top of page

Buscar neste site

12408 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Papa São Eleutério (174-189)

    Festa: 26 de maio. J.N.D Kelly, The Oxford Dictionary of Popes. p.12.

  • The Positive Side of Heresy

    As the Church undergoes its passion, and the night of apostasy keenly felt, I thought it worthwhile to present an extract from the great work of Mourret Thompson on the History of the Church. He brings to light the positive side of this terrible scourge – heresy. The “Period of the Fathers” has also been called the “Period of Great Heresies.” “There must be heresies,” said the Apostle. There had to be, if only to stir the intellectual activity of the church. St. Hilary begins his immortal treatise On the Trinity by saying that heresy spurred his mind. “The errors of heretics and blasphemers force us to scale perilous heights, to speak unutterable words.” Heresies had to be, since God, desiring the development of His Church to the end of time, seems to will that it should always develop by struggle. In the era of bloody persecutions, the first Pontiffs by their martyrdom cemented the movement of expansion and organization of the early Church. The doctors followed them endured another sort of martyrdom, defending against sophistry and blasphemies and in the face of persecution, insult, and calumny, the Church which was attacked in its essential dogmas and calumniated in its purest morality. But from this crisis they saw Catholic doctrine arise triumphant, elucidated, and strengthened. The strife against actual heresies was not the sole cause for the grief of those venerable Fathers. In the tendencies of some Eastern doctors, in the political acts of certain emperors, and in the jealous attitude of peoples grouped about Constantinople, they could for see the remote cause of schism. Yet although their souls groaned, their faith was never shaken. Though all the dissident sects, in schism as in heresy, agreed on one point – hatred for the Roman Church – the latter remained steadfast in adherence to its earliest traditions and by its generosity, as in the time of clement of Rome, ever deserved to be called the one “that presides over charity.” Whereas each of these sects assumed the name of its leader or of the locality where it was born, the common voice of all peoples reserved the name Catholic Church for that one group which was connected with Rome. While Arians, Donatists, Nestorians, and Eutychians divided and subdivided, forming independent branches, the Church, faithfully united to the Roman Pontiffs, tightened the bonds of its hierarchy. The Roman Church, in its discipline as in its doctrine, was indeed the Church to which Christ foretold that “the gates of hell would not prevail against it.” (Mourret Thompson, History of the Church)

  • SENHOR, TU ÉS O BOM PASTOR

    Senhor, Tu és o Bom Pastor. Eu sou a Tua ovelha. Em alguns dias, estou sujo; Em outros, estou doente. Em alguns dias, me escondo;  Em outros, me revelo. Sou uma ovelha ora mansa, ora agitada. Sou uma ovelha ora perdida, ora reconhecida. Eu sou tua ovelha, Senhor. Eu sou Tua ovelha, Senhor. Eu conheço a Tua voz. É que às vezes a surdez toma conta de mim. Eu sou Tua ovelha, Senhor. Não permita que eu me perca, que eu me desvie do Teu rebanho. Mas se eu me perder, eu Te peço, meu Senhor, único Deus da minha vida, Vem me encontrar. Amém. Aleluia! (Padre Marcelo Rossi)

  • AÇÃO DE GRAÇAS (Miguel Obiól)

    Graças, Senhor Javé! Pela graça da vida E da ressurreição! Graças pelo corpo que nos deste, Pelo ar que respiramos, Pelo chão Que pisamos, Pelo céu que nos cobre! Graças pelo corpo espiritual que há de vir Para a ressurreição em Cristo, para a herança do Reino! É maravilhoso, Senhor Javé, que a Vida Não se limite ao corpo material. É maravilhoso que os mutilados E os cegos, os mudos E os paralíticos, Os que não gozam de bênção no lar E os que se arrastam na mendicância, Possam esperar de Ti a compensação Das suas aflições! É maravilhoso saber Que os que choram Serão consolados, Os humildes serão exaltados No milagre de Tua misericórdia! É maravilhoso, Senhor Javé, Podermos ter a certeza Da recompensa futura na Vida Eterna, Sabermos Que as coisas efêmeras Não têm comparação Com a bênção que virá Após os nossos sofrimentos! Graças, Senhor Javé, Pela paz dos povos Que se abrirá Sobre o mundo Em pétalas de luz Depois das aflições, Das lutas e das guerras! Graças, Senhor Javé, pela graça da fé Que nos reconcilia com a Tua justiça E nos permite a graça de Te agradecer! Obrigado, Senhor Javé! (Miguel Obiól)

  • JESUS CRISTO NOSSA VIDA (Santo Agostinho)

    Nossa vida desceu para esta terra e levou embora a morte, matou a morte com a abundância da vida: e Ele reclamou chamando-nos  para voltar para Ele, para aquele local secreto do qual Ele viera direto para nós – primeiro no útero da Virgem, no qual a humanidade uniu-se a Ele, nossa carne mortal, nem sempre destinada a ser mortal. Ele não tardou, mas apressou-se, chamando-nos por sua morte e sua vida, por sua vinda e sua ascensão, para voltarmos a Ele. E Ele retirou-se de nossa visão para que pudéssemos voltar ao nosso próprio coração e encontrá-lo. Como Ele se afastou, ainda está próximo. Ele não está conosco e nunca nos deixou. (Santo Agostinho – Apóstolo da Inteligência) #Cristologia #Igreja

  • CANTEMOS AO SENHOR O CANTO DO AMOR (Santo Agostinho, bispo)

    Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembleia dos fiéis (Salmos, 149,1). Somos convidados a cantar um canto novo ao Senhor. O homem novo conhece o canto novo. O canto é uma manifestação de alegria e, se examinarmos bem, é uma expressão de amor. Quem, portanto, aprendeu a amar a vida nova, aprendeu também a cantar o canto novo. É, pois, pelo canto novo que devemos reconhecer o que é a vida nova. Tudo isso pertence ao mesmo Reino: o homem novo, o canto novo, a aliança nova. Não há ninguém que não ame. A questão é saber o que se deve amar. Não somos, por conseguinte, convidados a não amar, mas sim a escolher o que havemos de amar. Mas o que podemos escolher, se antes não formos escolhidos? Porque não conseguiremos amar, se antes não formos amados. Escutai o apóstolo João: Nós amamos porque ele nos amou primeiro (cf. 1 João 4,10). Procura saber como o homem pode amar a Deus; não encontrarás resposta, a não ser esta: Deus o amou primeiro. Deu-se a si mesmo aquele que amamos, deu-nos a capacidade de amar. Como ele nos deu esta capacidade, ouvi o apóstolo Paulo que diz claramente: O amor de Deus foi derramado em nossos corações. Por quem? Por nós, talvez? Não. Então por quem? Pelo Espírito Santo que nos foi dado (Romanos 5,5). Tendo, portanto, uma tão grande certeza, amemos a Deus com o amor que vem de Deus. Escutai ainda mais claramente o mesmo São João: Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele (1 João 4,16). É bem pouco afirmar: O amor vem de Deus (1 João 4,7). Quem de nós se atreveria a dizer: Deus é amor? Disse-o quem sabia o que possuía. Deus se oferece a nós pelo caminho mais curto. Clama para cada um de nós: Amai-me e me possuireis; porque não podeis amar-me se não me possuirdes. Ó irmãos, ó filhos, ó novos rebentos da Igreja católica, ó geração santa e celestial, que renascestes em Cristo para uma vida nova! Ouvi-me, ou melhor, ouvi através do meu convite: Cantai ao Senhor Deus um canto novo. Já estou cantando, respondes. Tu cantas, cantas bem, estou escutando. Mas oxalá a tua vida não dê testemunho contra tuas palavras. Cantai com a voz, cantai com o coração, cantai com os lábios, cantai com a vida: Cantai ao Senhor Deus um canto novo. Queres saber o que cantar a respeito daquele a quem amas? Sem dúvida, é acerca daquele a quem amas que desejas cantar. Queres saber então que louvores irás cantar? Já o ouviste: Cantai ao Senhor Deus um canto novo. Que louvores? Seu louvor na assembleia dos fiéis. O louvor de quem canta é o próprio cantor. Quereis cantar louvores a Deus? Sede vós mesmos o canto que ides cantar. Vós sereis o seu maior louvor, se viverdes santamente. (Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo – Sermo 34,1-3.5-6: CCL 41, 424-426 – Séc.V).

  • DEZ REFORMAS CATÓLICAS NA IGREJA NO SÉCULO ANTERIOR À LUTERO: A PROTESTANTE FOI DESNECESSÁRIA

    Dez reformas católicas na Igreja no século anterior à Lutero: a protestante foi desnecessária P.J.Ginés Este ano de 2017 se comemoram 500 anos do início da chamada “Reforma Protestante”, que significou a ruptura da Cristandade no Ocidente, com a aparição de países protestantes e a divisão dos cristãos em numerosas comunidades de doutrinas contraditórias entre si, o que alimentou muitos anos de guerras de religião (que por sua vez tinham numerosas motivações políticas somadas). Em ambientes protestantes (mais nos populares que nos acadêmicos) se costuma explicar que a Igreja no século XVI era especialmente corrupta em seus costumes e doutrina e que era necessário “reformá- la” ou “renová- la” para que fosse mais virtuosa e santa. Mas os historiadores não vêem que no século XVI na Igreja houvesse necessariamente mais corrupção que em qualquer outra época e quanto a sua capacidade de renovação detectam que era grande sem necessidade de chegar à ruptura que desencadeou Lutero acompanhado dos poderosos príncipes alemães ansiosos de confiscar propriedades eclesiásticas. No I Simposio Internacional Reforma y Reformas en la Iglesia, organizado em Barcelona nos últimos dias 15 e 16 de março pelo Ateneo Sant Pacià (www.edusantpacia.cat), o sacerdote Ramon Corts Blay, doutor em História Eclesiástica pela Universidade Gregoriana e professor desta matéria, repassou 10 casos de renovação eclesial nos 150 anos anteriores à Lutero que demonstram que a Igreja ocidental tinha uma grande capacidade de reforma e renovação sem necessidade de chegar à ruptura, o cisma e as guerras de religião. São casos de”reformas católicas” que tinham êxito em distintas regiões e ambiente culturais. 10 REFORMAS CATÓLICAS EM ANOS ANTERIORES À LUTERO 1. As associações leigas de caridade No século XV nas cidades de toda Europa se multiplicaram as associações de leigos que se comprometiam a servir com caridade aos pobres e os enfermos dos hospitais, tratando com eles em pessoa, lavando- os, velando -os, etc… Tinham um grande desejo de reforma espiritual e se comprometiam a uma vida espiritual intensa, com compromissos de confessar-se cada mês e comungar 4 vezes ao ano ( nessa época se comungava muito menos). Os leigos eram muito ativos nesses âmbitos , com frequência ligados às confrarias e grêmios. 2. As reformas em multidão de ordens religiosas Beneditinos, jerônimos, cônegos regulares… em numerosas regiões velhas ordens religiosas se reformavam e criavam novas congregações mais fervorosas e entusiastas. Os cartuxos, que sempre presumiram de que ” a cartuxa nunca foi reformada” porque se mantinha fiel a seu espírito original, se estendiam no s.XIV pela Europa central e Escócia. Os beneditinos em finais do século XIV começaram uma reforma, com 23 abadias reformadas em poucos anos na Baviera. Os olivetanos, uma reforma beneditina promovida por São Bernardo Tolomei em 1319 a partir da Itália logo depois contou com 43 monastérios. Por volta do ano 1400 , a oblata beneditina Santa Francisca Romana avivava esta renovação beneditina. Também os jerônimos criaram distintas ramos reformados. Os monges mínimos, fundados em 1435 por São Francisco de Paula, se estendem pela Itália, França, Espanha, Alemanha, e chegam a ter 12.000 membros antes de Lutero. Em Veneza se reformam os cônegos regulares. Todo o século XV é um século de reformas nas ordens. 3. A grande reforma beneditina Desde a província de Valladolid (que incluía Montserrat, na Catalunha) os beneditinos se sobressaíam em reformar a vida e espiritualidade em 79 monastérios em uma primeira onda , e outros 95 depois. Se estendia a “devotio moderna” que havia nascido em Países Baixos no século XIV: cristocêntrica, agostiniana, anti-especulativa. ” A Imitação de Cristo”, de Tomás Kempis era seu grande livro. Se reformam também os cistercienses desde Toledo no século XV. Logo os camaldulenses, que se reformaram como monásticos eremitas. Por Castela, no século XV e princípios do XVI se estende o fenômeno dos “descalços”, conventos que buscam mais rigor e fervor. 4. As reformas das ordens mendicantes Os franciscanos e dominicanos, nascidos no s.XIII, vêem nascer ramos reformadores em seu interior no século XV. Os franciscanos observantes italianos surgem en 1450 e se estendem por toda Europa. Nascem dominicanos reformados em todo o continente. Santo Antonino de Florença cria uma congregação nova de dominicanos, mais austera, da qual em finais do século sairia o pregador puritano e rigorista Savonarola.Também os carmelitas começavam a se reformar na Itália e em alguns lugares da Inglaterra. Os carmelitas de Mântua contavam com mais de 30 conventos reformados. Os agostinhos começam sua reforma em 1370 na Itália, que logo saltará à Alemanha. O mesmo Lutero foi um destes agostinianos reformados. Os servitas se reformam en 1404, com toda uma província renovada. A toda esta reforma nessa época se lhe chamava ” a observância”: eram religiosos “observantes”, que buscavam ser cumpridores e devotos em seus compromissos. 5. A devotio moderna: meditar o amor de Deus A devotio moderna era um tipo de oração e espiritualidade, também para leigos e famílias, nascida em Flandes no século XIV, que se estende em boa parte da Europa no século XV. Cria comunidades de vida comum não monásticas para as obras de caridade. Em 1450 tinham 400 casas de devoção, muitas das quais duraram até a Revolução Francesa. Também cultivavam a vida intelectual. Por ali passaram Erasmo, Ignácio de Loyola e Calvino. Foi uma renovação espiritual real que chegou a muitos milhares de europeus, e influiu no cardeal Cisneros na Espanha. 6. Os bispos com esforços reformadores Muitos bispos tentaram reformar o clero secular, convocando sínodos diocesanos, com mais pregação e mais formação do clero. Nicolau de Cusa, bispo, cardeal, humanista, cientista, tentou a reforma em Baviera e Europa do Norte. Em Roma e em França se criam colégios para sacerdotes: são os “antepassados” dos seminários que Trento criará. Na Espanha, os bispos de Isabel , a Católica reformaram a Igreja :Pedro González de Mendoza, Hernando de Talavera em Granada, Cisneros em Toledo…Nomearam bons bispos, crearam universidades que eram quase seminários sementeiras de bispos. Se implanta na Espanha a obrigação de que o bispo viva em sua sede episcopal, que não a tenha só como uma fonte de impostos. Nasce a universidade de Alcalá, a Biblia complutense, a tradução do Kempis… Quando Ignácio de Loyola chega a Montserrat, seu abade Cisneros (sobrinho do cardeal) já reformou a abadia e sua espiritualidade, fazendo- a mais meditativa. 7. A universidade e a imprensa foram incorporando reformas Em finais do século XV a Cristandade se encheu de estudantes universitários. Havia 17.000 universitários na França e 12.000 na Alemanha. Na Espanha há figuras teológicas e intelectuais como Francisco de Vitória, Melquior Cano e um tomismo sério. A imprensa serviu à reforma católica antes que à protestante. Se imprimiam numerosas edições da Imitação de Cristo de Kempis, vade-mécuns de pregação, teologia de Padres da Igreja. Erasmo, em Roterdã, publicava a clássicos cristãos como Orígenes, Jerônimo, Ambrósio 8. A reforma desde a Cúria… A Cúria vaticana e os cardeais em Roma também entendiam que era necessária uma reforma. Se convocou em 1512 o V Concilio Lateranense, que acabou em 1517. Os camaldulenses venezianos apresentaram uma declaração cheia de exigências reformistas no que respeita ao monástico, a união com o Oriente, as missões no novo mundo, a liturgia… “Essas petições podem considerar-se mais valentes que as de Lutero”, assinala Corts. “Mas não se pensou nesse concílio no fogo alemão. O concílio acabou en março. E em outubro Lutero lançava suas teses “. 9. O serviço aos pobres Vemos que os leigos no século XV se organizam em muitas confrarias de assistência caritativa e espiritual. É também um século no qual se constroem os grandes hospitais monumentais e os hospitais de igreja. Já antes havia irmãos “hospitalários” de distintos tipos (monges fossários , que enterram; monges mercedários na Espanha, por exemplo). No século XV se criam os montes de piedade, sobretudo de grão e comida para ajudar em fome excessiva. Darão origem a muitas iniciativas sociais eficazes. 10. O teatro religioso e a reforma das artes Por último, o ardor pelas coisas de Deus em 1400 e 1500 levaram a uma criatividade artística, pictórica, musical e, especialmente, ao teatro religioso, que acercavam a milhares e milhares de europeus as idéias emanadas da fé. Lutero, o antiacadêmico “Lutero protestava contra a academia e é certo que a escolástica em muitos lugares era um formalismo vazio ou ockhamismo e que havia teologia com pouca clareza com respeito a muitos temas”, constata Corts. Havia precedentes no século XV de má filosofia e teologia que haviam levado a guerras de religião, como Huss e Wyclif que falavam da igreja invisível e confundiam a transubstanciação. “A Lutero lhe afetou o nominalismo, que apresentava Deus como mero conceito lógico-aristotélico e criava muito ceticismo para a fé, ou a adotar o contrário, o fideísmo. Lutero reagia contra isso. Os agostinianos que conhecia ele eram ortodoxos, mas insistiam no tema da concupiscência após o batismo. Lutero valorizava aos místicos alemães, um tanto angustiados, às vezes inclusive desesperados, que depreciavam as obras externas para a salvação, menosprezavam a razão. E havia uma corrente humanista com certa critica ao culto popular aos santos. Todos estes pontos podiam reformar-se ou equilibrar-se sem sair do catolicismo”, considera Corts. A reforma católica foi, pois, anterior a Lutero, se manteve com Lutero e cresceu mais com Trento, e nascia de uma espiritualidade autêntica. Lutero queria reformar “ A Igreja papista” e dizia que não se creia herege, até 1520. A partir de 1520 Lutero deixa de pedir só mudanças de moral e disciplina: pede já para mudar os dogmas e mudar todo o sistema doutrinal. A reforma eficaz: que participe o povo e não seja muito lenta Corts aponta que a História assinala que “se a reforma é demasiado lenta pode dar muitos problemas”. Recomenda o livro de Yves Congar “Falsas e verdadeiras reformas na Igreja ”. Aponta que Trento tardou 27 anos em se convocar e durou 18 anos. Que se podia e devia reformar? Não era fácil de responder. “Outra conclusão que vemos na História é que a Igreja tem grande capacidade de reforma; funciona bem se participa a base e o vértice. A Igreja se renova sempre, renasce sempre e o futuro é de Deus”, afirma este doutor em História Eclesiástica. _____ Tradução: David Nesta Artigo original: https://googleweblight.com/i?u=https://www.religionenlibertad.com/movil/articulo_rel.asp?idarticulo%3D55836&hl=pt-BR&geid=1027 #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #Históriadaidademédia #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Igreja

  • Papa São Sotero (166-174)

    Décimo primeiro nas primeiras listas de sucessão de bispos de Roma, ele foi contado o décimo segundo papa pela a convenção posterior que contou São Pedro como o primeiro. O LP relata que ele era um Italiano, da Campânia; as primeiras autoridades variam sobre suas datas exatas. Em algum momento ele enviou uma carta, com presentes de caridade, para a igreja de Corinto e Eusébio (c. 260-c.340) preservou fragmentos de um reconhecimento efusivo de Dionísio, bispo de Corinto, prometendo que a carta de Sotero seria regularmente lida na liturgia em Corinto Outras cartas de Dionísio levaram estudiosos a suspeitar que Sotero possa ter expressado desaprovação de sua atitude negligente tanto para o ideal de continência sexual como para a restauração dos pecadores penitentes à comunhão independentemente do tipo de pecados que eles tinha cometido, e que o sua  obsequiosa resposta possa ter sido uma tentativa de acalmar o papa sem ceder qualquer ponto de princípio. Um evento de grande importância que parece que ocorreu em Roma sob Sotero foi a introdução da Páscoa como um festival anual. Não havia existido anteriormente, e a data aceita então, em contraste com a prática quartodecimiana das igrejas da Ásia Menor, foi o domingo seguinte ao 14° do mês judaico de Nisan (o dia da pascoa). Relatos estavam circulando no quinto século, que Sotero escreveu criticamente sobre o Montanismo, o movimento apocalíptico e ascético iniciado na Frígia pelo profeta Montano, mas eles devem ser rejeitados. Embora ele tenha sido venerado como mártir, não há provas de que ele fosse um. Festa: 22 de abril J.N.D Kelly, The Oxford Dictionary of Popes. p. 11.

  • Papa Santo Aniceto (155-166)

    Décimo nas primeiras listas de sucessão de bispos de Roma, ele foi contado o décimo primeiro pela convenção posterior que contou São Pedro como o primeiro. O LP relata que ele era um Sírio de Emesa (Homs) e Eusébio (C.260-C.340) que ele reinou onze anos.Logo após a sua posse, ele recebeu uma visita de Policarpo, o bispo octogenário de Esmirna, que, depois de ter chegado a um acordo em outras questões, tentou persuadi-lo a adotar a prática das igrejas da Ásia Menor de observar a Páscoa no dia 14 do mês judaico de Nisan (o dia da Páscoa) – a chamada data Quartodecimiana. Neste momento a igreja romana não tinha um festival especial de Páscoa, e Aniceto foi capaz de alegar que se sentia obrigado a respeitar o costume de seus antecessores celebrando a ressurreição do Senhor cada Domingo. Os dois bispos permaneceram em um companheirismo amigável, e Aniceto convidou Policarpo para presidir a missa. Apesar de nada mais ser conhecido diretamente de suas atividades,ele deve ter tido contato com o estudioso Hegésipo, autor de obras anti-gnósticas, que veio para Roma neste tempo,e com o apologista Justino, que foi martirizado em Roma c. 165. Provavelmente foi Aniceto, não Anacleto como afirma o LP, que erigiu o santuário memorial para São Pedro na Colina do Vaticano, que era familiar para visitantes c.200 e que foi revelada pelas escavações 1939-49. A tradição que ele morreu um mártir carece de confirmação. Festa:17 de Abril J.N.D Kelly, The Oxford Dictionary of Popes. pp. 10-11.

  • Papa São Pio I (142-155)

    Festa: 11 de julho. J.N.D Kelly, The Oxford Dictionary of Popes. p.10.

  • Papa Santo Higino (138-142)

    Festa: 11 de Janeiro New Catholic Encyclopedia (Vol VII). p.237.

  • O LOUVOR DE CRISTO JESUS (Melitão, bispo de Sardes)

    Prestai atenção, caríssimos: o mistério pascal é ao mesmo tempo novo e antigo, eterno e transitório, corruptível e incorruptível, mortal e imortal. É mistério antigo segundo a Lei, novo segundo a Palavra que se fez carne; transitório pela figura, eterno pela graça; corruptível pela imolação do cordeiro, incorruptível pela vida do Senhor; mortal pela sua sepultura na terra, imortal pela sua ressurreição dentre os mortos. A Lei, na verdade, é antiga, mas a Palavra é nova; a figura é transitória, mas a graça é eterna; o cordeiro é corruptível, mas o Senhor é incorruptível, ele que, imolado como cordeiro, ressuscitou como Deus. Na verdade, era como ovelha levada ao matadouro, e contudo não era ovelha; era como cordeiro silencioso (Is 53,7), e no entanto não era cordeiro. Porque a figura passou e apareceu a realidade perfeita: em lugar de um cordeiro, Deus; em vez de uma ovelha, o homem; no homem, porém, apareceu Cristo que tudo contém. Por conseguinte, a imolação da ovelha, a celebração da páscoa e a escritura da Lei tiveram a sua perfeita realização em Jesus Cristo; pois tudo o que acontecia na antiga Lei se referia a ele, e mais ainda na nova ordem, tudo converge para ele. Com efeito, a Lei fez-se Palavra e, de antiga, tornou-se nova (ambas oriundas de Sião e de Jerusalém); o preceito deu lugar à graça, a figura transformou-se em realidade, o cordeiro em Filho, a ovelha em homem e o homem em Deus. O Senhor, sendo Deus, fez-se homem e sofreu por aquele que sofria; foi encarcerado em lugar do prisioneiro, condenado em vez do criminoso e sepultado em vez do que jazia no sepulcro; ressuscitou dentre os mortos e clamou com voz poderosa: “Quem é que me condena? Que de mim se aproxime (Is 50,8). Eu libertei o condenado, dei vida ao morto, ressuscitei o que estava sepultado. Quem pode me contradizer? Eu sou Cristo, diz ele, que destruí a morte, triunfei do inimigo, calquei aos pés o inferno, prendi o violento e arrebatei o homem para as alturas dos céus. Eu, diz ele, sou Cristo. Vinde, pois, todas as nações da terra oprimidas pelo pecado e recebei o perdão. Eu sou o vosso perdão, vossa páscoa da salvação, o cordeiro por vós imolado, a água que vos purifica, a vossa vida, a vossa ressurreição, a vossa luz, a vossa salvação, o vosso rei. Eu vos conduzirei para as alturas, vos ressuscitarei e vos mostrarei o Pai que está nos céus; eu vos levantarei com a minha mão direita”. (Da Homilia sobre a Páscoa, de Melitão, bispo de Sardes – Nn. 2-7.100-103: SCh 123,60-61.120-122 – Séc. II). #Cristologia #Igreja

  • SURSUM CORDA: DEZ SUGESTÕES PARA REVITALIZAR A IMAGINAÇÃO LITERÁRIA – James Conley (Parte III)

    A literatura abre nossa imaginação ao maravilhoso, e a leitura de bons livros nos faz descobrir o aspecto contemplativo de nossa humanidade, estimulando em nós um senso de justiça, de caridade, de generosidade. Podem alargar os horizontes de nossas almas, inspirando nossos corações a buscar coisas mais elevadas. Conduzindo os fiéis, diz o padre no prefácio da Missa: “Sursum Corda”, “Elevai vossos corações”. É o que faz a nossa fé; e é o que a boa literatura também poderia fazer. Se queremos resolver os problemas culturais de hoje, precisamos desesperadamente uma renovação da mentalidade ocidental. Só é possível levar adiante uma renovação da cultura cristã, no mundo atual, se começarmos de joelhos, rezando, mas também com livros nas mãos, inseridos na grande tradição da mentalidade clássica. Em resumo, precisamos de conhecimento para derrotar o pai da mentira. Não podemos propor sábias ações políticas se não cultivamos a sabedoria e o correto julgamento das coisas. E a sabedoria começa com o assombro da imaginação literária. Sou frequentemente indagado sobre livros que recomendaria. De fato, este ensaio texto foi inspirado por tais pedidos de amigos católicos. Muitos de meus amigos sabem que tive o benefício, inteiramente imerecido, de receber uma formação literária que tem se tornado muito rara hoje em dia. Como estudante do Programa Integrado de Humanidades da Universidade de Kansas, pude ler as grande obras da cultura ocidental e milhares de outros livros, que sempre tinham alguma historia importante para contar. Meu caminho para a Igreja Católica e para Jesus Cristo foi aberto por esses livros. Este ensaio inclui uma lista de algumas de minhas obras preferidas e alguns de meus autores prediletos, seguindo a trajetória da cultura e do pensamento ocidental. Não se trata, porém, de uma lista definitiva, ou impositiva, nem mesmo objetiva. Ao contrário, é bastante pessoal: reflete os autores que tocaram meu coração, minha mente, minha imaginação. Toda lista de bons livros será, sempre, obrigatoriamente pessoal. Minha lista de livros, portanto, jamais poderia ser exaustiva – são tantos bons livros que seria impossível listar todos. A experiência de leitura revela que um bom livro pode tocar profundamente um coração e deixar outro indiferente. Tais listas podem desencadear grandes debates e muita divergência, sinal de que os bons livros podem mexer com nossos corações e lá permanecer para sempre. Os livros da minha lista não contêm todas as ideias que me formaram, nem mesmo as mais importantes. Não é uma lista dos clássicos da espiritualidade. É uma lista literária — subjetiva e estética — e seus livros estão entre os que considero particularmente belos; portanto, particularmente sedutores. Em 1999, São João Paulo II escreveu que, “diante da sacralidade da vida e da pessoa humana, e perante as maravilhas do universo, o assombro é a única atitude apropriada”. Quero compartilhar, com vocês, certas obras literárias que me despertaram para o assombro, além de livros dos quais simplesmente gostei — personagens, aventuras e histórias que amei. Meu bom amigo, o escritor Anthony Esolen, diz que os livros abrem as portas da possibilidade: “Se você não lê romances para fazer novos amigos, perambular pelos campos ou velejar pelo mar, então não deve lê-los de jeito nenhum.” (James D. Conley é bispo da diocese de Lincoln, Nebraska, EUA. Este ensaio foi publicado no National Catholic Register, em 31 de maio de 2015) https://www.ncregister.com/images/documents/Literature_Section_053115.pdf

  • Papa S. Telésforo (c. 127-c. 137)

    Festa: 5 de Janeiro New Catholic Encyclopedia. p. 792.

  • Papa S. Sisto I ( c.117-c. 126)

    Sisto (Xystus) foi o sexto sucessor de Pedro. O catálogo liberiano data seu reinado de 117 a 126. Praticamente todas listas e Eusébio (Histoire ecclesiastique 4.4, 5; 5.6, 24) indicam um episcopado de dez anos. O Liber pontificalis diz que ele era um romano, filho de um certo pastor, mas o nome Xystus é grego. Também atribui a ele um decreto disciplinal que é inteligível apenas em termos do ínico do sexto século, um decreto que os vasos sagrados não devem ser tocados, exceto pelo clero ministerial, e um decreto que as pessoas deveriam cantar o Sanctus com o padre.Ele provavelmente não foi um mártir. Seu enterro de renome perto do corpo de Pedro no Vaticano não foi fundamentado por escavações modernas. Festa: 6 de abril. New Catholic Encyclopedia. p.194

  • Papa Santo Alexandre I (c.108-c.116)

    Outro papa com um nome grego, Alexandre, foi o quinto sucessor de Pedro. Listas antigas o tornam sucessor de Evaristo. Eusébio diz que ele se tornou bispo no oitavo ano do reinado de Trajano (Crônicas) e morreu no terceiro ano de Adriano (Histoire ecclesiastique 4.1, 5.6). Jerônimo diz que ele se tornou bispo no décimo segundo ano de Trajano. Estas datas não concordam com a declaração de Eusébio (Histoire eclesiástica 4.4) que Alexandre reinou dez anos: o Ca tálogo liberiano diz sete; o Liber pontificalis, dez. Ele também diz que ele era um romano, o filho de um Alexandre, e atribui-lhe a introdução do Qui Pridie no Canôn da missa, uma tentativa arbitrária de designar umaorigem a uma prática litúrgica. O costume de abençoar casas com água benta e sal foram herdados de práticas gentílicas, em vez de introduzidas por Alexandre. A Tradição romana que ele foi decapitado e enterrado perto de Roma aparentemente o confunde com o mártir romano, Alexandre, cujo túmulo foi descoberto em 1855. Irineu não conhece nenhum martírio entre os bispos romanos antes de Telesfóro. Festa: 3 de maio New Catholic Encyclopedia. p. 253

  • Papa Santo Evaristo (c.99-c.108)

    Festa: 26 de Outubro New  Catholic Encyclopedia. p. 482.

  • S. Clemente I ( c. 92- c. 99)

    Primeira epístola. Apesar das incertezas biográficas,Clemente de Roma é um importante Padre Apostólico, cuja Eminência é fundada na Primeira Epístola de  Clemente para os coríntios. O texto da epístola em nenhum lugar reivindica Clemente como seu autor; afirma apenas que a Igreja de Roma está escrevendo pa ra a Igreja de Corinto. Irineu (loc.cit.), no entanto, sustentou que Clemente era o autor dessa carta. Ele observa que durante o episcopado de Clemente, a Igreja de Roma escreveu uma carta mais adequada para a Igreja de Corinto. Eusébio (Hist. Eccl. 4.23.11) cita uma carta escrita por Dionísio, bispo de Corinto, ao papa Sotério logo após a metade do século 2° que liga claramente o envio da epístola a Clemente. Seu nome tem sido associado com a carta desde a antiguidade crist ã primitiva e sua autenticidade não é questionada. A carta foi considerada inspirada e lida em muitas igrejas da era subapostólica. Tem sido por muito tempo estudada por causa da evidência da permanência e martírio de Pedro e Paulo em Roma, pelo seu conteúdo dogmático e juridico (a distinção entre clero e leigos, a ilicitudede privar os funcionários devidamente nomeados do seu cargo), e por referências ao código moral e liturgia da igreja primitiva em Roma. Contexto histórico. O contexto histórico da epístola ainda precisa de esclarecimento. Corinto foi a sede administrativa da província romana de Acaiae como um centro comercial atraiu um grande número de Gregos, judeus e outros povos. No curso de sua segunda jornada missionária, São Paulo fundou uma florescente comunidade cristã lá. Mesmo durante sua vida conflitos e facções, entre outras desordens, causaram sérios problemas para a comunidade (1 Cor 1,11-16). Pelo visto,condições semelhantes se desenvolveram nos dias de Clemente durante a última década do século I. Estrutura. Em estrutura, a epístola consiste em uma introdução(1–3), duas seções principais (4–36 e 37–61), e uma breve conclusão (62-65). Depois de chamar a atenção para a outrora florescente comunidade cristã, deplora Clemente as facções presentes e exorta a comunidade a penitência, pi edade, humildade e hospitalidade, acrescentando citações e exemplos das Escri turas para cada admoestação. Depois de lembrar os coríntios daharmonia em toda a criação e da bondade e onipotência de Deus, ele termina a primeira seção com observações sobre a ressurreição e julgamento e uma exortação à fé e boas obras. O pensamento estóico é um elemento dessa doutrina que, no entanto, pode ter vindo dos livros sapênciais do A.T. A segunda seção principal lida diretamente com a discussão na igreja local. Deus requer ordem e obediência de todas as criaturas, conseqüentemente obediência e disciplina são necessários na Igreja. Assim como havia definido ofícios e deveres estabelecidos por Deus na Lei Antiga, assim também Cristo  escolheu os Apóstolos, que por sua vez nomearam bispos e diáconos para continuar o seu trabalho. Os elementos contenciosos entre os coríntios, os membros mais jovens, são exortado a fazer penitência, bem como ser submissos. A conclusão resume as exortações e expressa a esperança de que os enviados que entregaram a carta retornem com a boa notícia de que a paz foi restabelecida. Não há provas  de que a Igreja de Corinto apelou à Igreja de Roma para uma decisão autoritária, nem o tom da epístola indica que é umaresposta oficial a uma situação formalmente apresentada para ação e solução. Na verdade, a carta afirma claramente que dá conselho (58.2) e está fazendo um pedido (59.2). Saudação. A saudação da epístola, ” A Igreja de Deus que se aloja em Roma para a Igreja de Deus que permanece em Corinto”, ecoa em suas próprias palavras a preocupação da idade subapostólica com a iminência da Parúsia, a segunda vinda de Cristo como juiz. Em espírito de solidariedade fraterna, a Igreja em Roma apela à comunidade cristã em Corinto a restaurar a paz e a harmonia, usando uma linguagem exortativa ao em vez de peremptória. Já que Clemente escreveu no nome da comunidade e não em seu próprio nome, muitos estudiosos concluem que o episcopado monárquico não existia em Roma naquela época e que uma estrutura comunal era provável. Além disso, ele usa episkopoi (supervisores) e presbyteroi (anciãos) como termos equivalentes, sugerindo que esses ofícios não haviam atingido linhas firmes em Roma. Alusões de Clemente à filosofia estóica e sua citação da fênix como uma prova natural da ressurreição, mostram que a comunidade romana não evitou completamente a cultura pagã. A chamada segunda epístola de Clemente aos Coríntios não é uma carta, mas uma homilia escrita talvez em Corinto por um autor desconhecido, provavelmente perto do meio do século 2°. Festa: 23 de novembro. New Catholic Encyclopedia. pp. 773-775

  • Papa Santo Anacleto(c. 80-c. 92)

    New Catholic Encyclopedia. p. 370.

  • Papa S. Lino (c. 66-c.78).

    New Catholic Encyclopedia. p. 596.

  • Papa SISTO V (24 de abril de 1585 a 27 de agosto de 1590)

    Um filho de um trabalhador agrícola, Felice Peretti foi nascido em Grottammare, na Marca de Ancona, em 13 de dezembro de 1520. Um tio que era franciscano cuidou de seu ensino, e aos 20 anos ele se juntou à ordem nas proximidades de Montalto. Depois de uma brilhante carreira estudantil, ele foi ordenado em Siena em 1547 e em 1548 se graduou doutor de teologia em Fermo. Já um pregador impressionante, ele foi levado para Roma em 1552 pelo cardeal Carpi, protetor dos franciscanos. Aqui, seus sermões de Quaresma o deram renome. Em 1556 Paulo IV, que havia notado o frade asceta, o colocou em suas comissões de reforma, e no ano seguinte, se tornou inquisidor para Veneza. Sua severidade levou a ser chamado de volta, mas Pio IV o reapontou em 1560. Em 1566 Pio V, quem, como grande inquisidor, o valorizara, nomeou-o vigário geral dos Franciscanos e bispo de Sant’Agata dei Goti (perto de Caserta) e, em 1570, nomeou ele cardeal; ele foi bispo de Fermo 1571-7. Sob Gregório XIII, com quem ele colidiu em uma missão na Espanha em 1565, o cardeal Montalto (como ele veio a ser chamado) estava sob uma nuvem, e gastou o longo reinado em sua casa no Esquilino preparando uma edição claramente irregular de St. Ambrósio. Estes anos de descanso também com seu cuidado para evitar ofender, significaram que ele ficou praticamente desconhecido, exceto para um poderoso círculo de amigos, a quem ele devia sua eleição unânime como sucessor de Gregório em um conclave praticamente livre de influência de grande poder. Ele tomou o nome Sisto por consideração de Sisto IV, um Franciscano como ele. Um homem nascido para governar, enérgico, violento,e inflexível, Sisto finalmente restarou a ordem dos estados papais, que Gregório tinha deixado no controle de incontrolável banditismo. Ele fez isso em dois anos, usando medidas implacavelmente repressivas. Milhares de bandidos foram executados publicamente, e os nobres em que eles buscavam o abrigo eram punidos sem piedade. Ele então se virou para reformas econômicas e financeiras. Ao regular preços de alimentos, drenagem de pântanos e incentivar a indústria da agricultura, lã e seda, ele melhorou o lote de seus súditos. Seu sucesso em reabastecer o tesouro papal, deixado vazio por Gregório, foi espetacular. Ao reduzir as despesas até os limites (Seus padrões pessoais eram franciscanos), criando novos impostos, explorando venda de ofícios e concedendo empréstimos, ele acumulou em Castel Sant’Angelo, apesar de enormes despesas com obras públicas, mais de quatro milhões de scudi, a maioria deles em ouro. Isso o tornou um dos mais ricos príncipes na Europa e assegurou-lhe um independência financeira sem precedentes. O prestígio de Sisto como papa recai sobre a sua reorganização duradoura da administração central da igreja. Em 3 de dezembro de 1586, pela a constituição Postquam verus, ele fixou o número máximo de cardeais em setenta, um total não excedido até João XXIII. As próprias nomeações dele eram, em geral, responsáveis, embora tenha nomeado de seu sobrinho de quinze anos Alessandro, o que causou um choque. Ele também remodelou o secretariado de estado, criando (22 de janeiro de 1588) quinze permanentes congregações de cardeais, seis para supervisionar a administração secular e o resto para supervisionar os assuntos espirituais. Este arranjo, que permaneceu praticamente inalterado até o Concílio Vaticano II (1962-5), reduziu a importância do consistório e, assim, as reivindicações do colegio sagrado de co-governar com o papa. Sisto usou a sua nova estrutura curial para impor efetivamente os decretos do concílio de Trento, em particular a proibição da simonia e pluralismo. Um ponto de viragem na reforma católica foi sua reconstituição (20 de dezembro 1585) da regra segundo a qual os bispos deveriam visitar regularmente a santa sé e enviar relatórios do estado de suas dioceses. Além disso, em conformidade com Trento, criou uma comissão para revisar a Vulgata, mas, impaciente com o seu progresso, assumiu a tarefa com suas próprias mãos e publicou (2 de maio de 1590) uma versão tão cheia de erros que teve que ser retirada após sua morte. Simpático com os os jesuítas, ele era generoso com os Franciscanos, e declarou o franciscano teólogo St Boaventura (d. 1274) um doutor da Igreja. Em relações internacionais, os interesses de Sisto variaram amplamente. Em momentos visionários ele sonhou em usar seu tesouro para esmagar os Turcos e criar um estado cristão ao redor do Santo Sepulcro. Mais praticamente, ele ajudou os reis Estevão Bathory (1576-86) e Sigismundo III Vasa (1587-1632) para avançar o catolicismo na Polônia, induziu Carlos Emmanuel, duque de Savóia (1580- 1630), para anexar Genebra ao seu reino, e prometeu a Felipe II da Espanha (1556-98) enorme subsídios para a invasão da Inglaterra – mas recusou-se a pagá-los após a derrota da Armada (julho-agosto 1588). Desconfiado da dominação espanhola, ele procurou manter um equilíbrio de poderes católicos, mas sentiu-se obrigado a ajudar Felipe contra o Huguenote Henrique de Navarra (Henrique IV da França, 1589-1610), a quem ele excomungou em 1585. Nos últimos meses, no entanto, a perspectiva de fazer Henrique bom uso de sua pretenção à coroa francesa e ser convertido ao catolicismo o fez resistir às exigências de Filipe, mesmo com o risco de ruptura aberta. No mundo mais amplo, ele promoveu esforços missionários no Japão, na China, Filipinas e América do Sul. Constantemente chamado ‘o papa de ferro’, Sisto era um esplêndido patrono da construção e bolsas de estudos no espírito da renovação católica. Largamente através de suas construções, Roma tornou-se uma magnífica cidade barroca; ele também iimaginativamente remodelou seu esboço, abrindo avenidas para vincular a sete igrejas de peregrinação, plantando obeliscos com curvas cruzadas em locais-chaves e construindo aquedutos para fornecerem um novo abastecimento de água, o ‘Acqua Felice ‘. Ele reconstruiu o palácio de Latrão e completou a cúpula de São Pedro. Ele também construiu uma nova e mais espaçosa biblioteca do Vaticano, e estabeleceu a imprensa do Vaticano,que em 1587 publicou uma edição da Septuaginta.Seu fim, provocado por sucessivos ataques de malária, foi apressado por confrontos acrimoniais, nas últimas semanas, com o embaixador espanhol sobre a realeza francesa. Geralmente considerado um grande papa, ele foi execrado por seus súditos; ao ouvir a morte dele, a multidão romana derrubou sua estátua no Capitólio. J.N.D Kelly, The Oxford Dictionary of Popes. pp 271-273

  • Papa São Martinho I

    Pontificado: dia 5 de julho de 649 até junho de 653 (quando ele foi deportado para Constantinopla) ou setembro de 655 (quando ele morreu). Ele é venerado como mártir Martinho nasceu em Todi, em Toscana. Depois de servir à igreja católica romana como leitor e diácono, ele foi enviado a Constantinopla como Apocrisiário do Papa Teodoro; Neste cargo ele se tornou ciente dos esforços da corte imperial, incluíndo o patriarca de Constantinopla, de encontrar uma fórmula que reconciliaría os partidos opositores da quere la de muito tempo sobre a natureza humana de Cristo. De um lado ficavam aqueles que aceitavam as decisões de Calcedônia (451) enfatizando a coexistência das duas naturezas; do outro lado aqueles aderentes do monofisismo que insistiam na preêminencia da natureza divina de Cristo. No tempo que as forças maometanas estavam sufocando as províncias asíaticas do império romano do oriente, eram os monofisistas que predominavam, o governo imperial  estava desesperadamente tentando encontrar uma fórmula dogmática que reconciliaría as posições calcedônianas e os monofisistas , e portanto restaurar a unidade religiosa do império cristão comandado pelo imperador em Constantinopla. O resultado foi a promulgação da Ecthesis, que estabelecia o monotelismo como a doutrina oficial sobre a questão das duas naturezas de Cristo. Já que a aprovação papal era crucial para a missão imperial de unidade, pressão foi imposta sobre Roma para aceitar o monotelismo. Apesar do papa Honório I (625-638) ter tido um posicionamento comprometedor, seus sucessores se negaram a aceitar a posição imperial; também assim fizeram os cristãos por toda a Itália e Afríca. Enfrentando o perigo de perder o ocidente por uma questão teológica, o governo imperial lançou o Typos em 648, proibindo as discussões da questão cristológica. As novas ordens foram enviadas ao papa Teodoro para sua aprovação, mas ele morreu antes que chegasse. Diante da eleição como Papa, Martinho I desrespeitou a tradição e foi consagrado sem buscar a aprovação do governo imperial, um ato que talvez demonstrasse sua desaprovação do imperador. Convencido que era chegada a hora de reforçar a ortodoxia por um ação pública, oficial, que faria a posição de Roma clara sobre a questão Cristológica, o papa convocou um Sínodo Lateranense que  foi aberto em outubro de 649 com 105 bispos, a maioria ital ianos, participando. Também estava presente Máximo, o confessor , um teólogo famoso que se opunha abertamente ao monotelismo e bem qualificado para participar do concílio na definição da ortodoxia.Depois de 5 sessões, durante as quais os ensinamentos dos padres sobre as naturezas humana e divina de Cristo foram revisados detalhadamente, o sínodo emitiu um símbolo de fé que confirmava o ensino de Calcedônia sobre as naturezas de Cristo, 20 cânones condenado aspectos específicos do Monotelismo, e um julgamento anatemizando os Patriarcas de Constantinopla – Mas não os imperadores – responsáveis pela promulgaçãoda Ecthesis e do Typos.Uma carta foi enviada ao imperador Constante II informando ele das decisões do sínodo. Martinho também fez circular uma encíclica sumarizando as atas do concílio não apenas no ocidente, mas também no oriente, onde ele busco contra-atacar o vácuo no governo eclesíastico resultado da conquista muçulmana ao designar vigários apostólicos a agirem em nome do papa na causa da ortodoxia Mesmo antes do fim do sínodo lateranense Constante II se moveu para contra-atacar os atos de independência de Martinho. Ele ordenou ao exarca de Ravena, Olympius, a prender o papa e compelir a aceitação do Typos a todos os bispos e clérigos, mas apenas se o exército em roma concordasse com tal ação.Olympus encontrou grande apoio das posições de Martinho, uma indicação que a autoridade imperial da metade do sexto século para frente estava extremamente enfraquecida, mesmo no exército onde  estava em sua maioria comandado e preenchido por nativos italianos. Olympus então conspirou um assassinato como forma de eliminar o papa, mas isso também falhou, alguns acreditaram que foi por intervenção divina mostrando que Deus favorecia o papa.Olympus então fez paz com Martinho levou suas tropas para a Sícilia, ostensivamente para ajudar ela contra o ataque dos maometanos, mas mais provavelmente para se aliar com os invasores como forma de separar do ofício imperial: seja qual plano ele tivesse, terminou rapidamente após sua morte . Livre por um momento das ameaças imperiais, Martinho devotou suas energias para uma correspondência distante na tentativa de derrotar o Monotelismo e reagrupar a comunidade Cristã ao redor de Roma. Mas a trégua do papa com o governo imperial não durou muito. Em 653 Constante ordenou ao novo exarca, Teodoro Calliopas, a prender o papa e o trazer a Constantinopla para ser julgado. Apesar do contínuo suporte dos romanos, Martinho se negou a resistir ao exarca pra evitar violência. Em junho de 653 ele foi tomado como prisioneiro e colocado a bordo de um barco para Constantinopla. Depois de uma viagem de um ano na qual ele foi tratado brutalmente, o papa chegou em Constantinopla em setembro de 654. Durante o intervalo, os romanos elegeram um novo papa, Eugênio I, um ato que parecia indicar a aceitação da deposição de Martinho pelo governo imperial e reconhecimento da vontade e habilidade imperial de tomar ação contra os que rejeitavam suas ordens. Durante sua chegada em Constantinopla, Martinho foi publicamente humilhado e aprisionado por 3 meses. Apesar de estar muito delibitado pelo tratamento execrável que recebeu de sua longa viagem de Roma, ele foi eventualmente trazido a tribunal como usurpador acusado de traição com base em sua relação com Olympius e por prover apoio aos atacantes maometamos da Sícilia. Os esforços de Martinho de introduzir as questões religiosas nos procedimentos foram rejeitadas pelo tribunal. Ele foi julgado culpado, destituído de suas insignías de ofício, e setenciado à morte. Mas sob o apelo do patriarca, sua sentença foi comutada ao exílio. Martinho foi enviado ao Kherson na Criméia, onde depois de mais sofrimento ele morreu no dia 16 de setembro de 655. Seu colega defensor da ortodoxia contra o monotelismo, Máximo, o confessor, sofreu destino similar logo depois. Enquanto a carreira de Martinho ofereceu uma evidência dramática da extensão que o papado estava sobre o controle imperial na métade do século sexto , também demonstra o papel decisivo do papado na definição da doutrina, e portanto na unidade da comunidade cristã, um problema crucial para o bem-estar do governo imperial. E trouxe à luz sinais de declínio da influência imperial no ocidente em um contexto que deu ao bispo de Roma um lugar significante como um agente agrupador da resistência do controle imperial. Festa: 12 de Novembro (Igreja Ocidental). 13 de Abril (Igreja Grega) New Catholic Encyclopedia,  pp. 215-217.

  • São Sirício (dezembro de 384-26 de novembro de 399)

    Um Romano de nascimento, ele tinha sido um dos diáconos de Dâmaso I, tendo antes disso servido Libério como leitor e depois como diácono. Apesar do Antipapa Ursino novamente se colocar na frente, a eleição de Sirício foi unânime, e foi confirmada com evidentesatisfação pelo Imperador Valentiniano II (375-92) em um rescrito (25 de fevereiro de 385) que provavelmente destina-se a interromper quaisquer intrigas do partido Ursiniano. O imperador deu mais prova de sua aprovação, apresentando fundos para a restauração e ampliação para algo aproximado do tamanho atual da Basílica de São Paulo, que o novo papa consagrou em 390. São Jerônimo, que uma vez se imaginou como papa e cuja a expulsão de Roma Sirício pelo menos deve ter concordado, descreve ele como inocente e facilmente manipulado, enquanto Paulino de Nola (d. 431) reclamou de sua reserva altiva. Na verdad e ele foi um experiente pontífice que,embora inevitavelmente ofuscado por Santo Ambrósio, bispo de Milão 374-97, estava plenamente consciente como Dâmaso I do status primacial de Roma e seu próprio papel como sucessor de São Pedro. Ele foi o primeiro papa a expedir decretais, isto é, diretivas no estilo dos editos da chancelaria imperial, e como eles, carregando a força de lei. A primeira sobrevivente (11 de fevereiro de 385) é dirigida a Himério, bispo de Tarragona, que enviou quinze perguntas sobre a disciplina da igreja para Dâmaso I. Abrindo com a alegação de que o papa, ou o apóstolo Pedro presente nele, carrega o fardo pesadamente carregado de proceder dando decisões peremptórias sobre questões como a readmissão de hereges, as estações adequadas (Páscoa e Pentecostes) o batismo, a idade e as qualificações para ordenações, continência clerical e o celibato e a disciplina penitencial. Sirício solicita que estes decretos (decretalia), que são tão obrigatórios quanto os cânones de sínodos, sejam comunicados às províncias vizinhas da África, Espanha e Gália. Em Janeiro de 386 ele despachou para a África e outras igrejas nove cânones adotados por uma reunião de um sínodo ‘pelas relíquias do apóstolo Pedro’ que estabelecia, inter alia, que nenhum bispo deveria ser consagrado sem o conhecimento da ‘Sé Apostólica’ ou por apenas um único consagrador. Ele respondeu similarmente com uma série de cânones para as consultas enviadas pelos bispos da Gália. Apenas pequenos vislumbres da atividade geral de Síricio são disponíveis. Para manter a influência romana na região do IIírico oriental(sudeste da península balcânica), agora incorporada no império oriental, ele conferiu ao bispo de Tessalônica em 385 o privilégio sem precedentes de autorizar todas as nomeações episcopais nessa região, estabelecendo assim a fundação do posterior vicariato papal. Embora desaprovando o Priscilianismo, ele repreendeu (386) o usurpador Maximo (383-8) por executar o hereges priscilianos, recusou a comunhão aos bispos responsáveis pela a trágica inovação da sentença de um herege à morte, e em 397 se juntou com Santo Ambrósio na recomendação de tratamento leniente com os penitentes Priscilianistas. Não sendo adversário do ascetismo, como às vezes deturpado, ele usou um sínodo romano de 392/3 para excomungar Joviniano, um monge que se tornou crítico do jejum e do celibato e quem argumentou que a Santíssima Virgem Maria havia perdido a virgindade ao dar à luz o salvador. Mais tarde ele condenou a visão de Bonoso, bispo de Niš, que Maria teve filhos de São José após o nascimento do Senhor, enquanto deixou para os bispos de Ilírico julgarem o homem. Ele também interveio com sucesso no cisma que dividiu Antioquia, pois foi por seu conselho que o concílio de Cesaréia (na Palestina) reconheceu que Flaviano, e não Evágrio, era o bispo legítimo. Em meados de 390 ele caiu sob a ira de São Jerônimo, até então estabelecido em Belém e de seus amigos em Roma por causa de sua atitude favorável com João, bispo de Jerusalém (m. 417), e Rufino de Aquileia (410), ambos nessa época no livros negro de Jerônimo. Síricio foi enterrado na Basílica de São Silvestro perto do cemitério de Priscila, um coluna contemporânea fora do norte do pórtico de São Paulo comemora sua dedicação à basílica. Apesar se ser honrado como santo nos primeiros séculos, ele foi omitido da primeira edição (1584) do Martiriológico romano por causa do criticismo de São Jerônimo e São Paulino de Nola. Seu nome foi adicionado em 1748 por Bento XIV, que escreveu uma dissertação pra provar sua santidade. Festa: 26 de Novembro J.N.D Kelly, The Oxford Dictionary of Popes, pp. 35-36.

  • PROTESTANTISMO SÓ TEM GENTE BOA, NINGUÉM MATOU, VEJAMOS O QUE FIZERAM NAS AMÉRICAS:

    PROTESTANTISMO SÓ TEM GENTE BOA, NINGUÉM MATOU, VEJAMOS O QUE FIZERAM NAS AMÉRICAS: A máquina de impressão foi um fator-chave para o crescimento e a disseminação da Lenda Negra. Significou que os ingleses e holandeses que também se ressentiam do sucesso comercial dos espanhóis podiam, agora, criar propaganda anticatólica de modo mecânico, produzindo-a em grande quantidade. Alguns holandeses, convertidos ao protestantismo, também estavam em rebelião contra a Espanha, nos Paises Baixos Espanhóis e, portanto, tinham motivos políticos e econômicos para denegrir o nome do rival. De prensas na Holanda e na Inglaterra, panfletos de propaganda espalharam-se por toda a Europa. Entre as premissas dos panfletos, estavam as de que os espanhóis eram cruéis, preguiçosos, preconceituosos e fanáticos: diferentemente dos ingleses e holandeses, bonzinhos, bem-criados e caridosos. Os panfletos estavam repletos de supostas atrocidades cometidas pelos espanhóis no Novo Mundo e traziam figuras de soldados espanhóis ao redor de uma fogueira tostando um indio para o jantar. (Em uma dessas imagens, as construções ao fundo que são obviamen te de estilo holandês demonstram com clareza que o “relato” foi trabalho de alguém que nunca havia, de fato, visitado as colônias espanholas). Como o historiador Philip Wayne Powell observa, em seu livro Tree of Hate: Propaganda and Prejudices Affecting United States Relations with Hispanic World a morte de índios pelos espanhóis foi chamada de ‘atrocidade’, ou extermínio brutal’: mas quando os ingleses exterminaram milhares de irlandeses com seus próprios pântanos ou os assassinaram após a sua rendição, isso foi chamado de ‘o problema irlandês’. A lenda negra toma corpo A máquina de impressão foi um fator-chave para o crescimento e a disseminação da Lenda Negra. Significou que os ingleses e holandeses – que também se ressentiam do sucesso comercial dos espanhóis – podiam, agora, criar propaganda anticatólica de modo mecânico, produzindo-a em grande quantidade. Alguns holandeses, convertidos ao protestantismo, também estavam em rebelião contra a Espanha, nos Países Baixos Espanhóis e, portanto, tinham motivos políticos e econômicos para denegrir o nome do rival. De prensas na Holanda e na Inglaterra, panfletos de propaganda espalharam-se por toda a Europa. Entre as premissas dos panfletos, estavam as de que os espanhóis eram cruéis, preguiçosos, preconceituosos e fanáticos: diferentemente dos ingleses e holandeses, bonzinhos, bem-criados e caridosos. Os panfletos estavam repletos de supostas atrocidades cometidas pelos espanhóis no Novo Mundo e traziam figuras de soldados espanhóis ao redor de uma fogueira tostando um índio para o jantar. (Em uma dessas imagens, as construções ao fundo – que são obviamente de estilo holandês – demonstram com clareza que o “relato” foi trabalho de alguém que nunca havia, de fato, visitado as colônias espanholas), Como o historiador Philip Wayne Powell observa, em seu livro Tree of Hate: Propaganda and Prejudices Affecting United States Relations with Hispanic world. a morte de índios pelos espanhóis foi chamada de ‘atrocidade’, ou ‘extermínio brutal’; mas quando os ingleses exterminaram milhares de irlandeses em seus próprios pântanos ou os assassinaram após a sua rendição, isso foi chamado de ‘o problema irlandês’. Em contraste com a suposta brutalidade espanhola, nós, americanos, pensamos afetuosamente nos “pais peregrinos” tendo uma refeição agradável com os índios, no Dia de Ação de Graças. Na verdade, as relações entre ingleses e nativos americanos também não foram sempre amigáveis. O pregador puri- tano Cotton Mather, que considerava a Igreja Católica “o reino do anticristo,” tinha esse mesmo tipo de pensamento em relação aos índios. Quando muitos começaram a morrer de doenças, provavelmente em razão da falta de imunidade aos germes que os europeus trouxeram consigo para a América do Norte e a América do Sul, Mather alegrou-se. A morte de tantos índios, ele dizia, iria “abrir espaço para o crescimento” o que significava para mais pessoas como ele. Durante o governo de Bradford, os colonos de Massachusetts se vingaram do assassinato de um comerciante branco por um índio massacrando todos os nativos que puderam encontrar e, depois, queimando seus corpos. Após descrever o fedor do processo de carbonização, Bradford acrescentou: “mas a vitória pareceu um doce sacrifício, e eles [os ingleses] agradeceram a Deus.” Oliver Cromwrell, outro puritano, falou em linguagem similar sobre a matança de 3 mil irlandeses. A divindade puritana, ao que parece, apreciava a morte dos não puritanos, especialmente se seus corpos fossem queimados. Afirma-se, frequentemente com desprezo, que os espanhóis foram ao Novo Mundo para encontrar ouro, como se isso fosse prova da sua ganância e do seu mau caráter. A busca por ouro, todavia, também era a missão que o governo inglês dera aos primeiros colonos em Jamestown, embora não tenha tido sorte com esse projeto. 0 que se ignora é que, na época, a prosperidade e o status de uma nação eram medidos pelas suas reservas de metais preciosos. (Isso se tornaria um princípio do sistema mercantilista em um período que viria logo depois.) Um dos muitos objetivos do colonialismo tomou-se, então, a aquisição de ouro e prata. Obviamente, colonizadores individuais adorariam ter enchido seus bolsos com o material, mas na medida em que os conquistadores e grande parte dos colonialistas ingleses foram financiados por seus governos, procurar por ouro era parte do seu trabalho; os espanhóis tiveram a sorte de encontrá-lo. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #HistóriadasHeresias #Históriamoderna

  • JESUS ENSINA A LER AS ESCRITURAS – 3º Domingo da Páscoa

    Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “Humanidade de Cristo, sacramento da salvação”, clicar AQUI PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Atos dos Apóstolos 3,13-15.17-19) As Escrituras já falavam de Cristo Naqueles dias, Pedro se dirigiu ao povo, dizendo: “O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos antepassados glorificou o seu servo Jesus. Vós o entregastes e o rejeitastes diante de Pilatos, que estava decidido a soltá-lo. Vós rejeitastes o Santo e o Justo, e pedistes a libertação para um assassino. Vós matastes o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos, e disso nós somos testemunhas. E agora, meus irmãos, eu sei que vós agistes por ignorância, assim como vossos chefes. Deus, porém, cumpriu desse modo o que havia anunciado pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo haveria de sofrer. Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que vossos pecados sejam perdoados”. SALMO 117 Na Bíblia, a luz do Seu rosto brilha sobre nós (Antífona): Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face! Quando eu chamo, respondei-me, ó meu Deus, minha justiça! Vós, que soubestes aliviar-me nos momentos de aflição, atendei-me por piedade e escutai minha oração! Compreendei que nosso Deus faz maravilhas por seu servo, e que o Senhor me ouvirá quando lhe faço a minha prece! Muitos há que se perguntam: “Quem nos dá felicidade?” Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face! Eu tranquilo vou deitar-me e na paz logo adormeço, pois só vós, ó Senhor Deus, dais segurança à minha vida! SEGUNDA LEITURA DA MISSA (1João 2,1-5a) As Escrituras ensinam a conhecer a Deus Meus filhinhos, escrevo isto para que não pequeis. No entanto, se alguém pecar, temos junto do Pai um Defensor: Jesus Cristo, o Justo. Ele é a vítima de expiação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas também pelos pecados do mundo inteiro. Para saber que o conhecemos, vejamos se guardamos os seus mandamentos. Quem diz: “Eu conheço a Deus”, mas não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. Naquele, porém, que guarda a sua palavra, o amor de Deus é plenamente realizado. EVANGELHO (São Lucas 24, 35-48) Jesus abriu-lhes a inteligência para as Escrituras Naquele tempo, os dois discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!”Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. E, dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” Deram-lhe um pedaço de peixe assado. 43Ele o tomou e comeu diante deles. Depois disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, e lhes disse: “Assim está escrito: ‘O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia, e no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém’. Vós sereis testemunhas de tudo isso”. COMPREENDENDO AS ESCRITURAS (Comentário de Scott Hahn) No evangelho de hoje, Jesus ensina os discípulos a interpretar os textos sagrados. Ensina-lhes que todas as Escrituras, o que hoje chamamos de Antigo Testamento, referem-se a Ele. Diz-lhes que todas as promessas, ali contidas, se cumpriram em sua paixão, morte e ressurreição. E afirma que estas Escrituras profetizam a missão da Igreja – pregar o perdão dos pecados a todos os povos, começando por Jerusalém. Na primeira e segunda leitura deste dia, vemos o início desta missão; vemos os apóstolos interpretando as Escrituras como Jesus lhes ensinou. São Pedro, em sua pregação, diz que Deus levou a seu cumprimento o que havia anunciado antes através dos profetas. Seu discurso está cheio de imagens do Antigo Testamento. Evoca Moisés e o êxodo, no qual Deus se revelou a Si mesmo como o antigo Deus de Abraão, Isaac e Jacó (v. Êxodo 3, 6, 15). Identifica Jesus como o servo sofredor de Isaías que foi glorificado (v. Isaías 2,13). João também utiliza imagens do Antigo Testamento para descrever Jesus. Referindo-se aos sacrifícios de sangue oferecidos pelos sacerdotes de Israel em expiaçao pelos pecados do povo (v. Levítico 16; Hebreus 9-10), diz que Jesus intercede por nós diante de Deus (v. Romanos 8,34) e que seu sangue é um sacrifício de expiação pelos pecados do mundo (v. 1João 1,17). É notável que, nas três leituras, as Escrituras sejam interpretadas para servir à missão da Igreja de revelar a verdade sobre Jesus, levar as pessoas ao arrependimento, apagar os pecados e aperfeiçoar seu amor a Deus. É assim que deveríamos ouvir as Escrituras. Não apenas para saber mais sobre Jesus, mas para experimentá-lo pessoalmente e descobrir o plano que Ele tem para nossas vidas. Na Bíblia, a luz do Seu rosto brilha sobre nós, como cantamos no salmo de hoje. Conhecemos as maravilhas que Ele fez na história. É por isso que temos a confiança de procurá-Lo, sabendo que Ele nos ouve e nos responde. https://stpaulcenter.com/entendiedo-las-escrituras-scott-hahn-reflexiona-sobre-el-3o-domingo-de-pascua/ https://stpaulcenter.com/understanding-the-scriptures-scott-hahn-reflects-on-the-third-sunday-of-easter/

  • SURSUM CORDA: DEZ SUGESTÕES PARA REVITALIZAR A IMAGINAÇÃO LITERÁRIA – James Conley (Parte II)

    Crise literária Nossa crise é, em muitos aspectos, uma crise literária e, portanto, uma crise da imaginação. Bem poucas pessoas, hoje, leem bons livros. Estamos ocupados com nossas famílias e nossas profissões. A televisão, com seu canto de sereia, tenta-nos a gastar um tempo enorme e sem sentido com esportes, comédias grosseiras ou as improvisações melodramáticas do reality show. A internet também reclama nossa atenção; e mesmo quando lemos online, é uma leitura fragmentária, vendo e-mails, tweets, blogs, com tantas informações  vazias e bisbilhoteiras. Ou, então, lemos livros que não satisfazem a nossa inteligência, nem a nossa imaginação (como histórias pornográficas de zumbis e vampiros). Leem-se também obras técnicas, em busca de modernos métodos de aprendizagem nessa ou naquela área, com certas habilidades necessárias que nos preparam para uma profissão, mas que não nos tornam mais completamente humanos. Na melhor das hipóteses, o conteúdo cultural que consumimos, hoje, é pouco inspirador. E a mídia em si, ela própria — a tecnologia pela qual consumimos esses conteúdos —, é muito perigosa. Nossos celulares e tablets possuem um grande potencial, mas podem também nos tornar pessoas estreitas, de mentes limitadas, viciadas em satisfação imediata, vítimas do tédio se não têm estimulação frequente; estão distantes dos relacionamentos reais (que são substituídos por mensagens de texto, tweets e curtidas no Facebook). Algumas vezes, se usada com moderação, a televisão pode valer a pena, e a internet pode ser uma fonte de grande bem; mas, se não tivermos cuidado, toda essa tecnologia pode nos transformar em almas vazias, pessoas verdadeiramente solitárias e entediadas. A verdade é que perdemos a cultura literária que formou os heróis da história ocidental. Nós a substituímos por ruídos. A literatura, que já formou mentes e corações em direção ao alto, anda esquecida; mas ela — e com ela a música e as belas artes —  é o antídoto para essa cultura desanimada que está aí; possui as ferramentas necessárias para resolver nossa grave crise cultural. Precisamos compreender a humanidade através de Platão, Santo Agostinho e Shakespeare; é o caminho para compreendermos a nossa própria humanidade. Nas trevas do atual e deliberado analfabetismo, corremos o risco de perder a visão até de nós mesmos. (James D. Conley é bispo da diocese de Lincoln, Nebraska, EUA. Este ensaio foi publicado no National Catholic Register, em 31 de maio de 2015) https://www.ncregister.com/images/documents/Literature_Section_053115.pdf

  • O PLANO DA SALVAÇÃO EM JESUS CRISTO (Constituição Sacrosanctum Concilium)

    Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade (1Tm 2,4); por isso muitas vezes e de muitos modos falou outrora aos nossos pais, pelos profetas (Hb 1,1). Quando se completou o tempo previsto, enviou o seu Filho (Gl 4,4), a Palavra que se fez carne, ungido pelo Espírito Santo, para anunciar a boa-nova aos pobres e curar os contritos de coração, como médico dos corpos e das almas, mediador entre Deus e os homens. Sua humanidade, na unidade da pessoa do Verbo, foi o instrumento de nossa salvação. Deste modo, em Cristo realizou-se perfeitamente a nossa reconciliação com Deus e nos foi dada a plenitude do culto divino. Esta obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus, prefiguradas pelas obras maravilhosas que ele operou no povo da Antiga Aliança, foi realizada por Cristo, principalmente pelo mistério pascal de sua bem-aventurada paixão, ressurreição dos mortos e gloriosa ascensão. Por este mistério, morrendo destruiu nossa morte e, ressuscitando, restituiu-nos a vida. Foi do lado de Cristo adormecido na cruz, que nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja. Assim como Cristo foi enviado pelo Pai, da mesma forma enviou os apóstolos, repletos do Espírito Santo, não apenas para pregarem o evangelho a toda criatura, anunciando que o Filho de Deus, por sua morte e ressurreição, nos libertou da morte e do poder de Satanás e nos introduziu no reino do Pai, mas também para realizarem a obra da salvação que anunciavam, por meio do sacrifício e dos sacramentos, ao redor dos quais se desenvolve toda a vida litúrgica. Pelo batismo, os homens são incorporados no mistério pascal de Cristo: mortos com ele, sepultados com ele e com ele ressuscitados, recebem o Espírito de adoção filial no qual todos nós clamamos: Abá – ó Pai! (Rm 8,15), transformando-nos assim nos verdadeiros adoradores que o Pai procura. Do mesmo modo, todas as vezes que comem a ceia do Senhor, anunciam a sua morte até que ele venha. Por isso, no próprio dia de Pentecostes, quando a Igreja se manifestou ao mundo, os que aceitaram as palavras de Pedro receberam o batismo (At 2,41). Eles eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo.(At 2,42.47). Desde então, nunca mais a Igreja deixou de se reunir para celebrar o mistério pascal lendo todas as passagens da Escritura que falavam dele (Lc 24,27), celebrando a Eucaristia na qual se tornam presentes a vitória e o triunfo de sua morte e, ao mesmo tempo, dando graças a Deus, pelo seu dom inefável (2Cor 9,15) em Cristo Jesus, para o louvor de sua glória (Ef 1,12). (Da Constituição Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia, do Concílio Vaticano II – N.5-6 – Séc. XX). #Cristologia #Igreja

  • Aqueles que estão de fora, queiram ou não, são nossos irmãos – Santo Agostinho

    Lede o Apóstolo e notai que quando fala de “irmãos” sem mais, somente se refere aos cristãos: Tu, porém, por que julgas teu irmão, ou tu, por que desprezas teu irmão? E em outro trecho: Vós cometeis a iniqüidade e a fraude e isto fazeis contra irmãos. Por conseguinte, aqueles que dizem: “Não sois nossos irmãos”, estão nos chamando de pagãos. Por isso eles querem batizar-nos de novo, declarando que não possuímos o que dão. Por conseguinte, seu erro consiste em negar que somos seus irmãos. Mas então por que nos disse o Profeta: Quanto a vós, respondei-lhes: Sois nossos irmãos; a não ser porque reconhecemos neles aquele batismo que não repetimos? Não aceitando nosso batismo, eles negam que somos seus irmãos. Nós, porém, não repetindo o deles, mas reconhecendo-o como nosso, dizemos: Sois nossos irmãos. Se eles disserem: “Por que nos procurais? Que quereis de nós?” respondamos: Sois nossos irmãos. Mesmo que nos digam: “Podeis ir embora, nada temos convosco!” Pelo contrário, nós temos muito convosco! Nós confessamos um mesmo Cristo, e assim devemos estar em um só Corpo, sob uma só Cabeça. Portanto, nós vos suplicamos, irmãos, por aquelas mesmas entranhas da caridade, cujo leite nos alimenta, cujo pão nos fortalece, isto é,por Cristo, nosso Senhor. Com efeito, é agora a ocasião de termos para com eles grande caridade, muita misericórdia, rogando a Deus por eles, a fim de que lhes conceda sobriedade de pensamento para caírem em si e enxergarem, porque nada absolutamente têm a dizer contra a verdade. De fato, apenas lhes resta a fraqueza da animosidade, tanto mais enferma quanto mais julga possuir maior força. Assim, pela mansidão de Cristo, nós vos conjuramos suplicando em favor dos fracos, dos sábios segundo a carne, dos puramente humanos e carnais, mas ainda nossos irmãos, que freqüentam os mesmos sacramentos, embora não conosco, mas os mesmos. Eles respondem um só Amém, embora não conosco, mas o mesmo. Portanto, derramai diante de Deus por eles o âmago de vossa caridade. — Dos Comentários sobre os Salmos, de Santo Agostinho, bispo (século V)

  • OS SETE PRONUNCIAMENTOS DE JESUS CRISTO NA CRUZ DO CALVÁRIO (Bíblia)

    01) O PERDÃO DERRAMADO: Lucas 23,33: «Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!» 02) A LIBERTAÇÃO – A FÉ QUE ATUA PELA CARIDADE: Lucas 23,43: «Eu te garanto: hoje mesmo estarás comigo no Paraíso». 03) JESUS AMA SUA MÃE – O AMOR PELO DISCÍPULO JOÃO – A FAMÍLIA ESPIRITUAL DE CRISTO: João 19, 26-27: «Mulher, eis aí o teu filho» – «Eis aí a tua Mãe» 04) O TESTEMUNHO EMOCIONAL DO FILHO DO HOMEM: Mateus 23,47 – (Salmo 21 (22)): «Eli, Eli, lamá sabactâni?», isto é: «Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonaste?» 05) O SOFRIMENTO AO EXTREMO: João 19,28 – (Salmo 21 (22)): «Tenho sede» 06) A MISSÃO ESTÁ COMPLETA: João 19,29: «Tudo está realizado». 07) FÉ E ESPERANÇA – JESUS SE ENTREGA AO PAI: Lucas 23,46: «Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito» #Cristologia #Igreja

  • O DOM DO NOVO TESTAMENTO CONCEDIDO COMO HERANÇA (São Gaudêncio, bispo de Bréscia)

    O sacrifício celeste instituído por Cristo é verdadeiramente um dom do Novo Testamento concedido como herança; é o dom que ele nos deixou como garantia da sua presença, na noite em que foi entregue para ser crucificado. Este é o viático da nossa peregrinação. É o alimento que nos sustenta nos caminhos desta vida até o dia em que, partindo deste mundo, formos ao encontro do Senhor. Pois ele mesmo disse: Se não comerdes a minha carne e não beberdes o meu sangue, não tereis a vida em vós (cf. Jo 6,53). Ele quis efetivamente com seus dons permanecer junto de nós; quis que as almas, remidas com o seu sangue precioso, se santificassem continuamente pelo memorial de sua Paixão. Por esse motivo, ordenou aos seus discípulos fiéis, constituídos como primeiros sacerdotes de sua Igreja, que sem cessar celebrassem estes mistérios da vida eterna. É necessário, portanto, que estes sacramentos sejam celebrados por todos os sacerdotes em cada Igreja do mundo inteiro, até que Cristo desça novamente dos céus. Deste modo, tanto os sacerdotes como todo o povo fiel, tendo diariamente ante os olhos o sacramento da Paixão de Cristo, tomando-o nas suas mãos e recebendo-o na boca e no coração, guardem indelével a memória de nossa redenção. Com razão se considera o pão como uma imagem inteligível do Corpo de Cristo. De fato, assim como para fazer o pão é necessário reunir muitos grãos de trigo, transformá-los em farinha, amassar a farinha com água e cozê-la ao fogo, assim também o Corpo de Cristo reúne a multidão de todo o gênero humano e o leva à perfeita unidade de um só corpo por meio do fogo do Espírito Santo. Cristo nasceu pelo poder do Espírito Santo. E porque convinha que nele se cumprisse toda a justiça, penetrou nas águas do batismo para santificá-las, e saiu do rio Jordão cheio do Espírito Santo que tinha descido sobre ele em forma de pomba. O evangelista dá testemunho disso dizendo: Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão (Lc 4,1). Do mesmo modo, o vinho do seu sangue, proveniente de muitos cachos, quer dizer, feito das uvas da videira por ele plantada, espremido no lagar da cruz, fermenta por si mesmo em amplos recipientes que são os corações dos fiéis. Todos vós, pois, que fostes libertados do Egito e do poder do Faraó, isto é, do demônio, recebei com santa avidez de coração junto conosco, este sacrifício pascal portador de salvação. E assim, sejamos santificados até o mais íntimo de nosso ser por Jesus Cristo nosso Senhor, que cremos estar presente em seus sacramentos. Seu poder inestimável permanece por todos os séculos. (Dos Tratados de São Gaudêncio, bispo de Bréscia – Tract.2: CSEL 68,30-32 – Séc.V). #Cristologia #Igreja

  • DECLARAÇÃO ECUMÊNICA SOBRE A SANTA MÃE DE DEUS (Theotokos)

    Teólogos católicos, ortodoxos e protestantes (luteranos, reformados, anglicanos) reunidos na linha de Malta de 8 a 15/09/83 emitiram uma declaração que, baseando-se na Bíblia, expõe o significado e a justificativa do culto a Maria. Existe, sim, entre Cristo e os cristãos uma comunhão de vida e solidariedade, que não é interrompida pela morte dos cristãos peregrinos: os fiéis defuntos continuam solidários com os viandantes deste mundo. Entre aqueles que participam da glória celeste, sobressai Maria Santíssima, intimamente associada a Cristo na qualidade de Mãe. Ela, que orava com os Apóstolos na expectativa de Pentecostes, há de continuar a louvar a Deus e interceder pelos homens na liturgia celeste, da qual fala o Apocalipse. A intercessão de Maria em nada derroga à honra devida a Deus só, pois é fruto da obra do Redentor e nada acrescenta à única fonte de salvação que é Jesus Cristo. Reuniu-se na ilha de Malta, de 8 a 15 de setembro de 1983, um Congresso Mariológico destinado a estudar o papel de Maria na história da salvação; este evento contou com a presença de teólogos ortodoxos, anglicanos, luteranos e reformados (calvinistas) que apresentaram suas contribuições ao aprofundamento do tema. Ao fim do Congresso, quatorze participantes, de diversas denominações cristãs (como se poderá ver abaixo), assinaram uma Declaração sobre a figura e a posição da Santa Mãe de Deus na piedade cristã. Este documento significa um passo importante na linha de convergência entre cristãos que ultimamente vem sendo trilhada em reafirmação dos artigos da fé. DECLARAÇÃO «Em prosseguimento dos cinco Congressos Mariológicos Internacionais precedentes, o Congresso de Malta (8-15 de setembro de 1983) permitiu a um grupo de teólogos ortodoxos, anglicanos, luteranos e reformados, reunir-se com um grupo de teólogos católicos para refletir sobre a Comunhão dos Santos e sobre o lugar que Maria ali ocupa. Reconhecidos ao Senhor pelos encontros precedentes, e pelas convergências que surgiram, acreditam poder apresentar ao Congresso as conclusões do seu diálogo. 1. Todos reconhecemos a existência da Comunhão dos Santos como comunhão daqueles que na terra estão unidos a Cristo, como membros vivos do seu Corpo Místico. O fundamento e o ponto central de referência desta comunhão é Cristo, o Filho de Deus feito homem e Cabeça da Igreja (Ef 4,15-16), para nos unir ao Pai e ao Espírito Santo. 2. Esta comunhão, que é comunhão com Cristo e entre todos os que não são de Cristo, implica uma solidariedade que se exprime também na oração de uns pelos outros; esta oração depende daquela de Cristo, sempre vivo para interceder por nós (cf. Hb 7, 25). 3. O fato mesmo de que, no céu à direita do Pai, Cristo ora por nós, indica-nos que a morte não rompe a comunhão daqueles que durante a própria vida estiveram, pelos laços da fraternidade, unidos em Cristo. Existe, pois, uma comunhão entre os que pertencem a Cristo, quer vivam na terra, quer, tendo deixado os seus corpos, estejam com o Senhor (cf. 2Cor 5,8; Mc 12,27). 4. Neste contexto, compreende-se que a intercessão dos Santos por nós existe de maneira semelhante à oração que os fiéis fazem uns pelos outros. A intercessão dos Santos não deve ser entendida como um meio de “informar” Deus das nossas necessidades. Nenhuma oração pode ter este sentido a respeito de Deus, cujo conhecimento é infinito. Trata-se de uma abertura à vontade de Deus por parte de si mesmo e dos outros, e da prática do amor fraterno. 5. No interior desta doutrina, compreende-se o lugar que pertence a Maria Mãe de Deus. É precisamente a relação a Cristo que, na Comunhão dos Santos, lhe confere uma função singular de ordem cristológica. Além disso, a oração de Maria por nós deve ser considerada no contexto cultural de toda a Igreja celeste descrito no Apocalipse, ao qual a Igreja terrestre quer unir-se na sua oração comunitária. Maria ora no seio da Igreja como outrora o fez na expectativa do Pentecostes (cf. At 1,14). Por outro lado, quaisquer que sejam as nossa diferença confessionais, não há razão alguma que impeça unir a nossa oração a Deus no Espírito Santo com a da liturgia celeste, e de modo especial com a da Mãe de Deus. 6. Esta inserção de Maria no culto ao redor do Cordeiro imolado (aspecto cristológico), associada a toda a liturgia celeste (aspecto eclesiológico), não pode dar lugar a alguma interpretação que venha atribuir a Maria uma honra que é devida só a Deus. Além disso, nenhum membro da Igreja saberia acrescentar qualquer coisa à obra de Cristo, que é a única fonte de salvação; não é possível passar senão por Ele, nem recorrer a uma via “mais cômoda” que a do Filho de Deus, para se chegar ao Pai. Ao mesmo tempo é claro que Maria tem o seu lugar na Comunhão dos Santos. Ao término destas reflexões, nós desejamos dar um testemunho público da fraterna experiência vivida nestes dias. Ela não se limita à atmosfera em que o diálogo se realizou, mas entende-se a todas as atividades do Congresso e à mentalidade religiosa do povo maltês, que, no fervor da sua oração com Maria, nos acompanhava. Conscientes de que há muitos problemas teológicos aos quais o diálogo deverá ainda levar, nós declaramos a nossa vontade de continuar as nossas reflexões no Nome do Senhor. Não é supérfluo recordar, como se fez ao término do Congresso de Saragoça em 1979, que os signatários, como membros da Comissão Ecumênica do Congresso, não querem senão empenhar-se, bem que tenham trabalhado com a preocupação constante de exprimir a fé das suas respectivas Igrejas. Malta, 15 de setembro de 1983. WOLFGANG BOROWSKY, Luterano HENRY CHAVANNES, Reformado JOHN DE SATGE, Anglicano JOHANNES KALOGIROU, Ortodoxo JOHN MILBURN, Anglicano HOWARD ROOT, Anglicano JOHN EVANS, Anglicano FRANZ COURTH, S.A.C. THEODORE KOEHLER, S. M. CÂNDIDO POZO, S. J. CHARLES MOLETTE, Sac. ENRIQUE LLAMAS, O. C. D. STEFANO DE FIORES, S. M. M. PIERRE, MASSON, O. P., Secretário (Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS” – D. Estevão Bettencourt, osb – Nº 273 – Ano 1984 – p. 90). #Igreja #Maria

  • O RACISMO JUDEU E AS REVOLTAS POPULARES:

    O RACISMO JUDEU E AS REVOLTAS POPULARES: As revoltas populares contra os judeus e conversos foram contidas, em grande medida, graças à enérgica ação dos sacerdotes e à firmeza da autoridade real, e por fim, de forma definitiva, quando se estabeleceu a inquisição. A corrupção e o relaxamento nos tribunais de justiça seria solucionado graças ao ímpeto e vontade de Isabel: mesmo ocupada na solução de tantos problemas imediatos, encontraria tempo lugar para assegurar-se de que todos os cidadãos tivessem Justiça rápida e gratuita, em todas as causas cíveis e criminais, administrando-a pessoalmente junto a um grupo de secretários e conselheiros. Apenas sua presença e as suas advertências que dirigiu contra aqueles funcionários relaxados já seriam suficientes para fazer-los compreender que os reis católicos — ao contrário de alguns de seus antecessores — iriam governar para todos, tanto para o povo quanto para os diferentes segmentos da sociedade. A inquisição, definitivamente, se encarregaria de em grande parte de erradicar os privilégios que os grandes da Espanha utilizavam muitas vezes em detrimento dos mais pobres, passando inclusive por cima dos Reis. Como diz o Historiador espanhol Serrano Plaja, que com os católicos, “os reis Foram pela primeira vez na Espanha, Reis; estado,e a política, política de nação, e não de um clã particular. Comenta Charles Lea uma anedota que põe em evidência esta realidade: “os dois simples Frades falaram com descarada Audácia aos grandes, acostumados a tratar a seus soberanos quase como iguais, uma Audácia que deve ter parecido incrível, mas a qual a Espanha com tempo seria acostumada pelo Santo Ofício”. Nas palavras de Dom Marcelino menéndez y pelayo: “A Espanha, evangelizadora da metade do orbe; Espanha, Martelo dos hereges, luz de Trento, espada de Roma, berço de Santo Inácio(…); essa é a nossa grandeza e nossa unidade; não temos outra. O dia em que acabe de perder-se, a Espanha voltará ao cantolanismo dos arévacos e dos vetões ou Reis de Taifas.(Arévacos e vetões: povos pré-romanos da região da península Ibérica). O RACISMO JUDEU Verdadeiramente racistas foram — e continuam sendo — os estatutos empregados pelos judeus. Não entrar no tema das perseguições que sofrem hoje em Israel os cristãos e não judeus, que são, antes de tudo e em primeiro lugar, promovida e amparadas pelo próprio estado Judeu. Tampouco vamos fazer referência ao extermínio sistemático de civis e dissidentes palestinos. Nada se diz a acerca da minuciosa seleção racial que o atual Parlamento israelense emprega para eleger seus membros (um dado bastante significativo que expressa bem esta realidade é o caso de Israel, cujo parlamento é 99% ocupado por judeus, Apesar destes constituírem pouco mais da metade da população total daquele país. Compare por exemplo, com o caso da Argentina, onde, constituindo menos de 1% da população ocupam direta ou indiretamente os postos mais relevantes de sua política). Basta perceber na atual teocracia israelense os traços proeminentes de um regime tipicamente totalitário, racista e fundamentalista; fato denunciado inclusive por homens honestos Judeus como Noam Chomsky e Israel shamir, junto a importante comunidade de judeus ortodoxos. Para podermos, verdadeiramente falar de estatutos raciais devemos buscar a história do judaísmo, algo que não deveria surpreender, dada a excessiva importância histórica atribuída pelos judeus a questão racial, conforme os ensinamentos da Torá — e muito especialmente os que vêm do talmud — que manda, entre outras prescrições, não casar com mulheres estrangeiras. Como bem reconhece Kuzntezky, que é um Historiador mais próximo à linha Judaica do que à neutralidade, inclusive os judeus assumidos apoiavam e consideravam convenientemente aplicação dos estatutos de pureza de sangue pela inquisição, pois eles mesmos, mais do que ninguém, queriam conservar pura sua raça, detestando profundamente aqueles conversos que se uniram a cristãos. O afã de manter pura a própria origem semítica está abundantemente expressado no antigo testamento, e com muita frequência na literatura dos judeus espanhóis, vieram os judeus Alessandra tu és muito Santa tomamos ter como a noiva de Nobre linhagem apreciarmos Tim como o ouro no pescoço (Américo Castro a realidade histórica da Espanha editorial México 1966. Outro preceito, expressão do particularismo judeu e da força isoladora da Lei, diz: “não contrairás matrimônio com esses povos, não darás tuas filhas aos seus filhos nem tomaras as suas filhas para os teus filhos Deuteronômio 7,3. O livro de Esdras Capítulo 2 dá uma lista daqueles que vieram a Jerusalém após o cativeiro da Babilônia, com suas linhagens e suas origens. Os sacerdotes deviam mostrar o registro de sua ascendência, ou seja, seu comprovante de pureza de sangue. Os filhos de certos sacerdotes “buscaram os registros de suas genealogias, e não o encontraram; e foram afastados do sacerdócio” Ezequiel 2,62 e Neemias 7,63. O hispanista Ramiro de Maetzu, da mesma opinião, concebe o judaísmo como uma comunidade é racista, em segundo lugar, talvez, religiosa. A prova, está em que, em primeiro lugar não querem prosélitos. Conta Isabel Friedllander que, quando estes eram admitidos, ‘era sempre sob condições expressa de que com isso abandonavam o direito de ser judeus por raça’. Por essa razão foram rechaçados os samaritanos, que professavam sua religião mas não procediam de seu sangue. É, por outro lado, um judeu continua sendo judeu quando ele renuncia de sua fé. Precisamente por isso fomos obrigados a estabelecer a inquisição. Não podíamos confiar em sua suposta conversão, pois a história nos ensina que os judeus pseudo-cristãos, pseudo-pagãos ou pseudo-mulçumanos, que adotaram quando lhes convinha uma religião estranha, voltam à sua própria religião quando se lhes apresenta uma ocasião favorável, ainda que tenham de esperar por ela durante várias gerações. O filósofo Immanuel Kant expressava-se em termos similares, dizendo: “o judaísmo não é propriamente uma religião, mas simplesmente a associação de algumas pessoas de uma origem comum, constituídas em uma República com o Amparo de leis puramente política; portanto, não formam uma igreja (…). O judaísmo está muito longe de ter sido a Igreja Universal durante algum tempo; é mais adequado dizer que excluiu a todo o gênero humano de sua comunhão; considerava-se o povo escolhido de Javé, provocando assim a inimizade de todos os povos e incitando a sua própria inimizade Contra Eles”, por sua vez, Roy Schoeman, escritor e teólogo convertido em 1992, explica claramente os fundamentos do etnicismo religioso judaico: “A nova aliança é uma aliança através da fé. É através da fé que alguém se torna e se mantém membro. Embora os sacramentos fortaleçam e confirmem o membro na Aliança, ao mesmo tempo que lhe trazem inumeráveis Graças, não são eles em si a essência, como o prova o fato de que o batismo de desejo sempre existiu desde os primeiros dias da igreja. A antiga aliança dado aos judeus, ao contrário, é uma aliança através do sangue, da descendência, no clan genealógico que começou com filho de Abraão e Isaac. É mais uma identidade étnica do que um grupo de crenças. A conversão ao judaísmo consistia não tanto em adotar certas crenças (as quais são também necessárias), quanto em ser adotado pelo clã dentro da comunidade de Israel. O status social é de tal importância para os judeus que podem encontrar-se expressões de racismo manifestos entre os de seu próprio grupo, como o caso dos judeus sefarditas, que têm inimizades, às vezes mortal, com os asquenazes. Leon poliakov, Historiador judeu considerado um dos maiores especialistas no tema do antissemitismo, dedicou grande parte de suas obras a este assunto em particular. No terceiro Volume de seu trabalho história do antissemitismo, menciona casos Que surpreenderam Há muitas pessoas assim por exemplo o caso do médico judeu português do Duque de Hannover, o qual se manifestava, assim como seus correligionários, não querer ter nenhum tipo de relacionamento com judeus alemães(asquenazes), “por causa de sua imundícia e fedor” conta polyakov ,citando uma carta do judeu Bortoles Pinto, em resposta ao antissemitismo de Voltaire, que o divórcio do judeu português dos outros judeus alcança Tais extremos que, se um judeu português contraísse matrimônio com uma judia alemã, tanto na Holanda como na Inglaterra já não seria aceito como membro de sua sinagoga e perderia todas as suas prerrogativas, assim como todo tipo de Privilégio eclesiásticos e civis. “seria considerado como absolutamente separado do corpo da Nação, e nem sequer poderia ser enterrado junto a seus irmãos Portugueses. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Igreja #HistóriadaInquisição

  • A IGREJA CATÓLICA PROMOVEU O RACISMO CONTRA OS JUDEUS?

    A IGREJA CATÓLICA PROMOVEU O RACISMO CONTRA OS JUDEUS? Me vi obrigado a fazer este texto por dois motivos, Primeiro pra dar uma informação honesta à quem busca de coração aberto, a segunda é pra mostrar como os anticatólicos tem argumentos frágeis, entre esses sofistas encontra-se o apologista de Wikipédia chamado Pedro Gaião, que comete erros grosseiros, vou mostrar os erros infantis desse sujeito, e mostrar como um simples pesquisador e estudante de história pode desmontar suas falácias. Este sujeito que tem usado o nome de Pedro frança Gaião, como bom sofista que é, quis afirmar que a peste Negra entrou na Europa por culpa da Irlanda, afirmando que a Irlanda tinha uma espécie de tratado com os vikings, vamos verificar se tem alguma coisa a ver. Eu como um bom adivinho acreditei que ele estava falando do período da morte de Henrique III, também chamado de confessor, e esse período das invasões vikings foram do século VII ao séc IX, quando o rei morreu ocorreu uma disputa, veja bem uma disputa pela coroa inglesa, que foi prometida à um primo, chamado Guilherme o bastardo que vivia na Normandia, se você não sabe a Normandia é na França, e nessa disputa entrou um um líder viking chamado Harald e parece que o rei no leito de morte passou a coroa para um terceiro personagem chamado Haroldo Godwinson que era Anglo-saxão, e lembrando que a peste Negra foi durante o século XII, então você não concorda nem com o período e nem com os personagens da história e muito menos com as disputas, você está totalmente fora de sincronia com tudo, o que é chamado anacronismo, mas tem muito mais, você falou algumas coisas bem desonestas, e depois Sobre vários fatos pessoais e históricos, lembrando também que vietcongs que eu conheço, foram soldados do Vietnã a guerra do Vietnã x EUA, vê se o Google tradutor traduziu direito, ou reveja suas fontes, pois isso soa como ignorância, e pra quem quer falar de história é um erro imperdoável. Lembrando que o auge da peste negra na Europa se deu no século XII, e lembrando que houveram três pandemias na história, uma no Império bizantino no século VI que foi até o século XIX, outra no século XV e uma bem recente no século XIX exatamente na China, lembrando mais uma vez que a peste negra teve o seu auge nos anos de 1300, então as datas e locais de entrada não estão em harmonia com o senhor das mentiras e falácias. AGORA RESPONDENDO À ACUSAÇÃO DE QUE A IGREJA CATÓLICA PROMOVEU UM RACISMO CONTRA JUDEUS: O Pedro França Gaião diz: O Green já apontou que a perseguição judaica na Espanha foi a primeira forma de racismo moderno cerca de uns 300 anos antes do Racismo Moderno com o Darwinismo Social. Mesmo sendo cristão você era prejudicado por ser de origem judaica” Eu afirmo: A falta de honestidade e vergonha na cara de certos pseudo historiadores, causa um grande Conflito de idéias, muitas dessas acusações de que igreja e a Espanha eram racistas, anti-semitas e faziam uma seleção genealógica entre judeus e não-judeus. O que é uma grande mentira, isto causa grande constrangimento, pois, mais tarde também foi comparado ao que Hitler fez na Segunda Guerra Mundial. É um assunto delicado que somente uma pessoa com muita irresponsabilidade ou alguma má intenção pode afirmar isso, então vamos responder às mentiras. Faz-se necessário compreender o perigo que representavam os hereges, de forma especial os conversos, chamados “judaizantes”, na península Ibérica eram privados de certos cargos em instituições fundamentais do reino e da igreja. Justamente por serem falsos conversos ou CRIPTO-JUDEUS —- como reconhece o próprio Cecil Roth —- esses falsos conversos conspiravam secretamente contra a igreja e o estado sob uma máscara cristã. Ninguém era discriminado como “mouro” ou “judeu”, mas sim como herege. Ninguém melhor e mais acima de qualquer suspeita do que o prestigiadíssimo Sociólogo judeu Bernard Lazare para confirmá-lo: “foram perseguidos, não por serem judeus —- a Igreja queria converter os judeus como testemunho vivo de seu triunfo — mas por incitar à judaização, fosse de forma direta ou inconsciente, pelo mero efeito de sua existência”. Outro exemplo: só se começaram a aplicar os estatutos de sangue na ordem de São Jerônimo quando foram descobertos membros juadaizantes recalcitrantes em suas fileiras; entre estes, casos famosos como o de Frei Alonso de Toledo, Frei Juan de Madrid, Frei García de Zapata e Frei Diegi de Marchena. David Nesta Sebastião Maia. Era portanto Lógico é necessário que, como medida de precaução e prevenção, fossem excluídos de certas funções. Mesmo assim, se verá na prática que os conversos sinceros — ou ao menos um dos mais proeminentes — não encontrariam qualquer impedimento por causa de seu sangue para exercer cargos importantes. É necessário ter em conta que naqueles tempos a religião era o fundamento e o coração do reino e da sociedade, o único laço inquebrantável que evitava a divisão e a anarquia que tanto sacudiam aquelas regiões que a haviam subestimado ou ignorado. Lembrando talvez pela décima vez que, a assim chamada limpeza étnica excluía também os cristãos velhos com antecedentes desfavoráveis. A pureza passava pelo decoro e decência, e não pela linhagem. Em resposta às teses de B. Lewin e Netanyahu, pai do ex-primeiro-minisro de Israel, afirma um dos mais notáveis discípulos de Américo Castro: “em primeiro lugar, o problema dos cristãos-novos não era de maneira alguma racial: Era, e, em segundo lugar, religioso. Os conversos não foram em momento algum portadores de um estigma biológico indelével”. Apoio nas palavras do Imortal Carol Baroja, ao dizer que “a ideia da Pureza do sangue era antes de origem Espiritual do que biológica”. O conhecido e insuspeito Historiador judeu Leon poliakov distingue entre o antissemitismo bíblico e o racial, incluindo a Espanha inquisitorial no primeiro grupo. Seu colega espanhol Suárez Fernandes é da mesma opinião, assim como o especialista francês Jean Dumont. O estatuto da limpeza do sangue, segundo conta o pesquisador Messeguer Fernandes, “refere-se ao sangue em sentido moral, Isto é, ao conjunto de sentimentos, opiniões, educação e mentalidade que se transmite no seio da família e enquadra-se em uma sociedade concreta”. Como se faltasse ainda outra opinião em insuspeita e de maior peso, ninguém melhor do que o historiador judeu Y. Baer, o qual em sua conhecidíssima história dos judeus conclui claramente que existiu uma perseguição religiosa, a qual, naturalmente, nada teve a ver com aquela pretensa perseguição racial na qual o homens como Netanyahu baseiam suas teses acusatórias. Além disso, no caso das declarações de limpeza de sangue, que eram investigações de alto custo econômico, sua veracidade era duvidosa, e sua eficácia relativa, pois haviam sido comprovados vários casos de corrupção por parte daqueles encarregado de realizá-las, agindo a favor ou contra o interessado em troca de dinheiro ou outros favores. Entre as medidas que o direito canônico dispuseram em sua luta para extirpar a heresia e eliminar sua influência social, encontrava-se a exclusão dos descendentes e hereges de cargos e honrarias. A experiência mostrava abundantemente que os filhos dos hereges, de modo especial, tentavam vingar a seu pai ou algum outro parente processado pela inquisição, inclusive avós e bisavós. Juan de Epserandeu, filho de uma marrano condenado, cuja propriedade havia sido confiscado (“e que, portanto ansiava por vingar-se”, admite Thomas Hope) foi um dos seis assassinos do inquisidor Arbués. Mas, na prática esta disposição muito raramente foi cumprida. A explicação disso encontra-se no decreto vergentis in seniun de Inocêncio III, onde se afirma claramente que o princípio da transcendência da pena tinha apenas finalidade dissuasiva. Isto é justificado pelo canonista Fernando Pena com uma elocubração que é o fundamento dissuasivo do direito inquisitorial, “porque as sanções que ameaçam os filhos podem evitar que um pai caia na heresia; o amor paterno é tão belo, tão nobre, que os pais temem mais por seus filhos que por si mesmos”. Além disso, é preciso observar que os descendentes desse grupo de acusados sofreram muito pouco a marginalização pela inquisição, pois, como aponta José Martínez millán: “em sua maioria eram já pessoas pobres, que já estavam excluídas da alta sociedade e das honras”. Veja-se o exemplo de Santa Teresa de Ávila, uma das maiores glórias católicas desses tempos cujo avô foi um marrano condenado pela inquisição. Citando mais alguns casos que nos vem pelo professor Jaime de Salazar. O primeiro trata de uma família de raça e religião Judaica, que permaneceu por dois séculos no topo da hierarquia social da Espanha de seu tempo. “O trabalho de investigação deve-se ao professor Cantera Burgos, publicado em um excelente trabalho a muitos anos. no entanto, uma vez descrita com certo detalhe a trajetória histórica dessa linhagem, cumpre-nos analisar se a origem Judaica, que neste caso está claríssima, fez com que o comportamento familiar fosse em algo distinto do que qualquer outra das famílias da alta nobreza castelhana. Devemos afirmar que não, pois devemos chegar à conclusão de que neste caso, como em outros, as origens familiares não tiveram a mínima influência no posterior desenvolvimento da linhagem”. O mesmo Historiador comenta outro caso: “certamente, consta que no início o primeiro senhor de Punonrostro, e sobretudo sua mulher, eram os judaizantes. No entanto seu filho mais velho era um cristão irrepreensível, e em sua vida, e sobretudo em sua morte atacando os muros do alcázar de Madrid, não se distinguia em nada com qualquer de outros cavaleiros da Corte dos Reis católicos, e o mesmo pode dizer-se de seus descendentes”. O próprio Gerard Dufour, grande inimigo da igreja católica, foi obrigado a reconhecer a vontade que houve da parte dos Reis católicos e da igreja em integrar no judeus e conversos à sociedade Cristã, tomando como prova a grande quantidade de descendentes de judeus que formaram parte do aparato inquisitorial, “onde exerceram uma atividade exemplar (torquemada por exemplo tinha ascendência Judaica)”. Então, chegamos a conclusão de que há pouco ou Nada de verdade na afirmação de que a inquisição condenava sistematicamente aos descendentes dos hereges, “imprimindo-lhe uma mácula indelével”. chegando a uma conclusão em relação a este tema. É necessário insistir que muito pouco esta medida foi acatada na prática, pois encontramos judeus conversos (nem sempre sinceros) em todas as instituições da península, até mesmo na mais rigorosa do Santo Ofício. Por tudo isso, Henry Kamen chega à conclusão de que esta questão foi totalmente exagerada: “estas regras não obstantes tiveram um impacto muito limitado”. Através do testemunho de vários autores insuspeitos, em que nos vimos que não há nenhum sinal de racismo neste tribunal espanhol. Caso restasse alguma dúvida, nada melhor que apresentar o resultado dos trabalhos realizados pelos historiadores Tedeschi —- de origem Judaica —, Henningsen, Contreras e o francês Dedieu, o qual revela, a partir do estudo de mais de 44.000 relatos de casos, que o Santos Ofício, espanhol, a partir da metade do século XVI, converteu-se em um tribunal para julgar cristãos-velhos. Das sentenças pronunciadas entre 1550 e 1700, 60% já não eram casos de Marranos, mouros ou protestantes. José Martinez Milán, por sua vez, observa que o maior número de acusados, segundo as últimas pesquisas, que correspondem ao delito de “solicitação”, delito mais próprio de cristãos velhos. Por sua vez, Doris Moreno, reconhecida especialista em inquisição, observa que esta, “durante o reinado de Felipe II, processou cerca de 25 mil pessoas. Entre os acusados estão luteranos e suas teses heréticas, seguidos pelos mouros (…); os judaizantes não são mais do que mil e quinhentos, e isso naturalmente pelo impacto da anexação de Portugal” Outros estudos recentes assinalam que, por exemplo, no tribunal de Granada, entre 1500 e 1599, a grande maioria dos processos correspondem aos delitos de luteranismo, em menor proporção aos muçulmanos e apenas 9% provém de hereges judaizantes. Não é de Pouca importância a observação de Jean Dumont em seu processo contraditório à inquisição espanhola: afirma-se que isto se fez sobre a base de uma atitude racista, e em concreto antissemita? Isto é um disparate, uma grande mentira. Pelo contrário, a cultura espanhola do século de ouro foi obra da maior miscigenação possível entre judeus conversos e cristãos velhos. É certo que muitas das grandes personalidades deste século de ouro foram conversas ou descendentes de conversas. O breve período em que a Inquisição e a Espanha puseram essa prática entre em funcionamento deveu-se estritamente as razões extraordinárias de segurança interna, como a que se refere a subversão exercida pelos falsos conversos nos setores principais do estado e da igreja. Uma vez solucionado o problema dos conversos, tais disposições foram deixadas de lado pela igreja e pela Espanha, o que demonstra uma vez mais seu princípio social e religioso. Não se pense que nas regiões protestantes os judeus tinham melhor sorte. Apenas em 1858 é que se permitiu a um judeu fazer parte da câmara dos comuns (O parlamento inglês), sendo Lionel Rothschild o primeiro. Vemos assim como, mais de 20 anos após a abolição definitiva da Inquisição, na Inglaterra anglicana ainda se impedia aos judeus, e também a vários conversos, o exercício desse tipo de funções. Já foi mencionado algo a respeito do tratamento que alguns líderes protestantes dispensaram os judeus: perseguições, assassinatos, difamações, expulsão etc. Vamos falar da proteção que a igreja concedeu aos judeus. Temos vários momentos em que os monarcas os pontífices e os clérigos, se manifestaram claramente e por diversas vezes em apoio para socorrer os judeus, que por muitos momentos passaram por lixamentos populares, um desses exemplos é o Levante antissemita de 1391, como reconhece Cecil Roth,as autoridades cristãs Prenderam alguns dos membros mais turbulentos da Revolta, e fizeram com que fossem açoitados e encarcerados. É conhecido também o caso de Alfonso de Aragão, Arcebispo de saragoça, que ao ser informado das perseguições que naquele momento tinham lugar – do Povo contra os conversos -, tomou seu cavalo e, dirigindo-se ao povo enfurecido, advertiu-lhes de que “cairia sobre os agressores todo o Rigor da Lei”, conseguindo assim fazê-los desistir. Entre outras normas ditadas por Isabel em favor dos judeus, encontra-se uma anulação do Conselho de Bilbao que lhes proibia a entrada na cidade. Em 1478 deu proteção à aljama – gueto ou bairro judeu – de Sevilha, determinando, um ano mais tarde, que se respeitasse a autonomia judicial de aljama de Ávila. Também decretou que os judeus expulsos de balmaseda Voltassem à localidade, que se proibissem a um dominicano de segóvia os sermões anti-judeus, e outras medidas favoráveis aos judeus de Leão, Vitória e orense. A legislação de 1235, que obrigava os judeus a levarem sobre seus corações o distintivo Amarelo não pôde ser aplicada, apesar de haver sido aprovada pelas cortes de Castela de 1371 e ad de Madrid em 1405. Também reconhece o historiador judeu recém-citado que o código de Alfonso o sábio (as sete partidas), que continha, segundo Cecil Roth algumas políticas anti-semitas, so foi imposta “local e esporadicamente”: suas atividades [dos judeus] culturais continuaram desenvolvendo-se tranquilamente e, salvo ataques ocasionais violentos e localizados, suas vidas e suas propriedades estiveram em geral a salvo. (isto você encontra na obra de Cecil Roth, os judeus secreto história dos marranos). Isso tudo só vem a demonstrar e afirmar cada vez mais, que era o povo e suas cortes, que juntas, que muitas vezes que exigia as medidas de maior Rigor contra os judeus, em contraposição à igreja e à coroa, infinitamente mais pacientes. As disposições de prevenção sobre os judeus ditados em 1408 por Fernando o católico, mal foram cumpridas. Recordemos que Papa Clemente VI havia defendido os judeus perante a porção do povo que usa acusada de envenenar os poços d’água, fazendo notar que a praga havia sido igualmente mortal onde não havia nenhum judeu, e ameaçando com a excomunhão aos que persistissem em colúnias semelhantes. Vários tratadistas e historiadores judeus reconheceram que em nenhum lugar os judeus foram mais bem tratados do que na Espanha, alguns já foram citados, enumeralos aqui deixaria o texto muito grande, e também reconheceram a constante proteção recebida pelos judeus Por parte dos Monarcas e dos pontífices. O mesmo se disse de Roma, pois os Papas sempre os ampararam e protegeram. A sorte do povo Judeu fora da Espanha seria totalmente diferente, como já abordei em outros estudos. Sobre este fato não existem dúvidas. Basta ver o agradecimento e reconhecimento à Espanha de um notável conselho de rabinos, manifestado nas atas do Sinédrio convocado por Napoleão em 1807. AS PERSEGUIÇÕES RELIGIOSAS ATRAVÉS DOS SÉCULOS. Através deste textos, e outros, que já foram produzidos e ainda serão produzidos, temos apenas a intenção de mostrar as questões das perseguições, nem é preciso dizer, estiveram presentes, da mesma forma que as expulsões, em toda época e lugar, contra e entre diferentes povos. Com relação às sofridas pelos judeus, devem-se colocar na vanguarda algumas seitas pagãs e muçulmanas, e certos hierarcas protestantes como Lutero, o qual, segundo o historiador judeu Poliakov, foi “provavelmente o maior antissemita da história”, embora nem sempre tenha sido assim. No princípio, o contraditório apóstata alemão manifestou-se como “amigo” dos judeus, aos quais deviam em boa parte a Reforma. Sua prosa, tão transbordante de servilismo e adulação dos judeus como de desprezo para com a Igreja, demonstra-o claramente, como cita Enciclopédia judaica Nossos tolos, os papistas, os bispos, os sofistas e os monges trataram tão mal os judeus, que um bom cristão deveria, falando propriamente, converter-se em judeu; e se eu fosse israelita e visse aqueles que administram e ensinam a fé cristã, preferia converter-se em porco antes de chegar a ser cristão. Esta situação mudou radicalmente quando a maioria dos judeus recusou converter-se ao luteranismo. O que o hierarca protestante não havia levado em conta, como observa Lazare, é que os judeus “continuavam a ser o povo obstinado da Escritura, o povo de cabeça dura, rebelde às solicitações, tenaz e intrepidamente fiel a seu Deus e sua Lei”. Por causa desta recusa, Lutero converteu-se em feroz inimigo dos judeus, publicando duas obras violentamente antissemitas que clamavam por seu extermínio, a queima das sinagogas, a perseguição, etc. O primeiro texto — ou libelo — foi sobre os judeus e suas mentiras (1542), e pouco depois foi publicado o Schem Hamephoras. Lutero, segundo relata seu apologista Seckendorff, destruir suas casas, tirar-lhes os livros de orações, o Talmude, e até mesmo os livros do Velho Testamento, proibir os rabinos de ensinarem, e obrigar–lhes a ganhar a vida por meio de trabalhos penosos”. Na sequência, referir-se-á aos judeus, turcos e “papistas” como “mentirosos e demônios”. Mais à frente falaremos um pouco mais sobre a intolerância protestante. Por sua vez, a indignação popular e as revoltas contra judeus foram bastantes comuns nas regiões dominadas pelos reformistas. Poliakov relata o caso ocorrido na Inglaterra em 1753, quando “surgiu” uma revolta popular de uma violência inusitada, poucas vezes igualada nos anais da história inglesa”. É um caso particularmente significativo, se se observa que, desde muito tempo antes, não se registravam nas regiões católicas massacres contra os judeus. O RACISMO JUDEU E AS REVOLTAS POPULARES As revoltas populares contra os judeus e conversos foram contidas, em grande medida, graças à enérgica ação dos sacerdotes e à firmeza da autoridade real, e por fim, de forma definitiva, quando se estabeleceu a inquisição. A corrupção e o relaxamento nos tribunais de justiça seria solucionado graças ao ímpeto e vontade de Isabel: mesmo ocupada na solução de tantos problemas imediatos, encontraria tempo lugar para assegurar-se de que todos os cidadãos tivessem Justiça rápida e gratuita, em todas as causas cíveis e criminais, administrando-a pessoalmente junto a um grupo de secretários e conselheiros. Apenas sua presença e as suas advertências que dirigiu contra aqueles funcionários relaxados já seriam suficientes para fazer-los compreender que os reis católicos — ao contrário de alguns de seus antecessores — iriam governar para todos, tanto para o povo quanto para os diferentes segmentos da sociedade. A inquisição, definitivamente, se encarregaria de em grande parte de erradicar os privilégios que os grandes da Espanha utilizavam muitas vezes em detrimento dos mais pobres, passando inclusive por cima dos Reis. Como diz o Historiador espanhol Serrano Plaja, que com os católicos, “os reis Foram pela primeira vez na Espanha, Reis; estado,e a política, política de nação, e não de um clã particular. Comenta Charles Lea uma anedota que põe em evidência esta realidade: “os dois simples Frades falaram com descarada Audácia aos grandes, acostumados a tratar a seus soberanos quase como iguais, uma Audácia que deve ter parecido incrível, mas a qual a Espanha com tempo seria acostumada pelo Santo Ofício”. Nas palavras de Dom Marcelino menéndez y pelayo: a Espanha, evangelizadora da metade do orbe; Espanha, Martelo dos hereges, luz de Trento, espada de Roma, berço de Santo Inácio(…); essa é a nossa grandeza e nossa unidade; não temos outra. O dia em que acabe de perder-se, a Espanha voltará ao canto nanismo 2 areva cos2x É 2 ou 2 Reis de Taipas. O RACISMO JUDEU Verdadeiramente racistas foram — e continuam sendo — os estatutos empregados pelos judeus. Não entrar no tema das perseguições que sofrem hoje em Israel os cristãos e não judeus, que são, antes de tudo e em primeiro lugar, promovida e amparadas pelo próprio estado Judeu. Tampouco vamos fazer referência ao extermínio sistemático de civis e dissidentes palestinos. Nada se diz a acerca da minuciosa seleção racial que o atual Parlamento israelense emprega para eleger seus membros (um dado bastante significativo que expressa bem esta realidade é o caso de Israel, cujo parlamento é 99% ocupado por judeus, Apesar destes constituírem pouco mais da metade da população total daquele país. Compare por exemplo, com o caso da Argentina, onde, constituindo menos de 1% da população ocupam direta ou indiretamente os postos mais relevantes de sua política). Basta perceber na atual teocracia israelense os traços proeminentes de um regime tipicamente totalitário, racista e fundamentalista; fato denunciado inclusive por homens honestos Judeus como Noam Chomsky e Israel shamir, junto a importante comunidade de judeus ortodoxos. Para podermos, verdadeiramente falar de estatutos raciais devemos buscar a história do judaísmo, algo que não deveria surpreender, dada a excessiva importância histórica atribuída pelos judeus a questão racial, conforme os ensinamentos da Torá — e muito especialmente os que vêm do talmud — que manda, entre outras prescrições, não casar com mulheres estrangeiras. Como bem reconhece Kuzntezky, que é um Historiador mais próximo à linha Judaica do que à neutralidade, inclusive os judeus assumidos apoiavam e consideravam convenientemente aplicação dos estatutos de pureza de sangue pela inquisição, pois eles mesmos, mais do que ninguém, queriam conservar pura sua raça, detestando profundamente aqueles conversos que se uniram a cristãos. O afã de manter pura a própria origem semítica está abundantemente expressado no antigo testamento, e com muita frequência na literatura dos judeus espanhóis, vieram os judeus Alessandra tu és muito Santa tomamos ter como a noiva de Nobre linhagem apreciarmos Tim como o ouro no pescoço (Américo Castro a realidade histórica da Espanha editorial Rua México 1966. Outro preceito, expressão do particularismo judeu e da força isoladora da Lei, diz: “não contrairás matrimônio com esses povos, não darás tuas filhas aos seus filhos nem tomaras as suas filhas para os teus filhos Deuteronômio 7,3. O livro de Esdras Capítulo 2 dá uma lista daqueles que vieram a Jerusalém após o cativeiro da Babilônia, com suas linhagens e suas origens. Os sacerdotes deviam mostrar o registro de sua ascendência, ou seja, seu comprovante de pureza de sangue. Os filhos de certos sacerdotes “buscaram os registros de suas genealogias, e não o encontraram; e foram afastados do sacerdócio” Ezequiel 2,62 e Neemias 7,63. O hispanista Ramiro de Maetzu, da mesma opinião, concebe o judaísmo como uma comunidade é racista, em segundo lugar, talvez, religiosa. A prova, está em que, em primeiro lugar não querem prosélitos. Conta Isabel Friedllander que, quando estes eram admitidos, ‘era sempre sob condições expressa de que com isso abandonavam o direito de ser judeus por raça’. Por essa razão foram rechaçados os samaritanos, que professavam sua religião mas não procediam de seu sangue. É, por outro lado, um judeu continua sendo judeu quando ele renuncia de sua fé. Precisamente por isso fomos obrigados a estabelecer a inquisição. Não podíamos confiar em sua suposta conversão, pois a história nos ensina que os judeus pseudo-cristãos, pseudo-pagãos ou pseudo-mulçumanos, que adotaram quando lhes convinha uma religião estranha, voltam à sua própria religião quando se lhes apresenta uma ocasião favorável, ainda que tenham de esperar por ela durante várias gerações. O filósofo Immanuel Kant expressava-se em termos similares, dizendo: “o judaísmo não é propriamente uma religião, mas simplesmente a associação de algumas pessoas de uma origem comum, constituídas em uma República com o Amparo de leis puramente política; portanto, não formam uma igreja (…). O judaísmo está muito longe de ter sido a Igreja Universal durante algum tempo; é mais adequado dizer que excluiu a todo o gênero humano de sua comunhão; considerava-se o povo escolhido de Javé, provocando assim a inimizade de todos os povos e incitando a sua própria inimizade Contra Eles”, por sua vez, Roy Schoeman, escritor e teólogo convertido em 1992, explica claramente os fundamentos do etnicismo religioso judaico: “A nova aliança é uma aliança através da fé. É através da fé que alguém se torna e se mantém membro. Embora os sacramentos fortaleçam e confirmem o membro na Aliança, ao mesmo tempo que lhe trazem inumeráveis Graças, não são eles em si a essência, como o prova o fato de que o batismo de desejo sempre existiu desde os primeiros dias da igreja. A antiga aliança dado aos judeus, ao contrário, é uma aliança através do sangue, da descendência, no clan genealógico que começou com filho de Abraão e Isaac. É mais uma identidade étnica do que um grupo de crenças. A conversão ao judaísmo consistia não tanto em adotar certas crenças (as quais são também necessárias), quanto em ser adotado pelo clã dentro da comunidade de Israel. O status social é de tal importância para os judeus que podem encontrar-se expressões de racismo manifestos entre os de seu próprio grupo, como o caso dos judeus sefarditas, que têm inimizades, às vezes mortal, com os asquenazes. Leon poliakov, Historiador judeu considerado um dos maiores especialistas no tema do antissemitismo, dedicou grande parte de suas obras a este assunto em particular. No terceiro Volume de seu trabalho história do antissemitismo, menciona casos Que surpreenderam Há muitas pessoas assim por exemplo o caso do médico judeu português do Duque de Hannover, o qual se manifestava, assim como seus correligionários, não querer ter nenhum tipo de relacionamento com judeus alemães(asquenazes), “por causa de sua imundícia e fedor” conta polyakov ,citando uma carta do judeu Bortoles Pinto, em resposta ao antissemitismo de Voltaire, que o divórcio do judeu português dos outros judeus alcança Tais extremos que, se um judeu português contraísse matrimônio com uma judia alemã, tanto na Holanda como na Inglaterra já não seria aceito como membro de sua sinagoga e perderia todas as suas prerrogativas, assim como todo tipo de Privilégio eclesiásticos e civis. “seria considerado como absolutamente separado do corpo da Nação, e nem sequer poderia ser enterrado junto a seus irmãos Portugueses. LEMBRANDO QUE ATE DEUS PERDEU A PACIÊNCIA COM OS JUDEUS Pois até Deus perdeu a paciência com os judeus, como querem cobrar tolerância dos Reis católicos e da Igreja? Vejamos:( 2cronicas 36,”11.Sedecias tinha a idade de vinte e um anos quando foi elevado ao trono; reinou onze anos em Jerusalém. 12.Fez o mal aos olhos do Senhor, seu Deus, e não se humilhou diante do profeta Jeremias que lhe tinha vindo falar da parte do Senhor. 13.Revoltou-se contra o rei Nabucodonosor, que, contudo, lhe tinha feito prestar um juramento em nome de Deus. Endureceu a cerviz e tornou inflexível seu coração para não se converter ao Senhor, Deus de Israel. 14.Todos os chefes dos sacerdotes e o povo continuaram a multiplicar seus delitos, imitando as práticas abomináveis das nações pagãs e profanando o templo que o Senhor tinha consagrado para si em Jerusalém. 15.Em vão o Senhor, Deus de seus pais, lhes tinha enviado, por meio de seus mensageiros, avisos sobre avisos, pois tinha compaixão de seu povo e de sua própria habitação; 16.eles zombavam de seus enviados, desprezavam seus conselhos e riam de seus profetas, até que a ira de Deus se desencadeou sobre o seu povo, e não houve mais remédio.” #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #Históriadaidademédia #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Igreja #HistóriadaInquisição

  • SURSUM CORDA: DEZ SUGESTÕES PARA REVITALIZAR A IMAGINAÇÃO LITERÁRIA – James Conley (Parte I)

    Formação cultural Os homens e as mulheres que tiveram mais influência em minha vida foram leitores. Professor John Senior, meu professor e padrinho, parecia ter todo o cânon da poesia e da literatura ocidental na palma da mão. Beato John Henry Newman, meu mentor espiritual, era um homem de letras. Meu avô era um ávido leitor de história da América, e meu pai foi leitor e escritor — em seu escasso  tempo livre, escreveu um livro sobre a ascendência indígena de nossa família. O dramaturgo russo Anton Chekhov disse, certa vez, que “o negócio da literatura não é para responder perguntas, mas para formulá-las de forma justa”. Não tenho certeza de que isto seja verdade. A literatura levanta questões, mas também pode — com o testemunho das ideias, personagens ou histórias — nos apontar as respostas finais, as coisas permanentes. Uma boa literatura forma cosmovisões: oferece-nos uma compreensão mais profunda de nossas famílias, de nossas comunidades e de nós mesmos. A grande literatura oferece-nos uma compreensão mais profunda de nosso relacionamento com Deus e o mundo. A literatura reflete e, ao mesmo tempo, cria cultura. A história da cultura ocidental pode ser traçada pelas narrativas que elaboramos no último milênio. Leiamos muito ou não, fomos todos formados, ao menos em parte, pelas ideias e esperanças expressas na história da literatura ocidental. Hoje, enfrentamos uma crise cultural sem precedentes. A família se desintegra diante de nossos olhos. Mulheres e crianças se realizam de novas e perigosas maneiras. A pornografia é ubíqua. O aborto se disseminou. O discernimento civil e moral se tornou uma arte perdida. Eu falo muitíssimo sobre beleza. E sou questionado algumas vezes, no meio de nossa crise atual, se dedicar atenção à literatura, música, poesia e arte não seria uma perda de tempo. Perguntam-me se não seria mais prudente gastar nossas energias no combate dos efeitos políticos do secularismo, antes de perder tempo com bibliotecas e livros. Numa situação tão grave como a nossa – para a vida familiar, a liberdade religiosa e os nascituros – esta é a verdadeira questão.  Precisamos ser ativos na arena política – cada um de nós, como cristãos. Precisamos propor ações políticas que favoreçam a dignidade da pessoa humana, as instituições que a animam e a ordem social. É necessário proteger o nascituro, a liberdade de consciência, a concepção tradicional do casamento e a soberania da família. Mas não seremos bem sucedidos, na arena política, se antes não tivermos sucesso na transformação da vida cultural. A crise que enfrentamos, hoje, é uma crise cultural, com consequências políticas. Boas ações políticas nascem de boas cabeças e bons corações. E políticas nocivas nascem de mentes acanhadas e visões curtas, do egoísmo, da ganância, da luxúria. Nossa luta não é somente por ações políticas: é uma luta por mentes e corações. (James D. Conley é bispo da diocese de Lincoln, Nebraska, EUA. Este ensaio foi publicado no National Catholic Register, em 31 de maio de 2015) Click to access Literature_Section_053115.pdf

  • SENTOU-SE À DESTRA DO PAI (Santo Agostinho – William Bottazzini)

    O que significa: “Sentou-se à destra do Pai?” – Uma resposta de Santo Agostinho. No Credo dizemos que Cristo está sentado à direita (ou à destra) de Deus Pai. Mas o que isso quer dizer? Será que Deus possui lados direito e esquerdo? Se assim for, então Ele é um ser finito. Mas isso é absurdo. E ainda: em Atos 7, 56 Santo Estevão vê Cristo em pé à direita de Deus. Será que há contradição entre o Credo e a Bíblia? Será que a expressão à destra significa uma posição do corpo? Deixemos o Doutor de Hipona resolver este dilema para nós em seu Discurso sobre o Símbolo para os Catecúmenos, 4.11. Subiu ao céu. Crede. Assentou-se à destra do Pai. Crede. Por sentar-se, entendei morar, assim como quando dizemos de um homem: “Assentou-se naquele lugar por três anos”. Também a Escritura o afirma: tal assentou-se na cidade por um determinado tempo. Quereria isso dizer que se sentou e nunca mais se levantou? Também os locais onde habitam os homens são chamados de “sedes”, e não é por isso que se fica ali sentado. Eles levantam, caminham. Não se está sentado e, todavia, tais locais são chamados de “sedes”. Assim também entendei o morar de Cristo à destra do Pai: Ele está lá. Mas não penseis: “Que está fazendo?”. Não busqueis o que não se pode encontrar. Está lá. Que isso vos baste. Ele é bem-aventurado e pela beatitude lhe compete o nome de “destra do Pai”, pelo fato de que “destra do Pai” significa exatamente felicidade. Se quiséssemos compreender isso de modo material, deveríamos dizer que se Ele está assentado à destra do Pai, o Pai estará então à esquerda. É-nos lícito pensar que Eles se encontram assim? O Filho à destra, o Pai à esquerda? Lá tudo é destra porque não existe nenhuma infelicidade. [Nota: a palavra sede vem do verbo latino sedere, isto é, sentar-se ou assentar-se] (Santo Agostinho por William Bottazzini) #Cristologia #Igreja

  • CRISTO JESUS VIVO EM SUA IGREJA (São Leão Magno, papa)

    Caríssimos filhos, a natureza humana foi assumida tão intimamente pelo Filho de Deus, que o único e mesmo Cristo está não apenas neste homem, primogênito de toda a criatura, mas também em todos os seus santos. Disto não podemos duvidar. E como a Cabeça não pode separar-se dos membros, também os membros não podem separar-se da Cabeça. Se é certo que Deus será tudo em todos não nesta vida mas na eterna, também é verdade que, desde agora, ele habita inseparavelmente no seu templo, que é a Igreja, conforme sua promessa: Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo (Mt 28,20). Por conseguinte, tudo quanto o Filho de Deus fez e ensinou para a reconciliação do mundo, podemos saber não apenas pela história do passado, mas experimentando-o na eficácia do que ele realiza no presente. É ele que, tendo nascido da Virgem Mãe pelo poder do Espírito Santo, por ação do mesmo Espírito, fecunda a sua Igreja imaculada, a fim de gerar pelo nascimento batismal, uma inumerável multidão de filhos de Deus. É deles que se diz: Estes não nasceram do sangue nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus mesmo (Jo 1,13). É nele que foi abençoada a descendência de Abraão por meio da adoção filial de todos os povos do mundo; e o santo patriarca torna-se pai das nações quando, pela fé e não pela carne, lhe nascemos filhos da promessa. É ele que, sem excluir povo algum, reúne em um só rebanho as santas ovelhas de todas as nações que existem debaixo do céu, e todos os dias cumpre o que prometera, ao dizer: Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil: também a elas devo conduzir; escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor (Jo 10,16). Embora tenha dito de modo especial a São Pedro: Apascenta as minhas ovelhas (Jo 21,17), é ele o único Senhor que orienta o ministério de todos os pastores. É ele que alimenta os que se aproximam desta pedra, com pastos tão férteis e bem irrigados, que inúmeras ovelhas, fortalecidas pela generosidade do seu amor, não hesitam em morrer pelo Pastor, o Bom Pastor que deu a vida por suas ovelhas. É ele que une à sua Paixão não apenas a gloriosa fortaleza dos mártires, mas também a fé de todos aqueles que renasceram nas águas batismais. É nisso que consiste celebrar dignamente a Páscoa do Senhor com os ázimos da sinceridade e da verdade: tendo rejeitado o fermento da antiga malícia, a nova criatura se inebria e se alimenta do próprio Senhor. A nossa participação no corpo e no sangue de Cristo age de tal modo que nos transformamos naquele que recebemos. Mortos, sepultados e ressuscitados nele, que o tenhamos sempre em nós tanto no espírito quanto no corpo. (Dos Sermões de São Leão Magno, papa – Sermo 12, De Pasione, 3. 6-7: PL 54,355-357 – Séc. V). #Cristologia #Igreja

  • São Zeno de Verona, bispo e mártir – 12 de Abril

    SANTO DO DIA – 12 DE ABRIL – SÃO ZENO DE VERONA Bispo de Verona e Mártir (+371) Oriundo da Mauritânia, são Zenão (ou Zeno) foi bispo de Verona desde 362, em um período no qual começavam a surgir nos desfiladeiros alpinos as tribos germânicas, depois contidas pelas legiões romanas. São Zenão teve de combater não só os bárbaros que, “dando as costas para as gélidas florestas do norte, cruzaram os Alpes para se aquecerem aos raios dourados da alegre Itália” – como escreve o poeta alemão Heine -, mas também os mais temíveis arianos, provenientes do leste, instigadores de graves desordens na Igreja veronesa. Como Agostinho, outro grande contemporâneo africano, também Zenão era hábil retórico, um cinzelador de belas frases e de boa argumentação, das quais se valeu em sua pregação para convencer os últimos pagãos e os novos hereges. Disso dão fé os 16 sermões que nos chegaram, os quais tratam de temas novos, como a mariologia, ou falam de virtudes particulares, como a humildade, a pobreza e a caridade, e temas debatidos, como a doutrina trinitária, que Agostinho desenvolveria ulteriormente com um volumoso tratado. As prédicas do bispo de Verona (fala-se de 93 sermões, em grande parte perdidos) são verdadeiros tratados dogmáticos, morais, cristológicos e bíblicos, escritos em um latim “quente e conciso”, com aquele seu “proceder sentencioso, nos jogos de palavras e imagens, naqueles largos desenvolvimentos oratórios, nos quais a alma do santo transfunde toda a impetuosidade de entusiasmo e da indignação…”, como escreve Guilherme Ederle, durante anos arcipreste da basílica. Era natural que muita gente assistisse a suas prédicas – em particular os neoconvertidos e os próprios pagãos -, atraída por hábil oratória. Pregava bem e sabia acompanhar o ensinamento com o exemplo de caridade, humildade, pobreza e liberalidade com os pobres. Para os veroneses é “são Zenão que ri”; ele é de fato representado sempre sorridente, pois que ‘cum mansuetudine et ilaritate docebat’, ensinava com mansidão e alegria. Era o bom pescador de almas, mas também de peixes, nas margens do Ádige, como aparece em um dos preciosos azulejos do portal da basílica romântica que traz seu nome. SÃO ZENO DE VERONA Apoiando-se sobre uma indicação deixada por São Gregório, o Grande, o martirológio romana dá a Zeno o título de mártir, quando de Galiano. Por outro lado, uma carta de Santo Ambrósio a Siagrios, que foi sucessor de São Zeno na Sé de Verona, falando das altas virtudes do nosso santo, e da bem-aventurada morte que teve, não deixa entrever qualquer traço de que tenha sido martirizado. Zeno tornou-se bispo de Verona em 362, quando Juliano, o Apóstata, reinava. Africano de nascimento e das pagãs superstições. De imensa caridade para com os pobres, consigo mesmo era duma severidade sem par. Paciente, humilde, cheio da verdadeira solicitude pastoral, aplicou-se com afinco para inspirar ao povo de Verona a doçura para com a pobreza. E dizia: – Dando vosso dinheiro aos pobres, amealhais grande tesouro, interesses imensos nos céus. Assim, tirareis um proveito considerável de vossos tesouros sem excitar a inveja. Cuidando da formação dos clérigos para o serviço dos altares, deixou sábias diretrizes às virgens consagradas a Deus e combatei as desordens ocasionadas pelos banquetes, de caridade celebrados por ocasião das festas dos mártires. Depois dum episcopado, tanto vigoroso como prudente, São Zeno de Verona faleceu no ano de 371, indo, no céu, receber a merecida paga pelos excelentes trabalhos que desenvolvera com incansável atividade. O emblema do peixe, que lhe atribuem como característica, é interpretado como um índice da pobreza que sempre decantou, já que era homem reduzido a assegurar a própria subsistência, pescando, como dizem, pescava nas águas do Adigio. Melhor, supomos, seria dizer que fora o símbolo da pesca apostólica, aquela que, com denodo e diligência, realizou na conversão dos pagãos. Um pescador, mas como Pedro, um pescador de homens. Teria São Zeno pelo Adigio alguma grande afeição? Vai, no que segue, apenas um incentivo ao povo de Verona, para que mais, para com o santo, aumentasse de devoção? O rio, em 588, numa enchente, transbordou. E as águas, sempre crescendo, subiram sem cessar, até que passaram a ameaçar uma igreja dedicada a São Zeno, justamente aquela em que lhe repousava o corpo. E as águas, escachoando e ondeando, subindo pelas paredes do templo, quando chegaram às janelas, pararam. E a porta, que estava aberta, ficou vedada às águas, que não entraram igreja a dentro, miraculosamente. Padroeiro de Verona, São Zeno, é festejado em várias datas: 12 de Abril, 8 de Dezembro e 21 de Maio. Wikipedia Vida e historicidade De acordo com um autor veronês chamado Coronato, um notário do século VII, Zenão era nativo do norte da África, da Mauritânia romana (norte de Marrocos e Argélia). Lá, ensinava o cristianismo crianças e as ajudava em suas tarefas escolares. Outra teoria é que Zenão seria um seguidor de Atanásio, o patriarca de Alexandria, que acompanhou o mestre quando ele visitou Verona em 340. Assumindo a segunda teoria, Zenão teria permanecido na cidade e entrado para a vida monástica, vivendo como monge até por volta de 362, quando foi eleito sucessor da sé de Verona depois da morte do bispo Grícino (Gricinus ou Cricinus ou Cricino). Zenão “recebeu uma boa educação clássica” e, como bispo, batizou muitos, converteu outros de volta do arianismo, viveu uma vida de pobreza, treinou padres para a diocese, fundou conventos para mulheres, reformou como se celebrava o banquete do Ágape e proibiu que as missas funerais fossem acompanhadas pelos altos gritos e lamentos dos presentes. Zenão também deixou instruções sobre o batismo de adultos (que ocorria através da imersão completa) e concedeu medalhas aos recém-batizados. Seu episcopado durou cerca de dez anos e a data de sua morte é geralmente creditada como 12 de abril de 371. Zenão é descrito como um confessor da fé nos primeiros martirológios. São Gregório Magno chama-o de mártir em seus “Diálogos”; Santo Ambrósio, um contemporâneo, não, e conta que Zenão teve uma “morte feliz” mesmo sendo um confessor. É possível que ele tenha sido perseguido (mas não executado) durante os reinados de Constâncio II e Juliano, o Apóstata. Há uma entrada no “Martirológio Romano” para o bispo de Verona que foi martirizado pelo imperador romano Galiano em 12 de abril de 371, mas ela é problemática por que o reinado de Galiano terminou em 268. A primeira evidência de sua existência é uma carta escrita por Santo Ambrósio ao bispo Siágrio de Verona na qual ele faz uma referência à santidade de Zenão. Depois, o bispo São Petrônio de Verona (r. 412-429) escreveu sobre as virtudes de Zenão e confirmou a existência de um culto dedicado a São Zenão. Um poema escrito entre 781 e 810, chamado “Versus de Verona”, uma elegia da cidade em verso, afirma que Zenão foi o oitavo bispo de Verona. Obras O estilo dos cerca de noventa Sermões (Sermones) atribuídos a Zenão também tem sido considerados como evidências de suas origens africanas por causa do estilo, uma vez que escritores africanos da época frequentemente se valiam de neologismos e jogos de palavras. A maior parte destes sermões são exegeses do Antigo Testamento e “apresentam definitivamente um elemento antissemita”. Devoção A festa litúrgica de Zenão é celebrada em 12 de abril, mas a diocese de Verona também o celebra em 21 de maio, o dia que suas relíquias foram levadas para lá, em 21 de maio de 807. Segundo a tradição, Zenão construiu a primeira basílica de Verona, situada no local onde hoje está a catedral. A igreja de São Zenão data do início do século IX e foi doada por Carlos Magno e seu filho, Pepino, rei da Itália. Ela foi consagrada em 8 de dezembro de 806 e dois eremitas locais, Benigno e Caro, receberam a missão de transladar as relíquias de Zenão para a nova cripta de mármore. O rei Pepino estava presente assim como os bispos de Cremona e Salzburgo, além de uma enorme multidão. A igreja foi danificada no início do século X pelos magiares, mas as relíquias não foram tocadas. A basílica foi reconstruída, muito aumentada e mais robusta em seguida, uma obra financiada por Otão I, e re-consagrada em 967 numa cerimônia presidida pelo bispo Ratério de Verona. A atual Basílica de São Zenão é uma obra dos séculos XII, XIII e XV principalmente. Ela é bastante conhecida por suas portas de bronze (ca. 1100 – ca. 1200), pelas esculturas da fachada assinadas por Nicolau e um sócio, Guilherme, e pela rosácea (ca. 1200), obra de Brioloto. Lendas e iconografia Mais de trinta igrejas ou capelas foram dedicadas a São Zenão, incluindo a Catedral de Pistoia. Conta uma lenda sobre São Zenão que ele teria sido sequestrado ao nascer e substituído por uma criança trocada demoníaca. Uma história relata que Zenão estava um dia pescando às margens do rio Adige para conseguir alimento (e não se divertir) e viu um camponês atravessando o rio numa carroça puxada por cavalos. Os animais começaram a ficar irritados e Zenão, acreditando ser isto uma obra do diabo, fez o sinal da cruz e os cavalos se acalmaram[1]. São comuns as histórias de Zenão lutando contra o diabo e ele é, por vezes, representado pisoteando um demônio. Outra história relata que ele exorcizou um demônio do corpo da filha do imperador Galiano (embora Zenão provavelmente sequer estivesse vivo durante o reinado dele). O imperador, agradecido, permitiu que Zenão e outros cristãos praticassem sua fé livremente por todo o império. São Gregório Magno, no final do século VI, relata um milagre associado à divina intercessão de Zenão. Em 588, o Adige transbordou e inundou Verona. A enchente alcançou a Igreja dedicada a São Zenão, mas, milagrosamente, a água não entrou no edifício mesmo estando as portas abertas. A igreja foi doada a Teodelinda, que supostamente testemunhou o milagre, e esposa do rei dos lombardos Autário. Zenão é geralmente representado com itens relacionados à pesca, como peixes e varas de pescar e é o padroeiro dos pescadores. “A tradição local afirma que o bispo gostava de pescar no vizinho Adige”, escreve Alban Butler, “mas é mais provável que originalmente fosse um símbolo de seu sucesso em trazer pessoas para o batismo” #SantodoDia

  • São Zeno de Verona, bispo e mártir – 12 de Abril

    SANTO DO DIA – 12 DE ABRIL – SÃO ZENO DE VERONA Bispo de Verona e Mártir (+371) Oriundo da Mauritânia, são Zenão (ou Zeno) foi bispo de Verona desde 362, em um período no qual começavam a surgir nos desfiladeiros alpinos as tribos germânicas, depois contidas pelas legiões romanas. São Zenão teve de combater não só os bárbaros que, “dando as costas para as gélidas florestas do norte, cruzaram os Alpes para se aquecerem aos raios dourados da alegre Itália” – como escreve o poeta alemão Heine -, mas também os mais temíveis arianos, provenientes do leste, instigadores de graves desordens na Igreja veronesa. Como Agostinho, outro grande contemporâneo africano, também Zenão era hábil retórico, um cinzelador de belas frases e de boa argumentação, das quais se valeu em sua pregação para convencer os últimos pagãos e os novos hereges. Disso dão fé os 16 sermões que nos chegaram, os quais tratam de temas novos, como a mariologia, ou falam de virtudes particulares, como a humildade, a pobreza e a caridade, e temas debatidos, como a doutrina trinitária, que Agostinho desenvolveria ulteriormente com um volumoso tratado. As prédicas do bispo de Verona (fala-se de 93 sermões, em grande parte perdidos) são verdadeiros tratados dogmáticos, morais, cristológicos e bíblicos, escritos em um latim “quente e conciso”, com aquele seu “proceder sentencioso, nos jogos de palavras e imagens, naqueles largos desenvolvimentos oratórios, nos quais a alma do santo transfunde toda a impetuosidade de entusiasmo e da indignação…”, como escreve Guilherme Ederle, durante anos arcipreste da basílica. Era natural que muita gente assistisse a suas prédicas – em particular os neoconvertidos e os próprios pagãos -, atraída por hábil oratória. Pregava bem e sabia acompanhar o ensinamento com o exemplo de caridade, humildade, pobreza e liberalidade com os pobres. Para os veroneses é “são Zenão que ri”; ele é de fato representado sempre sorridente, pois que ‘cum mansuetudine et ilaritate docebat’, ensinava com mansidão e alegria. Era o bom pescador de almas, mas também de peixes, nas margens do Ádige, como aparece em um dos preciosos azulejos do portal da basílica romântica que traz seu nome. SÃO ZENO DE VERONA Apoiando-se sobre uma indicação deixada por São Gregório, o Grande, o martirológio romana dá a Zeno o título de mártir, quando de Galiano. Por outro lado, uma carta de Santo Ambrósio a Siagrios, que foi sucessor de São Zeno na Sé de Verona, falando das altas virtudes do nosso santo, e da bem-aventurada morte que teve, não deixa entrever qualquer traço de que tenha sido martirizado. Zeno tornou-se bispo de Verona em 362, quando Juliano, o Apóstata, reinava. Africano de nascimento e das pagãs superstições. De imensa caridade para com os pobres, consigo mesmo era duma severidade sem par. Paciente, humilde, cheio da verdadeira solicitude pastoral, aplicou-se com afinco para inspirar ao povo de Verona a doçura para com a pobreza. E dizia: – Dando vosso dinheiro aos pobres, amealhais grande tesouro, interesses imensos nos céus. Assim, tirareis um proveito considerável de vossos tesouros sem excitar a inveja. Cuidando da formação dos clérigos para o serviço dos altares, deixou sábias diretrizes às virgens consagradas a Deus e combatei as desordens ocasionadas pelos banquetes, de caridade celebrados por ocasião das festas dos mártires. Depois dum episcopado, tanto vigoroso como prudente, São Zeno de Verona faleceu no ano de 371, indo, no céu, receber a merecida paga pelos excelentes trabalhos que desenvolvera com incansável atividade. O emblema do peixe, que lhe atribuem como característica, é interpretado como um índice da pobreza que sempre decantou, já que era homem reduzido a assegurar a própria subsistência, pescando, como dizem, pescava nas águas do Adigio. Melhor, supomos, seria dizer que fora o símbolo da pesca apostólica, aquela que, com denodo e diligência, realizou na conversão dos pagãos. Um pescador, mas como Pedro, um pescador de homens. Teria São Zeno pelo Adigio alguma grande afeição? Vai, no que segue, apenas um incentivo ao povo de Verona, para que mais, para com o santo, aumentasse de devoção? O rio, em 588, numa enchente, transbordou. E as águas, sempre crescendo, subiram sem cessar, até que passaram a ameaçar uma igreja dedicada a São Zeno, justamente aquela em que lhe repousava o corpo. E as águas, escachoando e ondeando, subindo pelas paredes do templo, quando chegaram às janelas, pararam. E a porta, que estava aberta, ficou vedada às águas, que não entraram igreja a dentro, miraculosamente. Padroeiro de Verona, São Zeno, é festejado em várias datas: 12 de Abril, 8 de Dezembro e 21 de Maio. Wikipedia Vida e historicidade De acordo com um autor veronês chamado Coronato, um notário do século VII, Zenão era nativo do norte da África, da Mauritânia romana (norte de Marrocos e Argélia). Lá, ensinava o cristianismo crianças e as ajudava em suas tarefas escolares. Outra teoria é que Zenão seria um seguidor de Atanásio, o patriarca de Alexandria, que acompanhou o mestre quando ele visitou Verona em 340. Assumindo a segunda teoria, Zenão teria permanecido na cidade e entrado para a vida monástica, vivendo como monge até por volta de 362, quando foi eleito sucessor da sé de Verona depois da morte do bispo Grícino (Gricinus ou Cricinus ou Cricino). Zenão “recebeu uma boa educação clássica” e, como bispo, batizou muitos, converteu outros de volta do arianismo, viveu uma vida de pobreza, treinou padres para a diocese, fundou conventos para mulheres, reformou como se celebrava o banquete do Ágape e proibiu que as missas funerais fossem acompanhadas pelos altos gritos e lamentos dos presentes. Zenão também deixou instruções sobre o batismo de adultos (que ocorria através da imersão completa) e concedeu medalhas aos recém-batizados. Seu episcopado durou cerca de dez anos e a data de sua morte é geralmente creditada como 12 de abril de 371. Zenão é descrito como um confessor da fé nos primeiros martirológios. São Gregório Magno chama-o de mártir em seus “Diálogos”; Santo Ambrósio, um contemporâneo, não, e conta que Zenão teve uma “morte feliz” mesmo sendo um confessor. É possível que ele tenha sido perseguido (mas não executado) durante os reinados de Constâncio II e Juliano, o Apóstata. Há uma entrada no “Martirológio Romano” para o bispo de Verona que foi martirizado pelo imperador romano Galiano em 12 de abril de 371, mas ela é problemática por que o reinado de Galiano terminou em 268. A primeira evidência de sua existência é uma carta escrita por Santo Ambrósio ao bispo Siágrio de Verona na qual ele faz uma referência à santidade de Zenão. Depois, o bispo São Petrônio de Verona (r. 412-429) escreveu sobre as virtudes de Zenão e confirmou a existência de um culto dedicado a São Zenão. Um poema escrito entre 781 e 810, chamado “Versus de Verona”, uma elegia da cidade em verso, afirma que Zenão foi o oitavo bispo de Verona. Obras O estilo dos cerca de noventa Sermões (Sermones) atribuídos a Zenão também tem sido considerados como evidências de suas origens africanas por causa do estilo, uma vez que escritores africanos da época frequentemente se valiam de neologismos e jogos de palavras. A maior parte destes sermões são exegeses do Antigo Testamento e “apresentam definitivamente um elemento antissemita”. Devoção A festa litúrgica de Zenão é celebrada em 12 de abril, mas a diocese de Verona também o celebra em 21 de maio, o dia que suas relíquias foram levadas para lá, em 21 de maio de 807. Segundo a tradição, Zenão construiu a primeira basílica de Verona, situada no local onde hoje está a catedral. A igreja de São Zenão data do início do século IX e foi doada por Carlos Magno e seu filho, Pepino, rei da Itália. Ela foi consagrada em 8 de dezembro de 806 e dois eremitas locais, Benigno e Caro, receberam a missão de transladar as relíquias de Zenão para a nova cripta de mármore. O rei Pepino estava presente assim como os bispos de Cremona e Salzburgo, além de uma enorme multidão. A igreja foi danificada no início do século X pelos magiares, mas as relíquias não foram tocadas. A basílica foi reconstruída, muito aumentada e mais robusta em seguida, uma obra financiada por Otão I, e re-consagrada em 967 numa cerimônia presidida pelo bispo Ratério de Verona. A atual Basílica de São Zenão é uma obra dos séculos XII, XIII e XV principalmente. Ela é bastante conhecida por suas portas de bronze (ca. 1100 – ca. 1200), pelas esculturas da fachada assinadas por Nicolau e um sócio, Guilherme, e pela rosácea (ca. 1200), obra de Brioloto. Lendas e iconografia Mais de trinta igrejas ou capelas foram dedicadas a São Zenão, incluindo a Catedral de Pistoia. Conta uma lenda sobre São Zenão que ele teria sido sequestrado ao nascer e substituído por uma criança trocada demoníaca. Uma história relata que Zenão estava um dia pescando às margens do rio Adige para conseguir alimento (e não se divertir) e viu um camponês atravessando o rio numa carroça puxada por cavalos. Os animais começaram a ficar irritados e Zenão, acreditando ser isto uma obra do diabo, fez o sinal da cruz e os cavalos se acalmaram[1]. São comuns as histórias de Zenão lutando contra o diabo e ele é, por vezes, representado pisoteando um demônio. Outra história relata que ele exorcizou um demônio do corpo da filha do imperador Galiano (embora Zenão provavelmente sequer estivesse vivo durante o reinado dele). O imperador, agradecido, permitiu que Zenão e outros cristãos praticassem sua fé livremente por todo o império. São Gregório Magno, no final do século VI, relata um milagre associado à divina intercessão de Zenão. Em 588, o Adige transbordou e inundou Verona. A enchente alcançou a Igreja dedicada a São Zenão, mas, milagrosamente, a água não entrou no edifício mesmo estando as portas abertas. A igreja foi doada a Teodelinda, que supostamente testemunhou o milagre, e esposa do rei dos lombardos Autário. Zenão é geralmente representado com itens relacionados à pesca, como peixes e varas de pescar e é o padroeiro dos pescadores. “A tradição local afirma que o bispo gostava de pescar no vizinho Adige”, escreve Alban Butler, “mas é mais provável que originalmente fosse um símbolo de seu sucesso em trazer pessoas para o batismo” #SantodoDia

  • 9 coisas que afastam as pessoas da Igreja, segundo um padre desanimado

    de Thoranin Nokyoo, pt.aleteia.org 11 de Abril de 2018 09:27 Um sacerdote fez uma lista das coisas que não funcionam na Igreja; o livro dele virou best-seller na Alemanha “Depois de 30 anos de serviço, deixo minha atividade como pároco e meu serviço ativo na diocese de Münster. Pedi demissão e abandonei o campo que configurou, durante décadas, meus dias, minha vida, minha pessoa”. O padre Thomas Frings foi pároco da cidade de Münster, Alemanha. Agora, decidiu deixar a paróquia e passar um tempo de reflexão em um mosteiro. Está desanimado pelo que considera um “esforço inútil” de uma “pastoral esclerosada e inadequada”. Depois de sua decisão, escreveu o texto Correcciones de ruta! (“Correções de rota!”), que divulgou entre os fiéis, e o livro “Così non posso più fare il parroco”, que esclarece os motivos de sua decisão. O livro está entre os mais vendidos da Alemanha. Padre Thomas faz uma lista de coisas que não funcionam na Igreja alemã, mas que podem se referir a qualquer outra Igreja do mundo. São problemas que afastam as pessoas e enfraquecem a instituição eclesiástica, deixando-a estranha aos olhos de muitas pessoas: 1) O erro de dessacralizar as igrejas O sacerdote acredita que é um grande erro dessacralizar lugares de cultos históricos aos quais as comunidades se sentem vinculadas. “Elas são pontos de referência e lugares de memória, não se pode subvalorizar as igrejas, nem no campo, nem na cidade” – adverte o padre em seu livro. “Por exemplo, na ilha de Mull, na Escócia, há uma aldeia de pescadores encantadora que tem três igrejas. A primeira se transformou em um restaurante, a segunda, em supermercado que vende pizza e papel higiênico. Somente a terceira continua sendo a casa de Deus, embora fique fechada de segunda a sábado”, diz o padre. “Quantas igrejas teremos que dessacralizar para chegar o momento em que as pessoas já não relacionem mais o edifício com a imagem da casa de Deus?”, provoca o sacerdote. 2) Poucas vocações, muita confusão Segundo Thomas Frings, uma das figuras que gera mais desconfiança é a do seminarista. Ser sacerdote parece o mesmo que pertencer a empresa complicada, quase titânica. Seja pelos vínculos tão duros, como o celibato e a promessa de obediência, seja porque não é fácil definir o próprio futuro num contexto em que há falta de sacerdotes e de fé. “Em 1980, comecei a estudar Teologia. Em Münster, éramos 40 seminaristas naquele semestre. Éramos somente a metade em relação a 25 anos atrás. Mas as perspectivas eram boas: 3 postos de capelão em 4 anos, depois pároco. Nas estruturas da época, era algo factível. Quem começa hoje a estudar Teologia, provavelmente já não encontrará esse caminho. Há 30 anos, a estima por esta vocação ainda era muito alta. Não se escolhia ser padre por isso – ao menos normalmente. Mas a perda de consideração certamente não ajuda a estar motivado para isso. (…) Não somos uma empresa. Mas alguém aconselharia um jovem a fazer parte de uma companhia com estas perspectivas e com celibato e promessa de obediência?”, pergunta o padre. 3) Chega de discussões inférteis nos conselhos paroquiais Outro erro que deixa a Igreja pouco atrativa são as discussões que frequentemente se repetem nos órgãos paroquiais. “Que impressão teria um não crente ou uma pessoa de outra religião que participasse das discussões dos conselhos paroquiais, em que são negociados os lugares e horários de nossas celebrações? Quando se negocia meia hora antes ou mais tarde para que dê tempo de fazermos o trabalho no jardim, dormir até mais tarde ou assistir a uma partida de futebol? Quando se falam de costumes e comidas, ao invés de discutir o significado da morte e ressurreição de Jesus? (…) Como podem brotar da Missa a luz e a alegria, esperança e convicção, quando ela já não é tão importante quanto um café da manhã mais tarde ou um jogo entre o Colonia e o Bayern de Munich?”, pergunta-se o padre. 4) Mudar sim, mas sem ferir sentimentos Uma reflexão que o sacerdote alemão repete frequentemente em seu livro é que, hoje, muitos padres não entendem o contexto em que se encontram. Com isso, a distância com os fiéis aumenta. “Às vezes, participo de celebrações litúrgicas e, ao final delas, me pergunto se eu continuaria indo àquela igreja. Ao final da Missa, me sinto verdadeiramente ‘despedido’, no sentido literal da palavra. Às vezes, mesmo como fiel, saio da celebração eucarística e não sei se deveria me sentir zangado, triste ou até afetado. Nem sempre isso depende do celebrante ou da homilia; geralmente depende do quadro em seu conjunto. Se, por exemplo, querem mudar os costumes e tradições, antes de fazer isso é preciso levar em conta a sensibilidade dos fiéis. (…) Um companheiro contou, visivelmente emocionado, que lhe fizeram uma amável advertência depois de sua primeira Missa na paróquia. Um homem se aproximou dele e disse: ‘Padre, em nossa paróquia é preciso distribuir a comunhão mais devagar. Nós levamos muito tempo para comungar’. A advertência e sua formulação diziam muito da atmosfera que reinava na celebração eucarística e na relação existente entre as pessoas da comunidade. Além disso, aquela advertência caiu em um terreno disposto a recebê-la”, esclarece o Padre Thomas. 5) A promessa batismal não cumprida “Prometemos educar nosso filho na fé”. Quem já participou de um batizado conhece esta frase. E muitos já a pronunciaram, de forma mais ou menos consciente. Hoje, a crise da fé, sobretudo entre os mais jovens, deve-se muito à distância das famílias em relação à Igreja, que se recuaram da promessa feita no batismo. “Encontrei-me, certa vez, com um casal que tinha deixado a Igreja e queria batizar o filho somente para que ele pudesse frequentar, depois, uma escola diocesana. Eu não batizei a criança. Mas os pais encontraram outro padre que, talvez, tenha tido outras boas razões para fazer o batismo”, lamenta o padre. O sacerdote pensa que uma solução poderia ser a “introdução de um catecumenato mais longo” para pais, padrinhos e madrinhas dos batizandos. “Seria, provavelmente, um caminho, mas só funcionará se todas as paróquias seguirem-no”. 6) Primeira Comunhão? Um show! Sobre os problemas da cerimônia da Primeira Comunhão, Padre Thomas pega pesado. Hoje, é cada vez mais difícil transmitir às crianças a importância do primeiro “encontro” com o corpo de Cristo. “Reina em todas as partes um grande nervosismo. O salão é arejado, limpo e enfeitado. Os bancos são reservados e o programa com o desenvolvimento da cerimônia é impresso. Várias bandeirinhas são colocadas no caminho da entrada e na fachada da igreja. Depois, chegam eles, os pequenos protagonistas, por quem se gastam tanto tempo e dinheiro. Eles vão vestidos como se fossem a um antigo e prestigioso Gran Hotel, com roupas e adornos de pequenos adultos”, diz um trecho do livro. À luz dessas experiências, o Padre Thomas propõe outro modelo de preparação para a comunhão: em uma hora as crianças receberiam a explicação sobre a celebração eucarística, em outra momento ensaiariam a celebração e, no domingo, elas já participariam da celebração. No final, todos seriam convidados a seguir a catequese como preparação posterior (não anterior, como acontece hoje), em forma de grupos, com reuniões e participação na Eucaristia do domingo. 7) Compreensão e ajuda aos casais O casamento pode ser o momento em que os noivos voltam a encontrar a fé. E para que comecem a viver uma nova vida cristã depois de um período de distanciamento espiritual. Mas os padres, geralmente, não dão aos noivos a oportunidade de conhecer a fundo o valor do que eles vão celebrar. Para fazer isso, é preciso compreender a história dos que vão receber o sacramento. “Um dia, veio até mim um jovem casal que havia redescoberto a fé. Eles me contaram isso e também disseram que os membros de suas famílias poderiam participar do casamento, mas não de uma celebração eucarística. Para o casal, era muito importante que a Comunhão fosse dada a todos, mas seus convidados não saberiam o que fazer com ela. No entanto, eles não queriam renunciar à Eucaristia. Por outro lado, não poderiam excluir o resto da família da celebração. A solução foi simples. O matrimônio foi celebrado com a Liturgia da Palavra e, depois, os recém-casados receberam a comunhão em uma Missa, mais tarde”, exemplificou o autor. 8) Mau exemplo O mau exemplo que os responsáveis pelas instituições dão no que diz respeito ao estilo de vida e à ostentação afasta as pessoas da Igreja. Escreve o Padre Thomas: “antes de administrar o sacramento da confirmação, um bispo quis dialogar em tom amistoso com os confirmandos. Ele pediu para que os crismandos perguntassem tudo o que eles queriam saber sobre um bispo. Ele lhes disse: ‘Sou um de vocês, podem perguntar tudo’. Então, um deles respondeu: ‘Senhor bispo, enquanto o senhor se vestir assim e andar nesse carro com motorista, o senhor não será um de nós’”. 9) Um verdadeiro “centro de serviços” para os fiéis e para os demais “Se eu vejo a igreja como algo que tenho na minha frente, então posso desejar algo dela, exatamente como o cliente em um restaurante, onde ele é rei”, explica o padre alemão. “Pode-se argumentar que, na Igreja, fala-se com amor às pessoas e que elas não podem vir com exigências. Efetivamente, isso não deveria acontecer nunca em relação aos sacramentos, mas entre os dois extremos – o pedido e a exigência – há um caminho longo. E quem se aproxima deveria ser bem-vindo”, conclui Thomas Frings. #desanimado #afastam #Padre #pessoas #Segundo #Igreja #coisas

  • Um pouco da história do cisma do oriente

    Vou abordar os principais motivos que levaram ao primeiro e grande racha na história da igreja, que ficou conhecido como cisma do oriente. Em 1054 o mundo cristão viu sua primeira cisão de grandes proporções, o cisma que dividiu as igrejas do ocidente (Roma) e do oriente (Constantinopla).  Mas porque isso aconteceu? As raízes da separação remontam séculos antes do fato em si, envolve muitos personagens, lugares, culturas e nervos a flor da pele. De uma maneira bem simples, vou tentar mostrar alguns motivos que culminaram na fatídica separação. 1º motivo – Distância geográfica e diferenças culturais. Ao decidir mudar a capital do império de Roma para Bizâncio no século IV, o imperador Constantino estabeleceu os dados que levariam a um desequilíbrio de poder que progressivamente afastaria as duas cidades. A estratégia política foi perfeita, Constantinopla permaneceu de pé por mil anos após a queda Roma, mas o afastamento entre as Sé de Roma e Constantinopla foi duro. O ocidente falava latim, o oriente o grego, e cada vez mais os orientais, devido a importância política de Constantinopla, passavam a olhar com desprezo os latinos. 2° motivo – A controvérsia iconoclasta No século VIII, o Imperador Leão III Isáurico deu início a uma campanha iconoclasta. Primeiro através de meios pacíficos e depois por meios violentos. O Imperador tenta coibir o culto às imagens. Em todo lugar, ele ordena a destruição de toda imagem tridimensional que retrate Jesus, os apóstolos ou os santos, o que gerou muita insatisfação entre o povo e o ocidente.Somente no sétimo concílio ecumênico em Niceia no ano de 787 que as coisas se resolveriam. Mas o estrago já estava feito, a relação entre Roma e Constantinopla ia deteriorando lentamente. 3º Motivo – Fócio Fócio se tornou patriarca de Constantinopla após a renúncia, um tanto obscura de Inácio, por volta de 858. Fócio procurou então aproximar-se do Papa Nicolau I, porém o papa não se deixou influenciar, desconfiado da repentina renúncia de Inácio, não reconheceu Fócio como Patriarca. Após descobrir toda a intriga e traição que Fócio tinha armado, o papa Nicolau I reuniu um sínodo e depôs Fócio do cargo e restitui Inácio como patriarca. 4º motivo – A cláusula Filioque Fócio reune um concíclio em 867 e faz várias acusações ao bispo de Roma, entre elas o uso do ‘Filioque’. Filioque é uma expressão latina que significa “e do Filho” e representa a doutrina que afirma a procedência do Espírito Santo do Pai «e do Filho». Fócio acusava os latino de alterarem o credo de Constantinopla de 381, que não trazia a palavra. Mas fato é, ela era amplamente usada há muito tempo, e foi ratificada por outros concílios e usado por vários teólogos cristãos. Parecia que Fócio procurava apenas motivos para encrenca, talvez pelo crescente ressentimento com Roma, aumentado ainda mais quando missionários romanos na Bulgária passaram a ensinar o credo com o termo polêmico, era como se Roma cravasse sua bandeira em território Bizantino. 5º – Miguel Cerulário e a causa final Em 1043, Miguel Cerulário torna-se Patriarca de Constantinopla. Em 1052 decide acabar com as igrejas e mosteiros latinos de Constantinopla. Os templos são fechados e os monges que não aderem ao rito grego são expulsos. Cerulário fez uma série de ataques a Roma, o que levou ao papa enviar uma resposta. O Papa Leão IX (1049-1054) ordenou ao Cardeal Humberto que respondesse a cada um dos pontos levantados por Cerulário. Após encontros entre os enviados do papa e bispos orientais, as negociações de entendimento terminaram frustradas, então os legados papais tomam uma grave resolução em 16 de julho de 1054, diante de grande multidão de clero e povo reunidos na basílica de Santa Sofia, depositam sobre o altar uma sentença de excomunhão contra o Patriarca de Constantinopla. Em resposta, Miguel Cerulário pronunciou anátemas contra os latinos, particularmente contra os legados papais. O resto é história. O mundo cristão nunca mais seria o mesmo. Ramon Serrano O Caminho

  • Santa Gemma Galgani, “Só tenho medo de magoar Jesus!” – 11 de Abril

    SANTO DO DIA – 11 DE ABRIL – SANTA GEMMA GALGANI Virgem (1878-1903) Quando Jesus entra no coração de uma pessoa, o amor que inflama é tão grande que a transborda e supera. Esse foi o sentido da vida de Santa Gemma Galgani, uma jovem italiana a quem Cristo concedeu os estigmas e passou por vários sofrimentos corporais. Suas grandes forças foram uma espiritualidade profunda, o grande amor que sentia pelos pecadores e os corações de Jesus e Maria. Gemma Galgani nasceu em Camigliano, na Toscana, no dia 12 de Março de 1878. O pai, farmacêutico, e a mãe tiveram oito filhos, aos quais educaram religiosamente, de início no próprio lar, depois, deixando a cidade, nas escolas de Luca. Gemma, aos dois anos, estava já semi-interna na instituição Vallini. Disse ela, um dia, a mestra: – Jamais a vi chorar ou questionar. Embora de temperamento ardente, conservava-se imperturbável diante dos elogios e das repreensões. Aos cinco anos, a menina já lia, correntemente, o ofício da santa Virgem, com incomum penetração e a mais viva piedade. E não era para menos, uma vez que a mãe, a Senhora Galgani, sabia levar os filhos pelo caminho do amor, da doçura, da contemplação do mistério da Cruz – e, mais ainda, acenava-lhes com as delícias que se gozara, depois desta vida, no céu. Aquela piedosa mulher, levada pela tuberculose, faleceu quando Gemma entrava nos oito anos. Aos dezessete anos, a jovem deixava a instituição e se dava aos cuidados da casa, à educação dos irmãos. O amor pelos pobres, manifestado em Gemma desde os primeiros tempos, deu de se expandir, agora que tinha o governo da casa. E a dispensa, constantemente, era visitada e saqueada. Um dia, tal os desvelos da jovem para com a pobreza, o pai, chamando-a, fez-lhe ver que, a caminhar naquele passo, arruiná-lo-ia. Gemma levava intensa vida interior. Jesus lhe aparecia, mas nunca aos olhos do corpo. Disse-lhe, de uma feita: – Minha filha, eu sempre avivarei em ti o desejo do céu, mas deverás suportar a vida com paciência. A paciência, em verdade, havia de ser mesmo muito necessária à jovem dona de casa: vítima de dolorosíssima doença nos ossos do pé, logo, totalmente, arcaria com todas as responsabilidades da família. O Senhor Galgani faleceu em 1897. Os Galgani jaziam arruinados. Que fazer? Gemma optou pela dispersão dos irmãos, enviando-os para a casa dos tios e tias. O mal de Pott principiava a acometê-la. Depois de longos meses de martírio heroicamente suportado, foi miraculosamente curada por São Gabriel de Addolarata, que lhe apareceu. Sentindo-se chamada para a vida religiosa, hesitou: demandaria as irmãs de São Camilo, as passionistas ou as visitandinas? Depois de muito pensar, resolveu-se pela ordem da Visitação. Uma decepção, porém, esperava-a: o arcebispo, achando-a demasiadamente delicada, de saúde um tanto precária, interdisse à superiora recebê-la. Como para dar à esposa amada uma compensação, Jesus lhe disse: – Aprende a sofrer, porque o sofrimento ensina a amar. A 8 de Junho de 1899, vigília da festa do Sagrado Coração, o divino Mestre dignou-se conferir-lhe os estigmas. Então, regularmente, de quinta-feira, pela tarde, até sexta-feira às quinze horas, as cinco chagas, abrindo-se, sangravam abundantemente. Gemma suou sangue e sentiu os suplícios da coroação de espinhos por mais de dezoito meses. E os assaltos que sofreu por parte do demônio foram indescritíveis. Em 1902, Gemma adoeceu gravemente. E Jesus, dizendo-lhe que em breve ganharia o céu, advertiu-a de que havia de passar por sofrimentos inomináveis, para expiar pecados cometidos por maus sacerdotes. A jovem a tudo suportou com indizível paciência. E, no dia 11 de Abril de 1903, sábado de aleluia, expirou: principiava-lhe a definitiva vida de união a Deus e de intercessão pelos homens, contando tão somente vinte e cinco anos de idade. Pio XI beatificou-a. Pio XII canonizou-a a 2 de Maio de 1940. “Só tenho medo de magoar Jesus!” Neste mundo, nosso único medo deve ser o de ofender a Cristo e, assim, perder a amizade dAquele que não poupou seu próprio Sangue para a remissão dos nossos pecados. A vida dos santos impressiona, sobretudo, pelas intervenções extraordinárias de Deus em sua rotina ordinária. Capítulos particularmente incríveis de suas biografias são as lutas físicas que alguns deles, como o Padre Pio de Pietrelcina e o Cura de Ars, travavam com o demônio. Muitos desses combates foram descritos com ricos detalhes por pessoas que conviveram todos os dias com estes santos. Trata-se de casos especialíssimos de “obsessão demoníaca”. Importa saber que o demônio “anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar” (1 Pd 5, 8). Ele não poupa esforços para fazer perder as almas que Cristo conquistou com o Seu sangue. Por isso, as lutas com o mal não são exclusividade dos grandes santos, mas uma realidade vivenciada todos os dias pelo cristão comum. O católico deve acordar todos os dias tomando consciência de que, para além dos trabalhos e penas do dia a dia, há um combate espiritual sendo travado diante de si, o qual só pode ser vencido com o auxílio de Deus e de Seus santos anjos. Certas almas, porém, recebem do Senhor uma missão ainda mais nobre que a dos demais batizados. Elas são chamadas a unir-se mais perfeitamente a Cristo sofredor e a oferecerem-se de modo total como vítimas pelos pecados da humanidade. As suas vidas de santidade e de oração perturbam profundamente Satanás, que quer fazer de tudo para precipitar o ser humano ao inferno. A jovem Gemma Galgani, nascida no povoado próximo à cidade de Lucca, na Itália, era uma dessas almas que deixavam inquieto o inimigo de Deus. Contemporânea de Santa Teresinha do Menino Jesus, Gemma cresceu habituada à experiência da morte. Sua mãe, Aurélia, faleceu cedo, vítima de tuberculose. Seu irmão, Eugênio, que decidira entrar no seminário, também foi acometido pela doença, tendo morrido antes de ser ordenado sacerdote. Experiências tão próximas fizeram com que Gemma se desapegasse desde cedo deste mundo. Questionada, certa vez, se tinha medo da morte, ela respondeu: “Claro que não… já estou desapegada de tudo” . Órfã de pai e de mãe aos 19 anos, Gemma vai morar com uma piedosa senhora: Cecília Giannini. Ela acolhe a pequena gema de Deus como uma filha e é em sua casa que vão acontecer experiências extraordinárias: às quintas e sextas-feiras, recolhida em seu quarto, em oração, Gemma recebe os estigmas de nosso Senhor. A jovem amante de Cristo, com o olhar detido em um ponto fixo do alto, sangra abundantemente em várias partes do corpo. No momento da oração, está totalmente alheia às coisas terrenas. Em êxtase, ela perde todos os seus sentidos, permanece imóvel, totalmente absorta nas coisas celestes. Mas, ao mesmo tempo em que é constantemente agraciada com as consolações de Deus, a santa recebe com frequência a visita indesejada do diabo. Conta-se que, certa vez, o seu diretor espiritual, padre Germano, encontrou-a acamada, por conta dos incessantes ataques do demônio, que a debilitavam. Durante a noite, o sacerdote permaneceu com ela, rezando o breviário no canto do quarto. De repente, um enorme gato preto, de aspecto horrível, se joga aos pés do sacerdote. Ele dá uma volta pelo quarto, dando miados infernais. Subitamente, o gato salta sobre o leito de Gemma, ficando muito próximo de seu rosto e fixando nela um olhar feroz. Padre Germano fica visivelmente assustado, mas sua filha espiritual permanece calma: está acostumada às artimanhas do maligno. “Não tenha medo, padre! É o velhaco do demônio que me quer molestar. Não tema. Ao senhor não fará mal algum”, diz a jovem, tentando tranquilizar o sacerdote. Ele, então, levanta-se, ainda com a mão trêmula, e borrifa água benta sobre o gatão, que desaparece, como que por encanto. “Como é possível permanecer tão tranquila?”, pergunta o padre a Gemma, ao que ela responde: “Só tenho medo… de magoar Jesus!” Estes episódios arrepiantes da vida dos santos servem para todos os cristãos de lição: neste mundo, o seu único medo deve ser o de ofender a Cristo e, assim, perder a amizade d’Aquele que não poupou Seu próprio Sangue para a remissão dos nossos pecados. Que Santa Gemma Galgani rogue por nós junto a Deus. Conheça mais sobre Santa Gemma Galgani Ao nascer, em 12 de março de 1878, na pequena Camigliano, perto de Luca, na Itália, Gema recebeu esse nome, que em italiano significa joia, por ser a primeira menina dos cinco filhos do casal Galgani, que foi abençoado com um total de oito filhos. A família, muito rica e nobre, era também profundamente religiosa, passando os preceitos do cristianismo aos filhos desde a tenra idade. Gema Galgani teve uma infância feliz, cercada de atenção pela mãe, que lhe ensinava as orações e o catecismo com alegria, incutindo o amor a Jesus na pequena. Ela aprendeu tão bem que não se cansava de recitá-las e pedia constantemente à mãe que lhe contasse as histórias da vida de Jesus. Mas essa felicidade caseira terminou aos sete anos. Sua mãe morreu precocemente e sua ausência também logo causou o falecimento do pai. Órfã, caiu doente e só suplantou a grave enfermidade graças ao abrigo encontrado no seio de uma família de Luca, também muito católica, que a adotou e cuidou de sua formação. Conta-se que Gema, com a tragédia da perda dos pais, apegou-se ainda mais à religião. Recebeu a primeira Eucaristia antes mesmo do tempo marcado para as outras meninas e levava tão a sério os conceitos de caridade que dividia a própria merenda com os pobres. Demonstrava, sempre, vontade de tornar-se freira e tentou fazê-lo logo depois que Nossa Senhora lhe apareceu em sonho. Pediu a entrada no convento da Ordem das Passionistas de Corneto, mas a resposta foi negativa. Muito triste com a recusa, fez para si mesma os juramentos do serviço religioso, os votos de castidade e caridade, e fatos prodigiosos começaram a ocorrer em sua vida. Quando rezava, Gema era constantemente vista rodeada de uma luz divina. Conversava com anjos e recebia a visita de são Gabriel, de Nossa Senhora das Dores passionista, como ela desejara ser. Logo lhe apareceram no corpo os estigmas de Cristo, que lhe trouxeram terríveis sofrimentos. Entretanto, fisicamente fraca, os estigmas e as penitências que se auto-infligia acabaram por consumir sua vida. Gema Galgani morreu muito doente, aos vinte e cinco anos, no Sábado Santo, dia 11 de abril de 1903. Imediatamente, começou a devoção e veneração à ‘Virgem de Luca’, como passou a ser conhecida. Estão registradas muitas graças operadas com a intercessão de Gema Galgani, que foi canonizada em 1940 pelo papa Pio XII, que a declarou modelo para a juventude da Igreja, autorizando sua festa litúrgica para o dia de sua morte. #SantodoDia

  • Santa Gemma Galgani, “Só tenho medo de magoar Jesus!” – 11 de Abril

    SANTO DO DIA – 11 DE ABRIL – SANTA GEMMA GALGANI Virgem (1878-1903) Quando Jesus entra no coração de uma pessoa, o amor que inflama é tão grande que a transborda e supera. Esse foi o sentido da vida de Santa Gemma Galgani, uma jovem italiana a quem Cristo concedeu os estigmas e passou por vários sofrimentos corporais. Suas grandes forças foram uma espiritualidade profunda, o grande amor que sentia pelos pecadores e os corações de Jesus e Maria. Gemma Galgani nasceu em Camigliano, na Toscana, no dia 12 de Março de 1878. O pai, farmacêutico, e a mãe tiveram oito filhos, aos quais educaram religiosamente, de início no próprio lar, depois, deixando a cidade, nas escolas de Luca. Gemma, aos dois anos, estava já semi-interna na instituição Vallini. Disse ela, um dia, a mestra: – Jamais a vi chorar ou questionar. Embora de temperamento ardente, conservava-se imperturbável diante dos elogios e das repreensões. Aos cinco anos, a menina já lia, correntemente, o ofício da santa Virgem, com incomum penetração e a mais viva piedade. E não era para menos, uma vez que a mãe, a Senhora Galgani, sabia levar os filhos pelo caminho do amor, da doçura, da contemplação do mistério da Cruz – e, mais ainda, acenava-lhes com as delícias que se gozara, depois desta vida, no céu. Aquela piedosa mulher, levada pela tuberculose, faleceu quando Gemma entrava nos oito anos. Aos dezessete anos, a jovem deixava a instituição e se dava aos cuidados da casa, à educação dos irmãos. O amor pelos pobres, manifestado em Gemma desde os primeiros tempos, deu de se expandir, agora que tinha o governo da casa. E a dispensa, constantemente, era visitada e saqueada. Um dia, tal os desvelos da jovem para com a pobreza, o pai, chamando-a, fez-lhe ver que, a caminhar naquele passo, arruiná-lo-ia. Gemma levava intensa vida interior. Jesus lhe aparecia, mas nunca aos olhos do corpo. Disse-lhe, de uma feita: – Minha filha, eu sempre avivarei em ti o desejo do céu, mas deverás suportar a vida com paciência. A paciência, em verdade, havia de ser mesmo muito necessária à jovem dona de casa: vítima de dolorosíssima doença nos ossos do pé, logo, totalmente, arcaria com todas as responsabilidades da família. O Senhor Galgani faleceu em 1897. Os Galgani jaziam arruinados. Que fazer? Gemma optou pela dispersão dos irmãos, enviando-os para a casa dos tios e tias. O mal de Pott principiava a acometê-la. Depois de longos meses de martírio heroicamente suportado, foi miraculosamente curada por São Gabriel de Addolarata, que lhe apareceu. Sentindo-se chamada para a vida religiosa, hesitou: demandaria as irmãs de São Camilo, as passionistas ou as visitandinas? Depois de muito pensar, resolveu-se pela ordem da Visitação. Uma decepção, porém, esperava-a: o arcebispo, achando-a demasiadamente delicada, de saúde um tanto precária, interdisse à superiora recebê-la. Como para dar à esposa amada uma compensação, Jesus lhe disse: – Aprende a sofrer, porque o sofrimento ensina a amar. A 8 de Junho de 1899, vigília da festa do Sagrado Coração, o divino Mestre dignou-se conferir-lhe os estigmas. Então, regularmente, de quinta-feira, pela tarde, até sexta-feira às quinze horas, as cinco chagas, abrindo-se, sangravam abundantemente. Gemma suou sangue e sentiu os suplícios da coroação de espinhos por mais de dezoito meses. E os assaltos que sofreu por parte do demônio foram indescritíveis. Em 1902, Gemma adoeceu gravemente. E Jesus, dizendo-lhe que em breve ganharia o céu, advertiu-a de que havia de passar por sofrimentos inomináveis, para expiar pecados cometidos por maus sacerdotes. A jovem a tudo suportou com indizível paciência. E, no dia 11 de Abril de 1903, sábado de aleluia, expirou: principiava-lhe a definitiva vida de união a Deus e de intercessão pelos homens, contando tão somente vinte e cinco anos de idade. Pio XI beatificou-a. Pio XII canonizou-a a 2 de Maio de 1940. “Só tenho medo de magoar Jesus!” Neste mundo, nosso único medo deve ser o de ofender a Cristo e, assim, perder a amizade dAquele que não poupou seu próprio Sangue para a remissão dos nossos pecados. A vida dos santos impressiona, sobretudo, pelas intervenções extraordinárias de Deus em sua rotina ordinária. Capítulos particularmente incríveis de suas biografias são as lutas físicas que alguns deles, como o Padre Pio de Pietrelcina e o Cura de Ars, travavam com o demônio. Muitos desses combates foram descritos com ricos detalhes por pessoas que conviveram todos os dias com estes santos. Trata-se de casos especialíssimos de “obsessão demoníaca”. Importa saber que o demônio “anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar” (1 Pd 5, 8). Ele não poupa esforços para fazer perder as almas que Cristo conquistou com o Seu sangue. Por isso, as lutas com o mal não são exclusividade dos grandes santos, mas uma realidade vivenciada todos os dias pelo cristão comum. O católico deve acordar todos os dias tomando consciência de que, para além dos trabalhos e penas do dia a dia, há um combate espiritual sendo travado diante de si, o qual só pode ser vencido com o auxílio de Deus e de Seus santos anjos. Certas almas, porém, recebem do Senhor uma missão ainda mais nobre que a dos demais batizados. Elas são chamadas a unir-se mais perfeitamente a Cristo sofredor e a oferecerem-se de modo total como vítimas pelos pecados da humanidade. As suas vidas de santidade e de oração perturbam profundamente Satanás, que quer fazer de tudo para precipitar o ser humano ao inferno. A jovem Gemma Galgani, nascida no povoado próximo à cidade de Lucca, na Itália, era uma dessas almas que deixavam inquieto o inimigo de Deus. Contemporânea de Santa Teresinha do Menino Jesus, Gemma cresceu habituada à experiência da morte. Sua mãe, Aurélia, faleceu cedo, vítima de tuberculose. Seu irmão, Eugênio, que decidira entrar no seminário, também foi acometido pela doença, tendo morrido antes de ser ordenado sacerdote. Experiências tão próximas fizeram com que Gemma se desapegasse desde cedo deste mundo. Questionada, certa vez, se tinha medo da morte, ela respondeu: “Claro que não… já estou desapegada de tudo” . Órfã de pai e de mãe aos 19 anos, Gemma vai morar com uma piedosa senhora: Cecília Giannini. Ela acolhe a pequena gema de Deus como uma filha e é em sua casa que vão acontecer experiências extraordinárias: às quintas e sextas-feiras, recolhida em seu quarto, em oração, Gemma recebe os estigmas de nosso Senhor. A jovem amante de Cristo, com o olhar detido em um ponto fixo do alto, sangra abundantemente em várias partes do corpo. No momento da oração, está totalmente alheia às coisas terrenas. Em êxtase, ela perde todos os seus sentidos, permanece imóvel, totalmente absorta nas coisas celestes. Mas, ao mesmo tempo em que é constantemente agraciada com as consolações de Deus, a santa recebe com frequência a visita indesejada do diabo. Conta-se que, certa vez, o seu diretor espiritual, padre Germano, encontrou-a acamada, por conta dos incessantes ataques do demônio, que a debilitavam. Durante a noite, o sacerdote permaneceu com ela, rezando o breviário no canto do quarto. De repente, um enorme gato preto, de aspecto horrível, se joga aos pés do sacerdote. Ele dá uma volta pelo quarto, dando miados infernais. Subitamente, o gato salta sobre o leito de Gemma, ficando muito próximo de seu rosto e fixando nela um olhar feroz. Padre Germano fica visivelmente assustado, mas sua filha espiritual permanece calma: está acostumada às artimanhas do maligno. “Não tenha medo, padre! É o velhaco do demônio que me quer molestar. Não tema. Ao senhor não fará mal algum”, diz a jovem, tentando tranquilizar o sacerdote. Ele, então, levanta-se, ainda com a mão trêmula, e borrifa água benta sobre o gatão, que desaparece, como que por encanto. “Como é possível permanecer tão tranquila?”, pergunta o padre a Gemma, ao que ela responde: “Só tenho medo… de magoar Jesus!” Estes episódios arrepiantes da vida dos santos servem para todos os cristãos de lição: neste mundo, o seu único medo deve ser o de ofender a Cristo e, assim, perder a amizade d’Aquele que não poupou Seu próprio Sangue para a remissão dos nossos pecados. Que Santa Gemma Galgani rogue por nós junto a Deus. Conheça mais sobre Santa Gemma Galgani Ao nascer, em 12 de março de 1878, na pequena Camigliano, perto de Luca, na Itália, Gema recebeu esse nome, que em italiano significa joia, por ser a primeira menina dos cinco filhos do casal Galgani, que foi abençoado com um total de oito filhos. A família, muito rica e nobre, era também profundamente religiosa, passando os preceitos do cristianismo aos filhos desde a tenra idade. Gema Galgani teve uma infância feliz, cercada de atenção pela mãe, que lhe ensinava as orações e o catecismo com alegria, incutindo o amor a Jesus na pequena. Ela aprendeu tão bem que não se cansava de recitá-las e pedia constantemente à mãe que lhe contasse as histórias da vida de Jesus. Mas essa felicidade caseira terminou aos sete anos. Sua mãe morreu precocemente e sua ausência também logo causou o falecimento do pai. Órfã, caiu doente e só suplantou a grave enfermidade graças ao abrigo encontrado no seio de uma família de Luca, também muito católica, que a adotou e cuidou de sua formação. Conta-se que Gema, com a tragédia da perda dos pais, apegou-se ainda mais à religião. Recebeu a primeira Eucaristia antes mesmo do tempo marcado para as outras meninas e levava tão a sério os conceitos de caridade que dividia a própria merenda com os pobres. Demonstrava, sempre, vontade de tornar-se freira e tentou fazê-lo logo depois que Nossa Senhora lhe apareceu em sonho. Pediu a entrada no convento da Ordem das Passionistas de Corneto, mas a resposta foi negativa. Muito triste com a recusa, fez para si mesma os juramentos do serviço religioso, os votos de castidade e caridade, e fatos prodigiosos começaram a ocorrer em sua vida. Quando rezava, Gema era constantemente vista rodeada de uma luz divina. Conversava com anjos e recebia a visita de são Gabriel, de Nossa Senhora das Dores passionista, como ela desejara ser. Logo lhe apareceram no corpo os estigmas de Cristo, que lhe trouxeram terríveis sofrimentos. Entretanto, fisicamente fraca, os estigmas e as penitências que se auto-infligia acabaram por consumir sua vida. Gema Galgani morreu muito doente, aos vinte e cinco anos, no Sábado Santo, dia 11 de abril de 1903. Imediatamente, começou a devoção e veneração à ‘Virgem de Luca’, como passou a ser conhecida. Estão registradas muitas graças operadas com a intercessão de Gema Galgani, que foi canonizada em 1940 pelo papa Pio XII, que a declarou modelo para a juventude da Igreja, autorizando sua festa litúrgica para o dia de sua morte. #SantodoDia

  • A DEVASTAÇÃO PROTESTANTE NA INGLATERRA:

    Como a devoção a Nossa Senhora era muito forte na Inglaterra, o Rosário certamente teria de ser reprimido. Há a história da policia litúrgica de Elisabete que, ao visitar a igreja de uma vila, deparou-se com uma senhora rezando o Rosário. Um dos caçadores de “superstição” agarrou o rosário e o quebrou, empurrando para fora a senhora, que reclamava. Os moradores reuniram-se em volta do agressor, o atacaram e, possivelmente, o mataram. Incidentes como esse ocorreram esporadicamente por toda a Inglaterra, mas o povo católico não conseguiu conter as autoridades por muito tempo. A Reforma inglesa arruinou as guildas. Henrique Vlll confiscou seus fundos e Elisabete decretou estatutos com o intuito de prejudicá-las. Em 1547, durante o reinado de Eduardo VI, filho de Henrique, que subira ao trono com 9 anos, Thomas Cranmer, o arcebispo apóstata, e seus associados protestantes tomaram medidas para estabelecer o protestantismo na Inglaterra com mais firmeza do que Henrique havia permitido, e um dos seus alvos era as guildas. Estima-se que, entre 1530 e 1540, milhares de guildas foram reprimidas e tiveram seus recursos, incluindo a terra (caso a tivessem), confiscados. O efeito desmoralizante da perda das suas irmandades queridas e organizações profissionais foi devastador para os associados da época. A longo prazo, o desaparecimento dessas associações resultou na inexistência de organizações que atendessem aos pedidos dos trabalhadores explorados e atenuassem o sofrimento de suas vidas miseráveis, no início da Revolução Industrial do século XVIII. As guildas não foram os únicos alvos escolhidos para arrecadar os fundos que Henrique Vlll necessitava em parte para subornar apoiadores para sua nova igreja. Os mosteiros deveriam ser “visitados” para se ter certeza de que não eram corruptos. Caso o fossem, deveriam ser reprimidos, a fim de manter a pureza da vida religiosa, é claro. O cardeal Wolsey já havia “dissolvido” por volta de 29 estabelecimentos religiosos, em 1520. Em 1535, foi Thomas Cromwell, vigário de Henrique, que intensificou e completou o roubo e a destruição da vida monástica inglesa. Os mosteiros estavam corrompidos? Certamente havia alguma corrupção moral em alguns deles, como houve em todas as épocas da História, mas se poderia lidar com isso facilmente por meio de uma análise caso a caso. Outras visitas durante o mesmo período, por autoridades locais, também foram muito destrutivas. Contudo, o objetivo de Henrique e de seus súditos não era acabar com a verdadeira corrupção; se assim fosse, eles esperariam encontrá-la nas casas religiosas maiores e mais ricas, em vez das menores e mais pobres. As maiores, no entanto, gozavam de maior influência politica, e Cromwell estava relutante em atacá-las primeiro. Os “visitantes” envia dos por Henrique e Cromwell, em 1535, se dirigiram para as cerca de quatrocentas pequenas casas religiosas conhecidas como ”mosteiros lesser”. Esses visitantes faziam um escân dalo ao procurar por corrupção moral (encontrando poucas confissões; as quais eram obtidas, em grande parte, sob pres são) e tentavam persuadir os jovens religiosos a abandonar suas vocações. Ao mesmo tempo, pregadores eram enviados, em uma campanha de propaganda, para atacar e depreciar a vida monástica. Em fevereiro de 1536, o parlamento dissolveu os mosteiros restantes. A poucos foi permitida a sobrevivência e, surpreendentemente, os internos os mesmos monges e freiras cujas reputações haviam sido difamadas eram, agora, declarados religiosos exemplares. (O ato do parlamento também especificou que os habitantes dos mosteiros maiores estavam imunes à repressão. O falso objetivo de combater a corrupção moral logo desapareceu.) As casas menores foram saqueadas e seus fundos e terras tomados para a coroa; Henrique ficou contente, mas não estava satisfeito. Ainda restavam os mosteiros maiores e mais ricos. A revolta no norte da Inglaterra na peregrinação da Graça, em outubro de 1536, motivada parcialmente pelo desejo de salvar os mosteiros restantes e também preservar a fé na Inglaterra, adiou os planos de Henrique, mas não por muito tempo. Logo, os bens e as terras de todos os mosteiros estavam em suas mãos; e ele usava a terra como suborno para sua corte, comerciantes, advogados e outros. Além da perda espiritual da Inglaterra -em pregação, ensino e oração (sem mencionar a heresia, a supressão do Santo Sacrifício e a perda das almas) -, o que dizer das escolas, dos hospitais, dos orfanatos, das hospedarias, das casas para viúvas e de outros serviços que os mosteiros prestavam? O escritor protestante William Cobbett, no século XIX, declarou que a dissolução dos mosteiros teve o efeito de causar não apenas a pobreza, mas fazer da “miséria” uma condição permanente das classes baixas inglesas. A educação universitária também sofreu, já que os estudantes pobres não mais recebiam o apoio oferecido pelos monges. A distância entre as classes alta e baixa aumentou. Os camponeses foram levados à miséria pela perda das terras dos mosteiros, onde tinham permissão para cultivar e pastar os animais. Nas cidades, o clero secular também se envolveu no en· sino e em outros serviços para os pobres, serviços estes pagos pelo dizimo que recolhiam -aquele dizimo que foi tão criticado pelos pretensos “reformistas.” Como observa Euan Cameron, um estudioso e professor protestante, em seu excelente livro de 1991, The European Reformation: “Se o clero secular de Londres tivesse desistido do seu dizimo e vivido de caridade (como encorajavam alguns freis carmelitas em 1460), muitas atividades valiosas, incluindo a educação e assistência aos pobres, seriam prejudicadas”. O resultado foi o triunfo do protestantismo na Inglaterra e a aceitação da sua propaganda no lugar da ultrapassada fé católica e seus costumes. Para citar Duffy uma vez mais, ” no final de 1570, seja qual fosse a tendência natural e a nostalgia dos idosos, uma geração crescia educada com a ideia de que o papa era o anticristo e a missa era uma palhaçada. Uma geração que; não valorizava o passado católico como seu próprio passado. mas valorizava outro país, outro mundo. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Igreja #HistóriadaInquisição

  • A IGREJA DO DEUS VIVO: O SACRAMENTO DA UNIDADE E DA CARIDADE (São Fulgêncio, bispo de Ruspe)

    A edificação espiritual do corpo de Cristo realiza-se na caridade, segundo as palavras de São Pedro: Como pedras vivas, formai um edifício espiritual, um sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo (1Pd 2,5). Esta edificação espiritual atinge sua maior eficácia no momento em que o próprio Corpo do Senhor, que é a Igreja, no sacramento do pão e do cálice, oferece o corpo e o sangue de Cristo: o cálice que bebemos é a comunhão com o sangue de Cristo; e o pão que partimos, é a comunhão com o corpo de Cristo. Porque há um só pão, nós todos participamos desse único pão (cf. 1Cor 10,16-17). Por isso pedimos que a mesma graça que faz da Igreja o Corpo de Cristo, faça com que todos os membros, unidos pelos laços da caridade, perseverem firmemente na unidade do corpo. E com razão suplicamos que isto se realize em nós pelo dom daquele Espírito que é ao mesmo tempo o Espírito do Pai e do Filho; porque sendo a Santíssima Trindade, na unidade de natureza, igualdade e amor, o único e verdadeiro Deus, é unânime a ação das três Pessoas divinas na obra santificadora daqueles que adota como filhos. Eis por que está escrito: O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5,5). O Espírito Santo, que é unidade do Pai e do Filho, realiza agora naqueles a quem concedeu a graça da adoção divina, transformação idêntica à que realizou naqueles que receberam o mesmo Espírito, conforme lemos no livro dos Atos dos Apóstolos: A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma (At 4,32). Quem fez dessa multidão dos que creram em Deus um só coração e uma só alma, foi aquele Espírito que é unidade do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é um só Deus. Por isso, o Apóstolo exorta a conservarmos com toda a solicitude esta unidade do espírito no vínculo da paz, quando diz aos efésios: Eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: com toda a humildade e mansidão, suportando-vos uns aos outros com paciência, no amor. Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz. Há um só Corpo e um só Espírito (Ef 3,1-4). Deus, com efeito, enquanto conserva na Igreja o amor que ela recebeu pelo Espírito Santo, transforma-a num sacrifício agradável a seus olhos. De modo, que, recebendo continuamente esse dom da caridade espiritual, a Igreja possa sempre se apresentar como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. (Dos “Livros a Monimo”, de São Fulgêncio, bispo de Ruspe – Lib. 2,11-12: CCL 91,46-48 – Séc. VI). #Igreja

  • HINO PASCAL (Atribuído a Santo Ambrósio)

    Faz aurora rubro o céu, Há no ar louvores em prece, Todo mundo o mundo rejubila, Só o inferno se enfurece. Pois o forte Rei liberta Da infernal e vil caverna Os antigos Patriarcas E lhes dá a luz eterna Do sepulcro bem guardado Triunfou sublime e forte, E na mesma sepultura Sepultou a própria morte. Chega já de morte e lágrimas Chega já de dor pungente: O Senhor ressuscitou, Clama o anjo refulgente. Sede, ó Cristo, para as almas Gozo e jubilo pascal, E os que nascem para a vida Libertai de todo o mal. Glória ao Pai e glória ao Filho, Que da morte é vencedor, E ao Espírito Paráclito Honra, glória e louvor. (“Hino Pascal que os antigos atribuíram a Santo Ambrósio, embora a crítica moderna rejeite essa autoria, tendo porém mais de 1600 anos. Canta o mistério em que Cristo, depois da sua morte, penetrou na feia caverna infernal, com cuja vista todo o inferno estremeceu e temeu, para libertar dali as almas dos antigos Patriarcas que esperavam a Redenção.” (Padre Zé). Tradução PZA, Páscoa de 2018). #Cristologia #Igreja

  • EM TUDO, SEJA JESUS (Autor Anônimo)

    Jesus seja a minha esperança, Jesus seja a minha alegria Jesus seja o meu saber Jesus seja a minha riqueza e Jesus seja o meu Rei, Jesus seja a minha felicidade, e Jesus seja a minha Lei, Jesus seja o meu desejo, Jesus seja a minha vontade, Jesus esteja no meu gosto, e dentro do meu ouvido, Jesus viva sempre no meu entendimento, Jesus seja o meu desejo, e o meu contentamento, Jesus esteja nos meus lábios, Jesus esteja na minha boca, Jesus esteja nas minhas mãos, e em tudo o que eu tocar, Jesus seja o meu caminho, Jesus esteja no meu andar, Jesus seja meu Jesus no dia que me finar. (Original em francês: autor anônimo do século XVII, tradução de José Filipe Rodrigues). #Cristologia

  • O DIA SEM FIM (Frei José Augusto Mourão)

    Deus dá a luz e a força do Céu. O Sol alumia a terra e o mar. Cristo anunciou o dia sem fim que vem a caminho do coração. Deus dá o Sol e a força das mãos para caminhar na sabedoria. Seus olhos são vigias fiéis e os seus ouvidos escutas fiéis. Deus faz a giz o caminho a andar seu anjo me dá por guia e bordão. O meu abrigo, o meu protector, Deus seja meu pão na vida e na morte. Raia a manhã, louvado o Senhor o Rei que alimenta a esperança e o perdão. Bendito seja o Deus Trino, Santo, pela vida que dá a todo o ser vivo. (Frei José Augusto Mourão)

  • ÀS CHAGAS DE CRISTO JESUS (Frei Agostinho da Cruz)

    Divinas mãos, e pés, peito rasgado, Chagas em brandas carnes empremidas, Meu Deus, que por salvar almas perdidas, Por elas quereis ser crucificado: Outra fé, outro amor, outro cuidado, Outras dores às vossas são devidas, Outros corações limpos, outras vidas, Outro querer no vosso transformado: Em vós se encerrou toda a piedade, Ficou no mundo só toda a crueza; Por isso cada um deu do que tinha: Claros sinais de amor, ah saudade! Minha consolação, minha firmeza, Chagas de meu Senhor, redenção minha. (Frei Agostinho da Cruz – século XVI)

  • YOGA UMA ARMADILHA PARA OS CRISTÃOS

    A Igreja siro-malabar indiana publica um documento sobre o yoga: incompatível com o cristianismo A prática do yoga é incompatível com a doutrina cristã. É o que afirma um documento da Igreja siro-malabar, um dos três ritos católicos da Conferência Episcopal da Índia (CBCI). Publicado no último boletim da eparquia de Mananthavady, o texto da Comissão sobre a doutrina sustenta que o yoga e o cristianismo não podem andar de mãos dadas, e que as organizações nacionalistas hindus do Sangh Parivar “buscam tirar proveito do yoga para conseguir seus objetivos políticos e sectários”. O documento se intitula “Yogayum Katholika Vishvasavum”, isto é ,“O yoga e o credo católico”. No texto, a Comissão reafirma que “se intensificou a necessidade de fazer uma releitura do yoga, em particular após a decisão do governo de converter [seu ensino ] em algo obrigatório nas escolas, e de apresenta-lo como uma parte inseparável da cultura indiana”. O yoga, obrigatório em todas as escolas indianas Segundo informa Asia News, não é a primeira vez que os bispos de rito oriental intervêm neste tema. No ano passado, já afirmaram que “o yoga não é um meio para alcançar o contato com o divino, mesmo podendo contribuir à saúde física e mental”. O yoga é uma prática de relaxamento mental e física nascida na Índia e difundida em todo o mundo. Neste se combinam exercícios físicos e técnicas de respiração. Segundo a religião hindu, também constitui um caminho de busca espiritual, através do qual se experimenta o contato com o divino. Na Índia, seu ensino é obrigatório nas escolas, e todos os anos, na Jornada Internacional do Yoga (que se celebra em 21 de junho), todo o sistema educativo paralisa para brindar um espaço aos programas, eventos e iniciativas dedicados a esta disciplina. Um fim em si mesmo Faz tempo que ativistas e intelectuais indianos afirmam que a obrigação de observar a festa nas escolas, constrangendo aos alunos a cantar sonetos e mantras hindus, limita a liberdade de culto das minorias e representa uma falta de “ sensibilidade” para os alunos cristãos e muçulmanos. A Comissão, presidida por Monsenhor Joseph Kallarangatt, observa que “ No yoga não há lugar para Deus, creador e sustentador quando se tomam em consideração as experiências espirituais dos seres humanos […] Embora o yoga tenha nascido e crescido dentro das tradições laicas da Índia, logo este adotou tons da religião hindu, com o predomínio da casta dos brâmanes. A nota também adverte sobre o risco de que “ os exercícios físicos se convertam em idolatria, passando a ser um fim em si mesmo” e da tendência a “equiparar a experiência física que deriva do yoga com a obra do Espírito Santo”. Tradução: David Nesta ______ Texto original: https://www.religionenlibertad.com/movil/articulo_rel.asp?idarticulo=63588 #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgiptoB #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Igreja #demonologia

  • CIDADÃO DA PÁTRIA ILUSTRE – O EPITÁFIO DE ABÉRCIO

    Cidadão de pátria ilustre, Construí este túmulo durante a vida, Para que meu corpo – num dia – pudesse repousar. Chamo-me Abércio: Sou discípulo de um Santo Pastor [isto é, Jesus Cristo], Que apascenta seu rebanho de ovelhas, Por entre montes e planícies. Ele tem enormes olhos que tudo enxergam, Ensinou-me as Escrituras da Verdade e da Vida E enviou-me até Roma para vislumbrar sua soberana majestade E ver a Rainha [ou seja, a Igreja] com vestes e sandálias de ouro: Lá conheci um povo marcado com um sinal resplandecente. Também fui à planície da Síria E vi cidades – como Nísibe – para lá do [rio] Eufrates. Por toda parte encontrei irmãos E tive Paulo por companheiro. Por toda parte a fé me guiou E ela me serviu de alimento Com um Peixe [a Eucaristia] de fonte, grande e puro, Pescado por uma Santa Virgem, Que o entregava a seus amigos. Ela possui um vinho delicioso E o serve misturado com pão. Eu, Abércio, ditei este texto E o fiz gravar na minha presença Aos setenta e dois anos. O irmão que o ler por acaso Ore por Abércio. E ninguém erga outro túmulo sobre o meu, Sob pena de multa: Duas mil peças de ouro para o fisco romano E mil para Hierápolis, Minha pátria ilustre! (A inscrição, gravada sobre pedra, foi descoberta, em 1883, pelo arqueólogo protestante W. Ramsay, nas proximidades de Hierápolis – Frígia – e hoje se encontra no museu de Latrão).

CONTATO
Avalie-nosRuimNão muito bomBomMuito bomÓtimoAvalie-nos

Agradecemos pelo envio !

© 2019 - 2023. INTERVENÇÃO DIVINA - Criado por Divino Design.

Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

bottom of page
ConveyThis