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Muitos já ouviram falar, mas segundo a doutrina da Igreja, quem é Jesus Cristo?

Jesus Cristo é a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, isto é, o Filho de Deus, que, no seio da Virgem Maria, por obra do Espírito Santo, se fez homem para nos salvar (cf. Mt 1, 21).

  1. O Redentor do homem. Deus, na Plenitude dos tempos, enviou ao mundo o Seu Único Filho, que assumiu a natureza humana e, com o Seu sacrifício e a Sua ressurreição, restituiu aos homens a Graça perdida com o pecado original.

  2. Segundo Mistério da nossa Fé. O mistério de Jesus de Nazaré, Redentor do homem, exprime-se com as seguintes palavras: ENCARNAÇÃO, PAIXÃO, MORTE e RESSURREIÇÃO de Nosso Senhor Jesus Cristo. O sinal da Cruz, se bem feito, enquanto com as palavras manifesta o Primeiro Mistério, com os gestos manifesta o Segundo. Por isso, o verdadeiro cristão-católico faz sempre com devoção e sem pressa o sinal da Cruz.

  3. Nazaré-Belém-Jerusalém. Jesus Cristo viveu e operou num pequeno país da Ásia, chamado Palestina (25.000 Km2, pouco maior que Sergipe) dividido em três principais províncias: Galiléia, ao Norte; Samaria, no Centro, e Judéia, ao Sul. As três cidades mais importantes na vida de Jesus foram:

  4. Nazaré (na Galiléia), onde Maria Santíssima recebeu a Anunciação do Anjo (cf. Lc 1, 26-38) e Jesus viveu até o inicio da vida pública (cf. Mt 2,19-23).

  5. Belém (na Judéia), onde Jesus nasceu (cf. Lc 2, 1-20).

  6. Jerusalém (na Judéia), principal cidade da Palestina, onde Jesus instituiu os Sacramentos da Eucaristia, do Sacerdócio e da Penitência; morreu, ressuscitou e subiu ao Céu; onde o Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos (cf. Lc 22-24; Jo 20,23; At 2).

Cristo Jesus é o princípio e o fim, o alfa o ômega, Rei do mundo novo, misteriosa e suprema razão da história humana e de nosso destino; (…). Filho de Deus e Filho de Maria, bendita entre as mulheres, sua Mãe segundo a carne, nossa Mãe pela comunhão com o Espírito do Corpo Místico. Jesus Cristo! (Paulo VI em Manila – 29-11-1970)

“Este é o meu Filho Amado” (Mt 3, 17)

 
 
 

Que é a Graça?

Entre todos os inúmeros presentes de Deus, chama-se GRAÇA o maior presente d’Ele, que é o poder de nos tornarmos verdadeiros filhos de Deus (cf. Jo 1, 12; 1 Jo 3,1).

  1. Corpo-Alma- Graça: Deus criou o homem com o Corpo, a Alma e a Graça. No momento da criação, o homem, por meio da Graça, tornou-se filho de Deus, herdeiro do Paraíso. A natureza do homem não exige a Graça; por isso a Graça é definida dom sobrenatural, isto é, superior a todas as exigências da natureza humana.

  2. Tríplice Graça: A teologia católica distingue três tipos de Graça:

Santificante (ou habitual) – dom sobrenatural, inerente à nossa alma, que nos faz justos, filhos de Deus e herdeiros do Paraíso.

Atual – dom sobrenatural, que ilumina a nossa inteligência, move e fortalece a nossa vontade a fim de que possamos conseguir, defender e aumentar a Graça Santificante, afastando o mal e operando o bem.

Sacramental – é o direito, que se adquire recebendo válida e licitamente qualquer sacramento, de ter, em tempo oportuno, as graças atuais necessárias para alcançar o fim próprio de cada sacramento.

  1. Abraão-Israel- a Bíblia. Javé, para salvar a humanidade, que, depois do pecado original, estava marchando rumo à perdição eterna, chamou Abraão para formar, por meio dele, o Seu povo, Israel, com o qual fez uma aliança (cf. Gn 12-25).

O livro conta a história de Abraão e de Israel é a Bíblia, conjunto de 73 livros (46 do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento) inspirados por Deus (cf, 2 Tm 3,16). Fala-se de Abrãao em vários livros da Bíblia, mas especialmente no primeiro, Gênesis, nos capítulos de 12 a 25.

Também Israel, frequentemente, se afastou de Javé, adorou os ídolos e praticou coisas imorais.

 
 
 

Uma questão essencial para compreender nossa fé é a seguinte questão: para que foi criado o homem?

O homem foi criado para conhecer, amar e servir a Deus neste mundo, e, assim, correspondendo à sua vocação pessoal, merecer a amizade com o próprio Deus agora na terra e para sempre no Céu (cf. 1 Tm 2, 4).

  1. À Imagem de Deus. “A afirmação primordial da antropologia, comunicada pela Igreja, é a do homem como Imagem de Deus” (João Paulo II – Puebla – 08-01-1979). O homem é uma criatura racional, composta de alma e corpo. È Imagem de Deus, a mais bela das criaturas, pelas qualidades com que Deus enriqueceu a sua alma – inteligência, para conhecer o seu Criador, louvá-lo e bendizê-lo; – a vontade, para cumprir as ordens do Criador e escolher, com liberdade, o que é bom para a felicidade, – o sentimento, para amar a deus e aquilo que revela a sua glória; o corpo foi dado por Deus ao homem para servir de instrumento à inteligência, à vontade e ao sentimento.

  2. Dons preternaturais. Além da Graça Santificante, Deus concedeu aos nossos primeiros pais outros dons, chamados “preternaturais”, quais sejam: – a integridade, isto é, a perfeita sujeição dos sentidos à razão; – a imunidade a todas as dores e doenças, e a imortalidade do corpo; a ciência proporcionada ao seu estado.

  3. Conhecer – Amar – Servir. Para conhecer a Deus: ler a Biblia; estudar o Catecismo e meditar; para amar a Deus: obedecer aos seus mandamentos; rezar cada dia o ato de caridade; para servir a Deus: fazer o bem ao próximo. O Beato D. Luiz Orione dizia: “Fazer o bem a todos, fazer o bem sempre; fazer o mal nunca e a ninguém” (cf. Mt 25, 31-45).

A glória do homem é Deus: porém o receptáculo de toda a ação de Deus, de sua sabedoria e de seu poder, é o homem. (Santo Irineu)

“Façamos o Homem à Nossa Imagem” (Gn 1, 26)

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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