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Selecionamos 40 dicas valiosas de São Josemaría Escrivá para a tarefa mais importante de nossa existência: a salvação da nossa alma. Daremos destaque aos 5 primeiros conselhos e depois abordaremos diversos temas brevemente.

São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei, propõe em seu livro “Caminho” diversas reflexões breves, mas certeiras, para quem quer mudar de vida mediante o domínio de si mesmo.

Deus quer que sejamos santos. Mas essa vontade divina não se dirige apenas a uns poucos, vocacionados à vida sacerdotal ou religiosa, mas a todos os fiéis batizados. Ele chama a cada um de nós, no seu próprio estado de vida, àquela perfeição no amor que deve brilhar na alma de todos os seguidores de Jesus Cristo.

Deus dá a cada ser humano a oportunidade única de viver – não haverá outra “encarnação”, como supõem os espíritas – e espera amorosamente que ele trabalhe e desenvolva os talentos que Ele lhe concedeu. “Trabalhai na vossa salvação com temor e tremor” (Fl 2, 12), diz também São Paulo.

Que tal ser aconselhado por um santo para fazer sua lista de propósitos para mudar de vida? Abaixo, seguem algumas pérolas de São Josemaría Escrivá, o santo do quotidiano, com recomendações valiosas para o trabalho mais importante de nossa existência: a salvação da nossa alma. Obs.: Daremos destaque aos 5 primeiros conselhos e depois abordaremos diversos temas brevemente.

1. Lutar contra os pecados veniais

“Já sei que evitas os pecados mortais. – Queres salvar-te! – Mas não te preocupa esse contínuo cair deliberadamente em pecados veniais, ainda que sintas o chamado de Deus para te venceres em cada caso. – É a tibieza que torna a tua vontade tão fraca.” (Caminho, 327)

“Quem é fiel nas pequenas coisas será fiel também nas grandes, e quem é injusto nas pequenas será injusto também nas grandes” (Lc 16, 10). Quem quer seguir Nosso Senhor, deve deixar de lado a “mentalidade do salário mínimo” e começar a servi-Lo com maior generosidade. Não nos basta seguir os Dez Mandamentos, o chamado de Cristo é que sejamos santos – ou seja, que O amemos de verdade, por completo.

Quantas vezes Nosso Senhor “incomoda” a nossa consciência, alertando-nos para certas palavras ou atitudes que não correspondem à Sua vontade, mas que muitas vezes tratamos como se não fossem nada ou – pior – dizemos serem “somente” pecados veniais. Santo Anselmo pergunta: “Quem terá a ousadia de dizer: isto é só um pecado venial, e, portanto, não é um grande mal? Se Deus é ofendido, como se poderá afirmar que isso é um pequeno mal?

Por isso, abandonemos de vez os pecados veniais, “vulpes parvulas, quae demoliuntur vineas – as pequenas raposas que destroem a vinha” (Ct 2, 15).


2. Acordar na hora certa

“Vence-te em cada dia desde o primeiro momento, levantando-te pontualmente a uma hora fixa, sem conceder um só minuto à preguiça. Se, com a ajuda de Deus, te venceres, muito terás adiantado para o resto do dia. Desmoraliza tanto sentir-se vencido na primeira escaramuça!” (Caminho, 191) “O minuto heróico. – É a hora exata de te levantares. Sem hesitar: um pensamento sobrenatural e… fora! – O minuto heróico: aí tens uma mortificação que fortalece a tua vontade e não debilita a tua natureza.” (Caminho, 206)

Muitas pessoas têm problemas para dormir; tantas outras, porém, têm o problema oposto: não conseguem levantar-se da cama no outro dia. Às vezes até dormem mais cedo, colocam o despertador para determinado horário, mas, simplesmente não acordam – ou pior, não querem levantar-se! Depois que ativam a “função soneca” do celular, elas cochilam indefinidamente, chegando a perder o horário e deixando de cumprir os seus deveres em casa, na escola ou no trabalho.

É certo: às vezes, a rotina do dia a dia esgota-nos sobremaneira. Todavia, é preciso reconhecer que as perdas de tempo na cama, de manhã, normalmente se devem muito mais à nossa preguiça que ao nosso cansaço físico. Afinal, se aquela hora específica é o momento que tínhamos fixado para acordar, por que adiar para mais tarde?

Em 2018, este pode ser um ótimo propósito para nós: o “minuto heroico“, levantar na hora certa, sem negociatas com o celular, “sem hesitar”. Além de adiantar muito para o resto do dia, tal prática pode ser feita como verdadeiro exercício de mortificação. E a mortificação – não se pode esquecer – é uma escada imprescindível para subir ao Céu.

Há um único modo, ensina S. Josemaría Escrivá, de crescer na familiaridade e na confiança com Deus: a intimidade da oração.

3. Fazer alguns minutos diários de meditação

“Meditação. – Tempo certo e a hora certa. – Senão, acabará adaptando-se à nossa comodidade: isso é falta de mortificação. E a oração sem mortificação é pouco eficaz.” (Sulco, 446) “Um tempo de meditação diária – união de amizade com Deus – é coisa própria de pessoas que sabem aproveitar retamente a sua vida; de cristãos conscientes, que agem com coerência.” (Sulco, 665)

Em um mundo tomado por uma agitação contínua, na qual as pessoas agem quase que “a toque de caixa”, falar de rezar chega a parecer conversa de outro mundo – ou da Idade Média. Com tanta coisa para fazer, parece não sobrar tempo para Deus e para o cuidado de nossa vida interior. Levado pelo ritmo frenético do dia a dia, então, quem é ateu vai simplesmente passando a sua curta existência neste mundo, e quem é cristão vai pouco a pouco se tornando materialista, uma espécie de “ateu prático”.

O conselho de São Josemaría é um desafio para o homem moderno: “um tempo de meditação diária”, com “tempo certo” e “hora certa”. Um momento reservado, escolhido, específico, para Deus. É claro que é possível rezar enquanto se trabalha. São Paulo mesmo pede aos cristãos que rezem sem cessar (cf. 1Ts 5, 17). Isso, no entanto, não pode ser desculpa para deixar de escolher um horário determinado e especial para tratar com Deus. O Cristianismo é a religião do amor. Quando alguém ama, quer estar com a pessoa amada, conversar com ela, desfrutar da sua presença. Ora, como podemos amar a Deus, se não queremos passar alguns poucos minutos diários diante d’Ele?

Em suma, na religião cristã, não se pode descuidar da oração, que é realmente a porta da santidade.

4. Não esquecer o exame de consciência

“Se lutas de verdade, precisas fazer exame de consciência. – Cuida do exame diário: vê se sentes dor de Amor, porque não tratas Nosso Senhor como deverias.” (Sulco, 142) “Há um inimigo da vida interior, pequeno, bobo; mas muito eficaz, infelizmente: o pouco empenho no exame de consciência.” (Forja, 109)

“Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento” (Ef 4, 26), diz o Apóstolo. Trata-se de um conselho importantíssimo para qualquer convivência sadia entre as pessoas. Ora, se é preciso cuidar do relacionamento com os outros, muito mais da nossa intimidade com Deus!

Por isso, um belo propósito para este ano é não deixar que o dia termine sem fazer um diligente exame de consciência. Quem ama, procura sempre melhorar, corrigindo os próprios erros, a fim de agradar a pessoa amada. Um exame bem feito, todos os dias, ao final da noite, além de fortalecer a união com o Senhor, torna mais concreto e responsável o nosso amor a Ele, eliminando as ofensas e imperfeições que atingem o Seu coração. Não se pode, portanto, negligenciar a importância do exame de consciência para a nossa vida espiritual.


5. Perseverar no trabalho

“Deves sentir cada dia a obrigação de ser santo. – Santo!, que não é fazer coisas esquisitas: é lutar na vida interior e no cumprimento heróico, acabado, do dever.” (Forja, 60) “Obstáculos?… Às vezes, existem. – Mas, em algumas ocasiões, és tu que os inventas por comodismo ou por covardia. – Com que habilidade formula o diabo a aparência desses pretextos para que não trabalhes…!, porque sabe muito bem que a preguiça é a mãe de todos os vícios.” (Sulco, 505) “‘Passou-me o entusiasmo’, escreveste-me. – Tu não deves trabalhar por entusiasmo, mas por Amor; com consciência do dever, que é abnegação.” (Caminho, 994)

Não é verdade que o trabalho seja um castigo decorrente do pecado original. “O trabalho não é um castigo – ensina o Catecismo da Igreja Católica -, mas a colaboração do homem e da mulher com Deus no aperfeiçoamento da criação visível” (§ 378). Por isso, antes mesmo que o primeiro homem pecasse, Deus o pôs no jardim do Éden “a fim de o cultivar e guardar” (Gn 2, 15).

Se a queda desfigurou o trabalho humano – o ser humano passou a comer o pão “com trabalhos penosos” e “com o suor do seu rosto” (cf. Gn 3, 17-19) –, Nosso Senhor, que passou a Sua vida oculta no serviço simples e escondido da carpintaria de Nazaré, devolveu-lhe a beleza e o significado originais. O homem não trabalha simplesmente para cumprir uma pena. Trabalha para ser santo. Para lutar “na vida interior e no cumprimento heroico, acabado, do dever”.Os “propósitos de ano novo” são uma boa iniciativa: ajudam-nos a não nos conformarmos com uma vida medíocre, levada “de qualquer modo”.

O segredo de todos esses conselhos, todavia, está no amor. “Tu não deves trabalhar por entusiasmo, mas por Amor“, diz o santo do quotidiano. Qualquer propósito para 2018 será em vão se não tiver como motor principal a caridade. Os sentimentos, o “entusiasmo”, os arrepios dos primeiros anos de conversão, todas essas coisas passam. Ao contrário, o amor, fundado na vontade firme, na “determinada determinación” de agradar a Deus, permanece. Dia após dia, renovemos as nossas “promessas” de entrega e fidelidade a Ele. E teremos, sem dúvidas, um ano muito melhor do que este que passou.

Dia após dia, renovemos as nossas “promessas” de entrega e fidelidade a Deus.

Fique com mais alguns importantes pensamentos de São Josemaria Escrivá

Oração “A ação nada vale sem a oração; a oração valoriza-se com o sacrifício.”

Propósitos “És tão jovem! – Pareces um barco que empreende viagem. – Esse ligeiro desvio de agora, se não o corriges, fará que no fim não chegues ao porto.”

Estudos “Estuda. – Estuda com empenho. – Se tens de ser sal e luz, necessitas de ciência, de idoneidade. Ou julgas que, por seres preguiçoso e comodista, hás de receber ciência infusa?”

Obediência “Obedecei, como nas mãos do artista obedece um instrumento – que não se detém a considerar por que faz isto ou aquilo -, certos de que nunca vos mandarão coisa que não seja boa e para toda a glória de Deus.”

Sofrimento “Quando vier o sofrimento, o desprezo, a Cruz, deves considerar: – Que é isto, comparado com o que eu mereço?”

Perseverança “Começar é de todos; perseverar, de santos. Que a tua perseverança não seja conseqüência cega do primeiro impulso, fruto da inércia; que seja uma perseverança refletida.”

Mortificação “Procura mortificações que não mortifiquem os outros” (179). “Estes são os saborosos frutos da alma mortificada: compreensão e transigência para as misérias alheias; intransigência para as próprias” (198).

Sacrifício “O mundo só admira o sacrifício com espetáculo porque ignora o valor do sacrifício escondido e silencioso” (185).

Foco “Tudo o que não te leva a Deus é um estorvo. Arranca-o e atira-o para longe” (189).

Generosidade – “Quanto mais generoso fores – por Deus -, mais feliz serás” (s. 18). – “Da falta de generosidade à tibieza não vai senão um passo” (s. 10).

Dedicação – “Nós, os que nos dedicamos a Deus, nada perdemos” (s. 21). – “Gostaria de gritar ao ouvido de tantas e de tantos; não é sacrifício entregar os filhos ao serviço de Deus; é honra e alegria” (s. 22).

Compromisso “Desde que Lhe disseste “sim”, o tempo vai mudando a cor do teu horizonte – cada dia mais belo -, que brilha mais amplo e luminoso. Mas tens de continuar a dizer “sim”” (s. 32).

Fortaleza “Não te comportes como esses que se assustam perante um inimigo que só tem a força da sua “voz agressiva”” (s. 39).

Contrição “Há os que erram por fraqueza – pela fragilidade do barro de que estamos feitos -, mas se mantêm íntegros na doutrina. São os mesmos que, com a graça de Deus, demonstram a valentia e a humildade heroica de confessar a seu erro, e de defender – com afinco – a verdade” (s. 42).

Confiança “É uma loucura confiar em Deus!…, dizem. – E não é maior loucura confiar em si mesmo, ou nos demais homens?” (s. 44).

Moda? “Para nos convencermos de que é ridículo tomar a moda como norma de conduta, basta olhar para alguns retratos antigos” (s. 48).

Alegria “Um conselho, que vos tenho repetido até cansar: estai alegres, sempre alegres. – Que estejam tristes os que não se considerem filhos de Deus” (s. 54).

“Não és feliz, porque ficas ruminando tudo como se sempre fosses tu o centro: é que te dói o estômago, é que te cansas, é que te disseram isto ou aquilo… – Experimentaste pensar n‘Ele e, por Ele, nos outros?” (s. 74).

Felicidade “A tua felicidade na terra identifica-se com a tua fidelidade à fé, à pureza e ao caminho que o Senhor te traçou” (s. 84).

Esperança “Esperar não significa começar a ver a luz, mas confiar de olhos fechados em que o Senhor a possui plenamente e vive nessa claridade. Ele é a luz” (s. 91).

Inveja “Se arrancares pela raiz qualquer assolo de inveja, e te alegrares sinceramente com os êxitos dos outros, não perderás a alegria” (s. 93).

Fraternidade “O Brasil! A primeira coisa que eu vi é uma mãe grande, bela, fecunda, terna, que abre os braços a todos, sem distinção de línguas, de raças, de nações, e a todos chama filhos. Grande coisa é o Brasil! Depois, eu vi que vocês se tratam de uma maneira fraterna, e fiquei comovido” (Francisco Faus, São Josemaria Escrivá no Brasil, p. 93).

Sobrenatural “Vocês têm que fazer sobrenaturalmente o que fazem naturalmente; e depois, levar esse empenho de caridade, de fraternidade, de compreensão, de amor, de espírito cristão a todos os povos da terra. Entendo que o povo brasileiro é e será um grande povo missionário, um grande povo de Deus, e que vocês saberão cantar as grandezas do Senhor por toda a terra” (Francisco Faus, São Josemaria

Medo “Há uma quantidade bem considerável de cristãos que seriam apóstolos…, se não tivessem medo. São os mesmos que depois se queixam, porque o Senhor – dizem! – os abandona. Que fazem eles com Deus?” (s. 103).

Fazer a vontade de Deus “Não o esqueçamos: no cumprimento da Vontade divina, as dificuldades se ultrapassam por cima…, ou por baixo…, ou ao largo. Mas…, ultrapassam-se!” (s. 106).

Insistir “Quando se trabalha para expandir um empreendimento apostólico, o “não” nunca é uma resposta definitiva. Insiste!” (s. 107).

Coragem “Às vezes penso que uns poucos inimigos de Deus e da sua Igreja vivem do medo de muitos bons, e encho-me de vergonha” (s. 115).

Oração “Sê atrevido na tua oração, e o Senhor te transformará de pessimista em otimista; de tímido em audaz; de acanhado de espírito em homem de fé, em apóstolo!” (s. 118).

Santidade – “A santidade, o verdadeiro afã por alcançá-la, não faz pausas nem tira férias” (s. 129). – “Nem todos podem chegar a ser ricos, sábios, famosos… Em contrapartida, todos – sim, “todos” – estamos chamados a ser santos” (s. 125).

Tentação “Não dialogues com a tentação. Deixa-me que te repita: tem a coragem de fugir, e a energia de não manusear a tua fraqueza pensando até onde poderias chegar. Corta, sem concessões!” (s. 137).

Graça “Sempre pensei que muitos chamam “amanhã”, “depois”, à resistência à graça” (s. 155).

Egoísmo “Complicações?… Sê sincero, e reconhece que preferes ser escravo de um egoísmo seu, ao invés de servires a Deus ou àquela alma. – Cede!” (s. 159).

Conversão “Converte-te agora, quando ainda te sentes jovem… Como é difícil retificar quando a alma envelheceu!” (s. 170).

Tempo “Diz que não tem tempo?… Muito melhor. Precisamente os que não têm tempo é que interessam a Cristo” (s. 199).

Testemunho “Não atinges as pessoas porque falas uma “língua” diferente. Aconselho-te a naturalidade. Essa tua formação, tão artificial!” (s. 203).

Enfim, o maior segrdo, a Eucaristia:

“Quando dava a Sagrada Comunhão, aquele sacerdote tinha vontade de gritar: aí te entrego a Felicidade!” (Forja, nº 267).

“Não abandones a visita ao Santíssimo. – Depois da oração vocal que tenhas por costume, conta a Jesus, realmente presente no Sacrário, as preocupações do dia. – E terás luzes e animo para a tua vida de cristão” (Caminho, nº 554).

“Quando te aproximares do Sacrário, pensa que Ele… há vinte séculos que te espera” (Caminho, nº 537).

“Gosto de chamar “cárcere de amor!” ao Sacrário. Há vinte séculos está Ele ali…, voluntariamente encerrado!, por mim e por todos” (Forja, nº 827).

“Sê alma de Eucaristia! – Se o centro dos teus pensamentos e esperanças está no Sacrário, filho, que abundantes os frutos de santidade e de apostolado!” (Forja, nº 835).

“Vai perseverantemente ao Sacrário, fisicamente ou com o coração, para te sentires seguro, para te sentires sereno: mas também para te sentires amado… e para amar!” (Forja, nº 837).

“Jesus ficou na Eucaristia por amor…, por ti. Ficou, sabendo como o receberiam os homens… e como o recebes tu. Ficou para que o comas, para que o visites e lhe contes as tuas coisas e, ganhando intimidade com Ele na oração junto ao Sacrário e na recepção do Sacramento, te enamores cada dia mais e faças com que outras almas – muitas! – sigam o mesmo caminho” (Forja, nº 887).

“’Portanto tu és Rei’… – Sim, Cristo é o Rei, que não só te concede audiência quando desejas, mas que, em delírio de Amor, até abandona – bem me entendes! – o magnífico palácio do Céu, ao qual tu ainda não podes chegar, e te espera no Sacrário. – Não te parece absurdo não acorrer pressuroso e com mais constância a falar com Ele?” (Forja, nº 1004).

“Deves manter – ao longo do dia – uma constante conversa com o Senhor, que se alimente também das próprias ocorrências da tua tarefa profissional. Vai com o pensamento ao Sacrário… e oferece ao Senhor o trabalho que tiveres entre mãos” (Forja, nº 745).

“Jesus ficou na Hóstia Santa por nós! Para permanecer ao nosso lado, para nos sustentar, para nos guiar. – E amor apenas se paga com amor. – Como não havemos de correr para o Sacrário, todos os dias, ainda que seja apenas por uns minutos, para Lhe levar a nossa saudação e o nosso amor de filhos e de irmãos?” (Sulco, nº 686).

“Agradar-me-ia que, ao considerar tudo isto, tomássemos consciência da nossa missão de cristãos, voltássemos os olhos para a Sagrada Eucaristia, para Jesus que, presente entre nós, nos constituiu seus membros: vos estis corpus Christi et membra de membro,”vós sois o corpo de Cristo e membros unidos a outros membros”. O nosso Deus decidiu ficar no Sacrário para nos alimentar, para nos fortalecer, para nos divinizar, para dar eficácia à nossa tarefa e ao nosso esforço”.

“Agiganta a tua fé na Sagrada Eucaristia. Pasma ante essa realidade inefável!: temos Deus conosco, podemos recebê-lo cada dia e, se quisermos, falamos intimamente com Ele, como se fala com o amigo, como se fala com o irmão, como se fala com o pai, como se fala com o Amor” (Forja, nº 268).

“Compreendo o teu empenho por receber diariamente a Sagrada Eucaristia, porque quem se sente filho de Deus tem imperiosa necessidade de Cristo” (Forja, nº 830).

“Temos de receber o Senhor na Eucaristia, como aos grandes da terra, melhor!: com adornos, luzes, fatos novos… – E se me perguntares que limpeza, que adornos e que luzes hás-de ter, responder-te-ei: limpeza nos teus sentidos, um por um; adorno nas tuas potências, uma por uma; luz em toda a tua alma” (Forja, nº 834).

“É preciso adorar devotamente este Deus escondido. Ele é o mesmo Jesus Cristo, que nasceu da Virgem Maria; o mesmo que padeceu e foi imolado na cruz; o mesmo, enfim, de cujo peito trespassado jorrou água e sangue” (Cristo que Passa).

“Procura dar graças a Jesus na Eucaristia, cantando louvores a Nossa Senhora, à Virgem pura, sem mancha, àquela que trouxe o Senhor ao mundo. E, com audácia de criança, atreve-te a dizer a Jesus: – Meu lindo Amor, bendita seja a Mãe que te trouxe ao mundo! Com certeza que lhe agradas, e porá mais amor ainda na tua alma” (Forja, nº 70).

Espírito Santo “Ajuda-me a pedir um novo Pentecostes, que abrase outra vez a terra” (s. 213).

 
 
 

A maior vítima reparadora de todos os tempos depois de Jesus e Maria: Marthe Robin.

A Serva de Deus Marthe Robin nasceu em 13 de março de 1902, na cidade de Châteauneuf-de-Galaure, França. Filha de camponeses, Marthe passará toda a sua vida na casa paterna, em sua pequena aldeia rural.

De saúde frágil desde a infância, Marthe nem pôde completar a escola primária. Em 1918 começa a apresentar os sinais da tremenda doença que nunca mais a deixará: encefalite. Seguiram-se muitas tentativas de tratamento médico, mas em vão. Ao mesmo tempo em que a doença avançava, Marthe também progredia na vida espiritual.

Em 1925, inspirada pelo exemplo de Santa Teresinha, Marthe oferece-se como Vítima ao Amor Misericordioso.


Em 1928, durante uma missão pregada em sua paróquia, Marthe compreende claramente que é na doença e através da doença que ela é chamada a servir a Deus, unindo-se incessantemente ao mistério da Paixão do Senhor, pela salvação das almas.

Em 1929 Marthe fica tetraplégica e passa a sofrer uma paralisia total das vias digestivas, de modo a não poder engolir alimento algum. Os movimentos de deglutição lhe eram simplesmente impossíveis. E assim permanecerá até a sua morte, em 1981, ou seja, por 52 anos.

Cinquenta e dois anos de martírio, pregada à cama, sofrendo silenciosamente, na mais inteira resignação à Santíssima Vontade de Deus; cinquenta e dois anos de Calvário e amor!

Pois foi a essa alma tão simples e humilde que Deus escolheu para elevar a mais perfeita união à Paixão de Jesus: em 1930, numa sexta-feira, Marthe recebe os estigmas e cai num estado de morte aparente, revivendo misticamente em seu próprio corpo e alma todos e cada um dos tormentos padecidos por Jesus da noite da Quinta-Feira Santa até o momento da morte.


50 anos sem comer, sem beber e sem dormir

Durante 50 anos Marthe viverá sem comer, sem beber e sem dormir, desconcertando todos os médicos que a examinaram.

Marthe recebia a comunhão, seu único alimento, apenas uma vez por semana, em seu próprio leito de dor. Comungava sempre ao anoitecer da quarta-feira, podendo os que a acompanhavam literalmente despedir-se dela antes da comunhão.

Com efeito, após comungar Marthe caía num êxtase profundo, do qual, nos últimos anos de sua vida, só despertava na segunda-feira seguinte – ou seja, cerca de 5 dias seguidos em êxtase a cada semana!


Da noite de quinta-feira até a tarde da sexta de cada semana, Marthe revive a Paixão de Jesus, isto é, sente em si mesma tudo o que sofreu Jesus, física e moralmente. Depois das 15 horas da sexta, Marthe caia num estado de morte aparente, não dando praticamente sinal nenhum de vida até o domingo, quando ‘ressuscitava’ junto com Jesus, embora só despertasse totalmente do êxtase na segunda-feira.

Era como se Marthe morresse e ressuscitasse a cada semana. Tanto assim que, quando ela morreu de verdade, várias pessoas duvidaram de que estivesse mesmo morta e temeram sepultá-la viva…

Como dissemos, Marthe, devido à doença, não tinha os movimentos deglutitórios, não sendo capaz de engolir nem o menor alimento. Como comungava então? Maravilha da bondade onipotente de Deus:

O sacerdote, qualquer que fosse, apenas precisava aproximar a Santa Hóstia dos lábios de Marthe e a Hóstia entrava como que por si mesma na boca dela, sem Marthe ter de fazer qualquer movimento. O sacerdote chegava a sentir a Hóstia ‘escapando’ por si mesma de seus dedos, para desaparecer em seguida entre os lábios imóveis da privilegiada criatura que então também desaparecia do comércio dos vivos, abismando-se na mais profunda contemplação por dias inteiros.

Pelo tempo da Segunda Guerra Mundial, sendo urgente uma reparação ainda mais forte, Marthe também ficou cega, e pelo resto da vida…


Jesus disse à Marthe, num de seus êxtases, como ela confiou ao seu diretor espiritual, o Padre Finet, que depois da Virgem Maria, ninguém jamais participou nem participará tanto de Sua Dolorosa Paixão, quanto ela. Misterioso desígnio de Deus, que reservou o sacrifício da maior de todas as Vítimas, depois de Jesus e Maria, precisamente para o nosso século de impiedades jamais vistas…

Compreende-se, pois, a fúria violenta de Satanás contra este vaso de eleição: Marthe era violentamente espancada por uma mão invisível, e isso diante de presentes, ao ponto de o seu diretor, o Padre Finet, convidar padres que não acreditavam no demônio a fazerem uma visita a Marthe ao cair da noite e verem com seus próprios olhos as impressionantes cenas de terror que lá se desenrolavam…

E o mais singular destas violências satânicas padecidas por Marthe foi que Deus permitiu ao demônio ir realmente até o fim em sua crueldade: Marthe Robin morreu assassinada pelo próprio demônio, na tarde de sexta-feira de 6 de fevereiro de 1981…


Marthe no dia de sua partida para o Céu

Antes de entrar neste seu último e definitivo êxtase, Marthe avisou o seu confessor que “desta vez Deus permitirá que o demônio vá até o fim”. Com efeito, ao entardecer da sexta-feira, quando o Padre Finet entrou no quartinho de Marthe, encontrou-a jogada no chão, já sem vida…

E como seria possível que esta mulher que não comia nem bebia pudesse perder sangue abundantemente cada vez que os estigmas se renovavam?

Como poderia uma criatura humana aguentar décadas sem dormir, sem beber água?


Marthe foi examinada por vários médicos e todos confirmaram não haver explicação científica alguma para o que se passava com ela.

Detalhe importantíssimo: todo esse oceano de méritos adquiridos por Marthe em sua vida de imolação, foram entregues, por determinação de Deus mesmo, nas mãos da Virgem Maria, segundo o método de São Luis Maria de Montfort.

Marthe não conhecia o “Tratado da Verdadeira Devoção à Ssma. Virgem”, nem havia em sua aldeia um exemplar sequer deste. Um belo dia, porém, logo nos primeiros tempos da vida mística de Marthe, seus familiares entraram em seu quarto e viram um livro desconhecido ali, à cabeceira da doente. Era precisamente o Tratado da Verdadeira Devoção. Marthe contou então que Nossa Senhora mesma lhe aparecera com aquele livro nas mãos e o deixara ali, para ela…

Jesus e Maria pediram a Marthe que dissesse ao seu diretor espiritual para dar início a uma obra de casas de retiro de silêncio, que se espalharia pelo mundo, fazendo um imenso bem às almas. Era a obra que viria a chamar-se: “Foyer de Charité” (“Lar de Caridade”).

Já na década de 1930 começavam os Foyers, com toda a aprovação da Igreja. Hoje são mais de 80 Foyers pelo mundo, em mais de 40 países.

Cada Foyer é uma casa de retiros, na verdade uma comunidade dedicada aos retiros: no Foyer vivem permanentemente sacerdotes e leigos, numa vida de oração, trabalho e silêncio (quase monástica de fato), e uma vez por mês, pelo menos, recebem uma turma de retirantes para retiros de silêncio de 5 dias no mínimo.

Logo no começo dos Foyers alguém propôs se os retiros para o público não poderiam ser de dois ou três dias, como em outras obras. Nossa Senhora, porém, mandou dizer, através de Marthe, que cinco dias era o número mínimo marcado por Deus para um retiro no Foyer ter frutos.

E assim se faz: os retirantes costumam chegar no entardecer de uma segunda-feira e ficar até a manhã do próximo domingo. E em silêncio perfeito: não se trocam nem saudações desde o jantar da segunda-feira até o jantar do sábado. Inviolavelmente.


Vista de um dos Foyers na França

No Brasil temos um Foyer de Charité, fundado ainda durante a vida de Marthe, na cidade de Mendes – RJ, ainda na diocese de Volta Redonda. É dirigido pelo Padre Bernard, sacerdote francês da diocese de Marseille. E, se se nos permite, gostariamos de contar algo da experiência que vivemos no Foyer no retiro que lá fizemos ano passado.

Impressionou-nos a grande piedade do Pe. Bernard: sempre em oração e profundamente humilde. Em suas palestras (no retiro não se fala, mas se ouve), Pe. Bernard tratou apenas de temas espirituais: os artigos do Credo, os Sacramentos, Nossa Senhora, o pecado, o inferno, etc.

Todos os dias tivemos a exposição do Santíssimo Sacramento, adorado silenciosa e longamente.

Na noite de quinta para sexta-feira houve vígilia de adoração a noite inteira, revezando-se os retirantes (que eram uns quinze).

Todos os dias se rezava o Terço em comum. Na sexta-feira se fez também a Via-Sacra. Na quarta-feira fez-se um jejum coletivo, a pão e água.

Confissões eram atendidas pelo Pe. Bernard todos os dias.

Durante as refeições, sem conversa alguma, se ouvia música gregoriana.

No altar, quando não estava o Santíssimo exposto, estava um relicário com um fragmento dos ossos de Santa Teresinha do Menino Jesus.

Na parede da sala de conferências, de um lado o quadro de Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças, que a própria Virgem pediu a Marthe para divulgar (veja figura abaixo), e do outro um quadro da mesma Marthe em seu leito de dor, com uma indizível expressão de sofrimento no rosto


Tudo no Foyer respira um não sei quê de sobrenatural que é impossível explicar. Ao se entrar no Foyer tem-se a impressão de estar entrando em outro mundo. É quase possível como que sentir Marthe ainda presente lá, conosco, acolhendo a cada retirante.

Efetivamente, Jesus disse a Marthe Robin que há graças que Ele se reservaria conceder apenas nos Foyers, em atenção ao sacrifício ímpar de Marthe.


Falando do Foyer à Marthe, Jesus definiu-o como “a casa do Meu Coração, aberta a todos”.

No último dia do retiro fizemos todos a Consagração a Nossa Senhora, segundo a fórmula de São Luis de Montfort, como aliás se faz em todos os retiros dos Foyers.

Voltando à vida de Marthe, é interessante referirmos o testemunho do filósofo Jean Guitton, que a visitou e ficou admirado com o que viu. Diz Guitton:

«Era uma camponesa francesa, que durante cinqüenta anos não tomou nem mantimentos nem bebidas, alimentando-se somente de Eucaristia, e cada sexta-feira revivia nos estigmas as dores da Paixão de Jesus. Uma mulher que talvez tenha sido a pessoa mais estranha, extraordinária e desconcertante da nossa época, mas que, mesmo no século da televisão, permanece desconhecida do público, submersa num profundo silêncio…”

Muitíssimas pessoas visitaram Marthe em seu humilde quartinho. A todos ela aparecia como uma espécie de crucifixo vivo, uma cópia fiel da Paixão do Senhor. Hoje, trinta anos após a sua morte, contam-se numerosas graças recebidas por sua intercessão.

Segundo o Pe. Bernard nos contou, já estão realizados os milagres necessários para a beatificação de Marthe, tanto assim que nem se vê muita propaganda em torno da causa de glorificação dela. A demora para beatificá-la é apenas por se estar preparando um documentário profundamente exaustivo sobre ela, inclusive com o parecer da ciência sobre o seu caso, um processo que seja irrefutável.


Aqui jazem os restos mortais da maior Vítima Reparadora de todos os tempos, depois de Jesus e Maria: Marthe Robin

“Queres ser como Eu?”, dissera Jesus à Marthe Robin antes dela receber os estigmas e começar a reviver a Paixão. E o mesmo pode-se dizer que Ele repete a cada um de nós, apesar de nossas limitações: “Queres ser como Eu?…”

Ó grande Marthe Robin, intercedei por nós e obtende-nos a graça de que, ao fecharmos nossos olhos no entardecer da vida, possamos abri-los imediatamente para o dia que jamais terá ocaso, lá onde o Eterno Amor expande sem obstáculos a Sua Luz e Calor… Amém.


(Abaixo uma Oração composta por Marthe Robin a Nossa Senhora)

“Ó Mãe muito amada, Vós que conheceis tão bem os caminhos da Santidade e do Amor, ensinai-nos a erguermos freqüentemente o nosso espírito e nosso coração para a Trindade, a fixar nela nossa respeitosa e afetuosa atenção; e já que andais conosco no caminho da vida eterna, não fiqueis estranha aos pobres peregrinos que Vossa caridade tem a bondade de recolher; voltai para nós Vossos olhos misericordiosos, atraí-nos nas Vossas claridades,inundai-nos com Vossas doçuras, levai-nos na Luz e no Amor, levai-nos mais longe e muito alto nos esplendores dos céus.

Que nada possa jamais perturbar nossa paz, nem nos tirar do pensamento de Deus; mas que cada minuto nos leve mais adiante nas profundezas do augusto Mistério, até o dia em que nossa alma, plenamente desabrochada nas iluminações da união divina, verá todas as coisas no Amor Eterno e na Unidade.Amém.”



 
 
 

A atriz Cássia Kis participou nesta quinta-feira, 12, do programa Encontro com Fátima Bernades, da TV Globo, e comentou sobre questões relacionadas à maternidade.

Durante seu testemunho, a atriz valorizou a sua experiência como católica, comentou que reza o rosário, que fica ansiosa para a Santa Missa e também sobre a beleza das famílias numerosas.


Na sequência ela fez o seguinte comentário:

— A vida católica é linda, eu estou muito feliz com isso! Então eu fico me preparando para no Domingo estar na missa, encontrar os católicos!

E continuou: — [É lindo] …compreender porque uma família católica tem tantos filhos diante de um mundo que faz tantos abortos.

Assista o trecho:


Em determinado momento da conversa, ela revelou ser contra o aborto. No entanto, relatou que já fez um procedimento abortivo há quase 40 anos.

— Em 1985 eu tinha feito um aborto. Eu fiz um aborto, não foi um aborto espontâneo — disse.

“Isso mudou muito da minha vida”, prosseguiu ela, destacando que hoje atua visando evitar que outras interrupções ocorram.

Hoje eu sou uma ‘madrinha’ que defende a vida, que protege a vida. As mulheres que querem fazer um aborto, eu corro atrás para não fazer — explicou a atriz, que interpretou Maria Marruá na primeira versão da novela ‘Pantanal’.

Ainda ao falar sobre maternidade, Kis disse que já fez barriga de aluguel, e que atualmente tem quatro filhos, sendo o mais novo de 18 anos.

— Tive seis filhos, quatro filhos aqui na terra e dois estão lá em cima. — finalizou. Leia também Arautos do Evangelho esclarecem fatos divulgados em grave campanha de calúnias e difamações

Em 2020. Numa entrevista à revista Extra, afirmou: “Se eu puder pregar contra o aborto, vou fazer. Não conheço uma mulher que tenha feito e, que depois de um tempo, não tenha compreendido como foi difícil. Meu filho mais velho teria, hoje, 35 anos. Eu talvez já fosse avó. Então, batizei os dois, dei nome para eles, durmo com eles à noite”.

Assista mais um trecho da entrevista de hoje:


Luta Pro-Vida

Como são incríveis os planos de Deus para nós quando somos dóceis e disponíveis à sua vontade.

Assim como Cássia Kis, outra cantora muito conhecida do meio artístico também é católica praticante e luta pela vida e contra o Aborto.

Assista um trecho do testemunho de Elba Ramalho na sua luta Pró-vida na Canção Nova:

Elba Ramalho também participou do documentário “Pela Vida” que tem como foco o depoimento de mulheres que praticaram o aborto ou que, através do apoio voluntário de pessoas envolvidas com o apoio à Vida, desistiram de interromper a gestação e hoje, graças a este apoio pró-vida, tem uma nova perspectiva e criam seus filhos. Para assistir ao documentário completo, clique aqui.

 
 
 
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