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“Ó boa Mãe, eu te suplico, por aquele amor com que amas os teus filhos, concede-me que também eu ame o Senhor como tu o amas e como tu queres que ele seja amado!” ~ Santo Anselmo

Um dos maiores desafios da sociedade atual tem sido a criação dos filhos. Por falta de uma boa formação, boas referências, e bons pastores, muitas famílias iniciam essa missão despreparadas o que torna essa missão ainda mais difícil. Veja nessa formação especial para mães católicas uma análise dos principais erros cometidos e como corrigi-los. Clique aqui para assistir:


 
 
 

A família sofre uma crise, mas aí chegou, porque se afastou da verdadeira fonte da vida: a fé e a vida de oração, responsáveis por sustentar os nossos valores morais. (Assista a formação no final da matéria)

O homem moderno, que conseguiu desvendar cada vez mais o véu que ocultava a natureza, com suas esplêndidas descobertas, pensou ser o matrimônio passível de se solucionar pelas leis da natureza, como um problema da matemática. Teve, porém, grande desilusão.

Após amargas experiências, foi obrigado a reconhecer que o casamento não é um problema numérico, que se possa resolver única e totalmente pelo raciocínio. Não; o casamento – a família – constitui uma “equação” de várias incógnitas, que a matemática não resolverá porque é, segundo a expressão de S. Paulo, “um grande mistério” (Ef 5, 32), que só o homem enraizado em Deus pode dominar e resolver.

Não existe verificação que atualmente mais se ouça do que esta: “A família em nossos dias passa por séria crise”. Seria impossível, e mesmo injusto, não lembrar que há muitas e complexas causas a influir na crise atual da família. Seria injustiça negar que uma dessas causas é a crise econômica com todas as suas consequências: desemprego, falta de hábitação, privações e, por consequência, atritos e pontos de vista diversos entre os esposos, além do crescente nervosismo, impaciência, egoísmo, etc.

Tudo isso é verdade e bem verdade. Entretanto, meus irmãos, se de uma parte o reconhecemos com toda franqueza, de outra parte outra verificação nos adverte que a atual crise da família não pode ser suficientemente explicada por causas exclusivamente econômicas. Leia também Desvantagens do filho único e vantagens de uma família numerosa

Verificamos, com efeito, que a família está abalada não só entre pessoas necessitadas, mas que, ao contrário, a crise é maior e mais triste entre famílias cuja situação material é boa e nas quais não se fala em privações. E a prova de que a mediocridade e a pobreza não são os verdadeiros inimigos da família são os exemplos dos esposos para os quais a vida familiar e o amor recíproco se tornam mais fortes pela pobreza, e eles mesmos mais unidos, porque a luta pela vida suscitou neles valores morais: valores cuja existência, antes, eles ignoravam em si mesmos.

Se para a família ressoa o apelo de socorro dos navios em perigo de naufrágio – S.O.S. (=’Save our souls’; ‘salvai nossas almas’) – é preciso recordar que não poderemos salvar a família em perigo senão pela salvação da alma e dos valores morais. A família precisa realmente de uma “reforma”, mas essa reforma só se realizará respeitando-se novamente o ideal cristão do casamento. Leia também Não se case na Igreja… sem antes ler este texto

A CRISE FAMILIAR E A SUA RAZÃO PRINCIPAL.

Sejamos claros. A família sofre uma crise, mas aí chegou, porque se afastou da fonte da vida, do terreno religioso.

A família, realmente, necessita de uma reforma, isto, porém não é possível se não lhe dermos mais moral. Há necessidade, para a reabilitação da família, de instituições sociais, de medidas legislativas, e do concurso do Estado, mas tudo isto seria inútil, se esquecêssemos o essencial: elevar novamente a vida de família à altura da moralidade.

A pérola mais preciosa da humanidade, a de maior valor, é a família; porque é de sua força e de sua energia que dependem a força e a energia da sociedade. A vida familiar pode, também, perder o seu brilho e sua força nas mãos do homem, pode mesmo ficar completamente arruinada, e ela não recuperará sua força, enquanto não a recolocarmos em sua fonte primitiva onde se originou: sobre o pedestal de uma concepção séria e religiosa do mundo. Quantas coisas abalaram a família atual : a crise econômica, o trabalho das mulheres e das crianças, a crise da habitação, as privações; O GOLPE, contudo, mais terrível lhe foi vibrado por este fato doloroso: O DE SE TER ELA AFASTADO DE CRISTO, pois, uma vez d’EIe afastada, perdeu sua base mais sólida. Trechos extraídos do livro “O Matrimônio Cristão”, do Mons. Tihamer Toth.

Formação especial para Mães Cristãs

Aqueles que desejarem podem assistir a seguinte formação, especialmente voltada para mães e pais cristãos. Clique aqui para assistir:


 
 
 

Em nossa sociedade presenciamos uma forte tendência à limitação da prole até mesmo por famílias cristãs. Alguns casais, buscando maior conforto e sob pretexto de oferecer “uma vida melhor” para o filho, se contentam a ter apenas um filho. Veja o que diz o Padre Jean Viollet sobre as desvantagens do filho único e vantagens de uma família numerosa.

O amor mútuo dos pais pode-se desvirtuar e, destruindo a dedicação que lhe é o fundamento, arrumar, em seu germe, às disposições generosas da criança. É o caso dos esposos que reduzem o número de filhos, sob pretexto de melhor pertencerem-se um ao outro.

Essa restrição voluntária, baseada no egoísmo, cria um ambiente familiar susceptível de prejudicar, grandemente, o desabrochar das qualidades morais infantis. Leia também Como católicos, podemos escolher a quantidade de filhos?

Não se pode comparar a influência espiritual, da casa do filho único, com a do que vive no meio de numerosos irmãos.

As condições necessárias, à formação do caráter, são desfavoráveis quando o educando é sozinho a aproveitar os benefícios da vida do lar. Facilmente, ele é levado a crer que tudo lhe é devido, pois, sempre recebe, sem jamais partilhar.

Torna-se, exageradamente, mimado por seus pais, que não repartem com outros seus cuidados e suas ternuras.

É da mais alta importância que o ambiente onde evolui a criança, permita a eclosão das boas e das más inclinações, a fim de que, conhecidas desde os primeiros anos, elas possam ser, facilmente, orientadas ou reprimidas. Leia também Um problema de imensa importância: o casamento e a família cristã

Em uma família onde os filhos são numerosos, os caráteres manifestam, desde cedo, suas secretas tendências e cada um acha-se na obrigação de adaptar-se, corrigindo ou dominando seus defeitos. Se não o faz de modo próprio, as reações dos irmãos infligem-lhe, por bem ou por mal, lições salutares.

A repressão das paixões é facilitada pelo fato de os desentendimentos nascerem espontaneamente nas relações cotidianas da criança.

Graças aos choques dos temperamentos, podem os educadores descobrir, ao vivo, as tendências de cada um.

Bem longe de serem considerados simples distribuidores de benefícios materiais, como, muitas vezes, os representa o filho único, eles simbolizam a autoridade encarregada de restabelecer a paz, quando esta é perturbada, juízes que atalham, imparcialmente, as contendas, castigando, ou, recompensando, segundo as circunstâncias. Leia também Educação dos filhos: onde foi que eu errei?

Pelo contrário, o verdadeiro caráter do filho único permanece, muitas vezes, escondido e impenetrável. É uma água adormecida, que não foi agitada pela tempestade das brigas infantis. É, de recear-se, que suas paixões só se manifestem tardiamente, quando ele deixar o ambiente de casa, para chocar-se com as dificuldades e tentações da vida. Já não será mais tempo de intervir com proveito.

Na família numerosa, a criança, por ser obrigada a prestar serviços à comunidade, forma-se, naturalmente, no esquecimento de si e na generosidade. Enquanto que sendo única, torna-se propensa ao egoísmo por ser, sempre servida, sem jamais ter de pensar nos outros.

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