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O Padre Etim Lambert, pároco da Imaculada Conceição em Ngomgham, disse que os testemunhos cristãos durante o congresso eucarístico falaram por si.

“Cada paróquia” de uma arquidiocese nos Camarões está construindo uma capela de adoração perpétua para celebrar um ano local de observância da Eucaristia, anunciou este mês o prelado da arquidiocese.

Andrew Nkea Fuanya, arcebispo metropolitano de Bamenda, nos Camarões, disse aos participantes numa conferência de imprensa no Vaticano, no dia 12 de outubro: “Este ano na minha diocese é o ano da Eucaristia”.

Como resultado, “cada paróquia está a construir uma capela de adoração perpétua”, disse o Arcebispo Nkea, que também é um dos padres sinodais no Sínodo do Vaticano sobre a Sinodalidade este ano. O site Hierarquia Católica lista 46 paróquias da Arquidiocese de Bamenda.

“E assim a adoração perpétua está acontecendo em todas as paróquias”, disse ele. “Isso é incrível. Não posso explicar aqui quanto tempo os jovens passam diante do Santíssimo Sacramento”.

O arcebispo descreveu a adoração perpétua como “uma experiência incrível”. 

Capela de Adoração de São Gabriel incompleta, Alamatu. Crédito: Ayuni Emmanuel

Padre Stephen Nchardze Ewane, capelão diocesano da juventude da Arquidiocese de Bamenda, disse à CNA que a adoração é “uma oportunidade para podermos nos conectar com” Jesus.

“Jesus é o caminho pelo qual podemos chegar ao Pai”, disse o Padre Ewane.

Durante uma recente conferência de jovens, o Padre Ewane disse, ele “deu aos jovens o que eles nunca tiveram antes. Algo me tocou e comecei uma hora de adoração eucarística silenciosa todas as noites, seguida de cânticos de louvor”.

“Pude ver a saudade dos jovens e muitos vieram até mim e pediram que aumentasse a adoração para duas horas”, disse ele. “E saíram tão felizes… Pediram até que no próximo ano tivessem uma noite inteira diante do Santíssimo Sacramento”. 

“Há muito barulho no mundo e os jovens fazem muito barulho ouvindo a voz do mundo”, disse o Padre Ewane. “Ninguém escuta a voz de Deus que fala dentro de si, a voz da consciência.”

“Cada paróquia garante que tenha uma capela eucarística e adoração”, disse ele. “Na minha paróquia está sempre cheio a partir das 15 horas e a capela nunca fica vazia sem um jovem sentado lá dentro.”

“Você vê jovens que desejam ser amigos de Jesus”, acrescentou.

Capela de Adoração de São João Batista, Rua Fonchas, Bamenda, Camarões. Crédito: Ayuni Emmanuel

Padre Anthony Bangsi, pároco da Paróquia de São Gabriel, Alamatu, disse que a diocese lançou ao longo do ano “várias atividades que o arcebispo recomendou para uma celebração frutífera, entre elas uma oração que recitamos todos os dias durante a missa, a oração da Eucaristia”.

O Padre Bangsi disse que a sua paróquia também está a construir uma capela de adoração e que está “quase concluída”.

“Este ano também tivemos [um] congresso eucarístico diocesano onde foram proferidas palestras com adorações eucarísticas e celebrações eucarísticas”, disse ele. “Tivemos o desafio de levá-los até a base, para que todos entendessem muito bem quem vem até nós na Eucaristia”.

“Também este ano estamos a tentar compreender o que é a Eucaristia – a fonte e o ápice da vida cristã”, continuou ele. “Também estamos ajudando os cristãos que estão em situação irregular a regularizarem a sua situação para que possam participar deste banquete celestial que é a Eucaristia”.

Capela de Adoração de São João Batista, Rua Fonchas, Bamenda, Camarões. Crédito: Ayuni Emmanuel

O Padre Etim Lambert, pároco da Imaculada Conceição em Ngomgham, disse que os testemunhos cristãos durante o congresso eucarístico falaram por si.

“Os cristãos este ano deveriam ter Cristo no centro de suas vidas”, disse ele. “Uma vez que eventualmente o tenham no centro de suas vidas, a construção de capelas é automática. E aqueles que vivem em situações irregulares que os impedem de receber a Eucaristia devem regularizá-la”.

“Antes havia poucas capelas de adoração na Arquidiocese de Bamenda. Mas se você for lá agora, ficará chocado com a quantidade de capelas que foram construídas e ainda estão em construção.”

Aseni Linda, membro da arquidiocese, disse à CNA que o ano foi “de profundo alimento espiritual”.

“Recebemos muitas palestras sobre a Eucaristia e também somos encorajadas a visitar o Senhor presente na Eucaristia”, disse ela. “Todas as paróquias foram instruídas a construir uma capela de adoração permanente, o que já é feito na minha paróquia”.

“É um dos presentes mais lindos que recebemos na paróquia”, disse ela.

 
 
 

Hoje (19), os fiéis testemunharam por mais um ano o incrível milagre ocorrido na catedral de Nápoles, Itália, onde se repetiu a liquefação do sangue de são Januário.

Por ACI Digital – É tradição que todo dia 19 de setembro e em outras duas ocasiões do ano ocorra o milagre da liquefação do sangue de são Januário, que o resto do ano é preservado sólido em um relicário. É um evento extraordinário que é considerado um prodígio e ocorre desde o ano de 1389.

O arcebispo de Nápoles, dom Domenico Battaglia, celebrou a missa na catedral às 10h (hora local), pouco antes da missa transferiu o relicário com o sangue de são Januário da capela do tesouro para o altar-mor da catedral, onde ficou durante toda a celebração eucarística.

Na sua homilia, dom Battaglia disse que “o milagre maior só podemos o fazer juntos”. Ele também animou “a reconstruir pontes” e a “cultivar a justiça e a paz”. Ele exortou a fazer de Nápoles “um lugar de vida e de perdão” e pediu a intercessão de são Januário, cuja liquefação de sangue definiu como “uma amostra da sua fidelidade a Cristo”.

Neste templo é preservado uma ampola de vidro no qual é guardado um coágulo de sangue do bispo (uma pequena massa de sangue seco) que se torna líquido em certas ocasiões. Esse fenômeno é denominado “liquefação” e por não ser realizado por meio de intervenção física ou química, o fato é reconhecido como um milagre.

Alguns questionam o fato, embora ninguém tenha conseguido explicar com certeza como ou por que meios ocorre o fenômeno.

O sangue de são Januário se liquefaz três vezes por ano: no sábado anterior ao primeiro domingo de maio, por ocasião do translado dos restos mortais do santo a Nápoles; no dia de sua festa litúrgica, 19 de setembro; e em 16 de dezembro, aniversário da intercessão de São Januário para evitar os efeitos da erupção do vulcão Vesúvio no ano 1631.

Em cada um destes três dias, o bispo da cidade, ou um padre que proceda em seu nome, apresenta o relicário com a ampola de sangue, colocada em frente à urna que contém o crâneo do santo.

O ato é sempre feito na presença dos fiéis. Depois de algum tempo, quem celebra a liturgia levanta o relicário, vira-o para baixo e, nesse momento, a massa de sangue torna-se líquida. Depois o celebrante anuncia: “O milagre aconteceu!”

Por que o milagre de São Januário é tão importante?

O mundo inteiro está falando do sangue de São Januário. Mas você sabe, afinal, em que consiste o milagre da sua liquefação e o que ele realmente significa?

Não é a primeira vez que o milagre da liquefação do sangue de São Januário vira notícia recentemente. Em 21 de março de 2015, dia incomum para a ocorrência do fenômeno, os restos sanguíneos do padroeiro de Nápoles se dissolveram à vista do Papa Francisco. Agora, no dia 16 de dezembro de 2020, o que causou estranheza mundo afora foi justamente a ausência do milagre, a qual “sempre esteve ligada a momentos nefastos da história da cidade” italiana.

Considerando toda a atenção que se vem dando a este acontecimento de caráter realmente sobrenatural, transcrevemos abaixo uma pequena matéria, publicada no blog português Senza Pagare, que descreve de modo bem resumido em que consiste este milagre e qual é, afinal, a sua importância.

No passado dia 16 de dezembro, ao contrário do habitual, não aconteceu o milagre da liquefação do sangue de S. Januário, em Nápoles. Este milagre acontece 3 vezes por ano: 19 de setembro, dia de S. Januário; 16 de dezembro, porque nesse dia, em 1631, foi feita uma procissão com as relíquias de S. Januário que impediu a iminente erupção do vulcão Vesúvio; no sábado que antecede o primeiro domingo de maio, dia da primeira trasladação do corpo do santo. As datas da liquefação do sangue de São Januário são celebradas com grande pompa e esplendor. As relíquias são expostas ao público, e se a liquefação não se verifica imediatamente, iniciam-se preces coletivas. Se o milagre tarda, os fiéis convencem-se de que a demora se deve aos seus pecados. Rezam então orações penitenciais, como o salmo ” Miserere“. Quando o milagre ocorre, o Clero entoa um solene Te Deum, a multidão irrompe em vivas, os sinos repicam e toda a cidade rejubila. Entretanto, sempre que nas datas costumeiras o sangue não se liquefaz, isso significa o aviso de tristes acontecimentos vindouros, segundo uma antiga tradição nunca desmentida. O sangue de São Januário está recolhido em duas ampolas de vidro, hermeticamente fechadas, protegido por duas lâminas de cristal transparente. A ampola maior possui 60 cm cúbicos de volume; a menor tem capacidade de 25 cm cúbicos. Em geral, o sangue endurecido ocupa até a metade da ampola maior; na menor, encontra-se disperso em fragmentos. A liquefação do sangue produz-se espontaneamente, sob as mais variadas circunstâncias, independentemente da temperatura ou do movimento, o sangue passa do estado pastoso ao fluido e, até, fluidíssimo. A liquefação ocorre da periferia para o centro e vice-versa. Algumas vezes, o sangue liquefaz-se instantânea e inteiramente, ou, por vezes, permanece um denso coágulo em meio ao resto liquefeito. Varia o colorido: desde o vermelho mais escuro até o rubro mais vivo. Não poucas vezes surgem bolhas e sangue fresco e espumante sobe rapidamente até o topo da ampola maior. Trata-se verdadeiramente de sangue humano, comprovado por análises espectroscópicas. Há algumas peculiaridades, que constituem outros milagres dentro do milagre liquefação, há uma variação do volume: algumas vezes diminui e outras vezes aumenta até o dobro. Varia também quanto à massa e quanto ao peso. Em janeiro de 1991, o Professor G. Sperindeo fazendo uso, com o máximo cuidado, de aparelhos de alta precisão, encontrou uma variação de cerca de 25 gramas. O peso aumentava enquanto o volume diminuía. Esse acréscimo de peso contraria frontalmente o princípio da conservação da massa e é absolutamente inexplicável, pois as ampolas encontram-se hermeticamente fechadas, sem possibilidade de receber acréscimo de substâncias do exterior. A notícia escrita mais antiga e segura do milagre consta de uma crônica do século XIV. Desde 1659, estão rigorosamente anotadas todas as liquefações, que já perfazem mais de dez mil!

Quanto à chave de interpretação com que devemos ler esse milagre (ou, no caso, a ausência dele), é a reação dos próprios fiéis napolitanos que nos ensina: “Se o milagre tarda, os fiéis convencem-se de que a demora se deve aos seus pecados“. É a luta contra os nossos pecados, portanto, o que nos deve preocupar de modo especial ao sabermos que São Januário não quis operar o seu costumeiro milagre diante do povo de Nápoles.

Quando vamos acordar e perceber que a pior tragédia de todas se chama perdição das almas e já está acontecendo há muito tempo?

Mais do que traçar conjecturas sobre o que acontecerá no mundo, mais do que perguntar que tipo de desgraça pode se abater sobre a humanidade, o momento presente pede oração e penitência. E essa é a mensagem não apenas do sangue de San Gennaro (como o chamam os italianos) ou da aparição de Nossa Senhora em Fátima, cujo centenário está às portas, mas de toda a revelação cristã. “Se não vos converterdes”, afinal, diz o próprio Senhor, “perecereis todos do mesmo modo” (Lc 13, 3).

Essas palavras são muito sérias. O cristianismo é coisa muitíssimo séria. Mas, pelo visto, poucos de nós estão dispostos a emendar-se de vida e atender aos apelos que o próprio Céu nos tem feito com tanta insistência, especialmente nas últimas décadas. Nossos pecados se multiplicam indefinidamente, levando-nos para longe da presença de Deus, como mostrou a Virgem de Fátima aos três pastorinhos, e nós ficamos a pensar em que tipo de catástrofe se irá suceder aqui ou acolá, este ano ou ano que vem, preocupados com desastres físicos e materiais. Quando vamos acordar e perceber que a pior tragédia de todas se chama perdição das almas e já está acontecendo há muito tempo? Quando vamos abrir os olhos da fé, afinal, para enxergarmos o mundo sobrenatural à nossa volta e tomarmos então consciência verdadeira da situação em que nos encontramos?

Repitamos com o venerável bispo norte-americano Fulton Sheen uma verdade mais do que necessária para tempos conturbados como os nossos: “Se as almas não forem salvas, nada se salvará“. As almas, as almas cuja salvação sempre foi a lei suprema da Igreja, as almas cujo preço foi o próprio sangue de Cristo derramado na Cruz: são elas a nossa meta, porque são elas a meta de Deus! Que eventos como o milagre de São Januário — ou o silêncio de São Januário — sirvam para lembrar-nos desta realidade e ressuscitem aqueles que estão na morte do pecado para a vida sobrenatural da graça.

 
 
 

Uma jovem espanhola de 16 anos relata que foi curada após receber a Comunhão na manhã de 5 de agosto em Fátima

“Eu abri os olhos e consegui enxergar perfeitamente”, diz Jimena, uma jovem espanhola de 16 anos que relata ter sido curada após receber a Comunhão em Fátima, na manhã de 5 de agosto, dia da visita do Papa.

Há dois anos e meio, Jimena perdeu a maior parte da visão conforme ela mesmo explicou à rádio espanhola COPE.

Ela viajou de Madrid para Portugal com um grupo do Opus Dei para participar da Jornada Mundial da Juventude. A família dela e os amigos organizaram uma novena para pedir a Nossa Senhora das Neves que curasse a menina. O último dia da novena foi, justamente, 5 de agosto, mas ela conta que acordou naquela manhã como nos últimos meses, “com tudo muito embaçado, sem ver quase nada”.

Ansiosa pelo alívio desse sofrimento, e considerando que era o último dia da novena, festa de Nossa Senhora das Neves, Jimena chorou após a Comunhão e revelou: “Abri meus olhos e consegui enxergar perfeitamente… Eu vi o altar, o tabernáculo, meus amigos estavam lá e pude vê-los perfeitamente”.

Na verdade, ela conseguiu até ler a oração da novena. “A Virgem me deu um grande presente que jamais esquecerei”, afirma Jimena.

O cardeal Juan José Omella, presidente da Conferência Episcopal Espanhola, falou sobre a possível cura em coletiva de imprensa no encerramento da JMJ, dizendo que teve a oportunidade de falar com Jimena por videochamada.

A ACI Prensa informou que o cardeal se referiu a isso como uma “graça de Deus” e observou que Jimena estava se esforçando para aprender braile desde que sua visão falhou.

O cardeal refletiu ainda que, mais tarde, os médicos poderão avaliar a situação, mas no momento, para Jimena, este foi “um acontecimento incrível”.

“Digamos, um milagre. Ela não enxergava, e agora enxerga. Depois, os médicos podem falar sobre o restante, mas ela vai voltar para casa já enxergando. Bendito seja Deus.”

Por Aleteia

 
 
 
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