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AÇÕES AFIRMATIVAS NA UNIVERSIDADE GLOBALIZADA

25 de mai. de 2022
2 min de leitura

Faz tempo que a universidade, principalmente a pública, tem se transformado em ponta de lança da Nova Ordem Mundial.

Um exemplo são os estudantes, regularmente matriculados em curso de graduação, cujo ingresso no ambiente acadêmico se deu por meio do sistema de reserva de vagas (para autodeclarados negros, pardos, indígenas, deficientes físicos e LGBT), para a plena satisfação do mandamento politicamente correto das “ações afirmativas”.

De acordo com esse dogma da correção política, a ação afirmativa seria uma forma de fazer justiça, simbolicamente, com a natureza injusta (deficiências físicas), com o passado injusto (imperialista, colonialista, escravocrata etc.) e remover barreiras presentes que dificultem o sucesso acadêmico ou profissional de pessoas que descendam daquelas vítimas da natureza ou do passado.

Mas é preciso avançar na extensão dos “direitos”… Desde 2020 — o ano zero do Great Reset —, o privilégio está sendo estendido àquelas esferas acadêmicas mais diretamente ligadas ao desenvolvimento científico, como é o caso das bolsas de iniciação à pesquisa. Os editais, que regulamentam o programa de bolsas de iniciação científica das universidades, já reservam um número de vagas para atender a política de ações afirmativas.

Concretamente falando, há uma número de bolsas destinadas a alunos que se declararem negros, pardos, indígenas, deficientes físicos ou LGBT (independentemente de sua vocação ou não para a pesquisa científica). E há mais: para os alunos inscritos na modalidade “afirmativa” há um subsídio-alimentação que corresponde a de quase um terço da mensalidade da bolsa.

Todos sabem qual era o objetivo dessas bolsas de estudo: introduzir o aluno de graduação nas técnicas e métodos de pesquisa científica, preparando-o melhor para um eventual mestrado e doutorado. O fim último era a excelência acadêmica. Em que medida o ingresso privilegiado de pessoas autodeclaradas trans (transexuais e travestis), no lugar de outras mais intelectualmente hábeis para esse tipo de trabalho, poderá contribuir para um êxito mais favorável da investigação científica?

Não é preciso muita imaginação, nem perder tempo com análises sofisticadas ou esperar por futuras estatísticas, para saber que o ingresso de alunos por cotas, nos cursos universitários, conduz inevitavelmente à queda do nível acadêmico. A pretensa “justiça social” transforma-se em fonte inevitável de injustiça intelectual e profissional. Mal comparando, é como trocar um pneu novo por um careca ou abastecer com combustível adulterado: o carro não vai ter o mesmo desempenho.

Enfim, é o “templo do saber” queimando incenso a falsos direitos humanos.

 
 
 

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