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  • O NEGATIVO COMO VIRTUDE

    O “negativo”, tendência de negar a ordem da realidade, sempre foi uma sedução para o ser humano, a começar já por Eva, depois por Adão, e logo mais por Caim. De lá para cá, continuamente a humanidade tem sido tentada a negar a obra da Criação, reconstruindo-a a seu gosto, como se essa loucura fosse realizável. Tal sedução niilista parece ter virado moda, em nossa época, sobretudo depois que o filósofo Hegel garantiu, para o mundo acadêmico, que o “negativo” é uma virtude, um passo fundamental na marcha triádica da História (tese/antítese/síntese). Um bom exemplo do “negativo” como virtude ocorreu recentemente na supercivilizada Nova Zelândia, que se orgulha de já contar com metade da população composta de pessoas declaradamente sem fé religiosa. Acontece que aquele país da Oceania, que conseguiu limitar o número de casos de Covid-19 em seu território, tem visto desde outubro um aumento na contaminação (cerca de 3,5 milhões de pessoas são vacinadas, entre os cinco milhões de neozelandeses). O que fez o governo para aumentar o número de pessoas vacinadas no país, especialmente entre os nativos maoris? Convocou gangues de rua para defender a vacinação contra a covid: em vídeo divulgado a partir de 2 de novembro, sete líderes de vários bandos criminosos do país pedem que as pessoas se vacinem. Entre eles, está um certo Denis O’Reilly, membro vitalício do Black Power, gangue de maoris e polinésios envolvidos com o crime organizado e o tráfico de drogas. “Acho que tive uma vida muito boa e trouxe coisas para a nação”, disse ele no clipe. “Eu gostaria de dar a todos os meus irmãos mais novos a chance de fazer o mesmo. Recebi algumas balas na minha vida, mas agora recebi minhas duas doses da vacina Covid e peço que você faça o mesmo.” https://www.courrierinternational.com/revue-de-presse/video-la-nouvelle-zelande-fait-appel-des-chefs-de-gangs-pour-proner-la-vaccination

  • LITURGIA DIÁRIA – 31/12/21 – 7º dia na oitava do Natal do Natal – Cor: Branco

    Liturgia Diária 7º DIA NA OITAVA – NATAL 1ª LEITURA – 1JO 2,18-21 Vós já recebestes a unção do Santo, e todos tendes conhecimento. Leitura da Primeira Carta de São João 2, 18-21 18Filhinhos, esta é a última hora. Ouvistes dizer que o Anticristo virá. Com efeito, muitos anticristos já apareceram. Por isso, sabemos que chegou a última hora. 19Eles saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos, pois se fossem realmente dos nossos, teriam permanecido conosco. Mas era necessário ficar claro que nem todos são dos nossos. 20Vós já recebestes a unção do Santo, e todos tendes conhecimento. 21Se eu vos escrevi, não é porque ignorais a verdade, mas porque a conheceis, e porque nenhuma mentira provém da verdade. Palavra do Senhor. SALMO – SL 95 (96), 1-2. 11-12. 13 (R. 11A) R.O céu se rejubile e exulte a terra! 1Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira!2Cantai e bendizei seu santo nome! / Dia após dia anunciai sua salvação. R. 11O céu se rejubile e exulte a terra, / aplauda o mar com o que vive em suas águas; 12os campos com seus frutos rejubilem / e exultem as florestas e as matas R. 13na presença do Senhor, pois ele vem, / porque vem para julgar a terra inteira. / Governará o mundo todo com justiça, / e os povos julgará com lealdade. R. EVANGELHO – JO 1,1-18 A Palavra se fez carne e habitou entre nós. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 1, 1-18 1No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. 2No princípio estava ela com Deus. 3Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. 4Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. 6Surgiu um homem enviado por Deus; Seu nome era João. 7Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: 9daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano. 10A Palavra estava no mundo – e o mundo foi feito por meio dela – mas o mundo não quis conhecê-la. 11Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram. 12Mas, a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus isto é, aos que acreditam em seu nome, 13pois estes não nasceram do sangue nem da vontade da carne nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo. 14E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como filho unigênito, cheio de graça e de verdade. 15Dele, João dá testemunho, clamando: ‘Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim’. 16De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. 17Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo. 18A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer. Palavra da Salvação. SÃO SILVESTRE I, PAPA – SANTORAL 1ª LEITURA – EZ 34,11-16 Eu mesmo vou apascentar as minhas ovelhas e fazê-las repousar. Leitura da Profecia de Ezequiel 34, 11-16 11Assim diz o Senhor Deus: Vede! Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas e tomar conta delas. 12Como o pastor toma conta do rebanho, de dia, quando se encontra no meio das ovelhas dispersas, assim vou cuidar de minhas ovelhas e vou resgatá-las de todos os lugares em que forem dispersadas num dia de nuvens e escuridão. 13Vou retirar minhas ovelhas do meio dos povos e recolhê-las do meio dos países para conduzi-las à sua terra. Vou apascentar as ovelhas sobre os montes de Israel, nos vales dos riachos e em todas as regiões habitáveis do país. 14Vou apascentá-las em boas pastagens e nos altos montes de Israel estará o seu abrigo. Ali repousarão em prados verdejantes e pastarão em férteis pastagens sobre os montes de Israel. 15Eu mesmo vou apascentar as minhas ovelhas e fazê-las repousar – oráculo do Senhor Deus – . 16Vou procurar a ovelha perdida, reconduzir a extraviada, enfaixar a da perna quebrada, fortalecer a doente, e vigiar a ovelha gorda e forte. Vou apascentá-las conforme o direito. Palavra do Senhor. SALMO – SL 22(23),1-3.4.5.6 (R. 1) R.O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma. R.Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia. 1O Senhor é o pastor que me conduz; / não me falta coisa alguma. 2Pelos prados e campinas verdejantes / ele me leva a descansar. / Para as águas repousantes me encaminha, 3e restaura as minhas forças. / Ele me guia no caminho mais seguro, / pela honra do seu nome. R. 4Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, / nenhum mal eu temerei. / Estais comigo com bastão e com cajado, / eles me dão a segurança! R. 5Preparais à minha frente uma mesa, / bem à vista do inimigo; / com óleo vós ungis minha cabeça, / e o meu cálice transborda. R. 6Felicidade e todo bem hão de seguir-me, / por toda a minha vida; / e, na casa do Senhor, habitarei / pelos tempos infinitos. R. EVANGELHO – MT 16,13-19 Tu és Pedro e eu te darei as chaves do Reino dos Céus. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 16, 13-19 Naquele tempo: 13Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: ‘Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?’14Eles responderam: ‘Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas’. 15Então Jesus lhes perguntou: ‘E vós, quem dizeis que eu sou?’16Simão Pedro respondeu: ‘Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo’. 17Respondendo, Jesus lhe disse: ‘Feliz es tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus’. Palavra da Salvação. #LITURGIADIÁRIA7ºdianaoitavadoNataldoNatalCorBranco

  • LITURGIA DIÁRIA – 30/12/21 – 6º dia na oitava do Natal do Natal – Cor: Branco

    Liturgia Diária 6º DIA NA OITAVA – NATAL 1A LEITURA – ANO FIXO 1JO 2,12-17 Aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. Leitura da Primeira Carta de São João 2, 12-17 12Eu vos escrevo, filhinhos: os vossos pecados foram perdoados por meio do seu nome. 13Eu vos escrevo, pais: vós conheceis aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevo, jovens: vós vencestes o Maligno. 14Já vos escrevi, filhinhos: vós conheceis o Pai. Já vos escrevi, jovens: vós sois fortes, a Palavra de Deus permanece em vós, e vencestes o Maligno. 15Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. 16Porque tudo o que há no mundo – as paixões da natureza, a concupiscência dos olhos e a ostentação da riqueza – não vem do Pai, mas do mundo. 17Ora, o mundo passa, e também a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. Palavra do Senhor.SALMO – ANO FIXO SL 95 (96), 7-8A. 8B-9. 10 (R. 11A) R.O céu se rejubile e exulte a terra! 7Ó família das nações, dai ao Senhor, / ó nações, dai ao Senhor poder e glória, 8Adai-lhe a glória que é devida ao seu nome! R. 8BOferecei um sacrifício nos seus átrios, 9adorai-o no esplendor da santidade, / terra inteira, estremecei diante dele! R. 10Publicai entre as nações: ‘Reina o Senhor!’ / Ele firmou o universo inabalável, / e os povos ele julga com justiça. R. EVANGELHO – ANO FIXO LC 2,36-40 Pôs-se a falar do menino a todosque esperavam a libertação de Jerusalém. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 2, 36-40 Naquele tempo: 36Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para Nazaré, sua cidade. 40O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele. Palavra da Salvação. #LITURGIADIÁRIA6ºdianaoitavadoNataldoNatalCorBranco

  • LITURGIA DIÁRIA – 29/12/21 – 5º dia na oitava de Natal do Natal – Cor: Branco

    Liturgia Diária 5º DIA NA OITAVA – NATAL 1ª LEITURA – 1JO 2,3-11 Quem ama o seu irmão permanece na luz. Leitura da Primeira Carta de São João 2, 3-11 Caríssimos: 3Para saber que o conhecemos, vejamos se guardamos os seus mandamentos. 4Quem diz: ‘Eu conheço a Deus’, mas não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. 5Naquele, porém, que guarda a sua palavra, o amor de Deus é plenamente realizado. O critério para saber se estamos com Jesus é este: 6quem diz que permanece nele, deve também proceder como ele procedeu. 7Caríssimos, não vos comunico um mandamento novo, mas um mandamento antigo, que recebestes desde o início; este mandamento antigo é a palavra que ouvistes. 8No entanto, o que vos escrevo é um mandamento novo – que é verdadeiro nele e em vós -, pois que as trevas passam e já brilha a luz verdadeira. 9Aquele que diz estar na luz, mas odeia o seu irmão, ainda está nas trevas. 10O que ama o seu irmão permanece na luz e não corre perigo de tropeçar. 11Mas o que odeia o seu irmão está nas trevas, caminha nas trevas, e não sabe aonde vai, porque as trevas ofuscaram os seus olhos. Palavra do Senhor. SALMO – SL 95 (96), 1-2A. 2B-3. 5B-6 (R. 11A) R.O céu se rejubile e exulte a terra! 1Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! 2ACantai e bendizei seu santo nome! R. 2BDia após dia anunciai sua salvação, 3manifestai a sua glória entre as nações, / e entre os povos do universo seus prodígios! R. 5BFoi o Senhor e nosso Deus quem fez os céus: 6diante dele vão a glória e a majestade, / e o seu templo, que beleza e esplendor! R. EVANGELHO – LC 2,22-35 Luz para iluminar as nações. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 2, 22-35 22Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23Conforme está escrito na Lei do Senhor: ‘Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor. ‘24Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está ordenado na Lei do Senhor. 25Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele26e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. 27Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29‘Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30porque meus olhos viram a tua salvação, 31que preparaste diante de todos os povos: 32luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel. ‘33O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: ‘Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma. ‘Palavra da Salvação. #LITURGIADIÁRIA5ºdianaoitavadeNataldoNatalCorBranco

  • LITURGIA DIÁRIA – 28/12/21 – Santos Inocentes, Mártires – Cor: Vermelho

    Liturgia Diária Santos Inocentes, Mártires – NATAL 1ª LEITURA – 1JO 1,5-2,2 O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado. Leitura da Primeira Carta de São João 1, 5-2, 2 Caríssimos: 5A mensagem, que ouvimos de Jesus Cristo e vos anunciamos, é esta: Deus é luz e nele não há trevas. 6Se dissermos que estamos em comunhão com ele, mas andamos nas trevas, estamos mentindo e não nos guiamos pela verdade. 7Mas, se andamos na luz, como ele está na luz, então estamos em comunhão uns com os outros, e o sangue de seu Filho Jesus nos purifica de todo pecado. 8Se dissermos que não temos pecado, estamo-nos enganando a nós mesmos, e a verdade não está dentro de nós. 9Se reconhecermos nossos pecados, então Deus se mostra fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda culpa. 10Se dissermos que nunca pecamos, fazemos dele um mentiroso e sua palavra não está dentro de nós. 2, 1Meus filhinhos, escrevo isto para que não pequeis. No entanto, se alguém pecar, temos junto do Pai um Defensor: Jesus Cristo, o Justo. 2Ele é a vítima de expiação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas também pelos pecados do mundo inteiro. Palavra do Senhor. SALMO – SL 123(124),2-3.4-5.7B-8 (R. 7A) R.Nossa alma como um pássaro escapou do laço que lhe armara o caçador. 2Se o Senhor não estivesse ao nosso lado, / quando os homens investiram contra nós, 3com certeza nos teriam devorado / no furor de sua ira contra nós. R. 4Então as águas nos teriam submergido, / a correnteza nos teria arrastado, 5e então, por sobre nós teriam passado / essas águas sempre mais impetuosas. R. 7BO laço arrebentou-se de repente, / e assim nós conseguimos libertar-nos. 8O nosso auxílio está no nome do Senhor, / do Senhor que fez o céu e fez a terra! R. EVANGELHO – MT 2,13-18 Herodes mandou matar todos os meninos de Belém. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 2, 13-18 13Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: ‘Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo’. 14José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. 15Ali ficou até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: ‘Do Egito chamei o meu Filho’. 16Quando Herodes percebeu que os magos o haviam enganado, ficou muito furioso. Mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos para baixo, exatamente conforme o tempo indicado pelos magos. 17Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias: 18‘Ouviu-se um grito em Ramá, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos, e não quer ser consolada, porque eles não existem mais’. Palavra da Salvação.

  • LITURGIA DIÁRIA – 27/12/21 – São João, Apóstolo e Evangelista – Cor: Branco

    Liturgia Diária São João, Apóstolo e Evangelista – NATAL 1ª LEITURA – 1JO 1,1-4 O que vimos e ouvimos, nós vos anunciamos. Início da Primeira Carta de São João 1, 1-4 Carissimos: 1O que era desde o princípio, o que nós ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos tocaram da Palavra da Vida, 2– de fato, a Vida manifestou-se e nós a vimos, e somos testemunhas, e a vós anunciamos a Vida eterna, que estava junto do Pai e que se tornou visível para nós -; 3isso que vimos e ouvimos, nós vos anunciamos, para que estejais em comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. 4Nós vos escrevemos estas coisas para que a nossa alegria fique completa. Palavra do Senhor. SALMO – SL 96(97),1-2.5-6.11-12 (R. 12A) R.Ó justos, alegrai-vos no Senhor! 1Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, / e as ilhas numerosas rejubilem!2Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, / que se apóia na justiça e no direito. R. 5As montanhas se derretem como cera / ante a face do Senhor de toda a terra; 6e assim proclama o céu sua justiça, / todos os povos podem ver a sua glória. R. 11Uma luz já se levanta para os justos, / e a alegria, para os retos corações. 12Homens justos, alegrai-vos no Senhor, / celebrai e bendizei seu santo nome! R. EVANGELHO – JO 20,2-28 O outro discípulo correu mais depressa que Pedro, e chegou primeiro ao túmulo. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 20, 2-28 No primeiro dia da semana, 2Maria Madalena saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: ‘Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram’. 3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. 8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou. Palavra da Salvação. #LITURGIADIÁRIASãoJoãoApóstoloeEvangelistaCorBranco

  • LITURGIA DIÁRIA – 26/12/21 – Sagrada Família de Jesus, Maria e José – Cor: Branco

    Liturgia Diária FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ – NATAL 1ª LEITURA – ECLO 3,3-7.14-17A (GR.2-6.12-14) Quem teme o Senhor, honra seus pais. Leitura do Livro do Eclesiástico 3, 3-7. 14-17a (gr. 2-6. 12-14) 3Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe. 4Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração quotidiana. 5Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros. 6Quem honra o seu pai, terá alegria com seus próprios filhos; e, no dia em que orar, será atendido. 7Quem respeita o seu pai, terá vida longa, e quem obedece ao pai é o consolo da sua mãe. 14Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. 15Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com ele; não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida, a caridade feita a teu pai não será esquecida, 16mas servirá para reparar os teus pecados17Ae, na justiça, será para tua edificação. Palavra do Senhor SALMO – SL 127,1-2.3.4-5 (R. CF 1) R.Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos! 1Feliz és tu se temes o Senhor / e trilhas seus caminhos!2Do trabalho de tuas mãos hás de viver, / serás feliz, tudo irá bem! R. 3A tua esposa é uma videira bem fecunda / no coração da tua casa; / os teus filhos são rebentos de oliveira / ao redor de tua mesa. R. 4Será assim abençoado todo homem / que teme o Senhor. 5O Senhor te abençoe de Sião, / cada dia de tua vida. R. 2ª LEITURA – CL 3,12-21 A vida da família no Senhor. Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses 3, 12-21 Irmãos: 12Vós sois amados por Deus, sois os seus santos eleitos. Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, 13suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também. 14Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição. 15Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo. E sede agradecidos. 16Que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros com toda a sabedoria. Do fundo dos vossos corações, cantai a Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, em ação de graças. 17Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio dele dai graças a Deus, o Pai. 18Esposas, sede solícitas para com vossos maridos, como convém, no Senhor. 19Maridos, amai vossas esposas e não sejais grosseiros com elas. 20Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, pois isso é bom e correto no Senhor. 21Pais, não intimideis os vossos filhos, para que eles não desanimem. Palavra do Senhor. EVANGELHO – LC 2,41-52 Jesus foi encontrado por seus pais no meio dos doutores. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 2, 41-52 41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. 44Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. 47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: ‘Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura. ‘49Jesus respondeu: ‘Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?’50Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas. 52E Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e diante dos homens. Palavra da Salvação. #LITURGIADIÁRIASagradaFamíliadeJesus #MariaeJoséCorBranco

  • LITURGIA DIÁRIA – 25/12/21 – Natal do Senhor – Missa da noite do Natal – Cor

    Liturgia Diária SOLENIDADE DO NATAL – MISSA DO DIA – NATAL 1ª LEITURA – IS 52,7-10 Todos os confins da terra hão de vera salvação que vem do nosso Deus. Leitura do Livro do Profeta Isaías 52, 7-10 7Como são belos, andando sobre os montes, os pés de quem anuncia e prega a paz, de quem anuncia o bem e prega a salvação, e diz a Sião: ‘Reina teu Deus!’8Ouve-se a voz de teus vigias, eles levantam a voz, estão exultantes de alegria, sabem que verão com os próprios olhos o Senhor voltar a Sião. 9Alegrai-vos e exultai ao mesmo tempo, ó ruínas de Jerusalém, o Senhor consolou seu povo e resgatou Jerusalém. 10O Senhor desnudou seu santo braço aos olhos de todas as nações; todos os confins da terra hão de ver a salvação que vem do nosso Deus. Palavra do Senhor. SALMO – SL 97,1.2-3AB.3CD-4.5-6 (R.3CD) R.Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. 1Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios! / Sua mão e o seu braço forte e santo / alcançaram-lhe a vitória. R. 2O Senhor fez conhecer a salvação, / e às nações, sua justiça; 3Recordou o seu amor sempre fiel 3Bpela casa de Israel. R. 3COs confins do universo contemplaram 3Da salvação do nosso Deus. 4Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / alegrai-vos e exultai! R. 5Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa / e da cítara suave!6Aclamai, com os clarins e as trombetas, / ao Senhor, o nosso Rei! R. 2ª LEITURA – HB 1, 1-6 Deus falou-nos por meio de seu Filho. Leitura da Carta aos Hebreus 1, 1-6 1Muitas vezes e de muitos modos falou Deus outrora aos nossos pais, pelos profetas; 2nestes dias, que são os últimos, ele nos falou por meio do Filho, a quem ele constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também ele criou o universo. 3Este é o esplendor da glória do Pai, a expressão do seu ser. Ele sustenta o universo com o poder de sua palavra. Tendo feito a purificação dos pecados, ele sentou-se à direita da majestade divina, nas alturas. 4Ele foi colocado tanto acima dos anjos quanto o nome que ele herdou supera o nome deles. 5De fato, a qual dos anjos Deus disse alguma vez: ‘Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei’? Ou ainda: ‘Eu serei para ele um Pai e ele será para mim um filho’?6Mas, quando faz entrar o Primogênito no mundo, Deus diz: ‘Todos os anjos devem adorá-lo!’ Palavra do Senhor. EVANGELHO – JO 1,1-5.8B.9-14 A Palavra se fez carne e habitou entre nós. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 1, 1-5. 8b. 9-14 1No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. 2No princípio estava ela com Deus. 3Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. 4Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. 8BVeio para dar testemunho9daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano. 10A Palavra estava no mundo – e o mundo foi feito por meio dela – mas o mundo não quis conhecê-la. 11Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram. 12Mas, a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus isto é, aos que acreditam em seu nome, 13pois estes não nasceram do sangue nem da vontade da carne nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo. 14E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como filho unigênito, cheio de graça e de verdade. Palavra da Salvação. #LITURGIADIÁRIANataldoSenhorMissadanoitedoNatalCorBranco

  • LITURGIA DIÁRIA – 24/12/21 – Natal do Senhor – Missa da Vigília do Natal – C

    Leituras do Dia: 1ª Leitura – Is 62, 1-5 Salmo – Sl 88,4-5.16-17.27.29 (R. 2a) 2ª Leitura – At 13,16-17.22-25 Evangelho – Mt 1,1-25 1ª Leitura – Is 62, 1-5 O Senhor agradou-se de ti. Leitura do Livro do Profeta Isaías 62, 1-5 1 Por amor de Sião não me calarei, por amor de Jerusalém não descansarei, enquanto não surgir nela, como um luzeiro, a justiça e não se acender nela, como uma tocha, a salvação. 2 As nações verão a tua justiça, todos os reis verão a tua glória; serás chamada com um nome novo, que a boca do Senhor há de designar. 3 E serás uma coroa de glória na mão do Senhor, um diadema real nas mãos de teu Deus. 4 Não mais te chamarão Abandonada, e tua terra não mais será chamada Deserta; teu nome será Minha Predileta e tua terra será a Bem-Casada, pois o Senhor agradou-se de ti e tua terra será desposada. 5 Assim como o jovem desposa a donzela, assim teus filhos te desposam; e como a noiva é a alegria do noivo, assim também tu és a alegria de teu Deus. Palavra do Senhor. Salmo – Sl 88,4-5.16-17.27.29 (R. 2a) R. Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor! 4’Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito,* e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor: 5Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem,* de geração em geração garantirei o teu reinado!’ R. 16Quão feliz é aquele povo que conhece a alegria:* seguirá pelo caminho, sempre à luz de vossa face! 17Exultará de alegria em vosso nome dia a dia,* e com grande entusiasmo exaltará vossa justiça. R. 27Ele, então me invocará: Ó Senhor, vós sois meu Pai,+ sois meu Deus, sois meu Rochedo * onde encontro a salvação! 29Guardarei eternamente para ele a minha graça* e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel. R. 2ª Leitura – At 13,16-17.22-25 Testemunho de Paulo sobre Cristo, filho de Davi. Leitura dos Atos dos Apóstolos 13,16-17.22-25 Tendo chegado a Antioquia da Pisídia, 16 Paulo levantou-se, na sinagoga fez um sinal com a mão e disse: ‘Israelitas e vós que temeis a Deus, escutai!’ 17 O Deus deste povo de Israel escolheu os nossos antepassados e fez deles um grande povo quando moravam como estrangeiros no Egito; e de lá os tirou com braço poderoso. 22 Em seguida, Deus fez surgir Davi como rei e assim testemunhou a seu respeito: ‘Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que vai fazer em tudo a minha vontade.’ 23 Conforme prometera, da descendência de Davi Deus fez surgir para Israel um Salvador, que é Jesus. 24 Antes que ele chegasse, João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel. 25 Estando para terminar sua missão, João declarou: ‘Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede: depois de mim vem aquele, do qual nem mereço desamarrar as sandálias”. Palavra do Senhor. Evangelho – Mt 1,1-25 Origem de Jesus Cristo, Filho de Davi. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 1,1-25 1 Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. 2 Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos. 3 Judá gerou Farés e Zara, cuja mãe era Tamar. Farés gerou Esrom; Esrom gerou Aram; 4 Aram gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; 5 Salmon gerou Booz, cuja mãe era Raab. Booz gerou Jobed, cuja mãe era Rute. Jobed gerou Jessé. 6 Jessé gerou o rei Davi. Davi gerou Salomão, daquela que tinha sido a mulher de Urias. 7 Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; 8 Asa gerou Josafá; Josafá gerou Jorão; Jorão gerou Ozias; 9 Ozias gerou Jotão; Jotão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; 10 Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias. 11 Josias gerou Jeconias e seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia. 12 Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; 13 Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliaquim; Eliaquim gerou Azor; 14 Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; 15 Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacó. 16 Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. 17 Assim, as gerações desde Abraão até Davi são quatorze; de Davi até o exílio na Babilônia, quatorze; e do exílio na Babilônia até Cristo, quatorze. 18 A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19 José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. 20 Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: ‘José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21 Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados’. 22 Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23 ‘Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco.’ 24 Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado, e aceitou sua esposa. 25 E não teve relações com ela, até ao dia em que deu à luz um filho. E José deu ao menino o nome de Jesus. Palavra da Salvação. #LITURGIADIÁRIANataldoSenhorMissadaVigíliadoNatalCorRoxo

  • LITURGIA DIÁRIA – 23/12/21 – Últimos dias antes do Natal – Cor: Roxo

    Liturgia Diária ÚLTIMOS DIAS ANTES DO NATAL – 23-12 – ADVENTO 1ª LEITURA – ML 3,1-4.23-24 Eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o dia do Senhor. Leitura da Profecia de Malaquias 3, 1-4. 23-24 Assim fala o Senhor Deus: 1Eis que envio meu anjo, e ele há de preparar o caminho para mim; logo chegará ao seu templo o Dominador, que tentais encontrar, e o anjo da aliança, que desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; 2e quem poderá fazer-lhe frente, no dia de sua chegada? E quem poderá resistir-lhe, quando ele aparecer? Ele é como o fogo da forja e como a barrela dos lavadeiros; 3e estará a postos, como para fazer derreter e purificar a prata: assim ele purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata, e eles poderão assim fazer oferendas justas ao Senhor. 4Será então aceitável ao Senhor a oblação de Judá e de Jerusalém, como nos primeiros tempos e nos anos antigos. 23Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o dia do Senhor, dia grande e terrível; 24o coração dos pais há de voltar-se para os filhos, e o coração dos filhos para seus pais, para que eu não intervenha, ferindo de maldição a vossa terra. ‘Palavra do Senhor. SALMO – SL 24 (25), 4-5AB. 8-9. 10.14 (R. LC 21,28) R.Levantai vossa cabeça e olhai, pois, a vossa redenção se aproxima! 4Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, / e fazei-me conhecer a vossa estrada!5AVossa verdade me oriente e me conduza, 5Bporque sois o Deus da minha salvação! R. 8O Senhor é piedade e retidão, / e reconduz ao bom caminho os pecadores. 9Ele dirige os humildes na justiça, / e aos pobres ele ensina o seu caminho. R. 10Verdade e amor são os caminhos do Senhor / para quem guarda sua Aliança e seus preceitos. 14O Senhor se torna íntimo aos que o temem / e lhes dá a conhecer sua Aliança. R. EVANGELHO – LC 1,57-66 Nascimento de João Batista. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 1, 57-66 57Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. 59No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60A mãe porém disse: ‘Não! Ele vai chamar-se João. ‘61Os outros disseram: ‘Não existe nenhum parente teu com esse nome!’62Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: ‘João é o seu nome. ‘64No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. 65Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judéia. 66E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: ‘O que virá a ser este menino?’ De fato, a mão do Senhor estava com ele. Palavra da Salvação. #LITURGIADIÁRIAÚltimosdiasantesdoNatal23dedezembrodoAdventoCorRoxo

  • LITURGIA DIÁRIA – 22/12/21 – Últimos dias antes do Natal – Cor: Roxo

    Liturgia Diária ÚLTIMOS DIAS ANTES DO NATAL – 22-12 – ADVENTO 1ª LEITURA – 1SM 1,24-28 Ana dá graças pelo nascimento de Samuel. Leitura do Primeiro Livro de Samuel 1, 24-28 Naqueles dias: 24Ana, logo que o desmamou, levou consigo Samuel à casa do Senhor em Silo, e mais um novilho de três anos, três arrobas de farinha e um odre de vinho. O menino, porém, era ainda uma criança. 25Depois de sacrificarem o novilho, apresentaram o menino a Eli. 26E Ana disse-lhe: ‘Ouve, meu senhor, por tua vida, eu sou a mulher que esteve aqui orando ao Senhor, na tua presença. 27Eis o menino por quem eu pedi, e o Senhor ouviu a minha súplica. 28Portanto, eu também o ofereço ao Senhor, a fim de que só a ele sirva em todos os dias da sua vida’. E adoraram o Senhor. Palavra do Senhor. SALMO – 1SM 2, 1. 4-5. 6-7. 8ABCD (R. 1A) R.Meu coração exultou no Senhor, meu Salvador. 1‘Meu coração exulta de júbilo no Senhor, / e minha fronte se eleva por meu Deus. / Minha boca desafia meus adversários, / porque me alegro na vossa salvação. R. 4O arco dos fortes quebrou-se, / enquanto os fracos são revigorados. 5Os saciados empregam-se pelo pão, / enquanto aos famintos não falta alimento. / A mulher estéril dá à luz sete vezes / enquanto a mãe fecunda fenece. R. 6O Senhor é quem dá a morte e a vida, / faz descer à morada dos mortos e de lá voltar. 7É o Senhor que torna pobre ou rico, / é ele que humilha e exalta. R. 8ALevanta do pó o necessitado 8Be do lixo ergue o indigente, 8Ce o faz assentar entre os príncipes, 8Ddestinando-lhe um trono de glória. R. EVANGELHO – LC 1,46-56 O Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 1, 46-56 Naquele tempo: 46Maria disse: ‘A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem. 51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre. ‘56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa. Palavra da Salvação. #LITURGIADIÁRIAÚltimosdiasantesdoNatal22dedezembrodoAdventoCorRoxo

  • LITURGIA DIÁRIA – 21/12/21 – Últimos dias antes do Natal – Cor: Roxo

    Liturgia Diária ÚLTIMOS DIAS ANTES DO NATAL – 21-12 – ADVENTO 1[ LEITURA – CT 2,8-14 Eis o meu amado que vem saltando pelos montes. Leitura do Cântico dos Cânticos 2, 8-14 8É a voz do meu amado! Eis que ele vem saltando pelos montes, pulando sobre as colinas. 9O meu amado parece uma gazela, ou um cervo ainda novo. Eis que ele está de pé atrás de nossa parede, espiando pelas janelas, observando através das grades. 10O meu amado me fala dizendo: ‘Levanta-te, minha amada, minha rola, formosa minha, e vem!11O inverno já passou, as chuvas pararam e já se foram. 12No campo aparecem as flores, chegou o tempo das canções, a rola já faz ouvir seu canto em nossa terra. 13Da figueira brotam os primeiros frutos, soltam perfume as vinhas em flor. Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem!14Minha rola, que moras nas fendas da rocha, no esconderijo escarpado, mostra-me teu rosto, deixa-me ouvir tua voz! Pois a tua voz é tão doce, e gracioso o teu semblante’. Palavra do Senhor. SALMO – SL 32 (33), 2-3. 11-12. 20-21 (R. 1A.3A) R.Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Cantai para o Senhor um canto novo! 2Dai graças ao Senhor ao som da harpa, / na lira de dez cordas celebrai-o!3Cantai para o Senhor um canto novo, / com arte sustentai a louvação! R. 11Mas os desígnios do Senhor são para sempre, / e os pensamentos que ele traz no coração, / de geração em geração, vão perdurar. 12Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, / e a nação que escolheu por sua herança! R. 20No Senhor nós esperamos confiantes, / porque ele é nosso auxílio e proteção!21Por isso o nosso coração se alegra nele, / seu santo nome é nossa única esperança. R. EVANGELHO – LC 1,39-45 Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1, 39-45 39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!’43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu. ‘Palavra da Salvação. #LITURGIADIÁRIAÚltimosdiasantesdoNatal21dedezembrodoAdventoCorRoxo

  • LITURGIA DIÁRIA – 20/12/21 – Últimos dias antes do Natal – Cor: Roxo

    Liturgia Diária ÚLTIMOS DIAS ANTES DO NATAL – 20-12 – ADVENTO 1ª LEITURA – IS 7,10-14 Eis que uma virgem conceberá. Leitura do Livro do Profeta Isaías7, 10-14 Naqueles dias: 10O Senhor falou com Acaz, dizendo: 11‘Pede ao Senhor teu Deus que te faça ver um sinal, quer provenha da profundeza da terra, quer venha das alturas do céu’. 12Mas Acaz respondeu: ‘Não pedirei nem tentarei o Senhor’. 13Disse o profeta: ‘Ouvi então, vós, casa de Davi; será que achais pouco incomodar os homens e passais a incomodar até o meu Deus?14Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel. Palavra do Senhor SALMO – SL 23 (24), 1-2. 3-4AB. 5-6 (R. 7C.10B) R.O Senhor vai entrar, é o Rei glorioso! 1Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, / o mundo inteiro com os seres que o povoam; 2porque ele a tornou firme sobre os mares, / e sobre as águas a mantém inabalável. R. 3‘Quem subirá até o monte do Senhor, / quem ficará em sua santa habitação?’4A‘Quem tem mãos puras e inocente coração, 4Bquem não dirige sua mente para o crime. R. 5sobre este desce a bênção do Senhor / e a recompensa de seu Deus e Salvador’. 6‘É assim a geração dos que o procuram, / e do Deus de Israel buscam a face’. R. EVANGELHO – LC 1,26-38 Eis que conceberás e darás à luz um filho. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1, 26-38 Naquele tempo: 26O anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria28O anjo entrou onde ela estava e disse: ‘Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!’29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: ‘Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim’. 34Maria perguntou ao anjo: ‘Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?’35O anjo respondeu: ‘O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altissimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível’. 38Maria, então, disse: ‘Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!’ E o anjo retirou-se. Palavra da Salvação. #LITURGIADIÁRIAÚltimosdiasantesdoNatal20dedezembrodoAdventoCorRoxo

  • LITURGIA DIÁRIA – 19/12/21 – 4º Domingo do Advento – Cor: Roxo

    Liturgia Diária 4º DOMINGO – ADVENTO 1ª LEITURA – MQ 5,1-4A De ti há de sair aquele que dominará em Israel. Leitura da Profecia de Miquéias 5, 1-4a Assim diz o Senhor: 1Tu, Belém de Éfrata, pequenina entre os mil povoados de Judá, de ti há de sair aquele que dominará em Israel; sua origem vem de tempos remotos, desde os dias da eternidade. 2Deus deixará seu povo ao abandono, até ao tempo em que uma mãe der à luz; e o resto de seus irmãos se voltará para os filhos de Israel. 3Ele não recuará, apascentará com a força do Senhor e com a majestade do nome do Senhor seu Deus; os homens viverão em paz, pois ele agora estenderá o poder até aos confins da terra, 4e ele mesmo será a Paz. Palavra do Senhor. SALMO – SL 79 2AC.3B.15-16.18-19 2AAo Pastor de Israel, prestai ouvidos. 2CVós que sobre os querubins vos assentais, / aparecei cheio de glória e esplendor!3BDespertai vosso poder, ó nosso Deus / e vinde logo nos trazer a salvação! R. 15Voltai-vos para nós, Deus do universo! / Olhai dos altos céus e observai. / Visitai a vossa vinha e protegei-a!16Foi a vossa mão direita que a plantou; / protegei-a, e ao rebento que firmastes! R. 18Pousai a mão por sobre o vosso Protegido, / o filho do homem que escolhestes para vós!19E nunca mais vos deixaremos, Senhor Deus! / Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome! R. 2ª LEITURA – HB 10,5-10 Eis que eu venho para fazer a tua vontade. Leitura da Carta aos Hebreus 10, 5-10 Irmãos: 5Ao entrar no mundo, Cristo afirma: ‘Tu não quiseste vítima nem oferenda, mas formaste-me um corpo. 6Não foram do teu agrado holocaustos nem sacrifícios pelo pecado. 7Por isso eu disse: Eis que eu venho. No livro está escrito a meu respeito: Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade. ‘8Depois de dizer: ‘Tu não quiseste nem te agradaram vítimas, oferendas, holocaustos, sacrifícios pelo pecado’ – coisas oferecidas segundo a Lei –9ele acrescenta: ‘Eu vim para fazer a tua vontade’. Com isso, suprime o primeiro sacrifício, para estabelecer o segundo. 10É graças a esta vontade que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas. Palavra do Senhor. EVANGELHO – LC 1,39-45 Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1, 39-45 39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!’43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu. ‘Palavra da Salvação. #LITURGIADIÁRIA4ºDomingodoAdvento19deDezembrode2021CorRoxo

  • LITURGIA DIÁRIA – 18/12/21 – Últimos dias antes do Natal – Cor: Roxo

    Liturgia Diária ÚLTIMOS DIAS ANTES DO NATAL – 18-12 – ADVENTO 1ª LEITURA – JR 23,5-8 Suscitarei a Davi um rebento justo. Leitura do Livro do Profeta Jeremias 23, 5-8 5Eis que virão dias, diz o Senhor, em que farei nascer um descendente de Davi; reinará como rei e será sábio, fará valer a justiça e a retidão na terra. 6Naqueles dias, Judá será salvo e Israel viverá tranqüilo; este é o nome com que o chamarão: ‘Senhor, nossa Justiça. ‘7Eis que virão dias, diz o Senhor, em que já não se usará jurar’Pela vida do Senhor que tirou os filhos de Israel do Egito’8– mas sim: ‘Pela vida do Senhor que tirou e reconduziu os descendentes da casa de Israel desde o país do norte e todos os outros países`, para onde os expulsará; eles então irão habitar em sua terra’. Palavra do Senhor. SALMO – SL 71, 1-2. 12-13. 18-19 (R. CF. 7) R.Nos seus dias a justiça florirá e paz em abundância, para sempre. 1Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, / vossa justiça ao descendente da realeza!2Com justiça ele governe o vosso povo, / com eqüidade ele julgue os vossos pobres. R. 12Libertará o indigente que suplica, / e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. 13Terá pena do indigente e do infeliz, / e a vida dos humildes salvará. R. 18Bendito seja o Senhor Deus de Israel, / porque só ele realiza maravilhas!19Bendito seja o seu nome glorioso! / Bendito seja eternamente! Amém, amém! R. EVANGELHO – MT 1,18-24 Jesus nascerá de Maria, prometida em casamento a José, filho de Davi. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 1, 18-24 18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. 20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: ‘José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados’. 22Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23‘Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco. ‘24Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado, e aceitou sua esposa. Palavra da Salvação. #LITURGIADIÁRIAÚltimosdiasantesdoNatal18dedezembrodoAdventoCorRoxo

  • LITURGIA DIÁRIA – 17/12/21 – Últimos dias antes do Natal – 17 de dezembro do Adven

    Liturgia Diária 6ª-FEIRA DA 3ª SEMANA – ADVENTO 1ª LEITURA – IS 56,1-3A.6-8 Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos. Leitura do Livro do Profeta Isaías 56, 1-3a. 6-8 1Isto diz o Senhor: ‘Cumpri o dever e praticai a justiça, minha salvação está prestes a chegar e minha justiça não tardará a manifestar-se’. 2Feliz do homem que assim proceder e que nisso perseverar, observando o sábado, sem o profanar, preservando suas mãos de fazer o mal. 3ANão diga o estrangeiro que aderiu ao Senhor: ‘Por certo o Senhor me excluirá de seu povo’. 6Aos estrangeiros que aderem ao Senhor, prestando-lhe culto, honrando o nome do Senhor, servindo-o como servos seus, a todos os que observam o sábado e não o profanam, e aos que mantêm aliança comigo, 7– a esses conduzirei ao meu santo monte e os alegrarei em minha casa de oração; aceitarei com agrado em meu altar seus holocaustos e vítimas, pois minha casa será chamada casa de oração para todos os povos’. 8Diz o Senhor Deus, que reúne os dispersos de Israel: ‘Ainda reunirei com eles outros, além dos que já estão reunidos’. Palavra do Senhor. SALMO – SL 66 (67), 2-3. 5. 7-8 (R. 4) R.Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem. 2Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, / e sua face resplandeça sobre nós!3Que na terra se conheça o seu caminho / e a sua salvação por entre os povos. R. 5Exulte de alegria a terra inteira, / pois julgais o universo com justiça; / os povos governais com retidão, / e guiais, em toda a terra, as nações. R. 7A terra produziu sua colheita: / o Senhor e nosso Deus nos abençoa. 8Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, / e o respeitem os confins de toda a terra! R. EVANGELHO – JO 5,33-36 João é a lâmpada que arde e brilha. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 5, 33-36 Naquele tempo, Jesus disse aos judeus: 33Vós mandastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. 34Eu, porém, não dependo do testemunho de um ser humano. Mas falo assim para a vossa salvação. 35João era uma lâmpada que estava acesa e a brilhar, e vós com prazer vos alegrastes por um tempo com a sua luz. 36Mas eu tenho um testemunho maior que o de João; as obras que o Pai me concedeu realizar. As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou. Palavra da Salvação. #LITURGIADIÁRIAÚltimosdiasantesdoNatal17dedezembrodoAdventoCorRoxo

  • LITURGIA DIÁRIA – 16/12/21 – 5ª feira da 3ª Semana do Advento – Cor: Roxo

    Liturgia Diária 5ª-FEIRA DA 3ª SEMANA – ADVENTO 1ª LEITURA – IS 54,1-10 Como a mulher abandonada o Senhor te chamou. Leitura do Livro do Profeta Isaías 54, 1-10 1Alegra-te, ó estéril, que nunca foste mãe, exulta e regozija-te, tu que nunca deste à luz; os filhos da mulher abandonada são mais numerosos do que os filhos da bem-casada, diz o Senhor. 2Alarga o espaço de tua tenda e distende bastante as peles das tuas barracas; usa cordas bem longas e finca as estacas com segurança. 3Farás expansão para um lado e para outro e tua posteridade receberá em herança as nações que povoarão cidades abandonadas. 4Não tenhas medo, pois não sofrerás afronta alguma; nem te perturbes, pois não tens de que te envergonhar; esquecerás a vergonha sofrida na juventude e não te recordarás mais da humilhação da viuvez. 5Teu esposo é aquele que te criou, seu nome é Senhor dos exércitos; teu redentor, o Santo de Israel, chama-se Deus de toda a terra. 6O Senhor te chamou, como a mulher abandonada e de alma aflita; como a esposa repudiada na mocidade, falou o teu Deus. 7Por um breve instante eu te abandonei, mas com imensa compaixão volto a acolher-te. 8Num momento de indignação, por um pouco ocultei de ti minha face, mas com misericórdia eterna compadeci-me de ti, diz teu salvador, o Senhor. 9Como fiz nos dias de Noé, a quem jurei nunca mais inundar a terra, assim juro que não me irritarei contra ti nem te farei ameaças. 10Podem os montes recuar e as colinas abalar-se, mas minha misericórdia não se apartará de ti, nada fará mudar a aliança de minha paz, diz o teu misericordioso Senhor. Palavra do Senhor. SALMO – SL 29 (30), 2.4. 5-6. 11.12A.13B (R.2A) R.Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes! 2Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes, / e não deixastes rir de mim meus inimigos!4Vós tirastes minha alma dos abismos / e me salvastes, quando estava já morrendo! R. 5Cantai salmos ao Senhor, povo fiel, / dai-lhe graças e invocai seu santo nome!6Pois sua ira dura apenas um momento, / mas sua bondade permanece a vida inteira; / se à tarde vem o pranto visitar-nos, / de manhã vem saudar-nos a alegria. R. 11Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! / Sede, Senhor, o meu abrigo protetor!12ATransformastes o meu pranto em uma festa, 13BSenhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos! R. EVANGELHO – LC 7,24-30 João é o mensageiro que prepara o caminho do Senhor. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 24-30 24Depois que os mensageiros de João partiram, Jesus começou a falar sobre João às multidões: ‘O que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?25O que fostes ver? Um homem vestido com roupas finas? Ora, os que se vestem com roupas preciosas e vivem no luxo estão nos palácios dos reis. 26Então, o que fostes ver? Um profeta? Eu vos afirmo que sim, e alguém que é mais do que um profeta. 27É de João que está escrito: ‘Eis que eu envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o meu caminho diante de ti. ‘28Eu vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João. No entanto, o menor no Reino de Deus é maior do que ele. 29Todo o povo ouviu e até mesmo os cobradores de impostos reconheceram a justiça de Deus, e receberam o batismo de João. 30Mas os fariseus e os mestres da Lei, rejeitando o batismo de João, tornaram inútil para si mesmos o projeto de Deus. Palavra da Salvação. #LITURGIADIÁRIA5ªfeirada3ªSemanadoAdventoCorRoxo

  • LITURGIA DIÁRIA – 15/12/21 – 4ª feira da 3ª Semana do Advento – Cor: Roxo

    Liturgia Diária 4ª-FEIRA DA 3ª SEMANA – ADVENTO 1ª LEITURA – IS 45,6B-8.18.21B-25 Céus, deixai cair orvalho das alturas. Leitura do Livro do Profeta Isaías 45, 6b-8. 18. 21b-25 6Eu sou o Senhor, não há outro, 7eu formei a luz e criei as trevas, crio o bem-estar e as condições de mal-estar: sou o Senhor que faço todas estas coisas. 8Céus, deixai cair orvalho das alturas, e que as nuvens façam chover justiça; abra-se a terra e germine a salvação; brote igualmente a justiça: eu, o Senhor, a criei. ‘18Isto diz o Senhor que criou os céus, o próprio Deus que fez a terra, a conformou e consolidou; não a criou para ficar vazia, formou-a para ser habitada: ‘Sou eu o Senhor, e não há outro. 21BQuem vos fez ouvir os fatos passados e soube predizê-los desde então? Acaso não sou eu o Senhor? E não há deus além de mim. Não há um Deus justo, e que salve, a não ser eu. 22Povos de todos os confins da terra, voltai-vos para mim e sereis salvos, eu sou Deus e não há outro. 23Juro por mim mesmo: de minha boca sai o que é justo, a palavra que não volta atrás; todo joelho há de dobrar-se para mim, por mim há de jurar toda língua, 24dizendo: Somente no Senhor residem justiça e força’. Comparecerão perante ele, envergonhados, todos os que lhe resistem; 25no Senhor será justificada e glorificada toda a descendência de Israel. Palavra do Senhor. SALMO – SL 84 (85), 9AB-10. 11-12. 13-14 (R. CF IS 45,8) R.Que os céus lá do alto derramem o orvalho, que chova das nuvens o Justo esperado! 9AQuero ouvir o que o Senhor irá falar: / é a paz que ele vai anunciar; 9Ba paz para o seu povo e seus amigos, / para os que voltam ao Senhor seu coração. 10Está perto a salvação dos que o temem, / e a glória habitará em nossa terra. R. 11A verdade e o amor se encontrarão, / a justiça e a paz se abraçarão; 12da terra brotará a fidelidade, / e a justiça olhará dos altos céus. R. 13O Senhor nos dará tudo o que é bom, / e a nossa terra nos dará suas colheitas; 14a justiça andará na sua frente / e a salvação há de seguir os passos seus. R. EVANGELHO – LC 7,19-23 Ide contar a João o que vistes e ouvistes. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 19-23 Naquele tempo: João convocou dois de seus discípulos, 19e mandou-os perguntar ao Senhor: ‘És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?’20Eles foram ter com Jesus, e disseram: ‘João Batista nos mandou a ti para perguntar: `És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?”21Nessa mesma hora, Jesus curou de doenças, enfermidades e espíritos malignos a muitas pessoas, e fez muitos cegos recuperarem a vista. 22Então, Jesus lhes respondeu: ‘Ide contar a João o que vistes e ouvistes: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e a Boa Nova é anunciada aos pobres. 23E feliz é aquele que não se escandaliza por causa de mim!’ Palavra da Salvação. #LITURGIADIÁRIA4ªfeirada3ªSemanadoAdventoCorRoxo

  • LITURGIA DIÁRIA – 14/12/21 – 3ª feira da 3ª Semana do Advento – Cor: Branco

    Liturgia Diária 3ª-FEIRA DA 3ª SEMANA – ADVENTO 1ª LEITURA – SF 3,1-2.9-13 A salvação messiânica é prometida a todos os pobres. Leitura da Profecia de Sofonias 3, 1-2. 9-13 Assim fala o Senhor1Ai de ti, rebelde e desonrada, cidade desumana. 2Ela não prestou ouvidos ao apelo, não aceitou a correção; não teve confiança no Senhor, nem se aproximou de seu Deus. 9Darei aos povos, nesse tempo, lábios purificados, para que todos invoquem o nome do Senhor e lhe prestem culto em união de esforços. 10Desde além-rios da Etiópia, os que me adoram, os dispersos do meu povo, me trarão suas oferendas. 11Naquele dia, não terás de envergonhar-te por causa de todas as tuas obras com que prevaricaste contra mim; pois eu afastarei do teu meio teus fanfarrões arrogantes, e não continuarás a fazer de meu santo monte motivo de tuas vanglórias. 12E deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres’. E no nome do Senhor porá sua esperança o resto de Israel. 13Eles não cometerão iniqüidades nem falarão mentiras; não se encontrará em sua boca uma língua enganadora; serão apascentados e repousarão, e ninguém os molestará. Palavra do Senhor. SALMO – SL 33 (34), 2-3. 6-7. 17-18. 19.23 (R. 7A) R.Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido. 2Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, / seu louvor estará sempre em minha boca. 3Minha alma se gloria no Senhor; / que ouçam os humildes e se alegrem! R. 6Contemplai a sua face e alegrai-vos, / e vosso rosto não se cubra de vergonha!7Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, / e o Senhor o libertou de toda angústia. R. 17mas ele volta a sua face contra os maus, / para da terra apagar sua lembrança. 18Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta / e de todas as angústias os liberta. R. 19Do coração atribulado ele está perto / e conforta os de espírito abatido. 23Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos, / e castigado não será quem nele espera. R. EVANGELHO – MT 21,28-32 Arrependeu-se e foi. Os cobradores de impostos e as prostitutas vão entrar antes de vós no Reino do céu. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 21, 28-32 Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes e anciãos do povo: 28Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: `Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’29O filho respondeu: `Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. 30O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: `Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. 31Qual dos dois fez a vontade do pai?’ Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: ‘O primeiro. ‘ Então Jesus lhes disse: ‘Em verdade vos digo, que os publicanos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. 32Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os publicanos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele. Palavra da Salvação. SÃO JOÃO DA CRUZ, PRESB. E DOUTOR DA IGREJA – SANTORAL 1ª LEITURA – 1COR 2,1-10A Falamos, sim, da misteriosa sabedoria de Deus. Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 2, 1-10a 1Irmãos, quando fui à vossa cidade anunciar-vos o mistério de Deus, não recorri a uma linguagem elevada ou ao prestígio da sabedoria humana. 2Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. 3Aliás, eu estive junto de vós, com fraqueza e receio, e muito tremor. 4Também a minha palavra e a minha pregação não tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, 5para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus e não na sabedoria dos homens. 6Entre os perfeitos nós falamos de sabedoria, não da sabedoria deste mundo, nem da sabedoria dos poderosos deste mundo, que, afinal, estão votados à destruição. 7Falamos, sim, da misteriosa sabedoria de Deus, sabedoria escondida, que, desde a eternidade, Deus destinou para nossa glória. 8Nenhum dos poderosos deste mundo conheceu essa sabedoria. Pois, se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória. 9Mas, como está escrito, ‘o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram, nem os ouvidos ouviram, nem coração algum jamais pressentiu’. 10AA nós Deus revelou esse mistério através do Espírito. Palavra do Senhor. SALMO – SL 36(37),3-4.5-6.30-31 (R. 30A) R.O justo tem nos lábios o que é sábio. 3Confia no Senhor e faze o bem, / e sobre a terra habitarás em segurança. 4Coloca no Senhor tua alegria, / e ele dará o que pedir teu coração. R. 5Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; / confia nele, e com certeza ele agirá. 6Fará brilhar tua inocência como a luz, / e o teu direito, como o sol do meio-dia. R. 30O justo tem nos lábios o que é sábio, / sua língua tem palavras de justiça; 31traz a Aliança do seu Deus no coração, / e seus passos não vacilam no caminho. R. EVANGELHO – LC 14,25-33 Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo! + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 14, 25-33 Naquele tempo: 25Grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26‘Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. 28Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’31Ou ainda: Qual o rei que ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil?32Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!’ Palavra da Salvação. #LITURGIADIÁRIA3ªfeirada3ªSemanadoAdventoCorBranco

  • Liturgia Diária – 13/12/21 – 2ª feira da 3ª Semana do Advento – Cor: Vermelho

    1ª LEITURA –  NM 24,2-7.15-17A Uma estrela sai de Jacó. Leitura do Livro dos Números 24, 2-7. 15-17a Naqueles dias: 2Balaão levantou os olhos e viu Israel acampado por tribos. O espírito de Deus veio sobre ele, 3e Balaão pronunciou seu poema: ‘Oráculo de Balaão, filho de Beor, oráculo do homem que tem os olhos abertos; 4oráculo daquele que ouve as palavras de Deus, que vê o que o Poderoso lhe faz ver, que cai, e seus olhos se abrem. 5Como são belas as tuas tendas, ó Jacó, e as tuas moradas, ó Israel!6Elas se estendem como vales, como jardins ao longo de um rio, como aloés que o Senhor plantou, como cedros junto das águas. 7A água transborda de seus cântaros, e sua semente é ricamente regada. Seu rei é mais poderoso do que Agag, seu reino está em ascensão’. 15E Balaão continuou pronunciando o seu poema: ‘Oráculo de Balaão, filho de Beor, oráculo do homem que tem os olhos abertos, 16oráculo daquele que ouve as palavras de Deus, e conhece os pensamentos do Altíssimo, que vê o que o Poderoso lhe faz ver, que cai, e seus olhos se abrem. 17AEu o vejo, mas não agora; e o contemplo, mas não de perto. Uma estrela sai de Jacó, e um cetro se levanta de Israel’. Palavra do Senhor. SALMO – SL 24 (25), 4BC-5AB. 6-7BC. 8-9 (R. 4B) R.Fazei-me conhecer a vossa estrada, ó Senhor! 4BMostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, 4Ce fazei-me conhecer a vossa estrada!5AVossa verdade me oriente e me conduza, 5Bporque sois o Deus da minha salvação. R. 6Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura / e a vossa compaixão que são eternas!7BDe mim lembrai-vos, porque sois misericórdia 7Ce sois bondade sem limites, ó Senhor! R. 8O Senhor é piedade e retidão, / e reconduz ao bom caminho os pecadores. 9Ele dirige os humildes na justiça, / e aos pobres ele ensina o seu caminho. R. EVANGELHO – MT 21,23-27 Donde vinha o batismo de João? + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 21, 23-27 Naquele tempo: 23Jesus voltou ao Templo. Enquanto ensinava, os sumos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se dele e perguntaram: ‘Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu tal autoridade?’24Jesus respondeu-lhes: ‘Também eu vos farei uma pergunta. Se vós me responderdes, também eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. 25Donde vinha o batismo de João? Do céu ou dos homens?’ Eles refletiam entre si: ‘Se dissermos: ‘Do céu’, ele nos dirá: ‘Por que não acreditastes nele?’26Se dissermos: ‘Dos homens’, temos medo do povo, pois todos têm João Batista na conta de profeta. ‘27Eles então responderam a Jesus: ‘Não sabemos. ‘ Ao que Jesus também respondeu: ‘Eu também não vos direi com que autoridade faço estas coisas. Palavra da Salvação. STA. LUZIA, VIRGEM E MÁRTIR – SANTORAL 1ª LEITURA – 2COR 10,17-11,2 Eu vos desposei a um único esposo, apresentando-vos a Cristo como virgem pura. Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 10, 17-11, 2 Irmãos: 17Quem se gloria, glorie-se no Senhor. 18Pois é aprovado só aquele que o Senhor recomenda e não aquele que se recomenda a si mesmo. 11, 1Oxalá pudésseis suportar um pouco de insensatez, da minha parte. Na verdade, vós me suportais. 2Sinto por vós um amor ciumento semelhante ao amor que Deus vos tem. Fui eu que vos desposei a um único esposo, apresentando-vos a Cristo como virgem pura. Palavra do Senhor. SALMO – SL 30(31),3CD-4.6 E 8AB.16BC E 17 (R. 6A) R.Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito. 3CSede uma rocha protetora para mim, / 3dum abrigo bem seguro que me salve!4Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; / por vossa honra orientai-me e conduzi-me! R. 6Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, / porque vós me salvareis, ó Deus fiel!8AVosso amor me faz saltar de alegria, 8Bpois olhastes para as minhas aflições. R. 16BEu entrego em vossas mãos o meu destino; / 16clibertai-me do inimigo e do opressor!17Mostrai serena a vossa face ao vosso servo, / e salvai-me pela vossa compaixão! R. EVANGELHO – MT 25,1-13 O noivo está chegando. Ide ao seu encontro. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 25, 1-13 Naquele tempo, disse Jesus, a seus discípulos, esta parábola: 1‘O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. 2Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes. 3As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. 4As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. 5O noivo estava demorando e todas elas acabaram cochilando e dormindo. 6No meio da noite, ouviu-se um grito: `O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!’7Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. 8As imprevidentes disseram às previdentes: `Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando. ‘9As previdentes responderam: `De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores’. 10Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. 11Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: `Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’12Ele, porém, respondeu: `Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!’13Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora. Palavra da Salvação. #LiturgiaDiária2ªfeirada3ªSemanadoAdventoCorVermelho

  • MALES QUE VÊM PRA BEM

    “Ser ou não ser — eis a questão. Será mais nobre sofrer na alma Pedradas e flechadas do destino feroz Ou pegar em armas contra o mar de angústias — E, combatendo-o, dar-lhe fim? Morrer; dormir; Só isso. E com o sono — dizem — extinguir Dores do coração e as mil mazelas naturais A que a carne é sujeita; eis uma consumação Ardentemente desejável. Morrer — dormir — Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo! Os sonhos que hão de vir no sono da morte Quando tivermos escapado ao tumulto vital Nos obrigam a hesitar: e é essa reflexão Que dá à desventura uma vida tão longa. Pois quem suportaria o açoite e os insultos do mundo, A afronta do opressor, o desdém do orgulhoso, As pontadas do amor humilhado, as delongas da lei, A prepotência do mando, e o achincalhe Que o mérito paciente recebe dos inúteis, Podendo, ele próprio, encontrar seu repouso Com um simples punhal? Quem aguentaria fardos, Gemendo e suando numa vida servil, Senão porque o terror de alguma coisa após a morte — O país não descoberto, de cujos confins Jamais voltou nenhum viajante — nos confunde a vontade, Nos faz preferir e suportar os males que já temos, A fugirmos pra outros que desconhecemos? E assim a reflexão faz todos nós covardes. E assim o matiz natural da decisão Se transforma no doentio pálido do pensamento. E empreitadas de vigor e coragem, Refletidas demais, saem de seu caminho, Perdem o nome de ação.” (Shakespeare, Hamlet , cena III, ato I, trad. de Millôr Fernandes) * Neste célebre monólogo de Hamlet — que começa com a mais grave de todas as perguntas: ser ou não ser? —, o poeta relaciona alguns males que fazem da vida humana um fardo muito pesado: as setas do destino, o mar das angústias, a ofensa dos opressores, o abuso dos poderosos, o desprezo dos soberbos, a morosidade da justiça humana, as humilhações da paixão amorosa, a desvalorização do mérito pessoal. Por que suportar tanto peso, pergunta-se Hamlet, se um simples punhal poderia dar cabo de uma vida tão servil? Diante de tantos problemas, Hamlet pensou em suicídio (adiado pelo medo do que pudesse advir com a morte). Outros poderiam buscar soluções diferentes, como o hedonismo, o paraíso artificial do álcool e das drogas, a utopia socialista. Todas essas possibilidades de ação ainda estão bem vivas, perfeitamente na ordem do dia, quando a meta é enfrentar a pavorosa hidra da condição humana. Algumas dessas soluções já eram propostas pelo mundo pagão. Quanto ao socialismo, parece ser produto de uma espécie de enlouquecimento das virtudes cristãs, como pensava Chesterton; uma leitura distorcida dos Evangelhos. Na verdade, o cristianismo lança uma nova e permanente luz sobre a questão. Os males, que tanto afligiam Hamlet, e cuja lista Shakespeare não esgotou, já não são obstáculos completamente negativos; a infelicidade ou aflição que provocam agora têm um sentido, cooperando na purificação espiritual e a salvação da alma. Perto da possível e futura bem-aventurança, para a qual tais males inegavelmente contribuem, se sofridos com a devida paciência cristã, não passam de um insignificante pedágio, uma desprezível moeda de troca — por mais que, em sua incômoda vigência, possam ferir as humanas criaturas.

  • LAMENTAÇÃO DO BISPO DESTERRADO – Ribeiro Couto

    [O poeta santista Ribeiro Couto, um dos maiores que o Brasil já teve no século XX e, portanto, injustamente esquecido, fez este poema em homenagem ao grande cardeal polonês August Hlond, que viveu no período mais difícil da história polonesa contemporânea: sofreu tanto o terror nazista, que o encarcerou por um ano, como o comunista, que por várias vezes tentou assassiná-lo. Seu processo de beatificação está em curso na Santa Sé. Este poema foi escrito em 1939, quando Ribeiro Couto servia na embaixada brasileira de Haia, na Holanda, um pouco antes de, em 1940, regressar ao Brasil em consequência da ocupação alemã da Holanda. Em 1939, iniciava-se o desterro de Dom August Hlond, forçado pelos nazistas a viver longe da sua diocese, em Poznam]. A S. E. Do m Augusto Hlond, Arcebispo Primaz de Poznam Tomaram as minhas paróquias, com as minhas aldeias, As cabanas dos meus lavradores, seus gados, seus campos de trigo, As escolas dos meus meninos, onde estão a ensinar-lhes línguas alheias, As minhas igrejas, onde vinham velhinhas cantar comigo. As águas dos rios, manchadas de sangue, agora são feias, E eram tão belas, com barcos tranquilos a andar sem perigo! Também o meu sangue, o sangue ardente que me corre nas veias, Daria eu por ver, libertas das tropas do chefe inimigo, Aquelas paróquias, com suas tão simples e boas aldeias, E os meus lavradores, que não mereciam, meu Deus! tamanho castigo. Haia, setembro de 1939

  • 5 anos depois, as Dubia continuam sem resposta do Papa Francisco

    No dia 14 de Novembro de 2016, quatro Cardeais: Walter Brandmüller, Raymond L. Burke, Carlo Caffarra e Joachim Meisner fizeram uso de um antigo costume na Igreja de modo a colocarem 5 perguntas ao Papa Francisco. Os dois últimos já morreram, restam os dois primeiros, que ainda esperam a resposta do Papa. As perguntas estavam relacionadas com a aplicação da exortação apostólica Amoris Laetitia em relação à possibilidade dos chamados “recasados” poderem ter acesso ao Sacramentos, mantendo esse estado de vida. O texto de Amoris Laetita parece deixar em aberto, numa nota de rodapé, essa possibilidade, que vai contra a doutrina Católica, segundo a qual quem vive em estado habitual de pecado não pode receber a Sagrada Comunhão sem antes se ter arrependido e se ter confessado. Alguns Bispos, e Conferências Episcopais, interpretavam essa passagem de acordo com a doutrina Católica mas outros, com base nela, emitiram directivas para que fossem começados processos de modo a poder dar acesso sacramental a pessoas que vivem como marido e mulher sem que o fossem. Diante da confusão generalizada, e do grave risco para a fé e salvação dos fiéis, estes 4 Cardeais tentaram, sem sucesso, agendar uma reunião com o Papa Francisco para poderem expressar as suas preocupações. Depois de esgotada essa via publicaram as 5 perguntas, chamadas Dubia. Nos últimos 5 anos, e apesar de ter recebido várias vezes pessoas que lutam manifestamente a favor do aborto, como Nancy Pelosi e Joe Biden, o Papa Francisco não teve tempo para receber os Cardeais dos Dubia nem sequer para lhes responder. Deixamos aqui um resumo das 5 Dubia (dúvidas), para que não caiam no esquecimento: 1 – Pergunta-se se, de acordo com quanto se afirma em “Amoris laetitia”, n. 300-305, se tornou agora possível conceder a absolvição no sacramento da Penitência, e, portanto, admitir à Sagrada Eucaristia, uma pessoa que, estando ligada por vínculo matrimonial válido, convive “more uxorio” com outra, sem que estejam cumpridas as condições previstas por “Familiaris consortio”, n. 84, e entretanto confirmadas por Reconciliatio et paenitentia, n. 34, e por “Sacramentum caritatis”, n. 29. Pode a expressão “[e]m certos casos”, da nota 351 (n. 305) da exortação “Amoris laetitia”, ser aplicada a divorciados com uma nova união que continuem a viver “more uxorio”? 2 – Continua a ser válido, após a exortação pós-sinodal “Amoris laetitia” (cf. n. 304), o ensinamento da encíclica de São João Paulo II “Veritatis splendor”, n. 79, assente na Sagrada Escritura e na Tradição da Igreja, acerca da existência de normas morais absolutas, válidas sem qualquer excepção, que proíbem actos intrinsecamente maus? 3 – Depois de “Amoris laetitia” n. 301, pode ainda afirmar-se que uma pessoa que viva habitualmente em contradição com um mandamento da lei de Deus, como, por exemplo, aquele que proíbe o adultério (cf. Mt 19, 3-9), se encontra em situação objectiva de pecado grave habitual (cf. Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, Declaração de 24 de Junho de 2000)? 4 – Após as afirmações de “Amoris laetitia”, n. 302, relativas às “circunstâncias atenuantes da responsabilidade moral”, ainda se deve ter como válido o ensinamento da encíclica de São João Paulo II “Veritatis splendor”, n. 81, assente sobre a Sagrada Escritura e sobre a Tradição da Igreja, segundo o qual: “as circunstâncias ou as intenções nunca poderão transformar um acto intrinsecamente desonesto pelo seu objecto, num acto ‘subjectivamente’ honesto ou defensível como opção”? 5 – Depois de “Amoris laetitia”, n. 303, ainda se deve ter como válido o ensinamento da encíclica de São João Paulo II “Veritatis splendor”, n. 56, assente sobre a Sagrada Escritura e sobre a Tradição da Igreja, que exclui uma interpretação criativa do papel da consciência, e afirma que a consciência jamais está autorizada a legitimar excepções às normas morais absolutas que proíbem ações intrinsecamente más pelo próprio objeto? Via Senza Pagare Depois de ler as perguntas, leia também: Assista o filme Manifesto de Fé, por Cardeal Gerhard Müller As 5 dúvidas Os cardeais chamam de “dúvidas” os assuntos que suscitam e indicam que se referem ao capítulo oitavo da exortação apostólica Amoris Laetitia, especificamente dos parágrafos 300 ao 305. São apresentadas para ser respondidas com um “sim” ou um “não”. Os purpurados assinalam que “para muitos – bispos, párocos, fiéis –, esses parágrafos aludem, ou também ensinam explicitamente, uma mudança na disciplina da Igreja com relação aos divorciados que vivem uma nova união, enquanto outros, admitindo a falta de clareza ou ainda a ambiguidade das passagens em questão, argumentam, entretanto, que essas mesmas páginas podem ser lidas em continuidade com o magistério precedente e não contém uma modificação na prática e no ensinamento da Igreja”. 1. Sobre a nota de rodapé número 351 do parágrafo 305 Esta é a pergunta que leva a explicação mais extensa e questiona se pode conceder a absolvição na confissão e admitir a comunhão eucarística aos divorciados em nova união. “A nota de 351 – indicam os cardeais –, enquanto fala especificamente dos sacramentos da penitência e da comunhão, não menciona neste contexto os divorciados recasados civilmente, nem sequer no texto principal”. O parágrafo 305 da Amoris Laetitia assinala que “por causa dos condicionalismos ou dos fatores atenuantes, é possível que uma pessoa, no meio duma situação objetiva de pecado – mas subjetivamente não seja culpável ou não o seja plenamente –, possa viver em graça de Deus, possa amar e possa também crescer na vida de graça e de caridade, recebendo para isso a ajuda da Igreja [351]”. A nota de rodapé 351 assinala que “em certos casos, poderia haver também a ajuda dos sacramentos”. Em sua carta ao Papa Francisco, os 4 cardeais recordam os ensinamentos da exortação apostólica Familiaris Consortio de São João Paulo II, especificamente o numeral 84, no qual já se contemplava a possibilidade de admitir os sacramentos aos divorciados em nova união, segundo três condições: – As pessoas interessadas não podem se separar sem cometer uma nova injustiça (por exemplo, poderiam ser responsável pela educação de seus filhos); – Assumem o compromisso de viver segundo a verdade da sua situação, deixando de viver juntos como se fossem marido e mulher (“more uxorio”) e abstendo-se dos atos que são próprios dos cônjuges; – Evitam dar escândalo (ou seja, evitam o aparecimento do pecado para evitar o risco de levar outros a pecar). No entanto, prosseguem, “parece que se fosse admitida na comunhão os fiéis que se separaram, ou os divorciados do cônjuge legítimo que estão em uma nova união na qual vivem como se fossem marido e mulher, a Igreja ensinaria através desta prática de admissão uma das seguintes afirmações a respeito do matrimônio, da sexualidade humana e da natureza dos sacramentos”: – “Um divórcio não dissolve o vínculo matrimonial e as pessoas que formam a nova união não estão casadas. Entretanto, as pessoas que não estão casadas podem, em certas condições, realizar legitimamente atos de intimidade sexual”. – “Um divórcio dissolve o vínculo matrimonial. As pessoas que não estão casadas não podem realizar legitimamente atos sexuais. Os divorciados recasados são legitimamente esposos e seus atos sexuais são licitamente atos conjugais”. – “Um divórcio não dissolve o vínculo matrimonial e as pessoas que formam a nova união não estão casadas. As pessoas que não estão casadas não podem realizar atos sexuais. Por isso, os divorciados recasados civilmente vivem em uma situação de pecado habitual, público, objetivo e grave”. No entanto, admitir pessoas à Eucaristia, ressaltam os cardeais, “não significa para a Igreja aprovar seu estado de vida público; o fiel pode se aproximar à mesa eucarística também com a consciência de pecado grave”. “Para receber a absolvição no sacramento da Penitência, nem sempre é necessário o propósito de mudar de vida. Em consequência, os sacramentos se separam da vida: os ritos cristãos e o culto estão em uma esfera diferente em relação à vida moral cristã”. 2. Sobre o parágrafo 304 A pergunta dos 4 cardeais questiona se, todavia, é válido o ensinamento da igreja sobre se existem normas morais absolutas, válidas e sem exceção alguma. O fundamento deste ensinamento, explicam os cardeais, está no parágrafo 79 da encíclica Veritatis Splendor (O Esplendor da Verdade) do Papa João Paulo II, que assinala que é possível “qualificar como moralmente má segundo a sua espécie (…) a escolha deliberada de alguns comportamentos ou atos determinados, prescindindo da intenção com que a escolha é feita ou da totalidade das consequências previsíveis daquele ato para todas as pessoas interessadas”. “Segundo a ‘Veritatis Splendor’ – prosseguem – no caso de ações intrinsicamente más não é necessário nenhum discernimento das circunstâncias ou das intenções”. 3. Sobre o parágrafo 301 A dúvida se refere a se é possível afirmar que “uma pessoa que vive habitualmente em contradição com um mandamento da lei de Deus, como por exemplo o que proíbe o adultério, se encontra em situação objetiva de pecado grave habitual”. No parágrafo 301, a exortação apostólica Amoris Laetitia assinala que “a Igreja possui uma sólida reflexão sobre os condicionamentos e as circunstâncias atenuantes” e que “já não é possível dizer que todos os que estão numa situação chamada ‘irregular’ vivem em estado de pecado mortal, privados da graça santificante”. A sustentação na pergunta deste parágrafo, dizem os 4 cardeais, está na declaração de 24 de junho de 2000 do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, que assinala que “não sejam admitidos à sagrada comunhão (… o que) obstinadamente perseverem em pecado grave manifesto”. A declaração “afirma que este cânon é aplicável também aos fiéis divorciados que voltaram a casar civilmente. Esclarece que o ‘pecado grave’ deve ser compreendido objetivamente, dado que quem ministra a Eucaristia não tem os meios para julgar a imputabilidade subjetiva da pessoa”. 4. Sobre o parágrafo 304 A pergunta dos cardeais é se é possível afirmar se é ainda é válido o ensinamento do Papa João Paulo II no numeral 81 da Veritatis Splendor, segundo a qual “as circunstâncias ou as intenções nunca poderão transformar um ato intrinsecamente desonesto pelo seu objeto, num ato subjetivamente honesto ou defensível como opção”. O parágrafo 302da exortação Amoris Laetitia sublinha que “um juízo negativo sobre uma situação objetiva não implica um juízo sobre a imputabilidade ou a culpabilidade da pessoa envolvida”. Por isso, ressaltam os cardeais que assinam a carta enviada ao Papa em 19 de setembro, “a questão é se Amoris Laetitia concorda ao dizer que todo ato que transgride os mandamentos de Deus – como o adultério, o roubo, o falso testemunho – não pode se converter jamais, consideradas as circunstâncias que mitigam a responsabilidade pessoal, em desculpável ou até mesmo bom”. 5. Sobre o parágrafo 303 A pergunta que os cardeais Brandmüller, Meisner, Cafarra e Burke formulam é se é possível afirmar que é válido o ensinamento de João Paulo II no numeral 56 da encíclica Veritatis Splendor, “que exclui uma interpretação criativa do papel da consciência e afirma que esta nunca é autorizada para legitimar exceções às normas morais absolutas que proíbem ações intrinsecamente más por objeto”. O numeral 303 da Amoris Laetitia afirma que a “consciência pode reconhecer não só que uma situação não corresponde objetivamente à proposta geral do Evangelho, mas reconhecer também, com sinceridade e honestidade, aquilo que, por agora, é a resposta generosa que se pode oferecer a Deus”. Os cardeais assinalam que “para todos os que propõem a ideia de consciência criativa, os preceitos da lei de Deus e a norma da consciência individual podem estar em tensão ou também em oposição, enquanto a consciência, que em última instância decide a respeito do bem e do mal, deveria ter sempre a palavra final”. “Segundo Veritatis Splendor n. 56, ‘sobre esta base, pretende-se estabelecer a legitimidade de soluções chamadas pastorais, contrárias aos ensinamentos do Magistério, e justificar uma hermenêutica «criadora», segundo a qual a consciência moral não estaria de modo algum obrigada, em todos os casos, por um preceito negativo particular’. Nessa perspectiva, nunca será suficiente para a consciência moral saber que ‘isto é adultério’, ‘isto é homicídio’, para saber se se trata de algo que não pode e não deve ser feito. Em vez disso, deveria olhar também as circunstâncias e as intenções para saber se este ato não poderia, afinal, ser desculpável ou até mesmo obrigatório”. Para essas teorias, prosseguem, “a consciência poderia, de fato, decidir legitimamente que, em determinado caso, a vontade de Deus para mim consiste em um ato no qual eu quebro um de seus mandamentos. ‘Não cometer adultério’ seria visto apenas como uma regra geral. Aqui e agora, e dadas as minhas boas intenções, cometer adultério seria o que Deus requer realmente de mim. Nestes termos, poderia, no mínimo, elaborar hipóteses de casos de adultério virtuoso, homicídio legal e perjúrio obrigatório”. Isto significaria, ressaltam os purpurados signatários da carta enviada ao Papa, “conceber a consciência como uma faculdade para decidir autonomamente a respeito do bem e do mal, e a lei de Deus como uma carga imposta arbitrariamente e que poderia, em determinado momento, estar em oposição à nossa verdadeira felicidade”. Mas a consciência, continuam, “não decide sobre o bem e o mal. A ideia de ‘decisão de consciência’ é enganosa. O próprio ato da consciência é julgar, não decidir. Ela diz que ‘isso é bom’, ‘isso é ruim’”. “Esta bondade ou maldade não dependem dela. A consciência aceita e reconhece a bondade ou a maldade de uma ação e, para fazer isso, ou seja, para julgar, a consciência necessita de critérios, depende inteiramente da verdade”. Nessa linha, destacam, “os mandamentos de Deus são uma grata ajuda oferecida à consciência para apreender a verdade e assim julgar segundo a verdade. Os mandamentos de Deus são expressões da verdade sobre o bem, de nosso ser mais profundo, abrindo algo crucial em relação a como viver bem”. Leia também Nova ‘dubia’ para Doutrina da Fé, sobre a posição da Igreja Alemã

  • 5 anos depois, as Dubia continuam sem resposta do Papa Francisco

    No dia 14 de Novembro de 2016, quatro Cardeais: Walter Brandmüller, Raymond L. Burke, Carlo Caffarra e Joachim Meisner fizeram uso de um antigo costume na Igreja de modo a colocarem 5 perguntas ao Papa Francisco. Os dois últimos já morreram, restam os dois primeiros, que ainda esperam a resposta do Papa. As perguntas estavam relacionadas com a aplicação da exortação apostólica Amoris Laetitia em relação à possibilidade dos chamados “recasados” poderem ter acesso ao Sacramentos, mantendo esse estado de vida. O texto de Amoris Laetita parece deixar em aberto, numa nota de rodapé, essa possibilidade, que vai contra a doutrina Católica, segundo a qual quem vive em estado habitual de pecado não pode receber a Sagrada Comunhão sem antes se ter arrependido e se ter confessado. Alguns Bispos, e Conferências Episcopais, interpretavam essa passagem de acordo com a doutrina Católica mas outros, com base nela, emitiram directivas para que fossem começados processos de modo a poder dar acesso sacramental a pessoas que vivem como marido e mulher sem que o fossem. Diante da confusão generalizada, e do grave risco para a fé e salvação dos fiéis, estes 4 Cardeais tentaram, sem sucesso, agendar uma reunião com o Papa Francisco para poderem expressar as suas preocupações. Depois de esgotada essa via publicaram as 5 perguntas, chamadas Dubia. Nos últimos 5 anos, e apesar de ter recebido várias vezes pessoas que lutam manifestamente a favor do aborto, como Nancy Pelosi e Joe Biden, o Papa Francisco não teve tempo para receber os Cardeais dos Dubia nem sequer para lhes responder. Deixamos aqui um resumo das 5 Dubia (dúvidas), para que não caiam no esquecimento: 1 – Pergunta-se se, de acordo com quanto se afirma em “Amoris laetitia”, n. 300-305, se tornou agora possível conceder a absolvição no sacramento da Penitência, e, portanto, admitir à Sagrada Eucaristia, uma pessoa que, estando ligada por vínculo matrimonial válido, convive “more uxorio” com outra, sem que estejam cumpridas as condições previstas por “Familiaris consortio”, n. 84, e entretanto confirmadas por Reconciliatio et paenitentia, n. 34, e por “Sacramentum caritatis”, n. 29. Pode a expressão “[e]m certos casos”, da nota 351 (n. 305) da exortação “Amoris laetitia”, ser aplicada a divorciados com uma nova união que continuem a viver “more uxorio”? 2 – Continua a ser válido, após a exortação pós-sinodal “Amoris laetitia” (cf. n. 304), o ensinamento da encíclica de São João Paulo II “Veritatis splendor”, n. 79, assente na Sagrada Escritura e na Tradição da Igreja, acerca da existência de normas morais absolutas, válidas sem qualquer excepção, que proíbem actos intrinsecamente maus? 3 – Depois de “Amoris laetitia” n. 301, pode ainda afirmar-se que uma pessoa que viva habitualmente em contradição com um mandamento da lei de Deus, como, por exemplo, aquele que proíbe o adultério (cf. Mt 19, 3-9), se encontra em situação objectiva de pecado grave habitual (cf. Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, Declaração de 24 de Junho de 2000)? 4 – Após as afirmações de “Amoris laetitia”, n. 302, relativas às “circunstâncias atenuantes da responsabilidade moral”, ainda se deve ter como válido o ensinamento da encíclica de São João Paulo II “Veritatis splendor”, n. 81, assente sobre a Sagrada Escritura e sobre a Tradição da Igreja, segundo o qual: “as circunstâncias ou as intenções nunca poderão transformar um acto intrinsecamente desonesto pelo seu objecto, num acto ‘subjectivamente’ honesto ou defensível como opção”? 5 – Depois de “Amoris laetitia”, n. 303, ainda se deve ter como válido o ensinamento da encíclica de São João Paulo II “Veritatis splendor”, n. 56, assente sobre a Sagrada Escritura e sobre a Tradição da Igreja, que exclui uma interpretação criativa do papel da consciência, e afirma que a consciência jamais está autorizada a legitimar excepções às normas morais absolutas que proíbem ações intrinsecamente más pelo próprio objeto? Via Senza Pagare Depois de ler as perguntas, leia também: Assista o filme Manifesto de Fé, por Cardeal Gerhard Müller As 5 dúvidas Os cardeais chamam de “dúvidas” os assuntos que suscitam e indicam que se referem ao capítulo oitavo da exortação apostólica Amoris Laetitia, especificamente dos parágrafos 300 ao 305. São apresentadas para ser respondidas com um “sim” ou um “não”. Os purpurados assinalam que “para muitos – bispos, párocos, fiéis –, esses parágrafos aludem, ou também ensinam explicitamente, uma mudança na disciplina da Igreja com relação aos divorciados que vivem uma nova união, enquanto outros, admitindo a falta de clareza ou ainda a ambiguidade das passagens em questão, argumentam, entretanto, que essas mesmas páginas podem ser lidas em continuidade com o magistério precedente e não contém uma modificação na prática e no ensinamento da Igreja”. 1. Sobre a nota de rodapé número 351 do parágrafo 305 Esta é a pergunta que leva a explicação mais extensa e questiona se pode conceder a absolvição na confissão e admitir a comunhão eucarística aos divorciados em nova união. “A nota de 351 – indicam os cardeais –, enquanto fala especificamente dos sacramentos da penitência e da comunhão, não menciona neste contexto os divorciados recasados civilmente, nem sequer no texto principal”. O parágrafo 305 da Amoris Laetitia assinala que “por causa dos condicionalismos ou dos fatores atenuantes, é possível que uma pessoa, no meio duma situação objetiva de pecado – mas subjetivamente não seja culpável ou não o seja plenamente –, possa viver em graça de Deus, possa amar e possa também crescer na vida de graça e de caridade, recebendo para isso a ajuda da Igreja [351]”. A nota de rodapé 351 assinala que “em certos casos, poderia haver também a ajuda dos sacramentos”. Em sua carta ao Papa Francisco, os 4 cardeais recordam os ensinamentos da exortação apostólica Familiaris Consortio de São João Paulo II, especificamente o numeral 84, no qual já se contemplava a possibilidade de admitir os sacramentos aos divorciados em nova união, segundo três condições: – As pessoas interessadas não podem se separar sem cometer uma nova injustiça (por exemplo, poderiam ser responsável pela educação de seus filhos); – Assumem o compromisso de viver segundo a verdade da sua situação, deixando de viver juntos como se fossem marido e mulher (“more uxorio”) e abstendo-se dos atos que são próprios dos cônjuges; – Evitam dar escândalo (ou seja, evitam o aparecimento do pecado para evitar o risco de levar outros a pecar). No entanto, prosseguem, “parece que se fosse admitida na comunhão os fiéis que se separaram, ou os divorciados do cônjuge legítimo que estão em uma nova união na qual vivem como se fossem marido e mulher, a Igreja ensinaria através desta prática de admissão uma das seguintes afirmações a respeito do matrimônio, da sexualidade humana e da natureza dos sacramentos”: – “Um divórcio não dissolve o vínculo matrimonial e as pessoas que formam a nova união não estão casadas. Entretanto, as pessoas que não estão casadas podem, em certas condições, realizar legitimamente atos de intimidade sexual”. – “Um divórcio dissolve o vínculo matrimonial. As pessoas que não estão casadas não podem realizar legitimamente atos sexuais. Os divorciados recasados são legitimamente esposos e seus atos sexuais são licitamente atos conjugais”. – “Um divórcio não dissolve o vínculo matrimonial e as pessoas que formam a nova união não estão casadas. As pessoas que não estão casadas não podem realizar atos sexuais. Por isso, os divorciados recasados civilmente vivem em uma situação de pecado habitual, público, objetivo e grave”. No entanto, admitir pessoas à Eucaristia, ressaltam os cardeais, “não significa para a Igreja aprovar seu estado de vida público; o fiel pode se aproximar à mesa eucarística também com a consciência de pecado grave”. “Para receber a absolvição no sacramento da Penitência, nem sempre é necessário o propósito de mudar de vida. Em consequência, os sacramentos se separam da vida: os ritos cristãos e o culto estão em uma esfera diferente em relação à vida moral cristã”. 2. Sobre o parágrafo 304 A pergunta dos 4 cardeais questiona se, todavia, é válido o ensinamento da igreja sobre se existem normas morais absolutas, válidas e sem exceção alguma. O fundamento deste ensinamento, explicam os cardeais, está no parágrafo 79 da encíclica Veritatis Splendor (O Esplendor da Verdade) do Papa João Paulo II, que assinala que é possível “qualificar como moralmente má segundo a sua espécie (…) a escolha deliberada de alguns comportamentos ou atos determinados, prescindindo da intenção com que a escolha é feita ou da totalidade das consequências previsíveis daquele ato para todas as pessoas interessadas”. “Segundo a ‘Veritatis Splendor’ – prosseguem – no caso de ações intrinsicamente más não é necessário nenhum discernimento das circunstâncias ou das intenções”. 3. Sobre o parágrafo 301 A dúvida se refere a se é possível afirmar que “uma pessoa que vive habitualmente em contradição com um mandamento da lei de Deus, como por exemplo o que proíbe o adultério, se encontra em situação objetiva de pecado grave habitual”. No parágrafo 301, a exortação apostólica Amoris Laetitia assinala que “a Igreja possui uma sólida reflexão sobre os condicionamentos e as circunstâncias atenuantes” e que “já não é possível dizer que todos os que estão numa situação chamada ‘irregular’ vivem em estado de pecado mortal, privados da graça santificante”. A sustentação na pergunta deste parágrafo, dizem os 4 cardeais, está na declaração de 24 de junho de 2000 do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, que assinala que “não sejam admitidos à sagrada comunhão (… o que) obstinadamente perseverem em pecado grave manifesto”. A declaração “afirma que este cânon é aplicável também aos fiéis divorciados que voltaram a casar civilmente. Esclarece que o ‘pecado grave’ deve ser compreendido objetivamente, dado que quem ministra a Eucaristia não tem os meios para julgar a imputabilidade subjetiva da pessoa”. 4. Sobre o parágrafo 304 A pergunta dos cardeais é se é possível afirmar se é ainda é válido o ensinamento do Papa João Paulo II no numeral 81 da Veritatis Splendor, segundo a qual “as circunstâncias ou as intenções nunca poderão transformar um ato intrinsecamente desonesto pelo seu objeto, num ato subjetivamente honesto ou defensível como opção”. O parágrafo 302da exortação Amoris Laetitia sublinha que “um juízo negativo sobre uma situação objetiva não implica um juízo sobre a imputabilidade ou a culpabilidade da pessoa envolvida”. Por isso, ressaltam os cardeais que assinam a carta enviada ao Papa em 19 de setembro, “a questão é se Amoris Laetitia concorda ao dizer que todo ato que transgride os mandamentos de Deus – como o adultério, o roubo, o falso testemunho – não pode se converter jamais, consideradas as circunstâncias que mitigam a responsabilidade pessoal, em desculpável ou até mesmo bom”. 5. Sobre o parágrafo 303 A pergunta que os cardeais Brandmüller, Meisner, Cafarra e Burke formulam é se é possível afirmar que é válido o ensinamento de João Paulo II no numeral 56 da encíclica Veritatis Splendor, “que exclui uma interpretação criativa do papel da consciência e afirma que esta nunca é autorizada para legitimar exceções às normas morais absolutas que proíbem ações intrinsecamente más por objeto”. O numeral 303 da Amoris Laetitia afirma que a “consciência pode reconhecer não só que uma situação não corresponde objetivamente à proposta geral do Evangelho, mas reconhecer também, com sinceridade e honestidade, aquilo que, por agora, é a resposta generosa que se pode oferecer a Deus”. Os cardeais assinalam que “para todos os que propõem a ideia de consciência criativa, os preceitos da lei de Deus e a norma da consciência individual podem estar em tensão ou também em oposição, enquanto a consciência, que em última instância decide a respeito do bem e do mal, deveria ter sempre a palavra final”. “Segundo Veritatis Splendor n. 56, ‘sobre esta base, pretende-se estabelecer a legitimidade de soluções chamadas pastorais, contrárias aos ensinamentos do Magistério, e justificar uma hermenêutica «criadora», segundo a qual a consciência moral não estaria de modo algum obrigada, em todos os casos, por um preceito negativo particular’. Nessa perspectiva, nunca será suficiente para a consciência moral saber que ‘isto é adultério’, ‘isto é homicídio’, para saber se se trata de algo que não pode e não deve ser feito. Em vez disso, deveria olhar também as circunstâncias e as intenções para saber se este ato não poderia, afinal, ser desculpável ou até mesmo obrigatório”. Para essas teorias, prosseguem, “a consciência poderia, de fato, decidir legitimamente que, em determinado caso, a vontade de Deus para mim consiste em um ato no qual eu quebro um de seus mandamentos. ‘Não cometer adultério’ seria visto apenas como uma regra geral. Aqui e agora, e dadas as minhas boas intenções, cometer adultério seria o que Deus requer realmente de mim. Nestes termos, poderia, no mínimo, elaborar hipóteses de casos de adultério virtuoso, homicídio legal e perjúrio obrigatório”. Isto significaria, ressaltam os purpurados signatários da carta enviada ao Papa, “conceber a consciência como uma faculdade para decidir autonomamente a respeito do bem e do mal, e a lei de Deus como uma carga imposta arbitrariamente e que poderia, em determinado momento, estar em oposição à nossa verdadeira felicidade”. Mas a consciência, continuam, “não decide sobre o bem e o mal. A ideia de ‘decisão de consciência’ é enganosa. O próprio ato da consciência é julgar, não decidir. Ela diz que ‘isso é bom’, ‘isso é ruim’”. “Esta bondade ou maldade não dependem dela. A consciência aceita e reconhece a bondade ou a maldade de uma ação e, para fazer isso, ou seja, para julgar, a consciência necessita de critérios, depende inteiramente da verdade”. Nessa linha, destacam, “os mandamentos de Deus são uma grata ajuda oferecida à consciência para apreender a verdade e assim julgar segundo a verdade. Os mandamentos de Deus são expressões da verdade sobre o bem, de nosso ser mais profundo, abrindo algo crucial em relação a como viver bem”. Leia também Nova ‘dubia’ para Doutrina da Fé, sobre a posição da Igreja Alemã

  • Imagem de Nossa Senhora resiste a erupção de vulcão em La Palma

    Uma imagem de Nossa Senhora de Fátima na ilha de La Palma, Espanha, se manteve intacta, apesar de estar a poucos metros do vulcão, que está em erupção há mais de 45 dias. O Cumbre Vieja, na ilha de La Palma, no arquipélago das Canárias, está em erupção desde 19 de setembro. A foto da imagem de Nossa Senhora, esculpida em granito branco e com dois metros de altura que guarda o Vale do Aridane, foi recebida pelos fiéis como sinal de esperança. Segundo o jornal espanhol ABC, os bombeiros de La Palma, que conseguiram chegar à área, contaram a história de uma moradora que pediu que levassem uma flor à Virgem para lhe pedir o fim da erupção. A relação da imagem de Nossa Senhora de Fátima com os fiéis de Las Palmas tem uma longa história e está relacionada com a erupção de outro vulcão. Em 1949, o vulcão San Juan ameaçou destruir Las Manchas, por isso o pároco da ermida de são Nicolau, padre Blas Santos Pérez, e os vizinhos, pediram a intercessão de Nossa Senhora de Fátima para que a lava não penetrasse na área povoada. O pároco de El Paso, padre Domingo Guerra, disse à COPE que “a lava deixou de atingir o núcleo de Las Manchas, perto da sua paróquia, São Nicolau de Bari, que data do ano 1700”. “O meu companheiro padre Blas, que era então pároco de São Nicolau de Bari, encomendou a construção do monumento justo onde parou a lava e pediu que ali fosse colocada uma imagem de Fátima”, acrescentou. Em 1951 começaram as obras de construção da imagem, inaugurad em 1960. Todo ano, em 13 de maio e em 13 de outubro, celebra-se missa no altar de granito do monumento. “Além disso, também se reza um rosário em honra da Virgem de Fátima”, acrescentou o padre Guerra. O padre acrescentou que a atual erupção vulcânica não atingiu a área, “parou a cerca de oitenta metros do cemitério e a 500 metros da igreja de são Nicolau”. “As imagens do templo foram removidas, mas não afetou a construção do templo”, comentou. O padre Guerra destacou que não será fácil que o magma chegue, porque teria que passar por cima da “lava criada em 1949. Os rios de lava vão normalmente para o mar. Como há grande quantidade de pedras grandes, transborda para os lados”, explicou. Fonte: ACI Digital

  • Imagem de Nossa Senhora resiste a erupção de vulcão em La Palma

    Uma imagem de Nossa Senhora de Fátima na ilha de La Palma, Espanha, se manteve intacta, apesar de estar a poucos metros do vulcão, que está em erupção há mais de 45 dias. O Cumbre Vieja, na ilha de La Palma, no arquipélago das Canárias, está em erupção desde 19 de setembro. A foto da imagem de Nossa Senhora, esculpida em granito branco e com dois metros de altura que guarda o Vale do Aridane, foi recebida pelos fiéis como sinal de esperança. Segundo o jornal espanhol ABC, os bombeiros de La Palma, que conseguiram chegar à área, contaram a história de uma moradora que pediu que levassem uma flor à Virgem para lhe pedir o fim da erupção. A relação da imagem de Nossa Senhora de Fátima com os fiéis de Las Palmas tem uma longa história e está relacionada com a erupção de outro vulcão. Em 1949, o vulcão San Juan ameaçou destruir Las Manchas, por isso o pároco da ermida de são Nicolau, padre Blas Santos Pérez, e os vizinhos, pediram a intercessão de Nossa Senhora de Fátima para que a lava não penetrasse na área povoada. O pároco de El Paso, padre Domingo Guerra, disse à COPE que “a lava deixou de atingir o núcleo de Las Manchas, perto da sua paróquia, São Nicolau de Bari, que data do ano 1700”. “O meu companheiro padre Blas, que era então pároco de São Nicolau de Bari, encomendou a construção do monumento justo onde parou a lava e pediu que ali fosse colocada uma imagem de Fátima”, acrescentou. Em 1951 começaram as obras de construção da imagem, inaugurad em 1960. Todo ano, em 13 de maio e em 13 de outubro, celebra-se missa no altar de granito do monumento. “Além disso, também se reza um rosário em honra da Virgem de Fátima”, acrescentou o padre Guerra. O padre acrescentou que a atual erupção vulcânica não atingiu a área, “parou a cerca de oitenta metros do cemitério e a 500 metros da igreja de são Nicolau”. “As imagens do templo foram removidas, mas não afetou a construção do templo”, comentou. O padre Guerra destacou que não será fácil que o magma chegue, porque teria que passar por cima da “lava criada em 1949. Os rios de lava vão normalmente para o mar. Como há grande quantidade de pedras grandes, transborda para os lados”, explicou. Fonte: ACI Digital

  • VOLTEMOS À POESIA –  Miguel Sanmartín Fenollera

    “A primeira coisa a fazer com um poema ou canção é simplesmente memorizá-los.” (Denis Quinn) “O verso sempre nos lembra que ele já foi uma arte oral, antes de ser arte escrita; recorda-nos que já foi canto”. (Jorge Luis Borges) Volto à poesia. E não me cansarei de voltar, aviso-lhes. Se escrevo sobre isso repetidamente, é para tentar transmitir a vocês a importância de uma visão poética do mundo, a relevância de sua ausência e, igualmente, a fatalidade de seu abandono. Um abandono que hoje sofremos e que pode ser um dos fatores da nossa desorientação e desamparo. Se eu fosse poeta, se fosse abençoado pelas musas, escreveria incessantemente versos a elas, rogando-lhes que os recitassem em voz alta. Mas eu tenho que me contentar com o que foi dado. Hoje poderá parecer um fato um tanto curioso e até chocante, mas a primeira forma de contar histórias era poesia e não a narrativa. Com ela, o homem teve à sua disposição um instrumento único para tentar se aproximar da realidade tal como ela é, em seu mistério oculto. Como no princípio era o ouvido, a Palavra não poderia ser escrita, mas falada. A recitação, apoiada na memória, foi o meio original de transmissão de conhecimentos. É a isso a que se referem as palavras de C. S. Lewis quando afirma que “toda poesia é oral, pronunciada pela voz, não lida e tampouco escrita. E toda poesia é musical”. Borges se refere a isso na frase mencionada acima: os poemas nos lembram, sempre, que eles eram inicialmente cânticos. Mas chegou o dia em que o homem gutenberguiano trocou a audição pela visão e então tudo começou a mudar. Platão e Sócrates haviam alertado sobre isso muito antes ( Fedro , 370 AC), em uma profecia que hoje ressoa muito atual: “Isto, com efeito, produzirá na alma de quem aprende o esquecimento, devido ao descuido da memória, pois, confiando na escrita, lembravam valendo-se de caracteres alheios, não a partir do próprio interior e de si próprios. (…). É a aparência de sabedoria, não sua verdade, o que buscas para seus alunos”. C. S. Lewis também nos esclareceu sobre essa questão em dois de seus livros, The Allegory of Love (1936) e A Preface to Paradise Lost (1942). Nessas obras, a partir de sua posição de erudito, ele explica que a poesia alegórica e épica foram, desde o início, as formas predominantes de contar histórias no Ocidente, e traça seu desenvolvimento ao longo do tempo, dos gregos ao Renascimento, começando com a Ilíada de Homero e terminando com o Paraíso perdido de Milton e O progresso do peregrino , de Bunyan. As obras citadas de Milton e Bunyan, publicadas em 1667 e 1678, respectivamente, foram, segundo Lewis, as duas últimas epopeias alegóricas escritas em inglês. Com a publicação desses dois grandes poemas, a cultura ocidental começou a abandonar sua forma ancestral de contar histórias. As formas antigas foram morrendo aos poucos, mas a sede do homem por histórias não cessou. O teatro de Shakespeare e a prosa de Cervantes substituíram a poesia alegórica e épica e, neste primeiro momento, parecia que nada se havia perdido. Mas foi uma miragem, como vemos hoje. Borges afirma isso no prólogo de seu livro de versos, La rosa profunda (1975): “A literatura começa com o verso e pode levar séculos até perceber a possibilidade da prosa. Depois de quatrocentos anos, os anglo-saxões deixaram-nos uma poesia não raro admirável, e uma prosa apenas explícita. A palavra teria sido no início um símbolo mágico, que a usura do tempo iria desgastar. A missão do poeta seria devolver à palavra, ainda que parcialmente, sua primitiva e agora oculta virtude. Cada verso teria dois deveres: comunicar um fato preciso e nos tocar fisicamente, como a proximidade do mar”. Dessa forma, o homem começou a abandonar a poesia e abraçar a retórica, a narrativa histórica, os fatos e os dados. Ele deixou o mito sem perceber que estava entregando-se às frias informações. E da palavra falada passou para a escrita, e do signo gramatical passou para o numérico. A palavra, inclusive a escrita, foi encurralada, sendo substituída, quase imperceptivelmente, mas incessantemente, por dados. O romance e a história escrita começaram sua era, embora, em vez de servir, tenham vindo para reinar, e a voz e a memória se foram apagando. E a forma se afastou do fundo, começando a se dissolver em um vasto mar de confusão, e a verdadeira sabedoria foi se desvanecendo, lenta e inexoravelmente, como a luz de uma vela. No entanto, a forma natural de comunicação de todo homem é e sempre foi a palavra oral. Em todas as culturas existiram pessoas que se encarregaram de realizar esta transmissão, combinando o verbo e a memória: rapsódias gregas, bardos celtas, poetas árabes, guslares russos, ritmistas tuaregues, menestréis medievais e meturgemanes hebreus [recitadores], entre os quais, segundo o padre Castellani, se encontrava nosso Senhor. Nunca se perguntou por que Ele, o Logos, a Palavra, não deixou nenhum livro escrito? No entanto, disse-nos: “Os céus e a terra passarão, mas minhas palavras não passarão.” Ele optou pela poesia, pela oralidade musical da parábola e do aforismo, numa linguagem ardente, imaginativa e poderosa. É impossível não sentir o poético de suas palavras, apesar de terem sido traduzidas, transcritas e obrigadas a permanecer espartilhadas em uma retórica narrativa, perdendo assim parte de sua vivacidade poética. Palavras que, como diz o escritor americano Joseph Sobran, “têm um poder único que as diferencia de todas as outras palavras, meramente humanas. Mesmo removidas de sua língua original, elas ainda nos penetram e governam nossas consciências. Mudaram o mundo profundamente. Ele não apenas fez milagres, mas falou milagres. As palavras que lemos de sua boca são milagres. Elas têm um efeito sobrenatural”. Talvez tenha sido assim, devido à nossa incapacidade de viver permanentemente no poético, que só podemos beber em pequenos goles, através de um mero reflexo ( per speculum …), mediante a transformação do poema em narrativa, ou através do impacto do extraordinário e do insólito da natureza criada. Sabendo disso, Cristo instaurou e deu exemplo de uma vida sacramental, de ensino pela palavra e pelo comportamento. Foi nessa combinação de atos, gestos e palavras, junto com a faculdade da memória e da imaginação, que Cristo instituiu o seu Evangelho, e não no relato sequencial de acontecimentos escritos em livros. Segundo o comentário de Gómez Dávila, se poderia dizer que “Cristo, ao morrer, não deixou documentos, mas discípulos”. A esse respeito, volto a Sobran, que escreve: “A vida da Igreja, conforme prescrita por Cristo, era sacramental. Ele nunca disse aos apóstolos para escreverem livros; disse-lhes que batizassem, pregassem o Evangelho, perdoassem os pecados e comemorassem o momento culminante de seu ministério, antes da Paixão: a Última Ceia. Delegou-lhes sua própria autoridade e deixou muitas coisas a critério deles, sob a orientação do Espírito Santo. É por isso que a imaginação cristã está estreitamente unida à palavra vibrante, oscilando entre o simbólico e o sacramental. Acontece que, se negligenciarmos essa capacidade limitada de captar o poético do mundo, a perderemos inevitavelmente. E não devemos deixar que isso ocorra. C. S. Lewis fala sobre sua importância: «A poesia visa produzir algo mais parecido à visão do que à ação. Mas a visão, nesse sentido, inclui as paixões. Certas coisas, se não forem vistas como encantadoras ou desagradáveis, não serão vistas de forma alguma (…). Na retórica, a imaginação está presente por causa da paixão, enquanto, na poesia, a paixão está presente por causa da imaginação e, portanto, a longo prazo, por causa da sabedoria, da saúde espiritual, da retidão e da riqueza da plena resposta do homem ao mundo”. Som e ritmo, aquela música típica da poesia, ganha vida quando recitada e declamada em voz alta, de memória. Borges nos diz: «Um bom verso não permite que seja lido em voz baixa, nem em silêncio. Se pudermos fazer isso, não é um bom verso: o verso requer pronúncia”. Uma pronúncia que nos oferece uma melodia, que nos envolve em uma canção. O filósofo católico Peter Kreeft, falando sobre a beleza de uma obra como O Senhor dos Anéis (1954/55), escreve a respeito: “O Senhor dos Anéis está cheio de música, cheio de música. Em um de seus índices, ao final do livro, são listados canções ou poemas. Nomes próprios, é claro. Lugares, certamente. Mas são canções ou poemas? No entanto, são tantos, tantos, que é necessário um índice. Os hobbits cantam hinos a El-Beret, canções para caminhadas e banhos. Como Tolkien, Bombadil é um escritor de prosa cheio de poesia e música. Peter Beagle, na introdução de “A Tolkien Reader”, o chama de ‘um escritor cuja própria prosa está repleta de verdadeira poesia.’ Eu acredito que a música é uma parte essencial do charme élfico. Quando a Comunidade entra em Lothlórien, Sam diz: ‘Sinto como se estivesse dentro de uma canção, se é que se entende o que quero dizer’. E é assim que nos sentimos, quando nos aprofundamos neste livro.” Disse o que eu desejaria dizer. É assim que quero que minhas filhas se sintam: como se estivessem dentro de uma canção. Você também não gostariam? Mas, hoje em dia, nem em casa, nem na escola, nem mesmo nas nossas igrejas, educa-se a sensibilidade poética, e muito menos ainda na televisão, no cinema ou nas redes sociais. Recitar em voz alta e aprender poemas e canções antigas é algo que não está mais na moda. É-nos pedido, ou melhor, exigido até que não cuidemos da memória e da recitação, renunciando à beleza. A rudez com que essa deserção é realizada se soma à barbárie com que tenta preencher o vazio resultante. Essas recitações, esses esforços mnemônicos com a rima e o canto são, talvez, um dos últimos vínculos que temos com o mundo da tradição oral. Uma ponte pela qual poderíamos caminhar em direção à nossa própria identidade, que a força da imprensa não conseguiu derrubar, mas que a sedução da imagem já está derrubando. Talvez deva ser assim mesmo. É possível que, como disse Gómez Dávila, a literatura tenha de passar por três épocas, “primeiro sonho, depois inventário, finalmente confissão”, e que hoje estejamos no “inventário”. Mas eu resisto a admiti-lo. O “sonho” da primeira etapa não deve ser perdido. Ainda há esperança, ainda podemos trazer a poesia para nossas vidas e de nossos filhos. O professor Anthony Esolen diz isso muito melhor: “‘ Quem quiser salvar sua vida deve perdê-la “, diz o Senhor, e essa é uma lei do próprio ser. É a lei da perigosa vida da beleza e do amor. As artes podem nos atrair para essa vida e ajudar a sairmos do mecanicismo moderno do trabalho pelo trabalho. Não podemos fazer nenhuma aposta segura sobre onde a leitura de “O paraíso perdido” nos poderia levar. Se esse livro for lido com espírito de festa, recebendo-o como uma dádiva à qual não se tem direito, sua beleza, sempre gratuita e transbordante para além do estreito mundo da utilidade, pode nos mudar para sempre. Se entrarmos naquele templo, podemos aprender a tirar os sapatos, a nos libertar do freio em nossas costas. Podemos ver coisas que nossos senhores não gostariam que víssemos (pois, então, já seriam nossos senhores). Podemos inclinar o ouvido e o coração para uma música que eles tentaram abafar. Podemos, até mesmo, captar a sugestão fugaz, como uma voz leve e quieta no topo de uma montanha, do Amor que move o sol e as estrelas”. No entanto, não se espere receber muita ajuda nisso que será um retorno ingrato e difícil. Enfim, vamos voltar à poesia! Vamos tomá-la de volta! Recuperemos a sua voz! E, como disse o filósofo russo Pavel Florensky, nunca deixemos de ler belos poemas em voz alta. httpsp//www.infocatolica.com/blog/delibrospadresehijos.php?blog=89&paged=2

  • ESPERANÇA NA TRIBULAÇÃO – Scott Hahn medita sobre o 33º Domingo do Tempo Comum

    Nesta penúltima semana do ano litúrgico, Jesus finalmente chegou a Jerusalém. Já perto de sua paixão e morte, Jesus nos dá um sinal de esperança, dizendo-nos o que vai ocorrer quando voltar em sua glória. O Evangelho do domingo é tirado de um longo discurso, no qual Jesus fala das tribulações como nunca “houve desde o princípio da criação” (Mc 13, 19). Descreve uma espécie de dissolução do mundo, um retorno da criação ao seu estado primordial de vazio e caos. Em primeiro lugar, a comunidade humana — nações e reinos — se fragmentará (Mc 13, 7-8). Depois, a terra deixará de produzir alimentos e começará a tremer (13, 8). Então, a família será destruída por dentro e os últimos fiéis serão perseguidos (13, 9-13). Finalmente, o Templo será profanado e a terra excluída da presença de Deus (13, 14). A leitura deste domingo apresenta Deus desligando as luzes que, no princípio, tinha posto no céu: o sol, a lua e as estrelas (Is 13, 10; 34, 4). No meio dessa escuridão, o Filho do Homem, aquele por quem tudo foi feito, virá novamente. Jesus nos disse que o Filho do Homem tinha que ser humilhado e morto (Marcos 8, 31). Agora, Ele fala de sua vitória final, usando imagens reais-divinas tiradas do Antigo Testamento: as nuvens, a glória, os anjos (Dn 7, 13). Mostra-nos que Nele se cumprem todas as promessas que Deus fez para salvar “os eleitos”, o resto fiel de seu povo (Is 43, 6; Jr 32, 37). Como a primeira leitura de hoje nos diz, esta salvação incluirá a ressurreição corporal daqueles que dormem sob a terra. Devemos estar atentos a esse momento, quando os inimigos do Senhor serão postos debaixo de seus pés, conforme vislumbra a epístola de hoje. Podemos esperar com confiança, sabendo que um dia teremos a eterna felicidade à direita do Senhor, como rezamos no salmo deste domingo. https://stpaulcenter.com/hope-in-tribulation-scott-hahn-reflects-on-the-thirty-third-sunday-in-ordinary-time/

  • QUANDO A HUMILDADE ENLOUQUECEU

    Há pessoas tão humildes, Tão sinceramente humildes, Que não se acham dignas da eternidade. Não querem ou não podem acreditar em Deus, Mas vivem milagrosamente como se Ele existisse: Não roubam, não matam, não mentem. No máximo roubam estrelas ariscas com os olhos cansados, Embriagando-se de vinho, de poesia ou de virtude. São tão humildes, Que não se acham dignas da misteriosa paternidade divina. Esses silenciosos monges do Nada Regam diariamente a sua cósmica solidão Como se ela fosse a mais extraordinária das roseiras. Adubam-na com o que possuem de mais íntimo: A ressequida lágrima do tédio. São almas boas, algumas boníssimas, Mas de uma bondade represada em si mesma. Uma bondade inútil que não serve nem para uso próprio: Trancaram Narciso no porão e perderam a chave. Nem serve para nós que com eles convivemos, Pois não acreditam em pontes e em nós outros. Só creem nos rios cegos de Heráclito, Que os levam inexoravelmente para longe, Para muito longe, Para além de Deus. Um Deus que jamais satisfará o seu pouco humilde projeto de Deus.

  • Vandalismo de exibição pró-vida em forma de cruz é filmado em universidade católica

    Uma exibição cruzada de bandeiras comemorando as vidas perdidas no aborto foi alvo de vândalos na Universidade de Saint Louis, uma escola jesuíta, logo depois de ter sido criada no campus na segunda-feira de manhã. O grupo pró-vida da universidade, um capítulo estudantes para a vida, montou centenas de pequenas bandeiras na forma de uma cruz. Cada bandeira representou mais de 800 abortos realizados no ano passado nos EUA. O grupo recebeu a permissão da Universidade do Missouri para a exibição, que eles chamam de Cemitério dos Inocentes. “Poucas horas depois de subir, passamos e alguém despedaça os sinais que tínhamos ao lado dele”, disse Isabelle Hotard, presidente de Estudantes para a Vida da Universidade de St. Louis, à afiliada da CBS KMOV News. Outro membro do grupo encontrou duas jovens estudantes aparentemente vandalizando a tela e filmou-as em seu telefone. Eles apareceram para rasgar bandeiras da exibição em forma de cruz e pisou-os no chão. As mulheres insultaram o membro do grupo, alegaram que a exibição era anti-mulher e envergonhavam as mulheres por fazerem abortos. Poderia ferir os sentimentos de uma mulher que fez um aborto, disse uma mulher. Outro aluno tentou dizer que a exibição ajudaria a alcançar essas mulheres. Mais tarde, na segunda-feira à noite, Hotard disse que ela passou por um grupo de pessoas rasgando as bandeiras do chão. Ela filmou-os no telefone e pediu-lhes para deixar as bandeiras porque ela planejava remover o visor naquela noite. O grupo colocou a exibição na manhã seguinte. Watch this video on YouTube. O grupo geralmente configura a exibição a cada outubro. “Fiquei muito surpreso como as pessoas estão encorajadas a pisar nas coisas dos outros e elas realmente parecem pensar que estamos nos 100% errados e estamos fazendo algo que machuca outras pessoas, e é meio doloroso ver as pessoas acreditarem nisso sobre nós, porque não é isso que estamos tentando fazer, ” Hotard disse ao KMOV News. Na terça-feira à tarde, uma multidão de pessoas, pró-vida e pró-aborto. Eles geralmente se envolveram em conversas civis. Alguns estudantes de direitos pró-aborto se opuseram que colocassem uma placa no local de exibição que foi rapidamente retirada. Um membro do grupo Students for Life, Nick Baker, disse que uma mulher que havia se envolvido no vandalismo se aproximou dele na quarta-feira e fez comentários assediados, informa a Fox News. Lucy Gonzales, coordenadora regional dos Estudantes para a Vida do Missouri e Arkansas, é uma ex-aluna da universidade. Ela disse que o grupo de estudantes pró-vida está “acostumado com o assédio” e algo aconteceu com a exposição todos os anos em que ela estava na escola. Em 2017, um vândalo roubou mais de 100 cruzes de madeira que faziam parte de uma exposição semelhante no campus. O presidente da universidade enviou uma carta condenando o incidente. “Acho que universidades católicas e universidades cristãs… deveríamos realmente mantê-los para aqueles valores pró-vida que eles destacam em suas declarações de missão”, disse Gonzales ao KMOV. “A universidade leva a sério qualquer suposta violação de nossos padrões comunitários, e tem políticas e processos em vigor para resolver preocupações quando elas são denunciadas”, disse um funcionário de relações públicas da universidade ao CNA 11 de novembro. Na segunda-feira à tarde, o Escritório de Responsabilidade Estudantil e Padrões Comunitários da Universidade de St. Louis foi informado de possíveis violações dos padrões da comunidade universitária “envolvendo a exibição aprovada de uma organização estudantil no campus”. O escritório está investigando o relatório. A universidade disse que não tinha informações adicionais para fornecer no momento. FONTE: Catholic News Agency / Kevin J. Jones / 11 de novembro de 2021 Símbolo em escolas católicas é a cruz, diz arcebispo canadense sobre bandeira gay

  • Diocese da Costa Rica ordena fechamento canônico do mosteiro beneditino

    A Diocese de Cartago ordenou o fechamento canônico do Mosteiro Beneditino de São José, uma fundação diocesana que funcionava há alguns anos. “Esta decisão de encerramento eclesiástico é realizada como resultado de um processo administrativo interno da Igreja, que teve origem em uma visita pastoral ao Mosteiro; isso sendo feito de acordo com os poderes conferidos pelo Código do Direito Canon, cujo resultado e conclusões foram endossados pela Congregação para os Institutos de Vida Religiosa e Sociedades de Vida Apostólica em Roma”, afirmou a diocese em 7 de novembro. O padre Jorge David Arley Campos, assessor de imprensa da Diocese de Cartago, disse à ACI Prensa, agência de notícias de língua espanhola da CNA, em 9 de novembro. que “como a avaliação e a investigação dos frutos da experiência é um processo interno, as razões específicas” para o encerramento não são publicadas, uma vez que “foi decisão da comissão responsável e do vigário judicial da diocese”. “A decisão final foi tomada, mas não as razões, uma vez que há elementos de sigilo no assunto e não podem ser expostos à opinião pública devido à natureza do segredo confiado, a fim de não prejudicar a consciência dos fiéis e evitar interpretações incorretas pelos fiéis”, disse o padre. Em sua página no Facebook, o mosteiro se autodenomina uma “comunidade monástica governada pela Regra de São Bento, enclausurada sob nossas constituições, e nosso principal trabalho é: oração e trabalho manual”. “Somos uma comunidade enclausurada, não fazemos trabalho pastoral fora do mosteiro. Não pertencemos à Diocese de Cartago”, diz a página do Facebook. O comunicado diocesano de 7 de novembro diz que “os membros desta experiência diocesana foram autorizados e ofereceram toda a nossa colaboração em sua transferência para outras experiências da comunidade, se acharem adequado, aguardando notícias deles”. A diocese disse que, embora tenha fechado o mosteiro e, assim, encerrado sua missão eclesial, está ciente de que o mosteiro também foi estabelecido como uma associação civil inscrita no Registro Civil e, portanto, “pertence a eles determinar seu futuro como uma associação civil”. A partir de 7 de novembro “a Experiência Diocesana do Mosteiro Beneditino de São José não fará parte da Diocese de Cartago, da mesma forma não haverá autorização para a celebração dos sacramentos e sacramentos no lugar dessa experiência”. O padre Arley Campos explicou à ACI Prensa que, como associação civil, o mosteiro é “uma entidade jurídica sob a qual eles eram legalmente protegidos como um grupo”. “Como associação, cabe a eles determinar seu futuro, mas eles não são mais canonicamente um movimento da Igreja Católica”, disse o padre. Um artigo publicado em 1º de novembro de 1º de novembro, um diário de São José, diz que “os monges beneditinos do Mosteiro de São José, em Paraíso de Cartago, cobram que o atual bispo de Cartago, Mario Enrique Quirós Quirós, os perseguisse há anos para ‘eliminar’ sua ‘presença’ na diocese e tirar deles seus terrenos do mosteiro”. O mosteiro foi fundado há cerca de oito anos sob o comando do Bispo José Francisco Ulloa Rojas. O bispo Quirós o sucedeu em 2017. Em sua declaração de 7 de novembro, a Diocese de Cartago não menciona o artigo em La Nación, mas observou que “as terras e instalações onde o campus da referida experiência foram localizados são propriedade da Associação indicada e nunca foi objeto de discussão”. Uma resposta enviada pela Diocese de Cartago ao La Nación diz que “os membros do Mosteiro de San José, fundado pela diocese, foram informados da conclusão da referida experiência, como resultado da não obtenção dos frutos esperados durante este período”. A diocese observou ainda que os membros do mosteiro “tiveram a oportunidade de exercer, de acordo com a CIC c. 50, seu direito de resposta”. A Canon 50 do Código de Direito Canon estabelece que “antes de emitir um decreto singular, uma autoridade é buscar as informações e provas necessárias e, na medida do possível, ouvir aqueles cujos direitos podem ser lesados”. O assessor de imprensa da Diocese de Cartago explicou à ACI Prensa que o que aconteceu neste caso foi o “fechamento de uma fundação diocesana que estava sujeita a avaliação e que poderia ter se tornado um mosteiro autônomo”, pois existem em outras partes do mundo. O padre Arley Campos disse que os membros do grupo podem ficar em suas propriedades, “uma vez que os bens materiais que desfrutam são deles e seus regulamentos internos, como os de qualquer grupo civil, são aqueles que regem sua ação”. No entanto, o padre esclareceu que “seu modo de operação e o que isso implica não é mais coberto pela Igreja Diocesana de Cartago”. FONTE: Catholic News Agency / Walter Sánchez Silva #WalterSánchezSilva #DiocesedeCartago #VidaReligiosa #IgrejanaCostaRica #Beneditinos #NOTÍCIASCATÓLICAS

  • UMA REAÇÃO UNIVERSITÁRIA À IDEOLOGIA “WOKE” 

    A reação conservadora ao politicamente correto é sempre mais lenta que o desejável, e quase nunca é puramente política, pois é inseparável da economia de mercado, do mundo dos negócios. É o caso da recém-formada Universidade de Austin, fundada com a intenção de reagir às distorções e pressões do “cancelamento cultural” e do politicamente correto, já dominantes na maioria das universidades americanas (e de todo o mundo ocidental). Mas é, também, um bom negócio: vai contratar professores demitidos pelas universidades dominadas pela militância woke , e certamente atrair alunos que se cansaram dos campus infestados de progressismo violento. O que é isto: ideologia woke ? A palavra é o particípio passado do verbo wake , que significa despertar, acordar. O militante woke é o que está desperto para o que valeria a pena. É, na verdade, uma salada acadêmica das ideologias da moda: genderismo, ambientalismo, antirracismo, que um movimento atual, impelido pela covid, pretende renuir num só feixe, o wokismo , que lê a realidade pela clave do politicamente correto e tem, como método de ação, o “cancelamento cultural”. As recentes manifestações dos “black lives matter” e dos “antifas” são crias mais ostensivas dessa mentalidade — ou nova religiosidade, seria mais apropriado dizer —, semeada e cultivada nos departamentos de filosofia e ciências humanas dos EUA. Está se espalhando pela Europa e não tardará a aportar nas universidades federais e estaduais do Brasil. A recém-fundada universidade americana quer ser uma resposta a essa reviravolta iliberal, defendendo a liberdade de cátedra dos professores e a livre manifestação de pensamento dos alunos. Pelo que parece, o campus de Austin não será só um centro de docência e pesquisa conservadora: muitos dos professores contratados são liberais e alguns até marxistas, vários deles verdadeiras estrelas acadêmicas, “cancelados” pelo radicalismo woke , demitidos por quem, até pouco tempo, parecia comungar dos mesmos pressupostos culturais. Nada impede que uma universidade desse tipo possa ser, ao mesmo tempo, um bom negócio e um ato de defesa da civilização ameaçada pelo wokismo e sua “monocultura ideológica” (a recente expressão é do filósofo e jornalista alemão Alexander Grau, que aliás não é um conservador). Só o tempo dirá até que ponto será possível a convivência, no mesmo campus, nos mesmos departamentos, de pessoas treinadas nas últimas décadas, especialmente liberais e marxistas, para o confronto desleal com quem pensa diferente.

  • JOÃO PAULO III OU JOÃO XXIV? – Pe. Santiago Martín

    O Papa Francisco fará 85 anos no próximo mês, mas está com boa saúde e, por isso, tudo parece indicar que o seu pontificado irá durar muitos anos. No entanto, mais devido à sua idade do que qualquer outra coisa, não há fim de especulação sobre que tipo de Vigário de Cristo a Igreja precisaria quando o atual Pontífice já não está ao leme. Não há muito tempo, Francisco disse ,em tom de brincadeira, que gostaria que o seu sucessor se chamasse João XXIV, ou seja, alguém que pudesse convocar um Concílio Vaticano III. Este desejo inteiramente legítimo do Papa seria apoiado pelo fato de a maioria dos eleitores cardeais ter sido designada por ele e, logicamente, essa maioria irá aumentar com o passar do tempo. Há um ano, George Weigel, o melhor biógrafo de João Paulo II, escreveu um livro intitulado O Próximo Papa . Nele, este célebre analista de questões eclesiásticas ousa aventurar-se afirmando que, depois de Francisco, haverá uma reação conservadora, mesmo entre cardeais muito próximos do atual Pontífice e nomeados por ele. Na opinião de Weigel, esta reação seria causada pela situação calamitosa em que a Igreja se encontra, que se irá agravando com o passar do tempo. Já existe um estado de alarme entre muitos cardeais e bispos sobre o que está acontecendo, e isto, segundo Weigel, provocaria não um regresso ao passado, mas a posições mais conservadoras. Houve vários desenvolvimentos esta semana que parecem provar que o escritor americano tem razão. O Cardeal Kasper, um Cardeal alemão e um dos homens de maior confiança de Francisco, tem sido mais uma vez muito crítico em relação ao Sínodo que se realiza no seu país, desde há dois anos. Ele diz que essa “viagem sinodal” se tornou uma farsa e que os bispos se estão tornando mais empregados de alto nível de uma multinacional do que sucessores dos apóstolos. A opinião de Kasper não é original, pois há muitos que dizem a mesma coisa há muito tempo; o importante é quem o diz, pois é este o teólogo, autor de uma importante cristologia, a quem Francisco elogiou assim que chegou ao Pontificado. A confusão alemã tem de ser detida e mesmo progressistas, como Kasper, têm medo. Poderá um João XXIV resolver isso? Outra voz que foi ouvida, esta semana, chamou ainda mais a minha atenção. É o de Monsenhor Sánchez Sorondo, Chanceler da Academia das Ciências e alvo de muitas críticas pelos nomes que escolheu para membro dessa academia, incluindo pro-abortistas proeminentes. Sánchez Sorondo não hesitou em afirmar que o pior vírus que nos assola é o ateísmo de massa e a apostasia silenciosa. Essas palavras poderiam perfeitamente ter sido ditas por um conservador, mas foram ditas por um dos prelados mais liberais do Vaticano. Kasper e Sánchez Sorondo não são excepções. O Instituto Austin divulgou, esta semana, um estudo sociológico sobre o clero americano. Apenas 20% dos padres com menos de 40 anos — ordenados após 2010 — concordam com a linha de governo do Papa Francisco. Esse número está aumentando para 80 por cento de aprovação entre os maiores de 70. Pelo menos nos Estados Unidos, os jovens padres não concordam com o que está acontecendo. Não só: segundo este estudo, 21% dos padres com mais de 70 anos dizem ser homossexuais, em comparação com 5% dos padres mais jovens. Os primeiros consideram que a homossexualidade nem sempre é um pecado, enquanto os segundos consideram-na sempre um pecado. Será que Weigel tem razão? Possivelmente não, por cálculo humano. Mas se ele estiver errado nas suas previsões, o novo Papa estará cada vez mais longe dos seus sacerdotes e, também, de uma parte importante dos seus fiéis. O alarme sobre o que está acontecendo já está se alastrando aos mais altos níveis da Igreja e é isto que pode trazer mudanças.

  • Três mil homens saem às ruas da Polônia para rezar o rosário, os “Cavaleiros de Maria”

    Mais de três mil homens do Movimento “Wojownicy Maryi” (Cavaleiros de Maria) percorreram as ruas de Bydgoscz, Polônia, neste dia 6 de novembro rezando o santo rosário. Segundo a Agência Salesiana de Informação (ANS) , os fiéis vieram de todos os cantos da Polônia e de outros países da Europa Ocidental para participar deste momento de oração, que já aconteceu ao menos quatro vezes neste ano. “Os membros deste movimento, divididos em 16 grupos de cerca de 200 pessoas cada, caminharam desde a Praça do Mercado Velho em Bydgoscz até a Basílica de São Vicente de Paulo”, disse ANS. O fundador do movimento, padre Dominik Chmielewski, disse que este ato é um chamado de Deus que quer levar seus filhos “para que encontremos nossos corações varonis relacionados a Ele, para nos aproximarmos de nossas esposas, de nossos filhos, para que possamos construir de todo o coração o reino de Deus em nossas casas”. “O único modelo de virilidade é Jesus: queremos estudar e imitar o estilo de vida de Jesus Cristo, é a maior aventura da nossa vida, a maior alegria e privilégio. É por isso que nos entregamos a ti, Maria, para que nos faças à imagem de teu Filho”, acrescentou. O bispo de Bydgoscz, dom Krzysztof Włodarczyk, que também participou da iniciativa, pediu que a Virgem Maria conduza os fiéis a Jesus, que “venceu o pecado, a morte, a satanás e nada é impossível para Ele”. “Virgem Maria, ajuda-nos novamente em Bydgoszcz, para que rezemos pela conversão pessoal dos nossos corações”, clamou. O bispo também agradeceu o testemunho de tantos fiéis que se reuniram para rezar e destacou que “pela unidade na oração do rosário”, são “testemunhas da profunda confiança na intercessão de Maria”. Dom Włodarczyk disse que “através do testemunho devemos fazer nascer novos cristãos, especialmente entre aquelas irmãs e irmãos que estão batizados, mas que estão em alguma parte da periferia, perdidos, rebeldes”. “Maria, ajuda-nos a ser testemunhas diante deles: não se trata de uma questão moral, mas de compartilhar o que Cristo o Senhor fez por nós”, pediu. ANS informou que depois da oração do rosário e da procissão pelas ruas da cidade, os fiéis se dirigiram à basílica, onde o padre Chmielewski pregou antes da celebração da santa missa e da adoração eucarística. Essa última parte da iniciativa foi reservada aos membros que já pertencem aos Cavaleiros de Maria, “uma comunidade católica dedicada à formação dos homens como bons maridos e bons pais”. A Agência Salesiana de Informação destacou que esta comunidade organiza as procissões do rosário no primeiro sábado de cada mês, “dia que a Igreja tradicionalmente dedica ao Imaculado Coração de Maria”. “Em Bydgoszcz, a comunidade dos Cavaleiros de Maria reúne-se na paróquia de Nossa Senhora de Fátima no dia 13 de cada mês, enquanto na paróquia de São Marcos, animada pelos salesianos, o encontro é na primeira sexta-feira do mês. Atualmente, outros grupos locais também estão sendo formados”, acrescentou ANS. O movimento, que foi fundado em 2016 e tem são João Bosco como padroeiro, conta atualmente com mais de 6 mil membros na Polônia e está presente em outros 12 países europeus. Os Cavaleiros de Maria buscam “apoiar a vida de oração dos seus membros, a sua participação ativa nas comunidades paroquiais e a sua formação permanente na fé, seguindo o sistema preventivo de Dom Bosco”. Atualmente, têm um site , uma conta no Facebook e um canal no YouTube , onde sobem regularmente informação sobre convocatórias de oração. #Polônia

  • Três mil homens saem às ruas da Polônia para rezar o rosário, os “Cavaleiros de Maria”

    Mais de três mil homens do Movimento “Wojownicy Maryi” (Cavaleiros de Maria) percorreram as ruas de Bydgoscz, Polônia, neste dia 6 de novembro rezando o santo rosário. Segundo a Agência Salesiana de Informação (ANS) , os fiéis vieram de todos os cantos da Polônia e de outros países da Europa Ocidental para participar deste momento de oração, que já aconteceu ao menos quatro vezes neste ano. “Os membros deste movimento, divididos em 16 grupos de cerca de 200 pessoas cada, caminharam desde a Praça do Mercado Velho em Bydgoscz até a Basílica de São Vicente de Paulo”, disse ANS. O fundador do movimento, padre Dominik Chmielewski, disse que este ato é um chamado de Deus que quer levar seus filhos “para que encontremos nossos corações varonis relacionados a Ele, para nos aproximarmos de nossas esposas, de nossos filhos, para que possamos construir de todo o coração o reino de Deus em nossas casas”. “O único modelo de virilidade é Jesus: queremos estudar e imitar o estilo de vida de Jesus Cristo, é a maior aventura da nossa vida, a maior alegria e privilégio. É por isso que nos entregamos a ti, Maria, para que nos faças à imagem de teu Filho”, acrescentou. O bispo de Bydgoscz, dom Krzysztof Włodarczyk, que também participou da iniciativa, pediu que a Virgem Maria conduza os fiéis a Jesus, que “venceu o pecado, a morte, a satanás e nada é impossível para Ele”. “Virgem Maria, ajuda-nos novamente em Bydgoszcz, para que rezemos pela conversão pessoal dos nossos corações”, clamou. O bispo também agradeceu o testemunho de tantos fiéis que se reuniram para rezar e destacou que “pela unidade na oração do rosário”, são “testemunhas da profunda confiança na intercessão de Maria”. Dom Włodarczyk disse que “através do testemunho devemos fazer nascer novos cristãos, especialmente entre aquelas irmãs e irmãos que estão batizados, mas que estão em alguma parte da periferia, perdidos, rebeldes”. “Maria, ajuda-nos a ser testemunhas diante deles: não se trata de uma questão moral, mas de compartilhar o que Cristo o Senhor fez por nós”, pediu. ANS informou que depois da oração do rosário e da procissão pelas ruas da cidade, os fiéis se dirigiram à basílica, onde o padre Chmielewski pregou antes da celebração da santa missa e da adoração eucarística. Essa última parte da iniciativa foi reservada aos membros que já pertencem aos Cavaleiros de Maria, “uma comunidade católica dedicada à formação dos homens como bons maridos e bons pais”. A Agência Salesiana de Informação destacou que esta comunidade organiza as procissões do rosário no primeiro sábado de cada mês, “dia que a Igreja tradicionalmente dedica ao Imaculado Coração de Maria”. “Em Bydgoszcz, a comunidade dos Cavaleiros de Maria reúne-se na paróquia de Nossa Senhora de Fátima no dia 13 de cada mês, enquanto na paróquia de São Marcos, animada pelos salesianos, o encontro é na primeira sexta-feira do mês. Atualmente, outros grupos locais também estão sendo formados”, acrescentou ANS. O movimento, que foi fundado em 2016 e tem são João Bosco como padroeiro, conta atualmente com mais de 6 mil membros na Polônia e está presente em outros 12 países europeus. Os Cavaleiros de Maria buscam “apoiar a vida de oração dos seus membros, a sua participação ativa nas comunidades paroquiais e a sua formação permanente na fé, seguindo o sistema preventivo de Dom Bosco”. Atualmente, têm um site , uma conta no Facebook e um canal no YouTube , onde sobem regularmente informação sobre convocatórias de oração. #Polônia

  • Os escândalos envolvendo um importante aliado papal, o Card. Maradiaga

    Já falamos há 3 anos sobre o cardeal Oscar Rodriguez Maradiaga, coordenador do Conselho de 9 cardeais (inicialmente 9, depois reduzido) que apóia o Papa Francisco nas reformas da Cúria. Após a publicação de um livro em inglês, algumas dúvidas ainda permanecem. Ele as colocou em seu artigo Phil Lawler, publicado na Catholic Culture . Aqui está o artigo em minha tradução. Mais de três anos se passaram desde que o auxiliar, vigário geral e braço direito do cardeal Maradiaga, bispo Juan José Pineda Fasquelle , renunciou após uma investigação sobre denúncias de má conduta sexual e financeira na arquidiocese de Tegucigalpa. , Em Honduras. Mais de três anos também se passaram desde que o próprio Cardeal Maradiaga celebrou seu 75º aniversário, e ele foi obrigado pelo direito canônico a apresentar sua renúncia ao Papa Francisco. Hoje o cardeal Maradiaga continua no cargo, não apenas como arcebispo de Tegucigalpa, mas também como presidente do Conselho dos Cardeais, o equivalente a um gabinete papal. Ele é um dos aliados mais confiáveis ​​do Papa, um dos prelados mais influentes do mundo. Ele aparentemente resistiu à tempestade de críticas que atingiu sua reputação alguns anos atrás; a renúncia de seu auxiliar parecia minar a energia dos investigadores. No entanto, algumas questões sérias continuam sem resposta. Essas questões são levantadas em Sacred Betrayals , um conto comovente escrito por Martha Alegria Reichmann de Valladares, amiga de longa data do cardeal que se tornou um crítico declarado. Publicado originalmente em espanhol, o livro foi publicado este ano pela Faithful Insight, em uma tradução de Matthew Cullinan Hoffman. A autora, Martha Reichmann, é viúva de Allejandro Valladares , que durante anos foi embaixador de Honduras junto à Santa Sé, tornando-se reitora do corpo diplomático do Vaticano. Valladares e Maradiaga são amigos íntimos há anos, visitando regularmente os escritórios e as casas uns dos outros. O embaixador afirmou com orgulho que suas pressões em Roma ajudaram a tornar Maradiaga o primeiro cardeal hondurenho. Nos dias que antecederam o conclave papal de 2013, Maradiaga passou horas na embaixada de seu país em Roma fazendo ligações para seus companheiros cardeais, supostamente incentivando o apoio ao futuro Papa Francisco. A amizade começou a se desgastar, porém, quando Maradiaga convenceu a família Valladares a investir pesado em um projeto que acabou sendo um desastre – e depois ignorou seus pedidos de ajuda. Martha Reichmann conta uma história de colapso financeiro e traição emocional. Mas tem mais. O cardeal também investiu no plano desastroso e uma análise mais detalhada de seus relatórios financeiros revelou alguns fatos surpreendentes. O cardeal havia recebido grandes pagamentos mensais da Universidade de Honduras e, embora os fundos fossem supostamente destinados à Igreja, não parece que tenham sido depositados em contas arquidiocesanas. O cardeal aparentemente investiu os fundos em empreendimentos financeiros europeus, em vez de em seu país faminto por dinheiro. Seu auxiliar, o bispo Pineda, recebeu US $ 1 milhão do governo , para o qual a arquidiocese não conseguiu fornecer um relatório contábil satisfatório. Na mesma época em que essas transações financeiras vieram à tona, um grupo de seminaristas em Honduras acusou o bispo Pineda de má conduta sexual , alegando ter “evidências irrefutáveis” de uma poderosa rede homossexual na arquidiocese. O furor [da mídia] que se seguiu desencadeou uma investigação do Vaticano e, embora os resultados dessa investigação permaneçam desconhecidos, o bispo Pineda renunciou em 2018 com a idade relativamente jovem de 58 anos. Mas o dólar parou aí? O cardeal arcebispo poderia ignorar a corrupção desenterrada em sua própria arquidiocese? Ele poderia ficar fora de controle por investir fundos do governo hondurenho no exterior, em esquemas questionáveis? O cardeal Maradiaga se recusou a responder a perguntas sobre seu envolvimento nos escândalos da arquidiocese. Quando Edward Pentin do National Catholic Register insistiu no assunto, o cardeal denunciou os repórteres como um “ assassino profissional ” – evocando memórias de um confronto anterior com repórteres em 2002, quando ele rejeitou relatos do escândalo emergente.“Perseguição da Igreja” por uma multidão da mídia “abertamente anticatólica” . O livro Sacred Betrayals argumenta que o cardeal Maradiaga abusou de seu poder, e o fez impunemente porque goza da proteção do Papa Francisco. Em um pontificado dedicado à reforma, sua presença à frente do círculo de conselheiros do Papa é uma anomalia. Ou é? Em um prefácio ao livro de Reichmann, o Arcebispo Carlo Maria Viganò pergunta retoricamente por que o Washington Post não entrevistou o autor, nem solicitou ao Vaticano mais informações sobre a investigação em Tegucigalpa, nem responsabilizou o Cardeal Maradiaga pelo escândalo. sua arquidiocese. Boas perguntas, essas, e não apenas para o Post. FONTE: Messalatino.it / Por Sabino Paciolla , 25 de outubro de 2021

  • Legalismo: a diocese de Francisco “proíbe” TODAS as liturgias pascais de Rito Romano

    Com um decreto de 7 de outubro, a diocese de Roma “proibiu” o Tríduo Pascal, todos os sacramentos e sacramentais exceto a Missa de acordo com o Rito Romano. Em 9 de novembro, o site MessaInLatino.it chama o ukaz de “a pior e mais restritiva implementação de Traditionis Custodes”. “Só poderia vir da diocese de Roma, que do coração do cristianismo se tornou o epicentro de uma guerra sem sentido contra a liturgia romana”. A Páscoa está “proibida” até mesmo na Paróquia Romana da Fraternidade de São Pedro (FSSP), na Basílica dos Santos Celsus e na Basílica Juliana confiada ao Instituto Cristo Rei (ICRSS), e nas outras igrejas onde se celebra a Missa Romana. Na rígida Igreja antirrigidez de Francisco e em seu pontificado julgador de Quem-Sou-Para-Julgar, o machado da “misericórdia” cai sobre aqueles que estão legitimamente ancorados na Tradição da Igreja, comenta MessaInLatino.it, acrescentando: “Tempos difíceis para o fiéis de Roma e além. Boa sorte… para Pachamama!” FONTE: GLORIA.TV #pachamama #RitoRomano #TraditionisCustodes #TRÍDUOPASCAL

  • Dom Viganò: “Cada um de nós hoje tem o privilégio de poder tomar partido sob as bandeiras de Cristo”

    Discurso de Monsenhor Carlo Maria Viganò na Conferência de Identidade Católica Guerra Santa: O Reinado de Cristo vs. A Grande Restauração De Roma a Davos: o dever de um católico de resistir Arcebispo Carlo Maria Viganò, núncio apostólico Greatest Reset : essa feliz expressão é emprestada do que ouvimos repetido há alguns anos pela elite globalista, a  Great Reset , que na mente de seus partidários deveria representar um grande recomeço, de fato, baseado em novos aspectos sociais e econômicos saldos. Portanto, não vou me alongar sobre o que é a  Grande Restauração , mas sobre o que a Maior Restauração deve ser  , ou seja, aquele “novo começo” que somente Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei e Senhor dos indivíduos e das nações, pode realizar. No Apocalipse de S. João Apóstolo ecoam as eternas e sagradas palavras do Verbo Encarnado: « Ecce nova facio omnia », « Eis que faço novas todas as coisas » (Ap 21, 5). Portanto, quando falamos de  Greatest Reset , estamos nos referindo à manifestação da onipotência de Deus, o desdobramento de Sua mão direita, a derrota de Seus inimigos. Nós, por nossa parte, respondemos a estas palavras com o lema de São Pio X: “ restaura todas as coisas em Cristo ”, extraído da Carta de São Paulo aos Efésios: “ Reunindo a ordenada plenitude dos tempos em Cristo todas as coisas: os que estão nos céus e os que estão na terra ”(Ef 1,10). Mas se é nosso dever recapitular tudo em Cristo, para que Ele faça novas todas as coisas, então é necessário que entendamos em todas as suas evidências dramáticas o que está acontecendo ao nosso redor, que reconheçamos a matriz intrinsecamente perversa da ideologia por trás do farsa pandêmica e, sobretudo, que percebamos a impossibilidade de ceder a qualquer compromisso com os inimigos de Cristo, da Igreja e do gênero humano. Recapitule todas as coisas em Cristo: Nele, que é Alfa e Ômega, princípio e fim, tudo deve encontrar sua origem, seu desenvolvimento e sua realização. Uma oração do Missal vem à mente: ” Actiones nostras, quæsumus, Domine, aspirando præveni et adjuvando prosequere, ut cuncta nostra operatio a te sempre incipiat, et per te coepta finiatur” Na prosa límpida do latim encontramos a inspiração inicial, a ajuda na execução, o início e o fim de cada ação nossa em Deus resumida. Se olharmos para a maneira como a Grande Restauração  e a farsa pandêmica foram conduzidas  , veremos que nada do que foi realizado pelos globalistas é inspirado pelo bem; pelo contrário, vemos que o que inspira sua ação criminosa é o ódio teológico a Deus Criador e Salvador; o que permite a propagação da fraude global são mentiras, chantagem, engano e corrupção; tudo para eles começa e acontece em nome da morte, da doença, do terror. É o caos infernal que se opõe ao cosmos divino, a desordem que se opõe à ordem, o bem contra o mal. A marca do  Great Reset é a aversão de Satanás pela obra maravilhosa da Criação e ainda mais pelo milagre da Redenção: aquele que é um assassino desde o início e que está condenado para a eternidade por causa de sua rebelião contra a Majestade de Deus, é desencadeado para arrastar tantos almas quanto possível com ele para o Inferno, como um gesto de desgraça e insulto àquele Deus, que ” amou o mundo de tal maneira que deu o Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna“(Jo 13, 16). A inveja e o orgulho movem a obra do diabo e de seus servos, para espalhar na terra aquela tirania infernal que é uma pálida antecipação dos tormentos da eternidade. Inveja da graça que uma criatura feita de alma e corpo pudesse ter movido a Santíssima Trindade à compaixão, a tal ponto que o Verbo Eterno se fez homem como nós, tomou nossa carne mortal, para nos tornar participantes de Sua divindade, como um de as orações do Ofertório : ” ejus divinitatis esse consortes, qui humanitatis nostrae fieri dignatus est particeps ” . O grito orgulhoso e infeliz de Lúcifer responde ao gesto de admirável humildade do Filho de Deus. The  Greatest Reset  é muito certo e ontologicamente necessário: os portões do Submundo não prevalecerão. O cristão não acredita em duas divindades opostas, de acordo com a visão maniqueísta dos seguidores da Nova Ordem Mundial e da Maçonaria. Não existe um bom “deus” – Satanás – que traz luz ao homem após séculos de obscurantismo e superstição, e não existe nenhum mau “deus” – o Deus bíblico – que cruelmente semeia a morte e a dor na humanidade. Esta é a doutrina esotérica das seitas que inspiram a ideologia globalista, uma doutrina herética e blasfema que é repugnante à razão antes mesmo da fé. O cristão sabe que a onipotência de Deus derrotará os ímpios ” com o sopro de seus lábios»(Is 11: 4), e que a ação do diabo é permitida pelo Senhor para punir os ímpios e colocar os bons à prova. Portanto, não temos por que temer o epílogo dessa batalha de uma época, porque Deus não mente nem pode enganar a si mesmo. Mas até o dia do triunfo de Nosso Senhor sobre Satanás, quantas perseguições, quantas dores, quantas vítimas caem nas fileiras dos bons! E quantas lágrimas são derramadas pelos pais pelo destino dos seus filhos, pelos filhos pelos seus pais, pelos velhos que vêem a morte como uma libertação, pelos jovens que enfrentam com angústia o futuro sombrio e ameaçador que os espera! Estamos nesta fase, que não é mais transitória, mas que ainda não atingiu o epílogo que todos esperamos e acreditamos. Uma fase na qual o reinado do Anticristo está sendo estabelecido com a cooperação de todas as instituições mundiais: governantes, magistrados, forças policiais, médicos, jornalistas, eclesiásticos. “Dixit insipiens em corde sua: Non est Deus. Corrupti sunt, et abominabiles facti sunt in studiis suis; non est qui faciat bonum, non est usque ad unum “(Sl 14,1 ). Todos agem e se comportam não apenas como se Deus não existisse, mas em guerra aberta contra Cristo e a Igreja. Eles são todos corruptos e fazem coisas abomináveis, não há quem faça o bem … Porém, se com o Salmista deploramos esta ruína que nos assedia, esta maldade opressora que tenta nos impedir de fazer o bem e quer nos obrigar a o mal – inclusive sujeitando a nós mesmos e nossos filhos ao soro do gene – no entanto, há muitas almas que não se rendem à chantagem, que lutam o bom combate, o ” bonum certamen“(2Tm 4, 7) de que fala o Apóstolo precisamente em referência aos tempos da grande apostasia:” Chegará o dia, de facto, em que já não será suportada a sã doutrina, mas, devido à vontade de ouvir algo , homens se cercarão de mestres de acordo com seus desejos, recusando-se a ouvir a verdade para recorrer aos contos de fada. Porém, vigia com atenção, sabe suportar o sofrimento, completa a tua obra de arauto do evangelho, cumpre o teu ministério ”( ibid ., 3). Mestres de acordo com seus desejos: clérigos e prelados que pregam heresias e usam sua autoridade para induzir os fiéis a serem vacinados; médicos e especialistas que negam a verdadeira ciência por notoriedade e ganhos; políticos e governantes que não perseguem o  bonum commune mas obedecem a poderes supranacionais e poderes financeiros; magistrados e forças policiais escravizados ao regime totalitário; jornalistas que se prostituem descaradamente, falsificando a realidade, censurando a verdade, criminalizando os dissidentes. Certamente não podemos dizer que não fomos avisados: “ Pois então haverá uma grande tribulação, como nunca aconteceu desde o início do mundo até agora, e nunca haverá novamente. E se aqueles dias não fossem encurtados, nenhum ser vivo seria salvo; mas por causa dos eleitos, esses dias serão abreviados. Portanto, se alguém lhe disser: Eis que o Cristo está aqui, ou: Ele está ali, não acredite. Na verdade, falsos cristos e falsos profetas surgirão e farão grandes portentos e milagres, de modo a enganar, se possível, até mesmo os eleitos. Eis que já vos predisse ”(Mt 24,21-24). Quantos falsos cristos e falsos profetas ao nosso redor! Quantos presságios e milagres, graças às decepções da grande  mídia e para a mentira que se tornou a norma! E quantos escolhidos enganados, quantos católicos que se deixaram seduzir por uma decepção colossal, depois de décadas de concessões e cedências, todos voltados indiscriminadamente para a prossecução desta ” grande tribulação “, para o estabelecimento da Nova Ordem através a  Grande Restauração  e sob o pretexto de uma falsa pandemia! Mas os presságios de Satanás não duram, assim como não dura a imunidade da vacina com a qual queremos dizimar a população mundial, submetendo os sobreviventes a uma ditadura infernal e desumana. E os eleitos podem abrir os olhos, usar o próprio raciocínio e as admoestações da Sagrada Escritura para reconhecer a obra do Inimigo, denunciá-la, descobrir seus planos, revelar seus cúmplices. E antes mesmo, entender o que está acontecendo, enquadrá-lo em uma chave sobrenatural e escatológica, combatê-lo com as armas mais eficazes. Nosso dever, neste momento histórico, é lutar contra o “ bonum certamen ” para adquirir aqueles méritos diante de Deus, que podem induzi-lo a encurtar o tempo da tribulação: “ E se aqueles dias não fossem abreviados, nenhum vivente se salvaria ; mas por causa dos eleitos, esses dias serão abreviados ”(Mt 24:22). O resultado da batalha, como eu disse, é muito certo e inexorável; mas a duração da perseguição depende de nós, ” por causa dos eleitos” Depende do nosso testemunho de Fé e da corajosa defesa da Verdade, quer seja ameaçada por um argentino que acusa um Cardeal de ser “negador”, quer que queira impedir a celebração da Missa Católica; seja ameaçada por virologistas corruptos ou por políticos escravizados pela elite globalista; seja silenciado pelo jornalista do regime ou negado pelo intelectual conservador. Cada um de nós hoje tem o privilégio de poder tomar partido sob as bandeiras de Cristo: “Para o resto, obtenha força do Senhor e a força de seu poder. Vista a armadura de Deus, para poder resistir às ciladas do diabo. Na verdade, nossa batalha não é contra criaturas feitas de sangue e carne, mas contra os Principados e Poderes, contra os governantes deste mundo de trevas, contra os espíritos malignos que vivem nas regiões celestes. Portanto, tome a armadura de Deus, para que você possa suportar no dia mau e permanecer de pé depois de passar todas as provas. Sede firmes, pois, cingidos os quadris com a verdade, vestidos com a couraça da justiça e tendo como sapato o zelo pela pregação do evangelho da paz. Sempre segure o escudo da fé em suas mãos, com o qual você será capaz de extinguir todos os dardos inflamados do maligno;»(Ef 6, 10-20). São Paulo usa uma metáfora militar que me parece perfeitamente adequada ao momento presente. Ele nos exorta a lutar, avisando-nos de que não se trata de um conflito humano, mas de uma batalha ” contra os Principados e os Poderes, contra os governantes deste mundo de trevas, contra os espíritos malignos que vivem nas regiões celestes ” ( ibid. ., 12). É aqui que a Greatest Reset realmente começa . Começa quando cada um de nós se dá conta de que não somos um espectador silencioso ou um observador desarmado da carnificina que está ocorrendo, mas um precioso soldado de um exército que deve sua força Àquele que o comanda e Àquele que o guia : nós podemos ser pobres pecadores e cheios de defeitos; mas se não respondermos à nossa vocação de cristãos, de “soldados de Cristo”, como nos tornamos com a unção da Confirmação; se aceitarmos de maneira supina a violência e a opressão tanto dos falsos pastores que infestam o redil do Senhor, quanto dos traidores que ocupam as instituições públicas, também evitamos a oportunidade que a Providência nos concede de fazer parte da vitória de Cristo. Uma vitória que existirá de qualquer maneira, e que será tão deslumbrante e milagroso a ponto de derrotar definitivamente Satanás e seus servos; mas tenha cuidado! – será uma vitória em que os desertores e os emboscados não terão parte, enquanto serão condenados por aqueles que lutaram e pelo próprio Deus, que pronuncia uma terrível sentença sobre eles: “Vou vomitar você da minha boca ”(Ap 3:16 ). Enquanto para aqueles que participaram da batalha, orgulhosamente alinhando-se ao lado de seu Senhor, Ele diz: ” Quem vencer, eu o farei sentar ao meu lado no meu trono, assim como eu também venci e sentei com meu Pai em seu trono. “( ibidem , 21). Vamos, portanto, trabalhar para encurtar os dias da Tribulação e garantir que a  Maior Reinicialização é percebido logo, pondo fim à tirania desta seita de possuídos escravizados ao maligno. Vamos fazê-lo treinando-nos como atletas da Fé no exercício das virtudes e no crescimento espiritual, mantendo-nos sempre na Graça de Deus. Façamos orando pelos nossos irmãos, pelos nossos Superiores eclesiásticos e civis, pelos nossos inimigos: que o Senhor toque seus corações e os induza ao arrependimento, fazendo-os denunciar as pressões e chantagens a que foram submetidos e os nomes dos responsáveis. Façamo-lo a dizer a verdade, sem respeito humano, sem ceder e sem nos deixar intimidar: apelo sobretudo a quem tem cargos de responsabilidade e que possa trazer à luz a rede de enganos, crimes e conflitos de interesses que tornou esta possível trama planetária escandalosa. Se cada um de nós se fizer tabernáculo da Santíssima Trindade e trono de Cristo Rei, as sociedades em que viveremos – tanto os negócios públicos como a Igreja – poderão também inclinar-se perante Nosso Senhor, porque assim o faremos. seja o fermento que faz a massa (Gal 5, 9), a luz do mundo (Mt 5, 14) e o sal da terra (Mt 5, 13). Que este seja o início da verdadeira  Grande Restauração  que invocamos à Divina Majestade, por intercessão de nossa Santíssima Mãe, Medianeira de todas as Graças e Auxiliadora. E assim seja. + Carlo Maria Viganò, como bispo FONTE: DUC IN ALTUM #MonsenhorCarloMariaViganò

  • Somos do cidadãos do Céu e estamos temporariamente no mundo

    “Minha filha, não temas, Eu te criei no mar, e quem vive no mar não se entende da terra. Se se quisesse perguntar aos peixes como é a terra, como são seus frutos, as plantas, as flores, se tivessem razão responderiam: ‘Nós nascemos no mar, vivemos no mar, a água nos nutre, e se os demais ficassem afogados nele, nós nos movemos nele e ele nos dá a vida, e se aos demais seres lhes congelaria o sangue nas veias, a nós nos dá o calor, o mar é tudo para nós, nos serve de quarto, de cama, passeamos nele, somos os únicos seres afortunados que não devemos nos fatigar para encontrar o alimento; o que queremos, tudo está pronto a nossa disposição, assim podemos falar do mar, não da terra; a água nos serve para tudo e nela encontramos tudo’. Mas se em troca lhes perguntasse aos pássaros, estes responderiam: ‘Conhecemos as plantas, a altura das árvores, as flores, os frutos; diriam quantas fadigas passam para encontrar uma semente para alimentar-se, um esconderijo para proteger-se do frio, da chuva’ Semelhança do mar é para quem vive em minha Vontade; semelhança da terra é para quem caminha pelo caminho das virtudes. Por isso, vivendo tu no mar da minha vontade, não é de admirar que só a minha Vontade te baste para tudo; se a água serve e faz tantos ofícios diversos aos peixes: de alimento, de calor, de cama, de habitação, de tudo, muito mais o pode fazer e de modo mais admirável a minha Vontade, aliás, na minha Vontade as virtudes são no grau mais heroico e divino. Minha Vontade absorve tudo e liquefaz tudo em Si, e a alma fica absorvida em minha Vontade, dela se alimenta, nela caminha, só a Ela conhece e lhe basta para tudo, pode-se dizer que entre todas as criaturas é a única afortunada que não deve mendigar um pão, não, mas a água de minha Vontade a inunda por cima, por baixo, à direita, à esquerda, e se quiser o alimento come, se quiser a força a encontra, se quiser dormir encontra a cama mais suave para descansar; tudo está pronto e à sua disposição”. Dos escritos da Serva de Deus Luísa Piccarreta (28/09/1921) #divinavontade #divinavontadenobrasil #divinavontadeoficial #luisapiccarreta

  • A paz é a primavera da alma

    (Jesus à Luísa:) “Minha filha, o que há? Vejo em ti um humor e uma sombra que te tornam ao contrário de Mim e quebram a corrente da bem-aventurança que entre Mim e ti quase sempre existiu. Tudo é paz em Mim, por isso não suporto em ti sequer uma sombra que possa obscurecer tua alma. A paz é a primavera da alma. Todas as virtudes florescem, crescem e sorriem, como as plantas e as flores aos raios do Sol na primavera, que dispõem toda a natureza a produzir o seu fruto. Se não fosse pela primavera, que com seu sorriso encantador sacode as plantas da dormência do frio e veste a terra com um manto florido, que chama a todos com seu doce encanto a admirá-la, a terra ficaria horrível e as plantas acabariam murchando. Então, a paz é o sorriso divino que sacode a alma de toda dormência, como a primavera celestial sacode a alma do frio das paixões, das fraquezas, das negligências etc., e com seu sorriso faz surgir, mais que campo florido, todas as flores e faz crescer todas as plantas, entre as quais o Agricultor Celestial se compraz em passear e colher os frutos, para fazer deles seu alimento. Assim, a alma pacífica é meu jardim, no qual me deleito e me entretenho. A paz é luz, e tudo o que a alma pensa, fala e faz, é luz que ela emite e o inimigo não pode aproximar-se dela porque se sente golpeado, ferido e ofuscado por esta luz, e para não ficar cego é forçado a fugir. A paz é domínio, não só de si mesmo, mas dos demais. Assim, diante de uma alma pacífica todos ficam, ou conquistados, ou confusos e humilhados. Por isso, ou se deixam dominar, permanecendo como amigos, ou se vão, confusos e incapazes de sustentar a dignidade, a imperturbabilidade, a doçura de uma alma que possui a paz. Mesmo os mais perversos sentem o poder que essa alma contém. É por isso me glorio tanto em me fazer chamar Deus da Paz, Príncipe da Paz. Não há paz sem Mim; só Eu a possuo e a dou aos meus filhos como a filhos legítimos, os quais ficam vinculados como herdeiros de todos meus bens. O mundo, as criaturas, não têm esta paz, e o que não se tem não se pode dar; no máximo podem dar uma paz aparente, que os atormenta por dentro, uma paz falsa, que contém uma bebida venenosa, e este veneno entorpece os remorsos da consciência e a conduz ao reino do vício. Portanto, a verdadeira paz sou Eu, e quero te manter à sombra de minha paz, para fazer com que jamais seja perturbada, e a sombra de minha paz, como luz ofuscante, possa manter longe de ti qualquer coisa, ou qualquer um que queira obscurecer a tua paz”. Dos escritos da Serva de Deus Luísa Piccarreta (18 de dezembro de 1921) #divinavontade #divinavontadeoficial #livrodocéu #luisapiccarreta

  • PORQUE O PENSAMENTO DE KANT ESTÁ NA BASE DOS TOTALITARISMOS CONTEMPORÂNEOS – Michele Biancardi

    Kant destrói a metafísica: a realidade pode ser conhecida como aparece e não como realmente é. Portanto, não é mais possível conhecer a verdade. Essa convicção kantiana, levada ao plano jurídico, conduz ao chamado positivismo jurídico: a legitimidade da lei não está mais em seu conteúdo, mas em sua processualidade. Assim, o que é legítimo é o que é posto pela vontade, não o que é evidente à razão. Pode ser a vontade de um Estado ou da maioria. O que dá na mesma. Diz João Paulo II em Veritatis Splendor , no número 101: “Uma democracia sem valores se converte facilmente em um totalitarismo aberto ou sutil, como mostra a história”. “ http://itresentieri.it/in-poche-parole-ti-spieghiamo-perche-il-pensiero-di-kant-e-alla-base-dei-totalitarismi-contemporanei/

  • DEVEMOS NOS CONFESSAR COM QUÊ FREQUÊNCIA?

    Como é triste perceber que os católicos já não reconhecem a necessidade da Confissão. Cada vez mais as procissões para receber a Sagrada Comunhão estão maiores, enquanto as filas dos confessionários são cada vez mais raras. Por falta de quem os lembre, esqueceram que para receber o Santíssimo Corpo de Deus é necessário primeiro preparar o interior para receber o Rei dos Reis. Sendo a confissão o sacramento que nos purifica do pecado, garantindo assim nosso ingresso no Céu, qual seria a frequência ideal para recorrermos a este augusto sacramento? Discípulo. — E agora, Padre, tenha a bondade de me dizer: com que freqüência é bom chegar-se à Confissão? Mestre. — Com a máxima freqüência possível. Os Santos foram os primeiros a dar-nos o exemplo, tanto que pode parecer exagero a freqüência com a qual se chegavam à Confissão. Citarei alguns deles: São Francisco no seu regulamento de vida, escrevia: Confessar­me-ei de dois em dois e, no máximo, cada três dias. São Vicente de Paula confessava-se duas vezes por semana, São Felipe Néri um dia sim e outro não, e o mesmo queria que fizessem os seus religiosos. São Vicente Ferrer, São Carlos Borromeu, Santo Inácio de Loiola, São Luiz Bertrando, Santo André Avelino e muitos outros se confessavam diàriamente. — Mas, Padre, isso é exagero; talvez o fizeram por passatempo ou por escrúpulo. — Nada disso. Todos eles eram trabalhadores, bem longe estavam, de se deixarem dominar pelos escrúpulos. Faziam-no para se manterem numa grande pureza de consciência, e para poderem gozar das inúmeras vantagens deste Sacramento. São Leonardo de Porto Maurício, o infatigável apóstolo italiano, depois de ter tido o belo hábito de se confessar diariamente com constância, chegando aos quarenta e dois anos, pensou em duplicar a dose e escreveu no seu regulamento particular: “De agora em diante confessar-me-ei duas vezes por dia, para aumentar a graça que espero tornar maior com uma única confissão do que com muitas boas obras, de qualquer espécie”. — Padre, creio que aqui podemos aplicar provérbio: o apetite vem comendo! — É mesmo! Quando se trata de confissão freqüente é assim mesmo. Felizes daqueles que sentem essa fome e essa sede espiritual, enquanto que aqueles que ficarem afastados morrerão de inanição. — Diga-me, Padre, esses Santos usavam esse remédio divino só para uso próprio? — Pelo contrário! Inculcavam-no constantemente nos outros, e se tornavam seus dispenseiros generosos à custa dos maiores sacrifícios. S. Felipe Néri costumava pregar que, se ele estivesse com um pé no Paraíso, e se alguém o chamasse para confessar, teria voltado para ouvi-lo. Santo Antônio pregava ao seu povo: Mesmo que eu esteja descansando venham, batam a porta, acordem-me para que eu os possa confessar. São Francisco de Sales interrompeu uma viagem para confessar um pobre velho. Quê direi então do Beato Sebastião Volfré, do Beato Cafasso, São João Borco e outros tantos sacerdotes que passavam noites inteiras no confessionário, até mesmo nos hospitais e nas prisões? — Isto prova que a confissão é tudo, não é Padre? — Justamente! É com isto que conseguiam sanear cidades e nações corrompidas pelos maus costumes. É por este ministério que se distinguem os verdadeiros artífices do Evangelho. — Quanto a mim, Padre, quanto mais eu me confesso, pior eu fico… tenho sempre mais defeitos. — Isso não é verdade! São defeitos que você já tinha e não conhecia. A confissão o ilumina para que você os deteste, os combata e os corrija. “Cada absolvição, diz-nos o admirável Santo que foi S. Francisco de Sales, cada absolvição é um novo sol que ilumina a câmara escura da consciência”. — Se assim é, todo o cristão devia chegar-se a confissão o mais possível. Todavia não haverá uma regra para as diversas classes de pessoas? M.— Há sim; e é esta: Para viver uma “vida cristã” basta confessar-se tantas vezes quantas forem necessárias para evitar o pecado mortal, porque com o pecado mortal, nossa alma está morta, e não somos filhos nem apóstolos de Jesus. Para levar uma vida piedosa, o mínimo que podemos fazer é ao menos uma confissão por mês, digo ao menos porque, podendo, seria preferível que nos confessássemos mais a miúdo, não deveríamos conciliar uma devoção sincera com a negligência de um tal meio de santificação. Para almas realmente fervorosas, que aspiram a uma união íntima com Deus, é indispensável a Confissão semanal, pois que a confissão é não só o remédio, mas também um fortificante, e precisamos freqüentá-la com curtos intervalos de tempo, afim de que o seu efeito não sofra interrupções. Leia também PECADO MORTAL – O OBSTÁCULO PARA NOSSA SALVAÇÃO — Padre, o que vem a ser essa união íntima com Deus? — É o que os teólogos chamam de “vida íntima”, o Santo Vianney, cura de Ars, a descreve assim: “A vida interior é um banho de amor no Sangue de Jesus Cristo no qual a alma mergulha e fica como afogada. Deus sustém estas almas como uma mãe sustém a cabeça de seu filho entre as mãos para cobri-la de beijos e carícias”. — Como são felizes essas almas! E a confissão semanal é necessária para elas? — É, e não devemos deixá-la por negligência porque todos os outros meios não seriam bastantes sem constância na confissão. — Padre, não seria bom se nos confessássemos até mais de uma vez por semana, como os Santos? — Tratando-se de sacerdotes, respondo afirmativamente, segundo o conselho e a prática dos Santos. Sendo eles os dispenseiros quotidianos do Sangue de Jesus Cristo na confissão, quem ousaria limitar-lhes o uso? Leia também Exame de Consciência é o primeiro passo para uma boa Confissão Tratando-se de outras pessoas, contanto que não estejam em estado de pecado mortal, a melhor regra é a de se confessarem uma vez por semana. — Por quê? — Porque uma longa experiência nos mostrou de perto que, salvo poucas exceções, a confissão mais freqüente que de oito em oito dias, principalmente quando se trata de mulheres, não forma almas santas, ruas as torna escrupulosas e egoístas. Quem sentir maior desejo de absolvição recorra à absolvição espiritual. — Absolvição espiritual?!… Eu nunca ouvi falar nisso, Padre. — Entretanto, assim como há a Comunhão espiritual há também a absolvição espiritual. Nem isso deve causar-lhe admiração: se a “contrição perfeita” com o desejo da confissão, é capaz de cancelar da nossa alma os pecados mortais, também pode certamente produzir o mesmo efeito com os veniais. — Assim, não é só uma absolvição por semana que podemos obter, mas quantas quisermos, mesmo mais de uma por dia? — Justamente! — Mas, se estivermos em estado de pecado mortal e se houver possibilidade de nos confessarmos? — Então vão se confessar quantas vezes for necessário, e o mais cedo possível, quanto a mim, devo dizer que sempre me arrependi todas as vezes que adiei a confissão. Até bom que ponham em prática a conselho de São Felipe Néri e do seu digno imitador D. Bosco: “Nunca te vás deitar para dormir com um pecado mortal na alma”. Leia também A Igreja permite a Confissão Comunitária? Monsenhor de Ségur conta que um menino tinha justamente prometido a Jesus que nunca haveria de ir dormir com pecado na alma. Ora, aconteceu que, tendo ele um dia cometido um pecado, quis cumprir a promessa. Apesar de ser já noite, criou coragem, foi confessar-se e voltou agradecendo a Deus de coração pelo que fizera. Bom para ele Assim que se deitou adormeceu e, dormindo sonhou com Jesus e Maria Santíssima; ouviu as melodias celestiais e voou, voou pelo espaço infinito do Paraíso. De manhã, sua mãe, vendo que ele demorava muito para se levantar, foi acordá-lo; chamou-o e ele não respondeu, sacudiu-o e ele não se mexeu. Estava morto! E, no seu rosto, cândido como um lírio brilhava a auréola dos santos! — Feliz criança! A confissão livrou-a do pecado e do inferno. — Justamente! Podemos pois chegar à conclusão de que, se a confissão é muitas vezes penosa, o seu fruto é sempre doce e suave, que a inocência, a castidade, a felicidade, o dever, a vida cristã e por conseguinte a verdadeira alegria e a paz, são frutos da confissão freqüente; que da mão direita do confessor, derivam sempre vantagens infinitas; que ela é um meio poderoso de educação e que podemos temer tudo da parte de quem não se confessa. Leia também “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!” Um ministro inglês, desejando conhecer Dom Bosco, do qual tanto ouvia falar, e, para aprender o seu método de educação, foi para Turim e pediu licença para visitar o Oratório Salesiano, Dom Bosco acolheu-o com benevolência e acompanhou-o na visita daquela casa enorme. A maravilha do ministro aumentava à medida que atravessava laboratórios e repartições, e ele elogiava a ordem e a disciplina perfeita que ali reinava. Mas quando foi introduzido na sala enorme, onde estudavam, com a máxima seriedade, e no meio do mais perfeito silêncio, mais de quinhentos jovens, vigiados somente por dois seminaristas, a surpresa transformou-se em estupor e, virando-se para D. Bosco exclamou: — Senhor Abade, não sabe que isto é um espetáculo magnífico? Diga-me, por favor, qual é o seu segredo para obter tanto silêncio e tanta disciplina? — Senhor Ministro, respondeu Dom Bosco, o meu segredo não serve para os senhores. — E por quê? — Porque pertence aos católicos, e os senhores são protestantes. O meu segredo é a confissão freqüente e semanal. — Sendo assim, falta-nos realmente esse poderoso meio de educação; mas não o poderíamos suprir por outros? — Eh! não! Quando não se usa esse elemento de religião, é preciso recorrer à bengala. — Então, Padre, ou bem a religião, ou bem a bengala? — Sim, ou religião ou bengala. — Muito bem, muito bem! Ou religião, ou bengala: compreendo, quero contar isso em Londres. Ângelo Brofferio, grande advogado e insigne poeta piemontês, tendo perdido a velha e fiel criada, tomou a seu serviço uma moça de vinte anos, natural de Castelnuovo Calces, sua pátria. Depois de poucos dias, a empregada chega-se ao patrão, e chorando lhe diz: — Desculpe-me, patrão, mas eu não posso continuar trabalhando para o senhor. — Por quê? — Porque o senhor não é muito de Igreja e naturalmente não me deixará assistir à Missa nos dias de festa e nem tão pouco que eu me confesse. — E quem foi que lhe disse isso? — Todos o dizem, fornecedores e inquilinos. — Pois bem, você ficará trabalhando aqui e irá a missa todas as manhãs e irá confessar-se todos os domingos, porque acho que tudo se pode esperar de quem se confessa. — Então, Padre, mesmo os que não são católicos praticantes acreditam na confissão e a exaltam? — É justamente o que acontece! — Mas por quê não fazem uso dela então? — Porque têm medo de serem vencidos por ela. Eles sabem muito bem que a confissão é a varinha mágica, o anel encantado que faz prodígios, sabem que seria a alavanca poderosa que os levantaria acima dos vícios nos quais estão submersos, e justamente por isso a exaltam, mas fogem dela. — Coitados! São como os doentes que se recusam a sarar de pena de deixar o hospital. — Aqui, porém, não se trata de hospital, mas do perigo, da quase certeza de uma morte má, de um inferno eterno. Falando nisso, lembro-me da anedota do menino teimoso: Dois irmãozinhos foram mandados à escola para aprender a ler. O professor recebeu­os com carinho e, começou pelo primeiro, fazendo-o repetir o alfabeto. Quando o pequeno acabou, elogiou e lhe deu um prêmio pela lição bem recitada. Preparou-se em seguida para fazer o mesmo com o segundo, e, com o livro na mão disse-lhe: “Vamos, agora é a sua vez”. O rapazito olhou de esguelha para o professor e não abriu a boca. “Vamos diga a, você quer que pensem que seu irmão é mais aplicado do que você”? Será que é tão custoso dizer: a? O menino continuou mudo. “Por favor, não me faça perder a paciência, do contrário, logo no primeiro dia as coisas acabarão mal”. Foi tudo inútil: nem prêmios, nem ameaças, nem promessas, nem castigos, conseguiram induzir o cabeçudo a proferir uma única sílaba. Mais tarde, quando interrogado pelos colegas sobre a razão de teima, explicou: “Se eu disser a, tenho que dizer b e depois c e aprender a ler, e a escrever, e depois vem a gramática e outras tantas complicações de ciências, e essa embrulhada não acabará senão no fins de muitos anos”. — Ah! que espertalhão. Nem queria começar para não ter que continuar! — É assim mesmo! E no nosso caso então! Quantos são aqueles para os quais é um aborrecimento começar a viver como bons cristãos, pela simples e única razão que, uma vez começado, é preciso continuar. E assim os coitados, vivendo numa espécie de Paraíso aqui na terra, deverão, depois de poucos anos, apresentar-se diante de Deus com as mãos vazias, e, o que ainda é pior, com a alma carregada de pecados, de remorsos e talvez até de escândalos, pelos quais serão condenados eternamente! Confessai-vos bem – Pe. Luiz Chiavarino Continue lendo De quanto em quanto tempo nós católicos precisamos nos confessar? #FormaçõesCatólicas

  • DEVEMOS NOS CONFESSAR COM QUÊ FREQUÊNCIA?

    Como é triste perceber que os católicos já não reconhecem a necessidade da Confissão. Cada vez mais as procissões para receber a Sagrada Comunhão estão maiores, enquanto as filas dos confessionários são cada vez mais raras. Por falta de quem os lembre, esqueceram que para receber o Santíssimo Corpo de Deus é necessário primeiro preparar o interior para receber o Rei dos Reis. Sendo a confissão o sacramento que nos purifica do pecado, garantindo assim nosso ingresso no Céu, qual seria a frequência ideal para recorrermos a este augusto sacramento? Discípulo. — E agora, Padre, tenha a bondade de me dizer: com que freqüência é bom chegar-se à Confissão? Mestre. — Com a máxima freqüência possível. Os Santos foram os primeiros a dar-nos o exemplo, tanto que pode parecer exagero a freqüência com a qual se chegavam à Confissão. Citarei alguns deles: São Francisco no seu regulamento de vida, escrevia: Confessar­me-ei de dois em dois e, no máximo, cada três dias. São Vicente de Paula confessava-se duas vezes por semana, São Felipe Néri um dia sim e outro não, e o mesmo queria que fizessem os seus religiosos. São Vicente Ferrer, São Carlos Borromeu, Santo Inácio de Loiola, São Luiz Bertrando, Santo André Avelino e muitos outros se confessavam diàriamente. — Mas, Padre, isso é exagero; talvez o fizeram por passatempo ou por escrúpulo. — Nada disso. Todos eles eram trabalhadores, bem longe estavam, de se deixarem dominar pelos escrúpulos. Faziam-no para se manterem numa grande pureza de consciência, e para poderem gozar das inúmeras vantagens deste Sacramento. São Leonardo de Porto Maurício, o infatigável apóstolo italiano, depois de ter tido o belo hábito de se confessar diariamente com constância, chegando aos quarenta e dois anos, pensou em duplicar a dose e escreveu no seu regulamento particular: “De agora em diante confessar-me-ei duas vezes por dia, para aumentar a graça que espero tornar maior com uma única confissão do que com muitas boas obras, de qualquer espécie”. — Padre, creio que aqui podemos aplicar provérbio: o apetite vem comendo! — É mesmo! Quando se trata de confissão freqüente é assim mesmo. Felizes daqueles que sentem essa fome e essa sede espiritual, enquanto que aqueles que ficarem afastados morrerão de inanição. — Diga-me, Padre, esses Santos usavam esse remédio divino só para uso próprio? — Pelo contrário! Inculcavam-no constantemente nos outros, e se tornavam seus dispenseiros generosos à custa dos maiores sacrifícios. S. Felipe Néri costumava pregar que, se ele estivesse com um pé no Paraíso, e se alguém o chamasse para confessar, teria voltado para ouvi-lo. Santo Antônio pregava ao seu povo: Mesmo que eu esteja descansando venham, batam a porta, acordem-me para que eu os possa confessar. São Francisco de Sales interrompeu uma viagem para confessar um pobre velho. Quê direi então do Beato Sebastião Volfré, do Beato Cafasso, São João Borco e outros tantos sacerdotes que passavam noites inteiras no confessionário, até mesmo nos hospitais e nas prisões? — Isto prova que a confissão é tudo, não é Padre? — Justamente! É com isto que conseguiam sanear cidades e nações corrompidas pelos maus costumes. É por este ministério que se distinguem os verdadeiros artífices do Evangelho. — Quanto a mim, Padre, quanto mais eu me confesso, pior eu fico… tenho sempre mais defeitos. — Isso não é verdade! São defeitos que você já tinha e não conhecia. A confissão o ilumina para que você os deteste, os combata e os corrija. “Cada absolvição, diz-nos o admirável Santo que foi S. Francisco de Sales, cada absolvição é um novo sol que ilumina a câmara escura da consciência”. — Se assim é, todo o cristão devia chegar-se a confissão o mais possível. Todavia não haverá uma regra para as diversas classes de pessoas? M.— Há sim; e é esta: Para viver uma “vida cristã” basta confessar-se tantas vezes quantas forem necessárias para evitar o pecado mortal, porque com o pecado mortal, nossa alma está morta, e não somos filhos nem apóstolos de Jesus. Para levar uma vida piedosa, o mínimo que podemos fazer é ao menos uma confissão por mês, digo ao menos porque, podendo, seria preferível que nos confessássemos mais a miúdo, não deveríamos conciliar uma devoção sincera com a negligência de um tal meio de santificação. Para almas realmente fervorosas, que aspiram a uma união íntima com Deus, é indispensável a Confissão semanal, pois que a confissão é não só o remédio, mas também um fortificante, e precisamos freqüentá-la com curtos intervalos de tempo, afim de que o seu efeito não sofra interrupções. Leia também PECADO MORTAL – O OBSTÁCULO PARA NOSSA SALVAÇÃO — Padre, o que vem a ser essa união íntima com Deus? — É o que os teólogos chamam de “vida íntima”, o Santo Vianney, cura de Ars, a descreve assim: “A vida interior é um banho de amor no Sangue de Jesus Cristo no qual a alma mergulha e fica como afogada. Deus sustém estas almas como uma mãe sustém a cabeça de seu filho entre as mãos para cobri-la de beijos e carícias”. — Como são felizes essas almas! E a confissão semanal é necessária para elas? — É, e não devemos deixá-la por negligência porque todos os outros meios não seriam bastantes sem constância na confissão. — Padre, não seria bom se nos confessássemos até mais de uma vez por semana, como os Santos? — Tratando-se de sacerdotes, respondo afirmativamente, segundo o conselho e a prática dos Santos. Sendo eles os dispenseiros quotidianos do Sangue de Jesus Cristo na confissão, quem ousaria limitar-lhes o uso? Leia também Exame de Consciência é o primeiro passo para uma boa Confissão Tratando-se de outras pessoas, contanto que não estejam em estado de pecado mortal, a melhor regra é a de se confessarem uma vez por semana. — Por quê? — Porque uma longa experiência nos mostrou de perto que, salvo poucas exceções, a confissão mais freqüente que de oito em oito dias, principalmente quando se trata de mulheres, não forma almas santas, ruas as torna escrupulosas e egoístas. Quem sentir maior desejo de absolvição recorra à absolvição espiritual. — Absolvição espiritual?!… Eu nunca ouvi falar nisso, Padre. — Entretanto, assim como há a Comunhão espiritual há também a absolvição espiritual. Nem isso deve causar-lhe admiração: se a “contrição perfeita” com o desejo da confissão, é capaz de cancelar da nossa alma os pecados mortais, também pode certamente produzir o mesmo efeito com os veniais. — Assim, não é só uma absolvição por semana que podemos obter, mas quantas quisermos, mesmo mais de uma por dia? — Justamente! — Mas, se estivermos em estado de pecado mortal e se houver possibilidade de nos confessarmos? — Então vão se confessar quantas vezes for necessário, e o mais cedo possível, quanto a mim, devo dizer que sempre me arrependi todas as vezes que adiei a confissão. Até bom que ponham em prática a conselho de São Felipe Néri e do seu digno imitador D. Bosco: “Nunca te vás deitar para dormir com um pecado mortal na alma”. Leia também A Igreja permite a Confissão Comunitária? Monsenhor de Ségur conta que um menino tinha justamente prometido a Jesus que nunca haveria de ir dormir com pecado na alma. Ora, aconteceu que, tendo ele um dia cometido um pecado, quis cumprir a promessa. Apesar de ser já noite, criou coragem, foi confessar-se e voltou agradecendo a Deus de coração pelo que fizera. Bom para ele Assim que se deitou adormeceu e, dormindo sonhou com Jesus e Maria Santíssima; ouviu as melodias celestiais e voou, voou pelo espaço infinito do Paraíso. De manhã, sua mãe, vendo que ele demorava muito para se levantar, foi acordá-lo; chamou-o e ele não respondeu, sacudiu-o e ele não se mexeu. Estava morto! E, no seu rosto, cândido como um lírio brilhava a auréola dos santos! — Feliz criança! A confissão livrou-a do pecado e do inferno. — Justamente! Podemos pois chegar à conclusão de que, se a confissão é muitas vezes penosa, o seu fruto é sempre doce e suave, que a inocência, a castidade, a felicidade, o dever, a vida cristã e por conseguinte a verdadeira alegria e a paz, são frutos da confissão freqüente; que da mão direita do confessor, derivam sempre vantagens infinitas; que ela é um meio poderoso de educação e que podemos temer tudo da parte de quem não se confessa. Leia também “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!” Um ministro inglês, desejando conhecer Dom Bosco, do qual tanto ouvia falar, e, para aprender o seu método de educação, foi para Turim e pediu licença para visitar o Oratório Salesiano, Dom Bosco acolheu-o com benevolência e acompanhou-o na visita daquela casa enorme. A maravilha do ministro aumentava à medida que atravessava laboratórios e repartições, e ele elogiava a ordem e a disciplina perfeita que ali reinava. Mas quando foi introduzido na sala enorme, onde estudavam, com a máxima seriedade, e no meio do mais perfeito silêncio, mais de quinhentos jovens, vigiados somente por dois seminaristas, a surpresa transformou-se em estupor e, virando-se para D. Bosco exclamou: — Senhor Abade, não sabe que isto é um espetáculo magnífico? Diga-me, por favor, qual é o seu segredo para obter tanto silêncio e tanta disciplina? — Senhor Ministro, respondeu Dom Bosco, o meu segredo não serve para os senhores. — E por quê? — Porque pertence aos católicos, e os senhores são protestantes. O meu segredo é a confissão freqüente e semanal. — Sendo assim, falta-nos realmente esse poderoso meio de educação; mas não o poderíamos suprir por outros? — Eh! não! Quando não se usa esse elemento de religião, é preciso recorrer à bengala. — Então, Padre, ou bem a religião, ou bem a bengala? — Sim, ou religião ou bengala. — Muito bem, muito bem! Ou religião, ou bengala: compreendo, quero contar isso em Londres. Ângelo Brofferio, grande advogado e insigne poeta piemontês, tendo perdido a velha e fiel criada, tomou a seu serviço uma moça de vinte anos, natural de Castelnuovo Calces, sua pátria. Depois de poucos dias, a empregada chega-se ao patrão, e chorando lhe diz: — Desculpe-me, patrão, mas eu não posso continuar trabalhando para o senhor. — Por quê? — Porque o senhor não é muito de Igreja e naturalmente não me deixará assistir à Missa nos dias de festa e nem tão pouco que eu me confesse. — E quem foi que lhe disse isso? — Todos o dizem, fornecedores e inquilinos. — Pois bem, você ficará trabalhando aqui e irá a missa todas as manhãs e irá confessar-se todos os domingos, porque acho que tudo se pode esperar de quem se confessa. — Então, Padre, mesmo os que não são católicos praticantes acreditam na confissão e a exaltam? — É justamente o que acontece! — Mas por quê não fazem uso dela então? — Porque têm medo de serem vencidos por ela. Eles sabem muito bem que a confissão é a varinha mágica, o anel encantado que faz prodígios, sabem que seria a alavanca poderosa que os levantaria acima dos vícios nos quais estão submersos, e justamente por isso a exaltam, mas fogem dela. — Coitados! São como os doentes que se recusam a sarar de pena de deixar o hospital. — Aqui, porém, não se trata de hospital, mas do perigo, da quase certeza de uma morte má, de um inferno eterno. Falando nisso, lembro-me da anedota do menino teimoso: Dois irmãozinhos foram mandados à escola para aprender a ler. O professor recebeu­os com carinho e, começou pelo primeiro, fazendo-o repetir o alfabeto. Quando o pequeno acabou, elogiou e lhe deu um prêmio pela lição bem recitada. Preparou-se em seguida para fazer o mesmo com o segundo, e, com o livro na mão disse-lhe: “Vamos, agora é a sua vez”. O rapazito olhou de esguelha para o professor e não abriu a boca. “Vamos diga a, você quer que pensem que seu irmão é mais aplicado do que você”? Será que é tão custoso dizer: a? O menino continuou mudo. “Por favor, não me faça perder a paciência, do contrário, logo no primeiro dia as coisas acabarão mal”. Foi tudo inútil: nem prêmios, nem ameaças, nem promessas, nem castigos, conseguiram induzir o cabeçudo a proferir uma única sílaba. Mais tarde, quando interrogado pelos colegas sobre a razão de teima, explicou: “Se eu disser a, tenho que dizer b e depois c e aprender a ler, e a escrever, e depois vem a gramática e outras tantas complicações de ciências, e essa embrulhada não acabará senão no fins de muitos anos”. — Ah! que espertalhão. Nem queria começar para não ter que continuar! — É assim mesmo! E no nosso caso então! Quantos são aqueles para os quais é um aborrecimento começar a viver como bons cristãos, pela simples e única razão que, uma vez começado, é preciso continuar. E assim os coitados, vivendo numa espécie de Paraíso aqui na terra, deverão, depois de poucos anos, apresentar-se diante de Deus com as mãos vazias, e, o que ainda é pior, com a alma carregada de pecados, de remorsos e talvez até de escândalos, pelos quais serão condenados eternamente! Confessai-vos bem – Pe. Luiz Chiavarino Continue lendo De quanto em quanto tempo nós católicos precisamos nos confessar? #FormaçõesCatólicas

  • É VERDADE QUE O ILUMINISMO VALORIZOU A RAZÃO? SIM, MAS AQUELA FALSA – Corrado Gnerre

    Acredita-se que foi o Iluminismo que, finalmente, descobriu e valorizou a razão. É realmente assim? Sim e não. Na verdade, pode-se e deve-se dizer que o Iluminismo impôs um novo modelo de razão, autossuficiente e autorreferencial. Uma razão que pretende ser a medida e a chave de compreensão para tudo (razão autossuficiente) e também, de certa forma, criadora da própria realidade (razão autorreferencial). Em suma, segundo esse modelo, tudo que a razão não consegue entender e explicar é como se não existisse. No entanto, esse modelo cria um deserto cognitivo. Na verdade, o que realmente pode ser compreendido pelo homem? Nem mesmo ele próprio. O homem – sabe-se – é sempre um mistério para si mesmo. Shakespeare “responde” a essa tentação da razão ilimitada quando faz Hamlet dizer estas palavras: ” Há mais coisas entre o céu e na terra, Horácio, do que sonha a nossa vã filosofia.” De fato, o verdadeiro modelo de razão é outro. É o modelo segundo o qual ela (a razão) pode nos fazer conhecer o real (daí sua indispensabilidade), mas não pode nos fazer compreendê-lo. “Compreender”, no sentido literal de “cum-prehendere”, isto é, de “colocar-se dentro”, isto é, esgotar seu mistério. A razão iluminista, e também a razão neo-iluminista, por outro lado, odeiam o mistério http://itresentieri.it/e-vero-che-lilluminismo-valorizzo-la-ragione-si-ma-quella-falsa/

  • Bolívia: Mulheres indígenas chicoteiam feministas que vandalizaram catedral

    A manifestação das feministas ocorreu durante a missa dominical presidida pelo arcebispo local. No dia 31 de outubro, um grupo de feministas vandalizaram a Catedral de Santa Cruz de la Sierra, na Bolivia. “Elas vieram com tintas e faixas para protestar na porta da Igreja, e com tinta spray picharam a Igreja”, informou uma das mulheres indígenas. Quando elas viram que as manifestantes interromperam o ato religioso, querendo pichar o interior da igreja resolveram enfrentá-las. “Estávamos na primeira missa e como ninguém reagiu nós corremos e buscamos nossos chicotes para defender a igreja das coisas ruins que estavam acontecendo”, declarou a mulher à mídia local. Quando questionada sobre como expulsaram as feministas, a mulher mostrou seu chicote e disse: “Com isso e assim vamos fazer com todas as pessoas que vierem desrespeitar este local, fazer coisas ruins, porque esse é o costume”. Outra indígena que ajudou a expulsar as feministas enfatizou que, com os chicotes, vão “fazer respeitar a nossa Igreja. Com isso nossos pais nos ensinaram quando éramos pequenas”. “E assim vamos nos fazer respeitar, para que aprendam como é aqui em Santa Cruz e em toda a Bolívia”, concluiu. FONTE: GAUDIUM PRESS SUGESTÃO DE LEITURA: #Bolívia #Mulheresindígenaschicoteiamfeministasquevandalizaramcatedral

  • No Brasil, católicas feministas querem Igreja sem padre, pró-aborto e LGBT+

    A Igreja Católica é uma das Instituições mais tradicionais da sociedade ocidental. Mas movimentos feministas e LGBTQIA+ tentam adaptar regras e redefinir estruturas de poder dentro do catolicismo. O popular grupo internacional “Maria 2.0” reivindica, por exemplo, a indicação de uma mulher ao cargo de Papa. A “Papisa” seria a maior autoridade dentro da religião. Aqui no Brasil, entidades lutam por uma fé diversa, inclusiva e acolhedora que repense normas em relação ao aborto e ao celibato, por exemplo. A Rede Nacional de Grupos Católicos LGBT, que surgiu em 2014, é uma delas. É formada por católicos gays, bissexuais e transgêneros que se reúnem para discutir fé e religião. “Grupos assim estão se fortalecendo dentro da Igreja Católica. São fiéis que se organizam para mostrar que o catecismo está errado quando diz que somos ‘intrinsecamente desordenados'”, diz Cris Serra, coordenadora do movimento, que hoje conta com mais de 22 grupos espalhados por comunidades do Brasil. A presença de movimentos LGBTs dentro da Igreja não é nova. Um dos coletivos mais famosos é o Dignity, que surgiu em 1969. Depois que o Vaticano proibiu a realização de eventos do grupo em paróquias e sedes oficiais, a partir dos anos 80, os encontros do coletivo (agora chamado Dignity USA) passaram a acontecer em templos protestantes. Esses movimentos voltaram a ganhar força e repercussão depois da eleição do Papa Francisco, em 2013. “O Papa está propondo mudanças estruturais na Igreja. Quem vê de fora, acha que é algo pequeno, mas não é; só através da reestruturação de poder dentro da Instituição, é que romperemos com padrões”, afirma Cris. Ela defende que a Igreja deve se tornar um ambiente acolhedor aos homossexuais, reveja a verticalidade dos poderes e o tratamento às mulheres. “Metade do clero é gay” “Ser padre é o ‘armário’ perfeito para quem não tem coragem de confrontar a própria sexualidade”, diz Cris. Ela, que se identifica como uma pessoa não binária, levou tempo para se reconciliar com a própria fé: “Achava que tinha algo de errado comigo, que eu estava cometendo um pecado por gostar de beijar meninas. Nisso, eu parei de comungar e por alguns anos confrontar minha espiritualidade foi um processo doloroso”. Mas Cris não deixou a fé de lado: “Com 20 anos comecei a entrar em qualquer Igreja para me confessar. Perguntava para todos os padres que encontrava: ‘Qual é o problema de ser homossexual?’. Um deles ficou vermelho, suou, e disse ‘olha, eu não sei’. Outro disse que não tinha problema, que eu tinha razão, todo amor gera vida – e é isso que importa. Desde então, retomei minhas idas às missas”. Hoje ela é uma das principais ativistas LGBTQIA+ do Brasil dentro da Igreja Católica e defende a revisão da homossexualidade como pecado, luta pela inclusão dessas fiéis nos ambientes religiosos e prega pelo fim do celibato para membros do clero. “Essa repressão gera abuso. Precisamos rever como a Igreja encara a sexualidade”. “Pintam os gays como pessoas do ‘mal’, contra a família e os costumes, enquanto os religiosos são ‘do bem’, interessados em uma sociedade melhor. Eles repetem na política a mesma dicotomia que criam na Igreja, isso é perigoso. Querem transformar a política em um debate sobre moral e bons costumes ao invés de olhar para o que realmente importa”. Cris não concorda com a estrutura clerical do catolicismo e prega uma reforma completa desse modelo: “Existem muitas feministas cristãs e católicas pensando e criticando o machismo e a misoginia dentro da Igreja; nem todas querem se tornar madres, papisas, bispas. Eu mesma não luto por isso, acho que só estaríamos reproduzindo um padrão machista”. É o caso da freira Ivone Gebara que, há mais de 50 anos, defende a reestruturação da Igreja Católica. “Eu não quero ser ordenada madra, papisa, bispa… não imagino uma Igreja Matriarcal, acredito que o que possa existir é uma comunidade cristã misturada. Com homens, mulheres, transexuais, homossexuais, lésbicas líderes em suas respectivas congregações, em um sistema horizontal – e não vertical – de poder”, propõe. Como disse Bell Hooks [escritora feminista americana], a essência do patriarcado é a dominação; a partir do momento que você tem um mais forte, ele vai dominar o mais fraco. Tem muitas católicas que estão trabalhando pela constituição de uma Igreja com outras bases, sem autoridade, sem relação vertical de poder –Cris Serra, ativista da Rede Católica LGBT Uma freira feminista Ivone se tornou freira aos 22 anos de idade pela Congregação Irmãs de Nossa Senhora. Ainda na juventude mudou-se para Recife e começou a atuar nas regiões periféricas da cidade ao lado do bispo Dom Hélder Câmara (1909 – 1999), outro representante progressista da Igreja Católica no Brasil. “Quando entrei em contato com as dores das mulheres – muitas delas eram humilhadas e maltratadas dentro de casa – foi que me descobri feminista. Desde então, o Vaticano passou a me silenciar constantemente”, diz Ivone que, no final dos anos 80, chegou a ser obrigada pela Igreja a fazer um segundo doutorado em ciências religiosas; “Falaram que eu não era suficientemente bem informada sobre a doutrina católica”, relembra. Me tornei feminista pelo contato com as mulheres pobres. A Igreja logo me viu como pecadora, transgressora, mas o importante é que sou acolhida na Congregação que decidi seguir —Ivone Gebara Para Ivone, que é celibatária por escolha própria (“sou celibatária, sim; toda mulher é obrigada a casar para ser feliz? Eu nunca sonhei em ter a minha própria família”, diz), a condenação de pessoas LGBTQIA+ pela Igreja é um erro. “Há uma boa parte do clero que é homossexual, mas o catolicismo prefere ignorar isso, negar a importância da sexualidade, da afetividade, das emoções… isso impede que a Igreja cresça e a afasta da realidade”. A freira, assim como Cris, não acredita que a presença de mulheres no clero possa fazer diferença para a reinvenção dos dogmas católicos; pelo contrário, pode até fortalecer pensamentos conservadores e machistas. “Não quero ser ordenada na Igreja Católica. Para quê? Para fazer parte de uma estrutura de poder formada só por velhos? Veja o Vaticano, só tem velhos — mas o mundo não é mais deles. Acredito na revolução da base, da formação de católicos que preguem uma humanidade diferente, sob a ótica do amor”. Católicas também podem ser livres Além de defender mais diversidade na Igreja, Ivone também defende que o aborto deve ser legalizado em alguns casos. “Sou contra slogans, não gosto que me chamem de ‘freira pró-aborto’; é preciso ter cuidados com as mulheres – e este cuidado abarca também não transformar a dor delas em bandeira”, afirma. O grupo Católicas pelo Direito de Decidir existe desde 1996 e defende que mulheres religiosas tenham liberdade de tomar decisões – como o aborto – sobre o próprio corpo. No Brasil, Regina. Jurkewicz, especialista em Ciências da Religião, foi uma das fundadoras do grupo “Não adianta apenas colocar uma mulher no poder e achar que a Igreja vai mudar. Nem o Papa Francisco consegue aplicar as mudanças que ele quer” –Regina Jurkewicz, uma das fundadoras do Católicas pelo Direito de Decidir “Não atuamos em paróquias, como é o caso do movimento internacional Maria 2.0. Promovemos eventos de conscientização, parcerias com médicos, lives e debates”, afirma Regina. Cris diz que é importante não enxergar a Igreja Católica como um bloco monolítico, de pensamentos e pessoas homogêneos. “Todo mundo quer se sentir acolhido – e é isso que a Igreja propõe. Agora é importante direcionar esse acolhimento para uma boa direção”. Para ela, uma reestrutura na Igreja Católica ajudaria a trazer mais novos fiéis. Segundo o levantamento mais recente do IBGE, de 2000 a 2010 houve aumento de 61% na população evangélica do país, sendo que mais de 80% dos brasileiros são cristãos. “Enquanto não tivermos uma mudança de doutrina, de uma religião que acolha a liberdade e a diversidade, a Igreja Católica continuará perdendo forças para as Igrejas Evangélicas”. FONTE: UOL.COM.BR – UNIVERSA – Júlia Flores – 08/11/2021 04h00 SUFGESTÃO DE LEITURA: #CongregaçãoIrmãsdeNossaSenhora #papafrancisco #RedeCatólicaLGBT #Maria20 #RedeNacionaldeGruposCatólicosLGBT #igrejacatolica #ReginaJurkewicz

  • O NOVO PAGANISMO – Entrevista com a filósofa francesa Chantal Delsol

    [ Em entrevista ao jornalista italiano Giulio Meotti, publicada no dia 7 de Novembro de 2021 no jornal Il Foglio , a filósofa católica francesa Chantal Delsol falou sobre o seu último livro: La fin de la chrétienté [“O fim  da Cristandade”] , recém-lançado pelas Éditions du Cerf. Chantal Delsol, em cujo blog se pode entrar por aqui , declara-se uma liberal-conservadora. Termina a entrevista citando o escritor inglês Evelyn Waugh, que assim justificava a sua conversão religiosa à Igreja Católica: “Na fase atual da história europeia, a questão essencial não é mais entre o catolicismo, por um lado, e o protestantismo, por outro, mas entre o cristianismo e o caos”. A seguir, trechos da entrevista]. “Entramos em uma nova era. Mas não nos tornaremos ateus. Muitos cristãos falam em niilismo, em Nada. Mas eles estão errados. Nenhuma cultura prospera no niilismo. Em seu estado natural, todas as sociedades humanas são “pagãs”, politeístas, dotadas de crenças imanentes. É o monoteísmo judeu e cristão que constitui uma exceção, com um Deus único e transcendente. Quando o monoteísmo desaparece, a sociedade retorna às formas de paganismo”. * “Quanto ao paganismo, acho que é a nova religião do nosso tempo, depois do fim do cristianismo e agora que o cristianismo se tornou minoria. Eu insisto nisso: muitos cristãos pensam em niilismo, em nada. Mas eles estão errados. Nenhuma cultura prospera no niilismo, ele não existe. O ser humano precisa de crenças, mesmo que não seja uma religião estabelecida”. * “A civilização ocidental está intimamente ligada ao cristianismo, foi produzida pelos greco-romanos e pelo judaico-cristianismo”, explica Delsol a Il Foglio. “Ela se identificou com o Cristianismo e depois com o Iluminismo, que representa o início do fim do Cristianismo e o questiona brutalmente, retomando muitas de suas características. (…) O cristianismo demorou dois séculos para morrer, a partir do século XVIII. Para o Ocidente, o fim do Cristianismo é agora o reinado do Iluminismo sem limites (ou emancipação ilimitada). O cristianismo inventou a emancipação, mas estabeleceu limites para ela. O transhumanismo e o wokismo [ideologia que mistura justiça social e racial] são expressões de emancipação sem medida ou lei. Neste momento não sabemos o que acontecerá ao Iluminismo sem uma reflexão sobre a antropologia, que nos vem do cristianismo”. * As virtudes essenciais da moralidade cristã foram transformadas em um tipo de moralidade secular. “Os escritores do século XX (Scheler, Kolnai, Chesterton) chamaram de humanitarismo. Isso é para distingui-lo do humanismo, porque não somos mais humanistas, tendo expulso o homem do centro do mundo. O humanitarismo reivindica as virtudes cristãs de compaixão e igualdade e as recicla na imanência de um mundo sem Deus”. * “Uma religião nunca morre. Seus restos mortais são recuperados por quem vem depois. Os primeiros cristãos se estabeleceram em templos pagãos, cujos significados eles transformaram. Não há tabula rasa. (…) O mesmo ocorre com a modernidade em relação ao Cristianismo. A fé na transcendência desmorona, mas o edifício não desaparece, é reciclado. (…) A preocupação com a salvação [da alma] transformou-se em preocupação com a salvação social”. * “…a ecologia é a principal religião do nosso tempo. Eu preciso esclarecer algo importante sobre este assunto. As graves questões ecológicas que nos preocupam hoje são as questões científicas, resultantes de dados científicos. Mas o que está acontecendo é que essa ciência dá origem a uma religião ecológica ou se transforma em uma religião ecológica. Em outras palavras, ele se vê dominado por crenças e medos que o minam e prejudicam, até mesmo questionam sua veracidade. Hoje a ecologia funciona como religião: tem seus sumos sacerdotes e suas grandes missas, seu catecismo ensinado às crianças, sua profetisa, suas excomunhões e seus anátemas. O próprio fato, por exemplo, de que os céticos do clima são proibidos de falar mostra que a fé religiosa está se infiltrando no lugar do pensamento científico. Uma ciência em princípio não teme seus adversários: ela argumenta, ela não anatematiza. Acho que a ecologia se tornou uma religião para substituir o cristianismo cancelado. É uma forma de panteísmo, e a religião comum hoje é o panteísmo, ou cosmoteísmo, se você preferir – pessoas beijando árvores ou adorando baleias, hinos à mãe terra etc. Nosso contemporâneo apagou completamente a transcendência e adora este mundo. (…) Nossos contemporâneos não querem mais que esta terra seja uma ‘estadia’, enquanto a vida após a morte seria a única ‘casa’; eles querem que esta terra seja a sua ‘casa’”. https://radiomaria.it/i-nuovi-pagani-lecologia-come-religione-per-sostituire-il-cristianesimo-cancellato/

  • Cristo e a Igreja: Triunfante, Padecente e Militante

    Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo! Queridos Irmãos e Irmãs em Cristo, No mês passado, tive o prazer de vos informar que, pela graça de Deus e através de um intensivo programa de reabilitação, pude voltar à oferta diária do Santo Sacrifício da Missa. A oferta diária da Santa Missa é essencial para a minha identidade como sacerdote, Bispo e Cardeal, e também o maior serviço que posso prestar ao povo santo de Deus. Embora a intensificação da minha reabilitação continue a proibir o regresso ao ministério público, espero, contudo, um dia, em breve, retomar as minhas normais actividades pastorais. Durante este tempo de convalescença, vós e as vossas intenções permanecem diariamente nas minhas orações. Por favor, continuai a manter a minha plena recuperação e o meu ministério sacerdotal nas vossas orações. Na minha mensagem do mês passado, uma actualização sobre a minha saúde foi apenas um ponto de introdução à mensagem mais importante de desenvolver a devoção diária do Santo Rosário, pois levo muito a sério a paternal ajuda para a vossa vida espiritual, pela qual fui ordenado para vos dar. Tal como no mês passado, redirecciono agora esta carta para um tema espiritual relacionado com a conclusão do Ano Eclesiástico. Durante estas últimas semanas do actual Ano Eclesiástico, a Sagrada Liturgia chama a nossa atenção para aquilo a que, tradicionalmente, se chama as Quatro Últimas Coisas: Morte, Juízo, Céu e Inferno. O dia 1 de Novembro, por exemplo, é a Solenidade de Todos os Santos, recordando às nossas mentes e corações a graça da santidade da vida, que recebemos através dos Sacramentos do Baptismo e da Confirmação, destinando-nos à vida eterna no Céu. No dia seguinte, Dia de Fiéis Defuntos, recordamos todos os fiéis que partiram – a Igreja Padecente ou no Purgatório –, rezando para que todos os castigos temporais, devidos a pecados que possam ter cometido, possam ser remidos e para que se juntem aos Santos no Céu – a Igreja Triunfante. O último Domingo do mês, 28 de Novembro, Primeiro Domingo do Advento, inicia o novo Ano Eclesiástico, enquanto que o Domingo anterior, segundo a Forma Ordinária do Rito Romano, é a Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo. Na Forma Extraordinária, a mesma importante festa é celebrada no último Domingo de Outubro, 31 de Outubro deste ano. Honrando Nosso Senhor sob o Seu título de Rei do Céu e da Terra, estamos profundamente conscientes da nossa vocação e missão de ser Seus colaboradores, Seus soldados, no estabelecimento do Seu Reino no mundo. Nós – a Igreja Militante – somos um só com a Igreja Padecente e a Igreja Triunfante. De facto, dependemos das orações dos Santos no Céu e dos nossos irmãos e irmãs no Purgatório para nos ajudar a levar a cabo a missão de Cristo Rei no mundo. Pedimos as suas orações, para que os nossos corações, um com o Coração Imaculado de Maria e o Puríssimo Coração de São José, possam pertencer pura e totalmente ao Sagrado Coração de Jesus. Cristo Rei reina sobre o mundo a partir do Seu glorioso Coração, trespassado para a nossa salvação. Do Seu Sagrado Coração brotam, incessante e imensamente, as graças necessárias para sermos verdadeiramente Seus colaboradores, Seus soldados. À medida que o actual Ano Eclesiástico se aproxima do fim e que antecipamos o início do novo Ano Eclesiástico, um novo ano de graça, a Sagrada Liturgia leva-nos a contemplar mais plenamente a Segunda Vinda do nosso Rei Soberano, quando Ele estabelecerá «novos céus e uma nova terra, onde habite a justiça» (2 Pe 3, 13). Trabalhando diariamente, para que o Reino de Cristo possa vir, como Ele nos ensinou a rezar no Padre-Nosso, esperamos a Sua Vinda Final. Queremos ser apenas aqueles fiéis colaboradores, firmes serventes, que Ele encontrará vigiando e esperando para O acolher na Sua Vinda. Nosso Senhor ensina-nos: «Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas. Sede semelhantes aos homens que esperam o seu senhor ao voltar da boda, para lhe abrirem a porta quando ele chegar e bater» (Lc 12, 35-36). Cinjamos os nossos rins, esforçando-nos por levar uma vida boa e santa, de acordo com a graça que Nosso Senhor infalivelmente derrama nos nossos corações a partir do Seu Coração Real. Mantemos as nossas lâmpadas acesas, procurando Nosso Senhor e o Seu Reino através da oração, devoções e, sobretudo, da nossa participação na Sagrada Liturgia. A perspectiva segura da Segunda Vinda de Nosso Senhor inspira em nós um santo temor, aquele dom do Espírito Santo a que chamamos “Temor de Deus”. Não é um temor de terror perante Nosso Senhor, mas de profundo respeito pela Sua sublime Santidade e pela nossa indignidade de estar perante Ele. É um temor que inspira confiança, pois, se ansiamos e procuramos a Sua vinda, estamos desejosos de O acolher, confiando na Sua “infinita bondade e promessas” (Acto de Esperança). De acordo com a maneira de pensar do mundo, a Realeza de Cristo tira-nos a liberdade, subjugando as nossas vontades à Sua. Mas o oposto é verdadeiro. Quando Cristo reina no nosso coração, então somos verdadeiramente livres. Percebemos a nossa plena dignidade no amor puro e desinteressado de Deus e do nosso próximo. Damos completamente o nosso coração ao Sagrado Coração de Jesus, pois só n’Ele encontramos a liberdade e a paz que tanto desejamos. Cristo reina nos nossos corações pelo Seu amor puro e altruísta, para que possamos amar com pureza e abnegação. Como Ele prometeu: «Se alguém tem sede, venha a mim; e quem crê em mim que sacie a sua sede! Como diz a Escritura, hão-de correr do seu coração rios de água viva» (Jo 7, 37-38). Testemunhamos a verdade da promessa de Nosso Senhor no Imaculado Coração de Maria, a Sua Mãe e o Seu Primeiro e Mais Perfeito Discípulo. Tendo sido preservada de cada mancha de pecado desde o primeiro momento da sua vida, pelo Mistério da Imaculada Conceição, ela estava preparada para ser o tabernáculo vivo no qual Deus Filho tomaria um coração humano sob o seu Imaculado Coração. Ela era sempre totalmente a favor do seu Divino Filho. Como conclui o relato do Encontro de Nosso Senhor no Templo, ela guardou no seu coração o Mistério da Encarnação Redentora. Da mesma forma, ela, com São João Apóstolo e Evangelista e com Santa Maria Madalena, permaneceu ao pé da Cruz, recebendo, através das palavras de Nosso Senhor, moribundo, dirigidas a ela e a São João, a missão de ser a Mãe da Divina Graça: «Mulher, eis o teu filho! […] Eis a tua mãe!» (Jo 19, 26-27). Intimamente um com o seu Coração Imaculado é o Puríssimo Coração de São José, o seu Verdadeiro Esposo e o Pai Nutrício do seu Divino Filho. Deus concedeu a São José graças extraordinárias de pureza e justiça, para que ele pudesse ser o adequado esposo da Virgem Maria e, com ela, providenciar a família a Deus, o Filho Encarnado. Mesmo sendo o Guardião da Virgem Mãe e do seu Filho Divino, é ele o nosso Guardião e Protector na Igreja. São José ensina-nos a viver, em união de coração com o Coração Imaculado de Maria, na companhia e serviço de Jesus. Noutra ocasião, escrever-vos-ei mais detalhadamente sobre a devoção ao Puríssimo Coração de São José. Depois da morte de Nosso Senhor na Cruz, o soldado romano trespassou o Seu Lado com uma lança e do Seu Coração correu «sangue e água» (Jo 19, 34), o sinal da infindável efusão da graça divina na Igreja. Naquele mesmo momento, em cumprimento da profecia de Simeão na Apresentação, o Imaculado Coração de Maria foi misticamente trespassado: «Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: “Este menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; uma espada trespassará a tua alma. Assim hão-de revelar-se os pensamentos de muitos corações”» (Lc 2, 34-35). A Santíssima Virgem Maria, Mãe da Igreja, Nossa Mãe, atrai-nos ao seu Imaculado Coração, para que os nossos corações descansem na verdade e no amor do Sagrado Coração do seu Divino Filho. No Imaculado Coração de Maria, encontramos a liberdade total, que é nossa quando entregamos o nosso coração, sem reservas, à regra do Real e Trespassado Coração de Jesus, para que rezemos, com ela, no Magnificat: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador» (Lc 1, 46-47). Sob o cuidado e orientação maternal da Virgem Mãe de Deus, encontramos a liberdade e a alegria de uma vida vivida em Cristo, vivida no Sagrado Coração de Jesus, em Quem todas as virtudes estão unidas na perfeição indizível do Amor Divino. Assim, também nós rezamos, com Maria Imaculada: «A sua misericórdia [de Deus] estende-se de geração em geração» (Lc 1, 50). Continuemos a aproximar-nos da Santíssima Virgem Maria, especialmente através da oração do Santo Rosário, para que as muitas graças do mês de Novembro nos levem a aproveitar o dom do Temor de Deus e, assim, viver mais plenamente a nossa vida em Cristo, a nossa comunhão na Igreja – Triunfante, Padecente e Militante. Unamos os nossos corações ao Imaculado Coração de Maria, que deu completamente o seu coração ao Senhor: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra» (Lc 1, 38). Sigamos o seu conselho maternal, o conselho da Mãe da Divina Graça, primeiro dado aos serventes do vinho nas Bodas de Caná: «Fazei o que Ele [Jesus] vos disser» (Jo 2, 5). Unamos os nossos corações ao Sagrado Coração de Jesus no Sacrifício Eucarístico. Assim, os nossos corações, repousando na Sua liberdade, um com o Imaculado Coração de Maria, manifestarão a verdade das Quatro Últimas Coisas. Assim, viveremos na firme antecipação da Segunda Vinda do Nosso Senhor, quando Ele levar à plenitude o Seu Reino, a obra supremamente real da salvação eterna. Implorando a Nosso Senhor, através da intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe, que vos abençoe, às vossas casas, às vossas famílias e a todos os vossos trabalhos, permaneço Vosso, no Sagrado Coração de Jesus e no Imaculado Coração de Maria, e no Puríssimo Coração de São José, Raymond Leo Cardeal Burke #CristoeaIgrejaMilitante #CristoeaIgrejaPadecente #CristoeaIgrejaTriunfante #RaymondLeoCardealBurke

  • “Missa Afro”, a síntese de todos os abusos litúrgicos

    C hegará o dia em que os católicos desejarão conhecer a essência do catolicismo e não conseguirão. No dia da Consciência Negra, tornaram-se frequentes a realização das chamadas “Missas Afro” que buscam, através de simbolismos dentro da Santa Missa, Se aproxima o feriado da “consciência negra”, dia conhecido por comemorações voltadas ao movimento Negro, e junto com ele multiplicam-se também os abusos litúrgicos nas chamadas “missas-afro”. Esta data foi instituída com o intúito de relembrar as lutas e vitórias do movimento negro durante a história. Infelizmente, dentro da Igreja Católica, uma das formas que padres e fiéis utilizam para demonstrar esse protagonismo negro é através do sincretismo religioso, ou seja, o incremento de símbolos e rituais de religiões africanas dentro da liturgia católica culminando quase sempre num grande sacrilégio e bagunça durante o rito da Santa a Missa. Assista o vídeo abaixo até o final antes de continuar a leitura. ( AVISO:  o vídeo a seguir contém cenas fortes. Não é recomendado para católicos fiéis com problemas cardíacos e gestantes. Tirem as crianças da sala!!!) Caso tenha alguma dificuldade para visualizar o vídeo, clique aqui para assistir no youtube . Como já é de conhecimento dos padres católicos, o rito da Santa Missa não permite inclusões ou modificações , por mais simples que sejam, configurando abuso litúrgico grave , entretanto mesmo assim há diversos padres que não respeitam essa norma da Igreja e permitem que alterações sejam feitas na estrutura do rito católico. O que torna essa a situação ainda mais grave é que, além da modificação e inclusão de momentos, os padres simpáticos às “Missas Afro” (que de africanas não tem nada, pois historicamente os padres africanos são mais obedientes à Igreja e respeitam a liturgia) permitem a inclusão de momentos, e até mesmo a participação de pessoas que fazem parte de religiões de matriz africana. Entre os abusos frequentes neste tipo de missa é possível identificar a entrada “solene” de pessoas com vestes e turbantes, característicos de religiões africanas, fazendo danças, portando faixas em louvor a “Zumbi dos Palmares”, procissão de oferendas tipicamente de outras religiões, a ornamentação da igreja e às vezes até mesmo do próprio padre com cores fortes “não litúrgicas” além de músicas que destoam da cultura católica, com tambores e ritmos dançantes. “Missa afro” é abuso litúrgico e sincretismo Como vivem os negros no Brasil? Que lugares frequentam? Ora, vivem como todos os demais brasileiros de outras etnias, e frequentam os mesmos lugares dos demais! Aqui no Brasil não existe escola afro, universidade afro, cinema afro, supermercado afro, shopping afro, parque de diversão afro… No máximo há salões de beleza afro, especializados em cabelos crespos. De resto, os costumes de brancos e negros em nada se diferenciam em nosso país. Até mesmo o Candomblé e Umbanda têm tantos adeptos negros quanto brancos. Então, qual a necessidade de promover missas “afro”, se os negros aqui vivem integrados com os brancos? Se os negros frequentam as mesmas lojas, escolas, locais de entretenimento que os brancos, por que precisariam de uma missa diferente do restante da população? A encíclica Sacrossantum Concilium permite fazer adaptações na liturgia, absorvendo elementos da cultura de cada povo. Isso faz parte do processo de inculturação. Só que missa afro não é inculturação, é palhaçada ideológica e abuso litúrgico! Essa “liturgia pirata” parte de uma caricatura: é como se os negros tivessem migrado ontem da África, e assim necessitassem de uma liturgia especialmente adaptada para que o anúncio do Evangelho seja viável. O que será que São João Paulo II achava disso? Confiram suas palavras aos bispos do Regional Sul I, em 2003: “Certamente, não é possível descurar aqui a consideração da cultura afro-brasileira (…). Trata-se da delicada questão de aculturação, especialmente nos ritos litúrgicos, no vocabulário, a nas expressões musicais e corporais típicas da cultura afro-brasileira. (…) “É evidente, porém, que se estaria distanciando da finalidade específica da evangelização, acentuar um destes elementos formadores da cultura brasileira, isolá-lo deste processo interativo tão enriquecedor, de modo quase a se tornar necessária a criação de uma nova liturgia própria para as pessoas de cor. Seria incomprensível dar ao rito litúrgico uma apresentação externa e uma estruturação – nas vestes, na linguagem, no canto, nas cerimônias e objetos litúrgicos – baseada nos assim chamados cultos afro-brasileiros , sem a rigorosa aplicação de um discernimento sério e profundo acerca da sua compatibilidade com a Verdade revelada por Jesus Cristo. O problema mais grave é que ideia daqueles que promovem as missas afro não é convidar os não-católicos à conversão; é, sim, incentivar as pessoas a conciliar a fé cristã e o culto aos Orixás . É muito comum ver pessoas nessas missas com colares de contas (guias de Orixás) no pescoço, e até padres com o tradicional gorro de pai-de-santo sobre a cabeça (também chamado de filá, eketé ou bubú). Veja essa declaração infeliz de Dom José Maria Pires, arcebispo emérito da Paraíba: “Acreditamos cada vez mais fortemente que é possível o negro ser discípulo de Cristo e viver na Igreja sem deixar de ser negro, sem renunciar a sua cultura, sem ter de abandonar a religião dos Orixás.” – PIRES, Dom José Maria. O Deus da vida nas comunidades afro-americanas e caribenhas. In: ATABAQUE – Cultura Negra e Teologia/ASETT – Associação Ecumênica de Teólogos do Terceiro Mundo. Teologia Afro-Americana. II Consulta Ecumênica de Teologia e Culturas Afro-Americana e Caribenha. São Paulo: Paulus, 1997. p.31 Entendeu agora? Esses caras acham que um negro que renuncia à crença nos Orixás é “menos negro”, pois sofre um prejuízo cultural ao renegar a fé de seus “ancestrais” (o detalhe interessante é que quase todos os negros brasileiros têm acentrais tanto negros quanto brancos). São João Paulo II ensinou que “A Missa torna presente o sacrifício da cruz” . Missa é para cultuar nosso Deus, não para exaltar a negritude, o acarajé nem muito menos o líder quilombola Zumbi dos Palmares (que não era católico, era um assassino e ainda por cima tinha escravos negros). O QUE ENSINA A SACROSSANCTUM CONCILIUM A Sacrosanctum Concilium diz que nenhum padre tem direito de inventar, de acrescentar NADA na liturgia da Missa. A única autoridade competente para isso é a Santa Sé, por meio da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. O bispo de cada diocese também pode atuar como regulador, mas de forma limitada, ou seja, DENTRO DOS LIMITES ESTABELECIDOS PELA IGREJA. Assim, nem mesmo o bispo tem direito de autorizar qualquer inovação litúrgica que leve o povo ao sincretismo! “Como estão distantes de tudo isto quantos, em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa!” – Bento XVI aos Prelados da CNBB. Visita Ad Limina Apostolorum . 15/04/2010 Por O Catequista As missas inculturadas são permitidas? Com cada vez mais frequência, ouvem-se notícias de missas exóticas, utilizando elementos das culturas locais: gauchesca, árabe, afro, sertaneja etc. Essas missas são permitidas? São válidas? Como a Santa Sé lida com essa questão? É possível introduzir elementos regionais no Santo Sacrifício da Missa? Assista o vídeo antes de continuar a leitura: Com cada vez mais frequência, ouvem-se notícias de missas exóticas, utilizando elementos das culturas locais: gauchesca, árabe, afro, sertaneja etc. Essas missas são permitidas? São válidas? Como a Santa Sé lida com essa questão? É possível introduzir elementos regionais no Santo Sacrifício da Missa? “A missa é um memorial do Senhor Jesus. É um memorial perfeito em que sua Presença viva nos mantém vividamente conscientes Dele. É também um banquete divino, em que Deus provê a mesa com o seu próprio corpo e o seu próprio sangue. Mas é mais do que um memorial e mais do que um banquete. É sobretudo um sacrifício.” Assim, não se deve permitir que as missas sejam profanadas, dessacralizadas, subtraídas do sagrado, pelo contrário, que o direito de cada fiel a assistir a missa de acordo com o rito aprovado seja exercido sempre e cada vez mais. É a vontade do Papa, é o mandamento de Cristo. Obedeçamos. Por Equipe Christo Nihil Praeponere #AbusosLitúrgicos #Liturgia #Missa #SantaMissa

  • “Missa Afro”, a síntese de todos os abusos litúrgicos

    C hegará o dia em que os católicos desejarão conhecer a essência do catolicismo e não conseguirão. No dia da Consciência Negra, tornaram-se frequentes a realização das chamadas “Missas Afro” que buscam, através de simbolismos dentro da Santa Missa, Se aproxima o feriado da “consciência negra”, dia conhecido por comemorações voltadas ao movimento Negro, e junto com ele multiplicam-se também os abusos litúrgicos nas chamadas “missas-afro”. Esta data foi instituída com o intúito de relembrar as lutas e vitórias do movimento negro durante a história. Infelizmente, dentro da Igreja Católica, uma das formas que padres e fiéis utilizam para demonstrar esse protagonismo negro é através do sincretismo religioso, ou seja, o incremento de símbolos e rituais de religiões africanas dentro da liturgia católica culminando quase sempre num grande sacrilégio e bagunça durante o rito da Santa a Missa. Assista o vídeo abaixo até o final antes de continuar a leitura. ( AVISO:  o vídeo a seguir contém cenas fortes. Não é recomendado para católicos fiéis com problemas cardíacos e gestantes. Tirem as crianças da sala!!!) Caso tenha alguma dificuldade para visualizar o vídeo, clique aqui para assistir no youtube . Como já é de conhecimento dos padres católicos, o rito da Santa Missa não permite inclusões ou modificações , por mais simples que sejam, configurando abuso litúrgico grave , entretanto mesmo assim há diversos padres que não respeitam essa norma da Igreja e permitem que alterações sejam feitas na estrutura do rito católico. O que torna essa a situação ainda mais grave é que, além da modificação e inclusão de momentos, os padres simpáticos às “Missas Afro” (que de africanas não tem nada, pois historicamente os padres africanos são mais obedientes à Igreja e respeitam a liturgia) permitem a inclusão de momentos, e até mesmo a participação de pessoas que fazem parte de religiões de matriz africana. Entre os abusos frequentes neste tipo de missa é possível identificar a entrada “solene” de pessoas com vestes e turbantes, característicos de religiões africanas, fazendo danças, portando faixas em louvor a “Zumbi dos Palmares”, procissão de oferendas tipicamente de outras religiões, a ornamentação da igreja e às vezes até mesmo do próprio padre com cores fortes “não litúrgicas” além de músicas que destoam da cultura católica, com tambores e ritmos dançantes. “Missa afro” é abuso litúrgico e sincretismo Como vivem os negros no Brasil? Que lugares frequentam? Ora, vivem como todos os demais brasileiros de outras etnias, e frequentam os mesmos lugares dos demais! Aqui no Brasil não existe escola afro, universidade afro, cinema afro, supermercado afro, shopping afro, parque de diversão afro… No máximo há salões de beleza afro, especializados em cabelos crespos. De resto, os costumes de brancos e negros em nada se diferenciam em nosso país. Até mesmo o Candomblé e Umbanda têm tantos adeptos negros quanto brancos. Então, qual a necessidade de promover missas “afro”, se os negros aqui vivem integrados com os brancos? Se os negros frequentam as mesmas lojas, escolas, locais de entretenimento que os brancos, por que precisariam de uma missa diferente do restante da população? A encíclica Sacrossantum Concilium permite fazer adaptações na liturgia, absorvendo elementos da cultura de cada povo. Isso faz parte do processo de inculturação. Só que missa afro não é inculturação, é palhaçada ideológica e abuso litúrgico! Essa “liturgia pirata” parte de uma caricatura: é como se os negros tivessem migrado ontem da África, e assim necessitassem de uma liturgia especialmente adaptada para que o anúncio do Evangelho seja viável. O que será que São João Paulo II achava disso? Confiram suas palavras aos bispos do Regional Sul I, em 2003: “Certamente, não é possível descurar aqui a consideração da cultura afro-brasileira (…). Trata-se da delicada questão de aculturação, especialmente nos ritos litúrgicos, no vocabulário, a nas expressões musicais e corporais típicas da cultura afro-brasileira. (…) “É evidente, porém, que se estaria distanciando da finalidade específica da evangelização, acentuar um destes elementos formadores da cultura brasileira, isolá-lo deste processo interativo tão enriquecedor, de modo quase a se tornar necessária a criação de uma nova liturgia própria para as pessoas de cor. Seria incomprensível dar ao rito litúrgico uma apresentação externa e uma estruturação – nas vestes, na linguagem, no canto, nas cerimônias e objetos litúrgicos – baseada nos assim chamados cultos afro-brasileiros , sem a rigorosa aplicação de um discernimento sério e profundo acerca da sua compatibilidade com a Verdade revelada por Jesus Cristo. O problema mais grave é que ideia daqueles que promovem as missas afro não é convidar os não-católicos à conversão; é, sim, incentivar as pessoas a conciliar a fé cristã e o culto aos Orixás . É muito comum ver pessoas nessas missas com colares de contas (guias de Orixás) no pescoço, e até padres com o tradicional gorro de pai-de-santo sobre a cabeça (também chamado de filá, eketé ou bubú). Veja essa declaração infeliz de Dom José Maria Pires, arcebispo emérito da Paraíba: “Acreditamos cada vez mais fortemente que é possível o negro ser discípulo de Cristo e viver na Igreja sem deixar de ser negro, sem renunciar a sua cultura, sem ter de abandonar a religião dos Orixás.” – PIRES, Dom José Maria. O Deus da vida nas comunidades afro-americanas e caribenhas. In: ATABAQUE – Cultura Negra e Teologia/ASETT – Associação Ecumênica de Teólogos do Terceiro Mundo. Teologia Afro-Americana. II Consulta Ecumênica de Teologia e Culturas Afro-Americana e Caribenha. São Paulo: Paulus, 1997. p.31 Entendeu agora? Esses caras acham que um negro que renuncia à crença nos Orixás é “menos negro”, pois sofre um prejuízo cultural ao renegar a fé de seus “ancestrais” (o detalhe interessante é que quase todos os negros brasileiros têm acentrais tanto negros quanto brancos). São João Paulo II ensinou que “A Missa torna presente o sacrifício da cruz” . Missa é para cultuar nosso Deus, não para exaltar a negritude, o acarajé nem muito menos o líder quilombola Zumbi dos Palmares (que não era católico, era um assassino e ainda por cima tinha escravos negros). O QUE ENSINA A SACROSSANCTUM CONCILIUM A Sacrosanctum Concilium diz que nenhum padre tem direito de inventar, de acrescentar NADA na liturgia da Missa. A única autoridade competente para isso é a Santa Sé, por meio da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. O bispo de cada diocese também pode atuar como regulador, mas de forma limitada, ou seja, DENTRO DOS LIMITES ESTABELECIDOS PELA IGREJA. Assim, nem mesmo o bispo tem direito de autorizar qualquer inovação litúrgica que leve o povo ao sincretismo! “Como estão distantes de tudo isto quantos, em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa!” – Bento XVI aos Prelados da CNBB. Visita Ad Limina Apostolorum . 15/04/2010 Por O Catequista As missas inculturadas são permitidas? Com cada vez mais frequência, ouvem-se notícias de missas exóticas, utilizando elementos das culturas locais: gauchesca, árabe, afro, sertaneja etc. Essas missas são permitidas? São válidas? Como a Santa Sé lida com essa questão? É possível introduzir elementos regionais no Santo Sacrifício da Missa? Assista o vídeo antes de continuar a leitura: Com cada vez mais frequência, ouvem-se notícias de missas exóticas, utilizando elementos das culturas locais: gauchesca, árabe, afro, sertaneja etc. Essas missas são permitidas? São válidas? Como a Santa Sé lida com essa questão? É possível introduzir elementos regionais no Santo Sacrifício da Missa? “A missa é um memorial do Senhor Jesus. É um memorial perfeito em que sua Presença viva nos mantém vividamente conscientes Dele. É também um banquete divino, em que Deus provê a mesa com o seu próprio corpo e o seu próprio sangue. Mas é mais do que um memorial e mais do que um banquete. É sobretudo um sacrifício.” Assim, não se deve permitir que as missas sejam profanadas, dessacralizadas, subtraídas do sagrado, pelo contrário, que o direito de cada fiel a assistir a missa de acordo com o rito aprovado seja exercido sempre e cada vez mais. É a vontade do Papa, é o mandamento de Cristo. Obedeçamos. 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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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