top of page

TODOS OS PRODUTOS

Eventos futuros

SANTO DO DIA – 14 DE MARÇO – SANTA MATILDE Rainha (895-968)

Matilde era filha de nobres saxões. Nasceu em Westfalia, por volta do ano 895 e foi educada pela avó, também Matilde, abadessa de um convento de beneditinas em Herford. Por isso, aprendeu a ler, a escrever e estudou teologia e filosofia, fato pouco comum para as nobres da época, inclusive gostava de assuntos políticos. Constatamos nos registros da época que associada à brilhante inteligência estava uma impressionante beleza física e de alma. Casou-se aos catorze anos com Henrique, duque da Saxônia, que em pouco tempo se tornou Henrique I, rei da Alemanha, com o qual viveu um matrimônio feliz por vinte anos.

Foi um reinado justo e feliz também para o povo. Segundo os relatos, muito dessa justiça recheada de bondade se deveu à rainha que, desde o início, mostrou-se extremamente generosa com os súditos pobres e doentes. Enquanto a ela assistia à população e erguia conventos, escolas e hospitais, o rei tornava a Alemanha líder da Europa, salvando-a da invasão dos húngaros, regularizando a situação de seu país com a Itália e a França e exercendo ainda domínio sobre os eslavos e dinamarqueses. Havia paz em sua nação, graças à rainha, e por isso, ele podia se dedicar aos problemas externos, fortalecendo cada vez mais o seu reinado.

Mas essa bonança chegou ao fim. Henrique I faleceu e começou o sofrimento de Matilde. Antes de morrer, o rei indicou para o trono seu primogênito Oton, mas seu irmão Henrique queria o trono para si. As forças aliadas de cada um dos príncipes entraram em guerra, para desgosto de sua mãe. O exército do príncipe Henrique foi derrotado e Oton foi coroado rei assumindo o trono. Em seguida, os filhos se voltaram contra a mãe, alegando que ela esbanjava os bens da coroa, com a Igreja e os pobres. Tiraram toda sua fortuna e ordenaram que deixasse a corte, exilando-a.


Matilde, triste, infeliz e sofrendo muito, retirou-se para o convento de Engerm. Contudo, muitos anos mais tarde, Oton e Henrique se arrependeram do gesto terrível de ingratidão e devolveram à mãe tudo o que lhe pertencia. De posse dos seus bens, Matilde distribuiu tudo o que tinha para os pobres.

Preferindo continuar sua vida como religiosa, permaneceu no convento onde, depois de muitas penitências e orações, desenvolveu o dom das profecias. Matilde faleceu em 968, sendo sepultada ao lado do marido, no convento de Quedlinburgo. Logo foi venerada como Santa pelo povo que propagou rapidamente a fama de sua santidade por todo mundo católico do Ocidente ao Oriente. Especialmente na Alemanha, Itália e Mônaco ainda hoje sua festa, autorizada pela Igreja, é largamente celebrada no dia 14 de março.

Conheça mais sobre Santa Matilde

Santa Matilde era filha do conde Dietrich de Saxe, que descendia do famoso Witikind, chefe dos saxões durante o reinado de Carlos Magno. Seus pais, entre os quais, depois da conversão o mestre Witikind, a religião e a piedade eram como que hereditárias, educaram-na sob os olhos da avó Matilde, abadessa do mosteiro de Erfort. Ela infundiu nessa escola um gosto extraordinário pela oração e pela leitura de livros de piedade. Aprendeu também a trabalhar em todos os trabalhos condizentes com o sexo, e contraiu, insensivelmente o hábito de empregar todos os momentos nas coisas sérias e dignas de uma criatura racional.

Tornando-se rainha, conquistou vitórias contra os húngaros e os dinamarqueses, e Matilde as conquistava também contra os inimigos da sua salvação. Dedicava-se à oração e à meditação, a fim de se exercitar no fervor e na humildade. Esse exercício tinha para ela tal encanto que, além do tempo que dedicava a isso durante o dia, consagrava ainda boa parte da noite.

Frequentemente visitava os doentes e os aflitos, que consolava e exortava à paciência. Servia os pobres e ensinava-os a estimar um estado que Jesus Cristo escolhera e ao qual são prometidas recompensas da vida futura. Obtinha a liberdade para os prisioneiros. E quando os direitos da justiça se opunham à liberdade deles, aliviava ao menos o peso das correntes, por abundantes esmolas. O principal objetivo que se propunha, era levar os infelizes a expiar os crimes cometidos por lágrimas e por sincera penitência. Tinha o consolo de ver o rei, seu marido, entrar em acordo com ela e secundá-la em todos os piedosos empreendimentos.Henrique, o caçador, seu marido, tornara-se rei da Alemanha (…)

Henrique trabalhou também pela conversão dos infiéis e fez com que se batizasse um rei dos abdoritas e um rei dos dinamarqueses ou normandos. Tinha por amigo Santo Udalric bispo de Augsburgo. Morreu no segundo dia de Julho do ano de 936.

Matilde, sua esposa, permanecia nas igrejas rezando. Percebendo pelos lamentos do povo que ele estava morto, perguntou se havia algum sacerdote em jejum que pudesse celebrar a missa por ele. Apresentou-se um jovem e virtuoso sacerdote, chamado Adaldague. Matilde lhe deu imediatamente os braceletes de ouro que levava e, mais tarde, obteve que fosse nomeado arcebispo de Bremen.

O corpo do rei Henrique foi levado para Quedlimburgo, perto de Halberstat, onde ela havia decidido fundar com ele um mosteiro para moças, o que executou incontinenti. Eram todas pessoas nobres e Santa Matilde se retirou com elas para lá terminar os seus dias.

De Henrique tivera três filhos: Otão, Henrique e Bruno. Tinha especial predileção pelo segundo, o que constituiu a fonte de grandes males, porque, após a morte de seu esposo, desejava que ele fosse reconhecido como rei. E havia um pretexto para preferi-lo a Otão. É que este nascera antes de o pai se tornar rei. Otão, já designado pelo pai, venceu, de acordo com o sufrágio dos francos e dos saxônios. Mas Henrique, que foi duque da Baviera, sempre alimentou pretensões, e várias vezes se revoltou. O terceiro, Bruno, dedicou-se aos estudos e aos serviços da Igreja e tornou-se grande santo.

Entretanto, retirada no mosteiro de Quedlimburgo, Matilde observava rigorosa disciplina e, conservando maravilhosa dignidade nas ações e nas palavras, não deixava de possuir modéstia e pudor que a teriam feito passar por virgem, se os filhos não fossem conhecidos.

À noite, além do ofício a que assistia, rezava durante muito tempo, antes e depois. Jamais se aproximou do altar com as mãos vazias, seja enquanto o rei era vivo, seja depois de morto. Todos os dias apresentava ao padre sua oferenda de pão e de vinho para a salvação de toda a Igreja. Mas, desde que enviuvou, não cessou de oferecer o santo sacrifício pelos pecados do rei, seu esposo, no que superou todas as mulheres de seu tempo. Observou toda a vida o oitavo dia da morte do príncipe, o trigésimo e o aniversário.

Pelo ano de 946, suportou rude perseguição da parte dos príncipes seus filhos. Como fazia muitas esmolas, contaram a eles que ela gastava somas imensas das rendas do Estado. Otão chegou a enviar espiões para prenderem aqueles a quem sua mãe enviava esmolas, tirar-lhas e maltratá-los. Queriam que abandonasse as terras que havia recebido como dote e que tomasse o hábito religioso.

Para aumentar-lhe o desgosto, o príncipe Henrique, seu filho predileto, concordou com Otão, nesse particular. Como visse aumentar diariamente os maus tratos, deixou tudo quanto o rei Henrique lhe dera e retirou-se para a Angria, que fazia parte da Westfália atual. Mas, algum tempo depois, o rei Otão, mal sucedido nas guerras, e atendendo às exortações da rainha Edite, sua esposa, dos bispos e dos senhores, chamou a rainha sua mãe, pediu-lhe perdão, publicamente, e devolveu-lhes as terras que lhe havia tirado. O príncipe Henrique, imitando o exemplo do irmão, reconciliou-se com ela, e amou-a tanto como antes.

A santa rainha Matilde, restabelecida em sua autoridade primitiva, aplicou-se mais ainda do que antes a dar esmolas e a fazer boas obras. E, com o socorro do rei, seu filho, fundou várias igrejas e cinco mosteiros, entre outros o de Polden, no ducado de Brunswick, onde reuniu três mil monges. O rei Otão confirmou tais doações pelas cartas do ano de 955. No mesmo ano, deu-se a morte de Henrique, então duque da Baviera. A rainha Matilde ficou profundamente abatida.

Renunciou aos poucos ornamentos que guardava durante a viuvez e não mais se apresentou senão em vestes de luto. Não quis mais ouvir nenhuma canção profana, nem assistia nenhuma diversão. Não ouvia senão cânticos extraídos da Escritura santa ou das vidas dos santos. Dava refeições aos pobres duas vezes por dia e distribuía-lhes alimentos mesmo durante as refeições.

Quando viajava, levava consigo círios que distribuía pelas igrejas e alimentos aos pobres. E havia recomendado a uma religiosa que a servia, Richeburge, não deixar passar nenhum pobre sem receber esmola. Em todas as cidades em que passava o inverno, fazia acender uma grande fogueira para os pobres e viandantes. Algumas vezes ela mesma os servia. Depois, levava-os para um aposento onde lhes dava alimento ou roupas, de acordo com a necessidade. Não deixava passar um só dia sem praticar obras de caridade pessoalmente.

Em 967, em Northause, onde fundara um mosteiro de três mil religiosas, teve o último encontro com os filhos e os netos. O imperador Otão lá se encontrava com sua irmã Gerberge, rainha da França. Passaram juntos sete dias. Santa Matilde recomendou-lhes, sobretudo ao imperador, seu filho, o novo mosteiro que havia fundado para a salvação de toda a família. Lembrou ao filho que nesse lugar Henrique, seu irmão, nascera, bem como sua irmã Gerberge. Só o nome desse mosteiro devia, portanto, lembrar-lhe a memória afetuosa de um pai, de uma mãe, de um irmão e de uma irmã. No dia em que o imperador devia partir, após terem assistido juntos à santa missa, ela renovou as lembranças com uma ternura mais profunda do que antes e anunciou-lhe que a estava vendo pela última vez. Despediram-se e abraçaram-se chorando. Os presentes também choravam. O imperador montou a cavalo e elam entrando na igreja, aproximou-se do lugar onde havia assistido à missa, ajoelhou-se e beijou, chorando os rastros do filho que partia. O imperador foi avisado. Saltando do cavalo, atirou-se-lhe aos pés, dizendo:

“Ó venerável senhora porque serviço poderíamos pagar essas lágrimas?” Após curta pausa, a piedosa senhora disse: “De que nos serve ficar mais tempo juntos? Queiramos ou não, temos de nos separar. E, vendo-te, não diminuirá minha dor. Ao contrário. Vai na paz de Cristo. Não verás mais este rosto em corpo mortal, assim ao menos penso.”

Com efeito, voltando a Quedlimburgo, caiu doente. E, vendo que a morte estava próxima, mandou chamar Richeburga, então abadessa de Northause, para que a assistisse até o fim. Distribuiu aos bispos e aos sacerdotes o que lhe restava de bens e que não terminara de distribuir aos pobres e aos mosteiros. Uma multidão de pessoas veio visitá-la durante a doença. Entre outras, seu neto Guilherme, arcebispo de Maiença. Ela o recebeu com grande alegria e lhe disse:

“Não duvido de que Deus te envia por aqui, porque ninguém me é mais íntimo nem mais agradável com relação ao que se trata de fazer, sobretudo desde que perdi a esperança de ver meu querido Bruno viver além de mim, para ver os últimos momentos e confiar meu corpo à terra. Agora, pois, escuta inicialmente minha confissão e dá-me a absolvição pelo poder que recebeste de Deus e de São Pedro. Depois, entra na igreja, canta a missa por meus pecados e minhas negligências, pela alma de meu senhor o rei Henrique e por todos os fiéis cristãos, vivos e defuntos.”

Após o arcebispo, seu neto, ter rezado a missa, veio encontrá-la novamente, e deu-lhe segunda absolvição; em seguida óleo santo e o viático. Ficou ainda três dias perto dela. Mas, vendo que não estava tão próxima do fim, pediu-lhe permissão para retornar. A rainha pediu à abadessa Richeburge que desse o que ainda restasse ao bispo. “Amada de Deus, respondeu a abadessa, que pode restar ainda, se destes tudo aos pobres?” – “Então, respondeu a rainha, traze-me os panos mortuários, reservados para minha sepultura, para que eu os dê a meu neto, como penhor de meu amor. Terá mais necessidade deles do que eu, por causa da difícil viagem que vai empreender.”

O bispo recebeu de sua mão as roupas, com agradecimentos, deu-lhe a benção e disse baixo aos presentes: “Vamos a Radelvroth. Deixo aqui um dos meus clérigos, para que, se a rainha morrer, venha avisar-me imediatamente; voltaremos para dar ao corpo a sepultura conveniente.” A rainha levantou a cabeça e disse alto: “Não é necessário que ele fique aqui. Será melhor que parta contigo. Terás necessidade dele na viagem. Vai na paz de Cristo; a sua vontade te chama.”

O bispo ao chegar a Radelvroth, tomou uma poção medicinal, morrendo subitamente. Quando a notícia chegou a Quendlimburgo, não se sabia como anunciá-la à rainha, para não aumentar-lhe os sofrimentos. Mas a serva de Cristo, sorrindo entre lágrimas, disse: “Que estais cochichando? Por que esconder-me essa triste notícia? Sei que o bispo Guilherme já se foi deste mundo e isso me acabrunha. Ide, fazei soarem os sinos, reuni os pobres e distribui-lhes esmolas, para que intercedam por sua alma.”

A piedosa rainha viveu doze dias além da morte de Guilherme. Por fim, no sábado da primeira semana da quaresma, ao romper do dia, mandou chamar os sacerdotes e as religiosas. E como grande multidão, tanto homens como mulheres, acorressem para vê-la, ordenou que deixassem entrar todos.

Deus a todos conselhos salutares, principalmente a Matilde, abadessa de Quedlimburgo, filha do imperador, seu filho, Em seguida, mandou que os sacerdotes e as religiosas se aproximassem para ouvirem a confissão e pedirem a Deus, por ela, a remissão dos pecados. Ordenou que se celebrasse a missa e que lhe trouxessem o corpo de Nosso Senhor. Pelas nove horas, fez com que a deitassem por terra, sobre um cilício, colocou cinza sobre a cabeça com as próprias mãos dizendo: “Fica bem a um cristão morrer sobre um cilício e cinza”. Depois fazendo sobre o corpo o sinal da cruz, adormeceu tranquilamente no Senhor, no mesmo dia, 14 de Março de 968, em que a Igreja honra a memória.

Foi enterrada no mosteiro de Quedlimburgo, na igreja de São Serval, ao lado do túmulo de Henrique, seu esposo, onde ela havia decidido esperar pelo dia da ressurreição e do julgamento. Sua vida foi escrita por ordem do imperador Henrique, seu bisneto.

 
 
 

SANTO DO DIA – SÃO RODRIGO DE CÓRDOVA Sacerdote e Mártir (+857)

São Rodrigo e São Salomão pertenceram ao bispado de Córdova. Rodrigo tornou-se um sacerdote muito zeloso na busca da santidade e cumprimento dos seus deveres, em um tempo onde os cristãos eram duramente perseguidos.

Seus irmãos de sangue começaram uma contenda, a qual tentou apartar. Não compreendendo tal ato, um deles o feriu, deixando-o inconsciente. Aproveitou então para difamá-lo, espalhando que o sacerdote Rodrigo tinha renunciado a fé cristã.

Um escândalo foi gerado e o caluniado refugiou-se numa serra, em oração e contemplação, indo a cidade somente para buscar alimentos. Numa dessas ocasiões, o irmão agressor resolveu denunciá-lo. Ao ser questionado pelo juiz, Rodrigo declarou: “Nasci cristão e cristão hei de morrer”.

Foi preso, e ali na cadeia conheceu outro cristão, Salomão. Ambos transformaram a cadeia num oratório, travando uma linda amizade. Ameaçados e questionados, não renunciaram a fé. Foram separados, mas permaneceram fiéis a Deus. Condenados à morte, ajoelharam-se, abraçaram o crucifixo e degolados, foram martirizados.

Conheça mais sobre São Rodrigo

São Rodrigo faz parte dos mártires de Córdova, grupo de cristãos moçárabes condenados à morte por sua fé durante os reinados de Abderramão II e Maomé I no Emirado de Córdova. Segundo a tradição, Rodrigo era um sacerdote em Cabra e tinha dois irmãos, um muçulmano e outro sem religião, atuando frequentemente como mediador das disputas dos dois.

Certa noite, ao tentar apartar uma briga entre seus dois irmãos, foi espancado e ridicularizado publicamente por ambos. O irmão muçulmano mandou colocarem Rodrigo numa padiola e o levarem pelas ruas, enquanto ele ia gritando que Rodrigo havia apostatado e queria, antes de morrer, que fosse publicamente reconhecido como muçulmano. Rodrigo encontrava-se sem forças para reagir, mas sentia uma profunda angústia, fugindo assim que recobrou os sentidos.

Algum tempo depois, ao encontrar Rodrigo numa das ruas de Córdova, o irmão muçulmano o arrastou até o cádi, acusando-o de retornar à fé cristã após ter se declarado muçulmano. Rodrigo negou que algum dia houvesse abandonado a religião cristã. O cádi, no entanto, não acreditou em Rodrigo e o lançou numa das masmorras da cidade. No local, Rodrigo encontrou outro prisioneiro, Salomão, que fora preso pelo mesmo motivo. Os dois encorajaram-se mutuamente durante o longo encarceramento, que, segundo esperava o cádi, os faria renegar a fé. Como permaneceram inflexíveis, os dois foram separados; mas, quando nem isso deu resultado, foram decapitados em 13 de março de 857.

 
 
 

SANTO DO DIA – 12 DE MARÇO – SÃO LUÍS ORIONE Fundou a pequena Obra da Divina Providência, a Congregação dos Padre Orionitas, das Irmazinhas Missionárias da Caridade, das Irmãs Sacramentinas e dos Eremitas de Santo Alberto (1872-1940)

São Luís Orione é um dos maiores e mais conhecidos apóstolos da caridade e do bem surgido em nossos tempos, para dar testemunho de amor a Cristo e aos irmãos, mediante uma inquebrável fidelidade à Igreja.

Nasceu em Pontecurone, lugarejo do Piemonte, na Itália em 23 de Junho de 1872. No ambiente pobre e profundamente religioso de sua família, recebeu fundamentos ternos e vigorosos de um apaixonado amor a Deus e aos necessitados, que forma toda a luz de sua existência.

Sua vocação cresceu entre lutas e sacrifícios e nesses sacrifícios e lutas se fortaleceu. Passou uma temporada de seis meses com os religiosos franciscanos em Voghera (1885-1886) e outra, de três anos, junto a Dom Bosco em Turim (1886-1889). De 1889 a 1893, Luís Orione esteve no seminário diocesano de Tortona entre livros e humildes serviços na catedral, para custear seus estudos. Nesse período de profunda vivência religiosa, social e política, enquanto se preparava para o sacerdócio, Luís sentiu formar-se em seu coração o desejo irrefreável de dedicar-se inteiramente aos meninos órfãos e abandonados, conduzindo-os a Deus e educando-os para o bem.

Ainda clérigo, iniciou uma série de ações juvenis. Mais tarde, abriu instituições para os mais pobres e abandonados, vítimas da fome e da miséria, desvalorizados pela sociedade.

Foi ordenado sacerdote em 13 de abril de 1895, em Tortona. No dia de sua primeira missa, tomou a decisão de não ser um padre somente para os que iam a Igreja, mas ser padre para todos, especialmente para os mais afastados da Igreja e para os pobres.

Sua atividade foi crescendo num ritmo apaixonado e foram surgindo obras, escolas, colônias agrícolas, oficinas para aprendizes, escolas profissionalizantes, casas de caridade e os Pequenos Cotolengos.

Para atender a tantas obras, fundou as Congregações Religiosas: Pequena Obra da Divina Providência, eremitas da Divina Providência, Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade e Irmãs Sacramentinas Cegas.

Viveu para amar e servir. Não conheceu outro motivo para viver. Fez da sua vida e da sua fé uma única missão. Sofreu muito, mas a ninguém fez sofrer. Tinha como ideal “fazer o bem sempre, fazer o bem a todos. O mal nunca e a ninguém”.

Para visitar e incentivar os seus filhos missionários esteve diversas vezes na América do Sul: Argentina, Uruguai, Chile e no Brasil (1921, 1922, 1934 e 1937) disse que o que não pudesse fazer pelo Brasil quando vivo, o faria depois de morto.

Morreu em San Remo, na Itália onde fora cuidar da saúde, por ordem de seus médicos e superiores, em 12 de março de 1940. Antes de ir a San Remo, protestou que não era entre palmas que queria morrer, mas entre os pobres, que são de Jesus Cristo.

João Paulo II o beatificou em 26 de outubro de 1980.

Depois de reconhecidas suas virtudes heroicas e sua bondade em vários milagres comprovados e aprovados, o mesmo Papa João Paulo II o proclamou Santo da Igreja numa missa de Canonização na Praça de São Pedro, em Roma, no dia 16 de maio de 2004. Seu ideal de “fazer o bem sempre” continua vivo em seus filhos e filhas (religiosos, religiosas, leigos e leigas), que continuam difundindo seu carisma através de obras de caridade em mais de 30 países.

Fonte: Antônio.S. Bogaz – Rodinei C. Thomazella. O Encantador da Juventude – Aspectos Teológicos da Pedagogia de Dom Orione. Edição Pequena Obra da Divina Providência, São Paulo, 2001, p. 17 a 19.

“Só a caridade salvará o mundo”.

São Luís Orione


Conheça mais sobre São Luís Orione

Luís Orione nasceu no dia 23 de junho de 1872, em Pontecuore, Itália. A família era pobre e honesta, de trabalhadores rurais. Sua mãe foi uma sábia e exemplar educadora que lhe serviu como modelo, mais tarde. Ao sair da adolescência aspirava ser sacerdote. Com o apoio da família entrou no Oratório salesiano em Turim, cujo fundador João Bosco, depois venerado pela Igreja, ainda estava vivo. O fundador dedicou ao jovem Orione grande estima e lançou no seu coração a semente da futura vocação.

Luís Orione fez o ginásio no Oratório salesiano, mas concluiu os estudos de filosofia e teologia no seminário da sua cidade natal. Em 1892, ainda seminarista fundou duas escolas para crianças e jovens. Sua ordenação sacerdotal foi em 1895 e desde então se dedicou com ardor à ação pastoral e a obra em favor dos necessitados.

Se, São João Bosco foi o exemplo para a educação dos jovens, para as obras de caridade o foi São José Benedito Cottelengo. Incansável, Luís Orione, viajou por toda a Itália, várias vezes, pedindo donativos e ajuda material para as suas múltiplas obras de caridade. Ele foi um dócil instrumento nas mãos da Divina Providência, para aliviar as necessidades e os sofrimentos humanos.

Em 1908, Luís Orione ajudou a socorrer as numerosas vítimas do terrível terremoto que sacudiu a região da Sicília e Calábria, na Itália. A pedido do Papa Pio X ficou lá por três anos. Em 1915, fundou uma congregação religiosa, a Pequena Obra da Divina Providência, para dar atendimento aos pobres, trabalhadores humildes, aos doentes, aos necessitados, enfim, aos totalmente esquecidos pela sociedade. Ele também foi o fundador da Congregação dos Padres Orionitas, das Irmãzinhas Missionárias da Caridade, das Irmãs Sacramentinas e dos Eremitas de Santo Alberto, nessas duas últimas admitindo inclusive religiosos cegos.

Luís Orione plantou bem a semente, pois logo se tornaram árvores espalhando raízes em diversos países. As Congregações dos Filhos da Divina Providência e das Irmãs passaram a atuar em vários países da Europa, das Américas e da Ásia. Possuem milhares de Casas ou Instituições dos mais variados tipos, sobretudo no setor assistencial e educativo. No Brasil, onde estão desde 1914, mantêm várias casas de órfãos, de excepcionais, abrigos para velhos e hospitais. A obra da Divina Providência foi e continua sendo mantida exclusivamente por esmolas e doações.

Faleceu consumido pelas fadigas apostólicas, com sessenta e oito anos de idade, na cidade de San Remo, Itália, no dia 12 de Março de 1940.

O Papa João Paulo II no ano 2004, em Roma, proclamou a canonização do humilde sacerdote Luís Orione, que viveu como o gigante apóstolo da caridade, pai dos pobres, singular benfeitor da humanidade sofredora e aflita.


DOM LUÍS ORIONE

Simples sacerdote e de família humilde como Dom Bosco – do qual foi aluno – Dom Orione maravilhou o mundo com sua santidade, seu zelo apostólico, suas inumeráveis obras em benefício dos meninos pobres e de toda espécie de pessoas necessitadas.

O lema por ele adotado, “Renovar tudo em Cristo”, se desdobra historicamente neste: “Renovar tudo na Igreja”; e, na via da ação, pode ser formulado também assim: “Renovar tudo na caridade”.

Como o Divino Mestre, “passou pelo mundo fazendo o bem”. E, chegada a hora de apresentar-se ao Supremo Juiz, entregou serenamente a alma a Deus, deixando escapar de seus lábios estas palavras carregadas de júbilo e de esperança: “Jesus! Jesus! estou indo.”

“Faremos dele um general!”

Em Pontecurone, pequena cidade do Norte da Itália, nasceu Luís Orione no dia 23 de junho de 1872, numa dependência da casa de campo do Ministro Urbano Rattazzi, da qual o casal Vittorio e Carolina Orione eram porteiros.

O Ministro gostava de entreter-se familiarmente com seus empregados. Tomando o pequeno Luís nos braços, disse ao seu pai: “Faremos dele um general!” Essa promessa – uma mera amabilidade do ilustre homem de Estado – realizou-se, entretanto, com toda exatidão, pois o próprio Rei dos Reis havia decidido: “Farei deste menino um grande general!”, como veremos mais adiante.

A infância de Luís Orione pode resumir-se em poucas palavras: pobreza, trabalho, piedade e, sobretudo, uma grande vocação.

De 1886 a 1889, ele estudou no Oratório Salesiano de Valdocco, de onde saiu para ingressar no Seminário Diocesano de Tortona. Ainda como seminarista, começou a dedicar-se às obras de ajuda aos mais necessitados, participando da Sociedade de Socorro Mútuo São Marciano e das Conferências Vicentinas. Em julho de 1892, seguindo a trilha de Dom Bosco, abriu seu primeiro Oratório, um centro de educação cristã e de recreação para meninos pobres.

Fundação do primeiro colégio

Para o seu zelo ardente, isto parecia pouco. Assim, no ano seguinte, fundou um colégio, em regime de internato, paraSAO LUIS ORIONE_2.JPGrapazes de famílias pobres. Não passava ele então de um seminarista de apenas 21 anos de idade, e semqualquerrecurso financeiro!

Mas a Divina Providência não desampara as almas escolhidas por Ela para levar adiante grandes obras. Ao contratar o aluguel do imóvel para o colégio, o proprietário exigiu pagamento adiantado do primeiro ano: 400 liras. Orione não dispunha de um centavo sequer, mas garantiu ao homem: “A Providência resolverá”. Saiu dali, dirigindo-se para a Catedral. No caminho, foi interrompido por uma velhinha:

– Onde vai, Orione?

– Estou abrindo um colégio – respondeu ele.

– Que bom! Posso pôr meu neto no seu colégio? Quanto o senhor me cobra?

– Pague o que a senhora puder. – Eu tenho 400 liras que economizei para a educação do meu neto… São suficientes para quanto tempo?

– 400 liras! Seu neto poderá ficar no colégio durante todo o tempo de seus estudos! – exclamou Dom Orione.

Voltando imediatamente, fez ao proprietário o pagamento exigido para o primeiro ano de locação. Assim começou essa grandiosa obra que em menos de meio século difundiu seus benefícios por inúmeros países.

Ordenado sacerdote, começa a formar seu “exército”

Em 13 de abril de 1895, Dom Orione foi ordenado sacerdote. Neste mesmo dia, entregou a batina clerical a seis alunos de seu colégio que tinham vocação sacerdotal. E em pouco tempo abriu novos colégios em Mornico, em Noto, em Sanremo e em Roma.

Dom Orione tinha, de fato, valiosos dotes de general. Logo uniu a si os padres e seminaristas que, sob seu comando, constituíram o primeiro núcleo de uma pujante família religiosa: a Pequena Obra da Divina Providência.

Em março de 1903, o Bispo Dom Igino Bandi deu aprovação canônica à nova Congregação, que se propunha “trabalhar para levar os pequenos, os pobres e o povo à Igreja e ao Papa, mediante obras de caridade”. Além dos três votos habituais – pobreza, obediência e castidade – o amor dos Orionitas à Cátedra de Pedro levou-os a desejar um quarto voto: o de “especial fidelidade ao Papa”.

A seu tempo, foram surgindo os novos ramos da Família Orionita: além dos padres, as religiosas, os eremitas da Divina Providência. Em seguida, as Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade, às quais se associaram as IrmãsSacramentinas Adoradoras e, algum tempo depois, as Contemplativas de Jesus Crucificado.

O Pe. Orione organizou também diversos grupos de leigos, de ambos os sexos, os quais, mais tarde, constituíram o Instituto Secular Orionita (ISO) e o amplo leque de associações do Movimento Laical Orionita (MLO).

Um coração desejoso de abarcar o mundo inteiro

Depois da primeira Grande Guerra (1914-1918), multiplicaram-se as escolas, colégios, colônias agrícolas, obras SAO LUIS ORIONE_.jpgcaritativas e sociais. Entre as muitas obras, as mais características foram os “Pequenos Cotolengos”, institutos localizados nas periferias das grandes cidades para acolher os mais necessitados e abandonados.

O zelo apostólico de Dom Orione cedo se manifestou com o envio de missionários ao Brasil, à Argentina, ao Uruguai, ao Chile, à Palestina, à Polônia, a Rodes, aos Estados Unidos, à Inglaterra e à Albânia. Tudo isso até o ano de 1936.

Além de grande pregador, Dom Orione foi exímio confessor, organizador de peregrinações e de missões populares. Grande devoto de Nossa Senhora, propagou de todos os modos a devoção mariana.

Ao longo de sua vida, Dom Orione recebeu demonstrações de estima e confiança de Papas e de autoridades civis, que o incumbiram de missões importantes e delicadas, em difíceis situações de relacionamento entre a Igreja e a Sociedade civil.

Em 1940, com sua obra espalhada por vários continentes, o Pe. Orione foi atacado de grave enfermidade cardíaca, sendo obrigado a submeter-se a tratamentos médicos. Apenas três dias depois, faleceu serenamente, pronunciando estas curtas palavras: “Jesus! Jesus! estou indo.”

Seu corpo foi sepultado na cripta do Santuário da Guarda e encontrado incólume 25 anos depois, em 1965. João Paulo II declarou-o Bem-Aventurado em 1980.

 
 
 
CONTATO
Avalie-nosRuimNão muito bomBomMuito bomÓtimoAvalie-nos

Agradecemos pelo envio !

© 2019 - 2023. INTERVENÇÃO DIVINA - Criado por Divino Design.

Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

bottom of page
ConveyThis