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Confissão: o início de uma fornalha de amor

Deus criou o homem a sua imagem e semelhança (Gn 1,26). Sendo Deus perfeitíssimo, puro e santo, também nós, obras feitas por Suas mãos, deveríamos ser na medida que nos fosse possível. Sendo as coisas como deveriam ser, fica evidente que homem nenhum nasceu para se confessar e, consequentemente, para pecar.

Existe uma linha tênue entre ser imagem e semelhança de Deus e querer ser Deus. Quando educamos a nossa consciência para verdades como esta, conseguimos compreender esta linha, que na verdade é um abismo de diferença. Quando entendemos que Deus nos fez a Sua imagem, contemplamos a grandeza de um Deus que se faz pequeno para nos educar, em contrapartida, quando fechamos os olhos para estas coisas, inflamos nosso ser ao mais alto dos céus, tentando usurpar de Deus o que lhe pertence e nos lançando ao mais profundo dos abismos. E, diga-se de passagem, quanto mais altos subimos, mais rápido caímos.

Entenda bem, caríssimo, não falo aqui da vida interior, onde quem não progride, recua, quem não sobe, desce e quem não anda, para. Falo aqui de algo muito simples e claro, sem necessidade de grandes formulações teológicas, falo sobre o nosso ser imagem e semelhança.

Sendo Deus uma explosão de amor, tornar-nos semelhantes a Ele, trata-se obviamente de sermos fagulhas de amor, que de pouco em pouco, são capazes de incendiar tudo se lhes derem as palhas certas. E é aqui que começa o problema, é aqui que a linha se rompe e o abismo se abre.

Quando nossos primeiros pais pecaram, imprimiram em nós a marca do egoísmo, do amor próprio exasperado e, de certa forma, da falta de amor. Então nós, que deveríamos ser explosões de amor como Deus o é, tornamo-nos apenas pequenas faíscas de isqueiro vazio. Só sabemos ofender quem deveríamos amar, ser ingratos com quem deveríamos agradecer, rejeitar aquilo que deveríamos aceitar e acolher aquilo que deveríamos recusar. Tudo que de nós provém é um nada, partícula de amor de próprio, vômito de pecado.

No entanto, Deus é bom. Deus, na verdade, é a bondade em essência e ato. E, dessa forma se fez carne, se reduziu ao nada, se humilhou, tornou-se escravo, escória e tudo aquilo que você, caro leitor, já sabe só para nos salvar. E o que fazemos para retribuir? Nada. Não sendo suficiente tudo isso, Ele quis imprimir em nós a marca indelével de seus filhos, batizando-nos em nome da Santíssima Trindade, tornando-nos seus herdeiros. E o que fazemos? Quando muito, somos o irmão do filho pródigo, que teve inveja da acolhida que teve seu irmão, o pecador. Sabemos que Deus não se deixa vencer em generosidade, por isso, não sendo suficiente tudo o que já fez por nós, deixou seus Cristos para nos perdoar, fazendo ecoar em cada recitação da fórmula de absolvição aquilo que disse a Madalena: Nem eu te condeno, vai e não tornes a pecar.

Perdoe-me por falar tanto e tantas coisas até aqui, mas tudo era necessário para fazer você entender uma coisa. Lembra que disse que nossas fagulhas de amor podem se tornar grandes chamas se soubermos usar as palhas certas? Pois é, este é o começo: confessar-se. Dessa forma, inicia-se em nós uma fornalha de amor. Reconhecemos quem somos, reconhecemos o que somos, reconheçamos o que seremos e hoje mesmo busquemos ser aquilo que Deus pensa de nós: sua imagem e semelhança. Confesse-se, viva na graça, ame- a Deus. Amanhã poderá ser tarde demais para amar de volta aquele que nos amou.

Equipe Padre Rodrigo Maria

 
 
 

Quantos de nós ao tocar em assuntos da sagrada religião com alguns de nossos amigos católicos não fomos alvejados por uma emaranhado de frases relativistas que, de certa forma, até nos ofendem… Mas por que, afinal de contas, é tão ofensivo ser católico de verdade, querer viver na graça de Deus e fazer um mínimo de esforço para não mergulhar nas profundezas do inferno que merecemos?

É porque muitas vezes a fé e a moral católica são observadas apenas como um conjunto de regras a serem seguidas, nos casos mais comuns, não matar e não roubar já é o suficiente para garantir a eternidade inteira, como se estivéssemos fazendo um favor para Deus e Ele nos pagasse o salário na medida em que andamos na linha. Mas não é bem assim.

Antes de tudo, é necessário entender que a moral não se trata de um rigorismo, farisaísmo ou bom mocismo. É justamente o contrário. E, talvez isso que eu falar agora possa até causar um pouco de escândalo, mas é necessário. Entenda de uma vez por todas que o cristianismo não é a religião das regras, mas sim a religião do amor. Amor este, antes de qualquer outro, a Nosso Senhor Jesus Cristo e o cumprimento da lei é consequência disto.

Aí está a diferença. Pois quando paramos de enxergar a fé católica como uma série de regras e passarmos a ver as coisas como elas são, veremos que não é suficiente só evitar matar o corpo, e dessa forma, usamos todas as nossas forças para não matar a alma, sendo benevolentes para com os nossos próximos e até para o pior dos inimigos. Com dois coelhos numa única cajadada, vemos que não basta não roubar os bens materiais que pertencem a outrem, mas que devemos dar aos pobres o que a eles pertence e o que nos sobra é deles que tiramos.

E se fizermos um exame de consciência sincero todas as noites, veremos com clareza que não passamos de uma máquina de ofensas a Deus e que tudo que conseguimos dar a Ele é só ódio, desprezo e ingratidão. Então basta de tanto falso moralismo, que nos faz bons aos olhos dos outros e que nos afasta de Deus. De que vale o homem conquistar o mundo e perder a sua alma? Bem aventurados aqueles que perderão tudo por amor a Deus, por não querer ser somente um bom moço, uma boa moça, mas sim, um grande santo e uma grande santa. Eis a grandeza da fé católica. Transforma o lixo, o nada, em algo glorioso, alto, grande, sem preço. Pois resgatados a um preço infinito, seria mesquinharia rotularmos o quanto valemos.

Então, deixemos de lado nossos próprios interesses, abracemos a Verdade com todas as nossas forças e façamos tudo quanto nos for possível, sabendo que a graça de Deus nos ajudará, para entrar pela porta estreita. Não sejam ladrões do tempo que pertence a Deus, não matem o amor que morreu por cada um de nós.

Equipe Padre Rodrigo Maria

 
 
 

“Calar, jamais! Gritai em cem mil línguas! Vejo que, por ter alguém calado, o mundo se arruinou e a santa igreja encontra-se pálida, sem cor, sem sangue nas veias”-(Santa Catarina de Sena).

Disse São Pedro Canísio, no livro “Confissões”, página 118: “Por fim, acrescentarei algo sobre o encargo de ensinar, sobremaneira familiar aos homens de hoje. Agora, talvez mais do que nunca, a maior das necessidades é a de termos doutores que proclamem a verdadeira fé católica com grande zelo e invencível constância, que inculquem a sã doutrina num povo desejoso de novidades nocivas.Vivemos em um tempo, em que, no dizer do apóstolo: “Os homens não aceitam mais a sã doutrina, mas, excitados, preferem não a salvação, mas o agrado, seguem seitas de perdição, defendem a licenciosidade da carne em vez da liberdade evangélica”, finalizou o santo. A fé não se negocia. Esta tentação sempre existiu na história do povo de Deus: cortar um pedaço da fé, ainda que não seja muito. Mas a fé é assim, tal como a recitamos no Credo. É necessário superar a tentação de fazer o que todos fazem, não ser tão, tão rígidos, porque precisamente daí começa um caminho que acaba na apostasia. De fato, quando começamos a destroçar a fé, a negociá-la, a vendê-la à melhor oferta, começamos o caminho da apostasia, da não fidelidade ao Senhor. O heroísmo é uma categoria social antiga. Considera-se herói, segundo a definição de Paul Johnson, aquele cuja vontade se sobrepõe à opinião pública, agindo com coragem e decisão, mesmo nas situações mais adversas; independentemente das consequências. A fé dos cristãos é colocada à prova: o perigo do respeito humano e do pensamento politicamente correto. Uma lição antiga, diz que “a fraqueza se contrapõe mais à virtude do que ao vício”. Era com esta frase que o Papa Pio XI respondia àqueles que o achavam muito severo, “de pulso muito firme”. Em nosso tempo, em que a pusilanimidade parece ser a regra e prevalecer, mesmo em matérias de importância vital para a vida do homem e da Igreja, é conduta comum, nunca foi tão necessário falar da virtude da fortaleza. Ao contrário do que se poderia pensar, corajoso e forte não é quem não tem medo. O medo faz parte da natureza humana, e dirigido às coisas certas, pode ser bastante vantajoso, inclusive para a vida espiritual. O temor do Senhor, que o autor sagrado diz ser “o princípio da sabedoria” (pr 9, 10), é consequência direta do verdadeiro amor que devemos a Deus: se verdadeiramente o amamos, também tememos perder a sua amizade, a sua presença em nossa alma. Já que, como lembra Santo Afonso Maria de Ligório, doutor da Igreja: “a vida presente é uma guerra contínua com o inferno, na qual corremos, a cada instante, o perigo de perder a Deus”. Ele nos concede a virtude da fortaleza, que ordena os nossos medos e nos ajuda a dizer “não” ao mal e ao pecado. O que faz o politicamente correto, por outro lado? Dirige o medo que deveria ter de ofender Jesus aos afetos humanos, teme antes a inimizade dos homens que a de Deus, transforma o “temor do Senhor” em “temor do mundo”. Esta ética frívola condenada por tantos de nossos contemporâneos é análoga àquela atitude que os cristãos chamam de respeito humano. O medo maior desta pessoa é perder o prestígio da opinião pública, dos seus fãs; ela é torturada a todo instante imaginando o que as pessoas vão pensar dela. Na hora do martírio, de entregar sua vida, ela desiste covardemente. Somente a pessoa que fica irada sem razão, peca. Quem quer que fique irado por uma razão justa não é culpado. Porque, se faltasse a ira, a ciência de Deus não teria andamento, os julgamentos não seriam acertados, e os crimes não seriam reprimidos. Diz São João Crisóstomo: “ademais, a pessoa que não fica irada quando deveria estar, peca. Pois uma paciência excessiva é o viveiro de muitos vícios: ela fomenta a negligência, e estimula não apenas o perverso, mas acima de todo o bem, a fazer o errado.”

Papa Pio XII, disse em discurso ao povo de Roma, de 20 de fevereiro de 1949, acta apostolicæ sedis, n.º 41, 1949, p. 74): “…uma Igreja que se calasse quando ela tem o dever de falar; uma Igreja que edulcorasse a lei de Deus, adaptando-a ao gosto das vontades humanas, quando ela é obrigada a altissonantemente proclamá-la e defendê-la; uma Igreja que se destacasse do fundamento inabalável sobre o qual a edificou Cristo, para instalar-se comodamente sobre a areia movediça das opiniões do dia ou para abandonar-se à corrente que passa…diletos filhos e filhas! Herdeiros espirituais de uma legião incontável de confessores e de mártires! Seria essa a Igreja que venerais e amais? Vós reconheceríeis numa tal Igreja os traços do rosto de Vossa Mãe? Poderíeis imaginar um sucessor do primeiro Pedro que se dobrasse a semelhantes exigências? ”.

A soma de virtudes e espírito de martírio e sacrifício, deu origem a uma grande quantidade de mulheres e homens santos, cujo principal combate era a conquista do céu. A Igreja não se pode eximir do dever de proclamar Cristo e o seu evangelho como verdade salvífica, fonte da nossa felicidade última como indivíduos, e como fundamento de uma sociedade justa e humana. Mesmo que nos persigam, não podemos nos calar. Mesmo que nos ridicularizem, não podemos deixar de pregar com parresía, com franqueza e coragem. Em um mundo onde tantos advogam, ainda que de modo subliminar, uma cultura politicamente correta, baseada em categorias humanas, somos chamados a outra retidão: àquela que tem sua base nas palavras de Cristo e no Magistério da sua Igreja. As ocasiões para testemunhar a fé são muitas e Deus sempre nos auxilia com sua graça, para tomarmos a decisão correta. É verdade o que disse Orígenes: “o cristão, depois de uma tentação, ou sai idólatra ou sai mártir”.

Com a severidade própria dos santos, São João Maria Vianney combateu até à morte os insultos a Deus. A santidade de João Maria Vianney causava constrangimentos. Apegado desde cedo à oração, agia em tudo conforme à vontade divina, fazendo de sua vida um perpétuo louvor a Deus. Tinha um fervor imensurável. Passava horas à frente do sacrário, gastando-se em severas penitências e na meditação dos santos mistérios. Dizia o santo: “o meu terço vale mais que mil sermões”. Por isso, não poupou esforços no combate às blasfêmias e à libertinagem. Era o zelo pela casa do pai que o consumia. Sem fazer concessões, apressou-se em instruir os mais novos na catequese e nas práticas piedosas. Começava uma guerra sem tréguas, e o santo não iria recuar enquanto não visse a sua paróquia, de joelhos, diante do Senhor. A santa intransigência de Vianney tinha um motivo igualmente santo: ele amava a seus paroquianos com amor de predileção. Por isso faria tudo que estivesse a seu alcance para lhes assegurar a salvação eterna. E seus esforços foram recompensados. Após poucos anos de ministério, Ars não era mais Ars. O povo havia se convertido, já não se trabalhava mais aos domingos e a igreja permanecia sempre cheia. Vencera a santidade do pobre cura d’Ars. Os paroquianos compreenderam o que há tanto lhes ensinava o são cura d’Ars: “tão grande é o amor de Deus, é um fogo que queima na alma sem, contudo, a consumir. Ter Jesus no coração é já possuir o céu”.

Mas ainda há espaço no mundo de hoje para o heroísmo cristão? Aparentemente, não! A sociedade moderna carece de autênticas figuras heroicas, porque a virtude saiu de moda. O heroísmo foi substituído pelo mau caratismo, pela parvoíce de alguns celerados, que acham que fazem muito gritando algumas frases de efeito em frente a uma repartição pública ou coisa do gênero. O rosto estampado de um assassino como Che Guevara na camisa de um adolescente demonstra o vazio – tanto moral, quanto intelectual – desta civilização. Mais do que nunca, o mundo precisa de vidas limpas, de almas claras, de inteligências simples, que estejam dispostas a renunciar às ideologias, apoiando-se firmemente na providência divina, para empenhar mutuamente as suas vidas, suas fortunas e a sagrada honra pela santidade cristã. O Reino de Deus é dos violentos, por isso, o cristão pode viver com a segurança de que, se tiver desejos de lutar, Deus o pegará pela mão direita. É na cruz que nascem os mártires, é no céu que habitam os santos!

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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