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Sagrado Coração de Jesus foi revelado no dia 27 de dezembro de 1673. O próprio Jesus Cristo apareceu a Santa Margarida Maria Alacoque, freira que pertencia a uma Congregação conhecida como Ordem da Visitação. A aparição aconteceu durante uma exposição do Santíssimo Sacramento. Santa Margarida teve a visão de Jesus Cristo mais duas vezes. Nas aparições, o próprio Senhor pediu para que ela divulgasse a devoção a seu Sagrado Coração.

Palavras de Jesus sobre as nove primeiras sextas feiras do mês:

Mostrando o seu Coração transpassado pela espada, Jesus disse a Santa Margarida:

Eis o coração que tanto tem amado os homens e em recompensa não recebe da maior parte deles, senão ingratidões pelas irreverências e sacrilégios, friezas e desprezos que tem por mim nesse sacramento do Amor. E continuou dizendo: Prometo-te pela minha excessiva misericórdia, a todos que comungarem nas primeiras sextas de nove meses consecutivos, a graça da penitência final. Estes não morrerão em minha inimizade, nem sem receberem os sacramentos. O meu Sagrado Coração lhes será refugio seguro nessa última hora. As primeiras sextas-feiras, devem ser dias de reparação pela frieza, desprezo e sacrilégios, que muitas vezes sofreu na Eucaristia, por parte dos maus cristãos e dos que não acreditam em Jesus Cristo.

Devoção ao Sagrado Coração de Jesus

Nessas aparições Jesus deixou 12 promessas e pediu para que Santa Margarida difundisse essa devoção para o mundo inteiro. Ela foi responsável pelo início da devoção. A Beata Maria pediu ao Papa Leão XIII que consagrasse solenemente esta devoção. Em resposta, no dia 11 de junho de 1889 após a publicação de encíclica Annum Sacrum o Papa disse: A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é uma forma por excelência de religiosidade. Essa devoção que recomendamos a todos, será muito proveitosa. No Sagrado Coração está o símbolo e a imagem expressa do Amor Infinito de Jesus Cristo, que nos leva a retribuir-lhe esse amor. Sua festa é comemorada na primeira sexta-feira após a festa de Corpus Christi, Corpo de Cristo, na oitava da Páscoa e todo o mês de junho, é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus.

Em todas as Igrejas nas primeiras sextas-feiras, se fazem atos solenes de reparação, para estimular os cristãos e retribuir com amor tantas e tão grandes provas de amor que Jesus fez e faz por toda a humanidade. Leia também Indulgência plenária para a solenidade do Sagrado Coração de Jesus


Milagres do Sagrado Coração de Jesus

São conhecidos vários milagres no Brasil e no mundo obtidos pela misericórdia do Sagrado Coração de Jesus. Muitos casais passaram a viver em harmonia no lar, filhos foram resgatados de caminhos de perdição, pessoas se converteram, padres e religiosos perseveraram na vocação que Deus lhes deu, doenças foram curadas e infinitas graças foram concedidas. Todos esses milagres do Sagrado Coração de Jesus são obtidos pelas orações fervorosos feitas de acordo com a Vontade de Deus.

As 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus

Jesus pediu para que os fiéis participassem da Santa Missa durante as primeiras sextas-feiras em nove meses consecutivos, com uma confissão reparadora e a sagrada comunhão. E fez as doze promessas aos que atendessem ao seu pedido:

1- Dar-lhes-ei todas as graças necessárias ao seu estado de vida. 2- Estabelecerei a paz nas famílias.

3- Abençoarei os lares onde for exposta e honrada a imagem do meu Sagrado Coração. 4- Hei de consolá-los em todas as dificuldades.

5- Serei o seu refugio durante a vida, e em especial durante a morte. 6- Derramarei bênçãos abundantes sobre seus empreendimentos.

7- Os pecadores encontrarão no meu Sagrado Coração, uma fonte e um oceano sem fim de misericórdia. 8- As almas tíbias (tímidas e vacilantes na fé) tornar-se-ão fervorosas. 9- As almas fervorosas ascenderão rapidamente a um estado de grande perfeição.

10- Darei aos sacerdotes o poder de tocar nos corações mais empedernidos. 11- Aqueles que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos no meu Sagrado Coração, e dele nunca serão apagados.

E a grande promessa:

12- Prometo-vos, no excesso da misericórdia do meu Coração, que o meu Amor Todo Poderoso, concederá, a todos aqueles que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos, a graça da penitência final; não morrerão no meu desagrado, nem sem receberem os Sacramentos. O meu divino Coração será o seu refúgio de salvação nesse derradeiro momento. Leia também Oração para consagrar a família aos Sagrados Corações de Jesus e Maria.


Oração de consagração ao Sagrado Coração de Jesus

Divino Salvador que, perseguido pelos inimigos e ferido no Coração, pela tibieza de seus amigos, vos queixastes a Santa Margarida: Tenho procurado consoladores e não os tenho encontrado.

Aqui estou Senhor para vos consolar. Quero adorar vossa Majestade escondida, quero reparar as ofensas minhas e as dos outros. Quero amar o vosso amor desprezado e abandonado.

Consagro-me inteiramente ao vosso Coração. Sede Vós somente o meu Rei. Ajudai-me Senhor, a difundir nas almas o reino do vosso Coração.

Acendei a chama do vosso amor no coração dos vossos sacerdotes, para que se tornem apóstolos infatigáveis e portadores das bênçãos do vosso divino Coração.

Fazei que compreendam finalmente, a honra e a obrigação que tem de Vos amar, para que unidos entre si com os laços de vossa caridade, glorifiquem todos, o vosso Divino Coração, que é para nós, fonte de vida e salvação.

Divino Coração de JESUS, reinai em meu coração.

Jesus, manso e humilde de coração, fazei nosso coração semelhante ao vosso! Leia também: A devoção dos cinco primeiros sábados ao Imaculado Coração de Maria

 
 
 

“Proliferou-se a ideia de que se trata de um canto animado, barulhento, como se Missa fosse programa de auditório e não o Calvário”

O canto do Glória não é “para dançar, bater palmas e gritar”, enfatizou o pe. Wellington José de Castro por meio de rede social. O sacerdote destaca o vínculo direto entre o Glória e o “Kyrie eleison”, isto é, a súplica “Senhor, tende piedade de nós”, recordando que, no Glória, apresentamos a Deus um pedido de perdão e de misericórdia.

Não é, portanto, um “canto festivo“, mas, eminentemente, uma oração penitencial e de conversão, que se faz com recolhimento, contrição sincera e, sim, profunda confiança no amor divino – mas o momento é de pedido de perdão e isto não se faz “dançando, batendo palma, dando gritinhos”.


Confira o comentário do pe. Wellington:

“Alguém em sã consciência pediria perdão de seus pecados dançando, batendo palma, dando gritinhos? A resposta parece óbvia. Mas por que tantos o fazem quando cantam ‘…Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós…’?

Isso não é um pedido de perdão pelas culpas e pelo pecado?

O ‘Gloria in excelsis Deo’ está em plena unidade e continuidade com o ‘Kyrie eleison’. É errônea a ideia proliferada de que se canta Glória em louvor pelos pecados perdoados, até porque o Ato Penitencial não basta para perdoar os pecados mortais. Assim como é errada a ideia de que é um louvor à Trindade, haja vista que se trata de um hino cristológico.

Infelizmente, proliferou-se a ideia de que se trata de um canto animado, barulhento, como se Missa fosse programa de auditório e não o Calvário”.

O Glória Não é um Hino Trinitário

É muito comum encontrarmos no repertório e no imaginário popular de muitas comunidades e paróquias a noção de que o Hino do Glória seria um Hino Trinitário.

Diversas composições fazem menção, em suas estrofes, ao Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. É importante que tenhamos clareza e segurança para saber que estas peças não podem ser usadas durante a liturgia para o momento do Glória.

O Glória é um hino antiquíssimo e venerável pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro. O texto deste hino não pode ser substituído por outro.

“Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei dos Céus, Deus Pai Todo-poderoso: nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos adoramos, nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças, por Vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai: Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós; Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica; Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só Vós sois o Santo; só Vós, o Senhor; só Vós, o Altíssimo, Jesus Cristo; com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.” 

Reforço aqui o caráter do Hino do Glória por meio dos comentários do Pe. Ocimar Francatto:

O Hino do Glória é um hino cristológico, pois o Cristo se mantém no centro de todo o hino. Ele é o “Kyrios”, o Senhor, que desde todos os tempos habita na Trindade.

É um hino em prosa lírica. Um tesouro da oração cristã que tem sua origem nos primeiros séculos. Trata-se de uma compilação de elementos que evoluíram, mas cuja estrutura atual é muito clara.

Depois de mais de mil anos, cantamos com as palavras daquelas mesmas comunidades antigas. Sinal de comunhão que atravessa os séculos. As palavras dos anjos na noite do Natal: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados” (Lucas 2, 14).

O Hino do Glória é um canto completo, tem: louvor, entusiasmo, doxologia e súplica.

Pacificada esta questão, pode surgir a seguinte dúvida: e os cantos trinitários que fazem parte do imaginário e da experiência de fé de tantas comunidades? Devem ser simplesmente abolidos?

Não necessariamente. Enquanto é fato que não podem ser utilizados para o momento do Glória dentro da liturgia, são opções viáveis para canto de saída e mesmo canto de entrada nas ocasiões apropriadas, como por exemplo a Solenidade da Santíssima Trindade.

Desta forma, é perfeitamente possível agregar e harmonizar a escolha liturgicamente adequada do repertório musical a ser utilizado na liturgia sem desatender as particularidades e eventuais preferências das comunidades.

Tudo ordenado para a Glória de Deus e a Santificação dos Fieis

Com informações de Aleteia e musicaliturgicaonline.com.br

 
 
 

Tornou-se costume no Brasil que os fiéis levantem as mãos no momento da oração do Pai-Nosso na Missa. Sabemos que durante a Santa Missa há posições predefinidas tanto para o sacerdote que oferece o Santo Sacrifício, quanto para os leigos. Qual seria a orientação para este momento?

Michel Pagiossi Silva, autor da série de livros Entrarei no Altar de Deus, que busca ajudar tanto os Pastorais Litúrgicas, como aos Cerimoniários ou, com bastante modéstia, aos sacerdotes, na preparação das Celebrações mais comuns da Forma Ordinária do Rito Romano, livros que também são voltados para os fiéis interessados em entender o bom andamento da Santa Missa, vem nos ajudar a entender como os leigos devem se comportar neste momento da Santa Missa.

Segundo o autor, no Brasil é costume generalizado entre os fiéis, estender as mãos durante a oração do Pai-Nosso na Santa Missa, imitando os gestos do sacerdote celebrante.

PROCURANDO A RESPOSTA

A grande questão é: Nenhum livro litúrgico prevê que os fiéis rezem o Pai-Nosso com os braços estendidos.

E ainda, a Sacrossanctum Concílium (31) alerta para que os nos livros litúrgicos “procure-se que as rubricas tenham em conta a parte que compete aos fiéis”.

O QUE DIZ A HISTÓRIA

Pelo menos nos últimos mil anos de história, nunca foi previsto para os fiéis leigos o gesto de estender os braços em qualquer momento que seja na Santa Missa.

A RESPOSTA DA IGREJA

Em 1997 a Igreja publicou uma “Instrução acerca de algumas questões sobre a colaboração dos fiéis leigos no sagrado ministério dos sacerdotes” que diz:

“na celebração eucarística, aos diáconos e aos fiéis não-ordenados não é consentido proferir as orações e qualquer outra parte reservada ao sacerdote celebrante – sobretudo a oração eucarística com a doxologia conclusiva – ou executar ações e gestos que são próprios do mesmo celebrante.”

ESTÁ PROIBIDO

Assim, compreendemos que, não somente não há previsão para que os leigos estendam os braços durante a oração do Pai-Nosso, mas mais que isso: é proibido imitar os gestos do celebrante.

Logo, não devemos erguer as mão, como faz o sacerdote.

COMO DEVEMOS NOS COMPORTAR NESTE MOMENTO?

Se a regra é não levantar as mãos, mas manter a mesma posição que já estávamos no restante da missa, qual a posição das nossas mãos durante a missa?

A posição ideal é que participemos da missa com as mãos postas, ou seja, em posição de oração, ou ao menos de mãos juntas na altura do abdômen.

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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