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Com a popularização da Total Consagração surgiram também diversas interpretações que diferem dos ensinamentos de São Luís Maria Grignion de Montfort. Queremos aqui ajudar a esclarecer algumas dessas ideias erradas acerca da Verdadeira Devoção à Nossa Senhora.

A Total Consagração à Santíssima Virgem, ou Santa Escravidão a Jesus por Maria, ou Verdadeira Devoção, é como ficou conhecida a Consagração à Nossa Senhora através do método ensinado por São Luís Maria Grignion de Montfort no Livro Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem.

Aos que desejam se aprofundar e entender melhor qual o significado da Total Consagração à Santíssima Virgem, recomendamos a leitura deste artigo: O que é a Santa Escravidão de Amor

Através do pontificado do papa São João Paulo II, que era grande devoto e consagrado pelo método ensinado por São Luís Maria, a Total Consagração ficou muito conhecida e se tornou muito popular. Essa consagração era tão importante para São João Paulo II que seu lema de pontificado era: “Totus Tuus Mariae” que quer dizer: “Sou todo teu Maria”. São Luís Maria, em seu Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, usa estes termos como fórmula de renovação da consagração: “Tuus totus ego sum, et omnia mea tua sunt”, que quer dizer: “Eu sou todo teu, e tudo o que é meu te pertence”. Há relatos de que o Tratado da Verdadeira Devoção era o livro de cabeceira do Santo Padre que se empenhou sobremaneira para torná-lo conhecido por todos os católicos.

Seus esforços foram muito eficazes, e a Total Consagração se tornou conhecida no mundo inteiro. De maneira particular, o Brasil teve um aumento exponencial no número de consagrados, o que produziu diversos apostolados e comunidades empenhados na divulgação da Verdadeira Devoção. Porém, juntamente com a expansão da Santa Escravidão, surgiram também interpretações adversas ao que é ensinado por São Luís, que vão desde dúvidas práticas sobre o significado da Total Consagração, até mesmo erros mais graves sobre quem pode ou não pode realizar a Consagração a Jesus por Maria.

Neste vídeo estão relacionados as ideias erradas e dúvidas mais comuns sobre a Total Consagração.


Catecismo da Total Consagração à Santíssima Virgem

Para todos que querem melhor compreender, tirar dúvidas e aprofundar na Total Consagração a Nossa Senhora apresentamos o livro Catecismo da Total Consagração à Santíssima Virgem.

São mais de 100 questões referentes à Total Consagração a Nossa Senhora, segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort.

a presente obra tem a função orientar os já consagrados, os que irão se consagrar e os que têm divulgado esta consagração e formado grupos de consagrados, afim de que se entenda de modo correto esta consagração e assim se possa vivência-la melhor e evitar falsas interpretações.

O que é a Total Consagração, no que consiste essa total entrega, qual sua utilidade para nossa vida espiritual, qual sua especial importância para os nossos dias. A aprovação da Igreja e dos Papas. Como vivência-la. Quem pode e quem não pode se consagrar por esse método. As obrigações e práticas de um consagrado. Como realizar a cerimônia de consagração, etc.. Tudo isso e muito mais.

Você pode adquirir o Catecismo da Total Consagração em nossa loja virtual: Loja Total Consagração

Livro Catecismo da Total Consagração à Santíssima Virgem

Algumas perguntas comuns a respeito da Verdadeira Devoção à Nossa Senhora

Caso ainda não tenha adquirido o Catecismo da Total Consagração, leia algumas perguntas frequentes acerca da Santa Escravidão de Amor:

1. Em que a Consagração proposta por São Luis Maria Montfort se diferencia das demais consagrações a Santíssima Virgem?

A Consagração proposta por São Luis é uma Consagração total, da pessoa inteira, como fala na própria fórmula da consagração, em “corpo, alma, bens exteriores, bens interiores, valor das obras boas passadas, presentes e futuras.”

E aqui é importante esclarecer: o que é este valor das boas obras?

Segundo o próprio São Luis explica, é o valor espiritual de todas as nossas obras de virtude, que se dá em 3 aspectos:

– Valor meritório: aumenta o nosso grau de glória no céu..

– Valor satisfatório: diminui a nossa eventual pena no purgatório

– Valor impetratório: é o valor que podemos “aplicar”, oferecendo uma obra de virtude por uma intenção em particular. Por esta consagração, nós nos entregamos inteiros a Virgem, e inclusive entregamos o valor das nossas boas obras, nos despojando daquilo que seria um “direito” nosso, para que Ela possa dispor deste valor livremente, e usar da forma como for melhor.

Por exemplo: por esta consagração à Virgem pode usar o valor de uma boa obra nossa para converter uma pessoa do outro lado do mundo, que nem conhecemos, que só conheceremos no céu! A explicação deste ponto encontra-se nos números 121 a 125 do Tratado.

2. Isto significa que esta consagração é superior as outras formas de consagração a Virgem?

Não necessariamente, se em outra forma de Consagração a pessoa se consagra com a consciência e a intenção de, entregando-se totalmente, consagrar também os seus bens espirituais, como explicamos acima, mesmo que a fórmula desta outra forma de consagração não explicite isso.

O diferencial da forma proposta por São Luis Montfort é que a fórmula expressa isso claramente, e a leitura do livro, bem como os 30 dias de preparação que ele propõe, tem como objetivo preparar a alma para este ato de Consagração Total.

3. Isso significa que, fazendo a Consagração, eu poderei me prejudicar no sentido de sofrer mais no purgatório, por ter renunciado aos meus bens espirituais?

São Luís responde sobre isso claramente no Tratado (n. 133), e diz que não!

Que Nosso Senhor e Sua Santíssima Mãe são mais generosos neste e no outro mundo, com aqueles que mais generosos lhe forem nesta vida… Ou não confiamos na Justiça e na Misericórdia de Deus?

Como acontecerá isso, não sabemos, é um mistério!

Pois está é a renúncia do Evangelho: é renunciar é ganhar cem vezes mais (Mc 10, 28-31). É perder pra ganhar.

Mais do que uma renúncia, poderia-mos dizer, a Consagração é um investimento; é colocar nossos bens mais preciosos nas Mãos Daquela que sabe administrá-los melhor do que nós, porque é a Grande Tesoureira de Deus; é colocar nossos bens na Arca do Imaculado Coração de Maria.

Alguns sugerem que Deus e Sua Mãe usem os bens espirituais de um consagrado para beneficiar outros consagrados.

Assim, os bens espirituais entregues nas Mãos Imaculadas da Virgem Maria multiplicam o seu valor, e os bens de um consagrado podem beneficiar muitos outros consagrados, e todos aqueles que Deus desejar.

4. Isso significa que, tendo feito a Consagração, eu não poderei mais fazer pedidos a Deus e a Virgem?

Poderei, sim, é o que São Luis responde no Tratado (n. 132).

O que eu não poderei mais é oferecer o valor das minhas obras por uma intenção particular (ex: fazer um jejum por uma determinada intenção), pois o valor das minhas obras, no ato de Consagração, já foi oferecido a Virgem, para que Ela, que sabe administrar melhor do que, disponha livremente deste valor, para usa-lo segundo o Seu Coração.

Já fazer pedidos, eu posso; e com mais confiança ainda: pois serão os pedidos de um súdito que, por amor, entregou todos os seus bens a Sua Amada Rainha, e pede com a confiança de quem sabe que conta com toda a benevolência Dela.

Obs: São Luis ainda garante que essa Consagração é compatível com o estado de vida de cada um, e por isso não prejudica os deveres de estado de cada vocação; por exemplo, de um sacerdote que, por dever ou outro motivo, deve oferecer a Santa Missa por alguma intenção particular; pois a Consagração deve ser feita segundo a Ordem de Deus e os deveres de estado de cada vocação (n. 124).

5. Em que sentido se dá a “escravidão” à Virgem Maria? Parece algo tão estranho este termo…

É “estranho” porque precisa ser compreendido em seu significado espiritual. Se dá no mesmo sentido que a Virgem disse ao Arcanjo São Gabriel na Anunciação: “Eis aqui a Escrava do Senhor, faça-se em mim conforme a Tua Palavra.” (Lc 1,38) Se dá também no sentido do que Jesus viveu, como diz São Paulo aos Filipenses (F2, 7): “Aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de Escravo”.

São Luis mostra que naquela época não existia “servos / empregados” como existe hoje, e existia apenas escravo. A diferença é que o servo não depende totalmente do seu senhor, o escravo depende! A Virgem, em sua liberdade, é Escrava por Amor, porque quis se entregar inteiramente ao Serviço do Seu Amado, do Deus que Ela ama! Por esta consagração total, seguimos o exemplo da Virgem, nos entregando, por amor, para sermos “escravos de Jesus”, ou “escravos de Jesus por Maria”, ou ainda “escravos de Maria”. Todos estes termos estão corretos, diz São Luis, entendendo bem o seu significado.

E por esta Consagração, seguimos também o exemplo de Jesus, que se submeteu totalmente a Sua Santíssima Mãe quando se encarnou e foi gerado por Ela!

As referências para este assunto estão nos números 68 a 77 do Tratado, e do número 139 a 143.

6. Há alguma prática exterior obrigatória para que a Consagração se efetive?

Não há no Tratado nenhuma evidência que ateste isso.

Pelo contrário: São Luis fala no Tratado (n. 226) que a Consagração é essencialmente interior.

E que as práticas exteriores (oração do Rosário, do Magnificat, prática da penitência, trazer junto de si um sinal externo da Consagração, ingresso em movimentos marianos, preparação de 30 dias de oração antes da Consagração, etc) são recomendáveis, mas não são moralmente obrigatórias para um consagrado (pois não se faz nenhum voto, nesse sentido, ao se fazer a Consagração), nem são necessárias para que a consagração seja válida.

Até porque São Luis Montfort, que propõe todo este método de Consagração, não criou a Consagração, nem é um rito que ele insituiu; inclusive ele fala de muitos santos que viveram essa Consagração antes dele.

O que São Luis nos dá é um método para nos ensinar e ajudar a se preparar e a viver esta Consagração.

7. A Consagração implica em voto de celibato?

Não. São Luis deixa claro que a Consagração é um ato interior, e não menciona o celibato quando fala dos práticas exteriores recomendáveis.

A consagração do corpo, que a Consagração implica enquanto entrega total da pessoa, pode ser vivida pela virtude da castidade no estado de vida de cada um: os casados vivendo a sexualidade de acordo com o projeto de Deus, os não-casados vivendo na continência, os celibatários entregando-se inteiramente a Nosso Senhor e sua Mãe Santíssima no seu celibato (ver Catecismo da Igreja Católica, n. 2348-2356).

8. Sou muito pecador! Isso é motivo para não fazer a Consagração?

Não, senão ninguém se consagraria!

É exatamente o contrário: a Consagração Total nos ajuda a sermos santos!

O que São Luis fala que é necessário (n.99), neste sentido, é a firme resolução de evitar o pecado mortal, o esforço para evitar outros pecados e a busca de uma autêntica vida de oração, penitência e apostolado.

O que, de alguma forma, é obrigação de todo o cristão…

9. Existe alguma data específica para que a Consagração seja feita?

Não há evidencias disso no “Tratado”, mas o costume é que seja em uma data mariana.

10. Como são estes 30 dias de preparação?

São orações simples, mas como uma intenção profunda, que São Luis propõe que se faça durante 30 dias, renovando todos os anos quando se renova a Consagração, da seguinte forma (n. 227-233):

A lista das orações e os textos delas encontram-se no apêndice do “Tratado”, ao menos na edição das Vozes, com as traduções para o português; as orações podem ser rezadas em português):

– 12 dias preliminares pedindo o desapego do mundo, rezando a cada dia “Veni, Creator Spiritus” e “Ave Maris Stela”.

– 1ª semana (6 dias) pedindo o conhecimento de si mesmo, rezando a cada dia “Ladainha do Espírito Santo” e “Ladainha de Nossa Senhora”.

– 2ª semana (6 dias) pedindo o conhecimento da Virgem Maria, rezando a cada dia “Ladainha do Espírito Santo”, “Ave Maris Stela” e um Terço.

– 3ª semana (6 dias) pedindo o conhecimento de Nosso Senhor, rezando a cada dia a “Ladainha do Espírito Santo”, “Ave Maris Stela”, “Oração de Santo Agostinho”, “Ladainha do Ssmo. Nome de Jesus” e “Ladainha do Sagrado Coração de Jesus”.

11. No dia da Consagração, o que se faz?

Se comunga (estando devidamente preparado, evidentemente; recomenda-se inclusive a confissão no próprio dia, se possível), se escreve a fórmula da consagração (se encontra no final do Tratado, chamada “Consagração de si mesmo a Jesus Cristo, Sabedoria Encarnada, pelas mãos de Maria”) e se assina, atestando a consagração interior.

Recomenda-se ainda que neste dia se faça alguma forma de penitência (n. 231-232).

12. Não li o “Tratado” ainda. Posso me Consagrar, ou iniciar os 30 dias de preparação, mesmo assim?

A nível geral, recomendamos que não se Consagre, e nem mesmo que se inicie os 30 dias de preparação sem a leitura completa do Tratado, pois como se poderá preparar bem para a Consagração, sem a conhecê-la bem?

Além do mais, a Consagração é feita uma vez na vida, e portanto, é importante que se faça com esta preparação.

Até porque a Consagração poderá ser feito em outro momento mais para adiante, após a leitura do livro.

Provavelmente organizaremos outros “arrastões” para a Consagração em grupos em outras datas; e a Consagração também pode ser feita de forma de isolada, em uma data à livre escolha da pessoa.

Assim, recomendamos que iniciem os 30 dias de preparação aqueles que completarem a leitura do Tratado.

13. Falhei em algum exercício prático nos 30 dias ou no dia da própria Consagração, ou então cometi algum pecado mortal durante a preparação. Devo desistir de me consagrar no dia que propus?

Recomendamos, a nível geral, que não desista, e faça consagração!

Pois como dissemos, ela é um ato interior, não depende necessariamente dos atos exteriores de preparação, o demônio odeia a consagração, e poderá se utilizar de um escrúpulo nosso em não ter cumprido 100% a preparação para nos tentar a desistir de fazer.

Por isso, recomendamos que não se desista por algumas falhas nesse sentido.

No caso de uma queda em pecado mortal, que haja, evidentemente, arrependimento e se busque a Confissão o mais rápido possível.

As cadeias de Nossa Senhora

Em muitas comunidades, paróquias e dioceses onde há uma boa formação sobre a Consagração ensinada por São Luís Maria Grignion de Montfort, é muito comum o surgimento de pessoas que adotam o uso da modéstia e também o uso do véu na santa missa e orações, inclusive o uso das Cadeias (ou correntes) de Nossa Senhora.

Veja este vídeo e entenda melhor a importância das Cadeias de Nossa Senhora:


 
 
 

Pastor que chamou Neymar de príncipe diz que a Virgem Maria teve “reação idiota” diante do anjo

Pastor Deive Leonardo, fenômeno na internet com mais de 3 milhões de seguidores, apenas no Instagram, afirmou em um de seus cultos-shows que Maria, a Mãe de Jesus, teve uma “reação idiota” diante do Anjo Gabriel e que ela não combinava com o plano celeste.

Apoiado por uma teologia superficial, o pastor comenta o episódio da anunciação do Anjo Gabriel à Virgem Maria. “Quando a gente consegue contextualizar a palavra, a gente começa a ver que faz sentido a reação de Maria, mas ao mesmo tempo que faz sentido, é idiota a reação de Maria”, dispara a celebridade gospel. “Porque ela está numa experiência extraordinária …Um anjo na casa dela… E ela apresenta um bloqueio racional para algo espiritual extraordinário qur está acontecendo”, continua à busca de justificar sua premissa.

O pastor em questão não se retratou de sua afirmação equivocada, ao contrário disso utilizou de recursos de direitos autorais para bloquear o acesso ao vídeo de resposta feito pelo casal Deia e Tiba, veja o relato:


Vídeo bloqueado:


Infelizmente, percebemos no Brasil uma cultura protestante onde há grande grande aversão à pessoa da Grande Mãe de Deus, Maria Santíssima. Isso ocorre por uma falta de formação mariana e grave deturpação e interpretação das sagradas escrituras. Historicamente o protestantismo nasceu da Igreja Católica e sendo assim levou consigo grande parte da doutrina milenar dos Apóstolos e papas, inclusive a devoção a Maria.

O próprio Lutero, que deu origem à reforma protestante, cantava o “Magnificat” todos os dias em honra a Maria. Entretanto com a ramificação do protestantismo e até mesmo pelas divergências procedentes destas ramificações, esta devoção foi perdendo força até chegar ao ponto no qual Ela passou a ser hostilizada por grande parte dos protestantes, especialmente no Brasil onde o costume da leitura e do estudo são muito pobres.


A MULHER, A SERPENTE E A PROFECIA

Em Gênesis 3,15 lê-se que o próprio Deus estabeleceu o ódio entre a serpente e a mulher, entre sua descendência e a dela; e fazendo ver que estamos em uma batalha espiritual, antecipa o conhecimento do resultado final dessa guerra entre o bem e o mal, confiando à mulher e à sua descendência a missão de esmagar a cabeça do inimigo, que por sua vez procurará sempre armar-lhe ciladas.

O diabo – melhor do que nós – conhecia a profecia e sabia que mais cedo ou mais tarde ela se cumpriria. Com efeito, o inimigo sabia que Deus não fez uma mera ameaça, mas uma promessa onde decretava sua derrota.

A mulher é claramente Nossa Senhora, razão pela qual Jesus no alto da cruz, quando nos consagra a Ela, entregando-nos a seus cuidados, não utiliza o termo “mãe”, mas “mulher” (Jo 19,26). A palavra “mulher” aqui não é uma palavra de desprezo, ou que denote qualquer frieza para com a Mãe Santíssima, mas sim uma palavra técnica, precisa, muito bem colocada, pela qual Jesus queria nos fazer compreender que a Virgem Maria era a mulher destinada pelo Pai através da qual se cumpriria a profecia (Gen 3,15). Ele, seu único filho segundo a carne, entrega a Ela uma numerosíssima descendência na pessoa de João, quando diz: “Mulher eis aí o teu filho”.

A Igreja interpretando este gesto do Senhor diz que em João, todos fomos entregues à Maria Santíssima, razão pela qual o Papa Paulo VI declarou Maria “Mãe da Igreja”. Ela é a mulher da profecia. Cristo, a cabeça da Igreja, e nós, seus membros, somos a descendência da mulher.

Jesus nos entregou a Maria, dando a Ela a amorosa autoridade de mãe sobre todos, para que Ela nos ensinasse a amá-Lo, levando-nos a fazer tudo o que Ele mandou, e assim nos mantivéssemos em comunhão com Ele e com mais facilidade perseverássemos em sua graça.

O desejo do inimigo é arrastar-nos para o inferno, tentando-nos de todos os modos possíveis para nos desviar do caminho de Deus e para que reneguemos a sua vontade, perdendo a sua graça e, portanto, a comunhão com Ele.

Jesus nos deu Maria como antídoto contra o inimigo. É Ela que, como boa Mãe nos ajudará a acolher e compreender melhor a vontade de Deus e a rejeitar as tentações do inimigo, levando-nos a esmagar sua cabeça, ou seja, a rejeitar suas propostas que nos fariam perder a amizade e a comunhão com Deus.

O povo cristão sempre venerou a Santíssima Virgem e recorreu à sua materna intercessão, mas só pouco a pouco se foi compreendendo seu papel no plano da salvação e como efetivamente Ela contribuiria em nosso processo de santificação e salvação.

Quando São Luís Maria Grignion de Montfort escrevia o Tratado da Verdadeira Devoção mostrando de modo claro e elevado a importância e a necessidade de uma verdadeira devoção para com a Virgem Santíssima para nossa santificação pessoal, para benefício do próximo, assim como para o cumprimento da profecia; o inferno se revoltou e satanás mostrou todo seu pavor e ódio contra a consagração ali ensinada; pois ele compreendeu muito bem que se o mundo conhecesse a devoção e a consagração do modo como Montfort as apresentava, a profecia que o Pai havia feito em Gênesis 3,15 se cumpriria, de modo que sua cabeça seria esmagada, sua ação neutralizada e seu reino destruído.

Tal é o pavor que o conteúdo do Tratado impõe ao inferno, que o inimigo em uma atitude ousada, jamais vista na história, tenta destruir o pequeno livro. Não sendo, entretanto, permitido por Deus tal coisa, ele empreende todos os esforços para escondê-lo, de “modo que não apareça” (T.V.D. 144) e o mundo não o conheça…

Em sua sabedoria Deus permitiu tal ação, de modo que o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem escrito em 1712 desapareceu e só foi reencontrado 130 anos depois, em 1842, sendo prontamente publicado e posteriormente traduzido em mais de 60 línguas.

Deus permitiu que o inimigo escondesse o Tratado por tanto tempo para que assim ficasse manifesto todo o medo que ele tem da consagração ali ensinada e assim compreendêssemos bem com que arma deveríamos derrotá-lo.

Após 75 anos que o Tratado da Verdadeira Devoção foi encontrado, em 1917 Nossa Senhora aparece em Fátima e depois de mostrar o inferno aos pastorinhos e muitas almas que aí caíam “por não haver quem rezasse e se sacrificassem por elas” diz: “Para salvar as almas dos pobres pecadores, meu Filho quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”.

É Jesus que novamente volta seu olhar para nós e apontando para sua Mãe diz: “Eis aí tua mãe”… Ele quer que se estabeleça no mundo a verdadeira devoção ao Coração da Virgem Imaculada, ou seja, aquela devoção e aquela entrega que Ele mesmo quis que tivéssemos para com sua Mãe Santíssima quando no-la deu por Mãe, e a fez Senhora, submetendo a Ela os nossos corações.

Em Fátima nada de novo é dito. Ao manifestar o desejo do coração de seu Filho a Santíssima Virgem simplesmente recorda a todos a profecia do Pai (Gen. 3,15) e a ordem do Filho (Jo. 19,26), que respectivamente lhe confiou a missão de derrotar o inimigo, esmagando-lhe a cabeça e de proteger e educar a descendência que Deus lhe confiou ensinando-a a amá-lO verdadeiramente.

Em Fátima Nossa Senhora nos faz compreender, que por vontade de Deus, a devoção e a consagração ao Seu Imaculado Coração precedem toda e qualquer devoção, não por ser mais importante, mais por ser uma condição para se fazer e viver bem qualquer outra devoção ou espiritualidade, sendo assim, aqueles que pela Total Consagração entram na Escola do Imaculado Coração de Maria, aprendem com ela a adorar de modo mais profundo a Jesus no Santíssimo Sacramento, a venerar de maneira mais elevada o Seu Sacratíssimo Coração, a deixar-se conduzir com muita mais docilidade pelo Espírito Santo, a honrar com mais perfeição os anjos e santos de Deus.

Mais… Deus nos faz compreender que nesta batalha espiritual, seu plano para combater o inimigo e estabelecer o reinado de seu Filho no mundo, continua exatamente o mesmo, pois disse Nossa Senhora: “Por fim meu Imaculado Coração triunfará”. O Triunfo do Imaculado Coração de Maria consiste tão somente em fazer de Jesus o Senhor de todos os corações. Consiste em acolher todos em seu Coração para ensiná-los a fazer tudo que Jesus mandou.

Maria reina em nós quando Jesus é feito Rei de nossos corações.

O inimigo sabe que se todos forem a Maria Santíssima, então aprenderão com Ela a amar a Deus e a rejeitar as seduções do mal, por isso escondeu por tanto tempo o Tratado da Verdadeira Devoção, que nos ensina quem é Nossa Senhora e qual sua missão no processo de nossa santificação e salvação, como devemos nos entregar e consagrar a Ela, para que Ela tenha a liberdade de nos formar na fé e nos consolidar no amor a Jesus Cristo Nosso Senhor.

No diário da Divina Misericórdia de Santa Faustina Kowalska, Jesus dizia à santa que da Polônia faria surgir uma centelha, através da qual incendiaria o mundo. Sem dúvida, essa centelha foi São João Paulo II, que em sua vida e doutrina nos deu a síntese de Montfort e Fátima.

São João Paulo II tornou-se uma centelha que incendiaria o mundo, sobretudo no que se refere à sua devoção e consagração a Nossa Senhora. Ele fez perceber pelo seu exemplo e doutrina a importância e o lugar de Nossa Senhora na vida dos cristãos e de toda a Igreja. Colocou a base para uma profunda e extensa divulgação de Total Consagração, uma vez que leu o Tratado e fez a Consagração Total quando ainda era seminarista e adotou como lema de seu pontificado o “Totus Tuus”, resumo de sua total entrega a Mãe de Deus.

Esse grande Papa, escravo por amor, recomendando a todos que fizessem essa consagração, escreveu à família Monfortana pedindo que não se “deixasse escondido esse tesouro de graça”.

Tomando consciência do plano e da estratégia de Deus para salvar o seu povo e dar cumprimento à profecia, derrotando o inimigo de nossa salvação, compete a nós hoje, nas pegadas de São Luís de Montfort, respondendo ao apelo de Fátima a exemplo de São João Paulo II, fazer de tudo para conhecer, viver e divulgar a Total Consagração para que venha logo o prometido Triunfo do Imaculado Coração e o Reinado de Jesus Cristo Nosso Senhor.

O demônio teve grande pavor e ódio do Tratado da Verdadeira Devoção, o que o levou a escondê-lo por 130 anos… Façamos exatamente o contrário!!! Trabalhemos para difundi-lo em todo o mundo, levando todos à Escola do Imaculado Coração onde o mundo compreenderá aquilo que não somos capazes de explicar, e entender o que não somos capazes de fazer compreender com palavras.

Que todos amem a Jesus com toda a força, com toda alma, com todo coração e com todo entendimento. Que Ele reine no mundo e em nossos corações.

Trabalhemos para que se cumpra a profecia!

 
 
 

Neste Domingo, 14 de julho, durante a missa de encerramento do Retiro PHN na Canção Nova, diante de mais de 70 mil fiéis, o Padre Marcelo Rossi foi vítima de um grave atentado no qual ele foi arremessado do altar onde estava para o chão, uma altura de aproximadamente 2 metros. Os presentes se espantaram que não houvessem ferimentos graves pois a queda poderia ate ser fatal.

O Padre Marcelo Rossi atribuiu sua segurança à intervenção divina e ao socorro da Santíssima Virgem, dizendo: “Maria passou na frente e pisou na cabeça da serpente.”.

Revoltados com essa declaração, uma grande quantidade de protestantes (evangélicos) hostilizaram Maria Santíssima nas redes sociais, em vídeos e publicações referentes ao incidente.

Infelizmente, percebemos no Brasil uma cultura protestante onde há grande grande aversão à pessoa da Grande Mãe de Deus, Maria Santíssima. Isso ocorre por uma falta de formação mariana e grave deturpação e interpretação das sagradas escrituras. Historicamente o protestantismo nasceu da Igreja Católica e sendo assim levou consigo grande parte da doutrina milenar dos Apóstolos e papas, inclusive a devoção a Maria.

O próprio Lutero, que deu origem à reforma protestante, cantava o “Magnificat” todos os dias em honra a Maria. Entretanto com a ramificação do protestantismo e até mesmo pelas divergências procedentes destas ramificações, esta devoção foi perdendo força até chegar ao ponto no qual Ela passou a ser hostilizada por grande parte dos protestantes, especialmente no Brasil onde o costume da leitura e do estudo são muito pobres.

Veja o comentário do Pe. Gabriel sobre esta realidade:

Veja a explicação do Professor Felipe Aquino:


A MULHER, A SERPENTE E A PROFECIA

Em Gênesis 3,15 lê-se que o próprio Deus estabeleceu o ódio entre a serpente e a mulher, entre sua descendência e a dela; e fazendo ver que estamos em uma batalha espiritual, antecipa o conhecimento do resultado final dessa guerra entre o bem e o mal, confiando à mulher e à sua descendência a missão de esmagar a cabeça do inimigo, que por sua vez procurará sempre armar-lhe ciladas.

O diabo – melhor do que nós – conhecia a profecia e sabia que mais cedo ou mais tarde ela se cumpriria. Com efeito, o inimigo sabia que Deus não fez uma mera ameaça, mas uma promessa onde decretava sua derrota.

A mulher é claramente Nossa Senhora, razão pela qual Jesus no alto da cruz, quando nos consagra a Ela, entregando-nos a seus cuidados, não utiliza o termo “mãe”, mas “mulher” (Jo 19,26). A palavra “mulher” aqui não é uma palavra de desprezo, ou que denote qualquer frieza para com a Mãe Santíssima, mas sim uma palavra técnica, precisa, muito bem colocada, pela qual Jesus queria nos fazer compreender que a Virgem Maria era a mulher destinada pelo Pai através da qual se cumpriria a profecia (Gen 3,15). Ele, seu único filho segundo a carne, entrega a Ela uma numerosíssima descendência na pessoa de João, quando diz: “Mulher eis aí o teu filho”.

A Igreja interpretando este gesto do Senhor diz que em João, todos fomos entregues à Maria Santíssima, razão pela qual o Papa Paulo VI declarou Maria “Mãe da Igreja”. Ela é a mulher da profecia. Cristo, a cabeça da Igreja, e nós, seus membros, somos a descendência da mulher.

Jesus nos entregou a Maria, dando a Ela a amorosa autoridade de mãe sobre todos, para que Ela nos ensinasse a amá-Lo, levando-nos a fazer tudo o que Ele mandou, e assim nos mantivéssemos em comunhão com Ele e com mais facilidade perseverássemos em sua graça.

O desejo do inimigo é arrastar-nos para o inferno, tentando-nos de todos os modos possíveis para nos desviar do caminho de Deus e para que reneguemos a sua vontade, perdendo a sua graça e, portanto, a comunhão com Ele.

Jesus nos deu Maria como antídoto contra o inimigo. É Ela que, como boa Mãe nos ajudará a acolher e compreender melhor a vontade de Deus e a rejeitar as tentações do inimigo, levando-nos a esmagar sua cabeça, ou seja, a rejeitar suas propostas que nos fariam perder a amizade e a comunhão com Deus.

Continue lendo o artigo A MULHER, A SERPENTE E A PROFECIA: clique aqui!

Veja agora o vídeo do Padre Marcelo Rossi após o fim da Santa Missa no qual ele tranquiliza os fiéis e agradece a Santíssima Virgem:


 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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