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Em 1928, o Papa Pio XI entregou uma oração urgente a toda a Igreja: o ato de reparação ao Sagrado Coração de Jesus. Aprenda a rezá-lo e conheça a teologia por trás dessa importante prática de piedade.

Ao longo do mês de junho, muito se fala em reparar as ofensas cometidas ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria. Porém, no mundo cada vez mais paganizado em que vivemos, os cristãos de nossa época podem ser levados a perguntar: o que significa, afinal de contas, a palavra — “reparação”?

Tão ausente de nossas homilias, meditações e orações quanto as verdades do pecado e do inferno, as palavras “reparação”, “satisfação” e “desagravo”, todas elas sinônimas, foram relegadas por muitos teólogos como “peças de museu”, pertencentes a uma doutrina arqueológica, da qual o homem moderno deveria desfazer-se de uma vez por todas, já que não serviria mais, dizem eles, às necessidades “práticas” do mundo atual.

de Laszlo, Philip Alexius; Pope Pius XI (1857-1939); Bodleian Libraries; http://www.artuk.org/artworks/pope-pius-xi-18571939-228548

A verdade, porém, é que “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre” (Hb 13, 8). Se os primeiros cristãos completavam na sua carne o que faltava à paixão de Cristo, conforme o testemunho da própria Escritura (cf. Cl 1, 24), quem somos nós para agir de outra forma ou ainda sugerir o contrário? Afirmar levianamente que o Evangelho poderia mudar com os tempos, ou que parte dele se tornou “ultrapassada”, é indício, na verdade, de uma grande petulância, quando não de uma tremenda falta de fé. Ora, se Jesus de Nazaré é verdadeiramente Deus e homem — como sempre acreditou a Igreja —, se Ele é, de fato, “a Palavra única, perfeita e insuperável do Pai”, como diz o Catecismo (§ 65), como poderia a sua revelação ser considerada insuficiente, incompleta ou adaptável? Estariam por acaso “fora de moda” os ensinamentos do próprio Deus? Será que somos tão soberbos a ponto de pretendermos corrigir o que Ele mesmo e os seus Apóstolos não só pregaram como viveram?

Se ainda resta, portanto, um pouquinho de fé que seja na cabeça de nossos contemporâneos, para confirmar o dever que temos de reparar as ofensas cometidas por nós mesmos contra Deus, nada melhor do que recordar o ensinamento sólido do Magistério da Igreja sobre esse assunto.

A seguir, você encontra alguns trechos preciosos da encíclica Miserentissimus Redemptor [1], com a qual o Papa Pio XI deu à Igreja universal a belíssima oração do “Ato de Reparação ao Sagrado Coração de Jesus” (que também se encontra logo abaixo). Neste documento, o Santo Padre responde, com a Tradição e as Sagradas Escrituras, aos principais obstáculos que geralmente são colocados à prática da reparação, ajudando nossa inteligência a compreender a teologia por trás dessa sadia devoção popular.

Ora, ainda que a copiosa Redenção de Cristo abundantemente nos tenha “perdoado todos os nossos pecados” (cf. Col 2, 13), em virtude daquela admirável disposição da divina Sabedoria, pela qual se deve completar em nossa carne o que falta às tribulações de Cristo por seu Corpo, que é a Igreja (cf. Col 1, 24), aos louvores e satisfações que Cristo, em nome dos pecadores, ofereceu a Deus, não só podemos como, ainda mais, devemos acrescentar também os nossos próprios louvores e satisfações. […] Mas como podem estes atos expiatórios consolar a Cristo, que reina ditosamente nos céus? “Dá-me um coração que ame e entenderás o que digo”, respondemos com estas palavras de Santo Agostinho, tão convenientes a este ponto. Com efeito, quem ama verdadeiramente a Deus, se considera os fatos passados, vê e contempla a Cristo trabalhando em favor do homem, sofrendo, suportando as mais duras penas, quase desfeito sob o peso da tristeza, de angústias e opróbrios “por nós homens e para a nossa salvação”, “esmagado por nossas iniquidades” ( Is 53, 5) e curando-nos com suas chagas. Ora, quanto mais profundamente penetram as almas piedosas estes mistérios, mais claro veem que os pecados e crimes dos homens, em qualquer tempo perpetrados, foram a causa de que o Filho de Deus se entregasse à morte; e ainda agora esta mesma morte, com suas mesmas dores e tristezas, de novo Lhe é infligida, já que cada pecado renova a seu modo a Paixão do Senhor: “Novamente crucificam o Filho de Deus e O expõe a vilipêndios” (Hb 6, 6). E se por causa também dos nossos pecados futuros, por Ele previstos, a alma de Cristo padeceu aquela tristeza de morte, não há dúvida de que algum consolo Cristo recebeu também de nossa futura, mas também prevista, reparação, quando “o anjo do céu Lhe apareceu” (Lc 22, 43) para consolar seu Coração oprimido de tristeza e angústias. Por isso, podemos e devemos consolar aquele Coração Sacratíssimo, incessantemente ofendido pelos pecados e pelas ingratidões dos homens, por este modo admirável, mas verdadeiro, pois, como se diz na Sagrada Liturgia, o mesmo Cristo, pelos lábios do salmista, se queixa a seus amigos de ter sido abandonado: “Impropério e miséria esperou meu coração: e busquei quem compartilhasse da minha tristeza e não houve ninguém; busquei quem me consolasse e não encontrei” (Sl 69, 21). Acrescenta-se que a Paixão expiatória de Cristo se renova e, de certo modo, continua e se completa em seu Corpo Místico, que é a Igreja, já que, servindo-nos outra vez das palavras de Santo Agostinho ( In Ps., 86), “Cristo padeceu quanto devia padecer, e nada falta à medida de sua Paixão. A Paixão, pois, está completa, mas na Cabeça; faltava ainda a Paixão de Cristo no Corpo“. Nosso Senhor mesmo se dignou declará-lo quando, ao aparecer a Saulo, “que respirava ameaças e morte contra o discípulos” (At 9, 1), lhe disse: “Eu sou Jesus, a quem persegues” (At 9, 5), significando claramente que nas perseguições contra a Igreja é a Cabeça divina da Igreja a quem se atinge e impugna. E isso com razão, porque Jesus Cristo, que ainda padece em seu Corpo Místico, deseja ter-nos por sócios na expiação, e isto no-lo exige nossa própria incorporação a Ele: pois sendo como somos “corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros” (1Cor 12, 27), é necessário que o que padece a Cabeça, padeçam-no com Ela os seus membros (cf. 1Cor 12, 26). Quão necessárias sejam, especialmente em nossos tempos, a expiação e a reparação, é coisa clara a quem olhe e contemple este mundo que, como dissemos no início, “está sob poder do mal” ( 1Jo 5, 19). De todas as partes chega a Nós o clamor de povos que gemem, cujos príncipes ou governantes se congregaram e conspiraram juntos contra o Senhor e sua Igreja (cf. Sl 2,2). Por essas regiões vemos atropelados todos os direitos divinos e humanos; demolidos e destruídos os templos, os religiosos e as religiosas expulsos de suas casas, afligidos com ultrajes, tormentos, cárceres e fome; multidões de meninos e meninas arrancadas do seio da Madre Igreja e induzidos a renunciar e blasfemar contra Jesus Cristo e a cometer também os mais horrendos crimes da luxúria; todo o povo cristão duramente ameaçado e oprimido, colocado a todo instante em ocasião de, ou apostatar da fé, ou padecer uma terrível morte. Tudo isso é tão triste que nestes acontecimentos parece prenunciar-se “o princípio daquelas dores” que precederiam “o homem de pecado que se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é cultuado” (2Ts 2, 4). E ainda é mais triste, veneráveis irmãos, que entre os próprios fiéis, lavados no Batismo com o sangue do Cordeiro Imaculado e enriquecidos com a graça, haja tantos homens de toda classe que, com inacreditável ignorância das coisas divinas e envenenados de falsas doutrinas, vivem longe da casa do Pai uma vida repleta de vícios; uma vida, pois, não iluminada pela luz da verdadeira fé, nem reconfortada pela esperança da felicidade futura, nem aquecida e fomentada pelo calor da caridade, de modo que eles parecem verdadeiramente jazer na escuridão e na sombra da morte. Ademais, aumenta cada vez mais entre os fiéis a negligência da disciplina eclesiástica e daquelas antigas instituições em que toda a vida cristã se funda e pela qual a sociedade doméstica é governada e se defende a santidade do matrimônio; totalmente menosprezada ou depravada com lisonjas de bajulação a educação das crianças, até mesmo negado à Igreja o poder de educar a juventude cristã; o esquecimento deplorável da modéstia cristã na vida e principalmente no vestido da mulher; a cobiça desenfreada das coisas perecíveis, o desejo desproporcional das honrarias mundanas; a difamação da autoridade legítima e, finalmente, o desprezo da palavra de Deus, de maneira que a fé é destruída ou é posta à beira da ruína. Formam o cúmulo destes males tanto a preguiça e a negligência dos que, dormindo ou fugindo como os discípulos, vacilantes na fé, miseravelmente desamparam a Cristo oprimido de angústias e rodeado dos sequazes de Satanás, quanto a deslealdade dos que, à imitação do traidor Judas, ou temerária e sacrilegamente comungam, ou desertam para os acampamentos inimigos. Deste modo, inevitavelmente se nos apresenta ao espírito a ideia de que se aproximam os tempos preditos por Nosso Senhor: “E, ante o progresso crescente da iniquidade, a caridade de muitos se esfriará” ( Mt 2, 24). […]

Ato de Reparação ao Sacratíssimo Coração de Jesus Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é por eles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados na Vossa presença, para Vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefandas injúrias com que é de toda parte alvejado o Vosso amorosíssimo coração. Reconhecendo, porém, com a mais profunda dor, que também nós mais de uma vez cometemos as mesmas indignidades, para nós, em primeiro lugar, imploramos a Vossa misericórdia, prontos a expiar não só as próprias culpas, senão também as daqueles que, errando longe do caminho da salvação, ou se obstinam na sua infidelidade, não Vos querendo como pastor e guia, ou, conculcando as promessas do batismo, sacudiram o suavíssimo jugo da Vossa santa lei. De todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós hoje desagravar-Vos, mais particularmente da licença dos costumes e imodéstia do vestido, de tantos laços de corrupção armados à inocência, da violação dos dias santificados, das execrandas blasfêmias contra Vós e Vossos Santos, dos insultos ao Vosso Vigário e a todo o Vosso clero, do desprezo e das horrendas e sacrílegas profanações do Sacramento do divino amor e, enfim, dos atentados e rebeldias das nações contra os direitos e o Magistério da Vossa Igreja. Oh! Se pudéssemos lavar com o próprio sangue tantas iniqüidades! Entretanto, para reparar a honra divina ultrajada, Vos oferecemos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe, de todos os santos e almas piedosas, aquela infinita satisfação, que Vós oferecestes ao eterno Pai sobre a cruz, e que não cessais de renovar todos os dias sobre nossos altares. Ajudai-nos Senhor, com o auxílio da Vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito, com a vivência da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e por nosso próximo, impedir, por todos os meios, novas injúrias de Vossa divina Majestade e atrair ao Vosso serviço o maior número de almas possível. Recebei, ó benigníssimo Jesus, pelas mãos de Maria santíssima reparadora, a espontânea homenagem deste nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos constantes, até à morte, no fiel cumprimento de nossos deveres e no Vosso santo serviço, para que possamos chegar todos à pátria bem-aventurada, onde Vós com o Pai e o Espírito Santo viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

Fonte: Equipe Christo Nihil Praeponere | padrepauloricardo.org

 
 
 

Há várias formas de consagrar seu lar a Jesus! Segundo o Diretório sobre a Piedade Popular, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus é “uma das expressões mais difundidas e amadas da Igreja”.

É uma prática profundamente cristocêntrica, que foi fomentada por inúmeros santos ao longo dos séculos. Sob “a luz da sagrada Escritura, a expressão ‘Coração de Cristo’ designa o mistério de Jesus, a totalidade de seu ser, sua pessoa, que é considerada o núcleo mais íntimo e essencial: Filho de Deus, Sabedoria não-criada, caridade infinita, princípio de salvação e santificação para toda a humanidade. O ‘Coração de Cristo’ é Cristo, Verbo encarnado e salvador, intrinsicamente ofertado no Espírito, com amor infinito divino-humano do Pai e dos homens, seus irmãos”.

Entre as múltiplas devoções relacionadas ao Sagrado Coração está a “entronização” ou “consagração” das casas (e dos corações de seus habitantes) a Jesus. Em particular, Jesus prometeu a Santa Margarita Maria Alacoque: “abençoarei os lares em que uma imagem de Meu Coração estiver exposta e sendo venerada”.

Ao longo do tempo, a Igreja desenvolveu vários tipos de entronização, cujo rito transforma a colocação da imagem em um acontecimento mais formal e espiritual. A Rede Mundial de Oração do Papa (Apostolado da Oração) tem seu próprio serviço de oração de consagração familiar, que está no livro do padre James Kubicki A Heart on Fire: Rediscovering Devotion to the Sacred Heart of Jesus [ “Um coração em chamas: redescobrindo a devoção ao Sagrado Coração de Jesus”]. Além do serviço de oração, o padre Kubicki apresenta uma cativante história sobre a devoção ao Sagrado Coração e o motivo pelo qual ela é relevante até hoje.

Durante os últimos anos, o padre Michael Gaitley uniu-se a esta causa e desenvolveu seu próprio programa, chamado de “Consolando o Coração de Jesus”. A obra inclui um grande retiro destinado a aproximar as pessoas do coração de Jesus e termina com uma consagração ao Sagrado Coração.

Outro divulgador do Sagrado Coração é o cardeal Raymond Burke, que compilou uma celebração litúrgica de entronização em seu livro The Enthronement of the Sacred Heart of Jesus [“A entronização do Sagrado Coração de Jesus]. A obra também conta com uma introdução básica sobre o antigo costume e oferece uma instrução detalhada sobre como se preparar espiritualmente para a entronização.

Além disso, Santa Margarita Maria Alacoque escreveu uma oração pessoal de consagração, que pode ser usada quando os membros da família se consagram ao Sagrado Coração:

Entrego-me ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, consagro – sem reservas – minha pessoa, minha vida, minhas obras, minhas dores e sofrimentos. Este é meu propósito imutável: ser eternamente Seu e fazer todas as coisas por Seu amor. Ao mesmo tempo, renuncio, de todo coração, aquilo que Lhe desagrada.

Sagrado Coração de Jesus, quero ter-te como único objeto de meu amor. Sê, pois, meu protetor nesta vida e a garantia da vida eterna. Sê fortaleza na minha debilidade e inconstância. Coração cheio de bondade, sê para mim o refúgio na hora da minha morte e meu intercessor diante de Deus Pai. Desvia de mim o castigo da justa ira. Coração de amor, em Ti deposito toda a minha confiança. Tira de mim, Senhor, tudo o que Te desagrada ou possa me afastar de Ti. Que teu amor se imprima tão profundamente no meu coração que eu jamais seja capaz de Te esquecer e de separar-me de Ti.

Senhor e Salvador meu, te rogo, pelo amor que tens em mim, que meu nome fique gravado em teu Sagrado Coração; que minha felicidade e minha glória sejam viver e morrer a Teu serviço. Amém

Seja qual for o modo que você utilize para consagrar sua casa ao Sagrado Coração, a ênfase deve recair na preparação espiritual. Não é simplesmente uma atividade em que você coloca a imagem de Jesus em um lugar de destaque. De forma semelhante à consagração ao Imaculado Coração de Maria, concentre-se em unir o seu coração ao de Jesus, para que você esteja ligado a Ele em todas as coisas.

Entronização dos Sagrados corações de Jesus e Maria

A entronização dos Sagrados Corações de Jesus e Maria em nosso lar é a consagração total de nossa família ao Amor infinito de Deus; é proteção constante em nossa vida. É a benção misericordiosa de Jesus e sua Mãe Santíssima na vida da família.

Contemplando o Coração aberto de Nosso Senhor, os membros da família se lembrarão das palavras de Jesus: “Aprendam de mim que sou humilde e manso de coração” e procurarão viver a paciência e a bondade uns para com os outros.

Mostrando às crianças a imagem do Sagrado Coração de Jesus, será mais fácil para a mãe ensinar-lhes, desde pequeninas, o amor com que Deus nos ama. Olhando aquela imagem, os jovens poderão lembrar-se de um Deus amigo que nos amou e continua amando-nos “até o fim”. Diante daquela imagem, todos poderão repetir a jaculatória transformadora: “Sagrado Coração de Jesus, eu confio em Vós!” E, toda a família poderá reunir-se para um momento de oração em comum, lembrando que “família que reza unida, permanece unida!”

Entronização é para restituir Cristo a família e a família a Cristo. Têm por base as palavras de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria: “Eu hei-de reinar por meio do Meu Coração!” “Abençoarei as casas onde a imagem do meu coração for exposta e honrada!” – “Farei reinar a paz em suas famílias!”.

A família que se consagra ao Coração de Jesus é ciente de que a vida cristã, por si mesma, é já uma consagração iniciada com o Batismo e aperfeiçoada com os vários sacramentos.

Com o sacramento do matrimônio, o batizado se coloca à disposição de Cristo, como ministro, capaz de dar vida a novas criaturas para o Reino de Deus. Consagrar-se ao Sagrado Coração é um ato que empenha a família a um comportamento contínuo de resposta ao amor de Deus e a viver naquilo que é a essência do Evangelho, isto é, o amor que nos torna fácil a atuação, colocando-nos diante do modelo que é o Coração de Cristo.

Felizes as famílias que, através da devoção ao Coração do Redentor, colocam fé vivida no coração dos seus membros.

GUIA PARA CERIMÔNIA DE ENTRONIZAÇÃO DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS NAS FAMÍLIAS

01. BENÇÃO DA IMAGEM Se o sacerdote não puder participar da celebração em sua casa, leve as imagens para que sejam bentas na igreja. 02. ENTRONIZAÇÃO DA IMAGEM Depois da benção o chefe da família ou outra pessoa escolhida deve colocar a imagem no lugar especialmente preparado. (Canto: Coração Santo ou Oração pela Família. Pe. Zezinho ) 03. INVOCAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO E PROFISSÃO DE FÉ Reza-se o creio. (Pode-se cantar mais um canto ) 04. LEITURA BÍBLICA Mt 11,25-30 ou Lucas 19, 1-9 ou João 14, 15-31 (breve meditação). 05. ATO DE CONSAGRAÇÃO DA FAMÍLIA AOS CONSAGRADOS CORAÇÕES DE JESUS E DE MARIA Oração pode ser recitada por todos a uma só voz:

Sacratíssimos Corações de Jesus e de Maria, a vós me consagro, assim como toda minha família. Consagramos a Vós nosso próprio ser, toda nossa vida, tudo o que somos, e tudo o que amamos. A vós damos nossos corações e nossas almas, a Vós dedicamos nosso lar e nosso país, conscientes de que, através desta Consagração nós, agora, prometemos-vos viver cristãmente praticando as virtudes da nossa religião, sem nos envergonharmos de testemunhar a fé. Ó Sacratíssimos Corações de Jesus e de Maria, aceitai esta humilde oferta de entrega de cada um de nós, através deste ato de Consagração. Nossa esperança é colocada em vós, com a certeza de que jamais seremos confundidos. Sacratíssimo Coração de Jesus tende misericórdia de nós. 06. ORAÇÃO PELOS FALECIDOS E AUSENTES NA FAMÍLIA Não é necessário que ninguém se pronuncie: nesse momento feliz e significativo, basta pensar em todos os que já faleceram, e também em todos que não puderam comparecer á cerimônia. 07. ORAÇÃO DA FAMÍLIA Fazer preces espontâneas por todas as necessidades da família, sobretudo por possíveis dificuldades que estiverem enfrentando. Concluir com o Pai-Nosso, três Ave-Marias e Glória ao Pai. Ou Rezar um Terço 08. HOMENAGEM AO CORAÇÃO DE MARIA Recite Salve-rainha, agradecendo a Nossa Senhora, pela graça da entronização. 09. INVOCAÇÕES FINAIS Sagrado Coração de Jesus, tende piedade de nós! Coração Imaculado de Maria rogai por nós! São José, rogai por nós! Viva o Sagrado Coração de Jesus em nossos corações! Amém!

10. BENÇÃO FINAL Que a benção de Deus todo poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo desça sobre nós e permaneça para sempre. Amém! (Cantar um canto: )

OBS: Esta é apenas uma sugestão. O responsável pode preparar outra com o Padre ou Ministro, com a família. Que o Coração de Jesus seja mais conhecido e mais amado.

 
 
 

A Igreja recomenda que o devoto se confesse antes de fazer a consagração. Além disso, há algumas orações específicas para este ato

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus encontra inspiração em várias passagens da Bíblia. No entanto, ela se tornou mais popular no século XVII, após as visões que Santa Margarida Maria Alacoque teve do Sagrado Coração. Essa devoção inclui uma consagração, cujo objetivo é unir os fiéis ao coração de Jesus, seguindo o exemplo de São João Apóstolo que, de acordo com a tradição, se reclinou no peito de Jesus durante a Última Ceia.

Essa imagem de repousar no coração de Jesus se tornou o principal motivador por trás dessa devoção, simbolizando um relacionamento mais profundo com Cristo. Portanto, consagrar-se a Jesus Cristo é prometer sua vida a Ele, fazendo uma promessa intencional de reformar sua vida e agir com amor.

São João Paulo II afirmou esse ingrediente essencial à devoção, destacando-o em uma carta pela ocasião do centésimo aniversário da consagração da raça humana ao Sagrado Coração de Jesus:

“Todo membro da Igreja é convidado a ver a consagração como a doação e ligação de si mesmo a Jesus Cristo, o rei “dos filhos pródigos”, o rei de todos os que esperam ser conduzidos “à luz de Deus e do seu reino”. (…) No Coração de Cristo, o coração do homem aprende a conhecer o significado genuíno e único de sua vida e de seu destino, a entender o valor de uma vida autenticamente cristã, a se abster de certas perversões do coração humano e a unir ao amor filial de Deus”.

Como fazer a consagração ao Sagrado Coração de Jesus

A Igreja recomenda que os católicos se confessem antes de realizar um ato formal de consagração, renunciando ao pecado e abraçando a nova vida de virtude.

Além disso, existem várias orações de consagração diferentes que expressam o desejo de se viver unido a Jesus. Muitas vezes, essas orações são feitas enquanto o devoto se ajoelha diante de uma imagem ou ícone do Sagrado Coração.

Abaixo, uma oração de consagração escrita por Santa Margarida Maria Alacoque que resume esses elementos básicos da devoção, colocando todo o seu “eu” no Coração de Jesus:

Consagração ao Sagrado Coração de Jesus

Eu vos dou e consagro, ó Sagrado Coração de Jesus Cristo, a minha vida, as minhas ações, minhas penas e sofrimentos, para não querer mais servir-me de nenhuma parte do meu ser, senão para vos honrar, amar e glorificar. É esta a minha vontade irrevogável: ser todo vosso e tudo fazer por vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto vos possa desagradar!

Tomo-vos, pois, ó Sagrado Coração, por único Bem do meu amor, Protetor da minha vida, Segurança da minha salvação, Remédio da minha fragilidade e da minha inconstância, Reparador de todas as imperfeições da minha vida e meu Amparo seguro na hora da morte.

Sê, ó Coração de Bondade, a minha Justificação diante de Deus, Vosso Pai, para que desvie de mim a sua justa cólera.

Ó Coração de Amor, deposito em Vós toda a minha confiança, pois tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de Vossa Bondade. Extingui em mim tudo o que possa vos desagradar ou que se oponha à vossa Vontade.

Seja o vosso puro Amor tão profundamente impresso em meu coração, que jamais possa eu vos esquecer nem me separar de Vós. Suplico-vos que o meu nome seja escrito no vosso Coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como vosso servo. Amém. Leia também Indulgência plenária para a solenidade do Sagrado Coração de Jesus


 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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