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Entidades criticam a postura do presidente em relação à pandemia e defendem seu afastamento “para salvar vidas e a democracia”

A Comissão Brasileira de Justiça e Paz, organismo ligado à CNBB assumiu, nesta sexta-feira 24, posição em defesa do afastamento de Jair Bolsonaro. A nota não reflete o posicionamento oficial da CNBB. Mas a entidade, na figura de seu presidente, tem feito análises duras da conjuntura política. O presidente da CNBB, Dom Walmor Azevedo, comentou o imbróglio entre Sérgio Moro e o Ministério da Justiça.

Em nota pública, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz critica a postura do presidente em relação à pandemia e defende o afastamento do presidente “para salvar vidas e a democracia”. Bolsonaro, diz o texto, prega o conflito, aposta na desinformação e nega o valor científico das medidas recomendadas pelas autoridades sanitárias e pela OMS. Na economia, responsabiliza o presidente por uma “burocracia desumana” em relação ao pagamento do auxílio emergencial. Menciona ainda os atos pró-intervenção militar aos quais o presidente compareceu. Para a entidade, o presidente comete crimes de responsabilidades que justificam sua saída. Seja por crime comum ou processo de impeachment.

Para o presidente da CNBB, a mudança “evidencia intervenção política no comando das instituições” e “fere ainda mais a credibilidade do governo e das instâncias que deveriam zelar pelo cumprimento das leis”.

Leia a íntegra:

AFASTAR O PRESIDENTE PARA SALVAR VIDAS E A DEMOCRACIA

Vivemos uma crise sem precedentes. Já são 195.000 mortos no mundo e 3.670 no Brasil por conta do novo coronavírus. A velocidade da pandemia está aumentando no Brasil e os cientistas, médicos e especialistas anunciam milhares de óbitos nos próximos dias. Junto com a pandemia, aprofunda-se a crise socioeconômica. Desemprego e fome – que já estavam presentes na vida de uma grande parte da população brasileira – agravam-se de forma alarmante. Os mecanismos de enfrentamento da crise ainda são insuficientes para o povo. A prioridade do governo federal tem sido os banqueiros e grandes empresários.

Diante da mais grave crise sanitária do século, o presidente da República continua agindo irresponsavelmente e não propõe unir e liderar a nação no combate à doença. Ao contrário, prega o conflito, aposta na desinformação e nega o valor científico das medidas recomendadas pelas autoridades sanitárias e pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Está em permanente contraposição às ações dos governadores e dos prefeitos, dá exemplos inconsequentes contra a quarentena e vetou parte da lei aprovada no Congresso, que garante um auxílio emergencial aos necessitados. Criou uma burocracia desumana e excluiu milhões do auxílio que está chegando atrasado.

A irresponsabilidade se transformou em crime quando coloca em risco a vida das pessoas e quando participa e apoia manifestações que pregam o retorno a uma ditadura e do AI-5 em confronto direto com a Constituição Federal.

No dia 19 de abril o ataque presidencial teve como destino a Constituição Federal e as instituições democráticas. Neste dia, o crime foi documentado no comício que o presidente da República participou na frente do Quartel General do Exército em Brasília, organizado para pregar o golpe e atiçar o povo contra as instituições democráticas, especialmente contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. A participação do presidente ainda motivou movimentos semelhantes em outras cidades e que também se expressaram no ódio e violência covarde contra mulheres.

As ações praticadas pelo presidente da República são tipificadas como crime de responsabilidade, crime comum, ofensa à Lei 7.170/83, entre outras. Os fatos ocorridos agora colocam na ordem do dia a necessidade de um posicionamento claro das instituições e da sociedade civil quanto ao afastamento do presidente da República. A Constituição Federal abriga duas formas. A infração penal cometida pelo presidente gera o afastamento imediato para a investigação e é julgada pelo Supremo Tribunal Federal. O crime de responsabilidade gera a possibilidade do impeachment e seu julgamento ocorre no Congresso Nacional.

Qualquer que seja a forma constitucional, não devemos ser omissos ante a gravidade da situação, por isso conclamamos a sociedade civil e as instituições democráticas da República a agirmos com rapidez em defesa da vida e da democracia. A demora custará mais vidas e ameaça cada dia mais a democracia.

Brasília (DF), 24 de abril de 2020

Comissão Brasileira Justiça e Paz

Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC

Comissão Brasileira de Justiça e Paz Secção do Ceará – NE 1

Comissão Justiça e Paz da CNBB Regional Norte 2 – PA e AP

Comissão Regional de Justiça e Paz de Mato Grosso do Sul – CRJP-MS

Comissão Justiça e Paz de São Paulo – CJP-SP

Comissão Justiça e Paz de Brasília – CJP-DF

Comissão Arquidiocesana Justiça e Paz de São Luís – MA

Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Olinda e Recife – PE

Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos Carmen Bascarán – CDVDH/CB de Açailândia – MA

Comissão Diocesana Justiça e Paz de Barreiras – BA

Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Londrina – PR

Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz de Juiz de Fora – MG

Comissão Justiça e Paz de Santarém – PA

Comissão Justiça e Paz de Belém – PA

Comissão Justiça e Paz de Porto Velho – RO

Comissão Justiça e Paz “Margarida Alves” – Zona Leste de Porto Velho – RO

Comissão Justiça e Paz “Dom Luciano Mendes” de Candeias do Jamari – RO

Via Paroquias.com.br

 
 
 

Onu diz que haverão mais de 7 milhões de gestações indesejadas.

As Nações Unidas alertaram que “apenas nos próximos meses” sete milhões de mulheres terão gravidezes indesejadas durante a pandemia de coronavírus Covid-19 devido à incapacidade de obter contraceptivos.

Especificamente, de acordo com a organização internacional, se as ordens de confinamento forem realizadas por seis meses, 47 milhões de mulheres em países de baixa e média renda não terão acesso aos contraceptivos modernos .

Nesse contexto, se as quarentenas de coronavírus permanecerem por um ano, pode haver até 15 milhões de gestações indesejadas.

Traduzido de Infocatólica

 
 
 

A Casa Branca consultou quatro bispos católicos que restauraram as missas públicas. O motivo é que o governo Trump está considerando emitir diretrizes sobre a reabertura segura de igrejas e serviços religiosos durante a pandemia.

( CNA / InfoCatólica ) Várias fontes confirmaram à CNA que autoridades do Conselho Nacional de Políticas da Casa Branca e do Centro de Controle de Doenças mantiveram uma série de conversas telefônicas com bispos de três estados na terça e quarta-feira.

Os bispos de Las Cruces, Novo México, Lubbock, Texas, e Billings-Great Falls e Helena, Montana , conversaram com funcionários do governo que pediram explicações sobre a retomada do ministério público diocesano, de acordo com as ordens estaduais de saúde. público.

A iniciativa para as discussões veio da Casa Branca , confirmaram fontes à CNA.

Durante os telefonemas, foram delineadas várias políticas adotadas nas diferentes dioceses, incluindo medidas extras para manter o distanciamento social dentro e fora dos templos e para a distribuição da Comunhão. Os funcionários do governo também sublinharam aos bispos a intenção do governo de ver os prédios da igreja reabertos onde quer que a reabertura possa ser realizada com segurança.

Em 15 de abril, a diocese de Las Cruces emitiu diretrizes declarando que as missas podem ser retomadas ao ar livre ou dentro de igrejas, desde que estejam em conformidade com os requisitos estaduais de distanciamento social. A Diocese de Lubbock divulgou suas próprias diretrizes em 22 de abril, incluindo disposições para restaurar o acesso à comunhão dos católicos.

Em suas declarações públicas na semana passada, os dois bispos de Montana, Dom Austin Vetter, de Helena e Dom Michael Warfel, de Billings-Great-Falls, também emitiram suas próprias diretrizes sobre a reabertura gradual de igrejas, de acordo com os planos anunciados pelo governador.

O bispo Michael Warfel, de Billings-Great Falls, disse à CNA na quarta-feira que participou de uma ligação naquela manhã com vários outros bispos e funcionários da Casa Branca.

“Eu estava em um telefonema esta manhã com o diretor da Casa Branca e o vice-diretor de política doméstica, e estávamos compartilhando nossas experiências [de restabelecer missas públicas].  Eles estavam muito interessados ​​em nossa experiência e no que estávamos fazendo “, disse ele o prelado.

Bispo Peter Baldacchino, de Las Cruces, que foi o primeiro bispo dos EUA ao anunciar a retomada das missas públicas durante a pandemia de coronavírus, ele confirmou à CNA que havia participado de uma ligação, mas se recusou a aprofundar o assunto.

“Fui contactado por alguns funcionários da Casa Branca e sou grato pela preocupação com a liberdade religiosa e a retomada responsável do culto religioso “, disse Baldacchino. “Estou sempre aberto e grato pelo diálogo com líderes civis, independentemente de qual partido eles pertencem.”

“Espero que ainda mais funcionários do governo, especialmente no nível estadual, reconheçam a natureza essencial da fé e do culto”, disse Baldacchino à CNA. “Continuo orando para que Deus conceda sabedoria e discernimento a todos os líderes de nosso governo”.

 
 
 
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