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Quarenta e seis anos depois da última mensagem recebida nas aparições de Nossa Senhora de Akita, Japão, ser reconhecida como autênticas por parte da Igreja, a vidente Irmã Agnes Sasagawa relatou ter recebido uma nova mensagem. No domingo, 6 de outubro de 2019, por volta das 3h30, um anjo se manifestou e mencionou uma instrução diretamente dirigida à religiosa.

“É bom que diga a todos: cubram-se de cinzas e rezem o rosário penitente todos os dias. E você, deve converter-se em uma menina e oferecer sacrifícios todos os dias”, expressou o anjo na visão, difundida e traduzida para o inglês pela emissora católica WQPH de Massachusetts, Estados Unidos. A religiosa tem 88 anos de idade e sofre condições de saúde próprias de sua idade, tendo experimentado recentemente uma cura providencial de um tumor em seu pescoço.


A vidente expressou que sentiu dúvidas de difundir a mensagem, mas ao assistir a Missa notou que a liturgia dois dias depois incluiu a profecia de Jonas, que pediu o arrependimento empregando os mesmos sinais pedidos pelo anjo. Ao sentir que a mensagem, apesar de ser uma revelação privada, não contradizia o que Deus mesmo comunicou reiteradamente, deu notícia do fato.

Questionada sobre a fidelidade da história, a emissora manifestou em um comunicado oficial seu apoio à redação da notícia, assim como as fontes que a transmitiram ao meio de comunicação. “Particularmente, sabemos que a Irmã Agnes sofreu muito desde a última mensagem de Akita, e nos preocupa que esta nova mensagem, este simples chamado ao arrependimento, que obtivemos através de fontes próximas a ela, tenha começado novas tribulações para ela e para seus confidentes”, expressou o meio. “Não temos nenhuma razão para assumir os riscos associados com a publicação de uma história sensacionalista, como esta nova mensagem da Irmã Agnes Sasagawa, que não seja em nome das fontes, que são confiáveis e valentes, e que nos pediram que divulguemos diretamente sua mensagem”.

“A nova mensagem pede a cada um de nós rezar um Rosário Penitente diariamente, e cobrir-nos de cinzas como o fizeram os residentes de Nínive ao escutar a profecia de Jonas”, concluiu o comunicado sobre o relatório.

“Até que possamos obter mais informação de nossa fonte, pedimos a vocês, nossos irmãos e irmãs em Cristo, que distingam com Fé e razão a veracidade da história, e lhes agradecemos sua prudência e preocupação devota pela integridade do legado de Nossa Senhora de Akita e a reputação de seus mensageiros”.

A data da nova revelação privada da religiosa, como foi notada em diversos meios de comunicação coincidiu com a abertura da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônica na Cidade do Vaticano. (EPC)

Observações sobre a mensagem

Cobrir-se de Cinzas

Cobrir-se de cinzas é uma expressão presente no antigo testamento que significa recolher-se em oração e penitência profundas, em sinal de arrependimento e conversão.

De acordo com a mensagem, é o momento em que todos devemos intensificar nossas orações, rezando o terço diariamente com devoção, também buscando fazer adoração ao Santíssimo Sacramento com mais frequência, além de oferecer penitências e sacrifícios, inclusive fazendo práticas de caridade ao próximo e praticando as Obras de Misericórdia. Recomendamos inclusive que, aqueles que ainda não são Consagrados à Nossa Senhora de Fátima pelo método de São Luís Maria Grignion de Montfort, busquem se consagrar. Entenda o motivo, clique aqui.

Essas são práticas que todos os cristãos já deveriam fazer com frequência, entretanto há muito tempo deixamos de exercitar essas práticas recomendadas pela Igreja. Há aproximadamente 100 anos, Nossa Senhora apareceu em Fátima pedindo aos fiéis que rezassem o rosário (terço) todos os dias, vivendo uma vida de oração e penitência.

Portanto, este chamado de hoje é muito importante e devemos intensificar ainda mais nossa oração e penitência, demonstrando a Deus o arrependimento e conversão.

Na Igreja católica existem videntes?

A palavra vidente significa “alguém que teve uma visão”.

Durante a história Nossa Senhora apareceu para algumas pessoas. Algumas dessas aparições são reconhecidas oficialmente pela Santa Igreja. Essas pessoas para as quais Nossa Senhora apareceu são chamadas Videntes.

A vidente desta notícia é a vidente Irmã Agnes Sasagawa que recebeu as mensagens em Akita, que é uma aparição reconhecida oficialmente pela Santa Igreja. Conheça mais, clique aqui.

 
 
 

Em 19 de setembro de 1846, a Virgem Santíssima apareceu a Mélanie e a Maximin na montanha francesa de La Salette. Consigo a Mãe de Deus trazia uma mensagem, que ela revelou entre lágrimas.

Nossa Senhora apareceu em La Salette, no dia 19 de setembro de 1846, por causa de “duas coisas” principais, que estavam tornando pesado o braço de seu divino Filho. Ouçamos o que ela tem a revelar, entre lágrimas, a Mélanie, a Maximin e, através deles, a toda a humanidade:

Se meu povo não quer se submeter, sou forçada a deixar cair a mão de meu Filho. Ela é tão forte e pesada que não posso mais retê-la. Há quanto tempo sofro por vocês! Se quero que meu Filho não os abandone, sou obrigada a suplicá-lo incessantemente. E vocês nem se importam com isso. Por mais que rezem, por mais que façam, jamais poderão recompensar a aflição que tenho sofrido por vocês. (1) Dei-lhes seis dias para trabalhar, e reservei-me o sétimo, e não me querem concedê-lo. É o que faz pesar tanto o braço de meu Filho. (2) Os carroceiros não sabem falar sem usar o Nome de meu Filho. São essas duas coisas que tornam tão pesado o braço de meu Filho. [1]

Nós, os orgulhosos e descrentes homens do século XXI, somos quase tentados a não acreditar que a santíssima Mãe de Deus tenha saído do Céu, da bem-aventurança eterna em que se encontra, contemplando a face de seu divino Filho, simplesmente para nos dizer: parem de pecar contra o segundo e o terceiro mandamentos! Ela tem mais uma mensagem a passar, sim, principalmente às autoridades civis e religiosas, mas a primeira coisa que ela pede, aos dois videntes de La Salette, é para as pessoas guardarem os domingos e não tomarem o santo nome de Deus em vão. Leia também O que Segredo de Nossa Senhora de La Salette fala sobre os sacerdotes…

A nós parece pouco? Infelizes de nós, meus amigos, que não temos dimensão do que seja o pecado! Se eram infelizes os homens do século XIX, castigados que foram por desrespeitar esses dois mandamentos, muito mais infeliz é a nossa época, que já há muito tempo lançou fora as próprias tábuas dos Mandamentos; que já há muito tempo deixou de temer a Deus…


Nossa apostasia, no entanto, já era prevista pela Virgem de La Salette, noutra parte de sua mensagem. Esta, Nossa Senhora havia pedido expressamente a Mélanie que a guardasse em segredo, até 1858, e dizia o seguinte:

No ano de 1864, Lúcifer e um grande número de demônios serão libertados do inferno: eles abolirão a fé pouco a pouco e mesmo nas pessoas consagradas a Deus; eles vão cegá-las de tal maneira que, exceto por uma graça particular, essas pessoas serão tomadas pelo espírito desses anjos maus; muitas casas religiosas perderão inteiramente a fé e perderão muitas almas. Os maus livros abundarão sobre a terra, e os espíritos das trevas espalharão por toda parte um relaxamento universal em tudo aquilo que se refere ao serviço de Deus […]. A verdadeira fé estará extinta e a falsa luz iluminará o mundo. […] Os governantes civis terão todos o mesmo objetivo, que será abolir e fazer desaparecer todo princípio religioso, para dar lugar ao materialismo, ao ateísmo, ao espiritismo e a toda espécie de vícios. No ano de 1865, a abominação será vista nos lugares santos; nos conventos, as flores da Igreja apodrecerão e o demônio tornar-se-á como o rei dos corações. Que aqueles que estão à frente das comunidades religiosas tomem cuidado com as pessoas que devem acolher, porque o demônio usará de toda sua malícia para introduzir nas ordens religiosas pessoas entregues ao pecado, pois as desordens e o amor aos prazeres carnais serão espalhados por toda a terra. […] Todos pensarão apenas em se divertir; os maus vão se entregar a toda espécie de pecados; mas os filhos da Santa Igreja, os filhos da fé, meus verdadeiros imitadores, crescerão no amor de Deus e nas virtudes que me são mais caras. […] Tremei, ó terra, e vós que fazeis profissão de servir a Jesus Cristo e que, por dentro, adorais a vós mesmos, tremei; pois Deus vai entregar-vos a seu inimigo, porque os lugares santos estão na corrupção; muitos conventos não são mais casas de Deus, mas pastagens de Asmodeu e dos seus. […] Os homens estarão cada vez mais pervertidos [2].

Além da disseminação dos pecados carnais — também mencionados por Nossa Senhora em Fátima —, percebam que a principal profecia que se percebe ao longo de toda a mensagem de La Salette é a perda da fé: os demônios “abolirão a fé pouco a pouco”, “muitas casas religiosas perderão inteiramente a fé”, “a verdadeira fé estará extinta” etc.; ao mesmo tempo, e na contramão dessa tendência, “os filhos da Santa Igreja” são chamados pela Virgem Santíssima “os filhos da fé”. Leia também Nossa Senhora de la Salette: Ela fala para o nossos tempos?

A principal profecia que se percebe ao longo de toda a mensagem de La Salette é a perda da fé.

Disso se deduz que a fé é importantíssima, e nunca se insistirá o bastante nesse ponto. Muitas vezes pode parecer exagero ficar repetindo, mas a ideia é que, de tanto ouvir essa mesma coisa, as pessoas finalmente se dêem conta da necessidade de crer — e crer não em qualquer coisa, mas sim em tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica. Esse é o começo de tudo. De nada adiantaria, por exemplo, pregar sobre os deveres do cristão, sobre a importância de ir à Missa aos domingos ou fazer abstinência às sextas-feiras, de batizar os próprios filhos e contribuir com o dízimo na paróquia, se as pessoas, de maneira generalizada, deixaram de ter fé em Jesus Cristo e no que ensina a Igreja que Ele mesmo fundou.

Se as pessoas continuam a levar suas vidas no pecado mortal, elas podem até pagar “o dízimo da hortelã, do endro e do cominho”, como faziam os fariseus, mas “os preceitos mais importantes da Lei” continuarão a ser negligenciados (cf. Mt 23, 23). Se as pessoas não acreditarem que precisam abandonar o pecado, procurar o sacramento da Confissão e se reconciliar com Deus, nossas igrejas continuarão a ser lugar de sacrilégio e profanação, onde as pessoas comem e bebem a própria condenação (cf. 1Cor 11, 29). Pior do que isso: se não acreditarem no que diz o Catecismo, ao invés de dar ouvidos às modas ou às ideologias do momento, elas sequer acharão que precisam de conversão.

Nossa Senhora apareceu em La Salette para chamar todos os seres humanos à conversão.

E é por isso que Nossa Senhora chora em La Salette. A mensagem que a santíssima Mãe de Deus veio nos trazer do Céu não é um tipo de “conscientização social”, dessas que se faz em uma propaganda banal de televisão; não é um recado “moralista”, de quem quer filhos “bem comportados” e seguindo à risca uma espécie de “manual de boas maneiras”. Não! Nossa Senhora apareceu em La Salette para chamar todos os seres humanos a um desafio radical, a uma mudança absoluta, que se chama conversão a Deus. Isso significa, em primeiro lugar, transformar completamente a nossa mentalidade, conformando-a à vontade divina, crendo naquilo que Deus revelou por meio de sua Igreja.

Por onde começar? A Virgem em La Salette só o que faz é repetir as palavras de Cristo ao jovem rico do Evangelho: “Se queres entrar na vida, observa os Mandamentos” (Mt 19, 17). Eis a nossa primeira vocação, eis o nosso primeiro desafio. Deus nos revelou que não devemos trabalhar no domingo, nem tomar seus santo nome em vão. Se nos parece pouco, se nos parece nada, será que Deus está errado ou somos nós, ao contrário, que temos pouca fé?

Deus nos revelou, e repetiu pela boca de Nossa Senhora, que precisamos rezar. Sem isso, não teremos forças para cumprir mandamento algum. As orações, “ah, meus filhos, é preciso fazê-las, à noite e pela manhã”, disse a Virgem aos videntes de La Salette. “Quando não puderem fazer melhor, rezem ao menos um Pai Nosso e uma Ave Maria; e quando tiverem mais tempo e puderem fazer melhor, rezem-nos por mais tempo” [3].

Se o que diz a Virgem nos parece pouco, se nos parece nada, será que Deus está errado ou somos nós, ao contrário, que temos pouca fé?

E nós, o que faremos? Trataremos o apelo da Virgem com indiferença? Ou nos deixaremos finalmente sacudir por suas lágrimas, saindo de nossa frieza e insensibilidade aos Mandamentos?

Nossa Senhora de La Salette chora por causa de nossos pecados; pior: chora por um século apóstata e sem fé, que até a noção de pecado já perdeu [4]. Se ela se revelou aos homens chorando, no entanto, é porque ainda há esperança, é porque Deus ainda busca a nossa conversão. Ouçamos a sua voz, despertemo-nos de nossa letargia e enxuguemos as lágrimas da Santíssima Virgem com uma vida de penitência e amor a Deus. Não pode haver nada que alegre mais o seu Sagrado Coração do que um pecador que se arrepende e volta para a casa do Pai (cf. Lc 15, 7). Equipe Christo Nihil Praeponere Leia também Conheça mais detalhes sobre Nossa Senhora de La Salette

Nossa Senhora de La Salette e os Sacerdotes

Nossa Senhora fala da infidelidade de muitas almas consagradas a Deus: “Os sacerdotes, ministros de meu Filho, pela sua má vida, sua irreverência e impiedade na celebração dos santos mistérios, pelo amor do dinheiro, das honrarias e dos prazeres, tornaram-se cloacas de impureza. Sim, os sacerdotes atraem a vingança e a vingança paira sobre suas cabeças. Ai dos sacerdotes e das pessoas consagradas a Deus, que pela sua infidelidade e má vida crucificam de novo meu Filho! Os pecados das pessoas consagradas a Deus bradam ao Céu e clamam por vingança. E eis que a vingança está às suas portas, pois não se encontra mais uma pessoa a implorar misericórdia e perdão para o povo. Não há mais almas generosas, não há mais ninguém digno de oferecer a vítima imaculada ao [Pai] Eterno em favor do mundo”1.

Depois, a Virgem Maria profetiza sobre a família e a sociedade e quais os males que se seguirão. Destas profecias, apresentamos aquelas que são mais significativas e que dizem respeito também ao nosso tempo: “Os chefes, os condutores do povo de Deus negligenciaram a oração e a penitência. E o demônio obscureceu suas inteligências. Transformaram-se nessas estrelas errantes, que o velho diabo arrastará com sua cauda para fazê-las perecer. […] Os maus livros abundarão sobre a Terra, e os espíritos das trevas espalharão por toda parte um relaxamento universal em tudo o que se refere ao serviço de Deus. […] Deus vai golpear de modo inaudito. Ai dos habitantes da Terra. Deus vai esgotar sua cólera, e ninguém poderá fugir a tantos males acumulados. […] Toda ordem e toda justiça serão calcados aos pés. Não se verá outra coisa senão homicídios, ódio, inveja, mentira e discórdia, sem amor pela pátria e sem amor pela família. […] Os governantes civis terão todos um mesmo objetivo, que consistirá em abolir e fazer desaparecer todo princípio religioso para dar lugar ao materialismo, ao ateísmo, ao espiritismo e a toda espécie de vícios. […] Os maus estenderão toda sua malícia. Até nas casas as pessoas matar-se-ão e massacrar-se-ão mutuamente. […] Os justos sofrerão muito. Suas orações, sua penitência e suas lágrimas subirão até o céu e todo o povo de Deus pedirá perdão e misericórdia. E pedirá minha ajuda e intercessão

O apelo àqueles que a Mãe de Deus chama de “Apóstolos dos Últimos Tempos” pode ser o que São João Paulo II chama de “o coração das profecias de Maria”. Este apelo é dirigido aos verdadeiros devotos da Virgem Maria: “Eu dirijo um premente apelo à Terra. Apelo aos verdadeiros discípulos do Deus vivo que reina nos Céus. Apelo aos verdadeiros imitadores de Jesus Cristo feito homem, o único e verdadeiro Salvador dos homens. Apelo aos meus filhos, meus verdadeiros devotos, aqueles que se deram a mim para que eu os conduza a meu divino Filho, aqueles que levo por assim dizer nos meus braços, que vivem de meu espírito. Enfim, apelo aos Apóstolos dos Últimos Tempos, aos fiéis discípulos de Jesus Cristo que viveram no desprezo do mundo e de si próprios, na pobreza e na humildade, no desprezo e no silêncio, na oração e na mortificação, na castidade e na união com Deus, no sofrimento e desconhecidos do mundo. É chegado o tempo para que eles saiam e venham iluminar a Terra. Ide e mostrai-vos como meus filhos amados. Estou convosco e em vós, contanto que vossa fé seja a luz que vos ilumina nestes dias de desgraças. Que vosso zelo vos faça como que famintos da glória e honra de Jesus Cristo. Combatei, filhos da luz, pequeno número que isto vedes, pois aí está o tempo dos tempos, o fim dos fins”3.

A mensagem de Nossa Senhora de La Salette certamente não se dirigia somente às pessoas daquele tempo, pois muitas das suas profecias estão acontecendo em nossos dias. Por isso, sejamos obedientes a Santíssima Virgem, façamos orações, jejuns e penitências na intenção dos sacerdotes, religiosos e religiosas, de todas as almas consagradas a Deus. Façamos o mesmo também pelos nossos governantes, pela nossa sociedade e pelas famílias. O apelo da Virgem Maria é especialmente para aqueles que São Luís Maria Grignion de Montfort chamou de “verdadeiros Apóstolos dos Últimos Tempos, a quem o Senhor das virtudes dará a palavra e a força para operar maravilhas e arrebatar gloriosos despojos ao inimigo”4. É impossível negar que o Segredo de La Salette tem uma particular ligação com o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria. Segundo o Autor, estes Apóstolos “serão os verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, que seguirão as pegadas da sua pobreza, humildade, desprezo do mundo e caridade. Ensinarão o estreito caminho de Deus na pura verdade, segundo o Santo Evangelho e não segundo as máximas do mundo. […] Terão nos lábios a espada de dois gumes, que é a Palavra de Deus; trarão aos ombros o estandarte sangrento da Cruz, o crucifixo na mão direita, o Rosário na esquerda, os sagrados nomes de Jesus e Maria no coração, e a modéstia e a mortificação de Jesus Cristo em toda a sua conduta”5. Quando e como surgirão estes Apóstolos dos Últimos Tempos? São Luís Maria responde: “Só Deus o sabe. Quanto a nós, apenas nos compete calar, rezar, suspirar e esperar”6: “Esperei ansiosamente o Senhor”7. Nossa Senhora de La Salette, rogai por nós!

Referências

  1. A Aparição da Santíssima Virgem na Montanha de La Salette em 19 de setembro de 1846. In: Léon Bloy, Aquela que chora — e outros textos sobre Nossa Senhora da Salette (trad. de Roberto Mallet), Campinas: Ecclesiae, 2016, pp. 149-150.

  2. Ibid., pp. 155-159.

  3. Ibid., p. 161.

  4. Cf. Papa Pio XII, Radiomensagem ao Congresso Eucarístico dos Estados Unidos, 26 de outubro de 1946.

 
 
 

A Tradição da Igreja e muitos escritos apócrifos e registros variados da Igreja Primitiva indicam que Maria Santíssima possuía laços familiares com a tribo de Levi, ou seja, a tribo escolhida e reservada por Deus para o seu serviço. Nos anos que antecederam o nascimento de Jesus e mesmo depois, praticamente as únicas meninas que podiam ter algum tipo de acesso à cultura eram aquelas que pertenciam ao tronco sacerdotal proveniente de Levi, recebendo educação formal ou aquelas que recebiam essa formação em suas casas.

Na Igreja Primitiva surgiram muitos escritos que foram aceitos por seu valor histórico e por seu intuito de preservar a memória relativa a fatos e pessoas ligadas diretamente a Jesus. Foi assim, que muitos escritos ditos “apócrifos” surgiram, mas quando a Igreja, devido ao surgimento de tantos escritos que poderiam causar confusão nas primeiras comunidades, em 393, através do Sínodo de Hipona (uma reunião regional de bispos) e depois através do Concílio Ecumênico de Calcedônia determinou o número exato dos livros que deveriam compor o cânon bíblico, ou seja, a lista dos livros considerados como inspirados por Deus. Sendo assim, a Igreja não desabonava o valor histórico dos livros apócrifos, mas não os considerava divinamente inspirados, isto é, embora tratassem de temas teológicos, seu conteúdo era afetado por interesses, preferências e modos humanos de narrar e preservar os fatos. Numa dessas obras, tardiamente intitulada como o “Evangelho Secreto da Virgem Maria” (obra traduzida para o português e publicada no Brasil), obra escrita após o século IV, embora muitos afirmem ser uma obra contemporânea aos acontecimentos narrados, seu estilo de redação é próprio dos séculos IV ou V, assim como outras congêneres, narram que São Joaquim e Santa Ana eram estéreis e rogavam à Deus a graça de ter um filho, já que além do desejo natural de gerar uma vida havia ainda o aspecto social reforçado pela visão do judaísmo da época que considerava a esterilidade um sinal de maldição divina. Após muitas orações, Joaquim, enquanto apascentava ovelhas, tal como Moisés fazia enquanto Deus o surpreendeu chamando-lhe do meio da sarça, também cuidava de seu rebanho quando um anjo lhe apareceu garantindo- lhe que com sua esposa geraria uma nova vida, a qual desempenharia um grande papel nos desígnios divinos.Reprodução/A12

Reprodução/A12

Sem entender o que a profecia do anjo queria dizer, Joaquim e Ana a viram se cumprir pouco tempo depois. Entusiasmada com a graça recebida, Santa Ana prometeu que ofereceria sua filha ou filho ao serviço do Templo de Jerusalém. Assim que deu a luz, viu que gerara uma menina a quem deu o nome de Maria. Pensando em como cumprir sua promessa aconselhou-se com um douto e justo sacerdote chamado Simeão que sugeriu-lhe o seguinte: quando a menina completasse cinco anos de idade os pais deveriam levá-la à Jerusalém e lhe explicar que se quisesse ficar poderia estudar na escola para meninas própria do Templo. Caso a menina fosse colocada diante da escadaria do Templo e se voltasse para seus pais com medo de ser deixada, então os pais deveriam ver nisso um sinal divino de que estavam dispensados da promessa de entregar a menina aos cuidados do Templo, mas se a deixassem e ela subisse a escadaria sem se voltar para seus pais, então seria a confirmação de que Deus a havia inspirado a ficar e os pais deveriam permitir. Assim fizeram, de modo que aos cinco anos levaram Maria Santíssima ao Templo e a pequena criança subiu apressadamente as escadas em direção ao sacerdote sem olhar para trás. Daí em diante a menina seria educada até perto dos quinze anos, quando deveria voltar a seus pais para se preparar para a vida matrimonial, como faziam todas as moças de sua idade.

Na escola do Templo o sacerdote Simeão e uma viúva chamada Ana que era considerada profetisa estavam encarregados diretamente da educação das meninas. Maria Santíssima lá permaneceu até seus quinze anos. Não se sabe ao certo, mas é provável que pouco tempo depois de ter retornado à casa de seus pais, em Nazaré, que sucederam os eventos que todos conhecemos a respeito da salvação do gênero humano a partir da anunciação e miraculosa concepção do Verbo Eterno, Jesus Cristo(Lc. 1, 26 ss). Naquela época a população de Nazaré era de menos de três mil habitantes, ou seja, todos conheciam a todos. Foi nesse contexto, que estando prometida em casamento à José, a jovem Maria recebeu a visita do arcanjo Gabriel que lhe indicou ser desejo do Altíssimo que ela aceitasse ser a Mãe do Salvador (Lc. 1, 26-38). Maria aceitou e o anjo comunicou-lhe que sua prima Isabel, estéril como fora sua própria mãe Ana também estava grávida e concebeu um filho na velhice. Prontamente Maria saiu para lhe visitar.

Ao chegar, uma série de eventos que seriam banais para qualquer acontecimento parecido tomam uma proporção totalmente diferente. Maria saúda Isabel e como costuma ocorrer numa saudação o comum é que esta seja retribuída, mas Isabel afirma que “assim que tua saudação chegou aos meus ouvidos a criança saltou em meu ventre” (Lc. 1,44). O precursor do Messias foi santificado no ventre materno por Aquele para quem deveria preparar o caminho. E Isabel antes disso ainda afirmou: “De onde me vem que a Mãe do meu Senhor me venha visitar?” (Lc. 1,23). Cheia de júbilo, Maria Santíssima entoou um hino de louvor a Deus: o Magnificat ( Lc. 1, 46-56).

Ao longo dos séculos a tradição da Igreja apropriou- se do Canto de Maria e o incluiu na oração das Vésperas, na Liturgia das Horas. Além disso, os Santos Padres, os doutores e os santos todos reverberaram esse cântico de louvor de modos diferentes e de acordo com as várias escolas de espiritualidade e de carismas que foram surgindo na vida eclesial. Não obstante, muitas vezes o que pode passar despercebido é a coincidência de informações entre o que narram os evangelhos apócrifos e o evangelho canônico de São Lucas. Os apócrifos, como vimos acima, afirmam que Maria estudou na escola do Templo de Jerusalém, enquanto São Lucas narra que Maria entoou o Magnificat, canto que a Santíssima Virgem tomou da tradição judaica, pois a mãe do profeta Samuel, chamada Ana, curiosamente o mesmo nome que a tradição atribui à mãe da Virgem Santíssima, entoou um canto parecido, inspirado naquele cântico (ISm. 2, 1-10). A diferença fundamental do Cântico de Maria para o Cântico de Ana é que a Santíssima Virgem o parafraseia e traz para si, inclui nele sua vida e sua história, usa o texto bíblico não como letra morta ou como algo a ser contemplado, muito mais que isto, ela o envolve, se apropria dele e torna a Palavra de Deus viva em sua vida, incluindo no canto de Ana seu louvor pessoal e a profecia de que “de agora em diante, todas as gerações me chamarão de bem-aventurada” (Lc. 1,26). Tamanho conhecimento bíblico a ponto de citar de improviso um texto tão extenso quanto o Cântico de Ana e a capacidade de desenvolver seu próprio louvor a partir desta base escriturística denota profundo conhecimento bíblico por parte de Maria Santíssima, fato este que corrobora a tese de que realmente ela tenha estudado e servido no Templo tal como os apócrifos e a Tradição assinalam.

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Em outros textos dos evangelhos vemos que Jesus tinha um amplo e familiar domínio das Sagradas Escrituras. É óbvio que sendo Deus, Jesus sabe de todas as coisas e conhece cada acento e cada vírgula colocados na sua Palavra, mas enquanto homem, sabemos que Jesus assumiu por completo a condição humana, submetendo-se tal como qualquer outro homem às necessidades da natureza humana, isto é, mesmo sendo Deus teve de chorar quando bebê para solicitar ajuda materna, sentiu fome, sede, frio, teve de aprender a andar, falar… E também teve de aprender a ler, a escrever, a conhecer e observar os preceitos judaicos. Assim, podemos deduzir facilmente que sua cultura em grande parte lhe foi transmitida por sua Mãe, antiga aluna do Templo e fiel conhecedora das Escrituras e das Tradições judaicas. No capítulo 4, do evangelho de São Lucas vemos Jesus que entra na sinagoga em dia de sábado, toma o livro do profeta Isaías o lê e o explica (Lc. 4, 18 ss). Na cultura judaica só poderia fazer isso aquele que fosse exímio conhecedor das Escrituras. Outro dado importante sobre o conhecimento humano de Jesus está no texto que relata o caso da pecadora que seria apedrejada, onde Jesus abaixa-se e põe-se a escrever na areia (Jo. 8, 1-11). Nestas duas passagens somadas à passagem em que vemos o Menino Jesus aos doze anos discutindo com os doutores da lei (Lc. 2, 45ss), constatamos que ele aprendeu a ler e escrever muito cedo e que adquiriu uma boa cultura, mesmo sem ter frequentado uma escola formal, como constatamos em vários textos bíblicos que narram o espanto daqueles que o conheciam e não sabiam como ele poderia saber tanto das coisas (Mc. 6,3) sendo o humilde filho de um carpinteiro. Sendo assim, de onde lhe vinha seu conhecimento? Humanamente falando não é absurdo supor a veracidade do fato de que Maria Santíssima estudou no Templo, adquiriu ampla cultura e a transmitiu a seu Filho.

São José, o pai adotivo de Jesus era carpinteiro, profissão que na época era bem diferente do que hoje conhecemos e entendemos ser um carpinteiro. No tempo de Jesus, o carpinteiro não lidava apenas com a madeira, mas era uma espécie de “faz-tudo”, que construía casas, fazia os móveis, consertava carroças, reparava instrumentos de trabalho variados etc. Por ser um trabalho braçal e muito exigente também não é absurdo supor que a maioria dos carpinteiros sequer conseguiam aprender a ler e a escrever, dada a exigência de seu labor. José ensinou a Jesus sua profissão (Mt. 13, 55) e no que toca à cultura de Jesus, esta certamente lhe veio de sua Mãe.

Portanto, esta pequena, porém importantíssima evidência presente no canto do Magnificat nos traz uma imagem muito diferente daquela que muitos artistas tiveram em suas obras e que muitos escritores e teólogos por vezes exaltaram de uma jovem simples, pobre, ingênua que quase nada sabia da vida e do mundo quando se referem à Virgem Maria. A reta visão acerca da Santíssima Virgem é a da mulher forte, decidida, inteligente, prudente, mas sábia, tão sábia a ponto de questionar o arcanjo Gabriel sobre como se daria o que ele lhe anunciava. Com razão a tradição eclesiástica, entre os muitos títulos que aplica a Nossa Senhora, emprega a invocação de “Sede da Sabedoria”. Que Nossa Senhora sempre nos inspire a imitá-la na busca do conhecimento das coisas de Deus, para que possamos realmente fazer “tudo o que Ele nos disser”(Jo. 2,5) como Ela mesma vaticinou.

Luiz Raphael Tonon é leigo consagrado da Comunidade Católica Pantokrator, professor de História, Filosofia e Ensino Religioso e membro da Academia Marial de Aparecida.

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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