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Citada pelo P.e Joaquin María Alonso, C.M.F.

( 12 de Dezembro de 1981), Arquivista oficial de Fátima, do seu opúsculo La verdad sobre el Secreto de Fátima, Fátima sin mitos

O Pe. Augustín Fuentes, sacerdote mexicano, nomeado vice-postulador das causas de beatificação dos videntes, conversa com Lúcia no dia 26 de Dezembro de 1957. Regressado ao México, proferiu uma conferência na Casa Mãe das Missionárias do Sagrado Coração e de Nossa Senhora de Guadalupe a 22 de Maio do ano seguinte (1958), na qual lhes comunicou aquela entrevista. Possuímos dois textos “autênticos” dessa conferência: um em espanhol e outro em inglês. O primeiro é bastante mais longo do que o segundo, que é uma tradução abreviada, embora essencialmente idêntica ao primeiro. Assim sendo, recolhamos apenas do texto mais original, em espanhol, os parágrafos que se referem às declarações de Lúcia.

Começa por se falar de uma mensagem recebida «da própria boca da principal vidente». «(…) Quero contar-vos unicamente a última conversa que tive com ela, e que foi a 26 de Dezembro do ano passado:

«Encontrei-a no seu convento muito triste, pálida e macerada; e disse-me. “Senhor Padre, a Santíssima Virgem está muito triste, por ninguém fazer caso da Sua Mensagem, nem os bons nem os maus: os bons, porque continuam no seu caminho de bondade, mas sem fazer caso desta Mensagem; os maus, porque, não vendo que o castigo de Deus já paira sobre eles por causa dos seus pecados, continuam também no seu caminho de maldade, sem fazer caso desta Mensagem. Mas – creia-me, Senhor Padre – Deus vai castigar o mundo, e vai castigá-lo de uma maneira tremenda. O castigo do Céu está iminente. Senhor Padre, o que falta para 1960? E o que sucederá então? Será uma coisa muito triste para todos, não uma coisa alegre, se, antes, o mundo não fizer oração e penitência. Não posso detalhar mais, uma vez que é ainda um segredo que, por vontade da Santíssima Virgem, só pôde ser conhecido pelo Santo Padre e pelo Senhor Bispo de Fátima – mas nem um nem outro o quiseram ler, para não se deixarem influenciar. É a terceira parte da Mensagem de Nossa Senhora, que ainda permanece em segredo até essa data de 1960. Diga-lhes, Senhor Padre, que a Santíssima Virgem repetidas vezes – tanto aos meus primos Francisco e Jacinta como a mim – nos disse: ‘Que muitas nações desaparecerão da face da terra, que a Rússia seria o instrumento do castigo do Céu para todo o mundo, se antes não alcançássemos a conversão dessa pobre Nação (…)’.

A Irmã Lúcia disse-me ainda: “Senhor Padre, o demónio está travando uma batalha decisiva contra a Virgem Maria. E como sabe que é o que mais ofende a Deus e o que, em menos tempo, lhe fará ganhar um maior número de almas, trata de ganhar para si as almas consagradas a Deus, pois que desta maneira deixa também o campo das almas desamparado e mais facilmente se apodera delas.

Diga-lhes também, Senhor Padre, que os meus primos Francisco e Jacinta sacrificaram-se porque viram a Santíssima Virgem sempre muito triste em todas as Suas aparições. Nunca Se sorriu para nós; e essa tristeza e essa angústia que notávamos na Santíssima Virgem, por causa das ofensas a Deus e dos castigos que ameaçavam os pecadores, sentíamo-las até à alma. E nem sabíamos o que mais inventar para encontrarmos, na nossa imaginação infantil, meios de fazer oração e sacrifícios (…).

O segundo [meio] que santificou estas crianças foi a visão do inferno (…).

Por isso, Senhor Padre, a minha missão não é indicar ao mundo os castigos materiais que decerto virão sobre a terra se, antes, o mundo não fizer oração e penitência. Não. A minha missão é indicar a todos o perigo iminente em que estamos de perder para sempre a nossa alma, se persistirmos em continuar agarrados ao pecado.”

“Senhor Padre – dizia-me a Irmã Lúcia –, não esperemos que venha de Roma um chamamento à penitência, da parte do Santo Padre, para todo o mundo; nem esperemos também que tal apelo venha da parte dos Senhores Bispos para cada uma das Dioceses; nem sequer, ainda, das Congregações Religiosas. Não. Nosso Senhor usou já muitos destes meios e ninguém fez caso deles. Por isso, agora… agora que cada um de nós comece por si próprio a sua reforma espiritual: que tem que salvar não só a sua alma mas também todas as almas que Deus pôs no seu caminho (…).

Senhor Padre, a Santíssima Virgem não me disse que nos encontramos nos últimos tempos do mundo, mas deu-mo a entender por três motivos: O primeiro, porque me disse que o demónio está travando uma batalha decisiva contra a Virgem Maria – e uma batalha decisiva é uma batalha final, onde se vai saber de que lado será a vitória e de que lado será a derrota. Por isso, agora, ou somos de Deus ou somos do demónio: não há meio termo.O segundo, porque me disse, tanto aos meus primos como a mim, que eram dois os últimos remédios que Deus dava ao mundo: o Santo Rosário [ou o Santo Terço] e a devoção ao Coração Imaculado de Maria; e, se são os últimos remédios, quer dizer que são mesmo os últimos, que já não vai haver outros. E o terceiro porque – sempre – nos planos da Divina Providência, quando Deus vai castigar o mundo, esgota primeiro todos os outros meios; depois, ao ver que o mundo não fez caso de nenhum deles, só então (como diríamos no nosso modo imperfeito de falar) é que Sua Mãe Santíssima nos apresenta, envolto num certo temor, o último meio de salvação. Porque se desprezarmos e repelirmos este último meio, já não obteremos o perdão do Céu: porque cometemos um pecado a que no Evangelho é costume chamar ‘pecado contra o Espírito Santo’ e que consiste em repelir abertamente, com todo o conhecimento e vontade, a salvação que nos é entregue em mãos; e também porque Nosso Senhor é muito bom Filho, e não permite que ofendamos e desprezemos Sua Mãe Santíssima – tendo como testemunho patente a história de vários séculos da Igreja que, com exemplos terríveis, nos mostra como Nosso Senhor saiu sempre em defesa da Honra de Sua Mãe Santíssima.

São dois os meios para salvar o mundo, dizia-me a Irmã Lúcia de Jesus: a oração e o sacrifício (…).

E depois, o Santo Rosário. Olhe, Senhor Padre, a Santíssima Virgem, nestes últimos tempos em que vivemos, deu uma nova eficácia à oração do Santo Rosário. De tal maneira que agora não há problema, por mais difícil que seja, seja temporal ou, sobretudo, espiritual – que se refira à vida pessoal de cada um de nós; ou à vida das nossas famílias, sejam as famílias do mundo sejam as Comunidades Religiosas; ou à vida dos povos e das nações –, não há problema, repito, por mais difícil que seja, que não possamos resolver agora com a oração do Santo Rosário. Com o Santo Rosário nos salvaremos, nos santificaremos, consolaremos a Nosso Senhor e obteremos a salvação de muitas almas.

E depois, a devoção ao Imaculado Coração de Maria, Mãe Santíssima, vendo nós Nela a sede da clemência, da bondade e do perdão, e a porta segura para entrar no Céu. Esta é a primeira parte da Mensagem referente a Nossa Senhora de Fátima; e a segunda parte que, embora mais breve, não é menos importante, refere-se ao Santo Padre.

 
 
 

“Não se pode objetar que esta devoção seja nova ou sem importância. Não é nova porque os concílios, os padres e muitos autores antigos e modernos falam desta Consagração a Nosso Senhor ou renovação das promessas do batismo, como de uma prática antiga, aconselhando-a a todos os cristãos”.

Mas será a Santa Escravidão uma doutrina certa, segura, aprovada pela Santa Igreja?

Convém responder a esta pergunta, pois o lado misterioso desta doutrina, este segredo, parece, à primeira vista, em oposição com a doutrina da Igreja, que é sempre clara, precisa, ao alcance de todos.

Sim, tal doutrina é plenamente aprovada pela Santa Igreja. E a sua prática entra plenamente no espírito do Evangelho.

O Evangelho, como diz o Apóstolo, é um escândalo para os judeus e uma loucura para os gentios (1 Cor 1,23); como a sabedoria deste mundo – diz o mesmo Apóstolo – é loucura perante Deus (1 Cor 3,19).

Basta averiguar que o fim desta devoção é a humildade, a renúncia de nós mesmos e o espírito de sacrifício, para se poder dizer que é uma doutrina profundamente evangélica.

Podemos ajuntar a este argumento mais um outro de grande valor; é que tal devoção é um meio de amor mais ardente à Mãe de Jesus, amor que a Igreja procura sempre incutir com tamanha insistência. Ora, assim sendo, já se vê que, praticando-a, estamos plenamente com o ensino do Evangelho e da Igreja.

Há muito por onde desconfiar da doutrina que leva ao comodismo e afasta de Maria Santíssima; mas podemos absolutamente confiar no ensino que estimula à penitência e aproxima as almas da Santíssima Virgem. Penitência e amor de Maria – estes são os dois caracteres da doutrina cristã, as duas asas da alma fervorosa, os dois luzeiros da verdadeira fé.

Vamos agora mais particular citando os Sumos Pontífices. Passemos, entretanto, em silêncio sobre numerosas aprovações de bispos e teólogos afamados, para só indicar documentos autênticos da Santa Sé.

  1. Clemente VIII (1592-1605) – Confere grande indulgência à Confraria dos escravos, estabelecida nos Conventos Religiosos do Hospital de Caridade, no bairro de São Germano, em Paris, assim como aos que tragam consigo, e recitem a Coroinha de Nossa Senhora.

  2. Gregório XV (1621-1623) – Confere igualmente indulgências aos Escravos de Nossa Senhora.

  3. Urbano VIII (1623-1644) – Este Soberano Pontífice, consultando sobre as práticas exteriores de nossa devoção, especialmente sobre as correntinhas que os escravos trazem, aprovou tão louvável fervor e deu a 20 de junho de 1631 a bula Cum sicut accepimus, pela qual concede grande número de indulgências aos escravos de Maria Santíssima.

  4. Alexandre VII (1655-1667) – Expediu uma bula, a 23 de junho de 1658, na qual, por motivo da organização da “Sociedade da Escravidão” em Marselha, no Convento dos PP.Agostinianos da Provença, acrescenta às indulgências concedidas pelo Papa Urbano VIII aos escravos da Santíssima Virgem, outras muitas e consideráveis.

  5. Pio IX (1846-1878) – é sob seu pontificado que, a 12 de maio de 1853, se promulga em Roma o decreto declaratório de que os escritos de São Luís eram isentos de todo erro que pudesse obstar-lhe a beatificação.

  6. São Pio X – tinha uma singular estima à perfeita devoção, e especialmente ao Tratado da Verdadeira Devoção, escrito por São Luís Maria Grignion de Montfort. Quando pensou em compor a encíclica comemorativa do Jubileu da Imaculada Conceição, este Pontífice, que de muito, conhecia o livro de São Luís Maria Grignion de Montfort, quis relê-lo, como confessou depois; e valeu-se do “Tratado” relendo-o tantas vezes, a ponto de reproduzir os pensamentos e, não raro, as mesmas expressões do santo missionário. O Procurador Geral da Companhia de Maria, numa audiência, disse ao Papa: “Vossa Santidade deseja, sem dúvida, como nós, que a verdadeira devoção, ensinada por São Luís Maria Grignion de Montfort, se espalhe cada vez mais… E há de desculpar-me se venho pedir-lhe uma bênção especial e estímulo”.Mal acabara de falar, e o Santo Padre, estendendo a mão, com um sorriso afirmativo, tomou a “súplica” escrita do Procurador, leu-a, e, apenas findada a leitura, tomou da pena, e escreveu em baixo estas linhas:“Acedendo a vosso pedido, recomendamos vivamente o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, tão admiravelmente escrito por São Luís Maria Grignion de Montfort; e a quantos lerem este Tratado concedemos, de todo o coração, a bênção apostólica. 27 de dezembro de 1908 Pio P.P.X” Uma recomendação tão solícita e vinda de tão alto deve, necessariamente, produzir uma forte impressão nos corações católicos. Ao receber o documento supra, o Procurador disse: “Esse livrinho já fez um grande bem; recomendado agora por vossa Santidade, ele há de fazer muito mais no futuro”. “Ele é verdadeiramente belo!” – Respondeu o Santo Padre, com convicção. Sob o pontificado de São Pio X foi a santa escravidão definitivamente organizada em associação, tanto para esses sacerdotes, como para os simples fiéis. A Arquiconfraria de Nossa Senhora, cujo fim é a prática da santa escravidão, foi ereta canonicamente pelo Papa São Pio X a 28 de abril de 1913. Quanto à Associação dos Padres de Maria, já existia praticamente, mas foi canonicamente organizada no Congresso Mariano de Einsideln (Suíça – 1906), tendo como protetores os Cardeais Vannutelli e Vives. São Pio X foi o primeiro a inscrever-se nela, figurando pois o seu nome no cabeçalho da lista dos sacerdotes consagrados a Maria Santíssima.

  7. Bento XV – Não foi menos devoto à Santa Escravidão. A 28 de abril de 1916 por ocasião do segundo centenário de São Luís Maria Grignion de Montfort, enviou Ele uma carta autógrafa ao Superior da Congregação de Maria, na qual disse: “A verdadeira devoção à Santíssima Virgem” é um livro pequeno em tamanho, mas de uma grande autoridade, e de grande unção. Possa ele espalhar-se mais e mais, e avivar o espírito cristão num grande número de almas!”.Em face dessas autoridades, é forçoso concluir que a santa escravidão não é uma novidade, uma doutrina sem aprovação da Igreja. Ao contrário, deve dinamar, como o provamos, dos mais sagrados dogmas de nossa religião, qual conclusão lógica de premissas certas.Uma vida tão santa, os muitos milagres, e, sobretudo a beatificação de seu autor, já seria uma prova suficiente de que a santa escravidão é conforme ao ensino da Igreja.É, entretanto, bom e reconfortante ouvir a aprovação dada a incitar os cristãos a uma tão bela prática.Fonte: Pe. Lombaerde, Júlio Maria. O Segredo da Verdadeira Devoção para com a Santíssima Virgem. Múltipla Gráfica e Editora Ltda, 1ºed., 2005, págs. 191-194.

Papa João Paulo II – Escravo por amor – TOTUS TUUS

O Papa João Paulo II expressava um grande amor à Santíssima Virgem. Tanto, que escolheu para seu lema de pontificado, o “Totus Tuus” – Todo teu, ó Maria!.

Quando seminarista leu o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria. Sua devoção a Nossa Senhora, desde então, tornou-se mais intensa. Como ele próprio disse:

“A leitura deste livro marcou em minha vida uma transformação decisiva… A consciência foi que a devoção de minha infância e mesmo de minha juventude para com a Mãe de Cristo ganhou uma nova dimensão… Enquanto antes me mostrava reservado, com medo de que a devoção a Maria pudesse deixar Cristo na sombra, em vez de lhe dar prioridade, entendi agora, à luz do Tratado de Grignion de Montfort, que a realidade é totalmente diferente.

A devoção a Maria, que tomou assim uma forma determinada, continuou viva em mim. Tornou-se uma parte integrante da minha vida interior e de meu conhecimento espiritual de Deus.” (“Não tenham medo”, André Frossard, entrevista com o Papa João Paulo II, ed.Círculo do Livro, pág. 143-145).

Em uma carta do Papa João Paulo II, do dia 15 de agosto de 1984, por ocasião da celebração de XXV aniversário da consagração da Itália ao Coração Imaculado de Maria explica os fundamentos bíblicos e teológicos da Consagração à Santíssima Virgem:

“O significado antigo da consagração à Virgem Santíssima consiste não apenas num efêmero gesto devocional, mas na acolhida filial daquela que Cristo nos deu por Mãe na ordem da graça, na pessoa do discípulo amado (cf. Jo 19, 25-27).

Tal relacionamento direto e permanente com Maria na oração, na disponibilidade ao seu influxo e na assimilação das suas atitudes evangélicas, por sua vez transforma-se em um caminho de fidelidade a Cristo, de docilidade ao Espírito Santo, de comunhão de amor com o Pai e de vida eclesial.

Espero, portanto, que o renovado empenho de consagração a Maria seja visto e vivido em referência à história da salvação, ‘como modo seguro para realizar a aliança com Deus’, restabelecida por Jesus Cristo no Mistério Pascal e efetuada pelos cristãos no batismo, na confirmação e na Eucaristia.

Consagrados a Deus por iniciativa gratuita do amor misericordioso, devemos viver para Ele, oferecendo a nossa pessoa ‘como sacrifício vivente, santo, agradável a Deus’ (Rm 12,1) sob o exemplo de Maria, a Virgem consagrada ao Senhor.

 
 
 

Uma das acusações mais infundadas dos protestantes é de que a Virgem Maria teve outros filhos e Jesus outros irmãos. Porém essa objeção entra em conflito com um dos mais importantes dogmas da Igreja: a “Virgindade Perpétua de Maria”. Aprenda mais para poder responder após protestantes… Extraído do livro Respostas da Bíblia – Pe. Vicente, SVD OBJEÇÃO: Os católicos ensinam que Maria ficou sempre virgem. Porém, em vários lugares da Bíblia (por ex. Mc 3,31-32) lemos de irmãos de Jesus. Portanto Maria devia ter outros filhos, além de Jesus!

a) Na linguagem bíblica, “irmão” e freqüentemente usado em lugar de primo, sobrinho, tio, parente. Por ex. em Gen 13,8 Abraão diz a Ló: “Somos irmãos,”- enquanto de Gen 11,27-31 consta claramente que Ló era filho de Aran – irmão de Abraão, portanto seu sobrinho.

Também Labão, em Gen 29,15 fala a Jacó: “Por seres meu irmão, servir-me-ás de graça?” – Mas em Gen 27,43 e 29,10-11 – Labão é declarado irmão de Rebeca, mãe de Jacó, e tio dele.


b) Os evangelistas Mateus e Marcos, (em Mt 13,55 e Mc 6,3) enumeram como “irmãos de Jesus”: Tiago, José, Judas Simão: Porém, na cena da crucificação de Jesus, João Evangelista coloca debaixo da cruz: “Sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena”. Enquanto Marcos acrescenta, que esta outra Maria (irmã da Mãe de Jesus) era mãe de Tiago, o Menor, e de José. Estes últimos eram portanto sobrinhos de Maria Santíssima, e primos de Jesus (Jo 19,25 e Mc 15,40). Ora, Judas (Tadeu) Apóstolo, declara-se, no início de sua carta apostólica (Jd 1,1) “Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago”. O mesmo se dá com Simão Apóstolo.

c) Alguns “crentes” teimam tirar uma conclusão (errada!) de que Maria – depois da concepção virginal do Salvador – tinha relações e outros filhos com José, dos três seguintes textos bíblicos: 1a Mt 1,18: “Maria, sua Mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, ela concebeu por virtude do Espírito Santo”. RESPOSTA: “Antes de coabitarem” significa apenas: “Antes de morarem juntos na mesma casa”. Isso aconteceu, quando “José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa (Maria)” (Mt 1,24).

22 Lc 2,7: “Maria deu à luz o seu filho primogênito”. EXPLICAÇÃO: É errado concluir, que devia seguir o segundo ou mais filhos. A lei mosaica exige: “Consagrar-me-ás todo o primogênito (primeiro gerado) entre os israelitas, tanto homem como animal: ele é meu.”(Ex 13,2). – Também, quando o primogênito era filho único. Um exemplo: No Egito foi encontrada uma inscrição judaica: “Arisoné entre as dores do parto morreu, ao dar à luz seu filho primogênito.

32 Mt 1,25: (Só em algumas traduções) “José não conheceu Maria (= não teve relações com ela) até que ela desse à luz um filho (Jesus)”. EXPLICAÇÃO: Se­ria errado insinuar, que depois daquele “até” José devia “conhecer” Maria. “Até” na linguagem bíblica refere-se apenas ao passado. Exemplo: “Micol, filha de Saul, não teve filhos até ao dia de sua morte” (II Sm 6,23).

d) Como fidelíssimo observador da Lei de Moisés, Jesus não podia, na hora de sua morte na cruz, confiar sua Mãe a João Apóstolo (Jo 19,26), mas devia a tê-la confiado ao filho mais idoso dela, se ela de fato os tivesse.

e) Por isso, o Símbolo dos Apóstolos, que é mais antigo do que o Cânon dos Livros Sagrados, reza: “Nasceu da Virgem Maria’. = no sentido de Sto. Agostinho: “Virgem concebeu, Virgem deu à luz, Virgem permaneceu”. Conseqüentemente, os ‘irmãos (primos, parentes) de Jesus, tão freqüentemente mencionados nos es­ritos do Novo Testamento, nunca são chamados FiIhos de Maria, nem filhos de José, confirmando a tradição apostólica.

f) Até os Muçulmanos, nos seus livros sagrados, veneram a Mãe de Jesus como Virgem. Portanto, a acusação contra a virgindade de Maria, Mãe de Jesus, demonstra apenas a ignorância ou malícia dos acusadores.


Os irmãos de Jesus eram os filhos de Maria?

Antes de responder essa questão é preciso entender que na linguagem bíblica, freqüentemente “irmão” é utilizado no lugar de io, sobrinho e parente próximo, pois a palavra “irmão” em aramaico ou hebraico também assume tais significados. Em Gen13,8 Abraão diz a Ló: “Somos irmãos”, porém vemos que em Gen11,27-31 Ló é na verdade sobrinho e Abraão.

Esse exemplo não é único: Labão se refere a Jacó como sendo seu irmão, entretanto em Gen 27,43 e 29,10s , vemos que Labão é irmão de Rebeca e, portanto, tio de Abraão. Em 1Cor 23,21ss: “Os filhos de Merari foram Moholi e Musi. Os filhos de Moholi foram Eleázaro e Cis. Eleázaro morreu sem ter filhos, mas apenas filhas; os filhos de Cis, seus irmãos (= primos) as tomaram como mulheres”.

Por isso, a tradução grega do Antigo Testamento realizada em Alexandria entre 250 e 100 a.C. usa a palavra grega adephós (irmãos), embora existisse a palavra em grego para dizer sobrinhos e primos. O linguajar dos LXX conserva esse fundo semita, influenciando a linguagem dos escritores do Novo Testamento, familiarizados com a tradução dos LXX.

Jesus como filho único

  1. Se Maria teve outros filhos, esses com certeza eram mais novos de Jesus. Com efeito, a autoridade autoritária dos “irmãos”de Jesus para com Ele, descrita em Mc 3,21.31-35 e Jo 7,2-5, no Oriente não teria cabimento se esses irmãos mais jovens; sim, a mentalidade judaica exigia dos irmãos mais novos um comportamento de reverência para com o primogênito, como se deduz, por exemplo, das palavras de Isaque a Jacó: “Sê o Senhor dos teus irmãos; diante de ti se curvem os filhos de tua mãe!”( Gn 27,29).

  2. Em Jo 19,26s, Jesus Confiou sua mãe a João, filho de Zebedeu, membro de outra família. Esse gesto não seria compreensível se Maria tivesse outros filhos em sua casa, pois como observador fidelíssimo da Lei de Moisés, Ele deveria tê-la confiado ao seu filho mais idoso.

  3. O Novo Testamento nunca fala nos filhos de Maria e José. Em Lucas 3,23 Jesus é dito o filho de José ; em Mc 6,3 é chamado de o filho de Maria.Os evangelistas sempre se referem a “Maria e os irmãos de Jesus”, locução pesado e pouco compreensível se eles fossem seus filhos.

Outras objeções por parte de grupos separados da Igreja:

  1. Mt1,18 . Antes de coabitarem significa antes de morarem juntos na mesma casa.

  2. Lc 1,7 : Primogênito, bekor em hebraico, pode significar o bem-amado ou até mesmo ser sinônimo de unigênito.Zc12,11: “Quanto àquele que transpassaram, chorá-lo-ão como se chora um filho unigênito: chorá-lo-ão amargamente como se chora um primogênito”.

  3. “José não conheceu Maria até que ela desse à luz um filho.” Mt1,25 . A afirmação por parte de alguns grupos que depois do parto José teve relações com Maria é um tanto tendenciosa. A expressão “até que” vem do hebraico ad ki e quer dizer apenas que até dado momento tal fato não aconteceu, porém não indica se ocorreu no futuro. Exemplos:

-Em Gn8,7: “O corvo que Noé soltou após o dilúvio, não voltou à arca até que as águas secassem”. Isso não quer dizer que após o dilúvio o corvo voltou à arca.

-“Micol, filha de Saul não teve filhos até o dia de sua morte”( IISm 6,23), será que depois da morte Micol teve filhos???Pouco provável. Por conseguinte esse versículo também é traduzido como : “Sem que ele (José) a tivesse conhecido, ela (Maria) deu à luz.”

-Em Gn 28,15: Diz o Senhor a Jacó: “Não te abandonarei até que eu tenha realizado o que te prometi”. Certamente o Senhor não abandonou Jacó depois de cumprir as suas promessas.

-Mt 28,20: “Estarei conosco todos os dias até a consumação dos séculos”. Alguém vai imaginar que Deus deixará de estar com os seus no fim dos tempos.

É interessante notar também que a questão da virgindade perpétua de Maria não é unânime nem entre os próprios protestantes. John Wesley, inventor da Igreja Metodista, declara o seguinte:

“Creio que (Jesus) foi feito homem unindo sua natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria, que, tanto antes quanto depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada” (Carta a um católico escrita em 18 de junho de 1749)

Bibliografia: Livro Católicos perguntam, de D. Estevão Bettebcourt, Ed. O Mensageiro de Santo Antônio Apostila do curso de Mariologia da Escola Matter Ecclesiae, de D. Estevão Bettencourt Livro Perguntas e respostas sobre a fé, de pe. Alberto Gambarini, Ed. Ágape

Para se aprofundar no assunto, assista o vídeo:


A Virgindade Perpétua

Desde as primeiras formulações da fé, a Igreja confessou que Jesus foi concebido exclusivamente pelo poder do Espírito Santo no seio da Virgem Maria, afirmando também o aspecto corporal deste evento. Os relatos evangélicos explicam a Conceição Virginal como uma obra divina que ultrapassa toda compreensão e toda possibilidade humanas. Os primeiros intérpretes da Palavra viram na Conceição Virginal o sinal de que verdadeiramente o Filho de Deus veio a uma humanidade como a nossa. E o dogma realmente nos faz compreender que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, visto ser Mãe do Filho eterno de Deus feito homem sem deixar de ser Deus. Além disso, nos faz compreender a Maternidade espiritual de Maria, que se estende a todos na humanidade, que Jesus veio salvar.

O DOGMA – “Se alguém não confessa, de acordo com os santos Padres, que a Santa e sempre Virgem e Imaculada Maria é própria e verdadeiramente Mãe de Deus, como queira que própria e verdadeiramente concebeu sem sêmen, por obra do Espírito Santo, o mesmo Deus Verbo que nasceu do Pai antes de todos os séculos, e que deu à luz sem corrupção permanecendo sua virgindade indissolúvel depois do parto, seja condenado”. (Sínodo Romano Lateranense, sob Martinho I (649))

O QUE DIZ A SAGRADA ESCRITURA – 9CAT 497-498) É de notar a profecia de Is 7,14, traduzida literalmente do hebraico: “Eis a jovem donzela (almah) concebe e dará à luz um filho, que ela chamará Emanuel”. Os Evangelhos afirmam que Maria Virgem concebeu o Filho de Deus sem a intervenção de semente humana; MT 1,18-20; Lc 1, 26-38 . Em Lc 2, 48 José é dito “pai de Jesus” Lucas afirma (Lc 3,22) que José era o Pai adotivo de Jesus. A Divina Providência quis que Maria fosse verdadeiramente casada com José, homem justo, a fim de que seu lar tivesse a tutela que o homem pode e deve dar à mãe e ao filho.

MARIA SERMPRE VIRGEM – Em 649, o Concilio regional do Latrão declarou: Maria, a santa Mãe de Deus e imaculada Virgem,… concebeu do Espírito Santo sem semente viril o próprio Deus Verbo; deu à luz sem perder a sua integridade, e também depois antes do parto, no parto e perpetuamente depois do parto”.

O aprofundamento da sua fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perpétua de Maria, mesmo no parto do Filho de Deus feito homem. Com efeito, o nascimento de Cristo “não lhe violou, mas sagrou a integridade virginal” da sua mãe. A Liturgia da Igreja celebra Maria como a “Aeiparthenos”, “sempre-virgem”.

A VIRGINDADE NO PARTO– Jo 1,12s “A todos os que O receberam, deu o poder de se tornarem filhos de Deus, aos que crêem em seu nome, Ele (o verbo) que não nasceu do sangue, nem da vontade da carne ,nem da vontade do homem, mas nasceu de Deus”.

Lc 2,7: “Maria gerou seu filho primogênito, envolveu-o em panos e deitou-o no presépio”. Estes dizeres insinuam a ausência das dores e da prostração que costumam acompanhar todo parto. A Tradição afirma que “Maria deu à Luz sem dor”, intencionando assim professar a maternidade virginal de Maria. Lucas (2,23) aplica a Jesus o texto de Ex. 13,2,12,15, texto conforme o qual Cristo seria “o filho que abre o seio materno”: esta é uma expressão clássica da Lei de Moisés par designar o primeiro (ou também… o único) filho. Tais palavras não tem em vista um fenômeno fisiológico, mas apenas a posição jurídica do filho na família. Por conseguinte, a passagem de Lc 2,23 não contradiz ao nascimento virginal de Jesus.

A fé da Igreja se afirma em numerosos testemunhos – São Leão Magno Papa: “O Filho de Deus concebido do Espírito Santo no seio da Virgem Maria, que O deu à luz, conservando a sua virgindade (salva virginitate), como O concebeu conservando a sua virgindade”. – São Gregório Magno Papa: “O corpo do Senhor, após a ressurreição, entrou onde se achavam os discípulos, passando por portas fechadas, esse mesmo corpo que, ao nascer, saiu do seio fechado, manifestando-se aos olhos dos homens. Não é para admirar que o Senhor, ressuscitado para viver eternamente, tenha atravessado portas fechadas, visto que, para morrer, Ele veio a nós através do seio fechado da Virgem”. O parto virginal de Maria é fato singular e transcendental, que há de ser preservado com respeito e reverência.

VIRGINDADE APÓS P PARTO – O FILHO ÚNICO – Mc 6,3; MT 13,55s; Mc 3.31-35; MT 12,46-50; Lc 8,19-21; Jo 2,12; 7,2-10; At 1,14; Gl 1,19; I Cor 9,5 A igreja sempre entendeu que essas passagens não designam outros filhos da Virgem Maria: com efeito , Tiago e José, “irmãos de Jesus”(MT 13,55), são os filhos de uma Maria discípula de Cristo que significativamente é designada como “a outra Maria”(MT 28,1) Trata-se de parentes próximos de Jesus, consoante uma expressão conhecida do Antigo Testamento.

Jesus é o Filho único de Maria. Mas a maternidade espiritual de Maria estende-se a todos os homens que Ele veio salvar. “Ela engendrou seu Filho, do qual Deus fez o primogênito entre uma multidão de irmãos (Rm 8,29), isto é entre os fiéis, em cujo nascimento e educação Ela coopera com amor materno.

Lc 2,41-52; Lc 2,43; Jo 19,26s/ Primos de Jesus: MT 27,56; Mc 15-40; Jo 19,25: O aramaico que os judeus falavam no tempo de Jesus e que os evangelistas supõem, era língua pobre de vocábulos. A palavra aramaica e hebraica “ah” podia significar não somente os filhos dos mesmos genitores, mas também os primos e até parentes mais distantes: – Gn 13,8: Abraão disse a seu sobrinho Lote, filho do seu irmão: “Somos irmãos”. (Ver também: Gn 29,12.15; 31,23; I Cor 23,21-23)

Lemos em MT 1,25: “José não conheceu Maria (não teve relações com Maria) até que ela desse a luz um filho (Jesus)”. Isso não significa que depois de Ter dado à luz, Maria tenha tido relações com José. A expressão “até que” corresponde ao grego “heos hou” e ao hebraico ad ki. Esta partícula na Escritura ocorre para designar apenas o que se deu (ou não se deu) no passado, sem indicação do que havia de acontecer no futuro. Ainda hoje na vida cotidiana recorremos a semelhante modo de falar, quando dizemos por exemplo: “Tal homem morreu antes de Ter realizado os seus “planos”. Poderia alguém concluir que, depois da morte, o defunto tenha executado os seus desígnios?

Por fim, o termo primogênito não significa que Maria tenha tido outros filhos após Ele. Em hebraico “bekor”, primogênito, podia designar “o bem-amado”.

MISTÉRIO NO SEU DESÍGNIO SALVÍFICO – Falar da Virgindade de Maria significa entrar no mistério espiritual de sua relação com Deus. Se a Virgem Maria teve uma relação verdadeiramente privilegiada com Deus, todos os acontecimentos de sua vida foram marcados pelo extraordinário. A Virgindade de Maria manifesta a iniciativa absoluta de Deus na Encarnação. Assim é que no seu Evangelho, Mateus (1,23) CITA A Profecia de Isaías (7,14): “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho”. E Lucas 1,35 confirma: “O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te envolverá com a Sua sombra”. Eis um extrato de um texto promulgado pela Igreja no Concilio de Trento, que nos convida a dobrar-nos diante das imensas obras do Criador.

“Se a concepção do Salvador está acima de todas as leis da natureza, seu nascimento não lhe é inferior. Seu nascimento é divino, o que é absolutamente prodigioso, o que ultrapassa todo pensamento, toda palavra, é que Ele nasceu de sua Mãe sem acarretar a perda da virgindade, do mesmo modo que, mais tarde, ele saiu do túmulo sem quebrar a rocha que o mantinha fechado, da mesma maneira que ele entrou na casa com as portas fechadas onde estavam seus discípulos… Assim é a Encarnação de Deus em Maria, sem intervenção do homem! Assim é a natividade de Jesus, que preservou a integridade de Maria, do mesmo modo como, na ressurreição, Cristo saiu do túmulo pelo único poder do seu Amor. O extraordinário torna-se possível, o sobrenatural torna-se natural quando Deus intervém para realizar seu desejo de Salvação”.

Da parte de Nossa Senhora, sua Maternidade Virginal é sinal de sua fé e da sua doação total à vontade de Deus:

  1. Pela fé , Maria submeteu-se inteiramente ao poder do altíssimo, e viu acontecer em sua vida o extraordinário, o impossível.

  2. O dom total de si, da sua pessoa, a serviço dos desígnios salvíficos do Altíssimo. Assim é que João Paulo II escreve em sua Carta Encíclica Redemptoris Mater, sobre a Virgem Maria na vida da Igreja.

“O consentimento que ela dá `a maternidade é fruto sobretudo da doação total a Deus na virgindade. Maria aceitou a eleição para ser Mãe do Filho de Deus, guiada pelo amor esponsal, amor que consagra totalmente a Deus uma pessoa humana. Em virtude desse amor, Maria desejava sempre em tudo doada a Deus, vivendo na virgindade”. (RM 39).

Essa atitude esponsal, de abertura total à pessoa de Cristo, a toda a sua obra e a toda a sua missão, une em si, de maneira perfeita, o amor próprio da virgindade e o amor característico da maternidade, num só amor. Ao mesmo tempo Virgem e Mãe, Maria é a forma mais perfeita da Igreja ( Veja Cat. 507).

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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