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Guardar domingos e festas de guarda – Lista dos dias santos de obrigação do catolicismo

Baseando-se no terceiro mandamento da Lei de Deus (guardar os domingos e festas de guarda), a Igreja Católica estipula que todos os católicos são obrigados a irem à missa em todos os domingos e festas de guarda. Por isso, está obrigatoriamente nos Cinco Mandamentos da Igreja Católica.

A maior parte das festas de guarda calham sempre num domingo (ex: Domingo de Ramos, Pentecostes, domingo de Páscoa, Santíssima Trindade, etc.), que já é o dia semanal obrigatório de preceito ou guarda. Um detalhe importante, é que é possível cumprir o preceito participando da missa nas vésperas da solenidade, ou seja, na noite anterior.

Então, as festas de guarda que podem não ser no domingo são apenas dez. Antes de ver a lista das festas de guarda, assista esta aula sobre o terceiro mandamento da lei de Deus:


Lista dos dias santos de obrigação do catolicismo:

  1. 1 de Janeiro – Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus;

  2. 6 de Janeiro – Epifania

  3. 19 de Março – Solenidade de São José

  4. Ascensão de Jesus – data variável: quinta-feira da sexta semana da Páscoa.

  5. Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) – data variável entre maio e junho: 1ª quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.

  6. 29 de Junho – Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo.

  7. 15 de Agosto – Assunção de Maria

  8. 1 de Novembro – Dia de Todos-os-Santos

  9. 8 de Dezembro – Imaculada Conceição de Maria

  10. 25 de Dezembro – Natal

Porém, nem todos os países e dioceses festejam e guardam estes dez dias de preceito, porque, “com a prévia aprovação da Sé Apostólica, […] a Conferência Episcopal pode suprimir algumas das festas de preceito ou transferi-los para um domingo”.

No Brasil os dias santos de guarda são 4:

No Brasil muitas das datas são transferidas para o domingo, entretanto as datas listadas abaixo são de participação obrigatória, mesmo quando acontecem durante a semana.

  1. Santa Maria, Mãe de Deus – 1 de janeiro

  2. Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) – data variável entre maio e junho: 1ª quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.

  3. Imaculada Conceição de Maria – 8 de dezembro

  4. Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo – 25 de dezembro.

Aqueles que não participarem da Santa Missa em algum domingo ou em alguma das festas de guarda, cometem pecado mortal, precisam imediatamente buscar a confissão sacerdotal. Apenas pessoas com problemas graves de saúde, ou com impedimentos graves, que estejam além do controle, não cometem pecado mortal. Na dúvida deve sempre evitar comungar antes de se confessar.

Saiba mais sobre pecado mortal, clique aqui.

SANTIFICAR AS FESTAS DE PRECEITO E DOMINGO

Parece incrível que se deva fazer força para obter dos cristãos de não trabalhar nos domingos e em festas de guarda para dedicar-se ao Senhor e à própria alma. Não só, mas o cúmulo é que só se consegue obter o descanso festivo e a participação à Santa Missa só de uma pequena minoria de cristãos.

Já chegamos a este ponto! Com quais consequências?

Aquelas já previstas pelo Papa Leão XIII: “Não respeitar os domingos, este é o princípio de todos os males: é a festa apagada, a eternidade esquecida, é Deus excluído da vida do homem.” É o quadro mundial da sociedade de hoje: ateísmo, laicismo, materialismo, animalismo.

Com o Concílio Vaticano II, o domingo ficou posto ainda mais em lugar de honra, como o dia do Senhor e o dia da alegria do homem. Todos os domingos” os fiéis devem reunir-se em assembleia para ouvir a Palavra de Deus e participar à Eucaristia. O domingo é a festa primordial que deve ser proposta à piedade dos fiéis, de modo que resulte também em um dia de alegria e de descanso” (SC, n.106).

Todos os domingos, os cristãos hão de ganhar para a alma, com a nutrição espiritual que recebem da S. Missa para o corpo, com o descanso que restaura das fadigas da semana. Só temos a ganhar! O domingo recarrega de energias a alma e o corpo. É um dom de Deus. É dia de graça. “Este é o dia que o Senhor fez para nós” (Sl 117,24). Por isso, S. Tomás Moro, o Chanceler da Inglaterra, mesmo quando com a perseguição foi preso, festejava o Domingo, mandando trazer e vestindo os hábitos da festa para agradar o Senhor.

Todos à Santa Missa

As duas coisas mais importantes das festas são a participação à Santa Missa e o repouso do trabalho. A participação na Santa Missa não consiste em estar presente na Igreja durante a celebração, porque os bancos e as paredes também estão, mas em participar ativa e sentidamente: ativa no seguir ponto por ponto o desenrolar dela; sentida no unir-se vivamente a Jesus que se sacrifica no Altar entre as mãos do sacerdote.

A participação é plena se se recebe também a Comunhão, depois de ter devidamente purificado a alma com o Sacramento da Confissão. É este o Domingo do cristão: Confissão, Santa Missa e Comunhão. São três tesouros de infinito valor que enriquecem maravilhosamente a vida da Graça. Em tal modo, o domingo é o “Dia do Senhor” e a “Festa da Alma”.

Muitos cristãos se contentam só com a Santa Missa. Por quê? Porque estão provados dos dois Sacramentos da Confissão e Comunhão. E se pode chamar dia do Senhor um domingo sem a Comunhão? Os antigos cristãos chamavam o domingo também com duas palavras: Dies Panis: Dia do Pão, porque todos participavam à Santa Missa e recebiam Jesus Eucarístico, Pão do Céu (cf. Jo 6,41). Não devia ser assim também hoje para todos os cristãos?

É pecado mortal

O dever da Santa Missa festiva é grave. Quem não participa à Santa Missa festiva comete pecado mortal. Só o caso de grave necessidade ou de impossibilidade (doença) faz evitar o pecado. Nem vale escutar a Santa Missa pelos meios de comunicação. Este é um ato de devoção útil a quem está privado de ir a Igreja. A Santa Missa é o ato comunitário e social por excelência. Por isto é necessária a presença viva no seio da comunidade. Lembremo-nos sempre: pela sua importância, a Santa Missa deve ocupar o 1º lugar no domingo. Tudo lhe deve ser subordinado e condicionado. Quando o Pio Alberto I, Rei da Bélgica, encontrou-se nas Índias, organizaram-lhe uma esplêndida excursão para o dia de domingo. O programa foi apresentado ao Rei, que examinou e logo disse: “Esquecestes um ponto: A Santa Missa. Este antes de mais nada.”

Que lição para tantos de nossos excursionistas, tão prontos em sacrificar a Santa Missa e em transformar o domingo de “Dia do Senhor” em “dia do demônio”. Ainda mais edificante é o exemplo que dão alguns simples fiéis, que enfrentam sacrifícios duros para não perderem a Santa Missa. Uma senhora deve percorrer a pé diversas horas do caminho; um operário que pode correr à Santa Missa só às primeiras horas do dia; uma mãe de muitos filhos que nunca perdeu uma Missa…

O repouso festivo

Para louvar o Senhor, para a Ele dedicar-se, cuidando da própria alma, é necessária a abstenção do trabalho. Ensina S. Gregório Magno: “No domingo se deve interromper o trabalho e dar-se à oração, para que as negligências dos dias precedentes sejam descontadas com a oração deste grande dia”.

Se se pudessem escutar de novo os sermões que S. Cura d’Ars fez por 8 anos contra o trabalho festivo, ficaríamos tocados e comovidos. Dizia o Santo: “Se perguntamos a quem trabalha no domingo: O que estais fazendo? Deveria responder: Estou vendendo a alma ao demônio e colocando Jesus na Cruz de novo, condenando-me ao Inferno”.

Próprio naqueles tempos Maria aparecia nos montes de La Salette e advertia: “O Senhor vos deu seis dias para trabalhar, reservando-se o 7º, e não o quereis dar. Eis o que faz ficar pesado o braço Divino”. É possível que temamos de perder, se servimos o Senhor, observando o seu Mandamento? “Gente de pouca fé! Procurais antes o Reino de Deus e a sua justiça, e o mais vos virá por acréscimo!” (Mt 6,33).

O pai de S. Terezinha tinha uma ourivesaria. Aberta toda a semana e fechada os dias festivos. Uma pessoa aconselhou-o a abri-la nos dias que fechava, já que os camponeses iam nestes dias fazer compras. Até seu confessor o autorizou. Mas ele não quis. Preferia perder aquele lucro a afastar uma só bênção de Deus sobre a sua família. E o Senhor o fez enriquecer com os lucros da loja.

É fundamental

Observar o 3º mandamento é fundamental para a vida do cristão. Frequentar a Igreja, aproximar-se dos Sacramentos, participar à Santa Missa, ouvir a Palavra de Deus, são alimentos vitais da vida cristã. Privar-se significa condenar-se à ruína, ao sofrimento eterno. Um venerado Bispo Francês, ao preparar o seu túmulo, fez esculpir uma pedra com estas palavras: “Lembrai-vos de santificar as festas, porque só isso me basta.

Se os fiéis me obedecerem, chegarão certamente à salvação. “Tinha razão. Quem santifica as festas se tem em relação com Deus e fica de domingo sob seu salutar influxo e chamada. Por isso Pe. Pio, na Confissão, era muito severo ao fazer respeitar este mandamento, e muitos penitentes tiveram por causa deste pecado recusada a absolvição, mandados embora bruscamente com um: “Vai embora, desgraçado!” Maria, Mãe de Jesus e nossa, quer ver ao menos todos os domingos reunidos em volta do Altar, em volta de Jesus, seus filhos. Ela nos quer todos os domingos para nos poder ter no Domingo Eterno, que é o Paraíso.

 
 
 

“Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo” (Jo 18,37). Com a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a Igreja Católica conclui o Ano Litúrgico recordando aos fiéis e ao mundo que ninguém e nenhuma lei está acima de Deus.

A Solenidade de Cristo Rei foi instituída pelo Papa Pio XI em 1925 e celebra Cristo como o Rei bondoso e singelo que, como pastor, guia sua Igreja peregrina para o Reino Celestial e lhe outorga a comunhão com este Reino para que possa transformar o mundo no qual peregrina.

Por ocasião desta solenidade, em 2012, ao presidir a Santa Missa, o Papa Bento XVI explicou que “neste último domingo do Ano Litúrgico, a Igreja nos convida a celebrar Jesus Cristo como Rei do universo; chama-nos a dirigir o olhar em direção ao futuro, ou melhor em profundidade, para a meta última da história, que será o reino definitivo e eterno de Cristo”.

A possibilidade de alcançar o Reino de Deus foi estabelecida por Jesus Cristo ao nos deixar o Espírito Santo que nos concede as graças necessárias para obter a santidade e transformar o mundo no amor. Essa é a missão que Jesus deixou à Igreja ao estabelecer seu Reino.

Em um mundo onde prima a cultura de morte e o crescimento de uma sociedade hedonista, a festividade anual de Cristo Rei anima uma doce esperança nos corações humanos, já que impulsiona à sociedade a voltar-se para Salvador.

Conforme declarou Bento XVI, “com o seu sacrifício, Jesus abriu-nos a estrada para uma relação profunda com Deus: nele nos tornamos verdadeiros filhos adotivos, participando assim da sua realeza sobre o mundo. Portanto, ser discípulos de Jesus significa não se deixar fascinar pela lógica mundana do poder, mas levar ao mundo a luz da verdade e do amor de Deus”.

E, recordando a oração do Pai Nosso, o agora Papa Emérito sublinhou “as palavras ‘Venha a nós o vosso reino’, que equivale a dizer a Jesus: Senhor, fazei que sejamos vossos, vivei em nós, reuni a humanidade dispersa e atribulada, para que em Vós tudo se submeta ao Pai da misericórdia e do amor”.


Conheça mais sobre a Solenidade de Cristo Rei

Festa de Cristo Rei

A Festa de Cristo Rei foi estabelecida pelo Papa Pio XI, que quis motivar os católicos para reconhecer em público que o líder da Igreja é Cristo Rei.

Mas o que levou o Papa Pio XI a dedicar a primeiríssima encíclica do seu Pontificado à criação de uma Festa de Cristo Rei? (cf. Carta Encíclica “Quas primas”, 11/12/1925).

No início do século XX, o Mundo, que ainda estava recuperava da Primeira Guerra Mundial, fora varrido por uma onda de secularismo e de ódio à Igreja, como nunca visto na história do Ocidente. O fascismo na Itália, o nazismo na Alemanha, o comunismo na Rússia, a revolução maçónica no México, anticlericalismos e governos ditatoriais grassavam por toda parte.

É neste contexto que, sem medo de ser literalmente “politicamente incorrecto”, o Pio IX institui uma festa litúrgica para celebrar uma verdade de nossa Fé: mesmo em meio a ditaduras e perseguições à Igreja, Nosso Senhor Jesus Cristo continua a reinar, soberano, sobre toda a história da Humanidade.

Recordar que Jesus é Rei do Universo foi um gesto de coragem do Santo Padre. Com as revoluções que se seguiram ao fim do primeiro conflito mundial, em 1917, o título de Cristo Rei tornara-se um tanto impopular. Se o Papa tivesse exaltado Jesus como profeta, mestre, curador de enfermos, servo humilde, vá lá! Qualquer outro título teria sido mais aceitável. Mas Cristo Rei?!…

Mesmo assim, nadando contra a correnteza e se opondo ao secularismo ateu e anticlerical, o Vigário de Cristo na Terra instituiu esta solenidade para nos recordar que todas as coisas culminam na plenitude do Cristo Senhor: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim de todas as coisas” (Ap 1, 8). É necessário reavivar a fé na restauração e na reparação universal realizadas em Cristo Jesus, Senhor da vida e da história.

Com esta solenidade o Papa Pio IX esperava algumas mudanças no cenário mundial:

  1. Que as nações reconhecessem que a Igreja dever estar livre do poder do Estado (Quas primas, 32).

  2. Que os líderes das Nações reconhecessem o devido respeito e obediência a Nosso Senhor Jesus Cristo (Quas primas, 31).

  3. Que os fieis, com a celebração litúrgica e espiritual desta solenidade, retomassem coragem e força e renovassem sua submissão a Nosso Senhor, fazendo com que ele reine em seus corações, suas mentes, suas vontades e seus corpos (Quas primas, 33).

Encerrar o Ano Litúrgico com a Solenidade de Cristo Rei é consagrar a Nosso Senhor o mundo inteiro, toda a nossa história e toda nossa vida. É entregar à sua infinita misericórdia um mundo onde reina o pecado.

Pilatos pergunta a Jesus se ele é rei. Nosso Salvador responde que seu Reino não é deste mundo. Ou seja, não é deste mundo “inventado” pelo homem e pelo pecado: o mundo da injustiça, da escravidão, da violência, do ódio, da morte e da dor. Ele é rei do Reino de seu Pai e, como rei-pastor, desde o alto da cruz, guia a sua Igreja em meio às tribulações.

Sabemos que o Reinado de Cristo não se realizará por um triunfo histórico da Igreja. Mesmo assim, no final, haverá sem dúvida uma vitória de Deus sobre o mal. Só que esta vitória acontecerá como acontecem todas as vitórias de Deus: através da morte e da ressurreição.

A Igreja só entrará na glória do Reino se passar por uma derradeira Páscoa. A Esposa deve seguir o caminho do Esposo.

Assim sendo, nesta festa, o manto vermelho de Cristo assinala a realeza de Nosso Senhor, mas também nos recorda o sangue de tantos Mártires Cristãos da nossa História. Foram fieis católicos que, ouvindo os apelos do Sucessor de Pedro, não tiveram medo de entregar suas próprias vidas e de morrer aos brados de “Viva Cristo Rei!”

JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO

Interrogado por Pilatos se era rei, Jesus disse: “Sim, Eu sou Rei” (Jo 18, 37). Ou seja, a ideia da realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo veio desde Sua vida terrena.

Encontramos manifestações várias e títulos diversos de Cristo como Rei, já na Igreja primitiva.

Temos até a figura do Cristo Pantocrator, ou seja, Cristo Rei, porque Pantocrator quer dizer Senhor de todas as coisas.

Ele está sentado sobre um trono que é o arco-íris, o sinal da aliança de Deus com os homens.

E do alto desse trono Ele governa todas as coisas: a Igreja gloriosa, a Igreja padecente e a Igreja militante, como o Rei esperado por todos os séculos, Nosso Senhor Jesus Cristo dominando tudo e Senhor de tudo.

O diálogo entre Jesus e Pilatos foi uma declaração de realeza que marcou a fundo espírito do covarde Governador Romano:

“Logo, Tu és Rei!” Jesus retorquiu:”Tu o dizes! Eu sou Rei!” (Jo 18, 37)

Pode-se imaginar a atitude, o olhar e a entonação de voz de Jesus, grave, pausada e serena, ao responder ao tribuno romano: “Tu o dizes, Eu sou Rei!”

Nenhum rei desta terra teve tanta majestade, mesmo no auge de sua glória, como Jesus naquela ocasião.

Pilatos, por covardia e a contragosto entregou Jesus ao Sinédrio, para ser crucificado. Mas ele quis por na tabuleta da Cruz as imortais palavras: Jesus Nazareno Rei dos Judeus.

Era um reconhecimento, covarde, da realeza de Nosso Senhor, de tal forma aquele diálogo o impressionou.

Ele não quis escrever que Jesus era condenado por se dizer Filho de Deus, ou Messias (motivo pelo qual o Sinédrio O condenara), ou um grande profeta ou por perturbar a ordem pública com suas pregações.

Ele quis acentuar a realeza de Jesus, que tanto impacto lhe causara.

E, de fato, Jesus é Rei no sentido pleno do termo. Ele é o Rei dos reis. D’Ele toda autoridade deriva, como se constata no segundo diálogo com Pilatos: “Nenhum poder terias sobre Mim se não te fosse dado do Alto.” (Jo 19, 11)

De que modo Jesus Cristo foi rei?

Por direito de sucessão por ser da casa de David, embora o poder Lhe tivesse sido tirado e Ele não o tenha exercido.

Também naturalmente falando Jesus tinha uma natureza tão superior a todos os outros homens que sua realeza natural é indiscutível.

Com efeito, quem pode ser mais inteligente, mais belo, mais forte, mais santo do que Jesus? Quem poderia superá-Lo na capacidade de suportar a dor?

Em todas as qualidades que podem brilhar num homem Ele era o mais perfeito e neste sentido também Ele era Rei.

Mais importante ainda: Ele também era rei por direito de conquista. Com efeito, pela falta de Adão, a humanidade vivia sob a escravidão do pecado, sob o domínio de satanás e estava-lhe vedado o acesso ao Céu.

Pelo sacrifício da Cruz, Nosso Senhor resgatou o gênero humano da dívida do pecado, deu aos homens a possibilidade de se tornarem filhos de Deus e poderem fazer parte do Reino de Deus, do qual Jesus é Rei.

Por isso, Ele declara a Pilatos: “O meu Reino não é deste mundo.” (Jo 18, 36)

Sua realeza, espiritual, é mais efetiva do que a temporal, era sobre o Reino de Deus, de caráter sobrenatural. Compreende-se então que as profecias sobre o Messias falassem de um reino eterno que não seria destruído. (Cf Dn 7, 14; Mq 4, 7)


Anunciação: seu reino será eterno

O Arcanjo São Gabriel na Anunciação renova essa profecia: “darás à luz um Filho […] será chamado Filho do Altíssimo e o Senhor lhe dará o trono de seu pai David; reinará sobre a casa de Jacó, e seu reino não terá fim. […] Será chamado Filho de Deus.” (Lc 1, 31-33)

O primeiro anúncio do nascimento do Messias, feito por um Anjo, refere-se a um Rei, que será Filho de Deus, e seu reino será eterno.

Os reis Magos

Também os Magos chegaram a Jerusalém à procura do Rei dos judeus que acabara de nascer. (Cf Mt 2, 2)

Os sacerdotes e os escribas consultados por Herodes logo veem que se trata do Messias e citam a conhecida profecia de Miquéias sobre o lugar no nascimento do Salvador: “E tu Belém […] de ti sairá para mim aquele que governará Israel.” (Mq 5, 1)

Ao encontrar por fim o Menino nos braços de sua Mãe tomam uma atitude que não deixa lugar a dúvida sobre a alta condição d’Aquele que procuravam: “Prostrando-se, O adoraram, e abrindo seus tesouros ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra.” (Mt 2, 11)

Misericórdia de Deus: Seu filho nasce por nós como Rei

Que grande misericórdia teve Deus para com o gênero humano fazendo nascer o seu Filho entre nós para no-Lo dar como Rei. Adoremo-Lo como Rei do Universo aqui na terra, para O podermos contemplar e gozar de seu convívio na Eternidade. (ARM)

Via Gaudium Press

 
 
 

São João de Latrão, Mãe e cabeça de todas as Igrejas

A Igreja celebra com esplendor a festa da Dedicação da Basílica de São João de Latrão. Todavia, ela possui o título honorífico de “Omnium urbis et orbis ecclesiarum mater et caput”. Ou seja “Mãe e cabeça de todas as igrejas da cidade [de Roma] e do mundo”. Ela é de fato a Catedral do Papa, ao contrário do que o comum das pessoas pensa. Contudo, a Basílica de São Pedro é apenas uma das quatro basílicas papais da Cidade Eterna.


Assim, até o exílio dos Papas em Avignon, no século XIV, viviam eles no Palácio de Latrão, antiga propriedade da família Laterano, nome pelo qual ficou conhecido. O cônsul romano Pláucio Laterano, por suspeita de conspiração, foi morto pelo infame Nero que lhe confiscou os bens, dentre os quais esse edifício. Isso se deu na mesma época em que movia a perseguição aos cristãos. Não imaginava o tirano que, anos mais tarde, o Imperador Constantino doaria tudo aquilo à Igreja. O Papa São Silvestre dedicou-a no ano 324.

Nesta Basílica encontramos não só vestígios de variados estilos artísticos, graças às obras de embelezamento e ampliação realizadas ao longo dos séculos, mas também numerosas e valiosíssimas relíquias.

Dentre as principais encontramos: A mesa onde Jesus celebrou a Santa Ceia; Parte do tecido purpúreo com que os soldados revestiram o Divino Redentor na Paixão; As cabeças de São Pedro e de São Paulo; A taça na qual São João Evangelista, segundo uma antiga tradição, foi obrigado a tomar um veneno que, por milagre, não lhe fez mal.

Nascida sob o signo da perseguição

Para melhor compreendermos a importância desta data, lembremos de que a Santa Igreja Católica nasceu sob perseguição. Muitas destas perseguições eram tão violentas que obrigavam os primeiros cristãos a se refugiar nas catacumbas — os cemitérios cristãos — para praticar o culto.

Era costume na Roma Antiga escavar extensas galerias subterrâneas, verdadeiros labirintos, nas quais sepultavam os mortos. Transitar por elas era perigoso, pois quem o fizesse podia se perder com facilidade, sem ter como retornar.

No Coliseu e no Circo Máximo grande número de cristãos manifestaram sua adesão à Fé com a própria vida. Assim, incontáveis mártires foram mortos pelas feras em meio a terríveis tormentos.

A liberdade de culto concedida por Constantino com o Edito de Milão, em 313, por influência de sua mãe Santa Helena representaram para os fiéis indescritível alívio e alegria.

Expressivo é o testemunho de Eusébio de Cesareia ao retratar a alegria do povo cristão com a chegada dessa nova era da História da Igreja:

“Um dia esplendoroso e radiante, sem nuvem alguma que lhe fizesse sombra, ia iluminando com seus raios de luz celestial as igrejas de Cristo pelo universo inteiro, […] transbordávamos de indizível gozo, e para todos florescia uma alegria divina em todos os lugares que pouco antes se encontravam em ruínas pela impiedade dos tiranos, como se revivessem, depois de uma longa e mortífera devastação. E os templos surgiam de novo desde os fundamentos até uma altura imprevista, e recebiam uma beleza muito superior à dos que anteriormente haviam sido destruídos”

Por isso a festa da Dedicação da Basílica do Latrão foi instituída em Roma, expandindo-se mais tarde. Hoje consideramos com júbilo esse templo grandioso, que até nossos dias impressiona por seu esplendor.

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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