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A HUMILDADE DE DEUS

Para o ser humano, é impossível compreender a humildade de Deus — o ter nascido homem e morrido como o pior dos homens —, sem pensar na forma suprema do amor. Pelos padrões humanos, é impossível amar dessa maneira.

Mas Deus tudo pode. Poderia, se quisesse, encarcerar o Sol numa pequena lâmpada doméstica, sem reduzir a força do astro ou explodir a fragílima lâmpada. Foi assim que o infinito Verbo Divino acomodou-se nos estreitos limites do homem Jesus de Nazaré, carne vulnerável como a nossa (exceto no pecado) que não chegava a dois metros de altura.

Como lâmpada tão frágil poderia conter o infinito Sol da Justiça?

Como o barro humano do Filho de Maria não se derretia ao contato do Fogo Divino que Nele ardia?

Deus aproxima e concilia os mais intransponíveis abismos: Jesus obediente à lei da gravidade e caminhando sobre as águas do mar da Galileia; apaziguando ventos e tempestades, e se deixando encarcerar por alguns soldados judeus no Horto das Oliveiras.

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