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- PAIXÃO DE CRISTO – Scott Hahn medita sobre o Domingo de Ramos
“O que está escrito a respeito de Mim, está chegando ao seu cumprimento”, diz Jesus no Evangelho de hoje (Lucas 22,37). De fato, alcançamos o clímax do ano litúrgico, o mais alto cume na história da salvação, quando se deve realizar tudo o que foi anunciado e prometido. No final do longo Evangelho de hoje, a obra de nossa redenção terá sido cumprida, e a nova aliança escrita com o sangue do Seu corpo humilhado, pendido de uma cruz, num lugar denominado Caveira. Em sua Paixão, Jesus foi “contado entre os iníquos”, como Isaías profetizou (Isaías 53,12). Ele é revelado, definitivamente, como o Servo Sofredor anunciado pelo profeta, o tão esperado Messias, cujas palavras de obediência e fé ressoam na primeira leitura e no Salmo de hoje. Os insultos e tormentos que ouvimos nestas duas leituras pontuam o Evangelho, enquanto Jesus é espancado e escarnecido (Lucas 22, 63-65; 23, 10-11, 16); enquanto Suas mãos e pés são perfurados (Lucas 23,33 ); enquanto os inimigos disputam Suas roupas (Lucas 23, 34); e enquanto, por três vezes, eles O desafiam a provar Sua divindade, salvando-se a Si mesmo do sofrimento (Lucas 23, 35, 37, 39). Jesus permanece fiel à vontade de Deus até o fim, não abdicando de Sua provação. Entrega-Se livremente aos seus torturadores, com a confiança que aparece na primeira leitura de hoje: “O Senhor Deus é meu socorro… Não serei envergonhado.” Destinados ao pecado e à morte, como filhos da desobediência de Adão, nós fomos libertos para a santidade e a Vida por intermédio da perfeita obediência de Cristo à vontade do Pai (Romanos 5, 12-14, 17-19; Efésios 2, 2; 5, 6) . É por isso que Deus o exaltou grandemente. É por isso que temos a salvação em Seu nome. Seguindo Seu exemplo de humilde obediência, nas provações e cruzes de nossas vidas, sabemos que nunca seremos abandonados; que um dia também estaremos com Ele no Paraíso (Lucas 23, 42). É ver e acreditar. https://stpaulcenter.com/passion-of-the-christ-scott-hahn-reflects-on-passion-sunday/
- O Domingo de Ramos e sua grande importância na Semana Santa
O Domingo de Ramos, ou Domingo da Paixão, abre a Semana Santa e marca o início da etapa final da Quaresma. O que celebramos no Domingo dela Ramos e qual sua real importância dentro do cerne do ano cristão? O que celebramos no Domingo de Ramos? Com o Domingo de Ramos inicia-se a Semana Santa. Neste dia é recordada a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém em meio a uma multidão que o aclamou como o Messias. Este acontecimento pode ser lido no Evangelho de São Mateus, onde é anunciada a Paixão. A primeira tradição litúrgica deste dia corresponde à de Jerusalém. Nela, recordamos o gesto profético de Jesus que ingressa como Rei da paz, e o Messias que foi aclamado e depois condenado para o comprimento das profecias. No Evangelho de São Mateus, narra-se que as pessoas cobriam o caminho por onde Cristo passaria e gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!”. As cerimônias principais do dia são a bênção dos ramos, a procissão, a Missa e, durante a Missa, o relato da Paixão.Os fiéis que participam da procissão, que data do século IV em Jerusalém, devem levar nas mãos ramos de palmas, oliveiras ou outras árvores e entoar cantos adequados. Os sacerdotes e os ministros, levando também ramos, devem ir à frente do povo. Não se pode esquecer que a bênção dos ramos acontece antes da procissão e que se deve instruir os fiéis cristãos a guardarem os ramos abençoados em suas casas junto com as cruzes ou quadros religiosos que tenham em seus lares, como recordação da vitória pascal do Senhor Jesus. A segunda tradição litúrgica é a de Roma, a qual nos convida a entrar conscientemente na Semana Santa da Paixão gloriosa e amorosa de Cristo, antecipando a proclamação do mistério no Evangelho de Mateus. Para o bem espiritual dos fiéis, convém que se leia por inteiro a narração da Paixão e que não se omitam as leituras que a precedem. Terminada a narração da Paixão, não se deve omitir a homilia. A importância do Domingo de Ramos A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Esse povo, há poucos dias, tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia e estava maravilhado, pois tinha a certeza de que esse era o Messias anunciado pelos profetas, mas, esse mesmo povo tinha se enganado com tipo de Messias que Cristo era. Pensava que, fosse um Messias político, libertador social, que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão. Para deixar claro a este povo que Ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, e sim, o grande Libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, o Senhor entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo! Dessa forma, o Domingo de Ramos dá o início à Semana Santa, que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos lembram nosso batismo Esses ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que essa é desvalorizada e espezinhada. Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Missa, lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição. O sentido da Procissão de Ramos O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente e nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo, mas sim, na eternidade; aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai. A Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus, Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os maus-tratos causados pelas mãos dos soldados na casa de Anás, Caifás; Seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, Sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-O, crucifica-O”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, Seu diálogo com o bom ladrão, Sua morte e sepultura. Entrada “solene” de Jesus em Jerusalém A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que O homenageou, motivada por Seus milagres, agora vira as costas a Ele e muitos pedem a Sua morte. Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Quanta falsidade há nas atitudes de certas pessoas! Quantas lições nos deixam esse Domingo de Ramos! O Mestre nos ensina, com fatos e exemplos, que o Reino d’Ele, de fato, não é deste mundo. Que Ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas para derrubar um inimigo muito pior e invisível: o pecado. E para isso é preciso imolar-se, aceitar a Paixão, passar pela morte para destruir a morte; perder a vida para ganhá-la. A muitos o Senhor Jesus decepcionou; pensavam que Ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas Ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre.Muitos pensam: “Que Messias é esse? Que libertador é esse? É um farsante! É um enganador que merece a Cruz por nos ter iludido”. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado. O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja e, consequentemente, a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei Sagrada de Deus, que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um Cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses, e segundo as suas conveniências. Impera, como disse Bento XVI, “a ditadura do relativismo”. O Domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciarmos a nós mesmos, morrermos na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Ele nos arranca das comodidades e das facilidades, para nos colocar diante d’Aquele que veio ao mundo para salvá-lo. DOMINGO DE RAMOS: JESUS FAZ A SUA ENTRADA TRIUNFAL EM JERUSALÉM Imaginemos ver Jesus na sua entrada triunfal em Jerusalém. O povo em júbilo lhe vai ao encontro, estende seus mantos na estrada e juncam-na de ramos de árvores. Ah! Quem teria dito então que o Senhor, acolhido agora com tão grande honra, dentro em poucos dias teria de passar ali como réu, condenado à morte? Mas é assim: O mundo muda num instante o Hosanna em Crucifige. E não obstante isso somos tão insensatos, que por um aplauso, por um nada nos expomos ao perigo de perdermos para sempre a alma, o paraíso de Deus. I. Estando próximo o tempo da Paixão, o nosso Redentor parte de Betânia para fazer a sua entrada em Jerusalém. Contemplemos a humildade de Jesus Cristo, que, sendo o Rei do céu, quer entrar naquela cidade montado numa jumenta. — Ó Jerusalém, eis que o teu rei aí vem humilde e manso. Não temas que Ele venha para reinar sobre ti ou apossar-se das tuas riquezas; porquanto vem a ti cheio de amor e piedade para te salvar e dar-te a vida pela sua morte.Entretanto os habitantes da cidade, que, havia já tempos, O veneravam por causa de seus milagres, foram-Lhe ao encontro. Uns estendem os seus mantos na estrada por onde passa, outros juncam o caminho, em honra de Jesus, com ramos de árvores. — Oh! Quem teria dito que o mesmo Senhor, acolhido agora com tanta demonstração de veneração, havia de passar por ali dentro em poucos dias como réu condenado à morte, com a cruz aos ombros!?Meu amado Jesus, quisestes fazer a vossa entrada tão gloriosa, a fim de que a vossa paixão e morte fosse tanto mais ignominiosa, quanto maior foi a honra então recebida. A cidade, ingrata, em poucos dias trocará os louvores que agora Vos tributa, por injúrias e maldições. Hoje cantam: “Glória a vós, Filho de Davi; sêde sempre bendito, porque vindes para nosso bem em nome do senhor.” E depois levantarão a voz bradando: Tolle, tolle, crucifige eum (1) — “Tira, tira, crucifica-O”. — Hoje tiram os próprios vestidos; então tirarão os vossos, para Vos açoitar e crucificar. Hoje cortam ramos e estendem-nos debaixo de vossos pés; então tomarão ramos de espinheiro, para Vos ferir a cabeça. Hoje bendizem-Vos, e depois hão de cumular-Vos de contumélias e blasfêmias. — Eia, minha alma, chega-te a Jesus e dize-Lhe com afeto e gratidão: Bendictus, qui venit in nomine Domine (2) — “Bendito o que vem em nome do Senhor”.II. Refere depois o Evangelista, que Jesus chegando perto da infeliz cidade de Jerusalém, ao vê-la, chorou sobre ela, pensando na sua ingratidão e próxima ruína. — Ah, meu Senhor, chorastes então sobre Jerusalém, mas chorastes também sobre a minha ingratidão e perdição; chorastes ao ver a ruína que eu a mim mesmo causava, expulsando-Vos de minha alma e obrigando-Vos a condenar-me ao inferno. Peço-Vos, deixai que eu chore, pois que a mim compete chorar ao lembrar-me da injúria que Vos fiz ofendendo-Vos. Pai Eterno, pelas lágrimas que vosso Filho então derramou por mim, dai-me a dor de meus pecados, já que os detesto mais que qualquer outro mal e resolvido estou a amar-Vos para o futuro, de todo o coração.Depois que Jesus entrou em Jerusalém, e se fatigou o dia todo na pregação e na cura de enfermos, quando chegou a noite, não houve quem o convidasse a descansar em sua casa; pelo que se viu obrigado a voltar para Betânia. — Santa Teresa considerando certa vez num Domingo de Ramos, naquela descortesia para com o seu divino Esposo, convidou-O humildemente a vir hospedar-se no seu pobre peito. Agradou-se o Senhor tanto do convite de sua esposa predileta, que, ao receber a sagrada Hóstia, afigurava-se à Santa que tinha a boca cheia de sangue vivo e ao mesmo tempo gozava uma doçura paradisíaca.Também tu, meu irmão, dirige a Jesus, especialmente quando te aproximas da santa comunhão, o convite que venha hospedar-se em tua alma, a fim de não sofrer mais. — E agora roga a Deus que, “tendo Ele feito Nosso Senhor tomar carne e sofrer a morte de cruz, para dar ao gênero humano um exemplo de humildade para imitar, te conceda a graça de aproveitar os documentos de sua paciência e de alcançar a glória da ressurreição” (3). — Recomenda-te também à intercessão da Virgem Maria. (*I 601)
- O Domingo de Ramos e sua grande importância na Semana Santa
O Domingo de Ramos, ou Domingo da Paixão, abre a Semana Santa e marca o início da etapa final da Quaresma. O que celebramos no Domingo dela Ramos e qual sua real importância dentro do cerne do ano cristão? O que celebramos no Domingo de Ramos? Com o Domingo de Ramos inicia-se a Semana Santa. Neste dia é recordada a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém em meio a uma multidão que o aclamou como o Messias. Este acontecimento pode ser lido no Evangelho de São Mateus, onde é anunciada a Paixão. A primeira tradição litúrgica deste dia corresponde à de Jerusalém. Nela, recordamos o gesto profético de Jesus que ingressa como Rei da paz, e o Messias que foi aclamado e depois condenado para o comprimento das profecias. No Evangelho de São Mateus, narra-se que as pessoas cobriam o caminho por onde Cristo passaria e gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!”. As cerimônias principais do dia são a bênção dos ramos, a procissão, a Missa e, durante a Missa, o relato da Paixão.Os fiéis que participam da procissão, que data do século IV em Jerusalém, devem levar nas mãos ramos de palmas, oliveiras ou outras árvores e entoar cantos adequados. Os sacerdotes e os ministros, levando também ramos, devem ir à frente do povo. Não se pode esquecer que a bênção dos ramos acontece antes da procissão e que se deve instruir os fiéis cristãos a guardarem os ramos abençoados em suas casas junto com as cruzes ou quadros religiosos que tenham em seus lares, como recordação da vitória pascal do Senhor Jesus. A segunda tradição litúrgica é a de Roma, a qual nos convida a entrar conscientemente na Semana Santa da Paixão gloriosa e amorosa de Cristo, antecipando a proclamação do mistério no Evangelho de Mateus. Para o bem espiritual dos fiéis, convém que se leia por inteiro a narração da Paixão e que não se omitam as leituras que a precedem. Terminada a narração da Paixão, não se deve omitir a homilia. A importância do Domingo de Ramos A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Esse povo, há poucos dias, tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia e estava maravilhado, pois tinha a certeza de que esse era o Messias anunciado pelos profetas, mas, esse mesmo povo tinha se enganado com tipo de Messias que Cristo era. Pensava que, fosse um Messias político, libertador social, que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão. Para deixar claro a este povo que Ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, e sim, o grande Libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, o Senhor entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo! Dessa forma, o Domingo de Ramos dá o início à Semana Santa, que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos lembram nosso batismo Esses ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que essa é desvalorizada e espezinhada. Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Missa, lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição. O sentido da Procissão de Ramos O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente e nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo, mas sim, na eternidade; aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai. A Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus, Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os maus-tratos causados pelas mãos dos soldados na casa de Anás, Caifás; Seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, Sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-O, crucifica-O”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, Seu diálogo com o bom ladrão, Sua morte e sepultura. Entrada “solene” de Jesus em Jerusalém A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que O homenageou, motivada por Seus milagres, agora vira as costas a Ele e muitos pedem a Sua morte. Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Quanta falsidade há nas atitudes de certas pessoas! Quantas lições nos deixam esse Domingo de Ramos! O Mestre nos ensina, com fatos e exemplos, que o Reino d’Ele, de fato, não é deste mundo. Que Ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas para derrubar um inimigo muito pior e invisível: o pecado. E para isso é preciso imolar-se, aceitar a Paixão, passar pela morte para destruir a morte; perder a vida para ganhá-la. A muitos o Senhor Jesus decepcionou; pensavam que Ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas Ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre.Muitos pensam: “Que Messias é esse? Que libertador é esse? É um farsante! É um enganador que merece a Cruz por nos ter iludido”. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado. O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja e, consequentemente, a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei Sagrada de Deus, que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um Cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses, e segundo as suas conveniências. Impera, como disse Bento XVI, “a ditadura do relativismo”. O Domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciarmos a nós mesmos, morrermos na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Ele nos arranca das comodidades e das facilidades, para nos colocar diante d’Aquele que veio ao mundo para salvá-lo. DOMINGO DE RAMOS: JESUS FAZ A SUA ENTRADA TRIUNFAL EM JERUSALÉM Imaginemos ver Jesus na sua entrada triunfal em Jerusalém. O povo em júbilo lhe vai ao encontro, estende seus mantos na estrada e juncam-na de ramos de árvores. Ah! Quem teria dito então que o Senhor, acolhido agora com tão grande honra, dentro em poucos dias teria de passar ali como réu, condenado à morte? Mas é assim: O mundo muda num instante o Hosanna em Crucifige. E não obstante isso somos tão insensatos, que por um aplauso, por um nada nos expomos ao perigo de perdermos para sempre a alma, o paraíso de Deus. I. Estando próximo o tempo da Paixão, o nosso Redentor parte de Betânia para fazer a sua entrada em Jerusalém. Contemplemos a humildade de Jesus Cristo, que, sendo o Rei do céu, quer entrar naquela cidade montado numa jumenta. — Ó Jerusalém, eis que o teu rei aí vem humilde e manso. Não temas que Ele venha para reinar sobre ti ou apossar-se das tuas riquezas; porquanto vem a ti cheio de amor e piedade para te salvar e dar-te a vida pela sua morte.Entretanto os habitantes da cidade, que, havia já tempos, O veneravam por causa de seus milagres, foram-Lhe ao encontro. Uns estendem os seus mantos na estrada por onde passa, outros juncam o caminho, em honra de Jesus, com ramos de árvores. — Oh! Quem teria dito que o mesmo Senhor, acolhido agora com tanta demonstração de veneração, havia de passar por ali dentro em poucos dias como réu condenado à morte, com a cruz aos ombros!?Meu amado Jesus, quisestes fazer a vossa entrada tão gloriosa, a fim de que a vossa paixão e morte fosse tanto mais ignominiosa, quanto maior foi a honra então recebida. A cidade, ingrata, em poucos dias trocará os louvores que agora Vos tributa, por injúrias e maldições. Hoje cantam: “Glória a vós, Filho de Davi; sêde sempre bendito, porque vindes para nosso bem em nome do senhor.” E depois levantarão a voz bradando: Tolle, tolle, crucifige eum (1) — “Tira, tira, crucifica-O”. — Hoje tiram os próprios vestidos; então tirarão os vossos, para Vos açoitar e crucificar. Hoje cortam ramos e estendem-nos debaixo de vossos pés; então tomarão ramos de espinheiro, para Vos ferir a cabeça. Hoje bendizem-Vos, e depois hão de cumular-Vos de contumélias e blasfêmias. — Eia, minha alma, chega-te a Jesus e dize-Lhe com afeto e gratidão: Bendictus, qui venit in nomine Domine (2) — “Bendito o que vem em nome do Senhor”.II. Refere depois o Evangelista, que Jesus chegando perto da infeliz cidade de Jerusalém, ao vê-la, chorou sobre ela, pensando na sua ingratidão e próxima ruína. — Ah, meu Senhor, chorastes então sobre Jerusalém, mas chorastes também sobre a minha ingratidão e perdição; chorastes ao ver a ruína que eu a mim mesmo causava, expulsando-Vos de minha alma e obrigando-Vos a condenar-me ao inferno. Peço-Vos, deixai que eu chore, pois que a mim compete chorar ao lembrar-me da injúria que Vos fiz ofendendo-Vos. Pai Eterno, pelas lágrimas que vosso Filho então derramou por mim, dai-me a dor de meus pecados, já que os detesto mais que qualquer outro mal e resolvido estou a amar-Vos para o futuro, de todo o coração.Depois que Jesus entrou em Jerusalém, e se fatigou o dia todo na pregação e na cura de enfermos, quando chegou a noite, não houve quem o convidasse a descansar em sua casa; pelo que se viu obrigado a voltar para Betânia. — Santa Teresa considerando certa vez num Domingo de Ramos, naquela descortesia para com o seu divino Esposo, convidou-O humildemente a vir hospedar-se no seu pobre peito. Agradou-se o Senhor tanto do convite de sua esposa predileta, que, ao receber a sagrada Hóstia, afigurava-se à Santa que tinha a boca cheia de sangue vivo e ao mesmo tempo gozava uma doçura paradisíaca.Também tu, meu irmão, dirige a Jesus, especialmente quando te aproximas da santa comunhão, o convite que venha hospedar-se em tua alma, a fim de não sofrer mais. — E agora roga a Deus que, “tendo Ele feito Nosso Senhor tomar carne e sofrer a morte de cruz, para dar ao gênero humano um exemplo de humildade para imitar, te conceda a graça de aproveitar os documentos de sua paciência e de alcançar a glória da ressurreição” (3). — Recomenda-te também à intercessão da Virgem Maria. (*I 601)
- Porque fazer a consagração a Nossa Senhora?
Por que se consagrar a Maria? Não seria melhor ir diretamente a Jesus? Ora, quem se dá conta de nossa triste condição de pecadores bem sabe que, embora o queiramos muito, entregar-se a Deus com plena confiança é um trabalho que em muito supera nossas forças. É por isso que ele quis dar-nos Maria, para que ela, recebendo-nos como pequena oferenda, nos apresente a Cristo, purificados e embelezados pelas mãos virginais de uma Mãe Imaculada. Depois de tudo quanto vimos até agora, parece não haver motivos de peso para não se consagrar à Virgem Santíssima. Ao lhe entregarmos tudo, nós nada perdemos, senão que muito lucramos, despojados de nossos bens, vivendo só por ela, com ela e nela. Ainda assim, vale a pena repassar as principais razões elencadas por São Luís Maria Grignion de Montfort em seu Tratado que nos recomendam vivamente essa devoção. Vejamos, de modo bastante resumido, o que São Luís nos diz a esse respeito. A consagração plena a Nossa Senhora, diz ele, nos põe inteiramente ao serviço de Deus e constitui um meio admirável de sermos fiéis e perseverantes na virtude. Com efeito, todos os que temos a graça de crer desejamos ser de Jesus Cristo. No entanto, por causa de nossa debilidade e inconstância, muitas vezes descumprimos nossos propósitos e, cedendo pouco a pouco a nossas paixões e maus desejos, voltamos à mesma vida de pecado que tínhamos antes da conversão. De manhã nos oferecemos a Deus, e à noite já nos pedimos de volta. Falta-nos, pois, aquela liberdade interior, aquela firme resolução de tudo entregar a Deus. Mas por que, poderíamos perguntar, Maria é um caminho tão eficaz, um instrumento tão útil para superarmos tais obstáculos? Aqui é preciso lembrar que, ao pecarem, Adão e Eva, criados amigos e familiares de Deus, passaram a vê-lo como um inimigo, uma figura temível e agressiva. Foi por isso que, ao lhe ouvirem os passos no jardim do Éden, à hora da brisa da tarde, nossos primeiros pais se esconderam de sua face, no meio das árvores do jardim (cf. Gn 3, 8). Enganados pela antiga serpente, compraram a mentira de que o Senhor, na verdade, era um “embusteiro”, que bem sabia que, no dia em que comessem do fruto proibido, seus olhos se abririam e eles seriam como deuses (cf. Gn 3, 5). Manchados pelo pecado original, também nós herdamos esta disposição a olhar para Deus como um inimigo, um “mentiroso” indigno de nossa fé e confiança. Ora, a solução que o próprio Senhor encontrou para esta triste queda foi pôr ódios e inimizades entre a mulher e a serpente, entre a descendência desta e a daquela (cf. Gn 3, 15). Por ser Mãe e ter um Coração terníssimo, Maria, prefigurada pela antiga Eva, faz cair todas as resistências; ela nos atrai para o amor e para o serviço, ajuda-nos a entregar de coração todo o nosso ser a Deus. Quem recearia entregar a uma Mãe tão boa, cheia de misericórdia e doçura, todos os seus bens, familiares, saúde, dinheiro, boa fama etc.? Acaso não nos é mais fácil conseguir o que queremos ou precisamos de nosso pai se primeiro recorremos à nossa mãe? Se é assim na ordem natural, por que haveria de ser diferente na ordem da graça e das necessidades do espírito? Se temos medo de dar tudo a Deus, entreguemo-nos primeiro a Maria, que, sendo a mais humildes das servas, há de entregar-nos a Jesus. Ela, escreve o santo de Montfort, […] nada retém para si do que lhe ofertamos. Tudo remete fielmente a Jesus. Se algo lhe damos a ela, damos necessariamente a Jesus.[…] Quando apresentamos alguma coisa a Jesus, de nossa própria iniciativa e apoiados em nossa capacidade e disposição, Jesus examina o presente, e muitas vezes o rejeita em vista das manchas que a dádiva contraiu do nosso amor-próprio, como antigamente rejeitou os sacrifícios dos judeus por estarem cheios de vontade próprias. Quando, porém, lhe apresentamos algo pelas mãos puras e virginais de sua bem-amada, tomamo-lo pelo seu lado fraco […]. Ele não considera tanto a oferta que lhe fazemos como sua boa Mãe que lha apresenta; não olha tanto a procedência do presente como a portadora [1]. Ao contrário de Eva, que viu o fruto proibido e o tomou para proveito próprio, Maria olha para o fruto bendito de seu ventre e não o guarda para si; antes, entrega-o ao Pai com generosidade e desprendimento. Com quanta razão, portanto, nos devemos dar por inteiro a Nossa Senhora! Ela olhará para o fruto pobre e bichado de nossas obras, de todo o nosso ser, e o remeterá, purificado e embelezado, ao seu querido Filho. Consagrar-se inteiramente a Maria é ser conduzido por ela, do modo mais fácil, curto, perfeito e seguro, a uma união mais íntima e profunda com Nosso Senhor [2]. #ConsagraçãoàNossaSenhora #NossaSenhora #TotalConsagração #TotusTuus
- Porque fazer a consagração a Nossa Senhora?
Por que se consagrar a Maria? Não seria melhor ir diretamente a Jesus? Ora, quem se dá conta de nossa triste condição de pecadores bem sabe que, embora o queiramos muito, entregar-se a Deus com plena confiança é um trabalho que em muito supera nossas forças. É por isso que ele quis dar-nos Maria, para que ela, recebendo-nos como pequena oferenda, nos apresente a Cristo, purificados e embelezados pelas mãos virginais de uma Mãe Imaculada. Depois de tudo quanto vimos até agora, parece não haver motivos de peso para não se consagrar à Virgem Santíssima. Ao lhe entregarmos tudo, nós nada perdemos, senão que muito lucramos, despojados de nossos bens, vivendo só por ela, com ela e nela. Ainda assim, vale a pena repassar as principais razões elencadas por São Luís Maria Grignion de Montfort em seu Tratado que nos recomendam vivamente essa devoção. Vejamos, de modo bastante resumido, o que São Luís nos diz a esse respeito. A consagração plena a Nossa Senhora, diz ele, nos põe inteiramente ao serviço de Deus e constitui um meio admirável de sermos fiéis e perseverantes na virtude. Com efeito, todos os que temos a graça de crer desejamos ser de Jesus Cristo. No entanto, por causa de nossa debilidade e inconstância, muitas vezes descumprimos nossos propósitos e, cedendo pouco a pouco a nossas paixões e maus desejos, voltamos à mesma vida de pecado que tínhamos antes da conversão. De manhã nos oferecemos a Deus, e à noite já nos pedimos de volta. Falta-nos, pois, aquela liberdade interior, aquela firme resolução de tudo entregar a Deus. Mas por que, poderíamos perguntar, Maria é um caminho tão eficaz, um instrumento tão útil para superarmos tais obstáculos? Aqui é preciso lembrar que, ao pecarem, Adão e Eva, criados amigos e familiares de Deus, passaram a vê-lo como um inimigo, uma figura temível e agressiva. Foi por isso que, ao lhe ouvirem os passos no jardim do Éden, à hora da brisa da tarde, nossos primeiros pais se esconderam de sua face, no meio das árvores do jardim (cf. Gn 3, 8). Enganados pela antiga serpente, compraram a mentira de que o Senhor, na verdade, era um “embusteiro”, que bem sabia que, no dia em que comessem do fruto proibido, seus olhos se abririam e eles seriam como deuses (cf. Gn 3, 5). Manchados pelo pecado original, também nós herdamos esta disposição a olhar para Deus como um inimigo, um “mentiroso” indigno de nossa fé e confiança. Ora, a solução que o próprio Senhor encontrou para esta triste queda foi pôr ódios e inimizades entre a mulher e a serpente, entre a descendência desta e a daquela (cf. Gn 3, 15). Por ser Mãe e ter um Coração terníssimo, Maria, prefigurada pela antiga Eva, faz cair todas as resistências; ela nos atrai para o amor e para o serviço, ajuda-nos a entregar de coração todo o nosso ser a Deus. Quem recearia entregar a uma Mãe tão boa, cheia de misericórdia e doçura, todos os seus bens, familiares, saúde, dinheiro, boa fama etc.? Acaso não nos é mais fácil conseguir o que queremos ou precisamos de nosso pai se primeiro recorremos à nossa mãe? Se é assim na ordem natural, por que haveria de ser diferente na ordem da graça e das necessidades do espírito? Se temos medo de dar tudo a Deus, entreguemo-nos primeiro a Maria, que, sendo a mais humildes das servas, há de entregar-nos a Jesus. Ela, escreve o santo de Montfort, […] nada retém para si do que lhe ofertamos. Tudo remete fielmente a Jesus. Se algo lhe damos a ela, damos necessariamente a Jesus.[…] Quando apresentamos alguma coisa a Jesus, de nossa própria iniciativa e apoiados em nossa capacidade e disposição, Jesus examina o presente, e muitas vezes o rejeita em vista das manchas que a dádiva contraiu do nosso amor-próprio, como antigamente rejeitou os sacrifícios dos judeus por estarem cheios de vontade próprias. Quando, porém, lhe apresentamos algo pelas mãos puras e virginais de sua bem-amada, tomamo-lo pelo seu lado fraco […]. Ele não considera tanto a oferta que lhe fazemos como sua boa Mãe que lha apresenta; não olha tanto a procedência do presente como a portadora [1]. Ao contrário de Eva, que viu o fruto proibido e o tomou para proveito próprio, Maria olha para o fruto bendito de seu ventre e não o guarda para si; antes, entrega-o ao Pai com generosidade e desprendimento. Com quanta razão, portanto, nos devemos dar por inteiro a Nossa Senhora! Ela olhará para o fruto pobre e bichado de nossas obras, de todo o nosso ser, e o remeterá, purificado e embelezado, ao seu querido Filho. Consagrar-se inteiramente a Maria é ser conduzido por ela, do modo mais fácil, curto, perfeito e seguro, a uma união mais íntima e profunda com Nosso Senhor [2]. #ConsagraçãoàNossaSenhora #NossaSenhora #TotalConsagração #TotusTuus
- Oração para colocar as palmas do Domingo de Ramos em casa
O Domingo de Ramos nos ensina que seguir Cristo é renunciarmos a nós mesmos. Neste domingo, 10 de abril, tem início a Semana Santa, com a celebração do Domingo de Ramos, quando recordamos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém entre palmas e ramos de oliveira. A liturgia dos ramos antecipa o triunfo da ressurreição. A seguir, uma oração para colocar os ramos abençoados em casa: Abençoa, Senhor, nosso lar. Que seu Filho Jesus e a Virgem Maria reinem nele. Conceda-nos paz, amor e respeito,para que respeitando-nos e amando-nossaibamos honrá-los em nossa vida familiar,Que Jesus seja o Rei do nosso lar. Amém. A importância do Domingo de Ramos A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Esse povo, há poucos dias, tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia e estava maravilhado, pois tinha a certeza de que esse era o Messias anunciado pelos profetas, mas, esse mesmo povo tinha se enganado com tipo de Messias que Cristo era. Pensava que, fosse um Messias político, libertador social, que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão. Para deixar claro a este povo que Ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, e sim, o grande Libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, o Senhor entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo! Dessa forma, o Domingo de Ramos dá o início à Semana Santa, que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos lembram nosso batismo Esses ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que essa é desvalorizada e espezinhada. Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Missa, lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição. O sentido da Procissão de Ramos O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente e nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo, mas sim, na eternidade; aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai. A Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus, Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os maus-tratos causados pelas mãos dos soldados na casa de Anás, Caifás; Seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, Sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-O, crucifica-O”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, Seu diálogo com o bom ladrão, Sua morte e sepultura. Entrada “solene” de Jesus em Jerusalém A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que O homenageou, motivada por Seus milagres, agora vira as costas a Ele e muitos pedem a Sua morte. Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Quanta falsidade há nas atitudes de certas pessoas! Quantas lições nos deixam esse Domingo de Ramos! O Mestre nos ensina, com fatos e exemplos, que o Reino d’Ele, de fato, não é deste mundo. Que Ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas para derrubar um inimigo muito pior e invisível: o pecado. E para isso é preciso imolar-se, aceitar a Paixão, passar pela morte para destruir a morte; perder a vida para ganhá-la. A muitos o Senhor Jesus decepcionou; pensavam que Ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas Ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre. Muitos pensam: “Que Messias é esse? Que libertador é esse? É um farsante! É um enganador que merece a Cruz por nos ter iludido”. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado. O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja e, consequentemente, a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei Sagrada de Deus, que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um Cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses, e segundo as suas conveniências. Impera, como disse Bento XVI, “a ditadura do relativismo”. O Domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciarmos a nós mesmos, morrermos na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Ele nos arranca das comodidades e das facilidades, para nos colocar diante d’Aquele que veio ao mundo para salvá-lo. #DomingodeRamos #Semanasanta
- Oração para colocar as palmas do Domingo de Ramos em casa
O Domingo de Ramos nos ensina que seguir Cristo é renunciarmos a nós mesmos. Neste domingo, 10 de abril, tem início a Semana Santa, com a celebração do Domingo de Ramos, quando recordamos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém entre palmas e ramos de oliveira. A liturgia dos ramos antecipa o triunfo da ressurreição. A seguir, uma oração para colocar os ramos abençoados em casa: Abençoa, Senhor, nosso lar. Que seu Filho Jesus e a Virgem Maria reinem nele. Conceda-nos paz, amor e respeito,para que respeitando-nos e amando-nossaibamos honrá-los em nossa vida familiar,Que Jesus seja o Rei do nosso lar. Amém. A importância do Domingo de Ramos A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Esse povo, há poucos dias, tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia e estava maravilhado, pois tinha a certeza de que esse era o Messias anunciado pelos profetas, mas, esse mesmo povo tinha se enganado com tipo de Messias que Cristo era. Pensava que, fosse um Messias político, libertador social, que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão. Para deixar claro a este povo que Ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, e sim, o grande Libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, o Senhor entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo! Dessa forma, o Domingo de Ramos dá o início à Semana Santa, que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos lembram nosso batismo Esses ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que essa é desvalorizada e espezinhada. Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Missa, lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição. O sentido da Procissão de Ramos O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente e nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo, mas sim, na eternidade; aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai. A Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus, Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os maus-tratos causados pelas mãos dos soldados na casa de Anás, Caifás; Seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, Sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-O, crucifica-O”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, Seu diálogo com o bom ladrão, Sua morte e sepultura. Entrada “solene” de Jesus em Jerusalém A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que O homenageou, motivada por Seus milagres, agora vira as costas a Ele e muitos pedem a Sua morte. Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Quanta falsidade há nas atitudes de certas pessoas! Quantas lições nos deixam esse Domingo de Ramos! O Mestre nos ensina, com fatos e exemplos, que o Reino d’Ele, de fato, não é deste mundo. Que Ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas para derrubar um inimigo muito pior e invisível: o pecado. E para isso é preciso imolar-se, aceitar a Paixão, passar pela morte para destruir a morte; perder a vida para ganhá-la. A muitos o Senhor Jesus decepcionou; pensavam que Ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas Ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre. Muitos pensam: “Que Messias é esse? Que libertador é esse? É um farsante! É um enganador que merece a Cruz por nos ter iludido”. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado. O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja e, consequentemente, a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei Sagrada de Deus, que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um Cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses, e segundo as suas conveniências. Impera, como disse Bento XVI, “a ditadura do relativismo”. O Domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciarmos a nós mesmos, morrermos na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Ele nos arranca das comodidades e das facilidades, para nos colocar diante d’Aquele que veio ao mundo para salvá-lo. #DomingodeRamos #Semanasanta
- A PROPAGANDA – François-Marie Porte
O termo “propaganda” tem uma raiz comum com “propagar”, o que nos convida a entender que o propósito da propaganda é difundir uma ideia, uma moda, um comportamento, um pouco como um vírus que contamina, multiplica e torna a contaminar. A especificidade da propaganda é que ela age como uma semente, que germina uma vez em solo bem-preparado, e tenderá a ocupar todos os lugares onde possa se expressar: mídia, cinema, teatro, entretenimento, romance etc. Há dois tipos de propaganda. Primeiro, a propaganda que consiste em uma constante repetição conceitual de um conteúdo simples. Por exemplo: “Para sua saúde, pratique gestos cidadãos!” Seu poder está na força da repetição. Seu efeito é bem conhecido por psicólogos e neurologistas: repetir uma coisa é reforçar sua existência na mente humana. Mesmo que não haja adesão consciente à mensagem, habitua-se com a sua proximidade e as pessoas se veem, um dia, usando termos e conceitos saídos do texto que a mente assimilou. Um exemplo revelador é o conceito de “gender”, que era desconhecido para o mundo francófono. Foi maldosamente traduzido como “gênero”, que originalmente designava o masculino e o feminino gramaticais. Por força do uso, a palavra “gênero” tornou-se a designação social do sexo. O segundo tipo de propaganda solicita uma adesão racional por meio de uma manipulação afetiva. Trata-se de associar um conceito agradável a uma realidade desagradável ou repugnante. Ou o contrário: associar um conceito pouco aceito a uma realidade deleitável ou atraente. No cinema é explícito. Quantos filmes apresentam a Igreja Católica como um covil de abutres, de tiranos queimando hereges e torturando inocentes? A brilhante série de comédias do final dos anos 1990, Friends , com personagens cativantes, consegue a proeza de tornar aceitáveis o adultério, o divórcio e a maternidade quase incestuosa com barriga de aluguel, sob o pretexto de que essas realidades dizem respeito a personagens falsamente próximos dos espectadores. Em suma, a propaganda é uma manipulação que provoca a inteligência daquele sobre o qual ela age. https://www.lesalonbeige.fr/la-propagande/
- O BISPO APÓSTATA – Juan Manuel de Prada
Acabo de ler um romance magnífico que, com certeza, não será celebrado nas mídias onde se elogiam as bobagens reinantes. Chama-se Marta, Marta (Ediciones de La Discreta) e foi escrito por Enrique Álvarez, um dos poucos escritores espanhóis em atividade que ainda se atrevem a abordar questões de natureza espiritual em seus romances. O gatilho para a ação de Marta, Marta , ambientado na cidade de Santander em plena agonia do século XX, não poderia ser mais sugestivo: o bispo da diocese anuncia inesperadamente que está deixando seu ministério, convencido de que Deus não existe. A partir dessa premissa perturbadora, Álvarez tece uma trama coral na qual volta a mostrar-se como um talentoso perscrutador de almas. O título deste atraente romance teológico, escrito em clave realista, alude à gentil repreensão que Jesus lança à irmã “atarefada” de Lázaro (Lc 10,41-42). De certa forma, pode-se afirmar que Enrique Álvarez também lança esta branda recriminação à Igreja de nosso tempo; embora, é claro, não o faça à maneira de um apologista, mas como romancista, que entende que o mistério humano é marcado pelo drama. Assim, por exemplo, o bispo apóstata não é retratado como um homem pérfido ou depravado, mas como alguém respeitado e de fama irrepreensível, que não deseja mais participar de uma pantomima. E em torno de sua apostasia se desenrola uma intriga humana emocionante, que não se perde em maniqueísmos grotescos, mas ilustra as dificuldades que a fé enfrenta em nosso tempo. “Diríamos — reflete um dos personagens do romance — que a fé cristã precisa de outro habitat. Um mundo menor e mais simples, um mundo antigo que já não existe.” Com efeito, a fé em nosso tempo é forçada a sobreviver em um habitat hostil, como aconteceu com Dom Quixote em seu objetivo de restaurar a cavalaria errante; todos os personagens de Marta, Marta tem, no fundo, algo de quixotes em conflito com seu tempo. Entre as personagens de Marta, Marta , clérigos ou leigos, há duas que se destacam especialmente, delineadas com admirável delicadeza e nuance psicológica. Uma delas é Marta Barturen, uma freira progressista e experiente, dedicada ao trabalho de caridade, que acaba desnudando de forma exemplar a sua verdade mais íntima. O outro é Julián Bedia, vigário de Santander (eu poderia jurar que o autor se inspirou em Osoro, atual arcebispo de Madri), um padre conservador e virtuoso, embora prejudicado por uma certa tentação ‘carreirista’, em quem a apostasia de seu bispo provocou uma purificação íntima que o forçará a abandonar a sua superficialidade mainstream . Marta, Marta , em suma, é um romance que revela um conhecimento muito sutil da natureza humana e das misteriosas estratégias que Deus desenvolve para permanecer presente nas almas dos homens, em meio a um mundo que parece ter dado as costas a Ele. Asseguro às três ou quatro leitoras que ainda me suportam, sejam elas ateias, crentes ou meio-cá-meio-lá, que a leitura dessa obra não as deixará indiferentes. https://www.religionenlibertad.com/opinion/439767268/obispo-apostata.html
- ESQUIZOFRENIA – Pe. Santiago Martín
Há alguns dias, a 25 e 26 de Março, realizou-se uma reunião na Loyola University de Chicago para discutir a questão da oposição ao Concílio Vaticano II. Foi assistida por um grupo de bispos e cardeais, juntamente com alguns teólogos. Entre outros, incluíam os Cardeais Cupich, Tobin e Maradiaga e o Arcebispo de San Juan de Porto Rico. A tese era que qualquer pessoa que se oponha ao Papa Francisco é, também, um opositor do Concílio Vaticano II. Embora o dedo tenha sido abertamente apontado àqueles que querem a Missa tradicional, as acusações contra muitos outros permaneceram no ar. E, acima de tudo, muitas questões permaneceram. O que foi dito, em essência, não foi que aqueles que se opunham ao Concílio se opunham a Francisco, mas que aqueles que se opunham a Francisco se opunham ao Concílio. E aqui surge a questão principal: o que significa opor-se a Francisco? Ou esta outra, igualmente importante: quem se opõe a Francisco? Vejamos alguns exemplos sobre questões-chave: a aceitação da prática da homossexualidade, o sacerdócio feminino ou a comunhão dos protestantes. Foi o Dicastério para o Clero que pediu que os homossexuais, que não podiam viver a castidade, não fossem ordenados sacerdotes; e foi o Dicastério para a Doutrina da Fé que emitiu um documento pedindo que os casais homossexuais não fossem abençoados. Os redatores destes documentos, e os seus respectivos superiores imediatos, fazem parte da oposição ao Papa, especialmente desde que o próprio Papa lhes deu a sua aprovação para os publicar? Foi o Dicastério da Unidade Cristã que se recusou a permitir que os luteranos recebessem a Sagrada Comunhão indiscriminadamente e, também, o fez com o apoio do Papa. O Cardeal Koch é também um membro da oposição? O Santo Padre tem rejeitado pública e repetidamente tanto a ideologia de género como a ordenação sacerdotal feminina. Será que o Papa faz parte da oposição ao Papa? Além disso, a via sinodal alemã, que defende a aprovação de todas estas coisas, tem sido criticada tanto por alguns bispos alemães como pelas Conferências Episcopais da Polônia e dos Estados Bálticos. Será que todos eles fazem parte da oposição ao Papa? Será que todos aqueles que não concordam com o que os alemães querem aprovar, se opõem ao Papa? Penso, mesmo, que é necessário perguntar se todos aqueles que querem que o Concílio seja aplicado com uma hermenêutica de continuidade — tanto com a Palavra de Deus, como com a Tradição — são também inimigos do Papa e, consequentemente, do Concílio Vaticano II. Se fosse este o caso, o falecido São João Paulo II e o Papa Emérito Bento XVI, entre muitos outros, estariam em oposição a ambos. Depois do Concílio, difundiu-se a ideia de que os seus documentos tinham de ser interpretados de acordo com o que se chamava “o espírito do Concílio”, que basicamente promovia a hermenêutica de ruptura com a Palavra e a Tradição. Mas o “espírito do Concílio” nunca foi concretizado e todos o utilizaram para justificar alguma coisa, mesmo as maiores aberrações. Ninguém sabia exatamente em que consistia, porque não estava escrito, mas sabia-se que era suficiente apelar a ele para poder fazer o que se quisesse, da liturgia à doutrina e à moral. Estamos, agora, tentando reavivar o “espírito do Concílio”, chamando-o por outro nome, algo como o “espírito do Papa Francisco”? Se assim fosse, chegaríamos à conclusão de que não só os Papas recentes e muitos bispos — incluindo membros proeminentes da Cúria Vaticana, para não dizer milhões de sacerdotes e fiéis —, fariam parte da oposição ao Pontífice e, consequentemente, ao Concílio, mas teríamos de concluir que o próprio Papa Francisco é contra o “espírito do Papa Francisco”, o que já nos teria feito ultrapassar os limites do que a lógica nos permite aceitar. Se assim fosse, o Papa estaria aprovando coisas — tais como os documentos citados — com as quais não estaria realmente de acordo; e, quando se distancia do Sínodo alemão, o que o seu “espírito” está de fato dizendo é que concorda com ele… Tudo isto é tão absurdo, que se deve esclarecer se é possível aceitar o que o Papa diz e aprova, sem ao mesmo tempo ser contra o Papa. Ou se esclarece isto ou a esquizofrenia se instalará na Igreja.
- Lula defende o aborto: ‘questão de saúde pública’ e direito de ‘todo mundo’
Lula chama pautas da família de ‘atrasadas’ e defende aborto como direito para todo mundo. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que será lançado pelo PT como candidato na corrida pelo Palácio do Planalto, defendeu a descriminalização do aborto no país e apontou que o tema deveria ser tratado como uma questão de saúde pública, e não como crime. O petista disse que mulheres pobres acabam morrendo na tentativa de realizar o aborto ilegal, sem acesso ao procedimento seguro, enquanto as mais ricas viajam para países onde o procedimento é legalizado. Leia também Arcebispo de São Paulo critica Lula por ser a favor do aborto As declarações de Lula ocorreram no debate “Brasil-Alemanha – União Europeia: desafios progressistas e parcerias estratégicas”, com a presença de Martin Schulz, ex-presidente do Parlamento Europeu e representante da Fundação Friedrich Ebert (FES). “A madame pode ir fazer um aborto em Paris, escolher ir para Berlim. Na verdade, [o aborto] deveria ser transformado em uma questão de saúde pública, a que todo mundo deve ter direito, e não vergonha”, disse Lula. “Se eu não quero ter um filho, eu vou cuidar de não ter meu filho, vou discutir com meu parceiro. O que não dá é a lei exigir que ela precisa cuidar”, exemplificou o petista. Assista algumas de suas falas: Leia também Padre Léo sobre Lula: “Se transformou em um instrumento do encardido!” “Sem moral” Lula ainda criticou a pauta de costumes, defendida por setores conservadores e dominada por homens. Sem citar nominalmente o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), Lula apontou que o atual mandatário não tem moral para conduzir a “pauta da família”, porque não cuidou nem dos próprios filhos. “Essa pauta da família, pauta dos valores, é uma coisa muito atrasada, e ela é autorizada por um homem que não tem moral para fazer isso. Ele não cuidou dos filhos dele”, disse Lula. “A sociedade e os costumes evoluíram muito. Precisamos ter coragem para fazer esse debate.” A fala de Lula provocou a reação de parlamentares e evangélicos. A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, usou conta oficial no Instagram para dizer que Lula “sempre foi a cultura da morte” e apontou que a disputa se dará no próximo pleito entre as pessoas que defendem a morte e as que defendem a vida. Leia também Quase 90% dos brasileiros se declaram contra o aborto “Nas próximas eleições, nossas escolhas serão: vida protegida desde a concepção X morte de crianças inocentes”, publicou a ministra. E continuou: “Observem que ele hoje está defendendo o aborto, e amanhã ele com certeza defenderá a eutanásia e depois a eugenia.” O porta-voz da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso, deputado Eli Borges (Solidariedade-TO), também se pronunciou: “Eu fico indignado quando um ex-presidente da República se arvora no direito de matar inocentes porque estão na barriga de uma mãe. A mãe não é ‘proprietária’ desse corpo em formação, esse corpo é uma vida e essa vida pertence a Deus. E ele, Lula, que defende isso [aborto], se esquece que um dia ele também teve o direito de nascer. Ele deve a própria existência à mãe dele, que lhe deu o direito de nascer. Nascer é um direito inalienável, viver é um direito inalienável. A ciência já provou que o bebê em formação é uma vida e, sendo uma vida, não compete ao homem tirá-la. Minha total indignação a essa visão distorcida” Leia também Madre Teresa: “O maior destruidor da paz hoje é o aborto” Compromisso antigo… Não é novidade que Lula e o PT sejam favoráveis à legalização do aborto. Em um Congresso de 2007, o partido aprovou oficialmente a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público evitando assim a gravidez não desejada”. Também nos dois mandatos em que foi presidente do Brasil, Lula trabalhou alinhado com essa diretriz. O posicionamento da gestão Lula em relação ao aborto também ficou claro no documento à ONU que diz que “o atual governo assumiu o compromisso de rever a legislação repressiva do aborto, para que o princípio da livre escolha no exercício da sexualidade possa ser plenamente respeitado” No Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH3), lançado por Lula em 2009, havia expressamente um item prevendo que o governo apoiaria “aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos”. Leia também Veja o que ensina São Padre Pio de Pietrelcina sobre o grave pecado do aborto Aborto e Excomunhão O aborto é uma chaga que se alastra por quase todos os países. Atualmente, ele passou a ser considerado um “direito” da mulher. Faz parte da chamada “cultura da morte” que, aos poucos está sendo implantada no mundo. Contudo, mesmo passando de algo “mal visto” para algo aceito, não se torna menos grave, principalmente aos olhos de Deus. O aborto é um crime gravíssimo e como tal requer também uma pena drástica. Assista antes de continuar a leitura: A Igreja possui o Código de Direito Canônico e, uma de suas seções trata justamente das penas espirituais para aqueles que cometem crimes. O aborto é um desses crimes tipificados pelo Código. O cânon 1398 diz que: “quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae”. Portanto, mesmo que o aborto seja cometido em algum país cuja legislação não o tem como crime, mas sim como um direito, conforme dito, não deixa de ser e é punido exemplarmente pela Igreja. A excomunhão latae sententiae significa que, no momento em que o aborto é cometido, um juiz superior (Deus) julga, condena e executa a pena. Não necessita de declaração posterior de quem quer que seja. É automática e só pode ser levantada (suprimida) com a absolvição do Bispo local ou com a de quem ele conferir essa capacidade [*]. A pergunta seguinte é: todos que comentem aborto ou concorrem para que ele aconteça são automaticamente excomungados? A resposta é não. Para que a sentença seja aplicada é preciso que a pessoa envolvida saiba da existência do crime e da pena. Se a pessoa não se encaixa nesse perfil não pode ser punida. Com efeito, o mesmo vale para o legislador católico que vota a favor da legalização do aborto ou de medidas que o facilitem ou acarretem. Seja como for, é cada vez mais urgente a conscientização de todos os católicos acerca da gravidade desse crime, pois, como diz o Catecismo da Igreja Católica, “o inalienável direito à vida de todo indivíduo humano inocente é um elemento constitutivo da sociedade civil e de sua legislação” (CIC 2272), ou seja, faz parte dos fundamentos da vida em sociedade a defesa incondicional da vida, sob pena de condenação eterna. #Aborto #Lula
- Lula defende o aborto: ‘questão de saúde pública’ e direito de ‘todo mundo’
Lula chama pautas da família de ‘atrasadas’ e defende aborto como direito para todo mundo. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que será lançado pelo PT como candidato na corrida pelo Palácio do Planalto, defendeu a descriminalização do aborto no país e apontou que o tema deveria ser tratado como uma questão de saúde pública, e não como crime. O petista disse que mulheres pobres acabam morrendo na tentativa de realizar o aborto ilegal, sem acesso ao procedimento seguro, enquanto as mais ricas viajam para países onde o procedimento é legalizado. Leia também Arcebispo de São Paulo critica Lula por ser a favor do aborto As declarações de Lula ocorreram no debate “Brasil-Alemanha – União Europeia: desafios progressistas e parcerias estratégicas”, com a presença de Martin Schulz, ex-presidente do Parlamento Europeu e representante da Fundação Friedrich Ebert (FES). “A madame pode ir fazer um aborto em Paris, escolher ir para Berlim. Na verdade, [o aborto] deveria ser transformado em uma questão de saúde pública, a que todo mundo deve ter direito, e não vergonha”, disse Lula. “Se eu não quero ter um filho, eu vou cuidar de não ter meu filho, vou discutir com meu parceiro. O que não dá é a lei exigir que ela precisa cuidar”, exemplificou o petista. Assista algumas de suas falas: Leia também Padre Léo sobre Lula: “Se transformou em um instrumento do encardido!” “Sem moral” Lula ainda criticou a pauta de costumes, defendida por setores conservadores e dominada por homens. Sem citar nominalmente o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), Lula apontou que o atual mandatário não tem moral para conduzir a “pauta da família”, porque não cuidou nem dos próprios filhos. “Essa pauta da família, pauta dos valores, é uma coisa muito atrasada, e ela é autorizada por um homem que não tem moral para fazer isso. Ele não cuidou dos filhos dele”, disse Lula. “A sociedade e os costumes evoluíram muito. Precisamos ter coragem para fazer esse debate.” A fala de Lula provocou a reação de parlamentares e evangélicos. A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, usou conta oficial no Instagram para dizer que Lula “sempre foi a cultura da morte” e apontou que a disputa se dará no próximo pleito entre as pessoas que defendem a morte e as que defendem a vida. Leia também Quase 90% dos brasileiros se declaram contra o aborto “Nas próximas eleições, nossas escolhas serão: vida protegida desde a concepção X morte de crianças inocentes”, publicou a ministra. E continuou: “Observem que ele hoje está defendendo o aborto, e amanhã ele com certeza defenderá a eutanásia e depois a eugenia.” O porta-voz da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso, deputado Eli Borges (Solidariedade-TO), também se pronunciou: “Eu fico indignado quando um ex-presidente da República se arvora no direito de matar inocentes porque estão na barriga de uma mãe. A mãe não é ‘proprietária’ desse corpo em formação, esse corpo é uma vida e essa vida pertence a Deus. E ele, Lula, que defende isso [aborto], se esquece que um dia ele também teve o direito de nascer. Ele deve a própria existência à mãe dele, que lhe deu o direito de nascer. Nascer é um direito inalienável, viver é um direito inalienável. A ciência já provou que o bebê em formação é uma vida e, sendo uma vida, não compete ao homem tirá-la. Minha total indignação a essa visão distorcida” Leia também Madre Teresa: “O maior destruidor da paz hoje é o aborto” Compromisso antigo… Não é novidade que Lula e o PT sejam favoráveis à legalização do aborto. Em um Congresso de 2007, o partido aprovou oficialmente a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público evitando assim a gravidez não desejada”. Também nos dois mandatos em que foi presidente do Brasil, Lula trabalhou alinhado com essa diretriz. O posicionamento da gestão Lula em relação ao aborto também ficou claro no documento à ONU que diz que “o atual governo assumiu o compromisso de rever a legislação repressiva do aborto, para que o princípio da livre escolha no exercício da sexualidade possa ser plenamente respeitado” No Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH3), lançado por Lula em 2009, havia expressamente um item prevendo que o governo apoiaria “aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos”. Leia também Veja o que ensina São Padre Pio de Pietrelcina sobre o grave pecado do aborto Aborto e Excomunhão O aborto é uma chaga que se alastra por quase todos os países. Atualmente, ele passou a ser considerado um “direito” da mulher. Faz parte da chamada “cultura da morte” que, aos poucos está sendo implantada no mundo. Contudo, mesmo passando de algo “mal visto” para algo aceito, não se torna menos grave, principalmente aos olhos de Deus. O aborto é um crime gravíssimo e como tal requer também uma pena drástica. Assista antes de continuar a leitura: A Igreja possui o Código de Direito Canônico e, uma de suas seções trata justamente das penas espirituais para aqueles que cometem crimes. O aborto é um desses crimes tipificados pelo Código. O cânon 1398 diz que: “quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae”. Portanto, mesmo que o aborto seja cometido em algum país cuja legislação não o tem como crime, mas sim como um direito, conforme dito, não deixa de ser e é punido exemplarmente pela Igreja. A excomunhão latae sententiae significa que, no momento em que o aborto é cometido, um juiz superior (Deus) julga, condena e executa a pena. Não necessita de declaração posterior de quem quer que seja. É automática e só pode ser levantada (suprimida) com a absolvição do Bispo local ou com a de quem ele conferir essa capacidade [*]. A pergunta seguinte é: todos que comentem aborto ou concorrem para que ele aconteça são automaticamente excomungados? A resposta é não. Para que a sentença seja aplicada é preciso que a pessoa envolvida saiba da existência do crime e da pena. Se a pessoa não se encaixa nesse perfil não pode ser punida. Com efeito, o mesmo vale para o legislador católico que vota a favor da legalização do aborto ou de medidas que o facilitem ou acarretem. Seja como for, é cada vez mais urgente a conscientização de todos os católicos acerca da gravidade desse crime, pois, como diz o Catecismo da Igreja Católica, “o inalienável direito à vida de todo indivíduo humano inocente é um elemento constitutivo da sociedade civil e de sua legislação” (CIC 2272), ou seja, faz parte dos fundamentos da vida em sociedade a defesa incondicional da vida, sob pena de condenação eterna. #Aborto #Lula
- LIBERDADE, FRATERNIDADE ETC.
Muitas canções da MPB, feitas por esquerdistas contra o regime militar de 64, especialmente as que tratavam do assunto “liberdade”, parece que já podem ser usadas, hoje em dia, por direitistas injustamente censurados nas redes sociais ou punidos por ministros-militantes do STF. A cantora Elis Regina, bastante engajada na oposição contra a ditadura, certa vez gravou uma bela milonga de Atahualpa Yupanqui, “Los Hermanos”, cuja letra dizia o seguinte: Yo tengo tantos hermanos Que no los puedo contar: En el valle, en la montaña, En la pampa y en el mar. Cada cual con sus trabajos, Con sus sueños, cada cual; Con la esperanza adelante, Con los recuerdos detrás… Yo tengo tantos hermanos, Que no los puedo contar. Gente de mano caliente Por eso de la amistad: Con uno lloro, pa llorarlo, Con un rezo pa rezar, Con un horizonte abierto Que siempre está más allá Y esa fuerza pa buscarlo Con tesón y voluntad (Cuando parece más cerca Es cuando se aleja más). Yo tengo tantos hermanos Que no los puedo contar… Y así seguimos andando, Curtidos de soledad; Nos perdemos por el mundo, Nos volvemos a encontrar. Y, así, nos reconocemos Por el lejano mirar, Por la copla que mordemos, Semilla de inmensidad; Y, así, seguimos andando, Curtidos de soledad, Y, en nosotros, nuestros muertos, Pa que nadie quede atrás. Yo tengo tantos hermanos, Que no los puedo contar Y una novia muy hermosa Que se llama libertad . O poema de Atahualpa pode ser interpretado como um libelo político esquerdista e terceiro-mundista, ou, então, como a expressão fraterna da caridade cristã, acima e além de partidarismos efêmeros. Depende da alma e das ideias do intérprete. Hoje, esses versos podem ser cantados por deputados direitistas e seus eleitores; e pelos que veem seus canais de youtube censurados por defenderem ideias conservadoras.
- OS PROGRESSISTAS E A HISTÓRIA DA IGREJA – Amy Welborn
Dei uma palestra recentemente sobre a história da Igreja Católica – uma visão geral, uma espécie de passeio rápido. Em vez de transitar por muitas datas e eventos, concentrei-me na compreensão católica da história, contrastando-a com a visão secular, que é a visão que a maioria de nós, católicos ou não, assume ser o paradigma normativo. Qual é essa visão secular? Que a jornada humana na Terra é de progresso e desenvolvimento. Faz sentido, de certa forma, para uma das principais características da vida humana, especialmente porque o Iluminismo é um óbvio progresso e aperfeiçoamento tecnológico e material, e expansão da nossa compreensão e experiência dos direitos humanos e das liberdades civis. Não é de surpreender que este tenha se tornado o nosso paradigma dominante, nas comparações entre passado e presente (a partir de Marx, sempre associado ao paradigma de classe e, mais recentemente, às lutas e conflitos de identidade). Mas esse não é o paradigma católico. Sinceramente, o que posso fazer de melhor é citar essa passagem de Timothy O’Donnell: É importante notar que a visão cristocêntrica da história é fundamentalmente diferente da ideologia progressista do homem. Aqueles que excluem a Encarnação da história humana pregam um evangelho diferente: o homem, por meio de sua contínua “iluminação”, poderá eventualmente até dar sentido ao sofrimento – ou até mesmo eliminá-lo. Mas, ao contrário, neste mundo caído sempre haverá pecado, tristeza e sofrimento, e somente por meio de Cristo esses mistérios encontram sentido. Cristo, o Príncipe da Paz, vira a história humana de cabeça para baixo ao derrotar o pecado e a morte com a Sua cruz, santificando o sofrimento. E ainda Bento XVI, em Spe Salvi : (…) os Padres da Igreja, como Eusébio e Agostinho, compreendiam Deus como que falando ao seu povo através da história, e não simplesmente pela história da Igreja propriamente dita. A ascensão e queda das nações deveriam ser entendidas em termos de Deus chamando seu povo para si mesmo. Simultaneamente, há duas categorias que penetram sempre mais no centro da ideia de progresso: razão e liberdade. Aquele é sobretudo um progresso no crescente domínio da razão, sendo esta considerada obviamente um poder do bem e para o bem. O progresso é a superação de todas as dependências; é avanço para a liberdade perfeita. Também a liberdade é vista só como promessa, na qual o homem se realiza rumo à plenitude. Em ambos os conceitos – liberdade e razão – está presente um aspecto político. O reino da razão, de facto, é aguardado como a nova condição da humanidade feita totalmente livre. Todavia, as condições políticas deste reino da razão e da liberdade aparecem, à primeira vista, pouco definidas. Razão e liberdade parecem garantir por si mesmas, em virtude da sua intrínseca bondade, uma nova comunidade humana perfeita. Nos dois conceitos-chave de « razão » e « liberdade », tacitamente o pensamento coloca-se sempre em contraste com os vínculos da fé e da Igreja, como também com os vínculos dos ordenamentos estatais de então. Por isso, ambos os conceitos trazem em si um potencial revolucionário de enorme força explosiva. A este respeito, pode-se aqui mencionar somente alguns indícios. Antes de mais, devemos perguntar-nos: o que é que significa verdadeiramente « progresso »; o que é que ele promete e o que é que não promete? No século XIX, já existia uma crítica à fé no progresso. No século XX, Teodoro W. Adorno formulou, de modo drástico, a problematicidade da fé no progresso: este, visto de perto, seria o progresso do bodoque à bomba atômica. Certamente, este é um lado do progresso que não se deve encobrir. Dito de outro modo: torna-se evidente a ambiguidade do progresso. Não há dúvida que este oferece novas potencialidades para o bem, mas abre também possibilidades abissais de mal – possibilidades que antes não existiam. Todos fomos testemunhas de como o progresso em mãos erradas possa tornar-se, e tornou-se realmente, um progresso terrível no mal. Se ao progresso técnico não corresponde um progresso na formação ética do homem, no crescimento do homem interior (cf. Ef 3,16; 2 Cor 4,16), então aquele não é um progresso, mas uma ameaça para o homem e para o mundo. E agora, aplicando isto especificamente à história da Igreja, a nossa postura em relação ao passado católico não pode ser, apenas, a de apontar o dedo e rir de quão ignorantes eles eram, e quão iluminados somos nós, hoje. Não. Nosso paradigma é reconhecer que todos nós – passado, presente e futuro – compartilhamos uma postura comum: de joelhos diante da Cruz. A visão católica de nossa própria história é de humildade e abertura. Podemos aprender e devemos aprender – é necessário! –, pois nossa fé, obviamente, está enraizada tanto na Revelação quanto na Tradição. Contudo, podemos também considerá-lo sob outro aspecto. Comprometer-se com o passado significa comprometer-se com seres humanos, que viviam em circunstâncias materiais e sociais, políticas e econômicas, bastante diferentes das nossas, mas que também eram, do início ao fim, seres humanos que nasceram, sofreram, lutaram, estavam em comunhão entre si e enfrentaram a finitude humana sob as mesmas estrelas misteriosas. Ao conhecer suas tradições, modos e pensamentos, não faríamos melhor se tentássemos entender, em vez de escarnecer? Não seria melhor aprofundar o assunto e perguntar por que razões fizeram aquilo? O que os moveu? O que tenho em comum com essas motivações? O que faço, no presente, que atenda a essas mesmas necessidades? Minhas ações e escolhas fazem mais sentido, no final, do que as deles? Em outras palavras, nossa reação instintiva a algum momento católico do passado pode ser: “Que maluquice!” E pode ter sido! Mas, ao considerar nossas próprias vidas, hoje em dia, podemos notar que há uma continuidade: “Para ser honesto, isso também é muito louco!” Como já disse, o nosso papel não é apontar o dedo e rir, deleitando-nos com nossa superioridade. Não temos nada do que nos gabar. Isso não quer dizer que o passado seja dourado, ossificado e preservado em âmbar para nossa devoção e imitação. O passado católico é uma dinâmica turbulenta que inclui momentos dignos de reverência e momentos dignos de crítica. A história da Igreja pode ser que não seja devidamente compreendida pela definição secular de “progresso”, mas, certamente, possui a dinâmica da reforma embutida em si mesma. Essa é, de fato, a nossa história: primeiro, estabelece-se um pensamento ou uma prática que sejam fiéis ao Evangelho; depois, invariavelmente, vem o momento de desvio, de corrupção, exemplo não mais de amor, mas de orgulho e insensatez humanos. E é então que, rezando e discernindo, talvez se possa derrubar, sempre dolorosamente, o que se tornou ídolo; e assim começa-se de novo. Sempre de novo: enraizando-nos na beleza e na verdade que brotaram no passado, e completamente abertos às necessidades do momento presente: discernindo, com a ajuda do Espírito Santo, o que cada momento exige. Nunca, porém, sob a suposição arrogante de que nossa consciência desse Espírito represente qualquer tipo de “progresso” obrigatório, só porque se trata de um agora em relação a um passado que já era. Progressives and Church history
- Bispo recorre à Câmara de Vereadores contra shows e carnaval na Semana Santa em Aracati
O bispo de Limoeiro do Norte (CE), dom André Vital, fará uso da tribuna da Câmara de Vereadores de Aracati (CE) na próxima quinta-feira, 7 de abril, para falar sobre os shows programados para acontecer na cidade nos dias 16 e 17, Sábado de Aleluia e Domingo de Páscoa. Dom Vital alertou que, embora a prefeitura tenha anunciado o cancelamento do evento na Semana Santa, o que aconteceu foi apenas o adiamento do show da Sexta-feira Santa. Os shows promovidos pela prefeitura de Aracati estavam inicialmente programados para os dias 15 a 17 de abril, intitulado “Paixão no Aracati”. O cartaz de divulgação anunciava “a melhor Semana Santa do Estado”. O evento recebeu críticas de representantes da igreja como as paróquias de Nossa Senhora do Rosário e de Santo Antônio, no município cearense, o Regional Nordeste 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o bispo de Limoeiro do Norte, dom André Vital. Dom Vital estimulou a população a se posicionar em relação ao caso e promoveu um abaixo-assinado realizado pela diocese pedindo o cancelamento do evento. Além disso, solicitou à Câmara de Vereadores de Aracati autorização para comparecer à casa legislativa no dia 7 de abril para “apresentar a esse parlamento as razões pelas quais os cristãos de Aracati e região não podem aceitar tal escárnio de sua fé”. No domingo, 3, a diocese de Limoeiro do Norte confirmou que o bispo fará uso da tribuna da Câmara de Aracati na quinta-feira, 7, às 16h. Dom Vital convidou os cristãos a estarem presentes. Após a repercussão sobre o evento em Aracati, o prefeito Bismarck Maia (PTB) declarou na semana passada em suas redes sociais que não haverá carnaval na cidade, apenas shows. Segundo ele, “para não ter nenhum tipo de discussão e não desunir” o povo, decidiu transferir o show que estava marcado para a noite de Sexta-feira Santa e madrugada de sábado. Mas, os shows das noites de Sábado de Aleluia e Domingo de Páscoa foram mantidos. “Falta um pouco de clareza para perceber que a Semana Santa não é apenas a Sexta-feira Santa. A Semana Santa começa no Domingo de Ramos e vai até o Domingo de Páscoa. Esses eventos estão previstos para acontecer no ponto mais alto da Semana Santa. Portanto, não nos deixemos confundir nem enganar, porque não houve uma mudança essencial daquilo que toda a comunidade cristã espera”, disse dom André Vital. Fonte ACI Digital
- Bispo recorre à Câmara de Vereadores contra shows e carnaval na Semana Santa em Aracati
O bispo de Limoeiro do Norte (CE), dom André Vital, fará uso da tribuna da Câmara de Vereadores de Aracati (CE) na próxima quinta-feira, 7 de abril, para falar sobre os shows programados para acontecer na cidade nos dias 16 e 17, Sábado de Aleluia e Domingo de Páscoa. Dom Vital alertou que, embora a prefeitura tenha anunciado o cancelamento do evento na Semana Santa, o que aconteceu foi apenas o adiamento do show da Sexta-feira Santa. Os shows promovidos pela prefeitura de Aracati estavam inicialmente programados para os dias 15 a 17 de abril, intitulado “Paixão no Aracati”. O cartaz de divulgação anunciava “a melhor Semana Santa do Estado”. O evento recebeu críticas de representantes da igreja como as paróquias de Nossa Senhora do Rosário e de Santo Antônio, no município cearense, o Regional Nordeste 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o bispo de Limoeiro do Norte, dom André Vital. Dom Vital estimulou a população a se posicionar em relação ao caso e promoveu um abaixo-assinado realizado pela diocese pedindo o cancelamento do evento. Além disso, solicitou à Câmara de Vereadores de Aracati autorização para comparecer à casa legislativa no dia 7 de abril para “apresentar a esse parlamento as razões pelas quais os cristãos de Aracati e região não podem aceitar tal escárnio de sua fé”. No domingo, 3, a diocese de Limoeiro do Norte confirmou que o bispo fará uso da tribuna da Câmara de Aracati na quinta-feira, 7, às 16h. Dom Vital convidou os cristãos a estarem presentes. Após a repercussão sobre o evento em Aracati, o prefeito Bismarck Maia (PTB) declarou na semana passada em suas redes sociais que não haverá carnaval na cidade, apenas shows. Segundo ele, “para não ter nenhum tipo de discussão e não desunir” o povo, decidiu transferir o show que estava marcado para a noite de Sexta-feira Santa e madrugada de sábado. Mas, os shows das noites de Sábado de Aleluia e Domingo de Páscoa foram mantidos. “Falta um pouco de clareza para perceber que a Semana Santa não é apenas a Sexta-feira Santa. A Semana Santa começa no Domingo de Ramos e vai até o Domingo de Páscoa. Esses eventos estão previstos para acontecer no ponto mais alto da Semana Santa. Portanto, não nos deixemos confundir nem enganar, porque não houve uma mudança essencial daquilo que toda a comunidade cristã espera”, disse dom André Vital. Fonte ACI Digital
- VIVEMOS NUMA SOCIEDADE EM QUE NÃO É MAIS PERMITIDO SER CATÓLICO
Bom artigo de Thomas Doran, em The Catholic World Report , sobre a marginalização no mundo atual — do mundo dos negócios às mídias, das artes à indústria editorial — imposta à visão-de-mundo católica, às perspectivas católicas sobre a vida, a moralidade, a cultura. É impossível imaginar, por exemplo, um católico que não queira esconder suas crenças ser executivo da Disney, dominada pela ideologia de gênero. Se surgisse, hoje, uma nova Flannery O’Connor, não encontraria uma editora mainstream que lançasse seus livros. Nenhum grande estúdio cinematográfico ousa produzir filmes de diretores católicos. Jornalistas católicos, se não quiserem perder o emprego, devem ser extremamente cuidadosos nestes tempos quando abordam questões morais como aborto e casamento, pois estão sempre sob a vigilância das milícias da nova cultura. Não são poucas as empresas que consideram inaceitáveis as crenças católicas, ao mesmo tempo que fazem negócios com torturadores e assassinos do regime chinês. A discriminação e perseguição contra a perspectiva católica estão na ordem do dia. Mas, para o autor do artigo, nem tudo está perdido. É evidente que, como católico, o autor não podia deixar de dar ênfase à oração, pedindo a conversão dos que estão distantes da verdade, mas é preciso completar essa dimensão com a ação. Acredita ele que o poder econômico dos católicos ainda é muito grande e, se organizado, poderia ter um grande impacto: “Por exemplo: os católicos deviam considerar seriamente se afastar – parar de comprar, parar de assistir, parar de ler, parar de tirar férias – de programas, filmes, notícias, parques temáticos, empresas, editoras etc., onde exista essa mentalidade de cancelamento a tudo o que é católico. Peguemos o dinheiro que estamos gastando em serviços de streaming, assinaturas de música e livros audíveis, filmes, TV a cabo, vestuário, e o usemos para apoiar instituições e programas abertos a uma perspectiva católica — uma perspectiva que se delicia com a beleza, a alegria, a verdade — ou, pelo menos, a uma perspectiva que respeite as virtudes tradicionais. (…) Empresários e empreendedores católicos devem pensar em investir em negócios, plataformas e fóruns já existentes, ou até novos, mesmo que não sejam explicitamente católicos, mas que acolham as perspectivas católicas e cristãs tradicionais.” O autor sabe que uma atitude semelhante exigirá muita disciplina e sacrifício, porque muitos de nós já nos tornamos viciados na comida ruim servida pela cultura atual. A solução não é o trancamento dos católicos em um nicho isolado do restante do mundo. O primeiro passo é despertar os fiéis para essa realidade anticatólica, e quem pode soar a trombeta (de preferência, em linguagem muito direta) são os padres e os leigos que exercem alguma liderança nas comunidades. Mesmo se dizendo atento às questões ambientais, reconhece que a preocupação com o cancelamento da cultura católica é mais urgente do que a mudança climática, pois tem a ver com a degradação do espírito humano. Opinion: We are living in a “No Catholics Allowed” society
- Nova Ordem Mundial: como se preparar para o que irá acontecer
Convidamos a todos para assistir a formação ao vivo que acontecerá hoje (03/04) às 21h. 👉 Clique aqui para assistir o vídeo: #Formaçõesaovivo #PadreRodrigoMaria
- Nova Ordem Mundial: como se preparar para o que irá acontecer
Convidamos a todos para assistir a formação ao vivo que acontecerá hoje (03/04) às 21h. 👉 Clique aqui para assistir o vídeo: #Formaçõesaovivo #PadreRodrigoMaria
- AS COISAS NOVAS DE DEUS – Scott Hahn medita sobre o 5º Domingo da Quaresma
A Liturgia desta Quaresma nos mostrou o Deus do Êxodo. Ele é um Deus poderoso e cheio de graça, o Qual, inteiramente fiel à sua aliança, fez “grandes coisas” para o Seu povo, como diz o Salmo de hoje. Mas as “coisas de muito tempo atrás”, como Isaías nos diz na primeira leitura de hoje, não são nada em comparação com o “algo novo” que Ele fará no futuro. A primeira leitura de hoje e o salmo recordam os maravilhosos acontecimentos do Êxodo. Ambos vêem no Êxodo um padrão e uma profecia do futuro, quando Deus restaurará a sorte de Seu povo caído em pecado. As leituras de hoje antecipam um Êxodo ainda maior, quando Deus se juntará às tribos exiladas de Israel espalhadas pelos quatro cantos do mundo. O novo Êxodo, que Israel tanto esperava, chegou com a morte e ressurreição de Jesus. Tal como a mulher adúltera, no Evangelho deste domingo, todos foram poupados pela compaixão do Senhor. Todos ouviram Suas palavras de perdão e Seu apelo ao arrependimento, para não mais pecarem. Como Paulo, na Epístola de hoje, Cristo tomou posse de todos nós, assumindo cada um como filho do nosso Pai celestial. Através da Igreja, Deus formou um povo para Si mesmo, destinado a anunciar o Seu louvor, exatamente como Isaías disse que Ele faria. E como Isaías prometeu, Ele deu de beber água viva a Seu “povo eleito”, nas terras desérticas deste mundo (João 7, 37-39). Mas o nosso Deus é sempre um Deus do futuro, não do passado. Devemos viver com corações esperançosos, “esquecendo o que passou, mas nos esforçando para seguir adiante”, como Paulo nos diz. Sua salvação, diz Paulo, é um poder no presente: “o poder de sua ressurreição”. Devemos viver aguardando um Êxodo ainda maior e final, perseguindo “a meta, rumo ao prêmio, que, do alto, Deus” nos chama a receber em Cristo, lutando com fé para alcançar a última novidade que Deus nos promete: a ressurreição dos mortos. https://stpaulcenter.com/something-new-scott-hahn-reflects-on-the-fifth-sunday-of-lent/#
- Por que as imagens sacras são cobertas na Quaresma?
Na Quaresma, enquanto os fiéis começam a se preparar com mais força para a Páscoa, as imagens de nossas igrejas são cobertas com um véu. Mas de onde vem, afinal, esse costume e o que ele significa? Permanece vivo em muitas igrejas o costume de cobrir com um véu roxo a cruz e as imagens sacras durante a última semana da Quaresma. Embora tal tradição já se tenha perdido em alguns lugares e em outras tantos não se saiba mais qual seu significado, a igreja ainda o recomenda. Neste pequeno artigo apresentaremos algumas informações de caráter histórico sobre a origem desse costume e, ao fim, verificaremos nos livros litúrgicos restaurados por decreto do Concílio Vaticano II como se deve proceder atualmente. De onde vem o costume católico de velar as imagens sacras durante o tempo litúrgico da Quaresma? A resposta para essa questão deve ser encontrada na riquíssima arquitetura litúrgica da Igreja. Em primeiro lugar, não é verdade que as imagens sejam cobertas por toda a Quaresma, mas somente nos dias que precedem a Paixão do Senhor, mais exatamente a partir do 5.º Domingo da Quaresma. Diferentemente do Missal Romano de 1962, as rubricas do Missal de Paulo VI não preveem mais a obrigatoriedade dessa prática (cf. Paschalis Sollemnitatis , n. 26). Cabe às Conferências Episcopais discernir a oportunidade de se manter esse costume em cada região, a depender da recepção cultural que o acompanha. Como o Brasil é um país de antiga tradição católica, não há problema algum na sua observância. Mais importante que a letra da rubrica, porém, é compreender o seu significado. Ao velar o crucifixo, até a Sexta-feira Santa, e as imagens dos santos, até a Vigília Pascal, a Igreja antecipa o luto pela morte de seu Senhor, incutindo nos fiéis uma mortificação à sua visão. O foco das leituras também é outro: nas primeiras semanas da Quaresma, os textos litúrgicos chamavam sobretudo à penitência e à conversão pessoais; a partir da 5.ª semana da Quaresma — que, no calendário antigo, se chamava simplesmente 1.º Domingo da Paixão —, os fiéis começam a ouvir as narrativas do Evangelho de São João, chamados a manter o olhar fixo em Jesus crucificado, não tanto com os olhos da carne, mas com os da alma. Em sua pedagogia de mãe, portanto, a Igreja introduz-nos em um mistério. Neste fim de semana, as cruzes são veladas, mas, na Sexta-feira da Paixão, novamente elas são descobertas e dadas à adoração dos fiéis. Com esse gesto, os católicos, evidentemente, não adoramos um pedaço de madeira ou de gesso (cf. S. Th. , III, q. 25, a. 4 ), mas o amor de Cristo que se manifestou na Cruz. Aproveitemos esse tempo de silêncio e sobriedade, intensifiquemos a nossa vida de penitência e meditemos sobre o infinito amor do Senhor, o qual, “amando os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” ( Jo 13, 1). O velum quadragesimale Para descobrir a origem do véu das imagens é preciso retroceder aos primeiros séculos do cristianismo, pois é a partir da prática penitencial antiga que se desenvolverá esse costume, como veremos. A disciplina penitencial da Igreja antiga era extremamente rígida: durante meses e até anos, ou em certos casos até ao fim da vida, o penitente deveria realizar atos ascéticos e não poderia participar plenamente da liturgia. Assim como os penitentes, todos os pagãos, hereges e os catecúmenos não podiam acompanhar toda a celebração eucarística. Sinal disso é que, até a publicação do Missal de Paulo VI (1969), a missa era dividida em duas partes: a “missa dos catecúmenos” (orações ao pé do altar, intróito, kyrie, glória, oração coleta, leitura, salmo gradual, evangelho, prédica, credo) e missa dos fiéis (ofertório, cânon, ritos de comunhão, oração pós-comunhão, bênção final, último evangelho). De início a missa dos catecúmenos era concluída com uma oração de bênção e o convite do diácono para os “não-fiéis” já enumerados retirarem-se¹. Tal convite – que num largo processo desembocou no atual “Ite, missa est”, “Ide, a missa terminou” ou “Ide, é a missa [missão, envio]” – marcava a saída dos catecúmenos e penitentes do recinto sagrado. Os penitentes eram reconciliados na manhã da Quinta-feira Santa, para participarem do Tríduo Pascal. Segundo D. Prósper Guéranger e o Pe. João Batista Reus (p. 149-150), quando a penitência pública caiu em desuso e passou a ser praticada a penitência privada dada pelo confessor, o sentido da saída dos penitentes foi preservado com o uso litúrgico do “velum quadragesimale”, o “véu da quaresma”. Esse véu inicialmente recobria todo o presbitério, ocultando completamente o altar aos olhos de todos, como que advertindo-os de que é necessário fazer penitência antes de tomar parte nos Sagrados Mistérios. O Pe. Edward McNamara conduz tal costume a uma tradição germânica: Em seguida, tal prática foi simplificada. Desapareceu o véu quaresmal, ficando apenas o véu da cruz e das imagens. … a origem histórica desta prática […] provavelmente deriva do costume, existente na Alemanha desde o IX século, de estender um grande tecido na frente do altar desde o início da Quaresma. Este tecido, chamado “Hungertuch” (pano de fome), cobria inteiramente o altar para os fiéis durante a quaresma e não era removido até a leitura da Paixão na Quarta-feira Santa, às palavras “o véu do templo partiu-se em dois”. (tradução livre nossa – original em inglês) Uma interpretação alegórica: “… mas Jesus escondeu-se” (Jo 8,59). Após a explicação da origem histórica dos véus quaresmais, vejamos agora o significado alegórico e espiritual que foi atribuído a este rito e que ajuda a tomá-lo como auxílio visual na preparação à Páscoa do Senhor. Na liturgia anterior ao Concílio Vaticano II, chamada agora de “Forma Extraordinária do Rito Romano”, a V Semana da Quaresma era chamada de Tempo da Paixão, estendendo-se até o início do Tríduo Sacro. Era um período profundamente austero. Se no IV Domingo (Laetare²) a Igreja despojou-se das vestes penitenciais para vestir as da alegria pela proximidade da Páscoa, agora no Tempo da Paixão ela deve intensificar a penitência e estimular os piedosos pensamentos sobre a morte de Cristo. Durante toda a Quaresma o “enlutamento” da Igreja pelo Noivo que é retirado vai tornando-se sempre maior. Durante o Tempo da Paixão, além do “Aleluia” e do “Glória a Deus nas alturas”, que não são entoados desde a Quarta-feira de Cinzas, também não é mais rezado o “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo”. Ao aproximar-se o sacrifício do Cordeiro Pascal a Igreja mergulha na dor da sua morte. Os paramentos deste tempo ainda são roxos. Mas (sempre na liturgia anterior a 1969) na Sexta-feira Santa o luto chegará ao seu ápice: a Igreja vestir-se-á de preto, como faz por ocasião do falecimento de qualquer cristão (embora hoje dificilmente se veja um padre vestir paramentos pretos em celebrações exequiais…). É o dia da morte do Esposo. Dia de luto universal. No Domingo da Paixão (hoje V Domingo da Quaresma) lia-se o evangelho de João 8,46-59, que apresenta o grande conflito de Jesus com os judeus. Ele apresenta-se como o Messias divino (“Eu sou” é o nome de Deus), anterior a Abraão (cf. Jo 8,58). O resultado é que os judeus tentam apedrejá-lo. Jesus tem de esconder-se e sair do templo. Ao escolher este evangelho, a liturgia anterior ressaltava o clima de tensão que conduziria à condenação capital de Jesus. Para expressar simbolicamente esse mistério a liturgia cobria as imagens com um véu roxo. Este é o sentido espiritual apresentado por D. Prósper Guéranger, OSB: Na espera desta hora [a hora da agonia do Filho, quando o Esposo será tirado], a santa Igreja manifesta os seus dolorosos pressentimentos velando antecipadamente a imagem do divino Crucificado. A própria Cruz fica invisível aos fiéis, desaparecendo através de um véu. Não se verão mais as imagens dos santos, porque é justo que o servo se esconda, quando se eclipsa a glória do Patrão. Os intérpretes da Liturgia ensinam que o austero uso de velar a Cruz no tempo da Paixão significa a humilhação do Redentor, que foi constrangido a esconder-se para não ser lapidado pelos judeus… (tradução livre nossa – original em italiano). O véu das imagens no Missal de Paulo VI Historicamente, como vimos, a velatio das imagens é uma adaptação do costume de impedir aos penitentes, hereges e não-batizados a participação, a “visão” dos Sagrados Mistérios: da expulsão dos penitentes passou-se ao véu amplo que escondia todo o presbitério e que foi reduzido, posteriormente, ao véu das cruzes e imagens sacras na Igreja. Do ponto de vista espiritual o costume foi interpretado como sinal da penitência à qual todos os fiéis são chamados, ainda como sinal da antecipação do luto da Igreja pela morte do seu Esposo e da humilhação de Cristo, que teve de esconder-se para escapar da ameaça de morte. Até a publicação do Missal de Paulo VI, em 1969, era obrigatório o costume de cobrir as imagens na V Semana da Quaresma. A reforma litúrgica, porém, ao contrário do que muitos imaginam, não aboliu este uso. Ele foi tornado facultativo, podendo ser mantido a juízo das conferências episcopais. É o que afirma a rubrica do sábado da IV Semana da Quaresma: Pode-se conservar o costume de cobrir as cruzes e imagens da igreja, a juízo das Conferências Episcopais. As cruzes permanecerão veladas até o fim da celebração da Paixão do Senhor, na Sexta-feira Santa. As imagens, até o início da Vigília Pascal. Note-se, contudo, que mesmo onde não se mantém o costume de cobrir com o véu roxo as imagens na última semana quaresmal, é recomendado cobrir ou retirar da igreja as cruzes no final da Missa na Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, durante o Tríduo Pascal, de modo que na Celebração da Paixão apresente-se aos fiéis uma única cruz. No final da Celebração da Paixão todas as cruzes são desveladas. Eis a rubrica do Missal Romano: Após alguns momentos de adoração silenciosa [ao Santíssimo Sacramento que foi levado em procissão após a oração depois da comunhão], o sacerdote e os ministros fazem genuflexão e voltam à sacristia. Retiram-se as toalhas do altar e, se possível, as cruzes da Igreja. Convém velar as que não possam ser retiradas. Se na sua igreja este belo costume ainda é conservado, aproveite essas informações para explicar aos demais membros da comunidade o seu sentido. Assim, também com os sinais externos da penitência, do recolhimento, da purificação da visão e do coração de tudo o que é secundário ou mesmo supérfluo, poderemos concentrar o nosso sentir, pensar e agir no Cristo Crucificado. Com os olhos fixos no Senhor, percorrendo com ele a Via Dolorosa, chegaremos às núpcias do Cordeiro Redivivo, à Páscoa da Ressurreição. Laersio da Silva Machado Seminarista da Diocese de Imperatriz, Fonte: https://www.icatolica.com/2016/02/o-veu-quaresmal-das-imagens-e-cruzes.html?m=1 #Imagens #Quaresma
- Por que as imagens sacras são cobertas na Quaresma?
Na Quaresma, enquanto os fiéis começam a se preparar com mais força para a Páscoa, as imagens de nossas igrejas são cobertas com um véu. Mas de onde vem, afinal, esse costume e o que ele significa? Permanece vivo em muitas igrejas o costume de cobrir com um véu roxo a cruz e as imagens sacras durante a última semana da Quaresma. Embora tal tradição já se tenha perdido em alguns lugares e em outras tantos não se saiba mais qual seu significado, a igreja ainda o recomenda. Neste pequeno artigo apresentaremos algumas informações de caráter histórico sobre a origem desse costume e, ao fim, verificaremos nos livros litúrgicos restaurados por decreto do Concílio Vaticano II como se deve proceder atualmente. De onde vem o costume católico de velar as imagens sacras durante o tempo litúrgico da Quaresma? A resposta para essa questão deve ser encontrada na riquíssima arquitetura litúrgica da Igreja. Em primeiro lugar, não é verdade que as imagens sejam cobertas por toda a Quaresma, mas somente nos dias que precedem a Paixão do Senhor, mais exatamente a partir do 5.º Domingo da Quaresma. Diferentemente do Missal Romano de 1962, as rubricas do Missal de Paulo VI não preveem mais a obrigatoriedade dessa prática (cf. Paschalis Sollemnitatis , n. 26). Cabe às Conferências Episcopais discernir a oportunidade de se manter esse costume em cada região, a depender da recepção cultural que o acompanha. Como o Brasil é um país de antiga tradição católica, não há problema algum na sua observância. Mais importante que a letra da rubrica, porém, é compreender o seu significado. Ao velar o crucifixo, até a Sexta-feira Santa, e as imagens dos santos, até a Vigília Pascal, a Igreja antecipa o luto pela morte de seu Senhor, incutindo nos fiéis uma mortificação à sua visão. O foco das leituras também é outro: nas primeiras semanas da Quaresma, os textos litúrgicos chamavam sobretudo à penitência e à conversão pessoais; a partir da 5.ª semana da Quaresma — que, no calendário antigo, se chamava simplesmente 1.º Domingo da Paixão —, os fiéis começam a ouvir as narrativas do Evangelho de São João, chamados a manter o olhar fixo em Jesus crucificado, não tanto com os olhos da carne, mas com os da alma. Em sua pedagogia de mãe, portanto, a Igreja introduz-nos em um mistério. Neste fim de semana, as cruzes são veladas, mas, na Sexta-feira da Paixão, novamente elas são descobertas e dadas à adoração dos fiéis. Com esse gesto, os católicos, evidentemente, não adoramos um pedaço de madeira ou de gesso (cf. S. Th. , III, q. 25, a. 4 ), mas o amor de Cristo que se manifestou na Cruz. Aproveitemos esse tempo de silêncio e sobriedade, intensifiquemos a nossa vida de penitência e meditemos sobre o infinito amor do Senhor, o qual, “amando os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” ( Jo 13, 1). O velum quadragesimale Para descobrir a origem do véu das imagens é preciso retroceder aos primeiros séculos do cristianismo, pois é a partir da prática penitencial antiga que se desenvolverá esse costume, como veremos. A disciplina penitencial da Igreja antiga era extremamente rígida: durante meses e até anos, ou em certos casos até ao fim da vida, o penitente deveria realizar atos ascéticos e não poderia participar plenamente da liturgia. Assim como os penitentes, todos os pagãos, hereges e os catecúmenos não podiam acompanhar toda a celebração eucarística. Sinal disso é que, até a publicação do Missal de Paulo VI (1969), a missa era dividida em duas partes: a “missa dos catecúmenos” (orações ao pé do altar, intróito, kyrie, glória, oração coleta, leitura, salmo gradual, evangelho, prédica, credo) e missa dos fiéis (ofertório, cânon, ritos de comunhão, oração pós-comunhão, bênção final, último evangelho). De início a missa dos catecúmenos era concluída com uma oração de bênção e o convite do diácono para os “não-fiéis” já enumerados retirarem-se¹. Tal convite – que num largo processo desembocou no atual “Ite, missa est”, “Ide, a missa terminou” ou “Ide, é a missa [missão, envio]” – marcava a saída dos catecúmenos e penitentes do recinto sagrado. Os penitentes eram reconciliados na manhã da Quinta-feira Santa, para participarem do Tríduo Pascal. Segundo D. Prósper Guéranger e o Pe. João Batista Reus (p. 149-150), quando a penitência pública caiu em desuso e passou a ser praticada a penitência privada dada pelo confessor, o sentido da saída dos penitentes foi preservado com o uso litúrgico do “velum quadragesimale”, o “véu da quaresma”. Esse véu inicialmente recobria todo o presbitério, ocultando completamente o altar aos olhos de todos, como que advertindo-os de que é necessário fazer penitência antes de tomar parte nos Sagrados Mistérios. O Pe. Edward McNamara conduz tal costume a uma tradição germânica: Em seguida, tal prática foi simplificada. Desapareceu o véu quaresmal, ficando apenas o véu da cruz e das imagens. … a origem histórica desta prática […] provavelmente deriva do costume, existente na Alemanha desde o IX século, de estender um grande tecido na frente do altar desde o início da Quaresma. Este tecido, chamado “Hungertuch” (pano de fome), cobria inteiramente o altar para os fiéis durante a quaresma e não era removido até a leitura da Paixão na Quarta-feira Santa, às palavras “o véu do templo partiu-se em dois”. (tradução livre nossa – original em inglês) Uma interpretação alegórica: “… mas Jesus escondeu-se” (Jo 8,59). Após a explicação da origem histórica dos véus quaresmais, vejamos agora o significado alegórico e espiritual que foi atribuído a este rito e que ajuda a tomá-lo como auxílio visual na preparação à Páscoa do Senhor. Na liturgia anterior ao Concílio Vaticano II, chamada agora de “Forma Extraordinária do Rito Romano”, a V Semana da Quaresma era chamada de Tempo da Paixão, estendendo-se até o início do Tríduo Sacro. Era um período profundamente austero. Se no IV Domingo (Laetare²) a Igreja despojou-se das vestes penitenciais para vestir as da alegria pela proximidade da Páscoa, agora no Tempo da Paixão ela deve intensificar a penitência e estimular os piedosos pensamentos sobre a morte de Cristo. Durante toda a Quaresma o “enlutamento” da Igreja pelo Noivo que é retirado vai tornando-se sempre maior. Durante o Tempo da Paixão, além do “Aleluia” e do “Glória a Deus nas alturas”, que não são entoados desde a Quarta-feira de Cinzas, também não é mais rezado o “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo”. Ao aproximar-se o sacrifício do Cordeiro Pascal a Igreja mergulha na dor da sua morte. Os paramentos deste tempo ainda são roxos. Mas (sempre na liturgia anterior a 1969) na Sexta-feira Santa o luto chegará ao seu ápice: a Igreja vestir-se-á de preto, como faz por ocasião do falecimento de qualquer cristão (embora hoje dificilmente se veja um padre vestir paramentos pretos em celebrações exequiais…). É o dia da morte do Esposo. Dia de luto universal. No Domingo da Paixão (hoje V Domingo da Quaresma) lia-se o evangelho de João 8,46-59, que apresenta o grande conflito de Jesus com os judeus. Ele apresenta-se como o Messias divino (“Eu sou” é o nome de Deus), anterior a Abraão (cf. Jo 8,58). O resultado é que os judeus tentam apedrejá-lo. Jesus tem de esconder-se e sair do templo. Ao escolher este evangelho, a liturgia anterior ressaltava o clima de tensão que conduziria à condenação capital de Jesus. Para expressar simbolicamente esse mistério a liturgia cobria as imagens com um véu roxo. Este é o sentido espiritual apresentado por D. Prósper Guéranger, OSB: Na espera desta hora [a hora da agonia do Filho, quando o Esposo será tirado], a santa Igreja manifesta os seus dolorosos pressentimentos velando antecipadamente a imagem do divino Crucificado. A própria Cruz fica invisível aos fiéis, desaparecendo através de um véu. Não se verão mais as imagens dos santos, porque é justo que o servo se esconda, quando se eclipsa a glória do Patrão. Os intérpretes da Liturgia ensinam que o austero uso de velar a Cruz no tempo da Paixão significa a humilhação do Redentor, que foi constrangido a esconder-se para não ser lapidado pelos judeus… (tradução livre nossa – original em italiano). O véu das imagens no Missal de Paulo VI Historicamente, como vimos, a velatio das imagens é uma adaptação do costume de impedir aos penitentes, hereges e não-batizados a participação, a “visão” dos Sagrados Mistérios: da expulsão dos penitentes passou-se ao véu amplo que escondia todo o presbitério e que foi reduzido, posteriormente, ao véu das cruzes e imagens sacras na Igreja. Do ponto de vista espiritual o costume foi interpretado como sinal da penitência à qual todos os fiéis são chamados, ainda como sinal da antecipação do luto da Igreja pela morte do seu Esposo e da humilhação de Cristo, que teve de esconder-se para escapar da ameaça de morte. Até a publicação do Missal de Paulo VI, em 1969, era obrigatório o costume de cobrir as imagens na V Semana da Quaresma. A reforma litúrgica, porém, ao contrário do que muitos imaginam, não aboliu este uso. Ele foi tornado facultativo, podendo ser mantido a juízo das conferências episcopais. É o que afirma a rubrica do sábado da IV Semana da Quaresma: Pode-se conservar o costume de cobrir as cruzes e imagens da igreja, a juízo das Conferências Episcopais. As cruzes permanecerão veladas até o fim da celebração da Paixão do Senhor, na Sexta-feira Santa. As imagens, até o início da Vigília Pascal. Note-se, contudo, que mesmo onde não se mantém o costume de cobrir com o véu roxo as imagens na última semana quaresmal, é recomendado cobrir ou retirar da igreja as cruzes no final da Missa na Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, durante o Tríduo Pascal, de modo que na Celebração da Paixão apresente-se aos fiéis uma única cruz. No final da Celebração da Paixão todas as cruzes são desveladas. Eis a rubrica do Missal Romano: Após alguns momentos de adoração silenciosa [ao Santíssimo Sacramento que foi levado em procissão após a oração depois da comunhão], o sacerdote e os ministros fazem genuflexão e voltam à sacristia. Retiram-se as toalhas do altar e, se possível, as cruzes da Igreja. Convém velar as que não possam ser retiradas. Se na sua igreja este belo costume ainda é conservado, aproveite essas informações para explicar aos demais membros da comunidade o seu sentido. Assim, também com os sinais externos da penitência, do recolhimento, da purificação da visão e do coração de tudo o que é secundário ou mesmo supérfluo, poderemos concentrar o nosso sentir, pensar e agir no Cristo Crucificado. Com os olhos fixos no Senhor, percorrendo com ele a Via Dolorosa, chegaremos às núpcias do Cordeiro Redivivo, à Páscoa da Ressurreição. Laersio da Silva Machado Seminarista da Diocese de Imperatriz, Fonte: https://www.icatolica.com/2016/02/o-veu-quaresmal-das-imagens-e-cruzes.html?m=1 #Imagens #Quaresma
- O JESUS DE MARC CHAGALL – Brad Miner
Em “Crucificação Branca” de Marc Chagall, que está actualmente exposta no Instituto de Arte de Chicago, Jesus é representado com um talit , o tradicional xaile de oração usado por judeus religiosos, sobretudo os hassidim . Tem também um pano na cabeça, ao estilo de um pastor. (Tradicionalmente, os homens judeus cobrem sempre a cabeça quando rezam.) Por cima da sua cabeça, praticamente ilegível, está a inscrição INRI em latim e em aramaico. Por baixo dos seus pés vê-se uma menorá. Chagall estava claramente enfatizando o carácter judaico de Jesus. O académico Ziva Amishai-Maisels, da Universidade Hebraica de Jerusalém, explica que a forma como Chagall escreve “Nazareno” (HaNotzri), em “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus”, é um trocadilho do artista, uma vez que Nazareno se tornou um sinónimo de “Cristão”. Assim, escreve Amishai-Maisels, Chagall “sublinha a importância de Jesus tanto para cristãos como para judeus, pois o Jesus judeu com a cabeça coberta e o xaile com franjas é também um cristão”. (Art Institute of Chicago Museum Studies, Vol. 15, No.2, 1991). (É interessante referir que letra árabe “nun” foi usada pelo Estado Islâmico para identificar as casas de cristãos no Iraque e na Síria. Esta é a primeira letra de Nazareno e indica aqueles que devem ser exilados ou martirizados. A letra nun, ou nün, escreve-se de forma semelhante em Hebraico, Aramaico e árabe.) Em 1938, quando Chagall pintou “Crucificação Branca”, os judeus da Europa estavam começando a sofrer a pior perseguição da história. Os nazis tinham-se tornado o principal partido da Alemanha quatro anos antes e, pouco depois, Adolf Hitler foi feito Chanceler. Os judeus estavam sendo sistematicamente privados dos seus direitos civis desde 1934. Foi inaugurado o Gabinete de Política Racial – sede da “raça superior” – e nasceu a Lebensborn, que tinha o objetivo de promover a pureza racial, em parte pela procriação de mulheres arianas solteiras com homens arianos. Hitler passou de Chanceler a Presidente, e depois a Führer. O campo de concentração de Dachau abriu em 1933. Destinava-se principalmente a prisioneiros políticos, mas em breve abriram outros campos, com o objectivo de levar a cabo o extermínio dos judeus e de outros povos “depravados” na Europa. E ao longo dos anos trinta e grande parte dos quarenta, o mundo dormia. Nesta altura Chagall vivia em Paris e as notícias que lhe chegaram do pogrom de Kristallnacht, e outros ataques aos judeus, foram o ímpeto para a criação de “Crucificação Branca”. Na Noite de Cristal, de 9 para 10 de novembro de 1938, milhares de lojas, casas, hospitais e sinagogas judaicas foram atacadas pelo grupo paramilitar nazi Sturmabteilung (SA). Trinta mil homens judeus foram detidos e enviados para os campos. Tudo isto, e mais ainda, foi concentrado por Chagall em “Crucificação Branca”, embora as cenas do pogrom tenham sido transladadas para a sua terra natal de Vitebsk, atualmente na Bielorrússia. Chagall estava bem ciente do perigo em que se colocava a si mesmo e à sua família com esta pintura, caso os alemães ocupassem Paris. Quando isso aconteceu, em 1940, os Chagall já tinham partido para Marselhas, onde foram detidos pelos nazis. Tal como no filme Casablanca, de 1942, os Chagall estavam tentando chegar a Lisboa, onde esperavam assegurar uma passagem para Nova Iorque. Graças a Deus acabaram conseguindo, mas não sem que antes as suas pinturas, já encaixotadas, incluindo a “Crucificação Branca”, tivessem sido brevemente apreendidas, primeiro pelos alemães, no sul de França, depois por fascistas espanhóis, a caminho de Portugal. Chagall poderá ter sido ingénuo ao pensar que a União Soviética, outro bastião de antissemitismo, viria em socorro dos judeus da Europa, mas aparentemente é isso que podemos observar no canto superior esquerdo do quadro, na forma de uma turba com bandeiras encarnadas. Os restantes tableaux que rodeiam Jesus são reconhecíveis, ainda que não nos seja possível entender todas as referências específicas. E não podemos culpar o artista por ter uma visão um pouco romântica da Rússia, o país onde cresceu. Afinal de contas, o “New York Times” também tinha. E Chagall tinha sido o Comissário das Artes em Vitebsk. Quando deixou a União Soviética, em 1992, foi em parte porque tinha dado por si do lado errado daquilo que significava ser um revolucionário soviético. Nas palavras de Talya Zax, a esperança de Chagall era “um modelo da esperança do seu país, mais frágil do que qualquer dos revolucionários estava pronto a admitir. Tanto para ele como para eles, o equilíbrio não se poderia manter”. O antissemitismo na Rússia era evidente para todos. Como escreveu Sarah Boxer – numa recensão a uma biografia de Chagall no “New York Times” –, “a cegueira de Chagall em relação aos horrores soviéticos é quase patológica”. Chagall criou pelo menos 100 cenas de crucificações ao longo dos anos, e fez vitrais para igrejas. Porém, nada sugere que fosse um cristão disfarçado. David Lyle Jeffreys nota, contudo, que Chagall era amigo próximo de Raïssa Maritain, mulher do filósofo Jacques Maritain (ambos católicos convertidos, ela do judaísmo ortodoxo, ele do agnosticismo protestante) e ela terá dito que Chagall sempre pintou “Christ étendu a travers le monde perdu” (Cristo estendido no mundo perdido). Seja porque via Cristo simplesmente como um judeu extraordinário e ético do primeiro século, ou, menos provável, como o Messias, para Chagall Jesus sempre representou a esperança, o que significa que existe verdade na obra do pintor. É certo que Chagall pintava Cristo sobretudo por razões políticas. Como diz o professor Amishai-Maisels, Chagall nunca tentou “representar o Messias cristão (…) mas o mártir judeu que não tem qualquer esperança de salvação”. Pelo menos não no mundo como Chagall então o via, um mundo em que os próprios cristãos tinham esquecido a mensagem de Cristo de paz e fraternidade. Em todo o caso, trata-se de uma paixão que durou toda a vida. Chagall pintou a sua primeira crucificação, “Golgota”, em 1912 (atualmente no MoMA, em Nova Iorque). E continuou a pintá-las até ao início dos anos 70. Hoje, judeus e cristãos, unidos na tradição bíblica, são cada vez mais sujeitos a perseguição, e não apenas no lugar onde ambas as religiões nasceram – as terras hostis em torno da Terra Santa – mas também nos nossos atuais impérios romanos, onde novos e seculares deuses surgem para desafiar o Senhor. Resta apenas dizer que “Crucificação Branca” é uma das duas pinturas favoritas do Papa Francisco, a par de “O Chamamento de São Mateus”, de Caravaggio. O Papa tem bom gosto em arte. https://actualidadereligiosa.blogspot.com/2022/02/o-jesus-de-marc-chagall.html#.Ykn-cijMLIU
- Após pressão dos católicos prefeito adia carnaval que seria na Semana Santa
O carnaval na Semana Santa programado pelo prefeito de Aracati (CE), Bismarck Maia (PTB), foi cancelado. Maia anunciou que não haverá mais o evento na noite de Sexta-feira Santa e madrugada do Sábado de Aleluia. Anunciado como “Paixão no Aracati” e “a melhor Semana Santa do Estado”, o evento recebeu críticas de representantes da igreja como as paróquias de Nossa Senhora do Rosário e de Santo Antônio, no município cearense, o Regional Nordeste 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o bispo de Limoeiro do Norte, dom André Vital. Dom Vital estimulou a população a se posicionar em relação ao caso e promoveu um abaixo-assinado realizado pela diocese pedindo o cancelamento do evento. “Estamos anunciando o evento no Sábado de Aleluia e no domingo, mas reinou a dúvida de que ia acontecer carnaval em Aracati, ia acontecer carnaval na Sexta-Feira Santa. Eu já disse que isso não vai acontecer, não tem carnaval, trio elétrico, essas coisas. Mas para não ter nenhum tipo de discussão e não desunir o nosso povo, tomei uma decisão. Sábado à noite terá festa, domingo à noite terá festa, mas na madrugada de sábado não haverá. Será transferida”, disse o prefeito em um vídeo divulgado por suas redes sociais. Os shows de Bell Marques, Zé Vaqueiro e Matheus Fernandes continuam confirmados para o evento. Mas, o show de Léo Santana, que seria na madrugada de sábado foi adiado. Segundo o prefeito, deverá acontecer no dia 20 de abril, véspera do feriado de Tiradentes. Maia afirmou que o setor de eventos é “o grande motor do desenvolvimento de Aracati” e que passou “dois anos sofrendo” por causa dasa medidas impostas de combate à pandemia de covid-19. Agora, disse que quer “retomar essa pauta de eventos para que o povo tenha oportunidade de ganhar dinheiro”. Segundo Maia, não haverá nenhum show “perto da nossa querida igreja matriz, onde acontecerão os eventos religiosos”. Além disso, declarou a programação religiosa na cidade na Semana Santa terá apoio da prefeitura. “Estamos também fomentando e dando apoio total para a encenação da Paixão de Cristo em Quixaba”. Esta encenação na praia de Quixaba também não acontece há dois anos na cidade por causa das medidas sanitárias contra covid-19 impostas. Fonte: ACI Digital
- Após pressão dos católicos prefeito adia carnaval que seria na Semana Santa
O carnaval na Semana Santa programado pelo prefeito de Aracati (CE), Bismarck Maia (PTB), foi cancelado. Maia anunciou que não haverá mais o evento na noite de Sexta-feira Santa e madrugada do Sábado de Aleluia. Anunciado como “Paixão no Aracati” e “a melhor Semana Santa do Estado”, o evento recebeu críticas de representantes da igreja como as paróquias de Nossa Senhora do Rosário e de Santo Antônio, no município cearense, o Regional Nordeste 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o bispo de Limoeiro do Norte, dom André Vital. Dom Vital estimulou a população a se posicionar em relação ao caso e promoveu um abaixo-assinado realizado pela diocese pedindo o cancelamento do evento. “Estamos anunciando o evento no Sábado de Aleluia e no domingo, mas reinou a dúvida de que ia acontecer carnaval em Aracati, ia acontecer carnaval na Sexta-Feira Santa. Eu já disse que isso não vai acontecer, não tem carnaval, trio elétrico, essas coisas. Mas para não ter nenhum tipo de discussão e não desunir o nosso povo, tomei uma decisão. Sábado à noite terá festa, domingo à noite terá festa, mas na madrugada de sábado não haverá. Será transferida”, disse o prefeito em um vídeo divulgado por suas redes sociais. Os shows de Bell Marques, Zé Vaqueiro e Matheus Fernandes continuam confirmados para o evento. Mas, o show de Léo Santana, que seria na madrugada de sábado foi adiado. Segundo o prefeito, deverá acontecer no dia 20 de abril, véspera do feriado de Tiradentes. Maia afirmou que o setor de eventos é “o grande motor do desenvolvimento de Aracati” e que passou “dois anos sofrendo” por causa dasa medidas impostas de combate à pandemia de covid-19. Agora, disse que quer “retomar essa pauta de eventos para que o povo tenha oportunidade de ganhar dinheiro”. Segundo Maia, não haverá nenhum show “perto da nossa querida igreja matriz, onde acontecerão os eventos religiosos”. Além disso, declarou a programação religiosa na cidade na Semana Santa terá apoio da prefeitura. “Estamos também fomentando e dando apoio total para a encenação da Paixão de Cristo em Quixaba”. Esta encenação na praia de Quixaba também não acontece há dois anos na cidade por causa das medidas sanitárias contra covid-19 impostas. Fonte: ACI Digital
- SALVAR A EDUCAÇÃO CATÓLICA – Padre Santiago Martín
Colégio dos Jesuítas em São Paulo (foto de 1860) O Dicastério para a Educação Católica, da Santa Sé, publicou esta semana um importante documento sobre as características que devem ter tanto as escolas católicas, como os que as frequentam e os que nelas trabalham. É um bom documento, embora, como tudo o que é humano, seja aperfeiçoável e sujeito à moda do momento. O documento aborda a missão da escola católica a partir da sua essência: faz parte da obra missionária e evangelizadora da Igreja. É a partir daí que tudo deve ser compreendido; e é a partir daí que as consequências devem ser tiradas. Os pais e alunos devem saber para onde levam os seus filhos e onde estão; não podem buscar uma escola católica e depois protestar que a escola cumpre o ideário que assumiram, quando aceitaram participar dela. Se os pais procuram uma escola onde haja mais disciplina e rigor académico, mas não aceitam que a escola seja coerente com a fé católica, devem tirar os seus filhos dessa escola e levá-los para outro lugar. Embora os confrontos entre pais (ou estudantes) e as escolas estejam se tornando-se cada vez mais frequentes, o maior problema está surgindo com os professores destas escolas, especialmente no que diz respeito ao que ensinam e sobre o estilo de vida de alguns destes professores. A controvérsia tem sido até agora particularmente com os professores de religião, quando o bispo retirou a permissão de ensinar o assunto a professores que estavam numa relação, fossem homossexuais ou heterossexuais, sem estarem casados na Igreja. O novo documento do Vaticano estende a todos os professores a exigência de viver de uma forma coerente com a moral católica, e não apenas àqueles que ensinam religião. Isto dá às escolas uma forte base moral para poderem contratar ou rescindir o contrato com aqueles que manifestamente não cumprem estas condições. Também dá aos bispos o poder de intervir nas escolas se não cumprirem os requisitos de coerência aplicados aos professores. E isto não se aplica apenas àqueles que ensinam religião. Embora não seja único, o caso mais conhecido de confronto entre uma escola católica e um bispo sobre estas questões foi em Indianápolis. Em 2019, o arcebispo pediu a Brebeuf Jesuit High School que não renovasse o contrato de um professor civilmente casado com outro homem, o qual era também professor noutra escola católica (pediu que fosse feito o mesmo com este último). Os jesuítas recusaram-se a demiti-lo, e o arcebispo proibiu-os de continuar a identificar-se como uma escola católica. Os jesuítas apelaram a Roma e a medida disciplinar do arcebispo foi suspensa, mas até agora não houve qualquer julgamento final. Segundo o novo documento do Dicastério para a Educação Católica, é da competência do bispo intervir em tais casos e não deve haver razão para impedir o prelado de agir, como fez o bispo de Indianápolis naquela altura. O que sinto falta no documento é que este se limita a exigir coerência entre a vida pessoal dos professores e a doutrina católica. Deveria ter ido mais longe e solicitado às escolas católicas que assegurassem que o ensino por elas ministrado, especialmente na área da religião, fosse fiel à doutrina da Igreja. Os maus exemplos dados pelos professores são felizmente minoritários, mas o mesmo não se pode dizer do mau ensino que é frequentemente dado pelas pessoas consagradas — padres e religiosos — que são donos das escolas. Claro que esta exigência poderia ser também alargada à catequese paroquial, mas por enquanto já terá sido bom exigi-lo das escolas. Em sua carta aos presidentes das Conferências Episcopais, reunidos em Roma para discutir a questão da pedofilia, Bento XVI disse que o abuso de menores não era apenas uma questão física; segundo o Papa, o ensino de conceitos contrários à moral católica era também, de certa forma, uma corrupção de menores, e que os bispos tinham o dever de impedir que isso acontecesse. Não será precisamente esta a razão pela qual muitas escolas católicas já não conseguem evangelizar? A fé que os alunos rejeitam será a fé da Igreja, ou uma fé substituta que é supostamente mais fácil para eles aceitarem, mas que na realidade não aceitam?
- No Chile, Sacrário é profanado e hóstias são jogadas na rua
O sacrário do santuário e paróquia de Gruta de Lourdes, em Santiago do Chile, foi profanado na segunda-feira (28). Padre Pedro Pedraza, reitor da igreja, contou que abriram o sacrário durante o dia e roubaram duas âmbulas “uma grande prateada e uma média dourada, com a comunhão consagrada”. As Filhas de Sant’Ana, freiras que vivem na região, foram “avisadas por uma ligação dos pais do Colégio Sant’Ana”, que contaram que havia “hóstias jogadas na rua”. Por volta das 16h30 (hora local) a superiora pegou “algumas hóstias e depois outras foram encontradas na mesma rua”. Além de lamentar “a triste e dolorosa notícia”, a comunidade pediu a companhia dos fiéis através da oração de reparação. “Perdão Senhor, porque foste jogado como lixo e pelo que nos atrevemos a fazer-te! O que mais tens que aturar que façamos contigo?”, concluiu o comunicado. A comunidade fará um ato de reparação hoje (30), começando às 18h30 com a oração do terço e logo depois a santa missa. Leia também: Comunhão Sacrílega, o pior crime que alguém pode cometer
- No Chile, Sacrário é profanado e hóstias são jogadas na rua
O sacrário do santuário e paróquia de Gruta de Lourdes, em Santiago do Chile, foi profanado na segunda-feira (28). Padre Pedro Pedraza, reitor da igreja, contou que abriram o sacrário durante o dia e roubaram duas âmbulas “uma grande prateada e uma média dourada, com a comunhão consagrada”. As Filhas de Sant’Ana, freiras que vivem na região, foram “avisadas por uma ligação dos pais do Colégio Sant’Ana”, que contaram que havia “hóstias jogadas na rua”. Por volta das 16h30 (hora local) a superiora pegou “algumas hóstias e depois outras foram encontradas na mesma rua”. Além de lamentar “a triste e dolorosa notícia”, a comunidade pediu a companhia dos fiéis através da oração de reparação. “Perdão Senhor, porque foste jogado como lixo e pelo que nos atrevemos a fazer-te! O que mais tens que aturar que façamos contigo?”, concluiu o comunicado. A comunidade fará um ato de reparação hoje (30), começando às 18h30 com a oração do terço e logo depois a santa missa. Leia também: Comunhão Sacrílega, o pior crime que alguém pode cometer
- São Guido, abade do mosteiro de Pomposa – 31 de Março
SANTO DO DIA – 31 DE MARÇO – SÃO GUIDO DE POMPOSA Abade (+1046) São Guido teve uma vida dedicada à escuta e serviço de Deus e com isso fez dela uma suave canção de amor para Deus. Guido nasceu na segunda metade do século X, em Casamare, perto de Ravena, Itália. Após concluir seus estudos acadêmicos na cidade natal, mudou-se para Roma, onde recebeu o hábito de monge beneditino e retirou-se à solidão. Sob a direção espiritual de Martinho, também ele um monge eremita e depois canonizado pela Igreja, viveu observando fielmente as Regras de sua ordem, tornando-se um exemplo de disciplina e dedicação à caridade, à oração e à contemplação. Três anos depois, seu diretor o enviou ao mosteiro de Pomposa. Embora desejasse afastar-se do mundo, seu trabalho como musicista era necessário para a comunidade cristã. No convento a história se repetiu. Era um modelo tão perfeito de virtudes, que foi eleito abade por seus irmãos de congregação. Sua fama espalhou-se de tal forma, que seu pai e irmãos acabaram por toma-lo como diretor espiritual e se tornaram religiosos. Sentindo o fim se aproximar, Guido retirou-se novamente para a tão almejada solidão religiosa. Mas, quando o imperador Henrique III foi a Roma para ser coroado pelo Papa, requisitou o abade para acompanhá-lo como conselheiro espiritual. Guido cumpriu a função delegada, mas ao despedir-se dos monges que o hospedaram, despediu-se definitivamente demonstrando que sabia que não se veriam mais. Na viagem de retorno, adoeceu gravemente no caminho entre Parma e Borgo de São Donino e faleceu, no dia 31 de março de 1046. Imediatamente, graças passaram a ocorrer, momentos depois de Guido ter morrido. Um homem cego recuperou a visão em Parma por ter rezado por sua intercessão. Outros milagres se sucederam e os moradores da cidade recusaram-se a entregar o corpo para que as autoridades religiosas o trasladassem ao convento. Foi necessário que o próprio imperador interviesse. Henrique III levou as relíquias para a Catedral de Spira. A igreja, antes dedicada a São João Evangelista, passou a ser chamada de São Guido, ou Wido, ou ainda Guy, como ele era também conhecido. A história de São Guido é curiosa no que se refere à sua atuação religiosa. Ele é o responsável pela nova teoria musical litúrgica. Desejava ser apenas um monge solitário, sua vocação original, mas nunca pode exerce-la na sua plenitude, teve que interromper esta condição a pedido de seus superiores, devido ao dom de músico apurado, talento que usou voltado para a fé. Quando pensou que poderia morrer na paz da solidão monástica, não conseguiu, mas foi para a Casa do Pai, já gozando a fama de santidade. Relíquia Abadia de Pomposa #SantodoDia
- São Guido, abade do mosteiro de Pomposa – 31 de Março
SANTO DO DIA – 31 DE MARÇO – SÃO GUIDO DE POMPOSA Abade (+1046) São Guido teve uma vida dedicada à escuta e serviço de Deus e com isso fez dela uma suave canção de amor para Deus. Guido nasceu na segunda metade do século X, em Casamare, perto de Ravena, Itália. Após concluir seus estudos acadêmicos na cidade natal, mudou-se para Roma, onde recebeu o hábito de monge beneditino e retirou-se à solidão. Sob a direção espiritual de Martinho, também ele um monge eremita e depois canonizado pela Igreja, viveu observando fielmente as Regras de sua ordem, tornando-se um exemplo de disciplina e dedicação à caridade, à oração e à contemplação. Três anos depois, seu diretor o enviou ao mosteiro de Pomposa. Embora desejasse afastar-se do mundo, seu trabalho como musicista era necessário para a comunidade cristã. No convento a história se repetiu. Era um modelo tão perfeito de virtudes, que foi eleito abade por seus irmãos de congregação. Sua fama espalhou-se de tal forma, que seu pai e irmãos acabaram por toma-lo como diretor espiritual e se tornaram religiosos. Sentindo o fim se aproximar, Guido retirou-se novamente para a tão almejada solidão religiosa. Mas, quando o imperador Henrique III foi a Roma para ser coroado pelo Papa, requisitou o abade para acompanhá-lo como conselheiro espiritual. Guido cumpriu a função delegada, mas ao despedir-se dos monges que o hospedaram, despediu-se definitivamente demonstrando que sabia que não se veriam mais. Na viagem de retorno, adoeceu gravemente no caminho entre Parma e Borgo de São Donino e faleceu, no dia 31 de março de 1046. Imediatamente, graças passaram a ocorrer, momentos depois de Guido ter morrido. Um homem cego recuperou a visão em Parma por ter rezado por sua intercessão. Outros milagres se sucederam e os moradores da cidade recusaram-se a entregar o corpo para que as autoridades religiosas o trasladassem ao convento. Foi necessário que o próprio imperador interviesse. Henrique III levou as relíquias para a Catedral de Spira. A igreja, antes dedicada a São João Evangelista, passou a ser chamada de São Guido, ou Wido, ou ainda Guy, como ele era também conhecido. A história de São Guido é curiosa no que se refere à sua atuação religiosa. Ele é o responsável pela nova teoria musical litúrgica. Desejava ser apenas um monge solitário, sua vocação original, mas nunca pode exerce-la na sua plenitude, teve que interromper esta condição a pedido de seus superiores, devido ao dom de músico apurado, talento que usou voltado para a fé. Quando pensou que poderia morrer na paz da solidão monástica, não conseguiu, mas foi para a Casa do Pai, já gozando a fama de santidade. Relíquia Abadia de Pomposa #SantodoDia
- Comunhão Sacrílega, o pior crime que alguém pode cometer
“Não há praticamente nenhum crime que mais ofenda a Deus do que o da comunhão sacrílega. Os Santos Padres o demonstram com palavras e exemplos assombrosos. Aquele que comunga em pecado mortal comete um delito maior que o de Herodes, diz Santo Agostinho; mais horrendo que o de Judas, diz São João Crisóstomo; mais terrível do que o que cometeram os judeus, crucificando o Salvador, dizem outros santos. E a tudo isso acrescenta São Paulo: será réu do Corpo e Sangue de Cristo; isto diz a Glosa: será castigado como se com suas mãos tivesse matado o Filho de Deus. A comunhão sacrílega é um crime tão grande que Deus não espera para puni-lo no inferno. Ele já começa neste mundo a indignar-se com tamanho crime, permitindo a doença e a morte; de modo que, desde o tempo dos Apóstolos, segundo São Paulo, muitos, por suas comunhões sacrílegas, padeciam gravíssimos males corporais, e outros morriam. São Cipriano refere que alguns de seu tempo que recebiam a sagrada Comunhão indignamente eram acometidos de dores intoleráveis nas entranhas, até morrem arrebentados. São João Crisóstomo conhecia muitos possuídos por demônios por causa deste crime. O Papa São Gregório assegura que, em Roma, houve grandes estragos devido à peste que apareceu poque se continuaram naquela cidade as diversões imorais e os espetáculos de impurezas após a Comunhão Pascal. E o mesmo refere a respeito de seu tempo Santo Anselmo, por haverem cumprido mal este preceito. Lemos na vida de São Bernardo que um monge se atreveu a comungar em pecado mortal; mas – coisa terrível – assim que o santo lhe deu a Sagrada Hóstia rebentou como Judas e como ele se condenou eternamente. Segundo o célebre P. Arbiol, havia em certo lugar uma senhora que por ocasião de uma festa muito solene foi se confessar, e o confessor, encontrando-a em uma ocasião próxima de pecar, lhe disse que não podia absolvê-la se ela não se afastasse primeiro da ocasião e que naquele dia ela não podia receber a sagrada Comunhão; mas ela quis recebê-la sem se importar com o que lhe disse o confessor, e, no momento em que teve a sagrada Hóstia na garganta, afogou-se, caindo morta na própria igreja, na presença de muitas pessoas. Eu poderia citar um grande número de casos desta natureza, não apenas antigos, mas também modernos, embora atualmente não aconteçam tantos, porque, creio eu, os bons, por temor, se abstém de frequentar os Santos Sacramentos; e Jesus, pelo amor que nos tem e para nosso bem, prefere deixar impunes visivelmente os sacrilégios, para que os bons o recebam com frequência, visto que estes não o recebem temerosos dos castigos dos profanadores. Mas se a estes últimos não os castiga visivelmente, o faz invisivelmente com a cegueira do entendimento, a dureza de coração e com seu abandono neste mundo, e depois, no outro, com as penas eternas do inferno. Encomenda-te a Maria Santíssima, para que te alcance os auxílios de que necessitas para poder receber com frequência e dignamente os Santos Sacramentos. E para que conheças melhor o quanto convém receber com boa disposição os Santos Sacramentos e os diferentes efeitos que causam, por conclusão te referirei outro caso que se lê na vida dos Santos Padres: Havia um Bispo muito virtuoso que, tendo sido avisado que duas pessoas viviam ilicitamente, suplicou ao Senhor que se dignasse lhe manifestar o estado de consciência de seus súditos. Deus ouviu suas súplicas e um dia, depois de ter distribuído a sagrada Comunhão a um grande número de pessoas, viu que uns tinham o rosto negro como o carvão, a outros lhes brilhavam os olhos, e outros estavam muito elegantes e vestidos de branco. Repetiu a súplica o bom Prelado, para que Deus lhe manifestasse aquele mistério. No mesmo instante apareceu um anjo e lhe disse: “Saiba que estes que têm o rosto negro são os impuros e desonestos; esses outros aos quais brilham os olhos são os avaros, usurários e vingativos; e os que vê tão elegantes e vestidos de branco são os que se acham em graça e adornados de virtudes”. Vieram também comungar as pessoas acusadas de trato ilícito, e as viu igualmente resplandecentes e elegantes, o que fez o Bispo pensar que havia sido enganado, mas o anjo lhe disse que era verdade quanto lhe haviam dito, mas tendo elas se afastado da ocasião [de pecar] e feito uma boa confissão, os seus pecados haviam sido perdoados, e com isto estavam bem dispostas para receber a sagrada Comunhão, a qual lhes havia causado estes admiráveis efeitos. Portanto, amável irmão em Jesus Cristo, pelo grande amor que te professo, te suplico e peço que nunca vá receber a sagrada Comunhão em pecado mortal; mas não te assustes se te encontras em tão desgraçado estado: confessa-te logo, e verdadeiramente arrependido; pratique muitos e fervorosos atos de humildade, confiança e amor; e comungando com esta disposição estarás cheio dos grandes e celestiais frutos que causa a sagrada Eucaristia a quem a recebe dignamente. Quero aqui dizer-te os principais, para que tu queiras recebê-la mais e mais: 1.º Aumenta a graça. 2.º Da luz à alma a fim de conhecer o bem para segui-lo e o mal para evitá-lo. 3.º Aviva a fé e a esperança. 4.º Inflama a caridade. 5.º Modera a ira e demais paixões, preservando-nos de pecar. 6.º Nos une a Jesus Cristo. 7.º Nos dá uma suavidade espiritual, pela qual se faz com gosto todas as obras de virtude. 8.º Afugenta os demônios, para que não nos tentem tantas vezes. 9.º Acalma o remorso da consciência. 10.º Nos faz ter grande confiança em Deus na hora da morte. 11.º Alimenta a alma dando-lhe vigor, assim como o pão material o dá ao corpo. 12.º Por último, nos dá especiais auxílios para perseverar no bem e chegar à eterna glória da qual é penhor certo, o que eu te desejo de todo coração, como para mim mesmo”. Em que consiste a Comunhão Sacrilega❓ Qui manducat et bibit indigne, iudicium sibi manducat et bibit, non diiudicans corpus Domini – “O que come e bebe indignamente, come e bebe para si a condenação, não fazendo discernimento do corpo do Senhor” (1Cor 11, 29) Antes de te aproximares da Mesa eucarística, examina sempre a tua consciência, e se por desgraça tiveres remorso de alguma falta grave, purifica a tua alma pela confissão sacramental. Quanto às culpas veniais, esforça-te por tirá-las de tua alma, ao menos as que forem deliberadas, e afasta de ti tudo o que não seja Deus. Ai daquele que comunga indignamente! Torna-se réu do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, e portanto come-O e bebe-O para a sua própria condenação. I. Consideremos o enorme pecado que comete aquele que se atreve a chegar-se à sagrada mesa com pecado mortal na alma. Este pecado é tão enorme, que São João Crisóstomo, comparando-lhe todos os demais, não acha outro igual, e diz que quem o comete, especialmente sendo sacerdote, é muito pior do que o próprio demônio: Multo daemonio peior est qui, peccati conscius, accedit ad altare. São Pedro Damião explica a razão dizendo: “Se com os outros pecados ofendemos a Deus em suas criaturas, com este ofendemo-Lo em sua própria pessoa.” Não há praticamente nenhum crime que mais ofende a Deus que a comunhão sacrílega. Os Santos Padres o demonstram em palavras e exemplos extraordinários. O comungante em pecado mortal comete um crime maior que Herodes, diz Santo Agostinho, mais assustador do que Judas, diz São João Crisóstomo, mais terrível do que o cometido pelos judeus, crucificando o Salvador, dizem outros santos. E a tudo isso, acrescenta São Paulo, será réu do Corpo e Sangue de Cristo, que diz a Glosa: a ser punido como se, com as suas mãos, tivesse morto o Filho de Deus. A comunhão sacrílega é um crime tão grande que Deus não espera para o punir no inferno. Ele já começa neste mundo a indignar-se com tamanho crime, permitindo a doença e a morte. No tempo dos Apóstolos, segundo São Paulo, muitos dos males de alguns derivaram de comunhões sacrílegas, sofrendo ferimentos muito graves e outros morreram. São Cipriano refere que alguns de seu tempo, não sendo dignos de receber a Sagrada Comunhão, depararam-se com uma dor intolerável nas entranhas e às portas da morte. São João Crisóstomo conhecia muitos possuídos por demónios por causa deste crime. O Papa São Gregório assegura que, em Roma, houve grandes estragos devido à peste que apareceu, por se terem continuado as diversões imorais e os espetáculos de impurezas após a Comunhão pascal. Lemos na vida de um monge de São Bernardo se atreveu a comungar em pecado mortal. Algo terrível! Logo que o Santo lhe deu a Sagrada Hóstia, rebentou como Judas e como ele foi condenado eternamente. I. Consideremos o enorme pecado que comete aquele que se atreve a chegar-se à sagrada mesa com pecado mortal na alma. Este pecado é tão enorme, que São João Crisóstomo, comparando-lhe todos os demais, não acha outro igual, e diz que quem o comete, especialmente sendo sacerdote, é muito pior do que o próprio demônio: Multo daemonio peior est qui, peccati conscius, accedit ad altare. São Pedro Damião explica a razão dizendo: “Se com os outros pecados ofendemos a Deus em suas criaturas, com este ofendemo-Lo em sua própria pessoa.” Que dirias do perverso que tirando a sacrossanta Hóstia da Âmbula sagrada, a atirasse a um vil monturo? Pior do que isso, diz São Vicente Ferrer, faz aquele que tem a ousadia de comungar sacrilegamente; porque, de certo modo, atenta contra o corpo de Jesus Cristo, obriga esta vítima inocente a morar em seu coração cheio de corrupção, entrega o Cordeiro imaculado nas mãos dos demônios que o insultam da mais horrenda maneira. Pelo que Santo Agostinho compara os sacrílegos aos pérfidos Judeus, que crucificaram o nosso Redentor. Com esta diferença, porém: que os Judeus crucificaram ao Senhor da glória enquanto era terrestre e mortal, e os sacrílegos crucificam-No agora que reina no céu; aqueles só uma vez se atreveram a crucificá-Lo, estes renovam o deicídio freqüentes vezes; aqueles se tinham declarado inimigos figadais de Cristo, estes traem-No ao mesmo tempo que, pelo menos exteriormente, O reconhecem por seu Deus, simulando reverência e devoção, e imitando a Judas, abusam do sinal de paz: Osculo Filium hominis tradis (1) — “Com um beijo entregas o Filho do homem”. É disso que Jesus se queixa sobretudo, pela boca de Davi: Si inimicus meus maledixisset mihi, sustimissem utique (2). Se um inimigo, parece dizer Jesus Cristo, me tivesse ultrajado, eu o suportaria com menos pena; mas tu, meu íntimo, meu ministro e príncipe entre o povo; tu, a quem dei tantas vezes a minha carne para sustento: tu me vendes ao demônio por um capricho, por uma vil satisfação, por um punhado de terra? II. Mas ai do sacrílego! Ai de quem tem a ousadia de tornar-se réu do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, chegando-se indignamente à Mesa sagrada! Falando o Senhor com Santa Brígida a respeito daqueles infelizes, repetiu-lhe as palavras proferidas com relação ao pérfido Judas: Bonum erat ei, si natus non fuisset homo ille (3) — Seria melhor para eles se nunca houvessem nascido. Sim, porque, como diz São Paulo: “Quem come este pão e bebe este cálice do Senhor indignamente, come-O e bebe-O para sua própria condenação: iudicium sibi manducat et bibit.” Segundo um padre, havia uma senhora que, num evento solene foi à confissão e o confessor, a encontrando numa ocasião próxima de pecado, ele disse que não poderia absolver a menos que primeiro se afastasse da ocasião, e disse-lhe ainda que naquele dia não podia receber a Sagrada Comunhão. Mas ela quis receber o Corpo de Jesus, independentemente do que o confessor lhe tinha dito, e imediatamente tomou a Hóstia Sagrada na garganta, engasgada, caindo morta na mesma igreja, na presença de muitas pessoas. Um grande número de casos desta natureza poderia referir-se não só antigo mas igualmente à idade moderna, mas isso não acontece muito, porque, creio eu, que os bons, com santo temor, se retraem de frequentar os Santos Sacramentos e Jesus, pelo amor que nos tem para o nosso bem, obviamente prefere deixar impune o sacrilégio e receber os bons muitas vezes, estes que não se atrevem a tomá-lo, assustados com a punição dos pecadores. Mas se a estes últimos pecadores não os pune de forma visível, já o está a fazer invisivelmente: com a cegueira de entendimento, dureza de coração, do seu abandono neste mundo, e em seguida, no outro, com o castigo eterno do Inferno. Encomendemo-nos à Santíssima Virgem Maria, para que alcancemos a ajuda que precisamos para receber com frequência e dignamente os Sacramentos. E para que conheçamos o quanto convém receber dignamente os Sacramentos e os diferentes efeitos causados por eles. Um outro caso que li na vida dos Santos Padres: Houve um Bispo muito virtuoso, que, tendo sido avisado duas pessoas que viviam de maneira ilegal aos olhos de Deus, suplicou ao Senhor que se dignasse a manifestar o pecado na consciência de cada um deles. Deus ouviu suas preces, e um dia depois de ter distribuído a Sagrada Comunhão a uma grande multidão, viu que cada um tinha seu rosto negro como o carvão, outros olhos brilhantes, e outros muito elegantes, vestidos de branco. O bom bispo repetiu a súplica, para que Deus lhe manifestasse aquele mistério. Naquele instante, apareceu um anjo, e disse: “Fica sabendo que os que têm a cara preta são impuros e desonestos, os olhos brilham outros são avarentos, usurários e vingativos, e aqueles que parecem tão bonitos, vestidos brancos são aqueles que estão adornados de graça e de virtudes.” Aproximaram- se então as duas pessoas acusadas de viverem em pecado e o Bispo também as viu bonitas e resplandecentes. O santo bispo pensou que fora enganado, mas o Anjo disse-lhe que de facto era verdade o que se dizia deles, mas tendo-se afastado do pecado e fazendo uma boa confissão, eles foram perdoados de todos os seus pecados. Portanto irmão, amado em Jesus Cristo, eu imploro e peço para não receberes a Sagrada Comunhão em pecado mortal, mas não te preocupes se te encontras nesse tão miserável estado. Confessa-te logo que possas, exercita e pratica fervorosamente muitos atos de humildade, confiança e de amor a Deus e, com esta disposição, colherás grandes frutos celestiais que nos são dados na Sagrada Eucaristia, para aqueles que A recebem dignamente. Meu irmão, a fim de que não te suceda tamanha desgraça, segue o aviso do mesmo Apóstolo: Probet autem seipsum homo (4) — “Examine-se, pois, a si mesmo o homem”. Examina a tua conduta, e se a consciência te acusar de alguma grave culpa, purifica-a por meio de uma boa Confissão sacramental, antes de tomar o alimento da vida eterna. — Quanto às culpas veniais, deves tirar da alma ao menos as cometidas deliberadamente e expulsar do coração tudo que não é Deus. É o que, na interpretação de São Bernardo, significam as palavras que Jesus Cristo disse aos apóstolos, antes de lhes dar a comunhão na última ceia: Qui lotus est non indiget nisi ut pedes lavet (5) — “Aquele que está lavado, não tem necessidade de lavar senão os pés”. Meu dulcíssimo Jesus, oh! Pudesse eu lavar com minhas lágrimas, e até com meu sangue, as almas infelizes em que o vosso amor é tão ultrajado no santíssimo Sacramento! Oh, pudesse fazer com que todos os homens se abrasem em vosso amor! Mas, se isto não me é concedido, desejo ao menos, Senhor, e proponho visitar-Vos muitas vezes e receber-Vos em meu coração, para Vos adorar, como de presente o faço, em reparação dos desprezos que recebeis dos homens neste diviníssimo mistério. Ó Pai Eterno, acolhei esta fraca homenagem que hoje Vos rende o mais miserável dos homens, em reparação das injúrias feitas a vosso divino Filho sacramentado; acolhei-a unida com a honra infinita que Jesus Cristo Vos deu sobre a Cruz e Vos dá ainda todos os dias no santíssimo Sacramento. E vós, minha Mãe Maria, obtende-me a santa perseverança. Referências: (1) Lc 22, 48 (2) Sl 54, 13 (3) Mt 26, 24 (4) 1Cor 11, 28 (5) Jo 13, 10 O Que É Pecado Mortal? A maioria dos pecados que cometemos diariamente são pecados veniais. Geralmente não são graves delitos, e às vezes não sabemos que estamos realmente pecando. Esses pecados veniais ainda machucam sua relação com Cristo e enfraquecem sua alma, mas isso não o remove completamente da graça de Deus. Um pecado mortal, por outro lado, é grave (tipicamente um dos pecados cobertos pelos dez mandamentos), é cometido com seu pleno conhecimento, e com seu consentimento deliberado. Essas três condições devem ser cumpridas para que um pecado seja considerado mortal. O pecado mortal é considerado tão grave porque você deliberadamente escolheu se afastar da graça de Deus. Você escolheu que prefere viver em pecado, e, finalmente, ser condenado ao inferno. Você rejeitou o amor de Deus. Aqui está o que o Catecismo da Igreja Católica diz sobre as consequências do pecado mortal (CCC 1861). O pecado mortal é uma possibilidade radical de liberdade humana, assim como o próprio amor. Resulta na perda da caridade e na privação da graça santificante, ou seja, do estado de graça. Se não é redimido pelo arrependimento e pelo perdão de Deus, causa a exclusão do reino de Cristo e da morte eterna do inferno, pois nossa liberdade tem o poder de fazer escolhas para sempre, sem voltar atrás. #Comunhão #confissão #Eucaristia #sacrilégio
- Comunhão Sacrílega, o pior crime que alguém pode cometer
“Não há praticamente nenhum crime que mais ofenda a Deus do que o da comunhão sacrílega. Os Santos Padres o demonstram com palavras e exemplos assombrosos. Aquele que comunga em pecado mortal comete um delito maior que o de Herodes, diz Santo Agostinho; mais horrendo que o de Judas, diz São João Crisóstomo; mais terrível do que o que cometeram os judeus, crucificando o Salvador, dizem outros santos. E a tudo isso acrescenta São Paulo: será réu do Corpo e Sangue de Cristo; isto diz a Glosa: será castigado como se com suas mãos tivesse matado o Filho de Deus. A comunhão sacrílega é um crime tão grande que Deus não espera para puni-lo no inferno. Ele já começa neste mundo a indignar-se com tamanho crime, permitindo a doença e a morte; de modo que, desde o tempo dos Apóstolos, segundo São Paulo, muitos, por suas comunhões sacrílegas, padeciam gravíssimos males corporais, e outros morriam. São Cipriano refere que alguns de seu tempo que recebiam a sagrada Comunhão indignamente eram acometidos de dores intoleráveis nas entranhas, até morrem arrebentados. São João Crisóstomo conhecia muitos possuídos por demônios por causa deste crime. O Papa São Gregório assegura que, em Roma, houve grandes estragos devido à peste que apareceu poque se continuaram naquela cidade as diversões imorais e os espetáculos de impurezas após a Comunhão Pascal. E o mesmo refere a respeito de seu tempo Santo Anselmo, por haverem cumprido mal este preceito. Lemos na vida de São Bernardo que um monge se atreveu a comungar em pecado mortal; mas – coisa terrível – assim que o santo lhe deu a Sagrada Hóstia rebentou como Judas e como ele se condenou eternamente. Segundo o célebre P. Arbiol, havia em certo lugar uma senhora que por ocasião de uma festa muito solene foi se confessar, e o confessor, encontrando-a em uma ocasião próxima de pecar, lhe disse que não podia absolvê-la se ela não se afastasse primeiro da ocasião e que naquele dia ela não podia receber a sagrada Comunhão; mas ela quis recebê-la sem se importar com o que lhe disse o confessor, e, no momento em que teve a sagrada Hóstia na garganta, afogou-se, caindo morta na própria igreja, na presença de muitas pessoas. Eu poderia citar um grande número de casos desta natureza, não apenas antigos, mas também modernos, embora atualmente não aconteçam tantos, porque, creio eu, os bons, por temor, se abstém de frequentar os Santos Sacramentos; e Jesus, pelo amor que nos tem e para nosso bem, prefere deixar impunes visivelmente os sacrilégios, para que os bons o recebam com frequência, visto que estes não o recebem temerosos dos castigos dos profanadores. Mas se a estes últimos não os castiga visivelmente, o faz invisivelmente com a cegueira do entendimento, a dureza de coração e com seu abandono neste mundo, e depois, no outro, com as penas eternas do inferno. Encomenda-te a Maria Santíssima, para que te alcance os auxílios de que necessitas para poder receber com frequência e dignamente os Santos Sacramentos. E para que conheças melhor o quanto convém receber com boa disposição os Santos Sacramentos e os diferentes efeitos que causam, por conclusão te referirei outro caso que se lê na vida dos Santos Padres: Havia um Bispo muito virtuoso que, tendo sido avisado que duas pessoas viviam ilicitamente, suplicou ao Senhor que se dignasse lhe manifestar o estado de consciência de seus súditos. Deus ouviu suas súplicas e um dia, depois de ter distribuído a sagrada Comunhão a um grande número de pessoas, viu que uns tinham o rosto negro como o carvão, a outros lhes brilhavam os olhos, e outros estavam muito elegantes e vestidos de branco. Repetiu a súplica o bom Prelado, para que Deus lhe manifestasse aquele mistério. No mesmo instante apareceu um anjo e lhe disse: “Saiba que estes que têm o rosto negro são os impuros e desonestos; esses outros aos quais brilham os olhos são os avaros, usurários e vingativos; e os que vê tão elegantes e vestidos de branco são os que se acham em graça e adornados de virtudes”. Vieram também comungar as pessoas acusadas de trato ilícito, e as viu igualmente resplandecentes e elegantes, o que fez o Bispo pensar que havia sido enganado, mas o anjo lhe disse que era verdade quanto lhe haviam dito, mas tendo elas se afastado da ocasião [de pecar] e feito uma boa confissão, os seus pecados haviam sido perdoados, e com isto estavam bem dispostas para receber a sagrada Comunhão, a qual lhes havia causado estes admiráveis efeitos. Portanto, amável irmão em Jesus Cristo, pelo grande amor que te professo, te suplico e peço que nunca vá receber a sagrada Comunhão em pecado mortal; mas não te assustes se te encontras em tão desgraçado estado: confessa-te logo, e verdadeiramente arrependido; pratique muitos e fervorosos atos de humildade, confiança e amor; e comungando com esta disposição estarás cheio dos grandes e celestiais frutos que causa a sagrada Eucaristia a quem a recebe dignamente. Quero aqui dizer-te os principais, para que tu queiras recebê-la mais e mais: 1.º Aumenta a graça. 2.º Da luz à alma a fim de conhecer o bem para segui-lo e o mal para evitá-lo. 3.º Aviva a fé e a esperança. 4.º Inflama a caridade. 5.º Modera a ira e demais paixões, preservando-nos de pecar. 6.º Nos une a Jesus Cristo. 7.º Nos dá uma suavidade espiritual, pela qual se faz com gosto todas as obras de virtude. 8.º Afugenta os demônios, para que não nos tentem tantas vezes. 9.º Acalma o remorso da consciência. 10.º Nos faz ter grande confiança em Deus na hora da morte. 11.º Alimenta a alma dando-lhe vigor, assim como o pão material o dá ao corpo. 12.º Por último, nos dá especiais auxílios para perseverar no bem e chegar à eterna glória da qual é penhor certo, o que eu te desejo de todo coração, como para mim mesmo”. Em que consiste a Comunhão Sacrilega❓ Qui manducat et bibit indigne, iudicium sibi manducat et bibit, non diiudicans corpus Domini – “O que come e bebe indignamente, come e bebe para si a condenação, não fazendo discernimento do corpo do Senhor” (1Cor 11, 29) Antes de te aproximares da Mesa eucarística, examina sempre a tua consciência, e se por desgraça tiveres remorso de alguma falta grave, purifica a tua alma pela confissão sacramental. Quanto às culpas veniais, esforça-te por tirá-las de tua alma, ao menos as que forem deliberadas, e afasta de ti tudo o que não seja Deus. Ai daquele que comunga indignamente! Torna-se réu do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, e portanto come-O e bebe-O para a sua própria condenação. I. Consideremos o enorme pecado que comete aquele que se atreve a chegar-se à sagrada mesa com pecado mortal na alma. Este pecado é tão enorme, que São João Crisóstomo, comparando-lhe todos os demais, não acha outro igual, e diz que quem o comete, especialmente sendo sacerdote, é muito pior do que o próprio demônio: Multo daemonio peior est qui, peccati conscius, accedit ad altare. São Pedro Damião explica a razão dizendo: “Se com os outros pecados ofendemos a Deus em suas criaturas, com este ofendemo-Lo em sua própria pessoa.” Não há praticamente nenhum crime que mais ofende a Deus que a comunhão sacrílega. Os Santos Padres o demonstram em palavras e exemplos extraordinários. O comungante em pecado mortal comete um crime maior que Herodes, diz Santo Agostinho, mais assustador do que Judas, diz São João Crisóstomo, mais terrível do que o cometido pelos judeus, crucificando o Salvador, dizem outros santos. E a tudo isso, acrescenta São Paulo, será réu do Corpo e Sangue de Cristo, que diz a Glosa: a ser punido como se, com as suas mãos, tivesse morto o Filho de Deus. A comunhão sacrílega é um crime tão grande que Deus não espera para o punir no inferno. Ele já começa neste mundo a indignar-se com tamanho crime, permitindo a doença e a morte. No tempo dos Apóstolos, segundo São Paulo, muitos dos males de alguns derivaram de comunhões sacrílegas, sofrendo ferimentos muito graves e outros morreram. São Cipriano refere que alguns de seu tempo, não sendo dignos de receber a Sagrada Comunhão, depararam-se com uma dor intolerável nas entranhas e às portas da morte. São João Crisóstomo conhecia muitos possuídos por demónios por causa deste crime. O Papa São Gregório assegura que, em Roma, houve grandes estragos devido à peste que apareceu, por se terem continuado as diversões imorais e os espetáculos de impurezas após a Comunhão pascal. Lemos na vida de um monge de São Bernardo se atreveu a comungar em pecado mortal. Algo terrível! Logo que o Santo lhe deu a Sagrada Hóstia, rebentou como Judas e como ele foi condenado eternamente. I. Consideremos o enorme pecado que comete aquele que se atreve a chegar-se à sagrada mesa com pecado mortal na alma. Este pecado é tão enorme, que São João Crisóstomo, comparando-lhe todos os demais, não acha outro igual, e diz que quem o comete, especialmente sendo sacerdote, é muito pior do que o próprio demônio: Multo daemonio peior est qui, peccati conscius, accedit ad altare. São Pedro Damião explica a razão dizendo: “Se com os outros pecados ofendemos a Deus em suas criaturas, com este ofendemo-Lo em sua própria pessoa.” Que dirias do perverso que tirando a sacrossanta Hóstia da Âmbula sagrada, a atirasse a um vil monturo? Pior do que isso, diz São Vicente Ferrer, faz aquele que tem a ousadia de comungar sacrilegamente; porque, de certo modo, atenta contra o corpo de Jesus Cristo, obriga esta vítima inocente a morar em seu coração cheio de corrupção, entrega o Cordeiro imaculado nas mãos dos demônios que o insultam da mais horrenda maneira. Pelo que Santo Agostinho compara os sacrílegos aos pérfidos Judeus, que crucificaram o nosso Redentor. Com esta diferença, porém: que os Judeus crucificaram ao Senhor da glória enquanto era terrestre e mortal, e os sacrílegos crucificam-No agora que reina no céu; aqueles só uma vez se atreveram a crucificá-Lo, estes renovam o deicídio freqüentes vezes; aqueles se tinham declarado inimigos figadais de Cristo, estes traem-No ao mesmo tempo que, pelo menos exteriormente, O reconhecem por seu Deus, simulando reverência e devoção, e imitando a Judas, abusam do sinal de paz: Osculo Filium hominis tradis (1) — “Com um beijo entregas o Filho do homem”. É disso que Jesus se queixa sobretudo, pela boca de Davi: Si inimicus meus maledixisset mihi, sustimissem utique (2). Se um inimigo, parece dizer Jesus Cristo, me tivesse ultrajado, eu o suportaria com menos pena; mas tu, meu íntimo, meu ministro e príncipe entre o povo; tu, a quem dei tantas vezes a minha carne para sustento: tu me vendes ao demônio por um capricho, por uma vil satisfação, por um punhado de terra? II. Mas ai do sacrílego! Ai de quem tem a ousadia de tornar-se réu do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, chegando-se indignamente à Mesa sagrada! Falando o Senhor com Santa Brígida a respeito daqueles infelizes, repetiu-lhe as palavras proferidas com relação ao pérfido Judas: Bonum erat ei, si natus non fuisset homo ille (3) — Seria melhor para eles se nunca houvessem nascido. Sim, porque, como diz São Paulo: “Quem come este pão e bebe este cálice do Senhor indignamente, come-O e bebe-O para sua própria condenação: iudicium sibi manducat et bibit.” Segundo um padre, havia uma senhora que, num evento solene foi à confissão e o confessor, a encontrando numa ocasião próxima de pecado, ele disse que não poderia absolver a menos que primeiro se afastasse da ocasião, e disse-lhe ainda que naquele dia não podia receber a Sagrada Comunhão. Mas ela quis receber o Corpo de Jesus, independentemente do que o confessor lhe tinha dito, e imediatamente tomou a Hóstia Sagrada na garganta, engasgada, caindo morta na mesma igreja, na presença de muitas pessoas. Um grande número de casos desta natureza poderia referir-se não só antigo mas igualmente à idade moderna, mas isso não acontece muito, porque, creio eu, que os bons, com santo temor, se retraem de frequentar os Santos Sacramentos e Jesus, pelo amor que nos tem para o nosso bem, obviamente prefere deixar impune o sacrilégio e receber os bons muitas vezes, estes que não se atrevem a tomá-lo, assustados com a punição dos pecadores. Mas se a estes últimos pecadores não os pune de forma visível, já o está a fazer invisivelmente: com a cegueira de entendimento, dureza de coração, do seu abandono neste mundo, e em seguida, no outro, com o castigo eterno do Inferno. Encomendemo-nos à Santíssima Virgem Maria, para que alcancemos a ajuda que precisamos para receber com frequência e dignamente os Sacramentos. E para que conheçamos o quanto convém receber dignamente os Sacramentos e os diferentes efeitos causados por eles. Um outro caso que li na vida dos Santos Padres: Houve um Bispo muito virtuoso, que, tendo sido avisado duas pessoas que viviam de maneira ilegal aos olhos de Deus, suplicou ao Senhor que se dignasse a manifestar o pecado na consciência de cada um deles. Deus ouviu suas preces, e um dia depois de ter distribuído a Sagrada Comunhão a uma grande multidão, viu que cada um tinha seu rosto negro como o carvão, outros olhos brilhantes, e outros muito elegantes, vestidos de branco. O bom bispo repetiu a súplica, para que Deus lhe manifestasse aquele mistério. Naquele instante, apareceu um anjo, e disse: “Fica sabendo que os que têm a cara preta são impuros e desonestos, os olhos brilham outros são avarentos, usurários e vingativos, e aqueles que parecem tão bonitos, vestidos brancos são aqueles que estão adornados de graça e de virtudes.” Aproximaram- se então as duas pessoas acusadas de viverem em pecado e o Bispo também as viu bonitas e resplandecentes. O santo bispo pensou que fora enganado, mas o Anjo disse-lhe que de facto era verdade o que se dizia deles, mas tendo-se afastado do pecado e fazendo uma boa confissão, eles foram perdoados de todos os seus pecados. Portanto irmão, amado em Jesus Cristo, eu imploro e peço para não receberes a Sagrada Comunhão em pecado mortal, mas não te preocupes se te encontras nesse tão miserável estado. Confessa-te logo que possas, exercita e pratica fervorosamente muitos atos de humildade, confiança e de amor a Deus e, com esta disposição, colherás grandes frutos celestiais que nos são dados na Sagrada Eucaristia, para aqueles que A recebem dignamente. Meu irmão, a fim de que não te suceda tamanha desgraça, segue o aviso do mesmo Apóstolo: Probet autem seipsum homo (4) — “Examine-se, pois, a si mesmo o homem”. Examina a tua conduta, e se a consciência te acusar de alguma grave culpa, purifica-a por meio de uma boa Confissão sacramental, antes de tomar o alimento da vida eterna. — Quanto às culpas veniais, deves tirar da alma ao menos as cometidas deliberadamente e expulsar do coração tudo que não é Deus. É o que, na interpretação de São Bernardo, significam as palavras que Jesus Cristo disse aos apóstolos, antes de lhes dar a comunhão na última ceia: Qui lotus est non indiget nisi ut pedes lavet (5) — “Aquele que está lavado, não tem necessidade de lavar senão os pés”. Meu dulcíssimo Jesus, oh! Pudesse eu lavar com minhas lágrimas, e até com meu sangue, as almas infelizes em que o vosso amor é tão ultrajado no santíssimo Sacramento! Oh, pudesse fazer com que todos os homens se abrasem em vosso amor! Mas, se isto não me é concedido, desejo ao menos, Senhor, e proponho visitar-Vos muitas vezes e receber-Vos em meu coração, para Vos adorar, como de presente o faço, em reparação dos desprezos que recebeis dos homens neste diviníssimo mistério. Ó Pai Eterno, acolhei esta fraca homenagem que hoje Vos rende o mais miserável dos homens, em reparação das injúrias feitas a vosso divino Filho sacramentado; acolhei-a unida com a honra infinita que Jesus Cristo Vos deu sobre a Cruz e Vos dá ainda todos os dias no santíssimo Sacramento. E vós, minha Mãe Maria, obtende-me a santa perseverança. Referências: (1) Lc 22, 48 (2) Sl 54, 13 (3) Mt 26, 24 (4) 1Cor 11, 28 (5) Jo 13, 10 O Que É Pecado Mortal? A maioria dos pecados que cometemos diariamente são pecados veniais. Geralmente não são graves delitos, e às vezes não sabemos que estamos realmente pecando. Esses pecados veniais ainda machucam sua relação com Cristo e enfraquecem sua alma, mas isso não o remove completamente da graça de Deus. Um pecado mortal, por outro lado, é grave (tipicamente um dos pecados cobertos pelos dez mandamentos), é cometido com seu pleno conhecimento, e com seu consentimento deliberado. Essas três condições devem ser cumpridas para que um pecado seja considerado mortal. O pecado mortal é considerado tão grave porque você deliberadamente escolheu se afastar da graça de Deus. Você escolheu que prefere viver em pecado, e, finalmente, ser condenado ao inferno. Você rejeitou o amor de Deus. Aqui está o que o Catecismo da Igreja Católica diz sobre as consequências do pecado mortal (CCC 1861). O pecado mortal é uma possibilidade radical de liberdade humana, assim como o próprio amor. Resulta na perda da caridade e na privação da graça santificante, ou seja, do estado de graça. Se não é redimido pelo arrependimento e pelo perdão de Deus, causa a exclusão do reino de Cristo e da morte eterna do inferno, pois nossa liberdade tem o poder de fazer escolhas para sempre, sem voltar atrás. #Comunhão #confissão #Eucaristia #sacrilégio
- Ladrões profanam igreja durante roubo em Tocantins
Na madrugada do dia 29 de março, a capela Nossa Senhora das Graças, na cidade de Gurupi (TO), foi roubada. Os ladrões arrombaram e profanaram o sacrário e quebraram diversos objetos sagrados. “Profanaram a capela do Santíssimo, derrubaram as hóstias no chão. Tudo indica que eles estavam procurando objetos de valor, mas na igreja só tem objetos do culto; assim mesmo fizeram todo este estrago. O Tabernáculo, quebraram todo”, relata padre Luiz Antônio, responsável pela capela. Os fiéis se reuniram no mesmo dia e junto com o padre Luiz rezaram uma missa em desagravo. Essa é a terceira vez que a igreja, localizada no Setor Sol Nascente, sofre a ação de criminosos. Os ladrões levaram sete microfones, uma caixa de som, um cibório e um compressor. A polícia está usando imagens de câmeras de segurança identificar os autores e recuperar os objetos. Rezemos em reparação 🙏 Leia também: Comunhão Sacrílega, o pior crime que alguém pode cometer
- Ladrões profanam igreja durante roubo em Tocantins
Na madrugada do dia 29 de março, a capela Nossa Senhora das Graças, na cidade de Gurupi (TO), foi roubada. Os ladrões arrombaram e profanaram o sacrário e quebraram diversos objetos sagrados. “Profanaram a capela do Santíssimo, derrubaram as hóstias no chão. Tudo indica que eles estavam procurando objetos de valor, mas na igreja só tem objetos do culto; assim mesmo fizeram todo este estrago. O Tabernáculo, quebraram todo”, relata padre Luiz Antônio, responsável pela capela. Os fiéis se reuniram no mesmo dia e junto com o padre Luiz rezaram uma missa em desagravo. Essa é a terceira vez que a igreja, localizada no Setor Sol Nascente, sofre a ação de criminosos. Os ladrões levaram sete microfones, uma caixa de som, um cibório e um compressor. A polícia está usando imagens de câmeras de segurança identificar os autores e recuperar os objetos. Rezemos em reparação 🙏 Leia também: Comunhão Sacrílega, o pior crime que alguém pode cometer
- [A IGREJA CATÓLICA É SUPERIOR À SOCIEDADE CIVIL] – Cândido Mendes de Almeida
[O maranhense Cândido Mendes de Almeida foi um jurista, historiador e senador do Império, que viveu entre 1818 e 1881. Foi o advogado que defendeu, em 1874, o bispo Dom Vital, na célebre disputa conhecida como Questão Religiosa]. A Igreja Católica, como já notamos em outro lugar, é uma sociedade autônoma, independente e superior — seja pela sua origem, seja pelo seu fim — à sociedade civil ou temporal. Coluna da fé e depositária da verdade, nunca poderia estar sujeita a nenhuma associação temporal, por melhor que fosse sua organização e extraordinário o seu poder. Por consequência, a Igreja possui os mesmos direitos de que estão revestidas todas as sociedades estabelecidas na terra, sobretudo do primeiro e o mais essencial, o que compreende e ampara todos os mais: a independência, a autonomia; queremos dizer, o direito de se governar por suas próprias leis, sem que, de nenhuma sorte, uma sociedade estranha possa constrangê-la ou a modificar suas leis, ou a aboli-las, ou a subordinar-se à legislação por outrem promulgada. Destes princípios resulta a consequência lógica que, quando uma sociedade temporal, violando a independência da Igreja, tenta impor-lhe sua lei, a Igreja tem o direito de resistir e de prescrever a seus filhos a obrigação de desobedecer a tais leis. De outra sorte, não seria uma sociedade perfeita; ficaria exposta, a todo o momento, sua própria existência e a doutrina de que é a depositaria e a propagandista. Sua superioridade sobre tantas associações de curta vida, efêmeras, seria anulada, tornando-se sem fruto a vinda de Cristo ao Mundo, por isso que o instrumento que deixara para ensinar, e derramar sua doutrina, corria a tudo o momento o risco de inutilizar-se ou de ser destruído. Sendo a Igreja infalível em suas decisões quanto ao dogma e a moral, como deve ser toda a sociedade espiritual, porque visa a um fim mui diferente e superior ao das associações temporais, como fazer valer essa prerrogativa, esse dom, sendo a Igreja subordinada a outro poder? Esse poder seria, em tais condições, o que gozaria da prerrogativa da infalibilidade. Com razão Grocio, Burlamachi e outros escritores protestantes atribuem ao Estado o direito de governar a Igreja, porquanto, como eles próprios reconhecem, as Igrejas de que são membros não gozam daquela prerrogativa; aliás, bem dispensável, visto que todo os protestantes a tem em sua razão individual. É por isso que Luigi Taparelli d’Azeglio, em seu ensaio sobre o direito natural, diz que tais Igrejas não tem razão de existência, porque seria um contrassenso o fato de manter-se uma sociedade espiritual que confessa não estar de posse da verdade! “A Igreja Católica, continua o mesmo autor, como sociedade espiritual é independente da ordem temporal; se ela não possuísse a verdade, não teria mais laço algum intelectual. Ora, sem um tal nexo, que fundo haveria para constituir uma sociedade espiritual? “Por si mesma a Igreja reformada nada vale, é uma ficção: sua existência depende da razão de Estado, bem ou mal aplicada. “E nesta parte os fatos estão de acordo com a metafísica! Sem o auxílio dos governos, onde estariam as Igrejas Anglicana, Luterana e Russa? Pelo contrário, a Igreja Católica subsiste não só sem o socorro do Poder Temporal, mas ainda a despeito das perseguições que encontra, e, assim, demonstra sua independência, com não menor evidência, no fato e no direito .” A Igreja Católica, infalível no conhecimento e ensino da verdade, tem além disto, como sociedade espiritual, a condição necessária à salvação eterna do homem; e daí resulta, para aqueles que a seguem, príncipes ou súditos, que os seus dogmas e sua autoridade são obrigatórios, não havendo pretexto que escuse o cumprimento. É por isso que todos os que se tornam refratários às suas leis caem sob a sua penalidade, e, não se submetendo, tornam-se seus adversários. A heresia e o cisma, que é também uma heresia indireta, são como tais considerados. (Cândido Mendes de Almeida. Direito civil eclesiástico brasileiro , “Introdução”, p. XLII. Rio de Janeiro, Garnier, 1866)
- Bispo promove abaixo-assinado para cancelar carnaval na Semana Santa
“Vamos nos unir. Os cristãos precisam se unir, lutar pelos seus direitos”, disse o bispo de Limoeiro do Norte (CE), dom André Vital, ao promover um abaixo-assinado que pede o cancelamento do carnaval fora de época em Aracati (CE) durante a Semana Santa. “Há tantos outros momentos durante o ano para fazer esse tipo de evento. Por que justamente na Semana Santa? É uma ofensa”, afirmou o bispo. O evento da prefeitura de Aracati está programado para os dias 15 e 17 de abril. Intitulado “Paixão no Aracati”, contará com shows de famosos como Bell Marques, Leo Santana, entre outros. O cartaz de divulgação anuncia: “vem aí a melhor Semana Santa do Estado”. Na segunda-feira, 28 de março, a diocese de Limoeiro do Norte divulgou em suas redes sociais um vídeo “repudiando o escárnio da fé cristã”. Dom Vital convoca os cristãos a participar do abaixo-assinado e “manifestar a nossa indignação diante daquilo que a prefeitura de Aracati vai promover na Semana Santa, nos dias mais importantes da nossa fé cristã”. “Isso é um ultraje, isso é uma ofensa à nossa sensibilidade cristã e também à nossa cultura que está impregnada, está marcada profundamente pela fé cristã”, disse. Clique aqui para assinar o abaixo-assinado A coleta de assinaturas está sendo feita nas paróquias da diocese de Limoeiro do Norte e também de forma on-line. O abaixo-assinado on-line já conta com mais de 27 mil assinaturas. O bispo de Limoeiro do Norte também pediu que quem está promovendo o evento, “sobretudo o prefeito” Bismarck Maia (PTB), “abra a sua mente, o seu coração e compreenda que este caminho é um caminho errado”. O abaixo-assinado pelo cancelamento do carnaval em Aracati na Semana Santa pode ser acessado AQUI. Leia também Carnaval durante Semana Santa causa indignação em católicos e Bispos emitem nota. #Carnaval
- Bispo promove abaixo-assinado para cancelar carnaval na Semana Santa
“Vamos nos unir. Os cristãos precisam se unir, lutar pelos seus direitos”, disse o bispo de Limoeiro do Norte (CE), dom André Vital, ao promover um abaixo-assinado que pede o cancelamento do carnaval fora de época em Aracati (CE) durante a Semana Santa. “Há tantos outros momentos durante o ano para fazer esse tipo de evento. Por que justamente na Semana Santa? É uma ofensa”, afirmou o bispo. O evento da prefeitura de Aracati está programado para os dias 15 e 17 de abril. Intitulado “Paixão no Aracati”, contará com shows de famosos como Bell Marques, Leo Santana, entre outros. O cartaz de divulgação anuncia: “vem aí a melhor Semana Santa do Estado”. Na segunda-feira, 28 de março, a diocese de Limoeiro do Norte divulgou em suas redes sociais um vídeo “repudiando o escárnio da fé cristã”. Dom Vital convoca os cristãos a participar do abaixo-assinado e “manifestar a nossa indignação diante daquilo que a prefeitura de Aracati vai promover na Semana Santa, nos dias mais importantes da nossa fé cristã”. “Isso é um ultraje, isso é uma ofensa à nossa sensibilidade cristã e também à nossa cultura que está impregnada, está marcada profundamente pela fé cristã”, disse. Clique aqui para assinar o abaixo-assinado A coleta de assinaturas está sendo feita nas paróquias da diocese de Limoeiro do Norte e também de forma on-line. O abaixo-assinado on-line já conta com mais de 27 mil assinaturas. O bispo de Limoeiro do Norte também pediu que quem está promovendo o evento, “sobretudo o prefeito” Bismarck Maia (PTB), “abra a sua mente, o seu coração e compreenda que este caminho é um caminho errado”. O abaixo-assinado pelo cancelamento do carnaval em Aracati na Semana Santa pode ser acessado AQUI. Leia também Carnaval durante Semana Santa causa indignação em católicos e Bispos emitem nota. #Carnaval
- O ANJO ATRASADO
A tentativa de suicídio, que se vai ler, aconteceu com o juiz de direito da comarca de uma pequena cidade aqui perto. Mais precisamente, num dos dois pequenos edifícios da cidade. O edifício, porém, era alto o suficiente para propiciar o salto livre — e a morte líquida e certa. Era uma cidade pequena, mas não tão pequena que já não produzisse razões de sobra para alguém, em nossa época, eliminar a própria vida. Foi o que ocorreu com o juiz. Geralmente, os suicidas são abandonados pela própria consciência, mas não foi o que ocorreu com este. Não vem ao caso revelar, agora, os motivos da decisão, que podem ficar para outro relato. Nosso aprendiz de suicida, mais lúcido que nunca, encostou a cadeira numa janela do apartamento, trepou no batente e, como se estivesse num trampolim de piscina, atirou-se contra o vazio, que escancarada e obscenamente descerrava-se à sua frente. Apesar de curto, foi um voo espetacular: do ponto de vista de quem estivesse na calçada oposta, o que se veria era um homem com pernas e braços bem abertos, como uma enorme garra ávida por rasgar a indiferente pele do mundo. Uma única pessoa o viu do início ao fim do salto, mas nem teve tempo de gritar, pois entre o pulo e a queda não se passaram mais que uns poucos segundos. Escreveu alguém, nalgum lugar, que todo suicida é um exibicionista póstumo. Talvez nem todos (é sempre bom contar com exceções), mas era seguramente o caso do nosso personagem. Para ferir mais fundo a mulher ingrata ou o credor impaciente, é provável até que um e outro desesperado tenham conseguido uma breve pausa de lucidez no desespero, e filmado o próprio suicídio. Isto já deve ter ocorrido nalgum lugar do mundo, tão vasto é o mundo e tão rica a imaginação das pessoas. Hoje, sem dúvida, um vídeo desses faria sucesso nas redes sociais da internet, como teria feito nas locadoras de filmes ou nos telejornais das tevês abertas, que eram os principais veículos de entorpecimento coletivo daquela época, duas ou três décadas atrás, quando um inesperado e obscuro juiz do interior decidiu atirar-se do oitavo andar de seu prédio. Como será o olhar dos suicidas, no momento que precede o gesto definitivo? Pupilas brilhando ansiosas, como vidraça batida de sol? Como uma fogueira lúgubre depois que a chuva apagou a última brasa? É difícil, senão impossível, imaginar um suicida de olhar sereno. Vazio, sim: o vazio que há nos olhos das velhas estátuas gregas arruinadas pelo tempo. Sereno — da serenidade dos santos e dos místicos — jamais. Como já dizia, três parágrafos atrás, a única pessoa que o viu lançar-se no espaço não teve tempo de gritar, apesar de ter certamente guardado para sempre, na memória, os braços e as pernas daquele homem transformado em enorme e apressada garra voadora, trescalando ódio, a caminho do chão duro e incomplacente. O final de uma narrativa como esta seria perfeitamente previsível — ora com mais, ora com menos sangue —, se um pouco antes do homem chocar-se com a calçada o seu anjo da guarda, por ordem expressa de Deus, não tivesse chegado em tempo de corrigir (discretamente, com um leve sopro espiritual) a rota do juiz suicida, que escapou por um triz de ser o injusto assassino de si próprio. Os juízes podem dar sempre motivos para vinganças, mas não pelas próprias mãos — mãos que batem com firmeza o martelo dos vereditos alheios. Enfim, encurtando a conversa que já vai desnecessariamente longa para tão triste assunto: um juiz, de paletó aberto e gravata afrouxada, como se fosse o mais hábil trapezista do mundo, foi amparado pelos fios da rede elétrica e caiu misteriosamente amortecido perto da sarjeta, quebrando duas costelas, se tanto (quase nada para quem pretendia quebrar tudo e mais um pouco). Para o espetáculo ficar completo, só faltaram os aplausos. Aqui deve ser aberto um flashback absolutamente necessário: o juiz, desde muitíssimo antes de jogar-se do alto, já não acreditava em Deus e nas coisas sobrenaturais. Era um ateu confesso. Depois do milagre nos fios, passou subitamente a crer: foi um segundo e inesperado milagre. Mal admitido, porém, no círculo privilegiado dos que creem, posicionou-se imediatamente na oposição. Seu primeiro ato de crente foi contra o objeto da própria fé. Todos os que presenciaram o milagre — não foram poucos — garantiram que, assim que terminou o passeio aéreo e ele se viu, novamente, lúcido e vivo, entre pessoas vivas e lúcidas, proferiu uma violenta blasfêmia contra o Deus que ousara contrariar o seu livre arbítrio. O Deus, que antes não existia, passou a existir como adversário. E amaldiçoou o anjo atrasado, que bem podia, se quisesse, ter surgido antes e evitado aquele espetáculo ultrajante: o projeto amorosamente concebido, e desgraçadamente falhado, daquela inútil viagem vertical até o rés do chão (“pois”, pensou ele, “já que os anjos existem, eles devem conhecer mil truques para todas as situações”). Mas preferiu atrasar-se para o expor à suprema injustiça de continuar vivo após aquele espetáculo circense, em que o notável trapezista súbito se transformava no maior de todos os palhaços. É preciso dizer que doíam bastante as costas do juiz, mas foi conduzido, imediatamente, ao único hospital da cidade, onde passou alguns dias amargando as costelas quebradas e, sobretudo, o humilhante vexame a que tinha sido exposto. Seria um motivo mais que suficiente para buscar novamente o suicídio. O fato, porém, é que mudou de ideia. Ou de desespero: decidiu que era melhor ruminar vivo as humilhações do destino, do que passar por semelhante vergonha diante das pessoas. É certo que não faltavam outros meios, mais eficazes, de dar cabo da própria vida. “Mas”, pensou ele, “vai que Deus resolve mandar novamente um anjo inoportuno para me salvar e me expor a mais uma palhaçada dessas?” Morrer tragicamente, estatelado no asfalto, teria sido digno de um magistrado, ao contrário da comédia-pastelão que de fato ocorreu. Afinal, não era um palhaço. Era um juiz. E decidiu não morrer mais.
- Arcebispo de São Paulo critica Lula por ser a favor do aborto
O arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro cardeal Scherer, disse que é “uma declaração infeliz” a fala do pré-candidato a presidente pelo PT Luis Inácio Lula da Silva de que como pai é contra o aborto mas como chefe de Estado precisa “tratar o assunto como saúde pública”. “O aborto, praticado individualmente ou promovido pelo Estado, acaba sempre provocando a supressão de vidas humanas”, disse o cardeal à ACI Digital. Leia também Lula processa padre que o acusou de “comprar STF” e de ser o “maior ladrão do mundo” O ex-presidente Lula deu entrevista à rádio Super 91,7 FM, ontem (24). “Eu, Lula, pai de cinco filhos, sou contra aborto e sempre fui. Agora, eu, chefe de Estado, preciso tratar o assunto como saúde pública. Pessoalmente é meu pensamento, mas como vou tratar isso como chefe de Estado?” “Muita gente é contra aborto, mas corre para outros países para fazer escondido, enquanto isso mulheres morrem na rua”, disse Lula. “Cabe ao Estado dar a essas pessoas capacidade de tratamento digno, esse é o papel do Estado”, disse. Leia também Padre Léo sobre Lula: “Se transformou em um instrumento do encardido!” O pré-candidato disse não ter medo de pautas polêmicas como a do aborto, cuja legalização é apoiada por apenas 16,6% da população brasileira segundo pesquisa do Instituto Orbis feita para o site Diário do Poder “Quando apresentar, vai ser discutida no fórum adequado, que é o Congresso Nacional.” Procurada pela ACI Digital para comentar a fala de Lula, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disse que “não comenta fala de candidatos”. #Lula
- Arcebispo de São Paulo critica Lula por ser a favor do aborto
O arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro cardeal Scherer, disse que é “uma declaração infeliz” a fala do pré-candidato a presidente pelo PT Luis Inácio Lula da Silva de que como pai é contra o aborto mas como chefe de Estado precisa “tratar o assunto como saúde pública”. “O aborto, praticado individualmente ou promovido pelo Estado, acaba sempre provocando a supressão de vidas humanas”, disse o cardeal à ACI Digital. Leia também Lula processa padre que o acusou de “comprar STF” e de ser o “maior ladrão do mundo” O ex-presidente Lula deu entrevista à rádio Super 91,7 FM, ontem (24). “Eu, Lula, pai de cinco filhos, sou contra aborto e sempre fui. Agora, eu, chefe de Estado, preciso tratar o assunto como saúde pública. Pessoalmente é meu pensamento, mas como vou tratar isso como chefe de Estado?” “Muita gente é contra aborto, mas corre para outros países para fazer escondido, enquanto isso mulheres morrem na rua”, disse Lula. “Cabe ao Estado dar a essas pessoas capacidade de tratamento digno, esse é o papel do Estado”, disse. Leia também Padre Léo sobre Lula: “Se transformou em um instrumento do encardido!” O pré-candidato disse não ter medo de pautas polêmicas como a do aborto, cuja legalização é apoiada por apenas 16,6% da população brasileira segundo pesquisa do Instituto Orbis feita para o site Diário do Poder “Quando apresentar, vai ser discutida no fórum adequado, que é o Congresso Nacional.” Procurada pela ACI Digital para comentar a fala de Lula, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disse que “não comenta fala de candidatos”. #Lula
- AS CHANCES DE DEUS
Portinari – Futebol em Brodósqui, 1935 “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’ Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás’”. (São Lucas 13, 6-9) Na parábola acima, o dono da figueira é Deus e o vinhateiro Jesus, nosso principal mediador junto do Pai. A figueira estéril, evidentemente, somos nós. Os figos inexistentes são nossa fé assim pequena e nossa caridade tão mesquinha. A gente já sabe o que acontece com a figueira, quando ela é cortada por esterilidade: vai parar naquele fogão a lenha que nunca se apaga, e o cozinheiro também já sabemos muito bem quem é. A Igreja não se cansa de falar dos riscos do adiamento da conversão. Santo Agostinho dizia que, depois que já estava convencido da veracidade do cristianismo, o demônio sempre lhe insinuava: “Hoje ainda não. Aproveita a vida mais um pouco. Carpe diem.” Padre Paulo Ricardo, em sua recente meditação sobre o filho pródigo, observou que a conversão tem dois momentos: um inicial, de mudança de mentalidade (metanoia, μετάνοια), que deve ser completado pelo seguinte, que é a mudança de direção (epistrepho, ἐπιστρέφω), que é botar efetivamente os pés na estrada — a estrada nova, a única que leva ao Cristo. Um risco muito grande, ao menos para quem gosta de livros, como nós, é o de ficarmos no primeiro estágio da conversão, permanentemente embevecidos com a beleza do cristianismo, da moral católica, do papel da Igreja na construção da nossa civilização (nas ciências, nas artes, na música, na literatura etc.). Não dá para transitar de um momento a outro sem a graça divina, mas, como Jesus sempre ensinou a bater na porta do Pai, a sermos chatos e insistentes, continuemos a rezar e a pedir a viravolta completa: o epistrepho. Muitos de nós já estamos na prorrogação da partida e com grandes chances de ver a decisão ser levada para os pênaltis. O time adversário tem, na linha de frente, três temíveis atacantes: a carne, o demônio e o mundo. Deus nos concede essa prorrogação, generosamente, para ver se saímos desse preguiçoso (e sempre perigoso) zero a zero. Um único gol e já teremos, enfim, as mãos um pouco menos vazias para o encontro definitivo com Ele. E pensar que os santos ganham sempre de goleada, com muitos deles definindo a partida já no primeiro tempo…
- O que é a Legião de Maria?
“Sois um movimento de leigos em que vos propondes a fazer da fé a aspiração da vossa vida, para conseguirdes a santidade pessoal. Vós pretendeis servir a cada pessoa, imagem de Cristo, com o espírito e a solicitude de Maria.” Papa João Paulo II A Legião de Maria é uma associação de leigos católicos, sob a proteção e intercessão de Nossa Senhora e com aprovação da Igreja, que pela oração e pelo trabalho apostólico ativo, destina-se à evangelização e à santificação dos homens, para a glória de Deus. Para tornar essa missão possível, os legionários buscam também a santificação pessoal, afim de se tornarem cada dia mais aptos a levar Cristo ao mundo. Uma das associações mais ativas do mundo, com fiéis legionários em todas as partes do globo, a Legião de Maria é uma nobre iniciativa que tem agregado cada vez mais leigos fiéis através dos anos, crescendo a um número maior que trinta milhões de corações devotados e dispostos a agir nas maiores batalhas espirituais de nossos tempos em todas as frentes. Os legionários realizam trabalhos espirituais e de evangelização, e se reúnem semanalmente para trocar experiências e recarregar as energias com orações em torno do altar de Nossa Senhora. Para o legionário, a reunião é o lugar em que a Mãe Santíssima está à sua espera, e onde amigos verdadeiros e fiéis agrupam-se à sua volta. É um momento de partilha, de oração e de discussão de temas referentes à religião e à fé. Além disso, na reunião é que se fortalecem os laços do grupo, construído com amor fraterno e respeito, para que os membros possam contar uns com os outros na realização de seus trabalhos. Existem várias maneiras de participar da Legião de Maria. Os membros ativos comprometem-se a orar e a fazer visitas, num trabalho ativo de apostolado espiritual, que é orientado através da reunião semanal. As visitas realizadas são domiciliares a idosos, famílias enlutadas, doentes e sempre que houver necessidade de uma palavra amiga e confortadora. Podem ser realizadas também visitas a hospitais, presídios, orfanatos, asilos, etc. As pessoas que não podem frequentar as reuniões, nem realizar o trabalho de apostolado, ainda assim podem ser legionárias: como membros auxiliares, podem contribuir com suas orações para a obra de Nossa Senhora, por intermédio dos legionários ativos! Os auxiliares ajudam os ativos a serem bem sucedidos em seus trabalhos através de orações. A oração diária obrigatória tanto para auxiliares como para ativos é a “Catena” (que significa “corrente”). Mas é recomendado também a reza do terço e da “Tessera” (que significa “senha” – a identificação de todo legionário). Esses termos em latim foram escolhidos e mantidos para todos os países, afim de fortalecer a unidade da Legião em todo o mundo. Além disso, a estrutura da Legião de Maria foi inspirada no exército romano. Trata-se de um exército que parte à conquista do mundo para Cristo, usando a mais importante arma: o terço! Tudo na Legião de Maria é feito em dupla, com muita ordem, com muita disciplina e pontualidade, que é uma de suas principais características. Estes grupos estão ligados entre si por um Conselho maior, chamado Cúria, geralmente em nível Diocesano, que orienta os grupos e recebe o relatório de suas atividades. Estes Conselhos, por sua vez estão ligados a um outro maior, geralmente em nível estadual ou nacional (Comitium ou Senatus) que por sua vez está ligado ao Conselho superior na Irlanda onde a Legião de Maria nasceu. Uma outra arma usada pelos legionários do mundo todo é o manual. Nele se encontram informações sobre a Legião (como sua fundação e estrutura) e também reflexões sobre fé, espiritualidade e a devoção a Nossa Senhora. Sua leitura deve ser constante e seus temas discutidos na reunião semanal, para o amadurecimento da fé. O Sistema Legionário, hoje está espalhado por todo o mundo e tem auxiliado os Católicos a praticar a sua fé e alcançar a Glória de Deus. Você é devoto de Nossa Senhora? voce quer crescer na sua espiritualidade e cumprir melhor sua obrigação de batizado? Venha conhecer a Legião de Maria e participar de um de seus grupos. Você verá de perto sua espiritualidade e sua ação. Terá oportunidade de fazer um bem ao próximo e mais ainda a si mesmo. Os grupos da Legião são pequenos, de no máximo 12 pessoas, e nos dão a oportunidade de formarmos verdadeiras amizades. Você será muito bem recebido. Informe-se na sua paróquia, ou na sua diocese para saber onde eles existem. Ou então, comunique-se com um dos conselhos superiores da Legião de Maria no Brasil e terá informações exatas sobre qual é o grupo mais próximo de sua casa. Conheça a origem! Frank Duff, um dublinense introduzido à Sociedade Vicentina construiu muitos laços de fraternidade com sua comunidade local, atendendo à diversas causas junto dos Vicentinos, sempre admirou o nobre trabalho de seus irmãos, mas sentia que haviam muitas pessoas que poderiam ajudar de formas distintas, cada uma com suas disposições, à pessoas com necessidades também variadas: nem todos irmãos necessitados precisavam apenas de bens materiais, mas também de nutrição espiritual, e o trabalho de caridade material dos Vicentinos já despendia muito tempo dos membros. Duff, então inspirado pelo trabalho dos Vicentinos, funda, em 1921, a Legião de Maria, um grupo de leigos voltado para oferecer, além do conforto material à necessidade extrema, também um conforto espiritual do qual muitas pessoas em diferentes situações necessitavam. A iniciativa foi se formando aos poucos, organizando grupos em torno da preparação de terços e diligências para atender aos necessitados. Saiba mais sobre a origem e história do fundador mais abaixo no artigo… O que é ser um legionário? A busca da inspiração em Maria não foi em vão. A mãe intercessora é a sinônimo de socôrro, de conforto, de esperança nas causas, de cura e de fraternidade incondicional. A escolha pelo papel de legionário também não é em vão: os legionários promoveram algumas das maiores missões de disseminação da Palavra de Cristo por todo o mundo, sendo guerreiros nobres, altamente treinados e com propósitos firmes. Agindo em nome da Igreja Romana, os legionários foram uma espécie de fraternidade de guerreiros, que sempre andavam em pequenos grupos de 10, mas que estavam sempre próximos de outros legionários, prontos para formarem grupos de 80 e até 120, de acordo com o tamanho da luta. Essa ideia tem um forte apelo entre os Legionários de Maria pois estão dispostos por todo o mundo e nos mais diferentes meios. Quais as atividades da Legião de Maria Os Legionários de Maria têm um foco total na provisão espiritual dos necessitados. Promovem visitas onde quer que alguém peça pela intercessão de Maria: hospitais, asilos, penitenciárias, casas de famílias que buscam conforto. O propósito dos legionários é dedicado exclusivamente à obra espiritual, sem fins de auxílio material, o que é provido por outros segmentos. A legião é muito bem organizada ao redor do mundo, possuindo uma grande obra introdutória para todos aqueles que se interessem pela iniciativa, o Manual da Legião de Maria tem sido traduzido nas mais diversas línguas e servido como fundamento para iniciativas nas comunidades que se formam. O manual conta a história da iniciativa, fala a fundo de seus princípios, os deveres, os ritos e ensina a Catena e a Tessera, duas das orações mais lindas para se fazer em grupo. Nas reuniões, geralmente semanais, os legionários rezam terços em nome dos necessitados, combinam suas visitas e discutem os princípios da Legião , compartilhando de maneira fraterna suas experiências e oferecendo apoio. Os legionários podem ser divididos entre aqueles que são ativos e os auxiliares . Os primeiros agem na linha de frente, promovendo visitas, eventos, representações junto com outros apostolados da Igreja, e os auxiliares, muitas vezes pessoas que não podem estar presencial e ativamente junto da Legião, seja por qual motivo for, mas se sentem tocados em empreender uma vida em busca da santificação, oferecendo apoio espiritual, orando de casa e recrutando membros para a iniciativa. A legião é uma grande fraternidade, ativa especialmente no Norte da Ásia, como na Coréia do Sul, na África Central e no Brasil, que é um dos principais centros de atividade. Conheça mais sobre Frank Duff, Fundador Da Legião De Maria Frank Duff nasceu no dia 7 de junho de 1889 que, dois dias mais tarde, recebia no batismo o nome de Francis Michel Duff. O batismo ocorreu no Domingo de Pentecostes, na solene festa do Espírito Santo. Frank teve seis irmãos, sendo que dois morreram bem novos. Quatro cresceram com Frank: o seu irmão John, as irmãs Isabel, Ailis e Sara Geraldine. Os pais deram aos filhos o exemplo de uma fé viril e alegre, levando a família permanecer unida por toda a vida. Ele gostava muito de esportes, entre eles tênis, corridas, natação e críquete. Gostava muito de rir, revelando um profundo senso de humor. Aos 19 anos, Frank terminou os estudos com distinção no colégio Blackrock e requereu emprego no funcionalismo civil, um passo normal dado a tradição da família. Em seguida, o pai de Frank ficou doente e teve de se aposentar, ficando Frank como principal arrimo da família. Embora absorvido pelo trabalho, Frank praticava a religião devotamente. Participava da missa comungando diariamente, sendo que esta prática ainda não era comum entre os católicos. Também visitava diariamente o Santíssimo Sacramento e rezava o Rosário. Para Frank era coisa natural nunca começar o dia sem a Sagrada Comunhão. Mais tarde, na vida, costumava participar diariamente em duas missas. Em 1913, com 24 anos de idade, decidiu rezar diariamente o Oficio Divino. Em 1913 um colega de trabalho procurou levá-lo a participar da Sociedade São Vicente de Paulo, uma associação de leigos, fundada por Frederico Ozanan, em 1833. Dedicada ao serviço dos pobres, é composta por conferências e tratam-se uns aos outros como irmãos. Frank associou-se à Conferência de N. Senhora do Monte Carmelo e começou visitando os habitantes dos cortiços. No ano seguinte, tornou-se secretário da conferência, cargo que ocupou até assumir a presidência da Conferência de S. Patrício, em Myra House. Myra House funcionava como um centro social católico. As mulheres ajudavam os Vicentinos, servindo o café às crianças pobres, nas manhãs de Domingo. Mais tarde, as senhoras se juntaram a alguns vicentinos para formar uma Associação Pioneira de Abstinência Total, cujos membros, por amor a Cristo e em reparação do vício do alcoolismo, se comprometem a abster-se de bebidas alcoólicas durante toda vida. Frank foi fiel a esta promessa durante toda vida. Quando o pai de Frank faleceu, e como filho mais velho, teve de ajudar a sustentar a família. No dia 07 de setembro de 1921 às 20 horas, horário que a igreja rezava as vésperas da festa da Natividade de Nossa Senhora, reuniram várias mulheres. Participaram desta reunião quinze pessoas que foram surpreendidas por um pequeno altar. “Frank Duff também tomou parte na reunião”. Sobre uma toalha branca, havia uma imagem de N. Senhora Medianeira de Todas as Graças, que Frank recebera de seu amigo Gabbet, ladeada de dois vasos de flores e duas velas. Este altar foi preparado pela jovem Alice Keogh. Invocado o Espírito Santo e rezado o terço, discutiu-se o trabalho a fazer. Foi decidido reunir semanalmente; o primeiro trabalho seria a visita, em pares, ao Hospital União. Os homens não entrariam no grupo, por enquanto, exceção feita para Frank Duff, força motriz desde o começo, nem seria dado qualquer auxilio material. Em alguns meses após a fundação, já participavam setenta irmãs. Frank participou de todas as reuniões. Ele tomou consciência de que Nossa Senhora lhe arrancara o leme das mãos e passara a orientar o pequeno grupo. Em novembro de 1925, a Associação de Nossa Senhora da Misericórdia tinha estabelecido outros grupos: Imaculada Conceição, Nossa Senhora do Sagrado Coração e Refugio dos Pecadores. Os líderes de cada equipe se reuniram em Myra House para escolher um título geral para a associação. Na véspera deste encontro, Frank Duff estava no seu escritório e parou em frente de um grande quadro de Nossa Senhora que ornava uma das paredes e, de repente, surgiram espontaneamente as palavras Legião de Maria. Inicialmente este título não foi aceito. Finalmente, os delegados, incapazes de encontrar um título mais adequado, unanimente aceitaram o “Legião de Maria” de Frank. O termo Legião abriu novos horizontes, na mente de Frank. Frank utilizou seu conhecimento sobre o latim, e escolheu nomenclaturas para a Legião. Também transformou o estandarte da Legião Romana, trocando a águia pela pomba, símbolo do Espírito Santo, e o comandante supremo por Nossa Senhora. O compromisso legionário foi escrito por Frank Duff e dirigido ao Espírito Santo. Muitos anos mais tarde, Paulo VI declararia, que esta promessa encorajou milhares de legionários a aceitar a responsabilidade do martírio. Também foram escritas as orações da legião e através das mãos do artista Hubert McGoldrick, desenhado o quadro da Legião de Maria que iria compor as orações da Legião. Frank Duff relata que ao se dirigir às legionárias, avisando de que um dia, seu movimento englobaria o mundo inteiro. “elas passaram quase cinco minutos em uma estrondosa gargalhada”, relembrou Frank após alguns anos. Em 1927, com a expansão da Legião de Maria, tornava-se necessário elaborar um documento escrito para podre difundir a Legião. Frank senta-se e escreve. Depois de um breve relato sobre as origens da Legião, os seus objetivos e espiritualidade, apresenta as regras. A brochura daí resultante recebeu o nome de Manual da Legião de Maria. O manual da Legião de Maria é a autobiografia de Frank Duff. É assim, não só no senso que ele escreveu isto, mas também porque encarna todos seus ideais básicos e atitudes, porque ele viveu isto antes de o escrever. A Legião de Maria difundi-se na Escócia, em Londres, Paris e na Índia. Em novembro de 1931 a Legião se difundiu em Novo México e no ano seguinte, foi a vez do Canadá fundaram o primeiro Praesidium. A Legião de Maria, não sem dificuldades passava a receber aprovação em várias partes do mundo. Frank Duff conseguiu uma audiência com o Papa Pio XI para lhe pedir que o santo padre aprovasse a difusão do Movimento pelo mundo. Sua santidade disse a Frank Duff: “É com todo coração que manifesto esse desejo”. “Esta obra vem de Deus”. Pouco depois, Frank recebeu uma carta do Santo Padre, em que concedia uma benção especial a Legião de Maria, chamando-a de “uma bela e santa obra”. Legião de Maria cresceu tão rapidamente porque inspirava a seus membros uma atividade apostólica surpreendente. Muitos foram os enviados para expandir a Legião de Maria no mundo. A enviada pioneira da Legião de Maria, Celia Shaw, viajou para Los Angeles, em 1935. Dois enviados, Alfie Lambe, que trabalhou com muito êxito, na América do Sul, e Edel Quinn, que ganhou reputação de grande santidade, na África, são candidatos à canonização. Na partida de Edel Quinn para África, Frank Duff chorou. Contrariando a muitos, ele aceitou o pedido de Edel, para aceitá-la como enviada. Edel nunca mais voltou à Irlanda, morrendo na África. Entre os enviados ainda podemos citar: Joaquina Lucas, que trabalhou na América do Sul, Pacita Santos, enviada para a Espanha e Filipinas e Teresa Su, enviada para a Indonésia. Frank amou seus enviados com um amor verdadeiramente paternal. Interrogado sobre a continuação da Legião após a sua morte, Frank respondeu: “Não sei. Uma coisa posso dizer: pervertei a sua espiritualidade no mínimo que seja e a Legião desmoronar-se-á como um castelo de cartas”. Frank Duff, faleceu, aos 91 anos de idade no dia 7 de novembro de 1980. No dia de Junho de 1996, foi assinada a introdução oficial do pedido de beatificação. #FormaçõesCatólicas #LegiãodeMaria
- O que é a Legião de Maria?
“Sois um movimento de leigos em que vos propondes a fazer da fé a aspiração da vossa vida, para conseguirdes a santidade pessoal. Vós pretendeis servir a cada pessoa, imagem de Cristo, com o espírito e a solicitude de Maria.” Papa João Paulo II A Legião de Maria é uma associação de leigos católicos, sob a proteção e intercessão de Nossa Senhora e com aprovação da Igreja, que pela oração e pelo trabalho apostólico ativo, destina-se à evangelização e à santificação dos homens, para a glória de Deus. Para tornar essa missão possível, os legionários buscam também a santificação pessoal, afim de se tornarem cada dia mais aptos a levar Cristo ao mundo. Uma das associações mais ativas do mundo, com fiéis legionários em todas as partes do globo, a Legião de Maria é uma nobre iniciativa que tem agregado cada vez mais leigos fiéis através dos anos, crescendo a um número maior que trinta milhões de corações devotados e dispostos a agir nas maiores batalhas espirituais de nossos tempos em todas as frentes. Os legionários realizam trabalhos espirituais e de evangelização, e se reúnem semanalmente para trocar experiências e recarregar as energias com orações em torno do altar de Nossa Senhora. Para o legionário, a reunião é o lugar em que a Mãe Santíssima está à sua espera, e onde amigos verdadeiros e fiéis agrupam-se à sua volta. É um momento de partilha, de oração e de discussão de temas referentes à religião e à fé. Além disso, na reunião é que se fortalecem os laços do grupo, construído com amor fraterno e respeito, para que os membros possam contar uns com os outros na realização de seus trabalhos. Existem várias maneiras de participar da Legião de Maria. Os membros ativos comprometem-se a orar e a fazer visitas, num trabalho ativo de apostolado espiritual, que é orientado através da reunião semanal. As visitas realizadas são domiciliares a idosos, famílias enlutadas, doentes e sempre que houver necessidade de uma palavra amiga e confortadora. Podem ser realizadas também visitas a hospitais, presídios, orfanatos, asilos, etc. As pessoas que não podem frequentar as reuniões, nem realizar o trabalho de apostolado, ainda assim podem ser legionárias: como membros auxiliares, podem contribuir com suas orações para a obra de Nossa Senhora, por intermédio dos legionários ativos! Os auxiliares ajudam os ativos a serem bem sucedidos em seus trabalhos através de orações. A oração diária obrigatória tanto para auxiliares como para ativos é a “Catena” (que significa “corrente”). Mas é recomendado também a reza do terço e da “Tessera” (que significa “senha” – a identificação de todo legionário). Esses termos em latim foram escolhidos e mantidos para todos os países, afim de fortalecer a unidade da Legião em todo o mundo. Além disso, a estrutura da Legião de Maria foi inspirada no exército romano. Trata-se de um exército que parte à conquista do mundo para Cristo, usando a mais importante arma: o terço! Tudo na Legião de Maria é feito em dupla, com muita ordem, com muita disciplina e pontualidade, que é uma de suas principais características. Estes grupos estão ligados entre si por um Conselho maior, chamado Cúria, geralmente em nível Diocesano, que orienta os grupos e recebe o relatório de suas atividades. Estes Conselhos, por sua vez estão ligados a um outro maior, geralmente em nível estadual ou nacional (Comitium ou Senatus) que por sua vez está ligado ao Conselho superior na Irlanda onde a Legião de Maria nasceu. Uma outra arma usada pelos legionários do mundo todo é o manual. Nele se encontram informações sobre a Legião (como sua fundação e estrutura) e também reflexões sobre fé, espiritualidade e a devoção a Nossa Senhora. Sua leitura deve ser constante e seus temas discutidos na reunião semanal, para o amadurecimento da fé. O Sistema Legionário, hoje está espalhado por todo o mundo e tem auxiliado os Católicos a praticar a sua fé e alcançar a Glória de Deus. Você é devoto de Nossa Senhora? voce quer crescer na sua espiritualidade e cumprir melhor sua obrigação de batizado? Venha conhecer a Legião de Maria e participar de um de seus grupos. Você verá de perto sua espiritualidade e sua ação. Terá oportunidade de fazer um bem ao próximo e mais ainda a si mesmo. Os grupos da Legião são pequenos, de no máximo 12 pessoas, e nos dão a oportunidade de formarmos verdadeiras amizades. Você será muito bem recebido. Informe-se na sua paróquia, ou na sua diocese para saber onde eles existem. Ou então, comunique-se com um dos conselhos superiores da Legião de Maria no Brasil e terá informações exatas sobre qual é o grupo mais próximo de sua casa. Conheça a origem! Frank Duff, um dublinense introduzido à Sociedade Vicentina construiu muitos laços de fraternidade com sua comunidade local, atendendo à diversas causas junto dos Vicentinos, sempre admirou o nobre trabalho de seus irmãos, mas sentia que haviam muitas pessoas que poderiam ajudar de formas distintas, cada uma com suas disposições, à pessoas com necessidades também variadas: nem todos irmãos necessitados precisavam apenas de bens materiais, mas também de nutrição espiritual, e o trabalho de caridade material dos Vicentinos já despendia muito tempo dos membros. Duff, então inspirado pelo trabalho dos Vicentinos, funda, em 1921, a Legião de Maria, um grupo de leigos voltado para oferecer, além do conforto material à necessidade extrema, também um conforto espiritual do qual muitas pessoas em diferentes situações necessitavam. A iniciativa foi se formando aos poucos, organizando grupos em torno da preparação de terços e diligências para atender aos necessitados. Saiba mais sobre a origem e história do fundador mais abaixo no artigo… O que é ser um legionário? A busca da inspiração em Maria não foi em vão. A mãe intercessora é a sinônimo de socôrro, de conforto, de esperança nas causas, de cura e de fraternidade incondicional. A escolha pelo papel de legionário também não é em vão: os legionários promoveram algumas das maiores missões de disseminação da Palavra de Cristo por todo o mundo, sendo guerreiros nobres, altamente treinados e com propósitos firmes. Agindo em nome da Igreja Romana, os legionários foram uma espécie de fraternidade de guerreiros, que sempre andavam em pequenos grupos de 10, mas que estavam sempre próximos de outros legionários, prontos para formarem grupos de 80 e até 120, de acordo com o tamanho da luta. Essa ideia tem um forte apelo entre os Legionários de Maria pois estão dispostos por todo o mundo e nos mais diferentes meios. Quais as atividades da Legião de Maria Os Legionários de Maria têm um foco total na provisão espiritual dos necessitados. Promovem visitas onde quer que alguém peça pela intercessão de Maria: hospitais, asilos, penitenciárias, casas de famílias que buscam conforto. O propósito dos legionários é dedicado exclusivamente à obra espiritual, sem fins de auxílio material, o que é provido por outros segmentos. A legião é muito bem organizada ao redor do mundo, possuindo uma grande obra introdutória para todos aqueles que se interessem pela iniciativa, o Manual da Legião de Maria tem sido traduzido nas mais diversas línguas e servido como fundamento para iniciativas nas comunidades que se formam. O manual conta a história da iniciativa, fala a fundo de seus princípios, os deveres, os ritos e ensina a Catena e a Tessera, duas das orações mais lindas para se fazer em grupo. Nas reuniões, geralmente semanais, os legionários rezam terços em nome dos necessitados, combinam suas visitas e discutem os princípios da Legião , compartilhando de maneira fraterna suas experiências e oferecendo apoio. Os legionários podem ser divididos entre aqueles que são ativos e os auxiliares . Os primeiros agem na linha de frente, promovendo visitas, eventos, representações junto com outros apostolados da Igreja, e os auxiliares, muitas vezes pessoas que não podem estar presencial e ativamente junto da Legião, seja por qual motivo for, mas se sentem tocados em empreender uma vida em busca da santificação, oferecendo apoio espiritual, orando de casa e recrutando membros para a iniciativa. A legião é uma grande fraternidade, ativa especialmente no Norte da Ásia, como na Coréia do Sul, na África Central e no Brasil, que é um dos principais centros de atividade. Conheça mais sobre Frank Duff, Fundador Da Legião De Maria Frank Duff nasceu no dia 7 de junho de 1889 que, dois dias mais tarde, recebia no batismo o nome de Francis Michel Duff. O batismo ocorreu no Domingo de Pentecostes, na solene festa do Espírito Santo. Frank teve seis irmãos, sendo que dois morreram bem novos. Quatro cresceram com Frank: o seu irmão John, as irmãs Isabel, Ailis e Sara Geraldine. Os pais deram aos filhos o exemplo de uma fé viril e alegre, levando a família permanecer unida por toda a vida. Ele gostava muito de esportes, entre eles tênis, corridas, natação e críquete. Gostava muito de rir, revelando um profundo senso de humor. Aos 19 anos, Frank terminou os estudos com distinção no colégio Blackrock e requereu emprego no funcionalismo civil, um passo normal dado a tradição da família. Em seguida, o pai de Frank ficou doente e teve de se aposentar, ficando Frank como principal arrimo da família. Embora absorvido pelo trabalho, Frank praticava a religião devotamente. Participava da missa comungando diariamente, sendo que esta prática ainda não era comum entre os católicos. Também visitava diariamente o Santíssimo Sacramento e rezava o Rosário. Para Frank era coisa natural nunca começar o dia sem a Sagrada Comunhão. Mais tarde, na vida, costumava participar diariamente em duas missas. Em 1913, com 24 anos de idade, decidiu rezar diariamente o Oficio Divino. Em 1913 um colega de trabalho procurou levá-lo a participar da Sociedade São Vicente de Paulo, uma associação de leigos, fundada por Frederico Ozanan, em 1833. Dedicada ao serviço dos pobres, é composta por conferências e tratam-se uns aos outros como irmãos. Frank associou-se à Conferência de N. Senhora do Monte Carmelo e começou visitando os habitantes dos cortiços. No ano seguinte, tornou-se secretário da conferência, cargo que ocupou até assumir a presidência da Conferência de S. Patrício, em Myra House. Myra House funcionava como um centro social católico. As mulheres ajudavam os Vicentinos, servindo o café às crianças pobres, nas manhãs de Domingo. Mais tarde, as senhoras se juntaram a alguns vicentinos para formar uma Associação Pioneira de Abstinência Total, cujos membros, por amor a Cristo e em reparação do vício do alcoolismo, se comprometem a abster-se de bebidas alcoólicas durante toda vida. Frank foi fiel a esta promessa durante toda vida. Quando o pai de Frank faleceu, e como filho mais velho, teve de ajudar a sustentar a família. No dia 07 de setembro de 1921 às 20 horas, horário que a igreja rezava as vésperas da festa da Natividade de Nossa Senhora, reuniram várias mulheres. Participaram desta reunião quinze pessoas que foram surpreendidas por um pequeno altar. “Frank Duff também tomou parte na reunião”. Sobre uma toalha branca, havia uma imagem de N. Senhora Medianeira de Todas as Graças, que Frank recebera de seu amigo Gabbet, ladeada de dois vasos de flores e duas velas. Este altar foi preparado pela jovem Alice Keogh. Invocado o Espírito Santo e rezado o terço, discutiu-se o trabalho a fazer. Foi decidido reunir semanalmente; o primeiro trabalho seria a visita, em pares, ao Hospital União. Os homens não entrariam no grupo, por enquanto, exceção feita para Frank Duff, força motriz desde o começo, nem seria dado qualquer auxilio material. Em alguns meses após a fundação, já participavam setenta irmãs. Frank participou de todas as reuniões. Ele tomou consciência de que Nossa Senhora lhe arrancara o leme das mãos e passara a orientar o pequeno grupo. Em novembro de 1925, a Associação de Nossa Senhora da Misericórdia tinha estabelecido outros grupos: Imaculada Conceição, Nossa Senhora do Sagrado Coração e Refugio dos Pecadores. Os líderes de cada equipe se reuniram em Myra House para escolher um título geral para a associação. Na véspera deste encontro, Frank Duff estava no seu escritório e parou em frente de um grande quadro de Nossa Senhora que ornava uma das paredes e, de repente, surgiram espontaneamente as palavras Legião de Maria. Inicialmente este título não foi aceito. Finalmente, os delegados, incapazes de encontrar um título mais adequado, unanimente aceitaram o “Legião de Maria” de Frank. O termo Legião abriu novos horizontes, na mente de Frank. Frank utilizou seu conhecimento sobre o latim, e escolheu nomenclaturas para a Legião. Também transformou o estandarte da Legião Romana, trocando a águia pela pomba, símbolo do Espírito Santo, e o comandante supremo por Nossa Senhora. O compromisso legionário foi escrito por Frank Duff e dirigido ao Espírito Santo. Muitos anos mais tarde, Paulo VI declararia, que esta promessa encorajou milhares de legionários a aceitar a responsabilidade do martírio. Também foram escritas as orações da legião e através das mãos do artista Hubert McGoldrick, desenhado o quadro da Legião de Maria que iria compor as orações da Legião. Frank Duff relata que ao se dirigir às legionárias, avisando de que um dia, seu movimento englobaria o mundo inteiro. “elas passaram quase cinco minutos em uma estrondosa gargalhada”, relembrou Frank após alguns anos. Em 1927, com a expansão da Legião de Maria, tornava-se necessário elaborar um documento escrito para podre difundir a Legião. Frank senta-se e escreve. Depois de um breve relato sobre as origens da Legião, os seus objetivos e espiritualidade, apresenta as regras. A brochura daí resultante recebeu o nome de Manual da Legião de Maria. O manual da Legião de Maria é a autobiografia de Frank Duff. É assim, não só no senso que ele escreveu isto, mas também porque encarna todos seus ideais básicos e atitudes, porque ele viveu isto antes de o escrever. A Legião de Maria difundi-se na Escócia, em Londres, Paris e na Índia. Em novembro de 1931 a Legião se difundiu em Novo México e no ano seguinte, foi a vez do Canadá fundaram o primeiro Praesidium. A Legião de Maria, não sem dificuldades passava a receber aprovação em várias partes do mundo. Frank Duff conseguiu uma audiência com o Papa Pio XI para lhe pedir que o santo padre aprovasse a difusão do Movimento pelo mundo. Sua santidade disse a Frank Duff: “É com todo coração que manifesto esse desejo”. “Esta obra vem de Deus”. Pouco depois, Frank recebeu uma carta do Santo Padre, em que concedia uma benção especial a Legião de Maria, chamando-a de “uma bela e santa obra”. Legião de Maria cresceu tão rapidamente porque inspirava a seus membros uma atividade apostólica surpreendente. Muitos foram os enviados para expandir a Legião de Maria no mundo. A enviada pioneira da Legião de Maria, Celia Shaw, viajou para Los Angeles, em 1935. Dois enviados, Alfie Lambe, que trabalhou com muito êxito, na América do Sul, e Edel Quinn, que ganhou reputação de grande santidade, na África, são candidatos à canonização. Na partida de Edel Quinn para África, Frank Duff chorou. Contrariando a muitos, ele aceitou o pedido de Edel, para aceitá-la como enviada. Edel nunca mais voltou à Irlanda, morrendo na África. Entre os enviados ainda podemos citar: Joaquina Lucas, que trabalhou na América do Sul, Pacita Santos, enviada para a Espanha e Filipinas e Teresa Su, enviada para a Indonésia. Frank amou seus enviados com um amor verdadeiramente paternal. Interrogado sobre a continuação da Legião após a sua morte, Frank respondeu: “Não sei. Uma coisa posso dizer: pervertei a sua espiritualidade no mínimo que seja e a Legião desmoronar-se-á como um castelo de cartas”. Frank Duff, faleceu, aos 91 anos de idade no dia 7 de novembro de 1980. No dia de Junho de 1996, foi assinada a introdução oficial do pedido de beatificação. #FormaçõesCatólicas #LegiãodeMaria
- Disney anuncia força-tarefa para criar mais conteúdo LGBTQ para crianças
A Disney tem enfrentado reações internas e externas pelo CEO Bob Chapek por não fazer o suficiente para combater o projeto de lei de Direitos dos Pais na Educação da Flórida, que impede os educadores de discutir identidade de gênero ou orientação sexual com alunos da terceira série ou abaixo. Na segunda-feira, Chapek contou aos funcionários sobre o plano da empresa para a força-tarefa. “Sabemos que o momento requer urgência – e as palavras não são suficientes”, disse Chapek, de acordo com uma gravação de suas observações obtidas pela Reuters . “Então, estamos tomando algumas ações agora.” De acordo com a Reuters, “a empresa disse que a força-tarefa pedirá a ajuda de especialistas para desenvolver um plano concreto para garantir que a Disney seja ‘uma força para o bem’ para as comunidades LGBTQ+, especialmente crianças e familiares.” O relatório afirma que a força-tarefa será liderada por Paul Roeder, vice-presidente sênior de comunicações dos Estúdios, e Lisa Becket, vice-presidente sênior de marketing global da Disney Parks, Experiences and Products. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Disney Parks (@disneyparks) A Disney também prometeu suspender as contribuições políticas na Flórida por enquanto e doar para a campanha de direitos humanos contra a legislação do Texas que considera o tratamento transgênero para crianças como abuso infantil. Leia também Papa Bento XVI diz que aborto e casamento gay são obra do anticristo Apesar dos esforços da empresa, uma saída de alguns funcionários da Disney Parks está programada para acontecer na terça-feira. A Pixar, uma subsidiária da Disney, também reintegrou uma cena de beijo do mesmo sexo em seu próximo filme Lightyear, uma prequela de Toy Story, em meio à indignação. A relação entre pessoas do mesmo sexo tinha sido mantida na história, mas o beijo não seria incluído no lançamento real. Em 9 de março, de acordo com uma reportagem da Variety , funcionários da Disney enviaram uma carta afirmando que “os executivos da Disney haviam ativamente censurado ‘afeto abertamente gay’ em seus longas-metragens”, que são feitos para crianças — e expressaram descontentamento de que o CEO Bob Chapek não fez mais para se opor à legislação da Flórida. Leia também Movimento LGBT declara que tem como objetivo destruir a Família “Nós da Pixar testemunhamos pessoalmente belas histórias, cheias de personagens diversos, voltando de críticas corporativas da Disney raspadas em migalhas do que antes eram. Quase todos os momentos de afeto abertamente gay são cortados a mando da Disney, independentemente de quando há protesto tanto das equipes criativas quanto da liderança executiva da Pixar”, escreveram. “Quase todos os momentos de afeto abertamente gay são cortados por ordem da Disney, independentemente de quando há protestos tanto das equipes criativas quanto da liderança executiva da Pixar”, disse o comunicado. “Mesmo que a criação de conteúdo LGBTQIA+ fosse a resposta para corrigir a legislação discriminatória no mundo, estamos sendo impedidos de criá-lo.” A carta não chamava especificamente Lightyear, mas o beijo foi restabelecido após a indignação. Fonte: Traduzido de timcast.com Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? Disney volta atrás e libera beijo gay na animação Buzz Lightyear A decisão de manter a cena do filme da Pixar partiu do CEO da Disney, Bob Chapek O filme de animação Buzz Lightyear, da Disney e produzido pela Pixar, deve estrear só em junho, mas já causou polêmica devido a uma cena de beijo homossexual ter sido removida do longa. Agora, segundo o site americano GameRant, o momento foi restaurado. A animação da Disney é estrelada por Chris Evans (Capitão América: O Primeiro Vingador), que faz o vigilante espacial Buzz Lightyear, versão humana que deu origem ao brinquedo que faz sucesso nos longas da série Toy Story. Na nova produção da Pixar, uma personagem feminina aparece em um relacionamento com outra mulher. O estúdio originalmente planejou uma cena em que Hawthorne, a personagem em questão (interpretado por Uzo Aduba), beija sua parceira, informa o GameRant, mas o estúdio fundado por Walt Disney , supostamente, pediu para retirar a cena. Em comunicado reproduzido no Twitter, o CEO da Disney, Bob Chapek, devido à controversa lei “ Don’t Say Gay ” (Não Diga Gay , em tradução livre) do estado da Flórida (EUA), que inibe as discussões sobre temas LGTBQI+ em escolas infantis, exigiu a restauração do momento do beijo na versão final do filme. Reações dos funcionários da Pixar também parece ter desempenhado um papel importante nessa atitude, de acordo com o site americano. Eles chamaram a atenção para décadas de supressão de “afetos abertamente gays” nas animações da Disney, apesar de muitos tentarem emplacar conteúdos inclusivos. O novo filme em computação gráfica contará a história épica de Buzz Lightyear, o jovem piloto humano que se tornou um cadete espacial e inspirou uma linha exclusiva de brinquedos. Os fãs de Toy Story poderão ver os lugares e personagens que inspiraram a nave de Buzz e o vilão Zurg. A direção do filme está a cargo de Angus MacLane, que codirigiu Procurando Dory e participou de sucessos da Pixar como WALL-E a Ratatouille. A aventura, no entanto, foi escrita por Pete Docter, a mente por trás de Up, Divertida Mente e Soul. #Disney #LGBT
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Em 9 de março, de acordo com uma reportagem da Variety , funcionários da Disney enviaram uma carta afirmando que “os executivos da Disney haviam ativamente censurado ‘afeto abertamente gay’ em seus longas-metragens”, que são feitos para crianças — e expressaram descontentamento de que o CEO Bob Chapek não fez mais para se opor à legislação da Flórida. Leia também Movimento LGBT declara que tem como objetivo destruir a Família “Nós da Pixar testemunhamos pessoalmente belas histórias, cheias de personagens diversos, voltando de críticas corporativas da Disney raspadas em migalhas do que antes eram. Quase todos os momentos de afeto abertamente gay são cortados a mando da Disney, independentemente de quando há protesto tanto das equipes criativas quanto da liderança executiva da Pixar”, escreveram. “Quase todos os momentos de afeto abertamente gay são cortados por ordem da Disney, independentemente de quando há protestos tanto das equipes criativas quanto da liderança executiva da Pixar”, disse o comunicado. “Mesmo que a criação de conteúdo LGBTQIA+ fosse a resposta para corrigir a legislação discriminatória no mundo, estamos sendo impedidos de criá-lo.” A carta não chamava especificamente Lightyear, mas o beijo foi restabelecido após a indignação. Fonte: Traduzido de timcast.com Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? Disney volta atrás e libera beijo gay na animação Buzz Lightyear A decisão de manter a cena do filme da Pixar partiu do CEO da Disney, Bob Chapek O filme de animação Buzz Lightyear, da Disney e produzido pela Pixar, deve estrear só em junho, mas já causou polêmica devido a uma cena de beijo homossexual ter sido removida do longa. Agora, segundo o site americano GameRant, o momento foi restaurado. A animação da Disney é estrelada por Chris Evans (Capitão América: O Primeiro Vingador), que faz o vigilante espacial Buzz Lightyear, versão humana que deu origem ao brinquedo que faz sucesso nos longas da série Toy Story. Na nova produção da Pixar, uma personagem feminina aparece em um relacionamento com outra mulher. O estúdio originalmente planejou uma cena em que Hawthorne, a personagem em questão (interpretado por Uzo Aduba), beija sua parceira, informa o GameRant, mas o estúdio fundado por Walt Disney , supostamente, pediu para retirar a cena. Em comunicado reproduzido no Twitter, o CEO da Disney, Bob Chapek, devido à controversa lei “ Don’t Say Gay ” (Não Diga Gay , em tradução livre) do estado da Flórida (EUA), que inibe as discussões sobre temas LGTBQI+ em escolas infantis, exigiu a restauração do momento do beijo na versão final do filme. Reações dos funcionários da Pixar também parece ter desempenhado um papel importante nessa atitude, de acordo com o site americano. Eles chamaram a atenção para décadas de supressão de “afetos abertamente gays” nas animações da Disney, apesar de muitos tentarem emplacar conteúdos inclusivos. O novo filme em computação gráfica contará a história épica de Buzz Lightyear, o jovem piloto humano que se tornou um cadete espacial e inspirou uma linha exclusiva de brinquedos. Os fãs de Toy Story poderão ver os lugares e personagens que inspiraram a nave de Buzz e o vilão Zurg. A direção do filme está a cargo de Angus MacLane, que codirigiu Procurando Dory e participou de sucessos da Pixar como WALL-E a Ratatouille. A aventura, no entanto, foi escrita por Pete Docter, a mente por trás de Up, Divertida Mente e Soul. #Disney #LGBT
- São Gontrão, rei e confessor, padroeiro dos divorciados – 28 de Março
SANTO DO DIA – 28 DE MARÇO – SÃO GONTRÃO Rei da Burgúndia ou Borgonha (+529) Os francos emergem dos anos de trevas da primeira Idade Média com o rei Clóvis (482-511), que conseguiu eliminar o parco domínio romano na Gália. Graças à influência da mulher, a princesa burgúndia Crodechildes (santa Clotilde), católica fervorosa, Clóvis fez batizar com todos os seus soldados pelo bispo são Remígio, depois de haver vencido os alamanos e os próprios burgúndios, aumentando assim os limites do reino que, a sua morte, foi dividido entre os quatro filhos. A Gontrão coube a própria terra dos burgúndios. Os outros irmãos, em guerra uns com os outros, acabaram por eliminar-se reciprocamente. Apenas Gontrão sobreviveu, por se ter dedicado mais aos prazeres da vida do que à espada. Sua conduta não foi exemplar. Repudiou a primeira esposa – culpada de ter-lhe dado apenas um filho, natimorto. A segunda esposa não teve melhor sorte. Nem a terceira, Austrechildes, que caiu em desgraça quando os dois filhos morreram em tenra idade. Era grande a tentação de mudar de novo de mulher, mas, convencido de que a morte havia batido repetidamente a sua porta por causa dos seus pecados, Gontrão mudou radicalmente de conduta. Adotou o sobrinho Childelberto, escolheu como capital do reino a cidade de Chalon-sur-Saône e promoveu a evangelização dos territórios do Jura. Fundou igrejas e mosteiros em vários lugares. E como fizera enforcar o médico da família por não ter conseguido curar seus filhinhos, favoreceu os estudos, instituindo as primeiras escolas nas proximidades dos mosteiros. Mostrou-se respeitoso dos direitos da igreja, sem jamais se intrometer na nomeação dos bispos, mas convocou seis concílios regionais para promover algumas reformas. Dedicou-se pessoalmente a socorrer se povo, afligido por repetidas pestes e pela fome; ofereceu-se a Deus como vítima de expiação por seus próprios pecados e pelos dos outros. Parece ter vestido o hábito monacal em razão da assídua frequência ao mosteiro de São Marcelo de Chalon. Tudo isso lhe valeu a auréola de santidade. São Gontrão Filho de Clotário I, rei de França e neto de Clóvis I e de Santa Clotilde, Clotário era senhor de França e de uma parte da Alemanha, quando a doença o prostrou, e ele se viu obrigado a tudo deixar. “Que pensais, dizia aos cortesãos, quem é esse rei celeste que faz morrer assim tão grandes reis?” Morreu, dessa forma, em Compiegne, no ano de 561, após ter reinado cinqüenta anos.Seus quatro filhos lançaram a sorte sobre o reino. Cariberto teve Paris e a Aquitânia. Gontrão recebeu Orleans, a Borgonha e estabeleceu a capital em Châlon-sobre-o-Saône. A Sigeberto, o mais jovem, coube a Austrásia, e em Metz estabeleceu a capital. Era uma época de revoluções e de assassínios políticos. Cariberto morreu em 567, sem deixar filho. Seus três irmãos dividiram entre si o reino que lhe cabia. Sigeberto foi assassinado, deixando um filho de cinco anos. Chilperico morreu da mesma maneira, deixando um filho de dois meses. Gontrão serviu de pai aos dois sobrinhos. No começo de seu reinado, cometeu maus de uma falta por fraqueza e induzimento. Mas expirou-as pela penitência. O traço dominante de seu caráter era a bondade e a piedade. Morrendo Chilperico, foi a Paris e dedicou-se à reparação das injustiças que seu irmão cometera. Fez com que fossem restituídos aos particulares os bens que Chilperico lhes havia tomado, ordenou a execução dos testamentos em favor da Igreja, que ele tinha cassado e mostrou-se de grande liberalidade para com os pobres. Advertiram-no, todavia, de que sua vida corria perigo. Foi a causa de andar sempre rodeado de guardas, mesmo quando ia à igreja, durante a estada em Paris. Um domingo em que assistia à missa, o diácono fez com que o povo mantivesse silêncio para começar o sacrifício. Gontrão voltou-se para o povo e disse: ” – Eu vos conjuro, homens e mulheres que aqui estais, a guardar-me fidelidade inviolável e não me matar, como fizestes recentemente a meus irmãos. Que me seja permitido, ao menos durante três anos, educar meus sobrinhos que são meus filhos adotivos. Tenho receio – o que Deus queira evitar – de que se eu morrer, venhais a perecer com essas crianças, não tendo um homem feito em nossa família para vos defender”. A essas palavras, todo o povo dirigiu a Deus preces pelo rei. Seus dois sobrinhos eram Childeberto da Austrásia, filho de Sigeberto e de Brunehaut, e Clotário II, filho de Chilperico e de Fredegunda. Gontrão recebeu o jovem rei da Austrásia com ternura paternal. Colocando-lhe uma lança na mão, disse-lhe, diante de todos: “É este o sinal que te dou da entrega de meu reino. Para o futuro, submete à tua autoridade todas as minhas cidades como se fossem as tuas, porque, por causa dos nossos pecados, não resta de nossa família senão tu, que és filho de meu irmão. Serás meu herdeiro e meu sucessor em todo o reino, com exclusão de todos os outros.” Depois, tomando-o em separado e recomendando-lhe o mais profundo silêncio sobre o que ia lhe dizer, fê-lo conhecer em pormenores quais os homens que devia, ou não, honrar com sua confiança. Um dia, quando se dirigia para fazer orações, às diversas igrejas de Orleans, o rei Gontrão rumou para a residência de São Gregório de Tours, que morava na igreja de Santo Avito. Gregório levantou-se cheio de alegria ao reconhecê-lo e, depois de lhe ter dado a benção, rogou-lhe houvesse por bem aceitar com ele alguns elogios de São Martinho. Gontrão aceitou. Entrou com muita cordialidade, bebeu um copo de vinho, lembrou a Gregório que devia estar presente no jantar para o qual havia convidado todos os bispos e retirou-se alegre. O que ele fazia por Gregório de Tours, fazia-o por todos os cidadãos de Orleans. Aceitou o convite, compareceu ao jantar e encantou-os como sua bondade. Chamavam-no geralmente o bom rei. Gregório pedira-lhe indulto para alguns senhores implicados em uma insurreição política e que se haviam refugiado na igreja de São Martinho de Tours. Mas nada conseguiu, Não se agastou. Voltou no dia seguinte e disse ao rei: “Escutai-me príncipe. Fui enviado a vós como emissário de meu senhor. Que resposta quereis que lhe dê, desde que não vos dignais dá-la a mim?” O rei surpreendido perguntou-lhe: “Quem é o senhor que vos envia?” O bispo lhe disse sorrindo: “São Martinho”. A esse nome, Gontrão fez com que os culpados lhe viessem à presença, repreendeu-os por causa da perfídia, chamou-os de raposas malignas e, depois, lhes concedeu o indulto, bem como os bens que lhes haviam sido subtraídos. O zelo de Gontrão sustinha e animava o dos prelados de seu reino. Perdendo os dois filhos que deviam suceder-lhe, aplicou-se mais do que nunca a toda sorte de boas obras. Parecia, diz Fredegário, um bispo entre os bispos, tal o zelo pelos interesses da Igreja. Os exemplos de um rei tão bom santificaram a família. As duas princesas, suas filhas, Clodoberge e Clotilde, renunciaram às grandezas e aos prazeres do mundo, para se consagrarem a Deus, na sua virgindade. E Clodoberge não tardou em receber a recompensa celeste. Gontrão distinguiu-se especialmente pala magnificência com que fundava e dotava as igrejas. Deu diversas terras ao mosteiro de São Sinfrônio de Autun e ao de São Benigno de Dijon. Neste último estabeleceu os salmos perpétuos, a exemplo do mosteiro de Agaune, onde os monges, divididos em vários grupos, se revezavam dia e noite, para cantarem, sem interrupção, os louvores de Deus. Mandou construir uma igreja magnífica e um mosteiro nos arredores de Châlon-sobre-o-Saône, em honra de São Marcelo, mártir, e instituiu também um coro contínuo querendo com isso que a ordem dos salmos fosse a mesma a ser observada na igreja de Tours. Fez com que o regulamento por ele estabelecido fosse aprovado por quarenta bispos. Nada mais edificante do que a maneira pela qual o príncipe fala na ata da fundação desse mosteiro. Começa assim: “Gontrão, pela disposição da Divina Providência, rei sob o reino de Deus, servidor dos servidores do Senhor, a todos os filhos da nossa Mãe, a santa Igreja, saudações. Vejo com sentimento que para punição dos nossos pecados, nossas igrejas, fundadas para o serviço de Deus, definham por causa da ambição desmedida dos príncipes e pela exagerada negligência dos prelados. E estou penetrado de dor de não poder bastar para tudo. Todavia, para não comparecer de mãos vazias diante do Senhor, resolvemos dotar com as mais belas terras a basílica que erguemos em honra do glorioso São Marcelo de Châlon.” Indica a seguir, vários lugares, cujos habitantes encarregou de construir os diversos edifícios necessários aos mosteiros e termina com estas palavras: “Se alguém violar estas disposições, seja varrido do livro da vida.” O rei Gontrão reuniu vários concílios, não somente para regular os negócios da Igreja, como também para tratar dos bens temporais dos povos, para conciliar as diferenças do reino a outro, e prevenir, dessa forma, as guerras vivis entre os francos. Para ele, os concílios eram ainda conselhos de Estado. Sua caridade se mostrou sobretudo nessa circunstância. Um navio que chegara da Espanha, espalhara em Marselha a peste, enquanto Teodoro, bispo dessa cidade se encontrava na corte de Childeberto. O santo bispo retornou imediatamente para consolar o povo, e aliviar-lhe o sofrimento. Não omitiu nenhum dos socorros espirituais e temporais que podia dar. E quando a doença e a deserção reduziram os habitantes da grande cidade a um pequeno número, encerrou-se no recinto da igreja de São Vítor, com os que restavam, passando os dias e as noites em orações, para acalmar a cólera divina. O mal contagioso passou de Marselha para Lião. Gontrão desempenhou, ao mesmo tempo, as funções de um bom rei e de um piedoso bispo. Ordenou que fossem celebradas as rogações e que, durante três dias, tempo que deviam durar, se jejuasse, comendo pão de cevada e bebendo água. Foi o primeiro a dar exemplo, redobrando as austeridades, as orações e as esmolas costumeiras. Seus súditos o olhavam com veneração e respeitavam nele mais a qualidade de santo do que a de rei. Arrancavam-lhe pedaços das vestes para aplicá-los aos doentes. Uma mulher curou dessa forma, seu filho de uma febre. Levavam-lhe até os possessos, e Gregório de Tours disse que fora testemunha do poder que tinha sobre eles. Gontrão era, sobretudo, o protetor da inocência oprimida pelos grandes, como o demonstrou no ano seguinte, 589, tomando a defesa de uma jovem virgem, a quem o amor ao pudor havia inspirado a coragem de uma heroína. O duque de Amolon, na ausência da esposa, tomou-se de paixão criminosa por uma jovem e fez que lhe conduzissem, durante a noite, os seus criados, estando ele bêbado. Como ela resistisse com todas as forças, os criados lhe deram pancadas, a ponto de arrancar-lhe sangue. O duque, tomado pelo álcool, recebeu-a nesse estado. Mas, imediatamente ela agarrou uma espada que percebeu na cabeceira da cama e desferiu-lhe um golpe vigoroso na cabeça, como outrora Judite fizera a Holofernes. Aos gritos do duque, os criados acorreram, querendo matá-la. Mas o duque lhes disse: “Não lhe façais nada. Eu é que pequei, querendo manchar-lhe a honra. O que ela fez merece antes que a vida lhe seja conservada”. A jovem heroína, aproveitando-se da tristeza em que se encontrava a família, escapou da casa em de noite mesmo, dói refugiar-se na igreja de São Marcelo. Lá, atirando-se aos pés do rei Gontrão, contou-lhe o que acontecera. O príncipe a recebeu com bondade, concedeu-lhe não somente a vida, mas, em seu favor, expediu uma ordem pela qual declarava que a tomava sob sua proteção e proibia aos parentes do duque que a importunassem. Enfim, o bom rei Gontrão – assim chamavam os contemporâneos – morreu em 28 de março de 593, em Châlon-sobre-o-Saône, onde foi sepultado na igreja de São Marcelo, que ele mesmo havia fundado. Com sua morte, o sobrinho Childeberto, rei da Austrásia, herdou-lhe o reino da Borgonha. A igreja colocou o nome do rei Gontrão entre os santos e celebra-lhe a memória no dia 28 de Março. #SantodoDia
- O que acontecerá com o mundo após a consagração da Rússia?
Convidamos a todos para assistir a formação ao vivo que acontecerá hoje (27/03) às 21h. 👉 Clique aqui para assistir o vídeo: #Formaçõesaovivo #PadreRodrigoMaria
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- O DIREITO DE NASCER NOVAMENTE – Scott Hahn medita sobre o 4º Domingo da Quaresma
Na primeira leitura de hoje, Deus perdoa “o opróbrio” das gerações que murmuraram contra ele após o Êxodo. No pórtico da terra prometida, Israel pode celebrar a Páscoa, festa do primogênito de Deus, com um coração limpo (Josué 5, 6-7; Êxodo 4, 22; 12, 12-13). A reconciliação também está no coração da história que Jesus conta, no Evangelho de hoje. A história do filho pródigo é a história de Israel e de toda a raça humana, mas é, também, a história de todo aquele que crê. No Batismo, nos é dado o divino direito de nascer novamente numa “nova criação”, como São Paulo coloca na epístola de hoje. Quando pecamos, porém, nos assemelhamos ao filho pródigo da parábola, abandonando a casa do pai, esbanjando toda a herança num esforço de viver sem Ele. Perdidos no pecado, nos separamos da graça da filiação divina que, no Batismo, nos foi generosamente concedida. Contudo, ainda é possível voltarmos a nós mesmos, retornando ao Pai, como faz o filho pródigo. Mas somente Ele pode remover o opróbrio e restaurar a filiação divina que desprezamos. Somente Ele pode nos libertar da escravidão do pecado, que nos faz — como o filho pródigo — ver a Deus não como nosso Pai, mas como nosso patrão, a quem servimos como escravos. Deus não quer escravos, mas filhos. Como o pai, no Evangelho de hoje, Ele deseja ardentemente nos chamar de filhos, para conosco compartilhar a Sua vida, dizendo a cada um de nós: “Tudo o que tenho é teu”. As palavras de saudade e compaixão do Pai sempre chegam aos Seus filhos pródigos, através do Sacramento da Penitência. Tudo isto é parte do que São Paulo, na Epístola de hoje, chama de “ministério da reconciliação”, confiado por Jesus aos Apóstolos e à Igreja. Reconciliados como Israel, na Primeira Leitura, assumimos o nosso lugar à mesa da Eucaristia, o banquete de boas-vindas para o qual todos os filhos perdidos são pelo Pai convidados: a nova Páscoa que celebramos, neste lado de cá do paraíso. “Experimentamos a bondade do Senhor”, como cantamos no Salmo de hoje, regozijando-nos por descobrir que, estando mortos, fomos novamente encontrados com vida. https://stpaulcenter.com/found-alive-again-scott-hahn-reflects-on-the-fourth-sunday-of-lent/
- O DESCONHECIDO EXEMPLO POLONÊS – Pe. Santiago Martín
A consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria não serviu apenas para satisfazer um dos pedidos de Nossa Senhora em Fátima. Também demonstrou a vitalidade espiritual que ainda pulsa no coração da Igreja Católica e o imenso amor pela Santíssima Virgem dentro dela. Se o cumprimento do pedido de Fátima é motivo de esperança, o é ainda mais a constatação de que nem tudo está perdido no catolicismo. O poderoso fogo que se podia ver de longe, e que iluminou a todos durante o pontificado de S. João Paulo II, é hoje uma brasa coberta de cinzas, mas bastará soprar essas brasas, e atirar um pouco de lenha, para a fazer arder novamente. Com Maria há esperança: para a Rússia, para a Ucrânia e para a Igreja. Mas enquanto o milagre da conversão dos corações dos senhores da guerra não ocorre, a guerra continua. A destruição das cidades, a morte de milhares de pessoas, a fuga em massa de milhões que tiveram de se tornar refugiados, lembram-nos de todo o horror que os seres humanos são capazes de desencadear. Mas também o acolhimento que estes refugiados estão recebendo, especialmente de famílias católicas polonesas, lideradas pelos seus padres — há mais de dois milhões de refugiados na Polônia —, faz-nos pensar que nem tudo está perdido e é mais um motivo de esperança. Sempre se disse que a guerra manifesta o pior e o melhor dos seres humanos. Na Ucrânia e na Polônia (e não só na Polônia), isto está se provando verdadeiro. Por muito chocantes e horríveis que sejam as imagens desta guerra cruel e sem sentido, não devemos esquecer outra, nomeadamente o aborto. Todos os anos, setenta e três milhões de vítimas inocentes são assassinadas naquele que se tornou o lugar mais perigoso para os seres humanos: o útero das suas mães. Setenta e três milhões por ano! Como se isso não fosse suficiente, o delírio abortista parece não conhecer limites e, por isto, um estado americano, Maryland, planeia aprovar uma lei que permitirá que um bebé morra após o nascimento se, contra todas as probabilidades, sobreviver à tentativa de o matar no ventre da sua mãe. Após o aborto, o infanticídio. Infelizmente, tal carnificina contra seres humanos inocentes não comove a grande maioria, que é mesmo a favor de fazer dela um direito. O que está acontecendo na Ucrânia é horrível e injustificável. Mas não menos horrível é o que acontece todos os dias nas clínicas de aborto, que são negócios legais lucrativos. Basicamente, há muita hipocrisia em arrancar os cabelos por causa do que está acontecendo nas cidades ucranianas arrasadas, enquanto se aplaude o assassinato em massa de inocentes que nem sequer é permitido nascer. A Polônia é também um exemplo a este respeito, e esta é a chave da sua generosidade: eles são a favor de toda a vida e, portanto, rejeitam o aborto com a mesma convicção com que abrem as suas casas aos refugiados. Este é o exemplo que um país católico está dando ao mundo. É uma pena que, precisamente por ser um país católico, a mídia não se concentre na imensa generosidade dos poloneses. Temem que as pessoas acabem por associar as duas coisas: rejeição do aborto e acolhimento daqueles que fogem da guerra. Na Espanha, há 15.000 refugiados ucranianos. Em Itália, 40.000. Na Alemanha, 200.000. Todos são notícias nos meios de comunicação social, que se orgulham da solidariedade demonstrada nos seus respectivos países. Mas quase ninguém fala sobre os dois milhões na Polônia. Não convém ao Ocidente pró-aborto dizer que os poloneses são generosos. É interessante mostrar as imagens chocantes das cidades bombardeadas, que enchem as notícias todos os dias, mas não é interessante mostrar as outras imagens, as do generoso acolhimento dos católicos poloneses — católicos que rejeitam o aborto com a mesma firmeza com que abrem as suas casas àqueles que perderam tudo. Rezemos pela conversão da Rússia e pelo fim da guerra na Ucrânia. Mas também para a conversão deste Ocidente hipócrita, onde a morte dos inocentes se tornou um negócio e um direito.



































![[A IGREJA CATÓLICA É SUPERIOR À SOCIEDADE CIVIL] – Cândido Mendes de Almeida](https://static.wixstatic.com/media/984c42_4c443b1d0f354b5789fe93030f504539~mv2.jpg/v1/fit/w_176,h_124,q_80,usm_0.66_1.00_0.01,blur_3,enc_auto/984c42_4c443b1d0f354b5789fe93030f504539~mv2.jpg)













