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PAPA FRANCISCO: “SE O MUNDO FOSSE GOVERNADO POR JOVENS, NÃO HAVERIA TANTAS GUERRAS…” – Carlos

17 de jul. de 2022
2 min de leitura

Alexandre, o Grande, que morreu aos 30 anos depois de haver reduzido o Império Aquemênida a sangue e fogo, ficaria surpreso ao saber que “se o mundo fosse governado por jovens, não haveria tantas guerras”. Por que o Papa diz essas coisas grandiloquentes, comprovadamente questionáveis e estranhas à sua missão?

Talvez porque o tenha dito na mensagem aos participantes da ‘Conferência da Juventude da União Europeia’ que teve lugar em Praga de 11 a 13 de julho de 2022, sobre o tema: “Comprometer-se juntos por uma Europa sustentável e inclusiva”. O Santo Padre tem um tendência perturbadora de dizer a todos o que eles querem ouvir.

“Alguém disse que, se o mundo fosse governado por mulheres, não haveria tantas guerras, porque quem tem a missão de dar a vida não pode optar pela morte. Da mesma forma, gosto de pensar que, se o mundo fosse governado por jovens, não haveria tantas guerras: quem tem a vida inteira pela frente não deseja violentá-la ou descartá-la, mas a viver ao máximo”, foram suas palavras.

Mas alguns dias antes ele havia falado sobre a sabedoria dos mais velhos, e como as civilizações, que não cuidam desses transmissores de tradição e identidade, perdem um verdadeiro tesouro. Ele mesmo, aos 85 anos, descartou a possibilidade de desistir de governar o Igreja.

A questão da mulher também é um tópico bastante absurdo, como se milhares de mulheres não tivessem governado ao longo da história, em claro desmentido a um suposto pacifismo feminino. Fale o Papa a seus compatriotas argentinos sobre a aversão de Margaret Thatcher à guerra…

Ele também disse a eles que é “urgente reduzir o consumo de combustíveis fósseis”, e exortou os jovens a ler sua própria encíclica Laudato Sì, “onde crentes e não crentes encontram razões sólidas para se comprometer com uma ecologia integral”.

Sua Santidade sabe qual país decidiu, em 2018, seguir as recomendações da agenda verde até suas últimas consequências? Foi Sri Lanka. Seu primeiro-ministro, orgulhosamente, anunciou isso em agosto daquele ano, garantindo que iria fazer de seu país um país “rico”. Hoje, esse mesmo primeiro-ministro (e seu irmão, o presidente da república) tiveram que fugir do país, expulsos pela multidão faminta, pois a nação está enfrentando a fome.


Francisco: «Si el mundo estuviera gobernado por jóvenes, no habría tantas guerras»
 
 
 

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