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SANTO DO DIA – 06 DE JANEIRO – EPIFANIA DO SENHOR

A origem oriental desta solenidade está implícita no seu nome: Epifania (revelação, manifestação). Os latinos usavam a denominação festividade da declaração ou aparição com o significado de revelação da divindade de Cristo ao mundo pagão através da adoração dos magos, aos judeus com o batismo nas águas do Jordão e aos discípulos com o milagre das bodas de Caná. O “Dia de Reis” é uma das festas tradicionais mais singelas celebrada em todo o mundo católico. Neste dia se comemora a visita de um grupo de reis magos (Mt 2 1 -12), vindos do Oriente, para adorar a “Epifania do Senhor”. Ou seja, o nascimento de Jesus, o Filho por Deus enviado, para a salvação da humanidade.

O termo “mago” vem do antigo idioma persa e serviu para indicar o país de suas origens: a Pérsia. Eram reis, porque é um dos sinônimos daquela palavra, também usada para nomear os sábios discípulos de uma seita que cultuava um só Deus. Portanto, não eram astrólogos nem bruxos, ao contrário, eram inimigos destas enganosas artes mágicas e misteriosas.


Esses soberanos corretos esperavam pelo Salvador, expectativa já presente mesmo entre os pagãos. Deus os recompensou pela retidão com a maravilhosa estrela, reconhecida pela sabedoria de suas mentes como o sinal a ser seguido, para orientação dos seus passos até onde se achava o Menino Deus.

Foram eles que mostraram ao mundo o cumprimento da profecia de séculos, chegando no palácio do rei Herodes, de surpresa e perguntando “pelo Messias, o recém-nascido rei dos judeus”. Nesta época aquele tirano reprimia a população pelo medo, com ira sanguinária. Mas os magos não o temeram, prosseguiram sua busca e encontraram o Menino Deus.

A Bíblia diz que os magos chegaram à casa e viram o Menino com sua Mãe. Isto porque José já tinha providenciado uma moradia muito pobre, mas mais apropriada, do que a gruta de Belém onde Jesus nascera. Ali, os reis magos, depois de adorar o Messias, entregaram os presentes: ouro, incenso e mirra. O ouro significa a realeza de Jesus; o incenso, sua essência divina e a mirra, sua essência humana. Prestada a homenagem, voltaram para suas nações, evitando novo contato com Herodes, como lhes indicou o anjo do Senhor.

A tradição dos primeiros séculos, seguindo a verdade da fé, evidenciou que eram três os reis magos: Melquior, Gaspar e Baltazar. Até o ano 474 seus restos estiveram sepultados em Constantinopla, a capital cristã mais importante do Oriente, depois foram trasladados para a catedral de Milão, na Itália. Em 1164 foram transferidas para a cidade de Colônia, na Alemanha, onde foi erguida a belíssima Catedral dos Reis Magos, que os guarda até hoje.

No século XII, com muita inspiração, São Beda, venerável doutor da Igreja, guiado por uma inspiração, descreveu o rosto dos três reis magos, assim: “O primeiro, diz, foi Melquior, velho, circunspecto, de barba e cabelos longos e grisalhos… O segundo tinha por nome Gaspar e era jovem, imberbe e louro… O terceiro, preto e totalmente barbado chamava-se Baltazar (cfr. “A Palavra de Cristo”, IX, p. 195)”.

Deus revelou seu Filho ao mundo e ordenou que o acatassem e seguissem. Os reis magos fizeram isto com toda humildade, gesto que simboliza o reconhecimento do mundo pagão desta Verdade. Isso é o mais importante a ser festejado nesta data. A revelação, isto é, a Epifania, que confirma a divindade do Santo Filho de Deus feito homem, que no futuro sacrificaria a própria vida em nome da salvação de todos nós.


Conheça mais sobre a Epifania do Senhor

Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dEle, o adoraram. Depois, abriram seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra.” (Mt 2, 11).

Introdução:

Amanhã é a Epifania, dentro da oitava do Natal. Vamos então nos aproximar do Presépio e junto ao Menino Jesus, Maria Santíssima e S. José, meditarmos sobre um aspecto deste terceiro mistério gozoso. Contemplaremos o trecho do Evangelho que narra a vinda dos três Reis Magos do Oriente, para adorar ao Menino Jesus.

Santo Agostinho comenta que Epifania é uma palavra grega que significa “manifestação”. Na pessoa dos Reis Magos, o Menino-Deus se revelou a todas as nações que, no futuro, seriam iluminadas pela luz da Fé.

Vamos pedir graças especiais a Nossa Senhora. Estamos aqui para reparar seu Sapiencial e Imaculado Coração. Peçamos então que nos obtenha do Menino Jesus, que se encontra em seus braços, graças especialíssimas para bem fazermos esta meditação e que esta seja uma perfeita oração.

Oração Inicial:

Minha Mãe, aqui estamos diante de Vós para meditar sobre esta cena dos Reis Magos adorando o Menino Jesus, e junto com eles fazermos esta adoração, em união convosco.

Vós quisestes oferecer aos santos Reis Magos, o mais belo espetáculo de toda História: apresentar vosso divino Filho para ser adorado. Santa Mãe de Cristo, nós queríamos durante esta meditação entregar todos os nossos pensamentos, todos os nossos movimentos de vontade, nossas virtudes, toda nossa sensibilidade, para que elas sirvam junto com o ouro, incenso e mirra, de louvor a Vós e de adoração ao Vosso divino Menino Jesus. Rogamos que nos obtenha graças superabundantes e eficazes, graças místicas, a fim de que possamos compreender a fundo todo o significado da visita dos Reis Magos à Vossa casa em Belém. Assim seja!

Preparação:

Jesus nasce pobre numa gruta em Belém; os Anjos do Céu, é verdade, reconheceram-No por seu Senhor, mas os homens da terra deixam-No abandonado. Vêm apenas uns poucos pastores para adorá-Lo. O divino Redentor, porém, já quer começar a nos comunicar a graça da Redenção, e por isso, começa a manifestar-Se aos gentios que não O conheciam. Manda uma estrela iluminar os santos Magos, para que venham conhecer e adorar o seu Salvador. Admiremos o chamado que o Menino Jesus, de Sua manjedoura, faz a todas as nações, ao enviar aos Reis Magos a sua Estrela e a sua Graça; uma para lhes iluminar os olhos e a outra para lhes falar aos corações.

I- Significado de Epifania.

A festa da Epifania – também denominada pelos gregos de Teofania, ou seja manifestação de Deus – era celebrada no Oriente já antes do século IV. É uma das mais antigas comemorações cristãs, tal como a Ressurreição de Nosso Senhor.

Não podemos esquecer que a Encarnação do Verbo se tornou efetiva logo após a Anunciação do Anjo; entretanto, apenas Maria, Isabel, José e, provavelmente, Zacarias tiveram conhecimento do grande mistério operado pelo Espírito Santo. O restante da humanidade não se deu conta do que se passou no período de gestação do Filho de Deus humanado.

Por fim, nasce o Redentor, como um simples bebê. Quem, estivesse, porém, tomado por um dom do Espírito Santo, discerniria naquela adorável criança os resplendores dos raios de sua fulgurante divindade. Não se tratava de um ente puramente humano; àquela natureza se unia a própria Divindade : Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Ali estava o Homem-Deus.

1 – Epifania: público reconhecimento da divindade do Menino Jesus

Se, por assim dizer, no Natal Deus Se manifesta como Homem, na Epifania esse mesmo Homem se revela como Deus. Assim, nestas duas festas, quis Deus que o grande mistério da Encarnação fose revelado com todo o brilho, tanto aos judeus como aos gentios, dado o seu caráter universal.

No Ocidente, desde o princípio, celebrava-se o Natal a 25 de dezembro, e no Oriente, a Epifania a 6 de janeiro. Foi a Igreja de Antioquia, na época de São João Crisóstomo, que passou a comemorar as duas datas. Só a partir do século V é que no Ocidente começou a se celebrar a segunda festividade.

Em nossa atual fase histórica, a Liturgia comemora a Adoração dos Reis Magos ao Menino Jesus. Por outro lado, ainda permanecem alguns vestígios da antiga tradição oriental que incluía na Epifania, além da Adoração dos Reis, o milagre das Bodas de Caná e o Batismo do Senhor no Jordão. Hoje, em nossa Liturgia, as Bodas de Caná não são mais celebradas, e o Batismo do Senhor é festejado no domingo entre os dias 7 e 13 de janeiro.

Em síntese, podemos afirmar que a Epifania, ou seja, a manifestação do Verbo Encarnado, não pode ser considerada desligada da adoração que Lhe prestaram os Reis do Oriente. Nesta cena está concernido um público reconhecimento da divindade do Menino Jesus unida à Sua humanidade.

2 – Um convite para sermos gratos ao Senhor

Ora, o que movia o fundo da alma dos Reis Magos era o desejo de prestar culto de adoração Àquele que acabara de nascer. O significado da moção do Espírito Santo, levando-os a Belém, cifra-se no chamado universal de todas as nações à salvação e à participação nos bens da Redenção.

Se aos Reis Magos Deus os chamou por meio da estrela, a nós Ele nos chama através de Sua Igreja, com sua pregação, doutrina, governo e Liturgia. Logo, a Epifania é a festa que nos convida a agradecermos ao Senhor, como também a Lhe implorar a graça de sermos guiados sempre a por toda parte através de Sua luz celeste, bem como de acolhermos com fé e vivermos com amor todos os dons que a Santa Igreja nos dá.

II – Belém, os Magos e Herodes.

“Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que os Magos vieram do Oriente a Jerusalém”. (Mt 2, 1). Mateus se cala sobre maiores detalhes a respeito dos Magos; daí a divergências entre os autores. Entretanto, podemos afirmar que o nome Magos não pode ser tomado com as conotações próprias aos nossos tempos. Naquela época, significava pessoas de certo poder e muito distintas, em especial pelos conhecimentos científicos, sobretudo de astronomia. Além disso, a tradição no-los apresenta como reis. É também por tradição que consta serem três, terem sido batizados mais tarde por São Tomé Apóstolo e, tempos depois, martirizados. As relíquias dos Reis Magos foram veneradas por Bento XVI, na Catedral de Colônia, em 18 ago.2005, por ocasião da XX Jornada Mundial da Juventude.

O rei Herodes. não pertencia à raça dos judeus, pois era idumeu. Chegou ao trono por apoio dos romanos, era estrangeiro. Foi muito habilidoso, restaurando com esmero o Templo de Jerusalém, no intuito de que se esquecessem de suas origens. Porém, sua fama perpetuou-se pelas grandes máculas de seus costumes dissolutos e de sua crueldade.

1. Os Reis perante Herodes. “Perguntaram eles: ‘Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a Sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo”.

Os Reis Magos demonstram possuir grande fé, e não pouca intrepidez, ao formularem uma pergunta tão incisiva, tanto mais que poderia ser interpretada por Herodes como sendo uma negação de seu título e de seu poder, conquistados com tantos esforços.

“Ouvindo isto, o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele”.

É de fácil compreensão esse temor, dada a irrefreável ambição, inveja e crueldade. Sua esposa e seus três filhos puderam experimentar a violência de seu péssimo e impetuoso temperamento, pois foram mortos por uma determinação tirânica sua, nascida do medo de que o destronassem.

Para um homem com essa moral desregrada e tão mau caráter, o anúncio do surgimento miraculoso de um novo rei só poderia causar perturbação … Herodes. maquina a morte do Messias com dolosa malícia; viu certamente o grande fervor dos Magos em relação a Cristo, e como não podia contar com a cumplicidade deles para matar o futuro rei, ocorreu-lhe enganá-los. Então, começou a tomas ares de devoção enquanto afiava a espada e pintava com cores de humildade a perversidade de seu coração. Assim procedem todos os perversos: quando querem causar ocultamente algum dano muito grave a alguém, mostram-se humildes e amigos em relação a ele.

‘E, enviando-os a Belém, disse: ‘Ide e informai-vos bem a respeito do Menino.Quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, para que eu também vá adorá-lo”. Hipócrita, se faz de piedoso e suave para enganar a simplicidade, candura e inocência só Magos.

2 – Comovedora confiança dos Reis Magos …”Tendo eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que a estrela, que tinham visto no Oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o Menino, e ali parou. A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria”.

Assim sempre procede Deus, recompensando aqueles que são fiéis à Sua graça. É comovedora a confiança penetrada de coragem desses Reis Magos, diante de um tirano de tão má fama. Não há dúvida de estarem sustentados por especial moção do Espírito Santo.

III – A Jesus por Maria.

Emociona esta descrição de Mateus; …

“Entrando na casa, acharam o Menino com Maria, sua mãe”.

. ..Palavras proféticas, inspiradas pelo Espírito Santo, para deixar constando pelos séculos afora que não se pode encontrar Jesus sem Maria, e menos ainda, Maria sem Jesus. A História comprova – e muito mais o fará – o quanto a devoção à Mãe conduz à adoração ao Filho, e vice-versa.

1 – Os Reis Magos voltaram por outro caminho. “Avisados em sonho de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho”. (Mt 2, 12)

Deus jamais deixa de proteger aqueles que O servem com amor e fidelidade. Se os Magos tivessem retornado a Herodes, eles mesmos poderiam ter precedido os Inocentes na morte.

A todos nós, Deus nos faz retornar à Pátria “por outro caminho”, segundo nos ensina São Gregório Magno. Infelizmente, deixamos o Paraíso Terrestre pelo pecado de orgulho de nossos primeiros pais; mais ainda, dele nos afastamos pelo apego às coisas deste mundo e devido aos nossos próprios pecados. Deus, como bom Pai, nos oferece o Paraíso Eterno; mas, para nele entrar, o caminho é o oposto ao do orgulho e da sensualidade, ou seja, o do desprendimento, da obediência, da renúncia às nossas paixões. Ele nos oferece um caminho fácil e seguro:”Ad Jesum per Mariam!”.

 
 
 

O que é o Natal e o que a Santa Igreja espera de nós, segundo o Catecismo Maior de São Pio X.

4. O que é a festa do santo Natal? O santo Natal é a festa criada para celebrar a memória do tempo do nascimento de Jesus Cristo.

5. Entre outras particularidades o que é mais especial no santo Natal? No Santo Natal, entre todas as outras particularidades, há duas coisas especiais:1º que os ofícios divinos são celebrados na noite prece-dente, segundo antigo costume da Igreja nas vigílias :2º que todos os sacerdotes celebram três Missas.

6. Por que a Igreja quis conservar o costume de celebrar de noite os ofícios de Natal? A Igreja quis manter o uso de celebrar de noite os ofícios de Natal para renovar, com profunda gratidão, a memória daquela noite em que o Divino Salvador deu início, com seu nascimento, à obra de nossa redenção.

7. Que propõe a Igreja à nossa consideração no Evangelho da primeira Missa de Natal? No evangelho da primeira Missa de Natal, a Igreja propõe-nos considerar que a Santíssima Virgem, em companhia de S. José, foi de Nazaré até Belém para o recenseamento, segundo as ordens do imperador, e não encontrando outro albergue, ela deu a luz a Jesus em um estábulo e colocou-o num presépio, ou seja, em uma manjedoura para animais.

8. E no evangelho da segunda Missa? No evangelho da segunda Missa propõe à nossa consideração a visita feita a Jesus Cristo por alguns pobres pastores, a quem um anjo anunciara o nascimento do Salvador.9. E o Evangelho da terceira Missa? No evangelho da terceira Missa a Igreja nos leva a considerar como este menino, que nasceu da Virgem Maria no tempo, é desde toda a eternidade o Filho de Deus.

10. O que pretende a Igreja ao propor à nossa consideração os mistérios das três Missas de Natal? Ao propor à nossa consideração os mistérios das três Missas de Natal, a Igreja quer que agradeçamos ao Divino Redentor por ter-se feito homem para nossa salvação, reconhecendo-lhe — com os pastores — e O adoremos como verdadeiro Filho de Deus, atendendo aos ensinamentos que tacitamente Ele nos dá com as circunstâncias de seu nascimento.

11. Que nos ensina Jesus Cristo com as circunstâncias de seu nascimento? Com as circunstâncias de seu nascimento, Jesus Cristo nos ensina a renunciar às vaidades do mundo e estimar a pobreza e o sofrimento.

12. Temos a obrigação de ouvir três missas na festa de Natal? Na festa de Natal, somos obrigados a ouvir uma só missa, no entanto, é bom ouvir todas as três para conformar-nos melhor com as intenções da Igreja.

13. O que devemos fazer no santo Natal para conformar-nos plenamente com as intenções da Igreja?

No santo Natal devemos fazer essas quatro coisas:

1º prepararmo-nos na véspera com um recolhimento maior do que de costume;

2º procurar grande pureza por meio de uma boa confissão e um vivo desejo de receber o Senhor;

3º  assistir, se nos é possível, os ofícios divinos da noite anterior e as três Missas, meditando o mistério que se celebra; 4º  empregarmos esse dia, tanto quanto nos seja possível, em obras de piedade cristã. Leia também O incrível relato do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo pela beata e mística Anna Catarina Emmerich Via Senza Pagare

 
 
 

Cada vez que dizemos o credo, notamos que Jesus “desceu à mansão dos mortos”. O Sábado Santo é o dia que comemora este acontecimento. O que aconteceu neste dia e como o celebramos?

Aqui estão 12 coisas que você precisa saber.

1. O que aconteceu no primeiro Sábado Santo?

Aqui na terra, os discípulos de Jesus prantearam sua morte e, como era sábado, eles descansaram. Lucas observa que as mulheres voltaram para casa “e prepararam especiarias e unguentos. No sábado, descansaram segundo o mandamento” (Lucas 23:56). No túmulo, os guardas que ali estavam vigiavam o local para garantir que os discípulos não roubassem o corpo de Jesus. Entretanto . . .

2. O que aconteceu com Jesus enquanto ele estava morto?

De acordo com o Catecismo da Igreja Católica: 633 A Escritura chama a morada dos mortos, para a qual o Cristo morto desceu, “mansão dos mortos ou inferno” – Sheol em hebraico ou Hades em grego – porque aqueles que lá estão são privados da visão de Deus.

É o que acontece com todos os mortos, maus ou justos, enquanto esperam o Redentor: o que não significa que a sua sorte seja idêntica, como mostra Jesus na parábola do pobre Lázaro que foi recebido no “seio de Abraão”:

“São precisamente essas almas santas, que aguardavam seu Salvador no seio de Abraão, a quem Cristo, o Senhor, entregou quando desceu à Mansão dos Mortos.”

Jesus não desceu ao inferno para libertar os condenados, nem para destruir o inferno da condenação, mas para libertar os justos que foram antes dele.

634 “O evangelho foi pregado até mesmo aos mortos.” A descida ao inferno traz a mensagem do Evangelho da salvação a um cumprimento completo .

Esta é a última fase da missão messiânica de Jesus, uma fase condensada no tempo, mas vasta em seu real significado: a difusão da obra redentora de Cristo a todos os homens de todos os tempos e lugares, pois todos os salvos foram feitos participantes na redenção.

3. Como comemoramos este dia?

De acordo com o documento principal que rege as celebrações relacionadas com a Páscoa, Paschales Solemnitatis :

73. No sábado santo, a Igreja está, por assim dizer, no túmulo do Senhor, meditando sobre sua paixão e morte, em sua descida ao inferno, e aguardando sua ressurreição com oração e jejum.

É altamente recomendável que neste dia o Ofício das Leituras e da Oração da Manhã seja celebrado com a participação do povo (cf. n. 40).

Onde isso não pode ser feito, deve haver alguma celebração da Palavra de Deus, ou algum ato de devoção adequado ao mistério celebrado neste dia.

74. A imagem de Cristo crucificado ou deitado no túmulo, ou a descida ao inferno, que o mistério lembra o Sábado Santo, como também uma imagem da triste Virgem Maria pode ser colocada na igreja para a veneração dos fiéis. O jejum também é encorajado, mas não obrigatório, neste dia.

4. Os sacramentos são celebrados?

Para a maior parte, não. Paschales Solemnitatis explica:

75. Neste dia, a Igreja se abstém estritamente de celebrar o sacrifício da Missa.

A Sagrada Comunhão só pode ser dada na forma de viático.

É proibida a celebração de casamentos, bem como a celebração de outros sacramentos, exceto os da Penitência e da Unção dos Enfermos. A proibição de celebrar missa aplica-se à parte do dia anterior à missa da vigília pascal (ver abaixo).

O batismo em perigo de morte também é permitido.

5. O que é a Vigília Pascal?

A vigília é a comemoração litúrgica de uma festa notável, realizada na noite anterior à festa.

O termo vem da palavra latina vigilia , que significa “vigília”, e que passou a ser usada quando os fiéis ficavam acordados para orar e fazer exercícios devocionais em antecipação à festa.

Vigília pascal é a vigília realizada na véspera da Páscoa.

De acordo com Paschales Solemnitatis.

80. A Igreja celebrou desde o início aquela Páscoa anual, que é a solenidade das solenidades, sobretudo por meio de uma vigília noturna. Porque a ressurreição de Cristo é o fundamento da nossa fé e esperança, e através do Baptismo e da Confirmação somos inseridos no mistério pascal de Cristo, morrendo, sepultados e ressuscitados com Ele, e com Ele também reinaremos. O significado pleno de Vigil é uma espera pela vinda do Senhor.

6. Quando deve ser celebrada a Vigília Pascal?

Paschales Solemnitatis explica:

78. “Toda a celebração da Vigília Pascal ocorre à noite. Não deve começar antes do anoitecer; deve terminar antes do amanhecer do domingo.”

Esta regra deve ser tomada de acordo com seu sentido mais estrito. Repreensíveis são os abusos e práticas que se infiltraram em muitos lugares em violação desta regra, por meio dos quais a Vigília Pascal é celebrada na hora do dia em que é costume celebrar as missas dominicais antecipadas.

As razões que foram apresentadas em alguns setores para a antecipação da Vigília Pascal, como a falta de ordem pública, não são apresentadas em conexão com a noite de Natal, nem outras reuniões de vários tipos.

7. O que acontece na Vigília Pascal?

De acordo com Paschales Solemnitatis:

81. A ordem da Vigília Pascal está organizada de forma que

  1. depois do serviço da luz e da Proclamação da Páscoa (que é a primeira parte da Vigília),

  2. A Santa Igreja medita nas obras maravilhosas que o Senhor Deus realizou por seu povo desde os primeiros tempos (a segunda parte ou Liturgia da Palavra),

  3. até o momento em que, junto com os novos membros renascidos no Batismo (terceira parte),

  4. ela é chamada à mesa preparada pelo Senhor para sua Igreja – a comemoração de sua morte e ressurreição – até que ele venha (quarta parte).

8. O que acontece durante o serviço da luz?

De acordo com Paschales Solemnitatis:

82.. . . Na medida do possível, um local adequado deve ser preparado fora da igreja para a bênção do novo fogo, cujas chamas devem ser tais que dissipem genuinamente as trevas e iluminem a noite.

Deve ser preparada a vela pascal, que para o simbolismo eficaz deve ser feita de cera, nunca artificial, renovada a cada ano, ser apenas uma e ter tamanho suficiente para que possa evocar a verdade de que Cristo é a luz. do mundo. É abençoado com os sinais e palavras prescritos no Missal ou pela Conferência dos Bispos.

83. A procissão, pela qual as pessoas entram na igreja, deve ser conduzida somente pela luz da vela pascal. Assim como os filhos de Israel eram guiados à noite por uma coluna de fogo, da mesma forma, os cristãos seguem o Cristo ressuscitado. Não há razão para que a cada resposta “Graças a Deus” não deva ser adicionada alguma aclamação em honra de Cristo.

A luz da vela pascal deve ser passada gradualmente para as velas que é conveniente que todos os presentes segurem em suas mãos, desligando-se a luz elétrica.

9. O que acontece durante a Proclamação da Páscoa?

De acordo com Paschales Solemnitatis:

84. O diácono faz a proclamação pascal que narra, por meio de um grande texto poético, todo o mistério pascal situado no contexto da economia da salvação.

Em caso de necessidade, quando não houver diácono e o sacerdote celebrante não puder cantá-lo, o cantor poderá fazê-lo. As Conferências Episcopais podem adaptar este anúncio inserindo nele aclamações do povo.

10. O que acontece durante as leituras das Escrituras?

De acordo com Paschales Solemnitatis:

85. As leituras da Sagrada Escritura constituem a segunda parte da Vigília. Contam os feitos marcantes da história da salvação, que os fiéis são ajudados a meditar com calma com o canto do salmo responsorial, com uma pausa silenciosa e com a oração do celebrante.

A Ordem da Vigília restaurada tem sete leituras do Antigo Testamento escolhidas da Lei e dos Profetas, que estão em uso em todos os lugares de acordo com a tradição mais antiga do Oriente e do Ocidente, e duas leituras do Novo Testamento, a saber, do Apóstolo e do Evangelho.

Assim, a Igreja, “começando com Moisés e todos os Profetas”, explica o mistério pascal de Cristo.

Por isso, sempre que possível, todas as leituras sejam lidas para que o caráter da Vigília Pascal, que exige que se prolongue um pouco, seja respeitado a todo custo.

Onde, entretanto, as condições pastorais exigem que o número de leituras seja reduzido, deve haver pelo menos três leituras do Antigo Testamento, tiradas da Lei e dos Profetas; a leitura do capítulo 14 de Êxodo com seu cântico nunca deve ser omitida.

87. Após as leituras do Antigo Testamento, canta-se o hino “Gloria in excelsis”, os sinos são tocados de acordo com o costume local, a coleta é recitada e a celebração segue para as leituras do Novo Testamento. Lê-se uma exortação do Apóstolo sobre o Baptismo como inserção no mistério pascal de Cristo.

Então todos se levantam e o padre entoa o “Aleluia” três vezes, cada vez aumentando o tom. As pessoas repetem depois dele.

Se for necessário, o salmista ou cantor pode cantar o “Aleluia”, que o povo então toma como uma aclamação a ser intercalada entre os versículos do Salmo 117, tantas vezes citados pelos Apóstolos em sua pregação da Páscoa.

Por fim, a ressurreição do Senhor é proclamada do Evangelho como o ponto alto de toda a Liturgia da Palavra.

Depois do Evangelho, deve ser feita uma homilia, por mais breve que seja.

11. O que acontece durante a liturgia batismal?

De acordo com Paschales Solemnitatis:

88. A terceira parte da Vigília é a liturgia batismal. A Páscoa de Cristo e a nossa agora são celebradas.

Isso se expressa plenamente nas igrejas que possuem uma fonte batismal, e mais ainda quando é realizada a iniciação cristã de adultos, ou pelo menos o batismo de crianças.

Mesmo que não haja candidatos ao batismo, a bênção da água batismal ainda deve ocorrer nas igrejas paroquiais. Se esta bênção não acontecer na pia batismal, mas no santuário, a água batismal deve ser levada depois para o batistério para ser guardada durante todo o tempo pascal.

Onde não houver candidatos ao Batismo nem necessidade de abençoar a pia batismal, o Batismo deve ser comemorado com a bênção da água destinada a aspergir sobre o povo.

89. Segue-se a renovação das promessas baptismais, introduzida por algumas palavras do sacerdote celebrante.

Os fiéis respondem às perguntas que lhes são feitas, de pé e com velas acesas nas mãos. Em seguida, são aspergidos com água: assim os gestos e as palavras lembram-nos do Baptismo que receberam.

O sacerdote celebrante borrifa as pessoas passando pela parte principal da igreja enquanto todos cantam a antífona “Vidi aquam” ou outra canção adequada de caráter batismal.

12. O que acontece durante a liturgia eucarística?

De acordo com Paschales Solemnitatis:

90. A celebração da Eucaristia constitui a quarta parte da Vigília e marca o seu ápice, pois é no sentido mais amplo o Sacramento da Páscoa, ou seja, a comemoração do Sacrifício da Cruz e a presença do Ressuscitado. Cristo, a conclusão da iniciação cristã e o antegozo da Páscoa eterna.

92. É conveniente que na Comunhão da Vigília Pascal se dê plena expressão ao simbolismo da Eucaristia, nomeadamente consumindo a Eucaristia sob as espécies do pão e do vinho. Os Ordinários locais considerarão a adequação de tal concessão e suas ramificações.

Traduzido de NCRegister.com

Homilia da Soledade – Consolando o Coração de Nossa Mãe Santíssima

Hoje, sábado santo, vivemos também o dia da soledade, da Solidão de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima encontra-se sem o seu filho, que foi depositado no sepulcro. Embora ela saiba e guarde no seu coração a firme esperança da ressurreição, ela não deixa de sentir toda dor causada pela ausência de seu amado Filho!

É dia, portanto, de estarmos na presença da Santíssima Virgem, de consolar o seu coração, de acompanhar o seu sofrimento, de prestar solidariedade, mas sobretudo de buscar alegrar o seu coração por meio de um propósito sincero de conversão.

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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