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1. Estão surgindo questões sobre as diversas formas de terapias alternativas disponíveis nos Estados Unidos. Os Bispos deparam-se muitas vezes com questões como: “Qual a posição da Igreja em relação a estas terapias?”. Por essa razão o Comité Doutrinal da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) preparou este documento para auxiliar os Bispos nas respostas a estas questões.

I. CURA PELA GRAÇA DIVINA E CURA POR RECURSOS NATURAIS

2. A Igreja reconhece dois tipos de cura: a cura pela graça divina e a cura pelos recursos naturais. O primeiro é atribuído ao ministério de Cristo, que realizou muitas curas físicas e que legou aos Seus discípulos a sua continuação. Fiéis a esta função, os Apóstolos da Igreja intercederam pelos doentes através da invocação do nome do Senhor Jesus, pedindo a cura pelo poder do Espírito Santo, quer pela forma sacramental de imposição das mãos e unção com óleo, quer por simples orações para a cura, recorrendo à intercessão dos santos. Quanto ao segundo, a Igreja nunca excluiu o recurso aos meios naturais para a cura através da medicina (1). A Igreja tem uma longa história de recurso a meios naturais para cuidar dos doentes. O sinal mais óbvio é o grande número de hospitais católicos existentes no nosso país.

3. As duas formas de cura não são mutuamente exclusivas. A cura pela cura divina não exclui o uso de recursos naturais. Não cabe a nós decidir se Deus irá curar alguém por meios sobrenaturais. Como o catolicismo da Igreja Católica demonstra, o Espírito Santo por vezes dá a certos humanos “um carisma especial de cura onde se manifesta o poder da Graça de Cristo Ressuscitado” (2). Este poder de cura não depende dos homens. Contudo, “nem sempre as orações mais intensas alcançam a cura para todas as doenças” (3) sendo os meios de cura natural mais apropriados por se encontrarem ao dispor de todos. Na verdade, a caridade cristã não permite que se negue o acesso aos meios naturais para curar os doentes. II. REIKI E CURA

A) As Origens e as Características Básicas do Reiki

4. Reiki é uma técnica de cura inventada no Japão em finais de 1800 por Mikao Usui no decurso do estudo de textos budistas (4). Segundo os ensinamentos do Reiki, as doenças são causadas por uma espécie de perturbação ou desequilíbrio na “energia vital universal” do doente. O praticante de Reiki efectua a cura colocando as mãos em certas áreas do corpo do paciente de modo a facilitar o fluir do Reiki, a “energia vital universal”, do praticante para o doente. As mãos podem ser colocadas em inúmeras posições conforme o problema. Os defensores do Reiki garantem que o praticante não é a fonte de cura mas um canal para a mesma (5). Para se tornar um praticante de Reiki, deve-se receber uma “iniciação” ou “sintonização” através de um mestre de Reiki.

Este ritual permite ao aprendiz “sintonizar-se” com a “energia vital universal” tornando-o um condutor dessa energia. Diz-se que existem três níveis diferentes de sintonização (há quem ensine quatro). Num nível mais superior pode-se canalizar a energia Reiki e realizar curas à distância, sem contacto físico.

B) O Reiki Enquanto Meio de Cura Natural

5. Embora os defensores do Reiki pareçam concordar que o Reiki não é uma religião por si só, mas uma técnica que pode ser utilizada por pessoas de diversas religiões, a verdade é que este tem vários aspectos de uma religião. O Reiki é muitas vezes descrito como uma espécie de “cura” espiritual, sendo uma alternativa aos procedimentos médicos comuns. Grande parte da literatura sobre Reiki é repleto de referências a Deus, a deusa, ao “poder de cura divina” e à mente “divina”. A energia vital é descrita como sendo dirigida por Deus, a “Inteligência Maior”, ou a “consciência divina”. “Da mesma forma, as várias“ sintonizações “que o praticante de Reiki recebe de um mestre de Reiki são realizados através de “cerimónias sagradas” que envolvem a manifestação de certos símbolos sagrados (que são mantidos tradicionalmente em segredo pelos Mestres de Reiki). Além disso, o Reiki é frequentemente descrito como um “Modo de vida”, em concordância com uma lista onde se encontram os cinco “Preceitos do Reiki” que estipulam a ética adequada.

6. Não obstante, existem praticantes de Reiki, nomeadamente enfermeiros, que tentam abordar o Reiki simplesmente como um meio de cura natural. O Reiki está, no entanto, sujeito às normas da ciência natural. Apesar de existirem meios de cura natural que ainda não foram compreendidos ou reconhecidos pela ciência, é a ela que cabe julgar se deve ou não confiar-se num determinado meio de cura. Ao ser denominado como método de cura natural, o Reiki está sujeito às normas da ciência natural.

7. De acordo com essas normas, o Reiki não tem credibilidade científica. Não foi aceite pelas comunidade científicas e médicas como uma terapia eficaz. Não existem estudos científicos que comprovem a eficácia do Reiki , assim como uma explicação científica plausível que prove a sua eficácia. A explicação para o Reiki depende inteiramente de uma visão particular do mundo permeada por esta “energia vital universal”(Reiki), que está sujeita à manipulação do pensamento e da vontade humana. Os praticantes de Reiki afirmam que a sua formação permite-os canalizar essa “energia vital universal”, que está presente em todas as coisas. Mas esta “energia vital universal” é desconhecida para a ciência natural. Como a presença desse tipo de energia não foi observada por meio da ciência natural, a justificação para estas terapias, deve vir de algo que se encontra além da ciência.

C) Reiki e o Poder de Cura de Cristo

8. Têm havido tentativas erradas de comparar o Reiki à Cura Divina conhecida pelos cristãos (6). A diferença é evidente: para o praticante de Reiki o poder da cura encontra-se à disposição do homem (alguns professores querem evitar esta implicação argumentando que não é o praticante de Reiki que efectua a cura por si mesmo, mas consciência divina). Para os cristãos a cura divina é irrefutavelmente realizada pela oração a Cristo como Senhor e Salvador. A essência do Reiki não é uma oração, mas uma técnica que o “mestre de Reiki” transmite ao aluno, uma técnica que, depois de dominada produzirá os resultados (7). Alguns praticantes tentaram cristianizar o Reiki adicionando uma oração a Cristo.

Por estas razões, o Reiki, assim como outras técnicas terapêuticas semelhantes, não podem ser englobadas no que os cristãos denominam por cura pela Graça.

9. A diferença entre o que os cristãos reconhecem como cura pela Graça Divina e a terapia do Reiki é também clara e baseia-se nos termos que os proponentes do Reiki utilizam para descrever o que acontece durante a terapia do Reiki, particularmente a “energia vital universal”. Nem as Escrituras nem a tradição cristã falam do mundo natural com base na “energia vital universal”, que está sujeita à manipulação do pensamento e da vontade humana. Na verdade, essa visão de mundo tem suas origens nas religiões orientais e tem um certo carácter monoteísta e panteísta, nos quais não existem distinções entre mundo, eu e Deus (😎. É certo que os profissionais Reiki não são capazes de diferenciar claramente entre poder da Cura Divina e o poder que está à disposição do homem.

III. CONCLUSÃO

10. A terapia Reiki não conta com o apoio das descobertas da ciência natural nem na religião cristã. Acreditar na terapia Reiki apresenta problemas insolúveis para os católicos. No que diz respeito aos cuidados de saúde física, quer do praticante quer do paciente, não é prudente empregar uma técnica que não tem comprovação científica (nem é plausível).

11. O Reiki é perigoso para a saúde espiritual. Ao usar o Reiki aceita-se, pelo menos de forma implícita, os elementos básicos em que se fundamenta, elementos esses que não pertencem nem ao cristianismo nem à ciência natural. Sem justificação quer da Fé Cristã ou da ciência natural, um Católico que coloca a sua confiança no Reiki, estará a operar no reino da superstição, a terra de ninguém que não pertence à fé nem à ciência (9). A superstição corrompe a adoração a Deus ao desviar o sentimento e a prática religiosa para uma direcção falsa (10). Por vezes as pessoas caem no domínio da superstição devido à ignorância, como tal, é da responsabilidade Igreja combater essa ignorância peremptoriamente.

12. Estando comprovado que a terapia Reiki não é compatível com qualquer doutrina cristã ou científica, é inadequado para as instituições se saúde católicas ou para as pessoas que representam a igreja, tais como capelães, promover ou fornecer suporte para a mesma.

Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos da América (2009)

Fonte: Senza Pagare

Notas:
(1) Cf. Congregation for the Doctrine of the Faith, Instruction on Prayers for Healing (14 Setembro 2000), I, 3: “É óbvio que o recurso à oração não exclui, mas antes encoraja o uso de recursos naturais eficientes para preservação e cuidado da saúde assim como encoraja os discípulos e discípulas a cuidarem dos doentes, a assisti-los em corpo e em mente e a procurar curá-los”.
(2) Catecismo, n.1508.
(3) Catecismo, n. 1508.
(4) Também se diz que ele apenas redescobriu uma antiga técnica tibetana, mas não essa afirmação não está fundamentada.
(5) Como veremos abaixo as distinções entre o mundo, eu e Deus tendem a entrar em colapso no pensamento Reiki. Alguns professores de Reiki argumentam que se atinge a percepção de que o eu e a “energia vital universal" são apenas um, uma “energia vital universal”, tudo é energia, incluindo nós mesmos.
(6) Por exemplo, ver "Reiki e o cristianismo" no http://iarp.org/articles/Reiki_and_Christianity.htm e “Reiki Cristão” http://areikihealer.tripod.com/christianreiki.html
(7) Os mestres de Reiki oferecem cursos de formação com vários níveis de progresso, serviços para os quais exigem significativas remunerações financeiras. O aluno tem a expectativa e o Mestre dá-lhe a garantia de que o investimento de tempo e dinheiro permitir-lhe dominar uma técnica que irá previsivelmente produzir resultados.
(😎 Isto está implícito no ensino de Reiki. Alguns proponentes afirmam explicitamente que não há nenhuma distinção, em última instância entre e o eu e o Reiki. Diane Stein resume o significado de alguns “simbolos sagrados” usados no ritual de “sintonização” do Reiki como: “A deusa em mim saúda a deusa em si”; "Homem e Deus tornam-se um” (Essential Reiki Teaching Manual: A Companion Guide for Reiki Healers [Berkeley, Cal.: Crossing Press, 2007], pp. 129-31). Anne Charlish and Angela Robertshaw explicam que a sintonização mais elevada do reiki “marca a transição do ego e do eu para um sentimento de união com a energia vital universal”.(Secrets of Reiki [New York, N.Y.: DK Publishing, 2001], p. 84).
(9) Alguns métodos de ensino do Reiki incentivam a apelar a seres angélicos ou "guias espirituais Reiki", o que introduz o perigo de exposição a forças ou poderes malévolos.
(10) Cf. Catecismo, n. 2111; São Tomás de Aquino Summa Theologiae II-II, q. 92, a. 1.
 
 
 

“Sois um movimento de leigos em que vos propondes a fazer da fé a aspiração da vossa vida, para conseguirdes a santidade pessoal. Vós pretendeis servir a cada pessoa, imagem de Cristo, com o espírito e a solicitude de Maria.” Papa João Paulo II

A Legião de Maria é uma associação de leigos católicos, sob a proteção e intercessão de Nossa Senhora e com aprovação da Igreja, que pela oração e pelo trabalho apostólico ativo, destina-se à evangelização e à santificação dos homens, para a glória de Deus. Para tornar essa missão possível, os legionários buscam também a santificação pessoal, afim de se tornarem cada dia mais aptos a levar Cristo ao mundo.

Uma das associações mais ativas do mundo, com fiéis legionários em todas as partes do globo, a Legião de Maria é uma nobre iniciativa que tem agregado cada vez mais leigos fiéis através dos anos, crescendo a um número maior que trinta milhões de corações devotados e dispostos a agir nas maiores batalhas espirituais de nossos tempos em todas as frentes.

Os legionários realizam trabalhos espirituais e de evangelização, e se reúnem semanalmente para trocar experiências e recarregar as energias com orações em torno do altar de Nossa Senhora. Para o legionário, a reunião é o lugar em que a Mãe Santíssima está à sua espera, e onde amigos verdadeiros e fiéis agrupam-se à sua volta. É um momento de partilha, de oração e de discussão de temas referentes à religião e à fé. Além disso, na reunião é que se fortalecem os laços do grupo, construído com amor fraterno e respeito, para que os membros possam contar uns com os outros na realização de seus trabalhos.

Existem várias maneiras de participar da Legião de Maria. Os membros ativos comprometem-se a orar e a fazer visitas, num trabalho ativo de apostolado espiritual, que é orientado através da reunião semanal. As visitas realizadas são domiciliares a idosos, famílias enlutadas, doentes e sempre que houver necessidade de uma palavra amiga e confortadora. Podem ser realizadas também visitas a hospitais, presídios, orfanatos, asilos, etc.

As pessoas que não podem frequentar as reuniões, nem realizar o trabalho de apostolado, ainda assim podem ser legionárias: como membros auxiliares, podem contribuir com suas orações para a obra de Nossa Senhora, por intermédio dos legionários ativos! Os auxiliares ajudam os ativos a serem bem sucedidos em seus trabalhos através de orações.

A oração diária obrigatória tanto para auxiliares como para ativos é a “Catena” (que significa “corrente”). Mas é recomendado também a reza do terço e da “Tessera” (que significa “senha” – a identificação de todo legionário). Esses termos em latim foram escolhidos e mantidos para todos os países, afim de fortalecer a unidade da Legião em todo o mundo. Além disso, a estrutura da Legião de Maria foi inspirada no exército romano. Trata-se de um exército que parte à conquista do mundo para Cristo, usando a mais importante arma: o terço!

Tudo na Legião de Maria é feito em dupla, com muita ordem, com muita disciplina e pontualidade, que é uma de suas principais características. Estes grupos estão ligados entre si por um Conselho maior, chamado Cúria, geralmente em nível Diocesano, que orienta os grupos e recebe o relatório de suas atividades. Estes Conselhos, por sua vez estão ligados a um outro maior, geralmente em nível estadual ou nacional (Comitium ou Senatus) que por sua vez está ligado ao Conselho superior na Irlanda onde a Legião de Maria nasceu.

Uma outra arma usada pelos legionários do mundo todo é o manual. Nele se encontram informações sobre a Legião (como sua fundação e estrutura) e também reflexões sobre fé, espiritualidade e a devoção a Nossa Senhora. Sua leitura deve ser constante e seus temas discutidos na reunião semanal, para o amadurecimento da fé.

O Sistema Legionário, hoje está espalhado por todo o mundo e tem auxiliado os Católicos a praticar a sua fé e alcançar a Glória de Deus.

Você é devoto de Nossa Senhora? voce quer crescer na sua espiritualidade e cumprir melhor sua obrigação de batizado? Venha conhecer a Legião de Maria e participar de um de seus grupos.

Você verá de perto sua espiritualidade e sua ação. Terá oportunidade de fazer um bem ao próximo e mais ainda a si mesmo.

Os grupos da Legião são pequenos, de no máximo 12 pessoas, e nos dão a oportunidade de formarmos verdadeiras amizades.

Você será muito bem recebido. Informe-se na sua paróquia, ou na sua diocese para saber onde eles existem. Ou então, comunique-se com um dos conselhos superiores da Legião de Maria no Brasil e terá informações exatas sobre qual é o grupo mais próximo de sua casa.

Conheça a origem!

Frank Duff, um dublinense introduzido à Sociedade Vicentina construiu muitos laços de fraternidade com sua comunidade local, atendendo à diversas causas junto dos Vicentinos, sempre admirou o nobre trabalho de seus irmãos, mas sentia que haviam muitas pessoas que poderiam ajudar de formas distintas, cada uma com suas disposições, à pessoas com necessidades também variadas: nem todos irmãos necessitados precisavam apenas de bens materiais, mas também de nutrição espiritual, e o trabalho de caridade material dos Vicentinos já despendia muito tempo dos membros.

Duff, então inspirado pelo trabalho dos Vicentinos, funda, em 1921, a Legião de Maria, um grupo de leigos voltado para oferecer, além do conforto material à necessidade extrema, também um conforto espiritual do qual muitas pessoas em diferentes situações necessitavam.

A iniciativa foi se formando aos poucos, organizando grupos em torno da preparação de terços e diligências para atender aos necessitados. Saiba mais sobre a origem e história do fundador mais abaixo no artigo…

O que é ser um legionário?

A busca da inspiração em Maria não foi em vão. A mãe intercessora é a sinônimo de socôrro, de conforto, de esperança nas causas, de cura e de fraternidade incondicional.

A escolha pelo papel de legionário também não é em vão: os legionários promoveram algumas das maiores missões de disseminação da Palavra de Cristo por todo o mundo, sendo guerreiros nobres, altamente treinados e com propósitos firmes.

Agindo em nome da Igreja Romana, os legionários foram uma espécie de fraternidade de guerreiros, que sempre andavam em pequenos grupos de 10, mas que estavam sempre próximos de outros legionários, prontos para formarem grupos de 80 e até 120, de acordo com o tamanho da luta.

Essa ideia tem um forte apelo entre os Legionários de Maria pois estão dispostos por todo o mundo e nos mais diferentes meios.

Quais as atividades da Legião de Maria

Os Legionários de Maria têm um foco total na provisão espiritual dos necessitados. Promovem visitas onde quer que alguém peça pela intercessão de Maria: hospitais, asilos, penitenciárias, casas de famílias que buscam conforto.

O propósito dos legionários é dedicado exclusivamente à obra espiritual, sem fins de auxílio material, o que é provido por outros segmentos. A legião é muito bem organizada ao redor do mundo, possuindo uma grande obra introdutória para todos aqueles que se interessem pela iniciativa, o Manual da Legião de Maria tem sido traduzido nas mais diversas línguas e servido como fundamento para iniciativas nas comunidades que se formam.

O manual conta a história da iniciativa, fala a fundo de seus princípios, os deveres, os ritos e ensina a Catena e a Tessera, duas das orações mais lindas para se fazer em grupo.

Nas reuniões, geralmente semanais, os legionários rezam terços em nome dos necessitados, combinam suas visitas e discutem os princípios da Legião, compartilhando de maneira fraterna suas experiências e oferecendo apoio.

Os legionários podem ser divididos entre aqueles que são ativos e os auxiliares. Os primeiros agem na linha de frente, promovendo visitas, eventos, representações junto com outros apostolados da Igreja, e os auxiliares, muitas vezes pessoas que não podem estar presencial e ativamente junto da Legião, seja por qual motivo for, mas se sentem tocados em empreender uma vida em busca da santificação, oferecendo apoio espiritual, orando de casa e recrutando membros para a iniciativa.

A legião é uma grande fraternidade, ativa especialmente no Norte da Ásia, como na Coréia do Sul, na África Central e no Brasil, que é um dos principais centros de atividade.

Conheça mais sobre Frank Duff, Fundador Da Legião De Maria

Frank Duff nasceu no dia 7 de junho de 1889 que, dois dias mais tarde, recebia no batismo o nome de Francis Michel Duff. O batismo ocorreu no Domingo de Pentecostes, na solene festa do Espírito Santo. Frank teve seis irmãos, sendo que dois morreram bem novos. Quatro cresceram com Frank: o seu irmão John, as irmãs Isabel, Ailis e Sara Geraldine. Os pais deram aos filhos o exemplo de uma fé viril e alegre, levando a família permanecer unida por toda a vida.

Ele gostava muito de esportes, entre eles tênis, corridas, natação e críquete. Gostava muito de rir, revelando um profundo senso de humor. Aos 19 anos, Frank terminou os estudos com distinção no colégio Blackrock e requereu emprego no funcionalismo civil, um passo normal dado a tradição da família. Em seguida, o pai de Frank ficou doente e teve de se aposentar, ficando Frank como principal arrimo da família. Embora absorvido pelo trabalho, Frank praticava a religião devotamente. Participava da missa comungando diariamente, sendo que esta prática ainda não era comum entre os católicos. Também visitava diariamente o Santíssimo Sacramento e rezava o Rosário. Para Frank era coisa natural nunca começar o dia sem a Sagrada Comunhão. Mais tarde, na vida, costumava participar diariamente em duas missas. Em 1913, com 24 anos de idade, decidiu rezar diariamente o Oficio Divino.

Em 1913 um colega de trabalho procurou levá-lo a participar da Sociedade São Vicente de Paulo, uma associação de leigos, fundada por Frederico Ozanan, em 1833. Dedicada ao serviço dos pobres, é composta por conferências e tratam-se uns aos outros como irmãos.

Frank associou-se à Conferência de N. Senhora do Monte Carmelo e começou visitando os habitantes dos cortiços. No ano seguinte, tornou-se secretário da conferência, cargo que ocupou até assumir a presidência da Conferência de S. Patrício, em Myra House. Myra House funcionava como um centro social católico.

As mulheres ajudavam os Vicentinos, servindo o café às crianças pobres, nas manhãs de Domingo. Mais tarde, as senhoras se juntaram a alguns vicentinos para formar uma Associação Pioneira de Abstinência Total, cujos membros, por amor a Cristo e em reparação do vício do alcoolismo, se comprometem a abster-se de bebidas alcoólicas durante toda vida. Frank foi fiel a esta promessa durante toda vida.

Quando o pai de Frank faleceu, e como filho mais velho, teve de ajudar a sustentar a família. No dia 07 de setembro de 1921 às 20 horas, horário que a igreja rezava as vésperas da festa da Natividade de Nossa Senhora, reuniram várias mulheres. Participaram desta reunião quinze pessoas que foram surpreendidas por um pequeno altar. “Frank Duff também tomou parte na reunião”. Sobre uma toalha branca, havia uma imagem de N. Senhora Medianeira de Todas as Graças, que Frank recebera de seu amigo Gabbet, ladeada de dois vasos de flores e duas velas. Este altar foi preparado pela jovem Alice Keogh. Invocado o Espírito Santo e rezado o terço, discutiu-se o trabalho a fazer. Foi decidido reunir semanalmente; o primeiro trabalho seria a visita, em pares, ao Hospital União.

Os homens não entrariam no grupo, por enquanto, exceção feita para Frank Duff, força motriz desde o começo, nem seria dado qualquer auxilio material. Em alguns meses após a fundação, já participavam setenta irmãs. Frank participou de todas as reuniões. Ele tomou consciência de que Nossa Senhora lhe arrancara o leme das mãos e passara a orientar o pequeno grupo. Em novembro de 1925, a Associação de Nossa Senhora da Misericórdia tinha estabelecido outros grupos: Imaculada Conceição, Nossa Senhora do Sagrado Coração e Refugio dos Pecadores. Os líderes de cada equipe se reuniram em Myra House para escolher um título geral para a associação. Na véspera deste encontro, Frank Duff estava no seu escritório e parou em frente de um grande quadro de Nossa Senhora que ornava uma das paredes e, de repente, surgiram espontaneamente as palavras Legião de Maria. Inicialmente este título não foi aceito. Finalmente, os delegados, incapazes de encontrar um título mais adequado, unanimente aceitaram o “Legião de Maria” de Frank.

O termo Legião abriu novos horizontes, na mente de Frank.

Frank utilizou seu conhecimento sobre o latim, e escolheu nomenclaturas para a Legião. Também transformou o estandarte da Legião Romana, trocando a águia pela pomba, símbolo do Espírito Santo, e o comandante supremo por Nossa Senhora.

O compromisso legionário foi escrito por Frank Duff e dirigido ao Espírito Santo. Muitos anos mais tarde, Paulo VI declararia, que esta promessa encorajou milhares de legionários a aceitar a responsabilidade do martírio.

Também foram escritas as orações da legião e através das mãos do artista Hubert McGoldrick, desenhado o quadro da Legião de Maria que iria compor as orações da Legião. Frank Duff relata que ao se dirigir às legionárias, avisando de que um dia, seu movimento englobaria o mundo inteiro. “elas passaram quase cinco minutos em uma estrondosa gargalhada”, relembrou Frank após alguns anos. Em 1927, com a expansão da Legião de Maria, tornava-se necessário elaborar um documento escrito para podre difundir a Legião. Frank senta-se e escreve. Depois de um breve relato sobre as origens da Legião, os seus objetivos e espiritualidade, apresenta as regras. A brochura daí resultante recebeu o nome de Manual da Legião de Maria.

O manual da Legião de Maria é a autobiografia de Frank Duff. É assim, não só no senso que ele escreveu isto, mas também porque encarna todos seus ideais básicos e atitudes, porque ele viveu isto antes de o escrever.

A Legião de Maria difundi-se na Escócia, em Londres, Paris e na Índia. Em novembro de 1931 a Legião se difundiu em Novo México e no ano seguinte, foi a vez do Canadá fundaram o primeiro Praesidium. A Legião de Maria, não sem dificuldades passava a receber aprovação em várias partes do mundo. Frank Duff conseguiu uma audiência com o Papa Pio XI para lhe pedir que o santo padre aprovasse a difusão do Movimento pelo mundo. Sua santidade disse a Frank Duff: “É com todo coração que manifesto esse desejo”. “Esta obra vem de Deus”. Pouco depois, Frank recebeu uma carta do Santo Padre, em que concedia uma benção especial a Legião de Maria, chamando-a de “uma bela e santa obra”.

Legião de Maria cresceu tão rapidamente porque inspirava a seus membros uma atividade apostólica surpreendente. Muitos foram os enviados para expandir a Legião de Maria no mundo. A enviada pioneira da Legião de Maria, Celia Shaw, viajou para Los Angeles, em 1935. Dois enviados, Alfie Lambe, que trabalhou com muito êxito, na América do Sul, e Edel Quinn, que ganhou reputação de grande santidade, na África, são candidatos à canonização. Na partida de Edel Quinn para África, Frank Duff chorou. Contrariando a muitos, ele aceitou o pedido de Edel, para aceitá-la como enviada. Edel nunca mais voltou à Irlanda, morrendo na África. Entre os enviados ainda podemos citar: Joaquina Lucas, que trabalhou na América do Sul, Pacita Santos, enviada para a Espanha e Filipinas e Teresa Su, enviada para a Indonésia. Frank amou seus enviados com um amor verdadeiramente paternal. Interrogado sobre a continuação da Legião após a sua morte, Frank respondeu: “Não sei. Uma coisa posso dizer: pervertei a sua espiritualidade no mínimo que seja e a Legião desmoronar-se-á como um castelo de cartas”.

Frank Duff, faleceu, aos 91 anos de idade no dia 7 de novembro de 1980. No dia de Junho de 1996, foi assinada a introdução oficial do pedido de beatificação.

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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