magnatas da alta finança, que se divertem nos seus castelos ingleses, constroem arranha-céus em Nova York e Chicago, compram ações de companhias de navegação e estradas de ferro na América do Sul, na Ásia e na Austrália. Stalin ultrapassou, no seu faro de especulador sinistro, as combinações mais sutis, os cálculos mais impudentes da aristocracia israelita da Europa. Não julguem os leitores apressados que os nossos comentários são fruto de ódio burguês ou artigo de encomenda, mera peça de engrenagem do sistema de contrapropaganda conservadora. Basta um minuto de raciocínio desinteressado, livre de qualquer paixão partidária, para convencer um homem de boa vontade, para convencer o mais exaltado marxista de que não há exagero em nossas conclusões. Senão, vejamos. De que argumentos se serviam os apóstolos de Marx e Engels para combater as democracias capitalistas? Da escravização do homem à máquina, da compressão militarista, da absorção do individuo pelos barões feudais da indústria, dos trustes e dos bancos, da supressão da liberdade política, transformada em instrumento cego do poder. Segundo os profetas da grande reforma social, o mundo só se transformaria, a humanidade só seria feliz, quando reinassem os mandamentos da Bíblia do Trabalho, de onde se derramariam, aos quatro ventos, as sementes da idade de ouro. O maximalismo, triunfador na Rússia, foi recebido pelas esquerdas revolucionárias como o sinal precursor do rápido estabelecimento, por todo o planeta, dos governos da igualdade, da liberdade e da fraternidade. O poder público deixaria de constituir o privilégio de meia dúzia, para se fraccionar em tantas parcelas quantas representassem os habitantes de um país. Os exércitos e as esquadras desapareceriam. A propriedade seria comum. O trabalho seria, como nos cantos de Hesíodo, uma disciplina de alegria. O governo seria uma comunhão. Stalin, espertíssimo e prático, desde o desaparecimento de Lênin, compreendeu perfeitamente que a nova astronomia social conduziria o mundo a um estado de gaseificação próximo da nebulosa. E, como não lhe era fácil reagir, dentro da realidade, aceitou solertemente as imposições irremediáveis desta sob o disfarce das formulas comunistas. Começou por destruir, desde logo, os restos de uma elite, ainda emergentes do cataclismo de outubro. Para reinar comodamente, suprimiu o espírito. A linguagem das tipografias, na União das Repúblicas Soviéticas, é uma só. Todas “falam bolchevista”. O livro, o jornal, qualquer espécie de papel impresso participa do dogma stalinista. O ditador reduziu a Rússia a uma tênue minoria, sob a sua tutela. Tão mesquinha é, hoje, a minoria governamental, que a “minoria czarista” seria, em confronto, uma enorme população. Mas não se se satisfez com essas primordiais medidas. Para remediar o caos financeiro e econômico, para juntar o ouro necessário à manutenção da sua ditadura, ameaçada de ruir por falta de numerário, Stalin lançou mão de um alvitre digno dos persas e dos chins do Celeste Império. Como não lhe era possível realizar transações ostensivas com a alta finança inglesa, americana e francesa, aliou-se a ela, sub-repticiamente, de um modo singular: recebendo do Reich os milhões que Londres e Nova York enviavam a Berlim, a juro alto, e a Alemanha lhe emprestava, rara fins econômicos e políticos, a juros ainda mais altos. Esses milhões foram empregados, na quase totalidade, no armamento do exército vermelho, cujos oficiais e soldados gozam de favores excepcionais e de privilégios semelhantes aos dos membros do G.P.U. e do governo ditatorial. Protegido por esse formidável “escudo armilar”, Stalin tenta salvar o poder e a pele, à custa das mais cruéis imposições, à custa da carne e do sangue do povo russo. O Plano Quinquenal de cuja falência ninguém duvida hoje, mau grado o fogo de artificio de Moscou e dos beócios que o aplaudem, representa a escravização de cerca de nove décimos da população russa. O Plano de Stalin baseia-se no mais perigoso “dumping” de que há notícia. Para prolongar-se no poder, o ditador, que habita o palácio dos Czares e come na baixela dos Alexandres e de Nicolau, revogou todas as leis de Lênin e, o que é mais extraordinário, todos os “ukases” imperiais sobre as liberdades do operariado citadino e rural. Nas florestas, abatendo árvores para o “dumping” da madeira; nos campos, plantando e colhendo trigo, centeio e aveia, para o “dumping” dos cereais; nas fábricas, rebatendo o ferro, o aço, trançando o fio de seda, o fio de algodão, e o fio de lã, para o “dumping” industrial, o operário russo (consultem-se os últimos decretos de Stalin, regulando a produção) não tem horas certas de trabalho. Não come nem repousa. Não dorme quase. Doze, quatorze horas de labor intenso, junto às fornalhas ou debaixo da neve, entre os pinhais da fronteira finlandesa, o homem russo esgota as suas últimas resistências físicas, muitas vezes separado à força da mulher e dos filhos, os africanos da era colonial, para enriquecer um regime de espoliadores, sócios do mais desenfreado capitalismo. Stalin tem fome de ouro. Mas a sua ditadura armada, que incendeia os originais e os retratos de Tolstói e obriga a inteligência a vestir a túnica bolchevista, está fadada ao malogro, porque não repousa no espirito mas nas exigências do estômago e do baixo ventre dos soldados vermelhos. Quando faltar carne fresca, como se comportarão os mártires do bolchevismo? (Ronald de Carvalho. Caderno de imagens da Europa. São Paulo, Cia. Ed. Nacional, 1935).
- A Consagração da Rússia, o fim da Guerra e o Triunfo do Imaculado Coração
Convidamos a todos para assistir a formação ao vivo que acontecerá hoje (20/03) às 21h. 👉 Clique aqui para assistir o vídeo: #Rússia
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- Bento XVI participará de ato de Consagração da Rússia
O Papa Emérito Bento XVI se juntará ao Papa Francisco e aos bispos do mundo em oração pela consagração da Rússia e da Ucrânia em 25 de março. Espera-se que ele o faça em particular, no entanto, e não esteja presente na cerimônia de consagração na Basílica de São Pedro. A CNA Deutsch, agência de notícias irmã alemã da CNA, confirmou esses detalhes no domingo com o secretário pessoal do papa aposentado, o arcebispo Georg Gänswein. “É claro que o Papa Emérito Bento XVI se juntará ao chamado do Papa Francisco em oração no que diz respeito à consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria”, escreveu Gänswein em um e-mail para a agência de notícias. O Papa Francisco concordou em conduzir a consagração dos dois países em resposta a um pedido urgente dos bispos do rito latino da Ucrânia. Desde então, o Vaticano confirmou um relatório da CNA de 17 de março que o Papa pediu a todos os bispos do mundo que se juntassem a ele na consagração. O Papa convida todos os bispos a se juntarem à Consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria Em uma carta datada de ontem, 17 de março e dirigida ao presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, o Arcebispo José H. Gomez, o Arcebispo Christophe Pierre atual Núncio Apostólico para os Estados Unidos, fornece um aviso formal sobre a próxima consagração a ser feita pelo Papa Francisco da Rússia e da Ucrânia e pede ao Arcebispo Gomez que dê aviso a toda a Conferência. Sua Excelência, no contexto dos trágicos acontecimentos na Ucrânia, o Santo Padre, o Papa Francisco conduzirá um Ato de Consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria na Festa da Anunciação, em 25 de março seguinte. O Santo Padre pretende convidar cada Bispo, ou equivalente em lei, juntamente com seus sacerdotes, para se juntar a este ato de consagração, se possível, na época correspondente a 5 p.m. Tempo de Roma. Nos próximos dias, o Santo Padre abordará uma carta de convite aos Bispos, anexando o texto da Oração da Consagração nas diversas línguas. Escrevo agora, pedindo-lhe para informar os membros da USCCB e, através deles, os sacerdotes das várias dioceses e eparchies do país, sobre o convite do Santo Padre. As mesmas informações serão compartilhadas com autoridades federais em Washington, D.C. e com o Corpo Diplomático desta capital. Um convite é estendido aos membros do mesmo Corpo para participar de uma missa oferecida pelo Cardeal Wilton Gregory, Arcebispo de Washington, na Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição às 12h de sexta-feira, 25 de março. Grato por sua colaboração, garanto-lhe dos meus melhores desejos. Na próxima sexta-feira, 25 de março, durante a Celebração da Missa que presidirá às 17h.m na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria. O mesmo ato, no mesmo dia, será realizado em Fátima pelo Cardeal Krajewski, Almoner Apostólico, como enviado do Santo Padre.” A Consagração acontecerá no mesmo dia em que São João Paulo II consagrou o mundo inteiro ao Imaculado Coração de Maria em 1984. Este evento histórico vem após o recente pedido dos bispos ucranianos ao Papa para realizar esta Consagração, solicitada há 100 anos por Nossa Senhora de Fátima. Recentemente, em 2 de março, logo após o início da guerra na Ucrânia por causa da invasão da Rússia, os bispos da Ucrânia pediram ao Papa Francisco para realizar publicamente o ato de consagração ao Sagrado Coração Imaculado de Maria da Ucrânia e rússia, como solicitado pela Virgem Santíssima em Fátima. Um pedido que foi ouvido pelo Santo Padre e que os bispos ucranianos agradeceram publicamente. Confirmado pelo Vaticano “O Papa Francisco convidou bispos de todo o mundo e seus sacerdotes para se juntarem a ele para rezar pela paz e consagrar e confiar a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria.” Isso foi confirmado pelo diretor da Assessoria de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, respondendo a perguntas de jornalistas. O Papa fará a oração na tarde desta sexta-feira, 25 de março, na Festa da Anunciação, na Basílica de São Pedro, durante a celebração da Penitência marcada para as 17h.m. O mesmo ato, no mesmo dia, será realizado por todos os bispos do mundo. O Cardeal Konrad Krajewski, pontifício almoner, o realizará em Fátima como enviado do Papa. Já no Angelus de 13 de março, o Papa havia convidado toda a Igreja a orar: “Peço a todas as comunidades diocesanas e religiosas que aumentem os momentos de oração pela paz”. Na audiência geral em 23 de fevereiro, ele pediu um dia de oração e jejum pela paz na Ucrânia na Quarta-feira de Cinzas, afirmando: “Que a Rainha da Paz preserve o mundo da loucura da guerra”. Na aparição de 13 de julho de 1917 em Fátima, Nossa Senhora havia pedido a consagração da Rússia ao seu Coração Imaculado, afirmando que se esse pedido não fosse concedido, a Rússia espalharia “seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições da Igreja”. “Os bons”, acrescentou, “serão martirizados, o Santo Padre terá muito a sofrer, várias nações serão destruídas.” Após as aparições de Fátima houve vários atos de consagração ao Imaculado Coração de Maria: Pio XII, em 31 de outubro de 1942, consagrado o mundo inteiro e em 7 de julho de 1952 especificamente consagrado Rússia ao Imaculado Coração de Maria com a Letra Apostólica Sacro vergente anno, em face da situação dos cristãos forçados a viver em um regime ateosteístico. Paulo VI em 1964 e João Paulo II em 1981, 1982 e 1984 renovaram esta consagração para toda a raça humana. Papa Wojtyla, referindo-se ao pedido de Nossa Senhora em Fátima em 25 de março de 1984, na Praça de São Pedro, em união espiritual com todos os bispos do mundo, confiado ao Imaculado Coração de Maria todos os povos e de forma especial aos homens e nações que precisam especialmente desta confiança e consagração. Em junho de 2000, quando a Santa Sé revelou a terceira parte do segredo de Fátima, o então secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, arcebispo Tarcisio Bertone, ressaltou que Irmã Lúcia havia confirmado pessoalmente que o ato de consagração realizado por João Paulo II em 1984 correspondia ao que Nossa Senhora havia pedido. Agora, em 25 de março, o Papa Francisco consagrará a Rússia junto com a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria em comunhão com bispos de todo o mundo. #PapaBentoXVI #Rússia
- Bento XVI participará de ato de Consagração da Rússia
O Papa Emérito Bento XVI se juntará ao Papa Francisco e aos bispos do mundo em oração pela consagração da Rússia e da Ucrânia em 25 de março. Espera-se que ele o faça em particular, no entanto, e não esteja presente na cerimônia de consagração na Basílica de São Pedro. A CNA Deutsch, agência de notícias irmã alemã da CNA, confirmou esses detalhes no domingo com o secretário pessoal do papa aposentado, o arcebispo Georg Gänswein. “É claro que o Papa Emérito Bento XVI se juntará ao chamado do Papa Francisco em oração no que diz respeito à consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria”, escreveu Gänswein em um e-mail para a agência de notícias. O Papa Francisco concordou em conduzir a consagração dos dois países em resposta a um pedido urgente dos bispos do rito latino da Ucrânia. Desde então, o Vaticano confirmou um relatório da CNA de 17 de março que o Papa pediu a todos os bispos do mundo que se juntassem a ele na consagração. O Papa convida todos os bispos a se juntarem à Consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria Em uma carta datada de ontem, 17 de março e dirigida ao presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, o Arcebispo José H. Gomez, o Arcebispo Christophe Pierre atual Núncio Apostólico para os Estados Unidos, fornece um aviso formal sobre a próxima consagração a ser feita pelo Papa Francisco da Rússia e da Ucrânia e pede ao Arcebispo Gomez que dê aviso a toda a Conferência. Sua Excelência, no contexto dos trágicos acontecimentos na Ucrânia, o Santo Padre, o Papa Francisco conduzirá um Ato de Consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria na Festa da Anunciação, em 25 de março seguinte. O Santo Padre pretende convidar cada Bispo, ou equivalente em lei, juntamente com seus sacerdotes, para se juntar a este ato de consagração, se possível, na época correspondente a 5 p.m. Tempo de Roma. Nos próximos dias, o Santo Padre abordará uma carta de convite aos Bispos, anexando o texto da Oração da Consagração nas diversas línguas. Escrevo agora, pedindo-lhe para informar os membros da USCCB e, através deles, os sacerdotes das várias dioceses e eparchies do país, sobre o convite do Santo Padre. As mesmas informações serão compartilhadas com autoridades federais em Washington, D.C. e com o Corpo Diplomático desta capital. Um convite é estendido aos membros do mesmo Corpo para participar de uma missa oferecida pelo Cardeal Wilton Gregory, Arcebispo de Washington, na Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição às 12h de sexta-feira, 25 de março. Grato por sua colaboração, garanto-lhe dos meus melhores desejos. Na próxima sexta-feira, 25 de março, durante a Celebração da Missa que presidirá às 17h.m na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria. O mesmo ato, no mesmo dia, será realizado em Fátima pelo Cardeal Krajewski, Almoner Apostólico, como enviado do Santo Padre.” A Consagração acontecerá no mesmo dia em que São João Paulo II consagrou o mundo inteiro ao Imaculado Coração de Maria em 1984. Este evento histórico vem após o recente pedido dos bispos ucranianos ao Papa para realizar esta Consagração, solicitada há 100 anos por Nossa Senhora de Fátima. Recentemente, em 2 de março, logo após o início da guerra na Ucrânia por causa da invasão da Rússia, os bispos da Ucrânia pediram ao Papa Francisco para realizar publicamente o ato de consagração ao Sagrado Coração Imaculado de Maria da Ucrânia e rússia, como solicitado pela Virgem Santíssima em Fátima. Um pedido que foi ouvido pelo Santo Padre e que os bispos ucranianos agradeceram publicamente. Confirmado pelo Vaticano “O Papa Francisco convidou bispos de todo o mundo e seus sacerdotes para se juntarem a ele para rezar pela paz e consagrar e confiar a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria.” Isso foi confirmado pelo diretor da Assessoria de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, respondendo a perguntas de jornalistas. O Papa fará a oração na tarde desta sexta-feira, 25 de março, na Festa da Anunciação, na Basílica de São Pedro, durante a celebração da Penitência marcada para as 17h.m. O mesmo ato, no mesmo dia, será realizado por todos os bispos do mundo. O Cardeal Konrad Krajewski, pontifício almoner, o realizará em Fátima como enviado do Papa. Já no Angelus de 13 de março, o Papa havia convidado toda a Igreja a orar: “Peço a todas as comunidades diocesanas e religiosas que aumentem os momentos de oração pela paz”. Na audiência geral em 23 de fevereiro, ele pediu um dia de oração e jejum pela paz na Ucrânia na Quarta-feira de Cinzas, afirmando: “Que a Rainha da Paz preserve o mundo da loucura da guerra”. Na aparição de 13 de julho de 1917 em Fátima, Nossa Senhora havia pedido a consagração da Rússia ao seu Coração Imaculado, afirmando que se esse pedido não fosse concedido, a Rússia espalharia “seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições da Igreja”. “Os bons”, acrescentou, “serão martirizados, o Santo Padre terá muito a sofrer, várias nações serão destruídas.” Após as aparições de Fátima houve vários atos de consagração ao Imaculado Coração de Maria: Pio XII, em 31 de outubro de 1942, consagrado o mundo inteiro e em 7 de julho de 1952 especificamente consagrado Rússia ao Imaculado Coração de Maria com a Letra Apostólica Sacro vergente anno, em face da situação dos cristãos forçados a viver em um regime ateosteístico. Paulo VI em 1964 e João Paulo II em 1981, 1982 e 1984 renovaram esta consagração para toda a raça humana. Papa Wojtyla, referindo-se ao pedido de Nossa Senhora em Fátima em 25 de março de 1984, na Praça de São Pedro, em união espiritual com todos os bispos do mundo, confiado ao Imaculado Coração de Maria todos os povos e de forma especial aos homens e nações que precisam especialmente desta confiança e consagração. Em junho de 2000, quando a Santa Sé revelou a terceira parte do segredo de Fátima, o então secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, arcebispo Tarcisio Bertone, ressaltou que Irmã Lúcia havia confirmado pessoalmente que o ato de consagração realizado por João Paulo II em 1984 correspondia ao que Nossa Senhora havia pedido. Agora, em 25 de março, o Papa Francisco consagrará a Rússia junto com a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria em comunhão com bispos de todo o mundo. #PapaBentoXVI #Rússia
- OS FRUTOS DA FIGUEIRA – Scott Hahn medita sobre o 3º Domingo da Quaresma
Pela Igreja, somos transformados em filhos do Deus de Abraão, Isaac e Jacó, o mesmo Deus que, na primeira leitura de hoje, fez Moisés conhecer o Seu nome e os Seus caminhos. Sem se esquecer de Sua aliança com Abraão (Êxodo 2, 24), Deus veio resgatar Seu povo da escravidão do Egito. Fiel a essa mesma aliança (Lucas 1, 54-55, 72-73), Ele enviou Jesus para salvar todas as vidas da sepultura, como nos diz o Salmo de hoje. São Paulo, na Epístola de hoje, lembra que os atos salvíficos de Deus, no Êxodo, foram registrados visando a futura Igreja. São prelúdio e prenúncio de nosso próprio Batismo através da água, de nossa libertação dos pecados, da comida e da bebida espirituais com que seríamos alimentados. No entanto, os acontecimentos do Êxodo também possuem o significado de uma “advertência”: ser filhos de Abraão não é garantia de que alcançaremos a terra prometida da nossa salvação. Jesus nos adverte, no Evangelho de hoje, que a qualquer momento podemos perecer; não como castigo de Deus por sermos “os mais pecadores”, mas porque, como os israelitas no deserto, cedemos aos maus desejos, nos tornamos reclamões, esquecidos de todos os benefícios que Dele recebemos. Jesus nos convoca, hoje, para o arrependimento, não por intermédio de uma mudança súbita de coração, mas por uma transformação contínua e diária de nossas vidas. Somos chamados a viver nossas vidas tal como cantamos no Salmo de hoje: abençoando o santo nome de Deus, dando graças por Sua bondade e misericórdia. A figueira, na parábola de Jesus, é um símbolo familiar aos israelenses do Antigo Testamento (Jeremias 8, 3; 24, 1-10). Assim como à figueira, antes de ser cortada, é permitida uma última chance de produzir frutos, Jesus também propicia a Israel uma última oportunidade de dar bons frutos, como expressão de seu arrependimento (Lucas 3, 8). A Quaresma deve ser, para todos nós, como o tempo misericordioso concedido à figueira, um período de graça em que deixamos o “jardineiro” Jesus Cristo cuidar do jardim de nossos corações, arrancar os parasitas que sufocam, em nós, a presença da vida divina, fortalecendo-nos, enfim, para os frutos que daremos por toda a eternidade. https://stpaulcenter.com/fruits-of-the-fig-scott-hahn-reflects-on-the-third-sunday-of-lent/
- Bispos querem máscara na igreja mesmo em Estados que não a exigem mais
Em pelo menos três Estados do Brasil, bispos querem que os fiéis continuem usando máscara nas igrejas, apesar de governadores e prefeitos terem acabado com a obrigatoriedade da máscara como meio de combate à pandemia de covid-19. O arcebispo de Maceió (AL), dom Antônio Muniz Fernandes, comunicou na tarde de ontem que, mesmo após a prefeitura da cidade ter desobrigado o uso de máscara de proteção, “a arquidiocese decidiu manter o uso obrigatório dentro das igrejas e em qualquer evento religioso realizado em espaço fechado, por tempo indeterminado.” Em Anápolis (GO), o bispo, dom João Wilk, afirmou que “conforme determinado na última reunião do clero, em caso de aglomeração de pessoas por um tempo prolongado, mantenha-se obrigatório o uso de proteção facial tanto nas santas missas como durante encontros de pastorais e movimentos”. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou a liberação do uso de máscaras em locais fechados na quinta-feira, 17 de março. Mesmo assim, em nota, a arquidiocese de São Paulo disse respeitar a decisão de Doria, mas recomenda que, “nos ambientes internos das igrejas e organizações eclesiais, seja mantido o uso das máscaras, sobretudo, para não colocar em risco a saúde das pessoas idosas, com comorbidades ou as que ainda não estão com a vacinação completa contra a covid-19.” Em Botucatu (SP), a orientação é a mesma. Assinado pela equipe de comunicação da arquidiocese, um comunicado ainda fala de “higienização das mãos, a limpeza e a ventilação dos ambientes.” Dom Moacir Silva, arcebispo de Ribeirão Preto, também recomendou o uso do item, pedindo que continuem usando máscaras “durante as celebrações e atividades pastorais.” Em contrapartida, na sexta-feira, 11 de março, o arcebispo de Brasília, dom Paulo Cezar Costa, tornou facultativo o uso de máscara nas missas e demais eventos eclesiais. Em nota, disse que “o fiel é livre para utilizar ou não a proteção facial”. Bem como no Rio de Janeiro, o uso da máscara fica a cargo do fiel. Além disso, a arquidiocese da capital carioca afirmou que, “quanto ao modo de se distribuir a Comunhão Eucarística, na mão ou na boca, deixamos a liberdade de se adequar ao que a comunidade estiver acostumada”. Na cidade de Campinas (SP), o arcebispo Dom João Inácio Müller determinou que o uso da máscara não é mais obrigatório nas Santas Missas, embora ainda deva ser recomendado. Entretanto ainda manteve o uso obrigatório para as crianças e jovens da catequese. Membro da União dos Juristas Católicos de São Paulo, Paulo Henrique Cremoneze disse à ACI Digital: “Os bispos podem recomendar” a utilização de máscaras durante missas e eventos pastorais. “Mas não podem exigir algo que o Estado não exige.” “Discute-se muito se o próprio Estado poderia adotar todas as medidas que adotou na pandemia, por isso a delicadeza da posição da Igreja”, diz o advogado. Fonte: ACI Digital #Pandemia
- Bispos querem máscara na igreja mesmo em Estados que não a exigem mais
Em pelo menos três Estados do Brasil, bispos querem que os fiéis continuem usando máscara nas igrejas, apesar de governadores e prefeitos terem acabado com a obrigatoriedade da máscara como meio de combate à pandemia de covid-19. O arcebispo de Maceió (AL), dom Antônio Muniz Fernandes, comunicou na tarde de ontem que, mesmo após a prefeitura da cidade ter desobrigado o uso de máscara de proteção, “a arquidiocese decidiu manter o uso obrigatório dentro das igrejas e em qualquer evento religioso realizado em espaço fechado, por tempo indeterminado.” Em Anápolis (GO), o bispo, dom João Wilk, afirmou que “conforme determinado na última reunião do clero, em caso de aglomeração de pessoas por um tempo prolongado, mantenha-se obrigatório o uso de proteção facial tanto nas santas missas como durante encontros de pastorais e movimentos”. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou a liberação do uso de máscaras em locais fechados na quinta-feira, 17 de março. Mesmo assim, em nota, a arquidiocese de São Paulo disse respeitar a decisão de Doria, mas recomenda que, “nos ambientes internos das igrejas e organizações eclesiais, seja mantido o uso das máscaras, sobretudo, para não colocar em risco a saúde das pessoas idosas, com comorbidades ou as que ainda não estão com a vacinação completa contra a covid-19.” Em Botucatu (SP), a orientação é a mesma. Assinado pela equipe de comunicação da arquidiocese, um comunicado ainda fala de “higienização das mãos, a limpeza e a ventilação dos ambientes.” Dom Moacir Silva, arcebispo de Ribeirão Preto, também recomendou o uso do item, pedindo que continuem usando máscaras “durante as celebrações e atividades pastorais.” Em contrapartida, na sexta-feira, 11 de março, o arcebispo de Brasília, dom Paulo Cezar Costa, tornou facultativo o uso de máscara nas missas e demais eventos eclesiais. Em nota, disse que “o fiel é livre para utilizar ou não a proteção facial”. Bem como no Rio de Janeiro, o uso da máscara fica a cargo do fiel. Além disso, a arquidiocese da capital carioca afirmou que, “quanto ao modo de se distribuir a Comunhão Eucarística, na mão ou na boca, deixamos a liberdade de se adequar ao que a comunidade estiver acostumada”. Na cidade de Campinas (SP), o arcebispo Dom João Inácio Müller determinou que o uso da máscara não é mais obrigatório nas Santas Missas, embora ainda deva ser recomendado. Entretanto ainda manteve o uso obrigatório para as crianças e jovens da catequese. Membro da União dos Juristas Católicos de São Paulo, Paulo Henrique Cremoneze disse à ACI Digital: “Os bispos podem recomendar” a utilização de máscaras durante missas e eventos pastorais. “Mas não podem exigir algo que o Estado não exige.” “Discute-se muito se o próprio Estado poderia adotar todas as medidas que adotou na pandemia, por isso a delicadeza da posição da Igreja”, diz o advogado. Fonte: ACI Digital #Pandemia
- CONSAGRAÇÃO COM CONVERSÃO – Padre Santiago Martín
Em 1917, numa aldeia remota em Portugal, Fátima, a Virgem apareceu a três crianças que cuidavam do seu rebanho de ovelhas, Lúcia, Jacinta e Francisco. É possível que, a esse lugar remoto, tivessem chegado as notícias que uma guerra cruel estava grassando na Europa, começada três anos antes. As aparições tiveram lugar entre 13 de Maio e 13 de outubro do mesmo ano. Em julho, a Santíssima Virgem disse, às crianças espantadas, que deviam pedir ao Papa que consagrasse a Rússia ao seu Imaculado Coração, caso contrário esse país “espalhará os seus erros por todo o mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja”. O bem será martirizado, o Santo Padre terá de sofrer muito, várias nações serão aniquiladas. Mas, no final, o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre me consagrará a Rússia, esta será convertida e o mundo desfrutará de um período de paz”. Se é difícil para as três crianças videntes terem sido informadas sobre a guerra, é ainda mais difícil para elas terem ouvido falar da Rússia. E, sobretudo, era impossível para elas saberem, em julho, que a 25 de outubro desse mesmo ano (7 de novembro no calendário ocidental) iria ter lugar, na Rússia, uma revolução que iria derrubar o Czar e instalar, no seu lugar, o regime comunista que causaria tantos danos ao mundo e destruiria tantas vidas e nações. Os Papas não levaram as revelações de Fátima muito a sério no início, mas gradualmente viraram os olhos para ela, à medida que viam o perigo que a União Soviética estava se tornando. De forma velada, para não ofender os soviéticos, foram feitas consagrações ao Imaculado Coração que a Irmã Lúcia, a única vidente viva de Fátima, disse não cumprir as condições impostas por Nossa Senhora. Em 1984, São João Paulo II voltou a fazê-lo, juntamente com os bispos de todo o mundo que queriam participar, mas, mesmo neste caso, a Rússia foi mencionada apenas indiretamente. Apesar disso, a Irmã Lúcia aceitou esta consagração e, cinco anos mais tarde, o Muro de Berlim caiu. Era o início do fim da União Soviética. Perante a situação de guerra na Ucrânia, invadida pela Rússia, os bispos católicos de rito latino pediram ao Papa para reconsagrar ambos os países, Rússia e Ucrânia, ao Imaculado Coração de Maria, pedindo a Deus que acabasse a guerra. O Papa aceitou este pedido e o cumprirá no dia 25 de março, solenidade da Encarnação do Senhor. Irá fazê-lo em conjunto com muitos bispos, que já manifestaram apoio ao ato. Stalin respondeu de forma famosa a Churchill, quando a Europa estava sendo dividida, após a Segunda Guerra Mundial, e o inglês perguntou como se sentiria o Papa, vendo tantas nações católicas sob o domínio comunista. “Quantas divisões de tanques tem o Papa?”, o assassino russo respondeu com outra pergunta, pensando que isso resolvesse a questão. O Papa não tem divisões blindadas, mas nós, católicos, temos o formidável poder da oração. É a nossa principal arma. São João Paulo II utilizou-o em 1984 e a União Soviética caiu. Agora voltará a ser utilizado e botará fim a esta guerra fratricida. Mas a consagração que Nossa Senhora pede não é apenas a formulação de orações. Em Fátima, Nossa Mãe pediu-nos conversão e penitência. A Ucrânia está sofrendo um martírio desumano, mas não devemos esquecer que é o país com mais clínicas de úteros de aluguel, devido a uma legislação que não se opõe à subserviência, desde que traga moeda estrangeira. O aborto é completamente livre até três meses e tem muito poucas restrições até aos sete meses de gravidez. O Presidente Zelensky, que é visto como um herói no Ocidente, pronunciou-se várias vezes a favor de um maior alargamento do aborto. A ideologia do gênero enraizou-se no país e os bispos católicos de tradição grega pronunciaram-se contra ela, mas sem êxito. É por isso que, juntamente com a consagração para acabar com a guerra, devemos pedir conversão para acabar com a outra guerra, a do aborto, que também está matando milhares de seres humanos inocentes. Sem conversão e penitência, não haverá paz.
- Cardeal Pell pede que dois Bispos sejam corrigidos pelo apoio público à “homossexualidade̶
O cardeal George Pell pediu à Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) que repreendesse publicamente dois dos bispos mais importantes da Europa pelo que ele disse ser sua “rejeição total e explícita” da doutrina da Igreja sobre moral sexual. Em um comunicado divulgado ontem (15), o cardeal Pell pediu à congregação da Cúria Romana responsável pela manutenção e pureza da doutrina católica que “interviesse e pronunciasse julgamento” sobre os comentários feitos pelo arcebispo de Luxemburgo, Jean-Claude cardeal Hollerich, relator geral do Sínodo sobre a Sinodalidade, e pelo bispo de Limburg, Georg Bätzing, presidente da Conferência Episcopal Alemã. O cardeal Hollerich, jesuíta que preside grande parte do Sínodo sobre a Sinodalidade convocado pelo papa e que vai até outubro do ano que vem, afirmou no mês passado que a doutrina católica sobre homossexualismo está “errada” e que o “fundamento sociológico-científico” dessa doutrina, sobre o que “anteriormente se condenou como sodomia, não está mais correto”. O bispo Bätzing argumentou em uma entrevista de 4 de março que a sexualidade, incluída a homossexualidade, não são pecado e que o Catecismo precisa ser mudado para refletir isso. Os dois bispos também prometeram não demitir padres ou funcionários leigos homossexuais de suas dioceses. “Ninguém deve ter medo de perder o emprego” por homossexualidade, disse Dom Bätzing. “Como alguém vive sua intimidade pessoal não é da minha conta.” O cardeal Pell fez o apelo à CDF no dia 11 de março durante uma entrevista concedida à agência de televisão católica alemã K-TV em 11 de março. Segundo Pell, a opinião de Holleritch e Bätzing “não apenas rejeita as antigas doutrinas judaico-cristãs contra a atividade homossexual, mas mina e rejeita o ensino sobre o casamento monogâmico, a união exclusiva de um homem e uma mulher”. O cardeal australiano disse reconhecer os desafios enfrentados pelo declínio do número de fiéis nos países de língua alemã e em outros lugares, mas acrescentou que a única resposta possível deve ser “redescobrir as promessas de Jesus” e abraçar mais de perto o “depósito inabalável da fé”. A solução, disse não é “seguir os ditames mutáveis da cultura secular contemporânea”. “Como o Papa Paulo VI apontou há muitos anos, este é um caminho para a autodestruição da Igreja”, disse. O cardeal, que foi o primeiro prefeito da Secretaria da Economia de 2014 a 2017, também criticou o Caminho Sinodal Alemão, que propõe mudanças na doutrina sexual da Igreja, ordenação de mulheres e o fim do celibato sacerdotal. Uma recente carta aberta da conferência dos bispos escandinavos ao bispo Bätzing manifestando preocupação com o processo foi “excelente”, disse o cardeal Pell. É “um exemplo da rejeição quase unânime dos bispos de todo o mundo a essas inovações”, disse Pell. A Igreja Católica, disse ele, “não é uma federação onde diferentes sínodos ou reuniões nacionais e líderes proeminentes são capazes de rejeitar elementos essenciais da Tradição Apostólica e permanecer imperturbáveis”. “Isso não deve se tornar uma situação normal e tolerada”, continuou Pell. “A unidade católica em torno de Cristo e Seu ensino requer unidade nos principais elementos da hierarquia das verdades. A rejeição disso é uma ruptura incompatível com a antiga doutrina das Escrituras e do Magistério, incompatível com quaisquer desenvolvimentos doutrinários legítimos”, disse ele. O Cardeal Pell disse em sua declaração que “nenhum dos Dez Mandamentos é opcional”, todos devem “ser seguidos. Não podemos ter uma versão especial australiana ou alemã dos Dez Mandamentos”. “Nem podemos acompanhar Bertrand Russell, o filósofo ateu inglês, que sugeriu que os Dez Mandamentos podem ser como um exame em que apenas seis em cada dez perguntas precisam ser respondidas.” “Cristo acolheu e misturou-se com pecadores, mas Ele nos chamou ao arrependimento”, disse o cardeal Pell. “Assim, uma missa para grupos especiais pode ser uma coisa boa, desde que os ensinamentos de Cristo sejam apresentados regularmente, a necessidade de arrependimento seja pregada e o Sacramento da Penitência esteja disponível regularmente.” O cardeal concluiu reiterando seu pedido de intervenção da Santa Sé. Procurado, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Luis Ladaria, ainda não disse se responderá ao apelo do cardeal Pell. Fonte: ACI Digital #Crisenaigreja #LGBT
- Cardeal Pell pede que dois Bispos sejam corrigidos pelo apoio público à “homossexualidade̶
O cardeal George Pell pediu à Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) que repreendesse publicamente dois dos bispos mais importantes da Europa pelo que ele disse ser sua “rejeição total e explícita” da doutrina da Igreja sobre moral sexual. Em um comunicado divulgado ontem (15), o cardeal Pell pediu à congregação da Cúria Romana responsável pela manutenção e pureza da doutrina católica que “interviesse e pronunciasse julgamento” sobre os comentários feitos pelo arcebispo de Luxemburgo, Jean-Claude cardeal Hollerich, relator geral do Sínodo sobre a Sinodalidade, e pelo bispo de Limburg, Georg Bätzing, presidente da Conferência Episcopal Alemã. O cardeal Hollerich, jesuíta que preside grande parte do Sínodo sobre a Sinodalidade convocado pelo papa e que vai até outubro do ano que vem, afirmou no mês passado que a doutrina católica sobre homossexualismo está “errada” e que o “fundamento sociológico-científico” dessa doutrina, sobre o que “anteriormente se condenou como sodomia, não está mais correto”. O bispo Bätzing argumentou em uma entrevista de 4 de março que a sexualidade, incluída a homossexualidade, não são pecado e que o Catecismo precisa ser mudado para refletir isso. Os dois bispos também prometeram não demitir padres ou funcionários leigos homossexuais de suas dioceses. “Ninguém deve ter medo de perder o emprego” por homossexualidade, disse Dom Bätzing. “Como alguém vive sua intimidade pessoal não é da minha conta.” O cardeal Pell fez o apelo à CDF no dia 11 de março durante uma entrevista concedida à agência de televisão católica alemã K-TV em 11 de março. Segundo Pell, a opinião de Holleritch e Bätzing “não apenas rejeita as antigas doutrinas judaico-cristãs contra a atividade homossexual, mas mina e rejeita o ensino sobre o casamento monogâmico, a união exclusiva de um homem e uma mulher”. O cardeal australiano disse reconhecer os desafios enfrentados pelo declínio do número de fiéis nos países de língua alemã e em outros lugares, mas acrescentou que a única resposta possível deve ser “redescobrir as promessas de Jesus” e abraçar mais de perto o “depósito inabalável da fé”. A solução, disse não é “seguir os ditames mutáveis da cultura secular contemporânea”. “Como o Papa Paulo VI apontou há muitos anos, este é um caminho para a autodestruição da Igreja”, disse. O cardeal, que foi o primeiro prefeito da Secretaria da Economia de 2014 a 2017, também criticou o Caminho Sinodal Alemão, que propõe mudanças na doutrina sexual da Igreja, ordenação de mulheres e o fim do celibato sacerdotal. Uma recente carta aberta da conferência dos bispos escandinavos ao bispo Bätzing manifestando preocupação com o processo foi “excelente”, disse o cardeal Pell. É “um exemplo da rejeição quase unânime dos bispos de todo o mundo a essas inovações”, disse Pell. A Igreja Católica, disse ele, “não é uma federação onde diferentes sínodos ou reuniões nacionais e líderes proeminentes são capazes de rejeitar elementos essenciais da Tradição Apostólica e permanecer imperturbáveis”. “Isso não deve se tornar uma situação normal e tolerada”, continuou Pell. “A unidade católica em torno de Cristo e Seu ensino requer unidade nos principais elementos da hierarquia das verdades. A rejeição disso é uma ruptura incompatível com a antiga doutrina das Escrituras e do Magistério, incompatível com quaisquer desenvolvimentos doutrinários legítimos”, disse ele. O Cardeal Pell disse em sua declaração que “nenhum dos Dez Mandamentos é opcional”, todos devem “ser seguidos. Não podemos ter uma versão especial australiana ou alemã dos Dez Mandamentos”. “Nem podemos acompanhar Bertrand Russell, o filósofo ateu inglês, que sugeriu que os Dez Mandamentos podem ser como um exame em que apenas seis em cada dez perguntas precisam ser respondidas.” “Cristo acolheu e misturou-se com pecadores, mas Ele nos chamou ao arrependimento”, disse o cardeal Pell. “Assim, uma missa para grupos especiais pode ser uma coisa boa, desde que os ensinamentos de Cristo sejam apresentados regularmente, a necessidade de arrependimento seja pregada e o Sacramento da Penitência esteja disponível regularmente.” O cardeal concluiu reiterando seu pedido de intervenção da Santa Sé. Procurado, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Luis Ladaria, ainda não disse se responderá ao apelo do cardeal Pell. Fonte: ACI Digital #Crisenaigreja #LGBT
- COMPREENDENDO O OCIDENTE (COMO CAMINHO PARA A PAZ) – Stefano Fontana
Parto da crise ucraniana não para falar sobre a guerra, mas para me perguntar que coisa é o Ocidente, já que essa palavra é frequentemente usada nas notícias e comentários. Não vou comentar a guerra, mas talvez esclarecer esse ponto possa ser útil para refletir sobre o que está acontecendo e, sobretudo, sobre as perspectivas futuras. O Ocidente não é um ponto geográfico, porque então a China também seria Ocidente, como o é para os americanos de Seattle. O Ocidente nem é uma aliança militar. O Ocidente não é nem o que acontece no Ocidente, porque nele acontecem coisas que contrastam com a verdadeira natureza do Ocidente. O Ocidente com O maiúsculo não é o ocidente com o minúsculo. É preciso distinguir entre Ocidente e ocidente, ou seja, como o Ocidente tem sido bastante reduzido, degradando-se quanto à sua origem e natureza. O ocidente de hoje tem bem pouco a ver com o Ocidente. O que é, então, o Ocidente? É uma civilização na qual o cristianismo reuniu, purificando-os, a filosofia grega e o direito romano. Havia também outros elementos, que, no entanto, eram perturbadores: encaminhavam-se para rumos heterodoxos e degenerativos, ou então eram assumidos e iluminados pelo cristianismo. A crise no Ocidente começou há séculos, quando essa síntese civilizatória foi questionada pela primeira vez, depois erodida e finalmente quase demolida. Como disseram tantas mentes ilustres — de Karl Löwith a Carl Schmitt, de Marcel de Corte a G. K. Chesterton —, o que pertence ao Ocidente, hoje, deriva do Ocidente cristão por meio de um longo processo de secularização. Segundo Löwith, “a degeneração do sistema europeu tem uma única causa, a saber, a degradação política do poder espiritual”. Esse processo degenerativo fez Joseph Ratzinger dizer: “O Ocidente tem uma espécie de ódio de si mesmo (…) que só pode ser considerado como algo patológico; o Ocidente (…), em sua história, vê apenas o que é deplorável e destrutivo, não sendo mais capaz de perceber o que nele é grande e puro”. O Ocidente é a Europa, juntamente com a Magna-Europa [países fora do continente civilizados pela Europa], mas “a Europa (…) parece esvaziada internamente, como que paralisada por uma crise circulatória, uma crise que põe em risco a sua vida, confiando-a transplantes que cancelam a sua identidade”; no entanto, o cristianismo “na Europa recebeu sua marca cultural e intelectual historicamente mais eficaz e, portanto, [o cristianismo] permanece entrelaçado de maneira especial com a Europa “(Ratzinger). Este processo degenerativo do Ocidente encontrou, muitas vezes, uma expressão trágica nas “guerras civis europeias”. Essa noção, que devemos ao grande historiador alemão Ernst Nolte, parece ser aplicável ainda hoje. Toda guerra civil é um suicídio; Bento XV disse que a guerra — falava ele da Primeira Guerra Mundial — teria sido o suicídio da Europa. Contudo, se o Ocidente é isso e se isso é a Europa, a Rússia também faz parte do Ocidente e da Europa. É impossível contrapor o Ocidente e a Rússia. João Paulo II estava profundamente empenhado tanto em sinalizar a degeneração do Ocidente, como em sonhar com um Ocidente recomposto e com todas as suas almas, “a vocação da Europa à fraternidade e à solidariedade de todos os povos que a compõem, do Atlântico aos Urais “(5 de outubro de 1982). Este projeto de João Paulo II não deve se limitar a algumas situações históricas particulares, como ao então vigente sistema de dois blocos, ou, mais tarde, a guerra nos Balcãs. É válido em si e como tal; e é sempre válido, porque está enraizado na essência do Ocidente. A partir deste último ponto de vista, ele propôs a “nova evangelização”, que não deve ser entendida como um novo tipo de evangelização, mas como uma reevangelização do Ocidente, começando pela Europa. Ele também comprometeu toda a sua função apostólica ao propor o retorno a uma única Europa, que respirasse com os dois pulmões (disse-o em 1983 e depois várias outras vezes). Para ele, a Rússia fazia parte do Ocidente e fazia parte da Europa. O Ocidente e a Rússia não são modelos contrastantes de civilização. É claro que este Ocidente e esta Rússia foram atingidos pela degeneração que mencionei. O secularismo, o relativismo, a irreligiosidade, a rejeição da moralidade natural afetam ambos: como uma única e mesma degeneração do Ocidente que assumiu duas formas, e não como dois mundos separados e contrastantes. O comunismo, que influenciou poderosamente a degradação da sociedade russa, foi um vírus ocidental; na verdade, para pensadores como Del Noce, foi o acontecimento mais consistente e devastador da moderna degeneração do cristianismo. Na verdade, agiu e continua a agir não apenas na Rússia, mas também mais a oeste. Não falei de guerra, mas talvez assumir a visão que propus possa ajudar a elevar nosso olhar e nossas intenções, e a nos distanciar de qualquer posição reducionista, a qual, certamente, não colabora com a paz. https://lanuovabq.it/it/capire-cose-loccidente-come-via-per-la-pace
- Católicos adoram imagens? É correto se ajoelhar diante de imagens para rezar?
O uso de imagens e quadros religiosos em igrejas e dentro de casa é muito difundido desde os tempos remotos. Contudo, a questão das imagens sagradas ainda costuma ser bastante polêmica; e na relação entre a Igreja e os protestantes, a polêmica se acirra mais ainda, porque essas pessoas, entre muitos outros erros, acham que os católicos adoram imagens, o que não é verdade. Diferença entre veneração e adoração Numa discussão, o primeiro passo é precisar os termos, e por isso, de início, é necessário distinguir entre adorar e venerar . Adoração é um ato de culto que se presta somente a Deus. Nem sequer a Virgem Maria, a mais sublime das criaturas saídas das mãos do Altíssimo, pode ser adorada. Não podemos adorar nem mesmo nossos pais. É claro que uma criança que diz “eu adoro meu pai” não comete uma falta, pois, na realidade, o que ela quis dizer é que “ama muito seu pai”. Por extensão, podemos dizer que adoramos algo ou alguém que nos agrada. Mas nem por isso somos idólatras ou politeístas. Veneração , segundo o dicionário Houaiss, é: dedicar reverente respeito e deferência a, ter grande consideração por . Ou seja, qualquer pessoa que, a algum título, é digna de respeito, pode ser venerada. Eu posso e devo venerar os meus pais, como também devo consideração e deferência por alguma autoridade civil ou religiosa. Católicos adoram imagens? (Idolatria) Nós católicos não adoramos imagens. Adorar uma imagem é fazer dela um ídolo (em grego, εἴδωλον, eidolon), algo (objeto ou criatura) que é colocado no lugar de Deus , ou seja, um falso deus, e a Igreja em seus 2.000 anos de história nunca ensinou tal prática. Para nós católicos, as imagens não têm o mesmo significado que tinham para os pagãos, que as consideravam realmente como deuses. Nós não as adoramos e sabemos perfeitamente que são representações, seja de Cristo, seja de alguma criação de Deus. Deus condena a idolatria. Mas seria lícito para um cristão confeccionar ou possuir imagens? Vejamos o que a Bíblia diz sobre isso: Querubins de Ouro “O Senhor disse a Moisés: […] Farás dois querubins de ouro ; e os farás de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado e outro de outro, fixando-os de modo a formar uma só peça com as extremidades da tampa. Terão esses querubins suas asas estendidas para o alto, e protegerão com elas a tampa, sobre a qual terão a face inclinada. Colocarás a tampa sobre a arca e porás dentro da arca o testemunho que eu te der. Ali virei ter contigo, e é de cima da tampa, do meio dos querubins que estão sobre a arca da aliança, que te darei todas as minhas ordens para os israelitas.” (Ex 25, 1. 18-22) “Farás o tabernáculo com dez cortinas de linho fino retorcido de púrpura violeta, púrpura escarlate e de carmesim, sobre as quais alguns querubins serão artisticamente bordados. ” (Ex 26, 1) “Fez dois querubins de ouro, feitos de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado, outro de outro, de maneira que faziam corpo com as duas extremidades da tampa. Esses querubins, com as faces voltadas um para o outro, tinham as asas estendidas para o alto, e protegiam com elas a tampa para a qual tinham as faces inclinadas. “(Ex 37, 7-9) Vemos acima que por vontade de Deus , as cortinas do tabernáculo deviam ser bordadas com imagens de anjos e a arca da aliança devia ter duas esculturas de anjos. A Serpente de Bronze Neste próximo exemplo, Deus quis agir por intermédio de uma imagem , uma serpente de bronze, ordenando que Moisés a fizesse: “e o Senhor disse a Moisés: “Faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste . Todo o que for mordido, olhando para ela, será salvo.” Moisés fez, pois, uma serpente de bronze, e fixou-a sobre um poste. Se alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, conservava a vida. ” (Nm 21, 8-9) Note que Deus não só permitiu o uso da imagem, como também a utiliza para o seu serviço. É importante distinguir bem a diferença entre a idolatria de imagens, com a confecção de imagens, pois é exatamente neste ponto onde muitos interpretam as escrituras por seu próprio juízo e fazem confusão. Enquanto Deus proíbe a adoração de imagens , o próprio Deus ordena a confecção de imagens em diversas narrações bíblicas já citadas acima. A seguir, podemos observar bem a diferença entre usar a serpente de bronze conforme Deus ordenou e adorar a serpente de bronze, caracterizando assim, o pecado da idolatria: “Destruiu os lugares altos, quebrou as estelas e cortou os ídolos de pau asserás. Despedaçou a serpente de bronze que Moisés tinha feito, porque os israelitas tinham até então queimado incenso diante dela. ( Chamavam-na Nehustã ).” (II Rs 18, 4) Fizeram da serpente de bronze um ídolo, um falso deus. Na continuação dos mesmos textos bíblicos, vemos que essa geração idólatra vivia na total desobediência: “Assim aconteceu porque eles não tinham escutado a voz do Senhor , seu Deus, mas tinham quebrado a sua aliança, recusando-se a ouvir e executar o que ordenara Moisés , servo do Senhor.” (II Rs 18, 12) Observemos que a serpente de bronze foi a primeira imagem que nos remetia a nosso Senhor Jesus Cristo, conforme escrito no novo testamento: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem, para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna.” (Jo 3, 14-15) A seguir, assista o vídeo do Padre Paulo Ricardo onde ele nos alerta para o perigo da idolatria e nos mostra como venerar os santos e suas imagens é uma forma de glorificar a Deus: É lícito ajoelhar-se e beijar algo (objeto ou criatura) que não é Deus? “Josué rasgou suas vestes e prostrou-se com a face por terra até a tarde diante da arca do Senhor, tanto ele como os anciãos de Israel, e cobriram de pó as suas cabeças.” (Js 7, 6) “Abraão levantou os olhos e viu três homens de pé diante dele [anjos]. Levantou-se no mesmo instante da entrada de sua tenda, veio-lhes ao encontro e prostrou-se por terra.” (Gn 18, 2) “Moisés saiu ao encontro de seu sogro, prostrou-se e beijou-o. Informaram-se mutuamente sobre a sua saúde e entraram na tenda.” (Ex 18, 7) “Davi, tendo levantado os olhos, viu o anjo do Senhor que estava entre o céu e a terra, com uma espada desembainhada em sua mão, dirigida contra Jerusalém. Então Davi e os anciãos, cobertos de sacos, prostraram-se com o rosto por terra.” (I Cr 21, 16) “Acordou o carcereiro e, vendo abertas as portas do cárcere, supôs que os presos haviam fugido. Tirou da espada e queria matar-se. Mas Paulo bradou em alta voz: Não te faças nenhum mal, pois estamos todos aqui. Então o carcereiro pediu luz, entrou e lançou-se trêmulo aos pés de Paulo e Silas.” (At 16, 27-29) Assim como é um erro acusar Josué (que se prostrou perante a arca da aliança), Abraão, Moisés, Davi e os anciãos de idólatras por terem se prostrado diante de algo que não é Deus, também é um erro acusar de idolatria alguém que se prostra diante de uma imagem sacra que sabe perfeitamente que são representações, seja de Cristo, seja de alguma criação de Deus. O ato de ajoelhar-se diante de algo sem a intenção de adoração, é uma forma de demonstrar respeito, humildade, reverência, veneração e admiração, lembremos que adorar uma imagem é fazer dela um ídolo, algo (objeto ou criatura) que é colocado no lugar de Deus, ou seja, um falso deus, e a Igreja nunca ensinou tal prática. Para nós católicos, as imagens não têm o mesmo significado que tinham para os pagãos, que as consideravam realmente como deuses. “O culto da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é imagem.” (Santo Tomás de Aquino, S. Th. II-II, 81,3, ad 3, Século XIII). Assista o vídeo do Prof. Felipe Aquino a seguir: Por exemplo, prostrar-se diante de uma imagem de Nossa Senhora, é na realidade prostrar-se diante da própria Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, e quem não prestaria semelhante reverência diante da única pessoa que carregou o próprio Deus em seu ventre materno? A mesma reverência nós prestamos diante de imagens dos anjos e daqueles que foram grandes exemplos de fiéis seguidores de Cristo na terra, os santos, ambos dignos de nossa mais sincera veneração, admiração e respeito. Nas Sagradas Escrituras encontramos diversas outras passagens com reverência semelhante, vejamos algumas: “Quando Davi chegou perto de Ornã, este o viu; saiu da eira e se prostrou diante de Davi, com o rosto contra a terra.” (I Cr 21, 21) “E ele [Jacó], passando adiante, prostrou-se até a terra sete vezes antes de se aproximar do seu irmão. Mas Esaú correu-lhe ao encontro e beijou-o; ele atirou-se ao seu pescoço e beijou-o; e puseram-se a chorar. Levantando os olhos, Esaú viu as mulheres e as crianças: ‘Quem são estes que tens contigo?’, perguntou ele. ‘São, respondeu Jacó, os filhos que aprouve a Deus dar ao teu servo.’ Aproximaram-se então as servas com seus filhos e prostraram-se. Lia com seus filhos adiantaram-se por sua vez e prostraram-se, e, enfim, José e Raquel, que se prostraram também.” (Gn 33, 3-7) “e me prostro voltado para o teu sagrado templo. […] ” (Sl 138 [137], 2) Observação: Lembremos que o templo citado na ultima passagem, era repleto de imagens por dentro e por fora, e que os moldes e características do templo foram prescritos pelo próprio Deus. Continuando: “[…] Enquanto Manué e sua mulher olhavam subir para o céu a chama do sacrifício que estava sobre o altar, viu que o anjo do Senhor subia na chama. À vista disso, Manué e sua mulher caíram com o rosto por terra.” (Jz 13, 19-20) “Então ela veio e lançou-se aos pés de Eliseu, prostrando-se por terra. Em seguida tomou o filho e saiu.” (II Rs 4, 37) “Então o Senhor abriu os olhos de Balaão, e ele viu o anjo do Senhor que estava no caminho com a espada desembainhada na mão. Inclinou-se e prostrou-se com a face por terra.” (Nm 22, 31) “Quando Abigail avistou Davi, desceu prontamente do jumento e prostrou-se com o rosto por terra diante dele.” (I Sm 25, 23) “Depois disse Davi a toda a assembléia: Bendizei ao Senhor, nosso Deus. E toda a assembléia bendisse ao Senhor, o Deus de seus pais, inclinando-se e prostrando-se diante do Senhor e diante do rei.” (I Cr 29, 20) Perceba que esta ultima passagem nos mostra dois atos parecidos, porém com sentidos e razões diferentes: eles se prostram a Deus, para adorá-lo, mas também ao Rei, para reverenciá-lo. Deus em momento algum se enfureceu com aquilo e não os repreendeu. É oportuno observar que, na Bíblia, quando o ato de prostrar-se é recusado, é identificado com clareza nos textos bíblicos que o problema não está em se prostrar, mas em se prostrar para adorar: “Prostrei-me aos seus pés para adorá-lo, mas ele me diz: Não faças isso! Eu sou um servo, como tu e teus irmãos, possuidores do testemunho de Jesus. Adora a Deus. Porque o espírito profético não é outro que o testemunho de Jesus.” (Ap 19, 10) Vemos que o anjo percebeu a intenção de João, por isso o repreendeu para que ali não houvesse um ato indevido de adoração, que cabe somente a Deus. A seguir, vemos uma situação semelhante: “Quando Pedro estava para entrar, Cornélio saiu a recebê-lo e prostrou-se aos seus pés para adorá-lo. Pedro, porém, o ergueu, dizendo: Levanta-te! Também eu sou um homem!” (At 10, 25-26) Conforme bem especificado no texto, a prostração de Cornélio não foi uma simples reverência, mas tinha a clara intenção de adoração. Concluindo a questão, é lícito ajoelhar-se e beijar algo (objeto ou criatura) que não é Deus, quando não há a intenção de adoração no coração daquele que o faz, ou seja, quando o receptor do ato não é colocado no lugar de Deus, como um ídolo, um falso deus, por isso a Igreja não repreende quando tal reverência é realizada à imagem sacra, ao sacerdote, às relíquias dos santos, ao altar, etc. A Igreja nos ensina a realizar tal ato com a intenção de veneração, respeito, humildade, reverência, admiração e não adoração. O que a Igreja nos ensina sobre as imagens? A imagem sagrada, o ícone litúrgico, representa principalmente Cristo. Não pode representar o Deus invisível e incompreensível: foi a Encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova economia das imagens: “Outrora Deus, que não tem nem corpo nem figura, não podia de modo algum, ser representado por uma imagem. Mas agora, que Ele se fez ver na carne e viveu no meio dos homens, eu posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus […] Contemplamos a glória do Senhor com o rosto descoberto.” (São João Damasceno, doutor da Igreja, †749 , De Sacris Imaginibus Oratio 1, 16: PTS 17, 89 e 92 (PG 94, 1245 e 1248)) A iconografia cristã transpõe para a imagem a mensagem evangélica que a Sagrada Escritura transmite pela palavra. Imagem e palavra esclarecem-se mutuamente: “Para dizer brevemente a nossa profissão de fé, nós conservamos todas as tradições da Igreja, escritas ou não, que nos foram transmitidas intactas . Uma delas é a representação pictórica das imagens, que está de acordo com a pregação da história evangélica, acreditando que, de verdade e não só de modo aparente, o Deus Verbo se fez homem, o que é tão útil como proveitoso, pois as coisas que mutuamente se esclarecem têm indubitavelmente uma significação recíproca.” (II Concílio de Niceia, em 787 , Terminus: COD p. 135.). Todos os sinais da celebração litúrgica fazem referência a Cristo: também as imagens sagradas da Mãe de Deus e dos santos. De fato, elas significam Cristo que nelas é glorificado; manifestam “a nuvem de testemunhas” (Heb 12, 1) que continuam a participar na salvação do mundo e às quais estamos unidos, sobretudo na celebração sacramental. Através dos seus ícones, é o homem “à imagem de Deus”, finalmente transfigurado “à sua semelhança”, que se revela à nossa fé – como ainda os anjos, também eles recapitulados em Cristo: “Seguindo a doutrina divinamente inspirada dos nossos santos Padres e a tradição da Igreja Católica, que nós sabemos ser a tradição do Espírito Santo que nela habita, definimos com toda a certeza e cuidado que as veneráveis e santas imagens, bem como as representações da Cruz preciosa e vivificante, pintadas, representadas em mosaico ou de qualquer outra matéria apropriada, devem ser colocadas nas santas Igrejas de Deus, sobre as alfaias e vestes sagradas, nos muros e em quadros, nas casas e nos caminhos: e tanto a imagem de nosso Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, como a de Nossa Senhora, a puríssima e santa Mãe de Deus, a dos santos anjos e de todos os santos e justos.” (II Concílio de Niceia, 787, Definitio de Sacris Imaginibus: DS 600.). “A beleza e a cor das imagens estimulam a minha oração. É uma festa para os meus olhos, e, tal como o espetáculo do campo, impele o meu coração a dar glória a Deus” (São João Damasceno, doutor da Igreja, †749 De Sacris Imaginibus Oratio 1, 47: PTS 17. 151 (PG 94, 1268). A contemplação dos sagrados ícones, unida à meditação da Palavra de Deus e ao canto dos hinos litúrgicos, entra na harmonia dos sinais da celebração, para que o mistério celebrado se imprima na memória do coração e se exprima depois na vida nova dos fiéis. (Catecismo da Igreja Católica. Parágrafos 1159-1162) As santas imagens, presentes em nossas Igrejas e em nossas casas, destinam-se a despertar e a alimentar a nossa fé no mistério de Cristo. Por meio do ícone de Cristo e de suas obras salvíficas, é a Ele que adoramos. Mediante as santas imagens da santa Mãe de Deus, dos anjos e dos santos, veneramos as pessoas nelas representadas. (Catecismo da Igreja Católica. Parágrafo 1192) “Não farás para ti nenhuma imagem esculpida…”: Esta imposição divina comportava a interdição de qualquer representação de Deus feita pela mão do homem. O Deuteronômio explica: “Tomai muito cuidado convosco, pois não vistes imagem alguma no dia em que o Senhor vos falou no Horeb do meio do fogo. Portanto, não vos deixeis corromper, fabricando para vós imagem esculpida do quer que seja.” (Dt 4, 15-16). Quem Se revelou a Israel foi o Deus absolutamente transcendente. “Ele é tudo”, mas, ao mesmo tempo, “está acima de todas as suas obras.” (Eclo 43, 27-28). Ele é “a própria fonte de toda a beleza criada.” (Sb 13, 3). No entanto, já no Antigo Testamento Deus ordenou ou permitiu a instituição de imagens, que conduziriam simbolicamente à salvação pelo Verbo encarnado: por exemplo, a serpente de bronze (Cf. Nm 21, 4-9; Sb 16, 5-14; Jo 3, 14-15), a arca da Aliança e os querubins (Cf. Ex 25, 10-22; 1 Rs 6, 23-28; 7, 23-26). Com base no mistério do Verbo encarnado, o sétimo Concílio ecumênico, de Niceia (ano de 787) justificou, contra os iconoclastas, o culto dos ícones: dos de Cristo, e também dos da Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos. Encarnando, o Filho de Deus inaugurou uma nova economia das imagens. O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. Com efeito, “ a honra prestada a uma imagem remonta ao modelo original ” (São Basílio Magno, †379 , Liber de Spiritu Sancto, 18, 45: SC 17bis. 406 (PG 32, 149)) e “ quem venera uma imagem venera nela a pessoa representada ” (II Concílio de Niceia, Definitio de Sacris Imaginibus: DS 601; cf. Concílio de Trento, Sess. 25ª, Decretum de Invocatione, Veneratione et Reliquiis Sanctorum, et Sacris Imaginibus: DS 1821-1825; II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 125: AAS 56 (1964) 132: Id., Const. dogm. Lumen Gentium, 67: AAS 57 (1965) 65-66.). A honra prestada às santas imagens é uma veneração respeitosa, e não uma adoração, que só a Deus se deve: “O culto da religião não se dirige às imagens em si mesmas como realidades, mas olha-as sob o seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não se detém nela, mas orienta-se para a realidade de que ela é imagem. ” (São Tomás de Aquino, doutor da Igreja, †1274 , Summa theologiae, 2-2. q. 81, a. 3, ad 3: Ed. Leon. 9, 180.). O culto das imagens sagradas funda-se no mistério da encarnação do Verbo de Deus. E não é contrário ao primeiro mandamento. (Catecismo da Igreja Católica. Parágrafos 2129-2132; 2141) Guias para a oração: […] A escolha de um lugar favorável não é indiferente para a verdade da oração: para a oração pessoal, pode servir um recanto de oração, com a Sagrada Escritura e ícones (imagens) para aí se estar “no segredo diante do Pai” (Cf. Mt 6, 6). Em uma família cristã, este gênero de pequeno oratório favorece a oração em comum; […] As expressões da oração: […] A meditação é sobretudo uma busca. O espírito procura compreender o porquê e o como da vida cristã, para aderir e corresponder ao que o Senhor lhe pede. Exige uma atenção difícil de disciplinar. Habitualmente, recorre-se à ajuda de um livro e os cristãos não têm falta deles: a Sagrada Escritura, em especial o Evangelho, os santos ícones (as imagens), os textos litúrgicos do dia ou do tempo, os escritos dos Padres espirituais, as obras de espiritualidade, […] (Catecismo da Igreja Católica. Parágrafos 2691; 2705) Concluindo o assunto de estudo, ouça a seguir um áudio sobre as imagens e a idolatria perante o primeiro mandamento Amar Deus sobre todas as coisas : Finalizando este capítulo sobre as questões das imagens, ouça o áudio a seguir onde o Prof. Felipe Aquino aborda a importância das imagens sacras na liturgia católica: Fonte: Católico Responde. #DúvidasdeFé #Imagens #FormaçõesCatólicas #Bíblia #Protestantismo
- Católicos adoram imagens? É correto se ajoelhar diante de imagens para rezar?
O uso de imagens e quadros religiosos em igrejas e dentro de casa é muito difundido desde os tempos remotos. Contudo, a questão das imagens sagradas ainda costuma ser bastante polêmica; e na relação entre a Igreja e os protestantes, a polêmica se acirra mais ainda, porque essas pessoas, entre muitos outros erros, acham que os católicos adoram imagens, o que não é verdade. Diferença entre veneração e adoração Numa discussão, o primeiro passo é precisar os termos, e por isso, de início, é necessário distinguir entre adorar e venerar . Adoração é um ato de culto que se presta somente a Deus. Nem sequer a Virgem Maria, a mais sublime das criaturas saídas das mãos do Altíssimo, pode ser adorada. Não podemos adorar nem mesmo nossos pais. É claro que uma criança que diz “eu adoro meu pai” não comete uma falta, pois, na realidade, o que ela quis dizer é que “ama muito seu pai”. Por extensão, podemos dizer que adoramos algo ou alguém que nos agrada. Mas nem por isso somos idólatras ou politeístas. Veneração , segundo o dicionário Houaiss, é: dedicar reverente respeito e deferência a, ter grande consideração por . Ou seja, qualquer pessoa que, a algum título, é digna de respeito, pode ser venerada. Eu posso e devo venerar os meus pais, como também devo consideração e deferência por alguma autoridade civil ou religiosa. Católicos adoram imagens? (Idolatria) Nós católicos não adoramos imagens. Adorar uma imagem é fazer dela um ídolo (em grego, εἴδωλον, eidolon), algo (objeto ou criatura) que é colocado no lugar de Deus , ou seja, um falso deus, e a Igreja em seus 2.000 anos de história nunca ensinou tal prática. Para nós católicos, as imagens não têm o mesmo significado que tinham para os pagãos, que as consideravam realmente como deuses. Nós não as adoramos e sabemos perfeitamente que são representações, seja de Cristo, seja de alguma criação de Deus. Deus condena a idolatria. Mas seria lícito para um cristão confeccionar ou possuir imagens? Vejamos o que a Bíblia diz sobre isso: Querubins de Ouro “O Senhor disse a Moisés: […] Farás dois querubins de ouro ; e os farás de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado e outro de outro, fixando-os de modo a formar uma só peça com as extremidades da tampa. Terão esses querubins suas asas estendidas para o alto, e protegerão com elas a tampa, sobre a qual terão a face inclinada. Colocarás a tampa sobre a arca e porás dentro da arca o testemunho que eu te der. Ali virei ter contigo, e é de cima da tampa, do meio dos querubins que estão sobre a arca da aliança, que te darei todas as minhas ordens para os israelitas.” (Ex 25, 1. 18-22) “Farás o tabernáculo com dez cortinas de linho fino retorcido de púrpura violeta, púrpura escarlate e de carmesim, sobre as quais alguns querubins serão artisticamente bordados. ” (Ex 26, 1) “Fez dois querubins de ouro, feitos de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado, outro de outro, de maneira que faziam corpo com as duas extremidades da tampa. Esses querubins, com as faces voltadas um para o outro, tinham as asas estendidas para o alto, e protegiam com elas a tampa para a qual tinham as faces inclinadas. “(Ex 37, 7-9) Vemos acima que por vontade de Deus , as cortinas do tabernáculo deviam ser bordadas com imagens de anjos e a arca da aliança devia ter duas esculturas de anjos. A Serpente de Bronze Neste próximo exemplo, Deus quis agir por intermédio de uma imagem , uma serpente de bronze, ordenando que Moisés a fizesse: “e o Senhor disse a Moisés: “Faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste . Todo o que for mordido, olhando para ela, será salvo.” Moisés fez, pois, uma serpente de bronze, e fixou-a sobre um poste. Se alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, conservava a vida. ” (Nm 21, 8-9) Note que Deus não só permitiu o uso da imagem, como também a utiliza para o seu serviço. É importante distinguir bem a diferença entre a idolatria de imagens, com a confecção de imagens, pois é exatamente neste ponto onde muitos interpretam as escrituras por seu próprio juízo e fazem confusão. Enquanto Deus proíbe a adoração de imagens , o próprio Deus ordena a confecção de imagens em diversas narrações bíblicas já citadas acima. A seguir, podemos observar bem a diferença entre usar a serpente de bronze conforme Deus ordenou e adorar a serpente de bronze, caracterizando assim, o pecado da idolatria: “Destruiu os lugares altos, quebrou as estelas e cortou os ídolos de pau asserás. Despedaçou a serpente de bronze que Moisés tinha feito, porque os israelitas tinham até então queimado incenso diante dela. ( Chamavam-na Nehustã ).” (II Rs 18, 4) Fizeram da serpente de bronze um ídolo, um falso deus. Na continuação dos mesmos textos bíblicos, vemos que essa geração idólatra vivia na total desobediência: “Assim aconteceu porque eles não tinham escutado a voz do Senhor , seu Deus, mas tinham quebrado a sua aliança, recusando-se a ouvir e executar o que ordenara Moisés , servo do Senhor.” (II Rs 18, 12) Observemos que a serpente de bronze foi a primeira imagem que nos remetia a nosso Senhor Jesus Cristo, conforme escrito no novo testamento: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem, para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna.” (Jo 3, 14-15) A seguir, assista o vídeo do Padre Paulo Ricardo onde ele nos alerta para o perigo da idolatria e nos mostra como venerar os santos e suas imagens é uma forma de glorificar a Deus: É lícito ajoelhar-se e beijar algo (objeto ou criatura) que não é Deus? “Josué rasgou suas vestes e prostrou-se com a face por terra até a tarde diante da arca do Senhor, tanto ele como os anciãos de Israel, e cobriram de pó as suas cabeças.” (Js 7, 6) “Abraão levantou os olhos e viu três homens de pé diante dele [anjos]. Levantou-se no mesmo instante da entrada de sua tenda, veio-lhes ao encontro e prostrou-se por terra.” (Gn 18, 2) “Moisés saiu ao encontro de seu sogro, prostrou-se e beijou-o. Informaram-se mutuamente sobre a sua saúde e entraram na tenda.” (Ex 18, 7) “Davi, tendo levantado os olhos, viu o anjo do Senhor que estava entre o céu e a terra, com uma espada desembainhada em sua mão, dirigida contra Jerusalém. Então Davi e os anciãos, cobertos de sacos, prostraram-se com o rosto por terra.” (I Cr 21, 16) “Acordou o carcereiro e, vendo abertas as portas do cárcere, supôs que os presos haviam fugido. Tirou da espada e queria matar-se. Mas Paulo bradou em alta voz: Não te faças nenhum mal, pois estamos todos aqui. Então o carcereiro pediu luz, entrou e lançou-se trêmulo aos pés de Paulo e Silas.” (At 16, 27-29) Assim como é um erro acusar Josué (que se prostrou perante a arca da aliança), Abraão, Moisés, Davi e os anciãos de idólatras por terem se prostrado diante de algo que não é Deus, também é um erro acusar de idolatria alguém que se prostra diante de uma imagem sacra que sabe perfeitamente que são representações, seja de Cristo, seja de alguma criação de Deus. O ato de ajoelhar-se diante de algo sem a intenção de adoração, é uma forma de demonstrar respeito, humildade, reverência, veneração e admiração, lembremos que adorar uma imagem é fazer dela um ídolo, algo (objeto ou criatura) que é colocado no lugar de Deus, ou seja, um falso deus, e a Igreja nunca ensinou tal prática. Para nós católicos, as imagens não têm o mesmo significado que tinham para os pagãos, que as consideravam realmente como deuses. “O culto da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é imagem.” (Santo Tomás de Aquino, S. Th. II-II, 81,3, ad 3, Século XIII). Assista o vídeo do Prof. Felipe Aquino a seguir: Por exemplo, prostrar-se diante de uma imagem de Nossa Senhora, é na realidade prostrar-se diante da própria Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, e quem não prestaria semelhante reverência diante da única pessoa que carregou o próprio Deus em seu ventre materno? A mesma reverência nós prestamos diante de imagens dos anjos e daqueles que foram grandes exemplos de fiéis seguidores de Cristo na terra, os santos, ambos dignos de nossa mais sincera veneração, admiração e respeito. Nas Sagradas Escrituras encontramos diversas outras passagens com reverência semelhante, vejamos algumas: “Quando Davi chegou perto de Ornã, este o viu; saiu da eira e se prostrou diante de Davi, com o rosto contra a terra.” (I Cr 21, 21) “E ele [Jacó], passando adiante, prostrou-se até a terra sete vezes antes de se aproximar do seu irmão. Mas Esaú correu-lhe ao encontro e beijou-o; ele atirou-se ao seu pescoço e beijou-o; e puseram-se a chorar. Levantando os olhos, Esaú viu as mulheres e as crianças: ‘Quem são estes que tens contigo?’, perguntou ele. ‘São, respondeu Jacó, os filhos que aprouve a Deus dar ao teu servo.’ Aproximaram-se então as servas com seus filhos e prostraram-se. Lia com seus filhos adiantaram-se por sua vez e prostraram-se, e, enfim, José e Raquel, que se prostraram também.” (Gn 33, 3-7) “e me prostro voltado para o teu sagrado templo. […] ” (Sl 138 [137], 2) Observação: Lembremos que o templo citado na ultima passagem, era repleto de imagens por dentro e por fora, e que os moldes e características do templo foram prescritos pelo próprio Deus. Continuando: “[…] Enquanto Manué e sua mulher olhavam subir para o céu a chama do sacrifício que estava sobre o altar, viu que o anjo do Senhor subia na chama. À vista disso, Manué e sua mulher caíram com o rosto por terra.” (Jz 13, 19-20) “Então ela veio e lançou-se aos pés de Eliseu, prostrando-se por terra. Em seguida tomou o filho e saiu.” (II Rs 4, 37) “Então o Senhor abriu os olhos de Balaão, e ele viu o anjo do Senhor que estava no caminho com a espada desembainhada na mão. Inclinou-se e prostrou-se com a face por terra.” (Nm 22, 31) “Quando Abigail avistou Davi, desceu prontamente do jumento e prostrou-se com o rosto por terra diante dele.” (I Sm 25, 23) “Depois disse Davi a toda a assembléia: Bendizei ao Senhor, nosso Deus. E toda a assembléia bendisse ao Senhor, o Deus de seus pais, inclinando-se e prostrando-se diante do Senhor e diante do rei.” (I Cr 29, 20) Perceba que esta ultima passagem nos mostra dois atos parecidos, porém com sentidos e razões diferentes: eles se prostram a Deus, para adorá-lo, mas também ao Rei, para reverenciá-lo. Deus em momento algum se enfureceu com aquilo e não os repreendeu. É oportuno observar que, na Bíblia, quando o ato de prostrar-se é recusado, é identificado com clareza nos textos bíblicos que o problema não está em se prostrar, mas em se prostrar para adorar: “Prostrei-me aos seus pés para adorá-lo, mas ele me diz: Não faças isso! Eu sou um servo, como tu e teus irmãos, possuidores do testemunho de Jesus. Adora a Deus. Porque o espírito profético não é outro que o testemunho de Jesus.” (Ap 19, 10) Vemos que o anjo percebeu a intenção de João, por isso o repreendeu para que ali não houvesse um ato indevido de adoração, que cabe somente a Deus. A seguir, vemos uma situação semelhante: “Quando Pedro estava para entrar, Cornélio saiu a recebê-lo e prostrou-se aos seus pés para adorá-lo. Pedro, porém, o ergueu, dizendo: Levanta-te! Também eu sou um homem!” (At 10, 25-26) Conforme bem especificado no texto, a prostração de Cornélio não foi uma simples reverência, mas tinha a clara intenção de adoração. Concluindo a questão, é lícito ajoelhar-se e beijar algo (objeto ou criatura) que não é Deus, quando não há a intenção de adoração no coração daquele que o faz, ou seja, quando o receptor do ato não é colocado no lugar de Deus, como um ídolo, um falso deus, por isso a Igreja não repreende quando tal reverência é realizada à imagem sacra, ao sacerdote, às relíquias dos santos, ao altar, etc. A Igreja nos ensina a realizar tal ato com a intenção de veneração, respeito, humildade, reverência, admiração e não adoração. O que a Igreja nos ensina sobre as imagens? A imagem sagrada, o ícone litúrgico, representa principalmente Cristo. Não pode representar o Deus invisível e incompreensível: foi a Encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova economia das imagens: “Outrora Deus, que não tem nem corpo nem figura, não podia de modo algum, ser representado por uma imagem. Mas agora, que Ele se fez ver na carne e viveu no meio dos homens, eu posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus […] Contemplamos a glória do Senhor com o rosto descoberto.” (São João Damasceno, doutor da Igreja, †749 , De Sacris Imaginibus Oratio 1, 16: PTS 17, 89 e 92 (PG 94, 1245 e 1248)) A iconografia cristã transpõe para a imagem a mensagem evangélica que a Sagrada Escritura transmite pela palavra. Imagem e palavra esclarecem-se mutuamente: “Para dizer brevemente a nossa profissão de fé, nós conservamos todas as tradições da Igreja, escritas ou não, que nos foram transmitidas intactas . Uma delas é a representação pictórica das imagens, que está de acordo com a pregação da história evangélica, acreditando que, de verdade e não só de modo aparente, o Deus Verbo se fez homem, o que é tão útil como proveitoso, pois as coisas que mutuamente se esclarecem têm indubitavelmente uma significação recíproca.” (II Concílio de Niceia, em 787 , Terminus: COD p. 135.). Todos os sinais da celebração litúrgica fazem referência a Cristo: também as imagens sagradas da Mãe de Deus e dos santos. De fato, elas significam Cristo que nelas é glorificado; manifestam “a nuvem de testemunhas” (Heb 12, 1) que continuam a participar na salvação do mundo e às quais estamos unidos, sobretudo na celebração sacramental. Através dos seus ícones, é o homem “à imagem de Deus”, finalmente transfigurado “à sua semelhança”, que se revela à nossa fé – como ainda os anjos, também eles recapitulados em Cristo: “Seguindo a doutrina divinamente inspirada dos nossos santos Padres e a tradição da Igreja Católica, que nós sabemos ser a tradição do Espírito Santo que nela habita, definimos com toda a certeza e cuidado que as veneráveis e santas imagens, bem como as representações da Cruz preciosa e vivificante, pintadas, representadas em mosaico ou de qualquer outra matéria apropriada, devem ser colocadas nas santas Igrejas de Deus, sobre as alfaias e vestes sagradas, nos muros e em quadros, nas casas e nos caminhos: e tanto a imagem de nosso Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, como a de Nossa Senhora, a puríssima e santa Mãe de Deus, a dos santos anjos e de todos os santos e justos.” (II Concílio de Niceia, 787, Definitio de Sacris Imaginibus: DS 600.). “A beleza e a cor das imagens estimulam a minha oração. É uma festa para os meus olhos, e, tal como o espetáculo do campo, impele o meu coração a dar glória a Deus” (São João Damasceno, doutor da Igreja, †749 De Sacris Imaginibus Oratio 1, 47: PTS 17. 151 (PG 94, 1268). A contemplação dos sagrados ícones, unida à meditação da Palavra de Deus e ao canto dos hinos litúrgicos, entra na harmonia dos sinais da celebração, para que o mistério celebrado se imprima na memória do coração e se exprima depois na vida nova dos fiéis. (Catecismo da Igreja Católica. Parágrafos 1159-1162) As santas imagens, presentes em nossas Igrejas e em nossas casas, destinam-se a despertar e a alimentar a nossa fé no mistério de Cristo. Por meio do ícone de Cristo e de suas obras salvíficas, é a Ele que adoramos. Mediante as santas imagens da santa Mãe de Deus, dos anjos e dos santos, veneramos as pessoas nelas representadas. (Catecismo da Igreja Católica. Parágrafo 1192) “Não farás para ti nenhuma imagem esculpida…”: Esta imposição divina comportava a interdição de qualquer representação de Deus feita pela mão do homem. O Deuteronômio explica: “Tomai muito cuidado convosco, pois não vistes imagem alguma no dia em que o Senhor vos falou no Horeb do meio do fogo. Portanto, não vos deixeis corromper, fabricando para vós imagem esculpida do quer que seja.” (Dt 4, 15-16). Quem Se revelou a Israel foi o Deus absolutamente transcendente. “Ele é tudo”, mas, ao mesmo tempo, “está acima de todas as suas obras.” (Eclo 43, 27-28). Ele é “a própria fonte de toda a beleza criada.” (Sb 13, 3). No entanto, já no Antigo Testamento Deus ordenou ou permitiu a instituição de imagens, que conduziriam simbolicamente à salvação pelo Verbo encarnado: por exemplo, a serpente de bronze (Cf. Nm 21, 4-9; Sb 16, 5-14; Jo 3, 14-15), a arca da Aliança e os querubins (Cf. Ex 25, 10-22; 1 Rs 6, 23-28; 7, 23-26). Com base no mistério do Verbo encarnado, o sétimo Concílio ecumênico, de Niceia (ano de 787) justificou, contra os iconoclastas, o culto dos ícones: dos de Cristo, e também dos da Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos. Encarnando, o Filho de Deus inaugurou uma nova economia das imagens. O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. Com efeito, “ a honra prestada a uma imagem remonta ao modelo original ” (São Basílio Magno, †379 , Liber de Spiritu Sancto, 18, 45: SC 17bis. 406 (PG 32, 149)) e “ quem venera uma imagem venera nela a pessoa representada ” (II Concílio de Niceia, Definitio de Sacris Imaginibus: DS 601; cf. Concílio de Trento, Sess. 25ª, Decretum de Invocatione, Veneratione et Reliquiis Sanctorum, et Sacris Imaginibus: DS 1821-1825; II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 125: AAS 56 (1964) 132: Id., Const. dogm. Lumen Gentium, 67: AAS 57 (1965) 65-66.). A honra prestada às santas imagens é uma veneração respeitosa, e não uma adoração, que só a Deus se deve: “O culto da religião não se dirige às imagens em si mesmas como realidades, mas olha-as sob o seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não se detém nela, mas orienta-se para a realidade de que ela é imagem. ” (São Tomás de Aquino, doutor da Igreja, †1274 , Summa theologiae, 2-2. q. 81, a. 3, ad 3: Ed. Leon. 9, 180.). O culto das imagens sagradas funda-se no mistério da encarnação do Verbo de Deus. E não é contrário ao primeiro mandamento. (Catecismo da Igreja Católica. Parágrafos 2129-2132; 2141) Guias para a oração: […] A escolha de um lugar favorável não é indiferente para a verdade da oração: para a oração pessoal, pode servir um recanto de oração, com a Sagrada Escritura e ícones (imagens) para aí se estar “no segredo diante do Pai” (Cf. Mt 6, 6). Em uma família cristã, este gênero de pequeno oratório favorece a oração em comum; […] As expressões da oração: […] A meditação é sobretudo uma busca. O espírito procura compreender o porquê e o como da vida cristã, para aderir e corresponder ao que o Senhor lhe pede. Exige uma atenção difícil de disciplinar. Habitualmente, recorre-se à ajuda de um livro e os cristãos não têm falta deles: a Sagrada Escritura, em especial o Evangelho, os santos ícones (as imagens), os textos litúrgicos do dia ou do tempo, os escritos dos Padres espirituais, as obras de espiritualidade, […] (Catecismo da Igreja Católica. Parágrafos 2691; 2705) Concluindo o assunto de estudo, ouça a seguir um áudio sobre as imagens e a idolatria perante o primeiro mandamento Amar Deus sobre todas as coisas : Finalizando este capítulo sobre as questões das imagens, ouça o áudio a seguir onde o Prof. Felipe Aquino aborda a importância das imagens sacras na liturgia católica: Fonte: Católico Responde. #DúvidasdeFé #Imagens #FormaçõesCatólicas #Bíblia #Protestantismo
- DO SOFRIMENTO À GRATIDÃO
Ao fazer, à noite, o balanço dos sofrimentos experimentados desde o começo do dia, percebemos que foram incontáveis. E o que fazemos com eles? Jogamo-los na lata de lixo das lamúrias, como se fossem coisas inúteis e sem valor. Nada é mais reciclável que o sofrimento: pode se transformar em pérola preciosa, que será de grande utilidade e valia na portaria da Eternidade. No sofrimento é lícito duvidar do amor de Deus? Nós, com frequência, sobretudo quando estamos dentro ou diante de uma grande dor, exigimos provas urgentes da misericórdia divina, esquecendo-nos de que a grande prova desse amor já foi dada no próprio ato, anterior a todas as dores e sofrimentos, em que fomos amorosamente gerados: o dom gratuito da vida (que é eterna). Sem esquecer, naturalmente, aquela outra prova do amor divino que foi dada no Golgota. É preciso ser grato a Deus, permanentemente. Hic et nunc. Per omnia secula secolorum. Se um dia merecermos a eternidade junto de Deus, cada milésimo de nosso tempo eterno (com o perdão do paradoxo) será espontaneamente ocupado em agradecer, agradecer e agradecer. Cada célula do corpo ressuscitado será, pela mais lógica das consequências, algo como a vibração sonora de um ininterrupto cântico de louvor e ação de graças. Agradecer, antes de tudo, pela criação do universo do qual somos partes, tal como ele é, sem tirar nem acrescentar nada. Deus podia ter criado outro cosmos, melhor do que este, mas de cuja tripulação não fizéssemos parte. Existir para sempre, mesmo que tenhamos de passar algumas décadas iniciais no precário barraco deste mundo, é infinitamente melhor que inexistir (contanto que a alma se salve, obviamente; do contrário, seria preferível nunca ter visto a luz do mundo). Agradecer, também, pelo dom da vida humana, pois podíamos ter nascido umas grotescas e inumanas bactérias. Imagine-se ser um pobre bastonete de escherichia coli , soturno habitante das sombrias cavernas intestinais! Ou, então, podíamos ver o mundo pelos olhos atônitos de uma barata — semelhante àquela que perseguia o estranho personagem GH da estranha Clarice Lispector, no mais íngreme romance da literatura brasileira, cuja leitura certamente é um daqueles sofrimentos que, se convenientemente oferecidos a Deus, podem ser úteis no purgatório, ajudando na remissão de alguma pena temporal —, embora ler Clarice Lispector seja um daqueles sofrimentos que podem perfeitamente ser evitados, para benefício da própria alma. A gratidão, como a caridade, não desaparecerá com a morte. O sofrimento sim, a gratidão não: é eterna.
- Urgente: Papa vai consagrar Rússia e Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria
Consagração ao Imaculado Coração de Maria vai decorrer a 25 de março, na Basílica de São Pedro e na Capelinha das Aparições Cidade do Vaticano, 15 mar 2022 (Ecclesia) – O Papa vai consagrar a Rússia e Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria, em ligação a Fátima, no dia 25 de março, anunciou hoje o Vaticano. “Na sexta-feira, 25 de março, durante a Celebração da Penitência, a que presidirá às 17h00 [menos uma em Lisboa] na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria”, informa o diretor da sala de imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. A nota, enviada à Agência ECCLESIA e divulgada online, adianta que “o mesmo ato, no mesmo dia, será realizado em Fátima por sua eminência o cardeal Krajewski, esmoler de Sua Santidade, como enviado do Santo Padre”. A celebração, na Cova da Iria, vai decorrer na Capelinha das Aparições. O cardeal Konrad Krajewski, de nacionalidade polaca, esteve na última semana junto da população ucraniana, vítima da guerra, como enviado especial do Papa. A 25 de março de 1984, o Papa São João Paulo II presidiu à consagração do mundo ao coração de Maria, no Vaticano, diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima, venerada na Capelinha das Aparições, a mesma que, em 2000, colocou entre os bispos de todo o mundo, consagrando-lhe o terceiro milénio. O testemunho dos videntes de Fátima regista que, na aparição de 13 de julho de 1917, Nossa Senhora lhes disse: “Para impedir a guerra virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos Primeiros Sábados”. “Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”, registava Irmã Lúcia, falecida em 2005, nas suas ‘Memórias’. Ainda nesta aparição teve lugar a visão do inferno e a revelação do sofrimento da Igreja e de um bispo vestido de branco, a trilogia que constitui o chamado Segredo de Fátima. Em carta dirigida a Pio XII, a 2 de dezembro de 1940, a irmã Lúcia, a mais velha das videntes de Fátima, pedia que fosse atendido o pedido de Nossa Senhora, reafirmado em aparições posteriores na Galiza, para que fosse proclamada a devoção ao Imaculado Coração de Maria e a consagração do mundo, e em especial da Rússia. Em resposta aos pedidos, este Papa consagrou o mundo e a Igreja ao Imaculado Coração de Maria, a 31 de outubro de 1942, e renovou a consagração da Rússia, a 7 de julho de 1952. A 21 de novembro de 1964, São Paulo VI renovou a consagração da Rússia ao Imaculado Coração, na presença dos participantes no Concílio Vaticano II. Leia também: Revolução e guerra civil: Uma profecia para o Brasil A 13 de outubro de 2013, o atual Papa consagrou o seu pontificado a Nossa Senhora de Fátima, no Vaticano, diante da imagem da Capelinha das Aparições, transportada excecionalmente para a Praça de São Pedro. Francisco visitou Fátima a 12 e 13 de maio de 2017, no centenário das Aparições, tendo canonizado os pastorinhos Francisco e Jacinta Marto. Leia também: A Invasão da Ucrânia, os Erros da Rússia, e a Profecia de Nossa Senhora. Fonte: Agencia Ecclesia
- Urgente: Papa vai consagrar Rússia e Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria
Consagração ao Imaculado Coração de Maria vai decorrer a 25 de março, na Basílica de São Pedro e na Capelinha das Aparições Cidade do Vaticano, 15 mar 2022 (Ecclesia) – O Papa vai consagrar a Rússia e Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria, em ligação a Fátima, no dia 25 de março, anunciou hoje o Vaticano. “Na sexta-feira, 25 de março, durante a Celebração da Penitência, a que presidirá às 17h00 [menos uma em Lisboa] na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria”, informa o diretor da sala de imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. A nota, enviada à Agência ECCLESIA e divulgada online, adianta que “o mesmo ato, no mesmo dia, será realizado em Fátima por sua eminência o cardeal Krajewski, esmoler de Sua Santidade, como enviado do Santo Padre”. A celebração, na Cova da Iria, vai decorrer na Capelinha das Aparições. O cardeal Konrad Krajewski, de nacionalidade polaca, esteve na última semana junto da população ucraniana, vítima da guerra, como enviado especial do Papa. A 25 de março de 1984, o Papa São João Paulo II presidiu à consagração do mundo ao coração de Maria, no Vaticano, diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima, venerada na Capelinha das Aparições, a mesma que, em 2000, colocou entre os bispos de todo o mundo, consagrando-lhe o terceiro milénio. O testemunho dos videntes de Fátima regista que, na aparição de 13 de julho de 1917, Nossa Senhora lhes disse: “Para impedir a guerra virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos Primeiros Sábados”. “Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”, registava Irmã Lúcia, falecida em 2005, nas suas ‘Memórias’. Ainda nesta aparição teve lugar a visão do inferno e a revelação do sofrimento da Igreja e de um bispo vestido de branco, a trilogia que constitui o chamado Segredo de Fátima. Em carta dirigida a Pio XII, a 2 de dezembro de 1940, a irmã Lúcia, a mais velha das videntes de Fátima, pedia que fosse atendido o pedido de Nossa Senhora, reafirmado em aparições posteriores na Galiza, para que fosse proclamada a devoção ao Imaculado Coração de Maria e a consagração do mundo, e em especial da Rússia. Em resposta aos pedidos, este Papa consagrou o mundo e a Igreja ao Imaculado Coração de Maria, a 31 de outubro de 1942, e renovou a consagração da Rússia, a 7 de julho de 1952. A 21 de novembro de 1964, São Paulo VI renovou a consagração da Rússia ao Imaculado Coração, na presença dos participantes no Concílio Vaticano II. Leia também: Revolução e guerra civil: Uma profecia para o Brasil A 13 de outubro de 2013, o atual Papa consagrou o seu pontificado a Nossa Senhora de Fátima, no Vaticano, diante da imagem da Capelinha das Aparições, transportada excecionalmente para a Praça de São Pedro. Francisco visitou Fátima a 12 e 13 de maio de 2017, no centenário das Aparições, tendo canonizado os pastorinhos Francisco e Jacinta Marto. Leia também: A Invasão da Ucrânia, os Erros da Rússia, e a Profecia de Nossa Senhora. Fonte: Agencia Ecclesia
- Cardeal Marx celebra missa para festejar ‘ministério homossexual’
O arcebispo de Munique e Freising, Reinhard cardeal Marx, celebrou uma missa festejando “20 anos de adoração e cuidado pastoral homossexual”, ontem (13). “Desejo uma Igreja inclusiva”, disse Marx em sua homilia. “Uma Igreja que inclui todos os que querem trilhar o caminho de Jesus”. Para ele, uma Igreja sinodal significa uma Igreja aberta, que aprende e sempre se renova na fé, em busca das “possibilidades de Deus” também “na questão do que temos a dizer sobre a sexualidade e o que temos dizer sobre as relações das pessoas”. O arcebispo de 68 anos, que é membro do conselho de cardeais conselheiros do papa Francisco, também disse: “O reino de Deus é descobrir que Deus é Amor – em todas as suas dimensões”. Isso incluiu a dimensão sexual, mas não se limita a ela, acrescentou. “Todas as relações humanas devem ser marcadas pelo primado do amor. Assim elas podem ser aceitas por Deus”, disse o arcebispo. Marx, que também é presidente do Conselho para a Economia da Santa Sé, criticou o que chamou de discriminação “de cristãos contra a comunidade homossexual”, dizendo estar “chocado que isso ainda continue”. Leia também Cardeal Pell pede que Bispos sejam corrigidos pelo apoio público à “homossexualidade” Todos têm direito às suas próprias opiniões, disse o cardeal, “mas o reconhecimento e a primazia do amor não posso colocar em questão como bispo”. Ele pediu uma “dinâmica de abertura” que deve caracterizar o Caminho Sinodal Alemão, dizendo que foi isso que o papa Francisco quis dizer quando enfatizou o valor de avançar para “descobrir o que o Espírito tem a dizer aos nós hoje”. Após a missa, foi realizada uma “recepção privada com representantes da comunidade homossexual e o cardeal Marx”, segundo um comunicado de imprensa da arquidiocese emitido em 7 de março. A arquidiocese observou que “o serviço de pastoral masculina da arquidiocese oferece fins de semana dedicados a homens gays, bi e trans, e há outros programas oferecidos na área do departamento de pastoral familiar e adulta, como retiros para LGBTI”. A arquidiocese citou um líder do projeto que disse: “O ministério Rainbow (arco-íris, símbolo do movimento homossexual) se vê como um serviço para a reconciliação da Igreja com a comunidade LGBTI. Trabalha para resolver teologicamente aquelas tradições e estruturas da Igreja que no passado levaram ou ainda levam à discriminação e desvalorização das pessoas LGBTI, a fim de superá-las”. O objetivo da arquidiocese de Munique, disse, é que “as pessoas LGBTI experimentem apreciação em todas as paróquias de toda a arquidiocese” e encontrem programas “sobre sua situação de vida, nos quais se sentissem aceitos e levados a sério como pessoas e membros da Igreja”. Vários bispos de língua alemã pediram publicamente mudanças na doutrina da Igreja sobre a homossexualidade. O bispo de Limburg, Georg Bätzing, presidente da Conferência Episcopal Alemã, pediu em dezembro de 2020 mudanças na seção sobre homossexualidade no Catecismo da Igreja Católica, promulgado pelo papa são João Paulo II em 1992, e que resume a doutrina católica. O Catecismo diz, no número 2.357: “A homossexualidade designa as relações entre homens ou mulheres, que experimentam uma atração sexual exclusiva ou predominante para pessoas do mesmo sexo. Tem-se revestido de formas muito variadas, através dos séculos e das culturas. A sua gênese psíquica continua em grande parte por explicar. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves a Tradição sempre declarou que «os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados. São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados”. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? E, no número 2.358: “Um número considerável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente radicadas. Esta propensão, objetivamente desordenada, constitui, para a maior parte deles, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição”. O cardeal Marx, o bispo de Osnabrück, Franz-Josef Bode, o bispo de Essen, Franz-Josef Overbeck, e o bispo de Dresden Meissen, Heinrich Timmerervers apoiam publicamente bênçãos para uniões do mesmo sexo. Essas bençãos foram proibidas pela Congregação para a Doutrina da Fé, órgão da Cúria Romana responsável pela manutenção da doutrina católica num documento publicado em 22 de fevereiro de 2021. A igreja, disse o documento da CDF “não abençoa nem pode abençoar o pecado: abençoa o ser humano pecador, para que reconheça que é parte de seu desígnio de amor e se deixe transformar por Ele.” Fonte: ACI Digital Leia também Cardeal Pell pede que Bispos sejam corrigidos pelo apoio público à “homossexualidade”
- Cardeal Marx celebra missa para festejar ‘ministério homossexual’
O arcebispo de Munique e Freising, Reinhard cardeal Marx, celebrou uma missa festejando “20 anos de adoração e cuidado pastoral homossexual”, ontem (13). “Desejo uma Igreja inclusiva”, disse Marx em sua homilia. “Uma Igreja que inclui todos os que querem trilhar o caminho de Jesus”. Para ele, uma Igreja sinodal significa uma Igreja aberta, que aprende e sempre se renova na fé, em busca das “possibilidades de Deus” também “na questão do que temos a dizer sobre a sexualidade e o que temos dizer sobre as relações das pessoas”. O arcebispo de 68 anos, que é membro do conselho de cardeais conselheiros do papa Francisco, também disse: “O reino de Deus é descobrir que Deus é Amor – em todas as suas dimensões”. Isso incluiu a dimensão sexual, mas não se limita a ela, acrescentou. “Todas as relações humanas devem ser marcadas pelo primado do amor. Assim elas podem ser aceitas por Deus”, disse o arcebispo. Marx, que também é presidente do Conselho para a Economia da Santa Sé, criticou o que chamou de discriminação “de cristãos contra a comunidade homossexual”, dizendo estar “chocado que isso ainda continue”. Leia também Cardeal Pell pede que Bispos sejam corrigidos pelo apoio público à “homossexualidade” Todos têm direito às suas próprias opiniões, disse o cardeal, “mas o reconhecimento e a primazia do amor não posso colocar em questão como bispo”. Ele pediu uma “dinâmica de abertura” que deve caracterizar o Caminho Sinodal Alemão, dizendo que foi isso que o papa Francisco quis dizer quando enfatizou o valor de avançar para “descobrir o que o Espírito tem a dizer aos nós hoje”. Após a missa, foi realizada uma “recepção privada com representantes da comunidade homossexual e o cardeal Marx”, segundo um comunicado de imprensa da arquidiocese emitido em 7 de março. A arquidiocese observou que “o serviço de pastoral masculina da arquidiocese oferece fins de semana dedicados a homens gays, bi e trans, e há outros programas oferecidos na área do departamento de pastoral familiar e adulta, como retiros para LGBTI”. A arquidiocese citou um líder do projeto que disse: “O ministério Rainbow (arco-íris, símbolo do movimento homossexual) se vê como um serviço para a reconciliação da Igreja com a comunidade LGBTI. Trabalha para resolver teologicamente aquelas tradições e estruturas da Igreja que no passado levaram ou ainda levam à discriminação e desvalorização das pessoas LGBTI, a fim de superá-las”. O objetivo da arquidiocese de Munique, disse, é que “as pessoas LGBTI experimentem apreciação em todas as paróquias de toda a arquidiocese” e encontrem programas “sobre sua situação de vida, nos quais se sentissem aceitos e levados a sério como pessoas e membros da Igreja”. Vários bispos de língua alemã pediram publicamente mudanças na doutrina da Igreja sobre a homossexualidade. O bispo de Limburg, Georg Bätzing, presidente da Conferência Episcopal Alemã, pediu em dezembro de 2020 mudanças na seção sobre homossexualidade no Catecismo da Igreja Católica, promulgado pelo papa são João Paulo II em 1992, e que resume a doutrina católica. O Catecismo diz, no número 2.357: “A homossexualidade designa as relações entre homens ou mulheres, que experimentam uma atração sexual exclusiva ou predominante para pessoas do mesmo sexo. Tem-se revestido de formas muito variadas, através dos séculos e das culturas. A sua gênese psíquica continua em grande parte por explicar. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves a Tradição sempre declarou que «os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados. São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados”. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? E, no número 2.358: “Um número considerável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente radicadas. Esta propensão, objetivamente desordenada, constitui, para a maior parte deles, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição”. O cardeal Marx, o bispo de Osnabrück, Franz-Josef Bode, o bispo de Essen, Franz-Josef Overbeck, e o bispo de Dresden Meissen, Heinrich Timmerervers apoiam publicamente bênçãos para uniões do mesmo sexo. Essas bençãos foram proibidas pela Congregação para a Doutrina da Fé, órgão da Cúria Romana responsável pela manutenção da doutrina católica num documento publicado em 22 de fevereiro de 2021. A igreja, disse o documento da CDF “não abençoa nem pode abençoar o pecado: abençoa o ser humano pecador, para que reconheça que é parte de seu desígnio de amor e se deixe transformar por Ele.” Fonte: ACI Digital Leia também Cardeal Pell pede que Bispos sejam corrigidos pelo apoio público à “homossexualidade”
- ENTREVISTA COM ALEXANDER DUGIN, O IDEÓLOGO DE PUTIN QUE GOSTA DE BOMBA ATÔMICA
[Alexander Dugin, o filósofo próximo ao Kremlin que há dez anos polemizou com Olavo de Carvalho , defende o ataque russo, afirmando que se trata de uma ação militar, não uma invasão… Quanto ao presidente Putin estar doente, diz ser desinformação: garante que ele nunca esteve melhor. E se a OTAN e os EUA entram em campo, usarão a bomba atômica. Entrevista realizada pelo jornalista italiano Luigi Mascheroni e publicada em 14/03/2022, em Il Gionale ]. Dugin, você está em Moscou agora. Qual é a situação lá? “Tudo muito tranquilo. A população apoia totalmente Putin. Não há oposição real. E não tanto porque haja censura contra aqueles que criticam as operações militares na Ucrânia, mas porque o povo russo é verdadeiramente solidário com o presidente. A opinião pública aqui tem os objetivos de Putin muito claros e está preparada, porque entende que a pressão da OTAN contra nossas fronteiras é inaceitável”. Nos jornais e na TV vemos prisões e protestos em Moscou. “Eu moro no centro de Moscou. Não há quem proteste, a não ser grupos muito pequenos, ou indivíduos isolados, e nem mesmo ligados uns aos outros. A percepção de um protesto interno é fruto da desinformação da mídia ocidental. Eles tomam imagens de eventos do passado, em diferentes contextos, e espalham que há contestação». Você tem conseguido falar com Putin recentemente? “Esta é uma pergunta pessoal, que não respondo. Posso falar de geopolítica, se você quiser”. O que está acontecendo na Ucrânia? “Para entender isso, é preciso voltar às causas e ler a dissolução da URSS dentro de um contexto que não é apenas ideológico, mas geopolítico. E se a geopolítica é a ciência que considera o mundo como o campo de batalha entre o poder marítimo e o poder terrestre, nesse sentido o fim da URSS foi a vitória do poder do mar e o colapso do poder da terra. Depois de 1989, a Rússia perdeu a autoridade sobre suas zonas de controle em favor do Ocidente, e o Ocidente ganhou influência nesse vácuo, que foi consequência da fraqueza do poder terrestre. O Pacto de Varsóvia foi dissolvido e a OTAN foi reforçada ». E a Ucrânia permaneceu no meio. “Quando a Ucrânia se separou da Rússia e se tornou independente, aproximou-se gradualmente da OTAN, mas só foi capaz de fazê-lo porque na década de 1990 a Rússia de Gorbachev e depois de Yeltsin era uma Rússia fraca. Mas quando ela voltou forte com Putin, a pressão permanente da OTAN contra nossas fronteiras – algo que ninguém pode negar – não era mais aceitável. Putin tornou-se mais forte e com uma consciência geopolítica mais desenvolvida e, assim, o equilíbrio mudou. E ele respondeu a uma situação intolerável: primeiro na Geórgia, depois na Crimeia, depois em Donbass, onde o exército ucraniano era um perigo constante: a população era bombardeada e civis eram mortos. O resto veio por si mesmo: o apelo da Rússia para não deixar a Ucrânia entrar na área de influência do Ocidente foi rejeitado, e por isso veio a guerra”. Mas é uma invasão. “É uma operação militar. Putin explicou muito bem os propósitos, que são dois. Primeiro: desnazificar um país cujo governo não apenas tolerou, mas apoiou grupos neonazistas para dar força a uma identidade nacionalista ucraniana baseada no ódio aos russos. Uma identidade artificial criada através de uma ideologia que o Ocidente fingiu não ver, porque odiar os russos é mais importante do que odiar os nazistas. Segundo: mudar o regime político em Kiev para trazer a Ucrânia de volta à esfera política, militar e estratégica russa. Atenção: a operação militar em curso não é uma guerra contra a OTAN. Mas uma operação para defender uma área de interesse vital para a Rússia, que por muito tempo foi ocupada indiretamente pelo poder ocidental durante um momento de fraqueza de Moscou ». A guerra não parece estar indo bem para Putin. “Eu penso que não. Putin sabia que a Ucrânia tem um grande exército e que assumir o controle de um país com 40 milhões de pessoas não seria fácil. É por isso que as operações de campo são prolongadas. Derrotar um exército de 600.000 soldados, que tem ao seu lado o apoio e a propaganda de todo o Ocidente, não é fácil. Ninguém aqui acreditava em uma vitória curta. Enquanto isso, a Rússia tem o controle total do céu. A guerra durará um mês ou mais, mas o exército russo vencerá. Não há nenhum elemento inesperado nesta guerra para Putin.” Analistas dizem que Putin está doente, pouco lúcido, distante da realidade. “Os modelos de desinformação nesses casos são sempre os mesmos: passar a ideia de que um líder político indesejado é louco, doente, que não controla mais a situação. Em vez disso, Putin está saudável, lúcido e muito forte. Nunca esteve melhor “. Você distingue em seus livros um Putin lunar e um Putin solar. O que isto significa? “O Putin solar é o Putin da Grande Eurásia, o Putin patriota e soberano, o homem que rompe com a pós-modernidade ocidental, contra a globalização. O Putin lunar, por outro lado, é aquele que se compromete com o Ocidente, a OMC, Davos, a elite liberal atlanticista”. Qual deles é o Putin de hoje? “Hiper-solar”. Todos temos medo do uso da bomba atômica. “Este é o único problema real, mesmo para nós. Tudo depende dos Estados Unidos. Se Washington se limitar a sanções, pressão política e apoio econômico à Ucrânia, em suma, se o Ocidente apoiar indiretamente Kiev com ações legítimas, nada acontecerá. Mas se houver um ataque direto da OTAN, a Rússia responderá com meios simétricos. Se nos sentirmos ameaçados em nosso território, usaremos armas nucleares.” L’ideologo di Putin: “La Nato e gli Usa non entrino in campo o useremo l’atomica”
- UCRÂNIA, DO POLÍTICO AO PESSOAL – Robert Royal
Conheço uma mulher que nasceu no estrangeiro mas é meia ucraniana e meia russa. Frequentemente tomamos o pequeno-almoço juntos, quase todas as manhãs, e conversamos sobre assuntos que estão na ordem do dia. A invasão da Ucrânia pela Rússia deixou-nos bastante agitados, o que não é de espantar, suponho eu, uma vez que somos casados um com o outro e os nossos filhos têm sangue ucraniano e russo a correr-lhes nas veias. Para nós esta não é apenas uma questão geopolítica distante, é também um assunto de família. Muita da análise desta situação tem explorado os factores históricos que conduziram à situação presente. Ao longo dos próximos dias e semanas iremos publicar alguns textos sobre isso. Mas as pessoas tendem a exagerar factores sociais grandes e impessoais, como se os indivíduos não importassem. A nossa herança familiar obrigou-me a pensar mais uma vez sobre os elementos muito mais pessoais e humanos que frequentemente passam despercebidos, mas que estão muito presentes. Algum outro líder russo para além de Vladimir Vladirimovich Putin, pegando no exemplo actual, teria levado a cabo esta atrocidade? Há muito que a nossa família tem noção bem viva de realidades históricas e humanas que outros não vêem. A minha mulher Verónica foi educada sobretudo na tradição ucraniana, mas enquanto iconógrafa profissional tem muito contacto com iconógrafos, teólogos e artistas em vários países, incluindo na Rússia. Um conhecido iconógrafo russo acabou de publicar uma declaração, assinada por centenas de líderes políticos e culturais da Rússia (a lista dos signatários pode ser consultada no final do artigo, no site do The Catholic Thing ): A guerra da Rússia contra a Ucrânia é uma VERGONHA A vergonha é NOSSA, mas infelizmente os nossos filhos, gerações de russos muito novos ou por nascer, também terão de arcar com a responsabilidade. Não queremos que os nossos filhos vivam num país agressor, e que se sintam envergonhados do seu exército atacar um estado vizinho independente. Apelamos a todos os russos para que digam NÃO a esta guerra. Não acreditamos que uma Ucrânia independente seja uma ameaça à Rússia ou a qualquer outro estado. Não acreditamos nas afirmações de Vladimir Putin de que os ucranianos estão subjugados por “Nazis” e que precisem de ser “libertados”. Exigimos o fim desta guerra! Temos boas razões para nos sentirmos encorajados por este tipo de afirmações vindos de russos. Os nossos media deviam dar muito mais cobertura às manifestações relativamente grandes (tendo em conta os riscos) que se têm realizado em Moscovo e São Petersburgo, para não falar em Londres, Berlim, Varsóvia, etc., Fontes credíveis dizem que quase dois terços dos russos acreditam que a Rússia não devia ter invadido a Ucrânia. Também nos devíamos sentir encorajados pela resistência heroica e inesperado sucesso das Forças Armadas ucranianas e combatentes civis, bem como a admirável classe e liderança (tão em falta entre os líderes ocidentais) do Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy. Como acontece tantas vezes, homens maus subestimaram as virtudes de pessoas que tinham a razão do seu lado, como é o caso dos ucranianos. Taras Tymos, um dos decanos e professor na Faculdade de Filosofia e de Teologia na Universidade Católica Ucraniana em Lviv, tem estado a postar reportagens em vídeo sobre o conflito. Podem ver um exemplo aqui. (Se clicarem em “ Ler Mais ” por baixo do vídeo encontram mais informação sobre como enviar apoio financeiro para organizações ucranianas credíveis). Ele procura fornecer actualizações diárias com o rigor e o cuidado possíveis num contexto de guerra. Quem tiver interesse em acompanhar este conflito devia segui-lo. O professor Tymos tem relatado casos de soldados russos chocados por não serem recebidos de braços abertos como libertadores pelo povo ucraniano. A propaganda de Putin levou-os a acreditar que isso iria acontecer; alguns estão a desistir da luta, rendendo-se, desiludidos. O choque ajuda a explicar porque é que parece ter havido tantas baixas russas e tão pouco sucesso na ocupação dos principais centros urbanos. E tudo isto ajuda-nos a centrar-nos no que realmente está a acontecer, e o que devemos ter em mente enquanto os acontecimentos se desenrolam. O nosso conflito não é com o povo russo. É muito mais sobre Vladimir Putin pessoalmente e gang de siloviki – ex-agentes da KGB, como ele – que não lhe fizeram frente quando ele optou por levar a cabo esta agressão monstruosa. Os media oficiais, como é evidente, repetem a linha de Putin de que está a defender o território russo da “agressão” ucraniana. Como sabemos tão bem de observar os media ocidentais, a repetição massiva, até das coisas mais evidentemente absurdas, começa a influenciar mesmo os mais cépticos, que estão bem cientes das mentiras do seu Governo. Os ucranianos são bastante religiosos: católicos a ocidente, ortodoxos a leste. Tem havido alguma tensão entre as duas igrejas, mas agora estão unidas na resistência. Uma parte da Igreja Ortodoxa da Ucrânia tornou-se autocéfala em 2019, quando o Patriarcado Ecuménico de Constantinopla lhe deu autonomia em relação ao Patriarcado de Moscovo – sendo este último um colaborador do regime de Putin, como era já antes com os soviéticos. Putin construiu uma catedral para as Forças Armadas Russas que foi inaugurada há dois anos e – política à parte – é uma das igrejas modernas mais espectaculares que existe em qualquer parte do mundo. É um monumento aos enormes sacrifícios que as forças russas fizeram para derrotar regimes como o de Hitler. Infelizmente, agora está para sempre marcado pela sua associação a uma figura que será julgada pela história como um criminoso de guerra. A realidade no terreno está em evolução constante e no momento em que escrevo isto, na noite de domingo, Putin acaba de colocar as suas forças nucleares num “estado de alerta especial”. O ocidente e grande parte do resto do mundo impôs sanções económicas a uma grande fatia da economia russa, a União Europeia fechou o seu espaço aéreo a aviões russos e a Turquia fechou o Bósforo aos seus navios. Ao mesmo tempo os ucranianos e os russos iniciaram negociações junto à fronteira com a Bielorrússia. É difícil saber como as coisas estarão quando estas linhas forem lidas. Mas o teólogo ucraniano Taras Tymos, da Universidade Católica Ucraniana, oferece-nos bons conselhos. Ele comenta que embora os ucranianos saibam o que devem fazer para defender a sua nação, mas enquanto cristãos também sabem que devem amar os seus inimigos. E as pessoas que agora rezam os salmos nos seus abrigos têm um sentido mais profundo do significado desses apelos ao Todo Poderoso por protecção contra os seus agressores injustos. Que essas orações dêem frutos. https://actualidadereligiosa.blogspot.com/2022/03/ucrania-do-politico-ao-pessoal.html#.YjE67nrMLIU
- A Nova Ordem Mundial e o papel da Igreja diante do avanço do Mal
Convidamos a todos para assistir a formação ao vivo que acontecerá hoje (06/03) às 21h. 👉 Clique aqui para assistir o vídeo: #Formaçõesaovivo #PadreRodrigoMaria
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- A VISÃO DA GLÓRIA – Scott Hahn medita sobre o 2º Domingo da Quaresma
No evangelho de hoje, subimos a montanha com Pedro, João e Tiago. Lá, vemos Jesus “transfigurado”, falando com Moisés e Elias sobre Seu “êxodo”. A palavra grega “êxodo” significa “partida”. Mas a palavra é escolhida, deliberadamente, para despertar nossa lembrança da fuga dos israelitas do Egito. Por Sua morte e ressurreição, Jesus liderará um novo Êxodo – libertando não apenas Israel, mas todas as raças e pessoas; não da servidão ao faraó, mas da escravidão do pecado e da morte. Ele guiará toda a humanidade, não para o território prometido a Abraão na Primeira Leitura, mas à comunidade celeste que Paulo descreve na Epístola de hoje. Moisés, que trouxe a Lei de Deus, e o grande profeta Elias, foram as únicas figuras do Antigo Testamento a ouvir a voz e ver a glória de Deus no topo de uma montanha (Êxodo 24, 15-18; 1 Reis 19, 8-18). A cena de hoje assemelha-se muito à revelação de Deus a Moisés, que também levou consigo três companheiros e cujo rosto também se acendeu de forma esplendente (Êxodo 24, 1; 34, 29). Mas quando a nuvem divina se afasta, no Evangelho de hoje, Moisés e Elias se retiram. Apenas Jesus permanece. Ele revelou a glória da Trindade: a voz do Pai, o Filho glorificado e o Espírito na nuvem brilhante. Jesus cumpre tudo o que Moisés e os profetas ensinaram e nos mostraram sobre Deus (Lucas 24, 27). Ele é o Eleito prometido por Isaías (Isaías 42, 1; Lucas 23, 35), o “profeta semelhante a mim” que Moisés havia prometido (Deuteronômio 18, 15; Atos 3, 22-23; 7, 37). Mas, sobretudo, Ele é o Filho de Deus (Salmos 2, 7; Lucas 3, 21-23). “Ouça-O”, a voz nos fala da nuvem. Se, como Abraão, colocamos nossa fé em Suas palavras, um dia também seremos conduzidos à “terra dos viventes”, conforme cantamos no Salmo de hoje. Como Paulo nos garante, participaremos de Sua ressurreição, e então nossos humildes corpos serão glorificados como o Seu. https://stpaulcenter.com/the-glory-in-sight-scott-hahn-reflects-on-the-second-sunday-of-lent/
- CATÓLICA E CONSERVADORA, KATALIN NOVÁK É A NOVA PRESIDENTE DA REPÚBLICA HÚNGARA
A húngara Katalin Novák, católica praticante, foi eleita Presidente da Hungria, em 10 de março, com uma maioria de dois terços dos votos do Parlamento, e tomará posse em 10 de maio. Não será novidade nenhuma dizer que a imprensa europeia e internacional buscaram esconder, o mais que puderam, a eleição dessa jovem líder conservadora. É a primeira mulher a ocupar esse cargo e é o mais jovem presidente daquele país (tem 44 anos). Mãe de três filhos, não se envergonha das tarefas domésticas. Fala quatro línguas estrangeiras, participa de maratonas esportivas. Desde 2020 era titular do Ministério da Família e Juventude, criado pelo primeiro-ministro Orbán em 2020. Novák iniciou sua carreira política em 2001, no primeiro governo de Orbán, trabalhando no Ministério das Relações Exteriores, onde se especializou em assuntos europeus, estando sempre disposta a aprender de outros países as melhores soluções para os problemas que mais a inquietavam, sobretudo os relativos à destruição da família e à soberania nacional. Desde 2016, no governo Orbán, as mães são estimuladas a permanecer em casa durante o tempo que for necessário para cuidar dos filhos pequenos: mulheres com pelo menos três filhos, estando o mais novo com menos de 3 anos e o mais velho com menos de 18 anos, podem candidatar-se ao “trabalho” de ser mães em tempo integral. É o Estado estimulando a natalidade e o cuidado com a prole. Frases da nova presidente (jamais presidenta…) da Hungria: “Se desistirmos de nosso cristianismo, perderemos nossa identidade, como húngaros e como europeus”. “Eu nunca estarei disposta a abrir mão da soberania de nossa nação. Não permitirei que ninguém jogue ‘roleta russa’ com a independência duramente conquistada da Hungria. Pertencemos à Europa e a Europa nos pertence. Não podemos mudar isto. Não queremos mudar isto.” “Devemos estar preparados para uma guerra fria ideológica e defender a honra nacional, a proteção das famílias, a promoção do patrimônio nacional e dos jovens talentos, pois no Ocidente a propaganda LGBTQ tem como alvo jardins de infância e escolas. Acredito que os pais devem ter o direito primordial de educar seus filhos. Estou pronta para representar a Hungria e servir a nação húngara com fé, espírito e coração”.
- A CIÊNCIA, NOVA ALIADA DE DEUS
Michel-Yves Bolloré e Olivier Bonnassies [Em outubro de 2021, pela editora francesa Guy Trédaniel, saiu a obra coletiva Deus, a ciência, as provas: a aurora de uma revolução, 532 páginas, organizada pelos engenheiros Michel-Yves Bolloré e Olivier Bonnassies. O livro tem prefácio do astrofísico americano Robert Woodrow Wilson, que recebeu o prêmio Nobel de física de 1978, junto com o colega Arno Allan Penzias, por sua descoberta decisiva em favor da teoria do Big Bang. Abaixo, o texto da contracapa do livro]. Três anos de trabalho, com vinte cientistas e especialistas de alto nível: aqui são reveladas as provas modernas da existência de Deus. Durante quase quatro séculos, de Copérnico a Freud, passando por Galileu e Darwin, as descobertas científicas se acumularam de forma espetacular, dando a impressão de que era possível explicar o Universo sem a necessidade de recorrer a um Deus Criador. E foi assim que, no início do século XX, o materialismo triunfou intelectualmente. No entanto, eis que, de forma inesperada e surpreendente, o pêndulo da ciência voltou-se na outra direção, e com uma força incrível. Sucederam-se as descobertas da teoria da relatividade, da mecânica quântica, da expansão do Universo, de sua morte térmica, do Big Bang, do “ajuste fino” do Universo ou da grande complexidade dos seres vivos. Esses novos conhecimentos vieram para dinamitar as certezas ancoradas no espírito coletivo do século XX, ao ponto de podermos dizer, hoje em dia, que o materialismo, que nunca passou de uma crença como outra qualquer, está a caminho de se tornar uma crença irracional. Em uma linguagem acessível a todos, os autores deste livro traçam a história desses avanços de forma fascinante, oferecendo uma visão rigorosa das novas provas da existência de Deus. Na virada do século 20, a crença em um Deus criador parecia colidir com a ciência. Hoje, não seria o contrário? Esta obra é um convite à reflexão e ao debate. * Sobre os organizadores do livro: Michel-Yves Bolloré, é engenheiro da computação, mestre em ciências e doutor em gestão de negócios pela Universidade Paris Dauphine. De 1981 a 1990 participou, com o irmão, da gestão do grupo Bolloré, do qual dirigiu o ramo industrial. Em 1990, fundou o seu próprio grupo France-Essor, cuja actividade centra-se, principalmente, na indústria mecânica. Olivier Bonnassies é graduado pelo Instituto Politécnico de Paris (HEC) e pelo Instituto Católico de Paris (licenciatura em teologia). Como empresário, criou várias empresas. Descrente até os 20 anos, é autor de cerca de vinte livros e vídeos e alguns programas, roteiros, artigos, boletins e sites sobre assuntos muitas vezes ligados à racionalidade da fé.
- SALVAR O PAPADO – Padre Santiago Martín
“Ao rei, devem ser dadas a riqueza e a vida, mas a honra é património da alma, e a alma pertence apenas a Deus”. Quando Calderón de la Barca pôs esta frase na boca de Pedro Crespo na sua grande peça O Prefeito de Zalamea , não estava apenas dizendo ao rei espanhol Filipe IV que o seu poder deve ter limites, mas estava na realidade tentando salvar a Monarquia, através da própria existência desses limites. Luís XIV, o Rei Sol da França, não compreendeu isto e o seu absolutismo deu motivos para o seu bisneto e segundo sucessor, Luís XVI, tivesse a sua cabeça cortada apenas 78 anos após a sua morte. Os excessos têm seu preço, como Newton tão apropriadamente colocou na sua terceira lei: “Cada ação produz uma reação igual (em intensidade) e oposta (em direção)”. O absolutismo e o abuso de autoridade foram os piores inimigos da Monarquia, que acabaram por dar lugar às Repúblicas ou Monarquias constitucionais, que são mais representativas do que eficazes. Esta longa introdução vem à luz do que aconteceu esta semana com a demissão de um bispo católico, Monsenhor Daniel Fernandez, da Diocese de Arecibo, em Porto Rico. Gostaria de pensar, como São Paulo nos ensina no capítulo 13 da sua Prineira Carta aos Coríntios, que o Papa ou não tinha conhecimento ou foi mal informado. Não seria a primeira vez. Já aconteceu com o bispo de Osorno, no Chile, ou com um grupo de padres espanhóis em Granada, falsamente acusados de pederastia; em ambos os casos teve de retificar e pedir perdão. O pior, no caso do bispo de Arecibo, foi que a sua demissão foi levada a cabo sem julgamento. Se um padre ou um bispo é acusado de um crime tão grave como o abuso de crianças, é levado a julgamento e lhe é dada a oportunidade de se defender. A Monsenhor Daniel Fernandez, por outro lado, não lhe foi dada essa oportunidade. Acusado de não estar em comunhão com os seus irmãos no Episcopado, foi demitido de imediato. O bispo católico, em sua diocese, é o sucessor dos apóstolos e não um funcionário de alto nível de uma multinacional. Claro que ele pode ser demitido, mas primeiro deve ser julgado e as acusações contra ele ser suficientemente graves. Ele não querer forçar a vacinação contra Covid estava de acordo com a declaração do Vaticano, publicada pouco depois do início da epidemia, que aconselhava a vacinação, mas não a tornava obrigatória. Quanto a levar os seus seminaristas de um centro de formação conservadora, como o Opus Dei em Pamplona, para o liberal inter-diocesano, que tinha sido organizado em Porto Rico, o bispo tinha pedido apenas um ano para fazer a mudança, pois de fato já tinha sido anunciado, em setembro passado, que este seria o último curso em Navarra. Em todo caso, o julgamento era irreversível, e a demissão introduz um precedente perigoso na Igreja, que leva ao desaparecimento da lei. Precisamente porque acredito no Papado como tem sido exercido, e como Bento XVI ensinou magistralmente — um Papado com autoridade, mas com limites —, lamento que tudo isto esteja acontecendo. Os abusos dos monarcas absolutos, contra os quais um monarquista como Calderón de la Barca alertou, levaram ao desaparecimento da Monarquia ou à sua transformação numa figura honorária. A violação da lei na Igreja não só prejudica as vítimas, mas também coloca o Papado numa situação frágil, que, pela lei de Newton, pode levá-lo a tornar-se um mero “primus inter pares”, um monarca constitucional com poder efetivo apenas sobre Roma, restrito ao Grande Raccordo Anulare [anel viário que circunda o centro da capital italiana]. Para salvar o Papado, o primado do direito, na Igreja, deve ser salvo. As demissões sumárias, sem julgamento e sem possibilidade de defesa, causam mais danos à instituição do que à vítima. Aqueles de nós, que querem que o Papado sobreviva, não podem deixar de notar isto, como Calderon fez, e de lamentar o fato. Além disso, já há sinais de que isto está ocorrendo. De que outra forma se pode interpretar a exigência do presidente dos bispos alemães de que o Papa demita o Cardeal Arcebispo de Colónia o mais rapidamente possível? Batzing está dando ordens ao pontífice, como se ele fosse o chefe e o outro o seu empregado. Para ele, o Santo Padre já nem sequer é um “primus inter pares”, mas um servo incômodo (por não estar sendo suficientemente dócil). Como interpretar as palavras do Cardeal Marx, dizendo que a moralidade sexual católica é repressiva, senão como o gesto ousado de alguém que sabe que nada lhe vai acontecer, uma vez que quem o poderia chamar à responsabilidade (por dizer que Jesus Cristo foi um opressor, ao proibir o divórcio, por exemplo) não o vai fazer? Aqueles de nós que amamos a Igreja Católica, construída sobre a fundação dos apóstolos, e não queremos que o Papa se torne uma figura decorativa, devemos salvar o Papado. E para o fazer, é essencial salvar o primado do direito na Igreja. Os abusos acabam sempre cobrando o seu preço. “Ao rei devem ser dados bens materiais e a vida, mas a honra é património da alma, e a alma pertence apenas a Deus”. E isso foi dito por um realista.


















































