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O que a Igreja nos ensina sobre tocar na Hóstia ou no Ostensório durante a adoração ao Santíssimo Sacramento?

Durante o momento de Adoração ao Santíssimo Sacramento, os fiéis não devem tocar o Ostensório.”

Chegam às nossas Paróquias inúmeros questionamentos, como os que transcrevemos abaixo.

“Quando Jesus era vivo, as pessoas tentavam ser curadas apenas tocando nas vestes dele. Não podemos fazer isso hoje? Aquele que tem muita fé, não poderia ser curado?”

A pergunta responde por ela mesma. No tempo em que Jesus estava na terra (porque Jesus ainda está vivo), uma mulher (cf. Lc 8, 43) ficou curada não porque tocou em Jesus, mas porque tinha fé.

De igual modo, não precisamos tocar em Jesus, mas crer Nele. Nosso Senhor nunca disse que deveríamos tocá-lo para ficarmos curados, mas sim, que se crermos Nele, jamais morreremos (cf. Jo 11, 26).

Nós poderíamos citar diversas teologias e regras litúrgicas que mostrassem que não é certo tocar no Santíssimo. Porém, vemos aqui que a questão é outra.

Quem tem muita fé, confia em Deus e Nele espera. Se nós cremos que ficaremos curados de nossos males porque tocamos no ostensório ou nas vestes do Papa ou fomos até Jerusalém, a nossa fé é vã. A nossa fé só não é vã se cremos que Cristo ressuscitou (cf. 1Cor 15, 14).


Podemos tocar na Hóstia ou no Ostensório durante a adoração ao Santíssimo Sacramento?

Começo lembrando que em boa hora temos documentos importantes corrigindo certas posturas equivocadas em relação à Eucaristia. São muitos estes documentos. Dois deles tão recentes que ainda não chegaram a muitas comunidades. São eles a Instrução Geral para o Missal Romano e a Encíclica do Papa João Paulo II sobre o Sacramento da Eucaristia (Ecclesia de Eucharistia, 17/4/2003). Nossas equipes de liturgia precisam mergulhar nesses documentos para entenderem e ajudarem o povo a entender a riqueza do Sacramento do Corpo e do Sangue do Senhor.

A pergunta sobre poder ou não tocar na hóstia consagrada durante as bênçãos do Santíssimo Sacramento tem endereço certo, e se refere ao que se vê em determinadas celebrações mostradas para todo o Brasil via televisão. O Santíssimo Sacramento passa pelo meio do povo e as pessoas tocam no ostensório. Embora não se negue a fé destas pessoas, é preciso dizer que não é litúrgica esta “manipulação” da hóstia consagrada. Ela peca contra a sacralidade do Sacramento.

Nós tomamos o Cristo Eucarístico nas mãos e o colocamos na boca, nós o tomamos e comemos como o Cristo mandou. Nós adoramos o Cristo no Sacrário, porque cremos na Sua presença. Nós acolhemos a bênção que a Igreja nos dá com o Santíssimo Sacramento, porque é o próprio Cristo presente no Sacramento, o Autor da bênção.


E chega! Fora disto qualquer manipulação, qualquer aproximação indevida se torna desrespeito ao dom mais precioso que o Cristo fez de si mesmo a nós. Isto para não dizer que determinadas atitudes acabando não passando de um devocionismo vazio. Diante da grandeza do Mistério Eucarístico acolher as instruções da Igreja é o melhor caminho para se evitarem exageros, imprecisões e erros.

In Iustitia Christi

Mons. Inácio José Schuster, Vigário Geral

Via Aleteia | A Fé Explicada

 
 
 

Clique aqui para assistir o filme Manifesto de Fé, disponível no youtube, baseado na emocionante declaração do Cardeal Gerhard Müller. Aqueles que preferirem podem ler o texto completo logo abaixo…


O Cardeal alemão Gerhard Müller, que foi Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé entre 2012 e 2017, publicou uma “Declaração de Fé” que busca confrontar a crescente confusão sobre o ensino da doutrina católica.

“Ante a crescente confusão no ensinamento da doutrina da fé, muitos Bispos, sacerdotes, religiosos e leigos da Igreja Católica, me pediram dar testemunho público da verdade da Revelação”, começa o texto do Cardeal titulado: “Declaração de fé: “Não se perturbe o vosso coração!” (João 14,1)”.

Segundo o purpurado o texto foi feito ainda para “fortalecer aos irmãos e irmãs na fé, cuja fé é amplamente questionada pela “ditadura do relativismo”.

Leia na íntegra o texto do Cardeal Müller traduzido ao português e publica o seu conteúdo íntegro abaixo:

“Declaração de fé

“Não se perturbe o vosso coração!” (João 14,1)

Ante a crescente confusão no ensinamento da doutrina da fé, muitos Bispos, sacerdotes, religiosos e leigos da Igreja Católica, me pediram dar testemunho público da verdade da Revelação. É tarefa dos pastores guiar pelo caminho da salvação aos que se lhes foram confiados. Isto só pode ter êxito se se conhece este caminho e eles mesmos seguem adiante. A respeito disto a palavra do apóstolo nos indica: “Porque sobretudo vos entreguei o que eu também recebi” (1 Cor 15,3). Hoje em dia muitos cristãos já não são conscientes nem sequer dos ensinamentos básicos da fé, pelo qual existe um perigo crescente de apartar-se do caminho que leva à vida eterna. Mas segue sendo tarefa própria da Igreja conduzir às pessoas a Jesus Cristo, luz das nações (cf. LG 1). Nesta situação se expõe a questão da orientação. Segundo João Paulo II, o Catecismo da Igreja Católica é uma “norma segura para a doutrina da fé” (Fidei Depositum IV). Foi escrito com o objetivo de fortalecer aos irmãos e irmãs na fé, cuja fé é amplamente questionada pela “ditadura do relativismo”.

1. O Deus Uno e Trino, revelado em Jesus Cristo

A personificação da fé de todos os cristãos se encontra na confissão da Santíssima Trindade. Convertemo-nos em discípulos de Jesus, filhos e amigos de Deus pelo batismo no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. A diferença das três pessoas na unidade divina (254) marca uma diferença fundamental em relação às outras religiões na crença em Deus e na imagem do homem. Na confissão de Jesus Cristo os espíritos se dividem. Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, gerado segundo sua natureza humana pelo Espírito Santo e nascido da Virgem Maria. O Verbo feito carne, o Filho de Deus, é o único redentor do mundo (679) e o único mediador entre Deus e os homens (846). Em consequência, a Primeira Carta de São João descreve como Anticristo àquele que nega sua divindade (1 João 2,22), já que Jesus Cristo, o Filho de Deus, é desde a eternidade um ser com Deus, seu Pai (663). A recaída em antigas heresias, que viam em Jesus Cristo só um bom homem, um irmão e amigo, um profeta e um moralista, deve ser combatida com clara determinação. Ele é, acima de tudo, o Verbo que estava com Deus e é Deus, o Filho do Pai, que assumiu nossa natureza humana para nos redimir e que deverá julgar os vivos e os mortos. Só ao Ele adoramos como o único e verdadeiro Deus na unidade com o Pai e o Espírito Santo (691).

2. A Igreja

Jesus Cristo fundou a Igreja como sinal visível e instrumento de salvação, que subsiste na Igreja Católica (816). Deu uma constituição sacramental à sua Igreja, que surgiu “do lado de Cristo dormido na Cruz” (766), e que permanece até sua consumação (765). Cristo Cabeça e os fiéis como membros do Corpo são uma pessoa mística (795), por isso a Igreja é Santa, porque o único mediador a estabeleceu e mantém sua estrutura visível (771). Através deles, a obra da redenção de Cristo se faz presente no tempo e no espaço na celebração dos santos sacramentos, especialmente no sacrifício eucarístico, a Santa Missa (1330). A Igreja transmite em Cristo a revelação divina que se estende a todos os elementos da doutrina, “incluindo a doutrina moral, sem a qual as verdades da salvação da fé não podem ser salvaguardadas, expostas ou observadas” (2035).

3. A ordem sacramental

A Igreja, em Jesus Cristo, é o sacramento universal de salvação (776). Ela não se reflete a si mesmo, senão a luz de Cristo que brilha em seu rosto. Isto acontece só quando, não a maioria nem o espírito dos tempos, senão a verdade revelada em Jesus Cristo se converte no ponto de referência, porque Cristo confiou à Igreja católica a plenitude da graça e da verdade (819): Ele mesmo está presente nos sacramentos da Igreja.

A Igreja não é uma associação fundada pelo homem cuja estrutura é votada por seus membros à vontade. É de origem divina. “O mesmo Cristo é a fonte do ministério na Igreja. Ele o instituiu, deu-lhe autoridade e missão, orientação e finalidade” (874). A admoestação do apóstolo segue sendo válida hoje em dia para que quem quer que pregue outro evangelho seja amaldiçoado, “embora sejamos nós mesmos ou um anjo do céu” (Gl 1,8). A mediação da fé está indissoluvelmente ligada à credibilidade humana de seus mensageiros, que em alguns casos abandonaram aos que lhes foram confiados, perturbaram-nos e danificaram gravemente sua fé. Aqui a palavra da Escritura vai dirigida àqueles que não escutam a verdade e seguem seus próprios desejos, que adulam os ouvidos porque não podem suportar o são ensinamento (cf. 2 Tm 4,3-4).

A tarefa do Magistério da Igreja é “proteger o povo dos desvios e das falhas e lhe garantir a possibilidade objetiva de professar sem erro a fé autêntica” (890). Isto é especialmente certo com relação aos sete sacramentos. A Eucaristia é “fonte e ápice de toda a vida cristã” (1324). O sacrifício eucarístico, no qual Cristo nos implica em seu sacrifício da cruz, aponta à união mais íntima com Cristo (1382). Por isso, as Sagradas Escrituras, em relação à recepção da Sagrada Comunhão, advertem: “‘quem come do pão e bebe da taça do Senhor indignamente, é réu do Corpo e do Sangue do Senhor’ (1 Cor 11,27). Quem tem consciência de estar em pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes de aproximar-se a comungar” (1385). Da lógica interna do sacramento se desprende que os fiéis divorciados pelo civil, cujo matrimônio sacramental existe diante de Deus, os outros Cristãos, que não estão em plena comunhão com a fé católica, assim como todos aqueles que não estão propriamente dispostos, não recebem a Sagrada Eucaristia de maneira frutífera (1457) porque não lhes traz a salvação. Assinalar isto corresponde às obras espirituais de misericórdia.

A confissão dos pecados na confissão pelo menos uma vez ao ano pertence aos mandamentos da igreja (2042). Quando os fiéis já não confessam seus pecados nem recebem a absolvição, a redenção cai no vazio, já que, acima de tudo, Jesus Cristo se fez homem para nos redimir de nossos pecados. O poder do perdão que o Senhor Ressuscitado conferiu aos apóstolos e aos seus sucessores no ministério dos bispos e sacerdotes se aplica também aos pecados graves e veniais que cometemos depois do batismo. A prática atual da confissão deixa claro que a consciência dos fiéis não está suficientemente formada. A misericórdia de Deus nos é dada para cumprir seus mandamentos a fim de nos converter em um com sua santa vontade, não para evitar o chamado ao arrependimento (1458).

“O sacerdote continua a obra de redenção na terra” (1589). A ordenação sacerdotal “dá-lhe um poder sagrado” (1592), que é insubstituível porque, através dele, Jesus Cristo se faz sacramentalmente presente em sua ação salvífica. Portanto, os sacerdotes escolhem voluntariamente o celibato como “sinal de vida nova” (1579). Trata-se da entrega no serviço de Cristo e de seu reino vindouro. Enquanto à recepção da consagração nas três etapas deste ministério, a Igreja se reconhece a si mesma “vinculada por esta decisão do Senhor. Esta é a razão pela qual as mulheres não recebem a ordenação” (1577). Assumir isto como uma discriminação contra a mulher só mostra a falta de compreensão deste sacramento, que não se trata de um poder terreno, senão da representação de Cristo, o Esposo da Igreja.

4. A lei moral

A fé e a vida estão inseparavelmente unidas, porque a fé sem obras está morta (1815). A lei moral é obra da sabedoria divina e conduz o homem à bem-aventurança prometida (1950). Em consequência, “o conhecimento da lei moral divina e natural é necessário para fazer o bem e alcançar seu fim” (1955). Sua observância é necessária para a salvação de todos os homens de boa vontade. Porque os que morrem em pecado mortal sem se haver arrependido serão separados de Deus para sempre (1033). Isto leva a conseqüências práticas na vida dos cristãos, entre as quais se deve mencionar as que hoje se obscurecem com freqüência (cf. 2270-2283; 2350-2381). A lei moral não é uma carga, senão parte dessa verdade liberadora (cf. Jo 8,32) pela qual o cristão percorre o caminho da salvação, que não deve ser relativizada.

5. A vida eterna

Muitos se perguntam hoje por que a Igreja, todavia está ali, embora os bispos prefiram desempenhar o papel de políticos em lugar de proclamar o Evangelho como mestres da fé. A visão não deve ser diluída por trivialidades, mas o proprium da Igreja deve ser tematizado. Cada pessoa tem uma alma imortal, que é separada do corpo na morte, esperando a ressurreição dos mortos (366). A morte faz definitiva a decisão do homem a favor ou contra Deus. Todo o mundo deve comparecer ante o tribunal imediatamente depois de sua morte (1021). Ou é necessária uma purificação ou o homem chega diretamente à bem-aventurança celestial e pode ver deus cara a cara. Existe também a terrível possibilidade de que um ser humano permaneça em contradição com Deus até o fim e, ao rejeitar definitivamente o seu amor, “condenar-se imediatamente para sempre” (1022). “Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti” (1847). O castigo da eternidade do inferno é uma realidade terrível, que -segundo o testemunho da Sagrada Escritura- atrai para si todos aqueles que “morrem em estado de pecado mortal” (1035). O cristão passa pela porta estreita, porque “larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela” (Mt 7,13).

Ocultar estas e outras verdades de fé e ensinar ao povo em consequência, é o pior engano do qual o Catecismo adverte enfaticamente. Representa a prova final da Igreja e leva o povo a um engano religioso de mentiras, ao “preço de sua apostasia da verdade” (675); é o engano do Anticristo. “Ele enganará os que se perdem por toda classe de injustiça, porque se fecharam ao amor da verdade, pela qual deviam ser salvos” (2 Tessalonicenses 2,10).

Invocação

Como operários da vinha do Senhor, temos todos a responsabilidade de recordar estas verdades fundamentais aderindo-nos ao que nós mesmos recebemos. Queremos animar o povo a caminhar pelo caminho de Jesus Cristo com decisão, para alcançar a vida eterna obedecendo seus mandamentos (2075).

Peçamos ao Senhor que nos faça saber quão grande é o dom da fé católica, que abre a porta para a vida eterna. “Porque quem se envergonhar de mim e de minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora, também o Filho do homem se envergonhará dele quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos” (Mc 8, 38). Portanto, estamos comprometidos a fortalecer a fé, na qual confessamos a verdade, que é o mesmo Jesus Cristo.

Estas palavras também se dirigem em particular a nós, Bispos e sacerdotes quando Paulo, o apóstolo de Jesus Cristo, dá esta admoestação ao seu companheiro de armas e sucessor Timóteo: “Conjuro-te em presença de Deus e de Cristo Jesus que há de vir julgar os vivos e mortos, por sua Manifestação e por seu Reino: “Proclama a Palavra, insiste a tempo e a destempo, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e doutrina. Porque virá um tempo em que os homens não suportarão, a sã doutrina, mas sim, arrastados por suas próprias paixões, far-se-ão com um acervo de mestres pelo afã de ouvir novidades; apartarão seus ouvidos da verdade e se voltarão para as fábulas. Tu, pelo contrário, portas-te em tudo com prudência, suporta os sofrimentos, realiza a função de evangelizador, desempenha com perfeição teu ministério.” (2 Tm 4,1-5).

Que Maria, a Mãe de Deus, nos implore a graça de nos aferrar à verdade de Jesus Cristo sim vacilar.

Unido na fé e na oração

Gerhard Cardinal Müller Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fe, desde 2012/2017


 
 
 

O Guia Ecumênico da CNBB dá pistas acerca do reconhecimento de quais igrejas protestantes (e de outras confissões religiosas), no Brasil, utilizam os elementos capazes de tornar válido o Batismo.

I. Diversas Igrejas batizam, sem dúvida, validamente; por essa razão, um cristão batizado numa delas não pode ser rebatizado, sem sequer sob condições. Essas Igrejas são:

1. Igrejas Orientais : que não estão em plena comunhão com a Igreja Católico-romana, tanto as pré-calcedonianas quanto as ortodoxas. Pelo menos seis dessas Igrejas estão estabelecidas no Brasil, com sacerdotes e templos próprios. Obs: Deve-se, porém, atender ao fato de que, entre nós, a palavra Ortodoxo não é garantia de pertença a este grupo, pois é usada também indevidamente por alguns grupos derivados da ICAB.

2. Igrejas Vétero-católicas, das quais houve outrora algumas paróquias , mas atualmente parece que não existe , em nosso pais , nenhum grupo organizado. Obs: Contudo , o adjetivo vétero-católica também é usado abusivamente por grupos destacados da ICAB.

3. Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e todas as Igrejas que fazem parte da Comunhão Anglicana.

4. Igreja Evangélica da Confisão Luterana do Brasil (IECLB) (Luteranismo) e todas as Igrejas que se integram na Federação Luterana Mundial.

5. Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB).

6. Igreja Metodista e todas as Igrejas que pertencem ao Conselho Metodista Mundial.

II. Há Igrejas nas quais, embora não se justifique que nenhuma reserva quanto ao rito batismal prescrito, contudo, devido à concepção teológica que têm do batismo por exemplo: que o batismo não justifica e, por isso, não é tão necessário, alguns de seus pastores, segundo parece, não manifestam sempre urgência em batizar seus fiéis ou em seguir exatamente o rito batismal prescrito; também nesses casos, quando há garantias de que a pessoa foi batizada segundo o rito prescrito por essas Igrejas, não se pode rebatizar, nem sob condição. Essas Igrejas são:

1. Igrejas presbiterianas : a. Igreja Presbiteriana do Brasil; b. Igreja Presbiteriana independente; c. Igreja Presbiteriana conservadora; d. Igreja Presbiteriana Reformada; e. Igreja Presbiteriana Unida.

2. Igrejas Batistas.

3. Igrejas Congregacionais.

4. Igrejas Adventistas.

5. A maioria das Igrejas pentecostais (Lança-se pelo menos, dúvida sobre o batismo conferido num bom número de Igrejas Pentecostais, onde se admite também a fórmula eu te batizo em nome do Senhor Jesus. Por causa dessa dúvida, justifica-se, nesses casos, batizar de novo, sob condição).

6. Exercito da Salvação: Esse grupo não costuma batizar, mas , quando o faz , realiza-o de modo válido quanto ao rito.

III . Há Igreja de cujo batismo se pode prudentemente duvidar e, por essa razão, requer-se, como norma geral, a administração de um novo batismo, sob condição. Essas Igrejas são:

1. Igrejas pentecostais que utilizam a fórmula eu te batizo em nome do Senhor Jesus. Como a: a. Igreja Pentecostal Unida do Brasil e a b. Congregação Cristã no Brasil (que permite como alternativa à tradicional fórmula trinitária).

2. Igrejas Brasileiras, ou seja , o conjunto de grupos derivados do cisma provocado por Dom Duarte da Costa, fundador da Igreja Católica Apostólica Brasileira. Embora não se possa levantar nenhuma objeção quanto à matéria e à forma empregada por esses grupos, contudo, pode-se e deve-se duvidar da intenção de seus ministros. São os seguintes grupos que se enquadram dentro do conceito de Igrejas Brasileiras: a. Igreja Católica Apostólica Brasileira ( ICAB); b. Igreja Católica Apostólica Independente; c. Igreja Católica Apostólica Nacional; d. Igreja Católica Apostólica Cristã; e. Igreja Católica Apostólica Trinitária; f. Igreja Católica Livre do Brasil; g. Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Americana; h. Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Ocidental; i. Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Patriarcado do Brasil; j. Ordem dos Santos Padres Católicos Apostólicos Ortodoxos;

k. Igreja dos Velhos Católicos do Brasil; l. Santa Igreja Velha Católica; m. Ordem de Santo André; n. Ordem dos Missionários de Cristo Sacerdote Eterno; o. Congregação dos Missionário de Cristo Sacerdote Eterno; p. Congregação dos Missionários de Jesus; q. Congregação de São José; r. Sociedade Missionária de São Marcos Evangelistas.

IV Com certeza, batizam invalidamente: a. Mórmons : negam a divindade de Cristo e introduzem um conjunto de crenças que conflitam por inteiro com a fé cristã; b. Testemunha de Jeová: que mais dos que um grupo cristão deveriam ser considerados como um grupo neo-judaico; c. Ciência Cristã: o rito que pratica , sob o nome de batismo, possui matéria e forma certamente inválidas; d. Certos grupos não propriamente cristãos , como a Umbanda, que praticam ritos denominados de Batismo, mas que se afastam substancialmente da pratica católica.

Uma pessoa que vive em estado de pecado pode ser batizada?

Embora o sacramento do Batismo seja uma graça, posto que “dado até a culpados”, como ensina São Gregório de Nazianzo, a sua recepção pressupõe algumas condições espirituais para que possa dar frutos.

O Batismo é o sacramento que abre a porta aos demais sacramentos, Além disso, diz o Catecismo da Igreja Católica, em seu nº 1213, que, por ele, “somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornando-nos membros de Cristo, somos incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão”. Disto conclui-se que a recepção do batismo produz frutos, um deles é justamente o perdão dos pecados. Por esse motivo, não é possível que uma pessoa que esteja em pecado mortal receba tal sacramento.

Pode parecer uma resposta dura. Mas, é necessário entender o grande dom que é o batismo e sua importância. Para tanto, recorremos às palavras de São Gregório de Nazianzo:

O Batismo é o mais belo e o mais magnífico dom de Deus. (…) Chamamo-lo de dom, graça, unção, iluminação, veste de incorruptibilidade, banho de regeneração, selo, e tudo o que existe de mais precioso. Dom, porque é conferido àqueles que nada trazem; graça, porque é dado até a culpados; Batismo, porque o pecado é sepultado na água; unção, porque é sagrado e régio (tais como são os que são ungidos); iluminação, porque é luz resplandecente; veste, porque cobre nossa vergonha; banho, porque lava; selo, porque nos guarda e é o sinal do senhorio de Deus. (Or. 40,3-4 apud CIC, 1216)

Na preparação para o batismo de um adulto, deve haver instrução e também admoestação para que se arrependa de seus pecados, diz o cânon 565 do Código de Direito Canônico. Deste modo, se uma pessoa chega a ser batizada não estando arrependida de seus pecados ou mesmo em situação de pecado, o batismo é válido, porém, as condições espirituais para a recepção frutuosa de tal sacramento não estarão presentes. E, quais são essas condições?

É São Paulo que, por diversas vezes, fala sobre elas. Na Carta aos Romanos, ele diz: “pelo Batismo fomos sepultados com Ele na morte para que, como Cristo foi ressuscitado dos mortos pela ação gloriosa do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova” (6,4). Existe, portanto, uma morte e é o mesmo São Paulo quem explica no versículo 11, dizendo: “assim, vós também considerai-vos mortos para o pecado.”

Na Carta aos Colossenses, continua enfatizando a realidade de morte para o pecado e vida para Cristo quando diz que “se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está entronizado à direita de Deus. Cuidai das coisas do alto e não do que é da terra, pois morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus”. Diante disso, é importante que cada batizado tenha sempre diante de si o fato de que morreu para pecado e a vida está escondida em Deus. Significa que o pecado grave deve ser evitado a todo custo.

Morrer para o pecado é apenas a primeira parte, o primeiro passo. Em seguida vem o segundo e mais importante que é viver para Cristo. O primeiro é o básico. E ele significa que o projeto de vida pecaminoso deve ser deixado para trás, sepultado. Por isso, uma pessoa que está vivendo em pecado não pode receber o sacramento do batismo, pois não deixará para trás o seu pecado. Não há verdadeiro arrependimento e morte.

O bom cristão não deveria pecar, mas se peca, deveria odiar o próprio pecado e não fazer dele um projeto de vida, como o fazem os mundanos, os pagãos. Evitar o pecado é somente o salário mínimo. Importante é buscar as coisas do alto, como diz São Paulo. Este mundo é somente uma passagem para algo muito maior e eterno. A pátria dos filhos de Deus, dos batizados é o céu, aqui é somente uma preparação.

Por isso, a realidade de morte para o pecado e vida para Cristo é algo não só para os candidatos ao batismo, mas para todos e o dia de hoje é perfeito para que sejam renovados os propósitos batismais.


 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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