O QUE NOS TOCA FAZER? – Scott Hahn medita sobre 5º Domingo do Tempo Comum

Devemos amar a Deus e ao nosso próximo com toda a força do nosso ser, como o doutor da Lei responde a Jesus no Evangelho desta semana.
Este mandamento não está distante de nós, nem é tão misterioso, pois já está inscrito em nossos corações e nas Sagradas Escrituras. “Esta palavra está bem ao teu alcance, está em tua boca e em teu coração, para que a possas cumprir”, diz Moisés na Primeira Leitura desta semana.
Jesus responde a mesma coisa a seu questionador: “Faze isso e viverás”.
O doutor da Lei, no entanto, quer saber em que ponto poderia delimitar a fronteira. Esse é o motivo por trás de sua pergunta: “E quem é o meu próximo?”
Em sua compaixão, o samaritano na parábola de Jesus revela a ilimitada misericórdia de Deus, que desceu até nós quando ainda estávamos caídos no pecado, quase mortos, incapazes de nos levantar.
Jesus é “a imagem do Deus invisível”, diz a Epístola desta semana. Nele, o amor de Deus chegou até bem perto de nós. Pelo “sangue da Sua Cruz” — despido, espancado, entregue à morte, suportando em Seu próprio corpo os sofrimentos de “seus próximos” — libertou-nos das correntes do pecado, reconciliando-nos com Deus e com nossos irmãos.
Como o samaritano, Ele paga por nós o preço que devíamos, cura as feridas do pecado, derrama sobre nós o óleo e o vinho dos sacramentos, confia-nos ao cuidado de Sua Igreja, até que Ele retorne até nós.
O nosso amor deve ser como o Seu, que não conhece limites. Devemos amar como fomos amados, fazer pelos outros o que Ele fez por nós, reunindo todas as coisas em Seu Corpo, que é a Igreja.
Devemos amar como canta o Salmo desta semana: como aqueles cujas orações foram atendidas, cujas vidas foram salvas, que conheceram o tempo de Sua graça, que viram como Deus, em Sua grande misericórdia, para nós se voltou.
Eis o amor que leva à vida eterna, o amor que Jesus ordena, hoje, a cada um de nós: “Vai e faze a mesma coisa”.
















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