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  • A BOA NOTÍCIA – Scott Hahn medita sobre o Domingo da Ascenção do Senhor

    Na Primeira Leitura de hoje, extraída dos Atos dos Apóstolos, São Lucas dá a surpreendente notícia de que a história continua: não terminou com o túmulo vazio, nem com as aparições de Jesus aos Apóstolos, ao longo de quarenta dias. A obra de salvação de Jesus terá uma consumação litúrgica. Ele é o grande sumo sacerdote, e ainda terá que subir à Jerusalém Celeste, para lá celebrar a festa no verdadeiro Santo dos Santos. A verdade desta festa resplandece a partir da Carta aos Hebreus, onde lemos sobre o grande sumo-sacerdote que penetrou nos céus, e o sacrifício do intercessor sem pecado em nosso favor (Hebreus 4, 14-15). De fato, Sua intercessão levará à descida do Espírito Santo sobre a Igreja, em forma de chamas. Lucas expõe essa promessa na Primeira Leitura desta festa da Ascensão: “…sereis batizados com o Espírito Santo, dentro de poucos dias” (Atos 1, 5). A Ascensão é uma festa preliminar, que dirige a atenção da Igreja para Pentecostes. Nesse dia, a salvação será completa; pois a salvação não é simplesmente expiação dos pecados (o que já seria maravilhoso), mas é algo ainda maior que isto. A expiação é, em si mesma, uma precondição necessária para nossa adoção como filhos de Deus. No entanto, para viver essa vida divina, devemos receber o Espírito Santo. E, para receber o Espírito Santo, devemos ser purificados através do Batismo. O Salmo Responsorial apresenta a Ascensão em termos já conhecidos no culto do Templo de Jerusalém, nos dias do rei Salomão: “Por entre aclamações Deus se elevou,/ o Senhor subiu ao toque da trombeta” (Salmo 47). O sacerdote-rei toma o seu lugar à frente do povo, governando as nações e estabelecendo a paz. A Epístola adquire um aspecto caracteristicamente pascal. Na Igreja dos primeiros tempos, como hoje, a Páscoa era o tempo normal para o batismo de adultos convertidos. O sacramento era frequentemente chamado de “iluminação”, devido à luz que acompanhava a graça salvadora de Deus (v., por ex., Hebreus 10,32). São Paulo, em sua Carta aos Efésios, fala em termos de uma glória que leva a glórias ainda maiores, assim como a Ascensão conduz a Pentecostes: “Que Ele abra o vosso coração à Sua luz”, escreve ele, esperando pela divinização do crentes. Sua “esperança” é “sua herança entre os santos” — os santos que foram adotados pela família de Deus e agora governam, com Ele, à direita do Pai. Estas são as “boas novas” que os Apóstolos são autorizados a espalhar, após  a Ascensão: para o mundo inteiro, para todas as nações, a começar por Jerusalém. São as boas notícias que devemos divulgar em nosso tempo. https://stpaulcenter.com/the-good-news-scott-hahn-reflects-on-the-ascension-of-the-lord/

  • Curso de Catequese e Espiritualidade para Crianças

    Seja bem vindo ao curso online de formação doutrinária e de vida espiritual para crianças. Salve Maria! Já pensou em oferecer aos seus filhos e crianças da sua família um curso de catequese realmente católico, livre de heresias e distorções das Sagradas Escrituras, como tornou-se muito comum em função da Teologia da Libertação? Apresentamos um curso totalmente online de formação catequética, doutrinária, e de vida espiritual para crianças. Neste curso a criança terá acesso à Sã Doutrina da Igreja Católica, com foco especial na espiritualidade. Além de encerrar com chave de ouro com o estudo e preparação para a Consagração a Nossa Senhora pelo Método de são Luís Maria Grignion de Montfort. Assista a apresentação: Clique aqui para se inscrever CONHEÇA MAIS SOBRE O CURSO Esse curso contou com 16 aulas e estão todas disponíveis na íntegra para assistir a partir do momento da inscrição. Na época do lançamento do curso, as aulas foram transmitidas ao-vivo, entretanto as aulas ao vivo já encerraram mas foram todas gravadas e estão disponíveis para assistir na íntegra, inclusive com a interação das crianças. O curso tratará de temas como:  ➢ CATECISMO BÁSICO; • Artigos do Credo • Sacramentos • Mandamentos da Lei de Deus e da Igreja • Virtudes e Vícios ➢ VIDA ESPIRITUAL PARA CRIANÇAS; A vida na graça A virtude da oração As virtudes que agradam a Deus O amor a Deus e ao próximo O exemplo dos santos ➢ TOTAL CONSAGRAÇÃO PARA CRIANÇAS; (Segundo Método de São Luís Maria Grignion de Montfort) • O que é a Total Consagração a Nossa Senhora • Como a consagração a Nossa Senhora nos ajuda • Exercícios Espirituais para a Consagração ➢ CONTEÚDO BONUS PARA FORMAÇÃO DOS PAIS Mais de 18 aulas de formação para os pais 👉 Clique aqui para se inscrever 👈 ⚠️​IMPORTANTE: – TAXA DE INSCRIÇÃO DE APENAS R$ 120,00; ( Pagamento uma única vez, NÃO é mensalidade ) – TODAS AS AULAS ESTÃO GRAVADAS PARA ASSISTIR QUANTAS VEZES QUISER. – O ACESSO ÀS AULAS SERÁ VITALÍCIO. AS AULAS FICARÃO DISPONÍVEIS AQUI MESMO NA PLATAFORMA HOTMART. Clique aqui para se inscrever Com este curso de catequese online, a criança poderá receber o sacramento a primeira comunhão? Existe algum certificado? A preparação para recepção dos Sacramentos da Igreja não se assemelha a escolas ou universidades, que basta ter um certificado para estar habilitado. Quando uma paróquia emite um certificado referente a qualquer sacramento, ele não é um atestado de conclusão de curso mas um comprovante de que a pessoa recebeu o sacramento validamente. Se pegarmos o exemplo do sacramento da primeira comunhão, tornou-se muito comum que a criança faça a catequese em alguma paróquia, auxiliada por católicos voluntários que chamamos de catequistas. Neste modelo o encaminhamento para receber o sacramento da primeira comunhão torna-se automático, pois o padre confia que os catequistas ensinaram o conteúdo básico da fé cristã às crianças. O Código de Direito Canônico, no Artigo 2 “DA PARTICIPAÇÃO NA SANTÍSSlMA EUCARISTIA” cânon 914 diz o seguinte: “Primeiramente os pais, ou quem fizer as suas vezes, e ainda o pároco têm o dever de procurar que as crianças, ao atingirem o uso da razão, se preparem convenientemente e recebam quanto antes este divino alimento, feita previamente a confissão sacramental; compete também ao pároco vigiar por que não se aproximem da sagrada comunhão as crianças que não tenham atingido o uso da razão ou aquelas que julgue não estarem suficientemente preparadas.” Uma das promessas que o casal faz quando se une em matrimônio, é receber os filhos que Deus enviar e educando-os na fé de Cristo e da Igreja. Essa é a missão principal de uma família, criar os filhos para Deus. Sendo assim a Igreja é bem clara em observar que os pais são os primeiros responsáveis por educar os filhos na fé, portanto os primeiros e principais catequistas. Este curso tem por objetivo oferecer às crianças, com acompanhamento e supervisão dos pais, os conceitos básicos da fé católica e de vida espiritual, habilitando-a para a vida sacramental, tanto da Confissão quanto da Eucaristia. A plataforma na qual hospedamos o curso oferece um “certificado simbólico”, que não tem valor oficial, porém, como nos explica o Código de Direito Canônico, os pais têm a capacidade natural de atestar o conhecimento da criança no campo da fé, bastando procurar o Pároco, ou algum padre de confiança, para solicitar a administração dos sacramentos, tanto da Confissão quanto da Primeira Eucaristia. Observação: Quando os pais têm vida sacramental, e frequentam a paróquia regularmente, assistindo as missas todos os domingos em família e buscando a confissão frequente, é comum que o pároco conheça a família, o que será um ponto positivo na hora de pedir para validar a catequese e fazer a primeira comunhão. Clique aqui para se inscrever

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  • Sagrada Novena do Divino Espírito Santo | Pentecostes

    Em 2022, no dia 5 de junho a igreja celebrará o Espírito Santo e, por isso, durante nove dias, os fiéis se preparam para Pentecostes, a grande Solenidade em honra à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. A seguir, a Sagrada Novena do Divino Espírito Santo com meditações de Santo Afonso Maria de Ligório. Orações iniciais para todos os dias Rezemos juntos a oração do Espírito Santo, que pode ser rezada em latim ou português, como preferir: Vinde Espírito Criador Vinde Espírito Criador Visitai as almas vossas Enchei da graça do alto Os corações que criastes Sois chamado Consolador O dom de Deus Altíssimo Fonte viva, fogo, caridade E unção espiritual Sois formado de sete dons O dedo da direita de Deus Solene promessa do Pai Que inspira as palavras Iluminai os sentidos Infundi o amor nos corações Fortalecei nossos corpos Virtude firmai para sempre Afastai o inimigo Dai-nos a paz sem demora E assim guiados por Vós Evitaremos todo o mal Fazei-nos conhecer o Pai E revelai-nos o Filho Para acreditar sempre em Vós, Espírito Que de ambos procedeis Glória ao Pai, Senhor, Ao Filho que ressuscitou Assim como ao Consolador. Por todos os séculos. Amém V/ Enviai, Senhor, o vosso espírito e tudo será criado R/ E renovareis a face da terra Oração Ó Deus, que ilustrastes os corações dos fiéis com as luzes do Espírito Santo, dai-nos, pelo mesmo Espírito, procurar o que é reto, e nos alegrarmos sempre com a sua consolação. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém Veni Creator Spiritus Veni Creator Spiritus Mentes tuorum visita Imple superna gratia Quae tu creasti, pectora Qui diceris Paraclitus Donum Dei altissimi Fons vivus, ignis, caritas Et spiritalis unctio Tu septiformis munere Dexterae Dei tu digitus Tu rite promissum Patris Sermóne ditans guttura Accende lumen sensibus Infunde amórem córdibus Infirma nostri corporis Virtute firmans perpeti Hostem repéllas longius Pacemque dones protinus Ductore sic te praevio Vitemus omne noxium Per te sciámus da Patrem Noscamus atque Filium Teque utriúsque Spiritum Credamus omni tempore Deo Patri sit glória, et Fillio, qui a mórtuis surréxit, ac Paráclito, in saeculórum saecula. V/ Emítte Spíritum tuum, et creabúntur. R/ Et renovábis fáciem terrae. Deus qui corda fidélium Sancti Spíritus illustratióne docuísti: da nobis in eódem Spíritu recta sápere; et de ejus semper consolatióne gaudére. Per Christum dominum nostrum. Amém Aqui se faz a meditação para cada dia da novena e ao final se reza a ladainha do Divino Espírito Santo. Escolha o dia: 1º dia (sexta-feira) 2º dia (sábado) 3º dia (domingo) 4º dia (segunda) 5º dia (terça-feira) 6º dia (quarta-feira) 7º dia (quinta-feira) 8º dia (sexta-feira) 9º dia (sábado-feira) LADAINHA DO DIVINO ESPIRITO SANTO (Final) Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Divino Espírito Santo, ouvi-nos. Espírito Paráclito, atendei-nos. Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós. Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós. Deus Espírito Santo, tende piedade de nós. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende… Espírito que enche a face da terra, tende… Espírito que orna os céus, estável e seguro, tende… Espírito de verdade que tudo distribui e sugere, tende… Espírito de sabedoria e inteligência, tende… Espírito de conselho, fortaleza, ciência e piedade, tende… Espírito de temor do Senhor e da prudência tende… Espírito, através de cuja inspiração falaram os homens de Deus, tende… Espírito, Que anunciais as coisas por vir, tende… Espírito, Dom e promessa do Pai, tende… Espírito Santo Paráclito acusador do mundo, tende… Espírito, através quem os Demônios são expulsos, tende… Espírito, através do qual nós renascemos, tende… Espírito através de quem o amor de Deus é infundido em nossos corações, tende… Espírito de adoção dos filhos de Deus, tende… Espírito de graça e de misericórdia, tende… Espírito auxiliador da nossa enfermidade, que restaura em nós o testemunho de que somos filhos de Deus, tende… Espírito suave, benigno, mais doce que o mel, tende… Espírito, penhor da nossa herança, que nos leva por caminhos justos, tende… Espirito de autoridade, que vivifica e conforta, tende… Espírito de salvação, juízo e alegria, tende… Espírito de fé, de paz e de ardor, tende… Espírito de humildade, caridade e castidade, tende… Espírito de benignidade, bondade, longanimidade e mansidão, tende… Espírito de suavidade, verdade, unidade e consolação, tende… Espírito de compunção, promessa, renovação e santificação, tende… Espírito de vida, paciência, continência e modéstia, tende… Espírito de todas as graças, tende… Sede-no propício, perdoai-nos Santo Espírito Sede-nos propício, ouví-nos Santo Espírito De todo o pecado, livrai-nos, Espírito do Deus Vivo Do espírito do erro, livrai-nos, Espírito do Deus Vivo Do espírito imundo, livrai-nos… Do espírito de blasfêmia, livrai-nos… De toda presunção e desespero, livrai-nos… Do ataque à verdade conhecida, livrai-nos… Da inveja da graça fraterna, livrai-nos… De toda obstinação e impenitência, livrai-nos… De toda negligência e torpor do espírito, livrai-nos… De toda malícia e mau pensamento, livrai-nos… Da morte eterna, livrai-nos… Pela vossa eterna processão do Pai e do Filho, livrai-nos… Pela vossa invisível unção, livrai-nos… Por toda a plenitude de graças, com a qual enchestes a Virgem Maria, livrai-nos… Pelo abismo de superabundante santidade, com a qual fizeste inundar em Maria na conceição do Verbo Divino, livrai-nos… Pela vossa santa aparição no batismo de Cristo, livrai-nos… Pela vossa santa aparição na transfiguração do Senhor, livrai-nos… Pelo vosso salutar advento sobre os apóstolos, livrai-nos… Pela vossa inefável bondade, com a qual governais, conciliais, presidis a Igreja, fortaleceis os mártires, iluminais os doutores, instituis os religiosos, livrai-nos… No dia do juízo, livrai-nos… Ainda que pecadores, nós vos rogamos, ouví-nos. Para que nos perdoeis, nós vos rogamos, ouví-nos. Para que andemos no espírito e não abracemos os desejos da carne, nós vos… Para que vos digneis conservar todas os eclesiásticos na santa religião e no Espírito de verdade, nós vos… Para que vos digneis conceder-nos o dom da verdadeira piedade, devoção e oração, nós… Para que vos digneis inspirar-nos sinceros afetos de misericórdia e caridade, nós vos… Para que vos digneis criar em nós um espírito novo e um coração puro, nós vos… Para que vos digneis conceder-nos verdadeira paz e tranquilidade de coração, nós vos… Para que vos digneis fazer-nos dignos e fortes, para suportar as perseguições pela justiça, nós vos rogamos… Para que vos digneis nos conceder o complemento de todas as virtudes, nós vos… Para que vos digneis confirmar-nos em vossa graça, nós vos rogamos… Para que vos digneis receber-nos no número de vossos eleitos, nós vos rogamos… Para que vos digneis nos ouvir, nós vos rogamos… Espírito de Deus, nós vos rogamos… Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, infundi em nós o Espírito Santo Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, enviai-nos o prometido Espírito do Pai Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, dai-nos o Espírito Bom. Espírito Santo, ouvi-nos. Espírito Consolador, atendei-nos. V/. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado. R/. E renovareis a face da terra. Oremos. Ó Deus, que vedes o coração e o mais secreto da vontade humana, e a quem o homem nada pode ocultar, purificai, com a efusão do Espírito Santo, os pensamentos do nosso coração, para que digna e perfeitamente possamos vos louvar. Por Cristo Senhor nosso. Amém. Meditações de Santo Afonso de Ligório Primeiro dia – Sexta-feira O amor é um fogo que abrasa “E apareceram-lhes repartidas, como que línguas de fogo” (Atos 2, 3). Sumário: A Novena do Espírito Santo é a primeira de todas, porque foi celebrada pelos santos Apóstolos e por Maria Santíssima no Cenáculo, entre muitos prodígios. Lembremo-nos de que ao Divino Paráclito é atribuído especialmente ao dom do amor. Convém, portanto, que nesta novena consideremos o grande valor do amor divino. Em primeiro lugar o amor é aquele fogo que inflamou todos os santos a fazerem grandes coisas de Deus. Se quisermos também ficar abrasados, apliquemo-nos sempre, mas em particular nestes dias, à oração, que é a fornalha onde o fogo do amor se acende. I. Deus ordenou na antiga Lei que o fogo ardesse continuamente no seu altar: “O fogo sempre ardia no altar” (Levítico 6, 12). Diz São Gregório que os altares de Deus são nossos corações, onde ele quer que o fogo de seu santo amor arda sem cessar. Por isso o Eterno Pai, não satisfeito de nos ter dado Jesus Cristo, seu Filho, para nos salvar por sua morte, quis dar-nos ainda o Espírito Santo para que habitasse em nossas almas, e as conservasse continuamente abrasadas de amor. Jesus mesmo declarou que descera à terra exatamente para inflamar com este fogo sagrado os nossos corações, e que seu único desejo era vê-lo aceso: “Eu vim trazer fogo à terra, que quero eu, senão que ele seja aceso?” (Lucas 12, 49). Eis aqui porque, esquecendo as injúrias e as ingratidões dos homens, logo que subiu ao Céu nos enviou o Espírito Santo. – Assim, Ó Redentor amantíssimo, na vossa glória, como nos vossos sofrimentos e humilhações, nos amais sempre? Pela mesma razão, o Espírito Santo quis aparecer no Cenáculo sob a forma de línguas de fogo: “E apareceram-lhes repartidas, como que línguas de fogo” (atos 2, 3). Por isso a Igreja nos faz rezar com estas palavras: “Ó Senhor, fazei que o vosso divino Espírito nos inflame com o fogo que Jesus Cristo veio trazer sobre a terra, e que desejou tão ardentemente ver brilhar nela.” – Foi este amor o fogo que inflamou os santos a fazerem grandes coisas para Deus: a amar os inimigos, a desejar os desprezos, a despojar-se de todos os bens terrenos e a abraçar com alegria os tormentos e a morte. O amor não pode ficar ocioso e nunca diz: Basta. A alma que ama a Deus, quanto mais faz por seu Amado, mais quer fazer ainda, para mais lhe agradar e ganhar mais e mais a sua afeição. II. O Espírito Santo acende o fogo do amor divino por meio da meditação: “Na minha meditação se acenderá o fogo” (salmo 38, 4). Se então desejamos arder em amor para com Deus, amemos a oração; ela é a feliz fornalha em que o coração se abrasa neste amor celeste. Meu Deus, até aqui nada fiz por Vós, que tão grandes coisas haveis feito por mim. Ah! Quanto a minha frieza Vos deve mover a rejeitar-me! Peço-vos, ó Espirito Santo: Aquecei o que está frio. Livrai-me da minha frieza e inspirai-me um grande desejo de Vos agradar. Renuncio a todas as minhas satisfações, e antes quero morrer do que dar- vos o menos desgosto. – Aparecestes sob a forma de línguas de fogo; consagro-vos a minha língua, para que não Vos ofenda mais. Ó Deus, Vós me destes a língua para Vos louvar, e dela me tenho servido para Vos ultrajar e levar os outros também a ofender- vos! Arrependo-me de toda a minha alma. Ah! Pelo amor de Jesus Cristo, que na sua vida Vos honrou tanto com sua língua, fazei com que d’ora em diante não cesse de vos honrar, celebrando vossos louvores, invocando-vos muitas vezes, falando da vossa bondade e do amor infinito que mereceis. Amo-vos, meu soberano bem; amo-vos, ó Deus de amor. – Ó Maria, sois vós a esposa mais querida do Espírito Santo; obtende-me este fogo divino. (Pai Nosso, Ave Maria, Ladainha do Divino) Segundo dia – Sábado O amor é uma luz que esclarece “Ilumine os meus olhos, para que eu não durma jamais na morte” (Salmo 12, 4) Sumario: Um dos maiores males que nos causou o pecado de Adão, é o obscurecimento da nossa razão pelo efeito das paixões que nos ofuscam o espírito. Ora, o ofício do Espírito Santo é exatamente dissipar as trevas do pecado e ao mesmo tempo fazer-nos conhecer a vaidade do mundo, a importância da salvação eterna, o valor da graça e o amor imenso que Deus merece pela sua bondade e misericórdia. Se queremos ser iluminados, recorramos muitas vezes ao divino Paráclito. I. Um dos maiores danos que nos causou o pecado de Adão, é o obscurecimento da nossa razão pelo efeito das paixões que nos ofuscam o espírito. Muito desgraçada é a alma que se deixa dominar por alguma paixão! A paixão é uma nuvem, um véu, que nos impede de ver a verdade. Como pode fugir do mal aquele que não o conhece! E este obscurecimento da nossa razão aumenta em proporção do número de nossos pecados. Mas o Espírito Santo, que é chamado Luz benfazeja (Lux beatissima), com os seus esplendores divinos, não somente abrasa os nossos corações no seu santo amor, como também dissipa as nossas trevas, e nos faz conhecer a vaidade dos bens terrenos, o valor dos eternos, a importância da Salvação, o preço da graça, a bondade de Deus, o amor infinito que ele merece e o imenso amor que nos tem. “O homem animal não percebe as coisas que são do Espírito de Deus” (I Cor 2,14). O homem chafurdado no lamaçal dos prazeres mundanos pouco percebe as verdades da fé. Eis porque o infeliz tem amor ao que devia odiar, e odeia ao que devia amar. Santa Maria Madalena de Pazzi exclamava: O amor não é conhecido! O amor não é amado! Santa Teresa dizia igualmente que Deus não é amado, porque não é conhecido. Também os santos pediam sem cessar ao Senhor luz e mais luz: Enviai a vossa luz: dissipai minhas trevas: abri meus olhos; porque sem sermos esclarecidos, não podemos evitar os precipícios nem achar a Deus. II. Como fruto desta meditação tomemos a resolução de recorrer muitas vezes ao Espírito Santo nas dificuldades que encontramos não somente nos negócios espirituais da alma, mas também nos corporais, especialmente nas de mais graves consequências. Lembremo-nos porém de que Deus não nos comunicará sempre as suas luzes imediatamente; as mais das vezes se servirá, para tal fim, dos nossos Superiores e pais espirituais que ele deixou como seus representantes na terra: “Quem vos ouve, a mim ouve, e quem vos despreza, a mim despreza.”(Lucas 10, 16) Santo e divino Espírito, creio que sois verdadeiramente Deus, e um só Deus com o Pai e o Filho. Adoro-vos e reconheço-vos por autor de todas as luzes com as quais me fizestes conhecer o mal que fiz ofendendo-vos, e quanto sou obrigado a amar-vos. Graças vos dou e me arrependo sumamente de vos haver ofendido. Merecia que me abandonásseis nas minhas trevas, mas vejo que ainda não me abandonastes. Ó Espírito Eterno, continuai a esclarecer-me e a fazer-me conhecer sempre melhor a vossa bondade infinita e dai-me força para Vos amar no futuro de todo o meu coração. Ajuntai graça à graça, para que eu fique docemente unido à Vós e obrigado a não amar senão à Vós. Eu Vo-lo suplico pelos merecimentos de Jesus Cristo. Amo-Vos, ó meu soberano Bem, amo-Vos mais que a mim mesmo. Quero ser todo vosso; recebei-me e não permitais que me afaste mais de Vós. – Ó Maria, minha Mãe, assisti-me sempre por vossa intercessão. (Pai Nosso, Ave Maria, Ladainha do Divino) Terceiro dia – Domingo O Amor é uma água que apaga a sede “Aquele que beber da água que eu lhe der, não terá jamais sede” (João 4, 13) Sumario: É com razão que Deus se queixa de tantas almas que vão mendigar junto às criaturas alguns miseráveis e curtos prazeres, e o abandonam, Bem infinito e fonte de todas as alegrias. Nós ao menos não sejamos tão insensatos: apaguemos a nossa sede com as águas do santo amor de Deus, e o nosso coração estará perfeitamente satisfeito. Lembremo-nos, porém, de que a chave que nos abre os canais desta graça desejável, é a santa oração, que nos alcança todos os bens em virtude da promessa de Jesus Cristo: Pedi e recebereis. I. O amor é chamado também fonte de água viva. O nosso Redentor disse à mulher Samaritana: “Aquele que beber da água que eu lhe der, não terá jamais sede” (João 4, 13). Aquele que ama a Deus sinceramente, não busca nem deseja coisa alguma fora de Deus, porque em Deus acha todos os bens. Assim, contente com possuir a Deus, repete sempre na alegria de seu coração: Meu Deus e meu tudo. Ó Meu Deus, Vós sois meu único bem. – Mas Deus queixa-se de tantas almas que vão mendigar junto das criaturas alguns miseráveis e curtos prazeres, e o abandonam, Bem infinito e fonte de todas as alegrias: “Eles me abandonaram, a mim que sou a fonte de água viva, e cavaram para si cisternas, que não podem reter a água.”(Jeremias 2, 13). Aí está, porque o Senhor nos ama, e deseja ver-nos contentes, nos clama a todos: “Se alguém tem sede, venha à mim” (João 7, 37). Quem deseja a verdadeira felicidade, venha à mim, dar-lhe ei o Espírito Santo, que o fará feliz nesta vida e na outra: Aquele que crê em mim, como dizem as Escrituras, do seu seio jorrarão rios de água viva – Sentirá correr de seu próprio sei rios, de água viva como os profetas anunciaram. Aquele, pois, que crê em Jesus Cristo, e o ama, será enriquecido de tantas graças, que de seu coração, ou de sua vontade, que é como seio da alma, fluirão fontes de santas virtudes, que o ajudarão não somente a conservar a própria vida, mas ainda a comunica-la aos outros. A água misteriosa de que fala Nosso Senhor, é precisamente o Espírito Santo, o amor substancial, que Jesus prometeu enviar-nos do céu depois da sua Ascensão: “Isto disse ele acerca do Espírito, que haviam de receber os que cressem nele; porque ainda o Espírito não fora dado, por não ter sido ainda Jesus glorificado.” (João 7, 39) II. A chave que abre os canais desta água desejável, é a oração, pela qual obtemos todos os bens em virtude da divina promessa: “Pedi e recebereis” (João 16, 24). Somos cegos, pobres e fracos; mas a oração nos consegue a luz, a riqueza e a força da graça. Com a oração só podemos tudo, dizia São Teodoreto. Aquele que ora, recebe tudo que deseja. Deus quer dar-nos suas graças, mas quer ser rogado. “Senhor, dai-me desta água” (João 4, 15). Meu Jesus, dir-vos-ei com a Samaritana, dai- me desta água de vosso amor, que me faça esquecer a terra, e viver só para Vós, ó amável Infinito. “Regai o que é seco”. Minha alma é uma terra seca, que não produz senão abrolhos e espinhos de pecados; ah! Inundai-a com as águas da vossa graça, para que produza algum fruto para vossa glória, antes que a morte me arrebate deste mundo. Ó fonte de água viva, ó Bem supremo, quantas vezes Vos deixei pelas águas lodosas desta terra, que me privaram do vosso amor! Ah! Não ter eu morrido antes de Vos ofender! Mas, no futuro, não quero mais buscar nada fora de vós. Ó meu Deus, socorrei-me e fazei com que Vos seja fiel. – Maria, minha Esperança, cobri-me sempre com vosso manto. (Pai Nosso, Ave Maria, Ladainha do Divino) Quarto dia – segunda-feira O amor é um Orvalho que fertiliza “Destilem como o Orvalho as minhas palavras, como chuva sobre a erva.” (Deuteronômio 32, 2) Sumário: Por duas razões o amor é chamado Orvalho. Primeiro, porque torna a alma fecunda em bons desejos e boas obras; segundo; porque tempera o ardor das más inclinações e tentações. Se queremos receber este orvalho celestial, apliquemo-nos à oração mental e nunca deixemos de a fazer, ao menos uma vez por dia. Um quarto de hora de meditação basta para apagar o fogo do ódio ou do amor desordenado. Por mais ardente que seja. Ao contrário, a quem não ama a oração, é moralmente impossível vencer as paixões. I. A Igreja manda-nos pedir ao Espírito Santo, que purifique nossos corações e os torne fecundos por seu salutar orvalho: Que a Infusão do Espírito Santo purifique os nossos corações e os fecunde com a intima aspersão de seu orvalho. O amor faz a alma fecunda em bons desejos, santas resoluções e boas obras: tais são as flores e os frutos da graça do Espírito Santo. – O amor é chamado também orvalho, porque tempera o ardor das más inclinações e tentações. Por isso se diz do Espírito Santo que ele modera o ardor e refrigera. – Nos ardores a calma, doce refrigério. Este salutar orvalho desce sobre nossos corações durante a oração. Um quarto de hora de meditação basta para apagar o fogo do ódio ou do amor desordenado, por ardente que seja. A santa meditação é a adega misteriosa de que fala a Esposa do Cântico dos Cânticos: “O rei me introduziu na sua adega, ordenou em mim a caridade”(Cânticos 2, 4). Aí é que nos enchemos de caridade bem ordenada, pela qual amamos ao próximo como a nós mesmos, e a Deus sobre todas as coisas. Quem ama a Deus, ama a oração, e a quem não ama a oração, é moralmente impossível vencer as próprias paixões. II. Para que não sejamos oprimidos pelos ardores das más inclinações, e afim de que o Espírito Santo possa fertilizar as nossas almas com o orvalho dos seus dons, tomemos hoje a forte resolução de fazer cada dia ao menos uma meia hora de oração mental. São João Crisóstomo compara a oração mental a uma fonte no meio de um jardim; porque sem ela todas as virtudes murcham, ao passo que com ela se conservam frescas e amenas, e se aperfeiçoam constantemente. Assim como quem sai de um jardim, faz um ramalhete das flores que mais o encantam, assim, segundo o aviso de São Francisco de Sales, devemos ao sair da meditação compor um como que ramalhete dos pensamentos que mais nos impressionaram, e durante o dia aviva-los de tempos em tempos, mesmo durante as nossas ocupações. Ó Santo e Divino Espírito, não quero mais viver para mim mesmo; em Vos amar e agradar quero empregar tudo o que me resta da vida. Com este fim Vos peço que me concedais o dom da oração mental. Vinde a meu coração, ensinai-me vós mesmo a praticá-la como se deve. Dai-me a força de não deixa-la por tedio no tempo da aridez; dai-me o espírito de oração, isto é, a graça de sempre orar e de fazer aquelas orações que sejam mais agradáveis ao vosso divino Coração. – Por meus pecados me havia perdido; mas por tantos sinais de vossa ternura, reconheço que quereis a minha salvação e santificação. Quero santificar-me para Vos agradar e amar mais a vossa infinita bondade. Amo-vos, ó meu soberano Bem, meu amor, meu tudo, e porque Vos amo, dou-me todo a Vós. – Ó Maria, minha esperança, protegei-me. (Pai Nosso, Ave Maria, Ladainha do Divino) Quinto dia – Terça-feira O amor é o repouso que restaura as forças “Em paz dormirei nele mesmo, e repousarei.” (Salmo 4, 9) Sumario: O efeito principal do amor é unir a vontade da pessoa que ama, à do objeto amado, tanto na propriedade como na adversidade. Para uma alma que ama a Deus, consolar-se nas humilhações, dores e perdas que sofre, basta saber que o Senhor quer vê-la suportar tal pena. Dizendo somente: Assim o quer meu Deus, acharemos paz e o contentamento no meio das tribulações e sob o peso da cruz. I. “O amor se chama: Alívio nas penas, consolação nas lágrimas.” O amor é um repouso que recreia, porque o ofício principal do amor é unir a vontade da pessoa que ama, à do objeto amado. Para consolar-se de todas as humilhações que recebe, dores que sofre, perdas que padece, uma alma que ama a Deus, só precisa de conhecer a vontade de seu amado que deseja vê-la suportar tal pena. Dizendo somente: Assim o quer meu Deus, ela acha paz e contentamento no meio de todas as tribulações. Esta é a paz divina que transcende todos os prazeres dos sentidos: Paz de Deus que supera todos os sentidos (Filipenses 4, 7). Santa Maria Madalena de Pazzi sentia-se inundada de alegria só com o pronunciar das palavras: Vontade de Deus. Nesta vida cada um deve levar sua cruz; mas, diz Santa Teresa: A cruz é dura para quem a arrasta, não, porém, para aquele que a abraça. Assim é que o Senhor sabe ao mesmo tempo ferir e curar, segundo a expressão do Santo Jó: “Ele fere e cuida, se Ele golpeia sua mão cuida (Jó 5,18). Por sua doce unção o Espírito Santo torna suave e amável até os opróbrios e tormentos. “Sim Meu Pai, assim seja, porque é vossa vontade” (Mateus 11, 26). Assim orou Jesus Cristo, e nós também devemos repetir estas palavras do Salvador todas as vezes que a adversidade nos visitar: sim meu Pai, assim seja, porque é vossa vontade. Quando trememos sob a ameaça de alguma desgraça temporal, repitamos sempre: “Fazei, ó meu Deus: aceito desde já tudo o que fizerdes. Protesto que quero viver onde Vós quiserdes, sofrer tudo o que quiserdes e morrer quando quiserdes.” É também utilíssimo oferecer-se muitas vezes a Deus no decurso do dia, como fazia Santa Teresa. II. Ah! Meu Deus, quantas vezes, para fazer a minha própria vontade, contrariei a vossa e cheguei a desprezá-la. Disto me aflijo mais que todos os males. De aqui em diante quero de todo o coração amar-Vos e obedecer-Vos. “Falai, Senhor, vosso servo escuta” (I Reis 3, 10). Dizei o que quereis de mim; quero fazer em tudo a vossa vontade. Esta será para sempre o meu único desejo, o meu único amor. Ajudai a minha fraqueza, ó Espírito Santo. Vós sois a mesma bondade; como, portanto, para amar outra coisa senão a Vós? Conjuro-Vos, atraí para Vós, pela doçura de vosso amor, todos os afetos do meu coração. Renuncio a tudo para me dar a Vós sem reserva. “Recebei, Senhor, toda a minha liberdade. Aceitai a minha memória, a minha inteligência, e toda a minha vontade. Tudo o que tenho e possuo, fostes Vós quem me deu; venho restitui-lo, e entregá-lo inteiramente ao vosso beneplácito. Dai-me somente o vosso amor com a vossa graça, e bastante rico sou, mais nada vos peço.” – Faço o mesmo pedido a vós, ó Mãe do belo amor, Maria, e espero que me obtereis pela vossa poderosa intercessão. (Pai Nosso, Ave Maria, Ladainha do Divino) Sexto dia – Quarta-Feira O amor é uma virtude que fortifica “O amor é forte como a morte.” (Cânticos 8, 6) Sumario: Quando se trata de agradar ao objeto amado, o amor vence tudo; não há dificuldade que resista ao amor; porque, aquele que ama, não sente o sofrimento, ou se o sente, o ama. O sinal, pois, mais certo para conhecer se uma pessoa ama muito a Deus, é a sua fidelidade na adversidade como na prosperidade. Dizemos que amamos a Deus, mas até agora que fizemos por ele? Como suportamos as cruzes que nos manda para nosso bem? I. Assim como não há força criada que resista à morte, assim não há dificuldade que não ceda ao ardor de uma alma amante. Quando se trata de agradar ao objeto amado, o amor vence tudo, perdas, desprezos, dores. Nada é bastante duro para resistir ao fogo do amor, diz Santo Agostinho: Nada é tão duro que o fogo do amor não o possa vencer. O sinal mais certo, pois, para reconhecer se uma pessoa ama muito à Deus, é a sua fidelidade em amar na adversidade como na prosperidade. Dizia São Francisco de Sales que Deus é tão amável quando nos aflige, como quando nos consola, porque faz tudo por amor, e até, quando mais nos aflige nesta vida, é que nos testemunha mais o seu amor. São João Crisóstomo julgava mais feliz São Paulo nos ferros, que São Paulo arrebatado ao terceiro céu. Também os santos mártires se regozijavam no meio dos tormentos e agradeciam ao Senhor como grande favor que lhes dispensava o terem de sofrer por seu amor. E os outros santos, que não acharam tiranos para os atormentar, tornaram-se carrascos de si mesmos pelas penitências com que se castigaram, afim de se fazerem agradáveis à Deus. Aquele que ama, diz Santo Agostinho, não sente o sofrimento, ou se sente, o ama. II. Ó Deus de minha alma, digo que Vos amo; mas que faço por vosso amor? Nada. É então um sinal de que não Vos amo, ou Vos amo muito pouco. Meu Jesus, enviai-me o Espírito Santo, que me venha dar a força de sofrer e fazer alguma coisa por vosso amor antes de minha morte. Ah! Meu amado Redentor, não permitais que eu morra neste estado de frieza e ingratidão em que tenho vivido até hoje. Concedei-me a graça de amar os sofrimentos, depois de tantos pecados que me tornaram dignos do inferno. Ó meu Deus, todo bondade e todo amor, desejais habitar em minha alma d’onde tantas vezes Vos expulsei; vinde, estabelecei nela a vossa morada, dominai nela e fazei-a toda vossa. Amo-Vos ó meu Senhor, e já que Vos amo, comigo estais, Como São João me afirma: “Aquele que mora no amor, mora em Deus e Deus nele” (I João 4, 16). Se, pois, estais comigo, aumentai em mim as chamas de vosso amor, fortificai as cadeias que me prendem a Vós, não busque e não ame senão a Vós, e assim unido convosco, não me separe jamais do vosso amor. Ó meu Jesus, quero ser vosso, todo vosso. – Ó minha Advogada e Rainha, Maria, alcançai-me o santo amor e a perseverança. (Pai Nosso, Ave Maria, Ladainha do Divino) Sétimo dia – Quinta-Feira Pelo amor, a alma torna-se morada de Deus “Rogarei a meu Pai, e ele vos enviará outro Consolador, afim de que more sempre convosco” (João 14, 16). Sumario: É esta a magnífica promessa de Jesus Cristo em favor daquele que o ama: Se me amais, rogarei ao Pai, e ele vos enviará o Espírito Santo, afim de que more sempre convosco. Deus, portanto, habita na alma que o ama. Lembremo-nos, porém, de que Deus é cheio de zelos. Quer habitar só na alma, e não está contente, se não o amamos de todo o coração e queremos dividir o nosso amor entre Ele e as criaturas. I. O Espírito Santo é chamado hóspede das almas: Doce hóspede das almas. É o efeito da magnífica promessa de Jesus Cristo em favor daquele que o ama. “Se me amais, guardai os meus mandamentos; e rogarei a meu Pai, e Ele vos enviará outro consolador, o Espírito Santo, afim de que more sempre convosco.” Sim, sempre, porque o Espírito Santo não desampara nunca uma alma, a não ser que seja expulso por ela: Não abandona, a não ser que seja expulso. Deus, portanto, habita em toda a alma de que é amado; mas declara não ficar satisfeito, se não o amamos de todo o nosso coração. Escreve Santo Agostinho, que o senado romano se recusou a admitir Jesus Cristo no número dos deuses, dizendo que ele é um Deus soberbo, que quer ser adorado só. Isso é verdade: Nosso Senhor não sofre rival num coração que o ama; quer habitar nele só, e ser amado só. Se ele não se vê amado só, tem, por assim dizer segundo a expressão de São Tiago, tem zelos das criaturas com que é dividido esse coração, que ele desejava só para si: “Sois amados até os ciúmes pelo Espírito que habita em vós” (Tiago 4, 5). Numa palavra, como diz São Jerônimo: Jesus é um Deus cheio de zelos. É este o motivo por que o Esposo celeste louva a alma que, semelhante à rolinha, vive na solidão e escondida do mundo: “Tuas faces são graciosas, como a rolinha”. Não quer que o mundo tenha parte no amor desta alma, deseja-a toda inteira para si. Se ele ainda louva a sua esposa, chamando-a jardim fechado: “É um jardim fechado, minha irmã, minha esposa” (cânticos 4, 12), – é porque ela não deixa entrar em seu coração nenhum afeto terreno. – Ah! Jesus não merece todo o nosso amor? Ele te deu tudo, nada guardou para si, diz São João Crisóstomo: Ele nos deu tudo, seu sangue e sua vida; mais do que isto não podia nos dar. II. Se queremos que Deus habite em nossa alma com a plenitude de sua graça, consagremo-la hoje de novo toda inteira e sem reserva a seu serviço e repitamos esta nossa consagração muitas vezes durante o dia, especialmente na oração mental, na santa comunhão e na visita ao Santíssimo Sacramento. Lembremo-nos de que há três meios principais pelos quais uma alma se pode dar toda a Deus. Primeiro, evitar todas as faltas deliberadas, ainda as mais pequeninas, e para este fim reprima o mais insignificante desejo desordenado e mortifique a satisfação dos sentidos. Segundo, escolher, entre as coisas boas, a melhor, que mais agrade a Deus. Terceiro, aceitar com paz e gratidão, das mãos do Senhor, tudo o que mortifica o nosso amor próprio e em particular os desprezos. Lembremo-nos de que tem mais valor aos olhos de Deus um desprezo sofrido em paz e por amor dele, do que mil mortificações e mil práticas. Ó meu Deus, bem vejo que me quereis todo para Vós. Tantas vezes Vos expulsei da minha alma, e não Vos recusais de nela entrar e unir-Vos a mim. Ah! Tomai agora posse de todo o meu ser; dou-me inteiramente a Vós. Aceitai-me, ó meu Jesus, e não permitais que eu viva de aqui em diante um instante sequer sem vosso amor. Vós me buscais, e eu não busco senão a Vós. Quereis minha alma, e ela só Vos quer a Vós. Vós me amais, e eu também Vos amo; e já que me amais, prendei-me tão perfeitamente convosco, que não me aparte mais de Vós. – Ó Rainha do céu, e minha querida Mãe, Maria, em vós ponho minha confiança. (Pai Nosso, Ave Maria, Ladainha do Divino) Oitavo dia – Sexta-Feira O amor é um vínculo “Acima de tudo, tende a caridade que é o vínculo da perfeição.” (Colossenses 3, 14) Sumario: Antes da vinda de Jesus Cristo, os homens afastavam-se de Deus, e aferrados à terra, recusavam unir-se a seu criador. Mas nosso amável Senhor enviou-nos o Espírito Santo, afim de que, assim como ele é o vínculo indissolúvel que une o Pai ao Verbo Eterno, assim uma nossas almas a Deus pelo amor. Procuremos, pois, estar fortemente ligados por este vínculo de perfeição, e não correremos mais risco de nos afastar de Deus. Antes de tudo, porém é necessário que livremos o nosso coração de todos os laços que o prendem ao mundo. I. Assim como o Espírito Santo, amor incriado, é o laço indissolúvel que une o Pai e o Verbo Eterno, assim é esse mesmo Espírito que une nossas almas à Deus. A caridade, diz Santo Agostinho, é uma virtude que nos une a Deus. Daí este grito de alegria de São Lourenço Justiniano: Ó amor, tu és então um vínculo de tal maneira forte, que pudeste encadear um Deus e uni-lo a nossas almas! – Os laços do mundo são laços de morte, mas os laços de Deus são laços de vida e Salvação: “Seus liames, são ligaduras salutares” (Eclesiástico 6, 31). Porquanto são vínculos de amor, e o amor nos une a Deus, nossa única e verdadeira vida. Antes da vinda de Jesus Cristo os homens separavam-se de Deus; aferrados à terra, recusavam unir-se a seu criador; mas o Senhor, cheio de ternura, os atraiu a si pelos laços de amor, como tinha prometido por Oséias: “Eu os atrairei com cordas humanas, com os vínculos da caridade”(Oséias 11, 4). Estes laços são os seu benefícios: luzes, apelos ao seu amor, promessas do paraíso; mas é sobretudo o dom que nos fez de Jesus Cristo no sacrifício da cruz e no Sacramento do altar, e enfim, o dom do Espírito Santo. Por isso exclama o profeta: “Rompe as cadeias do teu pescoço, filha cativa de Sião” (Isaías 52, 2). Ó alma, criada para o céu, desfaze-te dos laços da terra para te unires a Deus pelos laços do santo amor. II. “Tende a caridade, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses 3, 14). O amor é um laço que reúne todas as virtudes, e torna a alma perfeita. Daí a seguinte palavra de Santo Agostinho: Ama e faze o que queres. Ama a Deus e faze o que queres, porque quem ama a Deus tem cuidado de evitar tudo o que causa desgosto ao objeto de seu amor, e procura agradar-lhe em tudo. Dulcíssimo Jesus, muito me haveis obrigado a amar-Vos; muito Vos custou obter o meu amor. Ingratíssimo seria eu, se Vos amasse pouco, ou dividisse o meu coração entre vós e as criaturas, depois que por mim derramastes vosso sangue e sacrificastes vossa vida! Quero desapegar-me de tudo, e por somente em Vós todos os meus afetos. Muito fraco sou para executar esta resolução; Vós, que m’a inspirais, dai-me a força de a cumprir. Amantíssimo Jesus meu, feri meu pobre coração com a suave seta do vosso amor, para que não cesse de arder no desejo de Vos possuir e consumir-me de amor para convosco. A Vós procure sempre, A Vós só deseje, a Vós encontre sempre. Ó meu Jesus, só a Vós quero, e nada mais. Fazei com que eu repita sempre durante a minha vida, e sobretudo na hora de minha morte: Meu Jesus, só a Vós quero, e nada mais. – Ó Maria, minha Mãe, fazei com que de hoje em diante eu não queira senão a Deus. (Pai Nosso, Ave Maria, Ladainha do Divino) Nono dia – Sábado O amor é um tesouro que encerra todos os bens “É um tesouro infinito para os homens; do qual os que usaram, têm sido feitos participantes da amizade de Deus” (Sabedoria 7, 14) Sumario: O coração humano está sempre procurando bens capazes de torná-lo feliz. Enquanto se dirige às criaturas para os obter, nunca se satisfaz, por mais que receba. Ao contrário, um coração que só quer a Deus, acha logo a felicidade, porque o Senhor lhe satisfará todos os desejos, e o fará contente mesmo no meio das maiores tribulações. Felizes de nós, se conhecemos o grande tesouro do amor divino e procuramos obtê-lo a todo custo, desapegando-nos das coisas criadas. I. O amor é o tesouro de que fala o Evangelho, o qual nos cumpre adquirir a custo de tudo mais. A razão é porque ele é realmente aquele bem infinito que nos faz participantes da amizade de Deus. Aquele que acha Deus, acha tudo o que pode desejar: “Deleita-te no Senhor, e ele te concederá as petições do teu coração. O coração humano está sempre procurando bens capazes de torná-lo feliz. Enquanto se dirige às criaturas para os obter, nunca se satisfaz, por mais que receba. Ao contrário, um coração que só quer a Deus, Deus lhe satisfará todos os desejos. Quais são com efeito os homens mais felizes na terra, senão os santos? E porquê? Porque só querem e buscam a Deus. Estando um príncipe a caçar, viu um solitário percorrendo a floresta, e perguntou-lhe o que fazia nesse deserto. Mas vós, senhor, retorquiu logo o anacoreta, que vindes buscar aqui? – Eu, acudiu o príncipe, ando em busca de caças. – E eu, tornou o solitário, busco a Deus. O tirano que martirizou São Clemente de Ancira, ofereceu-lhe ouro e pedras preciosas para conseguir dele que renegasse a Jesus Cristo; mas o Santo, dando um profundo suspiro, exclamou: Pois que! Um Deus posto em paralelo com um pouco de lama! – Feliz de quem conhece o tesouro do divino amor e procura obtê-lo! Quem o conseguir, despojar-se-á por si mesmo de tudo, para não possuir senão à Deus. “Quando o fogo pega na casa”, dizia São Francisco de Sales, “lançam-se todos os utensílios pela janela.” E o padre Segneri, o moço, grande servo de Deus, tinha costume de dizer: “O amor divino é um roubador que nos tira de todos os afetos terrenos ao ponto de exclamarmos então: Senhor, que desejo senão à Vós!” – “Deus de Meu coração, e minha porção, Deus, para sempre” (Salmo 72, 25). II. Ó mundanos insensatos, exclama Santo Agostinho, ó homens, aonde ides para contentar o vosso coração? O Bem que procurais está longe disso. Aproximai-vos de Deus, recuperai a sua graça, buscai o seu amor, porque só ele pode dar-vos a felicidade que andais procurando. – Nós ao menos não sejamos tão insensatos, e, como nos exorta o mesmo santo doutor, de hoje em diante, busquemos unicamente o amor de Deus, busquemos o único bem, no qual estão encerrados todos os outros. Mas não podemos achar este bem, sem renunciar a todo afeto pelas coisas da terra, como o ensina Santa Teresa: Desapega o teu coração das criaturas e acharás a Deus. Meu Deus, no passado não foi a Vós que busquei, mas me busquei a mim mesmo e as minhas satisfações; e por elas me apartei de Vós, que sois o Bem supremo. Mas Jeremias me consola, assegurando-me que sois só bondade para os que Vos buscam (Lamentações 3, 25). Amantíssimo Senhor meu, compreendo o mal que fiz deixando- Vos, e arrependo-me de todo o coração. Vejo que sois um tesouro infinito; não querendo deixar inútil esta luz, renuncio a tudo, e escolho-Vos para único objeto dos meus afetos. Ó meu Deus, meu amor, meu tudo, por Vós suspiro. Vinde, ó Espírito divino, e com o santo fogo do vosso amor, consumi em mim todo o afeto de que não sois o objeto. Fazei-me todo vosso, e que tudo vença para Vos agradar. – Ó Maria, minha Advogada e Mãe, ajudai-me com as vossas orações. (Pai Nosso, Ave Maria, Ladainha do Divino) #FormaçõesCatólicas #Novena

  • Sagrada Novena do Divino Espírito Santo | Pentecostes

    Em 2022, no dia 5 de junho a igreja celebrará o Espírito Santo e, por isso, durante nove dias, os fiéis se preparam para Pentecostes, a grande Solenidade em honra à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. A seguir, a Sagrada Novena do Divino Espírito Santo com meditações de Santo Afonso Maria de Ligório. Orações iniciais para todos os dias Rezemos juntos a oração do Espírito Santo, que pode ser rezada em latim ou português, como preferir: Vinde Espírito Criador Vinde Espírito Criador Visitai as almas vossas Enchei da graça do alto Os corações que criastes Sois chamado Consolador O dom de Deus Altíssimo Fonte viva, fogo, caridade E unção espiritual Sois formado de sete dons O dedo da direita de Deus Solene promessa do Pai Que inspira as palavras Iluminai os sentidos Infundi o amor nos corações Fortalecei nossos corpos Virtude firmai para sempre Afastai o inimigo Dai-nos a paz sem demora E assim guiados por Vós Evitaremos todo o mal Fazei-nos conhecer o Pai E revelai-nos o Filho Para acreditar sempre em Vós, Espírito Que de ambos procedeis Glória ao Pai, Senhor, Ao Filho que ressuscitou Assim como ao Consolador. Por todos os séculos. Amém V/ Enviai, Senhor, o vosso espírito e tudo será criado R/ E renovareis a face da terra Oração Ó Deus, que ilustrastes os corações dos fiéis com as luzes do Espírito Santo, dai-nos, pelo mesmo Espírito, procurar o que é reto, e nos alegrarmos sempre com a sua consolação. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém Veni Creator Spiritus Veni Creator Spiritus Mentes tuorum visita Imple superna gratia Quae tu creasti, pectora Qui diceris Paraclitus Donum Dei altissimi Fons vivus, ignis, caritas Et spiritalis unctio Tu septiformis munere Dexterae Dei tu digitus Tu rite promissum Patris Sermóne ditans guttura Accende lumen sensibus Infunde amórem córdibus Infirma nostri corporis Virtute firmans perpeti Hostem repéllas longius Pacemque dones protinus Ductore sic te praevio Vitemus omne noxium Per te sciámus da Patrem Noscamus atque Filium Teque utriúsque Spiritum Credamus omni tempore Deo Patri sit glória, et Fillio, qui a mórtuis surréxit, ac Paráclito, in saeculórum saecula. V/ Emítte Spíritum tuum, et creabúntur. R/ Et renovábis fáciem terrae. Deus qui corda fidélium Sancti Spíritus illustratióne docuísti: da nobis in eódem Spíritu recta sápere; et de ejus semper consolatióne gaudére. Per Christum dominum nostrum. Amém Aqui se faz a meditação para cada dia da novena e ao final se reza a ladainha do Divino Espírito Santo. Escolha o dia: 1º dia (sexta-feira) 2º dia (sábado) 3º dia (domingo) 4º dia (segunda) 5º dia (terça-feira) 6º dia (quarta-feira) 7º dia (quinta-feira) 8º dia (sexta-feira) 9º dia (sábado-feira) LADAINHA DO DIVINO ESPIRITO SANTO (Final) Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Divino Espírito Santo, ouvi-nos. Espírito Paráclito, atendei-nos. Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós. Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós. Deus Espírito Santo, tende piedade de nós. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende… Espírito que enche a face da terra, tende… Espírito que orna os céus, estável e seguro, tende… Espírito de verdade que tudo distribui e sugere, tende… Espírito de sabedoria e inteligência, tende… Espírito de conselho, fortaleza, ciência e piedade, tende… Espírito de temor do Senhor e da prudência tende… Espírito, através de cuja inspiração falaram os homens de Deus, tende… Espírito, Que anunciais as coisas por vir, tende… Espírito, Dom e promessa do Pai, tende… Espírito Santo Paráclito acusador do mundo, tende… Espírito, através quem os Demônios são expulsos, tende… Espírito, através do qual nós renascemos, tende… Espírito através de quem o amor de Deus é infundido em nossos corações, tende… Espírito de adoção dos filhos de Deus, tende… Espírito de graça e de misericórdia, tende… Espírito auxiliador da nossa enfermidade, que restaura em nós o testemunho de que somos filhos de Deus, tende… Espírito suave, benigno, mais doce que o mel, tende… Espírito, penhor da nossa herança, que nos leva por caminhos justos, tende… Espirito de autoridade, que vivifica e conforta, tende… Espírito de salvação, juízo e alegria, tende… Espírito de fé, de paz e de ardor, tende… Espírito de humildade, caridade e castidade, tende… Espírito de benignidade, bondade, longanimidade e mansidão, tende… Espírito de suavidade, verdade, unidade e consolação, tende… Espírito de compunção, promessa, renovação e santificação, tende… Espírito de vida, paciência, continência e modéstia, tende… Espírito de todas as graças, tende… Sede-no propício, perdoai-nos Santo Espírito Sede-nos propício, ouví-nos Santo Espírito De todo o pecado, livrai-nos, Espírito do Deus Vivo Do espírito do erro, livrai-nos, Espírito do Deus Vivo Do espírito imundo, livrai-nos… Do espírito de blasfêmia, livrai-nos… De toda presunção e desespero, livrai-nos… Do ataque à verdade conhecida, livrai-nos… Da inveja da graça fraterna, livrai-nos… De toda obstinação e impenitência, livrai-nos… De toda negligência e torpor do espírito, livrai-nos… De toda malícia e mau pensamento, livrai-nos… Da morte eterna, livrai-nos… Pela vossa eterna processão do Pai e do Filho, livrai-nos… Pela vossa invisível unção, livrai-nos… Por toda a plenitude de graças, com a qual enchestes a Virgem Maria, livrai-nos… Pelo abismo de superabundante santidade, com a qual fizeste inundar em Maria na conceição do Verbo Divino, livrai-nos… Pela vossa santa aparição no batismo de Cristo, livrai-nos… Pela vossa santa aparição na transfiguração do Senhor, livrai-nos… Pelo vosso salutar advento sobre os apóstolos, livrai-nos… Pela vossa inefável bondade, com a qual governais, conciliais, presidis a Igreja, fortaleceis os mártires, iluminais os doutores, instituis os religiosos, livrai-nos… No dia do juízo, livrai-nos… Ainda que pecadores, nós vos rogamos, ouví-nos. Para que nos perdoeis, nós vos rogamos, ouví-nos. Para que andemos no espírito e não abracemos os desejos da carne, nós vos… Para que vos digneis conservar todas os eclesiásticos na santa religião e no Espírito de verdade, nós vos… Para que vos digneis conceder-nos o dom da verdadeira piedade, devoção e oração, nós… Para que vos digneis inspirar-nos sinceros afetos de misericórdia e caridade, nós vos… Para que vos digneis criar em nós um espírito novo e um coração puro, nós vos… Para que vos digneis conceder-nos verdadeira paz e tranquilidade de coração, nós vos… Para que vos digneis fazer-nos dignos e fortes, para suportar as perseguições pela justiça, nós vos rogamos… Para que vos digneis nos conceder o complemento de todas as virtudes, nós vos… Para que vos digneis confirmar-nos em vossa graça, nós vos rogamos… Para que vos digneis receber-nos no número de vossos eleitos, nós vos rogamos… Para que vos digneis nos ouvir, nós vos rogamos… Espírito de Deus, nós vos rogamos… Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, infundi em nós o Espírito Santo Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, enviai-nos o prometido Espírito do Pai Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, dai-nos o Espírito Bom. Espírito Santo, ouvi-nos. Espírito Consolador, atendei-nos. V/. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado. R/. E renovareis a face da terra. Oremos. Ó Deus, que vedes o coração e o mais secreto da vontade humana, e a quem o homem nada pode ocultar, purificai, com a efusão do Espírito Santo, os pensamentos do nosso coração, para que digna e perfeitamente possamos vos louvar. Por Cristo Senhor nosso. Amém. Meditações de Santo Afonso de Ligório Primeiro dia – Sexta-feira O amor é um fogo que abrasa “E apareceram-lhes repartidas, como que línguas de fogo” (Atos 2, 3). Sumário: A Novena do Espírito Santo é a primeira de todas, porque foi celebrada pelos santos Apóstolos e por Maria Santíssima no Cenáculo, entre muitos prodígios. Lembremo-nos de que ao Divino Paráclito é atribuído especialmente ao dom do amor. Convém, portanto, que nesta novena consideremos o grande valor do amor divino. Em primeiro lugar o amor é aquele fogo que inflamou todos os santos a fazerem grandes coisas de Deus. Se quisermos também ficar abrasados, apliquemo-nos sempre, mas em particular nestes dias, à oração, que é a fornalha onde o fogo do amor se acende. I. Deus ordenou na antiga Lei que o fogo ardesse continuamente no seu altar: “O fogo sempre ardia no altar” (Levítico 6, 12). Diz São Gregório que os altares de Deus são nossos corações, onde ele quer que o fogo de seu santo amor arda sem cessar. Por isso o Eterno Pai, não satisfeito de nos ter dado Jesus Cristo, seu Filho, para nos salvar por sua morte, quis dar-nos ainda o Espírito Santo para que habitasse em nossas almas, e as conservasse continuamente abrasadas de amor. Jesus mesmo declarou que descera à terra exatamente para inflamar com este fogo sagrado os nossos corações, e que seu único desejo era vê-lo aceso: “Eu vim trazer fogo à terra, que quero eu, senão que ele seja aceso?” (Lucas 12, 49). Eis aqui porque, esquecendo as injúrias e as ingratidões dos homens, logo que subiu ao Céu nos enviou o Espírito Santo. – Assim, Ó Redentor amantíssimo, na vossa glória, como nos vossos sofrimentos e humilhações, nos amais sempre? Pela mesma razão, o Espírito Santo quis aparecer no Cenáculo sob a forma de línguas de fogo: “E apareceram-lhes repartidas, como que línguas de fogo” (atos 2, 3). Por isso a Igreja nos faz rezar com estas palavras: “Ó Senhor, fazei que o vosso divino Espírito nos inflame com o fogo que Jesus Cristo veio trazer sobre a terra, e que desejou tão ardentemente ver brilhar nela.” – Foi este amor o fogo que inflamou os santos a fazerem grandes coisas para Deus: a amar os inimigos, a desejar os desprezos, a despojar-se de todos os bens terrenos e a abraçar com alegria os tormentos e a morte. O amor não pode ficar ocioso e nunca diz: Basta. A alma que ama a Deus, quanto mais faz por seu Amado, mais quer fazer ainda, para mais lhe agradar e ganhar mais e mais a sua afeição. II. O Espírito Santo acende o fogo do amor divino por meio da meditação: “Na minha meditação se acenderá o fogo” (salmo 38, 4). Se então desejamos arder em amor para com Deus, amemos a oração; ela é a feliz fornalha em que o coração se abrasa neste amor celeste. Meu Deus, até aqui nada fiz por Vós, que tão grandes coisas haveis feito por mim. Ah! Quanto a minha frieza Vos deve mover a rejeitar-me! Peço-vos, ó Espirito Santo: Aquecei o que está frio. Livrai-me da minha frieza e inspirai-me um grande desejo de Vos agradar. Renuncio a todas as minhas satisfações, e antes quero morrer do que dar- vos o menos desgosto. – Aparecestes sob a forma de línguas de fogo; consagro-vos a minha língua, para que não Vos ofenda mais. Ó Deus, Vós me destes a língua para Vos louvar, e dela me tenho servido para Vos ultrajar e levar os outros também a ofender- vos! Arrependo-me de toda a minha alma. Ah! Pelo amor de Jesus Cristo, que na sua vida Vos honrou tanto com sua língua, fazei com que d’ora em diante não cesse de vos honrar, celebrando vossos louvores, invocando-vos muitas vezes, falando da vossa bondade e do amor infinito que mereceis. Amo-vos, meu soberano bem; amo-vos, ó Deus de amor. – Ó Maria, sois vós a esposa mais querida do Espírito Santo; obtende-me este fogo divino. (Pai Nosso, Ave Maria, Ladainha do Divino) Segundo dia – Sábado O amor é uma luz que esclarece “Ilumine os meus olhos, para que eu não durma jamais na morte” (Salmo 12, 4) Sumario: Um dos maiores males que nos causou o pecado de Adão, é o obscurecimento da nossa razão pelo efeito das paixões que nos ofuscam o espírito. Ora, o ofício do Espírito Santo é exatamente dissipar as trevas do pecado e ao mesmo tempo fazer-nos conhecer a vaidade do mundo, a importância da salvação eterna, o valor da graça e o amor imenso que Deus merece pela sua bondade e misericórdia. Se queremos ser iluminados, recorramos muitas vezes ao divino Paráclito. I. Um dos maiores danos que nos causou o pecado de Adão, é o obscurecimento da nossa razão pelo efeito das paixões que nos ofuscam o espírito. Muito desgraçada é a alma que se deixa dominar por alguma paixão! A paixão é uma nuvem, um véu, que nos impede de ver a verdade. Como pode fugir do mal aquele que não o conhece! E este obscurecimento da nossa razão aumenta em proporção do número de nossos pecados. Mas o Espírito Santo, que é chamado Luz benfazeja (Lux beatissima), com os seus esplendores divinos, não somente abrasa os nossos corações no seu santo amor, como também dissipa as nossas trevas, e nos faz conhecer a vaidade dos bens terrenos, o valor dos eternos, a importância da Salvação, o preço da graça, a bondade de Deus, o amor infinito que ele merece e o imenso amor que nos tem. “O homem animal não percebe as coisas que são do Espírito de Deus” (I Cor 2,14). O homem chafurdado no lamaçal dos prazeres mundanos pouco percebe as verdades da fé. Eis porque o infeliz tem amor ao que devia odiar, e odeia ao que devia amar. Santa Maria Madalena de Pazzi exclamava: O amor não é conhecido! O amor não é amado! Santa Teresa dizia igualmente que Deus não é amado, porque não é conhecido. Também os santos pediam sem cessar ao Senhor luz e mais luz: Enviai a vossa luz: dissipai minhas trevas: abri meus olhos; porque sem sermos esclarecidos, não podemos evitar os precipícios nem achar a Deus. II. Como fruto desta meditação tomemos a resolução de recorrer muitas vezes ao Espírito Santo nas dificuldades que encontramos não somente nos negócios espirituais da alma, mas também nos corporais, especialmente nas de mais graves consequências. Lembremo-nos porém de que Deus não nos comunicará sempre as suas luzes imediatamente; as mais das vezes se servirá, para tal fim, dos nossos Superiores e pais espirituais que ele deixou como seus representantes na terra: “Quem vos ouve, a mim ouve, e quem vos despreza, a mim despreza.”(Lucas 10, 16) Santo e divino Espírito, creio que sois verdadeiramente Deus, e um só Deus com o Pai e o Filho. Adoro-vos e reconheço-vos por autor de todas as luzes com as quais me fizestes conhecer o mal que fiz ofendendo-vos, e quanto sou obrigado a amar-vos. Graças vos dou e me arrependo sumamente de vos haver ofendido. Merecia que me abandonásseis nas minhas trevas, mas vejo que ainda não me abandonastes. Ó Espírito Eterno, continuai a esclarecer-me e a fazer-me conhecer sempre melhor a vossa bondade infinita e dai-me força para Vos amar no futuro de todo o meu coração. Ajuntai graça à graça, para que eu fique docemente unido à Vós e obrigado a não amar senão à Vós. Eu Vo-lo suplico pelos merecimentos de Jesus Cristo. Amo-Vos, ó meu soberano Bem, amo-Vos mais que a mim mesmo. Quero ser todo vosso; recebei-me e não permitais que me afaste mais de Vós. – Ó Maria, minha Mãe, assisti-me sempre por vossa intercessão. (Pai Nosso, Ave Maria, Ladainha do Divino) Terceiro dia – Domingo O Amor é uma água que apaga a sede “Aquele que beber da água que eu lhe der, não terá jamais sede” (João 4, 13) Sumario: É com razão que Deus se queixa de tantas almas que vão mendigar junto às criaturas alguns miseráveis e curtos prazeres, e o abandonam, Bem infinito e fonte de todas as alegrias. Nós ao menos não sejamos tão insensatos: apaguemos a nossa sede com as águas do santo amor de Deus, e o nosso coração estará perfeitamente satisfeito. Lembremo-nos, porém, de que a chave que nos abre os canais desta graça desejável, é a santa oração, que nos alcança todos os bens em virtude da promessa de Jesus Cristo: Pedi e recebereis. I. O amor é chamado também fonte de água viva. O nosso Redentor disse à mulher Samaritana: “Aquele que beber da água que eu lhe der, não terá jamais sede” (João 4, 13). Aquele que ama a Deus sinceramente, não busca nem deseja coisa alguma fora de Deus, porque em Deus acha todos os bens. Assim, contente com possuir a Deus, repete sempre na alegria de seu coração: Meu Deus e meu tudo. Ó Meu Deus, Vós sois meu único bem. – Mas Deus queixa-se de tantas almas que vão mendigar junto das criaturas alguns miseráveis e curtos prazeres, e o abandonam, Bem infinito e fonte de todas as alegrias: “Eles me abandonaram, a mim que sou a fonte de água viva, e cavaram para si cisternas, que não podem reter a água.”(Jeremias 2, 13). Aí está, porque o Senhor nos ama, e deseja ver-nos contentes, nos clama a todos: “Se alguém tem sede, venha à mim” (João 7, 37). Quem deseja a verdadeira felicidade, venha à mim, dar-lhe ei o Espírito Santo, que o fará feliz nesta vida e na outra: Aquele que crê em mim, como dizem as Escrituras, do seu seio jorrarão rios de água viva – Sentirá correr de seu próprio sei rios, de água viva como os profetas anunciaram. Aquele, pois, que crê em Jesus Cristo, e o ama, será enriquecido de tantas graças, que de seu coração, ou de sua vontade, que é como seio da alma, fluirão fontes de santas virtudes, que o ajudarão não somente a conservar a própria vida, mas ainda a comunica-la aos outros. A água misteriosa de que fala Nosso Senhor, é precisamente o Espírito Santo, o amor substancial, que Jesus prometeu enviar-nos do céu depois da sua Ascensão: “Isto disse ele acerca do Espírito, que haviam de receber os que cressem nele; porque ainda o Espírito não fora dado, por não ter sido ainda Jesus glorificado.” (João 7, 39) II. A chave que abre os canais desta água desejável, é a oração, pela qual obtemos todos os bens em virtude da divina promessa: “Pedi e recebereis” (João 16, 24). Somos cegos, pobres e fracos; mas a oração nos consegue a luz, a riqueza e a força da graça. Com a oração só podemos tudo, dizia São Teodoreto. Aquele que ora, recebe tudo que deseja. Deus quer dar-nos suas graças, mas quer ser rogado. “Senhor, dai-me desta água” (João 4, 15). Meu Jesus, dir-vos-ei com a Samaritana, dai- me desta água de vosso amor, que me faça esquecer a terra, e viver só para Vós, ó amável Infinito. “Regai o que é seco”. Minha alma é uma terra seca, que não produz senão abrolhos e espinhos de pecados; ah! Inundai-a com as águas da vossa graça, para que produza algum fruto para vossa glória, antes que a morte me arrebate deste mundo. Ó fonte de água viva, ó Bem supremo, quantas vezes Vos deixei pelas águas lodosas desta terra, que me privaram do vosso amor! Ah! Não ter eu morrido antes de Vos ofender! Mas, no futuro, não quero mais buscar nada fora de vós. Ó meu Deus, socorrei-me e fazei com que Vos seja fiel. – Maria, minha Esperança, cobri-me sempre com vosso manto. (Pai Nosso, Ave Maria, Ladainha do Divino) Quarto dia – segunda-feira O amor é um Orvalho que fertiliza “Destilem como o Orvalho as minhas palavras, como chuva sobre a erva.” (Deuteronômio 32, 2) Sumário: Por duas razões o amor é chamado Orvalho. Primeiro, porque torna a alma fecunda em bons desejos e boas obras; segundo; porque tempera o ardor das más inclinações e tentações. Se queremos receber este orvalho celestial, apliquemo-nos à oração mental e nunca deixemos de a fazer, ao menos uma vez por dia. Um quarto de hora de meditação basta para apagar o fogo do ódio ou do amor desordenado. Por mais ardente que seja. Ao contrário, a quem não ama a oração, é moralmente impossível vencer as paixões. I. A Igreja manda-nos pedir ao Espírito Santo, que purifique nossos corações e os torne fecundos por seu salutar orvalho: Que a Infusão do Espírito Santo purifique os nossos corações e os fecunde com a intima aspersão de seu orvalho. O amor faz a alma fecunda em bons desejos, santas resoluções e boas obras: tais são as flores e os frutos da graça do Espírito Santo. – O amor é chamado também orvalho, porque tempera o ardor das más inclinações e tentações. Por isso se diz do Espírito Santo que ele modera o ardor e refrigera. – Nos ardores a calma, doce refrigério. Este salutar orvalho desce sobre nossos corações durante a oração. Um quarto de hora de meditação basta para apagar o fogo do ódio ou do amor desordenado, por ardente que seja. A santa meditação é a adega misteriosa de que fala a Esposa do Cântico dos Cânticos: “O rei me introduziu na sua adega, ordenou em mim a caridade”(Cânticos 2, 4). Aí é que nos enchemos de caridade bem ordenada, pela qual amamos ao próximo como a nós mesmos, e a Deus sobre todas as coisas. Quem ama a Deus, ama a oração, e a quem não ama a oração, é moralmente impossível vencer as próprias paixões. II. Para que não sejamos oprimidos pelos ardores das más inclinações, e afim de que o Espírito Santo possa fertilizar as nossas almas com o orvalho dos seus dons, tomemos hoje a forte resolução de fazer cada dia ao menos uma meia hora de oração mental. São João Crisóstomo compara a oração mental a uma fonte no meio de um jardim; porque sem ela todas as virtudes murcham, ao passo que com ela se conservam frescas e amenas, e se aperfeiçoam constantemente. Assim como quem sai de um jardim, faz um ramalhete das flores que mais o encantam, assim, segundo o aviso de São Francisco de Sales, devemos ao sair da meditação compor um como que ramalhete dos pensamentos que mais nos impressionaram, e durante o dia aviva-los de tempos em tempos, mesmo durante as nossas ocupações. Ó Santo e Divino Espírito, não quero mais viver para mim mesmo; em Vos amar e agradar quero empregar tudo o que me resta da vida. Com este fim Vos peço que me concedais o dom da oração mental. Vinde a meu coração, ensinai-me vós mesmo a praticá-la como se deve. Dai-me a força de não deixa-la por tedio no tempo da aridez; dai-me o espírito de oração, isto é, a graça de sempre orar e de fazer aquelas orações que sejam mais agradáveis ao vosso divino Coração. – Por meus pecados me havia perdido; mas por tantos sinais de vossa ternura, reconheço que quereis a minha salvação e santificação. Quero santificar-me para Vos agradar e amar mais a vossa infinita bondade. Amo-vos, ó meu soberano Bem, meu amor, meu tudo, e porque Vos amo, dou-me todo a Vós. – Ó Maria, minha esperança, protegei-me. (Pai Nosso, Ave Maria, Ladainha do Divino) Quinto dia – Terça-feira O amor é o repouso que restaura as forças “Em paz dormirei nele mesmo, e repousarei.” (Salmo 4, 9) Sumario: O efeito principal do amor é unir a vontade da pessoa que ama, à do objeto amado, tanto na propriedade como na adversidade. Para uma alma que ama a Deus, consolar-se nas humilhações, dores e perdas que sofre, basta saber que o Senhor quer vê-la suportar tal pena. Dizendo somente: Assim o quer meu Deus, acharemos paz e o contentamento no meio das tribulações e sob o peso da cruz. I. “O amor se chama: Alívio nas penas, consolação nas lágrimas.” O amor é um repouso que recreia, porque o ofício principal do amor é unir a vontade da pessoa que ama, à do objeto amado. Para consolar-se de todas as humilhações que recebe, dores que sofre, perdas que padece, uma alma que ama a Deus, só precisa de conhecer a vontade de seu amado que deseja vê-la suportar tal pena. Dizendo somente: Assim o quer meu Deus, ela acha paz e contentamento no meio de todas as tribulações. Esta é a paz divina que transcende todos os prazeres dos sentidos: Paz de Deus que supera todos os sentidos (Filipenses 4, 7). Santa Maria Madalena de Pazzi sentia-se inundada de alegria só com o pronunciar das palavras: Vontade de Deus. Nesta vida cada um deve levar sua cruz; mas, diz Santa Teresa: A cruz é dura para quem a arrasta, não, porém, para aquele que a abraça. Assim é que o Senhor sabe ao mesmo tempo ferir e curar, segundo a expressão do Santo Jó: “Ele fere e cuida, se Ele golpeia sua mão cuida (Jó 5,18). Por sua doce unção o Espírito Santo torna suave e amável até os opróbrios e tormentos. “Sim Meu Pai, assim seja, porque é vossa vontade” (Mateus 11, 26). Assim orou Jesus Cristo, e nós também devemos repetir estas palavras do Salvador todas as vezes que a adversidade nos visitar: sim meu Pai, assim seja, porque é vossa vontade. Quando trememos sob a ameaça de alguma desgraça temporal, repitamos sempre: “Fazei, ó meu Deus: aceito desde já tudo o que fizerdes. Protesto que quero viver onde Vós quiserdes, sofrer tudo o que quiserdes e morrer quando quiserdes.” É também utilíssimo oferecer-se muitas vezes a Deus no decurso do dia, como fazia Santa Teresa. II. Ah! Meu Deus, quantas vezes, para fazer a minha própria vontade, contrariei a vossa e cheguei a desprezá-la. Disto me aflijo mais que todos os males. De aqui em diante quero de todo o coração amar-Vos e obedecer-Vos. “Falai, Senhor, vosso servo escuta” (I Reis 3, 10). Dizei o que quereis de mim; quero fazer em tudo a vossa vontade. Esta será para sempre o meu único desejo, o meu único amor. Ajudai a minha fraqueza, ó Espírito Santo. Vós sois a mesma bondade; como, portanto, para amar outra coisa senão a Vós? Conjuro-Vos, atraí para Vós, pela doçura de vosso amor, todos os afetos do meu coração. Renuncio a tudo para me dar a Vós sem reserva. “Recebei, Senhor, toda a minha liberdade. Aceitai a minha memória, a minha inteligência, e toda a minha vontade. Tudo o que tenho e possuo, fostes Vós quem me deu; venho restitui-lo, e entregá-lo inteiramente ao vosso beneplácito. Dai-me somente o vosso amor com a vossa graça, e bastante rico sou, mais nada vos peço.” – Faço o mesmo pedido a vós, ó Mãe do belo amor, Maria, e espero que me obtereis pela vossa poderosa intercessão. (Pai Nosso, Ave Maria, Ladainha do Divino) Sexto dia – Quarta-Feira O amor é uma virtude que fortifica “O amor é forte como a morte.” (Cânticos 8, 6) Sumario: Quando se trata de agradar ao objeto amado, o amor vence tudo; não há dificuldade que resista ao amor; porque, aquele que ama, não sente o sofrimento, ou se o sente, o ama. O sinal, pois, mais certo para conhecer se uma pessoa ama muito a Deus, é a sua fidelidade na adversidade como na prosperidade. Dizemos que amamos a Deus, mas até agora que fizemos por ele? Como suportamos as cruzes que nos manda para nosso bem? I. Assim como não há força criada que resista à morte, assim não há dificuldade que não ceda ao ardor de uma alma amante. Quando se trata de agradar ao objeto amado, o amor vence tudo, perdas, desprezos, dores. Nada é bastante duro para resistir ao fogo do amor, diz Santo Agostinho: Nada é tão duro que o fogo do amor não o possa vencer. O sinal mais certo, pois, para reconhecer se uma pessoa ama muito à Deus, é a sua fidelidade em amar na adversidade como na prosperidade. Dizia São Francisco de Sales que Deus é tão amável quando nos aflige, como quando nos consola, porque faz tudo por amor, e até, quando mais nos aflige nesta vida, é que nos testemunha mais o seu amor. São João Crisóstomo julgava mais feliz São Paulo nos ferros, que São Paulo arrebatado ao terceiro céu. Também os santos mártires se regozijavam no meio dos tormentos e agradeciam ao Senhor como grande favor que lhes dispensava o terem de sofrer por seu amor. E os outros santos, que não acharam tiranos para os atormentar, tornaram-se carrascos de si mesmos pelas penitências com que se castigaram, afim de se fazerem agradáveis à Deus. Aquele que ama, diz Santo Agostinho, não sente o sofrimento, ou se sente, o ama. II. Ó Deus de minha alma, digo que Vos amo; mas que faço por vosso amor? Nada. É então um sinal de que não Vos amo, ou Vos amo muito pouco. Meu Jesus, enviai-me o Espírito Santo, que me venha dar a força de sofrer e fazer alguma coisa por vosso amor antes de minha morte. Ah! Meu amado Redentor, não permitais que eu morra neste estado de frieza e ingratidão em que tenho vivido até hoje. Concedei-me a graça de amar os sofrimentos, depois de tantos pecados que me tornaram dignos do inferno. Ó meu Deus, todo bondade e todo amor, desejais habitar em minha alma d’onde tantas vezes Vos expulsei; vinde, estabelecei nela a vossa morada, dominai nela e fazei-a toda vossa. Amo-Vos ó meu Senhor, e já que Vos amo, comigo estais, Como São João me afirma: “Aquele que mora no amor, mora em Deus e Deus nele” (I João 4, 16). Se, pois, estais comigo, aumentai em mim as chamas de vosso amor, fortificai as cadeias que me prendem a Vós, não busque e não ame senão a Vós, e assim unido convosco, não me separe jamais do vosso amor. Ó meu Jesus, quero ser vosso, todo vosso. – Ó minha Advogada e Rainha, Maria, alcançai-me o santo amor e a perseverança. (Pai Nosso, Ave Maria, Ladainha do Divino) Sétimo dia – Quinta-Feira Pelo amor, a alma torna-se morada de Deus “Rogarei a meu Pai, e ele vos enviará outro Consolador, afim de que more sempre convosco” (João 14, 16). Sumario: É esta a magnífica promessa de Jesus Cristo em favor daquele que o ama: Se me amais, rogarei ao Pai, e ele vos enviará o Espírito Santo, afim de que more sempre convosco. Deus, portanto, habita na alma que o ama. Lembremo-nos, porém, de que Deus é cheio de zelos. Quer habitar só na alma, e não está contente, se não o amamos de todo o coração e queremos dividir o nosso amor entre Ele e as criaturas. I. O Espírito Santo é chamado hóspede das almas: Doce hóspede das almas. É o efeito da magnífica promessa de Jesus Cristo em favor daquele que o ama. “Se me amais, guardai os meus mandamentos; e rogarei a meu Pai, e Ele vos enviará outro consolador, o Espírito Santo, afim de que more sempre convosco.” Sim, sempre, porque o Espírito Santo não desampara nunca uma alma, a não ser que seja expulso por ela: Não abandona, a não ser que seja expulso. Deus, portanto, habita em toda a alma de que é amado; mas declara não ficar satisfeito, se não o amamos de todo o nosso coração. Escreve Santo Agostinho, que o senado romano se recusou a admitir Jesus Cristo no número dos deuses, dizendo que ele é um Deus soberbo, que quer ser adorado só. Isso é verdade: Nosso Senhor não sofre rival num coração que o ama; quer habitar nele só, e ser amado só. Se ele não se vê amado só, tem, por assim dizer segundo a expressão de São Tiago, tem zelos das criaturas com que é dividido esse coração, que ele desejava só para si: “Sois amados até os ciúmes pelo Espírito que habita em vós” (Tiago 4, 5). Numa palavra, como diz São Jerônimo: Jesus é um Deus cheio de zelos. É este o motivo por que o Esposo celeste louva a alma que, semelhante à rolinha, vive na solidão e escondida do mundo: “Tuas faces são graciosas, como a rolinha”. Não quer que o mundo tenha parte no amor desta alma, deseja-a toda inteira para si. Se ele ainda louva a sua esposa, chamando-a jardim fechado: “É um jardim fechado, minha irmã, minha esposa” (cânticos 4, 12), – é porque ela não deixa entrar em seu coração nenhum afeto terreno. – Ah! Jesus não merece todo o nosso amor? Ele te deu tudo, nada guardou para si, diz São João Crisóstomo: Ele nos deu tudo, seu sangue e sua vida; mais do que isto não podia nos dar. II. Se queremos que Deus habite em nossa alma com a plenitude de sua graça, consagremo-la hoje de novo toda inteira e sem reserva a seu serviço e repitamos esta nossa consagração muitas vezes durante o dia, especialmente na oração mental, na santa comunhão e na visita ao Santíssimo Sacramento. Lembremo-nos de que há três meios principais pelos quais uma alma se pode dar toda a Deus. Primeiro, evitar todas as faltas deliberadas, ainda as mais pequeninas, e para este fim reprima o mais insignificante desejo desordenado e mortifique a satisfação dos sentidos. Segundo, escolher, entre as coisas boas, a melhor, que mais agrade a Deus. Terceiro, aceitar com paz e gratidão, das mãos do Senhor, tudo o que mortifica o nosso amor próprio e em particular os desprezos. Lembremo-nos de que tem mais valor aos olhos de Deus um desprezo sofrido em paz e por amor dele, do que mil mortificações e mil práticas. Ó meu Deus, bem vejo que me quereis todo para Vós. Tantas vezes Vos expulsei da minha alma, e não Vos recusais de nela entrar e unir-Vos a mim. Ah! Tomai agora posse de todo o meu ser; dou-me inteiramente a Vós. Aceitai-me, ó meu Jesus, e não permitais que eu viva de aqui em diante um instante sequer sem vosso amor. Vós me buscais, e eu não busco senão a Vós. Quereis minha alma, e ela só Vos quer a Vós. Vós me amais, e eu também Vos amo; e já que me amais, prendei-me tão perfeitamente convosco, que não me aparte mais de Vós. – Ó Rainha do céu, e minha querida Mãe, Maria, em vós ponho minha confiança. (Pai Nosso, Ave Maria, Ladainha do Divino) Oitavo dia – Sexta-Feira O amor é um vínculo “Acima de tudo, tende a caridade que é o vínculo da perfeição.” (Colossenses 3, 14) Sumario: Antes da vinda de Jesus Cristo, os homens afastavam-se de Deus, e aferrados à terra, recusavam unir-se a seu criador. Mas nosso amável Senhor enviou-nos o Espírito Santo, afim de que, assim como ele é o vínculo indissolúvel que une o Pai ao Verbo Eterno, assim uma nossas almas a Deus pelo amor. Procuremos, pois, estar fortemente ligados por este vínculo de perfeição, e não correremos mais risco de nos afastar de Deus. Antes de tudo, porém é necessário que livremos o nosso coração de todos os laços que o prendem ao mundo. I. Assim como o Espírito Santo, amor incriado, é o laço indissolúvel que une o Pai e o Verbo Eterno, assim é esse mesmo Espírito que une nossas almas à Deus. A caridade, diz Santo Agostinho, é uma virtude que nos une a Deus. Daí este grito de alegria de São Lourenço Justiniano: Ó amor, tu és então um vínculo de tal maneira forte, que pudeste encadear um Deus e uni-lo a nossas almas! – Os laços do mundo são laços de morte, mas os laços de Deus são laços de vida e Salvação: “Seus liames, são ligaduras salutares” (Eclesiástico 6, 31). Porquanto são vínculos de amor, e o amor nos une a Deus, nossa única e verdadeira vida. Antes da vinda de Jesus Cristo os homens separavam-se de Deus; aferrados à terra, recusavam unir-se a seu criador; mas o Senhor, cheio de ternura, os atraiu a si pelos laços de amor, como tinha prometido por Oséias: “Eu os atrairei com cordas humanas, com os vínculos da caridade”(Oséias 11, 4). Estes laços são os seu benefícios: luzes, apelos ao seu amor, promessas do paraíso; mas é sobretudo o dom que nos fez de Jesus Cristo no sacrifício da cruz e no Sacramento do altar, e enfim, o dom do Espírito Santo. Por isso exclama o profeta: “Rompe as cadeias do teu pescoço, filha cativa de Sião” (Isaías 52, 2). Ó alma, criada para o céu, desfaze-te dos laços da terra para te unires a Deus pelos laços do santo amor. II. “Tende a caridade, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses 3, 14). O amor é um laço que reúne todas as virtudes, e torna a alma perfeita. Daí a seguinte palavra de Santo Agostinho: Ama e faze o que queres. Ama a Deus e faze o que queres, porque quem ama a Deus tem cuidado de evitar tudo o que causa desgosto ao objeto de seu amor, e procura agradar-lhe em tudo. Dulcíssimo Jesus, muito me haveis obrigado a amar-Vos; muito Vos custou obter o meu amor. Ingratíssimo seria eu, se Vos amasse pouco, ou dividisse o meu coração entre vós e as criaturas, depois que por mim derramastes vosso sangue e sacrificastes vossa vida! Quero desapegar-me de tudo, e por somente em Vós todos os meus afetos. Muito fraco sou para executar esta resolução; Vós, que m’a inspirais, dai-me a força de a cumprir. Amantíssimo Jesus meu, feri meu pobre coração com a suave seta do vosso amor, para que não cesse de arder no desejo de Vos possuir e consumir-me de amor para convosco. A Vós procure sempre, A Vós só deseje, a Vós encontre sempre. Ó meu Jesus, só a Vós quero, e nada mais. Fazei com que eu repita sempre durante a minha vida, e sobretudo na hora de minha morte: Meu Jesus, só a Vós quero, e nada mais. – Ó Maria, minha Mãe, fazei com que de hoje em diante eu não queira senão a Deus. (Pai Nosso, Ave Maria, Ladainha do Divino) Nono dia – Sábado O amor é um tesouro que encerra todos os bens “É um tesouro infinito para os homens; do qual os que usaram, têm sido feitos participantes da amizade de Deus” (Sabedoria 7, 14) Sumario: O coração humano está sempre procurando bens capazes de torná-lo feliz. Enquanto se dirige às criaturas para os obter, nunca se satisfaz, por mais que receba. Ao contrário, um coração que só quer a Deus, acha logo a felicidade, porque o Senhor lhe satisfará todos os desejos, e o fará contente mesmo no meio das maiores tribulações. Felizes de nós, se conhecemos o grande tesouro do amor divino e procuramos obtê-lo a todo custo, desapegando-nos das coisas criadas. I. O amor é o tesouro de que fala o Evangelho, o qual nos cumpre adquirir a custo de tudo mais. A razão é porque ele é realmente aquele bem infinito que nos faz participantes da amizade de Deus. Aquele que acha Deus, acha tudo o que pode desejar: “Deleita-te no Senhor, e ele te concederá as petições do teu coração. O coração humano está sempre procurando bens capazes de torná-lo feliz. Enquanto se dirige às criaturas para os obter, nunca se satisfaz, por mais que receba. Ao contrário, um coração que só quer a Deus, Deus lhe satisfará todos os desejos. Quais são com efeito os homens mais felizes na terra, senão os santos? E porquê? Porque só querem e buscam a Deus. Estando um príncipe a caçar, viu um solitário percorrendo a floresta, e perguntou-lhe o que fazia nesse deserto. Mas vós, senhor, retorquiu logo o anacoreta, que vindes buscar aqui? – Eu, acudiu o príncipe, ando em busca de caças. – E eu, tornou o solitário, busco a Deus. O tirano que martirizou São Clemente de Ancira, ofereceu-lhe ouro e pedras preciosas para conseguir dele que renegasse a Jesus Cristo; mas o Santo, dando um profundo suspiro, exclamou: Pois que! Um Deus posto em paralelo com um pouco de lama! – Feliz de quem conhece o tesouro do divino amor e procura obtê-lo! Quem o conseguir, despojar-se-á por si mesmo de tudo, para não possuir senão à Deus. “Quando o fogo pega na casa”, dizia São Francisco de Sales, “lançam-se todos os utensílios pela janela.” E o padre Segneri, o moço, grande servo de Deus, tinha costume de dizer: “O amor divino é um roubador que nos tira de todos os afetos terrenos ao ponto de exclamarmos então: Senhor, que desejo senão à Vós!” – “Deus de Meu coração, e minha porção, Deus, para sempre” (Salmo 72, 25). II. Ó mundanos insensatos, exclama Santo Agostinho, ó homens, aonde ides para contentar o vosso coração? O Bem que procurais está longe disso. Aproximai-vos de Deus, recuperai a sua graça, buscai o seu amor, porque só ele pode dar-vos a felicidade que andais procurando. – Nós ao menos não sejamos tão insensatos, e, como nos exorta o mesmo santo doutor, de hoje em diante, busquemos unicamente o amor de Deus, busquemos o único bem, no qual estão encerrados todos os outros. Mas não podemos achar este bem, sem renunciar a todo afeto pelas coisas da terra, como o ensina Santa Teresa: Desapega o teu coração das criaturas e acharás a Deus. Meu Deus, no passado não foi a Vós que busquei, mas me busquei a mim mesmo e as minhas satisfações; e por elas me apartei de Vós, que sois o Bem supremo. Mas Jeremias me consola, assegurando-me que sois só bondade para os que Vos buscam (Lamentações 3, 25). Amantíssimo Senhor meu, compreendo o mal que fiz deixando- Vos, e arrependo-me de todo o coração. Vejo que sois um tesouro infinito; não querendo deixar inútil esta luz, renuncio a tudo, e escolho-Vos para único objeto dos meus afetos. Ó meu Deus, meu amor, meu tudo, por Vós suspiro. Vinde, ó Espírito divino, e com o santo fogo do vosso amor, consumi em mim todo o afeto de que não sois o objeto. Fazei-me todo vosso, e que tudo vença para Vos agradar. – Ó Maria, minha Advogada e Mãe, ajudai-me com as vossas orações. (Pai Nosso, Ave Maria, Ladainha do Divino) #FormaçõesCatólicas #Novena

  • UMA IGREJA DE HERÓIS – Pe. Santiago Martín

    Na semana passada, comentando as dez canonizações que tinham tido lugar no Vaticano, recordei uma das marcas identificadoras da Igreja: a sua santidade. Alguns troçaram de mim por dizer isso, talvez porque preferem ver tudo preto, em vez da realidade inteira, que inclui o mal. A Igreja é santa em sua cabeça, Nosso Senhor Jesus Cristo, e em muitos dos seus membros, começando pela Santíssima Virgem Maria e continuando com aqueles que formam a Igreja triunfante, que já está no céu. Há uma multidão de santos anônimos, para além dos muitos que já foram canonizados. Outros, aqueles que compõem a Igreja purgadora, estão no purgatório, purificando-se para entrar em sua morada final, o Céu. E nós, batizados que ainda estamos vivos, somos os restantes, a Igreja militante, que, sendo pecadores, lutamos todos os dias para amar a Deus como Ele merece ser amado e confiamos que a Sua misericórdia divina abrirá para nós as portas do Céu. Entre aqueles de nós que ainda aqui estão, há alguns, talvez muitos, que, embora ainda não sejam santos no sentido oficial do termo, merecem ser chamados de heróis. São heróis porque enfrentam situações particularmente difíceis e, no entanto, não abdicam da sua fidelidade a Jesus Cristo. Os meios de comunicação social não falam deles, porque preferem concentrar-se em maus exemplos — que infelizmente existem —, e porque estão interessados em prejudicar a Igreja. Silenciar o seu heroísmo é fazer o jogo daqueles que só gostam de dar publicidade ao lixo. Um herói, por exemplo, é o Cardeal Zen, bispo emérito de Hong Kong, que não está recebendo da Igreja o apoio de que necessita. Esta semana, foi novamente levado à justiça na China. Na primeira missa que celebrou após a sua libertação, disse que “o martírio é uma parte normal da nossa Igreja”, lembrando a todos que o amor por Cristo deve levar-nos a estar prontos a dar as nossas vidas por ele, se necessário. Um herói é o bispo nicaraguense Rolando Alvarez, em greve de fome contra o governo comunista do seu país, que acaba de fechar as portas da televisão católica. A crueldade da ditadura na Nicarágua só é comparável à de Cuba ou Venezuela, mas o mundo não está interessado nisso; e não merece ser notícia um bispo, que até já foi ameaçado de morte, entrar em greve de fome para exigir liberdade religiosa. Heroínas são as freiras polonesas de todas as congregações religiosas daquele país, incluindo as de clausura, que abriram os seus conventos aos refugiados que chegam da Ucrânia, dando-lhes não só abrigo e comida, mas sobretudo o amor e o carinho que todos aqueles amam Cristo querem sempre dar aos necessitam de ajuda. Os heróis são tantos sacerdotes africanos, como os dois sacerdotes nigerianos que foram raptados por muçulmanos esta semana, ou aqueles que ainda são mantidos reféns e podem ser mortos, como um dos seus companheiros o foi há alguns dias. Os heróis são os leigos que pertencem ao Fórum dos católicos alemães, reunidos esta semana em Augsburgo, onde proclamaram a sua intenção de não permitir que os bispos mudem o depósito da fé. Infelizmente, nem todos aqui na Igreja militante são heróis. Há aqueles que colaboram abertamente com o mal, tais como políticos católicos que apoiam o aborto ou os bispos alemães denunciados pelos seus próprios fiéis. Mas há muitos, ignorados pelos meios de comunicação social, que são heróis. Um dia serão santos e talvez a sua biografia recorde que nem sempre receberam o apoio da Igreja, porque não eram politicamente corretos. Mas agora eles estão lá, defendendo a fé e a liberdade, ajudando os pobres, lutando pelo direito de nascer de futuras vítimas do aborto. Eles são os nossos heróis. Ignorar a sua existência é colaborar com o inimigo. É também cair na tentação de ver tudo preto, de ver apenas o mal. É não fazer justiça a uma Igreja que não só tem milhões de santos no céu, mas também homens e mulheres que nos dão um exemplo de como um católico deve viver na terra, para um dia poder viver eternamente no céu. A Igreja militante é composta por pecadores, mas alguns são um exemplo a seguir. Hoje são heróis. Amanhã serão santos.

  • A mulher, a fé e o cristianismo.

    A mulher, a fé e o cristianismo. Ao contrário do que comumente é propagado pela mídia e afins, o cristianismo não é uma religião “opressora patriarcal”, mas muito pelo contrário, foi o responsável por criar um ambiente que proporcionou a melhoria das condições da mulher na sociedade e lhe restaurou sua dignidade. Vamos direto ao ponto, como o cristianismo foi um grande responsável por elevar a dignidade feminina? Com o advento do cristianismo, o mundo mudou. Jesus era um líder pobre, que sempre se importou com o cuidado dos menos favorecidos e ensinou seus discípulos o mesmo. Não que ele fosse apenas um reformador social, Cristo foi muito mais que isso. Mas de fato ele quebrou muitas barreiras nesse sentido, especialmente em relação as mulheres. A começar pelo próprio judaísmo, que no texto de Levítico 15 instrui a mulher com fluxo de sangue a ficar separada da comunidade e qualquer um que a tocasse ficaria “imundo até à tarde.” Porém, Jesus no meio de uma multidão curou uma mulher que há 12 anos sofria de tal mal e a despediu gentilmente “Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz”. O ministério de Jesus teve muitas mulheres como participantes. Em Lucas 8, além dos 12 apóstolos também são relatadas que “mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades” o seguiam, tais como Maria Madalena, Joana e Suzana, “e muitas outras que o serviam com seus bens.” Enquanto os fariseus mantinham as mulheres afastadas do seu núcleo, Jesus recebeu delas profunda adoração. Como no caso da história narrada em Lucas 7. Ao descobrir que Jesus estava na casa de um fariseu, ignorando o que poderia acontecer a ela nesse ambiente, uma mulher dita “pecadora” se aproximou dele e “chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o unguento.” Ao invés de repreendê-la como os fariseus esperavam, Jesus fez o contrário, repreendeu os fariseus e exaltou aquela mulher pelo seu ato. Dirigindo-se a Simão, o fariseu, Jesus disse: “Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e os enxugou com os cabelos de sua cabeça. Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento. Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.” Entender como Jesus tratava as mulheres nos ajuda a entender o porquê delas terem sido tão numerosas no cristianismo primitivo. O grande historiador de Cambridge Henry Chadwick afirma: “O cristianismo foi especialmente bem sucedido entre as mulheres. Foi através das esposas que o cristianismo penetrou nas classes mais altas no primeiro momento.”1 Tanto que nos capítulos finais da epístola de Paulo aos Romanos, escrita na década de 50 d.C, Paulo saúda pelo menos 15 mulheres que tinham posição de liderança na congregação romana. E muito mais mulheres participavam das congregações cristãs e eram peças chave em seu desenvolvimento. Em Atos 16 vemos Lídia, mercadora de púrpura batizada por Paulo, a qual reunia em sua casa em Filipos uma congregação. E também Maria, mãe de Marcos, que disponibilizava sua casa para receber as reuniões cristãs. Além de ajudarem o ministério financeiramente, as mulheres abriram a porta de suas casas para abrigar as reuniões cristãs. Segundo o historiador e teólogo Adolf Von Harnack: “A pregação cristã foi adotada pelas mulheres em particular. A porcentagem de mulheres cristãs entre as classes mais altas era muito superior que as dos homens.”2 Isso foi confirmado recentemente por uma amostra de Romanos da classe senatorial que viveram entre 283 e 423 d.C, em que 50% dos homens e 85% das mulheres eram cristãos. 3 Mas a grande questão é: por que o cristianismo atraiu tanto as mulheres? Porque assim como Cristo, o cristianismo trazia uma visão correta sobre o ser humano e seu valor. Além de ser espiritualmente elevado e trazer sentido a existência, uma das razões era também que o cristianismo lhes oferecia uma vida muito superior a que elas normalmente teriam em outras culturas. Na sociedade greco-romana, a vida das mulheres não era fácil, elas não escolhiam com quem casar, as vezes eram forçadas a abortar ou abandonar filhos recém-nascidos – principalmente se fossem do sexo feminino, o marido podia divorciar-se facilmente ou ter várias amantes, e geralmente elas não possuíam direitos de propriedade ou herança. Com a ascensão do cristianismo, muita coisa mudou. Como já havia escrito o apóstolo Paulo: ” Não há judeu nem grego, escravo ou livre, homem ou mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” 4 As mulheres cristãs eram tão numerosas que muitos romanos desprezavam o cristianismo por considerá-lo uma “religião de mulheres”. Em nenhum grupo religioso da antiguidade as mulheres foram consideradas em grande estima, especialmente se considerarmos o mundo greco-romano comparado com o mundo do cristianismo nascente. A moralidade e o casamento Em relação a moralidade e casamento, o historiador Thomas Woods relata: “As fontes mais antigas revelam-nos que a moral sexual se tinha degradado em extremo na época cm que a Igreja surgiu na História. Como escreveu o satírico Juvenal, a promiscuidade generalizada levara os romanos a perder a deusa Castidade. Ovídio observou que no seu tempo, as práticas sexuais se tinham rebaixado a um nível especialmente perverso, e até mesmo sádico. Podem-se encontrar testemunhos similares em Cátulo, Marcião e Suetônio acerca do estado da fidelidade conjugal e da imoralidade sexual nos tempos de Cristo. César Augusto tentou por cobro a essa situação com medidas legais, mas a lei raramente consegue reformar um povo que já tenha sucumbido ao fascínio dos prazeres imediatos. ”5 No começo do século II, o historiador romano Tácito afirmava que uma mulher casta era um fenômeno raro. A Igreja ensinou que as relações íntimas só são lícitas entre marido e mulher. O próprio Edward Gibbon. que culpava o cristianismo pela queda do Império Romano, foi obrigado a admitir; “Os cristãos restauraram a dignidade do matrimônio.” A lei canônica da Igreja sobre o matrimônio considerou que para a validade de um casamento, era necessário o livre consentimento tanto do homem como da mulher, e que o ato poderia ser anulado se tivesse sido celebrado sob coação ou se uma das partes estivesse em erro a respeito da identidade ou de alguma condição importante da outra pessoa. 6 Comentando sobre esse fato escreve Berman: “os fundamentos não apenas do moderno direito matrimonial, mas também de certos elementos básicos do moderno direito contratual, principalmente o conceito de livre manifestação da vontade e de ausência de erro, coação e fraude.”7 Para a Igreja, o adultério não se limitava à infidelidade da esposa, como se costumava considerar no mundo antigo, mas estendia-se também à infidelidade do marido. A influencia que ela exerceu neste domínio foi de grande importância histórica, e não admira que Edward Westermarck, um excelente historiador da instituição do matrimônio, tenha creditado à influência cristã a equalização do pecado de adultério.8 Santificar o matrimônio e proibir o divórcio deu muito mais segurança a mulher e foi fundamental para manutenção da família. Infanticídio Além do matrimônio que trouxe segurança e mais dignidade ao relacionamento, a Igreja ajudou a aumentar o número de nascimentos do sexo feminino. Era comum, por decisão paterna, abandonar o recém nascido do sexo feminino à morte. Como podemos ver nesse relato do século II: “ Eu vejo seus bebês recém-nascidos expostos por vocês aos animais selvagens e as aves de rapina, ou sendo cruelmente estrangulados até a morte. Há também mulheres entre vocês que, por tomarem certas drogas, destroem os inícios do futuro do ser humano enquanto este ainda está no útero., e são culpadas de infanticídio antes de serem mães. Essas práticas certamente foram dadas a vocês pelos seus deuses.”9 O cristianismo condenou e combateu essa prática. Toda forma de infanticídio foi condenada (o aborto é uma delas), o que favoreceu mais nascimentos, principalmente de bebês do sexo feminino. Ou seja, o cristianismo proporcionou que mais mulheres nascessem, aumentando consideravelmente a população feminina. Isso sim é significativo! Sociedade Após tremendo avanço no campo do matrimônio e família e com o aumento da perspectiva de não ser morta ao nascer, com o avançar dos anos as mulheres passaram a formar comunidades religiosas dotadas de governo próprio, algo inusitado em qualquer cultura do mundo antigo. Elas dirigiam as próprias escolas, conventos, orfanatos e hospitais. E ainda segundo as historiadora francesa Regine Pernoud, os registros da cidade de Paris do século XIII deixam claro: “mulheres não ficavam somente em casa ou nos conventos como nos séculos seguintes. Havia professoras, médicas, boticárias, tintureiras, copistas, miniaturistas, encanadoras, arquitetas, e também abadessas e rainhas”.10 Na Idade Média, algumas mulheres usufruíram na Igreja de um extraordinário poder. A par de suas funções religiosas, elas exerciam, mesmo na vida laica, um poder que muitos invejariam no presente. Administravam vastos territórios e paróquias. Algumas abadessas eram verdadeiras senhoras feudais, respeitadas por seu poder do mesmo modo que outros senhores o eram.11 A independência e valorização da mulher foi lhe retirada a partir da Baixa Idade Média, com a vinda do Renascimento, que acarretou na volta do Direito Romano. O Direito Romano não é favorável à mulher, nem tampouco à criança. Ele defende o direito de Pater Familias, pai, proprietário, e em sua casa, sumo sacerdote e chefe da família com poderes sagrados, que tem sobre seus filhos direito de vida e morte, assim como sob sua mulher. Apoiando-se nisso, juristas estenderam o poder do estado centralizado e também restringiram a liberdade da mulher e sua capacidade de ação. O jurista Robert Villers afirma: “Em Roma, a mulher, sem exagero ou paradoxo, não era sujeito de direito… Sua condição pessoal, as relações da mulher com seus pais ou com seu marido são da competência da domus da qual o pai, o sogro ou o marido são os chefes todo-poderosos” Vale observar que é só no fim do século XVII é que a mulher passa a tomar obrigatoriamente o nome do marido no casamento. Conclusão Vemos então que foi o movimento renascentista que se afastou do cristianismo e voltou seus olhos ao paganismo antigo e tudo de ruim que isso trouxe com ele. Não obstante, nessa época temos a aurora do Estado moderno que tem suas consequências sentida nos dias de hoje. Como então acusam o cristianismo de ser opressor a mulher, quando este lhes trouxe mais liberdade, respeito e dignidade nunca antes experimentados? O paganismo é que nunca valorizou a mulher, assim como hoje grupos ditos “defensores da mulher” não o fazem. Se foi a santificação do casamento e a condenação do divórcio que salvou a mulher de continuar sendo marginalizada pela sociedade, por que hoje celebram tanto o divórcio e a dissolução da família? Se foi a Igreja e a fé cristã que ajudaram a restaurar a dignidade do sexo feminino na sociedade, por que hoje são tão contra as mesmas coisas? E o que dizer em relação ao infanticídio? Proibir tal prática foi o que proporcionou a mulher a nascer e crescer em primeiro lugar. Como então querem colocar essa prática assassina na pauta e dizer que se trata de “um direito”? O mesmo Deus que criou os céus e a terra, nos criou a sua imagem e semelhança, e mesmo sendo pecadores envoltos num mundo de miséria e mal, esse Deus se fez carne para sacrifício do nossos pecados. Somos dignos, não por haja algo especial em nós mesmos, mas porque Ele nos torna dignos, e nisso, não há distinção de sexo. Mas diante dos fatos não se pode negar, não foi um movimento político, uma ideologia, um grupo de mulheres gritando palavras de ordem que trouxe benefícios reais a vida da mulher através da história. Foi a vida de um único homem, que há mais de 2.000 anos vem transformando o mundo, inspirando pessoas e salvando almas. Se pessoas mudam o mundo, Cristo muda pessoas. ” Ela Reveste-se de força e dignidade; sorri diante do futuro. Fala com sabedoria e ensina com amor. […] A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme ao Senhor será elogiada. Que ela receba a recompensa merecida, e as suas obras sejam elogiadas à porta da cidade.” Provérbios 31 Referências: 1Henry Chadwick, The Early Church, 1967. 2Adolf Von Harnack, 1905. 3Rodney Stark, The Triumph of Christianity, pág 41. 4Gálatas 3:28 5Thomas Woods , Como a Igreja Católica construíu a civilização ocidental, pág 199. 6Ibid pág 182. 7Harold J. Herman. Law and Revolution, pig. 228 8Alvin J. Schmidl. Under lhe Infhtence . Pág 84 9Minucius Felix, ‘The Octavius’ of Minucius Felix p.83 10Regine Pernoud, 1994. 11Ricardo da Costa, Ensaios da História Medieval, pág 355 #mulher #cristianismo #feminismo #fé #Jesus

  • Deus existe? O argumento moral.

    O argumento moral Depois do argumento cosmológico e do ajuste-fino, vamos analisar agora o argumento moral. As raízes do argumento moral a favor da existência de Deus são encontradas em Romanos 2:12-15, onde o Apóstolo Paulo fala que a humanidade é indesculpável porque tem a “lei escrita no coração”. O argumento moral em minha opinião é um dos melhores sobre a existência de Deus, pois ele nos mostra que se Deus não existir, não temos como possuir valores morais absolutos, caindo então no relativismo. O relativismo tem se espalhado como um câncer na sociedade, quem nunca ouviu a famosa frase “Isso é verdade para você, não para mim”, ou “não existe um padrão moral, cada um faz o que traz felicidade.” O relativismo prega que não existe nada moralmente errado ou certo, no fundo, tudo acaba sendo uma questão de preferências. Para os relativistas, a moralidade varia de acordo com a cultura, tempos e influências sociais, a moralidade não transcende a sociedade, mas muda constantemente com ela. Um erro comum dos relativistas é confundir comportamento e valor, ou seja, eles confundem aquilo que é com aquilo que deveria ser. O que as pessoas fazem está sujeito a mudanças, mas aquilo que deveriam fazer, não. Essa é a diferença entre sociologia e moralidade. A sociologia é descritiva; a moralidade é prescritiva. Vamos mostrar que o relativismo é um tremendo absurdo, e que na verdade nem mesmo o relativista acredita de fato naquilo que diz. Citando C.S Lewis, que nos seus tempos de ateísmo, foi desafiado pelo argumento moral. “ os homens são assombrados pela ideia de um padrão de comportamento que se sentem obrigados a pôr em prática, o qual se poderia chamar de conduta leal, decência, moralidade ou Lei Natural.”[1] Em outras palavras, todo mundo sabe que existem obrigações morais absolutas. Uma obrigação moral absoluta é alguma coisa que é ordenada a todas as pessoas, em todos os momentos, em todos os lugares. Uma lei moral absoluta implica o Criador de uma lei moral absoluta. Toda vez que argumentamos sobre o certo e o errado, apelamos para uma lei superior da qual, assim supõe-se, todos estão conscientes, à qual aderem e não são livres para mudar arbitrariamente. O certo e o errado implicam um padrão ou lei mais elevado, e a lei exige um legislador. Porque a lei moral transcende a humanidade, essa lei universal exige um legislador universal. Isto é, Deus. Nós fazemos muitos julgamentos de maneira inconsciente, e nem percebemos que necessitamos de um padrão para fazer julgamentos. Por exemplo, quando dizemos que o João é alto, seria alto em relação a alguma coisa, nós o comparamos com outra coisa ou pessoa, temos um padrão de altura pelo qual dizemos que João é superior. Ninguém poderia dizer o que seria uma linha torta se não soubesse o que é uma linha reta. Todos nós nos sentimos indignados quando ouvimos que uma criança foi abusada, logo temos certeza que o ato é errado e clamamos por justiça.  E porque isso ocorre? Porque sabemos que isso é errado, ninguém precisa nos dizer. Não interessa a sociedade que você vive, abuso infantil sempre foi e sempre será errado, não importa se digam ao contrário. Mesmo se todo mundo disser que 2+2=5, isso não muda o fato real que 2+2=4. Existe um padrão de valores morais universal, que são valores que todas as sociedades da história perceberam ao longo dos séculos. Por isso não se trata de crer em Deus para ser bom ou não, não é sobre crer em Deus, mas sobre sua existência. Deus é o padrão, sua natureza é a perfeição de bondade, amor e justiça. Então mesmo sem crer em Deus, pode-se ser uma boa pessoa, mas se Deus não existir, quem define o que é bom? Como disse o autor russo Dostoievski: “Se Deus não existe, tudo é permitido.”[2] Para ilustrar veja essa história: O professor, que estava lecionando um curso de ética, pediu um trabalho de final de semestre a seus alunos. Ele disse que os alunos deveriam escrever sobre qualquer aspecto ético de sua escolha, pedindo apenas que cada qual respaldasse adequadamente sua tese com justificativas e provas autênticas. Um dos alunos, ateu, escreveu de maneira eloquente sobre a questão do relativismo moral. Ele argumentou da seguinte maneira: “Toda moralidade é relativa; não existe um padrão absoluto de justiça ou retidão; tudo é uma questão de opinião: você gosta de chocolate, eu gosto de baunilha’ e assim por diante. Seu trabalho apresentou tanto suas justificativas quanto as provas comprobatórias exigidas. Tinha o tamanho certo, foi concluído na data e entregue numa elegante capa azul. Depois de ler todo o trabalho, o professor escreveu bem na capa: “Nota F; não gosto de capas azuis!”. Quando recebeu seu trabalho de volta, o aluno ficou enraivecido. Foi correndo até a sala do professor e protestou: — “Nota F; não gosto de capas azuis!”. Isso não é justo! Isso não é certo! Você não avaliou o trabalho pelos seus méritos! Levantando a mão para acalmar o irado aluno, o professor calmamente respondeu: — Espere um minuto. Fique calmo. Eu leio muitos trabalhos. Deixe-me ver … seu trabalho não foi aquele que dizia que não existe essa coisa de justiça, retidão, correção? — Sim — respondeu o aluno. — Então que história é essa de você vir até aqui e dizer que isso não é justo, que não é certo? — perguntou o professor. — Seu trabalho não argumentou que tudo é uma questão de gosto? Você gosta de chocolate, eu gosto de baunilha? — Sim, essa é a minha ideia. — Então, está tudo certo — respondeu o professor. Eu não gosto de azul. Sua nota é F! De repente, surgiu a lâmpada acima da cabeça do aluno. Ele percebeu que, na realidade, acreditava nos absolutos morais. Acreditava pelo menos na justiça. Além do mais, estava acusando seu professor de injustiça por dar-lhe uma nota F baseando-se apenas na cor da capa. Esse fato simples destruiu toda a sua defesa do relativismo.[3] A moral da história é que existem absolutos morais. Se você realmente quer que os relativistas admitam isso, tudo o que precisa fazer é tratá-los de maneira injusta. Suas reações vão revelar a lei moral escrita no coração e na mente deles. Na história, o aluno percebeu a existência de um padrão absoluto de retidão por meio da maneira pela qual ele reagiu ao tratamento do professor. Da mesma maneira, posso não considerar que roubar é errado quando roubo de você. Mas veja quão moralmente ultrajado me sinto quando você me roubar. A moralidade só pode existir se Deus existir, sem Deus não existe padrão de certo ou errado. Se Deus não existisse, porque seria errado matar? Torturar? No reino animal não existe moralidade. Um leão não é imoral quando ataca e mata uma zebra, mas porque se nós atacarmos e matarmos uma pessoa inocente é errado? Até mesmo quando o ateu diz que Deus é mal, ele inconscientemente admite uma padrão moral pelo qual faz seu julgamento. Em sua época de ateísmo C.S Lewis se questionou: “ meu argumento contra Deus era que o Universo parecia cruel e injusto demais. Mas de que modo eu tinha esta ideia de justo e injusto? Um homem não diz que uma linha está torta até que tenha alguma ideia do que seja uma linha reta. Com o que eu estava comparando este Universo quando o chamei de injusto? ”[4] Como já afirmei, sem um padrão pelo qual medir as coisas, os valores como justo, injusto, certo e errado se tornam questão de opinião pessoal, e nenhuma opinião vale mais do que a outra. Se a lei moral não existe, então não existe diferença moral entre o comportamento de Madre Teresa de Calcutá e o de Hitler. Do mesmo modo, afirmações como ”Assassinar é um mal”, “O racismo é errado” ou “Você não deve abusar de crianças” não possuem significado objetivo. São simplesmente as opiniões de alguém, expostas ao lado de declarações como “O gosto do chocolate é melhor que o da baunilha”. De fato, sem a lei moral, termos simples carregados de valor como “bom”, “mau”, “melhor” e “pior” não teriam significado objetivo quando fossem usados no sentido moral. Mas nós sabemos que possuem significado. Quando dizemos, por exemplo, “A sociedade está melhorando” ou ”A sociedade está piorando”, estamos comparando a sociedade a algum padrão moral que está além de nós mesmos. Esse padrão é a lei moral que está escrita em nosso coração. Em resumo, acreditar no relativismo moral é argumentar que não existem diferenças morais verdadeiras entre liberdade e escravidão, igualdade e racismo, cuidado e abuso, amor e ódio, ou vida e homicídio. Todos nós sabemos que tais conclusões são absurdas. Desse modo, o relativismo moral deve ser falso. Se o relativismo moral é falso, então existe uma lei moral objetiva, existe o criador dessa lei, que é o padrão, esse padrão é Deus. Os ateus não conseguem explicar a lei moral, pois para eles “existe apenas o material, mas o material não possui moralidade. Quanto pesa o ódio? Existe um átomo para o amor? Qual é a composição química da molécula do homicídio? Essas perguntas não fazem sentido porque partículas físicas não são responsáveis pela moralidade. Se os elementos materiais fossem os únicos responsáveis pela moralidade, então Hitler não teve verdadeira responsabilidade moral por aquilo que fez — ele tinha apenas moléculas. Isso não faz sentido algum, e todo mundo sabe disso. Os pensamentos humanos e as leis morais transcendentes não são coisas materiais, assim como as leis da lógica e da matemática também não o são. Eles são entidades imateriais que não podem ser pesadas ou fisicamente mensuradas. Como resultado, não podem ser explicadas em termos materiais, por meio da seleção natural ou por qualquer outro meio ateísta.”[5] No final de tudo, o ateísmo não pode justificar por que algo é moralmente certo ou errado. Ele não pode garantir os direitos humanos ou a justiça final do Universo. Para ser ateu — um ateu coerente -, você tem de acreditar que não existe realmente nada de errado com homicídio, estupro, genocídio, tortura ou qualquer outro ato hediondo. Pois se a vida humana não passa de um insignificante aglomerado de moléculas que acidentalmente se formaram, pouco importa que fim leve. Ramon Serrano O Caminho Referências: [1] Cristianismo Puro e Simples, C.S Lewis. P.21. [2] Fiodor Dostoiévski, Os Irmãos Karamazov. [3] Norman Geisler & Frank Turek, Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu p.131 [4] C.S Lewis, Cristianismo Puro e Simples. p.21. [5]  Norman Geisler & Frank Turek, Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu p.140.

  • Estreia hoje o filme “Luta pela Fé” que conta a história do Padre Stu

    “Ninguém vai querer ouvir falar de Jesus pela boca de um gângster”, disseram-lhe. Ele respondeu: “Talvez seja disso que o mundo precise” Estreia hoje no Brasil o aguardado “Luta Pela Fé – A História do Padre Stu“, filme com Mark Wahlberg e Mel Gibson. A trajetória de Stuart Long, um boxeador que vira padre católico, é resumida pelo próprio Wahlberg como “de encrenqueiro a clérigo”. Mark Wahlberg interpreta o protagonista, pe. Stuart, ou pe. Stu, como era chamado pelos amigos, enquanto Mel Gibson faz o papel de Bill Long, o pai do boxeador que vira padre. Com distribuição mundial pela Sony Pictures, a direção e o roteiro do filme são de Rosalind Ross, que, segundo Wahlberg, “fez um trabalho incrível captando a essência de quem era o pe. Stu e de como ele influenciou as pessoas que o conheceram. Eu espero, com este filme, que mantenhamos vivo o seu legado e continuemos as suas boas obras”. O ator acrescenta que a vida do sacerdote “foi inspiradora para muitos, inclusive para mim’. O padre Stu O boxeador que vira padre também foi ator, professor e administrador de museu antes de seguir a vocação sacerdotal. Stu viveu uma densa experiência espiritual em pleno hospital depois de um atropelamento que o levou a encarar a morte de muito perto. Convertendo-se à Igreja Católica, ele sentiu o chamado ao sacerdócio quando recebeu o sacramento do batismo. Já no seminário, Stu passa por uma cirurgia para retirada de um grande tumor no quadril, ocasião em que recebe o diagnóstico médico de miosite por corpos de inclusão. A doença inflamatória provoca danos musculares e enfraquecimento gradual, acelerando a morte do pe. Stu: ele parte desta vida em 2014, aos 50 anos de idade e apenas 7 anos depois de ter sido ordenado sacerdote. Os produtores do filme declararam à diocese norte-americana de Helena e ao pai do pe. Stu que a produção é uma homenagem ao boxeador que virou padre. Realismo O filme procura (e consegue) ser o mais realista possível ao retratar a história de conversão do “bad boy” Stuart – o que implica cenas em que ele e seu pai travam diálogos “sem noção” e “grosseiros”, tal como foi na vida real. Estas cenas “mundanas”, que não maquiam a vida real, dão ainda mais impacto à sincera história de conversão do boxeador, contrastando com as cenas que defendem virtudes como a castidade, reconhecem o testemunho de vida dos santos e promovem a contrição perfeita. O realismo do filme com “marmanjos” como Mark Wahlberg e Mel Gibson aborda ainda dramas comuns da vida real, como as dúvidas e questionamentos das pessoas diante de Deus, sobretudo quando perdem a fé depois de grandes sofrimentos. Também são mostrados na tela alguns atritos na relação entre fiéis leigos e o clero: um exemplo é a dificuldade enfrentada por Stuart para convencer o reitor do seminário a aceitá-lo como seminarista. A propósito: o período desafiador de Stuart no seminário traz uma conversa provocativamente instigante: “Ninguém vai querer ouvir falar de Jesus Cristo pela boca de um gângster”, dizem ao seminarista inusitado. O futuro padre Stu responde: “Talvez seja disso que o mundo precise”. #FilmesCatólicos

  • Estreia hoje o filme “Luta pela Fé” que conta a história do Padre Stu

    “Ninguém vai querer ouvir falar de Jesus pela boca de um gângster”, disseram-lhe. Ele respondeu: “Talvez seja disso que o mundo precise” Estreia hoje no Brasil o aguardado “Luta Pela Fé – A História do Padre Stu“, filme com Mark Wahlberg e Mel Gibson. A trajetória de Stuart Long, um boxeador que vira padre católico, é resumida pelo próprio Wahlberg como “de encrenqueiro a clérigo”. Mark Wahlberg interpreta o protagonista, pe. Stuart, ou pe. Stu, como era chamado pelos amigos, enquanto Mel Gibson faz o papel de Bill Long, o pai do boxeador que vira padre. Com distribuição mundial pela Sony Pictures, a direção e o roteiro do filme são de Rosalind Ross, que, segundo Wahlberg, “fez um trabalho incrível captando a essência de quem era o pe. Stu e de como ele influenciou as pessoas que o conheceram. Eu espero, com este filme, que mantenhamos vivo o seu legado e continuemos as suas boas obras”. O ator acrescenta que a vida do sacerdote “foi inspiradora para muitos, inclusive para mim’. O padre Stu O boxeador que vira padre também foi ator, professor e administrador de museu antes de seguir a vocação sacerdotal. Stu viveu uma densa experiência espiritual em pleno hospital depois de um atropelamento que o levou a encarar a morte de muito perto. Convertendo-se à Igreja Católica, ele sentiu o chamado ao sacerdócio quando recebeu o sacramento do batismo. Já no seminário, Stu passa por uma cirurgia para retirada de um grande tumor no quadril, ocasião em que recebe o diagnóstico médico de miosite por corpos de inclusão. A doença inflamatória provoca danos musculares e enfraquecimento gradual, acelerando a morte do pe. Stu: ele parte desta vida em 2014, aos 50 anos de idade e apenas 7 anos depois de ter sido ordenado sacerdote. Os produtores do filme declararam à diocese norte-americana de Helena e ao pai do pe. Stu que a produção é uma homenagem ao boxeador que virou padre. Realismo O filme procura (e consegue) ser o mais realista possível ao retratar a história de conversão do “bad boy” Stuart – o que implica cenas em que ele e seu pai travam diálogos “sem noção” e “grosseiros”, tal como foi na vida real. Estas cenas “mundanas”, que não maquiam a vida real, dão ainda mais impacto à sincera história de conversão do boxeador, contrastando com as cenas que defendem virtudes como a castidade, reconhecem o testemunho de vida dos santos e promovem a contrição perfeita. O realismo do filme com “marmanjos” como Mark Wahlberg e Mel Gibson aborda ainda dramas comuns da vida real, como as dúvidas e questionamentos das pessoas diante de Deus, sobretudo quando perdem a fé depois de grandes sofrimentos. Também são mostrados na tela alguns atritos na relação entre fiéis leigos e o clero: um exemplo é a dificuldade enfrentada por Stuart para convencer o reitor do seminário a aceitá-lo como seminarista. A propósito: o período desafiador de Stuart no seminário traz uma conversa provocativamente instigante: “Ninguém vai querer ouvir falar de Jesus Cristo pela boca de um gângster”, dizem ao seminarista inusitado. O futuro padre Stu responde: “Talvez seja disso que o mundo precise”. #FilmesCatólicos

  • PARUSIA – Juan Manuel de Prada

    Em tempos tão sombrios, muitos amigos e leitores me perguntam se minha fé não vacila. Certamente, não faltam motivos para desfalecimento, diante de um presente tão funesto quanto este em que tivemos a sorte (ou melhor, a desgraça) de viver. Mas a fé que professo me ensina a não me afligir diante do presente, na certeza de que tenho um futuro pela frente. Perante o otimismo desesperado típico do nosso tempo, que, por não acreditar no futuro, procura atirar-se euforicamente nos desfrutes materiais do presente (e quando esses desfrutes definham ou esmorecem, como ocorre agora, a sua euforia se transforma em angústia), a fé pode se dar ao luxo de ser pessimista em seu diagnóstico do presente, em troca de estar sempre esperançosa. Mas mesmo às pessoas com fé, às vezes nos falta a esperança. E é inevitável que assim seja, porque o presente nos oferece inúmeras razões para desânimo. Talvez esta falta de esperança tenha muito a ver com a perda do horizonte escatológico, com o esquecimento da Parusia, que Jesus repetidamente anuncia nos Evangelhos (Lc 17, 20; Mt 24, 23; Mc 13, 21), que encontramos repetidos nas epístolas de Pedro e Paulo e é o assunto principal das visões que encerram a Bíblia. Em todas essas passagens evangélicas, epístolas e visões se repete que esta Parusia, ou segunda vinda de Cristo, será precedida por uma grande apostasia e uma grande tribulação; e também que não acontecerá – ao contrário do que afirmam os agourentos da mudança climática – porque o mundo esgotou seus recursos, nem porque sobrevenha uma catástrofe natural ou se desencadeie uma guerra (além do fato de que esses sinais podem precedê-la), mas por uma direta intervenção divina. O universo – lembra Leonardo Castellani – não é um processo natural, mas “um poema dramático do qual Deus cuida do começo, do clímax e do desenlace, que teologicamente seriam a Criação, a Redenção e a Parusia”. Sempre me chamou muito a atenção a escassíssima, quase nula, consciência da Parusia que têm as pessoas de fé. Talvez seja porque estão contaminadas pelas desacreditadas visões apocalípticas espalhadas pela cultura de massa de nossa época, praguejada de explosões atômicas e hordas de zumbis. Talvez porque a nossa é uma fé sem esperança, que se retrai diante do sofrimento (porque esta Parusia, como o próprio Jesus a descreve, será precedida por eventos dolorosos). Mas, ao evitar este assunto, a fé se torna completamente falsificada, “eunuquisada”, reduzida a uma moralidade insípida; é o sal que se tornou insosso. Recordemos a admoestação dos anjos, na Ascensão: ““Homens da Galileia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu”.” Esta é uma formidável censura que continua a nos interpelar ainda hoje. Ao ocultar o processo divino da História, inevitavelmente juntamo-nos ao desespero típico do nosso tempo (todo enfeitado com a euforia que se quer), que promete ao homem o paraíso na terra pela suas próprias forças, isto é, pela intervenção da ciência e da política. Ou, no melhor dos casos, nos prendemos a uma certa visão espiritualista e deliquescente das últimas coisas, segundo a qual nossas almas serão premiadas com um futuro ao qual nossos corpos terão que renunciar, irrevogavelmente convertidos em passado, irrevogavelmente consumidos pela dor e pela decrepitude, até o inevitável fim. Mas a Parusia nos fala de um futuro de espécie bem diferente, onde não só o sofrimento será abolido, mas também revogado. E essa revogação do sofrimento passado só pode ser plenamente alcançada através da ressurreição da carne, ponto extremo a partir do qual a fé cristã confronta o frágil espiritualismo de nossa época. E, em geral, de qualquer época, pois foi essa revogação do sofrimento passado, que ocorre na Parusia através da ressurreição da carne, que no Areópago contrapôs São Paulo aos filósofos gregos, dispostos a aceitar sua pregação com a condição de que fosse reduzida a uma fé “eunuquisada”, reduzido a uma moralidade insípida. https://www.religionenlibertad.com/opinion/44503960/parusia-juan-manuel-de-prada.html

  • AÇÕES AFIRMATIVAS NA UNIVERSIDADE GLOBALIZADA

    Faz tempo que a universidade, principalmente a pública, tem se transformado em ponta de lança da Nova Ordem Mundial. Um exemplo são os estudantes, regularmente matriculados em curso de graduação, cujo ingresso no ambiente acadêmico se deu por meio do sistema de reserva de vagas (para autodeclarados negros, pardos, indígenas, deficientes físicos e LGBT), para a plena satisfação do mandamento politicamente correto das “ações afirmativas”. De acordo com esse dogma da correção política, a ação afirmativa seria uma forma de fazer justiça, simbolicamente, com a natureza injusta (deficiências físicas), com o passado injusto (imperialista, colonialista, escravocrata etc.) e remover barreiras presentes que dificultem o sucesso acadêmico ou profissional de pessoas que descendam daquelas vítimas da natureza ou do passado. Mas é preciso avançar na extensão dos “direitos”… Desde 2020 — o ano zero do Great Reset —, o privilégio está sendo estendido àquelas esferas acadêmicas mais diretamente ligadas ao desenvolvimento científico, como é o caso das bolsas de iniciação à pesquisa. Os editais, que regulamentam o programa de bolsas de iniciação científica das universidades, já reservam um número de vagas para atender a política de ações afirmativas. Concretamente falando, há uma número de bolsas destinadas a alunos que se declararem negros, pardos, indígenas, deficientes físicos ou LGBT (independentemente de sua vocação ou não para a pesquisa científica). E há mais: para os alunos inscritos na modalidade “afirmativa” há um subsídio-alimentação que corresponde a de quase um terço da mensalidade da bolsa. Todos sabem qual era o objetivo dessas bolsas de estudo: introduzir o aluno de graduação nas técnicas e métodos de pesquisa científica, preparando-o melhor para um eventual mestrado e doutorado. O fim último era a excelência acadêmica. Em que medida o ingresso privilegiado de pessoas autodeclaradas trans (transexuais e travestis), no lugar de outras mais intelectualmente hábeis para esse tipo de trabalho, poderá contribuir para um êxito mais favorável da investigação científica? Não é preciso muita imaginação, nem perder tempo com análises sofisticadas ou esperar por futuras estatísticas, para saber que o ingresso de alunos por cotas, nos cursos universitários, conduz inevitavelmente à queda do nível acadêmico. A pretensa “justiça social” transforma-se em fonte inevitável de injustiça intelectual e profissional. Mal comparando, é como trocar um pneu novo por um careca ou abastecer com combustível adulterado: o carro não vai ter o mesmo desempenho. Enfim, é o “templo do saber” queimando incenso a falsos direitos humanos.

  • A Batalha de Lepanto e o auxílio de Nossa Senhora das Vitórias

    Saiba mais sobre um dos casos que se tornaram inesquecíveis na história da Igreja, marcado pela poderosíssima proteção de Nossa Senhora do Rosário! Somos o “Corpo de Cristo”, e Maria, Mãe de Cristo, logo é também a Mãe de seu Corpo que é a Igreja. É por essa razão que durante o Concílio Vaticano II o Papa Paulo VI declarou solenemente que: “Maria é Mãe da Igreja, isto é, Mãe de todo o povo cristão, tanto dos fiéis como dos Pastores” (discurso a 21 de novembro de 1964). Mais tarde, em 30 de junho de 1968, na Profissão de Fé, conhecida como o “Credo do Povo de Deus”, repetiu essa afirmação de forma ainda mais compromissiva: “Nós acreditamos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da Igreja, continua no Céu e sua missão maternal em relação aos membros de Cristo, cooperando no nascimento e desenvolvimento da vida divina nas almas dos remidos”. “O conhecimento da verdadeira doutrina católica sobre a Bem-aventurada Virgem Maria continuará sempre uma chave para a compreensão exata do mistério de Cristo e da Igreja”. Para exemplificar a proteção poderosíssima de Nossa Senhora à Igreja, gostaria de citar um dos casos que se tornaram inesquecíveis na história da Igreja. Um deles foi o da batalha de Lepanto, no mar da Grécia, em 1571, onde Maria se mostrou de fato a grande “Auxiliadora dos Cristãos”, título este que o Papa S. Pio V acrescentou na Ladainha Lauretana de Nossa Senhora, após a milagrosa vitória da esquadra cristã, organizada pelo Papa e comandada pelo Príncipe Dom João d’Áustria, sobre as forças muçulmanas, que ameaçavam invadir a Europa e escravizá-la ao Império Otomano. São Pio V enviou para o Imperador uma bandeira, na qual estava bordada a imagem de Jesus crucificado. A preparação dos soldados consistiu em um tríduo de jejuns, orações e procissões, suplicando a Deus a graça da vitória, pois o inimigo não era apenas uma ameaça para a Igreja, mas também para a civilização. Tendo recebido a Santa Eucaristia, partiram para a batalha. No dia 7 de outubro de 1571, invocando o nome de Maria, Auxíliadora dos Cristãos, travaram dura batalha nas águas de Lepanto. Três horas de combate foram necessárias… A vitória coube aos cristãos, que ao grito de “Viva Maria”, hastearam a bandeira de Cristo. O Papa mandou um cardeal benzer as armas dos soldados, pedindo que levassem o santo Rosário como a arma mais forte. Era uma guerra de legítima defesa da Europa invadida, depois que os turcos tomaram Constantinopla em 1453, e agora ameaçavam destruir o Ocidente cristão. Foi uma batalha decisiva. Os muçulmanos sempre tentaram, e ainda tentam destruir o cristianismo, e conquistar o mundo para Alá, pela força das armas, é a guerra santa: Jihad. A Europa estremeceu, e estava em risco a civilização cristã e a religião católica, que custou tanto sangue dos mártires. S. Pio V implorou a proteção da Virgem Maria em favor do povo cristão, pedindo à Virgem que afastasse, de uma vez por todas, o perigo do islamismo ameaçador. No dia 7 de outubro de 1571, na grande e temida batalha de Lepanto, na Grécia, os cristãos venceram definitivamente os turcos. As forças cristãs eram minoria, os turcos tinham cerca de trezentos barcos de guerra no mar da Grécia, mas, por ação de Nossa Senhora, milagrosamente, as forças turcas foram aniquiladas. O Papa quis então demonstrar sua gratidão à Mãe da Igreja e dos homens, e mandou incluir na Ladainha a invocação, “Auxiliadora dos Cristãos, rogai por nós” e a festa a “Nossa Senhora da Vitória”, para celebrar o Rosário e recordar o êxito obtido na batalha de Lepanto por intercessão de Maria Santíssima. A festa litúrgica de Nossa Senhora Auxiliadora, tão cara a D. Bosco, a quem ela apareceu em sonho na infância, veio com o Papa Pio VII, em 1816, depois de mais uma maravilhosa demonstração de carinho e proteção dela para com o Papa e a Igreja. Leia também: Conheça a história de Nossa Senhora do Rosário Napoleão era imperador da França e, por não ser atendido pelo Papa em seus desejos de grandeza que queriam subjugar a autoridade do Pontífice, mandou prendê-lo, submetendo-o a maus-tratos na prisão de Fontainebleau. O Papa, sem nada poder fazer, recorreu à proteção de Nossa Senhora para não perder a coragem e não vacilar, prometendo-lhe, que, se saísse da prisão iria coroar a imagem de Nossa Senhora de Savona, por onde passara a caminho do cárcere. Depois de um bom tempo Napoleão perdeu o trono, vencido nos campos de batalha, e foi feito prisioneiro na mesma prisão de Fontainebleau, onde mandara prender o Santo Padre. Ali assinou a rendição aos ingleses. Castigo de Deus. O Papa pôde então sair da prisão; foi até Savona cumprir seu voto coroando a imagem de Nossa Senhora de Savona. Depois entrou em Roma, aplaudido pelo povo, carinhosamente. Em agradecimento a Maria, instituiu a festa de Nossa Senhora, fixando-lhe a data de 24 de maio, dia de sua entrada triunfal em Roma. Esses fatos históricos, mostram que Maria não é apenas a protetora de cada um de nós, mas também da Santa Igreja que seu Filho lhe confiou aos pés da Cruz. Prof. Felipe Aquino As vitórias de Nossa Senhora na História da Igreja Nossa Senhora é Mãe da Igreja. Ela gerou a cabeça da Igreja, que é Jesus Cristo, e seu corpo, os filhos de Deus. Neste vídeo, o Prof. Felipe Aquino fala sobre as vitórias de Nossa Senhora na História da Igreja. Assista: Leia também: .: A Santa Escravidão de Amor .: Os erros mais comuns sobre a Total Consagração à Santíssima Virgem .: A necessidade e a urgência da propagação da Total Consagração a Santíssima Virgem #FormaçõesCatólicas #NossaSenhora

  • A Batalha de Lepanto e o auxílio de Nossa Senhora das Vitórias

    Saiba mais sobre um dos casos que se tornaram inesquecíveis na história da Igreja, marcado pela poderosíssima proteção de Nossa Senhora do Rosário! Somos o “Corpo de Cristo”, e Maria, Mãe de Cristo, logo é também a Mãe de seu Corpo que é a Igreja. É por essa razão que durante o Concílio Vaticano II o Papa Paulo VI declarou solenemente que: “Maria é Mãe da Igreja, isto é, Mãe de todo o povo cristão, tanto dos fiéis como dos Pastores” (discurso a 21 de novembro de 1964). Mais tarde, em 30 de junho de 1968, na Profissão de Fé, conhecida como o “Credo do Povo de Deus”, repetiu essa afirmação de forma ainda mais compromissiva: “Nós acreditamos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da Igreja, continua no Céu e sua missão maternal em relação aos membros de Cristo, cooperando no nascimento e desenvolvimento da vida divina nas almas dos remidos”. “O conhecimento da verdadeira doutrina católica sobre a Bem-aventurada Virgem Maria continuará sempre uma chave para a compreensão exata do mistério de Cristo e da Igreja”. Para exemplificar a proteção poderosíssima de Nossa Senhora à Igreja, gostaria de citar um dos casos que se tornaram inesquecíveis na história da Igreja. Um deles foi o da batalha de Lepanto, no mar da Grécia, em 1571, onde Maria se mostrou de fato a grande “Auxiliadora dos Cristãos”, título este que o Papa S. Pio V acrescentou na Ladainha Lauretana de Nossa Senhora, após a milagrosa vitória da esquadra cristã, organizada pelo Papa e comandada pelo Príncipe Dom João d’Áustria, sobre as forças muçulmanas, que ameaçavam invadir a Europa e escravizá-la ao Império Otomano. São Pio V enviou para o Imperador uma bandeira, na qual estava bordada a imagem de Jesus crucificado. A preparação dos soldados consistiu em um tríduo de jejuns, orações e procissões, suplicando a Deus a graça da vitória, pois o inimigo não era apenas uma ameaça para a Igreja, mas também para a civilização. Tendo recebido a Santa Eucaristia, partiram para a batalha. No dia 7 de outubro de 1571, invocando o nome de Maria, Auxíliadora dos Cristãos, travaram dura batalha nas águas de Lepanto. Três horas de combate foram necessárias… A vitória coube aos cristãos, que ao grito de “Viva Maria”, hastearam a bandeira de Cristo. O Papa mandou um cardeal benzer as armas dos soldados, pedindo que levassem o santo Rosário como a arma mais forte. Era uma guerra de legítima defesa da Europa invadida, depois que os turcos tomaram Constantinopla em 1453, e agora ameaçavam destruir o Ocidente cristão. Foi uma batalha decisiva. Os muçulmanos sempre tentaram, e ainda tentam destruir o cristianismo, e conquistar o mundo para Alá, pela força das armas, é a guerra santa: Jihad. A Europa estremeceu, e estava em risco a civilização cristã e a religião católica, que custou tanto sangue dos mártires. S. Pio V implorou a proteção da Virgem Maria em favor do povo cristão, pedindo à Virgem que afastasse, de uma vez por todas, o perigo do islamismo ameaçador. No dia 7 de outubro de 1571, na grande e temida batalha de Lepanto, na Grécia, os cristãos venceram definitivamente os turcos. As forças cristãs eram minoria, os turcos tinham cerca de trezentos barcos de guerra no mar da Grécia, mas, por ação de Nossa Senhora, milagrosamente, as forças turcas foram aniquiladas. O Papa quis então demonstrar sua gratidão à Mãe da Igreja e dos homens, e mandou incluir na Ladainha a invocação, “Auxiliadora dos Cristãos, rogai por nós” e a festa a “Nossa Senhora da Vitória”, para celebrar o Rosário e recordar o êxito obtido na batalha de Lepanto por intercessão de Maria Santíssima. A festa litúrgica de Nossa Senhora Auxiliadora, tão cara a D. Bosco, a quem ela apareceu em sonho na infância, veio com o Papa Pio VII, em 1816, depois de mais uma maravilhosa demonstração de carinho e proteção dela para com o Papa e a Igreja. Leia também: Conheça a história de Nossa Senhora do Rosário Napoleão era imperador da França e, por não ser atendido pelo Papa em seus desejos de grandeza que queriam subjugar a autoridade do Pontífice, mandou prendê-lo, submetendo-o a maus-tratos na prisão de Fontainebleau. O Papa, sem nada poder fazer, recorreu à proteção de Nossa Senhora para não perder a coragem e não vacilar, prometendo-lhe, que, se saísse da prisão iria coroar a imagem de Nossa Senhora de Savona, por onde passara a caminho do cárcere. Depois de um bom tempo Napoleão perdeu o trono, vencido nos campos de batalha, e foi feito prisioneiro na mesma prisão de Fontainebleau, onde mandara prender o Santo Padre. Ali assinou a rendição aos ingleses. Castigo de Deus. O Papa pôde então sair da prisão; foi até Savona cumprir seu voto coroando a imagem de Nossa Senhora de Savona. Depois entrou em Roma, aplaudido pelo povo, carinhosamente. Em agradecimento a Maria, instituiu a festa de Nossa Senhora, fixando-lhe a data de 24 de maio, dia de sua entrada triunfal em Roma. Esses fatos históricos, mostram que Maria não é apenas a protetora de cada um de nós, mas também da Santa Igreja que seu Filho lhe confiou aos pés da Cruz. Prof. Felipe Aquino As vitórias de Nossa Senhora na História da Igreja Nossa Senhora é Mãe da Igreja. Ela gerou a cabeça da Igreja, que é Jesus Cristo, e seu corpo, os filhos de Deus. Neste vídeo, o Prof. Felipe Aquino fala sobre as vitórias de Nossa Senhora na História da Igreja. Assista: Leia também: .: A Santa Escravidão de Amor .: Os erros mais comuns sobre a Total Consagração à Santíssima Virgem .: A necessidade e a urgência da propagação da Total Consagração a Santíssima Virgem #FormaçõesCatólicas #NossaSenhora

  • OS DESAFIOS DO CONSERVADORISMO – Václav Klaus

    [Trecho do discurso de Václav Klaus pronunciado em 19 de maio no CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora Americana) em Budapeste, Hungria. Václav Klaus foi presidente da República Tcheca de 2003 a 2013, depois de servir como primeiro-ministro de 1993 a 1998. A Conferência de Ação Política Conservadora Americana (CPAC), que reúne dezenas de eminentes conservadores dos Estados Unidos, Europa e outros lugares, está ocorrendo pela primeira vez na Europa]. Esta primeira conferência sobre ação política conservadora, que acontece na Europa, deve ser dedicada a discutir, defender e promover valores e princípios conservadores. O termo “conservador” é absolutamente fundamental para nós. Pouco depois da queda do comunismo, já há mais de 30 anos, consegui fundar um partido político no meu país, que era então a Checoslováquia e que hoje é a República Checa, baseado em ideias que – creio eu – merecem ser chamadas conservadoras. Como recém-chegados ao mundo ocidental livre, não ousamos chamar nosso partido de “conservador” por duas razões. Em primeiro lugar, devido ao nosso enorme respeito por Margaret Thatcher e pelo Partido Conservador britânico, e em segundo lugar porque o termo “conservador” era, nos países da Europa Central e Oriental, reservado aos antigos apparatchiks comunistas [membros da Nomenklatura russa] que ainda sonhavam com a possibilidade de “conservar” o comunismo. O meu partido ganhou as duas primeiras eleições parlamentares livres e desempenhou um papel crucial na substituição do regime autoritário pelo regime democrático. Tomamos isso como prova de que uma vitória da liberdade e da democracia é possível. Ficamos fascinados com o rápido sucesso de mudanças radicais nos aspectos principais de nossos sistemas políticos e econômicos, mas não esperávamos a erosão igualmente rápida que estamos testemunhando hoje. O mundo contemporâneo, mais ou menos socialista e pós-democrático, ligado a um progressismo woke agressivamente imodesto e quase anárquico, a uma arrogante “cultura do cancelamento”, bem como aos excessos quase inimagináveis ​​da revolução de gênero, é o oposto do mundo que queríamos construir. Sinto-me cada vez mais frustrado porque, no mundo de hoje, nossas ideias estão visivelmente em retrocesso; não devemos ter expectativas falsas e ingênuas. Devemos saber que este retrocesso será difícil de reverter. Como isso aconteceu? Será porque nossas antigas ideias conservadoras, bem definidas e amplamente aceitas, se tornaram obsoletas, inadequadas, e até mesmo impraticáveis ​​no novo mundo de hoje, que ainda espera por seus Aldous Huxleys e seus George Orwells? Devemos, portanto, renovar, modernizar, reformular essas ideias? Ou será que temos “somente” de voltar a essas ideias? A minha resposta a esta pergunta é simples e bastante modesta: creio que basta voltar a elas. Alcançar isso já seria, no entanto, um feito revolucionário, e não apenas pela força inegável de nossos adversários e inimigos, como muitas vezes se afirma. Vejo muitos problemas e inconsistências do nosso lado. Nossas ideias conservadoras foram insuficientemente expostas e promovidas por muito tempo, pelo menos desde os anos 1960, desde as barricadas de Paris em 1968 e os Students for Democratic Society (Estudantes para uma sociedade democrática na América). O problema foi ampliado pela evidente passividade dos pensadores conservadores após a queda do comunismo, quando o mundo ocidental, ingenuamente, aceitou a tese do “fim da história” de Fukuyama e apossou-se da garantia injustificada de que as ideias sobrevivem, funcionam e vencem sem serem constantemente defendidas e promovidas. As perdas que vejo estão tanto no campo das ideias quanto nos arranjos institucionais, radicalmente alterados do mundo ocidental, especialmente aqui na Europa. Na área ideológica, vejo as principais mudanças para pior nas seguintes áreas: — na vitória do direito-humanismo sobre os direitos civis no sentido conservador do termo e sobre o princípio de cidadania como tradicionalmente definido; — em uma perda de liberdade ligada ao fato de que a democracia liberal progressista conseguiu substituir a liberdade por direitos; a ideologia dos direitos positivos alcançou o status de religião cívica; — em uma vitória do ONGismo, do poder de grupos de pressão não eleitos e de interesses particulares sobre a democracia parlamentar pluralista; — na vitória do ambientalismo agressivo sobre a racionalidade elementar e o bom senso, sobre a sabedoria do cidadão comum, sobre o pensamento econômico conservador; — nas consequências do fato de os crentes no Estado-nação terem mais ou menos capitulado no seu confronto com as organizações internacionais (na Europa, através da União Europeia); — na ruptura da continuidade; a sociedade ocidental começou a se afastar de suas raízes culturais e históricas e da longa tradição de moderação e decência; — na negação da existência da natureza humana; os proponentes da revolução sexual conseguiram transformar homens e mulheres, o material biológico da sociedade humana, em um software cultural e social; — e, finalmente, em novas moralidades e novos padrões de comportamento que substituíram tradições e valores conservadores. Isso também tem seu aspecto institucional. Todas essas mudanças foram possibilitadas pela negação do papel dominante dos Estados-nação na estruturação da sociedade humana e pelo crescente papel das organizações e instituições internacionais. A evolução para a governança global e subglobal (ou seja, europeia) levou à supressão do único garante efetivo da democracia: o Estado-nação. Os Estados-nação soberanos deixaram de ser uma unidade política fundamental dos assuntos internacionais. O modelo atual do processo de integração europeu, em que a integração se transformou em unificação e centralização de decisões em escala europeia, e em que a liberalização se transformou em harmonização, padronização e uniformidade, tornou-se o principal vetor da perda do pensamento conservador em nossa parte do mundo. Estamos na defensiva há muito tempo. É preciso lançar uma ofensiva autoconfiante, baseada na crença de que as ideias importam e que as ideias conservadoras são uma parte fundamental e insubstituível delas. Há uma necessidade desesperada de defender o muito frágil Ocidente contra seus inimigos intelectuais internos. Não é só na Hungria que temos que lutar contra o crescente protagonismo dos representantes do Homo Sorosensus e a ascensão das elites cosmopolitas. Não devemos permitir que os progressistas dominem a política, a mídia e o sistema educacional. James Burnham disse, certa vez, que “as civilizações só morrem por suicídio”. Temo que nossa ausência de ação possa facilmente levar a um tal fim. Como já disse, a queda do comunismo e o fim da Guerra Fria minaram a consciência e a vigilância que havia antes. É preciso não cometer o mesmo erro novamente. O conservadorismo nunca significou uma rejeição a priori de mudanças fundamentais e de uma descontinuidade radical com o passado. Certamente, não sou o único a pensar que chegamos a um ponto de virada. Precisamos começar a defender e promover ativamente as ideias que herdamos de nossos predecessores. Estou convencido de que nossa conferência será um dos importantes fatores de aceleração para uma mudança fundamental. Les défis auxquels le conservatisme est confronté à l’ère d’un progressisme toujours plus fort sont-ils gérables ?

  • Aparições de Nossa Senhora de Kibeho, em Ruanda, oficialmente reconhecida Igreja

    Como é que é possível que nossa tão querida Mãezinha do Céu, apareça em 1982, com sinais tão fortes quanto as de Fátima, e tantos de nós simplesmente nunca tínhamos ouvido falar!? Como a primeira aparição da Virgem Maria no continente africano, já reconhecida oficialmente pela igreja católica, é tão desconhecida? Em 1978, com quase cinco milhões de habitantes, Ruanda era a nação mais densamente povoada da África. Sua população era dividida em três grupos étnicos: os hutus (representava 85% da população); os tutsis e os twas. Os descendentes dos hutus sempre cultivaram ódio aos descendentes dos tutsis, o que sempre ocasionava um conflito entre eles. Em Kigali, a capital de Ruanda, o catolicismo era praticado por 30% da população. A sessenta quilômetros de dali, está Kibeho, um povoado pertencente à arquidiocese de Butare, segunda maior cidade de Ruanda. Em Kibeho, além da igreja católica, existia também a escola das irmãs da caridade ruandesas BenebeKira. Foi neste cenário que Nossa Senhora veio a intervir, prevendo com antecedência de mais de 10 anos, um terrível episódio que devastaria aquela região. Vamos conhecer essa aparição de Maria, tão simplesmente vestida de branco, com seu manto azul com as mãos em prece e um terço. Maria apareceu em Kibeho, Ruanda, centro da África, primeiro à jovem estudante Afonsina Mumureke, em final de 1981 e depois para Natália Mukamazimpaka e Maria Clara Mukangango, a pedido de Afonsina em 1982, quando então a comunidade passou a levar a sério as aparições. Aos que preferirem podem assistir o documentário completo com cenas reais das aparições: A Aparição de Nossa Senhora à Alphonsine Munmureke No dia 28 de novembro de 1981, Alphonsine Munmureke, de 17 anos de idade, estava com suas amigas na escola. Neste dia ela era a responsável pelas orações e se sentia muito feliz e ansiosa. Alphonsine sempre ouvia uma voz suave que a chamava: – ” Minha filha, Minha filha…” Após hesitar, resolveu atender o chamado e dirigiu-se a um corredor próximo. Repentinamente, ajoelhou-se, fez o sinal da cruz e respondeu: – “Estou aqui”. Nesse instante, surgiu em sua frente a “Senhora de luz” e ela perguntou: – “Quem é a Senhora?” – “Je suis la Mère du Verbe.” (“Eu sou a Mãe do Verbo”) respondeu a “Senhora de luz” perguntando em seguida: – “O que você busca na religião?” Alphonsine respondeu: – “Amo a Deus e a Mãe dele , que nos deu um filho que nos salva!” E então, a Senhora disse: – “É por isso que venho tranquilizá-la, pois ouvi suas preces. Eu gostaria que suas amigas tivessem mais fé, pois elas não creem o suficiente”. – “Mãe do Salvador!”, disse a menina, identificando com quem falava. – “Se verdadeiramente é a Senhora, a Senhora que vem dizer que em nossa escola temos pouca fé, é porque nos ama! Estou realmente cheia de alegria porque a Senhora veio a mim.” E então, sorrindo, Nossa Senhora lentamente elevou-se e desapareceu. Empolgada e surpresa pelo ocorrido, Alphonsine contou para suas colegas o que havia acontecido que, além de não acreditarem, disseram que ela estava querendo “aparecer”. Então foi ridicularizada e humilhada. Mas, algumas de suas colegas viram o estado de êxtase que a aparição causava em Alphonsine e passaram a se ajoelhar e rezar com ela, embora não vissem a aparição. As aparições continuaram e Alphonsine pediu à Nossa Senhora que aparecesse também para outras pessoas, para que pudessem acreditar nela. Alphonsine Mumureke. Foto: Reprodução/ Internet. A Aparição de Nossa Senhora à Anathalie Mukamazinpaka Foi quando em 12 de Janeiro de 1982, Anathalie Mukamazinpaka, que rezava junto à Alphonsine, teve a mesma visão e imediatamente também entrou em êxtase. Anathalie Mukamazimpaka, nascida em 1965 em família católica. A Virgem lhe recomendava humildade, entrega a Deus, sacrifício e oração pelos pecadores. Foto: Reprodução/ Internet. As aparições à Alphonsine e à Anathalie aumentou o entusiasmo no povoado de Kibeho e fez com que uma auxiliar do bispo de Butare se opusesse persistentemente e começasse a persegui-las. A Aparição de Nossa Senhora à Marie-Claire Mukagango No dia 2 de março de 1.982, Marie-Claire Mukagango, a auxiliar e confidente de Dom Gahamany, bispo da arquidiocese de Butare, que não acreditava nas aparições também passou a ver Nossa Senhora. Marie-Claire em êxtase. A Santíssima Virgem queixava-se de que as pessoas não prestam bastante atenção às coisas do céu. Consideram irrelevantes as verdades reveladas na Bíblia e as ignoram. Foto: Reprodução/ Internet. Os Videntes de Nossa Senhora de Kibeho Os principais videntes de Nossa Senhora foram oito: Alphonsine, Anathalie, Vestine, Stephanie, duas Agnes e os meninos Emanuel Segatshaya e Valentine. O Estado de êxtase e os Testes Submetidos nos Videntes de Nossa Senhora de Kibeho Para testar a veracidade da aparição de Nossa Senhora, quando as crianças entravam em estado de êxtase, eram submetidas a vários testes: fósforos e velas eram colocados em suas mãos e lanternas eram focadas diretamente nos olhos. Mesmo com todas essas práticas, os videntes continuavam imóveis, sem nenhuma reação física. Alphonsine em estado de êxtase. Foto: Reprodução/ Internet. A Visão dos Videntes de Nossa Senhora de Kibeho Ao serem questionados sobre o que viam durante os êxtases nas aparições, todos os videntes descreveram, com poucas diferenças, a mesma situação: uma imensa área de campinas verdejantes, cobertas por orvalho cintilante, um céu com suaves luzes coloridas, lindas flores cobrindo tudo e Nossa Senhora pairando no ar. As aparições em Kibeho começaram a se espalhar por todo o país e as multidões de devotos, romeiros e curiosos iam aumentando. Fatos Relevantes sobre as Aparições de Nossa Senhora de Kibeho Padres, irmãs religiosas, autoridades civis e milhares de romeiros testemunharam milagres solares: o sol deslocava-se para os lados, para cima e para baixo, listras vermelhas e brancas surgiam em sua superfície, ficava azulado e era possível fixar os olhos por longo período, a olho nu, sem prejudicar a visão. Era como se o céu ficasse colorido e a noite as estrelas se moviam rapidamente e depois sumiam. Os Alertas de Nossa Senhora de Kibeho “…O fim dos tempos profetizado na Bíblia deixa-as (as pessoas) diferentes e elas não se preparam, nem veem necessidade de almejar a perfeição. Tudo o que lhes digo, parece-lhes sem importância.” Após oito horas em estado de êxtase, no dia 15 de agosto de 1982, os videntes voltaram normal e, chocados com as fortes cenas que haviam visto, começaram a chorar. Era um prenúncio do que aconteceria em Ruanda alguns anos mais tarde. Todos que acompanhavam os videntes também ficaram impressionados e preocupados. Essas visões apocalípticas foram mostradas durante os êxtases aos videntes por diversas vezes. O Milagre de Nossa Senhora de Kibeho A região de Kibeho tinha um solo quase deserto: rochoso, pedregoso e quase não possuía vegetação. Era muito quente, seca e quase não chovia. Em uma das aparições à Anathalie, em agosto de 1982, Nossa Senhora perguntou: – “Porque não me pediram chuva?” E então, Anathalie disse: – “A senhora disse que daria conforme sua vontade e quando quisesse.” E, Nossa Senhora, concluiu: – “E agora vou lhes dar uma chuva de consagração!” Depois de algum tempo, começou a chover em abundância e, as milhares de pessoas que estavam acompanhando ali presentes, se ajoelharam para agradecer e louvar a Deus por imensa graça. Como no período de agosto dificilmente chovia nesta região, a água da chuva foi armazenada e utilizada em muitas curas. A Aprovação da Aparição de Nossa Senhora de Kibeho O bispo Gahamanyi, da arquidiocese de Butare, após instituir comissões – compostas por médicos, psiquiatras e teólogos – que examinaram profundamente e, em detalhes, todas as ocorrências, entrevistando e testando, sob todos os aspectos os videntes, foi o responsável pela aprovação da aparição de Nossa Senhora. A Recomendação de Nossa Senhora de Kibeho e os Castigos No final das aparições, Nossa Senhora recomendou aos videntes que saíssem de Ruanda. Após 4 anos de suas aparições, a guerra civil iniciou em Ruanda. Em 2 de abril de 1.982, em uma das aparições, Nossa Senhora disse à Marie Claire: “Quando eu digo essas coisas, eu não digo apenas a você, mas falo também a todos os outros. Os homens dessa época esvaziaram cada coisa de seu sentido verdadeiro: pecam, porém não mais reconhecem que agem injustamente.” O que Aconteceu com os Videntes de Nossa Senhora de Kibeho No dia 15 de maio de 1.982, em uma das aparições às meninas, Nossa Senhora mostrou as cenas horríveis que remetiam aos eventos futuros e disse: “Aqueles que me procuram, encontrar-me-ão…! Eu venho não somente para Kibeho, não apenas para o diocese de Butare, não somente para Ruanda… mas para o mundo inteiro.” Anathalie, Agnes e Alphonsine sobreviveram aos horrores pelos quais Ruanda passou. Confusão: artifício do demônio Quem pela primeira vez toma conhecimento das aparições de Kibeho nota que em torno delas se apresenta uma característica comum: a confusão. Em Kibeho, após ter aparecido a Alphonsine, Nossa Senhora ainda manifestou-se a outras duas moças, Nathalie Mukamazimpaka (entre janeiro de 1982 e 3 de dezembro de 1983) e Maria Clara Mukangango (que viu Nossa Senhora várias vezes entre 2 de março e 15 de setembro de 1982). A própria Alphonsine teve várias aparições até 1989. Estas, e as aparições às outras duas videntes, foram confirmadas pela autoridade eclesiástica. É freqüente porém que, havendo verdadeiras aparições em determinado lugar, o demônio procure multiplicar o número de “videntes” e de falsas aparições para desacreditar as verdadeiras. Assim, surgiram pouco depois outras pessoas dizendo ter sido favorecidas por aparições sobrenaturais, começando então a circular todo tipo de supostas mensagens “celestes”. Houve até pessoas que, seguindo falsos visionários, chegaram ao suicídio coletivo… As primeiras aparições — as verdadeiras — ocorreram na escola onde as jovens estudavam, despertando reações diversas, favoráveis e contrárias. No início, numerosas pessoas zombavam de Alphonsine. Uma das mais desconfiadas era Maria Clara, que depois, ela própria, foi favorecida por numerosas aparições. Com o passar do tempo, e tendo ocorrido várias conversões, foi aumentando a aceitação do fato sobrenatural. Noção do pecado coletivo Em tão numerosas aparições, o que Nossa Senhora comunicou? Essencialmente Ela pediu orações, a renúncia ao pecado, o arrependimento e confissão destes. E, ponto importante a ser notado, mostrou as conseqüências do pecado. Hoje em dia, a maioria das pessoas considera que ser católico consiste em assistir à missa aos domingos e, quando muito, praticar em particular ou em pequenos grupos alguma ação religiosa ou social. A idéia de que Deus deve ser reconhecido e cultuado pelos homens não só individualmente, mas pelo conjunto da sociedade enquanto tal, e de forma pública, está infelizmente desaparecendo. E a par disso vai se extinguindo em nossos contemporâneos a noção da gravidade do pecado coletivo. É por isso que numerosos católicos manifestam-se indiferentes quanto ao combate aos pecados coletivos, como a adoção legal do aborto, do homossexualismo, do laicismo, do ateísmo etc. Pensam eles que, não cometendo tais pecados particularmente, não têm outras obrigações, e com isso estariam isentos de qualquer castigo divino. Entretanto, Nossa Senhora nessas aparições revelou as graves conseqüências dos numerosos pecados coletivos que se cometiam em Ruanda. Por exemplo, pouco antes das aparições, houve no país uma onda de destruições de imagens religiosas. Não consta que tenham sido praticados atos públicos em reparação por tais pecados. Por isso, têm especial importância as aparições ocorridas no dia 19 de agosto de 1982, em que as videntes viram Nossa Senhora chorando. Elas também acompanharam o pranto da Mãe de Deus. Mais de uma vez, alguma delas chegou a desmaiar. No total, foram oito horas seguidas de visões. Visão terrificante Segundo as jovens, Nossa Senhora apareceu triste, contrariada, verdadeiramente “encolerizada”. Alphonsine Mumureke contou que a Santíssima Virgem chorava. E as três jovens foram vistas tremendo, batendo os dentes e caindo por terra como mortas. Disseram elas ter visto “um rio de sangue, pessoas que se matavam umas às outras, cadáveres abandonados sem alguém que os enterrasse, uma árvore toda em fogo, um abismo escancarado, um monstro, cabeças decapitadas”. E contaram ter ouvido dos lábios da belíssima Senhora, envolta num traje esplendoroso, frases do tipo: “Os pecados são mais numerosos que as gotas do mar. O mundo corre em direção à ruína. O mundo está cada vez pior”(2). Nesse dia, milhares de pessoas estiveram presentes no local das aparições. Todas saíram sob uma forte impressão de medo e tristeza. Confirmação das visões A última aparição de Kibeho, em 28 de novembro de 1989, ocorreu exatamente oito anos após a primeira. O bispo local nomeou uma comissão médica e outra teológica para investigar os fatos. Um santuário foi construído no local das aparições, tornando-se ponto de peregrinações. Mas não se operou a conversão dos pecadores como Nossa Senhora pedira e, menos de cinco anos após a última aparição, caiu o tremendo castigo sobre aquela infeliz nação africana. Entre abril e junho de 1994, ocorreu uma onda de massacres cuidadosamente planejada. Em Ruanda, onde quase metade da população se declarava católica, foi sendo cultivado, sob diversos pretextos, o ódio entre as duas raças principais que compõem o país: a dos hutus e a dos tutsis. Invocando a morte do presidente do país em um atentado, 30.000 facínoras, aglutinados em torno de um partido, lançaram-se numa cruel caçada aos adversários. Aldeias inteiras foram massacradas, sendo a maioria das vítimas mortas a machadadas. Tantos corpos foram lançados no rio Kagera, que este ficou conhecido como Rio do sangue. Pior. Numa terra já devastada por numerosas matanças, as igrejas haviam sido refúgios respeitados, onde as pessoas podiam se proteger para escapar às carnificinas. Mas desta vez isto não aconteceu. O próprio santuário edificado em Kibeho, repleto de refugiados — aproximadamente 4.000 pessoas — foi cercado pelos milicianos hutus. Estes lançaram granadas dentro do templo, mataram os sobreviventes a machadadas e queimaram os restos do edifício sagrado. Uma das videntes, Maria Clara Mukangango, foi morta com o marido no povoado de Byumba. No decorrer de três meses, milhares de pessoas foram massacradas. Até hoje o número exato é controvertido. Alguns falam em 250.000, outros chegam a calcular um milhão. A cifra mais provável gira em torno de 800.000 mortos. Verdadeiro massacre, classificado como “o maior genocídio africano dos tempos modernos”(3). Advertência para todo o mundo Numa das aparições, Nossa Senhora comunicou a uma das videntes, Maria Clara: “Quando falo contigo, não estou me dirigindo só a ti. Mas estou fazendo um apelo a todo o mundo”. A vidente narrou que a Virgem descrevia o mundo como estando “em revolta” contra Deus. Dificilmente alguém pode negar tal afirmação. Os pecados dos quais Nossa Senhora se queixou em Ruanda são cometidos — e quantos até mais graves — em todo o mundo. Basta pensar na proliferação das legislações abortistas, e as do chamado “casamento” homossexual. Se em Ruanda os pecados descritos por Nossa Senhora foram punidos com tanta severidade, os pecados coletivos que se cometem em nosso País não devem também atrair, no rigor da lógica, tremendos castigos divinos? Seriam então tais considerações motivo para desânimo? Pelo contrário! Devem ser elas motivo para animar-nos a atuar com mais empenho em prol da restauração de uma sociedade plenamente católica. Se o castigo divino nos surpreender em meio a essa benemérita atuação, a misericórdia de Deus tomará isso em consideração, em nosso favor. #ApariçõesdeNossaSenhora #FormaçõesCatólicas #NossaSenhora #NossaSenhoradeKibeho

  • Aparições de Nossa Senhora de Kibeho, em Ruanda, oficialmente reconhecida Igreja

    Como é que é possível que nossa tão querida Mãezinha do Céu, apareça em 1982, com sinais tão fortes quanto as de Fátima, e tantos de nós simplesmente nunca tínhamos ouvido falar!? Como a primeira aparição da Virgem Maria no continente africano, já reconhecida oficialmente pela igreja católica, é tão desconhecida? Em 1978, com quase cinco milhões de habitantes, Ruanda era a nação mais densamente povoada da África. Sua população era dividida em três grupos étnicos: os hutus (representava 85% da população); os tutsis e os twas. Os descendentes dos hutus sempre cultivaram ódio aos descendentes dos tutsis, o que sempre ocasionava um conflito entre eles. Em Kigali, a capital de Ruanda, o catolicismo era praticado por 30% da população. A sessenta quilômetros de dali, está Kibeho, um povoado pertencente à arquidiocese de Butare, segunda maior cidade de Ruanda. Em Kibeho, além da igreja católica, existia também a escola das irmãs da caridade ruandesas BenebeKira. Foi neste cenário que Nossa Senhora veio a intervir, prevendo com antecedência de mais de 10 anos, um terrível episódio que devastaria aquela região. Vamos conhecer essa aparição de Maria, tão simplesmente vestida de branco, com seu manto azul com as mãos em prece e um terço. Maria apareceu em Kibeho, Ruanda, centro da África, primeiro à jovem estudante Afonsina Mumureke, em final de 1981 e depois para Natália Mukamazimpaka e Maria Clara Mukangango, a pedido de Afonsina em 1982, quando então a comunidade passou a levar a sério as aparições. Aos que preferirem podem assistir o documentário completo com cenas reais das aparições: A Aparição de Nossa Senhora à Alphonsine Munmureke No dia 28 de novembro de 1981, Alphonsine Munmureke, de 17 anos de idade, estava com suas amigas na escola. Neste dia ela era a responsável pelas orações e se sentia muito feliz e ansiosa. Alphonsine sempre ouvia uma voz suave que a chamava: – ” Minha filha, Minha filha…” Após hesitar, resolveu atender o chamado e dirigiu-se a um corredor próximo. Repentinamente, ajoelhou-se, fez o sinal da cruz e respondeu: – “Estou aqui”. Nesse instante, surgiu em sua frente a “Senhora de luz” e ela perguntou: – “Quem é a Senhora?” – “Je suis la Mère du Verbe.” (“Eu sou a Mãe do Verbo”) respondeu a “Senhora de luz” perguntando em seguida: – “O que você busca na religião?” Alphonsine respondeu: – “Amo a Deus e a Mãe dele , que nos deu um filho que nos salva!” E então, a Senhora disse: – “É por isso que venho tranquilizá-la, pois ouvi suas preces. Eu gostaria que suas amigas tivessem mais fé, pois elas não creem o suficiente”. – “Mãe do Salvador!”, disse a menina, identificando com quem falava. – “Se verdadeiramente é a Senhora, a Senhora que vem dizer que em nossa escola temos pouca fé, é porque nos ama! Estou realmente cheia de alegria porque a Senhora veio a mim.” E então, sorrindo, Nossa Senhora lentamente elevou-se e desapareceu. Empolgada e surpresa pelo ocorrido, Alphonsine contou para suas colegas o que havia acontecido que, além de não acreditarem, disseram que ela estava querendo “aparecer”. Então foi ridicularizada e humilhada. Mas, algumas de suas colegas viram o estado de êxtase que a aparição causava em Alphonsine e passaram a se ajoelhar e rezar com ela, embora não vissem a aparição. As aparições continuaram e Alphonsine pediu à Nossa Senhora que aparecesse também para outras pessoas, para que pudessem acreditar nela. Alphonsine Mumureke. Foto: Reprodução/ Internet. A Aparição de Nossa Senhora à Anathalie Mukamazinpaka Foi quando em 12 de Janeiro de 1982, Anathalie Mukamazinpaka, que rezava junto à Alphonsine, teve a mesma visão e imediatamente também entrou em êxtase. Anathalie Mukamazimpaka, nascida em 1965 em família católica. A Virgem lhe recomendava humildade, entrega a Deus, sacrifício e oração pelos pecadores. Foto: Reprodução/ Internet. As aparições à Alphonsine e à Anathalie aumentou o entusiasmo no povoado de Kibeho e fez com que uma auxiliar do bispo de Butare se opusesse persistentemente e começasse a persegui-las. A Aparição de Nossa Senhora à Marie-Claire Mukagango No dia 2 de março de 1.982, Marie-Claire Mukagango, a auxiliar e confidente de Dom Gahamany, bispo da arquidiocese de Butare, que não acreditava nas aparições também passou a ver Nossa Senhora. Marie-Claire em êxtase. A Santíssima Virgem queixava-se de que as pessoas não prestam bastante atenção às coisas do céu. Consideram irrelevantes as verdades reveladas na Bíblia e as ignoram. Foto: Reprodução/ Internet. Os Videntes de Nossa Senhora de Kibeho Os principais videntes de Nossa Senhora foram oito: Alphonsine, Anathalie, Vestine, Stephanie, duas Agnes e os meninos Emanuel Segatshaya e Valentine. O Estado de êxtase e os Testes Submetidos nos Videntes de Nossa Senhora de Kibeho Para testar a veracidade da aparição de Nossa Senhora, quando as crianças entravam em estado de êxtase, eram submetidas a vários testes: fósforos e velas eram colocados em suas mãos e lanternas eram focadas diretamente nos olhos. Mesmo com todas essas práticas, os videntes continuavam imóveis, sem nenhuma reação física. Alphonsine em estado de êxtase. Foto: Reprodução/ Internet. A Visão dos Videntes de Nossa Senhora de Kibeho Ao serem questionados sobre o que viam durante os êxtases nas aparições, todos os videntes descreveram, com poucas diferenças, a mesma situação: uma imensa área de campinas verdejantes, cobertas por orvalho cintilante, um céu com suaves luzes coloridas, lindas flores cobrindo tudo e Nossa Senhora pairando no ar. As aparições em Kibeho começaram a se espalhar por todo o país e as multidões de devotos, romeiros e curiosos iam aumentando. Fatos Relevantes sobre as Aparições de Nossa Senhora de Kibeho Padres, irmãs religiosas, autoridades civis e milhares de romeiros testemunharam milagres solares: o sol deslocava-se para os lados, para cima e para baixo, listras vermelhas e brancas surgiam em sua superfície, ficava azulado e era possível fixar os olhos por longo período, a olho nu, sem prejudicar a visão. Era como se o céu ficasse colorido e a noite as estrelas se moviam rapidamente e depois sumiam. Os Alertas de Nossa Senhora de Kibeho “…O fim dos tempos profetizado na Bíblia deixa-as (as pessoas) diferentes e elas não se preparam, nem veem necessidade de almejar a perfeição. Tudo o que lhes digo, parece-lhes sem importância.” Após oito horas em estado de êxtase, no dia 15 de agosto de 1982, os videntes voltaram normal e, chocados com as fortes cenas que haviam visto, começaram a chorar. Era um prenúncio do que aconteceria em Ruanda alguns anos mais tarde. Todos que acompanhavam os videntes também ficaram impressionados e preocupados. Essas visões apocalípticas foram mostradas durante os êxtases aos videntes por diversas vezes. O Milagre de Nossa Senhora de Kibeho A região de Kibeho tinha um solo quase deserto: rochoso, pedregoso e quase não possuía vegetação. Era muito quente, seca e quase não chovia. Em uma das aparições à Anathalie, em agosto de 1982, Nossa Senhora perguntou: – “Porque não me pediram chuva?” E então, Anathalie disse: – “A senhora disse que daria conforme sua vontade e quando quisesse.” E, Nossa Senhora, concluiu: – “E agora vou lhes dar uma chuva de consagração!” Depois de algum tempo, começou a chover em abundância e, as milhares de pessoas que estavam acompanhando ali presentes, se ajoelharam para agradecer e louvar a Deus por imensa graça. Como no período de agosto dificilmente chovia nesta região, a água da chuva foi armazenada e utilizada em muitas curas. A Aprovação da Aparição de Nossa Senhora de Kibeho O bispo Gahamanyi, da arquidiocese de Butare, após instituir comissões – compostas por médicos, psiquiatras e teólogos – que examinaram profundamente e, em detalhes, todas as ocorrências, entrevistando e testando, sob todos os aspectos os videntes, foi o responsável pela aprovação da aparição de Nossa Senhora. A Recomendação de Nossa Senhora de Kibeho e os Castigos No final das aparições, Nossa Senhora recomendou aos videntes que saíssem de Ruanda. Após 4 anos de suas aparições, a guerra civil iniciou em Ruanda. Em 2 de abril de 1.982, em uma das aparições, Nossa Senhora disse à Marie Claire: “Quando eu digo essas coisas, eu não digo apenas a você, mas falo também a todos os outros. Os homens dessa época esvaziaram cada coisa de seu sentido verdadeiro: pecam, porém não mais reconhecem que agem injustamente.” O que Aconteceu com os Videntes de Nossa Senhora de Kibeho No dia 15 de maio de 1.982, em uma das aparições às meninas, Nossa Senhora mostrou as cenas horríveis que remetiam aos eventos futuros e disse: “Aqueles que me procuram, encontrar-me-ão…! Eu venho não somente para Kibeho, não apenas para o diocese de Butare, não somente para Ruanda… mas para o mundo inteiro.” Anathalie, Agnes e Alphonsine sobreviveram aos horrores pelos quais Ruanda passou. Confusão: artifício do demônio Quem pela primeira vez toma conhecimento das aparições de Kibeho nota que em torno delas se apresenta uma característica comum: a confusão. Em Kibeho, após ter aparecido a Alphonsine, Nossa Senhora ainda manifestou-se a outras duas moças, Nathalie Mukamazimpaka (entre janeiro de 1982 e 3 de dezembro de 1983) e Maria Clara Mukangango (que viu Nossa Senhora várias vezes entre 2 de março e 15 de setembro de 1982). A própria Alphonsine teve várias aparições até 1989. Estas, e as aparições às outras duas videntes, foram confirmadas pela autoridade eclesiástica. É freqüente porém que, havendo verdadeiras aparições em determinado lugar, o demônio procure multiplicar o número de “videntes” e de falsas aparições para desacreditar as verdadeiras. Assim, surgiram pouco depois outras pessoas dizendo ter sido favorecidas por aparições sobrenaturais, começando então a circular todo tipo de supostas mensagens “celestes”. Houve até pessoas que, seguindo falsos visionários, chegaram ao suicídio coletivo… As primeiras aparições — as verdadeiras — ocorreram na escola onde as jovens estudavam, despertando reações diversas, favoráveis e contrárias. No início, numerosas pessoas zombavam de Alphonsine. Uma das mais desconfiadas era Maria Clara, que depois, ela própria, foi favorecida por numerosas aparições. Com o passar do tempo, e tendo ocorrido várias conversões, foi aumentando a aceitação do fato sobrenatural. Noção do pecado coletivo Em tão numerosas aparições, o que Nossa Senhora comunicou? Essencialmente Ela pediu orações, a renúncia ao pecado, o arrependimento e confissão destes. E, ponto importante a ser notado, mostrou as conseqüências do pecado. Hoje em dia, a maioria das pessoas considera que ser católico consiste em assistir à missa aos domingos e, quando muito, praticar em particular ou em pequenos grupos alguma ação religiosa ou social. A idéia de que Deus deve ser reconhecido e cultuado pelos homens não só individualmente, mas pelo conjunto da sociedade enquanto tal, e de forma pública, está infelizmente desaparecendo. E a par disso vai se extinguindo em nossos contemporâneos a noção da gravidade do pecado coletivo. É por isso que numerosos católicos manifestam-se indiferentes quanto ao combate aos pecados coletivos, como a adoção legal do aborto, do homossexualismo, do laicismo, do ateísmo etc. Pensam eles que, não cometendo tais pecados particularmente, não têm outras obrigações, e com isso estariam isentos de qualquer castigo divino. Entretanto, Nossa Senhora nessas aparições revelou as graves conseqüências dos numerosos pecados coletivos que se cometiam em Ruanda. Por exemplo, pouco antes das aparições, houve no país uma onda de destruições de imagens religiosas. Não consta que tenham sido praticados atos públicos em reparação por tais pecados. Por isso, têm especial importância as aparições ocorridas no dia 19 de agosto de 1982, em que as videntes viram Nossa Senhora chorando. Elas também acompanharam o pranto da Mãe de Deus. Mais de uma vez, alguma delas chegou a desmaiar. No total, foram oito horas seguidas de visões. Visão terrificante Segundo as jovens, Nossa Senhora apareceu triste, contrariada, verdadeiramente “encolerizada”. Alphonsine Mumureke contou que a Santíssima Virgem chorava. E as três jovens foram vistas tremendo, batendo os dentes e caindo por terra como mortas. Disseram elas ter visto “um rio de sangue, pessoas que se matavam umas às outras, cadáveres abandonados sem alguém que os enterrasse, uma árvore toda em fogo, um abismo escancarado, um monstro, cabeças decapitadas”. E contaram ter ouvido dos lábios da belíssima Senhora, envolta num traje esplendoroso, frases do tipo: “Os pecados são mais numerosos que as gotas do mar. O mundo corre em direção à ruína. O mundo está cada vez pior”(2). Nesse dia, milhares de pessoas estiveram presentes no local das aparições. Todas saíram sob uma forte impressão de medo e tristeza. Confirmação das visões A última aparição de Kibeho, em 28 de novembro de 1989, ocorreu exatamente oito anos após a primeira. O bispo local nomeou uma comissão médica e outra teológica para investigar os fatos. Um santuário foi construído no local das aparições, tornando-se ponto de peregrinações. Mas não se operou a conversão dos pecadores como Nossa Senhora pedira e, menos de cinco anos após a última aparição, caiu o tremendo castigo sobre aquela infeliz nação africana. Entre abril e junho de 1994, ocorreu uma onda de massacres cuidadosamente planejada. Em Ruanda, onde quase metade da população se declarava católica, foi sendo cultivado, sob diversos pretextos, o ódio entre as duas raças principais que compõem o país: a dos hutus e a dos tutsis. Invocando a morte do presidente do país em um atentado, 30.000 facínoras, aglutinados em torno de um partido, lançaram-se numa cruel caçada aos adversários. Aldeias inteiras foram massacradas, sendo a maioria das vítimas mortas a machadadas. Tantos corpos foram lançados no rio Kagera, que este ficou conhecido como Rio do sangue. Pior. Numa terra já devastada por numerosas matanças, as igrejas haviam sido refúgios respeitados, onde as pessoas podiam se proteger para escapar às carnificinas. Mas desta vez isto não aconteceu. O próprio santuário edificado em Kibeho, repleto de refugiados — aproximadamente 4.000 pessoas — foi cercado pelos milicianos hutus. Estes lançaram granadas dentro do templo, mataram os sobreviventes a machadadas e queimaram os restos do edifício sagrado. Uma das videntes, Maria Clara Mukangango, foi morta com o marido no povoado de Byumba. No decorrer de três meses, milhares de pessoas foram massacradas. Até hoje o número exato é controvertido. Alguns falam em 250.000, outros chegam a calcular um milhão. A cifra mais provável gira em torno de 800.000 mortos. Verdadeiro massacre, classificado como “o maior genocídio africano dos tempos modernos”(3). Advertência para todo o mundo Numa das aparições, Nossa Senhora comunicou a uma das videntes, Maria Clara: “Quando falo contigo, não estou me dirigindo só a ti. Mas estou fazendo um apelo a todo o mundo”. A vidente narrou que a Virgem descrevia o mundo como estando “em revolta” contra Deus. Dificilmente alguém pode negar tal afirmação. Os pecados dos quais Nossa Senhora se queixou em Ruanda são cometidos — e quantos até mais graves — em todo o mundo. Basta pensar na proliferação das legislações abortistas, e as do chamado “casamento” homossexual. Se em Ruanda os pecados descritos por Nossa Senhora foram punidos com tanta severidade, os pecados coletivos que se cometem em nosso País não devem também atrair, no rigor da lógica, tremendos castigos divinos? Seriam então tais considerações motivo para desânimo? Pelo contrário! Devem ser elas motivo para animar-nos a atuar com mais empenho em prol da restauração de uma sociedade plenamente católica. Se o castigo divino nos surpreender em meio a essa benemérita atuação, a misericórdia de Deus tomará isso em consideração, em nosso favor. #ApariçõesdeNossaSenhora #FormaçõesCatólicas #NossaSenhora #NossaSenhoradeKibeho

  • Arcebispo excomunga Presidente da Câmara nos EUA por defender o aborto

    “Infelizmente, a posição da presidente da Câmara sobre o aborto só se tornou mais radical ao longo dos anos” Oarcebispo de San Francisco, dom Salvatore Cordileone, proibiu a comunhão à deputada democrata Nancy Pelosi, que, embora se declare católica, promove o aborto – assim como o presidente Joe Biden, que comete a mesma incoerência. Nancy Pelosi é a presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos e defende aberta e enfaticamente o que chama de “direito” ao aborto. Em comunicado emitido neste último dia 20 de maio a toda a sua arquidiocese, com Salvatore afirma: “Depois de numerosas tentativas de falar com ela para ajudá-la a entender o grave mal que está cometendo, o escândalo que ela vem causando e o perigo que está correndo para a própria alma, decidi que chegou o momento em que tenho o dever de declarar publicamente que ela não deve ser aceita na Sagrada Comunhão, a não ser que, e até que, repudie publicamente o seu apoio aos ‘direitos’ ao aborto, se confesse e receba a absolvição no sacramento da Penitência pela sua colaboração com esse mal”. Aborto em cheque, esquerda em polvorosa A Suprema Corte dos EUA deve emitir em junho a sentença de um caso que pode revogar a polêmica decisão Roe versus Wade, que, em 1973, baseando-se em uma farsa, legalizou o aborto em todo o país. Caso os magistrados finalmente corrijam o erro após 49 anos, derrubando a lei vigente, cada estado da federação voltará a ter autonomia para legislar sobre o assunto – a maioria dos estados já avisou que pretende adotar importantes restrições ao aborto. Esta perspectiva tem levado a esquerda norte-americana a se manifestar militantemente a favor do aborto. A própria Nancy Pelosi, em entrevista ao jornal The Seattle Times, criticou a possível decisão pró-vida da Suprema Corte e, descontextualizando deslavadamente o assunto, afirmou ser “desconcertante” que alguém “diga às mulheres alguma coisa sobre quando é a hora de ter filhos”. Na vida real, a discussão nada tem a ver com “a hora de ter filhos”, mas sim com a imoralidade e ilegalidade de se exterminar um bebê que já está em gestação. Alegados “católicos” publicamente pró-aborto Dom Salvatore Cordileone conta que tem recebido mensagens de muitos fiéis preocupados com o escândalo causado por alegados “católicos” como Nancy Pelosi, que, publicamente, contradizem a doutrina católica e defendem o aborto. O arcebispo afirma responder aos fiéis que “a conversão é sempre melhor do que a exclusão” e que, de fato, priorizou as tentativas de ajudar Nancy Pelosi a rever sua posição incompatível com a fé católica. Dom Salvatore mencionou, como inspiração, uma carta escrita aos bispos dos EUA em 2004 pelo então cardeal Joseph Ratzinger, futuro Papa Bento XVI, que dizia: “Quando a cooperação formal de uma pessoa se torna manifesta (entendida, no caso de um político católico, como sua consistente defesa ou voto a favor de leis permissivas de aborto e eutanásia), seu bispo deve reunir-se com ela, instruí-la sobre a doutrina da Igreja, comunicar-lhe que não deve apresentar-se à Sagrada Comunhão até pôr fim à situação objetiva de pecado, alertando-a de que, do contrário, a Eucaristia lhe será negada”. Tentativas infrutíferas de diálogo Dom Salvatore Cordileone afirma que tentou conversar privadamente com Nancy Pelosi sobre o assunto, bem como se dirigiu a ela por meio de cartas e publicamente, sem obter mudança em sua contraposição à Igreja. Diante da recusa da deputada em agir como católica verdadeira, ele precisou tomar medidas mais drásticas. “A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, continua sendo nossa irmã em Cristo. Sua defesa dos pobres e vulneráveis me causa admiração. Eu lhes asseguro que a minha ação é puramente pastoral, não política. Também peço que vocês apoiem ativamente, com o seu tempo, talento e recursos, todos os esforços dos defensores pró-vida em acompanhar gestantes em crise e em lhes dar todo o apoio de que precisam para fazer uma escolha pela vida. É isto o que significa ser verdadeiramente pró-vida. Este é o caminho do amor”. Ao proibir Nancy Pelosi de comungar na arquidiocese de San Francisco devido à sua defesa escancarada do aborto, dom Salvatore Cordileone afirmou que “às vezes é dolorosa” a sua obrigação de preocupar-se com cada fiel cristão confiado aos seus cuidados, em obediência ao cânon 383 código de Direito Canônico: “Infelizmente, a posição da presidente da Câmara sobre o aborto só se tornou mais radical ao longo dos anos. Ainda no começo deste mês, como em muitas ocasiões anteriores, ela citou a sua fé católica para justificar o aborto como ‘escolha’, posicionando-se em direta oposição ao Papa Francisco”. #Aborto #EUA

  • Arcebispo excomunga Presidente da Câmara nos EUA por defender o aborto

    “Infelizmente, a posição da presidente da Câmara sobre o aborto só se tornou mais radical ao longo dos anos” Oarcebispo de San Francisco, dom Salvatore Cordileone, proibiu a comunhão à deputada democrata Nancy Pelosi, que, embora se declare católica, promove o aborto – assim como o presidente Joe Biden, que comete a mesma incoerência. Nancy Pelosi é a presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos e defende aberta e enfaticamente o que chama de “direito” ao aborto. Em comunicado emitido neste último dia 20 de maio a toda a sua arquidiocese, com Salvatore afirma: “Depois de numerosas tentativas de falar com ela para ajudá-la a entender o grave mal que está cometendo, o escândalo que ela vem causando e o perigo que está correndo para a própria alma, decidi que chegou o momento em que tenho o dever de declarar publicamente que ela não deve ser aceita na Sagrada Comunhão, a não ser que, e até que, repudie publicamente o seu apoio aos ‘direitos’ ao aborto, se confesse e receba a absolvição no sacramento da Penitência pela sua colaboração com esse mal”. Aborto em cheque, esquerda em polvorosa A Suprema Corte dos EUA deve emitir em junho a sentença de um caso que pode revogar a polêmica decisão Roe versus Wade, que, em 1973, baseando-se em uma farsa, legalizou o aborto em todo o país. Caso os magistrados finalmente corrijam o erro após 49 anos, derrubando a lei vigente, cada estado da federação voltará a ter autonomia para legislar sobre o assunto – a maioria dos estados já avisou que pretende adotar importantes restrições ao aborto. Esta perspectiva tem levado a esquerda norte-americana a se manifestar militantemente a favor do aborto. A própria Nancy Pelosi, em entrevista ao jornal The Seattle Times, criticou a possível decisão pró-vida da Suprema Corte e, descontextualizando deslavadamente o assunto, afirmou ser “desconcertante” que alguém “diga às mulheres alguma coisa sobre quando é a hora de ter filhos”. Na vida real, a discussão nada tem a ver com “a hora de ter filhos”, mas sim com a imoralidade e ilegalidade de se exterminar um bebê que já está em gestação. Alegados “católicos” publicamente pró-aborto Dom Salvatore Cordileone conta que tem recebido mensagens de muitos fiéis preocupados com o escândalo causado por alegados “católicos” como Nancy Pelosi, que, publicamente, contradizem a doutrina católica e defendem o aborto. O arcebispo afirma responder aos fiéis que “a conversão é sempre melhor do que a exclusão” e que, de fato, priorizou as tentativas de ajudar Nancy Pelosi a rever sua posição incompatível com a fé católica. Dom Salvatore mencionou, como inspiração, uma carta escrita aos bispos dos EUA em 2004 pelo então cardeal Joseph Ratzinger, futuro Papa Bento XVI, que dizia: “Quando a cooperação formal de uma pessoa se torna manifesta (entendida, no caso de um político católico, como sua consistente defesa ou voto a favor de leis permissivas de aborto e eutanásia), seu bispo deve reunir-se com ela, instruí-la sobre a doutrina da Igreja, comunicar-lhe que não deve apresentar-se à Sagrada Comunhão até pôr fim à situação objetiva de pecado, alertando-a de que, do contrário, a Eucaristia lhe será negada”. Tentativas infrutíferas de diálogo Dom Salvatore Cordileone afirma que tentou conversar privadamente com Nancy Pelosi sobre o assunto, bem como se dirigiu a ela por meio de cartas e publicamente, sem obter mudança em sua contraposição à Igreja. Diante da recusa da deputada em agir como católica verdadeira, ele precisou tomar medidas mais drásticas. “A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, continua sendo nossa irmã em Cristo. Sua defesa dos pobres e vulneráveis me causa admiração. Eu lhes asseguro que a minha ação é puramente pastoral, não política. Também peço que vocês apoiem ativamente, com o seu tempo, talento e recursos, todos os esforços dos defensores pró-vida em acompanhar gestantes em crise e em lhes dar todo o apoio de que precisam para fazer uma escolha pela vida. É isto o que significa ser verdadeiramente pró-vida. Este é o caminho do amor”. Ao proibir Nancy Pelosi de comungar na arquidiocese de San Francisco devido à sua defesa escancarada do aborto, dom Salvatore Cordileone afirmou que “às vezes é dolorosa” a sua obrigação de preocupar-se com cada fiel cristão confiado aos seus cuidados, em obediência ao cânon 383 código de Direito Canônico: “Infelizmente, a posição da presidente da Câmara sobre o aborto só se tornou mais radical ao longo dos anos. Ainda no começo deste mês, como em muitas ocasiões anteriores, ela citou a sua fé católica para justificar o aborto como ‘escolha’, posicionando-se em direta oposição ao Papa Francisco”. #Aborto #EUA

  • A HUMILDADE DE DEUS

    Para o ser humano, é impossível compreender a humildade de Deus — o ter nascido homem e morrido como o pior dos homens —, sem pensar na forma suprema do amor. Pelos padrões humanos, é impossível amar dessa maneira. Mas Deus tudo pode. Poderia, se quisesse, encarcerar o Sol numa pequena lâmpada doméstica, sem reduzir a força do astro ou explodir a fragílima lâmpada. Foi assim que o infinito Verbo Divino acomodou-se nos estreitos limites do homem Jesus de Nazaré, carne vulnerável como a nossa (exceto no pecado) que não chegava a dois metros de altura. Como lâmpada tão frágil poderia conter o infinito Sol da Justiça? Como o barro humano do Filho de Maria não se derretia ao contato do Fogo Divino que Nele ardia? Deus aproxima e concilia os mais intransponíveis abismos: Jesus obediente à lei da gravidade e caminhando sobre as águas do mar da Galileia; apaziguando ventos e tempestades, e se deixando encarcerar por alguns soldados judeus no Horto das Oliveiras.

  • Padre José Eduardo alerta sobre a importância do “Escândalo pro Bem”

    A declaração de fé feita pela atriz Cássia Kis deixou a internet em polvorosa. Se por um lado essa profissão de fé pública, acompanhada pela defesa da vida e luta contra o aborto, feita de modo tão entusiasmado por uma celebridade, foi um grande sinal de esperança para os cristãos, especialmente católicos, por outro lado estremeceu o meio artístico, foi um escândalo! Leia o comentário do Padre José Eduardo sobre este importante acontecimento… A palavra escândalo é praticamente uma transliteração latina da palavra grega “skándalon”, que significa simplesmente “pedra de tropeço”. No Evangelho, indica o ato de fazer alguém pecar, cair. Aos poucos, a palavra foi ganhando significados mais difusos, como o de um acontecimento chocante que ofende os sentimentos morais vigentes numa sociedade qualquer. Numa cultura crescentemente pagã, como a nossa, em que os valores cristãos são considerados contra-valores e a santidade é praticamente ofensiva para o comodismo no pecado que predomina sobre a maior parte dos corações dessa geração impenitente, não vai ter outro jeito: teremos de escandalizar! Trata-se do “escândalo pro bem”, ou seja, de uma atitude ostensiva de virtude que provoque uma “queda pra cima”. Os homens do nosso tempo precisam ser chocados, têm de ser confrontados com testemunhos heróicos que os façam “cair no sobrenatural”. Esses dias, vendo o testemunho da Cássia Kiss no “Encontro”, percebi quanto bem provocam esses “escândalos pro bem”, quando humildemente um cristão vai e enfrenta pacificamente a mediocridade majoritária e professa a fé sem respeitos humanos mas com educação, elegância e, sobretudo, caridade. Quantos cristãos têm a coragem de, no meio de uma reunião de família, simplesmente dizer: “tchau, eu tenho que ir à missa”; ou, entre parentes mundanos, dar testemunho eloquente da própria virgindade e pureza de vida?… Como Daniel, que não se dobrou diante do ídolo de Nabucodonosor e causou um “escândalo” na Babilônia, nós teremos de simpaticamente causar os nossos pequenos “escândalos pro bem”, confiando que Deus sempre honrará quem o honra. Fica a dica. Não se dobre diante da ditadura do pecado. Nós precisamos dar testemunho de Jesus Cristo e, por isso, ter a coragem cheia de doçura de dizer a quem nós servimos, não apenas com os nossos lábios, mas sobretudo com as nossas obras, com a nossa vida. Leia também A escandalosa ignorância dos católicos a respeito de sua própria doutrina #PadreJoséEduardo

  • Padre José Eduardo alerta sobre a importância do “Escândalo pro Bem”

    A declaração de fé feita pela atriz Cássia Kis deixou a internet em polvorosa. Se por um lado essa profissão de fé pública, acompanhada pela defesa da vida e luta contra o aborto, feita de modo tão entusiasmado por uma celebridade, foi um grande sinal de esperança para os cristãos, especialmente católicos, por outro lado estremeceu o meio artístico, foi um escândalo! Leia o comentário do Padre José Eduardo sobre este importante acontecimento… A palavra escândalo é praticamente uma transliteração latina da palavra grega “skándalon”, que significa simplesmente “pedra de tropeço”. No Evangelho, indica o ato de fazer alguém pecar, cair. Aos poucos, a palavra foi ganhando significados mais difusos, como o de um acontecimento chocante que ofende os sentimentos morais vigentes numa sociedade qualquer. Numa cultura crescentemente pagã, como a nossa, em que os valores cristãos são considerados contra-valores e a santidade é praticamente ofensiva para o comodismo no pecado que predomina sobre a maior parte dos corações dessa geração impenitente, não vai ter outro jeito: teremos de escandalizar! Trata-se do “escândalo pro bem”, ou seja, de uma atitude ostensiva de virtude que provoque uma “queda pra cima”. Os homens do nosso tempo precisam ser chocados, têm de ser confrontados com testemunhos heróicos que os façam “cair no sobrenatural”. Esses dias, vendo o testemunho da Cássia Kiss no “Encontro”, percebi quanto bem provocam esses “escândalos pro bem”, quando humildemente um cristão vai e enfrenta pacificamente a mediocridade majoritária e professa a fé sem respeitos humanos mas com educação, elegância e, sobretudo, caridade. Quantos cristãos têm a coragem de, no meio de uma reunião de família, simplesmente dizer: “tchau, eu tenho que ir à missa”; ou, entre parentes mundanos, dar testemunho eloquente da própria virgindade e pureza de vida?… Como Daniel, que não se dobrou diante do ídolo de Nabucodonosor e causou um “escândalo” na Babilônia, nós teremos de simpaticamente causar os nossos pequenos “escândalos pro bem”, confiando que Deus sempre honrará quem o honra. Fica a dica. Não se dobre diante da ditadura do pecado. Nós precisamos dar testemunho de Jesus Cristo e, por isso, ter a coragem cheia de doçura de dizer a quem nós servimos, não apenas com os nossos lábios, mas sobretudo com as nossas obras, com a nossa vida. Leia também A escandalosa ignorância dos católicos a respeito de sua própria doutrina #PadreJoséEduardo

  • Cristão não vota em políticos inimigos da Vida e da Família

    Convidamos a todos para assistir a formação ao vivo que acontecerá hoje (22/05) às 21h. TEMA: CRISTÃOS NÃO VOTAM EM POLÍTICOS INIMIGOS DA VIDA E DA FAMÍLIA Após assistir a formação, assista também a seguinte formação: Alerta a todos os cristãos em tempo de eleições: Como um cristão deve votar? 👉 Clique aqui para assistir a Primeira Parte da Formação: 👉 Clique aqui para assistir a Segunda Parte da Formação: #Eleições #FormaçõesCatólicas #Política #VotoCristão

  • Cristão não vota em políticos inimigos da Vida e da Família

    Convidamos a todos para assistir a formação ao vivo que acontecerá hoje (22/05) às 21h. TEMA: CRISTÃOS NÃO VOTAM EM POLÍTICOS INIMIGOS DA VIDA E DA FAMÍLIA Após assistir a formação, assista também a seguinte formação: Alerta a todos os cristãos em tempo de eleições: Como um cristão deve votar? 👉 Clique aqui para assistir a Primeira Parte da Formação: 👉 Clique aqui para assistir a Segunda Parte da Formação: #Eleições #FormaçõesCatólicas #Política #VotoCristão

  • Maior santuário do mundo dedicado a Santa Rita de Cássia foi inaugurado no Brasil

    Localizado em Minas Gerais, o santuário tem capacidade para receber sete mil pessoas e conta até com heliponto No dia 22 de maio de 2022 o Brasil ganhará o que já está sendo considerado o maior santuário do mundo dedicado à Santa de Rita de Cássia. O santuário fica na cidade Cássia (MG), de 18 mil habitantes na região sudoeste de Minas Gerais, e levou quatro anos para ficar pronto. Está localizado em uma área de 180 mil metros quadrados e possui 10.600 metros quadrados de área construída. O local abriga um centro comercial, a casa para o clero, um velário e a réplica da casa onde viveu Santa Rita de Cássia, na Itália. Ao todo são 100 mil metros quadrados de edificação. O novo santuário levou quatro anos para ser concluído. Tem capacidade para receber 5 mil pessoas sentadas e 2 mil em pé. Conta com sanitários, vestiários, fraldário, praça de alimentação, heliponto e estacionamento para 200 ônibus e mil carros. “Acredito que o novo Santuário vai despertar a curiosidade nas pessoas de todo Brasil. Muitos virão aqui para visitar e estar perto desta grande Santa da Igreja e inspiradora da fé. No Santuário, as pessoas poderão se alimentar da palavra de Deus e dos sacramentos e de tudo que faz parte da fé cristã e da fé católica”, destaca o bispo diocesano de Guaxupé, MG, Dom José Lanza Neto. O santuário em números Durante a construção foram utilizados: – mais de 50 mil sacos de cimento; – 6 mil metros cúbicos de concreto; – 25 mil toneladas de pedra e areia; – 500 mil blocos de tijolos; – 500 mil bloquetes; – 100mil quilômetros de cabos elétricos; – 15 mil metros quadrados de piso; – 60 mil metros quadrados de asfalto; – 100 quilômetros de cabo elétrico. Mais de 100 empresas fizeram parte do trabalho e, mais de 500 pessoas foram empregadas. Leia também Conheça detalhes da vida de Santa Rita de Cássia, a santa das causas impossíveis Realização de um sonho O projeto do santuário de Santa Rita de Cássia foi idealizado pelo empresário Paulo Flávio de Melo Carvalho. “Estamos finalizando esta grande missão de construir e entregar o maior Santuário do mundo dedicado à Santa Rita de Cássia. A inauguração será um momento de fé e devoção e, a expectativa é fortalecer a cidade de Cássia como um destino de turismo religioso e um local para se viver uma experiência de fé e evangelização”, afirmou Carvalho. O empresário é natural de Cássia, tem 73 anos e é um devoto fiel à santa. “O maior santuário do mundo é no Vaticano [Basílica de São Pedro], depois vem o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e, agora, virá o Santuário de Santa Rita De Cássia. Me sinto um enviado da Santa para a construção desse santuário”, finaliza Carvalho, que fará a doação do edifício orçado em R$ 25 milhões para a diocese. Leia também Conheça os milagres em torno do corpo incorrupto de Santa Rita de Cássia #LGBT

  • Maior santuário do mundo dedicado a Santa Rita de Cássia foi inaugurado no Brasil

    Localizado em Minas Gerais, o santuário tem capacidade para receber sete mil pessoas e conta até com heliponto No dia 22 de maio de 2022 o Brasil ganhará o que já está sendo considerado o maior santuário do mundo dedicado à Santa de Rita de Cássia. O santuário fica na cidade Cássia (MG), de 18 mil habitantes na região sudoeste de Minas Gerais, e levou quatro anos para ficar pronto. Está localizado em uma área de 180 mil metros quadrados e possui 10.600 metros quadrados de área construída. O local abriga um centro comercial, a casa para o clero, um velário e a réplica da casa onde viveu Santa Rita de Cássia, na Itália. Ao todo são 100 mil metros quadrados de edificação. O novo santuário levou quatro anos para ser concluído. Tem capacidade para receber 5 mil pessoas sentadas e 2 mil em pé. Conta com sanitários, vestiários, fraldário, praça de alimentação, heliponto e estacionamento para 200 ônibus e mil carros. “Acredito que o novo Santuário vai despertar a curiosidade nas pessoas de todo Brasil. Muitos virão aqui para visitar e estar perto desta grande Santa da Igreja e inspiradora da fé. No Santuário, as pessoas poderão se alimentar da palavra de Deus e dos sacramentos e de tudo que faz parte da fé cristã e da fé católica”, destaca o bispo diocesano de Guaxupé, MG, Dom José Lanza Neto. O santuário em números Durante a construção foram utilizados: – mais de 50 mil sacos de cimento; – 6 mil metros cúbicos de concreto; – 25 mil toneladas de pedra e areia; – 500 mil blocos de tijolos; – 500 mil bloquetes; – 100mil quilômetros de cabos elétricos; – 15 mil metros quadrados de piso; – 60 mil metros quadrados de asfalto; – 100 quilômetros de cabo elétrico. Mais de 100 empresas fizeram parte do trabalho e, mais de 500 pessoas foram empregadas. Leia também Conheça detalhes da vida de Santa Rita de Cássia, a santa das causas impossíveis Realização de um sonho O projeto do santuário de Santa Rita de Cássia foi idealizado pelo empresário Paulo Flávio de Melo Carvalho. “Estamos finalizando esta grande missão de construir e entregar o maior Santuário do mundo dedicado à Santa Rita de Cássia. A inauguração será um momento de fé e devoção e, a expectativa é fortalecer a cidade de Cássia como um destino de turismo religioso e um local para se viver uma experiência de fé e evangelização”, afirmou Carvalho. O empresário é natural de Cássia, tem 73 anos e é um devoto fiel à santa. “O maior santuário do mundo é no Vaticano [Basílica de São Pedro], depois vem o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e, agora, virá o Santuário de Santa Rita De Cássia. Me sinto um enviado da Santa para a construção desse santuário”, finaliza Carvalho, que fará a doação do edifício orçado em R$ 25 milhões para a diocese. Leia também Conheça os milagres em torno do corpo incorrupto de Santa Rita de Cássia #LGBT

  • O CONCÍLIO DE JERUSALÉM – Scott Hahn medita sobre o 6º Domingo da Pascoa

    O primeiro Concílio da Igreja, o Concílio de Jerusalém, sobre o qual ouvimos na primeira leitura deste domingo, decidiu a perfil da Igreja tal como a conhecemos hoje. Alguns cristãos judeus queriam que os pagãos convertidos fossem circuncidados e obedecessem a todas as complicadas leis ritualísticas dos judeus. A isto o Concílio chamou de heresia, novamente nos mostrando que a Igreja, no plano divino, devia ser uma família de Deus sem fronteiras, e não mais uma aliança envolvendo uma única nação. A Liturgia de hoje fornece-nos uma profunda meditação sobre a natureza e o significado da Igreja, que é una, santa, católica (universal) e apostólica. A Igreja é una, como vemos na primeira leitura: “…os apóstolos [bispos] e os presbíteros [sacerdotes], em concordância com toda a Igreja [os leigos]”. A Igreja é santa, instruída e guiada pelo Espírito, que Jesus havia prometido aos Apóstolos no Evangelho. A Igreja é católica, ou seja, universal, tornando conhecidos a todos os povos os caminhos de salvação desejados por Deus (que “a todos governa com retidão”, como cantamos no Salmo de hoje). E a Igreja, tal como João a viu na Segunda Leitura, é apostólica, fundada sobre os Doze Apóstolos do Cordeiro. Todas essas características da Igreja nós sempre as encontramos ressaltadas na história dos concílios. Note-se que todos, incluindo Paulo, veem “Jerusalém [e] os Apóstolos” como pontos de referência, ao escolherem o verdadeiro ensinamento da Igreja. Os apóstolos, por sua vez, deixam subentendido que os catequizadores cristãos precisam de um mandato deles para ensinar. Vemos o Espírito Santo guiando os apóstolos em toda a verdade. Observe-se como eles descrevem a sua decisão: “…porque decidimos, o Espírito Santo e nós…”. Conhecendo estas verdades sobre a Igreja, nossos corações jamais se inquietarão. A mensagem da Liturgia de hoje é que a Igreja é do Senhor, cuidada e defendida por seu Advogado, o Espírito Santo, enviado pelo Pai em nome do Filho. Isto deve nos encher de confiança, deixando-nos livres para adorar com exultação; inspirando-nos a dedicar nossas vidas ao Seu Nome; amando a Jesus no cumprimento de Sua Palavra; e alegrando-nos com o fato de que Ele e o Pai, através do Espírito, fizeram a Sua morada em nós. https://stpaulcenter.com/counsel-of-jerusalem-scott-hahn-reflects-on-the-sixth-sunday-of-easter/

  • O corpo incorrupto de Santa Rita de Cássia

    Conheça os milagres em torno do corpo incorrupto de Santa Rita de Cássia, um dos casos mais célebres de que se tem notícia em toda a história da Igreja. O corpo incorrupto de Rita de Cássia é um dos casos mais célebres de que se tem notícia na história da Igreja Católica. Nascida Margherita Lotti, aquela que ficaria conhecida no mundo inteiro como a “santa das causas impossíveis” morreu ainda em 1457, mas, até hoje, quem quer que visite a pequena comuna de Cássia, no interior da Itália, ficará impressionado em encontrar os restos mortais dessa santa mulher ainda bem preservados no interior de uma urna dourada de cristal. Numerosos são, além disso, os eventos miraculosos relacionados a essas relíquias, começando pelo que se relata ter acontecido no momento mesmo de sua morte, quando a cela em que ela se encontrava ficou repleta de um perfume extraordinário e uma luz espantosa emanou do estigma que ela tinha na testa. Como se sabe da vida de Santa Rita de Cássia, o estigma que ela trazia em sua fronte, a princípio, nada tinha de glorioso: tratava-se de uma ferida supurante e malcheirosa, que fez com que ela vivesse seus últimos 15 anos sobre a terra em absoluto recolhimento. Curiosamente, porém, foi dessa mesmíssima chaga que emanou uma luz inexplicável após a sua morte. É como se Deus atestasse, com isso, a glória que existe por trás de todo sofrimento, quando vivido neste mundo por amor a Deus. Como escreve o Apóstolo, “a insignificância de uma tribulação momentânea acarreta para nós um volume incomensurável e eterno de glória” (2Cor 4, 17). Ao redor do túmulo de Rita foram relatados ainda muitos fenômenos odoríferos, perfumes que eram exalados de seus restos mortais. O Papa Bento XIV, ao explicar esse milagre, em uma famosa obra sobre a beatificação dos servos de Deus, considerava com muita sabedoria o seguinte: “Que o corpo humano possa naturalmente não cheirar mal, é muito possível; mas que cheire bem está acima de suas forças naturais, como ensina a experiência. Por conseguinte, se o corpo humano, corrompido ou incorrupto, em putrefação ou sem ela […], exala um odor suave, persistente, que não incomoda a ninguém, mas que parece agradável a todos, deve-se atribuí-lo a uma causa superior e deve pensar-se em um milagre.” Todos esses acontecimentos extraordinários fizeram as autoridades civis e eclesiásticas instalarem o túmulo de Rita em um lugar acessível aos peregrinos, que não deixavam de visitar a santa. O seu corpo foi depositado, então, em um oratório interno, conservando-se debaixo de um altar, onde podia facilmente ser venerado pelas pessoas. Leia também Razões para acreditar nos corpos incorruptos dos santos da Igreja Católica Antes de sua beatificação, em 16 de julho de 1627, por ato do Papa Urbano VIII, o corpo foi cuidadosamente examinado e achado perfeitamente como no dia de sua morte, com a pele apresentando ainda a sua cor natural — fato que salta aos olhos principalmente porque o seu corpo nunca tinha sido adequadamente sepultado, no correr de mais de 150 anos. Conservados nos arquivos da diocese de Spoleto, na Itália, estão ainda muitos outros relatos impressionantes que se deram ao longo destes séculos: os olhos da santa que se teriam aberto sozinhos, por exemplo, e o seu corpo inteiro que se teria movido, dentro do sarcófago, de um lado para o outro, chegando mesmo a levitar até o topo da urna, na presença de várias testemunhas. Canonizada em 1900 pelo Papa Leão XIII, Santa Rita de Cássia teve o seu corpo transladado, em meados do século passado, para uma basílica construída em sua honra. No relicário de ouro abrigado no interior dessa igreja é onde se encontram os seus restos mortais até os dias de hoje, os quais continuam a receber, todos os anos, milhares de devotos, vindos do mundo inteiro. Os leitores mais céticos poderão gracejar diante de todos os milagres acima mencionados, assim como fariam com os milagres de um Santo Antônio de Lisboa, de um São Francisco de Paula ou do próprio Jesus Cristo. Quando a ciência moderna, no entanto, vem respaldar os eventos inexplicáveis associados à vida de um Padre Pio, por exemplo, que viveu há tão pouco tempo, é preciso perguntar ao homem moderno: se um capuchinho podia, pelo poder de Deus, operar tantos prodígios, por que não os santos dos séculos passados? Por que não os santos da Idade Média, como Santa Rita de Cássia? Por que não Jesus Cristo, como consta em inúmeras passagens dos Evangelhos? A verdade é que, infelizmente, nem um milhão de milagres pode demover um coração obstinado na incredulidade. Se diante do próprio Deus encarnado, o maior sinal a que poderiam ter acesso os seres humanos, inúmeros foram os que se recusaram a crer, a história de outras épocas não seria muito diferente. A Deus, porém — nós cremos —, nada é impossível. Inspirados, pois, pela biografia de Santa Rita de Cássia, possamos também nós trilhar, na oração e no sacrifício, o caminho para a conversão dos homens do nosso tempo, assim como a “santa das causas impossíveis” conseguiu, do Céu, a salvação de seu marido, de seus filhos biológicos e de tantos outros filhos espirituais que hoje clamam, espalhados por todo o mundo, a sua intercessão. — Santa Rita de Cássia, rogai por nós! Fonte: Equipe Christo Nihil Praeponere Leia também Razões para acreditar nos corpos incorruptos dos santos da Igreja Católica #Corpoincorrupto #FormaçõesCatólicas #Santos #VidadosSantos

  • WOKISMO: A LUTA DE CLASSES MUDOU DE ROUPA – Pe. Joël Gilbert

    [O padre francês Joël Gilbert, da Diocese de Nantes, escreveu um longo ensaio, que pode ser lido integralmente aqui , sobre o recente fenômeno ideológico do wokismo . O propósito do ensaio, em suas próprias palavras, é “penetrar nos mistérios do wokismo para mostrar suas fontes secretas e exorcizar seus graves e sutis perigos. No final do nosso caminho, deixaremos algumas reflexões para os católicos que não querem se deixar esmagar por este tsunami, cuja onda intimidadora cresce dia a dia, como vemos nos noticiários”. Este blog publicou aqui , em novembro de 2021, um pequeno texto sobre a “ideologia woke”]. Todos sabemos que a luta de classes é o princípio ideológico sobre o qual se baseou o marxismo-bolchevismo da União Soviética. Mas muitos pensam, erroneamente, que a célebre luta de classes pertence a um passado definitivamente passado, e as atuais democracias liberais se livraram definitivamente dessas velhas luas. Nada é menos certo, como gostaríamos de mostrar. A luta de classes apenas mudou de aparência: o “marxismo econômico” da União Soviética se transformou em um “marxismo cultural” dentro das democracias liberais. O marxismo se tornou wokismo [do inglês “woke”, desperto, consciente]. A chave de leitura ideológica continua a mesma, com o wokismo vestindo os trajes da indignação diante da injustiça, a luta contra a discriminação, o igualitarismo, enfim, uma hipermoral com molho liberal-libertário. Por que alertar sobre essa ameaça da ideologia woke? Simplesmente porque a Mãe de Deus já o fez (…) em duas grandes aparições que ocorreram no século XX: Fátima em Portugal (1917) e Kibého em Ruanda (1981), ambas oficialmente reconhecidas pela Igreja. Estão sendo testadas, agora, a nossa fé e a nossa capacidade de sofrer em nome de Cristo. Em terreno democrático, ainda não estamos diante do martírio do sangue, mas de um martírio aparentemente mais gentil: o martírio do ridículo, do ostracismo, do desprezo do mundo, “o martírio da mídia”, como disse um cardeal francês em uma visita “ad limina” a Roma, há alguns anos. Hoje, um católico que não vê, com clareza, os sutis excessos totalitários das democracias liberal-libertárias, revela que já está mordido por esse falso “amigo que lhe quer bem” (e que já está “vendido” ao mundo). Se ainda não fomos acusados ​​de sermos retrógrados, intolerantes ou “selvagens”, como no romance de Aldous Huxley, interroguemo-nos, pois é muito provável que nossa fé já se tenha enfraquecido. Sejamos pacientes. Talvez mais cedo do que imaginamos, quando o homem moderno começar a se cansar das mentiras da modernidade, a palavra da Igreja lhe parecerá, de repente,, bastante moderna. “O caráter ultrapassado da Igreja, que provoca, de um lado, seu enfraquecimento – e sua marginalização –, também pode ser sua força. Os homens sentirão que é necessário opor-se à ideologia banal que hoje domina o mundo, e que a Igreja pode ser moderna precisamente sendo antimoderna, por se contrapor à opinião comum. A Igreja desempenha um papel de contradição profética”, sugeriu o Cardeal Ratzinger há vários anos.

  • Os Bispos Norte-Americanos condenaram o uso do Reiki

    1. Estão surgindo questões sobre as diversas formas de terapias alternativas disponíveis nos Estados Unidos. Os Bispos deparam-se muitas vezes com questões como: “Qual a posição da Igreja em relação a estas terapias?”. Por essa razão o Comité Doutrinal da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) preparou este documento para auxiliar os Bispos nas respostas a estas questões. I. CURA PELA GRAÇA DIVINA E CURA POR RECURSOS NATURAIS 2. A Igreja reconhece dois tipos de cura: a cura pela graça divina e a cura pelos recursos naturais. O primeiro é atribuído ao ministério de Cristo, que realizou muitas curas físicas e que legou aos Seus discípulos a sua continuação. Fiéis a esta função, os Apóstolos da Igreja intercederam pelos doentes através da invocação do nome do Senhor Jesus, pedindo a cura pelo poder do Espírito Santo, quer pela forma sacramental de imposição das mãos e unção com óleo, quer por simples orações para a cura, recorrendo à intercessão dos santos. Quanto ao segundo, a Igreja nunca excluiu o recurso aos meios naturais para a cura através da medicina (1). A Igreja tem uma longa história de recurso a meios naturais para cuidar dos doentes. O sinal mais óbvio é o grande número de hospitais católicos existentes no nosso país. 3. As duas formas de cura não são mutuamente exclusivas. A cura pela cura divina não exclui o uso de recursos naturais. Não cabe a nós decidir se Deus irá curar alguém por meios sobrenaturais. Como o catolicismo da Igreja Católica demonstra, o Espírito Santo por vezes dá a certos humanos “um carisma especial de cura onde se manifesta o poder da Graça de Cristo Ressuscitado” (2). Este poder de cura não depende dos homens. Contudo, “nem sempre as orações mais intensas alcançam a cura para todas as doenças” (3) sendo os meios de cura natural mais apropriados por se encontrarem ao dispor de todos. Na verdade, a caridade cristã não permite que se negue o acesso aos meios naturais para curar os doentes. II. REIKI E CURA A) As Origens e as Características Básicas do Reiki 4. Reiki é uma técnica de cura inventada no Japão em finais de 1800 por Mikao Usui no decurso do estudo de textos budistas (4). Segundo os ensinamentos do Reiki, as doenças são causadas por uma espécie de perturbação ou desequilíbrio na “energia vital universal” do doente. O praticante de Reiki efectua a cura colocando as mãos em certas áreas do corpo do paciente de modo a facilitar o fluir do Reiki, a “energia vital universal”, do praticante para o doente. As mãos podem ser colocadas em inúmeras posições conforme o problema. Os defensores do Reiki garantem que o praticante não é a fonte de cura mas um canal para a mesma (5). Para se tornar um praticante de Reiki, deve-se receber uma “iniciação” ou “sintonização” através de um mestre de Reiki. Este ritual permite ao aprendiz “sintonizar-se” com a “energia vital universal” tornando-o um condutor dessa energia. Diz-se que existem três níveis diferentes de sintonização (há quem ensine quatro). Num nível mais superior pode-se canalizar a energia Reiki e realizar curas à distância, sem contacto físico. B) O Reiki Enquanto Meio de Cura Natural 5. Embora os defensores do Reiki pareçam concordar que o Reiki não é uma religião por si só, mas uma técnica que pode ser utilizada por pessoas de diversas religiões, a verdade é que este tem vários aspectos de uma religião. O Reiki é muitas vezes descrito como uma espécie de “cura” espiritual, sendo uma alternativa aos procedimentos médicos comuns. Grande parte da literatura sobre Reiki é repleto de referências a Deus, a deusa, ao “poder de cura divina” e à mente “divina”. A energia vital é descrita como sendo dirigida por Deus, a “Inteligência Maior”, ou a “consciência divina”. “Da mesma forma, as várias“ sintonizações “que o praticante de Reiki recebe de um mestre de Reiki são realizados através de “cerimónias sagradas” que envolvem a manifestação de certos símbolos sagrados (que são mantidos tradicionalmente em segredo pelos Mestres de Reiki). Além disso, o Reiki é frequentemente descrito como um “Modo de vida”, em concordância com uma lista onde se encontram os cinco “Preceitos do Reiki” que estipulam a ética adequada. 6. Não obstante, existem praticantes de Reiki, nomeadamente enfermeiros, que tentam abordar o Reiki simplesmente como um meio de cura natural. O Reiki está, no entanto, sujeito às normas da ciência natural. Apesar de existirem meios de cura natural que ainda não foram compreendidos ou reconhecidos pela ciência, é a ela que cabe julgar se deve ou não confiar-se num determinado meio de cura. Ao ser denominado como método de cura natural, o Reiki está sujeito às normas da ciência natural. 7. De acordo com essas normas, o Reiki não tem credibilidade científica. Não foi aceite pelas comunidade científicas e médicas como uma terapia eficaz. Não existem estudos científicos que comprovem a eficácia do Reiki , assim como uma explicação científica plausível que prove a sua eficácia. A explicação para o Reiki depende inteiramente de uma visão particular do mundo permeada por esta “energia vital universal”(Reiki), que está sujeita à manipulação do pensamento e da vontade humana. Os praticantes de Reiki afirmam que a sua formação permite-os canalizar essa “energia vital universal”, que está presente em todas as coisas. Mas esta “energia vital universal” é desconhecida para a ciência natural. Como a presença desse tipo de energia não foi observada por meio da ciência natural, a justificação para estas terapias, deve vir de algo que se encontra além da ciência. C) Reiki e o Poder de Cura de Cristo 8. Têm havido tentativas erradas de comparar o Reiki à Cura Divina conhecida pelos cristãos (6). A diferença é evidente: para o praticante de Reiki o poder da cura encontra-se à disposição do homem (alguns professores querem evitar esta implicação argumentando que não é o praticante de Reiki que efectua a cura por si mesmo, mas consciência divina). Para os cristãos a cura divina é irrefutavelmente realizada pela oração a Cristo como Senhor e Salvador. A essência do Reiki não é uma oração, mas uma técnica que o “mestre de Reiki” transmite ao aluno, uma técnica que, depois de dominada produzirá os resultados (7). Alguns praticantes tentaram cristianizar o Reiki adicionando uma oração a Cristo. Por estas razões, o Reiki, assim como outras técnicas terapêuticas semelhantes, não podem ser englobadas no que os cristãos denominam por cura pela Graça. 9. A diferença entre o que os cristãos reconhecem como cura pela Graça Divina e a terapia do Reiki é também clara e baseia-se nos termos que os proponentes do Reiki utilizam para descrever o que acontece durante a terapia do Reiki, particularmente a “energia vital universal”. Nem as Escrituras nem a tradição cristã falam do mundo natural com base na “energia vital universal”, que está sujeita à manipulação do pensamento e da vontade humana. Na verdade, essa visão de mundo tem suas origens nas religiões orientais e tem um certo carácter monoteísta e panteísta, nos quais não existem distinções entre mundo, eu e Deus (😎. É certo que os profissionais Reiki não são capazes de diferenciar claramente entre poder da Cura Divina e o poder que está à disposição do homem. III. CONCLUSÃO 10. A terapia Reiki não conta com o apoio das descobertas da ciência natural nem na religião cristã. Acreditar na terapia Reiki apresenta problemas insolúveis para os católicos. No que diz respeito aos cuidados de saúde física, quer do praticante quer do paciente, não é prudente empregar uma técnica que não tem comprovação científica (nem é plausível). 11. O Reiki é perigoso para a saúde espiritual. Ao usar o Reiki aceita-se, pelo menos de forma implícita, os elementos básicos em que se fundamenta, elementos esses que não pertencem nem ao cristianismo nem à ciência natural. Sem justificação quer da Fé Cristã ou da ciência natural, um Católico que coloca a sua confiança no Reiki, estará a operar no reino da superstição, a terra de ninguém que não pertence à fé nem à ciência (9). A superstição corrompe a adoração a Deus ao desviar o sentimento e a prática religiosa para uma direcção falsa (10). Por vezes as pessoas caem no domínio da superstição devido à ignorância, como tal, é da responsabilidade Igreja combater essa ignorância peremptoriamente. 12. Estando comprovado que a terapia Reiki não é compatível com qualquer doutrina cristã ou científica, é inadequado para as instituições se saúde católicas ou para as pessoas que representam a igreja, tais como capelães, promover ou fornecer suporte para a mesma. Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos da América (2009) Fonte: Senza Pagare Notas: (1) Cf. Congregation for the Doctrine of the Faith, Instruction on Prayers for Healing (14 Setembro 2000), I, 3: “É óbvio que o recurso à oração não exclui, mas antes encoraja o uso de recursos naturais eficientes para preservação e cuidado da saúde assim como encoraja os discípulos e discípulas a cuidarem dos doentes, a assisti-los em corpo e em mente e a procurar curá-los”. (2) Catecismo, n.1508. (3) Catecismo, n. 1508. (4) Também se diz que ele apenas redescobriu uma antiga técnica tibetana, mas não essa afirmação não está fundamentada. (5) Como veremos abaixo as distinções entre o mundo, eu e Deus tendem a entrar em colapso no pensamento Reiki. Alguns professores de Reiki argumentam que se atinge a percepção de que o eu e a “energia vital universal" são apenas um, uma “energia vital universal”, tudo é energia, incluindo nós mesmos. (6) Por exemplo, ver "Reiki e o cristianismo" no http://iarp.org/articles/Reiki_and_Christianity.htm e “Reiki Cristão” http://areikihealer.tripod.com/christianreiki.html (7) Os mestres de Reiki oferecem cursos de formação com vários níveis de progresso, serviços para os quais exigem significativas remunerações financeiras. O aluno tem a expectativa e o Mestre dá-lhe a garantia de que o investimento de tempo e dinheiro permitir-lhe dominar uma técnica que irá previsivelmente produzir resultados. (😎 Isto está implícito no ensino de Reiki. Alguns proponentes afirmam explicitamente que não há nenhuma distinção, em última instância entre e o eu e o Reiki. Diane Stein resume o significado de alguns “simbolos sagrados” usados no ritual de “sintonização” do Reiki como: “A deusa em mim saúda a deusa em si”; "Homem e Deus tornam-se um” (Essential Reiki Teaching Manual: A Companion Guide for Reiki Healers [Berkeley, Cal.: Crossing Press, 2007], pp. 129-31). Anne Charlish and Angela Robertshaw explicam que a sintonização mais elevada do reiki “marca a transição do ego e do eu para um sentimento de união com a energia vital universal”.(Secrets of Reiki [New York, N.Y.: DK Publishing, 2001], p. 84). (9) Alguns métodos de ensino do Reiki incentivam a apelar a seres angélicos ou "guias espirituais Reiki", o que introduz o perigo de exposição a forças ou poderes malévolos. (10) Cf. Catecismo, n. 2111; São Tomás de Aquino Summa Theologiae II-II, q. 92, a. 1. #MedicinaAlternativa #Reiki

  • Os Bispos Norte-Americanos condenaram o uso do Reiki

    1. Estão surgindo questões sobre as diversas formas de terapias alternativas disponíveis nos Estados Unidos. Os Bispos deparam-se muitas vezes com questões como: “Qual a posição da Igreja em relação a estas terapias?”. Por essa razão o Comité Doutrinal da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) preparou este documento para auxiliar os Bispos nas respostas a estas questões. I. CURA PELA GRAÇA DIVINA E CURA POR RECURSOS NATURAIS 2. A Igreja reconhece dois tipos de cura: a cura pela graça divina e a cura pelos recursos naturais. O primeiro é atribuído ao ministério de Cristo, que realizou muitas curas físicas e que legou aos Seus discípulos a sua continuação. Fiéis a esta função, os Apóstolos da Igreja intercederam pelos doentes através da invocação do nome do Senhor Jesus, pedindo a cura pelo poder do Espírito Santo, quer pela forma sacramental de imposição das mãos e unção com óleo, quer por simples orações para a cura, recorrendo à intercessão dos santos. Quanto ao segundo, a Igreja nunca excluiu o recurso aos meios naturais para a cura através da medicina (1). A Igreja tem uma longa história de recurso a meios naturais para cuidar dos doentes. O sinal mais óbvio é o grande número de hospitais católicos existentes no nosso país. 3. As duas formas de cura não são mutuamente exclusivas. A cura pela cura divina não exclui o uso de recursos naturais. Não cabe a nós decidir se Deus irá curar alguém por meios sobrenaturais. Como o catolicismo da Igreja Católica demonstra, o Espírito Santo por vezes dá a certos humanos “um carisma especial de cura onde se manifesta o poder da Graça de Cristo Ressuscitado” (2). Este poder de cura não depende dos homens. Contudo, “nem sempre as orações mais intensas alcançam a cura para todas as doenças” (3) sendo os meios de cura natural mais apropriados por se encontrarem ao dispor de todos. Na verdade, a caridade cristã não permite que se negue o acesso aos meios naturais para curar os doentes. II. REIKI E CURA A) As Origens e as Características Básicas do Reiki 4. Reiki é uma técnica de cura inventada no Japão em finais de 1800 por Mikao Usui no decurso do estudo de textos budistas (4). Segundo os ensinamentos do Reiki, as doenças são causadas por uma espécie de perturbação ou desequilíbrio na “energia vital universal” do doente. O praticante de Reiki efectua a cura colocando as mãos em certas áreas do corpo do paciente de modo a facilitar o fluir do Reiki, a “energia vital universal”, do praticante para o doente. As mãos podem ser colocadas em inúmeras posições conforme o problema. Os defensores do Reiki garantem que o praticante não é a fonte de cura mas um canal para a mesma (5). Para se tornar um praticante de Reiki, deve-se receber uma “iniciação” ou “sintonização” através de um mestre de Reiki. Este ritual permite ao aprendiz “sintonizar-se” com a “energia vital universal” tornando-o um condutor dessa energia. Diz-se que existem três níveis diferentes de sintonização (há quem ensine quatro). Num nível mais superior pode-se canalizar a energia Reiki e realizar curas à distância, sem contacto físico. B) O Reiki Enquanto Meio de Cura Natural 5. Embora os defensores do Reiki pareçam concordar que o Reiki não é uma religião por si só, mas uma técnica que pode ser utilizada por pessoas de diversas religiões, a verdade é que este tem vários aspectos de uma religião. O Reiki é muitas vezes descrito como uma espécie de “cura” espiritual, sendo uma alternativa aos procedimentos médicos comuns. Grande parte da literatura sobre Reiki é repleto de referências a Deus, a deusa, ao “poder de cura divina” e à mente “divina”. A energia vital é descrita como sendo dirigida por Deus, a “Inteligência Maior”, ou a “consciência divina”. “Da mesma forma, as várias“ sintonizações “que o praticante de Reiki recebe de um mestre de Reiki são realizados através de “cerimónias sagradas” que envolvem a manifestação de certos símbolos sagrados (que são mantidos tradicionalmente em segredo pelos Mestres de Reiki). Além disso, o Reiki é frequentemente descrito como um “Modo de vida”, em concordância com uma lista onde se encontram os cinco “Preceitos do Reiki” que estipulam a ética adequada. 6. Não obstante, existem praticantes de Reiki, nomeadamente enfermeiros, que tentam abordar o Reiki simplesmente como um meio de cura natural. O Reiki está, no entanto, sujeito às normas da ciência natural. Apesar de existirem meios de cura natural que ainda não foram compreendidos ou reconhecidos pela ciência, é a ela que cabe julgar se deve ou não confiar-se num determinado meio de cura. Ao ser denominado como método de cura natural, o Reiki está sujeito às normas da ciência natural. 7. De acordo com essas normas, o Reiki não tem credibilidade científica. Não foi aceite pelas comunidade científicas e médicas como uma terapia eficaz. Não existem estudos científicos que comprovem a eficácia do Reiki , assim como uma explicação científica plausível que prove a sua eficácia. A explicação para o Reiki depende inteiramente de uma visão particular do mundo permeada por esta “energia vital universal”(Reiki), que está sujeita à manipulação do pensamento e da vontade humana. Os praticantes de Reiki afirmam que a sua formação permite-os canalizar essa “energia vital universal”, que está presente em todas as coisas. Mas esta “energia vital universal” é desconhecida para a ciência natural. Como a presença desse tipo de energia não foi observada por meio da ciência natural, a justificação para estas terapias, deve vir de algo que se encontra além da ciência. C) Reiki e o Poder de Cura de Cristo 8. Têm havido tentativas erradas de comparar o Reiki à Cura Divina conhecida pelos cristãos (6). A diferença é evidente: para o praticante de Reiki o poder da cura encontra-se à disposição do homem (alguns professores querem evitar esta implicação argumentando que não é o praticante de Reiki que efectua a cura por si mesmo, mas consciência divina). Para os cristãos a cura divina é irrefutavelmente realizada pela oração a Cristo como Senhor e Salvador. A essência do Reiki não é uma oração, mas uma técnica que o “mestre de Reiki” transmite ao aluno, uma técnica que, depois de dominada produzirá os resultados (7). Alguns praticantes tentaram cristianizar o Reiki adicionando uma oração a Cristo. Por estas razões, o Reiki, assim como outras técnicas terapêuticas semelhantes, não podem ser englobadas no que os cristãos denominam por cura pela Graça. 9. A diferença entre o que os cristãos reconhecem como cura pela Graça Divina e a terapia do Reiki é também clara e baseia-se nos termos que os proponentes do Reiki utilizam para descrever o que acontece durante a terapia do Reiki, particularmente a “energia vital universal”. Nem as Escrituras nem a tradição cristã falam do mundo natural com base na “energia vital universal”, que está sujeita à manipulação do pensamento e da vontade humana. Na verdade, essa visão de mundo tem suas origens nas religiões orientais e tem um certo carácter monoteísta e panteísta, nos quais não existem distinções entre mundo, eu e Deus (😎. É certo que os profissionais Reiki não são capazes de diferenciar claramente entre poder da Cura Divina e o poder que está à disposição do homem. III. CONCLUSÃO 10. A terapia Reiki não conta com o apoio das descobertas da ciência natural nem na religião cristã. Acreditar na terapia Reiki apresenta problemas insolúveis para os católicos. No que diz respeito aos cuidados de saúde física, quer do praticante quer do paciente, não é prudente empregar uma técnica que não tem comprovação científica (nem é plausível). 11. O Reiki é perigoso para a saúde espiritual. Ao usar o Reiki aceita-se, pelo menos de forma implícita, os elementos básicos em que se fundamenta, elementos esses que não pertencem nem ao cristianismo nem à ciência natural. Sem justificação quer da Fé Cristã ou da ciência natural, um Católico que coloca a sua confiança no Reiki, estará a operar no reino da superstição, a terra de ninguém que não pertence à fé nem à ciência (9). A superstição corrompe a adoração a Deus ao desviar o sentimento e a prática religiosa para uma direcção falsa (10). Por vezes as pessoas caem no domínio da superstição devido à ignorância, como tal, é da responsabilidade Igreja combater essa ignorância peremptoriamente. 12. Estando comprovado que a terapia Reiki não é compatível com qualquer doutrina cristã ou científica, é inadequado para as instituições se saúde católicas ou para as pessoas que representam a igreja, tais como capelães, promover ou fornecer suporte para a mesma. Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos da América (2009) Fonte: Senza Pagare Notas: (1) Cf. Congregation for the Doctrine of the Faith, Instruction on Prayers for Healing (14 Setembro 2000), I, 3: “É óbvio que o recurso à oração não exclui, mas antes encoraja o uso de recursos naturais eficientes para preservação e cuidado da saúde assim como encoraja os discípulos e discípulas a cuidarem dos doentes, a assisti-los em corpo e em mente e a procurar curá-los”. (2) Catecismo, n.1508. (3) Catecismo, n. 1508. (4) Também se diz que ele apenas redescobriu uma antiga técnica tibetana, mas não essa afirmação não está fundamentada. (5) Como veremos abaixo as distinções entre o mundo, eu e Deus tendem a entrar em colapso no pensamento Reiki. Alguns professores de Reiki argumentam que se atinge a percepção de que o eu e a “energia vital universal" são apenas um, uma “energia vital universal”, tudo é energia, incluindo nós mesmos. (6) Por exemplo, ver "Reiki e o cristianismo" no http://iarp.org/articles/Reiki_and_Christianity.htm e “Reiki Cristão” http://areikihealer.tripod.com/christianreiki.html (7) Os mestres de Reiki oferecem cursos de formação com vários níveis de progresso, serviços para os quais exigem significativas remunerações financeiras. O aluno tem a expectativa e o Mestre dá-lhe a garantia de que o investimento de tempo e dinheiro permitir-lhe dominar uma técnica que irá previsivelmente produzir resultados. (😎 Isto está implícito no ensino de Reiki. Alguns proponentes afirmam explicitamente que não há nenhuma distinção, em última instância entre e o eu e o Reiki. Diane Stein resume o significado de alguns “simbolos sagrados” usados no ritual de “sintonização” do Reiki como: “A deusa em mim saúda a deusa em si”; "Homem e Deus tornam-se um” (Essential Reiki Teaching Manual: A Companion Guide for Reiki Healers [Berkeley, Cal.: Crossing Press, 2007], pp. 129-31). Anne Charlish and Angela Robertshaw explicam que a sintonização mais elevada do reiki “marca a transição do ego e do eu para um sentimento de união com a energia vital universal”.(Secrets of Reiki [New York, N.Y.: DK Publishing, 2001], p. 84). (9) Alguns métodos de ensino do Reiki incentivam a apelar a seres angélicos ou "guias espirituais Reiki", o que introduz o perigo de exposição a forças ou poderes malévolos. (10) Cf. Catecismo, n. 2111; São Tomás de Aquino Summa Theologiae II-II, q. 92, a. 1. #MedicinaAlternativa #Reiki

  • Padre abandona casamento após noivos levarem cães como pajens

    “É o cúmulo”, avaliou o pároco, que deixou a cerimônia logo após a assinatura dos papéis. Assista o vídeo no final da matéria Por Terra Brasil – O casal Antônio Eliwelton Rodrigues da Silva e Brenda Jamille planejaram o casamento com pajens especiais: os vira-latas Scooby e Pipoca. Para surpresa dos noivos e para os convidados, o padre se negou a dar a bênção final por não concordar na entrada dos cachorros na igreja. O caso aconteceu no sábado (14) na Paróquia São Sebastião, em Nova Olinda, 560 km de Fortaleza. Vídeos da cerimônia mostram os noivos no altar e o padre César Retrão responsável pelo casamento criticar: “Isso é o cúmulo”. De acordo com Antônio Eliwelton, a atitude do padre César Retrão deixou noivos e todos os presentes perplexos. Segundo o noivo, a entrada dos cães havia sido combinada no dia anterior ao da cerimônia. Eles pagaram R$ 310 como taxa de matrimônio. A diocese do Crato afirmou que o caso será analisado em uma reunião com o Colégio dos Consultores junto do bispo diocesano. A data ainda não foi marcada, segundo a diocese. Somente após a reunião, a diocese poderá tratar do assunto. “Para evitar qualquer imprevisto perguntamos para o secretário paroquial se tinha algum problema. Ele afirmou que não tinha nenhum problema, pois o padre não iria achar inconveniente. Ficou um clima ruim demais. Na hora que os cães entraram, ele disse que era inaceitável, um cúmulo dois cachorros entrarem com alianças e estarem ali naquele ambiente”, afirmou Antônio. Leia também Casais em segunda união podem receber o Sacramento da Comunhão? Antônio Eliwelton, que trabalha como balconista, diz que após pegarem as alianças, o pároco mudou de humor e pediu para os noivos e padrinhos assinarem os papéis e deixou o local rapidamente. Antônio Elivelto disse que a bênção final, o ritual que o padre diz “declaro vocês marido e mulher” e o tradicional beijo não foi realizado. “A bênção final, a parte mais esperada do casamento não aconteceu, pois ele saiu do local logo depois da gente assinar os papéis. Aí ficamos lá constrangidos”, disse. Leia também Não se case na Igreja… sem antes ler este texto

  • Padre abandona casamento após noivos levarem cães como pajens

    “É o cúmulo”, avaliou o pároco, que deixou a cerimônia logo após a assinatura dos papéis. Assista o vídeo no final da matéria Por Terra Brasil – O casal Antônio Eliwelton Rodrigues da Silva e Brenda Jamille planejaram o casamento com pajens especiais: os vira-latas Scooby e Pipoca. Para surpresa dos noivos e para os convidados, o padre se negou a dar a bênção final por não concordar na entrada dos cachorros na igreja. O caso aconteceu no sábado (14) na Paróquia São Sebastião, em Nova Olinda, 560 km de Fortaleza. Vídeos da cerimônia mostram os noivos no altar e o padre César Retrão responsável pelo casamento criticar: “Isso é o cúmulo”. De acordo com Antônio Eliwelton, a atitude do padre César Retrão deixou noivos e todos os presentes perplexos. Segundo o noivo, a entrada dos cães havia sido combinada no dia anterior ao da cerimônia. Eles pagaram R$ 310 como taxa de matrimônio. A diocese do Crato afirmou que o caso será analisado em uma reunião com o Colégio dos Consultores junto do bispo diocesano. A data ainda não foi marcada, segundo a diocese. Somente após a reunião, a diocese poderá tratar do assunto. “Para evitar qualquer imprevisto perguntamos para o secretário paroquial se tinha algum problema. Ele afirmou que não tinha nenhum problema, pois o padre não iria achar inconveniente. Ficou um clima ruim demais. Na hora que os cães entraram, ele disse que era inaceitável, um cúmulo dois cachorros entrarem com alianças e estarem ali naquele ambiente”, afirmou Antônio. Leia também Casais em segunda união podem receber o Sacramento da Comunhão? Antônio Eliwelton, que trabalha como balconista, diz que após pegarem as alianças, o pároco mudou de humor e pediu para os noivos e padrinhos assinarem os papéis e deixou o local rapidamente. Antônio Elivelto disse que a bênção final, o ritual que o padre diz “declaro vocês marido e mulher” e o tradicional beijo não foi realizado. “A bênção final, a parte mais esperada do casamento não aconteceu, pois ele saiu do local logo depois da gente assinar os papéis. Aí ficamos lá constrangidos”, disse. Leia também Não se case na Igreja… sem antes ler este texto

  • É PRECISO PROCLAMAR: A IGREJA É SANTA – Pe. Santiago Martín

    Charles de Foucauld na Argélia No domingo, o Papa canonizou dez novos santos. Isto, que deveria ser uma grande notícia para todos os católicos, tem tido pouco impacto e a maioria nem sequer ouviu falar dela. Se tivesse acontecido de um padre ser condenado por pederastia, teria sido amplamente noticiado pela maioria dos meios de comunicação social. Diz-se, com razão, que uma árvore em queda faz mais barulho do que mil crescendo silenciosamente na floresta. Em parte (é preciso admiti-lo) isto é culpa nossa. Entre os novos santos, estão quatro mulheres e seis homens. As quatro mulheres são fundadoras de congregações religiosas e vale a pena mencionar Madre Maria Francisca de Jesus, que, embora nascida em Itália, morreu no Uruguai e é, portanto, a primeira santa desse país americano. Entre os homens encontram-se dois mártires: o Carmelita Titus Brandma, vítima dos nazistas, e o indiano Lazarus, vítima dos radicais hindus. Mas, sobretudo, há a grande figura de Charles de Foucauld, um verdadeiro mestre de espiritualidade, uma figura controversa devido às suas origens libertinas, que se aproximou gradualmente de Deus até Nele ser consumido, como uma chama que se esgota ao dar-se a si mesma para oferecer luz. Foi assassinado por um muçulmano no seu humilde eremitério em Tamanraset, Argélia, mas não é um mártir porque se diz que a causa foi roubo e não ódio à fé. A oração iluminou a vida de muitos, levando-nos à confiança absoluta no Senhor: “Meu Pai, abandono-me em Ti. Faz de mim o que quiseres. O que for que faças comigo, agradeço-Tes. Estou pronto para tudo, tudo aceito, desde que a Tua vontade seja feita em mim e em todas as Tuas criaturas. Não desejo mais nada, meu Deus. Ponho minha vida em Tuas mãos: entrego-a, meu Deus, com todo o amor do meu coração, porque Te amo, e porque para mim amar-Te é dar-me, entregar-me sem medida em Tuas mãos, com infinita confiança, porque és meu Pai”. Fizeram assim não só Charles de Foucauld, Titus Brandsma, Madre Mary Frances, e os demais que acabam de ser canonizados, mas milhares e milhares que, ao longo da história, têm sido oficialmente reconhecidos como santos. E, ao lado deles, num número muito maior que, como os grãos de areia na praia, ninguém pode contar: são todos aqueles santos anônimos que foram pais e mães de família, freiras, padres, missionários, confessores da fé com as suas vidas exemplares, ou ainda mártires que derramaram o seu sangue pelo Senhor. Santos camponeses ou soldados, donas de casa ou estudiosos, políticos ou empregados de escritório, leigos ou padres, bispos e papas, ou crianças. Todos eles, presididos por Cristo e a Virgem Maria, a Rainha dos Santos, formam um exército vivo que habita na pátria final, onde nos esperam. Seu sangue corre em nossas veias. É por isso que dizemos que a Igreja é santa, e dizemo-lo com argumentos sólidos, pois cada um destes santos é a prova de que estamos certos. É verdade, desgraçadamente, que também há pecadores na Igreja. De fato, para além da Santíssima Virgem e de Nosso Senhor, somos todos pecadores. Mas aqueles pecadores, que somos nós, lutamos todos os dias para sermos melhores, para sermos santos como aqueles que nos precederam, para que um dia, por misericórdia divina, possamos entrar na cidade de Deus, nossa pátria. É por isso que não devemos nos entregar às mãos de nossos inimigos, permitindo que nos levem para onde eles querem que vamos. Caminhamos ao lado de santos, que um dia estarão no céu, mesmo que não sejam oficialmente canonizados; a sua alma ilumina a nossa alma, como uma luz que brilha na escuridão. É tempo de deixar para trás os complexos de inferioridade. Nos diziam que era preciso parar de falar no Céu, se não nos converteríamos em “ópio do povo”; e, assim, infelizmente, fomos deixando de falar na vida eterna. Teremos sempre de pedir perdão, pelos pecados pessoais e pelos pecados daqueles que nos precederam, mas isto não pode tornar-se uma atitude mórbida, doentia e injusta. Devemos, apesar dos casos lamentáveis de padres pederastas, estar orgulhosos da história de nossa Igreja, do nosso passado e do nosso presente, porque isso é fazer justiça — e porque é isso que nos tirará da armadilha em que os nossos inimigos conseguiram aprisionar-nos, com o nosso próprio consentimento. À medida que nos abandonamos a Deus, como nos ensinou São Charles de Foucauld, esforcemo-nos também por ser santos e purificar o rosto de uma Igreja que é santa, apesar de cheia de pecadores que nem admitem que o são.

  • Casamento de Lula acontece em salão de festas abençoado por um Bispo

    O casamento de Lula, que recebeu a bênção nupcial por um Bispo, expõe grave conflito entre o ideário do petista e a Igreja Católica, uma vez que o noivo é um político declaradamente pró aborto e, portanto, não estaria apto a receber sacramentos. Na noite da última quarta-feira, 18 de maio, o ex-presidiário Lula casou-se numa reservada cerimônia, cujos detalhes foram reconstruídos com bastante trabalho pela mídia. O casamento foi assistido pelo bispo petista Angélico Sândalo Bernardino, já bastante conhecido pela sua militância de esquerda. Um detalhe muito interessante é que a cerimônia ocorreu num salão de festas, no buffet Contemporâneo 8076, um luxuoso espaço no Brooklin, zona Sul de São Paulo. A celebração do matrimônio em salões de festa, chácaras, buffets é rigorosamente proibida pelos bispos da Província Eclesiástica de São Paulo. Além das questões administrativas, a realização deste casamento expõe grave conflito entre o ideário do petista e a Igreja Católica. É um grande paradoxo que o bispo tenha abençoado o matrimônio de um político que defende enfaticamente o direito ao aborto, uma prática cruel e incompatível com os pilares do cristianismo, além de defender outras questões contrárias à doutrina católica que são inegociáveis, como a doutrina comunista/socialista, ideologia LGBT, liberação das drogas, apologia a corrupção, entre outros. Deste modo, de acordo com as normas vigentes no Catecismo da Igreja Católica e no Código de Direito Canônico, o político defensor do aborto não estaria apto a receber os sacramentos enquanto não houver um arrependimento sincero dos pecados e uma boa confissão sacerdotal. Leia também PT E CRISTIANISMO: CASAMENTO IMPOSSÍVEL Outro fato, no mínimo curioso e que mais chamaram a atenção no casamento, foi o monitoramento dos celulares . Na chegada do casamento uma integrante do cerimonial “convidava” as pessoas a guardarem seus aparelhos celulares dentro de um envelope branco. Recebiam, então, uma senha para retirar o celular na saída. Sem celular gravando as conversas, os políticos ficaram mais à vontade para falar sobre eleições e outros assuntos delicados. Com informações de FratresInUnum.com Leia também A pergunta que não quer calar: Bolsonaro é realmente Católico? Alerta a todos os cristãos em tempo de eleições: Como um cristão deve votar? Estamos em tempos de eleição, e se torna necessário recordar a todos os cristãos que a nossa fé não é algo a ser vivido apenas na Igreja, mas deve orientar toda nossa conduta, formar nossas convicções e pautar nossas escolhas. Assim sendo, devemos prestar atenção maior ainda na questão política, especialmente em tempos de eleições, pois as escolhas aí feitam repercutiram em forma de leis e ações que impactará a vida de toda a sociedade. É necessário que todos aqueles que acreditam em Cristo atuem e façam suas escolhas de modo coerente com sua fé. UM CRISTÃO JAMAIS PODERÁ VOTAR OU APOIAR CANDIDATOS OU PARTIDOS DE ÍNDOLE MARXISTA/SOCIALISTA/COMUNISTA nem PARTIDOS QUE DEFENDEM O ABORTO, IDEOLOGIA DE GÊNERO, LIBERAÇÃO DAS DROGAS e outras aberrações contrárias a nossa fé e à moral cristã. Nessa lista dos partidos que NÃO podem ser apoiados e cujos candidatos NÃO podem ser votados por cristãos se incluem: PT, PC do B, PSOL, PSTU, PCO, PV, PDT, REDE, PPS, PMN, PSB, PPL entre outros, inclusive PSDB. Quem trabalha, vota ou de algum modo apoia partidos contrários a nossa fé, não pode se dizer um verdadeiro cristão… e é cúmplice de tudo o que eles defendem. Assista a formação completa: Alerta a todos os cristãos em tempo de eleições: Como um cristão deve votar? #Lula

  • Casamento de Lula acontece em salão de festas abençoado por um Bispo

    O casamento de Lula, que recebeu a bênção nupcial por um Bispo, expõe grave conflito entre o ideário do petista e a Igreja Católica, uma vez que o noivo é um político declaradamente pró aborto e, portanto, não estaria apto a receber sacramentos. Na noite da última quarta-feira, 18 de maio, o ex-presidiário Lula casou-se numa reservada cerimônia, cujos detalhes foram reconstruídos com bastante trabalho pela mídia. O casamento foi assistido pelo bispo petista Angélico Sândalo Bernardino, já bastante conhecido pela sua militância de esquerda. Um detalhe muito interessante é que a cerimônia ocorreu num salão de festas, no buffet Contemporâneo 8076, um luxuoso espaço no Brooklin, zona Sul de São Paulo. A celebração do matrimônio em salões de festa, chácaras, buffets é rigorosamente proibida pelos bispos da Província Eclesiástica de São Paulo. Além das questões administrativas, a realização deste casamento expõe grave conflito entre o ideário do petista e a Igreja Católica. É um grande paradoxo que o bispo tenha abençoado o matrimônio de um político que defende enfaticamente o direito ao aborto, uma prática cruel e incompatível com os pilares do cristianismo, além de defender outras questões contrárias à doutrina católica que são inegociáveis, como a doutrina comunista/socialista, ideologia LGBT, liberação das drogas, apologia a corrupção, entre outros. Deste modo, de acordo com as normas vigentes no Catecismo da Igreja Católica e no Código de Direito Canônico, o político defensor do aborto não estaria apto a receber os sacramentos enquanto não houver um arrependimento sincero dos pecados e uma boa confissão sacerdotal. Leia também PT E CRISTIANISMO: CASAMENTO IMPOSSÍVEL Outro fato, no mínimo curioso e que mais chamaram a atenção no casamento, foi o monitoramento dos celulares . Na chegada do casamento uma integrante do cerimonial “convidava” as pessoas a guardarem seus aparelhos celulares dentro de um envelope branco. Recebiam, então, uma senha para retirar o celular na saída. Sem celular gravando as conversas, os políticos ficaram mais à vontade para falar sobre eleições e outros assuntos delicados. Com informações de FratresInUnum.com Leia também A pergunta que não quer calar: Bolsonaro é realmente Católico? Alerta a todos os cristãos em tempo de eleições: Como um cristão deve votar? Estamos em tempos de eleição, e se torna necessário recordar a todos os cristãos que a nossa fé não é algo a ser vivido apenas na Igreja, mas deve orientar toda nossa conduta, formar nossas convicções e pautar nossas escolhas. Assim sendo, devemos prestar atenção maior ainda na questão política, especialmente em tempos de eleições, pois as escolhas aí feitam repercutiram em forma de leis e ações que impactará a vida de toda a sociedade. É necessário que todos aqueles que acreditam em Cristo atuem e façam suas escolhas de modo coerente com sua fé. UM CRISTÃO JAMAIS PODERÁ VOTAR OU APOIAR CANDIDATOS OU PARTIDOS DE ÍNDOLE MARXISTA/SOCIALISTA/COMUNISTA nem PARTIDOS QUE DEFENDEM O ABORTO, IDEOLOGIA DE GÊNERO, LIBERAÇÃO DAS DROGAS e outras aberrações contrárias a nossa fé e à moral cristã. Nessa lista dos partidos que NÃO podem ser apoiados e cujos candidatos NÃO podem ser votados por cristãos se incluem: PT, PC do B, PSOL, PSTU, PCO, PV, PDT, REDE, PPS, PMN, PSB, PPL entre outros, inclusive PSDB. Quem trabalha, vota ou de algum modo apoia partidos contrários a nossa fé, não pode se dizer um verdadeiro cristão… e é cúmplice de tudo o que eles defendem. Assista a formação completa: Alerta a todos os cristãos em tempo de eleições: Como um cristão deve votar? #Lula

  • Vitória: projeto de lei que regulamenta educação domiciliar é aprovado

    Serão analisados os destaques que podem alterar pontos do texto . A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (18) o texto-base do projeto de lei que regulamenta a prática da educação domiciliar no Brasil, prevendo a obrigação do poder público de zelar pelo adequado desenvolvimento da aprendizagem do estudante. Conforme acordo entre a maior parte dos partidos, os destaques apresentados ao Projeto de Lei 3179/12 serão analisados pelo Plenário nesta quinta-feira (19). A Educação Domiciliar, conhecida como Homeschooling, tem ganhado cada vez mais relevância no cenário brasileiro, especialmente neste tempo pós pandemia, quando muitas famílias perceberam o estrago que as ideologias estão causando em seus filhos através das escolas. A Educação Domiciliar é um direito natural das famílias, mas vem sendo constantemente atacado por aqueles que se julgam donos da educação no país. Há tempos as famílias praticantes de homeschooling sofrem perseguições e intimidações por parte de agentes públicos; alguns pais educadores chegaram a ser tratados como criminosos. Portanto, mesmo com ressalvas no texto, a aprovação deste projeto de lei é uma vitória para as famílias “homeschoolers.” De acordo com o substitutivo aprovado, da deputada Luisa Canziani (PSD-PR), para usufruir da educação domiciliar o estudante deve estar regularmente matriculado em instituição de ensino, que deverá acompanhar a evolução do aprendizado. Pelo menos um dos pais ou responsáveis deverá ter escolaridade de nível superior ou educação profissional tecnológica em curso reconhecido. A comprovação dessa formação deve ser apresentada perante a escola no momento da matrícula, quando também ambos os pais ou responsáveis terão de apresentar certidões criminais das Justiças federal e estadual ou distrital. Transição Se o projeto virar lei, as regras entrarão em vigor 90 dias após sua publicação. Para quem optar pela educação domiciliar, nos dois primeiros anos haverá uma transição quanto à exigência de ensino superior ou tecnológico. Deverá haver a comprovação da matrícula em instituição de ensino superior ou de educação profissional tecnológica, comprovação anual de continuidade dos estudos com aproveitamento e conclusão em período de tempo que não exceda em 50% o limite mínimo de anos para seu término. Obrigações da instituição O texto lista algumas obrigações das escolas nas quais o aluno de educação domiciliar estiver matriculado, como a manutenção de cadastro desses estudantes, repassando essa informação anualmente ao órgão competente do sistema de ensino. A escola deverá ainda acompanhar o desenvolvimento do estudante por meio de docente tutor da instituição de ensino, inclusive com encontros semestrais com os pais ou responsáveis, com o educando e, se for o caso, com o preceptor. No caso de estudante com deficiência ou transtorno global de desenvolvimento, equipe multiprofissional e interdisciplinar da rede ou da instituição de ensino em que ele estiver matriculado deverá fazer uma avaliação semestral de seu progresso. A escola ou a rede de ensino deverão fazer encontros semestrais das famílias optantes pela educação domiciliar para intercâmbio e avaliação de experiências. Já o conselho tutelar, nos termos da legislação, deverá fiscalizar a educação domiciliar. O texto também garante isonomia de direitos e proíbe qualquer espécie de discriminação entre crianças e adolescentes que recebam educação escolar e educação domiciliar, inclusive quanto à participação em concursos, competições, eventos pedagógicos, esportivos e culturais. Apesar de poderem receber educação domiciliar, estudantes com direito à educação especial também deverão ter acesso igualitário a salas de atendimento educacional especializado e a outros recursos de educação especial. Pais ou responsáveis Para garantir o aprendizado na educação domiciliar, os pais deverão cumprir os conteúdos curriculares de cada ano escolar do estudante de acordo com a Base Nacional Comum Curricular, admitida a inclusão de conteúdos curriculares adicionais. Os responsáveis terão de garantir a convivência familiar e comunitária do estudante e a realização de atividades pedagógicas para promover a formação integral do estudante, contemplando seu desenvolvimento intelectual, emocional, físico, social e cultural. Nesse sentido, terão de manter registro periódico das atividades pedagógicas realizadas e enviar, à escola na qual está matriculado, relatórios trimestrais dessas atividades. Quando a escola à qual o aluno estiver vinculado for selecionada para participar de exames do sistema nacional, estadual ou municipal de avaliação da educação básica, o estudante de educação domiciliar deverá também participar dessas avaliações anuais de aprendizagem. Impedimentos O PL 3179/12 foi apresentado pelo deputado Lincoln Portela (PL-MG) . O projeto proíbe que pais ou responsáveis sob determinadas condições optem pela aplicação da educação domiciliar. Assim, não poderão fazer a opção aqueles condenados ou em cumprimento de pena por crimes previstos: – no Estatuto da Criança e do Adolescente ( Lei 8.069/90 ); – na Lei Maria da Penha ( Lei 11.340/06 ); – no Código Penal quando suscetíveis de internação psiquiátrica; – na Lei de Crimes Hediondos ( Lei 8.072/90 ); e – na lei de crimes relacionados a drogas ( Lei 11.343/06 ) Entretanto, aqueles que puderem optar pela educação domiciliar não responderão por abandono intelectual da instrução primária, conforme previsto no Código Penal, que prevê detenção de 15 dias a um mês ou multa. Avaliações Quanto às avaliações para certificar a aprendizagem, o substitutivo remete sua realização à escola na qual o estudante está matriculado. Para a educação pré-escolar, será realizada uma avaliação anual qualitativa e cumulativa dos relatórios trimestrais que os pais devem enviar. Nos ensinos fundamental e médio, além desses relatórios, deverá haver avaliação anual com base no conteúdo curricular, admitida a possibilidade de avanço nos cursos e nas séries, conforme previsto na Lei de Diretrizes e Bases (LDB). Se o desempenho do estudante nessa avaliação anual for considerado insatisfatório, uma nova avaliação, em caráter de recuperação, será oferecida no mesmo ano. Quanto à avaliação para o estudante com deficiência ou transtorno global de desenvolvimento, ela será adaptada à sua condição. Perda do direito Os pais ou os responsáveis legais perderão o direito de optar pela educação domiciliar em quatro situações: – se forem condenados pelos crimes tipificados nas leis citadas; – quando a criança, na educação pré-escolar, mostrar insuficiência de progresso em avaliação anual qualitativa em dois anos consecutivos; – se o estudante do ensino fundamental ou médio for reprovado em dois anos consecutivos ou em três anos não consecutivos ou se não comparecer a elas sem justificativa; ou – se o estudante com deficiência ou transtorno global do desenvolvimento, de acordo com suas potencialidades, obtiver insuficiência de progresso em avaliação semestral por duas vezes consecutivas ou três vezes não consecutivas. Com informações da Agência Câmara de Notícias Como funciona a educação domiciliar O homeschooling é uma modalidade de ensino “da mesma forma que a educação escolar e o ensino a distância”, aponta o coordenador nacional da Aned, Rick Dias. A prática baseia-se num sistema de ensino personalizado para o aluno, que encontra referências nos conteúdos curriculares definidos pelas redes de ensino e que direciona o estudante ao “aprender a aprender”. Na educação domiciliar, os pais conduzem os filhos ao autodidatismo e podem recorrer a ferramentas variadas, como videoaulas, plataformas de ensino, materiais de apoio, aplicativos, auxílio de professores particulares, entre outros. “Na educação domiciliar, os pais não se tornam professores dos filhos: eles se tornam facilitadores, protagonistas na condução do processo educacional”, explica Carlos Xavier, mestre em Direito, procurador do estado do Paraná, membro da Aned e autor de um livro sobre o tema. “O autodidatismo é o princípio pelo qual o pai e a mãe se tornam educadores. A educação domiciliar é primeiro para os pais. Eles precisam passar por um processo de autoeducação para atender as necessidades dos filhos”, explica. Quanto à obtenção dos certificados de conclusão do ensino fundamental e médio por parte dos alunos que são educados em casa, o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) tem sido usado como ferramenta para avaliar os conhecimentos dos estudantes e permitir que prossigam os estudos. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o Encceja “avalia competências, habilidades e saberes adquiridos no processo escolar ou nos processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais, entre outros”. Quando à socialização – um dos elementos que mais causam dúvidas aos críticos da modalidade –, Xavier afirma que o processo de convivência é bastante rico, já que as famílias educadoras costumam se dedicar bastante a isso. “Há grupos de apoio com famílias que se encontram periodicamente e existem comunidades que vão se encontrar para desenvolver atividades em conjunto”, aponta. “Quanto mais famílias educadoras há numa cidade, mais atividades elas fazem juntas, como levar os estudantes a museus, parques, praticar esportes, danças, entre outros. Na escola várias dessas atividades são vistas como extracurriculares, porém, na educação domiciliar fazem parte do programa educacional”, ressalta. De acordo com dados da National Home Education Research Institute (Nheri), o homeschooling é reconhecido, permitido ou regulamentado em mais de 60 países. Os Estados Unidos, que contam com 2,5 milhões de estudantes na modalidade, são a nação com o maior número de adeptos. Na América do Sul, a educação domiciliar é regulamentada na Colômbia, no Chile, no Equador e no Paraguai. No Brasil, apesar de a modalidade não ser regulamentada, o tema tem despertado cada vez mais interesse, de acordo com Dias, sobretudo com a pandemia do novo coronavírus. Em sua opinião, o isolamento social contribuiu para aumentar a atenção de muitas famílias em relação à educação domiciliar. Segundo pesquisa feita pela Aned em 2017, com 312 famílias que mantinham seus filhos na escola, 44% (137) consideravam a possibilidade de optar pela educação domiciliar. De acordo com outra pesquisa da entidade, feita em 2018 com 1.209 famílias que afirmaram ser simpatizantes ou entusiastas da modalidade, mas ainda mantinham os filhos na escola, 68% (821) declararam que deverão optar algum dia pela educação domiciliar, enquanto 41% (500) aguardavam uma regulamentação para que pudessem decidir pelo homeschooling. Homeschooling pelo mundo Número de estudantes em alguns países que permitem a educação familiar Fonte: National Home Education Research Institute (NHERI) e Associação Nacional de Educação Domiciliar (ANED) Mais infográficos Experiências com o homeschooling A experiência de Dias e dos filhos Lorena e Guilherme (atualmente com 22 e 19 anos, respectivamente) é positiva. Ambos concluíram os estudos em casa e atualmente estão cursando faculdade. Enquanto Lorena deixou as salas de aula com 11 anos, Guilherme teve contato com o homeschooling pela primeira vez aos nove. O motivo, conta Dias, é que os pais não estavam satisfeitos com a instrução dada na escola. “Conversando com outros pais, descobri que havia outras famílias insatisfeitas quanto ao que os filhos iriam receber: padrão massificado de aprendizagem, crianças com leitura muito ruim e numa tendência ao analfabetismo funcional”. Lorena, aliás, foi a primeira estudante homeschooling do Brasil a ganhar na justiça o direito de entrar numa faculdade, ainda com 16 anos, já que havia sido aprovada no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e em duas universidades de Brasília. Karlo André Bailon, de Roraima, também teve uma história positiva com a educação familiar; conseguiu seu diploma de conclusão do ensino médio por meio do Encceja e, no início de 2018, foi aprovado na Universidade Federal de Roraima com a primeira colocação geral no curso em Medicina. Já Máli Godoy, de Minas Gerais, estuda em casa desde o início do ensino fundamental II. A estudante conta que tinha grandes dificuldades com a língua portuguesa e teve um aprendizado tão satisfatório da disciplina estudando em casa que, em 2015, decidiu se aventurar como escritora. Escreveu uma trilogia de aventuras que despertou o interesse de uma editora e acabou publicada. Xavier, entretanto, pontua que educar os filhos em casa é uma atividade que exige uma grande organização da família, além de sacrifícios, uma vez que muitas vezes os pais acabam abrindo mão de ganhos profissionais para poderem se dedicar melhor à orientação dos filhos. “A educação familiar vai demandar tempo dos pais, porque por mais que o foco seja desenvolver o autodidatismo, eles estão diretamente envolvidos, seja no planejamento, no auxílio aos filhos ou levando às atividades”, explica. “Não é uma escolha a ser feita levianamente. É preciso fazer o cálculo de custos [do ponto de vista] financeiro e pessoal que as famílias terão”, destaca. Suporte para famílias homeschoolers Existem alguns institutos que oferecem suporte, com cursos e materiais para auxiliar os pais que estão entrando neste universo. Recomendamos àqueles que têm interesse, que conheçam alguns institutos que listaremos abaixo, que têm contribuído bastante com as famílias homeschoolers. Além destes institutos, os pais podem procurar associações de pais homeschoolers para se associar em seu estado. Essas associações também têm muito a oferecer. Instituto Cidade de Deus O Instituto Cidade de Deus é formado por um grupo de professores católicos que deseja educar, com o auxílio da graça de Deus, crianças e jovens para a santidade e a sabedoria, isto é, torná-los imagens de Cristo. Eles se dedicam exclusivamente à elaboração de um programa educacional tradicional, o qual servirá de base para pais e mestres formarem seus filhos e educandos na verdadeira sabedoria, fundamentando tudo na Sagrada Escritura, na Tradição, no autêntico Magistério e nos Santos. Entre os seus produtos estão apostilas para guiar os pais na educação domiciliar dos seus filhos desde a pré-alfabetização até o ensino médio. Conheça mais: Clique aqui para acessar o site do Instituto Cidade de Deus Brasil Paralelo O Brasil Paralelo é uma empresa brasileira fundada em 2016, que produz documentários de caráter jornalístico e historiográfico sobre política, história e atualidades. Além dos inúmeros filmes e documentários, que eles produzem, de grande relevância no cenário educativo, político e social, eles também lançaram, dentro de sua plataforma a Escola da Família A Escola da Família é apenas mais um curso? Todo mês, grandes especialistas em educação da família irão ministrar cursos para tratar sobre os problemas relacionados com o ensino dos filhos, matrimônio e relação familiar. Clique aqui para acessar o site Escola da Família dentro da plataforma Brasil Paralelo. Acaba de ser lançado o livro Homeschooling no Brasil: fatos, dados e mitos O homeschooling não é uma questão de política pública, mas sim de reconhecimento de direitos. O próprio Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgar o tema, em 2018, afirmou que essa modalidade de ensino não é inconstitucional, mas precisa de lei para ser aceita pelo Estado. A lista de países desenvolvidos que tem o homeschooling regulamentado ou reconhecido na própria Constituição inclui Estados Unidos, Canadá, Portugal, Chile, África do Sul, Austrália, Irlanda, Reino Unido e muitos outros. Entre os países da OCDE, 84% deles tem ensino domiciliar legalizado. No Brasil, desde 1994 há projetos de lei tramitando no Congresso Nacional. As propostas partiram de parlamentares com variados per­fis políticos, pertencentes a partidos de esquerda, centro e direita. Essa é uma relevante evidência de que nunca se tratou de uma questão ideológica, mas sim de uma demanda autêntica de famílias que compõem uma minoria social, duramente perseguidas e discriminadas pela opção de educar em casa. A obra Homeschooling no Brasil: fatos, dados e mitos, apresenta um rico panorama sobre a educação domiciliar, com dados sólidos para aprofundar a compreensão sobre a temática. Clique aqui para adquirir o livro na livraria Deia e Tiba. #Educação #EducaçãoDomiciliar #EducaçãodosFilhos #Homeschooling

  • Vitória: projeto de lei que regulamenta educação domiciliar é aprovado

    Serão analisados os destaques que podem alterar pontos do texto . A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (18) o texto-base do projeto de lei que regulamenta a prática da educação domiciliar no Brasil, prevendo a obrigação do poder público de zelar pelo adequado desenvolvimento da aprendizagem do estudante. Conforme acordo entre a maior parte dos partidos, os destaques apresentados ao Projeto de Lei 3179/12 serão analisados pelo Plenário nesta quinta-feira (19). A Educação Domiciliar, conhecida como Homeschooling, tem ganhado cada vez mais relevância no cenário brasileiro, especialmente neste tempo pós pandemia, quando muitas famílias perceberam o estrago que as ideologias estão causando em seus filhos através das escolas. A Educação Domiciliar é um direito natural das famílias, mas vem sendo constantemente atacado por aqueles que se julgam donos da educação no país. Há tempos as famílias praticantes de homeschooling sofrem perseguições e intimidações por parte de agentes públicos; alguns pais educadores chegaram a ser tratados como criminosos. Portanto, mesmo com ressalvas no texto, a aprovação deste projeto de lei é uma vitória para as famílias “homeschoolers.” De acordo com o substitutivo aprovado, da deputada Luisa Canziani (PSD-PR), para usufruir da educação domiciliar o estudante deve estar regularmente matriculado em instituição de ensino, que deverá acompanhar a evolução do aprendizado. Pelo menos um dos pais ou responsáveis deverá ter escolaridade de nível superior ou educação profissional tecnológica em curso reconhecido. A comprovação dessa formação deve ser apresentada perante a escola no momento da matrícula, quando também ambos os pais ou responsáveis terão de apresentar certidões criminais das Justiças federal e estadual ou distrital. Transição Se o projeto virar lei, as regras entrarão em vigor 90 dias após sua publicação. Para quem optar pela educação domiciliar, nos dois primeiros anos haverá uma transição quanto à exigência de ensino superior ou tecnológico. Deverá haver a comprovação da matrícula em instituição de ensino superior ou de educação profissional tecnológica, comprovação anual de continuidade dos estudos com aproveitamento e conclusão em período de tempo que não exceda em 50% o limite mínimo de anos para seu término. Obrigações da instituição O texto lista algumas obrigações das escolas nas quais o aluno de educação domiciliar estiver matriculado, como a manutenção de cadastro desses estudantes, repassando essa informação anualmente ao órgão competente do sistema de ensino. A escola deverá ainda acompanhar o desenvolvimento do estudante por meio de docente tutor da instituição de ensino, inclusive com encontros semestrais com os pais ou responsáveis, com o educando e, se for o caso, com o preceptor. No caso de estudante com deficiência ou transtorno global de desenvolvimento, equipe multiprofissional e interdisciplinar da rede ou da instituição de ensino em que ele estiver matriculado deverá fazer uma avaliação semestral de seu progresso. A escola ou a rede de ensino deverão fazer encontros semestrais das famílias optantes pela educação domiciliar para intercâmbio e avaliação de experiências. Já o conselho tutelar, nos termos da legislação, deverá fiscalizar a educação domiciliar. O texto também garante isonomia de direitos e proíbe qualquer espécie de discriminação entre crianças e adolescentes que recebam educação escolar e educação domiciliar, inclusive quanto à participação em concursos, competições, eventos pedagógicos, esportivos e culturais. Apesar de poderem receber educação domiciliar, estudantes com direito à educação especial também deverão ter acesso igualitário a salas de atendimento educacional especializado e a outros recursos de educação especial. Pais ou responsáveis Para garantir o aprendizado na educação domiciliar, os pais deverão cumprir os conteúdos curriculares de cada ano escolar do estudante de acordo com a Base Nacional Comum Curricular, admitida a inclusão de conteúdos curriculares adicionais. Os responsáveis terão de garantir a convivência familiar e comunitária do estudante e a realização de atividades pedagógicas para promover a formação integral do estudante, contemplando seu desenvolvimento intelectual, emocional, físico, social e cultural. Nesse sentido, terão de manter registro periódico das atividades pedagógicas realizadas e enviar, à escola na qual está matriculado, relatórios trimestrais dessas atividades. Quando a escola à qual o aluno estiver vinculado for selecionada para participar de exames do sistema nacional, estadual ou municipal de avaliação da educação básica, o estudante de educação domiciliar deverá também participar dessas avaliações anuais de aprendizagem. Impedimentos O PL 3179/12 foi apresentado pelo deputado Lincoln Portela (PL-MG) . O projeto proíbe que pais ou responsáveis sob determinadas condições optem pela aplicação da educação domiciliar. Assim, não poderão fazer a opção aqueles condenados ou em cumprimento de pena por crimes previstos: – no Estatuto da Criança e do Adolescente ( Lei 8.069/90 ); – na Lei Maria da Penha ( Lei 11.340/06 ); – no Código Penal quando suscetíveis de internação psiquiátrica; – na Lei de Crimes Hediondos ( Lei 8.072/90 ); e – na lei de crimes relacionados a drogas ( Lei 11.343/06 ) Entretanto, aqueles que puderem optar pela educação domiciliar não responderão por abandono intelectual da instrução primária, conforme previsto no Código Penal, que prevê detenção de 15 dias a um mês ou multa. Avaliações Quanto às avaliações para certificar a aprendizagem, o substitutivo remete sua realização à escola na qual o estudante está matriculado. Para a educação pré-escolar, será realizada uma avaliação anual qualitativa e cumulativa dos relatórios trimestrais que os pais devem enviar. Nos ensinos fundamental e médio, além desses relatórios, deverá haver avaliação anual com base no conteúdo curricular, admitida a possibilidade de avanço nos cursos e nas séries, conforme previsto na Lei de Diretrizes e Bases (LDB). Se o desempenho do estudante nessa avaliação anual for considerado insatisfatório, uma nova avaliação, em caráter de recuperação, será oferecida no mesmo ano. Quanto à avaliação para o estudante com deficiência ou transtorno global de desenvolvimento, ela será adaptada à sua condição. Perda do direito Os pais ou os responsáveis legais perderão o direito de optar pela educação domiciliar em quatro situações: – se forem condenados pelos crimes tipificados nas leis citadas; – quando a criança, na educação pré-escolar, mostrar insuficiência de progresso em avaliação anual qualitativa em dois anos consecutivos; – se o estudante do ensino fundamental ou médio for reprovado em dois anos consecutivos ou em três anos não consecutivos ou se não comparecer a elas sem justificativa; ou – se o estudante com deficiência ou transtorno global do desenvolvimento, de acordo com suas potencialidades, obtiver insuficiência de progresso em avaliação semestral por duas vezes consecutivas ou três vezes não consecutivas. Com informações da Agência Câmara de Notícias Como funciona a educação domiciliar O homeschooling é uma modalidade de ensino “da mesma forma que a educação escolar e o ensino a distância”, aponta o coordenador nacional da Aned, Rick Dias. A prática baseia-se num sistema de ensino personalizado para o aluno, que encontra referências nos conteúdos curriculares definidos pelas redes de ensino e que direciona o estudante ao “aprender a aprender”. Na educação domiciliar, os pais conduzem os filhos ao autodidatismo e podem recorrer a ferramentas variadas, como videoaulas, plataformas de ensino, materiais de apoio, aplicativos, auxílio de professores particulares, entre outros. “Na educação domiciliar, os pais não se tornam professores dos filhos: eles se tornam facilitadores, protagonistas na condução do processo educacional”, explica Carlos Xavier, mestre em Direito, procurador do estado do Paraná, membro da Aned e autor de um livro sobre o tema. “O autodidatismo é o princípio pelo qual o pai e a mãe se tornam educadores. A educação domiciliar é primeiro para os pais. Eles precisam passar por um processo de autoeducação para atender as necessidades dos filhos”, explica. Quanto à obtenção dos certificados de conclusão do ensino fundamental e médio por parte dos alunos que são educados em casa, o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) tem sido usado como ferramenta para avaliar os conhecimentos dos estudantes e permitir que prossigam os estudos. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o Encceja “avalia competências, habilidades e saberes adquiridos no processo escolar ou nos processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais, entre outros”. Quando à socialização – um dos elementos que mais causam dúvidas aos críticos da modalidade –, Xavier afirma que o processo de convivência é bastante rico, já que as famílias educadoras costumam se dedicar bastante a isso. “Há grupos de apoio com famílias que se encontram periodicamente e existem comunidades que vão se encontrar para desenvolver atividades em conjunto”, aponta. “Quanto mais famílias educadoras há numa cidade, mais atividades elas fazem juntas, como levar os estudantes a museus, parques, praticar esportes, danças, entre outros. Na escola várias dessas atividades são vistas como extracurriculares, porém, na educação domiciliar fazem parte do programa educacional”, ressalta. De acordo com dados da National Home Education Research Institute (Nheri), o homeschooling é reconhecido, permitido ou regulamentado em mais de 60 países. Os Estados Unidos, que contam com 2,5 milhões de estudantes na modalidade, são a nação com o maior número de adeptos. Na América do Sul, a educação domiciliar é regulamentada na Colômbia, no Chile, no Equador e no Paraguai. No Brasil, apesar de a modalidade não ser regulamentada, o tema tem despertado cada vez mais interesse, de acordo com Dias, sobretudo com a pandemia do novo coronavírus. Em sua opinião, o isolamento social contribuiu para aumentar a atenção de muitas famílias em relação à educação domiciliar. Segundo pesquisa feita pela Aned em 2017, com 312 famílias que mantinham seus filhos na escola, 44% (137) consideravam a possibilidade de optar pela educação domiciliar. De acordo com outra pesquisa da entidade, feita em 2018 com 1.209 famílias que afirmaram ser simpatizantes ou entusiastas da modalidade, mas ainda mantinham os filhos na escola, 68% (821) declararam que deverão optar algum dia pela educação domiciliar, enquanto 41% (500) aguardavam uma regulamentação para que pudessem decidir pelo homeschooling. Homeschooling pelo mundo Número de estudantes em alguns países que permitem a educação familiar Fonte: National Home Education Research Institute (NHERI) e Associação Nacional de Educação Domiciliar (ANED) Mais infográficos Experiências com o homeschooling A experiência de Dias e dos filhos Lorena e Guilherme (atualmente com 22 e 19 anos, respectivamente) é positiva. Ambos concluíram os estudos em casa e atualmente estão cursando faculdade. Enquanto Lorena deixou as salas de aula com 11 anos, Guilherme teve contato com o homeschooling pela primeira vez aos nove. O motivo, conta Dias, é que os pais não estavam satisfeitos com a instrução dada na escola. “Conversando com outros pais, descobri que havia outras famílias insatisfeitas quanto ao que os filhos iriam receber: padrão massificado de aprendizagem, crianças com leitura muito ruim e numa tendência ao analfabetismo funcional”. Lorena, aliás, foi a primeira estudante homeschooling do Brasil a ganhar na justiça o direito de entrar numa faculdade, ainda com 16 anos, já que havia sido aprovada no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e em duas universidades de Brasília. Karlo André Bailon, de Roraima, também teve uma história positiva com a educação familiar; conseguiu seu diploma de conclusão do ensino médio por meio do Encceja e, no início de 2018, foi aprovado na Universidade Federal de Roraima com a primeira colocação geral no curso em Medicina. Já Máli Godoy, de Minas Gerais, estuda em casa desde o início do ensino fundamental II. A estudante conta que tinha grandes dificuldades com a língua portuguesa e teve um aprendizado tão satisfatório da disciplina estudando em casa que, em 2015, decidiu se aventurar como escritora. Escreveu uma trilogia de aventuras que despertou o interesse de uma editora e acabou publicada. Xavier, entretanto, pontua que educar os filhos em casa é uma atividade que exige uma grande organização da família, além de sacrifícios, uma vez que muitas vezes os pais acabam abrindo mão de ganhos profissionais para poderem se dedicar melhor à orientação dos filhos. “A educação familiar vai demandar tempo dos pais, porque por mais que o foco seja desenvolver o autodidatismo, eles estão diretamente envolvidos, seja no planejamento, no auxílio aos filhos ou levando às atividades”, explica. “Não é uma escolha a ser feita levianamente. É preciso fazer o cálculo de custos [do ponto de vista] financeiro e pessoal que as famílias terão”, destaca. Suporte para famílias homeschoolers Existem alguns institutos que oferecem suporte, com cursos e materiais para auxiliar os pais que estão entrando neste universo. Recomendamos àqueles que têm interesse, que conheçam alguns institutos que listaremos abaixo, que têm contribuído bastante com as famílias homeschoolers. Além destes institutos, os pais podem procurar associações de pais homeschoolers para se associar em seu estado. Essas associações também têm muito a oferecer. Instituto Cidade de Deus O Instituto Cidade de Deus é formado por um grupo de professores católicos que deseja educar, com o auxílio da graça de Deus, crianças e jovens para a santidade e a sabedoria, isto é, torná-los imagens de Cristo. Eles se dedicam exclusivamente à elaboração de um programa educacional tradicional, o qual servirá de base para pais e mestres formarem seus filhos e educandos na verdadeira sabedoria, fundamentando tudo na Sagrada Escritura, na Tradição, no autêntico Magistério e nos Santos. Entre os seus produtos estão apostilas para guiar os pais na educação domiciliar dos seus filhos desde a pré-alfabetização até o ensino médio. Conheça mais: Clique aqui para acessar o site do Instituto Cidade de Deus Brasil Paralelo O Brasil Paralelo é uma empresa brasileira fundada em 2016, que produz documentários de caráter jornalístico e historiográfico sobre política, história e atualidades. Além dos inúmeros filmes e documentários, que eles produzem, de grande relevância no cenário educativo, político e social, eles também lançaram, dentro de sua plataforma a Escola da Família A Escola da Família é apenas mais um curso? Todo mês, grandes especialistas em educação da família irão ministrar cursos para tratar sobre os problemas relacionados com o ensino dos filhos, matrimônio e relação familiar. Clique aqui para acessar o site Escola da Família dentro da plataforma Brasil Paralelo. Acaba de ser lançado o livro Homeschooling no Brasil: fatos, dados e mitos O homeschooling não é uma questão de política pública, mas sim de reconhecimento de direitos. O próprio Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgar o tema, em 2018, afirmou que essa modalidade de ensino não é inconstitucional, mas precisa de lei para ser aceita pelo Estado. A lista de países desenvolvidos que tem o homeschooling regulamentado ou reconhecido na própria Constituição inclui Estados Unidos, Canadá, Portugal, Chile, África do Sul, Austrália, Irlanda, Reino Unido e muitos outros. Entre os países da OCDE, 84% deles tem ensino domiciliar legalizado. No Brasil, desde 1994 há projetos de lei tramitando no Congresso Nacional. As propostas partiram de parlamentares com variados per­fis políticos, pertencentes a partidos de esquerda, centro e direita. Essa é uma relevante evidência de que nunca se tratou de uma questão ideológica, mas sim de uma demanda autêntica de famílias que compõem uma minoria social, duramente perseguidas e discriminadas pela opção de educar em casa. A obra Homeschooling no Brasil: fatos, dados e mitos, apresenta um rico panorama sobre a educação domiciliar, com dados sólidos para aprofundar a compreensão sobre a temática. Clique aqui para adquirir o livro na livraria Deia e Tiba. #Educação #EducaçãoDomiciliar #EducaçãodosFilhos #Homeschooling

  • Cardeal Burke: Papa deve demitir os bispos alemães se não renunciarem às heresias do Caminho Sinodal

    Na opinião do cardeal Raymond Burke, o Papa Francisco deve demitir os bispos da Alemanha se eles não se afastarem dos erros do “caminho sinodal” da Igreja no país da Europa Central. Por Infocatolica – Toda uma série de bispos se pronunciou a favor de mudanças na doutrina e disciplina da Igreja – por exemplo, em relação à avaliação da homossexualidade, do celibato sacerdotal ou da ordenação de mulheres – ou não têm expressamente opôs-se a tais propostas no âmbito do “Via Sinodal”. O Santo Padre “deve chamar a atenção desses bispos e pedir-lhes que renunciem às heresias e também a posições contrárias à disciplina saudável da Igreja”, disse Burke em entrevista publicada pela Ação Católica pela Fé e Família. “E se eles não renunciarem a seus erros e se corrigirem, então você deve removê-los. Esta é a situação a que chegámos.” “O pontífice romano, sucessor de Pedro, é por definição o princípio da unidade na Igreja”, destacou o cardeal. “É sua tarefa corrigir esses bispos. E se eles não aceitam a correção fraterna, se não aceitam sua correção hierárquica como bispos da Igreja universal, devem ser aplicadas as medidas apropriadas para que os fiéis saibam que esses bispos não os guiam na fé católica. “Infelizmente, a confusão é causada e impulsionada por aqueles que são chamados a ser mestres da fé e pastores do rebanho com clareza e coragem”, disse Burke. Bispos que não representam claramente o ensinamento católico, disse o cardeal, “deixam o rebanho e provam não ser pastores, mas trabalhadores assalariados que tentam adaptar o ensinamento da Igreja à visão de mundo, a uma visão de mundo secular, a uma visão de o mundo sem Deus. O Cardeal Burke foi um dos mais de 100 signatários de uma carta aberta dirigida ao Bispo Georg Bätzing, presidente da Conferência Episcopal Alemã. Em sua carta, bispos e cardeais de todo o mundo alertaram que o Caminho Sinoda-Alemão ameaçava levar a Igreja a um beco sem saída de efeitos destrutivos. Bätzing rejeitou as críticas, bem como as preocupações semelhantes expressas pelos bispos da Escandinávia e da Polônia. #CaminhoSinodalAlemão #Vaticano

  • Cardeal Burke: Papa deve demitir os bispos alemães se não renunciarem às heresias do Caminho Sinodal

    Na opinião do cardeal Raymond Burke, o Papa Francisco deve demitir os bispos da Alemanha se eles não se afastarem dos erros do “caminho sinodal” da Igreja no país da Europa Central. Por Infocatolica – Toda uma série de bispos se pronunciou a favor de mudanças na doutrina e disciplina da Igreja – por exemplo, em relação à avaliação da homossexualidade, do celibato sacerdotal ou da ordenação de mulheres – ou não têm expressamente opôs-se a tais propostas no âmbito do “Via Sinodal”. O Santo Padre “deve chamar a atenção desses bispos e pedir-lhes que renunciem às heresias e também a posições contrárias à disciplina saudável da Igreja”, disse Burke em entrevista publicada pela Ação Católica pela Fé e Família. “E se eles não renunciarem a seus erros e se corrigirem, então você deve removê-los. Esta é a situação a que chegámos.” “O pontífice romano, sucessor de Pedro, é por definição o princípio da unidade na Igreja”, destacou o cardeal. “É sua tarefa corrigir esses bispos. E se eles não aceitam a correção fraterna, se não aceitam sua correção hierárquica como bispos da Igreja universal, devem ser aplicadas as medidas apropriadas para que os fiéis saibam que esses bispos não os guiam na fé católica. “Infelizmente, a confusão é causada e impulsionada por aqueles que são chamados a ser mestres da fé e pastores do rebanho com clareza e coragem”, disse Burke. Bispos que não representam claramente o ensinamento católico, disse o cardeal, “deixam o rebanho e provam não ser pastores, mas trabalhadores assalariados que tentam adaptar o ensinamento da Igreja à visão de mundo, a uma visão de mundo secular, a uma visão de o mundo sem Deus. O Cardeal Burke foi um dos mais de 100 signatários de uma carta aberta dirigida ao Bispo Georg Bätzing, presidente da Conferência Episcopal Alemã. Em sua carta, bispos e cardeais de todo o mundo alertaram que o Caminho Sinoda-Alemão ameaçava levar a Igreja a um beco sem saída de efeitos destrutivos. Bätzing rejeitou as críticas, bem como as preocupações semelhantes expressas pelos bispos da Escandinávia e da Polônia. #CaminhoSinodalAlemão #Vaticano

  • NOSSOS NETOS VOLTARÃO A CAMINHAR – David Macaire (Bispo de Fort-de-France, Martinica)

    Monsenhor David Macaire, arcebispo de Saint-Pierre et Fort-de-France (Martinica, França) Todo o mundo diz que estamos testemunhando uma mudança de época. O lado trágico da história voltou. Ele parecia ter desaparecido definitivamente da vida humana, mas essa pax moderna era apenas uma ilusão, baseada em fantasias. O que está se desenrolando, diante de nossos olhos, não é o fim da paz nem o retorno da tragédia, mas a dissipação da cortina de fumaça construída pela ideologia imperialista ocidental que governou o mundo após a Segunda Guerra Mundial. Um mundo em que o progresso tecnológico, o comércio e a democracia liberal deviam garantir sossego, tranquilidade e prazer… As crianças mimadas que fizeram o movimento de Maio de 68 governaram o mundo por 50 anos (incluindo o clero e a Igreja). Sob o pretexto de que os antigos fizeram duas guerras mundiais e toda espécie de abominação, eles se deram o direito de julgar e condenar sua herança. Mas eles realizaram algo melhor? Detentores de um poder desproporcional sobre a sociedade, sobre as mentes e sobre o meio ambiente, eles levaram ao limite sua concepção de liberdade: licenciosidade política, licenciosidade moral, liberalismo econômico… Prometeram um mundo que se realizou graças ao “vale tudo” (como no baile de máscaras do grupo musical La Compagnie Créole!). Conseguiram transformar a sociedade num imenso e permanente vazio: tanto no Carnaval como no Natal; tanto no meio da Quaresma como na Páscoa; na época de corrida de veleiros ou no início do ano letivo; tanto nos meios de comunicação como nos funerais, e até mesmo na Missa. Tudo é uma agitação sem fim. O mundo (na verdade, “o Ocidente”) acredita-se mais rico, mais livre e com mais conhecimentos que nunca. Isso não é totalmente falso, mas, apesar de seu declarado remorso, está mais imperialista do que nunca. No entanto, longe de gerar os prometidos tempos felizes, pacíficos e prósperos, a ideologia dominante produziu desespero, desilusão, desperdício, divisões, drogas, violência, libertinagem, suicídios, angústia, sentimento de maldição… Definitivamente, uma grande farsa! A felicidade e a alegria de viver não estão na agenda dos netos da geração que tinha 20 anos em 1968. Isto é particularmente verdade aqui nas Antilhas: durante 50 anos se construíram cidades, estradas, instalações, áreas de lazer e consumo para todos. Apesar disso, o país está se esvaziando. Mesmo os jovens bem-sucedidos estão em geral constantemente preocupados com seus empregos, suas casas, seus parceiros, seus filhos (quando têm tudo isso!) e sentem a fragilidade desses supostos elementos de felicidade. Há alguns meses que a fumaça se vem dissipando. O vírus Covid-19, a guerra na Ucrânia e as sucessivas crises esbofetearam os ídolos feitos pela mão do homem. Tudo terminou em “vaidade e aflição de espírito” (Eclesiastes 1,14). As obras da mente humana, quando não temem a Deus, tornam-se mestres terríveis. Ao prescindir do Bom Deus, de seus servos, de sua liturgia e até de seu Nome, nossa sociedade — baseada no humanismo, na ciência, na política e na economia — se extraviou. Longe de libertar o homem, ela o cegou, escravizou e enfeitiçou. Vi um vídeo no YouTube em que um homem dizia: “Meu avô caminhava 16 Km, meu pai 8 km, eu dirijo um Cadillac, meu filho uma Mercedes e meu neto vai dirigir uma Ferrari… Porém meu bisneto voltará a caminhar”. “Porém meu bisneto voltará a caminhar…” Por quê? Porque tempos difíceis fazem homens fortes, homens fortes fazem tempos fáceis, tempos fáceis fazem homens frágeis e homens frágeis fazem tempos difíceis. Creio que os tempos difíceis voltaram… De certa forma, esta é até uma boa notícia: nossos netos voltarão a caminhar, serão mais pobres, mas serão mais dignos que seus pais! https://www.infocatolica.com/?t=opinion&cod=43453

  • PADRE PIO E O DEMÔNIO

    Desde muito cedo, Padre Pio teve a experiência do demônio, a quem chamava de “cossaco” (o povo cossaco era conhecido pelo anticatolicismo), “barbazul” (famoso personagem que matava as esposas) ou belzebu… Contudo, não gostava de rir do demônio. Preferia rir dos que nele não acreditavam, pois eram as suas presas mais fáceis. Deve ter rido muito de certos teólogos modernos, influenciados pela mentalidade cientificista e na contramão do que sempre ensinou a Igreja, que preferem crer que os demônios não existem, não passando de metáfora do Mal. Essa atitude moderna, aliás, deixa felicíssimo o inimigo, cujo objetivo é mesmo fazer com que as pessoas deixem de acreditar em sua existência, facilitando sobremaneira a sua ação. Algumas vezes, o embate do Padre Pio com o inimigo era físico: apanhava do capiroto. Depois da luta, o santo saía ofegante e pálido, cabelos e barba desfeitos. Os demônios cercavam-lhe a cama com insultos, zombarias, palavrões. Pulavam aos urros sobre ele e o agrediam com socos, atirando-o contra a parede. Cadeiras caíam, móveis eram arrastados. Os frades, no mosteiro, viam e ouviam tudo. Nesses ataques, padre Pio ora presenciava figuras horríveis e disformes, ora pessoas (como bailarinas nuas e provocantes, ou algum superior religioso aconselhando-o a abandonar o hábito), ora animais (cachorro, gato, serpente). O demônio chegou até a disfarçar-se da Virgem Maria ou do Anjo da Guarda do santo. Após essas lutas, para consolá-lo, sempre lhe apareciam a verdadeira Mãe de Jesus, o verdadeiro Anjo da Guarda ou o próprio Jesus Cristo. Noutras vezes, a presença demoníaca era mais sutil. Houve ocasião, num período de grande aridez espiritual, em que Padre Pio parecia carregar um grande peso no corpo e na alma, chegando-lhe a dificultar-lhe a respiração. Revelou que a tentação do demônio, nessa época, era de o fazer desistir do próximo e do bem alheio. Chegou a solicitar a dispensa de orientar almas, com medo de as prejudicar. Sobre certa peça teatral religiosa, numa cena aparentemente ingênua, padre Pio viu a presença insidiosa do inimigo. Ninguém poderia suspeitar, mas garantiu que lá estava a marca de sua pata invisível. O que não diria ele dos atuais filmes de Hollywood e novelas da Rede Globo? Em San Giovanni Rotondo, cidade onde o santo viveu a maior parte de sua vida, formou-se nas imediações do convento o bairro de Santa Maria das Graças, em que se fixavam pessoas que, de todas as partes do mundo, vinham para viver perto do Padre Pio, que aliás prezava essa companhia devota. Utilizou muitas dessas pessoas no grande hospital Casa Alívio do Sofrimento, construído sob sua inspiração. Certa vez, algumas religiosas manifestaram o desejo de se estabelecer ali. Advertiu-as Padre Pio: “Preparem-se para a luta. Aqui reside o estado maior dos demônios!” Uma das tentações mais frequentes do adversário era provocar nesses voluntários a vontade de desistir e voltar às suas cidades. Muitas vezes, quando isso ocorria, Padre Pio era obrigado a lembrar-lhes a origem desse desejo: “Você está querendo fazer a vontade do demônio?” A experiência pessoal de padre Pio com os anjos maus foi muito útil na orientação de seus filhos espirituais. Sempre lhes aconselhou que pedissem a intercessão de seus Anjos da Guarda, que era um excelente antídoto contra os malefícios do tentador. Padre Pio gostava de dizer que as pessoas deixam ociosos demais os seus Anjos da Guarda. Era preciso mobilizá-los com mais frequência.

  • Situação preocupante: diminuem vocações sacerdotais e religiosas no Brasil

    “Situação é preocupante”, comenta bispo: “Não estamos tendo reposição com novas vocações” Diminuem no Brasil as vocações sacerdotais e religiosas, segundo os dados da mais recente edição do Annuarium Statisticum Ecclesiae (Anuário Estatístico da Igreja). O compêndio, publicado em 2022, consolida as informações de 2019 e 2020. Os dados mostram que o número de católicos batizados no planeta tem aumentado em relação à população, mas, em contrapartida, o número de sacerdotes e seminaristas vem diminuindo. Em 2019, os seminaristas eram 114.058 em todo o mundo. Em 2020, totalizaram 111.855. De acordo com dom João Francisco Salm, bispo de Novo Hamburgo, RS, e presidente da Comissão dos Ministérios Ordenados e da Vida Consagrada da CNBB, há congregações cuja quase totalidade dos membros é idosa, particularmente no caso feminino. “É preocupante porque, dentro de 10, 15 anos, esse pessoal não existirá mais entre nós e não estamos tendo uma reposição com novas vocações”. Falando ao Vatican News, o bispo avalia que diminuem as vocações por causas bastante complexas, que incluem a superficialidade na vivência da fé. Ele acrescenta que é “altamente desafiador levar o jovem ao encontro com Jesus”, porque, diferentemente das gerações anteriores, quando não apenas as famílias eram cristãs, mas também a comunidade era cristã, agora “não é mais assim: o cristão não nasce cristão; ele se faz”. Por causa disto, o prelado considera necessário fazer o “primeiro anúncio” de Cristo às crianças e aos jovens, já que muitos pais não falam mais d’Ele e da Igreja para os filhos. Uma iniciativa da Igreja para lidar com nova esta realidade social é lançar na próxima festa de Cristo Rei, em 20 de novembro, um Ano Vocacional no Brasil, bem como enfatizar a iniciação à vida cristã: “Para termos vocações à vida consagrada e à vida sacerdotal, precisamos dar aos possíveis candidatos a possibilidade da experiência do encontro com Jesus. Outra coisa é que estamos num tempo de comunicações, em que crianças e jovens estão logo em contato com o mundo, com ofertas mais diferentes e nem sempre com a mesma intensidade têm contato com aqueles que são os nossos modos de participar da Igreja”. Opinião Consideramos que está cada vez mais difícil que os jovens despertem sua vocação vivendo em ambientes dessacralizados. A vocação primeira de todo padre é a vocação cristã, que deveria começar no berço. Infelizmente percebemos como a maioria das famílias católicas estão desestruturadas. Entenda melhor lendo o artigo “Quando é que os pais compreenderão sua missão em relação aos próprios filhos?”. Além da falta de ambiente verdadeiramente católico em casa, a sociedade está totalmente paganizada, seja nos ambientes acadêmicos, de lazer ou mesmo de trabalho. Se não fosse suficiente, percebemos que até mesmo na igreja prevalece um ambiente de apostasia, no qual os fiéis não encontram o que suas almas anseiam. Em boa parte das paróquias, encontramos padres não conhecem fundamentos básicos da própria Fé, defendem ideologias contrárias à Doutrina Católica, transformam a liturgia em algo irreconhecível, e defendendo até mesmo a não existência do inferno e do demônio. Identificamos que este contexto é produzido principalmente pela degradação dos seminários, onde os seminaristas entram católicos fervorosos e saem praticamente “ateus ordenados”. Diversos seminaristas denunciam que as universidades de teologia e filosofia estão infestados de militantes que tomaram o lugar dos professores. Outro aspecto essencial, que muitas vezes passa despercebido, é a invasão feminina no Ministério de Acólitos. Historicamente o serviço no altar sempre foi feito pelos jovens do sexo masculino, e com a mudança cultural promovida dentro da Igreja estimulando o serviço feminino no altar, percebemos a drástica queda nas vocações sacerdotais que só podem ser exercidas por homens. Sobre este assunto falaremos mais abaixo. Para concluir, chegamos à conclusão que, para mudar essa realidade é preciso, além de priorizar a restaurar os seminários e investir na reciclagem dos padres. Seguem algumas sugestões: Rezem e ensinem o povo a rezar; Aprendam e ensinem o que é pecado; Meditem e falem com frequência sobre as realidades últimas, Morte, Céu, Inferno e Purgatório; Façam catequeses com o povo sempre que possível; Incentivem o povo a viver os Sacramentos; Atendam confissões muitas vezes por semana; Celebrem a liturgia da Santa Missa com dignidade, seguindo o Missal; Que incentivem os jovens rapazes a auxiliar no altar como acólitos; Que reformem as Igrejas, tornando-as mais belas (a beleza evangeliza); Que não tenham vergonha ou aversão à Tradição e História da Santa Igreja; Que usem roupas modestas, especialmente valorizem o uso da batina; Que estimulem a piedade ao invés de perseguir os católicos piedosos; Que ensinem a autêntica espiritualidade católica ao invés de ideologias anticristãs; Que não tenham medo de denunciar o Mal, o Pecado e Ideologias anticristãs; Não há nada mais “radical” e desafiador que ser um sacerdote… Se os jovens soubessem disso, certamente haveria muito mais vocações… Mas infelizmente eles não conseguem enxergar isso, pois realmente temos muito poucos verdadeiros sacerdotes… Leia também Sobre a queda dos católicos no Brasil Cardeal Raymond Burke: Igreja ‘feminizada’ e coroinhas causaram escassez de padres O cardeal Raymond Burke, um clérigo americano sênior em Roma que tem sido um dos críticos mais sinceros do esforço de reforma do Papa Francisco, está agitando as águas mais uma vez, desta vez argumentando que a Igreja Católica se tornou muito “feminizada”. Burke, em janeiro de 2015, apontou a introdução de coroinhas para explicar por que menos homens estão ingressando no sacerdócio. “Os meninos não querem fazer coisas com as meninas. É natural”, disse Burke em entrevista publicada na segunda-feira. “Acho que isso contribuiu para a perda de vocações sacerdotais”. “É preciso uma certa disciplina viril para servir como coroinha em serviço ao lado do padre, e a maioria dos padres tem suas primeiras experiências profundas da liturgia como coroinhas”, disse o ex-arcebispo de St. Louis a Matthew James Christoff, que dirige um ministério de homens católicos que chamou de Projeto Nova Emancipação. “Se não estamos treinando jovens como coroinhas, dando-lhes uma experiência de servir a Deus na liturgia, não devemos nos surpreender que as vocações tenham diminuído drasticamente”, disse ele. A Igreja Católica retirou a proibição de meninas ajudarem os padres durante a missa em 1983, e hoje é comum ver mais meninas do que meninos ajudando no altar. Apenas uma diocese dos EUA, em Lincoln, Nebraska, ainda proíbe as coroinhas, embora várias paróquias individuais as tenham barrado na esperança de encorajar mais meninos e homens a considerar o sacerdócio exclusivamente masculino. Na entrevista, Burke também culpou o clero gay pela crise de abuso sexual da Igreja, dizendo que os padres “feminizados e confusos sobre sua própria identidade sexual” foram os que molestaram crianças. Burke disse que se lembrava de “jovens me dizendo que estavam, de certa forma, assustados com o casamento por causa das atitudes radicalizantes e autocentradas das mulheres que estavam surgindo na época. Esses jovens estavam preocupados que entrar em um casamento simplesmente não trabalham por causa de uma constante e insistente exigência de direitos para as mulheres.” Ele disse que “o movimento feminista radical influenciou fortemente a Igreja” também. O foco nas questões das mulheres, disse ele, mais “um colapso completo” do ensino da fé e “experimentação litúrgica desenfreada”, levou a igreja a se tornar “muito feminizada”. Isso afastou os homens que “respondem ao rigor, precisão e excelência”, disse Burke. “Além do padre, o santuário ficou cheio de mulheres”, disse ele. “As atividades na paróquia e até a liturgia foram influenciadas pelas mulheres e se tornaram tão femininas em muitos lugares que os homens não querem se envolver”. Burke, um tradicionalista litúrgico e um conservador doutrinário, também disse que “os homens precisam se vestir e agir como homens de uma maneira que respeite a si mesmos, às mulheres e às crianças”. Com informações de Aleteia e NCRegister.com Leia também A grave situação da Igreja: uma ameaça, uma chance #vocação

  • Situação preocupante: diminuem vocações sacerdotais e religiosas no Brasil

    “Situação é preocupante”, comenta bispo: “Não estamos tendo reposição com novas vocações” Diminuem no Brasil as vocações sacerdotais e religiosas, segundo os dados da mais recente edição do Annuarium Statisticum Ecclesiae (Anuário Estatístico da Igreja). O compêndio, publicado em 2022, consolida as informações de 2019 e 2020. Os dados mostram que o número de católicos batizados no planeta tem aumentado em relação à população, mas, em contrapartida, o número de sacerdotes e seminaristas vem diminuindo. Em 2019, os seminaristas eram 114.058 em todo o mundo. Em 2020, totalizaram 111.855. De acordo com dom João Francisco Salm, bispo de Novo Hamburgo, RS, e presidente da Comissão dos Ministérios Ordenados e da Vida Consagrada da CNBB, há congregações cuja quase totalidade dos membros é idosa, particularmente no caso feminino. “É preocupante porque, dentro de 10, 15 anos, esse pessoal não existirá mais entre nós e não estamos tendo uma reposição com novas vocações”. Falando ao Vatican News, o bispo avalia que diminuem as vocações por causas bastante complexas, que incluem a superficialidade na vivência da fé. Ele acrescenta que é “altamente desafiador levar o jovem ao encontro com Jesus”, porque, diferentemente das gerações anteriores, quando não apenas as famílias eram cristãs, mas também a comunidade era cristã, agora “não é mais assim: o cristão não nasce cristão; ele se faz”. Por causa disto, o prelado considera necessário fazer o “primeiro anúncio” de Cristo às crianças e aos jovens, já que muitos pais não falam mais d’Ele e da Igreja para os filhos. Uma iniciativa da Igreja para lidar com nova esta realidade social é lançar na próxima festa de Cristo Rei, em 20 de novembro, um Ano Vocacional no Brasil, bem como enfatizar a iniciação à vida cristã: “Para termos vocações à vida consagrada e à vida sacerdotal, precisamos dar aos possíveis candidatos a possibilidade da experiência do encontro com Jesus. Outra coisa é que estamos num tempo de comunicações, em que crianças e jovens estão logo em contato com o mundo, com ofertas mais diferentes e nem sempre com a mesma intensidade têm contato com aqueles que são os nossos modos de participar da Igreja”. Opinião Consideramos que está cada vez mais difícil que os jovens despertem sua vocação vivendo em ambientes dessacralizados. A vocação primeira de todo padre é a vocação cristã, que deveria começar no berço. Infelizmente percebemos como a maioria das famílias católicas estão desestruturadas. Entenda melhor lendo o artigo “Quando é que os pais compreenderão sua missão em relação aos próprios filhos?”. Além da falta de ambiente verdadeiramente católico em casa, a sociedade está totalmente paganizada, seja nos ambientes acadêmicos, de lazer ou mesmo de trabalho. Se não fosse suficiente, percebemos que até mesmo na igreja prevalece um ambiente de apostasia, no qual os fiéis não encontram o que suas almas anseiam. Em boa parte das paróquias, encontramos padres não conhecem fundamentos básicos da própria Fé, defendem ideologias contrárias à Doutrina Católica, transformam a liturgia em algo irreconhecível, e defendendo até mesmo a não existência do inferno e do demônio. Identificamos que este contexto é produzido principalmente pela degradação dos seminários, onde os seminaristas entram católicos fervorosos e saem praticamente “ateus ordenados”. Diversos seminaristas denunciam que as universidades de teologia e filosofia estão infestados de militantes que tomaram o lugar dos professores. Outro aspecto essencial, que muitas vezes passa despercebido, é a invasão feminina no Ministério de Acólitos. Historicamente o serviço no altar sempre foi feito pelos jovens do sexo masculino, e com a mudança cultural promovida dentro da Igreja estimulando o serviço feminino no altar, percebemos a drástica queda nas vocações sacerdotais que só podem ser exercidas por homens. Sobre este assunto falaremos mais abaixo. Para concluir, chegamos à conclusão que, para mudar essa realidade é preciso, além de priorizar a restaurar os seminários e investir na reciclagem dos padres. Seguem algumas sugestões: Rezem e ensinem o povo a rezar; Aprendam e ensinem o que é pecado; Meditem e falem com frequência sobre as realidades últimas, Morte, Céu, Inferno e Purgatório; Façam catequeses com o povo sempre que possível; Incentivem o povo a viver os Sacramentos; Atendam confissões muitas vezes por semana; Celebrem a liturgia da Santa Missa com dignidade, seguindo o Missal; Que incentivem os jovens rapazes a auxiliar no altar como acólitos; Que reformem as Igrejas, tornando-as mais belas (a beleza evangeliza); Que não tenham vergonha ou aversão à Tradição e História da Santa Igreja; Que usem roupas modestas, especialmente valorizem o uso da batina; Que estimulem a piedade ao invés de perseguir os católicos piedosos; Que ensinem a autêntica espiritualidade católica ao invés de ideologias anticristãs; Que não tenham medo de denunciar o Mal, o Pecado e Ideologias anticristãs; Não há nada mais “radical” e desafiador que ser um sacerdote… Se os jovens soubessem disso, certamente haveria muito mais vocações… Mas infelizmente eles não conseguem enxergar isso, pois realmente temos muito poucos verdadeiros sacerdotes… Leia também Sobre a queda dos católicos no Brasil Cardeal Raymond Burke: Igreja ‘feminizada’ e coroinhas causaram escassez de padres O cardeal Raymond Burke, um clérigo americano sênior em Roma que tem sido um dos críticos mais sinceros do esforço de reforma do Papa Francisco, está agitando as águas mais uma vez, desta vez argumentando que a Igreja Católica se tornou muito “feminizada”. Burke, em janeiro de 2015, apontou a introdução de coroinhas para explicar por que menos homens estão ingressando no sacerdócio. “Os meninos não querem fazer coisas com as meninas. É natural”, disse Burke em entrevista publicada na segunda-feira. “Acho que isso contribuiu para a perda de vocações sacerdotais”. “É preciso uma certa disciplina viril para servir como coroinha em serviço ao lado do padre, e a maioria dos padres tem suas primeiras experiências profundas da liturgia como coroinhas”, disse o ex-arcebispo de St. Louis a Matthew James Christoff, que dirige um ministério de homens católicos que chamou de Projeto Nova Emancipação. “Se não estamos treinando jovens como coroinhas, dando-lhes uma experiência de servir a Deus na liturgia, não devemos nos surpreender que as vocações tenham diminuído drasticamente”, disse ele. A Igreja Católica retirou a proibição de meninas ajudarem os padres durante a missa em 1983, e hoje é comum ver mais meninas do que meninos ajudando no altar. Apenas uma diocese dos EUA, em Lincoln, Nebraska, ainda proíbe as coroinhas, embora várias paróquias individuais as tenham barrado na esperança de encorajar mais meninos e homens a considerar o sacerdócio exclusivamente masculino. Na entrevista, Burke também culpou o clero gay pela crise de abuso sexual da Igreja, dizendo que os padres “feminizados e confusos sobre sua própria identidade sexual” foram os que molestaram crianças. Burke disse que se lembrava de “jovens me dizendo que estavam, de certa forma, assustados com o casamento por causa das atitudes radicalizantes e autocentradas das mulheres que estavam surgindo na época. Esses jovens estavam preocupados que entrar em um casamento simplesmente não trabalham por causa de uma constante e insistente exigência de direitos para as mulheres.” Ele disse que “o movimento feminista radical influenciou fortemente a Igreja” também. O foco nas questões das mulheres, disse ele, mais “um colapso completo” do ensino da fé e “experimentação litúrgica desenfreada”, levou a igreja a se tornar “muito feminizada”. Isso afastou os homens que “respondem ao rigor, precisão e excelência”, disse Burke. “Além do padre, o santuário ficou cheio de mulheres”, disse ele. “As atividades na paróquia e até a liturgia foram influenciadas pelas mulheres e se tornaram tão femininas em muitos lugares que os homens não querem se envolver”. Burke, um tradicionalista litúrgico e um conservador doutrinário, também disse que “os homens precisam se vestir e agir como homens de uma maneira que respeite a si mesmos, às mulheres e às crianças”. Com informações de Aleteia e NCRegister.com Leia também A grave situação da Igreja: uma ameaça, uma chance #vocação

  • HISTÓRIA DO MUNDO E HISTÓRIA DA SALVAÇÃO – Leo Elders

    A revelação bíblica introduziu um novo horizonte, ensinando que há um término para o devir histórico, acima da própria história. Se for assim, o que sucede no tempo recebe seu sentido de sua relação com este término. Santo Tomás o explica da seguinte maneira: é próprio do que é bom o comunicar-se. Sendo Deus o Bem supremo, elegeu o modo mais sublime de comunicar-se, unindo a si a natureza humana na Encarnação. Esta intervenção divina manifesta, ao mesmo tempo, a bondade, a sabedoria, a justiça e o poder de Deus. Deus não decidiu somente a Encarnação, mas também que o fazia em resposta ao estado desastroso em que o primeiro homem havia se metido. Como o percebeu Santo Agostinho, comentando as palavras de Jesus “O Filho veio resgatar e salvar o que estava perdido”, o Filho do Homem não teria vindo se o homem não tivesse pecado. Neste sentido, a Encarnação não é somente a suprema comunicação de Deus ao homem e a elevação da natureza humana, mas reveste, também, o caráter de uma intervenção cheia de misericórdia e de amor. Ao mesmo tempo (e este ponto é importante para nosso tema), começa assim uma história. A preparação espiritual dos homens à vinda de Cristo ia necessitar de muitos séculos: os homens deviam aprender a ser humildes, ter plena consciência da própria miséria e progredir para uma vida menos imperfeita. Desde logo, este progresso situa-se, sobretudo, no nível da vida espiritual e concerne mais a pessoas eleitas, do que a multidão. Mas se pode, também, falar de um progresso no campo da cultura: faz falta, efetivamente, certa capacidade para entender uma doutrina espiritual. Os acontecimentos que preparavam a vinda de Cristo, como os evangelistas a apresentam, pressupõem a coerência e a unidade da história da salvação, desde seu começo até seu fim. A história de nossa vocação sobrenatural não é uma negação da história profana, mas sua cura e restabelecimento, ou seja, que conhecemos, agora, claramente o fim que devemos alcançar e podemos agir em vista deste fim, em cada momento de nossas vidas. A questão de saber por que se encarnou o Verbo de Deus durante o reino do imperador Augusto, e não antes, foi debatida na época patrística. Orígenes defende a oportunidade daquele momento no tempo, em sua resposta ao filósofo pagão Celso; Santo Agostinho explica que era porque Deus sabia que então encontraria pessoas para crer Nele. Pode-se dizer, de um modo geral, com São Tomás, que o imperfeito antecede ao perfeito e que, deste modo, um tempo de preparação e de espera devia preceder a Encarnação. Isto nos introduz na história da salvação. Sucintamente, São Tomás escreve que a chegada de um grande rei deve ser preparada por mensageiros que preparam o povo para aceitar-lhe. Posto que a Encarnação está orientada principalmente para a reparação da natureza humana pela abolição do pecado, não era conveniente que Deus tivesse adotado a natureza humana desde o começo da existência do primeiro homem, isto é, antes que Adão tivesse pecado. Tampouco a Encarnação devia ser preterida até o fim dos tempos. Cristo devia ser a fonte de graça para os homens. Se a vinda de Cristo tivesse sido atrasada até o fim da história, já não encontraria interesse e bondade moral entre os homens. Em relação com esta questão, Tomás insiste na frase de São Paulo (Gal. 4,4), que Deus enviou seu Filho ao chegar a plenitude dos tempos, palavras às quais se refere repetidas vezes. Explica o sentido como segue: na Encarnação, o homem (e, com ele, o universo) retorna a Deus, seu Princípio, o Criador; significa, também, que com Cristo nos foi dada a abundância da graça e foi cumprida a Antiga lei; ademais, realizou-se o que Deus, desde toda a eternidade, havia decidido. http://www.aquinate.com.br/wp-content/uploads/2016/11/Elders-1.pdf

  • Duas celebridades, uma coisa em comum: a Luta contra o Aborto

    As duas artistas compartilham de um ponto de virada em comum na própria trajetória de vida Por Aleteia – As redes sociais têm aplaudido, no Brasil, os testemunhos de conversão de Cássia Kis e Elba Ramalho, duas artistas conhecidas nacionalmente e que compartilham de um ponto de virada em comum na própria trajetória de vida: o fato de já terem feito aborto e, depois, se arrependido e encontrado a conversão, a reconciliação, a alegria e um novo propósito de vida na Igreja Católica. Cássia Kis Neste começo de maio, a atriz Cássia Kis, de 65 anos, participou do programa “Encontro”, da Rede Globo, e revelou que fez um aborto em 1985, mas depois se tornou uma defensora da vida: “Eu fiz um aborto, não foi um aborto espontâneo. Isso mudou muito da minha vida. Hoje eu sou uma madrinha que defende a vida, que protege a vida. As mulheres que querem fazer aborto, eu corro atrás para não fazer”. Ela também falou dos filhos: “Eu tenho quatro filhos aqui na terra e dois estão lá em cima”. A atriz ainda foi explícita ao declarar e valorizar a fé católica e afirmá-la como verdadeira, diante de um meio em que prevalece o relativismo: “A vida católica é linda. A fé só existe no catolicismo. Não é um encontro, é ver a verdade, é estar dentro da verdade”. Acrescentando que reza o terço todos os dias, Cássia Kis afirmou que espera ansiosamente pela Santa Missa: “Eu fico me preparando para, no domingo, estar na Missa, encontrar os católicos, compreender por que uma família católica tem tantos filhos, diante de um mundo que faz tantos abortos”. O testemunho de Cássia Kis repercutiu com força nas redes sociais, e, entre os milhares de comentários, a maioria foi de elogios: “Cássia Kis, parabéns pela bravura, pela coragem”, escreveu uma fã, enquanto outra enfatizou precisamente a coragem de proferir esse testemunho num meio em que a fé católica é frequentemente distorcida: “Mulher vai na emissora mais progressista do país e lança uma dessas, foi máximo”. Leia também Madre Teresa: “O maior destruidor da paz hoje é o aborto” Elba Ramalho A trajetória de Cássia Kis, tal como relatada por ela própria no programa, foi amplamente comparada com a de Elba Ramalho, cantora que também testemunhou abertamente um profundo processo de conversão e reencontro com a fé católica e de comprometimento com a cultura da vida após ter feito aborto na juventude. Durante entrevista concedida em 2012 à agência católica ACI Digital, a cantora explicou por que, depois de “perder-se” na juventude, decidiu retornar à Igreja Católica, a fé em que havia sido criada desde a infância. Leia também Padre de coragem ensina porque, definitivamente, católico não pode ser a favor do Aborto Alguns de seus testemunhos de fé: “Nossa Senhora da Conceição era nosso farol e nossa guia”. Sobre o afastamento de Deus durante a juventude: “Liberdade excessiva acaba se tornando uma prisão” “Passei por experiências difíceis e delicadas, com droga, com loucura, com abortos, exaltando sempre a minha ‘liberdade’ e meus ‘direitos’”. Sobre a conversão: “Até que reencontrei Nossa Senhora de uma forma mística, bonita, profunda… Através dela, das suas mãos maternais, do seu útero materno, através de toda a história do seu ‘sim’, do seu ‘fiat’ [nota da redação: ‘faça-se’, em latim; refere-se à resposta de Maria na Anunciação: ‘Faça-se em mim segundo a Vossa vontade’], que representou a salvação do mundo no processo onde se encerra todo o mistério da nossa religião, que é a Trindade Santa, eu voltei para a Igreja católica, para os ritos e dogmas da minha Igreja”. “Quando eu vejo uma pessoa dizer ‘Sou católico não praticante’, eu digo ‘Não conheço essa religião’, porque o católico praticante conhece o Evangelho, conhece a Palavra, vai à Missa, confessa, confia na Misericórdia, é um grande profeta, evangelizador, caminha guiado pelos passos de Nosso Senhor Jesus Cristo”. “Tenho horror ao pecado embora seja uma grande pecadora”.“Foi pela Misericórdia de Jesus que eu fui resgatada do peso de ter feito aborto. Ele me disse: ‘Agora vá defender vidas’. Por isso eu me juntei ao movimento pró-vida”. Leia também Quase 90% dos brasileiros se declaram contra o aborto Em uma entrevista ainda anterior, concedida em dezembro de 2011 ao site Destrave , da Canção Nova, Elba contou um pouco da sua transformação em defensora convicta da vida humana desde a concepção: “Sou uma pessoa que, depois de andar muito pelos túneis escuros da vida, voltei à minha fé, à minha Igreja Católica, à Missa, à confissão, aos ritos da Igreja. Eu conheço os dogmas da Igreja, conheço um pouco a Vontade de Cristo porque estou muito próxima d’Ele em oração. Conheço o amor de Nossa Senhora pelo mundo (…) Aos poucos fui me envolvendo numa consciência espiritual profunda até que, por meio dessa espiritualidade, cheguei ao movimento pró-vida (…) Eu assumi um compromisso com Deus que eu faria parte dessa luta (…) A responsabilidade crística independe de religião, é de cada criatura: dizer não ao aborto e dizer sim à vida”. Ela fala também do contexto da sua juventude, do aborto que realizou por ignorância, da tomada de consciência da gravidade desse ato, da conversão, da reconciliação com Deus e da paz de consciência ao saber-se perdoada: “É um pecado confessado, é um pecado redimido, perdoado. Por isso que eu sou católica e acredito nas palavras de Jesus: ‘A quem perdoardes na terra, será perdoado no céu’”. Leia também O Aborto é o novo culto ao demônio, denuncia padre Elba também testemunha a necessidade de um compromisso firme assumido com a vida. E ela dá um conselho explícito às mulheres que pensam em abortar: “[Não aborte] em nenhuma, em nenhuma questão, de estupro, de nada! Você assuma seu filho. É uma vida que tem dentro de você, é o seu filho. Compreenda a Deus, que Deus tem várias formas de falar com a gente. Não é só pelo ‘bem-bom’, como a gente quer… Ninguém quer ter dor, angústia, sofrimento. Deus ensina a gente muito pela dor, muito por situações adversas. Não mate seu filho achando que você pode, está liberado, a sociedade permite, as leis… As amiguinhas modernas vão te aconselhar a fazer, às vezes até o marido, às vezes o namorado, que diz ‘Se você ficar com a criança eu vou te largar’… Deixa ele ir. Deus vai te colocar outro melhor. Em circunstância nenhuma, nunca cometa esse ato atroz, terrível, triste, que tanto magoa e fere o coração de Deus”. Confira a entrevista que Elba concedeu ao Destrave : Leia também Veja o que ensina São Padre Pio de Pietrelcina sobre o grave pecado do aborto Contra o aborto: assista o documentário “Pela Vida” O documentário “Pela Vida” que tem como foco o depoimento de mulheres que praticaram o aborto ou que, através do apoio voluntário de pessoas envolvidas com o apoio à Vida, desistiram de interromper a gestação e hoje, graças a este apoio pró-vida, tem uma nova perspectiva e criam seus filhos. Assista ao documentário completo que conta com a participação de Elba Ramalho no  youtube : Movimentos Pró-Vida e Pró-Família Por Humberto L. Vieira Presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família Na década de 80 começaram a surgir os primeiros movimentos em defesa da vida. No Rio de Janeiro surgia o Movimento Arquidiocesano em Defesa da Vida, coordenado pelo Mons. Ney Affonso de Sá Earp. No Rio Grande do Sul (Porto Alegre) surgia o Movimento em Defesa da Vida. Em Brasília surgia a Associação Nacional Pró-Vida de Brasília que, em 1993 deu origem a Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família. À exceção do Movimento em Defesa da Vida de Porto Alegre, que teve o apoio da CNBB, esses movimentos surgiram com o apoio da Human Life International, tendo o Pe. Paul Marx e sua equipe, visitado por 2 vezes o Brasil Com a ajuda inicial de Vida Humana Internacional (departamento da HLI para a América Latina) a PROVIDAFAMÍLIA estimulou o surgimento de outros movimentos em defesa da vida nos vários estados brasileiros. Hoje há 25 movimentos organizados e outros tantos lideres que trabalham em defesa da vida e da família em seus respectivos estados. Esses movimentos são de diversas confissões religiosas: católicos, ecumênicos, espíritas, esotéricos. Não temos conhecimento de movimentos pró-vida evangélicos organizados. Além desses movimentos, a Federação Espírita Brasileira desencadeou há dois anos uma campanha nacional em favor da vida. Essa campanha iniciada no auditório Petrônio Portela, do Senado Federal, se mantém em todo o País, através de seminários, palestras, conferências, atendimentos às gestantes em casos de aborto etc. Os movimentos pró-vida carecem de recursos e, sobretudo, de informações para seu trabalho. Observando que alguns desses movimentos, por desinformação, estavam defendendo a filosofia dos promotores da “cultura da morte” a PROVIDAFAMÍLIA promoveu, em agosto de 1994, uma reunião nacional dos movimentos então existentes, app. 20 movimentos. Com a participação da HLI (dois de seus diretores estiveram presentes) foram realizadas palestras, treinamento e distribuição de documentação que muito contribuíram para esclarecer dúvidas e reorientar a ação daqueles movimentos. Além de contribuir para melhor entrosamento entre os diversos líderes, esse 1º Encontro serviu de estímulo para o surgimento de outros movimentos em defesa da vida e da família, além de uma maior divulgação de informações sobre aborto, educação sexual, homossexualismo, planejamento familiar natural, esterilização, projetos dos grupos internacionais para o Brasil, projetos de aborto no Congresso Nacional etc. Atualmente os dirigentes desses movimentos insistem na realização de um 2º Encontro Nacional para atualização de informações e treinamento de líderes. A organização de um Conselho Nacional Pró-Vida e Pró-Família, proposta no 1º Encontro Nacional, ainda não se concretizou por falta de condições diversas. 2. O papel da PROVIDAFAMÍLIA A Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família – PROVIDAFAMÍLIA, legalmente constituída, com estatutos aprovados e registrados, possui sua sede nacional em Brasília em uma sala da Cúria, cedida pelo Cardeal-Arcebispo, D. José Freire Falcão. Com o apoio da Human Life International o escritório foi mobiliado equipado, dispondo de um computador 486, TV de 14’, video-cassete, impressora lazer e uma mini-copiadora. Apesar de instalado devidamente, o escritório funciona precariamente por absoluta falta de pessoal auxiliar. Os poucos voluntários (trabalhos em horas ou dias por semana) necessitariam de alguém que pudesse atendê-los. A impossibilidade de termos uma secretária obrigou o presidente da PROVIDAFAMÍLIA a trabalhar no escritório particular de sua residência, onde mantém contatos diversos (via fax, internet etc) com movimentos e organizações no Brasil e no Exterior. Principais atividades da PROVIDAFAMÍLIA: a) acompanhamento de projetos de lei, de interesse da vida e da família, no Congresso Nacional; b) elaboração editoração e expedição do Boletim Informativo de periodicidade bi-mensal que é enviado a todos os bispos brsileiros, aos parlamentares federais e do Distrito Federal, aos movimentos pró-vida e a app. 350 assinantes. A ediçao atual é de 2.000 exemplares. c) intercâmbio com várias organizações pró-vida no país e no Exterior; d) manutenção de correspondência e fornecimento de documentação e de material (filmes, folhetos diversos) aos movimentos pró-vida brasileiros; e) palestras, conferências e participação em seminários, além de orientação de estudantes secundários em seus trabalhos sobre aborto, planejamento familiar, controle de população, etc. f) tradução e reprodução de documentos diversos. Grande é o esforço para manter parte ou a totalidade dessas atividades face a escassez de recursos financeiros e de pessoal. A Human Life International que no princípio deu todo apoio, há dois anos deixou de nos ajudar financeiramente, possivelmente em função de dificuldades financeiras que atravessa. Continua, entretanto, a nos enviar seus boletins e algum material de documentação. A ALAFA – Alianza Latinoamericana para a Família, também no início nos apoiou com alguma contribuição. Poucos associados contribuem e as doações são poucas. Possivelmente, no futuro, quando podermos encaminhar a documentação para declaração de utilidade pública tenhamos mais ingressos de recursos pela possibilidade de descontar as contribuições na declaração do imposto de renda. Apesar das dificuldades, a PROVIDAFAMÍLIA continua (não se sabe até quando) a motivar e incentivar outros movimentos que trabalham em defesa da vida e a distribuir informações e documentação recebidas de vários outros movimentos do Exterior. Várias instituições e pessoas, no Brasil, colaboram com os grupos antivida por estarem desinformadas. Por isso acreditamos que o melhor trabalho que se pode fazer em defesa da vida e da família, no momento, é a difusão de informações, além do apoio às mães que desesperadas procuram o aborto. 3. Propostas de trabalho Diante do quadro atual, acreditamos que um efetivo trabalho em defesa da vida deveria considerar: a) a necessidade de um maior apoio aos movimentos que trabalham em defesa da vida, independentemente de confissão religiosa; b) a necessidade de um conselho ou comissão nacional para coordenar esforços e dar mais eficácia ao trabalho desenvolvido; c) a realização de encontros (ou mesmo congressos) nacional ou regionais dos movimentos pró-vida; d) organização, em cada diocese, de um movimento em defesa da vida, com pessoal treinado para trabalhos como: orientação de métodos naturais de planejamento familiar, atendimento e apoio às mães que procuram o aborto, promover e realizar palestras sobre aborto, educação sexual, contracepção e suas consequências, etc; e) apoio ao escritório central para: melhor acompanhar projetos de lei no Congresso Nacional, traduzir e difundir documentos, manter intercâmbio com organizações pró-vida no País e Exterior. SITUAÇÃO DOS ATAQUES À VIDA E À FAMÍLIA NO BRASIL Sendo o Brasil o maior país da América Latina e exercendo uma liderança natural no continente, os grupos anti-vida concentram seus projetos e recursos nesse país. Isso constitui uma estratégia para levar a contracepção, o aborto, a esterilização, a educação sexual hedonista e a legalização da união de pessoas do mesmo sexo, aos demais países da América Latina. Segundo o Inventário dos Projetos de População foram investidos nesses últimos 5 anos, no Brasil, 836 milhões de dólares pelos diversos organismos e instituições internacionais promotoras do controle de população. Por outro lado, app. 60 organizações nacionais existem para a realização desses projetos. O que preocupa é a estratégia de envolvimento de pessoas e organizações, adotada por aquelas instituições. Os defensores da “cultura da morte” estão nas ante-salas do Poder, nas universidades e até mesmo em instituições que, por princípio, defendem a vida e os valores morais da sociedade. Em alguns casos líderes de ONGs financiadas por aquelas organizações são dirigentes de órgãos públicos na área de educação e de saúde. Junto ao Congresso Nacional funciona um forte “lobby” representado por uma organização feminista – O Centro Feminista de Estudos e Assessoria, CFÊMEA, que trabalha para legalização, da contracepção, do aborto, da união civil de homossexuais, esterilização etc. O CFÊMEA conta com uma grande soma de recursos do UNICEF, do FNUAP, da UNIFEM, da Fundação MacArthur, Fundação Ford etc. Só dessa ultima fundação, recebeu em 1995 um total de $170 mil, conforme documento nos arquivos da PROVIDAFAMÍLIA. A equipe técnica do CFÊMEA é especializada em processo legislativo e manobra, com os deputados do Grupo de População e Desenvolvimento (GEPD), as votações de projetos de lei de seu interesse. Por outro lado, a instalação no Brasil, das “Católicas pelo Direito a Decidir” tem levado a leigos e até mesmo a evangélicos e padres a defenderem o aborto, a contracepção e a se oporem à doutrina da Igreja. Essa organização também tem trabalhado no Congresso Nacional, defendendo a aprovação de projetos de lei do aborto. O programa de “educação sexual” defendido por esses grupos já se encontra aprovado pelo Ministério da Educação (e poucos sabem disso). Centenas de “professores de educação sexual” já foram formados. Muitos deles já ministram aulas e técnicas em escolas públicas. Livros para formação de professores, cartilhas (até mesmo de conteúdo pornográfico) para estudantes de 1º e 2º graus já foram editadas e muitas delas já distribuídas. Usando de subterfúgios até mesmo em escolas católicas esses “professores” já proferem palestras e distribuem folhetos sobre educação sexual com as denominações mais diversas “educação para a vida familiar”, “educação para a saúde”, etc. Por outro lado, edição e distribuição de livros e material audio-visual de autores diversos comprometidos com os grupos defensores da “cultura da morte”, por livrarias católicas levam ao público informações distorcidas da doutrina da Igreja. Alguns dessas autoras são militantes do grupo “Católicas pelo Direito a Decidir”. São publicações relacionadas à educação sexual, sexo livre, uso de “camisinhas”, aborto, contracepção, etc. A situação é muito séria no Brasil. Se alguma coisa não for feita a curto prazo, não há dúvida de termos, muito breve, a destruição dos valores cristãos, a legalização do aborto, da união de homossexuais, a esterilização, a educação sexual hedonista e todas os demais projetos antivida implantados em toda a América Latina. 4. O que fazer? A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB reiteradas vezes tem se manifestado contrária aos projetos de aborto, de esterilização, da união civil de pessoas do mesmo sexo. A declaração da última assembléia geral tratou disso. O Setor de Família da CNBB está sempre alerta às investidas dos promotores da “cultura da morte”. Artigos são escritos pelos cardeais, D. Eugênio Sales, D. Lucas Moreira Neves, D. José Freire Falcão e outros bispos. D. Manoel Pestana, de Anápolis promoveu uma carreata até o Congresso Nacional para protestar contra a aprovação de leis abortistas. Outras organizações também tem feito alguma coisa com um certo esforço. Os espíritas, através de sua Federação Nacional e federações estaduais têm trabalhado contra o aborto, os métodos artificiais de planejamento familiar, a educação sexual hedonista e a esterilização etc. Os esotéricos têm feito campanhas junto aos congressistas para não aprovação dos projetos antivida. Além disso realizam seminários para debates dos assuntos. Os diversos movimentos pró-vida têm trabalhado, como podem, para a defesa da vida e da família, apesar da falta de recursos e de maiores informações sobre o assunto. Julgamos que isso não é suficiente, se providências outras não forem tomadas. Acredito que não se pode mais contribuir, com a omissão, para os projetos antivida. Se estamos com a verdade e temos toda uma doutrina estabelecida devemos agir para o bem da Igreja e o bem comum do Povo de Deus que a ela é confiado. Nesse sentido algumas providências deveriam ser tomadas: a) afastar a influência dos assessores do UNICEF em nossa Conferência Episcopal, especialmente na Pastoral da Criança. É ingenuidade pensar que essa organização fornece recursos sem levar em conta seus propósitos antivida. Como justificar o trabalho conjunto com uma organização que financia o “lobby” do aborto no Congresso Nacional? Acaba-se por confundir as coisas e até pessoas que trabalham num local estejam trabalhando em outro (veja-se o caso de jornalista). Igualmente, o convênio com o Fundo de População da ONU (FNUAP) para produção de material de divulgação (vídeos o programas gravados) quando é público que essa organização é a maior organização da ONU promotora do aborto e da contracepção no mundo. Ao menos devemos ser coerentes. Caso deseje a CNBB continuar com seu trabalho social com a criança deveria reescrever seus manuais, e reeditar seu material audio-visual para ajustar à doutrina. Não é possível continuar pregando a contracepção, os métodos artificiais de planejamento familiar em programas de rádio e nos manuais para líderes comunitários. Mesmo que essa providência viesse resultar em cortes de recursos para a área social estaríamos coerentes com a doutrina. Afinal, nossa meta é a evangelização. O atendimento médico-social é dever do Estado através de seus órgãos competentes (Ministério da Saúde e da Educação). Enquanto nossos lideres comunitários cuidam de vacinar, pesar criança e atender a gestantes, não divulgamos através deles a doutrina, os documentos da Igreja e não se orienta as famílias para a prática dos métodos naturais de planejamento familiar. b) destituir do estado clerical o padre que publicamente pregue o aborto. Não é possível que sacerdotes publiquem matérias em jornal, dê entrevistas na TV, participem de vídeos educativos defendendo o aborto e sua legalização e continuem a exercer o ministério. Isto é uma afronta à doutrina da Igreja e ao nosso Santo Padre que luta em defesa dos nascituros. c) que se proíba as editoras católicas de publicarem e a distribuírem livros, vídeos, e material educativo, contrários à doutrina da Igreja, inclusive livros das “Católicas pelo Direito à Decidir”. Ou, pelo menos, que não sejam denominadas de católicas. d) que se leve aos parlamentares católicos, comprometidos com a doutrina, informações sobre a “cultura da morte” e seus promotores. Os parlamentares precisam ser mais assistidos em seu trabalho parlamentar, pelo menos para não serem levados a acreditar no argumento do “lobby” controlista. e) promover reunião com parlamentares católicos com o objetivo de expor-lhes o pensamento da Igreja no que se refere ao aborto, a contracepção, à educação sexual, à eutanásia, à união de pessoas do mesmo sexo etc. Observação: Não podemos cair na “armadilha” que foi preparada, ou utilizada pelo “lobby pró-aborto”. Organizou-se um Grupo Parlamentar Católico, sob a coordenação de um deputado católico (com forte “jogo político”). Esse grupo reunia parlamentares assessorados pelo CFÊMEA- Centro Feminista de Estudos e Assessoria (lobby abortista) e integrado por conhecidas parlamentares militantes feministas, defensoras do aborto. Estrategicamente, alguns deles eram escolhidos para relatar projetos de lei de interesse dos grupos antinatalistas. Quando da votação de tais projetos o CFÊMEA divulgava entre os parlamentares que a Igreja apoiava tal projeto, ou teria negociado aquela redação. “Vejam o deputado tal, participa do Grupo de Parlamentares Católicos (GPC) e vota pela aprovação do Projeto”. Foi isso que aconteceu com o Projeto de Lei de Planejamento Familiar em que a esterilização foi incluída como um dos métodos. No caso o Senador Lúcio Alcântara, membro do GPC, foi o relator e deu parecer favorável à aprovação da esterilização como método de planejamento familiar. Nesse episódio o CFÊMEA distribuiu correspondência a todos os parlamentares afirmando que o projeto havia sido negociado com a Igreja Católica. Felizmente D. Cláudio Hummes, Responsável pelo Setor Família da CNBB, teve conhecimento dessa correspondência e enviou a todos os deputados e senadores um contundente desmentido. Nesse caso a CNBB deveria ser melhor assessorada para selecionar seu canal de comunicação com o Congresso Nacional. f) Necessitaria um maior esforço da CNBB, juntamente com outras organizações defensoras da vida e dos valores morais, para enfrentar o inimigo comum. É sabido que a maioria da igrejas evangélicas defendem a vida e combatem a contracepção, os espíritas e esotéricos defendem a todo o custo a vida e os valores morais e são contrários a contracepção e aos métodos artificiais de planejamento familiar. Embora nem todos estejam informados sobre o perigo que corremos poderiam ser esclarecidos sobre os projetos e estratégias antivida. A união faz a força! g) Sugere-se que a CNBB faça reuniões regionais para debate e esclarecimento sobre a encíclica “Evangelium Vitae”. Nessas reuniões os bispos e principalmente os padres seriam estimulados a divulgar, em suas paróquias, aquele documento e a falarem sobre os atentados à vida e à família, oferecendo a seus paroquianos “pistas” de trabalho pastoral em favor da vida e dos valores cristãos da família. Assim, seriam formados grupos de atendimento à mulher que procura o aborto, grupo de orientação para uso de métodos naturais de planejamento familiar, grupos de estudos sobre documentos da Igreja relacionados com a defesa da vida, da família e da formação de jovens. O Pontifício Conselho para a Família tem importantes documentos sobre o assunto, infelizmente ignorados por muitos, inclusive por padres. h) É muito importante que esclareçamos os médicos sobre o uso dos métodos naturais de planejamento familiar e os efeitos dos anticonceptivos para a criança por nascer. É incrível, mas os ginecologistas e obstetras, de uma maneira geral, desconhecem os efeitos abortivos de certos métodos artificiais. Por essa razão, médicos católicos praticantes, participantes de movimentos de Igreja receitam DIUs, pílulas etc. Sugere-se, como já tem feito algumas dioceses, cursos e seminários sobre planejamento familiar para médicos e pessoal de saúde. A BEMFAM patrocina cursos de planejamento familiar, em larga escala para o pessoal de saúde, muitas vezes desde o 3º ano de medicina. Nossos médicos são formados para receitar métodos anticoncepcionais! g) A elaboração de um Curso sobre a Sexualidade Humana para as escolas católicas seria uma boa alternativa à educação sexual hedonista em curso nas escolas públicas que está sendo impingido às escolas privadas. Nesse particular a organização evangélica “Focus on the Family” elaborou um curso sobre a castidade denominado “El sexo las mentiras y… la verdade”. Esse curso com manual para o professor e recurso audio-visual (filme) já foi adotado por alguns países da América Latina. O Pontifício Conselho para a Família tem um recente documento sobre o assunto: Sexualidade Humana – Verdades e Significado: Orientação para oas pais”. Conclusão Diante do exposto, podemos afirmar que é terrível a situação dos atentados à vida e à família, no Brasil. O perigo de que venham a ser legalizados o aborto, a esterilização, a união civil de homossexuais, a educação sexual voltada para o sexo livre, o aborto e a contracepção é um perigo real e a curto prazo. Como estratégia para se conseguir a legalização do aborto já foram implantados em alguns hospitais do país o programa denominado “aborto legal” com o objetivo de fazer abortos nos casos de estupro, risco de vida da mãe e nas adolescentes, a pedido, até os 14 anos de idade. Preocupa a legalização desses ou de pelo menos alguns desses procedimentos antivida antes de visita do Santo Padre ao Brasil em outubro/97. Seria um desastre para nós católicos que os promotores da “cultura da morte” apresentem como trunfo a aprovação de projetos de lei que contemplem aqueles eventos. Como, aliás, já conseguiram legalizar a contracepção, com a aprovação da lei que dispõe sobre o Planejamento Familiar, nitidamente de conteúdo anticonceptivo. Não podemos arriscar. Há no Congresso Nacional, pelo menos 8 projetos de lei para legalizar o aborto, desde por má formação fetal até a total liberação dessa prática. Projetos outros para legalização da união civil de homossexuais, fecundação artificial assistida, educação sexual etc, tramitam normalmente no Congresso Nacional assistidos por lobistas muito bem financiados. A esterilização de homens e mulheres já foi aprovada e vetada pelo Presidente da República. Agora o Congresso aprecia o veto. Há forte lobby, inclusive estimulado pela Primeira Dama para rejeição desse veto. Espera-se da Igreja, no Brasil, uma ação mais concreta em defesa da vida e dos valores éticos e morais da sociedade. Que o Senhor da Vida nos ajude nessa árdua tarefa! #Aborto #Celebridades #Conversão #Testemunho

  • Duas celebridades, uma coisa em comum: a Luta contra o Aborto

    As duas artistas compartilham de um ponto de virada em comum na própria trajetória de vida Por Aleteia – As redes sociais têm aplaudido, no Brasil, os testemunhos de conversão de Cássia Kis e Elba Ramalho, duas artistas conhecidas nacionalmente e que compartilham de um ponto de virada em comum na própria trajetória de vida: o fato de já terem feito aborto e, depois, se arrependido e encontrado a conversão, a reconciliação, a alegria e um novo propósito de vida na Igreja Católica. Cássia Kis Neste começo de maio, a atriz Cássia Kis, de 65 anos, participou do programa “Encontro”, da Rede Globo, e revelou que fez um aborto em 1985, mas depois se tornou uma defensora da vida: “Eu fiz um aborto, não foi um aborto espontâneo. Isso mudou muito da minha vida. Hoje eu sou uma madrinha que defende a vida, que protege a vida. As mulheres que querem fazer aborto, eu corro atrás para não fazer”. Ela também falou dos filhos: “Eu tenho quatro filhos aqui na terra e dois estão lá em cima”. A atriz ainda foi explícita ao declarar e valorizar a fé católica e afirmá-la como verdadeira, diante de um meio em que prevalece o relativismo: “A vida católica é linda. A fé só existe no catolicismo. Não é um encontro, é ver a verdade, é estar dentro da verdade”. Acrescentando que reza o terço todos os dias, Cássia Kis afirmou que espera ansiosamente pela Santa Missa: “Eu fico me preparando para, no domingo, estar na Missa, encontrar os católicos, compreender por que uma família católica tem tantos filhos, diante de um mundo que faz tantos abortos”. O testemunho de Cássia Kis repercutiu com força nas redes sociais, e, entre os milhares de comentários, a maioria foi de elogios: “Cássia Kis, parabéns pela bravura, pela coragem”, escreveu uma fã, enquanto outra enfatizou precisamente a coragem de proferir esse testemunho num meio em que a fé católica é frequentemente distorcida: “Mulher vai na emissora mais progressista do país e lança uma dessas, foi máximo”. Leia também Madre Teresa: “O maior destruidor da paz hoje é o aborto” Elba Ramalho A trajetória de Cássia Kis, tal como relatada por ela própria no programa, foi amplamente comparada com a de Elba Ramalho, cantora que também testemunhou abertamente um profundo processo de conversão e reencontro com a fé católica e de comprometimento com a cultura da vida após ter feito aborto na juventude. Durante entrevista concedida em 2012 à agência católica ACI Digital, a cantora explicou por que, depois de “perder-se” na juventude, decidiu retornar à Igreja Católica, a fé em que havia sido criada desde a infância. Leia também Padre de coragem ensina porque, definitivamente, católico não pode ser a favor do Aborto Alguns de seus testemunhos de fé: “Nossa Senhora da Conceição era nosso farol e nossa guia”. Sobre o afastamento de Deus durante a juventude: “Liberdade excessiva acaba se tornando uma prisão” “Passei por experiências difíceis e delicadas, com droga, com loucura, com abortos, exaltando sempre a minha ‘liberdade’ e meus ‘direitos’”. Sobre a conversão: “Até que reencontrei Nossa Senhora de uma forma mística, bonita, profunda… Através dela, das suas mãos maternais, do seu útero materno, através de toda a história do seu ‘sim’, do seu ‘fiat’ [nota da redação: ‘faça-se’, em latim; refere-se à resposta de Maria na Anunciação: ‘Faça-se em mim segundo a Vossa vontade’], que representou a salvação do mundo no processo onde se encerra todo o mistério da nossa religião, que é a Trindade Santa, eu voltei para a Igreja católica, para os ritos e dogmas da minha Igreja”. “Quando eu vejo uma pessoa dizer ‘Sou católico não praticante’, eu digo ‘Não conheço essa religião’, porque o católico praticante conhece o Evangelho, conhece a Palavra, vai à Missa, confessa, confia na Misericórdia, é um grande profeta, evangelizador, caminha guiado pelos passos de Nosso Senhor Jesus Cristo”. “Tenho horror ao pecado embora seja uma grande pecadora”.“Foi pela Misericórdia de Jesus que eu fui resgatada do peso de ter feito aborto. Ele me disse: ‘Agora vá defender vidas’. Por isso eu me juntei ao movimento pró-vida”. Leia também Quase 90% dos brasileiros se declaram contra o aborto Em uma entrevista ainda anterior, concedida em dezembro de 2011 ao site Destrave , da Canção Nova, Elba contou um pouco da sua transformação em defensora convicta da vida humana desde a concepção: “Sou uma pessoa que, depois de andar muito pelos túneis escuros da vida, voltei à minha fé, à minha Igreja Católica, à Missa, à confissão, aos ritos da Igreja. Eu conheço os dogmas da Igreja, conheço um pouco a Vontade de Cristo porque estou muito próxima d’Ele em oração. Conheço o amor de Nossa Senhora pelo mundo (…) Aos poucos fui me envolvendo numa consciência espiritual profunda até que, por meio dessa espiritualidade, cheguei ao movimento pró-vida (…) Eu assumi um compromisso com Deus que eu faria parte dessa luta (…) A responsabilidade crística independe de religião, é de cada criatura: dizer não ao aborto e dizer sim à vida”. Ela fala também do contexto da sua juventude, do aborto que realizou por ignorância, da tomada de consciência da gravidade desse ato, da conversão, da reconciliação com Deus e da paz de consciência ao saber-se perdoada: “É um pecado confessado, é um pecado redimido, perdoado. Por isso que eu sou católica e acredito nas palavras de Jesus: ‘A quem perdoardes na terra, será perdoado no céu’”. Leia também O Aborto é o novo culto ao demônio, denuncia padre Elba também testemunha a necessidade de um compromisso firme assumido com a vida. E ela dá um conselho explícito às mulheres que pensam em abortar: “[Não aborte] em nenhuma, em nenhuma questão, de estupro, de nada! Você assuma seu filho. É uma vida que tem dentro de você, é o seu filho. Compreenda a Deus, que Deus tem várias formas de falar com a gente. Não é só pelo ‘bem-bom’, como a gente quer… Ninguém quer ter dor, angústia, sofrimento. Deus ensina a gente muito pela dor, muito por situações adversas. Não mate seu filho achando que você pode, está liberado, a sociedade permite, as leis… As amiguinhas modernas vão te aconselhar a fazer, às vezes até o marido, às vezes o namorado, que diz ‘Se você ficar com a criança eu vou te largar’… Deixa ele ir. Deus vai te colocar outro melhor. Em circunstância nenhuma, nunca cometa esse ato atroz, terrível, triste, que tanto magoa e fere o coração de Deus”. Confira a entrevista que Elba concedeu ao Destrave : Leia também Veja o que ensina São Padre Pio de Pietrelcina sobre o grave pecado do aborto Contra o aborto: assista o documentário “Pela Vida” O documentário “Pela Vida” que tem como foco o depoimento de mulheres que praticaram o aborto ou que, através do apoio voluntário de pessoas envolvidas com o apoio à Vida, desistiram de interromper a gestação e hoje, graças a este apoio pró-vida, tem uma nova perspectiva e criam seus filhos. Assista ao documentário completo que conta com a participação de Elba Ramalho no  youtube : Movimentos Pró-Vida e Pró-Família Por Humberto L. Vieira Presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família Na década de 80 começaram a surgir os primeiros movimentos em defesa da vida. No Rio de Janeiro surgia o Movimento Arquidiocesano em Defesa da Vida, coordenado pelo Mons. Ney Affonso de Sá Earp. No Rio Grande do Sul (Porto Alegre) surgia o Movimento em Defesa da Vida. Em Brasília surgia a Associação Nacional Pró-Vida de Brasília que, em 1993 deu origem a Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família. À exceção do Movimento em Defesa da Vida de Porto Alegre, que teve o apoio da CNBB, esses movimentos surgiram com o apoio da Human Life International, tendo o Pe. Paul Marx e sua equipe, visitado por 2 vezes o Brasil Com a ajuda inicial de Vida Humana Internacional (departamento da HLI para a América Latina) a PROVIDAFAMÍLIA estimulou o surgimento de outros movimentos em defesa da vida nos vários estados brasileiros. Hoje há 25 movimentos organizados e outros tantos lideres que trabalham em defesa da vida e da família em seus respectivos estados. Esses movimentos são de diversas confissões religiosas: católicos, ecumênicos, espíritas, esotéricos. Não temos conhecimento de movimentos pró-vida evangélicos organizados. Além desses movimentos, a Federação Espírita Brasileira desencadeou há dois anos uma campanha nacional em favor da vida. Essa campanha iniciada no auditório Petrônio Portela, do Senado Federal, se mantém em todo o País, através de seminários, palestras, conferências, atendimentos às gestantes em casos de aborto etc. Os movimentos pró-vida carecem de recursos e, sobretudo, de informações para seu trabalho. Observando que alguns desses movimentos, por desinformação, estavam defendendo a filosofia dos promotores da “cultura da morte” a PROVIDAFAMÍLIA promoveu, em agosto de 1994, uma reunião nacional dos movimentos então existentes, app. 20 movimentos. Com a participação da HLI (dois de seus diretores estiveram presentes) foram realizadas palestras, treinamento e distribuição de documentação que muito contribuíram para esclarecer dúvidas e reorientar a ação daqueles movimentos. Além de contribuir para melhor entrosamento entre os diversos líderes, esse 1º Encontro serviu de estímulo para o surgimento de outros movimentos em defesa da vida e da família, além de uma maior divulgação de informações sobre aborto, educação sexual, homossexualismo, planejamento familiar natural, esterilização, projetos dos grupos internacionais para o Brasil, projetos de aborto no Congresso Nacional etc. Atualmente os dirigentes desses movimentos insistem na realização de um 2º Encontro Nacional para atualização de informações e treinamento de líderes. A organização de um Conselho Nacional Pró-Vida e Pró-Família, proposta no 1º Encontro Nacional, ainda não se concretizou por falta de condições diversas. 2. O papel da PROVIDAFAMÍLIA A Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família – PROVIDAFAMÍLIA, legalmente constituída, com estatutos aprovados e registrados, possui sua sede nacional em Brasília em uma sala da Cúria, cedida pelo Cardeal-Arcebispo, D. José Freire Falcão. Com o apoio da Human Life International o escritório foi mobiliado equipado, dispondo de um computador 486, TV de 14’, video-cassete, impressora lazer e uma mini-copiadora. Apesar de instalado devidamente, o escritório funciona precariamente por absoluta falta de pessoal auxiliar. Os poucos voluntários (trabalhos em horas ou dias por semana) necessitariam de alguém que pudesse atendê-los. A impossibilidade de termos uma secretária obrigou o presidente da PROVIDAFAMÍLIA a trabalhar no escritório particular de sua residência, onde mantém contatos diversos (via fax, internet etc) com movimentos e organizações no Brasil e no Exterior. Principais atividades da PROVIDAFAMÍLIA: a) acompanhamento de projetos de lei, de interesse da vida e da família, no Congresso Nacional; b) elaboração editoração e expedição do Boletim Informativo de periodicidade bi-mensal que é enviado a todos os bispos brsileiros, aos parlamentares federais e do Distrito Federal, aos movimentos pró-vida e a app. 350 assinantes. A ediçao atual é de 2.000 exemplares. c) intercâmbio com várias organizações pró-vida no país e no Exterior; d) manutenção de correspondência e fornecimento de documentação e de material (filmes, folhetos diversos) aos movimentos pró-vida brasileiros; e) palestras, conferências e participação em seminários, além de orientação de estudantes secundários em seus trabalhos sobre aborto, planejamento familiar, controle de população, etc. f) tradução e reprodução de documentos diversos. Grande é o esforço para manter parte ou a totalidade dessas atividades face a escassez de recursos financeiros e de pessoal. A Human Life International que no princípio deu todo apoio, há dois anos deixou de nos ajudar financeiramente, possivelmente em função de dificuldades financeiras que atravessa. Continua, entretanto, a nos enviar seus boletins e algum material de documentação. A ALAFA – Alianza Latinoamericana para a Família, também no início nos apoiou com alguma contribuição. Poucos associados contribuem e as doações são poucas. Possivelmente, no futuro, quando podermos encaminhar a documentação para declaração de utilidade pública tenhamos mais ingressos de recursos pela possibilidade de descontar as contribuições na declaração do imposto de renda. Apesar das dificuldades, a PROVIDAFAMÍLIA continua (não se sabe até quando) a motivar e incentivar outros movimentos que trabalham em defesa da vida e a distribuir informações e documentação recebidas de vários outros movimentos do Exterior. Várias instituições e pessoas, no Brasil, colaboram com os grupos antivida por estarem desinformadas. Por isso acreditamos que o melhor trabalho que se pode fazer em defesa da vida e da família, no momento, é a difusão de informações, além do apoio às mães que desesperadas procuram o aborto. 3. Propostas de trabalho Diante do quadro atual, acreditamos que um efetivo trabalho em defesa da vida deveria considerar: a) a necessidade de um maior apoio aos movimentos que trabalham em defesa da vida, independentemente de confissão religiosa; b) a necessidade de um conselho ou comissão nacional para coordenar esforços e dar mais eficácia ao trabalho desenvolvido; c) a realização de encontros (ou mesmo congressos) nacional ou regionais dos movimentos pró-vida; d) organização, em cada diocese, de um movimento em defesa da vida, com pessoal treinado para trabalhos como: orientação de métodos naturais de planejamento familiar, atendimento e apoio às mães que procuram o aborto, promover e realizar palestras sobre aborto, educação sexual, contracepção e suas consequências, etc; e) apoio ao escritório central para: melhor acompanhar projetos de lei no Congresso Nacional, traduzir e difundir documentos, manter intercâmbio com organizações pró-vida no País e Exterior. SITUAÇÃO DOS ATAQUES À VIDA E À FAMÍLIA NO BRASIL Sendo o Brasil o maior país da América Latina e exercendo uma liderança natural no continente, os grupos anti-vida concentram seus projetos e recursos nesse país. Isso constitui uma estratégia para levar a contracepção, o aborto, a esterilização, a educação sexual hedonista e a legalização da união de pessoas do mesmo sexo, aos demais países da América Latina. Segundo o Inventário dos Projetos de População foram investidos nesses últimos 5 anos, no Brasil, 836 milhões de dólares pelos diversos organismos e instituições internacionais promotoras do controle de população. Por outro lado, app. 60 organizações nacionais existem para a realização desses projetos. O que preocupa é a estratégia de envolvimento de pessoas e organizações, adotada por aquelas instituições. Os defensores da “cultura da morte” estão nas ante-salas do Poder, nas universidades e até mesmo em instituições que, por princípio, defendem a vida e os valores morais da sociedade. Em alguns casos líderes de ONGs financiadas por aquelas organizações são dirigentes de órgãos públicos na área de educação e de saúde. Junto ao Congresso Nacional funciona um forte “lobby” representado por uma organização feminista – O Centro Feminista de Estudos e Assessoria, CFÊMEA, que trabalha para legalização, da contracepção, do aborto, da união civil de homossexuais, esterilização etc. O CFÊMEA conta com uma grande soma de recursos do UNICEF, do FNUAP, da UNIFEM, da Fundação MacArthur, Fundação Ford etc. Só dessa ultima fundação, recebeu em 1995 um total de $170 mil, conforme documento nos arquivos da PROVIDAFAMÍLIA. A equipe técnica do CFÊMEA é especializada em processo legislativo e manobra, com os deputados do Grupo de População e Desenvolvimento (GEPD), as votações de projetos de lei de seu interesse. Por outro lado, a instalação no Brasil, das “Católicas pelo Direito a Decidir” tem levado a leigos e até mesmo a evangélicos e padres a defenderem o aborto, a contracepção e a se oporem à doutrina da Igreja. Essa organização também tem trabalhado no Congresso Nacional, defendendo a aprovação de projetos de lei do aborto. O programa de “educação sexual” defendido por esses grupos já se encontra aprovado pelo Ministério da Educação (e poucos sabem disso). Centenas de “professores de educação sexual” já foram formados. Muitos deles já ministram aulas e técnicas em escolas públicas. Livros para formação de professores, cartilhas (até mesmo de conteúdo pornográfico) para estudantes de 1º e 2º graus já foram editadas e muitas delas já distribuídas. Usando de subterfúgios até mesmo em escolas católicas esses “professores” já proferem palestras e distribuem folhetos sobre educação sexual com as denominações mais diversas “educação para a vida familiar”, “educação para a saúde”, etc. Por outro lado, edição e distribuição de livros e material audio-visual de autores diversos comprometidos com os grupos defensores da “cultura da morte”, por livrarias católicas levam ao público informações distorcidas da doutrina da Igreja. Alguns dessas autoras são militantes do grupo “Católicas pelo Direito a Decidir”. São publicações relacionadas à educação sexual, sexo livre, uso de “camisinhas”, aborto, contracepção, etc. A situação é muito séria no Brasil. Se alguma coisa não for feita a curto prazo, não há dúvida de termos, muito breve, a destruição dos valores cristãos, a legalização do aborto, da união de homossexuais, a esterilização, a educação sexual hedonista e todas os demais projetos antivida implantados em toda a América Latina. 4. O que fazer? A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB reiteradas vezes tem se manifestado contrária aos projetos de aborto, de esterilização, da união civil de pessoas do mesmo sexo. A declaração da última assembléia geral tratou disso. O Setor de Família da CNBB está sempre alerta às investidas dos promotores da “cultura da morte”. Artigos são escritos pelos cardeais, D. Eugênio Sales, D. Lucas Moreira Neves, D. José Freire Falcão e outros bispos. D. Manoel Pestana, de Anápolis promoveu uma carreata até o Congresso Nacional para protestar contra a aprovação de leis abortistas. Outras organizações também tem feito alguma coisa com um certo esforço. Os espíritas, através de sua Federação Nacional e federações estaduais têm trabalhado contra o aborto, os métodos artificiais de planejamento familiar, a educação sexual hedonista e a esterilização etc. Os esotéricos têm feito campanhas junto aos congressistas para não aprovação dos projetos antivida. Além disso realizam seminários para debates dos assuntos. Os diversos movimentos pró-vida têm trabalhado, como podem, para a defesa da vida e da família, apesar da falta de recursos e de maiores informações sobre o assunto. Julgamos que isso não é suficiente, se providências outras não forem tomadas. Acredito que não se pode mais contribuir, com a omissão, para os projetos antivida. Se estamos com a verdade e temos toda uma doutrina estabelecida devemos agir para o bem da Igreja e o bem comum do Povo de Deus que a ela é confiado. Nesse sentido algumas providências deveriam ser tomadas: a) afastar a influência dos assessores do UNICEF em nossa Conferência Episcopal, especialmente na Pastoral da Criança. É ingenuidade pensar que essa organização fornece recursos sem levar em conta seus propósitos antivida. Como justificar o trabalho conjunto com uma organização que financia o “lobby” do aborto no Congresso Nacional? Acaba-se por confundir as coisas e até pessoas que trabalham num local estejam trabalhando em outro (veja-se o caso de jornalista). Igualmente, o convênio com o Fundo de População da ONU (FNUAP) para produção de material de divulgação (vídeos o programas gravados) quando é público que essa organização é a maior organização da ONU promotora do aborto e da contracepção no mundo. Ao menos devemos ser coerentes. Caso deseje a CNBB continuar com seu trabalho social com a criança deveria reescrever seus manuais, e reeditar seu material audio-visual para ajustar à doutrina. Não é possível continuar pregando a contracepção, os métodos artificiais de planejamento familiar em programas de rádio e nos manuais para líderes comunitários. Mesmo que essa providência viesse resultar em cortes de recursos para a área social estaríamos coerentes com a doutrina. Afinal, nossa meta é a evangelização. O atendimento médico-social é dever do Estado através de seus órgãos competentes (Ministério da Saúde e da Educação). Enquanto nossos lideres comunitários cuidam de vacinar, pesar criança e atender a gestantes, não divulgamos através deles a doutrina, os documentos da Igreja e não se orienta as famílias para a prática dos métodos naturais de planejamento familiar. b) destituir do estado clerical o padre que publicamente pregue o aborto. Não é possível que sacerdotes publiquem matérias em jornal, dê entrevistas na TV, participem de vídeos educativos defendendo o aborto e sua legalização e continuem a exercer o ministério. Isto é uma afronta à doutrina da Igreja e ao nosso Santo Padre que luta em defesa dos nascituros. c) que se proíba as editoras católicas de publicarem e a distribuírem livros, vídeos, e material educativo, contrários à doutrina da Igreja, inclusive livros das “Católicas pelo Direito à Decidir”. Ou, pelo menos, que não sejam denominadas de católicas. d) que se leve aos parlamentares católicos, comprometidos com a doutrina, informações sobre a “cultura da morte” e seus promotores. Os parlamentares precisam ser mais assistidos em seu trabalho parlamentar, pelo menos para não serem levados a acreditar no argumento do “lobby” controlista. e) promover reunião com parlamentares católicos com o objetivo de expor-lhes o pensamento da Igreja no que se refere ao aborto, a contracepção, à educação sexual, à eutanásia, à união de pessoas do mesmo sexo etc. Observação: Não podemos cair na “armadilha” que foi preparada, ou utilizada pelo “lobby pró-aborto”. Organizou-se um Grupo Parlamentar Católico, sob a coordenação de um deputado católico (com forte “jogo político”). Esse grupo reunia parlamentares assessorados pelo CFÊMEA- Centro Feminista de Estudos e Assessoria (lobby abortista) e integrado por conhecidas parlamentares militantes feministas, defensoras do aborto. Estrategicamente, alguns deles eram escolhidos para relatar projetos de lei de interesse dos grupos antinatalistas. Quando da votação de tais projetos o CFÊMEA divulgava entre os parlamentares que a Igreja apoiava tal projeto, ou teria negociado aquela redação. “Vejam o deputado tal, participa do Grupo de Parlamentares Católicos (GPC) e vota pela aprovação do Projeto”. Foi isso que aconteceu com o Projeto de Lei de Planejamento Familiar em que a esterilização foi incluída como um dos métodos. No caso o Senador Lúcio Alcântara, membro do GPC, foi o relator e deu parecer favorável à aprovação da esterilização como método de planejamento familiar. Nesse episódio o CFÊMEA distribuiu correspondência a todos os parlamentares afirmando que o projeto havia sido negociado com a Igreja Católica. Felizmente D. Cláudio Hummes, Responsável pelo Setor Família da CNBB, teve conhecimento dessa correspondência e enviou a todos os deputados e senadores um contundente desmentido. Nesse caso a CNBB deveria ser melhor assessorada para selecionar seu canal de comunicação com o Congresso Nacional. f) Necessitaria um maior esforço da CNBB, juntamente com outras organizações defensoras da vida e dos valores morais, para enfrentar o inimigo comum. É sabido que a maioria da igrejas evangélicas defendem a vida e combatem a contracepção, os espíritas e esotéricos defendem a todo o custo a vida e os valores morais e são contrários a contracepção e aos métodos artificiais de planejamento familiar. Embora nem todos estejam informados sobre o perigo que corremos poderiam ser esclarecidos sobre os projetos e estratégias antivida. A união faz a força! g) Sugere-se que a CNBB faça reuniões regionais para debate e esclarecimento sobre a encíclica “Evangelium Vitae”. Nessas reuniões os bispos e principalmente os padres seriam estimulados a divulgar, em suas paróquias, aquele documento e a falarem sobre os atentados à vida e à família, oferecendo a seus paroquianos “pistas” de trabalho pastoral em favor da vida e dos valores cristãos da família. Assim, seriam formados grupos de atendimento à mulher que procura o aborto, grupo de orientação para uso de métodos naturais de planejamento familiar, grupos de estudos sobre documentos da Igreja relacionados com a defesa da vida, da família e da formação de jovens. O Pontifício Conselho para a Família tem importantes documentos sobre o assunto, infelizmente ignorados por muitos, inclusive por padres. h) É muito importante que esclareçamos os médicos sobre o uso dos métodos naturais de planejamento familiar e os efeitos dos anticonceptivos para a criança por nascer. É incrível, mas os ginecologistas e obstetras, de uma maneira geral, desconhecem os efeitos abortivos de certos métodos artificiais. Por essa razão, médicos católicos praticantes, participantes de movimentos de Igreja receitam DIUs, pílulas etc. Sugere-se, como já tem feito algumas dioceses, cursos e seminários sobre planejamento familiar para médicos e pessoal de saúde. A BEMFAM patrocina cursos de planejamento familiar, em larga escala para o pessoal de saúde, muitas vezes desde o 3º ano de medicina. Nossos médicos são formados para receitar métodos anticoncepcionais! g) A elaboração de um Curso sobre a Sexualidade Humana para as escolas católicas seria uma boa alternativa à educação sexual hedonista em curso nas escolas públicas que está sendo impingido às escolas privadas. Nesse particular a organização evangélica “Focus on the Family” elaborou um curso sobre a castidade denominado “El sexo las mentiras y… la verdade”. Esse curso com manual para o professor e recurso audio-visual (filme) já foi adotado por alguns países da América Latina. O Pontifício Conselho para a Família tem um recente documento sobre o assunto: Sexualidade Humana – Verdades e Significado: Orientação para oas pais”. Conclusão Diante do exposto, podemos afirmar que é terrível a situação dos atentados à vida e à família, no Brasil. O perigo de que venham a ser legalizados o aborto, a esterilização, a união civil de homossexuais, a educação sexual voltada para o sexo livre, o aborto e a contracepção é um perigo real e a curto prazo. Como estratégia para se conseguir a legalização do aborto já foram implantados em alguns hospitais do país o programa denominado “aborto legal” com o objetivo de fazer abortos nos casos de estupro, risco de vida da mãe e nas adolescentes, a pedido, até os 14 anos de idade. Preocupa a legalização desses ou de pelo menos alguns desses procedimentos antivida antes de visita do Santo Padre ao Brasil em outubro/97. Seria um desastre para nós católicos que os promotores da “cultura da morte” apresentem como trunfo a aprovação de projetos de lei que contemplem aqueles eventos. Como, aliás, já conseguiram legalizar a contracepção, com a aprovação da lei que dispõe sobre o Planejamento Familiar, nitidamente de conteúdo anticonceptivo. Não podemos arriscar. Há no Congresso Nacional, pelo menos 8 projetos de lei para legalizar o aborto, desde por má formação fetal até a total liberação dessa prática. Projetos outros para legalização da união civil de homossexuais, fecundação artificial assistida, educação sexual etc, tramitam normalmente no Congresso Nacional assistidos por lobistas muito bem financiados. A esterilização de homens e mulheres já foi aprovada e vetada pelo Presidente da República. Agora o Congresso aprecia o veto. Há forte lobby, inclusive estimulado pela Primeira Dama para rejeição desse veto. Espera-se da Igreja, no Brasil, uma ação mais concreta em defesa da vida e dos valores éticos e morais da sociedade. Que o Senhor da Vida nos ajude nessa árdua tarefa! #Aborto #Celebridades #Conversão #Testemunho

  • POR QUE HÁ MAIS BELEZA NO UNIVERSO DO QUE COISAS FEIAS?

    O físico americano Frank Wilczek, Prêmio Nobel de Física em 2004, hoje já não se preocupa somente com as coisas de sua ciência. Um novo horizonte se abriu em sua mente, em sua alma. Nasceu em família católica e perdeu a fé. Ainda não voltou à Igreja, nem é garantido que volte, mas agora começa a interessar-se por assuntos que nós costumamos chamar de “metafísicos”, sobre os quais a ciência nada tem a dizer e exigem ser abordados por outros meios. Reconhece, com humildade, que a ciência nunca pode falar daquilo que deveria ser, pois não foi projetada para tal fim. Pode aconselhar as pessoas sobre as possíveis consequências do que elas escolhem fazer, mas não apontar o que elas devem fazer. Contudo, o Deus que o físico perdeu, na adolescência, está agora retornando à sua inquieta alma agnóstica. Ainda não é possível falar em conversão, mas Frank Wilczek já se livrou do delirante conceito ateísta do universo como produto da matéria auto-organizada. A partir do que o Criador tão bem criou (tudo dispondo “com medida, número e peso”, segundo o livro de Sabedoria, 11, 20) e a física a seu modo descreve, esse homem de ciência começa a fazer perguntas que um ateu não faz. Atualmente, além de áxions, “cristais de tempo” e núcleo do átomo, anda também levando a sério outras coisas, do tipo: por que existe beleza no universo e por que ela nos agrada tanto? Parece que a mesma ciência que, um dia, o fez distanciar-se de Deus, agora Dele o reaproxima. Wilczek vê como um milagre — o principal milagre da física — o fato de ela conseguir, com equações e cálculos, descrever o mundo real. Um mundo belamente simétrico, que conduz o homem dos cálculos, disposto a não polemizar com o real, à inevitável pergunta: por que o mundo é assim? Por que ele é matematicamente e materialmente tão maravilhoso, se poderia ter sido feio? A física não pode dar respostas a essas questões, mas foram questões dessa espécie que o fizeram sair de sua área de estudos e escrever alguns livros na fronteira com a filosofia. Wilczek aceita a hipótese de que o universo, desde o seu início — pois o universo teve um começo — é governado por leis físicas, “com certos parâmetros e constantes, que parecem estar muito bem ajustados para permitir que surjam estruturas complexas e, no final, a mente.” É o que os físicos têm chamado de “princípio antrópico”. Um universo, enfim, projetado para que os homens pudessem, muito tempo depois, entrar em cena no palco redondo e azul do planeta Terra e nele representar o drama da liberdade humana, com tudo o que a liberdade implica. Enfim, o cientista agnóstico já vislumbra uma finalidade na obra da Criação, na qual enxerga principalmente ordem e beleza. É essa percepção da ordem, sempre associada à beleza, que voltou a dar sentido, em sua mente, à palavra Deus, um Deus ainda pré-cristão, quase panteísta, que infelizmente faz de sua concepção da história humana algo muito ingênuo e otimista, bastante impregnado de iluminismo setecentista: crê num futuro glorioso para a espécie humana aqui mesmo, neste mundo perecível. Quem sabe um dia, com a ajuda da graça divina, Wilczek descubra a imortalidade da alma humana. Só de posse dessa descoberta é possível compreender plenamente o significado do “princípio antrópico”. O universo, por maior que seja, ainda é menor, infinitamente menor, que a menor das almas humanas.

  • Igreja Católica vs. “Igreja Sedevacantista”

    Convidamos a todos para assistir a formação ao vivo que acontecerá hoje (24/04) às 21h. TEMA: IGREJA CATÓLICA VS. “IGREJA SEDEVACANTISTA” Após assistir a formação, assista também a seguinte formação: Sedevacantismo: zelo, erro ou revolução? 👉 Clique aqui para assistir o vídeo da Primeira Parte: 👉 Clique aqui  para assistir o vídeo da Segunda Parte: Clique aqui para assistir as outras formações ao vivo #Formaçõesaovivo #PadreRodrigoMaria #RadTrad #Sedevacantismo

  • Igreja Católica vs. “Igreja Sedevacantista”

    Convidamos a todos para assistir a formação ao vivo que acontecerá hoje (24/04) às 21h. TEMA: IGREJA CATÓLICA VS. “IGREJA SEDEVACANTISTA” Após assistir a formação, assista também a seguinte formação: Sedevacantismo: zelo, erro ou revolução? 👉 Clique aqui para assistir o vídeo da Primeira Parte: 👉 Clique aqui  para assistir o vídeo da Segunda Parte: Clique aqui para assistir as outras formações ao vivo #Formaçõesaovivo #PadreRodrigoMaria #RadTrad #Sedevacantismo

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