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Na missa do domingo passado, Bernardo Bastres, bispo chileno de Magalhães, pediu aos fiéis que desafiassem a proibição governamental justificada pela pandemia e continuassem a assistir à celebração da Eucaristia.

Um bispo disse “basta” às restrições que, com a desculpa da pandemia do coronavírus, estão afetando desproporcionalmente o culto católico, relegado à categoria de “não essencial”. Trata-se de Bernardo Bastres, da diocese chilena de Magalhães, que, dadas as novas restrições impostas pelo Governo, proibindo qualquer acontecimento, foi categórico no seu desafio.

«Seguindo a responsabilidade que tivemos até hoje em relação à capacidade, em relação às medidas sanitárias, parece-me que podemos continuar com tranquilidade a celebração da Eucaristia durante a semana», disse o bispo.

“É verdade que a lei diz o contrário, mas acreditamos que quando uma lei é injusta e quando uma lei é contra a consciência, pode-se desobedecer à lei. Digo isto com responsabilidade, como bispo e como chefe da Igreja Católica em Magalhães ”, acrescentou.

Antes de continuar a leitura da matéria recomendamos que assista o seguinte vídeo: Nem prefeito nem bispo tem autoridade para suprimir a Santa Missa


“Se o governo ouvisse mais as regiões e suas autoridades, antes de tomar decisões, o que aconteceu agora não aconteceria. O problema é que eles são muito centralistas e essas coisas acontecem. Foi o que aconteceu com o aumento do gás”, disse o bispo de Magalhães, monsenhor Bernardo Bastres, na tarde deste domingo, já mais calmo, após saber da decisão do governo de reverter a resolução que impedia o desenvolvimento de cultos religiosos, com capacidade limitada durante o semana, nas cidades da Fase 2. Traduzido de InfoCatolica

 
 
 

Em Belo Horizonte, sensibilizado com a presença dos fiéis que ansiavam participar da Eucaristia, o sacerdote liberou discretamente a entrada dos fiéis que estavam no local: “Fui ordenado padre para isso!”.

Segundo o portal O Tempo, ocorreu na manhã deste domingo uma missa com a presença de fiéis na Igreja de São Sebastião, que fica na região centro-sul da capital mineira, Belo Horizonte (BH). Na entrada, era aferida a temperatura e todos usavam máscara, mas a atividade teria descumprido o decreto do governo municipal da sexta-feira (12), que determina a suspensão dos cultos , missas e demais atividades religiosas de caráter coletivo, sendo permitido que os espaços religiosos fiquem abertos, desde que adotadas as medidas de prevenção.

Segundo o pároco da Igreja, padre José Cândido, como a Arquidiocese permitiu manter outros recintos do templo abertos, as pessoas vieram à igreja no momento da missa para rezar à distância.

“Já que a igreja é ampla, preferimos abrir, discretamente, sem falar, sem divulgar, para as pessoas que estavam aglomeradas. O povo está muito angustiado, a oferta da eucaristia, da palavra de Deus é conforto, é esperança, ajuda a gente a passar esse momento, esse é o nosso serviço e fui ordenado padre para isso”, afirma.

Segundo a reportagem de O Tempo, o despachante André Luiz Machado, 54, com os olhos cheio d’água, relatou a contradição que vive neste momento: “É muito complicado. Como cidadão, eu nem sei o que dizer, na verdade. Mas como cristão, a importância é enorme, poder participar da eucaristia, vir à casa do Senhor. Sobre essa questão, sanitária, enfim, a fé sobressai a tudo”, acredita.

Diante do ocorrido a Arquidiocese, através de uma nota, se esquivou da responsabilidade de fornecer assistência espiritual aos fiéis no momento que mais necessitam, reafirmando que acatou solicitação do poder público municipal para que as igrejas não recebessem grupos de fiéis, nesta atual fase da pandemia, dizendo que enviou às paróquias um ofício no qual orienta a suspensão das celebrações presenciais entre 15 e 25 de março. “Este prazo poderá ser renovado dependendo da situação sanitária em que estivermos”, informa o documento. Assista o comentário do padre:


A crítica do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil

O prefeito Alexandre Kalil, que se declara católico, não gostou nada do ocorrido e, discordando da necessidade de auxílio espiritual neste momento tão importante, se manifestou nas redes sociais na tarde deste domingo fazendo uma comparação infeliz com a subserviência exemplar das igrejas protestantes.

“Enquanto os evangélicos estão em colaboração máxima, a Igreja São Sebastião faz isso…”, escreveu Kalil em publicação no Twitter.

Enquanto os evangélicos estão em colaboração máxima, a Igreja de São Sebastião faz isso… https://t.co/gWb28aTESM — Alexandre Kalil (@alexandrekalil) March 21, 2021

Governo do Estado de MG libera celebração de Missas com fiéis

Ao contrário do que pensa o Prefeito de Belo Horizonte, o governo do Estado de Minas lembrou que o livre exercício de culto religioso é garantido constitucionalmente. Considerado o momento de cautela que Minas Gerais enfrenta, é imprescindível que qualquer atividade seja desempenhada com os cuidados necessários para evitar a propagação do vírus, como o uso de máscara, distanciamento social, número restrito de pessoas e medidas de higiene.

Contudo, devido ao amparo da Constituição, esclarece a nota do governo estadual, os cultos religiosos estão permitidos em Minas Gerais, seguindo todas as recomendações acima citadas.

 
 
 

Bispo de Caruaru-PE demonstra toda sua indignação com os políticos que hoje fecham as igrejas, e não consideram Deus essencial, mas daqui dois anos virão pedir votos: “Jesus estará esperando com o chicote!” Assista o vídeo…

O estado de Pernambuco começa nesta quinta-feira, 18 de março, uma quarentena decretada a fim de conter a disseminação da Covid-19, a qual inclui restrições às Missas, que só podem ser realizadas de forma virtual. Esta medida se dá após o governo não considerar atividades religiosas como essenciais, o que levou a manifestações de indignação.

As novas regras do governo de Pernambuco valem até o dia 28 de março. De acordo com o decreto nº 50.433, de 15 de março de 2021, “igrejas, templos ou outros locais apropriados” estão autorizados a funcionar de forma presencial apenas “para a realização de atividades administrativas e de preparação, gravação e transmissão de missas, cultos e demais celebrações religiosas pela internet ou por outros meios de comunicação”.

Esta mesma determinação já havia sido estabelecida pelo governo de Pernambuco no decreto nº 50.346, de 1º de março de 2021. Leia também Padre explica porque fiéis não podem ser proibidos de frequentar a Santa Missa

Após a publicação deste decreto do início de março, a Diocese de Caruaru manifestou a “indignação” com a determinação do governo. “Em que pese a reconhecida autoridade do governo do estado de Pernambuco e reconhecendo o princípio republicano que norteia a laicidade estatal, causa-nos tristeza a possibilidade de extrair do trecho em tela a mensagem Deus não é Essencial em tempos de pandemia”, expressou decreto assinado pelo Bispo diocesano, Dom José Ruy Gonçalves Lopes, em 10 de março.

“Manifesta-se assim, a mais explícita violação da Liberdade de Culto, art. 5º VI, cláusula pétrea da Constituição Federal. Restrição Sanitária não se confunde com Supressão de Direitos”, completou.

Neste mesmo decreto, em que deu as indicações de como deveriam ser realizadas as celebrações, Dom José Ruy concluiu anunciando “que quaisquer indicações futuras a respeito do funcionamento das igrejas durante a pandemia deverão ser consultadas diretamente nos decretos publicados pelo poder executivo estadual, tendo em vista que, submetendo e subjugando a Igreja Católica, restou aos Bispos, tão-somente, a prerrogativa de exalar decretos que apenas repetem o que já foi imposto pelas autoridades civis”.

Nesse sentido, após a publicação do novo decreto estadual de 15 de março, a Diocese de Caruaru publicou apenas algumas “orientações pastorais” assinadas pelo vigário episcopal para a pastoral, Pe. Zenilson Tibúrcio. Entre essas, estão, por exemplo, a celebração de Missas sem presença de fiéis, a suspensão de “procissões, Vias-sacras e atos de piedade popular que aglomerem pessoas”. Leia também “Podem me prender, mas não impedirei ninguém de entrar na igreja”, afirma pároco em Fortaleza

O Bispo de Caruaru é uma das vozes que em diferentes momentos se colocou para defender a importância da vida religiosa das pessoas, sobretudo neste tempo de pandemia. Em uma dessas ocasiões, na Missa de Quarta-feira de Cinzas deste ano, o Prelado defendeu que “o povo tem direito a Deus”.


“Todos nós queremos viver, queremos vida e queremos vida em plenitude na eternidade. Todos nós queremos vida, queremos saúde e queremos vacina”, disse e ressaltou, porém, que “também queremos Deus”.

Dom José Ruy afirmou que “o Brasil é um país laico, mas o povo brasileiro é um povo religioso”, por isso, “não podemos confundir restrição sanitária com supressão de direitos”. Leia também Clero de Barretos emite nota contra novo fechamento das igrejas

Dessa forma, sublinhou que o povo cristão “tem direito a prestar culto a Deus, porque Deus é essencial em nossa vida, sobretudo nos momentos difíceis e trágicos como este que vivemos”.

“O povo tem direito a Deus. O povo quer Deus, porque Deus é essencial, Deus é a essência da nossa vida, da nossa existência. Queremos Deus”, exclamou.

Em seguida, o Bispo de Caruaru advertiu que “daqui a dois anos”, em tempo de eleição, virão à Igreja, ao “mesmo templo que foi determinado que fosse fechado aos domingos”. “Nosso Senhor vai dar com o chicote de cordas para dizer: no tempo de eleição se vai ao templo, aí a Igreja é importante; aos domingos, fora das eleições, não”. Texto: ACI Digital Leia também Cardeal Sarah: “É inaceitável que políticos proíbam o culto e a abertura de igrejas.”

 
 
 
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