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  • [O ABSURDO DA MORTE NA CONSCIÊNCIA MODERNA] – PADRE CORNELIO FABRO

    [O padre italiano Cornelio Fabro, nascido em 1911 e falecido em 1995, é um dos maiores filósofos tomistas do século XX. É autor de vasta obra filosófica e teológica, redigida na simplicidade da paróquia romana de Santa Croce, na via Flamínia. Foi o primeiro a denunciar e estudar em profundidade a “reviravolta antropológica” de Karl Rahner]. Georg Büchner, irmão do filósofo ateu e materialista Ludwig Büchner, no drama A morte de Danton , na cena da Conciergerie [antiga prisão de Paris], antecipou essa experiência lúcida do nada que tão bem caracteriza a consciência contemporânea: Philippeau — Então o que é que você quer? Danton — Paz! Philippeau — Mas isto só Deus. Danton — No Nada. Existe algo mais tranquilo em que você possa mergulhar do que o Nada? E se Deus é a paz suprema, não será Deus o Nada? Mas eu sou ateu. Ah esse maldito princípio, segundo o qual nada pode voltar ao Nada! E eu sou alguma coisa: eis a desgraça! A criação se expandiu assim: já não havia o vazio e tudo era um enxame fervilhante. O Nada se suicidou, a criação é sua ferida, nós somos suas gotas de sangue, o mundo é o sepulcro em ele (o Nada) apodrece. Parece loucura, mas é a pura verdade. Camilla — O mundo é o judeu errante, o Nada é a morte, mas isso é impossível. Oh, não poder morrer, não poder morrer, como diz uma velha canção! Danton — Estamos todos enterrados vivos, empilhados um ao lado do outro, uns em cima dos outros. Não há esperança alguma na morte. A única diferença é que a vida é mais fácil para uns e mais complicada para outros. É a mais organizada das putrefações. Mas já me acostumei com essa podridão. (…) Mas que mensagem a Igreja trará então, que horizonte a teologia poderá oferecer para a salvação do homem moderno? A liberdade autêntica, radical e constitutiva da mensagem cristã. Uma exigência de liberdade cristã radical é a agostiniano-tomista que se refere ao eu diante de Deus e de Cristo Salvador. Um apelo à liberdade cristã é o de Pascal, Kierkegaard, Newman, Dostoievski, Guardini, fundada na consciência da precariedade da existência, da aspiração infinita e pungente de repousar no cobiçado golfo da paz além do rio do tempo: imanência tética, emergente, elevando-se à união com o Pai que está no céu. Na filosofia moderna, ao contrário, o ego se realiza através do “frenesi báquico” da negação (Hegel): assim, o eu funcional dissolve o eu real, a ciência com a tecnologia e a política com a economia estão dissolvendo a pessoa como sujeito moral em um mundo sem sentido, que se tornou um ninho de víboras, uma explosão — para o indivíduo, para a sociedade, para os Estados — de tensões e conflitos inextricáveis. Assim, a imanência, esvaziada da consciência, se subverte na transcendência vazia que é o ser como algo referente ao mundo, isto é, ser no mundo, o que é próprio tanto de Marx quanto de Heidegger e Sartre, Marcuse e Bloch. Isso talvez explique também a crescente irrupção do absurdo da morte na consciência moderna e sua disseminação corrosiva na vida contemporânea: não da morte que é o adeus aos entes queridos e a crescimento da esperança, mas sim da morte que é o casamento trágico com o nada, do qual a insignificância do tempo é a matriz e o vazio da alma o hóspede invasor. (Cornelio Fabro. L’avventura dela teologia progressista. Milano, Rusconi Editore, 1974)

  • A POBREZA DOS RICOS – Scott Hahnn medita sobre o 6º Domingo do Tempo Comum

    As bênçãos e desgraças que ouvimos no evangelho de hoje significam a perfeição de toda a sabedoria do Antigo Testamento. Essa sabedoria é resumida, com maravilhosa simetria, na Primeira Leitura e no Salmo de hoje: cada qual declara que os justos — aqueles que esperam no Senhor e se deleitam em Sua Lei — prosperarão como árvore plantada perto de águas vivas. Os ímpios, que colocam sua “confiança nos seres humanos”, são condenados a murchar e morrer. Jesus está dizendo a mesma coisa no Evangelho. Os ricos e pobres são, para Ele, mais do que membros de classes sociais. Seu estado material simboliza seu estado espiritual. Os ricos são o “insolente” do salmo de hoje, gabando-se de sua auto-suficiência, do vigor de sua carne, como diz Jeremias na primeira leitura. Os pobres são os humildes, que depositam toda a sua esperança e confiança no Senhor. Já vimos as imagens dramáticas dessa inversão de termos no “Magnificat” de Maria. Lá, também, os ricos são derrubados de seus tronos, enquanto os famintos são saciados e os humildes exaltados (Lucas 1, 45-55 e16, 19-31). Esse é o mundo surpreendente do Evangelho de hoje: na pobreza, ganhamos um tesouro espiritual inimaginável; sofrendo, e até mesmo morrendo “por causa do Filho do Homem”, encontramos a vida eterna. As promessas do Antigo Testamento eram promessas de poder e prosperidade — para o aqui e agora. A promessa da Nova Aliança é alegria e verdadeira liberdade, mesmo em meio à miséria e labutas desta vida. Mas não é só isso. Como Paulo diz na epístola de hoje, seremos o mais dignos de compaixão se nossa esperança for “somente para esta vida”. As bênçãos de Deus significam que exultaremos com a ação de graças dos cativos libertos do exílio (Salmos 126, 1-2), festejaremos na mesa celestial do Senhor (Salmos 107, 3–9), “saltaremos de alegria” como João Batista saltou no ventre de sua mãe (Lucas 6, 23; 1, 41, 44) e ressuscitaremos com Cristo, “primícias dos que adormeceram”. https://stpaulcenter.com/rich-in-poverty-scott-hahn-reflects-on-the-sixth-sunday-in-ordinary-time/

  • A BÍBLIA E A NOVA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, ANIMAIS, VEGETAIS E MINERAIS

    Quando o meu neto “tinha” mais ou menos a minha idade, daqui uns cinquenta anos, a sua Bíblia não possuía mais um certo e polêmico trecho da “Epístola aos Romanos”, de São Paulo, pois o Supremo Tribunal Planetário, ou STP, havia determinado expurgar das Sagradas Escrituras todas as passagens que feriam a Nova Declaração Universal dos Direitos Humanos, Animais, Vegetais e Minerais, elaborada e proclamada pelo Parlamento Global. A seguir, o trecho cancelado naquele distante futuro: “A ira de Deus se manifesta do alto do céu contra toda a impiedade e perversidade dos homens, que pela injustiça aprisionam a verdade. Porquanto o que se pode conhecer de Deus eles o lêem em si mesmos, pois Deus lho revelou com evidência. Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se podem escusar. Porque, conhecendo a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças. Pelo contrário, extraviaram-se em seus vãos pensamentos, e se lhes obscureceu o coração insensato. Pretendendo-se sábios, tornaram-se estultos. Mudaram a majestade de Deus incorruptível em representações e figuras de homem corruptível, de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus os entregou aos desejos dos seus corações, à imundície, de modo que desonraram entre si os próprios corpos. Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos. Amém! Por isso, Deus os entregou a paixões vergonhosas: as suas mulheres mudaram as relações naturais em relações contra a natureza. Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario. Como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os aos sentimentos depravados, e daí o seu procedimento indigno. São repletos de toda espécie de malícia, perversidade, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade. São difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, altivos, inventores de maldades, rebeldes contra os pais. São insensatos, desleais, sem coração, sem misericórdia. Apesar de conhecerem o justo decreto de Deus que considera dignos de morte aqueles que fazem tais coisas, não somente as praticam, como também aplaudem os que as cometem.” (“Epístola aos Romanos”, 1, 18-32)

  • Juristas católicos emitem nota de repúdio pela invasão a igreja em Curitiba

    O artigo 208 do Código Penal especifica o crime de “impedir, perturbar a cerimônia e a prática de culto religioso”, recorda a Ujucasp A União dos Juristas Católicos de São Paulo (Ujucasp) emitiu uma nota de repúdio na qual expressa perplexidade com a invasão perpetrada contra a igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de São Benedito, em Curitiba, no último sábado, 5 de fevereiro. Os assim declarados manifestantes começaram o seu assim descrito protesto em frente à igreja em pleno horário da Santa Missa – que precisou ser encerrada pelo sacerdote celebrante devido aos riscos para a segurança dos fiéis. De fato, o pe. Luiz Haas declarou à imprensa local: “Uma situação insuportável, barulho muito grande. Pedimos que abaixassem o som lá fora, saíssem da escadaria. Mas começaram a dizer que era igreja dos negros. Suspendi a Missa, porque não tinha como, não era horário para fazer o protesto”. Depois da bênção final, o grupo entrou na igreja aos gritos de ordem protestando contra o selvagem assassinato do jovem congolês Moïse Kabagambe, no Rio de Janeiro, e de Durval Teófilo Filho, um homem negro que foi baleado ao ser confundido com um ladrão na porta de casa, em São Gonçalo, RJ. A Arquidiocese de Curitiba divulgou nota, assinada por dom José Antonio Peruzzo, repudiando o ato de profanação e descrevendo os comportamentos do grupo militante como “invasivos, desrespeitosos e grotescos”. O assim chamado protesto foi organizado por coletivos de defesa da população negra e da periferia. Durante o ato, o vereador Renato Freitas (PT) discursou contra o racismo. As imagens do protesto, gravadas em vídeo, mostram também bandeiras do PCB (Partido Comunista Brasileiro). Enquanto exibiam cartazes com pedidos de justiça, vários dos manifestantes proferiam ataques verbais contra a Igreja Católica. A nota de repúdio da União dos Juristas Católicos de São Paulo contra a invasão da igreja em Curitiba destaca: “Tratou-se de um ato de viés político, um violento ataque não só ao templo, ao sacerdote e aos fiéis que lá se encontravam, mas sobretudo um sacrilégio contra Nosso Senhor Jesus Cristo, presente no sacrário”. Os juristas acrescentam que o grupo, “liderado por um vereador daquela cidade”, alegava protestar contra dois casos recentes e gravíssimos de violência ocorridos no Estado do Rio de Janeiro. Porém, a Ujucasp observa: “Nenhum dos dois casos, obviamente tristes e preocupantes, tem qualquer relação com o templo invadido ou com a Igreja Católica. A despeito da razão apresentada, evidentemente o interesse dos manifestantes era, mais uma vez, atacar gratuitamente a Fé e a Igreja Católica”. A nota prossegue: “No aspecto jurídico, destaca-se que a legislação brasileira é farta na defesa da liberdade religiosa e condena atos como o acontecimento de Curitiba”. Os juristas recordam o artigo 5º,VI da Constituição Federal, que “declara a proteção do Estado aos templos religiosos e suas liturgias”, assim como o Código Penal, que, em seu artigo 208, especifica o crime de “impedir, perturbar a cerimônia e a prática de culto religioso, bem como vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”. A Ujucasp enfatizou que “espera uma atitude enérgica das autoridades competentes em relação às evidentes agressões aos direitos dos cristãos e convida todos os católicos a fazerem atos de reparação às ofensas ali cometidas contra o Sagrado Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiramente presente no sacrário”. Invasão de igreja gera onda de críticas no país; vereador do PT é alvo de pedidos de cassação Críticas de parlamentares de todo o país e até mesmo pessoas ligadas à esquerda Durante todo o dia, parlamentares da Câmara dos Deputados foram às redes sociais para se manifestar sobre o caso. Um dos primeiros a se posicionar foi o deputado federal paranaense Paulo Martins (PSC-PR), que fez referência ao crime de ultraje a culto, previsto no artigo 208 do Código Penal. “Militantes de esquerda invadem igreja em Curitiba no momento em que fiéis católicos aguardavam o início da missa. Eles dizem que protestavam contra o racismo. Na verdade, o que move a turba é ódio ao cristianismo mesmo. Esses militantes são os que se dizem tolerantes”, publicou o parlamentar em suas redes sociais. Da mesma forma, o deputado Diego Garcia (Podemos-PR), também paranaense, foi às redes sociais citar o possível cometimento de crime pelos ativistas. “A manifestação, que se dizia contra o racismo, cometeu outro crime. Não só desrespeitaram os fiéis que estavam lá, mas ofenderam claramente o que diz o artigo 208 do Código Penal (…) Que a justiça seja feita!”. O deputado Filipe Barros (PSL-PR) afirmou que nesta tarde estava protocolando uma denúncia ao Procurador Geral de Justiça do Paraná contra Freitas. Parlamentares de outros estados também condenaram o ato. “Eles não têm respeito com nada. Já dão como certa a vitória de Lula e estão mostrando como serão em 2023”, tuitou o deputado Helio Lopes (PSL-RJ). Já a deputada Bia Kicis (PSL-DF) pediu a cassação do mandato de Freitas. Em Sorocaba (SP), o vereador Dylan Dantas (PSC) protocolou, na Câmara Municipal da cidade, uma moção de repúdio ao petista. Segundo Dantas, “em ato de intolerância religiosa Renato Freitas liderou um grupo de militantes em invasão à Igreja do Rosário, ofendendo idosos, impedindo o início da missa e acusando a instituição de ‘apoiar fascistas’”. O vereador de São Paulo Rubens Nunes (Podemos) chegou a fazer uma alusão do caso à invasão do Capitólio dos Estados Unidos. Também em São Paulo, o deputado estadual Frederico D’ávila (PSL) disse que “o PT, como um partido comunista, é inimigo da religião, e o resto é teatro. Qual a chance de vermos esse vereador sendo expulso do partido?” Gilvan da Federal (Patriotas), vereador de Vitória (ES), também mencionou o fato de integrantes do PT ocasionalmente se envolverem em atos e falas críticas ao cristianismo. “A invasão foi liderada por um vereador petista sob a desculpa esfarrapada de ‘protestar contra o racismo’ dentro do templo religioso”, publicou o deputado estadual de Minas Gerais Bruno Engler (PRTB). Nas redes sociais, houve críticas até mesmo por pessoas de esquerda, que desaprovaram a conduta do ativista. “Esquerda DCE [em referência ao Diretório Central dos Estudantes] oferecendo munição ao bolsonarismo”, disse uma usuária do Twitter, que se define como “ativista antifascista”. “É isso o que acontece quando a turminha do DCE chega na política e não adquire maturidade. Deu material completo para a direita usar”, publicou outro usuário. Figuras públicas de esquerda ignoraram o assunto durante todo o dia. Pré-candidatos à presidência da República O presidente Jair Bolsonaro (PL), pré-candidato que vai disputar a reeleição, se manifestou sobre o caso nas redes sociais. Ele afirmou que os manifestantes não respeitaram a casa de Deus e que o ato representa a “verdadeira face de ódio e desprezo às tradições do nosso povo” por parte da esquerda. Já o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e pré-candidato à presidência da República Sergio Moro (Podemos) classificou a invasão como “absurda e revoltante”. “Locais de culto não podem ser utilizados para ofensas ou propaganda política”, disse o ex-ministro. Em Curitiba, vereadores articulam cassação de mandato O incidente de sábado foi o principal tema discutido na Câmara nesta segunda-feira (7). Diversos vereadores manifestaram repúdio à atitude do vereador e cobraram posicionamento da Casa. O vereador Eder Borges (PSD) apresentou uma representação contra Renato Freitas (PT) por quebra de decoro parlamentar. Borges solicitou que o petista responda junto à Corregedoria e à Comissão de Ética da Câmara pelo episódio. Ele pede que seja instalada sindicância contra Freitas e, posteriormente, a apuração de infração ético-disciplinar no Conselho de Ética da Casa, sugerindo, como pena, a perda do mandato. “A liberdade religiosa e o direito a culto são assegurados pela nossa Constituição e a atitude deste vereador passou de todos os limites, causando repercussão nacional. As pessoas estão indignadas e nós não podemos criar o precedente gravíssimo de permitir que isso fique impune”, disse Borges à Gazeta do Povo. Outro vereador da capital paranaense que também pediu a cassação do vereador Renato Freitas foi Pier Petruzziello (sem partido). “Vereador deve lutar pela defesa do patrimônio material e imaterial de sua cidade. Nesse caso violou os dois”, disse o parlamentar. Além deles, o Pastor Marciano Alves (Republicanos) já apresentou representação contra o vereador, com base na nota divulgada pela Arquidiocese de Curitiba. Denian Couto (Podemos) foi outro a mencionar possíveis penalização ao parlamentar petista. “Caso será tratado no Conselho de Ética. Colegiado se reunirá tão logo processo chegue lá. A corregedoria da Câmara, da mesma forma, deve ser chamada a se manifestar. Lugar de culto é inviolável. Direito de protesto não é absoluto”, disse. Na Câmara, os vereadores lembraram que Freitas já se envolveu em polêmica com a bancada evangélica e foi alvo de processo disciplinar, arquivado em outubro do ano passado, por ter chamado vereadores evangélicos de “pastores trambiqueiros”. “Qual é o limite do vereador? Da última vez que aconteceu, a Câmara decidiu passar a mão na cabeça. Que, desta vez, a Câmara não se omita”, declarou Ezequias Barros (PMB). Com informações de Aleteia e Gazeta do Povo

  • Juristas católicos emitem nota de repúdio pela invasão a igreja em Curitiba

    O artigo 208 do Código Penal especifica o crime de “impedir, perturbar a cerimônia e a prática de culto religioso”, recorda a Ujucasp A União dos Juristas Católicos de São Paulo (Ujucasp) emitiu uma nota de repúdio na qual expressa perplexidade com a invasão perpetrada contra a igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de São Benedito, em Curitiba, no último sábado, 5 de fevereiro. Os assim declarados manifestantes começaram o seu assim descrito protesto em frente à igreja em pleno horário da Santa Missa – que precisou ser encerrada pelo sacerdote celebrante devido aos riscos para a segurança dos fiéis. De fato, o pe. Luiz Haas declarou à imprensa local: “Uma situação insuportável, barulho muito grande. Pedimos que abaixassem o som lá fora, saíssem da escadaria. Mas começaram a dizer que era igreja dos negros. Suspendi a Missa, porque não tinha como, não era horário para fazer o protesto”. Depois da bênção final, o grupo entrou na igreja aos gritos de ordem protestando contra o selvagem assassinato do jovem congolês Moïse Kabagambe, no Rio de Janeiro, e de Durval Teófilo Filho, um homem negro que foi baleado ao ser confundido com um ladrão na porta de casa, em São Gonçalo, RJ. A Arquidiocese de Curitiba divulgou nota, assinada por dom José Antonio Peruzzo, repudiando o ato de profanação e descrevendo os comportamentos do grupo militante como “invasivos, desrespeitosos e grotescos”. O assim chamado protesto foi organizado por coletivos de defesa da população negra e da periferia. Durante o ato, o vereador Renato Freitas (PT) discursou contra o racismo. As imagens do protesto, gravadas em vídeo, mostram também bandeiras do PCB (Partido Comunista Brasileiro). Enquanto exibiam cartazes com pedidos de justiça, vários dos manifestantes proferiam ataques verbais contra a Igreja Católica. A nota de repúdio da União dos Juristas Católicos de São Paulo contra a invasão da igreja em Curitiba destaca: “Tratou-se de um ato de viés político, um violento ataque não só ao templo, ao sacerdote e aos fiéis que lá se encontravam, mas sobretudo um sacrilégio contra Nosso Senhor Jesus Cristo, presente no sacrário”. Os juristas acrescentam que o grupo, “liderado por um vereador daquela cidade”, alegava protestar contra dois casos recentes e gravíssimos de violência ocorridos no Estado do Rio de Janeiro. Porém, a Ujucasp observa: “Nenhum dos dois casos, obviamente tristes e preocupantes, tem qualquer relação com o templo invadido ou com a Igreja Católica. A despeito da razão apresentada, evidentemente o interesse dos manifestantes era, mais uma vez, atacar gratuitamente a Fé e a Igreja Católica”. A nota prossegue: “No aspecto jurídico, destaca-se que a legislação brasileira é farta na defesa da liberdade religiosa e condena atos como o acontecimento de Curitiba”. Os juristas recordam o artigo 5º,VI da Constituição Federal, que “declara a proteção do Estado aos templos religiosos e suas liturgias”, assim como o Código Penal, que, em seu artigo 208, especifica o crime de “impedir, perturbar a cerimônia e a prática de culto religioso, bem como vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”. A Ujucasp enfatizou que “espera uma atitude enérgica das autoridades competentes em relação às evidentes agressões aos direitos dos cristãos e convida todos os católicos a fazerem atos de reparação às ofensas ali cometidas contra o Sagrado Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiramente presente no sacrário”. Invasão de igreja gera onda de críticas no país; vereador do PT é alvo de pedidos de cassação Críticas de parlamentares de todo o país e até mesmo pessoas ligadas à esquerda Durante todo o dia, parlamentares da Câmara dos Deputados foram às redes sociais para se manifestar sobre o caso. Um dos primeiros a se posicionar foi o deputado federal paranaense Paulo Martins (PSC-PR), que fez referência ao crime de ultraje a culto, previsto no artigo 208 do Código Penal. “Militantes de esquerda invadem igreja em Curitiba no momento em que fiéis católicos aguardavam o início da missa. Eles dizem que protestavam contra o racismo. Na verdade, o que move a turba é ódio ao cristianismo mesmo. Esses militantes são os que se dizem tolerantes”, publicou o parlamentar em suas redes sociais. Da mesma forma, o deputado Diego Garcia (Podemos-PR), também paranaense, foi às redes sociais citar o possível cometimento de crime pelos ativistas. “A manifestação, que se dizia contra o racismo, cometeu outro crime. Não só desrespeitaram os fiéis que estavam lá, mas ofenderam claramente o que diz o artigo 208 do Código Penal (…) Que a justiça seja feita!”. O deputado Filipe Barros (PSL-PR) afirmou que nesta tarde estava protocolando uma denúncia ao Procurador Geral de Justiça do Paraná contra Freitas. Parlamentares de outros estados também condenaram o ato. “Eles não têm respeito com nada. Já dão como certa a vitória de Lula e estão mostrando como serão em 2023”, tuitou o deputado Helio Lopes (PSL-RJ). Já a deputada Bia Kicis (PSL-DF) pediu a cassação do mandato de Freitas. Em Sorocaba (SP), o vereador Dylan Dantas (PSC) protocolou, na Câmara Municipal da cidade, uma moção de repúdio ao petista. Segundo Dantas, “em ato de intolerância religiosa Renato Freitas liderou um grupo de militantes em invasão à Igreja do Rosário, ofendendo idosos, impedindo o início da missa e acusando a instituição de ‘apoiar fascistas’”. O vereador de São Paulo Rubens Nunes (Podemos) chegou a fazer uma alusão do caso à invasão do Capitólio dos Estados Unidos. Também em São Paulo, o deputado estadual Frederico D’ávila (PSL) disse que “o PT, como um partido comunista, é inimigo da religião, e o resto é teatro. Qual a chance de vermos esse vereador sendo expulso do partido?” Gilvan da Federal (Patriotas), vereador de Vitória (ES), também mencionou o fato de integrantes do PT ocasionalmente se envolverem em atos e falas críticas ao cristianismo. “A invasão foi liderada por um vereador petista sob a desculpa esfarrapada de ‘protestar contra o racismo’ dentro do templo religioso”, publicou o deputado estadual de Minas Gerais Bruno Engler (PRTB). Nas redes sociais, houve críticas até mesmo por pessoas de esquerda, que desaprovaram a conduta do ativista. “Esquerda DCE [em referência ao Diretório Central dos Estudantes] oferecendo munição ao bolsonarismo”, disse uma usuária do Twitter, que se define como “ativista antifascista”. “É isso o que acontece quando a turminha do DCE chega na política e não adquire maturidade. Deu material completo para a direita usar”, publicou outro usuário. Figuras públicas de esquerda ignoraram o assunto durante todo o dia. Pré-candidatos à presidência da República O presidente Jair Bolsonaro (PL), pré-candidato que vai disputar a reeleição, se manifestou sobre o caso nas redes sociais. Ele afirmou que os manifestantes não respeitaram a casa de Deus e que o ato representa a “verdadeira face de ódio e desprezo às tradições do nosso povo” por parte da esquerda. Já o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e pré-candidato à presidência da República Sergio Moro (Podemos) classificou a invasão como “absurda e revoltante”. “Locais de culto não podem ser utilizados para ofensas ou propaganda política”, disse o ex-ministro. Em Curitiba, vereadores articulam cassação de mandato O incidente de sábado foi o principal tema discutido na Câmara nesta segunda-feira (7). Diversos vereadores manifestaram repúdio à atitude do vereador e cobraram posicionamento da Casa. O vereador Eder Borges (PSD) apresentou uma representação contra Renato Freitas (PT) por quebra de decoro parlamentar. Borges solicitou que o petista responda junto à Corregedoria e à Comissão de Ética da Câmara pelo episódio. Ele pede que seja instalada sindicância contra Freitas e, posteriormente, a apuração de infração ético-disciplinar no Conselho de Ética da Casa, sugerindo, como pena, a perda do mandato. “A liberdade religiosa e o direito a culto são assegurados pela nossa Constituição e a atitude deste vereador passou de todos os limites, causando repercussão nacional. As pessoas estão indignadas e nós não podemos criar o precedente gravíssimo de permitir que isso fique impune”, disse Borges à Gazeta do Povo. Outro vereador da capital paranaense que também pediu a cassação do vereador Renato Freitas foi Pier Petruzziello (sem partido). “Vereador deve lutar pela defesa do patrimônio material e imaterial de sua cidade. Nesse caso violou os dois”, disse o parlamentar. Além deles, o Pastor Marciano Alves (Republicanos) já apresentou representação contra o vereador, com base na nota divulgada pela Arquidiocese de Curitiba. Denian Couto (Podemos) foi outro a mencionar possíveis penalização ao parlamentar petista. “Caso será tratado no Conselho de Ética. Colegiado se reunirá tão logo processo chegue lá. A corregedoria da Câmara, da mesma forma, deve ser chamada a se manifestar. Lugar de culto é inviolável. Direito de protesto não é absoluto”, disse. Na Câmara, os vereadores lembraram que Freitas já se envolveu em polêmica com a bancada evangélica e foi alvo de processo disciplinar, arquivado em outubro do ano passado, por ter chamado vereadores evangélicos de “pastores trambiqueiros”. “Qual é o limite do vereador? Da última vez que aconteceu, a Câmara decidiu passar a mão na cabeça. Que, desta vez, a Câmara não se omita”, declarou Ezequias Barros (PMB). Com informações de Aleteia e Gazeta do Povo

  • E SE UM DIA FOSSE REVOGADO O QUINTO MANDAMENTO?

    Será que, um dia, o mundo ainda viverá sob uma espécie de governo mundial? Quem hoje fala nisto, em governo mundial, é tido como um maluco conspiracionista pela maioria das pessoas, correndo sério risco de ser acionado ou até preso. Ao menos na ficção ainda é lícito delirar um pouco. Combinemos, então, que os parágrafos seguintes são pura especulação ficcional. Não quero ser acionado nem preso. Imaginemos, então, um dia em que todos os países do planeta, após décadas de esforços da ONU e seus organismos, sejam constrangidos a abrir mão da parte mais significativa de sua soberania nacional para salvar o planeta presumivelmente ameaçado pela degradação ambiental e a superpopulação (mais de nove bilhões de pessoas estariam espalhadas pelos cinco continentes). Nesse hipotético governo mundial haveria também uma hipotética corte suprema de justiça, algo como o nosso STF em nível global: Supremo Tribunal Planetário, ou STP, como seria carinhosamente chamado pela grande massa populacional distribuída pelo orbe terrestre. Tanto o governo mundial como sua corte suprema se sediariam nalgum lugar. Na falta de um nome melhor, imaginemos uma Nova Vestfália, uma cidade que seria planejada e construída para esse exato fim. O toponímico seria uma homenagem ao Tratado de Westfália que, em meados do século XVII, na região do norte da Alemanha que levava este nome, conseguiu restabelecer a paz entre as nações europeias, após décadas de guerras e conflitos religiosos. A primeira Vestifália fortaleceu as soberanias nacionais e com isto devolveu a paz ao continente ensanguentado por tantas guerras “cristãs”; a Nova Vestifália, para trazer a paz ao mundo, sepultaria a ideia de nação e pátria, e, com ela, a religião que tanto sangue tinha derramado no Ocidente: o catolicismo. Pois bem. Continuemos a imaginar. Ainda não é proibido, pois não? O caso é que hoje me deu vontade de imaginar as coisas mais estapafúrdias, estrambóticas, absurdas mesmo. Já que é absurdo (mas ficcionalmente lícito) fantasiar um possível governo mundial, vamos dar o passo seguinte e imaginar um absurdo e meio: o hipotético Supremo Tribunal Planetário do hipotético governo planetário tomando uma decisão verdadeiramente única e revolucionária na história da espécie humana, devidamente amparada no rigor e nos números da futura Inteligência Artificial: tornaria legal, por período indeterminado, o homicídio doloso, o assassínio intencionalmente cometido, independentemente das causas que o motivassem, justas ou injustas. Ou seja, passaria a ser legítimo matar à vontade, sem restrições de nenhuma espécie. O argumentos da Corte Máxima, do Supremo dos Supremos, seriam (como seria lógico esperar) copiosa e detalhadamente expostos no jurisdicês próprio dos juízes de sempre, e em mandarim, obviamente, que bem poderia ser a língua oficial do nosso absurdo governo planetário (sobre o protagonismo da China nessa nova ordem mundial seria preciso um delírio à parte, que fica para outro dia). Quanto ao jurisdicês, nem as décadas futuras nem a Inteligência Artificial poderiam coisa alguma contra o vício supremo dos supremos juízes: continuariam produzindo discursos hermeticamente, estrategicamente fechados. Todos os esforços nesse sentido, gastos por uma provável “central de inteligência artificial”, teriam resultado inúteis. Opa! Essa “central de inteligência artificial” até que teria uma sigla bem interessante, CIA, que no governo mundial nada teria que ver, evidentemente, com a velha agência norte-americana de informações, mas soaria bem na designação desse que é o verdadeiro cérebro do governo planetário que estamos imaginado: a Inteligência Artificial. Para consumo popular, seria providenciada uma supersíntese das razões jurídicas da nova lei do assassinato permitido, enviada diretamente aos celulares de quase todos os nove bilhões de habitantes da Terra (só os recém-nascidos não teriam celulares nessa época). Seria conveniente finalizar esse idiota exercício de imaginação imaginando como as pessoas receberiam, daqui uns quarenta ou cinquenta anos, a notícia da absurda lei e suas injurídicas razões (facilitar o controle populacional do planeta, depois de esgotados todos os meios até então tentados). Creio que a surpresa não seria tanta: a plena legalização do aborto e da eutanásia, nas décadas anteriores, de certo modo já teriam condicionado mentes e corações para admitir a eliminação do próximo como um fato rotineiro, de grande utilidade pública, fosse um bebê inoportuno ou um velho sanitariamente dispendioso.

  • UMA VELHA IGREJA FRANCESA EXPROPRIADA PELA REVOLUÇÃO

    Na França, o ano de 2021 marcado por 1659 atos antirreligiosos: 857 contra o cristianismo, 589 contra o judaísmo e 213 contra o islamismo. Mas não é de hoje que o país da Revolução tem aprontado com as coisas de Deus. Um exemplo entre milhares é o que ocorreu com a pequena e bonita igreja de Saint-Valérien, em estilo românico, localizada em Tournus, na região francesa de Saône-et-Loire. Construída em 1028 por Bernier, abade de Saint-Philibert, foi inicialmente uma igreja paroquial. Expropriada durante a Revolução de 1789, nunca mais foi devolvida à Igreja. Está classificada como monumento histórico desde 28 de fevereiro de 1927. Abrigou um cinema de 1913 a 1950 e depois foi alugada a um antiquário. De casa de Deus a salão comercial: é uma alegoria viva do percurso da descristianização ocidental. Não custa recordar aquela passagem do Evangelho sobre vendilhões no Templo: “Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!”

  • POR QUE O SÉCULO XX MATOU TANTA GENTE? – Corrado Gnerre

    Estamos no Dia da Memória. Mas não queremos falar sobre o Holocausto em si, como ocorreu e quantas vítimas fez. Outros o farão. Antes, queremos fazer algumas reflexões a partir de uma pergunta: por que isso aconteceu no século XX? Há um dado interessante que não deve escapar a ninguém que queira entender adequadamente a História. Desde a Revolução Francesa, a História conseguiu matar mais gente do que nos séculos anteriores. É um fato ao qual se deve dar uma resposta. A Revolução Francesa representou a tradução política das ideias do Iluminismo, e esta, por sua vez, constitui o ápice da modernidade. O Iluminismo tinha uma ideia precisa sobre o homem: ele não deveria mais ser considerado uma “criatura de Deus”. Alguns iluministas, como La Mettrie, afirmavam que o homem nada mais é do que uma “máquina”, ou seja, um organismo biológico e nada mais, sem qualquer dimensão espiritual. Bem, essa concepção atingiu tragicamente o ser humano. Vamos ver em que sentido. Só há uma maneira de considerar o homem como o mais alto dos valores existentes na terra: quando ele é considerado como um “reflexo” do Infinito, ou seja, como uma criatura de Deus. Se o homem é tido como uma realidade que deve encontrar o seu valor em si mesma, torna-se necessariamente um valor finito que, por mais nobre que seja, não é necessariamente considerado acima de todos os outros valores, ou seja, pode ser facilmente descartado. Os vários Hitler, Stalin, Pol Pot não eram “loucos”, mas executores de uma lógica. Uma lógica perversa, mas lógica. Diziam respeitar o homem, mas antes do homem punham a raça, a ideologia, a revolução e assim por diante. Em suma, o conceito de “genocídio” nasceu com a Revolução Francesa e com a antropologia iluminista. Não foi por acaso que o primeiro genocídio se deu na Vendeia francesa. O Comitê de Saúde Pública não ordenou que se encontrassem os “culpados” (do seu ponto de vista, é claro), mas sim que se eliminasse todo um povo, não interessado em distinguir entre culpados e inocentes. Sem especificar a data e o local, leiam-se estas palavras: “Em Meudon a pele humana é bronzeada. A pele que provém vem dos homens tem textura e qualidade superior ao da camurça. A dos indivíduos femininos é mais suave, mas menos robusta (…).” O leitor pensará que é algum diário que se refere aos campos de concentração nazistas. Não é: é Saint Just quem escreve ao Comitê de Saúde Pública em 14 de agosto de 1793. http://itresentieri.it/una-buona-domanda-per-la-giornata-della-memoria-perche-il-xx-secolo-ha-fatto-tanti-morti-ammazzati/

  • Bolsonaro aciona Ministério Justiça contra militantes que invadiram missa em Curitiba

    Presidente repudiou ação e anunciou medidas que visam impedir que o caso fique impune. Diante da repercussão do vídeo no qual um grupo de baderneiros aparece, no sábado (5), invadindo a Igreja do Rosário e impedindo o culto no Centro Histórico de Curitiba (PR) o presidente da República Jair Bolsonaro não tardou em reagir. O presidente afirmou, nesta segunda-feira (7), que já acionou o Ministério da Justiça, chefiado por Anderson Torres, e o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, liderado por Damares Alves, para acompanhar o caso “de modo a garantir que os responsáveis pela invasão respondam por seus atos”. Ele também aproveitou para relembrar: “Acreditando que tomarão o poder novamente, a esquerda volta a mostrar sua verdadeira face de ódio e desprezo às tradições do nosso povo”, escreveu. Veja as publicações de Bolsonaro no Twitter, com divulgação de trecho do vídeo. – Acreditando que tomarão o poder novamente, a esquerda volta a mostrar sua verdadeira face de ódio e desprezo às tradições do nosso povo. – Se esses marginais não respeitam a casa de Deus, um local sagrado, e ofendem a fé de milhões de cristãos, a quem irão respeitar? pic.twitter.com/RzCbOn2xK7 — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) February 7, 2022 Por que as igrejas cristãs são alvos de ataques da esquerda? Em 2020 presenciamos ataques brutais a Igrejas Católicas por movimentos de esquerda na America Latina e Estados Unidos. Estes ataques trouxeram novamente à tona a tese de que a real motivação da extrema-esquerda não é uma questão social específica, mas o desejo de uma mudança ampla e radical nas estruturas da sociedade, que passe uma borracha no passado cristão de seus países. Há uma carga simbólica em atos contra igrejas tanto pela ideia de ruptura com a tradição quanto pela conexão ideológica com o caráter anticristão de movimentos esquerdistas do passado. Leia também Alerta a todos os cristãos em tempo de eleições: Como um cristão deve votar? Historicamente, revolucionários de esquerda promoveram perseguições sanguinárias ao Cristianismo, a começar pelos atos de terrorismo da Revolução Francesa, como os massacres de setembro de 1792. Na Guerra Civil espanhola, membros de movimentos socialistas destruíram igrejas e obras religiosas e assassinaram milhares de sacerdotes – 1.253 já foram beatificados pelo Vaticano. O Estado ateu da União Soviética promoveu campanhas contra o Cristianismo, demolindo igrejas e executando mais de mil sacerdotes logo em seus primeiros cinco anos de existência. Na China comunista, até hoje, a perseguição a cristãos é um grave problema social. A ONG cristã Portas Abertas, que divulga estatísticas sobre a perseguição a cristãos no mundo, publica um levantamento anual de ataques violentos a igrejas. Segundo a entidade, nos últimos tempos, houve um aumento expressivo no número de ataques a igrejas e prédios cristãos – o que envolve não só templos, mas escolas, hospitais, cemitérios, lojas, entre outros. Na Lista Mundial da Perseguição 2019, foram registrados 1.847 atos violentos desse tipo. Na lista de 2020, que leva em conta o período de novembro de 2018 a outubro de 2019, o número subiu para 9.488. O principal fator de crescimento foi a ação do regime comunista da China contra os cristãos em seu país. O número registrado de igrejas cristãs violadas em território chinês no período do relatório de 2020 foi de 5.576. Leia também Católicos criam campanha: “Tirem o PT do altar. Por uma igreja sem partido” Na África, também houve um aumento expressivo nesses ataques. Só em Angola, foram registrados dois mil atos violentos contra igrejas e prédios cristãos. No Brasil, ataque a igreja poderia ser enquadrado em quatro tipos penais, inclusive terrorismo. Crime contra o sentimento religioso Segundo o artigo 208 do Código Penal brasileiro, é considerado crime impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso. Art. 208 – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso: Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa. Leia também PT E CRISTIANISMO: CASAMENTO IMPOSSÍVEL Arquidiocese de Curitiba repudia invasão de Igreja do Rosário A Arquidiocese de Curitiba se manifestou nesta segunda-feira (7) contra a invasão ocorrida na Igreja do Rosário, no último sábado (5), sob a liderança do vereador Renato Freitas (PT). Em nota de repúdio, a Arquidiocese confirmou que a manifestação no local aconteceu no horário em que uma missa era realizada. Conforme discurso do vereador, o protesto tinha como motivação a luta contra o “racismo estrutural” e as mortes Moïse Mugenyi e Durval Teófilo Filho. De acordo com a nota da Igreja Católica, solicitados a não tumultuar o momento litúrgico, lideres do grupo de manifestantes incentivaram comportamentos invasivos e desrespeitosos. “Infelizmente, o que houve no último sábado foram agressividades e ofensas. É fácil ver quem as estimulou”, diz o comunicado, assinado pelo Arcebispo Metropolitano de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo . “A posição da Arquidiocese de Curitiba é de repúdio ante a profanação injuriosa. Também a Lei e a livre cidadania foram agredidas. Por outro lado, não se quer “politizar”, “partidarizar” ou exacerbar as reações. Os confrontos não são pacificadores. O que se quer agora é salvaguardar a dignidade da maravilhosa, e também dolorosa, história daquele Templo”, reforça a Arquidiocese. Leia abaixo a nota na íntegra. Nota da Arquidiocese de Curitiba Nota da Arquidiocese de Curitiba sobre a manifestação ocorrida dentro da Igreja do Rosário No dia 05 de fevereiro de 2022, em torno das 17.00hs, um grupo apresentou-se junto à porta da Igreja do Rosário, para protestar contra a violência havida no estado do Rio de Janeiro, cujo desdobramento final foi a morte de um cidadão congolês e, em outro caso, a morte de um brasileiro afrodescendente. Era no mesmo horário da celebração da Missa. Solicitados a não tumultuar o momento litúrgico, lideranças do grupo instaram a comportamentos invasivos, desrespeitosos e grotescos. É verdade que a questão racial no Brasil ainda requer muita reflexão e análises honestas, que promovam políticas públicas com vistas a contemplar a igualdade dos direitos de todos. Mas não é menos verdadeiro que a justiça e a paz nunca serão alcançados com destemperos ou impulsividades desequilibradas. Desde a sua primeira inauguração, em 1737, a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos sempre foi um lugar de veneração e de celebração da fé. Foram os escravos a edificá-la. Hoje, muitos afrodescendentes, a visitam. E o fazem em grupos ou individualmente. Sempre primaram pelo profundo respeito, até mesmo quando não católicos. Infelizmente, o que houve no último sábado foram agressividades e ofensas. É fácil ver quem as estimulou. A posição da Arquidiocese de Curitiba é de repúdio ante a profanação injuriosa. Também a Lei e a livre cidadania foram agredidas. Por outro lado, não se quer “politizar”, “partidarizar” ou exacerbar as reações. Os confrontos não são pacificadores. O que se quer agora é salvaguardar a dignidade da maravilhosa, e também dolorosa, história daquele Templo. Curitiba, 07 de fevereiro de 2022. Dom José Antonio Peruzzo Arcebispo Leia também Cristofobia: Igrejas são incendiadas e destruídas durante protesto no Chile

  • Bolsonaro aciona Ministério Justiça contra militantes que invadiram missa em Curitiba

    Presidente repudiou ação e anunciou medidas que visam impedir que o caso fique impune. Diante da repercussão do vídeo no qual um grupo de baderneiros aparece, no sábado (5), invadindo a Igreja do Rosário e impedindo o culto no Centro Histórico de Curitiba (PR) o presidente da República Jair Bolsonaro não tardou em reagir. O presidente afirmou, nesta segunda-feira (7), que já acionou o Ministério da Justiça, chefiado por Anderson Torres, e o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, liderado por Damares Alves, para acompanhar o caso “de modo a garantir que os responsáveis pela invasão respondam por seus atos”. Ele também aproveitou para relembrar: “Acreditando que tomarão o poder novamente, a esquerda volta a mostrar sua verdadeira face de ódio e desprezo às tradições do nosso povo”, escreveu. Veja as publicações de Bolsonaro no Twitter, com divulgação de trecho do vídeo. – Acreditando que tomarão o poder novamente, a esquerda volta a mostrar sua verdadeira face de ódio e desprezo às tradições do nosso povo. – Se esses marginais não respeitam a casa de Deus, um local sagrado, e ofendem a fé de milhões de cristãos, a quem irão respeitar? pic.twitter.com/RzCbOn2xK7 — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) February 7, 2022 Por que as igrejas cristãs são alvos de ataques da esquerda? Em 2020 presenciamos ataques brutais a Igrejas Católicas por movimentos de esquerda na America Latina e Estados Unidos. Estes ataques trouxeram novamente à tona a tese de que a real motivação da extrema-esquerda não é uma questão social específica, mas o desejo de uma mudança ampla e radical nas estruturas da sociedade, que passe uma borracha no passado cristão de seus países. Há uma carga simbólica em atos contra igrejas tanto pela ideia de ruptura com a tradição quanto pela conexão ideológica com o caráter anticristão de movimentos esquerdistas do passado. Leia também Alerta a todos os cristãos em tempo de eleições: Como um cristão deve votar? Historicamente, revolucionários de esquerda promoveram perseguições sanguinárias ao Cristianismo, a começar pelos atos de terrorismo da Revolução Francesa, como os massacres de setembro de 1792. Na Guerra Civil espanhola, membros de movimentos socialistas destruíram igrejas e obras religiosas e assassinaram milhares de sacerdotes – 1.253 já foram beatificados pelo Vaticano. O Estado ateu da União Soviética promoveu campanhas contra o Cristianismo, demolindo igrejas e executando mais de mil sacerdotes logo em seus primeiros cinco anos de existência. Na China comunista, até hoje, a perseguição a cristãos é um grave problema social. A ONG cristã Portas Abertas, que divulga estatísticas sobre a perseguição a cristãos no mundo, publica um levantamento anual de ataques violentos a igrejas. Segundo a entidade, nos últimos tempos, houve um aumento expressivo no número de ataques a igrejas e prédios cristãos – o que envolve não só templos, mas escolas, hospitais, cemitérios, lojas, entre outros. Na Lista Mundial da Perseguição 2019, foram registrados 1.847 atos violentos desse tipo. Na lista de 2020, que leva em conta o período de novembro de 2018 a outubro de 2019, o número subiu para 9.488. O principal fator de crescimento foi a ação do regime comunista da China contra os cristãos em seu país. O número registrado de igrejas cristãs violadas em território chinês no período do relatório de 2020 foi de 5.576. Leia também Católicos criam campanha: “Tirem o PT do altar. Por uma igreja sem partido” Na África, também houve um aumento expressivo nesses ataques. Só em Angola, foram registrados dois mil atos violentos contra igrejas e prédios cristãos. No Brasil, ataque a igreja poderia ser enquadrado em quatro tipos penais, inclusive terrorismo. Crime contra o sentimento religioso Segundo o artigo 208 do Código Penal brasileiro, é considerado crime impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso. Art. 208 – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso: Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa. Leia também PT E CRISTIANISMO: CASAMENTO IMPOSSÍVEL Arquidiocese de Curitiba repudia invasão de Igreja do Rosário A Arquidiocese de Curitiba se manifestou nesta segunda-feira (7) contra a invasão ocorrida na Igreja do Rosário, no último sábado (5), sob a liderança do vereador Renato Freitas (PT). Em nota de repúdio, a Arquidiocese confirmou que a manifestação no local aconteceu no horário em que uma missa era realizada. Conforme discurso do vereador, o protesto tinha como motivação a luta contra o “racismo estrutural” e as mortes Moïse Mugenyi e Durval Teófilo Filho. De acordo com a nota da Igreja Católica, solicitados a não tumultuar o momento litúrgico, lideres do grupo de manifestantes incentivaram comportamentos invasivos e desrespeitosos. “Infelizmente, o que houve no último sábado foram agressividades e ofensas. É fácil ver quem as estimulou”, diz o comunicado, assinado pelo Arcebispo Metropolitano de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo . “A posição da Arquidiocese de Curitiba é de repúdio ante a profanação injuriosa. Também a Lei e a livre cidadania foram agredidas. Por outro lado, não se quer “politizar”, “partidarizar” ou exacerbar as reações. Os confrontos não são pacificadores. O que se quer agora é salvaguardar a dignidade da maravilhosa, e também dolorosa, história daquele Templo”, reforça a Arquidiocese. Leia abaixo a nota na íntegra. Nota da Arquidiocese de Curitiba Nota da Arquidiocese de Curitiba sobre a manifestação ocorrida dentro da Igreja do Rosário No dia 05 de fevereiro de 2022, em torno das 17.00hs, um grupo apresentou-se junto à porta da Igreja do Rosário, para protestar contra a violência havida no estado do Rio de Janeiro, cujo desdobramento final foi a morte de um cidadão congolês e, em outro caso, a morte de um brasileiro afrodescendente. Era no mesmo horário da celebração da Missa. Solicitados a não tumultuar o momento litúrgico, lideranças do grupo instaram a comportamentos invasivos, desrespeitosos e grotescos. É verdade que a questão racial no Brasil ainda requer muita reflexão e análises honestas, que promovam políticas públicas com vistas a contemplar a igualdade dos direitos de todos. Mas não é menos verdadeiro que a justiça e a paz nunca serão alcançados com destemperos ou impulsividades desequilibradas. Desde a sua primeira inauguração, em 1737, a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos sempre foi um lugar de veneração e de celebração da fé. Foram os escravos a edificá-la. Hoje, muitos afrodescendentes, a visitam. E o fazem em grupos ou individualmente. Sempre primaram pelo profundo respeito, até mesmo quando não católicos. Infelizmente, o que houve no último sábado foram agressividades e ofensas. É fácil ver quem as estimulou. A posição da Arquidiocese de Curitiba é de repúdio ante a profanação injuriosa. Também a Lei e a livre cidadania foram agredidas. Por outro lado, não se quer “politizar”, “partidarizar” ou exacerbar as reações. Os confrontos não são pacificadores. O que se quer agora é salvaguardar a dignidade da maravilhosa, e também dolorosa, história daquele Templo. Curitiba, 07 de fevereiro de 2022. Dom José Antonio Peruzzo Arcebispo Leia também Cristofobia: Igrejas são incendiadas e destruídas durante protesto no Chile

  • Padre Eduardo recebe alta do hospital

    Leia o comunicado oficial da Associação do Senhor Jesus neste 07 de fevereiro. Padre Eduardo Dougherty,SJ obteve alta do hospital Samaritano nesta manhã (07/02). No fim de semana os médicos decidiram retirar o cateter de oxigenação e observar como o seu corpo reagiria. Segundo eles, o Padre obteve uma melhora significativa que proporcionou a sua saída nesta segunda-feira. Agora os cuidados médicos continuam, mas em casa. Ele ainda está em observação e atento a todas as variações que a doença possa proporcionar. Rezar sempre faz bem e produz muitos frutos e quando formamos uma união de oração, graças são derramadas em abundância. O nosso Fundador, Padre Eduardo Dougherty, é testemunha viva da importância da oração em nossas vidas, após ter sido vítima da COVID-19, ficando internado por dezessete dias. Uma vitória da FÉ e da ciência. Vamos continuar nesta união de oração, pedindo pela sua recuperação, para que ele retorne logo a Evangelizar o Brasil!

  • Padre Eduardo recebe alta do hospital

    Leia o comunicado oficial da Associação do Senhor Jesus neste 07 de fevereiro. Padre Eduardo Dougherty,SJ obteve alta do hospital Samaritano nesta manhã (07/02). No fim de semana os médicos decidiram retirar o cateter de oxigenação e observar como o seu corpo reagiria. Segundo eles, o Padre obteve uma melhora significativa que proporcionou a sua saída nesta segunda-feira. Agora os cuidados médicos continuam, mas em casa. Ele ainda está em observação e atento a todas as variações que a doença possa proporcionar. Rezar sempre faz bem e produz muitos frutos e quando formamos uma união de oração, graças são derramadas em abundância. O nosso Fundador, Padre Eduardo Dougherty, é testemunha viva da importância da oração em nossas vidas, após ter sido vítima da COVID-19, ficando internado por dezessete dias. Uma vitória da FÉ e da ciência. Vamos continuar nesta união de oração, pedindo pela sua recuperação, para que ele retorne logo a Evangelizar o Brasil!

  • Filme de ex-boxeador católico com Mel Gibson e Mark Wahlberg estreia na Semana Santa

    Nesta Semana Santa de 2022, a Sony Pictures levará aos cinemas um filme com Mark Wahlberg e Mel Gibson sobre a vida do padre Stuart Long, ex-boxeador que se descrevia como “anticristão por excelência”, mas que depois de uma experiência sobrenatural se converteu ao catolicismo e se tornou padre. Em um artigo recente publicado no jornal National Catholic Register, do grupo EWTN a que pertence ACI Digital, a blogueira católica Kathy Schiffer disse que a Sony Pictures adquiriu os direitos mundiais do filme biográfico “Father Stu”, sobre o padre Stuart Long, conhecido como “Padre Stu”; e confirmou que a estreia será em 15 de abril, na Sexta-feira Santa. Segundo a revista de cinema americana The Hollywood Reporter, o filme está nos projetos de Wahlberg há pelo menos seis anos. Wahlberg será o padre Stu. O pai do padre sera vivido por Mel Gibson, ator e diretor, que produziu e dirigiu “A Paixão de Cristo”. “Wahlberg convocou Mel Gibson e a roteirista e diretora Rosalind Ross, parceira de longa data de Gibson” para que escreva o roteiro e seja a diretora do filme. Informou também que Teresa Ruiz, uma das estrelas de ‘Narcos: Mexico’, vai interpretar a namorada do ex-boxeador. Segundo Schiffer, Mark Wahlberg disse que “a jornada do padre Stu, de encrenqueiro a clérigo, foi inspiradora para muitos, inclusive para mim”; ela também disse que “Rosey fez um trabalho incrível ao capturar a essência de quem [o padre Stu] era e como ele afetou as pessoas que conheceu”. Falou também que Wahlberg expressou seu desejo de continuar o legado do padre. “Espero que com este filme mantenhamos seu espírito vivo e continuemos suas boas ações”, disse ele. Quem foi o padre Stuart Long? Stuart Long nasceu em Seattle, em 26 de julho de 1963. Quando ainda era criança, a família se mudou para Helena, a cidade natal de seus pais, Bill e Kathleen Long. Long começou sua educação primária na Central School em Helena e se formou na Capital High School, em 1981. Começou sua vida universitária no Carroll College em Helena, onde se tornou um atleta completo. Jogava futebol americano, treinava luta livre e ganhou o título de peso pesado na competição de boxe das Luvas de Ouro de 1985 para Montana, e foi vice-campeão no ano seguinte. Em 1986, Long se formou em literatura e redação inglesa no Carroll College. Embora tivesse decidido lutar boxe profissionalmente, uma cirurgia reconstrutiva da mandíbula interrompeu seus planos. Por sugestão de sua mãe, mudou-se para Los Angeles com a intenção de se dedicar ao teatro, outra de suas paixões. Durante esse tempo, ele trabalhou na produção de filmes, desempenhou vários papéis de “durão” e depois foi segurança em boates e clubes de comédia. No entanto, ele se desiludiu e foi trabalhar no Museu Norton Simon, em Pasadena, do qual se tornou gerente, cargo que ocupou por sete anos. Apesar de ter estudado em uma faculdade católica, Stuart Long não era crente e até se descreveu como o “anticristão por excelência”, o que o levou a entrar em conflito com padres e colegas. Em 1994, Long sofreu um acidente de motocicleta, no qual foi atropelado por dois carros. Suas feridas eram tão graves que os médicos da sala de emergências não esperavam que ele se recuperasse, a ponto de ligarem para sua família para se despedir. No entanto, ele se salvou da morte. Padre Stu contou que, quando estava inconsciente na maca, teve uma experiência extracorpórea, na qual sentiu que se elevou acima de seu corpo e ouviu Deus falar com ele. “Deus estava trabalhando nos bastidores”, disse ele. “Ele estava dentro de mim, mas eu estava fora”, acrescentou. Este episódio o levou a descobrir sua fé, estudar religião e ser batizado. Segundo Schiffer, o padre completou o Rito de Iniciação Cristã de Adultos (RICA), curso de formação de catecúmenos, na arquidiocese de Los Angeles, e foi recebido na Igreja Católica na Vigília Pascal em 1994. Stuart Long sentiu a vocação ao sacerdócio assim que foi batizado. Para testá-la, deixou o museu em 1998 e lecionou por três anos em uma escola católica em Mission Hills, Califórnia, onde também treinava a equipe de luta livre. Ele então passou a servir com os frades capuchinhos na cidade de Nova York, trabalhando em alguns dos bairros mais pobres da cidade. Os frades o enviaram à Universidade Franciscana de Steubenville, Ohio, para estudar Filosofia. Depois de obter seu mestrado em Filosofia, recebeu sua formação sacerdotal para a diocese de Helena em Mount Angel Seminary, em Oregon. Foi ordenado sacerdote em 14 de dezembro de 2007, na catedral de Santa Elena. Stuart Long caminhava com a ajuda de muletas durante sua ordenação, pois havia sido diagnosticado com miosite por corpos de inclusão, uma doença autoimune extremamente rara. De acordo com seus amigos, ele descobriu seu grande amor servindo como sacerdote, administrando os sacramentos e aconselhando os fiéis. Em 2010, a diocese o levou para casa em Helena, onde o padre Stu começou uma nova vida e ministério no Big Sky Care Center, agora usando uma cadeira de rodas elétrica. O padre Stu fez trabalhos de caridade nas paróquias de Helena, aceitando de boa vontade a dor e a fraqueza que sentia. Celebrava missa regularmente na paróquia de Santa Maria e no Big Sky Care Center e cuidou de pacientes até morrer em 2014, aos 50 anos. Segundo o jornal California Catholic Daily, o padre Stu era um apaixonado por seu amor por Deus e pelas pessoas que servia. Dizia-se que suas missas eram devotas e suas homilias fiéis a Cristo e sua Igreja, e ele era um sacerdote amado, confessor e amigo de inúmeras pessoas. Fonte: ACI Digital

  • Filme de ex-boxeador católico com Mel Gibson e Mark Wahlberg estreia na Semana Santa

    Nesta Semana Santa de 2022, a Sony Pictures levará aos cinemas um filme com Mark Wahlberg e Mel Gibson sobre a vida do padre Stuart Long, ex-boxeador que se descrevia como “anticristão por excelência”, mas que depois de uma experiência sobrenatural se converteu ao catolicismo e se tornou padre. Em um artigo recente publicado no jornal National Catholic Register, do grupo EWTN a que pertence ACI Digital, a blogueira católica Kathy Schiffer disse que a Sony Pictures adquiriu os direitos mundiais do filme biográfico “Father Stu”, sobre o padre Stuart Long, conhecido como “Padre Stu”; e confirmou que a estreia será em 15 de abril, na Sexta-feira Santa. Segundo a revista de cinema americana The Hollywood Reporter, o filme está nos projetos de Wahlberg há pelo menos seis anos. Wahlberg será o padre Stu. O pai do padre sera vivido por Mel Gibson, ator e diretor, que produziu e dirigiu “A Paixão de Cristo”. “Wahlberg convocou Mel Gibson e a roteirista e diretora Rosalind Ross, parceira de longa data de Gibson” para que escreva o roteiro e seja a diretora do filme. Informou também que Teresa Ruiz, uma das estrelas de ‘Narcos: Mexico’, vai interpretar a namorada do ex-boxeador. Segundo Schiffer, Mark Wahlberg disse que “a jornada do padre Stu, de encrenqueiro a clérigo, foi inspiradora para muitos, inclusive para mim”; ela também disse que “Rosey fez um trabalho incrível ao capturar a essência de quem [o padre Stu] era e como ele afetou as pessoas que conheceu”. Falou também que Wahlberg expressou seu desejo de continuar o legado do padre. “Espero que com este filme mantenhamos seu espírito vivo e continuemos suas boas ações”, disse ele. Quem foi o padre Stuart Long? Stuart Long nasceu em Seattle, em 26 de julho de 1963. Quando ainda era criança, a família se mudou para Helena, a cidade natal de seus pais, Bill e Kathleen Long. Long começou sua educação primária na Central School em Helena e se formou na Capital High School, em 1981. Começou sua vida universitária no Carroll College em Helena, onde se tornou um atleta completo. Jogava futebol americano, treinava luta livre e ganhou o título de peso pesado na competição de boxe das Luvas de Ouro de 1985 para Montana, e foi vice-campeão no ano seguinte. Em 1986, Long se formou em literatura e redação inglesa no Carroll College. Embora tivesse decidido lutar boxe profissionalmente, uma cirurgia reconstrutiva da mandíbula interrompeu seus planos. Por sugestão de sua mãe, mudou-se para Los Angeles com a intenção de se dedicar ao teatro, outra de suas paixões. Durante esse tempo, ele trabalhou na produção de filmes, desempenhou vários papéis de “durão” e depois foi segurança em boates e clubes de comédia. No entanto, ele se desiludiu e foi trabalhar no Museu Norton Simon, em Pasadena, do qual se tornou gerente, cargo que ocupou por sete anos. Apesar de ter estudado em uma faculdade católica, Stuart Long não era crente e até se descreveu como o “anticristão por excelência”, o que o levou a entrar em conflito com padres e colegas. Em 1994, Long sofreu um acidente de motocicleta, no qual foi atropelado por dois carros. Suas feridas eram tão graves que os médicos da sala de emergências não esperavam que ele se recuperasse, a ponto de ligarem para sua família para se despedir. No entanto, ele se salvou da morte. Padre Stu contou que, quando estava inconsciente na maca, teve uma experiência extracorpórea, na qual sentiu que se elevou acima de seu corpo e ouviu Deus falar com ele. “Deus estava trabalhando nos bastidores”, disse ele. “Ele estava dentro de mim, mas eu estava fora”, acrescentou. Este episódio o levou a descobrir sua fé, estudar religião e ser batizado. Segundo Schiffer, o padre completou o Rito de Iniciação Cristã de Adultos (RICA), curso de formação de catecúmenos, na arquidiocese de Los Angeles, e foi recebido na Igreja Católica na Vigília Pascal em 1994. Stuart Long sentiu a vocação ao sacerdócio assim que foi batizado. Para testá-la, deixou o museu em 1998 e lecionou por três anos em uma escola católica em Mission Hills, Califórnia, onde também treinava a equipe de luta livre. Ele então passou a servir com os frades capuchinhos na cidade de Nova York, trabalhando em alguns dos bairros mais pobres da cidade. Os frades o enviaram à Universidade Franciscana de Steubenville, Ohio, para estudar Filosofia. Depois de obter seu mestrado em Filosofia, recebeu sua formação sacerdotal para a diocese de Helena em Mount Angel Seminary, em Oregon. Foi ordenado sacerdote em 14 de dezembro de 2007, na catedral de Santa Elena. Stuart Long caminhava com a ajuda de muletas durante sua ordenação, pois havia sido diagnosticado com miosite por corpos de inclusão, uma doença autoimune extremamente rara. De acordo com seus amigos, ele descobriu seu grande amor servindo como sacerdote, administrando os sacramentos e aconselhando os fiéis. Em 2010, a diocese o levou para casa em Helena, onde o padre Stu começou uma nova vida e ministério no Big Sky Care Center, agora usando uma cadeira de rodas elétrica. O padre Stu fez trabalhos de caridade nas paróquias de Helena, aceitando de boa vontade a dor e a fraqueza que sentia. Celebrava missa regularmente na paróquia de Santa Maria e no Big Sky Care Center e cuidou de pacientes até morrer em 2014, aos 50 anos. Segundo o jornal California Catholic Daily, o padre Stu era um apaixonado por seu amor por Deus e pelas pessoas que servia. Dizia-se que suas missas eram devotas e suas homilias fiéis a Cristo e sua Igreja, e ele era um sacerdote amado, confessor e amigo de inúmeras pessoas. Fonte: ACI Digital

  • AS TENTAÇÕES DA INTELIGÊNCIA HUMANA DIANTE DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – Ettore Gotti Tedeschi

    Henry Kissinger, na veneranda idade de quase 99 anos, faz-se ouvir mais uma vez com um livro profético A era da Inteligência Artificial ​​e nosso futuro humano (“The age of AI and our human future”), escrito com outros dois autores, nada desprezíveis: Eric Schmidt, ex-presidente do Google e Daniel Huttenlocher, professor do MIT e diretor da Amazon. Este livro merece reflexão, pois permite imaginar um novo grande Reset, que desta vez parece afetar as próprias faculdades humanas, chegando até a questionar o livre arbítrio. O próximo Reset provavelmente será centrado na IA (Inteligência Artificial), que contém um potencial tão grande, que pode mudar nosso próprio conceito de realidade, tornando-o muito superior ao percebido até então. A Inteligência Artificial poderá até nos convencer de que nossa consciência foi, até agora, deformada e cerceada, tanto por nossos limites intelectuais quanto pela influência de crenças religiosas. Poderá, portanto, modificar o próprio conceito de bem e mal (que são de nossa inteira responsabilidade) e, portanto, de livre arbítrio. O cogito ergo sum , na era da IA, ​​terá um caráter revolucionário, podendo influenciar até mesmo a identidade e o papel do homem na natureza, o que poderia dar-se pela redefinição de princípios e conceitos morais, que até recentemente tinham como referência relação fé-razão, sobre a qual, no entanto, um terceiro elemento poderia se sobrepor: a Inteligência Artificial, destinada a redesenhar a própria razão humana, convencendo o homem de que é possível melhorá-la e fortalecê-la com uma parceria justamente com a… Inteligência Artificial. Na prática, isto se dará por uma submissão da razão humana a um sistema lógico operado por máquinas. Não há dúvida de que a tecnologia está transformando não apenas o trabalho humano, mas também o pensamento humano, que com a tecnologia poderá ver crescer o resultado de seus esforços. Será acaso surpreendente que o homem reconheça que tem grande necessidade deste reforço, dessa valorização das suas capacidades para resolver as grandes crises em curso (económicas, financeiras, energéticas, ambientais, sanitárias, sociais…) e, por isso, entregue-se à ajuda da Inteligência Artificial? Não será fácil fugir desta escolha: seremos obrigados a reconhecer que agora, no mundo globalizado, será necessário fazê-lo por razões óbvias de competição tecnológica global, que se desenvolveu rapidamente em áreas com culturas e moralidade muito diferentes, que implicarão usos competitivamente diferentes. Estas são as bases do novo e previsível Reset. Mas há um porém… Dio mesmo modo que a Inteligência Artificial pode fazer crescer as faculdades humanas, também poderia reduzi-las, absorvendo algumas funções cerebrais do homem, chegando até a modificar o uso dos sentidos, corroendo a razão humana, reduzindo a capacidade de reflexão, a vontade, o instinto criativo, a capacidade de reconhecer e corrigir o erro, a humildade para reconhecê-lo, a capacidade de distinguir entre o bem e o mal; restringir-se-ia apenas a decidir entre o eficiente e o ineficiente, o útil não o útil. A tentação de resolver os grandes problemas da humanidade pela busca de um desempenho quase sobre-humano tem, portanto, seus aspectos complicados. Por milênios, a humanidade se limitou a explorar a realidade, estimulando o conhecimento a partir de sua lógica humana. Com a Inteligência Artificial, a humanidade será forçada a refletir se realmente existe uma forma de lógica superior, que os seres humanos não possuem. Seria oportuno que a humanidade se perguntasse, e respondesse, se essa lógica será humana ou não, uma vez que dará a conhecer o que o homem não poderia saber diretamente, por transcender a própria natureza humana e a sua compreensão da realidade. É óbvio que tudo será explicado com sugestivas teorias evolucionistas… É também fundamental fazer-se uma pergunta-chave: é concebível que um ser humano possa criar uma forma lógica não-humana, que supere a da pessoa que a criou? Como ela impactará a própria realidade? Como será utilizada? Se fosse reconhecido que a Inteligência Articial realmente pensa, quem somos nós então? Eis o novo cogito ergo sum . A máquina deixaria de ser apenas um instrumento, podendo tornar-se uma parceira indispensável da razão humana, a qual deixaria, portanto, de compreender e descrever por si mesma toda a realidade. Mas isso mudará as aspirações humanas e suas obras? Poderia ir tão longe a ponto de mudar a própria natureza humana? A Inteligência Artificial não espera, não sofre, não tem percepção e conhecimento do bem e do mal, não tem escrúpulos, não tem emoções, não precisa rezar. Como profetizou São João Paulo II, em Sollecitudo Rei Socialis , tudo isso certamente é fruto do gênio humano, que investiu muito em ciência e conhecimento, mas pouco em sabedoria, e o risco é que esse conhecimento científico saia do seu controle, que a máquina decida o que é bem ou mal. Certamente, a mente humana não será capaz de funcionar da maneira como exige a Inteligência Artificial.

  • Vereador do PT lidera invasão de igreja para protestar durante missa em Curitiba

    Igreja é invadida por militantes que impedem realização da Missa e vereador petista é apontado como líder do ataque. A Igreja do Rosário em Curitiba, foi alvo de um ataque neste domingo (06/02) por militantes de esquerda que impediram o início da Missa e agrediram verbalmente os idosos presentes. O vereador Renato Freitas, do Partido dos Trabalhadores, foi apontado como um dos líderes da invasão. A denúncia foi publicada nas redes sociais pelo vereador Eder Borges (PSD/PR) que promete representar contra o petista na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba já nesta segunda-feira (07/02). Um vídeo gravado durante a invasão mostra os militantes de esquerda entrando na Igreja do Rosário e aterrorizando os fiéis que rezavam à espera do começo da Missa. Sem atender aos pedidos do padre que queria continuar a missa, Freitas fez um discurso dizendo, no meio da igreja, que os católicos tinham apoiado um “policial que está no poder”. Para ele, os assassinatos de pessoas como Moïse Mugenyi e Durval Teófilo Filho teriam relação com a conivência das pessoas com fé católica a autoridades “fascistas”. Apesar de não estar provado que a principal causa das mortes de Mugenyi e Teófilo Filho seria a cor da pele, Freitas anunciou que eles teriam morrido pela existência de um suposto “racismo estrutural”. Na falta de justificativa para a barbárie, os militantes de esquerda utilizaram como motivação para o ataque o assassinato do imigrante congolês Moïse Kabagambe, na cidade do Rio de Janeiro, sem explicar que relação os idosos que aguardavam a Missa e a Igreja teriam com o crime. Leia também Bispos e padres revolucionários começam a sofrer oposição dos católicos dentro da Igreja De acordo com comentários nas redes sociais, desde que o petista assumiu o mandato de vereador no ano passado vem se envolvendo em ataques contra pastores evangélicos, membros da sociedade civil, representantes das forças policiais e agora com a Igreja Católica. Os templos religiosos – sobretudo católicos – têm sido alvo constante de militantes de esquerda em várias países da América Latina, como Chile, Colômbia, Argentina e México, mas no Brasil ainda não havia um episódio relevante deste método de terror Nas redes de Freitas, um texto foi colocado para justificar a manifestação: “Ato contra o racismo e toda a forma de violência, hoje no Largo da Ordem. Pelas vidas de Moïse Mugenyi e Durval Teófilo Filho! Dois homens negros brutalmente assassinados no Brasil”. Leia também Católicos criam campanha: “Tirem o PT do altar. Por uma igreja sem partido” O vereador Eder Borges (PSD) gravou um vídeo para as redes sociais em que promete representar contra o petista na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba, nesta segunda-feira (7). “Um bando de marginal liderado por um vereado do PT de Curitiba invadiu a missa da igreja do Rosário . Nos próximos dias, vou falar mais no plenário e nesta segunda-feira vou entrar com uma representação no Conselho de Ética contra este moleque porque escarnecer a fé não vou aceitar”, disse o vereador do PSD. Leia também PT E CRISTIANISMO: CASAMENTO IMPOSSÍVEL

  • Vereador do PT lidera invasão de igreja para protestar durante missa em Curitiba

    Igreja é invadida por militantes que impedem realização da Missa e vereador petista é apontado como líder do ataque. A Igreja do Rosário em Curitiba, foi alvo de um ataque neste domingo (06/02) por militantes de esquerda que impediram o início da Missa e agrediram verbalmente os idosos presentes. O vereador Renato Freitas, do Partido dos Trabalhadores, foi apontado como um dos líderes da invasão. A denúncia foi publicada nas redes sociais pelo vereador Eder Borges (PSD/PR) que promete representar contra o petista na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba já nesta segunda-feira (07/02). Um vídeo gravado durante a invasão mostra os militantes de esquerda entrando na Igreja do Rosário e aterrorizando os fiéis que rezavam à espera do começo da Missa. Sem atender aos pedidos do padre que queria continuar a missa, Freitas fez um discurso dizendo, no meio da igreja, que os católicos tinham apoiado um “policial que está no poder”. Para ele, os assassinatos de pessoas como Moïse Mugenyi e Durval Teófilo Filho teriam relação com a conivência das pessoas com fé católica a autoridades “fascistas”. Apesar de não estar provado que a principal causa das mortes de Mugenyi e Teófilo Filho seria a cor da pele, Freitas anunciou que eles teriam morrido pela existência de um suposto “racismo estrutural”. Na falta de justificativa para a barbárie, os militantes de esquerda utilizaram como motivação para o ataque o assassinato do imigrante congolês Moïse Kabagambe, na cidade do Rio de Janeiro, sem explicar que relação os idosos que aguardavam a Missa e a Igreja teriam com o crime. Leia também Bispos e padres revolucionários começam a sofrer oposição dos católicos dentro da Igreja De acordo com comentários nas redes sociais, desde que o petista assumiu o mandato de vereador no ano passado vem se envolvendo em ataques contra pastores evangélicos, membros da sociedade civil, representantes das forças policiais e agora com a Igreja Católica. Os templos religiosos – sobretudo católicos – têm sido alvo constante de militantes de esquerda em várias países da América Latina, como Chile, Colômbia, Argentina e México, mas no Brasil ainda não havia um episódio relevante deste método de terror Nas redes de Freitas, um texto foi colocado para justificar a manifestação: “Ato contra o racismo e toda a forma de violência, hoje no Largo da Ordem. Pelas vidas de Moïse Mugenyi e Durval Teófilo Filho! Dois homens negros brutalmente assassinados no Brasil”. Leia também Católicos criam campanha: “Tirem o PT do altar. Por uma igreja sem partido” O vereador Eder Borges (PSD) gravou um vídeo para as redes sociais em que promete representar contra o petista na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba, nesta segunda-feira (7). “Um bando de marginal liderado por um vereado do PT de Curitiba invadiu a missa da igreja do Rosário . Nos próximos dias, vou falar mais no plenário e nesta segunda-feira vou entrar com uma representação no Conselho de Ética contra este moleque porque escarnecer a fé não vou aceitar”, disse o vereador do PSD. Leia também PT E CRISTIANISMO: CASAMENTO IMPOSSÍVEL

  • EM ÁGUAS MAIS PROFUNDAS – Scott Hahn medita sobre o 5º Domingo do Tempo Comum

    Simão Pedro, o pescador, é o primeiro a ser chamado pessoalmente por Jesus, no Evangelho de São Lucas. Seu chamado se assemelha à missão de Isaías na Primeira Leitura: confrontados com a santidade do Senhor, tanto Pedro como Isaías são dominados pelo sentimento da própria pecaminosidade e indignidade. No entanto, cada um experimenta o perdão do Senhor e é enviado para pregar, ao mundo, as boas novas de Sua misericórdia mundo. Ninguém está em condições de ser chamado de apóstolo, reconhece São Paulo na epístola de hoje. Mas, pela “graça de Deus”, até mesmo um perseguidor da Igreja —como São Paulo já foi — pode ser elevado ao serviço do Senhor. No Antigo Testamento, a humanidade era incapaz de acercar-se ao divino — nenhum homem podia permanecer na presença de Deus e continuar vivo (Êxodo 33, 20). Mas com Jesus, somos capazes de falar com Ele face a face, degustando a Sua Palavra em nossa língua. A cena de hoje, em Isaías, é lembrada em cada Missa. Antes de ler o Evangelho, o padre pede silenciosamente a Deus que limpe os seus lábios, para que possa dignamente proclamar Sua Palavra. A Palavra de Deus vem a nós como veio a Pedro, Paulo, Isaías e ao Salmista de hoje — como um chamado pessoal para deixar tudo e segui-Lo, entregando-Lhe nossas fraquezas a fim de sermos completados com Sua força. Simon mergulhou em águas profundas, embora, como pescador profissional, soubesse que seria imprudente esperar alguma pesca. Ao se humilhar perante o mandamento do Senhor, ele foi exaltado — suas redes se encheram até transbordar; mais tarde, como São Paulo nos diz, ele se tornará o primeiro a ver o Senhor ressuscitado. Jesus nos tornou dignos de recebê-Lo na companhia dos anjos, no santo templo de Deus. De joelhos como Pedro, com a humildade de Davi no Salmo de hoje, agradeçamos a Ele de todo o coração e nos unamos ao interminável hino que Isaías ouviu em torno do altar de Deus: “Santo, santo, santo… ”(V. também Apocalipse 4, 8). https://stpaulcenter.com/into-the-deep-scott-hahn-reflects-on-the-fifth-sunday-in-ordinary-time/

  • Sem arrependimento não há perdão dos pecados

    O sacramento da Confissão está cada vez mais esquecido entre a geração dos “Católicos de IBGE”, são poucos o que seguem a orientação da Igreja para se confessar com frequência, ou seja, aproximadamente uma vez por mês. Ainda assim, entre esses poucos que recorrem a este sacramento, há muitos que não o fazem da forma correta, e por isso podem sair do confessionário sem o perdão dos pecados. São 5 passos para uma boa confissão: 1 – Exame de Consciência 2 – Arrependimento sincero dos pecados cometidos 3 – Propósito de nunca mais pecar 4 – Confissão individual com o sacerdote 5- Satisfação O segundo passo é imprescindível e sem ele o sacramento da confissão se torna inválido. A pessoa que se aproxima da confissão sem se preparar adequadamente, e sem o arrependimento sincero dos pecados pode até estar cometendo um sacrilégio! É exatamente sobre isso que falaremos nesta formação… sobre importância do arrependimento e contrição sincera! Texto por Ester Alves Sem arrependimento e sem se corrigir, o pecador não se salvará. É muito perigoso ofender o Criador e dizer-lhe com desdém: “Sinto muito”… sendo que não sente nada. Deus não é brinquedo de pessoas arrogantes: “Não vos iludais; de Deus não se zomba” (Gl 6, 7). O que é que se entende por arrependimento? Arrependimento ou contrição “é um pesar de coração e detestação do pecado cometido, com o propósito de nunca mais cometê-lo” (Concílio de Trento). Sem arrependimento não há perdão nem mesmo na confissão. Deus não perdoa nenhum pecado, mortal ou venial, se não estamos arrependidos: “A dor dos pecados consiste num desgosto e numa detestação sincera da ofensa feita a Deus” (São Pio X, Catecismo Maior, 705). A verdadeira contrição deve ser interna, isto é, uma dor da alma, desgosto, pena, tristeza e detestação do pecado. Uma ação exterior, como bater no peito, sem a dor interna, não é ainda arrependimento. Só a recitação vocal costumeira do ato de contrição ainda não é verdadeira contrição. Ao menos a vontade deve ter um ódio contra o pecado, e um desejo de não o ter feito: “Se Deus é o sumo bem, entre todas as coisas dignas de serem amadas, o pecado é o sumo mal entre todas as coisas que o homem deve odiar. Portanto, pela mesma razão que nos leva a reconhecer, em Deus, o objeto de sumo amor, devemos também tomar-nos de sumo ódio contra o pecado” (Catecismo Romano, Parte II, V. Penitência 27). O verdadeiro arrependimento deve se referir a Deus. É por isso que se chama sobrenatural. Nosso Senhor perdoa toda ofensa, por odiosa que seja, se o pecador tem verdadeira contrição: “Não há, pois, delito tão grave e abominável, que não seja apagado pelo Sacramento da Penitência, por sinal que não só uma, mas até duas e mais vezes” (Catecismo Romano, Parte II, V. Penitência 18). Quem se arrepende dos pecados só por causa das suas consequências materiais desagradáveis ou desastrosas: doenças, perda de dinheiro, tempo, desgosto que deu aos pais, esposa, esposo… este não tem um verdadeiro arrependimento, mas é apenas uma contrição puramente natural. Este arrependimento não obtém o perdão dos pecados e não tem nenhum merecimento para a outra vida. A verdadeira contrição é um sério desgosto e uma aversão completa ao pecado, que ofende e porque ofende a Deus. Depende mais da vontade do que de sentimentos sensíveis da alma: “Se o que outrora vos causava prazer e alegria enche agora a vossa alma de amargura, se os gozos de outros tempos vos fazem agora sofrer cruelmente, então tereis um verdadeiro arrependimento” (Santo Agostinho). Leia também “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!” E este arrependimento interno, sobrenatural, deve estender-se a todos os pecados mortais, deve ser universal, não pode excluir um só pecado mortal. Aquele que continua preso a um só pecado grave, esse não tem verdadeira contrição: “De que serve romper todos os laços, se ainda há um que vos prende ao inferno?” (Santo Agostinho). Todo e qualquer pecado mortal ofende a Deus gravemente e nos faz perder a sua amizade, a graça santificante… e merece o castigo da pena eterna do inferno. Por isso é preciso arrepender-se de todos; e se um pecador excluiu um só não obtém perdão de nenhum pecado: “O primeiro requisito é aborrecer e detestar todos os pecados cometidos. Se nos arrependêssemos só de alguns, nossa penitência seria falsa e simulada, e não teria efeito salutar” (Catecismo Romano, Parte II, V. Penitência 31). O Espírito Santo não pode entrar numa alma onde ainda subsiste aliança e amizade com o demônio, ainda que seja com um só pecado grave. Todo o pecado grave é ofensa grave, é separação de Deus… é inimizade com Deus. Também convém ter arrependimento dos pecados veniais. São também ofensas feitas a Deus, embora menos graves, de modo que não nos privam inteiramente da amizade de Deus e não nos roubam a graça santificante. Se alguém na confissão confessar só pecados veniais deve arrepender-se ao menos de um deles; do contrário, a confissão não é válida e não recebe perdão. Este arrependimento interno, sobrenatural dos pecados graves também deve ser sobre todas as coisas, isto é, devemos confessar o pecado grave como o maior de todos os males, a ponto de preferirmos qualquer doença e mesmo a morte a pecar gravemente. Há uma contrição perfeita e uma imperfeita. A contrição por si tende à reconciliação do pecador com seu Deus. A contrição perfeita é aquela que consegue, por si só, sem o sacramento da confissão, a reconciliação plena e perfeita com Deus. Aquele arrependimento ou contrição, que não consegue por si só pleno perdão e a perfeita reconciliação com Deus, chama-se contrição imperfeita. Portanto, a diferença está nos efeitos. Uma, a perfeita, consegue, por si só, a perfeita reconciliação com Deus: a outra, imperfeita, não consegue o pleno perdão, mas tão somente mediante a confissão. É preciso, porém, lembrar que também a contrição perfeita deve estar unida com o sincero desejo e vontade de se confessar quando puder. Leia também DEVEMOS NOS CONFESSAR COM QUÊ FREQUÊNCIA? O que decide se um arrependimento é perfeito ou imperfeito é o seu motivo. O arrependimento que se origina, que vem do perfeito amor de Deus, que é infinitamente bom, santo e amável, chama-se contrição perfeita. O que tem contrição perfeita alcança imediatamente o perdão pleno, a reconciliação perfeita com Deus, mas fica a obrigação de confessar os pecados a um sacerdote. A diferença dos motivos de contrição aparece claramente no seguinte exemplo: um pai enviou dois filhos à cidade para fazerem algumas compras. No caminho ficaram a brincar e correram atrás dos passarinhos, chegando com muito atraso para casa. Aproximando-se da casa ficaram receosos e começaram a chorar. O primeiro chora, porque tem medo de que o pai vá castigá-lo. O segundo chora, porque tem pena e dor de ter desgostado e amargurado o pai, que sempre fora tão bom para com ele. Este segundo representa a contrição perfeita, porque o seu motivo é o amor; o primeiro representa a contrição imperfeita, porque tem como motivo o medo, arrepende-se por causa do castigo. “Temos contrição perfeita quando nos arrependemos dos nossos pecados por termos ofendido a bondade de Deus” (Santo Agostinho). A contrição perfeita é o grande e puro amor de Deus, um amor sobre todas as coisas. Contrição imperfeita ou atrição é aquela que procede do temor de Deus, do medo do castigo: inferno, castigos temporais… É imperfeita porque nasce de motivos menos perfeitos, não provêm do amor de Deus, mas de um medo servil. A contrição imperfeita não nos obtém a reconciliação perfeita com Deus, somente mediante a confissão. Aquele que tem somente contrição imperfeita só recebe o perdão dos pecados com a absolvição sacramental na confissão. Essa contrição imperfeita é como uma pequena faísca, que a confissão e a absolvição inflamam e aumentam num grande incêndio, para destruir a palha do pecado. Devemos despertar em nós um verdadeiro arrependimento e dor dos pecados: pensando na grandeza de Deus, na sua bondade e nos sofrimentos da Paixão de Cristo. Acostumemo-nos a fazer todas as noites o ato de contrição perfeita, para não sermos surpreendidos pela morte em estado de pecado mortal. Antes da confissão, devemos assegurar-nos de que temos dor sincera dos nossos pecados. Podemos esquecer-nos involuntariamente de confessar um pecado… até mortal; e mesmo assim fazer uma boa confissão… receber o perdão dos pecados. Mas também podemos confessar minuciosamente todos os nossos pecados e, no entanto, sair do confessionário com eles ainda em nossa alma, se não temos uma contrição sincera. Que perigo! A palavra “contrição” deriva do latim e significa “moer”, “pulverizar”. A ideia de reduzir o eu a pó é a que nos leva a apresentar-nos diante de Deus com profunda humildade. Leia também PECADO, CULPA, PENA, PERDÃO E INDULGÊNCIA Uma pessoa não pode estar contrita de um pecado se continuar disposta a cometê-lo novamente, se tiver ocasião. Para se aproximar do sacramento da confissão, ou a nossa contrição é cem por cento sincera ou é melhor não confessarmos. O confessionário não é circo! “Quando nos vamos confessar, devemos ter muito empenho em ter verdadeira dor dos nossos pecados, porque esta é a coisa mais importante de todas; e, se falta a dor, a confissão não é válida” (São Pio X, Catecismo Maior, 724). Receber o sacramento da confissão sem dor verdadeira é fazer uma confissão indigna, e o sacramento seria inválido e infrutífero. Se não temos contrição autêntica, Deus não nos perdoará os pecados. Contrição sincera? Deve ser interior! O nosso coração deve estar nas nossas palavras… não significa necessariamente que devamos sentir uma dor emocional. Como o amor, a dor é um ato da vontade, não um golpe de emoção: “Deve estar no coração e na vontade, e não só nas palavras” (São Pio X, Catecismo Maior, 713). É possível ter uma profunda dor dos nossos pecados sem sentir reação emocional alguma. Se com toda a sinceridade nos determinamos a evitar tudo o que possa ofender a Deus, com a ajuda da sua graça, então temos contrição interior. O arrependimento perfeito não consiste em bater no peito com uma pedra, em derramar copiosas lágrimas… nem em dizer poesias sentimentais: “Não é necessário que materialmente se chore pela dor dos pecados; mas basta que no íntimo do coração se deplore mais o ter ofendido a Deus do que qualquer outra destraça” (São Pio X, Catecismo Maior, 719). Leia também A Luta contra o Pecado Contrição sobrenatural? A nossa dor é sobrenatural quando nasce de considerações sobrenaturais; quer dizer, quando o seu “porquê” se baseia na fé em algumas verdades que Deus ensinou: “Deve ser excitada em nós pela graça do Senhor, e que a devemos conceber levados por motivos que procedem da Fé” (São Pio X, Catecismo Maior, 715). Contrição sincera? A dor deve ser suprema! Devemos encarar realmente o mal moral do pecado como o máximo mal que existe, maior que qualquer mal físico ou meramente natural que nos possa ocorrer. Quando dizemos a Deus que nos arrependemos dos nossos pecados, estamos dispostos, com a ajuda da sua graça, a sofrer qualquer coisa antes de ofendê-lo outra vez: “Deve ser suprema porque devemos considerar e odiar o pecado como o maior de todos os males, uma vez que é ofensa a Deus, o sumo Bem” (São Pio X, Catecismo Maior, 718). Contrição sincera? A dor deve ser universal! Devemos arrepender-nos de todos os pecados mortais sem exceção. Ou nos arrependemos de todos ou não poderemos recuperar a graça de Deus. Ou todos são perdoados ou nenhum: “Deve se estender a todos os pecados mortais cometidos” (São Pio X, Catecismo Maior, 720). As condições: interior, sobrenatural, suprema e universal, se aplicam tanto à contrição perfeita como à imperfeita. Muitas pessoas, até estudadas, confundem a dor natural com a contrição imperfeita, quando não são de maneira nenhuma a mesma coisa. Leia também A importância do Sacramento da Confissão Também a contrição imperfeita deve ser sobrenatural nos seus motivos; deve basear-se num motivo conhecido pela fé, como a crença no céu e no inferno ou na fealdade essencial do pecado. Uma simples dor natural não é contrição nenhuma, nem mesmo imperfeita. Contrição significa que é mister dobrar e quebrar a obstinação e o orgulho do pecador e com o auxílio da graça transformar-se em obediência e amor: “O primeiro dentre os atos do penitente é a contrição” (Concílio de Trento). Há atrás de cada pecado um ídolo que corrompe a alma. A verdadeira contrição destrói o ídolo restituindo a saúde da alma: “Reconhecemos, sim, que a contrição apaga os pecados, mas quem ignora que deve ser tão forte, tão intensa e tão ardente, que a veemência da dor esteja em exata equação com a gravidade dos pecados?” (Catecismo Romano, Parte II, V. Penitência 36). O arrependimento é o regresso para Deus. Mas não é possível se Deus não nos der a graça: “Para ter dor dos nossos pecados, devemos pedi-la de todo o coração a Deus e excitá-la em nós com a consideração do grande mal que fizemos pecando” (São Pio X, Catecismo Maior, 722). Quem não se arrepende dos próprios pecados, fica escravo das próprias más ações, exilado de Deus, doente ou morto na alma: “Com toda a instância, é preciso exortar e advertir os fiéis a que façam um ato de particular contrição, para cada pecado mortal que tiverem cometido” (Catecismo Romano, Parte II, V. Penitência 29). Não só a contrição perfeita, mas o simples ato de amor a Deus sobre todas as coisas perdoa os pecados. Não é necessário o ato de contrição para obter o perdão dos pecados fora da confissão. Bastará um simples e sincero ato de amor a Deus, como este: Meu Deus, amo-vos sobre todas as coisas, porque vós assim o mereceis. Leia também A Igreja permite a Confissão Comunitária? Para receber o sacramento da penitência (confissão), não basta um simples ato do amor de Deus; é necessário fazer expressamente um ato de contrição perfeita ou imperfeita. Para se obter o perdão, é necessário que a contrição perfeita ou imperfeita se estenda a todos os pecados mortais ainda não perdoados. Não se pode obter a graça santificante, que é a vida da alma, enquanto nela houver um pecado mortal. Para haver verdadeira contrição – perfeita ou imperfeita – não é necessário que ela se estenda a todos os pecados veniais. Quem tivesse dez pecados veniais, e se arrependesse só de oito, ser-lhe-iam perdoados estes somente, e não os outros dois. Não se dá o mesmo com o pecado mortal: “Quem se confessa só de pecados veniais, para se confessar validamente, basta que se arrependa de algum deles; mas, para alcançar o perdão de todos, é necessário que se arrependa de todos os que reconhece ter cometido” (São Pio X, Catecismo Maior, 725). Leia também De quanto em quanto tempo nós católicos precisamos nos confessar? Para alcançar o perdão dos pecados no sacramento da penitência (confissão), não é necessária a contrição perfeita; basta a imperfeita ou atrição. Atrição é a dor e detestação do pecado cometido, motivada pelo medo do inferno ou das penas temporais infligidas por Deus, unidas ao propósito de nunca mais pecar. Fora da confissão, a atrição não chega para a remissão dos pecados mortais. Nem mesmo remite as faltas veniais numa alma despojada da graça santificante. Pode perdoá-las na alma em estado de graça. Texto por Ester Alves #confissão #penitência #SacramentodaConfissão

  • Sem arrependimento não há perdão dos pecados

    O sacramento da Confissão está cada vez mais esquecido entre a geração dos “Católicos de IBGE”, são poucos o que seguem a orientação da Igreja para se confessar com frequência, ou seja, aproximadamente uma vez por mês. Ainda assim, entre esses poucos que recorrem a este sacramento, há muitos que não o fazem da forma correta, e por isso podem sair do confessionário sem o perdão dos pecados. São 5 passos para uma boa confissão: 1 – Exame de Consciência 2 – Arrependimento sincero dos pecados cometidos 3 – Propósito de nunca mais pecar 4 – Confissão individual com o sacerdote 5- Satisfação O segundo passo é imprescindível e sem ele o sacramento da confissão se torna inválido. A pessoa que se aproxima da confissão sem se preparar adequadamente, e sem o arrependimento sincero dos pecados pode até estar cometendo um sacrilégio! É exatamente sobre isso que falaremos nesta formação… sobre importância do arrependimento e contrição sincera! Texto por Ester Alves Sem arrependimento e sem se corrigir, o pecador não se salvará. É muito perigoso ofender o Criador e dizer-lhe com desdém: “Sinto muito”… sendo que não sente nada. Deus não é brinquedo de pessoas arrogantes: “Não vos iludais; de Deus não se zomba” (Gl 6, 7). O que é que se entende por arrependimento? Arrependimento ou contrição “é um pesar de coração e detestação do pecado cometido, com o propósito de nunca mais cometê-lo” (Concílio de Trento). Sem arrependimento não há perdão nem mesmo na confissão. Deus não perdoa nenhum pecado, mortal ou venial, se não estamos arrependidos: “A dor dos pecados consiste num desgosto e numa detestação sincera da ofensa feita a Deus” (São Pio X, Catecismo Maior, 705). A verdadeira contrição deve ser interna, isto é, uma dor da alma, desgosto, pena, tristeza e detestação do pecado. Uma ação exterior, como bater no peito, sem a dor interna, não é ainda arrependimento. Só a recitação vocal costumeira do ato de contrição ainda não é verdadeira contrição. Ao menos a vontade deve ter um ódio contra o pecado, e um desejo de não o ter feito: “Se Deus é o sumo bem, entre todas as coisas dignas de serem amadas, o pecado é o sumo mal entre todas as coisas que o homem deve odiar. Portanto, pela mesma razão que nos leva a reconhecer, em Deus, o objeto de sumo amor, devemos também tomar-nos de sumo ódio contra o pecado” (Catecismo Romano, Parte II, V. Penitência 27). O verdadeiro arrependimento deve se referir a Deus. É por isso que se chama sobrenatural. Nosso Senhor perdoa toda ofensa, por odiosa que seja, se o pecador tem verdadeira contrição: “Não há, pois, delito tão grave e abominável, que não seja apagado pelo Sacramento da Penitência, por sinal que não só uma, mas até duas e mais vezes” (Catecismo Romano, Parte II, V. Penitência 18). Quem se arrepende dos pecados só por causa das suas consequências materiais desagradáveis ou desastrosas: doenças, perda de dinheiro, tempo, desgosto que deu aos pais, esposa, esposo… este não tem um verdadeiro arrependimento, mas é apenas uma contrição puramente natural. Este arrependimento não obtém o perdão dos pecados e não tem nenhum merecimento para a outra vida. A verdadeira contrição é um sério desgosto e uma aversão completa ao pecado, que ofende e porque ofende a Deus. Depende mais da vontade do que de sentimentos sensíveis da alma: “Se o que outrora vos causava prazer e alegria enche agora a vossa alma de amargura, se os gozos de outros tempos vos fazem agora sofrer cruelmente, então tereis um verdadeiro arrependimento” (Santo Agostinho). Leia também “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!” E este arrependimento interno, sobrenatural, deve estender-se a todos os pecados mortais, deve ser universal, não pode excluir um só pecado mortal. Aquele que continua preso a um só pecado grave, esse não tem verdadeira contrição: “De que serve romper todos os laços, se ainda há um que vos prende ao inferno?” (Santo Agostinho). Todo e qualquer pecado mortal ofende a Deus gravemente e nos faz perder a sua amizade, a graça santificante… e merece o castigo da pena eterna do inferno. Por isso é preciso arrepender-se de todos; e se um pecador excluiu um só não obtém perdão de nenhum pecado: “O primeiro requisito é aborrecer e detestar todos os pecados cometidos. Se nos arrependêssemos só de alguns, nossa penitência seria falsa e simulada, e não teria efeito salutar” (Catecismo Romano, Parte II, V. Penitência 31). O Espírito Santo não pode entrar numa alma onde ainda subsiste aliança e amizade com o demônio, ainda que seja com um só pecado grave. Todo o pecado grave é ofensa grave, é separação de Deus… é inimizade com Deus. Também convém ter arrependimento dos pecados veniais. São também ofensas feitas a Deus, embora menos graves, de modo que não nos privam inteiramente da amizade de Deus e não nos roubam a graça santificante. Se alguém na confissão confessar só pecados veniais deve arrepender-se ao menos de um deles; do contrário, a confissão não é válida e não recebe perdão. Este arrependimento interno, sobrenatural dos pecados graves também deve ser sobre todas as coisas, isto é, devemos confessar o pecado grave como o maior de todos os males, a ponto de preferirmos qualquer doença e mesmo a morte a pecar gravemente. Há uma contrição perfeita e uma imperfeita. A contrição por si tende à reconciliação do pecador com seu Deus. A contrição perfeita é aquela que consegue, por si só, sem o sacramento da confissão, a reconciliação plena e perfeita com Deus. Aquele arrependimento ou contrição, que não consegue por si só pleno perdão e a perfeita reconciliação com Deus, chama-se contrição imperfeita. Portanto, a diferença está nos efeitos. Uma, a perfeita, consegue, por si só, a perfeita reconciliação com Deus: a outra, imperfeita, não consegue o pleno perdão, mas tão somente mediante a confissão. É preciso, porém, lembrar que também a contrição perfeita deve estar unida com o sincero desejo e vontade de se confessar quando puder. Leia também DEVEMOS NOS CONFESSAR COM QUÊ FREQUÊNCIA? O que decide se um arrependimento é perfeito ou imperfeito é o seu motivo. O arrependimento que se origina, que vem do perfeito amor de Deus, que é infinitamente bom, santo e amável, chama-se contrição perfeita. O que tem contrição perfeita alcança imediatamente o perdão pleno, a reconciliação perfeita com Deus, mas fica a obrigação de confessar os pecados a um sacerdote. A diferença dos motivos de contrição aparece claramente no seguinte exemplo: um pai enviou dois filhos à cidade para fazerem algumas compras. No caminho ficaram a brincar e correram atrás dos passarinhos, chegando com muito atraso para casa. Aproximando-se da casa ficaram receosos e começaram a chorar. O primeiro chora, porque tem medo de que o pai vá castigá-lo. O segundo chora, porque tem pena e dor de ter desgostado e amargurado o pai, que sempre fora tão bom para com ele. Este segundo representa a contrição perfeita, porque o seu motivo é o amor; o primeiro representa a contrição imperfeita, porque tem como motivo o medo, arrepende-se por causa do castigo. “Temos contrição perfeita quando nos arrependemos dos nossos pecados por termos ofendido a bondade de Deus” (Santo Agostinho). A contrição perfeita é o grande e puro amor de Deus, um amor sobre todas as coisas. Contrição imperfeita ou atrição é aquela que procede do temor de Deus, do medo do castigo: inferno, castigos temporais… É imperfeita porque nasce de motivos menos perfeitos, não provêm do amor de Deus, mas de um medo servil. A contrição imperfeita não nos obtém a reconciliação perfeita com Deus, somente mediante a confissão. Aquele que tem somente contrição imperfeita só recebe o perdão dos pecados com a absolvição sacramental na confissão. Essa contrição imperfeita é como uma pequena faísca, que a confissão e a absolvição inflamam e aumentam num grande incêndio, para destruir a palha do pecado. Devemos despertar em nós um verdadeiro arrependimento e dor dos pecados: pensando na grandeza de Deus, na sua bondade e nos sofrimentos da Paixão de Cristo. Acostumemo-nos a fazer todas as noites o ato de contrição perfeita, para não sermos surpreendidos pela morte em estado de pecado mortal. Antes da confissão, devemos assegurar-nos de que temos dor sincera dos nossos pecados. Podemos esquecer-nos involuntariamente de confessar um pecado… até mortal; e mesmo assim fazer uma boa confissão… receber o perdão dos pecados. Mas também podemos confessar minuciosamente todos os nossos pecados e, no entanto, sair do confessionário com eles ainda em nossa alma, se não temos uma contrição sincera. Que perigo! A palavra “contrição” deriva do latim e significa “moer”, “pulverizar”. A ideia de reduzir o eu a pó é a que nos leva a apresentar-nos diante de Deus com profunda humildade. Leia também PECADO, CULPA, PENA, PERDÃO E INDULGÊNCIA Uma pessoa não pode estar contrita de um pecado se continuar disposta a cometê-lo novamente, se tiver ocasião. Para se aproximar do sacramento da confissão, ou a nossa contrição é cem por cento sincera ou é melhor não confessarmos. O confessionário não é circo! “Quando nos vamos confessar, devemos ter muito empenho em ter verdadeira dor dos nossos pecados, porque esta é a coisa mais importante de todas; e, se falta a dor, a confissão não é válida” (São Pio X, Catecismo Maior, 724). Receber o sacramento da confissão sem dor verdadeira é fazer uma confissão indigna, e o sacramento seria inválido e infrutífero. Se não temos contrição autêntica, Deus não nos perdoará os pecados. Contrição sincera? Deve ser interior! O nosso coração deve estar nas nossas palavras… não significa necessariamente que devamos sentir uma dor emocional. Como o amor, a dor é um ato da vontade, não um golpe de emoção: “Deve estar no coração e na vontade, e não só nas palavras” (São Pio X, Catecismo Maior, 713). É possível ter uma profunda dor dos nossos pecados sem sentir reação emocional alguma. Se com toda a sinceridade nos determinamos a evitar tudo o que possa ofender a Deus, com a ajuda da sua graça, então temos contrição interior. O arrependimento perfeito não consiste em bater no peito com uma pedra, em derramar copiosas lágrimas… nem em dizer poesias sentimentais: “Não é necessário que materialmente se chore pela dor dos pecados; mas basta que no íntimo do coração se deplore mais o ter ofendido a Deus do que qualquer outra destraça” (São Pio X, Catecismo Maior, 719). Leia também A Luta contra o Pecado Contrição sobrenatural? A nossa dor é sobrenatural quando nasce de considerações sobrenaturais; quer dizer, quando o seu “porquê” se baseia na fé em algumas verdades que Deus ensinou: “Deve ser excitada em nós pela graça do Senhor, e que a devemos conceber levados por motivos que procedem da Fé” (São Pio X, Catecismo Maior, 715). Contrição sincera? A dor deve ser suprema! Devemos encarar realmente o mal moral do pecado como o máximo mal que existe, maior que qualquer mal físico ou meramente natural que nos possa ocorrer. Quando dizemos a Deus que nos arrependemos dos nossos pecados, estamos dispostos, com a ajuda da sua graça, a sofrer qualquer coisa antes de ofendê-lo outra vez: “Deve ser suprema porque devemos considerar e odiar o pecado como o maior de todos os males, uma vez que é ofensa a Deus, o sumo Bem” (São Pio X, Catecismo Maior, 718). Contrição sincera? A dor deve ser universal! Devemos arrepender-nos de todos os pecados mortais sem exceção. Ou nos arrependemos de todos ou não poderemos recuperar a graça de Deus. Ou todos são perdoados ou nenhum: “Deve se estender a todos os pecados mortais cometidos” (São Pio X, Catecismo Maior, 720). As condições: interior, sobrenatural, suprema e universal, se aplicam tanto à contrição perfeita como à imperfeita. Muitas pessoas, até estudadas, confundem a dor natural com a contrição imperfeita, quando não são de maneira nenhuma a mesma coisa. Leia também A importância do Sacramento da Confissão Também a contrição imperfeita deve ser sobrenatural nos seus motivos; deve basear-se num motivo conhecido pela fé, como a crença no céu e no inferno ou na fealdade essencial do pecado. Uma simples dor natural não é contrição nenhuma, nem mesmo imperfeita. Contrição significa que é mister dobrar e quebrar a obstinação e o orgulho do pecador e com o auxílio da graça transformar-se em obediência e amor: “O primeiro dentre os atos do penitente é a contrição” (Concílio de Trento). Há atrás de cada pecado um ídolo que corrompe a alma. A verdadeira contrição destrói o ídolo restituindo a saúde da alma: “Reconhecemos, sim, que a contrição apaga os pecados, mas quem ignora que deve ser tão forte, tão intensa e tão ardente, que a veemência da dor esteja em exata equação com a gravidade dos pecados?” (Catecismo Romano, Parte II, V. Penitência 36). O arrependimento é o regresso para Deus. Mas não é possível se Deus não nos der a graça: “Para ter dor dos nossos pecados, devemos pedi-la de todo o coração a Deus e excitá-la em nós com a consideração do grande mal que fizemos pecando” (São Pio X, Catecismo Maior, 722). Quem não se arrepende dos próprios pecados, fica escravo das próprias más ações, exilado de Deus, doente ou morto na alma: “Com toda a instância, é preciso exortar e advertir os fiéis a que façam um ato de particular contrição, para cada pecado mortal que tiverem cometido” (Catecismo Romano, Parte II, V. Penitência 29). Não só a contrição perfeita, mas o simples ato de amor a Deus sobre todas as coisas perdoa os pecados. Não é necessário o ato de contrição para obter o perdão dos pecados fora da confissão. Bastará um simples e sincero ato de amor a Deus, como este: Meu Deus, amo-vos sobre todas as coisas, porque vós assim o mereceis. Leia também A Igreja permite a Confissão Comunitária? Para receber o sacramento da penitência (confissão), não basta um simples ato do amor de Deus; é necessário fazer expressamente um ato de contrição perfeita ou imperfeita. Para se obter o perdão, é necessário que a contrição perfeita ou imperfeita se estenda a todos os pecados mortais ainda não perdoados. Não se pode obter a graça santificante, que é a vida da alma, enquanto nela houver um pecado mortal. Para haver verdadeira contrição – perfeita ou imperfeita – não é necessário que ela se estenda a todos os pecados veniais. Quem tivesse dez pecados veniais, e se arrependesse só de oito, ser-lhe-iam perdoados estes somente, e não os outros dois. Não se dá o mesmo com o pecado mortal: “Quem se confessa só de pecados veniais, para se confessar validamente, basta que se arrependa de algum deles; mas, para alcançar o perdão de todos, é necessário que se arrependa de todos os que reconhece ter cometido” (São Pio X, Catecismo Maior, 725). Leia também De quanto em quanto tempo nós católicos precisamos nos confessar? Para alcançar o perdão dos pecados no sacramento da penitência (confissão), não é necessária a contrição perfeita; basta a imperfeita ou atrição. Atrição é a dor e detestação do pecado cometido, motivada pelo medo do inferno ou das penas temporais infligidas por Deus, unidas ao propósito de nunca mais pecar. Fora da confissão, a atrição não chega para a remissão dos pecados mortais. Nem mesmo remite as faltas veniais numa alma despojada da graça santificante. Pode perdoá-las na alma em estado de graça. Texto por Ester Alves #confissão #penitência #SacramentodaConfissão

  • Estudo afirma que é falso que crianças foram mortas em escolas católicas do Canadá

    Historiador Jacques Rouillard questiona onde estão os alegados “restos mortais” e aponta graves incongruências nos relatos que chocaram o mundo em 2021 Cerca de 7 meses após um escândalo de proporções planetárias sobre “centenas de crianças indígenas” sepultadas de modo anônimo “em escolas católicas do Canadá”, uma reviravolta coloca grande parte das narrativas de 2021 na berlinda. O historiador Jacques Rouillard, professor emérito na Faculdade de História da Universidade de Montreal, publicou no portal canadense DorchesterReview.ca, neste último dia 11 de janeiro, um texto em que afirma que “nenhum corpo” de criança foi encontrado em alegadas valas comuns, sepulturas clandestinas ou em qualquer outra forma de sepultamento irregular na Escola Residencial Indígena Kamloops, no Canadá – e muito menos foram achados indícios de que alguma delas tenha sido assassinada. De acordo com o levantamento apresentado por Rouillard, 51 crianças morreram naquele internato ao longo dos 49 anos transcorridos entre 1915 e 1964. No caso de 35 delas, foram encontrados documentos que comprovam que a causa da morte, para a grande maioria, foram doenças, e, em alguns casos, acidentes. Nenhuma das 51 crianças falecidas foi assassinada. Narrativas viralizam em 2021 Ao longo de 2021, porém, teve ampla divulgação na grande mídia canadense, com repercussão mundial, a alegada descoberta de sepulturas sem identificação em escolas residenciais indígenas do país. Transportadas imediatamente para as redes sociais, estas alegações se transformaram em narrativas diversas, algumas das quais afirmavam que “centenas de crianças” haviam “sido mortas” e “enterradas secretamente” em “valas comuns” ou em túmulos irregulares dentro dos terrenos de “escolas católicas” espalhadas “por todo o Canadá”. De fato, várias das escolas residenciais indígenas em questão, embora pertencessem ao governo canadense, tinham sua gestão confiada a congregações religiosas, muitas delas católicas. Por esta razão, a Igreja foi rapidamente acusada de “conivência ou omissão” diante de “abusos e atos de violência, física e psicológica”, infligidos às crianças nativas naquelas instituições, que haviam sido implantadas pelo governo do país para, em tese, “integrar crianças nativas” à sociedade canadense. O modelo governamental de suposta “integração”, porém, foi acusado de forçar as crianças a se distanciarem bruscamente da sua cultura, tradições e idiomas. Como não foi possível sustentar a narrativa de que “centenas de crianças” tinham “sido mortas” em “escolas católicas”, a mídia passou a enfatizar a indignação social causada não pelas mortes em si, mas pela maneira como as crianças eram separadas da família tanto em vida quanto no próprio sepultamento. Até mesmo a China, cujo governo comunista perpetra explicitamente abusos sistemáticos e comprovados contra os direitos humanos dos próprios cidadãos, teve o desplante de exigir no Tribunal de Direitos Humanos da ONU, em junho de 2021, uma investigação sobre as “violações aos direitos humanos da população indígena do Canadá”. A Anistia Internacional, organização que defende abertamente o assassinato de bebês em gestação por meio do aborto livre, também exigiu que os responsáveis ​​pelos “restos mortais” que “foram encontrados” em Kamloops fossem processados. Novas informações e questionamentos Mas Jacques Rouillard questiona: onde estão estes alegados “restos mortais”? Segundo o extenso e detalhado artigo do pesquisador, a suposta “descoberta” de mais de “200 corpos” de crianças “mortas em escolas católicas” se baseou numa varredura de solo, feita por radar, em busca de corpos de crianças que já se pressupunha que tivessem sido anonimamente sepultadas em terreno pertencente à escola residencial indígena de Kamloops. Um relatório preliminar não encontrou corpo algum, mas sim rupturas do solo num pomar de macieiras das proximidades. Nenhum “resto mortal” chegou a ser exumado, mas a líder indígena canadense Rosanne Casimir afirmou que, “de acordo com o ‘conhecimento’ da comunidade”, aquelas anomalias do solo “eram 215 crianças desaparecidas”, incluindo algumas de apenas 3 anos de idade. Rouillard prossegue a exposição das suas investigações afirmando que, com base naquelas anomalias do solo, a jovem antropóloga Sarah Beaulieu, que havia supervisionado as assim descritas “varreduras”, teorizou que “provavelmente” havia 200 “possíveis sepultamentos” no local. Somente uma escavação, no entanto, poderia apresentar evidências – mas nenhuma escavação foi feita, nem na época, nem até hoje (!) Desproporcionalidade das reações As desvirtuações de informação provocaram uma série de violentos ataques incendiários contra igrejas católicas no país. Mesmo com a responsabilidade final pelas escolas e pela sua metodologia cabendo ao governo canadense, os bispos católicos do Canadá fizeram publicamente um pedido de desculpas pelas graves falhas cometidas por membros da Igreja na gestão daqueles internatos. Além das palavras, a Igreja também assumiu compromissos concretos com as comunidades nativas canadenses. Segundo o Vatican News, foram disponibilizados 30 milhões de dólares, em todo o Canadá, durante cinco anos, para financiar programas a serem definidos conjuntamente entre as lideranças indígenas e as dioceses, paróquias e órgãos da Igreja no país. Dom Donald Bolen, arcebispo de Regina, disse que seria “um longo caminho” e que era “importante percorrê-lo: precisamos continuar com ações concretas por justiça e reconciliação”. Representantes das comunidades indígenas canadenses manifestaram à Santa Sé o desejo de um encontro pessoal com o Papa, exigindo diretamente dele um pedido de desculpas. O Papa Francisco se declarou disposto a aceitar. Em 27 de outubro de 2021, o boletim diário da Santa Sé informou que “a Conferência Episcopal do Canadá convidou o Santo Padre a fazer uma viagem apostólica ao Canadá, também no contexto do longo processo pastoral de reconciliação com os povos indígenas. Sua Santidade indicou a sua disponibilidade para visitar o país, numa data a combinar”. Enquanto isso, em contraposição à postura de responsabilização e reconciliação que a Igreja Católica apresentou desde o início das supostas “descobertas”, manifestantes radicais anticatólicos reagiram com estúpida violência no Canadá, promovendo uma onda de ataques contra igrejas e, com isso, dando uma mostra do que seria na realidade o seu hipocritamente alegado “desejo de paz e reconciliação”. Reviravolta Agora, a reviravolta provocada pela extensa matéria de Jacques Rouillard começa a repercutir em outros veículos da América do Norte, questionando as anteriores narrativas e suas intenções. O “The Spectator World” se pergunta: “Por que o governo canadense não esperou por provas antes de lançar o país numa espiral de fúria e violência anticristã?”. O “National Post” reforça a proposta do próprio Jacques Rouillard de exortar todos os canadenses a se questionarem se, “no caminho para a reconciliação, não seria melhor procurar e contar a verdade completa em vez de criar deliberadamente mitos sensacionalistas”. O “The Daily Wire“, em matéria cujo título diz que “a narrativa pode estar colapsando”, recorda que, na época das alegadas “descobertas”, o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau declarou categoricamente que “restos mortais foram achados na antiga escola residencial Kamloops” e que tal achado “parte meu coração”, porque, segundo ele, “é uma dolorosa lembrança daquele capítulo escuro e vergonhoso da história do nosso país”. Que a história real e completa seja agora – literalmente – escavada e exposta ao mundo. Fonte: pt.aleteia.org

  • Estudo afirma que é falso que crianças foram mortas em escolas católicas do Canadá

    Historiador Jacques Rouillard questiona onde estão os alegados “restos mortais” e aponta graves incongruências nos relatos que chocaram o mundo em 2021 Cerca de 7 meses após um escândalo de proporções planetárias sobre “centenas de crianças indígenas” sepultadas de modo anônimo “em escolas católicas do Canadá”, uma reviravolta coloca grande parte das narrativas de 2021 na berlinda. O historiador Jacques Rouillard, professor emérito na Faculdade de História da Universidade de Montreal, publicou no portal canadense DorchesterReview.ca, neste último dia 11 de janeiro, um texto em que afirma que “nenhum corpo” de criança foi encontrado em alegadas valas comuns, sepulturas clandestinas ou em qualquer outra forma de sepultamento irregular na Escola Residencial Indígena Kamloops, no Canadá – e muito menos foram achados indícios de que alguma delas tenha sido assassinada. De acordo com o levantamento apresentado por Rouillard, 51 crianças morreram naquele internato ao longo dos 49 anos transcorridos entre 1915 e 1964. No caso de 35 delas, foram encontrados documentos que comprovam que a causa da morte, para a grande maioria, foram doenças, e, em alguns casos, acidentes. Nenhuma das 51 crianças falecidas foi assassinada. Narrativas viralizam em 2021 Ao longo de 2021, porém, teve ampla divulgação na grande mídia canadense, com repercussão mundial, a alegada descoberta de sepulturas sem identificação em escolas residenciais indígenas do país. Transportadas imediatamente para as redes sociais, estas alegações se transformaram em narrativas diversas, algumas das quais afirmavam que “centenas de crianças” haviam “sido mortas” e “enterradas secretamente” em “valas comuns” ou em túmulos irregulares dentro dos terrenos de “escolas católicas” espalhadas “por todo o Canadá”. De fato, várias das escolas residenciais indígenas em questão, embora pertencessem ao governo canadense, tinham sua gestão confiada a congregações religiosas, muitas delas católicas. Por esta razão, a Igreja foi rapidamente acusada de “conivência ou omissão” diante de “abusos e atos de violência, física e psicológica”, infligidos às crianças nativas naquelas instituições, que haviam sido implantadas pelo governo do país para, em tese, “integrar crianças nativas” à sociedade canadense. O modelo governamental de suposta “integração”, porém, foi acusado de forçar as crianças a se distanciarem bruscamente da sua cultura, tradições e idiomas. Como não foi possível sustentar a narrativa de que “centenas de crianças” tinham “sido mortas” em “escolas católicas”, a mídia passou a enfatizar a indignação social causada não pelas mortes em si, mas pela maneira como as crianças eram separadas da família tanto em vida quanto no próprio sepultamento. Até mesmo a China, cujo governo comunista perpetra explicitamente abusos sistemáticos e comprovados contra os direitos humanos dos próprios cidadãos, teve o desplante de exigir no Tribunal de Direitos Humanos da ONU, em junho de 2021, uma investigação sobre as “violações aos direitos humanos da população indígena do Canadá”. A Anistia Internacional, organização que defende abertamente o assassinato de bebês em gestação por meio do aborto livre, também exigiu que os responsáveis ​​pelos “restos mortais” que “foram encontrados” em Kamloops fossem processados. Novas informações e questionamentos Mas Jacques Rouillard questiona: onde estão estes alegados “restos mortais”? Segundo o extenso e detalhado artigo do pesquisador, a suposta “descoberta” de mais de “200 corpos” de crianças “mortas em escolas católicas” se baseou numa varredura de solo, feita por radar, em busca de corpos de crianças que já se pressupunha que tivessem sido anonimamente sepultadas em terreno pertencente à escola residencial indígena de Kamloops. Um relatório preliminar não encontrou corpo algum, mas sim rupturas do solo num pomar de macieiras das proximidades. Nenhum “resto mortal” chegou a ser exumado, mas a líder indígena canadense Rosanne Casimir afirmou que, “de acordo com o ‘conhecimento’ da comunidade”, aquelas anomalias do solo “eram 215 crianças desaparecidas”, incluindo algumas de apenas 3 anos de idade. Rouillard prossegue a exposição das suas investigações afirmando que, com base naquelas anomalias do solo, a jovem antropóloga Sarah Beaulieu, que havia supervisionado as assim descritas “varreduras”, teorizou que “provavelmente” havia 200 “possíveis sepultamentos” no local. Somente uma escavação, no entanto, poderia apresentar evidências – mas nenhuma escavação foi feita, nem na época, nem até hoje (!) Desproporcionalidade das reações As desvirtuações de informação provocaram uma série de violentos ataques incendiários contra igrejas católicas no país. Mesmo com a responsabilidade final pelas escolas e pela sua metodologia cabendo ao governo canadense, os bispos católicos do Canadá fizeram publicamente um pedido de desculpas pelas graves falhas cometidas por membros da Igreja na gestão daqueles internatos. Além das palavras, a Igreja também assumiu compromissos concretos com as comunidades nativas canadenses. Segundo o Vatican News, foram disponibilizados 30 milhões de dólares, em todo o Canadá, durante cinco anos, para financiar programas a serem definidos conjuntamente entre as lideranças indígenas e as dioceses, paróquias e órgãos da Igreja no país. Dom Donald Bolen, arcebispo de Regina, disse que seria “um longo caminho” e que era “importante percorrê-lo: precisamos continuar com ações concretas por justiça e reconciliação”. Representantes das comunidades indígenas canadenses manifestaram à Santa Sé o desejo de um encontro pessoal com o Papa, exigindo diretamente dele um pedido de desculpas. O Papa Francisco se declarou disposto a aceitar. Em 27 de outubro de 2021, o boletim diário da Santa Sé informou que “a Conferência Episcopal do Canadá convidou o Santo Padre a fazer uma viagem apostólica ao Canadá, também no contexto do longo processo pastoral de reconciliação com os povos indígenas. Sua Santidade indicou a sua disponibilidade para visitar o país, numa data a combinar”. Enquanto isso, em contraposição à postura de responsabilização e reconciliação que a Igreja Católica apresentou desde o início das supostas “descobertas”, manifestantes radicais anticatólicos reagiram com estúpida violência no Canadá, promovendo uma onda de ataques contra igrejas e, com isso, dando uma mostra do que seria na realidade o seu hipocritamente alegado “desejo de paz e reconciliação”. Reviravolta Agora, a reviravolta provocada pela extensa matéria de Jacques Rouillard começa a repercutir em outros veículos da América do Norte, questionando as anteriores narrativas e suas intenções. O “The Spectator World” se pergunta: “Por que o governo canadense não esperou por provas antes de lançar o país numa espiral de fúria e violência anticristã?”. O “National Post” reforça a proposta do próprio Jacques Rouillard de exortar todos os canadenses a se questionarem se, “no caminho para a reconciliação, não seria melhor procurar e contar a verdade completa em vez de criar deliberadamente mitos sensacionalistas”. O “The Daily Wire“, em matéria cujo título diz que “a narrativa pode estar colapsando”, recorda que, na época das alegadas “descobertas”, o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau declarou categoricamente que “restos mortais foram achados na antiga escola residencial Kamloops” e que tal achado “parte meu coração”, porque, segundo ele, “é uma dolorosa lembrança daquele capítulo escuro e vergonhoso da história do nosso país”. Que a história real e completa seja agora – literalmente – escavada e exposta ao mundo. Fonte: pt.aleteia.org

  • AS VIRTUDES ENLOUQUECIDAS DE CHESTERTON

    O contato muito próximo de Chesterton com intelectuais de esquerda, sobretudo os fabianos ingleses de sua geração — principalmente H. G. Wells e Bernard Shaw —, levou-o a refletir sobre um aspecto fundamental da modernidade: o paradoxo das virtudes enlouquecidas, sobre as quais nunca deixou de pensar. Para ele, nada pode ser cristão sem que seja, ao mesmo tempo, profundamente paradoxal. É da essência da doutrina cristã o paradoxo, como essencialmente paradoxal é a própria realidade, cuja apreensão pela grande literatura sempre teve um gosto de coisa superiormente, misteriosamente contraditória. Chesterton tocava explicitamente no assunto já no livro Ortodoxia , obra de 1908, anterior à sua conversão católica. Segundo ele, as virtudes cristãs, ao se desgarrarem da Igreja, depois da Reforma, passaram a circular sozinhas pelo mundo, e então se extraviaram, enlouqueceram. Um exemplo é a migração da caridade para o universo político, que resultou nas piores catástrofes sociais modernas, a partir da Revolução Francesa. O permanente amor de Deus para com suas criaturas humanas foi, certamente, o que inspirou, pelos caminhos tortuosos do secularismo, o enlouquecido amor fraterno dos revolucionários franceses (expresso no martírio que impuseram às religiosas carmelitas decapitadas, tal como foi retratado na novela Sozinha no patíbulo , de Gertrud von Le Fort (e que Bernanos transformaria em libreto para uma ópera de Francis Poulenc). Para Chesterton, o revolucionário só aceita dos santos o espírito de independência, jamais o senso de justiça. Foi também a virtude cristã da caridade (em sua modalidade enlouquecida) que fez Chesterton, na juventude, aderir de maneira enviesada à causa socialista, pois as opções fora do socialismo lhe pareciam medonhas: liberais esnobes e escarnecedores queixando-se de impostos e das classes trabalhadoras, ou darwinistas defendendo a eliminação dos mais fracos (não suspeitava, então, de como o socialismo e o darwinismo se dariam bem, ao longo do século XX). A justiça mandar dizer, no entanto, que nosso escritor foi sempre um adepto relutante da causa igualitarista, relutância que certamente viria da suspeita de que o amor cristão não respirava à vontade no novo ambiente, separada de suas virtudes congêneres. Outra face suspeita que a caridade enlouquecida pode ostentar, nos tempos modernos, é aquela que se recobre com a suavíssima pele da tolerância. Chesterton soube ver como ela tinha, no fundo, se transformado em perigosa timidez, especialmente no debate sobre Deus, quando a liberdade religiosa acabou produzindo um respeito tão exagerado pelas demais religiões que, na prática, já não é mais permitida a discussão da crença alheia. Estamos, aqui, navegando em pleno mar do relativismo, em que todos devem afogar, para sempre, as suas queixas quanto às opções do próximo, enquanto o próximo mais esperto vai disto se aproveitando para, sorrateiramente, impor a sua concepção ou a sua própria intolerância religiosa.

  • Sessão da Assembleia Sinodal Alemã que pode levar ao cisma na Igreja está em andamento

    Hoje serão votadas as primeiras propostas de reforma na Assembleia Sinodal da Igreja na Alemanha que começou ontem à tarde em Frankfurt e terminará amanhã. Parece bastante provável que o fim do celibato sacerdotal seja aprovado, embora seja evidente. A votação de hoje sobre os primeiros textos relativos às questões de poder na Igreja e a participação dos leigos na nomeação dos bispos mostrará o nível de consenso entre os 230 delegados da Conferência Episcopal e do Comitê Central dos Católicos Alemães (ZDK). É necessária a aprovação de “dois terços dos bispos” para “seguir o caminho da reforma”, explicou o presidente do ZDK, Irme Stetter-Karp, em entrevista coletiva. A seguir, entender-se-á se “os bispos querem continuar a reforma conosco”. Caso esse limite não seja atingido, o trabalho será interrompido para entender como proceder de forma consensual. “Enquanto buscamos mudanças em nossas próprias estruturas, precisamos que os bispos se comprometam a realizar as reformas”, acrescentou o estudioso bíblico Thomas Söding. Celibato, um objetivo para derrubar Entre os temas discutidos nestes dias está o do celibato sacerdotal: “O sacerdócio celibatário é um grande tesouro. Eu a vivo com prazer e sinto seu valor”, disse Dom Georg Bätzing, presidente da Conferência Episcopal Alemã, em resposta a uma pergunta. “Mas não é a única maneira de viver na Igreja”, disse ele, referindo-se à experiência da Igreja Católica Oriental, onde padres casados ​​são “uma vantagem”. O Sínodo da Amazônia já “abordou o assunto em detalhes”, explicou Dom Bätzing, acrescentando que: “Juntamo-nos a um movimento que já vem acontecendo há muito tempo, mesmo além da Alemanha”. O cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique, falou da mesma forma em uma entrevista ao meio de comunicação alemão Süddeutsche Zeitung: “Alguns padres estariam melhor se fossem casados. Não apenas por razões sexuais, mas porque seria melhor para suas vidas e eles não estariam sozinhos”. Segundo o cardeal, e apesar de centenas de milhares de sacerdotes o viverem em todo o mundo sem grandes problemas e com fidelidade a Cristo, o celibato sacerdotal como modo de vida é “precário. Pelo menos eu continuo dizendo isso para os jovens padres.” Aviso de Cisma‎ ‎Enquanto isso, coincidindo com o início da terceira sessão da Assembleia Sinodal, o grupo de católicos alemães que ‎‎denunciou a deriva da Igreja em seu país‎‎ escreveu uma carta aberta‎‎ a 2.000 bispos católicos em todo o mundo alertando para um cisma iminente na igreja. ‎‎ ‎‎A carta é intitulada “Sete Perguntas para a Igreja Católica na Alemanha” e eles advertem que há‎‎ uma “nova maneira radical de pensar sobre autodeterminação” que ameaça levar a igreja alemã a um cisma.‎ Caminho Sinodal Alemão é ‘rebelião contra o Evangelho’, diz associação No dia em que a assembleia geral do Caminho Sinodal Alemão foi aberta, a iniciativa Neuer Anfang (Novo Começo) alertou para o perigo de um novo cisma da Alemanha. Em uma carta aos bispos da Alemanha e de todos os continentes, os organizadores descrevem um “espírito de rebelião e traição ao Evangelho”. De hoje a sábado, o Caminho Sinodal Alemão, que reúne bispos e leigos para discutir reformas na Igreja na Alemanha, deve votar em assembleia geral propostas feitas ao longo de dois anos de debate. Neuer Anfang se define como uma associação de teólogos, filósofos e antropólogos que defendem reformas radicais na Igreja Católica, mas não veem o Caminho Sinodal Alemão como solução. Com a campanha “Sete Perguntas à Igreja Católica na Alemanha sobre Autonomia e Liberdade”, a associação alerta para uma nova forma de pensar a autodeterminação radical que, na opinião deles, ameaça levar a Igreja alemã a um cisma. O texto da campanha #SiebenFragen diz: “O foco não está mais no Senhor – sua palavra e vontade – mas no ser humano – sua vontade, seus interesses, sua identidade, seu desejo, sua liberdade devem determinar o que está acontecendo na Igreja, o que ainda parece plausível perante o tribunal da modernidade, o que pode e não pode ser ensinado e vivido”. A carta apela aos bispos do mundo para que usem sua influência para evitar outra divisão: “O fato de que o Papa Leão X uma vez rejeitou as teses de Martinho Lutero como irrelevantes ‘brigas entre monges’ foi talvez o erro mais importante da história da Igreja. Exatamente 500 anos depois, a Igreja Católica Romana está novamente a ponto de minimizar um debate teológico em um país não muito distante, ignorando-o e considerando-o como um problema da Alemanha. O próximo cisma no cristianismo está à porta e novamente ele vem da Alemanha.” No início de janeiro, a iniciativa Neuer Anfang apresentou ao papa Francisco seu “Manifesto de Reforma” assinado por 6 mil pessoas. O manifesto acusa os promotores do Caminho Sinodal Alemão de “abuso com o abuso”. Os bispos e leigos que debatem moral sexual, estruturas de poder, e o papel da mulher na Igreja no âmbito do Caminho Sinodal Alemão estariam instrumentalizando o urgentemente necessário debate sobre abuso sexual do clero para criar uma igreja diferente. Segundo a iniciativa, além dos 67 bispos alemães, cerca de 2 mil bispos e 500 comunidades, movimentos e institutos religiosos católicos de todo o mundo também receberam um texto explicativo intitulado “Isto não é o evangelho” e um convite teológico para um debate científico: “Sete perguntas à Igreja Católica na Alemanha sobre liberdade e autonomia” Neuer Anfang acrescentou a esses dois documentos uma coleção de citações e declarações de teólogos, bispos e dos textos dos fóruns sinodais, com “declarações teológicas típicas do ambiente do Caminho Sinodal, que os autores acreditam não serem mais compatível com a Sagrada Escritura e com o ensinamento permanente da Igreja universal mundial”. Com informações de infocatolica e acidigital #Alemanha #AssembléiaSinodalAlemã #SínododaAlemanha

  • Sessão da Assembleia Sinodal Alemã que pode levar ao cisma na Igreja está em andamento

    Hoje serão votadas as primeiras propostas de reforma na Assembleia Sinodal da Igreja na Alemanha que começou ontem à tarde em Frankfurt e terminará amanhã. Parece bastante provável que o fim do celibato sacerdotal seja aprovado, embora seja evidente. A votação de hoje sobre os primeiros textos relativos às questões de poder na Igreja e a participação dos leigos na nomeação dos bispos mostrará o nível de consenso entre os 230 delegados da Conferência Episcopal e do Comitê Central dos Católicos Alemães (ZDK). É necessária a aprovação de “dois terços dos bispos” para “seguir o caminho da reforma”, explicou o presidente do ZDK, Irme Stetter-Karp, em entrevista coletiva. A seguir, entender-se-á se “os bispos querem continuar a reforma conosco”. Caso esse limite não seja atingido, o trabalho será interrompido para entender como proceder de forma consensual. “Enquanto buscamos mudanças em nossas próprias estruturas, precisamos que os bispos se comprometam a realizar as reformas”, acrescentou o estudioso bíblico Thomas Söding. Celibato, um objetivo para derrubar Entre os temas discutidos nestes dias está o do celibato sacerdotal: “O sacerdócio celibatário é um grande tesouro. Eu a vivo com prazer e sinto seu valor”, disse Dom Georg Bätzing, presidente da Conferência Episcopal Alemã, em resposta a uma pergunta. “Mas não é a única maneira de viver na Igreja”, disse ele, referindo-se à experiência da Igreja Católica Oriental, onde padres casados ​​são “uma vantagem”. O Sínodo da Amazônia já “abordou o assunto em detalhes”, explicou Dom Bätzing, acrescentando que: “Juntamo-nos a um movimento que já vem acontecendo há muito tempo, mesmo além da Alemanha”. O cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique, falou da mesma forma em uma entrevista ao meio de comunicação alemão Süddeutsche Zeitung: “Alguns padres estariam melhor se fossem casados. Não apenas por razões sexuais, mas porque seria melhor para suas vidas e eles não estariam sozinhos”. Segundo o cardeal, e apesar de centenas de milhares de sacerdotes o viverem em todo o mundo sem grandes problemas e com fidelidade a Cristo, o celibato sacerdotal como modo de vida é “precário. Pelo menos eu continuo dizendo isso para os jovens padres.” Aviso de Cisma‎ ‎Enquanto isso, coincidindo com o início da terceira sessão da Assembleia Sinodal, o grupo de católicos alemães que ‎‎denunciou a deriva da Igreja em seu país‎‎ escreveu uma carta aberta‎‎ a 2.000 bispos católicos em todo o mundo alertando para um cisma iminente na igreja. ‎‎ ‎‎A carta é intitulada “Sete Perguntas para a Igreja Católica na Alemanha” e eles advertem que há‎‎ uma “nova maneira radical de pensar sobre autodeterminação” que ameaça levar a igreja alemã a um cisma.‎ Caminho Sinodal Alemão é ‘rebelião contra o Evangelho’, diz associação No dia em que a assembleia geral do Caminho Sinodal Alemão foi aberta, a iniciativa Neuer Anfang (Novo Começo) alertou para o perigo de um novo cisma da Alemanha. Em uma carta aos bispos da Alemanha e de todos os continentes, os organizadores descrevem um “espírito de rebelião e traição ao Evangelho”. De hoje a sábado, o Caminho Sinodal Alemão, que reúne bispos e leigos para discutir reformas na Igreja na Alemanha, deve votar em assembleia geral propostas feitas ao longo de dois anos de debate. Neuer Anfang se define como uma associação de teólogos, filósofos e antropólogos que defendem reformas radicais na Igreja Católica, mas não veem o Caminho Sinodal Alemão como solução. Com a campanha “Sete Perguntas à Igreja Católica na Alemanha sobre Autonomia e Liberdade”, a associação alerta para uma nova forma de pensar a autodeterminação radical que, na opinião deles, ameaça levar a Igreja alemã a um cisma. O texto da campanha #SiebenFragen diz: “O foco não está mais no Senhor – sua palavra e vontade – mas no ser humano – sua vontade, seus interesses, sua identidade, seu desejo, sua liberdade devem determinar o que está acontecendo na Igreja, o que ainda parece plausível perante o tribunal da modernidade, o que pode e não pode ser ensinado e vivido”. A carta apela aos bispos do mundo para que usem sua influência para evitar outra divisão: “O fato de que o Papa Leão X uma vez rejeitou as teses de Martinho Lutero como irrelevantes ‘brigas entre monges’ foi talvez o erro mais importante da história da Igreja. Exatamente 500 anos depois, a Igreja Católica Romana está novamente a ponto de minimizar um debate teológico em um país não muito distante, ignorando-o e considerando-o como um problema da Alemanha. O próximo cisma no cristianismo está à porta e novamente ele vem da Alemanha.” No início de janeiro, a iniciativa Neuer Anfang apresentou ao papa Francisco seu “Manifesto de Reforma” assinado por 6 mil pessoas. O manifesto acusa os promotores do Caminho Sinodal Alemão de “abuso com o abuso”. Os bispos e leigos que debatem moral sexual, estruturas de poder, e o papel da mulher na Igreja no âmbito do Caminho Sinodal Alemão estariam instrumentalizando o urgentemente necessário debate sobre abuso sexual do clero para criar uma igreja diferente. Segundo a iniciativa, além dos 67 bispos alemães, cerca de 2 mil bispos e 500 comunidades, movimentos e institutos religiosos católicos de todo o mundo também receberam um texto explicativo intitulado “Isto não é o evangelho” e um convite teológico para um debate científico: “Sete perguntas à Igreja Católica na Alemanha sobre liberdade e autonomia” Neuer Anfang acrescentou a esses dois documentos uma coleção de citações e declarações de teólogos, bispos e dos textos dos fóruns sinodais, com “declarações teológicas típicas do ambiente do Caminho Sinodal, que os autores acreditam não serem mais compatível com a Sagrada Escritura e com o ensinamento permanente da Igreja universal mundial”. Com informações de infocatolica e acidigital #Alemanha #AssembléiaSinodalAlemã #SínododaAlemanha

  • Padre é encontrado morto dentro de igreja com carta de despedida no Pernambuco

    Padre Geraldo de Oliveira, de 77 anos, foi encontrado morto dentro da igreja de São Sebastião, em Surubim, no Agreste de Pernambuco, na noite de terça-feira, 1º de fevereiro. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. A suspeita é de que o padre tenha cometido suicídio. Leia a carta no final da matéria. O padre foi encontrado por funcionários da igreja entre os bancos do templo, junto com um pedaço de corda, uma carta e um frasco que a polícia suspeita que contivesse veneno. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Recife (PE) para que se determine a causa da morte. Padre Geral de Oliveira tinha 50 anos de sacerdócio, sendo 23 anos na diocese de Caruaru e 27 na diocese de Nazaré da Mata. Segundo a diocese de Nazaré da Mata, ele morava em casa própria em Surubim e mantinha “suas atividades de vigário paroquial e assistência aos pobres, como lhe era peculiar”. Em nota, o bispo de Nazaré da Mata, dom Francisco de Assis, manifestou “neste momento de grande dor, nossa solidariedade aos seus familiares, ao clero, à paróquia São Sebastião, em Surubim, e ao povo de Deus”. “Como seguidores de Jesus, caminho, verdade e vida, cremos na vida eterna e na superioridade do amor de Deus, a quem recomendamos esse nosso irmão, confiando-lhe também as preces de todos os nossos diocesanos”, disse o bispo. A prefeitura de Surubim decretou luto oficial de três dias pela morte de padre Geraldo de Oliveira. “Ele sempre teve uma importante atuação e até hoje admirada por todos os fiéis pelo seu compromisso de fé com a Palavra de Deus, praticando-a destacadamente com os mais necessitados”, afirmou em nota de pesar. . .

  • Padre é encontrado morto dentro de igreja com carta de despedida no Pernambuco

    Padre Geraldo de Oliveira, de 77 anos, foi encontrado morto dentro da igreja de São Sebastião, em Surubim, no Agreste de Pernambuco, na noite de terça-feira, 1º de fevereiro. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. A suspeita é de que o padre tenha cometido suicídio. Leia a carta no final da matéria. O padre foi encontrado por funcionários da igreja entre os bancos do templo, junto com um pedaço de corda, uma carta e um frasco que a polícia suspeita que contivesse veneno. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Recife (PE) para que se determine a causa da morte. Padre Geral de Oliveira tinha 50 anos de sacerdócio, sendo 23 anos na diocese de Caruaru e 27 na diocese de Nazaré da Mata. Segundo a diocese de Nazaré da Mata, ele morava em casa própria em Surubim e mantinha “suas atividades de vigário paroquial e assistência aos pobres, como lhe era peculiar”. Em nota, o bispo de Nazaré da Mata, dom Francisco de Assis, manifestou “neste momento de grande dor, nossa solidariedade aos seus familiares, ao clero, à paróquia São Sebastião, em Surubim, e ao povo de Deus”. “Como seguidores de Jesus, caminho, verdade e vida, cremos na vida eterna e na superioridade do amor de Deus, a quem recomendamos esse nosso irmão, confiando-lhe também as preces de todos os nossos diocesanos”, disse o bispo. A prefeitura de Surubim decretou luto oficial de três dias pela morte de padre Geraldo de Oliveira. “Ele sempre teve uma importante atuação e até hoje admirada por todos os fiéis pelo seu compromisso de fé com a Palavra de Deus, praticando-a destacadamente com os mais necessitados”, afirmou em nota de pesar. . .

  • UMA CAÇADA HUMANA – Pe. Santiago Martín

    “Isto é uma caçada humana”. Estas foram as palavras do Cardeal Pell quando foi levado para a prisão, condenado em primeira e segunda instância por abuso sexual de crianças que não cometeu. Foi o Supremo Tribunal da Austrália que refutou as alegações, que não tinham de fato qualquer fundamento, e o devolveu à liberdade. Mas nessa altura já tinha passado 404 dias na prisão, em regime de isolamento e praticamente impossibilitado de celebrar a missa. Foi uma caçada humana contra um homem que teve dois “crimes” graves, e não foi nenhum deles que o levou a ser condenado: ele era conservador na doutrina e tinha tentado limpar da corrupção as finanças do Vaticano. Foi por estes “crimes” que a conspiração contra ele foi organizada, e ainda não está claro quem a organizou, quanto pagaram por ela e a quem a pagaram. Nestes dias, pensei no Cardeal Pell e na sua frase, quando vi o que está sendo feito com o Cardeal Voelki, de Colónia. Voelki também cometeu dois “crimes”, semelhantes a Pell. É conservador e enfrentou não a corrupção do Vaticano, mas a corrupção alemã, embora no seu caso a corrupção seja doutrinal e não econômica. Voelki é o maior crítico do Sínodo Alemão, com a particularidade de governar uma diocese muito importante. É por isso que ele deve ser derrubado. Para isto, criaram um estudo supostamente independente que o implicou na proteção dos padres pedófilos. O estudo foi tão insuficiente, que ele encomendou outro e, além disto, entregou os seus resultados à polícia. Foi completamente isentado de qualquer responsabilidade e a única coisa que lhe podia ser imputada era o fato de não ter comunicado corretamente as medidas que tinha tomado contra os pedófilos. Por outro lado, nessa altura dos acontecimentos, acabou sendo implicado o vigário geral da diocese, que é o atual bispo de Hamburgo, Dom Stefan Hesse, um dos mais proeminentes promotores do processo cismático alemão. Surpreendentemente para uns, e logicamente para outros, o Papa não aceitou a demissão de Hesse e, em vez disto, impôs ao Cardeal Voelki uma licença de vários meses, que está prestes a expirar. Talvez esta seja a razão pela qual a proibição do cardeal alemão foi novamente levantada (e os seus inimigos, dentro do Episcopado alemão e fora dele, insistiram que ele se demitisse). A voz mais poderosa dos seus acusadores foi a do Cardeal Hollerich do Luxemburgo, um jesuíta que preside as Conferências Episcopais Europeias e é o relator do Sínodo sobre a Sinodalidade. Hollerich disse que Voelki deveria demitir-se, porque os seus paroquianos não gostam dele. Penso que ele não tenha ido sondar os católicos de Colónia, um a um; suponho, antes, que se baseie no resultado das últimas estatísticas sobre a apostasia de fiéis da Igreja alemã. Colónia está na liderança no aumento percentual de tais saídas e isso deve ter sido interpretado, por Hollerich, como uma rejeição popular. Lamento que Sua Eminência não tenha pensado numa possibilidade que me parece mais do que provável: que o aumento desta percentagem seja o resultado de saídas promovidas pelos fiéis mais liberais da diocese, a fim de embaraçar o seu arcebispo e, assim, ter um argumento contra ele. Surpreendentemente para alguns, e logicamente para outros, Hollerich nada disse sobre a necessidade da demissão dos bispos cujo comportamento tenha indícios de cumplicidade com padres pedófilos, como Bätzing e Marx, presidente da Conferência Episcopal Alemã e arcebispo cardeal de Munique, respectivamente, com o agravante de que, em números absolutos, Munique é a diocese onde tem havido mais apostasias, muito mais até do que em Colónia. Mas talvez o apelo de Hollerich à Voelki seja melhor compreendido à luz das suas últimas declarações, nas quais tem sido a favor do casamento de padres, do diaconato feminino (que todos sabemos ser apenas um passo em direção ao sacerdócio feminino) e da aceitação de atos homossexuais como legítimos. Isto não é busca de justiça, mas uma caçada. E Voelki não é a única presa. Bento XVI é a “grande peça” com que querem ganhar o jogo, acusando-o de negligência com padres pedófilos, mas voltarei a ele quando o Papa emérito tornar públicos os seus argumentos contra o relatório. O relatório foi preparado pelo mesmo grupo que fez contra aquele contra Voelki e pago pela diocese do Cardeal Marx. Poderá alguém ficar surpreendido com tal resultado?

  • “Vou morrer, mas não vou deixar você entrar”

    Quando um homem-bomba tentou entrar em uma igreja católica no Paquistão em 2015, Akash Bashir, um segurança voluntário de 20 anos, bloqueou seu caminho e morreu. A Congregação para as Causas dos Santos acaba de anunciar à Arquidiocese de Lahore, que abriu seu processo de canonização por martírio em novembro, que agora é considerado um Servo de Deus. ” Vou morrer, mas não vou deixar você entrar “, disse ao terrorista armado com explosivos. O agressor então detonou uma bomba, matando imediatamente a si mesmo e ao homem agora reconhecido como candidato à canonização: Akash Bashir. Graças à sua ação, a igreja -com mais de 1.000 católicos dentro- foi salva de uma explosão direta . Bashir foi morto em 15 de março de 2015, quando homens-bomba atacaram a Igreja Católica de São João e a Igreja de Cristo do Paquistão. Localizadas em Lahore, as igrejas estão em um dos maiores bairros cristãos do país. O grupo terrorista Tehreek-e-Taliban Paquistão Jamaatul Ahrar (TTP-JA) reivindicou mais tarde a responsabilidade pelos ataques que causaram 17 mortes e mais de 70 feridos, informou o Vatican News. Esses números poderiam ter sido maiores se Bashir não estivesse de olho na Igreja Católica de St. John. Quase sete anos depois, em 31 de janeiro, o arcebispo de Lahore, Sebastian Shaw, anunciou que o Vaticano aceitou Akash Bashir como Servo de Deus, título concedido a um candidato à santidade enquanto sua vida e obra são examinadas de perto. O arcebispo fez o anúncio sobre Bashir, ex-aluno do Instituto Técnico Dom Bosco local, na festa de São João Bosco, informou a UCA News. Padre Francis Gulzar, Vigário Geral da Arquidiocese de Lahore, respondeu chamando-o de “grande dia para a Igreja Católica no Paquistão”. “Ele ofereceu sua vida como sacrifício para salvar a vida da comunidade cristã na Igreja Católica de São João”, disse o vigário geral. “Ele é o primeiro cristão paquistanês a ser elevado ao posto de Servo de Deus “. O pai de Akash Bashir, Bashir Emmanuel, disse que inicialmente desconhecia as notícias de seu filho: “Um dos meus filhos me disse que havia uma missa especial na igreja. É uma grande honra para nós. Akash simboliza a força da fé cristã em nosso país. Rezo para que todos os passos para a santidade sejam cumpridos”. Citando a agência de notícias salesiana ANS, o Vatican News informou que a Congregação para as Causas dos Santos autorizou a Arquidiocese de Lahore a abrir a causa do martírio de Akash Bashir em novembro passado . A mãe de Bashir, Naz Bano, disse anteriormente à Aid to the Church in Need que seu filho se juntou aos guardas de segurança voluntários de sua igreja em novembro de 2014. “Todas as denominações estavam recrutando jovens após o atentado suicida de 2013 na Igreja de Todos os Santos na cidade de Peshawar”, disse ele. “Akash costumava discutir isso com seus amigos e continuou insistindo por três meses que queria assistir à igreja. Ele estava disposto a sacrificar sua vida se Deus lhe desse a oportunidade de proteger os outros ». Ele se lembra de ouvir explosões no dia em que morreu. “As ruas estavam cheias de gente”, lembrou. “Ouvindo a segunda explosão, corri com meu filho mais novo para a igreja católica.” Finalmente, ele encontrou quem estava procurando: seu filho. “Eu estava procurando Akash entre os meninos perto da porta da igreja”, disse ele. “Mas ele estava deitado no chão. Seu braço direito quase foi arrancado. Eu não podia acreditar nos meus olhos .” Hoje, disse ele, outro de seus filhos, Arsalan, agora cuida da igreja “para tomar o lugar de seu irmão”. “Nós não estamos parando você”, disse ele. “Não podemos impedir que nossos filhos sirvam à Igreja. É a sua escolha.” Ele descreveu seu filho, Akash, como uma “parte do meu coração”. “Mas nossa felicidade é maior que nossa dor”, disse ele à AIN. «Era um menino simples que morreu no caminho do Senhor e salvou o padre e os fiéis. As pessoas o amam. Akash já é nosso santo.” FONTE: ( CWR/InfoCatólica ) #AkashBashir #canonização #CongregaçãoparaasCausasdosSantos #servodeDeus

  • Líder protestante suíço em defesa de Bento XVI

    Os ataques da mídia ao Papa Emérito continuam. Será que os que acham ter o controle do tribunal da opinião pública querem destruir Bento XVI? É o que muitos já afirmam, pois o Papa Emérito é considerado um obstáculo a ser removido, de forma necessária, para que certas mudanças de base ocorram. Mas mesmo que se repita uma afirmação ou uma mentira, a realidade tem uma força intrínseca, e se faltam provas, mais cedo ou mais tarde, com paciência, a verdade acaba por se impor à falsidade. Depois que o Papa Emérito, por meio de seu secretário pessoal, Mons. Georg Ganwein, esclareceu que estava presente em uma reunião, em 15 de janeiro de 1980, a grande mídia se vangloriou, lançando manchetes como: ‘Bento admite’, ou ‘Bento se retrata’, desviando a atenção da questão principal, e é a de que o Papa Ratzinger confirmou não ter nenhuma responsabilidade na designação um sacerdote pedófilo para um cargo pastoral. Aguardando Bento XVI emitir um pronunciamento abrangente sobre todo o assunto, depois de ter estudado o volumoso Relatório Westpfahl Spilker Wastl sobre abusos na Arquidiocese de Munique, a “tormenta Bento” já traz o benefício de trazer à luz todo o passado de luta do Papa Emérito contra os abusos dentro da Igreja. O cardeal Ratzinger foi um dos primeiros defensores em Roma, há mais de 20 anos, de que os abusos e encobrimentos na Igreja Católica não podiam continuar. Como Papa, ele iniciou uma grande mudança nesse sentido. E todo o grande legado de Bento volta à tona, e acabará sendo reconhecido pelos melhores da Igreja e por um amplo setor da opinião pública. Segundo noticiou Infocatolica, até mesmo líderes protestantes bem conhecidos, como Roger Köppel, estão assumindo a defesa de Bento XVI. Köppel, editor do “Weltwoche”, afirmou hoje em seu programa matutino “Weltwoche Daily” que “os ataques a Bento XVI têm uma conotação política muito forte. As pessoas estão tentando culpar o Papa Bento XVI por algum tipo de cumplicidade nos casos de abuso na Igreja Católica. O que temos agora são os tribunais da moralidade. A moralidade de hoje é usada para julgar a situação jurídica do passado”. Para Köppel, as acusações são “absurdas” e a intenção é desacreditar moralmente um Papa que defende uma posição ortodoxa e conservadora. “Como protestante, estou do lado de Bento. As igrejas têm uma tarefa muito importante: resistir ao zeitgeist (espírito dos tempos). As igrejas não são zeitgeist, elas devem se ater ao que está escrito na Bíblia”, disse Köppel. (SCM) FONTE: Gaudium Press #BENTOXVI #RogerKöppel #PapaRatzinger #Ratzinger #papaemérito

  • PRELADO APOIA GAYS ENQUANTO PADRE É LEVADO AO TRIBUNAL

    Arcebispo pró-LGBTQ+ de Malta é apontado como czar doutrinário do Vaticano VALLETTA, Malta – Os católicos expressaram indignação depois que o arcebispo de Malta demonstrou solidariedade com organizações ativistas LGBTIQ+ alguns dias antes de um padre fiel ser levado ao tribunal por “discurso de ódio” contra homossexuais. O arcebispo Charles Scicluna e o bispo auxiliar Joseph Galea-Curmi se encontraram com Drachma LGBT I, Allied Rainbow Community, Drachma Parents’ Group, LGBTI+ I e LGBTIQ Rights Malta na cúria arquidiocesana em Floriana na terça-feira, anunciou um comunicado de imprensa da Drachma . Durante a “conversa positiva e fluida” de duas horas, os bispos e a comunidade LGBTIQ+ exploraram maneiras de fazer com que os católicos pansexuais “se sentissem mais em casa com a Igreja”, disse o comunicado. Na sexta-feira, o padre incendiário Pe. David Muscat apareceu no tribunal acusado de “incitação ao ódio ou violência” por seus comentários sobre a homossexualidade depois que uma queixa foi apresentada pela unidade de Crimes de Ódio e Discurso de Ódio do país predominantemente católico. O magistrado Ian Farrugia repreendeu o padre, pedindo-lhe que fosse “mais prudente no que dizemos”. Não há nada para se orgulhar em se envolver em atos de depravação contrários à lei de Deus. “Quer você goste ou não, o que você diz tem peso”, disse Farrugia a Muscat. “As pessoas olham para você. Não quero mais casos. O que está feito está feito. Isso é para o futuro.” Um pesquisador universitário disse ao Church Militant que o encontro entre o arcebispo e os ativistas foi “cuidadosamente programado e divulgado para infligir o máximo dano à reputação do padre e influenciar negativamente a decisão do tribunal contra o Pe. Muscat”. Durante a reunião, Scicluna enfatizou “afastar-se da linguagem da ideologia” e indiretamente repreendeu Muscat por “falar sem antes parar para pensar”. Verdadeiro ato de amor ausente “É uma pena que o arcebispo não tenha praticado o que pregou quando denunciou publicamente o Pe. David Muscat, sem primeiro entrar em contato com este padre para esclarecimentos ou explicações”, disse Philip Beattie, presidente da Sociedade Maltesa para a Civilização Cristã, ao Church Militant. Como é que a Bíblia e a sociedade em geral ainda consideram a norma macho-fêmea e heterossexual como ‘normal’ e ‘natural?’ Beattie elaborou: Um verdadeiro ato de amor e respeito em Mons. A parte de Scicluna teria sido pregar e explicar as verdades austeras da Fé para esses ativistas LGBTI+. Ele deveria tê-los exortado a carregar e abraçar a cruz e a mortificação em completa fidelidade a Cristo. Isto é o que um verdadeiro pastor preocupado com a salvação de almas teria feito.   De acordo com a declaração do Drachma: “Uma das coisas que eles falaram foi o orgulho.” Isso dificilmente é algo para se gabar, visto que foi o orgulho dos anjos caídos que levou à primeira rebelião contra Deus e Sua ordem de criação. Não há nada para se orgulhar em se envolver em atos de depravação contrários à lei de Deus. Como Muscat se declarou inocente da acusação de discurso de ódio no tribunal, seus advogados, Mariah Mula e Christopher Attard, disseram que estavam contestando a acusação de que Pe. As palavras de Muscat constituíam “discurso de ódio”. Fontes maltesas próximas ao padre altamente respeitado disseram ao Church Militant que as palavras de Muscat, citando a caracterização do Catecismo da Igreja Católica de atos homossexuais como intrinsecamente desordenados e gravemente pecaminosos, foram tiradas de contexto. Organização pró-gay difama figuras bíblicas Drachma é um corpo católico de ativistas gays que busca “integração sexual e espiritual”. Realiza reuniões regulares na capelania e capela da universidade em Msida e retiros LGBTI+ na Casa de Retiros Mount St. Joseph, administrada pelos jesuítas, em Mosta. Os católicos ficaram escandalizados depois que Drachma organizou uma apresentação para adultos intitulada “David e Jonathan” no Centro Paroquial de Gudja e um evento intitulado “Ruth e Naomi” na capela da universidade em 2018. Estudiosos bíblicos queer afirmaram que David e Jonathan eram amantes homossexuais , enquanto Ruth e Naomi são ” uma inspiração para lésbicas “. Uma reflexão no site da Drachma interpreta “o belo relacionamento íntimo entre Davi e Jônatas, ou entre Rute e Noemi, ou entre Jesus e João Evangelista” como “rico, diversificado e profundamente belo”. Scicluna parece acreditar na prática de uma forma distorcida de caridade, que não está fundamentada na verdade cristã. “Há uma riqueza nessa intimidade que vai muito além da ênfase moral e doutrinária usual na atividade genital”, observa a reflexão. A interpretação de Drachma de Gênesis desafia o “binário rígido masculino-feminino”, perguntando: Se “somos tantos e tão diferentes, como é que a Bíblia e a sociedade em geral ainda consideram a norma homem-mulher e heterossexual como ‘normal’ e ‘naturais?'” Prelado defensor da depravação: chefe da CDF? Na festa da Epifania, Scicluna repreendeu publicamente Mascate, instruindo o clérigo franco a parar de fazer “comentários inflamatórios e prejudiciais” e advertindo Mascate que ele poderia ser impedido de exercer seu ministério em público. Como a polícia maltesa iniciou uma investigação sobre o Pe. Mascate por “discurso de ódio”, o arcebispo fez uma homilia na televisão dizendo aos gays: “Deus te ama por quem você é” e pedindo desculpas “em nome da Igreja a todos aqueles que foram feridos por essas palavras duras”. O prelado deverá substituir Cdl, de 77 anos. Luis Ladaria, um conservador que atualmente é prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, informou a Church Militant anteriormente . Scicluna, que atualmente está envolvido em um escândalo de apropriação de terras, tem sido alvo de repetidas manifestações de grupos de direitos humanos que protestam contra os  decretos do arcebispo , que abrem caminho para especuladores comprarem propriedades no valor de vários milhões de euros para uso como apartamentos. “Pode-se apenas concluir que Scicluna parece acreditar na prática de uma forma distorcida de caridade, que não é fundamentada na verdade cristã, mas sim fundamentada no modernismo “, observou Beattie. “Rezo para que ele retorne à plenitude da fé católica e humildemente o lembre que a caridade praticada sem a verdade não tem sentido”, pediu o presidente da Pro Malta Christiana. O processo contra o Pe. Mascate foi adiado até 4 de março. FONTE: por Jules Gomes  • ChurchMilitant.com • 31 de janeiro de 2022 (com tradução automática livre) #CharlesScicluna #Malta #PeDavidMuscat

  • PROCESSO FEDERAL DE PORNOGRAFIA INFANTIL AVANÇA CONTRA PADRE DA FSSP

    Um processo criminal federal está sendo processado contra um padre tradicionalista preso por pornografia infantil, mesmo quando as acusações estaduais estão sendo retiradas. Em 14 de janeiro, um tribunal estadual de Rhode Island retirou as acusações criminais contra o Pe. James Jackson da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro (FSSP). É entendido como um movimento processual adiado para o tribunal federal, onde o padre está sendo processado por acusações semelhantes de posse e distribuição de pornografia infantil. Como um site jurídico explica: Normalmente, o governo estadual e federal não perseguem condenações pela mesma conduta. Se o governo federal decidir acusar um réu, o estado normalmente relaxará sua posição. Se as acusações já tiverem sido apresentadas no tribunal estadual, os promotores estaduais se retirarão descartando as acusações existentes ou redefinindo o caso até que a acusação federal termine. Se a punição recebida no caso federal for adequada, as autoridades estaduais muitas vezes arquivarão o caso estadual. Uma ordem de acusação de 21 de dezembro observa que o juiz William E. Smith foi designado para o caso judicial e supervisionará o julgamento. Até agora, nenhum pedido foi apresentado na Justiça Federal para rejeitar as acusações. Ordem de acusação de 21 de dezembro de 2021 Jackson entrou com uma declaração de inocência em sua acusação federal, que os advogados de defesa criminal normalmente aconselham a seus clientes  nesta fase, independentemente da culpa ou inocência real ou da força das evidências: Os advogados de defesa geralmente recomendam que os réus criminais se declarem inocentes na acusação. Se um réu se declarar inocente, o promotor deve reunir as provas contra o réu e, em seguida, dar à defesa a oportunidade de rever as provas, investigar o caso e determinar se as provas provam que o réu cometeu o crime. Uma declaração de inocência significa simplesmente que o réu fará o estado provar o caso contra ele. Como explica um recurso legal , nesta fase do caso, o promotor e o advogado de defesa criminal podem ainda não ter analisado minuciosamente todos os fatos: “[A] maioria dos réus criminais se declara inocente na audiência de acusação. o réu ganha tempo. Isso dá ao seu advogado de defesa a oportunidade de revisar o caso e fazer valer todas as defesas possíveis.” Uma declaração inicial de inocência é muitas vezes retirada mais tarde e alterada para culpado ou sem contestação se o réu aceitar um acordo de confissão, uma ocorrência comum em casos criminais. Ao contrário do equívoco popular, uma declaração de inocência não é uma declaração de inocência pessoal. Ao contrário do equívoco popular, uma declaração de inocência não é uma declaração de inocência pessoal, mas sim um movimento processual que exigirá que o Estado prove o caso contra o réu. O padre Jackson nunca emitiu uma declaração pública negando as acusações ou proclamando sua inocência. Alguns alegaram erroneamente que o padre está afirmando seu “direito da Quinta Emenda” contra a autoincriminação, mas esse direito só se aplica contra ser forçado a testemunhar no tribunal ou falar com a polícia. Isso não impede o acusado de emitir uma declaração ao público negando as acusações. De fato, muitos clérigos acusados ​​são frequentemente rápidos em emitir tais declarações públicas em face de alegações sérias. Fundo Designado pastor da Igreja de Santa Maria em Providence, Rhode Island desde agosto, Jackson foi preso em outubro depois que uma investigação de dois meses rastreou materiais pornográficos até o computador da reitoria. Jackson renunciou ao seu direito a uma audiência preliminar em 3 de novembro, em sua  primeira aparição no tribunal federal . A audiência preliminar é onde o juiz determina se existe causa provável para avançar com um julgamento, e onde o acusado pode apresentar contra-argumentos e provas de defesa em seu favor. Jackson optou por renunciar a essas opções. Ele foi libertado sob fiança com monitoramento eletrônico e autorizado a viajar para o Kansas para ficar com a família. Seu uso da internet é restrito e ele é obrigado a obedecer a um toque de recolher. Pe. renúncia de Jackson de seu direito a uma audiência preliminar Uma declaração assinada em 1º de novembro pelo agente especial de segurança interna James Richardson detalha a natureza da investigação e as imagens encontradas no computador da reitoria: Em 4 de setembro de 2021, o Departamento de Polícia de East Providence (EPPD) e o membro da Força-Tarefa de Crimes na Internet Contra Crianças (ICAC), o Detetive Corporal Stephen Evans, identificaram um computador ou outro dispositivo utilizando o endereço IP 72.82.21.56 compartilhando arquivos de abuso sexual infantil material (CSAM) usando uma rede de compartilhamento de arquivos ponto a ponto. O detetive Cabo Evans visualizou uma parte dos arquivos mencionados e confirmou que vários dos arquivos de vídeo eram CSAM. Um dos arquivos está descrito abaixo:Nome do arquivo: Wanted Dad and Daughter-1Descrição: Este vídeo tem dois minutos e 32 segundos de uma mulher pré-adolescente nua fazendo sexo oral em um homem adulto. Depois de descobrir que pornografia infantil havia sido baixada ou carregada e enviada do computador da reitoria no domingo, 26 de setembro; Sexta-feira, 15 de outubro; e domingo, 17 de outubro; O detetive Evans e outros membros da Força-Tarefa ICAC invadiram a reitoria de St. Mary em 30 de outubro. A força-tarefa encontrou o padre do lado de fora de sua reitoria e realizou uma busca em duas salas dentro do prédio. Os policiais leram seus direitos de Miranda, e o padre pediu para falar com seu advogado “depois de saber que os detetives estavam lá para investigar crimes relacionados à pornografia infantil”. A declaração detalha outras imagens perturbadoras encontradas no disco rígido externo do padre, localizado do lado de fora de seu quarto. O analista forense da RISP (FA) Gerald Gent conduziu uma prévia forense no local do disco rígido externo Western Digital easystore de 2 terabytes de Jackson localizado na área do escritório de Jackson da reitoria que ficava ao lado do quarto de Jackson. Como resultado da prévia, FA Gent observou centenas de arquivos de imagem e vídeo retratando [material de abuso sexual infantil]. Esses arquivos de imagem e vídeo mostravam mulheres pré-púberes, incluindo bebês e crianças pequenas, envolvidas em atos sexuais, incluindo escravidão e bestialidade e/ou a exibição gráfica e lasciva de seus genitais. Um arquivo de vídeo em particular, Jenny Suck Dog Cock And Loving It.avi… mostra uma mulher pré-adolescente nua inserindo repetidamente o pênis de um cachorro em sua boca. Alguns alegaram que o incidente é uma vingança dos satanistas locais, depois que Jackson realizou um protesto de uma missa negra. Os downloads de pornografia, no entanto, ocorreram várias vezes nas semanas anteriores ao protesto e, portanto, não poderiam ter sido “retorno”. Outros continuam alegando que as “provas foram plantadas pela polícia”, alegando uma conspiração estadual e federal contra um padre que “prega sobre o Sexto Mandamento”. Nenhuma evidência, no entanto, foi oferecida para apoiar esta teoria. Nem os defensores explicaram por que as autoridades federais teriam como alvo um padre relativamente pouco conhecido. Jackson está sendo representado pelo advogado John L. Calcagni , um ex-promotor federal que agora é advogado de defesa criminal. Jackson serviu como reitor do seminário da FSSP em Denton, Nebraska, de 2000 a 2007. Antes de vir para Rhode Island em agosto, ele serviu como vigário paroquial na paróquia de Nossa Senhora do Monte Carmelo em Littleton, Colorado. Ele foi destaque no episódio 1 da trilogia  Missa dos Séculos , destacando as belezas da Missa Tradicional Latina. A diocese de Providence, sob Bp. Thomas Tobin, proibiu Jackson “do ministério sagrado e do exercício do cargo de pastor” após a notícia de sua prisão. Se condenado, Jackson pode pegar até 20 anos de prisão federal. O Departamento de Segurança Interna está solicitando que quaisquer dicas relacionadas a esta investigação sejam feitas para (401) 734-8114. FONTE: ChurchMilitant.com #FSSP #padretradicionalista #PeJamesJackson #pornografiainfantil

  • [O FILÓSOFO E O ROSÁRIO] – Rodrigo Gurgel

    Durante nossas viagens entre Petersburg e Richmond, na Virgínia, meu lugar no automóvel era atrás de Olavo, que jamais dirigia, mas sentava no banco do passageiro, ao lado da motorista, sua esposa Roxane. Raramente conversávamos durante a viagem. Olavo permanecia num silêncio, nos primeiros dias, estranho para mim, como se fosse uma espécie de copiloto, responsável por algum mecanismo escondido sob o porta-luvas. Quem já percorreu a região sabe das árvores imensas que margeiam as estradas, principalmente as vicinais. Concentrava-me, portanto, na paisagem, que se torna especialmente diversa no outono. O silêncio de Olavo, contudo, intrigava-me. Roxane conversava, tranquila. E se houvesse outros passageiros, tudo transcorria como se Olavo não estivesse presente. Certo dia, contudo, entendi. Passávamos por um trecho de arvoredo, cujas sombras envolviam o carro na estrada vazia — e então, olhando através da janela de Olavo, vi seu reflexo: ele sorria e balbuciava; seus olhos estavam presos a um ponto perdido no horizonte estreito; e a mão direita desfiava o rosário. É o que também eu deveria estar fazendo, pensei. E muitas vezes rezei, não o terço, mas uma breve Ave-Maria. A cena, presenciada dias e dias seguidos, agora jamais se repetirá. Mas quem pode arrancá-la da minha memória? Aqui, no centro da minha consciência, eu a preservo como a síntese — uma das muitas possíveis — desse homem que ainda estamos muito longe de conhecer. Sua efusiva complexidade, sua arrebatadora inteligência e sua extraordinária bondade estão para sempre atadas ao rosário.

  • Como será o Inferno? – por Santo Afonso Maria de Ligório

    “E vi um grande trono branco e um sentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. E eu vi os mortos, grandes e pequenos, em pé na presença do trono, e os livros foram abertos, que é o livro da vida; e os mortos foram julgados por aquelas coisas que estavam escritas nos livros, de acordo com suas obras… E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado na piscina de fogo” — Ap 20, 11-12.15 I. Como será o inferno? Embora muitos dos pagãos fossem ateus verdadeiros, considerando o Inferno uma fábula inventada para assustar os ímpios, os mais renomados dos antigos filósofos como Sócrates, Xenofonte, Aristóteles, Platão e outros não tiveram dificuldade em admitir a existência de uma vida futura – um paraíso onde os bons serão recompensados e um inferno onde os maus serão punidos. Somente o mais pervertido dos homens negará que existe um Deus, o Criador e Governador de todas as coisas. Esses homens preferem negar a existência de Deus do que enfrentar o justo castigo de seus próprios erros. II. Esperamos recompensa ou punição Por um lado, os homens sabem perfeitamente bem que Deus e um justo recompensador do bem e, ao mesmo tempo, veem no mundo inúmeros homens ímpios que vivem em meio a prosperidade, enquanto muitos dos virtuosos vivem suas vidas no no meio da aflição e do infortúnio. Consequentemente, a maioria das pessoas está convencida de que, após esta vida mortal, existe outro mundo no qual o vício deve ser castigado e a virtude recompensada como merece. III. Ensino de Filósofos Pagãos O mais famoso dos filósofos pagãos não hesitou em ensinar que existe na outra vida um Céu e um Inferno. Xenofonte e Sócrates, por exemplo, observaram que: “Há recompensas para aqueles que agradam a Deus e punições para aqueles que O desagradam” Os mesmos sentimentos são expressos por Platão, Plutarco e outros. Embora me abstenha de citar passagens desses filósofos, não posso ignorar duas belas passagens do grande orador Cícero. No primeiro, ele exclama: “Não desejo ter parte com aqueles que recentemente começaram a ensinar que as almas morrem junto com os corpos e que tudo é destruído pela morte. De muito mais peso para mim é a autoridade dos antigos filósofos e de nossos próprios ancestrais. Eles prestavam homenagem religiosa aos mortos e consideravam que sua entrada no Céu deveria ser facilitada para todo homem bom e justo” A segunda passagem é ainda mais objetiva: “Essas almas, que foram manchadas pelos vícios desta vida, seguirão o caminho falso que as separa da companhia dos deuses; por outro lado, aqueles que se preservaram puros e castos, encontrarão fácil acesso a divindade, a fonte de sua existência” IV. Crença dos Pagãos Entre as fábulas dos povos pagãos, inúmeros são os contos que, embora fictícios, atestam a crença dessas pessoas na existência de um lugar de punição na vida futura. Para nós, cristãos, no entanto, essa crença dos antigos pagãos e de seus filósofos e apenas um argumento que a fundamenta. Pois temos a palavra do próprio Deus, atestando a existência do Inferno em inúmeras passagens da Sagrada Escritura. V. Onde está localizado o inferno? A questão do lugar onde o Inferno esta situado tem sido uma questão de conjectura entre os Padres da Igreja e teólogos. São João Crisóstomo, por exemplo, era da opinião de que se situava fora dos limites deste universo. Mais comumente e com mais razão, outros teólogos pensam que o Inferno esta situado dentro da própria terra. Alguns chegaram mesmo a declarar que esta perto da superfície do globo, baseando sua opinião, de forma bastante estranha, na existência de muitas montanhas vulcânicas como o Vesúvio, as Ilhas Vulcânicas, MT. Etna e outros. VI. Ensino católico Além dessas opiniões discutíveis, um grupo de hereges conhecidos como Ubiquitistas afirmava que o Inferno não se restringe a nenhum lugar determinado, mas pode ser encontrado em toda parte, já que Deus não destinou nenhum lugar especial para os condenados. Esta opinião, entretanto, e evidentemente falsa e contrária à crença comum da Igreja Católica que nos ensina que Deus estabeleceu um lugar definido para os demônios e os réprobos, como é evidente em vários textos da Sagrada Escritura. São Jerônimo deduz isso especificamente de uma passagem no livro de Números ( Nm 16,31-33). Aqui é descrito o destino de Data e Abíron que foram precipitados no Inferno, caindo em um abismo que se abriu sob seus próprios pês. Ao mesmo tempo, uma grande chama irrompeu da terra e matou duzentos e cinquenta homens que foram cúmplices de seus pecados. Além disso, em muitas passagens da Sagrada Escritura, a palavra “descer” é usada em referência ao Inferno, indicando que o Inferno esta situado nas entranhas da terra. VII. O inferno é um lugar definido Esta afirmação é confirmada por uma passagem de São Lucas (16,22): “Mas o rico também morreu e foi sepultado no inferno” O texto sagrado emprega a palavra “enterrado”, porque os enterros são feitos dentro da terra. Além disso, o próprio homem rico descreve o Inferno como um “lugar de tormento” (Lc 16,28), confirmando a opinião de que o Inferno é um lugar determinado e definido. Em outro lugar, é chamado de “lago”: “Tu me salvaste daqueles que descem ao lago” (Sl 29, 3) E em outro lugar, uma piscina: “E o diabo que os enganava foi lançado na piscina de fogo e enxofre” (Ap 20,9) É evidente, portanto, que o Inferno é um lugar determinado, e muito provavelmente situado dentro da terra. Mas onde, precisamente, ele esta situado, seja no centro da terra ou mais perto da superfície, não pode ser determinado a partir de qualquer documento revelado. Santo Tomás também declarou que as dimensões do Inferno, que será a morada dos condenados após a ressurreição, não podem ser determinadas. VIII. Dores do Inferno Tratemos agora das dores do Inferno e, em primeiro lugar, das dores dos sentidos. Santo Tomás prova que o fogo do Inferno é um fogo corpóreo e material, embora na maior parte não escreva sobre o fogo que atormenta as almas separadas de seus corpos, mas sobre o que os condenados devem suportar após sua ressurreição corpórea. Muitos hereges afirmam que o fogo do Inferno não é material, mas apenas fogo metafórico ou imaginário. Existem numerosos textos na Sagrada Escritura, no entanto, que demonstram que o fogo do Inferno é um fogo verdadeiro, material e corpóreo. Lemos, por exemplo, no livro de Deuteronômio: “Na minha ira se acendeu um fogo e ardera até o mais profundo do inferno” ( Dt 32,22) E no livro de Jó: “Um fogo que não se acende o devorara” ( Jó 20:26), revelando que esse fogo do Inferno não precisa ser alimentado, mas, uma vez aceso por Deus, arde eternamente. Existem várias passagens no livro de Isaías que se referem a este fogo do Inferno: “Qual de vós pode habitar com o fogo consumidor? Qual de vós habitara com as chamas eternas?” (33,14) “Seu verme não morrera, e seu fogo não se apagará, e eles serão uma visão repulsiva para toda a carne” (66,24) “Ele dará fogo e vermes em suas carnes, para que queimem e possam sentir para sempre” (Jd 16,21). IX. Fogo do inferno Na parábola do Evangelho, o homem rico sepultado no Inferno clama a Lázaro: “Estou atormentado por esta chama” (Lc 16,24) Ele diz “nesta chama” para mostrar que o fogo do Inferno é um fogo de um tipo particular, um fogo preparado expressamente para vingar os danos que o pecado fez a Deus pelos prazeres carnais. Pois, como observa o livro do Eclesiástico, “a vingança sobre a carne do ímpio e é fogo e vermes” (Ecl 7,19). Portanto, Santo Tomás argumenta que esse fogo será o instrumento da justiça vingativa do Deus Todo-Poderoso. X. Uma alma espiritual pode sentir fogo? Mas aqui se coloca uma dificuldade: como é possível que o fogo corporal atormente a alma espiritual? Em resposta a esta pergunta, podemos apenas dizer que sabemos que isso pode ser feito. Talvez a resposta esteja nesta explicação de muitos teólogos. O fogo material do Inferno receberá um poder extraordinário de Deus, por meio do qual será capaz de prender a alma espiritual ao seu lugar de tormento, causando a alma indescritível humilhação e dor. XI. Punição por resfriado Nesse mesmo incêndio, comenta Santo Tomás, os corpos dos condenados, além do intenso calor, passarão por um frio intenso, passando de um para o outro, sem conhecer um momento de alívio. Assim, os estudiosos das Escrituras explicam a passagem do livro de Jó: “Passe ele da água da neve ao calor excessivo, e o seu pecado até o inferno” (Jó 24,19) Consequentemente, São Jerônimo diz, os condenados no Inferno suportam todos os seus tormentos neste único fogo. XII. Remorso de consciência Além de seus sofrimentos com o calor e o frio do fogo do Inferno, a Sagrada Escritura enumera uma série de outros tormentos que afligirão os condenados. Um deles é o “verme”, ao qual as Escrituras se referem com frequência. Alguns comentaristas explicaram este “verme” como uma coisa material, que se alimentara, sem consumir, a carne dos condenados. Mas a maioria dos teólogos explica isso metaforicamente como o remorso de consciência que afligirá os condenados no fogo e nas trevas do Inferno. Para sempre eles terão gravado em suas memórias os resultados de seus pecados. Eles repetirão para sempre as palavras atribuídas a eles no livro de Sabedoria: “Erramos no caminho da verdade, nos cansamos no caminho da iniquidade e da destruição e caminhamos por caminhos difíceis. O que o orgulho nos beneficiou? Ou que vantagem nos trouxe a ostentação de riquezas?… Os pecadores disseram coisas como essas no inferno” (Sb 5,6-14). XIII. Sofrendo de demônios e escuridão Somado ao seu próprio remorso de consciência, os condenados também serão atormentados pelas reprovações dos demônios. Este será um dos castigos mais cruéis dos condenados: os demônios, que são seus inimigos, irão continuamente zombar deles e lembrá-los de seus pecados. Nem os sofrimentos dos corpos dos condenados cessarão aqui. Eles também serão afligidos pela terrível escuridão do Inferno, descrita pelo santo homem Jó: “Antes que eu vá, e não volte mais, para uma terra que está escura e coberta com a névoa da morte: uma terra de miséria e trevas, onde a sombra da morte, e sem ordem, mas o horror eterno habita” (Jó 10,22) XIV. Dor da Perda de Deus Um certo autor escreveu, mas com poucos fundamentos, que a dor da perda é a mesma para todos os réprobos. Mas parece muito mais provável para mim e para a maioria dos teólogos que, embora os condenados sejam igualmente privados de Deus, esta dor irá, no entanto, afligir cada um de acordo com a medida de suas faltas e o conhecimento que ele terá no Inferno do Deus a quem ele perdeu. Pois é difícil acreditar que alguém que perdeu Deus por causa de um pecado mortal será atormentado da mesma forma que alguém que O perdeu por cem pecados. É igualmente inconcebível para mim, por exemplo, como alguém que esteve no estado de pecado por apenas um dia, pode ser chamado a suportar o mesmo grau de punição que aquele que permaneceu neste estado por um ano inteiro. Pois, assim como aquele que amou a Deus mais ardentemente durante sua vida, desfrutará mais dele no céu, por causa do conhecimento do imenso bem que então possuirá, também o condenado, que se privou de seu Deus, será mais severamente atormentado por compreender mais profundamente o grande bem que ele perdeu. XV. Ensino de Santo Tomás Santo Tomás descreve para nós perfeitamente no que consistirá a felicidade dos eleitos e o tormento dos réprobos. No que diz respeito ao seu intelecto, observa o Santo, o homem encontrará completa alegria na visão de Deus; mas, no que diz respeito às suas afeiçoes, ele encontrará completa satisfação na união permanente de sua vontade com a infinita bondade de Deus. Por outro lado, o tormento do condenado consistirá em ser privado de toda luz divina em seu intelecto e em encontrar suas afeiçoes obstinadamente afastadas da Divina Bondade. Em outro lugar, o santo Doutor ensina que, embora a punição do fogo seja mais terrível, essa separação de Deus e, no entanto, um tormento maior do que o do fogo. XVI. Deus faz o paraíso Em suma, é Deus quem será o nosso paraíso, pois Ele abrange todos os bens em Si mesmo, como Ele mesmo uma vez declarou a Moisés: “Eu te mostrarei todo o bem” (Ex 33,19) Essa também foi a promessa que Ele fez a Abraão por causa de seus méritos: “Não temas, Abrão, eu sou teu protetor, e tua recompensa extremamente grande” (Gn 15,1) E que maior recompensa pode Ele prometer do que Ele mesmo, que é o único bem que abrange todos os outros bens? XVII. Deus faz o inferno É também Deus quem fará o Inferno, pois, como observa São Bernardo, Ele mesmo será o castigo dos condenados. Pois assim como os eleitos serão supremamente felizes porque Deus é por ele, e ele é por Deus, assim também o réprobo será infeliz, porque Deus não é mais para ele, e ele não é mais para Deus. Ouçamos a ameaça que Deus fez contra aqueles que se recusaram a pertencer a Ele durante esta vida: “Chame o seu nome, não o meu povo, pois você não é meu povo, e eu não serei seu” (Os 1,9) É nisso, então, que o tormento dos condenados consistirá; consiste na primeira frase que Jesus Cristo pronunciara sobre Seus inimigos: “Afasta-te de mim para o fogo eterno” Esta separação eterna constituirá o Inferno para os condenados. XVIII. A escolha eterna é feita durante a vida Por enquanto, os pecadores, cegos pelos bens aparentes desta terra, optam por viver longe de Deus e dar as costas a Ele. E se Deus, que não pode habitar com o pecado, desejar entrar em seus corações expulsando o pecado deles, eles não se envergonham de repeli-Lo, exclamando: “Afasta-te de nós, não desejamos o conhecimento dos teus caminhos” (Jó 21,14) Afasta-te de nós, não queremos seguir os teus caminhos, mas os nossos, as nossas paixões, os nossos prazeres. A grande multidão, diz a Sagrada Escritura, “que dorme no pó da terra, despertará; uns para a vida eterna e outros para o opróbrio, para ver sempre?” (Dn 12,2). Sim, esses infelizes agora dormem na poeira de sua cegueira; mas, na outra vida, infelizmente para eles, eles vão despertar e perceber o imenso bem que perderam ao perder voluntariamente a Deus. XIX. Maior Dor do Inferno A espada que os traspassará com a maior tristeza será o pensamento de terem perdido Deus e de tê-lO perdido por sua própria culpa. Infelizmente eles são! Eles agora procuram perder Deus de vista, mas uma vez caídos no Inferno, eles não serão mais capazes de parar de pensar nEle, e nisso consistirá seu castigo. Santo Agostinho diz que no Inferno, os condenados serão forçados a pensar em nada além de Deus, e isso lhes causará um terrível tormento. E São Boaventura, expressando os mesmos sentimentos, diz que nenhum pensamento atormentará os condenados mais do que o pensamento de Deus. O Senhor concederá a eles um conhecimento tão vívido de seu Deus ofendido, Sua bondade tão indignamente rejeitada e, consequentemente, do castigo que seus crimes mereceram, que esse conhecimento lhes causará um sofrimento maior do que todos os outros castigos de Inferno. Lemos no livro de Ezequiel: “Sobre as cabeças das criaturas vivas estava a semelhança do firmamento, como a aparência de um cristal terrível de se ver, e estendido sobre suas cabeças acima” (1,22) Explicando essas palavras, um autor diz que os condenados terão continuamente diante de seus olhos um terrível cristal ou espelho: com o auxílio de alguma luz fatal, verão, por um lado, o imenso bem que perderam ao perder voluntariamente a graça divina, e, por outro lado, eles verão a face justamente irada de Deus; e esse tormento superará em um milhão de vezes todos os outros castigos do Inferno. Sobre o mesmo assunto, o autor Cajetan faz a seguinte reflexão sobre as palavras de Davi: “Os ímpios serão lançados no inferno, todas as nações que se esquecem de Deus” (Sl 9,18) O Profeta, diz este autor, não fala aqui de uma mudança de coração ou conversão, mas do espírito dos pecadores. Pois assim como os pecadores não desejam pensar em Deus durante esta vida, para que não sejam forçados a renunciar as suas paixões, eles serão forçados – apesar de si mesmos e por um justo castigo – a pensar continuamente em Deus no Inferno. Eles gostariam de excluir toda a lembrança de Deus de suas mentes, mas serão forçados a pensar sempre nEle, lembrando assim todos os benefícios que receberam dEle, bem como as ofensas que cometeram contra Ele e por que eles foram separados dEle por toda a eternidade. XX. Os malditos não se esquecem Vamos agora considerar brevemente a condição do intelecto dos condenados no Inferno. Santo Tomás diz que os condenados serão capazes de se lembrar de todos os assuntos do conhecimento natural que adquiriram aqui na terra, pois esse conhecimento adquirido permanecerá em suas almas após a morte. Isso é evidente também nas Sagradas Escrituras, na resposta de Abraão ao homem rico sepultado no Inferno: “Filho, lembra-te que recebeste coisas boas durante a tua vida” (Lc 16,25) Esta, então, é a conclusão do Doutor Angélico: Assim como nos eleitos não haverá nada que não seja um assunto de felicidade para eles, também nos condenados não haverá nada que não seja um assunto de tormento para eles. Consequentemente, os condenados preservarão em suas memórias as coisas que conheceram aqui na terra, não, é verdade, para seu consolo, mas apenas para aumentar seu tormento. Além disso, durante esta vida, a alma e frequentemente impedida de considerar pensamentos que lhe seriam desagradáveis, por causa de sofrimentos e ansiedades corporais; mas no Inferno a alma não estará mais sujeita a esta influência do corpo. Consequentemente, no Inferno a alma não será mais impedida de considerar as coisas que podem ser uma causa de tortura para ela. Da mesma forma, no Inferno a alma de um homem terá constantemente em sua memória todos os apelos divinos feitos a ela durante a vida, bem como o número de pecados que ele cometeu, cada um dos quais buscara para ele um novo Inferno. XXI. Os malditos não sabem nada sobre nós Além disso, diz Estius, assim como Deus buscará a satisfação dos bem-aventurados fazendo-lhes saber o que nos diz respeito, e especialmente o que lhes diz respeito de maneira especial, como as nossas orações dirigidas a eles, por outro lado os condenados permanecerão ignorantes de tudo o que nos diz respeito, porque são completos estranhos à Igreja. XXII. Os condenados têm fé? Pode-se perguntar se aqueles cristãos que possuíam fé nesta vida, e que não a perderam por apostasia ou heresia, irão preservá-la no Inferno. Santo Tomás responde negativamente, pois para crer com uma fé sobrenatural e teológica, é preciso ter um afeto piedoso da vontade a Deus revelador. Essa afeição piedosa, porém, é um dom de Deus, do qual Ele os priva tanto quanto aos demônios. Eles, entretanto, acreditam por uma espécie de fé natural, à qual são forçados pela evidência de sinais externos, embora essa fé não seja sobrenatural. E neste sentido que São Tiago escreveu que “os demônios também creem e tremem” (Tg 2,19), significando que sua fé é forçada e amedrontadora. Os condenados algum dia verão ou contemplarão a glória do Abençoado? Santo Tomás responde que no Juízo Final os réprobos verão os bem-aventurados em sua glória, sem poder distinguir em que consiste, apenas percebendo que estão desfrutando de uma glória inexplicável. Esta visão os afligirá com grande tristeza, seja por um sentimento de inveja, seja por causa do arrependimento de terem perdido aquilo que eles próprios poderiam ter adquirido. E para seu castigo eterno, esta sombra da visão beatífica que eles viram permanecerá impressa em sua memória para sempre. XXIII. A vontade está posta no mal Vamos agora discutir a condição da vontade dos condenados. Santo Tomás observa que a vontade dos condenados, na medida em que é uma faculdade natural, não pode deixar de ser boa, pois não procede de si mesmos, mas de Deus, que é o autor da natureza; os condenados, entretanto, o viciaram por sua malícia. Mas quando consideramos a vontade dos condenados em seu uso, não pode deixar de ser mau, pois é completamente oposto a vontade de Deus e obstinado no mal. Mas de onde procede essa obstinação no mal? Sylvius, em uma explicação muito clara, diz que a obstinação dos condenados resulta da própria natureza de seu estado. Pois, uma vez que os condenados agora se encontram no fim de sua existência e privados de toda a assistência divina, Deus, por um julgamento justo, os abandona ao mal que eles escolheram voluntariamente e no qual desejaram acabar com suas vidas. É natural que tudo, uma vez atingido o seu término, repouse nele, a menos que seja movido por alguma força externa. Agora, os condenados terminaram suas vidas com a vontade depravada com que morreram, e Deus resolveu deixá-los com o mal que escolheram. Assim como os bem-aventurados nunca podem possuir uma vontade má, porque estão sempre unidos a Deus, da mesma forma os condenados nunca podem transformar sua vontade em bem e, consequentemente, sempre serão infelizes, porque se opõem obstinada e irrevogavelmente à vontade divina. XXIV. Os malditos desejam o mal para os outros? Por causa dessa má vontade dos condenados, a pergunta pode ser feita: “O maldito deseja que todos os homens sejam condenados?” Santo Tomás responde afirmativamente, por causa do ódio que os réprobos tem por todos os homens. Mas aqui se apresenta uma dificuldade. À medida que aumenta o número de condenados, a punição de cada indivíduo é agravada: como, então, eles podem desejar um aumento de tormento para si mesmos? Santo Tomás diz que é tal o seu ódio e inveja que prefeririam sofrer mais cruelmente com muitos outros do que sofrer menos sozinhos. E pouco importa para eles que entre aqueles cuja perda eles desejam estejam alguns a quem eles amaram durante a vida. Pois o Santo Doutor observa que toda afeição que não se baseia no amor de Deus se desvanece facilmente; caso contrário, a ordem da justiça e do direito seria invertida no Inferno. XXV. Caso do Homem Rico no Inferno Se for esse o caso, como podemos explicar a solicitude do pobre rico do Inferno, que rogou a Abraão que enviasse Lázaro aos seus irmãos na terra, para adverti-los a fazer penitência para que não fossem enterrados também no Inferno? Santo Tomás explica que a inveja dos condenados é tanta que eles prefeririam ver todos os homens perdidos, até mesmo seus próprios pais; mas, uma vez que isso é impossível, e, enraizados como estão no amor-próprio, eles preferem ver seus pais entregues ao Inferno em vez de estranhos, pois eles seriam ainda mais atormentados pela inveja se eles vissem seus próprios entes queridos condenados e outros salvos. Essa, então, é a razão da preocupação do homem rico pela salvação de seus irmãos. O Angélico Doutor acrescenta que esse réprobo desejava ver seus irmãos escaparem do Inferno, para que sua própria punição não fosse agravada por sua condenação, pois por seu mau exemplo ele havia dado ocasião para sua condenação. XXVI. Os condenados se arrependem do pecado? Também pode ser perguntado se os condenados se arrependem de seus pecados. Santo Tomás responde que um homem pode se arrepender de suas faltas de duas maneiras: direta ou indiretamente. Ele pode se arrepender diretamente na medida em que se arrepende por um sentimento de ódio pelo pecado cometido; nesse sentido, o condenado não pode se arrepender de seu pecado, pois, visto que se encontra confirmado em sua vontade perversa, ele ama a malícia de sua falta. Mas ele pode se arrepender indiretamente, na medida em que detesta sua punição, da qual seu pecado é a causa. Assim, os condenados irão pecar, no que diz respeito a sua malícia, mas detestarão o seu castigo, que, no entanto, nunca pode cessar porque o seu pecado dura para sempre. XXVII. Ódio de Deus Os malditos odeiam a Deus? Santo Tomás diz que Deus, considerado em Si mesmo, é o Bem Supremo e, portanto, não pode ser objeto de ódio por nenhuma criatura razoável. Mas Ele pode tornar-Se tal para os condenados de duas maneiras: primeiro, como o Autor de suas punições, pelas quais Ele é obrigado a afligi-los; em segundo lugar, porque são obstinados no mal, enquanto Ele é o Bem infinito, eles odiariam a Deus de todo o coração, embora Ele os punisse apenas um pouco. XXVIII. O maldito desejo de ser destruído? Perguntamos, finalmente, se os condenados preferem ser aniquilados e privados de existência, a se submeter aos castigos que suportam. Santo Tomás, considerando a questão em si, responde negativamente, pois, como ele diz, um estado de não-ser nunca é desejável, pois implica uma privação de todo bem. Mas se esse aniquilamento for considerado o fim de todo castigo, Santo Tomás diz que, desse ponto de vista, o estado de inexistência se apresenta como um bem. É neste sentido que Jesus Cristo proferiu esta frase de Judas: “Melhor para ele, se aquele homem não tivesse nascido” (Mt 26,24) São João parece dizer a mesma coisa quando fala dos condenados no Apocalipse: “Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a encontrarão: e desejarão morrer, e a morte fugirá deles” (Ap 9,6) Essa vontade dos condenados, porém, é incerta, pois eles desejam continuar a existir, para que possam sempre odiar a Deus. XXIX. A punição do inferno é eterna Essas punições dos réprobos, que temos considerado, durarão para sempre. Esta doutrina da eternidade dos castigos do Inferno foi primeiro negada por Orígenes, e mais tarde pelos Socinianos e um grande número de Protestantes. Orígenes, no entanto, foi condenado pelo Segundo Concílio Ecumênico de Constantinopla e, em geral, por todos os Padres da Igreja. XXX. Esta punição não é injusta Nem pode a eternidade das punições dos condenados ser qualificada como injusta. Pois quem ofende a Deus com um pecado mortal, merece uma punição infinita por uma ofensa que é infinita. Portanto, por mais severa ou longa que seja a punição, ela nunca pode ser proporcional a ofensa que foi cometida. Pois a majestade de Deus e infinita; portanto, todo aquele que peca mortalmente merece uma punição infinita. Portanto, parece justo que o pecado mortal seja punido com uma punição eterna. XXXI. Como a punição é medida É inútil objetar que não parece apenas infligir uma punição eterna por um pecado que dura apenas um momento. Para Santo Agostinho, a punição não é medida pela duração de uma falta, mas por sua gravidade. Mesmo nos tribunais de justiça aqui na terra, a pena de morte é imposta sobre alguns crimes que são cometidos em um instante. O Angélico Doutor acrescenta que é justo que o castigo não deve cessar enquanto a falta não cesse. Ora, uma falha que permanece eternamente só pode ser perdoada pela graça de Deus, que o homem não pode adquirir depois da morte. Como vimos acima, a vontade dos condenados é obstinada no mal. Portanto, ele continua a amar seu pecado ao mesmo tempo em que se submete a punição. Como, então, Deus pode livrá-lo de seu castigo, enquanto ele continua a amar sua falta? Como Deus pode perdoar seu pecado, enquanto o condenado está endurecido em seu ódio por Deus, se ao mesmo tempo o Senhor ofereceu perdão e amizade, o condenado recusou tanto um como o outro? Nem se pode objetar, como fazem alguns hereges, que é contrário a bondade e misericórdia de Deus ver uma de Suas criaturas sofrer eternamente com tais castigos terríveis no Inferno. Pois, como Santo Tomás observa, Deus deu testemunho superabundante de Sua bondade e misericórdia para com os homens. Vendo todos os homens perdidos pelo pecado de Adão e seus próprios pecados, que grande bondade Ele não manifestou ao descer do Céu a terra para se tornar homem, na resistência de uma vida pobre, humilde e aflita, derramando a última gota de Seu Sangue em meio a tais tormentos terríveis sobre uma forca infame? Que maior prova de Sua bondade Ele poderia ter dado aos homens do que deixar-lhes Seu próprio Corpo e Sangue no Santíssimo Sacramento do Altar, para que ali encontrassem alimento para suas almas e, por este meio, preservassem e aumentar suas forças espirituais até a morte, após o que, encontrando-se mais intimamente unidos a Deus, eles podem entrar no céu, para desfrutar eternamente a vida dos bem-aventurados? XXXII. A paciência de Deus Ah! Certamente, no dia do julgamento, o Senhor fará conhecido ao mundo inteiro quantas misericórdias, quantas luzes, quanta ajuda Ele dispensou a cada homem durante sua vida! E os numerosos ingratos, que, apesar de tais favores, mereceram tais castigos, com que paciência Ele não os perseguiu, com que amor Ele não implorou que se arrependessem? Se, apesar de tais favores, ainda não renunciaram as suas paixões e prazeres terrenos, desejaram viver e morrer separados de Deus, abandonando-se voluntariamente a sua ruína eterna, como se pode dizer que Deus não manifestou Sua misericórdia e bondade para com eles? Em vez de declarar que as punições do Inferno não são eternas, alguns hereges inventaram outra opinião, sustentando que as punições do Inferno serão diminuídas depois de um tempo ou interrompidas momentaneamente. Mas esta opinião é expressamente contrária às Sagradas Escrituras. Isaías, por exemplo, falando dos réprobos, proclama: “Seu verme não morrerá e seu fogo não se apagará” (Is 66,24) E na sentença pronunciada contra eles no Juízo Final, Jesus Cristo lhes dirá: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno” XXXIII. A parábola de Jesus sobre os mergulhos e Lázaro “Havia um certo homem rico, vestido de púrpura e linho fino; e festejava suntuosamente todos os dias. E havia um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia em sua porta, cheio de feridas, desejando ser enchido com as migalhas que caíam da mesa do homem rico, e ninguém o deu; além disso, os cães vieram e lamberam suas feridas. “E aconteceu que o mendigo morreu e foi carregado pelos anjos ao seio de Abraão. E o rico também morreu: e ele foi sepultado no inferno. E levantando os olhos quando estava em tormentos, ele viu Abraão ao longe, e Lázaro em seu seio: E ele clamou, e disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda Lázaro, que ele pode molhar a ponta do seu dedo na água, para refrescar minha língua, pois estou atormentado nesta chama. E Abraão disse-lhe: Filho, lembra-te de que recebeste coisas boas em tua vida, e também Lázaro coisas más, mas agora ele está consolado; e tu estas atormentado. E além de tudo isso, entre nós e você, existe um grande caos: de modo que aqueles que querem passar daqui para você, não podem, nem de lá vir para cá. “E ele disse: Então, pai, rogo-te que o mandes a casa de meu pai, porque tenho cinco irmãos, para que lhes de testemunho, a fim de que não entrem também neste lugar de tormentos. E Abraão disse-lhe: Eles tem Moisés e os profetas; deixe-os ouvi-los. Mas ele disse: Não, pai Abraão; mas se alguém foi ter com eles dentre os mortos, eles farão penitência. E disse-lhe: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco crerão, se alguém ressuscitar dentre os mortos” (Lc 16,19-31) XXXIV. A Visão do Inferno das Crianças de Fátima NOTA: Em 1917, Nossa Senhora apareceu seis vezes em Fátima, Portugal, a Lúcia dos Santos, Jacinta e Francisco Marto, três crianças pequenas. Durante estas seis aparições mundialmente famosas – agora aprovadas pela Igreja como dignas de nossa devoção e propagação – a Bem-Aventurada Virgem Maria fez várias declarações e previsões surpreendentes, entre elas a eclosão da Segunda Guerra Mundial se as pessoas não mudassem de vida. Durante a aparição de 13 de julho, ela permitiu que as crianças tivessem uma visão do inferno. A seguir está a de Lúcia descrição do que viram. Nesse momento, Lúcia disse em voz alta: “Sim, ela quer que as pessoas rezem o Rosário. As pessoas devem recitar o Rosário” O rosto da Senhora ficou então muito sério e ela disse: “Sacrifique-se pelos pecadores e diga muitas vezes, especialmente quando fizer algum sacrifício: ‘O meu Jesus, isto e por amor a Ti, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos ofensas cometidas contra o Imaculado Coração de Maria’” Com essas palavras, ela abriu as mãos sobre as três crianças mais uma vez e a luz que emanava delas parecia penetrar na terra, e as crianças tiveram uma visão do Inferno. Lúcia gritou de terror, invocando Nossa Senhora. “Podíamos ver um vasto mar de fogo”, ela revelou muitos anos depois. “Mergulhados nas chamas estavam demônios e almas perdidas, como se fossem carvões em brasa, transparentes e negros ou cor de bronze, em forma humana, que flutuavam na conflagração, carregados pelas chamas que deles emanavam, com nuvens de fumaça, caindo por todos os lados como faíscas caem em uma grande conflagração sem peso ou equilíbrio, em meio a gritos e gemidos de tristeza e desespero que nos horrorizou e nos fez tremer de medo. Os demônios podiam ser distinguidos por formas horríveis e repulsivas de animais, assustadores e desconhecidos, mas transparentes como carvões negros que ficaram em brasa” Cheios de medo, os filhos ergueram os olhos suplicantes a Senhora, que lhes disse com indizível tristeza e ternura: “Vistes o Inferno para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para salvá-los, Deus deseja estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. Se as pessoas fizerem o que eu peço, muitas almas serão salvas e haverá paz” Lúcia afirmou mais tarde que embora a visão durasse “apenas um instante”, ela sentiu que eles teriam morrido de medo e terror se Nossa Senhora já não tivesse prometido levá-los para o Céu. Fonte: https://rumoasantidade.com.br/como-sera-o-inferno/ #Inferno #SantoAfonso

  • Como será o Inferno? – por Santo Afonso Maria de Ligório

    “E vi um grande trono branco e um sentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. E eu vi os mortos, grandes e pequenos, em pé na presença do trono, e os livros foram abertos, que é o livro da vida; e os mortos foram julgados por aquelas coisas que estavam escritas nos livros, de acordo com suas obras… E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado na piscina de fogo” — Ap 20, 11-12.15 I. Como será o inferno? Embora muitos dos pagãos fossem ateus verdadeiros, considerando o Inferno uma fábula inventada para assustar os ímpios, os mais renomados dos antigos filósofos como Sócrates, Xenofonte, Aristóteles, Platão e outros não tiveram dificuldade em admitir a existência de uma vida futura – um paraíso onde os bons serão recompensados e um inferno onde os maus serão punidos. Somente o mais pervertido dos homens negará que existe um Deus, o Criador e Governador de todas as coisas. Esses homens preferem negar a existência de Deus do que enfrentar o justo castigo de seus próprios erros. II. Esperamos recompensa ou punição Por um lado, os homens sabem perfeitamente bem que Deus e um justo recompensador do bem e, ao mesmo tempo, veem no mundo inúmeros homens ímpios que vivem em meio a prosperidade, enquanto muitos dos virtuosos vivem suas vidas no no meio da aflição e do infortúnio. Consequentemente, a maioria das pessoas está convencida de que, após esta vida mortal, existe outro mundo no qual o vício deve ser castigado e a virtude recompensada como merece. III. Ensino de Filósofos Pagãos O mais famoso dos filósofos pagãos não hesitou em ensinar que existe na outra vida um Céu e um Inferno. Xenofonte e Sócrates, por exemplo, observaram que: “Há recompensas para aqueles que agradam a Deus e punições para aqueles que O desagradam” Os mesmos sentimentos são expressos por Platão, Plutarco e outros. Embora me abstenha de citar passagens desses filósofos, não posso ignorar duas belas passagens do grande orador Cícero. No primeiro, ele exclama: “Não desejo ter parte com aqueles que recentemente começaram a ensinar que as almas morrem junto com os corpos e que tudo é destruído pela morte. De muito mais peso para mim é a autoridade dos antigos filósofos e de nossos próprios ancestrais. Eles prestavam homenagem religiosa aos mortos e consideravam que sua entrada no Céu deveria ser facilitada para todo homem bom e justo” A segunda passagem é ainda mais objetiva: “Essas almas, que foram manchadas pelos vícios desta vida, seguirão o caminho falso que as separa da companhia dos deuses; por outro lado, aqueles que se preservaram puros e castos, encontrarão fácil acesso a divindade, a fonte de sua existência” IV. Crença dos Pagãos Entre as fábulas dos povos pagãos, inúmeros são os contos que, embora fictícios, atestam a crença dessas pessoas na existência de um lugar de punição na vida futura. Para nós, cristãos, no entanto, essa crença dos antigos pagãos e de seus filósofos e apenas um argumento que a fundamenta. Pois temos a palavra do próprio Deus, atestando a existência do Inferno em inúmeras passagens da Sagrada Escritura. V. Onde está localizado o inferno? A questão do lugar onde o Inferno esta situado tem sido uma questão de conjectura entre os Padres da Igreja e teólogos. São João Crisóstomo, por exemplo, era da opinião de que se situava fora dos limites deste universo. Mais comumente e com mais razão, outros teólogos pensam que o Inferno esta situado dentro da própria terra. Alguns chegaram mesmo a declarar que esta perto da superfície do globo, baseando sua opinião, de forma bastante estranha, na existência de muitas montanhas vulcânicas como o Vesúvio, as Ilhas Vulcânicas, MT. Etna e outros. VI. Ensino católico Além dessas opiniões discutíveis, um grupo de hereges conhecidos como Ubiquitistas afirmava que o Inferno não se restringe a nenhum lugar determinado, mas pode ser encontrado em toda parte, já que Deus não destinou nenhum lugar especial para os condenados. Esta opinião, entretanto, e evidentemente falsa e contrária à crença comum da Igreja Católica que nos ensina que Deus estabeleceu um lugar definido para os demônios e os réprobos, como é evidente em vários textos da Sagrada Escritura. São Jerônimo deduz isso especificamente de uma passagem no livro de Números ( Nm 16,31-33). Aqui é descrito o destino de Data e Abíron que foram precipitados no Inferno, caindo em um abismo que se abriu sob seus próprios pês. Ao mesmo tempo, uma grande chama irrompeu da terra e matou duzentos e cinquenta homens que foram cúmplices de seus pecados. Além disso, em muitas passagens da Sagrada Escritura, a palavra “descer” é usada em referência ao Inferno, indicando que o Inferno esta situado nas entranhas da terra. VII. O inferno é um lugar definido Esta afirmação é confirmada por uma passagem de São Lucas (16,22): “Mas o rico também morreu e foi sepultado no inferno” O texto sagrado emprega a palavra “enterrado”, porque os enterros são feitos dentro da terra. Além disso, o próprio homem rico descreve o Inferno como um “lugar de tormento” (Lc 16,28), confirmando a opinião de que o Inferno é um lugar determinado e definido. Em outro lugar, é chamado de “lago”: “Tu me salvaste daqueles que descem ao lago” (Sl 29, 3) E em outro lugar, uma piscina: “E o diabo que os enganava foi lançado na piscina de fogo e enxofre” (Ap 20,9) É evidente, portanto, que o Inferno é um lugar determinado, e muito provavelmente situado dentro da terra. Mas onde, precisamente, ele esta situado, seja no centro da terra ou mais perto da superfície, não pode ser determinado a partir de qualquer documento revelado. Santo Tomás também declarou que as dimensões do Inferno, que será a morada dos condenados após a ressurreição, não podem ser determinadas. VIII. Dores do Inferno Tratemos agora das dores do Inferno e, em primeiro lugar, das dores dos sentidos. Santo Tomás prova que o fogo do Inferno é um fogo corpóreo e material, embora na maior parte não escreva sobre o fogo que atormenta as almas separadas de seus corpos, mas sobre o que os condenados devem suportar após sua ressurreição corpórea. Muitos hereges afirmam que o fogo do Inferno não é material, mas apenas fogo metafórico ou imaginário. Existem numerosos textos na Sagrada Escritura, no entanto, que demonstram que o fogo do Inferno é um fogo verdadeiro, material e corpóreo. Lemos, por exemplo, no livro de Deuteronômio: “Na minha ira se acendeu um fogo e ardera até o mais profundo do inferno” ( Dt 32,22) E no livro de Jó: “Um fogo que não se acende o devorara” ( Jó 20:26), revelando que esse fogo do Inferno não precisa ser alimentado, mas, uma vez aceso por Deus, arde eternamente. Existem várias passagens no livro de Isaías que se referem a este fogo do Inferno: “Qual de vós pode habitar com o fogo consumidor? Qual de vós habitara com as chamas eternas?” (33,14) “Seu verme não morrera, e seu fogo não se apagará, e eles serão uma visão repulsiva para toda a carne” (66,24) “Ele dará fogo e vermes em suas carnes, para que queimem e possam sentir para sempre” (Jd 16,21). IX. Fogo do inferno Na parábola do Evangelho, o homem rico sepultado no Inferno clama a Lázaro: “Estou atormentado por esta chama” (Lc 16,24) Ele diz “nesta chama” para mostrar que o fogo do Inferno é um fogo de um tipo particular, um fogo preparado expressamente para vingar os danos que o pecado fez a Deus pelos prazeres carnais. Pois, como observa o livro do Eclesiástico, “a vingança sobre a carne do ímpio e é fogo e vermes” (Ecl 7,19). Portanto, Santo Tomás argumenta que esse fogo será o instrumento da justiça vingativa do Deus Todo-Poderoso. X. Uma alma espiritual pode sentir fogo? Mas aqui se coloca uma dificuldade: como é possível que o fogo corporal atormente a alma espiritual? Em resposta a esta pergunta, podemos apenas dizer que sabemos que isso pode ser feito. Talvez a resposta esteja nesta explicação de muitos teólogos. O fogo material do Inferno receberá um poder extraordinário de Deus, por meio do qual será capaz de prender a alma espiritual ao seu lugar de tormento, causando a alma indescritível humilhação e dor. XI. Punição por resfriado Nesse mesmo incêndio, comenta Santo Tomás, os corpos dos condenados, além do intenso calor, passarão por um frio intenso, passando de um para o outro, sem conhecer um momento de alívio. Assim, os estudiosos das Escrituras explicam a passagem do livro de Jó: “Passe ele da água da neve ao calor excessivo, e o seu pecado até o inferno” (Jó 24,19) Consequentemente, São Jerônimo diz, os condenados no Inferno suportam todos os seus tormentos neste único fogo. XII. Remorso de consciência Além de seus sofrimentos com o calor e o frio do fogo do Inferno, a Sagrada Escritura enumera uma série de outros tormentos que afligirão os condenados. Um deles é o “verme”, ao qual as Escrituras se referem com frequência. Alguns comentaristas explicaram este “verme” como uma coisa material, que se alimentara, sem consumir, a carne dos condenados. Mas a maioria dos teólogos explica isso metaforicamente como o remorso de consciência que afligirá os condenados no fogo e nas trevas do Inferno. Para sempre eles terão gravado em suas memórias os resultados de seus pecados. Eles repetirão para sempre as palavras atribuídas a eles no livro de Sabedoria: “Erramos no caminho da verdade, nos cansamos no caminho da iniquidade e da destruição e caminhamos por caminhos difíceis. O que o orgulho nos beneficiou? Ou que vantagem nos trouxe a ostentação de riquezas?… Os pecadores disseram coisas como essas no inferno” (Sb 5,6-14). XIII. Sofrendo de demônios e escuridão Somado ao seu próprio remorso de consciência, os condenados também serão atormentados pelas reprovações dos demônios. Este será um dos castigos mais cruéis dos condenados: os demônios, que são seus inimigos, irão continuamente zombar deles e lembrá-los de seus pecados. Nem os sofrimentos dos corpos dos condenados cessarão aqui. Eles também serão afligidos pela terrível escuridão do Inferno, descrita pelo santo homem Jó: “Antes que eu vá, e não volte mais, para uma terra que está escura e coberta com a névoa da morte: uma terra de miséria e trevas, onde a sombra da morte, e sem ordem, mas o horror eterno habita” (Jó 10,22) XIV. Dor da Perda de Deus Um certo autor escreveu, mas com poucos fundamentos, que a dor da perda é a mesma para todos os réprobos. Mas parece muito mais provável para mim e para a maioria dos teólogos que, embora os condenados sejam igualmente privados de Deus, esta dor irá, no entanto, afligir cada um de acordo com a medida de suas faltas e o conhecimento que ele terá no Inferno do Deus a quem ele perdeu. Pois é difícil acreditar que alguém que perdeu Deus por causa de um pecado mortal será atormentado da mesma forma que alguém que O perdeu por cem pecados. É igualmente inconcebível para mim, por exemplo, como alguém que esteve no estado de pecado por apenas um dia, pode ser chamado a suportar o mesmo grau de punição que aquele que permaneceu neste estado por um ano inteiro. Pois, assim como aquele que amou a Deus mais ardentemente durante sua vida, desfrutará mais dele no céu, por causa do conhecimento do imenso bem que então possuirá, também o condenado, que se privou de seu Deus, será mais severamente atormentado por compreender mais profundamente o grande bem que ele perdeu. XV. Ensino de Santo Tomás Santo Tomás descreve para nós perfeitamente no que consistirá a felicidade dos eleitos e o tormento dos réprobos. No que diz respeito ao seu intelecto, observa o Santo, o homem encontrará completa alegria na visão de Deus; mas, no que diz respeito às suas afeiçoes, ele encontrará completa satisfação na união permanente de sua vontade com a infinita bondade de Deus. Por outro lado, o tormento do condenado consistirá em ser privado de toda luz divina em seu intelecto e em encontrar suas afeiçoes obstinadamente afastadas da Divina Bondade. Em outro lugar, o santo Doutor ensina que, embora a punição do fogo seja mais terrível, essa separação de Deus e, no entanto, um tormento maior do que o do fogo. XVI. Deus faz o paraíso Em suma, é Deus quem será o nosso paraíso, pois Ele abrange todos os bens em Si mesmo, como Ele mesmo uma vez declarou a Moisés: “Eu te mostrarei todo o bem” (Ex 33,19) Essa também foi a promessa que Ele fez a Abraão por causa de seus méritos: “Não temas, Abrão, eu sou teu protetor, e tua recompensa extremamente grande” (Gn 15,1) E que maior recompensa pode Ele prometer do que Ele mesmo, que é o único bem que abrange todos os outros bens? XVII. Deus faz o inferno É também Deus quem fará o Inferno, pois, como observa São Bernardo, Ele mesmo será o castigo dos condenados. Pois assim como os eleitos serão supremamente felizes porque Deus é por ele, e ele é por Deus, assim também o réprobo será infeliz, porque Deus não é mais para ele, e ele não é mais para Deus. Ouçamos a ameaça que Deus fez contra aqueles que se recusaram a pertencer a Ele durante esta vida: “Chame o seu nome, não o meu povo, pois você não é meu povo, e eu não serei seu” (Os 1,9) É nisso, então, que o tormento dos condenados consistirá; consiste na primeira frase que Jesus Cristo pronunciara sobre Seus inimigos: “Afasta-te de mim para o fogo eterno” Esta separação eterna constituirá o Inferno para os condenados. XVIII. A escolha eterna é feita durante a vida Por enquanto, os pecadores, cegos pelos bens aparentes desta terra, optam por viver longe de Deus e dar as costas a Ele. E se Deus, que não pode habitar com o pecado, desejar entrar em seus corações expulsando o pecado deles, eles não se envergonham de repeli-Lo, exclamando: “Afasta-te de nós, não desejamos o conhecimento dos teus caminhos” (Jó 21,14) Afasta-te de nós, não queremos seguir os teus caminhos, mas os nossos, as nossas paixões, os nossos prazeres. A grande multidão, diz a Sagrada Escritura, “que dorme no pó da terra, despertará; uns para a vida eterna e outros para o opróbrio, para ver sempre?” (Dn 12,2). Sim, esses infelizes agora dormem na poeira de sua cegueira; mas, na outra vida, infelizmente para eles, eles vão despertar e perceber o imenso bem que perderam ao perder voluntariamente a Deus. XIX. Maior Dor do Inferno A espada que os traspassará com a maior tristeza será o pensamento de terem perdido Deus e de tê-lO perdido por sua própria culpa. Infelizmente eles são! Eles agora procuram perder Deus de vista, mas uma vez caídos no Inferno, eles não serão mais capazes de parar de pensar nEle, e nisso consistirá seu castigo. Santo Agostinho diz que no Inferno, os condenados serão forçados a pensar em nada além de Deus, e isso lhes causará um terrível tormento. E São Boaventura, expressando os mesmos sentimentos, diz que nenhum pensamento atormentará os condenados mais do que o pensamento de Deus. O Senhor concederá a eles um conhecimento tão vívido de seu Deus ofendido, Sua bondade tão indignamente rejeitada e, consequentemente, do castigo que seus crimes mereceram, que esse conhecimento lhes causará um sofrimento maior do que todos os outros castigos de Inferno. Lemos no livro de Ezequiel: “Sobre as cabeças das criaturas vivas estava a semelhança do firmamento, como a aparência de um cristal terrível de se ver, e estendido sobre suas cabeças acima” (1,22) Explicando essas palavras, um autor diz que os condenados terão continuamente diante de seus olhos um terrível cristal ou espelho: com o auxílio de alguma luz fatal, verão, por um lado, o imenso bem que perderam ao perder voluntariamente a graça divina, e, por outro lado, eles verão a face justamente irada de Deus; e esse tormento superará em um milhão de vezes todos os outros castigos do Inferno. Sobre o mesmo assunto, o autor Cajetan faz a seguinte reflexão sobre as palavras de Davi: “Os ímpios serão lançados no inferno, todas as nações que se esquecem de Deus” (Sl 9,18) O Profeta, diz este autor, não fala aqui de uma mudança de coração ou conversão, mas do espírito dos pecadores. Pois assim como os pecadores não desejam pensar em Deus durante esta vida, para que não sejam forçados a renunciar as suas paixões, eles serão forçados – apesar de si mesmos e por um justo castigo – a pensar continuamente em Deus no Inferno. Eles gostariam de excluir toda a lembrança de Deus de suas mentes, mas serão forçados a pensar sempre nEle, lembrando assim todos os benefícios que receberam dEle, bem como as ofensas que cometeram contra Ele e por que eles foram separados dEle por toda a eternidade. XX. Os malditos não se esquecem Vamos agora considerar brevemente a condição do intelecto dos condenados no Inferno. Santo Tomás diz que os condenados serão capazes de se lembrar de todos os assuntos do conhecimento natural que adquiriram aqui na terra, pois esse conhecimento adquirido permanecerá em suas almas após a morte. Isso é evidente também nas Sagradas Escrituras, na resposta de Abraão ao homem rico sepultado no Inferno: “Filho, lembra-te que recebeste coisas boas durante a tua vida” (Lc 16,25) Esta, então, é a conclusão do Doutor Angélico: Assim como nos eleitos não haverá nada que não seja um assunto de felicidade para eles, também nos condenados não haverá nada que não seja um assunto de tormento para eles. Consequentemente, os condenados preservarão em suas memórias as coisas que conheceram aqui na terra, não, é verdade, para seu consolo, mas apenas para aumentar seu tormento. Além disso, durante esta vida, a alma e frequentemente impedida de considerar pensamentos que lhe seriam desagradáveis, por causa de sofrimentos e ansiedades corporais; mas no Inferno a alma não estará mais sujeita a esta influência do corpo. Consequentemente, no Inferno a alma não será mais impedida de considerar as coisas que podem ser uma causa de tortura para ela. Da mesma forma, no Inferno a alma de um homem terá constantemente em sua memória todos os apelos divinos feitos a ela durante a vida, bem como o número de pecados que ele cometeu, cada um dos quais buscara para ele um novo Inferno. XXI. Os malditos não sabem nada sobre nós Além disso, diz Estius, assim como Deus buscará a satisfação dos bem-aventurados fazendo-lhes saber o que nos diz respeito, e especialmente o que lhes diz respeito de maneira especial, como as nossas orações dirigidas a eles, por outro lado os condenados permanecerão ignorantes de tudo o que nos diz respeito, porque são completos estranhos à Igreja. XXII. Os condenados têm fé? Pode-se perguntar se aqueles cristãos que possuíam fé nesta vida, e que não a perderam por apostasia ou heresia, irão preservá-la no Inferno. Santo Tomás responde negativamente, pois para crer com uma fé sobrenatural e teológica, é preciso ter um afeto piedoso da vontade a Deus revelador. Essa afeição piedosa, porém, é um dom de Deus, do qual Ele os priva tanto quanto aos demônios. Eles, entretanto, acreditam por uma espécie de fé natural, à qual são forçados pela evidência de sinais externos, embora essa fé não seja sobrenatural. E neste sentido que São Tiago escreveu que “os demônios também creem e tremem” (Tg 2,19), significando que sua fé é forçada e amedrontadora. Os condenados algum dia verão ou contemplarão a glória do Abençoado? Santo Tomás responde que no Juízo Final os réprobos verão os bem-aventurados em sua glória, sem poder distinguir em que consiste, apenas percebendo que estão desfrutando de uma glória inexplicável. Esta visão os afligirá com grande tristeza, seja por um sentimento de inveja, seja por causa do arrependimento de terem perdido aquilo que eles próprios poderiam ter adquirido. E para seu castigo eterno, esta sombra da visão beatífica que eles viram permanecerá impressa em sua memória para sempre. XXIII. A vontade está posta no mal Vamos agora discutir a condição da vontade dos condenados. Santo Tomás observa que a vontade dos condenados, na medida em que é uma faculdade natural, não pode deixar de ser boa, pois não procede de si mesmos, mas de Deus, que é o autor da natureza; os condenados, entretanto, o viciaram por sua malícia. Mas quando consideramos a vontade dos condenados em seu uso, não pode deixar de ser mau, pois é completamente oposto a vontade de Deus e obstinado no mal. Mas de onde procede essa obstinação no mal? Sylvius, em uma explicação muito clara, diz que a obstinação dos condenados resulta da própria natureza de seu estado. Pois, uma vez que os condenados agora se encontram no fim de sua existência e privados de toda a assistência divina, Deus, por um julgamento justo, os abandona ao mal que eles escolheram voluntariamente e no qual desejaram acabar com suas vidas. É natural que tudo, uma vez atingido o seu término, repouse nele, a menos que seja movido por alguma força externa. Agora, os condenados terminaram suas vidas com a vontade depravada com que morreram, e Deus resolveu deixá-los com o mal que escolheram. Assim como os bem-aventurados nunca podem possuir uma vontade má, porque estão sempre unidos a Deus, da mesma forma os condenados nunca podem transformar sua vontade em bem e, consequentemente, sempre serão infelizes, porque se opõem obstinada e irrevogavelmente à vontade divina. XXIV. Os malditos desejam o mal para os outros? Por causa dessa má vontade dos condenados, a pergunta pode ser feita: “O maldito deseja que todos os homens sejam condenados?” Santo Tomás responde afirmativamente, por causa do ódio que os réprobos tem por todos os homens. Mas aqui se apresenta uma dificuldade. À medida que aumenta o número de condenados, a punição de cada indivíduo é agravada: como, então, eles podem desejar um aumento de tormento para si mesmos? Santo Tomás diz que é tal o seu ódio e inveja que prefeririam sofrer mais cruelmente com muitos outros do que sofrer menos sozinhos. E pouco importa para eles que entre aqueles cuja perda eles desejam estejam alguns a quem eles amaram durante a vida. Pois o Santo Doutor observa que toda afeição que não se baseia no amor de Deus se desvanece facilmente; caso contrário, a ordem da justiça e do direito seria invertida no Inferno. XXV. Caso do Homem Rico no Inferno Se for esse o caso, como podemos explicar a solicitude do pobre rico do Inferno, que rogou a Abraão que enviasse Lázaro aos seus irmãos na terra, para adverti-los a fazer penitência para que não fossem enterrados também no Inferno? Santo Tomás explica que a inveja dos condenados é tanta que eles prefeririam ver todos os homens perdidos, até mesmo seus próprios pais; mas, uma vez que isso é impossível, e, enraizados como estão no amor-próprio, eles preferem ver seus pais entregues ao Inferno em vez de estranhos, pois eles seriam ainda mais atormentados pela inveja se eles vissem seus próprios entes queridos condenados e outros salvos. Essa, então, é a razão da preocupação do homem rico pela salvação de seus irmãos. O Angélico Doutor acrescenta que esse réprobo desejava ver seus irmãos escaparem do Inferno, para que sua própria punição não fosse agravada por sua condenação, pois por seu mau exemplo ele havia dado ocasião para sua condenação. XXVI. Os condenados se arrependem do pecado? Também pode ser perguntado se os condenados se arrependem de seus pecados. Santo Tomás responde que um homem pode se arrepender de suas faltas de duas maneiras: direta ou indiretamente. Ele pode se arrepender diretamente na medida em que se arrepende por um sentimento de ódio pelo pecado cometido; nesse sentido, o condenado não pode se arrepender de seu pecado, pois, visto que se encontra confirmado em sua vontade perversa, ele ama a malícia de sua falta. Mas ele pode se arrepender indiretamente, na medida em que detesta sua punição, da qual seu pecado é a causa. Assim, os condenados irão pecar, no que diz respeito a sua malícia, mas detestarão o seu castigo, que, no entanto, nunca pode cessar porque o seu pecado dura para sempre. XXVII. Ódio de Deus Os malditos odeiam a Deus? Santo Tomás diz que Deus, considerado em Si mesmo, é o Bem Supremo e, portanto, não pode ser objeto de ódio por nenhuma criatura razoável. Mas Ele pode tornar-Se tal para os condenados de duas maneiras: primeiro, como o Autor de suas punições, pelas quais Ele é obrigado a afligi-los; em segundo lugar, porque são obstinados no mal, enquanto Ele é o Bem infinito, eles odiariam a Deus de todo o coração, embora Ele os punisse apenas um pouco. XXVIII. O maldito desejo de ser destruído? Perguntamos, finalmente, se os condenados preferem ser aniquilados e privados de existência, a se submeter aos castigos que suportam. Santo Tomás, considerando a questão em si, responde negativamente, pois, como ele diz, um estado de não-ser nunca é desejável, pois implica uma privação de todo bem. Mas se esse aniquilamento for considerado o fim de todo castigo, Santo Tomás diz que, desse ponto de vista, o estado de inexistência se apresenta como um bem. É neste sentido que Jesus Cristo proferiu esta frase de Judas: “Melhor para ele, se aquele homem não tivesse nascido” (Mt 26,24) São João parece dizer a mesma coisa quando fala dos condenados no Apocalipse: “Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a encontrarão: e desejarão morrer, e a morte fugirá deles” (Ap 9,6) Essa vontade dos condenados, porém, é incerta, pois eles desejam continuar a existir, para que possam sempre odiar a Deus. XXIX. A punição do inferno é eterna Essas punições dos réprobos, que temos considerado, durarão para sempre. Esta doutrina da eternidade dos castigos do Inferno foi primeiro negada por Orígenes, e mais tarde pelos Socinianos e um grande número de Protestantes. Orígenes, no entanto, foi condenado pelo Segundo Concílio Ecumênico de Constantinopla e, em geral, por todos os Padres da Igreja. XXX. Esta punição não é injusta Nem pode a eternidade das punições dos condenados ser qualificada como injusta. Pois quem ofende a Deus com um pecado mortal, merece uma punição infinita por uma ofensa que é infinita. Portanto, por mais severa ou longa que seja a punição, ela nunca pode ser proporcional a ofensa que foi cometida. Pois a majestade de Deus e infinita; portanto, todo aquele que peca mortalmente merece uma punição infinita. Portanto, parece justo que o pecado mortal seja punido com uma punição eterna. XXXI. Como a punição é medida É inútil objetar que não parece apenas infligir uma punição eterna por um pecado que dura apenas um momento. Para Santo Agostinho, a punição não é medida pela duração de uma falta, mas por sua gravidade. Mesmo nos tribunais de justiça aqui na terra, a pena de morte é imposta sobre alguns crimes que são cometidos em um instante. O Angélico Doutor acrescenta que é justo que o castigo não deve cessar enquanto a falta não cesse. Ora, uma falha que permanece eternamente só pode ser perdoada pela graça de Deus, que o homem não pode adquirir depois da morte. Como vimos acima, a vontade dos condenados é obstinada no mal. Portanto, ele continua a amar seu pecado ao mesmo tempo em que se submete a punição. Como, então, Deus pode livrá-lo de seu castigo, enquanto ele continua a amar sua falta? Como Deus pode perdoar seu pecado, enquanto o condenado está endurecido em seu ódio por Deus, se ao mesmo tempo o Senhor ofereceu perdão e amizade, o condenado recusou tanto um como o outro? Nem se pode objetar, como fazem alguns hereges, que é contrário a bondade e misericórdia de Deus ver uma de Suas criaturas sofrer eternamente com tais castigos terríveis no Inferno. Pois, como Santo Tomás observa, Deus deu testemunho superabundante de Sua bondade e misericórdia para com os homens. Vendo todos os homens perdidos pelo pecado de Adão e seus próprios pecados, que grande bondade Ele não manifestou ao descer do Céu a terra para se tornar homem, na resistência de uma vida pobre, humilde e aflita, derramando a última gota de Seu Sangue em meio a tais tormentos terríveis sobre uma forca infame? Que maior prova de Sua bondade Ele poderia ter dado aos homens do que deixar-lhes Seu próprio Corpo e Sangue no Santíssimo Sacramento do Altar, para que ali encontrassem alimento para suas almas e, por este meio, preservassem e aumentar suas forças espirituais até a morte, após o que, encontrando-se mais intimamente unidos a Deus, eles podem entrar no céu, para desfrutar eternamente a vida dos bem-aventurados? XXXII. A paciência de Deus Ah! Certamente, no dia do julgamento, o Senhor fará conhecido ao mundo inteiro quantas misericórdias, quantas luzes, quanta ajuda Ele dispensou a cada homem durante sua vida! E os numerosos ingratos, que, apesar de tais favores, mereceram tais castigos, com que paciência Ele não os perseguiu, com que amor Ele não implorou que se arrependessem? Se, apesar de tais favores, ainda não renunciaram as suas paixões e prazeres terrenos, desejaram viver e morrer separados de Deus, abandonando-se voluntariamente a sua ruína eterna, como se pode dizer que Deus não manifestou Sua misericórdia e bondade para com eles? Em vez de declarar que as punições do Inferno não são eternas, alguns hereges inventaram outra opinião, sustentando que as punições do Inferno serão diminuídas depois de um tempo ou interrompidas momentaneamente. Mas esta opinião é expressamente contrária às Sagradas Escrituras. Isaías, por exemplo, falando dos réprobos, proclama: “Seu verme não morrerá e seu fogo não se apagará” (Is 66,24) E na sentença pronunciada contra eles no Juízo Final, Jesus Cristo lhes dirá: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno” XXXIII. A parábola de Jesus sobre os mergulhos e Lázaro “Havia um certo homem rico, vestido de púrpura e linho fino; e festejava suntuosamente todos os dias. E havia um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia em sua porta, cheio de feridas, desejando ser enchido com as migalhas que caíam da mesa do homem rico, e ninguém o deu; além disso, os cães vieram e lamberam suas feridas. “E aconteceu que o mendigo morreu e foi carregado pelos anjos ao seio de Abraão. E o rico também morreu: e ele foi sepultado no inferno. E levantando os olhos quando estava em tormentos, ele viu Abraão ao longe, e Lázaro em seu seio: E ele clamou, e disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda Lázaro, que ele pode molhar a ponta do seu dedo na água, para refrescar minha língua, pois estou atormentado nesta chama. E Abraão disse-lhe: Filho, lembra-te de que recebeste coisas boas em tua vida, e também Lázaro coisas más, mas agora ele está consolado; e tu estas atormentado. E além de tudo isso, entre nós e você, existe um grande caos: de modo que aqueles que querem passar daqui para você, não podem, nem de lá vir para cá. “E ele disse: Então, pai, rogo-te que o mandes a casa de meu pai, porque tenho cinco irmãos, para que lhes de testemunho, a fim de que não entrem também neste lugar de tormentos. E Abraão disse-lhe: Eles tem Moisés e os profetas; deixe-os ouvi-los. Mas ele disse: Não, pai Abraão; mas se alguém foi ter com eles dentre os mortos, eles farão penitência. E disse-lhe: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco crerão, se alguém ressuscitar dentre os mortos” (Lc 16,19-31) XXXIV. A Visão do Inferno das Crianças de Fátima NOTA: Em 1917, Nossa Senhora apareceu seis vezes em Fátima, Portugal, a Lúcia dos Santos, Jacinta e Francisco Marto, três crianças pequenas. Durante estas seis aparições mundialmente famosas – agora aprovadas pela Igreja como dignas de nossa devoção e propagação – a Bem-Aventurada Virgem Maria fez várias declarações e previsões surpreendentes, entre elas a eclosão da Segunda Guerra Mundial se as pessoas não mudassem de vida. Durante a aparição de 13 de julho, ela permitiu que as crianças tivessem uma visão do inferno. A seguir está a de Lúcia descrição do que viram. Nesse momento, Lúcia disse em voz alta: “Sim, ela quer que as pessoas rezem o Rosário. As pessoas devem recitar o Rosário” O rosto da Senhora ficou então muito sério e ela disse: “Sacrifique-se pelos pecadores e diga muitas vezes, especialmente quando fizer algum sacrifício: ‘O meu Jesus, isto e por amor a Ti, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos ofensas cometidas contra o Imaculado Coração de Maria’” Com essas palavras, ela abriu as mãos sobre as três crianças mais uma vez e a luz que emanava delas parecia penetrar na terra, e as crianças tiveram uma visão do Inferno. Lúcia gritou de terror, invocando Nossa Senhora. “Podíamos ver um vasto mar de fogo”, ela revelou muitos anos depois. “Mergulhados nas chamas estavam demônios e almas perdidas, como se fossem carvões em brasa, transparentes e negros ou cor de bronze, em forma humana, que flutuavam na conflagração, carregados pelas chamas que deles emanavam, com nuvens de fumaça, caindo por todos os lados como faíscas caem em uma grande conflagração sem peso ou equilíbrio, em meio a gritos e gemidos de tristeza e desespero que nos horrorizou e nos fez tremer de medo. Os demônios podiam ser distinguidos por formas horríveis e repulsivas de animais, assustadores e desconhecidos, mas transparentes como carvões negros que ficaram em brasa” Cheios de medo, os filhos ergueram os olhos suplicantes a Senhora, que lhes disse com indizível tristeza e ternura: “Vistes o Inferno para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para salvá-los, Deus deseja estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. Se as pessoas fizerem o que eu peço, muitas almas serão salvas e haverá paz” Lúcia afirmou mais tarde que embora a visão durasse “apenas um instante”, ela sentiu que eles teriam morrido de medo e terror se Nossa Senhora já não tivesse prometido levá-los para o Céu. Fonte: https://rumoasantidade.com.br/como-sera-o-inferno/ #Inferno #SantoAfonso

  • PONTOS DE VISTA

    O poeta e ensaísta mexicano Alfonso Reyes escreveu, certa vez, que havia uma vantagem na não publicação de uma obra literária: o autor poderia continuar a reescrevê-la. Já o Mário Quintana via mais vantagem na publicação, pois libertava o escritor da rescrita.

  • Policial americano é indenizado após ser suspenso porque rezava contra aborto

    Um oficial veterano da polícia americana receberá a indenização de 75 mil dólares após ter sido suspenso porque rezou, como forma de protesto, diante de uma clínica abortista O oficial Matt Schrenger foi suspenso do trabalho, despojado de seu cargo de policial e submetido a investigação, após ter rezado o rosário, em silêncio, diante de uma clínica de aborto, em fevereiro de 2021. O policial estava fora de serviço quando orava com seu pai diante do centro cirúrgico de Mulheres EMW, há cerca de um ano. Schrenger estava participando da campanha “40 dias pela vida”. Conforme uma carta de junho passado, o departamento de polícia de Louisville mostrou preocupação porque Schrenger participava de um “protesto” fardado. De fato, a indenização chega três meses após Schrenger mover uma ação federal contra a cidade, contra o chefe da polícia e a polícia da cidade. O advogado de Schrenger, Heffron, qualificou as ações movidas contra o militar (veterano de 13 anos na polícia) como uma “violação significativa e inescusável dos direitos constitucionais de um oficial leal”. A defesa do oficial também mostrou que a suspensão revelou claramente uma discriminação sobre o posicionamento pro-vida de Schrenger. “Ele não se envolveu em nenhum protesto político enquanto estava em serviço, orou em silêncio. Contudo, o oficial Schrenger foi castigado por este comportamento privado e pacífico”, acrescentou Heffron. Além disso, o advogado deixou claro que Schrenger recebeu um tratamento diferente de outros policiais que, estes sim, participaram ativamente de outros protestos políticos. Os arquivos da Sociedade Tomás Moro, responsável pela defesa legal do militar indenizado, mostram que outros policiais e oficiais participaram de protestos políticos e ativistas durante suas horas de serviço e não foram de nenhuma maneira sancionados por isso. (FM) FONTE: GAUDIUM PRESS #rosário #clínicaabortista #MattSchrenger #indenização #40diaspelavida

  • O PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO

    Como a mente humana é muito limitada, e não consegue compreender o mistério de Deus, alguns — os ateus — preferem desistir desse mistério e afirmar que Deus não existe, esquecidos de que a mente humana é muito limitada também para isto: provar a inexistência de Deus. Já os agnósticos, mais espertos que os ateus, se baseiam justamente nesses limites do conhecimento humano para a sua tese da suspensão provisória de toda e qualquer busca de compreensão desses mistérios, preferindo perder seu tempo com coisas mais palpáveis. E então dirigem a inteligência para a História, a economia, a política, as ciências naturais etc. O problema de Deus nos humilha; por isto, vamos pesquisar assuntos de mais fácil resolução, que não deixem nossas mentes tão vexadas. A marginalização do assunto Deus é produto do mais demoníaco de todos os pecados: a soberba.

  • O PROFETA DAS NAÇÕES – Scott Hahn medita sobre o 4º Domingo do Tempo Comum

    As palavras de Deus na primeira leitura de hoje nos apontam, para além de Jeremias, o próprio Jesus. Como Jeremias, Jesus foi consagrado já no ventre materno e enviado como “profeta para as nações” (Lucas 1, 31-33). Como os profetas antes dele, também Jesus enfrentou hostilidades. No Evangelho de hoje, a multidão na sinagoga de Sua cidade natal rapidamente se volta contra Ele, aparentemente exigindo um sinal, alguma prova de suas origens divinas — pois Ele é mais do que apenas “o filho de José”. O sinal que Ele lhes dá é o dos profetas Elias e Eliseu. De suas passagens interessantes, Jesus extrai duas histórias. Em cada uma delas, os profetas ignoram “muitos em Israel”, para conceder as bênçãos de Deus a não-israelitas, mas que tinham fé nos profetas como homens de Deus (1 Reis 17, 1-16; 2 Reis 5, 1-14). “Ninguém em Israel foi considerado merecedor”, enfatiza Jesus. Esse aspecto não passou despercebido aos que O ouviam. Sabiam que Ele os estava comparando àqueles “muitos em Israel”, nos dias dos mencionados profetas. É por isso que tentam atirá-Lo do penhasco. Mas, assim como Deus prometeu proteger Jeremias, também livrou Jesus daqueles que O eliminariam. Como Elias e Eliseu, Jesus é enviado para proclamar o dom da salvação de Deus não exclusivamente a uma nação ou povo, mas a todos que compreendem, pela fé, que desde o ventre materno só Deus é a sua esperança, o seu redentor, a sua “rocha protetora”, como cantamos no salmo de hoje. As profecias, como São Paulo nos diz na Epístola de hoje, são parciais e passarão “quando vier o que é perfeito”. Em Jesus, a palavra dos profetas foi levada à perfeição, cumprida naqueles que têm ouvidos para ouvir, como Ele declara no Evangelho de hoje. Maior que os dons da fé e da esperança, Jesus nos ensina que devemos amar como Ele amou: amar a Deus como nosso Pai, como Aquele que nos formou no ventre materno e nos destinou a ouvir a Sua Palavra de salvação. Nisto consiste a salvação. São as “poderosas obras do Senhor”: como o salmista, damos graças por poder proclamá-las, diariamente, na Eucaristia. https://stpaulcenter.com/prophet-to-the-nations-scott-hahn-reflects-on-the-fourth-sunday-in-ordinary-time/

  • Pe. Zezinho: “A internet está cheia de mulheres nuas e seminuas, e qualquer criança pode acess

    Padre Zezinho faz um importante alerta sobre o abandono da modéstia e o rumo que as mulheres estão tomando ao expor seu corpo nas redes sociais. EXPOR O CORPO QUASE NU! A MORAL DA MULHER CRISTÃ! Pe Zezinho scj As mulheres são princesas, mesmo na pobreza. Sobretudo quando se tornam mães! Há uma dignidade em cada colo e corpo de mulher, que, segundo a fé cristã, nunca se deveria paganizar. A internet está cheia de mulheres nuas e seminuas , que qualquer criança pode acessar. E elas se oferecem em vários canais com nudez quase total . Estas jovens mulheres expõem maliciosamente os corpos muito mais do que os homens. Está virando cultura marginal. Se são bonitas e provocadoras dizem que é uma escolha delas ! Dizem que não é a religião que vai mandar no corpo delas. E acrescentam que não é um livro e uma cultura de 4 mil anos que vai dizer o que elas podem ou não podem mostrar. Segundo elas, o mundo evoluiu! Leia também A insistência de Padre Pio sobre a modéstia Perguntados sobre se isto é ou não é pecado a resposta é: sim! Entra nas proibições do sexto mandamento católico e também está na doutrina dos evangélicos. Nem o homem nem a mulher devem expor seus corpos para provocação sexual. Para a maioria dessas jovens isto nada lhes diz porque não aprenderam o catecismo nem a moral católica. Para elas a nudez é para ser mostrada e, se possível, provocar lascívia e até lucrar com isto. Fazem isto para excitar sexualmente homens e mulheres, expondo seu físico feminino e sua beleza física. Para um homem e para uma mulher que se consideram cristãos católicos e evangélicos , a nudez em público é provocação e é pecado . No casamento e entre que se assumiu no amor conjugal a nudez pode ser casta. E deve ser. Afinal ambos se deram totalmente e um jurou cuidar do outro e nunca ferir a dignidade um do outro. E há as crianças frutos desta entrega serena! O casamento é uma proposta de pureza. Já estas mensagens da Internet, que até as crianças e adolescentes acessam às escondidas no seu aparelhinho induzem ao sexo prematuro. Não deixa de ser uma forma de prostituição pela mídia. Mulher cristã não faz isto! Homem cristão também não faz! Não são adeptos do amor prostituído! Entendem que seu amor foi dom de Deus. Leia também Padre Paulo Ricardo faz alerta às mulheres sobre a importância da modéstia Mas uma geração pagã educada para o prazer sem censura e sem limites acha tudo isto natural. E não é! Quem tem mãe e irmãs e tias e amigas e namorada sabe o que é amar um ser feminino e o que é aceitar a prostituição pela imagem e pela TV. Ser moderno não é o mesmo que ser safado! Aquela que oferece e balança a nádega a todo instante na Internet e na TV está se prostituindo, ainda que sem praticar o ato sexual. Nem precisa procurar tais shows. Estão em quase todos os canais! Mulher católica e evangélica sabe o limite! Se leram a Bíblia, homem e mulher sabem o que é permitido e o que não é! Torna-se questão de fé no criador da pessoa! Para ser mulher bonita não é preciso despir-se. Motivo: a sexualidade é santa, mas a malícia não é! Leia também “Roupa não define caráter:” resposta para essa e outras afirmações usadas para destruir a modéstia #Modéstia

  • Pe. Zezinho: “A internet está cheia de mulheres nuas e seminuas, e qualquer criança pode acess

    Padre Zezinho faz um importante alerta sobre o abandono da modéstia e o rumo que as mulheres estão tomando ao expor seu corpo nas redes sociais. EXPOR O CORPO QUASE NU! A MORAL DA MULHER CRISTÃ! Pe Zezinho scj As mulheres são princesas, mesmo na pobreza. Sobretudo quando se tornam mães! Há uma dignidade em cada colo e corpo de mulher, que, segundo a fé cristã, nunca se deveria paganizar. A internet está cheia de mulheres nuas e seminuas , que qualquer criança pode acessar. E elas se oferecem em vários canais com nudez quase total . Estas jovens mulheres expõem maliciosamente os corpos muito mais do que os homens. Está virando cultura marginal. Se são bonitas e provocadoras dizem que é uma escolha delas ! Dizem que não é a religião que vai mandar no corpo delas. E acrescentam que não é um livro e uma cultura de 4 mil anos que vai dizer o que elas podem ou não podem mostrar. Segundo elas, o mundo evoluiu! Leia também A insistência de Padre Pio sobre a modéstia Perguntados sobre se isto é ou não é pecado a resposta é: sim! Entra nas proibições do sexto mandamento católico e também está na doutrina dos evangélicos. Nem o homem nem a mulher devem expor seus corpos para provocação sexual. Para a maioria dessas jovens isto nada lhes diz porque não aprenderam o catecismo nem a moral católica. Para elas a nudez é para ser mostrada e, se possível, provocar lascívia e até lucrar com isto. Fazem isto para excitar sexualmente homens e mulheres, expondo seu físico feminino e sua beleza física. Para um homem e para uma mulher que se consideram cristãos católicos e evangélicos , a nudez em público é provocação e é pecado . No casamento e entre que se assumiu no amor conjugal a nudez pode ser casta. E deve ser. Afinal ambos se deram totalmente e um jurou cuidar do outro e nunca ferir a dignidade um do outro. E há as crianças frutos desta entrega serena! O casamento é uma proposta de pureza. Já estas mensagens da Internet, que até as crianças e adolescentes acessam às escondidas no seu aparelhinho induzem ao sexo prematuro. Não deixa de ser uma forma de prostituição pela mídia. Mulher cristã não faz isto! Homem cristão também não faz! Não são adeptos do amor prostituído! Entendem que seu amor foi dom de Deus. Leia também Padre Paulo Ricardo faz alerta às mulheres sobre a importância da modéstia Mas uma geração pagã educada para o prazer sem censura e sem limites acha tudo isto natural. E não é! Quem tem mãe e irmãs e tias e amigas e namorada sabe o que é amar um ser feminino e o que é aceitar a prostituição pela imagem e pela TV. Ser moderno não é o mesmo que ser safado! Aquela que oferece e balança a nádega a todo instante na Internet e na TV está se prostituindo, ainda que sem praticar o ato sexual. Nem precisa procurar tais shows. Estão em quase todos os canais! Mulher católica e evangélica sabe o limite! Se leram a Bíblia, homem e mulher sabem o que é permitido e o que não é! Torna-se questão de fé no criador da pessoa! Para ser mulher bonita não é preciso despir-se. Motivo: a sexualidade é santa, mas a malícia não é! Leia também “Roupa não define caráter:” resposta para essa e outras afirmações usadas para destruir a modéstia #Modéstia

  • Nova Presidente do Parlamento Europeu: uma falsa católica aprovada por Soros

    Os Bispos da Europa saudaram favoravelmente a eleição de Roberta Metsola, católica maltesa pró-aborto e pró-LGBTQI+, para a Presidência do Parlamento Europeu. A mulher mais jovem alguma vez eleita para dirigir o Parlamento da UE é descrita, num relatório do Open Society European Policy Institute, do filantropo de esquerda George Soros, como tendo «pontos de vista muito progressistas». Na terça-feira, 18 de Janeiro, Metsola obteve 458 dos 690 votos expressos, obtendo o apoio dos socialistas e democratas, e batendo os candidatos apoiados pelos Verdes, pela esquerda radical e pelos nacionalistas conservadores. Embora diversos meios de comunicação social a tenham rotulado confusamente como «antiaborto», alguns católicos malteses consideram-na uma «falsa católica ao estilo de Joe Biden». É bem conhecido que Metsola votou várias vezes contra o aborto no Parlamento Europeu.  O que é menos conhecido é que a nova Presidente apresentou uma resolução contra a Polónia pelas suas leis antiaborto. De acordo com um membro da Sociedade Maltesa para a Civilização Cristã – Pro Malta Christiana: «Em Malta dizia ser contra o aborto, enquanto em Bruxelas, durante o seu mandato de eurodeputada, declarou frequentemente que era a favor dos chamados direitos reprodutivos das mulheres». De facto, os jornalistas perguntaram à recém-eleita Metsola se queria esclarecer a confusão em torno da sua posição sobre o aborto, uma vez que alguns membros franceses do Parlamento Europeu tinham manifestado reservas quanto à sua posição sobre o assunto. A responsável, de 43 anos, declarou categoricamente: «É a do Parlamento Europeu, que, quando falou da saúde reprodutiva e dos direitos reprodutivos, nunca foi ambíguo. Sempre disse que queria que estes direitos fossem mais bem protegidos». Metsola também afirmou que tinha recentemente apresentado uma resolução que condena a lei polaca contra o aborto: «Promovi-a e apresentei-a. (…) Isto é exactamente o que farei com todas as posições que foram tomadas sobre esta questão em todos os estados-membros». O que é certo é que o relatório financiado pela Open Society Foundation, de George Soros, intitulado “Aliados confiáveis no Parlamento Europeu (2014-2019)”, elencou Metsola como uma aliada «muito apaixonado por questões migratórias», bem como «asilo, igualdade de género, direitos LGBTI e os direitos de todas as minorias». Os propagandistas de Soros consideram-na uma aliada em termos de agenda globalista e anticristã, embora Metsola tenha negado qualquer ligação com o agitador de extrema-esquerda. As suas posições pró-imigração são também bem conhecidas e Metsola atacou várias vezes a Polónia e a Hungria, dois países que rejeitam as ondas migratórias islâmicas para defender o próprio património cultural cristão. Dadas as suas posições para a centralização do poder à custa das soberanias dos estados-membros, a sua eleição parece mais um passo em frente no plano euro-federalista de reduzir os restantes vestígios das soberanias nacionais. Por seu lado, o Cardeal Jean-Claude Hollerich, Arcebispo do Luxemburgo e Presidente da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE) – ignorando o facto de que as persistentes posições pró-LGBT de Metsola no passado estavam em clara violação do ensinamento católico –, congratulou-se com a recém-eleita, em nome da COMECE, dizendo que esperava trabalhar com Metsola «para o bem comum». «Já tivemos a oportunidade de trabalhar com ela e reconhecemos as suas qualidades: é uma pessoa brilhante que será, certamente, capaz de desempenhar este importante papel institucional de uma forma excelente», afirmou Hollerich num comunicado de imprensa. O Bispo Joseph Galea-Curmi, Bispo Auxiliar de Malta e Delegado da Conferência Episcopal de Malta para a COMECE, aplaudiu Metsola na Rádio Vaticana, dizendo que poderia «inspirar um grande consenso dada a divisão política da Europa». É de notar que o sacerdote conservador maltês Davide Muscat tinha explicado, num vídeo do YouTube, em Outubro de 2020, como Metsola «desencadeou um feroz ataque contra a Polónia e os católicos polacos». Embora o seu partido em Malta (Partido Nacionalista) «já não seja nacionalista ou católico», ela «enganou os católicos malteses no passado e tem sido constantemente eleita, por vários milhares de eleitores católicos, para o Parlamento Europeu», advertiu Muscat. A este respeito, o sítio católico americano Church Militant contactou a COMECE perguntando porque é que os Bispos estavam tão entusiasmados por apoiar uma presidente católica que, tão clara e publicamente, repudia o ensinamento católico, mas não recebeu qualquer resposta. FONTE: DIES IRAE através de Tradizione, Famiglia, Proprietà #RobertaMetsola #ParlamentoEuropeu #PresidênciadoParlamentoEuropeu #OpenSocietyEuropeanPolicyInstitute #GeorgeSoros #católicamaltesapróabortoepróLGBTQI

  • Gruta de Nossa Senhora de Fátima é profanada nos Estados Unidos

    Uma paróquia nos Estados Unidos foi vítima de profanação: a gruta dedicada a Nossa Senhora de Fátima foi vandalizada e as imagens da Virgem e dos pastorinhos foram destruídas A Igreja da Natividade, em Burke, no estado americano da Virginia foi vítima de um ato de vandalismo que resultou na destruição de algumas imagens. No último dia 25 de janeiro, a gruta de Nossa Senhora de Fátima que está na propriedade da paróquia foi invadida. Os vândalos destruíram as imagens da gruta que representam a aparição mariana aos três pastores de Fátima. O Pe. Bob Cilinski, pároco da igreja, escreveu uma carta no dia seguinte lamentando o ocorrido: “Infelizmente, as imagens danificadas não podem ser restauradas. Retiramos as imagens e vamos substituí-las”. Pe. Cilinki exortou os fiéis a serem pessoas pacíficas e que se valorizem uns aos outros. Também pediu que os fiéis rezem pelos criminosos que destruíram “um lugar de oração, paz e cura”, conforme descreveu a gruta. O Bispo da diocese de Arlington, Mons. Michael Burbidge, manifestou sua solidariedade com o pároco e pediu que os fiéis rezem pelo profanador: “Peço que outros se unam a mim em oração pelo perpetrador, porque qualquer motivo que esteja por trás desse ato mostra uma alma atormentada que precisa de Nosso Senhor”, explicou Mons. Burbidge. Jeffrey McKay, presidente da Junta de Supervisores do Condado de Fairfax, condenou o ato e o ataque à comunidade católica da região. A polícia e a paróquia estão fazendo um trabalho conjunto para identificar os criminosos. (FM) FONTE: GAUDIUM PRESS #nossasenhoradefatima #paróquianosEstadosUnidos #PeBobCilinski #vandalismo

  • Doações para instituições de caridade papais “Peter’s Pence” caem 15% em um ano

    As doações para Peter’s Pence caíram cerca de 15% em 2021, anunciou o Vaticano. Em entrevista ao Vatican News, o padre Juan A. Guerrero, SJ, prefeito da Secretaria da Economia, disse que, embora ainda cheguem doações de alguns países, houve uma queda acentuada em relação a 2020. Ele também revelou que a venda de uma propriedade em Londres no centro de um julgamento financeiro histórico do Vaticano seria concluída em junho. Comentando sobre Peter’s Pence, ele disse: “A grosso modo, posso dizer que em 2021 houve novamente uma queda em relação ao ano anterior, que me arriscaria a quantificar em nada menos que 15%.“Se em 2020 a arrecadação total do Peter’s Pence foi de 44 milhões de euros [cerca de US$ 49 milhões ou £ 37 milhões], em 2021 não acho que chegará a mais de 37 milhões de euros [aproximadamente US$ 41 milhões/ £ 31 milhões].”“A queda em 2021 se soma à queda de 23% entre 2015 e 2019 e à queda de 18% em 2020, o primeiro ano da pandemia.” Peter’s Pence é a coleção anual da Santa Sé para financiar as obras de caridade do papa e outras prioridades, incluindo a Cúria Romana. A coleta anual é geralmente realizada em igrejas católicas ao redor do mundo em um fim de semana próximo ao dia 29 de junho, festa de São Pedro e São Paulo. “Somos muito dependentes de renda incerta, que vemos diminuir a cada ano neste momento de pandemia”, disse Guerrero.“Tem que ser assim, pois a forma como recebemos a maior parte das doações dos fiéis é através da coleta da Pence nas igrejas, e o atendimento em tempos de COVID foi reduzido.”“Isso deve nos fazer pensar em outros métodos de solicitar a ajuda dos fiéis e receber doações.” Guerrero, que foi nomeado prefeito da Secretaria da Economia em 2019, sucedendo ao cardeal George Pell, disse que apresentaria os números finais de 2021 para Peter’s Pence após o fechamento das contas no final de fevereiro. O padre disse ao Vatican News que o 60 Sloane Avenue, o controverso edifício londrino no centro do recente escândalo financeiro, estava sendo vendido acima de seu preço de avaliação. “Dezesseis propostas foram recebidas, quatro foram selecionadas; depois de uma segunda rodada de lances, o melhor foi selecionado”, disse ele.“O contrato de venda foi assinado, recebemos 10% do depósito e será concluído em junho de 2022.”“A perda da suposta fraude, que tem sido muito comentada e agora está sendo julgada pelos tribunais do Vaticano, já foi contabilizada no balanço.”“O prédio foi vendido acima da avaliação que tínhamos no balanço e da avaliação feita pelas instituições especializadas.” A entrevista com o jesuíta espanhol foi publicada quando o Vaticano divulgou mais informações sobre seu orçamento para 2022. O Vaticano disse que calculou o “orçamento da missão” deste ano de uma maneira diferente dos anos anteriores, pois havia adicionado “30 novas entidades” ao seu balanço, aumentando o número de 60 para 90. Guerrero explicou que a Secretaria da Economia deu o passo “porque estamos preocupados em não ter uma visão dos riscos fora do orçamento, que recaem sobre a Cúria quando há problemas”. O déficit total esperado para 2022 é de € 33 milhões (cerca de US$ 37 milhões / £ 28 milhões), em comparação com o déficit de € 42 milhões ($ 47 milhões / £ 35 milhões) orçado para 2021. O prefeito observou que o Conselho para a Economia do Vaticano (CpE) aprovou o orçamento de 2022 em dezembro de 2021. Ele disse: “É compreensível que o CpE tenha tido dificuldade em aprovar um orçamento com esse déficit para mais um ano e tenha nos pedido para fazer planos para reduzir ainda mais as despesas e aumentar as receitas. De acordo com nossas previsões, esperamos um déficit um pouco menor do que o orçado em 2021.” Guerrero sublinhou que o corte de custos por si só não garantiria a estabilidade financeira e o Vaticano precisava buscar novas fontes de doações. “O primeiro requisito é transparência e responsabilidade clara, e acho que demos muitos passos nessa direção”, disse ele.“Além de dar uma conta anual do orçamento e do balanço, este ano esperamos dar conta das entradas e saídas da arrecadação do Peter’s Pence e enviar as contas da Santa Sé às conferências episcopais para sua informação. .”“Temos que tornar as igrejas locais mais conscientes das necessidades da Santa Sé; a Cúria está a seu serviço e deve ser em grande parte mantida por eles. Há uma grande diferença no empenho das várias Igrejas no apoio à Cúria Romana. E [também precisamos] contar com a ajuda dos fiéis, que querem apoiar o papa em sua missão de unidade na caridade, que é afinal o que a Cúria Romana faz”. ( Pe. Juan Antonio Guerrero Alves. | Escritório da Companhia de Comunicação de Jesus via Agência Católica de Notícias) FONTE: CATHOLIC HAROLD #JuanAGuerrero #instituiçõesdecaridadepapais #Vaticano #PetersPence #Doações

  • Bispos cancelam Confirmações em Rito Antigo por causa da perseguição vaticana

    Os bispos ingleses cancelaram dezenas de Confirmações no Rito Antigo, na sequência da última vaga de restrições de Roma contra as liturgias latinas tradicionais. Os preparativos para cerca de vinte Confirmações na forma extraordinária do Rito Romano estavam programadas no Oratório de Birmingham, em Fevereiro, e esperavam-se mais de 40 Confirmações na Igreja de Saint James, Spanish Place, Londres, em Junho. Mas todas elas foram canceladas depois de uma Responsa ad dubia, publicada em Dezembro, ter sugerido que todas as liturgias de Rito Antigo eram inadmissíveis, com excepção da Missa, que desde Julho está restringida. Os súbitos cancelamentos vêm depois de o Papa Francisco ter emitido, no Verão, um motu proprio, Traditionis Custodes, que reduzia o acesso concedido pelo seu predecessor, o Papa Bento XVI, às liturgias anteriores ao Concílio Vaticano II. O Vaticano pretende travar as potenciais divisões dentro da Igreja, na sequência da crescente popularidade do Rito Antigo, especialmente entre os jovens e as famílias, e um alto funcionário do Vaticano afirmou que a devoção à Missa em latim se tinha convertido num movimento «fora de controlo». Mas os sacerdotes que dizem Missa tanto na forma ordinária (Novus Ordo) como na extraordinária explicam que a medida está a alienar muitos fiéis, deixando-os «perplexos e desorientados», e sem compreender por que estão a ser castigados. «Estão todos muito desapontados», disse um sacerdote ao Catholic Herald. «As pessoas não conseguem compreendê-lo. É uma falha monumental que mostra a incapacidade de ouvir e de se preocupar com as pessoas. Isto não é mais do que uma bofetada na cara». «O Papa Bento alcançou a paz neste âmbito», continuou, «mas agora declarou-se a guerra e ninguém compreende muito bem porquê». Outro sacerdote, que também não quis ser nomeado por medo de represálias, disse: «Nunca estive tão triste na minha vida». O motu proprio não proíbe as liturgias celebradas segundo os livros de 1962, mas estabelece limitações à celebração da Missa Tradicional em latim, ao limitar severamente o acesso universal concedido, pelo Papa Bento XVI, na sua carta apostólica Summorum Pontificum, de 2007. O Papa Francisco declarou, pelo contrário, que os bispos diocesanos possuíam a «competência exclusiva» para autorizar o uso da Missa celebrada segundo o Missal Romano de 1962. A Responsa sugere que é ilícito celebrar outras liturgias ou sacramentos utilizando o Missal antigo, incluindo Matrimónios, Extrema-Unção, Confissões e Confirmações. Em Inglaterra e no País de Gales, a Missa em latim não costuma ser motivo de divisão nas paróquias e a maioria dos bispos permite que os sacerdotes que celebram as liturgias do Rito Antigo continuem a fazê-lo sem assédio. Uma porta-voz da Arquidiocese de Westminster disse, contudo, que a Responsa, emitida pelo Arcebispo Arthur Roche, o recentemente nomeado Prefeito inglês da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, significa que as regras foram alteradas. Disse: «Esta é uma questão da Igreja universal, não uma decisão tomada localmente numa diocese. A Responsa ad Dubia da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos deixa claro que a celebração da Confirmação segundo as formas pré-conciliares já não é permitida em toda a Igreja. A resposta à segunda pergunta, após a introdução, indica que não é permitido qualquer uso do Pontificale Romanum pré-conciliar (livros litúrgicos). Não há margem para a discrição na tomada de decisões locais sobre este assunto». Mas Joseph Shaw, Presidente da Sociedade da Missa em Latim, disse que a Responsa, ao contrário do motu proprio, não tem força da lei canónica. Apelou aos bispos para «reconsiderarem a sua posição antes que se produza um verdadeiro dano pastoral e um prejuízo ao tecido da unidade que não se reparará facilmente». O Dr. Shaw disse que era incoerente oferecer uma atenção pastoral específica aos católicos de rito polaco, sírio-malabar e ucraniano, mas não aos apegados a um rito utilizado por Papas, Santos e Doutores da Igreja durante séculos. Disse: «O acordo pelo qual a Arquidiocese de Westminster providenciou um bispo auxiliar para conferir a Confirmação no Rito Antigo anualmente tem estado em vigor há quase 20 anos. Nos últimos anos, os bispos de outras dioceses inglesas organizaram também Confirmações tradicionais noutras partes do País. Estas celebrações têm sido ocasiões de alegria, a que assistiram muitas crianças e jovens, as suas famílias, padrinhos e amigos. Foram expressões claras da importância que os simpatizantes da sociedade atribuem à sua ligação com os seus bispos e da preocupação pastoral dos nossos bispos por nós. Reforçaram enormemente o sentido de unidade na Igreja: tanto o nosso sentido de pertença como, creio, o próprio sentido dos bispos de que somos realmente ovelhas do seu rebanho». E continuou: «A cessação destas celebrações implica a perda de muito do que os bispos da Inglaterra e do País de Gales procuraram, e conseguiram, ao estabelecer uma serena coexistência entre as novas e antigas formas litúrgicas». «A Confirmação é, sobretudo, um Sacramento para os jovens e para os convertidos», acrescentou. «Esperamos que os bispos da Inglaterra e do País de Gales reconsiderem a sua decisão e permitam de novo que a antiga liturgia romana em todas as suas manifestações faça parte da legítima diversidade de formas litúrgicas que temos neste País». Em Birmingham, o Arcebispo Bernard Longley, que realizou centenas de Confirmações no Rito Antigo desde que o Papa Bento XVI aliviou as restrições anteriores, ofereceu-se para administrar o Sacramento, na forma ordinária, àqueles cujos agendamentos foram cancelados. FONTE: DIES IRAE / Simon Caldwell

  • A IDEOLOGIA “WOKE” COMO RELIGIÃO

    [Teria dito Chesterton que quem não crê em Deus, encontra-se disponível para crer em qualquer coisa. A escritora americana Noelle Mering, em seu recente livro Awake, Not Woke: A Christian Response to the Cult of Progressive Ideology , vem confirmar a intuição chestertoniana: o cristianismo está seriamente em declínio no Ocidente, e, como a natureza abomina o vácuo, a ideologia “woke” — mais uma variante da nova esquerda — pretende preencher esse buraco religioso, tornando-se para muitas pessoas uma espécie de nova “religião”. A seguir, um trecho da resenha do livro feita pelo jornalista francês Michel Janva e publicada aqui ]. A ideologia “woke” tornou-se, para muitas pessoas, uma nova “religião”. Por que nós estamos neste mundo? A ideologia “woke” responde: para eliminar os opressores e erguer os oprimidos. Tem os seus “pecadores”: brancos, homens, cristãos, heterossexuais, os que se identificam com o próprio sexo etc. Tem os seus “dogmas”, como “A América é e sempre foi uma nação racista e, portanto, o racismo é sistêmico e difundido na América”; “o daltonismo e o mérito são construções racistas”; “qualquer homem biológico pode se tornar uma mulher, basta dizê-lo”. Também pune severamente os “hereges”; basta alguém ousar opor-se a um dos princípios da ideologia “woke” para que a multidão do esquerdismo radical tente bani-lo das mídias sociais, demiti-lo de seu emprego, boicotar seus negócios e fazer com que seus vizinhos e amigos o evitem (basta ver para o que a máfia fez com a autora feminista de Harry Potter, JK Rowling, por dizer que a feminilidade deveria ser protegida). E, obviamente, como religião, também oferece a “salvação”: a criação de uma “utopia” maximalista aqui neste mundo, onde a opressão seria banida (vimos como isso funcionou no século passado: estima-se que o marxismo/comunismo na União Soviética, China, Europa Oriental, Cuba , Vietnã e Coréia do Norte, entre outros, foi responsável pela morte de 100 milhões de pessoas inocentes, mortas por assassinato direto, fome e trabalho desumano em gulags e outros ambientes desta espécie).

  • AS TERRÍVEIS CONSEQUÊNCIAS DA COMUNHÃO NA MÃO

    “Profanando Nosso Senhor Eucarístico partícula por partícula” A exemplo do que ensinou o anjo de Portugal, por ocasião das aparições de Nossa Senhora em Fátima, quando se prostrou por terra diante do Santíssimo Corpo e Sangue de Deus ensinando as crianças a fazer o mesmo, procuremos tratar Jesus com todo, respeito reverência e adoração. Procuremos seguir o que diz a Palavra de Deus: “Diante do nome de Jesus, todo joelho se dobre…” Aconselhamos todos a acolherem a orientação da Igreja que diz: “Onde houver perigo de profanação NÃO se dê a Comunhão na mão”. E dessa forma, possamos evitar muitos sacrilégios e roubos à Santíssima Eucaristia. Iniciemos uma grande campanha junto aos fiéis e também aos sacerdotes para honrar Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento do Altar, incentivando a comunhão na boca e o tanto quanto possível, de joelhos. Assista o vídeo abaixo e compartilhe com um sacerdote (cuidado, cenas fortes!): Leia também Comunhão na mão ou na boca? Debate sobre a recepção eucarística Dom Athanasius Schneider fala sobre a comunhão na mão: Em sua entrevista de 2014 ao Catholic Herald do Reino Unido, o bispo Athanasius Schneider, falou da grande crise que a Igreja enfrenta hoje, em grande parte devido aos maus tratos generalizados à Eucaristia. O Bispo Schneider observou: Pelo meu conhecimento e experiência, a ferida mais profunda da atual crise da Igreja é a ferida eucarística; os abusos do Santíssimo Sacramento … Esta é a questão… objetivamente a irreverência em no recebimento da Santa Comunhão. A chamada maneira “nova e moderna” de receber a Sagrada Comunhão diretamente na mão é muito séria, porque expõe Cristo a uma enorme banalidade. Esta não é simplesmente a opinião do bispo Athanasius Schneider. Embora poucos bispos tenham se manifestado contra a prática moderna, e muitas conferências episcopais o permitam, Roma reconheceu o problema inerente à distribuição da Comunhão na mão. O Escritório de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice pesou sobre esse assunto. Do site do Vaticano : Desde a época dos Padres da Igreja, nasceu e consolidou-se uma tendência pela qual a distribuição da Sagrada Comunhão na mão se tornava cada vez mais restrita em favor da distribuição da Sagrada Comunhão na língua.  A motivação para esta prática é dupla: a) primeiro, para evitar, tanto quanto possível, a queda de partículas eucarísticas; b) segundo, aumentar entre a fiel devoção à Real Presença de Cristo no Sacramento da Eucaristia. É por essa mesma razão que o Santo Padre voltou à prática tradicional de dar a Comunhão na língua nas missas papais. Enquanto outros escreveram sobre a perda generalizada de crença na Presença Real de Jesus no Sacramento nos últimos quarenta anos (uma visão apoiada por vários  estudos ), é o primeiro ponto de ênfase do Vaticano que deve nos interessar neste momento. Simplificando, receber Comunhão na mão leva a uma perda de partículas eucarísticas, resultando em profanação do Santíssimo Sacramento. Leia também “Comunhão na Mão é um ataque de Satanás à Eucaristia” – Cardeal Sarah O Bispo Schneider também abordou esta preocupação: Há o fato grave da perda dos fragmentos eucarísticos. Ninguém pode negar isso. E os fragmentos consagrados são esmagados por nossos pés. Isto é horrível! Nosso Deus, em nossas igrejas, é pisoteado por nossos pés! Ninguém pode negar. […] Um padre e um bispo não podem dizer que esta prática está correta. Aqui está em jogo o mais sagrado, o mais divino e concreto da Terra. Nos últimos anos, ouvi essa preocupação ser ignorada, mesmo posta em duvida, por aqueles que defendiam a prática moderna. Alguns vêem essas advertências proféticas contra a profanação como uma forma de escrupulosidade, uma rigidez exagerada em sua preocupação com a Eucaristia. Parece que muitos esqueceram que Nosso Senhor está “presente todo e inteiro na menor porção da Santa Eucaristia …” (Catecismo de Baltimore,  Lição 22  ). De fato, uma defesa da Comunhão na mão exige que acreditemos em uma das duas proposições. Ou: O Vaticano e o Bispo Schneider estão sendo desonestos quando dizem que fragmentos de Nosso Senhor Eucarístico se perdem quando a Comunhão é distribuída na mão; ou… As partículas estão perdidas, mas simplesmente não nos importamos, porque os católicos estão acostumados a essa prática moderna e não podemos pedir que mudem agora. Em outras palavras, o respeito humano em vez do santo temor de Deus . Agora, mais do que nunca, é necessário um diálogo sobre esse assunto de extrema importância. O fato de poucos estarem interessados em conversar deve nos intrigar. Como o bispo Schneider disse, “fragmentos do corpo consagrado de Nosso Senhor são esmagados por nossos pés… Nosso Deus, em nossas igrejas, é pisoteado por nossos pés!” Leia também Vaticano: É proibido impedir comunhão na boca, mesmo que seja para se evitar epidemias Um padre recentemente compartilhou comigo algo que acredito que poucos leigos sabem, mas que precisa ser conhecido. Ele disse que em toda missa …  toda missa  … ele vê partículas das hóstias flutuando no cálice sagrado depois de esfregar os polegares e os dedos, e depois de purificar a patena. Aqui não estamos simplesmente falando daquilo que é pequeno demais para ver. Não, essas partículas são realmente visíveis a olho nu! Desde então, perguntei a quase uma dúzia de outros sacerdotes e recebi de volta a mesma resposta. Cada um disse que também vê ou sente fragmentos de Nosso Senhor em todas as missas. Infelizmente, o cuidado que eles tomam para evitar a perda de partículas no altar não pode é o mesmo que acontece ao distribuir a comunhão na mão. Estou convencido de que muitos leigos ainda não perceberam isso completamente. Parece-me também que é improvável que um bispo peça obediência a seus padres em uma questão de profanação da Eucaristia. E, no entanto, até que os bispos terminem essa prática irreverente em suas dioceses de uma vez por todas, é de fato o que está acontecendo. Como afirmado anteriormente, ou acreditamos que as partículas de Nosso Senhor não estão sendo perdidas e pisoteadas , ou optamos por não nos importar . Nossos bispos, sem dúvida, veem e sentem fragmentos ao oferecer o Santo Sacrifício da Missa. Portanto, parece-me que eles escolheram a segunda e não a primeira. E se sim, como podemos então não reconhecer que o respeito humano está impedindo a Igreja de encerrar essa prática profana? Enfim, a profanação a Nosso Senhor Eucarístico nunca deve ser visto como dano colateral aceitável, porque temos medo de fazer o que sabemos ser certo. Assista também A comunhão na mão é de origem calvinista e não era costume entre os fiéis da Igreja primitiva #Comunhão #ComunhãonaMão #Comunhãonaboca #DomAthanasiusSchneider #PadreRodrigoMaria

  • AS TERRÍVEIS CONSEQUÊNCIAS DA COMUNHÃO NA MÃO

    “Profanando Nosso Senhor Eucarístico partícula por partícula” A exemplo do que ensinou o anjo de Portugal, por ocasião das aparições de Nossa Senhora em Fátima, quando se prostrou por terra diante do Santíssimo Corpo e Sangue de Deus ensinando as crianças a fazer o mesmo, procuremos tratar Jesus com todo, respeito reverência e adoração. Procuremos seguir o que diz a Palavra de Deus: “Diante do nome de Jesus, todo joelho se dobre…” Aconselhamos todos a acolherem a orientação da Igreja que diz: “Onde houver perigo de profanação NÃO se dê a Comunhão na mão”. E dessa forma, possamos evitar muitos sacrilégios e roubos à Santíssima Eucaristia. Iniciemos uma grande campanha junto aos fiéis e também aos sacerdotes para honrar Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento do Altar, incentivando a comunhão na boca e o tanto quanto possível, de joelhos. Assista o vídeo abaixo e compartilhe com um sacerdote (cuidado, cenas fortes!): Leia também Comunhão na mão ou na boca? Debate sobre a recepção eucarística Dom Athanasius Schneider fala sobre a comunhão na mão: Em sua entrevista de 2014 ao Catholic Herald do Reino Unido, o bispo Athanasius Schneider, falou da grande crise que a Igreja enfrenta hoje, em grande parte devido aos maus tratos generalizados à Eucaristia. O Bispo Schneider observou: Pelo meu conhecimento e experiência, a ferida mais profunda da atual crise da Igreja é a ferida eucarística; os abusos do Santíssimo Sacramento … Esta é a questão… objetivamente a irreverência em no recebimento da Santa Comunhão. A chamada maneira “nova e moderna” de receber a Sagrada Comunhão diretamente na mão é muito séria, porque expõe Cristo a uma enorme banalidade. Esta não é simplesmente a opinião do bispo Athanasius Schneider. Embora poucos bispos tenham se manifestado contra a prática moderna, e muitas conferências episcopais o permitam, Roma reconheceu o problema inerente à distribuição da Comunhão na mão. O Escritório de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice pesou sobre esse assunto. Do site do Vaticano : Desde a época dos Padres da Igreja, nasceu e consolidou-se uma tendência pela qual a distribuição da Sagrada Comunhão na mão se tornava cada vez mais restrita em favor da distribuição da Sagrada Comunhão na língua.  A motivação para esta prática é dupla: a) primeiro, para evitar, tanto quanto possível, a queda de partículas eucarísticas; b) segundo, aumentar entre a fiel devoção à Real Presença de Cristo no Sacramento da Eucaristia. É por essa mesma razão que o Santo Padre voltou à prática tradicional de dar a Comunhão na língua nas missas papais. Enquanto outros escreveram sobre a perda generalizada de crença na Presença Real de Jesus no Sacramento nos últimos quarenta anos (uma visão apoiada por vários  estudos ), é o primeiro ponto de ênfase do Vaticano que deve nos interessar neste momento. Simplificando, receber Comunhão na mão leva a uma perda de partículas eucarísticas, resultando em profanação do Santíssimo Sacramento. Leia também “Comunhão na Mão é um ataque de Satanás à Eucaristia” – Cardeal Sarah O Bispo Schneider também abordou esta preocupação: Há o fato grave da perda dos fragmentos eucarísticos. Ninguém pode negar isso. E os fragmentos consagrados são esmagados por nossos pés. Isto é horrível! Nosso Deus, em nossas igrejas, é pisoteado por nossos pés! Ninguém pode negar. […] Um padre e um bispo não podem dizer que esta prática está correta. Aqui está em jogo o mais sagrado, o mais divino e concreto da Terra. Nos últimos anos, ouvi essa preocupação ser ignorada, mesmo posta em duvida, por aqueles que defendiam a prática moderna. Alguns vêem essas advertências proféticas contra a profanação como uma forma de escrupulosidade, uma rigidez exagerada em sua preocupação com a Eucaristia. Parece que muitos esqueceram que Nosso Senhor está “presente todo e inteiro na menor porção da Santa Eucaristia …” (Catecismo de Baltimore,  Lição 22  ). De fato, uma defesa da Comunhão na mão exige que acreditemos em uma das duas proposições. Ou: O Vaticano e o Bispo Schneider estão sendo desonestos quando dizem que fragmentos de Nosso Senhor Eucarístico se perdem quando a Comunhão é distribuída na mão; ou… As partículas estão perdidas, mas simplesmente não nos importamos, porque os católicos estão acostumados a essa prática moderna e não podemos pedir que mudem agora. Em outras palavras, o respeito humano em vez do santo temor de Deus . Agora, mais do que nunca, é necessário um diálogo sobre esse assunto de extrema importância. O fato de poucos estarem interessados em conversar deve nos intrigar. Como o bispo Schneider disse, “fragmentos do corpo consagrado de Nosso Senhor são esmagados por nossos pés… Nosso Deus, em nossas igrejas, é pisoteado por nossos pés!” Leia também Vaticano: É proibido impedir comunhão na boca, mesmo que seja para se evitar epidemias Um padre recentemente compartilhou comigo algo que acredito que poucos leigos sabem, mas que precisa ser conhecido. Ele disse que em toda missa …  toda missa  … ele vê partículas das hóstias flutuando no cálice sagrado depois de esfregar os polegares e os dedos, e depois de purificar a patena. Aqui não estamos simplesmente falando daquilo que é pequeno demais para ver. Não, essas partículas são realmente visíveis a olho nu! Desde então, perguntei a quase uma dúzia de outros sacerdotes e recebi de volta a mesma resposta. Cada um disse que também vê ou sente fragmentos de Nosso Senhor em todas as missas. Infelizmente, o cuidado que eles tomam para evitar a perda de partículas no altar não pode é o mesmo que acontece ao distribuir a comunhão na mão. Estou convencido de que muitos leigos ainda não perceberam isso completamente. Parece-me também que é improvável que um bispo peça obediência a seus padres em uma questão de profanação da Eucaristia. E, no entanto, até que os bispos terminem essa prática irreverente em suas dioceses de uma vez por todas, é de fato o que está acontecendo. Como afirmado anteriormente, ou acreditamos que as partículas de Nosso Senhor não estão sendo perdidas e pisoteadas , ou optamos por não nos importar . Nossos bispos, sem dúvida, veem e sentem fragmentos ao oferecer o Santo Sacrifício da Missa. Portanto, parece-me que eles escolheram a segunda e não a primeira. E se sim, como podemos então não reconhecer que o respeito humano está impedindo a Igreja de encerrar essa prática profana? Enfim, a profanação a Nosso Senhor Eucarístico nunca deve ser visto como dano colateral aceitável, porque temos medo de fazer o que sabemos ser certo. Assista também A comunhão na mão é de origem calvinista e não era costume entre os fiéis da Igreja primitiva #Comunhão #ComunhãonaMão #Comunhãonaboca #DomAthanasiusSchneider #PadreRodrigoMaria

  • Papa Francisco: “É inadmissível manipular fatos para conseguir nulidade matrimonial”

    Muitos possuem uma visão errada de que o processo de nulidade seja uma espécie de “divórcio” ou mesmo que poderia “anular” um casamento. Isso não existe! O processo de nulidade matrimonial apenas declara, através da análise dos fatos, que um casamento nunca ocorreu, para isso é estritamente necessário ter conhecimento da verdade. Aqueles que adulteram fatos estão cometendo um grave pecado, e caso contraiam matrimônio com outra pessoa já sendo casado na igreja, viverá em estado de adultério. O papa Francisco disse que qualquer “alteração ou manipulação voluntária” dos fatos para conseguir a nulidade matrimonial é “inadmissível”, segundo Vatican News, serviço de informações da Santa Sé. Em sua audiência com os juízes do Tribunal da Rota Romana por ocasião da inauguração do Ano Judiciário, em 27 de janeiro, o papa destacou que, embora “no julgamento ocorra as vezes uma dialética entre teses opostas”, é importante que cada caso se desenvolva “sempre com uma adesão sincera ao que parece ser verdadeiro para cada um, sem se fechar em sua própria visão, mas estando também abertos à contribuição dos demais participantes do processo”. “A disponibilidade para oferecer a própria versão subjetiva dos acontecimentos torna-se frutífera no contexto de uma comunicação adequada com os outros, o que também pode levar à autocrítica”, disse Francisco. “Portanto, é inadmissível qualquer alteração ou manipulação voluntária dos fatos, visando a obtenção de um resultado pragmaticamente desejado.” O Tribunal da Rota Romana, encarregado, entre outras funções, de receber recursos e processos de segunda instância, é uma das mais altas instâncias judiciárias da Santa Sé, apenas abaixo do Supremo Tribunal da Congregação para a Doutrina da Fé e do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica. O papa Francisco também destacou a importância do “compromisso para favorecer o perdão e a reconciliação entre os cônjuges, e, também, para validar um matrimônio nulo quando isso for possível e prudente”. “Desta forma, entende-se também que a declaração de nulidade não deve ser apresentada como se fosse o único objetivo a ser alcançado diante de uma crise matrimonial, ou como se isso constituísse um direito independentemente dos fatos”, afirmou. Leia também Casais em segunda união podem receber o Sacramento da Comunhão? Francisco destacou aos juízes que “ao considerar a eventual nulidade, é necessário fazer com que os fiéis reflitam sobre os motivos que os levam a solicitar a declaração de nulidade do consentimento matrimonial, favorecendo uma atitude de acolhimento da sentença definitiva, ainda que não corresponda à própria convicção”. O papa exortou a “aprender a escutar, que não é simplesmente ouvir”, porque “é preciso compreender a visão e as razões do outro, quase identificar-se com o outro”. “Como em outras âmbitos da pastoral, também na atividade judiciária é necessário promover a cultura da escuta, condição prévia da cultura do encontro”, disse. O papa Francisco disse que “as respostas padrão aos problemas concretos das pessoas são deletérias. Cada uma delas, com sua experiência muitas vezes marcada pela dor, constitui para o juiz eclesiástico a ‘periferia existencial’ concreta da qual toda ação pastoral judiciária deve se mover”. “Neste sentido, em sua ação como ministros do tribunal, nunca deve faltar um coração pastoral, um espírito de caridade e compreensão para com as pessoas que sofrem com o fracasso de sua vida conjugal”. Francisco disse que “o êxito deste caminho é a sentença, fruto de um discernimento atento que conduz a uma palavra crível sobre a experiência pessoal, iluminando os percursos que podem ser abertos a partir dali”. “Portanto, a sentença deve ser compreensível às pessoas envolvidas: só assim se tornará um momento de especial relevância no seu caminho humano e cristão”, disse ele. Fonte: ACI Digital Leia também Casais que “vivem juntos” e não possuem o Sacramento do Matrimônio, podem se consagrar a Nossa Senhora? #Matrimônio

  • Papa Francisco: “É inadmissível manipular fatos para conseguir nulidade matrimonial”

    Muitos possuem uma visão errada de que o processo de nulidade seja uma espécie de “divórcio” ou mesmo que poderia “anular” um casamento. Isso não existe! O processo de nulidade matrimonial apenas declara, através da análise dos fatos, que um casamento nunca ocorreu, para isso é estritamente necessário ter conhecimento da verdade. Aqueles que adulteram fatos estão cometendo um grave pecado, e caso contraiam matrimônio com outra pessoa já sendo casado na igreja, viverá em estado de adultério. O papa Francisco disse que qualquer “alteração ou manipulação voluntária” dos fatos para conseguir a nulidade matrimonial é “inadmissível”, segundo Vatican News, serviço de informações da Santa Sé. Em sua audiência com os juízes do Tribunal da Rota Romana por ocasião da inauguração do Ano Judiciário, em 27 de janeiro, o papa destacou que, embora “no julgamento ocorra as vezes uma dialética entre teses opostas”, é importante que cada caso se desenvolva “sempre com uma adesão sincera ao que parece ser verdadeiro para cada um, sem se fechar em sua própria visão, mas estando também abertos à contribuição dos demais participantes do processo”. “A disponibilidade para oferecer a própria versão subjetiva dos acontecimentos torna-se frutífera no contexto de uma comunicação adequada com os outros, o que também pode levar à autocrítica”, disse Francisco. “Portanto, é inadmissível qualquer alteração ou manipulação voluntária dos fatos, visando a obtenção de um resultado pragmaticamente desejado.” O Tribunal da Rota Romana, encarregado, entre outras funções, de receber recursos e processos de segunda instância, é uma das mais altas instâncias judiciárias da Santa Sé, apenas abaixo do Supremo Tribunal da Congregação para a Doutrina da Fé e do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica. O papa Francisco também destacou a importância do “compromisso para favorecer o perdão e a reconciliação entre os cônjuges, e, também, para validar um matrimônio nulo quando isso for possível e prudente”. “Desta forma, entende-se também que a declaração de nulidade não deve ser apresentada como se fosse o único objetivo a ser alcançado diante de uma crise matrimonial, ou como se isso constituísse um direito independentemente dos fatos”, afirmou. Leia também Casais em segunda união podem receber o Sacramento da Comunhão? Francisco destacou aos juízes que “ao considerar a eventual nulidade, é necessário fazer com que os fiéis reflitam sobre os motivos que os levam a solicitar a declaração de nulidade do consentimento matrimonial, favorecendo uma atitude de acolhimento da sentença definitiva, ainda que não corresponda à própria convicção”. O papa exortou a “aprender a escutar, que não é simplesmente ouvir”, porque “é preciso compreender a visão e as razões do outro, quase identificar-se com o outro”. “Como em outras âmbitos da pastoral, também na atividade judiciária é necessário promover a cultura da escuta, condição prévia da cultura do encontro”, disse. O papa Francisco disse que “as respostas padrão aos problemas concretos das pessoas são deletérias. Cada uma delas, com sua experiência muitas vezes marcada pela dor, constitui para o juiz eclesiástico a ‘periferia existencial’ concreta da qual toda ação pastoral judiciária deve se mover”. “Neste sentido, em sua ação como ministros do tribunal, nunca deve faltar um coração pastoral, um espírito de caridade e compreensão para com as pessoas que sofrem com o fracasso de sua vida conjugal”. Francisco disse que “o êxito deste caminho é a sentença, fruto de um discernimento atento que conduz a uma palavra crível sobre a experiência pessoal, iluminando os percursos que podem ser abertos a partir dali”. “Portanto, a sentença deve ser compreensível às pessoas envolvidas: só assim se tornará um momento de especial relevância no seu caminho humano e cristão”, disse ele. Fonte: ACI Digital Leia também Casais que “vivem juntos” e não possuem o Sacramento do Matrimônio, podem se consagrar a Nossa Senhora? #Matrimônio

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