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- O TRANSUMANISMO CRISTÃO
No Primeiro Canto do Paraíso, da Divina comédia de Dante Alighieri, o leitor contemporâneo vai topar com o verbo transumanar e terá, inevitavelmente, a sensação do déjà vu : será difícil não se lembrar do badalado transumanismo de hoje, uma ideologia bastante em alta no mercado das fantasias pós-modernas. Está lá no verso 67 Primeiro Canto do Paraíso, quando Dante, pronto para começar a viagem ao Céu ao lado de Beatriz, e depois de observá-la maravilhosamente envolta em luz celeste, sente-se de repente “mudado”. Algo tinha ocorrido em seu corpo, que o tornou de repente mais poderoso, livre das leis da natureza. A primeira mudança, que em si descobriu, foi a da velocidade supersônica: deslocava-se mais rápido que um relâmpago. O espaço não era mais problema: estava pronto para subir ao Céu com a sua luminosa e já divina cicerone. A essa metamorfose, Dante chamou transumanação. O poeta compara essa transformação à que se deu com o pescador mitológico Glauco, que depois de ingerir uma erva mágica transformou-se em uma divindade marinha. Em português, os dicionários dão ao verbo transumanar o sentido de humanar, atribuir características humanas a algo. Já na Itália, na certa por influência de Dante, “trasumanare” é ultrapassar o que é humano, e este é o significado que tem na atual “filosofia” transumanista. Enquanto para o autor da Divina comédia a superação do humano só se pode realizar pela conjugação do esforço do homem e a infusão da graça divina — o homem só pode ver a Deus, face a face, se ultrapassar a sua condição humana —, os teóricos do atual transumanismo creem que essa ultrapassagem se dará pelas virtudes da ciência e da técnica. O “trans-homem” de Dante será o homem ressuscitado do cristianismo; o “trans-homem” do transumanismo ateu seria uma mistura de corpo humano com máquina. Jesus, ao atravessar a parede do cenáculo, com porta e janela medrosamente bem fechados pelos apóstolos, pretendeu mostrar-lhes os poderes de um corpo transumanado pela ressurreição, que será um prêmio reservado exclusivamente aos justos, no final dos tempos, quando os homens de algum modo forem divinizados. Já os transumanistas sem Deus, na linha dos filósofos iluministas e do super-homem nietzschiano, sonham com a deificação humana aqui e agora ou, pelo menos, para daqui a pouco. Podemos escolher com qual acepção do verbo transumanar ficamos.
- A CHEGADA DOS TRANSUMANOS
[A revista espanhola Naves em llamas , que traz como subtítulo “Crônicas e análises a partir do fim do Ocidente”, na edição temática de maio de 2020, bem no início da Covid, tratou do problema do transhumanismo , que “pode ser a grande revolução filosófica, intelectual, científica, tecnológica e até intelectual das próximas décadas”]. “(…) o que é o transumanismo? É um movimento intelectual e cultural que promove o desenvolvimento de novas tecnologias para o aprimoramento humano, tanto física, cognitiva, emocional, quanto moralmente. Seus objetivos fundamentais são promover o autodesign humano (ou seja, a capacidade de se modificar de acordo com os próprios desejos), expandir a capacidade de autonomia humana, eliminar doenças e envelhecimento e até alcançar a imortalidade. Esses objetivos seriam alcançados por meio do uso convergente de novas tecnologias e novas ferramentas científicas como, entre outras, a nanotecnologia, a biotecnologia, as tecnologias da informação e a ciência cognitiva. As principais características do transumanismo são: 1) supõe um ato de fé no futuro, na medida em que se espera transformar radicalmente a condição humana; 2) apresenta-se como substituta da religião, pois busca realizar as esperanças e desejos que esta inspira (eliminação do sofrimento, conquista da imortalidade, divinização do homem etc.); 3) tem suas raízes no humanismo iluminista secularizado e postula a ideia de progresso indefinido por intermédio da razão aplicada; 4) seu valor prioritário é a autonomia da pessoa, no sentido de que ela deve gozar de todos os direitos e liberdades para se projetar de acordo com seus desejos.
- Máquina de triturar reputações de bons padres e bispos é tema de documentário
O Centro Dom Bosco lança neste 21 de julho um novo documentário expondo a quina de triturar reputações de bons padres e bispos. Por Fratres in Unum – O Centro Dom Bosco, numa produção original, tem a coragem de, mais uma vez, meter o dedo da ferida e expor a grande máquina criada para assassinar a reputação de bons padres e bispos: “surgem a todo momento falsas acusações para destruir padres que falam a verdade, ou que professam a verdadeira doutrina católica sem medo”, afirma o texto de divulgação . Trata-se de um sistema iníquo, calculado para proteger hereges e depravados e para destruir completamente o ministério e a vida daqueles que se entregaram a Cristo para poderem espalhar a doutrina da salvação. Para ter acesso ao lançamento, basta se tornar um membro patrocinador, contribuindo com qualquer valor: https://membros.centrodombosco.org/ Assista ao teaser de lançamento: Teaser de lançamento do documentário do CDB sobre o assassinato de reputação dos bons sacerdotes #CentroDomBosco #Documentários #FilmesCatólicos
- Máquina de triturar reputações de bons padres e bispos é tema de documentário
O Centro Dom Bosco lança neste 21 de julho um novo documentário expondo a quina de triturar reputações de bons padres e bispos. Por Fratres in Unum – O Centro Dom Bosco, numa produção original, tem a coragem de, mais uma vez, meter o dedo da ferida e expor a grande máquina criada para assassinar a reputação de bons padres e bispos: “surgem a todo momento falsas acusações para destruir padres que falam a verdade, ou que professam a verdadeira doutrina católica sem medo”, afirma o texto de divulgação . Trata-se de um sistema iníquo, calculado para proteger hereges e depravados e para destruir completamente o ministério e a vida daqueles que se entregaram a Cristo para poderem espalhar a doutrina da salvação. Para ter acesso ao lançamento, basta se tornar um membro patrocinador, contribuindo com qualquer valor: https://membros.centrodombosco.org/ Assista ao teaser de lançamento: Teaser de lançamento do documentário do CDB sobre o assassinato de reputação dos bons sacerdotes #CentroDomBosco #Documentários #FilmesCatólicos
- Freira interrompe ato homossexual em público e diz que é coisa do Diabo
Uma freira interrompeu uma sessão fotográfica em Nápoles, no sul da Itália, para impedir um beijo entre duas atrizes. A gravação aconteceu na manhã deste domingo e logo ganhou repercussão nas redes sociais. As atrizes Serena de Ferrati e Kyshan Wilson estavam prestes a protagonizar um beijo lésbico quando uma corajosa Freirinha apareceu e impediu o ato que é considerado um pecado gravíssimo pela Santa Igreja. A sessão teve de ser paralisada depois da intervenção da freira idosa. Ela apareceu no momento em que os lábios das duas iriam se tocar e gritou: “O que você está fazendo? Não! É o diabo!” Assista o vídeo: Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Templário de Maria (@templariodemaria) Em seguida, a freira benzeu-se invocando “Jesus, José e Maria”. Ainda existem pessoas que temem a Deus e não se deixam levar por este mundo corrompido. A beleza do gesto está pelo zelo com o Sagrado. Amar o próximo é querer que ele alcance o céu, assim como nós mesmos queremos alcançar. Assista a formação: É possível ser católico e homossexual ao mesmo tempo? Os pecados que bradam ao Céu e pedem vingança a Deus são quatro: 1º Homicídio voluntário; 2º Pecado impuro contra a natureza; (atos homossexuais, bestialidades, sexo anal ou oral mesmo que hetero, etc.) 3º Opressão de órfãos e viúvas; 4º Não pagar o salário a quem trabalha. Por que se diz que estes pecados pedem vingança a Deus? Diz-se que estes pecados pedem vingança a Deus, porque o diz o Espírito Santo, e porque a sua malícia é tão grave e manifesta, que provoca o mesmo Deus a puni-los com os mais severos castigos. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? #homossexualidade #Homossexualismo #LGBT
- Freira interrompe ato homossexual em público e diz que é coisa do Diabo
Uma freira interrompeu uma sessão fotográfica em Nápoles, no sul da Itália, para impedir um beijo entre duas atrizes. A gravação aconteceu na manhã deste domingo e logo ganhou repercussão nas redes sociais. As atrizes Serena de Ferrati e Kyshan Wilson estavam prestes a protagonizar um beijo lésbico quando uma corajosa Freirinha apareceu e impediu o ato que é considerado um pecado gravíssimo pela Santa Igreja. A sessão teve de ser paralisada depois da intervenção da freira idosa. Ela apareceu no momento em que os lábios das duas iriam se tocar e gritou: “O que você está fazendo? Não! É o diabo!” Assista o vídeo: Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Templário de Maria (@templariodemaria) Em seguida, a freira benzeu-se invocando “Jesus, José e Maria”. Ainda existem pessoas que temem a Deus e não se deixam levar por este mundo corrompido. A beleza do gesto está pelo zelo com o Sagrado. Amar o próximo é querer que ele alcance o céu, assim como nós mesmos queremos alcançar. Assista a formação: É possível ser católico e homossexual ao mesmo tempo? Os pecados que bradam ao Céu e pedem vingança a Deus são quatro: 1º Homicídio voluntário; 2º Pecado impuro contra a natureza; (atos homossexuais, bestialidades, sexo anal ou oral mesmo que hetero, etc.) 3º Opressão de órfãos e viúvas; 4º Não pagar o salário a quem trabalha. Por que se diz que estes pecados pedem vingança a Deus? Diz-se que estes pecados pedem vingança a Deus, porque o diz o Espírito Santo, e porque a sua malícia é tão grave e manifesta, que provoca o mesmo Deus a puni-los com os mais severos castigos. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? #homossexualidade #Homossexualismo #LGBT
- Monumento gigante de Nossa Senhora de Lourdes e Cruz panorâmica são inaugurados no Brasil
O local também tem outros monumentos religiosos, como o maior terço suspenso do mundo Por Aleteia – O Brasil ganha mais um complexo que promete impulsionar o turismo religioso no sul do país. O Santuário Nossa Senhora de Lourdes e do Louvor acaba de abrir as portas ao público na cidade de Ituporanga, em Santa Catarina. O complexo tem 2.500 metros quadrados de extensão e vários monumentos religiosos. A começar pela imagem gigante de Nossa Senhora de Lourdes. A padroeira dos enfermos recebe os visitantes do alto dos seus 40 metros de altura. A escultura, que está entre as maiores imagens sacras do Brasil, pesa cerca de trezentas toneladas. Para chegar até o monumento, há uma escadaria com 460 degraus. No percurso, o peregrino passa pelas esculturas dos 12 apóstolos, uma gruta e imagens que representam o encontro de Jesus e a Samaritana. Há também um velário e praça de alimentação. Na base do monumento fica a Capela do Louvor, que tem capacidade para 120 pessoas. Também é possível acessar a imagem de Nossa Senhora de Lourdes de carro, através de uma rampa. Nossa Senhora de Lourdes, um dos maiores monumentos religiosos do Brasil. Maior terço suspenso do mundo Antes de iniciar a subida pela escadaria, o visitante passa sob o que está sendo considerado o maior terço suspenso do mundo. Ele tem 40 metros de altura e, à noite, todas as contas ficam iluminadas, proporcionando uma vista maravilhosa. Com 40 metros de altura, este é considerado o maior terço suspenso do mundo. Cruz panorâmica Outra atração do complexo turístico religioso é uma enorme cruz panorâmica – a primeira do Brasil com esta característica. A estrutura tem 50 metros de altura e fica bem ao lado da imagem de Nossa Senhora de Lourdes. Dá para subir de elevador ou por escadas dentro da cruz. A 35 metros de altura, foi construída uma plataforma de vidro. Lá de cima, o visitante aprecia a linda paisagem da cidade de Ituporanga e do rio Itajaí do Sul. Cerimônia de inauguração do complexo turístico religioso aos pés da cruz panorâmica. Na galeria no final da matéria você pode conferir fotografias que farão você querer visitar pessoalmente o santuário! Realização de um sonho O Santuário Nossa Senhora de Lourdes e do Louvor foi idealizado pelo empresário Silvio Prim, que sonhava contribuir de alguma forma com os seus conterrâneos. Na inauguração do complexo, ele falou sobre sua fé e devoção em Nossa Senhora de Lourdes: “Tive Nossa Senhora de Lourdes como minha padroeira e minha mãe protetora, que me ajudava nas horas difíceis da vida, e resolvi, olhando para este lugar lá de casa, fazer uma pequena santa aqui em cima desse morro. Só que este sonho foi ficando bonito, a fé foi aumentando e se tornou neste belo santuário que fizemos aqui em Ituporanga”. Turismo religioso Com a inauguração do Santuário do Louvor, a cidade de Ituporanga, SC, se une a Nova Trento na rota do turismo religioso nacional. Recentemente, a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina aprovou o projeto de lei que reconhece o Caminho do Louvor, uma rota de peregrinação que une as duas cidades. O percurso é de 140 quilômetros e poderá ser feito em cinco dias de caminhada ou três dias de bicicleta. No trajeto é possível apreciar a paisagem memorável dos campos de agricultura da região do Vale do Itajaí. O Santuário Nossa Senhora de Lourdes e do Louvor fica aberto à visitação de quarta-feira a domingo, das 9h às 18h. A entrada custa R$ 30,00. #TurismoReligiosonoBrasil
- Monumento gigante de Nossa Senhora de Lourdes e Cruz panorâmica são inaugurados no Brasil
O local também tem outros monumentos religiosos, como o maior terço suspenso do mundo Por Aleteia – O Brasil ganha mais um complexo que promete impulsionar o turismo religioso no sul do país. O Santuário Nossa Senhora de Lourdes e do Louvor acaba de abrir as portas ao público na cidade de Ituporanga, em Santa Catarina. O complexo tem 2.500 metros quadrados de extensão e vários monumentos religiosos. A começar pela imagem gigante de Nossa Senhora de Lourdes. A padroeira dos enfermos recebe os visitantes do alto dos seus 40 metros de altura. A escultura, que está entre as maiores imagens sacras do Brasil, pesa cerca de trezentas toneladas. Para chegar até o monumento, há uma escadaria com 460 degraus. No percurso, o peregrino passa pelas esculturas dos 12 apóstolos, uma gruta e imagens que representam o encontro de Jesus e a Samaritana. Há também um velário e praça de alimentação. Na base do monumento fica a Capela do Louvor, que tem capacidade para 120 pessoas. Também é possível acessar a imagem de Nossa Senhora de Lourdes de carro, através de uma rampa. Nossa Senhora de Lourdes, um dos maiores monumentos religiosos do Brasil. Maior terço suspenso do mundo Antes de iniciar a subida pela escadaria, o visitante passa sob o que está sendo considerado o maior terço suspenso do mundo. Ele tem 40 metros de altura e, à noite, todas as contas ficam iluminadas, proporcionando uma vista maravilhosa. Com 40 metros de altura, este é considerado o maior terço suspenso do mundo. Cruz panorâmica Outra atração do complexo turístico religioso é uma enorme cruz panorâmica – a primeira do Brasil com esta característica. A estrutura tem 50 metros de altura e fica bem ao lado da imagem de Nossa Senhora de Lourdes. Dá para subir de elevador ou por escadas dentro da cruz. A 35 metros de altura, foi construída uma plataforma de vidro. Lá de cima, o visitante aprecia a linda paisagem da cidade de Ituporanga e do rio Itajaí do Sul. Cerimônia de inauguração do complexo turístico religioso aos pés da cruz panorâmica. Na galeria no final da matéria você pode conferir fotografias que farão você querer visitar pessoalmente o santuário! Realização de um sonho O Santuário Nossa Senhora de Lourdes e do Louvor foi idealizado pelo empresário Silvio Prim, que sonhava contribuir de alguma forma com os seus conterrâneos. Na inauguração do complexo, ele falou sobre sua fé e devoção em Nossa Senhora de Lourdes: “Tive Nossa Senhora de Lourdes como minha padroeira e minha mãe protetora, que me ajudava nas horas difíceis da vida, e resolvi, olhando para este lugar lá de casa, fazer uma pequena santa aqui em cima desse morro. Só que este sonho foi ficando bonito, a fé foi aumentando e se tornou neste belo santuário que fizemos aqui em Ituporanga”. Turismo religioso Com a inauguração do Santuário do Louvor, a cidade de Ituporanga, SC, se une a Nova Trento na rota do turismo religioso nacional. Recentemente, a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina aprovou o projeto de lei que reconhece o Caminho do Louvor, uma rota de peregrinação que une as duas cidades. O percurso é de 140 quilômetros e poderá ser feito em cinco dias de caminhada ou três dias de bicicleta. No trajeto é possível apreciar a paisagem memorável dos campos de agricultura da região do Vale do Itajaí. O Santuário Nossa Senhora de Lourdes e do Louvor fica aberto à visitação de quarta-feira a domingo, das 9h às 18h. A entrada custa R$ 30,00. #TurismoReligiosonoBrasil
- AMOR MAQUIAVÉLICO – Fausto Zamboni
Carpeaux elaborou uma lista de 100 obras literárias básicas, que ele chamou de “obras para reler”. Uma delas é A mandrágora , de Maquiavel, que o próprio Carpeaux considera como a maior comédia da literatura italiana e uma das grandes da literatura ocidental. Nela, o jovem Calímaco deseja conquistar a mais bela mulher já vista, a florentina Lucrécia. Mas ela é casada, virtuosa e reservada, e nem sabe da sua existência. Calímaco, obstinado, e não desiste. Pede a ajuda de um oportunista que frequenta a família. Sabendo que são ricos e não têm um herdeiro, se oferece como médico que chegou de Paris com a fórmula capaz de acabar com a esterilidade: uma poção de mandrágora. À custa de muita astúcia e manipulação, consegue ser introduzido no leito nupcial pelo marido velho e ignorante, com apoio da sogra e o aval do confessor. Por que Carpeaux recomendaria a leitura e a releitura dessa obra, indicando-a como o resumo das experiências, inclusive políticas, de Maquiavel? Houve uma Lucrécia na fundação de Roma: uma nobre e virtuosa senhora casada que, violentada por um rei etrusco, suicidou-se. Revoltados, os romanos puseram fim à monarquia e fundaram uma nova ordem republicana. Maquiavel quer criar uma ordem política grandiosa, uma nova Roma fundada por um príncipe que, munido de virtù (força de vontade) domina a fortuna (as condições adversas). N’ O Príncipe , Maquiavel diz que a Fortuna é mulher e, como mulher, obedece aos jovens impetuosos, que a dominam com força e audácia. A mandrágora que serviria para a poção também tem origens político-religiosas ilustres. Foi cedida por Lia para a irmã Raquel, em troca de uma noite com o marido de ambas, Jacó, o patriarca do povo de Israel. Lucrécia e a mandrágora remetem a um mito fundador, e ao utilizá-los Maquiavel impregna a sua comédia com estes símbolos, indicando uma nova ordem, fundada por jovens impetuosos e sem preconceitos, que trazem novos valores para substituir a impotência e a esterilidade da velha ordem. A modernidade sem dúvida seguiu os caminhos vislumbrados por Maquiavel. Cada vez mais as relações humanas, comerciais e políticas são permeadas por técnicas de indução e manipulação do comportamento. A conquista de Lucrécia continua a parecer-se muito com um estupro aperfeiçoado por técnicas mais sutis de coação: é o mesmo ato perverso, mas assumido como um valor positivo.
- Quem vai salvar nossa Igreja nestes tempos de apostasia?
Veja a resposta do Venerável Bispo Fulton Sheen a este questionamento: “Quem vai salvar nossa Igreja? Nem nossos bispos, nem nossos padres e religiosos. Depende de você, povo… Sua missão é fazer com que seus padres ajam como padres, seu bispo como bispo e seus religiosos ajam como religiosos”. Venerável Fulton J. Sheen Complementando a frase deste santo bispos, o padre Wellington José de Castro escreveu através de suas redes sociais: Ouço muito a frase “precisamos de padres que sejam padres”… eu concordo, obviamente, mas acrescento: – Precisamos de pais que sejam pais! Que não tenham medo de ter filhos e de educá-los na fé da Igreja! Que saibam dizer “não”, que os amem, que lhes ajude a ir para o Céu! Pais que não neguem nem adiem o Batismo aos filhos e que lhes testemunhem a vida na Graça. Pais que não permitam aos filhos dormir na casa de namorados, mas que lhes transmitam os valores que nunca passam. Pais que ensinem os filhos a pedir “bença”, a respeitar os mais velhos, a servir-se por último à mesa. Pais que tenham coragem de não dar celular a suas crianças, não cedendo aos modismos atuais. – Precisamos de esposos que sejam esposos! Que vivam santa e verdadeiramente o Matrimônio! Que se respeitem, que se perdoem, que sejam um! Que sejam responsáveis e abertos à vida! – Precisamos de cristãos que sejam cristãos! Sem “mas”, sem escolher no que crer, que lutem, que chorem, que amem e defendam a Igreja, que desejem com todas as forças ser santos! Cristãos que busquem a vida sacramental e a vivam intensamente! Que se confessem, que recebam sempre a Eucaristia, que tenham vida de oração, de piedade, que rezem o Rosário, que se alimentem da Palavra de Deus e da vida dos santos! – Precisamos de homens que sejam homens! Com valentia, com coragem, com ternura quando preciso! Que vivam desapegados das coisas passageiras. Que se esforcem pelo que é eterno. Homens que desejem mudar o mundo pela força do amor de Cristo! – Precisamos de gente com coragem, com audácia, com ânimo, com valentia, com destemor, com amor, com inteligência. Nada de frouxidão e tibieza!! Nada de sentimentalismo, mas movidos por uma fé heroica! Nada de postura ideológica, mas que se configurem em tudo a Cristo Jesus! PRECISAMOS DE SANTOS!! Leia também Conselhos para não perder a Fé na Santa Igreja nestes tempos de confusão e apostasia #Família #Vaticano #vocação
- Quem vai salvar nossa Igreja nestes tempos de apostasia?
Veja a resposta do Venerável Bispo Fulton Sheen a este questionamento: “Quem vai salvar nossa Igreja? Nem nossos bispos, nem nossos padres e religiosos. Depende de você, povo… Sua missão é fazer com que seus padres ajam como padres, seu bispo como bispo e seus religiosos ajam como religiosos”. Venerável Fulton J. Sheen Complementando a frase deste santo bispos, o padre Wellington José de Castro escreveu através de suas redes sociais: Ouço muito a frase “precisamos de padres que sejam padres”… eu concordo, obviamente, mas acrescento: – Precisamos de pais que sejam pais! Que não tenham medo de ter filhos e de educá-los na fé da Igreja! Que saibam dizer “não”, que os amem, que lhes ajude a ir para o Céu! Pais que não neguem nem adiem o Batismo aos filhos e que lhes testemunhem a vida na Graça. Pais que não permitam aos filhos dormir na casa de namorados, mas que lhes transmitam os valores que nunca passam. Pais que ensinem os filhos a pedir “bença”, a respeitar os mais velhos, a servir-se por último à mesa. Pais que tenham coragem de não dar celular a suas crianças, não cedendo aos modismos atuais. – Precisamos de esposos que sejam esposos! Que vivam santa e verdadeiramente o Matrimônio! Que se respeitem, que se perdoem, que sejam um! Que sejam responsáveis e abertos à vida! – Precisamos de cristãos que sejam cristãos! Sem “mas”, sem escolher no que crer, que lutem, que chorem, que amem e defendam a Igreja, que desejem com todas as forças ser santos! Cristãos que busquem a vida sacramental e a vivam intensamente! Que se confessem, que recebam sempre a Eucaristia, que tenham vida de oração, de piedade, que rezem o Rosário, que se alimentem da Palavra de Deus e da vida dos santos! – Precisamos de homens que sejam homens! Com valentia, com coragem, com ternura quando preciso! Que vivam desapegados das coisas passageiras. Que se esforcem pelo que é eterno. Homens que desejem mudar o mundo pela força do amor de Cristo! – Precisamos de gente com coragem, com audácia, com ânimo, com valentia, com destemor, com amor, com inteligência. Nada de frouxidão e tibieza!! Nada de sentimentalismo, mas movidos por uma fé heroica! Nada de postura ideológica, mas que se configurem em tudo a Cristo Jesus! PRECISAMOS DE SANTOS!! Leia também Conselhos para não perder a Fé na Santa Igreja nestes tempos de confusão e apostasia #Família #Vaticano #vocação
- O INFERNO VISTO E DESCRITO POR SANTA FRANCISCA ROMANA
O Tratado do Inferno é o mais notável dos escritos que ditou Santa Francisca. Nestes escritos, a Santa nos dita suas visões sobre os Novíssimos. “Lembra-te dos teus novíssimos e não pecarás” (Ecl. 7,40) — recomenda a Sagrada Escritura. Os novíssimos do homem são as últimas coisas que a ele ocorrerão, ou seja, a morte, o juízo particular, o Céu, o inferno, o purgatório, o fim do mundo, a ressurreição dos mortos e o juízo final. O inferno é dividido em três partes: o superior, o do meio e o inferior. Lúcifer encontra-se no fundo do inferno inferior. A Lúcifer, chefe universal, subordinam-se três outros demônios, os quais exercem império sobre os demais: 1) Asmodeu, que preside os pecados da carne, e era antes da queda um Querubim; 2) Mamon, que preside os pecados da avareza, era um Trono. O dinheiro fornece, ele sozinho, uma das três grandes categorias. 3) Belzebu preside aos pecados de idolatria. Tudo que tem algo a ver com magia, espiritismo, é inspirado por Belzebu. Ele é, de um modo especial, o príncipe das trevas, e mediante as trevas ele é atormentado e atormenta suas vítimas. Uma parte dos demônios permanece no inferno, a outra no ar, e uma terceira atua entre os homens, procurando desviá-los do certo caminho. Os que ficam no inferno dão ordens e enviam seus embaixadores; os que residem no ar agem fisicamente sobre as mudanças atmosféricas e telúricas, lançando por toda parte suas más influências, empestando o ar, física e moralmente. Seu objetivo é debilitar a alma. Leia também Como será o Inferno? – por Santo Afonso Maria de Ligório Quando os demônios encarregados da Terra vêem uma alma enfraquecida pelos demônios do ar, eles a atacam no seu ponto fraco, para vencê-la mais facilmente. É o momento em que a alma não confia na Providência. Essa falta de confiança, inspirada pelos demônios do ar, prepara a alma para a queda solicitada pelos demônios da Terra. Assim, enfraquecidos pela desconfiança, os demônios inspiram na alma o orgulho, em que ela cai tanto mais facilmente quanto mais fraca esta. Quando o orgulho aumentou sua fraqueza, vêm os demônios da carne que atacam seu espírito. Quando os demônios da carne aumentam mais ainda a fraqueza da alma, vêm os demônios que insuflam os crimes do dinheiro. E quando estes diminuíram ainda mais os recursos de sua resistência, chegam os demônios da idolatria, os quais completam e concluem o que os outros começaram. Todos se articulam para o mal, sendo esta a lei da queda: todo pecado cometido, e do qual a alma não se arrependeu, prepara-a para outro pecado. Assim, a idolatria, a magia, o espiritismo esperam no fundo do abismo aqueles que foram escorregando de precipício em precipício. Todas as coisas da hierarquia celeste são parodiadas na hierarquia infernal. Nenhum demônio pode tentar uma alma sem a permissão de Lúcifer. Leia também Santa Faustina: “Estive nos abismos do Inferno para testemunhar que o Inferno existe” Os demônios que estão no inferno sofrem a pena do fogo. Os que estão no ar ou na terra não sofrem atualmente tais penas, mas padecem outros suplícios terríveis, e particularmente a visão do bem que praticam os santos. O homem que faz o bem inflige aos demônios um tormento indescritível. Quando Santa Francisca era tentada, sabia, pela natureza e violência da tentação, de que altura tinha caído o anjo tentador e a que hierarquia pertencera. Quando uma alma cai no inferno, seu demônio tentador é felicitado pelos demais. Mas quando a alma se salva, o demônio tentador recebe insulto dos outros, que o levam para Lúcifer e este lhe inflige um castigo a mais, além das torturas que já padece. Este demônio entra às vezes no corpo de animais ou homens. Ele finge ser a alma de um morto. Quando um demônio consegue perder certa alma, após a condenação desta transforma-se em tentador de outro homem, mas torna-se mais hábil do que foi a primeira vez. Aproveita-se da experiência que a vitória lhe deu, tornando-se mais forte para perder o homem. Santa Francisca observava um demônio em cima de alguém que estivesse em estado de pecado mortal. Confessado o pecado, via ela o mesmo demônio ao lado da pessoa. Após uma excelente confissão, o anjo mau ficava enfraquecido e a tentação não tinha mais o mesmo grau de energia. Leia também O que são os Novíssimos? O céu, a morte, o purgatório… Ao ser pronunciado santamente o nome de Jesus, Santa Francisca via os demônios do ar, da terra e do inferno inclinarem-se com sofrimentos espantosos, tanto maiores quanto mais santamente o nome de Jesus fora pronunciado. Se o nome de Deus é pronunciado em meio a blasfêmias, os demônios ainda assim são obrigados a se inclinar, mas um certo prazer é misturado à dor causada pela homenagem que são obrigados a render. Se o nome de Deus é blasfemado por um homem, os anjos do céu inclinam-se também, testemunhando um respeito imenso. Assim, os lábios humanos, que se movem tão facilmente e pronunciam tão levianamente o nome terrível, produzem em todos os mundos efeitos extraordinários e ecos, dos quais o homem não é capaz de compreender nem a intensidade nem a grandeza. Leia também Cada pecado mortal acrescenta sete anos de Purgatório – Santa Francisca Romana #Inferno #SantaFranciscaRomana
- O INFERNO VISTO E DESCRITO POR SANTA FRANCISCA ROMANA
O Tratado do Inferno é o mais notável dos escritos que ditou Santa Francisca. Nestes escritos, a Santa nos dita suas visões sobre os Novíssimos. “Lembra-te dos teus novíssimos e não pecarás” (Ecl. 7,40) — recomenda a Sagrada Escritura. Os novíssimos do homem são as últimas coisas que a ele ocorrerão, ou seja, a morte, o juízo particular, o Céu, o inferno, o purgatório, o fim do mundo, a ressurreição dos mortos e o juízo final. O inferno é dividido em três partes: o superior, o do meio e o inferior. Lúcifer encontra-se no fundo do inferno inferior. A Lúcifer, chefe universal, subordinam-se três outros demônios, os quais exercem império sobre os demais: 1) Asmodeu, que preside os pecados da carne, e era antes da queda um Querubim; 2) Mamon, que preside os pecados da avareza, era um Trono. O dinheiro fornece, ele sozinho, uma das três grandes categorias. 3) Belzebu preside aos pecados de idolatria. Tudo que tem algo a ver com magia, espiritismo, é inspirado por Belzebu. Ele é, de um modo especial, o príncipe das trevas, e mediante as trevas ele é atormentado e atormenta suas vítimas. Uma parte dos demônios permanece no inferno, a outra no ar, e uma terceira atua entre os homens, procurando desviá-los do certo caminho. Os que ficam no inferno dão ordens e enviam seus embaixadores; os que residem no ar agem fisicamente sobre as mudanças atmosféricas e telúricas, lançando por toda parte suas más influências, empestando o ar, física e moralmente. Seu objetivo é debilitar a alma. Leia também Como será o Inferno? – por Santo Afonso Maria de Ligório Quando os demônios encarregados da Terra vêem uma alma enfraquecida pelos demônios do ar, eles a atacam no seu ponto fraco, para vencê-la mais facilmente. É o momento em que a alma não confia na Providência. Essa falta de confiança, inspirada pelos demônios do ar, prepara a alma para a queda solicitada pelos demônios da Terra. Assim, enfraquecidos pela desconfiança, os demônios inspiram na alma o orgulho, em que ela cai tanto mais facilmente quanto mais fraca esta. Quando o orgulho aumentou sua fraqueza, vêm os demônios da carne que atacam seu espírito. Quando os demônios da carne aumentam mais ainda a fraqueza da alma, vêm os demônios que insuflam os crimes do dinheiro. E quando estes diminuíram ainda mais os recursos de sua resistência, chegam os demônios da idolatria, os quais completam e concluem o que os outros começaram. Todos se articulam para o mal, sendo esta a lei da queda: todo pecado cometido, e do qual a alma não se arrependeu, prepara-a para outro pecado. Assim, a idolatria, a magia, o espiritismo esperam no fundo do abismo aqueles que foram escorregando de precipício em precipício. Todas as coisas da hierarquia celeste são parodiadas na hierarquia infernal. Nenhum demônio pode tentar uma alma sem a permissão de Lúcifer. Leia também Santa Faustina: “Estive nos abismos do Inferno para testemunhar que o Inferno existe” Os demônios que estão no inferno sofrem a pena do fogo. Os que estão no ar ou na terra não sofrem atualmente tais penas, mas padecem outros suplícios terríveis, e particularmente a visão do bem que praticam os santos. O homem que faz o bem inflige aos demônios um tormento indescritível. Quando Santa Francisca era tentada, sabia, pela natureza e violência da tentação, de que altura tinha caído o anjo tentador e a que hierarquia pertencera. Quando uma alma cai no inferno, seu demônio tentador é felicitado pelos demais. Mas quando a alma se salva, o demônio tentador recebe insulto dos outros, que o levam para Lúcifer e este lhe inflige um castigo a mais, além das torturas que já padece. Este demônio entra às vezes no corpo de animais ou homens. Ele finge ser a alma de um morto. Quando um demônio consegue perder certa alma, após a condenação desta transforma-se em tentador de outro homem, mas torna-se mais hábil do que foi a primeira vez. Aproveita-se da experiência que a vitória lhe deu, tornando-se mais forte para perder o homem. Santa Francisca observava um demônio em cima de alguém que estivesse em estado de pecado mortal. Confessado o pecado, via ela o mesmo demônio ao lado da pessoa. Após uma excelente confissão, o anjo mau ficava enfraquecido e a tentação não tinha mais o mesmo grau de energia. Leia também O que são os Novíssimos? O céu, a morte, o purgatório… Ao ser pronunciado santamente o nome de Jesus, Santa Francisca via os demônios do ar, da terra e do inferno inclinarem-se com sofrimentos espantosos, tanto maiores quanto mais santamente o nome de Jesus fora pronunciado. Se o nome de Deus é pronunciado em meio a blasfêmias, os demônios ainda assim são obrigados a se inclinar, mas um certo prazer é misturado à dor causada pela homenagem que são obrigados a render. Se o nome de Deus é blasfemado por um homem, os anjos do céu inclinam-se também, testemunhando um respeito imenso. Assim, os lábios humanos, que se movem tão facilmente e pronunciam tão levianamente o nome terrível, produzem em todos os mundos efeitos extraordinários e ecos, dos quais o homem não é capaz de compreender nem a intensidade nem a grandeza. Leia também Cada pecado mortal acrescenta sete anos de Purgatório – Santa Francisca Romana #Inferno #SantaFranciscaRomana
- PAPA FRANCISCO: “SE O MUNDO FOSSE GOVERNADO POR JOVENS, NÃO HAVERIA TANTAS GUERRAS…” – Carlos
Alexandre, o Grande, que morreu aos 30 anos depois de haver reduzido o Império Aquemênida a sangue e fogo, ficaria surpreso ao saber que “se o mundo fosse governado por jovens, não haveria tantas guerras”. Por que o Papa diz essas coisas grandiloquentes, comprovadamente questionáveis e estranhas à sua missão? Talvez porque o tenha dito na mensagem aos participantes da ‘Conferência da Juventude da União Europeia’ que teve lugar em Praga de 11 a 13 de julho de 2022, sobre o tema: “Comprometer-se juntos por uma Europa sustentável e inclusiva”. O Santo Padre tem um tendência perturbadora de dizer a todos o que eles querem ouvir. “Alguém disse que, se o mundo fosse governado por mulheres, não haveria tantas guerras, porque quem tem a missão de dar a vida não pode optar pela morte. Da mesma forma, gosto de pensar que, se o mundo fosse governado por jovens, não haveria tantas guerras: quem tem a vida inteira pela frente não deseja violentá-la ou descartá-la, mas a viver ao máximo”, foram suas palavras. Mas alguns dias antes ele havia falado sobre a sabedoria dos mais velhos, e como as civilizações, que não cuidam desses transmissores de tradição e identidade, perdem um verdadeiro tesouro. Ele mesmo, aos 85 anos, descartou a possibilidade de desistir de governar o Igreja. A questão da mulher também é um tópico bastante absurdo, como se milhares de mulheres não tivessem governado ao longo da história, em claro desmentido a um suposto pacifismo feminino. Fale o Papa a seus compatriotas argentinos sobre a aversão de Margaret Thatcher à guerra… Ele também disse a eles que é “urgente reduzir o consumo de combustíveis fósseis”, e exortou os jovens a ler sua própria encíclica Laudato Sì , “onde crentes e não crentes encontram razões sólidas para se comprometer com uma ecologia integral”. Sua Santidade sabe qual país decidiu, em 2018, seguir as recomendações da agenda verde até suas últimas consequências? Foi Sri Lanka. Seu primeiro-ministro, orgulhosamente, anunciou isso em agosto daquele ano, garantindo que iria fazer de seu país um país “rico”. Hoje, esse mesmo primeiro-ministro (e seu irmão, o presidente da república) tiveram que fugir do país, expulsos pela multidão faminta, pois a nação está enfrentando a fome. Francisco: «Si el mundo estuviera gobernado por jóvenes, no habría tantas guerras»
- À ESPERA DO SENHOR – Scott Hahn medita sobre o 16º Domingo do Tempo Comum
“Cristo na casa de Marta e Maria” – Velázquez Deus quer habitar em cada um de nós pessoalmente, intimamente: como os misteriosos convidados certa vez visitaram a tenda de Abraão; e como Jesus, certa vez, entrou na casa de Maria e Marta. Por sua hospitalidade, na Primeira Leitura desta semana, Abraão nos mostra como devemos dar boas-vindas ao Senhor, em nossas vidas. O tratamento dedicado que ofereceu a seus divinos hóspedes (Hebreus 13, 1) está em contraste com o retrato de Marta, como é traçado no Evangelho desta semana. Enquanto Abraão está mais preocupado com o bem-estar de seus hóspedes, Marta fala apenas de si mesma: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” A suave repreensão de Jesus nos lembra que corremos o risco de perder o divino no mundano, que podemos cair na armadilha de acreditar que Deus precisa, de alguma maneira, ser servido por mãos humanas (Atos 17, 25). Nosso Senhor vem a nós não para não ser servido, mas para servir (Mateus 20, 28). Ele deu Sua vida para que pudéssemos conhecer a única coisa de que temos necessidade, a “melhor parte”, que é a vida em comunhão com Deus. Jesus é o verdadeiro Filho prometido pelos visitantes de Abraão (Mateus 1, 1). Nele, Deus fez uma aliança eterna para todos os séculos, tornando-nos descendentes abençoados de Abraão (Gênesis17,19, 21; Romanos 4, 16-17, 19-21). A Igreja, agora, oferece-nos esta aliança, depois de cumprida a palavra de Deus, a promessa do Seu plano de salvação, que Paulo chama de “o mistério escondido por séculos”. Do mesmo modo que Ele veio, um dia, a Abraão, a Maria e a Marta, Cristo agora vem até cada um de nós pela Palavra e pelo Sacramento. Como cantamos no Salmo desta semana: Ele fará Sua morada com “aqueles que caminham sem pecado e praticam a justiça fielmente” (v. João 14, 23). Se fizermos estas coisas, não ficaremos ansiosos nem perturbados: Nosso Senhor jamais será tirado de nossas vidas. Esperemos no Senhor, que disse a Abraão e continua a dizer a cada um de nós: “Voltarei sem falta”. https://stpaulcenter.com/waiting-on-the-lord-scott-hahn-reflects-on-the-sixteenth-sunday-in-ordinary-time/
- A PANDEMIA IGNORADA: 360 MILHÕES DE CRISTÃOS PERSEGUIDOS MUNDO AFORA – Raymond Ibrahim
“A pior perseguição de cristãos da história ocorreu ” em 2021: 16 cristãos assassinados, em média, devido à sua fé, todo santo dia. Os dados apresentados são da World Watch List-2022 ( WWL-2022 ), recentemente publicada pela organização humanitária internacional Open Doors. O relatório, divulgado todos os anos, ordena os primeiros 50 países onde os cristãos sofrem as maiores perseguições por conta da sua fé. A WWL usa informações coletadas por equipes de campo e especialistas externos, para quantificar e analisar a perseguição nos quatro cantos do planeta. Segundo o WWL-2022 que abrange o período que vai de 1º de outubro de 2020 a 30 de setembro de 2021, “mais de 360 milhões de cristãos sofrem altos níveis de perseguição e discriminação por conta da sua fé, um salto de 20 milhões de pessoas se comparado ao ano passado. O contingente representa um em cada sete cristãos do mundo inteiro. Aquele período registra os níveis mais altos de perseguição desde que a primeira lista foi publicada 29 anos atrás (…).” Naquele mesmo período do relatório, 5.898 cristãos foram assassinados “ devido à sua fé “, representando uma escalada de 24% em relação a 2021 (quando “apenas” 4.761 cristãos foram assassinados). Além disso, “6.175 fiéis foram detidos sem julgamento, presos, sentenciados ou encarcerados” e 3.829 foram sequestrados. Talvez ainda mais indicativo do ódio ao cristianismo, 5.110 igrejas e outros edifícios cristãos (escolas, mosteiros, etc…), foram atacados e profanados. Transformando os números acima em médias diárias, as estatísticas acima mostram que todos os dias , em todo o mundo, mais de 16 cristãos foram assassinados por dia por conta da sua fé, 27 foram detidos ilegalmente e presos por autoridades não cristãs (ou sequestrados por agentes não cristãos), e 14 igrejas foram destruídas ou profanadas. https://pt.gatestoneinstitute.org/18579/cristaos-perseguidos-mundo-afora
- “Aqueles que morrerem com este Escapulário não padecerão o fogo do Inferno” – Noss
A Santa Igreja nos oferece numerosos recursos para alcançarmos o nosso objetivo supremo: a eterna salvação. Usar o Escapulário é um dos mais eficazes. Dentre todos os “negócios” de que nos ocupamos nesta vida, há um de tão grande importância que deve ser tratado com absoluta prioridade, sob pena de fracassarmos em todos os outros: nossa salvação eterna! Certo dia, um repórter meu amigo resolveu fazer em várias cidades uma pesquisa sobre este assunto. Percorrendo as ruas, perguntava aos transeuntes: “Você quer ir para o Céu ou para o Inferno?” Impactadas, as pessoas respondiam, quase sem refletir: “Claro que quero ir para o Céu!” E tocavam em frente… Alguns, nosso repórter conseguia reter por mais um instante e fazer a segunda pergunta: “Quais os meios que você emprega para alcançar tão grande felicidade?” Resultado da pesquisa: 100% querem ir para o Céu. Porém, menos de 1% se preocupa sobre como fazer para lá chegar! São abundantes esses meios. Vamos aqui indicar um dos mais eficazes, que a Mãe de Misericórdia põe à disposição de todos, sem qualquer exceção. Quem se julgar indigno, por ser grande pecador, lembre-se do que disse Jesus: “Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores” (Lc 5, 32). Trata-se do uso do Escapulário do Carmo, recomendado por vários Papas e Santos. Um destes, São Cláudio de La Colombière, afirma: “Não basta dizer que o Escapulário é um sinal de salvação. Eu sustento que não há outro que faça tão certa nossa predestinação “. 🛒 Temos alguns modelos de escapulários em nossa Loja virtual. Para adquirir, clique aqui . Os grandes privilégios do Escapulário No dia 16 de julho de 1251, São Simão Stock suplicava a Nossa Senhora ajuda para resolver um problema da Ordem Carmelitana, da qual era o Prior Geral. Enquanto ele rezava, a Virgem apareceu- lhe, trazendo o Escapulário nas mãos, e disse essas confortadoras palavras: “Filho diletíssimo, recebe o Escapulário da tua Ordem, sinal especial de minha amizade fraterna, privilégio para ti e todos os carmelitas. Aqueles que morrerem com este Escapulário não padecerão o fogo do Inferno. É sinal de salvação, amparo e proteção nos perigos, e aliança de paz para sempre”. A Igreja assumiu o Escapulário e fez dele uma das devoções mais difundidas entre o povo de Deus. Em nossa época de superstições, não é supérfluo esclarecer que o Escapulário está longe de ser um sinal “mágico” de salvação. Não é uma espécie de amuleto cujo uso nos dispensa das exigências da vida cristã. Não basta, portanto, carregá-lo ao pescoço e dizer: “Estou salvo!” É verdade que Nossa Senhora não pôs condição alguma ao fazer sua promessa. Simplesmente afirma: “Quem morrer com o Escapulário não padecerá o fogo do inferno”. Não obstante, para beneficiar-se deste privilégio, é preciso usar o Escapulário com reta intenção. Neste caso, se na hora da morte a pessoa estiver em estado de pecado, Nossa Senhora providenciará, de alguma forma, que ela se arrependa e receba os sacramentos. E nisto a misericórdia da Mãe de Deus se mostra verdadeiramente insondável! Alguns exemplos atestam de modo eloqüente esta verdade. Viajando de automóvel em companhia de um bispo, o autor deste artigo viu uma mulher entrar distraída na rodovia e ser esmagada por uma enorme carreta cujo motorista não teve tempo de frear. O bispo mandou parar o automóvel, desceu apressadamente, deu a absolvição sacramental e ministrou a unção dos enfermos à mulher agonizante. Depois comentou comovido: “Ela estava com o Escapulário do Carmo. Certamente foi Nossa Senhora quem providenciou que um bispo estivesse passando por aqui, justo neste momento!” Um caso diferente – narrado por Dom Marcos Barbosa na obra “O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo” – se passou na Inglaterra. Na hora da morte, um cavaleiro conhecido por sua grande impiedade, em vez de pedir a Deus perdão de seus pecados, blasfemava dizendo: “Quero o inferno e o diabo!” Os presentes, horrorizados, chamaram São Simão Stock, o qual tomou o Escapulário e estendeu- o sobre o blasfemador. Imediatamente este se arrependeu e pediu os sacramentos. Segundo antiga e piedosa tradição, a Santíssima Virgem, aparecendo ao Papa João XXII, prometeu livrar do Purgatório, no primeiro sábado após a morte, todos os que portarem devotamente o Escapulário. Este é o chamado “privilégio sabatino”. Para se beneficiar dele é preciso manter a castidade segundo o próprio estado, recitar o Pequeno Ofício da Imaculada ou rezar um terço todos os dias. E mais: cada vez que o devoto beijar o Escapulário com piedade, fazendo um pedido à Santíssima Virgem, recebe uma indulgência parcial, isto é, a remissão de uma parte das penas que devia cumprir no Purgatório. Quem usar o Escapulário pode beneficiar-se também de indulgência plenária (remissão de todas as penas do Purgatório) no dia em que o recebe, na festa de Nossa Senhora do Carmo, 16 de julho; de Santo Elias, 20 de julho; Santa Terezinha, 1º de outubro; dos santos carmelitas, 14 de novembro; São João da Cruz, 14 de dezembro; São Simão Stock, 16 de maio. Proteção nos perigos da vida quotidiana Que ao usar o escapulário, enfim, você não só se sinta protegido pela Virgem Maria, mas, sobretudo, cresça na imitação de suas virtudes. Nossa Senhora, a melhor de todas as mães, quer para seus devotos filhos não somente os benefícios espirituais, mas também os temporais. Assim, quem porta seu Escapulário recebe d’Ela uma proteção especial nos perigos da vida quotidiana. São inumeráveis os exemplos desse desvelo da Virgem Mãe por seus filhos. Dom Marcos Barbosa, na obra mencionada acima, narra dois bem interessantes. Em Santo André (SP), uma menina de 5 anos caiu dentro de um poço de 20 metros de profundidade. Uma hora depois, foi encontrada boiando sobre a água, com o Escapulário no pescoço. A família, naturalmente, atribuiu o fato à proteção da Mãe do Carmelo. Em São Paulo, um jovem de 15 anos, ao atravessar de bicicleta uma via férrea, foi apanhado pelo trem. Passado todo o comboio, ele se levantou ileso e, beijando comovido seu Escapulário, exclamava: “Só tive tempo de gritar: ‘Nossa Senhora do Carmo!’ Foi o bentinho d’Ela que me salvou!” 🛒 Temos alguns modelos de escapulários em nossa Loja virtual. Para adquirir, clique aqui . Sinal de aliança com Nossa Senhora O Escapulário é um sinal de aliança com Nossa Senhora, e exprime nossa consagração a Ela. Seu uso é um poderoso meio de afervorar os que vivem em estado de graça e de converter os pecadores. Deus não deixa sem recompensa nenhum benefício feito a uma pessoa necessitada, mesmo um simples pedaço de pão dado a um indigente. Imagine, pois, como Ele recompensará quem ajudar na salvação de uma alma! Seja, portanto, você também, um ardoroso propagador do santo Escapulário! Nossa Senhora lhe retribuirá com toda espécie de graças e favores já nesta terra; e mais ainda no Céu. Como usar o escapulário O escapulário deve ser usado constantemente, de dia e de noite . Quando, por alguma razão, seu uso se torne dificultoso, a Igreja dá a possibilidade de substituí-lo por uma medalha em que, na frente, esteja cunhada a imagem de Nossa Senhora do Carmo, e, atrás, a do Sagrado Coração de Jesus. É a medalha de Nossa Senhora do Carmo que, no lugar do escapulário, deve ser sempre carregada com a pessoa. Da primeira vez que se recebe o escapulário, é necessário apresentá-lo ao sacerdote, a fim de que ele o abençoe e o imponha . Por ser confeccionado com tecido, o escapulário desgasta-se facilmente. Uma vez gasto, basta trocá-lo por outro, não sendo, então, mais preciso recorrer ao sacerdote. Muitas pessoas se perguntam como se desfazerem do escapulário velho. Dado que se trata de um sacramental [2] e, portanto, um objeto religioso que recebeu uma bênção, o ideal seria queimá-lo de modo que ele se deteriorasse completamente. Se, por qualquer motivo, isso se apresentar difícil, pode-se enterrá-lo de maneira que, com o tempo, a umidade da terra venha a apodrecê-lo, causando sua decomposição. Se nada disso for possível, o ideal é entregá-lo a uma igreja onde o sacristão se encarregará de desfazer-se dele. 🛒 Temos alguns modelos de escapulários em nossa Loja virtual. Para adquirir, clique aqui . O escapulário e as indulgências É também interessante lembrar que o uso do escapulário permite aos fiéis lucrarem algumas indulgências: Indulgência parcial – O uso piedoso do escapulário ou da medalha (por exemplo: um pensamento, uma lembrança, um olhar, toque ou beijo etc.), além de favorecer a união com Maria Santíssima e com Deus, obtém uma indulgência parcial, cujo valor aumenta na proporção das disposições de piedade e fervor da pessoa. Indulgência plenária – Pode-se lucrá-la no dia em que se recebe pela primeira vez o escapulário, na festa de Nossa Senhora do Carmo (16 de julho), de Santa Teresa de Ávila (15 de outubro), de São João da Cruz (14 de dezembro), de Santo Elias (20 de julho), de Santa Teresinha do Menino Jesus (1º de outubro), de todos os santos carmelitas (14 de novembro) e de São Simão Stock (16 de maio). Para lucrar tais indulgências plenárias, são exigidas as seguintes condições: Confissão, Comunhão eucarística, oração pelo Sumo Pontífice (por exemplo: um Pai-nosso e uma Ave-Maria); propósito firme de querer observar os compromissos da associação do escapulário. Que ao usar o escapulário, enfim, você não só se sinta protegido pela Virgem Maria, mas, sobretudo, cresça na imitação de suas virtudes. Leia também: INDULGÊNCIA – A GRANDE MISERICÓRDIA DE DEUS DESCONHECIDA POR QUASE TODOS OS CRISTÃOS ****** Como receber e usar o Escapulário 1 – Qualquer padre tem poder para benzer e impor na pessoa o Escapulário. 2 – Essa bênção e imposição valem para toda a vida, portanto, basta recebê-lo uma vez. 3 – Quando o Escapulário se desgastar, basta substituí-lo por um novo. 4 – Mesmo quando alguém tiver a infelicidade de deixar de usá-lo durante algum tempo, pode simplesmente retomar o seu uso, não é necessária outra bênção. 5 – Uma vez recebido, ele deve ser usado sempre, de preferência no pescoço, em todas as ocasiões, mesmo enquanto a pessoa dorme. 6 – Em casos de necessidade extrema, como doentes em hospitais, se o Escapulário lhe for retirado, o fiel não perde os benefícios da promessa de Nossa Senhora. 7 – Em casos de perigo de morte, mesmo um leigo pode impor o Escapulário. Basta recitar uma oração a Nossa Senhora e colocar na pessoa um escapulário já bento por algum sacerdote. 8 – O Papa São Pio X autorizou substituir o Escapulário por uma medalha que tenha de um lado o Sagrado Coração de Jesus e do outro uma imagem de Nossa Senhora. Mas a recepção deve ser feita com o escapulário de tecido. 🛒 Temos alguns modelos de escapulários em nossa Loja virtual. Para adquirir, clique aqui . Quem se reveste deste sinal mariano, o escapulário, deve adotar algumas atitudes fundamentais: Escutar a Palavra de Deus e esforçar-se para praticá-la na vida. Buscar a comunhão com Deus por meio da oração diária, que é um diálogo íntimo que temos com Aquele que nos ama. Abrir-se ao sofrimento do próximo, solidarizando-se com ele em suas necessidades e procurando ajudar a solucioná-las. Receber adequadamente os Sacramentos da Igreja, particularmente a Eucaristia e a Reconciliação. Oração a Nossa Senhora do Carmo Ó Virgem do Carmo e mãe amorosa de todos os fiéis, mas especialmente dos que vestem vosso sagrado Escapulário, em cujo número tenho a dita de ser incluído, intercedei por mim ante o trono do Altíssimo. Obtende-me que, depois de uma vida verdadeiramente cristã, expire revestido deste santo hábito e, livrando-me do fogo do inferno, conforme prometestes, mereça sair quanto antes, por vossa intercessão poderosa, das chamas do Purgatório. Ó Virgem dulcíssima, dissestes que o Escapulário é a defesa nos perigos, sinal do vosso entranhado amor e laço de aliança sempiterna entre Vós e os vossos filhos. Fazei, pois, Mãe amorosíssima, que ele me una perpetuamente a Vós e livre para sempre minha alma do pecado. Em prova do meu reconhecimento e fidelidade, ofereço-me todo a Vós consagrando-Vos neste dia os meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração e todo o meu ser. E porque Vos pertenço inteiramente, guardai-me e defendei-me como filho e servidor vosso. Amém. Fontes: (Revista Arautos do Evangelho , Julho/2004, n. 31, p. 18 à 21) e padrepauloricardo.org 🛒 Temos alguns modelos de escapulários em nossa Loja virtual. Para adquirir, clique aqui . #Escapulário #NossaSenhora #SantíssimaVirgem #TotusTuus
- “Aqueles que morrerem com este Escapulário não padecerão o fogo do Inferno” – Noss
A Santa Igreja nos oferece numerosos recursos para alcançarmos o nosso objetivo supremo: a eterna salvação. Usar o Escapulário é um dos mais eficazes. Dentre todos os “negócios” de que nos ocupamos nesta vida, há um de tão grande importância que deve ser tratado com absoluta prioridade, sob pena de fracassarmos em todos os outros: nossa salvação eterna! Certo dia, um repórter meu amigo resolveu fazer em várias cidades uma pesquisa sobre este assunto. Percorrendo as ruas, perguntava aos transeuntes: “Você quer ir para o Céu ou para o Inferno?” Impactadas, as pessoas respondiam, quase sem refletir: “Claro que quero ir para o Céu!” E tocavam em frente… Alguns, nosso repórter conseguia reter por mais um instante e fazer a segunda pergunta: “Quais os meios que você emprega para alcançar tão grande felicidade?” Resultado da pesquisa: 100% querem ir para o Céu. Porém, menos de 1% se preocupa sobre como fazer para lá chegar! São abundantes esses meios. Vamos aqui indicar um dos mais eficazes, que a Mãe de Misericórdia põe à disposição de todos, sem qualquer exceção. Quem se julgar indigno, por ser grande pecador, lembre-se do que disse Jesus: “Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores” (Lc 5, 32). Trata-se do uso do Escapulário do Carmo, recomendado por vários Papas e Santos. Um destes, São Cláudio de La Colombière, afirma: “Não basta dizer que o Escapulário é um sinal de salvação. Eu sustento que não há outro que faça tão certa nossa predestinação “. 🛒 Temos alguns modelos de escapulários em nossa Loja virtual. Para adquirir, clique aqui . Os grandes privilégios do Escapulário No dia 16 de julho de 1251, São Simão Stock suplicava a Nossa Senhora ajuda para resolver um problema da Ordem Carmelitana, da qual era o Prior Geral. Enquanto ele rezava, a Virgem apareceu- lhe, trazendo o Escapulário nas mãos, e disse essas confortadoras palavras: “Filho diletíssimo, recebe o Escapulário da tua Ordem, sinal especial de minha amizade fraterna, privilégio para ti e todos os carmelitas. Aqueles que morrerem com este Escapulário não padecerão o fogo do Inferno. É sinal de salvação, amparo e proteção nos perigos, e aliança de paz para sempre”. A Igreja assumiu o Escapulário e fez dele uma das devoções mais difundidas entre o povo de Deus. Em nossa época de superstições, não é supérfluo esclarecer que o Escapulário está longe de ser um sinal “mágico” de salvação. Não é uma espécie de amuleto cujo uso nos dispensa das exigências da vida cristã. Não basta, portanto, carregá-lo ao pescoço e dizer: “Estou salvo!” É verdade que Nossa Senhora não pôs condição alguma ao fazer sua promessa. Simplesmente afirma: “Quem morrer com o Escapulário não padecerá o fogo do inferno”. Não obstante, para beneficiar-se deste privilégio, é preciso usar o Escapulário com reta intenção. Neste caso, se na hora da morte a pessoa estiver em estado de pecado, Nossa Senhora providenciará, de alguma forma, que ela se arrependa e receba os sacramentos. E nisto a misericórdia da Mãe de Deus se mostra verdadeiramente insondável! Alguns exemplos atestam de modo eloqüente esta verdade. Viajando de automóvel em companhia de um bispo, o autor deste artigo viu uma mulher entrar distraída na rodovia e ser esmagada por uma enorme carreta cujo motorista não teve tempo de frear. O bispo mandou parar o automóvel, desceu apressadamente, deu a absolvição sacramental e ministrou a unção dos enfermos à mulher agonizante. Depois comentou comovido: “Ela estava com o Escapulário do Carmo. Certamente foi Nossa Senhora quem providenciou que um bispo estivesse passando por aqui, justo neste momento!” Um caso diferente – narrado por Dom Marcos Barbosa na obra “O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo” – se passou na Inglaterra. Na hora da morte, um cavaleiro conhecido por sua grande impiedade, em vez de pedir a Deus perdão de seus pecados, blasfemava dizendo: “Quero o inferno e o diabo!” Os presentes, horrorizados, chamaram São Simão Stock, o qual tomou o Escapulário e estendeu- o sobre o blasfemador. Imediatamente este se arrependeu e pediu os sacramentos. Segundo antiga e piedosa tradição, a Santíssima Virgem, aparecendo ao Papa João XXII, prometeu livrar do Purgatório, no primeiro sábado após a morte, todos os que portarem devotamente o Escapulário. Este é o chamado “privilégio sabatino”. Para se beneficiar dele é preciso manter a castidade segundo o próprio estado, recitar o Pequeno Ofício da Imaculada ou rezar um terço todos os dias. E mais: cada vez que o devoto beijar o Escapulário com piedade, fazendo um pedido à Santíssima Virgem, recebe uma indulgência parcial, isto é, a remissão de uma parte das penas que devia cumprir no Purgatório. Quem usar o Escapulário pode beneficiar-se também de indulgência plenária (remissão de todas as penas do Purgatório) no dia em que o recebe, na festa de Nossa Senhora do Carmo, 16 de julho; de Santo Elias, 20 de julho; Santa Terezinha, 1º de outubro; dos santos carmelitas, 14 de novembro; São João da Cruz, 14 de dezembro; São Simão Stock, 16 de maio. Proteção nos perigos da vida quotidiana Que ao usar o escapulário, enfim, você não só se sinta protegido pela Virgem Maria, mas, sobretudo, cresça na imitação de suas virtudes. Nossa Senhora, a melhor de todas as mães, quer para seus devotos filhos não somente os benefícios espirituais, mas também os temporais. Assim, quem porta seu Escapulário recebe d’Ela uma proteção especial nos perigos da vida quotidiana. São inumeráveis os exemplos desse desvelo da Virgem Mãe por seus filhos. Dom Marcos Barbosa, na obra mencionada acima, narra dois bem interessantes. Em Santo André (SP), uma menina de 5 anos caiu dentro de um poço de 20 metros de profundidade. Uma hora depois, foi encontrada boiando sobre a água, com o Escapulário no pescoço. A família, naturalmente, atribuiu o fato à proteção da Mãe do Carmelo. Em São Paulo, um jovem de 15 anos, ao atravessar de bicicleta uma via férrea, foi apanhado pelo trem. Passado todo o comboio, ele se levantou ileso e, beijando comovido seu Escapulário, exclamava: “Só tive tempo de gritar: ‘Nossa Senhora do Carmo!’ Foi o bentinho d’Ela que me salvou!” 🛒 Temos alguns modelos de escapulários em nossa Loja virtual. Para adquirir, clique aqui . Sinal de aliança com Nossa Senhora O Escapulário é um sinal de aliança com Nossa Senhora, e exprime nossa consagração a Ela. Seu uso é um poderoso meio de afervorar os que vivem em estado de graça e de converter os pecadores. Deus não deixa sem recompensa nenhum benefício feito a uma pessoa necessitada, mesmo um simples pedaço de pão dado a um indigente. Imagine, pois, como Ele recompensará quem ajudar na salvação de uma alma! Seja, portanto, você também, um ardoroso propagador do santo Escapulário! Nossa Senhora lhe retribuirá com toda espécie de graças e favores já nesta terra; e mais ainda no Céu. Como usar o escapulário O escapulário deve ser usado constantemente, de dia e de noite . Quando, por alguma razão, seu uso se torne dificultoso, a Igreja dá a possibilidade de substituí-lo por uma medalha em que, na frente, esteja cunhada a imagem de Nossa Senhora do Carmo, e, atrás, a do Sagrado Coração de Jesus. É a medalha de Nossa Senhora do Carmo que, no lugar do escapulário, deve ser sempre carregada com a pessoa. Da primeira vez que se recebe o escapulário, é necessário apresentá-lo ao sacerdote, a fim de que ele o abençoe e o imponha . Por ser confeccionado com tecido, o escapulário desgasta-se facilmente. Uma vez gasto, basta trocá-lo por outro, não sendo, então, mais preciso recorrer ao sacerdote. Muitas pessoas se perguntam como se desfazerem do escapulário velho. Dado que se trata de um sacramental [2] e, portanto, um objeto religioso que recebeu uma bênção, o ideal seria queimá-lo de modo que ele se deteriorasse completamente. Se, por qualquer motivo, isso se apresentar difícil, pode-se enterrá-lo de maneira que, com o tempo, a umidade da terra venha a apodrecê-lo, causando sua decomposição. Se nada disso for possível, o ideal é entregá-lo a uma igreja onde o sacristão se encarregará de desfazer-se dele. 🛒 Temos alguns modelos de escapulários em nossa Loja virtual. Para adquirir, clique aqui . O escapulário e as indulgências É também interessante lembrar que o uso do escapulário permite aos fiéis lucrarem algumas indulgências: Indulgência parcial – O uso piedoso do escapulário ou da medalha (por exemplo: um pensamento, uma lembrança, um olhar, toque ou beijo etc.), além de favorecer a união com Maria Santíssima e com Deus, obtém uma indulgência parcial, cujo valor aumenta na proporção das disposições de piedade e fervor da pessoa. Indulgência plenária – Pode-se lucrá-la no dia em que se recebe pela primeira vez o escapulário, na festa de Nossa Senhora do Carmo (16 de julho), de Santa Teresa de Ávila (15 de outubro), de São João da Cruz (14 de dezembro), de Santo Elias (20 de julho), de Santa Teresinha do Menino Jesus (1º de outubro), de todos os santos carmelitas (14 de novembro) e de São Simão Stock (16 de maio). Para lucrar tais indulgências plenárias, são exigidas as seguintes condições: Confissão, Comunhão eucarística, oração pelo Sumo Pontífice (por exemplo: um Pai-nosso e uma Ave-Maria); propósito firme de querer observar os compromissos da associação do escapulário. Que ao usar o escapulário, enfim, você não só se sinta protegido pela Virgem Maria, mas, sobretudo, cresça na imitação de suas virtudes. Leia também: INDULGÊNCIA – A GRANDE MISERICÓRDIA DE DEUS DESCONHECIDA POR QUASE TODOS OS CRISTÃOS ****** Como receber e usar o Escapulário 1 – Qualquer padre tem poder para benzer e impor na pessoa o Escapulário. 2 – Essa bênção e imposição valem para toda a vida, portanto, basta recebê-lo uma vez. 3 – Quando o Escapulário se desgastar, basta substituí-lo por um novo. 4 – Mesmo quando alguém tiver a infelicidade de deixar de usá-lo durante algum tempo, pode simplesmente retomar o seu uso, não é necessária outra bênção. 5 – Uma vez recebido, ele deve ser usado sempre, de preferência no pescoço, em todas as ocasiões, mesmo enquanto a pessoa dorme. 6 – Em casos de necessidade extrema, como doentes em hospitais, se o Escapulário lhe for retirado, o fiel não perde os benefícios da promessa de Nossa Senhora. 7 – Em casos de perigo de morte, mesmo um leigo pode impor o Escapulário. Basta recitar uma oração a Nossa Senhora e colocar na pessoa um escapulário já bento por algum sacerdote. 8 – O Papa São Pio X autorizou substituir o Escapulário por uma medalha que tenha de um lado o Sagrado Coração de Jesus e do outro uma imagem de Nossa Senhora. Mas a recepção deve ser feita com o escapulário de tecido. 🛒 Temos alguns modelos de escapulários em nossa Loja virtual. Para adquirir, clique aqui . Quem se reveste deste sinal mariano, o escapulário, deve adotar algumas atitudes fundamentais: Escutar a Palavra de Deus e esforçar-se para praticá-la na vida. Buscar a comunhão com Deus por meio da oração diária, que é um diálogo íntimo que temos com Aquele que nos ama. Abrir-se ao sofrimento do próximo, solidarizando-se com ele em suas necessidades e procurando ajudar a solucioná-las. Receber adequadamente os Sacramentos da Igreja, particularmente a Eucaristia e a Reconciliação. Oração a Nossa Senhora do Carmo Ó Virgem do Carmo e mãe amorosa de todos os fiéis, mas especialmente dos que vestem vosso sagrado Escapulário, em cujo número tenho a dita de ser incluído, intercedei por mim ante o trono do Altíssimo. Obtende-me que, depois de uma vida verdadeiramente cristã, expire revestido deste santo hábito e, livrando-me do fogo do inferno, conforme prometestes, mereça sair quanto antes, por vossa intercessão poderosa, das chamas do Purgatório. Ó Virgem dulcíssima, dissestes que o Escapulário é a defesa nos perigos, sinal do vosso entranhado amor e laço de aliança sempiterna entre Vós e os vossos filhos. Fazei, pois, Mãe amorosíssima, que ele me una perpetuamente a Vós e livre para sempre minha alma do pecado. Em prova do meu reconhecimento e fidelidade, ofereço-me todo a Vós consagrando-Vos neste dia os meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração e todo o meu ser. E porque Vos pertenço inteiramente, guardai-me e defendei-me como filho e servidor vosso. Amém. Fontes: (Revista Arautos do Evangelho , Julho/2004, n. 31, p. 18 à 21) e padrepauloricardo.org 🛒 Temos alguns modelos de escapulários em nossa Loja virtual. Para adquirir, clique aqui . #Escapulário #NossaSenhora #SantíssimaVirgem #TotusTuus
- Conheça um pouco das Raízes Católicas do Brasil
Certamente todos já ouvimos, seja em nossas escolas, em livros de história ou mesmo em meios de comunicação, alguns absurdos que apresentam a Santa Igreja Católica como vilã da história. Na história do Brasil não é diferente, quase a totalidade dos brasileiros, inclusive nós católicos, não conhecemos 1% da verdadeira história da ação e importância da Igreja na nossa história. O prof. Raphael Tonon expõe em aula brilhante alguns dos principais momentos da história do Brasil e de Portugal, incluindo alguns episódios enterrados pela historiografia atual, como a passagem do apóstolo São Tomé pelo Brasil. Assista: HISTÓRIA DA IGREJA Conforme nós católicos evoluímos no conhecimento da doutrina católica, é normal que surjam dúvidas e curiosidades sobre a História da Santa Igreja. De fato, conhecer a história da Igreja é essencial para combater diversos erros e ataques propagados em nosso tempo, por este motivo preparamos um material especial sobre este assunto. Disponibilizamos em nosso site uma série de vídeos do historiador católico e professor Raphael Tonon, uma das maiores referências no Brasil sobre o assunto, através dos quais ele faz um excelente resumo da história da igreja, contando fatos impressionantes sobre a ótica da verdade e combatendo as mentiras que espalham sobre a Igreja para atacá-la. São 4 vídeos sobre a história da igreja e alguns vídeos bônus sobre a história da Igreja no Brasil. Recomendamos que todos reservem um tempo para assistir. Aproveite esta grande oportunidade para conhecer a verdadeira história da Igreja e descobrir uma visão totalmente diferente daquela que é contada pelos que querem a destruição do cristianismo. São muitos detalhes que nos ajudarão a amar ainda mais a Santa Igreja. Compartilhe com seus amigos… Para assistir, acesse: Conheça mais sobre a História da Igreja Católica #FormaçõesCatólicas #HistóriadaIgrejaCatólica
- Conheça um pouco das Raízes Católicas do Brasil
Certamente todos já ouvimos, seja em nossas escolas, em livros de história ou mesmo em meios de comunicação, alguns absurdos que apresentam a Santa Igreja Católica como vilã da história. Na história do Brasil não é diferente, quase a totalidade dos brasileiros, inclusive nós católicos, não conhecemos 1% da verdadeira história da ação e importância da Igreja na nossa história. O prof. Raphael Tonon expõe em aula brilhante alguns dos principais momentos da história do Brasil e de Portugal, incluindo alguns episódios enterrados pela historiografia atual, como a passagem do apóstolo São Tomé pelo Brasil. Assista: HISTÓRIA DA IGREJA Conforme nós católicos evoluímos no conhecimento da doutrina católica, é normal que surjam dúvidas e curiosidades sobre a História da Santa Igreja. De fato, conhecer a história da Igreja é essencial para combater diversos erros e ataques propagados em nosso tempo, por este motivo preparamos um material especial sobre este assunto. Disponibilizamos em nosso site uma série de vídeos do historiador católico e professor Raphael Tonon, uma das maiores referências no Brasil sobre o assunto, através dos quais ele faz um excelente resumo da história da igreja, contando fatos impressionantes sobre a ótica da verdade e combatendo as mentiras que espalham sobre a Igreja para atacá-la. São 4 vídeos sobre a história da igreja e alguns vídeos bônus sobre a história da Igreja no Brasil. Recomendamos que todos reservem um tempo para assistir. Aproveite esta grande oportunidade para conhecer a verdadeira história da Igreja e descobrir uma visão totalmente diferente daquela que é contada pelos que querem a destruição do cristianismo. São muitos detalhes que nos ajudarão a amar ainda mais a Santa Igreja. Compartilhe com seus amigos… Para assistir, acesse: Conheça mais sobre a História da Igreja Católica #FormaçõesCatólicas #HistóriadaIgrejaCatólica
- UMA GUERRA DE SUCESSÃO – Pe. Santiago Martín
George Weigel, um dos principais escritores católicos vivos, publicou um artigo no National Catholic Register dedicado a refutar a acusação de que aqueles que querem ser fiéis à Palavra de Deus e à Tradição são inimigos do Vaticano II. Os acusadores usam as posições influentes que detêm na Igreja para acusar todos aqueles que não se curvam à sua interpretação separatista do Vaticano II de serem anti-conciliares. Segundo eles, os seguidores de Monsenhor Lefebvre e cardeais como Müller, Sarah ou Burke, para não falar de centenas de bispos e milhares de padres, estariam no mesmo grupo. Weigel descreveu esta situação como uma “luta de sucessão conciliar”. O escritor americano recorda que, mesmo durante o Concílio, já havia uma divisão entre aqueles que queriam uma reforma; enquanto alguns, com Ratzinger à cabeça, queriam uma reforma genuína sem ruptura, outros, com Rahner, Schillebeeck e Hans Küng, acreditavam que a reforma não era possível nem útil e procuravam a ruptura. Isto foi forjado em duas revistas teológicas que produziram interpretações cada vez mais distantes dos textos conciliares. Uma era Concilium ; e a outra, a de Ratzinger e companhia, Communio . Os primeiros deixaram logo de se referir aos documentos aprovados pelos pais conciliares, vendo-os como frutos medíocres de um pacto com os conservadores, e começaram a referir-se a um “espírito do Concílio” etéreo, não escrito em parte alguma, mas que logo começou a ser utilizado como um elemento de interpretação para tornar a Igreja muito diferente da Igreja Católica, com a desculpa de que isto era de fato o que o Concílio queria. Bento XVI, que tinha vivido esta batalha na linha da frente, referiu-se a ela num memorável discurso à Cúria do Vaticano, recordando que o que contava eram os textos conciliares; e exortava a uma interpretação dos mesmos em continuidade e não em ruptura com a Palavra de Deus, a Tradição e o Magistério. Weigel, no seu artigo, expõe algumas das principais questões em debate, com as interpretações dadas por um ou outro. No que diz respeito à doutrina, tanto no que diz respeito ao dogma como à moral, a Revelação, contida na Escritura e na Tradição, é vinculativa ao longo do tempo ou pode a Igreja modificar o que Deus declarou ser verdade e os Católicos acreditaram durante dois mil anos? Isto afetaria, por exemplo, a natureza do sacerdócio, as relações sexuais e mesmo a definição de personalidade. Outra questão é se a Igreja é uma federação de Igrejas locais, que se pode dotar de padrões litúrgicos, doutrinais e morais, ou se a mesma fé deve ser professada em toda a Igreja. Há mesmo uma diferença de opinião entre os dois campos relativamente à figura de Jesus Cristo; para o campo separatista, ele não é mais do que um grande homem enviado por Deus para ajudar a humanidade, enquanto para aqueles que interpretam o Concílio em continuidade com a Palavra de Deus, Jesus Cristo é Deus feito homem e é o único salvador do mundo. Embora Weigel não o diga, a diferença entre as duas posições é ainda mais profunda e vai até ao cerne da fé cristã e não apenas da fé católica; uma vez negada a divindade de Cristo, também é negada a sua ressurreição e, como consequência, a existência da vida eterna — tanto o céu como o inferno — é rejeitada como um mito inventado para aliviar os homens da angústia da morte. Para chegar ao cerne da questão, portanto, a luta (entre os que são a favor da aplicação ao Concílio de uma hermenêutica de continuidade e os que são a favor da aplicação de uma hermenêutica de ruptura) nada mais é do que a luta entre os que têm fé e os que não têm. É possível que estes últimos não estivessem cientes do que poderia acontecer e onde o seu “espírito do Concílio” levaria, mas hoje o que temos é um sector da Igreja que perdeu a fé, pelo menos na divindade de Jesus Cristo, e possivelmente na própria existência de Deus, e que quer a todo o custo expulsar da Igreja aqueles que não querem renunciar nem à Palavra de Deus nem à Tradição. Acusar estes últimos de serem inimigos do Concílio é uma estratégia vil, equivalente ao que Stalin costumava fazer com aqueles que enviava para os campos de concentração na Sibéria, acusados de serem inimigos do povo, quando o inimigo era ele próprio. Não estamos lutando por uma ou outra interpretação do Concílio: estamos lutando, nesta “guerra de sucessão”, para manter a fé em Deus, na divindade de Cristo e na existência da vida eterna.
- Academia da Santa Sé pressiona o papa a mudar doutrina sobre contraceptivos
Um instituto da Santa Sé criado pelo Papa São João Paulo II está pressionando por uma “mudança de paradigma” na teologia moral que inclui abandonar a doutrina estabelecida sobre contracepção. A Pontifícia Academia para a Vida propõe mudar doutrina dos papas sobre a pílula. Por ACI Digital – Cinquenta e cinco anos atrás, o papa são Paulo VI promulgou a encíclica Humanae vitae , que esclareceu inequivocamente a oposição perene da Igreja ao uso de contraceptivos artificiais, no momento em que as pílulas anticoncepcionais inundavam o mercado. Embora tenha enfrentado resistência de vários teólogos e até de bispos e cardeais da época, a doutrina de Humanae vitae foi reafirmada e desenvolvida por ensinamentos papais subsequentes, desde Evangelium vitae de são João Paulo II até a versão atual do Catecismo da Igreja Católica, recentemente revista pelo papa Francisco, que, no número 2.370 descreve a contracepção como “intrinsecamente má” e cita exatamente Humanae vitae : “qualquer ação que, quer em previsão do ato conjugal, quer durante a sua realização, quer no desenrolar das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação”. Agora, um instituto da Santa Sé criado pelo grande papa e santo polonês está pressionando por uma “mudança de paradigma” na teologia moral que inclui abandonar a doutrina estabelecida sobre contracepção, mas também sobre eutanásia e sobre formas de concepção artificial. Os defensores dessa “mudança radical” estão instando o papa Francisco a publicar uma encíclica estabelecendo essa ruptura radical com o consenso magisterial pós-Concílio Vaticano II. Essa “mudança de paradigma” consta de um livro da Pontifícia Academia para a Vida, instituto acadêmico criado por são João Paulo em 1994 para estudar e dar orientações “sobre os principais problemas da biomedicina e do direito, relativos à promoção e defesa da vida, sobretudo na relação direta que têm com a moral cristã e as diretrizes do magistério da Igreja”. A academia descreve o livro Ética Teológica da Vida: Escritura, Tradição e Desafios Práticos (em tradução livre. O livro só foi publicado em italiano) que, em 528 páginas compila o que foi apresentado num seminário teológico da academia de 2021, como “uma contribuição que elabora uma visão cristã da vida, expondo-a a partir da perspectiva de uma antropologia adequada à mediação cultural da fé no mundo de hoje”. ‘Uma mudança radical’ A introdução do texto, escrita pelo arcebispo Vincenzo Paglia, nomeado pelo papa Francisco para presidir a academia em 2016, descreve a “mudança de paradigma” na teologia moral que introduz como “ao mesmo tempo descritiva e conceitual, pois segue um padrão ao mesmo tempo argumentativo e narrativo, teórico e sapiencial, fenomenológica e interpretativa”. “O texto realiza uma mudança radical, passando, por assim dizer, da esfera ao poliedro”, escreveu o arcebispo Paglia. “Este não é um manual de fórmulas ou catálogo de casos que podem ser retirados do contexto do argumento geral. Pelo contrário, é uma exposição fundamental da visão cristã da vida, ilustrada em seus aspectos existenciais mais relevantes para a natureza dramática da condição humana e abordada na perspectiva de uma antropologia adequada à mediação cultural da fé no mundo de hoje.” Parte dessa mudança das abordagens anteriores da teologia moral está ligada, diz o texto, aos critérios orientadores do “diálogo amplo”, que incorpora não só posições teológicas diferentes, mas também de não-católicos e não-crentes. Mesmo assim, aparentemente não foram consultados vários membros ativos da Pontifícia Academia para a Vida na produção do documento. “Como membro do PAV: o livro não é uma declaração oficial, mas os registros do seminário em que 20 pessoas fizeram suas declarações pessoais”, disse no Twitter Elena Postigo, bioeticista espanhola. “Muitos membros não sabiam disso e estão perplexos.” O arcebispo Paglia também observa que o texto foi redigido no 25º aniversário da promulgação da Evangelium vitae , a encíclica de João Paulo II que reafirmou a oposição da Igreja à contracepção e mostrou a conexão com o aborto . Isso não foi coincidência, escreveu Paglia, mas foi feito “com uma intenção precisa”. “A vitalidade dessa encíclica e seu precioso legado, para ser plenamente honrada, exigia que não nos limitássemos a comentá-la, mas que decifrássemos seu significado no marco do magistério cristão que traz seu ensinamento à vida na Igreja de hoje”, disse dom Paglia na introdução. “Esta tarefa é sempre realizada em relação com a Palavra viva de Deus, que é em última instância a regra vinculante, e com as novas questões colocadas pela condição do sujeito humano, que é o interlocutor designado da sua sabedoria. Assim a Tradição da fé nasce desenvolve-se e vive”. Muitos teólogos acharão duvidosa a afirmação de que a posição do último documento da PAL é um desenvolvimento genuíno de Evangelium vitae. Ou, na verdade, de todo o corpo de ensino magistral dos papas sobre a contracepção da Humanae vitae em diante. A imprensa italiana afirma que o livro rompe significativamente com o ensino estabelecido da Igreja sobre contracepção. Uma vez que existem “condições e circunstâncias práticas que tornariam a escolha de gerar irresponsável”, diz uma parte do texto, um casal pode decidir recorrer “com uma escolha sábia” a “todas as técnicas possíveis” para evitar um nascimento, “obviamente excluindo as abortivas”. De qualquer ponto de vista, isto não é um outro modo de dizer ou um desenvolvimento da mesma realidade moral dos ensinamentos de são Paulo VI e seus sucessores, mas uma contradição da verdade moral que os papas anteriores descreveram e ensinaram com autoridade. Em entrevista à revista dos jesuítas dos EUA America , o padre jesuíta Carol Casalone, membro da Pontifícia Academia da Vida desde 2017 e redator do texto, descreveu o seminário e o livro resultante como um esforço para aplicar “a visão orgânica” da abordagem moral do papa Francisco, ele também jesuíta, às questões de bioética. “Se se juntar tudo o que Francisco disse, ver-se-á que há acentuações muito novas, por exemplo, em relação à consciência versus a norma [e] discernimento ético (em sua conexão com o discernimento espiritual), e isso é ao mesmo tempo novo e em continuidade com a tradição. É isso que estamos tentando dizer.” “Como teólogos morais”, continuou o padre Casalone, “devemos nos perguntar por que essas questões conturbadas continuam sendo motivo de inquietação e até desolação entre os crentes. Percebemos que para chegar a uma melhor compreensão dessas questões tínhamos que abrir um diálogo; e nessa abordagem dialógica devemos levar em consideração o que o povo de Deus entende e sente sobre eles”. Essa linha de raciocínio tem sido usada para sugerir que o ensinamento magistral da Igreja sobre questões sexuais, particularmente sobre contracepção, é inautêntico e não vinculativo. Alguns, por exemplo, alegam em favor desse argumento pesquisas que indicam que 98% das mulheres católicas americanas em idade reprodutiva usaram em algum momento métodos artificiais de contracepção. Em lugares que não estavam nas garras da revolução sexual quando a Humanae vitae foi publicada, a taxa de católicos que aderem à doutrina oficial da Igreja sobre contracepção é exponencialmente maior do que nos EUA e na Europa. Por exemplo, uma pesquisa de atitudes católicas globais de 2014 conduzida pela Univision descobriu que os católicos em Uganda e no Congo tinham taxas muito mais mais baixas de apoio ao uso de contraceptivos do que americanos e europeus. Uma pesquisa do Pew do mesmo ano descobriu que a maioria, em países africanos como Nigéria e Gana, se opunha moralmente à contracepção, contra apenas 7% nos EUA. Refletir sobre essa distinção significativa entre as crenças e práticas dos católicos parece importante para uma compreensão não-ocidental da Igreja, que o papa atual sempre enfatiza. Em sua crítica extremamente favorável, o jesuíta Ferrer descreveu o seminário e a publicação do livro da Academia para a Vida como uma “atividade principalmente europeia”. Outra fonte para o entendimento e intenções da academia para o novo documento veio da página oficial do Pontifícia Academia para a Vida no Twitter, que promoveu ativamente o documento e uma cobertura midiática favorável, mas também respondeu a seus críticos. Em resposta a um comentário de que o documento promovia a dissidência do ensino magisterial, por exemplo, a conta da academia respondeu: “Cuidado: o que é dissidência hoje, pode mudar. Não é relativismo, é a dinâmica da compreensão dos fenômenos e da ciência: o Sol não gira em torno da Terra. Caso contrário, não haveria progresso e tudo ficaria parado. Até na teologia. Pense sobre isso.” A comparação do ensino da Igreja sobre contracepção com a teoria do geocentrismo não é novidade. Em 1964, depois que o Papa Paulo VI tirou a questão da contracepção artificial das discussões do Concílio Vaticano II, o cardeal belga Leo Joseph Suenens fez um discurso crítico da mudança, afirmando: “Eu imploro, meus irmãos bispos, evitemos um novo caso Galileu . Um é suficiente para a Igreja”. Suenens também se opôs à promulgação da Humanae vitae por Paulo VI quatro anos depois. Prelúdio de uma encíclica? A pressão da Pontificia Academia para a Vida para recomeçar os debates e a dissidência da época da Humanae vitae ocorre em um momento de grande divisão na Igreja, que o papa Francisco atribui à falha em “aceitar o [Concílio Vaticano II]”. Na mesma entrevista em que disse isso, Francisco descreveu uma espécie de tendência “restauracionista” que “chegou a amordaçar o Concílio”. Em sua carta apostólica sobre a formação litúrgica Desiderio desideravi , publicada depois, o papa escreveu que “não vê como é possível dizer que se reconhece a validade do Concílio – embora me surpreenda que um católico possa presumir fazer isso — e ao mesmo tempo não aceitar a reforma litúrgica” nascida da constituição pastoral do concílio sobre a liturgia e consagrada nos livros litúrgicos posteriores promulgados por Paulo VI e João Paulo II. É de se perguntar se esse mesmo entendimento sobre a recepção do Vaticano II e as advertências sobre os “restauracionistas” se aplicam a quem rejeita igualmente os ensinamentos morais sobre contracepção emitidos por esses mesmos papas. Em sua introdução ao novo livro, dom Paglia qualificou a obra como “um serviço ao magistério” que fornece “argumento para o magistério eclesiástico” e um “estímulo à busca de uma convergência pastoral do compromisso teológico, sem querer limitar de qualquer modo o legítimo confronto de opiniões”. Na verdade, alguns estão defendendo ativamente que o documento servirá de estímulo para que o papa Francisco autorize as mudanças por meio de uma encíclica. Na conclusão de sua resenha para La Civiltà Cattolica , jornal internacional jesuíta que passa pelo crivo da Santa Sé antes de ser publicado, o padre Ferrer sugeriu que o livro da academia poderia ajudar a contribuir para uma “futura intervenção magisterial que torne o ensinamento da Igreja sobre a ética da vida cada vez mais profundo e adequado”. Ele até levantou a hipótese de que o papa Francisco poderia em breve emitir uma exortação encíclica ou apostólica sobre bioética, “que ele talvez pudesse intitular Gaudium vitae ”, que significa “Alegria da vida” em latim. Um artigo de Gerald O’Connell para a revista America , intitulado “Controle de natalidade, fertilização in vitro, eutanásia: o Vaticano incentivou o diálogo sobre questões polarizadoras da vida. Vem aí uma encíclica papal?”, pôs mais lenha nessa fogueira. “Resta saber se o papa Francisco publicará uma exortação ou encíclica sobre teologia moral que aborde esses e outros tópicos urgentes em nossa história humana”, concluiu o vaticanista da revista jesuíta. A conta de Twitter da Pontifícia Academia para a Vida retuitou o artigo várias vezes, incluindo um caso em que a apimentada especulação sobre uma encíclica foi grifada. É provável que o Papa Francisco dê esse passo? Como o arcebispo Paglia fez questão de deixar claro, o papa foi “informado desde o início sobre esta iniciativa e a publicação das atas” e aparentemente incentivou a discussão. E como o teólogo Larry Chapp argumentou apenas um mês atrás, o papa parece “favoravelmente disposto” ao tipo de teologia moral “proporcionalista” defendida no documento da academia. No entanto, ao mesmo tempo, apesar de sua disposição de permitir conversas sobre tópicos controversos anteriormente considerados resolvidos, o próprio papa muitas vezes não está disposto a cruzar essas linhas doutrinárias, o que significa que as feridas que estão sendo reabertas provavelmente se estenderão ao próximo pontificado. Uma coisa é clara. Apesar de mais de 50 anos de ensinamentos papais claros e consistentes sobre a inadmissibilidade moral da contracepção artificial, alguns atores da Igreja – sob o pretexto de desenvolver a doutrina – pretendem nos levar de volta às velhas feridas e guerras da década de 1960. #Vaticano
- Academia da Santa Sé pressiona o papa a mudar doutrina sobre contraceptivos
Um instituto da Santa Sé criado pelo Papa São João Paulo II está pressionando por uma “mudança de paradigma” na teologia moral que inclui abandonar a doutrina estabelecida sobre contracepção. A Pontifícia Academia para a Vida propõe mudar doutrina dos papas sobre a pílula. Por ACI Digital – Cinquenta e cinco anos atrás, o papa são Paulo VI promulgou a encíclica Humanae vitae , que esclareceu inequivocamente a oposição perene da Igreja ao uso de contraceptivos artificiais, no momento em que as pílulas anticoncepcionais inundavam o mercado. Embora tenha enfrentado resistência de vários teólogos e até de bispos e cardeais da época, a doutrina de Humanae vitae foi reafirmada e desenvolvida por ensinamentos papais subsequentes, desde Evangelium vitae de são João Paulo II até a versão atual do Catecismo da Igreja Católica, recentemente revista pelo papa Francisco, que, no número 2.370 descreve a contracepção como “intrinsecamente má” e cita exatamente Humanae vitae : “qualquer ação que, quer em previsão do ato conjugal, quer durante a sua realização, quer no desenrolar das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação”. Agora, um instituto da Santa Sé criado pelo grande papa e santo polonês está pressionando por uma “mudança de paradigma” na teologia moral que inclui abandonar a doutrina estabelecida sobre contracepção, mas também sobre eutanásia e sobre formas de concepção artificial. Os defensores dessa “mudança radical” estão instando o papa Francisco a publicar uma encíclica estabelecendo essa ruptura radical com o consenso magisterial pós-Concílio Vaticano II. Essa “mudança de paradigma” consta de um livro da Pontifícia Academia para a Vida, instituto acadêmico criado por são João Paulo em 1994 para estudar e dar orientações “sobre os principais problemas da biomedicina e do direito, relativos à promoção e defesa da vida, sobretudo na relação direta que têm com a moral cristã e as diretrizes do magistério da Igreja”. A academia descreve o livro Ética Teológica da Vida: Escritura, Tradição e Desafios Práticos (em tradução livre. O livro só foi publicado em italiano) que, em 528 páginas compila o que foi apresentado num seminário teológico da academia de 2021, como “uma contribuição que elabora uma visão cristã da vida, expondo-a a partir da perspectiva de uma antropologia adequada à mediação cultural da fé no mundo de hoje”. ‘Uma mudança radical’ A introdução do texto, escrita pelo arcebispo Vincenzo Paglia, nomeado pelo papa Francisco para presidir a academia em 2016, descreve a “mudança de paradigma” na teologia moral que introduz como “ao mesmo tempo descritiva e conceitual, pois segue um padrão ao mesmo tempo argumentativo e narrativo, teórico e sapiencial, fenomenológica e interpretativa”. “O texto realiza uma mudança radical, passando, por assim dizer, da esfera ao poliedro”, escreveu o arcebispo Paglia. “Este não é um manual de fórmulas ou catálogo de casos que podem ser retirados do contexto do argumento geral. Pelo contrário, é uma exposição fundamental da visão cristã da vida, ilustrada em seus aspectos existenciais mais relevantes para a natureza dramática da condição humana e abordada na perspectiva de uma antropologia adequada à mediação cultural da fé no mundo de hoje.” Parte dessa mudança das abordagens anteriores da teologia moral está ligada, diz o texto, aos critérios orientadores do “diálogo amplo”, que incorpora não só posições teológicas diferentes, mas também de não-católicos e não-crentes. Mesmo assim, aparentemente não foram consultados vários membros ativos da Pontifícia Academia para a Vida na produção do documento. “Como membro do PAV: o livro não é uma declaração oficial, mas os registros do seminário em que 20 pessoas fizeram suas declarações pessoais”, disse no Twitter Elena Postigo, bioeticista espanhola. “Muitos membros não sabiam disso e estão perplexos.” O arcebispo Paglia também observa que o texto foi redigido no 25º aniversário da promulgação da Evangelium vitae , a encíclica de João Paulo II que reafirmou a oposição da Igreja à contracepção e mostrou a conexão com o aborto . Isso não foi coincidência, escreveu Paglia, mas foi feito “com uma intenção precisa”. “A vitalidade dessa encíclica e seu precioso legado, para ser plenamente honrada, exigia que não nos limitássemos a comentá-la, mas que decifrássemos seu significado no marco do magistério cristão que traz seu ensinamento à vida na Igreja de hoje”, disse dom Paglia na introdução. “Esta tarefa é sempre realizada em relação com a Palavra viva de Deus, que é em última instância a regra vinculante, e com as novas questões colocadas pela condição do sujeito humano, que é o interlocutor designado da sua sabedoria. Assim a Tradição da fé nasce desenvolve-se e vive”. Muitos teólogos acharão duvidosa a afirmação de que a posição do último documento da PAL é um desenvolvimento genuíno de Evangelium vitae. Ou, na verdade, de todo o corpo de ensino magistral dos papas sobre a contracepção da Humanae vitae em diante. A imprensa italiana afirma que o livro rompe significativamente com o ensino estabelecido da Igreja sobre contracepção. Uma vez que existem “condições e circunstâncias práticas que tornariam a escolha de gerar irresponsável”, diz uma parte do texto, um casal pode decidir recorrer “com uma escolha sábia” a “todas as técnicas possíveis” para evitar um nascimento, “obviamente excluindo as abortivas”. De qualquer ponto de vista, isto não é um outro modo de dizer ou um desenvolvimento da mesma realidade moral dos ensinamentos de são Paulo VI e seus sucessores, mas uma contradição da verdade moral que os papas anteriores descreveram e ensinaram com autoridade. Em entrevista à revista dos jesuítas dos EUA America , o padre jesuíta Carol Casalone, membro da Pontifícia Academia da Vida desde 2017 e redator do texto, descreveu o seminário e o livro resultante como um esforço para aplicar “a visão orgânica” da abordagem moral do papa Francisco, ele também jesuíta, às questões de bioética. “Se se juntar tudo o que Francisco disse, ver-se-á que há acentuações muito novas, por exemplo, em relação à consciência versus a norma [e] discernimento ético (em sua conexão com o discernimento espiritual), e isso é ao mesmo tempo novo e em continuidade com a tradição. É isso que estamos tentando dizer.” “Como teólogos morais”, continuou o padre Casalone, “devemos nos perguntar por que essas questões conturbadas continuam sendo motivo de inquietação e até desolação entre os crentes. Percebemos que para chegar a uma melhor compreensão dessas questões tínhamos que abrir um diálogo; e nessa abordagem dialógica devemos levar em consideração o que o povo de Deus entende e sente sobre eles”. Essa linha de raciocínio tem sido usada para sugerir que o ensinamento magistral da Igreja sobre questões sexuais, particularmente sobre contracepção, é inautêntico e não vinculativo. Alguns, por exemplo, alegam em favor desse argumento pesquisas que indicam que 98% das mulheres católicas americanas em idade reprodutiva usaram em algum momento métodos artificiais de contracepção. Em lugares que não estavam nas garras da revolução sexual quando a Humanae vitae foi publicada, a taxa de católicos que aderem à doutrina oficial da Igreja sobre contracepção é exponencialmente maior do que nos EUA e na Europa. Por exemplo, uma pesquisa de atitudes católicas globais de 2014 conduzida pela Univision descobriu que os católicos em Uganda e no Congo tinham taxas muito mais mais baixas de apoio ao uso de contraceptivos do que americanos e europeus. Uma pesquisa do Pew do mesmo ano descobriu que a maioria, em países africanos como Nigéria e Gana, se opunha moralmente à contracepção, contra apenas 7% nos EUA. Refletir sobre essa distinção significativa entre as crenças e práticas dos católicos parece importante para uma compreensão não-ocidental da Igreja, que o papa atual sempre enfatiza. Em sua crítica extremamente favorável, o jesuíta Ferrer descreveu o seminário e a publicação do livro da Academia para a Vida como uma “atividade principalmente europeia”. Outra fonte para o entendimento e intenções da academia para o novo documento veio da página oficial do Pontifícia Academia para a Vida no Twitter, que promoveu ativamente o documento e uma cobertura midiática favorável, mas também respondeu a seus críticos. Em resposta a um comentário de que o documento promovia a dissidência do ensino magisterial, por exemplo, a conta da academia respondeu: “Cuidado: o que é dissidência hoje, pode mudar. Não é relativismo, é a dinâmica da compreensão dos fenômenos e da ciência: o Sol não gira em torno da Terra. Caso contrário, não haveria progresso e tudo ficaria parado. Até na teologia. Pense sobre isso.” A comparação do ensino da Igreja sobre contracepção com a teoria do geocentrismo não é novidade. Em 1964, depois que o Papa Paulo VI tirou a questão da contracepção artificial das discussões do Concílio Vaticano II, o cardeal belga Leo Joseph Suenens fez um discurso crítico da mudança, afirmando: “Eu imploro, meus irmãos bispos, evitemos um novo caso Galileu . Um é suficiente para a Igreja”. Suenens também se opôs à promulgação da Humanae vitae por Paulo VI quatro anos depois. Prelúdio de uma encíclica? A pressão da Pontificia Academia para a Vida para recomeçar os debates e a dissidência da época da Humanae vitae ocorre em um momento de grande divisão na Igreja, que o papa Francisco atribui à falha em “aceitar o [Concílio Vaticano II]”. Na mesma entrevista em que disse isso, Francisco descreveu uma espécie de tendência “restauracionista” que “chegou a amordaçar o Concílio”. Em sua carta apostólica sobre a formação litúrgica Desiderio desideravi , publicada depois, o papa escreveu que “não vê como é possível dizer que se reconhece a validade do Concílio – embora me surpreenda que um católico possa presumir fazer isso — e ao mesmo tempo não aceitar a reforma litúrgica” nascida da constituição pastoral do concílio sobre a liturgia e consagrada nos livros litúrgicos posteriores promulgados por Paulo VI e João Paulo II. É de se perguntar se esse mesmo entendimento sobre a recepção do Vaticano II e as advertências sobre os “restauracionistas” se aplicam a quem rejeita igualmente os ensinamentos morais sobre contracepção emitidos por esses mesmos papas. Em sua introdução ao novo livro, dom Paglia qualificou a obra como “um serviço ao magistério” que fornece “argumento para o magistério eclesiástico” e um “estímulo à busca de uma convergência pastoral do compromisso teológico, sem querer limitar de qualquer modo o legítimo confronto de opiniões”. Na verdade, alguns estão defendendo ativamente que o documento servirá de estímulo para que o papa Francisco autorize as mudanças por meio de uma encíclica. Na conclusão de sua resenha para La Civiltà Cattolica , jornal internacional jesuíta que passa pelo crivo da Santa Sé antes de ser publicado, o padre Ferrer sugeriu que o livro da academia poderia ajudar a contribuir para uma “futura intervenção magisterial que torne o ensinamento da Igreja sobre a ética da vida cada vez mais profundo e adequado”. Ele até levantou a hipótese de que o papa Francisco poderia em breve emitir uma exortação encíclica ou apostólica sobre bioética, “que ele talvez pudesse intitular Gaudium vitae ”, que significa “Alegria da vida” em latim. Um artigo de Gerald O’Connell para a revista America , intitulado “Controle de natalidade, fertilização in vitro, eutanásia: o Vaticano incentivou o diálogo sobre questões polarizadoras da vida. Vem aí uma encíclica papal?”, pôs mais lenha nessa fogueira. “Resta saber se o papa Francisco publicará uma exortação ou encíclica sobre teologia moral que aborde esses e outros tópicos urgentes em nossa história humana”, concluiu o vaticanista da revista jesuíta. A conta de Twitter da Pontifícia Academia para a Vida retuitou o artigo várias vezes, incluindo um caso em que a apimentada especulação sobre uma encíclica foi grifada. É provável que o Papa Francisco dê esse passo? Como o arcebispo Paglia fez questão de deixar claro, o papa foi “informado desde o início sobre esta iniciativa e a publicação das atas” e aparentemente incentivou a discussão. E como o teólogo Larry Chapp argumentou apenas um mês atrás, o papa parece “favoravelmente disposto” ao tipo de teologia moral “proporcionalista” defendida no documento da academia. No entanto, ao mesmo tempo, apesar de sua disposição de permitir conversas sobre tópicos controversos anteriormente considerados resolvidos, o próprio papa muitas vezes não está disposto a cruzar essas linhas doutrinárias, o que significa que as feridas que estão sendo reabertas provavelmente se estenderão ao próximo pontificado. Uma coisa é clara. Apesar de mais de 50 anos de ensinamentos papais claros e consistentes sobre a inadmissibilidade moral da contracepção artificial, alguns atores da Igreja – sob o pretexto de desenvolver a doutrina – pretendem nos levar de volta às velhas feridas e guerras da década de 1960. #Vaticano
- COMO A NEUROCIÊNCIA NOS MOSTRA QUE O CÉREBRO É SEXUADO – René Écochard
[René Ecochard, em seu recente livro Homem Mulher: o que as neurociências nos dizem , mostra que o cérebro humano reage de forma diferente, dependendo ser de mulher ou de homem, tornando cientificamente falsa a ideologia segundo a qual as diferenças sexuais são construções puramente sociais. Em entrevista para o site Aleteia, o autor apresenta uma síntese da obra]. Os debates atuais levantam a questão do respectivo lugar das mulheres e dos homens na vida social e nas famílias. Pela sua biologia, homens e mulheres têm aptidões diferentes, mas também complementares. Trata-se de um potencial rico, tanto para a vida do casal quanto para a vida social. Uma segunda questão que está sendo feita, atualmente, é se existe uma ligação biológica entre sexo e gênero. A neurociência mostra que o gênero se desenvolve a partir do sexo. Assim, o cérebro é sexuado. Em outras palavras, a ciência mostra que o gênero não é uma construção social pura nem uma escolha, mas que é inato, e só pede para se desenvolver de acordo com a natureza e a experiência. De Charles Darwin a Ruth Feldman, os cientistas revelaram a base biológica da ecologia humana. Eles concordam que em toda a natureza, flora e fauna, os genes estão na origem da complementaridade entre masculino e feminino. Isso também vale para homens e mulheres. * Homens e mulheres têm uma humanidade comum, que se reflete em uma grande semelhança entre seus cérebros. Mas a neurociência também mostra grandes diferenças: áreas mais desenvolvidas nas mulheres e outras nos homens, além de diferentes receptores hormonais. Através da neurociência, aprendemos que essas diferenças cerebrais se traduzem em diferentes temperamentos e habilidades. A neurociência também mostra como os caracteres inatos se desenvolvem. Assim como os músculos se desenvolvem através do exercício físico, o cérebro se desenvolve sob a influência de genes, mas também de hormônios, da educação e de ações realizadas pela própria pessoa. Nascemos homem ou mulher; e nos tornamos assim desenvolvendo nossas habilidades inatas. * Há, nas publicações científicas, um discurso claro sobre a natureza sexuada do cérebro, e isso desde o nascimento. O debate público se priva desses referenciais. Baseia-se mais em ideias e sentimentos do que em fatos observados e verificados. Para acompanhar adequadamente o sofrimento relacionado ao gênero, é necessário um diálogo pacífico sobre o assunto, integrando dados da neurociência. * A apresentação de uma “ecologia integral”, baseada tanto na filosofia como na ciência, permite anunciar a verdade sobre o homem e a natureza. É um caminho de liberdade e progresso, que protege contra o risco de ideologias não conectadas com a realidade. Assim como o esportista desenvolve suas habilidades inatas, todos podem desenvolver suas habilidades como homem ou mulher. É somente na idade adulta que a personalidade atinge plenamente seu desenvolvimento masculino ou feminino. Conhecendo seu potencial, o menino e a menina podem desenvolver seus talentos para se prepararem para seu horizonte específico — como homem (e talvez pai), ou mulher (e talvez mãe). Conhecer melhor as diferenças entre homens e mulheres, e seu suporte biológico, nos dá chaves para melhor nos acolhermos e convivermos de forma mais harmoniosa. A acolhida do sofrimento relacionado ao gênero deve ser combinado com um verdadeiro discurso sobre a natureza humana.
- DESTRUIÇÃO DA FAMÍLIA: FONTE DA CRIMINALIDADE – Pe. Santiago Martin
Gostei muito da carta pastoral de Monsenhor Palma, bispo de Escuintla, na Guatemala. Diante do aumento da criminalidade, ele nos lembrou que a raiz do problema reside na destruição da família. A maioria dos bispos contenta-se em lamentar o que está ocorrendo, como se isso pudesse fazer algum bem. Monsenhor Palma, porém, foi à raiz do problema. A família que se desfaz: eis a causa de muitos dos nossos problemas. Por isso, a cura dessa ferida deveria ser a principal preocupação dos políticos, não a aprovação de leis que permitam a matança de inocentes. Quando é legal (e mesmo um direito) matar alguém que nem sequer pôde nascer, será de admirar que todos os tipos de crimes estejam aumentando?
- O PAPA E O ABORTO – Pe. Santiago Martín
O aborto foi também tema de uma entrevista com o Papa Francisco pela agência noticiosa Reuter. O Pontífice disse respeitar a decisão do Supremo Tribunal dos EUA contra o aborto — ao contrário do Parlamento Europeu, que o criticou abertamente — e rejeitou mais uma vez o aborto, comparando as mulheres que vão a essas clinicas com as pessoas que contratam assassinos para matar um inimigo. Esta é uma comparação muito dura, que ele já fez antes, e que coloca aqueles que se envolvem em tais práticas ao mesmo nível dos assassinos mais perversos. Estou certo de que nem os abortistas, nem aqueles que trabalham em clínicas de aborto ficarão muito contentes. O Papa também teve palavras para responder à pergunta sobre a comunhão dada aos políticos que defendem o aborto e insistiu que o bispo deve ser sempre um pastor. Não sei por que essa resposta deve necessariamente ser interpretada como uma crítica ao Arcebispo de São Francisco, que proibiu Nancy Pelosi de receber a comunhão. Este tem agido como um verdadeiro pastor, fazendo com que um paroquiano da sua paróquia veja a gravidade das suas ações, enquanto a chama à conversão, recordando-lhe que existem leis na Igreja que devem ser obedecidas. O bom pastor não é aquele que acompanha as ovelhas até ao precipício, mas aquele que tenta evitar que elas nele caiam. Surpreende-me, contudo, que em nenhuma das entrevistas o Papa tenha sido inquirido recentemente sobre o que está acontecendo na Alemanha: as aberrações litúrgicas que são cometidas em muitas missas, o declínio brutal do número de católicos praticantes, a crise gravíssima que afeta as vocações. Ser questionado, vezes sem conta, sobre a mesma coisa, e não ser questionado sobre outras coisas importantes, parece-me uma falta de profissionalismo por parte dos jornalistas, a menos que tenham combinado de não entrar nas questões realmente espinhosas. É como se estivessem tocando lira enquanto Roma arde.
- A missão dos pais é criar os filhos para o Céu. Algumas dicas dos pais de Santa Teresinha.
Sim, eles foram santos e criaram santos, mas as suas técnicas eram incrivelmente simples, práticas e imitáveis Seus filhos são difíceis de disciplinar? Eles copiam todos os seus maus hábitos? Você se preocupa com as suas birras e caprichos? Bom, você não está só. São Louis e Santa Zelie Martin , pais de Santa Teresinha de Lisieux , enfrentaram essas mesmas lutas e precisaram discernir o que fazer. Sim, é verdade, eles eram pais santos de filhos santos, mas exercer a paternidade e a maternidade também foi desafiador para eles, que nem sempre sabiam as respostas mais claras. O que eles fizeram foi perseverar e lutar para atender às necessidades dos filhos num ambiente familiar de grande amor. Aqui vão cinco dicas úteis inspiradas nesses pais santos: 1 – Reconheça desde o início que cada filho é de Deus e dedique-o a Ele Zelie tinha o costume de, imediatamente após o nascimento de cada filho, dedicá-lo a Deus com a seguinte oração: “Senhor, concedei-me a graça de que esta criança seja consagrada a Vós e que nada possa manchar a pureza de sua alma”. Os frutos dessa dedicação a Deus não eram imediatamente visíveis, é claro, mas ela revela o estilo intencional da sua maternidade. Ela queria que os seus filhos fossem santos aos olhos de Deus e sabia que “agora mesmo” é o melhor momento para começar a viver em santidade – e não “mais tarde”. 2 – Ame seus filhos com carinho superabundante É fácil esquecer o quanto nossos filhos precisam de amor – de muito amor. Louis e Zelie amavam seus filhos com imenso carinho e se certificavam de que eles soubessem desse grande amor. Celine Martin, uma das filhas, escreveu sobre seu pai: “Mesmo sendo duro consigo mesmo, ele sempre foi afetuoso conosco. Seu coração era excepcionalmente tenro para conosco. Ele viveu só para nós. Nenhum coração de mãe poderia superar o dele”. Louis demonstrava afeto inclusive em gestos pequenos e aparentemente insignificantes, como apelidar as crianças com elogios: Marie era “o diamante”; Pauline, “a pérola fina”; Celine, “a intrépida”; Léonie, “o bom coração”; e Thérèse, ou Santa Terezinha, era “a pequena rainha” ou “o buquê de flores”. 3 – Não desista quando o seu filho é difícil Zelie tranquilizou seu irmão em uma carta recomendando não se preocupar se um dos filhos pequenos fosse “difícil de administrar”. O temperamento desafiador de uma criança não a impedirá de se tornar excelente mais tarde e de vir a ser o maior amparo dos pais. Pauline, conforme a mãe recordava, exigiu muita paciência dos pais até os dois anos de idade, mas se tornou a filha mais exemplar. Zelie observa, porém, que não a “estragou com mimos”: por menorzinha que ela fosse, seus caprichos raramente eram atendidos. E Pauline não foi a única filha da família Martin a criar estresse para os pais. Terezinha e a irmã Léonie também foram fonte de grandes angústias para Zelie. Ela e Louis, no entanto, não desistiram sequer quando seus esforços pareciam infrutíferos. 4 – Seja exemplo de caridade para seus filhos Nossos filhos são influenciados e tendem a imitar cada um dos nossos movimentos, tanto para o bem quanto para o mal. Louis e Zelie fizeram tudo o que podiam para dar o exemplo de como tratar bem as pessoas. Celine testemunhou em seus escritos o quanto o pai era paciente com os outros, mesmo sendo duro consigo mesmo. 5 – Brinque com seus filhos Hoje em dia é muito fácil e tentador sentar seu filho diante de uma tela e quase nunca brincar com ele. Mas, muitas e muitas vezes, o que os nossos filhos precisam mesmo é da nossa atenção, inclusive para brincar. Celine escreveu sobre sua mãe: “Ela brincava conosco de bom grado, apesar do risco de ter de prolongar seus trabalhos até a meia-noite ou mais tarde ainda”. Louis também se juntava às brincadeiras e muitas vezes produzia pequenos brinquedos para as crianças, além de inventar atividades e cantar junto com elas. Não há lar sem cruz: 7 dores que marcaram a família de Santa Teresinha do Menino Jesus “Nas famílias sempre, sempre há cruz, sempre. Porque o amor de Deus, o Filho de Deus, abriu-nos também esse caminho. Mas nas famílias também depois da Cruz há Ressurreição”, assinalou o Papa Francisco durante o Encontro Mundial das Famílias – Filadélfia 2015. Uma família cuja vida foi profundamente marcada pela Cruz foi a de Santa Teresinha do Menino Jesus e dos seus pais, Santos Zélia e Luís Martin. Eles tornaram as dores e as tribulações um caminho de santidade. A seguir, apresentamos sete dores que marcaram a família de Santa Teresinha do Menino Jesus, as quais podem ajudar e dar esperança às pessoas que estão passando por situações semelhantes: 1. Extrema exigência Luís e Zélia eram filhos de pais militares, cristãos com uma fé viva. Entretanto, Zélia foi criada com muita rudeza, autoritarismo e exigência. Dizem que a sua mãe era uma mulher de muito mau caráter. Por isso, em uma das suas cartas, a santa afirmou que a sua infância e juventude foram tristes “como um sudário” e que sua mãe “era muito severa; era muito boa, mas não sabia dar-me carinho, então eu sofri muito”. 2. Recusados para a vida religiosa Zélia estudou no colégio interno das religiosas da Adoração perpétua e Luís com os Irmãos das Escolas Cristãs (La Salle). Durante sua juventude e antes de se conhecerem, Maria Zélia queria levar uma vida religiosa no mosteiro das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, enquanto Luís Martin sentia o mesmo desejo de dedicar sua vida a Deus e foi para o mosteiro do Grande São Bernardo. Mas nenhum dos dois foi aceito. Luís trabalhou como relojoeiro e Zélia se tornou uma famosa empresária com o “ponto de Alençon”, uma famosa renda da época. Em uma ocasião, ambos atravessaram a rua e Zélia ficou impressionada ao ver um jovem de fisionomia nobre, semblante reservado e boas maneiras. Ela sentiu uma voz dizendo: “Este é o homem predestinado para você”. Eles se conheceram, começaram a namorar e três meses depois de seu primeiro encontro se casaram. 3. A perda dos filhos Luís e Zélia tiveram nove filhos, mas sofreram a morte prematura de quatro. Entre as cinco filhas que sobreviveram estavam Santa Teresinha do Menino Jesus e Leônia, cujo processo de beatificação foi aberto em 2015. 4. Câncer Aos 45 anos, Zélia descobriu que tinha um tumor no seio e viveu a sua doença com muita esperança cristã até sua morte em 1877. Após a morte de sua esposa, Luís se viu sozinho para seguir cuidando da sua família. Mudou-se para Lisieux, onde morava o irmão de Zélia; deste modo, a tia Celina pôde cuidar das filhas. Alguns anos depois, as cinco se tornaram religiosas, quatro no Carmelo e uma na Visitação. 5. Holocausto para Deus Luís tinha uma doença que estava o prejudicando ao ponto de perder as suas faculdades mentais. Foi internado no sanatório do Bom Salvador em Caen. Às vezes, tinha momentos de alívio e se ofereceu como vítima de holocausto a Deus. Faleceu em julho de 1894. 6. Caminho de solidão Santa Teresinha sofreu muito com a morte da sua mãe e escolheu a sua irmã Paulina como a sua segunda mãe. Depois, Paulina entrou no Carmelo e a pequena Teresa ficou gravemente doente com sintomas de regressão infantil, alucinações e até anorexia. Em 13 de maio de 1883, depois de vários novenários de Missas e orações, uma imagem da Virgem Maria sorriu para Teresa e ela imediatamente ficou curada. A santa também sofreu pela doença de seu amado pai, que a chamava de “sua pequena rainha”. 7. Firmes diante das adversidades Em seu livro “História de uma Alma”, Santa Teresinha escreveu o seguinte sobre seus pais: “Tenho a felicidade de pertencer a pais inigualáveis que nos cercaram dos mesmos cuidados e do mesmo carinho… Sem dúvida, Jesus, em seu amor, quis fazer-me conhecer a mãe incomparável que me dera, mas que sua mão divina tinha pressa de coroar no céu… Minhas primeiras recordações estão repletas dos mais ternos sorrisos e carícias… Eu amava muito papai e mamãe, e lhes demonstrava meu carinho de mil maneiras”. “Nosso Pai querido beberia na mais amarga e mais humilhante de todas as taças… Em 29 de julho do ano passado, rompendo os laços do seu incomparável servo e chamando-o para a recompensa eterna” (Tirado do livro “História de uma Alma”). 12 coisas que Santa Zélia Martin me ensinou sobre santidade na maternidade Trecho de uma carta de Santa Zélia (Mãe de Santa Teresinha) : “Quando tivemos nossas crianças, as nossas ideias mudaram um pouco. Nós vivíamos só para eles. Eles eram toda a nossa felicidade, e nós nunca a encontrávamos em qualquer coisa exceto neles. Em suma, nada era muito difícil, e o mundo não era mais um fardo para nós. Para mim, os nossos filhos foram uma grande alegria, então eu queria ter um monte deles, a fim de criá-los para o céu. “(Carta 192) Quando tomei conhecimento do caso para a canonização de Luis e Zélia Martin, pais de Santa Teresinha, fiquei muito intrigada. Tanto Luís quanto Zélia queriam ser religiosos, mas, em vez disso, se conheceram e se casaram. Tiveram nove filhos, perderam quatro deles muito precocemente, e trabalhavam juntos para sustentar a família com um negócio de tecidos. Zélia fazia os tecidos e gerenciava os trabalhadores e Luis fazia o lado dele do negócio. Zélia relata sua vida diária em cartas, e eu percebi que ela poderia muito bem ser santa no mundo moderno, no século 21. Aqui estão algumas coisas que eu aprendi sobre a santidade: 1) Até os santos podem precisar de uma empregada doméstica, às vezes: “Pauline disse outra noite,” Oh! Que pena, o dia Já está acabando. Eu gostaria que fosse manhã novamente.” Eu não discordo completamente dela, porque eu tive um longo dia. Durante três dias, eu estive sozinha com estes pequenos, porque a empregada está com sua família. Alem disso, estava um frio terrível e tive uma febre, que mal conseguia me levantar. “(Carta 25) Zélia escreveu isto quando ela tinha cinco crianças menores de sete anos. Quando li isso, eu realmente fiquei confortada. É difícil ficar sozinha com as crianças sem ajuda, e até mesmo Zélia pensava assim. 2) O jejum é difícil até mesmo para os santos “Eu sofro tanto com o jejum e a abstinência! No entanto, não é uma mortificação muito pesada, mas eu estou tão cansada de como meu estômago se sente e, especialmente, tão covarde, que eu gostaria de não fazê-lo por completo, se ouvisse a minha natureza. “(Carta 130) Eu nunca jejuo como Zélia e Luís, durante todo o dia com uma pequena refeição no final. Isso, por si só, parece heróico, e saber como ela superou sua natureza e sofreu por Deus é inspirador. 3) Os santos também se preocupam em ter todas as coisas feitas “Eu tenho minhas duas meninas mais velhas, que estão de férias. O que é um verdadeiro prazer para mim, mas também um aumento real no trabalho porque eu tenho que cuidar de tudo o que precisamos para as férias de verão. Eu estou consertando todos os seus vestidos, por isso estou até o pescoço com as costureiras. E para além disso, tenho demandas urgentes para esta semana; nenhuma está concluída, e isso é o que me preocupa. “(Carta 131) Eu sempre pensei que confiar em Deus significava nunca mais se preocupar com todas as coisas que precisam ser feitas. Mas depois que eu li as cartas de Sta. Zélia, comecei a me perguntar se o problema não é a preocupação em si; alguns de nós estão ocupados apenas em se preocupar. Parece que podemos preocupar-nos e continuar a confiar em Deus. 4) Os santos também têm dias ruins “Oh meu bem, isso é o dia até agora, e ainda é só meio-dia. Se isso continuar eu vou estar morta esta noite! Você vê, no momento, a vida parece tão pesada, e eu não tenho coragem porque tudo parece muito para mim. “(Carta 132) Ela tornou-se uma santa, porque virou-se para Deus em seus tempos difíceis; se virou para Ele o tempo todo, mesmo quando as coisas eram sombrias, ou quando estava apenas tendo um dia ruim. 5) Os filhos dos Santos nem sempre fazem o que lhes é dito “Eu me senti muito mal porque as meninas não foram saudar o seu tio. Foi culpa delas. Não importava quantas vezes eu lhes dissesse: “Vistam-se cedo.” Elas fizeram de uma forma, de modo a não estarem prontas a tempo. “(Carta 137) Não posso te dizer quantas manhãs disse aos meus filhos para se vestirem e eles demoravam e não estavam prontos a tempo, acho que é muito encorajador ver uma mãe que se tornou santa ter o mesmo problema. 6) Santos também ficam frustrados com a manutenção das roupas de todas as crianças “Oh, querida, eu não faço nada, a não ser fazer compras durante todo o dia. Seu pai diz, divertidamente, que é uma paixão minha! Não adianta explicar-lhe que não tenho escolha; ele acha difícil de acreditar. “(Carta 143) A mudança das estações é particularmente frustrante quando você tem que descobrir o que precisa, e o que ainda cabe, e o que não funciona mais! Mas mesmo Zélia tinha dificuldade em manter tudo ajustado, e seu marido, Luís, ainda fazia sarro dela por isso. 7) Ser pai e ser santo, é criar os filhos para o Céu “Quando tivemos nossas crianças, as nossas ideias mudaram um pouco. Nós vivíamos só para eles. Eles eram toda a nossa felicidade, e nós nunca a encontrávamos em qualquer coisa exceto neles. Em suma, nada era muito difícil, e o mundo não era mais um fardo para nós. Para mim, os nossos filhos foram uma grande alegria, então eu queria ter um monte deles, a fim de criá-los para o céu. “(Carta 192) Ter um casamento santo significa viver a vocação que Deus lhe deu. Se Deus deu filhos, então eles são parte de sua felicidade terrena. É fácil ser pego em uma mentalidade mundana na educação dos nossos filhos, mas realmente eles estão destinados para o céu. 8) Santos rezam a seus filhos no Céu “Quando eu fechei os olhos dos meus queridos filhos pequenos e quando eu os enterrei, senti muita dor, mas era sempre com resignação. Eu não lamento as dores e os problemas que sofri com eles. Várias pessoas me disseram: “Seria melhor não tê-los tido.” Eu não posso suportar esse tipo de conversa. Eu não acho que as dores e os problemas poderiam ser pesados demais em comparação a eterna felicidade dos meus filhos. Assim, eles não foram perdidos para sempre. A vida é curta e cheia de dores. Vamos vê-los novamente no céu. Acima de tudo, foi na morte do meu primeiro filho que senti mais profundamente a felicidade de ter um filho no Céu, pois Deus me mostrou de forma notável que Ele aceita meu sacrifício. Por intercessão de meu pequeno anjo, recebi uma graça muito extraordinária “(Carta 72) Zélia pediu a intercessão de seus filhos que morreram ainda bebês. Ela disse que preferia ver seus filhos morrerem jovens do que não irem para o céu. Isso é o verdadeiro amor para as crianças. 9) Santa Teresa de Lisieux se comportou como uma criança de três anos de idade “Eu tenho que corrigir esse pobre bebê, que sente uma raiva terrível quando as coisas não saem como ela gostaria. Ela rola no chão como uma pessoa desesperada, acreditando que tudo está perdido. “(Carta 147) Os meus, aos três anos atuam como santos! 10) Os santos nem sempre conseguem o que pedem em oração “A Mãe de Deus não me curou em Lourdes. O que se pode fazer, meu tempo é um fim, e Deus me quer descansar em outro lugar que não seja na terra. “(Carta 216) Zélia foi a Lourdes pedir a cura de seu câncer. Como não fora curada, ela resignou-se à vontade de Deus, mesmo que não correspondesse às suas orações. 11) Santos casais precisam um do outro “Estou ansiosa para estar perto de você, meu querido Luís. Eu te amo com todo o meu coração, e eu sinto ainda mais o meu afeto quando você não está aqui comigo. Seria impossível para mim viver longe de você. “(Carta 108) Luís e Zélia foram maior conforto um do outro! Para se tornarem santos como um casal realmente significa dar-se inteiramente para o outro e para Deus. BÔNUS do marido São Luís Martin: 12) A família é um reflexo do amor de Deus: “Em breve teremos a felicidade íntima da família, e é esta beleza que nos traz para mais perto dele.” (Carta 229) Ok, o 12º não é de Zélia, mas é de seu marido São Luís Martin. Luís somente escreveu cartas quando viajou e algumas publicadas no livro, refletem a importância da vida familiar como um bem que nos aproxima de Deus. Ler essas cartas me mostrou que tornar-se um santo é possível para qualquer um que se abra à graça de Deus e verdadeiramente o procura. Santos Luís e Zélia Martin passaram por tanta dor e tinham tantos problemas, mas permaneceram fiéis e levaram cinco filhas para se tornarem irmãs, uma das quais hoje é santa, Santa Teresa de Lisieux e outra que é venerável, Leonie Martin. Fontes: ACI Digital, Aleteia e Church Pop #SantaTeresinha
- A missão dos pais é criar os filhos para o Céu. Algumas dicas dos pais de Santa Teresinha.
Sim, eles foram santos e criaram santos, mas as suas técnicas eram incrivelmente simples, práticas e imitáveis Seus filhos são difíceis de disciplinar? Eles copiam todos os seus maus hábitos? Você se preocupa com as suas birras e caprichos? Bom, você não está só. São Louis e Santa Zelie Martin , pais de Santa Teresinha de Lisieux , enfrentaram essas mesmas lutas e precisaram discernir o que fazer. Sim, é verdade, eles eram pais santos de filhos santos, mas exercer a paternidade e a maternidade também foi desafiador para eles, que nem sempre sabiam as respostas mais claras. O que eles fizeram foi perseverar e lutar para atender às necessidades dos filhos num ambiente familiar de grande amor. Aqui vão cinco dicas úteis inspiradas nesses pais santos: 1 – Reconheça desde o início que cada filho é de Deus e dedique-o a Ele Zelie tinha o costume de, imediatamente após o nascimento de cada filho, dedicá-lo a Deus com a seguinte oração: “Senhor, concedei-me a graça de que esta criança seja consagrada a Vós e que nada possa manchar a pureza de sua alma”. Os frutos dessa dedicação a Deus não eram imediatamente visíveis, é claro, mas ela revela o estilo intencional da sua maternidade. Ela queria que os seus filhos fossem santos aos olhos de Deus e sabia que “agora mesmo” é o melhor momento para começar a viver em santidade – e não “mais tarde”. 2 – Ame seus filhos com carinho superabundante É fácil esquecer o quanto nossos filhos precisam de amor – de muito amor. Louis e Zelie amavam seus filhos com imenso carinho e se certificavam de que eles soubessem desse grande amor. Celine Martin, uma das filhas, escreveu sobre seu pai: “Mesmo sendo duro consigo mesmo, ele sempre foi afetuoso conosco. Seu coração era excepcionalmente tenro para conosco. Ele viveu só para nós. Nenhum coração de mãe poderia superar o dele”. Louis demonstrava afeto inclusive em gestos pequenos e aparentemente insignificantes, como apelidar as crianças com elogios: Marie era “o diamante”; Pauline, “a pérola fina”; Celine, “a intrépida”; Léonie, “o bom coração”; e Thérèse, ou Santa Terezinha, era “a pequena rainha” ou “o buquê de flores”. 3 – Não desista quando o seu filho é difícil Zelie tranquilizou seu irmão em uma carta recomendando não se preocupar se um dos filhos pequenos fosse “difícil de administrar”. O temperamento desafiador de uma criança não a impedirá de se tornar excelente mais tarde e de vir a ser o maior amparo dos pais. Pauline, conforme a mãe recordava, exigiu muita paciência dos pais até os dois anos de idade, mas se tornou a filha mais exemplar. Zelie observa, porém, que não a “estragou com mimos”: por menorzinha que ela fosse, seus caprichos raramente eram atendidos. E Pauline não foi a única filha da família Martin a criar estresse para os pais. Terezinha e a irmã Léonie também foram fonte de grandes angústias para Zelie. Ela e Louis, no entanto, não desistiram sequer quando seus esforços pareciam infrutíferos. 4 – Seja exemplo de caridade para seus filhos Nossos filhos são influenciados e tendem a imitar cada um dos nossos movimentos, tanto para o bem quanto para o mal. Louis e Zelie fizeram tudo o que podiam para dar o exemplo de como tratar bem as pessoas. Celine testemunhou em seus escritos o quanto o pai era paciente com os outros, mesmo sendo duro consigo mesmo. 5 – Brinque com seus filhos Hoje em dia é muito fácil e tentador sentar seu filho diante de uma tela e quase nunca brincar com ele. Mas, muitas e muitas vezes, o que os nossos filhos precisam mesmo é da nossa atenção, inclusive para brincar. Celine escreveu sobre sua mãe: “Ela brincava conosco de bom grado, apesar do risco de ter de prolongar seus trabalhos até a meia-noite ou mais tarde ainda”. Louis também se juntava às brincadeiras e muitas vezes produzia pequenos brinquedos para as crianças, além de inventar atividades e cantar junto com elas. Não há lar sem cruz: 7 dores que marcaram a família de Santa Teresinha do Menino Jesus “Nas famílias sempre, sempre há cruz, sempre. Porque o amor de Deus, o Filho de Deus, abriu-nos também esse caminho. Mas nas famílias também depois da Cruz há Ressurreição”, assinalou o Papa Francisco durante o Encontro Mundial das Famílias – Filadélfia 2015. Uma família cuja vida foi profundamente marcada pela Cruz foi a de Santa Teresinha do Menino Jesus e dos seus pais, Santos Zélia e Luís Martin. Eles tornaram as dores e as tribulações um caminho de santidade. A seguir, apresentamos sete dores que marcaram a família de Santa Teresinha do Menino Jesus, as quais podem ajudar e dar esperança às pessoas que estão passando por situações semelhantes: 1. Extrema exigência Luís e Zélia eram filhos de pais militares, cristãos com uma fé viva. Entretanto, Zélia foi criada com muita rudeza, autoritarismo e exigência. Dizem que a sua mãe era uma mulher de muito mau caráter. Por isso, em uma das suas cartas, a santa afirmou que a sua infância e juventude foram tristes “como um sudário” e que sua mãe “era muito severa; era muito boa, mas não sabia dar-me carinho, então eu sofri muito”. 2. Recusados para a vida religiosa Zélia estudou no colégio interno das religiosas da Adoração perpétua e Luís com os Irmãos das Escolas Cristãs (La Salle). Durante sua juventude e antes de se conhecerem, Maria Zélia queria levar uma vida religiosa no mosteiro das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, enquanto Luís Martin sentia o mesmo desejo de dedicar sua vida a Deus e foi para o mosteiro do Grande São Bernardo. Mas nenhum dos dois foi aceito. Luís trabalhou como relojoeiro e Zélia se tornou uma famosa empresária com o “ponto de Alençon”, uma famosa renda da época. Em uma ocasião, ambos atravessaram a rua e Zélia ficou impressionada ao ver um jovem de fisionomia nobre, semblante reservado e boas maneiras. Ela sentiu uma voz dizendo: “Este é o homem predestinado para você”. Eles se conheceram, começaram a namorar e três meses depois de seu primeiro encontro se casaram. 3. A perda dos filhos Luís e Zélia tiveram nove filhos, mas sofreram a morte prematura de quatro. Entre as cinco filhas que sobreviveram estavam Santa Teresinha do Menino Jesus e Leônia, cujo processo de beatificação foi aberto em 2015. 4. Câncer Aos 45 anos, Zélia descobriu que tinha um tumor no seio e viveu a sua doença com muita esperança cristã até sua morte em 1877. Após a morte de sua esposa, Luís se viu sozinho para seguir cuidando da sua família. Mudou-se para Lisieux, onde morava o irmão de Zélia; deste modo, a tia Celina pôde cuidar das filhas. Alguns anos depois, as cinco se tornaram religiosas, quatro no Carmelo e uma na Visitação. 5. Holocausto para Deus Luís tinha uma doença que estava o prejudicando ao ponto de perder as suas faculdades mentais. Foi internado no sanatório do Bom Salvador em Caen. Às vezes, tinha momentos de alívio e se ofereceu como vítima de holocausto a Deus. Faleceu em julho de 1894. 6. Caminho de solidão Santa Teresinha sofreu muito com a morte da sua mãe e escolheu a sua irmã Paulina como a sua segunda mãe. Depois, Paulina entrou no Carmelo e a pequena Teresa ficou gravemente doente com sintomas de regressão infantil, alucinações e até anorexia. Em 13 de maio de 1883, depois de vários novenários de Missas e orações, uma imagem da Virgem Maria sorriu para Teresa e ela imediatamente ficou curada. A santa também sofreu pela doença de seu amado pai, que a chamava de “sua pequena rainha”. 7. Firmes diante das adversidades Em seu livro “História de uma Alma”, Santa Teresinha escreveu o seguinte sobre seus pais: “Tenho a felicidade de pertencer a pais inigualáveis que nos cercaram dos mesmos cuidados e do mesmo carinho… Sem dúvida, Jesus, em seu amor, quis fazer-me conhecer a mãe incomparável que me dera, mas que sua mão divina tinha pressa de coroar no céu… Minhas primeiras recordações estão repletas dos mais ternos sorrisos e carícias… Eu amava muito papai e mamãe, e lhes demonstrava meu carinho de mil maneiras”. “Nosso Pai querido beberia na mais amarga e mais humilhante de todas as taças… Em 29 de julho do ano passado, rompendo os laços do seu incomparável servo e chamando-o para a recompensa eterna” (Tirado do livro “História de uma Alma”). 12 coisas que Santa Zélia Martin me ensinou sobre santidade na maternidade Trecho de uma carta de Santa Zélia (Mãe de Santa Teresinha) : “Quando tivemos nossas crianças, as nossas ideias mudaram um pouco. Nós vivíamos só para eles. Eles eram toda a nossa felicidade, e nós nunca a encontrávamos em qualquer coisa exceto neles. Em suma, nada era muito difícil, e o mundo não era mais um fardo para nós. Para mim, os nossos filhos foram uma grande alegria, então eu queria ter um monte deles, a fim de criá-los para o céu. “(Carta 192) Quando tomei conhecimento do caso para a canonização de Luis e Zélia Martin, pais de Santa Teresinha, fiquei muito intrigada. Tanto Luís quanto Zélia queriam ser religiosos, mas, em vez disso, se conheceram e se casaram. Tiveram nove filhos, perderam quatro deles muito precocemente, e trabalhavam juntos para sustentar a família com um negócio de tecidos. Zélia fazia os tecidos e gerenciava os trabalhadores e Luis fazia o lado dele do negócio. Zélia relata sua vida diária em cartas, e eu percebi que ela poderia muito bem ser santa no mundo moderno, no século 21. Aqui estão algumas coisas que eu aprendi sobre a santidade: 1) Até os santos podem precisar de uma empregada doméstica, às vezes: “Pauline disse outra noite,” Oh! Que pena, o dia Já está acabando. Eu gostaria que fosse manhã novamente.” Eu não discordo completamente dela, porque eu tive um longo dia. Durante três dias, eu estive sozinha com estes pequenos, porque a empregada está com sua família. Alem disso, estava um frio terrível e tive uma febre, que mal conseguia me levantar. “(Carta 25) Zélia escreveu isto quando ela tinha cinco crianças menores de sete anos. Quando li isso, eu realmente fiquei confortada. É difícil ficar sozinha com as crianças sem ajuda, e até mesmo Zélia pensava assim. 2) O jejum é difícil até mesmo para os santos “Eu sofro tanto com o jejum e a abstinência! No entanto, não é uma mortificação muito pesada, mas eu estou tão cansada de como meu estômago se sente e, especialmente, tão covarde, que eu gostaria de não fazê-lo por completo, se ouvisse a minha natureza. “(Carta 130) Eu nunca jejuo como Zélia e Luís, durante todo o dia com uma pequena refeição no final. Isso, por si só, parece heróico, e saber como ela superou sua natureza e sofreu por Deus é inspirador. 3) Os santos também se preocupam em ter todas as coisas feitas “Eu tenho minhas duas meninas mais velhas, que estão de férias. O que é um verdadeiro prazer para mim, mas também um aumento real no trabalho porque eu tenho que cuidar de tudo o que precisamos para as férias de verão. Eu estou consertando todos os seus vestidos, por isso estou até o pescoço com as costureiras. E para além disso, tenho demandas urgentes para esta semana; nenhuma está concluída, e isso é o que me preocupa. “(Carta 131) Eu sempre pensei que confiar em Deus significava nunca mais se preocupar com todas as coisas que precisam ser feitas. Mas depois que eu li as cartas de Sta. Zélia, comecei a me perguntar se o problema não é a preocupação em si; alguns de nós estão ocupados apenas em se preocupar. Parece que podemos preocupar-nos e continuar a confiar em Deus. 4) Os santos também têm dias ruins “Oh meu bem, isso é o dia até agora, e ainda é só meio-dia. Se isso continuar eu vou estar morta esta noite! Você vê, no momento, a vida parece tão pesada, e eu não tenho coragem porque tudo parece muito para mim. “(Carta 132) Ela tornou-se uma santa, porque virou-se para Deus em seus tempos difíceis; se virou para Ele o tempo todo, mesmo quando as coisas eram sombrias, ou quando estava apenas tendo um dia ruim. 5) Os filhos dos Santos nem sempre fazem o que lhes é dito “Eu me senti muito mal porque as meninas não foram saudar o seu tio. Foi culpa delas. Não importava quantas vezes eu lhes dissesse: “Vistam-se cedo.” Elas fizeram de uma forma, de modo a não estarem prontas a tempo. “(Carta 137) Não posso te dizer quantas manhãs disse aos meus filhos para se vestirem e eles demoravam e não estavam prontos a tempo, acho que é muito encorajador ver uma mãe que se tornou santa ter o mesmo problema. 6) Santos também ficam frustrados com a manutenção das roupas de todas as crianças “Oh, querida, eu não faço nada, a não ser fazer compras durante todo o dia. Seu pai diz, divertidamente, que é uma paixão minha! Não adianta explicar-lhe que não tenho escolha; ele acha difícil de acreditar. “(Carta 143) A mudança das estações é particularmente frustrante quando você tem que descobrir o que precisa, e o que ainda cabe, e o que não funciona mais! Mas mesmo Zélia tinha dificuldade em manter tudo ajustado, e seu marido, Luís, ainda fazia sarro dela por isso. 7) Ser pai e ser santo, é criar os filhos para o Céu “Quando tivemos nossas crianças, as nossas ideias mudaram um pouco. Nós vivíamos só para eles. Eles eram toda a nossa felicidade, e nós nunca a encontrávamos em qualquer coisa exceto neles. Em suma, nada era muito difícil, e o mundo não era mais um fardo para nós. Para mim, os nossos filhos foram uma grande alegria, então eu queria ter um monte deles, a fim de criá-los para o céu. “(Carta 192) Ter um casamento santo significa viver a vocação que Deus lhe deu. Se Deus deu filhos, então eles são parte de sua felicidade terrena. É fácil ser pego em uma mentalidade mundana na educação dos nossos filhos, mas realmente eles estão destinados para o céu. 8) Santos rezam a seus filhos no Céu “Quando eu fechei os olhos dos meus queridos filhos pequenos e quando eu os enterrei, senti muita dor, mas era sempre com resignação. Eu não lamento as dores e os problemas que sofri com eles. Várias pessoas me disseram: “Seria melhor não tê-los tido.” Eu não posso suportar esse tipo de conversa. Eu não acho que as dores e os problemas poderiam ser pesados demais em comparação a eterna felicidade dos meus filhos. Assim, eles não foram perdidos para sempre. A vida é curta e cheia de dores. Vamos vê-los novamente no céu. Acima de tudo, foi na morte do meu primeiro filho que senti mais profundamente a felicidade de ter um filho no Céu, pois Deus me mostrou de forma notável que Ele aceita meu sacrifício. Por intercessão de meu pequeno anjo, recebi uma graça muito extraordinária “(Carta 72) Zélia pediu a intercessão de seus filhos que morreram ainda bebês. Ela disse que preferia ver seus filhos morrerem jovens do que não irem para o céu. Isso é o verdadeiro amor para as crianças. 9) Santa Teresa de Lisieux se comportou como uma criança de três anos de idade “Eu tenho que corrigir esse pobre bebê, que sente uma raiva terrível quando as coisas não saem como ela gostaria. Ela rola no chão como uma pessoa desesperada, acreditando que tudo está perdido. “(Carta 147) Os meus, aos três anos atuam como santos! 10) Os santos nem sempre conseguem o que pedem em oração “A Mãe de Deus não me curou em Lourdes. O que se pode fazer, meu tempo é um fim, e Deus me quer descansar em outro lugar que não seja na terra. “(Carta 216) Zélia foi a Lourdes pedir a cura de seu câncer. Como não fora curada, ela resignou-se à vontade de Deus, mesmo que não correspondesse às suas orações. 11) Santos casais precisam um do outro “Estou ansiosa para estar perto de você, meu querido Luís. Eu te amo com todo o meu coração, e eu sinto ainda mais o meu afeto quando você não está aqui comigo. Seria impossível para mim viver longe de você. “(Carta 108) Luís e Zélia foram maior conforto um do outro! Para se tornarem santos como um casal realmente significa dar-se inteiramente para o outro e para Deus. BÔNUS do marido São Luís Martin: 12) A família é um reflexo do amor de Deus: “Em breve teremos a felicidade íntima da família, e é esta beleza que nos traz para mais perto dele.” (Carta 229) Ok, o 12º não é de Zélia, mas é de seu marido São Luís Martin. Luís somente escreveu cartas quando viajou e algumas publicadas no livro, refletem a importância da vida familiar como um bem que nos aproxima de Deus. Ler essas cartas me mostrou que tornar-se um santo é possível para qualquer um que se abra à graça de Deus e verdadeiramente o procura. Santos Luís e Zélia Martin passaram por tanta dor e tinham tantos problemas, mas permaneceram fiéis e levaram cinco filhas para se tornarem irmãs, uma das quais hoje é santa, Santa Teresa de Lisieux e outra que é venerável, Leonie Martin. Fontes: ACI Digital, Aleteia e Church Pop #SantaTeresinha
- Bento XVI não morreu. Mensagem falsa sobre sua morte circula nas redes sociais.
Bento XVI está vivo. Os rumores sobre a morte de Bento XVI que circularam nas redes sociais e nos meios de comunicação internacionais, incluindo alguns meios católicos, são falsos. Por ACI Digital – O boato foi espalhado por uma conta no Twitter que usava o nome do presidente da Conferência Episcopal Alemã, Dom Georg Bätzing: @BischofBatzing. No entanto, minutos depois de publicar o anúncio da suposta morte de Bento XVI em vários idiomas, a conta que dizia pertencer a Bätzing escreveu: “Conta falsa criada pelo jornalista italiano Tommasso Debenedetti”. Desde que @BischofBatzing tuitou mensagens admitindo ser uma conta falsa, perdeu cerca de 5 mil seguidores no Twitter em questão de minutos. Não é a primeira vez que o suposto jornalista italiano Tommasso Debenedetti usa contas falsas de bispos e cardeais católicos para divulgar a notícia falsa da morte de Bento XVI. Anteriormente, criou contas em nome do cardeal Rubén Salazar, arcebispo emérito de Bogotá; cardeal Juan Luis Cipriani, arcebispo emérito de Lima, Peru; e do arcebispo de Tegucigalpa, Honduras, cardeal Óscar Rodríguez Maradiaga. Também espalhou notícias falsas sobre a morte de figuras políticas e do mundo da literatura, como o ganhador do Prêmio Nobel Mario Vargas Llosa e Isabel Allende. Leia também Papa Bento XVI nos ensina os 10 Erros da Teologia da Libertação #PapaBentoXVI
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Bento XVI está vivo. Os rumores sobre a morte de Bento XVI que circularam nas redes sociais e nos meios de comunicação internacionais, incluindo alguns meios católicos, são falsos. Por ACI Digital – O boato foi espalhado por uma conta no Twitter que usava o nome do presidente da Conferência Episcopal Alemã, Dom Georg Bätzing: @BischofBatzing. No entanto, minutos depois de publicar o anúncio da suposta morte de Bento XVI em vários idiomas, a conta que dizia pertencer a Bätzing escreveu: “Conta falsa criada pelo jornalista italiano Tommasso Debenedetti”. Desde que @BischofBatzing tuitou mensagens admitindo ser uma conta falsa, perdeu cerca de 5 mil seguidores no Twitter em questão de minutos. Não é a primeira vez que o suposto jornalista italiano Tommasso Debenedetti usa contas falsas de bispos e cardeais católicos para divulgar a notícia falsa da morte de Bento XVI. Anteriormente, criou contas em nome do cardeal Rubén Salazar, arcebispo emérito de Bogotá; cardeal Juan Luis Cipriani, arcebispo emérito de Lima, Peru; e do arcebispo de Tegucigalpa, Honduras, cardeal Óscar Rodríguez Maradiaga. Também espalhou notícias falsas sobre a morte de figuras políticas e do mundo da literatura, como o ganhador do Prêmio Nobel Mario Vargas Llosa e Isabel Allende. Leia também Papa Bento XVI nos ensina os 10 Erros da Teologia da Libertação #PapaBentoXVI
- NESTE DEGREDO ONDE TUDO É CÁRCERE – IV
[História da passagem do padre paulistano Bento José Pereira pela cidade paulista de Batatais, há duzentos anos, e as encrencas que arranjou com dois fazendeiros do lugar. O capítulo anterior pode ser lido aqui ]. UM MANUEL BOM DE CONVERSA. Por mais que pesasse no ânimo de padre Bento o grau de superstição daquela gente, fossem escravos ou não-escravos — e tudo isto bem somado ao aspecto deplorável dos casebres e aos efeitos da terra vermelha na superfície das coisas, além do que nas coisas verdadeiramente entranhava —, havia ainda algo de mais preocupante naquele lugarejo: um problema moral, talvez delituoso, diretamente ligado à construção da pequena matriz e que o bispo lhe encarregara de tirar a limpo. Um padre, naquela época, antes da cisão republicana entre Estado e Igreja, era ao mesmo tempo um administrador a serviço da corte portuguesa e um diretor moral de comunidades, um pastor de almas a serviço de outro reino — o de Deus. Enquanto servidor de Dom João VI e do bem comum, o padre tinha responsabilidades de natureza mais imediata e prática, além das propriamente espirituais, mas, no fundo, as duas ordens de coisas acabavam por se misturar. Era das paróquias, então ditas freguesias, que em geral nasciam os povoados. As pessoas que neles viviam, antes de ser “cidadãos”, eram “fregueses”, que em dia mais remoto já foram “filigreses” e, muito antes, “filius ecclesiae” . Pois não é outra a etimologia de freguês: filho da Igreja. Eram os paroquianos primeiramente filhos da Madre Igreja, antes de serem súditos do reino lusitano. Os padres, portanto, se quisessem ser fiéis à própria natureza, tinham de ser verdadeiros pais, e muitos deles de fato o foram. Padre Bento, a serviço da Igreja-mãe, não tinha cavalgado quinze dias em lombo de mula, no Caminho de Goiás, apenas para uma viagem de turismo colonial: veio, na verdade, para botar ordem naquela nascente povoação de cristãos católicos, já tentados a iniciar com pé esquerdo o seu destino de cidade. Vamos aos fatos. Esse início de caminhada urbana já tinha mais de uma década, pelo menos desde 1810, quando vários homens influentes do lugar — entre eles, os fazendeiros Manuel Bernardes do Nascimento e o Alferes José Dias — decidiram levar a cabo um plano que já andava pela cabeça de muita gente: criar-se uma freguesia própria naquelas paragens entre o rio Pardo e o Sapucaí, e ali começar um novo arraial, desmembrado da freguesia de Franca. Para isto, o primeiro passo era levantar uma capela, pois nenhuma havia naquelas cercanias. De pronto, Manuel Bernardes se candidatou a ceder à Igreja, como era usual, alguns alqueires para a nova freguesia, em terreno entre sua fazenda e a fazenda da Prata, com a qual suas terras confrontavam, pertencente a uma viúva, dona Elena Martins. Ele agia como sério candidato a liderança política da futura vila. Como não se erguia igreja sem um santo à qual fosse dedicada, providenciou-se um padroeiro. Ele mesmo, o convincente Manuel Bernardes, mineiro bom de conversa, conseguiu impor o orago da futura matriz: Senhor Bom Jesus da Cana Verde, muito cultuado na região de Minas de onde ele viera e de quem dona Liberata, sua primeira mulher, era grande devota. Manuel Bernardes partiu logo para a ação. Numa única noite, de afogadilho, seus escravos — com a ajuda dos escravos do Alferes José Dias — enfiaram os pesados esteios de aroeira da pequena capela e a cobriram de capim, fato que sem dúvida revelava a sua grande habilidade como diretor de obras. Outros atributos do velho Manuel Bernardes se revelariam, porém, naquela distante noite do passado: uma inegável esperteza aliada a não menor ousadia, pois a capela tinha sido erguida, nada mais, nada menos, num canto devoluto de terras que não eram suas: a vizinha fazenda da Prata, de dona Elena Martins. O marido de dona Elena, finado Manuel Guimarães, já não estava mais vivo para reclamar e impor respeito; e não seriam os rapazotes do casal que o fariam. Além do mais, apostava Manuel Bernardes que, uma vez lá instalada, era quase certo que de lá não sairia, pois conhecia bem a natureza religiosa da viúva: ela não teria coragem de mandar os filhos deitar por terra uma casa de oração, já com um cruzeiro ao lado e uma imagem do Bom Jesus ao fundo. O velho Bernardes ganhou a aposta: tudo se ajeitou como ele previra. Quando, em 1815, Dom João VI assinou o Alvará Régio criando a freguesia, já fazia mais de um ano que lá estava a pequena e improvisada capela, com suas paredes mal barreadas e caiadas. O Bispo Dom Mateus confirmou o culto ao Bom Jesus, em respeito a uma devoção que presumia existente no lugar.
- O socialismo avançando em toda América Latina. Brasil: próximo alvo
Há aproximadamente 100 anos Nossa Senhora apareceu em Fátima para alertar sobre os erros da Rússia que se espalhariam pelo mundo. Muitos não sabem, mas o Brasil recebeu, na década de 1930, uma aparição de Nossa Senhora das Graças na qual Nossa Senhora alertava sobre três castigos se abateriam sobre o Brasil e que o país seria tomado pelo comunismo. Estamos diante de um momento crítico na política da América do Sul e este será o tema da formação de hoje! Assista a formação ao vivo: #Formaçõesaovivo #PadreRodrigoMaria
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- O QUE NOS TOCA FAZER? – Scott Hahn medita sobre 5º Domingo do Tempo Comum
Devemos amar a Deus e ao nosso próximo com toda a força do nosso ser, como o doutor da Lei responde a Jesus no Evangelho desta semana. Este mandamento não está distante de nós, nem é tão misterioso, pois já está inscrito em nossos corações e nas Sagradas Escrituras. “Esta palavra está bem ao teu alcance, está em tua boca e em teu coração, para que a possas cumprir”, diz Moisés na Primeira Leitura desta semana. Jesus responde a mesma coisa a seu questionador: “Faze isso e viverás”. O doutor da Lei, no entanto, quer saber em que ponto poderia delimitar a fronteira. Esse é o motivo por trás de sua pergunta: “E quem é o meu próximo?” Em sua compaixão, o samaritano na parábola de Jesus revela a ilimitada misericórdia de Deus, que desceu até nós quando ainda estávamos caídos no pecado, quase mortos, incapazes de nos levantar. Jesus é “a imagem do Deus invisível”, diz a Epístola desta semana. Nele, o amor de Deus chegou até bem perto de nós. Pelo “sangue da Sua Cruz” — despido, espancado, entregue à morte, suportando em Seu próprio corpo os sofrimentos de “seus próximos” — libertou-nos das correntes do pecado, reconciliando-nos com Deus e com nossos irmãos. Como o samaritano, Ele paga por nós o preço que devíamos, cura as feridas do pecado, derrama sobre nós o óleo e o vinho dos sacramentos, confia-nos ao cuidado de Sua Igreja, até que Ele retorne até nós. O nosso amor deve ser como o Seu, que não conhece limites. Devemos amar como fomos amados, fazer pelos outros o que Ele fez por nós, reunindo todas as coisas em Seu Corpo, que é a Igreja. Devemos amar como canta o Salmo desta semana: como aqueles cujas orações foram atendidas, cujas vidas foram salvas, que conheceram o tempo de Sua graça, que viram como Deus, em Sua grande misericórdia, para nós se voltou. Eis o amor que leva à vida eterna, o amor que Jesus ordena, hoje, a cada um de nós: “Vai e faze a mesma coisa”. https://stpaulcenter.com/what-we-must-do-scott-hahn-reflects-on-the-fifteenth-sunday-in-ordinary-time/
- Quando uma dança pode ser considerada imoral?
O padre Allan Victor vem alertar aos fiéis quando uma dança pode ser considerada imoral, ou seja, uma grave ofensa a Deus. A música é algo que faz parte do cotidiano de todos as pessoas, desde um simples assovio até grandes produções de cantores ou orquestras, e a ela quase sempre está associada algum tipo de dança. Quem não gosta de dançar, boa pessoa não é. Esse ditado é muito conhecido pois a dança, na maioria das vezes, representa a alegria e pode até significar um louvor a Deus. “Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor” II Samuel – 6, 14 Porém, assim como a imoralidade está ganhando espaço nos mais diversos meios culturais, muitos estilos de músicas e a danças evoluíram ao ponto de se tornarem uma ofensa grave a Deus. Como cristãos, nosso principal objetivo deve ser sempre agradar a Deus em todas as coisas. A pior coisa que uma pessoa pode fazer é um pecado mortal, porém para que possamos evitar o pecado a todo custo, é preciso saber o que é o pecado. O padre Allan Victor Almeida Marandola da Diocese de Umuarama vem recordar aos fiéis quando uma dança pode ser motivo de pecado. Leia também Pe. Zezinho: “A internet está cheia de mulheres nuas e seminuas, e qualquer criança pode acessar” SOBRE A MORALIDADE DE UMA DANÇA Basicamente, a moralidade de uma dança deverá observar os seguintes critérios, sendo dois objetivos e um objetivo e subjetivo: – A dança desperta movimentos carnais ou pensamentos impuros em quem dança? Se sim, é imoral. Note-se que este critério é simultaneamente objetivo e subjetivo, quer dizer: há movimentos que são aptos por si mesmos a despertar tais impulsos carnais ou pensamentos impuros, enquanto outros movimentos, embora honestos em si mesmos, podem despertar tais concupiscências naquela determinada pessoa, por inumeráveis questões biográficas; – A dança é apta a despertar movimentos carnais ou pensamentos impuros em quem observa? Se sim, é imoral. Note-se que este critério é objetivo, isto é, se ela contém em si movimentos sensualizados ou desonestos;A dança está associada a alguma instituição, cultura ou movimento anticatólico? Se sim, é imoral. Note-se que determinada coreografia pode ser honesta em si mesma e, contudo, estar historicamente ligada a um movimento anticatólico. – A maioria das danças “populares” atuais reprova em tais requisitos, pelo que devem ser proscritas tais danças. Note-se, portanto, que, por mais boa que seja a pessoa, ela pode pecar e levar os outros a pecarem ao executar determinados movimentos e coreografias. Os pastores de almas, pais, pedagogos (catequistas, professores et al.) e responsáveis em geral devem aconselhar sabiamente quanto a isso, e não ceder à moda. Deus os abençoe + Padre Allan Victor Almeida Marandola Leia também Padre Paulo Ricardo faz alerta às mulheres sobre a importância da modéstia #FormaçõesCatólicas
- Quando uma dança pode ser considerada imoral?
O padre Allan Victor vem alertar aos fiéis quando uma dança pode ser considerada imoral, ou seja, uma grave ofensa a Deus. A música é algo que faz parte do cotidiano de todos as pessoas, desde um simples assovio até grandes produções de cantores ou orquestras, e a ela quase sempre está associada algum tipo de dança. Quem não gosta de dançar, boa pessoa não é. Esse ditado é muito conhecido pois a dança, na maioria das vezes, representa a alegria e pode até significar um louvor a Deus. “Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor” II Samuel – 6, 14 Porém, assim como a imoralidade está ganhando espaço nos mais diversos meios culturais, muitos estilos de músicas e a danças evoluíram ao ponto de se tornarem uma ofensa grave a Deus. Como cristãos, nosso principal objetivo deve ser sempre agradar a Deus em todas as coisas. A pior coisa que uma pessoa pode fazer é um pecado mortal, porém para que possamos evitar o pecado a todo custo, é preciso saber o que é o pecado. O padre Allan Victor Almeida Marandola da Diocese de Umuarama vem recordar aos fiéis quando uma dança pode ser motivo de pecado. Leia também Pe. Zezinho: “A internet está cheia de mulheres nuas e seminuas, e qualquer criança pode acessar” SOBRE A MORALIDADE DE UMA DANÇA Basicamente, a moralidade de uma dança deverá observar os seguintes critérios, sendo dois objetivos e um objetivo e subjetivo: – A dança desperta movimentos carnais ou pensamentos impuros em quem dança? Se sim, é imoral. Note-se que este critério é simultaneamente objetivo e subjetivo, quer dizer: há movimentos que são aptos por si mesmos a despertar tais impulsos carnais ou pensamentos impuros, enquanto outros movimentos, embora honestos em si mesmos, podem despertar tais concupiscências naquela determinada pessoa, por inumeráveis questões biográficas; – A dança é apta a despertar movimentos carnais ou pensamentos impuros em quem observa? Se sim, é imoral. Note-se que este critério é objetivo, isto é, se ela contém em si movimentos sensualizados ou desonestos;A dança está associada a alguma instituição, cultura ou movimento anticatólico? Se sim, é imoral. Note-se que determinada coreografia pode ser honesta em si mesma e, contudo, estar historicamente ligada a um movimento anticatólico. – A maioria das danças “populares” atuais reprova em tais requisitos, pelo que devem ser proscritas tais danças. Note-se, portanto, que, por mais boa que seja a pessoa, ela pode pecar e levar os outros a pecarem ao executar determinados movimentos e coreografias. Os pastores de almas, pais, pedagogos (catequistas, professores et al.) e responsáveis em geral devem aconselhar sabiamente quanto a isso, e não ceder à moda. Deus os abençoe + Padre Allan Victor Almeida Marandola Leia também Padre Paulo Ricardo faz alerta às mulheres sobre a importância da modéstia #FormaçõesCatólicas
- O ABORTO COMO DIREITO HUMANO? – Pe. Santiago Martín
É verão. No verão, não costuma haver muitas notícias. E é melhor que seja assim, pois quando são notícias importantes, geralmente são más notícias. É por isso que as notícias anteriores continuam dando o que falar. Por exemplo, a questão do aborto. O Parlamento Europeu aprovou, por maioria de dois terços, que o aborto deve ser considerado um direito humano. Este pedido não tem valor jurídico, uma vez que não vincula os Estados-membros, mas tem um importante valor simbólico. Também serve para mostrar a posição da opinião pública sobre esta questão, que é apenas uma de um pacote que inclui a eutanásia e a ideologia do género: dois terços dos europeus estão determinados a acabar com os seus países, dadas as taxas de natalidade muito baixas em muitos deles. Mas há um terço de europeus que não vai desistir e a quem foi dada muita força, pelo que aconteceu nos Estados Unidos. É por isso que, neste ano, a manifestação pró-vida na Irlanda, semelhante à que teve lugar em Madrid há alguns dias atrás, foi mais numerosa do que nunca. A vida vencerá a morte, até porque aqueles que só sabem como acabar com os problemas matando, os da “cultura da morte”, já estão espiritualmente mortos, mesmo que pareçam estar vivos.
- “Está na hora de a Igreja voltar ao que se espera dela: falar de Deus” alerta Cardeal Sarah
“Nós procuramos o sacerdote porque buscamos a Deus, não porque queremos salvar o planeta”, afirmou o cardeal africano “Está na hora de a Igreja voltar ao que se espera dela: falar de Deus”, afirmou o cardeal Robert Sarah, prefeito emérito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, durante entrevista ao jornal francês Le Figaro. Para o cardeal africano, “nós procuramos o sacerdote porque buscamos a Deus, não porque queremos salvar o planeta”: ele questiona certas visões em voga sobre a Igreja como se fosse uma ONG cheia de atribuições terrenas que lhe tiram o caráter eminentemente espiritual. Sarah acaba de lançar o livro “Catecismo da Vida Espiritual”, em maio deste ano. Trata-se de um guia para quem deseja aprofundar sua vida espiritual a partir de uma perspectiva prática, não acadêmica. É por isso que o livro se estrutura em torno dos sacramentos: “Infelizmente, os sacramentos foram transformados em cerimônias puramente externas. Mas eles são, na verdade, os meios sensíveis pelos quais Deus nos toca, nos cura, nos nutre, nos perdoa e nos conforta. Acredito que, também na Igreja, muitos desconhecem a realidade interior, espiritual e mística dos sacramentos. Só olhamos para os ritos sociais, quando no sinal sacramental se revela o mistério; o próprio Deus se doa”. O purpurado relatou, na entrevista, que escreveu seu novo livro durante o confinamento imposto pela covid-19: “Esta crise revelou a incrível sede espiritual dos corações. As pessoas anseiam por silêncio, por profundidade, por uma vida com Deus”. Para ele, a pandemia pode ter servido como um chamamento a prestarmos mais atenção ao espírito: “Cuidávamos da vida dos corpos, mas deixamos morrer as almas. A vida espiritual é, no entanto, o que há de mais íntimo em nós, o que temos de mais precioso”. Ele observou, a propósito, que a palavra “oração” foi um dos termos mais pesquisados no Google durante a pandemia, uma provação que “revelou que a superficialidade e a negação da vida interior são as doenças que causam sofrimento e angústia entre os nossos contemporâneos”. Diante disso, o cardeal afirma: “Está na hora de a Igreja voltar ao que se espera dela: falar de Deus, da alma, do além, da morte e, sobretudo, da vida eterna (…) A Igreja existe para que haja santos. O resto é secundário (…) A santidade não está reservada a uma pequena elite. Ela é para todos. Ser santo é deixar-se amar por Deus, é seguir a Cristo”. A reportagem perguntou ao cardeal Sarah se os padres estão falando o suficiente sobre a vida espiritual. Ele respondeu: “Às vezes, eles são tentados a se tornarem interessantes aos olhos do mundo falando sobre política ou ecologia. Mas acho que assim não interessam a ninguém. Nós procuramos o sacerdote porque buscamos a Deus, não porque queremos salvar o planeta”. Sobre este mesmo aspecto, Sarah recordou que o Papa Francisco também afirmou que a Igreja não é uma ONG, e que, “se a Igreja deixar de buscar a Deus através da oração, ela corre o risco de traí-lo”. Cardeal Sarah: “O Vaticano II deve ser lido à luz da Tradição” O ex-Prefeito de Liturgia, Cardeal Robert Sarah, fala para La Nef sobre seu novo livro, Catecismo da Vida Espiritual, e sobre a crise pela qual a Igreja está passando. “Queria lembrar aos cristãos os fundamentos da vida com Deus para os quais são chamados”, explica Sarah ao La Nef sobre o último livro que publicou, Catecismo da Vida Espiritual. “Sem essa amizade com Deus que nos dá graça, essa intimidade da alma com seu Criador no amor, corremos o risco de nos tornarmos secos e incorpóreos ou macios e mornos.” O ex-prefeito quer, assim, cobrir uma enorme lacuna na vida de muitos católicos nomeados: formação, conhecimento daquilo em que acreditam. “Quem sabe hoje o que é o estado de graça? Graça santificante?”, ele se pergunta. Penso que é necessário que os sacerdotes não tenham medo de ensinar a vida espiritual nas homilias e no catecismo. Afinal, não é esta a única coisa em que eles são insubstituíveis? Podemos encontrar leigos competentes para falar de política ou ecologia, mas quem guiará as ovelhas para o céu senão os pastores do rebanho? A fé está afundando no Ocidente, e o cardeal encontra na atitude de muitos prelados durante a pandemia um reflexo dessa mornidão que está dizimando o rebanho. “Alguns padres foram admiráveis, visitando os doentes, ajudando os moribundos, levando a comunhão e pregando em todos os sentidos”, lembra Sua Eminência. “Não podemos, nunca podemos! – impedir que um moribundo receba assistência de um sacerdote. Cabe às autoridades políticas tomar as medidas necessárias para evitar a propagação de epidemias. Mas isso não pode ser feito à custa da salvação das almas. Qual é a utilidade de salvar corpos se você perder sua alma? Essa atitude foi consequência de uma mornidão que, diz ele, “é a raiz mais profunda da apostasia em que vivemos. Quando vivemos como se Deus não existisse na prática, acabamos não acreditando nele. É por isso que “quanto mais o mundo é hostil a Deus, mais os cristãos devem cuidar de sua vida espiritual. É a única resistência possível ao ateísmo líquido que nos cerca e nos sufoca. Um cristão devoto é um verdadeiro resistente à cultura da morte que permeia a sociedade”. Aos que querem ver no Concílio Vaticano II a raiz dos males que afligem a Igreja, Sarah lembra que “a Igreja não se contradiz. Consequentemente, estão errados aqueles que fazem do Concílio Vaticano II um ponto de ruptura, seja para se alegrar ou para lamentar. Eles consideram a Igreja como uma sociedade sujeita aos ventos de partidos e opiniões. Tudo isso é apenas a superfície das coisas.” Por isso só pode haver uma leitura adequada do Concílio, em continuidade com tudo o que sempre foi ensinado. O Concílio deve ser lido à luz de todos os ensinamentos tradicionais da Igreja. Só traz à luz, sob uma nova luz, o que a Igreja sempre acreditou e ensinou para o crescimento da vida de graça em nossas almas”. “Estamos diante de um grande e decisivo desafio”, conclui Sarah. “Somos capazes de oferecer a salvação da alma a todas essas populações que a ignoram? Agradeço a Deus que os missionários franceses tenham vindo a mim, à África, para me oferecer este benefício. Por sua vez, convido todos os cristãos a se tornarem missionários. As almas estão morrendo de sede, não podemos guardar os tesouros da vida espiritual”. Fontes: Aleteia e Infovaticana #CardealSarah
- “Está na hora de a Igreja voltar ao que se espera dela: falar de Deus” alerta Cardeal Sarah
“Nós procuramos o sacerdote porque buscamos a Deus, não porque queremos salvar o planeta”, afirmou o cardeal africano “Está na hora de a Igreja voltar ao que se espera dela: falar de Deus”, afirmou o cardeal Robert Sarah, prefeito emérito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, durante entrevista ao jornal francês Le Figaro. Para o cardeal africano, “nós procuramos o sacerdote porque buscamos a Deus, não porque queremos salvar o planeta”: ele questiona certas visões em voga sobre a Igreja como se fosse uma ONG cheia de atribuições terrenas que lhe tiram o caráter eminentemente espiritual. Sarah acaba de lançar o livro “Catecismo da Vida Espiritual”, em maio deste ano. Trata-se de um guia para quem deseja aprofundar sua vida espiritual a partir de uma perspectiva prática, não acadêmica. É por isso que o livro se estrutura em torno dos sacramentos: “Infelizmente, os sacramentos foram transformados em cerimônias puramente externas. Mas eles são, na verdade, os meios sensíveis pelos quais Deus nos toca, nos cura, nos nutre, nos perdoa e nos conforta. Acredito que, também na Igreja, muitos desconhecem a realidade interior, espiritual e mística dos sacramentos. Só olhamos para os ritos sociais, quando no sinal sacramental se revela o mistério; o próprio Deus se doa”. O purpurado relatou, na entrevista, que escreveu seu novo livro durante o confinamento imposto pela covid-19: “Esta crise revelou a incrível sede espiritual dos corações. As pessoas anseiam por silêncio, por profundidade, por uma vida com Deus”. Para ele, a pandemia pode ter servido como um chamamento a prestarmos mais atenção ao espírito: “Cuidávamos da vida dos corpos, mas deixamos morrer as almas. A vida espiritual é, no entanto, o que há de mais íntimo em nós, o que temos de mais precioso”. Ele observou, a propósito, que a palavra “oração” foi um dos termos mais pesquisados no Google durante a pandemia, uma provação que “revelou que a superficialidade e a negação da vida interior são as doenças que causam sofrimento e angústia entre os nossos contemporâneos”. Diante disso, o cardeal afirma: “Está na hora de a Igreja voltar ao que se espera dela: falar de Deus, da alma, do além, da morte e, sobretudo, da vida eterna (…) A Igreja existe para que haja santos. O resto é secundário (…) A santidade não está reservada a uma pequena elite. Ela é para todos. Ser santo é deixar-se amar por Deus, é seguir a Cristo”. A reportagem perguntou ao cardeal Sarah se os padres estão falando o suficiente sobre a vida espiritual. Ele respondeu: “Às vezes, eles são tentados a se tornarem interessantes aos olhos do mundo falando sobre política ou ecologia. Mas acho que assim não interessam a ninguém. Nós procuramos o sacerdote porque buscamos a Deus, não porque queremos salvar o planeta”. Sobre este mesmo aspecto, Sarah recordou que o Papa Francisco também afirmou que a Igreja não é uma ONG, e que, “se a Igreja deixar de buscar a Deus através da oração, ela corre o risco de traí-lo”. Cardeal Sarah: “O Vaticano II deve ser lido à luz da Tradição” O ex-Prefeito de Liturgia, Cardeal Robert Sarah, fala para La Nef sobre seu novo livro, Catecismo da Vida Espiritual, e sobre a crise pela qual a Igreja está passando. “Queria lembrar aos cristãos os fundamentos da vida com Deus para os quais são chamados”, explica Sarah ao La Nef sobre o último livro que publicou, Catecismo da Vida Espiritual. “Sem essa amizade com Deus que nos dá graça, essa intimidade da alma com seu Criador no amor, corremos o risco de nos tornarmos secos e incorpóreos ou macios e mornos.” O ex-prefeito quer, assim, cobrir uma enorme lacuna na vida de muitos católicos nomeados: formação, conhecimento daquilo em que acreditam. “Quem sabe hoje o que é o estado de graça? Graça santificante?”, ele se pergunta. Penso que é necessário que os sacerdotes não tenham medo de ensinar a vida espiritual nas homilias e no catecismo. Afinal, não é esta a única coisa em que eles são insubstituíveis? Podemos encontrar leigos competentes para falar de política ou ecologia, mas quem guiará as ovelhas para o céu senão os pastores do rebanho? A fé está afundando no Ocidente, e o cardeal encontra na atitude de muitos prelados durante a pandemia um reflexo dessa mornidão que está dizimando o rebanho. “Alguns padres foram admiráveis, visitando os doentes, ajudando os moribundos, levando a comunhão e pregando em todos os sentidos”, lembra Sua Eminência. “Não podemos, nunca podemos! – impedir que um moribundo receba assistência de um sacerdote. Cabe às autoridades políticas tomar as medidas necessárias para evitar a propagação de epidemias. Mas isso não pode ser feito à custa da salvação das almas. Qual é a utilidade de salvar corpos se você perder sua alma? Essa atitude foi consequência de uma mornidão que, diz ele, “é a raiz mais profunda da apostasia em que vivemos. Quando vivemos como se Deus não existisse na prática, acabamos não acreditando nele. É por isso que “quanto mais o mundo é hostil a Deus, mais os cristãos devem cuidar de sua vida espiritual. É a única resistência possível ao ateísmo líquido que nos cerca e nos sufoca. Um cristão devoto é um verdadeiro resistente à cultura da morte que permeia a sociedade”. Aos que querem ver no Concílio Vaticano II a raiz dos males que afligem a Igreja, Sarah lembra que “a Igreja não se contradiz. Consequentemente, estão errados aqueles que fazem do Concílio Vaticano II um ponto de ruptura, seja para se alegrar ou para lamentar. Eles consideram a Igreja como uma sociedade sujeita aos ventos de partidos e opiniões. Tudo isso é apenas a superfície das coisas.” Por isso só pode haver uma leitura adequada do Concílio, em continuidade com tudo o que sempre foi ensinado. O Concílio deve ser lido à luz de todos os ensinamentos tradicionais da Igreja. Só traz à luz, sob uma nova luz, o que a Igreja sempre acreditou e ensinou para o crescimento da vida de graça em nossas almas”. “Estamos diante de um grande e decisivo desafio”, conclui Sarah. “Somos capazes de oferecer a salvação da alma a todas essas populações que a ignoram? Agradeço a Deus que os missionários franceses tenham vindo a mim, à África, para me oferecer este benefício. Por sua vez, convido todos os cristãos a se tornarem missionários. As almas estão morrendo de sede, não podemos guardar os tesouros da vida espiritual”. Fontes: Aleteia e Infovaticana #CardealSarah
- DALTON TREVISAN E A FAVELA DA CONDIÇÃO HUMANA
O escritor paranaense Dalton Trevisan, o “vampiro de Curitiba”, está com 96 anos. São 96 invernos curitibanos nas costas desse irrecuperável pessimista: nada de ruim lhe escapa da condição humana, que ele reduz implacavelmente a um punhado de instintos malgovernados pela razão. Dalton parece detestar o mundo inteiro, incluindo os seus leitores, embora espere que continuem comprando seus livros. Pelo menos é assim que o vê o escritor Miguel Sanches Neto, também ele paranaense, que retratou o contista curitibano (e ex-amigo) de forma pouco lisonjeira em seu Chá das cinco com o vampiro , romance à clef publicado em 2002 pela editora Objetiva. * Noutra época, li alguns livros de Dalton Trevisan. Do que mais gostei foi Pico na veia (Record, 2002). O escritor tem grande domínio do seu instrumento, é mesmo um virtuose, apesar de exagerar de forma quase irritante nas elipses, decorrente de uma de suas obsessões: a busca doentia da concisão. Pico na veia é um livro sobre a condição humana — com a visão parcial que o escritor tem da condição humana —, mas o autor não esquece a sua própria aldeia, Curitiba, de cuja fama de cidade de primeiro mundo ele escarnece: parece-lhe mais justa a qualificação de “favela do primeiro mundo”. Depois de mostrar a sordidez moral do homem em dezenas de pequenos escritos — contos, aforismos, poemas em prosa etc. —, o autor pergunta ao leitor mais atento: acaso isso é primeiro mundo? Para o escritor, só do ponto de vista econômico é possível falar na existência de um “primeiro mundo”. Do ponto de vista moral, jamais. * Gostei de Curitiba quando lá estivemos pela primeira vez, há uns quinze anos, eu e minha mulher. Chegamos no começo da noite, depois apreciarmos de longe as “ruínas” de Vila Velha e as araucárias sempre de guarda-chuva aberto. Segui as placas indicando Centro Cívico, onde ficava o quarto de hotel que havia reservado. Girei como barata tonta atrás da simpática rua Mateus Leme. Na manhã seguinte, levantei bem cedo e abri a cortina do quarto de hotel: só prédios. Prédios e céu branco, o branco da baleia de Melville. Lembrava um céu londrino. Num daqueles prédios devia morar, certamente, o último crítico literário do Brasil, Wilson Martins. Era bem provável que, àquela hora, já estivesse em sua mesa de trabalho ou poltrona de leitura. Dalton Trevisan também já devia estar de pé em sua velha casa de esquina, no Alto da Gloria, não muito longe dali, preparando-se para escrever mais um conto sem fé na espécie humana. * Diz a lenda que Dalton Trevisan vive fugindo dos outros. Impossível não me lembrar de uma piada contada pelo meu genro, que morou alguns anos em Curitiba: — O que diz um curitibano, seu Zé, quando pega a mulher com outro? — Não faço a menor ideia — respondi-lhe. — Não diz nada. Curitibano não fala com estranhos. Minha filha paulista gosta de lembrar, sem nenhum rancor, que em seu prédio de Curitiba a única pessoa com quem falava era uma cearense. * Sem dúvida, Dalton Trevisan é um grande contista, descontando-se obviamente a parte onanística da sua obra, de eterno adolescente — faixa etária cuja sobrevivência no adulto o crítico Otto Maria Carpeaux já tinha percebido, com agudeza, na personalidade literária do escritor, quando nos anos cinquenta resenhou a sua primeira coletânea de contos, Novelas nada exemplares . * Com perdão do trocadilho, Dalton é um escritor daltônico: só vê as piores cores. * O “vampiro de Curitiba” nasceu em família católica, como a maioria dos brasileiros de sua geração, mas perdeu a fé muito cedo. Numa das poucas entrevistas que deu, disse de sua mãe, frequentadora de Missas dominicais, que era uma falsa católica: pensava que fosse católica, sem o ser de fato. É provável que Dalton Trevisan também tenha sido educado como falso católico, um falso católico que parece ter depressa assumido a visão luterana do ser humano, que via a inteligência como uma “prostituta do diabo”. * São assim as almas dos personagens desse adolescente curitibano de 96 anos: barracos sem fundação nem colunas, erguidos de qualquer jeito na favela da condição humana. Nelas, o demônio se sente plenamente à vontade.
- É POSSIVEL UMA IGREJA ESQUIZOFRÊNICA?
Nesta semana, li nalgum lugar que o Pontifício Conselho para a Família (presidido pelo controvertido Arcebispo Vincenzo Paglia) estuda a possibilidade de a Igreja rever sua posição quanto aos anticoncepcionais. Os anticoncepcionais são instrumentos que contrariam a lei natural. Paulo VI já alertava para os riscos de erotização da sociedade com o uso massificado dos anticoncepcionais, ao facilitar e banalizar as relações sexuais. E, depois da Humanae vitae , não deu outra coisa: a pornografia passou a imperar por todo lado. O estranho é que a própria Igreja, que alertou para esse risco, examina agora a possibilidade de rever sua posição a respeito dos contraceptivos. É possível falar numa Igreja esquizofrênica? É imaginável o Cristo-corpo contrariando o Cristo-cabeça? Ou seria mais justo falar numa falsa “igreja” diabolicamente infiltrada na verdadeira, tentando destruí-la, o que provoca essa impressão de esquizofrenia? A verdadeira Igreja sabe que o meio mais legítimo para evitar a concepção (se isto for realmente necessário) é a mortificação sexual, que aliás é uma excelente escola de virtude.
- Novena a Nossa Senhora do Carmo – de 7 a 15 de julho
“Convido agora todos os devotos da Virgem Santa a dirigir-lhe uma fervorosa oração, para que Ela, com sua intercessão, obtenha a cada um prosseguir seguro no caminho da vida e ‘alcançar felizmente ao monte santo, Jesus Cristo Nosso Senhor’”, incentivava São João Paulo II aos fiéis, em julho de 1988, ao recordar o mês de Nossa Senhora do Carmo. A seguir, a novena a Nossa Senhora do Carmo, que é celebrada em 16 de julho: 1 – Antífona: Flor do Carmelo, vinha florida, esplendor do céu, Oh! Mãe, Virgem singular, Doce Mãe sempre Virgem Aos Carmelitas dai privilégio, Estrela do Mar 2 – Escolha o dia da novena: 1º dia 2º dia 3º dia 4º dia 5º dia 6º dia 7º dia 8º dia 9º dia 3 – Oração Final: Bendita e Imaculada Virgem Maria, beleza e glória do Carmelo, vós que tratais com bondade inteiramente especial aqueles que se vestem do vosso amadíssimo hábito, volvei sobre mim também um olhar propício e cobri-me com o manto da vossa maternal proteção. Pelo vosso poder, fortificai a minha fraqueza; pela vossa sabedoria, esclarecei as trevas do meu espírito, aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Ornai a minha alma com as virtudes que me faça agradável ao vosso Divino Filho e a vós. Assisti-me durante a vida, consolai-me na morte pela vossa amável presença à Santíssima Trindade, como vosso Filho dedicado para vos louvar e bendizer eternamente no paraíso. Amém. Primeiro Dia 1 – Antífona 2 – Oração: Oh! Maria, Virgem Mãe Imaculada, Rainha do Carmelo, que fostes contemplada pelo profeta Elias na nuvenzinha que subia do mar; depois, transformada em chuva copiosa, derramai sobre toda a humanidade as graças de vosso Coração Imaculado e convertei aos pobres pecadores. Ave-Maria Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! 3 – Oração Final Segundo Dia 1 – Antífona 2 – Oração: Rainha e Mãe do Carmelo, Virgem Mãe Imaculada, que durante séculos fostes honrada em vossa maternidade divina no Monte Carmelo pelo profeta Elias e seus sucessores – os Filhos dos profetas –, fazei reinar em nossas famílias essa mesma entranhada devoção, que torne cada vez mais presente em nossos lares o vosso Divino Filho Jesus, que nos guarde para a vida eterna. Ave-Maria Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! 3 – Oração Final Terceiro Dia 1 – Antífona 2 – Oração: Oh, Maria Imaculada, Virgem Santíssima do Carmo, que visitastes vossos filhos Carmelitas no Monte Carmelo, consolando-os, dando-lhes graças abundantes, visitai também as nossas almas, ajudando-nos a fugir do pecado e a praticar com amor as obras de misericórdia. Ave-Maria Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! 3 – Oração Final Quarto Dia 1 – Antífona 2 – Oração: Maria, Virgem imaculada, Rainha do Carmelo, lembrai-vos que vossos filhos carmelitas do Monte Carmelo após o Pentecostes abraçaram o Evangelho e o anunciaram por toda parte, ensinando também todos a vos conhecerem e amarem; e no Monte Carmelo, consagraram o primeiro templo do mundo em vossa honra. Dai-nos muitos missionários, que por toda parte vos façam conhecer para a dilatação do Reino de Jesus. Ave-Maria Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! 3 – Oração Final Quinto Dia 1 – Antífona 2 – Oração: Maria, Rainha e Mãe dos Carmelitas, que lhes destes como penhor da salvação o Santo Escapulário, nós vos agradecemos e vos suplicamos a graça de viver na fidelidade à Lei de Deus, para que, em nossa morte, possamos contar com a vossa presença e ir ao céu contemplar-vos eternamente. Ave-Maria Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! 3 – Oração Final Sexto Dia 1 – Antífona 2 – Oração: Maria, Virgem Mãe Imaculada, Rainha do Carmelo, que tendes concedido as mais extraordinárias graças através de vosso Santo Escapulário, ajudai-me a trazê-lo dignamente, conservando a pureza de coração e de costumes, repelindo tudo o que possa magoar o vosso olhar puríssimo. Ave-Maria Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! 3 – Oração Final Sétimo Dia 1 – Antífona 2 – Oração: Rainha e Mãe do Carmelo, que fizestes grandes milagres por meio do Santo Escapulário, cobri o mundo com o esplendor de Vosso Imaculado Coração, para que seja enfraquecido o reino do mal e do pecado, e todos os povos se aproximem de Vós para imitar vossa pureza e caridade. Ave-Maria Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! 3 – Oração Final Oitavo Dia 1 – Antífona 2 – Oração: Maria, Virgem Mãe Imaculada, Rainha do Carmelo, que sempre concedestes as maiores graças aos Carmelitas, enviai-nos muitas vocações sacerdotais, religiosas e para o Carmelo Secular, para que o vosso nome seja sempre mais glorificado, para a glória de vosso Filho Jesus Cristo. Ave-Maria Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! 3 – Oração Final Nono Dia 1 – Antífona 2 – Oração: Maria, Rainha e Mãe do Carmelo, que velais pela Santa Igreja com maternal amor, abençoai o Santo Padre, o nosso bispo, os sacerdotes, os religiosos e todo o povo cristão. Abençoai a cada um de nós que desejamos vossa proteção agora e na hora de nossa morte. Ave-Maria Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! 3 – Oração Final #NossaSenhoradoCarmo #Novena
- Novena a Nossa Senhora do Carmo – de 7 a 15 de julho
“Convido agora todos os devotos da Virgem Santa a dirigir-lhe uma fervorosa oração, para que Ela, com sua intercessão, obtenha a cada um prosseguir seguro no caminho da vida e ‘alcançar felizmente ao monte santo, Jesus Cristo Nosso Senhor’”, incentivava São João Paulo II aos fiéis, em julho de 1988, ao recordar o mês de Nossa Senhora do Carmo. A seguir, a novena a Nossa Senhora do Carmo, que é celebrada em 16 de julho: 1 – Antífona: Flor do Carmelo, vinha florida, esplendor do céu, Oh! Mãe, Virgem singular, Doce Mãe sempre Virgem Aos Carmelitas dai privilégio, Estrela do Mar 2 – Escolha o dia da novena: 1º dia 2º dia 3º dia 4º dia 5º dia 6º dia 7º dia 8º dia 9º dia 3 – Oração Final: Bendita e Imaculada Virgem Maria, beleza e glória do Carmelo, vós que tratais com bondade inteiramente especial aqueles que se vestem do vosso amadíssimo hábito, volvei sobre mim também um olhar propício e cobri-me com o manto da vossa maternal proteção. Pelo vosso poder, fortificai a minha fraqueza; pela vossa sabedoria, esclarecei as trevas do meu espírito, aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Ornai a minha alma com as virtudes que me faça agradável ao vosso Divino Filho e a vós. Assisti-me durante a vida, consolai-me na morte pela vossa amável presença à Santíssima Trindade, como vosso Filho dedicado para vos louvar e bendizer eternamente no paraíso. Amém. Primeiro Dia 1 – Antífona 2 – Oração: Oh! Maria, Virgem Mãe Imaculada, Rainha do Carmelo, que fostes contemplada pelo profeta Elias na nuvenzinha que subia do mar; depois, transformada em chuva copiosa, derramai sobre toda a humanidade as graças de vosso Coração Imaculado e convertei aos pobres pecadores. Ave-Maria Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! 3 – Oração Final Segundo Dia 1 – Antífona 2 – Oração: Rainha e Mãe do Carmelo, Virgem Mãe Imaculada, que durante séculos fostes honrada em vossa maternidade divina no Monte Carmelo pelo profeta Elias e seus sucessores – os Filhos dos profetas –, fazei reinar em nossas famílias essa mesma entranhada devoção, que torne cada vez mais presente em nossos lares o vosso Divino Filho Jesus, que nos guarde para a vida eterna. Ave-Maria Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! 3 – Oração Final Terceiro Dia 1 – Antífona 2 – Oração: Oh, Maria Imaculada, Virgem Santíssima do Carmo, que visitastes vossos filhos Carmelitas no Monte Carmelo, consolando-os, dando-lhes graças abundantes, visitai também as nossas almas, ajudando-nos a fugir do pecado e a praticar com amor as obras de misericórdia. Ave-Maria Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! 3 – Oração Final Quarto Dia 1 – Antífona 2 – Oração: Maria, Virgem imaculada, Rainha do Carmelo, lembrai-vos que vossos filhos carmelitas do Monte Carmelo após o Pentecostes abraçaram o Evangelho e o anunciaram por toda parte, ensinando também todos a vos conhecerem e amarem; e no Monte Carmelo, consagraram o primeiro templo do mundo em vossa honra. Dai-nos muitos missionários, que por toda parte vos façam conhecer para a dilatação do Reino de Jesus. Ave-Maria Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! 3 – Oração Final Quinto Dia 1 – Antífona 2 – Oração: Maria, Rainha e Mãe dos Carmelitas, que lhes destes como penhor da salvação o Santo Escapulário, nós vos agradecemos e vos suplicamos a graça de viver na fidelidade à Lei de Deus, para que, em nossa morte, possamos contar com a vossa presença e ir ao céu contemplar-vos eternamente. Ave-Maria Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! 3 – Oração Final Sexto Dia 1 – Antífona 2 – Oração: Maria, Virgem Mãe Imaculada, Rainha do Carmelo, que tendes concedido as mais extraordinárias graças através de vosso Santo Escapulário, ajudai-me a trazê-lo dignamente, conservando a pureza de coração e de costumes, repelindo tudo o que possa magoar o vosso olhar puríssimo. Ave-Maria Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! 3 – Oração Final Sétimo Dia 1 – Antífona 2 – Oração: Rainha e Mãe do Carmelo, que fizestes grandes milagres por meio do Santo Escapulário, cobri o mundo com o esplendor de Vosso Imaculado Coração, para que seja enfraquecido o reino do mal e do pecado, e todos os povos se aproximem de Vós para imitar vossa pureza e caridade. Ave-Maria Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! 3 – Oração Final Oitavo Dia 1 – Antífona 2 – Oração: Maria, Virgem Mãe Imaculada, Rainha do Carmelo, que sempre concedestes as maiores graças aos Carmelitas, enviai-nos muitas vocações sacerdotais, religiosas e para o Carmelo Secular, para que o vosso nome seja sempre mais glorificado, para a glória de vosso Filho Jesus Cristo. Ave-Maria Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! 3 – Oração Final Nono Dia 1 – Antífona 2 – Oração: Maria, Rainha e Mãe do Carmelo, que velais pela Santa Igreja com maternal amor, abençoai o Santo Padre, o nosso bispo, os sacerdotes, os religiosos e todo o povo cristão. Abençoai a cada um de nós que desejamos vossa proteção agora e na hora de nossa morte. Ave-Maria Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! 3 – Oração Final #NossaSenhoradoCarmo #Novena
- CAOS COM APARÊNCIA DE COSMOS
Por definição, cosmos é a organização do caos. Mas há um tipo de caos que, sem deixar de ser caótico, apresenta-se como racionalmente organizado. É o caso do atual globalismo, que é uma degeneração ideológica da globalização. É caótico por pretender subverter coisas essenciais da natureza humana, como o amor incondicional das mães por seus bebês intrauterinos (ameaçado pela ideologia abortista); o respeito à vida humana até o seu último e natural suspiro (ameaçado pela ideologia da eutanásia); a educação dos filhos pelos pais (ameaçada pela ideologia do ensino estatal); o casamento como coisa exclusiva entre um homem e uma mulher (ameaçado pela ideologia de gênero); a inclinação normal por ter vários filhos (ameaçada pela ideologia da contenção populacional e sua pródiga indústria de contraceptivos, responsáveis pela generalizada erotização da sociedade). Tudo o que, acima, está dentro de parênteses, é absolutamente irracional, mas é vendido como algo legítimo e desejável. Aparenta organizar-se como um cosmos conceitual, porém é servido por uma terminologia falsamente científica dá lhe ares de sistema, abrindo-lhe as portas da academia e das publicações especializadas. Uma sociedade que aceita com naturalidade essas coisas — aborto, eutanásia, ensino estatal, ideologia de gênero, repressão populacional —, encaminha-se para o caos. Um caos com aparência de cosmos.
- A carta do assassino de Santa Maria Goretti – Testemunho de conversão
Carta do Assassino de Santa Maria Goretti: “Tenho agora quase 80 anos. Estou perto do fim dos meus dias. Olhando para o meu passado, reconheço que na minha juventude eu segui um mau caminho, um caminho que levou à minha ruína. Através das revistas, dos espectáculos imorais e dos maus exemplos na imprensa, eu vi a maioria dos jovens da minha idade seguir o caminho do mal sem pensar duas vezes. Despreocupado, eu fiz a mesma coisa. Havia fiéis e cristãos verdadeiramente praticantes à minha volta, mas eu não lhes dava importância. Eu estava cego por um impulso bruto que me empurrava para uma forma errada de vida. Com a idade de 20 anos, eu cometi um crime passional, cuja memória ainda hoje me horroriza. Maria Goretti, hoje uma santa, foi o bom anjo que Deus colocou no meu caminho para me salvar. As palavras dela, tanto de repreensão como de perdão, ainda hoje estão impressas no meu coração. Ela rezou por mim, intercedeu pelo seu assassino. Quase 30 anos de prisão se seguiram. Se eu não fosse menor de idade, pela lei italiana eu teria sido condenado a prisão perpétua. No entanto, eu aceitei a pena como algo que eu merecia. Resignado, eu expiei pelo meu pecado. A pequena Maria foi verdadeiramente a minha luz, a minha proteção. Com a ajuda dela, eu cumpri bem esses 27 anos na prisão. Quando a sociedade me aceitou de volta entre os seus membros, eu procurei viver de forma honesta. Com caridade angélica, os filhos de São Francisco, os frades capuchinhos menores, receberam-me entre eles, não como servo, mas como irmão. Tenho vivido com eles há 24 anos. Agora eu olho serenamente para o dia em que serei admitido à visão de Deus, para abraçar os meus entes queridos mais uma vez, e para ficar próximo do meu anjo da guarda, Maria Goretti, e a sua querida mãe, Assunta. Que todos os que vierem a ler esta carta desejem seguir o santo ensinamento de fazer o bem e evitar o mal. Que todos possam acreditar, com a fé dos pequeninos, que a religião e os seus preceitos, não são algo que se possa prescindir. Pelo contrário, é o verdadeiro conforto e a única via segura em todas as circunstâncias mesmo nas mais dolorosas.” Paz e bem. Alessandro Serenelli Macerata, Itália, 5 de Maio Leia também: Glória Polo: “Fui julgada e condenada, mas Deus me deu uma segunda chance!” Alessandro Serenelli Embora Alessandro tivesse apenas 19 anos, ele se viciou em pornografia. Querendo viver suas fantasias, ele tentou molestar uma menina de 11 anos. Quando ela gritou: “Não Alessandro, é um pecado …” ele ficou furioso e esfaqueou 14 vezes. Embora ela tenha chegado a um hospital e tenha recebido a Comunhão através do Viático, ela morreu. Alessandro foi condenado a 30 anos de prisão. Embora soubesse que Maria, a menina, o havia perdoado em seu leito de morte (mesmo dizendo que queria estar no céu com ele), ele não sentia remorso. Então ele teve um sonho – que foi surpreendente em si mesmo porque Alessandro não sonhava normalmente. Nesse sonho vívido, as paredes e barras da prisão se afastam quando sua cela se transformou em um jardim ensolarado. cheio de flores. Ele ficou surpreso ao ver uma camponesa vestida de branco, pois vestia cores escuras. Então ele percebeu que era Maria. Ela estava andando entre as flores, sorrindo e não com tanto medo. Ele queria ir embora, mas não conseguiu. Maria pegou lírios brancos e entregou-os a ele dizendo: “Alessandro, leve-os!” Um por um, ele acertou os 14 lírios. Quando ele os levou, cada lírio se transformou em uma luz flamejante. Havia um lírio para cada uma das vezes que ele a esfaqueara. Então Maria sorrindo disse: “Alessandro, como prometi, sua alma um dia me alcançará no céu”. O sonho mudou ele. Pela primeira vez ele entendeu a luz da graça e misericórdia de Deus. A partir desse momento, Por causa de seu bom comportamento, ele saiu da prisão depois de 27 anos. Por um tempo ele vagou como fazendeiro, mas eles se tornaram irmãos em um mosteiro capuchinho. Finalmente, 31 anos após o julgamento, ele foi visitar Assunta Goretti, mãe de Maria. Implorando o perdão de Assunta, ela colocou as mãos na cabeça dele, acariciou o rosto dele e gentilmente disse: “Alessandro, Marietta perdoou você, Cristo perdoou você e por que eu também não deveria perdoar. Eu perdoo você, é claro, meu filho! não vi você mais cedo? Na manhã seguinte, Assunta, com a cabeça erguida e as lágrimas caindo, tomou Alessandro pela mão e levou-o à missa. Lado a lado, comungaram. Daquele dia em diante, ele foi recebido na família Goetti como “tio Alessandro”. Leia também CUIDADO: SUA ROUPA PODERÁ TE LEVAR AO INFERNO #Pureza #Conversão #Santidade #Pornografia #Castidade
- A carta do assassino de Santa Maria Goretti – Testemunho de conversão
Carta do Assassino de Santa Maria Goretti: “Tenho agora quase 80 anos. Estou perto do fim dos meus dias. Olhando para o meu passado, reconheço que na minha juventude eu segui um mau caminho, um caminho que levou à minha ruína. Através das revistas, dos espectáculos imorais e dos maus exemplos na imprensa, eu vi a maioria dos jovens da minha idade seguir o caminho do mal sem pensar duas vezes. Despreocupado, eu fiz a mesma coisa. Havia fiéis e cristãos verdadeiramente praticantes à minha volta, mas eu não lhes dava importância. Eu estava cego por um impulso bruto que me empurrava para uma forma errada de vida. Com a idade de 20 anos, eu cometi um crime passional, cuja memória ainda hoje me horroriza. Maria Goretti, hoje uma santa, foi o bom anjo que Deus colocou no meu caminho para me salvar. As palavras dela, tanto de repreensão como de perdão, ainda hoje estão impressas no meu coração. Ela rezou por mim, intercedeu pelo seu assassino. Quase 30 anos de prisão se seguiram. Se eu não fosse menor de idade, pela lei italiana eu teria sido condenado a prisão perpétua. No entanto, eu aceitei a pena como algo que eu merecia. Resignado, eu expiei pelo meu pecado. A pequena Maria foi verdadeiramente a minha luz, a minha proteção. Com a ajuda dela, eu cumpri bem esses 27 anos na prisão. Quando a sociedade me aceitou de volta entre os seus membros, eu procurei viver de forma honesta. Com caridade angélica, os filhos de São Francisco, os frades capuchinhos menores, receberam-me entre eles, não como servo, mas como irmão. Tenho vivido com eles há 24 anos. Agora eu olho serenamente para o dia em que serei admitido à visão de Deus, para abraçar os meus entes queridos mais uma vez, e para ficar próximo do meu anjo da guarda, Maria Goretti, e a sua querida mãe, Assunta. Que todos os que vierem a ler esta carta desejem seguir o santo ensinamento de fazer o bem e evitar o mal. Que todos possam acreditar, com a fé dos pequeninos, que a religião e os seus preceitos, não são algo que se possa prescindir. Pelo contrário, é o verdadeiro conforto e a única via segura em todas as circunstâncias mesmo nas mais dolorosas.” Paz e bem. Alessandro Serenelli Macerata, Itália, 5 de Maio Leia também: Glória Polo: “Fui julgada e condenada, mas Deus me deu uma segunda chance!” Alessandro Serenelli Embora Alessandro tivesse apenas 19 anos, ele se viciou em pornografia. Querendo viver suas fantasias, ele tentou molestar uma menina de 11 anos. Quando ela gritou: “Não Alessandro, é um pecado …” ele ficou furioso e esfaqueou 14 vezes. Embora ela tenha chegado a um hospital e tenha recebido a Comunhão através do Viático, ela morreu. Alessandro foi condenado a 30 anos de prisão. Embora soubesse que Maria, a menina, o havia perdoado em seu leito de morte (mesmo dizendo que queria estar no céu com ele), ele não sentia remorso. Então ele teve um sonho – que foi surpreendente em si mesmo porque Alessandro não sonhava normalmente. Nesse sonho vívido, as paredes e barras da prisão se afastam quando sua cela se transformou em um jardim ensolarado. cheio de flores. Ele ficou surpreso ao ver uma camponesa vestida de branco, pois vestia cores escuras. Então ele percebeu que era Maria. Ela estava andando entre as flores, sorrindo e não com tanto medo. Ele queria ir embora, mas não conseguiu. Maria pegou lírios brancos e entregou-os a ele dizendo: “Alessandro, leve-os!” Um por um, ele acertou os 14 lírios. Quando ele os levou, cada lírio se transformou em uma luz flamejante. Havia um lírio para cada uma das vezes que ele a esfaqueara. Então Maria sorrindo disse: “Alessandro, como prometi, sua alma um dia me alcançará no céu”. O sonho mudou ele. Pela primeira vez ele entendeu a luz da graça e misericórdia de Deus. A partir desse momento, Por causa de seu bom comportamento, ele saiu da prisão depois de 27 anos. Por um tempo ele vagou como fazendeiro, mas eles se tornaram irmãos em um mosteiro capuchinho. Finalmente, 31 anos após o julgamento, ele foi visitar Assunta Goretti, mãe de Maria. Implorando o perdão de Assunta, ela colocou as mãos na cabeça dele, acariciou o rosto dele e gentilmente disse: “Alessandro, Marietta perdoou você, Cristo perdoou você e por que eu também não deveria perdoar. Eu perdoo você, é claro, meu filho! não vi você mais cedo? Na manhã seguinte, Assunta, com a cabeça erguida e as lágrimas caindo, tomou Alessandro pela mão e levou-o à missa. Lado a lado, comungaram. Daquele dia em diante, ele foi recebido na família Goetti como “tio Alessandro”. Leia também CUIDADO: SUA ROUPA PODERÁ TE LEVAR AO INFERNO #Pureza #Conversão #Santidade #Pornografia #Castidade
- NESTE DEGREDO ONDE TUDO É CÁRCERE – III
[História da passagem do padre paulistano Bento José Pereira pela cidade paulista de Batatais, há duzentos anos, e as encrencas que arranjou com dois fazendeiros do lugar. O capítulo anterior pode ser lido aqui .]. UM SACERDOTE APRENDIZ DE SERTÃO. Padre Bento não podia negar que o povoado do Bom Jesus da Cana Verde tivesse um clima agradável, nem que fosse um lugar privilegiadamente arejado; afinal, situava-se a quase mil metros acima do Atlântico. O problema não era o vento, mas o que ele trazia quando generosamente soprava. Como a terra era intensamente vermelha — terra que algumas décadas mais tarde os imigrantes italianos chamariam de terra rossa , e o caipira paulista, que não lia Dante, logo substituiria por terra roxa —, bastava soprar o vento, sobretudo na seca rigorosamente seca da região, para a rubra e fina poeira recobrir, com sua cor, os desajeitados casebres do vilarejo, com tudo o que dentro deles houvesse, pois eram sempre insuficientemente fechados. A vermelhidão impregnava-se como tinta pelos poros, de modo a não haver sabão, por mais poderosos que fossem os sabões caseiros da época, que pudesse lavar por fora um cristão e desencardi-lo (embora ainda fosse mais fácil do que limpá-los por dentro, na alma, com o sabão dos sacramentos). Não só os corpos humanos tinham aquela dura sina. Dentro da pequena igreja, tudo andava penetrado da cor vermelha, da caiação das paredes ao altar-mor. Uma toalha, uma vez utilizada, dificilmente poderia servir de novo. E isso sem falar do chão batido, onde os fiéis se ajoelhavam e se sentavam durante a Missa, pois naquela época as igrejas não tinham bancos nem genuflexórios. É certo que, algumas décadas mais tarde, com a chegada dos cafezais, a “terra roxa” ganharia merecida fama de solo fértil. Uma coisa, porém, era a relação de um pé de café com o solo avermelhado, e outra, muito diferente, a das sinhás e suas escravas, que tinham de manter limpas as casas de chão batido, ainda sem assoalho de madeira, cercadas dessa terra por todos os lados. Com todos esses inconvenientes, que as pessoas daquele tempo suportavam bem melhor que as de hoje, padre Bento ia fazendo o que podia como administrador de paróquia e ministro de sacramentos, o que significava muitas vezes percorrer léguas e léguas para uma extrema-unção ou um batismo. Decidiu, no entanto, também incumbir-se informalmente, sem nenhuma remuneração da Corte, do ensino das primeiras letras às crianças e jovens, pois não havia no lugar quem se ocupasse dessas tarefas (coisa que seu antecessor não podia fazer, pois dividia o tempo de padre com ocupações de fazendeiro). Nas primeiras semanas, cuidou ele de conhecer os “fregueses” (assim eram chamados os paroquianos), a começar dos que moravam no arraial, depois os das fazendas mais próximas, para em seguida, na medida do possível, o restante das almas a ele confiadas, pois era na roça que vivia a maior parte do rebanho cristão a ele confiado. Quem vivia nas casas ao redor da capela era uma pequena minoria de pessoas que prestava alguns serviços à maioria arranchada pelas roças — serviços que tornavam menos difícil a vida na freguesia: gente como o ferreiro Timóteo com sua fornalha, bigorna e martelos; o português Rebelo, hábil no manuseio da tesoura e das agulhas de alfaiate; o carpinteiro Manuel, especialista em cangas, o seleiro Constâncio, que fazia de tudo o que pudesse sair do couro de boi: de cintos e botas, até cangalhas e bruacas (malas de fundamental importância numa época que não tinha carretas, e eram as bestas que levavam cargas à fazenda mais próxima ou à vila mais distante). Um dos moradores do povoado, o mestiço Firmino, que morava numa das chácaras retiradas e era pau para qualquer obra (um jornaleiro, como se dizia então), logo despertou a atenção do padre por trazer no pescoço, bem à mostra, em comum acordo, um rosário mariano e um amuleto feito com dente de lobo. — O rosário eu sei para que serve, Firmino. E esse dente de lobo? — provocou-lhe um dia o padre, depois de uns ajustes que o homem fez no telhado da igreja para tirar as goteiras. — Desvia a má sorte, seu vigário. Era com gente assim que o homem de Deus teria de lidar a cada momento. Aos poucos, viu como Firmino não era um caso isolado: as fronteiras do natural com o sobrenatural ainda estavam muito mal demarcadas, naquele sertão do Rio Pardo. Na maioria das vezes, os fiéis confundiam religião com magia, sem conseguir separar crendices pagãs das devoções da Igreja, e a eles seria necessário repetir sempre, de novo, as verdades da fé, o sentido dos sacramentos e da missa, a razão de ser das imagens católicas, a inutilidade das simpatias e superstições. [Continua aqui ].
- Cardeal Dom Claudio Hummes morre aos 87 anos
Com uma nota de pesar o cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, comunicou o falecimento nesta segunda-feira, 4 de julho, do cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo e prefeito emérito da Congregação para o Clero: Comunico, com grande pesar, o falecimento do Eminentíssimo Cardeal Cláudio Hummes, Arcebispo emérito de São Paulo e Prefeito emérito da Congregação para o Clero, no dia de hoje, com a idade de 88 anos incompletos, após prolongada enfermidade, que suportou com paciência e fé em Deus. O médico Dr. Rodrigo Paulino constatou a morte do Cardeal, ocorrida um pouco após às 9h da manhã de 04/07/2022. Nascido em Salvador do Sul (RS), em 08.08.1934, entrou na vida religiosa da Ordem Franciscana dos Frades Menores; recebeu a ordenação sacerdotal em 3 de agosto de 1958 e a ordenação episcopal em 25 de maio de 1975. Foi bispo diocesano de Santo André (SP), Arcebispo de Fortaleza e Arcebispo de São Paulo. Foi feito membro do Colégio Cardinalício pelo Papa São João Paulo II no Consistório de 21 de fevereiro de 2001. De 2006 a 2011 trabalhou ao lado do Papa Bento XVI em Roma, como Prefeito da Congregação para o Clero. De volta ao Brasil, ocupou a função de Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, da CNBB, e da recém criada Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA). Convido todos a elevarem preces a Deus em agradecimento pela vida operosa do falecido Cardeal Hummes e de sufrágio em seu favor, para que Deus o acolha e lhe dê a vida eterna, como creu e esperou. Deus acolha em suas moradas eternas nosso irmão falecido, cardeal Cláudio Hummes, e faça brilhar para ele a luz eterna. Seu corpo será velado na Catedral Metropolitana de São Paulo, onde serão celebradas Santas Missas em diversos horários a serem oportunamente divulgados.
- Cardeal Dom Claudio Hummes morre aos 87 anos
Com uma nota de pesar o cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, comunicou o falecimento nesta segunda-feira, 4 de julho, do cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo e prefeito emérito da Congregação para o Clero: Comunico, com grande pesar, o falecimento do Eminentíssimo Cardeal Cláudio Hummes, Arcebispo emérito de São Paulo e Prefeito emérito da Congregação para o Clero, no dia de hoje, com a idade de 88 anos incompletos, após prolongada enfermidade, que suportou com paciência e fé em Deus. O médico Dr. Rodrigo Paulino constatou a morte do Cardeal, ocorrida um pouco após às 9h da manhã de 04/07/2022. Nascido em Salvador do Sul (RS), em 08.08.1934, entrou na vida religiosa da Ordem Franciscana dos Frades Menores; recebeu a ordenação sacerdotal em 3 de agosto de 1958 e a ordenação episcopal em 25 de maio de 1975. Foi bispo diocesano de Santo André (SP), Arcebispo de Fortaleza e Arcebispo de São Paulo. Foi feito membro do Colégio Cardinalício pelo Papa São João Paulo II no Consistório de 21 de fevereiro de 2001. De 2006 a 2011 trabalhou ao lado do Papa Bento XVI em Roma, como Prefeito da Congregação para o Clero. De volta ao Brasil, ocupou a função de Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, da CNBB, e da recém criada Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA). Convido todos a elevarem preces a Deus em agradecimento pela vida operosa do falecido Cardeal Hummes e de sufrágio em seu favor, para que Deus o acolha e lhe dê a vida eterna, como creu e esperou. Deus acolha em suas moradas eternas nosso irmão falecido, cardeal Cláudio Hummes, e faça brilhar para ele a luz eterna. Seu corpo será velado na Catedral Metropolitana de São Paulo, onde serão celebradas Santas Missas em diversos horários a serem oportunamente divulgados.
- Casamentos inválidos, nulidade, divórcio e segunda união
“Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’. De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. Quanto mais o tempo passa, mais as coisas se tornaram descartáveis, roupas, móveis, celulares, veículos, e até casamentos! Assista a formação de hoje sobre o importante Sacramento do Matrimônio! Para assistir, acesse: #CasaisemSegundaUnião #FormaçõesCatólicas #Matrimônio


















































