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Clique abaixo para assistir o polêmico documentário que foi censurado em todas as redes sociais:

Entenda:

https://www.youtube.com/watch?v=EDfqgyGiq3U

AS DENÚNCIAS FEITAS SÃO VERDADEIRAS?

Viralizou nesse final de semana um documentário onde a Dra. Judy Mikovits faz duras denúncias sobre acobertamento e interesses escusos na questão do C0VID-19.

Um pesquisador que não quis revelar sua identidade foi atrás dos fatos pesquisados no filme, pois já há campanha de desinformação para desacreditar o filme.

Os que desejarem podem ver a pesquisa feita, que comprova diversos fatos relatados no filme, no site do Centro Dom Bosco: http://centrodombosco.org/2020/05/11/as-denuncias-feitas-no-plandemic-sao-verdadeiras-sim-e-aqui-estao-as-provas/

 
 
 

“Não permita que séculos da civilização cristã sejam apagados com a desculpa de um vírus para estabelecer uma tirania tecnológica odiosa na qual pessoas sem nome e sem rosto decidem o destino do mundo, confinando-se à realidade virtual”.

Em um documento, os cardeais Pujats, Muller e Zen, além de dezenas de bispos, padres e acadêmicos, pedem para interromper o avanço de certas práticas totalitárias que estão sendo estabelecidas na maioria das nações cristãs com Motivo COVID-19. Embora o cardeal Robert Sarah tenha aparecido inicialmente como signatário, ele negou pelo Twitter.

  1. “Não permita que séculos da civilização cristã sejam apagados com a desculpa de um vírus para estabelecer uma tirania tecnológica odiosa na qual pessoas sem nome e sem rosto decidem o destino do mundo, confinando-se à realidade virtual”.

  2. “A criminalização das relações pessoais e sociais também deve ser considerada uma parte inaceitável do projeto daqueles que promovem o isolamento das pessoas para manipulá-las e dominá-las melhor”.

  3. “Solicitamos que as limitações na celebração do culto público sejam removidas”.

Essas frases podem muito bem ser o resumo do documento que, devido à sua extensão e clareza, recomendamos que você leia na íntegra:

APELO À IGREJA E AO MUNDO aos fiéis católicos e aos homens de boa vontade

Veritas liberavit vos Jn 8,32

Num momento de grave crise, nós, Pastores da Igreja Católica, em virtude do nosso mandato, consideramos que é nosso dever sagrado dirigir um Apelo aos Nossos Irmãos no Episcopado, ao Clero, aos Religiosos, ao Povo santo de Deus e a todos os homens de boa vontade. Este Apelo é subscrito também por intelectuais, médicos, advogados, jornalistas e profissionais que concordam com o seu conteúdo, e é aberto à subscrição de quantos desejem fazê-lo. Os factos demonstraram que, com o pretexto da epidemia do COVID-19, se chegou, em muitos casos, a violar os direitos inalienáveis ​​dos cidadãos, limitando, de modo desproporcional e injustificado, as suas liberdades fundamentais, entre as quais o exercício da liberdade de culto, de expressão e de movimento. A saúde pública não deve e não pode tornar-se um álibi para desprezar os direitos de milhões de pessoas em todo o mundo, e muito menos para que a Autoridade civil negligencie o seu dever de agir com sabedoria para o bem comum; isto é ainda mais verdadeiro à medida que crescem as dúvidas, levantadas por diversas partes, sobre a efectiva contagiosidade, perigosidade e resistência do vírus: muitas vozes autorizadas do mundo da ciência e da medicina confirmam que o alarmismo sobre o COVID-19, por parte dos media, não parece absolutamente justificado.

Temos razões para crer, com base nos dados oficiais relativos à incidência da epidemia no número de mortes, que existem poderes interessados ​​em criar pânico entre a população com o único objectivo de impor permanentemente formas de inaceitável limitação das liberdades, de controlo de pessoas, de rastreamento das suas deslocações. Estes métodos de imposição arbitrária são um prelúdio perturbador da criação de um Governo Mundial isento de qualquer controlo.

Acreditamos também que, em algumas situações, as medidas de contenção adoptadas, incluindo o encerramento das actividades comerciais, determinaram uma crise que prostrou sectores inteiros da economia, favorecendo a interferência de poderes estrangeiros, com graves repercussões sociais e políticas.

Estas formas de engenharia social devem ser impedidas por aqueles que têm responsabilidades governamentais, adoptando as medidas destinadas a proteger os seus cidadãos, de quem são representantes e em cujo interesse têm uma séria obrigação de agir. Da mesma forma, ajude-se a família, célula da sociedade, evitando penalizar injustificadamente as pessoas débeis e os idosos, forçando-os a dolorosas separações dos seus entes queridos. A criminalização dos relacionamentos pessoais e sociais também deve ser julgada como parte inaceitável do plano daqueles que promovem o isolamento dos indivíduos, a fim de melhor manipulá-los e controlá-los.

Pedimos à comunidade científica que esteja atenta para que os tratamentos para o COVID-19 sejam promovidos com honestidade para o bem comum, evitando escrupulosamente que interesses iníquos influenciem as escolhas dos governantes e dos organismos internacionais. Não é razoável penalizar medicamentos que se mostraram eficazes, geralmente baratos, apenas porque se pretendem privilegiar tratamentos ou vacinas que não são igualmente válidas, mas que garantem às empresas farmacêuticas lucros muito maiores, agravando as despesas da saúde pública. Recordamos igualmente, como Pastores, que, para os Católicos, é moralmente inaceitável tomar vacinas nas quais seja usado material proveniente de fetos abortados.

Do mesmo modo, pedimos aos Governantes que estejam vigilantes para que sejam rigorosamente evitadas as formas de controlo dos cidadãos, seja através de sistemas de rastreamento, seja com qualquer outra forma de localização: a luta contra o COVID-19, por mais grave que seja, não deve ser o pretexto para favorecer intenções pouco claras de entidades supranacionais que têm fortíssimos interesses comerciais e políticos neste plano. Em particular, deve ser dada a possibilidade aos cidadãos de recusarem estas limitações da liberdade pessoal, sem impor qualquer forma de penalização para aqueles que não pretendem fazer uso de vacinas, métodos de rastreamento e de qualquer outro instrumento análogo. Considere-se também a óbvia contradição em que se encontram aqueles que adoptam políticas de redução drástica da população e, ao mesmo tempo, se apresentam como salvadores da humanidade sem terem legitimidade alguma, seja política ou social. Finalmente, a responsabilidade política de quem representa o povo não pode absolutamente ser confiada a técnicos que até reivindicam para si mesmos formas de imunidade penal no mínimo inquietantes.

Apelamos energicamente a que os meios de comunicação se empenhem activamente para uma exacta informação que não penalize a discordância, recorrendo a formas de censura, como está a acontecer amplamente nas redes sociais, na imprensa e na televisão. A exactidão da informação exige que seja dado espaço a vozes que não estejam alinhadas com o pensamento único, permitindo aos cidadãos que avaliem conscientemente a realidade, sem serem fortemente influenciados por intervenções parciais. Um confronto democrático e honesto é o melhor antídoto para o risco de impor subtis formas de ditadura, presumivelmente piores do que aquelas que a nossa sociedade viu nascer e morrer no passado recente.

Recordamos, por último, como Pastores responsáveis ​​pelo Rebanho de Cristo, que a Igreja reivindica firmemente a própria autonomia no governo, no culto, na pregação. Estas autonomia e liberdade são um direito inato que Nosso Senhor Jesus Cristo lhe concedeu para a prossecução das finalidades que lhe são próprias. Por este motivo, como Pastores, reivindicamos firmemente o direito de decidir autonomamente sobre a celebração da Missa e dos Sacramentos, assim como pretendemos absoluta autonomia nos assuntos que sejam da nossa imediata jurisdição, como as normas litúrgicas e os métodos de administração da Comunhão e dos Sacramentos. O Estado não tem direito algum de interferir, por qualquer motivo, na soberania da Igreja. A colaboração da Autoridade Eclesiástica, que nunca foi negada, não pode implicar, por parte da Autoridade Civil, formas de proibição ou de limitação do culto público ou do ministério sacerdotal. Os direitos de Deus e dos fiéis são a lei suprema da Igreja, que esta não pretende, nem pode, derrogar. Pedimos que sejam eliminadas as limitações à celebração pública dos serviços religiosos.

Convidamos as pessoas de boa vontade a não se esquivarem do seu dever de cooperarem para o bem comum, cada um segundo o próprio estado e as próprias possibilidades e em espírito de fraterna Caridade. Tal cooperação, desejada pela Igreja, não pode, contudo, prescindir nem do respeito pela Lei natural, nem da garantia das liberdades dos indivíduos. Os deveres civis, aos quais os cidadãos estão vinculados, implicam o reconhecimento, por parte do Estado, dos seus direitos.

Somos todos chamados a uma avaliação, coerente com o ensinamento do Evangelho, dos factos presentes. Isto implica uma escolha de campo: ou com Cristo ou contra Cristo. Não nos deixemos intimidar nem assustar por aqueles que nos fazem crer que somos uma minoria: o Bem é muito mais difundido e poderoso do que aquilo que o mundo nos quer fazer crer. Estamos a lutar contra um inimigo invisível, que separa os cidadãos entre si, os filhos dos pais, os netos dos avós, os fiéis dos seus pastores, os estudantes dos professores, os clientes dos vendedores. Não permitamos que, com o pretexto de um vírus, se apaguem séculos de civilização cristã, instaurando uma odiosa tirania tecnológica na qual pessoas sem nome e sem rosto possam decidir o destino do mundo, confinando-nos a uma realidade virtual. Se este é o plano a que se pretendem curvar os poderosos da terra, saibam que Jesus Cristo, Rei e Senhor da História, prometeu que «as portas do Abismo nada poderão» (Mt 16, 18).

Confiamos os Governantes e aqueles que regem o destino das Nações a Deus Omnipotente, para que os ilumine e os guie nestes momentos de grande crise. Lembrem-se de que, tal como a Nós, Pastores, o Senhor julgará pelo rebanho que nos confiou, também julgará os Governantes pelos povos de que têm o dever de defender e governar. Peçamos com fé ao Senhor para proteger a Igreja e o mundo. A Virgem Santíssima, Auxílio dos Cristãos, possa esmagar a cabeça da antiga Serpente e derrotar os planos dos filhos das trevas.

8 de maio de 2020 Virgem do Rosário de Pompéia Para assinar o apelo: www.veritasliberabitvos.info O site estará ativo a partir da manhã de 8 de maio.

Lista de signatários:

Cardeais Cardeal Gerhard Ludwig Mueller, Prefeito emérito de Congregação da Doutrina da Fé Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, Bispo emérito de Hong Kong Cardeal Janis Pujats, Arcebispo emérito de Riga

Dom Luigi Negri, Arcebispo Emérito de Ferrara-Comacchio Dom Joseph Strickland, Bispo de Tyler, Texas Dom Thomas Peta, Arcebispo Metropolitano de Astana Dom Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar de Astana Dom Carlo Maria Viganò, Arcebispo, Núncio Apostólico Dom Jan Pawel Lenga, Arcebispo emérito de Karaganda Dom René Henry Gracida, Bispo emérito de Corpus Christi Dom Andreas Laun, Bispo Auxiliar de Salzburgo Padre Serafino Lanzetta, Teólogo Alfredo Maria Morselli, Teólogo Padre Curzio Nitoglia, teólogo

JORNALISTAS, EDITORES, ESCRITORES

Dr. Aldo Maria Valli, jornalista Dr. Magdi Cristiano Allam, escritor Dr. Giulio Meotti, jornalista Dr. Marco Tosatti, jornalista Claudio Messora, diretor Byoblu.com Dr. Robert Moynihan, escritor, jornalista Dr. Jeanne Smits, jornalista Dr Olivier Figueras, jornalista Dr. Cesare Sacchetti, jornalista Prof. Giorgio Nicolini, diretor de Tele Maria Michael J. Matt, editor O Remanescente John-Henry Westen, co-fundador, editor-chefe do LifeSiteNews.com Vittoria Alliata di Villafranca, jornalista e escritora Maria Guarini, editor Prof Francesco Lamendola António Carlos de Azeredo, editor José Narciso Pinto Soares, conselheiro editor Massimo Rodolfi Riccardo Zenobi, escritor Danilo Quinto, escritor Olivier Valette, escritor DOUTORES, IMUNOLOGISTAS, VIROLOGISTAS, INVESTIGADORES Dr. Stefano Montanari, diretor científico laboratório de Nanodiagnóstico, Modena Dra. Antonietta Gatti, gerente de pesquisa, laboratório de Nanodiagnóstico, Modena Alessandro Meluzzi, psiquiatra Dra. Anna Rita Iannetti, médica, PNEI e medicina biointegrada Dra. Fabrizio Giudici, traumatologista ortopédica Dra. Rosa Maria Roccaforte, cardiologista Dra. Silvana De Mari, médica Dra. Maria Grazia Sordi, psicóloga Dra. Roberto Marrocchesi, nutricionista Dra. Mario Sinisi Dr Antonio Marcantonio ADVOGADOS Dr. Angelo Giorgianni, juiz João Freire de Andrade, jurista Advogado Francesco Fontana Advogado Luigi Valenzise Advogado Fabio Candalino Advogado Luca Di Fazio Advogado Massimo Meridio Advogado Gianni T. Battisti Advogado Piero Peracchio Advogado Paola Bragazzi Advogado Luís Freire de Andrade Advogado Heitor A. Buchaul Advogado Maître Olivier Bonnet LECTORS, PROFESSORES E PROFISSIONAIS Hon. Prof. Vittorio Sgarbi, crítico de arte, ensaísta Prof. Matteo D’Amico Prof. Ssa Mafalda Miranda Barbosa Prof. Francesca Maimone Prof. Martino Mora , filósofo Prof. Massimo Viglione, historiador e ensaísta Prof. Elisabetta Sala, professor e escritor Dr. Ing. Alessandro Peracchio Dr. Luca Scantamburlo Prof. Rosa Maria Bellarmino Steven Mosher, presidente Instituto de Pesquisa Populacional Prof. Emeterio Ferrés Arrospide, Universidade de Coimbra Prof. Ibsen Noronha Prof. ing. Amadeu Teixeira Fernandes, Universidade de Georgetown Dr. José Filipe Sepúlveda da Fonseca Dr. Alfonso Martone, CNR Itália Dr. Luís Ferrand d’Almeida Ing. Roberto Imparato

ASSOCIAÇÕES Associação Atman – Presidente Manuela Baccin Riprendiamoci Associação Il Pianeta – Presidente Magda Piacentini Movimento 3V – Vaccini Vogliamo Verità – Secretária Associação Luca Teodori Libera Scelta – Presidente Alessandra Bocchi Iustitia na Associação Veritate – Diretores Associação Una Vox – Presidente Calogero Cammarata Comitê Famiglia e Vita – Presidente Franco Rebecchi Confederação dos Países Baixos AURET, Autismo, Ricerca e Terapie – Presidente Roberto Mastalia Vita na Microscope Association – Presidente Nino Ferri Texas Direito à vida – Jim Graham Cleveland Direito à vida – Molly Smith

 
 
 

“Este vírus representou uma tragédia para muita gente. Esta é exactamente a razão pela qual a Igreja tem o dever de propor uma visão do sofrimento e da existência humana, na perspectiva da vida eterna, à luz da Fé. A suspensão das Missas públicas é uma demissão desta missão, é a redução da Igreja à dependência do Estado. É inaceitável”.

Em uma entrevista por telefone concedida para La Nuova Bussola Quotidiana, o Senhor Cardeal Gerhard L. Müller, ex-Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, é muito claro no seu juízo sobre o que acontece agora em Itália e muitos outros países.

Eminência, para muitos fiéis o sofrimento da doença significou o sofrimento adicional da proibição de assistir à Missa e das exéquias, e, sobretudo, a sua justificação pela hierarquia eclesiástica.

É muito grave, é o pensamento secularista que entrou na Igreja. Uma coisa é tomar precauções para minimizar o risco de contágio, outra é banir a liturgia. A Igreja não é um cliente do Estado, e nenhum Bispo tem o direito de banir a Eucaristia dessa forma. Mais ainda, vimos sacerdotes serem punidos pelos seus Bispos por celebrar Missa para grupo reduzido, o que significa que eles se concebem como funcionários do Estado. O nosso Supremo Pastor, porém, é Jesus Cristo, não Giuseppe Conte ou qualquer Chefe de Estado. O Estado tem a sua função, e assim também a Igreja.

Parece que para muitos é difícil reconciliar o seu dever para com o Estado com a necessidade do culto público a Deus.

Devemos rezar também publicamente porque sabemos que tudo depende de Deus. Deus é a causa universal, depois há a causa secundária que passa pela nossa liberdade. Nós, criaturas finitas, não sabemos quanto do que acontece depende da causalidade de Deus e quanto depende de nós mesmos: este é o propósito da oração. Temos de rezar a Deus para ultrapassar os desafios da nossa vida pessoal e social, mas sem esquecer a dimensão transcendental, aquela visão da vida eterna e íntima união com Deus e com Jesus Cristo, até no nosso sofrimento. Somos chamados a tomar aos ombros, todos os dias, a nossa cruz, mas, aos fiéis, deve ser também explicado o seu sofrimento com as categorias do Evangelho. Proibir a participação na liturgia vai na direcção oposta. Tomar certas medidas externas é tarefa do estado, a nós cumpre-nos defender a liberdade e a independência da Igreja; e a superioridade da Igreja na dimensão espiritual. Não somos uma agência subordinada ao Estado.

Muitos, entre os quais sacerdotes e Bispos, apercebem-se de que há um elevado risco de perder o sentido da liturgia, dada a proliferação de Missas na televisão e Internet.

Estas formas não podem ser consideradas como substituição da Missa. Evidentemente, se se está numa prisão ou campo de concentração, ou outras circunstâncias excepcionais, pode participar-se espiritualmente na Eucaristia, mas esta não é uma situação normal. Deus criou-nos corpo e alma. Deus acompanhou o Seu povo através da História, libertou-o da escravidão do Egipto realmente, que não virtualmente. Jesus, Filho de Deus, fez-Se carne, nós cremos na ressurreição da carne. É por isto que a presença física é absolutamente necessária para nós. Para nós, não para Deus. Deus não precisa dos Sacramentos, somos nós quem precisamos. Deus instituiu os Sacramentos para nós. O matrimónio não funciona só espiritualmente, é necessária a união do corpo e da alma. Não somos idealistas platónicos, não se pode seguir a Missa de casa, a não ser em circunstâncias particulares. Não, deve-se ir à Igreja, reunir-se com os outros, comunicar a Palavra de Deus. Até o vocabulário da Igreja indica esta necessidade: a “Sagrada Comunhão”, comunhão é reunir-se; a Igreja é o Povo de Deus convocado, junto. Diz o salmo: “Como é bom e agradável que os irmãos vivam juntos”.

Há teólogos e Bispos para quem a Eucaristia é sobrevalorizada e não é necessária a Missa Dominical.

Até há um Bispo como Victor Fernandez, que diz orgulhosamente ser um ghost writer do Papa Francisco, que defende que o dever de ir à Missa ao Domingo é um preceito introduzido pela Igreja. É mais um exemplo de desastrosa formação teológica. O terceiro mandamento funda-se no direito divino: obriga os Judeus a santificar o Dia do Senhor. Para nós Cristãos, é o Dia da Ressureição. É também o mandamento de Jesus: “Fazei isto em memória de mim”. E S. Paulo diz “Todas vezes, pois, que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciareis a morte do Senhor” (1 Cor 11:26). Esta é a representação real e sacramental da morte salvífica de Jesus e da Sua ressurreição. Na Missa participamos no Mistério Pascal. O Concílio Vaticano II deixou-o claro na Sacrosanctum Concilium e Lumen Gentium (Nr. 11). E ainda assim há Bispos que dizem que alguns fiéis estão demasiado fixados na Eucaristia. É absurdo. A Eucaristia é a única verdadeira adoração de Deus por meio de Jesus Cristo. Não é só uma entre as tantas formas litúrgicas, mas antes todas as formas litúrgicas têm a sua razão de ser na Eucaristia. Tudo recebe força e consistência da Eucaristia.

Vossa Eminência também vê a manifestação de um claro ataque à Eucaristia, coração da Igreja?

Sim. Basta a pensar naqueles que antes e durante o Sínodo da Amazónia afirmavam veementemente que os povos indígenas tinham absoluta necessidade da Eucaristia e por isso era necessário ordenar sacerdotes entre os homens casados. Agora as mesmas pessoas, sem pudor, defendem o exacto oposto: que não temos necessidade da Eucaristia. Pensam como os protestantes, ignorando que, desde o princípio da Reforma Protestante, é precisamente a Eucaristia o ponto central da controvérsia. E agora temos Bispos que se dizem Católicos que não compreendem o valor central da Eucaristia. É um verdadeiro escândalo: são estes os verdadeiros rígidos, os verdadeiros clericais, não aqueles que levam a sério a palavra de Jesus e a doutrina da Igreja. É uma verdadeira perversão do pensamento. Mas este Catolicismo “moderno” é uma ideologia autodestrutiva. Há necessidade, sobretudo em Itália, de Bispos da estatura de S. Carlos Borromeo, e quem está na Cúria deveria ter como exemplo o Cardeal Roberto Bellarmino.

Nestes meses, ouvimos os vértices da Hierarquia da Igreja afirmar frequentemente que o primeiro dever é salvaguardar a saúde.

É uma Igreja burguesa, secularizada, não uma Igreja que vive da Palavra de Jesus Cristo. Jesus disse “procurai primeiro o Reino de Deus”. De que vale a vida, todos os bens deste mundo, incluindo a saúde, se depois de perde a própria alma? Esta crise mostrou-nos que tantos dos nossos pastores pensam como o mundo, concebem-se mais como funcionários de um sistema religioso social que como pastores de uma Igreja que é comunhão íntima com Deus e com os Homens. Devemos sempre conjugar Fé e Razão. Obviamente que não somos fideístas, não somos como aquelas seitas cristãs que dizem que não temos necessidade da medicina, que confiamos só em Deus. De facto, confiar-se a Deus não contradiz a valorização de todas as possibilidades oferecidas pela medicina moderna. Mas a medicina moderna não substituiu a oração: são duas dimensões que não devem ser separadas nem sequer sobrepostas.

Para justificar a suspensão das Missas com povo, alguns dizem que, se infectamos os outros, somos nós os responsáveis da sua eventual morte.

Os médicos também correm este risco, um risco que existe em toda a actividade humana. Devemos estar atentos a não colocar em perigo a vida e a saúde dos outros, mas este não é o valor supremo. Infelizmente esta situação fez-nos ver que há muitos sacerdotes e Bispos de boa qualidade a quem faltam as bases teológicas para reflectir sobre esta situação e oferecer um juízo coerente com o Evangelho e a doutrina da Igreja.

Talvez também seja por isso que tantos Bispos tenham esnobado o pedido dos fiéis para a consagração ao Imaculado Coração de Maria. No caso italiano, este tornou-se acto de dedicação, e ao final foi realizado de forma negligente e fraudulenta.

Há uma subvalorização do aspecto sobrenatural. Estamos imersos numa concepção naturalista que vem do Iluminismo. Não se pode explicar a Igreja, a Graça, os Sacramentos, na dimensão natural. O coração da nossa Religião Cristã é o Deus transcendente que se faz imanência na nossa vida, é Cristo verdadeiro homem e verdadeiro Deus pela Incarnação.

Parece quase que nos resignámos a seguir um mundo que pensa só em termos naturais, e chamamos a isto realismo.

É a ideologia do pragmatismo. Hoje, por exemplo, prevalece na Igreja a ideia de que necessitamos de Bispos que sejam só pastores, i.e., pragmáticos. Mas o Bispo é ministro da Palavra, deve reflectir sobra a Palavra. S. Paulo e S. Pedro não eram idiotas, os Padres da Igreja não foram só pragmáticos, reflectiram sobre a Fé Cristã e as suas implicações. Um bom Mestre da Fé deve ser capaz de explicar uma situação como a que atravessamos a partir da Fé, no seu sentido sobrenatural, não com o naturalismo. Mais uma vez se deve considerar juntamente as duas dimensões: não podemos reduzir a existência humana à mera natureza, e ao mesmo tempo também não podemos pensar – como sustentam os marxistas – que o Cristianismo tenha que ver só com o além. Em Jesus Cristo temos a unidade entre o além e a imanência da vida. Um bom cristão deve saber ser um óptimo médico e cientista, mas tal não contradiz a confiança em Deus. Há uma integração entre Fé e Razão, entre confiança em Deus e competência nas ciências naturais.

Traduzido de LNBQ

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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